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RIQUEZADE como, de fa-

to, vem pulsandoa economiae percebermelhor asprofundastransformaq6esque est5o marcan-

NASCIDADES QUE SÉCONSTROIA uma naqào. Quem quiser enbnder

acertoa evoluqàodosnegóciosnosmunicipiosbrasilei- ros.Assim,fraduzindodeformamaisfiel o quesepassa na economiadascidades,es|aremoscumprindocom o

nossoobjetivodefaciliraratomadadedecisàodosinve*-

tidores,pequenose gra*des,e selir de guia paraquem querbuscarempregoondeeleest.'{sendooferecido.

Quem olharacolunadapona:agàovaiperceberquehou-

ve um quase empate técni- co entre Curi- tiba, a primei- ra eolocada,e

do o setorprodutivonosúltimostempogùemdevoltaros

olhosparao$ municípiosbrasileiros.E justamenteisso queEXAME fazna*piginasseguintes.Nestasétimaedi- Eào, elaborada

em

coma Simon-

sen Associa-

dos, empresa

de consultoria

de SàoPaulo, vocd vai co- nhecer quais

sàoas100me-

lhorescidades

brasileiraspa-

raosnegécios. Chegamosa essa lista a partir de uma

primeira triagem em que foram consideradostodos os municípios brasileiros com mais de 100 000 habitantes em 1999.Disso resultouum total de222 cidadesanali- sadaspelospesquisadoresda SimonsenAssociados"que posterìormenteclassificaram as 100 primeiras coloca- das.Neste ano, introdurimos uma novidade na metodo- logia aplicada. Além de computar os dadosque tradi- cionalmente figuram num trabalho dessanatureza,co- mo por exemplo o tamanhoda populaqàoe seu poten- cial de con$rrno, passarno$a considerar também itens como a qualidadede vida no município, o grau de esco- laridade da sua fbrga de trabalho, a localizaqia geogrÉ- tica em relaqàoaosmaiorescentrosconsurnidorese se- gurangaprlblica, item que tem adquirido pesocada vez maior para a$empre$asna hora de tomar suasclecisÓes de investimento. Em relag6o aos critérios, cabe um esclarecimento. Nesta edig6o,o polencial de consumoda populagào,de 390 bilhóes de dólares,reflete o efeito da desvalcrizagào cambial de janeiro do ailo passaclo iem 1998, registri{ra* mos505bilhóesdedólares).Medido em moedanacional, no entento,tem-seum crescimentode 4Vodesseindica- dor no períado:631 bilhóes,contra607 bilhóes de reais. Ao aprìmorarmoso sistemade classificaEào,tínhamos csmo obietivo poder aferir com mais precisàoe grau de

parceria

OnmESsCoxsrRóIA

PortoAlegre e Florianópolis, qus ocupar&m as classifica- góes seguin- tes.A decisdo foi tomadano olho rnecàni- co, como se diz na lingua- gem do turfe, evidenciandoa mobilidadeque podehaverna classifica- Eào daqui para a fiente. Basta um municípro sair-sebem num quesito de pesoparagalgar pasigóesna nossatabela.

Isso,evidentemente,vai dependerda esforEodasprefeitr:- ras e das lideranqasempresariaislocais. Por fir*, algu- mascuriosidades.Apenasduasentreas dez primeirasci- dadesnào s6o capitais de Estado - Campinas, em Sào Paulo, e Blumenauoem SantaCatarina.Belo Horizonte transformou-seno maior pólo debiotecnologiadaAmdrica Latina, com

40 empresas do setor. E Brasília vai pelo mesmo caminho.A ci- dade do Con-

O que diz o boletim

Os fotrrres {e seupeso}quedecidirsms nofo doscidodes

Populo6doe crescimento

2

Distribuigfrode rends e clossessociois 4

5

5

3

I

4

5

3

I

gres$oNacio- Potencioldeconsumo

nal e do Pal6- cio do Planal- to tern revela- do tbrte voca-

Eàoparaosne- Acessoo mercodos

gécios volta-

dcsparaa alta

tecnologia.

Sgurcngo

Oukos

:i@ffi#

Educcgfioe grou de escoloridode Soúde

Fstruluraempresorioleempr€gos

Agropecuório

f

ll

AGnAmH

Qualidade de vida,potencial deconsumoe bomnívelde

escolaridade-

eisostrunfos

quelevaram

Curitibaaopódio

Por Nely Gaixeta

tr

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,

4*=aé&:5i:;

O vrsrrnvrn errs sotsRnvoACuRmrn*,

luminosanestadpocado ano soh o sol de outollo,surpreencle*secom o cinturàover- deqnecercaacidade.I-dembaixoestàoos 26parquesebosquesqued6oa I.6 rnilhàodecuritihanosum total de55 mefi'osquadr:adosdedreaverdepor habiranrc _*

tr0srrezessuperioraoíndiceconsideradoidealpelasl.{aqées

Unidas.UmaconstruEàoem sernici'culonostonsol-ree ter^* raco[a,com duastones refletidasnum e$pelhocfigXla,chA- ma a atenqio.Ali estdo portàode entradadc ParqueTan- guií,urn redutocle450 000 metrosquadrirdcsfbrmado peir um lago,pistadecooper.ciclovia,mirante,cascataegrama- doshemcuiefaclosquedelirnitarnumadreacobertapor hos-

ques"RemanescentesdaMataArlfintica.elesestàopantilha-

dospelo lil6s e rosaclosmanacdsllorjdos e pelo vercle-es* curo dasffaucdrias-* espdciedepinheirotípicadclParaníi. O parque,construídohó tr'6sanosondeanteshaviacluas pedreirasdesativadas.ri nm dos rnuitosexempk:sclecomo

