Você está na página 1de 53

PROFª.

Érica

De quem é a culpa?

PROFª.Érica

INTERESSES Manter determinadas estratégias de controle das relações socais de trabalho pelas empresas do que um efetivo gerenciamento dos riscos no processo de produção.
PROFª.Érica

O QUE É UM ACIDENTE?

PROFª.Érica

Eventos que resultam em consequências tais como: óbitos lesões efeitos adversos a saúde danos ao meio ambiente danos a equipamentos

PROFª.Érica

Causas dos acidentes / incidentes

PROFª.Érica

Atitude imprópria dos trabalhadores

Falha de projeto

Falha de manutenção
PROFª.Érica

84% atos inseguros 33.33% descuido 22.51% postura insegura

PROFª.Érica

Falhas relacionadas ao projeto e os perigos das ampliações, e modificações

PROFª.Érica

Engenheiros subestimam a frequência dos acidentes ao realizarem seus projetos

PROFª.Érica

Para estes engenheiros , predomina a visão de que acidentes, principalmente os graves , são eventos raros, gerando a precária inclusão de dispositivos de segurança, tais como redundância , critérios específicos para incêndios e layouts que não consideram características de segurança e emergência que possam contribuir para anular ou diminuir as consequência destes eventos ( ICE,1992;Patécoornell, 1993)
PROFª.Érica

Mesmo quando questões de segurança são incluídos nos projetos, a sua efetividade dependerá da capacidade real dos equipamentos de resistirem aos diversos cenários potenciais de acidentes.
PROFª.Érica

As instalações desses equipamentos na sua maioria são complexos e que podem incluir a produção e armazenamento de óleo e gás á altas pressão, a perfuração de poços, e obras de construção e manutenção ( Booth et al.,1992)

PROFª.Érica

Adversidades encontradas à diversidade de atividades: instalações e produções paradas e redução da produção manuseio de equipamentos e materiais perigosos controle manual do processo
PROFª.Érica

Monitoramento da produção por supervisores Manutenção preventiva e corretivas Limpeza de máquinas e equipamentos Transporte de materiais Operações manuais e mecânicas de liftin

PROFª.Érica

Inspeção e testes em equipamentos; Transporte marítimo e aéreo; Cozinha; Limpeza; Construção e reformas, e outros (Rundmo, 1994)
PROFª.Érica

Estas características complexas das plataformas podem intensificar os perigos quando posteriores modificações não prevista desde o inicio no projeto original ocorrem...

PROFª.Érica

Com vistas a ampliações da capacidade produtiva, ampliando as situações de risco.

PROFª.Érica

Vídeo 1 reforma

PROFª.Érica

Vídeo 2 manutenção

PROFª.Érica

Vídeo 3 comunicação

PROFª.Érica

O trabalho em unidades de processo como as plataformas de petróleo podem ser compreendidos por quatro aspectos que se inter-relacionam e o caracterizam:

PROFª.Érica

1. Ele é simultaneamente contínuo 2. Complexo 3. Coletivo 4. Perigoso (Ferreira & Iguti,1996)

PROFª.Érica

Contínuo: 24 HORAS POR DIA revezamento de grupos.

PROFª.Érica

Complexo: as diversas partes do sistema tecnológico se encontram interligadas sempre sujeitas a certo grau de imprevisibilidade e de desencadeamento de efeito dominó de incidente e acidente.

PROFª.Érica

Coletivo: o funcionamento da unidade só é possível pelo trabalho de equipes em que as atividades são altamente interdependentes.

PROFª.Érica

Perigoso: porque está relacionado ao processo de hidrocarbonetos que evaporam, incendeiam ou explodem ao uso de compostos químicos tóxicos para os homens e para o ambiente e á operação de máquinas e equipamentos que podem desencadear acidentes perigosos, como o potencial de causar óbitos e lesões ( Sevá Filho, 2000)
PROFª.Érica

Assim para que se compreenda a natureza dos problemas de segurança em plataformas é importante que se tenha em conta os seguintes aspectos que o caracterizam os quais estão contidos no relatório...
PROFª.Érica

Segurança do Trabalho em Instalações Petrolíferas no Mar e Assuntos Complexos ,da Organização Internacional do Trabalho ( OIT, 1993) são:

PROFª.Érica

a) uma ampla série de atividades perigosas que se realiza em um espaço de trabalho bastante reduzido;

