UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE - UNIVILLE CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA

DERIVADAS PARCIAIS

ANDRÉ COGORNI BRUNO LIBERATO GIRARDI GEOVANI FERREIRA CESCONETTO GIOVANI RICARDO SCHNEIDER ANDRIOLI LEANDRO JOSÉ PALOSCHI PROFESSOR: ROGÉRIO VIEIRA CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL II

Joinville 2008

SUMARIO

INTRODUÇÃO.............................................................................................................3 2. DERIVADAS PARCIAIS..........................................................................................5 2.1. Derivadas Parciais...........................................................................................5 2.2. Interpretação Geométrica Da Derivada Parcial De Uma Função De Duas Variáveis..................................................................................................................8 2.3. Derivadas Parciais De Segunda Ordem Ou Mais.........................................9 2.3.1 Derivadas Parciais de Segunda Ordem......................................................9 2.3.3 Derivadas Parciais de Ordem Superior a Dois..........................................11 2.4. Derivadas Direcionais E Gradiente..............................................................11 2.5. Regra Da Cadeia............................................................................................12 2.6. Problemas de Máximo e Mínimo..................................................................13 2.7. Aplicações Das Derivadas............................................................................15 2.7.1. Posição e Deslocamento:.........................................................................17 2.7.2. Velocidade, Velocidade Média e Aceleração: ........................................18 2.7.3. Uso de derivadas parciais em termodinâmica química............................21 2.7.4. Uso das derivadas parciais em fenômenos de transportes.....................22 2.7.5. Estática dos fluidos...................................................................................24 3.0. CONCLUSÃO.....................................................................................................26 REFERÊNCIAS..........................................................................................................27

. e podemos visualizar tal função esboçando seu gráfico no espaço xyz. P =m (x. y) é um ponto “adequado” do plano x y – isto é. Já encontramos funções dessa espécie em nosso estudo da geometria analítica espacial. Essa superfície foi esboçada como estando “acima” do domínio D. (Fig. mas define também z como função das duas variáveis x e y. Nessa figura. Usualmente denotamos uma função qualquer de duas variáveis x e y escrevendo z = f(x. embora parte dela possa realmente estar abaixo do plano xy. e a superfície pode ser encarada como o gráfico dessa função. a equação z = x² y² é a equação de uma certa superfície de sela. um ponto do domínio D da função – e z é a distância orientada para cima ou para baixo ao correspondente ponto sobre a superfície. y). 1) Figura1.INTRODUÇÃO Muitas das funções que aparecem na Matemática e em suas aplicações envolvem duas ou mais variáveis independentes. Assim.

z). y. T = f(x. y. y. que os principais temas do cálculo diferencial de uma variável – derivadas. então escrevemos T = f(x. se a temperatura T num ponto P dentro de uma esfera sólida de ferro depende das três coordenadas cartesianas x. t) Veremos então. há diferenças surpreendentes entre o cálculo de uma variável e o cálculo de muitas variáveis. z. . u. z. taxas de derivação. t. y. w = f(x.Por uma extensão óbvia da notação aqui usada. Por exemplo. e z de P. v) é uma função das seis variáveis entre parênteses. Porém. então T é uma função das quatro variáveis. cálculos com a regra da cadeia. consideramos a possibilidade de que a temperatura num dado ponto varia com o tempo t. além disso. se. problemas de máximo e mínimo e equações diferenciais – podem ser entendidos para funções de muitas variáveis.

2. definida por: Pode ser interpretada como a taxa de variação de y em relação a x. A taxa de derivação em x é denotada por ∂z/ ∂x e definida por: 5 . Derivadas Parciais A discussão sobre derivação de uma função de n variáveis com valores reais reduzse ao caso unidimensional. y) de duas variáveis independentes. se tratarmos uma função de n variáveis como uma função de uma variável de cada vez. Para funções de mais de duas variáveis.1. DERIVADAS PARCIAIS 2. suponha que y = f(x) seja uma função de apenas uma variável. Ou seja. faz-se com que uma delas varie enquanto as demais são consideradas constantes. y) de duas variáveis. Sabe-se que sua derivada. necessitaremos de instrumental matemático semelhante para trabalhar com a taxa com que z muda quando ambos x e y variam. primeiro mantemos y fixo e consideramos x como variável. mantendo fixas as demais variáveis. Isso nos leva ao conceito de derivada parcial. no caso de uma função z = f(x. Então teremos uma derivada para cada uma das variáveis independentes. Para a função z = f(x.

