P. 1
Apostila de Telecomunicações e Redes 1 (URI - Prof. Neilor Tonin)

Apostila de Telecomunicações e Redes 1 (URI - Prof. Neilor Tonin)

|Views: 917|Likes:
Publicado porRafael Augusto

More info:

Published by: Rafael Augusto on Sep 04, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

07/13/2013

pdf

text

original

Sections

  • 1. Conceitos básicos de Comunicação e Telecomunicação
  • 1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação
  • 1.1. Sinais Analógicos x Sinais Digitais
  • 1.1.1 Bits x Bauds
  • 1.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal
  • 1.3 MODEMs
  • 1.4. Técnicas de modulação
  • 1.5. Características de uma transmissão
  • 1.5.1. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal
  • 1.5.2. Quanto ao número de canais utilizados
  • 1.5.3. Quanto à sincronização
  • 2. Conceitos básicos de Redes de Computadores
  • 2.1 Utilização das Redes de Computadores
  • 2.2 Estrutura de uma rede de computadores
  • 2.3 Componentes básicos de uma rede de computadores
  • 2.4 Arquiteturas de Redes
  • 3. Meios de Transmissão de Dados
  • 3.1 Meios físicos
  • 3.1.1 Linha aérea de Fio nú
  • 3.1.2 Par Trançado
  • 3.1.3 Cabo Coaxial
  • 3.1.4 Fibras óticas
  • 3.2 Meios não físicos de transmissão
  • 3.2.1 O Espectro Eletromagnético
  • 3.2.2 Transmissão de Rádio
  • 3.2.3 Transmissão de Microondas
  • 3.2.4 Ondas milimétricas e infravermelhas
  • 3.2.5 Transmissão de Ondas de Luz
  • 3.2.6 Satélites de Comunicação
  • 4. O padrão IEEE 802
  • 4.1 Camadas do modelo IEEE
  • 4.1.1 Camada física
  • 4.1.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC)
  • 4.1.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC)
  • 4.2. Padrão IEEE 802.3 e Ethernet
  • 4.2.1 Cabeamento 802.3
  • 4.3. O Protocolo de Subcamada MAC 802.3
  • 4.4. Padrão IEEE 802.4: Token Bus
  • 4.5. Padrão IEEE 802.5: Token Ring
  • 4.6. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring
  • 4.7. Comparação entre 802.3, 802.4 e 802.5
  • 5. Protocolos de acesso múltiplo
  • 5.1. Acesso baseado em contenção
  • 5.1.1. Aloha
  • 5.1.2. Carrier Sense Multiple Access (CSMA)
  • 5.2. Acesso ordenado sem contenção
  • 5.2.1. "Polling"
  • 5.2.2. Quadro ou Slot Vazio
  • 5.2.3. Inserção de Registrador
  • 5.2.4. Passagem e Permissão (token ring)
  • 5.2.5. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus)
  • 6.1 Detecção de erros
  • 6.1.1. Bit de Paridade (paridade de caractere)
  • 6.1.2. Paridade Longitudinal (combinada)
  • 6.1.3. Redundância Cíclica (CRC)
  • 6.2. Correção de erros
  • 6.2.1. Descrição de um Código Hamming
  • 7. Software de Comunicação
  • 7.1. Protocolos de comunicação
  • 7.2. Protocolos de enlace de dados
  • 7.2.1 Protocolos Orientados a caracter
  • 7.2.2 Protocolos Orientados a bits
  • 7.3. Protocolo de enlace HDLC
  • 7.3.1 Estrutura do Quadro
  • 7.3.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC
  • 7.3.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento
  • 7.4. O Modelo de referência OSI
  • 7.4.1 A Camada Física
  • 7.4.2 A Camada de Enlace de Dados
  • 7.4.3 A camada de Rede
  • 7.4.4. A camada de Transporte
  • 7.4.5 A camada de Sessão
  • 7.4.6 A camada de Apresentação
  • 7.4.7 A camada de Aplicação
  • 8. A arquitetura da Internet TCP/IP
  • 8.1. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1)
  • 8.2. Camada inter-rede ou Internet (2)
  • 8.3. Camada de transporte (3)
  • 8.4. Camada de Aplicação (4)
  • 8.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip
  • 8.6. Endereçamento Internet
  • 8.6.1. Classes de endereçamento em Internets

Universidade Regional Integrada URI – Campus de Erechim

Curso de Ciência da Computação

Apostila de Telecomunicações e Redes 1

Prof. Neilor Tonin

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

2

Sumário
1. CONCEITOS BÁSICOS DE COMUNICAÇÃO E TELECOMUNICAÇÃO........................................................................ 4 1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação....................................................................................... 4 1.1. Sinais Analógicos x Sinais Digitais................................................................................................ 5 1.1.1 Bits x Bauds............................................................................................................................ 6 1.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal...................................................................................... 7 1.3 MODEMs....................................................................................................................................... 7 1.4. Técnicas de modulação.................................................................................................................. 8 1.5. Características de uma transmissão................................................................................................9 1.5.1. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal.........................................................................9 1.5.2. Quanto ao número de canais utilizados..................................................................................9 1.5.3. Quanto à sincronização........................................................................................................ 10 2. CONCEITOS BÁSICOS DE REDES DE COMPUTADORES................................................................................... 13 2.1 Utilização das Redes de Computadores........................................................................................14 2.2 Estrutura de uma rede de computadores...................................................................................... 14 2.3 Componentes básicos de uma rede de computadores................................................................... 16 2.4 Arquiteturas de Redes...................................................................................................................18 3. MEIOS DE TRANSMISSÃO DE DADOS........................................................................................................ 20 3.1 Meios físicos................................................................................................................................. 20 3.1.1 Linha aérea de Fio nú............................................................................................................ 21 3.1.2 Par Trançado.........................................................................................................................21 3.1.3 Cabo Coaxial.........................................................................................................................25 3.1.4 Fibras óticas.......................................................................................................................... 28 3.2 Meios não físicos de transmissão.................................................................................................. 34 3.2.1 O Espectro Eletromagnético................................................................................................. 34 3.2.2 Transmissão de Rádio........................................................................................................... 35 3.2.3 Transmissão de Microondas..................................................................................................36 3.2.4 Ondas milimétricas e infravermelhas..................................................................................... 37 3.2.5 Transmissão de Ondas de Luz...............................................................................................37 3.2.6 Satélites de Comunicação..................................................................................................... 38 4. O PADRÃO IEEE 802......................................................................................................................... 43 4.1 Camadas do modelo IEEE............................................................................................................43 4.1.1 Camada física........................................................................................................................ 43 4.1.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) ........................................................... 43 4.1.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC)................................................................... 44 4.2. Padrão IEEE 802.3 e Ethernet.................................................................................................... 44 4.2.1 Cabeamento 802.3..................................................................................................................... 45 4.3. O Protocolo de Subcamada MAC 802.3..................................................................................... 46 4.4. Padrão IEEE 802.4: Token Bus.................................................................................................. 48 4.5. Padrão IEEE 802.5: Token Ring................................................................................................. 49 4.6. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring...................................................................... 51 4.7. Comparação entre 802.3, 802.4 e 802.5......................................................................................52 5. PROTOCOLOS DE ACESSO MÚLTIPLO......................................................................................................... 54 5.1. Acesso baseado em contenção.....................................................................................................54 5.1.1. Aloha...................................................................................................................................54 5.1.2. Carrier Sense Multiple Access (CSMA)............................................................................. 55 5.2. Acesso ordenado sem contenção................................................................................................. 57 5.2.1. "Polling"............................................................................................................................... 57 5.2.2. Quadro ou Slot Vazio.......................................................................................................... 57 5.2.3. Inserção de Registrador....................................................................................................... 58

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

3

5.2.4. Passagem e Permissão (token ring)......................................................................................58 5.2.5. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus).................................................................59 6. DISTORÇÃO E RUÍDO NA TRANSMISSÃO (ERROS)......................................................................................... 61 6.1 Detecção de erros......................................................................................................................... 61 6.1.1. Bit de Paridade (paridade de caractere)............................................................................... 61 6.1.2. Paridade Longitudinal (combinada)..................................................................................... 61 6.1.3. Redundância Cíclica (CRC)................................................................................................ 62 6.2. Correção de erros........................................................................................................................ 63 6.2.1. Descrição de um Código Hamming..................................................................................... 63 7. SOFTWARE DE COMUNICAÇÃO................................................................................................................ 65 7.1. Protocolos de comunicação......................................................................................................... 65 7.2. Protocolos de enlace de dados.....................................................................................................67 7.2.1 Protocolos Orientados a caracter.......................................................................................... 68 7.2.2 Protocolos Orientados a bits................................................................................................. 69 7.3. Protocolo de enlace HDLC..........................................................................................................69 7.3.1 Estrutura do Quadro............................................................................................................. 70 7.3.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC....................................................................72 7.3.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento................................................................................... 73 7.4. O Modelo de referência OSI.......................................................................................................74 7.4.1 A Camada Física................................................................................................................... 75 7.4.2 A Camada de Enlace de Dados............................................................................................. 75 7.4.3 A camada de Rede................................................................................................................ 75 7.4.4. A camada de Transporte...................................................................................................... 76 7.4.5 A camada de Sessão..............................................................................................................76 7.4.6 A camada de Apresentação................................................................................................... 77 7.4.7 A camada de Aplicação.........................................................................................................77 8. A ARQUITETURA DA INTERNET TCP/IP................................................................................................... 79 8.1. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1)......................................80 8.2. Camada inter-rede ou Internet (2)............................................................................................... 80 8.3. Camada de transporte (3)............................................................................................................ 80 8.4. Camada de Aplicação (4).............................................................................................................80 8.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip............................................... 82 8.6. Endereçamento Internet...............................................................................................................83 8.6.1. Classes de endereçamento em Internets............................................................................... 83 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................................................... 86

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

4

1. Conceitos básicos de Comunicação e Telecomunicação
Desde 1838, quando Samuel F. B. Morse transmitiu, pela primeira vez, uma mensagem telegráfica através de uma linha de cerca de 15 Km, os sistemas elétricos para comunicação estão sendo mais e mais utilizados para permitir a transferência de informação entre os homens e entre uma máquina e outra. A comunicação através do telefone, rádio e televisão é considerada corriqueira em nosso dia a dia. Da mesma forma, estão se tornando cada vez mais comuns as ligações entre computadores situados em locais distantes. Dentre as formas de comunicações elétricas, uma das classes que mais se desenvolveu nos últimos anos e que continua crescendo rapidamente é justamente a da área de comunicação de dados. Como os sistemas de comunicação (telefonia, rádio, televisão, etc.) experimentaram um desenvolvimento tecnológico anterior ao desenvolvimento dos computadores digitais, eles serviram de base e campo experimental para o desenvolvimento técnico de conceitos que formaram o alicerce do enorme e vertiginoso progresso anterior às ciências de computação. Como será visto, há muita coisa por detrás de uma simples linha com a qual ligamos os computadores e os nodos de uma rede entre si. Este capítulo trata dos aspectos básicos dos sistemas de comunicação, subjacentes a qualquer rede de computadores. Todos os aspectos compreendidos neste capítulo correspondem às camadas mais inferiores do modelo OSI (camada física e enlace de dados).

1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação
Em um primeiro momento, a maneira mais simples de representar um Sistema de Comunicação seria considerar apenas uma fonte e um destino, como apresentado abaixo.

Fonte

Destino

Figura 1.1 – Exemplo bem simplificado de um sistema de comunicação

A fonte é o ente que produz a informação. Para tanto dispõe de elementos simples e símbolos. O elemento é o componente mais simples que entra na composição representativa da informação. Ex: A, B, C, ou dígitos 0 e l. Por exemplo, na máquina de escrever, os elementos são letras, dígitos e caracteres especiais, situados nas teclas. O símbolo é um conjunto ordenado de elementos. Por exemplo, dispondo-se dos elementos A, B, C, ... podem-se compor os símbolos AA, AB, BB, ... ou os símbolos AAA. BBA, BBB, ... ou, dispondo dos elementos 0 e 1, podem-se compor os símbolos 1, 0, 10, 11, ... , 1000, ... ou 1100, 1101, 1011, ou, dispondo-se dos elementos 0, 1, 2, ... , 9, v, + e -, podem-se compor os símbolos +5v, -3v, 0v, ... . Os símbolos são utilizados para representar configurações de um sinal. Como os símbolos podem ser formados por um único elemento, o elemento também pode constituir uma representação de um sinal. Podemos pensar em um sinal, de forma intuitiva, conforme os seguintes exemplos: "letra do alfabeto", "dígito binário", "fonema da pronúncia", "voltagem", "corrente elétrica", etc. Para cada um destes exemplos podemos imaginar diferentes configurações para a composição representativa da informação. Uma mensagem consiste em um conjunto ordenado de símbolos que a fonte seleciona para compor uma informação. Uma única mensagem, ou um conjunto de mensagens, ordenado para produzir um significado, constitui o que chamamos de informação. A cada símbolo corresponde uma certa quantidade de informação e a cada mensagem se associa uma quantidade de informação, dada pela soma das quantidades de informação de cada símbolo.

elemento 1 0 0 1

Símbolo 1010

Mensagem 1010 1110 ... 1001

Figura 1.2 – Estrutura típica de uma mensagem.

acionado pela fonte. convertendo a informação em sinais elétricos (voltagem ou corrente) para a transmissão através de meios físicos ou ondas eletromagnéticas. produzindo o que se chama distorção. Já os sinais digitais podem assumir somente valores discretos (inteiros) variando de forma abrupta e instantânea enter eles. Existe um fluxo de sinal entre o emissor e o receptor e este sinal contém em si. e reconvertendo estes sinais em escrita ou voz no receptor. escrita (sinais gráficos) e outros sinais tais como fumaça. O receptor é o ente que retira a energia do meio e recupera os símbolos. O telégrafo e o telefone aumentaram grandemente o alcance e a velocidade das comunicações. Um dos maiores problemas do projetista do sistema consiste em manter tanto a distorção como o ruído em níveis aceitáveis. O destino é para onde se dirige a informação. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor CANAL Ruído Receptor Destino Fonte de Ruído Figura 1. geralmente cobrindo distâncias razoavelmente grandes. tambores. de modo que na recepção a mensagem possa ser recuperada de forma adequada e que seja entregue a informação devida ao destino. isto é. aparecem no canal sinais espúrios de natureza aleatória. representando uma fonte externa geradora de ruído. . Na prática isto não ocorre: no processo de transmissão. O emissor é o ente que. limitações físicas e outros fatores alteram as características do sinal que se propaga. simbolizando todos os ruídos presentes no canal.3 – Modelo básico de um sistema de comunicação Deste modo o emissor e o receptor desempenham funções inversas e complementares e o meio os interliga. e não mensagens. entrega um sinal de energia adequada à transmissão pelo canal. Em condições ideais o sistema deveria se comportar de modo que a mensagem produzida pela fonte conseguisse ser fielmente recuperada pelo receptor. Os sinais analógicos variam de forma contínua. Estes sinais são classificados. todos com alcance limitados pelos sentidos humanos. Além disso. que se somam ao sinal. Esta potência é suprida pelo emissor. onde podemos identificar os seguintes componentes: A fonte geralmente não dispõe de potência suficiente para cobrir as perdas da propagação do sinal. uma função do tempo. podendo assumir qualquer valor real. Este efeito pode ser representado esquematicamente pela adição de um bloco. num dado ponto do espaço. produzindo o ruído.1. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  5 Todos os sistemas de comunicação. Os sinais de forma geral e os elétricos em particular. os símbolos portadores da informação. 1. independente da natureza da informação transmitida ou dos sinais utilizados podem ser analisados segundo o modelo da figura 1. de modo a reproduzir a mensagem a ser entregue ao destino. podem ser vistos como uma “forma de onda”. Sinais Analógicos x Sinais Digitais Em uma comunicação. o que se transmite são sinais. a comunicação era feita por voz (sinais sonoros). permitindo que o sinal seja transmitido. conforme a natureza de sua variação no tempo em analógicos ou digitais. O canal (meio) é o ente que propaga a energia entregue pelo emissor até o receptor. de forma tão precisa quanto possível. Até o século 19.3.

10. pode ser feita através de sinais de luz. Alternativamente. necessita-se de quatro níveis para expressar todas as conbinações possíveis de dois bits. medida em bits por segundo (bps). Esta codificação multinível (dibit) reduz a largura de banda necessária. verde. Essa combinação é denominada “dibit”. Ao se transmitir dois bits por nível. uma unidade de informação é enviada. A transmissão de sinais digitais através de sinais analógicos também é possível e será vista posteriormente. ligando e desligando uma lanterna.5 – Mensagem digital com 4 níveis de sinais A comunicação entre dois navios.4 – Sinal analógico x Sinal digital Algumas formas de informação têm natureza analógica e outras têm natureza digital. A cada vez que a lanterna pisca. 11 10 01 00 01 01 10 00 11 Figura 1. No caso de uma comunicação “tribit”. vermelho. o número de níveis necessários será oito. com mais do que duas amplitudes. O sinal analógico pode ser amostardo e quantizado. . O transmissor codifica estas mensagens em símbolos. A taxa de sinalização. A figura 1.1. por exemplo. enviando duas vezes mais informação por unidade de tempo. Por exemplo. Um esquema utilizando 4 bits é denominado “tetrabit” e assim sucessivamente. por exemplo.5 apresenta um exemplo de sinal digital “dibit. são necessários 2n níveis diferentes. o que caracteriza a natureza digital destas formas de informação. ou seja. Se a velocidade de sinalização neste caso fosse 200 bauds/s. Se o estado do sinal representa a presença ou ausência de um bit. Pode-se ter esquemas com três ou mais bits “tribit” ou mais níveis de amplitude. Por outro lado. e o resultado dessa quantização é codificado em sinal digital para transmissão. Ou seja. por exemplo. provoca uma variação contínua da pressão do ar formando ondas acústicas e é portanto uma informação analógica. a taxa em BAUDS indica o número de vezes que a característica do sinal portador se altera por segundo. teríamos 400 bits transmitidos em um segundo. então a taxa em bauds é a mesma que a taxa em bps. o número de símbolos por segundo que ocorrem no canal de comunicação é medido em bauds. 01 e 00 respectivamente.. por exemplo. 1. azul e branco poderiam representar os grupos 11. Outras formas possíveis de codificação de sinais digitais podem ser obtidas através de mais que um bit a cada nível de amplitude. A voz. Estes símbolos são codificados como um conjunto de bits (dígitos binários). formando caracteres ou palavras. nas técnicas de modulação. De uma forma geral. o nível de um sinal digital não precisa necessariamente se restringir a dois. Qualquer tipo de informação (seja analógica ou digital) pode ser transmitida através de um sinal analógico ou digital. Já mensagens de texto ou de dados são formas de informação codificada que usam um conjunto finito de símbolos de um alfabeto. poder-se-ia enviar duas unidades de informaçã a cada piscada se tivéssemos uma lanterna com quatro cores (símbolos) para representar grupos de informação. para se codificar n bits em um nível de amplitude. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  6 Sinal Sinal Tempo Tempo Sinal analógico Sinal digital Figura 1. Um esquema utilizando 6 bits a cada baud é denominado “hexabit” e assim sucessivamente.1 Bits x Bauds A fonte de informação transmite mensagens a uma determinada taxa de transferência de informação.

têm influência no número de estados de sinalização. pois quanto maior o número de estados mais bits por segundo poderão ser transmitidos. deveremos usar um sinal DIBIT. A taxa em que podemos enviar dados sobre um canal é proporcional à largura de banda do canal. A largura de banda deste canal é de 3100 Hz (ciclos/segundo) e na prática é usado para transmitir sinal de dados até 2400 bauds. Da mesma forma. as freqüências são da ordem de 100. e um limite na potência do sinal. um canal que admite freqüências que vão desde 18000 Hz a 21500 Hz também apresenta uma largura de banda 3500 Hz (21500 . um canal que admite freqüências da ordem de 1500 a 5000 Hz (ciclos/segundo). Uma largura de banda de 18000 Hz possibilita que sejam transmitidas freqüências que representam desde o som de um tambor até o som do violino. deveremos usar um sinal TRIBIT e teremos velocidade de transmissão igual a três vezes a velocidade de sinalização. Neste caso. ao qual corresponderá a mesma velocidade de sinalização de 2400 bauds. pois esta pode variar rapidamente entre freqüências baixas e altas. flutuações na atenuação do sinal portador.3 MODEMs Quando um sinal não é adequado à transmissão pelo canal. Para reproduzir o som de um instrumento de percussão. que transforma os elementos entregues pela fonte em sinais convenientes para serem transmitidos pelo meio. Normalmente. Largura de banda significa o espectro de freqüência que o canal é capaz de transmitir e não tem qualquer relação com as freqüências que são transmitidas no canal. Da mesma forma que se desejarmos transmitir 7200 bps. tem uma largura de banda igual a 5000-1500 = 3500Hz. a relação utilizada é de 1 (Hz) para 1 (baud) Um exemplo sobre capacidade de um canal é a utilização do canal telefônico para transmissão de sinal de dados. enquanto para os tons mais altos. a baixa freqüência deve modular a freqüência portadora para produzir um sinal que possa ser transmitido eficientemente e. Por exemplo. Ele indica apenas a diferença entre os limites inferior e superior das freqüências que são suportadas pelo canal. Na verdade. a freqüência vai acima de 15000 ou 18000 Hz.18000). a velocidade de transmissão é duas vezes a velocidade de sinalização.000 Hz (100 MHz). música. Se desejarmos transmitir a uma velocidade de transmissão de 4800 bps neste canal.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal Diferentes tipos de sinais (voz humana. Ruído e distorção sobre o canal. maior será a capacidade do canal. o modulador. pode-se estabelecer a máxima taxa de sinalização (em bauds) que o mesmo pode conduzir sem erro. as quais são indicadas em termos de largura de banda e outros fatores que influenciam a capacidade de um canal. A alta freqüência deve. Conhecendo-se a largura de banda de um canal de comunicação (em Hz). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  7 1. portanto. a partir do qual. a baixa freqüência possa ser recuperada. Uma questão assim surge: quantos estados de sinalização podem ser transmitidos e distinguidos separadamente no receptor de um sistema de comunicação de dados? A resposta para esta questão. Uma rádio AM utiliza uma largura de banda de 5000 Hz e portanto é capaz de reproduzir música de forma que a mesma não seja distorcida mas não com alta fidelidade. como foi visto na transmissão em multinível é observado na unidade de tempo (segundo). o emissor dispõe de um componente interno. vem definir o conceito de capacidade máxima de de um canal. devemos baixar a freqüência a 60 ou até 30 Hz. Em outras palavras. Quanto maior o número de estados de sinalização que podem ser transmitidos e distinguidos. dados. Cabe lembrar aqui que esse número de estados.000 Hz). depois da transmissão.000. Mas o que significa largura de banda (bandwidth)? A largura de banda de um canal de comunicação constitui uma medida da máxima taxa de informação que pode ser transmitida pelo canal. mas não para a transmissão de música. 1. muito mais que a variação de freqüências da voz humana. examinados os fatores que influenciam esse número de estados. o que é denominado de capacidade do canal de comunicação. Daí medir-se capacidade na unidade bits/segundo. A média de freqüência de 300 a 4000 Hz ou de 300 a 3300 Hz é satisfatória para a transmissão da voz humana. enquanto que a rádio FM transmite com alta fidelidade porque utiliza uma largura de banda de 18000 Hz. pois este meio de transmissão só trabalha eficientemente com freqüências de 70 a 150 MegaHertz (1 MHz = 1. imagem) necessitam de diferentes capacidades de canal.000. Podemos então concluir que a capacidade do canal está intimamente relacionada com a velocidade de transmissão. Dispõe ainda de um componente interno para acoplar a energia gerada ao meio. as ondas de rádio FM não são transmitidas com freqüências de 30 a 18000 Hz. . ser capaz de transportar a baixa freqüência.

Qualquer pequeno erro em uma transmissão hexabit gera 6 bits defeituosos. porém. permite a extração eficiente da energia presente no sinal que foi transmitido e dispõe ainda de um outro componente interno.6 – Modelo básico de um sistema de comunicação com transmissão em um canal analógico 1. Técnicas de modulação Devido ao fato de a atenuação e a velocidade de propagação variarem em função da freqüência. O V 34 possui velocidade de transmissão de 28.600 bps utiliza modulação de 4 bits por baud em fase. A figura 1.6 apresenta o modelo de um sistema de comunicação que utiliza um canal analógico para transmissão de dados digitais. os símbolos portadores da informação. que recupera a partir da energia recebida. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor Modulador CANAL Receptor Demodulador Destino Figura 1. podem ser transformados em outros elementos ou símbolos ao longo do processo de transmissão. O V. utilizando 2. Sinal binário Mod por Amplitude Mod por freqüência Mod por fase Figura 1. freqüência (FSK): equipamentos simples e pouca sensibilidade a distúrbios . na retirada. acoplado ao meio. o padrão de modem ITU V. fase (PSK): possui alto rendimento e pouca sensibilidade a ruídos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  8 Igualmente. a exemplo dos dados digitais são sujeitas a uma forte atenuação e distorção de retardo.FM. mas oferece a vantagem de desativar uma banda de freqüência que . em longas distâncias torna-se mais adequado a utilização de sinal analógico. não é interessante ter uma grande variedade de freqüências no sinal transmitido. Um método diferente para transmissão de alta velocidade é dividir o espectro de 3000 Hz disponíveis em 512 pequenas bandas. Cada modem de alta velocidade contém seu próprio padrão de transmissão e só pode se comunicar com modems que utilizem o mesmo padrão (embora a maioria dos modems possa emular todos os outros mais lentos). transmitindo 20 bps em cada uma.4. o receptor dispõe de um componente interno que. Essa estrutura exige um processador possante no modem. A portadora senoidal pode ser “modulada” em: • • • amplitude (QAM): sensível a ruídos e interferências. Infelizmente. É importante ressaltar que os elementos ou símbolos gerados pela fonte à sua saída.800 bps. Por exemplo. o demodulador.400 bauds e 6 bits por amostra. Esta transmissão analógica só é possível com a utilização da modulação. exceto em velocidades menores e em distâncias curtas. as ondas quadradas. Esses efeitos tornam a sinalização de uma banda básica inadequada.400 bps. Para contornar este problema. o conteúdo da informação gerada pela fonte deve ser preservado ao longo de todo o processo. para melhor conveniência da própria transmissão ou para melhor adequação ao destinatário.32 bis opera a 14.32 de 9. custo alto.6 – Modulação Os modems mais avançados utilizam uma combinação de técnicas de modulação para transmitir vários bits por bauds.

: a ligação telefônica permite que as duas pessoas falem ao mesmo tempo. Ex. de um ponto a outro afastado.Para transferir essa seqüência de bits. run-lenght que compacta seqüências de 0 ou brancos (muito utilizada em fax) e Zin-Lempel.5.32 ou V. . Veja figura 1. c) Full-duplex: Quando a transmissão é feita nos dois sentidos simultaneame. 1. Cada símbolo. Quanto ao número de canais utilizados Uma mensagem é definida como um conjunto de símbolos. O que deve ficar claro. os bits que compõem um caracter são transportados de forma simultânea. Em particular. Características de uma transmissão Podemos definir transmissão como técnica do transporte do sinal por um meio. é que no seu todo. por sua vez.: na conversação entre dois rádio-amadores. a maioria dos modems oferece recursos de compactação e correção de erros. As estruturas de compactação mais utilizadas são MNP-5. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal Um equipamento pode ser projetado de tal forma que a transmissão sobre um determinado meio seja feita em uma das seguintes formas: a) Simplex: Quando a transmissão é feita em um único sentido. para efeito de transmissão de dados. Ex. na realidade.34 possibilitando a comunicação com estes modems. 1.7 – Transmissão paralela b) Transmissão serial: na transmissão serial. os símbolos ficam associados a caracteres. é caracterizado por um conjunto de configurações do sinal que representam bits. "operador aritmético" ou "operador de sintaxe". enquanto um deles está falando o outro não pode falar.2. configurações dos sinais.5. Normalmente estes modems tem recurso V. uma mensagem nada mais é que uma seqüência de bits. 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR canal 0 canal 1 canal 2 canal 3 canal 4 canal 5 canal 6 canal 7 1 1 0 1 0 0 1 0 RECEPTOR Figura 1.: Um sensor captando sinais de uma máquina e enviando estes para um microcomputador. etc). cada um possuindo seu próprio canal. podemos fazer de duas formas: serial ou paralela. a) Transmissão paralela: Na transmissão paralela. "dígito decimal". "letra do alfabeto". a transmissão de dados apresenta diversas características referentes ao sentido da transmissão. etc. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  9 tem muito ruído. número de canais utilizados. Sensor b) Half-Duplex: quando a transmissão é feita nos dois sentidos mas não ao mesmo tempo.1. sincronismo entre transmissor e receptor e velocidade de transmissão. Por necessidade de codificação. os bits que compõem um caracter são transportados um após o outro. Atualmente. 1. aqui. pois o primeiro não o escuta. utilizado no V42 bis e comum em programas compactadores (pkzip. Ex. por exemplo.7. que compacta seqüências de bytes idênticos.5. que são.

Por exemplo.9 – Estrutura da unidade de transmissão serial assíncrona de caracter-byte Esse frame apresenta quatro componentes: Um bit de início .sinalizam o fim do frame de dados. Os mais comuns são os seguintes: Paridade: o bit de paridade é definido para assegurar que seja enviado um número par ou ímpar de bits 1 (dependendo da paridade). A camada Física trata da necessidade de sincronizar transmissões de bits entre dispositivos de transmissão e recepção.8). opera sobre os dados após os bits terem sido montados para formar caracteres. é também necessário sincronizar transmissões de frames. As mensagens são breves para que os dispositivos de emissão e de recepção não percam o sincronismo no decorrer da mensagem. A transmissão assíncrona é mais freqüentemente usada para transmitir dados de caracteres e é ideal para ambientes onde caracteres são transmitidos a intervalos irregulares. Um ou mais bits de fim. 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR 01001011 11010010 RECEPTOR Figura 1. Possibilita ao receptor sincronizar-se com a mensagem. de fim e de paridade precisam ser acrescentados a cada caracter a ser transmitido. Cada frame começa com um bit de início que permite ao dispositivo receptor ajustar-se ao timming do sinal transmitido. Como os bits de início. Bits de dados . o equipamento receptor deverá saber qual bit é o primeiro do caracter. entretando.consistem de 7 (+ paridade) ou 8 bits quando estão sendo transmitidos dados de caracteres. As técnicas de paridade podem detectar erros que afetam um bit. Técnicas para correção de erros serão vistas posteriormente. Este é um problema de sincronização. frames ou outros grupos de dados (unidades de informação). assim como quando usuários digitam dados de caracteres.8 – Transmissão serial Como os bits chegam um de cada vez. o desempenho da transmissão assíncrona não atende de forma satisfatória a troca de grandes quantidades de dados. A camada de Enlace de Dados. contudo. ou quais bits são realmente de informação.3. A Figura abaixo ilustra a estrutura de um frame típico usado para transmitir dados de caracteres. adequada para transmissão de pequenos frames em intervalos irregulares. Esta seção descreve três mecanismos: assíncrono.5. Start Caracter (byte) Stop Figura 1. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  10 utilizando apenas um canal (figura 1. a sincronização de bits é usada para estabelecer o sincronismo entre os dispositivos para cada frame que é transmitido. ser incapazes de detectar erros que afetam dois ou mais bits. o bit de paridade será definido em 1 para produzir um total de 4 bits “1” no byte. Em vez disso. síncrono ou isócrono a) Transmissão assíncrona: A transmissão assíncrona não utiliza um mecanismo de clock para manter os dispositivos emissor e receptor sincronizados. A transmissão assíncrona é uma tecnologia simples e barata.sinaliza que um frame está começando. . Quanto à sincronização A sincronização pode ser vista como o método do equipamento transmissor fazer a separação dos caracteres ou das mensagens para o equipamento receptor. em uma transmissão com paridade par. Elas podem. Vários esquemas estão implementados para uso do bit de paridade. a fim de que possa decodificar o símbolo recebido. se o campo de dados tiver três bits 1. Na camada de Enlace de Dados. A detecção de erros em transmissão assíncrona utiliza o bit de paridade. 1.

que informam ao receptor o início de um frame. Para canais isócronos a largura de banda requerida é normalmente baseada nas características de . O cálculo de CRC será visto porteriormente. A técnica. Quando os enlaces (links) de transmissão síncrona estão inativos. Essa sincronização é realizada de duas maneiras: – Transmitindo-se sinais de sincronização com dados. Conseqüentemente. Quando os frames são maiores. A técnica usada com a transmissão síncrona é a de verificação de redundância cíclica. Os bits de overhead (de sincronização. Uma ampla variedade de tipos de dados pode ser transmitida. Um determinado slot de tempo pode ser preenchido até a sua capacidade com vários frames. CRC e fim) são uma proporção menor do frame de dados geral. A informação isócrona é contínua e em tempo real na sua criação. os frames podem ser extensos. entretanto. por exemplo. Tanto o padrão Ethernet como o Token Ring. A transmissão síncrona tem muitas vantagens sobre a assíncrona. Algumas técnicas de codificação de dados. Esse valor de CRC é anexado ao frame de dados. Assim como os bits de sincronização. A sincronização permite que os sistemas utilizem velocidades mais elevadas e melhorem a detecção de erros. é praticamente certo que o frame foi transmitido sem erro. Sinais sincronizados geralmente utilizam um padrão de bits que não pode aparecer em qualquer ponto nas mensagens. a paridade passa a não ser mais um método adequado de detecção de erros. transmissão e utilização. Os dados isócronos devem também ser sensíveis a atrasos na transmissão. Figura 1. Um padrão de bit de fim inequivocamente indica o fim de um frame. recalcula o CRC e compara o CRC inserido no frame ao valor que havia calculado. c) Transmissão isócrona: a transmissão isócrona aplica um dispositivo comum que fornece um sinal de clock compartilhado por todos os dispositivos na rede. Como o transmissor e o receptor permanecem sincronizados durante a transmissão. garantindo uma transição de sinal com cada bit transmitido. Os dados numa transmissão isócrona devem ser enviados à taxa a que estão a ser recebidos. O receptor usa o mesmo algoritmo. conhecida como CRC (Cyclic Redundancy Check). O dispositivo de clock cria slots de tempo. O transmissor utiliza um algoritmo para calcular um valor de CRC que resuma o valor inteiro de bits de dados. o padrão de bit de fim é freqüentemente um padrão que não pode aparecer no corpo de um frame de dados. uma técnica que pode funcionar com qualquer técnica de codificação de sinais. é comum transmitirem-se bits de preenchimento que mantêm dispositivos sincronizados. Se estiverem ocorrendo erros. A Figura abaixo apresenta duas estruturas possíveis de mensagens associadas à transmissão síncrona. são inerentemente sinais do clock interno. à medida que eles se tornam disponíveis. – Utilizando-se um canal de comunicação separado para transportar sinais de clock. a transmissão síncrona é empregada principalmente quando grandes volumes de dados precisam ser transmitidos. utilizam transmissão síncrona. A transmissão isócrona garante taxas de transmissão. é determinista e apresenta baixo overhead. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  11 b) Transmissão síncrona: a comunicação pode ser feita de forma mais eficiente se os clocks nos dispositivos transmissor e receptor estiverem sincronizados.8 ilustra tanto os dados baseados em caracteres quanto os baseados em bits. eliminando a necessidade de ressincronizar dispositivos quando um novo frame é transmitido. A Figura 1. Os dispositivos com dados a serem transmitidos monitoram a rede e inserem dados em slots de tempo abertos. é mais provável que vários bits serão afetados e que as técnicas de paridade não informarão um erro adequadamente. garantindo que eles serão sempre distintos e fáceis de serem reconhecidos pelo receptor. tornando a transmissão síncrona muito mais eficaz no uso da banda passante. Observe aque caracteres múltiplos ou longas séries de bits podem ser transmitidos em um único frame de dados. apresenta um único ponto de falhas: torna-se necessário assegurar que o dispositivo de clock é tolerante a falhas. Se os valores corresponderem. eliminando a confusão por parte do receptor. A transmissão síncrona é normalmente utilizada para se atingir altos níveis de eficácia em redes locais. A desvantagem da transmissão síncrona está principalmente nos custos mais elevados em virtude da maior complexidade dos componentes necessários no circuito. Uma técnica de sincronização utilizada é denominada bit Stuffing.10 – Transmissão serial Ambas as transmissões começam com uma série de sinais sincronizados.

4) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de transmissão de um canal é infinito b) A capacidade de transmissão de um canal é finito 5) Assinale a alternativa correta: a) O nível de ruído está diretamente ligado à capacidade de um canal b) O nível de ruído de um canal não influencia na sua capacidade 6) Assinale a alternativa correta: a) A atenuação do sinal acontece em qualquer meio físico de transmissão b) Existem meios físicos de transmissão onde o sinal transmitido não sofre atenuação 7) Se um computador doméstico está conectado a um provedor com uma placa fax/modem a 56 Kb/s e o Modem do provedor é de 32 Kb/s. e é igual ao número de bits transmitidos por segundo 9) Faça a representação da transmissão dos bits “010010100111” utilizando um canal com freqüência de 8 Hz/s (velocidade de sinalização de 8 bauds/s) com uma modulação DIBIT e a portadora modulada por amplitude. 10)Assinale a alternativa correta: a) O telefone é exemplo de uma comunicação duplex b) O rádio de taxis é exemplo de uma comunicação duplex 11)Assinale a alternativa correta: a) A função do bit start é sincronizar a fonte com o destino b) A função do bit start não é sincronizar a fonte com o destino 12)Assinale a alternativa correta: a) Na transmissão síncrona utiliza-se pelo menos um caracter de sincronismo para indicar o início do bloco de dados b) A transmissão síncrona não utiliza caracteres ou bytes de sincronismo 13)Em uma transmissão utilizando “bit stuffing”. Qual é realmente a mensagem. Na prática os erros ao nível do bit esperados no USB são suficientemente pequenos para não serem considerados. qualquer erro ocorrido na transmissão elétrica não é corrigido pelos mecanismos de hardware tais como a retransmissão. se excluindo os “bit stuffing”? 14)Assinale a alternativa correta: a) A transmissão isócrona não engloba as transmissões síncronas e assíncronas b) A transmissão isócrona engloba as transmissões síncronas e assíncronas . Por outras palavras. a mensagem que chegou (tirando o cabeçalho) foi “010011111001011111010”. Para a transmissão isócrona de informação é alocada largura de banda suficiente para assegurar que os dados serão entregues à taxa desejada. A latência requerida está relacionada com o buffering disponível em cada endpoint. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  12 amostragem da função associada. a) Baud é uma medida da taxa de transferência de informação.12 Mhz b) canal que suporta freqüências de 127 a 250 KHz 2) Assinale a alternativa correta: a) Largura de banda é um dos fatores que determinam a capacidade de um canal de comunicação b) Largura de banda não tem nada a ver com velocidade de uma transmissão 3) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de um canal está associada ao número de níveis do sinal utilizados para transmissão b) A capacidade de um canal está relacionada com o número de estados que podem ser transmitidos e distinguidos separadamente em um canal. Exercícios: 1) Quais dos dois canais abaixo possui maior largura de banda? a) canal que suporta freqüências de 1 a 1. A entrega de dados de uma transmissão isócrona é assegurada à custa de perdas nos transitórios dos dados. Um exemplo típico de transmissão isócrona é a voz. Qual é a velocidade máxima possível para conexão? 8) Assinale a alternativa correta: a) Baud corresponde à velocidade de sinalização de um canal.

as soluções encontradas? Para a comunicação de computadores em termos de longa distância. Minimizou porque os dados podiam agora ser preparados e armazenados em fita magnética e transportados via sistema de malotes.1. em seguida. Estes sistemas consistiam nos chamados "mainframes" e continuavam caros e escassos. o mais adequado para transferência de informação pois está sujeito a acidentes. Uma forma primitiva de se interconectar CPU's foi a conexão em ESTRELA (um computador central controlando qualquer comunicação entre duas CPU's). então. (explosão da informação e grandes bancos de dados). Pequenas empresas usavam "bureaux" de serviços. ou seja. vindo. A necessidade da disseminação da informação e os avanços em tecnologia de armazenamento. Este evento constituiu a chamada revolução do hardware. um campus). Histórico No início da história do processamento de dados ou. Quais foram. gerando componentes mais poderosos a um custo mais baixo. Esses fatos tornaram necessária uma nova tecnologia de comunicação. na época. . o software e hardware especial era caro mas seu preço era amortizado pelo rateio do custo dos periféricos entre os vários usuários do bureaux de serviços. o problema do compartilhamento de recursos através de interconexão de CPU's é resolvido através das redes locais. Esta situação perdurou por algum tempo (No Brasil. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  13 2. implicando na aparição dos primeiros sistemas multiusuários de grande porte. eram de uso centralizado e estavam disponíveis somente para grandes companhias. A solução para o compartilhamento de recursos físicos e lógicos juntamente com a vantagem de se ter um sistema descentralizado. e em seguida os componentes básicos de uma rede. Os dados eram transferidos quando exigiam um grande volume de processamento ou um processamento requerendo software ou hardware especial. dos computadores. Por outro lado. os microcomputadores e os computadores pessoais. então. Esta solução acarretou uma sobrecarga para o sistema operacional da máquina central. 1. gerando atraso ou perda total do material. mais especificamente. É a isso que se propõem as redes de computadores. obviamente. Isto trouxe uma nova solução para o problema de multiusuário: dar uma CPU para cada um.000 km/h. tornou-se imprescindível o compartilhamento da CPU e de seus periféricos. o sistema centralizado oferecia a vantagem de compartilhar recursos caros tanto de software como de hardware. a tecnologia de comunicações alcançava a transmissão digital em linhas telefônicas através de MODEM's. As pequenas companhias e as subsidiárias utilizavam-se dos minicomputadores para algum processamento local e na preparação dos dados para o "bureaux" de serviços ou matriz. até março/85) e esperava-se solução através de nova tecnologia de comunicação. Paralelamente. Isto fez com que surgisse um problema de comunicação: como enviar dados ao "bureaux" de serviços (para processamento) ou como levar dados das subsidiárias para a matriz? Com o avanço tecnológico na área dos circuitos integrados. Devido ao custo extremamente elevado desta forma de processamento. Este serviço era caro e apenas suportado por grandes companhias uma vez que utilizavam linhas telefônicas de forma dedicada. o que motivou a busca de uma nova tecnologia de interconexão. foi caindo o preço da CPU. a do "caminhão" (transporte via malote) era baixa: 80 Km/h. uma fábrica. a necessidade de uma nova tecnologia para compartilhamento de recursos. Surge então a necessidade de uma nova tecnologia de comunicação. surgiu a tecnologia de comutação de pacotes que solucionou o problema da linha telefônica dedicada e o problema do caminhão (transporte via malote). O uso dos minicomputadores minimizou mas não solucionou o problema da comunicação. Este sistema de transporte não é. uma linha telefônica dedicada não era viável e para uma velocidade de 800. Para acessos infrequentes. Surge. Conceitos básicos de Redes de Computadores Neste capítulo são apresentados os conceitos básicos de Redes de Computadores. Inicialmente são apresentadas as estruturas de redes mais comuns. cada máquina estava dedicada a um único usuário. propiciaram o aparecimento de discos de grande capacidade e mais baratos. Aí o problema de comunicação tornou-se muito mais sério. só pode ser alcançada através da interconexão das CPU's entre si. Surgem então os computadores de porte menor (1965: DEC PDP-8 e 1970: DEC PDP-11) os chamados minicomputadores. Num ambiente restrito a uma região local (por exemplo.

No RJ funciona sobre ATM e em estados como o RS funciona em canais de 128 Kbps. os custos para colocar uma máquina em cada ponto de aquisição de dados eram muito altos. ela é feita pelos métodos tradicionais (correio. a ARPANET. 2 micros) • Serviços bancários pela Internet. Seguindo a nomenclatura da primeira rede de computadores. bancárias. 2. dadas as inúmeras vantagens que são obtidas na implantação de uma rede. entre elas. quem limita a vel. uma rede pode ou não ser um sistema distribuído. Outro objetivo é proporcionar uma maior disponibilidade e confiabilidade dada a possibilidade de migração para outro equipamento quando a máquina sofre alguma falha. telex. computadores lentos ligados a um supercomputador) • Compartilhamento de aplicativos • conectar pessoas (através da internet. As redes de computadores podem ser divididas em três categorias no que diz respeito à abrangência geográfica: • • LAN: redes locais. porém vários dos conceitos relacionados às LANs são igualmente aplicados às MANs e WANs. no acesso á internet através modem/provedor. catastrófica! Podemos citar. Para aplicações militares. Como foi visto anteriormente. Quando existe a necessidade de comunicação entre as filiais e a matriz. de controle de processo industrial e muitas outras.1 Utilização das Redes de Computadores Usaremos o termo "rede de computadores" para denominar um conjunto de computadores interconectados e autônomos. Atualmente os preços dos equipamentos envolvidos permitem que os dados sejam coletados e analisados no próprio local onde são gerados e somente alguns relatórios sejam enviados ao computador central reduzindo os custos de comunicação. o custo da comunicação em relação ao custo dos equipamentos como uma das razões para distribuir o poder de computação. O interesse na instalação de uma rede de computadores é despertado pelas mais diversas necessidades. WAN: As PND(s) garantem largura de banda. possuindo um número considerável de computadores instalados em regiões geograficamente dispersas e operando de forma independente. todos os programas. Uma rede pode ainda ter sensores de temperatura. obrigando a sua transmissão para um computador central que realizava a tarefa de análise dos dados. Dois computadores sao ditos interconectados se eles sao capazes de trocar informações. por exemplo) • Enviar e receber arquivos • Migração quando houver falha em um equipamento (2 impressoras. Em muitas aplicações. o caso de uma empresa com várias filiais. Neste caso pode-se: • Reduzir custos de hardware (impressora. a perda completa do poder de computação é. dados e outros recursos independentemente de suas localizações físicas. Três topologias respondem pela maioria de configurações de LANs: barramento. Do nosso ponto de vista um sistema distribuído é um caso especial de rede de computadores. que será concluído neste mês (maio/junho 2000). Um outro exemplo é o sistema de VOZ sobre IP da Shell. etc. Em suma. À medida que a necessidade de comunicação aumenta. dependendo de como ela é usada. mais atrativa se torna a idéia de interligação. enquanto a Internet NÃO. É a fax/modem. pode-se citar. os dados são gerados em diversos locais.2 Estrutura de uma rede de computadores Em toda rede existe um conjunto de máquinas destinadas a execução de programas dos usuários ( aplicações ). • LANs MANs WANs A maioria dos aspectos abordaados nesta disciplina estão relacionados às LANs (redes locais). etc. o objetivo de uma rede é tornar disponível a qualquer usuário. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  14 2. Existe uma confusão considerável na literatura entre uma rede de computadores e um sistema distribuído. com um alto grau de coesão e transparência. no mínimo.). ainda. chamaremos estes computadores de "hospedeiros" ( ou . De uma forma geral. anel e estrela MAN: Meio termo entre LANS e WANS (com velocidades em torno de 10 Mbps). A essência de uma rede de computadores é permitir que 2 ou mais computadores trabalhem juntos. telefone.

o projeto completo de uma rede fica bastante simplificado. comutador de pacotes. nó de comutação. em alguns casos. Uma rede com topologia em barra deve ter associado algum mecanismo para resolver conflitos quando dois ou mais nós desejam transmitir simultaneamente. todos os outros devem aguardar pela liberação do meio de transmissão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  15 simplesmente hosts ). A figura 2. também podem receber as transmissões efetuadas por outros nós para o satélite. Os equipamentos de comutação geralmente são computadores especializados e são denominados computador de comunicação. A tarefa da subrede é transportar mensagens de um host a outro.2 mostra algumas topologias possíveis.1 mostra a relação entre os hospedeiros e a subrede de comunicação. Cada nó possui uma antena através da qual ele pode transmitir ou receber. Interface Message Processor (IMP) ou ainda comutador de dados. Se os aspectos da comunicação (subrede) forem separados dos aspectos de aplicação (hosts). Todo o tráfego de ou para o host é feito via seu nó de comutação.1 (a) ligação ponto a ponto (b) ligação multiponto Quando se utiliza uma subrede com ligação ponto-a-ponto. ela é recebida por todos os nós existentes na rede. (a) estrela (b) loop (c) árvore (d) completa (e) loops interconectados (f) irregular O segundo tipo de arquitetura de comunicação usa difusão. cada bit percorre todo o anel em pouco tempo. a) b) c) d) e) f) Figura 2. Este mecanismo de controle pode ser centralizado ou distribuído. Cada hospedeiro é conectado a um ( ou ocasionalmente vários ) nó de comutação. Caso exista uma especificação de destinatário na mensagem. A subrede é composta basicamente de dois componentes: equipamentos de comutação e linhas de transmissão.3 mostra algumas possibilidades de subredes em difusão.multicast).2 Algumas topologias possíveis para uma subrede ponto-a-ponto. A figura 2. a) b) Figura 2. Os hospedeiros são conectados por uma subrede de comunicação ( subrede ). As linhas de transmissão também são chamadas de circuitos ou canais. No caso de uma rede com topologia em barra. cada bit percorre o caminho sem esperar pelos outros bits que compõem a mensagem. No projeto da subrede existem dois tipos gerais de arquitetura de comunicação: – ligação ponto a ponto: há a presença de um ponto de comunicação em cada emlace ou ligação em questão – ligação multiponto: difusão (broadcast. Todos os nós podem receber o sinal proveniente do satélite e. Neste caso. os nós que não são destino. devem ignorar a mensagem. da mesma forma que a rede telefônica transporta a conversação entre dois assinantes. um único canal de comunicação é compartilhado por todos os nós de comutação. Uma segunda possibilidade é um sistema de radio ou satélite. deve-se observar um aspecto importante do projeto que é a topologia de interconexão dos nós de comutação. Neste caso. três ou mais dispositivos utilizam o mesmo enlace de comunicação. Um terceiro sistema de difusão é o anel. apenas um nó fica habilitado a transmitir em um determinado instante. A figura 2. Em um anel. Tipicamente. Quando uma mensagem é transmitida por qualquer um dos nós de comutação. muitas vezes antes que a mensagem .

3 Componentes básicos de uma rede de computadores Quatro itens são de fundamental importância quando se define os componentes básicos de uma rede de computadores. Ela pode fazer isto. dependendo de como o canal é alocado. a menos que as mensagens sejam muito curtas.3 Subredes de comunicação usando difusão. Da mesma forma que em outros sistemas de difusão. segundo uma hierarquia. cada linha pode conter uma mensagem diferente enquanto que esta situação não é desejável em um anel. denominada hierarquia de protocolos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  16 seja transmitida completamente. existe uma única entidade responsável pela concessão do direito de transmissão. o tempo é dividido em intervalos discretos e cada fatia de tempo é atribuída a um dos nós de forma a que cada um só transmita durante o seu intervalo de tempo. 2. • Protocolos Basicamente. são necessárias algumas regras para controlar o acesso ao meio de transmissão. • Hierarquias de protocolos Como funcionam as camadas de uma rede? As camadas se comunicam entre si. Em contraste. Cada protocolo atua em uma camada específica de uma rede. a) (b) (c) Figura 2. (a) barra (b) radio ou satélite (c) anel Subredes de difusão podem ser divididas em estáticas e dinâmicas. Optou-se então por dividir as redes em camadas. Os métodos de alocação dinâmica são classificados em centralizados e distribuídos. Protocolos Camadas Hierarquia Figura 2. cada mensagem não é retransmitida pelo próximo nó até que a mensagem inteira seja recebida. com uma topologia em loop. aceitando requisições e tomando as decisões de acordo com um algoritmo interno. possui mais de 100 protocolos diferentes. No método centralizado. por exemplo. Esta técnica apresenta a desvantagem de desperdiçar a capacidade do canal pois atribui tempo a um nó mesmo que ele não tenha mensagem para transmitir. A Internet. um protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. Tais itens são: • Software de rede A simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra envolve uma série de etapas que se fossem analisadas em conjunto. Em um loop. Exemplo: andares de um prédio. Na alocação estática. não existe uma entidade central. teriam uma complexidade difícil de controlar. No método descentralizado ou distribuído.4 – Hierarquia de protodolos . cada nó deve decidir por si mesmo quando deve transmitir ou não. • Camadas de rede A maioria das redes de computadores é dividida em camadas ou níveis e a fim de simplificar o projeto de toda a rede.

Os tradutores usarão Alemão. podemos considerar: A Camada 4 quebra os pacotes. a Camada 1 faz a comunicação via cabeamento ou sistema de ondas.6. por exemplo. a Camada 2 confere o formato do quadro da mensagem e. Figura 2. essa conversação implica na comunicação com as camadas inferiores através das interfaces entre as camadas.6 – Comunicação entre as camadas de uma rede de computadores Com relação à comunicação entre as camadas do modelo de rede apresentado na figura 2. mas um deles fala português e inglês e o outro fala chinês e francês. Ex.5 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores Embora conceitualmente uma comunicação entre dois processos de uma determinada camada se dê horizontalmente. mas nada impediria que utilizassen Finlandês. Figura 2. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  17 Imagine dois filósofos (camada 3) querendo conversar.: comunicação virtual na camada 5. a Camada 3 confere se uma mensagem chegou corretamente no destino. Eles necessitam tradutores (camada 2) que possuem secretárias (camada 1). .

Isso significa estabelecer. essa camada estabelece. Sessão 5 Transporte 4 Rede 3 Enlace 2 Física 1 Responsável pelo suporte das conexões entre as sessões. roteamento. manter e desativar as ligações físicas. controle de erro e controle de fluxo necessários. Apresentação Responsável pela troca de mensagens com sentido. tais como criptografia. Atualmente as camadas inferiores são implementadas em hardware. compressão de dados e reformatação de textos em formato abstrato. Possibilitando recuperação quando há algum erro ponto-a-ponto ou de controle de fluxo. Isso envolve características mecânicas.4 Arquiteturas de Redes As hierarquias de protocolos específicas são denominadas arquiteturas de redes. Responsável pela transmissão de um conjunto não estruturado de bits através do meio físico. Fornecendo a estrutura de controle entre as aplicações. Essa camada oferece interface e serviços comuns de comunicação.: FTP. e por sua vez proporciona alguma funcionalidade aos níveis superiores. Responsável por assegurar que as transmissões de dados e o estabelecimento das conexões lógicas entre as estações sejam livres de erros. dividindo as mensagens grandes em pacotes menores. mas o TCP/IP tornou-se padrão de fato. 6 para que os dados sejam compreendidos por computadores que utilizem diferentes representações. OSI 7 6 5 4 3 2 1 Aplicação Apresentação Sessão Transporte Rede Enlace Físico Transporte Inter-rede Host / rede TCP/IP Aplicação Não presentes no modelo Figura 2. Algumas das arquiteturas mais conhecidos são o OSI(83) (modelo). gerencia e termina conexões (sessões) entre aplicações cooperantes. Responsável pela transferência transparente entre dois pontos. controle de congestionamento. essa camada manipula os pacotes. TCP/IP (74) e Novell. Esta classificação permite que cada protocolo se desenvolva com uma finalidade deterninada. Responsável pelo endereçamento e funções de controle (ex: roteamento) necessárias no envio de dados através da rede. SMTP). Por que o modelo OSI não pegou? • Momento ruim • Tecnologia ruim • Implementação ruim . Servindo como uma janela para as aplicações acessarem serviços de rede. onde cada um deles define as funções que devem proporcionar os protocolos com o propósito de trocar informações entre vários sistemas. Cada nível depende dos que estão abaixo dele. o qual simplifica o processo de desenvolvimento e implementação. essa camada lida com o acesso à rede. Isso é conseguido pelo encapsulamento dos dados em blocos (quadros) para a camada física. manter e terminar conexões que incluem troca de pacotes.7 – Comparativo entre as arquiteturas de redes OSI / ISO e Internet TCP / IP O modelo OSI (Open System Interconection) foi criado pela ISO (International Standard Organization) e consiste em sete níveis. e o envio desses quadros com a sincronização. elétricas e procedurais requeridas para estabelecer. remontagem de dados e tradução de endereços lógicos para endereços físicos. tarefas administrativas e de segurança. Os sete níveis do modelo OSI são os seguintes: Aplicação 7 Responsável pela interação com o Sistema Operacional através de interfaces para esse sistema (ex. reempacotando-os se necessário. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  18 2. O modelo OSI foi criado pela ISO para se tornar um padrão. controle de fluxo recuperação de erros e transferência de arquivos. TELNET.

com relação da política de acesso a um MT compartilhado: a) A disciplina de acesso utilizada em redes 802.5 é Token Bus (passagem de permissão em barramento) 5) Assinale a alternativa correta: a) Overhead de protocolo é a relação existente entre os bits de dados e os bits de controle que ocupam a banda de transmissão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  19 Questionário: 1) O que é multiplexação? 2) Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? 3) Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? 4) Assinale a alternativa correta. b) Overhead de protocolo é a quantidade de bits que são transmitidos mas que não são dados.3 é CSMA/CD (olhar anexo c-IEEE 802) b) A disciplina de acesso utilizada em redes 802. b) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos para correção ou detecção de erros na transmissão. sem o cabeçalho e transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente. 7) Assinale a alternativa correta: a) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos com o objetivo de preencher o pacote com o tamanho mínimo necessário para transmissão. 6) Assinale a alternativa correta: a) Encapsulamento de dados seria colocar todo um pacote (cabeçalho+dados) como dados para poder transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente b) Encapsulamento seria pegar os dados de um pacote. .

As linhas físicas se caracterizam por apresentarem continuidade “metálica”. Canal é o circuito individual sobre o qual se estabelece uma comunicação entre uma fonte e um destino. Os canais podem ser individualizados física ou eletricamente. 3. elétricas. Um DVD armazena 4. de sua organização dentro da tubulação. a reatância é a medida da oposição da alteração da voltagem e da corrente elétrica em um condutor Impedância Característica elétrica dependente de uma série de características de projeto. tais como: a resistência.Tudo sobre Cabeamento de Redes" Uma das formas mais comuns de transportar dados de um computador para outro é gravá-los em uma fita magnética ou em discos flexíveis. Por exemplo. dificilmente alguma outra tecnologia de transmissão poderá sequer ser comparada ao DVD ou fitas DAT. Existem vários tipos de linhas físicas.. existem vários tipos de meios de transmissão. Basta fazer um simples cálculo para esclarecer essa questão. no sentido estrito. não é mesmo?" . a reatância. A resistência está associada ao fenômeno de dissipação do calor em um condutor no qual trafega uma corrente elétrica. e Meio de Transmissão é o suporte físico que transporta um ou vários canais. há muitas diferenças entre cabos deste tipo. J. a distância entre dois condutores e o tipo de isolamento.F. onde eles serão finalmente lidos. Willy respondia pacientemente. em um cabo de pares trançados. Apesar de não ser tão sofísticado quanto usar um satélite de comunicação geossíncrono. quando se fala em termos de desempenho. Para um banco com gigabytes de dados a serem gravados diariamente em uma segunda máquina (de modo que o banco possa continuar a funcionar mesmo durante uma grande enchente ou terremoto). Em pares metálicos a degradação do sinal elétrico depende intrinsecamente das seguintes características do meio de transmissão: Resistência Oposição natural do condutor ao fluxo de elétrons em um determinado sentido. é na camada física que são definidas as características de cabeamento utilizado em uma rede de comunicação de dados. "Não". Pode-se colocar 1000 DVD´s em uma pequena caixa (perfazendo um total de 4700 GB) e despachar de um ponto a outro do Brasil em 24 horas (Sedex). o que é equivalente à taxa de transmissão de uma rede ATM (622 Mbps). a largura de banda será ampliada em cerca de 15 Gbps.400 s ou seja aproximadamente 544 Mbps. A largura de banda efetiva dessa transmissão é de 4700 gigabytes/86. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  20 3. Quando um meio de transmissão transmissão transporta vários canais. Sendo assim. "Você não pode simplesmente ignorar as leis da física. Reatância De modo similar à resistência. os mesmos precisam ser individualizados eletricamente de acordo com alguma técnica de multiplexação. Meios de Transmissão de Dados A camada física de uma rede provê características físicas. esse método costuma ser muito mais eficaz sob o ponto de vista financeiro. L. Deve-se distinguir dois conceitos que podem ser confundidos à primeira vista: canal e meio de comunicação. o Novato perguntava.7 GB. como é o caso da fibra ótica. funcionais e procedimentos para ativar. embora o meio possa não ser metálico. do tipo de isolamento entre eles. manter e desativar conexões entre duas partes. de sua capacidade de neutralizar o ruído externo".1 Meios físicos "Cabo é cabo. por causa dos condutores. A impedância do cabo deve estar de acordo com a sua aplicação para evitar a perda do sinal e interferências. O sinal elétrico que trafega em um meio físico está sujeito a uma série de condições que prejudicam a sua propagação. com características de transmissão e de custo variáveis em função das suas características físicas. especialmente nas aplicações em que a alta largura de banda ou o custo por bit tem importância fundamental. transportar fisicamente a fita ou os discos para a máquina de destino. e Freed. . cada par é um circuito físico (canal físico). que caem basicamente em duas categorias: as linhas físicas e os sistemas de ondas que utilizam a propagação de ondas eletromagnéticas de rádio ou luz através do espaço livre. Se o destino estiver a uma hora de distância. Por outro lado. Derfley. Segundo estas leis.

a largura de banda de uma linha física varia com o seu comprimento. Quando bem estruturado pode representar de 5 a 7% do custo total da rede. Os fios de grosso calibre significavam uma resistividade menor e. Os telegráficos do século 19 usavam essas linhas. logo surge uma freqüência de corte inferior e a largura de banda vai se estreitando progressivamente. imunidade a ruídos. vários fatores têm que ser levados em consideração. o controle do downtime poderia reduzir em muito os custos por ociosidade [ROC96]. conformidade às exigências geográficas. portanto uma faixa de passagem maior do que a dos pares trançados usados no âmbito urbano. limites de emissão eletromagnética. qualidade (atenuação do sinal versus comprimento máximo). O investimento feito em um sistema de cabeamento irá pagar dividendos durante anos. possui uma blindagem interna envolvendo cada par trançado componente do cabo cujo objetivo é reduzir a diafonia. terá que se conviver 15 anos ou mais com seu cabeamento de rede. Os softwares costumam passar por uma evolução a cada dois ou três anos e. Segundo pesquisas realizadas pela Infonetics. Dados colhidos pela LAN Technology informam que uma rede de porte médio apresenta 23. Como o custo de uma hora parada é estimado entre 1. Tudo tem que ser projetado de maneira eficiente e racional. À medida que a distância aumenta.9 horas inoperantes. a linha aberta foi o principal meio telefônico interurbano de anos atrás. de acordo com pesquisas. com um total de 4. confiabilidade. Em comparação com os outros investimentos que devem ser feitos a fim de implantar um determinado projeto de redes. as linhas físicas serão o item que terão a maior duração.Unshielded Twisted Pair). reduzir o ruído e manter constante as propriedades elétricas do meio por toda a sua extensão. Os fios de um par são enrolados em espiral a fim de. . passando pela demanda de recursos que estes aplicativos consumirão até o tipo de linhas físicas ou meios físicos que serão utilizados. ou seja.000 e 20. mas o nível de retorno dependerá do cuidado com o qual se selecionam os componentes e se supervisiona a instalação dos cabos [DER94]. entre as causas para o downtime de uma rede. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  21 Todas as linhas físicas funcionam como um filtro passa-baixas para distâncias curtas.1 Linha aérea de Fio nú Constituída por fios de cobre (raramente bronze ou ferro) de diâmetro entre 1. 3. o hardware tem uma vida útil de 5 anos. seu custo era muito elevado. Podemos dividir os pares trançados entre aqueles que possuem uma blindagem especial (STP .2 Par Trançado O cabo de par trançado é composto por pares de fios.5 e 4 mm que sã mantidos isolados e paralelos presos a suportes físicos às cruzetas dos postes telefônicos.Shielded Twisted Pair) e aqueles que não a possuem (UTP . 3.1. desde os aplicativos necessários às exigências dos usuários. através do efeito de cancelamento.1. uma impedância característica de 150 Ohms e pode alcançar uma largura de banda de 300 MHz em 100 metros de cabo. Em um projeto de redes. além de possuir uma malha blindada global que confere uma maior imunidade às inteferências externas eletromagnética / radiofrequência. O projeto de cabeamento não envolve somente considerações sobre taxas de transmissão e largura de banda. a blindagem dos cabos stp não faz parte do caminho percorrido pelo sinal. disponibilidade de componentes e custo total [SOA96]. conformidade aos padrões internacionais. deixam passar corrente contínua e apresentam apenas uma freqüência de corte superior à banda de passagem. A linha aberta deriva esse nome do fato de ser usada sem isolamento. 70% dos casos são provocados por um cabeamento mal projetado. Hoje seu uso está limitado a algumas zonas rurais. Dessa forma. todas as necessidades têm que ser supridas a um custo mínimo permitindo ainda futuras expansões e reavaliações do projeto. Ao contrário dos cabos coaxiais. porém.6 paradas por ano em média. no entanto. mas também facilidade de instalação. Por outro lado.000 reais. Isto é. O cabeamento é o componente de menor custo de uma rede local. O efeito de cancelamento reduz o nível de interferência eletromagnética / radiofrequência [SOA96] [TAN94]. Um cabo STP geralmente possui dois pares trançados blindados. Os preços variam muito de acordo com o tipo de cabeamento utilizado [ROC96]. a) Par Trançado STP Um cabo STP.

4 . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  22 Figura 3. sendo esse último tipo o mais utilizado atualmente e que possui melhor grau de qualidade.um fator importante que diferencia dos outros tipos de fios de telefone e par trançado. 4 . O cabo de par trançado sem blindagem projetado para redes.Seção de um cabo UTP Figura 3.Cabo UTP [BER96] A EIA/TIA (Electronic Industries Association/Telecommunication Industry Association) levou a cabo a tarefa de padronização dos cabos UTP através da recomendação 568. sendo que as classes 1 e 2. • • bitola do fio. mostrado na figura abaixo. níveis de segurança. aliado ao baixo custo de aquisição e instalação dos mesmos. fez com que se tornasse necessário.2 . Com o aumento das taxas de transmissão. . contém quatro pares de fios de cobre sólidos modelo 22 ou 24 AWG. onde números maiores indicam fios com diâmetros menores. Poucos cabos STP eram suficientes para preencher um duto de fiação de um prédio [DER94]. 16 Mbits (4). quanto por parte dos fabricantes de equipamentos. O cabo de rede UTP tem um diâmetro externo de 4. Este dabo era adotado pela IBM para interconexão entre os elementos integrantes de sua rede (token ring) e atualmente praticamente não é mais utilizado.5 suportam respectivamente taxas de transmissão de até 5 Mbits (1 e 2). uma pressão por padronização tanto por parte dos projetistas. ele obtém sua proteção do efeito de cancelamento dos pares de fios trançados. o tamanho e o custo do cabo. O cabo tem uma impedância de 100 ohms . especificada em AWG (American Wire Guage). 10 Mbits (3). sendo que cada par é isolado um do outro e todos são trançados juntos dentro de uma cobertura externa. b) Par Trançado UTP O cabo de par trançado sem blindagem (UTP) é composto por pares de fios. Figura 3.Seção de cabo STP Figura 3. que queriam certezas sobre os parâmetros característicos destes cabos. que os utilizavam em suas composições e precisavam de garantias confiáveis de desempenho [ROC96].3 mm. 3. O alto desempenho em termos de qualidade alcançados pelos pares trançados não blindados (UTP). Os cabos UTP inicialmente foram divididos em 5 categorias (atualmente existem 6 ou 7) no que se refere a: • taxas de transmissão e qualidade do fio.3 . Não há blindagem física no cabo UTP. especificados através de regulamentação fornecida pelos padrões reguladores da Underwriter Laboratories (UL). cabos de par trançado de melhor qualidade foram sendo produzidos.1 . e 100 Mbits (5).Cabo STP patch [BER96] O maior volume de blindagem e isolamento aumenta consideravelmente o peso.

