L ei t ur a e I nt er pr et a ção de Pro j et os |1

CET EM CONSTRUÇÃO CIVIL ROSÁRIA CARRIÇO

Leitura e Interpretação de

projetos

NATAL/RN 2011

SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO

Le i t ur a e I nt er pr eta ç ão de Pro j et os |2

Leitura e Interpretação de

projetos

SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO

Le i t ur a e I nt er pr eta ç ão de Pro j et os |3

Rio Grande do Norte 2011

FIERN – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte

Flávio Azevedo Presidente

SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Departamento Regional do Rio Grande do Norte

Rodrigo Diniz Diretor regional

Centro de Educação e Tecnologias da Construção Civil Rosária Carriço

Genildo Peixoto Diretor

Adriana de Castro Heloíza Beatriz Coordenação Pedagógica

Deyne Bezerra Caldas Elaboração
SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO

Le i t ur a e I nt er pr eta ç ão de Pro j et os |4 CET EM CONSTRUÇÃO CIVIL ROSÁRIA CARRIÇO Leitura e Interpretação de projetos NATAL/RN 2011 e SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO .

.7339 SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida.Lagoa Nova CEP: 59. Senador Salgado Filho. Leitura e Interpretação de Projetos: Noções Sobre Projeto Arquitetônico – Noções Sobre Projeto Estrutural – Noções Sobre Projeto Hidráulico – Noções Sobre Projeto Sanitário SENAI – Departamento Regional do Rio Grande do Norte Av. 2860 – 3° andar – Casa da Indústria . 2011.074-100 – Natal/RN Tel.rn.Le i t ur a e I nt er pr eta ç ão de Pro j et os |5 SENAI – Departamento Regional do Rio Grande do Norte CETCCRC – Centro de Educação e Tecnologias em Construção Civil Rosária Carriço FICHA CATALOGRÁFICA Caldas. 63 p.Tel.: (84) 3204 – 6211 .: (84) 3605 – 7116 / 3605 .senai.Fax: (84) 3204 – 6209 www. desde que citada a fonte.900 – Natal/RN .075 . . 17 – Felipe Camarão – 59.Natal/RN. Deyne Bezerra SENAI – RN – Leitura e Interpretação de Projetos: Noções Sobre Projeto Arquitetônico – Noções Sobre Projeto Estrutural – Noções Sobre Projeto Hidráulico – Noções Sobre Projeto Sanitário.br CETCCRC – Centro de Educação e Tecnologias em Construção Civil Rosária Carriço Rua Professor Antônio Trigueiro.

Lei t ur a e I nt er pr eta ç ão de Pro j et os |6 “Só o conhecimento traz o poder.” Sigmund Freud SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO .

Lei t ur a e I nt er pr eta ç ão de Pro j et os |7 A minha filha Giovanna Stephani. SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO .

. na correção gramatical dessa produção. Também. a todos que direta ou indiretamente tornaram esse trabalho possível. que me incentivou a enfrentar essa jornada. não poderia deixar de mencionar Fernando Antônio. Igualmente.Lei t ur a e I nt er pr eta ç ão de Pro j et os |8 SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO Agradeço a Anaclécia. professor de Elétrica do CETCC Rosária Carriço. pedagoga do CTGás.

SECUNDÁRIO E VENTILAÇÃO DEFINIÇÕES SÍMBOLOS E ABREVIATURAS PARA PROJETO SANITÁRIO REFERÊNCIAS 10 12 14 14 14 15 16 17 17 18 18 22 23 26 27 27 28 29 30 31 34 35 37 40 42 42 44 45 45 46 46 47 48 48 48 49 50 50 50 51 51 52 53 55 57 58 62 SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO .Lei t ur a e I nt er pr eta ç ão de Pro j et os |9 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO UNIDADE I NOÇÕES SOBRE PROJETO ARQUITETÔNICO MATERIAIS E INSTRUMENTOS DE DESENHO Prancheta Régua tê Régua paralela Esquadros Compasso Escalímetro Gabaritos ESCALA NUMÉRICA COTAS PROJEÇÕES ORTOGONAIS TIPOLOGIA DE TRAÇOS O PROJETO ARQUITETÔNICO Planta de situação Planta de locação Planta de cobertura Planta baixa Cortes Fachadas Detalhes técnicos Perspectiva UNIDADE II NOÇÕES SOBRE PROJETO HIDRÁULICO OBJETIVOS DA INSTALAÇÃO PREDIAL DE ÁGUA FRIA ETAPAS DO PROJETO SISTEMA DE ABASTECIMENTO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO Sistema de distribuição direta Sistema indireto de distribuição Sistema de distribuição mista TERMINOLOGIA SÍMBOLOS E ABREVIATURAS PARA PROJETOS HIDRÁULICOS Água fria Água quente UNIDADE III NOÇÕES SOBRE PROJETO SANITÁRIO SISTEMAS PÚBLICOS DE COLETA DE ESGOTO SANITÁRIO Sistema unitário Sistema separador absoluto Sistema misto TERMINOLOGIA OBJETIVOS DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL DE ESGOTO SANITÁRIO ESTAPAS DO PROJETO SISTEMA DE ESGOTO PRIMÁRIO.

L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 10 LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE PROJETOS APRESENTAÇÃO SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO .

em sua atividade. Capacidade essa. que para muitos é chamada de “dom”. Seu prévio conhecimento tornará possível a completa compreensão do projeto. O estudo de projetos na Construção Civil é fundamental para a realização de qualquer atividade da área. É fundamental nesse processo de construção do conhecimento descobrir que muitos elementos são representados de forma padronizada para cada tipo de projeto. o que chamamos de simbologia gráfica. além de representar o objetivo almejado pelo cliente.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 11 A capacidade de elaborar projetos pode estar relacionada à facilidade que algumas pessoas apresentam em demonstrar algo que queira executar. para ler e interpretar projetos e dele extrair as ações necessárias ao desenvolvimento das fases da construção de uma obra não é necessário saber desenhar. SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . Conhecimento esse acessível a todos que almejam trabalhar na área da Construção Civil. pois nele está representado graficamente todo dimensionamento das diversas fases de uma obra. Como se pode perceber. mas sim ter prévio conhecimento da simbologia especifica do respectivo projeto e a finalidade para qual ele foi elaborado. facilitando sua leitura. A fidelidade ao projeto é o que se espera como resultado final das atividades realizadas para sua construção. os projetistas. procuram fazer de seus projetos algo legível a todos que neles se debrucem para estudá-los. Independente dessa afinidade.

