UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE - UNIVILLE CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA

DERIVADAS PARCIAIS

ANDRÉ COGORNI BRUNO LIBERATO GIRARDI GEOVANI FERREIRA CESCONETTO GIOVANI RICARDO SCHNEIDER ANDRIOLI LEANDRO JOSÉ PALOSCHI PROFESSOR: ROGÉRIO VIEIRA CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL II

Joinville 2008

SUMARIO

INTRODUÇÃO.............................................................................................................3 2. DERIVADAS PARCIAIS..........................................................................................5 2.1. Derivadas Parciais...........................................................................................5 2.2. Interpretação Geométrica Da Derivada Parcial De Uma Função De Duas Variáveis..................................................................................................................8 2.3. Derivadas Parciais De Segunda Ordem Ou Mais.........................................9 2.3.1 Derivadas Parciais de Segunda Ordem......................................................9 2.3.3 Derivadas Parciais de Ordem Superior a Dois..........................................11 2.4. Derivadas Direcionais E Gradiente..............................................................11 2.5. Regra Da Cadeia............................................................................................12 2.6. Problemas de Máximo e Mínimo..................................................................13 2.7. Aplicações Das Derivadas............................................................................15 2.7.1. Posição e Deslocamento:.........................................................................17 2.7.2. Velocidade, Velocidade Média e Aceleração: ........................................18 2.7.3. Uso de derivadas parciais em termodinâmica química............................21 2.7.4. Uso das derivadas parciais em fenômenos de transportes.....................22 2.7.5. Estática dos fluidos...................................................................................24 3.0. CONCLUSÃO.....................................................................................................26 REFERÊNCIAS..........................................................................................................27

y) é um ponto “adequado” do plano x y – isto é. a equação z = x² y² é a equação de uma certa superfície de sela. Assim. Já encontramos funções dessa espécie em nosso estudo da geometria analítica espacial.INTRODUÇÃO Muitas das funções que aparecem na Matemática e em suas aplicações envolvem duas ou mais variáveis independentes. embora parte dela possa realmente estar abaixo do plano xy. y). Nessa figura. Usualmente denotamos uma função qualquer de duas variáveis x e y escrevendo z = f(x. mas define também z como função das duas variáveis x e y. 1) Figura1. (Fig. P =m (x. . um ponto do domínio D da função – e z é a distância orientada para cima ou para baixo ao correspondente ponto sobre a superfície. e a superfície pode ser encarada como o gráfico dessa função. e podemos visualizar tal função esboçando seu gráfico no espaço xyz. Essa superfície foi esboçada como estando “acima” do domínio D.

problemas de máximo e mínimo e equações diferenciais – podem ser entendidos para funções de muitas variáveis. y. Porém. se a temperatura T num ponto P dentro de uma esfera sólida de ferro depende das três coordenadas cartesianas x. além disso. cálculos com a regra da cadeia. e z de P.Por uma extensão óbvia da notação aqui usada. w = f(x. y. t) Veremos então. v) é uma função das seis variáveis entre parênteses. t. que os principais temas do cálculo diferencial de uma variável – derivadas. taxas de derivação. Por exemplo. consideramos a possibilidade de que a temperatura num dado ponto varia com o tempo t. então T é uma função das quatro variáveis. T = f(x. se. y. então escrevemos T = f(x. y. z). . z. z. há diferenças surpreendentes entre o cálculo de uma variável e o cálculo de muitas variáveis. u.

faz-se com que uma delas varie enquanto as demais são consideradas constantes. y) de duas variáveis. y) de duas variáveis independentes. A taxa de derivação em x é denotada por ∂z/ ∂x e definida por: 5 . no caso de uma função z = f(x. Isso nos leva ao conceito de derivada parcial.2. DERIVADAS PARCIAIS 2. Sabe-se que sua derivada. Para funções de mais de duas variáveis.1. definida por: Pode ser interpretada como a taxa de variação de y em relação a x. primeiro mantemos y fixo e consideramos x como variável. se tratarmos uma função de n variáveis como uma função de uma variável de cada vez. Para a função z = f(x. suponha que y = f(x) seja uma função de apenas uma variável. Então teremos uma derivada para cada uma das variáveis independentes. Derivadas Parciais A discussão sobre derivação de uma função de n variáveis com valores reais reduzse ao caso unidimensional. Ou seja. mantendo fixas as demais variáveis. necessitaremos de instrumental matemático semelhante para trabalhar com a taxa com que z muda quando ambos x e y variam.

