CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS

TIPOS DE CANALIZAÇÕES E MODOS DE INSTALAÇÃO Na tabela seguinte são indicados os modos de instalação das canalizações, indicados nas Regras Técnicas das Instalações Eléctricas, em função do tipo de condutor ou cabo.

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CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS

No quadro 52H, das Regras Técnicas, são indicadas as principais formas de instalação das canalizações, com a indicação na penúltima coluna do método de referência, o qual servirá para a escolha da corrente admissível, indicada nos quadros 52-C1 a 52-C14 e 52-C30 (canalizações enterradas). A figura seguinte apresenta uma parte da referida tabela 52H.

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CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS
CONDUTORES E CABOS SIMBOLOS UTILIZADOS NAS DESIGNAÇÕES DE CONDUTORES E CABOS Um quadro indicado no anexo IIA das Regras Técnicas indica a forma de compor a designação de um condutor ou cabo isolado, para instalações eléctricas, de acordo com o documento de harmonização do CENELEC (Comité Européen de Normalization Electrotechnique), HD 361. Assim, são dados alguns exemplos de seguida: Exemplo 1: um cabo do tipo harmonizado, para a tensão de 300 / 500 Volt, com isolamento em policloreto de vinilo, com condutores de cobre flexíveis da classe 5, constituído por três condutores de 2,5 mm2, sendo um deles o condutor de protecção é designado por:H05VV-F3G2,5

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com isolamento em policloreto de vinilo.CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS Exemplo 2: um cabo harmonizado. sendo um deles o condutor de protecção é designada por: H07V-U3G2. e dois condutores neutro de protecção com a secção de 16 mm2. com condutores de cobre rígidos. para a tensão de 450 / 750 Volt. é designado por: H05VV-R3x35+2G16 Exemplo 3: uma canalização constituída por 3 condutores rígidos. é designada por: H07V-R5G16 AAT CIE – 2006 4 . com a secção de 2. constituído por três condutores de fase de 35 mm2 e dois condutores neutro e de protecção de 16 mm2. para a tensão de 300 / 500 Volt. com isolamento em policloreto de vinilo. três condutores de fase com a secção de 16 mm2. com isolamento em policloreto de vinilo. para a tensão de 450 / 750 Volt.5 mm2.5 Exemplo 4: uma canalização constituída por 5 condutores rígidos.

sendo um deles o condutor de protecção. é designado por: PT-N07VA7V-R4x10 Exemplo 6: um cabo com isolamento em polietileno reticulado. é designado por: XG5G10 AAT CIE – 2006 5 .CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS Exemplo 5: um cabo tipo nacional. para a tensão de 450 / 750 Volt. com isolamento em policloreto de vinilo. e com baínha exterior em policloreto de vinilo. com condutores de cobre rígidos com 5 condutores com a secção de 10 mm2. com revestimento metálico para protecção mecânica em fita de alumínio.

para instalações eléctricas. sendo um deles o condutor de protecção. é designado por: XG5G6 (zh)(frs) Exemplo 3: um cabo com isolamento em policloreto de vinilo. de acordo com a norma portuguesa NP 665. isento de halogénios e resistente ao fogo. na qual se inclui a designação relativa a cabos ignífugos. com revestimento metálico para protecção mecânica em fitas de aço. é designado por: AAT LSVAV4x16 CIE – 2006 6 . é designado por: XG5G10 (frs) Exemplo 2: um cabo com isolamento em polietileno reticulado. com condutores de cobre rígidos com 5 condutores com a secção de 6 mm2. são dados alguns exemplos de seguida: Exemplo 1: um cabo com isolamento em polietileno reticulado. Assim. e com baínha exterior em policloreto de vinilo. de 16 mm2. resistente ao fogo.CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS Um quadro indicado no anexo IIB das Regras Técnicas indica a forma de compor a designação de um condutor ou cabo isolado. com condutores de cobre rígidos com 5 condutores com a secção de 10 mm2. sendo um deles o condutor de protecção. com condutores 4 condutores de alumínio rígidos sectoriais.

m e n: são expoentes dependentes do cabo e dos métodos de instalação (indicados na tabela 52-C0. AAT CIE – 2006 7 . em mm2 (para a secção de 50 mm2. o valor a utilizar é 47. A e B: coeficientes dependentes do cabo e dos métodos de instalação (indicados na tabela 52-C0. das Regras Técnicas).CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS CORRENTES ADMISSÍVEIS NOS CONDUTORES E NOS CABOS A corrente admissível num condutor ou num cabo pode ser calculada pela seguinte expressão: I  A S m  B  S n em que: S = secção nominal do condutor. das Regras Técnicas).5 mm2).