oscuritibanosconscguiramccnverterdreasambientalmente degradadasetn e$paqosem quesepodecaminhar,assistira showsde rnúsica,passearou simplesmentenamorar" Qlre a cidadeseton:ounosúltimostemposuma espdciede cam- peà br:asileirado hem-viver nào d novidadenenhum*. O propdo BancoMundial, num relatóriodivulgad* no ano passado.ideritificau Curitiba como a capitalque ofbrecea seusm*radoresa melhorqualidadedevidanopaís.Maisre- cente.pordm=d a percepgàode clueessacaractedsticavem sereveiando*m iliferencialestratdgiconahora de atrairin- vestimentospafira cidade.Par:aum nírmextrre$centedein- vestidores,essee um quesitotàoimporliu:tecomoa Ìogrsti- ca de distribuigfro,a infra-estrutr-u'adisponíveie a clualilìca- qàoda màcl-cte-obral*cal. "Quarlidadede vida é I'undamen- $[", die o arquitetoJaimel-emer,trOsveresprefeit* de Cu- ritiba e hojecun:princioseLIsegundomandatodeg*vernador cloParanó."E issoo que faz todaa dif'erenEana crÌagàode ulil bornambientepamosnegécios."

romaria de especialistas interes$ados em coplar o modelo"

n*

pf*i* um"sistema <1eiinhas de 6nibus inspimdo

ir,pr"**t

irànsito dacidade, quepn**oi

nas rotas

Tome-seo casoda gaúchoSandro NunesHenriquee um

hó noveanosdecidiram deixara

ju*"

pró*i*o'

a prefeinrra

!e

Las Angeles deve im-

é desobstruir o enfartado

s.rp" d. seiscolegaslue

["]*fru

n*tnia

rje sistemas do Banco do Brasil' ern

para criar a prépria empresa' Parao tipo de negó-

rte anafisún

de Curitiba. O objetivo

urn&frota de 2 milhóesde veí-

rrtrl&presgdora de serviqos

ar pu-

qr-

fi*tendiam mcrntar -

que a Internet seriaa ferramenta bósica

a localizaqàa geogn{fica' Estraté*

culas. 'Ao cr:ntdrià de

tn*

seu clesenvolvimentd"

vive na cidade.

trado um Brizola cnlum Pina pelo caminho'"

cidaOes que vivem de espasmos de

idéia.s,curitiha fez daccntinuidade a espinhadorsalde

publiciÎório sdrgio Reis' que

-itl de tecnrilogiaem

-,

gico paraSandroe $eusamigoserapodercontarcom

nào irnportava'*oito

diz o

*'Tir"emos tambdma soflede nàoter encOn-

ro. boa tnetragemde érea verde e parques Frya

lugar onde o custcr 'de

c.aminhar'

vida fosse

SÉo*$1.r" Rio deJaneiroou Brasflia.

Essencial era eslar num

maisbaixo do queem

Onds 0 tempo àe destocarnento nasruasda cidadefassem-

z-oóvel,Que*amestarnumacidadeccrnboasescotras-do-

tadade oo*

oatualprefuitaéCassioThniguchi'engenheiro

ex*secretÉria estadual

de

l'e.rner' "O segredo

eletrénico formado pelo lta e

Planejamento na primeira gestàode

diz ele' que é tido

prCIcurouse adiantar ao fu-

ttoupitalareficiente

e CIpEÓelde

lazer roariadas.

OeCuritiba d que ela sempre

turo",

iddias que nnrdaram as feiqÓesda cidade'

como o principal executor das

I Foi a somade tadase$sa$exig0ncias que convenceu

sandroe osamigosaestaklece,r a

i De1àparac6"*i*pr**a

conectil'a emcuritiba"

setcrnouumadas*in*o.T1::::

nrundodo sistemaoperacional Linux'

naiida.le

doMéxico'Bogotiie

*I

Bry-

crescirnento anual

médio de

distribuidoras ns

aqneleprogmmahdsicodecompu{ador semo qual-nenhum

oúirofunciona.Cornfiliais

Buen$sAires,eescrirÓrios noRin,em56oPauta*

*ítiu, a con*ctiva teve um

iiltimos tres anCI$.O t'aturamento da emprss&

qo* uto*tambdmnaóreacledes,envolvimento desollware"

consultaria e

lh&s dedélares,trosvez,e$rnaisdaqueo obtidoem 1999.

imo/* nas

treinamento. devesaltaresteanopara12mi-

uem vè Curjtiba do alto percebeaqui e ali a ter- ra l'ermelha removida por escavadeiras que pre- pararnc lerrenoparareceberuma nova cCInstru* Eau. E* meio aosnovosprédiosdeapanamentos

à condomínios

residenciais que se espalharn

consffuídasali

nosúltimosano$.De 1996

regiàomerropolilana {e

CuritibaatraiuI dcs 12

Es$dc por intermédio dcr

pelaregiào.vèem*seasmoderníssimas insralaqíxs deal*

lo*uuiibricas

!**

fitfrO** de rènisinvestid*sno

,a, a

'r{Jmacidadeeficíente &c&b&refletindoem custos

pfogfamadeincentivosfiscaisParanóMaisErnprego. Bt}_a

n-r[

luoo* quenosrlltirnosdeiisanastransformaram a

;;;gúd'

nasdóexistenfenoABC' emSàaPaulo' Primeiro vierama Renault,a volkswagen-Audi e a

Chrysler. queinstalatramsua.qlinhasdemontagem nosmu-

Para Sandrc. palle dessesucessCI deve-se

Hoje

Curitiba. A raziaT

alugar

aa simples

o'uma

cida-

dessesinvestirnentos foi

maior $lo

feitapelasm*ntadoras de

regiào

país,at'6sape-

fato de estarlocaiizadaem

deeficienteacahar.efletindo em custosmenofes nahorade

contrataf funcionórios,

t*J;

ào

nio: Dos 220funcionfuios

ramrecrutadosenrpaísesc()moEstadosUnidos'Hclanda'

AlemanhaeA.rgen|ina facilita muito sàber que

automohilístico do

imóveis ou nsgcrciar serui-

nossosculto* fixos s'n 309crnaishaixas

ern sào Paulo ou no

qu* se estìvéssemCIs operando

daconectira, cercade 1090fo-

oó saoJosédasPinhaise

cleCampoLarga'a.40

ssurastro"che-

#iii*

minutosdo centradecuritiba.Depois,no

Nahoradebuscaressaspessoas,

Sandro-

garamdezenasde fornecedores. sào

f,iu*g*n*,diregàohitldulica.

rese outroscsmponentes. É

;il;ilr;

Mercosul. que prduz motoresparaa

.u*pf*"u

fabricadr:sosrncdetrosScénice

a Dainúér-Chryslei e a

in*ustriat batizadode

fabricantes de em-

vóo viver aqui". diz

painéis"rcda$,bancos.rnoto*

o caso,porelemplo'daDana'

OqueómesrnoqueCuritiUttg*detaoespecial?hnagi-

neumacidade*o*up*nas5ffi000habitantesnCIinícioda

décadade ?0. Hoje,

out * s00 fJffi

desuaregi6ometropolitana,elaconstituiomelhorexemplo

tle como-uma cidade brasileira

p**o

iom mais do que o tripiq na capilal e

r,inimntes espalhados petros?4 municrpros

pode crescersem

perder o

planejamento' secunda-

Uma cidadecujo m{elode

umeficientesistema,P.lTnToT* pfbttÎl--:i-Y

àup*

**tuEO*u-tubo e Snibus "ligeirinhos'0, fez de krner'

criadcn uma

o seu

pe$cnalittade respeitada em ttxl* o munda'

AsincvagÓesquemuclaramacàradeCuritibar'ir'zuam

tese de doutorado em

exemplo clueatnri à cidade

refer$ncia em liwos de urbanismo)

universidades americanas s um

proOuzchassispamaChrysler;daTritec'umaassocia*

BIr{W; e da Mecànica

Renaultdentrodo

Ayrlon Senna'ondesào

Clio Il'

Além dasmontadoras, ql}eest6ogeran<krcercadeó 000

ernprcgosdiretosnaregiÉamuitasoutrasindústriasestao fincancloaliseuslog*tifrrs.Ela-svàodesiieaC*mpanhia Si- OenirgicaNacional]qo* acabadeinaugufÍrurnaunidadecle

pno*r[aodeagogalvanizadoparausonaconstruEào civii,

i**rur*o

pela-fraircesaSnditech, quedesenr'olve sistemas

de ponfaparaasindústrjasaeranóutica"espaciale automoti= va, atda americanaLucentTechnologies,que fabricasiste- rnasde energiapara telecomunicaEóesem associagàocom

a Inepar -

comandaclopelo empresi^rioAtilano de Oms Sobrjnho. Interessadoem saberpor que todas essasempresases- tàs tomando o rumo de Curitiba? Bastadar uma olhada na tabelaquepubliÈaffio$no encarteentreaspiíginasS6e 87" Ali estàoalinhadasalgunsdosquesitosquecolocararnCu- ritiba ernprimeiro lugar entreasmelhorescidadesparaos negóciei*no Brasil, segund*pesquisada consultoriaSimon- senAsscciados,de SàoPauk:,ern parceriacom EXAME. Sào vÉrios os atributos que guindaram a capital do Paraní

ac topo da lista. Eis uma amostradeles:

r Curitiba estda p$uco maisde4 horasdo maior mer-

cado consumidor do paí*" Sào 408 quilómetros até Sào

Paulo,um trechomaiscurto do queo que$eparacidades

do interior paulista,como Sio Josédo Rio Preto,da ca- pital do Estado.Florianóp*lis, a terceiracolocada,estó

a 705 quil$metras de Sàa Pauloe Porta Alegre, a vice- campeà,a l. 109 quilÓmetros.Para os curitibanos acos-

tumados a

courl que liga a cidade a 56o Paulo,t"lmaboa nctícia,

enfim. As olrrasde duplicaqàoda '-Rodoviada Morte", assimchamadapor causade seurecordemacatrrode aci- dentes,devemestarconcluídasnCIfinal do ano"

Llm dos maiores gnrflos privados do Paran6"

enfrentar o trànsito pesado da Rógis Bitten-

menoresp&r& úsempres&s"

I Junto com Brasília. Curitiba foi a cidade que mais

cresceunos anosX). De 1991atd o final do ano passado,

o crescimento mddio da poputaE6ofai úe 2,6Vcao &no.