no ponto (2. chama-se a derivada parcial de z em relação a x e lêse “delta z. 1) = 4 ou 6 . então a derivada parcial de z em relação a y é definida por: E as notações padrões nesse caso são: Exemplos Exemplo 1: Encontre o valor da derivada parcial da função f(x. 1) = 13 ou fy(x. 1). y) = y² + 3x² fx(2. y) = xy² + x³ . As notações mais usadas para essa derivada são: Analogamente.Se esse limite existir. se x for mantido fixo e y variar.y) = 2xy fy(2. Solução: fx(x. delta x”.

Por ser esse resultado -1 e não +1.Exemplo 2: A Lei do Gás Ideal afirma que. onde n é o número de moles de gás na amostra e R é uma constante. Mostre que Solução: Como Temos Assim. a pressão p. o volume V e a temperatura absoluta T são ligados pela equação PV=nRT. 7 . para uma dada quantidade de gás. conclui-se que não pode-se tratar as derivadas parciais do membro esquerdo como frações.

f(x0. Então fx(x0. Figura 2. y = y0). y0)).2. y0) é a inclinação da reta tangente à curva dada pelas equações no ponto P0(x0. analogamente. A figura 2 mostra partes das curvas e das retas tangentes. y) pois ela é a intersecção dessas duas superfícies. então z = f(x. y). 8 . Interpretação Geométrica Da Derivada Parcial De Uma Função De Duas Variáveis Interpretações geométricas das derivadas parciais de uma função de duas variáveis são similares àquelas dadas para funções de uma variável. y0. fy(x0. no plano y = y0. O gráfico de uma funçãof de duas variáveis é uma suferfície cuja equação é z = f(x. y0) será uma equação do traço dessa superfície no plano y = y0. y) No ponto P0.2. a curva pode ser representada pelas equações y = y0 e z = f(x. se y for mantida constante (digamos. y0) representa a inclinação da reta tangente à curva cujas equações são X = x0 e z = f(x. no plano x = x0.

y) de duas variáveis. 2.Exemplo Ache a inclinação da reta tangente à curva de intersecção das superfícies Com o plano y = 2. √3) Solução: A inclinação pedida é o valor de ∂z no ponto (2. 2. no ponto (2. Derivadas Parciais De Segunda Ordem Ou Mais 2. as derivadas parciais fx e fy também são funções de duas variáveis e próprias podem ter derivadas parciais.3. 2. Essas derivadas parciais de segunda ordem são denotadas de diferentes maneiras. 9 . √3) 2.3. √3) ∂x Assim em (2. Começando com as derivadas parciais de primeira ordem.1 Derivadas Parciais de Segunda Ordem Observa-se que para uma função z = f(x.

2 Derivadas Parciais de Segunda Ordem Mistas As derivadas parciais de segunda ordem mistas. envolvem novas idéias.3. temos então 2. y) = x³e5y + y sen 2x.As derivadas em relação a x são e As derivadas em relação a y são Exemplo Seja f(x. fxy dá a taxa de 10 . A derivada parcial mista fxy dá a taxa de variação na direção do eixo y da taxa de variação f na direção do eixo x.

y. fxxyz = fxyxz = fxyzx = fyxzx = fyzxx. 2. ∂f∕∂y e ∂f∕∂z. aplicando as fórmulas vistas. vemos facilmente que 2. y) = x³e5y + y sen 2x.variação na direção do eixo x da taxa de variação de f na direção do eixo y. Por exemplo. podemos inverter a ordem de quaisquer duas derivações sucessivas. y e z sabemos que as taxas de variação de f são dadas pelas derivadas parciais ∂f∕∂x.z) uma função definida em alguma região do espaço tridimensional e seja P um ponto dessa região.4. Exemplo Para a função f(x. são definidas de maneira óbvia. então Em geral. Por exemplo. Derivadas Direcionais E Gradiente Seja f(x. assim como derivadas de ordem superior de funções de mais de duas variáveis. Nas direções dos eixos x.y.3 Derivadas Parciais de Ordem Superior a Dois Derivadas parciais de ordem superior a dois. não é importante a ordem em que uma sequência de derivações parciais é realizada. z). pois.3. O que não indica que essas derivadas parciais estejam relacionadas entre si. A taxa 11 . com continuidade adequada. se w = f(x.

