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CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES - PENAL

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ANHANGUERA EDUCACIONAL 4º SEMESTRE DE DIREITO

NOELIA F. PEREIRA DA SILVA RA: 1901383539 RAPHAELA GOMES NOGUEIRA RA: 1901423658

DIREITO PENAL CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES

RIO VERDE MT – MS 2010

NOELIA F.com) RA: 1901423658 DIREITO PENAL CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES RIO VERDE MT – MS 2010 .com) RA: 1901383539 RAPHAELA GOMES NOGUEIRA (phaela_ytsat@hotmail. PEREIRA DA SILVA (noelia-pg@hotmail.

intencionalmente.wikipedia. dano etc.1 Crime Comum (do latim delicta communia:"delitos comuns") é aquele que pode ser praticado por qualquer pessoa. Ninguém os comete por intermédio de outrem. que é aquele que só pode ser cometido por uma determinada categoria de pessoas. ou seja. O peculato. trazendo prejuízo a outrem5.carula.php?option=com_content&task=view&id=8255&Itemid=27 . Distingue-se. no qual é necessária a efetiva lesão de um bem jurídico. 163 CP – Destruir. venha a danificar bem alheio. que classifica as infrações penais em crimes.4 Crime de dano está estampado no Código Penal Brasileiro mais especificamente em seu artigo 163: Art. A distinção entre crime e contravenção reside na espécie de sanção cominada à infração penal: o art. sem que seja necessária a efetiva lesão do bem jurídico tutelado. à contravenção é cominada pena de prisão simples.asp?id_dh=1186 4 http://pt.com. por exemplo.br/penal5.br/v2/dhall. o sujeito ativo deve ser médico.jurisway. e o dicotômico (adotado por nossa legislação). etc. falsidade ideológica.org/wiki/Crime_comum 3 http://www. pelo autor direto da ação. quando o agente comete o crime com a intenção de lucro. O que deve ser observado principalmente é a vontade do agente em lesar coisa alheia.adv.org/wiki/Crime_de_m%C3%A3o_pr%C3%B3pria 5 http://buenoecostanze. ora à forma de execução. A gravidade do fato é classificada por dois sistemas: o tricotômico. Importante problematizar ainda a existência dos crimes de perigo abstrato e concreto.wikipedia. ou multa. não exige uma qualidade especial do agente. Os crimes de mão própria não se confundem com crimes próprios. a intenção dirigida finalisticamente para lesionar. assim. citando como exemplo um concorrente que.org. Crime próprio. dos crime de dano. sem que seja necessária a verificação de um resultado espaço-temporalmente distanciado da ação. nos crimes de perigo abstrato a prática do comportamento (comissivo ou omissivo) tipificado já é 1 2 http://www. o qual classifica as infrações em crimes e contravenções. Existe ainda uma peculiaridade no crime de dano. encarando crime e delito como sinônimos. inutilizar ou deteriorar coisa alheira: Pena – detenção. incorrendo assim as penas do artigo ora citado.hpg. Crime de Perigo é um crime cuja prática se basta com a conduta do agente. ora ao resultado.3 É crime comum. delitos e contravenções. Ambos continuam não exigindo: a efetiva lesão do bem juridicamente protegido pelo tipo para se consumarem. furto. Ex: roubo. de 1 (um) a 6 (seis) meses. nem o dolo de dano. ora porque se atenta à gravidade do fato. Exemplo: furto. penalmente responsável. que lesa bem jurídico do cidadão. Em princípio não admite co-autoria ou mesmo a coparticipação através da instigação ou orientação. e/ou multa ou apenas esta.Os crimes são classificados de diversas maneiras. ou seja. mas admite a participação (art.br/index. ou seja. no crime de omissão de notificação de doença. O crime de mão própria só pode ser cometido pelo sujeito em pessoa. da família ou da sociedade. 1º da LICP reza que ao crime é cominada pena de reclusão ou de detenção e de multa. ou seja. Contudo. ou seja.html http://pt.2 Crime de mão própria ou de atuação pessoal é todo aquele que só pode ser praticado pelo autor direto da infração.ig. Da mesma forma. Exemplo: o crime de falso testemunho. só pode ser praticado por funcionário público. pois pressupõe uma particular condição ou qualidade pessoal do agente. 29 do Código Penal). Somente poder ser praticado pelo próprio agente.

