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Curso de Direito

Direito Empresarial
Turma 2009.1

Sociedades Anônimas

Alexandro de Oliveira Brito


José Rufino da Silva Junior
Péricles de Lima Rosa
Pompeu Bezerra de Mello

Guarabira, 2010
POMPEU BEZERRA DE MELLO

SOCIEDADES ANÔNIMAS

Trabalho apresentado na Universidade


Estadual Da Paraíba, como elemento de
avaliação obrigatória para obtenção de
aprovação na cadeira Direito Empresarial .
Guarabira

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO............................................................................ 3
O ACIONISTA NAS SOCIEDADES ANONIMAS. ................... ..5
DIREITO DE VOTO......................................................................7
DIREITO DE RETIRADA.............................................................8
ACIONISTA CONTROLADOR ...................................................11
ASSEMBLEIA GERAL................................................................13
DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE.................................................14
CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................15
REFERÊNCIAS............................................................................16
INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem por finalidade apresentar alguns pontos referentes as


relações de poder dentro do funcionamento administrativo de uma sociedade anônima.
Sabemos que as relações privadas, regidas pelo direito privado têm seus papeis
definidos e a evolução desses papeis é acompanhada pelo direito para que este
também evolua dentro de seu propósito de regular as relações entre púbicos e
particulares e particulares e particulares.
A importância do estudo das sociedades anônimas tem seu fundamento no fato de
que , dentro do direito empresarial esta ser uma das mais corriqueiras configurações
das sociedades empresárias. Estudar sua natureza, constituição, deveres e
obrigações, administração e dissolução tem fundamental importância, importância
esta que vai desde a compreensão de tais sociedades, seus postulados jurídicos ate
mesmo da reflexão sobre que melhoras o sistema pode receber de tais reflexões.
Classificadas em sociedades abertas e fechadas, onde a negociação ou não em
bolsas de valores e mercados de balcão de seus valores mobiliários define a
sociedade para cada classificação, a sociedade aberta possibilita este processo para o
levantamento de altas somas de recursos sem os quais não seria possível
empreender no campo empresarial objetivado.A segurança necessária a este
processo se da pela autorização do governo para tal atividade, restando apenas o
risco comum a natureza do investimento. A disponibilidade de comporá e venda das
sociedade anônimas abertas permite que a liquidez do resgate seja, em comparação
aos títulos de uma sociedade fechada, mais vantajosas no que diz respeito a liquidez.
A plasticidade do negocio, a possibilidade de venda em sociedades abertas torna
célere o processo de resgate do valor investido, tornando assim um negocio mais
atrativo para os investidores. Entre estes investidores podemos destacar dois perfis:
os rendeiros e os especuladores. Neste contexto, a venda da ação, que representa
uma parcela do capital social que da o direito ao comprador de se colocar na posição
de sócio, contratando com os demais sócios, ao mesmo tempo em que investe seu
dinheiro. Posterior ao registro de emissões, as ações são colocadas a disposição dos
investidores, onde farão seu papel de captação de recursos.
Mais particularmente os temas tratados neste trabalho, ligados ao papel do acionista
na administração e participação na sociedade anônima, seus direitos essências,
governança, decisão por voto, e os tipos de acionistas, tem o interesse fundado na
essencialidade de compreendermos estes elementos para podermos traçar um perfil
jurídico de uma sociedade anônima onde a participação de seus acionistas é de
fundamental importância, seja por meio do empreendedorismo ou por meio dos
investidores. A administração por meio de acionista controlador, o funcionamento da
assembléia geral e a dissolução da sociedade também são temas tratados neste
trabalho , onde cada ponto será tratado em separado , e contextualizado com os
demais elementos do direito societário.
O quanto cada acionista é vinculado a sociedade pelo papel que recebe por suas
características tem fundamental importância para compreendermos seu papel e
podermos construir um perfil jurídico deste mesmo papel dentro da sociedade
empresaria. A soma destes elementos apresenta um percentual do funcionamento das
sociedades empresárias anônimas, ponto crucial do direito societário hodierno.
O ACIONISTA NAS SOCIEDADES ANÔNIMAS

