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Processo Penal - Sinopse

Processo Penal - Sinopse

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7.

QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTES O Código de Processo Penal reservou um Título (VI) para cuidar das questões e processos que se mostram como incidentes do processo principal. Incidente é o que ocorre, sobrevém, acessório, superveniente, isto é, todas aquelas controvérsias que devem ser decididas pelo juiz antes de solucionar a lide principal. Tais questões prévias a que deve o julgador ater-se antes de enfrentar o mérito da causa principal dividem-se em: a) Questões prejudiciais (arts. 92 a 94) ² são aquelas relativas a um elemento constitutivo do crime e que subordinam, necessariamente, a decisão da causa principal. Nesses casos, há relação de dependência lógica entre a questão prejudicial e a questão principal (ou prejudicada). b) Processos incidentes ² são as exceções (arts. 95 a 111), as incompatibilidades e impedimentos (art. 112), o confli80 to de jurisdição (arts. 113 a 117), a restituição de coisa apreendida (arts. 118 a 124), as medidas assecuratórias (arts. 125 a 144), o incidente de falsidade (arts. 145 a 148) e o incidente de insanidade mental do acusado (arts. 149 a 154). 7.1. QUESTÕES PREJUDICIAIS A controvérsia prejudicial impede o julgamento da causa e, portanto, deve ser solucionada previamente, daí o vínculo de dependência existente entre ambas. Ex.: apreciação da exceção de verdade no crime de calúnia. São elementos da prejudicialidade: a) anterioridade lógica ² a decisão da causa principal está subordinada à solução da questão prejudicial; b) necessariedade ² não basta a mera dependência lógica, devendo a controvérsia mostrar-se fundamental para a solução da lide; c) autonomia ² a questão verdadeiramente prejudicial pode ser objeto de processo autônomo. A prejudicialidade é uma forma de conexão em que estão vinculadas as figuras prejudicial e prejudicada. Quanto ao grau de influência sobre a questão principal, divide-se em: a) total ² quando refere-se a uma elementar da figura típica e, portanto, interfere na existência do crime; b) parcial ² quando se relaciona apenas com a existência ou inexistência de circunstância (atenuante, agravante, causa de aumento ou diminuição de pena). Pode ser dividida, quanto ao caráter, em: a) Homogênea (comum ou imperfeita) ² quando se insere no mesmo ramo do direito da questão principal. Ex.: re81 1 conhecimento da existência do delito precedente para caracterização da receptação (ambas referem-se ao direito penal). b) Heterogênea (perfeita ou jurisdicional) ² refere-se a matéria estranha ao ramo do direito da questão prejudicada. Ex.: discussão acerca de nulidade de casamento (direito civil) para configuração do crime de bigamia (direito penal). Esta, por sua vez, em relação ao efeito, pode ser: 1) Obrigatória. É aquela que, uma vez detectada e considerada relevante para a solução da lide, acarreta, obrigatoriamente, a suspensão do processo. Em tais casos, o juiz criminal não pode julgar a questão prejudicial, devendo aguardar a decisão do juiz cível.

Diz-se que tais questões são devolutivas absolutas, pois remetem o julgamento da matéria subordinante, compulsoriamente, para o juízo cível. É o que ocorre na hipótese prevista no art. 92 do Código de Processo Penal, quando o julgador vislumbra relação de dependência entre a causa principal e controvérsia que repute séria e fundada, sobre o estado civil das pessoas (estado familiar, cidadania, capacidade). Há, nesse caso, proibição de o juiz pronunciar-se acerca da questão prejudicial, mostrando-se inexorável a suspensão do processo. Nessa hipótese, em se tratando de crime cuja ação penal é de iniciativa pública, o Ministério Público, se necessário, promoverá a ação civil ou prosseguirá na que já estiver em curso. 2) Facultativa. Hipótese em que a lei confere poder ao juiz penal para decidir se a questão será julgada incidenter tantum ou se aguardará a decisão ser proferida no cível (art. 93). São denominadas, também, devolutivas relativas. Dá-se nos casos em que a questão prejudicial não se refere ao estado das pessoas e desde que: ² a controvérsia seja de difícil solução: ² a questão não verse sobre direito cuja prova a lei civil limite; ²já haja processo em curso no cível. Configurada tal hipótese. pode o juiz. de ofício ou a requerimento das partes. suspender a ação penal. por prazo razoável e passível de prorrogação, após realização de provas urgentes (assim entendida a inquirição de testemunhas). Findo o prazo fixado para a suspensão. independentemente de haver o juiz cível proferido a decisão, o processo retomará o seu curso, devolvendo-se integralmente ao juiz penal a competência para conhecer a matéria. Incumbe ao Ministério Público, sendo a ação penal de iniciativa pública, intervir no processo cível para a célere solução da lide. Em qualquer hipótese, a suspensão do processo acarreta, automaticamente, a suspensão do prazo prescricional (art. 116, 1, do CP). A decisão do juízo cível é sempre vinculante nos casos relativos ao estado das pessoas. Nas demais hipóteses, a decisão proferida na esfera civil vincula o juiz criminal apenas se proferida no lapso em que o processo está suspenso (incompetência temporária do juízo criminal). A decisão proferida sobre questão cível pelo juiz penal, no entanto, não faz coisa julgada na esfera cível, pois decididas incidentalmente. A decisão que determina a suspensão do processo, a requerimento ou ex officio, é desafiada por recurso em sentido estrito (art. 581, XVI, do CPP). A decisão que nega a suspensão é irrecorrível (art. 93, § 2, do CPP), devendo a matéria ser discutida em sede de apelação. 7.2. EXCEÇÕES Exceção é procedimento incidental pelo qual o acusado defende-se de modo indireto, visando a extinção da ação ou o retardamento do seu exercício. Diz-se defesa indireta, em contraposição à defesa direta, toda oposição à pretensão condenatória do autor que não se vincule ao mérito da causa, destinada a extinguir, modificar, impedir ou retardar o exercício da ação penal. Defesa direta é a atividade do acusado voltada para a negativa da existência do fato, da autoria a ele imputada, da tipicidade, da ilicitude e, ainda, da culpabilidade. As exceções podem ser:

de caráter dilatório. espontaneamente. destina-se a afastar juiz a quem se reputa parcial. não ensejam a extinção do processo. denominado excipiente. EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO A exceção de suspeição. porém pode ser utilizada pelo autor ou conhecida.a) dilatórias ² são aquelas que. declarar-se suspeito. salvo se a causa for superveniente. a circunstância de estar o juiz. de ofício. seu cônjuge. até o terceiro grau. Em não havendo abstenção. O Ministério Público deve argüir a suspeição por ocasião do oferecimento da denúncia (na própria denúncia ou na promoção lançada no inquérito). quando procedentes. portanto. ou afim. é irrecorrível. 3Q do CPP). o rol admite interpretação extensiva e emprego de analogia (art. inclusive. 7. seu cônjuge. incompetência e ilegititnidade de parte). Para alguns. por entender-se suspeito. acionista ou administrador de sociedade interessada no processo. ascendente ou descendente. tutor ou curador. a exceção tardiamente aforada evidencia o reconhecimento da isenção do juiz para julgar a causa.3. o fato de ser o juiz credor ou devedor. pode a parte. intimando-se as partes. via de regra. Não tem como efeito. o aconselhamento a uma das partes. Os motivos que ensejam a suspeição estão elencados no art. e. Pode o juiz. mas afastar a pessoa física do julgador. sobre cujo caráter criminoso haja controvérsia. Assim. de qualquer das partes. Para outros. em razão da ausência de 84 85 . mostra-se como incidente processual próprio do acusado. deve. argüi-la. A exceção. mencionar o nome do juiz. não isento. de acordo com a iniciativa. e expor as razões nas quais se escora o pedido. Parte da doutrina entende que o assistente de acusação não pode argüir a suspeição. A decisão pela qual o juiz abstém-se de apreciar determinada causa. sustentar demanda ou responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes. b) peremptó rias ² são aquelas que. ao ajuizar o requerimento. O autor da exceção. 254 do Código de Processo Penal: a amizade íntima. determinam a extinção do processo (coisa julgada e litispendência). chamado excepto. porquanto essas últimas devem ser apreciadas por juiz imparcial. tal enumeração é taxativa. o fato de o juiz. em razão da essencialidade da imparcialidade do julgador para o exercício da jurisdição. uma vez acolhidas. caso em que deverá remeter os autos ao substituto legal. acerca de fatos que tenham relação com a causa. respondendo processo análogo. deslocar a causa de juízo. por via de petição por ela assinada ou por procurador com poderes especiais. pelo juiz. ou parente consangüíneo. bem assim trazer o rol de testemunhas e documentos. 97 e 254). a inimizade capital. ainda. O processamento da suspeição pode dar-se de dois modos. A exceção de suspeição é prioritária em relação às demais. a circunstância de ser o julgador sócio. mas apenas seu retardamento ou transferência de seu exercício (suspeição. indicando o motivo legal (arts.

que se processará perante o juiz com quem atue o excepto.previsibilidade no rol taxativo que elenca as atividades que lhe são permitidas (art. e 460 do CPP). 271 do CPP). o juiz determinará a autuação em apart do e. devendo o juiz decidir a argüição de plano. Aforada a argüição por qualquer das partes. 107 do CPP). após o que determinará a remessa ao substituto (art. competente para o julgamento da exceção. se procedente a argüição (art. Pode ser alegada. 106 do CPP). em qualquer caso. 1. 7. Em tal hipótese. A suspeição do jurado. o juiz decidirá de plano e sem recurso. tem entendido que essa regra não foi recepcionada pela Constituição Federal por ferir o princípio da autonomia do Ministério Público. irrecorrível. entretanto. a suspeição de peritos. sustando o andamento do processo e determinando a juntada da petição e documentos que a acompanham. Assim. oficiará no processo o substituto legal (art. 105 do CPP). A decisão é. Julgando improcedente a exceção. Não se pode excepcionar autoridade policial (art. Por outro lado. impor-lhe-á multa. a exceção não determina a suspensão do processo. Os delegados de polícia.4. 102 do CPP). Ordinariamente. no entanto. o feito terá o andamento sustado até o julgamento da argüição se a parte contrária.se suspeitos. declarando-se nulos os atos processuais praticados (arts. Se procedente a argüição. pode o juiz acolhê-la. a oferecerá resposta. após ouvir o promotor. EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DE juízo . 104 do CPP). tanto mais considerando-se que o julgamento da causa influi no direito a eventual ressarcimento. do CPP). § 22. intérpretes e funcionários da Justiça. determinando o afastamento do órgão auxiliar. hipótese em que o juiz do processo. para julgamento da exceção. também. em três dias. deve ser alegada oralmente (art. no prazo de vinte e quatro horas. a decisão quanto à suspeição de membro do Ministério Público deve ser solucionada no própno âmbito da instituição pelo Procurador-Geral. No entanto. o processo será encaminhado ao substituto legal do excepto. poderá rejeitar liminarmente a argüição ou. 101 e 564. se evidenciado erro inescusável do juiz. O Código de Processo Penal estabelece que a argüição pode dirigir-se contra membro do Ministério Público. A Súmula 234 do STJ estabelece que a participação de membro do Ministério Público na fase investigatória criminal (inquérito) não acarreta o seu impedimento ou suspeição para o oferecimento de denúncia. Nesse caso. assim o requerer (art. juntando documentos e arrolando testemunhas. considerando-a relevante. por outro turno. A doutrina. ao Tribunal de Justiça. colherá as provas e julgará a exceção no prazo de três dias. os autos serão remetidos. Se procedente. em caso de inobservância espontânea do preceito. em caso de má-fé do excipiente. designar data para oitiva de testemunhas. deverá ele arcar com as custas referentes à exceção. devem declarar. A Câmara Especial do Tribunal de Justiça. imediatamente à leitura que o juiz faz da cédula correspondente (arts. o tribunal determinará a devolução dos autos ao juiz e. Em seguida. Caso rejeite a argüição. 459. 99 do CPP). reconhecendo a procedência do pleito. restando ao interessado recorrer ao superior hierárquico da autoridade policial. argumenta-se que o ofendido tem interesse na imparcialidade do juiz. passando ao julgamento.

