Universidade Regional Integrada URI – Campus de Erechim

Curso de Ciência da Computação

Apostila de Telecomunicações e Redes 1

Prof. Neilor Tonin

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

2

Sumário
1. CONCEITOS BÁSICOS DE COMUNICAÇÃO E TELECOMUNICAÇÃO........................................................................ 4 1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação....................................................................................... 4 1.1. Sinais Analógicos x Sinais Digitais................................................................................................ 5 1.1.1 Bits x Bauds............................................................................................................................ 6 1.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal...................................................................................... 7 1.3 MODEMs....................................................................................................................................... 7 1.4. Técnicas de modulação.................................................................................................................. 8 1.5. Características de uma transmissão................................................................................................9 1.5.1. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal.........................................................................9 1.5.2. Quanto ao número de canais utilizados..................................................................................9 1.5.3. Quanto à sincronização........................................................................................................ 10 2. CONCEITOS BÁSICOS DE REDES DE COMPUTADORES................................................................................... 13 2.1 Utilização das Redes de Computadores........................................................................................14 2.2 Estrutura de uma rede de computadores...................................................................................... 14 2.3 Componentes básicos de uma rede de computadores................................................................... 16 2.4 Arquiteturas de Redes...................................................................................................................18 3. MEIOS DE TRANSMISSÃO DE DADOS........................................................................................................ 20 3.1 Meios físicos................................................................................................................................. 20 3.1.1 Linha aérea de Fio nú............................................................................................................ 21 3.1.2 Par Trançado.........................................................................................................................21 3.1.3 Cabo Coaxial.........................................................................................................................25 3.1.4 Fibras óticas.......................................................................................................................... 28 3.2 Meios não físicos de transmissão.................................................................................................. 34 3.2.1 O Espectro Eletromagnético................................................................................................. 34 3.2.2 Transmissão de Rádio........................................................................................................... 35 3.2.3 Transmissão de Microondas..................................................................................................36 3.2.4 Ondas milimétricas e infravermelhas..................................................................................... 37 3.2.5 Transmissão de Ondas de Luz...............................................................................................37 3.2.6 Satélites de Comunicação..................................................................................................... 38 4. O PADRÃO IEEE 802......................................................................................................................... 43 4.1 Camadas do modelo IEEE............................................................................................................43 4.1.1 Camada física........................................................................................................................ 43 4.1.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) ........................................................... 43 4.1.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC)................................................................... 44 4.2. Padrão IEEE 802.3 e Ethernet.................................................................................................... 44 4.2.1 Cabeamento 802.3..................................................................................................................... 45 4.3. O Protocolo de Subcamada MAC 802.3..................................................................................... 46 4.4. Padrão IEEE 802.4: Token Bus.................................................................................................. 48 4.5. Padrão IEEE 802.5: Token Ring................................................................................................. 49 4.6. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring...................................................................... 51 4.7. Comparação entre 802.3, 802.4 e 802.5......................................................................................52 5. PROTOCOLOS DE ACESSO MÚLTIPLO......................................................................................................... 54 5.1. Acesso baseado em contenção.....................................................................................................54 5.1.1. Aloha...................................................................................................................................54 5.1.2. Carrier Sense Multiple Access (CSMA)............................................................................. 55 5.2. Acesso ordenado sem contenção................................................................................................. 57 5.2.1. "Polling"............................................................................................................................... 57 5.2.2. Quadro ou Slot Vazio.......................................................................................................... 57 5.2.3. Inserção de Registrador....................................................................................................... 58

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

3

5.2.4. Passagem e Permissão (token ring)......................................................................................58 5.2.5. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus).................................................................59 6. DISTORÇÃO E RUÍDO NA TRANSMISSÃO (ERROS)......................................................................................... 61 6.1 Detecção de erros......................................................................................................................... 61 6.1.1. Bit de Paridade (paridade de caractere)............................................................................... 61 6.1.2. Paridade Longitudinal (combinada)..................................................................................... 61 6.1.3. Redundância Cíclica (CRC)................................................................................................ 62 6.2. Correção de erros........................................................................................................................ 63 6.2.1. Descrição de um Código Hamming..................................................................................... 63 7. SOFTWARE DE COMUNICAÇÃO................................................................................................................ 65 7.1. Protocolos de comunicação......................................................................................................... 65 7.2. Protocolos de enlace de dados.....................................................................................................67 7.2.1 Protocolos Orientados a caracter.......................................................................................... 68 7.2.2 Protocolos Orientados a bits................................................................................................. 69 7.3. Protocolo de enlace HDLC..........................................................................................................69 7.3.1 Estrutura do Quadro............................................................................................................. 70 7.3.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC....................................................................72 7.3.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento................................................................................... 73 7.4. O Modelo de referência OSI.......................................................................................................74 7.4.1 A Camada Física................................................................................................................... 75 7.4.2 A Camada de Enlace de Dados............................................................................................. 75 7.4.3 A camada de Rede................................................................................................................ 75 7.4.4. A camada de Transporte...................................................................................................... 76 7.4.5 A camada de Sessão..............................................................................................................76 7.4.6 A camada de Apresentação................................................................................................... 77 7.4.7 A camada de Aplicação.........................................................................................................77 8. A ARQUITETURA DA INTERNET TCP/IP................................................................................................... 79 8.1. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1)......................................80 8.2. Camada inter-rede ou Internet (2)............................................................................................... 80 8.3. Camada de transporte (3)............................................................................................................ 80 8.4. Camada de Aplicação (4).............................................................................................................80 8.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip............................................... 82 8.6. Endereçamento Internet...............................................................................................................83 8.6.1. Classes de endereçamento em Internets............................................................................... 83 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................................................... 86

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

4

1. Conceitos básicos de Comunicação e Telecomunicação
Desde 1838, quando Samuel F. B. Morse transmitiu, pela primeira vez, uma mensagem telegráfica através de uma linha de cerca de 15 Km, os sistemas elétricos para comunicação estão sendo mais e mais utilizados para permitir a transferência de informação entre os homens e entre uma máquina e outra. A comunicação através do telefone, rádio e televisão é considerada corriqueira em nosso dia a dia. Da mesma forma, estão se tornando cada vez mais comuns as ligações entre computadores situados em locais distantes. Dentre as formas de comunicações elétricas, uma das classes que mais se desenvolveu nos últimos anos e que continua crescendo rapidamente é justamente a da área de comunicação de dados. Como os sistemas de comunicação (telefonia, rádio, televisão, etc.) experimentaram um desenvolvimento tecnológico anterior ao desenvolvimento dos computadores digitais, eles serviram de base e campo experimental para o desenvolvimento técnico de conceitos que formaram o alicerce do enorme e vertiginoso progresso anterior às ciências de computação. Como será visto, há muita coisa por detrás de uma simples linha com a qual ligamos os computadores e os nodos de uma rede entre si. Este capítulo trata dos aspectos básicos dos sistemas de comunicação, subjacentes a qualquer rede de computadores. Todos os aspectos compreendidos neste capítulo correspondem às camadas mais inferiores do modelo OSI (camada física e enlace de dados).

1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação
Em um primeiro momento, a maneira mais simples de representar um Sistema de Comunicação seria considerar apenas uma fonte e um destino, como apresentado abaixo.

Fonte

Destino

Figura 1.1 – Exemplo bem simplificado de um sistema de comunicação

A fonte é o ente que produz a informação. Para tanto dispõe de elementos simples e símbolos. O elemento é o componente mais simples que entra na composição representativa da informação. Ex: A, B, C, ou dígitos 0 e l. Por exemplo, na máquina de escrever, os elementos são letras, dígitos e caracteres especiais, situados nas teclas. O símbolo é um conjunto ordenado de elementos. Por exemplo, dispondo-se dos elementos A, B, C, ... podem-se compor os símbolos AA, AB, BB, ... ou os símbolos AAA. BBA, BBB, ... ou, dispondo dos elementos 0 e 1, podem-se compor os símbolos 1, 0, 10, 11, ... , 1000, ... ou 1100, 1101, 1011, ou, dispondo-se dos elementos 0, 1, 2, ... , 9, v, + e -, podem-se compor os símbolos +5v, -3v, 0v, ... . Os símbolos são utilizados para representar configurações de um sinal. Como os símbolos podem ser formados por um único elemento, o elemento também pode constituir uma representação de um sinal. Podemos pensar em um sinal, de forma intuitiva, conforme os seguintes exemplos: "letra do alfabeto", "dígito binário", "fonema da pronúncia", "voltagem", "corrente elétrica", etc. Para cada um destes exemplos podemos imaginar diferentes configurações para a composição representativa da informação. Uma mensagem consiste em um conjunto ordenado de símbolos que a fonte seleciona para compor uma informação. Uma única mensagem, ou um conjunto de mensagens, ordenado para produzir um significado, constitui o que chamamos de informação. A cada símbolo corresponde uma certa quantidade de informação e a cada mensagem se associa uma quantidade de informação, dada pela soma das quantidades de informação de cada símbolo.

elemento 1 0 0 1

Símbolo 1010

Mensagem 1010 1110 ... 1001

Figura 1.2 – Estrutura típica de uma mensagem.

aparecem no canal sinais espúrios de natureza aleatória. onde podemos identificar os seguintes componentes: A fonte geralmente não dispõe de potência suficiente para cobrir as perdas da propagação do sinal. Até o século 19. Estes sinais são classificados.3 – Modelo básico de um sistema de comunicação Deste modo o emissor e o receptor desempenham funções inversas e complementares e o meio os interliga. os símbolos portadores da informação. O canal (meio) é o ente que propaga a energia entregue pelo emissor até o receptor. entrega um sinal de energia adequada à transmissão pelo canal. podem ser vistos como uma “forma de onda”. e não mensagens. a comunicação era feita por voz (sinais sonoros). Os sinais de forma geral e os elétricos em particular. permitindo que o sinal seja transmitido. tambores. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor CANAL Ruído Receptor Destino Fonte de Ruído Figura 1. O emissor é o ente que. podendo assumir qualquer valor real. escrita (sinais gráficos) e outros sinais tais como fumaça. de forma tão precisa quanto possível. Esta potência é suprida pelo emissor. todos com alcance limitados pelos sentidos humanos. produzindo o que se chama distorção. e reconvertendo estes sinais em escrita ou voz no receptor. que se somam ao sinal. . limitações físicas e outros fatores alteram as características do sinal que se propaga. O destino é para onde se dirige a informação. Já os sinais digitais podem assumir somente valores discretos (inteiros) variando de forma abrupta e instantânea enter eles. convertendo a informação em sinais elétricos (voltagem ou corrente) para a transmissão através de meios físicos ou ondas eletromagnéticas. O receptor é o ente que retira a energia do meio e recupera os símbolos. Em condições ideais o sistema deveria se comportar de modo que a mensagem produzida pela fonte conseguisse ser fielmente recuperada pelo receptor. uma função do tempo. isto é. simbolizando todos os ruídos presentes no canal. Existe um fluxo de sinal entre o emissor e o receptor e este sinal contém em si. Além disso. produzindo o ruído. independente da natureza da informação transmitida ou dos sinais utilizados podem ser analisados segundo o modelo da figura 1. O telégrafo e o telefone aumentaram grandemente o alcance e a velocidade das comunicações. Este efeito pode ser representado esquematicamente pela adição de um bloco. Na prática isto não ocorre: no processo de transmissão. representando uma fonte externa geradora de ruído. Um dos maiores problemas do projetista do sistema consiste em manter tanto a distorção como o ruído em níveis aceitáveis. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  5 Todos os sistemas de comunicação. conforme a natureza de sua variação no tempo em analógicos ou digitais. Sinais Analógicos x Sinais Digitais Em uma comunicação. geralmente cobrindo distâncias razoavelmente grandes. Os sinais analógicos variam de forma contínua. de modo que na recepção a mensagem possa ser recuperada de forma adequada e que seja entregue a informação devida ao destino. acionado pela fonte. de modo a reproduzir a mensagem a ser entregue ao destino. o que se transmite são sinais. 1.3. num dado ponto do espaço.1.

5 – Mensagem digital com 4 níveis de sinais A comunicação entre dois navios. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  6 Sinal Sinal Tempo Tempo Sinal analógico Sinal digital Figura 1. uma unidade de informação é enviada. Alternativamente. O sinal analógico pode ser amostardo e quantizado. são necessários 2n níveis diferentes. teríamos 400 bits transmitidos em um segundo. Um esquema utilizando 4 bits é denominado “tetrabit” e assim sucessivamente. nas técnicas de modulação. com mais do que duas amplitudes. então a taxa em bauds é a mesma que a taxa em bps.4 – Sinal analógico x Sinal digital Algumas formas de informação têm natureza analógica e outras têm natureza digital. Um esquema utilizando 6 bits a cada baud é denominado “hexabit” e assim sucessivamente. o número de níveis necessários será oito. formando caracteres ou palavras. a taxa em BAUDS indica o número de vezes que a característica do sinal portador se altera por segundo. 01 e 00 respectivamente. De uma forma geral. . o número de símbolos por segundo que ocorrem no canal de comunicação é medido em bauds. vermelho. A voz..1 Bits x Bauds A fonte de informação transmite mensagens a uma determinada taxa de transferência de informação. por exemplo. por exemplo. necessita-se de quatro níveis para expressar todas as conbinações possíveis de dois bits. pode ser feita através de sinais de luz. A transmissão de sinais digitais através de sinais analógicos também é possível e será vista posteriormente. Ou seja. para se codificar n bits em um nível de amplitude. por exemplo. 10.5 apresenta um exemplo de sinal digital “dibit. Já mensagens de texto ou de dados são formas de informação codificada que usam um conjunto finito de símbolos de um alfabeto. poder-se-ia enviar duas unidades de informaçã a cada piscada se tivéssemos uma lanterna com quatro cores (símbolos) para representar grupos de informação. No caso de uma comunicação “tribit”. Por exemplo. Estes símbolos são codificados como um conjunto de bits (dígitos binários). o nível de um sinal digital não precisa necessariamente se restringir a dois. Qualquer tipo de informação (seja analógica ou digital) pode ser transmitida através de um sinal analógico ou digital. por exemplo. ligando e desligando uma lanterna. Se a velocidade de sinalização neste caso fosse 200 bauds/s. ou seja. A cada vez que a lanterna pisca. Por outro lado. A figura 1. o que caracteriza a natureza digital destas formas de informação. azul e branco poderiam representar os grupos 11. provoca uma variação contínua da pressão do ar formando ondas acústicas e é portanto uma informação analógica.1. Essa combinação é denominada “dibit”. verde. medida em bits por segundo (bps). Pode-se ter esquemas com três ou mais bits “tribit” ou mais níveis de amplitude. Outras formas possíveis de codificação de sinais digitais podem ser obtidas através de mais que um bit a cada nível de amplitude. 11 10 01 00 01 01 10 00 11 Figura 1. A taxa de sinalização. enviando duas vezes mais informação por unidade de tempo. e o resultado dessa quantização é codificado em sinal digital para transmissão. O transmissor codifica estas mensagens em símbolos. Ao se transmitir dois bits por nível. Se o estado do sinal representa a presença ou ausência de um bit. 1. Esta codificação multinível (dibit) reduz a largura de banda necessária.

000. A média de freqüência de 300 a 4000 Hz ou de 300 a 3300 Hz é satisfatória para a transmissão da voz humana. Daí medir-se capacidade na unidade bits/segundo. Largura de banda significa o espectro de freqüência que o canal é capaz de transmitir e não tem qualquer relação com as freqüências que são transmitidas no canal. Ele indica apenas a diferença entre os limites inferior e superior das freqüências que são suportadas pelo canal. Ruído e distorção sobre o canal. A taxa em que podemos enviar dados sobre um canal é proporcional à largura de banda do canal. que transforma os elementos entregues pela fonte em sinais convenientes para serem transmitidos pelo meio. Quanto maior o número de estados de sinalização que podem ser transmitidos e distinguidos. tem uma largura de banda igual a 5000-1500 = 3500Hz. pois esta pode variar rapidamente entre freqüências baixas e altas.18000).3 MODEMs Quando um sinal não é adequado à transmissão pelo canal. Normalmente. Da mesma forma. têm influência no número de estados de sinalização. um canal que admite freqüências que vão desde 18000 Hz a 21500 Hz também apresenta uma largura de banda 3500 Hz (21500 . Podemos então concluir que a capacidade do canal está intimamente relacionada com a velocidade de transmissão. Mas o que significa largura de banda (bandwidth)? A largura de banda de um canal de comunicação constitui uma medida da máxima taxa de informação que pode ser transmitida pelo canal. Em outras palavras.000 Hz (100 MHz). 1. pode-se estabelecer a máxima taxa de sinalização (em bauds) que o mesmo pode conduzir sem erro. vem definir o conceito de capacidade máxima de de um canal. deveremos usar um sinal TRIBIT e teremos velocidade de transmissão igual a três vezes a velocidade de sinalização. deveremos usar um sinal DIBIT. o emissor dispõe de um componente interno. música.000 Hz). maior será a capacidade do canal. muito mais que a variação de freqüências da voz humana. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  7 1. enquanto para os tons mais altos. um canal que admite freqüências da ordem de 1500 a 5000 Hz (ciclos/segundo). Da mesma forma que se desejarmos transmitir 7200 bps. mas não para a transmissão de música. depois da transmissão. A alta freqüência deve. o modulador.000. dados. a baixa freqüência deve modular a freqüência portadora para produzir um sinal que possa ser transmitido eficientemente e. pois este meio de transmissão só trabalha eficientemente com freqüências de 70 a 150 MegaHertz (1 MHz = 1. enquanto que a rádio FM transmite com alta fidelidade porque utiliza uma largura de banda de 18000 Hz. ao qual corresponderá a mesma velocidade de sinalização de 2400 bauds. Para reproduzir o som de um instrumento de percussão. Uma questão assim surge: quantos estados de sinalização podem ser transmitidos e distinguidos separadamente no receptor de um sistema de comunicação de dados? A resposta para esta questão. Por exemplo. como foi visto na transmissão em multinível é observado na unidade de tempo (segundo). flutuações na atenuação do sinal portador. as ondas de rádio FM não são transmitidas com freqüências de 30 a 18000 Hz. examinados os fatores que influenciam esse número de estados. a velocidade de transmissão é duas vezes a velocidade de sinalização. imagem) necessitam de diferentes capacidades de canal. Conhecendo-se a largura de banda de um canal de comunicação (em Hz). portanto. a partir do qual. pois quanto maior o número de estados mais bits por segundo poderão ser transmitidos. as freqüências são da ordem de 100. o que é denominado de capacidade do canal de comunicação. devemos baixar a freqüência a 60 ou até 30 Hz. a freqüência vai acima de 15000 ou 18000 Hz.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal Diferentes tipos de sinais (voz humana. e um limite na potência do sinal. Uma largura de banda de 18000 Hz possibilita que sejam transmitidas freqüências que representam desde o som de um tambor até o som do violino. A largura de banda deste canal é de 3100 Hz (ciclos/segundo) e na prática é usado para transmitir sinal de dados até 2400 bauds. ser capaz de transportar a baixa freqüência. Uma rádio AM utiliza uma largura de banda de 5000 Hz e portanto é capaz de reproduzir música de forma que a mesma não seja distorcida mas não com alta fidelidade. Na verdade. Dispõe ainda de um componente interno para acoplar a energia gerada ao meio. . Cabe lembrar aqui que esse número de estados. a baixa freqüência possa ser recuperada. a relação utilizada é de 1 (Hz) para 1 (baud) Um exemplo sobre capacidade de um canal é a utilização do canal telefônico para transmissão de sinal de dados. Se desejarmos transmitir a uma velocidade de transmissão de 4800 bps neste canal. Neste caso. as quais são indicadas em termos de largura de banda e outros fatores que influenciam a capacidade de um canal.

6 – Modulação Os modems mais avançados utilizam uma combinação de técnicas de modulação para transmitir vários bits por bauds. o padrão de modem ITU V. Essa estrutura exige um processador possante no modem.32 bis opera a 14. fase (PSK): possui alto rendimento e pouca sensibilidade a ruídos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  8 Igualmente.4. Um método diferente para transmissão de alta velocidade é dividir o espectro de 3000 Hz disponíveis em 512 pequenas bandas. Infelizmente.600 bps utiliza modulação de 4 bits por baud em fase. O V. Para contornar este problema.800 bps. permite a extração eficiente da energia presente no sinal que foi transmitido e dispõe ainda de um outro componente interno. Esses efeitos tornam a sinalização de uma banda básica inadequada.32 de 9. a exemplo dos dados digitais são sujeitas a uma forte atenuação e distorção de retardo. porém. em longas distâncias torna-se mais adequado a utilização de sinal analógico. A portadora senoidal pode ser “modulada” em: • • • amplitude (QAM): sensível a ruídos e interferências.FM. O V 34 possui velocidade de transmissão de 28. o receptor dispõe de um componente interno que. acoplado ao meio. podem ser transformados em outros elementos ou símbolos ao longo do processo de transmissão. É importante ressaltar que os elementos ou símbolos gerados pela fonte à sua saída. utilizando 2. exceto em velocidades menores e em distâncias curtas. para melhor conveniência da própria transmissão ou para melhor adequação ao destinatário. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor Modulador CANAL Receptor Demodulador Destino Figura 1.400 bauds e 6 bits por amostra. as ondas quadradas. Sinal binário Mod por Amplitude Mod por freqüência Mod por fase Figura 1. A figura 1. na retirada. Técnicas de modulação Devido ao fato de a atenuação e a velocidade de propagação variarem em função da freqüência. Esta transmissão analógica só é possível com a utilização da modulação. não é interessante ter uma grande variedade de freqüências no sinal transmitido. Cada modem de alta velocidade contém seu próprio padrão de transmissão e só pode se comunicar com modems que utilizem o mesmo padrão (embora a maioria dos modems possa emular todos os outros mais lentos). custo alto. transmitindo 20 bps em cada uma. freqüência (FSK): equipamentos simples e pouca sensibilidade a distúrbios . os símbolos portadores da informação. o demodulador. mas oferece a vantagem de desativar uma banda de freqüência que . o conteúdo da informação gerada pela fonte deve ser preservado ao longo de todo o processo. Por exemplo. Qualquer pequeno erro em uma transmissão hexabit gera 6 bits defeituosos.6 – Modelo básico de um sistema de comunicação com transmissão em um canal analógico 1.400 bps.6 apresenta o modelo de um sistema de comunicação que utiliza um canal analógico para transmissão de dados digitais. que recupera a partir da energia recebida.

de um ponto a outro afastado. Quanto ao número de canais utilizados Uma mensagem é definida como um conjunto de símbolos. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal Um equipamento pode ser projetado de tal forma que a transmissão sobre um determinado meio seja feita em uma das seguintes formas: a) Simplex: Quando a transmissão é feita em um único sentido. cada um possuindo seu próprio canal.2.: Um sensor captando sinais de uma máquina e enviando estes para um microcomputador. O que deve ficar claro. por sua vez. Ex. número de canais utilizados.: na conversação entre dois rádio-amadores. é caracterizado por um conjunto de configurações do sinal que representam bits. Ex. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  9 tem muito ruído. 1. os bits que compõem um caracter são transportados um após o outro. Características de uma transmissão Podemos definir transmissão como técnica do transporte do sinal por um meio. pois o primeiro não o escuta. a maioria dos modems oferece recursos de compactação e correção de erros. As estruturas de compactação mais utilizadas são MNP-5. etc).1. utilizado no V42 bis e comum em programas compactadores (pkzip. a) Transmissão paralela: Na transmissão paralela.Para transferir essa seqüência de bits. configurações dos sinais. 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR canal 0 canal 1 canal 2 canal 3 canal 4 canal 5 canal 6 canal 7 1 1 0 1 0 0 1 0 RECEPTOR Figura 1. os bits que compõem um caracter são transportados de forma simultânea. uma mensagem nada mais é que uma seqüência de bits. Normalmente estes modems tem recurso V.7.34 possibilitando a comunicação com estes modems. é que no seu todo. Sensor b) Half-Duplex: quando a transmissão é feita nos dois sentidos mas não ao mesmo tempo. por exemplo. Veja figura 1. run-lenght que compacta seqüências de 0 ou brancos (muito utilizada em fax) e Zin-Lempel. Ex. sincronismo entre transmissor e receptor e velocidade de transmissão. "dígito decimal". 1.7 – Transmissão paralela b) Transmissão serial: na transmissão serial.5. Cada símbolo. enquanto um deles está falando o outro não pode falar. Por necessidade de codificação. que são.32 ou V. "operador aritmético" ou "operador de sintaxe".: a ligação telefônica permite que as duas pessoas falem ao mesmo tempo. c) Full-duplex: Quando a transmissão é feita nos dois sentidos simultaneame. a transmissão de dados apresenta diversas características referentes ao sentido da transmissão. 1.5. Em particular. que compacta seqüências de bytes idênticos. na realidade.5. os símbolos ficam associados a caracteres. "letra do alfabeto". Atualmente. para efeito de transmissão de dados. aqui. podemos fazer de duas formas: serial ou paralela. etc. .

A camada de Enlace de Dados.8 – Transmissão serial Como os bits chegam um de cada vez. ou quais bits são realmente de informação. Quanto à sincronização A sincronização pode ser vista como o método do equipamento transmissor fazer a separação dos caracteres ou das mensagens para o equipamento receptor. Por exemplo. Cada frame começa com um bit de início que permite ao dispositivo receptor ajustar-se ao timming do sinal transmitido. entretando. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  10 utilizando apenas um canal (figura 1. contudo.sinaliza que um frame está começando. de fim e de paridade precisam ser acrescentados a cada caracter a ser transmitido. Este é um problema de sincronização. opera sobre os dados após os bits terem sido montados para formar caracteres. adequada para transmissão de pequenos frames em intervalos irregulares. Esta seção descreve três mecanismos: assíncrono. Elas podem. A transmissão assíncrona é mais freqüentemente usada para transmitir dados de caracteres e é ideal para ambientes onde caracteres são transmitidos a intervalos irregulares.8). o equipamento receptor deverá saber qual bit é o primeiro do caracter. 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR 01001011 11010010 RECEPTOR Figura 1.9 – Estrutura da unidade de transmissão serial assíncrona de caracter-byte Esse frame apresenta quatro componentes: Um bit de início . Técnicas para correção de erros serão vistas posteriormente. Bits de dados . síncrono ou isócrono a) Transmissão assíncrona: A transmissão assíncrona não utiliza um mecanismo de clock para manter os dispositivos emissor e receptor sincronizados. A camada Física trata da necessidade de sincronizar transmissões de bits entre dispositivos de transmissão e recepção. Na camada de Enlace de Dados. Os mais comuns são os seguintes: Paridade: o bit de paridade é definido para assegurar que seja enviado um número par ou ímpar de bits 1 (dependendo da paridade). As técnicas de paridade podem detectar erros que afetam um bit. 1. o bit de paridade será definido em 1 para produzir um total de 4 bits “1” no byte. Como os bits de início. Um ou mais bits de fim. se o campo de dados tiver três bits 1. Vários esquemas estão implementados para uso do bit de paridade.sinalizam o fim do frame de dados. em uma transmissão com paridade par. é também necessário sincronizar transmissões de frames. As mensagens são breves para que os dispositivos de emissão e de recepção não percam o sincronismo no decorrer da mensagem. A transmissão assíncrona é uma tecnologia simples e barata. a fim de que possa decodificar o símbolo recebido. A detecção de erros em transmissão assíncrona utiliza o bit de paridade. Em vez disso.consistem de 7 (+ paridade) ou 8 bits quando estão sendo transmitidos dados de caracteres. o desempenho da transmissão assíncrona não atende de forma satisfatória a troca de grandes quantidades de dados.5.3. Start Caracter (byte) Stop Figura 1. ser incapazes de detectar erros que afetam dois ou mais bits. Possibilita ao receptor sincronizar-se com a mensagem. A Figura abaixo ilustra a estrutura de um frame típico usado para transmitir dados de caracteres. . a sincronização de bits é usada para estabelecer o sincronismo entre os dispositivos para cada frame que é transmitido. assim como quando usuários digitam dados de caracteres. frames ou outros grupos de dados (unidades de informação).

o padrão de bit de fim é freqüentemente um padrão que não pode aparecer no corpo de um frame de dados. Os dispositivos com dados a serem transmitidos monitoram a rede e inserem dados em slots de tempo abertos. Os bits de overhead (de sincronização. A Figura abaixo apresenta duas estruturas possíveis de mensagens associadas à transmissão síncrona. conhecida como CRC (Cyclic Redundancy Check). Se os valores corresponderem. O dispositivo de clock cria slots de tempo. é mais provável que vários bits serão afetados e que as técnicas de paridade não informarão um erro adequadamente. eliminando a necessidade de ressincronizar dispositivos quando um novo frame é transmitido. os frames podem ser extensos. por exemplo. Quando os frames são maiores. Se estiverem ocorrendo erros. Para canais isócronos a largura de banda requerida é normalmente baseada nas características de . Sinais sincronizados geralmente utilizam um padrão de bits que não pode aparecer em qualquer ponto nas mensagens. Esse valor de CRC é anexado ao frame de dados. A informação isócrona é contínua e em tempo real na sua criação. Conseqüentemente. A técnica. Como o transmissor e o receptor permanecem sincronizados durante a transmissão. Uma ampla variedade de tipos de dados pode ser transmitida. Um determinado slot de tempo pode ser preenchido até a sua capacidade com vários frames. A transmissão isócrona garante taxas de transmissão. à medida que eles se tornam disponíveis. apresenta um único ponto de falhas: torna-se necessário assegurar que o dispositivo de clock é tolerante a falhas.8 ilustra tanto os dados baseados em caracteres quanto os baseados em bits. são inerentemente sinais do clock interno. Figura 1. A técnica usada com a transmissão síncrona é a de verificação de redundância cíclica. utilizam transmissão síncrona. A transmissão síncrona é normalmente utilizada para se atingir altos níveis de eficácia em redes locais. Os dados numa transmissão isócrona devem ser enviados à taxa a que estão a ser recebidos. A desvantagem da transmissão síncrona está principalmente nos custos mais elevados em virtude da maior complexidade dos componentes necessários no circuito. transmissão e utilização. Algumas técnicas de codificação de dados. uma técnica que pode funcionar com qualquer técnica de codificação de sinais. garantindo que eles serão sempre distintos e fáceis de serem reconhecidos pelo receptor. a transmissão síncrona é empregada principalmente quando grandes volumes de dados precisam ser transmitidos. recalcula o CRC e compara o CRC inserido no frame ao valor que havia calculado. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  11 b) Transmissão síncrona: a comunicação pode ser feita de forma mais eficiente se os clocks nos dispositivos transmissor e receptor estiverem sincronizados. Tanto o padrão Ethernet como o Token Ring. é comum transmitirem-se bits de preenchimento que mantêm dispositivos sincronizados.10 – Transmissão serial Ambas as transmissões começam com uma série de sinais sincronizados. A sincronização permite que os sistemas utilizem velocidades mais elevadas e melhorem a detecção de erros. tornando a transmissão síncrona muito mais eficaz no uso da banda passante. Uma técnica de sincronização utilizada é denominada bit Stuffing. eliminando a confusão por parte do receptor. Observe aque caracteres múltiplos ou longas séries de bits podem ser transmitidos em um único frame de dados. é praticamente certo que o frame foi transmitido sem erro. é determinista e apresenta baixo overhead. garantindo uma transição de sinal com cada bit transmitido. Um padrão de bit de fim inequivocamente indica o fim de um frame. A transmissão síncrona tem muitas vantagens sobre a assíncrona. O cálculo de CRC será visto porteriormente. O transmissor utiliza um algoritmo para calcular um valor de CRC que resuma o valor inteiro de bits de dados. Os dados isócronos devem também ser sensíveis a atrasos na transmissão. c) Transmissão isócrona: a transmissão isócrona aplica um dispositivo comum que fornece um sinal de clock compartilhado por todos os dispositivos na rede. Assim como os bits de sincronização. Quando os enlaces (links) de transmissão síncrona estão inativos. CRC e fim) são uma proporção menor do frame de dados geral. O receptor usa o mesmo algoritmo. a paridade passa a não ser mais um método adequado de detecção de erros. A Figura 1. – Utilizando-se um canal de comunicação separado para transportar sinais de clock. que informam ao receptor o início de um frame. entretanto. Essa sincronização é realizada de duas maneiras: – Transmitindo-se sinais de sincronização com dados.

Exercícios: 1) Quais dos dois canais abaixo possui maior largura de banda? a) canal que suporta freqüências de 1 a 1. Na prática os erros ao nível do bit esperados no USB são suficientemente pequenos para não serem considerados. a mensagem que chegou (tirando o cabeçalho) foi “010011111001011111010”. A entrega de dados de uma transmissão isócrona é assegurada à custa de perdas nos transitórios dos dados. 10)Assinale a alternativa correta: a) O telefone é exemplo de uma comunicação duplex b) O rádio de taxis é exemplo de uma comunicação duplex 11)Assinale a alternativa correta: a) A função do bit start é sincronizar a fonte com o destino b) A função do bit start não é sincronizar a fonte com o destino 12)Assinale a alternativa correta: a) Na transmissão síncrona utiliza-se pelo menos um caracter de sincronismo para indicar o início do bloco de dados b) A transmissão síncrona não utiliza caracteres ou bytes de sincronismo 13)Em uma transmissão utilizando “bit stuffing”. Qual é a velocidade máxima possível para conexão? 8) Assinale a alternativa correta: a) Baud corresponde à velocidade de sinalização de um canal. Para a transmissão isócrona de informação é alocada largura de banda suficiente para assegurar que os dados serão entregues à taxa desejada. a) Baud é uma medida da taxa de transferência de informação. 4) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de transmissão de um canal é infinito b) A capacidade de transmissão de um canal é finito 5) Assinale a alternativa correta: a) O nível de ruído está diretamente ligado à capacidade de um canal b) O nível de ruído de um canal não influencia na sua capacidade 6) Assinale a alternativa correta: a) A atenuação do sinal acontece em qualquer meio físico de transmissão b) Existem meios físicos de transmissão onde o sinal transmitido não sofre atenuação 7) Se um computador doméstico está conectado a um provedor com uma placa fax/modem a 56 Kb/s e o Modem do provedor é de 32 Kb/s. Qual é realmente a mensagem. Um exemplo típico de transmissão isócrona é a voz. Por outras palavras. se excluindo os “bit stuffing”? 14)Assinale a alternativa correta: a) A transmissão isócrona não engloba as transmissões síncronas e assíncronas b) A transmissão isócrona engloba as transmissões síncronas e assíncronas .12 Mhz b) canal que suporta freqüências de 127 a 250 KHz 2) Assinale a alternativa correta: a) Largura de banda é um dos fatores que determinam a capacidade de um canal de comunicação b) Largura de banda não tem nada a ver com velocidade de uma transmissão 3) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de um canal está associada ao número de níveis do sinal utilizados para transmissão b) A capacidade de um canal está relacionada com o número de estados que podem ser transmitidos e distinguidos separadamente em um canal. e é igual ao número de bits transmitidos por segundo 9) Faça a representação da transmissão dos bits “010010100111” utilizando um canal com freqüência de 8 Hz/s (velocidade de sinalização de 8 bauds/s) com uma modulação DIBIT e a portadora modulada por amplitude. A latência requerida está relacionada com o buffering disponível em cada endpoint. qualquer erro ocorrido na transmissão elétrica não é corrigido pelos mecanismos de hardware tais como a retransmissão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  12 amostragem da função associada.