3X. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  23 Referência (Banda passante 100m) EIA/TIA Categoria 1 (./Telecom.1 . Até 16 Mb/s IEEE 10BaseT .Idem ao anterior.046 Mbit/s) IBM 3270. Ind. Até 20 Mb/s IEEE 10BaseT e 100BaseT 100 Mbit/s ATM 155 Mb/s Gigabit Ethernet Todas as anteriores e tecnologias em desenvolvimento Cabo blindado – tecnologias emergentes Categoria 5E (Banda100 MHz em c/ par) Categoria 6 (Banda 250 MHz em c/ par) Categoria 7 (Banda 600 MHz em c/ par) Tabela 3.5 – Esquema de ligação dos pares trançados UTP . AS 400 IEEE 10BaseT Token Ring(4 Mbit/s) Ethernet(10 Mbit/s).Categorias de cabos UTP Legenda: AWG: American Wire Guage CDDI: Copper Data Distributed Interface IEEE: Institute of Eletrical and Eletronic Engineers EIA/TIA: Eletronic Industry Assoc.2 – Pares trançados UTP Conforme norma ANSI/TIA/EIA-568A são reconhecidos 2 esquemas de ligação padrão RJ: a) utilizado pela AT&T (568B) b) utilizado pelos demais fabricantes (568A) NEMA: National Eletrical Manufactures Association STP: Shielded Twisted Pair TPDDI: Twisted Pair Data Distributed Interface UL: Underwriter's Laboratories UTP: Unshield Twisted Pair Figura 3.5 Mhz) EIA/TIA Categoria 2 (1 Mhz) EIA/TIA Categoria 3 (Banda de 16 MHz) EIA/TIA Categoria 4 ( Banda de 20 MHz) EIA/TIA Categoria 5 ( Banda de 100 MHz) Impedância (Bitola AWG) 150 Ohms (26 AWG) 100 Ohms (26 AWG) 100 Ohms UTP (24 AWG) 100 Ohms UTP baixa perda (24 AWG) 100 Ohms UTP freqüencia estendida Aplicações (Telefonia e Dados) Telefonia Analógica (4 KHz) Telefonia Digital (64 Kbit/s) ISDN Dados (2. Token Ring(16 Mbit/s). Association Padrão de cores para cabo UTP 4 pares: Par 1 2 3 4 Cor do par Branco/Azul Azul/Branco Branco/Laranja Laranja/Branco Branco/Verde Verde/Branco Branco/Marrom Marrom/Branco Tabela 3.

incluindo "cross-talk" de fiação adjacente. Ethernet e token-ring). Uma grande vantagem do UTP que não pode ser desprezada é a flexibilidade e a espessura dos cabos. O par trançado é o meio de transmissão de menor custo por comprimento. Na maioria dos casos. Pode-se utilizar UTPs com três principais arquiteturas de rede (ARCnet. o que diminui os custos e as possibilidades de falha na instalação. Maiores detalhes acerca de ruídos e interferências em canais de transmissão serão apresentados posteriormente. Isto aumenta o número de conexões possíveis sem diminuir seriamente o espaço útil ou exigir onerosos projetos de alteração das instalações físicas disponíveis. Em sistemas de baixa freqüência a imunidade a ruído é tão boa quanto ao cabo coaxial. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  24 Crossover Em um cabo. portanto de baixo custo. basta configurar o 568-A em uma extremidade e o 568-B na outra. Figura 3. obedecendo rígidas normas de segurança e desempenho (ver seção seguinte) [DER94]. mas a despesa com material é a menos significativa em qualquer instalação pois a mão de obra é o elemento mais caro. conforme o cabo. que pode ser blindado ou não. .3 e 6. É de se questionar o valor a ser pago por uma boa instalação de UTP. sendo que a utilização dos pares é apresentada abaixo: Rede 10BaseT Token Ring 100BaseT ATM Utilização do par 1&2 e 3&6 3&6 e 4&5 1&2 e 3&6 1&2 e 7&8 Tabela 3. um esquema de sinalização debandabase e fios de pares trançados em uma topologia física em estrela. O enfoque teórico do padrão 10BaseT é que ele permite que os gerentes de rede local utilizem fios de telefone já instalados.6 – Conector RJ-45 Padrão 802. A figura anterior mostra o conector fêmea (você olhando para o encaixe). O UTP não preenche os dutos de fiação com tanta rapidez como os outros cabos. os custos de mão de obra com técnicas de instalação para estes cabos e para a própria fibra ótica estão caindo muito.O padrão Ethernet utiliza somente os pinos 1. Como é comum a utilização de cabos coaxiais de 75 Ohms para transmissão de TV a cabo. A desvantagem do par trançado é a sua susceptibilidade à interferência e ruído. salvo a conhecida exceção da fibra ótica. mas muitas placas de interface Ethernet são configuradas para cabos coaxiais e UTP.2.3 – Pares trançados UTP Conectores O conector padronizado pela norma é o RJ-45.3 10BaseT O nome 10BaseT indica uma velocidade de sinalização de 10 megabits por segundo. É verdade que o UTP custa menos por metro do que qualquer outro tipo de cabo de rede local. A ligação de nós ao cabo é também extremamente simples. A configuração dos pares deve atender os sistemas existentes. as placas de interface de rede vêm para um tipo específico de cabeamento.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

25

3.1.3 Cabo Coaxial
Um cabo coaxial consiste em um fio de cobre rígido que forma o núcleo, envolto por um material isolante que, por sua vez, é envolto em um condutor cilíndrico, frequentemente na forma de uma malha cilíndrica entreleçada. O condutor externo é coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.7 – Corte em um cabo coaxial A forma de construção do cabo coaxial lhe dá uma boa combinação de alta banda passante e excelente imunidade a ruídos. A banda passante possível depende do comprimento do cabo. Para cabos de 1 Km, pode-se chegar a uma taxa de dados de 1 Gbps. Taxas de dados mais altas são possíveis em cabos mais curtos e, pode-se usar cabos mais longos, mas com taxas mais baixas. Dois tipos de cabo coaxial são bastante utilizados. Um tipo, o Cabo Coaxial Fino, também conhecido como cabo de 50 ohms ou cabo coaxial em Banda Base. O outro tipo, o Cabo Coaxial Grosso, também conhecido como cabo coaxial em Banda Larga.
a) Cabo Coaxial de Banda Base (50 ohms)

O cabo coaxial fino, também conhecido como cabo coaxial banda base ou 10Base2, é utilizado para transmissão digital e possui impedância característica geralmente de 50 ohms. As principais características de cabos coaxiais do tipo banda base, de impedância característica de 50 ohms, que eram utilizados em redes locais são : Impedância: 50 ohms Tamanho Mínimo de Segmento: 0,45 metros Transmissão em banda base, código Manchester, em modo half-duplex; Tamanho Máximo sem Repetidores: depende da velocidade que se deseja. Capacidade: 30 equipamentos/segmento Acesso ao meio: CSMA/CD Taxas de Transmissão de Dados: de 10 Mbps até 2 Gbps (Tane97) (depende do tamanho e qualidade do cabo). Usual em uma rede local seria uma taxa de 10 Mbits/s ou 100Mbits/s Modo de Transmissão: Half-Duplex - Código Manchester. Transmissão: Por pulsos de corrente contínua. Imunidade EMI/RFI: 50 dB Conector: Conector T Instalação: Facilitada (cabo fino e flexível) Topologia mais usual: barra; Tempo de trânsito: 4 ns/m. O cabo coaxial fino é mais maleável e, portanto, mais fácil de instalar. Em comparação com o cabo coaxial grosso, na transmissão em banda base, o cabo de 50 ohms sofre menos reflexões devido as capacitâncias introduzidas na ligação das estações ao cabo, além de possuir uma maior imunidade a ruídos eletromagnéticos de baixa frequência. Apesar do cabo coaxial banda base ter uma imunidade a ruídos melhor do que o par trançado, a transmissão em banda larga fornece uma imunidade a ruído melhor do que em banda base. Nesta tecnologia de transmissão, o sinal digital é injetado diretamente no cabo. A capacidade de transmissão dos cabos nesta modalidade varia entre alguns Mbps/Km, no caso dos cabos mais finos, até algumas Gigabits por segundo no caso de cabos mais grossos e de melhor qualidade. A impedância utilizada nesta modalidade de transmissão é de 50 ohms.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

26

Um Cabo Coaxial Banda Base, também conhecido como 10Base2, consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico na forma de malha entrelaçada, tudo coberto por uma capa plástica protetora. O método de acesso ao meio usado em Cabos Coaxias Banda Base é o detecção de portadora, com detecção de colisão. Amplamente utilizado em redes locais.

Figura 4.9 – Conector BNC

Figura 3.8 – Cabo coaxial 50 ohms
b) Cabo Coaxial de Banda Larga (75 ohms)

Um Cabo Coaxial Banda Larga, também conhecido como 10Base5 ou "Mangueira Amarela de Jardim", consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico de alumínio rígido, tudo coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.10 – Cabo coaxial 75 ohms O cabo coaxial grosso, também conhecido como cabo coaxial de banda larga ou 10Base5, é utilizado para transmissão analógica, principalmente em redes de longa distância, como a utilizada pela TV a cabo. O cabo coaxial grosso, possui uma blindagem geralmente de cor amarela. Seu diâmetro externo é de aproximadamente 0,4 polegadas ou 9,8 mm. Uma diferença fundamental entre os cabos coaxiais de banda base e banda larga é que sistemas em banda larga necessitam de amplificadores analógicos para amplificar periodicamente o sinal. Esses amplificadores só transmitem o sinal em um sentido; assim, um computador enviando um pacote não será capaz de alcançar os computadores a montante dele, se houver um amplificador entre eles. Para contornar este problema, foram desenvolvidos dois tipos de sistemas em banda larga: com cabo duplo e com cabo único. Os sistemas de cabo duplo têm dois cabos idênticos paralelos. Para transmitir dados, um computador emite os dados pelo cabo 1, que está conectado a um dispositivo chamado head-end na raiz da árvore de dados. Em seguida, esse head-end transfere o sinal para o cabo 2, que refaz o caminho da árvore a fim de realizar a transmissão. Todos os computadores transmitem no cabo 1 e recebem no cabo 2. Sistemas com cabo único é alocado bandas diferentes de frequência para comunicação, entrando e saindo por um único cabo. A banda do cabo é dividida em dois canais ou caminhos, denominados:

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

27

1.caminho de transmissão (Inbound): caminho de entrada dos dados no canal 2.caminho de recepção (Outbound): caminho de saida dos dados do canal

Figura 3.11 – Esquemas gerais de LAN de barra em banda larga No modelo midsplit, por exemplo, a banda de entrada vai de 5 a 116 MHz, e a banda de saída vai de 168 a 300 MHz.

Figura 3.12 – Redes de banda larga. (a) Cabo duplo. (b) Cabo único Esse cabo é muito utilizado para a transmissão do sinal de vídeo em TV a cabo e, na transmissão de vídeo também em computadores, para a integração de imagens transmitidas para várias estações de rede local. Tecnicamente, o cabo de banda larga é inferior ao cabo de banda básica (que tem apenas um canal) no que diz respeito ao envio de dados digitais, no entanto, por outro lado, existe a vantagem de haver muitos cabos desse tipo já instalados. Na Holanda, por exemplo, 90 por cento de todas as casas têm uma conexão de TV a cabo. Cerca de 80 por cento das casas norte-americanas têm um cabo de TV instalado. Desse total, pelo menos 60 por cento têm de fato uma conexão a cabo. Com a acirrada concorrência entre as companhias telefônicas e as empresas de TV a cabo, podemos esperar que um número cada vez maior de sistemas de TV a cabo comece a operar como MANs e oferecer serviços telefônicos, dentre outras vantagens. Para obter maiores informações sobre a utilização da TV a cabo como uma rede de computadores, consulte Karshmer and Thomas, 1992. As dificuldades de conexão com cabos coaxiais são um pouco maiores do que se fosse utilizado o par trançado. A conexão dos cabos é feita através de conectores mecânicos, o que também encarece sua instalação em relação ao par trançado, porém, os benefícios compensam com larga vantagem a utilização deste método. Dados Técnicos Impedância: 75 ohms Atenuação: em 500m de cabo não exceder 8,5 dB medido a 10MHz ou 6,0 dB medido a 5 MHz Velocidade de Propagação: 0,77c (c=vel. luz no vácuo) Tamanho Máximo de Segmento: 500 metros Tamanho Mínimo de Segmento: 2,5 metros Tamanho Recomendado: múltiplos de 23,4 - 70,2 ou 117 metros

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

28

Número Máximo de Segmentos: 5 Tamanho Máximo Total: 2.500 metros Capacidade: 1500 canais com 1 ou mais equipamentos por canal Acesso ao meio: FDM Taxas de Transmissão de Dados: 100 a 150 Mbps (depende do tamanho do cabo) Modo de Transmissão: Full-Duplex. Transmissão: Por variação em sinal de freqüência de rádio Imunidade EMI/RFI: 85 dB Conector: Tipo Derivador Vampiro Utiliza Transceptores (detecta a portadora elétrica do cabo) Instalação: Requer prática/pessoal especializado
c) Cabo coaxial x par trançado:
– As características de transmissão do cabo coaxial são melhores do que o par trançado (comparado às categorias 5 e

5e), porém ocupa muito mais espaço em um duto de fiação.
– Na transmissão analógica o coaxial é mais adequado, pois permite uma largura de banda maior a uma distância maior

do que o par trançado.
– O cabo coaxial possui imunidade maior aos ruídos de cross-talk e uma fuga eletromagnética mais baixa, porém o custo

do coaxial é mais elevado do que o do par trançado, principalmente nas interfaces de ligação. Conclui-se que o cabo coaxial é mais adequado à transmissão analógica enquando o par trançado é mais indicado à transmissão digital.

3.1.4 Fibras óticas
Muitas pessoas do setor de informática se orgulham com a rapidez com que a tecnologia usada nos computadores vem melhorando. Na década de 1970, um computador rápido (por exemplo, o CDC 6600) podia executar uma instrução em 100 nanossegundos. Vinte anos depois, um computador Cray rápido podia executar uma instrução em 1 nanossegundo, decuplicando seu desempenho a cada década. Nada mal. No mesmo período, a comunicação de dados passou de 56 Kbps (a ARPANET) para 1 Gbps (comunicação ótica moderna), isso significa que seu desempenho melhorou 100 vezes em cada uma década, enquanto, no mesmo período, a taxa de erros passou de 10-5 por bit para quase zero. Além disso, as CPUs estão se aproximando dos limites físicos, como a velocidade da luz e os problemas decorrentes da dissipação do calor. Por outro lado, com a atual tecnologia de fibra ótica, a largura de banda pode ultrapassar a casa dos 50.000 Gbps (50 Tbps) e são muitas as pessoas que estão realizando pesquisas com materiais de melhor qualidade. O limite prático da sinalização atual é de cerca de 1 Gbps, pois não é possível converter os sinais elétricos e óticos em uma velocidade maior. O uso experimental de 100 Gbps está previsto a curto prazo. Dentro de poucos anos, alcançaremos uma velocidade de 1 terabit/s. Logo teremos sistemas plenamente óticos, que influenciarão também a transmissão de dados entre computadores (Miki, 1994a).

Figura 3.13 – Fibra ótica

Figura 4.14 – Conector de fibra ST

Na corrida entre a computação e a comunicação, ganhou a comunicação. O significado real da largura de banda infinita (apesar dos custos) ainda não foi totalmente assimilado por uma geração de cientistas e engenheiros da computação que aprenderam a pensar em termos dos limites de Shannon e Nyquist impostos pelo fio de cobre. Os novos conceitos partem

ao emergir. mostrando-se apenas um interessante princípio físico. um pulso de luz indica um bit 1. Nesta seção. o desempenho destas fibras não passam de 15 a 25 Mhz. não teria a menor utilidade. Figura 3. a origem da luz. como mostra a Figura 3. Um sistema de transmissão ótico tem três componentes. essas fibras são menos sensíveis a esse fenômeno do que as fibras multimodais.16. ou acima dele. o raio sofre uma refração (desvio) na fronteira sílica/ar. da sílica fundida para o ar. Quando instalamos uma fonte de luz em uma extremidade de uma fibra ótica e um detector na outra.Km. Devido a alta dispersão. Nela. produz um ângulo β1. ao incidir na fronteira e que.16 – (a) Três exemplos de um feixe de luz dentro de uma fibra de sílica com a fronteira ar/sílica em diferentes ângulos (b) reflexão de um raio de um feixe de luz abaixo do ângulo crítico Com relação à capacidade de transmissão. a tecnologia atual de fibras caracteriza-se por três tipos distintos a seguir: 3. por essa razão.1. e a ausência de luz representa um bit zero. Quando um raio de luz passa de um meio para outro. Esse feixe pode se propagar por muitos quilômetros sem sofrer praticamente nenhuma perda. nós vemos um feixe de luz que forma um ângulo α1. na prática. nada escapa para o ar. independente do desperdício de largura de banda. a saída é reconvertida em um sinal elétrico.16 (b). O detector gera um pulso elétrico quando entra em contato com a luz. No entanto. temos um sistema de transmissão de dados unidirecional que aceita um sinal elétrico. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  29 da premissa de que todos os computadores são desesperadamente lentos e. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. C O N V E R S O R C O N Receptor V Ótico Fibra ótica E (detetor R Ótico) S O Interface O-E R Sinal elétrico Transmissor Ótico (emissor de luz) Sinal elétrico Interface E-O Figura 3. b) Multimodo com Índice Gradual Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada pela dispersão modal. A taxa de transmissão neste tipo de fibra é de 400 MHZ. . de seus índices de refração). O volume de refração depende das propriedades dos dois meios físicos (em particular. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. O meio de transmissão é uma fibra de vidro ultrafina. Convencionalmente. a luz é refratada de volta para a sílica. Dessa forma. por exemplo. é interceptado na fibra. vamos estudar as fibras óticas e veremos como funciona essa tecnologia de transmissão.4. um feixe de luz que incide em um ângulo crítico. as redes devem tentar evitar a computação a todo custo.km em média.15 – Conversor de sinal ótico/elétrico e elétrico/ótico Esse sistema de transmissão desperdiçaria luz e. Na extremidade de recepção.1 Tipos de fibras a) Multimodo com índice degrau Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada basicamente pela dispersão modal. converte-o e transmite-o por pulsos de luz. como mostra a Figura 3. o meio de transmissão e o detector. Nos ângulos cuja incidência ultrapasse um determinado valor crítico.

uma matéria-prima barata e abundante. Atenuação em decibéis = 10 log 10 potência transmitida potência recebida Por exemplo.4 a 0.7 mícron (1 mícron é igual a 10-6 metros). mas. é produzido a partir da areia. . que variam de 0. para eles. Figura 3. esta fibra pode atingir taxas de transmissão na ordem de 100 Ghz.4.1. e não por água. O vidro usado nas modernas fibras óticas são tão transparentes que. A luz visível tem comprimentos de onda ligeiramente mais curtos. Pesquisas sobre fibras que utilizam o érbio prometem alcançar distâncías ainda maiores sem repetidores. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  30 c) Monomodo Estas fibras são insensíveis a dispersão modal. que. Já foram feitas experiências com taxas de dados muito mais altas entre pontos mais próximos. que.2 Transmissão de luz através da fibra As fibras óticas são feitas de vidro. quando o fator de perda é dois.Km. A atenuação da luz através do vidro depende do comprimento de onda da luz. se o mar fosse formado por esse tipo de vidro. seria possível ver o fundo do mar da superfície. na prática. Elas já mostraram que feixes laser de alta potência podem conduzir uma fibra em uma distância de 100 quilômetros sem utilizar repetidores. A atenuação em decibéis é obtida com a seguinte fórmula. A atenuação do tipo de vidro usado nas fibras é mostrada na Figura abaixo. que é a reflexão da onda luminosa em diferentes tempos. O vidro transparente usado nas janelas foi desenvolvido durante a Renascença. apesar de fazê-lo em velocidades mais baixas. por sua vez. Os antigos egípcios já dominavam a manufatura do vidro. é a usada. obtemos atenuação de 10 log 10 2 = 3 dB. em decibéis por quilômetro linear de fibra. A figura mostra a parte infravermelha do espectro. o vidro podia ter no máximo 1 mm de espessura para que a luz pudesse atravessá-lo. assim como vemos o solo quando voamos de avião em um dia ensolarado. Devido a esta característica.17 – Tipos de fibra existentes 3. As fibras monomodais atualmente disponíveis podem transmitir dados a uma velocidade de muitos Gbps em uma distância de 30 km.

Em seguida. protegidos por uma capa externa. Nas fibras monomodais. 3.3 Cabos de fibra Os cabos de fibra ótica são semelhantes aos coaxiais.85.55 micra. fica o núcleo de vidro através do qual se propaga a luz. para manter a luz no núcleo.19 (b) mostra um cabo com três fibras. As três bandas entre 25 e 30 mil GHz de largura. as fibras são agrupadas em feixes. todos os efeitos da dispersão são cancelados e é possível enviar pulsos por milhares de quilômetros sem que haja uma distorção significativa. nesse comprimento de onda. Em águas profundas. O volume da dispersão vai depender do comprimento da onda. eles são depositados no fundo. os lasers e os chips podem ser produzidos a partir do mesmo material (arsenieto de gálio). Atualmente. no entanto. Perto da praia. mas. No centro. Figura 3. O núcleo da fibra é envolvido por uma proteção de vidro cujo índice de refração é inferior ao do núcleo. onde podem ser arrastados por redes de pesca ou comidos por tubarões. Felizmente. o mundo assiste a um grande esforço de pesquisa no sentido de colocar em prática as experiências que estão sendo feitas em laboratórios com os solitons. Geralmente. Uma forma de impedir que a expansão desses pulsos se sobreponha é aumentar a distância entre eles. o núcleo tem 50 micra de diâmetro.85 mícron tem uma atenuação maior. Esses pulsos são chamados de solitons. há um revestimento plástico fino com finalidade de proteger a camada anterior. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  31 A comunicação utiliza três bandas de comprimento de onda. (b) Extremidade de um cabo com 3 fibras. Figura 3. Essa expansão é chamada de dispersão.30 e 1. os cabos de fibra terrestres são colocadas no solo a um metro da superfície.4. o núcleo tem entre 8 e 10 micras. o que.1. a exceção fica por conta da malha entrelaçada. só pode ser feito com a redução da taxa de sinalização. A Figura 3.19 (a) mostra a perspectiva lateral de uma fibra. Elas são centralizadas em 0. descobriu-se que. .18 – bandas de freqüências utilizadas para transmissão nas fibras Os pulsos de luz enviados através de uma fibra se expandem à medida que se propagam. por outro lado. Normalmente. 1. As duas últimas têm boas propriedades de atenuação (uma perda inferior a 5 por cento por quilômetro) A banda de 0.19 – (a) Perspectiva lateral de uma fibra. Nas fibras multimodais. onde ocasionalmente são atacados por pequenos animais roedores. o que corresponde à espessura de um fio de cabelo humano. quando os pulsos são produzidos com um formato especial relacionado ao recíproco do co-seno hiperbólico. A Figura 3. respectivamente. os cabos de fibra transoceânicos são enterrados em trincheiras por uma espécie de arado marítimo.

20 – Um anel de fibra ótica com repetidores ativos O outro tipo de interface. um conjunto de ligações ponto a ponto. o tempo de resposta de um fotodiodo é 1 nanossegundo.20. o que limita as taxas de dados a 1 Gbps. Uma forma de contornar esse problema é perceber que uma rede em anel é. Em segundo lugar. nesse caso. que emite um pulso elétrico quando entra em contato com a luz. elas podem ser encaixadas mecanicamente. é extremamente confiável. As junções mecânicas são encaixadas em 5 minutos por uma equipe devidamente treinada e resultam em uma perda de 10 % da luz.Uma comparação entre diodos semicondutores e emissores de luz utilizados como fontes de luz A extremidade de recepção de uma fibra ótica consiste em um fotodiodo. no entanco. podem ocorrer reflexões no ponto de junção e a energia refletida pode interferir no sinal. Em terceiro lugar. Nesse caso. A luz recebida é convertida em um sinal elétrico. Duas fontes de luz podem ser usadas para fazer a sinalização. a taxa de erros pode se tornar arbitrariamente pequena. 3. Item Taxa de dados Modo Distância Vida Útil Sensibilidade à temperatura Custo LED Baixa Multimodo Pequena Longa Insignificante Baixo custo Laser Semicondutor Alta Multimodo ou monomodo Longa Curta Substancial I Alto custo Tabela 3. elas podem ter conectores em suas extremidades e serem plugadas em sockets de fibra. pois um diodo emissor de luz ou um fotodiodo quebrado não compromete o anel. . os diodos emissores de luz e os lasers semicondutores. Eles têm diferentes propriedades.4 .1. na verdade. como mostra a Figura 3. No máximo. Os conectores perdem de 10 a 20 por cento da luz. O ruído térmico também é importante. mostrado na Figura 3. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  32 As fibras podem ser conectadas de três diferentes formas. Em primeiro lugar. um fotodiodo (para recepção) O conector em si é completamente passivo e. O alinhamento pode ser melhorado com a passagem de luz através da junção. como mostra a Tabela 3.20. Um encaixe por fusão é quase tão bom quanto uma fibra inteira. e um pulso de luz deve conduzir energia suficiente para ser detectado. Em geral. seguido de pequenos ajustes cuja finalidade é maximizar o sinal.4 Redes de fibra As fibras óticas podem ser usadas nas LANs e nas transmissões de longa distância. ele deixa um computador off-line. apesar de sua ser conexão mais complexa do que a conexão com uma rede Ethernet.4. é o repetidor ativo. dois pedaços de fibra podem ser fundidos de modo a formar uma conexão sólida. por essa razão. Dois tipos de interfaces são usados. Com pulsos de potência suficiente. há uma pequena atenuação. Figura 3. Um conector tem um diodo emissor de luz ou um diodo a laser na sua extremidade (para transmissão) e o outro. A interface de cada computador percorre o fluxo de pulsos de luz até a próxima ligação e também serve como junção em forma de T para permitir que o computador envie e aceite mensagens. as duas extremidades são cuidadosamente colocadas uma perto da outra em uma luva especial e encaixadas em seguida. mas facilitam a reconfiguração dos sistemas. Nos três tipos de encaixe.4. Uma interface passiva consiste em dois conectores fundidos à fibra principal.

o que. ele é difundido dentro da estrela passiva para iluminar todos os receptores e. A interface com o computador é um fio de cobre comum que passa pelo regenerador de sinal. dessa forma. pois trata-se de um minério de altíssima qualidade. Nesse projeto. Comparação das Fibras Óticas e dos Fios de Cobre É instrutivo comparar a fibra com o cobre. ela pode gerenciar larguras de banda muito mais altas do que o cobre. que a fibra é uma tecnologia nova. além do mais. a fibra é mais leve que o cobre. Também é possível ter um hardware se comunicando através do uso de uma estrela passiva. trata-se de uma alternativa muito mais segura contra possíveis escutas telefônicas. Além disso. as fibras não desperdiçam luz e dificilmente são interceptadas.21 – Uma conexão em estrela passiva em uma rede de fibra ótica Por mais estranho que possa parecer. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  33 tem sua capacidade regenerada caso ela tenha sido enfraquecida e é retransmitida na forma de luz. do cobre por fibras deixar os dutos vazios. o número total de computadores e o tamanho total do anel acabam sofrendo grandes restrições. A razão para que a fibra seja melhor do que o cobre é inerente às questões físicas subjacentes a esses dois materiais. Mil pares trançados com 1 quilômetro de comprimento pesam 8 t. Na prática. e as fibras de entrada são fundidas em uma extremidade do cilindro. as companhias telefônicas gostam da fibra por outra razão. cuja manutenção é extremamente cara. Nas novas rotas. Esses dispositivos dispensam as conversões óticas/elétricas/óticas. A fibra também tem a vantagem de não ser afetada por picos de voltagem. Se um repetidor ativo entrar em pane. o cobre tem um excelente valor de revenda para as refinarias especializadas. como o sinal é regenerado em cada interface. na prática. o número de nós da rede é limitado pela sensibilidade dos fotodiodos. Ela também está imune à ação corrosiva de alguns elementos químicos que pairam no ar e. interferência magnética ou quedas no fornecimento de energia. que é mostrada na Figura 3. Duas fibras têm mais capacidade e pesam apénas 100 kg. o que. são afetados pelos elétrons existentes fora do fio. e subseqüente substituição. Como a energia de entrada é dividida entre todas as linhas de saída. Muitos dos dutos de cabo atuais estão completamente lotados. os repetidores só são necessários a cada 30 quilômetros de distância. representa uma economia significativa. Quando uma interface emite um pulso de luz.21. desfeita. Uma topologia em anel não é a única forma de se construir uma LAN usando fibras óticas. Quando os elétrons se movem dentro de um fio. Além da remoção. de modo que não há espaço para aumentar. a estrela passiva combina todos os sinais de entrada e transmite o resultado obtido em todas as linhas. Para começo de conversa. Apenas essa característica justificaria seu uso nas redes de última geração. cada interface tem uma fibra entre seu transmissor e um cilindro de sílica. Por essas razões. por isso. eles afetam um ao outro e. isso significa que eles podem operar em larguras de banda extremamente altas. adapta-se muito bem a regiões industriais. ela é fina e leve. Já estão sendo usados repetidores puramente óticos. as fibras têm preferência por terem um custo de instalação muito mais baixo. possibilitar a transmissão dos dados. a comunicação bidirecional exige duas fibras e duas bandas . Da mesma forma. que requer conhecimentos de que a maioria dos engenheiros não dispõe. reduzindo de maneira significativa a necessidade de sistemas mecânicos de suporte. Por outro lado. no entanto. as ligações individuais entre os computadores podem ter quilômetros de distância. As interfaces passivas perdem luz em cada junção. o anel será interrompido e a rede. Vale lembrar. significa que o anel pode ter qualquer tamanho. Como a transmissão é basicamente unidirecional. Os fótons de uma fibra não afetam um ao outro (não têm carga elétrica) e não são afetados pelos fótons dispersos existentes do lado de fora da fibra. Devido à baixa atenuação. consequentemente. as fibras fundidas à outra extremidade do cilindro são conectadas a cada um dos receptores. em comparação com os cinco quilômetros que separam cada repetidor nas conexões via cobre. Figura 3. Por fim. A fibra tem muitas vantagens.

já que ela tem uma série de aplicações importantes além da possibilidade de oferecer conectividade para quem deseja ler mensagens de correio eletrônico durante um vôo. respectivamente..... no futuro. que é universalmente designada pela letra grega λ. Nesta seção...[300Hz ate 3000Hz] VLF (Very Low Frequency). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  34 de freqüência em uma fibra. Para os usuários móveis. desde que sejam moduladas a amplitude.. todos sabemos que o futuro das comunicações de dados em distâncias significativas pertence à fibra. as ondas eletromagnéticas podem ser transmitidas e recebidas com eficiência por um receptor localizado a uma distância bastante razoável. já que têm freqüências mais altas.. Algumas pessoas chegam a acreditar que. foram atribuídos os seguintes nomes às bandas mais altas surgidas posteriormente. Quando há dificuldades para instalar cabos de fibra ótica em um prédio. pelo que se vê.. quando esses nomes foram criados. Para obter maiores informações sobre todos os aspectos físicos da rede de fibra ótica. e é medida em Hz (em homenagem a Heinrich Hertz). A velocidade da luz é o limite máximo que se pode alcançar. Não é à toa que a moderna comunicação digital sem fio começou nas ilhas havaianas.. mas eles são difíceis de produzir e modular. palmtop.. o par trançado. pântanos etc. de 30 kHz a 300 kHz). o raio X e o raio gama representariam opções ainda melhores. de bolso ou de pulso sem depender da infraestrutura de comunicação terrestre..2 Meios não físicos de transmissão Estamos assistindo ao surgimento de pessoas totalmente viciadas em informações. A resposta para esses usuários está na comunicação sem fio. 3. As freqüências listadas na parte inferior da Figura 3... o cabo coaxial e a fibra ótica não têm a menor utilidade. No vácuo... pessoas que precisam estar permanentemente online.... a freqüência ou a fase das ondas. geralmente chamada de velocidade da luz..1 O Espectro Eletromagnético Quando se movem. existem algumas outras circunstâncias em que os dispositivos sem fio são mais adequados do que os fixos. Essa velocidade.. devido a acidentes geográficos (montanhas. Astonishingly e Prodigiously (IHF.. O espectro eletromagnético é mostrado na Figura 3. Super. Finalmente. independente de sua freqüência.. Ultra.. No entanto.. Very. O rádio. Toda a comunicação sem fio é baseada nesse princípio. f. (lambda)..000 Km/s. as interfaces de fibra são mais caras do que as interfaces elétricas...)... notebook.. a velocidade cai para cerca de 2/3 desse valor e se torna ligeiramente dependente da freqüência. Todos os computadores. todas as ondas eletromagnéticas viajam na mesma velocidade. só haverá dois tipos de comunicação...... A luz ultravioleta... No entanto. Eles precisam transferir dados para os seus computadores laptop. deve-se recorrer à tecnologia da transmissão sem fio..22... além de não se propagarem através dos prédios e serem perigosos para os seres vivos.22 são os nomes oficiais definidos pela ITU.2... florestas.... em inglês.. A distância entre dois pontos máximos (ou mínimos) consecutivos é chamada de comprimento de onda.. vamos apresentar os conceitos básicos da comunicação sem fio. a banda LF vai de 1 a 10 km (aproximadamente... 3.. Nenhum objeto ou sinal pode se mover com maior rapidez do que ela. A luz que circula pela fibra ótica situa-se no espectro do infravermelho e seu comprimento de onda está entre 10xE14 a 10xE15 Hz. Essas freqüências se baseiam nos comprimentos de onda. Quando se instala uma antena com o tamanho apropriado em um circuito elétrico. a microonda.. telefones e equipamentos de fax fixos serão conectados por fibra ótica e os móveis serão sem fio.. portanto... Essas ondas foram previstas pelo físico inglês James Clerk Maxwell em 1865 e produzidas e observadas pela primeira vez . o raio infravermelho e os trechos luminosos do espectro podem ser usados na transmissão de informações. Extremely e Tremendously High Frequency. média e alta freqüência. Portanto... os próximos padrões de alta freqüência terão nomes como Incredibly.. No cobre ou na fibra. ninguém esperava ultrapassar 10 Mhz... Vê-se com clareza que.... ou aproximadamente de 30 cm por nanossegundo..[30000Hz ate 300000Hz] . Esses foram os últimos nomes criados e. que é de cerca de 300..pelo físico alemão Heinrich Hertz em 1887. os elétrons criam ondas eletromagnéticas que podem se propagar através do espaço livre (inclusive em um vácuo). consulte Green (1993)... MF e HF são as abreviaturas. O número de oscilações por segundo de uma onda eletromagnética é chamado de freqüência.... AHF e PHF) ELF (Extremely Low Frequency. de baíxa. Os termos LF.[3000Hz ate 30000Hz] LF (Low Frequency). onde os usuários eram separados pelo oceano Pacífico e o sistema telefônico se mostrava totalmente inadequado. Fibras óticas são elementos de transmissão que utilizam sinais de luz codificados para transmitir os dados. as comunicações por fibra e as sem fio......