a falta de capacidade processual do representante da parte. 43. cabe recurso em sentido estrito. se ratificados. na hipótese em que é oferecida queixa em caso de ação penal de iniciativa pública. do CPP). declarar ex officio a ilegitimidade.A exceção de incompetência de juízo. no entanto. 108 e 109 do Código de Processo Penal e destina-se a corrigir inadequação do foro ou do juízo ao caso a ser julgado. ex ofjicio. na hipótese de incapacidade do querelante. onde serão aproveitados os atos instrutórios. entre outras. Se julgar procedente a exceção. 109 do CPP). o juiz remeterá o processo ao juízo que entende competente. III. com a ressalva de que não há prazo fatal para argüição. isto é. É exceção privativa do acusado tendente a corrigir erro no pólo ativo da ação. 1. 86 87 Em não havendo reconhecimento da incompetência pelo juízo. uma vez que os atos decisórios são nulos (arts. Fernando da Costa Tourinho Filho e Júlio F. Rejeitada a exceção. na hipótese de oferecimento de denún ci para crimes de ação penal de iniciativa privada. por reputar a exceção instrumento destinado a cuidar dos pressupostos processuais. A inobservância do prazo. no entanto. 1. ou declinatoriafori é regulada nos arts. ocorrendo o que se chama de prorrogação da competência. a impetração de habeas corpus. em razão da ausência de condição da ação. e 567 do CPP). Da decisão pela qual o juiz reconhece espontaneamente a ilegitimidade. II. Da decisão que reconhece a incompetência do juízo cabe recurso em sentido estrito (art. 581. oral ou escrita. 11!. no entanto. no art. 581. Se verificar a inobservância a algum dos critérios de fixação de competência (arts. Caso seja reconhecida a ilegitimidade ad processum. nos casos em que se mostrar manifesta. 69 a 91 do CPP). EXCEÇÃO DE ILEGITIMIDADE DE PARTE A posição prevalente na doutrina (Magalhães Noronha. o juiz deve. declarar-se incompetente (art. mostrando-se cabível. afirma ser cabível somente nos casos em que se discute a ilegitimidade adprocessum. poderá ser alegada a qualquer tempo. mostrando-se possível. porquanto constitui causa de rejeição da denúncia ou da queixa (art. a invalidade pode ser sanada a qualquer tempo. fulcrado. Mirabete) é de que tal exceção é cabível tanto em relação à ilegitimidade ad causam (titularidade do direito de ação) como no tocante à ilegitimidade adprocessum (capacidade para prática dos atos processuais). Se se tratar de incompetência absoluta. O recurso em sentido estrito é o cabível contra a decisão que reconhece a procedência da exceção de ilegitimidade de parte (art. A argüição.5. pode ser aforada pelo acusado ou pelo Ministério Público. cuidando-se de incompetência relativa. É efeito do reconhecimento da ilegitimidade ad causani a anulação do processo desde o início. no prazo da defesa prévia. 564. mediante ratificação dos atos processuais (art. 581. Contra a decisão que rejeita a . O processamento é como o da exceção de incompetência de juízo. do Código de Processo Penal. do CPP). 7. que se processa em apartado e não suspende o curso do processo. Entendimento minoritário (Hélio Tornaghi). Deve o juiz. opera a preclusão. 568 do CPP). pode a parte opor exceção. à semelhança do que ocorre na de litispendência. no entanto. do CPP). descabe qualquer recurso.

No outro. ou seja. não se operando a preclusão se argüida após o prazo da prévia. Eo que ocorre. oralmente ou por escrito. Na exceção de litispendência deve ser observado. o promotor não analisa os autos no prazo legal. por outro turno. Em um deles. são instaurados dois inquéritos para apurar o mesmo crime. do CPP). para a ocorrência da litispendência a existência de dois processos iguais em curso. se não recebidas. o promotor oferece denúncia. 7. com fundamento no mesmo fato. somente com a citação do réu no segundo processo estará caracterizada a litispendência. A litispendência pode ser alegada a qualquer tempo. ressalvada a possibilidade de impetração de habeas corpus ou alegação da matéria em preliminar de apelação. a lei prevê a possibilidade de aforar-se a exceção de litispendência.6. por exemplo. Na litispendência.7. Não havendo reconhecimento pelo julgador. Obsen¶ação: É possível que haja litispendência ainda que os autores da ação sejam diversos. Assim. ademais. Trata-se. há um segundo processo referente a fato que já foi apreciado e decidido. as partes e a causa de pedir (fato criminoso). no que lhe for aplicável. Em virtude da inadmissibilidade de imputar-se a alguém duas vezes o mesmo fato tido como criminoso (non bis in idem).argüição não há recurso. Verificada a identidade dos elementos identificadores (pedido. deverá a parte argüi-la. 581. que tem como finalidade evitar o processamento paralelo de ações idênticas. II. o mesmo autor. cabe apelação. pelo juiz. o disposto sobre a incompetência de juízo (art. mas a litispendência deve ser reconhecida. quando. obstando o aforamento de segundo feito relativo ao mesmo fato. 593. porém pode-se sanar o ilegal constrangimento causado pela violação do princípio do non bis in idem por via de habeas corpus. Contra a decisão em que o juiz rejeita a argüição não cabe qualquer recurso. do CPP). com sentença passada em julgado. de ofício. de situação excepcional. em oportunidade anterior. Também se assenta na proibição de imputar-se a alguém por mais de uma vez o mesmo fato a exceção de coisa julgada cujo caráter é peremptório. III. Contra a decisão que acolhe a exceção pode ser interposto recurso em sentido estrito (art. configurada estará situação de litispendência. reconhecê-la de ofício e. evidentemente. determinando-se a extinção do feito ou a rejeição da queixa ou denúncia. em se tratando de coisa julgada. 88 89 7. ajuizando o mesmo pedido em face do mesmo réu. de caráter peremptório. É pressuposto. desde que tenha . portanto. EXCEÇÃO DE LITISPENDÊNCIA Litispendência é a situação que deflui da existência simultânea de duas ou mais ações idênticas. O incidente corre em apartado e não suspende o curso do processo. 110 do CPP). há um processo em curso (uma lide pendente). EXCEÇÃo DE COISA JULGADA Idênticas são as ações em que coincidem o pedido (via de regra a aplicação de pena). poderão as partes argüi-la. Não se pode esquecer. Pode o juiz. portanto. Diverge da litispendência pela circunstância de que. pois tal decisão tem força de definitiva (art. que ojus puniendi é sempre do Estado. assim não o fazendo. e a vítima oferece a queixa subsidiária. por equívoco. partes e causa de pedir) da ação proposta com os daquela em que já houve decisão com trânsito em julgado. Ocorrendo a tríplice identidade. torna-se possível a declaração da existência de coisa julgada. Se a litispendência foi declarada de ofício pelo juiz.

padrasto ou madrasta e enteado. como defensor ou advogado.9. referindo-se às de litispendência.9. 252 e 253 do Código de Proccsso Penal e aplicáveis também aos demais sujeitos acima citados. ocorrendo em autos apartados e não acarretando a suspensão da ação principal. o juiz ou seu cônjuge ou parente. O correto teria sido . intérpretes e serventuários ou funcionários da Justiça absterem-se de servir no processo. Não há prazo fatal. III. autoridade policial. ter funcionado como juiz de outra instância. CONCEITO Dá-se o conflito de jurisdição quando dois ou mais juízes consideram-se competentes ou incompetentes para apreciar determinado fato. 110. haver o juiz desempenhado qualquer dessas funções Ou servido como testemunha. são: ter funcionado o cônjuge ou parente do jUiz. como já apontado. quando houver incompatibilidade ou impedimento legal. Da decisão pela qual o juiz reconhece. do CPP). O processamento é idêntico ao da exceção de incompetência de juízo. tio e sobrinho. nos juízos coletivos. sogro e genro Ou nora.1.havido o recebimento da queixa ou denúncia. que tiver sido objeto da sentença (art. inclusive. peritos. pois. que se a parte houver de opor mais de uma exceção. 112 do Código de Processo Penal prevê o dever de o juiz. sobre a questão. no entanto. a impetração de pedido de ordem de habeas corpus. quando existir controvérsia sobre unidade de juízo. do CPP). § 22. II. ascendentes e descendentes. 110. ainda. 462 do Código ostenta a proibição de serem jurados no mesmo conselho marido e mulher. CONFLITO DE JURISDIÇÃO 7. inclusive. consangüíneo ou afim em linha reta ou colateral até terceiro grau. est o proibidos de servir no mesmo processo os juízes que forem entre si parentes. As hipóteses.8. consangüíneo ou afim. irmãos. cunhados. A decisão que reconhece a procedência da exceção é desafiada por via de recurso em sentido estrito (art. INCOMPATIBILIDADES E IMPEDIMENTOS O art. no entanto. O art. elencadas nos arts. que serão declinados nos autos. a parte pode argUir a incompatibilidade ou impedimento. podem ser reconhecidas a qualquer tempo. a coisa julgada cabe apelação. órgão do Ministério Público. pronunciando-se. 7. do CPP). for parte Ou diretamente interessado no feito. ilegitimidade de parte e coisa julgada. ao passo que aquela que rejeita a argüição é irrecorrível. em razão de cuidar-se de sentença com força de definitiva (art. ou. em linha reta ou colateral até terceiro grau. durante o cunhadio. no § 1 do art. observando-se o procedimento da exceção de suspeição. 92 Não ocorrendo o afastamento espontâneo. 90 91 Observação: Dispõe o Código de Processo Penal. para seu ajuizamento. ex officio. consangüíneos ou afins. auxiliar da justiça ou Perito. uma vez que é sabido que a jurisdição é una. 581. 7. O desrespeito a tal preceito. não impede o reconhecimento posterior de uma delas. A expressão ³conflito de jurisdição´ é equivocada. 593. deverá fazê-lo em uma só oportunidade. no entanto. junção ou separação de processos. em linha reta Ou colateral até o terceiro grau. inclusive. do órgão do Ministério Público. A exceção de coisa julgada só poderá ser oposta em relação ao fato principal. de fato ou de direito. ensejando.