É a isso que se propõem as redes de computadores. eram de uso centralizado e estavam disponíveis somente para grandes companhias. A solução para o compartilhamento de recursos físicos e lógicos juntamente com a vantagem de se ter um sistema descentralizado. ou seja. Esta situação perdurou por algum tempo (No Brasil. Devido ao custo extremamente elevado desta forma de processamento. até março/85) e esperava-se solução através de nova tecnologia de comunicação. o problema do compartilhamento de recursos através de interconexão de CPU's é resolvido através das redes locais. implicando na aparição dos primeiros sistemas multiusuários de grande porte. (explosão da informação e grandes bancos de dados). Num ambiente restrito a uma região local (por exemplo. Histórico No início da história do processamento de dados ou. . Isto fez com que surgisse um problema de comunicação: como enviar dados ao "bureaux" de serviços (para processamento) ou como levar dados das subsidiárias para a matriz? Com o avanço tecnológico na área dos circuitos integrados. Este serviço era caro e apenas suportado por grandes companhias uma vez que utilizavam linhas telefônicas de forma dedicada. Surgem então os computadores de porte menor (1965: DEC PDP-8 e 1970: DEC PDP-11) os chamados minicomputadores. o software e hardware especial era caro mas seu preço era amortizado pelo rateio do custo dos periféricos entre os vários usuários do bureaux de serviços. gerando componentes mais poderosos a um custo mais baixo. Paralelamente. Os dados eram transferidos quando exigiam um grande volume de processamento ou um processamento requerendo software ou hardware especial. Quais foram. foi caindo o preço da CPU. então. Uma forma primitiva de se interconectar CPU's foi a conexão em ESTRELA (um computador central controlando qualquer comunicação entre duas CPU's). Surge. a necessidade de uma nova tecnologia para compartilhamento de recursos. tornou-se imprescindível o compartilhamento da CPU e de seus periféricos. Esses fatos tornaram necessária uma nova tecnologia de comunicação. uma fábrica. o que motivou a busca de uma nova tecnologia de interconexão. e em seguida os componentes básicos de uma rede. na época. Surge então a necessidade de uma nova tecnologia de comunicação. Por outro lado. Aí o problema de comunicação tornou-se muito mais sério. A necessidade da disseminação da informação e os avanços em tecnologia de armazenamento. Este sistema de transporte não é. Conceitos básicos de Redes de Computadores Neste capítulo são apresentados os conceitos básicos de Redes de Computadores. Esta solução acarretou uma sobrecarga para o sistema operacional da máquina central. só pode ser alcançada através da interconexão das CPU's entre si. 1. Para acessos infrequentes. gerando atraso ou perda total do material. surgiu a tecnologia de comutação de pacotes que solucionou o problema da linha telefônica dedicada e o problema do caminhão (transporte via malote). os microcomputadores e os computadores pessoais. dos computadores. o sistema centralizado oferecia a vantagem de compartilhar recursos caros tanto de software como de hardware. Inicialmente são apresentadas as estruturas de redes mais comuns. o mais adequado para transferência de informação pois está sujeito a acidentes. propiciaram o aparecimento de discos de grande capacidade e mais baratos. uma linha telefônica dedicada não era viável e para uma velocidade de 800. em seguida. O uso dos minicomputadores minimizou mas não solucionou o problema da comunicação. Isto trouxe uma nova solução para o problema de multiusuário: dar uma CPU para cada um. Pequenas empresas usavam "bureaux" de serviços. Este evento constituiu a chamada revolução do hardware. mais especificamente.1. então. vindo. Minimizou porque os dados podiam agora ser preparados e armazenados em fita magnética e transportados via sistema de malotes. As pequenas companhias e as subsidiárias utilizavam-se dos minicomputadores para algum processamento local e na preparação dos dados para o "bureaux" de serviços ou matriz. cada máquina estava dedicada a um único usuário. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  13 2. as soluções encontradas? Para a comunicação de computadores em termos de longa distância. obviamente.000 km/h. um campus). a do "caminhão" (transporte via malote) era baixa: 80 Km/h. Estes sistemas consistiam nos chamados "mainframes" e continuavam caros e escassos. a tecnologia de comunicações alcançava a transmissão digital em linhas telefônicas através de MODEM's.

WAN: As PND(s) garantem largura de banda. o caso de uma empresa com várias filiais. Uma rede pode ainda ter sensores de temperatura. Do nosso ponto de vista um sistema distribuído é um caso especial de rede de computadores. Neste caso pode-se: • Reduzir custos de hardware (impressora. Outro objetivo é proporcionar uma maior disponibilidade e confiabilidade dada a possibilidade de migração para outro equipamento quando a máquina sofre alguma falha. Em muitas aplicações. Quando existe a necessidade de comunicação entre as filiais e a matriz. mais atrativa se torna a idéia de interligação. no acesso á internet através modem/provedor.2 Estrutura de uma rede de computadores Em toda rede existe um conjunto de máquinas destinadas a execução de programas dos usuários ( aplicações ). A essência de uma rede de computadores é permitir que 2 ou mais computadores trabalhem juntos. dependendo de como ela é usada. obrigando a sua transmissão para um computador central que realizava a tarefa de análise dos dados. dadas as inúmeras vantagens que são obtidas na implantação de uma rede. 2. por exemplo) • Enviar e receber arquivos • Migração quando houver falha em um equipamento (2 impressoras. todos os programas. de controle de processo industrial e muitas outras. Um outro exemplo é o sistema de VOZ sobre IP da Shell. Em suma.). bancárias. O interesse na instalação de uma rede de computadores é despertado pelas mais diversas necessidades. De uma forma geral. telefone. porém vários dos conceitos relacionados às LANs são igualmente aplicados às MANs e WANs. ela é feita pelos métodos tradicionais (correio. pode-se citar. a perda completa do poder de computação é. os dados são gerados em diversos locais. os custos para colocar uma máquina em cada ponto de aquisição de dados eram muito altos. Atualmente os preços dos equipamentos envolvidos permitem que os dados sejam coletados e analisados no próprio local onde são gerados e somente alguns relatórios sejam enviados ao computador central reduzindo os custos de comunicação. dados e outros recursos independentemente de suas localizações físicas. É a fax/modem. o objetivo de uma rede é tornar disponível a qualquer usuário. etc. possuindo um número considerável de computadores instalados em regiões geograficamente dispersas e operando de forma independente. catastrófica! Podemos citar. chamaremos estes computadores de "hospedeiros" ( ou . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  14 2. enquanto a Internet NÃO. que será concluído neste mês (maio/junho 2000). Para aplicações militares. À medida que a necessidade de comunicação aumenta. Como foi visto anteriormente.No RJ funciona sobre ATM e em estados como o RS funciona em canais de 128 Kbps. quem limita a vel. Dois computadores sao ditos interconectados se eles sao capazes de trocar informações. uma rede pode ou não ser um sistema distribuído. telex. Existe uma confusão considerável na literatura entre uma rede de computadores e um sistema distribuído. anel e estrela MAN: Meio termo entre LANS e WANS (com velocidades em torno de 10 Mbps).1 Utilização das Redes de Computadores Usaremos o termo "rede de computadores" para denominar um conjunto de computadores interconectados e autônomos. etc. As redes de computadores podem ser divididas em três categorias no que diz respeito à abrangência geográfica: • • LAN: redes locais. 2 micros) • Serviços bancários pela Internet. computadores lentos ligados a um supercomputador) • Compartilhamento de aplicativos • conectar pessoas (através da internet. ainda. no mínimo. • LANs MANs WANs A maioria dos aspectos abordaados nesta disciplina estão relacionados às LANs (redes locais). Três topologias respondem pela maioria de configurações de LANs: barramento. com um alto grau de coesão e transparência. entre elas. o custo da comunicação em relação ao custo dos equipamentos como uma das razões para distribuir o poder de computação. Seguindo a nomenclatura da primeira rede de computadores. a ARPANET.

muitas vezes antes que a mensagem . Cada hospedeiro é conectado a um ( ou ocasionalmente vários ) nó de comutação. A figura 2. Em um anel. Os hospedeiros são conectados por uma subrede de comunicação ( subrede ). No projeto da subrede existem dois tipos gerais de arquitetura de comunicação: – ligação ponto a ponto: há a presença de um ponto de comunicação em cada emlace ou ligação em questão – ligação multiponto: difusão (broadcast. Todo o tráfego de ou para o host é feito via seu nó de comutação. nó de comutação.1 (a) ligação ponto a ponto (b) ligação multiponto Quando se utiliza uma subrede com ligação ponto-a-ponto. Interface Message Processor (IMP) ou ainda comutador de dados. o projeto completo de uma rede fica bastante simplificado. Caso exista uma especificação de destinatário na mensagem. os nós que não são destino. ela é recebida por todos os nós existentes na rede. A figura 2. deve-se observar um aspecto importante do projeto que é a topologia de interconexão dos nós de comutação. Este mecanismo de controle pode ser centralizado ou distribuído. Um terceiro sistema de difusão é o anel. a) b) Figura 2. Os equipamentos de comutação geralmente são computadores especializados e são denominados computador de comunicação. No caso de uma rede com topologia em barra. A tarefa da subrede é transportar mensagens de um host a outro. A figura 2. também podem receber as transmissões efetuadas por outros nós para o satélite. As linhas de transmissão também são chamadas de circuitos ou canais. Se os aspectos da comunicação (subrede) forem separados dos aspectos de aplicação (hosts). três ou mais dispositivos utilizam o mesmo enlace de comunicação. comutador de pacotes. em alguns casos. devem ignorar a mensagem. da mesma forma que a rede telefônica transporta a conversação entre dois assinantes. Tipicamente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  15 simplesmente hosts ). a) b) c) d) e) f) Figura 2. Neste caso. apenas um nó fica habilitado a transmitir em um determinado instante. Neste caso.2 Algumas topologias possíveis para uma subrede ponto-a-ponto. A subrede é composta basicamente de dois componentes: equipamentos de comutação e linhas de transmissão. um único canal de comunicação é compartilhado por todos os nós de comutação. cada bit percorre todo o anel em pouco tempo. Uma segunda possibilidade é um sistema de radio ou satélite.multicast).3 mostra algumas possibilidades de subredes em difusão. Todos os nós podem receber o sinal proveniente do satélite e. Cada nó possui uma antena através da qual ele pode transmitir ou receber. todos os outros devem aguardar pela liberação do meio de transmissão. Uma rede com topologia em barra deve ter associado algum mecanismo para resolver conflitos quando dois ou mais nós desejam transmitir simultaneamente. (a) estrela (b) loop (c) árvore (d) completa (e) loops interconectados (f) irregular O segundo tipo de arquitetura de comunicação usa difusão. cada bit percorre o caminho sem esperar pelos outros bits que compõem a mensagem.2 mostra algumas topologias possíveis.1 mostra a relação entre os hospedeiros e a subrede de comunicação. Quando uma mensagem é transmitida por qualquer um dos nós de comutação.

cada linha pode conter uma mensagem diferente enquanto que esta situação não é desejável em um anel. • Protocolos Basicamente.3 Subredes de comunicação usando difusão. 2. Em contraste. A Internet. Cada protocolo atua em uma camada específica de uma rede. Da mesma forma que em outros sistemas de difusão. são necessárias algumas regras para controlar o acesso ao meio de transmissão. (a) barra (b) radio ou satélite (c) anel Subredes de difusão podem ser divididas em estáticas e dinâmicas. aceitando requisições e tomando as decisões de acordo com um algoritmo interno. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  16 seja transmitida completamente. Ela pode fazer isto. No método descentralizado ou distribuído.3 Componentes básicos de uma rede de computadores Quatro itens são de fundamental importância quando se define os componentes básicos de uma rede de computadores. Protocolos Camadas Hierarquia Figura 2. Optou-se então por dividir as redes em camadas.4 – Hierarquia de protodolos . um protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. não existe uma entidade central. possui mais de 100 protocolos diferentes. o tempo é dividido em intervalos discretos e cada fatia de tempo é atribuída a um dos nós de forma a que cada um só transmita durante o seu intervalo de tempo. a menos que as mensagens sejam muito curtas. teriam uma complexidade difícil de controlar. No método centralizado. Esta técnica apresenta a desvantagem de desperdiçar a capacidade do canal pois atribui tempo a um nó mesmo que ele não tenha mensagem para transmitir. • Camadas de rede A maioria das redes de computadores é dividida em camadas ou níveis e a fim de simplificar o projeto de toda a rede. denominada hierarquia de protocolos. dependendo de como o canal é alocado. com uma topologia em loop. • Hierarquias de protocolos Como funcionam as camadas de uma rede? As camadas se comunicam entre si. Na alocação estática. cada mensagem não é retransmitida pelo próximo nó até que a mensagem inteira seja recebida. segundo uma hierarquia. Tais itens são: • Software de rede A simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra envolve uma série de etapas que se fossem analisadas em conjunto. por exemplo. Em um loop. Os métodos de alocação dinâmica são classificados em centralizados e distribuídos. cada nó deve decidir por si mesmo quando deve transmitir ou não. a) (b) (c) Figura 2. existe uma única entidade responsável pela concessão do direito de transmissão. Exemplo: andares de um prédio.

Eles necessitam tradutores (camada 2) que possuem secretárias (camada 1). mas nada impediria que utilizassen Finlandês.6 – Comunicação entre as camadas de uma rede de computadores Com relação à comunicação entre as camadas do modelo de rede apresentado na figura 2. Figura 2. podemos considerar: A Camada 4 quebra os pacotes. a Camada 1 faz a comunicação via cabeamento ou sistema de ondas. mas um deles fala português e inglês e o outro fala chinês e francês.6. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  17 Imagine dois filósofos (camada 3) querendo conversar. essa conversação implica na comunicação com as camadas inferiores através das interfaces entre as camadas. Ex. Figura 2. a Camada 3 confere se uma mensagem chegou corretamente no destino.: comunicação virtual na camada 5.5 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores Embora conceitualmente uma comunicação entre dois processos de uma determinada camada se dê horizontalmente. Os tradutores usarão Alemão. . por exemplo. a Camada 2 confere o formato do quadro da mensagem e.

Servindo como uma janela para as aplicações acessarem serviços de rede. essa camada estabelece. Algumas das arquiteturas mais conhecidos são o OSI(83) (modelo). SMTP). Os sete níveis do modelo OSI são os seguintes: Aplicação 7 Responsável pela interação com o Sistema Operacional através de interfaces para esse sistema (ex. Apresentação Responsável pela troca de mensagens com sentido. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  18 2. Por que o modelo OSI não pegou? • Momento ruim • Tecnologia ruim • Implementação ruim . tarefas administrativas e de segurança. essa camada manipula os pacotes. e o envio desses quadros com a sincronização. manter e terminar conexões que incluem troca de pacotes. Responsável pelo endereçamento e funções de controle (ex: roteamento) necessárias no envio de dados através da rede. mas o TCP/IP tornou-se padrão de fato. Isso significa estabelecer. Atualmente as camadas inferiores são implementadas em hardware. elétricas e procedurais requeridas para estabelecer. dividindo as mensagens grandes em pacotes menores.4 Arquiteturas de Redes As hierarquias de protocolos específicas são denominadas arquiteturas de redes. Cada nível depende dos que estão abaixo dele. controle de congestionamento. Responsável pela transmissão de um conjunto não estruturado de bits através do meio físico. Responsável pela transferência transparente entre dois pontos. 6 para que os dados sejam compreendidos por computadores que utilizem diferentes representações. manter e desativar as ligações físicas. e por sua vez proporciona alguma funcionalidade aos níveis superiores. o qual simplifica o processo de desenvolvimento e implementação.: FTP. Fornecendo a estrutura de controle entre as aplicações. Isso envolve características mecânicas. TELNET.7 – Comparativo entre as arquiteturas de redes OSI / ISO e Internet TCP / IP O modelo OSI (Open System Interconection) foi criado pela ISO (International Standard Organization) e consiste em sete níveis. controle de erro e controle de fluxo necessários. TCP/IP (74) e Novell. tais como criptografia. roteamento. gerencia e termina conexões (sessões) entre aplicações cooperantes. reempacotando-os se necessário. remontagem de dados e tradução de endereços lógicos para endereços físicos. controle de fluxo recuperação de erros e transferência de arquivos. onde cada um deles define as funções que devem proporcionar os protocolos com o propósito de trocar informações entre vários sistemas. OSI 7 6 5 4 3 2 1 Aplicação Apresentação Sessão Transporte Rede Enlace Físico Transporte Inter-rede Host / rede TCP/IP Aplicação Não presentes no modelo Figura 2. essa camada lida com o acesso à rede. Essa camada oferece interface e serviços comuns de comunicação. compressão de dados e reformatação de textos em formato abstrato. Sessão 5 Transporte 4 Rede 3 Enlace 2 Física 1 Responsável pelo suporte das conexões entre as sessões. Responsável por assegurar que as transmissões de dados e o estabelecimento das conexões lógicas entre as estações sejam livres de erros. O modelo OSI foi criado pela ISO para se tornar um padrão. Esta classificação permite que cada protocolo se desenvolva com uma finalidade deterninada. Possibilitando recuperação quando há algum erro ponto-a-ponto ou de controle de fluxo. Isso é conseguido pelo encapsulamento dos dados em blocos (quadros) para a camada física.

b) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos para correção ou detecção de erros na transmissão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  19 Questionário: 1) O que é multiplexação? 2) Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? 3) Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? 4) Assinale a alternativa correta. sem o cabeçalho e transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente.5 é Token Bus (passagem de permissão em barramento) 5) Assinale a alternativa correta: a) Overhead de protocolo é a relação existente entre os bits de dados e os bits de controle que ocupam a banda de transmissão. 7) Assinale a alternativa correta: a) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos com o objetivo de preencher o pacote com o tamanho mínimo necessário para transmissão. com relação da política de acesso a um MT compartilhado: a) A disciplina de acesso utilizada em redes 802. 6) Assinale a alternativa correta: a) Encapsulamento de dados seria colocar todo um pacote (cabeçalho+dados) como dados para poder transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente b) Encapsulamento seria pegar os dados de um pacote. .3 é CSMA/CD (olhar anexo c-IEEE 802) b) A disciplina de acesso utilizada em redes 802. b) Overhead de protocolo é a quantidade de bits que são transmitidos mas que não são dados.

Quando um meio de transmissão transmissão transporta vários canais. Derfley. Willy respondia pacientemente. existem vários tipos de meios de transmissão. a reatância.F. "Você não pode simplesmente ignorar as leis da física. Os canais podem ser individualizados física ou eletricamente. Segundo estas leis. no sentido estrito. . L. tais como: a resistência. A resistência está associada ao fenômeno de dissipação do calor em um condutor no qual trafega uma corrente elétrica. transportar fisicamente a fita ou os discos para a máquina de destino.1 Meios físicos "Cabo é cabo. Por outro lado. a largura de banda será ampliada em cerca de 15 Gbps. O sinal elétrico que trafega em um meio físico está sujeito a uma série de condições que prejudicam a sua propagação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  20 3. Um DVD armazena 4. de sua organização dentro da tubulação. elétricas. embora o meio possa não ser metálico. o Novato perguntava. Reatância De modo similar à resistência. A impedância do cabo deve estar de acordo com a sua aplicação para evitar a perda do sinal e interferências. Deve-se distinguir dois conceitos que podem ser confundidos à primeira vista: canal e meio de comunicação. os mesmos precisam ser individualizados eletricamente de acordo com alguma técnica de multiplexação.7 GB. que caem basicamente em duas categorias: as linhas físicas e os sistemas de ondas que utilizam a propagação de ondas eletromagnéticas de rádio ou luz através do espaço livre. quando se fala em termos de desempenho. por causa dos condutores. 3. há muitas diferenças entre cabos deste tipo. de sua capacidade de neutralizar o ruído externo". Pode-se colocar 1000 DVD´s em uma pequena caixa (perfazendo um total de 4700 GB) e despachar de um ponto a outro do Brasil em 24 horas (Sedex). J. manter e desativar conexões entre duas partes.. Canal é o circuito individual sobre o qual se estabelece uma comunicação entre uma fonte e um destino. "Não". cada par é um circuito físico (canal físico). do tipo de isolamento entre eles. Sendo assim. é na camada física que são definidas as características de cabeamento utilizado em uma rede de comunicação de dados. e Meio de Transmissão é o suporte físico que transporta um ou vários canais. A largura de banda efetiva dessa transmissão é de 4700 gigabytes/86. a reatância é a medida da oposição da alteração da voltagem e da corrente elétrica em um condutor Impedância Característica elétrica dependente de uma série de características de projeto.400 s ou seja aproximadamente 544 Mbps. Por exemplo. Se o destino estiver a uma hora de distância. Basta fazer um simples cálculo para esclarecer essa questão.Tudo sobre Cabeamento de Redes" Uma das formas mais comuns de transportar dados de um computador para outro é gravá-los em uma fita magnética ou em discos flexíveis. funcionais e procedimentos para ativar. dificilmente alguma outra tecnologia de transmissão poderá sequer ser comparada ao DVD ou fitas DAT. e Freed. a distância entre dois condutores e o tipo de isolamento. esse método costuma ser muito mais eficaz sob o ponto de vista financeiro. As linhas físicas se caracterizam por apresentarem continuidade “metálica”. onde eles serão finalmente lidos. com características de transmissão e de custo variáveis em função das suas características físicas. Para um banco com gigabytes de dados a serem gravados diariamente em uma segunda máquina (de modo que o banco possa continuar a funcionar mesmo durante uma grande enchente ou terremoto). Existem vários tipos de linhas físicas. como é o caso da fibra ótica. em um cabo de pares trançados. Em pares metálicos a degradação do sinal elétrico depende intrinsecamente das seguintes características do meio de transmissão: Resistência Oposição natural do condutor ao fluxo de elétrons em um determinado sentido. Apesar de não ser tão sofísticado quanto usar um satélite de comunicação geossíncrono. especialmente nas aplicações em que a alta largura de banda ou o custo por bit tem importância fundamental. Meios de Transmissão de Dados A camada física de uma rede provê características físicas. o que é equivalente à taxa de transmissão de uma rede ATM (622 Mbps). não é mesmo?" .

Os fios de grosso calibre significavam uma resistividade menor e. Segundo pesquisas realizadas pela Infonetics. Os fios de um par são enrolados em espiral a fim de.5 e 4 mm que sã mantidos isolados e paralelos presos a suportes físicos às cruzetas dos postes telefônicos.9 horas inoperantes. deixam passar corrente contínua e apresentam apenas uma freqüência de corte superior à banda de passagem. O projeto de cabeamento não envolve somente considerações sobre taxas de transmissão e largura de banda. Em um projeto de redes. Dessa forma. desde os aplicativos necessários às exigências dos usuários. a) Par Trançado STP Um cabo STP.1. conformidade aos padrões internacionais. Ao contrário dos cabos coaxiais. vários fatores têm que ser levados em consideração. passando pela demanda de recursos que estes aplicativos consumirão até o tipo de linhas físicas ou meios físicos que serão utilizados. Hoje seu uso está limitado a algumas zonas rurais. porém. uma impedância característica de 150 Ohms e pode alcançar uma largura de banda de 300 MHz em 100 metros de cabo. mas o nível de retorno dependerá do cuidado com o qual se selecionam os componentes e se supervisiona a instalação dos cabos [DER94]. O investimento feito em um sistema de cabeamento irá pagar dividendos durante anos. Em comparação com os outros investimentos que devem ser feitos a fim de implantar um determinado projeto de redes. logo surge uma freqüência de corte inferior e a largura de banda vai se estreitando progressivamente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  21 Todas as linhas físicas funcionam como um filtro passa-baixas para distâncias curtas. todas as necessidades têm que ser supridas a um custo mínimo permitindo ainda futuras expansões e reavaliações do projeto. Por outro lado. entre as causas para o downtime de uma rede. ou seja. O efeito de cancelamento reduz o nível de interferência eletromagnética / radiofrequência [SOA96] [TAN94]. disponibilidade de componentes e custo total [SOA96]. Como o custo de uma hora parada é estimado entre 1. seu custo era muito elevado.000 reais. no entanto. portanto uma faixa de passagem maior do que a dos pares trançados usados no âmbito urbano. . Um cabo STP geralmente possui dois pares trançados blindados.2 Par Trançado O cabo de par trançado é composto por pares de fios. conformidade às exigências geográficas. Isto é. o hardware tem uma vida útil de 5 anos. 3. reduzir o ruído e manter constante as propriedades elétricas do meio por toda a sua extensão. Dados colhidos pela LAN Technology informam que uma rede de porte médio apresenta 23. limites de emissão eletromagnética. qualidade (atenuação do sinal versus comprimento máximo). a largura de banda de uma linha física varia com o seu comprimento. Os telegráficos do século 19 usavam essas linhas.6 paradas por ano em média.Shielded Twisted Pair) e aqueles que não a possuem (UTP .Unshielded Twisted Pair). o controle do downtime poderia reduzir em muito os custos por ociosidade [ROC96]. através do efeito de cancelamento. confiabilidade. de acordo com pesquisas. 3. À medida que a distância aumenta. a linha aberta foi o principal meio telefônico interurbano de anos atrás. com um total de 4. Os softwares costumam passar por uma evolução a cada dois ou três anos e.000 e 20. além de possuir uma malha blindada global que confere uma maior imunidade às inteferências externas eletromagnética / radiofrequência. Os preços variam muito de acordo com o tipo de cabeamento utilizado [ROC96]. O cabeamento é o componente de menor custo de uma rede local. imunidade a ruídos. terá que se conviver 15 anos ou mais com seu cabeamento de rede.1. 70% dos casos são provocados por um cabeamento mal projetado.1 Linha aérea de Fio nú Constituída por fios de cobre (raramente bronze ou ferro) de diâmetro entre 1. Tudo tem que ser projetado de maneira eficiente e racional. possui uma blindagem interna envolvendo cada par trançado componente do cabo cujo objetivo é reduzir a diafonia. a blindagem dos cabos stp não faz parte do caminho percorrido pelo sinal. as linhas físicas serão o item que terão a maior duração. A linha aberta deriva esse nome do fato de ser usada sem isolamento. mas também facilidade de instalação. Quando bem estruturado pode representar de 5 a 7% do custo total da rede. Podemos dividir os pares trançados entre aqueles que possuem uma blindagem especial (STP .

Poucos cabos STP eram suficientes para preencher um duto de fiação de um prédio [DER94]. O cabo de rede UTP tem um diâmetro externo de 4. 16 Mbits (4). que queriam certezas sobre os parâmetros característicos destes cabos. e 100 Mbits (5). mostrado na figura abaixo.1 . sendo que as classes 1 e 2. ele obtém sua proteção do efeito de cancelamento dos pares de fios trançados. Com o aumento das taxas de transmissão. níveis de segurança. sendo esse último tipo o mais utilizado atualmente e que possui melhor grau de qualidade. 10 Mbits (3). onde números maiores indicam fios com diâmetros menores.2 . uma pressão por padronização tanto por parte dos projetistas.5 suportam respectivamente taxas de transmissão de até 5 Mbits (1 e 2). especificados através de regulamentação fornecida pelos padrões reguladores da Underwriter Laboratories (UL). 4 . b) Par Trançado UTP O cabo de par trançado sem blindagem (UTP) é composto por pares de fios. .um fator importante que diferencia dos outros tipos de fios de telefone e par trançado. Não há blindagem física no cabo UTP.Cabo STP patch [BER96] O maior volume de blindagem e isolamento aumenta consideravelmente o peso. O cabo de par trançado sem blindagem projetado para redes. contém quatro pares de fios de cobre sólidos modelo 22 ou 24 AWG.Seção de um cabo UTP Figura 3. Este dabo era adotado pela IBM para interconexão entre os elementos integrantes de sua rede (token ring) e atualmente praticamente não é mais utilizado. O alto desempenho em termos de qualidade alcançados pelos pares trançados não blindados (UTP). quanto por parte dos fabricantes de equipamentos.3 mm. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  22 Figura 3. cabos de par trançado de melhor qualidade foram sendo produzidos.4 . Figura 3. Os cabos UTP inicialmente foram divididos em 5 categorias (atualmente existem 6 ou 7) no que se refere a: • taxas de transmissão e qualidade do fio. que os utilizavam em suas composições e precisavam de garantias confiáveis de desempenho [ROC96]. o tamanho e o custo do cabo. especificada em AWG (American Wire Guage). fez com que se tornasse necessário.Cabo UTP [BER96] A EIA/TIA (Electronic Industries Association/Telecommunication Industry Association) levou a cabo a tarefa de padronização dos cabos UTP através da recomendação 568. aliado ao baixo custo de aquisição e instalação dos mesmos. O cabo tem uma impedância de 100 ohms . • • bitola do fio. 3. sendo que cada par é isolado um do outro e todos são trançados juntos dentro de uma cobertura externa.Seção de cabo STP Figura 3.3 .

2 – Pares trançados UTP Conforme norma ANSI/TIA/EIA-568A são reconhecidos 2 esquemas de ligação padrão RJ: a) utilizado pela AT&T (568B) b) utilizado pelos demais fabricantes (568A) NEMA: National Eletrical Manufactures Association STP: Shielded Twisted Pair TPDDI: Twisted Pair Data Distributed Interface UL: Underwriter's Laboratories UTP: Unshield Twisted Pair Figura 3.046 Mbit/s) IBM 3270. Token Ring(16 Mbit/s). Até 16 Mb/s IEEE 10BaseT . 3X./Telecom.5 – Esquema de ligação dos pares trançados UTP .Categorias de cabos UTP Legenda: AWG: American Wire Guage CDDI: Copper Data Distributed Interface IEEE: Institute of Eletrical and Eletronic Engineers EIA/TIA: Eletronic Industry Assoc. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  23 Referência (Banda passante 100m) EIA/TIA Categoria 1 (. AS 400 IEEE 10BaseT Token Ring(4 Mbit/s) Ethernet(10 Mbit/s).1 . Até 20 Mb/s IEEE 10BaseT e 100BaseT 100 Mbit/s ATM 155 Mb/s Gigabit Ethernet Todas as anteriores e tecnologias em desenvolvimento Cabo blindado – tecnologias emergentes Categoria 5E (Banda100 MHz em c/ par) Categoria 6 (Banda 250 MHz em c/ par) Categoria 7 (Banda 600 MHz em c/ par) Tabela 3.Idem ao anterior.5 Mhz) EIA/TIA Categoria 2 (1 Mhz) EIA/TIA Categoria 3 (Banda de 16 MHz) EIA/TIA Categoria 4 ( Banda de 20 MHz) EIA/TIA Categoria 5 ( Banda de 100 MHz) Impedância (Bitola AWG) 150 Ohms (26 AWG) 100 Ohms (26 AWG) 100 Ohms UTP (24 AWG) 100 Ohms UTP baixa perda (24 AWG) 100 Ohms UTP freqüencia estendida Aplicações (Telefonia e Dados) Telefonia Analógica (4 KHz) Telefonia Digital (64 Kbit/s) ISDN Dados (2. Ind. Association Padrão de cores para cabo UTP 4 pares: Par 1 2 3 4 Cor do par Branco/Azul Azul/Branco Branco/Laranja Laranja/Branco Branco/Verde Verde/Branco Branco/Marrom Marrom/Branco Tabela 3.

mas a despesa com material é a menos significativa em qualquer instalação pois a mão de obra é o elemento mais caro. A desvantagem do par trançado é a sua susceptibilidade à interferência e ruído. portanto de baixo custo. mas muitas placas de interface Ethernet são configuradas para cabos coaxiais e UTP.2. Figura 3. O par trançado é o meio de transmissão de menor custo por comprimento. Isto aumenta o número de conexões possíveis sem diminuir seriamente o espaço útil ou exigir onerosos projetos de alteração das instalações físicas disponíveis. É de se questionar o valor a ser pago por uma boa instalação de UTP. O UTP não preenche os dutos de fiação com tanta rapidez como os outros cabos. Maiores detalhes acerca de ruídos e interferências em canais de transmissão serão apresentados posteriormente.3 – Pares trançados UTP Conectores O conector padronizado pela norma é o RJ-45. Ethernet e token-ring). incluindo "cross-talk" de fiação adjacente. o que diminui os custos e as possibilidades de falha na instalação.3 10BaseT O nome 10BaseT indica uma velocidade de sinalização de 10 megabits por segundo.O padrão Ethernet utiliza somente os pinos 1. Como é comum a utilização de cabos coaxiais de 75 Ohms para transmissão de TV a cabo. Em sistemas de baixa freqüência a imunidade a ruído é tão boa quanto ao cabo coaxial. A ligação de nós ao cabo é também extremamente simples. Uma grande vantagem do UTP que não pode ser desprezada é a flexibilidade e a espessura dos cabos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  24 Crossover Em um cabo. as placas de interface de rede vêm para um tipo específico de cabeamento. Na maioria dos casos.6 – Conector RJ-45 Padrão 802. A configuração dos pares deve atender os sistemas existentes. É verdade que o UTP custa menos por metro do que qualquer outro tipo de cabo de rede local. conforme o cabo. basta configurar o 568-A em uma extremidade e o 568-B na outra. que pode ser blindado ou não. um esquema de sinalização debandabase e fios de pares trançados em uma topologia física em estrela. sendo que a utilização dos pares é apresentada abaixo: Rede 10BaseT Token Ring 100BaseT ATM Utilização do par 1&2 e 3&6 3&6 e 4&5 1&2 e 3&6 1&2 e 7&8 Tabela 3. . O enfoque teórico do padrão 10BaseT é que ele permite que os gerentes de rede local utilizem fios de telefone já instalados. A figura anterior mostra o conector fêmea (você olhando para o encaixe). os custos de mão de obra com técnicas de instalação para estes cabos e para a própria fibra ótica estão caindo muito. salvo a conhecida exceção da fibra ótica. obedecendo rígidas normas de segurança e desempenho (ver seção seguinte) [DER94]. Pode-se utilizar UTPs com três principais arquiteturas de rede (ARCnet.3 e 6.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

25

3.1.3 Cabo Coaxial
Um cabo coaxial consiste em um fio de cobre rígido que forma o núcleo, envolto por um material isolante que, por sua vez, é envolto em um condutor cilíndrico, frequentemente na forma de uma malha cilíndrica entreleçada. O condutor externo é coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.7 – Corte em um cabo coaxial A forma de construção do cabo coaxial lhe dá uma boa combinação de alta banda passante e excelente imunidade a ruídos. A banda passante possível depende do comprimento do cabo. Para cabos de 1 Km, pode-se chegar a uma taxa de dados de 1 Gbps. Taxas de dados mais altas são possíveis em cabos mais curtos e, pode-se usar cabos mais longos, mas com taxas mais baixas. Dois tipos de cabo coaxial são bastante utilizados. Um tipo, o Cabo Coaxial Fino, também conhecido como cabo de 50 ohms ou cabo coaxial em Banda Base. O outro tipo, o Cabo Coaxial Grosso, também conhecido como cabo coaxial em Banda Larga.
a) Cabo Coaxial de Banda Base (50 ohms)

O cabo coaxial fino, também conhecido como cabo coaxial banda base ou 10Base2, é utilizado para transmissão digital e possui impedância característica geralmente de 50 ohms. As principais características de cabos coaxiais do tipo banda base, de impedância característica de 50 ohms, que eram utilizados em redes locais são : Impedância: 50 ohms Tamanho Mínimo de Segmento: 0,45 metros Transmissão em banda base, código Manchester, em modo half-duplex; Tamanho Máximo sem Repetidores: depende da velocidade que se deseja. Capacidade: 30 equipamentos/segmento Acesso ao meio: CSMA/CD Taxas de Transmissão de Dados: de 10 Mbps até 2 Gbps (Tane97) (depende do tamanho e qualidade do cabo). Usual em uma rede local seria uma taxa de 10 Mbits/s ou 100Mbits/s Modo de Transmissão: Half-Duplex - Código Manchester. Transmissão: Por pulsos de corrente contínua. Imunidade EMI/RFI: 50 dB Conector: Conector T Instalação: Facilitada (cabo fino e flexível) Topologia mais usual: barra; Tempo de trânsito: 4 ns/m. O cabo coaxial fino é mais maleável e, portanto, mais fácil de instalar. Em comparação com o cabo coaxial grosso, na transmissão em banda base, o cabo de 50 ohms sofre menos reflexões devido as capacitâncias introduzidas na ligação das estações ao cabo, além de possuir uma maior imunidade a ruídos eletromagnéticos de baixa frequência. Apesar do cabo coaxial banda base ter uma imunidade a ruídos melhor do que o par trançado, a transmissão em banda larga fornece uma imunidade a ruído melhor do que em banda base. Nesta tecnologia de transmissão, o sinal digital é injetado diretamente no cabo. A capacidade de transmissão dos cabos nesta modalidade varia entre alguns Mbps/Km, no caso dos cabos mais finos, até algumas Gigabits por segundo no caso de cabos mais grossos e de melhor qualidade. A impedância utilizada nesta modalidade de transmissão é de 50 ohms.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

26

Um Cabo Coaxial Banda Base, também conhecido como 10Base2, consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico na forma de malha entrelaçada, tudo coberto por uma capa plástica protetora. O método de acesso ao meio usado em Cabos Coaxias Banda Base é o detecção de portadora, com detecção de colisão. Amplamente utilizado em redes locais.