Então. então Sabemos. A derivada dessa função composta é dada pela Exemplo Sendo w = 3x² + 2xy – y² com x = cos(t) e y = sen(t).de variação de f se partimos de P numa direção que não é a de um eixo coordenado nos leva a um conceito muito importante de gradiente de uma função. função de uma terceira variável t.y) de duas variáveis x e y. x=g(t). A regra da cadeia mais simples para funções de várias variáveis envolve uma função w=f(x. cada uma delas. onde x e y são. x=g(t) e y=h(t). é usado com mais freqüência do que qualquer outra regra de derivação.5. por sua vez. assim w=f(x). por experiência. 2. que a regra da cadeia é um instrumento indispensável de calculo. funções de outra variável t. Regra Da Cadeia A regra da cadeia para derivadas ordinárias mostra a maneira de se derivar funções compostas: sendo w uma função de x e x. w é uma função de t. calcule dw/dt: Solução 12 .

como mostra a figura a seguir. 13 . Isso significa que f(x. y) ≤ f(x0. Problemas de Máximo e Mínimo No caso de funções de uma variável. dw/dt se expressa em termos de t: 2. uma das principais aplicações das derivadas é o estudo de seus máximos e mínimos.Os problemas de máximo e mínimo de funções de duas ou mais variáveis podem ser muito mais complicados do que os com derivadas primeira e segunda de funções.Aplicando a formula da regra da cadeia teremos que Substituindo-se agora x = cos(t) e y = sen(t). y0) em alguma vizinhança de P0. y) está definida e que também f(x. y0) no interior de seu domínio.6. Suponha que uma função z = f(x. y) tenha um valor máximo num ponto P0 = (x0.

Se manter-se y fixo no valor y0. chama-se um ponto (x0. e a área a ser minimizada pode ser expressa como função das duas variáveis x e y. Aplica-se essas mesmas considerações ao valor mínimo mostrado no centro da figura 3. y0) é uma função apenas de x e. ∂z/∂x = 0 nesse ponto. E da mesma maneira. Exemplo Calcule as dimensões de uma caixa retangular com a parte superior aberta. Solução: Sendo x e y as arestas da base e z a altura. A = xy + 8/y + 8/x Procura-se um ponto crítico dessa função. ∂z/∂y = 0 nesse ponto. sua derivada deve ser zero nesse ponto. y). como mostrado a direita da figura 3. y0). temos z = 4/xy. Assim. com volume fixo de 4 m³ e com a menor área de superfície possível. Por analogia a definição referente a funções de uma variável. mas. quando tenta-se localizar valores máximo ou mínimo de uma função resolvendo as equações ∂z/∂x = 0 e ∂z/∂y = 0. y0) m que ambas as derivadas parciais são nulas. isto é. Essas equações (∂z/∂x = 0 e ∂z/∂y = 0) são duas equações em duas incógnitas cuja a solução são as coordenadas do ponto de máximo (x0. a área total da caixa será A = xy + 2xz + 2yz Como xyz = 4. onde a função tem um máximo em uma direção e um mínimo em alguma outra direção. deve saber-se que essas equações podem resultar nas coordenadas de um ponto de sela. um ponto em que 14 . como ela tem um valor máximo em x = x0. z = f(x. de ponto crítico de F(x.

logo a caixa de volume dado. De fato na Física. Medicina. Biologia. Sociologia e etc. 2. Assim. Química. x = 1. logo y = x e uma das equações fica x³ = 8. Aplicações Das Derivadas Poucos conceitos terão tantas aplicações no mundo científico com o da derivada.∂A = y – 8 = 0 . Usam a simples definição de derivada: de aplicações Seja y = f( x) no gráfico. a função que está representada sejam x0 e x0 + ∆ x dois valores de o x0 x0 + ∆ x x 15 . as reescrevemos: X²y = 8. sem tampa com área de superfície mínima. Contudo neste módulo vamos tratar matemáticas que são também originadas pelo conceito. tem uma base quadrada e altura medindo metade do valor da aresta da base. ∂A = x – 8 = 0 ∂x x² ∂y y² Para resolver essas equações simultaneamente.7. e seu domínio. xy² = 8. então x = y = 2. f (x0) y f(x0+ ∆ x) . Divindindo membro a membro teremos x/y = 1.

se. Vamos utilizar álgebra vetorial nos conceitos já vistos (posição. derivada de y ) dy ( lê. definida em R . deslocamento e aceleração). E indica-se por : f ´( x ) = lim ∆y f ( x + ∆x) − f ( x ) ⇒ f ´( x) = lim ∆x ∆x →0 ∆x ∆x →0 nota: A função derivada também pode ser indicada por : • • y´ ( lê-se.A razão incremental é dada por : ∆y f ( x + ∆x ) − f ( x ) = ∆x ∆x ∆ y quando ∆ x tende a zero ( assume ∆ x Denomina-se função derivada o limite de valores muito pequenos ).ALFAMAWEB. LINUX. 16 . calcular a função derivada f ( x ) . 3 ( x + ∆x) 2 − 3x 2 3 x 2 + 2 x∆x + ( ∆x ) 2 − 3x 2 3x 2 + 6 x∆x + 3(∆x) 2 − 3x 2 = lim = lim = ∆x ∆x ∆x →0 ∆x →0 ∆x →0 lim ⇒ f `( x ) = 6 x [ ] ∆x( 6 x − 3∆x ) = 6x ∆x ∆x →0 Aqui serão estendidas as considerações apresentadas nos capítulo anterior para os casos bi e tridimensionais. velocidade. derivada de y em relação a x ) dx Exemplo: Dada a função f ´ ( x) = lim f ( x ) =3 x 2 .

7. Pela notação de vetores. E. que é um vetor que de um ponto de referência (geralmente a origem de um sistema de coordenadas) até a partícula. Ex. Qual é o deslocamento de r1 para r2 ? Solução : ∆ r = r2 – r1 = ( 9i + 2j + 8k ) – ( -3i + 2j + 5k ) = 12i + 3k 17 . e os coeficientes x. escrevemos r como : r = xi + yj + zk . está à duas unidades da origem. Ao longo do eixo x. P está 3 unidades da origem. no sentido +k. onde xi . o vetor posição de uma partícula é r1 = -3i + 2j + 5k e logo depois é r2 = 9i + 2j + 8k .: Inicialmente.1. Posição e Deslocamento: • Em geral.2. ao longo do eixo z. no sentido –i . y e z são as componentes escalares. a localização de uma partícula é determinada pelo vetor posição r. Figura 4: Demonstra localização de uma partícula. está a 5 unidades da origem. no sentido +j . yj e zk são as componentes vetoriais de r. Ao longo do eixo y.

LINUX. o carro sofre um deslocamento ∆ s = s ( t+∆ t ) – s(t) A velocidade média do carro nesse intervalo de tempo é definida como o quociente do espaço percorrido pelo tempo gasto em percorrê-lo. Dessa forma. isto é: 18 . isto é. o carro tem sua velocidade aumentada ou diminuída durante o intervalo de tempo considerado. porque sua componente y é nula. ou seja: Sabemos que a velocidade do carro varia durante o percurso.ALFAMAWEB.7. cada vez menores.2. é dada por ) (t s . um fato constatado pelo resultado numérico. Portanto a velocidade média pode não ser igual a velocidade mostrada no velocímetro no instante t Em princípio. 2. Velocidade.Nota: Este vetor deslocamento é paralelo ao plano xz. Então no intervalo de tempo entre t e t+∆ t . a velocidade média encontrada é uma boa aproximação da velocidade instantânea. Entretanto se fizermos os intervalos de tempo ∆ t . após um tempo t . a velocidade média nada nos diz sobre a velocidade do corpo no instante t . Velocidade Média e Aceleração: Velocidade Suponhamos que um carro se move em linha reta e que a sua distância ao ponto de partida . a velocidade instantânea é dada como o limite da velocidade média para quando ∆ t tende a zero.

quando ∆ t tende para zero. temos : d dx dy dz xi + y j + z k = i+ j+ k dt dt dt dt . vz = dt dt 19 . Portanto: Velocidade instantânea Uma partícula que sofre um deslocamento ∆ r. os coeficientes são as componentes escalares de v: v x = dt dx . durante um intervalo de tempo ∆ t . dr dt Lembramos que esse limite é a derivada de r em relação á t ou seja. vy = dy dz . esse limite é a derivada da função espaço em relação à variável tempo. v= ( ) ⇒ v = vx i + v y j + vz k . v = Substituindo r pela expressão r = xi + yj + zk .Como vimos anteriormente. tem velocidade média: ∆r ∆t ∆x ∆y ∆z i+ j+ k ∆t ∆t ∆t v= = ∆ i +∆ j +∆ k x y z ∆ t ⇒ v= A velocidade instantânea v é o limite de v .

O vetor ∆ r é o deslocamento da partícula. A aceleração média mede a variação de velocidade do corpo por unidade de tempo no intervalo de tempo ∆ t. quando ∆ t tende a zero. Aceleração Vamos introduzir o conceito de aceleração de maneira análoga ao de velocidade. isto é: Para obtermos a aceleração instantânea. Nota: No limite. sempre tangente à trajetória da partícula. a velocidade média tem a direção da tangente. no intervalo ∆ t.Figura 5: Demonstra a posição de uma partícula no ponto P e sua trajetória. isto é. a aceleração do corpo no instante t. e também. ou seja: 20 . basta calcular o limite da aceleração média para quando ∆ t tende a zero. na sua trajetória. a velocidade média tende para v (velocidade instantânea) . isto é. Também é mostrada a tangente à trajetória no instante t1. é mostrada no instante t1 e no instante t1 + ∆ t seguinte. Logo. v também tem a mesma direção. A posição da partícula P.

temos s´´ ( t ) = a ( t ). a mudança da pressão de um gás com a temperatura mantendo o volume molar constante (por exemplo. Uma derivada parcial representa a taxa de mudança de uma função. Por exemplo. é possível dizer de que qualquer uma das variáveis depende das outras duas. Por exemplo. dependente de várias variáveis independentes. T) = (RT/Vm) (3) Vm = Vm(P. P) = (PVm/R) (5) O uso de cálculo diferencial permite saber a maneira como uma variável dependente. a aceleração é a derivada da função velocidade em relação à variável tempo.7. T) = (RT/P) (4) T = T(Vm.3. e poderíamos escrever cada variável como sendo uma função de duas variáveis. ex.Logo. no pneu de um carro) pode ser representado por. Uso de derivadas parciais em termodinâmica química Vamos considerar como ponto de partida a equação de estado para gases ideais: PV = nRT. portanto: Como s´( t ) = v´ ( t ) e v´ ( t ) = a ( t ). varia quando as variáveis independentes (T e Vm na equação 3) são alteradas. ou (1) PVm = RT (onde Vm = V/n) (2) A partir destas equações. 2. quando todas as variáveis exceto uma são mantidas constantes. P = P(Vm. 21 . P na equação (3). p.

podemos obter o valor numérico de (∂P/∂Vm)300 K para as condições especificadas. é importante conhecer o valor numérico da derivada e não apenas a formula analítica!!! Podemos ilustrar isto para um caso específico: um gás ideal a P = 1 atm e T = 300 K. podemos agora integrar esta expressão para calcular a mudança na pressão com uma variação infinitesimal do volume molar a temperatura constante.[0. (7) Derivadas parciais também podem ser calculadas usando equação (5). e em aplicações termodinâmicas.6)2] = . Voltando a equação (6).4. Assim. (∂P/∂Vm)300 K = . V m = 24. ou equação (6). Conforme a equação dos gases ideais. substituindo na equação 8. podemos representar a variação da pressão com o volume molar mantendo a temperatura constante através da equação (7).4. A temperatura constante (8) Em muitas situações em termodinâmica. Uso das derivadas parciais em fenômenos de transportes 22 .6 dm3 para estas condições de temperatura e pressão.1×10-2 atm mol dm-3 2. onde Vm é agora a variável dependente e P e T as variáveis independentes. onde T é a variável dependente e P e Vm as variáveis independentes.082×300/(24.7.(6) De maneira análoga.

na qual se encontra o líquido. Mas para ser adotada essa simplificação. a relação entre o volume ocupado pelo líquido e a sua massa. A expressão formal é: Em várias situações práticas usuais da Engenharia Química os líquidos são considerados como incompressíveis. pode-se aumentar ou diminuir a pressão que a densidade permanecerá constante. ou seja. A equação geral do referido balanço é: Quando o líquido é considerado incompressível. a pressão não exerce influência no volume por eles ocupado.Fluidos incompressíveis São os fluidos cujos volumes não dependem da pressão. isto é. a Que é bem mais simples de ser resolvida do que a equação (1). HOTTOPOS. apresentam volumes próprios independentes da pressão à que estão submetidos. ou seja a densidade do líquido é constante e o termo equação transforma-se em: é nulo. Fluidos compressíveis: 23 . tanto para escoamento em regime estacionário ou variável. Assim. Um exemplo dessa consideração é a simplificação que se faz na equação do balanço diferencial de massa para o caso de líquidos. deve-se antes verificar se é permitida pelas condições de pressão e temperatura. tal como os líquidos.

5.7. As derivadas parciais. área quando fazemos a área tender para zero em torno do ponto. variação da pressão num fluido em repouso. Estática dos fluidos Considera-se na estática dos fluidos duas partes: O estudo da pressão e a sua variação no interior de um fluido. são uma forma da lei de Pascal que afirma ser a mesma a pressão em dois pontos no mesmo 24 . O estudos das forças de pressão em superfícies finitas.São os fluidos cujos volumes dependem da pressão. tal como os gases. apresentam volumes próprios dependentes da pressão à que estão submetidos. isto é. que age A pressão num ponto é o limite da relação entre a força normal e a A pressão é a mesma em todas as direções num ponto de um fluido contra uma superfície plana pela área desta. A lei da variação de pressão num fluido em repouso (na forma de componentes) é dada por A pressão média é calculada dividindo-se as forças normais. Pressão num ponto • • • em repouso • Equação fundamental da estática dos fluidos. A expressão formal é: 2. que dão a variação nas direções horizontais. num fluido em repouso não há tensões de corte: as forças de pressão equilibram a ação da gravidade. (HOTTOPOS).

sendo válida tanto para fluidos compressíveis como para incompressíveis. Como p é apenas função de z: Esta equação diferencial simples relaciona a variação de pressão com o peso específico (ρg ) e a variação decota.nível de uma massa contínua de um fluido em repouso (os planos horizontais são planos de pressão constante). 25 .

os seus gradientes com isso consegue-se resolver os problemas que aparecem em um sistema. o coeficiente angular desta reta será F´(x). então este ponto da curva é o maior ou menor valor que a função pode atingir. investigar a existência de sua derivada em qualquer ponto do domínio. 26 . que é a tangente do ângulo que a reta faz com o eixo X. As derivadas tratam de taxas de variação de grandezas.0. conclui-se assim que. Os limites explicam os comportamentos que as funções possuem. onde m é o tal coeficiente angular. Se forem contínuas ou possuem singularidades. Uma curva definida pela função F(x) e traçar uma reta que tangencie esta curva no ponto definido pelo par ordenado (x. pela definição. tendem-se a infinito ou a zero. encontrar máximos e mínimos de funções. Se esta reta é a reta tangente à curva. Se a função for derivável em um ponto. existirá o limite examinado. crescimento / decrescimento. CONCLUSÃO Dada uma função. A derivada é o coeficiente angular da reta tangente à função. etc. A equação da reta é y = mx + h. Através delas pode-se determinar os máximos e mínimos de funções. significa que a reta à qual ele pertence é paralela ao eixo X. examinando determinado limite. pois tg(0)=0.3. Se este coeficiente angular for zero então X = 0. como encontrar taxas de variação de função.y = F(x)). Existem outras diversas aplicações para derivadas. É neste ponto que chegamos numa das maiores aplicações da derivada.

3ª Edição.hottopos. Volume 2. LEITHOLD. http://www.usp. Editora: Makron Books.pdf <Acesso em 19 de outubro de 2008> SIMMONS.com/regeq2/sao_os_liquidos_incompressiveis.doc <Acesso em 09 de Outubro de 2008> 27 .br/massa/pessoal/riveros/tutorial/intro.REFERÊNCIAS http://www.htm <Acesso em 09 de Novembro de 2008> http://linux. 2001. Louis.alfamaweb.com.br/sgw/downloads/38_084525_DerivadaeCinema tica2aparte. George F. Cálculo com Geometria Analítica. Editora: Harbra ltda. 2002. O Cálculo com Geometria Analítica.