L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 12 LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE PROJETOS UNIDADE I NOÇÕES SOBRE PROJETO ARQUITETÔNICO SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO .

contribuindo de maneira positiva para a sua formação e qualificação. que deve iniciar com o conhecimento dos instrumentos utilizados para o desenho. seu uso não invalida os anteriores citados. tais como: prancheta. Imagem 01: Representação de uma maquete eletrônica da fachada frontal de uma residência. A representação gráfica é uma parte importante no que diz respeito aos projetos relacionados à construção civil. escalímetro. esquadros. Para obter uma correta representação é necessária a utilização adequada de certos instrumentos. papel. para o seu manuseio. é necessário percorrer um processo de aprendizado. régua paralela. Pois proporciona meios para que o projetista possa materializar suas idéias e desejos. através da utilização de programas específicos. importante. inclusive. gabaritos. réguas flexíveis. com a evolução tecnológica. régua tê. Atualmente. dentre outros. especialmente se atrelada à área dos profissionais desse campo de conhecimento. transferidor.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 13 Para se qualificar em leitura e interpretação de projetos. pois estes fazem parte de um aprendizado inicial. indo até as noções básicas necessárias a correta leitura e interpretação dos principais projetos relacionados à construção civil – arquitetônico hidráulico e sanitário. como o AutoCAD. compasso. Nesse caminho se adquire vários tipos de informação. as quais enriquecem o universo daqueles que o percorrem. (fonte: desconhecido) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . No entanto. o computador configura-se como uma ferramenta completa e indispensável para o desempenho da atividade de representação gráfica de projetos.

_______________________________________________________________________________________ 1 Retas paralelas são linhas que não tem nenhum ponto em comum.trident. Estas réguas formam um ângulo de 90º. A outra é normalmente em acrílico e desliza sobre a superfície da prancheta. Imagem 02: Imagem de uma prancheta. (fonte: www. Elas nunca se cruzam. um exemplo típico é as margens de uma rodovia. esta parte denomina-se haste.br) Régua tê É uma régua composta de duas outras. Sobre ela também se utilizam as réguas tê e paralelas. fixadas uma na outra. ilustraram-se alguns dos instrumentos que auxiliam na prática do desenho técnico e que são necessários ao conhecimento de qualquer iniciante no estudo para elaboração gráfica de projetos. O comprimento da régua deve ser um pouco menor que a prancheta.com. Também serve de apoio aos esquadros para traçar paralelas verticais ou com determinadas inclinações. A régua tê é um instrumento móvel que serve para traçar linhas horizontais paralelas¹ no sentido do comprimento da prancheta. que serve como instrumento de apoio a fixação dos papéis e a conseqüente atividade de desenho. que desliza pela lateral da prancheta. Prancheta Tipo de mesa. geralmente de madeira e formato retangular.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 14 MATERIAIS E INSTRUMENTOS DE DESENHO A seguir. SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . Uma delas é pequena e de madeira grossa.

br) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO .com. 1978. permitindo seu deslizamento sobre a superfície. P. (fonte: www. (fonte: MONTENEGRO.trident.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 15 Imagem 03: Ilustração de uma régua tê. 04) Régua paralela Tem a mesma função da régua tê. porém é instalada com cordas fixadas nas extremidades da prancheta. Imagem 04: Imagem de uma régua paralela.

são linhas que se cruzam em um único ponto em comum.com. SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . ______.br) _______________________________________________________________________________________ 2 Retas perpendiculares. __) Esquadros São instrumentos. P. 3 Triangulo cujo um de seus vértices forma um ângulo de 90º. Podendo também ser. cujos ângulos são de 30 e 60º. (fonte: www.trident. formando ângulos de 90º. em sua grande maioria de plástico ou acrílico. utilizado para traçar retas. em forma de triângulo retângulo³. Essas retas são fáceis de observar no assentamento de pisos cerâmicos.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 16 Imagem 05: Ilustração de uma régua paralela fixada na prancheta. que podem ser perpendiculares às horizontais traçadas com a régua tê ou paralela. Existem dois tipos de esquadros. E outro maior. (fonte: MONTENEGRO. um menor em forma de um triângulo de 45º. Imagem 06: Imagem de um par de esquadros técnicos. cujos trinchos desses pisos formam esses ângulos em suas extremidades. perpendiculares² às retas inclinadas. neste caso sem a utilização de régua.

com o raio desejado. que traz consigo seis escalas de medição diferentes. 1/25. O mais usual é o que traz as escalas de 1:20 (lê-se: "um para vinte"). (fonte: BEZERRA. É utilizado da seguinte maneira: aberto. 1:75.trident. 1:50.com. imprimi-se ao mesmo.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 17 Compasso É o instrumento que serve para traçar circunferências ou arcos de circunferências. 1:100 e 1:125 (também pode ser representada da seguinte forma: 1/20.br) . 1/50. um movimento de rotação até completar a circunferência. 1/100 e 1/125). Imagem 07: Imagem de um compasso técnico de precisão. variando de acordo com o tipo de escala. (fonte: www. SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO Imagem 08: Imagem de escalímetros de padrões diferentes. 2010) Escalímetro É uma espécie de régua graduada em formato triangular bastante utilizada. 1/75. 1:25. No mercado existem vários padrões de escalímetro. fixa-se a ponta seca no centro da circunferência a traçar e segurando-se o compasso pela parte superior com os dedos indicador e polegar.