Figura 4.9 – Conector BNC

Figura 3.8 – Cabo coaxial 50 ohms
b) Cabo Coaxial de Banda Larga (75 ohms)

Um Cabo Coaxial Banda Larga, também conhecido como 10Base5 ou "Mangueira Amarela de Jardim", consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico de alumínio rígido, tudo coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.10 – Cabo coaxial 75 ohms O cabo coaxial grosso, também conhecido como cabo coaxial de banda larga ou 10Base5, é utilizado para transmissão analógica, principalmente em redes de longa distância, como a utilizada pela TV a cabo. O cabo coaxial grosso, possui uma blindagem geralmente de cor amarela. Seu diâmetro externo é de aproximadamente 0,4 polegadas ou 9,8 mm. Uma diferença fundamental entre os cabos coaxiais de banda base e banda larga é que sistemas em banda larga necessitam de amplificadores analógicos para amplificar periodicamente o sinal. Esses amplificadores só transmitem o sinal em um sentido; assim, um computador enviando um pacote não será capaz de alcançar os computadores a montante dele, se houver um amplificador entre eles. Para contornar este problema, foram desenvolvidos dois tipos de sistemas em banda larga: com cabo duplo e com cabo único. Os sistemas de cabo duplo têm dois cabos idênticos paralelos. Para transmitir dados, um computador emite os dados pelo cabo 1, que está conectado a um dispositivo chamado head-end na raiz da árvore de dados. Em seguida, esse head-end transfere o sinal para o cabo 2, que refaz o caminho da árvore a fim de realizar a transmissão. Todos os computadores transmitem no cabo 1 e recebem no cabo 2. Sistemas com cabo único é alocado bandas diferentes de frequência para comunicação, entrando e saindo por um único cabo. A banda do cabo é dividida em dois canais ou caminhos, denominados:

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

27

1.caminho de transmissão (Inbound): caminho de entrada dos dados no canal 2.caminho de recepção (Outbound): caminho de saida dos dados do canal

Figura 3.11 – Esquemas gerais de LAN de barra em banda larga No modelo midsplit, por exemplo, a banda de entrada vai de 5 a 116 MHz, e a banda de saída vai de 168 a 300 MHz.

Figura 3.12 – Redes de banda larga. (a) Cabo duplo. (b) Cabo único Esse cabo é muito utilizado para a transmissão do sinal de vídeo em TV a cabo e, na transmissão de vídeo também em computadores, para a integração de imagens transmitidas para várias estações de rede local. Tecnicamente, o cabo de banda larga é inferior ao cabo de banda básica (que tem apenas um canal) no que diz respeito ao envio de dados digitais, no entanto, por outro lado, existe a vantagem de haver muitos cabos desse tipo já instalados. Na Holanda, por exemplo, 90 por cento de todas as casas têm uma conexão de TV a cabo. Cerca de 80 por cento das casas norte-americanas têm um cabo de TV instalado. Desse total, pelo menos 60 por cento têm de fato uma conexão a cabo. Com a acirrada concorrência entre as companhias telefônicas e as empresas de TV a cabo, podemos esperar que um número cada vez maior de sistemas de TV a cabo comece a operar como MANs e oferecer serviços telefônicos, dentre outras vantagens. Para obter maiores informações sobre a utilização da TV a cabo como uma rede de computadores, consulte Karshmer and Thomas, 1992. As dificuldades de conexão com cabos coaxiais são um pouco maiores do que se fosse utilizado o par trançado. A conexão dos cabos é feita através de conectores mecânicos, o que também encarece sua instalação em relação ao par trançado, porém, os benefícios compensam com larga vantagem a utilização deste método. Dados Técnicos Impedância: 75 ohms Atenuação: em 500m de cabo não exceder 8,5 dB medido a 10MHz ou 6,0 dB medido a 5 MHz Velocidade de Propagação: 0,77c (c=vel. luz no vácuo) Tamanho Máximo de Segmento: 500 metros Tamanho Mínimo de Segmento: 2,5 metros Tamanho Recomendado: múltiplos de 23,4 - 70,2 ou 117 metros

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

28

Número Máximo de Segmentos: 5 Tamanho Máximo Total: 2.500 metros Capacidade: 1500 canais com 1 ou mais equipamentos por canal Acesso ao meio: FDM Taxas de Transmissão de Dados: 100 a 150 Mbps (depende do tamanho do cabo) Modo de Transmissão: Full-Duplex. Transmissão: Por variação em sinal de freqüência de rádio Imunidade EMI/RFI: 85 dB Conector: Tipo Derivador Vampiro Utiliza Transceptores (detecta a portadora elétrica do cabo) Instalação: Requer prática/pessoal especializado
c) Cabo coaxial x par trançado:
– As características de transmissão do cabo coaxial são melhores do que o par trançado (comparado às categorias 5 e

5e), porém ocupa muito mais espaço em um duto de fiação.
– Na transmissão analógica o coaxial é mais adequado, pois permite uma largura de banda maior a uma distância maior

do que o par trançado.
– O cabo coaxial possui imunidade maior aos ruídos de cross-talk e uma fuga eletromagnética mais baixa, porém o custo

do coaxial é mais elevado do que o do par trançado, principalmente nas interfaces de ligação. Conclui-se que o cabo coaxial é mais adequado à transmissão analógica enquando o par trançado é mais indicado à transmissão digital.

3.1.4 Fibras óticas
Muitas pessoas do setor de informática se orgulham com a rapidez com que a tecnologia usada nos computadores vem melhorando. Na década de 1970, um computador rápido (por exemplo, o CDC 6600) podia executar uma instrução em 100 nanossegundos. Vinte anos depois, um computador Cray rápido podia executar uma instrução em 1 nanossegundo, decuplicando seu desempenho a cada década. Nada mal. No mesmo período, a comunicação de dados passou de 56 Kbps (a ARPANET) para 1 Gbps (comunicação ótica moderna), isso significa que seu desempenho melhorou 100 vezes em cada uma década, enquanto, no mesmo período, a taxa de erros passou de 10-5 por bit para quase zero. Além disso, as CPUs estão se aproximando dos limites físicos, como a velocidade da luz e os problemas decorrentes da dissipação do calor. Por outro lado, com a atual tecnologia de fibra ótica, a largura de banda pode ultrapassar a casa dos 50.000 Gbps (50 Tbps) e são muitas as pessoas que estão realizando pesquisas com materiais de melhor qualidade. O limite prático da sinalização atual é de cerca de 1 Gbps, pois não é possível converter os sinais elétricos e óticos em uma velocidade maior. O uso experimental de 100 Gbps está previsto a curto prazo. Dentro de poucos anos, alcançaremos uma velocidade de 1 terabit/s. Logo teremos sistemas plenamente óticos, que influenciarão também a transmissão de dados entre computadores (Miki, 1994a).

Figura 3.13 – Fibra ótica

Figura 4.14 – Conector de fibra ST

Na corrida entre a computação e a comunicação, ganhou a comunicação. O significado real da largura de banda infinita (apesar dos custos) ainda não foi totalmente assimilado por uma geração de cientistas e engenheiros da computação que aprenderam a pensar em termos dos limites de Shannon e Nyquist impostos pelo fio de cobre. Os novos conceitos partem

vamos estudar as fibras óticas e veremos como funciona essa tecnologia de transmissão. independente do desperdício de largura de banda. b) Multimodo com Índice Gradual Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada pela dispersão modal. o meio de transmissão e o detector. como mostra a Figura 3. o desempenho destas fibras não passam de 15 a 25 Mhz. por exemplo. nada escapa para o ar. temos um sistema de transmissão de dados unidirecional que aceita um sinal elétrico. Devido a alta dispersão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  29 da premissa de que todos os computadores são desesperadamente lentos e. e a ausência de luz representa um bit zero. a saída é reconvertida em um sinal elétrico. Um sistema de transmissão ótico tem três componentes. C O N V E R S O R C O N Receptor V Ótico Fibra ótica E (detetor R Ótico) S O Interface O-E R Sinal elétrico Transmissor Ótico (emissor de luz) Sinal elétrico Interface E-O Figura 3.4. ao emergir. A taxa de transmissão neste tipo de fibra é de 400 MHZ. por essa razão. um feixe de luz que incide em um ângulo crítico. ao incidir na fronteira e que. um pulso de luz indica um bit 1. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. é interceptado na fibra.16. Quando instalamos uma fonte de luz em uma extremidade de uma fibra ótica e um detector na outra.15 – Conversor de sinal ótico/elétrico e elétrico/ótico Esse sistema de transmissão desperdiçaria luz e. a origem da luz. da sílica fundida para o ar.km em média. não teria a menor utilidade. Quando um raio de luz passa de um meio para outro. . Dessa forma. mostrando-se apenas um interessante princípio físico. a luz é refratada de volta para a sílica. a tecnologia atual de fibras caracteriza-se por três tipos distintos a seguir: 3. Nesta seção. Nela. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. nós vemos um feixe de luz que forma um ângulo α1. ou acima dele. as redes devem tentar evitar a computação a todo custo. O meio de transmissão é uma fibra de vidro ultrafina. Na extremidade de recepção. O volume de refração depende das propriedades dos dois meios físicos (em particular. O detector gera um pulso elétrico quando entra em contato com a luz. converte-o e transmite-o por pulsos de luz. Nos ângulos cuja incidência ultrapasse um determinado valor crítico.1.16 (b).16 – (a) Três exemplos de um feixe de luz dentro de uma fibra de sílica com a fronteira ar/sílica em diferentes ângulos (b) reflexão de um raio de um feixe de luz abaixo do ângulo crítico Com relação à capacidade de transmissão. Convencionalmente. de seus índices de refração). No entanto. na prática. o raio sofre uma refração (desvio) na fronteira sílica/ar. essas fibras são menos sensíveis a esse fenômeno do que as fibras multimodais.1 Tipos de fibras a) Multimodo com índice degrau Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada basicamente pela dispersão modal.Km. como mostra a Figura 3. Figura 3. produz um ângulo β1. Esse feixe pode se propagar por muitos quilômetros sem sofrer praticamente nenhuma perda.

quando o fator de perda é dois. A atenuação do tipo de vidro usado nas fibras é mostrada na Figura abaixo. . Elas já mostraram que feixes laser de alta potência podem conduzir uma fibra em uma distância de 100 quilômetros sem utilizar repetidores. obtemos atenuação de 10 log 10 2 = 3 dB. apesar de fazê-lo em velocidades mais baixas. na prática. e não por água. Devido a esta característica. As fibras monomodais atualmente disponíveis podem transmitir dados a uma velocidade de muitos Gbps em uma distância de 30 km. por sua vez. A luz visível tem comprimentos de onda ligeiramente mais curtos. que.17 – Tipos de fibra existentes 3. A figura mostra a parte infravermelha do espectro. A atenuação em decibéis é obtida com a seguinte fórmula. Pesquisas sobre fibras que utilizam o érbio prometem alcançar distâncías ainda maiores sem repetidores.Km. o vidro podia ter no máximo 1 mm de espessura para que a luz pudesse atravessá-lo. é produzido a partir da areia. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  30 c) Monomodo Estas fibras são insensíveis a dispersão modal. Os antigos egípcios já dominavam a manufatura do vidro. assim como vemos o solo quando voamos de avião em um dia ensolarado. A atenuação da luz através do vidro depende do comprimento de onda da luz.4. mas. é a usada. seria possível ver o fundo do mar da superfície. uma matéria-prima barata e abundante. que. Já foram feitas experiências com taxas de dados muito mais altas entre pontos mais próximos. O vidro usado nas modernas fibras óticas são tão transparentes que. que variam de 0. Figura 3. se o mar fosse formado por esse tipo de vidro.7 mícron (1 mícron é igual a 10-6 metros).4 a 0.1. Atenuação em decibéis = 10 log 10 potência transmitida potência recebida Por exemplo. em decibéis por quilômetro linear de fibra. O vidro transparente usado nas janelas foi desenvolvido durante a Renascença. esta fibra pode atingir taxas de transmissão na ordem de 100 Ghz.2 Transmissão de luz através da fibra As fibras óticas são feitas de vidro. para eles. que é a reflexão da onda luminosa em diferentes tempos.

os cabos de fibra terrestres são colocadas no solo a um metro da superfície. há um revestimento plástico fino com finalidade de proteger a camada anterior. mas.55 micra.1. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  31 A comunicação utiliza três bandas de comprimento de onda. Uma forma de impedir que a expansão desses pulsos se sobreponha é aumentar a distância entre eles. os lasers e os chips podem ser produzidos a partir do mesmo material (arsenieto de gálio). Figura 3. O núcleo da fibra é envolvido por uma proteção de vidro cujo índice de refração é inferior ao do núcleo. onde podem ser arrastados por redes de pesca ou comidos por tubarões.19 (b) mostra um cabo com três fibras. respectivamente.85. descobriu-se que. . o mundo assiste a um grande esforço de pesquisa no sentido de colocar em prática as experiências que estão sendo feitas em laboratórios com os solitons.3 Cabos de fibra Os cabos de fibra ótica são semelhantes aos coaxiais. Geralmente. os cabos de fibra transoceânicos são enterrados em trincheiras por uma espécie de arado marítimo.19 – (a) Perspectiva lateral de uma fibra. o que. todos os efeitos da dispersão são cancelados e é possível enviar pulsos por milhares de quilômetros sem que haja uma distorção significativa. Essa expansão é chamada de dispersão.4. No centro.30 e 1. Felizmente. onde ocasionalmente são atacados por pequenos animais roedores. Nas fibras multimodais. Nas fibras monomodais.19 (a) mostra a perspectiva lateral de uma fibra. eles são depositados no fundo. só pode ser feito com a redução da taxa de sinalização. para manter a luz no núcleo. protegidos por uma capa externa. O volume da dispersão vai depender do comprimento da onda. As duas últimas têm boas propriedades de atenuação (uma perda inferior a 5 por cento por quilômetro) A banda de 0. Normalmente. As três bandas entre 25 e 30 mil GHz de largura. Perto da praia. a exceção fica por conta da malha entrelaçada. A Figura 3.85 mícron tem uma atenuação maior. Elas são centralizadas em 0.18 – bandas de freqüências utilizadas para transmissão nas fibras Os pulsos de luz enviados através de uma fibra se expandem à medida que se propagam. A Figura 3. quando os pulsos são produzidos com um formato especial relacionado ao recíproco do co-seno hiperbólico. Esses pulsos são chamados de solitons. 3. o núcleo tem 50 micra de diâmetro. fica o núcleo de vidro através do qual se propaga a luz. (b) Extremidade de um cabo com 3 fibras. Em águas profundas. no entanto. o núcleo tem entre 8 e 10 micras. 1. Figura 3. as fibras são agrupadas em feixes. Em seguida. por outro lado. Atualmente. o que corresponde à espessura de um fio de cabelo humano. nesse comprimento de onda.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  32 As fibras podem ser conectadas de três diferentes formas. como mostra a Tabela 3. como mostra a Figura 3.20. Eles têm diferentes propriedades. Os conectores perdem de 10 a 20 por cento da luz. Duas fontes de luz podem ser usadas para fazer a sinalização. elas podem ser encaixadas mecanicamente. há uma pequena atenuação. um conjunto de ligações ponto a ponto. podem ocorrer reflexões no ponto de junção e a energia refletida pode interferir no sinal.20. A interface de cada computador percorre o fluxo de pulsos de luz até a próxima ligação e também serve como junção em forma de T para permitir que o computador envie e aceite mensagens. Figura 3. O alinhamento pode ser melhorado com a passagem de luz através da junção. Em primeiro lugar. o que limita as taxas de dados a 1 Gbps. mostrado na Figura 3. e um pulso de luz deve conduzir energia suficiente para ser detectado. o tempo de resposta de um fotodiodo é 1 nanossegundo. Uma forma de contornar esse problema é perceber que uma rede em anel é. O ruído térmico também é importante. um fotodiodo (para recepção) O conector em si é completamente passivo e. Um conector tem um diodo emissor de luz ou um diodo a laser na sua extremidade (para transmissão) e o outro. Em geral. No máximo. os diodos emissores de luz e os lasers semicondutores. Um encaixe por fusão é quase tão bom quanto uma fibra inteira. 3.1. Dois tipos de interfaces são usados. a taxa de erros pode se tornar arbitrariamente pequena. pois um diodo emissor de luz ou um fotodiodo quebrado não compromete o anel. elas podem ter conectores em suas extremidades e serem plugadas em sockets de fibra. mas facilitam a reconfiguração dos sistemas. Nos três tipos de encaixe.4.4. Nesse caso. é o repetidor ativo. ele deixa um computador off-line. Em segundo lugar.20 – Um anel de fibra ótica com repetidores ativos O outro tipo de interface. . as duas extremidades são cuidadosamente colocadas uma perto da outra em uma luva especial e encaixadas em seguida. Com pulsos de potência suficiente. por essa razão. As junções mecânicas são encaixadas em 5 minutos por uma equipe devidamente treinada e resultam em uma perda de 10 % da luz. Item Taxa de dados Modo Distância Vida Útil Sensibilidade à temperatura Custo LED Baixa Multimodo Pequena Longa Insignificante Baixo custo Laser Semicondutor Alta Multimodo ou monomodo Longa Curta Substancial I Alto custo Tabela 3. no entanco. na verdade. A luz recebida é convertida em um sinal elétrico. dois pedaços de fibra podem ser fundidos de modo a formar uma conexão sólida. seguido de pequenos ajustes cuja finalidade é maximizar o sinal. é extremamente confiável.4 Redes de fibra As fibras óticas podem ser usadas nas LANs e nas transmissões de longa distância.Uma comparação entre diodos semicondutores e emissores de luz utilizados como fontes de luz A extremidade de recepção de uma fibra ótica consiste em um fotodiodo. que emite um pulso elétrico quando entra em contato com a luz. nesse caso. Em terceiro lugar.4 . apesar de sua ser conexão mais complexa do que a conexão com uma rede Ethernet. Uma interface passiva consiste em dois conectores fundidos à fibra principal.

cuja manutenção é extremamente cara. a estrela passiva combina todos os sinais de entrada e transmite o resultado obtido em todas as linhas. na prática. ela é fina e leve. Como a transmissão é basicamente unidirecional. Além da remoção. Por outro lado. os repetidores só são necessários a cada 30 quilômetros de distância. A fibra tem muitas vantagens. a fibra é mais leve que o cobre. Na prática. ela pode gerenciar larguras de banda muito mais altas do que o cobre.21 – Uma conexão em estrela passiva em uma rede de fibra ótica Por mais estranho que possa parecer. por isso. o número total de computadores e o tamanho total do anel acabam sofrendo grandes restrições. A interface com o computador é um fio de cobre comum que passa pelo regenerador de sinal. o que. A razão para que a fibra seja melhor do que o cobre é inerente às questões físicas subjacentes a esses dois materiais. Duas fibras têm mais capacidade e pesam apénas 100 kg. Muitos dos dutos de cabo atuais estão completamente lotados. o número de nós da rede é limitado pela sensibilidade dos fotodiodos. representa uma economia significativa. Ela também está imune à ação corrosiva de alguns elementos químicos que pairam no ar e. Devido à baixa atenuação. cada interface tem uma fibra entre seu transmissor e um cilindro de sílica. são afetados pelos elétrons existentes fora do fio. interferência magnética ou quedas no fornecimento de energia. possibilitar a transmissão dos dados. no entanto. dessa forma. Esses dispositivos dispensam as conversões óticas/elétricas/óticas. significa que o anel pode ter qualquer tamanho. Uma topologia em anel não é a única forma de se construir uma LAN usando fibras óticas. que é mostrada na Figura 3. em comparação com os cinco quilômetros que separam cada repetidor nas conexões via cobre. como o sinal é regenerado em cada interface. Nas novas rotas. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  33 tem sua capacidade regenerada caso ela tenha sido enfraquecida e é retransmitida na forma de luz. isso significa que eles podem operar em larguras de banda extremamente altas. as fibras têm preferência por terem um custo de instalação muito mais baixo. além do mais. Figura 3. Nesse projeto. que a fibra é uma tecnologia nova. Já estão sendo usados repetidores puramente óticos. adapta-se muito bem a regiões industriais. as fibras fundidas à outra extremidade do cilindro são conectadas a cada um dos receptores. Quando os elétrons se movem dentro de um fio. ele é difundido dentro da estrela passiva para iluminar todos os receptores e. A fibra também tem a vantagem de não ser afetada por picos de voltagem. Por fim. o cobre tem um excelente valor de revenda para as refinarias especializadas. eles afetam um ao outro e. que requer conhecimentos de que a maioria dos engenheiros não dispõe. as fibras não desperdiçam luz e dificilmente são interceptadas. as companhias telefônicas gostam da fibra por outra razão. Apenas essa característica justificaria seu uso nas redes de última geração. Como a energia de entrada é dividida entre todas as linhas de saída. do cobre por fibras deixar os dutos vazios. Além disso. Quando uma interface emite um pulso de luz. Os fótons de uma fibra não afetam um ao outro (não têm carga elétrica) e não são afetados pelos fótons dispersos existentes do lado de fora da fibra. as ligações individuais entre os computadores podem ter quilômetros de distância. desfeita. Vale lembrar. o anel será interrompido e a rede. o que. reduzindo de maneira significativa a necessidade de sistemas mecânicos de suporte. Também é possível ter um hardware se comunicando através do uso de uma estrela passiva. Por essas razões. As interfaces passivas perdem luz em cada junção. Comparação das Fibras Óticas e dos Fios de Cobre É instrutivo comparar a fibra com o cobre. pois trata-se de um minério de altíssima qualidade. consequentemente. de modo que não há espaço para aumentar. Da mesma forma. Se um repetidor ativo entrar em pane.21. e as fibras de entrada são fundidas em uma extremidade do cilindro. Para começo de conversa. e subseqüente substituição. trata-se de uma alternativa muito mais segura contra possíveis escutas telefônicas. a comunicação bidirecional exige duas fibras e duas bandas . Mil pares trançados com 1 quilômetro de comprimento pesam 8 t.

2.. Esses foram os últimos nomes criados e. todas as ondas eletromagnéticas viajam na mesma velocidade.. o raio X e o raio gama representariam opções ainda melhores. Super. Para os usuários móveis. de bolso ou de pulso sem depender da infraestrutura de comunicação terrestre. 3. média e alta freqüência.. O número de oscilações por segundo de uma onda eletromagnética é chamado de freqüência.. As freqüências listadas na parte inferior da Figura 3. mas eles são difíceis de produzir e modular.22 são os nomes oficiais definidos pela ITU. Portanto. ninguém esperava ultrapassar 10 Mhz.. A luz que circula pela fibra ótica situa-se no espectro do infravermelho e seu comprimento de onda está entre 10xE14 a 10xE15 Hz....... Fibras óticas são elementos de transmissão que utilizam sinais de luz codificados para transmitir os dados.[300Hz ate 3000Hz] VLF (Very Low Frequency)...[30000Hz ate 300000Hz] . No entanto.. Os termos LF.... desde que sejam moduladas a amplitude. devido a acidentes geográficos (montanhas. de 30 kHz a 300 kHz). Não é à toa que a moderna comunicação digital sem fio começou nas ilhas havaianas. os próximos padrões de alta freqüência terão nomes como Incredibly. Astonishingly e Prodigiously (IHF.. existem algumas outras circunstâncias em que os dispositivos sem fio são mais adequados do que os fixos.... Toda a comunicação sem fio é baseada nesse princípio... (lambda). O rádio. vamos apresentar os conceitos básicos da comunicação sem fio.. geralmente chamada de velocidade da luz... independente de sua freqüência. em inglês. o cabo coaxial e a fibra ótica não têm a menor utilidade.... pelo que se vê. palmtop.... f... todos sabemos que o futuro das comunicações de dados em distâncias significativas pertence à fibra. a velocidade cai para cerca de 2/3 desse valor e se torna ligeiramente dependente da freqüência. No entanto...000 Km/s. já que têm freqüências mais altas. já que ela tem uma série de aplicações importantes além da possibilidade de oferecer conectividade para quem deseja ler mensagens de correio eletrônico durante um vôo. Essas freqüências se baseiam nos comprimentos de onda. onde os usuários eram separados pelo oceano Pacífico e o sistema telefônico se mostrava totalmente inadequado... A velocidade da luz é o limite máximo que se pode alcançar.. florestas..). a microonda..... respectivamente. as interfaces de fibra são mais caras do que as interfaces elétricas... os elétrons criam ondas eletromagnéticas que podem se propagar através do espaço livre (inclusive em um vácuo). Extremely e Tremendously High Frequency. Quando se instala uma antena com o tamanho apropriado em um circuito elétrico.22. o par trançado. Eles precisam transferir dados para os seus computadores laptop. Todos os computadores... MF e HF são as abreviaturas. A luz ultravioleta.2 Meios não físicos de transmissão Estamos assistindo ao surgimento de pessoas totalmente viciadas em informações.. além de não se propagarem através dos prédios e serem perigosos para os seres vivos.. Finalmente. a freqüência ou a fase das ondas.. quando esses nomes foram criados..pelo físico alemão Heinrich Hertz em 1887. Essas ondas foram previstas pelo físico inglês James Clerk Maxwell em 1865 e produzidas e observadas pela primeira vez ... ou aproximadamente de 30 cm por nanossegundo.. A resposta para esses usuários está na comunicação sem fio.. Nesta seção.1 O Espectro Eletromagnético Quando se movem. 3. notebook.. só haverá dois tipos de comunicação. telefones e equipamentos de fax fixos serão conectados por fibra ótica e os móveis serão sem fio. A distância entre dois pontos máximos (ou mínimos) consecutivos é chamada de comprimento de onda.. no futuro. pessoas que precisam estar permanentemente online. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  34 de freqüência em uma fibra. o raio infravermelho e os trechos luminosos do espectro podem ser usados na transmissão de informações..[3000Hz ate 30000Hz] LF (Low Frequency).. de baíxa. as ondas eletromagnéticas podem ser transmitidas e recebidas com eficiência por um receptor localizado a uma distância bastante razoável. portanto. e é medida em Hz (em homenagem a Heinrich Hertz).. No vácuo. Algumas pessoas chegam a acreditar que. que é de cerca de 300.. pântanos etc..... Essa velocidade.. O espectro eletromagnético é mostrado na Figura 3. as comunicações por fibra e as sem fio. Very. a banda LF vai de 1 a 10 km (aproximadamente. Ultra.. Vê-se com clareza que.. AHF e PHF) ELF (Extremely Low Frequency.. Para obter maiores informações sobre todos os aspectos físicos da rede de fibra ótica. No cobre ou na fibra.. Nenhum objeto ou sinal pode se mover com maior rapidez do que ela. Quando há dificuldades para instalar cabos de fibra ótica em um prédio... que é universalmente designada pela letra grega λ.. deve-se recorrer à tecnologia da transmissão sem fio. foram atribuídos os seguintes nomes às bandas mais altas surgidas posteriormente. consulte Green (1993)..

2 Transmissão de Rádio As ondas de rádio são fáceis de gerar. a General Motors decidiu equipar seus novos Cadillacs com freios que impediam o travamento das rodas. as ondas de rádio estão sujeitas à interferência dos motores e outros equipamentos elétricos. mais ou menos 1/r' no ar. portanto. Nas bandas HF e VHF. o computador prendia e soltava os freios. Elas também são absorvidas pela chuva. os Cadillacs enlouqueciam. No entanto. todos os governos exercem um rígido controle sobre os transmissores de rádio. as ondas que alcançam a ionosfera. Devido à capacidade que as rádios têm de percorrer longas distâncias. Em todas as freqüências. esse raio de ação é bem menor. as ondas em nível do solo tendem a ser absorvidas pela terra. mas. o transmissor e o receptor não precisam estar cuidadosa e fisicamente alinhados. razão pela qual os rádíos portáteis funcionam em ambientes fechados. (2-2)J. o Cadillac próximo a ele passou a se comportar como um cava(o trotando. As ondas de rádio também são onidirecionais. As ondas de rádio nessas bandas atravessam facilmente os prédios. Depois de ser abordado pelo patrulheiro.2. percorrem longas distâncias e penetram os prédios facilmente e. particularmente quando estavam sendo observados por um guarda rodoviário. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  35 Figura 3. Eventualmente.23(a). seja em ambientes fechados ou abertos. as ondas de rádio tendem a viajar em linhas retas e a ricochetear nos obstáculos. Só depois de muita pesquisa eles descobriram que a fiação do Cadillac captava a freqüência usada pelo novo sistema de rádio da Patrulha Rodoviária de Ohio. as ondas de rádio atravessam os obstáculos. como mostra a Figura 3. O principal problema relacionado à utilização dessas bandas em comunicação de dados diz respeito à baixa largura de banda que oferecem [ver Eq. razão pela qual as estações de rádio Boston AM não podem ser ouvidas facilmente em Nova York.22 – O espectro eletromagnético e a maneira como ele é usado na comunicação 3. em vez de travá-los de verdade. começou a surgir um padrão. Por essa razão. um guarda rodoviário de Ohio começou a usar seu novo rádio móvel para falar com o quartel-general e. a interferência entre os usuários é um problema. e o controle era feito por computador. as ondas de rádio se propagam em nível do solo. A General Motors demorou a entender o motivo pelo qual os Cadillacs funcionavam sem problemas nos outros estados e outras estradas secundárias de Ohio. Nas faixas VLF. A radiodifusão em freqüências AM utilizam a banda MF. concedendo apenas uma exceção (discutida a seguir). às vezes. como se fosse uma antena. mas a potência cai abruptamente à medida que a distância da origem aumenta. mas somente quando trafegavam pelas estradas de Ohio. Quando o motorista pisava no pedal de freio. de repente. são largamente utilizadas para comunicação. Essas ondas podem ser detectadas dentro de um raio de 1 mil quilômetros nas freqüências mais baixas. Nas freqüências altas. Nas freqüências baixas. As propriedades das ondas de rádio dependem da freqüência. LF e MF. o que signífica que elas percorrem todas as direções a partir da origem. Um belo dia. portanto. Na década de 1970. nas mais altas. uma camada de partículas carregadas que giram em torno da terra a uma altura de 100 a 500 km são refratadas . Vale lembrar que o rádio onidirecional nem sempre é bom. o motorista disse que não tinha feito nada e que o carro tinha ficado louco de uma hora para outra.

