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Tipos de controle instrumentação

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6.

Controle avançado
6.1. Conceito

Os controladores estudados anteriormente se caracterizam por uma relação biunívoca entre uma variável controlada e uma variável manipulada. Em diversas situações, é interessante utilizar formas distintas de relacionar mais de uma variável controlada e/ ou mais de uma variável manipulada. Uma das formas mais simples é a atuação do controlador em duas válvulas (split-range) distintas, cada válvula correspondendo a uma faixa da saída do controlador. Neste caso, uma única variável controlada permite a manipulação de duas outras variáveis. Observe que, neste exemplo, dependendo das faixas de atuação, somente uma variável é manipulada de cada vez. Neste capítulo, estudaremos algumas estratégias de controle que fazem uso de mais de duas variáveis em uma malha de controle fechada.
6.2. Controle de razão

Uma situação muito comum em unidades de processo é a necessidade de manter uma relação entre quantidades. Em unidades com escoamento contínuo, isto se traduz na necessidade de manter uma razão entre vazões de correntes distintas. O controle da razão é fundamental em processos com reação química, onde se deseja manter uma relação estequiométrica entre reagentes (relação ar/ combustível em uma fornalha, por exemplo), em processos de separação (refluxo em colunas de destilação) e de mistura (blending). Geralmente, uma das vazões é determinada por outros sistemas da unidade ou fora dela. O objetivo do sistema de controle, então, é manipular a outra vazão para que, mesmo que a pri meira vazão varie, a razão permaneça o mais constante possível. Uma forma de implementar o controle de razão consiste em medir as duas vazões e calcular a razão entre elas. Este valor calculado passa a ser a PV para um controlador de razão (FFC), que rece be um setpoint e manipula uma das vazões para que ela fique proporcional à outra.

a estratégia de controle avançado mais aplicada na prática é o . freqüentemente utilizado na prática. determinando assim o setpoint do controlador de vazão.Esta implementação apresenta uma desvantagem: em determinadas situações (partida. pode ser necessário controlar a vazão e não a razão. Controle em cascata Provavelmente.3. é o de utilizar um controlador de vazão para a segunda corrente de processo que opere em três modos: manual. 6. automático e razão. emergências). O modo razão utiliza um elemento (FY) que multiplica a vazão da primeira corrente por um setpoint de razão. o modo automático permite que o operador fo rneça um setpoint de vazão. Os modos manual e automático são os tradicionais. Um outro esquema.

O controle em cascata é eficaz em situações onde existem perturbações a serem eliminadas. não haveria como compensar eventuais variações de pressão na linha de vapor. Um exemplo comparativo de estratégias de controle tradicional e avançado pode ser encontrado na homepage de Paul Henry. cuja saída fornece o setpoint para o controlador escravo. O controle em cascata utiliza pelo menos duas variáveis controladas para atuar sobre uma única variável manipulada. É o caso do controle de temperatura pela injeção de vapor: caso fosse utilizado apenas um controlador de temperatura atuando diretamente sobre a válvula de vapor. o controle em cascata tem um desempenho melhor do que o controle simples por uma única variável. Em alguns casos.controle em cascata. Selecione o item "Process control" e compare os esquemas de controle de nível de água em caldeiras com um. A malha externa abrange o outro controlador. O uso de um controlador de vazão escravo permite atuar de forma diferenciada durante as variações de pressão. Para pensar: qual malha de controle deve ter resposta mais rápida. dois ou três elementos. A malha interna contém a válvula e o controlador chamado escravo. Exemplos em sala de aula. denominado controlador mestre. O controle em cascata consiste de duas ou mais malhas de controle integradas. a externa ou a interna? Por quê? .

A vazão de vapor para o fundo de uma coluna de destilação. Em uma situação normal de operação. afeta a temperatura do fundo e.4.6. Controle feedforward A implementação de estratégias de controle feedforward n ormalmente envolve o conhecimento de modelos do processo que permitam determinar o melhor valor da variável manipulada a partir do valor atual da(s) variável(is) monitorada(s). pode passar a ser prioritário o controle do nível de fundo. Controle inferencial Em alguns casos. para evitar a perda de sucção das bombas de descarga e talvez o entupimento do refervedor. Em . mas se o nível estiver muito baixo. o nível do fundo da coluna. a variável a ser controlada não pode ser medida de forma econômica. que interfere sobre mais de uma variável de processo. enviando somente um deles à válvula de controle (ou ao controlador escravo). A imprecisão do modelo é um aspecto de segurança importante que dificilmente permite a implementação de estratégia feedforward "puras". Controle seletivo Existem processos em que uma variável manipulada. por exemplo. a composição pode ser determinada a partir da pressão e da temperatura por meio de uma equação de estado. da temperatura e (no caso de gases) da pressão.). exige estratégias diferentes dependendo do estado do processo.5. etc. Um exemplo típico é o controle de composição. Exemplos mais sofisticados incluem o cálculo do excesso de ar ou da carga térmica de uma fornalha e a modelagem de propriedades físicas de produtos (índice de octanagem de gasolinas. pela vaporização do líquido. 6. que selecionam o maior ou o menor entre dois ou mais sinais. O controle seletivo opera por meio de elementos comparadores. Uma abordagem é o controle inferencial. que pode ser feito a partir de medições da vazão volumétrica. Outro exemplo extremamente comum é o controle de vazão mássica. ponto de fluidez de plásticos. provavelmente se deseja que a vazão de vapor seja utilizada para controlar a temperatura do fundo. Em misturas binárias em fase vapor. em que a variável controlada não é medida diretamen te e sim calculada a partir de outras variáveis de processo que podem ser medidas mais facilmente. 6.6.

o valor calculado pelo controlador feedforward é enviado a um controlador feedback. a partir de mais de uma variável de processo. Controladores que apresentam diversas PVs e diversas saídas são denominados controladores multivariáveis. .8.7. Este tipo de controlador é descrito no item 8. Outras estratégias de controle avançado Com a facilidade de implementação de algoritmos complexos em máquinas capazes de efetuar os cálculos necessários em tempo hábil. Um dos controladores multivariáveis mais utilizados é o DMC (dynamic matrix control). 6. Um dos campos recentes que recebe muita atenção (especialmente de marketing) é a aplicação de redes neurais e outras ferramentas derivadas do estudo de inteligência artificial (fuzzy logic. ou suas variações. Controle multivariável O uso de modelos que representam o comp ortamento dinâmico do processo permite a implementação de controladores que.geral. aumentando a robustez do sistema. e não será incluído nesta homepage devido à gran de quantidade de equações. podem calcular mais de um valor de saída. sistemas especialistas baseados em regras). diversas estratégias diferentes de controle avançado estão sendo utilizadas. 6.9 do livro texto. por meio de simulação.

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