Na década de 1970. No entanto. O principal problema relacionado à utilização dessas bandas em comunicação de dados diz respeito à baixa largura de banda que oferecem [ver Eq. nas mais altas. uma camada de partículas carregadas que giram em torno da terra a uma altura de 100 a 500 km são refratadas . Um belo dia. Quando o motorista pisava no pedal de freio. Essas ondas podem ser detectadas dentro de um raio de 1 mil quilômetros nas freqüências mais baixas. o que signífica que elas percorrem todas as direções a partir da origem.2 Transmissão de Rádio As ondas de rádio são fáceis de gerar. as ondas de rádio tendem a viajar em linhas retas e a ricochetear nos obstáculos. Nas freqüências altas.22 – O espectro eletromagnético e a maneira como ele é usado na comunicação 3. Nas bandas HF e VHF. particularmente quando estavam sendo observados por um guarda rodoviário. Em todas as freqüências. Devido à capacidade que as rádios têm de percorrer longas distâncias. a General Motors decidiu equipar seus novos Cadillacs com freios que impediam o travamento das rodas. as ondas em nível do solo tendem a ser absorvidas pela terra. (2-2)J. Elas também são absorvidas pela chuva. todos os governos exercem um rígido controle sobre os transmissores de rádio. começou a surgir um padrão. as ondas de rádio se propagam em nível do solo. às vezes. portanto. de repente. as ondas de rádio estão sujeitas à interferência dos motores e outros equipamentos elétricos. A General Motors demorou a entender o motivo pelo qual os Cadillacs funcionavam sem problemas nos outros estados e outras estradas secundárias de Ohio. são largamente utilizadas para comunicação. mais ou menos 1/r' no ar. o Cadillac próximo a ele passou a se comportar como um cava(o trotando. mas a potência cai abruptamente à medida que a distância da origem aumenta. a interferência entre os usuários é um problema. seja em ambientes fechados ou abertos. As ondas de rádio também são onidirecionais. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  35 Figura 3. o transmissor e o receptor não precisam estar cuidadosa e fisicamente alinhados. Depois de ser abordado pelo patrulheiro. os Cadillacs enlouqueciam. mas. razão pela qual as estações de rádio Boston AM não podem ser ouvidas facilmente em Nova York. o computador prendia e soltava os freios. Vale lembrar que o rádio onidirecional nem sempre é bom. e o controle era feito por computador. as ondas de rádio atravessam os obstáculos. em vez de travá-los de verdade. percorrem longas distâncias e penetram os prédios facilmente e. o motorista disse que não tinha feito nada e que o carro tinha ficado louco de uma hora para outra. como se fosse uma antena. LF e MF. Nas faixas VLF. Nas freqüências baixas. como mostra a Figura 3. As propriedades das ondas de rádio dependem da freqüência. Eventualmente.23(a). as ondas que alcançam a ionosfera. As ondas de rádio nessas bandas atravessam facilmente os prédios. esse raio de ação é bem menor. um guarda rodoviário de Ohio começou a usar seu novo rádio móvel para falar com o quartel-general e. portanto. Só depois de muita pesquisa eles descobriram que a fiação do Cadillac captava a freqüência usada pelo novo sistema de rádio da Patrulha Rodoviária de Ohio. A radiodifusão em freqüências AM utilizam a banda MF. concedendo apenas uma exceção (discutida a seguir). Por essa razão. mas somente quando trafegavam pelas estradas de Ohio.2. razão pela qual os rádíos portáteis funcionam em ambientes fechados.

Figura 3. absorção pela água. As torres com 100 m de altura devem ter repetidores a cada 80 km. . era Microwave Communications. em comunicação. tratou de instalar os cabos de fibra ótica necessários. como mostra a figura 3. ao lado da estrada de ferro. Os militares também se comunicam nas bandas HF e VHF. tornando-se uma companhia telefônica de longa distância. provocando uma grave escassez de espectro. Elas têm uma série de vantagens significativas sobre a fibra. na distribuição por televisão etc.). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  36 por ela e enviadas de volta à terra. Antes das fibras óticas. as ondas trafegam em linha reta e por essa razão podem ser captadas com mais facilidade. A concentração de toda a energia em um pequeno feixe através de uma antena parabólica oferece um sinal muito mais alto para a relação de ruído. uma das grandes concessionárias de comunicações à longa distância dos Estados Unidos. Consequentemente. as microondas não atravessam os prédios. Quanto mais altas são as torres. Assim como acontece com o fading por múltiplos caminhos. (A Sprint trilhou outro caminho. mas as antenas de transmissão e recepção devem ser alinhadas com o máximo de precisão. Os operadores de radioamador utilizam essas bandas em conversas de longa distância. as ondas de rádio obedecem à Curvatura da terra. e pode ser mais barato do que reservar a fibra da companhia telefônica. Algumas ondas podem ser refratadas nas camadas atmosféricas mais baixas e.23 – (a) Nas faixas VLF. ainda há alguma divergência no espaço. Na verdade. A demanda por mais e mais espectro serve para manter o processo de aperfeiçoamento tecnológico. Foi por essa razão que a MCI mudou de orientação com tanta rapidez. especialmente se os custos com a retirada do cobre ainda não tiver sido feita. que já detinha muitos direitos de caminho e.. A distância entre os repetidores aumenta de acordo com a raiz quadrada da altura da torre. Alguns operadores mantêm 10 por cento dos canais ociosos como sobressalentes. em telefones celulares. fazendo com que eles se comuniquem com vários receptores alinhados em fileira sem que haja interferência. trata-se de um grave problema. Ao contrário das ondas de rádio nas freqüências mais baixas. A microonda é relativamente barata. Em resumo. elas ricocheteiam na atmosfera 3. ela se formou a partir da Southern Pacific Railroad. o primeiro nome da MCI. Essas ondas têm apenas alguns centímetros e são absorvidas pela chuva. Além disso. muito embora o raio possa ser detectado no transmissor. (b) na HF. é possível ignorar o sistema telefônico e se comunicar diretamente. essa direcionalidade permite o alinhamento de vários transmissores em uma única fileira. é preciso instalar repetidores periodicamente. A mais importante delas é que a microonda dispensa a necessidade de se ter direitos sobre um caminho. mas a partir de 8 GHz surge um novo problema. a única solução é desligar as ligações que estão sendo afetadas pela chuva e criar uma nova rota para elas. às vezes as torres acabam ficando em distâncias muito grandes. os sinais podem ricochetear diversas vezes. mas. Além do mais. como acontece com uma ligação entre San Francisco e Amsterdam). Ele depende do tempo e da freqüência. a comunicação por microondas é muito usada na telefonia à longa distância. durantes décadas essas microondas foram de fundamental importância para o sistema de transmissão telefônica de longa distância. As bandas de até 10 GHz agora são de uso rotineiro.23 (b) . quando se compra um pequeno lote de terra a cada 50 quilômetros e nele é instalada uma pequena torre de microondas. a sua chegada pode ser mais demorada do que a das ondas diretas. Esse efeito não causaria problema algum se estivéssemos planejando construir um gigantesco forno de microondas para ser usado a céu aberto. Inc. Esse efeito é chamado de fading por múltiplos caminhos (multipath fading) e costuma provocar sérios problemas. VF e MF.2. Em determinadas condições atmosféricas. A instalação de duas torres simples (com alguns postes com quatro esteios) e de antenas em cada um deles pode ser mais barato do que enterrar 50 quilômetros de fibra em uma congestionada área urbana ou montanhosa. Como as microondas viajam em linha reta.3 Transmissão de Microondas Acima de 100 MHz. Além disso. mais distantes elas precisam estar. consequentemente. para onde alternam quando o fading por múltiplos caminhos perde a banda de freqüência temporariamente.. permitindo que as transmissões utilizem freqüências cada vez mais altas. pois seu sistema foi originalmente desenvolvido em torres de microondas (grande parte dessa rede já foi adaptada para fibra).

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  37 Além de serem usadas em transmissões de longa distância. é preciso ter a pontaria de uma Annie Oakley moderna. Em geral. videocassetes e estéreos empregam a comunicação infravermelha. há alguns quílõmetros dali. Esse ar turbulento desviou o feixe e fez com que ele . assim. um feixe muito estreito. mas ela está muito ocupada e o equipamento que a utiliza só pode ser operado na América do Norte. os organizadores conseguiram resolver a charada. Paul Revere usou a sinalização ótica binária na Old North Church antes de seu famoso feito. Para direcionaram feixe de raios laser com 1 mm de largura a um alvo de 1 mm a 500 m. baratas e fáceis de construir. os computadores e os escritórios de um prédio podem ser equipados com transmissores e receptores infravermelhos de características onidirecionais.2.4 Ondas milimétricas e infravermelhas As ondas milimétricas e infravermelhas sem guia são usadas em larga escala na comunicação de curto alcance. também existem as bandas de 902-928 MHz e de 5. prevenindo-os contra eventuais espionagens eletrônicas. quando tudo funcionou perfeitamente bem. o infravermelho tornou-se um promissor candidato para as LANs sem fio instaladas em ambientes fechados.2. em um belo dia de sol.400-2. Devido a essas propriedades. 1993.725-5.24. são colocadas lentes no sistema para desfocar levemente o feixe. o fato de as ondas infravermelhas não atravessarem paredes sólidas pode ser visto como uma qualidade. 1994. Uma aplicação mais moderna é conectar as LANs em dois prédios através de raios laser instalados em seus telhados. alto-falantes de alia fidelidade sem fio. Ele também é relativamente fácil de ser instalado e.5 Transmissão de Ondas de Luz A sinalização ótica sem guia está sendo utilizada há séculos. o problema voltou a se repetir. Essas bandas são usadas para telefones sem fio. os sistemas infravermelhos podem ser operados sem autorização do governo. A banda 900 MHz funciona melhor. as ondas assumem um comportamento cada vez mais parecido com o da luz. os transmissores que as utilizam não precisam de autorização do governo. 3. a sinalização ótica coerente que utiliza raios laser é unidirecional. 2. Por outro lado. No entanto. não atravessam objetos sólidos (para provar essa tese. Depois da conferência. consulte Adams et. As bandas mais altas exigem chips mais caros e estão sujeitas a interferências dos fornos de microondas e das instalações de radar. Como o PTC local não se dispôs a instalar um grande número de linhas telefônicas que. como mostra a Figura 3. nos Estados Unidos e no Canadá. os organizadores colocaram um raio laser no telhado e o apontaram na direção do prédio de ciência da computação da universidade onde trabalhavam. Essas ondas são relativamente direcionais. Uma banda é alocada em escala mundial. quando nos deslocamos do rádio de onda longa em direção à luz visível. Essas bandas são uma exceção à lei de licença. Por esses rriotivos. as microondas têm outro uso importante. Quando diversas pessoas comparecem a uma reunião com seus portáteis. Nesse caso. É por essa razão que um sistema infravermelho instalado em um ambiente fechado não interfere em um sistema semelhante instalado nas salas adjacentes. mas têm um grande inconveniente. Uma das desvantagens dos feixes de raios laser é que eles não são capazes de penetrar a chuva ou a neblina. À noite. 3.484 GHz. Eles haviam feito um teste na noite anteior à conferência. cada prédio precisa do seu próprio raio laser e do seu próprio fotodetector. essas bandas são populares para diversas formas de rede sem fio de curto alcance. E é exatamente por essa razão que os sistemas infravermelhos são mais seguros do que os sistemas de rádio. Às 9h da manhã seguinte. funcionam normalmente. perdendo pouco a pouco as características de rádio. a principal virtude do laser. seriam desativadas. e Bantz e Bauchot. Nos dois outros dias. Portanto. computadores portáteis com recursos infravermelhos podem pertencer a uma LAN sem estarem fisicamente conectados a ela. Para obter maiores informações sobre a comunicação infravermelha. Tanembaum participou de uma conferência em um moderno hotel europeu cujos organizadores tiveram a felicidade de oferecer uma sala repleta de terminais para que os participantes pudessem ler suas mensagens de correio eletrônico durante as apresentações menos interessantes. Al. certa vez. mencanismos de abertura de portão de garagem. também pode ser vista como uma grande limitação. que só podem ser instalados com uma licença. depois de três dias. ao contrário das microondas. pois o sol 6rilha tanto no infravermelho como no espectro visível. o sistema entrou em pane e ficou fora do ar durante todo o dia. nos dias de sol. elas podem se sentar na sala de conferências e estar plenamente conectadas sem que seja necessário plugá-los a uma tomada. Os controles remotos utilizados nas televisões. Geralmente. mas. O calor do sol fez com que emanassem correntes de convecção do telhado do prédio. Por exemplo. Esse esquema oferece uma largura de banda muito alta a um custo bastante baixo. a banda industrial/científica/médica. pois evitam os problemas de licenciamento. os organizadores voltaram a testá-lo com todo o cuidado e mais uma vez tudo funcionou às mil maravilhas. Além dela. No entanto. Pela sua própria natureza. ao contrário dos sistemas de rádio.850 GHz. portões de segurança etc. não precisa de uma licença da FCC. A comunicação infravermelha não pode ser usada em ambientes abertos. posicione-se entre o controle remoto e a televisão).

000 Km acima do equador.a lua . A principal diferença entre um satélite artificial e um real é que o artificial amplifica os sinais antes de enviá-los de volta. em uma altitude de aproximadamente 36. os sinais recebidos eram muito fracos para que tivessem algum uso prático.09 segundos.). Os satélites de comunicação possuem algumas propriedades interessantes. transformando uma estranha curiosidade em um avançado sistema de comunicação. transmissões televisivas. ou estreitos. não é muito inteligente ter satélites com espaços menores que 2 graus no plano equatorial de 360 graus. para evitar interferência.2.6 Satélites de Comunicação Na década de 50 e no início dos anos 60 (1960). Esse mesmo ar também é o responsável pelas estradas bruxuleantes em dias quentes e pelas imagens tremidas quando olhamos para cima de um radiador quente. o período orbital de um satélite varia de acordo com o raio orbital. numa razão exponencial de 3/2. É esse tipo de "visão" atmosférica que faz as estrelas piscarem (e é por essa razão que os astrônomos colocam os telescópios no topo das montanhas). O progresso no campo da comunicação celeste precisou esperar ate que o primeiro satélite de comunicação fosse lançado em 1962. aparentemente imóvel. ele gira na mesma velocidade que a Terra. Próximo à superfície terrestre. pois. Em seguida. Infelizmente. A figura mostra um sistema bidirecional. . emitindo sinais a partir de balões de tempo metalizados. para evitar interferência com o sinal de entrada. Figura 3. 1 Para os puristas. Os feixes inferiores podem ser largos. Com um espaçamento de 2 graus. Um satélite de comunicação pode ser considerado como um grande repetidor de microondas no céu. no qual há 2 lasers. seria necessária uma antena orientável para rastreá-lo. Alguns desses segmentos de órbita são reservados para outras classes de usuários (por exemplo. Os satélites de comunicação em altitudes baixas como essa são problemáticos porque eles ficam à vista das estações em terra por apenas um curto intervalo de tempo. amplifica os sinais de entrada e os transmite novamente em outra freqüência.1 Satélites Geossíncronos De acordo com a lei de Kepler.24 – Correntes de convecção podem interferir nos sistemas de comunicaçãoà laser.e criou um sistema operacional para comunicações costeiras que utilizava a lua em suas transmissões.1 Portanto. a Marinha dos Estados Unidos detectou um tipo de balão de tempo que ficava permanentemente no céu . as pessoas tentavam criar sistemas de comunicação. Com a tecnologia atual. cada um deles ouve uma parte do espectro. Entretanto. uso governamental e militar etc. Uma situação em que o satélite permanece fixo no céu é extremamente desejável. Um observador examinando um satélite em uma órbita equatorial circular o vê parado em um local fixo no céu. que os tornam atrativos para muitas aplicações. o período do satélite é de 24 horas. 3. cobrindo uma área com apenas centenas de quilômetros de diâmetro. Ele contém diversos transponders.6. o índice de rotação é o dia sideral: 23 horas 56 minutos e 4. só pode haver 360/2 = 180 satélites de comunicação geossíncronos ao mesmo tempo no céu. cobrindo uma fração substancial da superfície terrestre. 3.2. caso contrário. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  38 dançasse em torno do detector. o período é de cerca de 90 min.

é óbvio). mas o downlink exige mais 512 Kbps.. esses feixes pontuais são elipticamente formados e podem ter algumas centenas de quilômetros de diâmetro. a divisão dos transponders em canais era estática. o uplink é adequado para 19. os satélites que utilizam diferentes partes do espectro não têm problemas de conflito.2 Kbps. a diminuição do tamanho e a exigência de equipamentos microeletrônicos. mas o equipamento necessário para usá-la ainda continua caro. em geral. Um satélite típico possui de 10 a 20 transponders. cada um dos 180 satélites possíveis poderiam ter diversos fluxos de dados em ambas as direções simultaneamente. Para começar. dois ou mais satélites poderiam ocupar um segmento de órbita. Portanto. Geralmente. Na banda Ka também foi alocada largura de banda para o tráfego de satélite comercial. a inferior para tráfego downlink (a partir do satélite) e a superior para tráfego uplink (para o satélite). Entretanto. O valor típico é 270 ms (540 ms para um sistema VSAT com um hub). Os primeiros satélites tinham um feixe espacial que iluminava toda a Terra. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  39 Felizmente.25. . Duas faixas de freqüência foram atribuídas a ela. A água é um grande absorvente dessas microondas curtas.As principais bandas de satélite A próxima freqüência mais alta para concessionárias de telecomunicações comerciais é a Ku. apesar de os sinais enviados e recebidos por um satélite trafegarem na velocidade da luz (aproximadamente 300. Em muitos sistemas VSAT.25 . Além dessas bandas comerciais também existem muitas bandas governamentais e militares. A desvantagem de ter estações de usuário final mais baratas é o maior retardo. Dividia-se a largura de banda em bandas de freqüência fixa (FDM). as microestações não têm energia suficiente para se comunicarem diretamente com as outras (via satélite. portanto. Cada satélite é equipado com diversas antenas e vários transponders. Com a enorme queda de preço. se operassem em diferentes freqüências Para evitar o caos total no céu. A banda C foi a primeira a ser atribuída ao tráfego de satélite comercial. às vezes chamadas de VSATs (Very Small Aperture Terminais) (Ivancic et al. são localizadas grandes tempestades. através da utilização de diversas estações em terra amplamente separadas. Hoje em dia. cabos e equipamentos eletrônicos extras para que se possa alternar rapidamente entre as estações. pois também são usadas por concessionárias de comunicações para ligações de microondas terrestres.26 Nesse modo de operação. cada um com uma largura de banda de 36 a 50 MHz. Felizmente. 1994). têm sido feitos acordos internacionais a respeito de quem pode usar quais freqüências e segmentos de órbita. Para uma conexão full-duplex é necessário um canal em cada direção. os satélites podem ficar a uma distância mais próxima do que 1 grau. Os satélites de comunicação têm diversas propriedades que sio radicalmente diferentes das ligações ponto a ponto terrestres. com uma grande antena de alto ganho para retransmitir o tráfego entre os SATs. com freqüência. nessas freqüências.000 Km/s). o hub. a multiplexação por divisão do tempo também é usada devido à sua maior flexibilidade. é necessária umaestação em terra especial. existe um outro problema: a chuva. o transmissor ou o receptor possui uma grande antena e um amplificador de grande potência. em vez de apenas uma. Um novo desenvolvimento no mundo dos satélites de comunicação são as microestações de baixo custo. Essas bandas já estão sobrecarregadas. Esses pequenos terminais tem antenas de 1 m e podem consumir cerca de 1 watt de energia. Em vez disso. Além disso. Normalmente. como mostra a Figura 3. Essa banda não está (ainda) congestionada e. As principais bandas comerciais são listadas na Figura 3. Por isso. Figura 3. um satélite de comunicação para os Estados Unidos teria um feixe amplo para os 48 estados contíguos. Um transponder de 50 Mbps pode ser usado para codificar um único fluxo de dados de 50 Mbps. portanto. podem acontecer diversas transmissões ascendentes e descendentes simultaneamente. 800 canais de voz digitais de 64 Kbps ou várias outras combinações. o tempo de trânsito de um ponto a outro fica entre 250 e 300 ms. a distância de ida e volta introduz um retardo substancial. Cada feixe descendente pode ser focalizado em uma pequena área geográfica. além dos feixes pontuais para o Alasca e o Havaí. Nos primeiros satélites. dois transponders podem usar polarizações diferentes do sinal. eles podem usar a mesma banda de freqüência sem que haja interferência. Dependendo da distância entre o usuário e a estação em terra e da elevação do satélite acima do horizonte. Como alternativa. Em geral. o problema pode ser contornado com antenas. tornou-se viável uma estratégia de transmissão mais sofisticada.

Há serviços de voz.6. como no rádio celular convencional. Por isso. Figura 3. cada satélite possui um número substancial de feixes pontuais que varrem a Terra à medida que o satélite se move. a Motorola deu início a um novo empreendimento e enviou um requerimento à FCC solicitando a permissão para lançar 77 satélites de baixa órbita do projeto Iridium (o elemento 77 é o irídio). o custo de transmissão de uma mensagem é independente da distância percorrida. as células são fixas. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  40 Outra propriedade importante dos satélites é que basicamente eles são meios de difusão. Essa proposta criou um frenesi entre as outras empresas de comunicação.272 canais mundiais. o projeto teve seu nome alterado para Dysprosium (o elemento 66). tendo a Terra como o núcleo e os satélites como elétrons. fax e navegação em qualquer lugar da terra. como sugere a Figura 3. com um satélite a cada 32 graus de latitude. Normalmente.27 (a). As pessoas com poucos conhecimentos de química podem pensar nessa disposição como um imenso átomo de disprósio.26 . Em 1990.2 Satélites de baixa órbita Durante os primeiros 30 anos da era do satélite.VSATs usando um hub Nos satélites. Esse serviço concorre diretamente com PCS/PCN e os torna desnecessários. Os satélites também proporcionam taxas de erro excelentes e podem ser explorados quase que instantaneamente. Aqui. como mostra a Figura 3. mas as técnicas usadas para o rádio celular são igualmente aplicáveis tanto no caso de a célula deixar o usuário quanto no caso de o usuário deixar a célula. Eles poderiam ser dispostos em eixos norte-sul. Cada satélite teria um máximo de 48 feixes pontuais. mas os outros são semelhantes. um detalhe fundamental para a comunicação militar. a difusão do satélite pode ser mais barata. os satélites são um completo desastre: todo mundo pode ouvir tudo. toda a Terra seria coberta. O serviço de uma chamada transcontinental não custa mais do que uma chamada entre um lado e outro da rua. Por outro lado. paging. os satélites de baixa órbita raramente eram usados para comunicação porque apareciam e desapareciam de vista muito rapidamente. Para algumas aplicações. O objetivo básico do Iridium é fornecer um serviço de telecomunicações de amplitude mundial através de dispositivos portáteis que se comunicam diretamente com os satélites Iridium. o que provavelmente soava muito mais como uma doença do que como um satélite. outro o substituiria. todos quiseram lançar uma cadeia de satélites de baixa órbita. Portanto. mas os usuários são móveis. Cada célula teria 174 canais full-duplex. Ele utiliza os conceitos de rádio celular. Os satélites devem ser posicionados em uma altitude de 750 Km. A criptografia é essencial quando a segurança é necessária. A idéia era que assim que um satélite estivesse fora de vista. 3. mas com uma diferença. Subitamente.628 células sobre a superfície da Terra. Mais tarde. dados.2. para um total de 283. Mesmo quando a difusão pode ser simulada através do uso de uma linha ponto a ponto.27 (b). nesse sistema as células e os usuários são móveis. do ponto de vista da segurança e da privacidade. Aqui descreveremos brevemente o sistema Iridium. em órbitas polares circulares. o plano foi revisado no sentido de se usar apenas 66 satélites. Enviar uma mensagem para milhares de estações localizadas no diâmetro de um transponder não custa mais caro do que enviar para apenas uma. com um total de 1. essa propriedade é muito útil. Com seis eixos de satélite. As frequências poderiam ser reutilizadas duas células depois. Alguns desses seriam .

6 GHz. mesmo em áreas subdesenvolvidas. o Iridium enfrentaria intensa concorrência do PCS/PCN (com seus telepontos de configuração especial). Figura 3. poderiam ser retransmitidas entre os satélites localizados na banda Ka. Há 20 anos. essa largura de banda não está disponível para a maioria dos usuários. em 1984 nos Estados Unidos e um pouco mais tarde na Europa. o que requer pouquíssima largura de banda.) Os uplinks e os downlinks poderiam operar na banda L. As fibras que estão sendo instaladas atualmente são usadas no sistema telefônico para tratar diversas chamadas interurbanas ao mesmo tempo. o sistema telefônico mudou muito pouco nos últimos 100 anos e não mostrou sinais de mudança para os próximos 100 anos. Subitamente. Apesar de uma única fibra ter. (Os dispositivos de paging imaginados poderiam mostrar duas linhas de texto alfanuméricos. A Motorola estima que 200 MHz seriam suficientes para todo o sistema. Entretanto. mas destinadas a um satélite remoto. Isso era praticamente tudo o que existia na época.200 bps disponíveis para as pessoas que precisavam transmitir dados. em áreas desenvolvidas. como SMDS e B-ISDN. As companhias telefônicas começaram a substituir suas redes de longa distância por fibra ótica e introduziram serviços de alta largura de banda. possibilitando a comunicação com um satélite através de um pequeno dispositivo alimentado por bateria. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  41 para paging e navegação. impedindo o fornecimento de uma alta banda a usuários individuais. apareceriam aos montes. Agora.628 células sobre a superfície da terra . os satélites de comunicação têm mercados muito importantes que a fibra não é capaz de alcançar. pensava-se que o futuro da comunicação residia nos satélites de comunicação. O fator de limitação seriam os segmentos de uplink/downlink. Com o surgimento da concorrência. Afinal de contas. tinham lucro garantido em seus investimentos. esse quadro se alterou radicalmente. Esse movimento glacial foi causado em grande parte pelo ambiente regulador no qual esperava-se que as companhias telefônicas fornecessem bons serviços de voz a preços razoáveis (o que elas fizeram) e. Havia modems de 1. examinaremos alguns desses mercados. em troca. Se essa tecnologia puder fornecer um serviço universal em qualquer lugar da Terra por esse preço. a 1. em princípio. Empresas e pessoas físicas que quisessem ser contactadas todo o tempo.27 (a) Os satélites do Irídium formam seis eixos em torno da terra (b) 1. Essas empresas também pararam de cobrar preços altos por ligações interurbanas para subsidiar o serviço local. O custo projetado para o usuário final seria em torno de 3 dólares por minuto. as conexões de fibra terrestre pareciam ser a melhor opçao a longo prazo. Uma comparação entre a comunicação por satélite e a comunicação terrestre é instrutiva. Existe largura de banda suficiente no espaço cósmico para as ligações entre satélites. mais largura de banda Potencial do que todos os satélites lançados. Além disso. As mensagens recebidas por um satélite. é improvável que o projeto morra por falta de clientes.

5) Assinale a alternativa correta: a) O padrão 802. a capacidade é inversamente proporcional à distância Espectro é a representação das freqüências que um determinado canal deixa passar. b) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Monomodo. 9) Assinale com um X na resposta certa. enquanto o par trançado STP é desprotegido. 8) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por microondas.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando fibra ótica e sinal digital. 3) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado categoria 3 e 5 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. indicando se a mesma é Verdadeira ou Falsa: V F a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) n) o) p) q) r) s) t) u) v) x) Canal e meio de comunicação são sinônimos Para que um sinal passe por um canal é necessário que seu espectro esteja contido na banda do canal A banda de passagem de uma linha física é a mesma de um canal de voz Um meio de transmissão comporta apenas um circuito de comunicação individual Em qualquer meio de transmissão. meios físicos e não físicos.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando par trançado e sinal digital. 6) Por que o sistema Irídium recebeu este nome? 7) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por infravermelho. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  42 Questionário: 1) Assinale a alternativa correta: a) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. 4) Assinale a alternativa correta: a) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Multimodo índice gradual. O espectro da luz visível. b) O par trançado categoria 3 e 4 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. b) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. a transmissão é analógica Fibras monomodo utilizam ILDs As fibras utilizam luz no espectro do ultravioleta Os sistemas de microondas e os satélites Geoestacionários usam as mesmas faixas de freqüência O meio físico mais utilizado para transmissões no Brasil atualmente é o cabo coaxial Fibras monomodo têm um maior alcance do que as multimodo As ondas de rádio atravessam prédios As ondas infravermelhas atravessam prédios As ondas microondas atravessam prédios As ondas microondas atravessam paredes normais O número de satélites Geoestacionários é ilimitado m) A fibra ótica multimodo é mais rápida que a monomodo na transmissão dos dados w) A transmissão via laser é direcional é não pode ter qualquer obstáculo físico no caminho . O cabo coaxial de 50 ohms utilizava o conector tipo vampiro nas redes locais O cabo coaxial de 75 ohms é usado no sistema de TV a cabo O cabo coaxial de 75 ohms é melhor do que o de 50 ohms para transmissão analógica a grande distância O cabo coaxial de 50 ohms utiliza o conector T O cabo coaxial 10Base2 é o de 75 ohms. 2) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado UTP possui uma blindagem. b) O par trançado STP possui uma blindagem. b) O padrão 802. meios analógicos e meios digitais. Nas redes locais com par trançado. enquanto o par trançado UTP é desprotegido.

802. mas são compatíveis na camada de enlace de dados. etc. etc. As três seções a seguir explicam esses três sistemas. dimensões do suporte físico de transmissão. token bus (permissão em barra) e token ring (permissão em anel). Os padrões IEEE 802 foram adotados pelo ANSI como padrões nacionais americanos. As partes de 802.. etc.3 a 802. Os vários padrões diferem na camada física e na subcamada MAC. O padrão 802.5 . no que diz respeito à topologia e ao meio de transmissão propriamente dito.2 descreve a parte superior da camada de enlace de dados.3 802. apresentando as seguintes características: a) correspondência máxima com o RM-OSI b) interconexão eficiente de equipamentos a um custo moderado c) implantação da arquitetura a custo moderado As três camadas da arquitetura IEEE são: – Camada física – Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) – Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) OSI 802. token bus e token ring. Os padrões são divididos em partes. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  43 4.) e as características funcionais e de procedimentos (tempo de duração de bit ou velocidade de transferência de bits. a qual utiliza o protocolo LLC (Logical Link Control). A existência da subcamada MAC na arquitetura IEEE 802 reflete uma característica própria das redes locais. sendo que cada camada foi orientada para o desenvolvimento de redes locais..) das conexões físicas. Assim. que ficou a cargo de um comitê instituído em fevereiro de 1980 pela IEEE Computer Society (Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos). pelo NIST como padrões governamentais e pela ISO como padrões internacionais (conhecido como ISO 8802). as características mecânicas (tipo de conectores. consulte Stallings (1993).). impedância. cada uma publicada como um livro independente. os padrões CSMA/CD. incluem CSMA/CD. A existência da subcamada MAC permite o desenvolvimento da subcamada superior (LLC) com um certo grau de independência da camada física. 4.1).2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) A subcamada MAC da arquitetura IEEE 802.1 – Relação entre os padrões IEEE 802 e RM-OSI 4. O modelo de referência elaborado pelo IEEE definiu uma arquitetura com três camadas (veja figura 8. O padrão IEEE 802 Com o objetivo de elaborar padrões para redes locais de computadores nasceu o projeto IEEE 802.4 802.1 Enlace Física LLC MAC 802.5 descrevem os três padrões de LAN. especifica os mecanismos que permitem gerenciar a comunicação a nível de enlace de dados. Esses padrões foram posteriormente revisados e republicados como padrões internacionais pela ISO com a designação ISO 8802.2 IEEE Figura 4. Cada padrão abrange a camada física e o protocolo de subcamada MAC. coletivamente conhecidos como IEEE 802.1 Camada física Tem como função prover os serviços básicos de transmissão e recepção de bits através de conexões física.1 Camadas do modelo IEEE 4. Esses padrões.1 oferece uma introdução ao conjunto de padrões e define as primitivas da interface. Para obter maiores informações. Por outro . define as características elétricas (níveis de tensão. O padrão 802.1. inicialização das funções de transmissão e recepção de bits. O comitê 802 publicou um conjunto de padrões nacionais americanos pelo Americans National Standards Institute (ANSI). respectivamente. O IEEE produziu vários padrões para LANs.1. que é a necessidade de gerenciar enlaces de dados com origens e destinatários múltiplos num mesmo meio físico de transmissão como no caso das topologias em anel e barramento.

Esse documento contém também padrões para gerenciamento da rede e informações para a ligação inter-redes. Se o cabo estiver ocupado. O padrão ANSI/IEEE 802.3. em determinada época.3 (ISO 8802/3): rede em barra utilizando o CSMA/CD como método de acesso. antes da fase de troca de dados propriamente dita. um novo padrão IEEE é criado para normalização do mesmo. a própria subcamada MAC é relativamente sensível a esses elementos.3 é para uma LAN CSMA/CD 1-persistente.3 difere da especificação Ethernet por descrever uma família inteira de sistemas CSMA/CD 1-persistente. Os outros padrões que aparecem na figura 8.1. portanto. os físicos descobriram que a radiação eletromagnética poderia se propagar no vácuo. O terceiro serviço refere-se a um serviço sem conexão com reconhecimento utilizado em aplicações que necessitam de segurança mas não suportam o overhead de estabelecimento de conexão.1 especificam diferentes opções de nível físico e protocolos da subcamada MAC para diferentes tecnologias de redes locais: – Padrão IEEE 802. aguardam durante um período aleatório e repetem o processo inteiro novamente. que utiliza o protocolo LLC.) A Ethernet da Xerox foi tão bem-sucedida que a Xerox. foi acrescentada a detecção de portadora. caso contrário. Os conjuntos de parâmetros para outros meios e velocidades vieram depois. . a estação aguarda até que ele fique livre.1 é um documento que descreve o relacionamento entre os diversos padrões IEEE 802 e o relacionamento deles com o modelo RM-OSI.3 tem uma história interessante. O padrão 802. Neste tipo de serviço não há. O padrão inicial também fornece os parâmetros para um sistema de banda básica de 10 Mbps que utiliza cabos coaxiais de 50 ohms. que funcionavam em velocidades entre 1 a 10 Mbps em diversos meios. É suposto que as camadas superiores possuam tais mecanismos de modo a tornar desnecessária sua duplicação nas camadas inferiores. O próximo capítulo apresenta os principais protocolos de acesso múltiplo existentes. nem controle da cadência de transferência das unidades de dados (controle de fluxo). como referência ao éter luminífero através do qual se pensou. nem controle para recuperação de erros ou anomalias. Padrão IEEE 802. ela escuta o cabo. 4. Maiores informações a respeito do padrão IEEE para redes locais podem ser encontradas no anexo I desta apostila.4 (ISO 8802/4): rede em barra utilizando passagem de permissão como método de acesso – Padrão IEEE 802. Um segundo serviço consiste no estabelecimento de uma conexão a nível de enlace de dados. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  44 lado. Somente depois da famosa experiência de Michelson-Morley. dentre eles se encontram o CSMA/CD. Esse padrão formou a base do 802. O padrão 802.2. quando uma estação quer transmitir. Para relembrar. Todas as estações que colidirem terminam sua transmissão. Mais tarde.5 (ISO 8802/5): rede em anel utilizando passagem de permissão como método de acesso. token ring e token bus. em 1887. os cientistas presumiram que o espaço deveria ser preenchido com algum meio etéreo no qual a radiação se propagava. a DEC e a Intel criaram um padrão para um sistema Ethernet de 10 Mbps. 1976). o cabeçalho de um campo também é uma outra diferença entre eles (o campo de comprimento 802.3 é usado para tipo de pacote em Ethernet). 94 Mbps a ser conectado a 100 estações de trabalho pessoais em um cabo de 1 km (Metcalfe e Boggs.2 (ISO 8802/2) descreve a subcamada superior do nivel de enlace. de seqüência e de controle de fluxo. ela começa imediatamente a transmissão. 4. A especificação da subcamada LLC prevê a existência de três tipos de serviços básicos. fornecidos à camada superior: Um primeiro serviço permite que as unidades de informação sejam trocadas sem o estabelecimento prévio de uma conexão a nível de enlace de dados. Cada vez que uma novo meio de transmissão é utilizado nas redes locais. O padrão IEEE 802.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) A subcamada se encarrega de prover às camadas superiores os serviços que permitem uma comunicação confiável de sequência de bits (quadros) entre os sistemas usuários da rede. O início verdadeiro foi o sistema ALOHA construído de forma a permitir a comunicação entre máquinas dispersas pelas ilhas Havaianas. que são os principais protocolos utilizados para controle de acesso ao meio compartilhado. Esse sistema foi chamado de Ethernet. de modo a incorporar as funções de recuperação de erros. Além disso. E assim por diante.3 e Ethernet O padrão IEEE 802. e a Xerox criou um sistema CSMA/CD de 2. que a radiação eletromagnética se propagava. Se duas ou mais estações começarem a transmitir simultaneamente em um cabo desocupado. – Padrão IEEE 802. (Quando o físico britânico do século XIX James Clerk Maxwell descobriu que a radiação eletromagnética poderia ser descrita como uma equação de onda. haverá uma colisão.