Foi por essa razão que a MCI mudou de orientação com tanta rapidez. Ao contrário das ondas de rádio nas freqüências mais baixas.23 (b) . ao lado da estrada de ferro. Os operadores de radioamador utilizam essas bandas em conversas de longa distância. consequentemente. as ondas trafegam em linha reta e por essa razão podem ser captadas com mais facilidade. Além do mais. Na verdade. uma das grandes concessionárias de comunicações à longa distância dos Estados Unidos. Inc. As bandas de até 10 GHz agora são de uso rotineiro. Ele depende do tempo e da freqüência. Assim como acontece com o fading por múltiplos caminhos. trata-se de um grave problema. e pode ser mais barato do que reservar a fibra da companhia telefônica. era Microwave Communications. Em determinadas condições atmosféricas. fazendo com que eles se comuniquem com vários receptores alinhados em fileira sem que haja interferência. tornando-se uma companhia telefônica de longa distância. Esse efeito não causaria problema algum se estivéssemos planejando construir um gigantesco forno de microondas para ser usado a céu aberto. Essas ondas têm apenas alguns centímetros e são absorvidas pela chuva. muito embora o raio possa ser detectado no transmissor. mais distantes elas precisam estar. A mais importante delas é que a microonda dispensa a necessidade de se ter direitos sobre um caminho. (A Sprint trilhou outro caminho. mas a partir de 8 GHz surge um novo problema. Alguns operadores mantêm 10 por cento dos canais ociosos como sobressalentes. Elas têm uma série de vantagens significativas sobre a fibra.3 Transmissão de Microondas Acima de 100 MHz. o primeiro nome da MCI. Além disso. pois seu sistema foi originalmente desenvolvido em torres de microondas (grande parte dessa rede já foi adaptada para fibra). em comunicação. essa direcionalidade permite o alinhamento de vários transmissores em uma única fileira. os sinais podem ricochetear diversas vezes. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  36 por ela e enviadas de volta à terra. às vezes as torres acabam ficando em distâncias muito grandes. A distância entre os repetidores aumenta de acordo com a raiz quadrada da altura da torre. Além disso. Os militares também se comunicam nas bandas HF e VHF. é preciso instalar repetidores periodicamente. as ondas de rádio obedecem à Curvatura da terra. as microondas não atravessam os prédios. Quanto mais altas são as torres.2.23 – (a) Nas faixas VLF. A demanda por mais e mais espectro serve para manter o processo de aperfeiçoamento tecnológico. tratou de instalar os cabos de fibra ótica necessários. em telefones celulares. mas. Antes das fibras óticas. Consequentemente. ela se formou a partir da Southern Pacific Railroad. A microonda é relativamente barata. para onde alternam quando o fading por múltiplos caminhos perde a banda de freqüência temporariamente. Em resumo.. provocando uma grave escassez de espectro. As torres com 100 m de altura devem ter repetidores a cada 80 km.. na distribuição por televisão etc. VF e MF. A instalação de duas torres simples (com alguns postes com quatro esteios) e de antenas em cada um deles pode ser mais barato do que enterrar 50 quilômetros de fibra em uma congestionada área urbana ou montanhosa. . quando se compra um pequeno lote de terra a cada 50 quilômetros e nele é instalada uma pequena torre de microondas. ainda há alguma divergência no espaço. Algumas ondas podem ser refratadas nas camadas atmosféricas mais baixas e. durantes décadas essas microondas foram de fundamental importância para o sistema de transmissão telefônica de longa distância. como mostra a figura 3. Como as microondas viajam em linha reta. a comunicação por microondas é muito usada na telefonia à longa distância. mas as antenas de transmissão e recepção devem ser alinhadas com o máximo de precisão. Figura 3. elas ricocheteiam na atmosfera 3. a sua chegada pode ser mais demorada do que a das ondas diretas. especialmente se os custos com a retirada do cobre ainda não tiver sido feita. A concentração de toda a energia em um pequeno feixe através de uma antena parabólica oferece um sinal muito mais alto para a relação de ruído. (b) na HF. permitindo que as transmissões utilizem freqüências cada vez mais altas. Esse efeito é chamado de fading por múltiplos caminhos (multipath fading) e costuma provocar sérios problemas. absorção pela água. como acontece com uma ligação entre San Francisco e Amsterdam). que já detinha muitos direitos de caminho e. a única solução é desligar as ligações que estão sendo afetadas pela chuva e criar uma nova rota para elas. é possível ignorar o sistema telefônico e se comunicar diretamente.).

também existem as bandas de 902-928 MHz e de 5. Geralmente. Portanto. os organizadores conseguiram resolver a charada. prevenindo-os contra eventuais espionagens eletrônicas. há alguns quílõmetros dali. seriam desativadas. Uma banda é alocada em escala mundial. os transmissores que as utilizam não precisam de autorização do governo. 3. perdendo pouco a pouco as características de rádio.484 GHz. O calor do sol fez com que emanassem correntes de convecção do telhado do prédio. a principal virtude do laser. a banda industrial/científica/médica. 3. como mostra a Figura 3. a sinalização ótica coerente que utiliza raios laser é unidirecional. e Bantz e Bauchot. funcionam normalmente. videocassetes e estéreos empregam a comunicação infravermelha. Nos dois outros dias. depois de três dias.850 GHz. 1994. pois o sol 6rilha tanto no infravermelho como no espectro visível. os organizadores voltaram a testá-lo com todo o cuidado e mais uma vez tudo funcionou às mil maravilhas. certa vez. Como o PTC local não se dispôs a instalar um grande número de linhas telefônicas que. nos dias de sol. cada prédio precisa do seu próprio raio laser e do seu próprio fotodetector. No entanto. mencanismos de abertura de portão de garagem.2. Para direcionaram feixe de raios laser com 1 mm de largura a um alvo de 1 mm a 500 m. Tanembaum participou de uma conferência em um moderno hotel europeu cujos organizadores tiveram a felicidade de oferecer uma sala repleta de terminais para que os participantes pudessem ler suas mensagens de correio eletrônico durante as apresentações menos interessantes. Esse ar turbulento desviou o feixe e fez com que ele . A banda 900 MHz funciona melhor.5 Transmissão de Ondas de Luz A sinalização ótica sem guia está sendo utilizada há séculos. mas. Às 9h da manhã seguinte. É por essa razão que um sistema infravermelho instalado em um ambiente fechado não interfere em um sistema semelhante instalado nas salas adjacentes. ao contrário das microondas. Essas bandas são usadas para telefones sem fio. nos Estados Unidos e no Canadá. não atravessam objetos sólidos (para provar essa tese. os computadores e os escritórios de um prédio podem ser equipados com transmissores e receptores infravermelhos de características onidirecionais. A comunicação infravermelha não pode ser usada em ambientes abertos. Por exemplo. baratas e fáceis de construir. Pela sua própria natureza. E é exatamente por essa razão que os sistemas infravermelhos são mais seguros do que os sistemas de rádio. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  37 Além de serem usadas em transmissões de longa distância. Por esses rriotivos. também pode ser vista como uma grande limitação. mas ela está muito ocupada e o equipamento que a utiliza só pode ser operado na América do Norte. é preciso ter a pontaria de uma Annie Oakley moderna. Esse esquema oferece uma largura de banda muito alta a um custo bastante baixo. alto-falantes de alia fidelidade sem fio.2. o sistema entrou em pane e ficou fora do ar durante todo o dia. posicione-se entre o controle remoto e a televisão). Paul Revere usou a sinalização ótica binária na Old North Church antes de seu famoso feito.725-5. Ele também é relativamente fácil de ser instalado e. pois evitam os problemas de licenciamento. os organizadores colocaram um raio laser no telhado e o apontaram na direção do prédio de ciência da computação da universidade onde trabalhavam. Uma aplicação mais moderna é conectar as LANs em dois prédios através de raios laser instalados em seus telhados. Devido a essas propriedades. que só podem ser instalados com uma licença. No entanto. Al. Essas bandas são uma exceção à lei de licença. Para obter maiores informações sobre a comunicação infravermelha. Em geral. elas podem se sentar na sala de conferências e estar plenamente conectadas sem que seja necessário plugá-los a uma tomada. Depois da conferência. 2. Por outro lado. as microondas têm outro uso importante. o fato de as ondas infravermelhas não atravessarem paredes sólidas pode ser visto como uma qualidade.24. consulte Adams et. Uma das desvantagens dos feixes de raios laser é que eles não são capazes de penetrar a chuva ou a neblina. 1993. Nesse caso.4 Ondas milimétricas e infravermelhas As ondas milimétricas e infravermelhas sem guia são usadas em larga escala na comunicação de curto alcance. Eles haviam feito um teste na noite anteior à conferência. o infravermelho tornou-se um promissor candidato para as LANs sem fio instaladas em ambientes fechados. as ondas assumem um comportamento cada vez mais parecido com o da luz. Além dela. quando nos deslocamos do rádio de onda longa em direção à luz visível.400-2. Quando diversas pessoas comparecem a uma reunião com seus portáteis. assim. quando tudo funcionou perfeitamente bem. um feixe muito estreito. mas têm um grande inconveniente. computadores portáteis com recursos infravermelhos podem pertencer a uma LAN sem estarem fisicamente conectados a ela. portões de segurança etc. Os controles remotos utilizados nas televisões. essas bandas são populares para diversas formas de rede sem fio de curto alcance. em um belo dia de sol. o problema voltou a se repetir. não precisa de uma licença da FCC. ao contrário dos sistemas de rádio. os sistemas infravermelhos podem ser operados sem autorização do governo. As bandas mais altas exigem chips mais caros e estão sujeitas a interferências dos fornos de microondas e das instalações de radar. Essas ondas são relativamente direcionais. são colocadas lentes no sistema para desfocar levemente o feixe. À noite.

cada um deles ouve uma parte do espectro.1 Portanto. Os satélites de comunicação em altitudes baixas como essa são problemáticos porque eles ficam à vista das estações em terra por apenas um curto intervalo de tempo.1 Satélites Geossíncronos De acordo com a lei de Kepler. as pessoas tentavam criar sistemas de comunicação. só pode haver 360/2 = 180 satélites de comunicação geossíncronos ao mesmo tempo no céu.e criou um sistema operacional para comunicações costeiras que utilizava a lua em suas transmissões. Entretanto. o período é de cerca de 90 min. emitindo sinais a partir de balões de tempo metalizados. Alguns desses segmentos de órbita são reservados para outras classes de usuários (por exemplo. Os feixes inferiores podem ser largos. seria necessária uma antena orientável para rastreá-lo.2. Figura 3. no qual há 2 lasers. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  38 dançasse em torno do detector. ele gira na mesma velocidade que a Terra. aparentemente imóvel. Com a tecnologia atual. os sinais recebidos eram muito fracos para que tivessem algum uso prático. Uma situação em que o satélite permanece fixo no céu é extremamente desejável. É esse tipo de "visão" atmosférica que faz as estrelas piscarem (e é por essa razão que os astrônomos colocam os telescópios no topo das montanhas). o período do satélite é de 24 horas. ou estreitos. 1 Para os puristas. Próximo à superfície terrestre. a Marinha dos Estados Unidos detectou um tipo de balão de tempo que ficava permanentemente no céu . O progresso no campo da comunicação celeste precisou esperar ate que o primeiro satélite de comunicação fosse lançado em 1962. Um satélite de comunicação pode ser considerado como um grande repetidor de microondas no céu. Infelizmente. não é muito inteligente ter satélites com espaços menores que 2 graus no plano equatorial de 360 graus. pois. caso contrário. cobrindo uma área com apenas centenas de quilômetros de diâmetro. amplifica os sinais de entrada e os transmite novamente em outra freqüência. Com um espaçamento de 2 graus. A figura mostra um sistema bidirecional. para evitar interferência. .2. uso governamental e militar etc. para evitar interferência com o sinal de entrada. numa razão exponencial de 3/2. 3.09 segundos. o período orbital de um satélite varia de acordo com o raio orbital. Os satélites de comunicação possuem algumas propriedades interessantes. Ele contém diversos transponders. 3. que os tornam atrativos para muitas aplicações.000 Km acima do equador.6. o índice de rotação é o dia sideral: 23 horas 56 minutos e 4.). transmissões televisivas.24 – Correntes de convecção podem interferir nos sistemas de comunicaçãoà laser. Esse mesmo ar também é o responsável pelas estradas bruxuleantes em dias quentes e pelas imagens tremidas quando olhamos para cima de um radiador quente. A principal diferença entre um satélite artificial e um real é que o artificial amplifica os sinais antes de enviá-los de volta. cobrindo uma fração substancial da superfície terrestre. Em seguida.6 Satélites de Comunicação Na década de 50 e no início dos anos 60 (1960). transformando uma estranha curiosidade em um avançado sistema de comunicação. Um observador examinando um satélite em uma órbita equatorial circular o vê parado em um local fixo no céu.a lua . em uma altitude de aproximadamente 36.

Além disso. é necessária umaestação em terra especial. um satélite de comunicação para os Estados Unidos teria um feixe amplo para os 48 estados contíguos. Cada feixe descendente pode ser focalizado em uma pequena área geográfica. dois ou mais satélites poderiam ocupar um segmento de órbita. cada um com uma largura de banda de 36 a 50 MHz. pois também são usadas por concessionárias de comunicações para ligações de microondas terrestres. cada um dos 180 satélites possíveis poderiam ter diversos fluxos de dados em ambas as direções simultaneamente. através da utilização de diversas estações em terra amplamente separadas. os satélites podem ficar a uma distância mais próxima do que 1 grau. Figura 3. A banda C foi a primeira a ser atribuída ao tráfego de satélite comercial. em geral. Um novo desenvolvimento no mundo dos satélites de comunicação são as microestações de baixo custo. existe um outro problema: a chuva.25 . o tempo de trânsito de um ponto a outro fica entre 250 e 300 ms.2 Kbps. A desvantagem de ter estações de usuário final mais baratas é o maior retardo. 1994). Para começar. com freqüência. às vezes chamadas de VSATs (Very Small Aperture Terminais) (Ivancic et al. o transmissor ou o receptor possui uma grande antena e um amplificador de grande potência. Os satélites de comunicação têm diversas propriedades que sio radicalmente diferentes das ligações ponto a ponto terrestres. mas o downlink exige mais 512 Kbps. Entretanto. Nos primeiros satélites. podem acontecer diversas transmissões ascendentes e descendentes simultaneamente. como mostra a Figura 3. é óbvio). as microestações não têm energia suficiente para se comunicarem diretamente com as outras (via satélite. Para uma conexão full-duplex é necessário um canal em cada direção. Geralmente. a divisão dos transponders em canais era estática. 800 canais de voz digitais de 64 Kbps ou várias outras combinações. nessas freqüências. dois transponders podem usar polarizações diferentes do sinal. portanto. Esses pequenos terminais tem antenas de 1 m e podem consumir cerca de 1 watt de energia. a inferior para tráfego downlink (a partir do satélite) e a superior para tráfego uplink (para o satélite). Em geral. Os primeiros satélites tinham um feixe espacial que iluminava toda a Terra. Essa banda não está (ainda) congestionada e. os satélites que utilizam diferentes partes do espectro não têm problemas de conflito. Duas faixas de freqüência foram atribuídas a ela. Cada satélite é equipado com diversas antenas e vários transponders. Em muitos sistemas VSAT. Felizmente. Por isso.. eles podem usar a mesma banda de freqüência sem que haja interferência. a distância de ida e volta introduz um retardo substancial. Dividia-se a largura de banda em bandas de freqüência fixa (FDM). Hoje em dia.26 Nesse modo de operação. apesar de os sinais enviados e recebidos por um satélite trafegarem na velocidade da luz (aproximadamente 300. mas o equipamento necessário para usá-la ainda continua caro. tornou-se viável uma estratégia de transmissão mais sofisticada. Dependendo da distância entre o usuário e a estação em terra e da elevação do satélite acima do horizonte. A água é um grande absorvente dessas microondas curtas. têm sido feitos acordos internacionais a respeito de quem pode usar quais freqüências e segmentos de órbita. esses feixes pontuais são elipticamente formados e podem ter algumas centenas de quilômetros de diâmetro.As principais bandas de satélite A próxima freqüência mais alta para concessionárias de telecomunicações comerciais é a Ku. o problema pode ser contornado com antenas.000 Km/s). em vez de apenas uma. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  39 Felizmente. portanto. Como alternativa. Essas bandas já estão sobrecarregadas. a diminuição do tamanho e a exigência de equipamentos microeletrônicos. com uma grande antena de alto ganho para retransmitir o tráfego entre os SATs. Um transponder de 50 Mbps pode ser usado para codificar um único fluxo de dados de 50 Mbps. a multiplexação por divisão do tempo também é usada devido à sua maior flexibilidade. o hub. além dos feixes pontuais para o Alasca e o Havaí. Além dessas bandas comerciais também existem muitas bandas governamentais e militares. Em vez disso. Na banda Ka também foi alocada largura de banda para o tráfego de satélite comercial. são localizadas grandes tempestades. Um satélite típico possui de 10 a 20 transponders. . se operassem em diferentes freqüências Para evitar o caos total no céu.25. Normalmente. cabos e equipamentos eletrônicos extras para que se possa alternar rapidamente entre as estações. Portanto. Com a enorme queda de preço. As principais bandas comerciais são listadas na Figura 3. O valor típico é 270 ms (540 ms para um sistema VSAT com um hub). o uplink é adequado para 19.

todos quiseram lançar uma cadeia de satélites de baixa órbita. As pessoas com poucos conhecimentos de química podem pensar nessa disposição como um imenso átomo de disprósio. Mais tarde. Enviar uma mensagem para milhares de estações localizadas no diâmetro de um transponder não custa mais caro do que enviar para apenas uma. Os satélites também proporcionam taxas de erro excelentes e podem ser explorados quase que instantaneamente. Figura 3.2.27 (a). para um total de 283.6. Ele utiliza os conceitos de rádio celular. Para algumas aplicações. Esse serviço concorre diretamente com PCS/PCN e os torna desnecessários. o projeto teve seu nome alterado para Dysprosium (o elemento 66). A criptografia é essencial quando a segurança é necessária. como no rádio celular convencional. o que provavelmente soava muito mais como uma doença do que como um satélite.27 (b). O serviço de uma chamada transcontinental não custa mais do que uma chamada entre um lado e outro da rua.628 células sobre a superfície da Terra. como sugere a Figura 3. Essa proposta criou um frenesi entre as outras empresas de comunicação. toda a Terra seria coberta. Subitamente. O objetivo básico do Iridium é fornecer um serviço de telecomunicações de amplitude mundial através de dispositivos portáteis que se comunicam diretamente com os satélites Iridium. Cada satélite teria um máximo de 48 feixes pontuais. como mostra a Figura 3. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  40 Outra propriedade importante dos satélites é que basicamente eles são meios de difusão.26 .272 canais mundiais. mas com uma diferença. tendo a Terra como o núcleo e os satélites como elétrons. com um satélite a cada 32 graus de latitude. com um total de 1. Por isso. Aqui. um detalhe fundamental para a comunicação militar.2 Satélites de baixa órbita Durante os primeiros 30 anos da era do satélite. Com seis eixos de satélite. A idéia era que assim que um satélite estivesse fora de vista. mas os usuários são móveis. os satélites de baixa órbita raramente eram usados para comunicação porque apareciam e desapareciam de vista muito rapidamente. As frequências poderiam ser reutilizadas duas células depois. Mesmo quando a difusão pode ser simulada através do uso de uma linha ponto a ponto. a difusão do satélite pode ser mais barata. Eles poderiam ser dispostos em eixos norte-sul. a Motorola deu início a um novo empreendimento e enviou um requerimento à FCC solicitando a permissão para lançar 77 satélites de baixa órbita do projeto Iridium (o elemento 77 é o irídio). fax e navegação em qualquer lugar da terra. Há serviços de voz.VSATs usando um hub Nos satélites. em órbitas polares circulares. as células são fixas. cada satélite possui um número substancial de feixes pontuais que varrem a Terra à medida que o satélite se move. 3. Alguns desses seriam . outro o substituiria. do ponto de vista da segurança e da privacidade. paging. mas os outros são semelhantes. dados. Em 1990. Cada célula teria 174 canais full-duplex. Aqui descreveremos brevemente o sistema Iridium. nesse sistema as células e os usuários são móveis. mas as técnicas usadas para o rádio celular são igualmente aplicáveis tanto no caso de a célula deixar o usuário quanto no caso de o usuário deixar a célula. o custo de transmissão de uma mensagem é independente da distância percorrida. o plano foi revisado no sentido de se usar apenas 66 satélites. os satélites são um completo desastre: todo mundo pode ouvir tudo. Os satélites devem ser posicionados em uma altitude de 750 Km. Por outro lado. Normalmente. Portanto. essa propriedade é muito útil.

mesmo em áreas subdesenvolvidas. Figura 3. esse quadro se alterou radicalmente.27 (a) Os satélites do Irídium formam seis eixos em torno da terra (b) 1. Isso era praticamente tudo o que existia na época. em áreas desenvolvidas. Havia modems de 1. em 1984 nos Estados Unidos e um pouco mais tarde na Europa. Se essa tecnologia puder fornecer um serviço universal em qualquer lugar da Terra por esse preço. Há 20 anos. As companhias telefônicas começaram a substituir suas redes de longa distância por fibra ótica e introduziram serviços de alta largura de banda.) Os uplinks e os downlinks poderiam operar na banda L. essa largura de banda não está disponível para a maioria dos usuários. em princípio. Uma comparação entre a comunicação por satélite e a comunicação terrestre é instrutiva. Além disso. poderiam ser retransmitidas entre os satélites localizados na banda Ka. examinaremos alguns desses mercados. em troca. é improvável que o projeto morra por falta de clientes. Essas empresas também pararam de cobrar preços altos por ligações interurbanas para subsidiar o serviço local. Afinal de contas. O custo projetado para o usuário final seria em torno de 3 dólares por minuto. mais largura de banda Potencial do que todos os satélites lançados. as conexões de fibra terrestre pareciam ser a melhor opçao a longo prazo. a 1. impedindo o fornecimento de uma alta banda a usuários individuais. tinham lucro garantido em seus investimentos. como SMDS e B-ISDN. pensava-se que o futuro da comunicação residia nos satélites de comunicação. Entretanto. (Os dispositivos de paging imaginados poderiam mostrar duas linhas de texto alfanuméricos. Subitamente. o sistema telefônico mudou muito pouco nos últimos 100 anos e não mostrou sinais de mudança para os próximos 100 anos. O fator de limitação seriam os segmentos de uplink/downlink.200 bps disponíveis para as pessoas que precisavam transmitir dados. Esse movimento glacial foi causado em grande parte pelo ambiente regulador no qual esperava-se que as companhias telefônicas fornecessem bons serviços de voz a preços razoáveis (o que elas fizeram) e. o que requer pouquíssima largura de banda. As mensagens recebidas por um satélite.628 células sobre a superfície da terra . A Motorola estima que 200 MHz seriam suficientes para todo o sistema. o Iridium enfrentaria intensa concorrência do PCS/PCN (com seus telepontos de configuração especial). Apesar de uma única fibra ter. As fibras que estão sendo instaladas atualmente são usadas no sistema telefônico para tratar diversas chamadas interurbanas ao mesmo tempo. apareceriam aos montes. os satélites de comunicação têm mercados muito importantes que a fibra não é capaz de alcançar. mas destinadas a um satélite remoto. Com o surgimento da concorrência. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  41 para paging e navegação. possibilitando a comunicação com um satélite através de um pequeno dispositivo alimentado por bateria. Agora. Empresas e pessoas físicas que quisessem ser contactadas todo o tempo. Existe largura de banda suficiente no espaço cósmico para as ligações entre satélites.6 GHz.

b) O par trançado categoria 3 e 4 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. b) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Monomodo.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando par trançado e sinal digital.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando fibra ótica e sinal digital. 4) Assinale a alternativa correta: a) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Multimodo índice gradual. 8) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por microondas. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  42 Questionário: 1) Assinale a alternativa correta: a) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. enquanto o par trançado STP é desprotegido. 2) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado UTP possui uma blindagem. 6) Por que o sistema Irídium recebeu este nome? 7) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por infravermelho. O espectro da luz visível. indicando se a mesma é Verdadeira ou Falsa: V F a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) n) o) p) q) r) s) t) u) v) x) Canal e meio de comunicação são sinônimos Para que um sinal passe por um canal é necessário que seu espectro esteja contido na banda do canal A banda de passagem de uma linha física é a mesma de um canal de voz Um meio de transmissão comporta apenas um circuito de comunicação individual Em qualquer meio de transmissão. b) O par trançado STP possui uma blindagem. 9) Assinale com um X na resposta certa. meios físicos e não físicos. a transmissão é analógica Fibras monomodo utilizam ILDs As fibras utilizam luz no espectro do ultravioleta Os sistemas de microondas e os satélites Geoestacionários usam as mesmas faixas de freqüência O meio físico mais utilizado para transmissões no Brasil atualmente é o cabo coaxial Fibras monomodo têm um maior alcance do que as multimodo As ondas de rádio atravessam prédios As ondas infravermelhas atravessam prédios As ondas microondas atravessam prédios As ondas microondas atravessam paredes normais O número de satélites Geoestacionários é ilimitado m) A fibra ótica multimodo é mais rápida que a monomodo na transmissão dos dados w) A transmissão via laser é direcional é não pode ter qualquer obstáculo físico no caminho . 3) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado categoria 3 e 5 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. O cabo coaxial de 50 ohms utilizava o conector tipo vampiro nas redes locais O cabo coaxial de 75 ohms é usado no sistema de TV a cabo O cabo coaxial de 75 ohms é melhor do que o de 50 ohms para transmissão analógica a grande distância O cabo coaxial de 50 ohms utiliza o conector T O cabo coaxial 10Base2 é o de 75 ohms. enquanto o par trançado UTP é desprotegido. b) O padrão 802. 5) Assinale a alternativa correta: a) O padrão 802. meios analógicos e meios digitais. Nas redes locais com par trançado. a capacidade é inversamente proporcional à distância Espectro é a representação das freqüências que um determinado canal deixa passar. b) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias.

as características mecânicas (tipo de conectores. token bus (permissão em barra) e token ring (permissão em anel). 802. pelo NIST como padrões governamentais e pela ISO como padrões internacionais (conhecido como ISO 8802). O padrão 802. As três seções a seguir explicam esses três sistemas. Por outro . Os padrões IEEE 802 foram adotados pelo ANSI como padrões nacionais americanos.1. respectivamente. A existência da subcamada MAC na arquitetura IEEE 802 reflete uma característica própria das redes locais. especifica os mecanismos que permitem gerenciar a comunicação a nível de enlace de dados. Esses padrões foram posteriormente revisados e republicados como padrões internacionais pela ISO com a designação ISO 8802.5 . no que diz respeito à topologia e ao meio de transmissão propriamente dito.1 Enlace Física LLC MAC 802. O comitê 802 publicou um conjunto de padrões nacionais americanos pelo Americans National Standards Institute (ANSI). Para obter maiores informações. inicialização das funções de transmissão e recepção de bits. Os padrões são divididos em partes.) e as características funcionais e de procedimentos (tempo de duração de bit ou velocidade de transferência de bits.1 Camada física Tem como função prover os serviços básicos de transmissão e recepção de bits através de conexões física. 4. incluem CSMA/CD. Cada padrão abrange a camada física e o protocolo de subcamada MAC.3 802. consulte Stallings (1993). Esses padrões.5 descrevem os três padrões de LAN.1.1 oferece uma introdução ao conjunto de padrões e define as primitivas da interface. O modelo de referência elaborado pelo IEEE definiu uma arquitetura com três camadas (veja figura 8. cada uma publicada como um livro independente. define as características elétricas (níveis de tensão. coletivamente conhecidos como IEEE 802.2 IEEE Figura 4.2 descreve a parte superior da camada de enlace de dados. a qual utiliza o protocolo LLC (Logical Link Control).2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) A subcamada MAC da arquitetura IEEE 802.4 802. sendo que cada camada foi orientada para o desenvolvimento de redes locais. O padrão IEEE 802 Com o objetivo de elaborar padrões para redes locais de computadores nasceu o projeto IEEE 802. mas são compatíveis na camada de enlace de dados.1 Camadas do modelo IEEE 4.).3 a 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  43 4. O IEEE produziu vários padrões para LANs. os padrões CSMA/CD. etc. que é a necessidade de gerenciar enlaces de dados com origens e destinatários múltiplos num mesmo meio físico de transmissão como no caso das topologias em anel e barramento. apresentando as seguintes características: a) correspondência máxima com o RM-OSI b) interconexão eficiente de equipamentos a um custo moderado c) implantação da arquitetura a custo moderado As três camadas da arquitetura IEEE são: – Camada física – Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) – Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) OSI 802. O padrão 802. A existência da subcamada MAC permite o desenvolvimento da subcamada superior (LLC) com um certo grau de independência da camada física. Assim. Os vários padrões diferem na camada física e na subcamada MAC. token bus e token ring. que ficou a cargo de um comitê instituído em fevereiro de 1980 pela IEEE Computer Society (Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos).1 – Relação entre os padrões IEEE 802 e RM-OSI 4.) das conexões físicas. As partes de 802. dimensões do suporte físico de transmissão.. impedância. etc.1). etc..

3. Todas as estações que colidirem terminam sua transmissão. 4. de seqüência e de controle de fluxo. 1976).5 (ISO 8802/5): rede em anel utilizando passagem de permissão como método de acesso. Neste tipo de serviço não há. nem controle da cadência de transferência das unidades de dados (controle de fluxo). token ring e token bus. de modo a incorporar as funções de recuperação de erros. em determinada época. que utiliza o protocolo LLC. É suposto que as camadas superiores possuam tais mecanismos de modo a tornar desnecessária sua duplicação nas camadas inferiores. antes da fase de troca de dados propriamente dita.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) A subcamada se encarrega de prover às camadas superiores os serviços que permitem uma comunicação confiável de sequência de bits (quadros) entre os sistemas usuários da rede. que funcionavam em velocidades entre 1 a 10 Mbps em diversos meios. Além disso. Maiores informações a respeito do padrão IEEE para redes locais podem ser encontradas no anexo I desta apostila. O padrão IEEE 802. Padrão IEEE 802. que são os principais protocolos utilizados para controle de acesso ao meio compartilhado.3 tem uma história interessante.1 é um documento que descreve o relacionamento entre os diversos padrões IEEE 802 e o relacionamento deles com o modelo RM-OSI. portanto. – Padrão IEEE 802. 94 Mbps a ser conectado a 100 estações de trabalho pessoais em um cabo de 1 km (Metcalfe e Boggs. O padrão ANSI/IEEE 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  44 lado. o cabeçalho de um campo também é uma outra diferença entre eles (o campo de comprimento 802.3 e Ethernet O padrão IEEE 802. um novo padrão IEEE é criado para normalização do mesmo.3 é para uma LAN CSMA/CD 1-persistente. caso contrário.1 especificam diferentes opções de nível físico e protocolos da subcamada MAC para diferentes tecnologias de redes locais: – Padrão IEEE 802. aguardam durante um período aleatório e repetem o processo inteiro novamente. ela escuta o cabo. os cientistas presumiram que o espaço deveria ser preenchido com algum meio etéreo no qual a radiação se propagava. a DEC e a Intel criaram um padrão para um sistema Ethernet de 10 Mbps.2 (ISO 8802/2) descreve a subcamada superior do nivel de enlace. que a radiação eletromagnética se propagava. nem controle para recuperação de erros ou anomalias. e a Xerox criou um sistema CSMA/CD de 2. Cada vez que uma novo meio de transmissão é utilizado nas redes locais. ela começa imediatamente a transmissão. como referência ao éter luminífero através do qual se pensou. E assim por diante. O início verdadeiro foi o sistema ALOHA construído de forma a permitir a comunicação entre máquinas dispersas pelas ilhas Havaianas. haverá uma colisão. foi acrescentada a detecção de portadora. O próximo capítulo apresenta os principais protocolos de acesso múltiplo existentes. em 1887. A especificação da subcamada LLC prevê a existência de três tipos de serviços básicos. Se duas ou mais estações começarem a transmitir simultaneamente em um cabo desocupado. O padrão 802. Os outros padrões que aparecem na figura 8. quando uma estação quer transmitir. dentre eles se encontram o CSMA/CD. os físicos descobriram que a radiação eletromagnética poderia se propagar no vácuo.2. 4. Um segundo serviço consiste no estabelecimento de uma conexão a nível de enlace de dados.4 (ISO 8802/4): rede em barra utilizando passagem de permissão como método de acesso – Padrão IEEE 802. Se o cabo estiver ocupado. Mais tarde. . Esse padrão formou a base do 802. O padrão inicial também fornece os parâmetros para um sistema de banda básica de 10 Mbps que utiliza cabos coaxiais de 50 ohms. Somente depois da famosa experiência de Michelson-Morley. Para relembrar. Esse sistema foi chamado de Ethernet.) A Ethernet da Xerox foi tão bem-sucedida que a Xerox.3 (ISO 8802/3): rede em barra utilizando o CSMA/CD como método de acesso.3 difere da especificação Ethernet por descrever uma família inteira de sistemas CSMA/CD 1-persistente.3 é usado para tipo de pacote em Ethernet). Esse documento contém também padrões para gerenciamento da rede e informações para a ligação inter-redes. a própria subcamada MAC é relativamente sensível a esses elementos.1. (Quando o físico britânico do século XIX James Clerk Maxwell descobriu que a radiação eletromagnética poderia ser descrita como uma equação de onda. O terceiro serviço refere-se a um serviço sem conexão com reconhecimento utilizado em aplicações que necessitam de segurança mas não suportam o overhead de estabelecimento de conexão. fornecidos à camada superior: Um primeiro serviço permite que as unidades de informação sejam trocadas sem o estabelecimento prévio de uma conexão a nível de enlace de dados. a estação aguarda até que ele fique livre. O padrão 802. Os conjuntos de parâmetros para outros meios e velocidades vieram depois.