com 2 condutores carregados. -quadro 52-C4: correntes admissíveis em condutores isolados a XLPE (polietileno AAT reticulado) ou a EPR(etileno-propileno).CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS Os coeficientes A e B e m e n são indicados no quadro 52-C0 das Regras Técnicas. para 3 condutores carregados. com 2 condutores carregados. para 3 condutores carregados. . CIE – 2006 8 . B e C. segundo os métodos de referência A.quadro 52-C2: correntes admissíveis em condutores isolados a XLPE (polietileno reticulado) ou a EPR(etileno-propileno). para condutores de cobre e alumínio. que foram utilizados para o cálculo das correntes admissíveis em função do método de referência indicadas nos quadros 52-C1 a 52-C14 e no quadro 52-C30: -quadro 52-C1: correntes admissíveis em condutores isolados a PVC. -quadro 52-C3: correntes admissíveis em condutores isolados a PVC.

F e G. de cobre. para os métodos de referência A2 e B2. para os métodos de referência E.quadros 52-C7e 52-C8: correntes admissíveis em condutores com isolamento mineral. segundo o método de referência C. -quadros 52-C9 e 52-C10: correntes admissíveis em condutores isolados a PVC. .CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS -quadros 52-C5 e 52-C6: correntes admissíveis em condutores isolados com isolamento mineral. -quadros 52-C11 e 52-C12: correntes admissíveis em condutores isolados a XLPE (polietileno E. segundo os métodos de referência E. para os métodos de referência . F e G. AAT CIE – 2006 9 reticulado ou a EPR(etileno-propileno). F e G. -quadro 52-C13: correntes admissíveis em condutores isolados a PVC.

para o método de referência D (canalizações enterradas).CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS -quadro 52-C14: correntes admissíveis em condutores isolados a XLPE (polietileno reticulado) ou EPR (etileno-propileno). para os métodos de referência A2 e B2. AAT CIE – 2006 10 . -quadro 52-C30: correntes admissíveis em condutores isolados a PVC e XLPE.

Os condutores do mesmo circuito deverão fazer parte da mesma canalização. -os condutores auxiliares de uma canalização e que acompanhem os condutores principais da mesma. -das suas condições de estabelecimento e utilização. AAT CIE – 2006 11 . haver mais de um condutor da mesma fase.CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS INTENSIDADES DE CORRENTE MÁXIMAS ADMISSÍVEIS NAS CANALIZAÇÕES As intensidades máximas admissíveis nas canalizações dependem: -do tipo de canalização. -do número de condutores que a constituem. -o condutor de protecção. Numa canalização não poderá. Para efeito da contagem do número de condutores constituintes de uma canalização. em regra. não deverão ser considerados os condutores seguintes: -o condutor neutro de uma canalização trifásica.

K2 = factor de correcção do modo de colocação. K3 = factor de correcção relativo ao número de cabos em carga. -factores de correcção para agrupamentos de circuitos (quadros 52-E1 a 52-E3). -factores de correcção especificados para certos agrupamentos (quadros 52-E4 e 52-E5). K1 = factor de correcção da temperatura ambiente. -factor de correcção em função da temperatura do solo (quadro 52-D2). Nas Regras Técnicas são indicados factores de correcção das correntes admissíveis para várias situações: -factor de correcção com a temperatura ambiente (quadro 52-D1).CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS A intensidade máxima admissível numa canalização é dada por: ( I z ) real  I zK1  K 2  K 3 em que: Iz = corrente admissível. AAT CIE – 2006 12 .

em regra. As características e os modos de utilização principais de tubos para instalações eléctricas são apresentadas no quadro seguinte. existir condutores de um único e mesmo circuito (esta condição não se aplica aos circuitos de telecomunicações. de transmissão de imagens. de sinais ou de outros serviços análogos). Assim. Os tubos VRM e ERM destinam-se essencialmente para embeber durante a betonagem em construção com estrutura laminar (construção túnel). AAT CIE – 2006 13 . Num tubo ou conduta apenas pode ser instalado mais do que um circuito desde que todos os condutores sejam isolados para a tensão nominal mais elevada dos circuitos em causa. num tubo ou conduta apenas devem.CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS TUBOS A utilização de condutas circulares (tubos) nas instalações eléctricas é muito frequente.

para facilitar o fácil enfiamento e desenfiamento do cabo. extraído do antigo RSIUEE. No caso de condutores do tipo H07V enfiados em tubo do tipo VD os diâmetros da tubagem estão indicados no quadro seguinte. calculados de acordo com a regra atrás indicada. AAT CIE – 2006 14 . Uma ocupação da conduta não superior a um terço da sua secção recta interna permite o fácil enfiamento e desenfiamento dos condutores.CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS Os condutores e os cabos só devem ser enfiados nas condutas embebidas em roços nos elementos da construção após o fecho dos roços. No caso de serem utilizados cabos recomenda-se uma ocupação não superior a 1 / 4.

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2 m.CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS VARIAÇÕES DAS CONDIÇÕES DE INSTALAÇÃO NUM DADO PERCURSO Quando as condições de arrefecimento dos condutores ou dos cabos variarem ao longo do percurso onde estiverem instalados. as correntes admissíveis devem ser determinadas para o troço que apresentar as condições mais desfavoráveis. num comprimento não superior a 1 metro. No entanto. AAT CIE – 2006 16 . um cabo estiver instalado dentro de uma conduta ou de uma calha. não é necessário considerar qualquer redução da sua corrente admissível desde que essa conduta ou essa calha estejam montados ao ar ou sobre uma superfície vertical. quando por razões de protecção mecânica. Se a canalização estiver embebida só é necessário considerar uma redução da corrente admissível se o seu comprimento for superior a 0.

Os condutores de um mesmo circuito devem passar do mesmo lado de um elemento metálico da construção. È fortemente recomendado incorporar o condutor de protecção na mesma canalização que os condutores activos do circuito correspondente.CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS INFLUÊNCIA DO AMBIENTE SOBRE O CAMPO DE INDUÇÃO MAGNÉTICA As correntes que circulam nos condutores criam um campo de indução magnética. por exemplo. de forma a que os elementos metálicos não sirvam de núcleo magnético. Os materiais ferromagnéticos situados na proximidade canalizam os campos de indução magnética favorecendo a sua circulação. ou de os colocar na sua vizinhança imediata (ver figura). os materiais ferromagnéticos submetidos a um campo magnético variável são sede de aquecimento e portanto de perdas. AAT CIE – 2006 17 . por exemplo um pilar metálico. Além disso. O aumento do fluxo provoca um aumento da indutância própria do circuito eléctrico. Consideremos. a colocação de cabos na vizinhança de elementos metálicos de uma construção.

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AAT CIE – 2006 19 .CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS Pelo mesmo motivo não é permitido utilizar braçadeiras em aço em cabos monocondutores (ver figura). Na figura seguinte apresenta-se o problema da repartição de condutores em caminhos de cabos e as perdas e aquecimentos produzidos pelas correntes induzidas.

Na segunda repartição dos condutores as correntes eléctricas por canalização compensam-se. AAT CIE – 2006 20 . Pela mesmo motivo. as correntes eléctricas não se compensam. e um aumento de correntes induzidas que provocam aquecimentos no caminho de cabos. é preferível efectuar aberturas ou rasgos na superfície metálica do quadro. de forma a limitar o campo de indução magnética que circularia nessa superfície e o aquecimento que daí poderia resultar (ver figura). e há a presença de um campo magnético alternado na vizinhança das canalizações. quando da passagem de uma canalização trifásica constituída por cabos monocondutores através de uma superfície metálica (como por exemplo o invólucro de um quadro eléctrico). A transmissão de energia é sujeita a perdas suplementares. Não existe campo magnético alternado na vizinhança da canalização e portanto não correntes induzidas no caminho de cabos.CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS Na primeira repartição dos condutores. O caminho de cabos não aquece e a transmissão de energia é óptima.

CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS O principal inconveniente destas aberturas é o de diminuir a estanqueidade do quadro eléctrico. Mas este problema pode ser facilmente resolvido através da disposição de uma contraplaca em material não ferromagnético. AAT CIE – 2006 21 . Podemos portanto concluir que a colocação dos cabos unipolares deve ser efectuada respeitando as regras de arte. como um isolante.

CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS ESFORÇOS ENTRE CONDUTORES As intensidades muito elevadas que circulam sob o efeito de um curto-circuito nos diversos condutores de uma instalação provocam esforços consideráveis: os esforços electrodinâmicos. O seu cálculo é por vezes necessário para determinar a resistência mecânica dos próprios condutores e das estruturas que os suportam. estes condutores são submetidos a uma força F (de atracção se I e I’ tiverem o mesmo sentido. percorrido por uma corrente I’. de repulsão no caso contrário). AAT CIE – 2006 22 . Se à distancia d de um condutor percorrido por uma corrente I se encontrar um outro condutor paralelo ao primeiro de comprimento L.

dois condutores distantes de 5 cm forem percorridos pela mesma corrente de pico Icc = 50 kA na ocorrência de um curto-circuito. estes condutores deveriam estar convenientemente presos no caminho de cabos.CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS Se por exemplo. AAT CIE – 2006 23 . Como consequência. esses mesmos condutores serão submetidos a uma força de repulsão F = 10000 N/m ≈1 tonelada / m.

CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS Secções dos condutores de fase e neutro As secções dos condutores de fase nos circuitos de corrente alternada e dos condutores activos nos de corrente contínua não devem ser inferiores aos valores indicados no quadro seguinte: AAT CIE – 2006 24 .

-a secção do condutor neutro não for inferior a 16 mm2. o condutor neutro pode ter uma secção inferior à secção dos condutores de fase se forem verificadas. se de cobre. -o condutor neutro estiver protegido contra sobreintensidades. se de alumínio. simultaneamente. AAT CIE – 2006 25 . não for superior à corrente admissível correspondente à da secção reduzida do condutor neutro. incluindo a de eventuais harmónicas. em serviço normal. as seguintes condições: -a corrente máxima susceptível de percorrer o condutor neutro. se de alumínio. se de cobre. ou a 25 mm2. Nos circuitos polifásicos com condutores de secção superior a 16 mm2. nos circuitos polifásicos cujos condutores de fase tenham secção não superior a 16 mm2. ou a 25 mm2.CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS O eventual condutor neutro deve ter a mesma secção que os condutores de fase: nos circuitos monofásicos a 2 condutores. seja qual for a sua secção. se de cobre. se de alumínio. ou a 25 mm2.

Quando a secção do condutor neutro for inferior à dos condutores de fase. mesmo que a potência daqueles esteja repartida regularmente pelas diferentes fase. necessáriamente. devendo esta detecção provocar o corte dos condutores de fase mas não. a secção do condutor neutro não deve ser inferior à dos condutores de fase. é necessário prever uma detecção de sobreintensidades no condutor neutro adequada à sua secção. quando os equipamentos alimentados por um circuito produzirem correntes harmónicas importantes. não é necessário prever detecção de sobreintensidades nem dispositivo de corte no condutor neutro. Quando a secção do condutor neutro não for inferior à dos condutores de fase.CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS Portanto. como é o caso dos aparelhos com lâmpadas de descarga. o do condutor neutro AAT CIE – 2006 26 .

Por outro lado. a secção do condutor de protecção não deve ser inferior à que resulta da aplicação da seguinte expressão (válida apenas para t <= 5 s): em que: I t S k CIE – 2006 27 S = secção do condutor de protecção em mm2.CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS Secção do condutor de protecção A secção dos condutores de protecção não deve ser inferior aos valores indicados no quadro seguinte. AAT .

temos: k = 115.CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS I = valor eficaz da corrente de defeito que pode percorrer o dispositivo de protecção em consequência de um defeito de impedância desprezável. com isolamento em polietileno reticulado (XLPE) ou em etileno-propileno (EPR). Os quadros 54B. indicam os valores de k para os condutores de protecção nas diferentes condições. t = tempo de funcionamento do dispositivo de corte. 54D e 54E. k = 143. em segundos. em amperes. AAT CIE – 2006 28 . para condutores de cobre. para cabos de alumínio . Para condutores de protecção constituintes de um cabo multicondutor. das Regras Técnicas. 54C. com isolamento em PVC. para cabos de cobre. para cabos de alumínio. do seu isolamento. com isolamento em polietileno reticulado (XLPE) ou em etileno-propileno (EPR). com isolamento em PVC. bem como das temperaturas inicial e final. k = 94. K = factor que depende da natureza do condutor de protecção. k = 76.

CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS Quedas de tensão A queda de tensão entre a origem da instalação e qualquer ponto de utilização. não deve ser superior aos valores indicados no quadro seguinte: AAT CIE – 2006 29 . expressa em função da tensão nominal da instalação.

S = secção dos condutores em mm2.036 .6. U0 = tensão simples. cos  = factor de potência (na falta de elementos mais precisos pode ser usado o valor de 0. ρ1 = resistividade dos condutores à temperatura de serviço normal.25 vezes a resistividade a 20ºC (0. L = comprimento da canalização.8 e consequentemente sen  = 0. isto é. u = queda de tensão relativa. AAT CIE – 2006 30 . b = coeficiente igual a 1 para os circuitos trifásicos e a 2 para os monofásicos. em Volt.0225 .mm2/m para o cobre e 0. em Volt. expressa em percentagem.CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS As quedas de tensão podem ser determinadas a partir da expressão seguinte: u  b  ( 1  em que: L  cos     L  sen )  I B S u u  100  U0 u = queda de tensão.mm2/m para o alumínio). 1. em metros.

IB = corrente de serviço em A.CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS  = reactância dos condutores (na falta de outras indicações pode ser usado o valor 0. ESCOLHA DA CANALIZAÇÃO EM FUNÇÃO DAS INFLUÊNCIAS EXTERNAS Resistência eléctrica do corpo humano (BB) O quadro seguinte indica o tipo de canalização que pode ser utilizado.08 m/m para cabos trifásicos e 0.15 m/m para cabos unipolares ). para esta influência externa: AAT CIE – 2006 31 .

por forma a evitar os riscos de contacto dessa bainha com as massas ou elementos condutores. e que sejam usados a uma tensão não superior a metade da sua tensão estipulada (por exemplo cabos VV 0. para esta influência externa. -seja isolada nas duas extremidades. Na prática considera-se que a utilização de cabos da classe II permite a não ligação à terra dos caminhos de cabos metálicos sobre os quais os cabos são montados. São considerados da classe II os cabos que não possuam baínhas ou armaduras metálicas.6/1kV). bem como as condutas metálicas usadas como protecção complementar desses cabos.6/1kV ou XV 0. AAT CIE – 2006 32 .CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS Nas condições BB2 e BB3 podem utilizar-se canalizações ou cabos da classe II de isolamento. CONTACTOS DAS PESSOAS COM O POTENCIAL DA TERRA (BC) O quadro seguinte indica o tipo de canalização que pode ser utilizado. Nas condições BB2 os cabos dotados de bainha metálica são permitidos desde que esta satisfaça a uma das seguintes condições: -seja ligada nas duas extremidades ao condutor de protecção da instalação. ou as partes activas.

para esta influência externa. AAT CIE – 2006 33 .CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS Evacuação das pessoas em caso de emergência (BD) O quadro seguinte indica o tipo de canalização que pode ser utilizado.

Materiais de construção (CA) O quadro seguinte indica o tipo de canalização que pode ser utilizado. para esta influência externa.CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS Os cabos sem halogénios da classe C1 são apropriados para utilização nas condições BD2. BD3 3 BD4. AAT CIE – 2006 34 . para esta influência externa. para as instalações normais. Natureza dos produtos tratados ou armazenados (BE) O quadro seguinte indica o tipo de canalização que pode ser utilizado.

A temperatura máxima de funcionamento para os isolamentos a borracha é de 60 ºC mas considera-se que as correntes admissíveis podem ser as mesmas que para os isolamentos de PVC. AAT CIE – 2006 35 .CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS Temperaturas máximas de funcionamento dos isolamentos A corrente transportada por qualquer condutor continuamente em condições especificadas deve ser tal que a sua temperatura máxima se funcionamento não seja superior ao valor indicado no quadro seguinte.

CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS AAT CIE – 2006 36 .

ser acessíveis para efeitos de verificação. As ligações devem. isto é. ensaio e manutenção. só é permitida nos terminais das tomadas de corrente. das luminárias com lâmpadas fluorescentes e das calhas electrificadas para iluminação se os terminais forem especialmente previstos para esse fim ou forem dimensionados para receber a secção total dos condutores a eles ligados. quer às secções dos condutores especificadas pelos fabricantes. a ligação aos terminais de um equipamento. se necessário. A repicagem dos condutores. em regra. de condutores destinados a alimentar outros equipamentos. acessórios concebidos para o efeito. Esta regra não é aplicável à cablagem interna dos aparelhos nem à dos quadros. As ligações devem ser adaptadas quer às correntes admissíveis em regime permanente. usando-se.CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS LIGAÇÕES As ligações entre condutores e entre estes e os equipamentos devem garantir uma continuidade eléctrica durável e apresentar uma resistência mecânica adequada. AAT CIE – 2006 37 .

cabos de controlo e cabos de medida. quer de preferência em caminhos de cabos diferentes. circuitos auxiliares. A figura seguinte apresenta alguns exemplos em que são usados cabos de energia. AAT CIE – 2006 38 .CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS INSTALAÇÃO DE GRUPOS DE CABOS EM CAMINHOS DE CABOS È recomendado separar electromagneticamente os diferentes grupos de cabos. quer no mesmo caminho de cabos.

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