Universidade Regional Integrada URI – Campus de Erechim

Curso de Ciência da Computação

Apostila de Telecomunicações e Redes 1

Prof. Neilor Tonin

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Sumário
1. CONCEITOS BÁSICOS DE COMUNICAÇÃO E TELECOMUNICAÇÃO........................................................................ 4 1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação....................................................................................... 4 1.1. Sinais Analógicos x Sinais Digitais................................................................................................ 5 1.1.1 Bits x Bauds............................................................................................................................ 6 1.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal...................................................................................... 7 1.3 MODEMs....................................................................................................................................... 7 1.4. Técnicas de modulação.................................................................................................................. 8 1.5. Características de uma transmissão................................................................................................9 1.5.1. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal.........................................................................9 1.5.2. Quanto ao número de canais utilizados..................................................................................9 1.5.3. Quanto à sincronização........................................................................................................ 10 2. CONCEITOS BÁSICOS DE REDES DE COMPUTADORES................................................................................... 13 2.1 Utilização das Redes de Computadores........................................................................................14 2.2 Estrutura de uma rede de computadores...................................................................................... 14 2.3 Componentes básicos de uma rede de computadores................................................................... 16 2.4 Arquiteturas de Redes...................................................................................................................18 3. MEIOS DE TRANSMISSÃO DE DADOS........................................................................................................ 20 3.1 Meios físicos................................................................................................................................. 20 3.1.1 Linha aérea de Fio nú............................................................................................................ 21 3.1.2 Par Trançado.........................................................................................................................21 3.1.3 Cabo Coaxial.........................................................................................................................25 3.1.4 Fibras óticas.......................................................................................................................... 28 3.2 Meios não físicos de transmissão.................................................................................................. 34 3.2.1 O Espectro Eletromagnético................................................................................................. 34 3.2.2 Transmissão de Rádio........................................................................................................... 35 3.2.3 Transmissão de Microondas..................................................................................................36 3.2.4 Ondas milimétricas e infravermelhas..................................................................................... 37 3.2.5 Transmissão de Ondas de Luz...............................................................................................37 3.2.6 Satélites de Comunicação..................................................................................................... 38 4. O PADRÃO IEEE 802......................................................................................................................... 43 4.1 Camadas do modelo IEEE............................................................................................................43 4.1.1 Camada física........................................................................................................................ 43 4.1.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) ........................................................... 43 4.1.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC)................................................................... 44 4.2. Padrão IEEE 802.3 e Ethernet.................................................................................................... 44 4.2.1 Cabeamento 802.3..................................................................................................................... 45 4.3. O Protocolo de Subcamada MAC 802.3..................................................................................... 46 4.4. Padrão IEEE 802.4: Token Bus.................................................................................................. 48 4.5. Padrão IEEE 802.5: Token Ring................................................................................................. 49 4.6. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring...................................................................... 51 4.7. Comparação entre 802.3, 802.4 e 802.5......................................................................................52 5. PROTOCOLOS DE ACESSO MÚLTIPLO......................................................................................................... 54 5.1. Acesso baseado em contenção.....................................................................................................54 5.1.1. Aloha...................................................................................................................................54 5.1.2. Carrier Sense Multiple Access (CSMA)............................................................................. 55 5.2. Acesso ordenado sem contenção................................................................................................. 57 5.2.1. "Polling"............................................................................................................................... 57 5.2.2. Quadro ou Slot Vazio.......................................................................................................... 57 5.2.3. Inserção de Registrador....................................................................................................... 58

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5.2.4. Passagem e Permissão (token ring)......................................................................................58 5.2.5. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus).................................................................59 6. DISTORÇÃO E RUÍDO NA TRANSMISSÃO (ERROS)......................................................................................... 61 6.1 Detecção de erros......................................................................................................................... 61 6.1.1. Bit de Paridade (paridade de caractere)............................................................................... 61 6.1.2. Paridade Longitudinal (combinada)..................................................................................... 61 6.1.3. Redundância Cíclica (CRC)................................................................................................ 62 6.2. Correção de erros........................................................................................................................ 63 6.2.1. Descrição de um Código Hamming..................................................................................... 63 7. SOFTWARE DE COMUNICAÇÃO................................................................................................................ 65 7.1. Protocolos de comunicação......................................................................................................... 65 7.2. Protocolos de enlace de dados.....................................................................................................67 7.2.1 Protocolos Orientados a caracter.......................................................................................... 68 7.2.2 Protocolos Orientados a bits................................................................................................. 69 7.3. Protocolo de enlace HDLC..........................................................................................................69 7.3.1 Estrutura do Quadro............................................................................................................. 70 7.3.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC....................................................................72 7.3.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento................................................................................... 73 7.4. O Modelo de referência OSI.......................................................................................................74 7.4.1 A Camada Física................................................................................................................... 75 7.4.2 A Camada de Enlace de Dados............................................................................................. 75 7.4.3 A camada de Rede................................................................................................................ 75 7.4.4. A camada de Transporte...................................................................................................... 76 7.4.5 A camada de Sessão..............................................................................................................76 7.4.6 A camada de Apresentação................................................................................................... 77 7.4.7 A camada de Aplicação.........................................................................................................77 8. A ARQUITETURA DA INTERNET TCP/IP................................................................................................... 79 8.1. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1)......................................80 8.2. Camada inter-rede ou Internet (2)............................................................................................... 80 8.3. Camada de transporte (3)............................................................................................................ 80 8.4. Camada de Aplicação (4).............................................................................................................80 8.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip............................................... 82 8.6. Endereçamento Internet...............................................................................................................83 8.6.1. Classes de endereçamento em Internets............................................................................... 83 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................................................... 86

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1. Conceitos básicos de Comunicação e Telecomunicação
Desde 1838, quando Samuel F. B. Morse transmitiu, pela primeira vez, uma mensagem telegráfica através de uma linha de cerca de 15 Km, os sistemas elétricos para comunicação estão sendo mais e mais utilizados para permitir a transferência de informação entre os homens e entre uma máquina e outra. A comunicação através do telefone, rádio e televisão é considerada corriqueira em nosso dia a dia. Da mesma forma, estão se tornando cada vez mais comuns as ligações entre computadores situados em locais distantes. Dentre as formas de comunicações elétricas, uma das classes que mais se desenvolveu nos últimos anos e que continua crescendo rapidamente é justamente a da área de comunicação de dados. Como os sistemas de comunicação (telefonia, rádio, televisão, etc.) experimentaram um desenvolvimento tecnológico anterior ao desenvolvimento dos computadores digitais, eles serviram de base e campo experimental para o desenvolvimento técnico de conceitos que formaram o alicerce do enorme e vertiginoso progresso anterior às ciências de computação. Como será visto, há muita coisa por detrás de uma simples linha com a qual ligamos os computadores e os nodos de uma rede entre si. Este capítulo trata dos aspectos básicos dos sistemas de comunicação, subjacentes a qualquer rede de computadores. Todos os aspectos compreendidos neste capítulo correspondem às camadas mais inferiores do modelo OSI (camada física e enlace de dados).

1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação
Em um primeiro momento, a maneira mais simples de representar um Sistema de Comunicação seria considerar apenas uma fonte e um destino, como apresentado abaixo.

Fonte

Destino

Figura 1.1 – Exemplo bem simplificado de um sistema de comunicação

A fonte é o ente que produz a informação. Para tanto dispõe de elementos simples e símbolos. O elemento é o componente mais simples que entra na composição representativa da informação. Ex: A, B, C, ou dígitos 0 e l. Por exemplo, na máquina de escrever, os elementos são letras, dígitos e caracteres especiais, situados nas teclas. O símbolo é um conjunto ordenado de elementos. Por exemplo, dispondo-se dos elementos A, B, C, ... podem-se compor os símbolos AA, AB, BB, ... ou os símbolos AAA. BBA, BBB, ... ou, dispondo dos elementos 0 e 1, podem-se compor os símbolos 1, 0, 10, 11, ... , 1000, ... ou 1100, 1101, 1011, ou, dispondo-se dos elementos 0, 1, 2, ... , 9, v, + e -, podem-se compor os símbolos +5v, -3v, 0v, ... . Os símbolos são utilizados para representar configurações de um sinal. Como os símbolos podem ser formados por um único elemento, o elemento também pode constituir uma representação de um sinal. Podemos pensar em um sinal, de forma intuitiva, conforme os seguintes exemplos: "letra do alfabeto", "dígito binário", "fonema da pronúncia", "voltagem", "corrente elétrica", etc. Para cada um destes exemplos podemos imaginar diferentes configurações para a composição representativa da informação. Uma mensagem consiste em um conjunto ordenado de símbolos que a fonte seleciona para compor uma informação. Uma única mensagem, ou um conjunto de mensagens, ordenado para produzir um significado, constitui o que chamamos de informação. A cada símbolo corresponde uma certa quantidade de informação e a cada mensagem se associa uma quantidade de informação, dada pela soma das quantidades de informação de cada símbolo.

elemento 1 0 0 1

Símbolo 1010

Mensagem 1010 1110 ... 1001

Figura 1.2 – Estrutura típica de uma mensagem.

conforme a natureza de sua variação no tempo em analógicos ou digitais. . O receptor é o ente que retira a energia do meio e recupera os símbolos.1. limitações físicas e outros fatores alteram as características do sinal que se propaga. O telégrafo e o telefone aumentaram grandemente o alcance e a velocidade das comunicações. num dado ponto do espaço. Esta potência é suprida pelo emissor. Os sinais analógicos variam de forma contínua. 1. produzindo o que se chama distorção. Na prática isto não ocorre: no processo de transmissão. e não mensagens. Sinais Analógicos x Sinais Digitais Em uma comunicação. O destino é para onde se dirige a informação. Em condições ideais o sistema deveria se comportar de modo que a mensagem produzida pela fonte conseguisse ser fielmente recuperada pelo receptor. de modo a reproduzir a mensagem a ser entregue ao destino. geralmente cobrindo distâncias razoavelmente grandes. aparecem no canal sinais espúrios de natureza aleatória. tambores. o que se transmite são sinais. e reconvertendo estes sinais em escrita ou voz no receptor. convertendo a informação em sinais elétricos (voltagem ou corrente) para a transmissão através de meios físicos ou ondas eletromagnéticas. podendo assumir qualquer valor real.3. uma função do tempo. acionado pela fonte. O canal (meio) é o ente que propaga a energia entregue pelo emissor até o receptor. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor CANAL Ruído Receptor Destino Fonte de Ruído Figura 1. simbolizando todos os ruídos presentes no canal. representando uma fonte externa geradora de ruído. onde podemos identificar os seguintes componentes: A fonte geralmente não dispõe de potência suficiente para cobrir as perdas da propagação do sinal. Os sinais de forma geral e os elétricos em particular. Além disso. todos com alcance limitados pelos sentidos humanos. permitindo que o sinal seja transmitido. de modo que na recepção a mensagem possa ser recuperada de forma adequada e que seja entregue a informação devida ao destino. independente da natureza da informação transmitida ou dos sinais utilizados podem ser analisados segundo o modelo da figura 1. produzindo o ruído. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  5 Todos os sistemas de comunicação. Um dos maiores problemas do projetista do sistema consiste em manter tanto a distorção como o ruído em níveis aceitáveis. isto é. Este efeito pode ser representado esquematicamente pela adição de um bloco. Já os sinais digitais podem assumir somente valores discretos (inteiros) variando de forma abrupta e instantânea enter eles. Estes sinais são classificados. escrita (sinais gráficos) e outros sinais tais como fumaça. podem ser vistos como uma “forma de onda”.3 – Modelo básico de um sistema de comunicação Deste modo o emissor e o receptor desempenham funções inversas e complementares e o meio os interliga. os símbolos portadores da informação. entrega um sinal de energia adequada à transmissão pelo canal. O emissor é o ente que. a comunicação era feita por voz (sinais sonoros). Existe um fluxo de sinal entre o emissor e o receptor e este sinal contém em si. Até o século 19. que se somam ao sinal. de forma tão precisa quanto possível.

medida em bits por segundo (bps).5 – Mensagem digital com 4 níveis de sinais A comunicação entre dois navios. necessita-se de quatro níveis para expressar todas as conbinações possíveis de dois bits. No caso de uma comunicação “tribit”. Essa combinação é denominada “dibit”. nas técnicas de modulação. 01 e 00 respectivamente. formando caracteres ou palavras. pode ser feita através de sinais de luz. teríamos 400 bits transmitidos em um segundo. O transmissor codifica estas mensagens em símbolos.1.1 Bits x Bauds A fonte de informação transmite mensagens a uma determinada taxa de transferência de informação. poder-se-ia enviar duas unidades de informaçã a cada piscada se tivéssemos uma lanterna com quatro cores (símbolos) para representar grupos de informação. Já mensagens de texto ou de dados são formas de informação codificada que usam um conjunto finito de símbolos de um alfabeto. com mais do que duas amplitudes. o número de símbolos por segundo que ocorrem no canal de comunicação é medido em bauds.4 – Sinal analógico x Sinal digital Algumas formas de informação têm natureza analógica e outras têm natureza digital. Pode-se ter esquemas com três ou mais bits “tribit” ou mais níveis de amplitude. por exemplo. A cada vez que a lanterna pisca. ou seja. provoca uma variação contínua da pressão do ar formando ondas acústicas e é portanto uma informação analógica. 11 10 01 00 01 01 10 00 11 Figura 1. Esta codificação multinível (dibit) reduz a largura de banda necessária. A transmissão de sinais digitais através de sinais analógicos também é possível e será vista posteriormente. Um esquema utilizando 4 bits é denominado “tetrabit” e assim sucessivamente. Outras formas possíveis de codificação de sinais digitais podem ser obtidas através de mais que um bit a cada nível de amplitude.5 apresenta um exemplo de sinal digital “dibit. 1. Por outro lado. Ou seja. 10. Um esquema utilizando 6 bits a cada baud é denominado “hexabit” e assim sucessivamente. e o resultado dessa quantização é codificado em sinal digital para transmissão. por exemplo.. a taxa em BAUDS indica o número de vezes que a característica do sinal portador se altera por segundo. Por exemplo. A taxa de sinalização. o número de níveis necessários será oito. o nível de um sinal digital não precisa necessariamente se restringir a dois. azul e branco poderiam representar os grupos 11. . o que caracteriza a natureza digital destas formas de informação. Ao se transmitir dois bits por nível. A figura 1. enviando duas vezes mais informação por unidade de tempo. Se o estado do sinal representa a presença ou ausência de um bit. De uma forma geral. são necessários 2n níveis diferentes. Alternativamente. por exemplo. A voz. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  6 Sinal Sinal Tempo Tempo Sinal analógico Sinal digital Figura 1. Qualquer tipo de informação (seja analógica ou digital) pode ser transmitida através de um sinal analógico ou digital. para se codificar n bits em um nível de amplitude. verde. por exemplo. vermelho. Estes símbolos são codificados como um conjunto de bits (dígitos binários). Se a velocidade de sinalização neste caso fosse 200 bauds/s. uma unidade de informação é enviada. O sinal analógico pode ser amostardo e quantizado. ligando e desligando uma lanterna. então a taxa em bauds é a mesma que a taxa em bps.

tem uma largura de banda igual a 5000-1500 = 3500Hz. Da mesma forma que se desejarmos transmitir 7200 bps. as freqüências são da ordem de 100. Dispõe ainda de um componente interno para acoplar a energia gerada ao meio. ao qual corresponderá a mesma velocidade de sinalização de 2400 bauds. Ruído e distorção sobre o canal. muito mais que a variação de freqüências da voz humana. música. o modulador. ser capaz de transportar a baixa freqüência. como foi visto na transmissão em multinível é observado na unidade de tempo (segundo). as quais são indicadas em termos de largura de banda e outros fatores que influenciam a capacidade de um canal. pois quanto maior o número de estados mais bits por segundo poderão ser transmitidos. flutuações na atenuação do sinal portador. Podemos então concluir que a capacidade do canal está intimamente relacionada com a velocidade de transmissão. a partir do qual. A largura de banda deste canal é de 3100 Hz (ciclos/segundo) e na prática é usado para transmitir sinal de dados até 2400 bauds. Uma largura de banda de 18000 Hz possibilita que sejam transmitidas freqüências que representam desde o som de um tambor até o som do violino.000 Hz). o que é denominado de capacidade do canal de comunicação.000. mas não para a transmissão de música. Quanto maior o número de estados de sinalização que podem ser transmitidos e distinguidos. vem definir o conceito de capacidade máxima de de um canal. enquanto que a rádio FM transmite com alta fidelidade porque utiliza uma largura de banda de 18000 Hz. depois da transmissão. Ele indica apenas a diferença entre os limites inferior e superior das freqüências que são suportadas pelo canal. enquanto para os tons mais altos.000. um canal que admite freqüências da ordem de 1500 a 5000 Hz (ciclos/segundo). pois esta pode variar rapidamente entre freqüências baixas e altas. a freqüência vai acima de 15000 ou 18000 Hz. pois este meio de transmissão só trabalha eficientemente com freqüências de 70 a 150 MegaHertz (1 MHz = 1. deveremos usar um sinal TRIBIT e teremos velocidade de transmissão igual a três vezes a velocidade de sinalização. e um limite na potência do sinal. Largura de banda significa o espectro de freqüência que o canal é capaz de transmitir e não tem qualquer relação com as freqüências que são transmitidas no canal. Uma questão assim surge: quantos estados de sinalização podem ser transmitidos e distinguidos separadamente no receptor de um sistema de comunicação de dados? A resposta para esta questão. Por exemplo. Em outras palavras. imagem) necessitam de diferentes capacidades de canal. Na verdade. Conhecendo-se a largura de banda de um canal de comunicação (em Hz). deveremos usar um sinal DIBIT. Para reproduzir o som de um instrumento de percussão. dados. que transforma os elementos entregues pela fonte em sinais convenientes para serem transmitidos pelo meio. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  7 1. Da mesma forma. a baixa freqüência deve modular a freqüência portadora para produzir um sinal que possa ser transmitido eficientemente e.000 Hz (100 MHz). Se desejarmos transmitir a uma velocidade de transmissão de 4800 bps neste canal. maior será a capacidade do canal.3 MODEMs Quando um sinal não é adequado à transmissão pelo canal. A alta freqüência deve. Neste caso. têm influência no número de estados de sinalização. a velocidade de transmissão é duas vezes a velocidade de sinalização. as ondas de rádio FM não são transmitidas com freqüências de 30 a 18000 Hz. devemos baixar a freqüência a 60 ou até 30 Hz. Normalmente. Mas o que significa largura de banda (bandwidth)? A largura de banda de um canal de comunicação constitui uma medida da máxima taxa de informação que pode ser transmitida pelo canal. um canal que admite freqüências que vão desde 18000 Hz a 21500 Hz também apresenta uma largura de banda 3500 Hz (21500 . Daí medir-se capacidade na unidade bits/segundo. A taxa em que podemos enviar dados sobre um canal é proporcional à largura de banda do canal. pode-se estabelecer a máxima taxa de sinalização (em bauds) que o mesmo pode conduzir sem erro. 1. . examinados os fatores que influenciam esse número de estados. a relação utilizada é de 1 (Hz) para 1 (baud) Um exemplo sobre capacidade de um canal é a utilização do canal telefônico para transmissão de sinal de dados. portanto. o emissor dispõe de um componente interno. Uma rádio AM utiliza uma largura de banda de 5000 Hz e portanto é capaz de reproduzir música de forma que a mesma não seja distorcida mas não com alta fidelidade. Cabe lembrar aqui que esse número de estados.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal Diferentes tipos de sinais (voz humana. a baixa freqüência possa ser recuperada.18000). A média de freqüência de 300 a 4000 Hz ou de 300 a 3300 Hz é satisfatória para a transmissão da voz humana.

fase (PSK): possui alto rendimento e pouca sensibilidade a ruídos. A figura 1. os símbolos portadores da informação. Sinal binário Mod por Amplitude Mod por freqüência Mod por fase Figura 1. Essa estrutura exige um processador possante no modem. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor Modulador CANAL Receptor Demodulador Destino Figura 1. não é interessante ter uma grande variedade de freqüências no sinal transmitido. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  8 Igualmente.6 – Modulação Os modems mais avançados utilizam uma combinação de técnicas de modulação para transmitir vários bits por bauds.400 bps. freqüência (FSK): equipamentos simples e pouca sensibilidade a distúrbios . podem ser transformados em outros elementos ou símbolos ao longo do processo de transmissão. mas oferece a vantagem de desativar uma banda de freqüência que . acoplado ao meio. porém. custo alto. transmitindo 20 bps em cada uma. o demodulador.6 – Modelo básico de um sistema de comunicação com transmissão em um canal analógico 1. que recupera a partir da energia recebida. o conteúdo da informação gerada pela fonte deve ser preservado ao longo de todo o processo. Para contornar este problema. Técnicas de modulação Devido ao fato de a atenuação e a velocidade de propagação variarem em função da freqüência. exceto em velocidades menores e em distâncias curtas. as ondas quadradas.32 de 9. o receptor dispõe de um componente interno que. Por exemplo. A portadora senoidal pode ser “modulada” em: • • • amplitude (QAM): sensível a ruídos e interferências.800 bps.600 bps utiliza modulação de 4 bits por baud em fase. O V. em longas distâncias torna-se mais adequado a utilização de sinal analógico.32 bis opera a 14. Esses efeitos tornam a sinalização de uma banda básica inadequada.400 bauds e 6 bits por amostra. Esta transmissão analógica só é possível com a utilização da modulação. O V 34 possui velocidade de transmissão de 28. Infelizmente. É importante ressaltar que os elementos ou símbolos gerados pela fonte à sua saída.FM. utilizando 2. Cada modem de alta velocidade contém seu próprio padrão de transmissão e só pode se comunicar com modems que utilizem o mesmo padrão (embora a maioria dos modems possa emular todos os outros mais lentos). permite a extração eficiente da energia presente no sinal que foi transmitido e dispõe ainda de um outro componente interno. o padrão de modem ITU V.4. para melhor conveniência da própria transmissão ou para melhor adequação ao destinatário. Um método diferente para transmissão de alta velocidade é dividir o espectro de 3000 Hz disponíveis em 512 pequenas bandas.6 apresenta o modelo de um sistema de comunicação que utiliza um canal analógico para transmissão de dados digitais. a exemplo dos dados digitais são sujeitas a uma forte atenuação e distorção de retardo. Qualquer pequeno erro em uma transmissão hexabit gera 6 bits defeituosos. na retirada.

Em particular. os bits que compõem um caracter são transportados de forma simultânea. pois o primeiro não o escuta.5.5. "letra do alfabeto". As estruturas de compactação mais utilizadas são MNP-5.: Um sensor captando sinais de uma máquina e enviando estes para um microcomputador. para efeito de transmissão de dados. Ex. etc. é que no seu todo. Normalmente estes modems tem recurso V. O que deve ficar claro. 1. na realidade. a transmissão de dados apresenta diversas características referentes ao sentido da transmissão.Para transferir essa seqüência de bits. etc). de um ponto a outro afastado. "dígito decimal". Atualmente. Ex. Ex. 1. Cada símbolo. por sua vez. .7 – Transmissão paralela b) Transmissão serial: na transmissão serial. que são. Por necessidade de codificação. Características de uma transmissão Podemos definir transmissão como técnica do transporte do sinal por um meio.32 ou V. podemos fazer de duas formas: serial ou paralela. Quanto ao número de canais utilizados Uma mensagem é definida como um conjunto de símbolos. por exemplo. run-lenght que compacta seqüências de 0 ou brancos (muito utilizada em fax) e Zin-Lempel. "operador aritmético" ou "operador de sintaxe". que compacta seqüências de bytes idênticos. sincronismo entre transmissor e receptor e velocidade de transmissão.1. uma mensagem nada mais é que uma seqüência de bits. os bits que compõem um caracter são transportados um após o outro.34 possibilitando a comunicação com estes modems. configurações dos sinais. utilizado no V42 bis e comum em programas compactadores (pkzip. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  9 tem muito ruído. Veja figura 1.7.: a ligação telefônica permite que as duas pessoas falem ao mesmo tempo. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal Um equipamento pode ser projetado de tal forma que a transmissão sobre um determinado meio seja feita em uma das seguintes formas: a) Simplex: Quando a transmissão é feita em um único sentido. c) Full-duplex: Quando a transmissão é feita nos dois sentidos simultaneame. a) Transmissão paralela: Na transmissão paralela. 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR canal 0 canal 1 canal 2 canal 3 canal 4 canal 5 canal 6 canal 7 1 1 0 1 0 0 1 0 RECEPTOR Figura 1. Sensor b) Half-Duplex: quando a transmissão é feita nos dois sentidos mas não ao mesmo tempo. enquanto um deles está falando o outro não pode falar.2.: na conversação entre dois rádio-amadores. os símbolos ficam associados a caracteres. 1. cada um possuindo seu próprio canal. é caracterizado por um conjunto de configurações do sinal que representam bits. a maioria dos modems oferece recursos de compactação e correção de erros. aqui.5. número de canais utilizados.

1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR 01001011 11010010 RECEPTOR Figura 1.sinaliza que um frame está começando. síncrono ou isócrono a) Transmissão assíncrona: A transmissão assíncrona não utiliza um mecanismo de clock para manter os dispositivos emissor e receptor sincronizados. ou quais bits são realmente de informação. Esta seção descreve três mecanismos: assíncrono. Vários esquemas estão implementados para uso do bit de paridade. Por exemplo. o desempenho da transmissão assíncrona não atende de forma satisfatória a troca de grandes quantidades de dados. Start Caracter (byte) Stop Figura 1. o bit de paridade será definido em 1 para produzir um total de 4 bits “1” no byte. A transmissão assíncrona é mais freqüentemente usada para transmitir dados de caracteres e é ideal para ambientes onde caracteres são transmitidos a intervalos irregulares. Elas podem. frames ou outros grupos de dados (unidades de informação). Como os bits de início. Quanto à sincronização A sincronização pode ser vista como o método do equipamento transmissor fazer a separação dos caracteres ou das mensagens para o equipamento receptor.sinalizam o fim do frame de dados. a sincronização de bits é usada para estabelecer o sincronismo entre os dispositivos para cada frame que é transmitido. o equipamento receptor deverá saber qual bit é o primeiro do caracter. Os mais comuns são os seguintes: Paridade: o bit de paridade é definido para assegurar que seja enviado um número par ou ímpar de bits 1 (dependendo da paridade). Um ou mais bits de fim. ser incapazes de detectar erros que afetam dois ou mais bits. é também necessário sincronizar transmissões de frames.8 – Transmissão serial Como os bits chegam um de cada vez.consistem de 7 (+ paridade) ou 8 bits quando estão sendo transmitidos dados de caracteres. Este é um problema de sincronização. Cada frame começa com um bit de início que permite ao dispositivo receptor ajustar-se ao timming do sinal transmitido. de fim e de paridade precisam ser acrescentados a cada caracter a ser transmitido. assim como quando usuários digitam dados de caracteres. A camada de Enlace de Dados. As técnicas de paridade podem detectar erros que afetam um bit. Possibilita ao receptor sincronizar-se com a mensagem. A Figura abaixo ilustra a estrutura de um frame típico usado para transmitir dados de caracteres. . entretando. a fim de que possa decodificar o símbolo recebido.3. Bits de dados . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  10 utilizando apenas um canal (figura 1.9 – Estrutura da unidade de transmissão serial assíncrona de caracter-byte Esse frame apresenta quatro componentes: Um bit de início . Na camada de Enlace de Dados.8). A detecção de erros em transmissão assíncrona utiliza o bit de paridade.5. As mensagens são breves para que os dispositivos de emissão e de recepção não percam o sincronismo no decorrer da mensagem. Técnicas para correção de erros serão vistas posteriormente. Em vez disso. A camada Física trata da necessidade de sincronizar transmissões de bits entre dispositivos de transmissão e recepção. opera sobre os dados após os bits terem sido montados para formar caracteres. A transmissão assíncrona é uma tecnologia simples e barata. 1. em uma transmissão com paridade par. se o campo de dados tiver três bits 1. contudo. adequada para transmissão de pequenos frames em intervalos irregulares.

– Utilizando-se um canal de comunicação separado para transportar sinais de clock. recalcula o CRC e compara o CRC inserido no frame ao valor que havia calculado. A sincronização permite que os sistemas utilizem velocidades mais elevadas e melhorem a detecção de erros. Tanto o padrão Ethernet como o Token Ring. Um determinado slot de tempo pode ser preenchido até a sua capacidade com vários frames. A transmissão síncrona tem muitas vantagens sobre a assíncrona. Se os valores corresponderem. Os dispositivos com dados a serem transmitidos monitoram a rede e inserem dados em slots de tempo abertos. a paridade passa a não ser mais um método adequado de detecção de erros. A técnica usada com a transmissão síncrona é a de verificação de redundância cíclica. Esse valor de CRC é anexado ao frame de dados. Os bits de overhead (de sincronização. A técnica. eliminando a confusão por parte do receptor. O receptor usa o mesmo algoritmo. Sinais sincronizados geralmente utilizam um padrão de bits que não pode aparecer em qualquer ponto nas mensagens. c) Transmissão isócrona: a transmissão isócrona aplica um dispositivo comum que fornece um sinal de clock compartilhado por todos os dispositivos na rede. Os dados numa transmissão isócrona devem ser enviados à taxa a que estão a ser recebidos. O cálculo de CRC será visto porteriormente. O transmissor utiliza um algoritmo para calcular um valor de CRC que resuma o valor inteiro de bits de dados. A transmissão isócrona garante taxas de transmissão. é mais provável que vários bits serão afetados e que as técnicas de paridade não informarão um erro adequadamente. Um padrão de bit de fim inequivocamente indica o fim de um frame. é comum transmitirem-se bits de preenchimento que mantêm dispositivos sincronizados. garantindo que eles serão sempre distintos e fáceis de serem reconhecidos pelo receptor. Quando os frames são maiores. conhecida como CRC (Cyclic Redundancy Check). o padrão de bit de fim é freqüentemente um padrão que não pode aparecer no corpo de um frame de dados. CRC e fim) são uma proporção menor do frame de dados geral. utilizam transmissão síncrona. Para canais isócronos a largura de banda requerida é normalmente baseada nas características de . Como o transmissor e o receptor permanecem sincronizados durante a transmissão. apresenta um único ponto de falhas: torna-se necessário assegurar que o dispositivo de clock é tolerante a falhas. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  11 b) Transmissão síncrona: a comunicação pode ser feita de forma mais eficiente se os clocks nos dispositivos transmissor e receptor estiverem sincronizados. Os dados isócronos devem também ser sensíveis a atrasos na transmissão. Conseqüentemente. Assim como os bits de sincronização. A desvantagem da transmissão síncrona está principalmente nos custos mais elevados em virtude da maior complexidade dos componentes necessários no circuito. que informam ao receptor o início de um frame.10 – Transmissão serial Ambas as transmissões começam com uma série de sinais sincronizados. Essa sincronização é realizada de duas maneiras: – Transmitindo-se sinais de sincronização com dados. Algumas técnicas de codificação de dados. eliminando a necessidade de ressincronizar dispositivos quando um novo frame é transmitido. entretanto. Se estiverem ocorrendo erros. tornando a transmissão síncrona muito mais eficaz no uso da banda passante. A Figura abaixo apresenta duas estruturas possíveis de mensagens associadas à transmissão síncrona. a transmissão síncrona é empregada principalmente quando grandes volumes de dados precisam ser transmitidos. A transmissão síncrona é normalmente utilizada para se atingir altos níveis de eficácia em redes locais. é determinista e apresenta baixo overhead. por exemplo. Uma ampla variedade de tipos de dados pode ser transmitida. Uma técnica de sincronização utilizada é denominada bit Stuffing. garantindo uma transição de sinal com cada bit transmitido. Figura 1. A informação isócrona é contínua e em tempo real na sua criação. A Figura 1. são inerentemente sinais do clock interno. uma técnica que pode funcionar com qualquer técnica de codificação de sinais. transmissão e utilização. O dispositivo de clock cria slots de tempo. à medida que eles se tornam disponíveis. os frames podem ser extensos. Observe aque caracteres múltiplos ou longas séries de bits podem ser transmitidos em um único frame de dados. é praticamente certo que o frame foi transmitido sem erro.8 ilustra tanto os dados baseados em caracteres quanto os baseados em bits. Quando os enlaces (links) de transmissão síncrona estão inativos.

a) Baud é uma medida da taxa de transferência de informação.12 Mhz b) canal que suporta freqüências de 127 a 250 KHz 2) Assinale a alternativa correta: a) Largura de banda é um dos fatores que determinam a capacidade de um canal de comunicação b) Largura de banda não tem nada a ver com velocidade de uma transmissão 3) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de um canal está associada ao número de níveis do sinal utilizados para transmissão b) A capacidade de um canal está relacionada com o número de estados que podem ser transmitidos e distinguidos separadamente em um canal. se excluindo os “bit stuffing”? 14)Assinale a alternativa correta: a) A transmissão isócrona não engloba as transmissões síncronas e assíncronas b) A transmissão isócrona engloba as transmissões síncronas e assíncronas . Na prática os erros ao nível do bit esperados no USB são suficientemente pequenos para não serem considerados. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  12 amostragem da função associada. Por outras palavras. Qual é realmente a mensagem. a mensagem que chegou (tirando o cabeçalho) foi “010011111001011111010”. Exercícios: 1) Quais dos dois canais abaixo possui maior largura de banda? a) canal que suporta freqüências de 1 a 1. 10)Assinale a alternativa correta: a) O telefone é exemplo de uma comunicação duplex b) O rádio de taxis é exemplo de uma comunicação duplex 11)Assinale a alternativa correta: a) A função do bit start é sincronizar a fonte com o destino b) A função do bit start não é sincronizar a fonte com o destino 12)Assinale a alternativa correta: a) Na transmissão síncrona utiliza-se pelo menos um caracter de sincronismo para indicar o início do bloco de dados b) A transmissão síncrona não utiliza caracteres ou bytes de sincronismo 13)Em uma transmissão utilizando “bit stuffing”. e é igual ao número de bits transmitidos por segundo 9) Faça a representação da transmissão dos bits “010010100111” utilizando um canal com freqüência de 8 Hz/s (velocidade de sinalização de 8 bauds/s) com uma modulação DIBIT e a portadora modulada por amplitude. A latência requerida está relacionada com o buffering disponível em cada endpoint. 4) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de transmissão de um canal é infinito b) A capacidade de transmissão de um canal é finito 5) Assinale a alternativa correta: a) O nível de ruído está diretamente ligado à capacidade de um canal b) O nível de ruído de um canal não influencia na sua capacidade 6) Assinale a alternativa correta: a) A atenuação do sinal acontece em qualquer meio físico de transmissão b) Existem meios físicos de transmissão onde o sinal transmitido não sofre atenuação 7) Se um computador doméstico está conectado a um provedor com uma placa fax/modem a 56 Kb/s e o Modem do provedor é de 32 Kb/s. Um exemplo típico de transmissão isócrona é a voz. A entrega de dados de uma transmissão isócrona é assegurada à custa de perdas nos transitórios dos dados. Qual é a velocidade máxima possível para conexão? 8) Assinale a alternativa correta: a) Baud corresponde à velocidade de sinalização de um canal. Para a transmissão isócrona de informação é alocada largura de banda suficiente para assegurar que os dados serão entregues à taxa desejada. qualquer erro ocorrido na transmissão elétrica não é corrigido pelos mecanismos de hardware tais como a retransmissão.