instalações hidráulicas.trident. Tais como. instalações elétricas. Na construção civil as escalas sempre serão de redução. Imagem 09: Imagem de gabarito de instalações sanitária. pois se constrói prédios enormes que estão SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . não havendo. mobiliário. (fonte: www. Ou seja. tais como: gabarito de círculos. louça sanitária.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 18 Gabaritos São instrumentos que servem como base para a representação precisa de determinados objetos e/ou equipamentos bastante utilizados no desenho técnico. cotas e projeções ortogonais. dentre outros. O termo escala pode ser entendido como sendo a relação entre cada medida do desenho e a sua dimensão real no objeto. portanto. Existe uma diversidade de modelos.com. o prévio conhecimento de escalas numéricas. podendo ser de redução ou ampliação. é uma relação de proporcionalidade encontrada entre ambos. Auxiliando o projetista na elaboração de desenhos já universalmente reconhecidos e padronizados. a necessidade de construir novos desenhos que o representam. há a necessidade de conhecer alguns preceitos fundamentais que tornam essa prática mais fácil ao observador. formas geométricas.br) ESCALA NUMÉRICA Antes de iniciar a atividade de leitura e interpretação de projetos.

1/100. As mais usadas são 1/5. 1/20. A primeira é utilizada quando se deseja obter representações gráficas maiores que o tamanho natural do objeto. Quanto à escala de ampliação. 20/1. a escala numérica pode ser de ampliação e de redução. Para a escolha entre uma ou outra. uma numérica. As escalas de ampliação recomendadas são 2/1. 1/500. Já a gráfica é a representação da numérica por meio de gráfico. Alguns exemplos são o microchip e a ponta de uma caneta esferográfica. 5/1. Imagem 10: Ilustração dos tipos de representações de escalas. 100/1. alguns exemplos de como representar algumas medidas em escala utilizando uma régua comum e tendo conhecimento da seguinte fórmula matemática: 1/M = D/R Onde. 5/1. 1/10. A primeira é representada por números. Acima uma gráfica. (fonte: Desconhecido) Como já foi visto. No entanto. quando se tem objetos cujas grandes dimensões impossibilitam sua representação. etc. 1/200. Vejamos a seguir.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 19 desenhados numa simples folha de papel. 1/1000 etc. deve-se levar em consideração o tamanho do objeto a ser representado. é mais comum nas áreas da mecânica e microeletrônica. 10/1. onde algumas peças são minúsculas e precisão ser desenhadas de maneira ampliada para facilitar a compreensão de seus detalhes. SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO 1/M – módulo da escala D – comprimento de linha no desenho R – comprimento de linha no terreno (real) . 1/50. as dimensões do papel e a clareza que se dá ao desenho. e abaixo. emprega-se a escala de redução. 1/25. As escalas podem ser classificadas como numérica ou gráfica.

na escala de 1/50? Representar em escala uma grandeza de 10 metros na escala 1/50.cada 1 cm do desenho representa 5cm na largura da porta. Conclusão: A porta de 80 cm de largura vai ser representada com 16 cm na escala de 1/5. Então podemos estabelecer a seguinte relação: 1/5 = D/R. utilizando uma régua? Escala 1/5 . é desenhar essa medida cinqüenta vezes menor do que sua medida real. que se aprende no ensino fundamental. divide-se por 5 a verdadeira grandeza das medidas. Onde. EXEMPLO 02:  Um terreno tem 10 m de frente. D= uma medida no desenho a ser calculada. qual medida pode representar essa dimensão no papel. como posso representar essa medida na escala de 1/5 no papel. Onde. D= uma medida no desenho a ser calculada. 1/50 = D/10 . R= a mesma medida feita no objeto (a medida real) = 80 cm.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 20 Exemplo 01:  Uma porta tem 80 cm de largura. no papel. Vamos estabelecer a seguinte relação: 1/50 = D/R. Para desenhar nesta escala. SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO Vamos lá. 1/5 = D/80 D = 80/5 D = 16 cm A fórmula é nada mais do que uma regra de três simples. R= a mesma medida feita no terreno (a medida real) = 10 m. Vamos lá.

06) VAMOS PENSAR: “Foi visto nos exemplos anteriores. Sugeri-se que o aluno calcule a medidas reais de um terreno.2 m Observe que a resposta foi dada na mesma unidade de medida da pergunta do problema. p. Ou seja. A escala vai representar a relação de verdadeira grandeza das dimensões. Imagem 11: Ilustração da redução em escala de uma casa. Só para lembrar: 1 m = 100 cm. o processo inverso dos cálculos realizados acima. Conclusão: Um terreno de 10 m de frente vai ser representado na escala de 1/50 no papel. com 20 cm. por 30 cm de comprimento?” SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . desenhado na escala de 1/50. é possível com a mesma fórmula estudada. em metros (m). seja de peças mecânicas ou de medidas de terreno. para a utilização da régua. a maneira de se calcular a representação de uma medida no desenho utilizando-se para tanto de uma escala previamente estabelecida e régua. prédio ou ambiente na construção civil.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 21 D = 10/50 D = 0. (fonte: FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Sendo necessário. Porém. calcular medidas reais. tendo suas medidas desenhadas em escala num papel. logo. transformar essa unidade em centímetros (cm).2 m = 20 cm. 0. _____. que mediu na régua 15 cm de largura.

As linhas de cota são desenhadas paralelas à direção da medida. O valor das cotas prevalece sobre as medidas calculadas tendo como base o desenho. quando esta for contínua.       Todas as cotas de um desenho devem estar na mesma unidade de medida. Regras básicas:  As cotas devem ser escritas na posição horizontal. 37) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . (fonte: MONTENEGRO. de modo que permita a leitura com o desenho na posição normal e o observador a sua direita.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 22 COTAS São os números que representam às dimensões do que está sendo representado pelo desenho. as cotas significam a verdadeira grandeza das dimensões. Passar as linhas de cota de preferência fora da área do desenho. 1978. Uma cota na deve ser cruzada por uma linha do desenho. Evitar a repetição de cotas. p.  Os algarismos devem ser colocados acima da linha de cota. Qualquer que seja a escala do desenho. Imagem 12: Ilustração que exemplifica algumas formas corretas de cotar.

no caso de desenho mecânico. 37) PROJEÇÕES ORTOGONAIS A projeção ortogonal é o meio ou técnica. nas faces de um cubo. (fonte: ARRUDA. p. 1978. que possibilita a representação gráfica (ou desenho) dos vários lados de uma peça. p. 22) Imagem 15: Ilustração do rebatimento das representações gráficas de uma peça. p. ou das fachadas externas de uma casa em projetos arquitetônicos. (fonte: MONTENEGRO. 2004. (fonte: ARRUDA. 2004.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 23 Imagem 13: Ilustração que mostra os tipos de cotas utilizadas em projetos da área de construção civil. nas faces de um cubo. Imagem 14: Ilustração das representações gráficas de uma peça. 22) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO .

42) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . 2004.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 24 Imagem 16: Ilustração das vistas da peça que foi projetada nas faces do cubo. p. (fonte: ARRUDA. (fonte: MONTENEGRO. 1978. 21) O mesmo conceito ilustrado nas figuras apresentadas anteriormente é utilizado na arquitetura. p. Imagem 17: Ilustração das representações gráficas de uma casa num cubo. Onde as várias faces de um prédio são representadas (ou desenhadas) conforme seja necessário a sua completa compreensão.

L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 25 Imagem 18: Ilustração do rebatimento das vistas de uma casa num plano. p. SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . (fonte: MONTENEGRO. 1978. (fonte: MONTENEGRO. 1978. 43) Imagem 19: Ilustração das vistas de uma casa. p. 40) O conhecimento das projeções ortogonais auxilia a compreensão do projetista na elaboração de desenhos. auxiliando-o na construção mental do projeto e o materializando num papel.

Imagem 20: Ilustração dos tipos de linhas utilizados na arquitetura. quando representada na planta baixa e nas linhas utilizadas como eixos. 09) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . esta relacionada intimamente aos traços que o compõem. Estes devem ser:  Linha contínua e traço grosso: Devem ser utilizados nas partes interceptadas pelos planos de corte (planta baixa.  Linha de ruptura ou zig-zag e traço suave: Secciona parte de um projeto.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 26 TIPOLOGIA DE TRAÇOS A compreensão de um projeto (ou desenho). (fonte: ARRUDA. 2004. Saber reconhecer. Cada tipo de linha vai passar uma informação ao leitor que o auxiliará na correta interpretação do desenho. p. pois ela trará informações importantes para execução de um projeto.  Linha contínua e traço mais suave: Nas partes mais distantes do primeiro plano. portanto.  Linha tracejada e traço suave: Nas projeções das coberturas. cada tipo de linha é uma atividade indispensável ao profissional da construção civil. Existe um padrão utilizado pelo desenho técnico em relação às espessuras e os tipos de traços.  Linha traço e ponto e traço suave: Na projeção da caixa d’água. Nas linhas paralelas e pouco afastadas entre si. nas partes que se encontram mais próxima do observador. Seja para mostrar detalhadamente ou restringir uma área pré-determinada. limitando sua área de representação. cortes transversais e longitudinais). no contorno das paredes quando oculto pela cobertura ou quando o plano representado está acima ou abaixo do plano de corte que deu origem a planta baixa.

detalhes técnicos e perspectivas. (http://pt. Dessa forma. cortes (transversal e longitudinal). comércio. a quadra. lotes vizinhos. contribuindo para a sua real materialização.org/wiki/Arquitetura). 1/1000. Essa representação vai localizar o terreno dentro de um perímetro urbano ou até mesmo rural. SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . 1/2000 etc. arquitetura pode ser encarada como arte ou ciência que tem por finalidade a criação de espaços para uso como residência. conforto e estética. por isso. Para melhor compreender o assunto. artes etc. porém esta intimamente ligada à técnica. A arquitetura esta relacionada à arte de projetar e edificar ambientes habitados pelo ser humano (http://www. Arquitetura é "arte de edificar”.org/wiki/arquitetura). Planta de situação É a representação gráfica do projeto arquitetônico que indica as dimensões do terreno (lote). Normalmente a arquitetura esta relacionada à arte. levando-se em conta critérios como funcionalidade. ex. Segundo o Dicionário Aurélio. convém estudarmos inicialmente a definição do que seja Arquitetura. fachadas.wikipedia.wiktionary. facilitando sua identificação junto aos órgãos públicos competentes na regularização e fiscalização da obra. tais como: planta de situação. materiais e técnicas utilizados para criar o espaço. orientação magnética (norte geográfico). projeto esse que tanto se falou até agora. Os dados fornecidos numa planta de situação devem necessariamente esta em acordo com a escritura pública do terreno.pt.: 1/500. uma vez que. O projeto arquitetônico deve ser constituído por algumas representações gráficas. planta de locação. oficializando junto aos órgãos públicos o título de propriedade daquela área. planta de cobertura. planta baixa.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 27 O PROJETO ARQUITETÔNICO O projeto arquitetônico pode ser entendido como sendo o elemento de registro gráfico e comunicação das características da obra pretendida. Respeitando normas. utiliza-se de meios padronizados e regulamentados na construção de desenhos a serem interpretados por terceiros. A Planta de Situação abrange uma área relativamente grande. 1/750. ruas de acesso e opcionalmente pontos de referência. normalmente é desenhado em escalas pequenas.

por se tratar de um tipo de vista superior. orientação magnética (norte geográfico). Normalmente é desenhado em escalas médias. com todos os dados necessários a perfeita identificação do terreno. Pois representa graficamente a sua marcação no terreno. 47). os afastamentos da construção em relação aos limites laterais. ex. 1978. passeio público e opcionalmente construções vizinhas. frontal e de fundos. p. 2010) Planta de locação É a representação gráfica do projeto arquitetônico que indica a posição da construção no terreno. (fonte: BEZERRA. tendo a representação das paredes externas da construção.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 28 Imagem 21: Ilustração de uma planta de situação. a presença de calçadas. o observador identifica em primeiro plano a cobertura. Na planta de locação identificamos as dimensões do terreno conforme o registro de imóveis. 1/250. abaixo da cobertura desenhada com linha tracejada e traço suave (MONTENEGRO. SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . piscinas etc. Nesse tipo de representação. 1/500. portões. A Planta de Locação é o ponto de partida para o inicio de uma obra. Podendo ser indicado também muros. vegetação existente.: 1/200.

1/100 e 1/200.20). constituída pela cobertura do telhado. p. (fonte: MONTENEGRO.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 29 Imagem 22: Ilustração de uma planta de locação. (fonte: ALBERNAZ. p. estarão representados as inclinações da cobertura. p. 47) Planta de cobertura É a representação gráfica do projeto arquitetônico que indica os detalhes da cobertura de uma construção. SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . 4 Imagem 23: Ilustração de uma planta de situação. quantidade de “águas”. sobre a qual escoam as águas pluviais direcionadas numa única direção (ALBERNAZ. popularmente chamada de água. localização da caixa d'água. material empregado. por se tratar de uma vista superior. 2000. classificando-o como planta de locação e cobertura. 2010. em geral plana e inclinada. calha etc. 1/75. As escalas mais usuais são: 1/50. 481) _________________________________________________________________________________________________ 4 Superfície. Nesse tipo de desenho. Também é aceitável em algumas situações a representação da locação nesse tipo de desenho. 2000.

p. representando consigo portas. peças sanitárias. basta imaginar uma superfície plana. chuveiro e opcionalmente mobiliário de ambientação interna. portas e janelas. 1978. Imagem 24: Imagem que ilustra o plano cortando uma casa ao meio.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 30 Planta baixa Desenho que representa graficamente a projeção horizontal de uma edificação ou partes dela. 48) Imagem 25: Imagem que ilustra a retirada da parte superior da casa. Estaria representada ali a planta baixa dessa casa. (fonte: MONTENEGRO. cortando uma casa ao meio e retirando a parte superior. As escalas mais usuais são: 1/50 e 1/75. 1978. p. postas e janelas. janelas. nesse plano ficaria desenhado o contorno das paredes. destacando as seções das paredes. (fonte: MONTENEGRO. 48) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . Pode-se entender como sendo a seção horizontal resultante da intersecção de um plano de nível acima e paralelo do piso (normalmente a 1.50 m) em uma edificação. Para que fique bem claro.

indica seu pé-direito. mostrando detalhes dos degraus e as alturas de seus espelhos. (fonte: MONTENEGRO. Montenegro. recomenda-se que pelo menos um dos cortes passe pelo banheiro. Gildo A. p. As escalas mais usuais são: 1/50 e 1/75. seja feita por letras consecutivas. postas e janelas. altura de portas e janelas. Seu objetivo é esclarecer o observador do projeto através de planos de interseção longitudinal e transversal. 50). 1978. Existindo pavimento superior. Porém. altura de elementos construtivos. a posição do corte deve passar pela escada. Evitando assim. lavatório e chuveiro. 1978. bancadas etc. Sua indicação vem representada em planta baixa por uma linha do tipo. 49) Cortes Desenho que representa graficamente a projeção de uma seção vertical (ou plano) em uma edificação. traço e ponto ou tracejada. recomenda que a identificação dos cortes numa planta. A escolha da seção de corte numa planta baixa pode ser influenciada por uma série de fatores. visualizando o sanitário. sua altura. Piso. equívocos que poderiam acontecer em indicações do tipo AA’ e BB’ (MONTENEGRO.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 31 Imagem 26: Imagem que ilustra a representação em planta baixa da casa. dando uma terceira dimensão a leitura e interpretação do projeto. dependendo do grau de detalhes que o arquiteto pretenda demonstrar. cobertura. destacando as seções das paredes. vistas de elementos estruturais. Utilizado para representar detalhes que não aparece em planta baixa. SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . p. 5 5 Diz-se espelho a seção vertical de um degrau. a seção horizontal do degrau onde apoiamos o pé.

(fonte: MONTENEGRO. cortando uma casa no sentido transversal. destacando as seções das paredes. p.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 32 Imagem 27: Imagem que ilustra a representação de uma interseção. 50) Imagem 28: Ilustração de corte longitudinal que passa pela escada e banheiro. 1978. postas e janelas. 2010) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . (fonte: BEZERRA.

2010) Imagem 30: Ilustração de corte transversal que passa pelo estar/jantar. suítes e banheiro.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 33 Imagem 29: Ilustração de corte longitudinal que passa pela área de serviço e banheiros. (fonte: BEZERRA. (fonte: BEZERRA. 2010) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO .

paginação de cores. indicação de detalhes técnicos etc. (fonte: BEZERRA. As fachadas podem ser interpretadas como a representação daquilo que se almeja construir. As escalas mais usuais são: 1/50 e 1/75. Imagem 31: Ilustração de uma fachada frontal. nas fachadas especificam os materiais de revestimentos externos. funcionamento de esquadrias.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 34 Fachadas Desenho que representa graficamente as faces externas do edifício (frontal e lateral). 2010) Imagem 32: Ilustração de uma fachada lateral. (fonte: BEZERRA. Em geral. 2010) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO .

Pode ser detalhe interno ou externo ao prédio. 2010) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . (fonte: BEZERRA.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 35 Detalhes técnicos Desenho que representa graficamente detalhes construtivos de um ambiente específico ou de algum elemento estrutural do edifício que por qualquer motivo que seja não seria possível representá-la com precisão nas plantas e cortes. Imagem 33: Ilustração de detalhe técnico de montagem de laje.

2010) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO .L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 36 Imagem 34: Ilustração de detalhe técnico de banco de área de lazer. (fonte: BEZERRA. (fonte: BEZERRA. 2010) Imagem 35: Ilustração de detalhe técnico da instalação de um aparelho sanitário adaptado a portadores de necessidades especiais.

