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A humildade exprime, uma das raras
certezas de que estou certo: a de que
ninguém é superior a ninguém.
Paulo Freire
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R Paulo Reglus Neves Freire,
educador pernambucano,
nasceu em 19/9/1921 na cidade
do Recife.
R Foi alfabetizado pela mãe, que
o ensina a escrever com
pequenos galhos de árvore no
quintal da casa da família. Com
10 anos de idade, a
família mudou para a cidade
de Jaboatão.
R Na adolescência começou a desenvolver um grande
interesse pela língua portuguesa. Com 22 anos de idade,
Paulo Freire começa a estudar Direito na Faculdade de
Direito do Recife em 1943.
R Freire não exerceu a profissão, dedicou-se aos estudos de
filosofia e linguagem e preferiu trabalhar como professor
numa escola de segundo grau, lecionando língua
portuguesa.
R Em 1944, casou-se com a professora primária Elza Maia
Costa Oliveira. Com quem tem teve cinco filhos e
começou a lecionar no Colégio Oswaldo Cruz em Recife.
R No ano de 1947 foi contratado para dirigir o departamento
de educação e cultura do Sesi, onde entra em contato com
a alfabetização de adultos.
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R No começo de 1964, foi convidado pelo presidente João
Goulart para coordenar o Programa Nacional de
Alfabetização. Logo após o golpe militar, o método de
alfabetização de Paulo Freire foi considerado uma ameaça
à ordem, pelos militares.
R Viveu no exílio no Chile e na Suíça, onde continuou
produzindo conhecimento na área de educação. Sua
principal obra, Pedagogia do Oprimido, foi lançada em
1969. Nela, Paulo Freire detalha seu método de
alfabetização de adultos. Retornou ao Brasil no ano de
1979, após a Lei da Anistia.
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R ‰uando o PT venceu as eleições municipais paulistanas
de 1988, na gestão de Luiza Erundina (1989-1993), Freire foi
nomeado secretário de Educação da cidade de São Paulo.
R Exerceu esse cargo de 1989 a 1991. Dentre as marcas de sua
passagem pela secretaria municipal de Educação está à criação
do MOVA - Movimento de Alfabetização, um modelo de
programa público de apoio a salas comunitárias de Educação
de Jovens e Adultos que até hoje é adotado por numerosas
prefeituras (majoritariamente petistas ou de outras orientações
de esquerda) e outras instâncias de governo.
R Freire morreu de um ataque cardíaco em 2 de maio de
1997, às 6h53, no Hospital Albert Einstein, em São
Paulo, devido a complicações em uma operação de
desobstrução de artérias.
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R 1959: Educação e atualidade brasileira. Recife: Universidade
Federal do Recife, 139p. (tese de concurso público para a
cadeira de História e Filosofia da Educação de Belas Artes de
Pernambuco).
R 1961: A propósito de uma administração. Recife: Imprensa
Universitária, 90p.
R 1963: Alfabetização e conscientização. Porto Alegre: Editora
Emma.
R 1967: Educação como prática da liberdade. Introdução de
Francisco C. Weffort. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (19 ed.,
1989, 150 p).
R 1968: Educação e conscientização: extencionismo rural.
Cuernavaca (México): CIDOC/Cuaderno 25, 320 p
R 1970: Pedagogia do oprimido. New York: Herder & Herder,
1970 (manuscrito em português de 1968). Publicado com
Prefácio de Ernani Maria Fiori. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 218
p., (23 ed., 1994, 184 p.).
R 1971: Extensão ou comunicação?. Rio de Janeiro: Paz e Terra,
1971. 93 p.
R 1976: Ação cultural para a liberdade e outros escritos. Tradução
de Claudia Schilling, Buenos Aires: Tierra Nueva, 1975.
Publicado também no Rio de Janeiro, Paz e terra, 149 p. (8. ed.,
1987).
R 1977: Cartas à Guiné-Bissau. Registros de uma experiência em
processo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (4 ed., 1984), 173 p.
R 1978: Os cristãos e a libertação dos oprimidos. Lisboa: Edições
BASE, 49 p.
R 1979: Consciência e história: a práxis educativa de Paulo Freire
(antologia). São Paulo: Loyola.
R 1979: Multinacionais e trabalhadores no Brasil. São Paulo:
Brasiliense, 226 p.
R 1980: ‰uatro cartas aos animadores e às animadoras
culturais. República de
R São Tomé e Príncipe: Ministério da Educação e Desportos, São
Tomé.
R 1980: Conscientização: teoria e prática da libertação; uma
introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Moraes,
102 p.
R 1981: Ideologia e educação: reflexões sobre a não neutralidade
da educação. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
R 1981: Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
R 1982: A importância do ato de ler (em três artigos que se
completam). Prefácio de Antonio Joaquim Severino. São
Paulo: Cortez/ Autores Associados. (26. ed., 1991). 96 p.