O conjunto de empreendedores e investidores que investem seu capital e trabalho


em uma sociedade empresaria formam, em seu conjunto, a classe dos acionistas. O
interesse pela exploração da atividade empresaria ou pela simples oportunidade de
obtenção de lucro, estes grupos de acionistas tem, por sua participação, parte na
composição administrativa da empresa. Sobre os investidores diz Ulhoa1:

“Deve-se distinguir ainda, de acordo com os motivos que os


impulsionam a adquirir ações entre rendeiros e especuladores. Os
primeiros objetivam constituir uma carteira de ações, que possam
representar patrimônio relativamente estável, e por isso norteiam suas
opções de compra e venda pelas perspectivas de retorno a longo
prazo.(...) Já os especuladores, buscam otimizar ganhos imediatos, e
estão atentos a cotações de bolsas no mundo todo, e outro
investimentos financeiros, procurando a cada momento as alternativas
mais atraentes em termos de liquidez e segurança.”

A figura do acionista especulador não se faz presente em uma sociedade fechada,


por falta de liquidez que este tipo de sociedade oferece para os interessados. Este
diverso novel de interesse em cada caso repercute na participação de cada tipo de
acionista na administração e na participação em assembléias deliberativas, ficando
concentrados os cargos de direção e administração nas mãos de acionistas que se
interessam, pela atividade e pelo quotidiano da sociedade empresaria. Sobre isto trata
o autor supracitado2:
“A graduação da vinculação com a sociedade repercute, de modo
direto no interesse de participar das assembléias gerais e , inclusive,
integrar órgãos de administração. Assim os diretores de companhia ou
são também empreendedores ou foram escolhido por acionistas
desse perfil. No Extremo oposto os especuladores, desinteressados
de qualquer aprofundamento de seus vínculos com a sociedade não
vêem sentido em contatos com os demais acionistas, em reuniões de
órgãos societários.”

Entre os deveres principais do acionista esta o pagamento do preço da emissão das


ações, e entre os seu direitos elencam: a participação nos resultados sociais,
recebendo os dividendos e participando, como acionista do acervo da sociedade
1
COELHO, Fabio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. Vol. 2. São Paulo: Saraiva, 2005 p. 272.

2
_______, Fabio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. Vol. 2. São Paulo: Saraiva, 2005.p. 273.
quando esta vier a ser liquidada. Alem disso a fiscalização dos negócios , seja de
forma direta e indireta, por meio de livros e do conselho fiscal. Alem disso tem
também o direito a preferência na subscrição de ações e de valores mobiliários. E por
fim, como será exposto mas próximas paginas deste trabalho, o direito de retirada,
com suas particularidades no caso das sociedades anônimas.
Direito de voto

Por meio da assembléia geral, os acionistas manifestam sua vontade no acordo ou


desacordo daquilo que é exposto em tais assembléias. As deliberações sociais são
feitas por meio do voto e cada ação votante equivale a um voto. Mas como assinala
Ulhoa3 “O direito de voto, conforme já assinalado, não é direito essencial, pois existem ações
que não o conferem a seus titulares.” (p. 209). E o direito brasileiro proíbe o voto plural de
uma acionista , sendo que nas situações de limitação estatutária e voto múltiplo a situação que
coloca cada ação votante um voto é colocada a exceção. Podem ser diferenciadas as
situações como coloca Ulhoa:

“ Assim os acionistas titulares de ações preferenciais nominativas


podem ter este direito limitado e suprimido por este estatuto. Tais
acionistas poderão exercer o direito a voto somente em caso
excepcionalmente previsto, com a deliberação da constituição, eleição
em separado de membros do conselho da administração ou fiscal,
não pagamento dos dividendos fixos ou mínimos. Salvo pois tais
casos , os titulares das ações desta categoria não tem voto na
assembléia geral.”

O direito de voz e de voto ocorre durante as assembléias nas discussões e nas


tomadas de decisões. Na fase de discussão todos os acionistas podem participar,
enquanto na fase de deliberação apenas votam os titulares de direto de deliberação. O
voto de vontade e o voto de verdade são colocados em função da pauta de votação, e
o acionista nestas duas modalidades está dando fé aquilo que é apresentado (voto de
verdade) enquanto no outro caso está confirmando ou rejeitando a proposta
apresentada pela assembléia.
Sobre o voto preferencial, o estatuto pode conter elementos que promova ou proíba
a existência deste tipo de voto. Na maioria das vezes o que ha é proibição, mas vela
salientar que o silencio do estatuto sobre o voto dos preferencialistas os autorizam a
votar. Este tipo de voto pertence aos acionistas detentores de ações preferenciais.
Mas se a matéria tratada se reveste de importância para este acionista ou se ele não
esta se beneficiando diretamente desta posição a CVM autoriza que o mesmo tenha
voto. Além disso, o preferencialista exerce voto na assembléia de constituição da
companhia, nas assembléias gerais, nas eleições me separado de um membro do
3
COELHO, Fabio Ulhoa. Manual de Direito Comercial. São Paulo: Saraiva, 2005.
conselho fiscal do qual não participa o controlador, na eleição em separado de um
membro do conselho de administração do qual não participa o controlador, na
assembléia geral para aprovar e ratificar ações preferenciais, e na assembléia
extraordinária para apreciar mudança do registro de negociações em bolsas ou merca
do de balcão organizado para o de mercado de balcão não organizado. O voto
também pode ser abusivo e conflitante, sendo o abusivo aquele que pretende causar
prejuízo a sociedade, ou mesmo aos acionistas. O voto de vontade no lugar do voto de
verdade dá lugar ao voto abusivo. O voto conflitante é o voto de interesses
inconciliáveis entre o acionista e o restante da sociedade. Nas duas modalidades o
acionista responde civilmente pelos prejuízos.

Direito de retirada

Partindo da vontade do acionista, o desligamento da sociedade empresaria tem


duas formas de acontecer.o exercício por parte do acionista do direito de retirada e a
venda ou alienação da a participação societária. A alienação da participação
societária é um ato bilateral, enquanto o exercício do direito de recesso é uma ato
unilateral. Nas sociedades anônimas existem facilidades em alienar a participação
societária e dificuldades em promover o direito de retirada onde os sócios se desligam
por vontade própria. A retirada se apresenta como um meio dissidente, onde o sócio
se retira por sua vontade sem se submeter a deliberação dos demais acionistas,
reembolsando as quotas de ações e se desfazendo do vinculo social, submetendo a
sociedade de qual fazia parte a sua decisão unilateral. A sociedade se coloca em
posição de devedora do reembolso de que tem direito o sócio que se retira das
sociedades. Como conseqüência desta diferença entre estes dois meio s de
desligamento também tempos o valor reembolsado nos dois casos distintos como
valores diferentes. Como diz Ulhoa4:

“Dessas diferenças entre o desligamento por alienação da


participação social e pelo exercício do direito de retirada deriva
conseqüência respeitante ao valor que o sócio desligando recebe por
suas quitas ou ações. As tratativas para alienação das participações
4
COELHO, Fabio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. Vol. 2. São Paulo: Saraiva, 2005, p. 299.
societárias conduzem-se em torno do valor de negociação da
participação, e o direito de retirada garante ao retirante o valor
patrimonial desta.São importes diferentes, sob o ponto de vista
conceitual, e sob o aspecto de sua medida econômica”

Como já foi dito, a configuração de recesso no modo retirada nas sociedades


anônimas é desestimulado por causa dos casos específicos em que pode acontecer.
Entre estes casos específicos, a criação de ações preferenciais, uma vez que esta
operação traz prejuízos aos pagamento de dividendos dos acionistas anteriores ao
fato. Sendo assim os acionistas preferenciais ou ordinários que se prejudicarem pela
emissão destas novas ações preferenciais tem o direito de pedir retirada, ressalvados
os acionistas que são preferenciais mas não foram prejudicados pela operação.
Outra hipótese que autoriza o recesso por retirada é a alteração nas condições de
vantagens, e condições de resgate e amortizações de classes de ações preferenciais.
Sobre isto cita Ulhoa5:

“A mudança nos direitos titularizados pelos preferencialistas,


por certo pode importar prejuízo aos seus interesses. Se, apo
ingressar na sociedade importavam como um determinado
patamar de um dividendo mínimo, e o estatuto é alterado para
reduzi-lo, é claro que a alteração lhe será prejudicial.”

Para provar que foi prejudicado o acionista deve demonstrar que o retorno que
esperava de seu investimento tem sua prospecção diminuída pala decisão da
assembléia geral, na criação de modificações com relação de alteração de vantagens
e condições na no resgate e amortização de ações preferenciais.
A redução do dividendo obrigatório também justifica o recesso por maio de retirada. Esta
decisão produz uma alteração estatutária que trás a todo os acionistas um claro prejuízo ,
sendo neste caso desobrigado a provar que teve prejuízo nesta modificação.
A desapropriação e transferência do controle ao poder publico também se apresenta como
uma razão plausível de retirada da sociedade anônima . Esta retirada está ligada a mudança
da condição da sociedade para uma sociedade de economia mista.
Na incorporação de ações, os acionistas da sociedade incorporadora e da sociedade
incorporada, t5em direito a retirada, salvo se o acionista pode sem muitas dificuldades vender
suas ações no mercado de capital. Ainda podemos computar os acasos em que as
sociedades abertas se tornam fechadas e que as sociedades anônimas são transformadas em
5
COELHO, Fabio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. Vol. 2. São Paulo: Saraiva, 2005.p. 301
limitadas. A cisão e a mudança do objeto da companhia também são entre as outras razões
para a retirada. Como discorre Ulhoa em seu curso6:
“Ao ampliar , restringir ou alterar por completo as atividades que
compõe o objeto social, a assembléia da ensejo a retirada dos
acionistas que discordam da novidade, independentemente da espécie
ou classe das ações que titulariam ou mesmo da demonstração de
prejuízo direto.”

“A cisão. Esta operação se realiza pela versão dom patrimônio ou


parte dele, de uma sociedade para de outra nova ou já existente.Os
acionistas dissidentes de cindida tem direito de retirada caso a
operação resulte em mudança na sua condição societária que a lei
considera justificar o recesso.”

Tais são, de forma resumida os casos em que se justifica a retirada.

Conseqüências da retirada: o reembolso

O valor do reembolso não tem equivalência como o valor de negociação das ações
do acionista retirante, pois tanto a sociedade tem o interesse em pagar o valor da
negociação das ações e não o valor patrimonial quanto o acionista tem a esperança
de receber o valor das ações proporcional ao crescimento da empresa societária. Este
valor é vinculado a decisão judicial e tem como referencia o valor patrimonial das
mesmas. Este pagamento será uma parcela. proporcional ao patrimônio liquido da
sociedade. E neste caso há redução do patrimônio social da empresa. Apenas nos
casos de as ações do retirante não possuir liquidez no momento da retirada, e se a
companhia for fechada o acionista recebe menos que o valor da negociação.

6
________, Fabio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. Vol. 2. São Paulo: Saraiva, 2005.p. 301.
O Acionista Controlador

A ideai de que a sociedade anônima permita que o empreendedorismo organize e


controle uma atividade econômica sem ter a sua disposição os recursos necessário
para que leve a cabo este feito chamou, e ainda chama , a atenção de alguns teóricos
a respeito da natureza da administração de sociedades anônimas complexas. Este
controle pode ser majoritário, gerencial, minoritário e totalitário. No Brasil esta
configuração recebe elementos diferentes, onde a dispersão acionária nem sempre
corresponde ao controle da empresa. Sobre isto diz Ulhoa7:
“No Brasil, as companhias sempre foram e ainda são, muito
diferentes das dos Estados Unidos no que diz respeito ao poder de
controle. De um lado é significativa a presença de empresas
subsidiarias sediadas nos países centrais do sistema capitalista.O seu
capital social representa, basicamente, o investimento da multinacional
no pais, e assim, encontra-se sobre o controle totalitário da matriz.Por
outro lado , as companhias constituídas por iniciativas de capitalistas
brasileiros, costumam reproduzir a cultura empresarial centralizadora e
assumem muitas vezes a forma de empresas familiares, em que se
sobrepõem laços parentescos e relações societárias.”

Constatando que a modalidade totalitária do controle acionário é o modelo que


funciona no Brasil, devemos agora situar o papel do acionista controlador .
comecemos pela definição legal de acionista controlador. De acordo com a Lei das
Sociedades Por Ações (Lei 10. 303/01):

“Art. 116 :Entende-se por acionista controlador a pessoa natural ou jurídica, ou o


grupo de pessoas vinculada por acordo de votos , ou sob controle comum que:
a) é titular de direitos de sócios que lhe assegurem, de modo permanente a maioria
dos votos nas deliberações da assembléia geral o poder de eleger a maioria dos
administradores da companhia; e
b) b) usa efetivamente seu poder para dirigir as atividades sociais e orientar o
funcionamento dos órgãos de companhia.”
Abrangendo dentro de si as 4 modalidade de controle acionário, a LSA permite
que eventuais evoluções possam ser abarcadas pelo texto legal, o que evita a
necessidade de modificação na legislação em vigor. O conceito de permanência
do controlador mesma posição está intimamente ligado aos critérios que objetivam
identificá-lo em uma companhia. A condição de acionista controlador na relação de

7
COELHO, Fabio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. Vol. 2. São Paulo: Saraiva, 2005.p.277.
inversa proporção de detenção de ações pelo mesmo evidencia a ampliação deste
poder, aliado a presença das ações ordinárias (com direito a voto) e das ações
preferenciais( sem direito a voto)Sobre as responsabilidades sociais advindas pela
posição de acionista controlador, o mesmo tem a responsabilidade igual a dos
demais acionistas, salvo quando o ato que deve ser imputado foi praticado pelo
acionista dentro de seus poderes controladores. Em alienação as ações de
garantia de controle possuem valor superior as demais, por meio de oferta pública
resolutiva ou suspensiva.

A Assembléia Geral

A sociedade anônima na sua estrutura administrativa conta com órgãos, chefias,


conselhos etc. Entre estes órgãos administrativos encontramos a figura das
assembléias gerais.Entre todos eles, aqueles que se encontram no ponto mais alto da
estrutura administrativa das sociedades anônimas são os que interessam ao estudo do
direito societário. A assembléia geral, o conselho de administração, a diretoria e o
conselho fiscal estão no mais alto nível dentro da administração, e por isso surge a
importância do estudo da assembléia geral quando se trata de sociedades anônimas.
Suas funções são: Deliberar, votar e discutir. Sobre sua competência, coloca Ulhoa8:
“A competência privativa da assembléia geral abrange: a) reforma do
estatuto social ;b) eleição e destituição da diretoria, se não existir o
conselho da administração; c) eleição e destituição do conselho da
administração, se este existe; d)eleição e destituição do conselho
fiscal; e) julgamento da prestação de conta dos administradores;f)
votação da demonstrações financeiras anuais da companhia; g)
autorização para a emissão de debêntures, exceto nas companhias
abertas não houver clausula de conversibilidade nem outorga de
garantia real ; h) emissão de partes beneficiarias; i) aprovação da
avaliação dos bens oferecidos por acionistas a titulo da integralização
das ações; j) suspensão de direitos de acionistas; l) deliberação sobre
as operações de transformações fusão, incorporação e cisão; m)
dissolução e liquidação, incluindo eleição e destituição do liquidante,
bem como votação de suas contas; n) autorização previa para pedido
de autofalência e requerimento de recuperação judicial, ou em caso de
urgência, ratificação destes atos. “

As assembléias podem ser ordinárias e extraordinárias, sendo para isto usado o


critério da competência, e sua convocação se faz mediante publicação de anuncio,

8
COELHO, Fabio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. Vol. 2. São Paulo: Saraiva, 2005.p.194
indicando local, data , hora , pauta e o percentual necessário de participação
acionaria.Se extraordinária, a pauta deve ser de conhecimento de todos os acionistas.
A exceção são as sociedades fechadas que a lei autoriza a convocação epistolar. O
quorum é composto por ¼ dos acionistas do capital social com direito a voto. Não
havendo a presença dos acionistas convocados a reconvocação será validada pela
presença de qualquer número de acionistas. A ata é o instrumento de registro próprio
de assembléias em que estão situados todos os pormenores que validam os efeitos
desta.

Dissolução da sociedade

A dissolução compreende o fim da personalidade jurídica e conseqüentemente da


liquidação e partilha do patrimônio social da empresa. Esta dissolução pode ser
motivada por diversos fatores, entre eles: Vontade dos sócios, proposta em
assembléia geral extraordinária; fim do decurso do prazo determinado de duração, no
caso das sociedade contratadas por prazo determinado, podendo ser evitadas pelos
sócios pela alteração estatutária que dilata prazo inicial.; falência, onde a insuficiência
patrimonial não permite a liquidez necessária para cumprir suas obrigações; uni
pessoalidade, sendo a dissolução de caráter sancional contra a negação da
pluralidade dos acionistas; objeto social irrealizável, pela falta de prosperidade dos
negócios, ou insuficiência do capital social, e por ultimo a extinção da autorização de
funcionamento, onde as sociedades que precisam de autorização do governo e não a
possuem, causam por isso sua dissolução.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do exposto , podemos concluir que a configuração de sociedades anônimas


tem, por meio de seus acionistas, um funcionamento voltado para o interesse dos seus
membros acionistas, onde o papel do acionista esta diretamente vinculado com a
administração da sociedade anônima aberta. O acionista por meio de seu direito de
votar ou não votar ( em fincão da natureza das ações que possui) , direito de ingresso
e retirada, tem como papel a descentralização da fogura do administrador em uma
sociedade anônima. A socialização dos ganhos e do crescimento da sociedade , por
meio da valorização de ações em uma sociedade em pleno crescimento, impulsionam
este tipo de captação de recursos com finalidades empresarias.
A figura do acionista controlador, que representa a capacidade de flexibilização das
decisões administrativas de uma sociedade anônima, tem , junto com a assembléia
geral um papel de corpo administrativo, onde as formalidades, quando cumpridas
munem de respaldo as decisões em conjunto da dita sociedade. Junto a isso a
dissolução das sociedades anônimas apresentam em seu conjunto o fim da viabilidade
da sociedade empresaria de forma definitiva ou não, solucionável ou não, dependendo
de cada caso.
A abordagem de funcionamento das sociedades anônimas apresenta também o
papel do direito como regulador dos interesses e conflitos coletivos, onde , desde a
sua formação até mesmo a observância do rito interno podem revelar o respeito
garantido pelo direito aos participantes que na tutela jurídica tgrazida pelo direito
societário, tem suia estabilidade e funcionamento garantidos.
REFERÊNCIAS

COELHO, Fabio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. Vol. 2. São Paulo: Saraiva,
2005.

________, Fabio Ulhoa. Manual de Direito Comercial. São Paulo: Saraiva, 2005.

REQUIÃO, Rubens. Curso de Direito Comercial. São Paulo: Saraiva, 2005.