Atualmente. Seu uso. 2010) Perspectiva Desenho que possibilita graficamente a representação tridimensional de um edifício ou de ambientes internos a ele. apesar de facultativo. (fonte: BEZERRA. Auxilia o observador na correta interpretação do projeto de arquitetura. sua indicação vai depender de inúmeros fatores que possibilitam uma visão ampliada do prédio. Esse SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO recurso possibilita dar aos clientes uma maior interação em relação ao projeto. Não há uma definição a respeito da escala utilizada. procuram-se a elaboração de maquetes físicas ou eletrônicas. pois. construídas a partir de feixes de luzes sobre uma fina placa metálica.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 37 Imagem 36: Ilustração de detalhe técnico do cornijamento das torres de pórtico de entrada. as chamadas “maquetes holográficas”. Modernamente as maquetes são produzidas com tecnologias só vistas em filme de ficção cientifica. A principal função da perspectiva é quebrar a expectativa em relação à obra finalizada. casa etc. é de extrema importância na hora de se vender o projeto. nas grandes construtoras. cujo objetivo é atrair a atenção pública ao lançamento de um empreendimento. Representando sua ilustração gráfica antes mesmo de iniciar os trabalhos para sua execução. em substituição as perspectivas ilustradas em um plano (papel). . Em termos didáticos representa o futuro da atividade de representação e de leitura e interpretação de projetos. dando uma maior interatividade com o observador que a manipula conforme sua necessidade. tornando possível uma visão panorâmica do empreendimento.

com.blonews. (fonte: Desconhecido) Imagem 38: Imagem da manipulação de uma maquete holográfica.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 38 Imagem 37: Ilustração de maquete eletrônica de uma residência. (fonte: www.br) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO .

elevação e cortes formam os desenhos (projeções) fundamentais em arquitetura para a definição do projeto. _____. de um projeto arquitetônico. 08) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . (fonte: FIEMG. lidos e entendidos como vistas correlacionadas ao que se queira representar (FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS. p. 08). ______. eles têm que ser vistos. Por essa razão. (fonte: http://arkitetura. Imagem 40: Ilustração que demonstra as representações gráficas.html) Para concluir o estudo de projetos arquitetônicos é importante frisar que as vistas em planta.com/2010/11/maquete-holografica. ou vistas.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 39 Imagem 39: Imagem que demonstra a facilidade de se manipular de uma maquete holográfica. p.blogspot.

L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 40 LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE PROJETOS UNIDADE II NOÇÕES SOBRE PROJETO HIDRÁULICO SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO .

Imagem 41: Visão panorâmica do Aqueduto de Segóvia na Espanha. existentes a partir do ramal predial.globo. atravessando um rio a 32 m de altura. por mais simples que seja. Toda habitação. há ainda em funcionamento um aqueduto de mais de 13 km de extensão.000 blocos de granito para sua construção. construído na época de Cristo. reservatório e dispositivos. higiene e conforto na ocupação de prédios. hidráulico e sanitário. A utilização de água fria potável constitui fator indispensável para o atendimento das mais elementares condições de habitabilidade. Na cidade espanhola de Segóvia. As prescrições relativas de águas frias seguem fundamentalmente a Norma Brasileira NBR 5626 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e o conhecimento dessa terminologia e das especificações desta norma constituem-se o objetivo deste curso. as informações trazidas por ele e os elementos gráficos que o compõem para sua total compreensão. deve possuir um sistema de abastecimento de água. durante os séculos I e II. com 167 arcos (79 singelos e 88 dobrados) sendo utilizados aproximadamente 35.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 41 Foram apresentadas as noções básicas para interpretar o projeto arquitetônico.com) Instalações de água fria são o conjunto de tubulação. A partir desta unidade estudaremos dois dos principais projetos complementares ao arquitetônico. por exemplo. (fonte: http://oglobo. destinado ao abastecimento dos pontos de utilização SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . no reinado dos imperadores romanos Vespasiano e Trajano. a saber.

um projeto completo de hidráulica deve constar: SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO  Representações gráficas. OBJETIVOS DA INSTALAÇÃO PREDIAL DE ÁGUA FRIA A norma NBR 5626 prescreve os requisitos técnicos mínimos para a instalação predial de águas frias. dentro da melhor técnica e economia possível. . em quantidade suficiente. mantendo a qualidade da água fornecida pelo sistema (CABRAL. assegurando o bom funcionamento das instalações. A norma objetiva também. 2002. pressão e velocidade adequada ao bom funcionamento das peças de utilização do sistema de tubulação de águas frias. 1999. o projetista deve ter o cuidado de estudar as interdependências das diversas partes do sistema visando proporcionar um melhor abastecimento aos pontos de consumo. Na elaboração de projetos de instalações prediais de água fria (suas representações gráficas). cortes. preservando a qualidade da água fornecida pelas concessionárias locais. evitando vazamentos e ruídos nas canalizações. o tipo de sistema de abastecimento. preservar ao máximo o conforto dos usuários. determinação de vazão e dimensionamento. ETAPAS DO PROJETO Consideram-se três etapas básicas na realização de um projeto de instalações prediais de água fria: Concepção do projeto (representação gráfica). conforto e a higiene das instalações. p.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 42 de água do prédio com quantidade suficiente. 02). com dimensionamento e traçados dos condutores (tubulação) a cada trecho do prédio. sua capacidade atual e futura. canalizações e aparelhos (MATOS. os pontos de utilização. detalhes técnicos e perspectivas. A concepção é a etapa mais importante do projeto e é nesta fase que se definem. plantas baixas. o tipo de prédio e sua utilização. a localização dos reservatórios. o sistema de distribuição. sendo projetada e construída de modo a garantir o fornecimento da água de forma contínua. quantidade. Projeto de instalações de água fria é o conjunto de plantas destinado a orientar as instalações das tubulações garantindo a qualidade. Sucintamente. p 02).

