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FIOCRUZ - Especialização - Educação em Biologia e Saúde - Sexualidade

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Sexualidade: desenvolvimento, aplicação e avaliação de atividades de orientação sexual no ensino médio.
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Os métodos preventivos compreendem todos os recursos, de qualquer natureza,

sejam simplesmente comportamentais, sejam clínicos ou cirúrgicos, que tenham por objetivo

evitar a gravidez e, por conseguinte, levar à restrição da natalidade. Os métodos mais

difundidos na nossa cultura são a pílula anticoncepcional e a ligadura de trompas. Isso é tão

verdade que a palavra “anticoncepcional” muitas vezes é usada como sinônimo de pílula no

nosso vocabulário. Mas a anticoncepção é um mundo de várias facetas, para atender pessoas

diferentes, com organismos, valores e vontades diferentes (SOARES, 1994, p. 264; LOPES &

MAIA, 2001b, p. 61). De acordo com BRITO & FAVARETTO (1997, p. 551), os métodos

anticoncepcionais podem agir de três formas: impedindo ou dificultando a gametogênese, a

fecundação e a nidação (QUADRO 1).

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Os métodos preventivos, previnem a fertilização ou a implantação do ovo, dada pelo encontro

do espermatozóide masculino com o óvulo maduro na trompa uterina, e tem por objetivo

evitar a gravidez. Os métodos anticoncepcionais se dividem de acordo com o mecanismo de

atuação (CARDOSO, 2002, n. p.): (1) prevenindo a penetração dos espermatozóides no útero,

são os chamados métodos de barreira, como a camisinha masculina e feminina, o diafragma,

ou os métodos espermicidas, que matam os espermatozóides; (2) impedindo a ovulação, são

os métodos hormonais, ou anovulatórios, como os anticoncepcionais orais, ou pílula, e os

injetáveis ou subcutâneos, ou o dispositivo intra-uterino (DIU) com hormônio, ou Mirena; (3)

pílula do dia seguinte, ou contracepção de emergência; (4) métodos cirúrgicos ou

esterilização que impedem a entrada do óvulo no útero (ligadura das trompas) ou a chegada

do espermatozóide ao esperma (vasectomia); (5) impedindo a fertilização do óvulo pelos

espermatozóides, através de métodos comportamentais, como a tabelinha e os métodos de

determinação da ovulação por temperatura ou muco cervical e (6) evitando a implantação do

ovo no útero, ou métodos endoceptivos, através do uso do DIU.

Os jovens, moças ou rapazes, precisam conhecer muito bem seu próprio corpo

para entender a função de cada método preventivo. Somente conhecendo-se e conhecendo a

anatomia do sexo oposto é que o casal pode optar pelo uso de determinado método

preventivo, deixando de se preocupar com uma possível alteração incapacitante e de temer

interferência dolorosa. Em outras palavras: somente conhecendo seu corpo e o parceiro é

possível ter certeza de que o uso de determinado método não ameaça sua integridade física.

Por desconhecer as ações de um certo método preventivo, há jovens que temem seus efeitos e,

assim, entre dois possíveis “riscos”, muitos preferem enfrentar a gravidez (DUARTE, 1995,

p. 38).

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QUADRO 1. Os métodos anticoncepcionais podem agir de três formas:
impedindo ou dificultando a gametogênese, a fecundação e a
nidação.

Fonte: BRITO & FAVARETTO, 1997, p. 558.

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Fica claro para VALLADARES (2001, p. 83), que a decisão de ter ou não filhos

pertence ao casal. Muitas vezes, a falta de informação adequada pode levar uma mulher à

gravidez indesejada. Por isso, o método escolhido deve propiciar uma sensação de segurança,

não interferindo na espontaneidade da relação sexual, não provocando conflitos com sua

religião, não causando danos orgânicos e adequando-se à idade de quem vai usá-lo. Segundo

RIBEIRO (1998, p. 06), a grande incidência de gravidez na adolescência é um indicador de

que os jovens não usam proteção durante o intercurso sexual. Para MAUAD FILHO et al.

(1987, p. 643), a Orientação Sexual pertinente e objetiva é ainda a melhor ajuda ao

adolescente que procura orientação e na maioria dos casos já mantém uma vida sexual ativa.

Para indicar um método preventivo, é necessário analisar cada caso individualmente, tendo o

cuidado de nunca generalizar.

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