Três tipos de cabos 802. Com o 10Base5.000 m Nós/s 100 30 1. Normalmente. Dois dos pares são destinados à entrada e saída de dados. nos quais um pino é cuidadosamente inserido até a metade na parte central do cabo coaxial. e normalmente existem diversos pares sobressalentes disponíveis. O transceptor contém circuitos eletrônicos que tratam da detecção da portadora e de colisões. foram desenvolvidas técnicas para detectá-los. pois a maioria dos edifícios comerciais já está conectada dessa maneira. O cabo do transceptor pode ter até 50 m de comprimento e contém cinco pares trançados blindados individuais. A detecção de cabos partidos.3” e “CSMA/CD”.1 . Dois outros são destinados a sinais de controle de entrada e saída. Por essa razão. as conexões são feitas através de conectores BNC padrão para formar junções “T”. um eco será gerado e enviado de volta.3 (a) 10Base5 (b) 10Base2 e (c) 10BaseT O cabo do transceptor termina na placa de interface dentro do computador. Cronometrando cuidadosamente o intervalo entre o envio do pulso e a recepção do eco. Para o lOBase5. A Figura 4. começaremos a nossa discussão a partir daí. usaremos os termos “802. um transceptor (transceiver) é preso firmemente ao cabo para que seu conector de pressão faça contato com o núcleo interno do cabo.Os tipos mais comuns de LANs 802.3 Como o nome “Ethernet” se refere ao cabo (o éter). veio primeiro.3 de banda básica Historicamente. Os problemas associados à localização de cabos partidos levou os sistemas a utilizarem computadores conectados por cabo a um hub central. permite que o computador forneça energia aos circuitos do transceptor. A notação lOBase5 significa que ele opera a 10 Mbps. Basicamente.2 mostra esses três esquemas de fiação. esses fios são pares trançados de companhias telefônicas. que nem sempre é utilizado.3.024 Vantagens Ideal para backbones Sistema mais barato Fácil manutenção Melhor para edifícios Figura 4.024 1. Nome 1 OBase5 1 OBase2 1 OBase-T 1 OBase-F Cabo Coaxial grosso Coaxial fino Par trançado Fibra ótica SIot máximo 500 m 200 m 100 m 2. O quinto par. Alguns transceptores permitem que até oito computadores vizinhos sejam conectados a ele. é possível localizar a origem do eco. Historicamente. Se o pulso atingir um obstáculo ou o fim do quadro. o cabeamento lOBase5. mas pode atingir apenas 200 m e só é capaz de tratar 30 máquinas por slot de cabo.2. Nos próximos parágrafos. reduzindo assim o número de transceptores necessários. Essa placa contém um chip controlador que . técnica esta denominada reflectometria de domínio de tempo. o transceptor também injeta um sinal inválido especial no cabo para garantir que todos os outros transceptores também entendam que ocorreu uma colisão. Quando é detectada uma colisão. um pulso de forma conhecida é injetado no cabo. que são mais confiáveis e fáceis de usar.2 . exceto quando houver referência especifica ao produto Ethernet. utiliza a sinalização de banda básica e pode aceitar slots de até 500m. conectores defeituosos ou soltos pode representar um grande problema nos dois meios. popularmente chamado de Ethernet grosso (thiek Ethernet). Em vez do uso de conectores de pressão. um cabo do transceptor (transcelver cable) conecta o transceptor a uma placa de interface no computador. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  45 Muitas pessoas (incorretamente) usam o nome “Ethernet” em um sentido genérico para se referir a todos os protocolos CSMA/CD. Geralmente. o segundo tipo de cabo era o lOBase2 ou o Ethernet fino (thin Ethernet). Esse esquema é denominado lOBase-T. O Ethernet fino é bem mais barato e fácil de instalar. Figura 4. embora ele se refira a um produto específico que implementa o 802. as conexões com ele são feitas com conectores de pressão (vampire taps). respectivamente.1 Cabeamento 802. 4.

mostrada na Figura 4. resultando em um valor DC de O volts. O padrão permite endereços de 2 e de 6 bytes. Em ambos os casos. contendo 10101011 para sinalizar o início do quadro propriamente dito.3 utiliza a codificação binária direta com 0 volts para 0 bit 0 e 5 volts para o bit 1. A transmissão para um grupo de estações é chamada de multicast. A codificação Manchester diferencial. A codificação Manchester desse padrão produz uma onda quadrada de 10 MHz para 5. O bit de alta ordem do endereço de destino é O para endereços comuns e 1 para endereços de grupo. O sinal alto é de + 0. 85 volts. O chip controlador é responsável pela montagem dos dados em um formato de quadro apropriado. A inclusão ou remoção de uma estação é mais simples nessa configuração.3 A estrutura dos quadros do 802. É necessário haver uma maneira de os receptores determinarem exatamente o início. O Protocolo de Subcamada MAC 802. A codificação Manchester é mostrada na Figura 4. acontece exatamente o contrário: primeiro baixa e depois alt4. Nela. Esse esquema garante que cada período de bits tenha uma transição na parte intermediária. pois os pulsos são a metade da largura. que utiliza fibra ótica. pelo cálculo das somas de verificação nos quadros enviados e nos quadros recebidos.3 (IEEE.0. 1985a) é mostrada na Figura 4. Figura 4. Um bit 1 binário é enviado quando a voltagem é definida como alta durante o primeiro intervalo e como baixa no segundo. 85 volts e o sinal baixo é de . Quando um quadro é enviado para um endereço de grupo. cada período de bits é dividido em dois intervalos iguais. Se uma estação enviar o string “0001000”. uma fila de buffers para quadros a serem transmitidos. todas as estações do grupo o recebem. vem um byte Início de quadro. pois isso gera ambiguidades. A desvantagem da codificação Manchester é que ela requer duas vezes mais largura de banda que a codificação binária direta. O endereço que consiste em todos os bits 1 é reservado para difusão (broadcast). um bit 1 é indicado pela ausência de uma transição no início do intervalo. cada um contendo o padrão de bit 10101010. Na codificação Manchester. No O binário. Em seguida. um para o destino e um para a origem.3 é o lOBase-F.4. é uma variação da codificação Manchester básica.4 -O formato do quadro 802. No 10Base-T.3 . Cada quadro começa com um Preâmbulo de 7 bytes. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  46 transmite quadros para o transceptor e recebe quadros dele. mas os parâmetros definidos para o padrão de banda básica usam somente os endereços de 6 bytes. O quadro contém dois endereços. Dois desses métodos são denominados codificação Manchester (Manchester encoding) e codificação Manchester diferencial (diferential Manchester encoding). O esquema diferencial requer equipamento mais complexo. o fim ou o meio de cada bit. apenas um hub central (uma caixa cheia de circuitos). Figura 4. Os endereços de grupo permitem que diversas estações escutem um único endereço. sem fazer referência a um relógio externo. Todos os sistemas de banda básica usam a codificação Manches ter devido à sua simplicidade. tornando fácil para o receptor sincronizar-se com o transmissor.3(b). Alguns chips controladores também gerenciam um grupo de buffers para quadros recebidos. transferências DMA com computadores host e outros aspectos do gerenciamento de rede.3(c). 6 us para permitir que o relógio do receptor se sincronize com o do transmissor. outras poderão erroneamente interpretá-lo como 10000000 ou 01000000.3 -(a) Codificação binária (b) Codificação Manchester (c) Codificação Manchester Diferencial 4. mas oferece menor imunidade a ruido. Um quadro contendo todos os bits 1 no campo de destino é entregue a todas as estações da rede. Uma quarta opção de cabeamento para o 802. pois não conseguem identificar a diferença entre um transmissor inativo (0 volts) e um bit 0 (0 volts). Nenhuma das versões do 802. existe uma transição no meio. Um bit O é indicado pela presença de uma transição no inicio do intervalo. e cabos partidos podem ser facilmente detectados.3. não existem cabos.

. Para uma LAN de 10 Mbps com um comprimento máximo de 2. Se alguns bits de dados estiverem sendo recebidos com erros (devido a ruídos no cabo). todos os quadros devem levar mais de 2t para que sejam enviados. Quando detecta que está recebendo mais potência do que está produzindo. 2 us Esse tempo corresponde a 64 bytes. Quando detecta uma colisão. o comprimento de quadro mínimo deve aumentar ou o comprimento de cabo máximo deve diminuir. O emissor concluirá. Em seguida.3 é o de Checksum. o campo de enchimento será usado para preencher o quadro até o tamanho mínimo. Outra (e mais importante) razão para ter um quadro de comprimento mínimo é evitar que uma estação conclua a transmissão de um quadro curto antes de o primeiro bit ter atingido a extremidade do cabo. o tamanho de quadro mínimo poderia ser 640 bytes e a distância máxima entre duas estações poderia ser 250m. em uma extremidade da rede. Para evitar que essa situação ocorra.500 m. ele aguarda um intervalo de tempo aleatório antes de tentar novamente. Trata-se efetivamente de um código de verificação de dados de 32 bits. do endereço de destino até o campo checks um.500 m e quatro repetidores (de acordo com a especificação 802. Apesar de válido. No tempo 0. Mais ou menos no tempo 2t. o quadro mínimo permitido deve levar 51. mesmo assim. começa a transmissão. Vamos chamar o tempo de propagação que esse quadro leva para atingir a outra extremidade de t. o checksum certamente estará errado. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  47 O campo Comprimento informa quantos bytes existem no campo & dados. No entanto. a transmissão será concluída antes que a rajada de ruído retorne em 2t. a estação mais distante. o transmissor vê a saída de ruído e também interrompe a transmissão. envia um quadro.3). o 802. Esse problema é ilustrado na Figura 4. e o erro será detectado.3 afirma que os quadros válidos devem ter pelo menos 64 bytes de extensão. interrompe a transmissão e gera uma rajada de ruído de 48 bits para avisar a todas as estações.400 bytes. onde ele pode colidir com outro quadro. O algoritmo da soma de verificação (checksum) é uma verificação de redundância cíclica . B sabe que uma colisão ocorreu. Essas restrições estão se tornando cada vez mais penosas. que o quadro foi enviado com êxito. é concebível que haja uma colisão. operando a 1 Gbps. no tempo x .5 -A detecção de colisão pode levar até 2T A medida que a velocidade da rede cresce. um campo de dados de O bytes causa problemas. o que significa que bits perdidos em fragmentos de quadros aparecem a todo instante no cabo. Os quadros com menos 6ytes são preenchidos até 64 bytes.500. um transceptor trunca o quadro atual.E). Momentos antes de o quadro chegar à outra extremidade (ou seja. Figura 4.5. então. Se uma estação tenta transmitir um quadro muito curto. O campo final do 802. Como alternativa. à medida que se caminha na direção das redes de gigabits. B. Se a parte de dados de um quadro for menor do que 46 bytes. a estação A. de um mínimo de O a um máximo de 1. Para tornar mais fácil a distinção de quadros válidos de lixo. proporcionalmente. o tamanho de quadro mínimo tem que ser de 6. Para uma LAN de 2.

com exceção de que aqui ele pode ter apenas 1 byte. São permitidos os sistemas com um e dois cabos.6).4.6 . o 802. no qual quadros importantes não devem ser retidos à espera da transmissão de quadros sem importância. Padrão IEEE 802. a estação de maior número pode transmitir o primeiro quadro. O padrão 802. Infelizmente. o token bus é um cabo em forma de árvore ou linear no qual as estações são conectadas.3 não têm prioridades. Em suma. Conseqüentemente. Se houver n estações e forem necessários T segundos para enviar um quadro. mas com o comportamento do pior caso conhecido. ela passa a permissão para o seu vizinho imediato. cada estação recebe todos os quadros. o token bus emprega o cabo coaxial de banda larga de 75ohms usado nos sistemas de televisão a cabo.4 é muito complexo. 1 e desocupado no cabo. O token se propaga em torno do anel lógico. elas não estarão no anel (ou seja. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  48 4. de forma que eles não podem ocorrer acidentalmente nos dados do usuário. a camada física é totalmente incompatível com o 802.4 é muito maior do que o 802. mas não gostaram da implementação física. Além disso.3. ele é diferente do formato de quadro do 802. Além disso.4: Token Bus Apesar de o 802. seria ilimitado) para poder enviar um quadro.3. como no 802. as estações 14 e 19 na Figura 4. e JEEE. com cada estação conhecendo o endereço da estação da “esquerda” e da “direita”. tendo a robustez do cabo de difusão do 802. não importando onde essa estação está fisicamente localizada no cabo. Também é importante observar que quando as estações forem ligadas pela primeira vez. descartando aqueles que não forem endereçados a ela.Token bus Esse padrão. phase coherent frequency shift keying (fsk-fase coerente) e multi level duobinary amplitude modulated phase shíft keying (chaveamento por mudança de fase com amplitude multi nível duobinária modulada). não há colisões. . Para a camada física. O preâmbulo é usado para sincronizar o relógio do receptor.3. São permitidos os seguintes esquemas analógicos de modulação: phase continuous frequency shift keying (fsk-fase continua). 1985b).4 (Dirvin e MilIer. Depois disso. Como apenas uma estação por vez detém o token. Quando o anel lógico é inicializado. Os dois padrões também são bem diferentes em termos de estilo. e é muito mais complicada. com cada estação tendo que manter dez temporizadores diferentes e mais de duas dúzias de variáveis de estado internas. Como o cabo é inerentemente um meio de difusão. nenhum quadro terá de aguardar mais do que nT segundos para ser enviado. enviando a ele um quadro de controle especial chamado token (permissão). e apenas o portador do token tem a permissão para transmitir quadros. ela envia um quadro de token especificamente endereçado a seu vizinho lógico no anel. Fisicamente. 5 e 10 Mbps. Figura 4. ocupando mais de 200 páginas. os quadros 802. Logicamente. o campo de comprimento não é necessário. 802. portanto. São possíveis velocidades de 1. 1986.3 ser amplamente usado em escritórios. pois uma ruptura no cabo do anel poderia derrubar toda a rede. o do anel. Um sistema simples com o pior caso conhecido é formado por um anel no qual as estações se revezam para transmitir os quadros. o protocolo MAC tem provisões para acrescentar e remover estações do anel. com ou sem headends. como dispõem de outros três símbolos para o controle da rede. uma estação poderia esperar um tempo arbitrariamente longo (que. Quando uma estação passa o token. Entre outras coisas. descreve uma LAN chamada de token bus.3. com as ações desenvolvidas em Ada®. O protocolo MAC 802.3.3 apresenta os protocolos como procedimentos Pascal. as estações são organizadas em um anel (ver Figura 4. com um pouco de má sorte. Além disso. um novo padrão foi desenvolvido. o que os torna inadequados a sistemas de tempo real. os esquemas de modulação não só fornecem formas de se representar os estados 0. tudo isso por causa do protocolo MAC probabilístico. Um ponto importante a ser observado é que a ordem física na qual as estações são conectadas ao cabo não é importante.Consequentemente. durante o desenvolvimento do padrão 802 pessoas ligadas à General Motors e a outras empresas interessadas na automação fabril tinham sérias restrições a seu respeito. Os campos Delimitador de início e Delimitador de fim são usados para assinalar os limites do quadro Ambos contem codificação analógica de símbolos diversos de Os e is. enquanto o 802. na pior das hipóteses. Os especialistas em automação fabril do comitê 802 gostaram da idéia conceitual de um anel.7.6).4 os mostra como máquinas limitadas. eles observaram que o anel não se ajusta muito bem à topologia linear da maioria das linhas de montagem. O formato de quadro do token bus é mostrado na Figura 4.

é copiado novamente para o anel. tem um limite superior de acesso ao canal que é conhecido. uma rede deve usar todos os endereços de 2 bytes ou todos os endereços de 6 bytes.182 bytes de extensão quando são usados endereços de 2 bytes. us.4 inicial permite os dois tamanhos.7 – Formato do quadro 802.147 bytes de extensão quando são usados endereços de 6 bytes. eles não concordavam muito um com o outro).3. ela não se importa com seu conteúdo. enquanto o 802. Enquanto estiver no buffer. tem um componente analógico substancial para a detecção de colisões. é o “tamanho físico” de um bit. no projeto e análise de qualquer rede de anel. em seguida.3. Ele também pode carregar um indicador para exigir que a estação de destino confirme a recepção correta ou incorreta do quadro. por exemplo. os dois grupos se comunicavam. por exemplo.3 não tem qualquer quadro de controle. As implicações do número de bits no anel se tornarão mais claras mais adiante. Essa etapa de cópia introduz um retardo de 1 bit em cada interface. será emitido um bit a cada 1/R . Isso significa. O endereçamento individual ou de grupo e as designações de endereço globais e locais são idênticas ao 802. Cada bit que chega a uma interface é copiado para um buffer de 1 bit e. que é mais curto para evitar que uma estação ocupasse o canal por muito tempo. 4. 1972) em redes locais e em redes geograficamente distribuídas. O Checksum é usado para detectar erros de transmissão. Latif et aí. Assim como no 802. Esse indicador transforma o token bus em uma estratégia semelhante ao esquema de confirmação de Tokoro e Tamaru. Os campos Endereço de destino e Endereço de origem são os mesmos do 802. Por essas razões. Observe que o protocolo 802.3 (sim. O padrão 802. os temporizadores podem ser usados como uma medida antimonopolizadora. inclusive um mecanismo que permite a estações novas entrarem no anel. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  49 Figura 4. O campo Dados pode ter 8. na verdade um anel em um conjunto de interfaces de anel conectado por linhas ponto a ponto. um outro que permite às estações saírem do anel e assim por diante. está o fato de que um anel não é realmente um meio de difusão. cuja circunferência seja de 1.. Em relação aos quadros de dados. e até 8. Com uma velocidade de propagação típica de cerca de 200 m/gs.3. Sem esse indicador. o destino não teria permissão para enviar coisa alguma. mas seria bom poder enviar quadros longos quando o tráfego de tempo real não fosse um problema. podem ser feitas em par trançado.5 (JEEE. Se a taxa de dados do anel for R Mbps.3. Isso é cinco vezes mais do que o maior quadro do 802. Dentre suas diversas características interessantes. Os tipos permitidos incluem quadros de passagem de token e diversos quadros de manutenção do anel. mas um conjunto de ligações ponto a ponto individuais que formam um círculo. . contém apenas 5 bits ao mesmo tempo. a IBM escolheu o anel para sua LAN e o IEEE incluiu o padrão token ring como o 802. Padrão IEEE 802. Tudo o que a camada MAC faz é oferecer uma forma de colocar os quadros no cabo. além de ser confiável. o campo Controle de quadro é usado para especificar o tipo do quadro. além disso.000 m. O anel.8. e não uma mistura dos dois no mesmo cabo. esse campo carrega a prioridade do quadro. Um aspecto principal.4 O campo Controle de quadro é usado para distinguir os quadros de dados dos quadros de controle. 1992). Esse campo usa o mesmo algoritmo e o mesmo polinômio que o 802.5. cada bit ocupa 200/R m no anel. A engenharia de anéis também é praticamente toda digital. cabo coaxial ou fibra ótica.5: Token Ring As redes em anel existem há muitos anos (Pierce.3. que um anel de 1 Mbps. 1985c. o bit poderá ser inspecionado e possivelmente modificado antes de ser mandado de volta para o anel. No que diz respeito aos quadros de controle. pois ele não teria o token. Como mencionamos anteriormente. não. Com o token bus. As ligações ponto a ponto envolvem uma tecnologia bem conhecida e comprovada na prática e. Um anel e sua interface são mostrados na Figura 4.

o que o transforma instantaneamente nos 3 primeiros bytes de um quadro de dados normal. para compará-los com os dados originais. o token passará a maior parte do tempo circulando em torno do anel. É óbvio que se a confirmação significa que o checksum foi conferido. inserindo seus próprios dados no anel. Quando um quadro é difundido para diversas estações. ou descartá-los. uma estação se apoderará dele. As interfaces de anel possuem dois modos operacionais. Dessa forma. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  50 Figura 4. Entretanto. a codificação Manchester diferencial usa alto-baixo ou baixo-alto para cada bit. 5 volts de magnitude absoluta. Quando o último bit do quadro tiver retornado. Para poder alternar do modo de escuta para o modo de transmissão em um tempo de 1 bit. Assim. para garantir que o anel possa conter o token. E fácil lidar com confirmações em um token ring. especialmente à noite. assim que uma estação finalizar sua transmissão e regenerar o token. chamado de token. Ocasionalmente. ela ativará o bit. Agora. geralmente. precisa armazenar um ou mais quadros. o problema de acesso ao canal é resolvido. elas terão de ser projetadas de forma a conectar a entrada com a saída quando a força for desligada. de forma que haja uma fila em cada estação. À medida que os bits propagados ao longo do anel retornam. para evitar a remoção do token que poderá vir a seguir caso nenhuma outra estação o tenha removido. em vez de falarmos sobre token rings em geral. apenas uma estação pode transmitir em um determinado instante. Se as inter-faces forem alimentadas pelo anel. escuta e transmissão. Mas se as interfaces forem alimentadas externamente. inicialmente zero. no qual se entra somente depois que o token é adquirido. em uma sequência de revezamento. um padrão de bit especial. antes de transmitir. os projetistas devem presumir que as estações poderão ser desativadas diversas vezes. os bits de entrada são simplesmente copiados para a saída. o bit deverá seguir o checksum.3(c)]. A arquitetura do anel não coloca limite no tamanho dos quadros. Quando a estação de destino tiver recebido um quadro. enviará um novo token. A eficiência da rede pode começar a se aproximar de 100 por cento em condições de carga pesada. e a interface voltará imediatamente ao modo de escuta. mas o 802. No modo de transmissão. embora a IBM tenha introduzido posteriormente a versão de 16 Mbps. e a interface do anel deverá ser capaz de conferi-la assim que o último bit tiver chegado. Normalmente. a permissão para transmitir gira uniformemente pelo anel. o desligamento da estação não terá efeito sobre a interface. Quando o tráfego for leve. Esses sinais que não . O importante aqui é que em um anel curto pode haver a necessidade de inserção de um retardo artificial à noite. transmitirá um quadro e. com o retardo de 1 bit. a fim de monitorar a confiabilidade do anel. em seguida.8(b).5 requer pares trançados revestidos funcionando a 1 ou 4 Mbps. No modo de escuta. Em quase todos os anéis.5 também usa alto-alto e baixobaixo em determinados bytes de controle (por exemplo. ele será removido. exatamente da mesma forma como o token o resolve. Na camada física. um mecanismo de confirmação mais complicado deve ser usado (se houver algum sendo usado). como mostra a Figura 4. sendo que os níveis alto e baixo são representados por sinais positivos e negativos de 3 a 4. Uma implicação do projeto token ring é que o próprio anel deve ter um retardo suficiente para conter um token completo que circula quando todas as estações estão ociosas. eles são removidos do anel pelo transmissor.5 em particular. removendo assim o retardo de 1 bit. para marcar o início e o fim de um quadro). discutiremos o padrão 802. Quando uma estação deseja transmitir um quadro. circula em torno do anel sempre que todas as estações estão ociosas. A estação transmissora pode salvá-los. ela tem que se apoderar do token e removê-lo do anel. o 802. Como só existe um token. a estação deve regenerar o token. pois o quadro completo nunca aparece no anel em um determinado instante. quando o tráfego for pesado. O formato do quadro só precisa incluir um campo de 1 bit para confirmação. em vez de buscá-los da estação em um intervalo de tempo tão curto. a estação seguinte verá e removerá o token. O retardo tem dois componentes: o retardo de 1 bit introduzido por cada estação e o retardo de propagação do sinal. Os sinais são tratados pela codificação Manchester diferencial [ver Figura 4. a própria interface.8 – (a) Uma rede em anel (b) modo de escuta (c) modo de transmissão Em um token ring. Depois que uma estação tiver terminado a transmissão do último bit de seu último quadro. a interface interrompe a conexão entre a entrada e a saída. Isso é feito através da inversão de um único bit no token de 3 bytes.

um token de 3 bytes circula indefinidamente. um para os dados que chegam à estação e outro para os dados provenientes da estação.9 – Quatro estações conectadas através de um centro de cabeamento Dentro do centro de cabeamento há relés de bypass que são energizados pela corrente vinda das estações.8(c).10 – (a) Formato do token (b) Formato do quadro de dados Em condições normais. Um anel 802. a estação transmissora deve esvaziar o anel enquanto continua a transmitir. Como mostra a Figura 4. convertendo dessa forma o token na sequência de início de quadro.9 seja substituído por um cabo que conecta um centro de cabeamento distante. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring O funcionamento básico do protocolo MAC é bastante simples. Os relés também são operados por software. aguardando que uma estação se apodere dele através da definição de um determinado bit O como um bit 1. na verdade.5 usa centros de cabeamento para melhorar a confiabilidade e as possibilidades de manutenção.10. Apesar de o padrão 802. 1983). . Se o anel se romper ou se uma estação for desativada. Quando não há tráfego no anel.5 que utiliza um centro de cabeamento tem uma topologia semelhante à de uma rede baseada em hub lOBase-T 802. como mostra a Figura 4. pode ser usada uma topologia com diversos centros de cabeamento. para encontrar estações com defeito ou slots de anel defeituosos. Figura 4. a perda da corrente liberarão relé e ignorará a estação. Em seguida. Quando uma rede consiste em diversos grupos de estações distantes entre si. mas os formatos e os protocolos são diferentes. permitindo que programas de diagnóstico removam as estações. as necessidades de cabeamento são extremamente reduzidas. de forma que não seja introduzido um componente DC na voltagem do anel. uma de cada vez. O anel pode. a estação envia o resto de um quadro de dados normal. frequentemente chamado de anel em forma de estrela — star-shaped ring (Saltzer et ai. com uso de um centro de cabeamento (wire center). Esse problema pode ser resolvido elegantemente. isso significa que os bits que tiverem completado a viagem em torno do anel retornarão ao transmissor e serão removidos.9. Apenas imagine que o cabo que conecta uma das estações na Figura 4. a maioria das LANs 802. cada estação física está conectada ao centro de cabeamento por um cabo contendo (pelo menos) dois pares trançados. 4. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  51 são de dados sempre ocorrem em pares consecutivos. como mostra a Figura 4. então. continuar a operação com o slots defeituoso ignorado.5 não exigir formalmente esse tipo de anel.3. Embora logicamente seja um anel.6. Apesar de logicamente todas as estações estarem no mesmo anel. Consequentemente. o primeiro bit do quadro dará a volta no anel e retornará ao transmissor antes de o quadro inteiro ter sido transmitido.. Um dos problemas da rede em anel é que se o cabo for rompido em algum lugar. o anel morrerá. Figura 4.

A principal conclusão que podemos obter desses estudos é que não podemos tirar conclusões a partir deles. o 8 02. O uso de centros de cabeamento torna o token ring a única LAN capaz de detectar e eliminar automaticamente as falhas nos cabos. pois o transmissor precisa aguardar o token. Sempre é possível encontrar um conjunto de parâmetros que faça com que uma das LANs pareça melhor do que as outras. A exemplo do token bus. Esse padrão é capaz de lidar com quadros mínimos curtos. a eficiência diminui. apesar de o esquema não ser justo. Para começar. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  52 4. Todo o circuito de detecção de colisão no transceptor é analógico. se tiverem a chance. 802. um monitor defeituso pode causar dores de cabeça. de pombo-correio a fibra ótica. Além disso. pois os tempos de transmissão de quadro caem. o cabo precisa ser mais curto. Ele é mais determinístico do que o 802. Ele também não possui prioridades. O token bus usa um equipamento de televisão a cabo altamente confiável. que utiliza conexões ponto a ponto.3. apesar de em momentos críticos as repetidas perdas de token poderem introduzir mais incerteza do que seus defensores gostariam de admitir. O par trançado padrão é barato e de instalação muito simples. mesmo quando está transmitindo. O protocolo é simples. Por fim. . Ele trabalha com prioridades e pode ser configurado para fornecer uma fração garantida de largura de banda para o tráfego de alta prioridade. Apesar de um monitor desativado poder ser substituido. podem discutir os méritos do par trançado em comparação com o cabo coaxial durante horas. mas. ao contrário dele. mas o intervalo de contençao nao (a duração do intervalo é de 2t. também são permitidas prioridades. Cada estação precisa estar apta a detectar o sinal da outra estação mais fraca. são possíveis quadros curtos. mas também de voz e de televisão. incluindo modems e amplificadores de banda larga. O maior ponto negativo é a presença de uma função de monitoramento centralizada. O tamanho do cabo é limitado a 2. transformando-se efetivamente em TDM. o quadro mínimo válido é de 64 bytes. Ele também possui throughput e eficiência excelentes sob carga alta. pois o tempo de ida e volta no comprimento do cabo determina o tempo de slot e. Os anéis podem ser construídos usando-se praticamente qualquer meio de transmissão. todas as três têm um bom desempenho. os sistemas de banda larga utilizam muito da engenharia analógica. sob carga baixa sempre há um retardo. como a voz digitalizada. outros fatores que não o desempenho são provavelmente mais importantes quando se opta por um deles. Nosso próximo assunto é o token ring. mesmo em um sistema que esteja inativo). Começaremos com as vantagens do 802. Por fim. não apenas de dados. o desempenho.4 e 802. o 802. o cabo de banda larga é capaz de aceitar diversos canais.7. Além disso. do tipo mais amplamente usado no momento. Trata-se. Devido à possibilidade de haver quadros abortados por colisões. com uma enorme base instalada e considerável experiência operacional. o que é. indicando suas vantagens e desvantagens.5 Com a disponibilidade de três padrões de LAN diferentes e incompatíveis. limitados apenas pelo tempo de retenção de token. sem fazê-la cair. de pessoal ou de contabilidade não se importam muito com isso.3. o que representa um overhead substancial quando os dados consistem em apenas um único caractere vindo de um terminal. Vale a pena salientar ainda que têm havido diversos estudos sobre as três LANs. que introduz um componente critico.3.3 não é determinístico. que pode ser encontrado com facilidade em diversos fornecedores. Além disso. de longe.3 possui um componente analógico substancial. o throughput e a eficiência. portanto. Do lado negativo. cada um com propriedades específicas. Enquanto os cientistas e os engenheiros de informática. os funcionários dos departamentos de marketing. são excelentes. elas apenas transmitem imediatamente). portanto.3. Por outro lado. Comparação entre 802. independente da taxa de dados). As estações podem ser instaladas com a rede em funcionamento. Um cabo passivo é usado. Assim como no token bus. muitas empresas se depararam com a seguinte pergunta: Qual deles devemos usar? Nesta seção. À medida que a velocidade aumenta. e não são necessários modems. Sob diversas circunstâncias. Além disso. o retardo sob carga baixa é praticamente zero (as estações não precisam aguardar um token. examinaremos todos os três padrões de LAN 802. inadequado a tarefas em tempo real [embora seja possível haver tarefas em tempo real através da simulação de um token ring no software (Venkatramani e Chiueh. como no token bus e ao contrário do 802. sob carga alta. Isso significa que a engenharia é simples e pode ser completamente digital. vale a pena destacar que os três padrões de LAN utilizam tecnologias basicamente semelhantes e têm desempenhos praticamente iguais. que pode afetar seriamente o throughput. 5 km (a 10 Mbps). comparando e estabelecendo as diferenças entre eles. O protocolo é extremamente complexo e tem um retardo substancial sob carga baixa (as estações sempre devem esperar pelo token. 1995)]. como em todos os sistemas de passagem de token. com frequência. sob carga alta. a presença de colisões se torna um problema grave. Como alternativa. também pode haver quadros arbitrariamente grandes.

3 obrigatoriamente utiliza HUB para ligações com mais de 2 máquinas? 5) Por que um quadro de dados 802. Qual dos métodos permite esquema de prioridades? 8) Nas redes 802.4 3)802. o que o protocolo de comunicação faz? 6) Qual é a relação existente entre: tamanho do quadro / velocidade da rede? 7) Qual é a diferença entre o 802.4 e 802. qual é a função do TOKEN? 9) Na figura 4.9.5 2) O que é o CSMA/CD.5. qual seria a estrutura lógica e a estrutura física da rede? . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  53 Exercícios: 1) Associe ( ) Redes em barra ( ) Redes em anel 1) 802.4 com relação à disciplina de acesso ao MT. E se não tiver. Qual a sua relação com o sistema de redes Ethernet 3) Qual é o alcance máximo (normalmente) em metros de um cabo Ethernet 10Base2 e um 10Base5 e um 10BaseF 4) Qual dos cabos 802.3 e 802.3 a 10 Mbites deve ter no mínimo 64 bytes de extensão.3 2) 802.