pode ser suscitado nos próprios autos. mediante avocatória. d. O ali.9. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO As regras de competência são estabelecidas pela Constituição Federal. 1). caso seja levantado pela parte ou pelo Ministério Público. 116. 7. 93 Se argüido por juiz ou Tribunal. Em qualquer hipótese. pelas leis processuais e de organização judiciária e pelos regimentos internos dos Tribunais. para a sua execução.9. da CF). 1.3. 102. Proferida a decisão. Cuidando-se de conflito negativo. obviamente. bem assim entre tribunais e juízes a ele não vinculados e entre juízes vinculados a Tribunais diversos (art. A Constituição Federal prevê o mesmo poder ao dispor que lhe cabe o julgamento de ³reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões´ (art. que devem ser prestadas no prazo assinado pelo relator. o conflito será suscitado sob forma de representação. Ao Superior Tribunal de Justiça compete julgar os conflitos entre quaisquer Tribunais. . ressalvada a competência do Supremo Tribunal Federal. § l. 117 do Código de Processo Penal prevê o poder de o STF restabelecer sua competência. § 2. deverá o suscitante argüir o conflito por escrito e circunstanciadamente. o. Recebidas as informações. remetendo-lhes cópia do requerimento ou representação. poderá o relator determinar imediatamente que se suspenda o curso do processo (art. 7. e após ouvido o Procurador-Geral de Justiça. as cópias necessárias serão remetidas às autoridades contra as quais tiver sido levantado o conflito ou que o houverem suscitado. expondo os fundamentos e juntando os documentos comprobatórios (art. PROCESSAMENTO DO CONFLITO DE JURISDIÇÃO O conflito pode ser suscitado: a) pela parte interessada. salvo se houver necessidade de diligência instrutória.2.9. pelas Constituições dos Estados. O Supremo Tribunal Federal julga os conflitos entre Tribunais Superiores ou entre estes e qualquer outro Tribunal (art. ESPÉCIES a) conflito positivo de jurisdição ² ocorre quando dois ou mais juízes entendem-se competentes para julgar o mesmo fato criminoso: b) conflito negativo de jurisdição ² ocorre na hipótese em que dois ou mais juízes recusam-se a apreciar determinado fato delituoso. Em se tratando de conflito positivo. do CPP).4. 7. 1. 116 do CPP). perante o Tribunal competente. o relator requisitará informações às autoridades em conflito. c) por qualquer dos juízes ou Tribunais em causa. 105. não terá prosseguimento até que seja dirimida a questão (art. 116. formar-se-ão autos próprios. Não é possível estabelecer-se conflito entre o Supremo Tribunal Federal e qualquer outro órgão jurisdicional. 1. sempre que exercida por qualquer dos juízes ou Tribunais inferiores. pois o processo.o Código utilizar a expressão ³conflito de competência´. 102. do CPP). b) pelo Ministério Público. o conflito será decidido na primeira sessão. Distribuído o feito. ganhará forma de requerimento. Ordenada ou não a suspensão do processo.

da CF). pois são objeto de confisco (perda em favor da União). ex. uso. do Código Penal. 91. O mesmo ocorre quando o conflito envolve membros do Ministério Público Federal e Estadual. sendo a dúvida sobre a competência solucionada pelo primeiro. RESTITUIÇÃO DE COISAS APREENDIDAS Três são as espécies de coisas que podem interessar ao processo penal: os instrumentos utilizados na execução do crime (instrumenta sceleris). bem como o conflito verificado. Observações: 1) Meras divergências entre juiz e promotor não caracterizam o conflito de atribuições. ou entre órgãos de Poderes que não o Judiciário (conflito entre promotores de justiça para oferecimento de denúncia. CONFLITO DE ATRIBUIÇÕES Cuida-se de conflito estabelecido entre órgão do Poder Judiciário e órgão de outro Poder ² Legislativo e Executivo ² (divergência entre o juiz da execução e o diretor de estabelecimento penitenciário.: entre juízes de Estados diversos ou entre juiz federal e juiz estadual. ressalvado o direito do lesado e do terceiro de boa-fé. entretanto. Há bens. 108. porte ou detenção constitua fato ilícito. entre o juiz federal e o juiz estadual investido na jurisdição federal (Súmula 3 do STJ). O confisco é efeito automático da condenação. No Estado de São Paulo os conflitos entre juízes estaduais serão sempre solucionados pela Câmara Especial do Tribunal de Justiça. p. b) produto do crime ou qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a prática do fato criminoso. 3) O conflito de atribuições entre membros do Ministério Público de Estados diversos é dirimido pelo Superior Tribunal de Justiça. que não podem ser restituídos. proferida por um dos juízos conflitantes´.). Tendo ocorrido a apreensão de tais coisas. Os Tribunais de Justiça julgam os conflitos entre juízes a ele subordinados. só poderão ser restituídas após o trânsito em julgado da sentença. elencados no art. bem como aqueles estabelecidos entre juiz de direito do Estado e a Justiça Militar local (Súmula 555 do STF). não há conflito (Súmula 22 do STJ). 118 do CPP). os bens materiais havidos diretamente da prática do delito (producta sceleris) e os bens materiais de valor exclusivamente probatório.10.9. ainda que os delitos sejam de competência recursal afeta ao Tribunal de Alçada Criminal. e. ex. 7. são: a) instrumentos do crime. alienação. cabe ao Judiciário solucionar o conflito. 94 95 7. na segunda.5. prescindindo de declaração expressa na . enquanto perdurar o interesse para o processo (art. p. Entre Tribunal de Justiça e Tribunal de Alçada do mesmo Estado-Membro. Compete aos Tribunais Regionais Federais o julgamento dos conflitos entre juízes vinculados ao tribunal (art. Esses bens. II.da CF). desde que consistam em coisas cujo fabrico. A Súmula 59 do Superior Tribunal de Justiça estabelece que ³não há conflito de competência se já existe sentença com trânsito em julgado. Ex. o conflito é dirimido sem a intervenção judiciária. 1. na respectiva Região. Na primeira hipótese. no entanto.). 2) O conflito de atribuições entre promotores é dirimido pelo Procurador-Geral de Justiça. Essa foi a solução encontrada em virtude da impossibilidade de uma esfera do Ministério Público sobrepor-se à outra na resolução do conflito.

antes de decidir. a autoridade anexará termo aos autos. devendo o requerente. 96 97 Caso não seja manifesto o direito do reclamante.3. depositando-se o dinheiro apurado. o juiz deferirá a restituição. Se decidir pela devolução. Requisitos: a) tratar-se de coisa restituível (não sujeita a confisco) e não e. iniciando-se o processo incidente de restituição. do CPP). mediante simples termo nos autos. daí sua definitividade. e não se opera quando o bem é reclamado pelo lesado ou terceiro de boa-fé. esgota a possibilidade de sua discussão perante a jurisdição criminal.1. Ocorrerá.decisão. § 3. do Código de Processo Penal.4. ambos disporão de dois dias para arrazoar (prazo comum).10.autoridade policial ou pelo juiz. RESTITUIÇÃO PELO JUIZ Se o direito do reclamante for induvidoso. poderá o juiz. Se houver elementos nos autos que permitam o convencimento acerca do direito do reclamante. produzir prova de seu direito.2. desde que sejam restituíveis e não subsista interesse para o processo.10. b) entregá-las ao terceiro que as detinha.10. Quando cabível a restituição. após o trânsito em julgado da sentença condenatória. 7. 7. do CPP): a) determinar a avaliação e posterior venda em leilão. se este for pessoa idônea e assinar termo de responsabilidade. 7. poderá ser feita pela. RESTITUIÇÃO PELA AUTORIDADE POLICIAL É possível na fase do inquérito policial. 120. o juiz indeferirá o pedido. se for pessoa idônea (art. c) a apreensão da coisa não tiver sido realizada em poder de terceiro de boa-fé. COISAS FACILMENTE DETERIORÁVEIS Em se tratando de coisas perecíveis. DESTINO DOS BENS a) As coisas adquiridas com o proveito da infração. que deve ser assinado pelo interessado. Nesta última hipótese. Se as coisas foram apreendidas em poder de terceiro de boa-fé.10.dstir interesse na manutenção da apreensão. § 42). pode o juiz optar por duas soluções (art. 7. e o dinheiro apurado reverterá em favor da . 120. A autoridade policial. 593. RECURSOS A decisão que remete a solução da controvérsia ao cível. o que revela a apelação como recurso cabível (art. II. nos termos do art. 120. o requeriniento deve ser autuado em apartado. deve ouvir o Ministério Público. serão leiloadas. 7. então. a instrução do feito. § 52. embora não solucione a causa. b) não haver dúvida quanto ao direito do reclamante.5.10. Finda a instrução. desde que não exista dúvida quanto ao direito do reclamante. Em caso de dúvida sobre a quem devam ser restituídos os bens. no prazo de cinco dias. remetendo as partes para o juízo cível e ordenando o depósito das coisas em mãos de depositário ou do próprio terceiro que as detinha. mediante termo nos autos. o juiz ouvirá o Ministério Público e proferirá decisão. será deferido igual prazo para instruir o procedimento. ordenar a devolução dos bens.

7. cuja perda em favor da União for decretada. ressalvado o direito do lesado ou do terceiro de boa-fé (arts. o Código de Proce sso Penal prevê três modalidades de medidas cautelares: a) seqüestro. ainda que transferidos tanto à defesa apresentada pelo terceiro que aduz não haver alia terceiros (art. Visando assegurar a efetiva reparação do prejuízo causado ao ofendido.11. não houver reclamação e desde que não pertençam ao réu. no entanto. a contar do trânsito em julgado da sentença condenatória. 7. para que não haja tumulto processual.1. e às coisas confiscadas. b) hipoteca legal. 121 e 133 doCPP). após transitar em julgado a sentença final.6. EMBARGOS AO SEQÜESTRO Podem ser objeto de seqüestro os imóveis adquiridos pelo O Código empregou o termo ³embargos´ para referir-se agente com os proveitos da infração. Os embargos serão julgados pelo juiz penal. após. caso haja interesse em sua conservação (art. PROCEDIMENTOS E RECURSO independe do prévio ajuizamento de ação civil.12.12.2 OPORTUNIDADE E COMPETÊNCIA minada contestação). MEDIDAS ASSECURATÓRIAS A prática da infração. porém somente o juiz pode decretá-lo. enado ou transferido o bem. 123 do CPP). b) Em se tratando de coisas confiscáveis. condenatória ou absolutória. o que poderia acarretar significativa modificação da situação de fato. 98 99 A adoção dessas medidas precautórias no juízo penal 7. o juiz expedirá mandado e. A utilidade de tais instrumentos evidencia-se pela impossibilidade de provimento de mérito instantâneo. d) Não se cuidando de coisas confiscáveis. ou que alegue boa-fé. apartado. como à re sistênci exercida pelo indiciado ou réu (tecnicamente deno 7.12. em relação aos instrumentos do crime. SEQÜESTRO DE BENS IMÓVEIS 7. 122 do CPP). e) Pode o juiz. depositando-se o valor correspondente à disposição do juízo de ausentes (art. O seqüestro pode ser decretado de ofício pelo juiz. determinará a sua inscrição no Registro de Imóveis. de modo a tornar a prestação jurisdicional reparatória ineficaz. São questões incidentes que devem ser processadas em Decretado o seqüestro. c) terceiro de boa-fé que adquiriu o imóvel a título one 7. Podem opor os embargos: É cabível o seqüestro no curso da ação penal ou na fase a) indiciado ou réu. além de lesar a coletividade.12. A decisão que decreta o seqüestro é apelável (art. para alertar terceiros acerca da destinação do bem ao cumprimento de res 7.12 SEQÜESTRO ponsabilidade civil decorrente do ato ilícito.5. 124 do CPP). se no prazo de noventa dias. 593. os bens serão leiloados.12. .União. do inquérito policial. do CPP). 125 do CPP). O seqüestro pode recair sobre bens móveis ou imóveis. o juiz ordenará a venda em leilão (art. decorrido o prazo de noventa dias.3 INICIATIVA roso. acarreta danos à vítima. determinar a inutilização ou recolhimento a museu criminal. b) terceiro senhor e possuidor. e) arresto.