Normalmente. Com o 10Base5.3 Como o nome “Ethernet” se refere ao cabo (o éter). permite que o computador forneça energia aos circuitos do transceptor. as conexões são feitas através de conectores BNC padrão para formar junções “T”. Esse esquema é denominado lOBase-T. o segundo tipo de cabo era o lOBase2 ou o Ethernet fino (thin Ethernet).1 . Quando é detectada uma colisão.2 mostra esses três esquemas de fiação. O transceptor contém circuitos eletrônicos que tratam da detecção da portadora e de colisões. reduzindo assim o número de transceptores necessários.3 de banda básica Historicamente. O cabo do transceptor pode ter até 50 m de comprimento e contém cinco pares trançados blindados individuais. Historicamente. usaremos os termos “802. esses fios são pares trançados de companhias telefônicas. um transceptor (transceiver) é preso firmemente ao cabo para que seu conector de pressão faça contato com o núcleo interno do cabo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  45 Muitas pessoas (incorretamente) usam o nome “Ethernet” em um sentido genérico para se referir a todos os protocolos CSMA/CD.000 m Nós/s 100 30 1. A detecção de cabos partidos. utiliza a sinalização de banda básica e pode aceitar slots de até 500m.3. foram desenvolvidas técnicas para detectá-los. Cronometrando cuidadosamente o intervalo entre o envio do pulso e a recepção do eco. Para o lOBase5. é possível localizar a origem do eco. mas pode atingir apenas 200 m e só é capaz de tratar 30 máquinas por slot de cabo. o cabeamento lOBase5. que são mais confiáveis e fáceis de usar.1 Cabeamento 802. Dois dos pares são destinados à entrada e saída de dados.Os tipos mais comuns de LANs 802.024 1. O Ethernet fino é bem mais barato e fácil de instalar. conectores defeituosos ou soltos pode representar um grande problema nos dois meios. técnica esta denominada reflectometria de domínio de tempo.Três tipos de cabos 802. as conexões com ele são feitas com conectores de pressão (vampire taps). começaremos a nossa discussão a partir daí. Os problemas associados à localização de cabos partidos levou os sistemas a utilizarem computadores conectados por cabo a um hub central. veio primeiro. Dois outros são destinados a sinais de controle de entrada e saída. um cabo do transceptor (transcelver cable) conecta o transceptor a uma placa de interface no computador. exceto quando houver referência especifica ao produto Ethernet. Se o pulso atingir um obstáculo ou o fim do quadro.2. que nem sempre é utilizado. o transceptor também injeta um sinal inválido especial no cabo para garantir que todos os outros transceptores também entendam que ocorreu uma colisão. Figura 4.024 Vantagens Ideal para backbones Sistema mais barato Fácil manutenção Melhor para edifícios Figura 4. pois a maioria dos edifícios comerciais já está conectada dessa maneira. Em vez do uso de conectores de pressão. Nome 1 OBase5 1 OBase2 1 OBase-T 1 OBase-F Cabo Coaxial grosso Coaxial fino Par trançado Fibra ótica SIot máximo 500 m 200 m 100 m 2.3 (a) 10Base5 (b) 10Base2 e (c) 10BaseT O cabo do transceptor termina na placa de interface dentro do computador. nos quais um pino é cuidadosamente inserido até a metade na parte central do cabo coaxial.2 . Por essa razão. respectivamente. A Figura 4. Geralmente. e normalmente existem diversos pares sobressalentes disponíveis. um pulso de forma conhecida é injetado no cabo. um eco será gerado e enviado de volta. Basicamente. O quinto par. Alguns transceptores permitem que até oito computadores vizinhos sejam conectados a ele. embora ele se refira a um produto específico que implementa o 802. A notação lOBase5 significa que ele opera a 10 Mbps. 4. popularmente chamado de Ethernet grosso (thiek Ethernet).3” e “CSMA/CD”. Essa placa contém um chip controlador que . Nos próximos parágrafos.

apenas um hub central (uma caixa cheia de circuitos).3 (IEEE. Um quadro contendo todos os bits 1 no campo de destino é entregue a todas as estações da rede. O sinal alto é de + 0. sem fazer referência a um relógio externo. O endereço que consiste em todos os bits 1 é reservado para difusão (broadcast). Cada quadro começa com um Preâmbulo de 7 bytes. A inclusão ou remoção de uma estação é mais simples nessa configuração. Um bit 1 binário é enviado quando a voltagem é definida como alta durante o primeiro intervalo e como baixa no segundo. 6 us para permitir que o relógio do receptor se sincronize com o do transmissor. não existem cabos. mostrada na Figura 4.4. e cabos partidos podem ser facilmente detectados. um bit 1 é indicado pela ausência de uma transição no início do intervalo. Figura 4. O esquema diferencial requer equipamento mais complexo. um para o destino e um para a origem. Todos os sistemas de banda básica usam a codificação Manches ter devido à sua simplicidade. Alguns chips controladores também gerenciam um grupo de buffers para quadros recebidos. O chip controlador é responsável pela montagem dos dados em um formato de quadro apropriado. Em seguida. Um bit O é indicado pela presença de uma transição no inicio do intervalo. É necessário haver uma maneira de os receptores determinarem exatamente o início. Os endereços de grupo permitem que diversas estações escutem um único endereço. contendo 10101011 para sinalizar o início do quadro propriamente dito. O padrão permite endereços de 2 e de 6 bytes. 85 volts e o sinal baixo é de .0. Dois desses métodos são denominados codificação Manchester (Manchester encoding) e codificação Manchester diferencial (diferential Manchester encoding). que utiliza fibra ótica. 85 volts. existe uma transição no meio.3 -(a) Codificação binária (b) Codificação Manchester (c) Codificação Manchester Diferencial 4. é uma variação da codificação Manchester básica. Figura 4.3(b). pois não conseguem identificar a diferença entre um transmissor inativo (0 volts) e um bit 0 (0 volts). Nela. pois os pulsos são a metade da largura. uma fila de buffers para quadros a serem transmitidos. Se uma estação enviar o string “0001000”. outras poderão erroneamente interpretá-lo como 10000000 ou 01000000. A codificação Manchester desse padrão produz uma onda quadrada de 10 MHz para 5. pois isso gera ambiguidades. O quadro contém dois endereços. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  46 transmite quadros para o transceptor e recebe quadros dele.3 utiliza a codificação binária direta com 0 volts para 0 bit 0 e 5 volts para o bit 1. Quando um quadro é enviado para um endereço de grupo. O bit de alta ordem do endereço de destino é O para endereços comuns e 1 para endereços de grupo. Nenhuma das versões do 802.3 é o lOBase-F. vem um byte Início de quadro. Uma quarta opção de cabeamento para o 802. Esse esquema garante que cada período de bits tenha uma transição na parte intermediária. mas os parâmetros definidos para o padrão de banda básica usam somente os endereços de 6 bytes. todas as estações do grupo o recebem. A transmissão para um grupo de estações é chamada de multicast. A codificação Manchester diferencial. Em ambos os casos. A codificação Manchester é mostrada na Figura 4. 1985a) é mostrada na Figura 4. transferências DMA com computadores host e outros aspectos do gerenciamento de rede. resultando em um valor DC de O volts.3 A estrutura dos quadros do 802. tornando fácil para o receptor sincronizar-se com o transmissor.3(c). No 10Base-T.3 . O Protocolo de Subcamada MAC 802. A desvantagem da codificação Manchester é que ela requer duas vezes mais largura de banda que a codificação binária direta.4 -O formato do quadro 802.3. o fim ou o meio de cada bit. acontece exatamente o contrário: primeiro baixa e depois alt4. Na codificação Manchester. cada período de bits é dividido em dois intervalos iguais. mas oferece menor imunidade a ruido. pelo cálculo das somas de verificação nos quadros enviados e nos quadros recebidos. cada um contendo o padrão de bit 10101010. No O binário.

interrompe a transmissão e gera uma rajada de ruído de 48 bits para avisar a todas as estações. Se uma estação tenta transmitir um quadro muito curto. de um mínimo de O a um máximo de 1.500. um campo de dados de O bytes causa problemas. Momentos antes de o quadro chegar à outra extremidade (ou seja. Quando detecta uma colisão. Outra (e mais importante) razão para ter um quadro de comprimento mínimo é evitar que uma estação conclua a transmissão de um quadro curto antes de o primeiro bit ter atingido a extremidade do cabo. e o erro será detectado. o checksum certamente estará errado.500 m. em uma extremidade da rede. Figura 4.3).5 -A detecção de colisão pode levar até 2T A medida que a velocidade da rede cresce.E). a estação mais distante. O algoritmo da soma de verificação (checksum) é uma verificação de redundância cíclica . o comprimento de quadro mínimo deve aumentar ou o comprimento de cabo máximo deve diminuir. Como alternativa. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  47 O campo Comprimento informa quantos bytes existem no campo & dados. Se a parte de dados de um quadro for menor do que 46 bytes. Em seguida. ele aguarda um intervalo de tempo aleatório antes de tentar novamente. envia um quadro. O emissor concluirá. O campo final do 802. Quando detecta que está recebendo mais potência do que está produzindo. a estação A. o transmissor vê a saída de ruído e também interrompe a transmissão. então. o quadro mínimo permitido deve levar 51. Vamos chamar o tempo de propagação que esse quadro leva para atingir a outra extremidade de t. a transmissão será concluída antes que a rajada de ruído retorne em 2t. do endereço de destino até o campo checks um. um transceptor trunca o quadro atual. Esse problema é ilustrado na Figura 4. mesmo assim. à medida que se caminha na direção das redes de gigabits. começa a transmissão.3 é o de Checksum. Para evitar que essa situação ocorra. o tamanho de quadro mínimo poderia ser 640 bytes e a distância máxima entre duas estações poderia ser 250m. o campo de enchimento será usado para preencher o quadro até o tamanho mínimo. Apesar de válido. o que significa que bits perdidos em fragmentos de quadros aparecem a todo instante no cabo. Para uma LAN de 2. onde ele pode colidir com outro quadro. B sabe que uma colisão ocorreu.400 bytes. no tempo x . Trata-se efetivamente de um código de verificação de dados de 32 bits. . Mais ou menos no tempo 2t. todos os quadros devem levar mais de 2t para que sejam enviados. Essas restrições estão se tornando cada vez mais penosas. proporcionalmente.500 m e quatro repetidores (de acordo com a especificação 802. No tempo 0. B. 2 us Esse tempo corresponde a 64 bytes. é concebível que haja uma colisão. Para uma LAN de 10 Mbps com um comprimento máximo de 2. No entanto.5. Para tornar mais fácil a distinção de quadros válidos de lixo.3 afirma que os quadros válidos devem ter pelo menos 64 bytes de extensão. operando a 1 Gbps. Os quadros com menos 6ytes são preenchidos até 64 bytes. Se alguns bits de dados estiverem sendo recebidos com erros (devido a ruídos no cabo). o 802. o tamanho de quadro mínimo tem que ser de 6. que o quadro foi enviado com êxito.

com as ações desenvolvidas em Ada®. Depois disso. São permitidos os sistemas com um e dois cabos. o 802. Além disso. com cada estação conhecendo o endereço da estação da “esquerda” e da “direita”.4 (Dirvin e MilIer.4. Como o cabo é inerentemente um meio de difusão.3. com exceção de que aqui ele pode ter apenas 1 byte. Um sistema simples com o pior caso conhecido é formado por um anel no qual as estações se revezam para transmitir os quadros.3 apresenta os protocolos como procedimentos Pascal. o campo de comprimento não é necessário. 1 e desocupado no cabo. uma estação poderia esperar um tempo arbitrariamente longo (que. e apenas o portador do token tem a permissão para transmitir quadros. elas não estarão no anel (ou seja. pois uma ruptura no cabo do anel poderia derrubar toda a rede. um novo padrão foi desenvolvido. Quando uma estação passa o token. cada estação recebe todos os quadros.7. Em suma.3.3. mas não gostaram da implementação física.4 é muito maior do que o 802. como dispõem de outros três símbolos para o controle da rede. O formato de quadro do token bus é mostrado na Figura 4. mas com o comportamento do pior caso conhecido. Padrão IEEE 802. ela envia um quadro de token especificamente endereçado a seu vizinho lógico no anel. Além disso. não importando onde essa estação está fisicamente localizada no cabo. ocupando mais de 200 páginas.3.6). 1985b). o do anel. seria ilimitado) para poder enviar um quadro. . eles observaram que o anel não se ajusta muito bem à topologia linear da maioria das linhas de montagem. enquanto o 802.6). Figura 4. não há colisões. como no 802. Quando o anel lógico é inicializado. o token bus emprega o cabo coaxial de banda larga de 75ohms usado nos sistemas de televisão a cabo. São possíveis velocidades de 1. O preâmbulo é usado para sincronizar o relógio do receptor. descartando aqueles que não forem endereçados a ela. os esquemas de modulação não só fornecem formas de se representar os estados 0.4 os mostra como máquinas limitadas.4: Token Bus Apesar de o 802. Os especialistas em automação fabril do comitê 802 gostaram da idéia conceitual de um anel. O token se propaga em torno do anel lógico. o que os torna inadequados a sistemas de tempo real.Token bus Esse padrão. a camada física é totalmente incompatível com o 802. com um pouco de má sorte.4 é muito complexo. portanto. Se houver n estações e forem necessários T segundos para enviar um quadro. as estações são organizadas em um anel (ver Figura 4. os quadros 802. tudo isso por causa do protocolo MAC probabilístico. na pior das hipóteses. nenhum quadro terá de aguardar mais do que nT segundos para ser enviado. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  48 4. 1986. São permitidos os seguintes esquemas analógicos de modulação: phase continuous frequency shift keying (fsk-fase continua). e é muito mais complicada. enviando a ele um quadro de controle especial chamado token (permissão). descreve uma LAN chamada de token bus.Consequentemente. Conseqüentemente. as estações 14 e 19 na Figura 4. ela passa a permissão para o seu vizinho imediato. 5 e 10 Mbps. O padrão 802.3. O protocolo MAC 802. Também é importante observar que quando as estações forem ligadas pela primeira vez. durante o desenvolvimento do padrão 802 pessoas ligadas à General Motors e a outras empresas interessadas na automação fabril tinham sérias restrições a seu respeito. Infelizmente.6 .3 não têm prioridades. Os dois padrões também são bem diferentes em termos de estilo. tendo a robustez do cabo de difusão do 802. no qual quadros importantes não devem ser retidos à espera da transmissão de quadros sem importância.3 ser amplamente usado em escritórios. a estação de maior número pode transmitir o primeiro quadro. Além disso. Como apenas uma estação por vez detém o token. Um ponto importante a ser observado é que a ordem física na qual as estações são conectadas ao cabo não é importante. com cada estação tendo que manter dez temporizadores diferentes e mais de duas dúzias de variáveis de estado internas. Fisicamente. e JEEE. Logicamente. o token bus é um cabo em forma de árvore ou linear no qual as estações são conectadas. o protocolo MAC tem provisões para acrescentar e remover estações do anel. Os campos Delimitador de início e Delimitador de fim são usados para assinalar os limites do quadro Ambos contem codificação analógica de símbolos diversos de Os e is. com ou sem headends. de forma que eles não podem ocorrer acidentalmente nos dados do usuário. ele é diferente do formato de quadro do 802. Para a camada física. 802. Entre outras coisas. phase coherent frequency shift keying (fsk-fase coerente) e multi level duobinary amplitude modulated phase shíft keying (chaveamento por mudança de fase com amplitude multi nível duobinária modulada).

Com o token bus. Observe que o protocolo 802.3 não tem qualquer quadro de controle. Tudo o que a camada MAC faz é oferecer uma forma de colocar os quadros no cabo. Em relação aos quadros de dados. inclusive um mecanismo que permite a estações novas entrarem no anel. cabo coaxial ou fibra ótica. Isso é cinco vezes mais do que o maior quadro do 802. além disso.. não.8. Latif et aí.182 bytes de extensão quando são usados endereços de 2 bytes. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  49 Figura 4. eles não concordavam muito um com o outro). No que diz respeito aos quadros de controle. a IBM escolheu o anel para sua LAN e o IEEE incluiu o padrão token ring como o 802. Ele também pode carregar um indicador para exigir que a estação de destino confirme a recepção correta ou incorreta do quadro. ela não se importa com seu conteúdo. Essa etapa de cópia introduz um retardo de 1 bit em cada interface. em seguida. na verdade um anel em um conjunto de interfaces de anel conectado por linhas ponto a ponto. 1992). Com uma velocidade de propagação típica de cerca de 200 m/gs. está o fato de que um anel não é realmente um meio de difusão. que é mais curto para evitar que uma estação ocupasse o canal por muito tempo.3. 1972) em redes locais e em redes geograficamente distribuídas. Assim como no 802.5. Como mencionamos anteriormente. Os campos Endereço de destino e Endereço de origem são os mesmos do 802. Esse campo usa o mesmo algoritmo e o mesmo polinômio que o 802. por exemplo. O Checksum é usado para detectar erros de transmissão. mas seria bom poder enviar quadros longos quando o tráfego de tempo real não fosse um problema. O campo Dados pode ter 8. Dentre suas diversas características interessantes. contém apenas 5 bits ao mesmo tempo. Enquanto estiver no buffer.147 bytes de extensão quando são usados endereços de 6 bytes. . uma rede deve usar todos os endereços de 2 bytes ou todos os endereços de 6 bytes. As ligações ponto a ponto envolvem uma tecnologia bem conhecida e comprovada na prática e.3. os dois grupos se comunicavam. Um anel e sua interface são mostrados na Figura 4. no projeto e análise de qualquer rede de anel.000 m. Sem esse indicador. os temporizadores podem ser usados como uma medida antimonopolizadora. Se a taxa de dados do anel for R Mbps. e até 8. é copiado novamente para o anel. Um aspecto principal. é o “tamanho físico” de um bit. O anel. 1985c. O endereçamento individual ou de grupo e as designações de endereço globais e locais são idênticas ao 802. O padrão 802. além de ser confiável. um outro que permite às estações saírem do anel e assim por diante. Cada bit que chega a uma interface é copiado para um buffer de 1 bit e. Isso significa.3. Esse indicador transforma o token bus em uma estratégia semelhante ao esquema de confirmação de Tokoro e Tamaru. e não uma mistura dos dois no mesmo cabo. Por essas razões. A engenharia de anéis também é praticamente toda digital.3. será emitido um bit a cada 1/R . Os tipos permitidos incluem quadros de passagem de token e diversos quadros de manutenção do anel. As implicações do número de bits no anel se tornarão mais claras mais adiante. tem um limite superior de acesso ao canal que é conhecido.7 – Formato do quadro 802. o campo Controle de quadro é usado para especificar o tipo do quadro. pois ele não teria o token. enquanto o 802. mas um conjunto de ligações ponto a ponto individuais que formam um círculo. que um anel de 1 Mbps.4 O campo Controle de quadro é usado para distinguir os quadros de dados dos quadros de controle.3 (sim. esse campo carrega a prioridade do quadro.5: Token Ring As redes em anel existem há muitos anos (Pierce. cuja circunferência seja de 1. por exemplo. Padrão IEEE 802. podem ser feitas em par trançado. 4. cada bit ocupa 200/R m no anel. us. o bit poderá ser inspecionado e possivelmente modificado antes de ser mandado de volta para o anel. tem um componente analógico substancial para a detecção de colisões.5 (JEEE. o destino não teria permissão para enviar coisa alguma.3.4 inicial permite os dois tamanhos.

uma estação se apoderará dele. antes de transmitir. O formato do quadro só precisa incluir um campo de 1 bit para confirmação. A arquitetura do anel não coloca limite no tamanho dos quadros. discutiremos o padrão 802. Ocasionalmente. para marcar o início e o fim de um quadro). Se as inter-faces forem alimentadas pelo anel. em uma sequência de revezamento. Dessa forma. Isso é feito através da inversão de um único bit no token de 3 bytes. um padrão de bit especial. o problema de acesso ao canal é resolvido.8 – (a) Uma rede em anel (b) modo de escuta (c) modo de transmissão Em um token ring. ela tem que se apoderar do token e removê-lo do anel. É óbvio que se a confirmação significa que o checksum foi conferido. Agora. em vez de buscá-los da estação em um intervalo de tempo tão curto. a estação seguinte verá e removerá o token. Esses sinais que não . As interfaces de anel possuem dois modos operacionais. transmitirá um quadro e. Depois que uma estação tiver terminado a transmissão do último bit de seu último quadro. No modo de transmissão. A estação transmissora pode salvá-los. o token passará a maior parte do tempo circulando em torno do anel. O retardo tem dois componentes: o retardo de 1 bit introduzido por cada estação e o retardo de propagação do sinal. Quando uma estação deseja transmitir um quadro. eles são removidos do anel pelo transmissor. a própria interface. e a interface voltará imediatamente ao modo de escuta. Normalmente. pois o quadro completo nunca aparece no anel em um determinado instante. assim que uma estação finalizar sua transmissão e regenerar o token. especialmente à noite. e a interface do anel deverá ser capaz de conferi-la assim que o último bit tiver chegado. circula em torno do anel sempre que todas as estações estão ociosas. chamado de token.5 também usa alto-alto e baixobaixo em determinados bytes de controle (por exemplo. a interface interrompe a conexão entre a entrada e a saída. no qual se entra somente depois que o token é adquirido. Assim. ou descartá-los. quando o tráfego for pesado. Quando a estação de destino tiver recebido um quadro. escuta e transmissão. exatamente da mesma forma como o token o resolve. Em quase todos os anéis. mas o 802.5 em particular. Na camada física. O importante aqui é que em um anel curto pode haver a necessidade de inserção de um retardo artificial à noite. o 802. A eficiência da rede pode começar a se aproximar de 100 por cento em condições de carga pesada. de forma que haja uma fila em cada estação. embora a IBM tenha introduzido posteriormente a versão de 16 Mbps. Como só existe um token. ele será removido. enviará um novo token. em seguida. No modo de escuta. os projetistas devem presumir que as estações poderão ser desativadas diversas vezes.5 requer pares trançados revestidos funcionando a 1 ou 4 Mbps. Quando o último bit do quadro tiver retornado. Quando um quadro é difundido para diversas estações. em vez de falarmos sobre token rings em geral. apenas uma estação pode transmitir em um determinado instante. removendo assim o retardo de 1 bit. o bit deverá seguir o checksum. com o retardo de 1 bit. E fácil lidar com confirmações em um token ring. a permissão para transmitir gira uniformemente pelo anel. os bits de entrada são simplesmente copiados para a saída. inserindo seus próprios dados no anel. geralmente. ela ativará o bit. precisa armazenar um ou mais quadros. Os sinais são tratados pela codificação Manchester diferencial [ver Figura 4. Uma implicação do projeto token ring é que o próprio anel deve ter um retardo suficiente para conter um token completo que circula quando todas as estações estão ociosas. o desligamento da estação não terá efeito sobre a interface. como mostra a Figura 4. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  50 Figura 4.3(c)]. a fim de monitorar a confiabilidade do anel. a codificação Manchester diferencial usa alto-baixo ou baixo-alto para cada bit. elas terão de ser projetadas de forma a conectar a entrada com a saída quando a força for desligada. 5 volts de magnitude absoluta. inicialmente zero. Mas se as interfaces forem alimentadas externamente. para garantir que o anel possa conter o token. Quando o tráfego for leve. para compará-los com os dados originais. para evitar a remoção do token que poderá vir a seguir caso nenhuma outra estação o tenha removido. o que o transforma instantaneamente nos 3 primeiros bytes de um quadro de dados normal. a estação deve regenerar o token. À medida que os bits propagados ao longo do anel retornam.8(b). Para poder alternar do modo de escuta para o modo de transmissão em um tempo de 1 bit. sendo que os níveis alto e baixo são representados por sinais positivos e negativos de 3 a 4. Entretanto. um mecanismo de confirmação mais complicado deve ser usado (se houver algum sendo usado).

de forma que não seja introduzido um componente DC na voltagem do anel.3. Como mostra a Figura 4. aguardando que uma estação se apodere dele através da definição de um determinado bit O como um bit 1. para encontrar estações com defeito ou slots de anel defeituosos. então. permitindo que programas de diagnóstico removam as estações. o anel morrerá. uma de cada vez.5 usa centros de cabeamento para melhorar a confiabilidade e as possibilidades de manutenção. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  51 são de dados sempre ocorrem em pares consecutivos. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring O funcionamento básico do protocolo MAC é bastante simples. como mostra a Figura 4. isso significa que os bits que tiverem completado a viagem em torno do anel retornarão ao transmissor e serão removidos. como mostra a Figura 4. com uso de um centro de cabeamento (wire center). um token de 3 bytes circula indefinidamente. continuar a operação com o slots defeituoso ignorado. . a perda da corrente liberarão relé e ignorará a estação..10. pode ser usada uma topologia com diversos centros de cabeamento. Consequentemente. Apenas imagine que o cabo que conecta uma das estações na Figura 4. um para os dados que chegam à estação e outro para os dados provenientes da estação.6. a estação transmissora deve esvaziar o anel enquanto continua a transmitir.5 não exigir formalmente esse tipo de anel. Apesar de o padrão 802.9. Figura 4. Quando uma rede consiste em diversos grupos de estações distantes entre si. Embora logicamente seja um anel. Os relés também são operados por software. na verdade. as necessidades de cabeamento são extremamente reduzidas.5 que utiliza um centro de cabeamento tem uma topologia semelhante à de uma rede baseada em hub lOBase-T 802. mas os formatos e os protocolos são diferentes.8(c).9 – Quatro estações conectadas através de um centro de cabeamento Dentro do centro de cabeamento há relés de bypass que são energizados pela corrente vinda das estações. Quando não há tráfego no anel. Apesar de logicamente todas as estações estarem no mesmo anel.10 – (a) Formato do token (b) Formato do quadro de dados Em condições normais. Se o anel se romper ou se uma estação for desativada.9 seja substituído por um cabo que conecta um centro de cabeamento distante. O anel pode. o primeiro bit do quadro dará a volta no anel e retornará ao transmissor antes de o quadro inteiro ter sido transmitido. Em seguida. a estação envia o resto de um quadro de dados normal. cada estação física está conectada ao centro de cabeamento por um cabo contendo (pelo menos) dois pares trançados. Esse problema pode ser resolvido elegantemente. 1983). Figura 4. convertendo dessa forma o token na sequência de início de quadro. 4. Um dos problemas da rede em anel é que se o cabo for rompido em algum lugar. a maioria das LANs 802. frequentemente chamado de anel em forma de estrela — star-shaped ring (Saltzer et ai. Um anel 802.

transformando-se efetivamente em TDM. o 802. Esse padrão é capaz de lidar com quadros mínimos curtos. independente da taxa de dados).3. como no token bus e ao contrário do 802. Assim como no token bus. Cada estação precisa estar apta a detectar o sinal da outra estação mais fraca. mesmo quando está transmitindo. O maior ponto negativo é a presença de uma função de monitoramento centralizada. . Ele trabalha com prioridades e pode ser configurado para fornecer uma fração garantida de largura de banda para o tráfego de alta prioridade. com uma enorme base instalada e considerável experiência operacional. o quadro mínimo válido é de 64 bytes. são possíveis quadros curtos. Ele também possui throughput e eficiência excelentes sob carga alta. pois os tempos de transmissão de quadro caem. de longe. o que representa um overhead substancial quando os dados consistem em apenas um único caractere vindo de um terminal. A exemplo do token bus. Além disso. do tipo mais amplamente usado no momento. ao contrário dele. Ele é mais determinístico do que o 802. 802. mesmo em um sistema que esteja inativo). Por fim. Por outro lado.3 possui um componente analógico substancial. a presença de colisões se torna um problema grave. O tamanho do cabo é limitado a 2. mas também de voz e de televisão. portanto. a eficiência diminui. e não são necessários modems. também são permitidas prioridades. sem fazê-la cair. sob carga baixa sempre há um retardo. comparando e estabelecendo as diferenças entre eles. que utiliza conexões ponto a ponto. O par trançado padrão é barato e de instalação muito simples. que introduz um componente critico. como a voz digitalizada. Os anéis podem ser construídos usando-se praticamente qualquer meio de transmissão. 1995)]. 5 km (a 10 Mbps). O protocolo é extremamente complexo e tem um retardo substancial sob carga baixa (as estações sempre devem esperar pelo token. elas apenas transmitem imediatamente). sob carga alta.3. também pode haver quadros arbitrariamente grandes. cada um com propriedades específicas.5 Com a disponibilidade de três padrões de LAN diferentes e incompatíveis. Trata-se. As estações podem ser instaladas com a rede em funcionamento.7. outros fatores que não o desempenho são provavelmente mais importantes quando se opta por um deles. indicando suas vantagens e desvantagens. Devido à possibilidade de haver quadros abortados por colisões. Por fim.3. que pode afetar seriamente o throughput. mas o intervalo de contençao nao (a duração do intervalo é de 2t. de pessoal ou de contabilidade não se importam muito com isso. o desempenho. À medida que a velocidade aumenta. limitados apenas pelo tempo de retenção de token. pois o tempo de ida e volta no comprimento do cabo determina o tempo de slot e. com frequência. Além disso. o 8 02. os sistemas de banda larga utilizam muito da engenharia analógica. portanto. pois o transmissor precisa aguardar o token. o que é. um monitor defeituso pode causar dores de cabeça. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  52 4.3 não é determinístico. Enquanto os cientistas e os engenheiros de informática. são excelentes. apesar de em momentos críticos as repetidas perdas de token poderem introduzir mais incerteza do que seus defensores gostariam de admitir. se tiverem a chance.3. Além disso. Apesar de um monitor desativado poder ser substituido. como em todos os sistemas de passagem de token. examinaremos todos os três padrões de LAN 802. O token bus usa um equipamento de televisão a cabo altamente confiável. Um cabo passivo é usado. o retardo sob carga baixa é praticamente zero (as estações não precisam aguardar um token. Comparação entre 802. mas. Além disso. não apenas de dados. Ele também não possui prioridades. inadequado a tarefas em tempo real [embora seja possível haver tarefas em tempo real através da simulação de um token ring no software (Venkatramani e Chiueh. Todo o circuito de detecção de colisão no transceptor é analógico. o cabo precisa ser mais curto. o throughput e a eficiência. de pombo-correio a fibra ótica. os funcionários dos departamentos de marketing. Para começar. O protocolo é simples. O uso de centros de cabeamento torna o token ring a única LAN capaz de detectar e eliminar automaticamente as falhas nos cabos. Sob diversas circunstâncias. vale a pena destacar que os três padrões de LAN utilizam tecnologias basicamente semelhantes e têm desempenhos praticamente iguais. Nosso próximo assunto é o token ring. muitas empresas se depararam com a seguinte pergunta: Qual deles devemos usar? Nesta seção. Começaremos com as vantagens do 802. podem discutir os méritos do par trançado em comparação com o cabo coaxial durante horas. Sempre é possível encontrar um conjunto de parâmetros que faça com que uma das LANs pareça melhor do que as outras. que pode ser encontrado com facilidade em diversos fornecedores. todas as três têm um bom desempenho. o cabo de banda larga é capaz de aceitar diversos canais. Isso significa que a engenharia é simples e pode ser completamente digital. A principal conclusão que podemos obter desses estudos é que não podemos tirar conclusões a partir deles. apesar de o esquema não ser justo.4 e 802. sob carga alta. Do lado negativo. incluindo modems e amplificadores de banda larga. Como alternativa. Vale a pena salientar ainda que têm havido diversos estudos sobre as três LANs.

E se não tiver.4 3)802.3 e 802. Qual a sua relação com o sistema de redes Ethernet 3) Qual é o alcance máximo (normalmente) em metros de um cabo Ethernet 10Base2 e um 10Base5 e um 10BaseF 4) Qual dos cabos 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  53 Exercícios: 1) Associe ( ) Redes em barra ( ) Redes em anel 1) 802.3 obrigatoriamente utiliza HUB para ligações com mais de 2 máquinas? 5) Por que um quadro de dados 802.3 a 10 Mbites deve ter no mínimo 64 bytes de extensão.4 com relação à disciplina de acesso ao MT.5.5 2) O que é o CSMA/CD. o que o protocolo de comunicação faz? 6) Qual é a relação existente entre: tamanho do quadro / velocidade da rede? 7) Qual é a diferença entre o 802. qual seria a estrutura lógica e a estrutura física da rede? . Qual dos métodos permite esquema de prioridades? 8) Nas redes 802. qual é a função do TOKEN? 9) Na figura 4.4 e 802.9.3 2) 802.

as duas técnicas apresentadas podem ser aplicadas em redes locais com topologia em barramento. Duas frequências de rádio são utilizadas: uma para difusão de mensagens do computador central para os terminais e outra para mensagens dos terminais para o computador. O computador central se encarrega de dividir o tempo total em intervalos de tempo fixos. o que implica em uma utilização deficiente do canal. Uma vez que existe apenas um transmissor no primeiro canal. ambas são inutilizadas e nenhuma das duas estações envolvida recebe o reconhecimento. O problema aparece no segundo canal onde todos os terminais transmitem em uma mesma freqüência. Ao completar a transmissão. – Aloha em Intervalos Embora apenas uma pequena parte das mensagens tenha colidido. Aloha Esta técnica foi utilizada primeiramente na rede ALOHA que iniciou sua operação em 1970. quando o terminal possui alguma mensagem pronta para ser enviada ele simplesmente envia. Se o reconhecimento não for recebido até se esgotar o tempo de espera. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso baseado em contenção: 5. liga um temporizador e aguarda uma resposta do computador central que vai indicar o reconhecimento da mensagem. Sendo assim. 5. ambas devem ser retransmitidas. nenhuma dificuldade é encontrada.1 – Aloha puro A B C Figura 9. Acesso baseado em contenção Numa rede baseada em contenção não existe uma ordem de acesso e nada impede que 2 ou mais máquinas transmitam simultaneamente causando uma colisão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  54 5. A estratégia de controle de contenção vai depender da habilidade que uma estação tem para detectar a colisão e retransmitir a mensagem. Apesar de terem sido projetadas com o propósito especial de compartilhar o uso de um canal de rádio. Esta situação é a mesma encontrada em uma rede com topologia em barra. Se o tráfego normal da rede consume apenas uma parte da banda disponível. o número de colisões e retransmissões será pequeno e o protocolo bastante eficiente. sem se preocupar se o meio está ocupado ou não. o terminal entende que a mensagem foi corrompida e que deve ser retransmitida. não podendo saber se o canal terminalcomputador está sendo utilizado por algum outro terminal. o que atualmente não é mais indicado para redes locais.1. A B C Figura 9. Veja a figura 5.1.2. Mesmo que apenas uma pequena parte das mensagens tenham colidido. A rede ALOHA consiste de um sistema de rádio-difusão que cobre as ilhas do Hawai e tem como objetivo interligar terminais espalhados pelo arquipélago com um computador central da Universidade do Hawai. Protocolos de acesso múltiplo Os mecanismos de controle de acesso distribuído podem ser divididos em dois grandes grupos: os métodos baseados em contenção e os de acesso ordenado sem contenção. Veja a figura 5. só pode iniciar a transmissão no começo de um intervalo. – Aloha Puro Na técnica Aloha puro.2 – Aloha em intervalos .1. Isto diminui consideravelmente o total de tempo perdido na ocorrência de colisão. cada terminal escuta apenas o canal computador-terminal. O total de tempo perdido compreende desde o início de transmissão da primeira mensagem até o final de transmissão da última mensagem. em Honolulu. Uma maneira simples de melhorar a eficiência é permitir que transmissões só sejam iniciadas em intervalos fixos de tempo. Um terminal que deseje transmitir.1. O problema que para isso seria necessária a transmissão dos dados de forma analógica.