A rede ALOHA consiste de um sistema de rádio-difusão que cobre as ilhas do Hawai e tem como objetivo interligar terminais espalhados pelo arquipélago com um computador central da Universidade do Hawai. O computador central se encarrega de dividir o tempo total em intervalos de tempo fixos. – Aloha em Intervalos Embora apenas uma pequena parte das mensagens tenha colidido.2. ambas são inutilizadas e nenhuma das duas estações envolvida recebe o reconhecimento. Esta situação é a mesma encontrada em uma rede com topologia em barra. cada terminal escuta apenas o canal computador-terminal. Se o tráfego normal da rede consume apenas uma parte da banda disponível. O total de tempo perdido compreende desde o início de transmissão da primeira mensagem até o final de transmissão da última mensagem. Ao completar a transmissão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  54 5.1. só pode iniciar a transmissão no começo de um intervalo.1. Uma vez que existe apenas um transmissor no primeiro canal. o que atualmente não é mais indicado para redes locais. Isto diminui consideravelmente o total de tempo perdido na ocorrência de colisão. não podendo saber se o canal terminalcomputador está sendo utilizado por algum outro terminal.1. sem se preocupar se o meio está ocupado ou não. O problema que para isso seria necessária a transmissão dos dados de forma analógica.1 – Aloha puro A B C Figura 9. Se o reconhecimento não for recebido até se esgotar o tempo de espera. o número de colisões e retransmissões será pequeno e o protocolo bastante eficiente. Duas frequências de rádio são utilizadas: uma para difusão de mensagens do computador central para os terminais e outra para mensagens dos terminais para o computador.2 – Aloha em intervalos . Veja a figura 5. – Aloha Puro Na técnica Aloha puro. Um terminal que deseje transmitir. o que implica em uma utilização deficiente do canal. em Honolulu. O problema aparece no segundo canal onde todos os terminais transmitem em uma mesma freqüência. A B C Figura 9. ambas devem ser retransmitidas. Apesar de terem sido projetadas com o propósito especial de compartilhar o uso de um canal de rádio. as duas técnicas apresentadas podem ser aplicadas em redes locais com topologia em barramento. Mesmo que apenas uma pequena parte das mensagens tenham colidido. Protocolos de acesso múltiplo Os mecanismos de controle de acesso distribuído podem ser divididos em dois grandes grupos: os métodos baseados em contenção e os de acesso ordenado sem contenção. o terminal entende que a mensagem foi corrompida e que deve ser retransmitida. Acesso baseado em contenção Numa rede baseada em contenção não existe uma ordem de acesso e nada impede que 2 ou mais máquinas transmitam simultaneamente causando uma colisão. nenhuma dificuldade é encontrada.1. Veja a figura 5. Uma maneira simples de melhorar a eficiência é permitir que transmissões só sejam iniciadas em intervalos fixos de tempo. A estratégia de controle de contenção vai depender da habilidade que uma estação tem para detectar a colisão e retransmitir a mensagem. Aloha Esta técnica foi utilizada primeiramente na rede ALOHA que iniciou sua operação em 1970. 5. Sendo assim. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso baseado em contenção: 5. quando o terminal possui alguma mensagem pronta para ser enviada ele simplesmente envia. liga um temporizador e aguarda uma resposta do computador central que vai indicar o reconhecimento da mensagem.

não tendo recebido a resposta em um tempo limitado. interrompe a transmissão no caso da colisão.3 – Exemplo do método de acesso np-CSMA . Em redes locais. o tempo de propagação de uma mensagem por todos os nós da rede é muito pequeno se comparado com o tempo de transmissão de uma mensagem. Se existir mais que um equipamento esperando. ela deve aguardar até que o sinal desapareça para então iniciar a sua transmissão.CSMA p-persistente (p-CSMA): No caso p-persistente. Os valores típicos para p estão entre 0. tenta transmitir mais tarde. portanto. etc. o tamanho das mensagens. logo que detecta o meio livre. a estação aguarda pela mensagem de reconhecimento e. a estação tenta transmitir com probabilidade p. – CSMA/CD (Collision Detection): A causa da ineficiência encontrada nas técnicas Aloha e CSMA consiste no fato que uma mensagem é transmitida completamente. o np-CSMA espera um tempo aleatório.o algoritmo é repetido na nova tentativa. O CSMA/CD. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  55 5. Tempo desperdiçado T1 T2 T3 Figura 9.se o nó detecta o meio livre. Se n equipamentos estão esperando para transmitir em uma implementação p-persistente. então suas mensagens irão colidir e se perder. entre duas transmissões. o que evita que as mesmas mensagens colidam novamente.p equipamentos irão tentar transmitir assim que o canal fique livre. enquanto que p-CSMA continua ouvindo o meio até o mesmo estar livre para a transmissão. 3.1. então n. A escolha ótima depende de muitos fatores tais como: o tempo de propagação de uma mensagem por toda a rede. duas ou mais mensagens podem ser transmitidas e conseqüentemente corrompidas. um valor de p menor do que 1 é escolhido. uma estação só transmite sua mensagem após "escutar" o meio de transmissão e determinar que o mesmo não está sendo utilizado. ela irá perceber que sua mensagem foi corrompida e deve ser retransmitida. 1 e 0. O tempo que o meio fica livre. ele transmite sua mensagem. – CSMA não persistente (np-CSMA): A estação transmite sua mensagem de acordo com o seguinte algoritmo:: 1.2.se o nó detecta o meio ocupado. 2.4 – Exemplo do método de acesso p-CSMA Quando ocorre uma colisão. Na forma mais simples desta técnica. a estação . conhecido como janela de colisão. Para minimizar a quantidade de dados perdidos. neste período. Pode ocorrer que duas ou mais estações estejam aguardando que o meio fique desocupado para iniciarem suas transmissões e isto ocasionará uma colisão de mensagens das estações ao transmitirem simultaneamente. Um valor alto para p reduz o tempo em que o canal ficará ocioso enquanto que um valor baixo para p reduzirá a ocorrência de colisões. de acordo com uma distribuição aleatória de atrasos. e o fato só será reconhecido após esgotado o tempo para o recebimento de um reconhecimento. o tempo de espera para uma tentativa de retransmissão pode ser gerado de forma randômica. é muito pequeno e. Para conseguir implementações mais práticas. é escutar o meio de transmissão antes (carrier sense) e durante (collision detection) a transmissão da mensagem. Se p=1 então todos os equipamentos esperando para transmitir irão fazê-lo assim que a transmissão corrente termine. Após o término da transmissão. 03. A maneira de se evitar que a colisão só seja percebida quando uma resposta não for recebida. Desta forma. não podem detectar que a mensagem está sendo corrompida. ao contrário dos outros 2 métodos. mesmo que tenha colidido com outra. desperdiça do T1 Tempo desperdiçado T2 T3 Figura 9. Carrier Sense Multiple Access (CSMA) Neste método. Caso a estação detecte o meio ocupado. o equipamento transmissor não continua a monitorar o meio enquanto está transmitindo e. o número de usuários aguardando para transmitir.

que a distância máxima entre nós será limitada não somente pelo meio de transmissão. seu desempenho é maior. o que implica em uma interface mais cara. fazendo assim. A implementação desta estratégia não é tão simples como as anteriores. onde: M . cada equipamento tem a sua taxa de transmissão reduzida. cada estação espera um número inteiro de "slots" antes de retransmitir. a percentagem da utilização da capacidade do meio pode chegar a 98%.taxa de transmissão Tp . o valor de r é dobrado. o "slot" corresponde ao tempo máximo de ida e volta no cabo. e também pela eficiência. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  56 emissora poderá identificar se existe outro sinal misturado com o seu e. A eficiência nesse método é dada por: E= MC M C + 5. a distância máxima da rede é limitada pelo tamanho mínimo da mensagem. daí a origem do nome do método. embora no tempo de retransmissão uma certa prioridade possa ser estabelecida. as mensagens devem ter um tamanho mínimo pré-estabelecido. todas as estações envolvidas param de transmitir e tentam transmitir outra vez após um tempo de espera. e é de fato o método mais difundido em redes locais. O intervalo aleatório que os nodos esperam quando ocorre alguma colisão. a monitoração do nível de energia do canal. o tempo perdido na transmissão é muito pequeno quando comparado com o tamanho médio das mensagens transmitidas. Para grandes volumes de tráfego o método se apresenta com uma certa instabilidade. como por exemplo. permitindo um volume de tráfego também maior. Este procedimento tem como parâmetro uma unidade de tempo chamada "slot".tamanho da mensagem C . e pequenas distâncias (da ordem de 2 Km). as transmissões vão se ajustando gradativamente. o nível de energia do canal é modificado de modo que seja possível a detecção por parte dos nodos. antes de ter certeza de que se apossou do meio de transmissão. Nota-se portanto. Como já foi dito. durante uma transmissão. Neste caso.tempo de propagação entre os 2 nodos mais distantes na rede Assim. esse tempo é da ordem de 50 microssegundos para uma taxa de 10 Mb/s. o tempo de resposta máximo não pode ser garantido. Para o caso da rede Ethernet. Este número r é função de qual tentativa está sendo executada. Neste caso. mas também pelo método de acesso. que corresponde ao tempo mínimo que uma estação tem que esperar. Não se tem possibilidade de designar-se prioridade nesse método. o tamanho mínimo da mensagem é dado por: M > 2*C*Tp. O pior caso que pode ocorrer é o das estações nas extremidades do cabo iniciarem a transmissão ao mesmo tempo. Também. Em redes que apresentam um tráfego pequeno. desta forma. Portanto. tornando-o desvantajoso em aplicações em tempo real. menor será a eficiência e conseqüentemente maior será o tamanho mínimo da mensagem para detecção da colisão. Uma vez que a janela de transmissão é relativamente curta. 4xTp Logo. com a redução total da carga da rede. Para haver detecção de colisão. A cada nova colisão sucessiva. À medida que a carga da rede cresce. Assim. O CSMA . mais o tempo de reforço da colisão. algumas aplicações de automação de escritório. ou a colisão ocorre no tempo correspondente ao "slot" ou a estação tem a certeza de ter-se apossado do meio de comunicação. Após um número específico de tentativas sem sucesso. Este método de acesso foi um dos escolhidos como padrão. Se a estação está tentando a retransmissão pela n-ésima vez. Quando ocorre alguma colisão. uma vez que o tempo de propagação é finito. as colisões são detectadas pelos próprios nodos enquanto estão transmitindo. a estação envia uma mensagem ao seu usuário indicando a impossibilidade de efetuar o serviço solicitado. obedece a um certo controle chamado de "recuo binário exponencial". uma vez detectada a colisão. quanto maior a distância maior o tempo de propagação. Para evitar que as mesmas mensagens colidam novamente. No entanto. .CD é adequado em aplicações que não exigem tempo de resposta garantido. r deve ser um número aleatório entre o (zero) e 2n. Quando ocorre uma colisão. penalizando a estação que colide muitas vezes. o procedimento se repete mas o tempo de espera para uma nova tentativa é maior que o anterior. o tempo que cada estação aguarda para transmitir novamente é calculado de forma randômica o que não evita que a mensagem desta estação colida com a mensagem de uma outra.

Caso algum nodo deseje iniciar uma transmissão. eliminando assim o "overhead" introduzido com a transmissão de mensagens de controle.2. a estação centralizadora pergunta para a estação mais distante se ela deseja transmitir alguma mensagem. o método fica comprometido no que diz respeito a confiabilidade. Essa latência pode ser sempre aumentada introduzindo um buffer de retardo (um registro de deslocamento) em qualquer estação.1. uma vez criados. no instante em que lhe for perguntado ele fará a solicitação sendo imediantamente atendido. A rede tem um comportamento muito estável mesmo quando apresenta um tráfego bastante intenso. pode-se estabelecer prioridades através do interrogatório executado pelo nodo centralizador. O método divide o espaço de comunicação em um número inteiro de pequenos segmentos (slots) dentro dos quais a mensagem pode ser armazenada. Acesso ordenado sem contenção Ao contrário dos esquemas apresentados anteriormente. ele pergunta aos nodos. Outra alternativa é enviar as informações de controle multiplexadas em frequência com as informações de dados. o método CSMA/CD é muito eficiente. Quadro ou Slot Vazio Apresentada por J. Dessa forma. embora nada impeça o seu uso em outras arquiteturas. Sua interface é bem simples e barata. ele passa uma mensagem de "status" ao nodo centralizador. e assim por diante. mas pode ser tão grande quanto quisermos (ou formos capazes de construir). O tempo cedido a um determinado nodo para que ele tenha acesso ao canal é função do tamanho da mensagem concedida. vários protocolos são baseados no acesso ordenado ao meio de comunicação. "Polling" Este método é geralmente empregado em topologias em barra comum. ou do tamanho do intervalo alocado para o nodo pelo nodo mestre. se desejam transmitir alguma mensagem. No "polling" centralizado.) que. . ou seja. evitando com isso que ocorram colisões das mensagens. etc. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso ordenado sem contenção: 5.2. Pierce em 1972 tinha como objetivo pioneiro o controle de acesso em uma rede de grande porte constituída por várias redes em anel interconectadas. devido a sua estrutura centralizada. tem-se um nodo mestre que executa as funções de controle da rede. É a esse número de bits que chamamos de espaço de comunicação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  57 Na prática. um dispositivo gera os slots (cria os slots. O desempenho do acesso por "polling" pode ser aumentado com a introdução de uma barra dedicada ao controle. sincroniza os receptores e transmissores. os inicia como vazios. Esta técnica é muito eficiente quando as estações na barra é muito grande. Ao querer transmitir. Uma boa visualização seria uma série de caminhões em anel. o número de bits circulando pelo anel tem um limite inferior. Como foi dito. ou seja. Cada slot (caminhão) contém um bit (motorista) que indica se o está cheio ou vazio.2. Caso esta estação não deseje transmitir ela passa o controle para a próxima estacão. Cada repetidor no anel produz um retardo. inicia os outros bits de controle. Mais informações sobre a Ethernet podem ser encontradas na bibliografia recomendada.2. Cada método é mais adequado a um determinado tipo de topologia. evitando o problema da colisão. Podem existir tantos bits circulando pelo anel quanto a sua latência permitir. O "polling" é um método que determina a ordem com que os nodos podem tornar acesso ao sistema. estão prontos para ser usados. circulando encostados pára-choque com pára-choque. cada estação deve esperar por um slot (caminhão) vazio e preenchê-lo com a mensagem (carga) O número de slots que circulam pelo anel nunca muda. apresentando uma ocupação do meio acima de 90%. Se o nodo interrogado não tiver nenhuma mensagem a transmitir. Em tempo de inicialização. um por um e seqüencialmente. 5. comparada com 83% da técnica CSMA. e é esse espaço que é dividido em slots. Porém. informando que está disponível. Esse interrogatório pode ser cíclico. R. 5. O resultado é que o CSMA/CD tem sido escolhido para a maioria dos projetos de redes locais. onde alguns estariam carregados e outros não. A soma dos retardos mais o tempo de propagação no anel forma o que chamamos de latência do anel. O principal exemplo de utilização do CSMA/CD é dado pela rede Ethernet que é uma rede local comercializada pela Xerox Corporation e utilizada como base para seus produtos de sistemas de automação de escritórios.

observando um intervalo entre quadros que já estejam circulando no anel. O procedimento de inserção de mensagem num anel com acesso controlado por ficha obedece às seguintes etapas: a) a estação que deseja transmitir aguarda a chegada da "ficha". – possibilidade de acesso simultâneo ao meio de transmissão. Quando ela é lida no registrador R. Quando um estação tem uma mensagem para transmitir. c) ao final da transmissão. Este quadro também atravessa o registrador de transmissão bem como todos os seus subseqüentes até que o quadro enviado pela estação retorne à origem e o registrador de deslocamento seja novamente desligado do circuito. A remoção da mensagem do anel é tarefa do nó de comunicação que originou a mensagem.2. circula entre todos os nós de comutação. – atraso variável das mensagens em trânsito no anel. sobre a prioridade de acesso à ficha a ser restituída. uma vez inicializada. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  58 5. transportando o direito de transmissão no meio compartilhado. no caso de restituição da ficha ao final da transmissão. Enquanto os dados são transmitidos pode ocorrer a chegada de um outro quadro vindo da estação precedente. Em um intervalo entre quadros no anel a chave é ligada em T e seu conteúdo é transmitido. A recepção de uma mensagem pelo nó destinatário depende do estado de escuta permanente para identificar o seu endereço nas mensagens circulando no anel.4. Uma vez que o início da mensagem passa por todos os nós de comunicação antes da ficha. previamente. Ela consiste basicamente em um registrador de deslocamento que será conectado em série com o circuito quando a estação possuir dados para transmitir. Quando T fica vazio. b) uma vez de posse da ficha. .2. o fim da transmissão ocorre antes do retorno do início da mensagem transmitida e. etc). abre o anel. os dados em trânsito são armazenados no registrador R.O mecanismo de "ficha" é baseado em uma mensagem de controle que. reconhecimento. a forma de restituição da ficha pode permitir a existência de várias mensagens simultaneamente em trânsito no anel (ficha múltipla) o que oferece um melhor desempenho em situações onde as mensagens são relativamente curtas. Passagem e Permissão (token ring) Esta técnica foi apresentada por Farmer e Newhall em 1969 e foi pioneira no controle de acesso distribuído associado à redes locais. A estratégia de restituir a ficha somente após o retorno da mensagem é conhecida como "ficha simples" e facilita a implantação de funções de supervisão e controle (recuperação de erros. o nó copia a mensagem que lhe é destinada podendo removê-la ou não do anel. ela armazena o quadro em um registrador T de transmissão e aguarda um intervalo entre quadros que circulam no anel para conectar T em série com o circuito físico. Por exemplo. Note que o termo "múltipla" não se refere ao número de fichas e sim ao número de mensagens circulando. copia a mensagem através do registrador de recepção e transmite uma mensagem curta de resposta. a estação transmite a sua mensagem. a estação devolve a ficha enviando-a ao próximo nó da rede. Esta técnica é adotada com o padrão IEEE 802. Uma vez identificado o seu endereço. A restituição da ficha pode ser feita imediatamente após o término da transmissão da mensagem transmitida.5 e na prática constitui-se na principal opção de implementação do mecanismo de controle de acesso por ficha. Inserção de Registrador Esta técnica é particularmente adequada para redes locais com topologia em anel. no caso em que o tempo de propagação da mensagem no anel é bem menor que o tempo de transmissão. Dependendo das dimensões do anel físico e da velocidade de transmissão usada. Uma vez que o fluxo de dados da estação precedente não pode ser parado. fica fácil implantar um esquema que avise a todas as estações.3. A técnica de inserção de registrador apresenta as seguintes características: – mensagens de tamanho variável. Essa estratégia simplifica a implantação dos serviços baseados na difusão de mensagens e também dos serviços de controle de erros e reconhecimento. a chave é setada para R e a estação aguarda o retorno da mensagem transmitida. A forma mais comum é aquela em que o nó destinatário. ao reconhecer o seu endereço. este é desligado do circuito e a mensagem é removida do anel. Uma situação mais prática pode ser conseguida com o uso de dois registradores: um de transmissão T e outro de recepção R. ela a coloca no registrador T. teremos mais de uma mensagem circulando no anel. 5. Quando uma estação possui dados para transmitir.

O método de acesso por token é fácil de ser implementado mas a recuperação de tokens perdidos. Se o token é enviado para um equipamento que está desligado. A partir daí. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  59 As funções de gerência e manutenção da ficha podem ser centralizadas ou distribuídas e devem atender situações tais como a perda ou duplicação da ficha. uma mensagem especial. envia o token para a estação sucessora. Quando a rede é inicializada. tendo alterado o endereço do destinatário. 5. de posse do token ela pode transmitir sua mensagem e então. é passada de equipamento para equipamento através da rede. espera até desocupar e então transmite com probabilidade P Interrompe a transmissão no caso de colisão CSMA CD Um esquema de FDM dinâmico em fibra Divisão por comprimento de onda CSMA/CD com recuo binário exponencial Ethernet Controla as colisões gerando tempo de espera n slots (aleatório) de tempo para cada estação que teve seu pacote envolvido em uma colisão. o token desaparece da rede. chamada "token". Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus) Uma outra forma de usar a capacidade do canal de uma rede local com barramento por difusão é usar a técnica de passagem de permissão ou acesso por ficha.5. deve aguardar que o token lhe seja enviado. envie uma mensagem para todas as outras.2. No último caso. incluindo-se uma mesma estação mais de uma vez na sequência completa. Resumo: Método FDM TDM ALOHA puro ALOHA em intervalos CSMA NP CSMA P-persistente Descrição Dedica-se uma freqüência para cada estação Dedica-se um tempo para cada estação Difusão via satélite Transmissão em Slots de tempo bem definidos Retardo aleatório quando o canal é detectado como ocupado Se está ocupado. cada estação repassa o token em uma sequencia estabelecida. A tarefa de geração de token pode ser atribuída a uma estação especial ou para qualquer equipamento ligado à rede. A remoção de equipamentos é fácil pois basta que a estação que vai ser retirada envie uma mensagem para a sua antecessora informando o novo endereço (de sua sucessora) para o envio do token. Apenas um token deve existir na rede em um determinado instante. Anel lógico em barramento físico Token Bus Uso de Token em rede em anel Token Ring Token Ring de fibra ótica FDDI O tempo de transmissão é dividido em slots (fatias) iguais Quadro vazio ou Slot Vazio Uma estação controla quem pode ou não transmitir Polling . O token não transporta qualquer informação. Neste caso. mas permite que o seu proprietário transmita sua mensagem. Uma estação com dados para transmitir. perguntando quem lhe enviará o token e informando o endereço de sua estação sucessora. Esta técnica assegura que duas estações não irão transmitir ao mesmo tempo causando colisão de suas mensagens. Adicionar equipamentos requer que a estação que deseja ser inserida na sequência. Dois problemas podem ser identificados nesta técnica: o primeiro diz respeito ao token em si. O algoritmo RBE é usado para adaptar a transmissão ao número de estações que estão querendo transmitir. O outro problema refere-se a inserção e retirada de equipamentos da rede. com uma configuração de bits conhecida. Algum procedimento deve ser estabelecido para garantir que um novo token será gerado após um intervalo de tempo finito sem que nenhuma mensagem tenha sido transmitida. algum procedimento deve ser criado para evitar que duplicatas do token trafeguem pela rede. a inclusão e retirada de equipamentos gera alguma complexidade. uma estação pré-determinada cria o token e o transmite para a sua estação sucessora. Também é possível implementar um mecanismo de prioridade.

divide-se o tempo de transmissão em intervalos fixos. ( ) Neste sistema de transmissão por rádio. Melhora a eficiêmcia com relação à transmissão sem intervalos fixos. então. ( ) Consiste em um anel lógico em uma rede em barra. ela transmite. Após. Se alguém está transmitindo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  60 Exercícios: Associe as colunas: A) Aloha puro B) Aloha Fatiado C) Token Ring D) CSMA P-persistente E) CSMA CD F) Token Bus ( ) A estação fica escutando antes e durante a transmissão. a transmissão não é otimizada. Se ocorrer a colisão ambas as estações param de transmitir e esperam um tempo aleatório para retransmissão. ( ) Consiste no uso de passagem de permissão em rede em anel . a estação escuta o canal. ( ) Antes de transmitir. ela permanecerá escutando o canal até que o mesmo fique livre. Simplesmente transmite-se sem se preocupar com as colisões. ( ) Neste sistema de transmissão por rádio.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  61 6. Um bloco de n bits de informação é codificado em um bloco de r bits pelo acréscimo de ( r . ruído e retardo são termos usados de um modo geral para descrever as modificações que um sinal sofre quando é transmitido em um circuito ou canal. Essas alterações resultam de imperfeições na propagação do sinal. bno geral.2.Block Character Check). isto é. A transmissão sem erros é um requisito essencial de quase todas as aplicações de comunicação de dados e portanto. que represente uma operação lógica sobre os bits dos diversos caracteres que compõe a mensagem. ao longo do suporte de transmissão (atenuação e retardo) e de perturbações (ruídos) que atuam não só no suporte de transmissão como também nos estágios de processamento do sinal que compõem o receptor. Bit de Paridade (paridade de caractere) É a técnica mais simples de codificação e consiste em acrescentar um bit às palavras do código de representação dos caracteres. O CCITT (Comitê Consultif International de Téléphonie et Télégraphie) recomenda uma taxa de erros não superior a 10-5 . Em redes locais. consiste na adição de bits de redundância na mensagem a ser transmitida. detecção de "1" quando foi transmitido "0" ou detecção de "0" quando foi transmitido"1".n ) bits de redundância e então transmitido.1 Detecção de erros A maneira usual utilizada para detectar a alteração de bits de informação transmitidos. uma série de mecanismos deve ser implementada para detectar e corrigir possíveis erros. é detectado um erro de transmissão. apenas 1 bit errado a cada 100.A taxa de erros de um sistema de transmissão representa a probabilidade de ocorrência de erros de transmissão. redundância cíclica (CRC). o bloco de r bits é decodificado e os n bits de informação entregues ao destinatário. com paridade é representado por 1000001P(65). Exemplo: O caractere A no código ASCII. paridade longitudinal (LRC).000 transmitidos. paridade par: 10000010 P = 0 paridade ímpar: 10000011 P = 1 O caracter é transmitido e na recepção o bit de paridade é testado. codificada em ASCII e com paridade par.1. Estas detecções trocadas caracterizam os chamados erros de transmissão. Na recepção. O desempenho de um sistema de transmissão de dados é avaliado através do seu grau de confiabilidade na transmissão dos bits.1 . O bit P de paridade é acrescentado com os valores 0 ou 1 dependendo do tipo de paridade utilizado (paridade par ou paridade ímpar).1. Distorção e ruído na transmissão (erros) Atenuação. Paridade Longitudinal (combinada) Consiste em acrescentar à mensagem um caractere (BCC . 6.Codificação da Mensagem "UFSC" . isto é. pode ocorrer detecção trocada da informação. Quando a alteração sofrida pelo sinal é muito grande. 6.1. admite-se taxas de erros típicas da ordem de 10-9 a 10-12. Na tabela 6. Para redes de longa distância existe uma padronização internacional que determina uma taxa de erros máxima em um canal a fim de que o mesmo possa ser considerado adequado para a transmissão de dados. Se o valor de P não conferir com o esperado. Esse método permite detectar erros de transmissão que envolvam apenas a alteração de um número ímpar de bits no caractere. (d)ados / (P)aridade d d d d d d d P U 1 0 1 0 1 0 1 0 F 1 0 0 0 1 1 0 1 S 1 0 1 0 0 1 1 0 C 1 0 0 0 0 1 1 1 BCC 0 0 0 0 0 1 1 0 Tabela 6.1. Dentre as várias técnicas usadas para esta finalidade pode-se citar: bits de paridade por caracter. 6. apresenta-se um exemplo de como seria transmitida a mensagem "UFSC".

Para transmissão. ao final com um "checksum" que é determinado através do seguinte algoritmo: 1 . 6. a mensagem recebida é dividida pelo mesmo número.1. 1. a mensagem foi recebida corretamente. M(x) : 10111011 G(x) : x3 + x2 + x = 1110 . a representação binária da informação é dividida em módulo 2 por número pré-determinado. o próximo bit é o coeficiente de xk-2 e assim sucessivamente. Neste método são detectados os erros que consistem na inversão de apenas 1 bit e também erros do tipo rajada (vários bits alterados) com comprimento igual ou menor que o número de linhas da matriz. Rajadas maiores que este número ou várias rajadas menores podem não ser detectadas.16 = x16 + x15 + x2 + 1 – detecta até 16 erros por blocos de mensagens CRC – ITU-T = x16 + x12 + x5 + 1 (usado para caracteres de 8 bits) A mensagem a ser transmitida é concatenada.M(x). Este método é facilmente implementado por software uma vez que para calcular o BCC basta fazer uma operação "ou-exclusivo" dos caracteres a serem transmitidos.Seja r o grau de G(x). Na recepção.12 = x12 + x11 + x3 + x2 + x + 1 – detecta até 12 erros por blocos de mensagens (usado para caracteres de 6 bits) CRC . Para utilizar o código CRC. O resultado é a mensagem a ser transmitida: T(x). 0 e 1 : 1x5 + 1x4 +0x3 + 0x2 + 0x1 + 1x0 = x5 + x4 + 1 A aritmética polinominal é feita em módulo 2 isto é. é detectado um erro de transmissão. 0. variando xk-1 até x0 e com grau k-1. 3 . As operações de adição e subtração equivalem à operação OR exclusivo. O bit de mais alta ordem (mais à esquerda) é o coeficiente de xk-1.Subtraia o resto da divisão (que geralmente possui r ou poucos bits) do string correspondente a xr. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  62 A transmissão é feita serialmente por coluna. Concatene r bits zeros no final da mensagem M(x) de tal forma que o resultado corresponda ao polinômio xr. Já existe uma padronização internacional para polinômios geradores: CRC . Redundância Cíclica (CRC) Consiste em acrescentar a um bloco de k bits de informação (n-k) bits de verificação. Exemplo: A mensagem 110001 tem 6 bits e representa um polinômio de grau 5.3. Exemplo: Considere a transmissão da mensagem 10111011 com polinômio gerador G(x)= x3 + x2 + x (por exemplo).Divida xr. O código CRC (Código de Redundância Cíclica) é baseado no tratamento de "strings" de bits como representação de polinômios com coeficientes 0 e 1 somente. 2 .M(x) por G(x) (dividir os strings de bits correspondentes) usando divisão com módulo 2.M(x) usando subtração módulo 2. O resto da divisão é acrescentado à mensagem como bits de verificação. o emissor e o receptor devem escolher um polinômio gerador G(x) que deve ter os bits de mais baixa ordem e da mais alta ordem iguais a 1. Se o resto da divisão for igual a zero. caso contrário. não existe "vai um" ou "empresta um". Uma mensagem de k bits é tratada como uma lista de coeficientes para um polinômio de k termos. com 6 termos cujos coeficientes são 1. Exemplo: 11001011 10100111 01101100 01010101 10011110 11001011 A divisão de um binário por outro é feita da mesma forma como na divisão decimal/binário exceto que as subtrações são feitas usando módulo 2. 0.

16 . Correção de erros Estas modalidades de recuperação de erros são também chamadas de "Forward Error Correction". a mensagem contém erro. o receptor a divide por G(x) e examina o resto da divisão: 10111011110 | 1110 . temos r "Hamming bits". 6..2.2. bem como 99. Estes são inseridos nas posições 1. a mensagem está correta. O bloco é construído a partir dos bits e informações e dos "Hamming bits".4. o polinômio recebido não será T(x). Os valores dos "Hamming bits" são o resultado da operação do OR-EXCLUSIVO sobre o código binário da posição dos bits "1" ocorridos nos bits de informação. 6. isto é.1. G(x) deve ser criteriosamente escolhido. R. mas um outro polinômio H(x) = T(x) + E(x) onde E(x) representa as posições alteradas por erros de transmissão. de modo a permitir não somente sua sinalização mas também a restauração do conteúdo original. se E(x) for divisível por G(x). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  63 Adiciona-se a quantidade de zeros equivalente ao grau de G(x) na mensagem: 10111011 + 000 Em seguida. etc.2. Este polinômio gerador é recomendado pelo ITU-T para a detecção de erros em sistemas de transmissão de dados a longa distância.se for diferente de zero. . onde m+r+1 <= 2r. Em caso de haver erro. Adequado em circuitos simplex e em situações onde a retransmissão não é prática. Para minimizar a probabilidade de um erro não ser detectado. divide-se a mensagem pelo polinômio gerador 10111011000 | 1110 O resto que deu na divisão é então adicionado na mensagem original M(X) sendo que a mensagem a transmitida será: 10111011110 Ao receber a mensagem T(x). Erros não serão detectados se T(x) + E(x)/G(x) tiver resto igual a zero. duplos ou erro com número ímpar de bits alterados. Consistem na adição de bits redundantes à mensagem.8. O polinômio gerador CRC-16 padronizado pelo ITU-T é capaz de detectar todos os erros tipo rajada de comprimento menor ou igual a 16. Exemplo: Deseja-se transmitir a seguinte informação: 1110100100 = 10 bits de informação 10+4+1 <= 24 temos 4 Hamming bits bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 H 7 0 6 1 5 0 4 H 3 0 2 H 1 H . Hamming desenvolveu vários esquemas que receberam o nome de Hamming Codes. Descrição de um Código Hamming Para um bloco de informações de tamanho m. H.9977% de rajadas de 17 bits e todos os erros simples. A ISO também adota este mesmo polinômio no sistema de controle associado aos protocolos ao nível de enlace de dados da família HDLC.se for zero. sendo r um nº inteiro.

1101 14 . 12. . 13. isto será detectado mas o resultado será sem sentido. 14 6 .1010 12 . 10. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  64 posições com "1" : 6.0110 10 .1110 0011 . o esquema pode ser burlado.1100 13 . Se dois erros ocorrerem. Quando ocorrerem três erros.Hamming bits Bloco a ser transmitido: bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 0 H Supor que o bloco recebido seja: bit 14 1 (bit 9 errado) Cálculo efetuado na recepção: E(x) = 0011110011 14 13 12 10 9 6 2 1 1110 1101 1100 1010 1001 0110 0010 0001 1001 = 9 (bit 9 errado ) 7 0 6 1 5 0 4 0 H 3 0 2 1 H 1 1 H 13 1 12 1 11 0 10 1 9 1 8 0 7 0 6 1 5 0 4 0 3 0 2 1 1 1 A informação original poderá ser restaurada sempre que ocorrer somente um erro no bloco.

protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. existem outras também importantes. o receptor deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para a recepção de mais dados. Ora. onde é necessário representar os bits em forma de onda digital e sincronizar o emissor com o receptor. o protocolo requer que se acrescentem informações de controle como data. passando por pontos intermediários onde a mensagem deve ser reencaminhada. Um software de comunicação deve ser capaz de lidar com os mais diversos problemas que comumente ocorrem em uma transmissão. Na verdade não é tão simples.1. portanto. que permita o seu endereçamento e encaminhamento adequado. Isso requer um sistema de roteamento ou comutação da informação. a encriptação dos dados de forma permitir o tráfego da mensagem na internet com o mínimo de risco de violação de integridade da mesma. é importante que este seja – – – – – compartilhado. Na própria carta. abertura e fecho. controle de fluxo: pode ser entendido como um mecanismo de sinalização que permita ao receptor controlar a velocidade efetiva de um transmissor mais rápido de forma a não entupir-se de dados. Além disso. De acordo com a política estabelecida. 7. procure. corrigidos através da retransmissão do quadro defeituoso ou corrigidos automaticamente. controle de seqüência: visa preservar a ordem de transmissão dos quadros. Deve-se adequar o sinal às características do meio utilizado e utilizar trasnceptores ou transmissores quando necessário. Quando os dados são recebidos. no caso de uma impressora remota que está recebendo os dados de um computador. pois seria desperdício utilizá-lo com uma única “conversação” O meio pode ser multiplexado para permitir várias comunicações simultâneas. além da informação na carta usamos um envelope com o endereço (hierárquico) e outras informações de controle para o correto encaminhamento da mensagem. Antes de seguir adiante. aliado a uma política de tratamento de erros. além de outras funções. Para entender melhor o significado de um protocolo vamos desenvolver um exemplo baseado no comunicação entre os dois filósofos (capítulo 2 . Um protocolo de comunicação define. Este serviço garante que os quadros não serão aceitos duplicadamente e que a perda de um quadro será detectada. estas informações de controle se constituem numa sobrecarga (overhead) que toma espaço e tempo. A transferência de quadros entre dois equipamentos é feita segundo um conjunto de regras e convenções denominado "Protocolo de Comunicação". os tipos de controles que serão efetuados sobre a transferência e os procedimentos que devem ser adotados tanto para o envio quanto para a recepção dos dados. a compressão dos dados para reduzir os custos de transmissão. definindo os formatos dos quadros de dados. Neste caso. os erros podem ser ignorados. além do modem quando a transmissão deve ser feita de forma analógica. ora por outro. tais como a necessidade de codificação da informação para o código utilizado pela estação remota. . pois existem uma série de fatores que influem em uma comunicação de dados e conseqüentemente na construção de um software de comunicação (protocolo). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  65 7. a comunicação envolve um caminho indireto entre os dois pontos comunicantes. Deve-se salientar que em qualquer sistema de comunicação existirão mensagens de controle da comunicação além dos dados que efetivamente se quer enviar. ora por um caminho. realizando uma série de funções básicas.apostila) onde temos 2 hosts ligados por um meio de comunicação. como por exemplo. tal sistema pode proporcionar uma flexibilidade para conexão. denominadas funções de comunicação. várias estações compartilham um único meio de transmissão e devem obedecer a uma política que determina quando uma estação pode utilizar o meio comum para transmitir seus dados. Software de Comunicação Em princípio pode-se pensar que a transmissão de bits em um canal seja trivial: uma máquina A coloca os bits no meio de transmissão e uma máquina B os retira. Além disso. temos outras funções de grande importância no contexto de redes: – compartilhamento: independente da distância e do meio utilizado em uma comunicação. Além destas funções consideradas mais básicas. imaginar como seria o diálogo entre as máquinas usando termos coloquiais em português. como um exercício. conforme visto no capítulo 3. o formato dos quadros e os tipos de controle que serão efetuados sobre a transferência. Um exemplo trivial é o sistema postal em que. Roteamento: eventualmente. Como definido no início desta apostila. controle de acesso: o controle de acesso ao meio de transmissão é um serviço utilizado em redes com topologia multiponto. controle de erros:: o controle de erros é feito através da utilização de técnicas para detecção de erros. marcados para correção posterior. Todas estas funções são realizadas pelos protocolos de comunicação. Protocolos de comunicação A forma de tratar os problemas de comunicação entre os processos comunicantes é através de protocolos. O primeiro problema a ser tratado em um sistema de comunicação diz respeito à distância.