PROFª.Érica

b) os trabalhadores das plataformas não só têm de trabalhar, mas também viver em contato permanente com os riscos;

PROFª.Érica

c) as situações de perigo de incidentes e acidentes se agravam pela presença de hidrocarbonetos, de modo que se colocam dificuldades no tempo requerido para evacuar o pessoal em condições de segurança, acrescentando-se ainda os relacionados possivelmente ao mau tempo no mar;
PROFª.Érica

d) há uma grande variedade de empresas e de gestão do trabalho que atuam no ambiente confinado das plataformas associado a um grande número de trabalhadores em regime de subcontratação, muitos dos quais devem mudar continuamente de local e de atividade de trabalho;
PROFª.Érica

e) as dificuldades de regulamentação de numerosas instalações móveis e que requerem critérios particulares, especialmente para reduzir ao mínimo as duplicações e evitar conflitos entre as legislações municipal, estadual e federal, além de convênios marítimos internacionais.
PROFª.Érica

A diversidade de atores e instituições reguladoras e fiscalizadoras como por exemplo a Marinha e diversos órgãos públicos nas áreas da saúde, do trabalho e do meio ambiente, além dos poderosos interesses políticos e econômicos envolvidos tornam mais complexas as atividades de regulamentação e fiscalização na área.
PROFª.Érica

Se o trabalho nas plataformas já é em si perigoso, é importante considerar que os riscos são agravados por outros fatores identificados pelo estudo realizado por Sutherland & Cooper (1991)
PROFª.Érica

ESTUDO REALIZADO COM: Trabalhadores em alto mar na Europa (310 homens empregados em 18 empresas contratadas e 14 companhias petroleiras em 97 instalações),
PROFª.Érica

Sendo os mesmos fontes de estresse e conectados com os anteriormente apontados, podendo estar contribuindo para os acidentes, dos quais gostaríamos de destacar:
PROFª.Érica

a) o caráter rotineiro do trabalho;

PROFª.Érica

b) o desconhecimento do que se constitui o trabalho no mar por parte do pessoal de gerência que se encontra em terra, agravando a insatisfação dos trabalhadores das plataformas com a gestão administrativa por parte dos mesmos;

PROFª.Érica

c) o transporte quando as condições meteorológicas são desfavoráveis;

PROFª.Érica

d) a falta de segurança no emprego;

PROFª.Érica

e) as desagradáveis condições de trabalho devido ao ruído.

PROFª.Érica

Particularmente, no que se refere aos trabalhadores terceirizados, Sutherland & Cooper (1991) identificaram que o descontentamento era maior entre os mesmos, os quais sofriam maior estresse devido às características imprevisíveis do trabalho e pelo fato de não gozarem da mesma situação do pessoal das empresas exploradoras no que tange aos rendimentos e perspectivas de carreira.
PROFª.Érica

Estes dados são preocupantes quando consideramos que os trabalhadores terceirizados, embora realizando atividades que variam em função do tipo de instalação, em geral chegam a representar dois terços a três quartos do total da mão de obra ocupada nas plataformas (OIT, 1993).
PROFª.Érica

Em relação à freqüência, segundo a OIT (1993), a maioria das análises estatísticas revela uma incidência muito maior entre os trabalhadores terceirizados. Dentre as causas para isto podemos citar:
PROFª.Érica

O fato de estes trabalhadores realizarem a maioria das atividades mais perigosas ao mesmo tempo em que possuem tanto menor capacitação e treinamento,

PROFª.Érica

Como desfrutam menos direitos quando comparados com os trabalhadores diretos das empresas, tendo isto diversas implicações em termos de segurança (OIT, 1993).

PROFª.Érica

Um estudo realizado na Noruega pelo sindicato dos trabalhadores, por exemplo, revelou que:
PROFª.Érica

Os trabalhadores terceirizados realizavam tarefas de manutenção de poços de um modo em que eram violadas de forma regular e sistemática as leis e regulamentações sobre horas de trabalho, descansos, tempo de permissão para ficar em terra, registro e pagamento de horas extras, além de outros (OIT, 1993).
PROFª.Érica

Em relação à gravidade, registrouse um total de 960 óbitos em 47 acidentes ocorridos em plataformas de petróleo no mundo entre 1970-1991, com uma média de 20,4 óbitos por acidente (OIT, 1993).
PROFª.Érica

É importante observar que os riscos de acidentes variam conforme o tipo de instalação e de atividade.

PROFª.Érica

PROFª.Érica