Imagem 42: Detalhamento de uma perspectiva isométrica. (fonte: http://www.  Orçamento.jpg) Na elaboração do projeto de instalações hidráulicas é de fundamental importância o projeto de arquitetura do prédio definido bem como. nos detalhes técnicos e perspectivas. Deve-se verificar com antecedência para a elaboração do projeto hidráulico a localização proposta para a caixa d’água e a entrada da rede pública de abastecimento do prédio. das bombas d’águas caso existam e dos diversos pontos de consumo. SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . compreendendo o quantitativo (levantamento de quantidades) e os preços unitário e global da obra a ser executada.equipedeobra. a fim de se conseguir soluções técnicas mais viáveis. não alterando esteticamente o partido arquitetônico do prédio.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 43  Especificações técnicas e normas para a sua aplicação. As escalas mais usuais utilizadas na representação gráfica de um projeto hidráulico é 1/50 nas plantas e cortes em geral e 1/120 ou 1/25.com. sua concepção estrutural.br/construcaoreforma/17/imagens/i40618.

 Decantação.  Desinfecção. As etapas básicas no tratamento da água são:  Floculação.org). com a deposição do material sólido no fundo de um recipiente (fonte: http://portal. percorre um longo caminho até chegar a nossa residência.br) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . Imagem 43: Ilustração das etapas que compreendem o sistema de tratamento de água (fonte: http://www. rios ou lagos.smsbvc. é a etapa do processo de tratamento de água em que.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 44 SISTEMA DE ABASTECIMENTO As águas que utilizamos.pt). processo de separação do material sólido presente em um líquido pela gravidade.wikipedia.pt).cdcc. após adicionar os coagulantes Al2(SO4)3 (sulfato de alumínio) ou FeCl3 (cloreto férrico). passando por uma série de tratamento. é a separação de um sólido.wikipedia.org).smsbvc. com o objetivo de purificá-las para o consumo humano. destruição de micro-organismos patogênicos capazes de causar doenças ou de outros compostos indesejados (fonte: http://portal. Inicialmente são captados na superfície em barragens.  Filtração. de um líquido ou fluido que está suspenso. pela passagem do líquido ou fluido através de um meio poroso capaz de reter as partículas sólidas (fonte: http://pt.usp. as partículas em suspensão se tornam pequenos flocos (flóculos). decantando em seguida (fonte: http://pt.

Sendo. por exemplo.edu. parte da Europa etc. as linhas alimentadoras e as linhas distribuidoras. cuja função é fornecer água as derivações para o abastecimento de cada prédio.: Canadá. nascentes e poços.). garantida sua potabilidade por exames realizados em laboratório. mas comum nos países mais desenvolvido (ex. (fonte: www.br) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . pois exige continuidade e abundância no abastecimento. podemos classificar os sistemas de abastecimento em: Sistema de distribuição direta A alimentação da rede interna de distribuição ocorre diretamente pelo alimentador ou ramal predial. SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO Normalmente encontramos nas cidades a alimentação das redes de distribuição predial sendo alimentadas por redes públicas de fornecimento de água. no entanto. com a existência ou não de separação entre a rede pública e a rede interna.fag. estabelecendo a intercomunicação entre eles. EUA. Porém.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 45 As águas são tratadas nas Estações de Tratamento de Água (ETAs) de onde são direcionadas as redes de abastecimento de água que compreendem as adutoras. podemos encontrar a alimentação predial realizada por sistemas particulares como. Nas linhas alimentadoras vai ocorrer o abastecimento dos reservatórios secundários e das linhas de distribuição. Imagem 44: Ilustração que exemplifica um sistema de distribuição direta de água. Cabe as adutoras conduzir a água dos mananciais às estações de tratamento e dessas aos reservatórios principais. Requerendo um sistema de distribuição pública de água muito eficiente. De acordo.

Imagem 46: Ilustração que exemplifica um sistema de distribuição mista. onde parte dos pontos de utilização é alimentada diretamente pela rede pública de distribuição de água e parte é alimentada por um reservatório superior. com recalque e hidropneumática. (fonte: www. Imagem 45: Ilustração que exemplifica um sistema indireto de distribuição de água.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 46 Sistema indireto de distribuição A alimentação nesse sistema exige o uso de reservatórios de acumulação de água.fag.br) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO .fag.br) Sistema de distribuição mista É a associação do sistema direto e indireto de distribuição.edu. (fonte: www. para ate atender às eventuais falhas (interrupções) no fornecimento ou quando não há pressão adequada na rede pública para abastecer os pontos de utilização. Esse sistema é sub-classificado em sistema indireto de distribuição sem recalque.edu.

Registro de pressão – registro instalado no sub-ramal. Regulador de vazão – aparelho intercalado numa tubulação para manter constante sua vazão. O limite entre no ramal predial e o alimentador predial deve ser definido pelo regulamento das concessionárias locais de distribuição de água (ex. destinado a alimentar a rede predial de distribuição. ou de alguns destes elementos. colunas de distribuição. ou no ponto de utilização. Ramal – tubulação derivada da coluna de distribuição e destinada a alimentar os subramais. SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . Sub-ramal – tubulação que liga o ramal à peça de utilização ou à ligação do aparelho sanitário. ramais e sub-ramais. Ramal predial – tubulação compreendida entre a rede pública de abastecimento e a instalação predial. Ponto de utilização – extremidade de jusante do sub-ramal. destinado ao fechamento ou regulagem da vazão de água a ser utilizada. Reservatório inferior – reservatório intercalado entre o alimentador predial e a instalação elevatória. Peça de utilização – dispositivo ligado a um sub-ramal para permitir a utilização da água. Sistema de abastecimento – rede pública ou qualquer sistema particular de água que abasteça a instalação predial.: CAERN). qualquer que seja a pressão a montante. destinado a reservar água e a funcionar como poço de sucção da instalação elevatória Reservatório superior – reservatório ligado ao alimentador predial ou a tubulação de recalque.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 47 TERMINOLOGIA Alimentador predial – tubulação compreendida entre o ramal predial e a primeira derivação ou válvula de flutuador do reservatório. Coluna de distribuição – tubulação derivada do barrilete e destinada a alimentar os ramais. Registro de gaveta – registro instalado em uma tubulação para permitir a interrupção de passagem de água. Rede predial de distribuição – conjunto de tubulações constituído de barriletes. Barrilete – conjunto de tubulações que se origina no reservatório e do qual se derivam as colunas de distribuição.