Curitiba tern um potencial de consumode 7,5 bilhóes de ddlares,contra 6,9 bilhóesefePortoAlegre. Proporcional- menteao númerode habigantes,o volume cledinheiro dis* ponível paraconsumoé superiorao de SàoPaulo,estima- do em 4?,7 bilh6es eledélares,o maior do país.O ceinsu- mo per caprta do curitibano d de 4 ?68 ctólarespor ano contra 4293 délaresdo paulistano.Ji a mddia nacional. reduzidaem virtude da desvalarizagàodo real no início do ana passado,andapor volta de 2 800 dólares.

r Tal cCImoocolre com Portc Alegre e Flarianépolis' a

maior parte d*s domicílios de Curitiba - eerca.de 42clo

clototal - concentra*senasclassesA e B. Jd nasD e E estào apenas22,9Vcdas residèncias.Compare essesrs- sultadascom Recife,a 24*colocadanalista dasmelhores

cidadespara os negócios-Ali, a prCIporgàoé inversa.Só

dosdomicíliosda capitalpernambucanarepresen-

tam asclassesA e B. A rnaiorpartedeles,exatos52,8{a do tota},pertenceàsclassesD e E. l{ào é à toa que uma sériede novosnegóciosvem abrjn- d* as F)rtas na cidade atrésdessamassade eon*umideir"es.

17 "lVa

Com achegadadasmontadorase dasindústriasque vieram

a reboque,c cornércioe os serviqossof'reram*m granele

empunÈo.Em 1995,haviaernCuritibadezshoppingcen- terse pequenoscentroscarnerciais.Hoje sào32. Entre eles, estaio Estaqàr:PlazaSh*w, o prÌmeiro centro de laeerurba* no do Brasil - uma iirea de 76 000 metros quadradosna regiào central da cidadeocom cinemasmultiplex. barese restaurantes,e a prin:eim filial fara de SàoPaulodo Parque daM$nica. l,io fina] de98, o grupoportuguésSonaeadqui-

riu 13lojas da cadeialscal Mercadoramae I daredeCole-

ffio. Só no anCIpassadc,trCIsgr;rndescadeiasde hipermer-

cados- o Extra, do grupo P6r:deAgÉcar.o Big. do Sonae,

e a americanaWal-Mart -

Se-de um lado, os novos investimentostreiuxgramurn trànsitclmaispesadoparaasavenidasquecortama cidade, de outro, ajudaram.a dar à cidadeum ar maiscosmopolita, com n$voshcltdis.restaurantescom canidpiasrequintados

s uma programaEà*mais ativa de showse concertos.Nas ruas,parques.escolas,shoppingcentsrs,restauranlese su- pernrercadosde Curitiba, o ouvido acostuma-seaosvaria- dos sotaquesda cidade. Sào as fiancesesda Renault. os suecCIsda Volvo - q$e estd investindona ampliagàode sua antiga ftibrica de caminh$es -, o$ americanosda

ahriram $ratro lajas na cidade.

Chrysler, os alernàesda Volkwagen-Audi, os inglesesdo HSBC, o bancoque incorporouo Bamerinduse cuja sede psrmanscs em Curitiba. f;stes últimos introduziramo cÉ quetena cidade. Pelo menosduasvezespor mès"o diretor de produtos dn banco, Alan Skyrme, organiza parti<tas entrco Mad Dugs,o time do HSBC, e a equipeadlersdria fbrmada por estrangeirosque vilern nacidadee algunsbra- sileiros.As partidassàodisputadasnaAssociaqàoBarnerin- dus,ondeuma 6reafoi adaptadaparaa próticado críqr.rete" O paulistaAdílson Zanoni, gerenteexecutivode recur- soshumanosda Volkswagen-Audi,mudou-sehi tr$sanos para Curitiba. Desdr:enfàoele acompanhaas transforma* g$esque v0m mudandoa cidadee seusmoradores."Vocè v€r:scostrrrrresdaspessoassealterando'",diz Zanoni""Os r.uritibanosestào ficando mais sintonizadoscom o modo de vida de uma cidade g.randecomo Sàn Paulo," Fazer cCImprasde suprmercad* depoisda ilreia-noite,porexem- plc, passoua serumapossibilidadedesdequeo hipermer- cadoExtra introiluziu a ncvidadenasduaqiojas locaisque funcionam24 horas.ilriàoque os clrritibanoselesconheces- $emet;seeonceitode comdrcio que nuncace{TaaspCIrfÀs.

ó mais de oito anosfunciona no centro de Cu- ritiba a Rua 24 horas.Trata,sede uma galeria ondesemisnrramlivrarias,lajas,lanchonetese rcstaurantes.Andar sossegadamenlepelasruas

à noite,contudo,é um hóbitoquso

do. A ratÀo'?O aumentoda viol0ncia na cidade.O estudo da SimonsenAssocindosmostraque s percentualde mor- tes violentasna cidacleno ano passado,em relaqio ao lo-

tal de óbitos, toi superiorao de SàoPanlo-

tra I i.47a"As ocorr€nciasde crirne na regiànrnetr,opolita-

curitibanovemperden-

12,6?ocon-

{

()

o

g

s

E

o

{

"Oscuritibanosestdo ficnndo

na clecuritiba. segundadadosda Pnlícia Militar: do para-

nií, saltaramde 9 4fi)

dn. As explicaqÒesparaa explcsàoda criminalidadepas-

sam trxlo répidncrescimentoda

econ$micasd* país e tarnbém pela c*nhecida inaptidào dasautcxidadesencarregatlasde dar cambateao problema.

em I 995 paraZZ BgZno

ancrpassa-

cidade,pglasdi{iculdades

I\io comórcio,à medidaqueo perfil do consumidnrcuri-

til:ano se sofisticava as lojas coniam atriis.fuligrararnnos

últimos anos para a

cidade etiquetas requinfadascomo

a italiana Max Mara" a alemà Hugo Bosse as brasireiras Foru*m,Zoomp e Richards" gntre outras.O agito nofurno expandiu-seno rnssmo ritmr;. Atd porlco tempo atrós,

a principal diversàonessacidadetida corno consen'adora e enfadonhapor muitos turistasera visitar os parquese fre- qiienfarascantinasdo bairro italiano clesantaFelicidade.

PelOtàO

dg

ffgnte

As100melhorescidodesbrosileirosporonegócios

I

2

3

4

5

ó

7

Curifibo- pn PoràcAlegre - *s Florionópolis - sc $6o Pqulo- sp Brssílio- pr Belol{orizonfe- rrac Riode Joneiro- a.r Cornpinos- st Blumensu- sc Vitória - Es S&oBernsrdodo Ccmpo - sr

I

I

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17

Jaroguódo Sul - sc SfroCaetonodo Sul - sr Londrino- rr SdoJosédosCornpos- sr RibeirfroPreio- sp

;:i:::i:::r1.r1r::1i;rii.:rlrlìr;,Àj.::,ra:.i.:ii!n+a:;i;ÌLr:!tt:11=.i1;ii

'153,1

,l52,35 I

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150,69

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1à4,12

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'138.3ó

,l35,31

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18

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2l

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25

Moringó- nn ioinville- sc Ssntos- sp Goiànio- Go Cuxissdo Sul- ns Jundisí- sp

Recife- n Jvizde Fors - À,lG

2é Cotis - sp

27

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3? Americand- sp

33

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Criciúrna- sc Sslvqdor- sn Arocciu - s!

SfioJosédo RioPreto- sr Soroccba- sp

Sont: André - sr SantoMsrio - ss

.|32,09 132,29

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35

3ó Boiucaie.r- sp

37

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39

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SdoJose- sc

Ssuru'sp

Arorcquorc- sp PogordeCaldos- r,,rc PousoAlegre- uc Pirscicobc- sr MoiídasCruzes- sp No*l - nr'r Ubercbc- r{G

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Fortoleza- cr

Borueri- sr

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Son,uCruzdoSul- as

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I

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l'tr7,00

116,44

116,37

I

116,14

11ó,47

ló,30

Hoje, os curitibanos,os nativos e os "expatriados", c$mo sàeichamad*sclsfunciclnériosdascnrprcsasestran- geirasque vieram clefora, clrac*alham aCIsom da clance rnusic,dcltecno e do hip-hop na$novascasasnoturnas, como C*llas, Ravee Kony's. Paraheherum chope,p*de-

se esecllherentre cluasnovidades- o Btx clit Brahma" anexCIà féhrica, nas irnediaQfresdo centro.CIllcl Harley

a uru)aconcessitlndriadas

iendóriasnlotosHarley-Davidson. Pat"aum almoqo rru jantar de negócios.*s opqÓesvào hoje muilo aldmcl*smassasa$esanaiscf* Bclclnha"o tra- dicional restauranteitalianoda cidade.Nos últ"intosan$s, instalou-seern Cnritiha a segundafranquia no Brasil do

Bar, que funciona junt*

Desde ent*o. o negécio rnultiplicou-se muitas vezes. Hqie.aldrndapanificad*ra,onde*s I'mncesesnlati{ma $au* dade dos briclches.qr-tichese massatifulhadas de casa" Marcolini é clonode um pequenCIcaff e de uma lratcria. Em rnaiei,vai inaugurarum segundL)rc$taufimteno Sftctp- ping Mtreller.umaantigafundiE*oconveflidaem centt'trc** mercial"Nr: dia-a-dia,Marcoiilti, queempregalff) funcio- ndriose laturacercaele2 milhfresde reaispor ano.promú- \ pequenasalteragóesenrsuasreccikrsparaadequara pro- duqàoao gclstoda clientclafrancesa."Elespedemhaguetss com menosmieiloe casc'ilmaisgrossa'.diz-Marcolirri. De que *s estrungeir*s d.eCuritiba nàa gostarn'l Da quindirn, tida como excessivantentedoce, da caipirir:ha

maissintonizadoscomo mdo devidndeumncidadegrande"

Bice,restaurantedecozinhaitalianasurgidoem l*JovaYo*q e hoje espalhadopor algumasdasprincipaismetrÓpolesdcr mundo"AIi tambdmestr*clCasablanca.p$ntCIdeencontnt dos executivosfi:ancesesque fi"eqr"ieRtamo'leicalatraídos prelocarclépioelaboradopelo chef ClalrdeTroigxrs. Llma cJashistérielsque melhor retratirma nova cara cie Cur*tibad a dcl paulishtFabianoMarcolini, de Ribreiràcl Preto,que chegouà cidadehd cinco anCIs^Com a ajudada mdher, Alaíde, qlle c*nheceu durante uma ternpxlracla

à frente da corinhn do hcltt:lCaesarPark, em 56o Paulo'

Marcol ni, de 37 anosrmontouuma cnnfuitariae umapani- licadora na cidacls.O ohietivo em tlferecer pr^odutcstàti b*ns corÌroo$queaprendeua fahricarnasrenomadasesco*

IasdegastranorniadaEuropa.cCIrnoclWestrninsterCollege, cleLElndres.e a HcE:IeLen0tru,nasimedia(:óescJePanis.