Pequenas empresas usavam "bureaux" de serviços. então. o software e hardware especial era caro mas seu preço era amortizado pelo rateio do custo dos periféricos entre os vários usuários do bureaux de serviços. Este serviço era caro e apenas suportado por grandes companhias uma vez que utilizavam linhas telefônicas de forma dedicada. Num ambiente restrito a uma região local (por exemplo. Este evento constituiu a chamada revolução do hardware. em seguida. a necessidade de uma nova tecnologia para compartilhamento de recursos. Quais foram. As pequenas companhias e as subsidiárias utilizavam-se dos minicomputadores para algum processamento local e na preparação dos dados para o "bureaux" de serviços ou matriz. só pode ser alcançada através da interconexão das CPU's entre si. Esta situação perdurou por algum tempo (No Brasil. Isto fez com que surgisse um problema de comunicação: como enviar dados ao "bureaux" de serviços (para processamento) ou como levar dados das subsidiárias para a matriz? Com o avanço tecnológico na área dos circuitos integrados. o mais adequado para transferência de informação pois está sujeito a acidentes. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  13 2. cada máquina estava dedicada a um único usuário. O uso dos minicomputadores minimizou mas não solucionou o problema da comunicação. mais especificamente. uma fábrica. então. . Paralelamente. um campus). vindo. 1. Esta solução acarretou uma sobrecarga para o sistema operacional da máquina central. Inicialmente são apresentadas as estruturas de redes mais comuns. Devido ao custo extremamente elevado desta forma de processamento. Estes sistemas consistiam nos chamados "mainframes" e continuavam caros e escassos. Aí o problema de comunicação tornou-se muito mais sério. os microcomputadores e os computadores pessoais. surgiu a tecnologia de comutação de pacotes que solucionou o problema da linha telefônica dedicada e o problema do caminhão (transporte via malote). gerando atraso ou perda total do material. É a isso que se propõem as redes de computadores. Este sistema de transporte não é. Conceitos básicos de Redes de Computadores Neste capítulo são apresentados os conceitos básicos de Redes de Computadores. e em seguida os componentes básicos de uma rede. Os dados eram transferidos quando exigiam um grande volume de processamento ou um processamento requerendo software ou hardware especial. Surge então a necessidade de uma nova tecnologia de comunicação. obviamente. Uma forma primitiva de se interconectar CPU's foi a conexão em ESTRELA (um computador central controlando qualquer comunicação entre duas CPU's). foi caindo o preço da CPU. Surge. propiciaram o aparecimento de discos de grande capacidade e mais baratos. o problema do compartilhamento de recursos através de interconexão de CPU's é resolvido através das redes locais. Histórico No início da história do processamento de dados ou. o que motivou a busca de uma nova tecnologia de interconexão. A solução para o compartilhamento de recursos físicos e lógicos juntamente com a vantagem de se ter um sistema descentralizado. Para acessos infrequentes. Surgem então os computadores de porte menor (1965: DEC PDP-8 e 1970: DEC PDP-11) os chamados minicomputadores. ou seja. a tecnologia de comunicações alcançava a transmissão digital em linhas telefônicas através de MODEM's. as soluções encontradas? Para a comunicação de computadores em termos de longa distância.1. eram de uso centralizado e estavam disponíveis somente para grandes companhias. uma linha telefônica dedicada não era viável e para uma velocidade de 800. tornou-se imprescindível o compartilhamento da CPU e de seus periféricos. implicando na aparição dos primeiros sistemas multiusuários de grande porte. dos computadores. Isto trouxe uma nova solução para o problema de multiusuário: dar uma CPU para cada um. Por outro lado. o sistema centralizado oferecia a vantagem de compartilhar recursos caros tanto de software como de hardware. até março/85) e esperava-se solução através de nova tecnologia de comunicação.000 km/h. A necessidade da disseminação da informação e os avanços em tecnologia de armazenamento. a do "caminhão" (transporte via malote) era baixa: 80 Km/h. na época. (explosão da informação e grandes bancos de dados). Minimizou porque os dados podiam agora ser preparados e armazenados em fita magnética e transportados via sistema de malotes. gerando componentes mais poderosos a um custo mais baixo. Esses fatos tornaram necessária uma nova tecnologia de comunicação.

pode-se citar. uma rede pode ou não ser um sistema distribuído. etc. Outro objetivo é proporcionar uma maior disponibilidade e confiabilidade dada a possibilidade de migração para outro equipamento quando a máquina sofre alguma falha. os custos para colocar uma máquina em cada ponto de aquisição de dados eram muito altos. Neste caso pode-se: • Reduzir custos de hardware (impressora. • LANs MANs WANs A maioria dos aspectos abordaados nesta disciplina estão relacionados às LANs (redes locais). ela é feita pelos métodos tradicionais (correio. Em muitas aplicações. mais atrativa se torna a idéia de interligação. Quando existe a necessidade de comunicação entre as filiais e a matriz. De uma forma geral.). Atualmente os preços dos equipamentos envolvidos permitem que os dados sejam coletados e analisados no próprio local onde são gerados e somente alguns relatórios sejam enviados ao computador central reduzindo os custos de comunicação. enquanto a Internet NÃO. dadas as inúmeras vantagens que são obtidas na implantação de uma rede. a ARPANET. WAN: As PND(s) garantem largura de banda. Três topologias respondem pela maioria de configurações de LANs: barramento. dependendo de como ela é usada. o objetivo de uma rede é tornar disponível a qualquer usuário. obrigando a sua transmissão para um computador central que realizava a tarefa de análise dos dados. 2.2 Estrutura de uma rede de computadores Em toda rede existe um conjunto de máquinas destinadas a execução de programas dos usuários ( aplicações ). com um alto grau de coesão e transparência. Em suma. 2 micros) • Serviços bancários pela Internet. O interesse na instalação de uma rede de computadores é despertado pelas mais diversas necessidades. Uma rede pode ainda ter sensores de temperatura. computadores lentos ligados a um supercomputador) • Compartilhamento de aplicativos • conectar pessoas (através da internet. todos os programas. de controle de processo industrial e muitas outras. Do nosso ponto de vista um sistema distribuído é um caso especial de rede de computadores. que será concluído neste mês (maio/junho 2000). o custo da comunicação em relação ao custo dos equipamentos como uma das razões para distribuir o poder de computação. a perda completa do poder de computação é. por exemplo) • Enviar e receber arquivos • Migração quando houver falha em um equipamento (2 impressoras. Um outro exemplo é o sistema de VOZ sobre IP da Shell. no mínimo. etc. chamaremos estes computadores de "hospedeiros" ( ou .No RJ funciona sobre ATM e em estados como o RS funciona em canais de 128 Kbps. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  14 2. anel e estrela MAN: Meio termo entre LANS e WANS (com velocidades em torno de 10 Mbps). Como foi visto anteriormente. o caso de uma empresa com várias filiais. possuindo um número considerável de computadores instalados em regiões geograficamente dispersas e operando de forma independente. no acesso á internet através modem/provedor. catastrófica! Podemos citar.1 Utilização das Redes de Computadores Usaremos o termo "rede de computadores" para denominar um conjunto de computadores interconectados e autônomos. Para aplicações militares. quem limita a vel. Dois computadores sao ditos interconectados se eles sao capazes de trocar informações. porém vários dos conceitos relacionados às LANs são igualmente aplicados às MANs e WANs. A essência de uma rede de computadores é permitir que 2 ou mais computadores trabalhem juntos. entre elas. bancárias. Seguindo a nomenclatura da primeira rede de computadores. os dados são gerados em diversos locais. É a fax/modem. À medida que a necessidade de comunicação aumenta. telefone. telex. As redes de computadores podem ser divididas em três categorias no que diz respeito à abrangência geográfica: • • LAN: redes locais. dados e outros recursos independentemente de suas localizações físicas. ainda. Existe uma confusão considerável na literatura entre uma rede de computadores e um sistema distribuído.

A figura 2. Se os aspectos da comunicação (subrede) forem separados dos aspectos de aplicação (hosts). Os hospedeiros são conectados por uma subrede de comunicação ( subrede ). em alguns casos. A tarefa da subrede é transportar mensagens de um host a outro. a) b) c) d) e) f) Figura 2. Neste caso. Tipicamente. da mesma forma que a rede telefônica transporta a conversação entre dois assinantes. A figura 2. ela é recebida por todos os nós existentes na rede. Uma segunda possibilidade é um sistema de radio ou satélite. No projeto da subrede existem dois tipos gerais de arquitetura de comunicação: – ligação ponto a ponto: há a presença de um ponto de comunicação em cada emlace ou ligação em questão – ligação multiponto: difusão (broadcast. Um terceiro sistema de difusão é o anel.multicast). Caso exista uma especificação de destinatário na mensagem. Cada hospedeiro é conectado a um ( ou ocasionalmente vários ) nó de comutação. devem ignorar a mensagem. As linhas de transmissão também são chamadas de circuitos ou canais. Em um anel. cada bit percorre o caminho sem esperar pelos outros bits que compõem a mensagem. nó de comutação. todos os outros devem aguardar pela liberação do meio de transmissão. Os equipamentos de comutação geralmente são computadores especializados e são denominados computador de comunicação. o projeto completo de uma rede fica bastante simplificado. A figura 2. Este mecanismo de controle pode ser centralizado ou distribuído. Todo o tráfego de ou para o host é feito via seu nó de comutação.1 (a) ligação ponto a ponto (b) ligação multiponto Quando se utiliza uma subrede com ligação ponto-a-ponto. um único canal de comunicação é compartilhado por todos os nós de comutação. três ou mais dispositivos utilizam o mesmo enlace de comunicação. A subrede é composta basicamente de dois componentes: equipamentos de comutação e linhas de transmissão.2 Algumas topologias possíveis para uma subrede ponto-a-ponto. cada bit percorre todo o anel em pouco tempo. também podem receber as transmissões efetuadas por outros nós para o satélite. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  15 simplesmente hosts ). Quando uma mensagem é transmitida por qualquer um dos nós de comutação. comutador de pacotes. Uma rede com topologia em barra deve ter associado algum mecanismo para resolver conflitos quando dois ou mais nós desejam transmitir simultaneamente. os nós que não são destino.2 mostra algumas topologias possíveis. apenas um nó fica habilitado a transmitir em um determinado instante. Cada nó possui uma antena através da qual ele pode transmitir ou receber. Interface Message Processor (IMP) ou ainda comutador de dados. muitas vezes antes que a mensagem . deve-se observar um aspecto importante do projeto que é a topologia de interconexão dos nós de comutação. (a) estrela (b) loop (c) árvore (d) completa (e) loops interconectados (f) irregular O segundo tipo de arquitetura de comunicação usa difusão. No caso de uma rede com topologia em barra.1 mostra a relação entre os hospedeiros e a subrede de comunicação.3 mostra algumas possibilidades de subredes em difusão. Neste caso. a) b) Figura 2. Todos os nós podem receber o sinal proveniente do satélite e.

• Camadas de rede A maioria das redes de computadores é dividida em camadas ou níveis e a fim de simplificar o projeto de toda a rede. são necessárias algumas regras para controlar o acesso ao meio de transmissão. • Protocolos Basicamente. segundo uma hierarquia. a menos que as mensagens sejam muito curtas. a) (b) (c) Figura 2. Em contraste. Optou-se então por dividir as redes em camadas. Tais itens são: • Software de rede A simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra envolve uma série de etapas que se fossem analisadas em conjunto. existe uma única entidade responsável pela concessão do direito de transmissão. cada nó deve decidir por si mesmo quando deve transmitir ou não. um protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. Cada protocolo atua em uma camada específica de uma rede. 2. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  16 seja transmitida completamente. Em um loop. No método descentralizado ou distribuído.3 Subredes de comunicação usando difusão. Protocolos Camadas Hierarquia Figura 2. não existe uma entidade central. • Hierarquias de protocolos Como funcionam as camadas de uma rede? As camadas se comunicam entre si.4 – Hierarquia de protodolos . por exemplo. Da mesma forma que em outros sistemas de difusão. Ela pode fazer isto. aceitando requisições e tomando as decisões de acordo com um algoritmo interno. Exemplo: andares de um prédio. cada mensagem não é retransmitida pelo próximo nó até que a mensagem inteira seja recebida. Esta técnica apresenta a desvantagem de desperdiçar a capacidade do canal pois atribui tempo a um nó mesmo que ele não tenha mensagem para transmitir. cada linha pode conter uma mensagem diferente enquanto que esta situação não é desejável em um anel. possui mais de 100 protocolos diferentes. teriam uma complexidade difícil de controlar. Os métodos de alocação dinâmica são classificados em centralizados e distribuídos. (a) barra (b) radio ou satélite (c) anel Subredes de difusão podem ser divididas em estáticas e dinâmicas. dependendo de como o canal é alocado. No método centralizado. A Internet.3 Componentes básicos de uma rede de computadores Quatro itens são de fundamental importância quando se define os componentes básicos de uma rede de computadores. o tempo é dividido em intervalos discretos e cada fatia de tempo é atribuída a um dos nós de forma a que cada um só transmita durante o seu intervalo de tempo. denominada hierarquia de protocolos. com uma topologia em loop. Na alocação estática.

podemos considerar: A Camada 4 quebra os pacotes. por exemplo.: comunicação virtual na camada 5. Figura 2. a Camada 3 confere se uma mensagem chegou corretamente no destino.5 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores Embora conceitualmente uma comunicação entre dois processos de uma determinada camada se dê horizontalmente. Ex. mas nada impediria que utilizassen Finlandês. Eles necessitam tradutores (camada 2) que possuem secretárias (camada 1). . Figura 2. a Camada 2 confere o formato do quadro da mensagem e. mas um deles fala português e inglês e o outro fala chinês e francês. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  17 Imagine dois filósofos (camada 3) querendo conversar. Os tradutores usarão Alemão.6. essa conversação implica na comunicação com as camadas inferiores através das interfaces entre as camadas.6 – Comunicação entre as camadas de uma rede de computadores Com relação à comunicação entre as camadas do modelo de rede apresentado na figura 2. a Camada 1 faz a comunicação via cabeamento ou sistema de ondas.

Por que o modelo OSI não pegou? • Momento ruim • Tecnologia ruim • Implementação ruim . TELNET. Fornecendo a estrutura de controle entre as aplicações. tais como criptografia. essa camada manipula os pacotes. Cada nível depende dos que estão abaixo dele. roteamento. gerencia e termina conexões (sessões) entre aplicações cooperantes. Os sete níveis do modelo OSI são os seguintes: Aplicação 7 Responsável pela interação com o Sistema Operacional através de interfaces para esse sistema (ex. Atualmente as camadas inferiores são implementadas em hardware. Essa camada oferece interface e serviços comuns de comunicação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  18 2. Responsável pelo endereçamento e funções de controle (ex: roteamento) necessárias no envio de dados através da rede.7 – Comparativo entre as arquiteturas de redes OSI / ISO e Internet TCP / IP O modelo OSI (Open System Interconection) foi criado pela ISO (International Standard Organization) e consiste em sete níveis. essa camada lida com o acesso à rede. controle de erro e controle de fluxo necessários. controle de congestionamento. Responsável pela transmissão de um conjunto não estruturado de bits através do meio físico. Possibilitando recuperação quando há algum erro ponto-a-ponto ou de controle de fluxo. reempacotando-os se necessário. Esta classificação permite que cada protocolo se desenvolva com uma finalidade deterninada. Isso significa estabelecer. remontagem de dados e tradução de endereços lógicos para endereços físicos. SMTP). mas o TCP/IP tornou-se padrão de fato. O modelo OSI foi criado pela ISO para se tornar um padrão. manter e terminar conexões que incluem troca de pacotes. onde cada um deles define as funções que devem proporcionar os protocolos com o propósito de trocar informações entre vários sistemas. tarefas administrativas e de segurança. controle de fluxo recuperação de erros e transferência de arquivos.: FTP. OSI 7 6 5 4 3 2 1 Aplicação Apresentação Sessão Transporte Rede Enlace Físico Transporte Inter-rede Host / rede TCP/IP Aplicação Não presentes no modelo Figura 2. TCP/IP (74) e Novell. e por sua vez proporciona alguma funcionalidade aos níveis superiores. essa camada estabelece. e o envio desses quadros com a sincronização. Isso é conseguido pelo encapsulamento dos dados em blocos (quadros) para a camada física. dividindo as mensagens grandes em pacotes menores. manter e desativar as ligações físicas. Algumas das arquiteturas mais conhecidos são o OSI(83) (modelo). Responsável por assegurar que as transmissões de dados e o estabelecimento das conexões lógicas entre as estações sejam livres de erros. o qual simplifica o processo de desenvolvimento e implementação. Isso envolve características mecânicas. Apresentação Responsável pela troca de mensagens com sentido. Responsável pela transferência transparente entre dois pontos. elétricas e procedurais requeridas para estabelecer.4 Arquiteturas de Redes As hierarquias de protocolos específicas são denominadas arquiteturas de redes. Sessão 5 Transporte 4 Rede 3 Enlace 2 Física 1 Responsável pelo suporte das conexões entre as sessões. Servindo como uma janela para as aplicações acessarem serviços de rede. 6 para que os dados sejam compreendidos por computadores que utilizem diferentes representações. compressão de dados e reformatação de textos em formato abstrato.

com relação da política de acesso a um MT compartilhado: a) A disciplina de acesso utilizada em redes 802.5 é Token Bus (passagem de permissão em barramento) 5) Assinale a alternativa correta: a) Overhead de protocolo é a relação existente entre os bits de dados e os bits de controle que ocupam a banda de transmissão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  19 Questionário: 1) O que é multiplexação? 2) Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? 3) Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? 4) Assinale a alternativa correta. sem o cabeçalho e transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente. 6) Assinale a alternativa correta: a) Encapsulamento de dados seria colocar todo um pacote (cabeçalho+dados) como dados para poder transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente b) Encapsulamento seria pegar os dados de um pacote. 7) Assinale a alternativa correta: a) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos com o objetivo de preencher o pacote com o tamanho mínimo necessário para transmissão. b) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos para correção ou detecção de erros na transmissão. . b) Overhead de protocolo é a quantidade de bits que são transmitidos mas que não são dados.3 é CSMA/CD (olhar anexo c-IEEE 802) b) A disciplina de acesso utilizada em redes 802.

especialmente nas aplicações em que a alta largura de banda ou o custo por bit tem importância fundamental. o Novato perguntava. Para um banco com gigabytes de dados a serem gravados diariamente em uma segunda máquina (de modo que o banco possa continuar a funcionar mesmo durante uma grande enchente ou terremoto). em um cabo de pares trançados. O sinal elétrico que trafega em um meio físico está sujeito a uma série de condições que prejudicam a sua propagação. de sua capacidade de neutralizar o ruído externo". Existem vários tipos de linhas físicas. J. tais como: a resistência. quando se fala em termos de desempenho. Por exemplo.1 Meios físicos "Cabo é cabo. o que é equivalente à taxa de transmissão de uma rede ATM (622 Mbps). há muitas diferenças entre cabos deste tipo. e Meio de Transmissão é o suporte físico que transporta um ou vários canais. "Não". é na camada física que são definidas as características de cabeamento utilizado em uma rede de comunicação de dados. Deve-se distinguir dois conceitos que podem ser confundidos à primeira vista: canal e meio de comunicação. a reatância. Em pares metálicos a degradação do sinal elétrico depende intrinsecamente das seguintes características do meio de transmissão: Resistência Oposição natural do condutor ao fluxo de elétrons em um determinado sentido.Tudo sobre Cabeamento de Redes" Uma das formas mais comuns de transportar dados de um computador para outro é gravá-los em uma fita magnética ou em discos flexíveis. existem vários tipos de meios de transmissão. a distância entre dois condutores e o tipo de isolamento. Canal é o circuito individual sobre o qual se estabelece uma comunicação entre uma fonte e um destino. . no sentido estrito. Basta fazer um simples cálculo para esclarecer essa questão. por causa dos condutores. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  20 3. Um DVD armazena 4. Apesar de não ser tão sofísticado quanto usar um satélite de comunicação geossíncrono. Os canais podem ser individualizados física ou eletricamente. não é mesmo?" . Se o destino estiver a uma hora de distância. Pode-se colocar 1000 DVD´s em uma pequena caixa (perfazendo um total de 4700 GB) e despachar de um ponto a outro do Brasil em 24 horas (Sedex). e Freed. embora o meio possa não ser metálico.7 GB. Por outro lado. As linhas físicas se caracterizam por apresentarem continuidade “metálica”. A resistência está associada ao fenômeno de dissipação do calor em um condutor no qual trafega uma corrente elétrica. Willy respondia pacientemente. A impedância do cabo deve estar de acordo com a sua aplicação para evitar a perda do sinal e interferências. elétricas. do tipo de isolamento entre eles. Meios de Transmissão de Dados A camada física de uma rede provê características físicas. a largura de banda será ampliada em cerca de 15 Gbps. dificilmente alguma outra tecnologia de transmissão poderá sequer ser comparada ao DVD ou fitas DAT. Derfley. A largura de banda efetiva dessa transmissão é de 4700 gigabytes/86. a reatância é a medida da oposição da alteração da voltagem e da corrente elétrica em um condutor Impedância Característica elétrica dependente de uma série de características de projeto. cada par é um circuito físico (canal físico). transportar fisicamente a fita ou os discos para a máquina de destino..F. Sendo assim. "Você não pode simplesmente ignorar as leis da física. de sua organização dentro da tubulação. L. funcionais e procedimentos para ativar. onde eles serão finalmente lidos.400 s ou seja aproximadamente 544 Mbps. os mesmos precisam ser individualizados eletricamente de acordo com alguma técnica de multiplexação. que caem basicamente em duas categorias: as linhas físicas e os sistemas de ondas que utilizam a propagação de ondas eletromagnéticas de rádio ou luz através do espaço livre. manter e desativar conexões entre duas partes. Reatância De modo similar à resistência. Quando um meio de transmissão transmissão transporta vários canais. com características de transmissão e de custo variáveis em função das suas características físicas. Segundo estas leis. 3. esse método costuma ser muito mais eficaz sob o ponto de vista financeiro. como é o caso da fibra ótica.

Dados colhidos pela LAN Technology informam que uma rede de porte médio apresenta 23.1. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  21 Todas as linhas físicas funcionam como um filtro passa-baixas para distâncias curtas. O efeito de cancelamento reduz o nível de interferência eletromagnética / radiofrequência [SOA96] [TAN94].Unshielded Twisted Pair). todas as necessidades têm que ser supridas a um custo mínimo permitindo ainda futuras expansões e reavaliações do projeto. . O cabeamento é o componente de menor custo de uma rede local. uma impedância característica de 150 Ohms e pode alcançar uma largura de banda de 300 MHz em 100 metros de cabo. disponibilidade de componentes e custo total [SOA96]. Dessa forma.1.000 e 20. através do efeito de cancelamento. com um total de 4. o controle do downtime poderia reduzir em muito os custos por ociosidade [ROC96].000 reais. Tudo tem que ser projetado de maneira eficiente e racional. mas também facilidade de instalação. conformidade às exigências geográficas. porém.5 e 4 mm que sã mantidos isolados e paralelos presos a suportes físicos às cruzetas dos postes telefônicos. qualidade (atenuação do sinal versus comprimento máximo). a) Par Trançado STP Um cabo STP. Em um projeto de redes. Por outro lado. Os softwares costumam passar por uma evolução a cada dois ou três anos e. seu custo era muito elevado. deixam passar corrente contínua e apresentam apenas uma freqüência de corte superior à banda de passagem. reduzir o ruído e manter constante as propriedades elétricas do meio por toda a sua extensão. terá que se conviver 15 anos ou mais com seu cabeamento de rede. Segundo pesquisas realizadas pela Infonetics. 70% dos casos são provocados por um cabeamento mal projetado. no entanto.Shielded Twisted Pair) e aqueles que não a possuem (UTP . imunidade a ruídos. mas o nível de retorno dependerá do cuidado com o qual se selecionam os componentes e se supervisiona a instalação dos cabos [DER94]. Os preços variam muito de acordo com o tipo de cabeamento utilizado [ROC96]. Um cabo STP geralmente possui dois pares trançados blindados.2 Par Trançado O cabo de par trançado é composto por pares de fios. Como o custo de uma hora parada é estimado entre 1. portanto uma faixa de passagem maior do que a dos pares trançados usados no âmbito urbano. o hardware tem uma vida útil de 5 anos. a blindagem dos cabos stp não faz parte do caminho percorrido pelo sinal.9 horas inoperantes. Quando bem estruturado pode representar de 5 a 7% do custo total da rede.1 Linha aérea de Fio nú Constituída por fios de cobre (raramente bronze ou ferro) de diâmetro entre 1. conformidade aos padrões internacionais. passando pela demanda de recursos que estes aplicativos consumirão até o tipo de linhas físicas ou meios físicos que serão utilizados. possui uma blindagem interna envolvendo cada par trançado componente do cabo cujo objetivo é reduzir a diafonia. 3.6 paradas por ano em média. confiabilidade. logo surge uma freqüência de corte inferior e a largura de banda vai se estreitando progressivamente. Os telegráficos do século 19 usavam essas linhas. as linhas físicas serão o item que terão a maior duração. entre as causas para o downtime de uma rede. a largura de banda de uma linha física varia com o seu comprimento. Podemos dividir os pares trançados entre aqueles que possuem uma blindagem especial (STP . vários fatores têm que ser levados em consideração. desde os aplicativos necessários às exigências dos usuários. Os fios de um par são enrolados em espiral a fim de. Ao contrário dos cabos coaxiais. Em comparação com os outros investimentos que devem ser feitos a fim de implantar um determinado projeto de redes. À medida que a distância aumenta. limites de emissão eletromagnética. Os fios de grosso calibre significavam uma resistividade menor e. de acordo com pesquisas. Isto é. além de possuir uma malha blindada global que confere uma maior imunidade às inteferências externas eletromagnética / radiofrequência. Hoje seu uso está limitado a algumas zonas rurais. O investimento feito em um sistema de cabeamento irá pagar dividendos durante anos. a linha aberta foi o principal meio telefônico interurbano de anos atrás. ou seja. A linha aberta deriva esse nome do fato de ser usada sem isolamento. 3. O projeto de cabeamento não envolve somente considerações sobre taxas de transmissão e largura de banda.

Este dabo era adotado pela IBM para interconexão entre os elementos integrantes de sua rede (token ring) e atualmente praticamente não é mais utilizado. que queriam certezas sobre os parâmetros característicos destes cabos. Poucos cabos STP eram suficientes para preencher um duto de fiação de um prédio [DER94]. mostrado na figura abaixo. . O cabo de par trançado sem blindagem projetado para redes. Não há blindagem física no cabo UTP.Seção de cabo STP Figura 3. O cabo tem uma impedância de 100 ohms . Figura 3. • • bitola do fio. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  22 Figura 3. sendo que cada par é isolado um do outro e todos são trançados juntos dentro de uma cobertura externa. especificados através de regulamentação fornecida pelos padrões reguladores da Underwriter Laboratories (UL). ele obtém sua proteção do efeito de cancelamento dos pares de fios trançados.5 suportam respectivamente taxas de transmissão de até 5 Mbits (1 e 2). Os cabos UTP inicialmente foram divididos em 5 categorias (atualmente existem 6 ou 7) no que se refere a: • taxas de transmissão e qualidade do fio.Cabo UTP [BER96] A EIA/TIA (Electronic Industries Association/Telecommunication Industry Association) levou a cabo a tarefa de padronização dos cabos UTP através da recomendação 568. 3. 16 Mbits (4). b) Par Trançado UTP O cabo de par trançado sem blindagem (UTP) é composto por pares de fios. o tamanho e o custo do cabo. fez com que se tornasse necessário. quanto por parte dos fabricantes de equipamentos. que os utilizavam em suas composições e precisavam de garantias confiáveis de desempenho [ROC96]. 4 .Cabo STP patch [BER96] O maior volume de blindagem e isolamento aumenta consideravelmente o peso. 10 Mbits (3).4 . e 100 Mbits (5). contém quatro pares de fios de cobre sólidos modelo 22 ou 24 AWG. sendo que as classes 1 e 2. aliado ao baixo custo de aquisição e instalação dos mesmos. sendo esse último tipo o mais utilizado atualmente e que possui melhor grau de qualidade.3 . onde números maiores indicam fios com diâmetros menores.1 . cabos de par trançado de melhor qualidade foram sendo produzidos.um fator importante que diferencia dos outros tipos de fios de telefone e par trançado.2 . níveis de segurança. O cabo de rede UTP tem um diâmetro externo de 4. Com o aumento das taxas de transmissão. O alto desempenho em termos de qualidade alcançados pelos pares trançados não blindados (UTP). especificada em AWG (American Wire Guage).Seção de um cabo UTP Figura 3. uma pressão por padronização tanto por parte dos projetistas.3 mm.

046 Mbit/s) IBM 3270.1 . Association Padrão de cores para cabo UTP 4 pares: Par 1 2 3 4 Cor do par Branco/Azul Azul/Branco Branco/Laranja Laranja/Branco Branco/Verde Verde/Branco Branco/Marrom Marrom/Branco Tabela 3. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  23 Referência (Banda passante 100m) EIA/TIA Categoria 1 (.5 Mhz) EIA/TIA Categoria 2 (1 Mhz) EIA/TIA Categoria 3 (Banda de 16 MHz) EIA/TIA Categoria 4 ( Banda de 20 MHz) EIA/TIA Categoria 5 ( Banda de 100 MHz) Impedância (Bitola AWG) 150 Ohms (26 AWG) 100 Ohms (26 AWG) 100 Ohms UTP (24 AWG) 100 Ohms UTP baixa perda (24 AWG) 100 Ohms UTP freqüencia estendida Aplicações (Telefonia e Dados) Telefonia Analógica (4 KHz) Telefonia Digital (64 Kbit/s) ISDN Dados (2. 3X. AS 400 IEEE 10BaseT Token Ring(4 Mbit/s) Ethernet(10 Mbit/s). Até 16 Mb/s IEEE 10BaseT . Ind.2 – Pares trançados UTP Conforme norma ANSI/TIA/EIA-568A são reconhecidos 2 esquemas de ligação padrão RJ: a) utilizado pela AT&T (568B) b) utilizado pelos demais fabricantes (568A) NEMA: National Eletrical Manufactures Association STP: Shielded Twisted Pair TPDDI: Twisted Pair Data Distributed Interface UL: Underwriter's Laboratories UTP: Unshield Twisted Pair Figura 3./Telecom.Categorias de cabos UTP Legenda: AWG: American Wire Guage CDDI: Copper Data Distributed Interface IEEE: Institute of Eletrical and Eletronic Engineers EIA/TIA: Eletronic Industry Assoc. Até 20 Mb/s IEEE 10BaseT e 100BaseT 100 Mbit/s ATM 155 Mb/s Gigabit Ethernet Todas as anteriores e tecnologias em desenvolvimento Cabo blindado – tecnologias emergentes Categoria 5E (Banda100 MHz em c/ par) Categoria 6 (Banda 250 MHz em c/ par) Categoria 7 (Banda 600 MHz em c/ par) Tabela 3.5 – Esquema de ligação dos pares trançados UTP . Token Ring(16 Mbit/s).Idem ao anterior.

o que diminui os custos e as possibilidades de falha na instalação. Pode-se utilizar UTPs com três principais arquiteturas de rede (ARCnet. que pode ser blindado ou não. obedecendo rígidas normas de segurança e desempenho (ver seção seguinte) [DER94]. É verdade que o UTP custa menos por metro do que qualquer outro tipo de cabo de rede local. O enfoque teórico do padrão 10BaseT é que ele permite que os gerentes de rede local utilizem fios de telefone já instalados. Na maioria dos casos. salvo a conhecida exceção da fibra ótica. basta configurar o 568-A em uma extremidade e o 568-B na outra. sendo que a utilização dos pares é apresentada abaixo: Rede 10BaseT Token Ring 100BaseT ATM Utilização do par 1&2 e 3&6 3&6 e 4&5 1&2 e 3&6 1&2 e 7&8 Tabela 3. O par trançado é o meio de transmissão de menor custo por comprimento. Uma grande vantagem do UTP que não pode ser desprezada é a flexibilidade e a espessura dos cabos. Maiores detalhes acerca de ruídos e interferências em canais de transmissão serão apresentados posteriormente. Em sistemas de baixa freqüência a imunidade a ruído é tão boa quanto ao cabo coaxial.2. um esquema de sinalização debandabase e fios de pares trançados em uma topologia física em estrela. . mas muitas placas de interface Ethernet são configuradas para cabos coaxiais e UTP. Como é comum a utilização de cabos coaxiais de 75 Ohms para transmissão de TV a cabo.O padrão Ethernet utiliza somente os pinos 1. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  24 Crossover Em um cabo. Ethernet e token-ring). os custos de mão de obra com técnicas de instalação para estes cabos e para a própria fibra ótica estão caindo muito. A ligação de nós ao cabo é também extremamente simples.6 – Conector RJ-45 Padrão 802. O UTP não preenche os dutos de fiação com tanta rapidez como os outros cabos.3 10BaseT O nome 10BaseT indica uma velocidade de sinalização de 10 megabits por segundo. mas a despesa com material é a menos significativa em qualquer instalação pois a mão de obra é o elemento mais caro. A configuração dos pares deve atender os sistemas existentes. portanto de baixo custo. as placas de interface de rede vêm para um tipo específico de cabeamento.3 – Pares trançados UTP Conectores O conector padronizado pela norma é o RJ-45. A desvantagem do par trançado é a sua susceptibilidade à interferência e ruído. Figura 3.3 e 6. A figura anterior mostra o conector fêmea (você olhando para o encaixe). É de se questionar o valor a ser pago por uma boa instalação de UTP. incluindo "cross-talk" de fiação adjacente. conforme o cabo. Isto aumenta o número de conexões possíveis sem diminuir seriamente o espaço útil ou exigir onerosos projetos de alteração das instalações físicas disponíveis.

