UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE - UNIVILLE CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA

DERIVADAS PARCIAIS

ANDRÉ COGORNI BRUNO LIBERATO GIRARDI GEOVANI FERREIRA CESCONETTO GIOVANI RICARDO SCHNEIDER ANDRIOLI LEANDRO JOSÉ PALOSCHI PROFESSOR: ROGÉRIO VIEIRA CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL II

Joinville 2008

SUMARIO

INTRODUÇÃO.............................................................................................................3 2. DERIVADAS PARCIAIS..........................................................................................5 2.1. Derivadas Parciais...........................................................................................5 2.2. Interpretação Geométrica Da Derivada Parcial De Uma Função De Duas Variáveis..................................................................................................................8 2.3. Derivadas Parciais De Segunda Ordem Ou Mais.........................................9 2.3.1 Derivadas Parciais de Segunda Ordem......................................................9 2.3.3 Derivadas Parciais de Ordem Superior a Dois..........................................11 2.4. Derivadas Direcionais E Gradiente..............................................................11 2.5. Regra Da Cadeia............................................................................................12 2.6. Problemas de Máximo e Mínimo..................................................................13 2.7. Aplicações Das Derivadas............................................................................15 2.7.1. Posição e Deslocamento:.........................................................................17 2.7.2. Velocidade, Velocidade Média e Aceleração: ........................................18 2.7.3. Uso de derivadas parciais em termodinâmica química............................21 2.7.4. Uso das derivadas parciais em fenômenos de transportes.....................22 2.7.5. Estática dos fluidos...................................................................................24 3.0. CONCLUSÃO.....................................................................................................26 REFERÊNCIAS..........................................................................................................27

Nessa figura. embora parte dela possa realmente estar abaixo do plano xy. Usualmente denotamos uma função qualquer de duas variáveis x e y escrevendo z = f(x. 1) Figura1. Já encontramos funções dessa espécie em nosso estudo da geometria analítica espacial. . Essa superfície foi esboçada como estando “acima” do domínio D. e a superfície pode ser encarada como o gráfico dessa função. P =m (x. Assim. y). e podemos visualizar tal função esboçando seu gráfico no espaço xyz. mas define também z como função das duas variáveis x e y. a equação z = x² y² é a equação de uma certa superfície de sela. um ponto do domínio D da função – e z é a distância orientada para cima ou para baixo ao correspondente ponto sobre a superfície.INTRODUÇÃO Muitas das funções que aparecem na Matemática e em suas aplicações envolvem duas ou mais variáveis independentes. y) é um ponto “adequado” do plano x y – isto é. (Fig.

y. problemas de máximo e mínimo e equações diferenciais – podem ser entendidos para funções de muitas variáveis. z. T = f(x. z). taxas de derivação. então T é uma função das quatro variáveis. há diferenças surpreendentes entre o cálculo de uma variável e o cálculo de muitas variáveis. Por exemplo. cálculos com a regra da cadeia. se. . v) é uma função das seis variáveis entre parênteses.Por uma extensão óbvia da notação aqui usada. Porém. consideramos a possibilidade de que a temperatura num dado ponto varia com o tempo t. z. t. y. u. então escrevemos T = f(x. se a temperatura T num ponto P dentro de uma esfera sólida de ferro depende das três coordenadas cartesianas x. e z de P. y. y. t) Veremos então. que os principais temas do cálculo diferencial de uma variável – derivadas. além disso. w = f(x.

Para funções de mais de duas variáveis. Então teremos uma derivada para cada uma das variáveis independentes. definida por: Pode ser interpretada como a taxa de variação de y em relação a x. no caso de uma função z = f(x. Isso nos leva ao conceito de derivada parcial.2. se tratarmos uma função de n variáveis como uma função de uma variável de cada vez. suponha que y = f(x) seja uma função de apenas uma variável. faz-se com que uma delas varie enquanto as demais são consideradas constantes. DERIVADAS PARCIAIS 2. necessitaremos de instrumental matemático semelhante para trabalhar com a taxa com que z muda quando ambos x e y variam. mantendo fixas as demais variáveis. Derivadas Parciais A discussão sobre derivação de uma função de n variáveis com valores reais reduzse ao caso unidimensional. A taxa de derivação em x é denotada por ∂z/ ∂x e definida por: 5 . Para a função z = f(x. y) de duas variáveis independentes. Ou seja.1. primeiro mantemos y fixo e consideramos x como variável. y) de duas variáveis. Sabe-se que sua derivada.

