UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE - UNIVILLE CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA

DERIVADAS PARCIAIS

ANDRÉ COGORNI BRUNO LIBERATO GIRARDI GEOVANI FERREIRA CESCONETTO GIOVANI RICARDO SCHNEIDER ANDRIOLI LEANDRO JOSÉ PALOSCHI PROFESSOR: ROGÉRIO VIEIRA CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL II

Joinville 2008

SUMARIO

INTRODUÇÃO.............................................................................................................3 2. DERIVADAS PARCIAIS..........................................................................................5 2.1. Derivadas Parciais...........................................................................................5 2.2. Interpretação Geométrica Da Derivada Parcial De Uma Função De Duas Variáveis..................................................................................................................8 2.3. Derivadas Parciais De Segunda Ordem Ou Mais.........................................9 2.3.1 Derivadas Parciais de Segunda Ordem......................................................9 2.3.3 Derivadas Parciais de Ordem Superior a Dois..........................................11 2.4. Derivadas Direcionais E Gradiente..............................................................11 2.5. Regra Da Cadeia............................................................................................12 2.6. Problemas de Máximo e Mínimo..................................................................13 2.7. Aplicações Das Derivadas............................................................................15 2.7.1. Posição e Deslocamento:.........................................................................17 2.7.2. Velocidade, Velocidade Média e Aceleração: ........................................18 2.7.3. Uso de derivadas parciais em termodinâmica química............................21 2.7.4. Uso das derivadas parciais em fenômenos de transportes.....................22 2.7.5. Estática dos fluidos...................................................................................24 3.0. CONCLUSÃO.....................................................................................................26 REFERÊNCIAS..........................................................................................................27

Nessa figura. mas define também z como função das duas variáveis x e y. embora parte dela possa realmente estar abaixo do plano xy. um ponto do domínio D da função – e z é a distância orientada para cima ou para baixo ao correspondente ponto sobre a superfície.INTRODUÇÃO Muitas das funções que aparecem na Matemática e em suas aplicações envolvem duas ou mais variáveis independentes. Usualmente denotamos uma função qualquer de duas variáveis x e y escrevendo z = f(x. P =m (x. 1) Figura1. a equação z = x² y² é a equação de uma certa superfície de sela. e a superfície pode ser encarada como o gráfico dessa função. . y). Essa superfície foi esboçada como estando “acima” do domínio D. e podemos visualizar tal função esboçando seu gráfico no espaço xyz. (Fig. Assim. y) é um ponto “adequado” do plano x y – isto é. Já encontramos funções dessa espécie em nosso estudo da geometria analítica espacial.

y. z. T = f(x. que os principais temas do cálculo diferencial de uma variável – derivadas. . z). se. t) Veremos então.Por uma extensão óbvia da notação aqui usada. então escrevemos T = f(x. se a temperatura T num ponto P dentro de uma esfera sólida de ferro depende das três coordenadas cartesianas x. y. cálculos com a regra da cadeia. consideramos a possibilidade de que a temperatura num dado ponto varia com o tempo t. y. Por exemplo. y. Porém. além disso. v) é uma função das seis variáveis entre parênteses. então T é uma função das quatro variáveis. w = f(x. e z de P. há diferenças surpreendentes entre o cálculo de uma variável e o cálculo de muitas variáveis. t. z. u. problemas de máximo e mínimo e equações diferenciais – podem ser entendidos para funções de muitas variáveis. taxas de derivação.

DERIVADAS PARCIAIS 2. Para funções de mais de duas variáveis. se tratarmos uma função de n variáveis como uma função de uma variável de cada vez. Sabe-se que sua derivada. y) de duas variáveis independentes. A taxa de derivação em x é denotada por ∂z/ ∂x e definida por: 5 . primeiro mantemos y fixo e consideramos x como variável. necessitaremos de instrumental matemático semelhante para trabalhar com a taxa com que z muda quando ambos x e y variam.1. definida por: Pode ser interpretada como a taxa de variação de y em relação a x. no caso de uma função z = f(x. Então teremos uma derivada para cada uma das variáveis independentes. mantendo fixas as demais variáveis. Derivadas Parciais A discussão sobre derivação de uma função de n variáveis com valores reais reduzse ao caso unidimensional.2. Ou seja. faz-se com que uma delas varie enquanto as demais são consideradas constantes. Isso nos leva ao conceito de derivada parcial. suponha que y = f(x) seja uma função de apenas uma variável. y) de duas variáveis. Para a função z = f(x.