2. o tempo de espera para uma tentativa de retransmissão pode ser gerado de forma randômica. A maneira de se evitar que a colisão só seja percebida quando uma resposta não for recebida. o que evita que as mesmas mensagens colidam novamente. Se existir mais que um equipamento esperando. etc.p equipamentos irão tentar transmitir assim que o canal fique livre. O tempo que o meio fica livre. Se n equipamentos estão esperando para transmitir em uma implementação p-persistente.se o nó detecta o meio livre. o tamanho das mensagens. um valor de p menor do que 1 é escolhido. de acordo com uma distribuição aleatória de atrasos. A escolha ótima depende de muitos fatores tais como: o tempo de propagação de uma mensagem por toda a rede.o algoritmo é repetido na nova tentativa. neste período. Para minimizar a quantidade de dados perdidos.se o nó detecta o meio ocupado. ele transmite sua mensagem. Se p=1 então todos os equipamentos esperando para transmitir irão fazê-lo assim que a transmissão corrente termine. ela deve aguardar até que o sinal desapareça para então iniciar a sua transmissão. 1 e 0. Para conseguir implementações mais práticas. mesmo que tenha colidido com outra. o equipamento transmissor não continua a monitorar o meio enquanto está transmitindo e.CSMA p-persistente (p-CSMA): No caso p-persistente. a estação . – CSMA não persistente (np-CSMA): A estação transmite sua mensagem de acordo com o seguinte algoritmo:: 1. desperdiça do T1 Tempo desperdiçado T2 T3 Figura 9. Os valores típicos para p estão entre 0. tenta transmitir mais tarde. interrompe a transmissão no caso da colisão. Carrier Sense Multiple Access (CSMA) Neste método. – CSMA/CD (Collision Detection): A causa da ineficiência encontrada nas técnicas Aloha e CSMA consiste no fato que uma mensagem é transmitida completamente. Na forma mais simples desta técnica. 3. então n.4 – Exemplo do método de acesso p-CSMA Quando ocorre uma colisão. a estação tenta transmitir com probabilidade p. Após o término da transmissão. não tendo recebido a resposta em um tempo limitado. conhecido como janela de colisão. logo que detecta o meio livre. uma estação só transmite sua mensagem após "escutar" o meio de transmissão e determinar que o mesmo não está sendo utilizado.3 – Exemplo do método de acesso np-CSMA . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  55 5. é muito pequeno e. Um valor alto para p reduz o tempo em que o canal ficará ocioso enquanto que um valor baixo para p reduzirá a ocorrência de colisões.1. duas ou mais mensagens podem ser transmitidas e conseqüentemente corrompidas. ela irá perceber que sua mensagem foi corrompida e deve ser retransmitida. o tempo de propagação de uma mensagem por todos os nós da rede é muito pequeno se comparado com o tempo de transmissão de uma mensagem. O CSMA/CD.2. entre duas transmissões. o np-CSMA espera um tempo aleatório. não podem detectar que a mensagem está sendo corrompida. então suas mensagens irão colidir e se perder. Tempo desperdiçado T1 T2 T3 Figura 9. portanto. e o fato só será reconhecido após esgotado o tempo para o recebimento de um reconhecimento. Desta forma. Pode ocorrer que duas ou mais estações estejam aguardando que o meio fique desocupado para iniciarem suas transmissões e isto ocasionará uma colisão de mensagens das estações ao transmitirem simultaneamente. Em redes locais. enquanto que p-CSMA continua ouvindo o meio até o mesmo estar livre para a transmissão. a estação aguarda pela mensagem de reconhecimento e. Caso a estação detecte o meio ocupado. o número de usuários aguardando para transmitir. ao contrário dos outros 2 métodos. 03. é escutar o meio de transmissão antes (carrier sense) e durante (collision detection) a transmissão da mensagem.

a distância máxima da rede é limitada pelo tamanho mínimo da mensagem. uma vez detectada a colisão. a monitoração do nível de energia do canal. Quando ocorre uma colisão. cada estação espera um número inteiro de "slots" antes de retransmitir.tamanho da mensagem C . A cada nova colisão sucessiva. o valor de r é dobrado. todas as estações envolvidas param de transmitir e tentam transmitir outra vez após um tempo de espera. quanto maior a distância maior o tempo de propagação. ou a colisão ocorre no tempo correspondente ao "slot" ou a estação tem a certeza de ter-se apossado do meio de comunicação. Em redes que apresentam um tráfego pequeno. Portanto. Para o caso da rede Ethernet. À medida que a carga da rede cresce. e também pela eficiência.tempo de propagação entre os 2 nodos mais distantes na rede Assim. O intervalo aleatório que os nodos esperam quando ocorre alguma colisão. penalizando a estação que colide muitas vezes. O CSMA . o tempo que cada estação aguarda para transmitir novamente é calculado de forma randômica o que não evita que a mensagem desta estação colida com a mensagem de uma outra. a estação envia uma mensagem ao seu usuário indicando a impossibilidade de efetuar o serviço solicitado. Também. Se a estação está tentando a retransmissão pela n-ésima vez. Uma vez que a janela de transmissão é relativamente curta. O pior caso que pode ocorrer é o das estações nas extremidades do cabo iniciarem a transmissão ao mesmo tempo. as colisões são detectadas pelos próprios nodos enquanto estão transmitindo. Este método de acesso foi um dos escolhidos como padrão. algumas aplicações de automação de escritório. No entanto. a percentagem da utilização da capacidade do meio pode chegar a 98%. que a distância máxima entre nós será limitada não somente pelo meio de transmissão. Este procedimento tem como parâmetro uma unidade de tempo chamada "slot". o procedimento se repete mas o tempo de espera para uma nova tentativa é maior que o anterior. onde: M . Para evitar que as mesmas mensagens colidam novamente. Neste caso. desta forma. cada equipamento tem a sua taxa de transmissão reduzida. e é de fato o método mais difundido em redes locais. Assim. esse tempo é da ordem de 50 microssegundos para uma taxa de 10 Mb/s. tornando-o desvantajoso em aplicações em tempo real. o tempo perdido na transmissão é muito pequeno quando comparado com o tamanho médio das mensagens transmitidas. daí a origem do nome do método. que corresponde ao tempo mínimo que uma estação tem que esperar. Para grandes volumes de tráfego o método se apresenta com uma certa instabilidade. mais o tempo de reforço da colisão. durante uma transmissão. embora no tempo de retransmissão uma certa prioridade possa ser estabelecida. 4xTp Logo. as transmissões vão se ajustando gradativamente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  56 emissora poderá identificar se existe outro sinal misturado com o seu e. A implementação desta estratégia não é tão simples como as anteriores. antes de ter certeza de que se apossou do meio de transmissão. Este número r é função de qual tentativa está sendo executada. Após um número específico de tentativas sem sucesso. r deve ser um número aleatório entre o (zero) e 2n. as mensagens devem ter um tamanho mínimo pré-estabelecido.CD é adequado em aplicações que não exigem tempo de resposta garantido. uma vez que o tempo de propagação é finito. com a redução total da carga da rede. . seu desempenho é maior. como por exemplo. A eficiência nesse método é dada por: E= MC M C + 5. e pequenas distâncias (da ordem de 2 Km). Neste caso. o nível de energia do canal é modificado de modo que seja possível a detecção por parte dos nodos. Para haver detecção de colisão. fazendo assim. Como já foi dito. o tamanho mínimo da mensagem é dado por: M > 2*C*Tp. Quando ocorre alguma colisão. Não se tem possibilidade de designar-se prioridade nesse método. menor será a eficiência e conseqüentemente maior será o tamanho mínimo da mensagem para detecção da colisão. o que implica em uma interface mais cara.taxa de transmissão Tp . mas também pelo método de acesso. Nota-se portanto. obedece a um certo controle chamado de "recuo binário exponencial". o "slot" corresponde ao tempo máximo de ida e volta no cabo. o tempo de resposta máximo não pode ser garantido. permitindo um volume de tráfego também maior.

embora nada impeça o seu uso em outras arquiteturas. ou do tamanho do intervalo alocado para o nodo pelo nodo mestre. um por um e seqüencialmente. ele pergunta aos nodos. ou seja. Porém. Caso esta estação não deseje transmitir ela passa o controle para a próxima estacão. Pierce em 1972 tinha como objetivo pioneiro o controle de acesso em uma rede de grande porte constituída por várias redes em anel interconectadas. onde alguns estariam carregados e outros não. sincroniza os receptores e transmissores. Quadro ou Slot Vazio Apresentada por J.2. pode-se estabelecer prioridades através do interrogatório executado pelo nodo centralizador. o método CSMA/CD é muito eficiente. Se o nodo interrogado não tiver nenhuma mensagem a transmitir. cada estação deve esperar por um slot (caminhão) vazio e preenchê-lo com a mensagem (carga) O número de slots que circulam pelo anel nunca muda. A rede tem um comportamento muito estável mesmo quando apresenta um tráfego bastante intenso. Cada repetidor no anel produz um retardo. . Mais informações sobre a Ethernet podem ser encontradas na bibliografia recomendada. 5. É a esse número de bits que chamamos de espaço de comunicação. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso ordenado sem contenção: 5. Podem existir tantos bits circulando pelo anel quanto a sua latência permitir. vários protocolos são baseados no acesso ordenado ao meio de comunicação. apresentando uma ocupação do meio acima de 90%. etc. O "polling" é um método que determina a ordem com que os nodos podem tornar acesso ao sistema. Acesso ordenado sem contenção Ao contrário dos esquemas apresentados anteriormente. ou seja.1. o método fica comprometido no que diz respeito a confiabilidade. Dessa forma. Esse interrogatório pode ser cíclico. Esta técnica é muito eficiente quando as estações na barra é muito grande. R. evitando o problema da colisão. Essa latência pode ser sempre aumentada introduzindo um buffer de retardo (um registro de deslocamento) em qualquer estação. estão prontos para ser usados. os inicia como vazios. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  57 Na prática. Cada slot (caminhão) contém um bit (motorista) que indica se o está cheio ou vazio.2. No "polling" centralizado. devido a sua estrutura centralizada. "Polling" Este método é geralmente empregado em topologias em barra comum. se desejam transmitir alguma mensagem. evitando com isso que ocorram colisões das mensagens. circulando encostados pára-choque com pára-choque. mas pode ser tão grande quanto quisermos (ou formos capazes de construir). O tempo cedido a um determinado nodo para que ele tenha acesso ao canal é função do tamanho da mensagem concedida. informando que está disponível. Sua interface é bem simples e barata. o número de bits circulando pelo anel tem um limite inferior. Caso algum nodo deseje iniciar uma transmissão. O desempenho do acesso por "polling" pode ser aumentado com a introdução de uma barra dedicada ao controle. O método divide o espaço de comunicação em um número inteiro de pequenos segmentos (slots) dentro dos quais a mensagem pode ser armazenada. Em tempo de inicialização.2. eliminando assim o "overhead" introduzido com a transmissão de mensagens de controle. tem-se um nodo mestre que executa as funções de controle da rede. comparada com 83% da técnica CSMA. Cada método é mais adequado a um determinado tipo de topologia. um dispositivo gera os slots (cria os slots. inicia os outros bits de controle. Outra alternativa é enviar as informações de controle multiplexadas em frequência com as informações de dados. ele passa uma mensagem de "status" ao nodo centralizador. A soma dos retardos mais o tempo de propagação no anel forma o que chamamos de latência do anel. a estação centralizadora pergunta para a estação mais distante se ela deseja transmitir alguma mensagem. no instante em que lhe for perguntado ele fará a solicitação sendo imediantamente atendido. Uma boa visualização seria uma série de caminhões em anel.) que. O principal exemplo de utilização do CSMA/CD é dado pela rede Ethernet que é uma rede local comercializada pela Xerox Corporation e utilizada como base para seus produtos de sistemas de automação de escritórios. O resultado é que o CSMA/CD tem sido escolhido para a maioria dos projetos de redes locais. 5. uma vez criados. e assim por diante. Como foi dito.2. Ao querer transmitir. e é esse espaço que é dividido em slots.

observando um intervalo entre quadros que já estejam circulando no anel. c) ao final da transmissão. ao reconhecer o seu endereço. previamente. a estação devolve a ficha enviando-a ao próximo nó da rede. Note que o termo "múltipla" não se refere ao número de fichas e sim ao número de mensagens circulando. a chave é setada para R e a estação aguarda o retorno da mensagem transmitida. a forma de restituição da ficha pode permitir a existência de várias mensagens simultaneamente em trânsito no anel (ficha múltipla) o que oferece um melhor desempenho em situações onde as mensagens são relativamente curtas. abre o anel. Essa estratégia simplifica a implantação dos serviços baseados na difusão de mensagens e também dos serviços de controle de erros e reconhecimento. Passagem e Permissão (token ring) Esta técnica foi apresentada por Farmer e Newhall em 1969 e foi pioneira no controle de acesso distribuído associado à redes locais. etc). Quando ela é lida no registrador R. o fim da transmissão ocorre antes do retorno do início da mensagem transmitida e. O procedimento de inserção de mensagem num anel com acesso controlado por ficha obedece às seguintes etapas: a) a estação que deseja transmitir aguarda a chegada da "ficha". b) uma vez de posse da ficha. Este quadro também atravessa o registrador de transmissão bem como todos os seus subseqüentes até que o quadro enviado pela estação retorne à origem e o registrador de deslocamento seja novamente desligado do circuito. Quando T fica vazio. Uma vez que o fluxo de dados da estação precedente não pode ser parado. A estratégia de restituir a ficha somente após o retorno da mensagem é conhecida como "ficha simples" e facilita a implantação de funções de supervisão e controle (recuperação de erros. o nó copia a mensagem que lhe é destinada podendo removê-la ou não do anel. uma vez inicializada. teremos mais de uma mensagem circulando no anel. 5. reconhecimento. Por exemplo. a estação transmite a sua mensagem. Ela consiste basicamente em um registrador de deslocamento que será conectado em série com o circuito quando a estação possuir dados para transmitir. A recepção de uma mensagem pelo nó destinatário depende do estado de escuta permanente para identificar o seu endereço nas mensagens circulando no anel.4. no caso de restituição da ficha ao final da transmissão. sobre a prioridade de acesso à ficha a ser restituída.3.O mecanismo de "ficha" é baseado em uma mensagem de controle que. fica fácil implantar um esquema que avise a todas as estações. Quando uma estação possui dados para transmitir.2. – atraso variável das mensagens em trânsito no anel. ela a coloca no registrador T. Inserção de Registrador Esta técnica é particularmente adequada para redes locais com topologia em anel. Uma vez identificado o seu endereço. Enquanto os dados são transmitidos pode ocorrer a chegada de um outro quadro vindo da estação precedente. Uma vez que o início da mensagem passa por todos os nós de comunicação antes da ficha. Esta técnica é adotada com o padrão IEEE 802. circula entre todos os nós de comutação. no caso em que o tempo de propagação da mensagem no anel é bem menor que o tempo de transmissão.2. Quando um estação tem uma mensagem para transmitir. Uma situação mais prática pode ser conseguida com o uso de dois registradores: um de transmissão T e outro de recepção R. Em um intervalo entre quadros no anel a chave é ligada em T e seu conteúdo é transmitido. A técnica de inserção de registrador apresenta as seguintes características: – mensagens de tamanho variável. os dados em trânsito são armazenados no registrador R. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  58 5. A remoção da mensagem do anel é tarefa do nó de comunicação que originou a mensagem. A forma mais comum é aquela em que o nó destinatário. – possibilidade de acesso simultâneo ao meio de transmissão. este é desligado do circuito e a mensagem é removida do anel.5 e na prática constitui-se na principal opção de implementação do mecanismo de controle de acesso por ficha. Dependendo das dimensões do anel físico e da velocidade de transmissão usada. ela armazena o quadro em um registrador T de transmissão e aguarda um intervalo entre quadros que circulam no anel para conectar T em série com o circuito físico. transportando o direito de transmissão no meio compartilhado. A restituição da ficha pode ser feita imediatamente após o término da transmissão da mensagem transmitida. . copia a mensagem através do registrador de recepção e transmite uma mensagem curta de resposta.

A partir daí. Dois problemas podem ser identificados nesta técnica: o primeiro diz respeito ao token em si. Quando a rede é inicializada. espera até desocupar e então transmite com probabilidade P Interrompe a transmissão no caso de colisão CSMA CD Um esquema de FDM dinâmico em fibra Divisão por comprimento de onda CSMA/CD com recuo binário exponencial Ethernet Controla as colisões gerando tempo de espera n slots (aleatório) de tempo para cada estação que teve seu pacote envolvido em uma colisão. envie uma mensagem para todas as outras.2. O método de acesso por token é fácil de ser implementado mas a recuperação de tokens perdidos. cada estação repassa o token em uma sequencia estabelecida. envia o token para a estação sucessora. chamada "token". Algum procedimento deve ser estabelecido para garantir que um novo token será gerado após um intervalo de tempo finito sem que nenhuma mensagem tenha sido transmitida. O algoritmo RBE é usado para adaptar a transmissão ao número de estações que estão querendo transmitir. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  59 As funções de gerência e manutenção da ficha podem ser centralizadas ou distribuídas e devem atender situações tais como a perda ou duplicação da ficha. Também é possível implementar um mecanismo de prioridade. O token não transporta qualquer informação. é passada de equipamento para equipamento através da rede. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus) Uma outra forma de usar a capacidade do canal de uma rede local com barramento por difusão é usar a técnica de passagem de permissão ou acesso por ficha. Se o token é enviado para um equipamento que está desligado. Adicionar equipamentos requer que a estação que deseja ser inserida na sequência. mas permite que o seu proprietário transmita sua mensagem. Anel lógico em barramento físico Token Bus Uso de Token em rede em anel Token Ring Token Ring de fibra ótica FDDI O tempo de transmissão é dividido em slots (fatias) iguais Quadro vazio ou Slot Vazio Uma estação controla quem pode ou não transmitir Polling . No último caso. uma mensagem especial. incluindo-se uma mesma estação mais de uma vez na sequência completa. o token desaparece da rede. Esta técnica assegura que duas estações não irão transmitir ao mesmo tempo causando colisão de suas mensagens. com uma configuração de bits conhecida. perguntando quem lhe enviará o token e informando o endereço de sua estação sucessora. Resumo: Método FDM TDM ALOHA puro ALOHA em intervalos CSMA NP CSMA P-persistente Descrição Dedica-se uma freqüência para cada estação Dedica-se um tempo para cada estação Difusão via satélite Transmissão em Slots de tempo bem definidos Retardo aleatório quando o canal é detectado como ocupado Se está ocupado. A tarefa de geração de token pode ser atribuída a uma estação especial ou para qualquer equipamento ligado à rede. tendo alterado o endereço do destinatário. Apenas um token deve existir na rede em um determinado instante. Uma estação com dados para transmitir. a inclusão e retirada de equipamentos gera alguma complexidade. algum procedimento deve ser criado para evitar que duplicatas do token trafeguem pela rede. deve aguardar que o token lhe seja enviado. O outro problema refere-se a inserção e retirada de equipamentos da rede. de posse do token ela pode transmitir sua mensagem e então. uma estação pré-determinada cria o token e o transmite para a sua estação sucessora.5. 5. A remoção de equipamentos é fácil pois basta que a estação que vai ser retirada envie uma mensagem para a sua antecessora informando o novo endereço (de sua sucessora) para o envio do token. Neste caso.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  60 Exercícios: Associe as colunas: A) Aloha puro B) Aloha Fatiado C) Token Ring D) CSMA P-persistente E) CSMA CD F) Token Bus ( ) A estação fica escutando antes e durante a transmissão. Simplesmente transmite-se sem se preocupar com as colisões. ela permanecerá escutando o canal até que o mesmo fique livre. ( ) Consiste em um anel lógico em uma rede em barra. Após. ela transmite. Se ocorrer a colisão ambas as estações param de transmitir e esperam um tempo aleatório para retransmissão. ( ) Antes de transmitir. Melhora a eficiêmcia com relação à transmissão sem intervalos fixos. ( ) Neste sistema de transmissão por rádio. então. divide-se o tempo de transmissão em intervalos fixos. ( ) Neste sistema de transmissão por rádio. ( ) Consiste no uso de passagem de permissão em rede em anel . a transmissão não é otimizada. Se alguém está transmitindo. a estação escuta o canal.

apenas 1 bit errado a cada 100. Quando a alteração sofrida pelo sinal é muito grande. O CCITT (Comitê Consultif International de Téléphonie et Télégraphie) recomenda uma taxa de erros não superior a 10-5 . ao longo do suporte de transmissão (atenuação e retardo) e de perturbações (ruídos) que atuam não só no suporte de transmissão como também nos estágios de processamento do sinal que compõem o receptor. uma série de mecanismos deve ser implementada para detectar e corrigir possíveis erros. (d)ados / (P)aridade d d d d d d d P U 1 0 1 0 1 0 1 0 F 1 0 0 0 1 1 0 1 S 1 0 1 0 0 1 1 0 C 1 0 0 0 0 1 1 1 BCC 0 0 0 0 0 1 1 0 Tabela 6.1. 6. Bit de Paridade (paridade de caractere) É a técnica mais simples de codificação e consiste em acrescentar um bit às palavras do código de representação dos caracteres. consiste na adição de bits de redundância na mensagem a ser transmitida. apresenta-se um exemplo de como seria transmitida a mensagem "UFSC". Na recepção. é detectado um erro de transmissão. Exemplo: O caractere A no código ASCII. A transmissão sem erros é um requisito essencial de quase todas as aplicações de comunicação de dados e portanto. detecção de "1" quando foi transmitido "0" ou detecção de "0" quando foi transmitido"1". Na tabela 6. Se o valor de P não conferir com o esperado. redundância cíclica (CRC). paridade par: 10000010 P = 0 paridade ímpar: 10000011 P = 1 O caracter é transmitido e na recepção o bit de paridade é testado. Distorção e ruído na transmissão (erros) Atenuação.1 . Um bloco de n bits de informação é codificado em um bloco de r bits pelo acréscimo de ( r . Em redes locais. paridade longitudinal (LRC). isto é.n ) bits de redundância e então transmitido. admite-se taxas de erros típicas da ordem de 10-9 a 10-12. Esse método permite detectar erros de transmissão que envolvam apenas a alteração de um número ímpar de bits no caractere.Codificação da Mensagem "UFSC" . 6. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  61 6.000 transmitidos. o bloco de r bits é decodificado e os n bits de informação entregues ao destinatário. ruído e retardo são termos usados de um modo geral para descrever as modificações que um sinal sofre quando é transmitido em um circuito ou canal. que represente uma operação lógica sobre os bits dos diversos caracteres que compõe a mensagem.1. Para redes de longa distância existe uma padronização internacional que determina uma taxa de erros máxima em um canal a fim de que o mesmo possa ser considerado adequado para a transmissão de dados. O desempenho de um sistema de transmissão de dados é avaliado através do seu grau de confiabilidade na transmissão dos bits. Essas alterações resultam de imperfeições na propagação do sinal. 6.1.Block Character Check).1. Dentre as várias técnicas usadas para esta finalidade pode-se citar: bits de paridade por caracter. bno geral.1 Detecção de erros A maneira usual utilizada para detectar a alteração de bits de informação transmitidos. pode ocorrer detecção trocada da informação.A taxa de erros de um sistema de transmissão representa a probabilidade de ocorrência de erros de transmissão.2. Paridade Longitudinal (combinada) Consiste em acrescentar à mensagem um caractere (BCC . O bit P de paridade é acrescentado com os valores 0 ou 1 dependendo do tipo de paridade utilizado (paridade par ou paridade ímpar). isto é. Estas detecções trocadas caracterizam os chamados erros de transmissão. com paridade é representado por 1000001P(65). codificada em ASCII e com paridade par.

Seja r o grau de G(x). 0 e 1 : 1x5 + 1x4 +0x3 + 0x2 + 0x1 + 1x0 = x5 + x4 + 1 A aritmética polinominal é feita em módulo 2 isto é. Na recepção.3.1.16 = x16 + x15 + x2 + 1 – detecta até 16 erros por blocos de mensagens CRC – ITU-T = x16 + x12 + x5 + 1 (usado para caracteres de 8 bits) A mensagem a ser transmitida é concatenada. não existe "vai um" ou "empresta um". O resto da divisão é acrescentado à mensagem como bits de verificação. com 6 termos cujos coeficientes são 1.Divida xr. O resultado é a mensagem a ser transmitida: T(x). Se o resto da divisão for igual a zero. 0. a mensagem recebida é dividida pelo mesmo número. o próximo bit é o coeficiente de xk-2 e assim sucessivamente. Redundância Cíclica (CRC) Consiste em acrescentar a um bloco de k bits de informação (n-k) bits de verificação. Exemplo: A mensagem 110001 tem 6 bits e representa um polinômio de grau 5.12 = x12 + x11 + x3 + x2 + x + 1 – detecta até 12 erros por blocos de mensagens (usado para caracteres de 6 bits) CRC . 0. caso contrário. As operações de adição e subtração equivalem à operação OR exclusivo. Já existe uma padronização internacional para polinômios geradores: CRC . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  62 A transmissão é feita serialmente por coluna. Rajadas maiores que este número ou várias rajadas menores podem não ser detectadas. Para utilizar o código CRC.M(x). Exemplo: 11001011 10100111 01101100 01010101 10011110 11001011 A divisão de um binário por outro é feita da mesma forma como na divisão decimal/binário exceto que as subtrações são feitas usando módulo 2. é detectado um erro de transmissão. variando xk-1 até x0 e com grau k-1. Concatene r bits zeros no final da mensagem M(x) de tal forma que o resultado corresponda ao polinômio xr. Para transmissão. 3 . M(x) : 10111011 G(x) : x3 + x2 + x = 1110 . 6.M(x) por G(x) (dividir os strings de bits correspondentes) usando divisão com módulo 2. Neste método são detectados os erros que consistem na inversão de apenas 1 bit e também erros do tipo rajada (vários bits alterados) com comprimento igual ou menor que o número de linhas da matriz. 1. 2 . o emissor e o receptor devem escolher um polinômio gerador G(x) que deve ter os bits de mais baixa ordem e da mais alta ordem iguais a 1. Este método é facilmente implementado por software uma vez que para calcular o BCC basta fazer uma operação "ou-exclusivo" dos caracteres a serem transmitidos.M(x) usando subtração módulo 2. a mensagem foi recebida corretamente. ao final com um "checksum" que é determinado através do seguinte algoritmo: 1 . O código CRC (Código de Redundância Cíclica) é baseado no tratamento de "strings" de bits como representação de polinômios com coeficientes 0 e 1 somente. a representação binária da informação é dividida em módulo 2 por número pré-determinado. O bit de mais alta ordem (mais à esquerda) é o coeficiente de xk-1.Subtraia o resto da divisão (que geralmente possui r ou poucos bits) do string correspondente a xr. Exemplo: Considere a transmissão da mensagem 10111011 com polinômio gerador G(x)= x3 + x2 + x (por exemplo). Uma mensagem de k bits é tratada como uma lista de coeficientes para um polinômio de k termos.

se E(x) for divisível por G(x). 6. Descrição de um Código Hamming Para um bloco de informações de tamanho m. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  63 Adiciona-se a quantidade de zeros equivalente ao grau de G(x) na mensagem: 10111011 + 000 Em seguida. A ISO também adota este mesmo polinômio no sistema de controle associado aos protocolos ao nível de enlace de dados da família HDLC.2. Correção de erros Estas modalidades de recuperação de erros são também chamadas de "Forward Error Correction". Os valores dos "Hamming bits" são o resultado da operação do OR-EXCLUSIVO sobre o código binário da posição dos bits "1" ocorridos nos bits de informação. etc. . duplos ou erro com número ímpar de bits alterados. Consistem na adição de bits redundantes à mensagem. o receptor a divide por G(x) e examina o resto da divisão: 10111011110 | 1110 .8. Exemplo: Deseja-se transmitir a seguinte informação: 1110100100 = 10 bits de informação 10+4+1 <= 24 temos 4 Hamming bits bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 H 7 0 6 1 5 0 4 H 3 0 2 H 1 H .2. isto é. onde m+r+1 <= 2r. Estes são inseridos nas posições 1. sendo r um nº inteiro. a mensagem está correta. Adequado em circuitos simplex e em situações onde a retransmissão não é prática. G(x) deve ser criteriosamente escolhido.1. H.2.16 . Para minimizar a probabilidade de um erro não ser detectado. de modo a permitir não somente sua sinalização mas também a restauração do conteúdo original. Erros não serão detectados se T(x) + E(x)/G(x) tiver resto igual a zero. mas um outro polinômio H(x) = T(x) + E(x) onde E(x) representa as posições alteradas por erros de transmissão. temos r "Hamming bits". bem como 99.se for zero. O polinômio gerador CRC-16 padronizado pelo ITU-T é capaz de detectar todos os erros tipo rajada de comprimento menor ou igual a 16. divide-se a mensagem pelo polinômio gerador 10111011000 | 1110 O resto que deu na divisão é então adicionado na mensagem original M(X) sendo que a mensagem a transmitida será: 10111011110 Ao receber a mensagem T(x). R. O bloco é construído a partir dos bits e informações e dos "Hamming bits".4.9977% de rajadas de 17 bits e todos os erros simples. a mensagem contém erro. Em caso de haver erro. o polinômio recebido não será T(x).se for diferente de zero.. Hamming desenvolveu vários esquemas que receberam o nome de Hamming Codes. Este polinômio gerador é recomendado pelo ITU-T para a detecção de erros em sistemas de transmissão de dados a longa distância. 6.

isto será detectado mas o resultado será sem sentido.1110 0011 . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  64 posições com "1" : 6. Se dois erros ocorrerem. 14 6 . o esquema pode ser burlado. 10. 13. 12.1010 12 .Hamming bits Bloco a ser transmitido: bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 0 H Supor que o bloco recebido seja: bit 14 1 (bit 9 errado) Cálculo efetuado na recepção: E(x) = 0011110011 14 13 12 10 9 6 2 1 1110 1101 1100 1010 1001 0110 0010 0001 1001 = 9 (bit 9 errado ) 7 0 6 1 5 0 4 0 H 3 0 2 1 H 1 1 H 13 1 12 1 11 0 10 1 9 1 8 0 7 0 6 1 5 0 4 0 3 0 2 1 1 1 A informação original poderá ser restaurada sempre que ocorrer somente um erro no bloco. Quando ocorrerem três erros.0110 10 .1100 13 .1101 14 . .