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3.1.3 Cabo Coaxial
Um cabo coaxial consiste em um fio de cobre rígido que forma o núcleo, envolto por um material isolante que, por sua vez, é envolto em um condutor cilíndrico, frequentemente na forma de uma malha cilíndrica entreleçada. O condutor externo é coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.7 – Corte em um cabo coaxial A forma de construção do cabo coaxial lhe dá uma boa combinação de alta banda passante e excelente imunidade a ruídos. A banda passante possível depende do comprimento do cabo. Para cabos de 1 Km, pode-se chegar a uma taxa de dados de 1 Gbps. Taxas de dados mais altas são possíveis em cabos mais curtos e, pode-se usar cabos mais longos, mas com taxas mais baixas. Dois tipos de cabo coaxial são bastante utilizados. Um tipo, o Cabo Coaxial Fino, também conhecido como cabo de 50 ohms ou cabo coaxial em Banda Base. O outro tipo, o Cabo Coaxial Grosso, também conhecido como cabo coaxial em Banda Larga.
a) Cabo Coaxial de Banda Base (50 ohms)

O cabo coaxial fino, também conhecido como cabo coaxial banda base ou 10Base2, é utilizado para transmissão digital e possui impedância característica geralmente de 50 ohms. As principais características de cabos coaxiais do tipo banda base, de impedância característica de 50 ohms, que eram utilizados em redes locais são : Impedância: 50 ohms Tamanho Mínimo de Segmento: 0,45 metros Transmissão em banda base, código Manchester, em modo half-duplex; Tamanho Máximo sem Repetidores: depende da velocidade que se deseja. Capacidade: 30 equipamentos/segmento Acesso ao meio: CSMA/CD Taxas de Transmissão de Dados: de 10 Mbps até 2 Gbps (Tane97) (depende do tamanho e qualidade do cabo). Usual em uma rede local seria uma taxa de 10 Mbits/s ou 100Mbits/s Modo de Transmissão: Half-Duplex - Código Manchester. Transmissão: Por pulsos de corrente contínua. Imunidade EMI/RFI: 50 dB Conector: Conector T Instalação: Facilitada (cabo fino e flexível) Topologia mais usual: barra; Tempo de trânsito: 4 ns/m. O cabo coaxial fino é mais maleável e, portanto, mais fácil de instalar. Em comparação com o cabo coaxial grosso, na transmissão em banda base, o cabo de 50 ohms sofre menos reflexões devido as capacitâncias introduzidas na ligação das estações ao cabo, além de possuir uma maior imunidade a ruídos eletromagnéticos de baixa frequência. Apesar do cabo coaxial banda base ter uma imunidade a ruídos melhor do que o par trançado, a transmissão em banda larga fornece uma imunidade a ruído melhor do que em banda base. Nesta tecnologia de transmissão, o sinal digital é injetado diretamente no cabo. A capacidade de transmissão dos cabos nesta modalidade varia entre alguns Mbps/Km, no caso dos cabos mais finos, até algumas Gigabits por segundo no caso de cabos mais grossos e de melhor qualidade. A impedância utilizada nesta modalidade de transmissão é de 50 ohms.

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Um Cabo Coaxial Banda Base, também conhecido como 10Base2, consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico na forma de malha entrelaçada, tudo coberto por uma capa plástica protetora. O método de acesso ao meio usado em Cabos Coaxias Banda Base é o detecção de portadora, com detecção de colisão. Amplamente utilizado em redes locais.

Figura 4.9 – Conector BNC

Figura 3.8 – Cabo coaxial 50 ohms
b) Cabo Coaxial de Banda Larga (75 ohms)

Um Cabo Coaxial Banda Larga, também conhecido como 10Base5 ou "Mangueira Amarela de Jardim", consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico de alumínio rígido, tudo coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.10 – Cabo coaxial 75 ohms O cabo coaxial grosso, também conhecido como cabo coaxial de banda larga ou 10Base5, é utilizado para transmissão analógica, principalmente em redes de longa distância, como a utilizada pela TV a cabo. O cabo coaxial grosso, possui uma blindagem geralmente de cor amarela. Seu diâmetro externo é de aproximadamente 0,4 polegadas ou 9,8 mm. Uma diferença fundamental entre os cabos coaxiais de banda base e banda larga é que sistemas em banda larga necessitam de amplificadores analógicos para amplificar periodicamente o sinal. Esses amplificadores só transmitem o sinal em um sentido; assim, um computador enviando um pacote não será capaz de alcançar os computadores a montante dele, se houver um amplificador entre eles. Para contornar este problema, foram desenvolvidos dois tipos de sistemas em banda larga: com cabo duplo e com cabo único. Os sistemas de cabo duplo têm dois cabos idênticos paralelos. Para transmitir dados, um computador emite os dados pelo cabo 1, que está conectado a um dispositivo chamado head-end na raiz da árvore de dados. Em seguida, esse head-end transfere o sinal para o cabo 2, que refaz o caminho da árvore a fim de realizar a transmissão. Todos os computadores transmitem no cabo 1 e recebem no cabo 2. Sistemas com cabo único é alocado bandas diferentes de frequência para comunicação, entrando e saindo por um único cabo. A banda do cabo é dividida em dois canais ou caminhos, denominados:

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1.caminho de transmissão (Inbound): caminho de entrada dos dados no canal 2.caminho de recepção (Outbound): caminho de saida dos dados do canal

Figura 3.11 – Esquemas gerais de LAN de barra em banda larga No modelo midsplit, por exemplo, a banda de entrada vai de 5 a 116 MHz, e a banda de saída vai de 168 a 300 MHz.

Figura 3.12 – Redes de banda larga. (a) Cabo duplo. (b) Cabo único Esse cabo é muito utilizado para a transmissão do sinal de vídeo em TV a cabo e, na transmissão de vídeo também em computadores, para a integração de imagens transmitidas para várias estações de rede local. Tecnicamente, o cabo de banda larga é inferior ao cabo de banda básica (que tem apenas um canal) no que diz respeito ao envio de dados digitais, no entanto, por outro lado, existe a vantagem de haver muitos cabos desse tipo já instalados. Na Holanda, por exemplo, 90 por cento de todas as casas têm uma conexão de TV a cabo. Cerca de 80 por cento das casas norte-americanas têm um cabo de TV instalado. Desse total, pelo menos 60 por cento têm de fato uma conexão a cabo. Com a acirrada concorrência entre as companhias telefônicas e as empresas de TV a cabo, podemos esperar que um número cada vez maior de sistemas de TV a cabo comece a operar como MANs e oferecer serviços telefônicos, dentre outras vantagens. Para obter maiores informações sobre a utilização da TV a cabo como uma rede de computadores, consulte Karshmer and Thomas, 1992. As dificuldades de conexão com cabos coaxiais são um pouco maiores do que se fosse utilizado o par trançado. A conexão dos cabos é feita através de conectores mecânicos, o que também encarece sua instalação em relação ao par trançado, porém, os benefícios compensam com larga vantagem a utilização deste método. Dados Técnicos Impedância: 75 ohms Atenuação: em 500m de cabo não exceder 8,5 dB medido a 10MHz ou 6,0 dB medido a 5 MHz Velocidade de Propagação: 0,77c (c=vel. luz no vácuo) Tamanho Máximo de Segmento: 500 metros Tamanho Mínimo de Segmento: 2,5 metros Tamanho Recomendado: múltiplos de 23,4 - 70,2 ou 117 metros

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Número Máximo de Segmentos: 5 Tamanho Máximo Total: 2.500 metros Capacidade: 1500 canais com 1 ou mais equipamentos por canal Acesso ao meio: FDM Taxas de Transmissão de Dados: 100 a 150 Mbps (depende do tamanho do cabo) Modo de Transmissão: Full-Duplex. Transmissão: Por variação em sinal de freqüência de rádio Imunidade EMI/RFI: 85 dB Conector: Tipo Derivador Vampiro Utiliza Transceptores (detecta a portadora elétrica do cabo) Instalação: Requer prática/pessoal especializado
c) Cabo coaxial x par trançado:
– As características de transmissão do cabo coaxial são melhores do que o par trançado (comparado às categorias 5 e

5e), porém ocupa muito mais espaço em um duto de fiação.
– Na transmissão analógica o coaxial é mais adequado, pois permite uma largura de banda maior a uma distância maior

do que o par trançado.
– O cabo coaxial possui imunidade maior aos ruídos de cross-talk e uma fuga eletromagnética mais baixa, porém o custo

do coaxial é mais elevado do que o do par trançado, principalmente nas interfaces de ligação. Conclui-se que o cabo coaxial é mais adequado à transmissão analógica enquando o par trançado é mais indicado à transmissão digital.

3.1.4 Fibras óticas
Muitas pessoas do setor de informática se orgulham com a rapidez com que a tecnologia usada nos computadores vem melhorando. Na década de 1970, um computador rápido (por exemplo, o CDC 6600) podia executar uma instrução em 100 nanossegundos. Vinte anos depois, um computador Cray rápido podia executar uma instrução em 1 nanossegundo, decuplicando seu desempenho a cada década. Nada mal. No mesmo período, a comunicação de dados passou de 56 Kbps (a ARPANET) para 1 Gbps (comunicação ótica moderna), isso significa que seu desempenho melhorou 100 vezes em cada uma década, enquanto, no mesmo período, a taxa de erros passou de 10-5 por bit para quase zero. Além disso, as CPUs estão se aproximando dos limites físicos, como a velocidade da luz e os problemas decorrentes da dissipação do calor. Por outro lado, com a atual tecnologia de fibra ótica, a largura de banda pode ultrapassar a casa dos 50.000 Gbps (50 Tbps) e são muitas as pessoas que estão realizando pesquisas com materiais de melhor qualidade. O limite prático da sinalização atual é de cerca de 1 Gbps, pois não é possível converter os sinais elétricos e óticos em uma velocidade maior. O uso experimental de 100 Gbps está previsto a curto prazo. Dentro de poucos anos, alcançaremos uma velocidade de 1 terabit/s. Logo teremos sistemas plenamente óticos, que influenciarão também a transmissão de dados entre computadores (Miki, 1994a).

Figura 3.13 – Fibra ótica

Figura 4.14 – Conector de fibra ST

Na corrida entre a computação e a comunicação, ganhou a comunicação. O significado real da largura de banda infinita (apesar dos custos) ainda não foi totalmente assimilado por uma geração de cientistas e engenheiros da computação que aprenderam a pensar em termos dos limites de Shannon e Nyquist impostos pelo fio de cobre. Os novos conceitos partem

a tecnologia atual de fibras caracteriza-se por três tipos distintos a seguir: 3. a saída é reconvertida em um sinal elétrico. da sílica fundida para o ar. mostrando-se apenas um interessante princípio físico. Esse feixe pode se propagar por muitos quilômetros sem sofrer praticamente nenhuma perda. C O N V E R S O R C O N Receptor V Ótico Fibra ótica E (detetor R Ótico) S O Interface O-E R Sinal elétrico Transmissor Ótico (emissor de luz) Sinal elétrico Interface E-O Figura 3. como mostra a Figura 3. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. Na extremidade de recepção. na prática. temos um sistema de transmissão de dados unidirecional que aceita um sinal elétrico. essas fibras são menos sensíveis a esse fenômeno do que as fibras multimodais.16. produz um ângulo β1. Convencionalmente. Quando instalamos uma fonte de luz em uma extremidade de uma fibra ótica e um detector na outra. um feixe de luz que incide em um ângulo crítico. O volume de refração depende das propriedades dos dois meios físicos (em particular.16 – (a) Três exemplos de um feixe de luz dentro de uma fibra de sílica com a fronteira ar/sílica em diferentes ângulos (b) reflexão de um raio de um feixe de luz abaixo do ângulo crítico Com relação à capacidade de transmissão.15 – Conversor de sinal ótico/elétrico e elétrico/ótico Esse sistema de transmissão desperdiçaria luz e. O meio de transmissão é uma fibra de vidro ultrafina. ao incidir na fronteira e que. independente do desperdício de largura de banda. por essa razão. Quando um raio de luz passa de um meio para outro. a luz é refratada de volta para a sílica. Figura 3. de seus índices de refração).16 (b).1 Tipos de fibras a) Multimodo com índice degrau Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada basicamente pela dispersão modal. não teria a menor utilidade. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. o desempenho destas fibras não passam de 15 a 25 Mhz. Um sistema de transmissão ótico tem três componentes.1. Nesta seção. um pulso de luz indica um bit 1. o meio de transmissão e o detector. ao emergir.4. Devido a alta dispersão. é interceptado na fibra. Dessa forma. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  29 da premissa de que todos os computadores são desesperadamente lentos e. . O detector gera um pulso elétrico quando entra em contato com a luz. e a ausência de luz representa um bit zero. Nos ângulos cuja incidência ultrapasse um determinado valor crítico. as redes devem tentar evitar a computação a todo custo. No entanto. ou acima dele. o raio sofre uma refração (desvio) na fronteira sílica/ar. b) Multimodo com Índice Gradual Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada pela dispersão modal. a origem da luz. vamos estudar as fibras óticas e veremos como funciona essa tecnologia de transmissão. Nela. como mostra a Figura 3. converte-o e transmite-o por pulsos de luz. por exemplo.Km. A taxa de transmissão neste tipo de fibra é de 400 MHZ.km em média. nós vemos um feixe de luz que forma um ângulo α1. nada escapa para o ar.

é a usada.4. O vidro transparente usado nas janelas foi desenvolvido durante a Renascença. . seria possível ver o fundo do mar da superfície. A atenuação da luz através do vidro depende do comprimento de onda da luz. uma matéria-prima barata e abundante. esta fibra pode atingir taxas de transmissão na ordem de 100 Ghz. As fibras monomodais atualmente disponíveis podem transmitir dados a uma velocidade de muitos Gbps em uma distância de 30 km. O vidro usado nas modernas fibras óticas são tão transparentes que.2 Transmissão de luz através da fibra As fibras óticas são feitas de vidro. apesar de fazê-lo em velocidades mais baixas.4 a 0.17 – Tipos de fibra existentes 3. que é a reflexão da onda luminosa em diferentes tempos. é produzido a partir da areia. na prática. A figura mostra a parte infravermelha do espectro. quando o fator de perda é dois. e não por água. em decibéis por quilômetro linear de fibra. por sua vez. A atenuação do tipo de vidro usado nas fibras é mostrada na Figura abaixo. obtemos atenuação de 10 log 10 2 = 3 dB. o vidro podia ter no máximo 1 mm de espessura para que a luz pudesse atravessá-lo. A luz visível tem comprimentos de onda ligeiramente mais curtos. que. para eles.1. Figura 3. assim como vemos o solo quando voamos de avião em um dia ensolarado. A atenuação em decibéis é obtida com a seguinte fórmula. Pesquisas sobre fibras que utilizam o érbio prometem alcançar distâncías ainda maiores sem repetidores. Já foram feitas experiências com taxas de dados muito mais altas entre pontos mais próximos. mas. que. Elas já mostraram que feixes laser de alta potência podem conduzir uma fibra em uma distância de 100 quilômetros sem utilizar repetidores. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  30 c) Monomodo Estas fibras são insensíveis a dispersão modal. que variam de 0.Km. se o mar fosse formado por esse tipo de vidro.7 mícron (1 mícron é igual a 10-6 metros). Devido a esta característica. Os antigos egípcios já dominavam a manufatura do vidro. Atenuação em decibéis = 10 log 10 potência transmitida potência recebida Por exemplo.

há um revestimento plástico fino com finalidade de proteger a camada anterior. As duas últimas têm boas propriedades de atenuação (uma perda inferior a 5 por cento por quilômetro) A banda de 0. A Figura 3. 3. mas. (b) Extremidade de um cabo com 3 fibras.18 – bandas de freqüências utilizadas para transmissão nas fibras Os pulsos de luz enviados através de uma fibra se expandem à medida que se propagam.4. respectivamente. As três bandas entre 25 e 30 mil GHz de largura. o mundo assiste a um grande esforço de pesquisa no sentido de colocar em prática as experiências que estão sendo feitas em laboratórios com os solitons. Figura 3.85. Felizmente. por outro lado.19 (b) mostra um cabo com três fibras. Elas são centralizadas em 0.19 (a) mostra a perspectiva lateral de uma fibra.1. Em seguida. descobriu-se que. O núcleo da fibra é envolvido por uma proteção de vidro cujo índice de refração é inferior ao do núcleo. o que. o núcleo tem 50 micra de diâmetro. . Figura 3. o que corresponde à espessura de um fio de cabelo humano. protegidos por uma capa externa. nesse comprimento de onda. fica o núcleo de vidro através do qual se propaga a luz. 1. todos os efeitos da dispersão são cancelados e é possível enviar pulsos por milhares de quilômetros sem que haja uma distorção significativa. Uma forma de impedir que a expansão desses pulsos se sobreponha é aumentar a distância entre eles. os cabos de fibra transoceânicos são enterrados em trincheiras por uma espécie de arado marítimo. A Figura 3. eles são depositados no fundo. Nas fibras monomodais. para manter a luz no núcleo. Atualmente. onde ocasionalmente são atacados por pequenos animais roedores. os cabos de fibra terrestres são colocadas no solo a um metro da superfície. as fibras são agrupadas em feixes. Em águas profundas.55 micra. a exceção fica por conta da malha entrelaçada. o núcleo tem entre 8 e 10 micras. Esses pulsos são chamados de solitons. Normalmente. O volume da dispersão vai depender do comprimento da onda. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  31 A comunicação utiliza três bandas de comprimento de onda. Perto da praia.19 – (a) Perspectiva lateral de uma fibra.85 mícron tem uma atenuação maior. Geralmente. onde podem ser arrastados por redes de pesca ou comidos por tubarões. No centro. Nas fibras multimodais. os lasers e os chips podem ser produzidos a partir do mesmo material (arsenieto de gálio).3 Cabos de fibra Os cabos de fibra ótica são semelhantes aos coaxiais. só pode ser feito com a redução da taxa de sinalização. quando os pulsos são produzidos com um formato especial relacionado ao recíproco do co-seno hiperbólico. no entanto.30 e 1. Essa expansão é chamada de dispersão.

Um conector tem um diodo emissor de luz ou um diodo a laser na sua extremidade (para transmissão) e o outro. Eles têm diferentes propriedades.20 – Um anel de fibra ótica com repetidores ativos O outro tipo de interface. mostrado na Figura 3. dois pedaços de fibra podem ser fundidos de modo a formar uma conexão sólida. A luz recebida é convertida em um sinal elétrico. A interface de cada computador percorre o fluxo de pulsos de luz até a próxima ligação e também serve como junção em forma de T para permitir que o computador envie e aceite mensagens. seguido de pequenos ajustes cuja finalidade é maximizar o sinal. pois um diodo emissor de luz ou um fotodiodo quebrado não compromete o anel.4 . por essa razão. e um pulso de luz deve conduzir energia suficiente para ser detectado. As junções mecânicas são encaixadas em 5 minutos por uma equipe devidamente treinada e resultam em uma perda de 10 % da luz. Em geral. Nesse caso. apesar de sua ser conexão mais complexa do que a conexão com uma rede Ethernet. Nos três tipos de encaixe. mas facilitam a reconfiguração dos sistemas. o que limita as taxas de dados a 1 Gbps. como mostra a Tabela 3. nesse caso. é extremamente confiável. como mostra a Figura 3.Uma comparação entre diodos semicondutores e emissores de luz utilizados como fontes de luz A extremidade de recepção de uma fibra ótica consiste em um fotodiodo.20. a taxa de erros pode se tornar arbitrariamente pequena. elas podem ser encaixadas mecanicamente. Duas fontes de luz podem ser usadas para fazer a sinalização. as duas extremidades são cuidadosamente colocadas uma perto da outra em uma luva especial e encaixadas em seguida. O alinhamento pode ser melhorado com a passagem de luz através da junção. Com pulsos de potência suficiente. Item Taxa de dados Modo Distância Vida Útil Sensibilidade à temperatura Custo LED Baixa Multimodo Pequena Longa Insignificante Baixo custo Laser Semicondutor Alta Multimodo ou monomodo Longa Curta Substancial I Alto custo Tabela 3. Uma forma de contornar esse problema é perceber que uma rede em anel é. há uma pequena atenuação. Em terceiro lugar. que emite um pulso elétrico quando entra em contato com a luz. Uma interface passiva consiste em dois conectores fundidos à fibra principal. Figura 3.20. é o repetidor ativo. na verdade. Os conectores perdem de 10 a 20 por cento da luz. os diodos emissores de luz e os lasers semicondutores.4. No máximo. Dois tipos de interfaces são usados.4 Redes de fibra As fibras óticas podem ser usadas nas LANs e nas transmissões de longa distância. elas podem ter conectores em suas extremidades e serem plugadas em sockets de fibra.4. O ruído térmico também é importante. o tempo de resposta de um fotodiodo é 1 nanossegundo. no entanco. Em primeiro lugar. .1. ele deixa um computador off-line. 3. Em segundo lugar. Um encaixe por fusão é quase tão bom quanto uma fibra inteira. um conjunto de ligações ponto a ponto. podem ocorrer reflexões no ponto de junção e a energia refletida pode interferir no sinal. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  32 As fibras podem ser conectadas de três diferentes formas. um fotodiodo (para recepção) O conector em si é completamente passivo e.

Apenas essa característica justificaria seu uso nas redes de última geração. Duas fibras têm mais capacidade e pesam apénas 100 kg. Vale lembrar. o cobre tem um excelente valor de revenda para as refinarias especializadas. são afetados pelos elétrons existentes fora do fio. ela pode gerenciar larguras de banda muito mais altas do que o cobre. Uma topologia em anel não é a única forma de se construir uma LAN usando fibras óticas. Esses dispositivos dispensam as conversões óticas/elétricas/óticas. o número de nós da rede é limitado pela sensibilidade dos fotodiodos. no entanto. do cobre por fibras deixar os dutos vazios. e subseqüente substituição. os repetidores só são necessários a cada 30 quilômetros de distância. adapta-se muito bem a regiões industriais. desfeita. por isso. A fibra tem muitas vantagens. interferência magnética ou quedas no fornecimento de energia.21. Por fim. que a fibra é uma tecnologia nova. em comparação com os cinco quilômetros que separam cada repetidor nas conexões via cobre. ele é difundido dentro da estrela passiva para iluminar todos os receptores e. as fibras fundidas à outra extremidade do cilindro são conectadas a cada um dos receptores. possibilitar a transmissão dos dados. Por outro lado. Também é possível ter um hardware se comunicando através do uso de uma estrela passiva. Muitos dos dutos de cabo atuais estão completamente lotados. representa uma economia significativa. como o sinal é regenerado em cada interface. Nesse projeto. Mil pares trançados com 1 quilômetro de comprimento pesam 8 t. dessa forma. reduzindo de maneira significativa a necessidade de sistemas mecânicos de suporte. a estrela passiva combina todos os sinais de entrada e transmite o resultado obtido em todas as linhas. Comparação das Fibras Óticas e dos Fios de Cobre É instrutivo comparar a fibra com o cobre. e as fibras de entrada são fundidas em uma extremidade do cilindro. Da mesma forma. que requer conhecimentos de que a maioria dos engenheiros não dispõe. as fibras não desperdiçam luz e dificilmente são interceptadas. Quando os elétrons se movem dentro de um fio. o número total de computadores e o tamanho total do anel acabam sofrendo grandes restrições. as companhias telefônicas gostam da fibra por outra razão.21 – Uma conexão em estrela passiva em uma rede de fibra ótica Por mais estranho que possa parecer. Quando uma interface emite um pulso de luz. Os fótons de uma fibra não afetam um ao outro (não têm carga elétrica) e não são afetados pelos fótons dispersos existentes do lado de fora da fibra. significa que o anel pode ter qualquer tamanho. eles afetam um ao outro e. As interfaces passivas perdem luz em cada junção. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  33 tem sua capacidade regenerada caso ela tenha sido enfraquecida e é retransmitida na forma de luz. cada interface tem uma fibra entre seu transmissor e um cilindro de sílica. o que. trata-se de uma alternativa muito mais segura contra possíveis escutas telefônicas. A fibra também tem a vantagem de não ser afetada por picos de voltagem. que é mostrada na Figura 3. Além disso. Figura 3. o anel será interrompido e a rede. Como a transmissão é basicamente unidirecional. consequentemente. o que. A razão para que a fibra seja melhor do que o cobre é inerente às questões físicas subjacentes a esses dois materiais. de modo que não há espaço para aumentar. A interface com o computador é um fio de cobre comum que passa pelo regenerador de sinal. Por essas razões. as fibras têm preferência por terem um custo de instalação muito mais baixo. Ela também está imune à ação corrosiva de alguns elementos químicos que pairam no ar e. cuja manutenção é extremamente cara. Se um repetidor ativo entrar em pane. na prática. a comunicação bidirecional exige duas fibras e duas bandas . Além da remoção. Para começo de conversa. Devido à baixa atenuação. isso significa que eles podem operar em larguras de banda extremamente altas. Nas novas rotas. pois trata-se de um minério de altíssima qualidade. as ligações individuais entre os computadores podem ter quilômetros de distância. Como a energia de entrada é dividida entre todas as linhas de saída. a fibra é mais leve que o cobre. Já estão sendo usados repetidores puramente óticos. além do mais. Na prática. ela é fina e leve.

No cobre ou na fibra.22. No vácuo.. de 30 kHz a 300 kHz). A distância entre dois pontos máximos (ou mínimos) consecutivos é chamada de comprimento de onda. Vê-se com clareza que. além de não se propagarem através dos prédios e serem perigosos para os seres vivos.... Nesta seção.2. a freqüência ou a fase das ondas... onde os usuários eram separados pelo oceano Pacífico e o sistema telefônico se mostrava totalmente inadequado. AHF e PHF) ELF (Extremely Low Frequency. Algumas pessoas chegam a acreditar que.... desde que sejam moduladas a amplitude..[30000Hz ate 300000Hz] . de bolso ou de pulso sem depender da infraestrutura de comunicação terrestre. As freqüências listadas na parte inferior da Figura 3. O número de oscilações por segundo de uma onda eletromagnética é chamado de freqüência. os elétrons criam ondas eletromagnéticas que podem se propagar através do espaço livre (inclusive em um vácuo). quando esses nomes foram criados.. pântanos etc. que é universalmente designada pela letra grega λ.. Super..[300Hz ate 3000Hz] VLF (Very Low Frequency). O espectro eletromagnético é mostrado na Figura 3.. as interfaces de fibra são mais caras do que as interfaces elétricas. Quando se instala uma antena com o tamanho apropriado em um circuito elétrico.... Eles precisam transferir dados para os seus computadores laptop. geralmente chamada de velocidade da luz. f. 3.)..... Para obter maiores informações sobre todos os aspectos físicos da rede de fibra ótica...... A luz que circula pela fibra ótica situa-se no espectro do infravermelho e seu comprimento de onda está entre 10xE14 a 10xE15 Hz. o cabo coaxial e a fibra ótica não têm a menor utilidade..... ninguém esperava ultrapassar 10 Mhz. só haverá dois tipos de comunicação. palmtop.. Portanto. Todos os computadores. foram atribuídos os seguintes nomes às bandas mais altas surgidas posteriormente..... A luz ultravioleta.. as ondas eletromagnéticas podem ser transmitidas e recebidas com eficiência por um receptor localizado a uma distância bastante razoável. Fibras óticas são elementos de transmissão que utilizam sinais de luz codificados para transmitir os dados.. Essas ondas foram previstas pelo físico inglês James Clerk Maxwell em 1865 e produzidas e observadas pela primeira vez .... os próximos padrões de alta freqüência terão nomes como Incredibly. e é medida em Hz (em homenagem a Heinrich Hertz). No entanto. notebook.1 O Espectro Eletromagnético Quando se movem.. A resposta para esses usuários está na comunicação sem fio. existem algumas outras circunstâncias em que os dispositivos sem fio são mais adequados do que os fixos..[3000Hz ate 30000Hz] LF (Low Frequency). MF e HF são as abreviaturas.. pessoas que precisam estar permanentemente online. florestas. O rádio. todos sabemos que o futuro das comunicações de dados em distâncias significativas pertence à fibra. já que têm freqüências mais altas. Very. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  34 de freqüência em uma fibra. Ultra.... a velocidade cai para cerca de 2/3 desse valor e se torna ligeiramente dependente da freqüência.... Não é à toa que a moderna comunicação digital sem fio começou nas ilhas havaianas.22 são os nomes oficiais definidos pela ITU... Astonishingly e Prodigiously (IHF. portanto. Quando há dificuldades para instalar cabos de fibra ótica em um prédio.. Os termos LF. que é de cerca de 300. Para os usuários móveis.. No entanto..2 Meios não físicos de transmissão Estamos assistindo ao surgimento de pessoas totalmente viciadas em informações. no futuro... o raio infravermelho e os trechos luminosos do espectro podem ser usados na transmissão de informações. independente de sua freqüência. o raio X e o raio gama representariam opções ainda melhores... consulte Green (1993).. média e alta freqüência.. Essa velocidade. Esses foram os últimos nomes criados e.. Essas freqüências se baseiam nos comprimentos de onda.. Toda a comunicação sem fio é baseada nesse princípio.000 Km/s. devido a acidentes geográficos (montanhas. telefones e equipamentos de fax fixos serão conectados por fibra ótica e os móveis serão sem fio. deve-se recorrer à tecnologia da transmissão sem fio.. (lambda). a banda LF vai de 1 a 10 km (aproximadamente.. as comunicações por fibra e as sem fio. Finalmente. já que ela tem uma série de aplicações importantes além da possibilidade de oferecer conectividade para quem deseja ler mensagens de correio eletrônico durante um vôo. respectivamente. a microonda. o par trançado.. pelo que se vê. 3... Extremely e Tremendously High Frequency. em inglês..... ou aproximadamente de 30 cm por nanossegundo. mas eles são difíceis de produzir e modular. A velocidade da luz é o limite máximo que se pode alcançar. vamos apresentar os conceitos básicos da comunicação sem fio. Nenhum objeto ou sinal pode se mover com maior rapidez do que ela.... de baíxa. todas as ondas eletromagnéticas viajam na mesma velocidade.pelo físico alemão Heinrich Hertz em 1887..

Vale lembrar que o rádio onidirecional nem sempre é bom. às vezes. seja em ambientes fechados ou abertos. percorrem longas distâncias e penetram os prédios facilmente e. a interferência entre os usuários é um problema. começou a surgir um padrão. e o controle era feito por computador.22 – O espectro eletromagnético e a maneira como ele é usado na comunicação 3. esse raio de ação é bem menor. As ondas de rádio também são onidirecionais. o transmissor e o receptor não precisam estar cuidadosa e fisicamente alinhados. Em todas as freqüências. nas mais altas. o Cadillac próximo a ele passou a se comportar como um cava(o trotando. mas. No entanto. o computador prendia e soltava os freios. as ondas de rádio atravessam os obstáculos. Na década de 1970. em vez de travá-los de verdade. são largamente utilizadas para comunicação. As propriedades das ondas de rádio dependem da freqüência. Nas freqüências baixas. Eventualmente.2. mais ou menos 1/r' no ar. LF e MF. Nas bandas HF e VHF. de repente. como mostra a Figura 3. (2-2)J. Nas freqüências altas. portanto.2 Transmissão de Rádio As ondas de rádio são fáceis de gerar. O principal problema relacionado à utilização dessas bandas em comunicação de dados diz respeito à baixa largura de banda que oferecem [ver Eq. as ondas de rádio tendem a viajar em linhas retas e a ricochetear nos obstáculos. todos os governos exercem um rígido controle sobre os transmissores de rádio. mas a potência cai abruptamente à medida que a distância da origem aumenta. Por essa razão. A radiodifusão em freqüências AM utilizam a banda MF. as ondas de rádio estão sujeitas à interferência dos motores e outros equipamentos elétricos. uma camada de partículas carregadas que giram em torno da terra a uma altura de 100 a 500 km são refratadas . o que signífica que elas percorrem todas as direções a partir da origem. as ondas que alcançam a ionosfera. Elas também são absorvidas pela chuva. A General Motors demorou a entender o motivo pelo qual os Cadillacs funcionavam sem problemas nos outros estados e outras estradas secundárias de Ohio. mas somente quando trafegavam pelas estradas de Ohio. a General Motors decidiu equipar seus novos Cadillacs com freios que impediam o travamento das rodas. particularmente quando estavam sendo observados por um guarda rodoviário. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  35 Figura 3. As ondas de rádio nessas bandas atravessam facilmente os prédios. como se fosse uma antena. concedendo apenas uma exceção (discutida a seguir). razão pela qual os rádíos portáteis funcionam em ambientes fechados. os Cadillacs enlouqueciam. Nas faixas VLF. Quando o motorista pisava no pedal de freio.23(a). Essas ondas podem ser detectadas dentro de um raio de 1 mil quilômetros nas freqüências mais baixas. as ondas de rádio se propagam em nível do solo. um guarda rodoviário de Ohio começou a usar seu novo rádio móvel para falar com o quartel-general e. as ondas em nível do solo tendem a ser absorvidas pela terra. portanto. Devido à capacidade que as rádios têm de percorrer longas distâncias. Um belo dia. Só depois de muita pesquisa eles descobriram que a fiação do Cadillac captava a freqüência usada pelo novo sistema de rádio da Patrulha Rodoviária de Ohio. razão pela qual as estações de rádio Boston AM não podem ser ouvidas facilmente em Nova York. o motorista disse que não tinha feito nada e que o carro tinha ficado louco de uma hora para outra. Depois de ser abordado pelo patrulheiro.