y) = xy² + x³ . Solução: fx(x. As notações mais usadas para essa derivada são: Analogamente. 1) = 4 ou 6 . então a derivada parcial de z em relação a y é definida por: E as notações padrões nesse caso são: Exemplos Exemplo 1: Encontre o valor da derivada parcial da função f(x. no ponto (2. y) = y² + 3x² fx(2. chama-se a derivada parcial de z em relação a x e lêse “delta z.y) = 2xy fy(2. 1) = 13 ou fy(x.Se esse limite existir. delta x”. se x for mantido fixo e y variar. 1).

Mostre que Solução: Como Temos Assim. para uma dada quantidade de gás. onde n é o número de moles de gás na amostra e R é uma constante.Exemplo 2: A Lei do Gás Ideal afirma que. conclui-se que não pode-se tratar as derivadas parciais do membro esquerdo como frações. o volume V e a temperatura absoluta T são ligados pela equação PV=nRT. 7 . Por ser esse resultado -1 e não +1. a pressão p.

y = y0). y0. se y for mantida constante (digamos. y0) será uma equação do traço dessa superfície no plano y = y0. 8 . A figura 2 mostra partes das curvas e das retas tangentes.2.2. então z = f(x. Figura 2. y0) é a inclinação da reta tangente à curva dada pelas equações no ponto P0(x0. no plano y = y0. analogamente. y) pois ela é a intersecção dessas duas superfícies. f(x0. y) No ponto P0. fy(x0. y0) representa a inclinação da reta tangente à curva cujas equações são X = x0 e z = f(x. y). Então fx(x0. O gráfico de uma funçãof de duas variáveis é uma suferfície cuja equação é z = f(x. Interpretação Geométrica Da Derivada Parcial De Uma Função De Duas Variáveis Interpretações geométricas das derivadas parciais de uma função de duas variáveis são similares àquelas dadas para funções de uma variável. a curva pode ser representada pelas equações y = y0 e z = f(x. no plano x = x0. y0)).

3.1 Derivadas Parciais de Segunda Ordem Observa-se que para uma função z = f(x. √3) Solução: A inclinação pedida é o valor de ∂z no ponto (2. Essas derivadas parciais de segunda ordem são denotadas de diferentes maneiras. y) de duas variáveis. 2. 2. Derivadas Parciais De Segunda Ordem Ou Mais 2. 2.3. √3) 2. Começando com as derivadas parciais de primeira ordem. 9 .Exemplo Ache a inclinação da reta tangente à curva de intersecção das superfícies Com o plano y = 2. √3) ∂x Assim em (2. as derivadas parciais fx e fy também são funções de duas variáveis e próprias podem ter derivadas parciais. no ponto (2.

envolvem novas idéias. temos então 2.2 Derivadas Parciais de Segunda Ordem Mistas As derivadas parciais de segunda ordem mistas.As derivadas em relação a x são e As derivadas em relação a y são Exemplo Seja f(x. y) = x³e5y + y sen 2x. A derivada parcial mista fxy dá a taxa de variação na direção do eixo y da taxa de variação f na direção do eixo x.3. fxy dá a taxa de 10 .

Por exemplo. y e z sabemos que as taxas de variação de f são dadas pelas derivadas parciais ∂f∕∂x.y. Por exemplo. Nas direções dos eixos x. não é importante a ordem em que uma sequência de derivações parciais é realizada.z) uma função definida em alguma região do espaço tridimensional e seja P um ponto dessa região. z). aplicando as fórmulas vistas. com continuidade adequada.4. podemos inverter a ordem de quaisquer duas derivações sucessivas. 2.3. fxxyz = fxyxz = fxyzx = fyxzx = fyzxx. y) = x³e5y + y sen 2x. y. são definidas de maneira óbvia. O que não indica que essas derivadas parciais estejam relacionadas entre si. pois. assim como derivadas de ordem superior de funções de mais de duas variáveis. A taxa 11 .3 Derivadas Parciais de Ordem Superior a Dois Derivadas parciais de ordem superior a dois. se w = f(x.variação na direção do eixo x da taxa de variação de f na direção do eixo y. ∂f∕∂y e ∂f∕∂z. Exemplo Para a função f(x. vemos facilmente que 2. Derivadas Direcionais E Gradiente Seja f(x. então Em geral.

calcule dw/dt: Solução 12 . cada uma delas. Então. Regra Da Cadeia A regra da cadeia para derivadas ordinárias mostra a maneira de se derivar funções compostas: sendo w uma função de x e x. 2. funções de outra variável t.de variação de f se partimos de P numa direção que não é a de um eixo coordenado nos leva a um conceito muito importante de gradiente de uma função. então Sabemos. função de uma terceira variável t. é usado com mais freqüência do que qualquer outra regra de derivação. A regra da cadeia mais simples para funções de várias variáveis envolve uma função w=f(x. que a regra da cadeia é um instrumento indispensável de calculo. x=g(t) e y=h(t). por sua vez.y) de duas variáveis x e y.5. onde x e y são. x=g(t). w é uma função de t. por experiência. A derivada dessa função composta é dada pela Exemplo Sendo w = 3x² + 2xy – y² com x = cos(t) e y = sen(t). assim w=f(x).

dw/dt se expressa em termos de t: 2. y0) no interior de seu domínio. y) tenha um valor máximo num ponto P0 = (x0. Problemas de Máximo e Mínimo No caso de funções de uma variável. y0) em alguma vizinhança de P0.6.Aplicando a formula da regra da cadeia teremos que Substituindo-se agora x = cos(t) e y = sen(t).Os problemas de máximo e mínimo de funções de duas ou mais variáveis podem ser muito mais complicados do que os com derivadas primeira e segunda de funções. y) está definida e que também f(x. Suponha que uma função z = f(x. Isso significa que f(x. 13 . y) ≤ f(x0. uma das principais aplicações das derivadas é o estudo de seus máximos e mínimos. como mostra a figura a seguir.

Solução: Sendo x e y as arestas da base e z a altura. quando tenta-se localizar valores máximo ou mínimo de uma função resolvendo as equações ∂z/∂x = 0 e ∂z/∂y = 0. como mostrado a direita da figura 3. como ela tem um valor máximo em x = x0. Exemplo Calcule as dimensões de uma caixa retangular com a parte superior aberta. de ponto crítico de F(x. y0) m que ambas as derivadas parciais são nulas. E da mesma maneira. ∂z/∂y = 0 nesse ponto. mas. deve saber-se que essas equações podem resultar nas coordenadas de um ponto de sela. Essas equações (∂z/∂x = 0 e ∂z/∂y = 0) são duas equações em duas incógnitas cuja a solução são as coordenadas do ponto de máximo (x0. Aplica-se essas mesmas considerações ao valor mínimo mostrado no centro da figura 3. onde a função tem um máximo em uma direção e um mínimo em alguma outra direção. Por analogia a definição referente a funções de uma variável.Se manter-se y fixo no valor y0. sua derivada deve ser zero nesse ponto. com volume fixo de 4 m³ e com a menor área de superfície possível. A = xy + 8/y + 8/x Procura-se um ponto crítico dessa função. ∂z/∂x = 0 nesse ponto. chama-se um ponto (x0. y). um ponto em que 14 . z = f(x. e a área a ser minimizada pode ser expressa como função das duas variáveis x e y. temos z = 4/xy. isto é. y0) é uma função apenas de x e. y0). Assim. a área total da caixa será A = xy + 2xz + 2yz Como xyz = 4.

Assim. Divindindo membro a membro teremos x/y = 1. Química. f (x0) y f(x0+ ∆ x) . logo a caixa de volume dado. a função que está representada sejam x0 e x0 + ∆ x dois valores de o x0 x0 + ∆ x x 15 . sem tampa com área de superfície mínima. ∂A = x – 8 = 0 ∂x x² ∂y y² Para resolver essas equações simultaneamente. Aplicações Das Derivadas Poucos conceitos terão tantas aplicações no mundo científico com o da derivada. Contudo neste módulo vamos tratar matemáticas que são também originadas pelo conceito. logo y = x e uma das equações fica x³ = 8. Usam a simples definição de derivada: de aplicações Seja y = f( x) no gráfico. e seu domínio. x = 1. as reescrevemos: X²y = 8. Sociologia e etc. xy² = 8.7. tem uma base quadrada e altura medindo metade do valor da aresta da base. então x = y = 2. Medicina. De fato na Física. 2.∂A = y – 8 = 0 . Biologia.

E indica-se por : f ´( x ) = lim ∆y f ( x + ∆x) − f ( x ) ⇒ f ´( x) = lim ∆x ∆x →0 ∆x ∆x →0 nota: A função derivada também pode ser indicada por : • • y´ ( lê-se. LINUX. definida em R . Vamos utilizar álgebra vetorial nos conceitos já vistos (posição. derivada de y em relação a x ) dx Exemplo: Dada a função f ´ ( x) = lim f ( x ) =3 x 2 . 16 . deslocamento e aceleração). calcular a função derivada f ( x ) . derivada de y ) dy ( lê.ALFAMAWEB.se.A razão incremental é dada por : ∆y f ( x + ∆x ) − f ( x ) = ∆x ∆x ∆ y quando ∆ x tende a zero ( assume ∆ x Denomina-se função derivada o limite de valores muito pequenos ). velocidade. 3 ( x + ∆x) 2 − 3x 2 3 x 2 + 2 x∆x + ( ∆x ) 2 − 3x 2 3x 2 + 6 x∆x + 3(∆x) 2 − 3x 2 = lim = lim = ∆x ∆x ∆x →0 ∆x →0 ∆x →0 lim ⇒ f `( x ) = 6 x [ ] ∆x( 6 x − 3∆x ) = 6x ∆x ∆x →0 Aqui serão estendidas as considerações apresentadas nos capítulo anterior para os casos bi e tridimensionais.

Ex. está a 5 unidades da origem. ao longo do eixo z. e os coeficientes x. no sentido +k. yj e zk são as componentes vetoriais de r.7. está à duas unidades da origem. y e z são as componentes escalares. onde xi .: Inicialmente. Posição e Deslocamento: • Em geral.1. que é um vetor que de um ponto de referência (geralmente a origem de um sistema de coordenadas) até a partícula. no sentido –i . Figura 4: Demonstra localização de uma partícula. a localização de uma partícula é determinada pelo vetor posição r. escrevemos r como : r = xi + yj + zk . o vetor posição de uma partícula é r1 = -3i + 2j + 5k e logo depois é r2 = 9i + 2j + 8k . Qual é o deslocamento de r1 para r2 ? Solução : ∆ r = r2 – r1 = ( 9i + 2j + 8k ) – ( -3i + 2j + 5k ) = 12i + 3k 17 .2. P está 3 unidades da origem. Ao longo do eixo x. Ao longo do eixo y. no sentido +j . Pela notação de vetores. E.

é dada por ) (t s . ou seja: Sabemos que a velocidade do carro varia durante o percurso. Portanto a velocidade média pode não ser igual a velocidade mostrada no velocímetro no instante t Em princípio. LINUX. isto é: 18 . 2. a velocidade média encontrada é uma boa aproximação da velocidade instantânea.2. Velocidade. Dessa forma. Então no intervalo de tempo entre t e t+∆ t .ALFAMAWEB. Entretanto se fizermos os intervalos de tempo ∆ t . um fato constatado pelo resultado numérico. o carro sofre um deslocamento ∆ s = s ( t+∆ t ) – s(t) A velocidade média do carro nesse intervalo de tempo é definida como o quociente do espaço percorrido pelo tempo gasto em percorrê-lo. após um tempo t . porque sua componente y é nula. Velocidade Média e Aceleração: Velocidade Suponhamos que um carro se move em linha reta e que a sua distância ao ponto de partida . o carro tem sua velocidade aumentada ou diminuída durante o intervalo de tempo considerado. isto é. a velocidade média nada nos diz sobre a velocidade do corpo no instante t .Nota: Este vetor deslocamento é paralelo ao plano xz.7. a velocidade instantânea é dada como o limite da velocidade média para quando ∆ t tende a zero. cada vez menores.

vz = dt dt 19 . esse limite é a derivada da função espaço em relação à variável tempo. Portanto: Velocidade instantânea Uma partícula que sofre um deslocamento ∆ r. vy = dy dz . v= ( ) ⇒ v = vx i + v y j + vz k . quando ∆ t tende para zero. tem velocidade média: ∆r ∆t ∆x ∆y ∆z i+ j+ k ∆t ∆t ∆t v= = ∆ i +∆ j +∆ k x y z ∆ t ⇒ v= A velocidade instantânea v é o limite de v . os coeficientes são as componentes escalares de v: v x = dt dx . dr dt Lembramos que esse limite é a derivada de r em relação á t ou seja. temos : d dx dy dz xi + y j + z k = i+ j+ k dt dt dt dt . v = Substituindo r pela expressão r = xi + yj + zk .Como vimos anteriormente. durante um intervalo de tempo ∆ t .

Figura 5: Demonstra a posição de uma partícula no ponto P e sua trajetória. isto é. Nota: No limite. isto é. sempre tangente à trajetória da partícula. quando ∆ t tende a zero. a velocidade média tem a direção da tangente. A posição da partícula P. a velocidade média tende para v (velocidade instantânea) . a aceleração do corpo no instante t. Aceleração Vamos introduzir o conceito de aceleração de maneira análoga ao de velocidade. A aceleração média mede a variação de velocidade do corpo por unidade de tempo no intervalo de tempo ∆ t. ou seja: 20 . é mostrada no instante t1 e no instante t1 + ∆ t seguinte. no intervalo ∆ t. Logo. e também. na sua trajetória. v também tem a mesma direção. isto é: Para obtermos a aceleração instantânea. O vetor ∆ r é o deslocamento da partícula. basta calcular o limite da aceleração média para quando ∆ t tende a zero. Também é mostrada a tangente à trajetória no instante t1.

3. Por exemplo. Por exemplo. 2. temos s´´ ( t ) = a ( t ). ou (1) PVm = RT (onde Vm = V/n) (2) A partir destas equações. é possível dizer de que qualquer uma das variáveis depende das outras duas.7. varia quando as variáveis independentes (T e Vm na equação 3) são alteradas. a aceleração é a derivada da função velocidade em relação à variável tempo. ex. T) = (RT/P) (4) T = T(Vm. Uso de derivadas parciais em termodinâmica química Vamos considerar como ponto de partida a equação de estado para gases ideais: PV = nRT. a mudança da pressão de um gás com a temperatura mantendo o volume molar constante (por exemplo. dependente de várias variáveis independentes. 21 . no pneu de um carro) pode ser representado por. P) = (PVm/R) (5) O uso de cálculo diferencial permite saber a maneira como uma variável dependente. Uma derivada parcial representa a taxa de mudança de uma função. e poderíamos escrever cada variável como sendo uma função de duas variáveis. portanto: Como s´( t ) = v´ ( t ) e v´ ( t ) = a ( t ). T) = (RT/Vm) (3) Vm = Vm(P. P na equação (3). p. quando todas as variáveis exceto uma são mantidas constantes. P = P(Vm.Logo.

podemos representar a variação da pressão com o volume molar mantendo a temperatura constante através da equação (7).4. A temperatura constante (8) Em muitas situações em termodinâmica. substituindo na equação 8. (7) Derivadas parciais também podem ser calculadas usando equação (5). onde T é a variável dependente e P e Vm as variáveis independentes.7. Conforme a equação dos gases ideais.[0. V m = 24.082×300/(24. podemos agora integrar esta expressão para calcular a mudança na pressão com uma variação infinitesimal do volume molar a temperatura constante.4. é importante conhecer o valor numérico da derivada e não apenas a formula analítica!!! Podemos ilustrar isto para um caso específico: um gás ideal a P = 1 atm e T = 300 K.(6) De maneira análoga.1×10-2 atm mol dm-3 2. Assim. Uso das derivadas parciais em fenômenos de transportes 22 . onde Vm é agora a variável dependente e P e T as variáveis independentes. Voltando a equação (6). podemos obter o valor numérico de (∂P/∂Vm)300 K para as condições especificadas. e em aplicações termodinâmicas.6 dm3 para estas condições de temperatura e pressão. (∂P/∂Vm)300 K = .6)2] = . ou equação (6).