Os crimes comissivos se subdividem em comissivos propriamente ditos e comissivos por omissão.10 É o praticado por meio de ação. no qual o legislador descreve somente o comportamento do agente.wikipedia. a falsidade de moeda. 155) o “subtrair”. no furto (art.afirma Damásio . mas o legislador antecipa a consumação à sua produção". típico crime formal. em que a lei descreve uma ação. Crime formal é aquele (crime) que se considera consumado independente do resultado naturalístico. nem precisa ocorrer para configurar o crime. consistindo a omissão na transgressão da norma jurídica e não sendo necessário qualquer resultado naturalístico. Exemplos de crime de perigo são dirigir embriagado e o abandono.com. em princípio. A diferença seria que nos crimes formais há resultado. A figura muito se assemelha à dos crimes formais.carula. na rixa (art.br/penal5. que se considera consumado independentemente do resultado. exigem a verificação ex post da efetiva situação de perigo a que foi submetida o bem. independentemente de qualquer alteração do mundo exterior (embora isso seja questionável. Crimes de mera conduta são crimes sem resultado. mas não exige a produção deste último para a sua consumação8. aqueles possuem resultado. 151) o “devassar” etc.org/wiki/Crimes_de_mera_conduta 10 http://www. Os crimes formais distinguem-se dos de mera conduta . o estelionato só se consuma com a obtenção da vantagem ilícita visada pelo agente. "empregar fraude para induzir ou manter alguém em erro". Crime omissivo é o praticado mediante inação (abstenção de comportamento). por si só.9 Crime comissivo é o que exige segundo o tipo penal objetivo (descrição abstrata de um comportamento). de não fazer o que a lei determina. o que desrespeita flagrantemente o princípio da lesividade e os postulados garantistas. desobediência). Pode ser citar como exemplo o crime de estelionato. não exige para a consumação o resultado pretendido pelo agente ou autor. e exige a ocorrência deste para que o delito se consume. isto é.org/wiki/Crime_de_perigo http://www.ig. como por exemplo.com.7 Crime formal no Direito Penal Brasileiro ocorre quando a intenção do agente é presumida de seu próprio ato. na violação de correspondência (art. por seu turno. sem se preocupar com o resultado (desobediência.6 Crime material é aquele em que a lei descreve uma ação e um resultado. qual seja. na invasão de domicílio. a presença do agente altera o mundo exterior e poderia ser considerada um resultado). por exemplo.wikipedia.br/dicionario/exibir/847/Crime-material 8 http://pt. Para a existência do crime basta que o autor se omita quando deve 6 7 http://pt. configura o crime. Assim.org/wiki/Crime_formal 9 http://pt.wikipedia. 137) será o “participar”. que. uma atividade positiva do agente . é o que objetivamente são descritos com uma conduta negativa. No crime formal o tipo (descrição do crime feita pela lei penal) menciona o comportamento e o resultado. homicídio (matar). 171 do Código Penal).porque "estes são sem resultado. ainda que o objeto do delito (a moeda falsa) não venha a circular.hpg. Damásio distingue do crime formal o crime de mera conduta. em que a conduta do agente. invasão de domicílio).suficiente para que haja a consumação. Seguindo orientação de Grispigni.direitonet.html . qual seja. no entanto. e um resultado. Os crimes de perigo concreto. sem a qual não há crime. Crimes de mera conduta: não produz resultado algum (exemplos: invasão de domicílio. porque. "obter vantagem ilícita em prejuízo alheio" (art.

e atual. 288. A consumação se dá num determinado instante. A diferença entre o crime permanente e o instantâneo de efeitos permanentes reside em que no primeiro há a manutenção da conduta criminosa. de caráter omissivo.agir. E se subdivide em crime necessariamente permanente e crime eventualmente permanente. Manual de Direito Penal. 190. de apossamento da coisa.1. 148). 1. e atual. do administrador que deixa perecer animal ou deteriorar-se a colheita. parte geral. parte geral. parte geral. p. 135 e 269 do CP). em que a morte ocorre num momento certo. parte geral. II). Exemplos são o da mãe que deixa de amamentar ou cuidar do filho causando-lhe a morte.ed. Direito Penal. 12 JESUS. 2006.1. o crime está em fase de consumação. São Paulo: saraiva. parte geral. apenas as consequências produzidas por um delito já acabado. em que o tipo legal descreve uma fase inicial ativa e uma fase final omissiva. a omissão consiste na transgressão do dever jurídico de impedir o resultado. não é sequer ato executório do crime.15 Crime instantâneo de efeitos permanentes é o que se consuma em um dado instante. no sequestro.ed. rev. Trata-se de crime omissivo próprio porque só se consuma no momento em que o agente deixa de restituir a coisa. e a de manutenção do estado danoso ou perigoso. por exemplo. 15 JESUS. Manual de Direito Penal. Fernando. 13 CAPEZ. 2010. 149) etc. ed. . O crime permanente apresenta duas fases: a de realização do fato descrito pela lei. é comissivo. São Paulo: atlas. 2006.13 Crime omissivo impróprio – (ou comissivos por omissão. 16 CAPEZ. 29. p. 24. Julio Fabbrini. abstratamente. por vontade do próprio agente. Nesse crime. vol. 169. rev. parte geral. Renato N. Damásio E. São Paulo: saraiva. p. ao passo que no segundo perduram. e omitente não responde pelo resultado. Fernando. Exemplo: homicídio. Dentro dessa modalidade de delito omissivo tem-se o crime de conduta mista. O momento consumativo se protai no tempo. Crime permanente é o que causa uma situação danosa ou perigosa que se prolonga no tempo. Julio Fabbrini.14 Crime instantâneo é o que se completa num só momento. por exemplo. sem continuidade temporal. e atual. Direito Penal. ed. que vem a morrer. a situação ilícita criada pelo agente se prolonga no tempo. Exemplos: sequestro ou cárcere privado (art. FABBRINI. do médico ou da enfermeira que não ministra o medicamento necessário ao paciente.11 Os crimes omissivos subdividem-se nas seguintes categorias12: Crime omissivo próprio – não existe o dever jurídico de agir. FABBRINI. mas apenas por sua conduta omissiva (arts. apropriação de coisa achada (art. Renato N. e atual. 2008. enquanto a vítima não recupera sua liberdade de locomoção. Direito Penal. São Paulo: saraiva. por exemplo. de natureza comissiva. vol. A fase inicial da ação. mas o agente se nega a cumprir o dever de agir. p. A omissão é forma ou meio de se alcançar um resultado (no crime doloso). rev. Nos crimes omissivos impróprios a lei descreve uma conduta de fazer. p. Damásio E. 2008. rev. mas seus efeitos se perpetuam no tempo (homicídio). 14 MIRABETE. O crime permanente se caracteriza pela circunstância de a consumação poder cessar por vontade do agente. p. 119. de. vol. art. isto é. São Paulo: atlas. A situação antijurídica perdura até quando queria o sujeito. plágio ou redução a condição análoga à de escravo (art. Assim. 24. Direito Penal. 191192. de. São Paulo: saraiva. 29. vol.16 11 MIRABETE. 1. 119-120. praticando-se o crime que. o homicídio e a lesão corporal. independentemente da sua vontade. ou comissivos-omissivos). parágrafo único. 287-288. 135 do CP (deixar de prestar assistência). 2010.

) e crime complexo em sentido estrito (é formado da reunião de dois ou mais tipos penais. vol.Crime a prazo ocorre nas hipóteses em que a qualificadora depende de um determinado lapso de tempo (129. por si mesmos. por exemplo. § 2º). Crime qualificado é aquele em que ao tipo básico a lei acrescenta circunstância que agrava sua natureza. mas apenas uma forma mais grave de ilícito.org/wiki/Crime_complexo 22 JESUS. Julio Fabbrini. São Paulo: saraiva. diminuindo. 121.com. 29. Crime privilegiado existe quando ao tipo básico a lei acrescenta circunstância que o torna menos grave. I).google. por isso penalmente protegido. suas sanções. § 4º. 24. parte geral. p. 194. Há homicídio simples (art.17 Crime principal é o que existe independentemente de outros. previsto no art. formando uma terceira unidade delituosa – subsidiariedade implícita).ed.wikipedia. Renato N. que é o crime meio para se chegar ao crime fim. Damásio E. não constituem delito. fundamental. parte geral. vol. é a fusão de vários crimes contidos num mesmo tipo penal. o primeiro é principal. 155. 155. parte geral. Crime acessório é aquele que para ser configurado depende da prática de outro delito que com ele se filie. em todas ou algumas das hipóteses contempladas na norma incriminadora. O legislador apanha a definição legal d crimes e as reúne. § 2º. necessariamente. rev. § 1° CP: mais de 30 dias). Exemplo. 2008. Latrocínio (roubo + homicídio). aquele praticado “mediante paga ou promessa de recompensa ou por outro motivo torpe” (art. Damásio E. São Paulo: saraiva.1. Chama-se homicídio qualificado. Manual de Direito Penal. extorsão mediante sequestro qualificado pelo resultado morte (extorsão + sequestro + homicídio) são exemplos notórios de crimes complexos. Assim. São crimes privilegiados. § 1º. o homicídio praticado por relevante valor moral (eutanásia. o furto de pequeno valor praticado por agente primário (art. que contem os elementos mínimos e determina seu conteúdo subjetivo sem qualquer circunstância que aumente ou diminua sua gravidade.: receptação e favorecimento. extorsão mediante sequestro (extorsão + sequestro). furto simples (art. e atual.br/search?aq=f&sourceid=chrome&ie=UTF-8&q=crime+a+prazo JESUS. em consequência. 2008. 155.org/wiki/Crime_acess%C3%B3rio 20 MIRABETE. por exemplo. Direito Penal. acessório (ou de fusão).wikipedia. ou seja. caput). O legislador acrescenta à definição de um crime fatos que. Não surge a formação de um novo tipo penal.18 19 Crime simples é o tipo básico. 195. 121. 17 18 http://www. de.1. pratica uma ofensa de menor intensidade. já que o Direito Penal é a "ultima ratio"). 21 http://pt. rev. 120-121. São Paulo: atlas. FABBRINI. para alcançar um resultado mais gravoso.22 Crime progressivo é aquele que ocorre quando o agente. 19 http://pt. 121. 29. . O crime acessório pressupõe a prática de outro crime que lhe dá conteúdo e justificativa.ed. 2006.21 O crime complexo apresenta-se sob duas formas: crime complexo em sentido lato (um crime. por exemplo). Direito Penal. Ex. de.20 Crime complexo é aquele que atinge vários bens jurídicos penalmente tutelados (direitos ou interesses individuais ou sociais de extrema relevância. o segundo. no furto e posterior receptação. rev. e atual. I). ed. para praticar crime de maior ofensa a um bem jurídico. e atual. denomina-se furto qualificado o praticado “com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa” (art. contém em si outro delito menos grave. progredindo do mais brando ao mais grave. elevando os limites da pena. furto. p. p. caput) etc.