(Coleção polêmica do nosso tempo).
R 1982: Sobre educação (Diálogos), Vol. 1. Rio de Janeiro: Paz e
Terra ( 3 ed., 1984), 132 p. (Educação e comunicação, 9).
R 1982: Educação popular. Lins (SP): Todos Irmãos. 38 p.
R 1983: Cultura popular, educação popular.
R 1985: Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 3ª Edição
R 1986: Fazer escola conhecendo a vida. Papirus.
R 1987: Aprendendo com a própria história. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 168 p. (Educação e Comunicação; v.19)
R 1988: Na escola que fazemos: uma reflexão interdisciplinar em
educação popular. Vozes.
R 1989: ‰ue fazer: teoria e prática em educação popular. Vozes
R 1990: Conversando com educadores. Montevideo (Uruguai):
Roca Viva.
R 1990: Alfabetização - Leitura do mundo, leitura da palavra. Rio de
Janeiro: Paz e Terra.
R 1991: A educação na cidade. São Paulo: Cortez, 144 p.
R 1992: Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do
oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra (3 ed. 1994), 245 p.
R 1993: Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo:
Olho d'água. (6 ed. 1995), 127 p.
R 1993: Política e educação: ensaios. São Paulo: Cortez, 119 p.
R 1994: Cartas a Cristina. Prefácio de Adriano S. Nogueira; notas de
Ana Maria Araújo Freire. São Paulo: Paz e Terra. 334 p.
R 1994: Essa escola chamada vida. São Paulo: Ática, 1985; 8ª edição.
R 1995: Á Sombra desta mangueira. São Paulo: Olho d'água, 120 p.
R 1995: Pedagogia: diálogo e conflito. São Paulo: Editora Cortez.
R 1996: Medo e ousadia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987; 5ª Edição.
R 1996: Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra
R 2000:Pedagogia da indignação ± cartas pedagógicas e outros
escritos. São Paulo: UNESP, 134 p.
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R Pedagogia do Oprimido
R Autor: Freire, Paulo
R Editora: Paz e Terra
R Categoria: Ciências Humanas e Sociais / Pedagogia
R Nesta obra, Paulo Freire mostra seu método não paternalista em
relação ao analfabeto. Uma obra que tenta provar que não é possível
êxitos no campo econômico sem ter uma base de um povo que se
educa para civilizar-se.
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R Sinopse
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R Características detalhadas
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R O autor propõe um método abrangente, pelo qual a palavra ajuda o
homem a tornar-se homem. Assim, a linguagem passa a ser cultura.
Através da decodificação da palavra, o alfabetizando vai-se
descobrindo como homem, sujeito de todo o processo histórico. O
método de Paulo Freire não possui qualquer atitude paternalista em
relação ao analfabeto. Ele aplica pela primeira vez no campo da
pedagogia as palavras Conscientização - Conscientizar, que em seu
conteúdo vernacular específico se incluem no vocabulário de idiomas
como o francês e o alemão, tidos como acabados e, em consequência,
totalmente infensos à aceitação de neologismos. ‰uando o Brasil
aceita o grande desafio do desenvolvimento, nada mais necessário
que atentar para seu processo de civilização. O livro é um rumo neste
caminho, pois não é possível supor êxitos no campo econômico, sem
o alicerce de um povo que se educa para civilizar-se.
R A Importância do Ato de Ler

R Autor: Freire, Paulo


R Editora: Cortez
R Categoria: Ciências Humanas e Sociais / Pedagogia
R O livro nos mostra que em uma sociedade que exclui dois terços de
sua população e que impõe ainda profundas injustiças à grande parte
do terço para o qual funciona, é urgente que a questão da leitura e da
escrita seja vista enfaticamente sob o ângulo da luta política a que a
compreensão científica do problema traz sua colaboração.
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R Em sociedade que exclui dois terços de sua população e que impõe
ainda profundas injustiças à grande parte do terço para o qual
funciona, é urgente que a questão da leitura e da escrita seja vista
enfaticamente sob o ângulo da luta política a que a compreensão
científica do problema traz sua colaboração. É um absurdo que
estejamos chegando ao fim do século, fim de milênio, ostentando os
índices de analfabetismo, os índices dos que e das que, mal
alfabetizadas, estão igualmente proibidos de ler e de escrever, o
número alarmante de crianças interditadas de ter escolarização e que
com isso tudo convivamos quase como se estivéssemos anestesiados.
Nenhum autor com boa saúde pode se sentir mal por ter um livro seu
tão insistentemente procurado, tão fraternamente sempre recebido,
quando uma nova impressão sua chega às livrarias.A prova da
presença viva de seu livro anima, desafia e aquece a vontade de vida
do autor, sua paixão por continuar dizendo coisas e "pronunciando o
mundo".
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