então a derivada parcial de z em relação a y é definida por: E as notações padrões nesse caso são: Exemplos Exemplo 1: Encontre o valor da derivada parcial da função f(x. As notações mais usadas para essa derivada são: Analogamente. 1) = 4 ou 6 . chama-se a derivada parcial de z em relação a x e lêse “delta z. y) = y² + 3x² fx(2.Se esse limite existir.y) = 2xy fy(2. 1) = 13 ou fy(x. Solução: fx(x. se x for mantido fixo e y variar. 1). delta x”. no ponto (2. y) = xy² + x³ .

para uma dada quantidade de gás.Exemplo 2: A Lei do Gás Ideal afirma que. conclui-se que não pode-se tratar as derivadas parciais do membro esquerdo como frações. a pressão p. Por ser esse resultado -1 e não +1. o volume V e a temperatura absoluta T são ligados pela equação PV=nRT. Mostre que Solução: Como Temos Assim. onde n é o número de moles de gás na amostra e R é uma constante. 7 .

y = y0). se y for mantida constante (digamos. A figura 2 mostra partes das curvas e das retas tangentes. analogamente. a curva pode ser representada pelas equações y = y0 e z = f(x. fy(x0. y) pois ela é a intersecção dessas duas superfícies. y0)). f(x0. y0) é a inclinação da reta tangente à curva dada pelas equações no ponto P0(x0.2. y0) será uma equação do traço dessa superfície no plano y = y0. y0. então z = f(x. Figura 2. y0) representa a inclinação da reta tangente à curva cujas equações são X = x0 e z = f(x. no plano y = y0. Então fx(x0.2. Interpretação Geométrica Da Derivada Parcial De Uma Função De Duas Variáveis Interpretações geométricas das derivadas parciais de uma função de duas variáveis são similares àquelas dadas para funções de uma variável. 8 . y) No ponto P0. no plano x = x0. O gráfico de uma funçãof de duas variáveis é uma suferfície cuja equação é z = f(x. y).

√3) Solução: A inclinação pedida é o valor de ∂z no ponto (2. √3) ∂x Assim em (2.Exemplo Ache a inclinação da reta tangente à curva de intersecção das superfícies Com o plano y = 2. Começando com as derivadas parciais de primeira ordem. 2. no ponto (2. 9 . 2.1 Derivadas Parciais de Segunda Ordem Observa-se que para uma função z = f(x. Essas derivadas parciais de segunda ordem são denotadas de diferentes maneiras. as derivadas parciais fx e fy também são funções de duas variáveis e próprias podem ter derivadas parciais.3. Derivadas Parciais De Segunda Ordem Ou Mais 2. 2. √3) 2.3. y) de duas variáveis.

As derivadas em relação a x são e As derivadas em relação a y são Exemplo Seja f(x. A derivada parcial mista fxy dá a taxa de variação na direção do eixo y da taxa de variação f na direção do eixo x.3.2 Derivadas Parciais de Segunda Ordem Mistas As derivadas parciais de segunda ordem mistas. y) = x³e5y + y sen 2x. envolvem novas idéias. temos então 2. fxy dá a taxa de 10 .

pois.z) uma função definida em alguma região do espaço tridimensional e seja P um ponto dessa região. são definidas de maneira óbvia. não é importante a ordem em que uma sequência de derivações parciais é realizada. Por exemplo. então Em geral. O que não indica que essas derivadas parciais estejam relacionadas entre si. podemos inverter a ordem de quaisquer duas derivações sucessivas. Derivadas Direcionais E Gradiente Seja f(x. Por exemplo. Exemplo Para a função f(x.3 Derivadas Parciais de Ordem Superior a Dois Derivadas parciais de ordem superior a dois. 2. vemos facilmente que 2. aplicando as fórmulas vistas.y. assim como derivadas de ordem superior de funções de mais de duas variáveis. ∂f∕∂y e ∂f∕∂z. y e z sabemos que as taxas de variação de f são dadas pelas derivadas parciais ∂f∕∂x. y. se w = f(x.4. A taxa 11 . z). fxxyz = fxyxz = fxyzx = fyxzx = fyzxx. com continuidade adequada.variação na direção do eixo x da taxa de variação de f na direção do eixo y.3. y) = x³e5y + y sen 2x. Nas direções dos eixos x.

de variação de f se partimos de P numa direção que não é a de um eixo coordenado nos leva a um conceito muito importante de gradiente de uma função. que a regra da cadeia é um instrumento indispensável de calculo. cada uma delas. w é uma função de t.y) de duas variáveis x e y. 2. onde x e y são. Regra Da Cadeia A regra da cadeia para derivadas ordinárias mostra a maneira de se derivar funções compostas: sendo w uma função de x e x. Então. x=g(t).5. funções de outra variável t. função de uma terceira variável t. A regra da cadeia mais simples para funções de várias variáveis envolve uma função w=f(x. calcule dw/dt: Solução 12 . por sua vez. é usado com mais freqüência do que qualquer outra regra de derivação. A derivada dessa função composta é dada pela Exemplo Sendo w = 3x² + 2xy – y² com x = cos(t) e y = sen(t). por experiência. assim w=f(x). x=g(t) e y=h(t). então Sabemos.

dw/dt se expressa em termos de t: 2. Problemas de Máximo e Mínimo No caso de funções de uma variável. Suponha que uma função z = f(x. Isso significa que f(x. uma das principais aplicações das derivadas é o estudo de seus máximos e mínimos. 13 .Os problemas de máximo e mínimo de funções de duas ou mais variáveis podem ser muito mais complicados do que os com derivadas primeira e segunda de funções. y) tenha um valor máximo num ponto P0 = (x0. y) ≤ f(x0.6. y) está definida e que também f(x. como mostra a figura a seguir. y0) em alguma vizinhança de P0.Aplicando a formula da regra da cadeia teremos que Substituindo-se agora x = cos(t) e y = sen(t). y0) no interior de seu domínio.

e a área a ser minimizada pode ser expressa como função das duas variáveis x e y. a área total da caixa será A = xy + 2xz + 2yz Como xyz = 4. chama-se um ponto (x0. de ponto crítico de F(x. Assim. temos z = 4/xy. sua derivada deve ser zero nesse ponto. y). Solução: Sendo x e y as arestas da base e z a altura. z = f(x.Se manter-se y fixo no valor y0. Essas equações (∂z/∂x = 0 e ∂z/∂y = 0) são duas equações em duas incógnitas cuja a solução são as coordenadas do ponto de máximo (x0. A = xy + 8/y + 8/x Procura-se um ponto crítico dessa função. como mostrado a direita da figura 3. y0). y0) é uma função apenas de x e. E da mesma maneira. y0) m que ambas as derivadas parciais são nulas. onde a função tem um máximo em uma direção e um mínimo em alguma outra direção. Exemplo Calcule as dimensões de uma caixa retangular com a parte superior aberta. ∂z/∂x = 0 nesse ponto. Por analogia a definição referente a funções de uma variável. deve saber-se que essas equações podem resultar nas coordenadas de um ponto de sela. Aplica-se essas mesmas considerações ao valor mínimo mostrado no centro da figura 3. quando tenta-se localizar valores máximo ou mínimo de uma função resolvendo as equações ∂z/∂x = 0 e ∂z/∂y = 0. ∂z/∂y = 0 nesse ponto. como ela tem um valor máximo em x = x0. com volume fixo de 4 m³ e com a menor área de superfície possível. mas. um ponto em que 14 . isto é.

e seu domínio. xy² = 8. Usam a simples definição de derivada: de aplicações Seja y = f( x) no gráfico. então x = y = 2. 2. logo a caixa de volume dado. logo y = x e uma das equações fica x³ = 8. a função que está representada sejam x0 e x0 + ∆ x dois valores de o x0 x0 + ∆ x x 15 . sem tampa com área de superfície mínima. tem uma base quadrada e altura medindo metade do valor da aresta da base. as reescrevemos: X²y = 8. Divindindo membro a membro teremos x/y = 1. Química. Contudo neste módulo vamos tratar matemáticas que são também originadas pelo conceito. Aplicações Das Derivadas Poucos conceitos terão tantas aplicações no mundo científico com o da derivada. ∂A = x – 8 = 0 ∂x x² ∂y y² Para resolver essas equações simultaneamente. De fato na Física.7.∂A = y – 8 = 0 . Sociologia e etc. Biologia. Assim. f (x0) y f(x0+ ∆ x) . Medicina. x = 1.

derivada de y ) dy ( lê. E indica-se por : f ´( x ) = lim ∆y f ( x + ∆x) − f ( x ) ⇒ f ´( x) = lim ∆x ∆x →0 ∆x ∆x →0 nota: A função derivada também pode ser indicada por : • • y´ ( lê-se. deslocamento e aceleração). Vamos utilizar álgebra vetorial nos conceitos já vistos (posição. 16 . 3 ( x + ∆x) 2 − 3x 2 3 x 2 + 2 x∆x + ( ∆x ) 2 − 3x 2 3x 2 + 6 x∆x + 3(∆x) 2 − 3x 2 = lim = lim = ∆x ∆x ∆x →0 ∆x →0 ∆x →0 lim ⇒ f `( x ) = 6 x [ ] ∆x( 6 x − 3∆x ) = 6x ∆x ∆x →0 Aqui serão estendidas as considerações apresentadas nos capítulo anterior para os casos bi e tridimensionais.ALFAMAWEB. calcular a função derivada f ( x ) .A razão incremental é dada por : ∆y f ( x + ∆x ) − f ( x ) = ∆x ∆x ∆ y quando ∆ x tende a zero ( assume ∆ x Denomina-se função derivada o limite de valores muito pequenos ). definida em R . velocidade. LINUX. derivada de y em relação a x ) dx Exemplo: Dada a função f ´ ( x) = lim f ( x ) =3 x 2 .se.

1. Pela notação de vetores. onde xi . Posição e Deslocamento: • Em geral. no sentido +j . E. y e z são as componentes escalares. Ex. está à duas unidades da origem. no sentido +k. Figura 4: Demonstra localização de uma partícula.7. Ao longo do eixo x. a localização de uma partícula é determinada pelo vetor posição r. está a 5 unidades da origem. e os coeficientes x. escrevemos r como : r = xi + yj + zk .2. Qual é o deslocamento de r1 para r2 ? Solução : ∆ r = r2 – r1 = ( 9i + 2j + 8k ) – ( -3i + 2j + 5k ) = 12i + 3k 17 . P está 3 unidades da origem. que é um vetor que de um ponto de referência (geralmente a origem de um sistema de coordenadas) até a partícula. ao longo do eixo z. o vetor posição de uma partícula é r1 = -3i + 2j + 5k e logo depois é r2 = 9i + 2j + 8k .: Inicialmente. Ao longo do eixo y. yj e zk são as componentes vetoriais de r. no sentido –i .

o carro tem sua velocidade aumentada ou diminuída durante o intervalo de tempo considerado. Dessa forma.ALFAMAWEB. a velocidade média nada nos diz sobre a velocidade do corpo no instante t . ou seja: Sabemos que a velocidade do carro varia durante o percurso.Nota: Este vetor deslocamento é paralelo ao plano xz.7. LINUX. a velocidade instantânea é dada como o limite da velocidade média para quando ∆ t tende a zero. Então no intervalo de tempo entre t e t+∆ t . Entretanto se fizermos os intervalos de tempo ∆ t . isto é: 18 . o carro sofre um deslocamento ∆ s = s ( t+∆ t ) – s(t) A velocidade média do carro nesse intervalo de tempo é definida como o quociente do espaço percorrido pelo tempo gasto em percorrê-lo. cada vez menores. 2. porque sua componente y é nula.2. é dada por ) (t s . após um tempo t . isto é. um fato constatado pelo resultado numérico. Velocidade Média e Aceleração: Velocidade Suponhamos que um carro se move em linha reta e que a sua distância ao ponto de partida . Portanto a velocidade média pode não ser igual a velocidade mostrada no velocímetro no instante t Em princípio. Velocidade. a velocidade média encontrada é uma boa aproximação da velocidade instantânea.

Portanto: Velocidade instantânea Uma partícula que sofre um deslocamento ∆ r. dr dt Lembramos que esse limite é a derivada de r em relação á t ou seja. tem velocidade média: ∆r ∆t ∆x ∆y ∆z i+ j+ k ∆t ∆t ∆t v= = ∆ i +∆ j +∆ k x y z ∆ t ⇒ v= A velocidade instantânea v é o limite de v . temos : d dx dy dz xi + y j + z k = i+ j+ k dt dt dt dt . v = Substituindo r pela expressão r = xi + yj + zk . vy = dy dz . esse limite é a derivada da função espaço em relação à variável tempo. os coeficientes são as componentes escalares de v: v x = dt dx . v= ( ) ⇒ v = vx i + v y j + vz k . durante um intervalo de tempo ∆ t . vz = dt dt 19 .Como vimos anteriormente. quando ∆ t tende para zero.

Também é mostrada a tangente à trajetória no instante t1. na sua trajetória. v também tem a mesma direção. ou seja: 20 . isto é. é mostrada no instante t1 e no instante t1 + ∆ t seguinte. quando ∆ t tende a zero. a velocidade média tende para v (velocidade instantânea) . no intervalo ∆ t. basta calcular o limite da aceleração média para quando ∆ t tende a zero. Logo. A aceleração média mede a variação de velocidade do corpo por unidade de tempo no intervalo de tempo ∆ t. sempre tangente à trajetória da partícula. Aceleração Vamos introduzir o conceito de aceleração de maneira análoga ao de velocidade. Nota: No limite. A posição da partícula P.Figura 5: Demonstra a posição de uma partícula no ponto P e sua trajetória. isto é: Para obtermos a aceleração instantânea. O vetor ∆ r é o deslocamento da partícula. e também. a velocidade média tem a direção da tangente. a aceleração do corpo no instante t. isto é.

Uma derivada parcial representa a taxa de mudança de uma função. P = P(Vm. e poderíamos escrever cada variável como sendo uma função de duas variáveis. p. P) = (PVm/R) (5) O uso de cálculo diferencial permite saber a maneira como uma variável dependente. é possível dizer de que qualquer uma das variáveis depende das outras duas.3. portanto: Como s´( t ) = v´ ( t ) e v´ ( t ) = a ( t ). Por exemplo. T) = (RT/Vm) (3) Vm = Vm(P. temos s´´ ( t ) = a ( t ). quando todas as variáveis exceto uma são mantidas constantes. a mudança da pressão de um gás com a temperatura mantendo o volume molar constante (por exemplo. Uso de derivadas parciais em termodinâmica química Vamos considerar como ponto de partida a equação de estado para gases ideais: PV = nRT. 21 . Por exemplo.7. ou (1) PVm = RT (onde Vm = V/n) (2) A partir destas equações. dependente de várias variáveis independentes. no pneu de um carro) pode ser representado por. 2. varia quando as variáveis independentes (T e Vm na equação 3) são alteradas. T) = (RT/P) (4) T = T(Vm. ex.Logo. a aceleração é a derivada da função velocidade em relação à variável tempo. P na equação (3).

6)2] = . A temperatura constante (8) Em muitas situações em termodinâmica.6 dm3 para estas condições de temperatura e pressão. ou equação (6). Voltando a equação (6).[0. e em aplicações termodinâmicas.4. Assim. podemos agora integrar esta expressão para calcular a mudança na pressão com uma variação infinitesimal do volume molar a temperatura constante. (∂P/∂Vm)300 K = . é importante conhecer o valor numérico da derivada e não apenas a formula analítica!!! Podemos ilustrar isto para um caso específico: um gás ideal a P = 1 atm e T = 300 K. Uso das derivadas parciais em fenômenos de transportes 22 . podemos obter o valor numérico de (∂P/∂Vm)300 K para as condições especificadas. V m = 24. onde Vm é agora a variável dependente e P e T as variáveis independentes. onde T é a variável dependente e P e Vm as variáveis independentes. Conforme a equação dos gases ideais.1×10-2 atm mol dm-3 2. podemos representar a variação da pressão com o volume molar mantendo a temperatura constante através da equação (7).4. substituindo na equação 8.7. (7) Derivadas parciais também podem ser calculadas usando equação (5).082×300/(24.(6) De maneira análoga.

a pressão não exerce influência no volume por eles ocupado. pode-se aumentar ou diminuir a pressão que a densidade permanecerá constante. A expressão formal é: Em várias situações práticas usuais da Engenharia Química os líquidos são considerados como incompressíveis. apresentam volumes próprios independentes da pressão à que estão submetidos. HOTTOPOS. A equação geral do referido balanço é: Quando o líquido é considerado incompressível. Um exemplo dessa consideração é a simplificação que se faz na equação do balanço diferencial de massa para o caso de líquidos. na qual se encontra o líquido. ou seja. Assim. deve-se antes verificar se é permitida pelas condições de pressão e temperatura. tal como os líquidos. isto é.Fluidos incompressíveis São os fluidos cujos volumes não dependem da pressão. a Que é bem mais simples de ser resolvida do que a equação (1). tanto para escoamento em regime estacionário ou variável. Mas para ser adotada essa simplificação. ou seja a densidade do líquido é constante e o termo equação transforma-se em: é nulo. a relação entre o volume ocupado pelo líquido e a sua massa. Fluidos compressíveis: 23 .

área quando fazemos a área tender para zero em torno do ponto. (HOTTOPOS). variação da pressão num fluido em repouso. num fluido em repouso não há tensões de corte: as forças de pressão equilibram a ação da gravidade. O estudos das forças de pressão em superfícies finitas. A expressão formal é: 2. tal como os gases.São os fluidos cujos volumes dependem da pressão. Pressão num ponto • • • em repouso • Equação fundamental da estática dos fluidos. que age A pressão num ponto é o limite da relação entre a força normal e a A pressão é a mesma em todas as direções num ponto de um fluido contra uma superfície plana pela área desta. Estática dos fluidos Considera-se na estática dos fluidos duas partes: O estudo da pressão e a sua variação no interior de um fluido. isto é. são uma forma da lei de Pascal que afirma ser a mesma a pressão em dois pontos no mesmo 24 . apresentam volumes próprios dependentes da pressão à que estão submetidos. A lei da variação de pressão num fluido em repouso (na forma de componentes) é dada por A pressão média é calculada dividindo-se as forças normais. que dão a variação nas direções horizontais.5.7. As derivadas parciais.

25 . Como p é apenas função de z: Esta equação diferencial simples relaciona a variação de pressão com o peso específico (ρg ) e a variação decota. sendo válida tanto para fluidos compressíveis como para incompressíveis.nível de uma massa contínua de um fluido em repouso (os planos horizontais são planos de pressão constante).

pois tg(0)=0. 26 . Se esta reta é a reta tangente à curva. Existem outras diversas aplicações para derivadas. investigar a existência de sua derivada em qualquer ponto do domínio. Os limites explicam os comportamentos que as funções possuem.0. conclui-se assim que. CONCLUSÃO Dada uma função. Se forem contínuas ou possuem singularidades.3. As derivadas tratam de taxas de variação de grandezas. como encontrar taxas de variação de função. É neste ponto que chegamos numa das maiores aplicações da derivada. tendem-se a infinito ou a zero. pela definição. encontrar máximos e mínimos de funções. examinando determinado limite. onde m é o tal coeficiente angular. Se a função for derivável em um ponto. os seus gradientes com isso consegue-se resolver os problemas que aparecem em um sistema. A equação da reta é y = mx + h. etc. Uma curva definida pela função F(x) e traçar uma reta que tangencie esta curva no ponto definido pelo par ordenado (x. Se este coeficiente angular for zero então X = 0. então este ponto da curva é o maior ou menor valor que a função pode atingir. existirá o limite examinado. A derivada é o coeficiente angular da reta tangente à função. o coeficiente angular desta reta será F´(x). que é a tangente do ângulo que a reta faz com o eixo X. Através delas pode-se determinar os máximos e mínimos de funções.y = F(x)). crescimento / decrescimento. significa que a reta à qual ele pertence é paralela ao eixo X.

http://www.pdf <Acesso em 19 de outubro de 2008> SIMMONS. Editora: Makron Books.br/sgw/downloads/38_084525_DerivadaeCinema tica2aparte.hottopos.br/massa/pessoal/riveros/tutorial/intro.com/regeq2/sao_os_liquidos_incompressiveis.usp. Louis. Cálculo com Geometria Analítica. 2001. George F. 2002. O Cálculo com Geometria Analítica.htm <Acesso em 09 de Novembro de 2008> http://linux. LEITHOLD. Volume 2.doc <Acesso em 09 de Outubro de 2008> 27 .alfamaweb. 3ª Edição.com. Editora: Harbra ltda.REFERÊNCIAS http://www.

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