Se colocássemos um equipamento de monitoração na linha entre os computadores que nos permitisse ver todos os bits que passassem. além de uma cauda ou “trailler” que são os bits de redundância que . O que sobra da capacidade do canal para transmissão dos dados é chamada velocidade efetiva. número de seqüência. Quando o computador B responde a conexão lógica se completa. não basta uma conexão física. Chama-se sobrecarga ou overhead a relação entre a taxa de sinalização e a capacidade do canal. ou datagrama. Provavelmente. Note-se que. permanecendo. Não basta a conexão física que se estabelece quando o fone remoto é retirado do gancho. que comporiam as mensagens contendo comandos ou dados. para transmitir os dados. 3) ele responda sempre da mesma forma às mesmas mensagens. Outras formas de diálogo são possíveis e levam também a uma conexão confiável. para que a transferência de informações se efetive é necessária a troca de uma série de mensagens que não carregam dados. A conversação através de uma cadeia de bytes contínua como na figura 7. o computador B pergunta ao A se quer aproveitar a conexão para outra operação. o computador A deve confirmar a recepção. Este exemplo simples evidencia que. O importante no funcionamento de um protocolo é que: 1) ele deve atender a todas as funções necessárias: 2) as duas máquinas ou entidades comunicantes devem entender as mensagens recebidas. A título de exercício. Comando Dados Comando Dados Dados Figura 7. um cabeçalho contendo a sua própria informação de sincronismo. constituindo-se em um tráfego (bits por segundo) chamado de taxa de sinalização. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  66 Um possível diálogo está esboçado na figura 7. Nada mais havendo a tratar. Informações de sincronismo (que permitam a delimitação das mensagens) e endereçamento podem preceder a transmissão. Estes comandos ocupam uma parte da capacidade da linha. mas não são repetidas durante a mesma. o computador A procura estabelecer uma ligação lógica com o computador B dizendo “Alô”. Sempre que se quiser dimensionar a velocidade de transmissão nominal necessária para um canal a partir do volume de dados efetivo a transmitir. poderia acontecer o acaso de que o gato da família derrubasse o telefone no chão de susto com a campainha e você não quer falar com o gato. mas sim comandos de comunicação com informação de controle. necessitamos transmitir comandos. Diferentes protocolos terão overheads diferentes. Uma outra forma de troca de informação consiste em dividir a cadeia de bytes em pacotes e transmiti-los separadamente.2 – Cadeia de bytes na linha Ora. para garantir a transferência de forma correta. veríamos uma seqüência de bytes. Host A Alô Envie Arquivo Arquivo A OK Não! Tchau Host B Alô Qual? Envia Arquivo A Algo mais? Tchau Figura 7. como mostra a figura 7. carrega. deixando mais ou menos capacidade do canal para a efetiva transmissão de informação. endereço de fontes e destino.1 carregam informações e quais carregam comandos. Inicialmente. identifique quais as mensagens da figura 7.2 pode ser usada em algumas aplicações. O computador A responde com a identificação e o computador B inicia a transmissão do arquivo. Uma conexão lógica é necessária para iniciar a transferência de informação. Pode-se iniciar a conversação depois que a pessoa do outro lado da linha responde “Alô”.2. Terminada a transferência do arquivo. Afinal. Assim. ambos os computadores procedem à desconexão lógica. Pode-se fazer uma analogia com uma ligação telefônica. o protocolo que você pensou tem algumas diferenças em relação ao da figura acima. Cada pacote. a capacidade de transmissão (ou velocidade nominal em bps) da linha é dividida entre sinalização e informação.1 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores A seguir o computador A identifica a operação desejada como uma transferência de arquivos e o computador B pede a identificação do arquivo. deve-se levar em conta o overhead de sinalização característico (do protocolo) da linha em que se vai transmitir. entretanto ligados fisicamente pela linha.1. além dos dados.

Com o desenvolvimento das redes de computadores. "Enlace Lógico". executa um conjunto definido de funções.2. a simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra. a especificação de um software de comunicação deve prever diversos aspectos referentes aos serviços que o sistema oferece. A designação técnica.3. também como quadros (frames). portanto. Os primeiros protocolos de enlace que foram desenvolvidos para redes de computadores eram.4.3 – Formato geral de um datagrama Ora. blocos. Na verdade. Na década de 70 uma nova geração de protocolos apareceu. seguidos de uma cauda com os bits de verificação de erro e outras possíveis informações de controle. possuem uma complexidade difícil de controlar. além de pacotes ou datagramas . ou ainda. Estas unidades de transporte de informação. o ADCCP (Advanced Data Communication Control . Um protocolo que trabalhe nesta forma deve então definir precisamente o formato e o significado dos campos destas unidades de transporte para que as entidades comunicantes possam interpretá-los corretamente. Protocolo A Cabeçalho Dados Cauda Protocolo B Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. tornando a transmissão mais confiável. empregada no âmbito do modelo OSI. controle de erros e o controle de acesso ao meio de transmissão. Esta técnica de encapsulamento é usada para permitir. Isto é. O protocolo BSC da IBM é um exemplo de protocolo orientado a caracter. toda a informação contida no cabeçalho e na cauda destas unidades de transporte de informação serve para o controle da comunicação. as desvantagens de se utilizar protocolos orientados a caracteres foi ficando cada vez mais evidente. por exemplo. constituindo-se.4 – Encapsulamento de um protocolo A em um protocolo B 7. A camada de enlace constitui a interface entre os níveis superiores e a camada física. orientados a caracter. onde cada "camada". o transporte de um protocolo entre dois computadores através de várias redes intermediárias com protocolos distintos. dadas as dificuldades de se transmitir informações entre máquinas com conjunto de caracteres. PDUs de um protocolo A podem ser encapsuladas no campo de dados das PDUs de um outro protocolo B. transmitindo-se alternadamente pacotes de uma outra. ou mais genericamente como mensagens. a IBM desenvolveu o SDLC (Synchronous Data Link Control) e submeteu-o à apreciação da ANSI e da ISO para que fosse adotado como padrão internacional. o que se constitui numa multiplexação do meio de comunicação ao longo do tempo. envolve diversas etapas que. EBCDIC). então se constitui de um cabeçalho com diversos campos de controle e um campo de dados. pois temos informações de controle muitas vezes duplicadas. Um datagrama. A camada mais próxima da transmissão física é denominada "Camada de Enlace" ou "Enlace de Dados". pode-se alterar a tecnologia da rede de transporte (baixo nível) sem ter de alterar o sistemas e protocolos entre as aplicações (alto nível). como mostra a figura 7. se analisadas em conjunto. Uma vantagem desta forma de comunicação é que ela é mais justa. respectivamente. isto é. Suas funções principais referem-se ao controle de fluxo. como mostra figura 7. Tanto a ANSI como a ISO fizeram modificações no SDLC e lançaram. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  67 permitem a verificação da ocorrência de erros no destino. Para diminuir esta complexidade. Porém o overhead das linhas tende também a aumentar. também em sinalização e overhead. conforme o contexto. isto é. outras conversações não são bloqueadas por uma eventual conversação mais longa e podem se dar paralelamente. em sua maioria. é PDU (Protocol Data Unit). Protocolos de enlace de dados Como visto anteriormente. o bloco a ser enviado consistia de um grupo de caracteres de algum código (ASCII. o software de comunicação é dividido em "camadas". podem ser designadas. O encapsulamento de protocolos de mais “alto nível”em formatos de mais “baixo nível” aumenta a modularidade da rede. Cabeçalho Dados Cauda Figura 7.

A estação primária permanece enviando ENQs até a recepção de um ACK0 ou até esgotar o limite máximo de tentativas estabelecido. ela responde com um NAK ou WACK. Neste caso. Para evitar problemas associados à transmissão. Caso a estação primária receba um ENQ sem ter iniciado um pedido de transmissão. A resposta pode ser positiva através de um ACK. ele utiliza caracteres de um determinado código fonte para delimitação do texto da mensagem e para funções de supervisão e controle da troca de mensagens entre os equipamentos conectados. A estrutura da mensagem de informação é mostrada na figura 7. “SYN”.1 Protocolos Orientados a caracter Em um protocolo orientado a caracter. ou seja. Sete bits são necessários para representar um código ASCII qualquer. tais como “ETB”. A seguir estudaremos os protocolos orientados a caracter e os protocolos orientados a bit. Os intervalos de tempo próprios para cada um dos bits são conhecidos e amarrados entre as entidades comunicantes. Uma descrição sumária deste protocolo é apresentada nesta seção. É bastante comum que as unidades de informação sejam códigos pertencentes ao conjunto ASCII (American Standart Code for Information Interchange). 7. Todos são orientados a bit. são independentes dos códigos utilizados. ou caso a estação não esteja pronta para receber. exceto o último que é terminado com ETX. Tabela 7. Assim. etc. Os caracteres de controle e supervisão usados com o protocolo BSC são: Caractere SYN SOH STX ITB ETB ETX ENQ ACK0/ACK1 WACK NAK OLE RVI TTD DLEEDT Significado Caractere de sincronização (Synchronous Idle) Início de cabeçalho Início de texto Fim de transmissão de quadro intermediário Fim de transmissão de quadro Fim do texto Verifica estado da estação Reconhecimento positivo Reconhecimento positivo (espere antes de enviar) Reconhecimento negativo Usado para permitir transparência Interrupção reversa Usado para indicar demora temporária no envido de texto e evitar fim da temporização (time-out) Sequência de desconexão para uma linha comutada. um quadro é composto de um número inteiro de caracteres de um determinado código. cada quadro é terminado pelo caracter ETB. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  68 Procedure) e o HDLC (High-level Data Link Control).5 – Estrutura típica de um quadro no protocolo BSC Uma mensagem pode ainda ser dividida em quadros para facilitar sua manipulação e reduzir a possibilidade de erros de transmissão. NAK ou WACK. Este conjunto prevê códigos especiais para funções de controle. mas na verdade cada código ASCII é transmitido com 8 bits. . Todos estes protocolos são baseados nos mesmos princípios. O destinatário deve ser capaz de reconhecer os caracteres de sincronismo e a partir deste momento. na década de 60 e ainda bastante utilizado em ligações ponto-a-ponto e multiponto. O ITU-T (antigo CCITT) adotou e modificou o HDLC. Um dos protocolos orientados a caracteres mais conhecidos é o protocolo BSC (Binary Synchronous Communications). Obviamente. isto é. ela responde com ACK. O BSC é um protocolo orientado a caracter. O BSC é um protocolo de controle de enlace desenvolvido pela IBM. isto traz limitações com respeito às comunicações entre equipamentos que trabalhem com códigos diferentes. interpretar o restante do quadro. SOH Cabeçalho STX Texto ETX BCC Figura 7.6. a estação secundária só ganha o controle da linha se a estação primária não a estiver utilizando. sendo o último bit o de “paridade ímpar”.2.1 – Caracteres de controle e supervisão utilizados no protocolo BSC A estação que deseja iniciar a transmissão envia a sequência ENQ. uma das estações é definida como primária e a outra como secundária.

pode existir a confirmação do recebimento do referido grupo.2. Para satisfazer uma variedade de requerimentos. . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  69 Ao terminar a transmissão de uma mensagem. O campo "endereço" é utilizado para a identificação do receptor.7 . Para obter transparência. sendo resultado do esforço de padronização desenvolvido pela ISO (International Organization for Standardization). O campo de "controle" identifica o tipo do quadro (informação. o qual apresenta um formato genérico comum a todos os protocolos orientados a bit. destino 00000001 Controle * 00000000 info 10110 Checksum (CRC ) 10101101 delimitador 01111110 Figura 7. . Qualquer caractere de controle que seja precedido pelo caractere DLE será reconhecido. duas configurações de enlace e três modos de operações de transferência de dados. além de informações referentes ao número de sequência e reconhecimento. O campo de "informação" carrega os dados recebidos da camada superior. supervisão. permitir que qualquer configuração de bits seja transmitida pelo usuário. Protocolo de enlace HDLC A família de protocolos HDLC (High Level Data Link Control) é orientada a bit. para a camada de enlace de dados. no modo transparente.6. Host A Posso transmitir ? Aí vai parte da msg Aí vai o resto da msg Não tenho mais msg ENQ STX Texto ETB BCC STX Texto ETX BCC EOT Host B ACK0 ACK1 ACK0 ENQ Sim Recebi mensagem OK Recebi mensagem OK Posso transmitir? Figura 7. Nos protocolos orientados a bit. 7. permitindo assim que a outra estação a utilize..2 Protocolos Orientados a bits A camada de enlace recebe das camadas superiores as informações a serem enviadas. a camada de enlace trata conjuntos de bits cujos significados lhe são irrelevantes.6 – Exemplo de transferência de informações utilizando o protocolo BSC.. ou seja. Os quadros emitidos por esta estação são chamados "comandos". a) Os três tipos de estações são: 1. A figura 7.). a estação que a estava transmitindo envia um ETD para indicar este fato e não tenta utilizar a linha novamente durante um certo intervalo de tempo.Estação primária: controla a operação do enlace.6 apresenta um exemplo de protocolo orientado a bits. 7. como um caractere de dados. O campo de "checksum" carrega bits de redundância para a detecção de erros no quadro recebido. Nos diálogos com a outra máquina. o protocolo HDLC define três tipos de estações. o BSC tem um modo transparente.Procedimento de protocolo orientado a bit Na figura 7. representadas nas unidades mínimas de informação. Cada quadro possui um delimitador de início e um delimitador de fim. Tais bits devem ser agrupados de modo que haja responsabilidade pela entrega de cada grupo de bits.3. 1 0 1 1 0 Informações produzidas nas camadas inferiores Procedimento da camada de enlace de dados Delimitador (flag) 01111110 End. os bits de informação foram colocados em um único quadro.

Configuração balanceada: usada somente em conexões ponto-a-ponto. Neste modo. Se o sexto e o sétimo bits são ambos iguais a 1. Quando uma configuração de cinco 1's aparece. a estação continua procurando a sequência de flag para determinar o final do quadro. recuperação de erros e desconexão lógica. O modo de resposta assíncrona raramente é usado. 2.Modo de resposta normal (NRM): usado em configurações não balanceadas.6 mostra a estrutura de um quadro HDLC e seus respectivos campos: FLAG 8 bits ENDEREÇO 8 bits ou + pode ter 1 ou + octetos CONTROLE 8 ou 16 bits DADOS tamanho variável FCS 16/32 bits FLAG 8 bits Figura 7.1 Estrutura do Quadro O HDLC usa transmissão síncrona. uma vez que um quadro HDLC permite qualquer configuração de bits. uma vez que ele não apresenta o "overhead" do polling. Com o uso da técnica de bit stuffing. 2. O transmissor irá sempre inserir um bit 0 extra após cada ocorrência de cinco bits 1's consecutivos no quadro (exceto no campo FLAG). O modo balanceado assíncrono faz um uso mais eficiente de ligações ponto-a-ponto full-duplex. Esta propriedade é conhecida como "transparência de dados". enviar uma resposta sem esperar por um comando). então. No entanto. O computador consulta cada terminal para transmissão.Configuração não balanceada: usada em ligações ponto-a-ponto ou multiponto. a estação secundária pode iniciar a transmissão sem permissão explícita da primária (isto é. Para determinar este problema.Estação secundária: opera sob o controle da estação primária. 3.Estrutura típica do quadro no protocolo HDLC CAMPO FLAG : o campo FLAG delimita o quadro em ambas extremidades com uma configuração única de bits dada por 01111110. c) Os três modos de operação de transferência de dados são: 1. 7. a combinação é aceita como um flag. Se o sexto bit é 1 e o sétimo é 0. um procedimento conhecido como "bit-stuffing" é usado.3. o sexto bit é examinado. Esta configuração consiste de duas estações combinadas e suporta transmissões half-duplex e full-duplex. Fica sob a responsabilidade da estação primária o controle da linha.Modo balanceado assíncrono (ABM): usado em configurações balanceadas. A figura 7. Enquanto está recebendo um quadro.Modo de resposta assíncrona (ARM): usado em configurações não balanceadas. A estação primária pode iniciar a transferência de dados para uma secundária mas a secundária só pode transmitir dados em resposta a um comando (POLL) da primária. A estação primária mantém um enlace lógico separado com cada estação secundária na linha. Todas as transmissões são feitas em blocos e um único formato de bloco é estabelecido para todas as trocas de dados e de controle. Os quadros emitidos pela estação secundária são chamados "respostas". a estação emissora está sinalizando uma condição de aborto. 3. Após identificar o flag inicial. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  70 2.8 . Um único flag pode ser usado como término de um quadro e início de outro. a sincronização a nível de quadro. incluindo inicialização. o receptor examina a sequência de bits. qualquer configuração de bits arbitrária pode ser inserida no campo de dados de um quadro. O modo de resposta normal é usado em linhas multiponto onde alguns terminais são conectados a um computador. . O NRM é também usado em configurações ponto-a-ponto no caso particular de conexão de um terminal ou outro periférico ao computador. Esta configuração consiste de uma estação primária e uma ou mais estações secundárias e suporta tanto a transmissão half-duplex quanto a full-duplex.Estação combinada: combina as características das estações primária e secundária. não existe garantia de que a configuração 01111110 não irá aparecer dentro do quadro. Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão sem receber permissão da outra estação combinada. Todas as estações ativas ligadas à linha ficam continuamente esperando por uma sequência de flag para sincronizar no início de um quadro. Uma estação combinada pode emitir comandos e respostas. b) As duas configurações de enlace são: 1. destruindo.

N° de sequência na recepção pela estação transmissora S .9 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC Onde: Ns . Quadros de informação (tipo I) que transportam os dados do usuário. Um FCS opcional de 32 bits usando o CRC-32 pode ser empregado se o tamanho do quadro ou a qualidade da linha determinarem esta escolha. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  71 CAMPO DE ENDEREÇO: o campo de endereço é usado para identificar a estação secundária que transmite ou recebe o quadro.N° de sequência no envio pela estação transmissora Nr . Balanced Mode Extend" 1 1 1 1 0 0 0 "Disconnect Mode" 1 1 0 0 0 1 0 "Request Disconnect" Mnemônio I RR REJ RNR SREJ UI SNRM DISC UP UA SIM RIM CMDR SARM SARME SNRME SABM XID SABME DM RD Padronização pelo HDLC C/R C/R C/R C/R C/R C/R C C/R C R C R R C/R C C C C/R C R R Tabela 7. mas pode ser usado um formato estendido no qual o tamanho do endereço é um multiplo de sete bits. isto é. Response Mode" 1 1 1 1 0 1 0 "Set Async. O FCS normal é o CRC-16 definido pela CCITT. Balanced Mode" 1 1 1 1 1 0 1 "Exchange Identification" 1 1 1 1 1 1 0 "Set Async. tanto na forma básica quanto na estendida. CAMPO DE DADOS: este campo só existe nos quadros tipo I e em alguns quadros tipo U.Bit de controle de ligação P/F . Este campo não é necessário em ligações ponto-a-ponto. Formatos Informação Supervisão Controle 1 I S U 0 1 1 2 0 1 3 NS S M 4 S M 5 P/F P/F P/F 6 7 Nr Nr 8 Bits do campo de controle M M M Figura 7. Response Mode Extend" 1 1 1 1 0 1 1 "Set Normal Response Mode Extend" 1 1 1 1 1 0 0 "Set Async. CAMPO DE CONTROLE : o HDLC define 3 tipos de quadros.Bit com função de supervisão M . 8 bits. Seu tamanho não é definido no padrão mas é limitado em um tamanho máximo por uma implementação. cada um com um formato diferente do campo de controle. normalmente.2 – Quadro completo especificando os campos de controle de um quadro HDLC . mas deve ser incluido sempre para garantir a uniformidade. Um endereço possui.Bit de Poll/Final O quadro de configuração dos campos de controle é apresentado a seguir: Campo de Controle Comando / Resposta 1 2 3 4 5 6 7 8 0 S S S R R R Informação 1 0 0 0 R R R "Receive Ready" 1 0 0 1 R R R "Reject" 1 0 1 0 R R R "Receive Not Ready" 1 0 1 1 R R R "Selective Reject" 1 1 0 0 0 0 0 Informação não numerada 1 1 0 0 0 0 1 "Set Normal Response Mode" 1 1 0 0 R R R "Disconnect" 1 1 0 0 1 0 0 "Un-numbered Pool" 1 1 0 0 1 1 0 "Un-numbered Acknowledge" 1 1 1 0 0 0 0 "Set Inicialization Mode" ou "Request Inicialization Mode" 1 1 1 0 0 0 1 "Command Reject" (Resposta) 1 1 1 1 0 0 0 "Set Async. indica que todas as estações secundárias devem receber o quadro. CAMPO FCS (Frame Check Sequence): é aplicado sobre todos os bits do quadro com exceção dos campos de flag. Quadros Supervisão(S) e quadros não numerados (U). O oitavo bit em cada octeto é 1 ou 0 indicando se o octeto é ou não o último octeto do campo de endereço. A figura abaixo mostra o formato geral do CAMPO DE CONTROLE (modo básico). como sendo um endereço de difusão . O campo pode conter qualquer sequência de bits. A configuração 11111111 é interpretada.

É usado por uma estação para solicitar a retransmissão de um único quadro de informação: o de número Nr. SIM. SABM. "convidá-las" a transmitir). Quando uma estação que está transmitindo recebe um RNR. SARM. completando ou abortando o quadro em andamento. Na operação de uma rede comutada. REJ . UP .É usado para transferir campos de informação não sequenciados através de um enlace.Essa resposta de "confirmação não seqüenciada" é usada para confirmar o recebimento e aceitação dos seguintes comandos não numerados: SNRM. Assim.Esse comando é usado para realizar uma desconexão lógica: informa à estação receptora que a estação transmissora está suspendendo a operação com esta respectiva estação secundária (ou balanceada). Uma estação primária pode usar o comando RR com o bit P setado em 1.1 são reconhecidos como aceitos.O Poll não numerado é usado para solicitar quadros de resposta a partir de uma única estação secundária ("individual poll"). . a não ser que solicitadas pela primária.O referido comando é usado para colocar em "Normal Respose Mode"(NRM) a estação secundária endereçada.10 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC 7. SREJ . por exemplo. não são confirmados. SIM .Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para indicar impossibilidade temporária de aceitar outros quadros de informação. deve parar de transmitir dentro do menor tempo possível.Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para solicitar a retransmissão de quadros de informação iniciando com o número de Nr. os únicos quadros I aceitos serão aqueles numerados sequencialmente e em ordem seguindo ao quadro solicitado. 1 I S U 0 1 1 0 1 S M S M 2 3 4 5 NS x P/F 6 x M 7 x M 8 x M 1 P/F P/F P/F 2 3 4 5 Nr 6 7 8 x x x x x x x Figura 7. Os quadros de informação numerados até Nr . RNR . que existe em cada estação endereçada por uma oportunidade de resposta. RR . A figura abaixo mostra o formato geral do campo de controle do modo estendido. estabelecendo uma condição operacional lógica. aqueles numerados de Nr (inclusive) em diante. Sendo transmitido um SREJ. SNRM . Os campos Nr e Ns fornecem a sequenciação do quadro que está sendo enviado. SABME.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC I .1 (inclusive) são assim confirmados. a nível de inicialização do link. este comando também pode ser usado para dar início a uma desconexão física. DISC e RSPR. não são permitidas transmissões a partir da estação secundária. o que confirma o recebimento dos quadros de informação numerados até Nr .1 são. para fazer polling com estações secundárias (isto é. Os quadros de informação numerados até Nr . DISC . UA . SARME. A norma não define o processo de controle para organizar as respostas. Os quadros de informação numerados até Nr . cada estação relata continuamente seus Ns e Nr à outra. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  72 O campo de controle pode ser estendido para ser usado por quadros S e I que empregam números de sequência com 7 bits ao invés de 3 bits. Devido à ausência de verificação dos números de sequência.O quadro de supervisão que indica "recepção concluída"é usado por uma estação para indicar que está pronta para receber um quadro de informação. confimados como recebidos sem problema. e os seguintes (se tiverem sido enviados outros). o campo de informação pode ser perdido ou duplicado se ocorrer uma condição de excecução durante a transmissão do quadro UI.Comando usado para ativar procedures especificadas pelo sistema. que também não são confirmadas. onde todos os campos de controle têm um octeto de comprimento. assim. Não há resposta exigida para o UI. na estação remota. UI ou NSI . Esse comando subordina a estação secundária receptora à estação primária que transmitiu o SNRM. Uma estação secundária desconectada não poderá receber ou transmitir quadros de informação: fica desconectada até que receba um comando SIM ou SNRM. para dados de inicialização do enlace. bem como do quadro que se espera receber em seguida. Quando se está processando a troca de informação.1 (inclusive). SNRME. Pode ser útil.Indica um quadro sequenciado de informação.3.

Para isto. Todos os quadros contém um número de sequência que varia de 0 a um valor máximo. ao esgotar este tempo. No entanto. fornecer a identificação da estação transmissora à estação remota. teremos a variação do número de sequência dos quadros de 0 até 7 ( 23-1). Após a recepção.Usado para colocar a estação endereçada no Modo de Resposta Balanceado (MRB). e este foi recebido dentro do quadro. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros enviados mas não confirmados. Nesse comando o campo de informação é opcional: se usado deve conter a identificação da estação transmissora. Esse comando pode usar o endereço global. não serão aceitas transmissões de comandos até que a condição RIM seja resetada. O mecanismo da janela deslizante permite que o emissor envie mais de um quadro sem esperar a confirmação do receptor.Esta resposta é usada para relatar status não operacional de uma estação que está logicamente desconectada do enlace e não pode aceitar o comando de estabelecimento de um modo (MRN ou MRA). O emissor então.Usado para indicar a solicitação de uma desconexão. CMDR .3. Nesta forma o receptor indica a sua disposição em aceitar dados enviando um "pool" ou respondendo a um "select". b) campo de informação muito longo para ser recebido nos buffers da estação receptora. o receptor mantém uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser recebido (N(S)).3 Controle de Fluxo e Sequenciamento Os protocolos da família HDLC realizam o controle de fluxo e de seqüência através de um mecanismo baseado na buferização de mensagens denominado Mecanismo da Janela Deslizante. RD . SABM . SARM . d) o número Nr recebido da estação primária não concorda com o número Ns que foi enviado à mesma. isto é. bem como os valores que delimitam a janela de transmissão (limite inferior e limite superior ). bem como os valores que delimitam a janela de recepção. 7. quando esta recebe um comando não válido. A forma mais simples de controle de fluxo é conhecida como "stop and wait". Para estes casos. o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. Quando os dados são recebidos. DM .O comando de troca de identificação é usado para forçar a estação endereçada a reportar sua identificação e outras características e. fará com que a estação repita o RIM."Request for Initialization Mode" é transmitido por uma estação para notificar a estação primária da necessidade de um comando SIM. XID . ao esgotar este tempo. Normalmente o receptor aloca um buffer de dados com um tamanho máximo. caso seja desconhecido o endereço específico da estação secundária. o receptor deve indicar novamente a sua disposição em aceitar mais dados antes que eles sejam enviados. São considerados os comandos recebidos dentro das seguintes características: a) não implementados na estação receptora (essa categoria inclui comandos de configuração inexistente). Por exemplo. existem casos em que o transmissor quebra o bloco grande em pequenos blocos e os envia um de cada vez. pela recepção de um RIM ou DISC. O recebimento de qualquer comando. para um campo de sequência que tenha um comprimento de 3 bits. O controle de fluxo é uma técnica que assegura que uma estação transmissora não sobrecarrega uma estação receptora. . Este valor máximo normalmente é dado por 2n-1 onde n é o tamanho (em bits) do campo de sequência do quadro. o procedimento descrito anteriormente é inadequado. Este procedimento é adequado para o caso em que a mensagem é enviada em um único bloco de dados. o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros variados mas não confirmados. transmite seus dados. c) o comando recebido não permite o campo de Informação. Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação.Esta resposta é transmitida por uma estação secundária no modo NRM. ele deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para o recebimento de mais dados. Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação.É usado para colocar a estação secundária endereçada em modo de resposta assíncrona (ARM). Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. Por sua vez. que não seja um SIM ou DISC. opcionalmente. Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  73 RIM . então. o transmissor mantém atualizada uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser enviado (N(S)).

vamos chamá-lo de modelo OSI. O modelo OSI tem sete camadas. são os processos pares que se comunicam usando o protocolo. No nível 1 existe uma comunicação física com a outra máquina. isto é. Em outras palavras. O nome desse modelo é Modelo de Refência OSI (Open Systems Interconnection). As entidades compreendidas em níveis correspondentes em máquinas diferentes são chamadas processos pares. nenhum dado é transferido diretamente de um nível n em uma máquina para o nível n de outra máquina (exceto no nível 1). livrando aqueles níveis dos detalhes de como os serviços oferecidos são realmente implementados. o propósito de cada nível é oferecer serviços para os níveis mais altos. cada um construído sobre o seu predecessor. de forma a evitar a repetição de funções e não tornar a arquitetura difícil de controlar. devido a complexidade do software de comunicação.11 – Modelo de Referência OSI – ISO . até chegar à camada mais alta. O modelo OSI é mostrado na figura 7. O número de camadas não deve ser nem muito grande nem muito pequeno.. A função de cada camada deve é escolhida observando-se a definição de protocolos padronizados internacionalmente. Por uma questão de praticidade.1 (menos o meio físico). Quando o projetista de uma rede decide quantos níveis vai incluir na rede e o que cada um deles faz. A figura 7. o nome de cada nível e a função de cada nível diferem de uma rede para outra. uma das tarefas mais importantes é definir claramente as interfaces entre os níveis. A definição das camadas foi baseada nos seguintes princípios: 1. sistemas que estão abertos à comunicação com outros sistemas. 1983).ou seja. As regras e convenções desta conversação são definidos como o "protocolo do nível n". 3. em todas as redes. Na realidade. Entre cada par de níveis adjacentes existe uma interface. Os limites de cada camada devem ser escolhidos de forma a minimizar o fluxo de informações entre as interfaces. 5. A interface define as operações primitivas e os serviços que o nível inferior oferece ao nível superior. O nível n de uma máquina mantém uma conversação com o nível n de outra máquina. Uma camada deve ser criada quando um diferente grau de abstração se faça necessário.. No entanto. 4. Cada camada deve executar uma função bem definida.1 apresenta o modelo de Referência OSI de 7 camadas e ilustra este conceito. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  74 7. A maioria dos softwares de comunicação são organizados como um conjunto de camadas ou níveis. 4 3 2 1 Transporte Rede Enlace Física Host A Protocolo de Transporte Apresentação Protocolo de Apresentação Apresentação PPDU Sessão Protocolo de Sessão Sessão Transporte Rede Enlace Física Host B SPDU TPDU Pacote Quadro Bit Limite da sub-rede de comunicação Rede Enlace Física Roteador Rede Enlace Física Roteador Protocolo de sub-rede interna Figura 7. O Modelo de referência OSI As redes de computadores modernas são projetadas de forma altamente estruturada. Do outro lado. APDU 7 Aplicação Aplicação Interface dos níveis 6/7 6 Interface dos níveis 5/6 5 . pois ele trata de interconexão de sistemas abertos . o processo se inverte: cada camada retira as informações que lhe pertencem e repassa para a camada superior o campo de dados da unidade recebida. 2. Esse modelo é baseado em uma proposta desenvolvida pela ISO (Internacional Standards Organization) como um primeiro passo na direção da padronização internacional dos protocolos usados nas diversas camadas (Day e Zimmermann. existe a necessidade de separar partes do projeto a fim de vencer a tarefa por etapas. Cada nível passa os dados e informações de controle para o nível imediatamente inferior. até que o nível 1 seja alcançado.4. ao contrário da comunicação virtual usada pelos outros níveis. O número de níveis.

têm algumas centenas ou milhares de bytes). o software deve contar quantos pacotes ou caracteres ou bits são enviados . deve haver uma função de contabilização na camada de rede. Se esses padrões de bit puderem ocorrer acidentalmente nos dados. A camada de enlace dos dados pode oferecer diferentes classes de serviço para a camada de rede. cada qual com qualidade e preço diferentes. Pelo menos. As rotas podem se basear em tabelas estáticas. Ele apenas informa o que cada camada deve fazer. começando pela camada inferior. Cabe a essa camada resolver os problemas causados pelos quadros repetidos. o fato de a transmissão poder ser ou não realizada nas duas direções. transmita-os seqüencialmente e processe os quadros de reconhecimento pelo receptor. discutiremos cada uma das camadas do modelo. será preciso um cuidado especial para garantir que os padrões não sejam incorretamente interpretados como delimitados de quadro. a camada de enlace de dados faz com que o emissor divida os dados de entrada em quadros de dados (que. quando um lado envia um bit 1. O controle desse congestionamento também pertence à camada de rede.4. 7. O projeto da rede deve garantir que. várias transmissões do mesmo quadro criam a possibilidade de existirem quadros repetidos. provocando engarrafamentos. No entanto. Como a camada física apenas aceita e transmite um fluxo de bits sem qualquer preocupação em relação o significado ou à estrutura. a subcamada de acesso ao meio. eles dividirão o mesmo caminho. otimizando a transmissão. a quantidade de microssegundos que um bit deve durar. perdidos e danificados.2 A Camada de Enlace de Dados A principal tarefa da camada de enlace de dados é transformar um canal de transmissão bruta de dados em uma linha que pareça livre dos erros de transmissão não detectados na camada da rede. Estas podem ser determinadas no início de cada conversação. No entanto. e a quantidade de pinos que o conector da rede precisará e de que maneira eles serão utilizados. como por exemplo em uma sessão de terminal. cabe à camada de enlace de dados criar e reconhecer os limites do quadro.4. a fim de refletir a carga atual da rede. Pra tal. pois não especifica os serviços e os protocolos que devem ser usados em cada camada. Elas também podem ser altamente dinâmicas. Observe que o modelo OSI em si não é uma arquitetura de rede. 7. 7. O problema é que os quadros de reconhecimento necessários ao tráfego de A pra B disputam o uso da linha com os quadros do tráfego de B para A. Para executar essa tarefa. esse controle de fluxo e o tratamento de erros são integrados. Como os operadores da sub-rede em geral são remunerados pelo trabalho que fazem. Um quadro repetido poderia ser enviado caso o quadro de reconhecimento enviado pelo receptor ao transmissor fosse perdido. em geral. sendo determinadas para cada pacote. surgirá uma nova complicação para o software da camada de enlace de dados. que fica abaixo da camada física.3 A camada de Rede A camada de rede controla a operação da sub-rede. Freqüentemente . Um ataque de ruído na linha pode destruir completamente um quadro. Nessa situação. as questões de projeto dizem respeito às interfaces mecânicas. Nesse caso. são incluídos padrões de bit especiais no início e no fim do quadro.4. as questões mais comuns são as seguintes: a quantidade de volts a ser usada para representar um bit 1 e um bit 0. o outro lado o receba como um bit 1. embora eles não pertençam ao modelo de referência propriamente dito. Se a linha puder ser usada para transmitir dados em ambas as direções. a ISO produziu padrões para todas as camadas. O piggybacking consiste em mandar a confirmação do recebimento do quadro da outra estação no quadro de dados que está sendo enviado a ela. Deve ser empregado algum mecanismo de controle de tráfego para permitir que o transmissor saiba o espaço de buffer disponível no receptor. elétricas e procedurais e ao meio de transmissão físico. a forma como a conexão inicial será estabelecida e de que maneira ela será encerrada. Se houver muitos pacotes na sub-rede ao mesmo tempo. a camada de enlace de dados da máquina de origem deverá retransmitir o quadro. Cada um deles foi publicado como um padrão internacional distinto. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  75 Em seguida. Uma questão de fundamental importância para o projeto de uma rede diz respeito ao modo como os pacotes são roteados da origem para o destino. Nesse caso. não como um bit 0. As redes de difusão têm outra questão na camada de enlace de dados: como controlar o acesso ao canal compartilhado.1 A Camada Física A camada física trata de transmissão de bits brutos através de um canal de comunicação. Foi criada uma solução inteligente (o piggybacking) para essa situação. Outra questão decorrente da camada de enlace de dados (assim como da maioria das camadas mais altas) é a forma como impedir que um transmissor rápido seja dominado por um receptor de dados muito lento. ”amarradas” à rede e que raramente são alteradas. Esse problema é resolvido por uma subcamada especial da camada de enlace de dados.