y) = 2xy fy(2. Solução: fx(x. então a derivada parcial de z em relação a y é definida por: E as notações padrões nesse caso são: Exemplos Exemplo 1: Encontre o valor da derivada parcial da função f(x. y) = xy² + x³ . As notações mais usadas para essa derivada são: Analogamente. y) = y² + 3x² fx(2. 1) = 4 ou 6 .Se esse limite existir. se x for mantido fixo e y variar. chama-se a derivada parcial de z em relação a x e lêse “delta z. no ponto (2. 1) = 13 ou fy(x. 1). delta x”.

conclui-se que não pode-se tratar as derivadas parciais do membro esquerdo como frações. Por ser esse resultado -1 e não +1. o volume V e a temperatura absoluta T são ligados pela equação PV=nRT. para uma dada quantidade de gás. Mostre que Solução: Como Temos Assim. onde n é o número de moles de gás na amostra e R é uma constante. 7 . a pressão p.Exemplo 2: A Lei do Gás Ideal afirma que.

se y for mantida constante (digamos. fy(x0. Interpretação Geométrica Da Derivada Parcial De Uma Função De Duas Variáveis Interpretações geométricas das derivadas parciais de uma função de duas variáveis são similares àquelas dadas para funções de uma variável. y = y0). y0)). no plano y = y0. então z = f(x. y) No ponto P0. y0) é a inclinação da reta tangente à curva dada pelas equações no ponto P0(x0. analogamente. no plano x = x0. y). O gráfico de uma funçãof de duas variáveis é uma suferfície cuja equação é z = f(x. Figura 2. 8 .2. y) pois ela é a intersecção dessas duas superfícies. y0. y0) será uma equação do traço dessa superfície no plano y = y0. a curva pode ser representada pelas equações y = y0 e z = f(x. y0) representa a inclinação da reta tangente à curva cujas equações são X = x0 e z = f(x. Então fx(x0. A figura 2 mostra partes das curvas e das retas tangentes.2. f(x0.

Exemplo Ache a inclinação da reta tangente à curva de intersecção das superfícies Com o plano y = 2. Essas derivadas parciais de segunda ordem são denotadas de diferentes maneiras.3. 9 . no ponto (2. Derivadas Parciais De Segunda Ordem Ou Mais 2.1 Derivadas Parciais de Segunda Ordem Observa-se que para uma função z = f(x. y) de duas variáveis. 2. √3) ∂x Assim em (2. 2.3. √3) Solução: A inclinação pedida é o valor de ∂z no ponto (2. Começando com as derivadas parciais de primeira ordem. as derivadas parciais fx e fy também são funções de duas variáveis e próprias podem ter derivadas parciais. √3) 2. 2.

fxy dá a taxa de 10 . A derivada parcial mista fxy dá a taxa de variação na direção do eixo y da taxa de variação f na direção do eixo x. temos então 2.As derivadas em relação a x são e As derivadas em relação a y são Exemplo Seja f(x.2 Derivadas Parciais de Segunda Ordem Mistas As derivadas parciais de segunda ordem mistas. envolvem novas idéias.3. y) = x³e5y + y sen 2x.

vemos facilmente que 2. y) = x³e5y + y sen 2x. y. Por exemplo. se w = f(x. com continuidade adequada. são definidas de maneira óbvia. não é importante a ordem em que uma sequência de derivações parciais é realizada. z).y.3. assim como derivadas de ordem superior de funções de mais de duas variáveis. O que não indica que essas derivadas parciais estejam relacionadas entre si.4. Exemplo Para a função f(x. pois. aplicando as fórmulas vistas. podemos inverter a ordem de quaisquer duas derivações sucessivas. fxxyz = fxyxz = fxyzx = fyxzx = fyzxx.variação na direção do eixo x da taxa de variação de f na direção do eixo y.3 Derivadas Parciais de Ordem Superior a Dois Derivadas parciais de ordem superior a dois. A taxa 11 . 2. y e z sabemos que as taxas de variação de f são dadas pelas derivadas parciais ∂f∕∂x. Nas direções dos eixos x. Derivadas Direcionais E Gradiente Seja f(x. Por exemplo.z) uma função definida em alguma região do espaço tridimensional e seja P um ponto dessa região. ∂f∕∂y e ∂f∕∂z. então Em geral.

função de uma terceira variável t. por sua vez. é usado com mais freqüência do que qualquer outra regra de derivação.5. Então. x=g(t) e y=h(t). por experiência. A regra da cadeia mais simples para funções de várias variáveis envolve uma função w=f(x. assim w=f(x).y) de duas variáveis x e y. onde x e y são. então Sabemos.de variação de f se partimos de P numa direção que não é a de um eixo coordenado nos leva a um conceito muito importante de gradiente de uma função. que a regra da cadeia é um instrumento indispensável de calculo. Regra Da Cadeia A regra da cadeia para derivadas ordinárias mostra a maneira de se derivar funções compostas: sendo w uma função de x e x. w é uma função de t. cada uma delas. funções de outra variável t. x=g(t). A derivada dessa função composta é dada pela Exemplo Sendo w = 3x² + 2xy – y² com x = cos(t) e y = sen(t). calcule dw/dt: Solução 12 . 2.

Suponha que uma função z = f(x. Isso significa que f(x. uma das principais aplicações das derivadas é o estudo de seus máximos e mínimos. y0) no interior de seu domínio. y0) em alguma vizinhança de P0.Aplicando a formula da regra da cadeia teremos que Substituindo-se agora x = cos(t) e y = sen(t). y) ≤ f(x0. y) tenha um valor máximo num ponto P0 = (x0. 13 . y) está definida e que também f(x. dw/dt se expressa em termos de t: 2.Os problemas de máximo e mínimo de funções de duas ou mais variáveis podem ser muito mais complicados do que os com derivadas primeira e segunda de funções. como mostra a figura a seguir.6. Problemas de Máximo e Mínimo No caso de funções de uma variável.

y0). Assim. temos z = 4/xy.Se manter-se y fixo no valor y0. Por analogia a definição referente a funções de uma variável. A = xy + 8/y + 8/x Procura-se um ponto crítico dessa função. Solução: Sendo x e y as arestas da base e z a altura. e a área a ser minimizada pode ser expressa como função das duas variáveis x e y. Exemplo Calcule as dimensões de uma caixa retangular com a parte superior aberta. com volume fixo de 4 m³ e com a menor área de superfície possível. de ponto crítico de F(x. como mostrado a direita da figura 3. Aplica-se essas mesmas considerações ao valor mínimo mostrado no centro da figura 3. sua derivada deve ser zero nesse ponto. chama-se um ponto (x0. a área total da caixa será A = xy + 2xz + 2yz Como xyz = 4. ∂z/∂y = 0 nesse ponto. E da mesma maneira. y). mas. como ela tem um valor máximo em x = x0. isto é. deve saber-se que essas equações podem resultar nas coordenadas de um ponto de sela. z = f(x. quando tenta-se localizar valores máximo ou mínimo de uma função resolvendo as equações ∂z/∂x = 0 e ∂z/∂y = 0. y0) m que ambas as derivadas parciais são nulas. um ponto em que 14 . Essas equações (∂z/∂x = 0 e ∂z/∂y = 0) são duas equações em duas incógnitas cuja a solução são as coordenadas do ponto de máximo (x0. onde a função tem um máximo em uma direção e um mínimo em alguma outra direção. y0) é uma função apenas de x e. ∂z/∂x = 0 nesse ponto.

Assim. x = 1.∂A = y – 8 = 0 . as reescrevemos: X²y = 8. sem tampa com área de superfície mínima. e seu domínio. De fato na Física. 2. logo y = x e uma das equações fica x³ = 8. ∂A = x – 8 = 0 ∂x x² ∂y y² Para resolver essas equações simultaneamente. a função que está representada sejam x0 e x0 + ∆ x dois valores de o x0 x0 + ∆ x x 15 . Biologia. Divindindo membro a membro teremos x/y = 1. Sociologia e etc. xy² = 8. Usam a simples definição de derivada: de aplicações Seja y = f( x) no gráfico. então x = y = 2.7. f (x0) y f(x0+ ∆ x) . Contudo neste módulo vamos tratar matemáticas que são também originadas pelo conceito. Química. Aplicações Das Derivadas Poucos conceitos terão tantas aplicações no mundo científico com o da derivada. logo a caixa de volume dado. Medicina. tem uma base quadrada e altura medindo metade do valor da aresta da base.

derivada de y ) dy ( lê. 16 .se. deslocamento e aceleração). LINUX. 3 ( x + ∆x) 2 − 3x 2 3 x 2 + 2 x∆x + ( ∆x ) 2 − 3x 2 3x 2 + 6 x∆x + 3(∆x) 2 − 3x 2 = lim = lim = ∆x ∆x ∆x →0 ∆x →0 ∆x →0 lim ⇒ f `( x ) = 6 x [ ] ∆x( 6 x − 3∆x ) = 6x ∆x ∆x →0 Aqui serão estendidas as considerações apresentadas nos capítulo anterior para os casos bi e tridimensionais.A razão incremental é dada por : ∆y f ( x + ∆x ) − f ( x ) = ∆x ∆x ∆ y quando ∆ x tende a zero ( assume ∆ x Denomina-se função derivada o limite de valores muito pequenos ). definida em R . derivada de y em relação a x ) dx Exemplo: Dada a função f ´ ( x) = lim f ( x ) =3 x 2 . calcular a função derivada f ( x ) . Vamos utilizar álgebra vetorial nos conceitos já vistos (posição. E indica-se por : f ´( x ) = lim ∆y f ( x + ∆x) − f ( x ) ⇒ f ´( x) = lim ∆x ∆x →0 ∆x ∆x →0 nota: A função derivada também pode ser indicada por : • • y´ ( lê-se.ALFAMAWEB. velocidade.

Figura 4: Demonstra localização de uma partícula.2. yj e zk são as componentes vetoriais de r. E. ao longo do eixo z. e os coeficientes x. a localização de uma partícula é determinada pelo vetor posição r. escrevemos r como : r = xi + yj + zk . y e z são as componentes escalares. Pela notação de vetores. no sentido +k. no sentido –i . está a 5 unidades da origem.7. Ex. Posição e Deslocamento: • Em geral. Ao longo do eixo x.: Inicialmente. está à duas unidades da origem. Ao longo do eixo y. o vetor posição de uma partícula é r1 = -3i + 2j + 5k e logo depois é r2 = 9i + 2j + 8k . no sentido +j . onde xi . Qual é o deslocamento de r1 para r2 ? Solução : ∆ r = r2 – r1 = ( 9i + 2j + 8k ) – ( -3i + 2j + 5k ) = 12i + 3k 17 . P está 3 unidades da origem.1. que é um vetor que de um ponto de referência (geralmente a origem de um sistema de coordenadas) até a partícula.

2. Então no intervalo de tempo entre t e t+∆ t . porque sua componente y é nula. Velocidade. 2. Velocidade Média e Aceleração: Velocidade Suponhamos que um carro se move em linha reta e que a sua distância ao ponto de partida . Dessa forma. ou seja: Sabemos que a velocidade do carro varia durante o percurso. após um tempo t . o carro tem sua velocidade aumentada ou diminuída durante o intervalo de tempo considerado. a velocidade média encontrada é uma boa aproximação da velocidade instantânea. a velocidade instantânea é dada como o limite da velocidade média para quando ∆ t tende a zero. o carro sofre um deslocamento ∆ s = s ( t+∆ t ) – s(t) A velocidade média do carro nesse intervalo de tempo é definida como o quociente do espaço percorrido pelo tempo gasto em percorrê-lo.7. isto é: 18 . isto é. Portanto a velocidade média pode não ser igual a velocidade mostrada no velocímetro no instante t Em princípio. cada vez menores. um fato constatado pelo resultado numérico. LINUX.Nota: Este vetor deslocamento é paralelo ao plano xz. a velocidade média nada nos diz sobre a velocidade do corpo no instante t .ALFAMAWEB. é dada por ) (t s . Entretanto se fizermos os intervalos de tempo ∆ t .