Isso requer um sistema de roteamento ou comutação da informação.apostila) onde temos 2 hosts ligados por um meio de comunicação. controle de acesso: o controle de acesso ao meio de transmissão é um serviço utilizado em redes com topologia multiponto. controle de seqüência: visa preservar a ordem de transmissão dos quadros. como por exemplo. além da informação na carta usamos um envelope com o endereço (hierárquico) e outras informações de controle para o correto encaminhamento da mensagem.1. Deve-se salientar que em qualquer sistema de comunicação existirão mensagens de controle da comunicação além dos dados que efetivamente se quer enviar. Além disso. Como definido no início desta apostila. ora por outro. Na verdade não é tão simples. estas informações de controle se constituem numa sobrecarga (overhead) que toma espaço e tempo. os erros podem ser ignorados. aliado a uma política de tratamento de erros. denominadas funções de comunicação. Todas estas funções são realizadas pelos protocolos de comunicação. tais como a necessidade de codificação da informação para o código utilizado pela estação remota. que permita o seu endereçamento e encaminhamento adequado. marcados para correção posterior. procure. no caso de uma impressora remota que está recebendo os dados de um computador. portanto. conforme visto no capítulo 3. onde é necessário representar os bits em forma de onda digital e sincronizar o emissor com o receptor. controle de erros:: o controle de erros é feito através da utilização de técnicas para detecção de erros. além do modem quando a transmissão deve ser feita de forma analógica. 7. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  65 7. Este serviço garante que os quadros não serão aceitos duplicadamente e que a perda de um quadro será detectada. além de outras funções. Além disso. a encriptação dos dados de forma permitir o tráfego da mensagem na internet com o mínimo de risco de violação de integridade da mesma. os tipos de controles que serão efetuados sobre a transferência e os procedimentos que devem ser adotados tanto para o envio quanto para a recepção dos dados. protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. controle de fluxo: pode ser entendido como um mecanismo de sinalização que permita ao receptor controlar a velocidade efetiva de um transmissor mais rápido de forma a não entupir-se de dados. corrigidos através da retransmissão do quadro defeituoso ou corrigidos automaticamente. a comunicação envolve um caminho indireto entre os dois pontos comunicantes. Na própria carta. o receptor deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para a recepção de mais dados. definindo os formatos dos quadros de dados. pois seria desperdício utilizá-lo com uma única “conversação” O meio pode ser multiplexado para permitir várias comunicações simultâneas. tal sistema pode proporcionar uma flexibilidade para conexão. abertura e fecho. Roteamento: eventualmente. Quando os dados são recebidos. como um exercício. Deve-se adequar o sinal às características do meio utilizado e utilizar trasnceptores ou transmissores quando necessário. pois existem uma série de fatores que influem em uma comunicação de dados e conseqüentemente na construção de um software de comunicação (protocolo). existem outras também importantes. o protocolo requer que se acrescentem informações de controle como data. temos outras funções de grande importância no contexto de redes: – compartilhamento: independente da distância e do meio utilizado em uma comunicação. imaginar como seria o diálogo entre as máquinas usando termos coloquiais em português. realizando uma série de funções básicas. Software de Comunicação Em princípio pode-se pensar que a transmissão de bits em um canal seja trivial: uma máquina A coloca os bits no meio de transmissão e uma máquina B os retira. a compressão dos dados para reduzir os custos de transmissão. Um protocolo de comunicação define. Protocolos de comunicação A forma de tratar os problemas de comunicação entre os processos comunicantes é através de protocolos. Um software de comunicação deve ser capaz de lidar com os mais diversos problemas que comumente ocorrem em uma transmissão. o formato dos quadros e os tipos de controle que serão efetuados sobre a transferência. ora por um caminho. é importante que este seja – – – – – compartilhado. . A transferência de quadros entre dois equipamentos é feita segundo um conjunto de regras e convenções denominado "Protocolo de Comunicação". Antes de seguir adiante. Além destas funções consideradas mais básicas. Ora. O primeiro problema a ser tratado em um sistema de comunicação diz respeito à distância. Para entender melhor o significado de um protocolo vamos desenvolver um exemplo baseado no comunicação entre os dois filósofos (capítulo 2 . Neste caso. passando por pontos intermediários onde a mensagem deve ser reencaminhada. Um exemplo trivial é o sistema postal em que. várias estações compartilham um único meio de transmissão e devem obedecer a uma política que determina quando uma estação pode utilizar o meio comum para transmitir seus dados. De acordo com a política estabelecida.

a capacidade de transmissão (ou velocidade nominal em bps) da linha é dividida entre sinalização e informação. Pode-se fazer uma analogia com uma ligação telefônica. para transmitir os dados. Chama-se sobrecarga ou overhead a relação entre a taxa de sinalização e a capacidade do canal. entretanto ligados fisicamente pela linha. O importante no funcionamento de um protocolo é que: 1) ele deve atender a todas as funções necessárias: 2) as duas máquinas ou entidades comunicantes devem entender as mensagens recebidas. O computador A responde com a identificação e o computador B inicia a transmissão do arquivo. como mostra a figura 7. A título de exercício. mas não são repetidas durante a mesma. além dos dados.2. Pode-se iniciar a conversação depois que a pessoa do outro lado da linha responde “Alô”.1. número de seqüência. Se colocássemos um equipamento de monitoração na linha entre os computadores que nos permitisse ver todos os bits que passassem. veríamos uma seqüência de bytes. deixando mais ou menos capacidade do canal para a efetiva transmissão de informação. para garantir a transferência de forma correta. Este exemplo simples evidencia que. 3) ele responda sempre da mesma forma às mesmas mensagens.2 – Cadeia de bytes na linha Ora.1 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores A seguir o computador A identifica a operação desejada como uma transferência de arquivos e o computador B pede a identificação do arquivo. Cada pacote. além de uma cauda ou “trailler” que são os bits de redundância que . Não basta a conexão física que se estabelece quando o fone remoto é retirado do gancho. Informações de sincronismo (que permitam a delimitação das mensagens) e endereçamento podem preceder a transmissão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  66 Um possível diálogo está esboçado na figura 7.2 pode ser usada em algumas aplicações. um cabeçalho contendo a sua própria informação de sincronismo. o computador A procura estabelecer uma ligação lógica com o computador B dizendo “Alô”. Nada mais havendo a tratar. identifique quais as mensagens da figura 7. mas sim comandos de comunicação com informação de controle. Estes comandos ocupam uma parte da capacidade da linha. o computador A deve confirmar a recepção. não basta uma conexão física. endereço de fontes e destino. para que a transferência de informações se efetive é necessária a troca de uma série de mensagens que não carregam dados. Uma outra forma de troca de informação consiste em dividir a cadeia de bytes em pacotes e transmiti-los separadamente. deve-se levar em conta o overhead de sinalização característico (do protocolo) da linha em que se vai transmitir. Diferentes protocolos terão overheads diferentes. Terminada a transferência do arquivo. Sempre que se quiser dimensionar a velocidade de transmissão nominal necessária para um canal a partir do volume de dados efetivo a transmitir.1 carregam informações e quais carregam comandos. necessitamos transmitir comandos. Note-se que. Afinal. carrega. permanecendo. poderia acontecer o acaso de que o gato da família derrubasse o telefone no chão de susto com a campainha e você não quer falar com o gato. ou datagrama. constituindo-se em um tráfego (bits por segundo) chamado de taxa de sinalização. Outras formas de diálogo são possíveis e levam também a uma conexão confiável. Host A Alô Envie Arquivo Arquivo A OK Não! Tchau Host B Alô Qual? Envia Arquivo A Algo mais? Tchau Figura 7. Quando o computador B responde a conexão lógica se completa. A conversação através de uma cadeia de bytes contínua como na figura 7. O que sobra da capacidade do canal para transmissão dos dados é chamada velocidade efetiva. o computador B pergunta ao A se quer aproveitar a conexão para outra operação. que comporiam as mensagens contendo comandos ou dados. Uma conexão lógica é necessária para iniciar a transferência de informação. ambos os computadores procedem à desconexão lógica. Inicialmente. Assim. Provavelmente. o protocolo que você pensou tem algumas diferenças em relação ao da figura acima. Comando Dados Comando Dados Dados Figura 7.

3. Uma vantagem desta forma de comunicação é que ela é mais justa. o que se constitui numa multiplexação do meio de comunicação ao longo do tempo. em sua maioria. pode-se alterar a tecnologia da rede de transporte (baixo nível) sem ter de alterar o sistemas e protocolos entre as aplicações (alto nível). respectivamente. O encapsulamento de protocolos de mais “alto nível”em formatos de mais “baixo nível” aumenta a modularidade da rede. isto é. executa um conjunto definido de funções. Isto é. Na década de 70 uma nova geração de protocolos apareceu. Protocolos de enlace de dados Como visto anteriormente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  67 permitem a verificação da ocorrência de erros no destino. empregada no âmbito do modelo OSI. se analisadas em conjunto. o software de comunicação é dividido em "camadas".4. toda a informação contida no cabeçalho e na cauda destas unidades de transporte de informação serve para o controle da comunicação. constituindo-se. a especificação de um software de comunicação deve prever diversos aspectos referentes aos serviços que o sistema oferece. seguidos de uma cauda com os bits de verificação de erro e outras possíveis informações de controle. então se constitui de um cabeçalho com diversos campos de controle e um campo de dados. dadas as dificuldades de se transmitir informações entre máquinas com conjunto de caracteres.4 – Encapsulamento de um protocolo A em um protocolo B 7. conforme o contexto. ou mais genericamente como mensagens. também como quadros (frames). outras conversações não são bloqueadas por uma eventual conversação mais longa e podem se dar paralelamente. "Enlace Lógico". Tanto a ANSI como a ISO fizeram modificações no SDLC e lançaram. como mostra figura 7. orientados a caracter.2. podem ser designadas. Protocolo A Cabeçalho Dados Cauda Protocolo B Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. A camada mais próxima da transmissão física é denominada "Camada de Enlace" ou "Enlace de Dados". o ADCCP (Advanced Data Communication Control . blocos. também em sinalização e overhead. Estas unidades de transporte de informação. Para diminuir esta complexidade. transmitindo-se alternadamente pacotes de uma outra. pois temos informações de controle muitas vezes duplicadas. EBCDIC). além de pacotes ou datagramas . A designação técnica. controle de erros e o controle de acesso ao meio de transmissão. Com o desenvolvimento das redes de computadores. o bloco a ser enviado consistia de um grupo de caracteres de algum código (ASCII. Na verdade. Porém o overhead das linhas tende também a aumentar.3 – Formato geral de um datagrama Ora. Os primeiros protocolos de enlace que foram desenvolvidos para redes de computadores eram. como mostra a figura 7. a IBM desenvolveu o SDLC (Synchronous Data Link Control) e submeteu-o à apreciação da ANSI e da ISO para que fosse adotado como padrão internacional. Suas funções principais referem-se ao controle de fluxo. Esta técnica de encapsulamento é usada para permitir. ou ainda. A camada de enlace constitui a interface entre os níveis superiores e a camada física. envolve diversas etapas que. as desvantagens de se utilizar protocolos orientados a caracteres foi ficando cada vez mais evidente. o transporte de um protocolo entre dois computadores através de várias redes intermediárias com protocolos distintos. a simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra. por exemplo. portanto. isto é. tornando a transmissão mais confiável. possuem uma complexidade difícil de controlar. é PDU (Protocol Data Unit). PDUs de um protocolo A podem ser encapsuladas no campo de dados das PDUs de um outro protocolo B. Um datagrama. Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. O protocolo BSC da IBM é um exemplo de protocolo orientado a caracter. onde cada "camada". Um protocolo que trabalhe nesta forma deve então definir precisamente o formato e o significado dos campos destas unidades de transporte para que as entidades comunicantes possam interpretá-los corretamente.

1 – Caracteres de controle e supervisão utilizados no protocolo BSC A estação que deseja iniciar a transmissão envia a sequência ENQ. É bastante comum que as unidades de informação sejam códigos pertencentes ao conjunto ASCII (American Standart Code for Information Interchange). Este conjunto prevê códigos especiais para funções de controle. ela responde com ACK. O destinatário deve ser capaz de reconhecer os caracteres de sincronismo e a partir deste momento. ou caso a estação não esteja pronta para receber. tais como “ETB”. . a estação secundária só ganha o controle da linha se a estação primária não a estiver utilizando. mas na verdade cada código ASCII é transmitido com 8 bits. Todos são orientados a bit. na década de 60 e ainda bastante utilizado em ligações ponto-a-ponto e multiponto. uma das estações é definida como primária e a outra como secundária. O BSC é um protocolo orientado a caracter. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  68 Procedure) e o HDLC (High-level Data Link Control). Assim. A resposta pode ser positiva através de um ACK. Os intervalos de tempo próprios para cada um dos bits são conhecidos e amarrados entre as entidades comunicantes. etc. A estrutura da mensagem de informação é mostrada na figura 7. Uma descrição sumária deste protocolo é apresentada nesta seção. são independentes dos códigos utilizados. “SYN”. um quadro é composto de um número inteiro de caracteres de um determinado código. sendo o último bit o de “paridade ímpar”. SOH Cabeçalho STX Texto ETX BCC Figura 7. O ITU-T (antigo CCITT) adotou e modificou o HDLC.5 – Estrutura típica de um quadro no protocolo BSC Uma mensagem pode ainda ser dividida em quadros para facilitar sua manipulação e reduzir a possibilidade de erros de transmissão. ou seja. cada quadro é terminado pelo caracter ETB. exceto o último que é terminado com ETX. ele utiliza caracteres de um determinado código fonte para delimitação do texto da mensagem e para funções de supervisão e controle da troca de mensagens entre os equipamentos conectados. Para evitar problemas associados à transmissão. Obviamente. A estação primária permanece enviando ENQs até a recepção de um ACK0 ou até esgotar o limite máximo de tentativas estabelecido.2. Sete bits são necessários para representar um código ASCII qualquer. ela responde com um NAK ou WACK. NAK ou WACK.1 Protocolos Orientados a caracter Em um protocolo orientado a caracter. interpretar o restante do quadro. Um dos protocolos orientados a caracteres mais conhecidos é o protocolo BSC (Binary Synchronous Communications).6. O BSC é um protocolo de controle de enlace desenvolvido pela IBM. Os caracteres de controle e supervisão usados com o protocolo BSC são: Caractere SYN SOH STX ITB ETB ETX ENQ ACK0/ACK1 WACK NAK OLE RVI TTD DLEEDT Significado Caractere de sincronização (Synchronous Idle) Início de cabeçalho Início de texto Fim de transmissão de quadro intermediário Fim de transmissão de quadro Fim do texto Verifica estado da estação Reconhecimento positivo Reconhecimento positivo (espere antes de enviar) Reconhecimento negativo Usado para permitir transparência Interrupção reversa Usado para indicar demora temporária no envido de texto e evitar fim da temporização (time-out) Sequência de desconexão para uma linha comutada. 7. A seguir estudaremos os protocolos orientados a caracter e os protocolos orientados a bit. isto é. Caso a estação primária receba um ENQ sem ter iniciado um pedido de transmissão. Tabela 7. Todos estes protocolos são baseados nos mesmos princípios. isto traz limitações com respeito às comunicações entre equipamentos que trabalhem com códigos diferentes. Neste caso.

permitir que qualquer configuração de bits seja transmitida pelo usuário. Para obter transparência. ou seja. os bits de informação foram colocados em um único quadro. Host A Posso transmitir ? Aí vai parte da msg Aí vai o resto da msg Não tenho mais msg ENQ STX Texto ETB BCC STX Texto ETX BCC EOT Host B ACK0 ACK1 ACK0 ENQ Sim Recebi mensagem OK Recebi mensagem OK Posso transmitir? Figura 7.. Tais bits devem ser agrupados de modo que haja responsabilidade pela entrega de cada grupo de bits.Procedimento de protocolo orientado a bit Na figura 7.6 apresenta um exemplo de protocolo orientado a bits. Qualquer caractere de controle que seja precedido pelo caractere DLE será reconhecido.2.. 7. Os quadros emitidos por esta estação são chamados "comandos".Estação primária: controla a operação do enlace. a camada de enlace trata conjuntos de bits cujos significados lhe são irrelevantes. a) Os três tipos de estações são: 1. pode existir a confirmação do recebimento do referido grupo.6. 7. duas configurações de enlace e três modos de operações de transferência de dados. O campo de "informação" carrega os dados recebidos da camada superior. Protocolo de enlace HDLC A família de protocolos HDLC (High Level Data Link Control) é orientada a bit. O campo de "checksum" carrega bits de redundância para a detecção de erros no quadro recebido. destino 00000001 Controle * 00000000 info 10110 Checksum (CRC ) 10101101 delimitador 01111110 Figura 7. Cada quadro possui um delimitador de início e um delimitador de fim. além de informações referentes ao número de sequência e reconhecimento.7 . Nos protocolos orientados a bit. como um caractere de dados.3. . Para satisfazer uma variedade de requerimentos.6 – Exemplo de transferência de informações utilizando o protocolo BSC. sendo resultado do esforço de padronização desenvolvido pela ISO (International Organization for Standardization).). para a camada de enlace de dados. no modo transparente. . representadas nas unidades mínimas de informação.2 Protocolos Orientados a bits A camada de enlace recebe das camadas superiores as informações a serem enviadas. a estação que a estava transmitindo envia um ETD para indicar este fato e não tenta utilizar a linha novamente durante um certo intervalo de tempo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  69 Ao terminar a transmissão de uma mensagem. O campo "endereço" é utilizado para a identificação do receptor. O campo de "controle" identifica o tipo do quadro (informação. o qual apresenta um formato genérico comum a todos os protocolos orientados a bit. A figura 7. Nos diálogos com a outra máquina. permitindo assim que a outra estação a utilize. o protocolo HDLC define três tipos de estações. o BSC tem um modo transparente. supervisão. 1 0 1 1 0 Informações produzidas nas camadas inferiores Procedimento da camada de enlace de dados Delimitador (flag) 01111110 End.

Um único flag pode ser usado como término de um quadro e início de outro. 2. uma vez que ele não apresenta o "overhead" do polling. 2. a combinação é aceita como um flag. Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão sem receber permissão da outra estação combinada.Modo de resposta normal (NRM): usado em configurações não balanceadas. 3. Esta propriedade é conhecida como "transparência de dados". No entanto. qualquer configuração de bits arbitrária pode ser inserida no campo de dados de um quadro. c) Os três modos de operação de transferência de dados são: 1. então. Enquanto está recebendo um quadro.3. O modo balanceado assíncrono faz um uso mais eficiente de ligações ponto-a-ponto full-duplex. Uma estação combinada pode emitir comandos e respostas. O computador consulta cada terminal para transmissão.Modo de resposta assíncrona (ARM): usado em configurações não balanceadas. Todas as transmissões são feitas em blocos e um único formato de bloco é estabelecido para todas as trocas de dados e de controle. Neste modo. uma vez que um quadro HDLC permite qualquer configuração de bits. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  70 2.1 Estrutura do Quadro O HDLC usa transmissão síncrona. A estação primária pode iniciar a transferência de dados para uma secundária mas a secundária só pode transmitir dados em resposta a um comando (POLL) da primária.Configuração não balanceada: usada em ligações ponto-a-ponto ou multiponto. Se o sexto e o sétimo bits são ambos iguais a 1.8 . O NRM é também usado em configurações ponto-a-ponto no caso particular de conexão de um terminal ou outro periférico ao computador.6 mostra a estrutura de um quadro HDLC e seus respectivos campos: FLAG 8 bits ENDEREÇO 8 bits ou + pode ter 1 ou + octetos CONTROLE 8 ou 16 bits DADOS tamanho variável FCS 16/32 bits FLAG 8 bits Figura 7. não existe garantia de que a configuração 01111110 não irá aparecer dentro do quadro. O modo de resposta normal é usado em linhas multiponto onde alguns terminais são conectados a um computador. Se o sexto bit é 1 e o sétimo é 0. enviar uma resposta sem esperar por um comando). A estação primária mantém um enlace lógico separado com cada estação secundária na linha. a estação emissora está sinalizando uma condição de aborto. Esta configuração consiste de uma estação primária e uma ou mais estações secundárias e suporta tanto a transmissão half-duplex quanto a full-duplex. um procedimento conhecido como "bit-stuffing" é usado. o receptor examina a sequência de bits. Fica sob a responsabilidade da estação primária o controle da linha.Estação combinada: combina as características das estações primária e secundária. Quando uma configuração de cinco 1's aparece. b) As duas configurações de enlace são: 1. incluindo inicialização. recuperação de erros e desconexão lógica. Com o uso da técnica de bit stuffing. A figura 7. 7.Estação secundária: opera sob o controle da estação primária. Para determinar este problema. O transmissor irá sempre inserir um bit 0 extra após cada ocorrência de cinco bits 1's consecutivos no quadro (exceto no campo FLAG). Esta configuração consiste de duas estações combinadas e suporta transmissões half-duplex e full-duplex. Após identificar o flag inicial. o sexto bit é examinado. destruindo. a estação secundária pode iniciar a transmissão sem permissão explícita da primária (isto é. . a sincronização a nível de quadro.Modo balanceado assíncrono (ABM): usado em configurações balanceadas. Os quadros emitidos pela estação secundária são chamados "respostas". a estação continua procurando a sequência de flag para determinar o final do quadro. 3. O modo de resposta assíncrona raramente é usado.Estrutura típica do quadro no protocolo HDLC CAMPO FLAG : o campo FLAG delimita o quadro em ambas extremidades com uma configuração única de bits dada por 01111110. Todas as estações ativas ligadas à linha ficam continuamente esperando por uma sequência de flag para sincronizar no início de um quadro.Configuração balanceada: usada somente em conexões ponto-a-ponto.

CAMPO DE CONTROLE : o HDLC define 3 tipos de quadros. Response Mode" 1 1 1 1 0 1 0 "Set Async. A figura abaixo mostra o formato geral do CAMPO DE CONTROLE (modo básico). Response Mode Extend" 1 1 1 1 0 1 1 "Set Normal Response Mode Extend" 1 1 1 1 1 0 0 "Set Async.Bit com função de supervisão M .2 – Quadro completo especificando os campos de controle de um quadro HDLC . Seu tamanho não é definido no padrão mas é limitado em um tamanho máximo por uma implementação. O FCS normal é o CRC-16 definido pela CCITT. CAMPO DE DADOS: este campo só existe nos quadros tipo I e em alguns quadros tipo U.N° de sequência na recepção pela estação transmissora S . 8 bits. mas deve ser incluido sempre para garantir a uniformidade. Balanced Mode Extend" 1 1 1 1 0 0 0 "Disconnect Mode" 1 1 0 0 0 1 0 "Request Disconnect" Mnemônio I RR REJ RNR SREJ UI SNRM DISC UP UA SIM RIM CMDR SARM SARME SNRME SABM XID SABME DM RD Padronização pelo HDLC C/R C/R C/R C/R C/R C/R C C/R C R C R R C/R C C C C/R C R R Tabela 7. normalmente. tanto na forma básica quanto na estendida. cada um com um formato diferente do campo de controle. Um FCS opcional de 32 bits usando o CRC-32 pode ser empregado se o tamanho do quadro ou a qualidade da linha determinarem esta escolha.N° de sequência no envio pela estação transmissora Nr . como sendo um endereço de difusão . A configuração 11111111 é interpretada. Quadros de informação (tipo I) que transportam os dados do usuário. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  71 CAMPO DE ENDEREÇO: o campo de endereço é usado para identificar a estação secundária que transmite ou recebe o quadro. CAMPO FCS (Frame Check Sequence): é aplicado sobre todos os bits do quadro com exceção dos campos de flag. Formatos Informação Supervisão Controle 1 I S U 0 1 1 2 0 1 3 NS S M 4 S M 5 P/F P/F P/F 6 7 Nr Nr 8 Bits do campo de controle M M M Figura 7. Um endereço possui. Este campo não é necessário em ligações ponto-a-ponto. O campo pode conter qualquer sequência de bits. Quadros Supervisão(S) e quadros não numerados (U).9 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC Onde: Ns .Bit de controle de ligação P/F . isto é. O oitavo bit em cada octeto é 1 ou 0 indicando se o octeto é ou não o último octeto do campo de endereço. Balanced Mode" 1 1 1 1 1 0 1 "Exchange Identification" 1 1 1 1 1 1 0 "Set Async. mas pode ser usado um formato estendido no qual o tamanho do endereço é um multiplo de sete bits.Bit de Poll/Final O quadro de configuração dos campos de controle é apresentado a seguir: Campo de Controle Comando / Resposta 1 2 3 4 5 6 7 8 0 S S S R R R Informação 1 0 0 0 R R R "Receive Ready" 1 0 0 1 R R R "Reject" 1 0 1 0 R R R "Receive Not Ready" 1 0 1 1 R R R "Selective Reject" 1 1 0 0 0 0 0 Informação não numerada 1 1 0 0 0 0 1 "Set Normal Response Mode" 1 1 0 0 R R R "Disconnect" 1 1 0 0 1 0 0 "Un-numbered Pool" 1 1 0 0 1 1 0 "Un-numbered Acknowledge" 1 1 1 0 0 0 0 "Set Inicialization Mode" ou "Request Inicialization Mode" 1 1 1 0 0 0 1 "Command Reject" (Resposta) 1 1 1 1 0 0 0 "Set Async. indica que todas as estações secundárias devem receber o quadro.

Esse comando é usado para realizar uma desconexão lógica: informa à estação receptora que a estação transmissora está suspendendo a operação com esta respectiva estação secundária (ou balanceada). DISC . UI ou NSI .2 Definição dos comandos e respostas no HDLC I . . DISC e RSPR. na estação remota. para fazer polling com estações secundárias (isto é.Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para indicar impossibilidade temporária de aceitar outros quadros de informação. "convidá-las" a transmitir).O Poll não numerado é usado para solicitar quadros de resposta a partir de uma única estação secundária ("individual poll").É usado para transferir campos de informação não sequenciados através de um enlace. não são permitidas transmissões a partir da estação secundária. que também não são confirmadas. confimados como recebidos sem problema. por exemplo. Os campos Nr e Ns fornecem a sequenciação do quadro que está sendo enviado. SIM . UA . SARM. SARME.É usado por uma estação para solicitar a retransmissão de um único quadro de informação: o de número Nr. Uma estação secundária desconectada não poderá receber ou transmitir quadros de informação: fica desconectada até que receba um comando SIM ou SNRM. Assim.10 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC 7.3. SREJ .Essa resposta de "confirmação não seqüenciada" é usada para confirmar o recebimento e aceitação dos seguintes comandos não numerados: SNRM. este comando também pode ser usado para dar início a uma desconexão física. RR . Quando uma estação que está transmitindo recebe um RNR. que existe em cada estação endereçada por uma oportunidade de resposta. o que confirma o recebimento dos quadros de informação numerados até Nr .Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para solicitar a retransmissão de quadros de informação iniciando com o número de Nr. onde todos os campos de controle têm um octeto de comprimento. Uma estação primária pode usar o comando RR com o bit P setado em 1.1 (inclusive). Os quadros de informação numerados até Nr . Esse comando subordina a estação secundária receptora à estação primária que transmitiu o SNRM. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  72 O campo de controle pode ser estendido para ser usado por quadros S e I que empregam números de sequência com 7 bits ao invés de 3 bits.Indica um quadro sequenciado de informação. não são confirmados. Devido à ausência de verificação dos números de sequência. completando ou abortando o quadro em andamento. SABME.O referido comando é usado para colocar em "Normal Respose Mode"(NRM) a estação secundária endereçada. bem como do quadro que se espera receber em seguida.Comando usado para ativar procedures especificadas pelo sistema. assim.1 são reconhecidos como aceitos. deve parar de transmitir dentro do menor tempo possível. a nível de inicialização do link.O quadro de supervisão que indica "recepção concluída"é usado por uma estação para indicar que está pronta para receber um quadro de informação. A norma não define o processo de controle para organizar as respostas. SIM. REJ . para dados de inicialização do enlace. cada estação relata continuamente seus Ns e Nr à outra. 1 I S U 0 1 1 0 1 S M S M 2 3 4 5 NS x P/F 6 x M 7 x M 8 x M 1 P/F P/F P/F 2 3 4 5 Nr 6 7 8 x x x x x x x Figura 7. UP . Os quadros de informação numerados até Nr . aqueles numerados de Nr (inclusive) em diante. Na operação de uma rede comutada. A figura abaixo mostra o formato geral do campo de controle do modo estendido. a não ser que solicitadas pela primária. Quando se está processando a troca de informação. SNRM . o campo de informação pode ser perdido ou duplicado se ocorrer uma condição de excecução durante a transmissão do quadro UI. RNR .1 (inclusive) são assim confirmados.1 são. SNRME. e os seguintes (se tiverem sido enviados outros). os únicos quadros I aceitos serão aqueles numerados sequencialmente e em ordem seguindo ao quadro solicitado. SABM. Não há resposta exigida para o UI. Sendo transmitido um SREJ. Os quadros de informação numerados até Nr . estabelecendo uma condição operacional lógica. Pode ser útil.

Esta resposta é usada para relatar status não operacional de uma estação que está logicamente desconectada do enlace e não pode aceitar o comando de estabelecimento de um modo (MRN ou MRA). Esse comando pode usar o endereço global. o transmissor mantém atualizada uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser enviado (N(S)). O emissor então. Para estes casos. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros variados mas não confirmados. O mecanismo da janela deslizante permite que o emissor envie mais de um quadro sem esperar a confirmação do receptor. No entanto. existem casos em que o transmissor quebra o bloco grande em pequenos blocos e os envia um de cada vez. teremos a variação do número de sequência dos quadros de 0 até 7 ( 23-1). quando esta recebe um comando não válido. DM .Usado para colocar a estação endereçada no Modo de Resposta Balanceado (MRB). Nesta forma o receptor indica a sua disposição em aceitar dados enviando um "pool" ou respondendo a um "select". CMDR . o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. ao esgotar este tempo. Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor.Usado para indicar a solicitação de uma desconexão. RD . . o receptor mantém uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser recebido (N(S)). Normalmente o receptor aloca um buffer de dados com um tamanho máximo. Este procedimento é adequado para o caso em que a mensagem é enviada em um único bloco de dados. d) o número Nr recebido da estação primária não concorda com o número Ns que foi enviado à mesma. pela recepção de um RIM ou DISC. SABM . Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. então. isto é. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  73 RIM . b) campo de informação muito longo para ser recebido nos buffers da estação receptora. bem como os valores que delimitam a janela de transmissão (limite inferior e limite superior ). Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação. transmite seus dados. São considerados os comandos recebidos dentro das seguintes características: a) não implementados na estação receptora (essa categoria inclui comandos de configuração inexistente). ao esgotar este tempo. A forma mais simples de controle de fluxo é conhecida como "stop and wait". c) o comando recebido não permite o campo de Informação. SARM . Este valor máximo normalmente é dado por 2n-1 onde n é o tamanho (em bits) do campo de sequência do quadro. O recebimento de qualquer comando. o receptor deve indicar novamente a sua disposição em aceitar mais dados antes que eles sejam enviados. ele deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para o recebimento de mais dados.É usado para colocar a estação secundária endereçada em modo de resposta assíncrona (ARM). e este foi recebido dentro do quadro. XID . 7. O controle de fluxo é uma técnica que assegura que uma estação transmissora não sobrecarrega uma estação receptora. Nesse comando o campo de informação é opcional: se usado deve conter a identificação da estação transmissora. bem como os valores que delimitam a janela de recepção. o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo.3. caso seja desconhecido o endereço específico da estação secundária. não serão aceitas transmissões de comandos até que a condição RIM seja resetada. o procedimento descrito anteriormente é inadequado.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento Os protocolos da família HDLC realizam o controle de fluxo e de seqüência através de um mecanismo baseado na buferização de mensagens denominado Mecanismo da Janela Deslizante. Por sua vez. fornecer a identificação da estação transmissora à estação remota. que não seja um SIM ou DISC. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros enviados mas não confirmados. Para isto."Request for Initialization Mode" é transmitido por uma estação para notificar a estação primária da necessidade de um comando SIM.O comando de troca de identificação é usado para forçar a estação endereçada a reportar sua identificação e outras características e. Quando os dados são recebidos. Por exemplo. para um campo de sequência que tenha um comprimento de 3 bits. opcionalmente. Todos os quadros contém um número de sequência que varia de 0 a um valor máximo.Esta resposta é transmitida por uma estação secundária no modo NRM. Após a recepção. fará com que a estação repita o RIM. Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação.

Entre cada par de níveis adjacentes existe uma interface. o propósito de cada nível é oferecer serviços para os níveis mais altos.11 – Modelo de Referência OSI – ISO . ao contrário da comunicação virtual usada pelos outros níveis. 3. O número de níveis. A definição das camadas foi baseada nos seguintes princípios: 1. No entanto. existe a necessidade de separar partes do projeto a fim de vencer a tarefa por etapas. As entidades compreendidas em níveis correspondentes em máquinas diferentes são chamadas processos pares. uma das tarefas mais importantes é definir claramente as interfaces entre os níveis. livrando aqueles níveis dos detalhes de como os serviços oferecidos são realmente implementados. A interface define as operações primitivas e os serviços que o nível inferior oferece ao nível superior. Uma camada deve ser criada quando um diferente grau de abstração se faça necessário.. Por uma questão de praticidade.1 (menos o meio físico). Os limites de cada camada devem ser escolhidos de forma a minimizar o fluxo de informações entre as interfaces. 4. O número de camadas não deve ser nem muito grande nem muito pequeno. Cada nível passa os dados e informações de controle para o nível imediatamente inferior.ou seja. Quando o projetista de uma rede decide quantos níveis vai incluir na rede e o que cada um deles faz. No nível 1 existe uma comunicação física com a outra máquina. 1983). Na realidade. O Modelo de referência OSI As redes de computadores modernas são projetadas de forma altamente estruturada. Cada camada deve executar uma função bem definida. o nome de cada nível e a função de cada nível diferem de uma rede para outra. O nível n de uma máquina mantém uma conversação com o nível n de outra máquina. até que o nível 1 seja alcançado. 2. 4 3 2 1 Transporte Rede Enlace Física Host A Protocolo de Transporte Apresentação Protocolo de Apresentação Apresentação PPDU Sessão Protocolo de Sessão Sessão Transporte Rede Enlace Física Host B SPDU TPDU Pacote Quadro Bit Limite da sub-rede de comunicação Rede Enlace Física Roteador Rede Enlace Física Roteador Protocolo de sub-rede interna Figura 7. em todas as redes. A maioria dos softwares de comunicação são organizados como um conjunto de camadas ou níveis. APDU 7 Aplicação Aplicação Interface dos níveis 6/7 6 Interface dos níveis 5/6 5 . de forma a evitar a repetição de funções e não tornar a arquitetura difícil de controlar.1 apresenta o modelo de Referência OSI de 7 camadas e ilustra este conceito. A função de cada camada deve é escolhida observando-se a definição de protocolos padronizados internacionalmente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  74 7. A figura 7. cada um construído sobre o seu predecessor. Em outras palavras. As regras e convenções desta conversação são definidos como o "protocolo do nível n". 5. Do outro lado. Esse modelo é baseado em uma proposta desenvolvida pela ISO (Internacional Standards Organization) como um primeiro passo na direção da padronização internacional dos protocolos usados nas diversas camadas (Day e Zimmermann.4. sistemas que estão abertos à comunicação com outros sistemas. O modelo OSI é mostrado na figura 7. isto é. pois ele trata de interconexão de sistemas abertos . o processo se inverte: cada camada retira as informações que lhe pertencem e repassa para a camada superior o campo de dados da unidade recebida. vamos chamá-lo de modelo OSI. devido a complexidade do software de comunicação. O nome desse modelo é Modelo de Refência OSI (Open Systems Interconnection). nenhum dado é transferido diretamente de um nível n em uma máquina para o nível n de outra máquina (exceto no nível 1). até chegar à camada mais alta.. O modelo OSI tem sete camadas. são os processos pares que se comunicam usando o protocolo.

eles dividirão o mesmo caminho. sendo determinadas para cada pacote. esse controle de fluxo e o tratamento de erros são integrados. a forma como a conexão inicial será estabelecida e de que maneira ela será encerrada. Se esses padrões de bit puderem ocorrer acidentalmente nos dados. Freqüentemente . O problema é que os quadros de reconhecimento necessários ao tráfego de A pra B disputam o uso da linha com os quadros do tráfego de B para A. elétricas e procedurais e ao meio de transmissão físico. As redes de difusão têm outra questão na camada de enlace de dados: como controlar o acesso ao canal compartilhado. são incluídos padrões de bit especiais no início e no fim do quadro. como por exemplo em uma sessão de terminal. Foi criada uma solução inteligente (o piggybacking) para essa situação. O controle desse congestionamento também pertence à camada de rede. Estas podem ser determinadas no início de cada conversação. provocando engarrafamentos. As rotas podem se basear em tabelas estáticas. Pelo menos.4. Para executar essa tarefa. o outro lado o receba como um bit 1. Nessa situação. Outra questão decorrente da camada de enlace de dados (assim como da maioria das camadas mais altas) é a forma como impedir que um transmissor rápido seja dominado por um receptor de dados muito lento.4. discutiremos cada uma das camadas do modelo. surgirá uma nova complicação para o software da camada de enlace de dados. Elas também podem ser altamente dinâmicas. embora eles não pertençam ao modelo de referência propriamente dito. O projeto da rede deve garantir que. Esse problema é resolvido por uma subcamada especial da camada de enlace de dados. deve haver uma função de contabilização na camada de rede. Se a linha puder ser usada para transmitir dados em ambas as direções. várias transmissões do mesmo quadro criam a possibilidade de existirem quadros repetidos. 7. a camada de enlace de dados faz com que o emissor divida os dados de entrada em quadros de dados (que.4. não como um bit 0. quando um lado envia um bit 1. Um quadro repetido poderia ser enviado caso o quadro de reconhecimento enviado pelo receptor ao transmissor fosse perdido. será preciso um cuidado especial para garantir que os padrões não sejam incorretamente interpretados como delimitados de quadro. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  75 Em seguida. a subcamada de acesso ao meio. Uma questão de fundamental importância para o projeto de uma rede diz respeito ao modo como os pacotes são roteados da origem para o destino. que fica abaixo da camada física. No entanto. perdidos e danificados. cabe à camada de enlace de dados criar e reconhecer os limites do quadro. Nesse caso. as questões de projeto dizem respeito às interfaces mecânicas. começando pela camada inferior. as questões mais comuns são as seguintes: a quantidade de volts a ser usada para representar um bit 1 e um bit 0.2 A Camada de Enlace de Dados A principal tarefa da camada de enlace de dados é transformar um canal de transmissão bruta de dados em uma linha que pareça livre dos erros de transmissão não detectados na camada da rede. Deve ser empregado algum mecanismo de controle de tráfego para permitir que o transmissor saiba o espaço de buffer disponível no receptor. ”amarradas” à rede e que raramente são alteradas. Se houver muitos pacotes na sub-rede ao mesmo tempo. o software deve contar quantos pacotes ou caracteres ou bits são enviados . têm algumas centenas ou milhares de bytes). Como os operadores da sub-rede em geral são remunerados pelo trabalho que fazem. Como a camada física apenas aceita e transmite um fluxo de bits sem qualquer preocupação em relação o significado ou à estrutura. Pra tal. Nesse caso. em geral. Cada um deles foi publicado como um padrão internacional distinto. pois não especifica os serviços e os protocolos que devem ser usados em cada camada. 7.1 A Camada Física A camada física trata de transmissão de bits brutos através de um canal de comunicação. cada qual com qualidade e preço diferentes. e a quantidade de pinos que o conector da rede precisará e de que maneira eles serão utilizados. Cabe a essa camada resolver os problemas causados pelos quadros repetidos. a camada de enlace de dados da máquina de origem deverá retransmitir o quadro. O piggybacking consiste em mandar a confirmação do recebimento do quadro da outra estação no quadro de dados que está sendo enviado a ela. A camada de enlace dos dados pode oferecer diferentes classes de serviço para a camada de rede. o fato de a transmissão poder ser ou não realizada nas duas direções. a fim de refletir a carga atual da rede. 7. a quantidade de microssegundos que um bit deve durar. a ISO produziu padrões para todas as camadas. Observe que o modelo OSI em si não é uma arquitetura de rede. transmita-os seqüencialmente e processe os quadros de reconhecimento pelo receptor.3 A camada de Rede A camada de rede controla a operação da sub-rede. otimizando a transmissão. Ele apenas informa o que cada camada deve fazer. Um ataque de ruído na linha pode destruir completamente um quadro. No entanto.

outros tipos possíveis de serviço de transporte são as mensagens para muitos destinos. Além disso. Esse mecanismo é chamado de controle de fluxo e desempenha um papel fundamental na camada de transporte (assim como em outras camadas). Uma sessão pode ser usada para permitir que um usuário estabeleça um login com um sistema remoto de tempo compartilhado ou transfira um arquivo entre duas máquinas. a camada de sessão poderá ajudar a monitorar esse controle. Um dos serviços da camada de sessão é o gerenciamento de token. Os protocolos também poderão ser diferentes. É preciso. utilizando cabeçalhos de mensagem e mensagens de controle. se a criação ou manutenção de uma conexão de rede for cara. a camada de transporte poderá multiplexar diversas conexões de transporte na mesma conexão de rede para reduzir o custo.4. a camada de transporte cria uma conexão de rede diferente para cada conexão de transporte exigida pela camada de sessão. aos usuários da rede.4. que podem estar separadas por muitos roteadores.4. onde se pratica uma taxa de cada lado.1 Muitos hosts são multiprogramados. a camada de transporte deverá criar várias conexões de rede. dividindo os dados entre as conexões de rede para melhorar o throughput. Uma sessão permite o transporte de dados normal. a camada de rede. assim como faz a camada de transporte. Quando um pacote tem que viajar de uma rede para outra até chegar a seu destino. embora sejam aplicados a eles princípios semelhantes. Conseqüentemente. Para alguns protocolos. a conexão de transporte precisar de um throughput muito alto. dividi-lo em unidades menores em caso de necessidade. tudo tem de ser feito com eficiência e de forma que as camadas superiores fiquem isoladas das inevitáveis mudanças na tecnologia de hardware. Talvez a segunda rede não aceite seu pacote devido o tamanho. podem surgir muitos problemas. no entanto. É na camada de rede que esses problemas são resolvidos. No entanto. portanto. Nas redes de difusão. no entanto. O endereçamento utilizado para rede poderá ser diferente. a camada de sessão oferece tokens para serem trocados. e não entre as máquinas de origem e de destino. isso significa que muitas conexões estarão entrando e saindo de cada host. Essas informações podem ser colocadas no cabeçalho de transporte (H4 ou Header do protocolo da camada 4 do modelo OSI – ISO). Por outro lado. Se o tráfego só puder ser feito em uma direção de cada vez (como acontece em uma estrada de ferro). passá-los para a camada de rede e garantir que todas essa unidades cheguem corretamente à outra extremidade. O tipo de conexão de transporte mais popular é o canal ponto livre de erros que libera mensagens ou bytes na ordem em que eles são enviados. determinadas operações só podem ser executadas pelo lado que está mantendo o token. mas ela oferece também serviços aperfeiçoados que podem ser de grande utilidade em algumas aplicações. e as camadas de 4 a 7. também cabe à camada de transporte estabelecer e encerrar conexões pela rede. . costuma ser pequena. 7. A camada de transporte é uma verdadeira camada fim a fim. Em condições normais. O tipo de serviço é determinado quando a conexão é estabelecida. Um dos serviços da camada de sessão é gerenciar o controle de tráfego. a camada de transporte é necessária para tornar a multiplexação transparente em relação à camada de sessão. Em outras palavras. Em todos os casos.5 A camada de Sessão A camada de sessão permite que os usuários de diferentes máquinas estabeleçam sessões entre eles. Isso exige mecanismo de denominação que permita a um processo de uma máquina descrever com quem deseja conversar. que liga a origem ao destino. Para gerenciar essas atividades. A camada de Transporte A função básica da camada de transporte é aceitar dados da camada de sessão. A camada de transporte também determina o tipo do serviço que será oferecido à camada de sessão e. Além de multiplexar diversos fluxos de mensagem em um canal. os protocolos são trocados entre cada uma das máquinas e seus vizinhos. Quando um pacote cruza uma fronteira nacional. 7. Deve haver um mecanismo para controlar o fluxo de informações. As sessões podem permitir o tráfego em ambas as direções ao mesmo tempo ou em apenas uma direção de cada vez. é ilustrada na figura 7. o que permitirá a produção de informações para tarifação. Se. criar alguma forma de determinar a qual conexão uma mensagem pertence. A diferença entre as camadas de 1 a 3. O controle de fluxo entre os hosts é diferente do controle de fluxo entre os roteadores. um programa da máquina de origem mantém uma conversa com um programa semelhante instalado na máquina de destino. em última instância. que são fim a fim. o problema de roteamento é simples e. permitindo que redes heterogêneas sejam interconectadas. de modo que um host rápido não possa sobrecarregar um host lento. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  76 por cada cliente. Nas camadas inferiores. é fundamental importância que ambos os lados não executem a mesma operação ao mesmo tempo. que são encadeadas. a contabilização pode se tornar complicada. quando existe.

virtual estão na camada de aplicação. assim como o correio eletrônico. Terminologia OSI . Por exemplo.7 A camada de Aplicação A camada de Aplicação contém uma série de protocolos que são comumente necessários. Após ser abortada.6 A camada de Apresentação Ao contrário das camadas inferiores.unidade de dados de serviço . inteiros. existem centenas de tipos de terminal incompatíveis no mundo. cada transferência seria reiniciada e provavelmente falharia na nova tentativa. Por exemplo. valores monetários e notas fiscais. Considere os problemas que podem ocorrer quando se está tentando fazer uma transferência de arquivos que tem a duração de duas máquinas cujo tempo médio entre falhas seja de uma hora. quando ocorrer uma falha. e vice-versa. a camada de apresentação se preocupa com a sintaxe e a semântica das informações transmitidas. as estruturas de dados intercambiadas podem ser definidas de uma forma abstrata. que.3 e 802. apenas os dados transferidos depois do ponto de sincronização tenham de ser repetidos. Uma das maneiras de se resolver esse problema é definir um terminal virtual de rede. quando o editor mover o cursor do terminal virtual para o canto superior esquerdo da tela. é necessário tratar essas e outras incompatibilidades. que tornam confiável o processo de movimentação de bits de uma extremidade à outra da ligação. têm diferentes layouts de tela e seqüências de escape para a inserção e exclusão de textos.IDU (SDU + inform. movimentação do cursor etc. Todos softwares do t. e os inteiros (o complemento de um e o complemento de dois. deve ser criado um elemento de software que permita mapear as funções do terminal virtual de rede para terminal real. 7. Diferentes sistemas de arquivos têm diferentes convenções de denominação de arquivos e diferentes formas de representação de linhas de texto. para o qual possam ser desenvolvidos editores e outros tipos de programa. Outra função da camada de aplicação é a transferência de arquivos. A camada de apresentação gerencia essas estruturas de dados abstratas e converte a representação utilizada dentro do computador na representação padrão da rede. Esses programas fazem um intercâmbio de ítens como nomes. por sua vez.unidade de dados de protocolo . de controle) . por exemplo). A maioria dos programas destinados a usuários não faz um intercâmbio de seqüências de bits binárias aleatórias. Para permitir que computadores com diferentes representações se comuniquem. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  77 Outro serviço de sessão é a sincronização. Os computadores têm diferentes códigos para representar os strings de caracteres (como ASCII e Unicódigo. 7. Um exemplo típico de um serviço de apresentação é a codificação de dados conforme o padrão estabelecido. a pesquisa de diretórios e uma série de outros recursos específicos e genéricos. Para eliminar esse problema. entre outras coisas. O que é overhead de protocolo? O que é encapsulamento de dados? O que é trailler ou cauda nas PDU´s? Para que serve? Por que um protocolo orientado a caracteres não é indicado para utilização atualmente? Quais os 3 tipos de quadros utilizados pelo protocolo HDLC? .serviço N . por exemplo).4. datas.5). de modo que. Esse trabalho também pertence à camada de aplicação. entre outras coisas.4.relação entre serviço e protocolo . a entrada de tarefas remotas. Para manipular cada tipo de terminal.entidades de protocolo . a camada de sessão oferece uma forma de inserir pontos de sincronização no fluxo de dados. juntamente com a codificação padrão a ser utilizada durante a conexão. Os ítens são representados como strings de caracteres. Para transferir um arquivo entre dois sistemas diferentes. Considere o trabalho de um editor de tela inteira que deve trabalhar com vários tipos de terminal. esse software executará a sequência de comandos apropriada para que o terminal real também o envie para a mesma posição.pontos de acesso ao serviço N (SAPs) Exercícios: 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) O que é multiplexação? Quais os tipos existentes? Qual tipo é utilizada nas redes locais? Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? Cite 2 políticas de acesso ao MT que podem ser aplicadas em uma rede local (802.unidades de dados de interface . números com ponto flutuante e estruturas de dados compostas por uma série de ítens mais simples.

descreva um cenário de comunicação entre A e B. (S)upervisão e (U)Controle. Utilize: SABM – Estabelecimento da conexão UA – Aceitação de quadros não numerados RR – Receive Ready RD – Request Disconnect e quadros do tipo (I)nformação. onde A envia um quadro de dados para B e após. 11)Ainda com relação ao HDLC. perdidos ou danificados ) Um editor de texto deve funcionar em rede com N tipos de terminais diferentes ) Permite a comunicação de computadores que utilizam diferentes representações para os dados ) Insere pontos de sincronização no fluxo de dados . B envia 3 quadros de dados para A e solicita o encerramento da comunicação. associe as colunas: (1) Estação primária ( ) Duas estações combinadas (2) Estação Secundária ( ) Emite comandos e respostas (3) Estação Combinada ( ) Uma estação primária e uma ou mais estações secundárias (4) Configuração não-balanceada ( ) Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão (5) Configuração Balanceada ( ) Emite respostas (6) Modo de resposta Normal ( ) A estação avisa quando quer transmitir (7) Modo balanceado Assíncrono ( ) Emite comandos (8) Modo de resposta Assíncrono ( ) A estação secundária só pode transmitir em resposta a um comando da primária 12) Qual camada é responsável? (1) Física (2) (3) Rede (4) (5) Sessão (6) (7) Aplicação ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) compactação dos dados ) define a voltagem para os bits 0 e 1 ) A mensagem deve ser criptografada ) garante o envio da mensagem ) roda as aplicações dos usuários ) roteamento das mensagens ) Acrescenta trailler aos dados ) quanto deve ser a duração de um bit ( ) Estabelece e encerra conexões de rede (pela rede) ( ) diz a forma como uma conexão é estabelecida e desfeita ( ) controle de fluxo dos quadros de dados ( ) A comunicação será Half ou full-duplex? ( ) detecção de erros nos quadros de dados ( ) Quem gerencia o TOKEN? Eu quero transmitir! ( ) Os pacotes estão muito grandes e devem ser divididos ( ) cria e reconhece os limites de um quadro de dados ) Suporte para os softwares rodados num sistema. como o caso do correio eletrônico ) Resolve problemas causados por quadros repedidos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  78 10)Utilizando o protocolo de enlace HDLC.

fornecido pelo Internet Protocol (IP) [Postel 81b]. A arquitetura baseia-se principalmente em um serviço de transporte orientado à conexão. Quando o protocolo se torna estável. tendo a maioria deles projetado e implementado os protocolos da Arquitetura Internet. Para interligar duas redes distintas é necessário conectar uma máquina a ambas as redes. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  79 8.2 . um dos membros do IAB propõe ao comitê que o protocolo se torne um padrão.Camadas conceituais da arquitetura Internet TCP/TP. documentar. Para que um protocolo se torne um padrão Internet [Rose 90] é necessário documentá-lo através de uma RFC (Request for Comments). As RFCs podem ser obtidas por qualquer pessoa conectada à Internet. se contentam com redes de baixa velocidade que conectam equipamentos distantes milhares de quilômetros uns dos outros. Alguns usuários precisam de redes de alta velocidade que normalmente cobrem uma área geográfica restrita. E E Rede 3 G G G Rede 1 Rede 4 G G G Rede 5 E E E Rede 2 E E E Figura 8. O corpo técnico que coordena o desenvolvimento dos protocolos dessa arquitetura é um comitê denominado IAB (Internet Activity Board). . como a ISO ou a IEEE. a camada intra-rede [Comer 91]. formando assim uma inter-rede. e novas versões do protocolo podem ser elaboradas. fornecido pelo Transmission Control Protocol (TCP). Para ser capaz de rotear corretamente as mensagens. Qualquer pessoa pode projetar. A Figura 1 ilustra o conceito de inter-rede. se após decorridos aproximadamente seis meses não houver nenhuma objeção. A arquitetura Internet TCP/IP é organizada em quatro camadas conceituais construídas sobre uma quinta camada que não faz parte do modelo. Tal máquina fica responsável pela tarefa de transferir mensagens de uma rede para a outra. A Figura 2 mostra as camadas e tipo de dados que fluem entre elas. ou seja. Da análise das RFCs surgem sugestões. não importando a forma física de interconexão. a única forma de permitir que um grande volume de usuários possa trocar informações é interligar as redes às quais eles estão conectados.1: Ilustração do conceito de inter-rede. A arquitetura da Internet TCP/IP O desenvolvimento da arquitetura Internet TCP/IP foi patrocinado pela Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA). e em um serviço de rede não-orientado à conexão (datagrama não confiável). Já outros. Uma máquina que conecta duas ou mais redes é denominada internet gateway ou internet router. A idéia baseia-se na seguinte constatação: não existe nenhuma tecnologia de rede que atenda aos anseios de toda a comunidade de usuários. Host A Aplicação Transporte Inter-rede Interface de rede Datagrama idêntico Quadro idêntico Mensagem idêntica Pacote idêntico Host B Aplicação Transporte Datagrama idêntico Gateway Inter-rede Interface de rede Interface de rede Inter-rede Interface de rede Quadro idêntico Rede física 1 Intra-rede Rede física 1 Intra-rede Figura 8. A arquitetura Internet TCP/IP dá uma ênfase toda especial à interligação de diferentes tecnologias de redes [Comer 91]. Os padrões TCP/IP não são elaborados por órgãos internacionais de padronização. O IAB é formado por pesquisadores. os gateways precisam conhecer a topologia da inter-rede. precisam saber como as diversas redes estão interconectadas. Já os usuários vêem a inter-rede como uma rede virtual única à qual todas as máquinas estão conectadas. o IAB declara o protocolo como um Internet Standard. Portanto. Uma RFC é publicada indicando esse status e. implementar e testar um protocolo para ser usado na Internet.

Camada inter-rede ou Internet (2) O nível inter-rede é o responsável pela transferência de dados através da inter-rede. Não existe um protocolo de enlace específico. fragmentação. Dentre os protocolos da camada de Rede destaca-se inicialmente o IP (Internet Protocol). Por exemplo. para o funcionamento do TCP/IP. O padrão estabelece-se para cada aplicação. reconhecimento etc). Essa compatibilização é a função dessa camada que recebe os datagramas IP do nível internet ou inter-rede e os transmite através de uma rede específica. os usuários usam programas de aplicação para acessar os serviços disponíveis na inter-rede. RARP e dos protocolos de roteamento (RIP. É nesta camada que são identificados os endereços IP. Se o protocolo utilizado for o TCP.4. Frame Relay. • adaptar os tamanhos dos pacotes ao tamanho máximo suportado pela rede subjacente (segmentação e reassemblagem). Camada de Aplicação (4) No nível de aplicação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  80 8.3 . • dispor de um mecanismo de encapsulamento. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1) A arquitetura Internet TCP/IP não faz nenhuma restrição às redes que são interligadas para formar a inter-rede. bastando para isso que seja desenvolvida uma interface que compatibilize a tecnologia específica da rede com o protocolo IP. • detectar e controlar situações de congestionamento na rede. o algoritmo de roteamento é utilizado para decidir se o datagrama deve ser passado para o nível de transporte local. 8. ou o serviço não-orientado à conexão. dependendo do meio ao qual está ligada.3. Esse nível recebe pedidos do nível de transporte para transmitir pacotes que. ou seja. EGP e GGP). o datagrama é passado para a interface de rede apropriada para então ser transmitido. enviará um pacote diferente. O pacote é encapsulado em um datagrama IP. que são endereços lógicos. Essas aplicações interagem com o nível de transporte para enviar e receber dados. Camada de transporte (3) A função básica do nível de transporte é permitir a comunicação fim-a-fim entre aplicações. Esta camada não possui um padrão comum. Hello. O UDP é um protocolo bem mais simples e o serviço por ele fornecido é apenas a multiplexação / demultiplexação do acesso ao nível inter-rede. portanto se comunica através de datagramas. é a maneira com que a camada superior se comunica com ela. fornecido pelo TCP (serviço de circuito virtual). controle de fluxo. tracert.2. • controle de envio e recepção (erros. Ethernet Token ring Interface Rádio x-25 HDLC Figura 8. são traduzidos para os endereços físicos dos hosts ou gateways conectados à rede. As aplicações podem usar o serviço orientado à conexão. além do ARP. na verdade. • roteamento (direcionamento do tráfego) dos pacotes. fornecido pelo User Datagram Protocol . Resumindo. TELNET. A camada de rede é uma camada não orientada à conexão. informa o endereço da máquina onde o pacote deverá ser entregue. . OSPF.UDP [Postel 80] (serviço de datagrama não confiável). IGP. os endereços IP. buferização. Nesse caso.Comunicação de uma rede Tcp / Ip 8. O importante nesta camada. enviará seus quadros específicos. etc. Portanto.3. enviará os quadros padrão IEEE 802. se for ATM. essa camada é responsável pelo : • endereçamento. seqüência. Com base no resultado da avaliação do algoritmo de roteamento. ou se deve ser repassado para um gateway. os seguintes serviços são fornecidos: controle de erro. 8. O nível inter-rede também processa pacotes recebidos das interfaces de rede. A internet apresenta uma camada de interface com protocolos de diferentes tecnologias. O nível físico. ou se deve ser passado adiante através de uma das interfaces de rede. Para realizar essa tarefa. etc. se for uma placa Ethernet.1. Token Ring. nesse nível. ICMP. o FTP. SNMP. é de responsabilidade da placa de rede que. ao solicitar a transmissão. desde a máquina de origem até a máquina de destino. As funções do nível de transporte na arquitetura Internet TCP/IP são semelhantes às do mesmo nível do RM-OSI. Exemplo de aplicações: ping. qualquer tipo de rede pode ser ligada. e o algoritmo de roteamento é executado para determinar se o datagrama pode ser entregue diretamente. sequenciação e multiplexação do acesso ao nível inter-rede.

São alguns dos protocolos de aplicação disponíveis na arquitetura internet TCP/IP: • FTP (File Transfer Protocol)[Postel 85]: Provê serviços de transferência. Para cada comando enviado do Emissor para o Receptor. gráficos e qualquer outro tipo de arquivo. • pesquisa de arquivos em diretórios. eco. Utiliza a porta 2049 do UDP. modificação e exclusão de diretórios. problemas. TELNET (Telecommunications Network) [postel 83]: Permite a operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. leitura e deleção de diretórios. O NFS cria uma extensão de arquivos local. gravação. renomeação e deleção de arquivos. SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): Implementa o sistema de correio eletrônico da Internet. Figura 8. Utiliza a porta 25 do TCP.. Para cada aplicação existe uma porta predeterminada. através de um código numérico de resposta. • Negociação de opções (modo de operação. UDP etc. A comunicação entre o Emissor e Receptor é feita através de comandos ASCII. dentre outros. Com isso. Através do SNMP. renomeação e eliminação de arquivos. que transmite textos. além de permitir a navegação através do hiper texto. exceto as requisições de senhas de acesso a determinados arquivos (ou servidores FTP). ocorrerá uma resposta do Receptor. e possibilita várias funções como as seguintes: • criação e modificação de atributos dos arquivos.Implementação do NFS . provê serviços de envio e recepção de mensagem do usuário. o assunto e algumas outras informações opcionais. o destinatário. • criação. ICMP. possuem seu próprio protocolo. são mantidas duas conexões: de dados e de controle. leitura. pode-se acessar a MIB e retornar valores. De acordo com o sistema de gerenciamento da arquitetura TCP/IP. TCP. até que este solicite-a. Utiliza a porta 21 do TCP. O endereçamento da aplicação na rede é provido através da utilização de portas para comunicação com a camada de transporte. o que deixa para o TCP. gateways. a aplicação servidora recebe as teclas acionadas no terminal remoto como se fosse local.4 . No cabeçalho existe uma seqüência de linhas que identificam o emissor. Na rede existe uma base de dados denominada MIB (Management Information Base) onde são guardados informações sobre hosts. É nesta camada que se estabelece o tratamento das diferenças entre representação de formato de dados. receber informações sobre problemas na rede. quando são então apagadas da área de transferência do sistema originador. • leitura dos atributos do sistema de arquivos. O SMTP divide a mensagem em duas parte: corpo e cabeçalho. Para sua operação. tradução de endereços e softwares relativos ao IP. Desenvolvido pela SUN Microsystems. operando orientado à conexão. existem o agente e o gerente que coletam e processam. Tais mensagens são armazenadas num servidor de correio eletrônico onde o usuário destinatário está cadastrado. Utiliza a porta 23 do TCP. etc. • HTTP (HyperText Tranfer Protocol): É o protocolo utilizado pela Web. além da criação. transparente para o usuário. SNMP (Simple Network Management Protocol) [Postel 82]: É utilizado para trafegar as informações de controle da rede. respectivamente. interfaces individuais de rede. Não implementa segurança. • • NFS(Network File System) : O NFS supre uma deficiência do FTP que não efetua acesso on-line aos arquivos da rede. violação de protocolos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  81 etc. Utiliza a porta 80 do TCP. • criação. etc). • • Ele possui basicamente as entidades Emissor-SMTP e Receptor-SMTP. • Transferência de dados. armazenar valores. dados sobre erros. O TELNET oferece três serviços: • Definição de um terminal virtual de rede.

na arquitetura Internet TCP/IP são definidas quatro camadas. Ex: berkeley. 8. Alguns dos serviços definidos para as camadas do RM-OSI são opcionais.gov • mil:para grupos militares. a primeira diferença entre as arquiteturas OSI e Internet TCP/IP está no número de camadas. Ex: nic. rede e transporte podem oferecer serviços orientados à conexão (circuito virtual) ou não-orientados à conexão (datagrama). e assim por diante. Ex: nasa. Tudo começa com a padronização da nomenclatura onde cada nó da árvore é separado no nome por pontos. Exemplo: br – Brasil.mil • net: gateways e hosts administrativos de uma rede (ex: uu. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  82 DSN (Domain Name System) [Mockapetris 87] : O DNS é um mecanismo para gerenciamento de domínio em forma de árvore.Comparação entre Modelo OSI e Arquitetura TCP/IP No RM-OSI são descritos formalmente os serviços de cada camada. Enquanto na arquitetura OSI são definidas sete camadas. Essa característica é conseqüência do fato da ISO ter elaborado um modelo que se propõe a tratar todos os aspectos do problema de interconexão aberta de sistemas. Ex: apple. Essa flexibilidade tem aspectos positivos.com • edu: para instituições educacionais. os níveis de enlace. Por exemplo.Australia. por outro lado. pode levar a situações onde dois sistemas em conformidade com a arquitetura OSI não consigam se comunicar.ddn. Aplicação Transporte Inter-rede host/rede Interface de rede Figura 8. No nível mais alto podemos ter: • com: para organizações comerciais.edu • gov: para instituições governamentais.5 .6. Para tal. fr – França. Baseados na norma ISO 3166 Figura 8. – países: cada país tem duas letras que o caracterizam. au. foi desenvolvido um conjunto específico de protocolos que resolveu o problema de forma .Árvore de Domínio O DNS possui um algoritmo confiável e eficiente para tradução de mapeamento de nomes e endereços. de – Alemanha.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip Como pode ser observado na Figura 8. us – EUA. bastando para tal que implementem perfis funcionais incompatíveis. a interface usada pelas camadas adjacentes para troca de informações e o protocolo que define regras de comunicação para cada uma das camadas.6 . mas. A arquitetura lnternet TCP/IP foi desenvolvida com o objetivo de resolver um problema prático: interligar redes com tecnologias distintas. O DNS utiliza a porta 53 do UDP.net) • org: para outras organizações que não se enquadram nos casos acima.

8. por outro confere aos mesmos uma representatividade bem maior. porém bastante funcional.384 redes possíveis com 65536 endereços de hosts associados. Em outras palavras. Endereçamento Internet A seguir são apresentadas as classes de endereço Internet e a utilização de mascaramento. Os padrões da ISO. para o problema da interconexão de sistemas abertos. Classe E: vai de 240 a 255. nessa arquitetura só existe uma opção de protocolo e serviço para esta subcamada do nível de rede: o protocolo IP.6. A abordagem da ISO. Classe D: vai de 224 a 239. Os níveis físico. O primeiro número indica a que classe o endereço pertence. e os aspectos do nível de rede do RM-OSI. Vai de 128 a 191. Ex. 16. que agrupa todos esses serviços na camada intra-rede. Ou seja. Ou seja. 128 endereços de rede com 16. A classe A vai de 1 a 127. Classe C: são alocados 21 bits para o endereço de rede e 8 bits para o endereço de Host. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  83 bastante simples e satisfatória.7 – Protocolos e redes no modelo TCP/IP inicial Os serviços do nível de rede OSI relativos à interconexão de redes distintas são implementados na arquitetura Internet TCP/IP pelo protocolo IP. apresentação e elementos de serviços genéricos básicos no nível de aplicação. com membros representando vários países.097. Classes de endereçamento em Internets Os endereços IP na notação possuem 4 números. é mais razoável. cujo serviço é datagrama não confiável. definindo as camadas de sessão.152 redes possíveis com 254 endereços de hosts associados.1. no sentido em que permite uma maior reutilização de esforços durante o desenvolvimento de aplicações distribuídas. não são abordados na arquitetura Internet TCP/IP.216 endereços host associados.777. A arquitetura Internet TCP/IP se limita a definir uma interface entre o nível intra-rede e o nível inter-rede. os serviços dos níveis de sessão e apresentação OSI são implementados em cada aplicação de modo específico. 2. 8. Acima do nível de transporte está a camada de aplicações na arquitetura Internet TCP/IP. A classe C vai de 192 a 223. São endereços reservados para uso experimental. separados por pontos. O fato de um sistema utilizar ou não o protocolo IP foi usado inclusive para distinguir os sistemas que “estão na Internet” dos que não estão [Clark 91]. . Esses protocolos são equivalentes aos protocolos orientado e não-orientado à conexão do nível de transporte OSI. relativos a transmissão de dados em uma única rede. Os protocolos da arquitetura Internet TCP/IP oferecem uma solução simples. a arquitetura Internet TCP/IP oferece duas opções: o TCP (que oferece um serviço de circuito virtual) e o UDP (datagrama).6. de enlace.: Grandes organ. os endereços são separados assim: Classe A: são alocados 7 bits para o endereço de rede e 24 bits para o endereço de Host. O fato de implementações de seus protocolos terem sido a primeira opção de solução não-proprietária para interconexão de sistemas fez com que essa arquitetura se tornasse um padrão de facto. são padrões de juri. por serem elaborados por uma instituição legalmente constituída para tal. Nessa arquitetura. Ou seja. A estrutura organizacional da ISO. Nomes no modelo OSI Protocolos TELNET TCP FTP SMTP UDP IP DNS Aplicação Transporte Rede Redes ARPANET SATNET Packet radio LAN Física + enlace de dados Figura 8. No nível de transporte. se por um lado aumenta o tempo de desenvolvimento dos padrões. comerciais e grandes Universidades. Desta forma. Ex: Algumas instituições pioneiras na Internet Classe B: são alocados 14 bits para o endereço de rede e 16 bits para o endereço de Host. Esta inflexibilidade da arquitetura Internet TCP/IP no nível inter-rede é uma das principais razões de seu sucesso. São endereços reservados para multicasting.

13.73.255.15 -A Byte 1 7 bits 00001101 Byte 2 Byte 3 24 bits 01001001 Endereço de Host 14 bits 00001101 01001001 16 bits 00001111 Endereço do Host 21 bits 01001001 8 bits 00001111 Endereço do Host 00001111 Byte 4 01111101 Endereço Rede 10 147.xx.50) com 64 sub-redes (máscara 255.255.255 8. o endereço IP está referindo-se a uma rede.11111100.0 a 10.0.xx Endereço de rede Endereço da subrede Endereço de host Exemplo: Supondo uma rede classe B (130.0 a 128.73.255.255 Classe C: 192.1 -D 1110 0000 00000000 00000000 00000000 Endereço de Multicast Endereços especiais 127.255.255 Range de IP(s) livres para intranet: Classe A: 10. Quando todos bits referentes a um endereço forem 0. então ela se comportará da seguinte forma: Endereço Classe B 143.2.73. fazendo and com a máscara: 11111111.255.0.0 a 192.255 Classe B: 128. este será um endereço de broadcast.255.00000000 .66.0.168.13.50.31. Ex: 128.16.13.0.255. Mascaramento Para criar sub-redes dentro de uma rede Intranet. 128.0.0. O hosts o utilizam para enviar mensagens a si mesmo.255.66.6.0 Quando um endereço de rede tiver todos seus bits de endereçamento com valor 1. o mascaramento é necessário: Se para uma rede classe B uma máscara 255.00001111.0.16) ou em binário: 10000010. É utilizado para teste.54.0.15 -B 10011101 Endereço de Rede 110 221.00010000.0.54.0. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  84 Veja abaixo a separação dos bits para as classes de endereços: CLASSE 0 125.255.15.11111111.0). Ex: 26.12.0.xx Endereço de rede Endereço do host 255.00110010.0 (máscara da sub-rede for utilizada).0.252.255.1: loopback.168. Suponha que o roteado recebe um pacote com o seguinte endereço (130.0 (máscara da sub-rede) 143.15 -C 11011101 00001101 Endereço de Rede 28 bits 224.

00000000 que corresponde a 150. e é implementado sobre o UDP.00001100. 4 Exercícios: 1. C. 2 1000:8 1001:8 1010:8 1011:8 S-R. III e V c) III. IV. quais são as duas opções oferecidas? Qual(is) a(s) diferença entre elas. uma vez que é orientado à conexão. 6. Considerando as seguintes afirmações: I. V.00110010. d) provê um sistema de comunicação confiável e não reserva endereços para Intranets e) Possui 5 classes de endereços (A. 2. O NFS. 0000:0 0001:0 0010:0 0011:0 S-R. e implementa o correio eletrônico na Internet. II. chamado endereço IP ou endereço INTERNET c) Não oferece qualquer garantia de que o datagrama chegou ao outro lado livre de erros. 7. oferece acesso on-line aos arquivos de rede. 1 0100:4 0101:4 0110:4 0111:4 S-R.O TELNET roda sobre o UDP e serve para operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. Quem é responsável pelo controle (padronização) da rede Internet? Em que consiste a arquitetura TCP/IP (Qual seu principal objetivo) Quantas e quais são as camadas da arquitetura de redes INTERNET (que fazem parte do modelo) Existe alguma restrição com relação à quais sub-redes podem ser conectadas pela Internet O que é um endereço IP. III. II e V e) II. 5. Com relação ao protocolo IP.50. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  85 resulta em: 10000010. 3. 3 1100:12 1101:12 1110:12 1111:12 S-R. 4. II e IV b) II. não é correto afirmar: a) Sua principal função é o roteamento das mensagens a serem transmitidas na rede b) O roteamento é baseado em um endereço único. O FTP utiliza uma conexão TCP. uma vez que não é orientado à conexão. IV e V d) I.0. A nível de transporte. B.12. O FTP utiliza uma conexão TCP. São verdadeiras as afirmativas: a) I. Este endereço é procurado na tabela que indicará como chegar à sub-rede 4. O SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) utiliza uma conexão TCP. D e E) 8. III e IV .

. [PRE95] Premises Wiring . Gone. Ed. [ROC96] ROCHOL.. 1996. DATA COMMUNICATIONS. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  86 Referências Bibliográficas [BER96] BERK-TEK Inc. UFRGS. Agosto 1995. 1990. Rio de Janeiro: Érica. Going. 1994. “Tudo sobre Cabeamento de Redes”. “A infraestrutura de LANs”. Edição. J. G. S. JOSÉ. Rio de Janeiro:Campus. 239-244. [GRE96] GREENFIELD. “Rede de Computadores. COLCHER. Notas e lâminas de aula. . obtido em Maio 1996 [DER94] DERFLEY. Berk-Tek Informations Page. 64A-64D. FREED. A.. STEPHEN. http://www. [SOA95] SOARES. O estudo de seus elementos”. pp. 57-60. “Redes de Computadores”. LEMOS. DAVID. DATA COMMUNICATIONS.htm.Das LANs.. G. 1997. 1997. F.. pp. Category 5 UTP: Going. DATA COMMUNICATIONS.hlkind. Rio de Janeiro:Campus. 3a. LTC. MANs e WANs às Redes ATM”. [GAS97] GASPARINI. J. Rio de Janeiro. L. pp.. Março 1995. “Redes Locais.com/man/man16. [SAU95] SAUNDERS. [TAN97] TANENBAUM.More net managers are looking for.. L. ANTEU. Rio de Janeiro:Campus. “Wire Act Leave LANs Dangling”. Disciplina Projeto de Redes.F. 1995. Fevereiro 1996. [ZAK90] ZAKIR JÚNIOR.. S. pp 25 a 41.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->