a tentativa. imaginário ou erroneamente suposto – o agente pensa que cometeu um crime. 2008. 289. quando o agente pensa estar cometendo algo injusto. o delito de lesão corporal. como no caso da mulher que ingere substância abortiva. conhecido também como delito de ensaio.br/public_html/article. existem fases que podem ser separadas. tem a intenção de praticar um crime mais grave. 123. vol. após nocautear seu oponente. Julio Fabbrini. mas o resultado não ocorre por circunstancias alheias á sua vontade. Direito Penal. sabendo que seu inimigo não sabe nadar. ed.php?story=20080819091351539 25 CAPEZ.1. porém.1.é aquela realizada mediante dois atos. pensa ter cometido algo ilícito. 121). 24.24 Delito putativo. atira-o num rio. p. é composto de vários atos. 29. pois apresenta duas vítimas. 26 JESUS. fracionando-se o crime. ou seja. Damásio E. o destinatário e o 23 http://www. A diferença básica entre crime progressivo e progressão criminosa se relaciona diretamente com a questão de dolo. 155). em razão do tipo. mas. e delito putativo por obra do agente provocador. São Paulo: saraiva. mas ele é salvo por terceiros. portando. 157). São Paulo: saraiva. tem pluralidade de sujeitos passivos. Direito Penal.: o sujeito. rev.br/noticias/945805/o-que-se-entende-por-crime-progressivo-luciano-vieiralvesschiappacassa 24 http://www. que é o crime impossível pela impropriedade absoluta do objeto. 202. homicídio qualificado pela tortura.25 Crime falho é a denominação que se dá à tentativa perfeita ou acabada. pensando estar grávida. Direito Penal. 2008. parte geral. Ex. 151 . pratica-se. na verdade. vol. parte geral. rev. de. São Paulo: atlas. 1. Tais crimes não permitem o fracionamento da conduta. ante a ausência de espontaneidade. Na progressão criminosa o agente inicialmente queria o resultado menos grave. Renato N.Devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada.Art. mas. parte geral. rev. Fernando. resolve praticar uma infração mais grave. p.ed. e constituem a maioria dos delitos: homicídio (art.jusbrasil. quando o agente inicia um comportamento que configura um crime menos grave. delito de experiência ou delito de flagrante preparado. realizou um irrelevante penal. mas. São Paulo: saraiva. previsto no artigo 151 do Código Penal (Violação de correspondência . Damásio E.27 A distinção entre esses dois tipos não se faz tendo em vista o crime abstrato.). com na injúria ou ameaça orais (arts. Admitem. passa pelo menos grave. delito putativo por erro de proibição. como é o caso do boxeador que. e atual.lfg. parte geral. p. o uso do documento falso (art. 304) etc.23 Progressão criminosa .ed. ou seja. 2006. no "meio do caminho" muda de idéia e passa a querer o resultado mais grave. necessariamente. furto (art. e atual. desde o início. dois movimentos. 2010. para concretizá-lo. 28 JESUS. Pode ser: delito putativo por erro de tipo. vol. e atual. Manual de Direito Penal. 27 MIRABETE.com. que pressupõe a primeira. Crime plurissubsistente. de. p. mas sim em face do caso concreto. No crime progressivo o agente. a conduta é uma e indivisível. quais sejam.com. 202 . no qual não existe crime por parte do agente induzido. que integram a conduta.Exemplos: para o agente praticar o crime de homicídio. 140 e 147). e é inadmissível a tentativa deles. mas pratica uma conduta perfeitamente normal. Exemplo: o crime de violação de correspondência. para se chegar ao homicídio qualificado pela tortura é preciso passar pelo delito de tortura etc. obrigatoriamente. em que o sujeito faz tudo quanto está ao seu alcance para consumar o crime. 29. de um a seis meses.28 Crime de dupla subjetividade passiva é aquele que. ou seja. dirigida a outrem: Pena . ainda dentro do mesmo inter criminis. roubo (art.26 Crime unissubsistente é o que se realiza com apenas um ato. FABBRINI. ou multa.detenção.

abortamento provado por terceiro.29 Crime mono-ofensivo ou pluriofenfsivo: É o crime que atinge apenas um bem jurídico. platéia e etc. 2008. só há uma forma que assemelha a esse crime que é a contravenção penal prevista no art. É o praticado por uma multidão de pessoas em tumulto espontaneamente organizado no sentido de um comportamento comum contra pessoas ou coisas.br/public_html/article. vol. Ex. p. mais do juízo de valor sobre o fato concreto em face dela. 34 Idem p.) do referido diploma legal.com. São subsidiaria perante as que descrevem os crimes contra a vida 32. Direito Penal.65 do CP. Crimes bilaterais ou de encontro: São os crimes que exigem o concurso de duas pessoas. Damásio E. p. após descrever um crime.288 CP. como a família. Art. O inocente é condenado em face do falso testemunho. . Existe a primeira quando a lei. mesmo que uma não seja culpável. Art. seja pela palavra seja pela a impressa ou qualquer meio de transmissão.remetente. Crime subsidiário: É aquele. Fernando. parte geral.140 do CP (crime de injúria). Não caracterizando novo delito e sim mero desdobramento de uma conduta já consumado. Direito Penal. rev.ed. 1. grupos. amigos. de. Perturbação de cerimônia funerária.reclusão. o crime previsto no artigo 125 (Provocar aborto. cujo tipo penal tem aplicação subsidiária. de três a dez anos. Art. como a bigamia.1. e atual.php?story=20091021154320737 CAPEZ. por exemplo. 31 JESUS.209 do CP 33. Ex: Art.250. Art. Art. 2010.203. 204 33 Idem p. Crime multitidinário. Crimes vagos: São aqueles em que o sujeito passivo é uma coletividade destituída de personalidade jurídica.132 do CP..235 do CP. vol. Ex: Art. diz que só tem aplicação se o fato não configura delito mais grave. Normas que definem os crimes de perigo individual. 32 Idem p. Ex. no homicídio 30. 205. Ex.. São Paulo: saraiva.(linchamento). em o autor do crime é punido pela mera suspeita despertada. Em nosso ordenamento jurídico. A subsidiária pode ser explícita ou implícita. São Paulo: saraiva. Ainda. sem o consentimento da gestante: Pena . 29 30 http://www. Ex.lfg.203 do CP 31. Manzini foi quem pela primeira vez falou em crimes de mera suspeita. Crime exaurido: É aquele crime que após a consumação é que atinge suas últimas conseqüências. Crime de concurso necessário ou plurissubjetivo: São os crimes que exigem mais de um sujeito dividem-se: Crime coletivo: São os que têm como elementar o concurso de várias pessoas para um único fim como quadrilha de banco. 206. 29.25 LCP34. em que são vítimas a gestante e o feto. Crime de opinião: Consistem em abuso de liberdade do pensamento. Crime de mera suspeita. Há a subsidiariedade implícita quando a aplicação de uma norma não resulta de comparação abstrata com outra.. parte geral. a norma principal exclui a aplicação da secundária.

São os crimes que podem ser cometidos por meio de qualquer comportamento que cause determinado resultado. os atos executórios e a consumação.ig.33. Ex. Ex. é delito de espaço mínimo o homicídio com morte instantânea. Crime à distância. que é um crime formal.hpg. não são delitos. Art. mas que só pode ser alcançado com a consumação do resultado deste. Crime de forma vinculada: São aqueles que a lei descreve a atividade de modo particularizado. Neste caso. Crime Profissional: É o crime habitual quando cometido com intuito de lucro.carula. fala-se em crime a distância. que a conduta ocorra num país e o resultado em outro. constituem crimes. Assim. em vários verbos onde qualquer um deles caracteriza a prática de um crime. Exercício ilegal da medicina. Desde que o comportamento seja a causa do resultado morte o fato se ajusta ao preceito primário na norma incriminadora. http://www.. Neste.230 do CP. as ações que o integram consideradas em separados. É o caso da extorsão mediante seqüestro. Delito de intenção: É aquele em que o agente quer e persegue em resultado que não necessita ser alcançado de fato para a consumação do crime. que se encontra em Rivera.com. Nesse caso o legislador após definir de maneira genérica a conduta específica a atividade. Ex: Art. Ex. da Lei n.210. homicídio. São também denominadas delicta in offcio isto é delicta próprio dos que participam da atividade estatal.121 do CP. No crime habitual ao contrário. Delito mutilado de dois atos: É quando o agente visa uma finalidade separada do delito. um cidadão. Art. em Santana do livramento desfecha um tiro de fuzil contra outro. O crime profissional é qualquer delito praticado por aquele que exerce uma profissão e utiliza-a para atividade ilícita (ex.205. logo em seguida a injusta provação da vítima.343/2006. tem conduta realizada num local e a produção do resultado em outro. de espaço máximo ou de trânsito: Os crimes podem ser de espaço mínimo ou de espaço máximo. vem vitima a falecer.11. sem preceder deliberação. Crime funcional: São aqueles que só podem ser praticados por pessoas que exercem funções públicas. A diferença para 35 36 Idem p.35 Crime habitual: É o crime que é composto pela reiteração de atos que revelam um estilo de vida do agente. cuja descrição típica não cuida de qualquer conduta específica.Crime de ação múltipla ou conteúdo variado: É o crime que contém várias modalidades de conduta.. Ex.: aborto praticado por médicos). caput. Homicídio cometido sob o domínio de violenta emoção.Suponha-se entretanto .284 do CP. Ex. segundo ocorram ou não no mesmo lugar. as ações que o compõem por si mesmas. Ex: Art. Furto com nexo de continuidade. uma vítima que é ferida em Jundiaí logo morra em São Paulo. Crime plurilocal: É aquele que dentro de um mesmo país. Ex: Rufianismo. Ex.br/penal5. Crime de forma livre.36 Crime ímpeto: É aquele em que a vontade delituosa é repentina. Ex: Art.312 do CP. as várias condutas tomadas isoladamente constituem furtos.html .

art. Delito de fato permanente: É o crime que produz vestígios.br/noticias/CLASSIFICACAO%20DOS%20CRIMES. É classificado como próprio quando só existe na esfera militar (como dormir em serviço) e impróprio quando existe tanto militarmente quanto civilmente (como o homicídio). Crime de ação violenta: É aquele em que o agente emprega força física ou grave ameaça. Delito atentado ou de empreendimento: É o crime que o CP pune com a mesma intensidade tanto a tentativa quanto a consumação. injúria. Delito de tendência: A existência do crime depende de uma vontade íntima do agente. Ex. homicídio. tráfico de mulheres (CP art. Delito de circulação: Aquele praticado com o uso de automóvel. h). Crime de concurso eventual ou monossubjetivo: São aqueles que podem ser cometidos por uma só pessoa. escondido nas profundezas de sua morte.unerj. por tratado ou convenção. 304 do CP: “Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados. a instauração da persecução penal não depende de uma condição objetiva de punibilidade39. 297 a 302”. 39 http://www. OUTRAS CLASSIFICAÇÕES: 37 38 http://www. ao passo que no delito mutilado o fim visado não integra a estrutura típica 37. o Brasil obrigou-se a reprimir. II. por exemplo. Diferencia-se do delito de intenção. São todos aqueles em que cabe o instituto do corpo de delito. para com o objeto falsificado conseguir uma vantagem posterior. Crime condicionado ou incondicionado: Crime condicionado ou incondicionado: no primeiro a instauração l da persecução penal depende de uma condição objetiva de punibilidade (p. 231). CP. No segundo. por exemplo. art. estelionato 40. por exemplo.htm 40 http://pt. .. porque neste a finalidade especial (intenção) é essencial para a consumação do crime. Crime de ação astuciosa: É o crime praticado pela inteligência e astúcia. como o furto mediante fraude ou o estelionato. Ex: Homicídio 38. desacato). Crime remetido: ocorre quando a sua definição se reporta a outros delitos. ex. 7º.wikipedia.org. Por exemplo: o sujeito comete uma falsidade.o delito de intenção é que naquele a finalidade é essencial para a consumação do crime. § 2º. Crime internacional ou mundial: É o que.wikipedia.com.org/wiki. Crime militar: É todo o crime definido no Código Penal Militar. furto. a que se referem os arts.malufadv. enquanto que no delito mutilado o fim não faz parte da estrutura típica do ato ilícito praticado. que constitui a maioria dos delitos. Ex: Votar ou tentar votar duas vezes.br/ead/2006/direito/materiais http://pt.. Delito de fato transeunte ou (“delicta facti transeuntis”): É a infração penal que não deixa vestígio. os delitos cometidos verbalmente (calúnia. Exemplo: o que diferencia o atentado violento ao pudor de um exame ginecológico regular é intuito libidinoso do sujeito. que passam a intrigá-lo.

multitudinários etc. outras classificações das infrações penais. culposos. falhos. impossíveis.41 41 http://www. ainda.carula. quais sejam: crimes continuados. provocados. crimes dolosos.hpg.ig.br/penal5.Existem.html . preterdolosos ou preterintencionais. crimes de ação pública e de ação privada. putativos.com.

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