A microonda é relativamente barata. (A Sprint trilhou outro caminho. fazendo com que eles se comuniquem com vários receptores alinhados em fileira sem que haja interferência. provocando uma grave escassez de espectro.). a comunicação por microondas é muito usada na telefonia à longa distância. ela se formou a partir da Southern Pacific Railroad. ao lado da estrada de ferro.. Essas ondas têm apenas alguns centímetros e são absorvidas pela chuva. essa direcionalidade permite o alinhamento de vários transmissores em uma única fileira. A concentração de toda a energia em um pequeno feixe através de uma antena parabólica oferece um sinal muito mais alto para a relação de ruído.2. como mostra a figura 3. Em resumo. muito embora o raio possa ser detectado no transmissor. ainda há alguma divergência no espaço. Esse efeito é chamado de fading por múltiplos caminhos (multipath fading) e costuma provocar sérios problemas. durantes décadas essas microondas foram de fundamental importância para o sistema de transmissão telefônica de longa distância. os sinais podem ricochetear diversas vezes. mais distantes elas precisam estar. as microondas não atravessam os prédios. Inc. A mais importante delas é que a microonda dispensa a necessidade de se ter direitos sobre um caminho. Algumas ondas podem ser refratadas nas camadas atmosféricas mais baixas e. Ao contrário das ondas de rádio nas freqüências mais baixas. Os operadores de radioamador utilizam essas bandas em conversas de longa distância. que já detinha muitos direitos de caminho e. tornando-se uma companhia telefônica de longa distância. como acontece com uma ligação entre San Francisco e Amsterdam). em comunicação. era Microwave Communications. permitindo que as transmissões utilizem freqüências cada vez mais altas. Consequentemente. Ele depende do tempo e da freqüência. (b) na HF.3 Transmissão de Microondas Acima de 100 MHz. Além disso. é possível ignorar o sistema telefônico e se comunicar diretamente. mas as antenas de transmissão e recepção devem ser alinhadas com o máximo de precisão. Assim como acontece com o fading por múltiplos caminhos. absorção pela água. A distância entre os repetidores aumenta de acordo com a raiz quadrada da altura da torre. trata-se de um grave problema. consequentemente. As torres com 100 m de altura devem ter repetidores a cada 80 km. A demanda por mais e mais espectro serve para manter o processo de aperfeiçoamento tecnológico. VF e MF. as ondas de rádio obedecem à Curvatura da terra. é preciso instalar repetidores periodicamente. as ondas trafegam em linha reta e por essa razão podem ser captadas com mais facilidade. na distribuição por televisão etc. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  36 por ela e enviadas de volta à terra. elas ricocheteiam na atmosfera 3. às vezes as torres acabam ficando em distâncias muito grandes. a sua chegada pode ser mais demorada do que a das ondas diretas. Além disso. mas. Figura 3. Em determinadas condições atmosféricas. a única solução é desligar as ligações que estão sendo afetadas pela chuva e criar uma nova rota para elas. Esse efeito não causaria problema algum se estivéssemos planejando construir um gigantesco forno de microondas para ser usado a céu aberto. Como as microondas viajam em linha reta. Os militares também se comunicam nas bandas HF e VHF. Foi por essa razão que a MCI mudou de orientação com tanta rapidez. especialmente se os custos com a retirada do cobre ainda não tiver sido feita. As bandas de até 10 GHz agora são de uso rotineiro. Antes das fibras óticas.. em telefones celulares. A instalação de duas torres simples (com alguns postes com quatro esteios) e de antenas em cada um deles pode ser mais barato do que enterrar 50 quilômetros de fibra em uma congestionada área urbana ou montanhosa. . Além do mais.23 (b) . quando se compra um pequeno lote de terra a cada 50 quilômetros e nele é instalada uma pequena torre de microondas.23 – (a) Nas faixas VLF. uma das grandes concessionárias de comunicações à longa distância dos Estados Unidos. Elas têm uma série de vantagens significativas sobre a fibra. tratou de instalar os cabos de fibra ótica necessários. e pode ser mais barato do que reservar a fibra da companhia telefônica. Na verdade. mas a partir de 8 GHz surge um novo problema. Quanto mais altas são as torres. o primeiro nome da MCI. pois seu sistema foi originalmente desenvolvido em torres de microondas (grande parte dessa rede já foi adaptada para fibra). Alguns operadores mantêm 10 por cento dos canais ociosos como sobressalentes. para onde alternam quando o fading por múltiplos caminhos perde a banda de freqüência temporariamente.

o sistema entrou em pane e ficou fora do ar durante todo o dia.2. Por exemplo. quando tudo funcionou perfeitamente bem. elas podem se sentar na sala de conferências e estar plenamente conectadas sem que seja necessário plugá-los a uma tomada. Essas bandas são uma exceção à lei de licença. No entanto. e Bantz e Bauchot. videocassetes e estéreos empregam a comunicação infravermelha. Essas ondas são relativamente direcionais. 1994. a banda industrial/científica/médica. prevenindo-os contra eventuais espionagens eletrônicas. Al. É por essa razão que um sistema infravermelho instalado em um ambiente fechado não interfere em um sistema semelhante instalado nas salas adjacentes. como mostra a Figura 3. o problema voltou a se repetir. Pela sua própria natureza. Paul Revere usou a sinalização ótica binária na Old North Church antes de seu famoso feito. Ele também é relativamente fácil de ser instalado e. 1993. os transmissores que as utilizam não precisam de autorização do governo. quando nos deslocamos do rádio de onda longa em direção à luz visível. em um belo dia de sol. certa vez. Além dela. Quando diversas pessoas comparecem a uma reunião com seus portáteis. mas ela está muito ocupada e o equipamento que a utiliza só pode ser operado na América do Norte. portões de segurança etc. Portanto. são colocadas lentes no sistema para desfocar levemente o feixe. os organizadores conseguiram resolver a charada. baratas e fáceis de construir. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  37 Além de serem usadas em transmissões de longa distância. As bandas mais altas exigem chips mais caros e estão sujeitas a interferências dos fornos de microondas e das instalações de radar. também existem as bandas de 902-928 MHz e de 5. há alguns quílõmetros dali. também pode ser vista como uma grande limitação. Uma aplicação mais moderna é conectar as LANs em dois prédios através de raios laser instalados em seus telhados. Como o PTC local não se dispôs a instalar um grande número de linhas telefônicas que. Uma das desvantagens dos feixes de raios laser é que eles não são capazes de penetrar a chuva ou a neblina. ao contrário das microondas. não atravessam objetos sólidos (para provar essa tese. pois o sol 6rilha tanto no infravermelho como no espectro visível. Eles haviam feito um teste na noite anteior à conferência. Por esses rriotivos. Tanembaum participou de uma conferência em um moderno hotel europeu cujos organizadores tiveram a felicidade de oferecer uma sala repleta de terminais para que os participantes pudessem ler suas mensagens de correio eletrônico durante as apresentações menos interessantes. O calor do sol fez com que emanassem correntes de convecção do telhado do prédio. seriam desativadas. ao contrário dos sistemas de rádio. Nesse caso. é preciso ter a pontaria de uma Annie Oakley moderna. a sinalização ótica coerente que utiliza raios laser é unidirecional. que só podem ser instalados com uma licença. funcionam normalmente. Geralmente. Os controles remotos utilizados nas televisões. Uma banda é alocada em escala mundial. 2.484 GHz. nos dias de sol. o infravermelho tornou-se um promissor candidato para as LANs sem fio instaladas em ambientes fechados. perdendo pouco a pouco as características de rádio. alto-falantes de alia fidelidade sem fio. Devido a essas propriedades. 3. computadores portáteis com recursos infravermelhos podem pertencer a uma LAN sem estarem fisicamente conectados a ela. Por outro lado. Essas bandas são usadas para telefones sem fio. À noite. assim. Em geral. os organizadores voltaram a testá-lo com todo o cuidado e mais uma vez tudo funcionou às mil maravilhas. mas. consulte Adams et. não precisa de uma licença da FCC.725-5. cada prédio precisa do seu próprio raio laser e do seu próprio fotodetector. a principal virtude do laser.2. E é exatamente por essa razão que os sistemas infravermelhos são mais seguros do que os sistemas de rádio. Para obter maiores informações sobre a comunicação infravermelha. os sistemas infravermelhos podem ser operados sem autorização do governo. nos Estados Unidos e no Canadá. as microondas têm outro uso importante. posicione-se entre o controle remoto e a televisão).5 Transmissão de Ondas de Luz A sinalização ótica sem guia está sendo utilizada há séculos. as ondas assumem um comportamento cada vez mais parecido com o da luz. essas bandas são populares para diversas formas de rede sem fio de curto alcance. Para direcionaram feixe de raios laser com 1 mm de largura a um alvo de 1 mm a 500 m. Esse ar turbulento desviou o feixe e fez com que ele . 3. Depois da conferência. pois evitam os problemas de licenciamento. A comunicação infravermelha não pode ser usada em ambientes abertos. os computadores e os escritórios de um prédio podem ser equipados com transmissores e receptores infravermelhos de características onidirecionais.400-2. A banda 900 MHz funciona melhor. Nos dois outros dias. No entanto. depois de três dias. o fato de as ondas infravermelhas não atravessarem paredes sólidas pode ser visto como uma qualidade.850 GHz. os organizadores colocaram um raio laser no telhado e o apontaram na direção do prédio de ciência da computação da universidade onde trabalhavam.4 Ondas milimétricas e infravermelhas As ondas milimétricas e infravermelhas sem guia são usadas em larga escala na comunicação de curto alcance. um feixe muito estreito. mencanismos de abertura de portão de garagem. mas têm um grande inconveniente. Esse esquema oferece uma largura de banda muito alta a um custo bastante baixo. Às 9h da manhã seguinte.24.

Em seguida. Um observador examinando um satélite em uma órbita equatorial circular o vê parado em um local fixo no céu. Infelizmente.2. caso contrário. numa razão exponencial de 3/2.09 segundos. Alguns desses segmentos de órbita são reservados para outras classes de usuários (por exemplo. Os satélites de comunicação possuem algumas propriedades interessantes. cada um deles ouve uma parte do espectro.1 Portanto. Com a tecnologia atual. amplifica os sinais de entrada e os transmite novamente em outra freqüência. o período orbital de um satélite varia de acordo com o raio orbital. cobrindo uma área com apenas centenas de quilômetros de diâmetro. no qual há 2 lasers. o período é de cerca de 90 min. Esse mesmo ar também é o responsável pelas estradas bruxuleantes em dias quentes e pelas imagens tremidas quando olhamos para cima de um radiador quente.6 Satélites de Comunicação Na década de 50 e no início dos anos 60 (1960). 1 Para os puristas. os sinais recebidos eram muito fracos para que tivessem algum uso prático. Os feixes inferiores podem ser largos. a Marinha dos Estados Unidos detectou um tipo de balão de tempo que ficava permanentemente no céu . A principal diferença entre um satélite artificial e um real é que o artificial amplifica os sinais antes de enviá-los de volta. Próximo à superfície terrestre.e criou um sistema operacional para comunicações costeiras que utilizava a lua em suas transmissões.). 3. Figura 3. Os satélites de comunicação em altitudes baixas como essa são problemáticos porque eles ficam à vista das estações em terra por apenas um curto intervalo de tempo. O progresso no campo da comunicação celeste precisou esperar ate que o primeiro satélite de comunicação fosse lançado em 1962. o índice de rotação é o dia sideral: 23 horas 56 minutos e 4. ou estreitos. que os tornam atrativos para muitas aplicações. seria necessária uma antena orientável para rastreá-lo. uso governamental e militar etc. transformando uma estranha curiosidade em um avançado sistema de comunicação. só pode haver 360/2 = 180 satélites de comunicação geossíncronos ao mesmo tempo no céu.1 Satélites Geossíncronos De acordo com a lei de Kepler.a lua . não é muito inteligente ter satélites com espaços menores que 2 graus no plano equatorial de 360 graus. É esse tipo de "visão" atmosférica que faz as estrelas piscarem (e é por essa razão que os astrônomos colocam os telescópios no topo das montanhas). Ele contém diversos transponders. . transmissões televisivas. 3. para evitar interferência com o sinal de entrada. Com um espaçamento de 2 graus.2. cobrindo uma fração substancial da superfície terrestre. para evitar interferência. aparentemente imóvel. o período do satélite é de 24 horas. Um satélite de comunicação pode ser considerado como um grande repetidor de microondas no céu. A figura mostra um sistema bidirecional. ele gira na mesma velocidade que a Terra.6. emitindo sinais a partir de balões de tempo metalizados.24 – Correntes de convecção podem interferir nos sistemas de comunicaçãoà laser. em uma altitude de aproximadamente 36. pois. Uma situação em que o satélite permanece fixo no céu é extremamente desejável. Entretanto. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  38 dançasse em torno do detector. as pessoas tentavam criar sistemas de comunicação.000 Km acima do equador.

em geral. A banda C foi a primeira a ser atribuída ao tráfego de satélite comercial. Na banda Ka também foi alocada largura de banda para o tráfego de satélite comercial. As principais bandas comerciais são listadas na Figura 3. o tempo de trânsito de um ponto a outro fica entre 250 e 300 ms. tornou-se viável uma estratégia de transmissão mais sofisticada. Os primeiros satélites tinham um feixe espacial que iluminava toda a Terra.25 . os satélites que utilizam diferentes partes do espectro não têm problemas de conflito. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  39 Felizmente. a distância de ida e volta introduz um retardo substancial. existe um outro problema: a chuva.. Felizmente. a inferior para tráfego downlink (a partir do satélite) e a superior para tráfego uplink (para o satélite). dois transponders podem usar polarizações diferentes do sinal. Para uma conexão full-duplex é necessário um canal em cada direção. apesar de os sinais enviados e recebidos por um satélite trafegarem na velocidade da luz (aproximadamente 300. o transmissor ou o receptor possui uma grande antena e um amplificador de grande potência.As principais bandas de satélite A próxima freqüência mais alta para concessionárias de telecomunicações comerciais é a Ku. A água é um grande absorvente dessas microondas curtas. Um transponder de 50 Mbps pode ser usado para codificar um único fluxo de dados de 50 Mbps.000 Km/s). Esses pequenos terminais tem antenas de 1 m e podem consumir cerca de 1 watt de energia. pois também são usadas por concessionárias de comunicações para ligações de microondas terrestres. A desvantagem de ter estações de usuário final mais baratas é o maior retardo. com freqüência. Normalmente. Os satélites de comunicação têm diversas propriedades que sio radicalmente diferentes das ligações ponto a ponto terrestres. através da utilização de diversas estações em terra amplamente separadas. têm sido feitos acordos internacionais a respeito de quem pode usar quais freqüências e segmentos de órbita. Um satélite típico possui de 10 a 20 transponders. Entretanto. Em muitos sistemas VSAT. em vez de apenas uma. dois ou mais satélites poderiam ocupar um segmento de órbita. o hub. são localizadas grandes tempestades. Nos primeiros satélites. as microestações não têm energia suficiente para se comunicarem diretamente com as outras (via satélite. Portanto. eles podem usar a mesma banda de freqüência sem que haja interferência. se operassem em diferentes freqüências Para evitar o caos total no céu. Dividia-se a largura de banda em bandas de freqüência fixa (FDM). cabos e equipamentos eletrônicos extras para que se possa alternar rapidamente entre as estações. um satélite de comunicação para os Estados Unidos teria um feixe amplo para os 48 estados contíguos. a multiplexação por divisão do tempo também é usada devido à sua maior flexibilidade. a divisão dos transponders em canais era estática. . o problema pode ser contornado com antenas. Cada satélite é equipado com diversas antenas e vários transponders. com uma grande antena de alto ganho para retransmitir o tráfego entre os SATs. cada um com uma largura de banda de 36 a 50 MHz. Em geral. além dos feixes pontuais para o Alasca e o Havaí. esses feixes pontuais são elipticamente formados e podem ter algumas centenas de quilômetros de diâmetro. mas o downlink exige mais 512 Kbps. como mostra a Figura 3. Essa banda não está (ainda) congestionada e. é necessária umaestação em terra especial. 1994). O valor típico é 270 ms (540 ms para um sistema VSAT com um hub). às vezes chamadas de VSATs (Very Small Aperture Terminais) (Ivancic et al. Além dessas bandas comerciais também existem muitas bandas governamentais e militares. Com a enorme queda de preço. Em vez disso. o uplink é adequado para 19. a diminuição do tamanho e a exigência de equipamentos microeletrônicos. mas o equipamento necessário para usá-la ainda continua caro. Um novo desenvolvimento no mundo dos satélites de comunicação são as microestações de baixo custo. Hoje em dia. 800 canais de voz digitais de 64 Kbps ou várias outras combinações. nessas freqüências. portanto. Figura 3. Cada feixe descendente pode ser focalizado em uma pequena área geográfica. Além disso. Duas faixas de freqüência foram atribuídas a ela.25. podem acontecer diversas transmissões ascendentes e descendentes simultaneamente. os satélites podem ficar a uma distância mais próxima do que 1 grau. Como alternativa.2 Kbps. Por isso. é óbvio). Dependendo da distância entre o usuário e a estação em terra e da elevação do satélite acima do horizonte. Para começar.26 Nesse modo de operação. Geralmente. cada um dos 180 satélites possíveis poderiam ter diversos fluxos de dados em ambas as direções simultaneamente. portanto. Essas bandas já estão sobrecarregadas.

toda a Terra seria coberta. mas os usuários são móveis. O objetivo básico do Iridium é fornecer um serviço de telecomunicações de amplitude mundial através de dispositivos portáteis que se comunicam diretamente com os satélites Iridium. todos quiseram lançar uma cadeia de satélites de baixa órbita.628 células sobre a superfície da Terra. a Motorola deu início a um novo empreendimento e enviou um requerimento à FCC solicitando a permissão para lançar 77 satélites de baixa órbita do projeto Iridium (o elemento 77 é o irídio). Cada satélite teria um máximo de 48 feixes pontuais. a difusão do satélite pode ser mais barata. mas os outros são semelhantes. Cada célula teria 174 canais full-duplex.26 . Essa proposta criou um frenesi entre as outras empresas de comunicação. mas com uma diferença. os satélites são um completo desastre: todo mundo pode ouvir tudo. o projeto teve seu nome alterado para Dysprosium (o elemento 66). Subitamente. Em 1990.2.27 (a). As pessoas com poucos conhecimentos de química podem pensar nessa disposição como um imenso átomo de disprósio. Enviar uma mensagem para milhares de estações localizadas no diâmetro de um transponder não custa mais caro do que enviar para apenas uma. fax e navegação em qualquer lugar da terra. Com seis eixos de satélite. Eles poderiam ser dispostos em eixos norte-sul. Por outro lado. Para algumas aplicações. Esse serviço concorre diretamente com PCS/PCN e os torna desnecessários. Os satélites devem ser posicionados em uma altitude de 750 Km. nesse sistema as células e os usuários são móveis. Alguns desses seriam . cada satélite possui um número substancial de feixes pontuais que varrem a Terra à medida que o satélite se move. O serviço de uma chamada transcontinental não custa mais do que uma chamada entre um lado e outro da rua. As frequências poderiam ser reutilizadas duas células depois. outro o substituiria. Normalmente. Aqui. A criptografia é essencial quando a segurança é necessária. como sugere a Figura 3. como no rádio celular convencional. o custo de transmissão de uma mensagem é independente da distância percorrida. Figura 3. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  40 Outra propriedade importante dos satélites é que basicamente eles são meios de difusão. A idéia era que assim que um satélite estivesse fora de vista. com um satélite a cada 32 graus de latitude. Por isso.6. para um total de 283. Aqui descreveremos brevemente o sistema Iridium. 3.27 (b). Há serviços de voz. Os satélites também proporcionam taxas de erro excelentes e podem ser explorados quase que instantaneamente. com um total de 1.2 Satélites de baixa órbita Durante os primeiros 30 anos da era do satélite. o que provavelmente soava muito mais como uma doença do que como um satélite. como mostra a Figura 3. em órbitas polares circulares. o plano foi revisado no sentido de se usar apenas 66 satélites. Ele utiliza os conceitos de rádio celular. mas as técnicas usadas para o rádio celular são igualmente aplicáveis tanto no caso de a célula deixar o usuário quanto no caso de o usuário deixar a célula.VSATs usando um hub Nos satélites. os satélites de baixa órbita raramente eram usados para comunicação porque apareciam e desapareciam de vista muito rapidamente. Mesmo quando a difusão pode ser simulada através do uso de uma linha ponto a ponto. tendo a Terra como o núcleo e os satélites como elétrons. dados. as células são fixas. essa propriedade é muito útil.272 canais mundiais. paging. Portanto. um detalhe fundamental para a comunicação militar. Mais tarde. do ponto de vista da segurança e da privacidade.

Figura 3. tinham lucro garantido em seus investimentos. a 1. Agora. essa largura de banda não está disponível para a maioria dos usuários. (Os dispositivos de paging imaginados poderiam mostrar duas linhas de texto alfanuméricos. Entretanto. mais largura de banda Potencial do que todos os satélites lançados. Havia modems de 1. impedindo o fornecimento de uma alta banda a usuários individuais.27 (a) Os satélites do Irídium formam seis eixos em torno da terra (b) 1. os satélites de comunicação têm mercados muito importantes que a fibra não é capaz de alcançar. A Motorola estima que 200 MHz seriam suficientes para todo o sistema. Empresas e pessoas físicas que quisessem ser contactadas todo o tempo. Isso era praticamente tudo o que existia na época. As mensagens recebidas por um satélite. Afinal de contas. as conexões de fibra terrestre pareciam ser a melhor opçao a longo prazo. Com o surgimento da concorrência. em áreas desenvolvidas. mas destinadas a um satélite remoto. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  41 para paging e navegação. é improvável que o projeto morra por falta de clientes. As fibras que estão sendo instaladas atualmente são usadas no sistema telefônico para tratar diversas chamadas interurbanas ao mesmo tempo. o que requer pouquíssima largura de banda. Se essa tecnologia puder fornecer um serviço universal em qualquer lugar da Terra por esse preço. o sistema telefônico mudou muito pouco nos últimos 100 anos e não mostrou sinais de mudança para os próximos 100 anos.) Os uplinks e os downlinks poderiam operar na banda L. Além disso. Subitamente. apareceriam aos montes. Essas empresas também pararam de cobrar preços altos por ligações interurbanas para subsidiar o serviço local. examinaremos alguns desses mercados. Há 20 anos.628 células sobre a superfície da terra . mesmo em áreas subdesenvolvidas. Apesar de uma única fibra ter. Uma comparação entre a comunicação por satélite e a comunicação terrestre é instrutiva. esse quadro se alterou radicalmente. Existe largura de banda suficiente no espaço cósmico para as ligações entre satélites. pensava-se que o futuro da comunicação residia nos satélites de comunicação. em princípio. Esse movimento glacial foi causado em grande parte pelo ambiente regulador no qual esperava-se que as companhias telefônicas fornecessem bons serviços de voz a preços razoáveis (o que elas fizeram) e. possibilitando a comunicação com um satélite através de um pequeno dispositivo alimentado por bateria. O custo projetado para o usuário final seria em torno de 3 dólares por minuto. como SMDS e B-ISDN.6 GHz. poderiam ser retransmitidas entre os satélites localizados na banda Ka. O fator de limitação seriam os segmentos de uplink/downlink. em 1984 nos Estados Unidos e um pouco mais tarde na Europa. em troca. As companhias telefônicas começaram a substituir suas redes de longa distância por fibra ótica e introduziram serviços de alta largura de banda.200 bps disponíveis para as pessoas que precisavam transmitir dados. o Iridium enfrentaria intensa concorrência do PCS/PCN (com seus telepontos de configuração especial).

a transmissão é analógica Fibras monomodo utilizam ILDs As fibras utilizam luz no espectro do ultravioleta Os sistemas de microondas e os satélites Geoestacionários usam as mesmas faixas de freqüência O meio físico mais utilizado para transmissões no Brasil atualmente é o cabo coaxial Fibras monomodo têm um maior alcance do que as multimodo As ondas de rádio atravessam prédios As ondas infravermelhas atravessam prédios As ondas microondas atravessam prédios As ondas microondas atravessam paredes normais O número de satélites Geoestacionários é ilimitado m) A fibra ótica multimodo é mais rápida que a monomodo na transmissão dos dados w) A transmissão via laser é direcional é não pode ter qualquer obstáculo físico no caminho . 8) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por microondas. 5) Assinale a alternativa correta: a) O padrão 802. a capacidade é inversamente proporcional à distância Espectro é a representação das freqüências que um determinado canal deixa passar. 6) Por que o sistema Irídium recebeu este nome? 7) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por infravermelho. O espectro da luz visível. 3) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado categoria 3 e 5 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando fibra ótica e sinal digital.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando par trançado e sinal digital. enquanto o par trançado STP é desprotegido. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  42 Questionário: 1) Assinale a alternativa correta: a) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. 9) Assinale com um X na resposta certa. b) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Monomodo. b) O padrão 802. 4) Assinale a alternativa correta: a) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Multimodo índice gradual. b) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. meios analógicos e meios digitais. enquanto o par trançado UTP é desprotegido. indicando se a mesma é Verdadeira ou Falsa: V F a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) n) o) p) q) r) s) t) u) v) x) Canal e meio de comunicação são sinônimos Para que um sinal passe por um canal é necessário que seu espectro esteja contido na banda do canal A banda de passagem de uma linha física é a mesma de um canal de voz Um meio de transmissão comporta apenas um circuito de comunicação individual Em qualquer meio de transmissão. 2) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado UTP possui uma blindagem. b) O par trançado categoria 3 e 4 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. Nas redes locais com par trançado. O cabo coaxial de 50 ohms utilizava o conector tipo vampiro nas redes locais O cabo coaxial de 75 ohms é usado no sistema de TV a cabo O cabo coaxial de 75 ohms é melhor do que o de 50 ohms para transmissão analógica a grande distância O cabo coaxial de 50 ohms utiliza o conector T O cabo coaxial 10Base2 é o de 75 ohms. b) O par trançado STP possui uma blindagem. meios físicos e não físicos.

no que diz respeito à topologia e ao meio de transmissão propriamente dito. Os padrões IEEE 802 foram adotados pelo ANSI como padrões nacionais americanos. O padrão 802. Por outro . token bus (permissão em barra) e token ring (permissão em anel). as características mecânicas (tipo de conectores.1 oferece uma introdução ao conjunto de padrões e define as primitivas da interface. A existência da subcamada MAC permite o desenvolvimento da subcamada superior (LLC) com um certo grau de independência da camada física.4 802.1 – Relação entre os padrões IEEE 802 e RM-OSI 4.). Cada padrão abrange a camada física e o protocolo de subcamada MAC. especifica os mecanismos que permitem gerenciar a comunicação a nível de enlace de dados.1. etc. sendo que cada camada foi orientada para o desenvolvimento de redes locais. que ficou a cargo de um comitê instituído em fevereiro de 1980 pela IEEE Computer Society (Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos). Os padrões são divididos em partes. dimensões do suporte físico de transmissão.3 a 802. O padrão IEEE 802 Com o objetivo de elaborar padrões para redes locais de computadores nasceu o projeto IEEE 802. etc. consulte Stallings (1993).2 IEEE Figura 4. cada uma publicada como um livro independente. respectivamente. O IEEE produziu vários padrões para LANs. Assim. 802. A existência da subcamada MAC na arquitetura IEEE 802 reflete uma característica própria das redes locais. Esses padrões foram posteriormente revisados e republicados como padrões internacionais pela ISO com a designação ISO 8802. O padrão 802. pelo NIST como padrões governamentais e pela ISO como padrões internacionais (conhecido como ISO 8802). O comitê 802 publicou um conjunto de padrões nacionais americanos pelo Americans National Standards Institute (ANSI).) das conexões físicas. inicialização das funções de transmissão e recepção de bits.. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  43 4. O modelo de referência elaborado pelo IEEE definiu uma arquitetura com três camadas (veja figura 8. impedância. As três seções a seguir explicam esses três sistemas.1. Esses padrões. apresentando as seguintes características: a) correspondência máxima com o RM-OSI b) interconexão eficiente de equipamentos a um custo moderado c) implantação da arquitetura a custo moderado As três camadas da arquitetura IEEE são: – Camada física – Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) – Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) OSI 802. Para obter maiores informações. os padrões CSMA/CD.5 . token bus e token ring. Os vários padrões diferem na camada física e na subcamada MAC. As partes de 802. 4. incluem CSMA/CD.1).2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) A subcamada MAC da arquitetura IEEE 802.) e as características funcionais e de procedimentos (tempo de duração de bit ou velocidade de transferência de bits. mas são compatíveis na camada de enlace de dados.1 Camadas do modelo IEEE 4. etc. define as características elétricas (níveis de tensão.3 802. a qual utiliza o protocolo LLC (Logical Link Control)..1 Camada física Tem como função prover os serviços básicos de transmissão e recepção de bits através de conexões física.5 descrevem os três padrões de LAN. coletivamente conhecidos como IEEE 802.1 Enlace Física LLC MAC 802. que é a necessidade de gerenciar enlaces de dados com origens e destinatários múltiplos num mesmo meio físico de transmissão como no caso das topologias em anel e barramento.2 descreve a parte superior da camada de enlace de dados.

aguardam durante um período aleatório e repetem o processo inteiro novamente. É suposto que as camadas superiores possuam tais mecanismos de modo a tornar desnecessária sua duplicação nas camadas inferiores. antes da fase de troca de dados propriamente dita. fornecidos à camada superior: Um primeiro serviço permite que as unidades de informação sejam trocadas sem o estabelecimento prévio de uma conexão a nível de enlace de dados. Para relembrar. 4. os físicos descobriram que a radiação eletromagnética poderia se propagar no vácuo. token ring e token bus. O padrão ANSI/IEEE 802.3 (ISO 8802/3): rede em barra utilizando o CSMA/CD como método de acesso. A especificação da subcamada LLC prevê a existência de três tipos de serviços básicos. portanto. Somente depois da famosa experiência de Michelson-Morley. que a radiação eletromagnética se propagava. como referência ao éter luminífero através do qual se pensou. Todas as estações que colidirem terminam sua transmissão. ela escuta o cabo.5 (ISO 8802/5): rede em anel utilizando passagem de permissão como método de acesso.2 (ISO 8802/2) descreve a subcamada superior do nivel de enlace. de modo a incorporar as funções de recuperação de erros.3. – Padrão IEEE 802. O padrão IEEE 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  44 lado. Maiores informações a respeito do padrão IEEE para redes locais podem ser encontradas no anexo I desta apostila. haverá uma colisão. O início verdadeiro foi o sistema ALOHA construído de forma a permitir a comunicação entre máquinas dispersas pelas ilhas Havaianas. E assim por diante. 4. 94 Mbps a ser conectado a 100 estações de trabalho pessoais em um cabo de 1 km (Metcalfe e Boggs. Os outros padrões que aparecem na figura 8.3 é para uma LAN CSMA/CD 1-persistente.1 é um documento que descreve o relacionamento entre os diversos padrões IEEE 802 e o relacionamento deles com o modelo RM-OSI. caso contrário. foi acrescentada a detecção de portadora. os cientistas presumiram que o espaço deveria ser preenchido com algum meio etéreo no qual a radiação se propagava. O próximo capítulo apresenta os principais protocolos de acesso múltiplo existentes. a DEC e a Intel criaram um padrão para um sistema Ethernet de 10 Mbps. O terceiro serviço refere-se a um serviço sem conexão com reconhecimento utilizado em aplicações que necessitam de segurança mas não suportam o overhead de estabelecimento de conexão. a estação aguarda até que ele fique livre. (Quando o físico britânico do século XIX James Clerk Maxwell descobriu que a radiação eletromagnética poderia ser descrita como uma equação de onda. nem controle para recuperação de erros ou anomalias.2.1 especificam diferentes opções de nível físico e protocolos da subcamada MAC para diferentes tecnologias de redes locais: – Padrão IEEE 802. Esse sistema foi chamado de Ethernet. Um segundo serviço consiste no estabelecimento de uma conexão a nível de enlace de dados. nem controle da cadência de transferência das unidades de dados (controle de fluxo).3 tem uma história interessante. Cada vez que uma novo meio de transmissão é utilizado nas redes locais. . Além disso. que são os principais protocolos utilizados para controle de acesso ao meio compartilhado. O padrão 802. O padrão 802. em 1887.) A Ethernet da Xerox foi tão bem-sucedida que a Xerox. 1976).3 é usado para tipo de pacote em Ethernet). o cabeçalho de um campo também é uma outra diferença entre eles (o campo de comprimento 802. Se o cabo estiver ocupado. que funcionavam em velocidades entre 1 a 10 Mbps em diversos meios. a própria subcamada MAC é relativamente sensível a esses elementos. Esse documento contém também padrões para gerenciamento da rede e informações para a ligação inter-redes. de seqüência e de controle de fluxo. que utiliza o protocolo LLC.4 (ISO 8802/4): rede em barra utilizando passagem de permissão como método de acesso – Padrão IEEE 802. Se duas ou mais estações começarem a transmitir simultaneamente em um cabo desocupado. ela começa imediatamente a transmissão. Mais tarde. Esse padrão formou a base do 802. Padrão IEEE 802. e a Xerox criou um sistema CSMA/CD de 2. Os conjuntos de parâmetros para outros meios e velocidades vieram depois. dentre eles se encontram o CSMA/CD. O padrão inicial também fornece os parâmetros para um sistema de banda básica de 10 Mbps que utiliza cabos coaxiais de 50 ohms.3 e Ethernet O padrão IEEE 802.3 difere da especificação Ethernet por descrever uma família inteira de sistemas CSMA/CD 1-persistente. Neste tipo de serviço não há.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) A subcamada se encarrega de prover às camadas superiores os serviços que permitem uma comunicação confiável de sequência de bits (quadros) entre os sistemas usuários da rede.1. em determinada época. quando uma estação quer transmitir. um novo padrão IEEE é criado para normalização do mesmo.