durante um intervalo de tempo ∆ t .Como vimos anteriormente. quando ∆ t tende para zero. vy = dy dz . esse limite é a derivada da função espaço em relação à variável tempo. temos : d dx dy dz xi + y j + z k = i+ j+ k dt dt dt dt . dr dt Lembramos que esse limite é a derivada de r em relação á t ou seja. tem velocidade média: ∆r ∆t ∆x ∆y ∆z i+ j+ k ∆t ∆t ∆t v= = ∆ i +∆ j +∆ k x y z ∆ t ⇒ v= A velocidade instantânea v é o limite de v . os coeficientes são as componentes escalares de v: v x = dt dx . vz = dt dt 19 . v = Substituindo r pela expressão r = xi + yj + zk . Portanto: Velocidade instantânea Uma partícula que sofre um deslocamento ∆ r. v= ( ) ⇒ v = vx i + v y j + vz k .

ou seja: 20 . a velocidade média tem a direção da tangente. quando ∆ t tende a zero. isto é.Figura 5: Demonstra a posição de uma partícula no ponto P e sua trajetória. isto é. Nota: No limite. v também tem a mesma direção. A aceleração média mede a variação de velocidade do corpo por unidade de tempo no intervalo de tempo ∆ t. a aceleração do corpo no instante t. sempre tangente à trajetória da partícula. Logo. A posição da partícula P. isto é: Para obtermos a aceleração instantânea. na sua trajetória. Também é mostrada a tangente à trajetória no instante t1. Aceleração Vamos introduzir o conceito de aceleração de maneira análoga ao de velocidade. a velocidade média tende para v (velocidade instantânea) . O vetor ∆ r é o deslocamento da partícula. no intervalo ∆ t. é mostrada no instante t1 e no instante t1 + ∆ t seguinte. basta calcular o limite da aceleração média para quando ∆ t tende a zero. e também.

P na equação (3). e poderíamos escrever cada variável como sendo uma função de duas variáveis. ex. a aceleração é a derivada da função velocidade em relação à variável tempo. P = P(Vm. T) = (RT/Vm) (3) Vm = Vm(P. Uso de derivadas parciais em termodinâmica química Vamos considerar como ponto de partida a equação de estado para gases ideais: PV = nRT. 2. é possível dizer de que qualquer uma das variáveis depende das outras duas. p. quando todas as variáveis exceto uma são mantidas constantes. a mudança da pressão de um gás com a temperatura mantendo o volume molar constante (por exemplo. 21 .Logo.7. varia quando as variáveis independentes (T e Vm na equação 3) são alteradas. portanto: Como s´( t ) = v´ ( t ) e v´ ( t ) = a ( t ). T) = (RT/P) (4) T = T(Vm. P) = (PVm/R) (5) O uso de cálculo diferencial permite saber a maneira como uma variável dependente. no pneu de um carro) pode ser representado por. ou (1) PVm = RT (onde Vm = V/n) (2) A partir destas equações. temos s´´ ( t ) = a ( t ).3. Por exemplo. Por exemplo. Uma derivada parcial representa a taxa de mudança de uma função. dependente de várias variáveis independentes.

substituindo na equação 8.6 dm3 para estas condições de temperatura e pressão. Assim. podemos representar a variação da pressão com o volume molar mantendo a temperatura constante através da equação (7). Conforme a equação dos gases ideais.4. é importante conhecer o valor numérico da derivada e não apenas a formula analítica!!! Podemos ilustrar isto para um caso específico: um gás ideal a P = 1 atm e T = 300 K. onde T é a variável dependente e P e Vm as variáveis independentes. onde Vm é agora a variável dependente e P e T as variáveis independentes. e em aplicações termodinâmicas. podemos agora integrar esta expressão para calcular a mudança na pressão com uma variação infinitesimal do volume molar a temperatura constante.[0. (7) Derivadas parciais também podem ser calculadas usando equação (5).(6) De maneira análoga.082×300/(24.4. Voltando a equação (6). podemos obter o valor numérico de (∂P/∂Vm)300 K para as condições especificadas. A temperatura constante (8) Em muitas situações em termodinâmica. V m = 24. Uso das derivadas parciais em fenômenos de transportes 22 .7.1×10-2 atm mol dm-3 2. ou equação (6). (∂P/∂Vm)300 K = .6)2] = .

Fluidos compressíveis: 23 . na qual se encontra o líquido. isto é. Mas para ser adotada essa simplificação. A equação geral do referido balanço é: Quando o líquido é considerado incompressível. a Que é bem mais simples de ser resolvida do que a equação (1). a relação entre o volume ocupado pelo líquido e a sua massa. pode-se aumentar ou diminuir a pressão que a densidade permanecerá constante. tal como os líquidos. a pressão não exerce influência no volume por eles ocupado. A expressão formal é: Em várias situações práticas usuais da Engenharia Química os líquidos são considerados como incompressíveis. deve-se antes verificar se é permitida pelas condições de pressão e temperatura. HOTTOPOS. Assim. Um exemplo dessa consideração é a simplificação que se faz na equação do balanço diferencial de massa para o caso de líquidos.Fluidos incompressíveis São os fluidos cujos volumes não dependem da pressão. apresentam volumes próprios independentes da pressão à que estão submetidos. ou seja a densidade do líquido é constante e o termo equação transforma-se em: é nulo. ou seja. tanto para escoamento em regime estacionário ou variável.

Estática dos fluidos Considera-se na estática dos fluidos duas partes: O estudo da pressão e a sua variação no interior de um fluido. são uma forma da lei de Pascal que afirma ser a mesma a pressão em dois pontos no mesmo 24 . A lei da variação de pressão num fluido em repouso (na forma de componentes) é dada por A pressão média é calculada dividindo-se as forças normais. tal como os gases. isto é. área quando fazemos a área tender para zero em torno do ponto.São os fluidos cujos volumes dependem da pressão. que dão a variação nas direções horizontais. apresentam volumes próprios dependentes da pressão à que estão submetidos. que age A pressão num ponto é o limite da relação entre a força normal e a A pressão é a mesma em todas as direções num ponto de um fluido contra uma superfície plana pela área desta. O estudos das forças de pressão em superfícies finitas.7. A expressão formal é: 2. As derivadas parciais. variação da pressão num fluido em repouso. Pressão num ponto • • • em repouso • Equação fundamental da estática dos fluidos.5. (HOTTOPOS). num fluido em repouso não há tensões de corte: as forças de pressão equilibram a ação da gravidade.

Como p é apenas função de z: Esta equação diferencial simples relaciona a variação de pressão com o peso específico (ρg ) e a variação decota.nível de uma massa contínua de um fluido em repouso (os planos horizontais são planos de pressão constante). 25 . sendo válida tanto para fluidos compressíveis como para incompressíveis.

CONCLUSÃO Dada uma função. Se forem contínuas ou possuem singularidades. Os limites explicam os comportamentos que as funções possuem.y = F(x)). Existem outras diversas aplicações para derivadas. Uma curva definida pela função F(x) e traçar uma reta que tangencie esta curva no ponto definido pelo par ordenado (x. que é a tangente do ângulo que a reta faz com o eixo X. então este ponto da curva é o maior ou menor valor que a função pode atingir. 26 . A derivada é o coeficiente angular da reta tangente à função. os seus gradientes com isso consegue-se resolver os problemas que aparecem em um sistema. Através delas pode-se determinar os máximos e mínimos de funções. examinando determinado limite. onde m é o tal coeficiente angular. investigar a existência de sua derivada em qualquer ponto do domínio. A equação da reta é y = mx + h. As derivadas tratam de taxas de variação de grandezas. pois tg(0)=0. Se esta reta é a reta tangente à curva. como encontrar taxas de variação de função. tendem-se a infinito ou a zero. significa que a reta à qual ele pertence é paralela ao eixo X. existirá o limite examinado. crescimento / decrescimento. conclui-se assim que. encontrar máximos e mínimos de funções. Se este coeficiente angular for zero então X = 0. o coeficiente angular desta reta será F´(x). pela definição. Se a função for derivável em um ponto. etc. É neste ponto que chegamos numa das maiores aplicações da derivada.3.0.

2001. 2002. O Cálculo com Geometria Analítica. Volume 2.htm <Acesso em 09 de Novembro de 2008> http://linux.br/sgw/downloads/38_084525_DerivadaeCinema tica2aparte.br/massa/pessoal/riveros/tutorial/intro.alfamaweb. 3ª Edição. George F.doc <Acesso em 09 de Outubro de 2008> 27 .com.pdf <Acesso em 19 de outubro de 2008> SIMMONS. LEITHOLD.com/regeq2/sao_os_liquidos_incompressiveis.hottopos. Editora: Makron Books.REFERÊNCIAS http://www. Cálculo com Geometria Analítica. Editora: Harbra ltda. Louis. http://www.usp.

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