com vodca- a cachaEa,pala eles,é insubstituível- e de:

fiio dentrodascasasno invemcl.'oVimdo Canaddpent;an- do enc*ntraro ceilnrcloBrasil.filasnLlÍtcàpenseicluefcrs- sepassartantofrio na minlravida', cfizRudyTtxus, dire- tor de pmefu.tqiioeiaChrysler- "Ningudm me avisou que friltavamaqueceditresnascasascleCurjtit:4."Filhtt eJeiui- lianos.Ructyé apirixorradopor futebol. Costumaewsistil:

aos jogos ns)Arena dc AtÌético Paranaense.o betíssimo estiidierinauguradono alro passado,tru r:tl C*rttel Fereira. r)campod* Corjtiba.Paranàoconer o risc* de melir:reJm amignsdiferentesque tCIrcempCIrum dos dois tirnes'ele vai a*s jogos vesticiercom il camisacfuSeleEàoBrasileiril" A excessivaburocracianasrepartiqóespúblicasno Bra- sil é motivo de reclamagàoentreo$estrangeirqx^"Nào en- tendopfi" queri necessúrioa *.ssinaîur*d* tantagentep*-

52 Uberlónd;o- ptc

53

54

55

5ó Tsubcté- sr

57

58

59 BrogongoPoulistc- sp

ó0 PossoFundo- Rs ól Atiboia- sr ó2 MsríÌio'sp ó3 CompoGronde'ilm ó4 Cuiobq'mr ó5 Guorolinguetó- sr óó 56oCarlos- sr ó7 Sfrot-uís- *ta ó8 PresidenteFrudente- SF

ViloVelha- rs

Belérn- pe

Chapecó- sc

Coscovel- rt

duarulhos- sp

I

115,67

I

115,27

115,24

114,81

114,71

114,5S

I5,74

,l5,31

ó9 Arqqatuba'sP

70

Novol'{omburgo:ns

7I

Arqrcs - sP

72

Frsnc* - sP

73

Vorginhq'MG

74

Jsú - sr

75

Pelotss- ns

7é Perópolis- nt

11d,08

77

fndoictubc'sP

I 13,98

78

RibeiróoPires' sP

I 13,ó8

79

56o Leopoldo- ns

113,55

80

Pindamonhongob*- sr

I I3,48

8l

Limeirs - sP

I I3,25

82

PontoGroslo - PR

I

12,58

83

trtapefinlngo- sP

112y'5

84

Resende- nt

112,42

 

Í12,42

85

Mscoó - n".r

1I?.38

8ó VoltoRedonds- Rj

Ì

I l,ó9

87

Monours- apt

111,22

'il 't.09

88

89

Osasco- sp BocVistc - *n

"[]CI,99

90

Pinhais- pn

trI0,52

9l

Jocoreí- sp

I

i0,4ó

92

Moceió - *l

x49,79

93

Serfóozinho- $F

Î09,óó

94

Moii"Gusru " sP

109,66

95

Apucarc*o - PR

'108,73

9ó Borboceno- MG

108,'13 ,I02,30

tr07,23

107,'10

97

98

99

Divinópolis" Mc

Barretos- sp

Cotcnduvo- sP

I00 Cschoeirinho- R$

147,07

106,74

146,A4

10ó,04

10ó.01

145,74

105,',I4

104,9Ì

104,ó8

tr44,44

104,18

'[ú3,98

l0?,ó5

102,58

102,35

tr42,12

Fonte:$irnonsenAsssacr'adosffXAMF

Ocrescimentodosnegóciosntrai redesdehotéisde fora

ra liberar umapsquenapeqa",diz o belgaJn Temmerman. gerenteda óreade amaE6o da Yolkswagen-Audi.Nas úl- timas $emana$,a produqàofai reduzjdadrasticamenteem todasasmontadorasem razàode uma sériede paralisaEÒes dosfuncionóriasda ReceitaFederal.Desdcquc chegcua

C*ritiba hd 6ruco mais de um anc. Temmennan, en* genheirceldtrico de 36 anos,mora com a mulher Linda e rlois fÌlhas flequenos numa casade 450 metrosquadrados,

com cinco

Temmermanrqus aderju aos churrascoscom os amigos

nos fius de semanae aospasseiosnos parguesda r,idade. "Só um banheirosedasuficienle."

banheiros. *'Para que tudo isso?", pergunta

O impacto da chegadadas indústrias para a regiào me-

tropolitana de Curitiba pode ser sentid* de vórjas manei-

ras.His algunsexemplasde coma a roda do dinheiro vem grrandornaisrapidamentena cidadenas últimos ano$. " r O movimento nn {erminal de carga*rdo Aercrportn Afonso Psna,em SàoJasddos Pinlrais.a 18 quilómetros do centrode Curitiba, cresceu9l7a no anopassado.O vo* lume das impxrrtaEéese expor{aqilesque passampnr ali saltoude 8 800toneladasem 1998para 16900na anopas* sado.h{o terrninalde passageiros,qus opera 175v$ospor dia.hii quatrnlinhasdir{riascom destinoa Rosiria, Cérdo- ba e BuenosAires,na Argenfina,e Sanfiagodo Chile.

r O fafuramentclda Inepar teve um aumento de 65 mi- thÒesdereaisnosúltimcs doisanosem deconnciadecr:n- tr&tosrle fi:rnecimentodesistemaselétrjcosparaa Renault.

Volkswagen-Audi e Chrysler.A empresaforneceutambém asestruturasme*ílicasusadasr:aedilÌcaqàodessasffibricas.

r O crescimentodo turismo de lar.ere do turisrno de negóciosestdatraindoparaCuritiba redeshoteleirasin- ternacianaise do Br"asil.It{csúltimos dois anose meio. a SecrefarjaMunicipal de {-irbanismnliberou l2 aharósde

construgàopara hoidis e apart-hotéis.l.{o início

rno ano. deve ser inaugurado no Batel, 6rea nobre da cidade, o Blue Tree CaesarTowers,um quatro estrelas administrado pela Blue Tree, da empresóriaChieko Ac- ki. Ern menos de urn ano, a rede Parthenoil, do grupcl

francésAccor, passoua operar très flats na cidade. Ou- tros trts estàoern construgào,o que taz de Curitiba o se- gundo mainr rnerc'adoda cadeia no Brasil, atr6s apena$ de SàoPaulo.As redesarnericanasChoicee Holiday lnn tambémestàotocandoprojetos na ciclade.

r Que face norte, que nacla!No Ecoville, bairro novCI

próximc ao Parque Barigúi, a eonstrutora Moro

cornercializando o primeiro prédio giratório do país. Para

que a area sncial do apafiamento- urn por andar,com

270 metrosquadradosde 6reae duasgaragens-

nlradaplo

urn dispasitivo lìxadn na parede.

do próxi-

esti{

sejaba-

sol a qualquer momentodo dia, bastaacionar

r Curifiba nào tern praias ou belezasnafirrais, mas é a

quinta ci.dadeque maisatmi turistasde outraspartesdo país"

à frenfe inclusive cJeSalvadm.Os dadossàoda Emhratur e de um estudorealiz-adopela FundagàoInstiurto de Pesqui-

sasEcon$mica.s,a Fipe.Cercade 1,1milhfrcde brasileiros visltou nCIano passa{oatraqfresturísticssda cidade,conlo o

Jardim Botànico,a Operade Arame- ano$o Festivalde Teafrorje Curitiha-

Leminski, o belíssirncrpalca ao ar livre criada no fundo de

que sediatodosos e a Pedrei:mPaulo

uma pedreira,no qual jd seaprcsentaramdesdeo tenor es- panholJoséCarrerasatéa duplaChitàozinhoe Xororó.

r A Escsla fnternacicnalde Curitiba, cujos cursosiie- guem o caiendérioescolardos Estadsstlnidos. inicia em

breve as obras de suasnCIvasinstalagfres"Com as levasde

estrangeirosquet6mchegadoàcidade- ascrianEasali ma-

lriculadaspruvém de famílias de 21 nacionalidadesdifbren-

tes-,

gio Expoentetambdmestdampliandosuasinstalagóespara atenderos filhos dos funcionórics estrangeirosda Renar:lt. O currículi: da escolat"oiadaptadCIaosparànretrosexigidns

plas autorjdadesde ensinona Franga.A AlianqaFnrncesa

estiíconstn:indo suaterceirasedena cidade,It{àosócresceu

a demandapor curso$de francOscornotamMm aumentoua procurapnr aulasde portuguéspor pafie drx estrangeiros queseinstalaramnacidade.

a capacicladedassalasde aulasesgotou-se.O colé-

m Curitiba. a mddia de estudasenlre os chefesde família é de 8,6 anos.contra6.6 anosnc resfodo Br:&sil.Essesano$a maisdeescolaridadet0m aju- dadonstmbalhadcresdaresi6r:a fazera travessia

muitos deles,empregados

no comdrcioe em indústr"iasde ceràmicae poreelanacCImo

de suasocupaEóesanteriores-

a Incepae a Schmidt -

de produgàoaufomattzada.Paraenfrer*tr a falta de frmil- iaritladeda màa-de*obralocal eom o setorautomobilístico.

antr€smontadorasde veículosadolararnsolugóesparecidas. Selecionaramum grupo inicial de funcioniírios parareceber longo treinamento enr suas fiibrjcas 16fora. Foram e$sas equipesprecuffiori$quepa$samma treinar os novosfuncio- ndrios à medidaque eram contratados, Piua acelerara integraqàodo trabalhadarlocal ao setor,

foi criado no lÌnal de 1997o

ceria entre a Federagàodas Indústriirs do Paran6,a Fiep,

o governo do Estado,o Ministdrio da ?abaltro e as monta-

doras, que puseramali

lheresdereais-Instaladonum conjuntode prédicsdestinado anteriormentea abrigar a sededa Fiep - um daquelesele- fantesbrancoscotnunsnasgrandescidadesbmsileiras-,

CentroAutomotivcrjé treinou maisde 5 ff$

rag$esde pintura, la[aria,rnontagemde carms,lcgíxtica e

para aqnova.sfungéesnuma liuha

CentroAutomotivo, umapar-

equipamentosno valor de 100 mi-

o

alunosna$ope-

Curitibaquerprtvilegiaragomosinvestimentosemtecnologia

solda.GiseledaCost4 19anos,é umadasresponsiiveispor

3úVcdafreqii6nciafemininanoscursos.'oEslouaquicorren*

dr: atrúsdo prejuí-zo-',di;.Gisele, que es{avaencerrandoh6 poucasssrnanasum curso de solda. "Para crescerna vida, d precisoaprimorar a qualificagàode mdtl a seruma exce- lenteprofissionall'Gisels,quetrabalhadesdeos I I anos-

jd foi frentisfa,recepcionismde hotel e escrituriria -,

quer

um smprsgo na linha do prndlrgfrode uma das rnonfadoras.

Na Renault,o desempenhodos funcioniirjosem termos

de prdutividads

pectativas" t'Hàe$paqopara melhonil:masosresultados{6m siclomuito bons". diz Odando l,opes Junior, diretor de re- cursoshurnanosda montadora,quc fez uma parceriacom a PUC, com a LlniversidadeFede al do Paran6e com o Cen- trn Federal de EducagàoTecnolégica - o Cef'et- para adaptaràsnecessidadesda fdbricaos cursosali ministrados.

e

qualidaded considsffido acima das ex-

amTonus,daChrysler,apouceexperiénciado tra* balhadar curitibano nàa deve ser vista cclmouma desvantagem. "Elesestàosendotreinadosdeacor- do cnnr a nos$acultura e tÈm demonstradoum bom pr:tencialpara aprender', diz. "Evifamos, assim,in- corporermaushdbitosà linha de produE6oi'Nasrnontado- ffi$ em Curitiba o sal6ria médio de um principiante no

chào de fdbrica é de 6ffi reais. a metadedo que rcceberia

em SàoPaulo-Tiabalha-semais ali. Csrcade 44

manaiscontra40 horasno ABC. Em compensagào'asdes- pesascom es{otras,condomínios e tmnsportescostumam sera mefadeem relaEàoaoscusto$de SàoPaulo. Paraa ernpresiirioOms Sobrinho,Curitiba deveriaprivi- legrarago$tos investimenlosvoltadosparua óreade tecno- Iogia. Ele cita trssetoresque, a ssu vsr, csnstituemboas

oE:rtunidadesde negócios.Sàoeles:serligosde desenvol-

horasse*

vimento de software-

leiro dessadrea-.

e portais de negóciosentreempresas."E o melhor lugar do Brasil paratestarservigosinovadorescomo esse$por causa

da excelentecìualificaEà*dos m*radores",diz Oms Sohri- nho, que comanda a úrea de novas tecnolagias dentro da

Inepar,um conglornerado que atuanasóreasde equipamen- tos e sistsmaspara inlra-estrufiffa, energiae telecomunica- qóes.Na secrelariaestadualde Ci0ncia,Tecnolt4ia e Ensi- no Superior,e satambémé a Onfasequandosefala sobreo f-unrroda cidade"Atd porqueo deslino da indústriaautomo- hilísticad usarcadavezmaisa eletrÓnicaembarcada.Sees-

18?ado custarnédiodeum *Estamos

seitem representahojecercade

Curitiba é o segundopólo brasi-

provedoresde conte.údoparaa Internet

caÍro, ttaqui a dez anas deverÉsaltar"para 707c. conversandoco{Rassmprs$asinstaladasaqui paraver suas necessidadesenntermos de tormagàode pessoalpant essa drca,diz o se.crer6rioRatniro Wahrhaflig.

A história da criagào do polo automotivo em Curitiba pouco nào acontece. Lerner entrcu na briga pela

For

Renault, a primeira montadorua se instalaÍ na cidade, a

poucassemanasda dataprogramadapela empresapara di- vulgaro vencedorenffeoscincoEstadosquea disputavam.

Por serurnEstadoeomescsssatradigàono setorautomobi- lístico (até ent6o sediavaapeffIs a Volvr: e a f6brica de tra* toresNew Hnlland), nàc seacreditalaque$ Paranó pudes- se vencra par:ada.Lerner, qne despachapela manhà no

Chapeu Pensador-

ParqueBarigiii, feita de vidro e torasde eucalip-to-.

la uma mesacomprida numasalaao lado. "Fai ali que fa- lei com a missScda Renaultpelaprirneirav&t', diz' "EsLa* vaconveffiandocom elesquandoum eolibri entroupelaja- I nelae pousouna mesa."Ele contaqueos francesesfìcaram '.encanÍados'como passarinho."TCIdc)mundo interpretnu aquilocomoum bom sinal"e euaproveiteiparususerirque. no futuro, quando estivessemfabrjcandn o$ cffJîCIsen:l Curitiba, batizassemurn de seusmodelasde Colibri". diz.

uma bela construEàoincruslada no

apon-

A sugestàonàofai aceita masCuritilralicou fom a f6bri-

ca. l.las duasúltimas décadas,ela pa"ssou tr$r uma tran*for-

maqàoquesaltaaosolhos dequempercorre$HIsruase ave- nidas,maisbonitasnestaépra dCIano.quandocórilegarna amarelarasfolhasdosplótanos,tipuanass outrasórvoresda cidade.As calgadassào lirnpas.As pessoascaminham sern correr o risco de ser ernpurradaspam o rneio da rua pelas

barracasdoscamelÒs,tàocomunsem todo o país.Ern vez de grafite,os murosdadreacentralsàocobrtas peiosdesenhos de Poty Lazzarotta,o maior artistapldstico da cidade,lale- cido hd dois anos.Isso n5oquer dizer que nàoexistampi- chaEóesna cidade nem camelós.Estes, porrém,só podern venderseusprodutosem úreaspreviarnentedemarcadas.

O quechamaa atengàodosespecialistasern urbanismod

quea cirurgia feita em Curitíba nàocustoumontanhasde di-

nheiro. "Ela d consideradaurna das grandes cidades do

mundo -

com pouco dinheiro e extraordiruirio ialento e dedicaEào",

afirmam osamericanosAmory e Hunter Lovins, fundadores dn Rocky Mruntain Institute,grupo de pesquisado Colora-

do que promoye o uso eficiente do* recnrsosnaturais no mundo. Conr a chegadadas grandesemplesas,e$pera-se que ela sejacapazde dar um segundosaltcr"A empresade consultoriaPricewaterhouseCoo6nrsestimaquesÓa Renault vai gerarmaisde2 bilhóesde reaisem ICMS noperíocloen- {re 2ff)2, quando vsncem os henelicios fiscais dados peio Eshdo. e 2018.Evidentemente,paftedessedinheiraacaba- n{ voltando paraa eapital do Estado.Com os ca"fresrechea- dos, d esprar para ver o que Curitiba faré para melhomr a vida na cidadee, assim,continuaratraindomaisopoltunirda-

desde negéciose de prosperidadeparasuapopulagào.

um exemplo aclmir6velde transfo:rmagàr:obtidt:

I