Figura 4.3 (a) 10Base5 (b) 10Base2 e (c) 10BaseT O cabo do transceptor termina na placa de interface dentro do computador.024 1. Com o 10Base5. Alguns transceptores permitem que até oito computadores vizinhos sejam conectados a ele. veio primeiro. Dois outros são destinados a sinais de controle de entrada e saída. O quinto par. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  45 Muitas pessoas (incorretamente) usam o nome “Ethernet” em um sentido genérico para se referir a todos os protocolos CSMA/CD. Os problemas associados à localização de cabos partidos levou os sistemas a utilizarem computadores conectados por cabo a um hub central. nos quais um pino é cuidadosamente inserido até a metade na parte central do cabo coaxial. O cabo do transceptor pode ter até 50 m de comprimento e contém cinco pares trançados blindados individuais. Normalmente. exceto quando houver referência especifica ao produto Ethernet.1 . Dois dos pares são destinados à entrada e saída de dados. 4. Cronometrando cuidadosamente o intervalo entre o envio do pulso e a recepção do eco. pois a maioria dos edifícios comerciais já está conectada dessa maneira. reduzindo assim o número de transceptores necessários. um pulso de forma conhecida é injetado no cabo. Esse esquema é denominado lOBase-T.Os tipos mais comuns de LANs 802.2. o segundo tipo de cabo era o lOBase2 ou o Ethernet fino (thin Ethernet).3 Como o nome “Ethernet” se refere ao cabo (o éter). o cabeamento lOBase5.3. Geralmente. Em vez do uso de conectores de pressão.000 m Nós/s 100 30 1. Historicamente. mas pode atingir apenas 200 m e só é capaz de tratar 30 máquinas por slot de cabo. o transceptor também injeta um sinal inválido especial no cabo para garantir que todos os outros transceptores também entendam que ocorreu uma colisão. que são mais confiáveis e fáceis de usar. utiliza a sinalização de banda básica e pode aceitar slots de até 500m.1 Cabeamento 802. começaremos a nossa discussão a partir daí. foram desenvolvidas técnicas para detectá-los. A detecção de cabos partidos. popularmente chamado de Ethernet grosso (thiek Ethernet). Nome 1 OBase5 1 OBase2 1 OBase-T 1 OBase-F Cabo Coaxial grosso Coaxial fino Par trançado Fibra ótica SIot máximo 500 m 200 m 100 m 2. conectores defeituosos ou soltos pode representar um grande problema nos dois meios. Por essa razão. Nos próximos parágrafos. respectivamente. um eco será gerado e enviado de volta. Essa placa contém um chip controlador que . técnica esta denominada reflectometria de domínio de tempo. e normalmente existem diversos pares sobressalentes disponíveis. as conexões são feitas através de conectores BNC padrão para formar junções “T”.2 . Para o lOBase5. usaremos os termos “802. esses fios são pares trançados de companhias telefônicas. A Figura 4. A notação lOBase5 significa que ele opera a 10 Mbps. um transceptor (transceiver) é preso firmemente ao cabo para que seu conector de pressão faça contato com o núcleo interno do cabo. Basicamente.024 Vantagens Ideal para backbones Sistema mais barato Fácil manutenção Melhor para edifícios Figura 4. Se o pulso atingir um obstáculo ou o fim do quadro. é possível localizar a origem do eco. as conexões com ele são feitas com conectores de pressão (vampire taps).2 mostra esses três esquemas de fiação. embora ele se refira a um produto específico que implementa o 802. permite que o computador forneça energia aos circuitos do transceptor.Três tipos de cabos 802. que nem sempre é utilizado.3” e “CSMA/CD”. um cabo do transceptor (transcelver cable) conecta o transceptor a uma placa de interface no computador. O Ethernet fino é bem mais barato e fácil de instalar. Quando é detectada uma colisão. O transceptor contém circuitos eletrônicos que tratam da detecção da portadora e de colisões.3 de banda básica Historicamente.

pois isso gera ambiguidades. o fim ou o meio de cada bit. O chip controlador é responsável pela montagem dos dados em um formato de quadro apropriado. tornando fácil para o receptor sincronizar-se com o transmissor. A inclusão ou remoção de uma estação é mais simples nessa configuração. Nenhuma das versões do 802. No 10Base-T. Alguns chips controladores também gerenciam um grupo de buffers para quadros recebidos.3 A estrutura dos quadros do 802. Todos os sistemas de banda básica usam a codificação Manches ter devido à sua simplicidade. sem fazer referência a um relógio externo. A codificação Manchester diferencial.3 utiliza a codificação binária direta com 0 volts para 0 bit 0 e 5 volts para o bit 1. outras poderão erroneamente interpretá-lo como 10000000 ou 01000000.3(b). No O binário. pelo cálculo das somas de verificação nos quadros enviados e nos quadros recebidos. existe uma transição no meio. mostrada na Figura 4. que utiliza fibra ótica. 85 volts. contendo 10101011 para sinalizar o início do quadro propriamente dito. cada um contendo o padrão de bit 10101010. Em ambos os casos. um para o destino e um para a origem. O Protocolo de Subcamada MAC 802. O padrão permite endereços de 2 e de 6 bytes. uma fila de buffers para quadros a serem transmitidos. vem um byte Início de quadro. Figura 4. 6 us para permitir que o relógio do receptor se sincronize com o do transmissor.3 é o lOBase-F.4. apenas um hub central (uma caixa cheia de circuitos).3. pois não conseguem identificar a diferença entre um transmissor inativo (0 volts) e um bit 0 (0 volts). mas oferece menor imunidade a ruido. Figura 4. É necessário haver uma maneira de os receptores determinarem exatamente o início.3 (IEEE. 85 volts e o sinal baixo é de . todas as estações do grupo o recebem. Um quadro contendo todos os bits 1 no campo de destino é entregue a todas as estações da rede. O bit de alta ordem do endereço de destino é O para endereços comuns e 1 para endereços de grupo. A codificação Manchester é mostrada na Figura 4. Se uma estação enviar o string “0001000”. um bit 1 é indicado pela ausência de uma transição no início do intervalo. O sinal alto é de + 0.4 -O formato do quadro 802. A desvantagem da codificação Manchester é que ela requer duas vezes mais largura de banda que a codificação binária direta. Cada quadro começa com um Preâmbulo de 7 bytes. Esse esquema garante que cada período de bits tenha uma transição na parte intermediária. Os endereços de grupo permitem que diversas estações escutem um único endereço. O quadro contém dois endereços. pois os pulsos são a metade da largura. não existem cabos.3 . Uma quarta opção de cabeamento para o 802. O esquema diferencial requer equipamento mais complexo. mas os parâmetros definidos para o padrão de banda básica usam somente os endereços de 6 bytes. e cabos partidos podem ser facilmente detectados.3 -(a) Codificação binária (b) Codificação Manchester (c) Codificação Manchester Diferencial 4. resultando em um valor DC de O volts. Em seguida.0. 1985a) é mostrada na Figura 4. transferências DMA com computadores host e outros aspectos do gerenciamento de rede. Um bit 1 binário é enviado quando a voltagem é definida como alta durante o primeiro intervalo e como baixa no segundo. O endereço que consiste em todos os bits 1 é reservado para difusão (broadcast). é uma variação da codificação Manchester básica. Nela.3(c). acontece exatamente o contrário: primeiro baixa e depois alt4. Um bit O é indicado pela presença de uma transição no inicio do intervalo. Dois desses métodos são denominados codificação Manchester (Manchester encoding) e codificação Manchester diferencial (diferential Manchester encoding). cada período de bits é dividido em dois intervalos iguais. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  46 transmite quadros para o transceptor e recebe quadros dele. Quando um quadro é enviado para um endereço de grupo. A codificação Manchester desse padrão produz uma onda quadrada de 10 MHz para 5. Na codificação Manchester. A transmissão para um grupo de estações é chamada de multicast.

do endereço de destino até o campo checks um. Essas restrições estão se tornando cada vez mais penosas. Se alguns bits de dados estiverem sendo recebidos com erros (devido a ruídos no cabo). de um mínimo de O a um máximo de 1. proporcionalmente. um campo de dados de O bytes causa problemas. B.500 m. então. No tempo 0. O campo final do 802. Quando detecta uma colisão. e o erro será detectado. o tamanho de quadro mínimo poderia ser 640 bytes e a distância máxima entre duas estações poderia ser 250m. O algoritmo da soma de verificação (checksum) é uma verificação de redundância cíclica . envia um quadro. o 802. em uma extremidade da rede. o que significa que bits perdidos em fragmentos de quadros aparecem a todo instante no cabo. Para uma LAN de 10 Mbps com um comprimento máximo de 2. é concebível que haja uma colisão.3 afirma que os quadros válidos devem ter pelo menos 64 bytes de extensão. Para evitar que essa situação ocorra. Para tornar mais fácil a distinção de quadros válidos de lixo. Figura 4. a transmissão será concluída antes que a rajada de ruído retorne em 2t.3). Esse problema é ilustrado na Figura 4.500 m e quatro repetidores (de acordo com a especificação 802. começa a transmissão. Se uma estação tenta transmitir um quadro muito curto. à medida que se caminha na direção das redes de gigabits. o tamanho de quadro mínimo tem que ser de 6. .400 bytes. o campo de enchimento será usado para preencher o quadro até o tamanho mínimo. Momentos antes de o quadro chegar à outra extremidade (ou seja.5. Para uma LAN de 2. Como alternativa. o transmissor vê a saída de ruído e também interrompe a transmissão. Trata-se efetivamente de um código de verificação de dados de 32 bits. o quadro mínimo permitido deve levar 51. B sabe que uma colisão ocorreu. Vamos chamar o tempo de propagação que esse quadro leva para atingir a outra extremidade de t. Em seguida. que o quadro foi enviado com êxito. Apesar de válido. o comprimento de quadro mínimo deve aumentar ou o comprimento de cabo máximo deve diminuir. interrompe a transmissão e gera uma rajada de ruído de 48 bits para avisar a todas as estações. todos os quadros devem levar mais de 2t para que sejam enviados. Outra (e mais importante) razão para ter um quadro de comprimento mínimo é evitar que uma estação conclua a transmissão de um quadro curto antes de o primeiro bit ter atingido a extremidade do cabo.3 é o de Checksum. onde ele pode colidir com outro quadro. Os quadros com menos 6ytes são preenchidos até 64 bytes. No entanto. no tempo x .500. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  47 O campo Comprimento informa quantos bytes existem no campo & dados. 2 us Esse tempo corresponde a 64 bytes. ele aguarda um intervalo de tempo aleatório antes de tentar novamente.5 -A detecção de colisão pode levar até 2T A medida que a velocidade da rede cresce. Quando detecta que está recebendo mais potência do que está produzindo. operando a 1 Gbps. Mais ou menos no tempo 2t. a estação A. Se a parte de dados de um quadro for menor do que 46 bytes. o checksum certamente estará errado. O emissor concluirá. mesmo assim. um transceptor trunca o quadro atual.E). a estação mais distante.

o token bus é um cabo em forma de árvore ou linear no qual as estações são conectadas. Um sistema simples com o pior caso conhecido é formado por um anel no qual as estações se revezam para transmitir os quadros. O padrão 802. Os campos Delimitador de início e Delimitador de fim são usados para assinalar os limites do quadro Ambos contem codificação analógica de símbolos diversos de Os e is. Além disso. enviando a ele um quadro de controle especial chamado token (permissão). elas não estarão no anel (ou seja. com exceção de que aqui ele pode ter apenas 1 byte. o do anel. a estação de maior número pode transmitir o primeiro quadro.3. a camada física é totalmente incompatível com o 802.4. 1985b). Padrão IEEE 802. com ou sem headends. como no 802. Figura 4. enquanto o 802.6 . Se houver n estações e forem necessários T segundos para enviar um quadro.4 os mostra como máquinas limitadas. como dispõem de outros três símbolos para o controle da rede. Além disso. descartando aqueles que não forem endereçados a ela. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  48 4.6). Logicamente. Um ponto importante a ser observado é que a ordem física na qual as estações são conectadas ao cabo não é importante. Também é importante observar que quando as estações forem ligadas pela primeira vez.4 é muito complexo. tudo isso por causa do protocolo MAC probabilístico. não importando onde essa estação está fisicamente localizada no cabo. descreve uma LAN chamada de token bus.4 (Dirvin e MilIer. São permitidos os seguintes esquemas analógicos de modulação: phase continuous frequency shift keying (fsk-fase continua).3 não têm prioridades. uma estação poderia esperar um tempo arbitrariamente longo (que. Entre outras coisas. um novo padrão foi desenvolvido. cada estação recebe todos os quadros.3.3 apresenta os protocolos como procedimentos Pascal. eles observaram que o anel não se ajusta muito bem à topologia linear da maioria das linhas de montagem. Depois disso. tendo a robustez do cabo de difusão do 802. O formato de quadro do token bus é mostrado na Figura 4.3. . os quadros 802.4 é muito maior do que o 802.3. o 802. mas não gostaram da implementação física. o campo de comprimento não é necessário. Além disso. O token se propaga em torno do anel lógico. ela passa a permissão para o seu vizinho imediato. ela envia um quadro de token especificamente endereçado a seu vizinho lógico no anel. as estações são organizadas em um anel (ver Figura 4. Para a camada física. o protocolo MAC tem provisões para acrescentar e remover estações do anel. Fisicamente. as estações 14 e 19 na Figura 4. São permitidos os sistemas com um e dois cabos. phase coherent frequency shift keying (fsk-fase coerente) e multi level duobinary amplitude modulated phase shíft keying (chaveamento por mudança de fase com amplitude multi nível duobinária modulada). 1986.7. mas com o comportamento do pior caso conhecido. ele é diferente do formato de quadro do 802. 5 e 10 Mbps. e é muito mais complicada.Token bus Esse padrão. O preâmbulo é usado para sincronizar o relógio do receptor.Consequentemente. na pior das hipóteses. de forma que eles não podem ocorrer acidentalmente nos dados do usuário. São possíveis velocidades de 1. os esquemas de modulação não só fornecem formas de se representar os estados 0. o que os torna inadequados a sistemas de tempo real. Como apenas uma estação por vez detém o token. com um pouco de má sorte. Conseqüentemente. seria ilimitado) para poder enviar um quadro. e apenas o portador do token tem a permissão para transmitir quadros.6). Infelizmente. Quando uma estação passa o token. Como o cabo é inerentemente um meio de difusão. Em suma. com as ações desenvolvidas em Ada®. Os especialistas em automação fabril do comitê 802 gostaram da idéia conceitual de um anel.3 ser amplamente usado em escritórios. durante o desenvolvimento do padrão 802 pessoas ligadas à General Motors e a outras empresas interessadas na automação fabril tinham sérias restrições a seu respeito. com cada estação tendo que manter dez temporizadores diferentes e mais de duas dúzias de variáveis de estado internas. e JEEE. Os dois padrões também são bem diferentes em termos de estilo. com cada estação conhecendo o endereço da estação da “esquerda” e da “direita”. pois uma ruptura no cabo do anel poderia derrubar toda a rede. no qual quadros importantes não devem ser retidos à espera da transmissão de quadros sem importância. portanto. o token bus emprega o cabo coaxial de banda larga de 75ohms usado nos sistemas de televisão a cabo. não há colisões. Quando o anel lógico é inicializado. nenhum quadro terá de aguardar mais do que nT segundos para ser enviado. O protocolo MAC 802. ocupando mais de 200 páginas. 1 e desocupado no cabo.4: Token Bus Apesar de o 802. 802.3.

é o “tamanho físico” de um bit. Essa etapa de cópia introduz um retardo de 1 bit em cada interface. eles não concordavam muito um com o outro). Latif et aí. o destino não teria permissão para enviar coisa alguma. contém apenas 5 bits ao mesmo tempo.3.3. 1992). além disso. O Checksum é usado para detectar erros de transmissão. Dentre suas diversas características interessantes.5 (JEEE. que um anel de 1 Mbps. os temporizadores podem ser usados como uma medida antimonopolizadora. Tudo o que a camada MAC faz é oferecer uma forma de colocar os quadros no cabo. Os tipos permitidos incluem quadros de passagem de token e diversos quadros de manutenção do anel. No que diz respeito aos quadros de controle. O padrão 802. que é mais curto para evitar que uma estação ocupasse o canal por muito tempo. Observe que o protocolo 802. e até 8. por exemplo.. O anel. Ele também pode carregar um indicador para exigir que a estação de destino confirme a recepção correta ou incorreta do quadro. Esse campo usa o mesmo algoritmo e o mesmo polinômio que o 802. em seguida. além de ser confiável. us. na verdade um anel em um conjunto de interfaces de anel conectado por linhas ponto a ponto. . Padrão IEEE 802.147 bytes de extensão quando são usados endereços de 6 bytes. o campo Controle de quadro é usado para especificar o tipo do quadro. A engenharia de anéis também é praticamente toda digital. Em relação aos quadros de dados. O endereçamento individual ou de grupo e as designações de endereço globais e locais são idênticas ao 802. a IBM escolheu o anel para sua LAN e o IEEE incluiu o padrão token ring como o 802. O campo Dados pode ter 8. não. está o fato de que um anel não é realmente um meio de difusão. Um aspecto principal.3. inclusive um mecanismo que permite a estações novas entrarem no anel. esse campo carrega a prioridade do quadro. Os campos Endereço de destino e Endereço de origem são os mesmos do 802. mas seria bom poder enviar quadros longos quando o tráfego de tempo real não fosse um problema.5. Com uma velocidade de propagação típica de cerca de 200 m/gs. por exemplo. Um anel e sua interface são mostrados na Figura 4. cada bit ocupa 200/R m no anel.4 inicial permite os dois tamanhos.182 bytes de extensão quando são usados endereços de 2 bytes. enquanto o 802.3. e não uma mistura dos dois no mesmo cabo. 1972) em redes locais e em redes geograficamente distribuídas. uma rede deve usar todos os endereços de 2 bytes ou todos os endereços de 6 bytes. é copiado novamente para o anel. o bit poderá ser inspecionado e possivelmente modificado antes de ser mandado de volta para o anel. Com o token bus. Se a taxa de dados do anel for R Mbps. As ligações ponto a ponto envolvem uma tecnologia bem conhecida e comprovada na prática e. As implicações do número de bits no anel se tornarão mais claras mais adiante. Sem esse indicador.4 O campo Controle de quadro é usado para distinguir os quadros de dados dos quadros de controle.000 m. mas um conjunto de ligações ponto a ponto individuais que formam um círculo. tem um limite superior de acesso ao canal que é conhecido. cabo coaxial ou fibra ótica. tem um componente analógico substancial para a detecção de colisões. 4.7 – Formato do quadro 802. Como mencionamos anteriormente. Assim como no 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  49 Figura 4. no projeto e análise de qualquer rede de anel. pois ele não teria o token.3 (sim. Cada bit que chega a uma interface é copiado para um buffer de 1 bit e. Esse indicador transforma o token bus em uma estratégia semelhante ao esquema de confirmação de Tokoro e Tamaru.3 não tem qualquer quadro de controle. será emitido um bit a cada 1/R .3. podem ser feitas em par trançado.5: Token Ring As redes em anel existem há muitos anos (Pierce. Isso é cinco vezes mais do que o maior quadro do 802. ela não se importa com seu conteúdo. 1985c. cuja circunferência seja de 1. os dois grupos se comunicavam. Isso significa. Por essas razões.8. Enquanto estiver no buffer. um outro que permite às estações saírem do anel e assim por diante.

Assim. e a interface do anel deverá ser capaz de conferi-la assim que o último bit tiver chegado. Ocasionalmente. chamado de token. Isso é feito através da inversão de um único bit no token de 3 bytes. e a interface voltará imediatamente ao modo de escuta. quando o tráfego for pesado. o que o transforma instantaneamente nos 3 primeiros bytes de um quadro de dados normal. inicialmente zero. o desligamento da estação não terá efeito sobre a interface. Em quase todos os anéis.3(c)]. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  50 Figura 4. mas o 802. ou descartá-los. Na camada física. para garantir que o anel possa conter o token. eles são removidos do anel pelo transmissor. os projetistas devem presumir que as estações poderão ser desativadas diversas vezes. os bits de entrada são simplesmente copiados para a saída. Agora. a própria interface. o bit deverá seguir o checksum. de forma que haja uma fila em cada estação.5 também usa alto-alto e baixobaixo em determinados bytes de controle (por exemplo. Quando um quadro é difundido para diversas estações. Dessa forma. Quando uma estação deseja transmitir um quadro. antes de transmitir. um padrão de bit especial. como mostra a Figura 4. Depois que uma estação tiver terminado a transmissão do último bit de seu último quadro. sendo que os níveis alto e baixo são representados por sinais positivos e negativos de 3 a 4. A estação transmissora pode salvá-los. assim que uma estação finalizar sua transmissão e regenerar o token. Uma implicação do projeto token ring é que o próprio anel deve ter um retardo suficiente para conter um token completo que circula quando todas as estações estão ociosas. em seguida.8(b). para marcar o início e o fim de um quadro). para compará-los com os dados originais.5 em particular. elas terão de ser projetadas de forma a conectar a entrada com a saída quando a força for desligada. a permissão para transmitir gira uniformemente pelo anel. Mas se as interfaces forem alimentadas externamente. no qual se entra somente depois que o token é adquirido. No modo de transmissão. especialmente à noite. a interface interrompe a conexão entre a entrada e a saída. Se as inter-faces forem alimentadas pelo anel. E fácil lidar com confirmações em um token ring. a estação deve regenerar o token. discutiremos o padrão 802. exatamente da mesma forma como o token o resolve. Quando o último bit do quadro tiver retornado. Os sinais são tratados pela codificação Manchester diferencial [ver Figura 4. a fim de monitorar a confiabilidade do anel. enviará um novo token. precisa armazenar um ou mais quadros. Entretanto. em uma sequência de revezamento. Como só existe um token. o 802. embora a IBM tenha introduzido posteriormente a versão de 16 Mbps. À medida que os bits propagados ao longo do anel retornam. ela tem que se apoderar do token e removê-lo do anel. com o retardo de 1 bit. a codificação Manchester diferencial usa alto-baixo ou baixo-alto para cada bit. escuta e transmissão. ela ativará o bit. o token passará a maior parte do tempo circulando em torno do anel. geralmente. O formato do quadro só precisa incluir um campo de 1 bit para confirmação. A arquitetura do anel não coloca limite no tamanho dos quadros. em vez de buscá-los da estação em um intervalo de tempo tão curto. o problema de acesso ao canal é resolvido. inserindo seus próprios dados no anel.5 requer pares trançados revestidos funcionando a 1 ou 4 Mbps. apenas uma estação pode transmitir em um determinado instante. a estação seguinte verá e removerá o token. Para poder alternar do modo de escuta para o modo de transmissão em um tempo de 1 bit. O retardo tem dois componentes: o retardo de 1 bit introduzido por cada estação e o retardo de propagação do sinal. ele será removido. Quando a estação de destino tiver recebido um quadro. A eficiência da rede pode começar a se aproximar de 100 por cento em condições de carga pesada. uma estação se apoderará dele. em vez de falarmos sobre token rings em geral. pois o quadro completo nunca aparece no anel em um determinado instante. No modo de escuta. transmitirá um quadro e.8 – (a) Uma rede em anel (b) modo de escuta (c) modo de transmissão Em um token ring. circula em torno do anel sempre que todas as estações estão ociosas. removendo assim o retardo de 1 bit. Esses sinais que não . Normalmente. 5 volts de magnitude absoluta. O importante aqui é que em um anel curto pode haver a necessidade de inserção de um retardo artificial à noite. um mecanismo de confirmação mais complicado deve ser usado (se houver algum sendo usado). As interfaces de anel possuem dois modos operacionais. É óbvio que se a confirmação significa que o checksum foi conferido. Quando o tráfego for leve. para evitar a remoção do token que poderá vir a seguir caso nenhuma outra estação o tenha removido.

8(c). um token de 3 bytes circula indefinidamente. Apesar de logicamente todas as estações estarem no mesmo anel.. . na verdade. Consequentemente.9 – Quatro estações conectadas através de um centro de cabeamento Dentro do centro de cabeamento há relés de bypass que são energizados pela corrente vinda das estações. Os relés também são operados por software. a maioria das LANs 802. Esse problema pode ser resolvido elegantemente. Apenas imagine que o cabo que conecta uma das estações na Figura 4. o anel morrerá. O anel pode.3. Quando não há tráfego no anel. Figura 4. continuar a operação com o slots defeituoso ignorado. a perda da corrente liberarão relé e ignorará a estação. a estação envia o resto de um quadro de dados normal. como mostra a Figura 4. de forma que não seja introduzido um componente DC na voltagem do anel.5 não exigir formalmente esse tipo de anel. Um anel 802.5 usa centros de cabeamento para melhorar a confiabilidade e as possibilidades de manutenção.6. Um dos problemas da rede em anel é que se o cabo for rompido em algum lugar. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring O funcionamento básico do protocolo MAC é bastante simples. Em seguida.10 – (a) Formato do token (b) Formato do quadro de dados Em condições normais. Como mostra a Figura 4. mas os formatos e os protocolos são diferentes. um para os dados que chegam à estação e outro para os dados provenientes da estação. convertendo dessa forma o token na sequência de início de quadro. a estação transmissora deve esvaziar o anel enquanto continua a transmitir. uma de cada vez. 4. pode ser usada uma topologia com diversos centros de cabeamento. Embora logicamente seja um anel. aguardando que uma estação se apodere dele através da definição de um determinado bit O como um bit 1. para encontrar estações com defeito ou slots de anel defeituosos. como mostra a Figura 4. Apesar de o padrão 802. Se o anel se romper ou se uma estação for desativada. as necessidades de cabeamento são extremamente reduzidas. Figura 4. então. Quando uma rede consiste em diversos grupos de estações distantes entre si. cada estação física está conectada ao centro de cabeamento por um cabo contendo (pelo menos) dois pares trançados. 1983). permitindo que programas de diagnóstico removam as estações.10. frequentemente chamado de anel em forma de estrela — star-shaped ring (Saltzer et ai.5 que utiliza um centro de cabeamento tem uma topologia semelhante à de uma rede baseada em hub lOBase-T 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  51 são de dados sempre ocorrem em pares consecutivos.9 seja substituído por um cabo que conecta um centro de cabeamento distante. isso significa que os bits que tiverem completado a viagem em torno do anel retornarão ao transmissor e serão removidos.9. com uso de um centro de cabeamento (wire center). o primeiro bit do quadro dará a volta no anel e retornará ao transmissor antes de o quadro inteiro ter sido transmitido.

. vale a pena destacar que os três padrões de LAN utilizam tecnologias basicamente semelhantes e têm desempenhos praticamente iguais. pois os tempos de transmissão de quadro caem. sem fazê-la cair. Por fim. O maior ponto negativo é a presença de uma função de monitoramento centralizada. Ele trabalha com prioridades e pode ser configurado para fornecer uma fração garantida de largura de banda para o tráfego de alta prioridade. de longe.3 não é determinístico. O protocolo é extremamente complexo e tem um retardo substancial sob carga baixa (as estações sempre devem esperar pelo token. apesar de em momentos críticos as repetidas perdas de token poderem introduzir mais incerteza do que seus defensores gostariam de admitir. não apenas de dados. cada um com propriedades específicas. Nosso próximo assunto é o token ring. mas. portanto. incluindo modems e amplificadores de banda larga.7. Cada estação precisa estar apta a detectar o sinal da outra estação mais fraca. de pessoal ou de contabilidade não se importam muito com isso. que pode ser encontrado com facilidade em diversos fornecedores. A principal conclusão que podemos obter desses estudos é que não podemos tirar conclusões a partir deles. o 8 02. o cabo de banda larga é capaz de aceitar diversos canais. 802.3. portanto. o cabo precisa ser mais curto. Sob diversas circunstâncias. elas apenas transmitem imediatamente). Ele é mais determinístico do que o 802. Por outro lado. pois o transmissor precisa aguardar o token. com frequência. os funcionários dos departamentos de marketing. mesmo em um sistema que esteja inativo). os sistemas de banda larga utilizam muito da engenharia analógica. As estações podem ser instaladas com a rede em funcionamento.3. sob carga alta. Assim como no token bus. transformando-se efetivamente em TDM. O protocolo é simples. Além disso. muitas empresas se depararam com a seguinte pergunta: Qual deles devemos usar? Nesta seção. do tipo mais amplamente usado no momento. o desempenho. o quadro mínimo válido é de 64 bytes. um monitor defeituso pode causar dores de cabeça. sob carga alta. Ele também possui throughput e eficiência excelentes sob carga alta. ao contrário dele. como em todos os sistemas de passagem de token. a eficiência diminui. O uso de centros de cabeamento torna o token ring a única LAN capaz de detectar e eliminar automaticamente as falhas nos cabos.3 possui um componente analógico substancial. como a voz digitalizada. Comparação entre 802. o que é. Como alternativa. se tiverem a chance.5 Com a disponibilidade de três padrões de LAN diferentes e incompatíveis. A exemplo do token bus. Isso significa que a engenharia é simples e pode ser completamente digital. Trata-se. mas também de voz e de televisão. O tamanho do cabo é limitado a 2.3. Enquanto os cientistas e os engenheiros de informática. são excelentes. À medida que a velocidade aumenta. Vale a pena salientar ainda que têm havido diversos estudos sobre as três LANs. mesmo quando está transmitindo. 5 km (a 10 Mbps). a presença de colisões se torna um problema grave. Ele também não possui prioridades. Do lado negativo. o retardo sob carga baixa é praticamente zero (as estações não precisam aguardar um token. sob carga baixa sempre há um retardo. 1995)]. e não são necessários modems. o que representa um overhead substancial quando os dados consistem em apenas um único caractere vindo de um terminal. também pode haver quadros arbitrariamente grandes. pois o tempo de ida e volta no comprimento do cabo determina o tempo de slot e. Os anéis podem ser construídos usando-se praticamente qualquer meio de transmissão. Devido à possibilidade de haver quadros abortados por colisões. que utiliza conexões ponto a ponto. Além disso. Começaremos com as vantagens do 802. Todo o circuito de detecção de colisão no transceptor é analógico. com uma enorme base instalada e considerável experiência operacional. Apesar de um monitor desativado poder ser substituido. são possíveis quadros curtos. que introduz um componente critico. O token bus usa um equipamento de televisão a cabo altamente confiável. limitados apenas pelo tempo de retenção de token. todas as três têm um bom desempenho. mas o intervalo de contençao nao (a duração do intervalo é de 2t. Por fim. Além disso. o throughput e a eficiência. Para começar. outros fatores que não o desempenho são provavelmente mais importantes quando se opta por um deles. que pode afetar seriamente o throughput. podem discutir os méritos do par trançado em comparação com o cabo coaxial durante horas. Esse padrão é capaz de lidar com quadros mínimos curtos. independente da taxa de dados). o 802. examinaremos todos os três padrões de LAN 802.3. Um cabo passivo é usado.4 e 802. Sempre é possível encontrar um conjunto de parâmetros que faça com que uma das LANs pareça melhor do que as outras. como no token bus e ao contrário do 802. inadequado a tarefas em tempo real [embora seja possível haver tarefas em tempo real através da simulação de um token ring no software (Venkatramani e Chiueh. O par trançado padrão é barato e de instalação muito simples. Além disso. comparando e estabelecendo as diferenças entre eles. apesar de o esquema não ser justo. indicando suas vantagens e desvantagens. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  52 4. de pombo-correio a fibra ótica. também são permitidas prioridades.

4 3)802.3 obrigatoriamente utiliza HUB para ligações com mais de 2 máquinas? 5) Por que um quadro de dados 802.5 2) O que é o CSMA/CD.5.3 2) 802. Qual dos métodos permite esquema de prioridades? 8) Nas redes 802.4 e 802.3 a 10 Mbites deve ter no mínimo 64 bytes de extensão. E se não tiver. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  53 Exercícios: 1) Associe ( ) Redes em barra ( ) Redes em anel 1) 802.4 com relação à disciplina de acesso ao MT.9. qual seria a estrutura lógica e a estrutura física da rede? . qual é a função do TOKEN? 9) Na figura 4. Qual a sua relação com o sistema de redes Ethernet 3) Qual é o alcance máximo (normalmente) em metros de um cabo Ethernet 10Base2 e um 10Base5 e um 10BaseF 4) Qual dos cabos 802.3 e 802. o que o protocolo de comunicação faz? 6) Qual é a relação existente entre: tamanho do quadro / velocidade da rede? 7) Qual é a diferença entre o 802.

O problema aparece no segundo canal onde todos os terminais transmitem em uma mesma freqüência. as duas técnicas apresentadas podem ser aplicadas em redes locais com topologia em barramento. o que implica em uma utilização deficiente do canal. nenhuma dificuldade é encontrada. A rede ALOHA consiste de um sistema de rádio-difusão que cobre as ilhas do Hawai e tem como objetivo interligar terminais espalhados pelo arquipélago com um computador central da Universidade do Hawai. A B C Figura 9. Se o reconhecimento não for recebido até se esgotar o tempo de espera. Mesmo que apenas uma pequena parte das mensagens tenham colidido. 5. o terminal entende que a mensagem foi corrompida e que deve ser retransmitida. – Aloha em Intervalos Embora apenas uma pequena parte das mensagens tenha colidido. não podendo saber se o canal terminalcomputador está sendo utilizado por algum outro terminal. Uma maneira simples de melhorar a eficiência é permitir que transmissões só sejam iniciadas em intervalos fixos de tempo. O total de tempo perdido compreende desde o início de transmissão da primeira mensagem até o final de transmissão da última mensagem. Acesso baseado em contenção Numa rede baseada em contenção não existe uma ordem de acesso e nada impede que 2 ou mais máquinas transmitam simultaneamente causando uma colisão. ambas devem ser retransmitidas. Protocolos de acesso múltiplo Os mecanismos de controle de acesso distribuído podem ser divididos em dois grandes grupos: os métodos baseados em contenção e os de acesso ordenado sem contenção. cada terminal escuta apenas o canal computador-terminal.1. Sendo assim. só pode iniciar a transmissão no começo de um intervalo. em Honolulu. liga um temporizador e aguarda uma resposta do computador central que vai indicar o reconhecimento da mensagem. Duas frequências de rádio são utilizadas: uma para difusão de mensagens do computador central para os terminais e outra para mensagens dos terminais para o computador. Ao completar a transmissão. Isto diminui consideravelmente o total de tempo perdido na ocorrência de colisão. o número de colisões e retransmissões será pequeno e o protocolo bastante eficiente. Veja a figura 5. – Aloha Puro Na técnica Aloha puro. Esta situação é a mesma encontrada em uma rede com topologia em barra.1. Veja a figura 5. O problema que para isso seria necessária a transmissão dos dados de forma analógica.1. sem se preocupar se o meio está ocupado ou não.2.1. Se o tráfego normal da rede consume apenas uma parte da banda disponível. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  54 5. ambas são inutilizadas e nenhuma das duas estações envolvida recebe o reconhecimento. Apesar de terem sido projetadas com o propósito especial de compartilhar o uso de um canal de rádio. Aloha Esta técnica foi utilizada primeiramente na rede ALOHA que iniciou sua operação em 1970. O computador central se encarrega de dividir o tempo total em intervalos de tempo fixos. quando o terminal possui alguma mensagem pronta para ser enviada ele simplesmente envia. A estratégia de controle de contenção vai depender da habilidade que uma estação tem para detectar a colisão e retransmitir a mensagem. Um terminal que deseje transmitir. o que atualmente não é mais indicado para redes locais. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso baseado em contenção: 5.1 – Aloha puro A B C Figura 9. Uma vez que existe apenas um transmissor no primeiro canal.2 – Aloha em intervalos .

Desta forma. 03. Os valores típicos para p estão entre 0. etc. o número de usuários aguardando para transmitir. A maneira de se evitar que a colisão só seja percebida quando uma resposta não for recebida. enquanto que p-CSMA continua ouvindo o meio até o mesmo estar livre para a transmissão. então n. 1 e 0. mesmo que tenha colidido com outra.CSMA p-persistente (p-CSMA): No caso p-persistente.4 – Exemplo do método de acesso p-CSMA Quando ocorre uma colisão. a estação aguarda pela mensagem de reconhecimento e. o tamanho das mensagens. Para conseguir implementações mais práticas. A escolha ótima depende de muitos fatores tais como: o tempo de propagação de uma mensagem por toda a rede. Se n equipamentos estão esperando para transmitir em uma implementação p-persistente. e o fato só será reconhecido após esgotado o tempo para o recebimento de um reconhecimento. Pode ocorrer que duas ou mais estações estejam aguardando que o meio fique desocupado para iniciarem suas transmissões e isto ocasionará uma colisão de mensagens das estações ao transmitirem simultaneamente. o tempo de propagação de uma mensagem por todos os nós da rede é muito pequeno se comparado com o tempo de transmissão de uma mensagem. Um valor alto para p reduz o tempo em que o canal ficará ocioso enquanto que um valor baixo para p reduzirá a ocorrência de colisões. duas ou mais mensagens podem ser transmitidas e conseqüentemente corrompidas. é escutar o meio de transmissão antes (carrier sense) e durante (collision detection) a transmissão da mensagem.o algoritmo é repetido na nova tentativa. Se p=1 então todos os equipamentos esperando para transmitir irão fazê-lo assim que a transmissão corrente termine. a estação . Se existir mais que um equipamento esperando. – CSMA não persistente (np-CSMA): A estação transmite sua mensagem de acordo com o seguinte algoritmo:: 1. 3. o que evita que as mesmas mensagens colidam novamente. o tempo de espera para uma tentativa de retransmissão pode ser gerado de forma randômica. Após o término da transmissão.1. 2. entre duas transmissões. Carrier Sense Multiple Access (CSMA) Neste método. Para minimizar a quantidade de dados perdidos.2. O tempo que o meio fica livre. conhecido como janela de colisão. logo que detecta o meio livre. a estação tenta transmitir com probabilidade p. ele transmite sua mensagem. tenta transmitir mais tarde. Tempo desperdiçado T1 T2 T3 Figura 9. – CSMA/CD (Collision Detection): A causa da ineficiência encontrada nas técnicas Aloha e CSMA consiste no fato que uma mensagem é transmitida completamente. ao contrário dos outros 2 métodos. não tendo recebido a resposta em um tempo limitado. ela deve aguardar até que o sinal desapareça para então iniciar a sua transmissão. de acordo com uma distribuição aleatória de atrasos. um valor de p menor do que 1 é escolhido.se o nó detecta o meio ocupado.se o nó detecta o meio livre. Caso a estação detecte o meio ocupado. então suas mensagens irão colidir e se perder. Em redes locais. neste período.p equipamentos irão tentar transmitir assim que o canal fique livre. interrompe a transmissão no caso da colisão. o equipamento transmissor não continua a monitorar o meio enquanto está transmitindo e. é muito pequeno e. portanto. Na forma mais simples desta técnica. não podem detectar que a mensagem está sendo corrompida. uma estação só transmite sua mensagem após "escutar" o meio de transmissão e determinar que o mesmo não está sendo utilizado. ela irá perceber que sua mensagem foi corrompida e deve ser retransmitida. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  55 5.3 – Exemplo do método de acesso np-CSMA . o np-CSMA espera um tempo aleatório. O CSMA/CD. desperdiça do T1 Tempo desperdiçado T2 T3 Figura 9.

tamanho da mensagem C . Em redes que apresentam um tráfego pequeno. uma vez detectada a colisão. Para o caso da rede Ethernet. Este número r é função de qual tentativa está sendo executada. o procedimento se repete mas o tempo de espera para uma nova tentativa é maior que o anterior. a estação envia uma mensagem ao seu usuário indicando a impossibilidade de efetuar o serviço solicitado. No entanto. o tempo perdido na transmissão é muito pequeno quando comparado com o tamanho médio das mensagens transmitidas. Como já foi dito.taxa de transmissão Tp . as transmissões vão se ajustando gradativamente. ou a colisão ocorre no tempo correspondente ao "slot" ou a estação tem a certeza de ter-se apossado do meio de comunicação. a distância máxima da rede é limitada pelo tamanho mínimo da mensagem. seu desempenho é maior. todas as estações envolvidas param de transmitir e tentam transmitir outra vez após um tempo de espera. Também. o valor de r é dobrado. A eficiência nesse método é dada por: E= MC M C + 5. Quando ocorre alguma colisão. Quando ocorre uma colisão. o nível de energia do canal é modificado de modo que seja possível a detecção por parte dos nodos. O pior caso que pode ocorrer é o das estações nas extremidades do cabo iniciarem a transmissão ao mesmo tempo. . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  56 emissora poderá identificar se existe outro sinal misturado com o seu e. a monitoração do nível de energia do canal. o tamanho mínimo da mensagem é dado por: M > 2*C*Tp. o tempo que cada estação aguarda para transmitir novamente é calculado de forma randômica o que não evita que a mensagem desta estação colida com a mensagem de uma outra. Após um número específico de tentativas sem sucesso. com a redução total da carga da rede. À medida que a carga da rede cresce. Nota-se portanto. tornando-o desvantajoso em aplicações em tempo real. mas também pelo método de acesso. onde: M . penalizando a estação que colide muitas vezes. Uma vez que a janela de transmissão é relativamente curta. e é de fato o método mais difundido em redes locais. Este procedimento tem como parâmetro uma unidade de tempo chamada "slot". Portanto. Não se tem possibilidade de designar-se prioridade nesse método. as mensagens devem ter um tamanho mínimo pré-estabelecido. Assim. daí a origem do nome do método. desta forma. as colisões são detectadas pelos próprios nodos enquanto estão transmitindo. mais o tempo de reforço da colisão. o que implica em uma interface mais cara. a percentagem da utilização da capacidade do meio pode chegar a 98%. e também pela eficiência. embora no tempo de retransmissão uma certa prioridade possa ser estabelecida. como por exemplo. Se a estação está tentando a retransmissão pela n-ésima vez. quanto maior a distância maior o tempo de propagação. A cada nova colisão sucessiva.CD é adequado em aplicações que não exigem tempo de resposta garantido. que corresponde ao tempo mínimo que uma estação tem que esperar. Neste caso. 4xTp Logo. Neste caso. cada estação espera um número inteiro de "slots" antes de retransmitir.tempo de propagação entre os 2 nodos mais distantes na rede Assim. r deve ser um número aleatório entre o (zero) e 2n. o tempo de resposta máximo não pode ser garantido. uma vez que o tempo de propagação é finito. o "slot" corresponde ao tempo máximo de ida e volta no cabo. Para evitar que as mesmas mensagens colidam novamente. Para grandes volumes de tráfego o método se apresenta com uma certa instabilidade. menor será a eficiência e conseqüentemente maior será o tamanho mínimo da mensagem para detecção da colisão. O CSMA . algumas aplicações de automação de escritório. durante uma transmissão. que a distância máxima entre nós será limitada não somente pelo meio de transmissão. esse tempo é da ordem de 50 microssegundos para uma taxa de 10 Mb/s. Para haver detecção de colisão. fazendo assim. cada equipamento tem a sua taxa de transmissão reduzida. Este método de acesso foi um dos escolhidos como padrão. A implementação desta estratégia não é tão simples como as anteriores. antes de ter certeza de que se apossou do meio de transmissão. permitindo um volume de tráfego também maior. obedece a um certo controle chamado de "recuo binário exponencial". O intervalo aleatório que os nodos esperam quando ocorre alguma colisão. e pequenas distâncias (da ordem de 2 Km).

1. ou do tamanho do intervalo alocado para o nodo pelo nodo mestre. Sua interface é bem simples e barata. O resultado é que o CSMA/CD tem sido escolhido para a maioria dos projetos de redes locais. Esta técnica é muito eficiente quando as estações na barra é muito grande. 5. o número de bits circulando pelo anel tem um limite inferior. Essa latência pode ser sempre aumentada introduzindo um buffer de retardo (um registro de deslocamento) em qualquer estação. Pierce em 1972 tinha como objetivo pioneiro o controle de acesso em uma rede de grande porte constituída por várias redes em anel interconectadas. Como foi dito. e assim por diante. Cada repetidor no anel produz um retardo. Mais informações sobre a Ethernet podem ser encontradas na bibliografia recomendada. vários protocolos são baseados no acesso ordenado ao meio de comunicação. apresentando uma ocupação do meio acima de 90%. ou seja. comparada com 83% da técnica CSMA. evitando o problema da colisão. A soma dos retardos mais o tempo de propagação no anel forma o que chamamos de latência do anel. Em tempo de inicialização. inicia os outros bits de controle. e é esse espaço que é dividido em slots. embora nada impeça o seu uso em outras arquiteturas. etc. Uma boa visualização seria uma série de caminhões em anel. A rede tem um comportamento muito estável mesmo quando apresenta um tráfego bastante intenso. O "polling" é um método que determina a ordem com que os nodos podem tornar acesso ao sistema. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso ordenado sem contenção: 5. Outra alternativa é enviar as informações de controle multiplexadas em frequência com as informações de dados. Acesso ordenado sem contenção Ao contrário dos esquemas apresentados anteriormente. Caso esta estação não deseje transmitir ela passa o controle para a próxima estacão. O principal exemplo de utilização do CSMA/CD é dado pela rede Ethernet que é uma rede local comercializada pela Xerox Corporation e utilizada como base para seus produtos de sistemas de automação de escritórios. o método CSMA/CD é muito eficiente. um dispositivo gera os slots (cria os slots. eliminando assim o "overhead" introduzido com a transmissão de mensagens de controle. onde alguns estariam carregados e outros não. Porém. se desejam transmitir alguma mensagem. ou seja. . ele pergunta aos nodos. ele passa uma mensagem de "status" ao nodo centralizador. Cada método é mais adequado a um determinado tipo de topologia. Ao querer transmitir. informando que está disponível. um por um e seqüencialmente. o método fica comprometido no que diz respeito a confiabilidade. Cada slot (caminhão) contém um bit (motorista) que indica se o está cheio ou vazio. no instante em que lhe for perguntado ele fará a solicitação sendo imediantamente atendido. O tempo cedido a um determinado nodo para que ele tenha acesso ao canal é função do tamanho da mensagem concedida. a estação centralizadora pergunta para a estação mais distante se ela deseja transmitir alguma mensagem. Caso algum nodo deseje iniciar uma transmissão. Se o nodo interrogado não tiver nenhuma mensagem a transmitir. devido a sua estrutura centralizada. evitando com isso que ocorram colisões das mensagens. O desempenho do acesso por "polling" pode ser aumentado com a introdução de uma barra dedicada ao controle. os inicia como vazios. R. O método divide o espaço de comunicação em um número inteiro de pequenos segmentos (slots) dentro dos quais a mensagem pode ser armazenada.) que. circulando encostados pára-choque com pára-choque. "Polling" Este método é geralmente empregado em topologias em barra comum. mas pode ser tão grande quanto quisermos (ou formos capazes de construir). No "polling" centralizado. estão prontos para ser usados.2.2. tem-se um nodo mestre que executa as funções de controle da rede. Podem existir tantos bits circulando pelo anel quanto a sua latência permitir. 5. pode-se estabelecer prioridades através do interrogatório executado pelo nodo centralizador.2. Quadro ou Slot Vazio Apresentada por J. uma vez criados. sincroniza os receptores e transmissores. cada estação deve esperar por um slot (caminhão) vazio e preenchê-lo com a mensagem (carga) O número de slots que circulam pelo anel nunca muda. Esse interrogatório pode ser cíclico. Dessa forma. É a esse número de bits que chamamos de espaço de comunicação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  57 Na prática.2.

uma vez inicializada. Essa estratégia simplifica a implantação dos serviços baseados na difusão de mensagens e também dos serviços de controle de erros e reconhecimento. a estação devolve a ficha enviando-a ao próximo nó da rede. previamente. ela a coloca no registrador T. o fim da transmissão ocorre antes do retorno do início da mensagem transmitida e.5 e na prática constitui-se na principal opção de implementação do mecanismo de controle de acesso por ficha. os dados em trânsito são armazenados no registrador R. Uma situação mais prática pode ser conseguida com o uso de dois registradores: um de transmissão T e outro de recepção R. Uma vez identificado o seu endereço. A remoção da mensagem do anel é tarefa do nó de comunicação que originou a mensagem. Este quadro também atravessa o registrador de transmissão bem como todos os seus subseqüentes até que o quadro enviado pela estação retorne à origem e o registrador de deslocamento seja novamente desligado do circuito. 5. reconhecimento. Esta técnica é adotada com o padrão IEEE 802. Note que o termo "múltipla" não se refere ao número de fichas e sim ao número de mensagens circulando.O mecanismo de "ficha" é baseado em uma mensagem de controle que. Uma vez que o fluxo de dados da estação precedente não pode ser parado. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  58 5. Quando T fica vazio. teremos mais de uma mensagem circulando no anel. no caso de restituição da ficha ao final da transmissão.3. A técnica de inserção de registrador apresenta as seguintes características: – mensagens de tamanho variável. ela armazena o quadro em um registrador T de transmissão e aguarda um intervalo entre quadros que circulam no anel para conectar T em série com o circuito físico.2. A recepção de uma mensagem pelo nó destinatário depende do estado de escuta permanente para identificar o seu endereço nas mensagens circulando no anel. Passagem e Permissão (token ring) Esta técnica foi apresentada por Farmer e Newhall em 1969 e foi pioneira no controle de acesso distribuído associado à redes locais. Enquanto os dados são transmitidos pode ocorrer a chegada de um outro quadro vindo da estação precedente. etc). Em um intervalo entre quadros no anel a chave é ligada em T e seu conteúdo é transmitido. fica fácil implantar um esquema que avise a todas as estações. a estação transmite a sua mensagem. observando um intervalo entre quadros que já estejam circulando no anel. abre o anel. Dependendo das dimensões do anel físico e da velocidade de transmissão usada. – atraso variável das mensagens em trânsito no anel. no caso em que o tempo de propagação da mensagem no anel é bem menor que o tempo de transmissão. Quando ela é lida no registrador R. a chave é setada para R e a estação aguarda o retorno da mensagem transmitida. a forma de restituição da ficha pode permitir a existência de várias mensagens simultaneamente em trânsito no anel (ficha múltipla) o que oferece um melhor desempenho em situações onde as mensagens são relativamente curtas. Ela consiste basicamente em um registrador de deslocamento que será conectado em série com o circuito quando a estação possuir dados para transmitir. circula entre todos os nós de comutação. . b) uma vez de posse da ficha. este é desligado do circuito e a mensagem é removida do anel. A estratégia de restituir a ficha somente após o retorno da mensagem é conhecida como "ficha simples" e facilita a implantação de funções de supervisão e controle (recuperação de erros. Quando um estação tem uma mensagem para transmitir. transportando o direito de transmissão no meio compartilhado. sobre a prioridade de acesso à ficha a ser restituída. Quando uma estação possui dados para transmitir. copia a mensagem através do registrador de recepção e transmite uma mensagem curta de resposta. A forma mais comum é aquela em que o nó destinatário.2. – possibilidade de acesso simultâneo ao meio de transmissão. O procedimento de inserção de mensagem num anel com acesso controlado por ficha obedece às seguintes etapas: a) a estação que deseja transmitir aguarda a chegada da "ficha". Uma vez que o início da mensagem passa por todos os nós de comunicação antes da ficha. A restituição da ficha pode ser feita imediatamente após o término da transmissão da mensagem transmitida. c) ao final da transmissão. Por exemplo.4. o nó copia a mensagem que lhe é destinada podendo removê-la ou não do anel. ao reconhecer o seu endereço. Inserção de Registrador Esta técnica é particularmente adequada para redes locais com topologia em anel.

Uma estação com dados para transmitir. A tarefa de geração de token pode ser atribuída a uma estação especial ou para qualquer equipamento ligado à rede. uma mensagem especial.5. perguntando quem lhe enviará o token e informando o endereço de sua estação sucessora. uma estação pré-determinada cria o token e o transmite para a sua estação sucessora. A remoção de equipamentos é fácil pois basta que a estação que vai ser retirada envie uma mensagem para a sua antecessora informando o novo endereço (de sua sucessora) para o envio do token. A partir daí. a inclusão e retirada de equipamentos gera alguma complexidade. Anel lógico em barramento físico Token Bus Uso de Token em rede em anel Token Ring Token Ring de fibra ótica FDDI O tempo de transmissão é dividido em slots (fatias) iguais Quadro vazio ou Slot Vazio Uma estação controla quem pode ou não transmitir Polling . No último caso. algum procedimento deve ser criado para evitar que duplicatas do token trafeguem pela rede. chamada "token". com uma configuração de bits conhecida. é passada de equipamento para equipamento através da rede. O outro problema refere-se a inserção e retirada de equipamentos da rede.2. mas permite que o seu proprietário transmita sua mensagem. 5. espera até desocupar e então transmite com probabilidade P Interrompe a transmissão no caso de colisão CSMA CD Um esquema de FDM dinâmico em fibra Divisão por comprimento de onda CSMA/CD com recuo binário exponencial Ethernet Controla as colisões gerando tempo de espera n slots (aleatório) de tempo para cada estação que teve seu pacote envolvido em uma colisão. envie uma mensagem para todas as outras. envia o token para a estação sucessora. deve aguardar que o token lhe seja enviado. de posse do token ela pode transmitir sua mensagem e então. O algoritmo RBE é usado para adaptar a transmissão ao número de estações que estão querendo transmitir. Neste caso. Apenas um token deve existir na rede em um determinado instante. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus) Uma outra forma de usar a capacidade do canal de uma rede local com barramento por difusão é usar a técnica de passagem de permissão ou acesso por ficha. cada estação repassa o token em uma sequencia estabelecida. Algum procedimento deve ser estabelecido para garantir que um novo token será gerado após um intervalo de tempo finito sem que nenhuma mensagem tenha sido transmitida. O token não transporta qualquer informação. Adicionar equipamentos requer que a estação que deseja ser inserida na sequência. Se o token é enviado para um equipamento que está desligado. Também é possível implementar um mecanismo de prioridade. tendo alterado o endereço do destinatário. Esta técnica assegura que duas estações não irão transmitir ao mesmo tempo causando colisão de suas mensagens. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  59 As funções de gerência e manutenção da ficha podem ser centralizadas ou distribuídas e devem atender situações tais como a perda ou duplicação da ficha. O método de acesso por token é fácil de ser implementado mas a recuperação de tokens perdidos. Resumo: Método FDM TDM ALOHA puro ALOHA em intervalos CSMA NP CSMA P-persistente Descrição Dedica-se uma freqüência para cada estação Dedica-se um tempo para cada estação Difusão via satélite Transmissão em Slots de tempo bem definidos Retardo aleatório quando o canal é detectado como ocupado Se está ocupado. o token desaparece da rede. incluindo-se uma mesma estação mais de uma vez na sequência completa. Quando a rede é inicializada. Dois problemas podem ser identificados nesta técnica: o primeiro diz respeito ao token em si.

Melhora a eficiêmcia com relação à transmissão sem intervalos fixos. ( ) Neste sistema de transmissão por rádio. ela transmite. Simplesmente transmite-se sem se preocupar com as colisões. a transmissão não é otimizada. ( ) Neste sistema de transmissão por rádio. ( ) Consiste no uso de passagem de permissão em rede em anel . divide-se o tempo de transmissão em intervalos fixos. ela permanecerá escutando o canal até que o mesmo fique livre. então. ( ) Antes de transmitir. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  60 Exercícios: Associe as colunas: A) Aloha puro B) Aloha Fatiado C) Token Ring D) CSMA P-persistente E) CSMA CD F) Token Bus ( ) A estação fica escutando antes e durante a transmissão. Após. Se alguém está transmitindo. ( ) Consiste em um anel lógico em uma rede em barra. Se ocorrer a colisão ambas as estações param de transmitir e esperam um tempo aleatório para retransmissão. a estação escuta o canal.

isto é. isto é. Paridade Longitudinal (combinada) Consiste em acrescentar à mensagem um caractere (BCC .1. Um bloco de n bits de informação é codificado em um bloco de r bits pelo acréscimo de ( r .000 transmitidos. uma série de mecanismos deve ser implementada para detectar e corrigir possíveis erros. O CCITT (Comitê Consultif International de Téléphonie et Télégraphie) recomenda uma taxa de erros não superior a 10-5 . O desempenho de um sistema de transmissão de dados é avaliado através do seu grau de confiabilidade na transmissão dos bits. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  61 6. 6. bno geral. redundância cíclica (CRC). apresenta-se um exemplo de como seria transmitida a mensagem "UFSC".Block Character Check).1. apenas 1 bit errado a cada 100.Codificação da Mensagem "UFSC" . Essas alterações resultam de imperfeições na propagação do sinal. A transmissão sem erros é um requisito essencial de quase todas as aplicações de comunicação de dados e portanto. Esse método permite detectar erros de transmissão que envolvam apenas a alteração de um número ímpar de bits no caractere.1 . Para redes de longa distância existe uma padronização internacional que determina uma taxa de erros máxima em um canal a fim de que o mesmo possa ser considerado adequado para a transmissão de dados.1 Detecção de erros A maneira usual utilizada para detectar a alteração de bits de informação transmitidos. Em redes locais. Dentre as várias técnicas usadas para esta finalidade pode-se citar: bits de paridade por caracter. Distorção e ruído na transmissão (erros) Atenuação. detecção de "1" quando foi transmitido "0" ou detecção de "0" quando foi transmitido"1". Quando a alteração sofrida pelo sinal é muito grande. admite-se taxas de erros típicas da ordem de 10-9 a 10-12. paridade par: 10000010 P = 0 paridade ímpar: 10000011 P = 1 O caracter é transmitido e na recepção o bit de paridade é testado. paridade longitudinal (LRC). o bloco de r bits é decodificado e os n bits de informação entregues ao destinatário. que represente uma operação lógica sobre os bits dos diversos caracteres que compõe a mensagem.1. Bit de Paridade (paridade de caractere) É a técnica mais simples de codificação e consiste em acrescentar um bit às palavras do código de representação dos caracteres. codificada em ASCII e com paridade par. Exemplo: O caractere A no código ASCII. Na tabela 6.1. 6. ruído e retardo são termos usados de um modo geral para descrever as modificações que um sinal sofre quando é transmitido em um circuito ou canal. com paridade é representado por 1000001P(65). Se o valor de P não conferir com o esperado. O bit P de paridade é acrescentado com os valores 0 ou 1 dependendo do tipo de paridade utilizado (paridade par ou paridade ímpar). Estas detecções trocadas caracterizam os chamados erros de transmissão.n ) bits de redundância e então transmitido. é detectado um erro de transmissão. 6.A taxa de erros de um sistema de transmissão representa a probabilidade de ocorrência de erros de transmissão. Na recepção. ao longo do suporte de transmissão (atenuação e retardo) e de perturbações (ruídos) que atuam não só no suporte de transmissão como também nos estágios de processamento do sinal que compõem o receptor. consiste na adição de bits de redundância na mensagem a ser transmitida. pode ocorrer detecção trocada da informação. (d)ados / (P)aridade d d d d d d d P U 1 0 1 0 1 0 1 0 F 1 0 0 0 1 1 0 1 S 1 0 1 0 0 1 1 0 C 1 0 0 0 0 1 1 1 BCC 0 0 0 0 0 1 1 0 Tabela 6.2.

0. Este método é facilmente implementado por software uma vez que para calcular o BCC basta fazer uma operação "ou-exclusivo" dos caracteres a serem transmitidos. não existe "vai um" ou "empresta um". M(x) : 10111011 G(x) : x3 + x2 + x = 1110 . 6. a mensagem foi recebida corretamente. Se o resto da divisão for igual a zero. com 6 termos cujos coeficientes são 1. a representação binária da informação é dividida em módulo 2 por número pré-determinado. Concatene r bits zeros no final da mensagem M(x) de tal forma que o resultado corresponda ao polinômio xr. Exemplo: Considere a transmissão da mensagem 10111011 com polinômio gerador G(x)= x3 + x2 + x (por exemplo).16 = x16 + x15 + x2 + 1 – detecta até 16 erros por blocos de mensagens CRC – ITU-T = x16 + x12 + x5 + 1 (usado para caracteres de 8 bits) A mensagem a ser transmitida é concatenada. Na recepção. o próximo bit é o coeficiente de xk-2 e assim sucessivamente.1.M(x) usando subtração módulo 2. O resto da divisão é acrescentado à mensagem como bits de verificação.3.Seja r o grau de G(x). O código CRC (Código de Redundância Cíclica) é baseado no tratamento de "strings" de bits como representação de polinômios com coeficientes 0 e 1 somente. Neste método são detectados os erros que consistem na inversão de apenas 1 bit e também erros do tipo rajada (vários bits alterados) com comprimento igual ou menor que o número de linhas da matriz. 3 . Já existe uma padronização internacional para polinômios geradores: CRC .M(x). variando xk-1 até x0 e com grau k-1. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  62 A transmissão é feita serialmente por coluna. O bit de mais alta ordem (mais à esquerda) é o coeficiente de xk-1. 0. As operações de adição e subtração equivalem à operação OR exclusivo. O resultado é a mensagem a ser transmitida: T(x). Exemplo: 11001011 10100111 01101100 01010101 10011110 11001011 A divisão de um binário por outro é feita da mesma forma como na divisão decimal/binário exceto que as subtrações são feitas usando módulo 2. ao final com um "checksum" que é determinado através do seguinte algoritmo: 1 . 1. Exemplo: A mensagem 110001 tem 6 bits e representa um polinômio de grau 5. Para transmissão. Rajadas maiores que este número ou várias rajadas menores podem não ser detectadas.Subtraia o resto da divisão (que geralmente possui r ou poucos bits) do string correspondente a xr. Redundância Cíclica (CRC) Consiste em acrescentar a um bloco de k bits de informação (n-k) bits de verificação.Divida xr. Para utilizar o código CRC.12 = x12 + x11 + x3 + x2 + x + 1 – detecta até 12 erros por blocos de mensagens (usado para caracteres de 6 bits) CRC . Uma mensagem de k bits é tratada como uma lista de coeficientes para um polinômio de k termos.M(x) por G(x) (dividir os strings de bits correspondentes) usando divisão com módulo 2. 0 e 1 : 1x5 + 1x4 +0x3 + 0x2 + 0x1 + 1x0 = x5 + x4 + 1 A aritmética polinominal é feita em módulo 2 isto é. a mensagem recebida é dividida pelo mesmo número. o emissor e o receptor devem escolher um polinômio gerador G(x) que deve ter os bits de mais baixa ordem e da mais alta ordem iguais a 1. 2 . é detectado um erro de transmissão. caso contrário.

6. isto é. bem como 99. Os valores dos "Hamming bits" são o resultado da operação do OR-EXCLUSIVO sobre o código binário da posição dos bits "1" ocorridos nos bits de informação. o receptor a divide por G(x) e examina o resto da divisão: 10111011110 | 1110 .se for zero. H. Exemplo: Deseja-se transmitir a seguinte informação: 1110100100 = 10 bits de informação 10+4+1 <= 24 temos 4 Hamming bits bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 H 7 0 6 1 5 0 4 H 3 0 2 H 1 H . etc. mas um outro polinômio H(x) = T(x) + E(x) onde E(x) representa as posições alteradas por erros de transmissão. Para minimizar a probabilidade de um erro não ser detectado. Em caso de haver erro..2. Consistem na adição de bits redundantes à mensagem.se for diferente de zero. a mensagem está correta. o polinômio recebido não será T(x). a mensagem contém erro. 6. temos r "Hamming bits". Correção de erros Estas modalidades de recuperação de erros são também chamadas de "Forward Error Correction". Adequado em circuitos simplex e em situações onde a retransmissão não é prática. Erros não serão detectados se T(x) + E(x)/G(x) tiver resto igual a zero.2. . duplos ou erro com número ímpar de bits alterados. R. G(x) deve ser criteriosamente escolhido. O bloco é construído a partir dos bits e informações e dos "Hamming bits". Este polinômio gerador é recomendado pelo ITU-T para a detecção de erros em sistemas de transmissão de dados a longa distância. de modo a permitir não somente sua sinalização mas também a restauração do conteúdo original. divide-se a mensagem pelo polinômio gerador 10111011000 | 1110 O resto que deu na divisão é então adicionado na mensagem original M(X) sendo que a mensagem a transmitida será: 10111011110 Ao receber a mensagem T(x). sendo r um nº inteiro. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  63 Adiciona-se a quantidade de zeros equivalente ao grau de G(x) na mensagem: 10111011 + 000 Em seguida. O polinômio gerador CRC-16 padronizado pelo ITU-T é capaz de detectar todos os erros tipo rajada de comprimento menor ou igual a 16.8. A ISO também adota este mesmo polinômio no sistema de controle associado aos protocolos ao nível de enlace de dados da família HDLC. onde m+r+1 <= 2r. Estes são inseridos nas posições 1. se E(x) for divisível por G(x). Hamming desenvolveu vários esquemas que receberam o nome de Hamming Codes.16 . Descrição de um Código Hamming Para um bloco de informações de tamanho m.4.9977% de rajadas de 17 bits e todos os erros simples.1.2.

14 6 . isto será detectado mas o resultado será sem sentido. o esquema pode ser burlado. .1010 12 . 13.1101 14 . Quando ocorrerem três erros. 10. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  64 posições com "1" : 6.1110 0011 .Hamming bits Bloco a ser transmitido: bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 0 H Supor que o bloco recebido seja: bit 14 1 (bit 9 errado) Cálculo efetuado na recepção: E(x) = 0011110011 14 13 12 10 9 6 2 1 1110 1101 1100 1010 1001 0110 0010 0001 1001 = 9 (bit 9 errado ) 7 0 6 1 5 0 4 0 H 3 0 2 1 H 1 1 H 13 1 12 1 11 0 10 1 9 1 8 0 7 0 6 1 5 0 4 0 3 0 2 1 1 1 A informação original poderá ser restaurada sempre que ocorrer somente um erro no bloco. Se dois erros ocorrerem.0110 10 .1100 13 . 12.

De acordo com a política estabelecida. controle de erros:: o controle de erros é feito através da utilização de técnicas para detecção de erros. como um exercício. o formato dos quadros e os tipos de controle que serão efetuados sobre a transferência. a compressão dos dados para reduzir os custos de transmissão. além de outras funções. tal sistema pode proporcionar uma flexibilidade para conexão. a encriptação dos dados de forma permitir o tráfego da mensagem na internet com o mínimo de risco de violação de integridade da mesma. várias estações compartilham um único meio de transmissão e devem obedecer a uma política que determina quando uma estação pode utilizar o meio comum para transmitir seus dados. . Ora. que permita o seu endereçamento e encaminhamento adequado. Além disso. portanto. aliado a uma política de tratamento de erros. Deve-se adequar o sinal às características do meio utilizado e utilizar trasnceptores ou transmissores quando necessário. pois seria desperdício utilizá-lo com uma única “conversação” O meio pode ser multiplexado para permitir várias comunicações simultâneas. denominadas funções de comunicação. protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. Um software de comunicação deve ser capaz de lidar com os mais diversos problemas que comumente ocorrem em uma transmissão. corrigidos através da retransmissão do quadro defeituoso ou corrigidos automaticamente. Além disso. temos outras funções de grande importância no contexto de redes: – compartilhamento: independente da distância e do meio utilizado em uma comunicação.1. a comunicação envolve um caminho indireto entre os dois pontos comunicantes. além da informação na carta usamos um envelope com o endereço (hierárquico) e outras informações de controle para o correto encaminhamento da mensagem. imaginar como seria o diálogo entre as máquinas usando termos coloquiais em português. controle de fluxo: pode ser entendido como um mecanismo de sinalização que permita ao receptor controlar a velocidade efetiva de um transmissor mais rápido de forma a não entupir-se de dados. Neste caso. Roteamento: eventualmente. no caso de uma impressora remota que está recebendo os dados de um computador. além do modem quando a transmissão deve ser feita de forma analógica. Um protocolo de comunicação define. Um exemplo trivial é o sistema postal em que. passando por pontos intermediários onde a mensagem deve ser reencaminhada. marcados para correção posterior. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  65 7. existem outras também importantes. procure. 7. Isso requer um sistema de roteamento ou comutação da informação. pois existem uma série de fatores que influem em uma comunicação de dados e conseqüentemente na construção de um software de comunicação (protocolo). A transferência de quadros entre dois equipamentos é feita segundo um conjunto de regras e convenções denominado "Protocolo de Comunicação". o receptor deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para a recepção de mais dados. Na própria carta. Como definido no início desta apostila. Quando os dados são recebidos. Além destas funções consideradas mais básicas. Na verdade não é tão simples. ora por outro. conforme visto no capítulo 3. Este serviço garante que os quadros não serão aceitos duplicadamente e que a perda de um quadro será detectada. como por exemplo. definindo os formatos dos quadros de dados. onde é necessário representar os bits em forma de onda digital e sincronizar o emissor com o receptor. o protocolo requer que se acrescentem informações de controle como data. é importante que este seja – – – – – compartilhado. realizando uma série de funções básicas. os tipos de controles que serão efetuados sobre a transferência e os procedimentos que devem ser adotados tanto para o envio quanto para a recepção dos dados. controle de acesso: o controle de acesso ao meio de transmissão é um serviço utilizado em redes com topologia multiponto. controle de seqüência: visa preservar a ordem de transmissão dos quadros. Deve-se salientar que em qualquer sistema de comunicação existirão mensagens de controle da comunicação além dos dados que efetivamente se quer enviar. O primeiro problema a ser tratado em um sistema de comunicação diz respeito à distância. Todas estas funções são realizadas pelos protocolos de comunicação.apostila) onde temos 2 hosts ligados por um meio de comunicação. estas informações de controle se constituem numa sobrecarga (overhead) que toma espaço e tempo. Antes de seguir adiante. os erros podem ser ignorados. Protocolos de comunicação A forma de tratar os problemas de comunicação entre os processos comunicantes é através de protocolos. Para entender melhor o significado de um protocolo vamos desenvolver um exemplo baseado no comunicação entre os dois filósofos (capítulo 2 . abertura e fecho. ora por um caminho. Software de Comunicação Em princípio pode-se pensar que a transmissão de bits em um canal seja trivial: uma máquina A coloca os bits no meio de transmissão e uma máquina B os retira. tais como a necessidade de codificação da informação para o código utilizado pela estação remota.

Terminada a transferência do arquivo. O computador A responde com a identificação e o computador B inicia a transmissão do arquivo. mas não são repetidas durante a mesma. para garantir a transferência de forma correta. Assim. um cabeçalho contendo a sua própria informação de sincronismo. o computador B pergunta ao A se quer aproveitar a conexão para outra operação. número de seqüência. Este exemplo simples evidencia que. endereço de fontes e destino. deve-se levar em conta o overhead de sinalização característico (do protocolo) da linha em que se vai transmitir. para que a transferência de informações se efetive é necessária a troca de uma série de mensagens que não carregam dados. Pode-se iniciar a conversação depois que a pessoa do outro lado da linha responde “Alô”. constituindo-se em um tráfego (bits por segundo) chamado de taxa de sinalização. Uma conexão lógica é necessária para iniciar a transferência de informação. Outras formas de diálogo são possíveis e levam também a uma conexão confiável. A título de exercício. O importante no funcionamento de um protocolo é que: 1) ele deve atender a todas as funções necessárias: 2) as duas máquinas ou entidades comunicantes devem entender as mensagens recebidas. Provavelmente. deixando mais ou menos capacidade do canal para a efetiva transmissão de informação. ou datagrama.1. o protocolo que você pensou tem algumas diferenças em relação ao da figura acima. Sempre que se quiser dimensionar a velocidade de transmissão nominal necessária para um canal a partir do volume de dados efetivo a transmitir. Host A Alô Envie Arquivo Arquivo A OK Não! Tchau Host B Alô Qual? Envia Arquivo A Algo mais? Tchau Figura 7. mas sim comandos de comunicação com informação de controle. Chama-se sobrecarga ou overhead a relação entre a taxa de sinalização e a capacidade do canal. Note-se que. a capacidade de transmissão (ou velocidade nominal em bps) da linha é dividida entre sinalização e informação. Estes comandos ocupam uma parte da capacidade da linha. Diferentes protocolos terão overheads diferentes. que comporiam as mensagens contendo comandos ou dados. identifique quais as mensagens da figura 7. além de uma cauda ou “trailler” que são os bits de redundância que .1 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores A seguir o computador A identifica a operação desejada como uma transferência de arquivos e o computador B pede a identificação do arquivo. poderia acontecer o acaso de que o gato da família derrubasse o telefone no chão de susto com a campainha e você não quer falar com o gato. Não basta a conexão física que se estabelece quando o fone remoto é retirado do gancho. necessitamos transmitir comandos. o computador A deve confirmar a recepção. veríamos uma seqüência de bytes.2 pode ser usada em algumas aplicações. Comando Dados Comando Dados Dados Figura 7. Quando o computador B responde a conexão lógica se completa.2. ambos os computadores procedem à desconexão lógica.1 carregam informações e quais carregam comandos. Nada mais havendo a tratar. não basta uma conexão física. O que sobra da capacidade do canal para transmissão dos dados é chamada velocidade efetiva. Inicialmente. para transmitir os dados. Cada pacote. A conversação através de uma cadeia de bytes contínua como na figura 7. Pode-se fazer uma analogia com uma ligação telefônica. Afinal. entretanto ligados fisicamente pela linha. carrega. o computador A procura estabelecer uma ligação lógica com o computador B dizendo “Alô”. 3) ele responda sempre da mesma forma às mesmas mensagens.2 – Cadeia de bytes na linha Ora. além dos dados. permanecendo. Informações de sincronismo (que permitam a delimitação das mensagens) e endereçamento podem preceder a transmissão. como mostra a figura 7. Se colocássemos um equipamento de monitoração na linha entre os computadores que nos permitisse ver todos os bits que passassem. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  66 Um possível diálogo está esboçado na figura 7. Uma outra forma de troca de informação consiste em dividir a cadeia de bytes em pacotes e transmiti-los separadamente.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  67 permitem a verificação da ocorrência de erros no destino. PDUs de um protocolo A podem ser encapsuladas no campo de dados das PDUs de um outro protocolo B. Para diminuir esta complexidade. o software de comunicação é dividido em "camadas". isto é. O protocolo BSC da IBM é um exemplo de protocolo orientado a caracter. O encapsulamento de protocolos de mais “alto nível”em formatos de mais “baixo nível” aumenta a modularidade da rede. orientados a caracter.4 – Encapsulamento de um protocolo A em um protocolo B 7. também como quadros (frames). como mostra figura 7. também em sinalização e overhead. em sua maioria. se analisadas em conjunto. Esta técnica de encapsulamento é usada para permitir. "Enlace Lógico". Tanto a ANSI como a ISO fizeram modificações no SDLC e lançaram. A camada de enlace constitui a interface entre os níveis superiores e a camada física. Isto é. onde cada "camada".2. possuem uma complexidade difícil de controlar. então se constitui de um cabeçalho com diversos campos de controle e um campo de dados. é PDU (Protocol Data Unit). Na verdade. ou ainda. Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. Suas funções principais referem-se ao controle de fluxo. Um protocolo que trabalhe nesta forma deve então definir precisamente o formato e o significado dos campos destas unidades de transporte para que as entidades comunicantes possam interpretá-los corretamente. Uma vantagem desta forma de comunicação é que ela é mais justa. blocos.4. dadas as dificuldades de se transmitir informações entre máquinas com conjunto de caracteres. Na década de 70 uma nova geração de protocolos apareceu.3 – Formato geral de um datagrama Ora. A camada mais próxima da transmissão física é denominada "Camada de Enlace" ou "Enlace de Dados". Um datagrama. executa um conjunto definido de funções. o transporte de um protocolo entre dois computadores através de várias redes intermediárias com protocolos distintos.3. pois temos informações de controle muitas vezes duplicadas. empregada no âmbito do modelo OSI. o ADCCP (Advanced Data Communication Control . o que se constitui numa multiplexação do meio de comunicação ao longo do tempo. por exemplo. a IBM desenvolveu o SDLC (Synchronous Data Link Control) e submeteu-o à apreciação da ANSI e da ISO para que fosse adotado como padrão internacional. além de pacotes ou datagramas . seguidos de uma cauda com os bits de verificação de erro e outras possíveis informações de controle. outras conversações não são bloqueadas por uma eventual conversação mais longa e podem se dar paralelamente. o bloco a ser enviado consistia de um grupo de caracteres de algum código (ASCII. respectivamente. tornando a transmissão mais confiável. conforme o contexto. isto é. as desvantagens de se utilizar protocolos orientados a caracteres foi ficando cada vez mais evidente. portanto. Protocolo A Cabeçalho Dados Cauda Protocolo B Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. Protocolos de enlace de dados Como visto anteriormente. pode-se alterar a tecnologia da rede de transporte (baixo nível) sem ter de alterar o sistemas e protocolos entre as aplicações (alto nível). constituindo-se. a simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra. EBCDIC). toda a informação contida no cabeçalho e na cauda destas unidades de transporte de informação serve para o controle da comunicação. transmitindo-se alternadamente pacotes de uma outra. Estas unidades de transporte de informação. como mostra a figura 7. controle de erros e o controle de acesso ao meio de transmissão. podem ser designadas. a especificação de um software de comunicação deve prever diversos aspectos referentes aos serviços que o sistema oferece. envolve diversas etapas que. Porém o overhead das linhas tende também a aumentar. A designação técnica. Os primeiros protocolos de enlace que foram desenvolvidos para redes de computadores eram. Com o desenvolvimento das redes de computadores. ou mais genericamente como mensagens.

isto é. SOH Cabeçalho STX Texto ETX BCC Figura 7. Os intervalos de tempo próprios para cada um dos bits são conhecidos e amarrados entre as entidades comunicantes.6. É bastante comum que as unidades de informação sejam códigos pertencentes ao conjunto ASCII (American Standart Code for Information Interchange). interpretar o restante do quadro. cada quadro é terminado pelo caracter ETB. O ITU-T (antigo CCITT) adotou e modificou o HDLC. Caso a estação primária receba um ENQ sem ter iniciado um pedido de transmissão. Neste caso. sendo o último bit o de “paridade ímpar”. Obviamente. A resposta pode ser positiva através de um ACK.1 Protocolos Orientados a caracter Em um protocolo orientado a caracter. tais como “ETB”. etc. um quadro é composto de um número inteiro de caracteres de um determinado código.5 – Estrutura típica de um quadro no protocolo BSC Uma mensagem pode ainda ser dividida em quadros para facilitar sua manipulação e reduzir a possibilidade de erros de transmissão. Tabela 7. Sete bits são necessários para representar um código ASCII qualquer. mas na verdade cada código ASCII é transmitido com 8 bits. Para evitar problemas associados à transmissão. Os caracteres de controle e supervisão usados com o protocolo BSC são: Caractere SYN SOH STX ITB ETB ETX ENQ ACK0/ACK1 WACK NAK OLE RVI TTD DLEEDT Significado Caractere de sincronização (Synchronous Idle) Início de cabeçalho Início de texto Fim de transmissão de quadro intermediário Fim de transmissão de quadro Fim do texto Verifica estado da estação Reconhecimento positivo Reconhecimento positivo (espere antes de enviar) Reconhecimento negativo Usado para permitir transparência Interrupção reversa Usado para indicar demora temporária no envido de texto e evitar fim da temporização (time-out) Sequência de desconexão para uma linha comutada. isto traz limitações com respeito às comunicações entre equipamentos que trabalhem com códigos diferentes. Todos estes protocolos são baseados nos mesmos princípios. Um dos protocolos orientados a caracteres mais conhecidos é o protocolo BSC (Binary Synchronous Communications).2. NAK ou WACK. Uma descrição sumária deste protocolo é apresentada nesta seção. são independentes dos códigos utilizados. “SYN”. O BSC é um protocolo orientado a caracter. na década de 60 e ainda bastante utilizado em ligações ponto-a-ponto e multiponto. A estrutura da mensagem de informação é mostrada na figura 7. O destinatário deve ser capaz de reconhecer os caracteres de sincronismo e a partir deste momento. uma das estações é definida como primária e a outra como secundária. 7. ele utiliza caracteres de um determinado código fonte para delimitação do texto da mensagem e para funções de supervisão e controle da troca de mensagens entre os equipamentos conectados. Todos são orientados a bit. O BSC é um protocolo de controle de enlace desenvolvido pela IBM. Este conjunto prevê códigos especiais para funções de controle. Assim. . ela responde com um NAK ou WACK. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  68 Procedure) e o HDLC (High-level Data Link Control). ela responde com ACK. A seguir estudaremos os protocolos orientados a caracter e os protocolos orientados a bit. exceto o último que é terminado com ETX.1 – Caracteres de controle e supervisão utilizados no protocolo BSC A estação que deseja iniciar a transmissão envia a sequência ENQ. a estação secundária só ganha o controle da linha se a estação primária não a estiver utilizando. ou caso a estação não esteja pronta para receber. ou seja. A estação primária permanece enviando ENQs até a recepção de um ACK0 ou até esgotar o limite máximo de tentativas estabelecido.

Para satisfazer uma variedade de requerimentos. permitindo assim que a outra estação a utilize. além de informações referentes ao número de sequência e reconhecimento. a) Os três tipos de estações são: 1. Os quadros emitidos por esta estação são chamados "comandos". O campo de "controle" identifica o tipo do quadro (informação. Nos diálogos com a outra máquina. Protocolo de enlace HDLC A família de protocolos HDLC (High Level Data Link Control) é orientada a bit.3. Tais bits devem ser agrupados de modo que haja responsabilidade pela entrega de cada grupo de bits. ou seja.Procedimento de protocolo orientado a bit Na figura 7. para a camada de enlace de dados. Host A Posso transmitir ? Aí vai parte da msg Aí vai o resto da msg Não tenho mais msg ENQ STX Texto ETB BCC STX Texto ETX BCC EOT Host B ACK0 ACK1 ACK0 ENQ Sim Recebi mensagem OK Recebi mensagem OK Posso transmitir? Figura 7.6 – Exemplo de transferência de informações utilizando o protocolo BSC.2 Protocolos Orientados a bits A camada de enlace recebe das camadas superiores as informações a serem enviadas. Para obter transparência. sendo resultado do esforço de padronização desenvolvido pela ISO (International Organization for Standardization). Qualquer caractere de controle que seja precedido pelo caractere DLE será reconhecido. duas configurações de enlace e três modos de operações de transferência de dados. o protocolo HDLC define três tipos de estações. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  69 Ao terminar a transmissão de uma mensagem. . os bits de informação foram colocados em um único quadro.Estação primária: controla a operação do enlace.). o qual apresenta um formato genérico comum a todos os protocolos orientados a bit. a estação que a estava transmitindo envia um ETD para indicar este fato e não tenta utilizar a linha novamente durante um certo intervalo de tempo. a camada de enlace trata conjuntos de bits cujos significados lhe são irrelevantes. permitir que qualquer configuração de bits seja transmitida pelo usuário. O campo "endereço" é utilizado para a identificação do receptor. O campo de "checksum" carrega bits de redundância para a detecção de erros no quadro recebido. o BSC tem um modo transparente.6. no modo transparente. como um caractere de dados. 7.7 . 7. .6 apresenta um exemplo de protocolo orientado a bits. representadas nas unidades mínimas de informação. pode existir a confirmação do recebimento do referido grupo. O campo de "informação" carrega os dados recebidos da camada superior. 1 0 1 1 0 Informações produzidas nas camadas inferiores Procedimento da camada de enlace de dados Delimitador (flag) 01111110 End. Cada quadro possui um delimitador de início e um delimitador de fim. destino 00000001 Controle * 00000000 info 10110 Checksum (CRC ) 10101101 delimitador 01111110 Figura 7. Nos protocolos orientados a bit..2. A figura 7. supervisão..

b) As duas configurações de enlace são: 1.Modo de resposta normal (NRM): usado em configurações não balanceadas. um procedimento conhecido como "bit-stuffing" é usado.Estação secundária: opera sob o controle da estação primária. recuperação de erros e desconexão lógica. incluindo inicialização.8 . então. A figura 7. Para determinar este problema.Modo de resposta assíncrona (ARM): usado em configurações não balanceadas. o sexto bit é examinado. Neste modo. O computador consulta cada terminal para transmissão. 3. O modo balanceado assíncrono faz um uso mais eficiente de ligações ponto-a-ponto full-duplex. destruindo. Após identificar o flag inicial. uma vez que um quadro HDLC permite qualquer configuração de bits.Configuração balanceada: usada somente em conexões ponto-a-ponto. Se o sexto e o sétimo bits são ambos iguais a 1. não existe garantia de que a configuração 01111110 não irá aparecer dentro do quadro. qualquer configuração de bits arbitrária pode ser inserida no campo de dados de um quadro. Se o sexto bit é 1 e o sétimo é 0. Esta propriedade é conhecida como "transparência de dados". Com o uso da técnica de bit stuffing. O transmissor irá sempre inserir um bit 0 extra após cada ocorrência de cinco bits 1's consecutivos no quadro (exceto no campo FLAG). Os quadros emitidos pela estação secundária são chamados "respostas". 7. O NRM é também usado em configurações ponto-a-ponto no caso particular de conexão de um terminal ou outro periférico ao computador. Esta configuração consiste de duas estações combinadas e suporta transmissões half-duplex e full-duplex. 2. Todas as transmissões são feitas em blocos e um único formato de bloco é estabelecido para todas as trocas de dados e de controle. Esta configuração consiste de uma estação primária e uma ou mais estações secundárias e suporta tanto a transmissão half-duplex quanto a full-duplex. uma vez que ele não apresenta o "overhead" do polling. a estação secundária pode iniciar a transmissão sem permissão explícita da primária (isto é. Fica sob a responsabilidade da estação primária o controle da linha. O modo de resposta normal é usado em linhas multiponto onde alguns terminais são conectados a um computador. 2.6 mostra a estrutura de um quadro HDLC e seus respectivos campos: FLAG 8 bits ENDEREÇO 8 bits ou + pode ter 1 ou + octetos CONTROLE 8 ou 16 bits DADOS tamanho variável FCS 16/32 bits FLAG 8 bits Figura 7. Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão sem receber permissão da outra estação combinada. a sincronização a nível de quadro. a estação continua procurando a sequência de flag para determinar o final do quadro. enviar uma resposta sem esperar por um comando).Estação combinada: combina as características das estações primária e secundária. 3. a estação emissora está sinalizando uma condição de aborto. Todas as estações ativas ligadas à linha ficam continuamente esperando por uma sequência de flag para sincronizar no início de um quadro. Um único flag pode ser usado como término de um quadro e início de outro. a combinação é aceita como um flag. O modo de resposta assíncrona raramente é usado. . Quando uma configuração de cinco 1's aparece.1 Estrutura do Quadro O HDLC usa transmissão síncrona. c) Os três modos de operação de transferência de dados são: 1. Enquanto está recebendo um quadro.Modo balanceado assíncrono (ABM): usado em configurações balanceadas. A estação primária mantém um enlace lógico separado com cada estação secundária na linha. No entanto.Configuração não balanceada: usada em ligações ponto-a-ponto ou multiponto. A estação primária pode iniciar a transferência de dados para uma secundária mas a secundária só pode transmitir dados em resposta a um comando (POLL) da primária. Uma estação combinada pode emitir comandos e respostas. o receptor examina a sequência de bits. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  70 2.Estrutura típica do quadro no protocolo HDLC CAMPO FLAG : o campo FLAG delimita o quadro em ambas extremidades com uma configuração única de bits dada por 01111110.3.

Quadros Supervisão(S) e quadros não numerados (U). Seu tamanho não é definido no padrão mas é limitado em um tamanho máximo por uma implementação.N° de sequência no envio pela estação transmissora Nr . tanto na forma básica quanto na estendida.9 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC Onde: Ns . CAMPO FCS (Frame Check Sequence): é aplicado sobre todos os bits do quadro com exceção dos campos de flag. como sendo um endereço de difusão . mas pode ser usado um formato estendido no qual o tamanho do endereço é um multiplo de sete bits. O campo pode conter qualquer sequência de bits.Bit de Poll/Final O quadro de configuração dos campos de controle é apresentado a seguir: Campo de Controle Comando / Resposta 1 2 3 4 5 6 7 8 0 S S S R R R Informação 1 0 0 0 R R R "Receive Ready" 1 0 0 1 R R R "Reject" 1 0 1 0 R R R "Receive Not Ready" 1 0 1 1 R R R "Selective Reject" 1 1 0 0 0 0 0 Informação não numerada 1 1 0 0 0 0 1 "Set Normal Response Mode" 1 1 0 0 R R R "Disconnect" 1 1 0 0 1 0 0 "Un-numbered Pool" 1 1 0 0 1 1 0 "Un-numbered Acknowledge" 1 1 1 0 0 0 0 "Set Inicialization Mode" ou "Request Inicialization Mode" 1 1 1 0 0 0 1 "Command Reject" (Resposta) 1 1 1 1 0 0 0 "Set Async. Um FCS opcional de 32 bits usando o CRC-32 pode ser empregado se o tamanho do quadro ou a qualidade da linha determinarem esta escolha. CAMPO DE CONTROLE : o HDLC define 3 tipos de quadros. 8 bits. Este campo não é necessário em ligações ponto-a-ponto. Um endereço possui. A figura abaixo mostra o formato geral do CAMPO DE CONTROLE (modo básico).2 – Quadro completo especificando os campos de controle de um quadro HDLC . Response Mode Extend" 1 1 1 1 0 1 1 "Set Normal Response Mode Extend" 1 1 1 1 1 0 0 "Set Async. normalmente. CAMPO DE DADOS: este campo só existe nos quadros tipo I e em alguns quadros tipo U. cada um com um formato diferente do campo de controle. mas deve ser incluido sempre para garantir a uniformidade. O FCS normal é o CRC-16 definido pela CCITT. Balanced Mode" 1 1 1 1 1 0 1 "Exchange Identification" 1 1 1 1 1 1 0 "Set Async. Response Mode" 1 1 1 1 0 1 0 "Set Async. Balanced Mode Extend" 1 1 1 1 0 0 0 "Disconnect Mode" 1 1 0 0 0 1 0 "Request Disconnect" Mnemônio I RR REJ RNR SREJ UI SNRM DISC UP UA SIM RIM CMDR SARM SARME SNRME SABM XID SABME DM RD Padronização pelo HDLC C/R C/R C/R C/R C/R C/R C C/R C R C R R C/R C C C C/R C R R Tabela 7.Bit com função de supervisão M . indica que todas as estações secundárias devem receber o quadro. A configuração 11111111 é interpretada. Formatos Informação Supervisão Controle 1 I S U 0 1 1 2 0 1 3 NS S M 4 S M 5 P/F P/F P/F 6 7 Nr Nr 8 Bits do campo de controle M M M Figura 7. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  71 CAMPO DE ENDEREÇO: o campo de endereço é usado para identificar a estação secundária que transmite ou recebe o quadro.N° de sequência na recepção pela estação transmissora S . isto é. O oitavo bit em cada octeto é 1 ou 0 indicando se o octeto é ou não o último octeto do campo de endereço.Bit de controle de ligação P/F . Quadros de informação (tipo I) que transportam os dados do usuário.

A norma não define o processo de controle para organizar as respostas.Esse comando é usado para realizar uma desconexão lógica: informa à estação receptora que a estação transmissora está suspendendo a operação com esta respectiva estação secundária (ou balanceada). aqueles numerados de Nr (inclusive) em diante. Uma estação primária pode usar o comando RR com o bit P setado em 1. SREJ . não são confirmados. Os quadros de informação numerados até Nr .Essa resposta de "confirmação não seqüenciada" é usada para confirmar o recebimento e aceitação dos seguintes comandos não numerados: SNRM. Uma estação secundária desconectada não poderá receber ou transmitir quadros de informação: fica desconectada até que receba um comando SIM ou SNRM. SIM .Comando usado para ativar procedures especificadas pelo sistema. SIM. "convidá-las" a transmitir).O Poll não numerado é usado para solicitar quadros de resposta a partir de uma única estação secundária ("individual poll"). A figura abaixo mostra o formato geral do campo de controle do modo estendido. o que confirma o recebimento dos quadros de informação numerados até Nr . REJ . Pode ser útil.O referido comando é usado para colocar em "Normal Respose Mode"(NRM) a estação secundária endereçada.1 são. que existe em cada estação endereçada por uma oportunidade de resposta.O quadro de supervisão que indica "recepção concluída"é usado por uma estação para indicar que está pronta para receber um quadro de informação.10 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC 7. SARME. a nível de inicialização do link. DISC . SNRM . para fazer polling com estações secundárias (isto é. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  72 O campo de controle pode ser estendido para ser usado por quadros S e I que empregam números de sequência com 7 bits ao invés de 3 bits. cada estação relata continuamente seus Ns e Nr à outra. assim. RR . para dados de inicialização do enlace. Na operação de uma rede comutada.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC I . SABM. RNR .É usado por uma estação para solicitar a retransmissão de um único quadro de informação: o de número Nr. Os quadros de informação numerados até Nr . o campo de informação pode ser perdido ou duplicado se ocorrer uma condição de excecução durante a transmissão do quadro UI.Indica um quadro sequenciado de informação. a não ser que solicitadas pela primária. DISC e RSPR. Sendo transmitido um SREJ. confimados como recebidos sem problema.3. UI ou NSI .É usado para transferir campos de informação não sequenciados através de um enlace. que também não são confirmadas. bem como do quadro que se espera receber em seguida. 1 I S U 0 1 1 0 1 S M S M 2 3 4 5 NS x P/F 6 x M 7 x M 8 x M 1 P/F P/F P/F 2 3 4 5 Nr 6 7 8 x x x x x x x Figura 7.Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para indicar impossibilidade temporária de aceitar outros quadros de informação. UA . completando ou abortando o quadro em andamento. Devido à ausência de verificação dos números de sequência. e os seguintes (se tiverem sido enviados outros). estabelecendo uma condição operacional lógica.1 (inclusive). Os campos Nr e Ns fornecem a sequenciação do quadro que está sendo enviado. os únicos quadros I aceitos serão aqueles numerados sequencialmente e em ordem seguindo ao quadro solicitado. deve parar de transmitir dentro do menor tempo possível. Os quadros de informação numerados até Nr . Assim. onde todos os campos de controle têm um octeto de comprimento. . SABME. SARM.1 são reconhecidos como aceitos. Não há resposta exigida para o UI. Quando uma estação que está transmitindo recebe um RNR.Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para solicitar a retransmissão de quadros de informação iniciando com o número de Nr. por exemplo.1 (inclusive) são assim confirmados. Quando se está processando a troca de informação. Esse comando subordina a estação secundária receptora à estação primária que transmitiu o SNRM. este comando também pode ser usado para dar início a uma desconexão física. na estação remota. SNRME. UP . não são permitidas transmissões a partir da estação secundária.

pela recepção de um RIM ou DISC. existem casos em que o transmissor quebra o bloco grande em pequenos blocos e os envia um de cada vez. Este procedimento é adequado para o caso em que a mensagem é enviada em um único bloco de dados.Usado para colocar a estação endereçada no Modo de Resposta Balanceado (MRB). fornecer a identificação da estação transmissora à estação remota.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento Os protocolos da família HDLC realizam o controle de fluxo e de seqüência através de um mecanismo baseado na buferização de mensagens denominado Mecanismo da Janela Deslizante.Esta resposta é usada para relatar status não operacional de uma estação que está logicamente desconectada do enlace e não pode aceitar o comando de estabelecimento de um modo (MRN ou MRA). o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. SABM . fará com que a estação repita o RIM."Request for Initialization Mode" é transmitido por uma estação para notificar a estação primária da necessidade de um comando SIM. b) campo de informação muito longo para ser recebido nos buffers da estação receptora. caso seja desconhecido o endereço específico da estação secundária. ao esgotar este tempo. c) o comando recebido não permite o campo de Informação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  73 RIM . transmite seus dados. quando esta recebe um comando não válido. opcionalmente. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros enviados mas não confirmados. Normalmente o receptor aloca um buffer de dados com um tamanho máximo.Usado para indicar a solicitação de uma desconexão. bem como os valores que delimitam a janela de transmissão (limite inferior e limite superior ). São considerados os comandos recebidos dentro das seguintes características: a) não implementados na estação receptora (essa categoria inclui comandos de configuração inexistente). Nesta forma o receptor indica a sua disposição em aceitar dados enviando um "pool" ou respondendo a um "select". Para estes casos. que não seja um SIM ou DISC. XID . Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação. DM . No entanto. o receptor mantém uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser recebido (N(S)).Esta resposta é transmitida por uma estação secundária no modo NRM. para um campo de sequência que tenha um comprimento de 3 bits. Por sua vez. o receptor deve indicar novamente a sua disposição em aceitar mais dados antes que eles sejam enviados.3. O mecanismo da janela deslizante permite que o emissor envie mais de um quadro sem esperar a confirmação do receptor. não serão aceitas transmissões de comandos até que a condição RIM seja resetada. . Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. Após a recepção. CMDR . então. SARM . O controle de fluxo é uma técnica que assegura que uma estação transmissora não sobrecarrega uma estação receptora. teremos a variação do número de sequência dos quadros de 0 até 7 ( 23-1). e este foi recebido dentro do quadro. isto é. Todos os quadros contém um número de sequência que varia de 0 a um valor máximo. d) o número Nr recebido da estação primária não concorda com o número Ns que foi enviado à mesma. o procedimento descrito anteriormente é inadequado. o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação. Para isto. Este valor máximo normalmente é dado por 2n-1 onde n é o tamanho (em bits) do campo de sequência do quadro.O comando de troca de identificação é usado para forçar a estação endereçada a reportar sua identificação e outras características e. 7. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros variados mas não confirmados. O recebimento de qualquer comando. Por exemplo. RD . Esse comando pode usar o endereço global. Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. A forma mais simples de controle de fluxo é conhecida como "stop and wait". bem como os valores que delimitam a janela de recepção. ao esgotar este tempo.É usado para colocar a estação secundária endereçada em modo de resposta assíncrona (ARM). o transmissor mantém atualizada uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser enviado (N(S)). O emissor então. ele deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para o recebimento de mais dados. Nesse comando o campo de informação é opcional: se usado deve conter a identificação da estação transmissora. Quando os dados são recebidos.

A interface define as operações primitivas e os serviços que o nível inferior oferece ao nível superior. Cada camada deve executar uma função bem definida. Os limites de cada camada devem ser escolhidos de forma a minimizar o fluxo de informações entre as interfaces. até que o nível 1 seja alcançado. 5. Do outro lado. O modelo OSI é mostrado na figura 7. A maioria dos softwares de comunicação são organizados como um conjunto de camadas ou níveis. O número de níveis. As entidades compreendidas em níveis correspondentes em máquinas diferentes são chamadas processos pares. No nível 1 existe uma comunicação física com a outra máquina. o processo se inverte: cada camada retira as informações que lhe pertencem e repassa para a camada superior o campo de dados da unidade recebida. O modelo OSI tem sete camadas. Cada nível passa os dados e informações de controle para o nível imediatamente inferior. 2. em todas as redes. A função de cada camada deve é escolhida observando-se a definição de protocolos padronizados internacionalmente. vamos chamá-lo de modelo OSI. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  74 7. de forma a evitar a repetição de funções e não tornar a arquitetura difícil de controlar. existe a necessidade de separar partes do projeto a fim de vencer a tarefa por etapas. O Modelo de referência OSI As redes de computadores modernas são projetadas de forma altamente estruturada. Entre cada par de níveis adjacentes existe uma interface. O nome desse modelo é Modelo de Refência OSI (Open Systems Interconnection). ao contrário da comunicação virtual usada pelos outros níveis. Esse modelo é baseado em uma proposta desenvolvida pela ISO (Internacional Standards Organization) como um primeiro passo na direção da padronização internacional dos protocolos usados nas diversas camadas (Day e Zimmermann. sistemas que estão abertos à comunicação com outros sistemas. Em outras palavras. APDU 7 Aplicação Aplicação Interface dos níveis 6/7 6 Interface dos níveis 5/6 5 . Quando o projetista de uma rede decide quantos níveis vai incluir na rede e o que cada um deles faz.ou seja. Uma camada deve ser criada quando um diferente grau de abstração se faça necessário. 1983).1 (menos o meio físico). Por uma questão de praticidade. devido a complexidade do software de comunicação. 3. No entanto. nenhum dado é transferido diretamente de um nível n em uma máquina para o nível n de outra máquina (exceto no nível 1).1 apresenta o modelo de Referência OSI de 7 camadas e ilustra este conceito.4.11 – Modelo de Referência OSI – ISO . cada um construído sobre o seu predecessor. 4. Na realidade.. livrando aqueles níveis dos detalhes de como os serviços oferecidos são realmente implementados. o nome de cada nível e a função de cada nível diferem de uma rede para outra. 4 3 2 1 Transporte Rede Enlace Física Host A Protocolo de Transporte Apresentação Protocolo de Apresentação Apresentação PPDU Sessão Protocolo de Sessão Sessão Transporte Rede Enlace Física Host B SPDU TPDU Pacote Quadro Bit Limite da sub-rede de comunicação Rede Enlace Física Roteador Rede Enlace Física Roteador Protocolo de sub-rede interna Figura 7. A figura 7. uma das tarefas mais importantes é definir claramente as interfaces entre os níveis. O nível n de uma máquina mantém uma conversação com o nível n de outra máquina. o propósito de cada nível é oferecer serviços para os níveis mais altos. são os processos pares que se comunicam usando o protocolo. A definição das camadas foi baseada nos seguintes princípios: 1.. pois ele trata de interconexão de sistemas abertos . isto é. até chegar à camada mais alta. O número de camadas não deve ser nem muito grande nem muito pequeno. As regras e convenções desta conversação são definidos como o "protocolo do nível n".

Como a camada física apenas aceita e transmite um fluxo de bits sem qualquer preocupação em relação o significado ou à estrutura. em geral. cada qual com qualidade e preço diferentes. elétricas e procedurais e ao meio de transmissão físico. várias transmissões do mesmo quadro criam a possibilidade de existirem quadros repetidos. Como os operadores da sub-rede em geral são remunerados pelo trabalho que fazem. 7. a quantidade de microssegundos que um bit deve durar. As rotas podem se basear em tabelas estáticas. No entanto. Uma questão de fundamental importância para o projeto de uma rede diz respeito ao modo como os pacotes são roteados da origem para o destino. perdidos e danificados. Pra tal. eles dividirão o mesmo caminho. Nesse caso. 7. esse controle de fluxo e o tratamento de erros são integrados.4. Cabe a essa camada resolver os problemas causados pelos quadros repetidos. O controle desse congestionamento também pertence à camada de rede. são incluídos padrões de bit especiais no início e no fim do quadro. o software deve contar quantos pacotes ou caracteres ou bits são enviados . a fim de refletir a carga atual da rede. deve haver uma função de contabilização na camada de rede. No entanto. embora eles não pertençam ao modelo de referência propriamente dito. transmita-os seqüencialmente e processe os quadros de reconhecimento pelo receptor.2 A Camada de Enlace de Dados A principal tarefa da camada de enlace de dados é transformar um canal de transmissão bruta de dados em uma linha que pareça livre dos erros de transmissão não detectados na camada da rede. provocando engarrafamentos. Se a linha puder ser usada para transmitir dados em ambas as direções.4. discutiremos cada uma das camadas do modelo. Esse problema é resolvido por uma subcamada especial da camada de enlace de dados. Freqüentemente . têm algumas centenas ou milhares de bytes). será preciso um cuidado especial para garantir que os padrões não sejam incorretamente interpretados como delimitados de quadro. Pelo menos. o outro lado o receba como um bit 1. otimizando a transmissão. Um quadro repetido poderia ser enviado caso o quadro de reconhecimento enviado pelo receptor ao transmissor fosse perdido. Cada um deles foi publicado como um padrão internacional distinto. a forma como a conexão inicial será estabelecida e de que maneira ela será encerrada. Deve ser empregado algum mecanismo de controle de tráfego para permitir que o transmissor saiba o espaço de buffer disponível no receptor. e a quantidade de pinos que o conector da rede precisará e de que maneira eles serão utilizados. Foi criada uma solução inteligente (o piggybacking) para essa situação. sendo determinadas para cada pacote. Um ataque de ruído na linha pode destruir completamente um quadro. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  75 Em seguida. que fica abaixo da camada física. surgirá uma nova complicação para o software da camada de enlace de dados. as questões de projeto dizem respeito às interfaces mecânicas. quando um lado envia um bit 1. Elas também podem ser altamente dinâmicas.1 A Camada Física A camada física trata de transmissão de bits brutos através de um canal de comunicação.4. o fato de a transmissão poder ser ou não realizada nas duas direções. Observe que o modelo OSI em si não é uma arquitetura de rede. Ele apenas informa o que cada camada deve fazer. Estas podem ser determinadas no início de cada conversação. Para executar essa tarefa. O piggybacking consiste em mandar a confirmação do recebimento do quadro da outra estação no quadro de dados que está sendo enviado a ela. Se houver muitos pacotes na sub-rede ao mesmo tempo. O problema é que os quadros de reconhecimento necessários ao tráfego de A pra B disputam o uso da linha com os quadros do tráfego de B para A. a camada de enlace de dados da máquina de origem deverá retransmitir o quadro. 7. ”amarradas” à rede e que raramente são alteradas. cabe à camada de enlace de dados criar e reconhecer os limites do quadro. Se esses padrões de bit puderem ocorrer acidentalmente nos dados. começando pela camada inferior. como por exemplo em uma sessão de terminal. As redes de difusão têm outra questão na camada de enlace de dados: como controlar o acesso ao canal compartilhado. não como um bit 0. O projeto da rede deve garantir que. a ISO produziu padrões para todas as camadas. Nesse caso. pois não especifica os serviços e os protocolos que devem ser usados em cada camada. as questões mais comuns são as seguintes: a quantidade de volts a ser usada para representar um bit 1 e um bit 0. A camada de enlace dos dados pode oferecer diferentes classes de serviço para a camada de rede. Outra questão decorrente da camada de enlace de dados (assim como da maioria das camadas mais altas) é a forma como impedir que um transmissor rápido seja dominado por um receptor de dados muito lento. a subcamada de acesso ao meio. Nessa situação.3 A camada de Rede A camada de rede controla a operação da sub-rede. a camada de enlace de dados faz com que o emissor divida os dados de entrada em quadros de dados (que.

Se o tráfego só puder ser feito em uma direção de cada vez (como acontece em uma estrada de ferro). que podem estar separadas por muitos roteadores. O tipo de serviço é determinado quando a conexão é estabelecida.4. assim como faz a camada de transporte. 7. um programa da máquina de origem mantém uma conversa com um programa semelhante instalado na máquina de destino. É na camada de rede que esses problemas são resolvidos. Nas redes de difusão. que são fim a fim. em última instância. Quando um pacote tem que viajar de uma rede para outra até chegar a seu destino. Conseqüentemente. embora sejam aplicados a eles princípios semelhantes. O controle de fluxo entre os hosts é diferente do controle de fluxo entre os roteadores. passá-los para a camada de rede e garantir que todas essa unidades cheguem corretamente à outra extremidade. Para alguns protocolos. os protocolos são trocados entre cada uma das máquinas e seus vizinhos. aos usuários da rede.4. Nas camadas inferiores. tudo tem de ser feito com eficiência e de forma que as camadas superiores fiquem isoladas das inevitáveis mudanças na tecnologia de hardware. podem surgir muitos problemas. a conexão de transporte precisar de um throughput muito alto. de modo que um host rápido não possa sobrecarregar um host lento. a camada de rede. . o problema de roteamento é simples e. determinadas operações só podem ser executadas pelo lado que está mantendo o token. utilizando cabeçalhos de mensagem e mensagens de controle. criar alguma forma de determinar a qual conexão uma mensagem pertence. a contabilização pode se tornar complicada. no entanto. A camada de transporte também determina o tipo do serviço que será oferecido à camada de sessão e. Deve haver um mecanismo para controlar o fluxo de informações. que liga a origem ao destino. a camada de transporte deverá criar várias conexões de rede. As sessões podem permitir o tráfego em ambas as direções ao mesmo tempo ou em apenas uma direção de cada vez. Por outro lado. A camada de transporte é uma verdadeira camada fim a fim. dividindo os dados entre as conexões de rede para melhorar o throughput.5 A camada de Sessão A camada de sessão permite que os usuários de diferentes máquinas estabeleçam sessões entre eles. Talvez a segunda rede não aceite seu pacote devido o tamanho. costuma ser pequena. A diferença entre as camadas de 1 a 3. Se. portanto. Em todos os casos. também cabe à camada de transporte estabelecer e encerrar conexões pela rede. Os protocolos também poderão ser diferentes.1 Muitos hosts são multiprogramados. O endereçamento utilizado para rede poderá ser diferente. que são encadeadas. a camada de transporte cria uma conexão de rede diferente para cada conexão de transporte exigida pela camada de sessão. é ilustrada na figura 7. Uma sessão permite o transporte de dados normal. Isso exige mecanismo de denominação que permita a um processo de uma máquina descrever com quem deseja conversar. é fundamental importância que ambos os lados não executem a mesma operação ao mesmo tempo. Além de multiplexar diversos fluxos de mensagem em um canal. onde se pratica uma taxa de cada lado. o que permitirá a produção de informações para tarifação. Um dos serviços da camada de sessão é o gerenciamento de token. O tipo de conexão de transporte mais popular é o canal ponto livre de erros que libera mensagens ou bytes na ordem em que eles são enviados. Essas informações podem ser colocadas no cabeçalho de transporte (H4 ou Header do protocolo da camada 4 do modelo OSI – ISO). Esse mecanismo é chamado de controle de fluxo e desempenha um papel fundamental na camada de transporte (assim como em outras camadas). a camada de transporte poderá multiplexar diversas conexões de transporte na mesma conexão de rede para reduzir o custo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  76 por cada cliente. e não entre as máquinas de origem e de destino. se a criação ou manutenção de uma conexão de rede for cara. Além disso. 7. a camada de sessão poderá ajudar a monitorar esse controle. Quando um pacote cruza uma fronteira nacional. isso significa que muitas conexões estarão entrando e saindo de cada host. No entanto. outros tipos possíveis de serviço de transporte são as mensagens para muitos destinos. permitindo que redes heterogêneas sejam interconectadas. A camada de Transporte A função básica da camada de transporte é aceitar dados da camada de sessão. Em outras palavras. Uma sessão pode ser usada para permitir que um usuário estabeleça um login com um sistema remoto de tempo compartilhado ou transfira um arquivo entre duas máquinas.4. Um dos serviços da camada de sessão é gerenciar o controle de tráfego. Em condições normais. Para gerenciar essas atividades. a camada de sessão oferece tokens para serem trocados. mas ela oferece também serviços aperfeiçoados que podem ser de grande utilidade em algumas aplicações. e as camadas de 4 a 7. dividi-lo em unidades menores em caso de necessidade. a camada de transporte é necessária para tornar a multiplexação transparente em relação à camada de sessão. no entanto. quando existe. É preciso.

cada transferência seria reiniciada e provavelmente falharia na nova tentativa. as estruturas de dados intercambiadas podem ser definidas de uma forma abstrata. por exemplo). a camada de sessão oferece uma forma de inserir pontos de sincronização no fluxo de dados.6 A camada de Apresentação Ao contrário das camadas inferiores. movimentação do cursor etc.3 e 802.5). por sua vez.unidade de dados de protocolo . a entrada de tarefas remotas.relação entre serviço e protocolo . valores monetários e notas fiscais. Esse trabalho também pertence à camada de aplicação. têm diferentes layouts de tela e seqüências de escape para a inserção e exclusão de textos. que.4.serviço N .pontos de acesso ao serviço N (SAPs) Exercícios: 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) O que é multiplexação? Quais os tipos existentes? Qual tipo é utilizada nas redes locais? Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? Cite 2 políticas de acesso ao MT que podem ser aplicadas em uma rede local (802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  77 Outro serviço de sessão é a sincronização. apenas os dados transferidos depois do ponto de sincronização tenham de ser repetidos. Por exemplo. esse software executará a sequência de comandos apropriada para que o terminal real também o envie para a mesma posição.4. Outra função da camada de aplicação é a transferência de arquivos. 7. juntamente com a codificação padrão a ser utilizada durante a conexão. datas. entre outras coisas. Os ítens são representados como strings de caracteres. de controle) . 7. assim como o correio eletrônico. virtual estão na camada de aplicação. Considere o trabalho de um editor de tela inteira que deve trabalhar com vários tipos de terminal. Para manipular cada tipo de terminal. Por exemplo. que tornam confiável o processo de movimentação de bits de uma extremidade à outra da ligação. A maioria dos programas destinados a usuários não faz um intercâmbio de seqüências de bits binárias aleatórias. Todos softwares do t. Para transferir um arquivo entre dois sistemas diferentes. e vice-versa. para o qual possam ser desenvolvidos editores e outros tipos de programa. existem centenas de tipos de terminal incompatíveis no mundo. a pesquisa de diretórios e uma série de outros recursos específicos e genéricos. entre outras coisas. inteiros. Esses programas fazem um intercâmbio de ítens como nomes. A camada de apresentação gerencia essas estruturas de dados abstratas e converte a representação utilizada dentro do computador na representação padrão da rede. Terminologia OSI . números com ponto flutuante e estruturas de dados compostas por uma série de ítens mais simples.7 A camada de Aplicação A camada de Aplicação contém uma série de protocolos que são comumente necessários. a camada de apresentação se preocupa com a sintaxe e a semântica das informações transmitidas. por exemplo). quando ocorrer uma falha. Para eliminar esse problema. quando o editor mover o cursor do terminal virtual para o canto superior esquerdo da tela. Após ser abortada.unidades de dados de interface . O que é overhead de protocolo? O que é encapsulamento de dados? O que é trailler ou cauda nas PDU´s? Para que serve? Por que um protocolo orientado a caracteres não é indicado para utilização atualmente? Quais os 3 tipos de quadros utilizados pelo protocolo HDLC? . Considere os problemas que podem ocorrer quando se está tentando fazer uma transferência de arquivos que tem a duração de duas máquinas cujo tempo médio entre falhas seja de uma hora.entidades de protocolo . é necessário tratar essas e outras incompatibilidades. de modo que. e os inteiros (o complemento de um e o complemento de dois.unidade de dados de serviço .IDU (SDU + inform. Para permitir que computadores com diferentes representações se comuniquem. Um exemplo típico de um serviço de apresentação é a codificação de dados conforme o padrão estabelecido. Uma das maneiras de se resolver esse problema é definir um terminal virtual de rede. Diferentes sistemas de arquivos têm diferentes convenções de denominação de arquivos e diferentes formas de representação de linhas de texto. Os computadores têm diferentes códigos para representar os strings de caracteres (como ASCII e Unicódigo. deve ser criado um elemento de software que permita mapear as funções do terminal virtual de rede para terminal real.

B envia 3 quadros de dados para A e solicita o encerramento da comunicação. descreva um cenário de comunicação entre A e B. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  78 10)Utilizando o protocolo de enlace HDLC. como o caso do correio eletrônico ) Resolve problemas causados por quadros repedidos. (S)upervisão e (U)Controle. onde A envia um quadro de dados para B e após. associe as colunas: (1) Estação primária ( ) Duas estações combinadas (2) Estação Secundária ( ) Emite comandos e respostas (3) Estação Combinada ( ) Uma estação primária e uma ou mais estações secundárias (4) Configuração não-balanceada ( ) Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão (5) Configuração Balanceada ( ) Emite respostas (6) Modo de resposta Normal ( ) A estação avisa quando quer transmitir (7) Modo balanceado Assíncrono ( ) Emite comandos (8) Modo de resposta Assíncrono ( ) A estação secundária só pode transmitir em resposta a um comando da primária 12) Qual camada é responsável? (1) Física (2) (3) Rede (4) (5) Sessão (6) (7) Aplicação ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) compactação dos dados ) define a voltagem para os bits 0 e 1 ) A mensagem deve ser criptografada ) garante o envio da mensagem ) roda as aplicações dos usuários ) roteamento das mensagens ) Acrescenta trailler aos dados ) quanto deve ser a duração de um bit ( ) Estabelece e encerra conexões de rede (pela rede) ( ) diz a forma como uma conexão é estabelecida e desfeita ( ) controle de fluxo dos quadros de dados ( ) A comunicação será Half ou full-duplex? ( ) detecção de erros nos quadros de dados ( ) Quem gerencia o TOKEN? Eu quero transmitir! ( ) Os pacotes estão muito grandes e devem ser divididos ( ) cria e reconhece os limites de um quadro de dados ) Suporte para os softwares rodados num sistema. perdidos ou danificados ) Um editor de texto deve funcionar em rede com N tipos de terminais diferentes ) Permite a comunicação de computadores que utilizam diferentes representações para os dados ) Insere pontos de sincronização no fluxo de dados . 11)Ainda com relação ao HDLC. Utilize: SABM – Estabelecimento da conexão UA – Aceitação de quadros não numerados RR – Receive Ready RD – Request Disconnect e quadros do tipo (I)nformação.

documentar. Os padrões TCP/IP não são elaborados por órgãos internacionais de padronização. a camada intra-rede [Comer 91]. A idéia baseia-se na seguinte constatação: não existe nenhuma tecnologia de rede que atenda aos anseios de toda a comunidade de usuários. ou seja. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  79 8. se após decorridos aproximadamente seis meses não houver nenhuma objeção. A arquitetura baseia-se principalmente em um serviço de transporte orientado à conexão. se contentam com redes de baixa velocidade que conectam equipamentos distantes milhares de quilômetros uns dos outros. tendo a maioria deles projetado e implementado os protocolos da Arquitetura Internet. os gateways precisam conhecer a topologia da inter-rede. O corpo técnico que coordena o desenvolvimento dos protocolos dessa arquitetura é um comitê denominado IAB (Internet Activity Board). . As RFCs podem ser obtidas por qualquer pessoa conectada à Internet. como a ISO ou a IEEE. A Figura 1 ilustra o conceito de inter-rede.Camadas conceituais da arquitetura Internet TCP/TP. fornecido pelo Transmission Control Protocol (TCP). fornecido pelo Internet Protocol (IP) [Postel 81b]. Já os usuários vêem a inter-rede como uma rede virtual única à qual todas as máquinas estão conectadas. Alguns usuários precisam de redes de alta velocidade que normalmente cobrem uma área geográfica restrita. Uma RFC é publicada indicando esse status e. Host A Aplicação Transporte Inter-rede Interface de rede Datagrama idêntico Quadro idêntico Mensagem idêntica Pacote idêntico Host B Aplicação Transporte Datagrama idêntico Gateway Inter-rede Interface de rede Interface de rede Inter-rede Interface de rede Quadro idêntico Rede física 1 Intra-rede Rede física 1 Intra-rede Figura 8. A arquitetura da Internet TCP/IP O desenvolvimento da arquitetura Internet TCP/IP foi patrocinado pela Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA). implementar e testar um protocolo para ser usado na Internet. e novas versões do protocolo podem ser elaboradas. O IAB é formado por pesquisadores. A arquitetura Internet TCP/IP é organizada em quatro camadas conceituais construídas sobre uma quinta camada que não faz parte do modelo. Quando o protocolo se torna estável. um dos membros do IAB propõe ao comitê que o protocolo se torne um padrão. Portanto. Para ser capaz de rotear corretamente as mensagens. não importando a forma física de interconexão. E E Rede 3 G G G Rede 1 Rede 4 G G G Rede 5 E E E Rede 2 E E E Figura 8. precisam saber como as diversas redes estão interconectadas. Já outros.1: Ilustração do conceito de inter-rede. Para que um protocolo se torne um padrão Internet [Rose 90] é necessário documentá-lo através de uma RFC (Request for Comments). Para interligar duas redes distintas é necessário conectar uma máquina a ambas as redes. formando assim uma inter-rede. a única forma de permitir que um grande volume de usuários possa trocar informações é interligar as redes às quais eles estão conectados.2 . A Figura 2 mostra as camadas e tipo de dados que fluem entre elas. Da análise das RFCs surgem sugestões. o IAB declara o protocolo como um Internet Standard. Uma máquina que conecta duas ou mais redes é denominada internet gateway ou internet router. A arquitetura Internet TCP/IP dá uma ênfase toda especial à interligação de diferentes tecnologias de redes [Comer 91]. e em um serviço de rede não-orientado à conexão (datagrama não confiável). Tal máquina fica responsável pela tarefa de transferir mensagens de uma rede para a outra. Qualquer pessoa pode projetar.

4. IGP. seqüência. os usuários usam programas de aplicação para acessar os serviços disponíveis na inter-rede. nesse nível.UDP [Postel 80] (serviço de datagrama não confiável). • controle de envio e recepção (erros. etc. o algoritmo de roteamento é utilizado para decidir se o datagrama deve ser passado para o nível de transporte local. fornecido pelo TCP (serviço de circuito virtual). As funções do nível de transporte na arquitetura Internet TCP/IP são semelhantes às do mesmo nível do RM-OSI. Por exemplo. são traduzidos para os endereços físicos dos hosts ou gateways conectados à rede. Token Ring. Com base no resultado da avaliação do algoritmo de roteamento. é de responsabilidade da placa de rede que. se for uma placa Ethernet. ou se deve ser repassado para um gateway. Ethernet Token ring Interface Rádio x-25 HDLC Figura 8. fragmentação. Hello. O pacote é encapsulado em um datagrama IP.3.2. o datagrama é passado para a interface de rede apropriada para então ser transmitido. enviará um pacote diferente. Se o protocolo utilizado for o TCP. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1) A arquitetura Internet TCP/IP não faz nenhuma restrição às redes que são interligadas para formar a inter-rede. ou se deve ser passado adiante através de uma das interfaces de rede. EGP e GGP). Essa compatibilização é a função dessa camada que recebe os datagramas IP do nível internet ou inter-rede e os transmite através de uma rede específica. os endereços IP. essa camada é responsável pelo : • endereçamento. reconhecimento etc). enviará os quadros padrão IEEE 802. O nível físico. tracert. Esse nível recebe pedidos do nível de transporte para transmitir pacotes que. e o algoritmo de roteamento é executado para determinar se o datagrama pode ser entregue diretamente. ou seja. se for ATM. 8. Essas aplicações interagem com o nível de transporte para enviar e receber dados. buferização. O UDP é um protocolo bem mais simples e o serviço por ele fornecido é apenas a multiplexação / demultiplexação do acesso ao nível inter-rede. o FTP. que são endereços lógicos. informa o endereço da máquina onde o pacote deverá ser entregue. Camada de Aplicação (4) No nível de aplicação. • detectar e controlar situações de congestionamento na rede.3. Frame Relay. controle de fluxo. Exemplo de aplicações: ping. O nível inter-rede também processa pacotes recebidos das interfaces de rede. enviará seus quadros específicos.1. na verdade. para o funcionamento do TCP/IP. é a maneira com que a camada superior se comunica com ela. É nesta camada que são identificados os endereços IP. qualquer tipo de rede pode ser ligada. dependendo do meio ao qual está ligada. SNMP. • adaptar os tamanhos dos pacotes ao tamanho máximo suportado pela rede subjacente (segmentação e reassemblagem). Nesse caso. fornecido pelo User Datagram Protocol . Para realizar essa tarefa. • dispor de um mecanismo de encapsulamento.3 . A camada de rede é uma camada não orientada à conexão. os seguintes serviços são fornecidos: controle de erro. Resumindo. • roteamento (direcionamento do tráfego) dos pacotes. sequenciação e multiplexação do acesso ao nível inter-rede. ou o serviço não-orientado à conexão. Dentre os protocolos da camada de Rede destaca-se inicialmente o IP (Internet Protocol). TELNET. A internet apresenta uma camada de interface com protocolos de diferentes tecnologias. 8. desde a máquina de origem até a máquina de destino. O importante nesta camada. O padrão estabelece-se para cada aplicação. ICMP. Esta camada não possui um padrão comum.Comunicação de uma rede Tcp / Ip 8. Não existe um protocolo de enlace específico. RARP e dos protocolos de roteamento (RIP. Portanto. etc. portanto se comunica através de datagramas. . Camada de transporte (3) A função básica do nível de transporte é permitir a comunicação fim-a-fim entre aplicações. Camada inter-rede ou Internet (2) O nível inter-rede é o responsável pela transferência de dados através da inter-rede. além do ARP. ao solicitar a transmissão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  80 8. As aplicações podem usar o serviço orientado à conexão. bastando para isso que seja desenvolvida uma interface que compatibilize a tecnologia específica da rede com o protocolo IP. OSPF.

Figura 8. o que deixa para o TCP. o destinatário. que transmite textos.Implementação do NFS . leitura e deleção de diretórios.. renomeação e deleção de arquivos. O TELNET oferece três serviços: • Definição de um terminal virtual de rede. receber informações sobre problemas na rede. além de permitir a navegação através do hiper texto. Através do SNMP. Utiliza a porta 21 do TCP. pode-se acessar a MIB e retornar valores. • criação. Para cada comando enviado do Emissor para o Receptor. o assunto e algumas outras informações opcionais. etc). renomeação e eliminação de arquivos. existem o agente e o gerente que coletam e processam. • • NFS(Network File System) : O NFS supre uma deficiência do FTP que não efetua acesso on-line aos arquivos da rede. Na rede existe uma base de dados denominada MIB (Management Information Base) onde são guardados informações sobre hosts. O SMTP divide a mensagem em duas parte: corpo e cabeçalho. até que este solicite-a. • • Ele possui basicamente as entidades Emissor-SMTP e Receptor-SMTP. No cabeçalho existe uma seqüência de linhas que identificam o emissor. são mantidas duas conexões: de dados e de controle. tradução de endereços e softwares relativos ao IP. TCP. São alguns dos protocolos de aplicação disponíveis na arquitetura internet TCP/IP: • FTP (File Transfer Protocol)[Postel 85]: Provê serviços de transferência. Tais mensagens são armazenadas num servidor de correio eletrônico onde o usuário destinatário está cadastrado. • pesquisa de arquivos em diretórios. transparente para o usuário. ocorrerá uma resposta do Receptor. operando orientado à conexão. Com isso. Desenvolvido pela SUN Microsystems. interfaces individuais de rede. leitura. gravação. Não implementa segurança. Utiliza a porta 23 do TCP. dados sobre erros. gateways. • HTTP (HyperText Tranfer Protocol): É o protocolo utilizado pela Web. provê serviços de envio e recepção de mensagem do usuário. Para cada aplicação existe uma porta predeterminada. possuem seu próprio protocolo. UDP etc.4 . SNMP (Simple Network Management Protocol) [Postel 82]: É utilizado para trafegar as informações de controle da rede. • Negociação de opções (modo de operação. • criação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  81 etc. O NFS cria uma extensão de arquivos local. SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): Implementa o sistema de correio eletrônico da Internet. a aplicação servidora recebe as teclas acionadas no terminal remoto como se fosse local. • leitura dos atributos do sistema de arquivos. gráficos e qualquer outro tipo de arquivo. Utiliza a porta 80 do TCP. De acordo com o sistema de gerenciamento da arquitetura TCP/IP. problemas. exceto as requisições de senhas de acesso a determinados arquivos (ou servidores FTP). além da criação. ICMP. O endereçamento da aplicação na rede é provido através da utilização de portas para comunicação com a camada de transporte. quando são então apagadas da área de transferência do sistema originador. armazenar valores. TELNET (Telecommunications Network) [postel 83]: Permite a operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. dentre outros. e possibilita várias funções como as seguintes: • criação e modificação de atributos dos arquivos. eco. • Transferência de dados. Utiliza a porta 2049 do UDP. Utiliza a porta 25 do TCP. etc. É nesta camada que se estabelece o tratamento das diferenças entre representação de formato de dados. através de um código numérico de resposta. respectivamente. A comunicação entre o Emissor e Receptor é feita através de comandos ASCII. modificação e exclusão de diretórios. Para sua operação. violação de protocolos.

Comparação entre Modelo OSI e Arquitetura TCP/IP No RM-OSI são descritos formalmente os serviços de cada camada. foi desenvolvido um conjunto específico de protocolos que resolveu o problema de forma .6 . Ex: berkeley. Baseados na norma ISO 3166 Figura 8. A arquitetura lnternet TCP/IP foi desenvolvida com o objetivo de resolver um problema prático: interligar redes com tecnologias distintas. Enquanto na arquitetura OSI são definidas sete camadas. Ex: nic. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  82 DSN (Domain Name System) [Mockapetris 87] : O DNS é um mecanismo para gerenciamento de domínio em forma de árvore.Árvore de Domínio O DNS possui um algoritmo confiável e eficiente para tradução de mapeamento de nomes e endereços. Alguns dos serviços definidos para as camadas do RM-OSI são opcionais.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip Como pode ser observado na Figura 8.com • edu: para instituições educacionais. au.Australia. mas.6.5 . O DNS utiliza a porta 53 do UDP. fr – França.edu • gov: para instituições governamentais.net) • org: para outras organizações que não se enquadram nos casos acima. a primeira diferença entre as arquiteturas OSI e Internet TCP/IP está no número de camadas. os níveis de enlace. Por exemplo. – países: cada país tem duas letras que o caracterizam. pode levar a situações onde dois sistemas em conformidade com a arquitetura OSI não consigam se comunicar. de – Alemanha. e assim por diante. 8.ddn. Para tal. us – EUA.mil • net: gateways e hosts administrativos de uma rede (ex: uu. bastando para tal que implementem perfis funcionais incompatíveis. Ex: nasa. por outro lado. rede e transporte podem oferecer serviços orientados à conexão (circuito virtual) ou não-orientados à conexão (datagrama). Essa característica é conseqüência do fato da ISO ter elaborado um modelo que se propõe a tratar todos os aspectos do problema de interconexão aberta de sistemas.gov • mil:para grupos militares. Ex: apple. a interface usada pelas camadas adjacentes para troca de informações e o protocolo que define regras de comunicação para cada uma das camadas. Tudo começa com a padronização da nomenclatura onde cada nó da árvore é separado no nome por pontos. Exemplo: br – Brasil. Aplicação Transporte Inter-rede host/rede Interface de rede Figura 8. No nível mais alto podemos ter: • com: para organizações comerciais. na arquitetura Internet TCP/IP são definidas quatro camadas. Essa flexibilidade tem aspectos positivos.

O fato de um sistema utilizar ou não o protocolo IP foi usado inclusive para distinguir os sistemas que “estão na Internet” dos que não estão [Clark 91]. os serviços dos níveis de sessão e apresentação OSI são implementados em cada aplicação de modo específico. 8.777. 2. para o problema da interconexão de sistemas abertos. 8. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  83 bastante simples e satisfatória. A classe A vai de 1 a 127. Ex. A estrutura organizacional da ISO. definindo as camadas de sessão. O primeiro número indica a que classe o endereço pertence. Desta forma. Os protocolos da arquitetura Internet TCP/IP oferecem uma solução simples. relativos a transmissão de dados em uma única rede. O fato de implementações de seus protocolos terem sido a primeira opção de solução não-proprietária para interconexão de sistemas fez com que essa arquitetura se tornasse um padrão de facto. . por serem elaborados por uma instituição legalmente constituída para tal. que agrupa todos esses serviços na camada intra-rede. Vai de 128 a 191. 128 endereços de rede com 16. No nível de transporte.1. apresentação e elementos de serviços genéricos básicos no nível de aplicação. A classe C vai de 192 a 223.6. são padrões de juri. Endereçamento Internet A seguir são apresentadas as classes de endereço Internet e a utilização de mascaramento. é mais razoável. de enlace. Os níveis físico. e os aspectos do nível de rede do RM-OSI. Classe D: vai de 224 a 239. Acima do nível de transporte está a camada de aplicações na arquitetura Internet TCP/IP. separados por pontos. os endereços são separados assim: Classe A: são alocados 7 bits para o endereço de rede e 24 bits para o endereço de Host. Em outras palavras. Classe C: são alocados 21 bits para o endereço de rede e 8 bits para o endereço de Host. São endereços reservados para multicasting.7 – Protocolos e redes no modelo TCP/IP inicial Os serviços do nível de rede OSI relativos à interconexão de redes distintas são implementados na arquitetura Internet TCP/IP pelo protocolo IP. porém bastante funcional. no sentido em que permite uma maior reutilização de esforços durante o desenvolvimento de aplicações distribuídas. Esta inflexibilidade da arquitetura Internet TCP/IP no nível inter-rede é uma das principais razões de seu sucesso. Ou seja.097. A abordagem da ISO. se por um lado aumenta o tempo de desenvolvimento dos padrões.384 redes possíveis com 65536 endereços de hosts associados. Esses protocolos são equivalentes aos protocolos orientado e não-orientado à conexão do nível de transporte OSI.6. Ex: Algumas instituições pioneiras na Internet Classe B: são alocados 14 bits para o endereço de rede e 16 bits para o endereço de Host. a arquitetura Internet TCP/IP oferece duas opções: o TCP (que oferece um serviço de circuito virtual) e o UDP (datagrama). não são abordados na arquitetura Internet TCP/IP. com membros representando vários países. Os padrões da ISO.152 redes possíveis com 254 endereços de hosts associados. Nomes no modelo OSI Protocolos TELNET TCP FTP SMTP UDP IP DNS Aplicação Transporte Rede Redes ARPANET SATNET Packet radio LAN Física + enlace de dados Figura 8. Ou seja. Ou seja. Classes de endereçamento em Internets Os endereços IP na notação possuem 4 números. comerciais e grandes Universidades. Nessa arquitetura. nessa arquitetura só existe uma opção de protocolo e serviço para esta subcamada do nível de rede: o protocolo IP. São endereços reservados para uso experimental. 16. A arquitetura Internet TCP/IP se limita a definir uma interface entre o nível intra-rede e o nível inter-rede. cujo serviço é datagrama não confiável. Classe E: vai de 240 a 255.216 endereços host associados.: Grandes organ. por outro confere aos mesmos uma representatividade bem maior.

15 -C 11011101 00001101 Endereço de Rede 28 bits 224.6.00000000 . então ela se comportará da seguinte forma: Endereço Classe B 143.0 a 192.255.255.0.252.255.11111111.255.73.0.50.15 -B 10011101 Endereço de Rede 110 221.0.50) com 64 sub-redes (máscara 255.15.00110010. este será um endereço de broadcast.73. o endereço IP está referindo-se a uma rede.255 8. o mascaramento é necessário: Se para uma rede classe B uma máscara 255.255.0.255.2. Quando todos bits referentes a um endereço forem 0.13.1: loopback.16.54.xx.0. Mascaramento Para criar sub-redes dentro de uma rede Intranet.255. fazendo and com a máscara: 11111111.0.15 -A Byte 1 7 bits 00001101 Byte 2 Byte 3 24 bits 01001001 Endereço de Host 14 bits 00001101 01001001 16 bits 00001111 Endereço do Host 21 bits 01001001 8 bits 00001111 Endereço do Host 00001111 Byte 4 01111101 Endereço Rede 10 147.168. 128. É utilizado para teste. O hosts o utilizam para enviar mensagens a si mesmo.0).255 Classe B: 128.73.255. Ex: 26.0 a 10.0.66.xx Endereço de rede Endereço da subrede Endereço de host Exemplo: Supondo uma rede classe B (130.0 (máscara da sub-rede for utilizada).0 a 128.255.1 -D 1110 0000 00000000 00000000 00000000 Endereço de Multicast Endereços especiais 127.255 Range de IP(s) livres para intranet: Classe A: 10.31. Suponha que o roteado recebe um pacote com o seguinte endereço (130.xx Endereço de rede Endereço do host 255.0 (máscara da sub-rede) 143.168.0.11111100.255 Classe C: 192.13.00010000.54.255.0.12.0.0 Quando um endereço de rede tiver todos seus bits de endereçamento com valor 1.0. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  84 Veja abaixo a separação dos bits para as classes de endereços: CLASSE 0 125.13.16) ou em binário: 10000010.0.00001111. Ex: 128.66.

O TELNET roda sobre o UDP e serve para operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. 4. A nível de transporte. B. II e V e) II.00000000 que corresponde a 150. 0000:0 0001:0 0010:0 0011:0 S-R. II e IV b) II. 7. d) provê um sistema de comunicação confiável e não reserva endereços para Intranets e) Possui 5 classes de endereços (A. II. não é correto afirmar: a) Sua principal função é o roteamento das mensagens a serem transmitidas na rede b) O roteamento é baseado em um endereço único. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  85 resulta em: 10000010. 5. Este endereço é procurado na tabela que indicará como chegar à sub-rede 4. chamado endereço IP ou endereço INTERNET c) Não oferece qualquer garantia de que o datagrama chegou ao outro lado livre de erros. D e E) 8. 3 1100:12 1101:12 1110:12 1111:12 S-R. uma vez que é orientado à conexão. III.12. Considerando as seguintes afirmações: I.00001100. Com relação ao protocolo IP. 4 Exercícios: 1. 6. e é implementado sobre o UDP. 3. São verdadeiras as afirmativas: a) I. IV. e implementa o correio eletrônico na Internet.50. O FTP utiliza uma conexão TCP. 1 0100:4 0101:4 0110:4 0111:4 S-R.00110010. V. C. IV e V d) I.0. O SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) utiliza uma conexão TCP. uma vez que não é orientado à conexão. quais são as duas opções oferecidas? Qual(is) a(s) diferença entre elas. III e IV . 2. 2 1000:8 1001:8 1010:8 1011:8 S-R. III e V c) III. Quem é responsável pelo controle (padronização) da rede Internet? Em que consiste a arquitetura TCP/IP (Qual seu principal objetivo) Quantas e quais são as camadas da arquitetura de redes INTERNET (que fazem parte do modelo) Existe alguma restrição com relação à quais sub-redes podem ser conectadas pela Internet O que é um endereço IP. O NFS. O FTP utiliza uma conexão TCP. oferece acesso on-line aos arquivos de rede.

DAVID. 1995.. UFRGS. S. Notas e lâminas de aula. COLCHER. . Rio de Janeiro:Campus. G. Disciplina Projeto de Redes. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  86 Referências Bibliográficas [BER96] BERK-TEK Inc. “Rede de Computadores. “Tudo sobre Cabeamento de Redes”. S. JOSÉ. L. LEMOS. obtido em Maio 1996 [DER94] DERFLEY.. [GRE96] GREENFIELD. “Redes de Computadores”. [TAN97] TANENBAUM. DATA COMMUNICATIONS. DATA COMMUNICATIONS.. A. Agosto 1995. [ROC96] ROCHOL.. Going. pp.Das LANs. [SAU95] SAUNDERS. 57-60. Março 1995.. 3a. Edição. “Redes Locais. J. F. Berk-Tek Informations Page. 1994. LTC. Gone. L. ANTEU. “A infraestrutura de LANs”. 1997. 1997. DATA COMMUNICATIONS.. [GAS97] GASPARINI. 64A-64D. 239-244. Rio de Janeiro:Campus. Rio de Janeiro:Campus. J. Rio de Janeiro: Érica. Ed. “Wire Act Leave LANs Dangling”.. pp.htm. Rio de Janeiro. O estudo de seus elementos”. FREED. [ZAK90] ZAKIR JÚNIOR. pp. http://www. [SOA95] SOARES. 1996. Category 5 UTP: Going.. Fevereiro 1996. MANs e WANs às Redes ATM”.com/man/man16. STEPHEN.hlkind. 1990. [PRE95] Premises Wiring .More net managers are looking for. pp 25 a 41. G.F.

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