Conseqüentemente. A camada de transporte é uma verdadeira camada fim a fim. e as camadas de 4 a 7. permitindo que redes heterogêneas sejam interconectadas. determinadas operações só podem ser executadas pelo lado que está mantendo o token. A camada de Transporte A função básica da camada de transporte é aceitar dados da camada de sessão. o que permitirá a produção de informações para tarifação. de modo que um host rápido não possa sobrecarregar um host lento. Um dos serviços da camada de sessão é o gerenciamento de token. a camada de transporte cria uma conexão de rede diferente para cada conexão de transporte exigida pela camada de sessão. quando existe. Além disso. Talvez a segunda rede não aceite seu pacote devido o tamanho. A diferença entre as camadas de 1 a 3. o problema de roteamento é simples e. Esse mecanismo é chamado de controle de fluxo e desempenha um papel fundamental na camada de transporte (assim como em outras camadas). a camada de rede. dividi-lo em unidades menores em caso de necessidade. utilizando cabeçalhos de mensagem e mensagens de controle. . portanto.5 A camada de Sessão A camada de sessão permite que os usuários de diferentes máquinas estabeleçam sessões entre eles. Além de multiplexar diversos fluxos de mensagem em um canal. Para alguns protocolos. que podem estar separadas por muitos roteadores. A camada de transporte também determina o tipo do serviço que será oferecido à camada de sessão e. a camada de transporte deverá criar várias conexões de rede. a camada de transporte poderá multiplexar diversas conexões de transporte na mesma conexão de rede para reduzir o custo. outros tipos possíveis de serviço de transporte são as mensagens para muitos destinos. 7. tudo tem de ser feito com eficiência e de forma que as camadas superiores fiquem isoladas das inevitáveis mudanças na tecnologia de hardware. Isso exige mecanismo de denominação que permita a um processo de uma máquina descrever com quem deseja conversar. Um dos serviços da camada de sessão é gerenciar o controle de tráfego. criar alguma forma de determinar a qual conexão uma mensagem pertence. Para gerenciar essas atividades. os protocolos são trocados entre cada uma das máquinas e seus vizinhos. Em condições normais. Em outras palavras. Em todos os casos. em última instância. a camada de sessão poderá ajudar a monitorar esse controle.4. e não entre as máquinas de origem e de destino. a camada de transporte é necessária para tornar a multiplexação transparente em relação à camada de sessão. a contabilização pode se tornar complicada. que são fim a fim. É na camada de rede que esses problemas são resolvidos. mas ela oferece também serviços aperfeiçoados que podem ser de grande utilidade em algumas aplicações. Nas camadas inferiores. também cabe à camada de transporte estabelecer e encerrar conexões pela rede. Quando um pacote tem que viajar de uma rede para outra até chegar a seu destino. que são encadeadas. Se o tráfego só puder ser feito em uma direção de cada vez (como acontece em uma estrada de ferro). assim como faz a camada de transporte. no entanto. é fundamental importância que ambos os lados não executem a mesma operação ao mesmo tempo. embora sejam aplicados a eles princípios semelhantes. é ilustrada na figura 7. a conexão de transporte precisar de um throughput muito alto.4. No entanto. costuma ser pequena. no entanto. podem surgir muitos problemas. dividindo os dados entre as conexões de rede para melhorar o throughput.4. O tipo de serviço é determinado quando a conexão é estabelecida. Se. aos usuários da rede. O tipo de conexão de transporte mais popular é o canal ponto livre de erros que libera mensagens ou bytes na ordem em que eles são enviados. Nas redes de difusão. Deve haver um mecanismo para controlar o fluxo de informações. Uma sessão permite o transporte de dados normal. que liga a origem ao destino. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  76 por cada cliente. As sessões podem permitir o tráfego em ambas as direções ao mesmo tempo ou em apenas uma direção de cada vez. Por outro lado. O controle de fluxo entre os hosts é diferente do controle de fluxo entre os roteadores. O endereçamento utilizado para rede poderá ser diferente. É preciso. passá-los para a camada de rede e garantir que todas essa unidades cheguem corretamente à outra extremidade.1 Muitos hosts são multiprogramados. Os protocolos também poderão ser diferentes. isso significa que muitas conexões estarão entrando e saindo de cada host. um programa da máquina de origem mantém uma conversa com um programa semelhante instalado na máquina de destino. se a criação ou manutenção de uma conexão de rede for cara. onde se pratica uma taxa de cada lado. Essas informações podem ser colocadas no cabeçalho de transporte (H4 ou Header do protocolo da camada 4 do modelo OSI – ISO). Uma sessão pode ser usada para permitir que um usuário estabeleça um login com um sistema remoto de tempo compartilhado ou transfira um arquivo entre duas máquinas. Quando um pacote cruza uma fronteira nacional. a camada de sessão oferece tokens para serem trocados. 7.

juntamente com a codificação padrão a ser utilizada durante a conexão. Esse trabalho também pertence à camada de aplicação. movimentação do cursor etc.entidades de protocolo .6 A camada de Apresentação Ao contrário das camadas inferiores. e vice-versa.pontos de acesso ao serviço N (SAPs) Exercícios: 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) O que é multiplexação? Quais os tipos existentes? Qual tipo é utilizada nas redes locais? Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? Cite 2 políticas de acesso ao MT que podem ser aplicadas em uma rede local (802. datas. Esses programas fazem um intercâmbio de ítens como nomes. Por exemplo.unidades de dados de interface . Para eliminar esse problema. Terminologia OSI . números com ponto flutuante e estruturas de dados compostas por uma série de ítens mais simples. inteiros. a pesquisa de diretórios e uma série de outros recursos específicos e genéricos. Um exemplo típico de um serviço de apresentação é a codificação de dados conforme o padrão estabelecido.unidade de dados de protocolo . O que é overhead de protocolo? O que é encapsulamento de dados? O que é trailler ou cauda nas PDU´s? Para que serve? Por que um protocolo orientado a caracteres não é indicado para utilização atualmente? Quais os 3 tipos de quadros utilizados pelo protocolo HDLC? . deve ser criado um elemento de software que permita mapear as funções do terminal virtual de rede para terminal real. por sua vez. cada transferência seria reiniciada e provavelmente falharia na nova tentativa. quando ocorrer uma falha. Para transferir um arquivo entre dois sistemas diferentes.4. Os computadores têm diferentes códigos para representar os strings de caracteres (como ASCII e Unicódigo. virtual estão na camada de aplicação. valores monetários e notas fiscais.7 A camada de Aplicação A camada de Aplicação contém uma série de protocolos que são comumente necessários. existem centenas de tipos de terminal incompatíveis no mundo. Todos softwares do t. as estruturas de dados intercambiadas podem ser definidas de uma forma abstrata. Os ítens são representados como strings de caracteres. de controle) . 7. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  77 Outro serviço de sessão é a sincronização.unidade de dados de serviço .3 e 802. a camada de apresentação se preocupa com a sintaxe e a semântica das informações transmitidas. quando o editor mover o cursor do terminal virtual para o canto superior esquerdo da tela. a entrada de tarefas remotas.serviço N .IDU (SDU + inform. por exemplo). A maioria dos programas destinados a usuários não faz um intercâmbio de seqüências de bits binárias aleatórias. 7.5).relação entre serviço e protocolo . Diferentes sistemas de arquivos têm diferentes convenções de denominação de arquivos e diferentes formas de representação de linhas de texto. esse software executará a sequência de comandos apropriada para que o terminal real também o envie para a mesma posição. para o qual possam ser desenvolvidos editores e outros tipos de programa. Após ser abortada. têm diferentes layouts de tela e seqüências de escape para a inserção e exclusão de textos. que tornam confiável o processo de movimentação de bits de uma extremidade à outra da ligação. Considere o trabalho de um editor de tela inteira que deve trabalhar com vários tipos de terminal. entre outras coisas. de modo que. Considere os problemas que podem ocorrer quando se está tentando fazer uma transferência de arquivos que tem a duração de duas máquinas cujo tempo médio entre falhas seja de uma hora. Outra função da camada de aplicação é a transferência de arquivos. Para manipular cada tipo de terminal. Uma das maneiras de se resolver esse problema é definir um terminal virtual de rede.4. Por exemplo. por exemplo). apenas os dados transferidos depois do ponto de sincronização tenham de ser repetidos. é necessário tratar essas e outras incompatibilidades. Para permitir que computadores com diferentes representações se comuniquem. a camada de sessão oferece uma forma de inserir pontos de sincronização no fluxo de dados. entre outras coisas. assim como o correio eletrônico. A camada de apresentação gerencia essas estruturas de dados abstratas e converte a representação utilizada dentro do computador na representação padrão da rede. que. e os inteiros (o complemento de um e o complemento de dois.

(S)upervisão e (U)Controle. onde A envia um quadro de dados para B e após. associe as colunas: (1) Estação primária ( ) Duas estações combinadas (2) Estação Secundária ( ) Emite comandos e respostas (3) Estação Combinada ( ) Uma estação primária e uma ou mais estações secundárias (4) Configuração não-balanceada ( ) Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão (5) Configuração Balanceada ( ) Emite respostas (6) Modo de resposta Normal ( ) A estação avisa quando quer transmitir (7) Modo balanceado Assíncrono ( ) Emite comandos (8) Modo de resposta Assíncrono ( ) A estação secundária só pode transmitir em resposta a um comando da primária 12) Qual camada é responsável? (1) Física (2) (3) Rede (4) (5) Sessão (6) (7) Aplicação ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) compactação dos dados ) define a voltagem para os bits 0 e 1 ) A mensagem deve ser criptografada ) garante o envio da mensagem ) roda as aplicações dos usuários ) roteamento das mensagens ) Acrescenta trailler aos dados ) quanto deve ser a duração de um bit ( ) Estabelece e encerra conexões de rede (pela rede) ( ) diz a forma como uma conexão é estabelecida e desfeita ( ) controle de fluxo dos quadros de dados ( ) A comunicação será Half ou full-duplex? ( ) detecção de erros nos quadros de dados ( ) Quem gerencia o TOKEN? Eu quero transmitir! ( ) Os pacotes estão muito grandes e devem ser divididos ( ) cria e reconhece os limites de um quadro de dados ) Suporte para os softwares rodados num sistema. B envia 3 quadros de dados para A e solicita o encerramento da comunicação. como o caso do correio eletrônico ) Resolve problemas causados por quadros repedidos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  78 10)Utilizando o protocolo de enlace HDLC. descreva um cenário de comunicação entre A e B. Utilize: SABM – Estabelecimento da conexão UA – Aceitação de quadros não numerados RR – Receive Ready RD – Request Disconnect e quadros do tipo (I)nformação. perdidos ou danificados ) Um editor de texto deve funcionar em rede com N tipos de terminais diferentes ) Permite a comunicação de computadores que utilizam diferentes representações para os dados ) Insere pontos de sincronização no fluxo de dados . 11)Ainda com relação ao HDLC.

A Figura 1 ilustra o conceito de inter-rede. e novas versões do protocolo podem ser elaboradas. e em um serviço de rede não-orientado à conexão (datagrama não confiável). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  79 8. ou seja. . Já outros. se contentam com redes de baixa velocidade que conectam equipamentos distantes milhares de quilômetros uns dos outros. Qualquer pessoa pode projetar. Para ser capaz de rotear corretamente as mensagens. A arquitetura Internet TCP/IP dá uma ênfase toda especial à interligação de diferentes tecnologias de redes [Comer 91].1: Ilustração do conceito de inter-rede. Uma máquina que conecta duas ou mais redes é denominada internet gateway ou internet router. Os padrões TCP/IP não são elaborados por órgãos internacionais de padronização. o IAB declara o protocolo como um Internet Standard. Já os usuários vêem a inter-rede como uma rede virtual única à qual todas as máquinas estão conectadas. Quando o protocolo se torna estável. A Figura 2 mostra as camadas e tipo de dados que fluem entre elas.Camadas conceituais da arquitetura Internet TCP/TP. Alguns usuários precisam de redes de alta velocidade que normalmente cobrem uma área geográfica restrita. A idéia baseia-se na seguinte constatação: não existe nenhuma tecnologia de rede que atenda aos anseios de toda a comunidade de usuários. Da análise das RFCs surgem sugestões. Tal máquina fica responsável pela tarefa de transferir mensagens de uma rede para a outra. como a ISO ou a IEEE.2 . Uma RFC é publicada indicando esse status e. os gateways precisam conhecer a topologia da inter-rede. precisam saber como as diversas redes estão interconectadas. A arquitetura baseia-se principalmente em um serviço de transporte orientado à conexão. a única forma de permitir que um grande volume de usuários possa trocar informações é interligar as redes às quais eles estão conectados. Para que um protocolo se torne um padrão Internet [Rose 90] é necessário documentá-lo através de uma RFC (Request for Comments). As RFCs podem ser obtidas por qualquer pessoa conectada à Internet. Portanto. se após decorridos aproximadamente seis meses não houver nenhuma objeção. implementar e testar um protocolo para ser usado na Internet. não importando a forma física de interconexão. um dos membros do IAB propõe ao comitê que o protocolo se torne um padrão. O IAB é formado por pesquisadores. E E Rede 3 G G G Rede 1 Rede 4 G G G Rede 5 E E E Rede 2 E E E Figura 8. O corpo técnico que coordena o desenvolvimento dos protocolos dessa arquitetura é um comitê denominado IAB (Internet Activity Board). A arquitetura Internet TCP/IP é organizada em quatro camadas conceituais construídas sobre uma quinta camada que não faz parte do modelo. fornecido pelo Transmission Control Protocol (TCP). A arquitetura da Internet TCP/IP O desenvolvimento da arquitetura Internet TCP/IP foi patrocinado pela Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA). a camada intra-rede [Comer 91]. tendo a maioria deles projetado e implementado os protocolos da Arquitetura Internet. formando assim uma inter-rede. Host A Aplicação Transporte Inter-rede Interface de rede Datagrama idêntico Quadro idêntico Mensagem idêntica Pacote idêntico Host B Aplicação Transporte Datagrama idêntico Gateway Inter-rede Interface de rede Interface de rede Inter-rede Interface de rede Quadro idêntico Rede física 1 Intra-rede Rede física 1 Intra-rede Figura 8. documentar. fornecido pelo Internet Protocol (IP) [Postel 81b]. Para interligar duas redes distintas é necessário conectar uma máquina a ambas as redes.

é de responsabilidade da placa de rede que. fragmentação. A internet apresenta uma camada de interface com protocolos de diferentes tecnologias. enviará os quadros padrão IEEE 802. buferização. . Camada de Aplicação (4) No nível de aplicação. se for ATM. além do ARP. controle de fluxo. o algoritmo de roteamento é utilizado para decidir se o datagrama deve ser passado para o nível de transporte local. Essas aplicações interagem com o nível de transporte para enviar e receber dados. Esta camada não possui um padrão comum.UDP [Postel 80] (serviço de datagrama não confiável). informa o endereço da máquina onde o pacote deverá ser entregue. EGP e GGP). são traduzidos para os endereços físicos dos hosts ou gateways conectados à rede. o datagrama é passado para a interface de rede apropriada para então ser transmitido. etc. • controle de envio e recepção (erros. seqüência. na verdade. ou se deve ser repassado para um gateway. É nesta camada que são identificados os endereços IP. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  80 8.1.3 . portanto se comunica através de datagramas. os endereços IP. 8. O nível físico.3. Hello. Essa compatibilização é a função dessa camada que recebe os datagramas IP do nível internet ou inter-rede e os transmite através de uma rede específica. O padrão estabelece-se para cada aplicação. ou se deve ser passado adiante através de uma das interfaces de rede. Se o protocolo utilizado for o TCP. ICMP. etc. RARP e dos protocolos de roteamento (RIP. se for uma placa Ethernet. O importante nesta camada. ou o serviço não-orientado à conexão. o FTP. tracert. qualquer tipo de rede pode ser ligada.4. bastando para isso que seja desenvolvida uma interface que compatibilize a tecnologia específica da rede com o protocolo IP. Com base no resultado da avaliação do algoritmo de roteamento. dependendo do meio ao qual está ligada. para o funcionamento do TCP/IP. Nesse caso. 8.3. As funções do nível de transporte na arquitetura Internet TCP/IP são semelhantes às do mesmo nível do RM-OSI. O UDP é um protocolo bem mais simples e o serviço por ele fornecido é apenas a multiplexação / demultiplexação do acesso ao nível inter-rede. Resumindo. OSPF.2. • detectar e controlar situações de congestionamento na rede. Ethernet Token ring Interface Rádio x-25 HDLC Figura 8. O nível inter-rede também processa pacotes recebidos das interfaces de rede. reconhecimento etc). que são endereços lógicos. A camada de rede é uma camada não orientada à conexão. essa camada é responsável pelo : • endereçamento. Camada de transporte (3) A função básica do nível de transporte é permitir a comunicação fim-a-fim entre aplicações. • adaptar os tamanhos dos pacotes ao tamanho máximo suportado pela rede subjacente (segmentação e reassemblagem). Dentre os protocolos da camada de Rede destaca-se inicialmente o IP (Internet Protocol). é a maneira com que a camada superior se comunica com ela. TELNET. enviará seus quadros específicos. Frame Relay. sequenciação e multiplexação do acesso ao nível inter-rede. desde a máquina de origem até a máquina de destino. SNMP. Token Ring. IGP. os usuários usam programas de aplicação para acessar os serviços disponíveis na inter-rede. • dispor de um mecanismo de encapsulamento. Camada inter-rede ou Internet (2) O nível inter-rede é o responsável pela transferência de dados através da inter-rede. ao solicitar a transmissão. Para realizar essa tarefa. e o algoritmo de roteamento é executado para determinar se o datagrama pode ser entregue diretamente. As aplicações podem usar o serviço orientado à conexão. fornecido pelo User Datagram Protocol .Comunicação de uma rede Tcp / Ip 8. Esse nível recebe pedidos do nível de transporte para transmitir pacotes que. fornecido pelo TCP (serviço de circuito virtual). O pacote é encapsulado em um datagrama IP. enviará um pacote diferente. Portanto. Exemplo de aplicações: ping. Não existe um protocolo de enlace específico. Por exemplo. • roteamento (direcionamento do tráfego) dos pacotes. ou seja. os seguintes serviços são fornecidos: controle de erro. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1) A arquitetura Internet TCP/IP não faz nenhuma restrição às redes que são interligadas para formar a inter-rede. nesse nível.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  81 etc. o assunto e algumas outras informações opcionais. a aplicação servidora recebe as teclas acionadas no terminal remoto como se fosse local. Não implementa segurança. Para sua operação. Figura 8. ocorrerá uma resposta do Receptor. dentre outros. • criação.Implementação do NFS . Tais mensagens são armazenadas num servidor de correio eletrônico onde o usuário destinatário está cadastrado. dados sobre erros. o destinatário. Utiliza a porta 23 do TCP. São alguns dos protocolos de aplicação disponíveis na arquitetura internet TCP/IP: • FTP (File Transfer Protocol)[Postel 85]: Provê serviços de transferência. eco. provê serviços de envio e recepção de mensagem do usuário. que transmite textos. existem o agente e o gerente que coletam e processam. Para cada aplicação existe uma porta predeterminada. além de permitir a navegação através do hiper texto. são mantidas duas conexões: de dados e de controle. • • NFS(Network File System) : O NFS supre uma deficiência do FTP que não efetua acesso on-line aos arquivos da rede. • Negociação de opções (modo de operação. TELNET (Telecommunications Network) [postel 83]: Permite a operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. • HTTP (HyperText Tranfer Protocol): É o protocolo utilizado pela Web. violação de protocolos. pode-se acessar a MIB e retornar valores. respectivamente. Na rede existe uma base de dados denominada MIB (Management Information Base) onde são guardados informações sobre hosts. • leitura dos atributos do sistema de arquivos. Através do SNMP. Com isso. Utiliza a porta 25 do TCP. exceto as requisições de senhas de acesso a determinados arquivos (ou servidores FTP). O TELNET oferece três serviços: • Definição de um terminal virtual de rede. ICMP. No cabeçalho existe uma seqüência de linhas que identificam o emissor. Utiliza a porta 21 do TCP. gateways. O SMTP divide a mensagem em duas parte: corpo e cabeçalho. SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): Implementa o sistema de correio eletrônico da Internet. renomeação e deleção de arquivos. SNMP (Simple Network Management Protocol) [Postel 82]: É utilizado para trafegar as informações de controle da rede. leitura e deleção de diretórios.. renomeação e eliminação de arquivos. • • Ele possui basicamente as entidades Emissor-SMTP e Receptor-SMTP. etc). • criação. receber informações sobre problemas na rede. Para cada comando enviado do Emissor para o Receptor. tradução de endereços e softwares relativos ao IP. O endereçamento da aplicação na rede é provido através da utilização de portas para comunicação com a camada de transporte. transparente para o usuário. interfaces individuais de rede. Desenvolvido pela SUN Microsystems. • pesquisa de arquivos em diretórios. possuem seu próprio protocolo. armazenar valores. etc. gravação. problemas. TCP. É nesta camada que se estabelece o tratamento das diferenças entre representação de formato de dados. através de um código numérico de resposta. além da criação. gráficos e qualquer outro tipo de arquivo. o que deixa para o TCP. A comunicação entre o Emissor e Receptor é feita através de comandos ASCII. modificação e exclusão de diretórios. e possibilita várias funções como as seguintes: • criação e modificação de atributos dos arquivos. Utiliza a porta 2049 do UDP. UDP etc. • Transferência de dados. até que este solicite-a. quando são então apagadas da área de transferência do sistema originador. operando orientado à conexão. leitura. Utiliza a porta 80 do TCP.4 . O NFS cria uma extensão de arquivos local. De acordo com o sistema de gerenciamento da arquitetura TCP/IP.

Baseados na norma ISO 3166 Figura 8. Por exemplo. a primeira diferença entre as arquiteturas OSI e Internet TCP/IP está no número de camadas.edu • gov: para instituições governamentais. A arquitetura lnternet TCP/IP foi desenvolvida com o objetivo de resolver um problema prático: interligar redes com tecnologias distintas. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  82 DSN (Domain Name System) [Mockapetris 87] : O DNS é um mecanismo para gerenciamento de domínio em forma de árvore.gov • mil:para grupos militares. os níveis de enlace. – países: cada país tem duas letras que o caracterizam. mas. a interface usada pelas camadas adjacentes para troca de informações e o protocolo que define regras de comunicação para cada uma das camadas. Ex: apple. Ex: nic. au. pode levar a situações onde dois sistemas em conformidade com a arquitetura OSI não consigam se comunicar. foi desenvolvido um conjunto específico de protocolos que resolveu o problema de forma . Para tal.5 .Australia. por outro lado. Alguns dos serviços definidos para as camadas do RM-OSI são opcionais. e assim por diante.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip Como pode ser observado na Figura 8. Tudo começa com a padronização da nomenclatura onde cada nó da árvore é separado no nome por pontos.Comparação entre Modelo OSI e Arquitetura TCP/IP No RM-OSI são descritos formalmente os serviços de cada camada. rede e transporte podem oferecer serviços orientados à conexão (circuito virtual) ou não-orientados à conexão (datagrama). Enquanto na arquitetura OSI são definidas sete camadas. Ex: nasa.6. de – Alemanha.net) • org: para outras organizações que não se enquadram nos casos acima.ddn. Exemplo: br – Brasil.Árvore de Domínio O DNS possui um algoritmo confiável e eficiente para tradução de mapeamento de nomes e endereços. Essa flexibilidade tem aspectos positivos.mil • net: gateways e hosts administrativos de uma rede (ex: uu. us – EUA. fr – França.6 . Essa característica é conseqüência do fato da ISO ter elaborado um modelo que se propõe a tratar todos os aspectos do problema de interconexão aberta de sistemas. Aplicação Transporte Inter-rede host/rede Interface de rede Figura 8. 8. No nível mais alto podemos ter: • com: para organizações comerciais. bastando para tal que implementem perfis funcionais incompatíveis. Ex: berkeley. na arquitetura Internet TCP/IP são definidas quatro camadas.com • edu: para instituições educacionais. O DNS utiliza a porta 53 do UDP.

a arquitetura Internet TCP/IP oferece duas opções: o TCP (que oferece um serviço de circuito virtual) e o UDP (datagrama).6. Desta forma. 8. com membros representando vários países. que agrupa todos esses serviços na camada intra-rede. apresentação e elementos de serviços genéricos básicos no nível de aplicação. Os níveis físico. São endereços reservados para multicasting.: Grandes organ. cujo serviço é datagrama não confiável. Ou seja. para o problema da interconexão de sistemas abertos. não são abordados na arquitetura Internet TCP/IP.1.216 endereços host associados. se por um lado aumenta o tempo de desenvolvimento dos padrões. A abordagem da ISO. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  83 bastante simples e satisfatória. Classe D: vai de 224 a 239. A classe A vai de 1 a 127. Ou seja. Nessa arquitetura. Ou seja. No nível de transporte. . A estrutura organizacional da ISO. O fato de um sistema utilizar ou não o protocolo IP foi usado inclusive para distinguir os sistemas que “estão na Internet” dos que não estão [Clark 91]. Ex: Algumas instituições pioneiras na Internet Classe B: são alocados 14 bits para o endereço de rede e 16 bits para o endereço de Host. de enlace. Esses protocolos são equivalentes aos protocolos orientado e não-orientado à conexão do nível de transporte OSI. Os protocolos da arquitetura Internet TCP/IP oferecem uma solução simples. relativos a transmissão de dados em uma única rede. Nomes no modelo OSI Protocolos TELNET TCP FTP SMTP UDP IP DNS Aplicação Transporte Rede Redes ARPANET SATNET Packet radio LAN Física + enlace de dados Figura 8. os serviços dos níveis de sessão e apresentação OSI são implementados em cada aplicação de modo específico. O primeiro número indica a que classe o endereço pertence. 16. comerciais e grandes Universidades. Os padrões da ISO.777.7 – Protocolos e redes no modelo TCP/IP inicial Os serviços do nível de rede OSI relativos à interconexão de redes distintas são implementados na arquitetura Internet TCP/IP pelo protocolo IP. por serem elaborados por uma instituição legalmente constituída para tal. São endereços reservados para uso experimental. Classes de endereçamento em Internets Os endereços IP na notação possuem 4 números. Classe E: vai de 240 a 255. no sentido em que permite uma maior reutilização de esforços durante o desenvolvimento de aplicações distribuídas.097. é mais razoável. Acima do nível de transporte está a camada de aplicações na arquitetura Internet TCP/IP. Em outras palavras. 128 endereços de rede com 16. e os aspectos do nível de rede do RM-OSI. definindo as camadas de sessão. separados por pontos. por outro confere aos mesmos uma representatividade bem maior. A arquitetura Internet TCP/IP se limita a definir uma interface entre o nível intra-rede e o nível inter-rede. Vai de 128 a 191. Classe C: são alocados 21 bits para o endereço de rede e 8 bits para o endereço de Host. Ex. nessa arquitetura só existe uma opção de protocolo e serviço para esta subcamada do nível de rede: o protocolo IP. são padrões de juri.6. 2. O fato de implementações de seus protocolos terem sido a primeira opção de solução não-proprietária para interconexão de sistemas fez com que essa arquitetura se tornasse um padrão de facto. porém bastante funcional. os endereços são separados assim: Classe A: são alocados 7 bits para o endereço de rede e 24 bits para o endereço de Host. 8. Esta inflexibilidade da arquitetura Internet TCP/IP no nível inter-rede é uma das principais razões de seu sucesso.384 redes possíveis com 65536 endereços de hosts associados. Endereçamento Internet A seguir são apresentadas as classes de endereço Internet e a utilização de mascaramento. A classe C vai de 192 a 223.152 redes possíveis com 254 endereços de hosts associados.

54. este será um endereço de broadcast. É utilizado para teste.11111111.255.255.0. Ex: 128.0.0.xx Endereço de rede Endereço da subrede Endereço de host Exemplo: Supondo uma rede classe B (130.13.13. o endereço IP está referindo-se a uma rede.73.16) ou em binário: 10000010.0 Quando um endereço de rede tiver todos seus bits de endereçamento com valor 1.0. Mascaramento Para criar sub-redes dentro de uma rede Intranet.0.255.00001111.0.255.255 Range de IP(s) livres para intranet: Classe A: 10.1: loopback.11111100.xx.xx Endereço de rede Endereço do host 255.15. Quando todos bits referentes a um endereço forem 0.255. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  84 Veja abaixo a separação dos bits para as classes de endereços: CLASSE 0 125.66.16.0.255.0 (máscara da sub-rede for utilizada).168. então ela se comportará da seguinte forma: Endereço Classe B 143.255.15 -A Byte 1 7 bits 00001101 Byte 2 Byte 3 24 bits 01001001 Endereço de Host 14 bits 00001101 01001001 16 bits 00001111 Endereço do Host 21 bits 01001001 8 bits 00001111 Endereço do Host 00001111 Byte 4 01111101 Endereço Rede 10 147.15 -C 11011101 00001101 Endereço de Rede 28 bits 224.0.31.255.0 a 128.0.255 8.255 Classe B: 128.0 a 192.73.1 -D 1110 0000 00000000 00000000 00000000 Endereço de Multicast Endereços especiais 127. Suponha que o roteado recebe um pacote com o seguinte endereço (130.00000000 .0.0.168.255 Classe C: 192.0).66.6.15 -B 10011101 Endereço de Rede 110 221. O hosts o utilizam para enviar mensagens a si mesmo.0 a 10.0. 128.13.54.252.00010000.50) com 64 sub-redes (máscara 255.12.73.255.2. Ex: 26. o mascaramento é necessário: Se para uma rede classe B uma máscara 255.50.00110010.255.0 (máscara da sub-rede) 143. fazendo and com a máscara: 11111111.

Este endereço é procurado na tabela que indicará como chegar à sub-rede 4. Quem é responsável pelo controle (padronização) da rede Internet? Em que consiste a arquitetura TCP/IP (Qual seu principal objetivo) Quantas e quais são as camadas da arquitetura de redes INTERNET (que fazem parte do modelo) Existe alguma restrição com relação à quais sub-redes podem ser conectadas pela Internet O que é um endereço IP. 4 Exercícios: 1. IV e V d) I.00000000 que corresponde a 150. Com relação ao protocolo IP.00001100.O TELNET roda sobre o UDP e serve para operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. 0000:0 0001:0 0010:0 0011:0 S-R. quais são as duas opções oferecidas? Qual(is) a(s) diferença entre elas. III e V c) III. Considerando as seguintes afirmações: I. chamado endereço IP ou endereço INTERNET c) Não oferece qualquer garantia de que o datagrama chegou ao outro lado livre de erros. e implementa o correio eletrônico na Internet. A nível de transporte. uma vez que não é orientado à conexão. d) provê um sistema de comunicação confiável e não reserva endereços para Intranets e) Possui 5 classes de endereços (A. 2 1000:8 1001:8 1010:8 1011:8 S-R. II e V e) II.0. oferece acesso on-line aos arquivos de rede.00110010. II e IV b) II. II. 2. 3. O SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) utiliza uma conexão TCP.12. III e IV . C. 3 1100:12 1101:12 1110:12 1111:12 S-R. e é implementado sobre o UDP. não é correto afirmar: a) Sua principal função é o roteamento das mensagens a serem transmitidas na rede b) O roteamento é baseado em um endereço único. V. uma vez que é orientado à conexão. 1 0100:4 0101:4 0110:4 0111:4 S-R. 7. 4. O NFS. B. III. São verdadeiras as afirmativas: a) I. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  85 resulta em: 10000010. O FTP utiliza uma conexão TCP. IV. O FTP utiliza uma conexão TCP. 6.50. D e E) 8. 5.

Edição. COLCHER. Gone. Rio de Janeiro: Érica. pp. FREED. JOSÉ. Berk-Tek Informations Page.htm.F. DATA COMMUNICATIONS.. “Tudo sobre Cabeamento de Redes”. S. “Wire Act Leave LANs Dangling”. [PRE95] Premises Wiring . 239-244.. Disciplina Projeto de Redes.. http://www. DAVID.More net managers are looking for. LEMOS. Going. 1990.. 57-60. pp 25 a 41. UFRGS. DATA COMMUNICATIONS. L. O estudo de seus elementos”. STEPHEN. Ed. [GAS97] GASPARINI. Rio de Janeiro:Campus. “Redes de Computadores”. [TAN97] TANENBAUM. 1996. F.. 1994. 1995. G. Rio de Janeiro:Campus. [GRE96] GREENFIELD. . “Rede de Computadores.com/man/man16. L. 1997. J. pp.hlkind. Rio de Janeiro:Campus.. MANs e WANs às Redes ATM”. “A infraestrutura de LANs”. [SOA95] SOARES. Category 5 UTP: Going. obtido em Maio 1996 [DER94] DERFLEY.. Março 1995. S. [ROC96] ROCHOL. A. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  86 Referências Bibliográficas [BER96] BERK-TEK Inc. Fevereiro 1996. 3a. 64A-64D. G. [ZAK90] ZAKIR JÚNIOR. ANTEU. DATA COMMUNICATIONS. pp.. J. [SAU95] SAUNDERS. 1997. Notas e lâminas de aula. LTC. Agosto 1995. “Redes Locais.Das LANs. Rio de Janeiro.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful