UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE - UNIVILLE CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA

DERIVADAS PARCIAIS

ANDRÉ COGORNI BRUNO LIBERATO GIRARDI GEOVANI FERREIRA CESCONETTO GIOVANI RICARDO SCHNEIDER ANDRIOLI LEANDRO JOSÉ PALOSCHI PROFESSOR: ROGÉRIO VIEIRA CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL II

Joinville 2008

SUMARIO

INTRODUÇÃO.............................................................................................................3 2. DERIVADAS PARCIAIS..........................................................................................5 2.1. Derivadas Parciais...........................................................................................5 2.2. Interpretação Geométrica Da Derivada Parcial De Uma Função De Duas Variáveis..................................................................................................................8 2.3. Derivadas Parciais De Segunda Ordem Ou Mais.........................................9 2.3.1 Derivadas Parciais de Segunda Ordem......................................................9 2.3.3 Derivadas Parciais de Ordem Superior a Dois..........................................11 2.4. Derivadas Direcionais E Gradiente..............................................................11 2.5. Regra Da Cadeia............................................................................................12 2.6. Problemas de Máximo e Mínimo..................................................................13 2.7. Aplicações Das Derivadas............................................................................15 2.7.1. Posição e Deslocamento:.........................................................................17 2.7.2. Velocidade, Velocidade Média e Aceleração: ........................................18 2.7.3. Uso de derivadas parciais em termodinâmica química............................21 2.7.4. Uso das derivadas parciais em fenômenos de transportes.....................22 2.7.5. Estática dos fluidos...................................................................................24 3.0. CONCLUSÃO.....................................................................................................26 REFERÊNCIAS..........................................................................................................27

Nessa figura. P =m (x. Assim. um ponto do domínio D da função – e z é a distância orientada para cima ou para baixo ao correspondente ponto sobre a superfície.INTRODUÇÃO Muitas das funções que aparecem na Matemática e em suas aplicações envolvem duas ou mais variáveis independentes. 1) Figura1. y). mas define também z como função das duas variáveis x e y. e a superfície pode ser encarada como o gráfico dessa função. y) é um ponto “adequado” do plano x y – isto é. Essa superfície foi esboçada como estando “acima” do domínio D. Usualmente denotamos uma função qualquer de duas variáveis x e y escrevendo z = f(x. (Fig. embora parte dela possa realmente estar abaixo do plano xy. Já encontramos funções dessa espécie em nosso estudo da geometria analítica espacial. e podemos visualizar tal função esboçando seu gráfico no espaço xyz. . a equação z = x² y² é a equação de uma certa superfície de sela.

além disso. se. w = f(x. taxas de derivação. e z de P. que os principais temas do cálculo diferencial de uma variável – derivadas. v) é uma função das seis variáveis entre parênteses.Por uma extensão óbvia da notação aqui usada. z). Porém. y. . z. então T é uma função das quatro variáveis. se a temperatura T num ponto P dentro de uma esfera sólida de ferro depende das três coordenadas cartesianas x. y. consideramos a possibilidade de que a temperatura num dado ponto varia com o tempo t. T = f(x. há diferenças surpreendentes entre o cálculo de uma variável e o cálculo de muitas variáveis. u. y. t) Veremos então. y. problemas de máximo e mínimo e equações diferenciais – podem ser entendidos para funções de muitas variáveis. Por exemplo. cálculos com a regra da cadeia. t. z. então escrevemos T = f(x.

Ou seja. suponha que y = f(x) seja uma função de apenas uma variável. faz-se com que uma delas varie enquanto as demais são consideradas constantes. necessitaremos de instrumental matemático semelhante para trabalhar com a taxa com que z muda quando ambos x e y variam. Isso nos leva ao conceito de derivada parcial. Para a função z = f(x. primeiro mantemos y fixo e consideramos x como variável. y) de duas variáveis independentes. Para funções de mais de duas variáveis.1.2. no caso de uma função z = f(x. se tratarmos uma função de n variáveis como uma função de uma variável de cada vez. definida por: Pode ser interpretada como a taxa de variação de y em relação a x. y) de duas variáveis. A taxa de derivação em x é denotada por ∂z/ ∂x e definida por: 5 . DERIVADAS PARCIAIS 2. mantendo fixas as demais variáveis. Então teremos uma derivada para cada uma das variáveis independentes. Derivadas Parciais A discussão sobre derivação de uma função de n variáveis com valores reais reduzse ao caso unidimensional. Sabe-se que sua derivada.

1) = 13 ou fy(x. y) = xy² + x³ . delta x”. se x for mantido fixo e y variar. Solução: fx(x. 1). 1) = 4 ou 6 . As notações mais usadas para essa derivada são: Analogamente. no ponto (2.y) = 2xy fy(2.Se esse limite existir. chama-se a derivada parcial de z em relação a x e lêse “delta z. y) = y² + 3x² fx(2. então a derivada parcial de z em relação a y é definida por: E as notações padrões nesse caso são: Exemplos Exemplo 1: Encontre o valor da derivada parcial da função f(x.

Por ser esse resultado -1 e não +1.Exemplo 2: A Lei do Gás Ideal afirma que. Mostre que Solução: Como Temos Assim. 7 . onde n é o número de moles de gás na amostra e R é uma constante. conclui-se que não pode-se tratar as derivadas parciais do membro esquerdo como frações. o volume V e a temperatura absoluta T são ligados pela equação PV=nRT. para uma dada quantidade de gás. a pressão p.

y0)). y) No ponto P0. 8 . então z = f(x. y = y0).2. Interpretação Geométrica Da Derivada Parcial De Uma Função De Duas Variáveis Interpretações geométricas das derivadas parciais de uma função de duas variáveis são similares àquelas dadas para funções de uma variável. O gráfico de uma funçãof de duas variáveis é uma suferfície cuja equação é z = f(x. no plano x = x0. no plano y = y0. y) pois ela é a intersecção dessas duas superfícies. a curva pode ser representada pelas equações y = y0 e z = f(x. analogamente. fy(x0. se y for mantida constante (digamos.2. Então fx(x0. y0. y0) será uma equação do traço dessa superfície no plano y = y0. A figura 2 mostra partes das curvas e das retas tangentes. y0) é a inclinação da reta tangente à curva dada pelas equações no ponto P0(x0. y0) representa a inclinação da reta tangente à curva cujas equações são X = x0 e z = f(x. y). Figura 2. f(x0.

√3) 2. as derivadas parciais fx e fy também são funções de duas variáveis e próprias podem ter derivadas parciais. Começando com as derivadas parciais de primeira ordem. Essas derivadas parciais de segunda ordem são denotadas de diferentes maneiras. √3) ∂x Assim em (2. 2. 2.3.Exemplo Ache a inclinação da reta tangente à curva de intersecção das superfícies Com o plano y = 2. y) de duas variáveis. 2.3. √3) Solução: A inclinação pedida é o valor de ∂z no ponto (2. 9 . Derivadas Parciais De Segunda Ordem Ou Mais 2. no ponto (2.1 Derivadas Parciais de Segunda Ordem Observa-se que para uma função z = f(x.

temos então 2.3. envolvem novas idéias. fxy dá a taxa de 10 .As derivadas em relação a x são e As derivadas em relação a y são Exemplo Seja f(x. y) = x³e5y + y sen 2x. A derivada parcial mista fxy dá a taxa de variação na direção do eixo y da taxa de variação f na direção do eixo x.2 Derivadas Parciais de Segunda Ordem Mistas As derivadas parciais de segunda ordem mistas.

pois. se w = f(x. podemos inverter a ordem de quaisquer duas derivações sucessivas.3 Derivadas Parciais de Ordem Superior a Dois Derivadas parciais de ordem superior a dois. Exemplo Para a função f(x. são definidas de maneira óbvia. Por exemplo.y. assim como derivadas de ordem superior de funções de mais de duas variáveis. Nas direções dos eixos x. vemos facilmente que 2. ∂f∕∂y e ∂f∕∂z. Derivadas Direcionais E Gradiente Seja f(x. y e z sabemos que as taxas de variação de f são dadas pelas derivadas parciais ∂f∕∂x. não é importante a ordem em que uma sequência de derivações parciais é realizada. z). fxxyz = fxyxz = fxyzx = fyxzx = fyzxx. y.z) uma função definida em alguma região do espaço tridimensional e seja P um ponto dessa região.3.4. aplicando as fórmulas vistas. Por exemplo.variação na direção do eixo x da taxa de variação de f na direção do eixo y. O que não indica que essas derivadas parciais estejam relacionadas entre si. 2. y) = x³e5y + y sen 2x. com continuidade adequada. A taxa 11 . então Em geral.

por sua vez. x=g(t). cada uma delas. funções de outra variável t.5.de variação de f se partimos de P numa direção que não é a de um eixo coordenado nos leva a um conceito muito importante de gradiente de uma função. Regra Da Cadeia A regra da cadeia para derivadas ordinárias mostra a maneira de se derivar funções compostas: sendo w uma função de x e x. assim w=f(x). função de uma terceira variável t. calcule dw/dt: Solução 12 . então Sabemos. por experiência. Então. é usado com mais freqüência do que qualquer outra regra de derivação. que a regra da cadeia é um instrumento indispensável de calculo. 2.y) de duas variáveis x e y. A regra da cadeia mais simples para funções de várias variáveis envolve uma função w=f(x. x=g(t) e y=h(t). A derivada dessa função composta é dada pela Exemplo Sendo w = 3x² + 2xy – y² com x = cos(t) e y = sen(t). w é uma função de t. onde x e y são.

y) está definida e que também f(x. y0) em alguma vizinhança de P0. y0) no interior de seu domínio. 13 .6. y) ≤ f(x0.Aplicando a formula da regra da cadeia teremos que Substituindo-se agora x = cos(t) e y = sen(t). como mostra a figura a seguir. Isso significa que f(x. Problemas de Máximo e Mínimo No caso de funções de uma variável.Os problemas de máximo e mínimo de funções de duas ou mais variáveis podem ser muito mais complicados do que os com derivadas primeira e segunda de funções. Suponha que uma função z = f(x. y) tenha um valor máximo num ponto P0 = (x0. dw/dt se expressa em termos de t: 2. uma das principais aplicações das derivadas é o estudo de seus máximos e mínimos.

∂z/∂y = 0 nesse ponto. Por analogia a definição referente a funções de uma variável.Se manter-se y fixo no valor y0. onde a função tem um máximo em uma direção e um mínimo em alguma outra direção. y0) m que ambas as derivadas parciais são nulas. z = f(x. A = xy + 8/y + 8/x Procura-se um ponto crítico dessa função. Essas equações (∂z/∂x = 0 e ∂z/∂y = 0) são duas equações em duas incógnitas cuja a solução são as coordenadas do ponto de máximo (x0. temos z = 4/xy. isto é. quando tenta-se localizar valores máximo ou mínimo de uma função resolvendo as equações ∂z/∂x = 0 e ∂z/∂y = 0. mas. Exemplo Calcule as dimensões de uma caixa retangular com a parte superior aberta. como mostrado a direita da figura 3. Solução: Sendo x e y as arestas da base e z a altura. um ponto em que 14 . a área total da caixa será A = xy + 2xz + 2yz Como xyz = 4. y0) é uma função apenas de x e. e a área a ser minimizada pode ser expressa como função das duas variáveis x e y. ∂z/∂x = 0 nesse ponto. com volume fixo de 4 m³ e com a menor área de superfície possível. E da mesma maneira. y). de ponto crítico de F(x. y0). sua derivada deve ser zero nesse ponto. deve saber-se que essas equações podem resultar nas coordenadas de um ponto de sela. chama-se um ponto (x0. Assim. como ela tem um valor máximo em x = x0. Aplica-se essas mesmas considerações ao valor mínimo mostrado no centro da figura 3.

Sociologia e etc. De fato na Física. xy² = 8. Usam a simples definição de derivada: de aplicações Seja y = f( x) no gráfico. logo a caixa de volume dado. sem tampa com área de superfície mínima. Divindindo membro a membro teremos x/y = 1. a função que está representada sejam x0 e x0 + ∆ x dois valores de o x0 x0 + ∆ x x 15 . Medicina.∂A = y – 8 = 0 . Aplicações Das Derivadas Poucos conceitos terão tantas aplicações no mundo científico com o da derivada. e seu domínio. ∂A = x – 8 = 0 ∂x x² ∂y y² Para resolver essas equações simultaneamente.7. logo y = x e uma das equações fica x³ = 8. Química. f (x0) y f(x0+ ∆ x) . as reescrevemos: X²y = 8. x = 1. Assim. 2. Biologia. então x = y = 2. tem uma base quadrada e altura medindo metade do valor da aresta da base. Contudo neste módulo vamos tratar matemáticas que são também originadas pelo conceito.

se. LINUX. 16 . definida em R . deslocamento e aceleração).A razão incremental é dada por : ∆y f ( x + ∆x ) − f ( x ) = ∆x ∆x ∆ y quando ∆ x tende a zero ( assume ∆ x Denomina-se função derivada o limite de valores muito pequenos ).ALFAMAWEB. Vamos utilizar álgebra vetorial nos conceitos já vistos (posição. 3 ( x + ∆x) 2 − 3x 2 3 x 2 + 2 x∆x + ( ∆x ) 2 − 3x 2 3x 2 + 6 x∆x + 3(∆x) 2 − 3x 2 = lim = lim = ∆x ∆x ∆x →0 ∆x →0 ∆x →0 lim ⇒ f `( x ) = 6 x [ ] ∆x( 6 x − 3∆x ) = 6x ∆x ∆x →0 Aqui serão estendidas as considerações apresentadas nos capítulo anterior para os casos bi e tridimensionais. derivada de y ) dy ( lê. velocidade. E indica-se por : f ´( x ) = lim ∆y f ( x + ∆x) − f ( x ) ⇒ f ´( x) = lim ∆x ∆x →0 ∆x ∆x →0 nota: A função derivada também pode ser indicada por : • • y´ ( lê-se. calcular a função derivada f ( x ) . derivada de y em relação a x ) dx Exemplo: Dada a função f ´ ( x) = lim f ( x ) =3 x 2 .

2. no sentido +k. está a 5 unidades da origem. e os coeficientes x. escrevemos r como : r = xi + yj + zk . está à duas unidades da origem. o vetor posição de uma partícula é r1 = -3i + 2j + 5k e logo depois é r2 = 9i + 2j + 8k . yj e zk são as componentes vetoriais de r. no sentido +j . Posição e Deslocamento: • Em geral. E. no sentido –i .1. y e z são as componentes escalares.: Inicialmente. Figura 4: Demonstra localização de uma partícula. a localização de uma partícula é determinada pelo vetor posição r. ao longo do eixo z. Ao longo do eixo y. Ex. Pela notação de vetores. P está 3 unidades da origem.7. Ao longo do eixo x. onde xi . que é um vetor que de um ponto de referência (geralmente a origem de um sistema de coordenadas) até a partícula. Qual é o deslocamento de r1 para r2 ? Solução : ∆ r = r2 – r1 = ( 9i + 2j + 8k ) – ( -3i + 2j + 5k ) = 12i + 3k 17 .

2. a velocidade média encontrada é uma boa aproximação da velocidade instantânea. LINUX. Portanto a velocidade média pode não ser igual a velocidade mostrada no velocímetro no instante t Em princípio. Velocidade. Dessa forma. Velocidade Média e Aceleração: Velocidade Suponhamos que um carro se move em linha reta e que a sua distância ao ponto de partida . porque sua componente y é nula. um fato constatado pelo resultado numérico.2. Então no intervalo de tempo entre t e t+∆ t . cada vez menores. o carro tem sua velocidade aumentada ou diminuída durante o intervalo de tempo considerado.ALFAMAWEB.Nota: Este vetor deslocamento é paralelo ao plano xz. a velocidade média nada nos diz sobre a velocidade do corpo no instante t . Entretanto se fizermos os intervalos de tempo ∆ t . isto é. a velocidade instantânea é dada como o limite da velocidade média para quando ∆ t tende a zero. após um tempo t . ou seja: Sabemos que a velocidade do carro varia durante o percurso. o carro sofre um deslocamento ∆ s = s ( t+∆ t ) – s(t) A velocidade média do carro nesse intervalo de tempo é definida como o quociente do espaço percorrido pelo tempo gasto em percorrê-lo. isto é: 18 .7. é dada por ) (t s .

tem velocidade média: ∆r ∆t ∆x ∆y ∆z i+ j+ k ∆t ∆t ∆t v= = ∆ i +∆ j +∆ k x y z ∆ t ⇒ v= A velocidade instantânea v é o limite de v . v = Substituindo r pela expressão r = xi + yj + zk . Portanto: Velocidade instantânea Uma partícula que sofre um deslocamento ∆ r. esse limite é a derivada da função espaço em relação à variável tempo. temos : d dx dy dz xi + y j + z k = i+ j+ k dt dt dt dt .Como vimos anteriormente. quando ∆ t tende para zero. v= ( ) ⇒ v = vx i + v y j + vz k . vy = dy dz . os coeficientes são as componentes escalares de v: v x = dt dx . vz = dt dt 19 . durante um intervalo de tempo ∆ t . dr dt Lembramos que esse limite é a derivada de r em relação á t ou seja.

Figura 5: Demonstra a posição de uma partícula no ponto P e sua trajetória. ou seja: 20 . Nota: No limite. a velocidade média tende para v (velocidade instantânea) . quando ∆ t tende a zero. a velocidade média tem a direção da tangente. A posição da partícula P. v também tem a mesma direção. Aceleração Vamos introduzir o conceito de aceleração de maneira análoga ao de velocidade. Logo. basta calcular o limite da aceleração média para quando ∆ t tende a zero. é mostrada no instante t1 e no instante t1 + ∆ t seguinte. e também. isto é. isto é: Para obtermos a aceleração instantânea. O vetor ∆ r é o deslocamento da partícula. na sua trajetória. Também é mostrada a tangente à trajetória no instante t1. A aceleração média mede a variação de velocidade do corpo por unidade de tempo no intervalo de tempo ∆ t. no intervalo ∆ t. a aceleração do corpo no instante t. sempre tangente à trajetória da partícula. isto é.

e poderíamos escrever cada variável como sendo uma função de duas variáveis. portanto: Como s´( t ) = v´ ( t ) e v´ ( t ) = a ( t ).3. p. T) = (RT/P) (4) T = T(Vm. 21 . varia quando as variáveis independentes (T e Vm na equação 3) são alteradas. quando todas as variáveis exceto uma são mantidas constantes. a mudança da pressão de um gás com a temperatura mantendo o volume molar constante (por exemplo. P na equação (3). Uma derivada parcial representa a taxa de mudança de uma função. Por exemplo. no pneu de um carro) pode ser representado por. 2. ou (1) PVm = RT (onde Vm = V/n) (2) A partir destas equações. P = P(Vm.Logo. dependente de várias variáveis independentes. ex.7. P) = (PVm/R) (5) O uso de cálculo diferencial permite saber a maneira como uma variável dependente. temos s´´ ( t ) = a ( t ). é possível dizer de que qualquer uma das variáveis depende das outras duas. Por exemplo. a aceleração é a derivada da função velocidade em relação à variável tempo. Uso de derivadas parciais em termodinâmica química Vamos considerar como ponto de partida a equação de estado para gases ideais: PV = nRT. T) = (RT/Vm) (3) Vm = Vm(P.

7. (7) Derivadas parciais também podem ser calculadas usando equação (5). Voltando a equação (6).(6) De maneira análoga.4. é importante conhecer o valor numérico da derivada e não apenas a formula analítica!!! Podemos ilustrar isto para um caso específico: um gás ideal a P = 1 atm e T = 300 K. podemos obter o valor numérico de (∂P/∂Vm)300 K para as condições especificadas. onde T é a variável dependente e P e Vm as variáveis independentes.6 dm3 para estas condições de temperatura e pressão. Uso das derivadas parciais em fenômenos de transportes 22 . podemos agora integrar esta expressão para calcular a mudança na pressão com uma variação infinitesimal do volume molar a temperatura constante. A temperatura constante (8) Em muitas situações em termodinâmica.[0. Conforme a equação dos gases ideais. onde Vm é agora a variável dependente e P e T as variáveis independentes. substituindo na equação 8. podemos representar a variação da pressão com o volume molar mantendo a temperatura constante através da equação (7).6)2] = . ou equação (6). Assim. V m = 24.082×300/(24.4.1×10-2 atm mol dm-3 2. (∂P/∂Vm)300 K = . e em aplicações termodinâmicas.

Mas para ser adotada essa simplificação. tal como os líquidos. Fluidos compressíveis: 23 . deve-se antes verificar se é permitida pelas condições de pressão e temperatura. apresentam volumes próprios independentes da pressão à que estão submetidos. tanto para escoamento em regime estacionário ou variável. Assim. Um exemplo dessa consideração é a simplificação que se faz na equação do balanço diferencial de massa para o caso de líquidos. ou seja a densidade do líquido é constante e o termo equação transforma-se em: é nulo. isto é. ou seja. A equação geral do referido balanço é: Quando o líquido é considerado incompressível. a Que é bem mais simples de ser resolvida do que a equação (1). A expressão formal é: Em várias situações práticas usuais da Engenharia Química os líquidos são considerados como incompressíveis. a pressão não exerce influência no volume por eles ocupado. a relação entre o volume ocupado pelo líquido e a sua massa.Fluidos incompressíveis São os fluidos cujos volumes não dependem da pressão. HOTTOPOS. pode-se aumentar ou diminuir a pressão que a densidade permanecerá constante. na qual se encontra o líquido.

O estudos das forças de pressão em superfícies finitas. Pressão num ponto • • • em repouso • Equação fundamental da estática dos fluidos. num fluido em repouso não há tensões de corte: as forças de pressão equilibram a ação da gravidade. (HOTTOPOS).7. Estática dos fluidos Considera-se na estática dos fluidos duas partes: O estudo da pressão e a sua variação no interior de um fluido. que dão a variação nas direções horizontais. As derivadas parciais. isto é. que age A pressão num ponto é o limite da relação entre a força normal e a A pressão é a mesma em todas as direções num ponto de um fluido contra uma superfície plana pela área desta. área quando fazemos a área tender para zero em torno do ponto.5. tal como os gases. A expressão formal é: 2. variação da pressão num fluido em repouso. A lei da variação de pressão num fluido em repouso (na forma de componentes) é dada por A pressão média é calculada dividindo-se as forças normais.São os fluidos cujos volumes dependem da pressão. são uma forma da lei de Pascal que afirma ser a mesma a pressão em dois pontos no mesmo 24 . apresentam volumes próprios dependentes da pressão à que estão submetidos.

nível de uma massa contínua de um fluido em repouso (os planos horizontais são planos de pressão constante). Como p é apenas função de z: Esta equação diferencial simples relaciona a variação de pressão com o peso específico (ρg ) e a variação decota. 25 . sendo válida tanto para fluidos compressíveis como para incompressíveis.

Os limites explicam os comportamentos que as funções possuem. É neste ponto que chegamos numa das maiores aplicações da derivada. então este ponto da curva é o maior ou menor valor que a função pode atingir.3. Se a função for derivável em um ponto. examinando determinado limite. tendem-se a infinito ou a zero. que é a tangente do ângulo que a reta faz com o eixo X.0. pois tg(0)=0. como encontrar taxas de variação de função. investigar a existência de sua derivada em qualquer ponto do domínio. CONCLUSÃO Dada uma função. Se esta reta é a reta tangente à curva. conclui-se assim que. o coeficiente angular desta reta será F´(x). os seus gradientes com isso consegue-se resolver os problemas que aparecem em um sistema. A derivada é o coeficiente angular da reta tangente à função. Através delas pode-se determinar os máximos e mínimos de funções. Se este coeficiente angular for zero então X = 0. crescimento / decrescimento. Uma curva definida pela função F(x) e traçar uma reta que tangencie esta curva no ponto definido pelo par ordenado (x. pela definição. significa que a reta à qual ele pertence é paralela ao eixo X. 26 . Se forem contínuas ou possuem singularidades. encontrar máximos e mínimos de funções.y = F(x)). As derivadas tratam de taxas de variação de grandezas. onde m é o tal coeficiente angular. existirá o limite examinado. etc. Existem outras diversas aplicações para derivadas. A equação da reta é y = mx + h.

pdf <Acesso em 19 de outubro de 2008> SIMMONS.com.br/sgw/downloads/38_084525_DerivadaeCinema tica2aparte. Editora: Harbra ltda.doc <Acesso em 09 de Outubro de 2008> 27 . LEITHOLD.com/regeq2/sao_os_liquidos_incompressiveis.hottopos.usp. Cálculo com Geometria Analítica. Volume 2. 2002.REFERÊNCIAS http://www. http://www. Louis.alfamaweb.br/massa/pessoal/riveros/tutorial/intro. O Cálculo com Geometria Analítica. 3ª Edição. 2001. George F.htm <Acesso em 09 de Novembro de 2008> http://linux. Editora: Makron Books.

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