ou seja a densidade do líquido é constante e o termo equação transforma-se em: é nulo. a Que é bem mais simples de ser resolvida do que a equação (1). tanto para escoamento em regime estacionário ou variável. pode-se aumentar ou diminuir a pressão que a densidade permanecerá constante. A expressão formal é: Em várias situações práticas usuais da Engenharia Química os líquidos são considerados como incompressíveis. Fluidos compressíveis: 23 . a relação entre o volume ocupado pelo líquido e a sua massa. Mas para ser adotada essa simplificação.Fluidos incompressíveis São os fluidos cujos volumes não dependem da pressão. a pressão não exerce influência no volume por eles ocupado. HOTTOPOS. A equação geral do referido balanço é: Quando o líquido é considerado incompressível. ou seja. Um exemplo dessa consideração é a simplificação que se faz na equação do balanço diferencial de massa para o caso de líquidos. tal como os líquidos. na qual se encontra o líquido. apresentam volumes próprios independentes da pressão à que estão submetidos. Assim. deve-se antes verificar se é permitida pelas condições de pressão e temperatura. isto é.

num fluido em repouso não há tensões de corte: as forças de pressão equilibram a ação da gravidade. O estudos das forças de pressão em superfícies finitas. variação da pressão num fluido em repouso. que age A pressão num ponto é o limite da relação entre a força normal e a A pressão é a mesma em todas as direções num ponto de um fluido contra uma superfície plana pela área desta. (HOTTOPOS). Estática dos fluidos Considera-se na estática dos fluidos duas partes: O estudo da pressão e a sua variação no interior de um fluido. A lei da variação de pressão num fluido em repouso (na forma de componentes) é dada por A pressão média é calculada dividindo-se as forças normais. isto é. tal como os gases. área quando fazemos a área tender para zero em torno do ponto. que dão a variação nas direções horizontais. A expressão formal é: 2.7. Pressão num ponto • • • em repouso • Equação fundamental da estática dos fluidos. apresentam volumes próprios dependentes da pressão à que estão submetidos.5. são uma forma da lei de Pascal que afirma ser a mesma a pressão em dois pontos no mesmo 24 .São os fluidos cujos volumes dependem da pressão. As derivadas parciais.

Como p é apenas função de z: Esta equação diferencial simples relaciona a variação de pressão com o peso específico (ρg ) e a variação decota. 25 . sendo válida tanto para fluidos compressíveis como para incompressíveis.nível de uma massa contínua de um fluido em repouso (os planos horizontais são planos de pressão constante).

conclui-se assim que. encontrar máximos e mínimos de funções.3. CONCLUSÃO Dada uma função. tendem-se a infinito ou a zero. Os limites explicam os comportamentos que as funções possuem. os seus gradientes com isso consegue-se resolver os problemas que aparecem em um sistema. É neste ponto que chegamos numa das maiores aplicações da derivada. então este ponto da curva é o maior ou menor valor que a função pode atingir. significa que a reta à qual ele pertence é paralela ao eixo X.0. pois tg(0)=0. A equação da reta é y = mx + h. onde m é o tal coeficiente angular. que é a tangente do ângulo que a reta faz com o eixo X. Existem outras diversas aplicações para derivadas. investigar a existência de sua derivada em qualquer ponto do domínio. examinando determinado limite. Se esta reta é a reta tangente à curva. Se este coeficiente angular for zero então X = 0. As derivadas tratam de taxas de variação de grandezas. o coeficiente angular desta reta será F´(x). 26 . crescimento / decrescimento. etc. Através delas pode-se determinar os máximos e mínimos de funções. como encontrar taxas de variação de função. pela definição. existirá o limite examinado. A derivada é o coeficiente angular da reta tangente à função. Se forem contínuas ou possuem singularidades. Uma curva definida pela função F(x) e traçar uma reta que tangencie esta curva no ponto definido pelo par ordenado (x. Se a função for derivável em um ponto.y = F(x)).

O Cálculo com Geometria Analítica.hottopos.br/sgw/downloads/38_084525_DerivadaeCinema tica2aparte.br/massa/pessoal/riveros/tutorial/intro.REFERÊNCIAS http://www. LEITHOLD.com/regeq2/sao_os_liquidos_incompressiveis.htm <Acesso em 09 de Novembro de 2008> http://linux. Editora: Harbra ltda.pdf <Acesso em 19 de outubro de 2008> SIMMONS.com. 2002.doc <Acesso em 09 de Outubro de 2008> 27 . Volume 2. 3ª Edição. Cálculo com Geometria Analítica. Louis.usp. 2001. Editora: Makron Books. http://www. George F.alfamaweb.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful