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DECRETO Nº 44270, 31 DE MARÇO DE 2006

Regulamenta a Lei nº 14.130, de 19 de dezembro


de 2001, que dispõe sobre a prevenção contra
incêndio e pânico no Estado e dá outras
providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS, no uso de atribuição que


lhe confere o inciso VII do art. 90, da Constituição do Estado, e tendo em vista a Lei nº 14.130, de 19
de dezembro de 2001,

DECRETA:

CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Este Decreto contém o regulamento de segurança contra incêndio e pânico nas
edificações e áreas de risco no Estado de Minas Gerais.
Parágrafo único. Incumbe ao Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais - CBMMG,
as ações de que trata este Decreto.
Art. 2º As exigências das medidas de proteção contra incêndio e pânico das edificações
e áreas de risco devem ser cumpridas visando atender aos seguintes objetivos:
I - proporcionar condições de segurança contra incêndio e pânico aos ocupantes das
edificações e áreas de risco, possibilitando o abandono seguro e evitando perdas de vida;
II - minimizar os riscos de eventual propagação do fogo para edificações e áreas
adjacentes, reduzindo danos ao meio ambiente e patrimônio;
III - proporcionar meios de controle e extinção do incêndio e pânico;
IV - dar condições de acesso para as operações do Corpo de Bombeiros Militar; e
V - garantir as intervenções de socorros de urgência.

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CAPÍTULO II
DAS DEFINIÇÕES

Art. 3º Para efeito deste Decreto aplicam-se as definições a seguir descritas:


I - altura ascendente ou altura do subsolo da edificação: é a medida em metros entre o
ponto que caracteriza a saída ao nível de descarga, sob a projeção do paramento externo da parede da
edificação, ao ponto mais baixo do nível do piso do pavimento mais baixo da edificação (subsolo);
II - altura da edificação ou altura descendente: é a medida em metros entre o ponto que
caracteriza a saída ao nível de descarga (nível térreo, 2º piso, ou pilotis, desde que haja acesso dos
usuários ao exterior da edificação), sob a projeção do paramento externo da parede da edificação, ao
piso do último pavimento, excluindo o ático, casa de máquinas, barriletes, reservatórios d’água,
pavimento superior da cobertura (duplex), e assemelhados;
III - ampliação: é o aumento da área construída da edificação;
IV - análise: é o ato formal de verificação das exigências das medidas de proteção
contra incêndio das edificações e áreas de risco no processo de segurança contra incêndio;
V - andar ou pavimento: é o volume compreendido entre dois pavimentos consecutivos,
ou entre o nível do piso e o nível imediatamente superior;
VI - área a construir: é a somatória das áreas em metros quadrados a serem construídas
de uma edificação;
VII - área do pavimento: é a área em metro quadrado, calculada a partir das paredes
externas;
VIII - área construída: é a somatória das áreas em metros quadrados cobertas de uma
edificação;
IX - área protegida: é a área dotada de medidas ativa e passivo para proteção contra
incêndio e pânico;
X - área total da edificação: somatória da área a construir e da área construída de uma
edificação;
XI - área edificada: entende-se por área edificada toda a área que possuir piso e teto
construídos, pertencentes ao imóvel;
XII - área imprópria ao uso: são áreas que por sua característica geológica ou
topográfica impossibilitam a sua exploração. Exemplificam esta definição os taludes em aclive
acentuado, barrancos em pedra, lagos mesmo os artificiais, riachos e poços, dentre outros;
XIII - área de armazenamento: é aquela destinada à guarda de materiais, podendo ser
edificada ou aberta, sobre piso, com ou sem acabamento ou em terreno natural, esta área poderá estar
inclusa na área de risco ou na área edificada, conforme o caso;

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XIV - área de risco: área onde haja possibilidade da ocorrência de um sinistro;
XV - área utilizável: é toda aquela que de alguma forma pode ser utilizável para
manobra de veículos, ações de carga e descarga, movimentação de pessoas e/ou materiais sem parte
edificada. Excetuam-se destas as áreas destinadas a jardinagem, passeios públicos e áreas impróprias
ao uso;
XVI - ático: parte do volume superior de uma edificação, destinada a abrigar máquinas
e equipamentos, casa de máquinas de elevadores, placas e equipamentos de aquecimento solar,
aquecedores de água a gás ou elétricos localizados na cobertura do edifício, caixas de água e circulação
vertical;
XVII - auto de vistoria do Corpo de Bombeiros - AVCB: documento emitido pelo
CBMMG, certificando que a edificação possui as condições de segurança contra incêndio e pânico,
previstas na legislação, estabelecendo um período de revalidação;
XVIII - carga de incêndio: é a soma das energias caloríficas possíveis de serem
liberadas pela combustão completa de todos os materiais combustíveis em um espaço, inclusive o
revestimento das paredes, divisórias, pisos e tetos;
XIX - compartimentação: é a característica construtiva, concebida pelo arquiteto ou
engenheiro, na qual se tem a divisão em nível (cômodos) ou vão vertical (pé direito), cujas
características básicas são a vedação térmica e a estanqueidade à fumaça, em que o elemento
construtivo estrutural e de vedação possui resistência mecânica à variação térmica no tempo requerido
de resistência ao fogo - TRRF, determinado pela norma correspondente, impedindo a passagem de
calor ou fumaça, conferida à edificação em relação às suas divisões internas;
XX - corpo técnico: é um grupo de estudos formado por profissionais qualificados do
CBMMG, legalmente habilitado no âmbito de segurança contra incêndio e pânico, tendo como
objetivos propor normas de prevenção contra incêndio e pânico (PCIP), analisar, avaliar e emitir
pareceres relativos aos casos que necessitarem de soluções técnicas complexas ou apresentarem
dúvidas quanto às exigências previstas neste Decreto;
XXI - edificação: é a área construída destinada a abrigar atividade humana ou qualquer
instalação, equipamento ou material;
XXII - edificação térrea: é a edificação de um pavimento, podendo possuir mezaninos,
sobrelojas e jiraus;
XXIII - emergência: é a situação crítica e fortuita que representa perigo à vida, ao meio
ambiente e ao patrimônio, decorrente de atividade humana ou fenômeno da natureza que obriga a uma
rápida intervenção operacional;

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XXIV - Instrução Técnica: é o documento elaborado pelo Corpo de Bombeiros Militar
com objetivo de normalizar medidas e procedimentos de segurança, prevenção e proteção contra
incêndio e pânico nas edificações e áreas de risco;
XXV - incêndio: é o fogo sem controle;
XXVI - isolamento de risco: é a característica construtiva, concebida pelo arquiteto ou
engenheiro, na qual se tem a separação física de uma edificação em relação às demais circunvizinhas,
cuja característica básica é a impossibilidade técnica de uma edificação ser atingida pelo calor
irradiado, conduzido ou propagado pela convecção de massas gasosas aquecidas, emanadas de outra
atingida por incêndio;
XXVII - mezanino: é o pavimento que subdivide parcialmente um andar em dois
andares, sendo considerado andar o mezanino que possuir área superior a metade da área do andar
subdividido;
XXVIII - mudança de ocupação: consiste na alteração de uso da edificação que motive
a mudança de classificação na Tabela 1 do Anexo deste Decreto;
XXIX - medidas de proteção contra incêndio e pânico: é o conjunto de ações e
dispositivos a serem instalados nas edificações e áreas de risco necessários a evitar o surgimento de
incêndio e pânico, limitar sua propagação, possibilitar sua extinção e ainda propiciar a proteção à
incolumidade das pessoas, ao meio ambiente e ao patrimônio;
XXX - megajoule - MJ: é a medida de capacidade calorífica dos corpos e materiais,
estabelecida pelo Sistema Internacional de Unidades - SI;
XXXI - nível: é a parte da edificação não contida em um mesmo plano;
XXXII - nível de descarga: é o nível no qual uma porta externa conduz ao exterior;
XXXIII - nível de segurança: é o enquadramento dado ao nível potencial de risco que a
edificação oferece em sua utilização prevista, conforme concebida pelo arquiteto ou engenheiro;
XXXIV - ocupação: é a atividade ou uso da edificação;
XXXV - ocupação mista: é a edificação que abriga mais de um tipo de ocupação;
XXXVI - ocupação predominante: é a atividade ou uso principal exercido na
edificação, levando-se em consideração o risco de ativação das estruturas ou o potencial danoso aos
usuários;
XXXVII - pânico: susto ou pavor que, repentino, provoca nas pessoas reação
desordenada, individual ou coletiva, de propagação rápida;
XXXVIII - pavimento: está compreendido entre o plano de piso e o plano do teto
imediatamente acima do piso de referência;

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XXXIX - perícia técnica: consiste no levantamento e apuração efetuado por
profissional do CBMMG, legalmente habilitado, para emissão de parecer técnico quanto aos sinistros
e exigências de proteção contra incêndio e pânico nas edificações, mediante exame circunstanciado e
descrição minuciosa dos elementos que o constituem, bem como das causas do desenvolvimento e
conseqüências dos incêndios, através do exame técnico das edificações, materiais e equipamentos, no
local ou em laboratório especializado, apontando as causas que o motivaram;
XL - piso: superfície superior do elemento construtivo horizontal sobre a qual haja
previsão de estocagem de materiais ou onde os usuários da edificação tenham acesso irrestrito;
XLI - prevenção contra incêndio e pânico: conjunto de ações e medidas que visam a
orientação das pessoas, objetivando diminuir a possibilidade da ocorrência de um princípio de incêndio
e pânico, e estabelecer o comportamento a ser adotado frente à emergência;
XLII - procedimento sumário: constitui-se na ação de análise e vistoria do CBMMG em
edificações de uso coletivo, com área de até 750 m2 (setecentos e cinqüenta metros quadrados)
regulado por meio de Instrução Técnica, em conformidade com o disposto no § 10 do art. 5º;
XLIII - processo se segurança contra incêndio e pânico - PSCIP: é a documentação que
contém os elementos formais das medidas de proteção contra incêndio e pânico de uma edificação ou
área de risco que deve ser apresentada no CBMMG para avaliação em análise técnica;
XLIV - reforma: alteração na edificação e áreas de risco sem aumento de área
construída;
XLV - responsável técnico: profissional legalmente habilitado perante o órgão de
fiscalização profissional, para elaboração ou execução das atividades relacionadas com a segurança
contra incêndio e pânico;
XLVI - risco: é o acontecimento possível, futuro e incerto, seja quanto a sua realização,
seja quanto à época em que poderá ocorrer, independente da vontade humana ou não e de cuja
ocorrência decorrem prejuízos de qualquer natureza;
XLVII - risco isolado: é o risco separado dos demais por paredes ou espaços
desocupados, suficientes para evitar a propagação de incêndio de um para o outro;
XLVIII - risco predominante: é a atividade principal exercida na edificação, que
também pode ser definido como o risco principal na edificação, ou o que predomina sobre os demais,
ou ainda o maior nível de risco, desde que na ocorrência de um sinistro ele contribua de alguma forma
para o agravamento da situação de forma significativa e em termos proporcionais;
XLIX – risco iminente: É a constatação de situação atual e iminente de exposição ao
perigo e a probabilidade de ocorrência de um sinistro que deve ser fundamentada pelo Bombeiro
Militar durante a realização de vistoria levando-se em consideração a exposição ao perigo potencial e
as medidas de proteção adotadas no local;

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L - saída ou rota de fuga: caminho contínuo apresentando-se por portas, acessos,
corredores, halls, escadas, rampas, ou outros dispositivos de saída ou combinações destes, a ser
percorrido pelo usuário, para acesso e descarga;
LI - saída de emergência: caminho contínuo, devidamente protegido e sinalizado,
proporcionado por portas, corredores, halls, passagens externas, balcões, vestíbulos, escadas, rampas
ou outros dispositivos de saída ou combinações destes, a ser percorrido pelos usuários em caso de um
incêndio e pânico, que conduzam os usuários de qualquer ponto da edificação até atingir a via pública
ou espaço aberto, protegido do incêndio ou pânico, em comunicação com o logradouro;
LII - segurança contra incêndio e pânico: é o conjunto de ações e recursos internos e
externos à edificação ou área de risco que permitem controlar a situação de incêndio e pânico e
remoção das pessoas do local de sinistro em segurança;
LIII - serviço de segurança contra incêndio e pânico: compreende a Diretoria de
Atividades Técnicas, Batalhões, Companhias e Pelotões do CBMMG que têm por finalidade
desenvolver as atividades relacionadas à prevenção e proteção contra incêndio e pânico nas edificações
e áreas de risco, observando-se o cumprimento das exigências estabelecidas neste Decreto;
LIV - sistema de prevenção contra incêndio e pânico: sistema constituído de
equipamentos, materiais e conjuntos que atuam na proteção da vida e das edificações;
LV - sistema preventivo eficaz automático: entende-se por todo equipamento que não
dependa da ação humana para entrar em funcionamento e que debele o incêndio ainda no início,
permitindo o menor dano possível ao patrimônio e preservando a vida humana;
LVI - sistema preventivo eficiente: entende-se pelo conjunto de equipamentos, cujo
funcionamento dependa da ação humana para funcionar e possua carga extintora de comprovada
eficiência;
LVII - vistoria: é o ato de certificar o cumprimento das exigências das medidas de
proteção contra incêndio e pânico nas edificações e áreas de risco por meio de exame no local.

CAPÍTULO III
DA COMPETÊNCIA DO CBMMG

Art. 4º Ao CBMMG cabe estudar, pesquisar, analisar, planejar, vistoriar, periciar,


fiscalizar, aplicar sanções administrativas, dispor sobre as medidas de proteção contra incêndio e
pânico nas edificações e áreas de risco e demais ações previstas neste Decreto.
Art. 5º As exigências constantes das tabelas de medidas de prevenção contra incêndio e
pânico previstas no Anexo deste Decreto aplicam-se às edificações e áreas de risco por ocasião:

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I - da construção ou modificações que comprometam a eficiência dos meios preventivo
contra incêndio e pânico;
II - da mudança da ocupação ou uso, ou ainda ampliações de área construída e;
III - a todas as edificações e áreas de risco existentes ou que surjam a partir da
publicação deste Decreto.
§ 1º As exigências para edificações existentes, que não possuam Processo de Segurança
Contra Incêndio e Pânico – PSCIP, aprovado até a data da publicação deste Decreto, são as constantes
das Tabelas 8 e 8A.
§ 2º Os sistemas de proteção instalados em edificação, com base na legislação
municipal da época, terão validade para definição de qualquer exigência relativa à proteção contra
incêndio.
§ 3º As edificações projetadas ou em construção, cujo PSCIP tenha sido aprovado pelo
CBMMG, até a data da publicação deste Decreto, terão garantidos os direitos de acordo com a
legislação anterior, inclusive a emissão do AVCB.
§ 4º As edificações existentes, cujos PSCIP foram aprovados e liberados pelo CBMMG,
sofrerão vistorias permanentes, observada a legislação vigente à época de sua aprovação inicial.
§ 5º Não se aplicam as exigências deste Decreto às edificações residenciais
unifamiliares, exceto àquelas que compõem um conjunto arquitetônico formado pelo menos por uma
edificação tombada pelo patrimônio histórico e edificações vizinhas, estas ainda que não tombadas, de
tal modo que o efeito do incêndio gerado em uma delas possa atingir as outras.
§ 6º As medidas de proteção contra incêndio e pânico em edificações históricas deverão
ser especificadas através de Instrução Técnica.
§ 7º As edificações contendo ocupações mistas são consideradas conforme os seguintes
critérios:
I - os parâmetros correspondentes à ocupação que apresentar exigências mais rigorosas,
caso não haja compartimentação garantindo a separação destas ocupações; e
II - os parâmetros correspondentes às exigências a cada uma das ocupações, caso haja
compartimentação, garantindo a separação entre elas.
III – Não é considerada ocupação mista o conjunto de atividades, onde predomina uma
atividade principal que possua atividades secundarias fundamental para a concretização da primeira.
§ 8º As edificações e áreas de risco que não tenham sua ocupação ou seu uso definido
são consideradas como indefinidas e submetem-se às exigências específicas do corpo técnico, devendo
ser classificadas no maior risco possível para a edificação.

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§ 9º Na ausência de normas ou omissão de regras gerais e específicas ou quando da
impossibilidade técnica do cumprimento de qualquer das exigências contidas neste Decreto, os casos
especiais serão analisados por corpo técnico, admitindo-se adotar literaturas internacionais científicas
consagradas, desde que atendam aos objetivos propostos.
§ 10. A edificação de uso coletivo, com área de até 750,00 m2 (setecentos e cinqüenta
metros quadrados), poderá atender aos requisitos para o procedimento sumário, a ser regulado por
Instrução Técnica.

CAPÍTULO IV
DO SERVIÇO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO

Art. 6º É de responsabilidade do CBMMG, por intermédio do Serviço de Segurança


Contra Incêndio e Pânico:
I - credenciar seus oficiais e praças por meio de cursos e treinamentos, ministrados por
profissionais legalmente capacitados, para desenvolvimento das atividades de verificação da
conformidade das medidas de prevenção contra incêndio e pânico;
II - analisar o processo de segurança contra incêndio e pânico;
III - realizar a vistoria nas edificações e áreas de risco por intermédio de profissionais
credenciados;
IV - expedir o respectivo AVCB;
V - cassar o AVCB ou o ato de aprovação do processo, no caso apuração de
irregularidade; e
VI – realizar pesquisas no campo da prevenção, do combate ao incêndio e ao pânico,
por intermédio profissionais legalmente habilitados.
Parágrafo único. É da competência do Comandante-Geral do CBMMG a homologação,
por meio de portarias, das Instruções Técnicas expedidas pelo Diretor de Atividades Técnicas.

CAPÍTULO V
DOS PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

Seção I
Da Tramitação

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Art. 7º O processo será iniciado com o protocolo de requerimento, devidamente
instruído com o projeto técnico que deve conter plantas, especificações das medidas de segurança
contra incêndio e pânico e demais documentos necessários à demonstração do atendimento das
disposições técnicas contidas na forma deste Decreto e respectivas Instruções Técnicas.
§ 1º O CBMMG, por intermédio do Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico,
deverá manter disponível ao proprietário ou responsável técnico interessado as informações sobre o
andamento do processo.
§ 2º O proprietário ou o responsável técnico da edificação poderá solicitar informações
sobre o andamento do processo ou do pedido de vistoria ao Serviço de Segurança Contra Incêndio e
Pânico do CBMMG, que deverá se pronunciar no prazo de até dois dias úteis.
§ 3º As medidas de segurança contra incêndio e pânico submetidas à aprovação do
CBMMG devem ser projetadas e executadas por profissionais ou empresas habilitadas pelo Conselho
Regional de Engenharia e Arquitetura - CREA-MG.

Seção II
Da Análise do Processo

Art. 8º A análise do processo de segurança contra incêndio e pânico é de competência


da Diretoria de Atividades Técnicas, Batalhões, Companhias e Pelotões do CBMMG, que terão prazo
de quinze dias úteis para este fim.
§ 1º O processo será objeto de análise por oficial ou praça (Sub Ten e Sargento)
credenciado pelo Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico.
§ 2º Atendidas as disposições contidas neste Decreto, o processo será deferido.
§ 3º O indeferimento do processo deverá ser motivado com base na inobservância das
disposições contidas neste Decreto e respectivas Instruções Técnicas, devendo a documentação ser
devolvida ao interessado, com a capitulação que caracterizou as irregularidades, para as devidas
correções.
§ 4º Após as correções, o interessado apresentará o processo para nova análise e o
CBMMG terá o prazo de quinze dias úteis para pronunciar-se a respeito.
§ 5º O processo será aprovado desde que regularizado ou sanadas as notificações
apontadas em análise.
§ 6º Nas edificações destinadas à realização de eventos diversos, o interessado deverá
apresentar ao CBMMG, no prazo definido em Instrução Técnica, o PSCIP contendo as adaptações para
o evento específico, mesmo que a edificação possua AVCB.

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§ 7º Serão objeto de análise específica pelo Corpo Técnico, as edificações e áreas de
risco cuja ocupação ou uso, não se encontrem entre aquelas relacionadas na Tabela 1 do Anexo.
§ 8º O requerente será notificado quanto ao resultado da análise do processo, só
devendo executar as medidas de segurança contra incêndio e pânico após a sua aprovação.

Seção III
Da Vistoria para fins de Emissão do AVCB

Art. 9º A vistoria para a emissão do AVCB, nas edificações e áreas de risco, será feita
mediante solicitação do proprietário, responsável pelo uso, responsável técnico legalmente habilitado
ou representante legal.
§ 1º O prazo para realização da vistoria será de quinze dias úteis a contar do protocolo
do pedido.
§ 2º O AVCB será expedido após verificado no local, o funcionamento e a execução
das medidas de segurança contra incêndio e pânico, de acordo com o processo aprovado em análise e,
ainda, que foram sanadas as possíveis notificações apontadas em vistoria.
§ 3º Após a expedição do AVCB, constatada qualquer irregularidade nas medidas de
proteção contra incêndio e pânico, que concorram para a modificação do nível de segurança, o
CBMMG providenciará a notificação do responsável para sanar as irregularidades.
§ 4º O AVCB terá validade de dois anos, com exceção das construções provisórias que
terão prazo estabelecido em Instrução Técnica.
§ 5º A critério do CBMMG, as alterações nas edificações que não implicarem em
modificação do nível de segurança e não estiverem enquadradas nos incisos I, II e III do art. 5º, serão
desprezadas para efeito de vistoria.
§ 6º A impossibilidade técnica de execução de uma medida de proteção contra incêndio
e pânico não impede a exigência, por parte do CBMMG, de outras de mesma natureza que possam
reduzir a condição de risco, suprindo a ação protetora daquela dispensada.
§ 7º Apurada a continuidade do descumprimento de notificações para correções das
irregularidades o AVCB será cassado mediante procedimento administrativo.

Seção IV
Da Vistoria nas Edificações e Áreas de Risco para fins de Fiscalização
Art. 10. É atribuição da Diretoria de Atividades Técnicas, Batalhões, Companhias e
Pelotões do CBMMG realizar vistorias, para a fiscalização de que trata este Decreto, nas edificações e
áreas de risco.

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Seção V
Do Cadastro de Pessoas Físicas e Jurídicas

Art. 11. A pessoa física ou jurídica responsável pela comercialização, instalação,


manutenção e conservação de aparelhos de prevenção contra incêndio e pânico, utilizados em
edificação de uso coletivo, deverá cadastrar-se no CBMMG para o exercício dessas atividades.
Parágrafo único. As especificações técnicas do cadastro a que se refere o caput serão
definidas pelo CBMMG por meio de Instrução Técnica.

CAPÍTULO VI
DAS SANÇÕES ADMINISTRATIVAS

Art. 12. A inobservância do disposto neste Decreto sujeita o infrator às seguintes


sanções administrativas:
I - advertência escrita;
II - multa; e
III - interdição.
§ 1º A advertência escrita, em forma de notificação, será aplicada na primeira vistoria,
constatado o descumprimento deste Decreto ou de norma técnica regulamentar.
§ 2º As multas deverão seguir uma sequência lógica de aplicação, devendo ser gradual
e possuir o caráter instrutivo antes do punitivo.
§ 3º Sessenta dias após a formalização da advertência escrita, persistindo a conduta
infracional, será aplicada multa de 80,0645 a 2.401,9216 UFEMG (Unidade Fiscal do Estado de Minas
Gerais), observando-se o critério estabelecido no § 2º, do art. 13 e o disposto no art. 16.
§ 4º Persistindo a infração, nova multa será aplicada na primeira reincidência, conforme
o disposto no § 2º do art. 13, combinado com o art. 14, e assim sucessivamente.
§ 5º Após a primeira multa, os períodos previstos para a aplicação de novas multas por
reincidência deverão ser de no mínimo trinta dias, de forma a permitir que o responsável tenha tempo
para corrigir as irregularidades.
§ 6º A pena de interdição será aplicada sempre que houver situação de nível de
segurança IV e/ou risco iminente devidamente fundamentado.
Art. 13. A multa deverá ser aplicada levando-se em consideração o nível de segurança
constatado, em relação ao uso, cujo o Valor de Referência (VR) é de 80,0645 UFEMG.

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§ 1º A multa será aplicada levando-se em conta o risco predominante no qual se
avaliará a prevalência do pânico sobre o incêndio e considerando-se, ainda, a proteção à vida em
primeiro plano, e em segundo, o patrimônio.
§ 2º Caso haja alguma variação entre o nível de segurança aprovado ou constatado em
vistoria anterior e o nível de segurança na data da vistoria atual, e neste se verificar que houve
incremento do fator de risco, será aplicada multa, após as devidas notificações e advertências,
conforme o quadro abaixo:
Nível de Nível de segurança constatado
segurança
aprovado ou Nível I Nível II Nível III Nível IV
constatado
Nível - I VR x 5 x FR VR x 4 x FR VR x 3,75 x FR Cassação do AVCB
Nível - II - VR x 5 x FR VR x 3,75 x FR Cassação do AVCB
Nível - III - - VR x 3,75 x FR Cassação do AVCB

§ 3º O fator de risco - FR e níveis estão descritos na Tabela 3 e a descrição da


classificação dos riscos nas Tabelas 4 e 5 do Anexo, respectivamente, para incêndio e pânico.
Art. 14. A multa será dobrada na primeira reincidência e multiplicada por três na
segunda, repetindo-se o valor da segunda reincidência na terceira, e havendo uma quarta reincidência a
edificação terá o AVCB cassado.

CAPÍTULO VII
DA RECONSIDERAÇÃO DE ATO E DOS RECURSOS ADMINISTRATIVOS

Seção I
Procedimentos e Prazos do Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico

Art. 15. Quando houver discordância do ato administrativo praticado pelo CBMMG, o
proprietário, o responsável pelo uso ou responsável técnico poderá apresentar pedido de
reconsideração do ato.
§ 1º O pedido de reconsideração será dirigido à autoridade que praticou o ato e
protocolado no órgão a que esta pertencer, a qual poderá reconsiderar sua decisão nos dez dias úteis
subseqüentes.

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§ 2º Do indeferimento do pedido de reconsideração previsto no § 1º, caberá interposição
de recurso ao Comandante de Pelotão, Companhia ou Batalhão de Bombeiros Militar, cuja decisão
deverá ser proferida dentro do prazo de quinze dias úteis, contados do seu recebimento.
§ 3º, Caberá recurso ao Diretor de Atividades Técnicas do CBMMG, no caso de
indeferimento do recurso previsto no parágrafo anterior, cuja decisão deverá proferida no prazo de
quinze dias úteis, contados do seu recebimento.
§ 4ºDo indeferimento, previsto no § 3º, caberá recurso ao Comandante Geral do
CBMMG, que deverá convocar o Conselho Consultivo de Prevenção Contra Incêndio e Pânico do
Estado - CCPCIP, para analisar e emitir parecer no prazo de trinta dias.
§ 5º Recebido o parecer da CCPCIP o Comandante-Geral decidirá em até quinze
dias úteis.
§ 6º A decisão ficará à disposição dos interessados na Organização Bombeiro Militar,
onde o recurso tiver sido interposto, sendo de caráter público, e podendo ser consultada por qualquer
cidadão interessado.
Art. 16. O prazo de sessenta dias previsto no § 2º do art. 4º da Lei nº 14.130 de 2001,
definido como período de advertência, poderá ser prorrogado, mediante solicitação fundamentada do
responsável técnico, proprietário ou representante legal, cuja decisão caberá às autoridades previstas
no § 2º art. 15, que acatando ou indeferindo o pedido indicará o período necessário para sanar as
irregularidades.
Parágrafo único. Somente serão aceitas solicitações de prorrogação de prazos para
correção de irregularidades no projeto e na execução, quando houver justificado motivo, casos
fortuitos ou motivos de força maior, devidamente fundamentados, com comprovação da
impossibilidade técnica.

Seção II
Prazo para Interposição de Recurso

Art. 17. Os recursos previstos no art. 15 serão interpostos, no prazo de quinze


dias a contar do conhecimento, pelo proprietário, responsável pelo uso ou responsável técnico,
do ato administrativo praticado pelo CBMMG.

CAPÍTULO VIII
DOS EVENTOS PÚBLICOS

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Art. 18. Os eventos públicos, como espetáculos, feiras e assemelhados, deverão contar
com profissional habilitado como responsável pela segurança do evento e dos sistemas preventivos
existentes ou projetados.
§ 1º O disposto no caput aplica-se na realização de eventos em edificações temporárias,
nas de recepção de público e nas demais onde ocorrerem tais eventos, sendo aquele profissional o
responsável técnico pela segurança e pelas instalações, objeto da respectiva Anotação de
Responsabilidade Técnica perante o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Minas Gerais -
CREA-MG.
§ 2º As atividades a cargo do profissional nos eventos e os procedimentos serão
estabelecidas em Instrução Técnica própria.

CAPÍTULO IX
DOS DIREITOS E RESPONSABILIDADES DO PROPRIETÁRIO OU RESPONSÁVEL PELO
USO DO IMÓVEL

Art. 19. O proprietário, o responsável pelo uso ou o seu representante legal podem
tratar de seus interesses perante o CBMMG e, quando necessário, devem comprovar a titularidade ou o
direito sobre a edificação e área de risco, mediante documentos hábeis.
Art. 20. O proprietário do imóvel ou o responsável pelo uso obrigam-se a manter as
medidas de proteção contra incêndio e pânico em condições de utilização e manutenção adequadas,
sob pena de incorrer no disposto no art. 12, independentemente das responsabilidades civis e penais
cabíveis.
Art. 21. Para as edificações e áreas de risco a serem construídas caberá aos respectivos
autores ou responsáveis técnicos o detalhamento técnico dos projetos e das instalações das medidas de
segurança contra incêndio e pânico, de que trata este Decreto, e ao responsável pela obra, o fiel
cumprimento do que foi projetado.
Art. 22. Em se tratando de edificações e áreas de risco já construídas é de inteira
responsabilidade do proprietário ou do responsável pelo uso, a qualquer título:
I - utilizar a edificação de acordo com o uso para o qual foi projetada; e
II - adotar as providências cabíveis para a adequação da edificação e das áreas de risco
às exigências deste Decreto, quando necessárias.

CAPÍTULO X
DA CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO

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Art. 23. Para efeito deste Decreto, as edificações e áreas de risco são assim
classificadas:
I - quanto à ocupação:
a) de acordo com a Tabela 1 do Anexo, podendo conter na mesma edificação um ou
mais tipos de ocupação, caracterizando-a como ocupação mista;
II -quanto ao risco:
a) quanto ao nível de segurança: de acordo com a Tabela 3 do Anexo;
b) quanto à segurança contra incêndio:de acordo com a Tabela 4 do Anexo ; e
c) quanto ao pânico: de acordo com a Tabela 5 do Anexo.

CAPÍTULO XI
DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO

Art. 24. As medidas de proteção contra incêndio e pânico das edificações e área de
risco são as constantes abaixo:
I - acesso de viatura até a edificação;
II - separação entre edificações (isolamento de risco);
III - segurança estrutural nas edificações;
IV - compartimentação horizontal;
V - compartimentação vertical;
VI - controle de materiais de acabamento;
VII - saídas de emergência;
VIII - elevador de segurança;
IX - controle de fumaça;
X - gerenciamento de risco de incêndio e pânico;
XI - brigada de incêndio;
XII - iluminação de emergência;
XIV - alarme de incêndio;
XV - sinalização de emergência;
XVI - extintores;
XVII - hidrante ou mangotinhos;
XVIII - chuveiros automáticos;
XIX - resfriamento;
XX - espuma;
XXI – sistema fixo de gases limpos e dióxido de carbono - CO2;

15
XXII - sistema de proteção contra descargas atmosféricas - SPDA;
XXIII - plano de intervenção de incêndio; e
XXIV - outras especificadas em IT.
§ 1º Para a execução e implantação das medidas de proteção contra incêndio e pânico,
as edificações e áreas de risco devem atender às exigências previstas nas Instruções Técnicas e, na sua
falta, às normas técnicas da ABNT.
§ 2º As medidas de proteção contra incêndio e pânico devem ser projetadas e
executadas objetivando a preservação da vida humana, evitando ou confinando o incêndio, evitando ou
controlando o pânico.

CAPÍTULO XII
DAS EXIGÊNCIAS DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO

Art. 25. As edificações e áreas que pela sua concepção estrutural puderem ser
classificadas como nível I de segurança, com a característica de risco baixo para pânico e incêndio,
poderão ser dispensadas da exigência de equipamentos de combate a incêndio.
Art. 26. O responsável técnico poderá apresentar medidas de proteção contra incêndio
e pânico diferentes das exigíveis neste Decreto, desde que comprovada a sua eficácia.
Parágrafo único. No caso do disposto no caput, a comprovação é que a eficácia seja, no
mínimo, igual às também exigíveis neste Decreto.
Art. 27. As edificações e áreas de risco enquadradas conforme o art. 5º devem atender
às exigências de sistema preventivo de acordo com o mínimo exigível.
§ 1º Cada medida de proteção contra incêndio e pânico, constante do Capítulo XI, deve
obedecer os parâmetros estabelecidos na Instrução Técnica respectiva, nas normas brasileiras da
ABNT aplicáveis, na legislação específica ou nas literaturas internacionais científicas consagradas,
conforme este Decreto.
§ 2º As edificações e áreas de risco deverão ainda atender à Instrução Técnica
respectiva, quando:
I - houver comercialização ou utilização de gás liqüefeito de petróleo -GLP;
II - houver manipulação ou armazenamento de produtos perigosos;
III - utilizar cobertura de sapê, piaçava ou similares; e
IV - for provida de heliporto ou heliponto.
§ 3º Será exigido sistema de controle de fumaça para edificações com altura superior a
sessenta metros, exceto para ocupações residenciais.

16
CAPÍTULO XIII
DO CONSELHO CONSULTIVO DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO E
PÂNICO DO ESTADO - CCPCIP

Art. 28. Fica instituído o Conselho Consultivo de Prevenção Contra Incêndio e Pânico
do Estado - CCPCIP, órgão consultivo do CBMMG, com as seguintes atribuições:
I – discutir e apresentar sugestões quando da elaboração de Instruções Técnicas, para a
deliberação do Comandante-Geral do CBMMG;
II – opinar, mediante avaliação e emissão de parecer nos recursos administrativos, de
último grau, submetidos à decisão do Comandante-Geral, a que se referem os §§ 4º e 5º do art. 15;
III – manifestar a respeito de temas e casos relacionados à prevenção e combate a
incêndio e pânico, incluindo intervenções e soluções excepcionais a eles relacionados, quando for o
caso;
IV – promover a integração entre as várias instituições que compõem o CCPCIP,
objetivando otimizar as ações do CBMMG que propiciem segurança à comunidade;
V – elaborar o seu regimento interno, determinando as normas e os procedimentos de
seu funcionamento; e
VI – opinar sobre casos omissos ou de dúvidas na aplicação deste Decreto.
Art. 29. O Conselho Consultivo de Prevenção Contra Incêndio e Pânico do Estado será
composto por onze membros da seguinte forma:
I – seis representantes como membros natos:
a) o Chefe do Estado Maior do CBMMG, que é seu Presidente;
b) o Diretor de Atividades Técnicas do CBMMG;
c) um Comandante operacional de Bombeiros – COB;
d) três Comandantes de Batalhões de Bombeiros Militar, sendo o mais moderno, o
Secretário-Executivo;
II – cinco representantes, como membros convidados, indicados dentre as dez entidades
e órgão abaixo relacionados:
a) Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais –
CREA/MG;
b) Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes e Similares de Belo Horizonte –
SINDHORB.
c) Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte – CDL/BH;
d) Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais – FECOMÉRCIO-MG;
e) Associação Comercial de Minas – AC-MINAS;

17
f) Sociedade Mineira de Engenheiros – SME;
g) Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos e Lojas de
Conveniência do Estado de Minas Gerais - MINASPETRO;
h) Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – FIEMG;
i) Câmara do Mercado Imobiliário – CMI; e
j) Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais –
SINDUSCON-MG;

§ 1º Os titulares do órgão e das entidades, relacionados nas alíneas de a a e do inciso II,


indicarão seus representantes titulares do Conselho e dos relacionados nas alíneas de f a j os
representantes suplentes daqueles.

§ 2º O mandato dos membros convidados do Conselho é de dois anos, observada a


seguinte regra:
I – decorrido o primeiro mandato o órgão e entidades que tenham representantes como
titulares indicarão seus representantes como suplentes; e
II - o órgão e entidades que tenham representantes como suplentes indicarão seus
representantes como titulares e assim sucessivamente a cada mandato.

§ 3º Para o cumprimento das atribuições previstas no art. 28 as matérias submetidas aos


membros do CCPCIP deverão ser instruídas e apresentadas com a devida fundamentação técnica e
legal, para posterior votação, sendo válida a maioria simples de votos.
§ 4º O Presidente do Conselho terá direito, além do voto comum, ao de qualidade, e
será substituído em seus impedimentos eventuais pelo oficial superior mais antigo que compõe o
Conselho.
§ 5º A função de membro do Conselho é considerada de relevante interesse público, não
lhe cabendo qualquer remuneração.
§ 6º O Comandante-Geral do CBMMG, por meio de ato próprio, homologará e
publicará o regimento interno aprovado pelos membros do Conselho.
Art. 30. O CBMMG dará o apoio logístico para o funcionamento do Conselho.

CAPÍTULO XIV
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

18
Art. 31. Os casos omissos ou os especiais, não previstos neste Decreto, serão
analisados pelo Corpo Técnico do CBMMG e submetidos à apreciação do Conselho Consultivo de
Prevenção Contra Incêndio e Pânico do Estado de Minas Gerais –CCPCIP, que emitirá parecer ao
Comandante Geral do CBMMG.
Parágrafo único. Na impossibilidade técnica de cumprimento das exigências deste
Decreto, o responsável técnico deverá encaminhar laudo circunstanciado, acompanhado de Anotação
de Responsabilidade Técnica – ART, diretamente à Diretoria de Atividades Técnicas do CBMMG, ou
por intermédio da Unidade ou da fração da circunscrição onde a edificação ou área de risco estiver
localizada, propondo soluções alternativas, as quais serão analisadas pelo Corpo Técnico do CBMMG,
que emitirá parecer para decisão do dirigente daquela Diretoria.
Art. 32. Fica revogado o Decreto nº 43.805, de 19 de dezembro de 2001.
Art. 33. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, aos 31 de março de 2006; 218º da
Inconfidência Mineira e 185º da Independência do Brasil.

19
ANEXO
TABELA 1

CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO QUANTO À OCUPAÇÃO

Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Exemplos

Casas térreas ou assobradadas (isoladas e não


A-1 Habitação unifamiliar
isoladas) e condomínios horizontais.

A-2 Habitação multifamiliar Edifícios de apartamento em geral.


A Residencial
Pensionatos, internatos, alojamentos, mosteiros,
conventos, residências geriátricas. Capacidade
A-3 Habitação coletiva
máxima de 16 leitos, sem acompanhamento
médico.
Hotéis, motéis, pensões, hospedarias, pousadas,
B-1 Hotel e assemelhado albergues, casas de cômodos e divisão A3 com
Serviço de mais de 16 leitos, e assemelhados.
B
Hospedagem Hotéis e assemelhados com cozinha própria nos
B-2 Hotel residencial apartamentos (incluem-se apart-hotéis, hotéis
residenciais) e assemelhados.
Comércio com baixa carga de Armarinhos, artigos de metal, louças, artigos
C-1
incêndio hospitalares e outros.
Edifícios de lojas de departamentos, magazines,
Comércio com média e alta
C Comercial C-2 galerias comerciais, supermercados em geral,
carga de incêndio
mercados e outros.

C-3 Centro de compras Centro de compras em geral (shopping centers).

Escritórios administrativos ou técnicos, instituições


Local para prestação de serviço
financeiras (que não estejam incluídas em D-2),
D-1 profissional ou condução de
repartições públicas, cabeleireiros, centros
negócios
profissionais e assemelhados.

D-2 Agência bancária Agências bancárias e assemelhadas.


Serviço
D
profissional
Lavanderias, assistência técnica, reparação e
D-3 Serviço de reparação (exceto os manutenção de aparelhos eletrodomésticos,
classificados em G-4) chaveiros, pintura de letreiros e outros.
Laboratórios de análises clínicas sem internação,
D-4 Laboratório laboratórios químicos, fotográficos e
assemelhados.
Escolas de primeiro, segundo e terceiro graus,
E-1 Escola em geral cursos supletivos e pré-universitários e
assemelhados.
Escolas de artes e artesanato, de línguas, de
E-2 Escola especial cultura geral, de cultura estrangeira, escolas
religiosas e assemelhados.
Locais de ensino e/ou práticas de artes marciais,
ginásticas (artística, dança, musculação e outros)
E-3 Espaço para cultura física esportes coletivos (tênis, futebol e outros que não
Educacional e estejam incluídos em F-3), sauna, casas de
E
cultura física fisioterapia e assemelhados.
Centro de treinamento
E-4 Escolas profissionais em geral.
profissional

E-5 Pré-escola Creches, escolas maternais, jardins-de-infância.

Escola para portadores de Escolas para excepcionais, deficientes visuais e


E-6
deficiências auditivos e assemelhados.

20
Local onde há objeto de valor Museus, centro de documentos históricos,
F-1
inestimável. bibliotecas e assemelhados.

Igrejas, capelas, sinagogas, mesquitas, templos,


F-2 Local religioso e velório. cemitérios, crematórios, necrotérios, salas de
funerais e assemelhados.
Estádios, ginásios e piscinas com
arquibancadas, rodeios, autódromos,
F-3 Centro esportivo e de exibição.
sambódromos, arenas em geral, pista de
patinação e assemelhados.
Estações rodoferroviárias e lacustre, portos,
Estação e terminal de
F-4 metrô, aeroportos, heliponto, estações de
passageiro.
transbordo em geral e assemelhados.
Teatros em geral, cinemas, óperas, auditórios
Local de Reunião F-5 Arte cênica. de estúdios de rádio e televisão e
F de assemelhados.
Público Boates, salões de baile, restaurantes dançantes,
F-6 Clubes sociais e Diversão. clubes sociais, bilhares, boliche e casa de show
e assemelhados.

F-7 Construção provisória. Circos, feiras em geral e assemelhados.

Restaurantes, lanchonetes, bares, cafés,


F-8 Local para refeição.
refeitórios, cantinas e assemelhados.

Jardim zoológico, parques recreativos e


F-9 Recreação pública.
assemelhados. Edificações permanentes
Salões e salas de exposição de objetos e
Exposição de objetos e animais, show-room, galerias de arte, aquários,
F-10
animais. planetários, e assemelhados. Edificações
permanentes.
Auditórios em geral, com palcos sem
F-11 Auditórios.
movimentação de cenários.

Garagem sem acesso de


G-1 Garagens automáticas.
público e sem abastecimento.

Garagem com acesso de


G-2 Garagens coletivas sem automação.
público e sem abastecimento.

Local dotado de abastecimento


G-3 Postos de abastecimento e serviço.
de combustível.
Serviço automotivo
G E Oficinas de conserto de veículos, borracharia
Assemelhados Serviço de conservação, (sem recauchutagem). Oficinas de veículos de
G-4
manutenção e reparos. carga e coletivos, máquinas agrícolas e
rodoviárias, retificadoras de motores.

Abrigos para aeronaves com ou sem


G-5 Hangares.
abastecimento.

Garagem sem acesso de


G-6 Garagem de veículos de carga e coletivos.
público, com abastecimento.

Hospitais, clínicas veterinárias (inclui-se


H-1 Hospital veterinário.
alojamento com ou sem adestramento)

Asilos, orfanatos, abrigos geriátricos, hospitais


Locais onde pessoas requerem
psiquiátricos, reformatórios, tratamento de
H-2 cuidados especiais por
Serviço de saúde dependentes de drogas, álcool. E
H limitações físicas ou mentais.
e institucional assemelhados. Todos sem celas.

H-3 Hospital e assemelhado. Hospitais, casa de saúde, prontos-socorros,


clínicas com internação, ambulatórios e postos
de atendimento de urgência, postos de saúde e
puericultura e assemelhados com internação.

21
Edificações do Executivo, Legislativo e
Repartição pública, edificações Judiciário, tribunais, cartórios, quartéis, centrais
H-4
das forças armadas e policiais. de polícia, delegacias, postos policiais e
assemelhados.
Hospitais psiquiátricos, manicômios,
Serviço de saúde e
H Local onde a liberdade das reformatórios, prisões em geral (casa de
institucional H-5
pessoas sofre restrições. detenção, penitenciárias, presídios) e
instituições assemelhadas. Todos com celas.
Clínicas médicas em geral, unidades de
Clínicas médicas, odontológicas
H-6 hemodiálise, ambulatórios e assemelhados.
e veterinárias.
Todos sem internação.
Atividades que manipulam materiais com baixo
Locais onde as atividades risco de incêndio, tais como fábricas em geral,
exercidas e os materiais onde os processos não envolvem a utilização
utilizados apresentam baixo intensiva de materiais combustíveis (aço;
I-1
potencial de incêndio. Locais aparelhos de rádio e som; armas; artigos de
com carga de incêndio até metal; gesso; esculturas de pedra; ferramentas;
2
300MJ/m fotogravuras; jóias; relógios; sabão; serralheria;
suco de frutas; louças; metais; máquinas).
Locais onde as atividades
Atividades que manipulam materiais com médio
I Indústria exercidas e os materiais
risco de incêndio, tais como: artigos de vidro;
utilizados apresentam médio
I-2 automóveis, bebidas destiladas; instrumentos
potencial de incêndio. Locais
musicais; móveis; alimentos marcenarias,
com carga de incêndio acima de
2 fábricas de caixas e assemelhados.
300 até 1.200MJ/m
Fabricação de explosivos, atividades industriais
Locais onde há alto risco de que envolvam líquidos e gases inflamáveis,
I-3 incêndio. Locais com carga de materiais oxidantes, destilarias, refinarias, ceras,
incêndio superior a 1.200MJ/m² espuma sintética, elevadores de grãos, tintas,
borracha e assemelhados.

Edificações sem processo industrial que


Depósitos de material
J-1 armazenam tijolos, pedras, areias, cimentos,
incombustível.
metais e outros materiais incombustíveis.

J-2 Todo tipo de Depósito. Depósitos com carga de incêndio até 300MJ/m2
J Depósito
Depósitos com carga de incêndio acima de 300
J-3 Todo tipo de Depósito. 2
até 1.200MJ/m

Depósitos onde a carga de incêndio ultrapassa a


J-4 Todo tipo de Depósito.
1.200MJ/m².

Comércio em geral de fogos de artifício e


L-1 Comércio.
assemelhados.

L Explosivos
L-2 Indústria. Indústria de material explosivo.

L-3 Depósito. Depósito de material explosivo.

Túnel rodoferroviário e lacustre, destinados a


M-1 Túnel.
transporte de passageiros ou cargas diversas.

M Especial
Edificação destinada a produção, manipulação,
M-2 Tanques ou Parque de Tanques. armazenamento e distribuição de líquidos ou
gases combustíveis e inflamáveis.

Central telefônica, centros de comunicação,


Central de comunicação e
M-3 centrais de transmissão, de distribuição de
energia.
energia e central de Processamentos de dados.

22
M-4 Propriedade em transformação. Locais em construção ou demolição.
Especial
Propriedade destinada ao processamento,
M
M-5 Processamento de lixo. reciclagem ou armazenamento de material
recusado/descartado.

M-6 Terra selvagem. Floresta reserva ecológica, parque floresta.

Área aberta destinada a armazenamento de


M-7 Pátio de Containers.
containers.

TABELA 2
CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES QUANTO À ALTURA

Tipo Denominação Altura


I Edificação Baixa H ≤ 12,00 m
II Edificação de Média Altura 12,00 m < H ≤ 30,00 m
III Edificação Mediamente Alta 30,00 m < H ≤ 54,00 m
IV Edificação Alta Acima de 54,00 m

TABELA 3
CLASSIFICAÇÃO DO RISCO QUANTO AO NÍVEL DE SEGURANÇA

Risco a Segurança Contra Fator de Risco (FR)


Nível de Segurança Risco ao Pânico
Incêndio/Carga Incêndio

Baixo 0
I Baixo Médio 1
Alto 2
Baixo 3
II Médio Médio 4
Alto 5
Baixo 6
III Alto Médio 7
Alto 8

Ausência de medidas de prevenção ao pânico, sistemas ou equipamentos de combate a incêndio, inexistentes ou


IV
sem condições de uso ou em condições precárias de uso, onde estes se fizerem necessários.

23
TABELA 4
CLASSIFICAÇÃO DO RISCO QUANTO A SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO NA EDIFICAÇÃO OU ÁREA DE
RISCO

Risco Descrição das condições de segurança contra incêndio

Edificação ou área de risco com carga incêndio até 300MJ/m 2 e possuir


compartimentação, isolamento de risco ou sistema eficaz automático de combate a incêndio,
quando exigido nas Tabelas 7 a 8A deste Decreto, assegurando que na possibilidade da
Baixo ocorrência de incêndio, este será sempre confinado ao seu ponto de origem.

2
Edificação ou área de risco com carga incêndio acima de 300 até 1200MJ/m e
possuir compartimentação, isolamento de risco ou sistema eficaz automático de combate a
Médio incêndio, quando exigido nas Tabelas 7 a 8A deste Decreto, assegurando que na possibilidade
da ocorrência de incêndio, este será sempre confinado ao seu ponto de origem.

Edificação ou área de risco que não possui compartimentação, isolamento de


risco ou sistema eficaz automático de combate a incêndio, permitindo em caso de incêndio, a
possibilidade de propagação deste para outras divisões e/ou níveis. Neste caso é imperativo a
existência dos seguintes dispositivos que permitem a evacuação dos usuários em segurança
para o exterior da edificação ou área de risco:

a) áreas de refúgio e/ou rotas seguras de fuga;

b) existência de sistemas preventivos eficientes que assegurem condições


mínimas de segurança para a evacuação da população máxima prevista.
Alto

- Incluem-se nesta categoria os locais destinados a armazenamento e/ou comércio


de:
a) explosivos e/ou fogos de artifício, em qualquer quantidade;

b) líquidos combustíveis e inflamáveis e gases inflamáveis, etc;

c) todas as substâncias das classes 1, 3, 4 e 5 e subclasse 2.1 da classificação de


risco da Organização das Nações Unidas (ONU), de acordo com a norma NBR7500 da ABNT.
2
d) edificações com carga incëndio superior a 1200MJ/m

24
TABELA 5
CLASSIFICAÇÃO DO RISCO QUANTO AO PÂNICO

Risco Ambientes da Edificação ou área de risco Medidas de prevenção ao pânico de


acordo com as normas

a) Piso em condições antiderrapante;


b) guarda corpo em ambos os lados;
Escadas c) corrimão em ambos os lados;
e d) sinalização de emergência;
Rampas e) iluminação de emergência;
f) dutos de Ventilação e entrada de ar;
g) antecâmaras.

B Átrios, foyer, halls. Sistema de exaustão de fumaça.


A
I
Corredor a) Sinalização de emergência;
X
b) iluminação de emergência;
O
c) sistema de exaustão de fumaça.

a) Abrindo no sentido de fuga;


Portas
b) barra antipânico.

2
Adensamento populacional até 1 pessoa por 2,0 m no local de maior concentração.

M
Locais onde um ou mais itens da condição para risco baixo são obrigatórios, mas não foram respeitados.
É
D
2 2
I Locais onde o adensamento populacional seja maior que 1 pessoa por 2,0 m e menor que 2 pessoas por 1,0 m .
O

Locais que mesmo possuindo medidas de segurança contra incêndio e pânico, ainda oferecem um dos seguintes
ambientes:
A
Rampa, corredor e demais ambientes de acesso ao público apresentam piso em condições escorregadias.
L
Rampas, escadas e corredores com largura inferior ao estabelecido em norma.
T
O Corredores com comprimento superior aos definidos em norma para uma ou mais saída.

Ambientes de aceso ao público sem ventilação, abafados e propícios a esfumaçamentos.


2
Locais onde o adensamento populacional seja igual ou maior que 2 pessoas por 1,0 m

25
TABELA 6
CLASSIFICAÇÃO DO RISCO QUANTO À CARGA INCÊNDIO

Risco Carga Incêndio (MJ/ m2)

Baixo Até 300

Médio Acima de 300 até 1200

Alto Acima de 1200

TABELA 7
2
EXIGÊNCIAS PARA EDIFICAÇÕES COM ÁREA MENOR OU IGUAL A 750 m E ALTURA INFERIOR OU IGUAL A 12,00 m

F H L
Medidas de Segurança Contra A2, A3,
B C IeJ
Incêndio D, E e G
F2, F3, F4, F6,
F1 e F5 H1, H4 e H6 H2 e H3 H5 L1
F7,F8 e F11

Controle de Materiais de
- - - X X - - X - X
Acabamento

Saídas de Emergência X X X X X X X X X X

Sinalização de Emergência X1 X2 X1 X3 X1 X1 X1 X1 X1 X4

Extintores X X X X X X X X X X

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – somente para as edificações com altura superior a 6m;
2 – estão isentos os motéis que não possuam corredores internos de serviços;
3 – para edificação com lotação superior a 50 pessoas ou altura superior a 6m; e
4 – luminárias à prova de explosão.
NOTAS GENÉRICAS:
A – para a divisão M, ver tabelas específicas;
B – a Divisão L1 (Explosivos) está limitada a edificação térrea até 100m2 (observar Instrução Técnica especifica);
C – os subsolos das edificações devem ser compartimentados com PCF P-90 em relação aos demais pisos contíguos;
D – para as edificações de uso/ocupação residencial (classificação A), a área considerada para fins de exigências previstas na
Tabela 7, será igual ou menor à 1200 m2 ;
2 2
E – quando a área da edificação de uso/ocupação residencial (classificação A) estiver compreendida entre 750m e 1200m e a
altura for superior a 12 metros, será exigido sistema de hidrante ou mangotinho e as medidas de segurança contra incêndio
estabelecidas na Tabela 7;
F – para as divisões L2 e L3, somente poderão ser analisadas mediante Corpo Técnico;
G – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação” (item X do Art. 3º), podendo ser
subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

26
TABELA 7 A

EDIFICAÇÕES DO GRUPO A COM ÁREA SUPERIOR A 1200 m2

Grupo de ocupação e uso GRUPO A – RESIDENCIAL

Divisão A-2 – A-3

Classificação quanto à altura (em metros)


Medidas de Segurança Contra Incêndio
H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54

Acesso de viaturas até a edificação X1 X1 X1 X1

Segurança Estrutural contra Incêndio - x X X

Compartimentação Vertical - - X X

Controle de Materiais de Acabamento - - - X

Saídas de Emergência X X X X

Brigada de Incêndio - - - X

Iluminação de Emergência X X X X

Alarme de Incêndio - - X X

Sinalização de Emergência X X X X

Extintores X X X X

Hidrante e Mangotinhos X X X X

NOTA ESPECÍFICA:
1 – recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso ao
condomínio.
NOTAS GENÉRICAS:
A – o pavimento superior da unidade duplex do último piso, não será computado para a altura da edificação.

27
TABELA 7 B

EDIFICAÇÕES DO GRUPO B COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2

Grupo de ocupação e uso GRUPO B – SERVIÇOS DE HOSPEDAGEM


Divisão B-1 e B-2

Classificação quanto à altura (em metros)


Medidas de Segurança Contra Incêndio
H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54

Acesso de viaturas até a edificação X6 X6 X6 X6

-
Segurança Estrutural X X X

Compartimentação Horizontal - X1 X1 X1

Compartimentação Vertical - X2 X2 X2

Controle de Materiais de Acabamento - X X X

Saídas de Emergência X X X X

Plano de Intervenção de Incêndio - - X X

Brigada de Incêndio - X X X

Iluminação de Emergência X3 X3 X3 X3

-
Detecção de Incêndio - X X

Alarme de Incêndio X5 X5 X5 X5

Sinalização de Emergência X X X X

Extintores X X X X

Hidrante e Mangotinhos X X X X

Chuveiros Automáticos - - X X

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – pode ser substituído por sistema de chuveiros automáticos;
2 – pode ser substituído por sistema de controle de fumaça e chuveiros automáticos, exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
3 – estão isentos os motéis que não possuam corredores internos de serviço;
4– os detectores de incêndio devem ser instalados em todos os quartos;
5 – os acionadores manuais devem ser instalados nos corredores; e
6 – recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso ao
condomínio.
NOTA GENÉRICA:
A _ a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação” (item X do Art. 3º), podendo
ser subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

28
TABELA 7 C
2
EDIFICAÇÕES DO GRUPO C COM ÁREA SUPERIOR A 750 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO C – COMERCIAL

Divisão C-1, C-2 e C-3

Classificação quanto à altura (em metros)


Medidas de Segurança Contra Incêndio
H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54

Acesso de viaturas até a edificação X7 X7 X7 X7

Segurança Estrutural contra Incêndio - X X X

Compartimentação Horizontal X² X² X2 X2

Compartimentação Vertical - X
3
X3 X3

Controle de Materiais de Acabamento - X X X

Saídas de Emergência X X X X

Plano de Intervenção de Incêndio X6 X6 X6 X6

Brigada de Incêndio X8 X X X

Iluminação de Emergência X X X X

Detecção de Incêndio - X5 X5 X

Alarme de Incêndio - X X X

Sinalização de Emergência X X X X

Extintores X X X X

Hidrante e Mangotinhos X X¹ X¹ X¹

Chuveiros Automáticos - - X X
9
SPDA (Descarga Atmosférica) X X9 X9 X9

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – obrigatório o uso de hidrantes;
2 – pode ser substituído por sistema de detecção de incêndio e chuveiros automáticos;
3 – pode ser substituído por sistema de controle de fumaça e chuveiros automáticos; exceto para as compartimentações das
fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
4 – somente para edificações acima de 60m;
5 – somente quando houver áreas de depósitos superiores a 750m²;
6 – somente para edificações de divisão C-3 (Shopping centers);
7 – recomendado para as vias de acesso e faixa de estacionamento. Exigido para o portão de acesso ao condomínio
comercial;
8 – quando a edificação possuir área total construída igual e/ou superior a 2.000m².
9 – somente para edificações C2 e C3

NOTA GENÉRICA:
A _ a área a ser considerada para definição de exigências é a área total da edificação mais a área utilizável (item X e XV do
Art. 3º), podendo ser subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

29
TABELA 7 D
2
EDIFICAÇÕES DO GRUPO D COM ÁREA SUPERIOR A 750 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO D – SERVIÇOS PROFISSIONAIS

Divisão D-1 = D-2 = D-3 = D-4

Classificação quanto à altura (em metros)


Medidas de Segurança Contra Incêndio
H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54

Acesso de viaturas até a edificação X5 X5 X5 X5

Segurança Estrutural contra Incêndio - X X X

Compartimentação Horizontal - X1 X1 X2

Compartimentação Vertical - X3 X3 X3

Controle de Materiais de Acabamento X X X

Saídas de Emergência X X X X

Plano de Intervenção de Incêndio - - - X4

Brigada de Incêndio - X X X
Iluminação de Emergência X X X X

Detecção de Incêndio - - - X
1

Alarme de Incêndio - X X X

Sinalização de Emergência X X X X

Extintores X X X X

Hidrante e Mangotinhos 6 6 6
X X X X
Chuveiros Automáticos - - X X

Controle de Fumaça - - - 4
X

SPDA (Descarga Atmosférica) X7 X7 X7 X7

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – pode ser substituído por sistema de chuveiros automáticos;
2 – pode ser substituído por sistema de detecção de incêndio e chuveiros automáticos;
3 – pode ser substituído por sistema de controle de fumaça e chuveiros automáticos; exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
4 – somente para edificações acima de 60m;
5 – recomendado para acesso de viaturas do CBMMG ao hidrante de recalque; e
6 – obrigatório o uso de hidrantes.
7 – somente para D2 e D4.

NOTA GENÉRICA:
A – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação” (item X do Art. 3º),
podendo ser subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

30
TABELA 7 E
2
EDIFICAÇÕES DO GRUPO E COM ÁREA SUPERIOR A 750 m

Grupo de ocupação e uso


GRUPO E – EDUCACIONAL E CULTURAL

Divisão E-1 = E-2 = E-3 = E-4 = E-5 = E-6

Classificação quanto à altura (em metros)


Medidas de Segurança Contra Incêndio
H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54

Acesso de viaturas até a edificação X3 X3 X3 X3

-
Segurança Estrutural contra Incêndio X X X

Compartimentação Vertical - X1 X1 X2

Controle de Materiais de Acabamento - X X X

Saídas de Emergência X X X X

Plano de Intervenção de Incêndio - - X X

-
Brigada de Incêndio X X X

Iluminação de Emergência X X X X

Alarme de Incêndio X X X X

Sinalização de Emergência X X X X

Extintores X X X X
4
Hidrante e Mangotinhos X X X X4
Chuveiros Automáticos - - X X
5
X
SPDA (Descarga Atmosférica) X5 X5 X5

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – a compartimentação vertical será considerada para as fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
2 – poderá ser substituído por controle de fumaça e chuveiros automáticos, exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações; e
3 – recomendado para acesso de viaturas do CBMMG ao hidrante de recalque;
4 – obrigatório o uso de hidrantes.
5 – somente para E 1.

NOTAS GENÉRICAS:
A – os locais destinados a laboratórios devem ter proteção em função dos produtos utilizados.
B – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação” (item X do Art. 3º),
podendo ser subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

31
TABELA 7 F.1
2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO F-1 , F-2 e F-11 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m

Grupo de ocupação e uso


GRUPO F – LOCAL DE REUNIÃO DE PÚBLICO

Divisão F-1 F-2 e F-11

Classificação quanto à altura (em Classificação quanto à altura


Medidas de Segurança Contra
Incêndio 12 < H ≤ 30 < H ≤ Acima de 12 < H ≤ 30 < H ≤ Acima de
H ≤ 12 H ≤ 12
30 54 54 30 54 54

Acesso de viaturas até a edificação X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3

Segurança Estrutural contra Incêndio - X X X - X X X

Compartimentação Vertical - X2 X2 X2 - - X1 X2

Controle de Materiais de Acabamento - X X X - X X X

Saídas de Emergência X X X X X X X X

Plano de Intervenção de Incêndio X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4

Brigada de Incêndio - X X X - X X X

Iluminação de Emergência X X X X X X X X

Alarme de Incêndio X X X X X X X X

Detecção de Incêndio X X X X - - - X

Sinalização de Emergência X X X X X X X X

Extintores X X X X X X X X

Hidrante e Mangotinhos X X X5 X5 X X X5 X5

Chuveiros Automáticos - - X X - - X X

SPDA (Descarga Atmosférica) X X X X X6 X6 X6 X6

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – a compartimentação vertical será considerada para as fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
2 – pode ser substituído por sistema de chuveiros automáticos quando houver aberturas entre pavimentos, exceto
para as compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações; e
3 – recomendado para acesso de viaturas do CBMMG ao hidrante de recalque;
4 – somente para locais com público acima de 1000 (hum mil) pessoas;
5 – obrigatório o uso de hidrantes.
6 – somente F1 e F2
NOTA GENÉRICA:
A – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação” (item X do Art. 3º),
podendo ser subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

32
TABELA 7 F.2
2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO F-3, F-9 E F-4 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO F – LOCAIS DE REUNIÃO DE PÚBLICO

Divisão F-3 = F-9 F-4

Classificação quanto à altura (em Classificação Quanto à altura (em


Medidas de Segurança Contra metros) metros)
Incêndio
H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54 H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54

Acesso de viaturas até a edificação X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3

Segurança Estrutural contra Incêndio - X X X - X X X

Compartimentação Vertical - - X1 X1 - X1 X1 X1

Controle de Materiais de Acabamento X X X X X X X X

Saídas de Emergência X X X X X X X X

-
Plano de Intervenção de Incêndio - X² X² X² X4 X4 X4

Brigada de Incêndio - X X X - X X X

Iluminação de Emergência X X X X X X X X

Detecção de Incêndio - - - - - - X X

Alarme de Incêndio X X X X X X X X

Sinalização de Emergência X X X X X X X X

Extintores X5 X5 X5 X5 X X X X

Hidrante e Mangotinhos X5 X5 X5 X5 X X6 X6 X6

Chuveiros Automáticos - - - - - - X X

SPDA (Descarga Atmosférica) X7 X7 X7 X7 - - - -

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – a compartimentação vertical será considerada para as fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
2 – somente para a divisão F-3;
3 – recomendado para acesso de viaturas do CBMMG ao hidrante de recalque;
4 – somente para locais com público acima de 1000 pessoas;
5 – os equipamentos deverão ser instalados em locais com acesso privativo (Fica vedada a instalação dos
equipamentos em arquibancadas e áreas de circulação de expectadores);
6 – obrigatório o uso de hidrantes;
7– somente F3.
NOTAS GENÉRICAS:
A – os locais de comércio ou atividades distintas das divisões F3 e F4 terão as medidas de proteção conforme suas
respectivas ocupações.
B – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação” (item X do Art. 3º), podendo ser
subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

33
TABELA 7 F.3
2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO F-5, F-6 E F-8 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO F – LOCAIS DE REUNIÃO DE PÚBLICO

Divisão F-5 F-6 e F-8


Classificação Quanto à altura Classificação Quanto à altura
Medidas de Segurança Contra (em metros) (em metros)
Incêndio Acima Acima de
H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54
de 54 54

Acesso de viaturas até a edificação X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4

Segurança Estrutural contra Incêndio X X X X - X X X

Compartimentação Horizontal - X¹ X¹ - - X¹ X¹ X¹

X2 X2 -
Compartimentação Vertical - X - X2 X2

Controle de Materiais de Acabamento X X X X - X X X

Saídas de Emergência X X X X X X X X

Plano de Intervenção de Incêndio - X3 X3 X3 - X3 X3 X3

Brigada de Incêndio X X X X X X X

Iluminação de Emergência X X X X X X X X

Detecção de Incêndio - X X X - - X X

Alarme de Incêndio X X X X X X X
Sinalização de Emergência X X X X X X X X
Extintores X X X X X X X X
Hidrante e Mangotinhos X X5 X5 X5 X X X X

Chuveiros Automáticos X6 X X X X6 X X

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – pode ser substituído por sistema de detecção de incêndio;
2 – pode ser substituído por sistema de controle de fumaça, detecção de incêndio e chuveiros automáticos; exceto
para as compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
3 – somente para locais com capacidade de concentração de público acima de 1000 pessoas;
4 – recomendado para acesso de viaturas do CBMMG ao hidrante de recalque;
5 _ obrigatório o uso de hidrantes;
6 _ somente para locais com capacidade de concentração de público acima de 500 pessoas

NOTAS GENÉRICAS:
A – nos locais com capacidade de concentração de público acima de 1000 pessoas é obrigatória a comunicação ao
público da localização das saídas de emergência, bem como dos sistemas de segurança contra incêndio
existentes no local.
B – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação” (item X do Art. 3º), podendo
ser subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

34
TABELA 7 F.4

EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO F-7 E F-10 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2

Grupo de ocupação e uso GRUPO F – LOCAIS DE REUNIÃO DE PÚBLICO

Divisão F-7 F-10

Classificação Quanto à altura (em


Medidas de Segurança Contra Classificação quanto à altura (em metros)
metros)
Incêndio
H ≤ 12 H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54

3
Acesso de viaturas até a edificação - X X3 X3 X3

Segurança Estrutural contra Incêndio - - X X X

Compartimentação Horizontal - - X
1
X1 X1

Compartimentação Vertical - - X2 X2 X2

Controle de Materiais de Acabamento X - X X X

Saídas de Emergência X X X X X

Plano de Intervenção de Incêndio X4 X4 X4 X4 X4

Brigada de Incêndio X - X X X

Iluminação de Emergência X x X X X

Detecção de Incêndio - - - - X

Alarme de Incêndio - - X X X

Sinalização de Emergência X X X X X

Extintores X X X X X

Hidrante e Mangotinhos - X X5 X5 X5

Chuveiros Automáticos - - - X X

NOTAS ESPECÍFÍCAS:
1 – pode ser substituído por sistema de chuveiros automáticos;
2 – pode ser substituído por sistema de controle de fumaça e chuveiros automáticos, exceto para as compartimentações
das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
3 – recomendado para acesso de viaturas do CBMMG ao hidrante de recalque;
4 – somente para locais com capacidade de concentração de público acima de 1000 pessoas;
5 – obrigatório o uso de hidrantes;

NOTA GENÉRICA:
A – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação” (item X do Art. 3º), podendo ser
subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

35
TABELA 7 G.1
2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO G-1 E G-2 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO G – SERVIÇOS AUTOMOTIVOS E ASSEMELHADOS

Divisão G-1 e G-2

Classificação quanto à altura (em metros)


Medidas de Segurança Contra
Incêndio
H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54

3
Acesso de viaturas até a edificação X X3 X3 X3

Segurança Estrutural contra Incêndio - X X X

Compartimentação Vertical - - X1 X1

Controle de Materiais de Acabamento - X X

Saídas de Emergência X X X X

Brigada de Incêndio - - X X

Iluminação de Emergência X X4 X4 X4

Detecção de Incêndio - - - -

Alarme de Incêndio - X2 X2 X2

Sinalização de Emergência - X X X

Extintores X X X X

Hidrante e Mangotinhos X X X5 X5

Chuveiros Automáticos - - X X

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – a compartimentação vertical será considerada para as fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
2 – deve haver pelo menos um acionador manual, por pavimento, no máximo a 10 m da saída de emergência; e
3 – recomendado para acesso de viaturas do CBMMG ao hidrante de recalque;
4 – somente para edificações classificadas em G2;
5 – obrigatório o uso de hidrante.

NOTA GENÉRICA:
A – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação mais a área utilizável”(item X e
XV do Art. 3º), podendo ser subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

36
TABELA 7 G.2
2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO G-3, G-4 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO G – SERVIÇOS AUTOMOTIVOS E ASSEMELHADOS

Divisão G-3 G-4

Classificação quanto à altura (em Classificação quanto à altura (em


Medidas de Segurança contra metros) metros)
Incêndio
Acima de
H ≤ 12 H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54
54

Acesso de viaturas até a edificação X4 X4 X4 X4 X4

Segurança Estrutural contra Incêndio - - X X X

Compartimentação Horizontal - - X1 X1 X1

Compartimentação Vertical - - X3 X3 X3

Controle de Materiais de Acabamento - - X X X

Saídas de Emergência X X X X X

Brigada de Incêndio X X X X X

Iluminação de Emergência - X X X

Detecção de Incêndio - - - - X

Alarme de Incêndio X2 X2 X2 X2 X2

Sinalização de Emergência X X X X X

Extintores X X X X X

Hidrante e Mangotinhos X5 X X6 X6 X6

Chuveiros Automáticos - - - X X

SPDA (Descarga Atmosférica) X - - - -

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – pode ser substituído por sistema de chuveiros automáticos;
2 – deverá haver pelo menos um acionador manual, por pavimento, no máximo 5 m da saída de emergência;
3 – a compartimentação vertical será considerada para as fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
4 – recomendado para acesso de viaturas do CBMMG ao hidrante de recalque;
5 – o sistema de hidrantes deverá ter características especiais para combate a incêndio em líquidos inflamáveis;
6 – obrigatório o uso de hidrantes.

NOTA GENÉRICA:
A – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação mais a área utilizável” (item X e XV
do Art. 3º), podendo ser subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

37
TABELA 7 G.3
2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO G-5, G-6 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO G – SERVIÇOS AUTOMOTIVOS E ASSEMELHADOS


G-5 G-6
Divisão
Classificação quanto à altura Classificação quanto à altura (em
Medidas de Segurança contra (em metros) metros)
Incêndio Acima de
H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54
54

Acesso de viaturas até a edificação X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4

Segurança Estrutural contra Incêndio X X X X - X X X

Compartimentação Horizontal - - - - - X1 X1 X1

Compartimentação Vertical - - X X - X3 X3 X3

Controle de Materiais de Acabamento X X X X - X X X

Saídas de Emergência X X X X X X X X

Brigada de Incêndio X X X X X X X X

Iluminação de Emergência - X X X - X X X

Detecção de Incêndio - X X X - - - X

Alarme de Incêndio X2 X2 X2 X2 X2 X2 X2 X2

Sinalização de Emergência X X X X X X X X

Extintores X X X X X X X X

Hidrante e Mangotinhos X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5

Chuveiros Automáticos - - X X - - X X

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – pode ser substituído por sistema de chuveiros automáticos;
2 – deverá haver pelo menos um acionador manual, por pavimento, no máximo 5 m da saída de emergência;
3 – a compartimentação vertical será considerada para as fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
4 – recomendado para acesso de viaturas do CBMMG ao hidrante de recalque;
5 – o sistema de hidrantes deverá ter características especiais para combate a incêndio em líquidos inflamáveis;

NOTAS GENÉRICAS:
A – Para ocupação da divisão G5, aplica-se a tabela acima, complementada pelas exigências específicas do Ministério da
Aeronáutica.
B – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação mais a área utilizável”(item X e XV
do Art. 3º),podendo ser subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

38
TABELA 7 H.1
2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO H-1 E H-2 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m

Grupo de ocupação e uso


GRUPO H – SERVIÇOS DE SAÚDE E INSTITUCIONAL

Divisão H-1 H-2

Classificação quanto à altura (em Classificação quanto à altura (em


Medidas de Segurança Contra metros) metros)
Incêndio
H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54 H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54

Acesso de viaturas até a edificação X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4

Segurança Estrutural contra Incêndio - X X X - X X X

Compartimentação Vertical - - X3 X - X3 X

Controle de Materiais de Acabamento - X X X - X X X

Saídas de Emergência X X X X X X X X

Plano de Intervenção de incêndio - - - - - X X X

Brigada de Incêndio - X X X - X X X

Iluminação de Emergência X X X X X X X X

Detecção de Incêndio - - - X - X1 X1 X1

Alarme de Incêndio X2 X2 X2 X2 - X2 X2 X2

Sinalização de Emergência X X X X X X X X

Extintores X X X X X X X X

Hidrante e Mangotinhos X X X X5 X X X5 X5

Chuveiros Automáticos - - - X - - X X

SPDA (Descarga Atmosférica) - - - - X X X X

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – os detectores deverão ser instalados em todos os quartos;
2 – acionadores manuais serão obrigatórios nos corredores;
3 – pode ser substituído por sistema de controle de fumaça e chuveiros automáticos, exceto as compartimentações das
fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações; e
4 – recomendado para acesso de viaturas do CBMMG ao hidrante de recalque;
5 – obrigatório o uso de hidrantes
NOTA GENÉRICA:
A – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação” (item X do Art. 3º), podendo ser
subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

39
TABELA 7H.2
2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO H-3 E H-4 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m

Grupo de ocupação e
uso GRUPO H – SERVIÇOS DE SAÚDE E INSTITUCIONAL

Divisão H-3 H-4

Classificação quanto à altura Classificação Quanto à altura


(em metros) (em metros)
Medidas de Segurança Contra
Incêndio
Acima de
H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54 H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54
54

Acesso de viaturas até a edificação X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3

Segurança Estrutural
- X X X - X X X
Contra Incêndio

Compartimentação Horizontal - X X X - X X X

Compartimentação Vertical - - X2 X - - X2 X

Controle de Materiais de Acabamento - X X X - X X X

Plano de Intervenção de Incêndio - X X X - X X X

Saídas de Emergência X X X X X X X X

Brigada de Incêndio - X X X X X X

Iluminação de Emergência X X X X X X X X

Alarme de Incêndio - X1 X1 X1 - X X X

Sinalização de Emergência X X X X X X X X

Extintores X X X X X X X X

Hidrante e Mangotinhos X X X4 X4 X X X4 X4

Chuveiros Automáticos - - X X - - X X

SPDA (Descarga Atmosférica) x X x x - - - -

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – acionadores manuais serão obrigatório nos corredores;
2 – pode ser substituído por sistema de controle de fumaça e chuveiros automáticos, exceto as compartimentações das
fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
3 – Recomendado para acesso de viaturas do CBMMG ao hidrante de recalque;
4 – obrigatório o uso de hidrante.

NOTA GENÉRICA:
A – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação” (item X do Art. 3º), podendo ser
subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

40
TABELA 7H.3

ESPECIFICACOES DE DIVISAO H-5E H-6 COM AREA SUPERIOR A 750 m2

Grupo de ocupação e uso GRUPO H – SERVIÇOS DE SAÚDE E INSTITUCIONAL

Divisão H-5 H-6


Classificação quanto à altura Classificação Quanto à altura (em
Medidas de Segurança Contra (em metros) metros)
Incêndio
H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54 H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54

Acesso de viaturas até a edificação X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4

Segurança Estrutural contra Incêndio X X X X - X X X

Compartimentação Vertical - X X X - - X3 X

Controle de Materiais de Acabamento X X X X - X X X

Saídas de Emergência X X X X X X X X

Plano de Intervenção de Incêndio X X X X - - - -

Brigada de Incêndio X X X X - X X

Iluminação de Emergência - - - - - X X X

Alarme de Incêndio - - - - - X X X

Sinalização de Emergência X X X X - X X X

Extintores X1 X1 X1 X1 X X X X

Hidrante e Mangotinhos X1 X1 X1 X1 X X X5 X5

Chuveiros Automáticos - - - - - - - X

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – para a Divisão H-5, nas prisões em geral (Casas de Detenção, Penitenciárias, Presídios, etc.), os equipamentos deverão
ser instalados em locais com acesso privativo. (Fica vedado a instalação dos equipamentos em áreas onde os detentos
tenham acesso;
2 – caso haja internação em um número maior de 20 leitos na Divisão H-6 (clínica), a edificação será enquadrada como H-3;
3 – pode ser substituído por sistema de controle de fumaça e chuveiros automáticos, exceto as compartimentações das
fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
4 – recomendado para acesso de viaturas do CBMMG ao hidrante de recalque;
5 – obrigatório o uso de hidrante.
NOTA GENÉRICA:
A – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação” (item X do Art. 3º), podendo ser
subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

41
TABELA 7 I.1

EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO I-1 E I-2 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2

Grupo de ocupação e Uso GRUPO I – INDUSTRIAL

Divisão I-1 I-2


Classificação quanto à altura Classificação quanto à altura (em
Medidas de Segurança Contra (em metros) metros)
Incêndio
H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54 H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54

Acesso de viaturas até a edificação X2 X2 X2 X2 X2 X2 X2 X2

Segurança Estrutural contra Incêndio - X X X - X X X

Compartimentação Horizontal - X1 X1 X1 - X1 X1 X1

Compartimentação Vertical - X X X - X X X

Controle de Materiais de Acabamento - X X X - X X X

Saídas de Emergência X X X X X X X X

Plano de Intervenção de Incêndio - - - - - X X X

Brigada de Incêndio X X X X X X X X

Iluminação de Emergência X X X X - X X X

Detecção de Incêndio - - - X - - X X

Alarme de Incêndio - X X X X X X X

Sinalização de Emergência X X X X X X X X

Extintores X X X X X X X X

Hidrante e Mangotinhos X X X3 X3 X X3 X3 X3

Chuveiros Automáticos - - - X - - X X

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – pode ser substituído por sistema de chuveiros automáticos;
2 - recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso ao condomínio
industrial.
3 - obrigatório o uso de hidrante.

NOTA GENÉRICA:
A – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação” (item X do Art. 3º), podendo ser
subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

42
TABELA 7 I.2

EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO I-3 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2

Grupo de ocupação e uso GRUPO I – INDUSTRIAL

Divisão I-3

Classificação quanto à altura (em metros)


Medidas de Segurança Contra
Incêndio
H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54

Acesso de viaturas até a edificação X2 X2 X2 X2

Segurança Estrutural contra Incêndio X X X X

Compartimentação Horizontal X1 X1 X X

Compartimentação Vertical - X X X

Controle de Materiais de Acabamento X X X X

Saídas de Emergência X X X X

Controle de Fumaça - X X X

Plano de Intervenção de Incêndio X X X X

Brigada de Incêndio X X X X

Iluminação de Emergência X X X X

Detecção de Incêndio - - - X

Alarme de Incêndio X X X X

Sinalização de Emergência X X X X

Extintores X X X X

Hidrante e Mangotinhos X3 X3 X3 X3

Chuveiros Automáticos - X X X

SPDA (Descarga Atmosférica) X x x x

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – pode ser substituído por sistema de chuveiros automáticos; e
2 – recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso ao condomínio
industrial.
3 – obrigatório o uso de hidrantes.

NOTAS GENÉRICAS:
A – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação” (item X do Art. 3º), podendo ser
subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

43
TABELA 7 J.1
2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO J-1 E J-2 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO J – DEPÓSITO

Divisão J-1 J-2

Classificação quanto à altura Classificação Quanto à altura (em


(em metros) Metros)
Medidas de Segurança Contra
Incêndio
Acima de
H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54 H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54
54

3
Acesso de Viaturas na edificação X X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3

Segurança Estrutural contra Incêndio - X X X - X X X

Compartimentação Horizontal - - - - - - X1 X1

Compartimentação Vertical - - X2 X2 - - X2 X2

Controle de Materiais de Acabamento - - X X - X X X

Saídas de Emergência X X X X X X X X

Brigada de Incêndio - - X X - X X X

Iluminação de Emergência X X X X - X X X

Detecção de Incêndio - - - - - - - X

Alarme de Incêndio - X X X X X X X

Sinalização de Emergência X X X X X X X X

Extintores X X X X X X X X

Hidrante e Mangotinhos - X X4 X4 X X4 X4 X4

Chuveiros Automáticos - - - - - - - X

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – pode ser substituído por sistema de chuveiros automáticos;
2 – somente para shafts e dutos de instalações e fachadas;
3 – recomendado para acesso de viaturas do CBMMG ao hidrante de recalque
4 – obrigatório o uso de hidrantes
NOTAS GENÉRICAS:
A – para as edificações de uso/ocupação depósito de materiais incombustíveis(J1), a área considerada será superior a
1000m².
B – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação” (item X do Art. 3º), podendo ser
subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

44
TABELA 7 J .2
2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO J-3 E J-4 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO J – DEPÓSITO

Divisão J-3 J-4


Classificação quanto à altura Classificação quanto à altura (em
Medidas de Segurança Contra (em metros) metros)
Incêndio
H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54 H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54

Acesso de viaturas até a edificação X2 X2 X2 X2 X2 X2 X2 X2

Segurança Estrutural contra Incêndio - X X X - X X X

Compartimentação Horizontal X3 X1 X X X3 X1 X X

Compartimentação Vertical - X X X - X X X

Controle de Materiais de Acabamento - X X X - X X X

Saídas de Emergência X X X X X X X X

Controle de Fumaça - - X X - X X X

Plano de Intervenção de Incêndio X X X X X X X X

Brigada de Incêndio X X X X X X X X

Iluminação de Emergência X X X X X X X X

Detecção de Incêndio - - - X - - X X

Alarme de Incêndio X X X X X X X X

Sinalização de Emergência X X X X X X X X

Extintores X X X X X X X X

Hidrante e Mangotinhos X X X4 X4 X X4 X4 X4

Chuveiros Automáticos - - X X - - X X

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – pode ser substituído por sistema de chuveiros automáticos;
2 – recomendado para acesso de viaturas do CBMMG ao hidrante de recalque;
3 – Somente se a área total for superior a 1500 m².
4 – obrigatório o uso de hidrantes
NOTA GENÉRICA:
A – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação” (item X do Art. 3º), podendo ser
subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).

45
TABELA 7 L-1

Grupo de ocupação e uso GRUPO L – EXPLOSIVOS

Divisão L-1 (COMÉRCIO)

Medidas de Segurança Classificação quanto à altura (em metros)


contra Incêndio
Térrea H≤6 6 < H ≤ 12

NOTA GENÉRICA:
A – será permitida somente edificação com área até 100 m² - Vide Tabela 7
B – divisões L2 e L3, somente poderão ser analisadas mediante Corpo Técnico.

46
TABELA 7 M.1

EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DE DIVISÃO M-1

Grupo de ocupação e uso GRUPO M – ESPECIAIS

Divisão M-1 TÚNEL

Extensão em metros (m)


Medidas de Segurança contra Incêndio
Até 200 De 200 à 500 De 500 à 1000 Acima de 1000

Segurança estrutural nas edificações X X X X

Saídas de emergência nas edificações X1 X1 X1 X1

Controle de fumaça em espaços comuns e amplos - X X3 X3

Plano de Intervenção de incêndio - X X X

Brigada de Incêndio - X2 X2 X2

Sistema de Iluminação de Emergência - X X X

Sistema de Comunicação - - X X

Sistema Circuito de TV - - - X

Sistema de proteção por extintores - X X X

Sistema de hidrantes e de mangotinhos - X X X4

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – considerar saídas como sendo passarelas laterais (corredores de circulação, com guarda-corpo em ambos os
lados) com largura mínima de 1,00m;
2 – a brigada de incêndio deve ser pessoal treinado da companhia de tráfego ou administradora da via;
3 – deve ser ligado a sistema automático de acionamento (ex. detector de incêndio);
4 – obrigatório o uso de hidrante

NOTAS GENÉRICAS:
A – todos os túneis em paralelo devem ter interligação conforme Instrução Técnica de “Proteção Contra Incêndio em
Túnel”; e
B – os túneis com extensão superior a 1000m devem ser submetidos à análise em Corpo Técnico, além das exigências
acima.

47
TABELA 7 M.2

EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DE DIVISÃO M-2 (QUALQUER ÁREA E ALTURA)

Grupo de ocupação e uso GRUPO M – ESPECIAIS

Divisão M-2 – Líquidos e gases combustíveis e Inflamáveis(volume total)

Tanques ou cilindros Produtos acondicionados


Medidas de Segurança Contra 3
Incêndio Líquidos acima de 20 m Líquidos até 20 Líquidos acima
Líquidos até 20 m³ ou 3 3
ou gases acima de m ou gases até de 20 m ou gases
gases até 6.240kg
6.240kg 6.240kg acima de 6.240kg

Acesso de viaturas até a edificação X4 X4 X4 X4

Segurança Estrutural contra Incêndio - - X X

Compartimentação Horizontal - - X X

Compartimentação Vertical - - X X

Controle de Materiais de Acabamento - - X X

Saídas de Emergência - - X X

Plano de Intervenção de Incêndio - X - X

Brigada de Incêndio X X X X

1,3
Iluminação de Emergência - - X X3

Detecção de Incêndio - - - X

Alarme de Incêndio - X - X

Sinalização de Emergência X X X X

Extintores X X X X

Hidrantes - X - X

Resfriamento - X - X5

Espuma - X2 - X2

SPDA (Descarga Atmosférica) X6 X6 - -


NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – somente quando a área construída for superior a 750 m²;
2 – somente para líquidos inflamáveis, conforme exigências da IT específica;
3 – luminárias à prova de explosão; e
4 – recomendado para acesso de viaturas do CBMMG ao hidrante de recalque;
5 – poderá ser substituído por chuveiros automáticos.
6 – somente tanques ou parque de tanques
NOTA GENÉRICA:
A – deverão ser verificadas as exigências quanto ao armazenamento constantes das IT específica;

48
TABELA 7M.3

EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO M-3

Grupo de ocupação e uso GRUPO M – ESPECIAIS

Divisão M-3 – Centrais de Comunicação e Energia

Classificação Quanto à altura (em metros)


Medidas de Segurança Contra Incêndio
H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54

Acesso de viaturas até a edificação X2 X2 X2 X2

Segurança Estrutural contra Incêndio - X X X

Compartimentação Horizontal - X X X

Compartimentação Vertical - X X X

Controle de Materiais de Acabamento - X X X

Saídas de Emergência X X X X

Plano de Intervenção de Incêndio - - X X

Brigada de Incêndio - X X X

Iluminação de Emergência X X X X

Detecção de Incêndio - - X X

Alarme de Incêndio X X X X

Sinalização de Emergência X X X X

Extintores X X X X

Hidrante e Mangotinhos X3 X3 X3 X3

Chuveiros Automáticos - X1 X1 X1

SPDA (Descarga Atmosférica) X X X X

NOTAS ESPECÍFICAS:
1- o sistema de chuveiros automáticos para a divisão M-3 pode ser substituído por sistema de gases, através de
supressão total do ambiente; e
2 - recomendado para acesso de viaturas do CBMMG ao hidrante de recalque;
3 - dispensada em centrais de distribuição ou transmissão de energia elétrica.
NOTA GENÉRICA:
A - para as centrais de distribuição ou transmissão de energia elétrica deve-se observar também os critérios da IT
especifica.

49
TABELA 7 M.4
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO M-4, M-5, M-6 E M-7

Grupo de ocupação e uso GRUPO M – ESPECIAIS

Divisão M-4 - M-5 - M-6 e M-7

Classificação quanto à altura (em metros)


Medidas de Segurança Contra Incêndio
H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54

Saídas de Emergência X X X X

Brigada de Incêndio X X X X

Sinalização de Emergência X X X X

Extintores X X X X

NOTA GENÉRICA:

1 – nas divisões M-5; M-6 e M-7, quando houver edificação (construção) com área superior a 750m², o processo deve
ser analisado pelo Corpo Técnico.

50
TABELA 8
EXIGÊNCIAS PARA EDIFICAÇÕES EXISTENTES COM ÁREA SUPERIOR A 1200m² OU ALTURA SUPERIOR A 12m

F H L
A, D,
Medidas de Segurança contra Incêndio B C IeJ
EeG
F2, F3, F4, F6, H1, H3,
F1 e F5 H2 e H5 L1
F8 e F11 H4 e H6

Alarme de incêndio - X1 X1 - X - - X1 X

Brigada de incêndio X7 X1 X1 - X - X1 X1 X

X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5 5
Saídas de Emergência X

Iluminação de Emergência X X X X X X X X X6

Sinalização de Emergência X1 X1 X1 X X X1 X1 X1 X

Hidrantes e Mangotinhos X X X X X X X3 X X

Extintores X X X X X X X X X

Chuveiros automáticos - X4 X3 X3 X3 - - X3

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – somente para as edificações com altura superior a 12 m ou área superior a 2000m²;
2 - os equipamentos deverão ser instalados em locais com acesso privativo. (Fica vedado a instalação dos
equipamentos em áreas onde os internos tenham acesso);
3 - somente para edificações com altura superior a 54 m ou com áreas classificadas em risco alto;
4 – para edificação com lotação superior a 100 pessoas ou altura superior a 12m;
5– a adaptação a ser feita em escadas e rampas diz respeito a pisos, guarda-corpo e corrimão, desde que não se
modifique a ocupação da edificação, e será exigida somente nas rotas de fuga (escadas destinadas a uso restrito
estão isentas);
6 – luminárias à prova de explosão;
7 - somente para as edificações com altura superior a 30 m.

NOTAS GENÉRICAS:
A – as edificações existentes que não se enquadrarem nesta Tabela, terão exigências definidas conforme Tabela 8A
B – esta tabela aplica-se, exclusivamente, às edificações existentes, entretanto sem projeto aprovado pelo CBMMG,
conforme previsto no art. 5º, §1º deste Decreto.
C – para as divisões L2 e L3, somente poderão ser analisadas mediante Corpo Técnico.
D – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação” (item X do Art. 3º), podendo
ser subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).
E Para as edificações do grupo G área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação
mais a área utilizável”(item X e XV do Art. 3º).

51
TABELA 8A
2
EXIGÊNCIAS PARA AS EDIFICAÇÕES EXISTENTES COM ÁREA MENOR OU IGUAL A 1200 m E ALTURA
INFERIOR OU IGUAL A 12,00 m

F H L
Medidas de Segurança contra
B C IeJ
Incêndio A2, A3,
F2, F3, F4, F6,
D, E e G F1 e F5 H1, H4 e H6 H2 e H3 H5 L1
F7,F8 e F11

Controle de Materiais de Acabamento - - - X X - - X - X

Saídas de Emergência X X X X X X X X X X

Sinalização de Emergência X1 X2 X1 X3 X1 X1 X1 X1 X1 X4

Extintores X X X X X X X X X X

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – somente para as edificações com altura superior a 6m;
2 – estão isentos os motéis que não possuam corredores internos de serviços;
3 – para edificação com lotação superior a 50 pessoas ou altura superior a 6m; e
4 – luminárias à prova de explosão.
NOTAS GENÉRICAS:
2
A - a Divisão L1 (Explosivos) está limitada a edificação térrea até 100 m (observar Instrução Técnica especifica);
B - os subsolos das edificações devem ser compartimentados com PCF P-90 em relação aos demais pisos contíguos.
C – para as divisões L2 e L3, somente poderão ser analisadas mediante Corpo Técnico.
D – a área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação” (item X do Art. 3º), podendo ser
subdividida se os riscos forem isolados (item XLVII do Art. 3º).
E- Para as edificações do grupo G área a ser considerada para definição de exigências é a “área total da edificação mais
a área utilizável”(item X e XV do Art. 3º).

52
LEI 14130/ 2001
DISPÕE SOBRE A PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO NO ESTADO DE MINAS GERAIS
E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

O Povo do Estado de Minas Gerais, por seus representantes, decretou e eu, em seu nome, sanciono a
seguinte Lei:
Art. 1º A prevenção e o combate a incêndio e pânico em edificação ou espaço destinado a uso coletivo
no Estado serão feitos com a observância do disposto nesta lei.
Parágrafo único Consideram-se edificação ou espaço destinado a uso coletivo, para os fins desta lei, os
edifícios ou espaços comerciais, industriais ou de prestação de serviços e os prédios de apartamentos
residenciais.
Art. 2º Para os fins do artigo 1º, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais CBMMG, no exercício da
competência que lhe é atribuída no inciso I do art. 3º da Lei Complementar nº 54, de 13 de dezembro de 1999,
desenvolverá as seguintes ações:
I análise e aprovação do sistema de prevenção e combate a incêndio e pânico;
II planejamento, coordenação e execução das atividades de vistoria de prevenção a incêndio e pânico nos
locais de que trata esta lei;
III estabelecimento de normas técnicas relativas à segurança das pessoas e seus bens contra incêndio ou
qualquer tipo de catástrofe;
IV aplicação de sanções administrativas nos casos previstos em lei.
Art. 3º Constituem infrações sujeitas a sanção administrativa:
I - deixar de instalar os instrumentos preventivos especificados em norma técnica regulamentar ou
instalá-los em desacordo com as especificações do projeto de prevenção contra incêndio e pânico ou com as
normas técnicas regulamentares;
II - não fazer a manutenção adequada dos instrumentos a que se refere o inciso I, alterar-lhes as
características, ocultá-los, removê-los, inutilizá-los, destruí-los ou substituí-los por outros que não atendam às
exigências legais e regulamentares.
Art. 4º A inobservância do disposto no artigo 3º desta Lei
sujeita o infrator às seguintes sanções administrativas:
I advertência escrita;
II multa;
III interdição.
§ 1º A advertência escrita será aplicada na primeira vistoria, constatado o descumprimento desta lei
ou de norma técnica regulamentar.
§ 2º Sessenta dias após a formalização da advertência escrita, persistindo a conduta infracional, será
aplicada multa de R$100,00 (cem reais) a R$3.000,00 (três mil reais), valores que serão corrigidos
monetariamente de acordo com índice oficial.
§ 3º Persistindo a infração, nova multa será aplicada em dobro e cumulativamente.
§ 4º A pena de interdição será aplicada quando houver risco iminente de incêndio ou pânico.
Art. 5º - Será afixado na parte externa da edificação ou do espaço destinado a uso coletivo referidos no
parágrafo único do art. 1º o laudo de vistoria e liberação para seu funcionamento, emitido pelo CBMMG,
sob pena de interdição imediata do estabelecimento.
Art. 6º - É obrigatória a presença de responsável técnico, na forma estabelecida em regulamento pelo
CBMMG, em evento público realizado no Estado.
Art. 7º A pessoa física ou jurídica responsável pela comercialização, instalação, manutenção e
conservação de aparelhos de prevenção contra incêndio e pânico utilizados em edificação de uso coletivo
deverá cadastrar-se no CBMMG para o exercício dessas atividades.
Parágrafo único As especificações técnicas do cadastro a que se refere o “caput” deste artigo serão definidas
pelo CBMMG.
Art. 8º – Fica proibido ao militar da ativa ser proprietário ou consultor de empresa de projeto,
comercialização, instalação, manutenção e conservação nas áreas de prevenção e combate a incêndio e
pânico.
Parágrafo único - Serão aplicadas ao infrator do disposto neste artigo as penalidades previstas em lei.
Art. 9º Esta Lei estende-se, no que couber, às edificações e espaços destinados ao uso coletivo já existentes
na data de sua publicação.
Art. 10 O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de sessenta dias contados da data de sua
publicação.
Art. 11 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 12 Revogam-se as disposições em contrário.

Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, aos 19 de dezembro de 2001.

Itamar Franco - Governador do Estado


IT – 01
PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

SUMÁRIO

1 – Objetivo

2 – Aplicação

3 – Referências normativas e bibliográficas

4 – Definições

5 – Procedimentos

ANEXOS
A – Cartão de identificação do Projeto J – Informativo (medidas de segurança)
Técnico K – PTS – Formulário de Segurança Contra
B – Formulário de Segurança Contra Incêndio
Incêndio L – Termo de Compromisso do Proprietário
C – Planta de Risco de Incêndio M – Atestado de abrangência do Grupo
(implantação) Motogerador
D – Planta das medidas de Segurança N – Memorial de Segurança Contra Incêndio
Contra Incêndio e Pânico das estruturas.
E – Memorial Industrial de Prevenção Contra
Incêndio e Pânico
F – Formulário para Atendimento Técnico
G – Atestado de Brigada de Incêndio
H – Modelo de Requerimento em grau de
recurso
I – Modelo de Pedido de Vistoria
INSTRUÇÃO TÉCNICA – 01

PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS
DIRETORIA DE ATIVIDADES TECNICAS
Av. Augusto de Lima, 355 - Bairro Centro
CEP 30.190-000
Site: www.bombeiros.mg.gov.br
Email: dat3@cbmmg.mg.gov.br

1 OBJETIVO
NBR-14611 Desenho técnico – representação simplificada
Estabelecer os critérios para apresentação de processo de em estruturas metálicas.
segurança contra incêndio e pânico, nas edificações ou
áreas de risco no Estado de Minas Gerais, atendendo ao NBR-10068 Folha de desenho – Leiaute e dimensões.
Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico nas
edificações e áreas de risco no Estado de Minas Gerais. NBR-10067 Princípios gerais de representação em
desenho técnico.
2 APLICAÇÃO
NBR-6492 Representação de projetos de arquitetura.
2.1 A presente Instrução Técnica aplica-se aos processos
NBR-14432 Exigências de resistência ao fogo de
de segurança contra incêndio e pânico no Corpo de
elementos construtivos de edificações.
Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).
2.2 Quando houver legislação municipal (Código de
Obras) que exija medidas de segurança contra incêndio nas 4 DEFINIÇÕES
edificações, devem ser adotadas as medidas previstas nesta
Instrução Técnica. Para os efeitos desta Instrução Técnica aplicam-se as
definições constantes da IT 02 - Terminologia de Proteção
Contra Incêndio e pânico.
3 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E
NORMATIVAS 5 PROCEDIMENTOS

Para compreensão desta Instrução Técnica é necessário 5.1 Formas de apresentação


consultar as seguintes normas, levando em consideração
todas as suas atualizações e outras que vierem substituí- As medidas de segurança contra incêndio nas edificações e
las: áreas de risco devem ser apresentadas ao CBMMG para
análise por meio de:
Lei nº 14.130, de 19 de dezembro de 2001 que dispõe a) projeto técnico;
sobre a prevenção contra incêndio e pânico no Estado de b) projeto técnico simplificado;
Minas Gerais. c) projeto técnico para instalação e ocupação temporária;
d) projeto técnico para ocupação temporária em
Decreto Estadual nº 44.270, de 01 de abril de 2006 – Edificação Permanente.
Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico nas
edificações e áreas de risco no Estado de Minas Gerais. 5.1.1 Projeto Técnico

Lei estadual nº 15.778, de 26 de outubro de 2005. 5.1.1.1 Características da edificação e área de risco:

NBR-10647 Desenho técnico. O Projeto técnico deve ser utilizado para apresentação dos
sistemas de proteção contra incêndio e pânico das
NBR-8196 Emprego de escalas. edificações ou áreas de risco:
a) com área de construção acima de 750 m²;
NBR-13273 Desenho técnico – referência a itens. b) independente da área da edificação ou área de risco,
quando esta apresentar risco no qual necessite de sistemas
NBR-14699 Desenho técnico – representação de símbolos fixos (hidrantes, chuveiros automáticos, alarme e detecção,
aplicados a tolerâncias geométricas – preparos e entre outros);
dimensões.
c) edificação e/ou área de risco que necessite de proteção
de suas estruturas contra a ação do calor proveniente de 5.1.1.2.4 Procuração do proprietário
um incêndio;
d) locais de reunião de público com população acima de Deve ser apresentado com firma reconhecida sempre que
100 (cem) pessoas; e terceiro assine documentação do Projeto técnico pelo
e) onde a edificação e área de risco haja necessidade de proprietário.
comprovação da situação de separação entre edificações e
área de risco, conforme Instrução Técnica 05; 5.1.1.2.5 Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)
a) deve ser apresentada pelo responsável técnico que
5.1.1.2 Composição elaborou o Projeto Técnico;
b) os campos devem ser preenchidos, exceção feita ao
O Projeto técnico é composto pelos seguintes documentos: campo denominado Descrição complementar que ficará a
a) cartão de identificação (anexo A); critério do RT; no campo “descrição das atividades
b) pasta do projeto técnico; profissionais contratadas” deve estar especificado o
c) formulário de segurança contra incêndio de projeto serviço pelo qual o profissional se responsabiliza;
técnico (anexo B); c) a assinatura do contratante (proprietário ou responsável
d) procuração do proprietário, quando este transferir seu pelo uso) não é facultativa; e.
poder de signatário; d) deve ser apresentada a 1ª via original ou fotocópia
e) anotação de responsabilidade técnica (ART) do autenticada.
responsável técnico pela elaboração do Projeto técnico, 5.1.1.2.6 Documentos complementares
que deve ser juntada na via que fica no Corpo de
Bombeiros; Documentos solicitados pelo Serviço de Segurança Contra
f) documentos complementares solicitados, quando Incêndio do CBMMG a fim de subsidiar a análise do
necessário; Projeto técnico quando as características da edificação
g) planta de risco de incêndio, em duas vias (anexo C) e/ou área de risco a exigirem
quando houver a exigência de plano de intervenção (IT11);
h) implantação, indicando as disposições das edificações 5.1.1.2.6.1 Memorial industrial
no terreno;
i) planta das medidas de segurança contra incêndio, Descrição dos processos industriais, matérias - primas,
conforme (anexo D); produtos acabados, líquidos inflamáveis ou combustíveis
j) memorial de cálculos de sistema fixo de combate a com ponto de fulgor, estoques, entre outros, quando se
incêndio (hidrante, sprinkler e resfriamento) e rotas de tratar de edificação industrial; (anexo E);
fuga e outros, especificados em Instruções Técnicas,
quando for o caso; 5.1.1.2.6.2 Memorial de cálculo

5.1.1.2.1 Cartão de identificação Memorial descritivo dos cálculos realizados para


dimensionamento dos sistemas fixos de combate a
Ficha elaborada em papel cartão ou equivalente, na cor incêndio (hidrantes, chuveiros automáticos, pressurização
branca, nas dimensões de 21 cm (largura) x 15 cm de escada, sistema de espuma e resfriamento), rotas de
(comprimento), que contém os dados básicos da fuga, degraus das escadas, dentre outros. No
edificação e área de risco, com finalidade de controle do desenvolvimento dos cálculos hidráulicos para as medidas
Projeto técnico no CBMMG ( anexo A). de segurança de espuma e resfriamento deve ser levado em
conta o desempenho dos equipamentos, utilizando as
5.1.1.2.2 Pasta do projeto técnico referências de vazão, pressão e perda de carga, sendo
necessário a apresentação de catálogos Técnicos.
Pasta aberta, suspensa, sem elástico, com frente de plástico
transparente, com grampo, incolor, semi-rígida, que 5.1.1.2.6.3 Memorial do sistema fixo de gases para
acondiciona todos os documentos do Projeto técnico combate a incêndio.
afixado na seqüência estabelecida no item 5.1.1.2. Deve
ter dimensões de 230 mm a 280 mm (largura) x 315 mm a Memorial descritivo dos cálculos realizados para
350mm (comprimento) e altura conforme a quantidade de dimensionamento do sistema fixo de gases para combate a
documentos. incêndio.

5.1.1.2.3 Formulário de Segurança Contra Incêndio de 5.1.1.2.6.4 Autorização da Delegacia especializada de


Projeto Técnico Armas, Munições e Explosivos (DEAME).

Documento que contém os dados básicos da edificação e Documento da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais
áreas de risco, signatários, medidas de segurança contra que autoriza a atividade e especifica a quantidade máxima
incêndio e pânico previstos, devendo: de fogos de artifícios e/ou explosivos a serem
a) ser apresentado como a primeira folha do Projeto comercializados.
Técnico;
b) ser preenchido na íntegra, conforme anexo B.
5.1.1.2.6.5 Autorização da Prefeitura do Município 5.1.1.2.6.14 Memorial ou laudo descritivo de
para comércio de fogos de artifício construção

Documento do Poder Executivo Municipal que autoriza o Documento com a descrição das características estruturais
comércio de fogos de artifício e/ou explosivos. da edificação e área de risco.

5.1.1.2.6.6 Memorial descritivo de ocupação 5.1.1.2.6.15 Memorial de cálculo de pressurização da


escada
Memorial descritivo de ocupação quando na edificação Memória de cálculo de vazão de ar do sistema de
forem comercializados outros materiais que não apenas pressurização da escada.
fogos de artifício.
5.1.1.2.6.16 Memorial de cálculo de isolamento de risco
5.1.1.2.6.7 Autorização do Departamento de Aviação Memorial descritivo dos cálculos realizados para o
Civil (DAC) dimensionamento do isolamento de risco entre edificações
e área de risco.
Documento que autoriza o uso de heliporto, heliponto ou
área de pouso e decolagem ocasional (APDO) conforme 5.1.1.2.7 Planta de risco de incêndio
IT 26 Heliponto e Heliporto;
Mapa simplificado no formato A4, A3, A2, A1 ou A0
5.1.1.2.6.8 Memorial de dimensionamento da carga de (conf. NBR 10.068 Folha de Desenho – Leiaute e
incêndio dimensões), podendo ser em mais de uma folha. É
obrigatório somente quando houver a exigência de plano
Memorial descritivo da carga de incêndio dos materiais de intervenção de incêndio, conforme anexo C, indicando:
existentes na edificação e área de risco, contendo o a) os principais riscos;
dimensionamento, conforme IT 09 – (Carga de Incêndio b) paredes corta-fogo e de compartimentação;
nas edificações e áreas de risco). c) hidrantes externos;
d) número de pavimentos;
5.1.1.2.6.9 Documento comprobatório e) registro de recalque;
f) reserva de incêndio;
É o documento que comprova a área construída, ocupação g) armazenamento de produtos perigosos;
e data da edificação existente (Processo do CBMMG, h) vias de acesso para as viaturas do Corpo de Bombeiros;
plantas aprovadas em Prefeitura, imposto predial, entre i) hidrantes urbanos próximos da edificação, (se houver).
outros);
5.1.1.2.7.1 A planta de risco deve ser elaborada em 2 (duas
5.1.1.2.6.10 Memorial de cálculo de dimensionamento vias), sendo que a primeira via permanece no Projeto
de saídas de emergência em locais de reunião de Técnico, a segunda via deve permanecer na portaria da
público edificação e área de risco.

Planilha descritiva dos cálculos realizados para 5.1.1.2.8 Implantação


dimensionamento de saídas de emergência, conforme IT
08 – Saída de Emergência; Folha única no formato A4, A3, A2 ou A1 em escala
padronizada, conforme anexo C, obrigatória somente nos
5.1.1.2.6.11 Planilha de levantamento de dados seguintes casos:
a) quando houver mais de uma edificação e área de risco a
Planilha que descreve o estudo prévio sobre a existência de ser representada;
riscos, elaborado durante a concepção e o b) quando houver uma única edificação e área de risco,
desenvolvimento de um processo ou sistema, conforme IT onde as suas dimensões não possam ser representadas em
11 – Plano de Intervenção de Incêndio. uma única folha.

5.1.1.2.6.12 Quadro resumo do sistema de detecção 5.1.1.2.9 Planta das medidas de segurança contra
incêndio
Descrição do sistema de detecção instalado conforme
tabela 2 do anexo B, da NBR-9441. Representação gráfica da edificação e/ou área de risco,
contendo informações por meio de legenda padronizada
5.1.1.2.6.13 Licença de funcionamento para instalações pelo CBMMG – IT 03 - Símbolos gráficos para processo
radioativas, nucleares ou de radiografia industrial, ou de segurança contra incêndio, da localização dos sistemas
qualquer instalação que trabalhe com fontes e equipamentos de segurança contra incêndio, bem como
radioativas. os riscos existentes na edificação e área de risco, conforme
descrito no item 5.1.1.3.
Documento emitido pelo CNEN autorizando o
funcionamento da edificação ou área de risco. 5.1.1.3. Apresentação da planta das medidas de
segurança contra incêndio
Deve ser apresentada da seguinte forma: h) depósitos de metais pirofóricos;
a) ser elaborada no formato A4 (210mm x 297 mm), A3 i) depósito de produtos perigosos;
(297mm x 420mm) , A2 (420mm x 594mm) , A1 (594mm j) outros riscos que necessitem de segurança contra
x 840mm) ou A0 (840mm x 1188mm); incêndio.
b) as escalas adotadas devem ser as estabelecidas em 5) as plantas das medidas de segurança contra incêndio
normas oficiais; devem ser apresentadas com as medidas de segurança
c) adotar escala que permita a visualização dos sistemas e contra incêndio na cor vermelha, distinguindo-as dos
equipamentos de segurança contra incêndio, demais detalhes da planta;
preferencialmente 1:50 e no mínimo 1:200; 6) o esquema isométrico da tubulação deve ser
d) quando a planta de uma área construída ou área de risco apresentado de acordo com o inciso II – (detalhes
não couber integralmente em escala reduzida em específicos que devem constar em planta);
condições de legibilidade na folha “A0”, esta poderá ser 7) quadro de situação da edificação, com escala,
fracionada, contudo deve adotar numeração que indique indicando, as edificações circunvizinhas e os logradouros
onde está localizada tal área na implantação; que delimitam a quadra.
e) a implantação deve estar em escala; 8) quadro resumo das medidas de segurança contra
f) adotar os símbolos gráficos conforme IT 03 - Símbolos incêndio indicando as normas e/ou legislações aplicadas
gráficos; nas respectivas medidas de segurança constantes do
g) seguir a forma de apresentação gráfica conforme padrão Projeto Técnico, conforme anexo J;
adotado por normas oficiais; 9) cotas dos desníveis em planta baixa, quando houver;
h) o quadro de áreas da edificação deve ser colocado em 10) medidas de proteção passiva contra incêndio nas
uma das folhas, além de anotar sob título de cada planta a plantas de corte, tais como: dutos de ventilação da escada,
respectiva área; distância verga-peitoril, escadas, antecâmaras, detalhes de
i) a apresentação da planta da fachada, e dos detalhes de estruturas e outros quando houver a exigência específica
proteção estrutural, compartimentação vertical e escadas, destes detalhes construtivos;
devem ser apresentados em planta de corte; 11) localização e independência do sistema elétrico em
j) quando o Projeto técnico apresentar dificuldade para relação à chave geral de energia da edificação e áreas de
visualização das medidas contra incêndio alocadas em um risco sempre que a medida de segurança contra incêndio
espaço da planta, devido à grande quantidade de elementos tiver seu funcionamento baseado em motores elétricos;
gráficos, deve ser feita linha de chamada em círculo com 12) miniatura da implantação com hachuramento da área
linha pontilhada com alocação dos símbolos exigidos; sempre que houver planta fracionada em mais de uma
k) a apresentação de Projeto Técnico Preliminar com a folha, conforme planta chave.
representação do sistema de chuveiros automáticos deve
ser feita em planta separada, porém em ordem numérica Nota:
seqüencial do Projeto Técnico. Os detalhes genéricos constantes do Projeto Técnico
devem ser apresentados na primeira folha ou, nos casos em
5.1.1.3.1 Conteúdo da planta das medidas de segurança que tais detalhes não caibam nesta, devem constar nas
contra incêndio próximas folhas, tais como:
a) legenda;
I – Detalhes genéricos que devem constar em todas as b) isométrico;
plantas: c) quadro resumitivo das medidas de segurança;
d) quadro de localização da edificação e áreas de risco;
1) símbolos gráficos (IT 03 - Símbolos gráficos para e) quadro de áreas;
processo de segurança contra incêndio) a localização dos f) detalhe de corrimãos e guarda corpo;
sistemas e equipamentos de segurança contra incêndio na g) detalhes de degraus;
planta baixa; h) detalhes da ventilação efetiva da escada de segurança;
2) legenda de todos os sistemas utilizados no Projeto i) detalhe do registro de recalque;
técnico. j) nota sobre o sistema de sinalização adotado;
3) nota em planta com a indicação dos equipamentos k) detalhe da sucção da bomba de incêndio;
móveis ou fixos ou sistemas de segurança instalados que l) especificação dos chuveiros automáticos;
possuírem a mesma capacidade ou dimensão; m) quadro de sistemas de gases e líquidos inflamáveis,
4) áreas construídas e áreas de risco com suas combustíveis e outros.
características, tais como:
a) tanques de combustível (substância e capacidade); II – Detalhes específicos que devem constar na planta
b) casa de caldeira ou vasos de sob pressão; de acordo com o sistema projetado na edificação ou
c) dutos e aberturas que possibilitem a propagação do área de risco constante nas respectivas Instruções
calor; Técnicas:
d) cabinas de pintura;
e) locais de armazenamento de recipientes contendo gases 1) Acesso de viaturas até a edificação e área de risco:
inflamáveis (capacidade do recipiente e quantidade a) largura do portão de entrada e da via de acesso;
armazenada); b) indicação do peso suportado pela pavimentação da via
f) áreas com risco de explosão; (Kgf);
g) centrais prediais de gases inflamáveis;
c) localização da placa de advertência de desobstrução da h) casa de máquinas do elevador de emergência (quando
via de acesso para emergência; houver exigência);
d) indicação da altura mínima livre, quando for o caso; i) antecâmaras de segurança (quando houver exigência);
e) indicar o retorno para as vias de acesso com mais de j) indicar a lotação do ambiente quando se tratar de local
45,00 m de comprimento; de reunião de público, individualizando a lotação por
f) largura e comprimento da faixa de estacionamento; ambiente.
g) indicação da porcentagem de inclinação da faixa de
estacionamento; 6) Pressurização de escadas de segurança:
h) nota indicando que a faixa de estacionamento deve ficar a) sala do grupo moto ventilador;
livre de postes, painéis, árvores ou outro tipo de obstrução; b) localização do ponto de captação de ar;
i) localização da placa de proibição de estacionamento na c) detectores de acionamento do sistema;
faixa de estacionamento das viaturas do Corpo de d) localização da central de detecção de incêndio;
Bombeiros; e) localização da fonte de energia alternativa do sistema;
f) as grelhas de insuflamento;
2) Separações entre edificações g) o caminhamento dos dutos;
h) a localização do grupo moto gerador;
Para as edificações objetos de cálculo: i) apresentação esquemática do sistema em corte;
a) indicar a distância de outras edificações; j) acionadores manuais dos motoventiladores localizados
b) indicar a ocupação; na sala do grupo motoventilador e no local de supervisão
c) indicar a carga de incêndio; predial com permanência humana constante;
d) indicar a abertura nas fachadas; k) elementos de compartimentação de risco (parede e porta
e) indicar a fachada da edificação considerada para o corta-fogo) da sala do grupo motoventilador;
cálculo de isolamento de risco; l) antecâmara de segurança e indicação da porta estanque
f) parede corta-fogo de isolamento de risco; quando a sala do grupo motoventilador estiver localizada
g) juntar o memorial de cálculo de isolamento de risco. em pavimento que possa causar risco de captação de
fumaça de um incêndio;
3) Segurança estrutural nas edificações m) juntar o memorial de cálculo de vazão e pressão do
a) constar o tempo requerido de resistência ao fogo sistema de pressurização da escada;
(TRRF) das estruturas em nota ou legenda, independente n) juntar o memorial de cálculo de vazão e pressão do
do tipo de estrutura; sistema de pressurização do elevador de emergência
b) identificar os tipos de estruturas no formulário de (quando houver exigência).
segurança contra incêndio;
c) identificar em planta as áreas das estruturas protegidas 7) Carga de incêndio nas edificações e/ou área de risco
com material resistente ao fogo e, se for o caso, os locais a) indicar a carga de incêndio específica para as ocupações
isentos de revestimento, conforme Anexo A da IT 06. não listada na IT 09;
b) juntar o memorial de carga de incêndio (quando
4) Compartimentação horizontal e compartimentação necessário).
vertical
a) indicar as áreas compartimentadas e o respectivo quadro 8) Sistema de iluminação de emergência:
de áreas; a) os pontos de iluminação de emergência;
b) indicar o isolamento proporcionado: b) quando o sistema de iluminação de emergência for
1) aba horizontal alimentado por grupo moto-gerador que não abranja todas
2) aba vertical as luminárias da edificação, devem ser indicadas as
3) afastamento de aberturas perpendiculares à parede luminárias a serem acionadas em caso de emergência;
corta-fogo de compartimentação; c) o reservatório de combustível do grupo moto gerador e
c) indicar o tempo de resistência ao fogo dos elementos sua capacidade, bem como as dimensões do dique de
estruturais indicados; contenção;
d) indicar os elementos corta-fogo: d) o posicionamento da central do sistema;
1) parede corta-fogo de compartimentação; e) fonte alternativa de energia do sistema;
2) vedador corta-fogo; f) quando o sistema for abrangido por grupo moto gerador,
3) selo corta-fogo; devem constar em projeto técnico a abrangência,
4) porta corta-fogo. autonomia e sistema de automatização;
g) duto de entrada, duto de saída, parede corta-fogo e porta
5) Saídas de emergências nas edificações: corta-fogo da sala do grupo motogerador quando o mesmo
a) detalhes de degraus; estiver localizado em área com risco de captação de
b) detalhes de corrimãos; fumaça ou gases quentes provenientes de um incêndio;
c) detalhes de guarda-corpos; h) detalhe ou nota em planta da proteção dos dutos quando
d) largura das escadas; passarem por área de risco.
e) detalhe da ventilação efetiva da escada de segurança
(quando houver); 9) Sistema de alarme e detecção de incêndio:
f) largura das portas de saída de emergência; a) localização pontual dos detectores;
g) indicar barra antipânico (quando houver); b) os acionadores manuais de alarme de incêndio;
c) os sinalizadores sonoros e visuais; i) toda a tubulação abrangida pelo cálculo deve ter seu
d) central do sistema; diâmetro e comprimento cotado no esquema isométrico.
e) painel repetidor (quando houver); j) devem ser apresentadas todas as tubulações de
f) fonte alternativa de energia do sistema; distribuição com respectivos diâmetros;
k) devem ser indicados os pontos de chuveiros
10) Sistema de sinalização de emergência: automáticos em toda a edificação e área de risco;
l) localização do registro de recalque;
a) deve ser lançada uma nota referenciando o atendimento m) quando o sistema de abastecimento de água for através
do sistema de sinalização de emergência de acordo com a de fonte natural (lago, lagoa, açude, etc), indicar sua
IT 15 –Sinalização de emergência. localização;
b) indicar as posições e detalhes da sinalização de n) indicar o dispositivo responsável pelo acionamento do
emergência, conforme IT 15. sistema no barrilete, bem como a localização do acionador
manual alternativo da bomba de incêndio em local de
11) Sistema de proteção por extintores portáteis ou supervisão predial com permanência humana constante;
sobre rodas: o) indicar a capacidade e a localização do reservatório de
a) indicar as unidades extintoras; e. incêndio;
b)quando forem usadas unidades extintores com p) juntar o memorial de cálculo do sistema de chuveiro
capacidades diferentes de um mesmo agente, deve ser automático.
indicada a capacidade ao lado de cada símbolo;
14) Sistema de resfriamento para líquidos inflamáveis e
12) Sistema de hidrantes e mangotinhos para combate gases inflamáveis e combustíveis
a incêndio: a) indicar as instalações, tanques, cilindros ou esferas de
a) indicar os hidrantes ou mangotinhos; GLP;
b) indicar as botoeiras de acionamento da bomba de b) indicar qual tanque é considerado o de maior risco para
incêndio; efeito de cálculo;
c) indicar o dispositivo responsável pelo acionamento no c) indicar os tanques considerados vizinhos ao tanque de
barrilete, quando o sistema de acionamento for maior risco;
automatizado, bem como, a localização do acionador d) indicar as taxas de vazão para o resfriamento do tanque
manual alternativo da bomba de incêndio em local de em chama e tanques vizinhos;
supervisão predial, e com permanência humana constante; e) indicar as áreas dos costados e tetos dos tanques
d) indicar o registro de recalque bem como detalhe que considerados no cálculo hidráulico;
mostre suas condições de instalação; f) indicar a vazão e pressão das bombas de incêndio;
e) indicar o reservatório de incêndio e sua capacidade; g) indicar a capacidade e a localização do reservatório de
f) indicar a bomba de incêndio principal e jockey (quando incêndio;
houver) com indicação de pressão, vazão e potência; h) indicar os canhões monitores, aspersores, bomba de
g) quando forem usadas mangueiras de incêndio e incêndio e registro de recalque;
esguichos com comprimentos e requintes diferentes, i) apresentar quadro que contenha as seguintes
devem ser indicadas as respectivas medidas ao lado do informações:
símbolo do hidrante; 1) indicação do tanque
h) deve constar a perspectiva isométrica completa (sem 2) produto armazenado
escala e com cotas); 3) volume
i) deve constar o detalhe da sucção quando o reservatório 4) ponto de fulgor
for subterrâneo ou ao nível do solo; 5) diâmetro e altura do tanque
j) quando o sistema de abastecimento de água for através 6) juntar o memorial de cálculo do sistema de
de fonte natural (lagoa, lago, açude etc), indicar sua resfriamento.
localização;
k) juntar o memorial de cálculo do sistema de hidrantes. 15) Sistema de proteção por espuma:
a) indicar os esguichos lançadores ou proporcionadores e
13) Sistema de Chuveiros automáticos: canhões monitores;
a) localização das bombas do sistema com indicação da b) indicar os reservatórios do extrato formador de espuma
pressão, vazão e potência; (EFE), indicando volume e forma de armazenagem;
b) área de aplicação dos chuveiros hachurada, para os c) indicar as câmaras de espuma;
respectivos riscos; d)deve constar o esquema isométrico somente da
c) tipos de chuveiros especificados; tubulação envolvida no cálculo;
d) posição dos cabeçotes de testes; e) indicar as especificações dos equipamentos envolvidos
e) área de cobertura e localização das válvulas de governo no cálculo;
e alarme (VGA) e dos comandos secundários (CS); f) definição do maior risco a proteger; e.
f) localização do painel de alarme; g) juntar o memorial de cálculo do sistema de proteção por
g) locais onde foram substituídos os chuveiros por espuma.
detectores de incêndio;
h) deve constar o esquema isométrico somente da 16) Sistema fixo de gases limpos e CO2:
tubulação envolvida no cálculo;
a) indicar a botoeira alternativa para acionamento do 20) Fogos de artifício:
sistema fixo; a) croqui das edificações limítrofes (ocupação
b) indicar a botoeira de desativação do sistema de gases; identificada), num raio de 100 metros.
c) indicar a central do sistema de detecção e alarme; b) detalhe em planta das espessuras das paredes, lajes de
d) indicar os detectores de incêndio; cobertura, telhados, pisos, dentre outros.
e) Indicar a bateria de cilindros de gases;
f) indicar as áreas protegidas pelo sistema fixo de gases; 21) Helipontos, heliportos ou área de pouso e
g) indicar o tempo de retardo para evacuação do local; decolagem ocasional (APDO):
h)deve constar o esquema isométrico somente da a) sinalização do heliponto conforme previsto na IT 26 –
tubulação envolvida no cálculo; e. Heliponto e Heliporto.
i) juntar o memorial de cálculo do sistema de gases limpos b) indicar a capacidade de carga do heliponto
e CO2.
22) Cobertura de sapê, piaçava e similares:
17) Armazenamento de líquidos inflamáveis e a) especificar o tipo de cobertura utilizada;
combustíveis: b) afastamentos dos limites do terreno e de postos de
a) indicar tanques, instalações, cilindros ou esferas abastecimento de combustíveis, gases inflamáveis, fogos
considerados de maior risco para elaboração dos cálculos; de artifício ou seus depósitos;
b) indicar tipo de tanque (elevado, subterrâneo, vertical ou c) localização de fogões, coifas e similares; e.
horizontal); d) localização da central de GLP (quando houver).
c) indicar tipo de superfície do tanque (teto flutuante ou
fixo); 23) Hidrantes públicos:
d) afastamentos entre tanques, edificações, vias públicas, a) posicionamento dos hidrantes;
limites de propriedades e dimensões das bacias de b) raio de ação do hidrante;
contenção; c) vazão dos hidrantes; e.
e) o produto químico, sua capacidade armazenada e ponto d) traçado da rede de água que abastece os hidrantes com
de fulgor, temperaturas de queima e poder calorífico do indicação de seus diâmetros.
produto;
f) distribuição dos hidrantes, canhões monitores, 24) Túnel rodoviário:
aspersores, bomba de incêndio, capacidade e localização a) indicar a interligação dos túneis paralelos (quando for o
da reserva de incêndio, registro de recalque e forma de caso); e.
acionamento do sistema; e b) indicar o sistema de exaustão;
g) indicar a pressão manométrica medida no topo do c) indicar as defensas das laterais do túnel;
tanque para que se possa utilizar as tabelas de d) indicar os detalhes de corrimãos;
afastamentos; e. e) indicar as áreas de refúgio, quando houver;
h) Juntar a planilha de cálculos utilizadas no f) indicar as rotas de fuga e as saídas de emergência;
dimensionamento da proteção dos tanques. g) indicar medidas de segurança contra incêndio adotado;
h) indicar o sistema de drenagem de líquidos e bacia de
18) Proteção contra incêndio nos locais de contenção;
manipulação, armazenamento, comercialização e i) indicar o sistema de comunicação interna; e.
utilização de gás liquefeito de petróleo (GLP): j) indicar o sistema do circuito interno de televisão.

a) localização da central de GLP; 25) Pátio de contêineres:


b) indicar a capacidade dos cilindros, bem como da
capacidade total da central; Indicar as áreas de segregação de cargas e respectivas
c) afastamentos das divisas de terrenos, áreas edificadas no proteções.
mesmo lote e local de risco;
d) local de estacionamento do veículo abastecedor, quando 26) Subestações elétricas:
o abastecimento for a granel; e. a) indicar as áreas destinadas aos reatores, transformadores
e) sistema de proteção da central. e reguladores de tensão;
b) indicar as vias de acesso a veículos de emergência;
19) Comercialização, distribuição e utilização de gás c) indicar as paredes corta-fogo de isolamento de risco
combustível comprimido (gás natural e distribuição): utilizadas no local;
a) indicar os compressores, estocagem e unidades de d) indicar a bacia de contenção com drenagem do óleo
abastecimento de gás; isolante e a caixa separadora de óleo e água; e.
b) indicar as distâncias mínimas de afastamentos previstos e) detalhamento do sistema de água nebulizada para os
na tabela I da NBR 12236/94, para postos que casos de subestação compartilhada.
comercializem gás combustível comprimido;
c) indicar o local de estacionamento do veículo 27) Cozinhas profissionais:
abastecedor quando o gás natural for distribuído por este a) indicar o caminhamento dos dutos de exaustão; e.
meio de transporte. Indicar o caminhamento da tubulação b) indicar o sistema fixo de extinção a ser instalado,
de distribuição do gás natural. quando for o caso;
28) Sistema de proteção contra descargas atmosféricas: b) o Projeto técnico deverá ser analisado conforme ordem
a) plantas baixas e cortes da edificação mostrando o cronológica de entrada; e.
encaminhamento dos condutores e transição entre níveis; c) a ordem do item anterior pode ser alterada para o
b) detalhes de pontos importantes da instalação como atendimento das ocupações ou atividades temporárias,
conexões e pontos de medição e aterramento. conforme cada caso.
c) memorial descritivo contendo todos os dados técnicos
da instalação, tais como: nível de proteção, método 5.1.1.6 Cassação
aplicado, nº de descidas, espaçamento médio das descidas, a) a qualquer tempo o CBMMG pode anular a aprovação
pontos de equalização de potenciais e aterramento e bitola do Projeto técnico que não tenha atendido todas as
dos condutores. exigências da legislação vigentes à época da aprovação;
b) o Projeto técnico anulado deve ser substituído por novo
29) Segurança contra incêndio em edificações Projeto técnico, baseado na legislação vigente à época da
históricas: elaboração do Projeto técnico anulado;
Memorial descritivo do cálculo do coeficiente de c) constatada a inabilitação técnica do responsável técnico
segurança mínimo adotado, conforme IT 35. que atuou no Projeto técnico, para o ato praticado, ao
tempo da aprovação, deve ser procedida a anulação do ato
30) Eventos temporários: de aprovação do Projeto técnico;
a) planta baixa, contendo cota dos perímetros, área e d) o acesso às informações do processo que originou a
largura da saída de emergência, disposição do sistema de anulação do ato de aprovação do Projeto técnico deve ser
segurança contra incêndio e pânico (sinalização de saída disponibilizado aos interessados;
de emergência, iluminação de emergência, hidrantes, e) o ato de anulação deve ser comunicado ao
extintores, alarmes audiovisuais, etc); proprietário/responsável pelo uso, responsável técnico,
b) croqui da área em formato A3 ou A2 contendo planta Prefeitura Municipal e na hipótese da alínea c, ao
baixa, cota dos perímetros, distância de rede elétrica, Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e
estacionamento, veículos edificações, reservas ecológicas Agronomia do Estado de Minas Gerais (CREA-MG); e.
e quaisquer outras sensíveis à ação dos fogos de artifícios; f) havendo indício de crime o responsável pelo Serviço de
c) nota em planta constando: Segurança Contra Incêndio deve comunicar o fato ao
1) equipe médica necessária, conforme público previsto Ministério Público.
para o evento;
2) número de brigadistas previstos. 5.1.1.7 Substituição ou atualização do Projeto técnico

5.1.1.4 Apresentação do Projeto técnico para análise 5.1.1.7.1 Substituição do Projeto técnico:
junto ao CBMMG
a) o Projeto técnico deve ser apresentado em uma via no A edificação ou área de risco que se enquadrar dentro de
formato correspondente na seção de protocolo do Serviço uma das condições abaixo relacionadas, devem ter o seu
de Segurança Contra Incêndio do CBMMG. Projeto técnico substituído:
b) após aprovado, o interessado deverá apresentar no a) a ampliação de área construída que implique em:
mínimo uma e no máximo três cópias do projeto para que 1) redimensionamento dos elementos da saída de
o CBMMG rubrique, carimbe e devolva-as ao requerente. emergência, tais como: tipos e quantidades de escadas,
Nesta ocasião deverá ser apresentado também um CD não acesso, portas, rampas, lotação e outros;
regravável com capa acrílica, incolor devidamente 2) redimensionamento do sistema hidráulico de segurança
identificado, contendo o projeto completo, para fins de contra incêndio existente, tais como: pressão, vazão,
arquivo no CBMMG. A fidelidade das cópias e do CD potência da bomba de incêndio e reserva de incêndio;
com o projeto original, analisado e aprovado pelo
3) adoção de nova medida de segurança contra incêndio (a
CBMMG é de inteira responsabilidade do R.T.
medida não era prevista no projeto anterior);
c) uma das cópias deverá ser encaminhada ao proprietário;
b) a mudança de ocupação da edificação e área de risco
d) o interessado deve comparecer ao CBMMG com o
comprovante de pagamento da taxa de segurança pública com ou sem agravamento de risco que implique:
respectiva (TSP) e após a análise, o Corpo de Bombeiros 1) no redimensionamento dos elementos da saída de
disponibilizará ao interessado a aprovação ou emitirá um emergência, tais como: tipos e quantidades de escadas,
relatório, constando as irregularidades nos sistemas acesso, portas, rampas, lotação e outros;
projetados e a formulação de outras exigências, se for o 2) redimensionamento do sistema hidráulico de segurança
caso. contra incêndio existente, tais como: pressão, vazão,
Nota: potência da bomba de incêndio e reserva de incêndio;
Nos casos previstos no item 5.1.1.7.1 o RT deverá 3) adoção de nova medida de segurança contra incêndio (a
apresentar um CD não regravável, contendo o projeto medida não era prevista no projeto anterior).
completo nos termos da alínea b do item 5.1.1.4 desta IT. c) a mudança de leiaute da edificação e área de risco que
implique na adoção de nova medida de segurança, não
5.1.1.5 Prazos de análise prevista no projeto anterior;
a) o Serviço de Segurança Contra Incêndio tem o prazo d) o aumento da altura da edificação e área de risco que
máximo de 15 (quinze) dias úteis para analisar o Projeto implique:
técnico;
1) no redimensionamento dos elementos da saída de h) memorial de cálculos de rotas de fuga e outros,
emergência, tais como: tipos e quantidades de escadas, especificados em Instruções Técnicas, quando for o caso;
acesso, portas, rampas, lotação e outros; i) comprovante de pagamento da Taxa de Segurança
2) redimensionamento do sistema hidráulico de segurança Pública.
contra incêndio existente, tais como: pressão, vazão,
potência da bomba de incêndio e reserva de incêndio; 5.1.2.3 Condições gerais
3) adoção de nova medida de segurança contra incêndio (a a) o responsável pela edificação que se enquadre no
medida não era prevista no projeto anterior). presente procedimento poderá obter orientações no
e) sempre que em decorrência de ampliações ou diversas Serviço de Segurança Contra Incêndio da Unidade do
alterações, houver acúmulo de plantas que dificultem a Corpo de Bombeiros quanto à proteção necessária,
compreensão e o manuseio do Projeto técnico por parte do podendo inclusive apresentar plantas para melhores
Serviço de Segurança Contra Incêndio, a decisão para esclarecimentos; e
substituição do Projeto técnico caberá ao Diretor de b) as edificações definidas no item 5.1.2 não podem ser
Atividades Técnicas e nos BBM, Companhias e Pelotões apresentadas, para fins de regularização no CBMMG, por
ao respectivo comandante, em atenção a pedido meio de Projeto Técnico, Projeto técnico para Instalação e
fundamentado do Chefe do Serviço de Segurança Contra Ocupação Temporária ou Projeto técnico para Ocupação
Incêndio. Temporária em Edificação Permanente.