tendo a primeira preferência sobre estas últimas. b) pelo Ministério Público. OPORTUNIDADE E REQUISITOS A especialização da hipoteca pode ser requerida em qualquer fase do processo (art. a) se a ação penal correspondente não for ajuizada no 127 do CPP). segunda parte. no que couberem. Destina-se a asseguras a reparação do dano causado à vítima.13. II.13. Tal medida. estimando o valor da responsabilidade civil. CONCEITO E FINALIDADE Hipoteca legal é o direito real de garantia que tem por objeto bens imóveis pertencentes ao devedor que. Levantamento do seqüestro: Levantamento é a perda de ou a requerimento do Ministério Público ou do ofendi. 7. LEGITIMIDADE A especialização da hipoteca pode ser requerida: a) pelo ofendido. 7.12. 7. HIPOTECA LEGAL A segunda modalidade de medida assecuratória regrada pelo Código é a hipoteca. PROCESSAMENTO A parte deve ajuizar petição. ou seja. asseguram. precipuamente. 7.7. devem estar presentes dois requisitos: b) indícios suficientes de autoria.4. prazo de sessenta dias. Para que se possa realizar a inscrição da hipoteca. b.1. Tal requerimento deve ser instruído com as provas ou indicação das provas em que se fundar a estimação . embora continuem em seu poder. No mais. 240 do CPP. ou mediante representação da autoridade policial (art. 100 101 a) prova cabal da existência material do fato criminoso: c) se for julgada extinta a punibilidade ou absolvido o réu. desde que o ofendido seja pobre e requeira a efetivação da medida ou se houver interesse da Fazenda Pública.2. a satisfação do crédito. 7. bem assim o pagamento de eventual pena de multa e despesas processuais. se garantir o valor que constitua provento a existência de indícios veementes da proveniência ilícita dos auferido pelo agente com a prática criminosa. a contar da data em que ficar concluída a diligência.13. 7.eficácia da medida. 131): do. do Có Par a decretação do seqüestro é necessária e suficiente digo Penal. REQUISITOS b) se o terceiro de boa-fé prestar caução que assegure a aplicação do disposto no art. só será decretada se o bem não foi apreendido em medida de busca e apreensão efetivada nos termos do art.13. e designará os bens que terão de ficar especialmente hipotecados (art. seu representante legal ou herdeiros. 134 do CPP).4. aplicam-se as disposições relativas ao seqüestro de bens imóveis. 91.13.que deverá baixar portaria e ordenar a autuação em apenso. 135 do CPP). quantia essa bens (art. 7.12. 126 do CPP). que poderá reverter em favor da União. Pode ocorrer nos seguintes casos (art. SEQÜESTRO DE MÓVEIS Se o réu adquiriu bens móveis com os proventos ou produtos do crime.3. ou quando incabível tal providência. poderão eles ser objeto de seqüestro. no entanto. por sentença passada em julgado.

como a hipoteca. as partes serão ouvidas no prazo de dois dias. Saliente-se. serão avaliados e levados a leilão público. 138 do CPP). 135. o arresto será levantado.1. determinará a inscrição da hipoteca legal. DISTINÇÃO O próprio produto do crime. quando encontrado nas diligências efetuadas por policiais. e os bens devolvidos ao acusado (art. 63 e 143 do CPP). será devolvido ao proprietário. 13X do CPP). e o juiz. será apreendido e. O pedido será autuado em apartado (art.da responsabilidade. do CPP). pressupõe a existência de prova da existência material do crime. Por fim. portanto. após o trânsito em julgado. porquanto sujeitos a seqüestro e busca e apreensão. para garantir a satisfação da pretensão indenizatórja do ofendido. os autos serão remetidos ao cível (fis. para que se promova a execução (arts. Caso sobrevenha sentença condenatória. Podem ser objeto de arresto aqueles bens suscetíveis de penhora. em dinheiro ou em títulos da dívida pública. assim também com relação aos imóveis que possuir o responsável. Em seguida. § 1. caso em que deve o interessado postular no juízo cível eventual reparação do dano. bem assim de indícios de autoria e pode ser requerido pela parte ou pelo Ministério Público. novamente. 143). 7. As coisas impenhoráveis (art. não são arrestávejs. 141 102 103 do CPP). 7. quando houver interesse da Fazenda ou se o ofendido for pobre e o requerer. Advindo decisão absolutória irrecorrível ou declaração de extinção da punibilidade.14. será determinada a medida de busca e apreensão. por sentença irrecorrível. se entender presentes os requisitos legais.13. Após determinar a autuação em apartado (art. 7. 649 do CPC). que correrá em cartório. 7.14. que não serão objeto de arresto os produtos e proventos do crime. o bem torna-se inalienável. pode o juiz deixar de proceder à inscrição. Observação: Ainda que presentes os pressupostos para a inscrição da hipoteca. em relação a este. ARRESTO O art. igualmente. Já os bens que o autor da infração adquirir com os proventos do crime. depositando-se o dinheiro apurado.2. 2) Com o trânsito em julgado da sentença condenatória. Observações: 1) Se os bens forem coisas fungíveis e facilmente deterioráveis. uma vez que empregou o termo ³seqüestrados´ para designar bens suscetíveis de arresto. O arresto.5. serão objeto de seqüestro. OBJETO Enquanto o seqüestro recai necessariamente sobre bens relacionados à prática criminosa (adquiridos com os proventos da infração).14. . 141 do CPP). o réu for absolvido ou julgada extinta a punibilidade (art. depois de realizadas as perícias necessárias. desde que o réu ofereça caução suficiente. além daqueles apontados como objeto da hipoteca e com documentação comprobatória do domínio (art. o juiz deverá arbitrar o valor da responsabilidade e a avaliação dos imóveis. móveis ou imóveis. 137 do Código de Processo Penal ostenta impropriedade terminológica. se houver notícia de que tal objeto está em certo local. LIQUIDAÇÃO A hipoteca será cancelada se. os autos serão remetidos ao juízo cível. Com a inscrição. o arresto consiste na constrição de bens móveis pertencentes ao agente. pelo valor de sua cotação em Bolsa.

por decisão transitada em julgado. O incidente destina-se. OPORTUNIDADE E LEGITIMIDADE O incidente pode ser instaurado em qualquer fase do processo ou do inquérito. do Código de Processo Penal. 7. INCIDENTE DE INSANIDADE MENTAL DO ACUSADO Havendo dúvida quanto à imputabilidade do acusado. LEGITIMIDADE Podem suscitar o incidente de falsidade: a) o réu ou querelado. d) o juiz.15. A instauração do incidente é sempre determinada pelo juiz. 146 do CPP).16. 104 105 7. RECURSO Julgada procedente ou improcedente a argüição. . XVIII. Posterior. 7. Possível a argüição de falsidade por procurador com poderes especiais (art. 7. será instaurado processo incidente para aferição de sua saúde mental. determinará o desentranhamento do documento e remessa ao Ministério Público para apurar a responsabilidade pela falsificação. 7. Lembre-se que o seqüestro. e pode dar-se: a) de ofício. c) o Ministério Público ou o querelante.mente. A decisão. poderá requerer por escrito a instauração de processo incidente tendente a constatar tal circunstância. o qual não pode servir como meio de prova no processo principal.outros bens do réu ² não adquiridos com os proventos ² serão objeto de hipoteca legal (imóveis) ou arresto (móveis). PROCESSAMENTO Se deferida a instauração do incidente. o juiz ordenará a autuação em apartado. EFEITOS Se o juiz reconhecer a falsidade.1. seguindo-se decisão. portanto.1. de ofício. não faz coisa julgada em prejuízo de ulterior processo penal ou civil. 7. a afastar dos autos o documento inautêntico. sucessivamente. Não bastam meras suposições acerca da higidez mental do réu para instauração do incidente. mesmo que reconhecida a falsidade no incidente.3. se atuar como custos legis).4. b) a requerimento do Ministério Público. INCIDENTE DE FALSIDADE Se alguma das partes suspeita da falsidade de um documento. será aberto prazo. 581. Após. poderá o juiz determinar a realização de diligências que entender necessárias. ainda que em fase de inquérito.15.15. nos termos do art.2. 7.15.15. para produção de provas (via de regra o exame pericial do documento). A lei não proibe a argüição pelo sujeito que juntou o documento aos autos. assinando prazo de quarenta e oito horas para a parte contrária oferecer resposta. pode sobrevir absolvição em eventual processo instaurado para apurar o crime de falso. qualquer que seja seu teor. caberá recurso em sentido estrito. b) a vítima (ainda que não habilitada como assistente). a hipoteca e o arresto têm por finalidade garantir o ressarcimento do prejuízo sofrido pela vítima em decorrência do delito.16. a cada uma das partes (e para o Ministério Público. Assim. mostrando-se necessário que a dúvida advenha de elementos de convicção existentes nos autos.

O prazo prescricional flui durante o período de suspensão. desde que fundamentadamente. determinar a substituição da pena por medida de segurança (art. aguardando o restabelecimento do acusado. DA PROVA 1. O incidente será processado em apartado. 3) A decisão que determina a instauração do incidente é irrecorrível. Se solto o réu e havendo requerimento por parte dos peritos. Nessa hipótese. desde que não se tenha operado a prescrição. o incidente determina a suspensão do processo. o processo continuará suspenso. poderá o juiz designar estabelecimento adequado para realização do exame. afastá-las. descendente.imputabilidade do réu à época da ação. uma vez que a imputabilidade deve ser constatada ao tempo da ação ou omissão. d) por representação da autoridade policial. podendo o exame ser realizado em outro estabelecimento adequado na sua falta. Conceito. o juiz nomeará curador ao réu ou indiciado. Se o acusado estiver preso. 183 da Lei de Execuções Penais). Caso instaurado em fase de inquérito policial. em seguida. Se instaurado no curso da ação penal. a quem cumprirá acompanhar os atos processuais (art. situação em que poderá o juiz prorrogá-lo (art. EFEITOS DA JUNTADA DO LAUDO O incidente não será decidido pelo juiz. ascendente. ressalvada a realização de diligências que possam ser prejudicadas pelo adiamento. 5) Se a doença ou perturbação mental sobrevier no curso da execução da pena privativa de liberdade.16. até mesmo.c) a requerimento do defensor. Caso o incidente seja instaurado na fase do inquérito. por ausência de previsão legal. só ocorrendo o apensamento após a apresentação do laudo (art.3. a ação penal seguirá nos seus ulteriores termos. Se os peritos concluírem pela inimputabilidade ou semi. irmão ou cônjuge do acusado. onde houver. 150. 151 do CPP). poderá o juiz. do CPP). será internado em manicômio judiciário. para oferecimento de quesitos. 106 107 7. § 1. no processo. salvo se os peritos demonstrarem a necessidade de maior prazo. 153 do CPP). 7. a existência ou inexistência de . PROCESSAMENTO Após instaurar o incidente por via de portaria. podendo determinar a realização de novo exame e. 8. Nessa mesma oportunidade. 4) O juiz não está adstrito às conclusões dos peritos. de ofício ou a requerimento do Ministério Público ou da autoridade administrativa.veio à infração. o feito retomará seu curso. Provar significa demonstrar. não haverá suspensão do feito. Observações: 1) Não é possível embasar a decisão do incidente de insanidade em laudo referente a outro processo.16. pode o juiz ordenar a internação do acusado em manicômio judiciário. o juiz nomeará dois peritos para realização do exame. intimando-se as partes. Em havendo conclusão de que a doença mental sobre. uma vez que a imputabilidade será analisada por ocasião da sentença de mérito. Se houver restabelecimento do acusado. porém com intervenção necessária do curador. O exame deve ser realizado no prazo de quarenta e cinco dias. 2) A falta de nomeação de curador ao acusado no incidente é causa de nulidade do processo. os peritos responderão somente aos quesitos do juiz e do Ministério Público.2.

jurisprudencial e doutrinária. direta ou indiretamente. em regra. Há exceções no tocante a tal regra. e) os fatos em relação aos quais exista presunção legal. 3. Busca-se com o processo a reconstrução histórica do fato tido como criminoso.: inimputabilidade do menor de 18 anos. Ex. São as chamadas provas inominadas. 108 109 2. Objeto.: as provas obtidas com violação do domicilio (art. não precisa ser provado. pericial etc. no entanto. XI. 9. Importante lembrar que a Lei n. uma vez que no processo penal vigora o princípio da verdade real. entretanto. Ex. Assim. Ex. O princípio da verdade real.um fato. acontecimentos. Prova é. portanto. Por outro lado. desde que: a) o crime seja apenado com reclusão. b) os regulamentos e portarias. em considerar inadmissível a prova ilícita por derivação. Não precisam. Ex. para que possa dar solução à lide penal. não confere às partes ou ao juiz a faculdade de violar normas legais para sua obtenção ou introdução no processo. portanto. portanto. São proibidas. LVI). Meios de prova. O direito. devendo ser objeto de prova: a) as leis estaduais e municipais. o mecanismo pelo qual se tenta estabelecer a verdade de uma alegação ou de um fato. todas as provas são admissíveis. ou seja. ser provados: a) os fatos inúteis na apuração da causa. coisas e circunstâncias relevantes e úteis para formar a convicção do julgador acerca do ocorrido. d) a legislação estrangeira. 52. via de regra.: a simples confissão do réu ou a ausência de impugnação especificada acerca de uma alegação da acusação não isentam o autor da ação de produzir a prova do fato. A enumeração. das comunicações (art. a falsidade ou a veracidade de uma afirmação. seja útil na apuração da verdade real. 52. 52. não é taxativa. Adotam os defensores dessa opinião a teoria dos frutos da árvore . e) os costumes. pois.: desnecessária a prova de que dia 15 de novembro é a data da proclamação da República. os fatos admitidos ou aceitos pelas partes (incontroversos) precisam ser provados. Há tendência. Pode o juiz.). A vedação encontra na própria Constituição -se Federal (art. O Código de Processo Penal enumera algumas delas (testemu nhal documental. podendo servir de prova outros meios não previstos na lei: filmagens. determinar a interceptação. uma vez que se presume estar o juiz instruído sobre ele (jura novit curia). fotografias etc. O procedimento será sigiloso e correrá em autos apartados. diz-se ilicitamente obtida a prova quando violado um direito que determinada pessoa tem tutelado independentemente do processo. XII. a verdade sabida. da CF). b) os fatos notórios. São objeto de prova. b) haja indícios razoáveis de autoria ou de participação na infração. isto é. mediante tortura etc. e e) não exista outro meio de produzir a prova.296/96 disciplinou as hipóteses e a forma em que é admitida a interceptação telefônica. portanto: a) As provas ilícitas ² são aquelas em cuja obtenção há violação de norma de direito material. para fim de investigação criminal ou instrução processual penal. todos aqueles fatos. Pode servir de prova tudo o que. não podendo o juiz tomar como verdadeiros os fatos apenas porque as partes o admitiram. de ofício ou a requerimento do Ministério Público ou da autoridade policial. da CF).

155 do Código de Processo Penal. Uma das partes (ordálio unilateral) ou ambas (ordálio bilateral) eram submetidas a uma prova e. b) Sistema da prova legal ou da certeza moral do legislador. mas que foi obtida por intermédio de informação obtida ilicitamente. O livre convencimento. 2) Não se admite também a produção de prova com invocação do sobrenatural ou que sejam incompatíveis com a dignidade humana. b) As provas ilegítimas ² são aquelas obtidas ou introduzidas com violação de regras do direito processual. não mostrando-se necessária a fundamentação da decisão. deve também ser considerada ilícita. constitucionalmente tutelado). Sistemas de valoração das provas. não devem ser introduzidas no processo. perdendo a questão aquela que primeiro os deixasse cair. A atividade probatória destina-se a fornecer ao julgador. quanto à prova referente ao estado das pessoas (casamento. devem ser observadas as restrições à prova estabelecidas na lei civil. segundo o qual é necessário admitir certa flexibilidade quando se cuida do tema. 3) O art. porquanto vedadas. inadmitindo-se qualquer demonstração em contrário. Nesse caso há violação de norma garantidora de interesse vinculado ao processo e sua finalidade. em casos de extrema gravidade e quando o princípio da proibição da prova ilícita mostrar-se em conflito com outros valores fundamentais (como o direito de defesa. c) Sistema da íntima convicção ou da certeza moral do juiz. Pode-se classificar os sistemas de apreciação da prova em quatro grupos: a) Sistema das provas irracionais (ou sistema ordálio). de acordo com o resultado. Finalidade das provas. Adotado na Antigilidade. dos séculos XIII a XVffl. como . Ex. sistema consagrado pelos modernos ordenamentos. Ex. Observações: 1) As provas ilícitas ou ilegítimas. elementos suficientes para que possa conhecer a verdade acerca do fato delituoso e. O juiz não tem poder de apreciação pessoal. aplicar o direito. decidia-se o conflito.: utilização no Plenário de Júri de prova juntada nos três dias que antecedem o julgamento.: prova ilícita por derivação é a apreensão de entorpecente em veículo abordado por policiais (prova em princípio lícita). por sua vez.: submissão do acusado à prova do ferro em brasa. nascimento. a proibição de utilizar-se as provas ilicitamente obtidas é temperada pelo princípio da proporcionalidade. Ex. 5. dispõe que. 110 lii Para alguns.). A lei atribui a cada prova um valor. assim. já que os jurados não fundamentam sua decisão. principalmente. Se já anexadas aos autos. Ex. A lei atribui ao julgador a liberdade plena para avaliação das provas (valoração secundum conscientiam). deixarem as partes os braços estendidos. oitiva de testemunha que está proibida de depor etc. motivada ou não. d) Sistema da livre convicção do juiz ou da persuasão racional do magistrado. não podendo o juiz desvincular-Se de tais parâmetros. Foi utilizado. sob pena de praticar-se injustiça. que devia ser seguro sem produzir queimadura. A decisão acerca da veracidade dos fatos era entregue a um ser sobrenatural.: a lei prevê a confissão como prova absoluta. Assim. os quais obtiveram a informação acerca do transporte da substância por meio de interceptação telefônica ilegal. destinatário da prova. segundo a qual a prova em si mesma lícita. é o adotado. devem ser desentranhadas.envenenada (fruits ofpoisonous tree). pode-se admitir os elementos de convicção obtidos com violação de norma de direito substancial. 4. Vigora apenas para as decisões proferidas pelo Tribunal do Júri. parentesco etc.

6. b) indireta ² é a prova que demonstra um fato do qual se deduz o fato que se quer provar. e) produzidas (introduzidas no processo). provar eventuais fatos extintivos. Para alguns é válida somente quando se destina a gerar efeito contra uma das partes do processo originário no qual foi produzida. permite expressamente que o juiz tome a iniciativa de determinar. bem como o dolo ou culpa). 8. 157).). 9. Veja-se. DAS PERÍCIAS EM GERAL E DO EXAME DE CORPO DE DELITO 8. e apreciadas (juízo de valoração pelo magistrado). a autoria. no entanto. confissão.). b) derivada ² quando existe intermediação entre o fato e a prova (testemunho do testemunho. segundo o qual os elementos de convicção servem a ambas as partes e não apenas ao sujeito que a produziu. p. Ônus da prova.). Quanto à fonte: a) pessoal tem como fonte alguma manifestação humana (testemunho. O art. haveria violação do princípio do contraditório. que o art. ex. Classificação das provas.1. formando livremente seu convencimento. Cabe à defesa. O juiz deve sopesar todas as provas existentes nos autos. 156. entretanto. atento ao princípio da verdade real. CONCEITO E OBJETO . Momentos da atividade probatória.regra. b) admitidas (juízo de admissibilidade pelo julgador). Prova emprestada (ou trasladada). impeditivos ou modificativos do direito de punir postulado em juízo (as excludentes de ilicitude. demonstra o fato controvertido. a arma do crime etc.1. que.1. 8. pois afirma-se que. Quanto ao valor: a) plena (perfeita ou completa) ² é aquela apta a conduzir o julgador a um juízo de certeza. É aquela colhida em uma ação e transportada para outro processo. Quanto à origem: a) originária ² quando não há intermediários entre o fato e a prova (testemunha presencial).). b) real ² tem como fonte a apreciação de elementos físicos distintos da pessoa humana (o cadáver. de culpabilidade etc. Quanto à natureza: a) direta ² diz-se direta a prova quando. de ofício. 156 prevê que a prova da acusação incumbe a quem a fizer. pelo Código (art. em caso contrário. por si só. a produção de provas que entender relevantes. no qual será utilizada. No processo penal vigora o princípio da comunhão da prova.: indícios. deve fazer-se acompanhar de motivação (indicação dos caminhos intelectuais que o permitiram chegar às conclusões). 113 112 Assim. As provas são: a) propostas (requeridas). b) não plena (imperfeita ou incompleta) ² traz apenas uma probabilidade acerca da ocorrência do fato e de sua autoria. a acusação deve provar os fatos constitutivos da pretensão punitiva (a ocorrência do fato típico. Ex. documento escrito pela parte etc. por sua vez. conclusões periciais. 7.

8. É nulo o exame pericial realizado por apenas um perito (Súmula 361 do STF). O sistema em que o juiz está adstrito às conclusões dos peritos. 8. DISTINÇÃO ENTRE EXAME DE CORPO DE DELITO E CORPO DE DELITO Corpo de delito é o conjunto de elementos sensíveis (vestígios) deixados pelo crime.1. isto é. f) conclusão. do CPP) ou do juiz (de ofício ou a requerimento das partes). instrumentos do crime etc.1. as conclusões dos peritos. b) indireto ² é aquele realizado sobre dados e vestígios paralelos. em que deve o perito procurar transformar em palavras as sensações que experimenta ao realizar o exame). de alguma forma. 8. São partes do laudo: a) preâmbulo.5. Nos termos do disposto no art. Havendo divergência entre os peritos. direto ou indireto. d) descrição (é a parte mais importante do laudo. 8. VII. 159 do CPP). O laudo não vincula também os jurados. o juízo deprecado nomeará os peritos. no todo ou em parte. uma vez que tal juízo é exclusivo do magistrado. por outro lado.1. é a atividade voltada para a captação desses vestígios e posterior elaboração de documento que registre a existência de tais elementos (laudo). b) quesitos (reprodução dos quesitos formulados pelas partes). por exemplo. O exame de corpo de delito pode ser: a) direto ² realizado sobre o próprio corpo de delito. Na sua falta. é obrigatória a realização de exame de corpo de delito. A perícia deve ser realizada. nas infrações que deixam . e g) resposta aos quesitos. e) discussão. pois pode-se apresentar quesitos (art. 176 do CPP). requerer fundamentadamente a complementação ou realização de novo exame (art. 181 do CPP) etc.É o exame realizado por pessoa com conhecimentos específicos sobre matéria técnica útil para o deslinde da causa. Não viola o princípio do contraditório a realização de perícia na fase policial e a não-repetição em juízo. Exame de corpo de delito. O laudo não deve conter qualquer conclusão de ordem jurídica. em regra. criticar o laudo apresentado. LAUDO PERICIAL É o documento elaborado pelos peritos com base naquilo que por eles foi observado. cadáveres. fundamentadamente. 276 do CPP). A perícia pode ter por objeto escritos. As partes não intervirão na nomeação dos peritos (art. 158 do Código de Processo Penal. poderá rejeitar.1. que prestarão compromisso. REALIZAÇÃO DA PERÍCIA A realização pode ocorrer na fase do inquérito ou durante o processo. denomina-se i¶inculatório. a ficha médica da vítima. todas aquelas alterações perceptíveis no mundo das coisas e derivadas da ocorrência do delito que.4. Caso haja necessidade de exame por carta precatória. por dois peritos oficiais (art. como. comprovam a existência desse fato.2. O EXAME DE CORPO DE DELITO. VINCULAÇÃO DO JUIZ AO LAUDO Entre nós foi adotado o sistema liberatório. por determinação da autoridade policial (art. segundo o qual o juiz. pessoas lesionadas. deverá a autoridade nomear duas pessoas idôneas e com formação específica (peritos não oficiais). por sua vez. 6. e) histórico. será nomeado terceiro perito para se manifestar.3. destinado a instruir o julgador.

§ 32. que não se confunde com a prova pericial indireta). 168. pois é meio de prova e também meio de defe sa. dispõe que. a demora injustificada na realização do exame e o consequente desfazimento dos elementos não autoriza a prova testemunhal. O Código de Processo Penal regula também a exumação (desenterramento de cadáver para realização de exame).2.2. 8. 8. 6) Deve ser realizada avaliação de coisas destruídas. 168. por mais de trinta dias (art. a fim de se apurar o responsável pelo preenchimento e lançamento da assinatura. ressalvada a possibilidade do suprimento acima apontado. entretanto. 129. lesões corporais etc. do Código de Processo Penal). os peritos farão a avaliação através dos elementos constantes dos autos e dos que resultarem das diligências (art. § 2. para se constatar eventual falsidade material. 173 do CPP). deverão os peritos. a prova testemunhal poderá suprir²lhe a falta (prova não pericial. 4) No furto cometido mediante destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa. do CPP). do CPP). do Código Penal). e o grafotécnico. Assim.1. § 12. 167 do mesmo Código. deverá ser realizado exame complementar após o trigésimo dia (art. 3) Cuidando-se de delito de lesão corporal grave em razão da incapacidade da vítima para as ocupações habituais. A falta do exame complementar. 2) Nos crimes de falsificação de documento realiza-se o exame docuinentoscópico. subtraídas ou que constituam produto do crime. ou por meio de escalada. 564. além de descrever os vestígios. 181 do CPP). incêndio.). quando possível. 5) No caso de incêndio. O interrogatório tem natureza mista. CARACTERÍSTICAS a) ato personalíssimo: só o réu pode ser interrogado. b. o perigo que dele tiver resultado para a vida ou para o patrimônio alheio. A inexistência do exame nas infrações que deixam vestígios é causa de nulidade da ação penal (art. furto qualificado pelo arrombamento. A expressão exame complementar também é utilizada quando o laudo apresenta alguma falha ou omissão. não podendo supri-lo a confissão do acusado. hipótese em que o juiz determinará ao perito que supra a formalidade faltante. deterioradas. CONCEITO E NATUREZA É um ato no qual o juiz ouve o acusado acerca da impu taçã que lhe é feita. O art. Para que se aceite a prova testemunhal é necessário que o desaparecimento não possa ser imputado aos órgãos estatais incumbidos da persecução penal.: homicídio. . complemente ou esclareça o laudo (art. III. 172 do CPP). entretanto. os peritos verificarão a causa e o lugar em que houver iniciado.2. 171 do CPP). a extensão do dano e o seu valor e as demais circunstâncias que interessarem para a elucidação do fato (art. Se impossível a avaliação direta. pode ser suprida pela prova testemunhal (art.vestígios (delitos não transeuntes ² ex. indicar com que instrumentos. por que meios e em que época presumem ter sido o fato praticado (art. Observações: 1) O exame realizado em um cadáver para constatar a causa da morte é chamado exame necroscópico (necropsia ou autópsia). uma vez inviabilizada a realização do exame pelo desaparecimento 116 117 ² dos vestígios.2. INTERROGATÓRIO 8. 1.

caso em que será tomada por termo. 3) Havendo mais de um réu. será apresentado nessa data. MOMENTO E EFEITOS DA CONFISSÃO A confissão. É a admissão por parte do acusado de que praticou a infração penal. do Conselho Superior da Magistratura do Estado de São Paulo).2. foi revogada pelo art. será interrogado na primeira oportunidade. pode o réu mentir.1. O art.5). Se o réu tornar-se revel pelo não-comparecimento na data designada.. do CPP). 8. mas vier a scr preso ou comparecer posteriormente a juízo. Assim.. e as respostas serão orais. haverá necessidade de auxílio de intérprete que o entenda. porém. determina a citação do réu e designa data para realização do interrogatório. que serão respondidas por escrito. caso se trate de surdo-mudo. d) ato não sujeito à preclusão: o acusado pode ser interrogado a qualquer tempo.3. MOMENTO DO INTERROGATÓRIO O juiz. CONCEITO É a declaração por parte do acusado da verdade dos fatos criminosos cuja prática a ele se imputa. A falta de interrogatório do réu presente é causa de nulidade absoluta (art. pela Constituição Federal. o interrogatório pode ser feito por via de carta precatória. Além de permanecer em silêncio. tem ele o direito de não responder a qualquer pergunta do juiz. 8. circunstância que não pode pesar em seu desfavor. o qual não advertirá o acusado de que o silêncio poderá ser interpretado em seu desfavor. ao receber a denúncia. bem como se outras pessoas concorreram para o delito (art.. se anaifribeto o surdomudo. II. 186 (³. e. se entender necessária tal providência. a parte final do art. Se o réu estiver preso.3.. 5-°. CONFISSÃO 8. 194 do CPP. o réu será especialmente perguntado sobre os motivos e circunstâncias do crime. até o trânsito em julgado da sentença. será interrogado com o auxílio de um intérprete. 5) Ao mudo são endereçadas perguntas orais. 564.4. Pode. ocorre no interrogatório. . nos termos do art.b) ato privativo do juiz: as partes não podem fazer reperguntas.´). Havendo confissão. LXIII. sem que isso importe em qualquer conseqüência prejudicial a ele. quedarse silente. o seu silêncio poderá ser interpretado em prejuízo da própria defesa. se estiver solto e comparecer. 118 119 8. quando o réu residir em outra comarca (Provimento CXCI de 1984. via de regra. Observações: 1) A regra do art. 8. 59 do no Código Civil vo (i¶ide tópico 9.2. como forma de exercício da autodefesa. c) ato oral. se surdo o intelTogado. 4) Se o acusado não falar português. segundo a qual o réu menor de 21 anos deveria ser interrogado na presença de curador.2. da Constituição. 2) No Estado de São Paulo. SILÊNCIO E MENTIRA DO RÉU Pode o réu. proceder-se-á ao intelTogatório.3. 196 do Código de Processo Penal permite que o juiz proceda a novo interrogatório do réu a qualquer momento da ação. Não foi recepcionada.3. as perguntas e respostas serão escritas. far-se-ão perguntas escritas. pois. dar-se em qualquer outra fase. cada qual será interrogado separadamente.

de culpabi.4. 213 do CPP). 201. 201 do CPP). CARACTERÍSTICAS Testemunha é a pessoa diversa dos sujeitos processuais (juiz e partes) chamada a juízo para prestar informações so br fa relacionados à tos infração.5. parágrafo único. criminal do declarante por falso testemunho. recusar-se a testemunhar o ascendente ou descendente. se arrolada.4. fora do processo judicial. a mãe. incrimina também terceiro. pora) é ato personalíssimo. o cônjuge. deve a confissão ser d) divisibilidade (ou cindibilidade) ² o réu pode con ciad segundo O Critério da persuasão racional do juiz. deve ser confrontada com o restante da prova. Podem. b) complexa ² quando o acusado reconhece ser o autor de mais de uma infração. pessoais.190). 122 123 Em princípio.na).3. As declarações do ofendido constituem prova de relevan t valor. bem assim sobre a) simples ² quando o réu atribui a si a prática de um quem seja ou presuma ser o autor e as provas que possa mdidelito. o irmão e o pai. 202 do CPP) e. máxime nos delitos que ocorrem na clandestinidade. ainda 8. CLASSIFICAÇÃO O ofendido. car (art. tanto. no entanto. se mendazes. será qualificado e per confissão pode ser classificada em: guntado sobre as circunstâncias da infração. ainda que desquitado. As declarações do ofendido não são precedidas de comimpeditivo ou extintivo (excludente de ilicitude. poderá ser determinada sua condu çã coercitiva (art.3. deve ser livre e espontânea. não constitui prova absolu t (probatio probatissi. Diz-se que houve confissão delatória (delação ou chamada de coréu) quando o réu. CONCEITO 8. porém alega em seu benefício fato modificativo.promisso e. apesar de seu significativo valor. toda pessoa poderá ser testemunha (art. 8. 8. d) judicial ² feita perante o juízo. ainda que posteriormente anexada aos autos. DECLARAÇÕES DO OFENDIDO 8. não poderá eximir-se da obrigação de depor (art.5. c) retratabilidade ² o confitente pode desdizer-se. o afim em linha reta. não ensejam a responsabilização lidade etc. admitindo a prática da infração. A testemunha depõe.1. porquanto. sobre o fato. Se. do CPP). ou o filho adotivo do . deixar o ofendido de compa e extrajudicial ² feita durante o inquérito policial ou recer sem motivo justo. isto fessar somente parte da conduta ou Confessar um crime e negar é. 120 121 Como elemento de prova que é. Não existe confissão ficta em nossa legislação. não devendo manifestar ³suas apreciações b) para que seja válida. pessoa titular do interesse jurídico violado pela conduta criminosa.3. 206 do CPP). não se presumem verdadeiros os fatos narrados na denúncia ou queixa. salvo quando inseparáveis da narrativa do fato´ (art. a prática de outro etc. Assim. PROVA TESTEMUNHAL que o réu deixe o processo correr à revelia.). Essas declarações serão tomadas por ter mo Possível a realização de reperguntas pelas partes. devidamente intimado. e) qualificada ² ocorre quando o réu admite a autoria da conduta. sempre que possível.

9. de deficientes mentais. parágrafo único. poderá arrolar oito pessoas.099/95): até três testemunhas. O art.5. 214 do CPP). Tratando-se. os deputados e senadores não são obrigados a depor sobre informações recebidas no desempenho de suas funções (art. § 52. 124 125 ² . Deve-se salientar.nariíssiino (Lei n. por sua vez. Contraditada a testemunha. O número máximo de testemunhas é variável. Ainda que se trate de processo com mais de um réu. de dois ou mais fatos criminosos distintos. Deve ser ela objeto de contradita.acusado. são ouvidas na condição de informantes. assim. A testemunha ³suspeita de parcialidade ou indigna de fé´ não está impedida de depor (art. dispensa ou oitiva. desobrigadas pela parte interessada. nem aquelas que nada souberem que interesse à decisão da causa (art.2. CLASSIFICAÇÃO DAS TESTEMUNHAS As testemunhas podem ser: a) Nwnerárias ² são as arroladas de acordo com o número legal. da CF). 8. 53. entretanto. salvo quando não for possível. Além disso. de acordo com a hipótese. haverá. 209. Cada acusado. 397 do Código de Processo Penal permite a substituição das testemunhas não localizadas por outras. que se desejarem depor não será tomado o compromisso das pessoas acima (art. 206. estão proibidas de depor as pessoas que. 9. acusados pelo mesmo crime. Nesse número não se incluem as testemunhas referidas e as que não prestarem compromisso (art. Rito sumário: cada parte arrolará até cinco testemunhas. ou aquelas que o juiz julgar importante ouvir para descobrir a verdade e que não foram arroladas pelas partes (art. Devem ser indicadas na denúncia (testemunhas de acusação) ou defesa prévia (testemunhas de defesa). 209. independentemente de compromisso. d) Próprias ² as que prestam depoimento sobre o fato apurado no processo. ministério. do CPP). menores de 14 anos ou de pessoas proibidas de depor. sendo relativo o valor de suas declarações. em razão de sua função. § 2. ² Rito su. o autor só poderá arrolar oito testemunhas. 207). Não se cuidando de parentes do réu. ofício ou profissão. Por sua vez. valorando-o posteriormente. e) Informantes ² são as pessoas ouvidas independentemente de compromisso. sob pena de preclusão. a acusação poderá arrolar oito testemunhas por fato delituoso. 206). 398. quiserem dar seu depoimento (art. de acordo com os seguintes procedimentos: ² Rito ordinário: cada parte pode arrolar até oito testemunhas. salvo se. do CPP). entretanto. A Lei n. Também são ouvidos como informantes os doentes mentais e os menores de 14 anos. Ex. b) Extranumerárias (ou dojuío) ² são as testemunhas referidas. devam guardar segredo. do CPP).: testemunha instrumentária do flagrante. que é o mecanismo processual destinado a argüir a suspeição de testemunha. por outro modo. e) Impróprias ² as que prestam depoimento sobre um ato do processo. se se tratar de caso previsto nos arts. ² Plenário do Júri: até cinco testemunhas. obter-se ou integrar-se a prova do fato e de suas circunstâncias (art. ouvidas pelo juiz porque mencionadas no depoimento de outras testemunhas. o juiz tomará o depoimento. 207 e 208 do diploma citado.807. estabeleceu normas para a organização e manutenção de programas especiais de proteção a vítimas e testemunhas ameaçadas. de 13 de julho de 1999. 208 do CPP). que.

221. CARACTERÍSTICAS DA PROVA TESTEMUNHAL a) judicialidade ² só é prova testemunhal aquela colhida pelo juízo competente. por enfermidade ou por velhice. O juiz reduzirá o depoimento a termo. todavia.5. Algumas autoridades podem prestar depoimento por escrito (art. Assim. serão inquiridas onde estiverem (art. 8. em seguida. 2) Havendo razões para temer que uma ou mais testemunhas não possam depor n o futuro. os Secretários de Estado. sem emitir opiniões pessoais e juízo de valor sobre o ocorrido. reduzi-las a termo. dia e hora previamente ajustados entre eles e o magistrado (art. tanto quanto possível. 204. As pessoas impossibilitadas. pode. O Presidente e o Vice-Presidente da República.3. mas a todo tempo. 8. reproduzindo fielmente suas frases (art. a defesa reperguntará em primeiro lugar.mente. os Ministros de Estado. 220). 222 do CPP). pagamento da diligência e responsabilização por crime de desobediência (art. COLHEITA DO TESTEMUNHO Ordinariamente a testemunha é ouvida na sede do juízo. às expressões usadas pelas testemunhas. 204. multa. será ouvida por via de carta rogatória. indeferindo as perguntas impertinentes e as repetidas. pode o juiz. os Deputados Estaduais. A expedição da precatória não suspende a instrução criminal. no entanto. os Governadores dos Estados e Territórios.5. os Ministros e Juízes dos Tribunais de Contas da União. os Prefeitos do Distrito Federal e dos Municípios. Se a testemunha for de acusação. poderá o juiz realizar o julgamento. do Distrito Federal. cabendo ao juiz. o depoimento prestado em outra ação e transportado para o processo (prova emprestada) é considerado prova documental. de ofício ou a 126 . b) objetividade ² a testemunha deve expor os fatos de forma objetiva. os Senadores e Deputados Federais. dos Estados. uma vez devolvida. do CPP). sem que tenha sido cumprida. As partes. as reperguntas podem ser feitas diretamente pelas partes. parágrafo único. No Plenário do Júri. poderão fazer reperguntas por intermédio do magistrado. § 1). poderão ser tomadas as seguintes providências: condução coercitiva. findo o prazo marcado pelo juízo deprecante para a sua devolução. de quem ³ouviu dizer´). Observações: 1) Se a testemunha intimada faltar à audiência sem motivo justificado. é o Ministério Público (ou querelante) quem primeiro fará a repergunta. No caso de testemunha arrolada pelo acusado. 215 do CPP). de forma diversa. de forma que uma não ouça o depoimento da outra. 221). 219 do CPP). utilizar-se de breves anotações para consulta (art. g) Indiretas quando a prova é derivada (testemunho do testemunho. de comparecer ao Fórum para depor. Se a testemunha reside em outra comarca. membros do Poder Judiciário e do Ministério Público. d) individualidade ² cada testemunha é ouvida isolada. será juntada aos autos (art.f) Diretas quando não há intermediação entre o Cato e o testemunho (testemunhas que presenciaram o fato). c) ora/idade o depoimento deve ser prestado verbalmente. do CPP). Ao juiz incumbe zelar pela celeridade processual.4. bem como os do Tribunal Marítimo serão inquiridos em local. será ouvida por intermédio de carta precatória. Caso encontre-se residindo no exterior. devendo cingir-se. não sendo permitido à testemunha trazê-lo por escrito (art. a precatória.

7. outros instrumentos. será lavrado auto pormenorizado. Será lavrado. Caso sejam várias as pessoas chamadas a efetuar reconhecimento. pela sua atitude. a pessoa cujo reconhecimento se pretender serj colocada. ACAREAÇÃO 8. porém a inobservância de tal procedimento não acarreta qualquer invalidade. 3) Se o magistrado verificar que a Presença do réu na sala de audiência.6. resfurtiva etc.2. fará retirá-lo. caso entenda que haverá intimidação. RECONHECIMENTO pE PESSOAS A pessoa que houver de fazer o reconlecimento será convidada a descrever a pessoa a ser reconhecida. Assim. O retrato falado é meio de investigação e não de prova. O Código de Processo penal disciplina tais meios de prova flOs arts. convidando-se o reconhecedor a apontála É recomendável que se coloquem outras pessoas ao lado do suspeito. 6) De acordo com o entendimento dç STF ³intimada a defesa da expedição da carta precatória. deve-se proceder a cada ato em separado. ouvi-las antecipadamente (art. após.6. 227 do CPP que. serão observadas as cautelas previstas para o reconhecimento de pessoas. enfermidade.1. cada qual o fará em separado. 8. no que forem aplicáveis. para que as testemunhas e ofendido P0ssam identificá-lo Como o autor do delito. é admitido (prova inominada). 225 do CPP). Finda a diligência. 217 do CPP).1.).127 pedido das partes. torna-se desnecessária intimação da data da audiência no juízo deprecado´ (Súmula 273). Se mais de uma pessoa for reconhecer o objeto. 221.6. 8. velhice etc. 226 a 228. 8. Exemplo: viagem longa ao exterior. § 2. 4) Os militares deverão er requisitad05 à autoridade superior para depor (art. O reconhecimento foto grdfico. apesar de não ser contemplado expressamente como meio de prova. consignando no termo a ocorrência e os motivos que a determinarar (art. RECONHECIMENTO DE PESSOAS E COISAS Não raro é necessário submeter o réu a reconhecimento. a pessoa chamada a identificar o objeto deve descrevê-lo e. a autoridade deverá atentar para que a pessoa chamada a efetuar o reconhecimento não seja vista pelo suspeito. apontá-lo. 223 do CPP). É o ato consistente em colocar frente a frente duas . devendo seu resultado ser apreciado com cautela. do CPP). Outras vezes flCcessário proceder. RECONHECIMENTO DE COISAS Dispõe o art. Após. auto pormenorizado. se possível. no reconhecimento de objetos. 8. CONCEITO Acareai significa colocar cara a cara. será nomeado intérprete (art.se ao reconhecimento de coisas relacionadas com o crime (armas. pode interferir no depoimento da testemunha. ao lado de outras que com ela tenham qualquer semelhança. quando estiver colocado ao lado de outras coisas semelhantes. igualmente.7. 5) Caso a testemunha nO conheça a língua portuguesa. Na fase do inquérito policial.

3 SUJEITOS A acareação será admitida: a) entre acusados. que o Código cuida das provas fotográficas e microfotográficas em outros dispositivos (arts. documentos são apenas os escritos. o Código prevê a POssibilidade de acareação entre pessoas que se encontrem em comarcas diferentes.). por via de carta precatória (art. Em sentido amplo. b) veraz ² diz-se que o documento é veraz se. além de autêntico. gozam de presunção iuris tantum (relativa) de autenticidade e veracidade. referente a ponto relevante para o resultado final do processo. Denomina-se instrumento o documento elaborado com a finalidade de servir como prova do ato nele representado. 165 e 170 do CPP). 8. fonográfica etc. 230 do CPP). e) entre as pessoas ofendidas. documentos são todos os objetos. 129 8.ou mais pessoas que apresentaram versões essencialmente conflitantes sobre questão importante para a solução da lide. PROVA DOCUMENTAL 8. desde que competente para a prática de tal ato. cinematográfica. Os documentos públicos. de acordo com quem o elabora (autor). lavrando-se termo no qual devem constar as explicações. 232). Em sentido estrito. O termo ³documento´ é empregado com dois significados. As pessoas acareadas serão indagadas pelo juiz ou pela autoridade policial (na fase do inquérito) acerca das divergências. d) entre acusado ou testemunha e a pessoa ofendida. o documento deve ser: a) autêntico ² entende-se autêntico o documento quando é formado pelo autor nele indicado (materialmente íntegro).8. é a prova preconstituída. retrata a verdade (ideologicamente íntegro).8. Particular é o documento formado por particular ou pelo funcionário (nos casos que não se referem à sua atribuição). 8. 130 . O documento pode ser público ou particular. devendo apontar as razões que dão base à versão apresentada. dos quais se pode extrair qualquer conclusão que represente um fato.1.2. Observação: Por incrível que pareça. Importante notar. públicos ou particulares.7. desde que observadas as formalidades legais.8. não só os escritos. b) que haja divergência entre as declarações dessas pessoas. REQUISITOS PARA EFICÁCIA PROBANTE Para que faça prova do ato nele retratado. b) entre acusado e testemunha. PRESSUPOSTOS Dois os pressupostos para a realização da acareação: a) que as pessoas a serem submetidas à acareação já tenham sido ouvidas em oportunidade anterior. Essa última acepção foi a adotada pelo Código de Processo Penal (art. É público o documento formado por pessoa investida em função pública. c) entre testemunhas.2. 8. no entanto. CONCEITO Documentos são os escritos. ou seja.7. instrumentos ou papéis. aptos a corporificar uma manifestação humana (prova fotográfica.

pelo menos. PRODUÇÃO DA PROVA DOCUMENTAL 8. mas. Observações: 1) O documento redigido em idioma estrangeiro deve ser traduzido. desde que autenticada. os documentos podem ser juntados aos autos em qualquer fase do processo. nós. porém. III. pois a certeza pode deles provir. 132 133 8. em plenário.: carta particular obtida por meio de violação do sigilo da correspondência). 4) A cópia do documento original. 2) Inadmissível ajuntada de documento obtido por meio ilícito (ex. Indícios são.1. p.9. mas que. b) proibição de proceder-se. 3) Não havendo interesse que justifique a conservação de documentos originais nos autos. que. DA BUSCA E APREENSÃO 8. por tradutor público ou. autorizam. portanto. b) provocada (ou coacta) ² quando o juiz. ou de outro se acompanha.1. INDÍCIOS A produção pode ser: a) espontânea ² quando a exibição. 239 do CPP). tomando conhecimento da existência de documento relativo a ponto relevante da acusação ou da defesa. Ex.se a existência de outra ou outras circunstâncias (art.9.10. veja-se a docência de Giuseppe Chio. 238). Para que embasem condenação. por pessoa nomeada pelo juiz.3. conhecida a existência de um dos dois. § 22. 406. 8. segundo a experiência que temos da ordem normal das coisas. para que todos possam compreender seu teor. presumimos a existência do outro´ (Instituições de direito processual civil. 8.10. à leitura ou exibição de documento que não tenha sido comunicado à parte contrária. a conclusão de que é ele o homicida. independentemente de requerimento das partes (art. VALOR Em razão de ser livre o convencimento do magistrado. Há. tendo relação com o fato. com antecedência.9. parágrafo único). na falta. concluir. por via de raciocínio indutivo. aqueles elementos que não se relacionam diretamente ao fato. CONCEITO Indícios são as circunstâncias conhecidas e provadas. se assim requerer a parte e após ouvido o Ministério Público. leitura ou juntada é de iniciativa da parte. v.: a inimizade capital e o exercício de sérias ameaças por parte do acusado não constituem prova direta de que ele foi o autor dos disparos que causaram a morte do ofendido. no entanto. ficando traslado nos autos (art. 232. providencia sua juntada aos autos. um fato constitui causa ou efeito de outro.8. Bookseller. por via de raciocínio lógico. exceções: a) proibição de juntar-se documentos na fase das alegações escritas em processos de competência do Júri (art. 165). Em regra. de três dias (art.2. por indução. terá o mesmo valor daquele (art.venda: ³Quando. em certas circunstâncias. exige-se que se mostrem encadeados entre si e unívocos.131 8. 234 do CPP). permitem a formação da convicção acerca de algum aspecto da infração. A esse respeito. 475 do CPP). CONCEITO . podem autorizar. poderá o juiz determinar sua restituição. do CPP). os indícios são equivalentes a qualquer outro meio de prova. 1998.

quando haja suspeita de que o conhecimento de seu conteúdo possa ser útil à elucidação do fato´. h). que a expressão ³qualquer elemento de convicção´ (al. b) apreender coisas achadas ou obtidas por meios crimi nosos. do CPP) não foi recepcionado pela Constituição Federal. 52. elencadas no art. O termo domicilio deve ser tomado com o conceito amplo que lhe dá o art. f. e g) colher qualquer elemento de convicção. ESPÉCIES (ART. a inviolabilidade do sigilo das comunicações. § 12. pegar. são taxativas. d) apreender armas e munições. uma vez que se trata de medida restritiva do direito de inviolabilidade do domicilio e. Isso porque esse dispositivo (art. autoriza a busca de todo elemento capaz de influir na convicção do julgador. c) no curso do processo. § 4 e 52. para: a) prender criminosos. OPORTUNIDADE A diligência de busca e apreensão pode ser realizada: a) em momento anterior à instauração do inquérito policial.3. não redundar em apreensão. Em razão da excepcionalidade da medida. se a autoridade policial tiver conhecimento da existência de infração penal cuja ação é pública incondicionada. porém. e) descobrir objetos necessários à prova de infração ou à defesa do réu. desde que fundadas razões a autorizem. destinadas ao acusado ou em seu poder. a busca e apreensão mostra-se. a providência destinada a encontrar e conservar pessoas ou bens que interessem ao processo criminal. 240. como procedimento cautelar.10. que consagra em seu art. tratar de descobrir. A diligência de busca pode. 8. referiu-se o legislador à necessidade da existência de elementos concretos que permitam à autoridade concluir que o crime está ocorrendo ou que o morador está na posse dos bens que se quer apreender (fumus boni iuris). 134 c) apreender instrumentos de falsificação ou de contra. XII. instrumentos utilizados na prática de crime ou destinados a fim delituoso. abertas ou não. 150. Apesar de o Código prever a possibilidade de apreensão de ³cartas. § l. por outro lado. portanto. deste Código. 240. Apreender. por vezes.10. encontrar. que constitui mitigação do direito de inviolabilidade do domicílio (art. 8.2. ³CAPUT´. tal providência não se mostra. segurar. da CF). b) durante o inquérito policial. Ao exigir ³fundadas razões´. DO CPP) 1) Busca domiciliar Possível a realização de busca em domicilio. Busca e apreensão é. Buscar significa procurar.fação e objetos falsificados ou contrafeitos. do Código Penal. via de regra. é o mesmo que se apropriar. f) apreender pessoas vítimas de crimes. tendente a impedir o perecimento de um meio de prova.O Código de Processo Penal disciplina a providência de busca e apreensão ao tratar das provas. XI. De ver-se. atualmente. portanto. 52. 135 1h . Tais hipóteses. passível de realização. Conquanto possa ser realizada a qualquer tempo. 240. não admitem interpretação extensiva. fundada em razões de interesse público (consubstanciado na efetiva persecução do delito praticado).

será permitido o emprego de força contra coisas existentes no interior da casa. § 52). por determinação judicial. será arrombada a porta e forçada a entrada (art. bolsas. caput. o mais precisamente possível. do CPP). Exige-se. d) o mandado deve ser assinado pelo escrivão e pelo juiz que o expedir. a casa em que será realizada a diligência e o nome do respectivo proprietário ou morador. 245. entretanto. no caso de prisão ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de delito de alguma infração penal.o ordenamento estabelece várias regras com o escopo de resguardar o indivíduo e sua morada. 245. A lei prevê que a busca em mulher será feita por outra mulher. 249. b) durante o dia. quando houver situação de flagrante delito. portanto. suas vestes. § 32). b) o mandado deve indicar. Realiza-se busca pessoal quando houver fundada suspeita de que alguém oculte consigo arma proibida ou objetos relacionados com infração penal (art. será lavrado termo ou auto de apreensão. 1. 245. 245. Recalcitrando o morador. cabível nas hipóteses acima mencionadas. § 22. Antes de penetrarem na casa. assinado pelo juiz. Terminada a diligência. os executores exibirão o mandado e o lerão. 2) Busca pessoal. ofumus boni iuris. § 62). 243. O mandado. Na hipótese de negar-se o morador a cumprir a ordem. será imediatamente apreendida e posta sob custódia da autoridade ou de seus agentes (art. do CPP). ou quando a medida for determinada no curso de busca domiciliar (art. A busca por determinação judicial. Desnecessário o mandado. a realização da busca será possível: a) a qualquer hora. Assim. § 22). deve conter o nome da pessoa na qual será realizada a busca ou os sinais que a identifiquem (art. para o descobrimento do que se procura (art. 245. O mesmo procedimento será observado se ausente o morador. do CPP). intimando o morador a abrir a porta (art. Consiste na revista do corpo da pessoa. § 42) 136 Se é determinada a pessoa ou coisa que se vai procurar. e) deve-se mencionar no mandado o motivo e os fins da diligência. Descoberta a coisa ou pessoa que se procura. pastas. ocorrerá sempre durante o dia (das 6 às 18 horas ou entre a aurora e o crepúsculo) e observará os seguintes requisitos: a) deve ser efetuada pessoalmente pelo juiz ou por sua ordem (mandado). se não importar retardamento ou prejuízo da diligência (art. 240. declarará previamente sua qualidade e o objeto da diligência (art. 244 do CPP). Se realizada a diligência diretamente pelo juiz. . veículos etc. § 12). do CPP). o morador será intimado a mostrá-la (art. 245. caso em que será intimado para assistir a diligência qualquer vizinho. para prestar socorro à vítima de alguma infração ou com consentimento do titular do direito. 245. bem como menção ao motivo e fins da diligência (inciso II). para a efetivação da medida. se houver e estiver presente (art.

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