5.1.1.7.2 Atualização do Projeto técnico: 5.1.2.4 Apresentação para avaliação e vistoria junto ao
CBMMG
É a complementação de informações ou alterações técnicas a) o Projeto Técnico Simplificado deve ser apresentado em
relativas ao Projeto técnico aprovado, por meio de uma via no formato correspondente na seção de protocolo
documentos encaminhados ao Serviço de Segurança do Serviço de Segurança Contra Incêndio do CBMMG e
Contra Incêndio e Pânico, via Formulário para será encaminhado para a Seção de Vistoria;
Atendimento Técnico(FAT), que ficam apensos ao Projeto b) depois de aprovado em vistoria, o R.T deverá
técnico devendo juntar ao FAT o comprovante de apresentar no mínimo uma e no máximo duas cópias para
pagamento da taxa de segurança pública respectiva (TSP), que o CBMMG rubrique, carimbe e devolva-a ao
nos casos previstos no Decreto 43.779/04. requerente; nesta ocasião deverá ser apresentado também
São aceitas as modificações ou complementações desde um CD não regravável, nos termos da alínea b do item
que não se enquadrem nos casos previstos no item 5.1.1.4 desta IT, contendo o projeto completo, para fins de
5.1.1.7.1 arquivo no CBMMG;
Nota: A fidelidade das cópias e do CD com o projeto
5.1.2 Projeto Técnico Simplificado original, analisado e aprovado pelo CBMMG é de inteira
responsabilidade do R.T;
O Projeto Técnico Simplificado será analisado e vistoriado c) a edificação ou área de risco a construir que se enquadre
mediante procedimento sumário. no presente procedimento, cuja vistoria do CBMMG não
poderá ocorrer nos prazos previstos nesta IT, o RT ou
5.1.2.1 Características da edificação e/ou área de risco responsável pela edificação poderá obter orientações no
Serviço de Segurança Contra Incêndio da Unidade do
O Procedimento Sumário é utilizado na apresentação das Corpo de Bombeiros quanto à proteção necessária,
medidas de segurança contra incêndio e pânico das devendo encaminhar em pasta de projeto técnico o FAT,
edificações e/ou áreas de risco com área até 750 m² que cartão de identificação, duas cópias das plantas das
não atendam aos requisitos para Projeto Técnico, previsto medidas de segurança contra incêndio e pânico e a Taxa
no item 5.1.1: de Segurança Pública;
d) o setor de vistoria do CBMMG fará uma analise prévia
5.1.2.2 Composição encaminhando resposta do FAT ao interessado juntamente
a) pasta do Projeto técnico em uma via; com uma cópia das plantas devidamente rubricadas,
b) cartão de identificação (anexo A); atestando formalmente ao interessado que as medidas de
c) formulário de segurança contra incêndio para PTS segurança contra incêndio e pânico atendem ou não ao
(anexo K);
previsto no Regulamento de Segurança Contra Incêndio e
d) planta baixa, constando às medidas de segurança contra
Pânico do Estado de Minas Gerais; por ocasião da vistoria
incêndio e pânico;
o RT deverá encaminhar ao CBMMG a pasta do projeto
e) procuração do proprietário, quando este transferir seu
poder de signatário; técnico com resposta do FAT e plantas das medidas
f) anotação de responsabilidade técnica (ART) do previstas devidamente autenticadas pelo CBMMG, bem
responsável técnico pela elaboração do Projeto técnico, como os documentos indicados no item 5.1.2.2,
que deve ser juntada na via que fica no Corpo de complementando a Taxa de Segurança Pública, se for o
Bombeiros; caso;
g) documentos complementares solicitados, quando e) uma das cópias deverá ser encaminhada ao proprietário;
necessário;
f) o interessado deve comparecer ao Corpo de Bombeiros d) a pasta contendo a documentação deve ser formada
com o comprovante de pagamento da Taxa de Segurança quando do início das atividades ou quando da primeira vez
Pública (TSP) correspondente a vistoria; que houver presença no Estado de Minas Gerais. Isto se
g) a TSP da direito a uma vistoria. fará diante do Serviço de Segurança Contra Incêndio do
Corpo de Bombeiros com atribuições no município;
5.1.3 Projeto técnico para Instalação e Ocupação e) nesta primeira ocasião, o Serviço de Segurança Contra
Temporária Incêndio deve orientar o interessado sobre todas as
condições de segurança contra incêndio exigidas, bem
5.1.3.1 Características da instalação como a respectiva documentação necessária;
Instalações tais como: circos, parques de diversão, feiras f) completada a orientação, todos os documentos devem
de exposições, feiras agropecuárias, rodeios, shows receber carimbo padrão de aprovação, sendo que uma das
artísticos entre outros - devem ser desmontadas e pastas deve ser devolvida ao interessado e a outra pasta
transferidas para outros locais após o prazo máximo de 06 deve ficar arquivada no Serviço de Segurança Contra
(seis) meses; após este prazo a edificação passa a ser Incêndio do município de origem;
regida pelas regras do item 5.1.1. g) a pasta do interessado deve acompanhar a instalação ou
a ocupação em todo o Estado de Minas Gerais, e deve ser
5.1.3.2 Composição apresentada no Serviço de Segurança Contra Incêndio do
a) cartão de Identificação, (anexo A); Corpo de Bombeiros da localidade, toda vez que solicitar
b) pasta do Projeto técnico; nova vistoria;
c) formulário de segurança contra incêndio (anexo B) h) depois de instalada toda a proteção exigida, deverá ser
d) procuração do proprietário, quando este transferir seu solicitada pelo R.T. do processo ou pelo responsável pelo
poder de signatário; uso ou pelo proprietário a respectiva vistoria e emitido o
e) ART do responsável técnico sobre: respectivo Auto de Vistoria, caso não haja irregularidades,
1) lona de cobertura com material retardante de ignição com validade somente para o endereço onde esteja
(quando houver); localizada a instalação à época da vistoria;
2) arquibancadas e arenas desmontáveis; i) nos demais municípios, cada vez que for montada a
3) brinquedos de parques de diversão; instalação ou ocupação, não há a necessidade de se refazer
4) palcos; a documentação, exceto o cartão de identificação,
5) armações de circos; formulário de segurança contra incêndio e ART. Estes
6) instalações elétricas; documentos, juntamente com a pasta, devem ser
7) outras montagens mecânicas ou eletroeletrônicas; apresentados no Serviço de Segurança Contra Incêndio,
8) grupo moto-gerador; onde devem ser conferidos para a realização da vistoria e
f) planta das medidas de segurança contra incêndio ou conseqüente liberação.
croqui, a critério do interessado. j) a pasta deve ser devolvida ao interessado juntamente
com a emissão do AVCB;
5.1.3.3 Planta de instalação de ocupação temporária k) devido à peculiaridade do tipo de instalação ou
ocupação, o Serviço de Segurança Contra Incêndio pode
A planta deve conter: declinar do princípio da cronologia e realizar a análise no
a) toda área, com cotas de todos os perímetros, áreas e menor prazo possível desde que o projeto atenda aos
larguras das saídas; requisitos da IT 33.
b) lotação da edificação e área de risco;
c) indicação de todas as dependências, áreas de riscos, 5.1.4 Projeto técnico de Ocupação Temporária em
arquibancadas, arenas e outras áreas destinadas à Edificação Permanente
permanência de público, instalações, equipamentos, É o procedimento adotado para evento temporário em
brinquedos de parques de diversões, palcos, centrais de edificação permanente e deve atender as seguintes
gases inflamáveis, enfim, tudo o que for fisicamente exigências:
instalado, sempre com a cota da respectiva área; a) o evento temporário deve possuir o prazo máximo de 6
d) os símbolos gráficos dos sistemas e equipamentos de (seis) meses de duração;
segurança contra incêndio conforme IT 03 - Símbolos b) a edificação e área de risco permanente deve atender
gráficos para processo de segurança contra incêndio; e. todas as exigências de segurança contra incêndio previstas
e) a apresentação em folha tamanho até A0, assinado pelo no Decreto Estadual ou legislação a que foi submetido o
proprietário e responsável técnico. projeto para aprovação, juntamente com as exigências para
a atividade temporária que se pretende nela desenvolver;
5.1.3.4 Apresentação para avaliação junto ao CBMMG c) se for acrescida instalação temporária em área externa
junto à edificação permanente, esta instalação deve ser
a) o Projeto Técnico para Instalação e ocupação regularizada de acordo com o item 5.1.3;
temporária deve ser apresentado, em uma via para análise; d) se no interior da edificação permanente for acrescida
b) aprovado, o R.T deverá apresentar no mínimo uma e no instalação temporária tais como boxe, estande, entre
máximo duas cópias para que o CBMMG rubrique, outros, prevalece à proteção da edificação permanente
carimbe e devolva-a ao requerente; desde que atenda aos requisitos para a atividade em
c) uma das cópias deverá ser encaminhada ao proprietário; questão.
5.1.4.1 Composição l) o Serviço de Segurança Contra Incêndio deve orientar o
interessado para cumprimento das disposições do Decreto
Conforme seções 5.1.1.2 e/ou 5.1.3.2. Estadual de Regulamentação de Lei de Prevenção Contra
Incêndio e Pânico.
5.1.4.2 Apresentação do procedimento para avaliação m) nos casos de extravio de protocolo de análise, o
junto ao CBMMG responsável técnico, proprietário ou responsável pelo uso,
deverá encaminhar uma solicitação por escrito ou
Conforme seções 5.1.1.3 e/ou 5.1.3.4, excetuando as formulário para atendimento técnico (FAT) ao serviço de
alíneas g e i da seção 5.1.3.4, quando tratar-se de eventos segurança contra incêndio, esclarecendo o fato ocorrido.
temporários em edificações permanentes em locais n) as exigências de medidas de segurança contra incêndio
diferentes. e pânico nas edificações que tiverem seus projetos
arquitetônicos protocolados nas Prefeituras Municipais até
01 de Julho de 2005, serão as constantes nas tabelas 8 e 8A
do Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico
5.1.5 Generalidades do Estado de Minas Gerais).
Para a apresentação de projeto técnico devem ser o) nas atualizações ou substituições realizadas em projetos
observadas as seguintes disposições gerais: aprovados, com base em legislação municipal, os sistemas
a) cada medida de segurança contra incêndio deve ser de proteção instalados em edificações terão validade para
dimensionada conforme o critério existente em uma única qualquer definição de qualquer exigência relativa a
norma, vedado o uso de mais de um texto normativo para proteção contra incêndio e pânico;
uma mesma medida de segurança contra incêndio; p) o projeto técnico de edificações existentes aprovados,
b) é permitido o uso de norma estrangeira, quando o com base em legislação municipal, poderá ser atualizado
sistema de segurança estabelecido oferecer melhor nível de ou substituído com base nas exigências da tabela 8 A do
segurança; Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico nas
c) se o responsável técnico fizer uso de norma estrangeira, edificações e áreas de risco no Estado de Minas Gerais,
deverá apresentá-la, obrigatoriamente, anexada ao Projeto desde que a edificação atenda aos seguintes requisitos:
técnico no ato de sua entrega para análise; 1) mesmo uso/ocupação da tabela 8 A;
d) a norma estrangeira deverá ser apresentada sempre em 2) área menor que 1.200 m2 e altura inferior a 12 metros;
seu texto total e traduzida para a língua portuguesa, através 3) não possua sistemas fixos instalados (hidrante,
de tradutor juramentado; chuveiros automáticos, detecção e alarme de incêndio,
e) a medida de segurança contra incêndio não exigida ou etc);
dimensionada acima dos parâmetros normalizados deve Nota: O projeto técnico com as medidas de segurança
ser orientada por escrito, pelo analista, ao proprietário ou contra incêndio e pânico deverá atender aos parâmetros
responsável pelo uso, quanto a não obrigatoriedade estabelecidos no Regulamento de Segurança Contra
daquela medida ou parte dela; Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco no
f) devem ser adotados os modelos de documentos Estado de Minas Gerais e nas Instruções Técnicas.
exemplificados nas Instruções Técnicas para apresentação
nos Processos Técnicos, dispensando símbolos e brasões
neles contidos; 5.2 Procedimentos de vistoria
g) na ampliação ou reforma, quando não for possível atuar
o mesmo responsável técnico pelo processo originalmente 5.2.1 Solicitação de vistoria
apresentado, deve-se seguir a legislação pertinente; 5.2.1.1 A vistoria do CBMMG na edificação é realizada
h) todas as páginas dos documentos onde não haja campo mediante solicitação do proprietário, responsável pelo uso
para assinatura, devem ser rubricadas pelo responsável ou responsável técnico com a apresentação dos
técnico ou proprietário ou responsável pelo uso; documentos constantes do item 5.4.
i) quando for emitido relatório de irregularidades 5.2.1.2 Qualquer pessoa munida dos documentos pré-
constatadas na análise do Projeto técnico pelo Serviço de estabelecidos pode protocolar a solicitação de vistoria da
Segurança Contra Incêndio, o interessado deve encaminhar edificação e área de risco.
resposta circunstanciada sobre os itens emitidos, 5.2.1.3 O interessado solicitará o pedido de vistoria na
esclarecendo as providências adotadas, para que o Projeto seção de protocolo do Serviço de Segurança Contra
técnico possa ser reanalisado pelo Serviço de Segurança Incêndio do Corpo de Bombeiros indicando o número do
Contra Incêndio, até a sua aprovação final; Projeto Técnico aprovado.
j) quando houver a discordância do interessado em relação 5.2.1.4 Caso o interessado não saiba informar o número do
à notificação emitida durante a análise, o interessado Projeto técnico, o Serviço de Segurança Contra Incêndio
poderá apresentar por meio de Formulário Técnico(FAT) deve realizar a pesquisa pelo endereço.
pedido de reconsideração de ato, devidamente 5.2.1.5 É obrigatória a assinatura da ART pelo contratante
fundamentado, ao analista, o qual poderá reconsiderar sua (proprietário ou responsável pelo uso), e pelo responsável
decisão nos dez dias úteis subseqüentes; técnico.
k) do indeferimento do pedido de reconsideração de ato, o 5.2.1.6 Podem ser apresentadas cópias dos documentos
interessado poderá solicitar recurso em primeiro, segundo especificados nos itens especificados em 5.4.1, desde que
e terceiro grau nos termos do item 5.10 desta IT. devidamente autenticados.
5.2.1.7 Deve ser recolhido a taxa de segurança pública Projeto técnico, não atendem as exigências de segurança
(TSP) junto a instituição bancária autorizada, de acordo contra incêndio vigentes à época, deve ser emitido o
com a área especificada no Projeto técnico a ser vistoriado. relatório de vistoria ao interessado notificando as
5.2.1.8 Para a solicitação de vistoria de área parcialmente irregularidades. Neste caso não será emitido o Auto de
construída, deve ser encaminhado ao Serviço de Segurança Vistoria até o atendimento dos itens pendentes.
Contra Incêndio o Formulário para Atendimento Técnico, 5.2.2.6 O Projeto técnico que for substituído por iniciativa
especificando a área a ser vistoriada. do interessado somente para regularizar em planta as
5.2.1.9 O pagamento da TSP para área parcialmente medidas de segurança contra incêndio que não constavam
construída, será correspondente a área solicitada. no Projeto Técnico anterior, deve ser substituído, caso não
5.2.1.10 É permitida a vistoria para áreas parcialmente atenda às condições previstas na legislação vigente à
construídas, desde que atendam aos critérios de risco época. Neste caso não será emitido o Auto de Vistoria.
isolado previstos na IT 05 - Separação entre edificações. 5.2.2.7 Quando constatado em vistoria que o Projeto
5.2.1.11 Quando um Projeto técnico englobar várias técnico possui alguma irregularidade passível de cassação,
edificações que atendam aos critérios de risco isolado e o vistoriador deverá encaminhar o Projeto técnico para o
que possuam sistemas e equipamentos de proteção contra Serviço de Segurança Contra Incêndio, onde deverá ser
incêndio instalados e independentes, será permitida a submetido a reanálise.
vistoria para áreas parciais desde que haja condição de 5.2.2.8 Cópia da irregularidade ou a aprovação da vistoria
acesso às viaturas do Corpo de Bombeiros e as respectivas deve ser anotada no relatório de vistoria, que deve ser
guarnições. deixado pelo vistoriador na edificação e áreas de risco com
5.2.1.12 Devido à peculiaridade do tipo de instalação ou o acompanhante mediante recibo.
ocupação, o Serviço de Segurança Contra Incêndio deve 5.2.2.9 Quando ocorrer à necessidade de nova vistoria na
declinar do princípio da cronologia, sempre que possível, edificação ou área de risco devido às irregularidades
e realizar a vistoria do Projeto técnico para Instalações e constatadas em vistoria anterior, o interessado deve
Ocupações Temporárias e do Projeto técnico de Ocupação apresentar na seção de protocolo o último relatório de
Temporária em Edificação Permanente no menor prazo vistoria (original ou cópia) emitida pelo vistoriador.
possível, desde que o projeto atenda os requisitos da IT 33 5.2.2.10 Quando houver a discordância do interessado em
- Evento Temporário. relação ao relatório emitido durante vistoria, este poderá
5.2.1.13 Após o pagamento da respectiva TSP, o CBMMG apresentar, por meio de Formulário de Atendimento
deve fornecer um protocolo de acompanhamento da Técnico, pedido de reconsideração de ato devidamente
vistoria que contenha um número seqüencial de entrada; fundamentado, ao vistoriador, o qual poderá reconsiderar
5.2.1.14 Deve ser observada pelo Serviço de Segurança sua decisão nos dez dias úteis subseqüentes;
contra incêndio a ordem cronológica do número seqüencial 5.2.2.11 Indeferido o pedido de reconsideração de ato, o
de entrada para a realização da vistoria, sempre que interessado poderá solicitar recurso em primeiro, segundo
possível. e terceiro grau nos termos do item 5.10 desta IT.
5.2.2.12 Os sistemas e equipamentos de proteção contra
5.2.2 Durante a vistoria incêndios e pânico instalados na edificação, e não
5.2.2.1 O responsável pela edificação a ser vistoriada deve previstos no Projeto técnico, podem ser aceitos como
prover de pessoa habilitada com conhecimento do sistemas adicionais de segurança, desde que não interfiram
funcionamento dos sistemas e equipamentos de proteção na cobertura dos sistemas originalmente previstos no
contra incêndios para que possa manuseá-los, quando da Projeto técnico. Estes equipamentos deverão seguir os
realização da vistoria. parâmetros previstos em normas, porém, se não for
5.2.2.2 Se durante a realização de vistoria for constatada possível avaliar no local da vistoria a interferência do
uma ou mais das alterações constantes do item 5.1.1.7.1 sistema de proteção adicional, o interessado deve
deve implicar na apresentação de novo Projeto técnico. esclarecer posteriormente por meio de Formulário de
5.2.2.3 Se durante a realização de vistoria for constatada Atendimento Técnico (FAT) a proteção adotada para
uma ou mais das alterações constantes do item 5.1.1.7.2, avaliação no Serviço de Segurança Contra Incêndio.
deve implicar na atualização do Projeto técnico. 5.2.2.13 Em local de reunião de público, o responsável
5.2.2.4 Nos casos de Projeto técnico regidos por legislação pelo uso e/ou proprietário deve manter, na entrada da
anterior ao Decreto 44.270, quando constatado em vistoria edificação e áreas de risco, uma placa indicativa contendo
a existência de sistemas e equipamentos de proteção contra a lotação máxima permitida.
incêndio instalados na edificação que não estejam 5.2.2.14 O vistoriador tem discricionariedade para,
previstos no Projeto técnico original e que seja possível segundo critérios de conveniência e oportunidade, liberar
avaliar no local, que atendam às exigências de segurança ou notificar pequenas variações entre o processo e a
contra incêndio vigente à época, deve ser emitido o Auto execução, desde que estas variações não ensejam motivos
de Vistoria mediante a apresentação de termo de para atualização, modificação, substituição ou cassação da
compromisso do proprietário, conforme anexo L, para aprovação/liberação, exceto se não estiver cumprindo as
apresentação de novo Projeto Técnico atualizado de normas em vigor. A liberação somente ocorrerá, após
acordo com as exigências previstas na legislação à época aprovação junto ao chefe da vistoria. No caso de liberação,
da aprovação do Projeto. O não cumprimento deste termo o relatório de vistoria com os itens verificados e um termo
ensejará a não emissão de novo AVCB, após dois anos. de autorização assinado pelo chefe da vistoria e vistoriador
5.2.2.5 No caso do item 5.2.2.4, quando constatado em deverá ser anexado ao projeto técnico.
vistoria que os equipamentos instalados conforme o
5.2.3 Emissão do Auto de Vistoria do CBMMG 5.3.1 Advertência escrita

5.2.3.1 Após a realização da vistoria na edificação e área A advertência escrita em forma de notificação, será
de risco e aprovação pelo vistoriador, deve ser emitido aplicada na primeira vistoria, constatado o
pelo Serviço de Segurança Contra Incêndio, o respectivo descumprimento das medidas de segurança contra
Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). incêndio e pânico previstas no Regulamento de Segurança
5.2.3.2 O responsável técnico que deve ter seu nome Contra Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco
incluso no Auto de Vistoria, será o profissional que se no Estado de Minas Gerais ou norma técnica
responsabilizou pela emissão da ART de instalação das regulamentar.
medidas de segurança contra incêndio.
5.2.3.3 Quando houver mais de um responsável técnico 5.3.2 Multa
pelas medidas de segurança contra incêndios existentes na
edificação e área de risco, apenas é incluído no AVCB o 5.3.2.1 Sessenta dias, após a formalização da advertência
nome de um profissional, obedecida à ordem alfabética, escrita, persistindo a conduta infracional, será aplicada
seguido do termo “e outros”. multa de 80,0645 a 2.401,9216 UFEMG (Unidade Fiscal
5.2.3.4 A retirada do AVCB no protocolo do Serviço de do Estado de Minas Gerais).
Segurança Contra Incêndio só é permitida com a 5.3.2.2 Persistindo a infração, nova multa será aplicada na
apresentação do respectivo protocolo de vistoria. primeira reincidência e assim sucessivamente.
5.2.3.5 Nos casos de extravio do protocolo da vistoria, o 5.3.2.3 Após a primeira multa os períodos previstos para a
responsável técnico, proprietário ou responsável pelo uso aplicação de novas multas por reincidência deverão ser de
deve encaminhar uma solicitação por escrito ou no mínimo 30 dias, de forma a permitir que o responsável
Formulário para Atendimento Técnico (FAT) ao Serviço tenha tempo para corrigir as irregularidades.
de Segurança Contra Incêndio, esclarecendo o fato 5.3.2.4 A multa será dobrada na primeira reincidência, e
ocorrido. multiplicada por três na segunda, repetindo-se o valor da
5.2.3.6 A via original do AVCB deve ser devolvida ao segunda reincidência na terceira, e havendo uma quarta
Serviço de Segurança Contra Incêndio, quando houver reincidência a edificação terá o AVCB cassado.
necessidade de nova remição por mudança de dados
apresentados erroneamente pelo interessado. Neste caso, o 5.3.3 Cassação do Auto de Vistoria do CBMMG
solicitante deve recolher a TSP para emissão de novo
AVCB. A cassação será aplicada quando constatada pelo CBMMG
5.2.3.7 Nos casos de extravio da primeira via do AVCB, sua ilegitimidade ou ilegalidade e pelo reiterado
deve o proprietário ou responsável pelo uso encaminhar descumprimento das notificações, conforme especificado
solicitação por escrito ou FAT ao Serviço de Segurança no item 5.3.2.4, desde que não seja caracterizada situação
Contra Incêndio, esclarecendo o motivo do pedido, onde o de nível IV ou Risco Iminente de Incêndio ou Pânico
respectivo serviço de segurança contra incêndio deve devidamente fundamentado pelo Serviço de Segurança
emitir a fotocópia com a autenticação do CBMMG. Contra Incêndio e Pânico, que ensejará em interdição do
Deverá ser recolhida a TSP para segunda via. estabelecimento ou área de risco.
5.2.3.8 O AVCB somente pode ser emitido para edificação 5.3.3.1 Quando constatado pelo CBMMG que ocorreram
e área de risco que tenha todas as medidas de segurança alterações prejudiciais nas medidas de segurança contra
contra incêndio e pânico instaladas e em funcionamento, incêndio e pânico da edificação ou área de risco, que
de acordo com o Projeto técnico aprovado. possua AVCB e procedido à advertência e multas,
5.2.3.9 Após emissão do AVCB para a edificação e áreas conforme especificado nos itens 5.3.1 e 5.3.2, deve ser
de risco o responsável pelo uso e/ou proprietário deve instaurado o procedimento administrativo pelo Serviço de
manter o AVCB original ou cópia na entrada da edificação Segurança Contra Incêndio, para a cassação do AVCB.
e áreas de risco em local visível ao público. 5.3.3.2 Para a avaliação da irregularidade constatada na
5.2.3.10 Quando houver edificação e áreas de risco onde instalação ou funcionamento da medida de segurança
seja solicitado a emissão de AVCB para áreas construídas contra incêndio e pânico deve ser levado em consideração
e endereços distintos, dentro do mesmo Projeto Técnico, à possibilidade da reparação imediata e ininterrupta pelo
podem ser emitidos os AVCB para as respectivas áreas; proprietário ou responsável pelo uso, respeitando a
5.2.3.11 Os AVCB devem ser emitidos especificando a complexidade da medida de segurança.
área total aprovada no Projeto Técnico e a área parcial 5.3.3.3 Verificado que o proprietário e/ou responsável pelo
referente à subdivisão requerida. uso da edificação e área de risco não tomou as
providências necessárias para a reparação das
5.3 Da multa e interdição dos estabelecimentos. irregularidades, o serviço de segurança contra incêndio
A inobservância do disposto no Regulamento de deve emitir ofício ao interessado, informando a cassação
Segurança Contra Incêndio e Pânico nas edificações e do AVCB.
áreas de risco no Estado de Minas Gerais, sujeita o infrator 5.3.3.4 O proprietário ou responsável pelo uso poderá
às sanções administrativas: recorrer do ato de cassação por meio de recurso junto ao
a) advertência; Serviço de Segurança Contra Incêndio do Corpo de
b) multa; Bombeiros, conforme previsto no Regulamento de
c) interdição. Segurança Contra Incêndio e Pânico nas edificações e
áreas de risco no Estado de Minas Gerais.
5.4.7 Atestado de brigada contra Incêndio
5.3.3.5 O CBMMG deve providenciar a cassação do Documento que atesta que os ocupantes da edificação
AVCB, disponibilizando o acesso às informações referente receberam treinamentos teóricos e práticos de prevenção
ao processo aos interessados. combate a incêndio e pânico.
5.3.3.6 A Prefeitura e o Ministério Público devem ser
informados por ofício sobre o ato de cassação do AVCB, 5.4.8 Plano de intervenção de incêndio (quando da
após a conclusão do procedimento. renovação do AVCB).
Plano estabelecido em função dos riscos da edificação e
5.3.4 Interdição áreas de risco para definir a melhor utilização dos recursos
materiais e humanos em uma situação de emergência.
A pena de interdição será aplicada sempre que houver
situação de nível de segurança IV e/ou risco iminente 5.4.9 Atestado de abrangência do grupo motogerador
devidamente fundamentado. (GMG)

5.4 Documentos necessários para a solicitação de Documento que contém informações sobre a abrangência,
vistoria de acordo com o risco e/ou medida de autonomia e automatização.
segurança existente na edificação e áreas de risco
5.4.10 Memorial de Segurança contra Incêndio das
5.4.1. Anotação de Responsabilidade Técnica: Estruturas
a) de instalação e/ou de manutenção das medidas de
segurança contra incêndio e pânico (hidrantes e Memorial descritivo dos cálculos realizados para
mangotinhos, iluminação de emergência, alarme de dimensionamento dos revestimentos das estruturas contra
incêndio, extintores, saídas de emergência, sinalização de ação do calor e outros conforme IT 06.
emergência e compartimentação horizontal e vertical e
outros); 5.5 Prazos de auto de vistoria
NOTA - Fica dispensada a apresentação de ART de
instalação de extintores, devendo ser apresentada no ato da 5.5.1 O AVCB tem validade de 02 anos, desde que a
vistoria nota fiscal dos extintores de empresas edificação e área de risco permaneça com as medidas de
devidamente credenciadas no CBMMG. proteção contra incêndio e pânico previstas no projeto em
b) de instalação e/ou de manutenção dos sistemas de condições de utilização e manutenção adequadas.
utilização de gases inflamáveis; 5.5.2 Para Projeto técnico de Instalação e Ocupação
c) de instalação e/ou manutenção do grupo moto gerador; Temporária e Projeto técnico de Ocupação Temporária em
d) de instalação e/ou manutenção do sistema de Edificação Permanente, o prazo de validade do AVCB
pressurização da escada de segurança; deverá ser para o período da realização do evento, não
e) de instalação e/ou manutenção do revestimento dos podendo ultrapassar o prazo máximo de 6 (seis) meses, e
elementos estruturais protegidos contra o fogo; só deve ser válido para o endereço onde foi efetuada a
f) de inspeção e/ou manutenção de vasos sob pressão; vistoria.
g) de instalação e/ou de manutenção dos sistemas de
chuveiros automáticos; 5.6 Disposições gerais da vistoria
h) de instalação e/ou manutenção do sistema de detecção
de incêndio; 5.6.1 As alterações de dados referentes ao Projeto técnico
i) de instalação e/ou manutenção do sistema de controle de proteção contra incêndios que não impliquem na
de fumaça; substituição, devem ser encaminhadas por meio de
j) de instalação e/ou manutenção do emprego de material Formulário para Atendimento Técnico juntamente com
de acabamento e revestimento cópias de documentos autenticadas que comprovem o teor
k) outros. da solicitação, mediante recolhimento da respectiva TSP.
5.4.2 A Anotação de Responsabilidade Técnica deve ser 5.6.2 O interessado deve comparecer na Unidade do
emitida para os serviços específicos de instalação e/ou CBMMG com atribuição no município onde se localiza a
manutenção das medidas de segurança contra incêndio edificação, com o comprovante do pagamento da TSP
previstas na edificação e áreas de risco. referente ao serviço de vistoria.
5.4.3 A ART de instalação é exigida quando da solicitação 5.6.3 O pagamento da TSP de vistoria dá direito a
da primeira vistoria da edificação e áreas de risco; realização de uma vistoria. Caso sejam constatadas
5.4.4 A ART de manutenção é exigida durante fiscalização irregularidades pelo vistoriador, deverá ser paga a TSP
do Corpo de Bombeiros. equivalente à área a ser vistoriada.
5.4.5 Pode ser emitida uma única ART, quando houver 5.6.4 O prazo máximo para realização de vistoria pelo
apenas um responsável técnico pelas medidas de segurança Serviço de Segurança Contra Incêndio é de 15 (quinze)
contra incêndio instaladas. dias úteis.
5.4.6 Podem ser emitidas várias ART desmembradas com 5.6.5 Quando o retorno de vistoria for provocado pelo
as respectivas responsabilidades por medidas específicas, Serviço de Segurança Contra Incêndio, não deve ser
quando houver mais de um responsável técnico pelas recolhida nova TSP.
medidas de segurança contra incêndio instaladas. 5.6.6 O proprietário e/ou responsável pelo uso da
edificação ou área de risco é responsável pela manutenção
e funcionamento dos sistemas e equipamentos de proteção dezembro de 2003, que altera a Lei 6.763 de 26 de
contra incêndio sob pena de cassação do AVCB. dezembro de 1975, que trata da consolidação da legislação
tributária do Estado de Minas Gerais.
5.7 Formulário para atendimento técnico
5.8 Solicitação de vistoria por autoridade pública
5.7.1 O Formulário para Atendimento Técnico deverá ser
utilizado nos seguintes casos: A solicitação de vistoria por autoridade pública só pode
a) para solicitação de substituição e retificação do AVCB; ser realizada nos casos em que o interessado pela vistoria
b) para solicitação de retificação de dados do Projeto seja o responsável pelas edificações ou área de risco da
técnico de segurança contra incêndio; administração pública, ou a autoridade solicitante tenha
c) para tirar dúvidas quanto a procedimentos competência para impor aos proprietários de edificações
administrativos e técnicos; privadas e públicas a vistoria, conforme Lei que
d) para pedido de reconsideração de ato praticado pelo regulamenta o ato.
Serviço de Segurança Contra Incêndio (Notificações de
análises e vistoria); 5.8.1 Apresentação
e) para atualização de Projeto técnico; e.
f) outras situações a critério do Serviço de Segurança A solicitação de vistoria pode ser feita via ofício com
Contra Incêndio. timbre do órgão público, contendo endereço da edificação,
5.7.2 O interessado quando do preenchimento do endereço e telefone do órgão solicitante, motivação do
Formulário para Atendimento Técnico deve propor pedido e identificação do funcionário público signatário,
questão específica sobre aplicação da legislação, ficando atendendo à Lei que regulamenta a TSP.
vedado perguntas genéricas que deixem a cargo do Serviço
de Segurança Contra Incêndio a busca da solução 5.8.2 Prazo de solicitação de vistoria por autoridade
específica. pública

A contar da data de entrada do ofício no Serviço de


5.7.3 Apresentação Segurança Contra Incêndio do CBMMG, a administração
deve responder nos prazos legais das requisições e as
5.7.3.1 A solicitação do interessado pode ser feita no demais solicitações em 15 (quinze) dias úteis.
modelo do anexo F ou modelo semelhante confeccionado
com recursos da informática e pode ser acompanhado de 5.9 Corpo Técnico
documentos que elucidem a dúvida ou comprovem os 5.9.1 É um grupo de estudos formado por profissionais
argumentos apresentados. qualificados do CBMMG, legalmente habilitado no âmbito
5.7.3.2 Somente devem ser aceitos formulários de segurança contra incêndio e pânico, podendo ser
preenchidos por meios digitais ou datilografados, em três acionado para:
vias. a) propor normas de prevenção contra incêndio e pânico
(PCIP);
5.7.4 Competência b) analisar, avaliar e emitir pareceres relativos aos casos
que necessitarem de soluções técnicas complexas ou
Podem fazer uso do presente instrumento, o proprietário, apresentarem dúvidas quanto às exigências previstas no
seu procurador ou o responsável técnico. regulamento de incêndio;
c) estudo preliminar como forma de garantir ao interessado
5.7.5 Prazo do FAT a manutenção de exigências de futuro Projeto técnico, bem
como para solucionar os casos especiais, a exemplo de:
A contar da data do protocolo, o Serviço de Segurança 1) solicitação de isenção de sistemas de segurança contra
Contra Incêndio deve responder no prazo máximo de 10 incêndios;
(dez) dias úteis, respeitando a ordem cronológica de 2) utilização de normas internacionais;
entrada do pedido. 3) utilização de novos sistemas construtivos ou de novos
conceitos de sistemas de segurança contra incêndios, ou.
5.7.6 Taxa de Segurança Pública (TSP) 4) casos em que o Serviço de Segurança Contra Incêndio e
pânico não possua os instrumentos adequados para a
5.7.6.1 Quando o motivo da apresentação do Formulário avaliação em análise e/ou vistoria.
for provocado pela administração do Serviço de Segurança
Contra Incêndio, o interessado fica isento do pagamento da 5.9.2 O Corpo Técnico poderá ser utilizado nas fases de
TSP. análise, vistoria, inclusive recursos ou quando da
5.7.6.2 A TSP deve ser recolhida através dos bancos e necessidade nas decisões de assuntos relacionados aos
conta corrente indicados pelo Serviço de Segurança Contra sistemas e medidas de segurança contra incêndio e pânico.
Incêndio com atribuições no município onde está 5.9.3 O acionamento do Corpo Técnico para as questões
localizada a edificação (ou meios eletrônicos que especificadas no item 5.9.1 será de competência do
permitam prova inequívoca do pagamento). Comandante Geral, Chefe do Estado-Maior e do Diretor de
5.7.6.3 A dispensa do pagamento da respectiva TSP está Atividades Técnicas.
descrita e definida na lei Estadual 14.938 de 29 de
5.10 Da reconsideração de ato e recursos do CCPCIP o Comandante-Geral decidirá em até
administrativos quinze dias úteis.

5.10.1 Quando houver discordância do ato administrativo 5.10.6 Os recursos serão interpostos, no prazo de
praticado pelo CBMMG, o proprietário, o responsável pelo quinze dias a contar do conhecimento, pelo
uso ou responsável técnico poderá apresentar pedido de proprietário, responsável pelo uso ou responsável
reconsideração do ato. técnico, do ato administrativo praticado pelo
5.10.2 O pedido de reconsideração será dirigido à CBMMG.
autoridade que praticou o ato e protocolado no órgão a que
esta pertencer, a qual poderá reconsiderar sua decisão nos 5.10.7 Comissões para análise de recursos
dez dias úteis subseqüentes.
5.10.3 Do indeferimento do pedido de reconsideração 5.10.7.1 A comissão para análise de recurso será composta
previsto no 5.10.2 caberá interposição de recurso ao por oficiais do Serviço de Segurança Contra Incêndio e
Comandante de Pelotão, Companhia ou Batalhão de Pânico para análise de recursos em primeiro e segundo
Bombeiros Militar, cuja decisão deverá ser proferida grau.
dentro do prazo de quinze dias úteis, contados do seu 5.10.7.2 A comissão de recurso em primeiro grau será
recebimento. composta por três oficiais do Batalhão de Bombeiros e
5.10.4 Caberá recurso ao Diretor de Atividades Técnicas Companhias Independentes, sendo um oficial
do CBMMG, no caso de indeferimento do recurso previsto intermediário e dois oficiais subalternos.
em 5.10.3, cuja decisão deverá proferida no prazo de 5.10.7.3 Nas Companhias e Pelotões de Bombeiros
quinze dias úteis, contados do seu recebimento. destacados, na ausência de oficiais, a comissão será
5.10.5 Do indeferimento, previsto em 5.10.4, caberá composta pelo Sub Comandante da Fração e dois sub
recurso ao Comandante Geral do CBMMG, que deverá tenente/Sargento do Serviço de Segurança Contra Incêndio
convocar o Conselho Consultivo de Prevenção Contra e Pânico.
Incêndio e Pânico do Estado - CCPCIP, para analisar e 5.10.7.4 A comissão para análise de recurso em segundo
emitir parecer no prazo de trinta dias. Recebido o parecer grau será composta por três oficiais do Corpo Técnico,
sendo um oficial intermediário e dois oficiais subalternos.
VISTORIAS RETIRADA DO PROJETO

Rua:
APROV. NOTIFICAÇÃO

Bairro:
Protocolo nº data ___/___/____ Atendente

Ocupação:

_
_
_
_
Vistoriador: data ___/___/____ Parecer

Aprovado em
Em
Em
Em
Em
Protocolo nº data ___/___/____ Atendente

____/____/______
Vistoriador: data ___/___/____ Parecer

Áreas - Existente:

___/___/__
___/___/__
___/___/__
Técnico Responsável:
Protocolo nº data ___/___/____ Atendente
DE GERAIS

Vistoriador: data ___/___/____ Parecer

Nome:
Nome:
Nome:
Nome:
Protocolo nº data ___/___/____ Atendente
CARTÃO DE IDENTIFICAÇÃO

Vistoriador: data ___/___/____ Parecer


Proprietário ou responsável p/ uso:
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

___/___/__ Assinatura:
Assinatura:
Assinatura:
Assinatura:
m 2

Protocolo nº data ___/___/____ Atendente


Vistoriador: data ___/___/____ Parecer
Protocolo nº data ___/___/____ Atendente
Vistoriador: data ___/___/____ Parecer
Projeto N.º

Protocolista

AVCB
A construir:

Analista
Protocolo nº AVCB nº

ANEXO A – VERSO
ANEXO A - FRENTE

Em ___/___/____ Ch S Vistoria
Em ____/____/________

n.º

Retirado por: Ass.


Município:

m2

RG: Fone:
CREA:

Protocolo nº AVCB nº
Em ___/___/____ Ch S Vistoria:
Retirado por: Ass.
Total :

RG: Fone:
Compl.:

Protocolo nº AVCB nº
Fone:
Fone:

Em ___/___/____ Ch S Vistoria:
Ch. Seç de Análise
RG:
RG:
RG:
RG:

Retirado por: Ass.


Fone:
Fone:
Fone:
Fone:
UF:

m2

RG: Fone:
ANEXO B
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS

FORMULARIO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO DE PROJETO TÉCNICO


1. IDENTIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO E/OU ÁREA DE RISCO
Logradouro Público: N.º.
Complemento:: : Lote Quarteirão
Bairro: Município UF
Proprietário:
Responsável pelo uso: : Fone
Responsável Técnico: CREA Fone
N.º do Processo anterior: ___________/________ Decreto Adotado (n.º e ano)__________/_______
Uso, Divisão e Descrição:
Área existente: a construir: Total
Altura da edificação: N.º de pav.:
Carga Incêndio Baixa Média Alta
Estrutura portante (concreto, aço, madeira, outros):
Estrutura de sustentação da cobertura (concreto, aço, madeira, outros):
3. FORMA DE APRESENTAÇÃO PROTOCOLO (uso do CBMMG)
Projeto técnico
Projeto técnico para Instalação e Ocupação Temporária
Projeto técnico para Ocupação Temporária em Edificação
Permanente
4. RESERVA D’ÁGUA
Reservatório ( ) Elevado Reserva de Consumo: ... .. m3 RTI de HI m3 RTI de SPK m3
( ) subterrâneo
5. MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO
Acesso de viatura do Corpo de Bombeiros Alarme de incêndio
Separação entre edificações Sinalização de emergência
Segurança estrutural nas edificações Extintores
Compartimentação horizontal Hidrantes e/ou mangotinhos
Compartimentação vertical Chuveiros automáticos
Saídas de emergência Resfriamento
Elevador de emergência Espuma
Gerenciamento de risco de incêndio Sistema fixo de gases limpos e dióxido de carbono (CO2)
Brigada de incêndio Plano de intervenção de incêndio (*)
Iluminação de emergência Escada pressurizada
Detecção de incêndio Controle de fumaça
Controle de materiais de acabamento Outros(especificar)
6. RISCOS ESPECIAIS
Armazenamento de líquidos
inflamáveis/combustíveis Fogos de artifício
Gás Liquefeito de Petróleo Vaso sob pressão (caldeira)
Armazenamento de produtos perigosos Outros (especificar)
Ass. do Responsável Técnico: Ass. do Proprietário/Resp. /uso:
Ass. Analista: Ass. Ch. S. Análise:
*Apresentar quando da renovação de AVCB.
ANEXO "C"
1 0 ,0 0
Parede Cort a-fogo - 9 0 min

Parede Cort a-fogo - 1 2 0 min

1 0 ,0 0
Paredes de compart iment ação

Regist ro de recalque

ED.
2 Hidrant e público de coluna
PRO
DES DUÇ
ÃO ED. 01
ENV
1 -E
OLV
IMEN Hidrant e público subt errâneo
+ 2 TO
RESID
Reserva de incêndio

OR
ÊNCIA
ADMINISTRAÇÃO

D
C

EC E
CAN Vaso sob pressão (caldeira)
T 1- E + 4
ÁREA INA
S

AQ U
1 - E OCIAL
+ 2
Ent rada para o CB Combat e a Incêndio

ED. 6 Escada c/resist ência 9 0 min

Cent ral Predial de GLP

ESTACIONAMENTO

GELADOS

X-T-Y (X = paviment o abaixo do t érreo; T= t érreo;


ED. 4
Y= paviment o acima do t érreo)
TRANSPORTE
DE MATERIAL
E+ 3

ED. 3
PRODUÇÃO
E+ 3
ED. 0 5
DEPÓSITO

PLANTA DE RISCO DE INCÊNDIO (IMPLANTAÇÃO) Proprietário Resp. Técnico

Folha 1/1 Projeto Completo Esc. - 1:750

Assunto: PROJETO TÉCNICO DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO


Ocupação:
PLANTA DE Local:
RISCO Proprietário:
Resp. Técnico:

Área do Terreno: m² Área Construída: m²


Desenhista:
ANEXO "D" - FL 01/05 INFORMAÇÕES SOBRE OS SISTEMAS

LEGENDA

Reserva de
Incêndio

R. Gaveta

R. Gaveta

R. Gaveta
V. Retenção

V. Retenção
OBSERVAÇÃO:
R. Gaveta BOMBA DE
INCÊNDIO

H1

H2

Proprietário Resp. Técnico

Folha 1/5 Projeto Completo Esc. - 1:250

Assunto: PROJETO TÉCNICO DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO


Ocupação:

INFORMAÇÕES
Local:

Proprietário:
COMPLEMENTARES
Resp. Técnico:

Área do Terreno: m² Área Construída: m²


Desenhista:
A A

Proprietário Resp. Técnico

Folha 2/5 Projeto Completo Esc. - 1:125

B Assunto: PROJETO TÉCN ICO DE PROTEÇÃ O CONTRA INCÊNDIO

Ocupação:

Local:
PAV. TÉRREO
Proprietário:

Resp. Técnico:

Área do Terreno: m² Área Construída: m²


Desenhista:
B ANEXO "D" - FL. 03/05

A A

Proprietário Resp. Técnico

Folha 3/5 Projeto Completo Esc. - 1:125


Assunto: PROJETO TÉCNICO DE PROTEÇÃ O CONTRA INCÊNDIO
Ocupação:
PAV. TIPO
Local:
(1 ao 9 andar) Proprietário:
Resp. Técnico:
Área do Terreno: m² Área Construída: m²
Desenhista:
ANEXO "D" - FL. 04/05

Proprietário Resp. Técnico

Folha 4/5 Projeto Completo Esc. - 1:125

Assunto: PROJETO TÉCN ICO DE PROTEÇÃO CON TRA INCÊNDIO


Ocupação:
Local:
COBERTURA Proprietário:
Resp. Técnico:
Área do Terreno: m² Área Construída: m²
Desenhista:
ANEXO "D" - FL. 5/5

Proprietário Resp. Técnico


CORTE A-A CORTE B-B Projeto Completo Esc. - 1:250
Folha 5/5

Assunto: PROJETO TÉCNICO DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO


Ocupação:
Local:
CORTES Proprietário:
Resp. Técnico:
Área do Terreno: m² Área Construída: m²
Desenhista:
ANEXO “ E “

CORPO DE BOMBEIROS

MEMORIAL INDUSTRIAL DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO


1. IDENTIFICAÇÃO
EMPRESA: N.º DO PROCESSO:
ATIVIDADE INDUSTRIAL:
ENDEREÇO:
MUNICÍPIO: e-mail:
2. MATÉRIA(S)-PRIMA(S) UTILIZADA(S)

3. PRODUTO(S) ACABADO(S)

4. PROCESSO INDUSTRIAL
(Obs.: pode ser anexado também o fluxograma de produção)

5. INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

6. ESPECIFICAR QUANTIDADE DO PROCESSO DE LÍQUIDOS E GASES INFLAMÁVEIS

____________________________ _________________________________
Ass. do Técnico Responsável Ass. do Proprietário ou Resp. p/uso
ANEXO F

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS

FORMULÁRIO PARA ATENDIMENTO TÉCNICO


DATA: ___/___/___ Nº:
Solicitante:
Proprietário Resp. pelo uso Procurador Resp. Técnico
Finalidade da Consulta:

INFORMAÇÕES SOBRE A EDIFICAÇÃO, INSTALAÇÃO OU ÁREA DE RISCO


Endereço:
Área (m2): Altura (m): Ocupação:
Projeto técnico nº: Vistoria nº:

______________________________________
Nome:
Assinatura
RG/CREA
Atesto para os devidos fins que as pessoas abaixo relacionadas
participaram com bom aproveitamento do treinamento de "Brigada de
Incêndio" ministrado na Edificação localizada na __________________ nº
_____ – Bairro ___________ – Município de ___________ -MG e estão aptas
ao manuseio dos equipamentos de prevenção e combate a incêndio da
edificação:

NOME RG

_______________________ , __, de_______________ de 20 .

NOME COMPLETO
Qualificação Profissional
Registro Nº 00000

Só é válido com a comprovação da capacitação técnica do signatário


(anexar cópia da credencial)
ANEXO G

ATESTADO DE FORMAÇÃO DE BRIGADA DE INCÊNDIO

Atesto, para os devidos fins, que as pessoas abaixo relacionadas,


funcionários da (empresa) , situada à Rua/Av , nº , no
bairro , na cidade de , participaram do curso de
treinamento de Brigadistas com ____ horas aulas realizado na Escola de
Treinamento de Brigadas de Incêndio do CBMMG, no período de
___/_____/200_ a ___/___/200_. Tendo concluído com aproveitamento o
curso e estando aptas para operarem os sistemas e equipamentos de proteção e
combate a incêndios instalados na edificação:

NOME RG

_______________________ , __, de_______________ de 20 .

________________________________
Assinatura do CBMMG
ANEXO H

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS

MODELO DE REQUERIMENTO EM GRAU DE RECURSO


Solicitante:
Recurso à Unidade/fração ( ) Recurso ao DAT ( )
INFORMAÇÕES SOBRE A EDIFICAÇÃO, INSTALAÇÃO OU ÁREA DE RISCO
Endereço:
Proprietário/Resp. p/uso:
Área (m2): Altura (m): Ocupação:
Projeto técnico____________________ nº: Vistoria nº:
Documento de referência:
Pedido:

Motivo do pedido: (incluir fundamentação legal, quando for o caso).

Local: Data:

Assinatura do proprietário/Resp. p/uso Assinatura do Responsável Técnico


ANEXO”I”

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR


DE MINAS GERAIS

PEDIDO DE VISTORIA

Projeto nº Área Taxa

Endereço

Vistoria ( ) parcial1
( ) final
Proprietário

Responsável pelo uso

Responsável Técnico

Telefone de contato

Data

Atendente

1 – necessário apresentação do FAT


ANEXO “J”

EXTINTORES AGUA PRESSURIZADA - 2A


IT. 16 PÓ QUIMICO SECO BC – 20 B:C
GAS CARBONICO BC – 5 B:C

ILUMINAÇÃO DE CONFORME IT 13
EMERGENCIA

ALARME E DETECÇÃO CONFORME IT 14

TUBULAÇAO 63/100/150mm FERRO GALVANIZADO


HIDRANTES HIDRANTES – MANG. 38mm – COMPR. 30m
ESGUICHOS REGULAVEIS – IT 17

SINALIZAÇÃO DE CONFORME IT 15
EMERGENCIA

BRIGADA DE INCÊNDIO CONFORME IT 12

CLASSIFICAÇÃO

GRUPO OCUPAÇÃO DIVISÃO DESCRIÇÃO EXEMPLOS

TEXTIL ATULAMENTE IND.


I INDUSTRIAL I-2 EM GERAL TEXTIL

CARGA DE INCENDIO – IT 09

OCUPAÇÃO/USO DESCRIÇÃO DIVISÃO CARGA DE INCENDIO


EM MJ/M²

I TEXTIL
EM GERAL I-2 700 MJ/M²

CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E AREAS DE RISCO


QUANTO A CARGA DE INCENDIO

RISCO CARGA DE INCENDIO MJ/M²

MEDIO 700 MJ/M²


ANEXO “K ”

CORPO DE BOMBEIROS MILITARDE MINAS GERAIS

FORMULÁRIO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO PARA PTS


1. IDENTIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO E/OU ÁREA DE RISCO
Logradouro Público: Nº Complemento:
Bairro: Município: UF: MG
Proprietário: e-mail: Fone: ( )
Responsável pelo uso: e-mail: Fone: ( )
Áreas(m²) Existente A construir: Total:
:
Detalhes : Altura: m n.º de pav.: Ocupação do subsolo:
Uso, divisão e descrição: Carga Incêndio
(MJ/m²):
2. ELEMENTOS ESTRUTURAIS
Estrutura portante (concreto, aço, madeira, outros):
Estrutura de sustentação da cobertura (concreto, aço, madeira, outros):
3. FORMA DE APRESENTAÇÃO Protocolo (uso do Corpo de Bombeiros)

Projeto Técnico Simplificado

4. MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO


Controle de materiais de acabamento Sinalização de emergência
Saídas de emergência Extintores
Iluminação de emergência
5. RISCOS ESPECIAIS
Armazenamento de líquidos inflamáveis/combustíveis Fogos de artifício
Gás Liqüefeito de Petróleo Vaso sob pressão (caldeira)
Armazenamento de produtos perigosos Outros (especificar)

______________________________________ _________________________________
Ass: Proprietário ou Responsável pelo uso Ass: Vistoriador do Corpo de Bombeiros

______________________________________ _________________________________
Ass: Responsável Técnico Ass:Chefe da Seção de Vistoria
ANEXO “L”

TERMO DE COMPROMISSO DO PROPRIETÁRIO

Visando a concessão do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros da CBMMG, a


edificação situada na ____________________________ nº , bairro
_________________ - município de __________________ -MG, que possui
Projeto Técnico aprovado nesse Corpo de Bombeiros sob o nº ___________, ora
desatualizado devido a não previsão em planta das medidas de segurança contra
incêndio exigidas no Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico nas
edificações e áreas de risco no Estado de Minas Gerais, de acordo com o previsto
no item 5.2.2.4. da IT 01.
Comprometo-me a substituir o atual Projeto Técnico acima
descrito, nos moldes previstos na IT 01 - Procedimentos Administrativos, prevendo
as medidas de segurança contra incêndio exigidas.
____________, ____ de ______________ de 200__.

________________________________
Nome:
Endereço:
Proprietário/Responsável legal pelo imóvel
ANEXO “M”

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS

ATESTADO DE ABRANGÊNCIA DO GRUPO MOTOGERADOR

Eu,______________________________________________Registrado no
CREA sob o nº __________________, visando a concessão do Auto de Vistoria do CBMMG,
atesto que o Grupo Motogerador existente na edificação situada na
__________________________________________________________________, encontra-se
instalado de acordo com as exigência da NBR 10898/99, tendo as seguintes características:
Motor ( marca e modelo):
Potência:
Tensão:
Tipo de acionamento:
Combustível:
Capacidade do Tanque:
Autonomia:
Abrangência:

Local: Data:

_____________________________________
Assinatura do Responsável Técnico Nº da ART:
ANEXO “N”

MEMORIAL DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO DAS ESTRUTURAS

Nome da Empresa, registrada no CREA sob n° ______________, atendendo o disposto no item 5.18 da
Instrução Técnica n° 06 do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, visando a concessão do Atestado de
Vistoria do Corpo de Bombeiros, atesta que os SISTEMAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO DAS
ESTRUTURAS (metálicas-de concreto-de maderia...) existentes na edificação em referência encontram-
se instalados em conformidade com as informações abaixo.

Edificação: (Nome da Edificação)


Logradouro Público/n°: (Endereço)
Responsável pelo Uso: (nome)
Altura(s) da Edificação (m): (altura)
Ocupação:
Data: (Data)

METODOLOGIA PARA SE ATINGIR OS TRRF DOS ELEMENTOS ESTRUTURAIS


[citar norma(s) empregada(s)]

A metodologia adotada foi... [descrever a metodologia, seja por ensaios, cartas de coberturas, métodos
analíticos etc e norma(s)] ...
Os ensaios de resistência ao fogo adotado foram o Relatório (IPT nº, ou UL nº etc – citar os ensaios, e
especificar se é para pilares, vigas etc).

DETERMINAÇÃO DO TEMPO REQUERIDO DE RESISTÊNCIA AO FOGO (TRRF)

CRITÉRIOS PARA DETERMINAÇÃO DO TRRF: para a definição dos TRRF’s foi adotada (por exemplo:
Tabela A da Instrução Técnica n° 06, conforme o item “5. Procedimentos” da referida Instrução Técnica; ou método
do tempo equivalente ou outros devidamente comprovados, tudo conforme IT 06).

Tempo de Resistência Requerido ao Fogo (TRRF):

Exemplo:
• As estruturas principais terão TRRF de 90 min para colunas, contraventamentos e vigas principais
conforme Tabela A, Grupo D, Classe P4 da Instrução Técnica n° 06.
• As vigas secundárias terão TRRF de 60 min, conforme Anexo A, da Instrução Técnica n° 06.
• As compartimentações, escadas de segurança, selagens de shafts e divisórias entre unidades
autônomas serão executadas conforme segue: _______________________________________, com os
seguintes TRRF: ____________________________________. Tudo conforme item 5.7 da IT-06.
• Observações: _______________________________________________

ISENÇÕES OU REDUÇÕES DE TRRF

Exemplos: (Não foi adotada nenhuma condição para redução ou isenção de TRRF na presente
edificação... Ou isenção de TRRF para os pilares externos protegidos por alvenaria cega... Ou Isenção
dos perfis confinados em área fria, conforme folhas...).

MATERIAIS DE PROTEÇÃO CONTRA FOGO E RESPECTIVAS ESPESSURAS DE PROTEÇÃO [citar cartas de


cobertura adotadas]
Materiais Utilizados: (citar todos materiais utilizados na proteção)
Espessuras Adotadas: (vide Tabela em anexo x carta de cobertura). As espessuras foram calculadas
com base nos ensaios laboratoriais acima mencionados, de acordo com os procedimentos da Norma ...

____________________________________
Nome:
Resp. Técnico CREA nº
IT – 02
TERMINOLOGIA DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO

SUMÁRIO

1 – Objetivo

2 – Aplicação

3 – Referências normativas e bibliográficas

4 – Termos e Definições
INSTRUÇÃO TÉCNICA – 02

TERMINOLOGIA DE PROTEÇÃO CONTRA


INCÊNDIO E PÂNICO
DIRETORIA DE ATIVIDADES TECNICAS
Av. Augusto de Lima, 355 - Bairro Centro
CEP 30.190-000
Site: www.bombeiros.mg.gov.br
Email: dat3@cbmmg.mg.gov.br

1 OBJETIVO ISO 8421-8 - Terms specific to fire-fighting, rescul


services and handling hazardous materials.
Esta Instrução Técnica padroniza os termos e definições
utilizados no CBMMG. ISO 8421-1 General Terms and phenomena of fire;

4 DEFINIÇÕES
2 APLICAÇÃO
Para efeitos desta Instrução Técnica, aplicam-se os
Esta Instrução Técnica se aplica a todas as atividades de seguintes termos e definições.
Segurança Contra Incêndio do CBMMG.
4.1 Abandono de edificação: O mesmo que
evacuação da edificação, é a retirada organizada e
3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E segura da população usuária de uma edificação
conduzida à via pública ou espaço aberto exterior à
BIBLIOGRÁFICAS edificação, ficando em local seguro.
Para compreensão desta Instrução Técnica é 4.2 Abertura desprotegida: Porta, janela ou qualquer
necessário consultar as seguintes normas, levando em outra abertura não dotada de vedação com o exigido
consideração todas as suas atualizações e outras que índice de proteção ao fogo, ou qualquer parte da parede
vierem substituí-las: externa da edificação com índice de resistência ao fogo
menor que o exigido para a face exposta da edificação.
Lei nº 14.130, de 19 de dezembro de 2001 que dispõe 4.3 Abrigo de mangueiras: Compartimento, embutido
sobre a prevenção contra incêndio e pânico no Estado de ou aparente, dotado de porta trinco e visor transparente,
Minas Gerais. destinado a armazenar mangueiras, esguichos, carretéis e
outros equipamentos de combate a incêndio, capaz de
Decreto Estadual nº 44.270, de 01 de abril de 2006 – proteger contra intempéries e danos diversos.
Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico nas
edificações e áreas de risco no Estado de Minas Gerais. 4.4 Acesso: Caminho a ser percorrido pelos usuários
do pavimento ou do setor, constituindo a rota de saída
NBR 13860/97 Glossário de termos relacionados com a horizontal (rota de fuga), para alcançar a escada ou
segurança contra incêndio; rampa, área de refúgio ou descarga para saída do recinto
do evento. Os acessos podem ser constituídos por
ISO 8421-1 - General Terms and phenomena of fire; corredores, passagens, vestíbulos, balcões, varandas e
terraços.
ISO 8421-2 - Strutural fire protection; 4.5 Acompanhante: Pessoa com conhecimentos da
operacionalidade dos sistemas e equipamentos de
ISO 8421-3 - Fire detection and alarm; proteção contra incêndios instalados na edificação, que
acompanha o vistoriador, executando os testes necessários
ISO 8421-4 - Fire extinction equipment; na vistoria.
ISO 8421-5 - Smoke control; 4.6 Adutora: Canalização, geralmente de grande
diâmetro, que tem como finalidade conduzir a água da
ISO 8421-6 - Evacuation and means of escape; Estação de Tratamento de Águas (ETA), até as redes de
distribuição.
ISO 8421-7 - Explosion detection and suppression means;
4.7 Afastamento horizontal entre aberturas: aplicam a espuma por meio de jatos que atingem a
Distância mínima entre as aberturas nas fachadas (parede superfície do líquido em queda livre.
externa) dos setores compartimentados.
4.21 Área a construir: Somatória da área em metros
4.8 Agente extintor: Produto utilizado para extinguir quadrados a serem construídas da edificação.
o fogo.
4.22 Área construída: Somatória das áreas em metros
4.9 Alambrado: Tela de arame ou outro material quadrados cobertas de uma edificação.
similar, com resistências mecânicas de 5000 N / m.
4.23 Área da edificação: Somatória da área a construir
4.10 Alarme de incêndio: Dispositivo de acionamento e da área construída de uma edificação.
automático ou manual e desligamento manual, destinado a
4.24 Área de aberturas na fachada de uma
alertar as pessoas sobre a existência de um incêndio no
edificação: Superfície aberta nas fachadas (janelas,
risco protegido.
portas, elementos vazados – cobogó, treliça, etc), paredes,
4.11 Altura ascendente ou altura do subsolo da parapeitos e vergas que não apresentam resistência ao
edificação: Medida em metros entre o ponto que fogo, e pelas quais pode-se irradiar o incêndio.
caracteriza a saída ao nível de descarga, sob a projeção o
4.25 Área de armazenagem: Local destinado à
paramento externo da parede da edificação, ao ponto mais
estocagem de fogos de artifício industrializado.
baixo do nível do piso do pavimento mais baixo da
edificação (subsolo). 4.26 Área de armazenamento: Aquela destinada à
guarda de materiais, podendo ser edificada ou aberta,
4.12 Altura da edificação ou altura descendente:
sobre piso, com ou sem acabamento ou em terreno
Medida em metros entre o ponto que caracteriza a saída
natural, esta área poderá estar inclusa na área de risco ou
ao nível de descarga (nível térreo, 2º piso, ou pilotis,
na área edificada, conforme o caso.
desde que haja acesso dos usuários ao exterior da
edificação), sob a projeção do paramento externo da 4.27 Área de estacionamento: Local destinado ao
parede da edificação, ao piso do último pavimento, estacionamento de helicópteros, localizado dentro dos
excluindo o ático, casa de máquinas, barriletes, limites do heliporto ou heliponto.
reservatórios d’água, pavimento superior da cobertura
4.28 Área do pavimento: Área em metro quadrado
(duplex) e assemelhados.
(m2), calculada a partir das paredes externas.
4.13 Ampliação: Aumento da área construída da
edificação. 4.29 Área de pouso e decolagem de emergência para
helicópteros: Local construído sobre edificações,
4.14 Análise: Ato formal de verificação das exigências cadastrado no Comando Aéreo Regional respectivo, que
das medidas de proteção contra incêndio das edificações e poderá ser utilizado para pousos e decolagens de
áreas de risco, no processo de segurança contra incêndio. Helicópteros, exclusivamente em casos de emergência ou
de calamidade.
4.15 Análise preliminar de risco: Estudo prévio sobre
a existência de riscos, elaborado durante a concepção e o 4.30 Área de pouso e decolagem: Local do Heliponto
desenvolvimento de um projeto ou sistema. ou Heliporto, com dimensões definidas, onde o
Helicóptero pousa e decola.
4.16 Andar: Volume compreendido entre dois
pavimentos consecutivos, ou entre o nível do piso e o 4.31 Área de pouso e decolagem ocasional (APDO):
nível imediatamente superior. Local de dimensões definidas, que pode ser usado, em
caráter temporário, para pousos e decolagens de
4.17 Anemômetro: Instrumento que realiza a medição
helicópteros mediante autorização prévia, específica e por
da velocidade de gases.
prazo limitado, do órgão regional do Comando Aéreo
4.18 Anemômetro de fio quente ou termo Regional.
anemômetro: Tipo de anemômetro que opera associando
4.32 Área de refúgio para helipontos: Local
o efeito de troca de calor convectiva no elemento sensor
ventilado, previamente delimitado, com acesso à escada
(fio quente) com a velocidade do ar que passa pelo
de emergência, separado desta por porta corta-fogo e
mesmo. Possibilita realizar medições de valores baixos de
situado em helipontos ou heliportos elevados, próximo ao
velocidade, em geral com valores em torno de 0,1 m/s.
local de resgate de vítimas com uso de helicópteros para
4.19 Antecâmara: Recinto que antecede a caixa da casos de impossibilidade de abandono da edificação pelas
escada, com ventilação natural garantida por janela para o rotas de fuga previamente dimensionadas.
exterior, por dutos de entrada e saída de ar ou por
4.33 Área de refúgio: Local seguro que é utilizado
ventilação forçada (pressurização).
temporariamente pelo usuário, acessado através das saídas
4.20 Aplicação por espuma: Tipo I: utiliza aplicador de emergência de um setor ou setores, ficando entre este
que deposita a espuma suavemente na superfície do (s) e o logradouro público ou área externa com acesso aos
líquido, provocando o mínimo de submergência; Tipo II: setores.
Utiliza aplicadores que não depositam a espuma
4.34 Área de risco: Área onde haja possibilidade de
suavemente na superfície do líquido, mas que são
ocorrência de um sinistro.
projetados para reduzir a submergência e agitar a
superfície do líquido; Tipo III: Utiliza equipamentos que
4.35 Área de toque: Parte da área de pouso e escada rolante e “shafts” de hidráulica, eletricidade, ar
decolagem, com dimensões definidas, na qual é condicionado e cabos de comunicação.
recomendado o toque do helicóptero ao pousar.
4.50 Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros
4.36 Área de venda: Local destinado à permanência de (AVCB): Documento emitido pelo CBMMG, certificando
pessoas para escolha e compra de produtos. que a edificação possui as condições de segurança contra
incêndio e pânico, previstas na legislação, estabelecendo
4.37 Área do maior pavimento: Área do maior
um período de revalidação.
pavimento da edificação, excluindo-se o de descarga.
4.51 Autonomia do sistema: Tempo mínimo em que o
4.38 Áreas de produção: Locais onde se localizam
sistema se mantém em funcionamento, garantindo a
poços de petróleo.
eficiência desse sistema.
4.39 Área edificada: Entende-se por área edificada
4.52 Avisador: Dispositivo previsto para chamar a
toda a área que possuir piso e teto construídos,
atenção de todas as pessoas dentro de uma área de perigo,
pertencentes ao imóvel. Inclui-se nesta definição toldos e
controlado pela central.
coberturas.
4.53 Avisador sonoro: Dispositivo que emite sinais
4.40 Área imprópria ao uso: São áreas que por sua
audíveis de alerta.
característica geológica ou topográfica impossibilitam a
sua exploração. Exemplificam esta definição os taludes 4.54 Avisador sonoro e visual: Dispositivo que
em aclive acentuado, barrancos em pedra, lagos (mesmo emite sinais audíveis e visíveis de alerta
os artificiais), riachos e poços, dentre outros. combinados.
4.41 Área protegida: Área dotada de medidas ativa e 4.55 Avisador visual: Dispositivo que emite sinais
passiva para proteção contra incêndio e pânico. visuais de alerta.
4.42 Área total da edificação: Somatória da área a 4.56 Bacia de contenção de óleo isolante: Dispositivo
construir e da área construída da edificação. constituído por grelha, duto de coleta e dreno, preenchido
com pedra britada, com a finalidade de coletar
4.43 Área utilizável: é toda aquela que de alguma
vazamentos de óleo isolante.
forma pode ser utilizada para manobra de veículos, ações
de carga e descarga, movimentação de pessoas e/ou 4.57 Bacia de contenção: Região delimitada por uma
materiais sem parte edificada. Excetua-se desta as áreas depressão do terreno ou diques destinada a conter
destinadas a jardinagens, passeios públicos e áreas integralmente o vazamento de produtos líquidos dos
impróprias ao uso. tanques.
4.44 Armazém de líquidos inflamáveis: Construção 4.58 Balcão ou sacada: Parte do pavimento da
destinada, exclusivamente a armazenagem de recipientes edificação em balanço em relação à parede externa do
de líquidos inflamáveis. prédio, tendo, pelo menos, uma face aberta para o espaço
livre exterior.
4.45 Armazém de produtos acondicionados: Área
coberta ou não, onde são acondicionados recipientes (tais 4.59 Banzo: Parte lateral das escadas de incêndio onde
como tambores, tonéis, latas, baldes, etc...) que se fixam os degraus.
contenham produtos ou materiais combustíveis ou
4.60 Barreiras de fumaça (“smoke barriers”):
produtos inflamáveis.
Membrana, tanto vertical quanto horizontal, tal como uma
4.46 Aspersor: Dispositivo utilizado nos chuveiros parede, andar ou teto, que é projetada e construída para
automáticos ou sob comando, para aplicação de agente restringir o movimento da fumaça. As barreiras de
extintor fumaça podem ter aberturas que são protegidas por
dispositivos de fechamento automático ou por dutos de ar,
4.47 Atestado de brigada contra incêndio:
adequados para controlar o movimento da fumaça.
Documento que atesta que os ocupantes da
edificação receberam treinamentos teórico e prático 4.61 Barreiras de proteção: Dispositivos que evitam a
de prevenção e combate a incêndio e pânico. passagem de gases, chamas ou calor de um local ou
instalação para outro contíguo.
4.48 Ático: Parte do volume superior de uma
edificação, destinada a abrigar máquinas e 4.62 Bocel ou nariz do degrau: Borda saliente do
equipamentos, casa de máquinas de elevadores, degrau sobre o espelho, arredondada inferiormente ou
placas e equipamentos de aquecimento solar, não.
aquecedores de água a gás ou elétricos localizados
Nota: Se o degrau não possui bocel, a linha de
na cobertura do edifício, caixas de água e circulação
concorrência dos planos do degrau e do espelho, neste
vertical.
caso obrigatoriamente inclinada, chama-se quina do
4.49 Átrio (“Atrium”): Espaço amplo criado por um degrau; a saliência do bocel ou da quina sobre o degrau
andar aberto ou conjuntos de andares abertos, conectando imediatamente inferior não pode ser menor que 15 mm
dois ou mais pavimentos cobertos, com fechamento na em projeção horizontal.
cobertura, excetuando-se os locais destinados à escada,
4.63 Bomba com motor de combustão interna
(motores do ciclo Otto ou Diesel): Equipamento
para o combate a incêndio cuja força provém da 4.79 Capacidade volumétrica: Capacidade total em
expansão do combustível misturado com o ar na volume que o recipiente pode comportar, medida em m3.
presença de fonte ígnea ou pela variação de pressão.
4.80 Carga de incêndio: Soma das energias caloríficas
4.64 Bomba com motor elétrico: Equipamento possíveis de serem liberadas pela combustão completa de
para combate a incêndio cuja força provém da todos os materiais combustíveis contidos em um espaço,
eletricidade. inclusive o revestimento das paredes, divisórias, pisos e
tetos.
4.65 Bomba de pressurização (“jockey”): Dispositivo
hidráulico centrífugo destinado a manter o sistema 4.81 Carga de incêndio específica: Valor da carga de
pressurizado em uma faixa preestabelecida. incêndio dividido pela área de piso do espaço
considerado, expresso em megajoule (MJ) por metro
4.66 Bomba de reforço: Dispositivo hidráulico
quadrado (m2).
destinado a fornecer água aos hidrantes ou mangotinhos
mais desfavoráveis hidraulicamente, quando estes não 4.82 Carretel axial: Dispositivo rígido destinado ao
puderem ser abastecidos pelo reservatório elevado. enrolamento de mangueiras semi-rígidas.
4.67 Bomba principal: Dispositivo hidráulico 4.83 Causa: Origem de caráter humano ou material,
centrífugo destinado a recalcar água para os sistemas de relacionada com um acidente.
combate a incêndio.
4.84 Central de alarme: Equipamento destinado a
4.68 Bombeiro profissional civil: Pessoa pertencente a processar os sinais provenientes dos circuitos de
uma empresa especializada, ou da própria administração detecção, convertê-los em indicações adequadas,
do estabelecimento, com dedicação exclusiva, que presta comandar e controlar os demais componentes do
serviços de prevenção de incêndio e atendimento de sistema.
emergência em edificações e eventos, e que tenha sido
4.85 Central de gás: Área devidamente delimitada, que
aprovado no curso de formação, de acordo com a norma
contém os recipientes transportáveis ou estacionário (s) e
específica.
acessórios, destinados ao armazenamento de gás
4.69 Bombeiro público (Militar ou civil): Pessoa liquefeito de petróleo (GLP) para consumo.
pertencente a uma corporação de atendimento às
Classificação segundo sua capacidade máxima de
emergências públicas.
armazenamento de recipientes:
4.70 Bombeiro voluntário: Pessoa pertencente a uma
a) Classe I: até 540 kg ou 1,0 m3 de GLP (equivalente a
organização não governamental que presta serviços de
41 botijões de 13 kg ou 12 de 45 kg);
atendimento às emergências públicas.
b) Classe II: até 1.080 kg ou 2,0 m3 de GLP (equivalente
4.71 Botijão: Recipiente transportável de gás liquefeito a 83 botijões de 13 kg ou 24 de 45 kg);
de petróleo (GLP), com capacidade nominal de até 13 kg c) Classe III: até 2.520 kg ou 5,5 m3 de GLP (equivalente
de GLP. a 193 botijões de 13 kg ou 56 de 45 kg);
d) Classe IV: até 4000 kg ou 8,0 m3 de GLP (equivalente
4.72 Botijão portátil: Recipiente transportável de gás
a 307 botijões de 13 kg ou 88 de 45 kg);
liquefeito de petróleo (GLP) com capacidade nominal de
e) Classe V: acima de 4000 kg ou 8,0 m3 de GLP (acima
até 5 kg de GLP.
de 307 botijões de 13 kg ou 88 de 45 kg).
4.73 Botoeira “liga-desliga”: Acionador manual, do
4.86 Chuveiro automático: Dispositivo destinado a
tipo liga-desliga, para bomba principal.
projetar água, em forma de chuva, dotado de elemento
4.74 Brigada de incêndio: Grupo organizado de sensível à elevação de temperatura.
pessoas, voluntárias ou não, treinadas e capacitadas para
4.87 Circulação de uso comum: Passagem que dá
atuar na prevenção, abandono da edificação, combate a
acesso à saída de mais de uma unidade autônoma, quarto
um princípio de incêndio e prestar os primeiros socorros,
de hotel ou assemelhado.
dentro de uma área preestabelecida.
4.88 Cobertura: Elemento construtivo, localizado no
4.75 Camada de fumaça (“smoke layer”): Espessura
topo da edificação, com a função de protegê-la da ação
acumulada de fumaça abaixo de uma barreira física ou
dos fenômenos naturais (chuva, calor, vento etc.).
térmica.
4.89 Combate a incêndio: Conjunto de ações táticas
4.76 Câmara de espuma: Dispositivo dotado de selo
destinadas a extinguir ou isolar o incêndio com uso de
de vapor destinado a conduzir a espuma para o interior do
equipamentos manuais ou automáticos.
tanque de armazenamento de teto cônico.
4.90 Combustibilidade dos elementos de
4.77 Canalização: Rede de tubos, conexões e
revestimento das fachadas das edificações:
acessórios, destinada a conduzir água para alimentar o
Característica de reação ao fogo dos materiais utilizados
sistema de combate a incêndio.
no revestimento das fachadas dos edifícios, que podem
4.78 Capacidade extintora: Medida do poder de contribuir para a propagação e radiação do fogo,
extinção de fogo de um extintor, obtida em ensaio prático determinados nas normas técnicas em vigor.
normalizado.
4.91 Como construído (“as built”): Documentos, incêndio fique contido no local de origem e dificulte a sua
desenhos ou plantas do sistema, que correspondem propagação no plano vertical.
exatamente ao que foi executado pelo instalador.
4.96 Compartimentar: Separar um ou mais locais do
4.92 Compartimentação vertical e horizontal: restante da edificação por intermédio de paredes
Medidas de proteção passiva, constituída de elementos de resistentes ao fogo, portas, selos e “dampers” corta-fogo.
construção resistentes ao fogo, destinados a evitar ou
4.97 Compartimento: Parte de uma edificação,
minimizar a propagação do fogo, calor e gases, interna ou
compreendendo um ou mais cômodos, espaços ou
externamente ao edifício, no mesmo pavimento ou para
andares, construídos para evitar ou minimizar a
pavimentos elevados consecutivos. Incluem-se neste
propagação do incêndio de dentro para fora de seus
conceito os elementos de vedação abaixo descritos:
limites.
Compartimentação vertical
4.98 Compensadores síncronos: Equipamento que
a) entrepisos ou lajes corta-fogo de compartimentação de compensa reativos do sistema, trabalhando como carga
áreas; quando o sistema está com a tensão alta, e trabalhando
b) vedadores corta-fogo nos entrepisos ou lajes corta- como gerador quando o sistema está com a tensão baixa.
fogo;
4.99 Comunicação visual: Conjunto de informações
c) enclausuramento de dutos (“shafts”) por meio de
visuais aplicadas em uma edificação, com a finalidade de
paredes corta-fogo;
orientar sua população, tais como: localização de
d) enclausuramento das escadas por meio de paredes e
ambientes, saídas, prestação de serviços e propagandas,
portas corta-fogo;
não se tratando especificamente de sinalização de
e) selagem corta-fogo dos dutos (“shafts”) na altura dos
emergência.
pisos e/ou entrepisos;
f) paredes resistentes ao fogo na envoltória do edifício; 4.100 Contêiner: Grande caixa metálica de dimensões e
g) parapeitos ou abas resistentes ao fogo, separando características padronizadas, para acondicionamento de
aberturas de pavimentos consecutivos; cargas em geral a transportar, com a finalidade de facilitar
h) registros corta-fogo nas aberturas em cada pavimento o seu embarque, desembarque e transbordo entre
dos dutos de ventilação e de ar condicionado. diferentes meios de transporte.
Compartimentação horizontal 4.101 Cor de contraste: Aquela que contrasta com a cor
de segurança a fim de fazer com que a última se
a) paredes corta-fogo de compartimentação de áreas;
sobressaia.
b) portas e vedadores corta-fogo nas paredes de
compartimentação de áreas; 4.102 Cor de segurança: Aquela para a qual é atribuída
c) selagem corta-fogo nas passagens das instalações uma finalidade ou um significado específico de segurança
prediais existentes nas paredes de compartimentação; ou saúde.
d) registros corta-fogo nas tubulações de ventilação e de
4.103 Corpo técnico: Grupo de estudos formado por
ar condicionado que transpassam as paredes de
compartimentação; profissionais qualificados do CBMMG, legalmente
e) paredes corta-fogo de isolamento de riscos entre habilitado no âmbito de segurança contra incêndio e
pânico, tendo como objetivos propor normas de
unidades autônomas;
f) paredes corta-fogo entre unidades autônomas e áreas prevenção contra incêndio e pânico (PCIP), analisar,
comuns; avaliar e emitir pareceres relativos aos casos que
necessitarem de soluções técnicas complexas ou
g) portas corta-fogo de ingresso de unidades autônomas.
apresentarem dúvidas quanto às exigências previstas no
Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico nas
4.93 Compartimentação: Característica construtiva,
edificações e áreas de risco do Estado de Minas Gerais.
concebida pelo arquiteto ou engenheiro, na qual se tem a
divisão em nível (cômodos) ou vão vertical (pé direito), 4.104 Corrimão ou mainel: Barra, cano ou peça similar,
cujas características básicas são a vedação térmica e a com superfície lisa, arredondada e contínua, aplicada em
estanqueidade à fumaça, onde o elemento construtivo áreas de escadas e rampas destinadas a servir de apoio
estrutural e de vedação, possui resistência mecânica à para as pessoas durante o deslocamento.
variação térmica no tempo requerido de resistência ao
fogo - TRRF, determinado pela norma correspondente, 4.105 Dano: Lesões a pessoas, destruição de recursos
impedindo a passagem de calor ou fumaça, conferida à naturais (água, ar, solo, animais, plantas ou ecossistemas)
edificação em relação às suas divisões internas. ou de bens materiais.
4.106 Degrau: Conjunto de elementos de uma escada
4.94 Compartimentação horizontal: Medida de composta pela face horizontal conhecida como “piso”,
proteção, constituída de elementos construtivos resistentes destinado ao pisoteio e o espelho que é a parte vertical do
ao fogo, separando ambientes, de tal modo que o incêndio degrau, que lhe define a altura.
fique contido no local de origem e evite a sua propagação
no plano horizontal. 4.107 Densidade populacional (d): Número de pessoas
em uma área determinada (pessoas/m2).
4.95 Compartimentação vertical: Medida de proteção,
constituída de elementos construtivos resistentes ao fogo,
separando pavimentos consecutivos, de tal modo que o
4.108 Descarga: Parte da saída de emergência de uma 4.119 Dosador: Equipamento destinado a misturar
edificação que fica entre a escada e o logradouro público quantidades determinadas de “extrato formador” de
ou área externa com acesso a este. espuma e água.
4.109 Deslizador de espuma: Dispositivo destinado a 4.120 Duto de entrada de ar (DE): Espaço no interior
facilitar a aplicação suave da espuma sobre líquidos da edificação, que conduza ar puro, coletado ao nível
combustíveis armazenados em tanques. inferior desta, às escadas, antecâmaras ou acessos,
exclusivamente, mantendo-os, com isso, devidamente
4.110 Destravadores eletromagnéticos: Dispositivo de
ventilados e livres de fumaça em caso de incêndio.
controle de abertura com travamento determinado pelo
acionamento magnético, decorrente da passagem de 4.121 Duto de saída de ar (DS): Espaço vertical no
corrente elétrica. interior da edificação, que permite a saída, em qualquer
pavimento, de gases e fumaça para o ar livre, acima da
4.111 Detector automático de incêndio:
cobertura da edificação.
Dispositivo que, quando sensibilizado por
fenômenos físicos e/ou químicos, detecta princípios 4.122 Duto (“plenum”): Condição de dimensionamento
de incêndio podendo ser ativado, basicamente, por do sistema de pressurização no qual se admite apenas um
calor, chama ou fumaça. ponto de pressurização, dispensando-se o duto interno
e/ou externo para pressurização.
4.112 Dispositivo de recalque: Registro para uso do
Corpo de Bombeiros, que permite o recalque de água para 4.123 Edificação: Área construída destinada a abrigar
o sistema, podendo ser dentro da propriedade quando o atividade humana ou qualquer instalação, equipamento ou
acesso do Corpo de Bombeiros estiver garantido. material.
4.113 Dispositivos de descarga: Equipamentos que 4.124 Edificação aberta lateralmente: Edificação ou
aplicam a espuma sob forma de neblina e que aplicam o parte de edificação que, em cada pavimento:
agente numa corrente compacta de baixa velocidade.
a) tenha ventilação permanente em duas ou mais fachadas
Podem ser: Dispositivos que descarregam a espuma sob a
externas, providas por aberturas que possam ser
forma de aspersão e terminam em um defletor ou uma
consideradas uniformemente distribuídas e que tenham
calha que distribui a espuma; dispositivos que
comprimentos em planta que somados atinjam pelo
descarregam a espuma sob a forma de uma corrente
menos 40% do perímetro do edifício e áreas que somadas
compacta de baixa velocidade; podem ter ou não
correspondam a pelo menos 20% da superfície total das
defletores ou calhas incluídos como partes integrantes do
fachadas externas ou.
sistema. Estes dispositivos podem ter formas como as de
b) tenha ventilação permanente em duas ou mais fachadas
tubos abertos, esguichos de fluxo direcional, ou pequenas
externas, provida por aberturas cujas áreas somadas
câmaras de geração com bocas de saídas abertas.
correspondam a pelo menos 1/3 da superfície total das
4.114 Distância de segurança: Afastamento entre uma fachadas externas, e pelo menos 50% destas áreas abertas
face exposta da edificação ou de um local situadas em duas fachadas opostas.
compartimentado à divisão do lote, ao eixo da rua ou a
Observação: Em qualquer caso, as áreas das aberturas
uma linha imaginária entre duas edificações ou áreas
nas laterais externas somadas devem possuir ventilação
compartimentadas do mesmo lote, medida
direta para o meio externo e devem corresponder a pelo
perpendicularmente à face exposta da edificação.
menos 5% da área do piso no pavimento e as obstruções
4.115 Distância máxima horizontal de caminhamento: internas eventualmente existentes devem ter pelo menos
Afastamento máximo a ser percorrido pelo usuário para 20% de suas áreas abertas, com aberturas dispostas de
alcançar um acesso. forma a poderem ser consideradas uniformemente
distribuídas, para permitir a ventilação.
4.116 Distância mínima de segurança: Afastamento
mínimo entre a área de armazenamento de recipientes 4.125 Edificação destinada ao comércio de fogos de
transportáveis de gás liquefeito de petróleo (GLP) e outra artifício no varejo: Local destinado ao armazenamento e
instalação necessária para a segurança do usuário, do venda de fogos de artifício e estampido industrializados.
manipulador, de edificação e do público em geral,
4.126 Edificação em exposição: Construção que recebe
estabelecida a partir do limite de área de armazenamento.
a radiação de calor, convecção de gases quentes ou a
4.117 Distribuição de GNL a granel: Compreende as transmissão direta de chama.
atividades de aquisição ou recepção, armazenamento,
4.127 Edificação expositora: Construção na qual o
transvasamento, controle de qualidade e comercialização
incêndio está ocorrendo, responsável pela radiação de
do gás natural liquefeito (GNL), por meio de transporte
calor, convecção de gases quentes e ou transmissão direta
próprio ou contratado, podendo também exercer a
de chamas.
atividade de liquefação de gás natural, que serão
realizadas por pessoas jurídicas constituídas sob as leis 4.128 Edificação principal: Construção que abriga a
brasileiras, com sede e administração no País. atividade principal sem a qual as demais edificações não
teriam função.
4.118 Divisória ou tabique: Parede interna, baixa ou
atingindo o teto, sem efeito estrutural e que, portanto, 4.129 Edificação térrea: Edificação de um pavimento
pode ser suprimida facilmente em caso de reforma. podendo possuir mezaninos, sobrelojas e jiraus.
4.130 Efeito chaminé (“Stack effect”): Fluxo de ar igualmente enclausurada ou local aberto, de modo a evitar
vertical dentro das edificações, causado pela diferença de fogo e fumaça em caso de incêndio.
temperatura interna e externa.
4.146 Escada enclausurada protegida (EP): Escada
4.131 Efeito do sistema: Efeito causado pelo erro de devidamente ventilada situada em ambiente envolvido por
projeto e/ou instalação com configurações inadequadas do paredes resistentes ao fogo e dotada de portas corta-fogo.
sistema onde o ventilador está instalado, ocasionando
4.147 Escada não enclausurada ou escada comum
redução do desempenho do ventilador em termos de
(NE): Escada que embora possa fazer parte de uma rota
vazão.
de saída, comunica-se diretamente com os demais
4.132 Elemento de compartimentação: Elemento de ambientes como corredores, “halls” e outros, em cada
construção que compõe a compartimentação da pavimento, não possuindo portas corta-fogo.
edificação.
4.148 Escoamento (E): Número máximo de pessoas
4.133 Elemento estrutural: Todo e qualquer elemento possíveis de abandonar um recinto dentro do tempo
de construção do qual dependa a resistência e a máximo de abandono.
estabilidade total ou parcial da edificação.
4.149 Esguicho: Dispositivo adaptado na extremidade
4.134 Emergência: Situação crítica e fortuita que das mangueiras, destinado a dar forma, direção e controle
representa perigo à vida, ao meio ambiente e ao ao jato, podendo ser do tipo regulável (neblina ou
patrimônio, decorrente de atividade humana ou fenômeno compacto) ou de jato compacto.
da natureza que obriga a uma rápida intervenção
4.150 Esguicho regulável: Acessório hidráulico que dá
operacional.
forma ao jato, permitindo o uso d’água em forma de
4.135 Entrepiso: Conjunto de elementos de construção, chuveiro de alta velocidade.
com ou sem espaços vazios, compreendidos entre a parte
4.151 Espaço confinado: Local onde a presença humana
inferior do forro de um pavimento e a parte superior do
é apenas momentânea para prestação de um serviço de
piso do pavimento imediatamente superior.
manutenção em máquinas, tubulações e sistemas.
4.136 EPI: Equipamentos de proteção individual.
4.152 Espaço livre exterior: Espaço externo à edificação
4.137 EPI de nível “A”: É o nível máximo de proteção para o qual abram seus vãos de ventilação e iluminação.
para todas as possíveis vias de intoxicação, sendo por Pode ser constituído por logradouro público ou pátio
inalação, ingestão ou absorção cutânea. Utiliza-se roupa amplo.
encapsulada de proteção química, com proteção
4.153 Espaços comuns (“communicating space”):
respiratória de pressão positiva.
Espaços dentro de uma edificação com comunicação com
4.138 EPI de nível “B”: É o nível de proteção espaços amplos adjacentes, nos quais a fumaça
intermediário, para exposições de produtos com proveniente de um incêndio pode propagar-se livremente.
possibilidade de respingos. Utiliza-se roupa de proteção Os espaços comuns podem permitir aberturas diretamente
química conforme especificação da tabela de dentro dos espaços amplos ou podem conectar-se por
compatibilidade da roupa. meio de passagens abertas.
4.139 EPI de nível “C”: É o nível mínimo necessário a 4.154 Espaços comuns e amplos (“large volume
qualquer tipo de acidente envolvendo produtos químicos. spaces”): Espaço descompartimentado, geralmente com
dois ou mais pavimentos que se comunicam internamente,
4.140 EPR: Equipamentos de proteção respiratória.
dentro do qual a fumaça proveniente de um incêndio,
4.141 Escada aberta: Escada não enclausurada por tanto no espaço amplo como no espaço comum, pode
paredes e porta corta-fogo. mover-se ou acumular-se sem restrições. Os átrios e
shoppings cobertos são exemplos de espaços amplos.
4.142 Escada aberta externa (AE): Escada de
emergência precedida de porta corta-fogo (PCF) no seu 4.155 Espaços separados (“separated spaces”):
acesso, cuja projeção esteja fora do corpo principal da Espaços dentro de edificações que são isolados das áreas
edificação, sendo dotada de guarda-corpo ou gradil grandes por barreiras de fumaça, os quais não podem ser
(Barreiras) e corrimãos em todas sua extensão (degraus e utilizados no suprimento de ar, visando restringir o
patamares), permitindo desta forma eficaz ventilação, movimento da fumaça.
propiciando um seguro abandono.
4.156 Espuma mecânica: Agente extintor constituído
4.143 Escada à prova de fumaça pressurizada (PFP): por um aglomerado de bolhas produzidas por agitação da
Escada à prova de fumaça, cuja condição de água com Líquido Gerador de Espuma (LGE) e ar.
estanqueidade à fumaça é obtida por intermédio de
4.157 Estação de carregamento: Instalação
pressurização.
especialmente construída para carregamento de
4.144 Escada enclausurada: Escada protegida com caminhões-tanques ou de vagões-tanques.
paredes resistentes ao fogo e portas corta-fogo.
4.158 Estação fixa de emulsificação: Local onde se
4.145 Escada enclausurada à prova de fumaça (EPF): situam bombas, dosadores, válvulas e reservatórios de
Escada cuja caixa é envolvida por paredes corta-fogo e extrato formador de espuma.
dotada de portas corta-fogo, cujo acesso é por antecâmara
4.159 Estação móvel de emulsificação: Veículo 4.173 Faixa de estacionamento: Trecho das vias de
especificado para transporte de extrato formador de acesso que se destina ao estacionamento e operação das
espuma (EFE) e o seu emulsionamento com a água. viaturas do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais
(CBMMG).
4.160 Estado de flutuação: Condição em que a bateria
de acumuladores elétricos recebe uma corrente necessária 4.174 Fator de massividade (“fator de forma”) (m-1):
para a manutenção de sua capacidade nominal. Razão entre o perímetro exposto ao incêndio e a área da
seção transversal de um perfil estrutural, de acordo com a
4.161 Estado de funcionamento do sistema: Condição
descrição da NBR 14432.
na qual a(s) fonte(s) de energia alimenta(m),
efetivamente, os dispositivos da iluminação de 4.175 Filtro de partículas: Elemento destinado a realizar
emergência. retenção de partículas existentes no escoamento de ar e
que estão sendo arrastadas por este fluxo.
4.162 Estado de repouso do sistema: Condição na qual
o sistema foi inibido de iluminar propositadamente. 4.176 Fluxo (F): Número de pessoas que passam por
Tanto inibido manualmente com religamento automático unidade de tempo (pessoas/min) em um determinado
ou por meio de célula fotoelétrica, para conservar energia meio de abandono, adotando-se para o cálculo do
e manter a bateria em estado de carga para uso em escoamento, fluxo igual a 88 pessoas por minuto (F=88),
emergência, quando do escurecimento da noite. contemplando duas unidades de passagem.
4.163 Estado de vigília do sistema: Condição em que a 4.177 Fluxo luminoso nominal: Fluxo luminoso medido
fonte de energia alternativa (sistema de iluminação de após 2 min de funcionamento do sistema.
emergência) está pronta para entrar em funcionamento na
4.178 Fluxo luminoso residual: Fluxo luminoso medido
falta ou na falha da rede elétrica da concessionária.
após o tempo de autonomia garantida pelo fabricante no
4.164 Estanqueidade: Propriedade de um elemento funcionamento do sistema.
construtivo da vedação de impedir a passagem de gases
4.179 Fogos de artifício e estampido: Artefato
e/ou chamas.
pirotécnico, que produz ruídos e efeitos luminosos.
4.165 Exaustão: Princípio pelo qual os gases e produtos
4.180 Fonte de energia alternativa: Dispositivo
de combustão são retirados do interior do túnel.
destinado a fornecer energia elétrica ao(s) ponto(s) de luz
4.166 Exercício simulado: Atividade prática realizada de emergência na falta ou falha de alimentação na rede
periodicamente para manter a brigada e os ocupantes das elétrica da concessionária.
edificações com condições de enfrentar uma situação real
4.181 Formulário de segurança contra incêndios:
de emergência.
Documento que contém os dados básicos da edificação,
4.167 Exercício simulado parcial: Atividade prática signatários, sistemas previstos e trâmite no Corpo de
abrangendo apenas uma parte da planta, respeitando-se os Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).
turnos de trabalho.
4.182 Formulário para atendimento técnico (FAT):
4.168 Expedidor: Pessoa responsável pela contratação Instrumento administrativo utilizado pelo interessado para
do embarque e transporte de logística envolvendo sanar dúvidas, solicitar alterações em Processo e Auto de
produtos perigosos expressos em nota fiscal ou Vistoria do Corpo de Bombeiros, solicitar juntada de
conhecimento de transporte internacional. É responsável documentos, solicitar reconsideração de ato em vistoria,
pela segurança veicular, compatibilidade entre os entre outros.
produtos e a identificação de seus riscos.
4.183 Fumaça (“smoke”): Partículas de ar transportadas
4.169 Explosivos: Substâncias capazes de rapidamente na forma sólida, líquida e gasosa, decorrente de um
se transformarem em gases, produzindo calor intenso e material submetido a pirólise ou combustão, que
pressões elevadas. juntamente com a quantidade de ar que é conduzida, ou
de qualquer outra forma, misturada formando uma massa.
4.170 Extintor de incêndio: Aparelho de
acionamento manual, portátil ou sobre rodas, 4.184 Gás liquefeito de petróleo (GLP): Produto
destinado a combater princípios de incêndio. constituído de hidrocarbonetos com três ou quatro átomos
de carbono (propano, propeno, butano, buteno), podendo
4.171 Fachada: Face de uma edificação constituída
apresentar-se em mistura entre si e com pequenas frações
de vedos e aberturas, que emitirá ou receberá a
de outros hidrocarbonetos.
propagação de um incêndio.
4.185 Gás natural liqüefeito (GNL): Fluido no estado
4.172 Fachada de acesso operacional: Face da
líquido em condições criogênicas, composto
edificação localizada ao longo de uma via pública ou
predominantemente de metano e que pode conter
privada com largura livre maior ou igual a 6 m, sem
quantidades mínimas de etano, propano, nitrogênio ou
obstrução, possibilitando o acesso operacional dos
outros componentes normalmente encontrados no gás
equipamentos de combate e seu posicionamento em
natural.
relação a ela. A fachada deve possuir pelo menos um
meio de acesso ao interior do edifício e não ter 4.186 Gases limpos: Agentes extintores na forma de gás
obstáculos. que não degradam a natureza e não afetam a camada de
ozônio. São inodoros, incolores, maus condutores de de bombas e/ou mangueiras para o serviço de extinção de
eletricidade e não corrosivos. incêndios.
4.187 Gerador de espuma: Equipamento que se destina 4.203 Hidrante de parede: Ponto de tomada de
a facilitar a mistura da solução com o ar para a formação água instalado na rede particular, embutido em
de espuma. parede, podendo estar no interior de um abrigo de
mangueira.
4.188 Grelha de insuflamento: Dispositivo utilizado nas
redes de distribuição de ar, posicionado no final de cada 4.204 Hidrante para sistema de espuma:
trecho. Este elemento terminal é utilizado para direcionar Equipamento destinado a alimentar com água ou
e/ou distribuir de modo adequado o fluxo de ar em solução de espuma as mangueiras para combate a
determinado ambiente. incêndio.
4.189 Grupo motoventilador: Equipamento 4.205 Hidrante urbano: Ponto de tomada de água
composto por motor elétrico e ventilador, com a provido de dispositivo de manobra (registro) e união
finalidade de insulflar ar dentro de um corpo de de engate rápido, ligado à rede pública de
escada de segurança para pressurizá-la e expulsar a abastecimento de água, podendo ser emergente (de
possível entrada de fumaça. coluna) ou subterrâneo (de piso).
4.190 Grupo motogerador: Equipamento cuja força 4.206 Iluminação auxiliar: Iluminação destinada a
provém da explosão do combustível misturado ao ar, permitir a continuação do trabalho, em caso de falha do
com a finalidade de gerar energia elétrica. sistema normal de iluminação. Por exemplo: centros
médicos, aeroportos, metrô, etc.
4.191 Guarda ou guarda-corpo: Barreira protetora
vertical, maciça ou não delimitando as faces laterais 4.207 Iluminação de ambiente ou aclaramento:
abertas de escadas, rampas, patamares, terraços, balcões, Iluminação com intensidade suficiente para garantir a
galerias e assemelhados, servindo como proteção contra saída segura de todas as pessoas do local em caso de
eventuais quedas de um nível para outro. emergência.
4.192 Habite-se: Documento em que a Prefeitura 4.208 Iluminação de balisamento: Sistema
Municipal local aceita as obras e serviços realizados e composto por símbolos iluminados que indicam a
autoriza a sua ocupação. rota de fuga em caso de emergência.
4.193 Heliponto: Área homologada ou registrada, ao 4.209 Iluminação de balizamento ou de sinalização:
nível do solo ou elevada, utilizada para pousos e Iluminação de sinalização com símbolos e/ou letras que
decolagens de helicópteros. indicam a rota de saída que pode ser utilizada em caso de
emergência.
4.194 Heliponto civil: Local destinado, em princípio, ao
uso de helicópteros civis. 4.210 Iluminação de emergência: Sistema que permite
clarear áreas escuras de passagens, horizontais e verticais,
4.195 Heliponto elevado: Local instalado sobre
incluindo áreas de trabalho e áreas técnicas de controle de
edificações.
restabelecimento de serviços essenciais e normais, na falta
4.196 Heliponto militar: Local destinado ao uso de de iluminação normal.
helicópteros militares.
4.211 Iluminação de emergência e de
4.197 Heliponto privado: Local destinado ao uso de aclaramento: Sistema composto por dispositivos de
helicópteros civis, de seu proprietário ou de pessoas por iluminação de ambientes para permitir a saída fácil e
ele autorizadas, sendo vedada sua utilização em caráter segura das pessoas para o exterior da edificação,
comercial. bem como proporcionar a execução de intervenção
ou garantir a continuação do trabalho em certas
4.198 Heliponto público: Local destinado ao uso de áreas, em caso de interrupção da alimentação
helicópteros em geral.
normal.
4.199 Heliportos: Helipontos públicos dotados de 4.212 Iluminação não permanente: Sistema no qual, as
instalações e facilidades para apoio de helicópteros e de lâmpadas de iluminação de emergência não são
embarque e desembarque de pessoas, tais como: pátio de
alimentadas pela rede elétrica da concessionária e, só em
estacionamento, estação de passageiros, locais de caso de falta da fonte normal, são alimentadas
abastecimento, equipamentos de manutenção etc. automaticamente pela fonte de alimentação de energia
4.200 Heliportos elevados: Heliportos localizados sobre alternativa.
edificações. 4.213 Iluminação permanente: Sistema no qual, as
4.201 Hidrante: Ponto de tomada de água onde há uma lâmpadas de iluminação de emergência são alimentadas
(simples) ou duas (duplo) saídas contendo válvulas pela rede elétrica da concessionária, sendo comutadas
angulares com seus respectivos adaptadores, tampões, automaticamente para a fonte de alimentação de energia
mangueiras de incêndio e demais acessórios. alternativa em caso de falta e/ou falha da fonte normal.
4.202 Hidrante de coluna: Aparelho ligado à rede 4.214 Incêndio: é o fogo sem controle.
pública de distribuição de água, que permite a adaptação
4.215 Incêndio natural: Variação de temperatura que complementadas com mangotinhos até o local do foco de
simula o incêndio real, em função da geometria, incêndio onde o agente é aplicado.
ventilação, características térmicas dos elementos de
4.225 Instalações temporárias: Locais que não possuem
vedação e da carga de incêndio específica.
características construtivas em caráter definitivo podendo
4.216 Incêndio-padrão: Elevação padronizada de ser desmontadas e transferidas para outros locais.
temperatura em função do tempo, dada pela seguinte
4.226 Instalador: Pessoa física ou jurídica responsável
expressão:
pela execução da instalação do sistema de proteção contra
θg=θo + 345 log (8t+1) incêndio em uma edificação.
Onde: 4.227 Instrução técnica: Documento elaborado pelo
Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais com
t é o tempo, expresso em minutos; objetivo de normalizar medidas e procedimentos de
θO é a temperatura do ambiente antes do início do segurança, prevenção e proteção contra incêndio e pânico
aquecimento em graus Celsius, geralmente tomada igual a nas edificações e áreas de risco.
20º C; e.
θg é a temperatura dos gases, em graus Celsius no instante 4.228 Interface da camada de fumaça (“smoke layer
t. interface”): Limite teórico entre uma camada de fumaça
e a fumaça provinda do ar externo (livre). Na prática, a
4.217 Inibidor de vórtice: Acessório de tubulação interface da camada de fumaça é um limite efetivo dentro
destinado a eliminar o efeito do vórtice dentro de um da zona de diminuição de impacto, que pode ter vários
reservatório. metros de espessura. Abaixo desse limite efetivo, a
4.218 Instalação: Toda montagem mecânica, hidráulica, densidade da fumaça na zona de transição cai a zero.
elétrica, eletroeletrônica, ou outra, para fins de atividades 4.229 Inundação total: Descarga de gases limpos, por
de produção industrial, geração ou controle de energia, meio de difusores fixos no interior do recinto que contém
contenção ou distribuição de fluídos líquidos ou gasosos, o equipamento protegido, de modo a permitir uma
ocupação de toda espécie, cuja montagem tenha caráter atmosfera inerte com uma concentração determinada de
permanente ou temporária, que necessite de proteção gás a ser atingida em tempo determinado.
contra incêndio previsto na legislação.
4.230 Isolamento de risco: Característica construtiva,
4.219 Instalação de gás liquefeito de petróleo (GLP): concebida pelo arquiteto/engenheiro, na qual se tem a
Sistema constituído de tubulações, acessórios e separação física de uma edificação em relação às demais
equipamentos que conduzem e utilizam o GLP para circunvizinhas, cuja característica básica é a
consumo, por meio da queima e/ou outro meio previsto e impossibilidade técnica de uma edificação ser atingida
autorizado na legislação competente. pelo calor irradiado, conduzido ou propagado pela
4.220 Instalações fixas de aplicação local: Dispositivos convecção de massas gasosas aquecidas, emanadas de
com suprimento de gás permanentemente conectados a outra atingida por incêndio.
uma tubulação que alimenta esguichos difusores 4.231 Itinerário: Trajeto a ser percorrido pelas
distribuídos de maneira a descarregar o gás carbônico guarnições do Corpo de Bombeiros na ida ou no regresso
diretamente sobre o material que queima. Podem ser de do atendimento de uma emergência, previamente
comando automático ou manual. estabelecido por meio de croqui.
4.221 Instalações fixas de mangotinhos: Dispositivo 4.232 Jato compacto: Tipo de jato de água caracterizado
com suprimento fixo de gases compreendendo um ou por linhas de corrente de escoamento paralelas, observado
mais cilindros que alimentam um mangotinho na extremidade do esguicho.
acondicionado em um carretel de alimentação axial,
equipado na sua extremidade livre um esguicho difusor 4.233 Jato de espuma de monitor (canhão): Jato de
com válvula de comando manual de jato. Este grande capacidade de esguicho, que está apoiado em
equipamento é de comando manual. posição e que pode ser dirigido por um homem. O fluxo
de solução de 1200L/min ou mais pode ser usado.
4.222 Instalações industriais: Conjunto de
equipamentos que não se enquadram como depósitos, 4.234 Jato de fumaça sob o teto (“ceiling jet”): Fluxo
postos de serviço ou refinarias, mas, onde líquidos de fumaça sob o teto, estendendo-se radialmente do ponto
inflamáveis são armazenados e processados. de choque da coluna de fogo contra o teto. Normalmente,
a temperatura do jato de fumaça sob o teto será maior que
4.223 Instalação interna: Conjunto de tubulações, a camada de fogo adjacente.
medidores, reguladores, registros e aparelhos de utilização
de gás, com os necessários complementos, destinado à 4.235 Jato de linha de mangueira: Jato de espuma
condução e ao uso do gás no interior da edificação. de um esguicho que pode ser segurado e dirigido
manualmente. A reação do esguicho usualmente
4.224 Instalações sob comando: O agente extintor fica limita o fluxo da solução a aproximadamente
armazenado em depósitos fixos e é conduzido através de 1000L/min no máximo.
tubulações rígidas até pontos táticos, onde existem
válvulas terminais (difusores). Destes pontos, por meio 4.236 Jirau: Entende-se por jirau o piso
da intervenção do homem, as tubulações são compreendido entre dois pavimentos contíguos, os
quais tenham entre si altura suficiente para a a) classe II: líquidos que possuem ponto de fulgor igual
interposição de um terceiro nível, o qual não ou superior a 37,8ºC e inferior a 60ºC – todos os tipos de
configure um pavimento, possuindo altura do pé óleo diesel, aguarrás e querosene (iluminante e de
direito diferenciado do pé direito do pavimento tipo aviação).
e com área de projeção em planta que não ultrapasse b) classe IIIA: líquidos que possuem ponto de fulgor igual
a metade da área do piso imediatamente abaixo. A ou superior a 60º C e inferior a 93,4º C - todos os tipos de
principal característica do jirau em relação à óleo combustível.
sobreloja ou ao mezanino reside na característica de c) classe IIIB: Líquidos que possuem ponto de fulgor
poder ser contido lateralmente apenas por duas igual ou superior a 93,4ºC - todos os tipos de
paredes e com a possibilidade de ter ou não guarda- lubrificantes.
corpo nas outras laterais. Sua função principal é de
acondicionamento de materiais, servindo como área
4.247 Líquido inflamável: Líquido que possui ponto de
de depósito. Não constitui jirau, níveis cujo
fulgor inferior a 37,8ºC, também conhecido como líquido
aproveitamento seja constituído por escritórios, ou
Classe I, subdividindo-se em:
fechamentos de área para fins de qualquer espécie.
O acesso a este nível pode utilizar a escada principal a) classe IA: líquido com ponto de fulgor abaixo de
da edificação ou possuir escada exclusiva. É comum 22,8ºC e ponto de ebulição abaixo de 37,8ºC – todos os
o seu emprego em edificações industriais e comércio tipos de gasolina (incluindo gasolina de aviação).
atacadista. b) classe IB: líquido com ponto de fulgor abaixo de
22,8ºC e ponto de ebulição igual ou acima de 37,8ºC –
4.237 Lanço de escada: Sucessão ininterrupta de
todos os tipos de álcool.
degraus entre dois patamares sucessivos.
c) classe IC: líquido com ponto de fulgor igual ou acima
Nota: Um lanço de escada nunca pode ter menos de três de 22,8ºC e ponto de ebulição abaixo de 37,8ºC. –
degraus, nem subir altura superior a 3,70m. solventes (conforme ficha de segurança do produto).
4.238 Largura do degrau (b): Distância entre o bocel do
4.248 Líquidos instáveis ou reativos: Líquidos que,
degrau e a projeção do bocel do degrau imediatamente
no estado puro ou nas especificações comerciais, por
superior, medida horizontalmente sobre a linha de
efeito de variação de temperatura e pressão, ou de
percurso da escada.
choque mecânico, na estocagem ou no transporte, se
4.239 Laudo: Peça na qual o profissional habilitado tornem auto-reativos e, em conseqüência, se
relata o que observou e dá as suas conclusões. decomponham, polimerizem ou venham a explodir.
4.240 Leiaute: Distribuição física de elementos num 4.249 Listagem confiável: Relação de dados e
determinado espaço. características de projeto de equipamentos ou
dispositivos, publicada pelo fabricante e reconhecida por
4.241 Limite de área de armazenamento: Linha fixada
órgãos regulamentadores ou normativos, aceita pelo
pela fileira externa de recipientes transportáveis de gás proprietário da instalação ou seu preposto legal
liquefeito de petróleo (GLP), em um lote de recipientes, designado.
acrescida da largura do corredor de inspeção, quando este
for exigido. 4.250 Local de abastecimento: Área determinada pelo
conjunto de veículo abastecedor, mangueira flexível de
4.242 Limite do lote de recipientes: Linha fixada pela abastecimento e central de gás liquefeito de petróleo
fileira externa de recipientes transportáveis de gás
(GLP).
liquefeito de petróleo (GLP), em um lote de recipientes.
4.251 Local de risco: Área interna ou externa da
4.243 Linha de espuma: Tubulação ou linha de edificação, onde haja a probabilidade de um perigo se
mangueiras destinada a conduzir a espuma.
materializar causando um dano.
4.244 Linha de percurso de uma escada: Linha 4.252 Local de saída única: Condição de um pavimento
imaginária sobre a qual sobe ou desce uma pessoa que da edificação, onde a saída é possível apenas em um
segura o corrimão, estando afastada 0,55m da borda livre
sentido.
da escada ou da parede.
4.253 Loteamento: Parcelamento do solo com abertura
Nota: Sobre esta linha, todos os degraus possuem piso de de novos sistemas de circulação ou prolongamento,
largura igual, inclusive os degraus ingrauxidos nos locais
modificação ou ampliação dos existentes.
em que a escada faz deflexão. Nas escadas de menos de
1,10 m de largura, a linha de percurso coincide com o 4.254 Lotes de recipientes: Conjunto de recipientes
eixo da escada, ficando, pois, mais perto da borda. transportáveis de gás liquefeito de petróleo (GLP) sem
que haja corredor de inspeção entre estes.
4.245 Linha de solução: Tubulação ou linha de
mangueiras destinada a conduzir a solução de espuma 4.255 Maior risco: Aquele que possa existir oriundo de
mecânica. instalações projetadas ou existentes que requeira a maior
demanda de água para o combate a incêndio.
4.246 Líquido combustível: Líquido que possui
ponto de fulgor igual ou superior a 37,8ºC, 4.256 Mangotinho: Ponto de tomada de água onde há
subdividido como segue: uma simples saída contendo válvula de abertura rápida,
adaptador (se necessário), mangueira semi-rígida, 4.270 Meio defensável (“tenable environment”): Meio
esguicho regulável e demais acessórios. no qual a fumaça e o calor estão limitados e restritos,
visando preservar os ocupantes num nível que não exista
4.257 Mangueira de incêndio: Tubo flexível, fabricado
ameaça de vida.
com fios naturais ou artificiais, usado para canalizar água,
solução ou espuma. 4.271 Meio de Alerta: Dispositivos ou equipamentos
destinados a avisar os ocupantes de uma edificação por
4.258 Mangueira flexível: Tubo flexível de material
ocasião de uma emergência qualquer.
sintético com características comprovadas para uso do gás
liquefeito de petróleo (GLP), podendo ou não possuir 4.272 Meio de Fuga: Medidas que estabelecem rotas de
proteção metálica ou têxtil. fuga seguras aos ocupantes de uma edificação.
4.259 Manômetro: Instrumento que realiza a medição de 4.273 Memorial: Conceitos, premissas e etapas
pressões efetivas ou relativas. utilizados para definir, localizar, caracterizar e detalhar o
projeto do sistema de hidrantes e mangotinhos de uma
4.260 Manômetro de líquido ajustável: Tipo de
edificação, desde a concepção até a sua implantação e
manômetro que permite a realização da avaliação da
manutenção. É composto de parte descritiva, cálculos,
diferença de pressão entre dois ambientes por meio da
ábacos e tabelas.
comparação entre alturas de colunas de líquido dito
manométrico. Permite o ajuste do valor inicial, antes do 4.274 Mezanino: Pavimento que subdivide parcialmente
início da medição (ajuste do “zero”). um andar em dois andares, sendo considerado andar o
mezanino que possuir área superior à metade da área do
4.261 Mapeamento de risco: Estudo desenvolvido pelo
andar subdividido.
responsável por uma edificação em conjunto com o Corpo
de Bombeiros, visando relacionar os meios humanos e 4.275 Módulo habitável: Contêiner adaptado, que
materiais disponíveis por uma empresa, seguido da recebeu portas e janelas, além de instalação elétrica e/ou
qualificação e otimização da capacidade de reação. hidráulica; empregado como escritório, sala de reuniões,
sala de treinamento ou de aula, depósito, almoxarifado ou
4.262 Materiais combustíveis: Produtos ou substâncias
guarita. O módulo habitável pode ser formado por um ou
(não resistentes ao fogo) que sofrem ignição ou
mais contêineres conjugados, dispostos horizontalmente
combustão quando sujeitos a calor.
(afastados ou não entre si) ou verticalmente, havendo
4.263 Materiais de acabamento: Produtos ou comunicação entre os módulos, através de portas, com ou
substâncias que, não fazendo parte da estrutura principal, sem emprego de escadas.
são agregados à mesma com fins de conforto, estética ou
4.276 Monitor (canhão): Equipamento destinado a
segurança.
formar e orientar jatos de água ou espuma de grande
4.264 Materiais fogo-retardantes: Produtos ou volume e alcance.
substâncias que, em seu processo químico, recebem
4.277 Monitor fixo (canhão): Equipamento que lança
tratamento para melhor se comportarem frente à ação do
jato de espuma e está montado num suporte estacionário
calor, ou ainda aqueles protegidos por produtos que
fixo ao nível do solo ou em elevação. O monitor pode ser
dificultem a queima.
alimentado com a solução mediante tubulação permanente
4.265 Materiais incombustíveis: Produtos ou ou mangueiras.
substâncias que, submetidos à ignição ou combustão, não
4.278 Monitor portátil (canhão): Equipamento que
apresentam rachaduras, derretimento, deformações
lança jato de espuma e encontra-se num suporte móvel ou
excessivas e não desenvolvem elevada quantia de fumaça
sobre rodas, de modo que pode ser transportado para cena
e gases.
do incêndio.
4.266 Materiais semicombustíveis: Produtos ou
4.279 Mudança de ocupação: Consiste na alteração de
substâncias que, submetidos à ignição ou combustão,
uso da edificação que motive a mudança de classificação
apresentam baixa taxa de queima e pouco
na tabela 1, prevista no Regulamento de Prevenção
desenvolvimento de fumaça.
Contra Incêndio e Pânico.
4.267 Máximo enchimento: Volume máximo de gás
4.280 Neblina de água: Jato de pequenas partículas
liquefeito de petróleo (GLP) em estado líquido que um
d’água, produzido por esguichos especiais.
recipiente pode armazenar com segurança.
4.281 Nível: Parte da edificação não contida em um
4.268 Medidas de proteção contra incêndio e pânico:
mesmo plano.
Conjunto de ações e dispositivo a serem instalados nas
edificações e áreas de risco necessários a evitar o 4.282 Nível de acesso: Ponto do terreno em que
surgimento de incêndio e pânico, limitar sua propagação, atravessa a projeção do paramento externo da parede do
possibilitar sua extinção e ainda propiciar a proteção à prédio, ao se entrar na edificação.
incolumidade das pessoas, ao meio ambiente e ao
Nota: É aplicado para a determinação da altura da
patrimônio.
edificação.
4.269 Megajoule (MJ): Medida de capacidade calorífica
4.283 Nível de descarga: Nível no qual uma porta
dos corpos e materiais, estabelecida pelo Sistema
externa conduz ao exterior.
Internacional de Unidades – SI.
4.284 Nível de segurança: Enquadramento dado ao nível 4.299 Parede resistente ao fogo (parede de
potencial de risco que a edificação oferece em sua compartimentação): Elemento estrutural resistente ao
utilização prevista, conforme concebida pelo arquiteto ou fogo por um determinado período de tempo, mantendo
engenheiro. sua integridade e as características de vedação contra
gases e fumaça.
4.285 Ocupação: Atividade ou uso da edificação.
4.300 Passagem subterrânea: Obra de arte destinada à
4.286 Ocupação mista: Edificação que abriga mais de
transposição de vias, em desnível subterrâneo, e ao uso de
um tipo de ocupação.
pedestres ou veículos.
4.287 Ocupação predominante: Atividade ou uso
4.301 Passarela: Obra de arte destinada à transposição
principal exercido na edificação, levando-se em
de vias, em desnível aéreo, e ao uso de pedestres.
consideração o risco de ativação das estruturas ou o
potencial danoso aos usuários. 4.302 Pavimento: Está compreendido entre o plano de
4.288 Ocupação temporária: Atividade desenvolvida de piso e o plano do teto imediatamente acima do piso de
caráter temporário, tais como: circos, feiras, espetáculos e referência.
parques de diversões.
4.303 Pavimento de descarga: Parte da saída de
4.289 Ocupações temporárias em instalações emergência de uma edificação que fica entre a escada e o
permanentes: Instalações de caráter temporário e logradouro público ou área externa com acesso a este.
transitório, não definitivo em local com
4.304 Percentual de aberturas em uma fachada:
características de estrutura construtiva permanente,
Relação entre a área total (edificações não
podendo ser anexadas ocupações temporárias.
compartimentadas) ou área parcial (edificações
4.290 Operação automática: Atividade que não compartimentadas) da fachada de uma edificação,
depende de qualquer intervenção humana para determinar dividido pela área de aberturas existentes na mesma
o funcionamento da instalação de gás. fachada.
4.291 Operação de abastecimento: Atividade de 4.305 Perícia técnica: Consiste no levantamento e
transferência de gás liquefeito de petróleo (GLP) entre o apuração efetuado por profissional do CBMMG,
veículo abastecedor e a central de GLP. legalmente habilitado, para emissão de parecer técnico
quanto aos sinistros e exigências de proteção contra
4.292 Operação manual: Atividade que depende da
incêndio e pânico nas edificações, mediante exame
ação do elemento humano.
circunstanciado e descrição minuciosa dos elementos que
4.293 Operador: Profissional habilitado a executar a o constituem, bem como das causas do desenvolvimento e
operação de transferência de gás liquefeito de petróleo conseqüências dos incêndios, através do exame técnico
(GLP) entre o veículo abastecedor e a central de GLP das edificações, materiais e equipamentos, no local ou em
podendo acumular a função de motorista, desde que reúna laboratório especializado, apontando as causas que o
as habilitações necessárias. motivaram.
4.294 Órgão competente: Órgão público, federal, 4.306 Perigo: Propriedade de causar dano inerente a uma
estadual, municipal, ou ainda autarquias ou entidades por substância, a uma instalação ou a um procedimento.
estes designadas capacitadas legalmente para determinar
4.307 Pesquisa de incêndio: Apuração das causas,
aspectos relevantes dos sistemas de proteção contra
desenvolvimento e conseqüências dos incêndios atendidos
incêndio.
pelo CBMMG, mediante exame técnico das edificações,
4.295 Pânico: Susto ou pavor repentino, que provoca nas materiais e equipamentos, no local ou em laboratório
pessoas, reação desordenada, individual ou coletiva, de especializado.
propagação rápida; susto ou pavor que repentino, provoca
4.308 Pilotis: Local edificado de uso comum, aberto em
nas pessoas, reação desordenada, individual ou coletiva,
pelo menos três lados. Considera-se, também, como tal, o
de propagação rápida.
local coberto, aberto em pelo menos duas faces opostas,
4.296 Pantográfica: Porta constituída por cujo perímetro aberto tenha, no mínimo, 70% do
paralelogramos articulados. perímetro total. Também se inclui nesta categoria, o nível
de transição das estruturas da edificação, onde os pilares
4.297 Parede corta-fogo: Elemento construtivo que, sob se encontram com os elementos de fundação ou onde os
a ação do fogo, conserva suas características de pilares mudam de forma e ficam aparentes, em
resistência mecânica, é estanque à propagação da chama e
atendimento ao projeto arquitetônico.
proporciona um isolamento térmico tal que a temperatura
medida sobre a superfície não exposta não ultrapasse 4.309 Piso: Superfície superior do elemento construtivo
140ºC durante um tempo especificado. horizontal sobre a qual haja previsão de estocagem de
materiais ou onde os usuários da edificação tenham
4.298 Parede corta-fogo portante: Elemento acesso irrestrito.
construtivo, com características de resistência ao fogo
(estanqueidade, isolação térmica e estabilidade), visando a 4.310 Pista de rolagem: Pista de dimensões definidas,
separar uma edificação em relação à outra. destinada à rolagem de helicópteros entre área de pouso
ou de decolagem e a área de estacionamento ou de
serviços.
4.311 Planilha de levantamento de dados: Instrumento 4.322 Ponto de luz: Dispositivo constituído de
utilizado para a catalogação de todas as informações e lâmpada(s) ou outros dispositivos de iluminação,
dados da empresa, indispensável à elaboração de um PPI. invólucro(s) e/ou outros(s) componente(s) que têm a
função de promover o aclaramento do ambiente ou a
4.312 Plano de Auxílio Mútuo (PAM): Plano que tem
sinalização.
por objetivo conjugar os esforços dos órgãos públicos
(Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia etc) e 4.323 População: Número de pessoas para as quais uma
brigadas de incêndio e de abandono das empresas edificação, ou parte dela é projetada.
privadas, em caso de sinistro.
4.324 População fixa: Número de pessoas que
4.313 Plano de intervenção de incêndio: Plano permanece regularmente na edificação, considerando-se
estabelecido em função dos riscos da edificação para os turnos de trabalho e a natureza da ocupação, bem como
definir a melhor utilização dos recursos materiais e os terceiros nestas condições.
humanos em uma situação de emergência.
4.325 População flutuante: Número de pessoas que não
4.314 Plano global de segurança: Integração de todas as se enquadra no item de população fixa. Será sempre pelo
medidas de prevenção contra incêndios e pânico que número máximo diário de pessoas.
garantam a segurança efetiva das pessoas (aspecto
4.326 Porta corta-fogo (PCF): Dispositivo
humano) e do edifício, envolvendo as medidas de
construtivo(Conjunto de folha(s) de porta, marco e
proteção ativa e passiva.
acessórios), com tempo mínimo de resistência ao fogo,
4.315 Plano particular de intervenção (PPI): instalado nas aberturas da parede de compartimentação,
Procedimento peculiar de atendimento de emergência em destinadas à circulação de pessoas e de equipamentos. É
locais previamente definidos, elaborado por profissionais um dispositivo móvel que, vedando aberturas em paredes,
de grupo multidisciplinar (Engenheiros ou Técnicos que retarda a propagação do incêndio de um ambiente para
atuem na área de segurança de incêndio e ambiental), em outro. Quando instaladas nas escadas de segurança,
conjunto com o Corpo de Bombeiros. possibilitam que os ocupantes das edificações atinjam os
pisos de descarga com as suas integridades físicas
4.316 Planta de bombeiro: Representação gráfica da
garantidas.Deve atender ás exigências de resistência
edificação, contendo informações através de legenda
mecânica, estanqueidade e isolamento térmico.
específica da localização, arranjo e previsão dos meios de
segurança contra incêndio e riscos existentes. 4.327 Posto de comando: Local fixo ou móvel, com
representantes de todos os órgãos envolvidos no
4.317 Planta de risco: Mapa simplificado no formato
atendimento de uma emergência.
A0, A1, A2, A3 ou A4, em escala padronizada, podendo
ser em mais de uma folha, indicando: 4.328 Posto de abastecimento e serviço: Atividade onde
são abastecidos os tanques de combustível de motores de
a) principais riscos;
veículos.
b) paredes corta-fogo e de compartimentação;
c) hidrantes externos; 4.329 Prevenção contra incêndio e pânico: Conjunto de
d) número de pavimentos; ações e medidas que visam a orientação das pessoas,
e) registro de recalque; objetivando diminuir a possibilidade da ocorrência de um
f) reserva de incêndio; princípio de incêndio e pânico, e estabelecer o
g) armazenamento de produtos perigosos; comportamento a ser adotado frente à emergência.
h) vias de acesso às viaturas do Corpo de Bombeiros;
i) hidrantes públicos próximos da edificação (se houver). 4.330 Procedimento sumário: Constitui-se na ação de
análise e vistoria do CBMMG em edificações de uso
4.318 Planta: Desenho onde estão situadas uma ou mais
coletivo, com área de até 750 m2 (setecentos e cinqüenta
empresas, com uma única ou mais edificações.
metros quadrados) regulados por meios de instrução
4.319 Poço de instalação: Passagem essencialmente técnica.
vertical deixada numa edificação com finalidade
específica de facilitar a instalação de serviços tais como: 4.331 Processo de segurança contra incêndio e pânico
dutos de ar-condicionado, ventilação, tubulações (PSCIP): Documentação que contém os elementos
hidráulico-sanitárias, eletrodutos, cabos, tubos de lixo, formais das medidas de proteção contra incêndio e pânico
elevadores, monta-cargas, e outros. de uma edificação ou área de risco que deve ser
apresentada no CBMMG para avaliação em análise
4.320 Poço de sucção: Elemento construtivo do técnica.
reservatório, destinado a maximizar a utilização do
volume de água acumulado, bem como para evitar a 4.332 Produtos perigosos: Todas as substâncias cuja
entrada de impurezas no interior das tubulações. liberação ou ameaça de liberação cause risco ao ser
humano, ao meio ambiente e às propriedades. Ou ainda,
4.321 Ponto de abastecimento: Ponto de interligação
conforme o Manual de Defesa Civil Estudos de Riscos e
entre o engate de enchimento da mangueira de Medicina de Desastres, aqueles produtos cujo manuseio e
abastecimento e a válvula do recipiente que deve ser tráfego apresentam risco à vida, ao meio ambiente e ao
abastecido.
patrimônio individual ou público.
4.333 Profissional habilitado: Toda pessoa com 4.347 Rede de distribuição: Parte do sistema de
formação em higiene, segurança e medicina do Trabalho, abastecimento formado de tubulações e órgãos acessórios,
engenharias, etc, devidamente registrado nos Conselhos destinada a colocar água potável à disposição dos
Regionais competentes, conforme sua área de consumidores, de forma contínua, em quantidade e
especialização. pressão recomendada.
4.334 Profissional legalmente habilitado: Pessoa física 4.348 Rede elétrica da concessionária: Energia elétrica
ou jurídica que goza do direito, segundo as leis vigentes, fornecida pela concessionária do município, a qual opera
de prestar serviços especializados de proteção contra independente da vontade do usuário.
incêndio.
4.349 Refinaria: Unidade industrial na qual são
4.335 Profundidade de piso em subsolo: Profundidade produzidos líquidos inflamáveis, em escala comercial, a
medida em relação ao nível de descarga da edificação. partir de petróleo, gasolina natural ou outras fontes de
hidrocarbonetos.
4.336 Projetista: Pessoa física ou jurídica responsável
pela elaboração de todos os documentos de um projeto, 4.350 Reforma: Alterações nas edificações e áreas de
assim como do memorial. risco sem aumento de área construída.
4.337 Projeto: Conjunto de peças gráficas e escritas, 4.351 Registro (“dumper”) de sobrepressão:
necessárias à definição das características principais do Dispositivo que atua como regulador em ambiente que
sistema de combate a incêndio, composto de plantas, deva ser mantido em determinado nível de pressão,
seções, elevações, detalhes e perspectivas isométricas e, evitando que a pressão assuma valores maiores por onde
inclusive das especificações de materiais e equipamentos. ocorra escape do ar.
4.338 Propagação por condução: Decorrente do contato 4.352 Registro de fluxo: Dispositivo com a função de
direto de chamas pela fachada ou pela cobertura (em direcionar o fluxo de ar, normalmente utilizado na saída
colapso) de um incêndio em uma edificação, que se dos grupos moto-ventiladores, quando utilizada
propaga para outra edificação contígua. duplicidade de equipamentos.
4.339 Propagação por convecção: Decorrente de gases 4.353 Registro de fumaça (“smoke damper”):
quentes emitidos pelas aberturas existentes na fachada ou Dispositivo utilizado no sistema de controle de fumaça,
pela cobertura da edificação incendiada, que atingem a projetado para resistir à passagem de ar ou fumaça. Um
fachada da outra edificação adjacente. registro de fumaça pode ser combinado, atendendo a
requisitos de resistência a fogo e fumaça.
4.340 Propagação por radiação térmica: Aquela
emitida por um incêndio em uma edificação, que se 4.354 Registro de paragem: Dispositivo hidráulico
propaga por radiação por meio de aberturas existentes na manual, destinado a interrromper o fluxo de água das
fachada, pela cobertura (em colapso), ou pela própria instalações hidráulicas de combate a incêndio em
fachada (composta de material combustível) para uma edificações.
outra edificação adjacente.
4.355 Registro de recalque: Dispositivo hidráulico
4.341 Quadro de áreas: Tabela que contém as áreas destinado a permitir a introdução de água
individualizadas das edificações e seus pavimentos. proveniente de fontes externas, na instalação
hidráulica de combate a incêndio das edificações.
4.342 Rampa: Parte construtiva inclinada de uma rota de
saída, que se destina a unir dois níveis ou setores de um 4.356 Registros corta-fogo (“dampers”): Dispositivos
recinto de evento. construtivos com tempo mínimo de resistência ao fogo,
instalados nos dutos de ventilação e dutos de exaustão,
4.343 Recipiente estacionário: Recipiente fixo, com
que cruzam as paredes de compartimentação ou
capacidade superior a 0,25m³.
entrepisos.
4.344 Recipiente transportável: Recipiente que pode
4.357 Reserva de incêndio: Volume de água destinado
ser transportado manualmente ou por qualquer outro
exclusivamente ao combate a incêndio.
meio. É considerado transportável para efeito de proteção
contra incêndio o recipiente com volume máximo de 4.358 Reservatório ao nível do solo: Reserva de
500L. incêndio cujo fundo se encontra instalado no mesmo nível
do terreno natural.
4.345 Rede de alimentação: Conjunto de condutores
elétricos, dutos e demais equipamentos empregados na 4.359 Reservatório de escorva: Reservatório de água
transmissão de energia do sistema, inclusive a sua com volume necessário para manter a tubulação de sucção
proteção. da bomba de incêndio sempre cheia d’água.
4.346 Rede de detecção, sinalização e alarme: 4.360 Reservatório elevado: Reserva de incêndio cujo
Conjunto de dispositivos de atuação automática fundo se encontra instalado acima do nível do terreno
destinados a detectar calor, fumaça ou chama e a atuar natural com a tubulação formando uma coluna d’água.
equipamentos de proteção e dispositivos de sinalização e
4.361 Reservatório enterrado ou subterrâneo: Reserva
alarme.
de incêndio cuja parte superior encontra-se instalada
abaixo do nível do terreno natural.
4.362 Reservatório semi-enterrado: Reserva de 4.373 Saída de emergência: Caminho contínuo,
incêndio cujo fundo se encontra instalado abaixo do nível devidamente protegido e sinalizado, proporcionado por
do terreno natural e com a parte superior acima do nível portas, corredores, “halls”, passagens externas, balcões,
do terreno natural. vestíbulos, escadas, rampas ou outros dispositivos de
saída ou combinações destes, a ser percorrido pelo
4.363 Resistência ao fogo: Propriedade de um elemento
usuário em caso de incêndio e pânico, que conduzam o
construtivo, de resistir à ação do fogo por um determinado
usuário de qualquer ponto da edificação até atingir a via
período de tempo, mantendo sua integridade,
pública ou espaço aberto, protegido do incêndio ou
estanqueidade e isolação e/ou características de vedação
pânico, em comunicação com o logradouro.
aos gases e chamas.
4.374 Saída ou rota de fuga: Caminho contínuo
4.364 Responsável técnico: Profissional habilitado para
proporcionado por portas, corredores, “halls”, escadas,
elaboração e/ou execução de atividades relacionadas a
rampas ou outros dispositivos de saída ou combinações
segurança contra incêndio e pânico.
destes, a ser percorrido pelo usuário, para acesso e
4.365 Risco: Acontecimento possível, futuro e incerto descarga.
seja quanto a sua realização, seja quanto à época em que
4.375 Saída horizontal: Passagem de um edifício para
poderá ocorrer, independente da vontade humana ou não e
outro por meio de porta corta-fogo, vestíbulo, passagem
de cuja ocorrência decorrem prejuízos de qualquer
coberta, passadiço ou balcão.
natureza.
4.376 Saída única: Local em um setor do recinto de
4.366 Risco iminente: É a constatação de situação atual
evento, onde a saída é possível apenas em um sentido.
e iminente de exposição ao perigo e a probabilidade de
ocorrência de um sinistro que deve ser fundamentada pelo 4.377 Sapé, piaçava (ou piaçaba): Fibras vegetais de
bombeiro militar durante a realização de vistoria levando fácil combustão, de largo emprego na zona rural para
se em consideração a exposição ao perigo potencial e as cobertura de ranchos, no fabrico de vassouras e também
medidas de proteção adotadas no local. utilizadas como cobertura de edificações destinadas à
reunião de público, tais como bares, lanchonetes,
4.367 Risco isolado: Risco separado dos demais por
restaurantes, casas de espetáculos etc.
paredes ou espaços desocupados, suficientes para evitar a
propagação de incêndio de uma edificacão para a outra. 4.378 Segurança contra incêndio: Conjunto de ações e
recursos internos e externos à edificação ou área de risco,
4.368 Risco isolado de central de GLP: Distância da
que permitem controlar a situação de incêndio e pânico e
central de gás liquefeito de petróleo (GLP) à projeção da
remoção das pessoas do local do sinistro em segurança.
edificação.
4.379 Segurança: Compromisso a cerca da relativa
4.369 Risco predominante: Atividade principal exercida
proteção da exposição a riscos.
na edificação, que também pode ser definido como risco
principal na edificação, ou que predomina sobre os 4.380 Selos corta-fogo: Dispositivos construtivos com
demais, ou ainda o maior nível de risco, desde que na tempo mínimo de resistência ao fogo, instalados nas
ocorrência de um sinistro ele contribua de alguma forma passagens de eletrodutos e tubulações que cruzam as
para o agravamento da situação de forma significativa e paredes de compartimentação ou entrepisos.
em termos proporcionais.
4.381 Separação corta-fogo: Elemento de construção
Notas: que funciona como barreira contra a propagação do fogo,
a) Ocorrendo equivalência na somatória da carga de avaliado conforme norma existente.
incêndio, adotar-se-á para efeito da classificação do maior
4.382 Separação de riscos de incêndio: Recursos que
risco, a ocupação que possuir maior carga de incêndio pôr
visam a separar fisicamente edificações ou equipamentos.
m².
Podem ser áreas livres, barreiras de proteção, anteparos
b) Ocorrendo concentração de público, prevalecerá como
e/ou paredes de material incombustível, com resistência
sendo o maior risco, para o dimensionamento das saídas
mínima à exposição ao fogo de 2 horas.
de emergências.
4.383 Separação entre edificações: Distância segura
4.370 Risco primário: Risco principal do produto de
entre cobertura e fachada de edificações adjacentes, que
acordo com tabela do Decreto 96.044, 18Mai88,
se caracteriza pela distância medida horizontalmente entre
Regulamento Federal para o transporte rodoviário de
a cobertura de uma edificação e a fachada de outra
produtos perigosos.
edificação adjacente. Fachadas de edificações adjacentes,
4.371 Risco secundário: Risco subsidiário do produto de que se caracterizam pela distância medida
acordo com tabela do Decreto 96.044, 18Mai88, horizontalmente entre as fachadas de edificações
Regulamento Federal para o transporte rodoviário de adjacentes.
produtos perigosos.
4.384 Serviço de segurança contra incêndio e pânico:
4.372 Rolagem: Movimento do helicóptero de um ponto
Compreende a Diretoria de Atividades Técnicas,
para outro, realizado na superfície ou pouco acima desta,
Batalhões, Companhias e Pelotões do CBMMG que têm
conforme o tipo de trem de pouso do helicóptero.
por finalidade desenvolver as atividades relacionadas à
prevenção e proteção contra incêndio e pânico nas
edificações e áreas de risco, observando-se o 4.397 Sistema de detecção e alarme: Conjunto de
cumprimento das exigências estabelecidas Regulamento dispositivos que visa a identificar um princípio de
de Segurança Contra Incêndio e Pânico nas edificações e incêndio, notificando sua ocorrência a uma central, que
áreas de risco do Estado de Minas Gerais. repassará este aviso a uma equipe de intervenção, ou
determinará o alarme para a edificação, com o
4.385 Setor: Espaço delimitado por elementos conseqüente abandono da área.
construtivos que condicionam a circulação das pessoas
4.398 Sistemas de hidrantes ou de mangotinhos:
para outras partes do recinto, permitindo ainda a lotação
Conjunto de dispositivos de combate a incêndio composto
ordenada do local.
por reserva de incêndio, bombas de incêndio (quando
4.386 Severidade da exposição: Soma total da energia necessário), rede de tubulação, hidrantes ou mangotinhos
produzida com a evolução de um incêndio, que resulta na e outros acessórios descritos nesta norma.
intensidade de uma exposição.
4.399 Sistema de prevenção contra incêndio e pânico:
4.387 “Shaft”: Abertura existente na edificação, vertical Sistema constituído de equipamentos, materiais e
ou horizontal, que permite a passagem e interligação de conjuntos que atuam na proteção da vida e das
instalações elétricas, hidráulicas ou outros dispositivos edificações.
necessários.
4.400 Sistema preventivo eficaz automático: Entende-
4.388 “Shopping” coberto (“covered mall”): Espaço se por todo equipamento que não dependa da ação
amplo criado por uma área coberta de pedestre em uma humana para entrar em funcionamento e que debele o
edificação agregando um número de ocupantes, tais como incêndio ainda no início, permitindo o menor dano
lojas de varejo, bares, entretenimento e diversão, possível ao patrimônio e preservando a vida humana.
escritórios ou outros usos similares, onde esses espaços
4.401 Sistema preventivo eficiente: Entende-se pelo
ocupados são abertos permitindo comunicação direta com
conjunto de equipamentos, cujo funcionamento dependa
a área de pedestres.
da ação humana para funcionar e possua carga extintora
4.389 Simulado: Emprego técnico e tático dos meios de comprovada eficiência.
disponíveis, realizados por pessoal especializado, em
4.402 Sobreloja: Entende-se por sobreloja o piso
situação não real, visando o treinamento dos participantes.
compreendido entre dois pavimentos contíguos, os quais
4.390 Sinais visuais: Compreendem a combinação de tenham entre si altura suficiente para a interposição de um
símbolos, mensagens, formas geométricas, dimensões e terceiro nível, o qual não configure um pavimento,
cores. possuindo altura do pé direito diferenciado do pé direito
do pavimento tipo. A principal característica da sobreloja
4.391 Sinalização de emergência: Conjunto de sinais
em relação ao jirau ou ao mezanino reside na
visuais que indicam, de forma rápida e eficaz, a
característica de poder ser contido lateralmente por quatro
existência, a localização e os procedimentos referentes a
paredes e com a possibilidade de ter ou não guarda-corpo
saídas de emergência, equipamentos de segurança contra
em uma ou mais laterais. Sua função principal é de
incêndios e riscos potenciais de uma edificação ou áreas
acondicionamento de materiais, servindo como área de
relacionadas a produtos perigosos.
depósito. Não se exclui destes, níveis cujo aproveitamento
4.392 Sinistro: Ocorrência de prejuízo ou dano, causado seja constituído por escritórios, ou fechamentos de área
por incêndio ou acidente, explosão etc. para provadores, área de apoio aos funcionários e afins. A
sobreloja pode ocupar toda a área de projeção em planta
4.393 Sistema de aspersão de espuma: Sistema
do pavimento imediatamente abaixo, mas com acesso
especial, ligado à fonte da solução produtora, estando exclusivo por este. Só existe sobreloja em edificações
equipado com aspersores de neblina para descarga e comercial ou mista, neste caso onde existir lojas (sala,
distribuição na área a ser protegida.
escritório ou loja).
4.394 Sistema de carregamento: Dispositivo para o
4.403 Solicitação de vistoria por autoridade pública:
abastecimento de tanques de combustível de motores de Instrumento administrativo, utilizado para atender
veículos, que engloba uma ou mais unidades de
solicitação de autoridade pública, no setor de prevenção
abastecimento. de incêndio do Corpo de Bombeiros Militar de Minas
4.395 Sistema de chuveiros automáticos: Conjunto Gerais para realização de vistoria na edificação.
integrado de tubulações, acessórios, abastecimento
4.404 Sprinkler: Ver chuveiro automático.
de água, válvulas e dispositivos sensíveis à elevação
de temperatura, de forma a processar água sobre o 4.405 Subestação atendida: Instalação operada
foco de incêndio em uma densidade adequada para localmente e que dispõe de pessoas permanentes ou
extinguí-lo ou controlá-lo em seu estágio inicial. estacionadas.
4.396 Sistema de controle de fumaça (“smoke 4.406 Subestação compacta: Instalação atendida ou não,
management system”): Sistema projetado, que inclui localizada em região urbana, com os tipos descritos
todos os métodos isolados ou combinados, para modificar abaixo:
o movimento da fumaça.
a) Subestação abrigada: Instalação total ou parcialmente 4.422 Tempo máximo de abandono (t): Duração
abrigada, devido a fatores diversos, com limitação de área considerada para que todos os ocupantes do recinto
do empreendimento, aspectos econômicos e sociais. consigam atingir o espaço livre exterior.
b) Subestação subterrânea: instalações que se encontram
4.423 Tempo requerido de resistência ao fogo
situadas abaixo do nível do solo.
(TRRF): Duração de resistência ao fogo dos elementos
c) Subestação de uso múltiplo: Instalação localizada em
construtivos de uma edificação, estabelecida pelas
uma única área compartilhada pelo proprietário e por
normas.
terceiros.
4.424 Terceiros: Prestadores de serviço.
4.407 Subestação de uso múltiplo: Instalação
convencional, acrescida de outras edificações separadas e 4.425 Terraço: Local descoberto sobre uma edificação
distanciadas entre si, de único proprietário. ou ao nível de um de seus pavimentos acima do
pavimento térreo.
4.408 Subestação elétrica convencional: Instalação de
pátio que se encontra ao ar livre, podendo os 4.426 Teste: Verificação ou prova (fazer funcionar
transformadores permanecer ou não enclausurados. experimentalmente), para determinar a qualidade ou
comportamento de um sistema de acordo com as
4.409 Subestação não-atendida: Instalação tele-
condições estabelecidas na Instrução Técnica.
controlada ou operada localmente por pessoas não
permanentes ou não estacionadas. 4.427 Torre de espuma: Equipamento portátil destinado
a facilitar a aplicação da espuma em tanques.
4.410 Subsolo: Pavimento situado abaixo do perfil do
terreno. Não será considerado subsolo o pavimento que 4.428 Trajetórias de escape: Vazão de ar que sai dos
possuir ventilação natural e tiver sua laje de cobertura ambientes pressurizados, definida no projeto do sistema, e
acima de 1,20m do perfil do terreno. é através deste fluxo de ar que são estabelecidas a
trajetória que serão percorridas pelo ar que gera a
4.411 Supervisão (“supervision”): Autoteste do sistema
pressurização.
de controle de fumaça, na qual o circuito de condutores
ou dispositivos de função são monitorados para 4.429 Tubo-luva de proteção: Dispositivo no interior do
acompanhar a falha ou integridade dos condutores e dos qual a tubulação de gás (GLP, nafta, natural ou outro
equipamentos que controlam o sistema. similar) é montada, e cuja finalidade é diminuir o risco de
um princípio de incêndio, próximo às juntas, soldas e
4.412 Tanque: Reservatório cilíndrico para
conexões; atingir a proteção contra incêndio existente nos
armazenar líquidos combustíveis ou inflamáveis.
dutos de sucção e/ou pressurização, visando ainda ao não
4.413 Tanque atmosférico não refrigerado: confinamento de gás em locais não ventilados.
Reservatório não equipado com sistema de refrigeração.
4.430 Tubulação: Conjunto de tubos, conexões e outros
4.414 Tanque atmosférico refrigerado: Reservatório acessórios destinados a conduzir água, desde a reserva de
equipado com sistema de refrigeração, que visa a incêndio até os hidrantes ou mangotinhos.
controlar a temperatura entre – 35ºC a – 40ºC de forma a
4.431 Tubulação seca: Parte do sistema de hidrantes,
manter o gás liquefeito de petróleo (GLP) em estado
que por condições específicas, fica permanentemente sem
líquido sem a necessidade de pressurização.
água no seu interior, sendo pressurizada por viatura de
4.415 Tanques de maior risco: Reservatório contendo combate a incêndios.
líquidos combustíveis ou inflamáveis e que possui maior
4.432 Túnel rodoviário: Passagem horizontal construída
demanda de vazão de espuma mecânica.
embaixo da terra ou da água usado para o tráfego de
4.416 Tanque de teto cônico: Reservatório com teto automóveis.
soldado na parte superior do costado.
4.433 Unidade autônoma: Parte da edificação vinculada
4.417 Tanque de teto flutuante: Reservatório cujo teto a uma fração ideal de terreno, sujeita às limitações da lei,
será diretamente apoiado na superfície do líquido no qual constituída de dependências e instalações de uso privativo
flutua. e de parcela de dependências e instalações de uso comum
da edificação, assinalada por designação especial
4.418 Tanque vertical: Reservatório de base apoiada
numérica, para efeitos de identificação, nos termos da Lei
sobre o solo.
Federal nº 4591, de 16 de dezembro de 1964.
4.419 Taxa de aplicação: Vazão de solução de espuma a
4.434 Unidade de passagem: Largura mínima para a
ser lançada sobre a área da superfície líquida em chamas.
passagem de uma fila de pessoas, fixada em 0,55 m.
4.420 Temperatura crítica: Temperatura que causa o
Nota: Capacidade de uma unidade de passagem é o
colapso no elemento estrutural.
número de pessoas que passa por esta unidade em 1,0
4.421 Tempo de comutação: Intervalo de tempo entre a minuto.
interrupção da alimentação da rede elétrica da
4.435 Unidade de processamento: Estabelecimento ou
concessionária e a entrada em funcionamento do sistema
parte de estabelecimento cujo objetivo principal é
de iluminação de emergência.
misturar, aquecer, separar ou processar, de outra forma,
líquidos inflamáveis. Nesta definição não estão incluídas caracterizados principalmente por possuírem imóveis
as refinarias, destilarias ou unidades químicas. edificados ao longo de sua extensão.
4.436 Unidade extintora: Extintor que atende a 4.451 Viaduto: Obra de construção civil destinada a
capacidade extintora mínima prevista em norma em transpor uma depressão de terreno ou servir de passagem
função do risco e natureza do fogo. superior.
4.437 Válvula de retenção: Dispositivo hidráulico 4.452 Vias de acesso para atendimento a emergências:
destinado a evitar o retorno da água para o Áreas ou locais definidos para passagem de pessoas, em
reservatório. casos de abandono de emergência, e/ou para transporte de
equipamentos ou materiais para extinção de incêndios.
4.438 Válvulas: Acessórios de tubulação destinado a
controlar ou bloquear o fluxo de água no interior das 4.453 Vigas principais: Elementos estruturais ligados
tubulações. diretamente aos pilares ou a outros elementos estruturais
que sejam essenciais à estabilidade do edifício como um
4.439 Varanda: Parte da edificação, não em balanço,
todo.
limitada pela parede perimetral do edifício, tendo pelo
menos uma das faces aberta para o logradouro ou área de 4.454 Vistoria: É o ato de certificar o cumprimento das
ventilação. exigências das medidas de proteção contra incêndio e
pânico nas edificações e áreas de risco por meio de exame
4.440 Vazamento: Vazão de ar que sai do ambiente e/ou
no local.
da rede de dutos de modo não desejável causando perda
de uma parcela do ar que é insuflado. 4.455 Vistoriador: Servidor público militar, credenciado
para o serviço de vistoria do Corpo de Bombeiros Militar
4.441 Vedadores corta-fogo: Dispositivos construtivos
de Minas Gerais.
com tempo mínimo de resistência ao fogo, instalados nas
aberturas das paredes de compartimentação ou dos 4.456 Vítima: Pessoa ou animal que sofreu qualquer
entrepisos, destinadas à passagem de instalações elétricas, tipo de lesão ou dano.
hidráulicas, etc.
4.442 Veículo abastecedor: Veículo especificamente
homologado para transporte e transferência de gás
liquefeito de petróleo (GLP) a granel.
4.443 Veículo transportador: Veículo que dispõe de
tanque criogênico, especialmente projetado e utilizado
para o transporte e transvasamento de gás natural
liquefeito (GNL) e devidamente certificado pelo
INMETRO.
4.444 Veios: Dispositivos instalados no interior de
curvas, bifurcações ou outros acessórios com a finalidade
de direcionar o fluxo de ar, visando, também, à
diminuição da perda de carga localizada.
4.445 Velocidade (v): Distância percorrida por uma
pessoa em uma unidade de tempo (m/min).
4.446 Veneziana de tomada de ar: Dispositivo
localizado em local fora do risco de contaminação
por fumaça proveniente do incêndio e por partículas
que proporcionam o suprimento de ar adequado para
o sistema de pressurização.
4.447 Ventilação constante: Movimentação constante de
ar em um ambiente.
4.448 Ventilação cruzada: Movimentação de ar, que se
caracteriza por aberturas situadas em lados opostos das
paredes de uma edificação, sendo uma localizada junto ao
piso e a outra situada junto ao teto.
4.449 Via de acesso: Espaço destinado para as viaturas
do CBMMG adentrarem no entorno à edificação, à área
de risco e à faixa de estacionamento.
4.450 Via urbana: Espaços abertos destinados à
circulação pública (tais como ruas, avenidas, vielas, ou
caminhos e similares), situados na área urbana e
IT - 03
SÍMBOLOS GRÁFICOS PARA PROJETO DE SEGURANÇA
CONTRA INCÊNDIO

SUMÁRIO ANEXO

1 – Objetivo Símbolos gráficos para projeto de segurança contra incêndio e


pânico
2 – Aplicação

3 – Definições

4 – Referências normativas

5 – Procedimentos
INSTRUÇÃO TÉCNICA – 03

SIMBOLOS GRÁFICOS PARA PROJETO DE


SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E
DIRETORIA DE ATIVIDADES TECNICAS
Av. Augusto de Lima, 355 - Bairro Centro
PÂNICO
CEP 30.190-000
Site: www.bombeiros.mg.gov.br
Email: dat3@cbmmg.m.gov.br

1 OBJETIVO Lei nº 14.130, de 19 de dezembro de 2001 que dispõe


sobre a prevenção contra incêndio e pânico no Estado de
Esta Instrução Técnica estabelece os símbolos gráficos a Minas Gerais.
serem utilizados nos projetos de segurança contra incêndio
das edificações e áreas de risco, atendendo ao previsto no Decreto Estadual nº 44.270, de 01 de abril de 2006 –
Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico nas
nas edificações e áreas de risco no Estado de Minas edificações e áreas de risco no Estado de Minas Gerais.
Gerais.
NBR 14100 – Proteção contra incêndio – Símbolos
gráficos para projeto.
2 APLICAÇÃO
5 PROCEDIMENTOS
2.1 Os símbolos gráficos constantes desta Instrução
Técnica se aplicam aos projetos de segurança contra 5.1 Os símbolos gráficos que devem constar nos
incêndio. projetos de segurança contra incêndio das edificações
2.2 Adota-se a NBR 14100 – Proteção contra incêndio – e áreas de risco são apresentadas no Anexo.
Símbolos gráficos, com as inclusões e adequações de 5.2 Os símbolos gráficos são compostos por uma forma
exigências constantes nesta instrução. geométrica básica, que define uma categoria de segurança
contra incêndio e por um símbolo suplementar, que,
quando colocado no interior da forma geométrica básica,
define o significado específico do conjunto.
3 DEFINIÇÕES
5.3 As dimensões dos símbolos devem estar em uma
mesma escala, proporcional à escala de qualquer desenho
Para efeito desta Instrução Técnica, aplicam-se as
do projeto.
definições constantes da Instrução Técnica 02
5.4 Caso seja conveniente, a área na cor preta existente no
(Terminologia de proteção contra incêndio).
interior de algum dos símbolos pode ser substituída por
hachuras ou pode ser pontilhada.
5.5 Os significados de todos os símbolos utilizados devem
4 REFERÊNCIAS NORMATIVAS ser representados em uma legenda, de forma clara e de
fácil identificação pelo leitor.
_______________________________________________
Para compreensão desta Instrução Técnica é necessário
consultar as seguintes normas, levando em consideração
todas as suas atualizações e outras que vierem substituí-
las:
Anexo (normativo)

Símbolos gráficos para projeto de segurança contra incêndio


IT - 04
ACESSO DE VIATURAS NAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO

SUMÁRIO ANEXOS

1 – Objetivo A – Tabela para colocação de via de acesso e faixa de


estacionamento

2 – Aplicação B – Portão de Acesso

3 – Referências bibliográficas C – Tipos de Retornos

4 – Definições D – Desnível Longitudinal e Lateral

5 – Procedimentos E – Faixa de Estacionamento


INSTRUÇÃO TÉCNICA – 04

ACESSO DE VIATURA NA EDIFICAÇÃO E


ÁREA DE RISCO
DIRETORIA DE ATIVIDADES TECNICAS
Av. Augusto de Lima, 355 - Bairro Centro
CEP 30.190-000
Site: www.bombeiros.mg.gov.br
Email: dat3@.cbmmg.mg.gov.br

1 OBJETIVO BELEZIA, Eduardo. Estacionamento de viaturas em locais


de sinistro, uma estratégia ou uma tática. São Paulo, 1998.
Esta Instrução Técnica fixa condições mínimas exigíveis
para o acesso e estacionamento de viaturas de bombeiros
nas edificações e áreas de risco, visando disciplinar o seu Monografia elaborada no Curso de Aperfeiçoamento de
emprego operacional na busca e salvamento de vítimas e Oficiais-I/98 da PMESP.
no combate a incêndios, atendendo ao previsto no
Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico nas 4 DEFINIÇÕES
edificações e áreas de risco no Estado de Minas Gerais.
Para os efeitos desta Instrução Técnica aplicam-se as
definições constantes da Instrução Técnica 02 –
2 APLICAÇÃO Terminologia de proteção contra incêndio e Pânico .

Esta Instrução Técnica deve ser observada para os portões


de acesso de condomínios de residências unifamiliares, 5 PROCEDIMENTOS
condomínios comerciais e condomínios industriais; sendo
recomendativa a todas as demais edificações e áreas de 5.1 Condições gerais
risco.
5.1.1 Via de acesso e faixa de estacionamento.
5.1.1.1 Características da via de acesso
3 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 5.1.1.1.1 Largura: mínima de 6,00 m.
5.1.1.1.2 Suportar viaturas com peso de 25.000
Para compreensão desta Instrução Técnica é necessário quilogramas-força.
consultar as seguintes normas, levando em consideração 5.1.1.1.3 Desobstrução em toda a largura e com altura livre
todas as suas atualizações e outras que vierem substituí- mínima de 4,50 m.
las. 5.1.1.1.4 Quando o acesso for provido de portão, este
deverá atender à largura mínima de 4,00 m e altura mínima
Lei nº 14.130, de 19 de dezembro de 2001 que dispõe de 4,50 m. (Figura 1).
sobre a prevenção contra incêndio e pânico no Estado de 5.1.1.1.5 As vias de acesso que excedam 45,00 m de
Minas Gerais. comprimento devem possuir retorno circular (Figura 2),
em formato de “Y” (Figura 3) ou em formato de “T”
Decreto Estadual nº 44.270, de 01 de abril de 2006 – (Figura 4), respeitadas as medidas mínimas indicadas.
Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico nas 5.1.1.1.6 São aceitos outros tipos de acessos com retornos,
edificações e áreas de risco no Estado de Minas Gerais. que não os especificados acima, mas que garantam a
entrada e a saída de viaturas, desde que atendam aos itens
INTERNATIONAL FIRE SERVICE TRAINING 5.1.1.1.1, 5.1.1.1.2, 5.1.1.1.3 e 5.1.1.1.4.
ASSOCIATION - Fire Department Aerial Apparatus.
First Edition, 1991. Oklahoma State University. 5.1.1.2 Características das faixas de estacionamento
5.1.1.2.1 Largura: mínima de 8,00 m.
The Building Regulations, 1991. Código de Prevenção 5.1.1.2.2 Comprimento: mínimo de 15,00 m.
Inglês. 5.1.1.2.3 Suportar viaturas com peso de 25.000
quilogramas-força.
5.1.1.2.4 Recomenda-se que o desnível máximo da faixa 5.2.1.1 Quando a edificação principal estiver afastada mais
de estacionamento não ultrapasse o valor de 5%, tanto de 20,00 m da via pública, a contar do meio fio, deve
longitudinal quanto transversal. (Figuras 5 e 6). possuir via de acesso e faixa de estacionamento.
5.1.1.2.5 Deve existir pelo menos uma faixa de 5.2.1.2 A via de acesso deve atender ao disposto nos itens
estacionamento paralela a uma das faces da 5.1.1.1 e subitens.
edificação que possua aberturas (portas e ou janelas). 5.2.1.3 No caso da edificação possuir riscos isolados que
(Figura 7). ultrapassem 1.500,00 m2, cada risco deve ser atendido pela
5.1.1.2.6 A distância máxima da faixa de via de acesso e ter pelo menos uma faixa de
estacionamento até a face da edificação deve ser de estacionamento.
8,00 m, medidas a partir de sua borda mais próxima 5.2.2 Edificações com altura superior a 12,00 m.
do edifício. (Figura 7). 5.2.2.1 No caso da edificação apresentar afastamento
5.1.1.2.7 A faixa de estacionamento deve estar livre superior a 10,00 m na via pública, esta deve possuir via de
de postes, painéis, árvores ou qualquer outro acesso e faixa de estacionamento.
elemento que possa obstruir a operação das viaturas. 5.2.2.2 A via de acesso deve atender ao disposto nos itens
5.1.1.2.8 A faixa de estacionamento deve ser 5.1.1.1 e subitens.
adequadamente sinalizada, com placas de <proibido 5.2.2.3 A faixa de estacionamento deve atender ao
parar e estacionar> e com sinalização de solo disposto nos itens 5.1.1.2 e subitens.
demarcadas com faixas amarelas e identificadas com 5.2.2.4 No caso da edificação ser constituída de risco
as palavras “RESERVADO PARA VIATURAS DO isolados, cada risco deve ser atendido pela via de acesso e
CORPO DE BOMBEIROS” . ter pelo menos uma faixa de estacionamento.

5.2 Condições específicas. (Anexo A) 5.2.3 Condomínio de residências unifamiliares.


5.2.3.1 Deve possuir via de acesso atendendo ao disposto
5.2.1 Edificações com altura menor ou igual a 12,00 no item 5.1.1.1 e subitens.
m.
ANEXO A
Tabela para colocação de via de acesso e faixa de estacionamento

Tabela
Tipo de Edificação Afastamento em relação ao meio fio
Edificação com altura menor ou Edifício principal afastado mais que 20 Via de acesso e faixa de estacionamento
igual a 12 metros metros
Edifício principal afastado menos que 20 Nenhuma
metros
Edificação com altura maior que Edifício principal afastado mais que 10 Via de acesso e faixa de estacionamento
12 metros metros
Edifício principal afastado menos que 10 Nenhuma
metros
Condomínio de residências Todos Via de acesso
unifamiliares
ANEXO B
Portão de acesso

Figura 1 – Altura e largura mínimas de acesso à edificação


ANEXO C
Tipos de retornos

Figura 2 – Retorno circular

Figura 3 – Retorno em Y
Figura 4 – Retorno em T
ANEXO D
Desnível longitudinal e lateral de via de acesso

Figura 6 – Desnível longitudinal Figura 5 – Desnível lateral


Fonte: Fire Department Aerial Apparatus Fonte: Fire Department Aerial Apparatus
ANEXO E
Faixa de estacionamento

Figura 7 – Faixa de estacionamento


IT - 05
SEPARAÇÃO ENTRE EDIFICAÇÕES (ISOLAMENTO DE RISCO)

SUMÁRIO ANEXOS

1 – Objetivo A – Tabela 4 (índice para distâncias de


Segurança)

2 – Aplicação B – Tabela 5 (Proteções de Aberturas)

3 – Referências Normativas e Bibliográficas C – Exemplos de dimensionamento

4 – Definições e Conceitos

5 – Relação entre os tipos de propagação e


os arranjos físicos das edificações

6 – Procedimentos

7– Recomendações e distâncias de
separação entre edificações de propriedades
distintas.
INSTRUÇÃO TÉCNICA – 05

SEPARAÇAO ENTRE EDIFICAÇÕES


(ISOLAMENTO DE RISCO)
DIRETORIA DE ATIVIDADES TECNICAS
Av. Augusto de Lima, 355 - Bairro Centro
CEP 30.190-000
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3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E
1 OBJETIVO
BIBLIOGRÁFICAS
O objetivo desta Instrução é de determinar critérios
para isolar externamente os riscos de propagação do Para compreensão desta Instrução Técnica é necessário
incêndio por radiação de calor, convecção de gases consultar as seguintes normas, levando em consideração
quentes e transmissão de chama, para evitar que o todas as suas atualizações e outras que vierem substituí-las:
incêndio proveniente de uma edificação se propague
para outra, ou retardar a propagação permitindo a Lei nº 14.130, de 19 de dezembro de 2001 que dispõe sobre
evacuação do público. a prevenção contra incêndio e pânico no Estado de Minas
Gerais.

2 APLICAÇÃO Decreto Estadual nº 44.270, de 01 de abril de 2006 –


Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico nas
2.1 Esta Instrução Técnica aplica-se a todas as edificações, edificações e áreas de risco no Estado de Minas Gerais.
independentemente de sua ocupação, altura, número de
pavimentos, volume, área total e área específica de NFPA 80A – Recommended Practice for Protection of
pavimento, para considerar-se uma edificação como risco Buildings from Exterior Fire Exposures. Ed.
isolado em relação à (s) outra (s) adjacente (s) na mesma Eletrônica, USA, 1996 edition.
propriedade (Fig.1).
NBR 14432 - Exigências de resistência ao fogo de
elementos construtivos de edificações – Procedimento

4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS

4.1 Para os efeitos desta Instrução Técnica aplicam-se as


definições constantes da IT 02 – Terminologia de proteção
contra incêndio e Pânico e artigo 3º do Regulamento de
Segurança Contra Incêndio e Pânico nas edificações e
áreas de risco do Estado de Minas Gerais.
4.1.1 Edificação expositora: Construção na qual o incêndio
Figura 1- Separação entre edificações no mesmo lote está ocorrendo, responsável pela radiação de calor,
2.2 Para fins de previsão das exigências de medidas de convecção de gases quentes e/ou transmissão direta das
segurança contra incêndio, considera-se isolamento de risco chamas. É a que exige a maior distância de afastamento,
a distância ou a proteção, para que uma edificação seja considerando-se duas edificações no mesmo lote ou
considerada independente em relação à adjacente. propriedade.
2.3 As edificações situadas no mesmo lote que não 4.1.2 Edificação em exposição: Construção que recebe a
atenderem as exigências de isolamento de risco serão radiação do calor, convecção dos gases quentes ou a
consideradas como uma única edificação para o transmissão direta da chama.
dimensionamento das medidas de proteção previstas no
Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico 5. RELAÇÃO ENTRE OS TIPOS DE
nas edificações e áreas de risco do Estado de Minas PROPAGAÇÃO E OS ARRANJOS FÍSICOS
Gerais. DAS EDIFICAÇÕES
5.1 O tipo de propagação e o conseqüente tipo de
isolamento a ser adotado dependem do arranjo físico das 6 PROCEDIMENTOS
edificações que, por sua vez, determinam os tipos de
propagações indicadas a seguir:
6.1 Isolamento de risco
a) entre as fachadas das edificações adjacentes por radiação
térmica (Fig.2); O isolamento de risco pode ser obtido:
a) isolamento (distância de separação) entre fachadas de
edificações adjacentes (Fig. 6);

b) isolamento (distância de separação) entre a


cobertura de uma edificação de menor altura e a
fachada de uma edificação adjacente (Fig. 7); e

Figura 2 - Propagação entre fachadas

b) entre a cobertura de uma edificação de menor altura e a


fachada da outra edificação (Fig.3);

Figura 6 - Distância de Segurança

Figura 3 - Propagação entre cobertura e fachada.

c) entre duas edificações geminadas, pelas aberturas


localizadas em suas fachadas e/ou pelas coberturas das
mesmas, por transmissão direta de chamas e convecção de
gases quentes (Fig. 4). Figura 7 - Distância de segurança entre a cobertura e fachada.

c) por parede corta-fogo entre edificações contíguas (Fig.8).

Figura 4 - Propagação entre duas edificações geminadas de mesma


altura.
d) entre edificações geminadas, por meio da cobertura
de uma edificação de menor altura e a fachada de outra
edificação, pelas três formas de transferência de
energia (Fig.5).

Figura 5 - Propagação entre duas edificações geminadas com


altura diferenciada. Figura 8 - Parede corta fogo
ao Fogo) inferiores aos especificados na Tabela A da IT 06, devem
6.1.1 Isolamento de risco por distância de separação ser consideradas sem compartimentação;
entre fachadas: b) para edifícios residenciais, considera-se compartimentadas as
unidades residenciais separadas por paredes que atendam aos
critérios de TRRF especificados na Instrução Técnica N° 06 para
6.1.1.1 Para determinar a distância de separação acima unidades autônomas.
descrita, deve-se considerar o risco que o edifício adjacente 6.1.1.2.6 A carga de incêndio é outro fator a ser
(expositor) gera ao edifício a ser considerado isolado (em considerado. e as edificações classificam-se, para esta IT,
exposição) (Fig 9). conforme Tabela 2.
Tabela 2 - Severidade da Carga de Incêndio para o Isolamento de
Risco.

Carga de Incêndio
Classificação da Severidade
(MJ/m2)
Figura 9 - Exposição entre edificações
I 0 – 680

Figura 9 – Exposição entre edificações II 681 até 1460

6.1.1.2 Parâmetros preliminares a serem determinados para III Acima de 1461


distâncias de separações:
6.1.1.2.1 A propagação por radiação térmica depende Observação: Caso a edificação possua proteção por
basicamente do nível de radiação proveniente de uma chuveiros automáticos, a classificação da severidade será
edificação em chamas. reduzida em um nível. Caso esta edificação tenha
6.1.1.2.2 O nível de radiação está associado a severidade do inicialmente a classificação “I”, então, pode- se reduzir o
incêndio, área de aberturas existentes e a resistência dos índice “α” da tabela 4 – anexo A em 50% (com a previsão
vedos (elementos de vedação) ao fogo. de chuveiros automáticos).
6.1.1.2.3 Dentre vários fatores que determinam a severidade
de um incêndio, dois têm importância significativa e estão 6.1.1.2.7 Para determinação dos valores de Carga de
relacionados com o tamanho do compartimento incendiado Incêndio consultar a IT 09.
e a carga de incêndio da edificação.
6.1.1.2.4 O tamanho do compartimento está relacionado 6.1.1.3 Procedimentos para dimensionamento da
com a dimensão do incêndio e a relação - largura e altura - distância de separação
do painel radiante localizados na fachada.
6.1.1.2.5 A Tabela 1 indica qual a parte da fachada a ser 6.1.1.3.1 Para dimensionamento da distância de separação
considerada no dimensionamento. segura entre edificações (d), considerando a radiação
térmica, deve-se:
1º Passo
Tabela 1 - Determinação da Fachada para o dimensionamento.
Relacionar as dimensões (largura/altura ou altura/largura)
Medidas de do setor da fachada a ser considerado na edificação
Parte da fachada a ser considerada conforme Tabela 1, dividindo-se sempre o maior parâmetro
proteção contra
no dimensionamento pelo menor (largura e altura) para obter o valor x;
incêndio existentes
Observação: Se o valor x obtido for um valor intermediário
Compartimentação Edifícios H≥2 na Tabela 4 (anexo A), deve-se adotar o valor
Horizontal Vertical térreos Pavimentos imediatamente superior.

Toda a fachada Toda a fachada 2º Passo


Não Não
do edifício do edifício Determinar a porcentagem de aberturas y no setor a ser
Toda a fachada considerado (Fig.10);
Toda fachada da
da área do
Sim Não área do maior
maior
compartimento
compartimento
Toda a fachada
Não Sim Não se aplica
do pavimento
Toda fachada da
Sim Sim Não se aplica área do maior
compartimento

Observações:
a) edificações com os TRRF (Tempos Requeridos de Resistência
Figura 10 - Porcentagem de aberturas na fachada 3 ou mais 8

Observação: Se o valor obtido y for um valor intermediário 6.1.2.3 Na tabela anterior, considera-se o número de
na Tabela 4 (Anexo A), deve-se adotar o valor pavimentos que contribuem para o incêndio e que variam
imediatamente superior. conforme a existência de compartimentação vertical.
3º Passo
Verificar a carga de incêndio da edificação e classificá-la 6.1.3. Considerações gerais
conforme Tabela 2;
4º Passo 6.1.3.1 Cada edificação possui resistência ao fogo parcial da
Com os valores x e y obtidos e a classificação da cobertura, a área a ser computada na determinação da
severidade, consultar a Tabela 4 (Anexo A), obtendo-se o distância da separação (d) será aquela desprotegida.
índice α, que é a base de cálculo para a distância segura 6.1.3.2 Caso a edificação possua compartimentação
entre edificações; horizontal, deve ser considerado o maior compartimento
5º Passo para se dimensionar a distância de separação.
À distância de separação é obtida multiplicando-se o índice 6.1.3.3 O distanciamento horizontal previsto na tabela 3,
α pela menor dimensão do setor considerado na fachada pode ser substituído por paredes corta-fogo, prolongando
(largura ou altura), acrescentando o fator de segurança β; acima do topo da fachada, com altura igual ou superior ao
distanciamento obtido.
6.1.1.3.2 FÓRMULA GERAL
d = α x (largura ou altura) + β

ONDE:

d = distância de separação em metros;

α = coeficiente obtido da Tabela 4 (Anexo A), em


função da relação (largura/ altura ou altura /largura),
da porcentagem de aberturas e da classificação de
severidade;
β = coeficiente de segurança que assume os valores de 1,5m
Figura 11 – Prolongamento horizontal da parede corta-fogo
(β1) ou de 3,0 m (β2), conforme a existência de Corpos de
substituindo o afastamento entre aberturas.
Bombeiros Militar no município.

Observação
6.1.3.4 O distanciamento horizontal, prevista na tabela 3,
O fator de segurança β assume dois valores (ver exemplos
pode ser considerado quando a fachada da edificação
de cálculos do Anexo “C”):
adjacente for “cega”, e considerando a resistência de acordo
a) β1 = 1,50 metros nos municípios que possuem Corpo de com a tabela A da IT Nº 06.
Bombeiros Militar com viaturas para combate a incêndios; 6.1.3.5 Nas edificações com alturas diferenciadas, deve-se
ou. adotar a maior das distâncias de separação utilizando-se os
b) β2 = 3,00 metros nos municípios que não possuem Corpo métodos descritos em 6.1.1 para qualquer dos dois edifícios
de Bombeiros Militar. e em 6.1.2 para o edifício mais baixo.
6.1.3.6 Para a distância de separação entre as edificações
6.1.2 Isolamento de risco por distância de separação adjacentes com a mesma altura, pode-se desconsiderar o
entre cobertura e fachada dimensionamento decorrente da propagação pela cobertura,
permanecendo somente o dimensionamento pelas fachadas
6.1.2.1 Para que não ocorra a propagação pela cobertura, das edificações.
esta deve atender a “TRRF” da Tabela “A” da IT nº 06. 6.1.3.7 Quando a cobertura como um todo tiver TRRF que
6.1.2.2 Caso a cobertura não atenda a “TRRF” acima atenda à tabela A da IT nº 06, fica dispensado o
referenciada, deve-se adotar as distâncias contidas na dimensionamento previsto no item 6.1.2, permanecendo o
Tabela 3. dimensionamento conforme o item 6.1.1.
Tabela 3 - Distância mínima de separação entre a cobertura da
edificação menor em relação a outra adjacente de maior altura. 6.1.4 Fatores redutores de distância de separação
6.1.4.1 Os fatores especificados na tabela 5 (Anexo B) são
Número de pisos que redutores da distância de separação (d), considerando as
Distância de separação fachadas que recebem exposição de calor proveniente de
contribuem para a
horizontal em metros edificações adjacentes localizadas dentro do mesmo lote.
propagação pela cobertura
1 4 6.1.5 Proteção por paredes corta-fogo em edificações
contíguas (geminadas)
2 6
6.1.5.1 Independente dos critérios anteriores, são 6.1.6.1.4 Para passagens cobertas com largura superior a 10
considerados isolados os riscos que estiverem separados por m, recomenda-se ventilação para o escoamento da fumaça
parede corta-fogo, construída de acordo com as normas para a área externa por meio de interrupções ou barreiras de
técnicas. fumaça instaladas na parte inferior da cobertura da
6.1.5.2 A espessura da parede corta-fogo deve ser passagem.
dimensionada em função do material empregado, de acordo
com os ensaios realizados por laboratórios técnicos oficiais 6.1.7 Edifícios Residenciais
ou de acordo com normas técnicas, devendo apresentar as
características de isolamento térmico, estanqueidade e 6.1.7.1 No caso de edifícios residenciais, constituídos por
estabilidade. duas torres, com altura máxima de 12 m e com área útil de
6.1.5.3 A parede corta-fogo deve ultrapassar um metro (1m) construção até 750 m² em cada torre (incluindo-se a área da
acima dos telhados ou das coberturas dos riscos. escada, proporcionalmente), serão consideradas isoladas
6.1.5.3.1 Existindo diferença de altura nas paredes, de no quando atenderem aos requisitos abaixo:
mínimo 1m entre dois telhados ou coberturas, não haverá 6.1.7.1.1 Houver afastamento entre as torres de no mínimo
necessidade de prolongamento da parede corta-fogo. 4 m, podendo haver ligação por meio de uma escada
6.1.5.4 A estrutura da parede corta-fogo deve ser simples, com ventilação permanente (janelas) nas
desvinculada da estrutura das edificações adjacentes extremidades, abrindo para o espaço livre exterior,
(incluindo lajes e telhados ou qualquer outro elemento atendendo ao previsto em 6.1.7.1.2.
estrutural). 6.1.7.1.2 As janelas devem:
6.1.5.5 As armações dos telhados ou das coberturas podem a) estar situadas junto ao teto, ou no máximo a 15 cm deste,
ficar apoiadas em consolos (suportes), e não em uma parede de forma a permitir o escoamento da fumaça;
corta-fogo. Caso ocorra dilatação destes consolos b) ter área de ventilação efetiva mínima de 0,50 m2, em
decorrente de um incêndio, deverá ser prevista uma cada pavimento, dotada de venezianas ou outro material
distância de compensação da parede. (inclusive venezianas tipo “maxiar”) que assegure a
6.1.5.6 A parede corta-fogo deve ter resistência suficiente ventilação permanente. Neste caso não se pode aplicar os
para suportar, sem grandes danos, impactos de cargas ou meios de proteção das aberturas, contidos na Tabela 5.
equipamentos normais em trabalho dentro da edificação. 6.1.7.1.3 Nos casos de edifícios contíguos, serão
6.1.5.7 O tempo mínimo de resistência ao fogo deve ser considerados isolados quando:
igual ao TRRF da estrutura principal, porém, não inferior a a) houver estruturas e paredes distintas sem aberturas de
120 minutos. comunicação e com afastamentos entre aberturas de lados
6.1.5.8 As aberturas situadas em lados opostos de uma opostos, atendendo aos requisitos dos itens 6.1.5.8 e 6.1.5.9;
parede corta-fogo devem ser afastadas de no mínimo ou
2m entre si, exceção feita quando os compartimentos que b) houver parede corta-fogo executada conforme item 6.1.5.
contenham estas aberturas forem considerados áreas frias
(banheiro, área de serviço etc), com ventilação permanente.
6.1.5.9 A distância mencionada no item anterior poderá ser 7 RECOMENDAÇÃO DE DISTÂNCIA DE
substituída pelo prolongamento horizontal de 1m da parede SEPARAÇÃO ENTRE PROPRIEDADES
corta-fogo (ver figura 11).
6.1.5.10 A parede corta-fogo não deve possuir nenhum tipo DISTINTAS
de abertura, mesmo que protegida, exceto tubulações de
água, eletrônicos, telefônicos, transmissões de dados e Prever distância de separação mínima entre a fachada de
outros que não possibilitem a migração do incêndio. uma edificação e a divisa do terreno.

6.1.6 Passagens cobertas 7.1 Separação entre fachadas de uma edificação e a


6.1.6.1 No caso de edificações que obedeçam aos critérios divisa do terreno
de afastamento, interligadas por passagens cobertas, as
seguintes regras devem ser adotadas: 7.1.1 Para determinar a distância de afastamento entre a
6.1.6.1.1 As passagens deverão ser utilizadas fachada de uma edificação e a divisa do terreno, deve ser
exclusivamente para o trânsito de pessoas, materiais e utilizado o parâmetro descrito em 6.1.1, considerando-se
equipamentos de pequeno porte. As passagens cobertas como distância de afastamento a metade do valor calculado
destinadas a trânsito de veículos, equipamentos de grande (d), dividindo por 2 (d/2).
porte ou linhas de produção industriais descaracterizam o 7.1.2 Para aplicar os conceitos de 6.1.1, considera-se a
afastamento entre as edificações. Serão admitidas nas áreas fachada do edifício expositor em relação a divisa do
adjacentes às passagens cobertas construções destinadas a terreno.
sanitários, escadas com materiais incombustíveis, 7.1.3 Para reduzir as distância de segurança, quando
elevadores, guarita de recepção, reservatórios de água e necessário, recomenda-se alterar as dimensões do
similares. painel radiante ou compartimentar o edifício
6.1.6.1.2 Todos os materiais utilizados na construção das internamente (ver Figura a):
passagens cobertas deverão ser incombustíveis.
6.1.6.1.3 As passagens cobertas deverão possuir as laterais
totalmente abertas, sendo admissível apenas às guardas e
proteções laterais, também incombustíveis.
Observação: Entende-se “lote” como “propriedade”.

Figura a - Separação entre edificações em lotes distintos


ANEXO A
TABELA 4 - ÍNDICE DAS DISTÂNCIAS DE SEGURANÇA α
d = α x (Largura ou altura) + β

INTENSIDADE
DE EXPOSIÇÃO
Classificação
da Severidade y RELAÇÃO LARGURA/ ALTURA (OU INVERSA) - X
I II III 1.0 1.3 1.6 2.0 2.5 3.2 4 5 6 8 10 13 16 20 25 32 40
%
ÍNDICE PARA AS DISTÂNCIAS DE SEGURANÇA
ABERTURAS α
20 10 5 0.4 0.40 0.44 0.46 0.48 0.49 0.50 0.51 0.51 0.51 0.51 0.51 0.51 0.51 0.51 0.51 0.51
30 15 7.5 0.6 0.66 0.73 0.79 0.84 0.88 0.90 0.92 0.93 0.94 0.94 0.95 0.05 0.95 0.95 0.95 0.95
40 20 10 0.8 0.80 0.94 1.02 1.10 1.17 1.23 1.27 1.30 1.32 1.33 1.33 1.34 1.34 1.34 1.34 1.34
50 25 12.5 0.9 1.00 1.11 1.22 1.33 1.42 1.51 1.58 1.63 1.66 1.69 1.70 1.71 1.71 1.71 1.71 1.71
60 30 15 1 1.14 1.26 1.39 1.52 1.64 1.76 1.85 1.93 1.99 2.03 2.05 2.07 2.08 2.08 2.08 2.08
80 40 20 1.2 1.37 1.52 1.68 1.85 2.02 2.18 2.34 2.48 2.59 2.67 2.73 2.77 2.79 2.80 2.81 2.81
100 50 25 1.4 1.56 1.74 1.93 2.13 2.34 2.55 2.76 2.95 3.12 3.26 3.36 3.43 3.48 3.51 3.52 3.53
,,, 60 30 1.6 1.73 1.94 2.15 2.38 2.63 2.88 3.13 3.37 3.60 3.79 3.95 4.07 4.15 4.20 4.22 4.24
,,, 80 40 1.8 2.04 2.28 2.54 2.82 3.12 3.44 3.77 4.11 4.43 4.74 5.01 5.24 5.41 5.52 5.60 5.64
,,, 100 50 2.1 2.30 2.57 2.87 3.20 3.55 3.93 4.33 4.74 5.16 5.56 5.95 6.29 6.56 6.77 6.92 7.01
,,, ,,, 60 2.3 2.54 2.84 3.17 3.54 3.93 4.36 4.83 5.30 5.80 6.30 6.78 7.23 7.63 7.94 8.18 8.34
,,, ,,, 80 2.6 2.95 3.31 3.70 4.13 4.61 5.12 5.68 6.28 6.91 7.57 8.24 8.89 9.51 10,0 10.5 10.8
,,, ,,, 100 3 3.32 3.72 4.16 4.65 5.19 5.78 6.43 7.13 7.88 8.67 9.50 10,3 11,1 11,9 12.5 13.1
ANEXO B
TABELA 5 (PROTEÇÕES DAS ABERTURAS)

EDIFICAÇÃO EM EXPOSIÇÃO

CARACTERÍSTICAS DOS ELEMENTOS DE VEDAÇÃO (PAREDES EXTERNAS)

TIPOS DE ESTRUTURAS E PAREDES EXTERNAS PAREDES EXTERNAS PAREDES EXTERNAS


PROTEÇÃO PAREDES COM RESISTÊNCIA COM RESISTÊNCIA COM RESISTÊNCIA
COMBUSTÍVEIS. INFERIOR A 90 SUPERIOR A 90 SUPERIOR A 90
MINUTOS. MINUTOS, MAS MINUTOS.
REVESTIDAS COM
MATERIAIS
COMBUSTÍVEIS.

Parede corta-fogo entre


as edificações, com
A distância é eliminada A distância é eliminada A distância é eliminada A distância é eliminada
resistência ao fogo de
120 min.

Proteção das aberturas


das fachadas com Proteção Ineficiente. Reduzir a distância de
Reduzir a distância de Reduzir a distância de
elemento de proteção segurança em 75%, com o
segurança em 50 % segurança em 50 %
(corta-fogo) por 30 máximo exigido de 6 m;
min.

Proteção das aberturas


das fachadas com
janelas providas de Reduzir a distância de
vidros aramados Reduzir a distância de Reduzir a distância a 1,5
Proteção Ineficiente segurança em 75%, com o
(resistência por 90 segurança em 50 % m
máximo exigido de 3 m;
min)

Prevendo cortina
Obs: Cortina d’água em
d’água por inundação,
toda a fachada. Reduzir a distância a Reduzir a distância a
com Janelas providas Reduzir a distância a 1,5m.
Reduzir a distância a 1,5m 1,5m
de vidro aramado
1,5m
(resistente a 30 min.)

Prevendo cortina
Obs: Cortina d’água em
d’água por inundação,
toda a fachada. Reduzir a distância de Reduzir a distância de Reduzir a distância de
com Janelas providas
Reduzir a distância de segurança em 50 % segurança em 50 % segurança em 50 %
de vidro ordinário.
segurança em 50%
(comum)
ANEXO C

EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO DE AFASTAMENTOS

1. Em uma edificação de escritórios que possui uma carga de Incêndio de 700 MJ/m2, com superfície radiante de 50m
de largura e altura de 15 m (sem compartimentação), com percentual de aberturas de 60%, a distância de separação será
calculada abaixo:
Obs.: A edificação situa-se em uma cidade com Corpo de Bombeiros.

1º Passo: Relação largura/altura, X = 50/15= 3,333 (adotar índice “4” na Tabela 4);
2º Passo: Determinação do percentual de abertura, Y= 60% (área considerada da fachada - vedos - / área total da
fachada);
3º Passo: Determinar a severidade, conforme carga de Incêndio (ver Tabela 2) = Classificação de severidade “II”;
4º Passo: Com os valores de “X” e “Y”, consultar a Tabela 4, obtendo-se o índice “α“ = “2,88”;
5º Passo: Multiplicar a menor dimensão (15m) pelo índice “α“. Então: 2,88 x 15 m = 43,2m e adicionando-se o índice
“β” =1,5 m, obtém-se 44,7 m de distância (D=α x (menor dimensão) + β).

Pela Tabela 5, temos:


a) cobrindo todas as aberturas com proteção para 90 minutos – reduzir a distância a 1,50 m;
b) instalando cortina d’água automática de inundação em todas aberturas providas com vidro aramado com proteção
para 45 minutos - reduzir a 1,50m;
c) instalando cortina d’água automática de inundação em todas as aberturas providas de vidro ordinário – reduzir a
distância em 50% (1/2).
2. Em uma edificação de escritórios que tenha uma carga incêndio de 700 MJ/m2, com superfície radiante de largura
igual a 50 m e altura de 18 m ( sem chuveiros automáticos e com compartimentação horizontal e vertical entre pisos, pé
direito de 3 metros), com percentual de aberturas de 20%. Terá como distância de separação a medida calculada
abaixo:
Obs.: A edificação situa-se em uma cidade com Corpo de Bombeiros.
1º. Passo: Relação largura/altura, X = 50/3= 16,7 (adotar índice “20” na Tabela 4);
2º. Passo: Determinação do percentual de abertura Y= 20% (área considerada da fachada - vedos - / área total da
fachada);
3º Passo: Determinar a classificação da severidade, conforme carga de Incêndio (ver Tabela 2) = Classificação de
severidade “II”;
4º Passo: Com os valores de “X” e “Y”, consultar a Tabela 4, obtendo-se o índice “α“ = “1,34”;
5º Passo: Multiplicar a menor dimensão da maior área compartimentada (50 m comprimento e 3 metros de pé
direito) pelo índice α .
Então 3 x 1,34 m = 4,02 m e adicionando-se mais o “índice β” de1, 5 m, obtendo-se 5,52 m de distância.

Obs: verifica-se neste exemplo a importância da compartimentação de áreas.

Pela Tabela 5 , temos:


a) cobrindo todas as aberturas com proteção para 90 minutos – reduzir a distância a 1,50 m;
b) instalando cortina d’água automática de inundação em todas aberturas providas com vidro aramado com proteção
para 45 minutos – reduzir a 1,50 m
c) instalando cortina d’água automática de inundação em todas as aberturas providas de vidro ordinário – reduzir a
distância em 50%.
IT - 06
SEGURANÇA ESTRUTURAL DAS EDIFICAÇÕES

SUMÁRIO ANEXOS

1 – Objetivo A – Tempos requeridos de resistência ao fogo


(TRRF)

2 – Aplicação B – Tabela de resistência ao fogo para


alvenarias

3 – Referências Normativa e Bibliográficas C – Método do tempo equivalente de


resistência ao fogo
4 – Definições

5 – Procedimentos
Julho INSTRUÇÃO TÉCNICA – 06
2005

SEGURANÇA ESTRUTURAL DAS


EDIFICAÇÕES
DIRETORIA DE ATIVIDADES TECNICAS
Av. Augusto de Lima, 355 - Bairro Centro
CEP 30.190-000
Site: www.bombeiros.mg.gov.br
Email: dat3@cbmmg.mg.gov.br

1 OBJETIVO Lei nº 14.130, de 19 de dezembro de 2001 que dispõe


sobre a prevenção contra incêndio e pânico no Estado de
Esta Instrução Técnica estabelece as condições a Minas Gerais.
serem atendidas pelos elementos estruturais e de
compartimentação que integram as edificações para Decreto Estadual nº 44.270, de 01 de abril de 2006 –
que, em situação de incêndio, seja evitado o colapso Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico nas
estrutural por tempo suficiente para possibilitar o edificações e áreas de risco no Estado de Minas Gerais.
atendimento das prescrições contidas nas disposições
preliminares do Regulamento de Segurança Contra NBR 5628 - Componentes construtivos estruturais -
Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco no Determinação da resistência ao fogo.
Estado de Minas Gerais.
. NBR 6118 - Projeto e execução de obras de concreto -
Procedimento

2 APLICAÇÃO NBR 6120 - Cargas para cálculo de estruturas de edifícios


– Procedimento
2.1 Esta Instrução Técnica se aplica a todas
NBR 6479 – Portas e vedadores – Determinação da
edificações e áreas de risco onde for exigida a
resistência ao fogo – Método de ensaio
segurança estrutural contra incêndio, conforme
exigências do Regulamento de Segurança Contra
NBR 8681 - Ações e segurança nas estruturas –
Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco no
Procedimento
Estado de Minas Gerais.
.
NBR 8800 - Projeto e execução de estruturas de aço de
2.2 Na ausência de Norma Nacional sobre
edifícios - Procedimento
dimensionamento das estruturas em situação de incêndio,
adota-se o Eurocode em sua última edição, ou norma
NBR 9062 - Projeto e execução de estruturas de concreto
similar reconhecida internacionalmente. No momento da
pré-moldado - Procedimento
publicação de norma nacional sobre o assunto, esta passará
a ser adotada nos termos desta IT.
NBR 9077 - Saídas de emergência em edifícios -
Procedimento
3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E NBR 10636 - Paredes divisórias sem função estrutural –
BIBLIOGRÁFICAS Determinação da resistência ao fogo – Método de ensaio

Para compreensão desta Instrução Técnica é necessário NBR 11711 – Porta e vedadores corta-fogo com núcleo de
consultar as seguintes normas, levando em consideração madeira para isolamento de riscos em ambientes
todas as suas atualizações e outras que vierem substituí- comerciais e industriais - Especificação
las:
NBR 11742 – Porta corta-fogo para saída de emergência -
Especificação
NBR 14323 - Dimensionamento de estrutura de aço em c) Edificações com estruturas de madeira.
situação de incêndio – Procedimento 5.3.5 No dimensionamento desse método, adotar módulos
de no máximo 500 m2 de área de piso. Módulos maiores
NBR 14432/2001 – Exigência de resistência ao fogo de podem ser utilizados, quando o espaço analisado possuir
elementos de construção de edificações – Procedimento características construtivas e cargas de incêndio uniformes.
Será considerado o TRRF de maior valor obtido (observar
NBR 14762/2001 – Dimensionamento de estruturas de aço item 5.15 desta IT, quando se tratar de ocupação mista).
construídas por perfis formados a frio – Procedimento

NBR 15200/2004 – Projeto de estrutura de concreto em 5.4 Ensaios


situação de incêndio - Procedimento
Os ensaios devem ser realizados em laboratórios
Regulamentação de MARGARET LAW and TURLOGH reconhecidos, de acordo com as normas técnicas nacionais
O’BRIEN - “Fire Safety of Bare External Structure Steel”. ou, na ausência destas, de acordo com normas ou
especificações estrangeiras internacionalmente
reconhecidas.
4 DEFINIÇÕES
5.5 Dimensionamento de elementos estruturais em
Para os efeitos desta Instrução Técnica, aplicam-se as situação de incêndio
definições constantes da IT 02 – Terminologia de proteção
contra incêndio e Pânico. 5.5.1 – Elementos estruturais de aço e elementos
estruturais mistos de aço e concreto.

Devem ser calculados de acordo com a NBR 14323 –


5 PROCEDIMENTOS 1999 - Dimensionamento de estruturas de aço de edifícios
em situação de incêndio – Procedimento.
5.1 Os tempos requeridos de resistência ao fogo (TRRF)
são aplicados aos elementos estruturais e de 5.5.2 Elementos estruturais de concreto
compartimentação, conforme os critérios estabelecidos
nesta Instrução Técnica e em seu Anexo A. Devem ser calculados de acordo com a NBR–15200 –
2004 - Projeto de estruturas de concreto em situação de
5.2 Para comprovar os TRRF constantes desta Instrução Incêndio – Procedimento.
Técnica são aceitas as seguintes metodologias:

a) execução de ensaios específicos de resistência ao fogo 5.5.3 Outros materiais estruturais


em laboratórios;
b) atendimento a tabelas elaboradas a partir de resultados Na ausência de normas nacionais, poderão ser utilizadas
obtidos em ensaios de resistência ao fogo ; normas ou especificações estrangeiras internacionalmente
c) modelos matemáticos (analíticos) devidamente reconhecidas.
normalizados ou internacionalmente reconhecidos.
5.6 Cobertura
5.3 Método do Tempo Equivalente
As estruturas das coberturas que não atendam aos
5.3.1 Para edificação com altura menor ou igual a 6 m, requisitos de isenção do Anexo A devem ter, no mínimo, o
admite-se o uso do método do tempo equivalente de mesmo TRRF das estruturas principais da edificação.
resistência ao fogo em substituição aos TRRF
estabelecidos nesta instrução, conforme metodologia 5.7 – Elementos de Compartimentação
descrita no Anexo C.
5.3.2 Para edificação com altura superior a 6,00 m, admite- 5.7.1 Para as escadas e elevadores de segurança, os
se o uso do método acima descrito, contudo, fica limitada elementos de compartimentação, constituídos pelo sistema
a redução de 30 min dos valores dos TRRF constantes da estrutural das compartimentações e vedações das caixas,
Tabela A do Anexo A, desta IT. dutos e antecâmaras, devem atender, no mínimo, ao TRRF
5.3.3 Na utilização do método do tempo equivalente, os igual ao estabelecido no Anexo A desta Instrução Técnica,
TRRF resultantes dos cálculos não poderão ter valores porém, não podendo ser inferior a 120 (cento e vinte)
inferiores a 30 minutos: minutos.
5.3.4 O método do tempo equivalente não pode ser 5.7.2 Os elementos de compartimentação (externa e
empregado nas condições abaixo: internamente à edificação, incluindo as lajes, as fachadas,
a) Edificações do grupo L (explosivos); paredes externas e as selagens dos shafts e dutos de
b) Edificações de divisões M1 (túneis); M2 (parques de instalações) e os elementos estruturais essenciais à
tanques) e M3 (centrais de comunicação e energia); estabilidade destes elementos, devem ter, no mínimo, o
mesmo TRRF da estrutura principal da edificação, sendo 5.11.1As edificações isentas de TRRF, conforme Anexo
que o TRRF mínimo para as selagens dos shafts e dutos de A, devem ser projetadas (considerando medidas ativas e
instalações serão de 60 (sessenta) minutos. passivas) visando atender aos objetivos do Regulamento
5.7.3 As paredes divisórias entre unidades autônomas, para de Segurança Contra Incêndio do Corpo de Bombeiros.
as ocupações dos grupos A (A2 e A3), B, E e H (H2; H3; Caso contrário, as isenções não são admitidas.
H5 e H6) devem possuir TRRF mínimo de 60 (sessenta)
minutos, independente do TRRF da edificação. Esta regra 5.12 Estruturas externas
pode ser dispensada para as ocupações que possuam
sistemas de chuveiros automáticos, projetados conforme 5.12.1 O elemento estrutural situado no exterior da
normas técnicas. edificação pode ser considerado livre da ação do incêndio,
5.7.3.1 Nas ocupações mencionadas no item anterior, que quando o seu afastamento das aberturas existentes na
possuam sistemas de chuveiros automáticos, projetados fachada for suficiente para garantir que a sua elevação de
conforme normas técnicas, as portas da destas unidades, temperatura não superará a temperatura crítica
que dão acesso aos corredores e/ou hall de entrada não considerada. Tal situação deve ser tecnicamente
necessitam ser do tipo resistente ao fogo. comprovada pelo responsável técnico pelo projeto
estrutural.
Nota: São consideradas unidades autônomas os 5.12.2 Para estruturas de aço, o procedimento para a
apartamentos residenciais; os apartamentos de hotéis, verificação da possibilidade de aceitação do item anterior
motéis e flats; as salas de aula; as enfermarias e quartos de deve ser analítico, envolvendo os seguintes passos:
hospitais; as celas dos presídios e assemelhados. a) definição das dimensões do setor que pode ser afetado
pelo incêndio;
5.7.4 Os elementos de compartimentação usados como b) determinação da carga de incêndio específica;
isolamento de riscos e os elementos estruturais essenciais à c) determinação da temperatura atingida pelo incêndio;
estabilidade desta compartimentação devem ter, no d) determinação da altura, profundidade e largura das
mínimo, TRRF de 120 (cento e vinte minutos). chamas emitidas para o exterior da edificação;
e) determinação da temperatura das chamas nas
5.8 Mezaninos proximidades dos elementos estruturais;
f) cálculo da transferência de calor para os elementos
5.8.1 Os mezaninos que não atendam aos requisitos de estruturais;
isenção do Anexo A, devem ter os TRRF conforme g) determinação da temperatura do aço no ponto mais
estabelecido nesta Instrução Técnica, de acordo com a crítico.
respectiva ocupação. 5.12.2.1 Para atender aos itens 5.12.1 e 5.12.2, usar a
regulamentação de MARGARET LAW and TURLOGH
5.9 Materiais de proteção térmica O’BRIEN - “Fire Safety of Bare External Structure Steel”
ou regulamento similar.
5.9.1 A escolha, dimensionamento e aplicação de materiais 5.12.2.2 Caso a temperatura determinada de acordo com o
de proteção térmica são de responsabilidade exclusiva item 5.12.2 seja superior à temperatura crítica das
do(s) responsável(eis) técnico(s) pelo projeto. estruturas calculadas, essas devem ter o TRRF conforme o
5.9.2 As propriedades térmicas e o desempenho dos estabelecido nesta Instrução Técnica.
materiais de proteção térmica quanto à aderência, 5.12.3 Para outros materiais estruturais, aceita-se método
combustibilidade, estanqueidade, toxidade e outras analítico internacionalmente reconhecido.
propriedades, devem ser determinados por ensaios
realizados em laboratório nacional ou estrangeiro 5.13 Estruturas encapsuladas
reconhecido internacionalmente, de acordo com norma
técnica nacional ou, na ausência desta, de acordo com 5.13.1 Os elementos estruturais encapsulados estarão
norma estrangeira reconhecida internacionalmente. livres da ação de incêndio desde que o encapsulamento
5.9.3 As propriedades dos materiais que variem com a tenha o TRRF no mínimo igual ao que seria exigido para o
temperatura devem ser por meio da função de variação elemento considerado.
correspondente ou deve ser adotado o valor característico a 5.13.2 Considera-se forro resistente ao fogo o conjunto
600 0C. envolvendo as placas, perfis, suportes e selagens das
aberturas, devidamente ensaiado (conjunto), atendendo ao
5.10 Subsolo TRRF mínimo igual ao que seria exigido para o elemento
protegido considerado. O ensaio de resistência ao fogo
Os subsolos das edificações devem ter o TRRF deve mencionar as soluções adotadas para as selagens das
estabelecido em função do TRRF da ocupação a que aberturas (penetrações) no forro (tais como: iluminação,
pertencer, conforme Anexo A, não podendo ser inferior ao ar-condicionado e outras).
TRRF dos pavimentos situados acima do solo.

5.11 Isenção de TRRF 5.14 Edificação aberta lateralmente


5.14.1 Será considerada aberta lateralmente a edificação
ou parte de edificação que, em cada pavimento: Considerar, para efeito desta instrução, como sendo todas
a) tenha ventilação permanente em duas ou mais fachadas as vigas cuja ruína pode provocar o colapso de toda a
externas, providas por aberturas que possam ser edificação ou de parte da mesma.
consideradas uniformemente distribuídas e que tenham
comprimentos em planta que somados atinjam pelo menos 5.17 Vigas secundárias
40% do perímetro da edificação e áreas que somadas
correspondam a pelo menos 20% da superfície total das São as vigas cuja ruína tem efeito apenas localizado,
fachadas externas; ou seja, não provoca o colapso de outras partes da
b)tenha ventilação permanente em duas ou mais fachadas edificação.
externas, provida por aberturas cujas áreas somadas
correspondam a pelo menos 1/3 da superfície total das 5.18 Memorial de Segurança da Estrutura
fachadas externas, e pelo menos 50% destas áreas abertas
situadas em duas fachadas opostas. Quando da solicitação da Vistoria junto ao CBMMG,
5.14.2 Em qualquer caso, as áreas das aberturas nas deverá ser anexado um Memorial de Proteção dos
laterais externas somadas devem possuir ventilação direta Elementos Construtivos, com os seguintes dados:
para o meio externo e devem corresponder a pelo menos a) método empregado para se atingir os TRRF dos
5% da área do piso no pavimento e as obstruções internas elementos estruturais da edificação;
eventualmente existentes devem ter pelo menos 20% de b) os TRRF para os diversos elementos construtivos,
suas áreas abertas, com aberturas dispostas de forma que c) especificações e condições de isenções e/ou
possam ser consideradas uniformemente distribuídas, para reduções de TRRF;
permitir a ventilação. d) tipo e espessuras de materiais de proteção térmica
utilizados nos elementos construtivos, quando for o
5.15 Ocupação mista caso, nas estruturas de aço, ou requisitos de
dimensões e cobrimento de armadura nas estruturas
À edificação que apresentar ocupação mista, aplicam-se os de concreto. Para outros materiais estruturais,
seguintes critérios para o estabelecimento dos Tempos detalhar a solução adotada,
Requeridos de Resistência ao Fogo (TRRF): e) termo de Responsabilidade Técnica pela execução
a) o valor correspondente à ocupação que deve atender às do projeto de segurança da estrutura em situação de
exigências mais rigorosas, caso não haja incêndio.
compartimentação garantindo a separação destas
ocupações;
b) o valor correspondente a cada uma das ocupações, caso
haja compartimentação garantindo a separação entre elas.
5.16 Vigas principais

ANEXO A
(normativo)
Tempos requeridos de resistência ao fogo

Os tempos requeridos de resistência ao fogo (TRRF) c) os elementos estruturais de cobertura cujo colapso, a
devem ser determinados conforme a Tabela A deste anexo, critério do responsável técnico pelo projeto estrutural,
obedecendo-se às recomendações contidas nesta instrução comprovado através de estudos técnicos, não
e nas considerações a seguir: comprometa a estabilidade da estrutura principal da
edificação.
A1 Os tempos entre parênteses podem ser usados em
subsolo nos quais a área bruta de cada pavimento seja A2.3.5 Os mezaninos que apresentem área inferior a
menor ou igual a 500 m² e em edificações nas quais cada 750m² cuja estrutura não dependa da estrutura principal do
pavimento acima do solo tenha área menor ou igual a 750 edifício.
m². A2.3.6 As escadas abertas (escadas simples), desde que
não possuam materiais combustíveis incorporados em suas
A2 Condições de isenção e redução dos TRRF. estruturas, acabamentos ou revestimentos.
A2.1 As edificações desta seção para obterem o benefício
A2.4 As edificações térreas pertencente às divisões F5, G5,
de isenção ou redução dos TRRF devem atender aos H5 , I3 podem ter os TRRF constantes da Tabela A
objetivos do Regulamento de Segurança contra Incêndio reduzidos em 30 minutos, caso atendam um dos seguintes
do CBMMG e possuírem as saídas de emergência, as rotas
requisitos abaixo:
de fuga e as condições de ventilação dimensionadas a) forem providas de chuveiros automáticos, conforme
conforme regulamentações vigentes. instrução técnica a respeito;
b) possuírem área total menor ou igual a 5000m2, com
A2.2 As isenções e reduções abaixo não se aplicam: pelo menos duas fachadas para acesso e estacionamento
a) aos subsolos com área superior a 500m²; operacional de viaturas, conforme consta na IT-04 (Acesso
b) a estrutura e paredes de vedação das escadas e
e estacionamento de viatura na edificação e áreas de risco),
elevadores de segurança, de isolamento de riscos e de que perfaçam no mínimo 50% do perímetro da edificação.
compartimentação, descritos em 5.7.1, 5.7.2, 5.7.3; c) forem consideradas lateralmente abertas, conforme item
c) às edificações do grupo L (explosivos) e das divisões
5.14 desta instrução.
M1 (túneis); M2 (parques de tanques) e M3 (centrais de A2.5 O TRRF das vigas secundárias, conforme item
comunicação e energia). 5.17 desta instrução, não necessita ser maior que:
a) 60 minutos para as edificações de classes P1 a P4;
A2.3 Edificações ISENTAS de TRRF, nas condições do b) 90 minutos para as edificações de classe P5.
item A2.1, sendo que as áreas abaixo referem-se à área
total construída da edificação: A2.5.1 Estas condições não se aplicam às edificações com
altura superior a 80 metros.
A2. 3.1 Edificações de classe P1 e P2 com área menor ou
igual a 750 m2 . A2.6 A opção de escolha pra determinação do TRRF
conforme item 5.3 (tempo equivalente) fica a critério
A2.3.2 Edificações térreas pertencentes às divisões F5,
do responsável técnico, não podendo haver em
G5, H5 , I3 , quando: qualquer hipótese sobreposições de isenções, em
a) a cobertura da edificação não tiver função de piso ou função do item A2 e sub itens ou em função de aços
não for usada como rotas de fuga para saídas de
não convencionais.
emergência;
b) a estrutura considerada da edificação, a critério do
responsável técnico pelo projeto estrutural, comprovado
através de estudos técnicos, não for essencial à
estabilidade de um elemento de compartimentação;
c) a edificação possuir carga de incêndio específica menor
ou igual a 500 MJ/m2.

A2.3.3 Edificações pertencentes às divisões G1 e G2, de


classes P3 a P4, quando abertos lateralmente conforme item
5.14 desta instrução e com as estruturas dimensionadas
conforme Anexo D da NBR-14432:2001.
A2. 3.4 As coberturas das edificações que atendam aos
requisitos abaixo:
a) não tiverem função de piso;
b) não forem usadas como rotas de fuga para saídas de
emergência;
Tabela A – Tempos requeridos de resistência ao fogo (TRRF)
Para a classificação detalhada das ocupações (grupo e divisão) consultar Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco do Estado de Minas Gerais .

Profundidade do Subsolo h Altura da edificação h


Medianamente
Edificação Baixa Edificação Média Altura Alta
Alta
Grupo Ocupação/Uso Divisão Classe S2 Classe S1
h > 10m h ≤ 10m Classe
Classe P2 Classe P3 Classe P4 Classe P5
P1 h > 54m
6m < h ≤ 12m 12m < h ≤ 23m 23m < h ≤ 30m 30m < h ≤ 54m
h ≤ 6m
A Residencial A-1 a A-3 90 60 30 30 60 90 120 CT
Serviços de
B B-1 e B-2 90 60 30 60 (30) 60 90 120 CT
hospedagem
C-1 90 60 60 (30) 60(30) 60 90 120 CT
C Comercial varejista
C-2 e C-3 90 60 60 60(30) 60 90 120 CT
Serviços profissionais,
D D-1 a D-3 90 60 30 60 (30) 60 90 120 CT
pessoais e técnicos
Educacional e cultura
E E-1 a E-6 90 60 30 30 60 90 120 CT
física
F-1, F-2, F-5 e
90 60 60 (30) 60 60 90 120 CT
F-6,8,10,11
Locais de reunião de
F
público F-3, F-4 e F-7 90 60 60 60 30 30 CT CT
F-9 CT
G-1 e G-2 não
abertos
lateralmente e G-3
90 60 (30) 30 60 (30) 60 90 120 CT
G Serviços automotivos a G-6
G-1 e G-2 abertos
lateralmente
90 60 (30) 30 30 30 30 60 120
Serviços de saúde e H-1 e H-4 90 60 30 60 60 90 120 CT
H
institucionais H-2, H-3 e H-5 90 60 30 60 60 90 120 CT
I-1 90 (60) 60 (30) 30 30 30 60 120 CT
I Industrial I-2 120 90 30 30 60 (30) 90 120 CT
I-3 120 90 60 (30) 60 (30) 90 (60) 120 (90) 120 CT
J-1 60 30 30 30 30 30 60 CT
J-2 90 60 (30) 30 30 30 30 60 CT
J Depósitos
J-3 90 60 (30) 30 60 60 120 (90) 120 CT
J-4 120 90 60 60 90 (60) 120 (90) 120 CT
L Explosivos L-1, L-2 e L-3 120 120 120 CT CT
M-1 150 150 150 CT
M Especial M-2 CT
M-3 120 90 90 90 120 CT
NOTAS da TABELA A:
1. CT = Consultar Corpo Técnico junto ao Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.
2. Os tempos entre parênteses podem ser usados nas edificações nas quais cada pavimento tenha área menor ou igual a 750m², desde que haja compartimentação vertical entre os pavimentos.
3. O TRRF dos subsolos não pode ser inferior ao TRRF dos pavimentos situados acima do solo (ver item 5.10)
4. Para edificações com altura entre 54m a 80m, poderão ser exigidos os mesmos TRRF das edificações da Classe P5
Anexo B (informativo)
Tabela de resistência ao fogo para alvenarias

Características das paredes Resultado dos ensaios

Tempo de atendimento aos critérios de Resistência


Traço em volume de argamassa de Espessura
Espessura avaliação (horas) ao fogo
Traço em volume da revestimento de
média da Espessura (horas)
argamassa do argamassa
Paredes ensaiadas (*) argamassa total da Duração do
assentamento de
de Chapisco Emboço parede ensaio (min)
revestimen
assentame (cm)
to (cada
nto (cm) Isolação
Cimento Cal Areia Cimento Areia Cimento Cal Areia face) (cm) Integridade Estanqueidade
térmica
Meio - tijolo
sem - 1 5 1 - - - - - - 10 120 ≥2 ≥2 1½ 1½
Parede de tijolos de barro revestimento
cozido (dimensões Um tijolo sem
nominais dos tijolos). revestimento
- 1 5 1 - - - - - - 20 395 (**) ≥6 ≥6 ≥6 ≥6
Meio - tijolo
5 cm x 10 cm x 20 cm: com - 1 5 1 1 3 1 2 9 2,5 15 300 ≥4 ≥4 4 4
Massa: 1,5 kg revestimento
Um tijolo com
revestimento
- 1 5 1 1 3 1 2 9 2,5 25 300 (**) ≥6 ≥6 ≥5 >6
Bloco de 14
cm sem
revestimento 1 1 8 1 - - - - - - 14 100 ≥ 1½ ≥ 1½ 1½ 1½
Parede de blocos vazados
de concreto
(2 furos) Bloco de 19
(blocos com dimensões cm sem 1 1 8 1 - - - - - - 19 120 ≥2 ≥2 1½ 1½
nominais): revestimento
14 cm x 19 cm x 39 cm e
Bloco de 14
19 cm x 19 cm x 39 cm; e
massas de 13 kg e 17 kg
cm com 1 1 8 1 1 3 1 2 9 1,5 17 150 ≥2 ≥2 2 2
revestimento
respectivamente
Bloco de 19
cm com 1 1 8 1 1 3 1 2 9 1,5 22 185 ≥3 ≥3 3 3
revestimento
Paredes de tijolos Meio - tijolo
cerâmicos de oito furos com - 1 4 1 1 3 1 2 9 1,5 13 150 ≥2 ≥2 2 2
(dimensões nominais dos revestimento
tijolos 10 cm x 20 cm x Um tijolo com
20 cm (massa 2,9 Kg) revestimento
- 1 4 1 1 3 1 2 9 1,5 23 300 (**) ≥4 ≥4 ≥4 >4
Traço do concreto em volume, 1 cimento: 2,5 areia média: 3,5 agregado graúdo (granito pedra nº 3): 11,5 150 2 2 1 1½
Paredes de concreto
armadura simples posicionada à meia espessura das paredes, possuindo malha de lados 15 cm, de aço
armado monolítico sem
revestimento CA- 50A diâmetro ¼ polegada 16 210 3 3 3 3

(*) Paredes sem função estrutural ensaiadas totalmente vinculadas dentro da estrutura de concreto armado, com dimensões 2,8m x 2,8m totalmente expostas ao fogo (em uma face)
(**) Ensaio encerrado sem ocorrência de falência em nenhum dos três critérios de avaliação.
Anexo C (normativo)
Método do tempo equivalente de resistência ao fogo

O tempo equivalente a ser determinado de acordo com a formulação abaixo não poderá ter valores
menores de TRRF conforme o especificado no item 5.3.3 desta instrução técnica:

teq = qfi γn γs K W E
Onde:

teq – tempo equivalente (minutos).


qfi – carga de incêndio (MJ/m²).
γn = γn1 γn2 γn3 – coeficiente adimensional que leva em conta a presença de medidas de proteção ativa
da edificação, determinado conforme a tabela C2.
γs = γs1 γs2 – coeficiente de segurança que depende do risco de incêndio e das conseqüências do
colapso da edificação, determinado conforme tabelas C3 e C4.
K – fator determinado conforme tabela C1.
W – fator associado à ventilação do ambiente.
E – fator de correção que depende do material da estrutura, determinado conforme Tabela C5.

Tabela C1 - Fator K
b= ρcλ K
2
(J/m s 1/2
°C) (min . m2 / MJ)

ρ c λ > 2500 0,040

720 ≤ ρ c λ ≤ 2500 0,055

ρ c λ < 720 0,070

ρ - massa específica do elemento de vedação do compartimento (kg/m3)


c – calor específico do elemento de vedação do compartimento (MJ/kg°C)
λ - condutividade térmica do elemento de vedação (W/m°C)

Notas:
1) Quando houver elementos de compartimentação com diferentes camadas de material, pode ser
utilizado o menor valor de b ( ρ c λ ), a favor da segurança.
2) Quando houver diferentes valores de b em paredes, pisos e tetos, este valor é determinado
conforme a expressão abaixo:

∑ bi Ai
b =
At - Aν
Onde:
bi é o fator b do elemento de compartimentação i
Ai – área do elemento de compartimentação i (m2)
At – área total do compartimento (piso, teto e paredes) (m2)
Aν - área de ventilação vertical (janelas, portas e similares) (m2)

Obs.: Não computar forros e revestimentos que possam ser destruídos pela ação do incêndio.
⎡ 4 ⎤
⎢ ⎛ A ⎞ ⎥
⎢ 90 ⎜ 0 , 4 − v ⎟ ⎥
0 , 3 ⎜ A ⎟
⎛ 6 ⎞ ⎢ 0 , 62 + ⎝ f⎠ ⎥ ≥ 0 ,5
W =⎜ ⎟ ⎢ ⎥
⎝ H ⎠ ⎛ A ⎞A
⎢ 1 + 12 , 5 ⎜ 1 + 10 v ⎟ h ⎥
⎢ ⎜ A ⎟ A ⎥
⎢⎣ ⎝ f⎠ f ⎥⎦

H – altura do compartimento (m)


Av – área de ventilação vertical - janelas (m²)
Ah – área de ventilação horizontal -piso (m²)
Af – área de piso (m²)

Tabela C2 - Fatores das medidas de segurança contra incêndio


Valores de γn1 γn2 γn3
Existência de chuveiros Existência de detecção
Brigada contra incêndio (γn2)
automáticos (γn1) automática (γn3)
Não profissional Profissional
0,60 0,9
0,90 0,60
Na ausência de algum meio de proteção
indicado na tabela C2, deve ser adotado o respectivo γn igual a 1.

Tabela C3 - Característica da edificação


Área do
compartimento Altura da edificação (m) - γs1
(m2)
Térrea h≤6 6 < h ≤ 12 12 < h ≤ 23 23 < h ≤ 30 30 < h ≤ 80 H > 80
≤ 750 1.00 1.00 1.10 1.20 1.25 1.45 1.60
≤ 1000 1.05 1.10 1.15 1.25 1.35 1.65 1.85
≤ 2500 1.10 1.25 1.40 1.70 1.85 2.60 3.00
≤ 5000 1.15 1.45 1.75 2.35 2.65 3.00 3.00
≤ 7500 1.25 1.70 2.15 3.00 3.00 3.00 3.00
≤ 10000 1.30 1.90 2.50 3.00 3.00 3.00 3.00
≤ 20000 1.60 2.80 3.00 3.00 3.00 3.00 3.00
≥65000 3.00 3.00 3.00 3.00 3.00 3.00 3.00

Tabela C4 - Risco de ativação

risco de ativação do
valores de γs2 exemplos de ocupação
incêndio

biblioteca, correio, escola, galeria de arte, igreja, museu,


Pequena
0,85 livraria, frigorífico, escritório, venda de acessórios de
automóveis, depósitos em geral
cinema, consultório médico, farmácia, hotel, hospital,
Normal laboratório fotográfico, indústria de papel, oficina elétrica
1,0
ou mecânica, residência, restaurante, teatro, depósitos
de: produtos farmacêuticos, bebidas alcoólicas

1,2 Média Montagem de automóveis, hangar, indústria mecânica

1,45 Alta Laboratório químico, oficina de pintura de automóveis


Tabela C5 – Valores do Fator E
Material da estrutura Fator E
Concreto armado 1,0
Aço revestido termicamente 1,0
Aço sem revestimento térmico 13,7 V

Nota: No caso de estruturas mistas de aço e concreto, utilizar, onde aplicável, o valor mais
desfavorável de E.

Onde:
V – grau de ventilação do compartimento calculado, conforme a seguinte expressão:

V = Aν√heq
At

Nota: Limites de aplicação: 0,02 m½ ≤ V ≤ 0,20 m½

Aν = Área total de aberturas verticais (m²);

heq = Altura média das janelas, em metro (m);

At = Área total do compartimento (paredes, teto e piso, incluindo aberturas).


IT - 07
COMPARTIMENTAÇÃO HORIZONTAL E
COMPARTIMENTAÇÃO VERTICAL

SUMÁRIO ANEXOS

1 – Objetivo A – Compartimentação horizontal e vertical

2 – Aplicação B – Tabela de área máxima de


Compartimentação

3 – Referências Normativas

4 – Definições

5 – Procedimentos
INSTRUÇÃO TÉCNICA – 07

COMPARTIMENTAÇÃO HORIZONTAL E
COMPARTIMENTAÇÃO VERTICAL
DIRETORIA DE ATIVIDADES TECNICAS
Av. Augusto de Lima, 355 - Bairro Centro
CEP 30.190-000
Site: www.bombeiros.mg.gov.br
Email: dat3@cbmmg.mg.gov.br

1 OBJETIVO
Decreto Estadual nº 44.270, de 31 de abril de 2006 –
Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico
1.1.Esta Instrução Técnica estabelece os
nas edificações e áreas de risco no Estado de Minas
parâmetros da compartimentação horizontal e
Gerais.
compartimentação vertical, atendendo ao previsto
no Regulamento de Segurança Contra Incêndio e
NBR 5628 – Componentes construtivos estruturais –
Pânico nas edificações e áreas de risco no Estado
determinação da resistência ao fogo.
de Minas Gerais.
NBR 6118 – Projetos de estrutura de concreto.
1.2 A compartimentação horizontal se destina a
impedir a propagação de incêndio no pavimento de
NBR 6479 – Portas e vedadores – determinação da
origem para outros ambientes no plano horizontal.
resistência ao fogo.
1.3 A compartimentação vertical se destina a impedir a
NBR 10636 – Paredes divisórias sem função estrutural
propagação de incêndio no sentido vertical, ou seja,
– Determinação da resistência ao fogo.
entre pavimentos elevados consecutivos.
NBR 11711 – Portas e vedadores corta-fogo com
núcleo de madeira para isolamento de riscos em
2 APLICAÇÃO ambientes comerciais e industriais.

Esta Instrução Técnica se aplica a todas as NBR 11742 – Porta corta-fogo para saídas de
edificações onde são exigidas a compartimentação emergência – Especificação.
horizontal e vertical, conforme previsto nas
tabelas 7A a 7M do Regulamento de Segurança NBR 13768 – Acessórios destinados à porta corta-fogo
Contra Incêndio e Pânico nas edificações e áreas para saída de emergência – requisitos.
de risco no Estado de Minas Gerais, estabelecendo
detalhamentos técnicos relativos à área de NBR 14323 – Dimensionamento de estrutura de aço de
compartimentação. edifício em situação de incêndio - Procedimento.

NBR 14432 – Exigências de resistência ao fogo de


3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS elementos construtivos de edificações – procedimento.

Para compreensão desta Instrução Técnica é necessário NBR 9441 – Execução de sistemas de detecção e
consultar as seguintes normas, levando em alarme de Incêndio.
consideração todas as suas atualizações e outras que
vierem substituí-las: NBR 14925 – Unidades envidraçadas resistentes ao
fogo para uso em edificações.

Lei nº 14.130, de 19 de dezembro de 2001 que ISO 1182 – Building materials - non - combustibility
dispõe sobre a prevenção contra incêndio e pânico test.
no Estado de Minas Gerais.
4 DEFINIÇÕES às condições da NBR 14925 e apresentando resistência
ao fogo conforme as condições do item 5.1.4.2 desta
IT.
Para os efeitos desta Instrução Técnica, aplicam-se as i) cada setor compartimentado deverá possuir
definições constantes na IT 02 (Terminologia de facilidade de acesso para alcançar as saídas de
proteção contra incêndio e pânico). emergência, permitindo o abandono rápido das pessoas
(fig. 1- Anexo A).
5 PROCEDIMENTOS 5.1.2.1 A compartimentação horizontal deve ser
compatibilizada com atendimento a IT 08, de forma
que cada área compartimentada seja dotada de saídas
5.1 Compartimentação horizontal
para o exterior da edificação e áreas adjacentes.
5.1.1 A compartimentação horizontal é constituída dos
5.1.3 Proteção das aberturas nas paredes de
seguintes elementos construtivos:
compartimentação:
a) paredes de compartimentação;
As aberturas existentes nas paredes de
b) portas corta-fogo;
compartimentação devem ser devidamente protegidas
c) vedadores corta-fogo;
por elementos corta-fogo de forma a não serem
d) registros corta-fogo ("dampers");
comprometidas suas características de resistência ao
e) selos corta-fogo;
fogo.
f) afastamento horizontal entre aberturas.
5.1.3.1 Portas corta-fogo
5.1.2 Características de construção:
Para os ambientes compartimentados horizontalmente As portas destinadas à vedação de aberturas em
entre si, serão exigidos os seguintes requisitos: paredes de compartimentação devem ser do tipo corta-
a) a parede de compartimentação deverá ser construída fogo, sendo aplicáveis as seguintes condições:
entre o piso e o teto devidamente vinculada à estrutura a) as portas corta-fogo devem atender ao disposto na
do edifício, com reforços estruturais adequados; NBR 11742 para saída de emergência e NBR 11711
b) no caso de edificações que possuem elementos para compartimentação em ambientes comerciais e
estruturais de cobertura combustíveis, a parede de industriais;
compartimentação deverá estender-se, no mínimo, a b) na situação de compartimentação de áreas de
1,0m acima da linha de cobertura (telhado); edificações comerciais e industriais são aceitas também
c) as paredes mencionadas no item anterior devem ser portas corta-fogo de acordo com a NBR 11742, desde
dimensionadas estruturalmente de forma a não que as dimensões máximas especificadas nesta norma
entrarem em colapso caso ocorra à ruína da cobertura sejam respeitadas.
do edifício do lado afetado pelo incêndio; c) quando houver necessidade de passagem entre
d) as aberturas situadas na mesma fachada, em lados ambientes compartimentados providos de portas de
opostos da parede de compartimentação, devem ser acordo com a NBR 11711, devem ser instaladas portas
afastadas horizontalmente entre si por trecho de parede de acordo com a NBR 11742.
com 02 (dois) metros de extensão devidamente
consolidada à parede de compartimentação e 5.1.3.2 Vedadores Corta-Fogo
apresentando a mesma resistência ao fogo (fig. 1 -
Anexo A); As aberturas nas paredes de corta-fogo de
e) a distância mencionada no item anterior poderá ser compartimentação de passagem exclusivas de materiais
substituída por um prolongamento da parede de devem ser protegidas por vedadores corta-fogo
compartimentação, externa à edificação, com extensão atendendo às seguintes condições:
mínima de 1(um) metro; a) os vedadores corta-fogo devem atender ao disposto
f) a resistência ao fogo da parede de compartimentação, na NBR 11711;
no que tange aos panos de alvenaria ou de painéis b) caso a classe de ocupação não se refira a edifícios
fechando o espaço entre os elementos estruturais, deve industriais ou depósitos, o fechamento automático dos
ser determinada por meio da NBR 10636, já a vedadores deve ser comandado por sistema de detecção
resistência ao fogo dos seus elementos estruturais deve automática de fumaça que esteja de acordo com a NBR
ser dimensionada para situação de incêndio, de acordo 9441;
com o prescrito na IT 06; c) quando o fechamento for comandado por sistema de
g) as aberturas situadas em fachadas paralelas ou detecção automática de incêndio, o status dos
ortogonais, pertencentes a áreas de compartimentação equipamentos deve ser indicado na central do sistema e
horizontal distintas dos edifícios, devem, estar deve ser prevista a possibilidade de fechamento dos
distanciadas de forma a evitar a propagação do dispositivos de forma manual na central do sistema.
incêndio por radiação térmica; para isto devem ser d) na impossibilidade de serem utilizados vedadores
consideradas as condições de dimensionamento
corta-fogo, pela existência de obstáculos na abertura,
estabelecidas na IT-05 (Separações entre Edificações);
h) as distâncias requeridas no item anterior podem ser representados, por exemplo, por esteiras
suprimidas caso as aberturas sejam protegidas por transportadoras, pode-se utilizar alternativamente a
portas, vedadores ou vidros corta-fogo, estes atendendo proteção por cortina d'água, desde que a área da
abertura não ultrapasse 1,5 m2, atendendo aos extensão (de ambos os lados das paredes) garantindo
parâmetros da IT 18 e normas técnicas específicas. A resistência ao fogo igual à das paredes.
cortina d´água pode ser interligada ao sistema de
5.1.4 Características de resistência ao fogo:
hidrantes, que deverá possuir acionamento automático.
5.1.4.1 No interior da edificação, as áreas de
5.1.3.3 Selos corta-fogo compartimentação horizontal devem ser separadas por
paredes corta-fogo devendo atender aos tempos
Quaisquer aberturas existentes nas paredes corta-fogo requeridos de resistência ao fogo (T.R.R.F.), conforme
IT 06 (Segurança Estrutural nas Edificações);
de compartimentação destinadas à passagem de 5.1.4.2 Os elementos de proteção de aberturas
instalações elétricas, hidro-sanitárias, telefônicas e existentes nas paredes corta-fogo de compartimentação
outros que permitam a comunicação direta entre áreas podem apresentar valor de TRRF de 30 (trinta) minutos
compartimentadas devem ser seladas de forma a menor que a resistência das paredes corta-fogo de
promover a vedação total corta-fogo atendendo às compartimentação, porém nunca inferior a 60
(sessenta) minutos;
seguintes condições:
a) devem ser ensaiadas para caracterização da 5.1.5 Condições especiais da compartimentação
resistência ao fogo seguindo-se os procedimentos da horizontal
NBR 6479;
b) os tubos plásticos de diâmetro interno superior a 5.1.5.1 A compartimentação horizontal está dispensada
40mm devem receber proteção especial representada nas áreas destinadas exclusivamente a estacionamento
por selagem capaz de fechar o buraco deixado pelo de veículos;
tubo ao ser consumido pelo fogo em um dos lados da 5.1.5.2 Em subsolos não destinados exclusivamente ao
parede; estacionamento de veículos, a área de
c) a destruição da instalação do lado afetado pelo fogo compartimentação será de 750,00 m2. Áreas superiores
não deve promover a destruição da selagem. a 750,00 m2 deverão possuir medidas de proteção
analisadas por Corpo Técnico;
5.1.3.4 Registro corta-fogo (dampers) 5.1.5.3 As paredes divisórias entre unidades autônomas
e entre unidades e as áreas comuns para as ocupações
Quando os dutos de ventilação, ar condicionado ou dos grupos A (A2 e A3), B, E e H (H2, H3, H5 e H6)
exaustão atravessarem paredes corta- fogo de devem possuir requisitos mínimos de resistência ao
compartimentação, além da adequada selagemcorta- fogo de acordo com o prescrito na IT 06 – Segurança
fogo da abertura em torno dos dutos, devem existir Estrutural nas Edificações. O mesmo se aplica às
registros corta-fogo devidamente ancorados à parede portas de unidades autônomas que dão acesso aos
corta-fogo de compartimentação. As seguintes corredores e/ou hall de entrada, que devem também ter
condições devem ser atendidas: os requisitos de resistência ao fogo, conforme prescrito
a) os registros corta-fogo devem ser ensaiados para na IT 06;
caracterização da resistência ao fogo seguindo-se os 5.1.5.3.1 São consideradas unidades autônomas, para
procedimentos da NBR 6479; efeito desta IT, os apartamentos residenciais, os
b) os registros corta-fogo devem ser dotados de quartos de hotéis, motéis e flats, as salas de aula, as
acionamentos automáticos comandados por meio de enfermarias e quartos de hospital, as celas de presídios
fusíveis bimetálicos ou por sistema de detecção e assemelhados.
automática de fumaça que esteja de acordo com a NBR 5.1.5.4 Em complementação aos sistemas de proteção,
9441; os subsolos deverão possuir aberturas de ventilação
c) no caso da classe de ocupação não se referir aos adequadas ao exterior, que permitam realizar a
edifícios industriais ou depósitos, o fechamento exaustão de gases e fumaça do ambiente.
automático dos registros deve ser comandados por
sistema de detecção automática de fumaça que esteja 5.2 Compartimentação vertical
de acordo com a NBR 9441;
d) quando o fechamento for comandado por sistema de 5.2.1 A compartimentação vertical é constituída dos
detecção automática de fumaça, o status dos seguintes elementos construtivos:
equipamentos deve ser indicado na central do sistema e a) entrepisos corta-fogo;
permitir o fechamento por decisão humana na central b) enclausuramento de escadas por meio de parede
do sistema; corta-fogo de compartimentação;
e) a falha do dispositivo de acionamento do registro c) enclausuramento de elevadores e monta-carga, poços
corta-fogo deve dar-se na posição de segurança, ou para outras finalidades por meio de porta pára-chama
seja, qualquer falha que possa ocorrer deve determinar (observar IT 06);
automaticamente o fechamento do registro; d) selos corta-fogo;
f) os dutos de ventilação, ar condicionado e/ou e) registros corta-fogo ("dampers");
exaustão, que não possam ser dotados de registros f) vedadores corta-fogo;
corta-fogo, devem ser dotados de proteção em toda a g) os elementos construtivos corta-fogo / pára-chama
de separação vertical entre pavimentos consecutivos;
h) selagem perimetral corta-fogo. fogo não deve ser comprometida pelas transposições
que intercomunicam pavimentos. Os entrepisos podem
5.2.2 Características de construção: ser compostos por lajes de concreto armado ou
protendido ou por composição de outros materiais que
5.2.2.1 Compartimentação vertical na envoltória do garantam a separação física dos pavimentos.
edifício A resistência ao fogo dos entrepisos deve ser
As seguintes condições devem ser atendidas pelas determinada por meio de ensaio segundo a NBR 5628
fachadas com intuito de dificultar a propagação vertical ou dimensionada de acordo com norma brasileira
do incêndio pelo exterior dos edifícios: pertinente. Deve atender às seguintes condições:
a) deve existir separação na fachada entre aberturas de a) no interior da edificação, todas as aberturas no
pavimentos consecutivos, que podem ser constituir de entrepiso destinadas às passagens das instalações de
vigas e/ou parapeito ou prolongamento dos entrepisos serviços devem ser vedadas por selos corta-fogo; tais
além do alinhamento da fachada; selos podem ser substituídos por paredes corta-fogo de
b) quando a separação for provida por meio de vigas compartimentação cegas posicionadas entre piso e teto.
e/ou parapeitos, estes devem apresentar altura mínima b) as aberturas existentes nos entrepisos, deverão ser
de 1,20m separando aberturas de pavimentos protegidas por vedadores corta-fogo, construídas e
consecutivos (fig. 2 – anexo A); instalados de acordo com NBR 11711/1992;
c) quando a separação for provida por meio dos c) os poços destinados a elevadores, monta-carga e
prolongamentos dos entrepisos, as abas devem outras finalidades deverão ser constituídos por paredes
projetar-se, no mínimo, 0,90 m além do plano externo corta-fogo de compartimentação, devidamente
da fachada (fig.3 – anexo A); consolidadas de forma adequada às lajes dos
d) os elementos de separação entre aberturas de pavimentos, com resistência ao fogo. Suas aberturas
pavimentos consecutivos e as fachadas cegas devem devem ser protegidas por vedadores pára-chamas as
ser consolidadas adequadamente aos entrepisos, de quais deverão apresentar resistência ao fogo igual às
forma a não comprometer a resistência ao fogo destes das paredes;
elementos; d) as escadas devem ser enclausuradas por meio
e) as fachadas pré-moldadas devem ter seus elementos paredes de compartimentação e portas corta-fogo, as
de fixação devidamente protegidas contra a ação do quais devem atender aos requisitos da IT-08(Saídas de
incêndio e as frestas com as vigas e/ou lajes Emergências nas Edificações);
devidamente seladas, de forma a garantir a resistência e) no caso de dutos de ventilação, ar-condicionado e
ao fogo do conjunto; exaustão que atravessarem as lajes, além da selagem da
f) os materiais transparentes ou translúcidos das janelas passagem destes equipamentos, devem existir registros
devem ser incombustíveis, exceção feita aos vidros corta-fogo, devidamente ancorados à laje. Caso estes
laminados. A incombustibilidade destes materiais deve registros não possam ser instalados, toda tubulação
ser determinada em ensaio utilizando-se o método ISO deve estar protegida de forma a apresentar resistência
1182. ao fogo conforme requisitos da IT-06.
5.2.2.1.1 Nas edificações com fachadas totalmente
envidraçadas ou “fachadas-cortina” serão exigidas as 5.2.2.3 Entrepisos
seguintes condições:
a) os caixilhos e os componentes transparentes ou Os entrepisos devem enquadrar-se na categoria
translúcidos devem ser compostos por materiais compartimentação e podem ser compostos por lajes de
incombustíveis, exceção feita aos vidros laminados; a concreto armado ou protendido ou por composição de
incombustibilidade destes materiais devem ser materiais que garantam a separação física de
determinadas em ensaios utilizando-se o método ISO pavimentos no interior dos edifícios.
1182; As aberturas existentes nos entrepisos devem ser
b) devem ser previstos atrás destas fachadas, elementos devidamente protegidas por elementos corta-fogo de
de separação, ou seja, instalados parapeitos, vigas ou forma a não serem comprometidas suas características
prolongamentos dos entrepisos, de acordo com o inciso de resistência ao fogo, como apresentado a seguir:
5.2.2.1;
c) as frestas ou as aberturas entre a “fachada-cortina” e 5.2.2.3.1 Escadas
os elementos de separação devem ser vedados com
selos corta-fogo em todo perímetro; tais selos devem As escadas devem ser enclausuradas por meio de
ser fixados aos elementos de separação de modo que paredes corta-fogo de compartimentação e portas corta-
sejam estruturalmente independentes dos caixilhos da fogo, atendendo as seguintes condições:
fachada; a) a resistência ao fogo da parede de
d) os selos corta-fogo perimetrais indicados no item compartimentação, no que se refere aos panos de
anterior deverão ser detalhados, atendendo os alvenaria ou de painéis pré-moldados, fechando o
requisitos da IT 01 (Procedimentos Administrativos). espaço entre elementos estruturais, deve ser
determinada pela NBR 10636, já a resistência ao fogo
5.2.2.2 Compartimentação vertical no interior dos dos seus elementos estruturais deve ser dimensionada
edifícios para a situação do incêndio, seguindo-se as orientações
A compartimentação vertical no interior dos edifícios é contidas na IT 06.
provida por meio de entrepisos, cuja resistência ao
b) as portas corta-fogo de ingresso nas escadas e entre de incêndio e atendendo ainda ao disposto das letras "f"
as antecâmaras e a escada devem atender ao disposto e "g" constantes do item 5.2.2.3.1;
na NBR 11742; f) as portas mencionadas no item anterior não devem
c) as portas corta-fogo utilizadas para enclausuramento estar incluídas nas rotas de fuga;
das escadas devem ser construídas integralmente com g) as portas retráteis corta-fogo também devem ser
materiais incombustíveis, caracterizados de acordo abertas ou fechadas no local de sua instalação, manual
com o método ISO 1182, exceção feita à pintura de ou mecanicamente, requerendo na primeira situação
acabamento; um esforço máximo de 130 N;
d) quando a escada de segurança for utilizada como via h)o enclausuramento dos halls dos elevadores
de circulação vertical em situação de uso normal dos permitirá a disposição do elevador de emergência em
edifícios suas portas corta-fogo podem permanecer seu interior;
abertas, desde que sejam utilizados dispositivos i) as portas de andar de elevadores e as portas de
elétricos que permitirão seu fechamento em caso de enclausuramento dos halls devem ser ensaiadas para a
incêndio, comandados por sistema de detecção caracterização da resistência ao fogo seguindo-se os
automática de fumaça instalados no(s) hall(s) de acesso procedimentos da NBR 6479.
às escadas, de acordo com a NBR 9441;
e) a falha dos dispositivos de acionamento das portas 5.2.2.3.3 Monta-cargas
corta-fogo deve dar-se na posição de segurança, ou
seja, qualquer falha que possa ocorrer deve determinar Os poços destinados à monta-carga devem ser
automaticamente o fechamento da porta; constituídos por paredes de compartimentação
f) a situação ("status") das portas corta-fogo (aberto ou devidamente consolidadas aos entrepisos. As portas de
fechado) deve ser indicada na central do sistema de andar devem ser classificadas como pára-chamas. As
detecção e permitir o fechamento por decisão humana seguintes condições devem ainda ser consideradas:
na central do sistema; a) devem ser atendidas as condições estabelecidas nas
g) nos pavimentos de descarga, os trechos das escadas letras "a" e "b" constantes do item 5.2.2.3.1;
que provém do subsolo ou dos pavimentos elevados b) as portas de andar do monta-carga não devem
devem ser enclausurados de maneira equivalente a permanecer abertas em razão de presença da cabine,
todos os outros pavimentos; nem abrir em razão do dano provocado pelo calor aos
h) a exigência de resistência ao fogo das paredes de contatos elétricos que comandam sua abertura;
enclausuramento da escada também se aplica as c) as portas mencionadas devem ser ensaiadas
antecâmaras quando estas existirem. seguindo-se os procedimentos da NBR 6479.
d) alternativamente às portas pára-chamas do monta-
5.2.2.3.2 Elevadores carga, os “halls” de acesso aos elevadores devem ser
enclausurados conforme as condições estabelecidas das
Os poços destinados a elevadores devem ser alíneas c, d, e, f e g do item 5.2.2.3.2.
constituídos por paredes corta-fogo de
compartimentação devidamente consolidadas aos 5.2.2.3.4 Prumadas das instalações de serviço
entrepisos. As portas dos andares de elevadores devem
ser classificadas como pára-chamas. As seguintes Quaisquer aberturas existentes nos entrepisos
condições devem ser adicionalmente consideradas: destinadas à passagem de instalação elétrica, hidro-
a) devem ser atendidas as condições estabelecidas nas sanitárias, telefônicas e outras, que permitam a
alíneas a e b constantes do item 5.2.2.3.1; comunicação direta entre os pavimentos de um edifício
b) as portas de andares de elevadores não devem devem ser seladas de forma a promover a vedação total
permanecer abertas em razão da presença da cabine, corta-fogo atendendo às seguintes condições:
nem abrir em razão do dano provocado pelo calor aos a) devem ser ensaiadas para a caracterização da
contatos elétricos que comandam sua abertura; resistência ao fogo seguindo-se os procedimentos da
c) as portas pára-chamas conforme item anterior NBR 6479;
podem ser substituídas pelo enclausuramento dos halls b) os tubos plásticos com diâmetro interno superior a
do acesso aos elevadores, por meio de parede e porta 40 mm devem receber proteção especial representada
corta-fogo; por selagem capaz de fechar o buraco deixado pelo
d) as portas corta-fogo mencionadas no item anterior tubo ao ser consumido pelo fogo abaixo do entrepisos;
devem fechar automaticamente em caso de incêndio, c) a destruição da instalação do lado afetado pelo fogo
comandadas por sistema de detecção automática de não deve promover a destruição da selagem.
fumaça devendo atender ao disposto na NBR 11742 e
as disposições das alíneas d, e, f e g constantes do item 5.2.2.3.5 Aberturas de passagem de dutos de
5.2.2.3.1; ventilação, ar condicionado e exaustão.
e) numa outra alternativa às portas pára-chamas de
andar constitui-se de enclausuramento dos halls dos Quando dutos de ventilação, ar condicionado ou
elevadores, por meio de portas retráteis corta-fogo, exaustão atravessarem os entrepisos, além da adequada
mantidas permanentemente abertas e comandadas por selagem corta-fogo da abertura em torno do duto,
sistema de detecção automática de fumaça, de acordo deverá existir registros corta-fogo devidamente
com a NBR 9441, fechando automaticamente em caso ancorados ao entrepisos e serem atendidas as condições
estabelecidas nas alineas a, b, c, d e e constantes do As prumadas totalmente enclausuradas por onde
item 5.1.3.4. passam as instalações de serviço, como esgoto e águas
5.2.2.3.5.1 Caso os dutos de ventilação, ar pluviais, não necessitam ser seladas desde que as
condicionado e exaustão, não possam ser dotados de paredes sejam corta-fogo e as derivações das
registros corta-fogo na transposição dos entrepisos, instalações que as transpassam sejam devidamente
devem ser dotados de proteção em toda a extensão seladas (conforme condições definidas em outros
garantindo a adequada resistência ao fogo. tópicos desta IT). As paredes de enclausuramento
Neste caso, as derivações existentes nos pavimentos devem atender ao disposto nas alíneas a e b constantes
devem ser protegidas por registros corta-fogo, em caso do item 5.2.2.3.1.
de acionamento, devera atender ás condições
estabelecidas nas alíneas a, b, c, d e e constantes no 5.2.2.3.9 Prumadas de ventilação permanente
item 5.1.3.4. Os dutos de ventilação permanentes de banheiro e
similares devem atender às seguintes condições para
5.2.2.3.6 Aberturas de passagem de materiais que não comprometam a compartimentação vertical
dos edifícios:
As aberturas nos entrepisos de passagem exclusiva de a) devem ser integralmente compostos por materiais
materiais devem ser protegidas por vedadores corta- incombustíveis;
fogo atendendo às seguintes condições estabelecidas b) cada prumada de ventilação deve fazer parte,
nas alíneas a, b, c, e, d constantes do item 5.1.3.2. exclusivamente, de uma única prumada de áreas de
compartimentação horizontal, ou seja, as áreas distintas
5.2.2.3.7 Átrios de compartimentação horizontal não devem
intercomunicar-se através dos dutos de ventilação
Os átrios devem ser entendidos como espaços no permanente;
interior de edifícios que interferem na c) a prumada de ventilação permanente deve ser
compartimentação horizontal ou vertical, devendo compartimentada em relação às demais áreas da
atender a uma série de condições para não facilitarem a edificação não destinadas a banheiros ou similares por
propagação do incêndio. A condição básica a ser meio de paredes e portas corta-fogo;
atendida por qualquer átrio é a seguinte: d) alternativamente disposto na alínea c, cada
a) cada átrio deve fazer parte exclusivamente de uma derivação das prumadas deve ser protegidas por
única prumada de áreas de compartimentação registro corta-fogo, cujo o acionamento deve atender as
horizontal, ou seja, as áreas distintas de condições estabelecidas nas alíneas a, b, c, d e e
compartimentação horizontal não devem constantes no item 5.1.3.4.
intercomunicar-se através do átrio nos pavimentos. e) as paredes que compõem estas prumadas devem
5.2.2.3.7.1 Para que a existência do átrio não afete a atender os disposto nas alíneas a e b constantes no item
compartimentação vertical, é necessário que as 5.2.3.1.
seguintes condições adicionais sejam atendidas:
a) compartimentação do átrio deve ser feita em todos 5.2.3 Características de resistência ao fogo
os pavimentos servidos, em seu perímetro interno ou
no perímetro da área de circulação que o rodeia em 5.2.3.1 Os entrepisos devem atender aos tempos
cada pavimento; requeridos de resistência ao fogo (TRRF), conforme IT
b) os elementos de compartimentação do átrio devem 06 (Segurança Estrutural nas Edificações).
apresentar resistência ao fogo, podendo, inclusive, 5.2.3.2 Os elementos de proteção das transposições nos
constituírem-se por paredes corta-fogo de entrepisos (selagens corta-fogo) e os elementos de
compartimentação, vidros corta-fogo e vedadores compartimentação vertical na envoltória do edifício,
corta-fogo; incluindo as fachadas sem aberturas (cegas) devem
c) as paredes de compartimentação devem atender às atender aos tempos requeridos de resistência ao fogo
condições estabelecidas nas alíneas a e b constantes do (TRRF) conforme IT 06. Portas e vedadores corta-fogo
item 5.2.2.3.1; podem apresentar TRRF de 30 (trinta) minutos menor
d) os vedadores corta-fogo podem ser retráteis, de que as paredes, porém nunca inferior a 60 (sessenta)
correr ou de deslocamento horizontal, devendo ser minutos.
compostos integralmente por materiais incombustíveis. 5.2.3.3 Como exceção às regras estabelecidas em
Se os vedadores apresentarem fechamento automático, 5.2.3.1 e 5.2.3.2 tem-se o seguinte:
comandado por sistema de detecção automática de a) as paredes de enclausuramento das escadas e
fumaça, devem estar de acordo com a NBR 9441; elevadores de segurança, constituídas pelo sistema
quanto às resistências ao fogo devem estar estrutural das compartimentações e vedações das
caracterizadas através dos procedimentos de ensaio da caixas, dutos e antecâmaras, devem atender, no
NBR 6479; mínimo, ao TRRF igual ao estabelecido na IT 06,
e) as condições de fechamento das portas mencionadas porém não podendo ser inferior a 120 (cento e vinte)
no item anterior devem ser tais que não ofereçam risco minutos;
de provocar acidentes e ferimentos nas pessoas. b) as selagens das prumadas das instalações de serviço
e os registros protegendo aberturas de passagem de
5.2.2.3.8 Prumadas enclausuradas dutos de ventilação, ar condicionado e exaustão devem
apresentar, no mínimo, os tempos requeridos de
resistência ao fogo, conforme IT 06, porém nunca 5.4 Não será considerada compartimentação vertical
inferior a 60 (sessenta) minutos; nos casos de interligação de pavimentos consecutivos
c) as portas corta-fogo de ingresso nas escadas em cada (nos pisos acima do térreo), por intermédio de átrios,
pavimento devem apresentar resistência mínima ao escadas, rampa de circulação ou escadas rolantes,
fogo de 90 (noventa) minutos, quando forem únicas desde que o somatório de área desses pavimentos não
(escadas sem antecâmaras) e de 60 (sessenta) minutos ultrapasse os valores estabelecidos para
quando a escada for dotada de antecâmara; compartimentação horizontal, conforme anexo B,
d) os dutos de ventilação, ar condicionado ou exaustão, limitando-se no máximo a 3 (três) pavimentos
quando não podem ser dotados de registros corta-fogo consecutivos.
na transposição dos entrepisos devem ser protegidos 5.5 As escadas, rampas, destinadas à circulação de
em toda a extensão de forma a garantir a resistência pessoas, dutos e shafts de instalação de subsolos devem
mínima ao fogo de 120 (cento e vinte) minutos, porém ser compartimentados integralmente em relação ao piso
nunca inferior ao TRRF estabelecido na IT 06; e térreo, piso de descarga e demais pisos elevados.
e) as paredes e portas corta-fogo tratadas em 5.2.2.3.9 5.6 Recomenda-se que as áreas descobertas destinadas
(prumadas de ventilação permanente) devem apresentar ao armazenamento de produtos combustíveis possuam
resistência mínima ao fogo de respectivamente, 60 afastamento dos limites da propriedade bem como
(sessenta) minutos e 30 (trinta) minutos. corredores internos que proporcionem o fracionamento
do risco, de forma a dificultar a propagação do fogo e
5.3 Áreas máximas de compartimentação facilitar as operações de combate a incêndio.
Para o estabelecimento das áreas máximas de
compartimentação horizontal deve-se atender aos
valores estabelecidos no Anexo B.
ANEXO “A”
COMPARTIMENTAÇÃO HORIZONTAL E VERTICAL
ANEXO “A” (CONTINUAÇÃO)

Fig. 3 – Compartimentação Vertical (Prolongamento dos Entrepisos)

alvenaria

PISO

fachada envidraçada

TETO

alvenaria

FIG. 04 - COMPARTIMENTAÇÃO VERTICAL - FACHADA ENVIDRAÇADA


Fig. 4 – Compartimentação Vertical (Fachadas Envidraçadas)
ANEXO “B”

TABELA DE ÁREA MÁXIMA DE COMPARTIMENTAÇÃO (m²)

GRUPO TIPO DE EDIFICAÇÕES


TIPO I II III IV
Edificação
Edificação de Média Edificação
DENOMINAÇÃO Edificação Baixa Mediamen
Altura Alta
te Alta
Um pavi- 6,00m<H 12,00m<H≤ 23,00m<H≤ 30,00m<H Acima de
ALTURA H≤6,00m
mento ≤ 12,00m 23,00m 30,00m ≤ 54,00m 54,00m
A-1, A-2, A-3 – – – – – – –
B-1, B-2 – 5.000 4.000 3.000 2000 1.500 1.500
C-1; C-2 5.000(1) 3.000(1) 2.000 2.000 1.500 1.500 1.500
C-3 5.000(1) 2.500(1) 1.500 1.000 2.000 2.000 2.000
D-1, D-2, D-3, D-4 5.000 2.500(1) 1.500 1.000 800 1.500 1.500
E-1,E-2, E-3, E-4,
– – – – – – –
E-5 e E-6
F-1, F-2, F-3, F-
– – – – – – –
4, e F-9
F-5, F-6 e F-8 – – – 2.000 1.000 800 800
F-7 – – CT CT CT CT CT
F-10 5.000(1) 2.500(1) 1.500 1.000 1.000 800 800
G-1, G-2, G-3 – – – – – – –
G-4 10.000 5.000 3.000 2.000 1.000 1.000 1.000
G-5 Ver IT específica ou Corpo Técnico
H-1, H-2, H-4, H-5
– – – – – – –
e H-6 (*)
H-3 – – – 2.000 1.500 1.000 1.000
I-1 e I-2 – 10.000 5.000 3.000 1.500 2.000 2.000
I-3 7.500(1) 5.000 3.000 1.500 1.000 1.500 1.500
J-1 – – – – – – –
J-2 10.000(1) 5.000 3.000 1.500(1) 2.000 1.500 1.500
J-3 7.500(1) 3.000 2.000 2.500 1.500 1.000 1.000
J-4 4.000(1) 2.500 1.500 2.000 1.500 1.000 1.000
L-1 100 CT CT CT CT CT CT
L-2 e L-3 CT CT CT CT CT CT CT
M-1 CT CT CT CT CT CT CT
M-2 1.000 500 CT CT CT CT CT
M-3 5.000 3.000 2.000 1.000 CT CT CT
M-4, M5, M-6
750 CT CT CT CT CT CT
e M-7

NOTAS ESPECÍFICAS:

1) A área de compartimentação pode ser aumentada em 100%, caso haja sistema de detecção de fumaça (IT nº 14).

2) A edificação destinada à clínica de internação (divisão H-6) será enquadrada como (H-3) de acordo como o exigido
no Decreto Estadual 43.805/04.

3) CT – Corpo Técnico
NOTAS GENÉRICAS:

a) Observar os casos permitidos de substituição da compartimentação de áreas, por sistema de chuveiros automático,
acrescidos, em alguns casos, dos sistemas de detecção automática , conforme tabela de exigência do

b) Os locais assinalados com traço (–) estão dispensados da compartimentação horizontal, mantendo-se a
compartimentação vertical, de acordo com as tabelas de exigências do Regulamento de Segurança Contra Incêndio
e Pânico nas edificações e áreas de risco do Estado de Minas Gerais.

c) Não será considerada a compartimentação vertical nos casos de interligação de pisos ou pavimentos consecutivos,
por intermédio de atrium, escadas, rampas de circulação ou escadas rolantes, desde que a somatória de área dos
pavimentos não ultrapasse os valores estabelecidos para cada grupo e tipo de edificação, limitando-se no máximo a três
pisos. Esta exceção não se aplica para as compartimentações das fachadas e selagens dos “shafts” e dutos de
instalações.

d) No caso desta IT, as edificações térreas dotadas de subsolo para cálculo de área máxima de compartimentação
deverão ser enquadradas na classe II desta tabela, caso esse subsolo não seja compartimentado em relação ao térreo.
IT - 08
SAÍDAS DE EMERGÊNCIA EM EDIFICAÇÕES

SUMÁRIO ANEXOS

1 – Objetivo Tabelas

2 – Aplicação

3 – Referências Normativa e Bibliográficas

4 – Definições

5 – Procedimentos
INSTRUÇÃO TÉCNICA – 08

SAIDAS DE EMERGENCIA
DIRETORIA DE ATIVIDADES TECNICAS
Av. Augusto de Lima, 355 - Bairro Centro
CEP 30.190-000
Site: www.bombeiros.mg.gov.br
Email: dat3@cbmmg.mg.gov.br

1 OBJETIVO Decreto Estadual nº 44.270, de 01 de abril de


2006 – Regulamento de Segurança Contra
Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco
1.1 Estabelecer critérios mínimos necessários para o
no Estado de Minas Gerais.
dimensionamento das “Saídas de Emergência em
Edificações”, visando a que sua população possa
NBR 9077 - Saídas de Emergências em Edifícios.
abandoná-las, em caso de incêndio ou pânico,
completamente protegida em sua integridade física e
NBR 9050 - Adequação das edificações e do
permitir o acesso de guarnições de bombeiros para o
imobiliário urbano à pessoa deficiente.
combate ao fogo ou retirada de pessoas;
NBR 9441 - Execução de Sistemas de Detecção e
1.2 Adequação das exigências de proteção contra
Alarme de Incêndio.
incêndio e pânico, atendendo a NBR 9077/93 da
Associação Brasileira de Normas Técnicas quanto aos
NBR 13434-1 - Sinalização de segurança contra
requisitos mínimos necessários para o
incêndio e pânico – Parte 1: Princípio de projeto.
dimensionamento das saídas de emergência nas
NBR 13434-2 - Sinalização de segurança contra
edificações;
incêndio e pânico – Parte 2: Símbolos e suas formas,
dimensões e cores.
1.3 Padronizar critérios para análise de projetos de
Prevenção Contra Incêndio e pânico em Minas Gerais;
NBR 10898 - Sistemas de iluminação de emergência.
1.4 Orientar os profissionais que atuam na elaboração
BS (British Standard) 5588/86.
de projetos e execução de obras submetidas à
aprovação do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.
NBR 11742 – Porta Corta-Fogo para saídas de
emergência.
2 APLICAÇÃO NBR 13768 – Acessórios para PCF em saídas de
emergência.
Esta Instrução Técnica se aplica a todas as edificações
novas, podendo, entretanto, servir como exemplo de NBR 11785 – Barra antipânico – Requisitos.
situação ideal que deve ser buscada em adaptações de
edificações em uso, consideradas suas devidas
4 DEFINIÇÕES
limitações.
Para os efeitos desta Instrução Técnica aplicam-se as
definições constantes nas referências normativas e IT
3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E 02 – Terminologia de proteção contra incêndio e
BIBLIOGRÁFICAS Pânico.

Para compreensão desta Instrução Técnica é necessário


consultar as seguintes normas, levando em 5 PROCEDIMENTOS
consideração todas as suas atualizações e outras que
vierem substituí-las: 5.1 Classificação das edificações
Lei nº 14.130, de 19 de dezembro de 2001 que dispõe 5.1.1 Para os efeitos desta Instrução Técnica, as
sobre a prevenção contra incêndio e pânico no Estado edificações são classificadas:
de Minas Gerais. a) quanto à ocupação, de acordo com a Tabela 1
do Regulamento de Segurança Contra Incêndio e
Pânico nas edificações e áreas de risco no Estado
de Minas Gerais; N= P
b) quanto à altura, dimensões em planta e C
características construtivas, de acordo, Onde:
respectivamente, com as Tabelas 1, 2 e 3 desta N = Número de unidades de passagem, arredondado
Instrução Técnica. para número inteiro maior.
P = População, conforme coeficiente da tabela 4 do
5.2 Componentes da saída de emergência anexo e critérios das seções 5.3 e 5.4.1.1.
C = Capacidade da unidade de passagem conforme
5.2.1 A saída de emergência compreende o seguinte: tabela 4 do anexo.
a) acesso;
b) rotas de saídas horizontais, quando houver, e 5.4.2 Larguras mínimas a serem adotadas
respectivas portas ou ao espaço livre exterior, nas
edificações térreas; As larguras mínimas das saídas de emergência, em
c) escadas ou rampas; qualquer caso, devem ser as seguintes:
d) descarga. a) 1,10 m, correspondente a duas unidades de
passagem de 55cm, para as ocupações em geral,
5.3 Cálculo da população ressalvando o disposto a seguir;
b) 1,65 m, correspondente a três unidades de passagem
5.3.1 As saídas de emergência são dimensionadas em de 55 cm, para as escadas, os acessos (corredores e
função da população da edificação. passagens) e descarga, nas ocupações do grupo H,
5.3.2 O cálculo da população de cada pavimento da divisão H-2 e H-3;
edificação é de acordo com os coeficientes da tabela 4, c) 1,65 m, correspondente a três unidades de passagem
considerando sua ocupação, dada na Tabela 1 do de 55 cm, para as rampas, acessos (corredores e
Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico passagens) e descarga, nas ocupações do grupo H,
nas edificações e áreas de risco no Estado de Minas divisão H-2;
Gerais. d) 2,20 m, correspondente a quatro unidades de
5.3.3 Devem ser incluídas nas áreas de pavimento passagem de 55 cm, para as rampas, acessos às rampas
exclusivamente para o cálculo da população: (corredores e passagens) e descarga das rampas, nas
a) as áreas de terraços, sacadas e assemelhadas, ocupações do grupo H, divisão H-3.
excetuadas aquelas pertencentes às edificações dos
grupos de ocupação A, B e H; 5.4.3 Exigências adicionais sobre largura de saídas
b) as áreas totais cobertas das edificações F-3 e F-6
inclusive canchas e assemelhados; 5.4.3.1 A largura das saídas deve ser medida em sua
c) as áreas de escadas, rampas e assemelhados, no caso parte mais estreita, não sendo admitidas saliências de
de edificações dos grupos F-3, F-6 e F-7, quando em alizares, pilares e outros, com dimensões maiores que
razão de sua disposição em planta, esses lugares as indicadas na Figura 1, e estas somente em saídas
puderem, eventualmente, ser utilizados como com largura superior a 1,10 m.
arquibancadas.
5.3.4 Exclusivamente para o cálculo da população, as
áreas de sanitários, corredores e elevadores nas
ocupações C, D, E e F, são excluídas das áreas de
pavimento.

5.4 Dimensionamento das saídas de emergência

5.4.1 Largura das saídas Figura 1 - Medida da largura em corredores e passagens

5.4.1.1 A largura das saídas deve ser dimensionada em


função do número de pessoas que por elas deva 5.4.3.2 As portas que abrem para dentro de rotas de
transitar, observando os seguintes critérios: saída, em ângulo de 180º, em seu movimento de abrir,
a) os acessos são dimensionados em função dos no sentido do trânsito de saída, não podem diminuir a
pavimentos que sirvam à população; largura efetiva destas em valor menor que a metade
b) as escadas, rampas e descargas são dimensionadas (ver figura 2), sempre mantendo uma largura mínima
em função do pavimento de maior população, o qual livre de 1,10 m para as ocupações em geral e de 1,65 m
determinam as larguras mínimas para os lanços para as divisões H-2 e H-3.
correspondentes aos demais pavimentos, considerando- 5.4.3.3 As portas que abrem no sentido do trânsito de
se o sentido da saída. saída, para dentro de rotas de saída, em ângulo de 90º,
5.4.1.2 A largura das saídas, isto é, dos acessos, devem ficar em recessos de paredes, de forma a não
escadas, descargas, e outros, é dada pela seguinte reduzir a largura efetiva em valor maior que 0,10 m
fórmula: (ver figura 2).
projeto arquitetônico, como, por exemplo, escritório de
plano espacial aberto e galpão sem o arranjo físico
interno (leiaute), deve ser consideradas as distâncias
diretas comparadas aos limites da tabela 5, nota a,
reduzidas em 30% (trinta por cento).
5.5.2.4 Para uso da tabela 5 devem ser consideradas as
características construtivas da edificação, constante da
tabela 3, edificações classes X, Y e Z.
5.5.2.5 Em edificações térreas, pode ser considerada
como saída, para efeito da distância máxima a ser
percorrida, qualquer abertura, sem grades fixas, com
Figura 2 – Abertura das portas no sentido do trânsito de
peitoril, tanto interna como externamente, com altura
saída.
máxima de 1,20 m, vão livre com área mínima de 1,20
m² e nenhuma dimensão inferior a 1,00 m.
5.5 Acessos
5.5.1 Generalidades
5.5.3 Número de saídas nos pavimentos
5.5.1.1 Os acessos devem satisfazer às seguintes
condições:
5.5.3.1 O número de saídas exigido para os diversos
a) permitir o escoamento fácil de todos os ocupantes da
tipos de ocupação, em função da altura, dimensões em
edificação;
planta e características construtivas de cada edificação,
b) permanecer desobstruídos em todos os pavimentos;
encontra-se na tabela 6.
c) ter larguras de acordo com o estabelecido em 5.4;
5.5.3.2 No caso de 2 (duas) ou mais escadas, a
d) ter pé direito mínimo de 2,50 m, com exceção de
distância mínima de trajeto entre suas portas devem ser
obstáculos representados por vigas, vergas de portas, e
de 10,00 m, exceto quando as escadas estiverem na
outros, cuja altura mínima livre deve ser de 2,00 m;
área central do pavimento e com acessos em lados
e) ser sinalizados e iluminados (iluminação de
opostos.
emergência de balizamento) com indicação clara do
5.5.3.3 Havendo necessidade de acrescer escadas, estas
sentido da saída, de acordo com o estabelecido na IT-
devem ser do tipo que a exigida por esta Instrução
13 (Iluminação de emergência) e na IT-15 (Sinalização
Técnica (Tabela 6).
de emergência).
5.5.1.2 Os acessos devem permanecer livres de
5.5.4 Portas de saídas de emergência
quaisquer obstáculos, tais como móveis, divisórias
móveis, locais para exposição de mercadorias, e outros,
5.5.4.1 As portas das rotas de saída e aquelas das salas
de forma permanente, mesmo quando o prédio esteja
com capacidade acima de 50 pessoas, em comunicação
supostamente fora de uso.
com os acessos e descargas devem abrir no sentido do
trânsito de saída (ver figura 2).
5.5.2 Distâncias máximas a serem percorridas
5.5.4.2 Nas edificações do grupo A (divisão A1 e A2),
as portas de acesso ao logradouro público e que não se
5.5.2.1 As distâncias máximas a serem percorridas para
comunicam diretamente com as caixas de escada estão
atingir um local seguro (espaço livre exterior, área de
isentas da exigência do item 5.5.4.1.
refúgio, escada comum de saída de emergência,
5.5.4.3 A largura, vão livre ou “luz” das portas,
protegida ou à prova de fumaça), tendo em vista o risco
comuns ou corta-fogo, utilizadas nas rotas de
à vida humana decorrente do fogo e da fumaça, devem
saída, deve ser dimensionada como estabelecido
considerar:
em 5.4, admitindo-se uma redução no vão de luz,
a) o acréscimo de risco quando a fuga é possível em
isto é, no livre, das portas em até 75 mm de cada
apenas um sentido;
lado (golas), para o contramarco e alizares. As
b) o acréscimo de risco em função das características
dimensões mínimas de luz deve ser as
construtivas da edificação;
especificadas abaixo,considerando o resultado do
c) a redução de risco em caso de proteção por
cálculo das unidades de passagem:
chuveiros automáticos ou detectores;
a) 0,80m valendo por uma unidade de passagem,
d) a redução de risco pela facilidade de saídas em
com N ≤ 1.
edificações térreas.
b) 1,00 m ,valendo por duas unidades de passa-
5.5.2.2 As distâncias máximas a serem percorridas para
gem, com 1 ≤ N ≤ 2;
atingir as portas de acesso às edificações e o acesso às
c) 1,5 m, em duas folhas, valendo por 3 unidades
escadas ou as portas das escadas (nos pavimentos)
de passagem, com 2 ≤ N ≤ 3;
constam da tabela 5 e devem ser contadas a partir da
d) 2,0 m, em duas folhas, valendo por 4 unidades
porta de acesso do compartimento mais distante, desde de passagem, com 3 ≤ N ≤ 4.
que o caminhamento interno deste compartimento não
ultrapasse 15,00 m. Caso o caminhamento interno Nota:
deste compartimento seja maior que 15,00 metros, o 1) Porta com dimensão maior ou igual a 2,20 m, exige-
excedente a 15,00 metros será contado na distância se coluna central.
máxima a ser percorrida. 2) Porta com dimensão maior que 1,20 m deverá ter
5.5.2.3 No caso das distâncias máximas a percorrer duas folhas.
para as rotas de fuga que não forem definidas no
5.5.4.4 As portas das antecâmaras das escadas à prova c) quando a altura a ser vencida não permitir o
de fumaça e das paredes corta-fogo devem ser do tipo dimensionamento equilibrado dos degraus de uma
corta-fogo (PCF), obedecendo a NBR 11742, no que escada;
lhe for aplicável. d) para unir o nível externo ao nível do saguão térreo
5.5.4.5 As portas das antecâmaras, escadas e outros, das edificações em que houver usuários de cadeiras de
devem ser providas de dispositivos mecânicos e rodas (ver NBR-9050).
automáticos, de modo a permanecerem fechadas,
porém, destrancadas, no sentido do fluxo de saída, 5.6.2 Condições de atendimento
sendo admissível que se mantenham abertas, desde que
disponham de dispositivo de fechamento, quando 5.6.2.1 O dimensionamento das rampas deve obedecer
necessário, conforme estabelecido na NBR 11742. ao estabelecido em 5.4
5.5.4.6 Se as portas dividem corredores que constituem 5.6.2.2 As rampas não podem terminar em degraus ou
rotas de saída, devem: soleiras, devendo ser precedidas e sucedidas sempre
a) ter condições de reter a fumaça, ou seja, devem ser por patamares planos.
corta-fogo e a prova de fumaça conforme estabelecido 5.6.2.3 Os patamares das rampas devem ser sempre em
na NBR 11.742 e ser providas de visor transparente de nível, tendo comprimento mínimo de 1,10 m, medidos
área mínima de 0,07 m², com altura mínima de 25 cm; na direção do trânsito, sendo obrigatórios sempre que
b) abrir no sentido do fluxo de saída; houver mudança de direção ou quando a altura a ser
c) abrir nos dois sentidos, caso o corredor possibilite vencida ultrapassar 3,70 m.
saída nos dois sentidos. 5.6.2.4 As rampas podem suceder um lanço de escada,
5.5.4.7 Para as ocupações do grupo F com capacidade no sentido descendente de saída, mas não podem
acima de 200 pessoas será obrigatória a instalação de precedê-lo.
barra antipânico nas portas de saídas de emergência, 5.6.2.4.1 No caso de edificações dos grupos H2 e H3 as
conforme NBR 11.785, das salas das rotas de saída, das rampas não poderão suceder ao lanço de escada e vice-
portas de comunicação com os acessos às escadas e versa.
descargas. 5.6.2.5 Não é permitida a colocação de portas em
5.5.4.7.1 As ocupações de Divisão F-2, térreas (com ou rampas; estas devem estar situadas sempre em
sem mezaninos), com área máxima construída de 1.500 patamares planos, com largura não-inferior à da folha
m², podem ser dispensadas da exigência anterior, desde da porta de cada lado do vão.
que haja placa indicativa, conforme IT 15, de que as 5.6.2.6 O piso das rampas deve apresentar condições
portas permanecerão abertas durante a realização dos antiderrapante e permanecerem antiderrapante com o
eventos, atentando para o item 5.5.4.1 desta Instrução uso.
Técnica. 5.6.2.7 As rampas devem ser dotadas de guardas e
5.5.4.7.2 Nas rotas de fuga não se admite portas de corrimãos de forma análoga ao especificado em 5.8.
enrolar ou de correr, exceto quando esta for utilizada 5.6.2.8 As exigências de sinalização, iluminação,
somente como porta de segurança da edificação, ausência de obstáculos, e outros, dos acessos aplicam-
devendo permanecer aberta durante todo o transcorrer se, com as devidas alterações, às rampas.
dos eventos, desde que haja placa indicativa, conforme 5.6.2.9 Devem atender as condições estabelecidas nas
IT 15, de que as portas permanecerão abertas durante a alíneas a, b, c, d, e, f, g, h e i do item 5.7.1 desta IT.
realização dos eventos, atentando para o item 5.5.4.1. 5.6.2.10 Devem ser classificadas, a exemplo das
desta Instrução Técnica. escadas, como NE, EP, PF, seguindo para isso as
5.5.4.8 É vedados o uso de peças plásticas em condições especificas e cada uma delas estabelecidas
fechaduras, espelhos, maçanetas, dobradiças e outros, nos itens 5.7.7, 5.7.8, 5.7.9, 5.7.10, 5.7.11, 5.7.12 e
em portas de: 5.7.13.
a) rotas de saídas;
b) entrada em unidades autônomas; e 5.6.3 Declividade
c) salas com capacidade acima de 50 pessoas.
5.5.4.9 A colocação de fechaduras nas portas de acesso 5.6.3.1 A declividade máxima das rampas externas à
e descargas é permitida, desde que seja possível a edificação deve ser de 10% (1:10).
abertura pelo lado interno, sem necessidade de chave, 5.6.3.2 As declividades máximas das rampas internas
admitindo-se que a abertura pelo lado externo seja feita devem ser de:
apenas por meio de chave, dispensando-se maçanetas, a) 10%, isto é, 1:10, nas edificações de ocupações A,
etc. B, E, F e H;
b) 12,5%, isto é, 1:8, quando o sentido de saída é na
5.6 Rampas descida, nas edificações de ocupações D e G; sendo a
saída em rampa ascendente, a inclinação máxima é de
5.6.1 Obrigatoriedade 10%;
O uso de rampas é obrigatório nos seguintes casos: c) 12,5%, isto é, 1:8 nas ocupações C, I e J.
a) para unir dois pavimentos de diferentes níveis em 5.6.3.3 Quando, em ocupações em que sejam admitidas
acesso a áreas de refúgio em edificações com rampas de mais de 10% em ambos os sentidos, o
ocupações dos grupos H-2 e H-3; sentido da saída for ascendente, deve ser dado um
b) na descarga e acesso de elevadores de emergência; acréscimo de 25% na largura calculada conforme 5.4.
5.7 Escadas b) ser medidas no ponto mais estreito da escada ou
patamar, excluindo os corrimãos (mas não os guarda-
5.7.1 Generalidades corpos ou balaustradas), que se podem projetar até 10
Em qualquer edificação, os pavimentos sem saída em cm de cada lado, sem obrigatoriedade de aumento na
nível para o espaço livre exterior devem ser dotados de largura das escadas;
escadas, enclausuradas ou não, as quais devem: c) ter, quando se desenvolver em lanços paralelos,
espaço mínimo de 10 cm entre lanços, para permitir
a) ser constituída com material estrutural e de localização de guarda-corpo ou fixação do corrimão.
compartimentação incombustível;
b) oferecer resistência ao fogo nos elementos 5.7.3 Dimensionamento de degraus e patamares
estruturais além da incombustibilidade, conforme a IT
06 (Segurança Estrutural nas Edificações); 5.7.3.1 Os degraus devem:
c) ser dotadas de guarda-corpos em seus lados abertos a) ter altura h (ver figura 4) compreendida entre 16,0
conforme item 5.8; cm e 18,0 cm, com tolerância de 0,5 cm;
d) ser dotadas de corrimãos em todos os lados; b) ter largura b (ver figura 4) dimensionada pela
e) atender a todos os pavimentos, acima e abaixo da fórmula de Blondel:
descarga, mas terminando obrigatoriamente no piso da
descarga, não podendo ter comunicação direta com 63 cm ≤ (2h + b) ≤ 64 cm;
outro lanço na mesma prumada (ver figura 3), devendo
ter compartimentação, conforme a IT 07 na divisão c) ser balanceados quando o lanço da escada for curvo
entre os lanços ascendentes e descendentes em relação (escada em leque), ou em aspiral, quando se tratar de
ao piso de descarga, exceto para escadas tipo NE escadas não destinadas a saídas de emergências (ver
(escada comum), onde devem ser acrescidas de item 5.7.5.1) caso em que a medida do degrau (largura
sinalização iluminação de emergência e de sinalização do degrau) será feita segundo a linha de percurso e a
de balizamento (IT 13 e 15), indicando a rota de fuga e parte mais estreita destes degraus ingrauxidos não
descarga; tenham menos de 15 cm (ver figura 5) e 07 cm,
f) ter os pisos com condições antiderrapantes e respectivamente;
permanecerem antiderrapantes com o uso; d) ter, num mesmo lanço, larguras e alturas iguais e,
g) quando houver exigência de duas ou mais escadas em lanços sucessivos de uma mesma escada, diferenças
de emergência e estas ocuparem a mesma caixa de entre as alturas de degraus de, no máximo, 0,5 cm;
escada (volume), não será aceita comunicação entre si, e) ter bocel (nariz) de 1,5 cm, no mínimo, ou, quando
devendo haver compartimentação entre ambas, de este inexistir, balanço da quina do degrau sobre o
acordo com a IT 07. Quando houver exigência de uma imediatamente inferior com este mesmo valor mínimo
escada e for utilizado o recurso arquitetônico de (ver figura 4).
construir duas escadas em um único corpo, estas serão
consideradas como uma única escada, quanto aos
critérios de acesso, ventilação e iluminação. BOCEL
1,5 cm
h) atender ao item 5.5.1.2. b

TERMINAÇÃO DA ESCADA
NO PISO DA DESCARGA h
SEM COMUNICAÇÃO DIRETA
COM OUTRO LANÇO DA h = altura do espelho
b = largura do degrau
MESMA PRUMADA

QUINA

1,5 cm

b
PISO DA
DESCARGA

LANÇOS DOS ANDARES Figura 4 – Altura e largura dos degraus


INFERIORES AO PISO (escada com ou sem bocel)
DA DESCARGA

Figura 3 – Segmentação das escadas no piso da descarga


5.7.3.2 O lanço mínimo deve ser de três degraus e o
lanço máximo, entre dois patamares consecutivos, não
5.7.2 Largura deve ultrapassar 3,70 m de altura.
As larguras das escadas devem atender aos seguintes
requisitos:
a) ser proporcionais ao número de pessoas que por elas
devam transitar em caso de emergência, conforme 5.4;
5.7.5 Escadas não destinadas a saídas de emergência

5.7.5.1 As escadas em leque, em espiral e de lances


retos consideradas como escadas secundárias, não
“b” destinadas a saídas de emergência, devem:
a) atender aos mezaninos e áreas privativas de qualquer
edificação, desde que a população seja inferior a
55cm 20pessoas, com altura da escada não superior a 3,70 m;
b) ter a largura mínima de 80 cm;
c) ter os pisos em condições antiderrapantes e
permaneçam antiderrapantes com o uso;
d) ser dotadas de corrimãos, atendendo ao prescrito em
Figura 5 – Escada com lanços curvos e degraus balanceados
5.8, bastando, porém, apenas um corrimão nas escadas
5.7.3.3 O comprimento dos patamares deve ser (ver
com até 1,10 m de largura e dispensando-se corrimãos
figura 6):
intermediários;
a) dado pela fórmula:
e) ser dotadas de guardas em seus lados abertos,
conforme 5.8;
p = (2h + b)n + b f) atender ao prescrito em 5.7.3 (dimensionamento dos
degraus, conforme lei de Blondel, balanceamento e
onde n é um número inteiro (1, 2 ou 3), quando se
outros), e nas escadas curvas (escadas em leque)
tratar de escada reta, medido na direção do trânsito;
dispensa-se à aplicação da fórmula dos patamares
(5.7.3.3), bastando que o patamar tenha um mínimo de
b) no mínimo, igual à largura da escada quando há
80 cm.
mudança de direção da escada sem degraus
g) as escadas secundárias podem ser constituídas de
ingrauxidos, não se aplicando neste caso, a fórmula
material combustível.
anterior.
5.7.5.2 Admitem-se nas escadas secundárias,
LANÇO MÍNIMO LANÇO DA ESCADA
TRÊS DEGRAUS exclusivamente de serviço e não destinadas a saídas de
emergência, as seguintes alturas máximas h dos
degraus, respeitando-se, porém, sempre a lei de
PATAMAR Blondel:
a) ocupações A até G: h = 20 cm
Com primento
b) ocupações H: h = 19 cm
do patam ar c) ocupações I até M: h = 23 cm
P = (2h + b)n + b

5.7.6 Escadas em edificações em construção


Figura 6 – Lanço mínimo e comprimento dos patamares
Em edificações em construção, as escadas devem ser
5.7.3.4 Em ambos os lados de vão da porta, deve haver
construídas concomitantemente com a execução da
patamares com comprimento mínimo igual à largura da
estrutura, permitindo a fácil evacuação da obra e o
folha da porta.
acesso dos bombeiros.
5.7.4 Caixas das escadas
5.7.7 Escadas não enclausuradas ou escada comum
5.7.4.1 As paredes das caixas de escadas, das guardas,
5.7.7.1 A escada comum (NE) deve atender aos
dos acessos e das descargas devem ter acabamento liso.
requisitos de 5.7.1 a 5.7.3, exceto 5.7.3.1.c.
5.7.4.2 As caixas de escadas não podem ser utilizadas
5.7.7.2 Nas edificações com população igual ou
como depósitos, mesmo por curto espaço de tempo,
inferior a 50 pessoas será admitido qualquer tipo de
nem para a localização de quaisquer móveis ou
escada de emergência, com largura de 90 cm e degraus
equipamentos, exceto os previstos especificamente
ingrauxidos, respeitadas as demais exigências para
nesta Instrução Técnica.
escadas de saídas de emergência, quando se enquadrar
5.7.4.3 Nas caixas de escadas, não podem existir
em uma das seguintes situações:
aberturas para tubulações de lixo, para passagem para
a) pertencerem ao grupo de ocupação A, B, D, G e J.1
rede elétrica, centros de distribuição elétrica, armários
com altura menor ou igual a 6,0 m;
para medidores de gás, dutos e assemelhados,
b) a escada for exigida como segunda saída, desde que
excetuadas as escadas não enclausuradas em
haja outra escada que atenda a toda população que não
edificações com altura menor ou igual a 12 metros.
pode ultrapassar 50 pessoas, nos mesmos grupos de
5.7.4.4 As paredes das caixas de escadas enclausuradas
ocupação citados na alínea a.
devem garantir e possuir Tempo de Resistência ao
5.7.7.3 Nas edificações com altura menor ou igual a
Fogo por, no mínimo, 120 (cento e vinte) minutos.
12,0 m as escadas não enclausuradas utilizadas para
5.7.4.5 Os pontos de fixação das escadas metálicas na
saídas de emergências poderão ser construídas com
caixa de escada devem possuir Tempo de Resistência
ao Fogo de 120 (cento e vinte) minutos.
lanços curvos, exceto no caso de ocupações da divisão
F3 (Centro Esportivo e de Exibição). 5.7.8.2 As janelas das escadas protegidas devem:
5.7.7.3.1 Os lanços curvos deverão ser constituídos de a) estar situadas junto ao teto ou, no máximo, a 15 cm
degraus ingrauxidos iguais, as linhas de bocéis deste, estando o peitoril, no mínimo, a 1,10 m acima do
convergindo em um ponto (centro da circunferência), piso do patamar ou degrau adjacente e tendo largura
havendo, pois bomba ou escaparate com diâmetro mínima de 80 cm, podendo ser aceita quando
mínimo de 0,97 m (escada com degraus b = 32 cm) a centralizada acima dos lances de degraus, devendo pelo
1,375 m (para b = 27 cm) - ver figura 7. menos uma das faces da janela estar a no máximo 15
5.7.7.3.2 A largura das escadas deverão ser entre 1,10 cm do teto;
m e 1,65 m, sem corrimão intermediário. b) ter área de ventilação efetiva mínima de 0,80 m², em
cada pavimento (ver figura 9);
c) ser dotadas de venezianas ou outro material que
assegure a ventilação permanente, devendo distar pelo
menos 3,00 m, em projeção horizontal, de qualquer
outra abertura, no mesmo nível ou em nível inferior ao
cm

seu ou à divisa do lote, podendo esta distância ser


15
C>

reduzida para 2,00 m, para caso de aberturas instaladas


1,
65
m
em banheiros, vestiários ou área de serviço. À distância
das venezianas podem ser reduzidas para 1,40 m, de
1
3.
.
ín

outras aberturas, que estiverem no mesmo plano de


7.
m

7.
Ø

5.

parede e no mesmo nível;


e
m
or

d) ser construídas em perfis metálicos reforçados, com


nf
Co

espessura mínima de 3 mm, sendo vedado o uso de


perfis ocos, chapa dobrada, madeira, plástico, e outros;
e) os caixilhos, poderão ser do tipo basculante, junto ao
teto sendo vedados os tipos de abrir com o eixo vertical
e “maxiar”.
Figura 7 – Escada curva admissível como saída de
emergência

5.7.8 Escadas enclausuradas protegidas (EP) JANELA (CONFORME 5.7.8.2)

>20cm PCF
5.7.8.1 As escadas enclausuradas protegidas (ver figura JANELA P/ VENTILAÇÃO
DO ACESSO
8) devem atender aos requisitos de 5.7.1 a 5.7.4, exceto (CONFORME 5.7.8.3.a)

5.7.3.1.c, e:
a) ter suas caixas isoladas por paredes resistentes a 2 VIDRO
ARAMADO

horas de fogo, no mínimo;


b) ter as portas de acesso a esta caixa de escada do tipo
Corta-fogo (PCF), com resistência de 90 minutos de
fogo;
c) ser dotadas, em todos os pavimentos (exceto no da Figura 9 - Ventilação da escada enclausurada protegida e seu
descarga, onde isto é facultativo), de janelas abrindo acesso
para o espaço livre exterior, atendendo ao previsto em
5.7.8.2; 5.7.8.3 Na impossibilidade de colocação de janela na
d) ser dotadas de janela que permita a ventilação em caixa da escada enclausurada protegida, conforme
seu término superior, com área mínima de 0,80 m², alínea c de 5.7.8.1, os corredores de acesso devem:
devendo estar localizada na parede junto ao teto ou no a) ser ventilados por janelas abrindo para o espaço
máximo a 15 cm deste. livre exterior, com área mínima de 0,80 m², largura
mínima de 0,80 m, situadas junto ao teto ou, no
mínimo, a 15 cm deste; ou,
b) ter sua ligação com a caixa da escada por meio de
APARTAMENTO OU ESCRITÓRIO
antecâmaras ventiladas, executadas nos moldes do
especificado em 5.7.10 ou 5.7.12.
PCF
c) possuir dois dutos de ventilação conforme
especificado no item 5.7.11, sem antecâmara.
5.7.8.4 A escada enclausurada protegida deve possuir
ventilação permanente inferior, com área de 1,20 m²
no mínimo, devendo ficar junto ao solo da caixa da
escada podendo ser no piso do pavimento térreo ou no
patamar intermediário entre o pavimento térreo e o
pavimento imediatamente superior, que permita a
entrada de ar puro, em condições análogas à tomada de
Figura 8 – Escada enclausurada protegida, caso normal
5.7.8.1.
ar dos dutos de ventilação (ver 5.7.11). Poderá esta
Nota: PCF = Porta Corta Fogo por 90 min. ventilação ser por veneziana na própria porta de saída
térrea ou em local conveniente da caixa da escada ou c) ser providas de portas corta-fogo (PCF) com
corredor da descarga, que permita a entrada de ar puro. resistência de 60 minutos ao fogo.

5.7.9 Escadas enclausuradas à prova de fumaça

5.7.9.1 As escadas enclausuradas à prova de fumaça


(ver figuras 10 e 11 e 12) devem atender ao
estabelecido em 5.7.1 a 5.7.4, exceto 5.7.3.1.c, e:
a) ter suas caixas enclausuradas por paredes resistentes
a 4 h de fogo;
b) ter ingresso por antecâmaras ventiladas, terraços ou
balcões, atendendo as primeiras ao prescrito em 5.7.10 Figura 10 – Escada enclausurada à prova de fumaça, com
e os últimos em 5.7.12; elevador de emergência (posição exemplificativa) na
antecâmara.
E – elevador comum
EE – elevador de emergência
DE – duto de entrada de ar
DS – duto de saída de ar
PCF – porta corta-fogo

Caixa d’água

Casa de
ar

Máquinas
Fechado no alto

Ante
Último câmara
Junto ao
Pavimento piso
Ante
câmara
ar

>2,00m

Junto ao teto
(ausência de viga)

2º Pavimento Veneziana
ou tela

Fechado
na base
Pilotis
Pilotis
Entrada
de ar

CORTE 1-1
CORTE 2-2
Figura 11 – Duto de ar – Desenho esquemático (ver figura 10)

5.7.9.2 A iluminação natural das caixas de escadas ferramenta especial, devendo ser aberto somente para
enclausuradas, recomendáveis, mas não indispensável, fins de manutenção ou emergências;
quando houver, deve obedecer aos seguintes requisitos: b) este caixilho deve ser guarnecido com vidro
a) ser obtida por abertura provida de caixilho de perfil aramado, transparente ou não, malha de 12,5 mm, com
metálico reforçado, com fecho acionável por chave ou espessura mínima de 6,5 mm;
c) em paredes dando para o exterior, sua área máxima d) elevar-se no mínimo a 3,00 m acima do eixo da
não pode ultrapassar 0,50 m²; em parede dando para abertura da antecâmara do último pavimento servido
antecâmara ou varanda, pode ser de até 1,00 m²; pelo duto, devendo seu topo situar-se a 1,00 m acima
d) havendo mais de uma abertura de iluminação, a de qualquer elemento construtivo existente sobre a
distância entre elas não pode ser inferior a 0,50 m e a cobertura;
soma de suas áreas não deve ultrapassar 10% da área e) ter, quando não forem totalmente abertos no topo,
da parede em que estiverem situadas. aberturas de saída de ar com área efetiva superior ou
igual a 1,5 vezes a área da secção do duto, guarnecidas
5.7.10 Antecâmaras ou não por venezianas ou equivalente, devendo estas
5.7.10.1 As antecâmaras, para ingressos nas escadas aberturas serem dispostas em, pelo menos, duas faces
enclausuradas (ver figura 10), devem: opostas com área nunca inferior a 1,00 m² cada uma, e
a) ter comprimento mínimo de 1,80 m; se situarem em nível superior a qualquer elemento
b) ter pé-direito mínimo de 2,50 m; construtivo do prédio (reservatórios, casas de
c) ser dotadas de porta corta-fogo (PCF) na entrada e máquinas, cumeeiras, muretas e outros);
na comunicação da caixa da escada, com resistência de f) não serem utilizados para a instalação de quaisquer
60 minutos de fogo cada; equipamentos ou canalizações;
d) ser ventiladas por dutos de entrada e saída de ar, de g) ser fechados na base.
acordo com 5.7.11.2 a 5.7.11.4;
e) ter a abertura de entrada de ar do duto respectivo 5.7.11.3 As paredes dos dutos de saídas de ar devem:
situada junto ao piso ou, no máximo, a 15 cm deste, a) ser resistentes, no mínimo, a 2 horas de fogo;
com área mínima de 0,84 m² e, quando retangular, b) ter isolamento térmico e inércia térmica equivalente,
obedecendo à proporção máxima de 1:4 entre suas no mínimo, a uma parede de tijolos maciços, rebocada,
dimensões; de 15 cm de espessura, quando atenderem a até 15
f) ter a abertura de saída de ar do duto respectivo antecâmaras, e de 23 cm de espessura, quando
situada junto ao teto ou no máximo, a 15 cm deste, atenderem a mais de 15 antecâmaras;
com área mínima de 0,84 m² e, quando retangular, c) ter revestimento interno liso.
obedecendo à proporção máxima de 1:4 entre suas
dimensões; 5.7.11.4 Os dutos de entrada de ar devem:
g) ter, entre as aberturas de entrada e de saída de ar, a a) ter paredes resistentes ao fogo por 2 horas, no
distância vertical mínima de 2,00 m, medida eixo a mínimo;
eixo; b) ter revestimento interno liso;
h) ter a abertura de saída de ar situada, no máximo, a c) atender às condições das alíneas a à c e f de 5.7.11.2;
uma distância horizontal de 3,00 m, medida em planta, d) ser totalmente fechados em sua extremidade
da porta de entrada da antecâmara, e a abertura de superior;
entrada de ar situada, no máximo, a uma distância e) ter abertura em sua extremidade inferior ou junto ao
horizontal de 3,00 m, medida em planta, da porta de teto do 1o pavimento, possuindo acesso direto ao
entrada da escada; exterior; que assegure a captação de ar fresco
i) ter paredes resistentes ao fogo por no mínimo 120 respirável, devendo esta abertura ser guarnecidas por
min; telas de arame, com espessura dos fios superior ou
j) as aberturas dos dutos de entrada e saída de ar das igual a 3 mm e malha com dimensões mínimas de 2,5
antecâmaras deverão ser guarnecidas por telas de cm por 2,5 cm; que não diminua a área efetiva de
arame, com espessura dos fios superior ou igual a 3 ventilação, isto é, sua secção deve ser aumentada para
mm e malha com dimensões mínimas de 2,5 cm por compensar a redução;
2,5 cm.
Nota: A abertura exigida na alínea e poderá ser
5.7.11 Dutos de ventilação natural projetada junto ao teto do primeiro pavimento que
5.7.11.1 Os dutos de ventilação natural devem formar possua acesso direto ao exterior (Exemplo: piso térreo).
um sistema integrado: o duto de entrada de ar (DE) e o
duto de saída de ar (DS). 5.7.11.5 A secção da parte horizontal inferior do duto
5.7.11.2 Os dutos de saída de ar (gases e fumaça) de entrada de ar deve:
devem: a) ser, no mínimo, igual à do duto, em edificações com
a) ter aberturas somente nas paredes que dão para as altura igual ou inferior a 30 m;
antecâmaras; b) ser igual a 1,5 (uma vez e meia) a área da secção do
b) ter secção mínima calculada pela seguinte trecho vertical do duto de entrada de ar, no caso de
expressão: edificações com mais de 30 m de altura.
s = 0,105 x n 5.7.11.6 A tomada de ar do duto de entrada de ar deve
onde: ficar, de preferência, ao nível do solo ou abaixo deste,
s = secção mínima, em m²; longe de qualquer eventual fonte de fumaça em caso de
n = número de antecâmaras ventiladas pelo duto; incêndio.
c) ter, em qualquer caso, área não-inferior a 0,84 m² e, 5.7.11.7 As dimensões dos dutos dadas em 5.7.11.2 são
quando de secção retangular, obedecer à proporção as mínimas absolutas, aceitando-se mesmo
máxima de 1:4 entre suas dimensões; recomendando o cálculo exato pela mecânica dos
fluídos destas secções, em especial no caso da
existência de subsolos e em prédios de excepcional
altura ou em locais sujeitos a ventos excepcionais. Figura 12 – Escada enclausurada do tipo PF ventilada por
balcão
5.7.12 Acesso em escada enclausurada por balcões,
varandas e terraços 5.7.13 Escadas à prova de fumaça pressurizada
(PFP)
5.7.12.1 Os balcões, varandas, terraços e assemelhados,
para ingresso em escadas enclausuradas, devem As escadas à prova de fumaça pressurizadas ou escadas
atender aos seguintes requisitos: pressurizadas podem sempre substituir as escadas
a) ser dotados de portas corta-fogo na entrada e na enclausuradas protegidas (EP) e as escadas
saída com resistência mínima de 60 min. enclausuradas à prova de fumaça (PF), devendo
b) ter guarda-corpo de material incombustível e não atender a todas as exigências da Instrução Técnica 10
vazado com altura mínima de 1,30 m; (Pressurização de Escadas de Segurança).
c) ter piso praticamente em nível e desnível máximo de
3,0 cm dos compartimentos internos do prédio e da 5.7.14 Escada Aberta Externa (AE):
caixa de escada enclausurada; 5.7.14.1 As escadas abertas externas (ver figuras 13 e
d) em se tratando de terraço a céu aberto, não situado 14) podem substituir os demais tipos de escadas e
no último pavimento, o acesso deve ser protegido por devem atender aos requisitos de 5.7.1 a 5.7.3, 5.8.1.3,
marquise com largura mínima de 1,20 m. 5.8.2 e:
5.7.12.2 A distância horizontal entre o paramento a) ter seu acesso provido de porta corta-fogo com
externo dos guarda-corpos dos balcões, varandas e resistência mínima de 90 (noventa) minutos;
terraços que sirvam para ingresso às escadas b) manter raio mínimo de escoamento exigido em
enclausuradas à prova de fumaça e qualquer outra função da largura da escada;
abertura desprotegida do próprio prédio ou das divisas c) atender tão somente aos pavimentos acima do
do lote deve ser, no mínimo, igual a um terço da altura piso de descarga, terminando obrigatoriamente
da edificação, ressalvada o estabelecido em 5.7.12.3, neste, atendendo ao prescrito no item 5.11;
mas nunca a menos de 3,00 m. d) entre a escada aberta e a fachada da edificação
5.7.12.3 A distância estabelecida em 5.7.12.2 pode ser deverá ser interposta outra parede com TRF
reduzida à metade, isto é, a um sexto da altura, mas mínimo de 02 (duas) horas;
nunca a menos de 3,00m, quando: e) toda abertura desprotegida do próprio prédio até
a) o prédio for dotado de chuveiros automáticos; escada deverá ser mantida distância mínima de 3,00
b) o somatório das áreas das aberturas da parede (três) m quando a altura da edificação for inferior ou
fronteira à edificação considerada não ultrapassar um igual a 12,00 m e de 8,00 m quando a altura da
décimo da área total desta parede; edificação for superior a 12,00 m;
c) na edificação considerada não houver ocupações f) a distância do paramento externo da escada aberta
pertencentes aos grupos C ou I. até o limite de outra edificação no mesmo terreno ou
5.7.12.4 Será aceita uma distância de 1,20 m, para limite da propriedade deverá atender aos critérios
qualquer altura da edificação, entre a abertura adotados na Instrução Técnica 05 (Separação entre
desprotegida do próprio prédio até o paramento externo Edificações);
do balcão, varanda ou terraço para o ingresso na escada g) a estrutura, portanto da escada aberta externa deverá
enclausurada à prova de fumaça (PF), desde que entre ser construída em material incombustível, atendendo os
elas seja interposta uma parede com TRF mínimo de critérios estabelecidos na Instrução Técnica – 06
02 (duas) horas (ver figura 12). (Segurança Estrutural nas Edificações) com TRF de 02
5.7.12.5 Será aceita a ventilação no balcão da escada à horas;
prova de fumaça, através de janela com ventilação h) na existência de shafts, dutos ou outras aberturas
permanente, desde que: verticais que tangenciam a projeção da escada aberta
a) área efetiva mínima de ventilação seja de 1,5 m2; externa, tais aberturas deverão ser delimitadas por
b) as distâncias entre as aletas das aberturas das janelas paredes estanques nos termos da Instrução Técnica –
tenham espaçamentos de no mínimo 0,15 metros; 06;
c) as aletas possuam um ângulo de no mínimo 45 graus i) será admitido este tipo de escada com altura até 30m.
em relação ao plano vertical da janela
d) as antecâmaras deverão atender o item 5.7.10.1.a),
b) e c);
e) ter altura de peitoril de 1,30 metros;
f) ter distância de no mínimo 3,0 m de outras aberturas.

Figura 13 – Escada externa aberta


entre 80 cm e 92 cm acima do nível do piso, sendo em
escadas, esta medida tomada verticalmente da forma
especificada em 5.8.1.2 (ver figura 15).

5.8.2.2 Uma escada pode ter corrimãos em diversas


alturas, além do corrimão principal na altura normal
exigida. Em escolas, jardins-de-infância e
assemelhados, se for o caso, deve haver corrimãos nas
alturas indicadas para os respectivos usuários, além do
corrimão principal.

5.8.2.3 Os corrimãos devem ser projetados de forma a


Figura 14 – Escada externa aberta poderem ser agarrado fácil e confortavelmente,
permitindo um contínuo deslocamento da mão ao
5.8 Guardas e corrimãos longo de toda a sua extensão, sem encontrar quaisquer
obstruções, arestas ou soluções de continuidade. No
5.8.1 Guarda-corpos e balaustradas caso de secção circular, seu diâmetro varia entre 38
5.8.1.1 Toda saída de emergência, corredores, balcões, mm e 65 mm (ver figura 16).
terraços, mezaninos, galerias, patamares, escadas,
rampas e outros, devem ser protegidos de ambos os
lados por paredes ou guarda-corpos contínuos, sempre
que houver qualquer desnível maior de 19 cm, para
evitar quedas.
5.8.1.2 A altura dos guarda-corpos, medida
internamente, deve ser, no mínimo, de 1,05 m ao longo
dos patamares, escadas, corredores, mezaninos e outros
(ver figura 15), podendo ser reduzida para até 92 cm
nas escadas internas, quando medida verticalmente do
topo da guarda a uma linha que una as pontas dos
bocéis ou quinas dos degraus.
5.8.1.3 A altura dos guarda-corpos em escadas
externas, de seus patamares, de balcões e Figura 16 – Pormenores de corrimãos
assemelhados, deve ser de no mínimo, 1,30 m, medido
como especificado em 5.8.1.2. 5.8.2.4 Os corrimãos devem estar afastados 40 mm no
5.8.1.4 As guardas constituídas por balaustradas, mínimo, das paredes ou guardas às quais forem
grades, telas e assemelhados, isto é, as guardas fixados.
vazadas, devem: 5.8.2.5 Não são aceitáveis, em saídas de emergência,
a) ter balaústres verticais, longarinas intermediárias, corrimãos construídos por elementos com arestas
grades, telas, vidros de segurança laminados ou vivas, tábuas largas na horizontal e outros.
aramados e outros, de modo que uma esfera de 15 cm 5.8.2.6 Para auxílio dos deficientes visuais, os
de diâmetro não possa passar por nenhuma abertura; corrimãos das escadas deverão ser contínuos, sem
b) ser isentas de aberturas, saliências, reentrâncias ou interrupção nos patamares, prolongando-se, sempre
quaisquer elementos que possam enganchar em roupas; que for possível, pelo menos 0,20 m (vinte
c) ser constituídas por materiais não estilhaçáveis, centímetros) do início e término da escada com suas
exigindo-se o uso de vidros aramados ou de segurança extremidades voltadas para a parede ou com solução
laminados, exceto para as ocupações do grupo I e J alternativa.
para as escadas e saídas não emergenciais.
5.8.3 Exigências estruturais
5.8.3.1 os guarda-corpos de alvenaria ou concreto, as
grades de balaustradas, as paredes, as esquadrias, as
divisórias leves e outros elementos de construção que
envolva as saídas de emergência devem ser projetados
de forma a:
a) resistir a cargas transmitidas por corrimãos nelas
fixados ou calculadas para resistir a uma força
horizontal de 730 N/m aplicada a 1,05 m de altura,
adotando-se a condição que conduzir a maiores tensões
(ver figura 17);
Figura 15 – Dimensões de guardas e corrimãos b) ter seus painéis, longarinas, balaústres e
assemelhados calculados para resistir a uma carga
5.8.2 Corrimãos horizontal de 1,20 kPa aplicada à área bruta da guarda
ou equivalente da qual façam parte; as reações devidas
5.8.2.1 Os corrimãos deverão ser adotados em ambos a este carregamento não precisam ser adicionadas às
os lados das escadas ou rampas, devendo estar situados
cargas especificadas na alínea precedente (ver figura 5.8.3.3 Nas escadas tipo NE, pode-se dispensar o
17). corrimão, desde que o guarda-corpo atenda também os
5.8.3.2 Os corrimãos devem ser calculados para preceitos do corrimão, conforme itens 5.8.2.3., 5.8.2.4.
resistirem a uma carga de 900 N, aplicada em qualquer e 5.8.2.5. desta Instrução Técnica.
ponto deles, verticalmente de cima para baixo e
horizontalmente em ambos os sentidos.

Figura 17 – Pormenores construtivos de instalação de guardas e cargas a que elas devem resistir

5.8.4 Corrimãos intermediários todas as normas gerais de segurança previstas nas NBR
5.8.4.1 Escadas com mais de 2,20 m de largura devem 5410 e NBR 7192, e ao seguinte (ver figura 10):
ter corrimão intermediário, no máximo, a cada 1,80 m.
Os lanços determinados pelos corrimãos intermediários a) ter sua caixa enclausurada por paredes resistentes a
devem ter, no mínimo, 1,10 m de largura, ressalvado o 4 horas de fogo, independentemente dos elevadores de
caso de escadas em ocupações dos tipos H-2 e H-3, uso comum;
utilizadas por pessoas muito idosas e deficientes b) ter suas portas metálicas abrindo para antecâmara
físicos, que exijam máximo apoio com ambas às mãos ventilada, nos termos de 5.7.10, para varanda conforme
em corrimãos, onde pode ser prevista, em escadas 5.7.12, para hall enclausurado e pressurizado, para
largas, uma unidade de passagem especial com 69 cm patamar de escada pressurizada ou local análogo do
entre corrimãos. ponto de vista de segurança contra fogo e fumaça;
5.8.4.2 As extremidades dos corrimãos intermediários c) ter circuito de alimentação de energia elétrica com
devem ser dotadas de balaústres ou outros dispositivos chave própria independente da chave geral do edifício,
para evitar acidentes. possuindo este circuito chave reversível no piso da
5.8.4.3 Escadas externas de caráter monumental descarga, que possibilite que ele seja ligado a um
podem, excepcionalmente, ter apenas dois corrimãos gerador externo na falta de energia elétrica na rede
laterais, independentemente de sua largura, quando pública;
forem utilizadas por grandes multidões. d) deve estar ligado a um grupo moto gerador (GMG)
de emergência.
5.9 Elevadores de emergência 5.9.2.2 O painel de comando deve atender, ainda, às
seguintes condições:
5.9.1 Obrigatoriedade a) estar localizado no pavimento da descarga;
É obrigatória a instalação de elevadores de emergência: b) possuir chave de comando de reversão para permitir
a) em todas as edificações residenciais A-2 e A-3 com a volta do elevador a este piso, em caso de emergência;
altura superior a 80 m e nas demais ocupações com c) possuir dispositivo de retorno e bloqueio do carro no
altura superior a 60 m, exclusivamente monumentais pavimento da descarga, anulando as chamas existentes,
de ocupação G-1, e em torres exclusivamente de modo que as respectivas portas permaneçam
monumentais de ocupação F-2; abertas, sem prejuízo do fechamento do vão do poço
b) nas ocupações institucionais H-2 e H-3, sempre que nos demais pavimentos;
sua altura ultrapassar 12 m. d) possuir duplo comando automático e manual
reversível, mediante chamada apropriada.
5.9.2 Exigências 5.9.2.3 Nas ocupações institucionais H2 e H-3, o
5.9.2.1Enquanto não houver norma específica referente elevador de emergência deve ter cabine com dimensões
a elevadores de emergência, estes devem atender a apropriadas para o transporte de maca.
5.9.2.4 As caixas de corrida (poço) e casas de e/ou entre estas áreas e saídas deve ser em nível ou
máquinas dos elevadores de emergência devem ser caso haja desnível, em rampas, como especificado em
enclausuradas e totalmente isoladas das caixas de 5.6.
corrida e casa de máquinas dos demais elevadores. A
caixa de corrida (poço) deve ter abertura de ventilação 5.11 Descarga
permanente em sua parte superior, atendendo as
condições estabelecidas na alínea d do item 5.7.8.1. 5.11.1 Tipos
5.11.1.1 A descarga, parte da saída de emergência de
5.10 Área de refúgio uma edificação, que fica entre a escada e a via pública
ou área externa em comunicação com a via pública,
5.10.1 Conceituação e exigências pode ser constituída por:
5.10.1.1 Área de refúgio é a parte de um pavimento a) corredor ou átrio enclausurado;
separada do restante por paredes corta-fogo e portas b) área em pilotis;
corta-fogo, tendo acesso direto, cada uma delas, a uma c) corredor a céu aberto.
escada/rampa de emergência (ver figura 18).
5.11.1.2 O corredor ou átrio enclausurado que for
utilizado como descarga deve:
a) ter paredes resistentes ao fogo por tempo
equivalente ao das paredes das escadas que a ele
conduzirem, conforme IT 06;
b) ter pisos e paredes revestidos com materiais
resistentes ao fogo;
c) ter portas corta-fogo com resistência de 60 minutos
de fogo, quando a escada for à prova de fumaça; ou
resistência a 90 minutos de fogo, quando a escada for
enclausurada protegida; isolando-o de todo
compartimento que com ele se comunique, tais com
apartamentos, salas de medidores, restaurantes e
Figura 18 – Desenho esquemático da área de refúgio outros.
5.11.1.3 Admite-se que a descarga seja feita por meio
5.10.1.2 A estrutura dos prédios dotados de áreas de de saguão ou hall térreo não enclausurado, desde que
refúgio deve ter resistência conforme Instrução Técnica entre o final da descarga e a fachada ou alinhamento
– 06 (Segurança Estrutural na Edificação), as paredes predial (passeio) mantenha-se um espaço livre para
que definem as áreas de refúgio devem apresentar acesso ao exterior, atendendo-se às dimensões exigidas
resistência ao fogo conforme a IT 06 e as condições em 5.11.2, sendo admitido nesse saguão ou hall
estabelecidas na IT 07. elevadores, portaria, recepção, sala de espera, sala de
5.10.1.3 Em edificações dotadas de áreas de refúgio, as estar e salão de festas (ver figura 19).
larguras das saídas de emergência podem ser reduzidas
em até 50%, desde que cada local compartimentado
tenha acesso direto às saídas, com larguras
correspondentes às suas respectivas áreas e não
menores que as mínimas absolutas de 1,10 m para as
edificações em geral, e 2,20 m para as ocupações H-2 e
H-3.

5.10.2 Obrigatoriedade

É obrigatória a existência de áreas de refúgio nos


seguintes casos:
a) em edificações institucionais de ocupação E-5, E-6, Figura 19 – Descarga através de hall térreo não enclausurado
H-2 e H-3 com altura superior a 12,00 m. Nesses casos
a área mínima de refúgio de cada pavimento ficará 5.11.1.4 A área em pilotis que servir como descarga
restrita a 30% dos leitos existentes naquele pavimento; deve:
b) a existência de compartimentação de área no a) não ser utilizável como estacionamento de veículos
pavimento será aceita como área de refúgio, desde que de qualquer natureza, sendo, quando necessário, dotada
tenha acesso direto às saídas de emergência (escadas de divisores físicos que impeçam tal utilização;
ou rampas). b) ser mantida livre e desimpedida, não podendo ser
utilizada como depósito de qualquer natureza.
5.10.3 Hospitais e assemelhados
5.10.3.1 Em ocupações em H-2 e H-3, as áreas de Nota: Não será exigida a alínea a nas edificações onde
refúgio não devem ter áreas superiores a 2.000 m². as escadas exigidas forem do tipo NE - escadas não
5.10.3.2 Nestas ocupações H-1 e H-2, bem como nas enclausuradas e altura até 12,00 m, desde que entre o
ocupações E-6, a comunicação entre as áreas de refúgio acesso à escada e a área externa (fachada ou
alinhamento predial) possua um espaço reservado e
desimpedido, no mínimo com largura de 2,20 m.
5.12 Iluminação de emergência e sinalização de
5.11.1.5 O elevador de emergência pode estar ligado ao saída
hall de descarga, desde que seja agregado à largura
desta uma unidade de saída (0,55 m). 5.12.1 Iluminação das rotas de saída
As rotas de saída devem ter iluminação natural e/ou
5.11.2 Dimensionamento artificial em nível suficiente, de acordo com a NBR
5.11.2.1 No dimensionamento da descarga, devem ser 5413. Mesmo nos casos de edificações destinadas a uso
consideradas todas as saídas horizontais e verticais que unicamente durante o dia, é indispensável à iluminação
para ela convergirem. artificial noturna.
5.11.2.2 A largura das descargas não pode ser inferior: 5.12.2 Iluminação de emergência
a) a 1,10 m, nos prédios em geral, e a 1,65 e 2,20 m, 5.12.2.1 A iluminação de emergência deve ser
nas edificações classificadas com H-2 e H-3 por sua executada obedecendo à Instrução Técnica 15.
ocupação;
b) a largura calculada conforme 5.4, considerando-se 5.12.3 Sinalização de saída
esta largura para cada segmento de descarga entre 5.12.3.1 A sinalização de saída deve ser executada
saídas de escadas (ver figura 20), não sendo necessário obedecendo à Instrução Técnica 15.
que a descarga tenha, em toda a sua extensão, a soma
das larguras das escadas que a ela concorrem. 5.13 Acesso sem obstáculos

5.13.1 As rotas de saída destinadas ao uso de doentes e


deficientes físicos, inclusive usuários de cadeiras de
rodas, devem possuir rampas e elevadores de segurança
ou outros dispositivos onde houver diferença de nível
entre pavimentos.
5.13.2 Estas rotas devem permanecer livres de
quaisquer obstáculos ou saliências nas paredes
(móveis, extintores de incêndio, e outros) e ter as
larguras exigidas pela NBR 9050.

5.14 Construções subterrâneas, subsolo e


edificações sem janelas - Generalidades e
Conceituação

5.14.1 Construções subterrâneas ou subsolos


Figura 20 – Dimensionamento de corredores de descarga 5.14.1.1 Para os efeitos desta Instrução Técnica,
considera-se construção subterrânea ou subsolo a
5.11.3 Outros ambientes com acesso edificação, ou parte dela, na qual o piso se ache abaixo
5.11.3.1 Galerias comerciais (galerias de lojas) podem do pavimento da descarga, ressalvando o especificado
ter acesso à descarga desde que a ligação seja feita por em 5.14.1.2.
meio de antecâmara enclausurada e ventilada, nos 5.14.1.2 Não são considerados subsolos, para efeito de
termos de 5.7.10 (ver figura 21). saídas de emergência, os pavimentos nas condições
seguintes:
a) o pavimento que for provido, em pelo menos dois
lados de, no mínimo, 2,00 m² de aberturas inteiramente
acima do solo a cada 15,00 m lineares de parede
periférica;
b) estas aberturas tenham peitoril à não mais de 1,20 m
acima do piso interno e que não tenham medida
alguma menor que 60 cm (luz), de forma a permitir
operações de salvamento provenientes do exterior;
c) estas aberturas sejam de fácil manuseio, tanto do
lado interno como do externo, sendo facilmente
identificáveis, interna e externamente.

5.14.2 Edificações sem janelas.


5.14.2.1 As edificações sem janelas são aquelas
edificações, ou parte delas, que não possuem meios de
acesso direto ao exterior através de suas paredes
periféricas ou aberturas para ventilação ou salvamento
através das janelas ou grades fixas existentes,
Figura 21 – Acesso de galeria comercial à descarga ressalvados os casos descritos em 5.14.2.2 e 5.14.2.3.
5.14.2.2 Uma edificação térrea ou porção dela não é exceto para subsolos destinados a estacionamento de
considerada sem janelas quando: veículos;
a) o pavimento tem portas ao nível do solo, painel de b) quando, com excesso de público ou população
acesso ou janelas espaçadas a não mais de 50 metros superior a 50 pessoas, ter ao menos uma das saídas
nas paredes exteriores; direta ao exterior, sem passagem pela descarga térrea,
b) estas aberturas têm dimensões mínimas de 60 cm x no caso de subsolo;
60 cm, obedecendo às alíneas a, b e c de 5.14.1.2. c) é obrigatório à adoção de áreas de refúgio em
5.14.2.3 Uma edificação não-térrea não é considerada subsolo com área superior a 500 m², não destinada à
sem janelas quando: garagem. Nesse caso a área de refúgio fica restrita a 30
a) existem acessos conforme a alínea a de 5.14.2.2; % no mínimo, da área de cada pavimento. A existência
b) todos os pavimentos acima do térreo tiverem de compartimentação de área no pavimento será aceita
aberturas de acesso ou janelas em dois lados do prédio, com área de refugio, desde que tenha acesso direto a
pelo menos, espaçados, no mínimo, 15 m nestas saída de emergência (escadas ou rampas);
paredes, obedecendo às alíneas b e c de 5.14.1.2, com, d) nos subsolos das edificações com exigência de
no mínimo, 60 cm de largura livre por 1,10 m de altura escada tipo EP ou PF, com altura ascendente de até 12
livre. m, exige-se escada simplesmente enclausurada com
PCF P-90. Alturas superiores a 12 m exige-se
5.14.3 Exigências especiais para construções pressurização da escada (ver IT 10).
subterrâneas, subsolos e edificações sem janelas.
5.14.3.1 As construções subterrâneas, subsolos e as 5.15 Exigências para edificações ou áreas de risco em
edificações sem janelas, além das demais exigências que sejam feitas modificações quanto ao tipo de
desta Instrução Técnica que lhes forem aplicáveis, ocupação.
considerando que, em áreas sem acesso direto ao a) as edificações e/ou áreas de risco que, por qualquer
exterior e sem janelas para permitir ventilação e auxílio motivo, vierem a ser, em parte, ou totalmente,
de bombeiros, qualquer incêndio ou fumaça tende a modificadas quanto ao seu tipo de ocupação deverão
provocar pânico, devem, permitir a saída conveniente atender as exigências desta Instrução Técnica;
de seus usuários e atender as exigências abaixo: b) nos casos em que for comprovada tecnicamente a
a) para subsolos com áreas de construção superior a inviabilidade da adaptação, deverá, o interessado
500 m² ou população total superior a 100 pessoas, ter propor medidas alternativas a ser avaliada pelo Corpo
no mínimo duas saídas de emergência, em lados Técnico.
opostos, com distância mínima de 10 m entre elas,
ANEXOS - Tabelas

Tabela 1 - Classificação das edificações quanto à altura

Tipo Denominação Altura


I Edificação Baixa H ≤ 12,00 m
II Edificação de Média Altura 12,00 m < H ≤ 30,00 m
III Edificação Mediamente Alta 30,00 m < H ≤ 54,00 m
IV Edificação Alta Acima de 54,00 m

Tabela 2 - Classificação das edificações quanto às suas dimensões em planta

Natureza Código Classe da edificação Parâmetros de área


do Enfoque

N De pequeno pavimento Sp < 750 m²


Quanto à área do maior Pavimento (Sp)
O De grande pavimento Sp > 750 m²

P Com pequeno subsolo Ss < 500 m²


Quanto à área dos pavimentos situados
abaixo da soleira de Entrada (Ss)
Q Com grande subsolo Ss > 500 m²

R Edificações pequenas St < 750 m²

S Edificações médias 750 m < St < 1500 m²


Quanto à área total St (soma das áreas
de todos os Pavimentos da edificação)
T Edificações grandes 1500 m² < St < 5000 m²

U Edificações muito grandes At > 5000 m²


Tabela 3 - Classificação das edificações quanto às suas características construtivas

CÓDIGO TIPO ESPECIFICAÇÃO

Edifícios em que estão presentes as seguintes condições:

a) Não possuem TRRF, mesmo que existam condições de


isenção na IT 06
Edificações em que o crescimento e a
b) Não possuam compartimentação vertical completa,
propagação do incêndio podem ser
X de acordo com a IT 07, mesmo que existam condições
fáceis e onde a estabilidade pode ser
de isenção no Regulamento de Segurança Contra
ameaçada pelo incêndio
Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco do
Estado de Minas Gerais.

Edifícios onde apenas uma das duas condições está


presente:

a) Não possuem TRRF, mesmo que existam condições de


Edificações onde um dos três eventos
isenção na IT 06
é provável:
b) Não possuam compartimentação vertical completa,
Y de acordo com a IT 07, mesmo que existam condições
a) Rápido crescimento do incêndio;
de isenção no Regulamento de Segurança Contra
b) propagação vertical do incêndio;
Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco do
c) colapso estrutural.
Estado de Minas Gerais.

Edifícios onde nenhuma das duas condições abaixo está


presente:

a) Não possuem TRRF, mesmo que existam condições de


Edificações concebidas para limitar: isenção na IT 06
b) Não possuam compartimentação vertical completa,
Z a) O rápido crescimento do incêndio; de acordo com a IT 07, mesmo que existam condições
b) propagação vertical do incêndio; de isenção no Regulamento de Segurança Contra
c) colapso estrutural. Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco do
Estado de Minas Gerais.

Nota: Os prédios devem, preferencialmente, ser sempre projetados e executados dentro do tipo “Z”.
Tabela 4 - Dados para o dimensionamento das saídas

Ocupação Capacidade da U de passagem


(A)
População
Acesso e Escadas
Grupo Divisão Portas
descargas e rampas
A-1 e A-2 Duas pessoas por dormitório (C)
A Duas pessoas por dormitório e uma pessoa
A-3 60 45 100
por 4 m² de área de alojamento (D)
B - Uma pessoa por 15,00 m² de área (E) (G)

C - Uma pessoa por 3,00 m² de área (E) (J)

D - Uma pessoa por 7,00 m² de área (E) 100 60 100


Uma pessoa por 1,50 m² de área de sala de
E-1 a E-4
aula (F)
E
Uma pessoa por 1,50 m² de área de sala de
E-5 e E-6 30 22 30
aula (F)
F-1 e F-10 Uma pessoa por 3,00 m² de área
F-2, F-5, F-8, F-
Uma pessoa por m² de área (E) (G)
F 9 e F-11 100 75 100
F-3, F-6 e F-7 Duas pessoas por m² de área (E) (G) (1:0,5 m²)

F-4 + (I)

G-1 e G-6 Uma pessoa por 40 vagas de veículo


G G2, G-3, G-4 e 100 60 100
Uma pessoa por 20 m² de área (E)
G-5
H-1 e H-6 Uma pessoa por 7 m² de área (E) 60 45 100
(C)
Duas pessoas por dormitório e uma pessoa
H-2
por 4 m² de área de alojamento (E)
H 30 22 30
Uma pessoa e meia por leito + uma pessoa
H-3
por 7,00 m² de área de ambulatório (H)
H-4 e H-5 + (I) 60 45 100

I - Uma pessoa por 10,00 m² de área


100 60 100
J - Uma pessoa por 30,00 m² de área(J)

L-1 Uma pessoa por 3,00 m² de área


L 100 60 100
L-2 e L-3 Uma pessoa por 10,00 m² de área

M-1e M-6 + (I) 100 75 100

M M-3, M-5 e M-7 Uma pessoa por 10,00 m² de área 100 60 100

M-4 Uma pessoa por 4,00 m² de área 60 45 100

Notas:

(A) Os parâmetros dados nesta Tabela são os (B) As capacidades das unidades de passagem
mínimos aceitáveis para o cálculo da população. Em (número de pessoas que passa em 1 minuto) em
projetos específicos, devem ser cotejados com os escadas e rampas estendem-se para lanços retos e saída
obtidos em função da localização de assentos, descendente. Nos demais casos devem sofrer redução
máquinas, arquibancadas e outros, e adotados os mais como abaixo especificado. Estas percentagens de
exigentes, para maior segurança, redução são cumulativas, quando for o caso,
a) lanços ascendentes de escadas, com degraus até 17 (E) Por ”Área” entende-se a “Área do pavimento” que
cm de altura: redução de 10%, abriga a população em foco, exceto as áreas de
b) lanços ascendentes de escada com degraus até 17,5 sanitários, escadas, rampas e corredores; quando
cm de altura: redução de 15%, discriminado o tipo de área (por ex.: área do
c) lanços ascendentes de escadas com degraus até 18 alojamento), é a área útil interna da dependência em
cm de altura: redução de 20%, questão.
d) rampas ascendentes, declividade até 10%: redução (F) Auditórios e assemelhados, em escolas, bem como
de 1% por grau percentual de inclinação (1% a 10%; salões de festas e centros de convenções em hotéis são
e) rampas ascendentes de mais de 10% (máximo: considerados nos grupos de ocupação F-2, F-6 e outros,
12,5%): redução de 20%. conforme o caso.
(C) Em apartamentos de até dois dormitórios, a sala (G) As cozinhas e suas áreas de apoio, nas ocupações
deve ser considerada como dormitório; em F-6 e F-8, têm sua ocupação admitida como no grupo
apartamentos maiores (três e mais dormitórios), as D, isto é, uma pessoa por 7 m² de área.
salas de costura, gabinetes e outras dependências que (H) Em hospitais e clínicas com internamento (H-3),
possam ser usadas como dormitórios (inclusive para que tenham pacientes ambulatoriais, acresce-se à área
empregadas) são considerados como tais. Em calculada por leito, a área de pavimento correspondente
apartamentos mínimos, sem divisões em planta, ao ambulatório, na base de uma pessoa por 7m².
considera-se uma pessoa para cada 6 m² de área de (I) O símbolo “+” indica necessidade de consultar
pavimento. normas e regulamentos específicos (não cobertos por
(D) Alojamento = dormitório coletivo, com mais de 10 esta Instrução Técnica).
m². (J) A parte de atendimento ao público de comércio
atacadista deve ser considerada como do grupo C.

Tabela 5 - Distâncias máximas a serem percorridas

Sem chuveiros ou sem detectores Com chuveiros ou com detectores


Tipo de Grupo e divisão automáticos automáticos
edificação de ocupação Mais de uma Mais de uma
Saída única Saída única
saída saída

X Qualquer 10,00 m 20,00 m 25,00 m 35,00 m

Y Qualquer 20,00 m 30,00 m 35,00 m 45,00 m

C, D, E, F, G-3, G-4, H,
I, L e M
35,00 m 45,00 m 50,00 m 60,00 m
Z
A, B, G-1,G-2 e J 40,00 m 50,00 m 55,00 m 65,00 m

Notas:

a) para que ocorra as distâncias previstas na tabela 5, é necessária a apresentação de leiaute definido em planta baixa (de
salão aberto, sala de eventos, escritório panorâmico e outros). Do contrário, as distâncias definidas acima serão
reduzidas a 30% (trinta por cento).
Tabela 6 - Número de saídas e tipos de escada

Dimensão N (área de pavimentos < ou igual a 750 m² ) O (área de pavimento > 750 m² )
Altura
(em H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54 H ≤ 12 12 < H ≤ 30 30 < H ≤ 54 Acima de 54
metros)
Ocupação
Tipo
Tipo Tipo Tipo Tipo Tipo Tipo Tipo
Gr. Div. Nº Nº Nº Nº Nº Nº Nº Nº Esc
Esc Esc Esc Esc Esc Esc Esc
A-2* 1 NE 1 EP 1 PF 1 PF 1 NE 2* EP 2* PF 2* PF
A A-3 1 NE 1 EP 2 PF 2 PF 1 NE 2 EP 2 PF 2 PF
B-1 1 NE 1 PF 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
B
B-2 1 NE 1 PF 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
C-1 1 NE 1 EP 2 EP 2 EP 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
C C-2 1 NE 1 EP 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 3 PF 3 PF
C-3 1 NE 2 PF 2 PF 2 PF 2 NE 3 PF 3 PF 3 PF
D - 1 NE 1 EP 1 PF 1 PF 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
E-1 1 NE 1 EP 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 3 PF 3 PF
E-2 1 NE 1 EP 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 3 PF 3 PF
E-3 1 NE 1 EP 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 3 PF 3 PF
E
E-4 1 NE 1 EP 3 PF 3 PF 2 NE 2 PF 3 PF 3 PF
E-5 1 NE 1 EP 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 3 PF 3 PF
E-6 2 NE 2 EP 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 3 PF 3 PF
F-1 1 NE 2 EP 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
F-2 1 NE 2 PF 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
F-3 2 NE 2 NE 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
F-4 2 NE + + + + + + 2 NE + + + + + +
F-5 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 3 PF 3 PF
F F-6 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
F-7 2 NE - - - - - - 3 NE - - - - - -
F-8 1 NE 2 PF 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
F-9 2 NE 2 EP 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
F-10 1 NE 2 EP 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
F-11 1 NE 2 EP 2 PF 2 PF 2 NE 2 EP 2 PF 2 PF
G-1 1 NE 1 NE 1 EP 1 EP 2 NE 2 NE 2 EP 2 EP
G-2 1 NE 1 EP 1 EP 1 EP 2 NE 2 EP 2 PF 2 PF
G-3 1 NE 1 PF 1 PF 1 PF 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
G G-4 1 NE 1 EP 1 PF 1 PF 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
G-5 1 NE 1 NE - - - - 2 NE 2 EP 2 PF 2 PF
G-6 1 NE 1 NE - - - - 2 NE 2 EP 2 PF 2 PF
H-1 1 NE 1 EP - - - - 2 NE 2 EP - - - -
H-2 1 NE 1 PF 1 PF 1 PF 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
H-3 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 3 PF 3 PF
H
H-4 2 NE + + + + + + 2 NE + + + + + +
H-5 2 NE + + + + + + 2 NE + + + + + +
H-6 1 NE 1 PF 1 PF 1 PF 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
I-1 2 NE 1 EP 2 EP 2 EP 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
I I-2 2 NE 1 EP 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
I-3 2 NE 1 PF 2 PF 2 PF 2 NE 3 PF 3 PF 3 PF
J - 1 NE 1 NE 1 NE 1 NE 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
L-1 1 NE 1 PF 2 PF 2 PF 2 NE 3 PF 4 PF 4 PF
L L-2 2 NE 2 PF 3 PF 3 PF 2 NE 3 PF 3 PF 3 PF
L-3 2 NE 2 PF 3 PF 3 PF 2 NE 3 PF 3 PF 3 PF
M-1 1 NE + + + + + + 2 NE + + + + + +
M-2 2 EP 2 PF 3 PF 3 PF 2 NE 3 PF 3 PF 3 PF
M M-3 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
M-4 1 NE 1 NE 1 NE 1 NE 1 NE 2 NE 2 NE 2 NE
M-5 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF 2 NE 2 PF 2 PF 2 PF
NOTAS

a) Para o uso desta tabela, devem ser consultadas as tabelas anteriores, onde são dadas as significações dos
códigos alfabéticos e alfanuméricos utilizados, e mais as dos indicados na seqüência abaixo:
b) Abreviatura dos tipos de escada:
NE = Escada não enclausurada (escada comum);
EP = Escada enclausurada protegida (escada protegida);
PF = Escada à prova de fumaça.

c) Outros símbolos e abreviaturas usados nesta tabela:


Nºs = Números de saídas mínimos obrigatórios, em qualquer caso;
Tipo esc. = Tipo de escada;
Gr. = Grupo de ocupação (uso) - conforme Tabela 1 do Regulamento de Segurança Contra Incêndio e
Pânico nas edificações e áreas de risco do Estado de Minas Gerais.
Div. = Subdivisão do grupo de ocupação - conforme Tabela 1 do Regulamento de Segurança Contra
Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco do Estado de Minas Gerais.

+ = Símbolo que indica necessidade de consultar normas e regulamentos específicos (ocupação não coberta por esta
IT);
* = Admite saída única nas habitações multifamiliares (A-2), não havendo mais de quatro unidades autônomas por
pavimento.
- não se aplica.
d) Grupo H-2 e H-3:
1) altura até 12,00 m = havendo exigência de mais de uma saída para emergência, no mínimo uma deve ser por
rampa.
2) altura superior a 12,00 m = além das saídas de emergências por escadas (tabela 6), deve possuir elevador de
emergência (ver figura 10) e áreas de refúgio (ver figura 18). As áreas de refúgio quando situada somente em
alguns pavimentos de níveis diferentes deve ter seus acessos ligados por rampa (5.6.1.a). As edificações que
possuam área de refúgio em todos os pavimentos (exceto pavimento térreo) não há necessidade de rampa
interligando os diferentes níveis em acessos às áreas de refúgio.
e) havendo necessidade de 2 (duas) ou mais escadas de segurança, uma delas poderá ser do tipo Aberta Externa,
atendendo ao item 5.7.14 desta Instrução Técnica.
f) a quantidade mínima de escadas previstas nesta tabela pode ser desconsiderada, desde que a edificação possua
até 36 metros de altura e a(s) escadas(s) propostas atendam aos parâmetros de distância máxima a percorrer (tabela
5) e quantidade mínima de unidades de passagem para a lotação prevista na tabela 4.
g) o número de escadas de emergência depende também do dimensionamento das saídas pelo cálculo da população
e das distâncias a serem percorridas.
IT - 09
CARGA DE INCÊNDIO NAS EDIFICAÇOES E ÁREA DE RISCO

SUMÁRIO ANEXOS
1 – Objetivo A – Cargas de Incêndio Específicas por
Ocupação
2 – Aplicação B – Método para Levantamento da Carga de
Incêndio Específica
3 – Referências Normativas e Bibliográficas

4 – Definições e conceitos

5 – Procedimentos
INSTRUÇÃO TÉCNICA – 09

CARGA DE INCÊNDIO NAS EDIFICAÇÕES


E ÁREA DE RISCO
DIRETORIA DE ATIVIDADES TECNICAS
Av. Augusto de Lima, 355 - Bairro Centro
CEP 30.190-000
Site: www.bombeiros.mg.gov.br
Email: dat3@cbmmg.mg.gov.br

todas as suas atualizações e outras que vierem substituí-


1 OBJETIVO las:

Estabelecer valores característicos de carga de incêndio Lei nº 14.130, de 19 de dezembro de 2001 que
nas edificações e áreas de risco, conforme a ocupação e dispõe sobre a prevenção contra incêndio e pânico
uso específico. no Estado de Minas Gerais.

Decreto Estadual nº 44.270, de 01 de abril de 2006 –


2 APLICAÇÃO Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico
nas edificações e áreas de risco no Estado de Minas
2.1 As densidades de carga de incêndio constantes do Gerais.
anexo A desta instrução aplicam-se às edificações e
áreas de riscos para classificação do risco e NBR – 14432 - Exigências de resistência ao fogo de
determinação do nível de exigência das medidas de elementos construtivos de edificações – Procedimento.
segurança contra incêndio, conforme prescreve o
contido no Regulamento de Segurança Contra Incêndio European Committee for Standardization. Eurocode 1 –
e Pânico nas edificações e áreas de risco no Estado de ENV 1991-2-2. 1995.
Minas Gerais, nas situações em que há uma aceitável
uniformidade na sua distribuição espacial, a critério do Liga Federal de Combate a Incêndio da Áustria. TRVB -
responsável técnico do projeto de segurança contra 126. 1987.
incêndio.
2.2 Quando a densidade de carga de incêndio não for
uniformemente distribuída sobre a área de piso da 4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS
edificação, a critério do responsável técnico do projeto
de segurança contra incêndio, a densidade de carga de 4.1 Definições
incêndio característica poderá ser determinada por
medição direta, segundo o método descrito no Anexo B. Para efeito desta Instrução Técnica, aplicam-se as
2.3 Nas edificações em que a densidade de carga de definições constantes da IT 02 - Terminologia de
incêndio superar em quantidade os valores proteção contra incêndio e Pânico.
característicos dados nesta Instrução, a critério do
responsável técnico pelo projeto de segurança contra 4.2 Conceitos
incêndio, deverá necessariamente ser feita a medição
direta, conforme o item 2.2. Para efeito desta Instrução, aplicam-se os conceitos
2.4 Em todos os casos de medição direta da densidade abaixo descritos:
de carga de incêndio, o laudo técnico correspondente
deve ser submetido à aprovação do Corpo Técnico do 4.2.1 Carga de incêndio
CBMMG.
É a soma das energias caloríficas possíveis de serem
3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E liberadas pela combustão completa de todos os materiais
combustíveis em um espaço, inclusive os revestimentos
BIBLIOGRÁFICAS das paredes, divisórias, pisos e tetos.
Para compreensão desta Instrução Técnica é necessário 4.2.2 Densidade de carga de incêndio ou Carga de
consultar as seguintes normas, levando em consideração incêndio específica
500 m² podem ser utilizados quando o espaço
É o valor da carga de incêndio dividido pela área de piso analisado possuir materiais combustíveis com potenciais
do espaço considerado, expresso em megajaule (MJ) por caloríficos semelhantes e uniformemente distribuídos.
metro quadrado (m²) ou em quilogramas equivalente de 5.2.1 A carga de incêndio específica do piso analisado
madeira seca. deve ser tomada como sendo o maior entre a média das
cargas de incêndio dos dois módulos de maior valor ou
85% da carga de incêndio do módulo de maior valor.
5 PROCEDIMENTOS 5.3 Considerar que 1 kg (um quilograma) de madeira
seca equivale a 19,0 megajoules.
5.1 Para determinação da carga de incêndio específica 5.4 Para determinação do risco de incêndio a que se
das edificações aplica-se a tabela constante do Anexo A, refere à tabela 3 e 4 do Regulamento de Segurança
sendo que para edificações, destinadas a depósitos Contra Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de
(Grupo “J”), explosivos (Grupo “L”) e ocupações risco no Estado de Minas Gerais, as edificações e áreas
especiais (Grupo “M”) aplica-se a metodologia de risco quanto à Carga Incêndio se classificam em:
constante do Anexo B.
5.1.1 Ocupações não listadas na tabela do Anexo A
devem ter os valores da carga de incêndio específica CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS
determinados por similaridade, a critério do responsável DE RISCO QUANTO À CARGA INCÊNDIO.
técnico do projeto de segurança contra incêndio. Pode-se Risco Carga Incêndio MJ/m2
admitir a similaridade entre as edificações comerciais Baixo Até 300 MJ/m2
(grupo “C”) e industriais (grupo “I”). Médio Acima de 300 até 1.200
5.2 O levantamento da carga de incêndio específica MJ/m2
constante do Anexo B deve ser realizado em módulos de Alto Acima de 1.200 MJ/m2
área em que a distribuição da carga de incêndio seja
considerada uniforme, a critério do responsável técnico
do projeto de segurança contra incêndio, sendo de no
máximo 500 m². Excepcionalmente, módulos maiores de
ANEXO A
(normativo)
Cargas de incêndio específicas por ocupação

Para a classificação detalhada das ocupações (Divisão) consultar a Tabela 1 do Regulamento de Segurança Contra
Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco no Estado de Minas Gerais.
Carga de incêndio (qfi)
Ocupação/Uso Descrição Divisão
em MJ/m2
Alojamentos estudantis A-3 300
Apartamentos A-2 300
Residencial
Casas térreas ou sobrados A-1 300
Pensionatos A-3 300
Hotéis B-1 500
Serviço de
Hospedagem Motéis B-1 500
Apart-hotéis B-2 300
Açougue C –1 40
Antigüidades C –2 700
Aparelhos domésticos C –1 300
Armarinhos C -1 300
Armas C -1 300
Artigos de bijouteria, metal ou
C –1 300
vidro.
Artigos de cera C -2 2100
Artigos de couro, borracha,
C –2 800
esportivos.
Automóveis C –1 200
Bebidas destiladas C –2 700
Brinquedos C –2 500
Calçados C –2 500
Drogarias (incluindo depósitos) C –2 1000
Ferragens C –1 300
Floricultura C –1 80
Comercial varejista,
Loja Galeria de quadros C –1 200
Livrarias C –2 1000
Lojas de departamento ou centro de
C –2/ C –3 800
compras (Shoppings)
Máquinas de costura ou de
C –1 300
escritório
Materiais fotográficos C –1 300
Móveis C –2 400
Papelarias C –2 700
Perfumarias C –2 400
Produtos têxteis C –2 600
Relojoarias C –2 600
Supermercados C –2 400
Tapetes C –2 800
Tintas e vernizes C –2 1000
Verduras frescas C –1 200
Vinhos C –1 200
Vulcanização C –2 1000
Agências bancárias D -2 300
Agências de correios D -1 400
Centrais telefônicas D -1 100
Cabeleireiros D -1 200
Copiadora D -1 400
Encadernadoras D -1 1000
Escritórios D -1 700
Serviços
profissionais, Estúdios de rádio ou de televisão
D -1 300
pessoais e técnicos ou de fotografia
Laboratórios químicos D -4 500
Laboratórios (outros) D -4 300
Lavanderias D -3 300
Oficinas elétricas D -3 600
Oficinas hidráulicas ou mecânicas D -3 200
Pinturas D -3 500
Processamentos de dados D -1 400
Academias de ginástica e similares E-3 300
Educacional e Pré-escolas e similares E-5 300
cultura física Creches e similares E-5 300
Escolas em geral E-1/E2/E4/E6 300
Bibliotecas F-1 2000
Cinemas, teatros e similares F-5 600
Circos e assemelhados F -7 500
Centros esportivos e de exibição F-3 150
Locais de reunião de Clubes sociais, boates e similares. F-6 600
público Estações e terminais de passageiros F-4 200
Exposições F -10 Adotar Anexo B
Igrejas e templos F-2 200
Museus F-1 300
Restaurantes F-8 300
Estacionamentos G-1/G-2 200
Oficinas de conserto de veículos e
G-4 300
Serviços automotivos e manutenção
assemelhados Postos de abastecimentos (tanque
G-3 300
enterrado)
Hangares G -5 200
Asilos H -2 350
Clínicas e consultórios médicos ou
H -6 200
Serviços de saúde e odontológicos.
Institucionais Hospitais em geral H-1/H-3 300
Presídios e similares H-5 100
Quartéis e similares H-4 450
Industrial Aparelhos eletroeletrônicos,
I-2 400
fotográficos, ópticos.
Acessórios para automóveis I–1 300
Acetileno I-2 700
Alimentação I-2 800
Artigos de borracha, cortiça, couro,
I–2 600
feltro, espuma.
Artigos de argila, cerâmica ou
I–1 200
porcelanas.
Artigos de bijuteria I–1 200
Artigos de cera I–2 1000
Artigos de gesso I–1 80
Artigos de mármore I–1 40
Artigos de peles I–2 500
Artigos de plásticos em geral I–2 1000
Artigos de tabaco I–1 200
Artigos de vidro I–1 80
Automotiva e autopeças (exceto
I–1 300
pintura)
Automotiva e autopeças (pintura) I–2 500
Aviões I–2 600
Balanças I–1 300
Baterias I–2 800
Bebidas destilada I–2 500
Bebidas não alcoólicas I–1 80
Bicicletas I–1 200
Brinquedos I–2 500
Café (inclusive torrefação) I–2 400
Caixotes barris ou pallets de
I–2 1000
madeira
Calçados I–2 600
Carpintarias e marcenarias I–2 800
Cera de polimento I–3 2000
Cerâmica I–1 200
Cereais I–3 1700
Cervejarias I–1 80
Chapas de aglomerado ou
I–1 300
compensado
Chocolate I–2 400
Cimento I–1 40
Cobertores, tapetes. I–2 600
Colas I–2 800
Colchões (exceto espuma) I–2 500
Condimentos, conservas. I–1 40
Confeitarias I–2 400
Congelados I–2 800
Couro sintético I–2 1000
Defumados I–1 200
Discos de música I–2 600
Doces I–2 800
Espumas I–3 3000
Farinhas I–3 2000
Feltros I–2 600
Fermentos I–2 800
Fiações I–2 600
Fibras sintéticas I–1 300
Fios elétricos I–1 300
Flores artificiais I–1 300
Fornos de secagem com grade de
I–2 1000
madeira
Forragem I-3 2000
Fundições de metal I–1 40
Galpões de secagem com grade de
I–2 400
madeira
Industrial Geladeiras I–2 1000
Gelatinas I–2 800
Gesso I–1 80
Gorduras comestíveis I–2 1000
Gráficas (empacotamento) I–3 2000
Gráficas (produção) I–2 400
Guarda-chuvas I–1 300
Instrumentos musicais I–2 600
Janelas e portas de madeira I–2 800
Jóias I–1 200
Laboratórios farmacêuticos I–1 300
Laboratórios químicos I–2 500
Lápis I–2 600
Lâmpadas I–1 40
Laticínios I–1 200
Malharias I–1 300
Máquinas de lavar de costura ou de
I–1 300
escritório
Massas alimentícias I–2 1000
Mastiques I–2 1000
Materiais sintéticos ou plásticos I–3 2000
Metalúrgica I–1 200
Montagens de automóveis I–1 300
Motocicletas I–1 300
Motores elétricos I–1 300
Móveis I–2 600
Óleos comestíveis I–2 1000
industrial Padarias I–2 1000
Papéis (acabamento) I–2 500
Papéis (preparo de celulose) I–1 80
Papéis (procedimento) I–2 800
Papelões betuminados I–3 2000
Papelões ondulados I–2 800
Pedras I–1 40
Perfumes I–1 300
Pneus I–2 700
Produtos adesivos I–2 1000
Produtos de adubo químico I–1 200
Produtos alimentícios (expedição) I–2 1000
Produtos com ácido acético I–1 200
Produtos com ácido carbônico I–1 40
Produtos com ácido inorgânico I–1 80
Produtos com albumina I–3 2000
Produtos com alcatrão I–2 800
Produtos com amido I–3 2000
Produtos com soda I–1 40
Produtos de limpeza I–3 2000
Produtos graxos I–1 1000
Produtos refratários I–1 200
Rações I–3 2000
Relógios I–1 300
Resinas I–3 3000
Roupas I–2 500
Sabões I–1 300
Sacos de papel I–2 800
Sacos de juta I–2 500
Sorvetes I–1 80
Sucos de fruta I–1 200
Tapetes I–2 600
Têxteis em geral I–2 700
industrial Tintas e solventes I–3 4000
Tintas látex I–2 800
Tintas não-inflámaveis I–1 200
Transformadores I–1 200
Tratamento de madeira I–3 3000
Tratores I–1 300
Vagões I–1 200
Vassouras ou escovas I–2 700
Velas de cera I–3 1300
Vidros ou espelhos I–1 200
Vinagres I–1 80
Demais atividades não enquadradas levantamento da carga de incêndio conforme
Demais usos
acima Anexo B
Anexo B
(normativo)
Método para levantamento da carga de incêndio específica

B.1 Os valores da carga de incêndio específica para as edificações destinadas a depósitos, explosivos e ocupações
especiais podem ser determinadas pela seguinte expressão:

q =
∑M i Hi
fi A
f
Onde:
qinc - valor da carga de incêndio específica, em megajoule por metro quadrado de área de piso;
Mi - massa total de cada componente i do material combustível, em quilograma. Esse valor não poderá ser excedido
durante a vida útil da edificação exceto quando houver alteração de ocupação, ocasião em que Mi deverá ser
reavaliado;
Hi - potencial calorífico específico de cada componente i do material combustível, em megajoule por quilograma,
conforme Tabela B.1 abaixo;
Af - área do piso do compartimento, em metro quadrado.
B.2 O levantamento da carga de incêndio deverá ser realizado conforme item 5 (Procedimento) desta Instrução.
B.3 A compensação do teor de umidade de uma determinada massa de material combustível poderá ser feita desde
que demonstrado por meio de ensaio específico.
B.4 Além dos potenciais caloríficos dados na Tabela B.1, resultados obtidos por meio de ensaios específicos em
conecalorímetros podem ser utilizados.

Tabela B.1 - Valores do potencial calorífico específico


H Tipo de H H
Tipo de material Tipo de material
(MJ/kg) material (MJ/kg) (MJ/kg)
Acetona 30 Grãos 17 Poliéster 31
Graxa,
Acrílico 28 41 Poliestireno 39
Lubrificante.
Algodão 18 Lã 23 Polietileno 44
Benzeno 40 Lixo de cozinha 18 Polimetilmetacrilico 24
Espuma – 37 Madeira 19
Borracha Polioximetileno 15
Tiras – 32 Metano 50
Celulose 16 Metanol 19 Poliuretano 23
Monóxido de
C-Hexano 43 10 Polipropileno 43
carbono
Couro 19 N-Butano 45 Polivinilclorido 16
D-glucose 15 N-Octano 44 Propano 46
Epóxi 34 N-Pentano 45 PVC 17
Etano 47 Palha 16 Resina melamínica 18
Etanol 26 Papel 17 Seda 19
Eteno 50 Petróleo 41
Poliacrilonitric
Etino 48 30
o
Fibra sintética 6,6 29 Policarbonato 29
IT - 10
PRESSURIZAÇÃO DE ESCADA DE SEGURANÇA

SUMÁRIO ANEXOS

1 – Objetivo A - Tabela 1 – Níveis de pressurização/ Tabela 2


– áreas típicas de escape para quatro tipos de
PCF

2 – Aplicação B - Resumo de exigências para os diversos tipos


de edificações com sistemas de pressurização

3 – Referências Normativas e C – Condições para instalação de casa de


Bibliográficas máquinas de pressurização no pavimento
cobertura

4 – Definições D – Condição para não se revestir os dutos


metálicos de sucção e/ou pressurização

5 – Procedimentos E – esquema geral do sistema de pressurização


(com duto no interior da escada)

F – (Informativo) Características das paredes

G – Módulo de cálculo de vazão do sistema de


pressurização de escada
INSTRUÇÃO TÉCNICA – 10

PRESSURIZAÇÃO DE ESCADA DE
SEGURANÇA
DIRETORIA DE ATIVIDADES TECNICAS
Av. Augusto de Lima, 355 - Bairro Centro
CEP 30.190-000
Site: www.bombeiros.mg.gov.br
Email: dat3@cbmmg.mg.gov.br

BS-5588 Parte 4 (British Standards Institution) -


1 OBJETIVO Pressurização de escadas de segurança.

1.1 Estabelecer os requisitos mínimos necessários para o NBR 14.480 – Saídas de emergência em edifícios –
dimensionamento da pressurização de escadas de Escada de Segurança – Controle de fumaça por
segurança em edificações. pressurização.
1.2 Manter as escadas de emergência livres da fumaça, de
modo a permitir a fuga dos ocupantes de uma edificação NBR 9077 – Saídas de emergências em edifícios.
no caso de incêndio. Esse sistema também pode ser
acionado em qualquer caso de necessidade de abandono NBR 10.898 - Sistemas de iluminação de emergência.
da edificação.
BR 9050 - Adequação das edificações e do imobiliário
urbano à pessoa deficiente – Procedimento.
2 APLICAÇÃO
NBR 9441 - Execução de sistemas de detecção e alarme
Esta Instrução Técnica se aplica a todas as edificações de de incêndio.
acordo com o descrito na NBR 9077.
NBR 11742 – Porta corta-fogo para saída de emergência.

3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E NBR 13768 – Acessórios destinados à porta corta-fogo


BIBLIOGRÁFICAS para saída de emergência – requisitos.

IT 08 – Saídas de emergência em edificações.


Para compreensão desta Instrução Técnica é necessário
consultar as seguintes normas, levando em consideração IT 15 - Sinalização de emergência.
todas as suas atualizações e outras que vierem substituí-
las: 4 DEFINIÇÕES

Constituição Federal de 1988. Para os efeitos desta Instrução Técnica aplicam-se as


definições constantes da IT 02 - Terminologia de proteção
Constituição Estadual de 1989. contra incêndio e Pânico.

Lei Complementar 54.


5 PROCEDIMENTOS
Lei nº 14.130, de 19 de dezembro de 2001 que dispõe
sobre a prevenção contra incêndio e pânico no Estado de 5.1 Conceitos básicos do sistema de pressurização
Minas Gerais.
5.1.1 Princípio geral da pressurização
Decreto Estadual nº 44.270, de 01 de abril de 2006 – a) considera-se um espaço pressurizado quando este
Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico nas receber um suprimento contínuo de ar que possibilite
edificações e áreas de risco do Estado de Minas manter um diferencial de pressão entre este espaço e os
Gerais.Regulamento de Segurança Contra Incêndio e adjacentes, preservando-se um fluxo de ar através de uma
Pânico nas edificações e áreas de risco no Estado de ou várias trajetórias de escape, que conduzem o ar para o
Minas Gerais. exterior da edificação.
b) para a finalidade prevista nesta IT, o diferencial de sistema (dutos, venezianas, grelhas, joelhos, dampers,
pressão deve ser mantido em nível adequado para impedir saídas dos moto-ventiladores, rugosidades das superfícies
a entrada de fumaça no interior da escada. internas dos dutos, etc.), que devem constar de memorial
c) o método estabelecido nesta IT também se aplica às de cálculo, atendendo as seguintes condições:
escadas de segurança com pavimentos abaixo dos de a) desenvolvimento do cálculo do suprimento de ar
descarga. necessário considerando as duas situações previstas no
item 5.1.6 abaixo: escape de ar com todas as portas do
5.1.2 Pressurização de um ou dois estágios espaço pressurizado fechadas (equação 2), para o
dimensionamento do damper de alívio, e escape de ar
O sistema de pressurização pode ser projetado de duas considerando as portas abertas na quantidade estipulada
formas: no Anexo B desta IT (equação 3);
b) desenvolvimento do cálculo das perdas de carga ao
5.1.2.1 Sistema de um estágio: para operar somente em longo da rede de captação e distribuição ar, considerando
situação de emergência; ou todas as singularidades. Devem constar também a
5.1.2.2 Sistema de dois estágios: incorporar um nível velocidade do fluxo de ar em todos os trechos e
baixo de pressurização, para funcionamento contínuo, acessórios, que devem estar dentro dos limites estipulados
com previsão para um nível maior de pressurização que nesta IT. Tabelas e ábacos de fabricantes de acessórios
entra em funcionamento em uma situação de emergência. podem ser considerados para determinação das perdas de
5.1.2.3 É facultativa a utilização do sistema de carga de singularidades, a partir da velocidade e vazão;
pressurização de um ou dois estágios. c) a velocidade do fluxo de ar em todo o trecho de
captação deve ser de 4 a 8m/s e, no trecho de distribuição,
5.1.3 Elementos básicos de um sistema de de 10 a 15m/s, podendo ser aceito diferente desses
pressurização parâmetros quando se tratar de edificação existente, desde
que não haja possibilidade técnica de adequação,
São elementos básicos de um sistema de pressurização: devidamente justificada.
a) sistema de acionamento e alarme;
b) ar externo suprido mecanicamente; 5.1.6 Suprimento de ar necessário
c) trajetória de escape do ar; e.
d) fonte de energia garantida. 5.1.6.1 Cálculo do suprimento de ar
a) para se determinar o primeiro valor de suprimento de
5.1.4 Unidades adotadas ar necessário para se obter um certo diferencial de pressão
entre o ambiente a ser pressurizado e os ambientes
Toda e qualquer proposta de sistema de pressurização contíguos, deve-se adotar a equação 1. Essa equação
deve seguir os critérios de apresentação e depende diretamente da área de restrição e do diferencial
desenvolvimento de acordo com o estabelecido abaixo: de pressão entre os ambientes contíguos. A área de
restrição é determinada pelo escape de ar para fora do
Vazão ( Q ) = m3/s espaço a ser pressurizado, quando o ar passa, como por
Velocidade ( V ) = m/s exemplo, pelas frestas ao redor de uma PCF. O diferencial
Área ( A ) = m2 de pressão é o mínimo estabelecido nesta IT, ou seja, 50
Pressão ( P ) = Pa ( Pascal ), ou mmH2O ( milímetro de Pa.
coluna d’água )
Equação 1:
Potência = CV (Cavalo Vapor) ou HP (Horse Power)
Q = 0,827 x A x (P)(1/N)
Temperatura em Graus Celsius = ºC
Altura da Edificação ( h ) = m
onde:
Q - é o fluxo de ar (m3/s)
5.1.5 Níveis de pressurização adotados
A - é a área de restrição (m2)
P - é o diferencial de pressão (Pa)
5.1.5.1 O nível de pressurização utilizado para fins de
N - é um índice que varia de 1 a 2
processo não deve ser menor que o apresentado na Tabela
No caso de frestas em torno de uma PCF, N = 2
1 do Anexo A desta IT e não deve ultrapassar o limite de
No caso de frestas em vãos estreitos, tais como frestas em
60 Pa, considerando-se todas as PCF (portas corta-fogo)
torno de janelas, N = 1,6
de acesso à escada fechadas.
Vazão de ar (condição padrão de ar com densidade de
5.1.5.2 Os edifícios utilizados por crianças, idosos e ou
1,204 kg/m3)
pessoas incapacitadas precisam de considerações
especiais, a fim de assegurar que as PCF possam ser
5.1.6.2 Trajetórias de escape em série e paralelo
abertas, apesar da força criada pelo diferencial de pressão.
a) na trajetória de escape do ar para fora de um espaço
5.1.5.3 Para obtenção dos níveis de pressurização no
pressurizado, podem existir elementos de restrição
interior dos espaços pressurizados, na determinação da
posicionados em paralelo, tal como ilustrado na Figura 1,
capacidade de vazão e pressão dos moto-ventiladores,
ou em série, como apresentado na Figura 2, ou ainda, uma
devem ser avaliadas as perdas de carga localizadas em
combinação desses.
todos os componentes de captação e distribuição do
No desenvolvimento do cálculo, considerar acréscimo no
suprimento total de ar necessário, considerando todas as
espaço pressurizado
portas da caixa de escada fechadas:
A
1 A a) de 15% para vazamentos em dutos metálicos ou 25%
4
para dutos construídos em alvenaria ou mistos, sendo que
esses valores percentuais devem ser considerados
independentemente do comprimento dos dutos;
A A
2 3 b) de 25% para atender a hipótese de vazamentos não-
Figura 1 - Trajetórias de escape do ar em paralelo identificados.
b) no caso de trajetórias de escape do ar em paralelo, com Nota: A vazão total de escape pelas frestas pode ser
as portas do ambiente conforme Figura 1 acima, a área calculada pelas equações abaixo:
total de escape é determinada pela simples soma de todas
as áreas de escape envolvidas, então: Equação 2:
ATotal = A1 + A2 + A3 + A4 QFT = QF + 15% (vazamentos em dutos metálicos) +
25% (vazamentos não identificados); ou

QFT = QF + 25% (vazamentos em dutos de alvenaria ou


mistos) + 25% (vazamentos não identificados);

onde:
QFT = vazão total das frestas com todas as portas fechadas
(m³/s), levando-se em consideração a condição padrão do
ar.
QF = vazamento através das frestas, considerando-se todas
as portas fechadas (m³/s), levando-se em consideração a
Figura 2 - Trajetórias de escape do ar em série condição padrão do ar.
c) no caso das portas em série, como a PCF da escada e a 5.1.6.5 Portas corta-fogo abertas e outras aberturas
PCF da antecâmara não ventilada a ela associada, como a) para ser eficaz, a escada de emergência deve ter seus
demonstrado na Figura 2 acima, temos: acessos protegidos por PCF, e é inevitável que estas
sejam abertas ocasionalmente. A pressurização projetada
1 1 1 1 1 não pode ser mantida, se houver grande abertura entre a
2
= + + + área pressurizada e os espaços adjacentes.
( ATotal) ( A1 ) ( A2 ) ( A3 ) ( A4 ) 2
2 2 2
b) os critérios para verificação da velocidade do ar a que
se referem os itens seguintes são os estipulados no item
d) o escape total e efetivo de uma combinação de 5.1.6.8;
trajetórias de escape do ar em série e em paralelo, pode c) quando de uma abertura permanente (uma janela dentro
ser obtido combinando-se sucessivamente grupos simples da caixa de escada, por exemplo), deve ser considerada
de escape isolados (PCF da escada e da antecâmara uma velocidade média do ar, através desta abertura, de 4
pressurizada do mesmo pavimento), com os outros m/s.
equivalentes (PCF em paralelo). d) a abertura intermitente das PCF, quando do abandono
da edificação, produz, momentaneamente, uma perda de
5.1.6.3 Área de escape a partir de uma escada pressão no interior da escada. A vazão de ar determinada
pressurizada. pela Equação 1 deve ser avaliada para que seja obtida
uma condição satisfatória para minimizar a infiltração de
De maneira geral, o escape de ar a partir de uma escada fumaça no interior da escada nesta situação, devendo
ocorre: possibilitar a manutenção de uma velocidade de ar
a) por meio das frestas em torno das PCF (quando essas mínima de 1,0 m/s saindo através das PCF consideradas
estiverem fechadas), devendo ser adotado os valores abertas, conforme critério estabelecido no Anexo B, desta
constantes na tabela 2 do anexo A desta IT; IT, e das frestas das demais PCF fechadas da escada.
b) por meio do vão de luz das PCF consideradas na e) o número de PCF abertas a ser utilizado nos cálculos
condição abertas, na quantidade estipulada do Anexo B depende do tipo de edificação, considerando-se o número
desta IT, somada às perdas pelas frestas das demais PCF de ocupantes e as dificuldades encontradas para o
consideradas na condição fechadas; abandono, devendo obedecer aos critérios estipulados no
c) por meio das frestas no entorno de portas de elevadores Anexo B desta IT.
e janelas existentes no espaço pressurizado. f) uma PCF considerada aberta adicional (com relação ao
estabelecido no Anexo B desta IT) deve ser considerada
5.1.6.4 Vazamentos em dutos e vazamentos não- no cálculo do suprimento de ar do sistema de
identificados pressurização, em edificações onde existem locais de
reunião de público com capacidade para 50 ou mais Obs.: Em todos os casos levar em consideração a
pessoas (tais como auditórios, refeitórios, salas de condição padrão do ar;
exposição e assemelhados). Esse critério deve ser
desconsiderado quando o local de reunião de público 5.1.6.6 Elevador de emergência
estiver no piso de descarga (térreo ou nível com saída A antecâmara de segurança do elevador de emergência
direta para o exterior) ou em mezaninos do piso térreo deve ser pressurizada, conforme os critérios do item
com acessos através de escadas exclusivas. 5.1.6.7 e da Tabela do Anexo B desta IT, e apresentar as
seguintes características:
g) devem ser considerados os vãos e frestas reais de todas a) no topo da caixa de alvenaria do elevador deve ser
as PCF da caixa da escada pressurizada, conforme prevista abertura permanente ou damper de alívio, de
especificado abaixo, na quantidade estipulada no Anexo modo a permitir o escape de ar insuflado para as
B desta IT: antecâmaras do elevador, proveniente das frestas das
1) PCF simples, quando todos os acessos à escada portas do poço instaladas em cada pavimento, a fim de
pressurizada ocorrer apenas através de PCF simples; impedir que a pressão no interior dessas antecâmaras
2) PCF duplas, quando a quantidade de PCF duplas dificulte a abertura das PCF de acesso;
instaladas for igual ou superior à quantidade de PCF b) as frestas das portas do elevador e das PCF de acesso
abertas - critério esse estipulado no Anexo B desta IT às antecâmaras devem ser suficientes para promover o
para efeito de dimensionamento de vazão por meio de escape de ar, impedindo que a pressão interna se eleve
PCF abertas; acima dos 60 Pa;
3) PCF duplas e PCF simples, quando a quantidade de c) quando contígua com a escada pressurizada, a
PCF duplas for inferior à quantidade de PCF consideradas antecâmara, quando não pressurizada por duto exclusivo,
abertas - critério esse estipulado no Anexo B desta IT deve ser pressurizada pelo mesmo sistema da escada,
para efeito de dimensionamento de vazão por meio de através de vasos comunicantes, controlados por
PCF abertas - devem ser consideradas todas as PCF venezianas reguláveis e independentes em cada nível de
duplas e, na quantidade devida, complementar com PCF pavimento, de forma a manter um gradiente de pressão no
simples, ou seja, neste caso, cada PCF dupla deve ser sentido do interior da escada pressurizada para a
computada como uma PCF aberta e não como duas, antecâmara de segurança – neste caso considerar o escape
embora devem ser somados o vão de luz real de cada PCF de ar através dessas janelas no cálculo do suprimento total
dupla e simples consideradas; de ar necessário para o sistema de pressurização da escada
h) em edificações existentes é comum o uso da (adotar as frestas e vão reais efetivos).
pressurização de um amplo hall e o uso da PCF no acesso d) ser protegida por PCF-P90, no acesso à antecâmara de
às unidades residenciais ou unidades de escritório etc., segurança, a partir do pavimento;
como estabelecido na Figura 1 do item 5.1.6.2. Nesses e) a casa de máquinas deve ser independente e isolada em
casos, o número de PCF duplas ou simples calculadas relação aos demais elevadores, com paredes de resistência
(respeitando-se suas áreas), deve ser de 04 (quatro) para mínima a 2 horas de fogo e acessos protegidos por PCF-
edificações com até 60 (sessenta) metros de altura, sendo P90;
que acima desse valor é exigido o cálculo de 5 PCF f) alternativamente, pode ser adotada a pressurização das
abertas. antecâmaras do elevador de emergência a partir do poço
do elevador que, nesse caso, funcionará como duto de
Obs.: O número máximo de PCF por pavimento, em pressurização, para tanto:
contato com esse ambiente pressurizado deve ser de 4 1) avaliar as condições para se manter as antecâmaras
PCF simples. Características diferentes devem ser pressurizadas até o limite de 60 Pa, considerando-se as
avaliadas pelo Corpo Técnico do CBMMG. resistências das frestas no entorno das portas dos
elevadores e PCF de acesso em cada pavimento;
Nota: A vazão total requerida para o sistema de 2) precaver-se de que haja um fluxo de ar contínuo entre
pressurização de escadas deve ser calculada pela equação esse espaço pressurizado com os ambientes contíguos e,
abaixo: desses, com aberturas permanentes para o exterior da
edificação.
Equação 3:
5.1.6.7 Antecâmara de segurança
● Se QFT > QPA então QT = QFT a) para as edificações estabelecidas no Anexo B desta IT,
● Se QFT < QPA então QT = QPA deve ser exigida, além da pressurização da escada de
segurança, a existência de uma antecâmara de segurança.
onde: Essa antecâmara deve possuir as seguintes características:
QT = vazão total requerida do sistema de pressurização; 1) ser interposta entre a escada pressurizada e as áreas
QFT = vazão total das frestas com todas as portas fechadas comuns ou privativas da edificação, em todos os níveis de
(m³/s); pavimento, considerando-se a partir do piso de descarga,
QPA = vazamento de ar através das portas consideradas nos sentidos ascendente e descendente (pavimentos
abertas (m³/s); superiores e inferiores ao nível da descarga) dentro do
critério de altura da Tabela do Anexo B.
2) ser protegida por PCF-P60, tanto no acesso à b) a edificação deve ser planejada de forma a atender aos
antecâmara de segurança quanto no acesso à escada requisitos do sistema de pressurização, garantindo o seu
pressurizada; funcionamento com relação às condições descritas nesta
3) deve haver um diferencial de pressão entre a IT;
antecâmara de segurança e o interior da escada c) todos os componentes do sistema de pressurização
pressurizada, garantindo-se dessa forma o gradiente de (dutos, grupo moto-ventilador, grupo moto-gerador
pressão no sentido do interior da escada pressurizada para automatizado) devem ser protegidos contra o fogo por no
a antecâmara de segurança; mínimo 2 (duas) horas (exceção feita às portas corta-fogo
4) a antecâmara de segurança deve possuir dimensões que devem ser do tipo P-90, nas casas de máquinas), a fim
mínimas de acordo com a IT 08 - Saídas de Emergência de garantir o abandono dos ocupantes da edificação, bem
em Edificações; como o acesso ao Corpo de Bombeiros;
5) a pressurização da escada e da antecâmara de d) pisos escorregadios nas proximidades das PCF de
segurança pode ser realizada utilizando-se de somente um acesso aos espaços pressurizados devem ser evitados;
conjunto moto-ventilador. e) portas corta-fogo devem estar de acordo com a NBR
Obs.: Quando exigido (ver Anexo B), as antecâmaras de 11742 da ABNT, e serem instaladas de forma a atender às
segurança das escadas pressurizadas e dos elevadores de premissas básicas do processo de pressurização de
emergência, localizadas em níveis inferiores ao piso de escadas. Caso contrário, a pressurização perde sua função
descarga, devem possuir as mesmas características e deve ser reavaliada, ou dispositivos complementares,
mencionadas acima. junto a esta PCF, devem dar as garantias do projetado na
b) as edificações existentes estão isentas do cumprimento pressurização. Tais dispositivos não podem alterar as
do estabelecido neste item, caso haja impossibilidade características de resistência ao fogo das PCF;
técnica de adaptação. f) atenção especial deve ser dada às edificações que
possuam acesso de pessoas portadoras de deficiência
5.1.6.8 Estimativa da velocidade de saída do ar através física;
da PCF aberta g) quando a pressurização da escada dificulta o
fechamento das PCF (como exemplo, PCF posicionada no
a) na prática, a velocidade de saída do ar deve ser obtida pavimento de descarga), dispositivos de fechamento
dividindo-se a vazão de ar de suprimento (Equação 1) devem ser dimensionados de forma a vencer esta força.
pela área de abertura total; Tais dispositivos devem ser capazes de mantê-las
b) a área de abertura total deve ser calculada somando-se fechadas contra a pressão do sistema de pressurização;
as áreas das PCF consideradas abertas (ver Anexo B desta h) deve ser prevista sinalização orientativa nas PCF, na
IT) e as frestas das demais PCF previstas na escada. face externa à escada, com os seguintes dizeres:
c) quando a velocidade obtida no cálculo especificado na “ESCADA PRESSURIZADA”, segundo critérios da IT
alínea a for inferior ao parâmetro mínimo estabelecido, a 15 – Sinalização de Emergência;
vazão de ar deve ser aumentada até que seja alcançado o i) visando a selagem, como forma de não prejudicar o
valor requerido. estabelecido no item 5.1.6.6 desta IT, deve ser
d) sobre o valor de vazão de ar obtido conforme alínea a considerado o controle da porosidade das paredes que
ou alinea c devem ser aplicados os fatores de vazamentos envolvem as escadas, bem como dos dutos de sucção e
em dutos e de vazamentos não-identificados. pressurização, construídos em alvenaria;
e) para atender a todas as hipóteses de escapes de ar e de j) deve ser previsto sistema de detecção de fumaça e
vazamentos não-identificados, contidos nesta IT, iluminação de emergência nos seguintes locais: casa de
invariavelmente a escada pressurizada deve ser provida de máquinas de pressurização; sala do grupo moto-gerador
dispositivos que impeçam que a pressão no seu interior automatizado; no ambiente onde se localizar os
eleve-se acima de 60 Pa, devido ao excesso de ar que acionadores manuais alternativos dos moto-ventiladores;
pode ser necessário. em qualquer outro local que possua contato direto com a
escada pressurizada;
5.1.6.9 Efeito do sistema k) caso exista algum compartimento ou equipamento que,
Com a finalidade de eliminar o risco de redução de direta ou indiretamente, possa gerar dúvida quanto à sua
desempenho do ventilador, em termos de vazão, é real interferência no sistema de pressurização, como por
recomendado que o "efeito do sistema" seja levado em exemplo, sistema de controle de fumaça, o processo deve
consideração, atendendo-se aos procedimentos contidos ser submetido à análise do Corpo Técnico do CBMMG.
nas Normas ASNI / ASHRAE 51 ou a AMCA-210 e o
Manual da AMCA "Fans and Systems" - publicação 201-
90 - "O fator do efeito do sistema" (System Effect Factor) 5.2.2 Edifícios com múltiplas escadas
a) em edifícios com múltiplas escadas pressurizadas,
e suas tabelas.
devem ser instalados sistemas independentes de
pressurização para cada escada.
5.2 A edificação
b) escadas conjugadas em um mesmo volume ou com
5.2.1 Aspectos gerais
a) sistema de pressurização de escada de segurança para aberturas entre si, funcionando como vasos comunicantes
edificação com altura superior a 90 metros deve ser objeto entre si, não devem ser aceitas, haja vista reduzir o nível
de confiabilidade necessária para edificações com elevada
de análise do Corpo Técnico do CBMMG;
concentração de pessoas ou elevado nível de altura, c) os dutos de sucção e/ou pressurização, no seu
inviabilizando a redundância das saídas de emergência e caminhamento, devem, de preferência, estar posicionados
comprometendo o funcionamento do sistema de o mais próximo possível ao teto (laje) dos ambientes,
pressurização da escada. sendo que quaisquer outras instalações devem estar
c) em um mesmo edifício não devem existir escadas de posicionadas logo abaixo, desde que se atendam os
segurança pressurizadas, escadas simples ou requisitos do item 5.2.4, alíneas f, g e h desta IT.
enclausuradas atendendo aos mesmos espaços. Casos d) os ancoramentos dos dutos e outros acessórios,
específicos em que se comprove a não interferência da necessários ao sistema de pressurização, não podem servir
escada pressurizada sobre as demais, devem ser funcionalmente a outros tipo de instalações.
analisados pelo Corpo Técnico do CBMMG. e) cabos elétricos e dutos de sucção e/ou pressurização
devem estar devidamente protegidos contra a ação do
5.2.3 Relação entre a Pressurização e o Sistema de Ar fogo em caso de incêndio, garantindo o acionamento e o
Condicionado funcionamento do sistema de pressurização para no
a) a circulação de ar promovida pelo sistema de mínimo 2 (duas) horas.
condicionamento de ar ou de exaustão mecânica deve ser f) os dutos de sucção e/ou pressurização, para que não
projetada de modo a manter a trajetória do fluxo de ar no seja exigido o revestimento contra incêndio, devem estar
sentido contrário ao estabelecido para o abandono da afastados de sistemas de vasos sob pressão, baterias de
população da edificação, a fim de diminuir o risco das GLP ou sistemas alimentados por gás natural, de nafta ou
rotas de fuga serem atingidas pela fumaça oriunda do similares e depósitos ou tanques de combustível, de
incêndio. Caso isso não seja atendido, devem ser acordo com o estabelecido no Anexo D desta IT.
previstos dispositivos de fechamento automático, que g) para os riscos citados no item 5.2.4 alínea f, em que
garantam o bloqueio da passagem de fumaça em caso de não consiga os afastamentos estabelecidos no Anexo D
incêndio. Portanto, esses dispositivos devem ser (todos desta IT), além da proteção que garanta resistência
utilizados quando existir o risco desses dutos e/ou ao fogo por 2 (duas) horas nos dutos de sucção e/ou
sistemas contribuírem para o alastramento do incêndio, ou pressurização, deve ser prevista distância mínima, medida
não atenderem os critérios de compartimentação no plano horizontal, de 2,0 metros desses riscos.
horizontal e/ou vertical. h) caso o afastamento de 2,0 metros entre as tubulações
b) na situação de emergência (entrada em funcionamento que conduzem gás GLP, gases naturais, de nafta ou
do sistema de pressurização), todo o sistema de circulação similares, e os dutos de sucção e/ou pressurização não
de ar existente na edificação deve ser projetado para seja cumprido, essas tubulações de gás devem ser
imediata interrupção do seu funcionamento. envolvidas por tubo-luva de proteção, de ferro
c) sistemas de exaustão podem ser mantidos ligados desde galvanizado ou aço carbono, devidamente identificada na
que promovam um fluxo favorável ao sentido do escape cor vermelha e suportado de forma independente, com
de ar do sistema de pressurização de escada, sendo que diâmetro nominal mínimo 1,5 vezes maior que a
tais casos devem ser analisados pelo Corpo Técnico do tubulação a ser envolvida. O afastamento, medido no
CBMMG. plano horizontal, entre a entrada e saída do tubo-luva de
d) o sistema de alarme e detecção de incêndio também proteção e os dutos de sucção e/ou pressurização, deve ser
deve ser o responsável pelo comando das alterações de no mínimo 1,0 m, de acordo com o estabelecido no
necessárias no sistema de ventilação e ar condicionado. O Anexo D desta IT.
sinal, que deve dar início a todas estas alterações na i) o grupo moto-ventilador, seus acessórios, componentes
operação desses sistemas, deve vir da mesma fonte que elétricos e de controle, devem ser alojados em
aciona a pressurização na situação de emergência. compartimentos resistentes ao fogo por, no mínimo, duas
e) detector de fumaça dentro dos dutos de retorno do ar horas. As PCF de acesso a esse compartimento devem ser
condicionado deve ser utilizado como sistema auxiliar de do tipo PCF/P-90.
acionamento do sistema de pressurização, devendo o j) caso o compartimento casa de máquinas do grupo
mesmo ser adequadamente instalado e ter sua eficiência moto-ventilador esteja posicionado em pavimento
comprovada por meio de ensaio, de acordo com NBR subsolo, ou outro pavimento que possa causar risco de
9441 da ABNT. captação da fumaça de um incêndio, deve ser previsto
uma "antecâmara de segurança" entre esse compartimento
5.2.4 Estruturas de proteção e garantias de e o pavimento. Também deve ser previsto sistema de
funcionamento do sistema de pressurização detecção no acesso a esse conjunto compartimento casa
a) a edificação deve proporcionar a proteção adequada de máquinas. Essa "antecâmara de segurança" pode
contra incêndio para todos os componentes que garantam possuir dimensões reduzidas, com relação ao estabelecido
o funcionamento do sistema de pressurização. na IT 08 - Saídas de Emergência em edificações. O acesso
b) os dutos de sucção e/ou pressurização, seus à "antecâmara de segurança" deve ser protegido por uma
ancoramentos ou seus revestimentos contra incêndio, em PCF/P-90, bem como, o acesso à casa de máquinas do
seu caminhamento interno ou externamente à edificação, grupo moto-ventilador ser protegido por uma porta
não devem passar por ambientes que possam prejudicar estanque, de forma a evitar a captação de fumaça que
(com danos mecânicos, químicos ou do próprio incêndio) porventura passe pelas frestas desta PCF. Esta solução
a eficiência do sistema de pressurização. pode ser substituída por outra, que garanta a diminuição
de risco de captação da fumaça de um incêndio pelo
compartimento casa de máquinas do grupo moto- de emergência, de acordo com os critérios estabelecidos
ventilador. no Anexo B desta IT.
k) quando o sistema de interligação do grupo moto- c) nos edifícios residenciais e escritórios com até 60
ventilador for realizado por correias, deve ser metros de altura e nos edifícios escolares com até 30
providenciada proteção contra eventuais acidentes (trinta) metros de altura, é permitido o uso de somente um
pessoais, por meio de grade ou outro dispositivo que
possua mesma finalidade e eficiência. ventilador com um motor. De forma substitutiva, podem
l) o grupo moto-gerador automatizado e seus acessórios, ser utilizados 02 (dois) grupos moto-ventiladores, sendo
quando exigidos, de acordo com os critérios do Anexo B que cada grupo deve, no mínimo, garantir 50% da vazão
desta IT, devem ter em seu compartimento, o mesmo total do sistema e 100% da pressão total requerida, para
nível de proteção estabelecido no item 5.2.4, alínea i desta atuarem especificamente no estágio de emergência e em
IT. Tais compartimentos devem ser projetados com vistas
a garantir a manutenção de sua estabilidade, integridade e conjunto.
estanqueidade, tendo em vista a vibração originária do
funcionamento do grupo moto-gerador. 5.3.2 Tomada de ar
m) o circuito formado pela tomada de ar frio e saída do ar a) é essencial que o suprimento de ar usado para
aquecido (do compartimento casa de máquinas do grupo pressurização nunca esteja em risco de contaminação pela
moto-gerador), bem como o escape dos gases da fumaça proveniente de um incêndio no edifício. Medidas
combustão, para o perfeito funcionamento do grupo para minimizar a influência da ação dos ventos sobre o
moto-gerador automatizado e seus acessórios, devem ser sistema de pressurização, da entrada do sistema (tomada
adequadamente projetados como forma de garantir a de ar) até a saída (por meio das PCF e/ou periferia do
alimentação elétrica dos sistemas de segurança e sistema edifício) também devem ser adotadas.
de pressurização das edificações. Preferencialmente, o b) a tomada de ar e instalação do grupo moto-ventilador e
grupo moto-gerador e seus acessórios devem estar seus acessórios, para o sistema de pressurização, devem
posicionados no pavimento térreo ou próximo deste. Caso atender as seguintes características:
não exista condição técnica para o cumprimento dessa 1) localizarem-se no pavimento térreo ou próximo deste, e
exigência, no mínimo, deve ser garantida que a tomada de possuir filtro de partículas classe G-1, conforme NBR
ar frio seja realizada próximo ao pavimento térreo, através 6401, sendo do tipo metálico lavável;
de dutos, sem o risco de se captar a fumaça oriunda de um 2) caso necessário, a tomada de ar deve ser realizada
incêndio. Os dutos de tomada de ar frio devem, se através de duto de captação de um local sem risco de
passarem por áreas de risco, possuir proteção que garanta fumaça de incêndio até o compartimento que abriga o
resistência ao fogo por no mínimo 2 (duas) horas. conjunto moto-ventilador;
Cuidados especiais, quanto ao isolamento térmico e/ou de 3) não é permitido conjugar a captação de ar do sistema
resistência ao fogo, devem ser tomados para os dutos de de pressurização com a saída da extração de fumaça dos
saída do ar aquecido e dutos de escape de gases da subsolos;
combustão. 4) o compartimento que abriga o conjunto moto-
n) cuidados especiais devem ser tomados para evitar a ventilador deve permitir facilidades de acesso para
entrada de água ou produtos agressivos, nos manutenção, mesmo quando estiver posicionado em nível
compartimentos casa de máquinas do grupo moto- subterrâneo;
ventilador e do grupo moto-gerador automatizado, por c) em edificações existentes e quando não houver
intempéries ou mesmo quando da manutenção geral da condições técnicas de se cumprir o estabelecido no item
edificação. 5.3.2, alínea b desta IT, devidamente comprovada a
o) o grupo moto-ventilador deve estar posicionado em inviabilidade, quanto à instalação do conjunto moto-
compartimento diferente do que abriga o grupo moto- ventilador, pode ser permitida sua instalação no
gerador automatizado. pavimento cobertura.
p) nas edificações existentes não é obrigatório o uso do d) a tomada de ar em nível da cobertura, em edificações
grupo moto-gerador automatizado, que pode ser existentes, pode ser permitida quando não houver
substituído pela ligação independente do grupo moto- condições técnicas de se cumprir o estabelecido no item
ventilador. 5.3.2, alínea b desta IT, devendo ser analisada pelo Corpo
Técnico do CBMMG.
e) caso seja aceita a tomada de ar ao nível da cobertura da
5.3 A Instalação e equipamentos edificação, requisitos mínimos devem ser providenciados
de modo a diminuir o risco de captação da fumaça que
5.3.1 Ventilador sobe pelas fachadas do edifício, a saber:
a) o conjunto moto-ventilador deve atender a todos os 1) construção de uma parede alta, posicionada em todo o
requisitos desta IT, para proporcionar a pressurização perímetro da cobertura da edificação, e afastada da
requerida. tomada de ar 5,0 m, medida no plano horizontal, tal
b) em todos os edifícios devem ser previstos sistemas parede deve ser 1,0 m mais alta que o nível da tomada de
moto-ventiladores em duplicata, com as mesmas ar.
características, para atuarem especificamente na situação Obs: Ver Anexo C desta IT.
2) construção de uma parede alta, 2,0 m acima da tomada recomendado pela SMACNA, por meio da literatura
de ar, posicionada em todo o perímetro da cobertura da “HVAC Air Duct Leakage Test Manual”.
edificação, quando não se conseguir o afastamento de 5,0 g) registros corta-fogo não devem ser usados na rede de
m, medidos no plano horizontal. dutos de tomada ou distribuição do ar de pressurização,
Obs: Ver Anexo C desta IT. de modo que o seu acionamento não prejudique o
f) da mesma forma, o ponto de descarga de qualquer duto suprimento de ar.
vertical que possa eventualmente descarregar fumaça de h) os dutos metálicos, tanto na tomada de ar quanto na
um incêndio, deve também estar afastado 2,0 m, no sua distribuição, que ficarem posicionados de forma
mínimo, medida no plano vertical, em relação ao nível da aparente, devem possuir tratamento de revestimento
tomada de ar. Esse duto deve atender aos requisitos contra o fogo, que garanta resistência ao fogo por 2 (duas)
estabelecidos no item 5.2.4, alínea b. desta IT, e horas, mesmo que esses dutos estejam posicionados em
preferencialmente o seu ponto de descarga deve ficar pavimentos subsolos ou na face externa do edifício.
posicionado o mais próximo possível, medido no plano Exceção se faz quando do caminhamento do duto externo
horizontal, da tomada de ar do sistema de pressurização. à edificação com os afastamentos citados no Anexo D
Obs.: Ver Anexo C desta IT. desta IT.
i) os revestimentos resistentes ao fogo aplicados
5.3.3 Sistema de distribuição de ar diretamente sobre os dutos metálicos de ventilação,
a) nos edifícios com vários pavimentos, a disposição quando submetidos às condições de trabalho esperadas,
preferida para um sistema de distribuição de ar para principalmente às condições de um incêndio, devem
pressurização consiste em um duto vertical que corre demonstrar resistência ao fogo por um período mínimo de
adjacente aos espaços pressurizados, sendo que, para 2 (duas) horas, atendendo aos seguintes critérios abaixo:
edificações existentes, havendo impossibilidade técnica 1) integridade a passagem de chamas, fumaça e gases
justificada de execução desse duto, pode ser aceita a quentes;
distribuição de ar através de duto plenum. Neste caso o 2) estabilidade ao colapso do duto, que evitaria o
processo deve ser analisado pelo Corpo Técnico do cumprimento normal de suas funções;
CBMMG. Deve-se verificar os efeitos da "resistência 3) isolamento térmico, para evitar que a elevação da
fluido-dinâmica" associada ao escoamento vertical do ar temperatura na superfície interna do duto não alcance 140
pela escada, que se manifesta em série, de um andar a ºC (temperatura média) e 180 ºC (temperatura máxima
outro. O problema fica, portanto, na dependência da pontual), acima da temperatura ambiente;
geometria da escada, que deve ser objeto de análise 4) incombustibilidade do revestimento.
específica de cada caso. Obs.: Os critérios acima devem ser definidos em testes
b) os dutos devem, de preferência, ser construídos em normalizados de resistência ao fogo de dutos de
metal laminado, com costuras longitudinais lacradas à ventilação, utilizando a norma brasileira, e na sua
máquina, com material de vedação adequado. Os aspectos ausência a norma ISO 6944 - Fire Resistance Tests -
construtivos devem obedecer às recomendações da Ventilation Ducts ou similar.
SMACNA, através das literaturas “HVAC Duct j) caso se adote parede sem função estrutural para
Construction - Metal and Flexible” e “HVAC System proteger dutos metálicos verticalizados, a tabela do
Duct Design”. A utilização de dutos confeccionados em Anexo F desta IT pode ser utilizada como referência.
outros materiais, além de atender as condições de
exigência relativas aos dutos metálicos, deve ser Obs.: Na segunda coluna da tabela do Anexo F desta IT,
submetida à avaliação do Corpo Técnico do CBMMG. onde é apresentado “Traço em volume de argamassa de
c) cuidados especiais devem ser tomados na ancoragem assentamento”, não é estabelecido o valor para cimento
dos dutos do sistema de pressurização, quando for pois, o ensaio no I.P.T (Instituto de Pesquisas
necessário o uso de revestimento resistente ao fogo para Tecnológicas) foi realizado na situação de uma parede
sua proteção, tendo em vista o aumento de peso causado não estrutural na condição mais desfavorável, ou seja,
por esses revestimentos. sem o cimento. Porém, o valor mínimo para o cimento, o
d) dutos de alvenaria podem ser utilizados, desde que traço em volume da argamassa de assentamento, deve ser
sejam somente para a distribuição do ar de pressurização, de 1 (um).
e que a sua superfície interna, preferencialmente, possua
revestimento com argamassa, com objetivo de se obter 5.3.4 Grelhas de insuflamento de ar
uma superfície lisa e estanque, ou revestida com chapas a) para a pressurização de uma escada, através de duto,
metálicas ou outro material incombustível. Dutos para devem ser previstas várias grelhas de insuflamento,
pressurização, com áreas internas inferiores a 0,5 m2 e localizadas a intervalos regulares por toda a altura da
triangulares, devem, à medida do possível, ser evitados. escada, e posicionadas de modo a haver uma distância
e) recomenda-se que o nível de ruído transmitido pelo máxima de dois pavimentos entre grelhas adjacentes. Os
sistema de pressurização no interior da escada não deve pontos de saída devem ser balanceados para permitir a
ultrapassar a 85 dB, na condição desocupada. saída de quantidades iguais de ar em cada grelha, devendo
f) caso necessário, um teste de vazamento nos dutos pode obrigatoriamente haver uma grelha no piso de descarga
ser aplicado de forma a se verificar a exatidão dos (pavimento térreo) e uma no último pavimento.
parâmetros adotados. O método de teste deve ser o b) os dispositivos de ajuste e balanceamento das grelhas
de insuflamento não podem permitir alterações, mesmo
que acidentais, após montagens e testes, a não ser por d) para sistemas de pressurização que se utilizam 02
pessoal técnico capacitado. (dois) conjuntos moto-ventiladores, um funcionando
como reserva do outro, deve ser instalado no sistema de
5.3.5 Sistema elétrico dutos, um dispositivo de controle automático de pressão
a) deve ser assegurado o fornecimento de energia diferencial, de forma a identificar a parada de um grupo
elétrica para o sistema de pressurização e de segurança moto-ventilador e possibilitar o imediato acionamento do
existente na edificação durante o incêndio, de modo a outro.
garantir o funcionamento e permitir o abandono seguro e) orienta-se que, quando se utilizar registros (dampers)
dos ocupantes da edificação. nas descargas dos ventiladores, suas lâminas sejam
O edifício deve possuir um sistema de fornecimento de posicionadas de forma perpendicular ao eixo do
energia de emergência por meio de um grupo moto- ventilador, como forma de diminuir o chamado "efeito do
gerador automatizado, de acordo com as Normas sistema".
Técnicas Oficiais, com autonomia de funcionamento de
acordo com os critérios do Anexo B desta IT e acionado 5.3.7 Sistema de acionamento e alarme
automaticamente quando houver interrupção no a) o sistema principal para acionamento do sistema de
fornecimento de energia normal para o sistema de pressurização, na situação de emergência, deve ser o de
pressurização. detecção automática, pontual ou linear. Em todos os
b) os demais sistemas de emergência (tais como edifícios deve haver tal sistema, no mínimo, no hall
iluminação de emergência, registros corta-fogo, bombas interno de acesso à escada pressurizada e nos seus
de pressurização hidráulicas de incêndio, elevadores de corredores principais de acesso, com pelo menos dois
segurança etc.) podem ser alimentados pelo mesmo grupo pontos de detecção por pavimento, como redundância
moto-gerador automatizado. para melhor confiabilidade do sistema.
c) o comando elétrico, de início de funcionamento do
grupo moto-ventilador, na situação de emergência, deve Obs.: Todos os ambientes que possuem acesso direto à
se dar a partir de um sistema automático de detecção de escada pressurizada devem estar protegidos pelo sistema
fumaça, cuja instalação é exigida nos locais citados no de detecção de fumaça.
item 5.2.4 e Anexo B, desta IT, e IT 14 - Sistemas de
detecção e alarme de incêndio. b) nos edifícios em que os detectores de fumaça foram
d) as instalações elétricas devem estar de acordo com a instalados apenas para acionar a situação de emergência
NBR 5410 da ABNT. do sistema de pressurização, esse detector deve ser
e) os circuitos elétricos do sistema de pressurização, posicionado no lado de menor pressão de todas as PCF de
devem ser acondicionados de forma a garantir a operação comunicação entre a escada pressurizada e o espaço
do sistema conforme tempo preconizado nesta IT. Se os adjacente.
circuitos elétricos do sistema de pressurização passarem c) a instalação do detector de fumaça dentro do espaço
por áreas de risco, aparentes ou embutidas em forros sem pressurizado não é aceitável.
resistência contra incêndio, devem ser protegidos contra a d) o uso do sistema de detecção não isenta o uso do
ação do calor do incêndio, pelo tempo de utilização do sistema de alarme manual, sistema de chuveiros
grupo moto-gerador automatizado. automáticos ou outro sistema de prevenção ou combate a
incêndios.
5.3.6 Sistemas de controle Obs.:1) A existência de sistema de chuveiros automáticos
a) considerando-se a diversidade de condições a que o ou outro sistema de combate a incêndios não isenta a
sistema é submetido, para se manter um diferencial de necessidade de instalação de sistema de detecção e
pressão adequado, quando todas as PCF estiverem alarme, como forma principal de acionamento do sistema
fechadas, e a velocidade mínima necessária referida à de pressurização.
condição padrão do ar, por meio das PCF consideradas 2) o treinamento da brigada de combate a incêndios
abertas, deve ser previsto registro de sobre-pressão, ou e a elaboração de plano de abandono e emergências, para
damper motorizado acionado por sensor diferencial de a plena utilização do sistema de detecção e alarme, devem
pressão, a fim de impedir que a pressão se eleve acima de ser elaborados e constantemente avaliados.
60 Pa, quando todas as PCF estiverem fechadas. e) procedimentos devem ser adotados no sentido de se
b) esse registro é colocado entre um espaço pressurizado testar o sistema de alarme de incêndio, sem
e um espaço interno ou externo, desde que se dê garantia necessariamente operar o sistema de pressurização de
de funcionamento, considerando-se a influência da ação escadas.
dos ventos. Esse registro deve ser posicionado fora das f) a instalação dos detectores automáticos ou acionadores
áreas de risco e afastados de acordo com o Anexo E desta manuais de alarme devem seguir as orientações do Corpo
IT. de Bombeiros e subsidiariamente o que preceitua a IT 14
c) alternativamente, ao registro de sobre-pressão, podem - Sistemas de detecção e alarme de incêndio.
ser adotados sistemas que modulem a capacidade dos g) o painel da central de comando de alarme/detecção
ventiladores de pressurização, sob comando de um deve sinalizar o setor atingido, não sendo permitido que
controlador de pressão com sensor instalado no interior da um laço de alarme/detecção supervisione mais de um
escada pressurizada. pavimento; todas as indicações da central de
alarme/detecção devem ser informadas na língua p) o tempo máximo de fechamento das PCF de acesso à
portuguesa. escada pressurizada, que se utilizam dos destravadores
h) qualquer sinal de alarme ou defeito deve ser eletromagnéticos, deve ser de 30 segundos.
interpretado pela central de alarme/detecção como alarme q) os acionadores manuais de alarme, de forma
e deve acionar o sistema de pressurização, sendo que não complementar, e nunca substitutiva, devem sempre
é permitido, por meio da central de alarme, realizar o permitir o acionamento do sistema de pressurização em
desligamento do sistema de pressurização, respeitadas as situação de emergência.
considerações dos itens seguintes. r) um acionador remoto manual, do tipo “liga”, do
i) o sistema de pressurização deve ser acionado sistema de pressurização, deve sempre ser instalado em
imediatamente quando a central de alarme e detecção de cada local abaixo descrito:
incêndio receber sinal de ativação do detector de 1) na sala de controle central de serviços do edifício,
fumaça/calor e/ou acionador manual de alarme de desde que possua fácil comunicação com todo o edifício;
incêndio instalados na edificação. O funcionamento de 2) no compartimento do grupo moto-ventilador e seus
moto-ventiladores não pode depender da ativação dos acessórios, se este for distante da sala de controle central;
dispositivos sonoros (sirenes), cujo retardo pode causar a 3) na portaria ou guarita de entrada do edifício.
contaminação da escada pela fumaça oriunda do incêndio; s) a parada do sistema de pressurização, em situação de
dessa forma, o sistema de alarme e detecção de incêndio emergência, somente pode ser realizada de modo manual
deve ativar o sistema de pressurização antes mesmo do no painel de comando do grupo moto-ventilador. Não
reconhecimento do sinal de alarme pela pessoa pode existir, também, qualquer tipo de dispositivo capaz
responsável pela vigilância. de impedir a entrada em funcionamento do sistema de
j) o detector de fumaça instalado na sala dos moto- pressurização ou qualquer outro sistema de segurança
ventiladores deve possuir laço exclusivo e independente contra incêndio.
(ou similar) dos demais e funcionar de forma
diferenciada, ou seja, ao ser acionado, deve inibir o 5.3.8 Sistema de escape do ar utilizado para
acionamento do sistema de pressurização. pressurização
l) Somente é aceito, para garantia do sistema de a) no dimensionamento do sistema de pressurização
pressurização, sistemas com acionadores manuais que devem ser previstas áreas de escape de ar para o exterior
sejam supervisionados pela central de alarme e detecção, da edificação, de preferência, utilizando-se de aberturas
de acordo com os critérios estabelecidos na IT 14 - em pelo menos 02 (duas) de suas faces. Tais aberturas em
Sistemas de detecção e alarme de incêndio. cada pavimento devem proporcionar, no total, um mínimo
m) a lógica do sistema deve contemplar a necessidade de de vazão correspondente a 15% da vazão volumétrica
se evitar que o sistema de pressurização da escada entre média que escapa de 1 (uma) PCF aberta (com velocidade
em funcionamento automaticamente em caso da de 1,0 m/s). Para tanto, o projetista pode adotar uma das
existência real de fumaça no interior do compartimento alternativas abaixo:
que abriga o conjunto moto-ventilador, proveniente de um 1) método do escape de ar por janelas;
incêndio em suas adjacências. Dessa forma devem ser 2) método do escape de ar através de aberturas especiais
adotados mecanismos adequados que impeçam que o no perímetro do edifício, que permanecem normalmente
falso alarme desative o funcionamento do conjunto moto- fechadas, na condição normal de uso da edificação, e
ventilador. O monitoramento através do sistema de funcionem no caso de ativação do sistema de
detecção de fumaça desse compartimento deve ser pressurização;
realizado através de um laço exclusivo e independente (ou 3) método do escape de ar através de dutos verticais,
similar) em relação aos demais detectores de fumaça e desde que não comprometa a compartimentação vertical
acionadores manuais de alarme da edificação. exigida para a edificação – as aberturas devem ser
n) o sistema de detecção deve ser submetido aos testes de protegidas nos moldes do especificado na IT 07 -
acordo com a IT 14 - Sistemas de detecção e alarme de Compartimentação horizontal e compartimentação
incêndio, também com as interferências da pressurização, vertical;
quando o sistema for de dois estágios. Deve-se apresentar 4) método do escape de ar através de extração mecânica,
o laudo de teste do sistema de detecção, quando da seguindo critérios adotados na IT 07 - Compartimentação
solicitação da vistoria junto ao Corpo de Bombeiros, horizontal e compartimentação vertical.
comprovando que foram realizados os testes de acordo b) nos edifícios onde haja necessidade de sistema de
com a referida norma, bem como o devido recolhimento escape do ar de pressurização, baseado na operação
da A.R.T. (Anotação de Responsabilidade Técnica). automática dos dispositivos instalados para esta
o) é permitido o uso de destravadores eletromagnéticos finalidade, o sinal que opera tais dispositivos deve ser o
para PCF de acesso à escada pressurizada, sendo que o mesmo que aciona o grupo moto-ventilador no estágio de
seu circuito deve ser ligado à central de comando do emergência. Sensores independentes, que acionem apenas
sistema de detecção e alarme. O sistema deve permitir os dispositivos de escape, não são permitidos.
ainda o destravamento manual por meio da central de c) todo equipamento acionado automaticamente para
comando do sistema de alarme, ou manualmente na proporcionar o escape do ar de pressurização, do edifício,
própria PCF. Esse sistema tem a função de destravar a caso exista, deve ser incluído nos procedimentos de
PCF automaticamente na falta de energia elétrica ou manutenção.
quando acionado o sistema de pressurização de escadas.
5.3.9 Procedimentos de manutenção funcionando, com cada componente operando
a) todo equipamento de pressurização deve ser submetido satisfatoriamente e sendo controlado pelo sistema de
a um processo regular de manutenção, que inclui: o acionamento no seu modo correto de operação em
sistema de detectores de fumaça ou qualquer outro tipo de emergência. As medições efetuadas em campo devem
sistema de alarme de incêndio utilizado, o mecanismo de seguir as recomendações da AMCA 203, pela literatura
comutação, o grupo moto-ventilador, suas correias de “Field Performance Measurement of Fan System”.
interligação, dutos (sucção e/ou pressurização) e suas d) nos sistemas com dois estágios são exigidas medições
ancoragens e proteções contra incêndio, os sistemas para apenas com o segundo estágio operando (estágio de
o fornecimento de energia em emergência, portas corta- emergência).
fogo e o equipamento do sistema de escape do ar e) o sistema de detecção deve ser submetido aos testes, de
acionado automaticamente. Os cuidados com esses acordo com a IT 14 - Sistemas de detecção e alarme de
equipamentos devem ser incluídos no programa de incêndio; também considerando as interferências da
manutenção anual do edifício, e devem ser apresentados pressurização, quando o sistema for de dois estágios.
quando da solicitação de vistoria. Esses cuidados são de
inteira responsabilidade do proprietário da edificação, 5.5.2 Medição dos diferenciais de pressão
síndico, e/ou seu representante legal. a) a medição dos diferenciais de pressão, entre os espaços
b) todos os sistemas de emergência devem ser colocados pressurizados e os espaços não pressurizados adjacentes,
em operação semanalmente, a fim de garantir que cada deve ser feita com o auxílio de um manômetro de líquido
um dos grupos moto-ventiladores de pressurização esteja ajustável, ou outro instrumento sensível e adequadamente
funcionando. calibrado.
c) sistemas que se utilizam de duplicidade de motores, b) um local conveniente para medir o diferencial de
condições devem ser dadas para o teste individualizado. pressão é por meio de uma PCF fechada. Pequenas sondas
d) os diferenciais de pressão devem ser verificados são colocadas de cada lado da PCF, sendo que uma das
anualmente, podendo ser prevista a instalação permanente sondas passa através de uma fresta da PCF, ou por baixo
de equipamentos para esta finalidade. Uma lista de dela. As duas sondas a seguir são ligadas ao manômetro
verificações dos procedimentos de manutenção deve ser por meio de tubos flexíveis. É importante que o tubo que
fornecida aos proprietários do edifício ao final das obras, passa através da fresta da PCF, efetivamente, atravesse-a
pelos responsáveis da instalação do sistema, com manuais e penetre suficientemente no espaço, para que a
em português. extremidade livre fique em uma região de ar parado.
Sugere-se que esta sonda tenha uma dobra em L (de pelo
5.4 Integração com outras medidas ativas de proteção menos 50mm. de comprimento), para que depois da
contra incêndio inserção através da fresta, a sonda possa ser girada em
ângulo reto em relação à fresta. Este processo introduz a
O acionamento do sistema de pressurização deve estar em extremidade livre em uma região de ar parado.
conformidade com o item 5.3.7 desta IT, podendo haver a c) é importante que a inserção da sonda não modifique as
interligação com outros sistemas automáticos de combate, características de escape da PCF, por exemplo, afastando
permitindo de forma secundária, o acionamento do a superfície da PCF do rebaixo no batente. A posição da
sistema. sonda de medição deve ser escolhida de acordo com esses
critérios.
5.5 Testes de aprovação
5.5.3 Correção de divergências no nível de
5.5.1 Aspectos gerais pressurização obtido
a) um teste de fumaça não é satisfatório para se a) se houver qualquer divergência séria, entre os valores
determinar o correto funcionamento de uma instalação de medidos e os níveis de pressurização especificados, os
pressurização, visto que não se pode garantir que todas as motivos desta divergência devem ser detectados e
condições climáticas adversas possam estar presentes no corrigidos. Há três razões principais que explicam a não
momento da execução do teste. Entretanto, este teste obtenção do nível de pressurização projetado:
pode, às vezes, revelar trajetórias indesejáveis de fluxo da 1) vazão de ar insuficiente;
fumaça provocadas por defeitos na construção. 2) áreas de vazamento para fora do espaço pressurizado
b) o teste de aprovação da pressurização deve consistir excessivas; e
de: 3) áreas de escape do ar para fora do edifício insuficiente.
1) medição do diferencial de pressão entre a escada e os b) deve ser medida a vazão de ar dos ventiladores e a
espaços não pressurizados adjacentes com todas as PCF vazão de ar através de todas as grelhas de insuflamento, a
fechadas; fim de se detectar os níveis de escape e o suprimento total
2) medição da velocidade do ar que sai de um conjunto de ar que chega à escada. Para a avaliação do teste de
representativo (de acordo com estipulado no cálculo) de escape podem ser utilizados os procedimentos previstos
PCF abertas que, quando fechadas, separam o espaço no MANUAL SMACNA, HVAC AIR DUCT
pressurizado dos recintos ocupados do edifício. LEAKAGE TEST MANUAL ou da Recomendação
c) o teste deve ser feito quando o edifício estiver técnica DW/143 da Heating and Ventilation Contractors'
concluído, com os sistemas de condicionamento de ar e Association (HVAC). Estas medições devem ser
de pressurização balanceados e todo o sistema pronto e efetuadas com as PCF da escada fechadas.
c) caso a vazão de ar que entra na escada esteja de acordo pressurização medido não deve ser menor que 90% do
com a prevista em processo, devem ser verificadas as valor projetado, nem exceder a 60 Pa.
frestas em redor das PCF, dando-se atenção especial à
folga na sua parte inferior. Se qualquer PCF tiver folgas 5.5.4 Medição da velocidade média do ar através de
inaceitavelmente grandes, estas devem ser reduzidas. uma PCF aberta
Devem ser localizadas, também, áreas de vazamentos a) esta medida deve ser tomada com um anemômetro de
adicionais não previstas, que devem ser vedadas. fio quente ou outro instrumento com resolução e exatidão
d) caso a vazão de ar não atinja o nível previsto, o escape adequados e devidamente calibrado.
de ar a partir dos espaços não pressurizados deve ser b) a velocidade média através da PCF aberta deve ser
examinado para se ter certeza que está em conformidade obtida por meio da média aritmética de pelo menos doze
com o processo e as necessidades desta IT. Se for medições em pontos uniformemente distribuídos no vão
inadequado, o escape deve ser aumentado para os valores da PCF, sendo necessário c