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Torneira de bóia – válvula com bóia destinada a interromper a entrada de água nos reservatórios e caixas de descarga quando se atinge o nível operacional máximo previsto. Trecho – comprimento de tubulação entre duas derivações ou entre uma derivação e a última conexão da coluna de distribuição. Válvula de descarga – válvula de acionamento manual ou automático, instalada no subramal de alimentação de bacias sanitárias ou de mictórios, destinada a permitir a utilização da água para sua limpeza. SÍMBOLOS E ABREVIATURAS PARA PROJETOS HIDRÁULICOS Água fria

Imagem 47: Ilustração da simbologia de água fria (fonte: JÚNIOR, 2008, p. 147)

Água quente

Imagem 48: Ilustração da simbologia de água quente (fonte: JÚNIOR, 2008, p. 147)

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LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE PROJETOS

UNIDADE III
NOÇÕES SOBRE PROJETO SANITÁRIO
SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO

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As prescrições relativas às instalações prediais de esgotos sanitários vão variar em nosso país conforme as municipalidades, seguindo a realidade regionalizada em cada canto do Brasil. Porém, essas estão em consonância com a Norma Brasileira NB – 19/83, registrada no INMETRO sob o nº NBR – 8160/1983. Essa norma vai fixar as condições técnicas mínimas exigíveis para o projeto e a execução das referidas instalações. Existem alguns regulamentos que acrescentam subsídios importantes, referindo-se a casos e situações não previstas pela norma. Contribuindo de maneira substancial no campo das definições e especificações de materiais, orientando a respeito da execução de serviços e ensaios para o recebimento das instalações.

SISTEMAS PÚBLICOS DE COLETA DE ESGOTO SANITÁRIO

Os esgotos prediais são, ou deveriam ser lançados na rede de esgotos da cidade. Esta rede, que toda cidade possui ou almejar possuir, pode ser realizada segundo um dos seguintes sistemas (MACINTYRE, 1996, p. 136); sistema unitário, sistema separador absoluto e o sistema misto ou separador combinado. Façamos uma breve explanação a respeito de cada sistema:

Sistema unitário

Nesse sistema as águas residuárias e as águas de infiltração são conduzidas numa mesma canalização ou galeria, também conhecido sob a denominação francesa tout-àl’egout. Comum em países mais desenvolvido como Estados Unidos e boa parte da Europa.

Sistema separador absoluto
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Existem duas redes públicas, inteiramente independentes, uma para águas pluviais e outra somente para águas residuárias e de infiltração. É o sistema adotado no Brasil, pois apresenta vantagens em relação ao sistema unitário, como menor diâmetro das canalizações e menor custo com elevatórias e estações tratamento.

137) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . 1996. Imagem 50: Ilustração de um tipo de fecho hídrico. mas essas estão instaladas dentro das galerias de águas pluviais. Vejamos algumas delas. Imagem 49: Ilustração que mostra a toca das tartarugas ninjas.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 51 Sistema misto A água de esgotos tem canalização própria. medida entre o nível de saída do desconector e o ponto mais baixo da parede ou colo inferior que separa os compartimentos ou ramos de entrada e saída do aparelho. p.br) TERMINOLOGIA A terminologia aqui adotada segue a NBR – 8160/83.com. comum também em várias cidades dos estados Unidos. (fonte: http://jogosonline.clickgratis.  Altura e fecho hídrico (H): É a profundidade da camada líquida. Esse sistema era conhecido como sistema parcial ou inglês. (fonte: MACINTYRE. Elas só sobrevivem no sistema de esgoto das ruas porque o sistema de coleta pública é do tipo misto.

as instalações prediais de esgotos sanitários devem ser projetadas e executadas de modo a:    Promover o esgotamento eficiente dos aparelhos sanitários e pisos. . p. cuja origem é os aparelhos sanitários e os pisos internos das edificações. Podem-se dar duas destinações aos esgotos sanitários. encaminha-o a rede coletora pública ou a um sistema particular de recebimento e pré-tratamento. Promover o afastamento rápido e seguro das águas servidas. por objetivo principal.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 52  Águas residuárias: São líquidos residuais ou efluentes de esgotos. prédios ou estabelecimentos comerciais etc. a coleta e o afastamento das águas servidas.  Águas de infiltração: É representado pela parcela das águas do subsolo que penetra nas canalizações de esgotos na falta de estanqueidade das mesmas.  Águas residuárias domésticas: Compreendem os despejos líquidos das habitações (residências). OBJETIVOS DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL DE ESGOTO SANITÁRIO As instalações prediais de esgoto sanitário têm.  Águas servidas: São as resultantes de operações de lavagem e limpeza de cozinhas. 2002. a águas residuárias industriais e as águas de infiltração. banheiros e tanques. Resumidamente. que compreendem as águas residuárias domésticas.   Permitir a inspeção e desobstrução da rede. insetos e animais das canalizações para o interior dos SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO edifícios. bem como o seu encaminhamento ao destino indicado pelo poder público competente (MATOS. ou do sistema particular que os recebe.  Permitir a ventilação continua da rede pública coletora de esgotos. 56). Impedir a contaminação da água de consumo humano e gêneros alimentícios. Impedir o acesso de odores. O primeiro destino é uma situação ideal nos centros urbanos e a segunda é a solução encontrada nas regiões que não dispõem de saneamento básico.

pluviais. podem-se considerar algumas etapas básicas na realização do projeto: Concepção (representação gráfica). A concepção é a etapa mais importante do projeto e é nesta fase que se definem. o tipo de sistema de coleta de esgoto e sua destinação. Imagem 51: Representação em planta baixa de um projeto sanitário. Na elaboração do projeto das instalações prediais de esgotos sanitários são necessários:  Definição completa dos elementos do projeto arquitetônico do prédio.  Definição sobre a possibilidade de ligação da instalação com um coletor público. o tipo de prédio e sua utilização.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 53 ETAPAS DO PROJETO Assim. sua capacidade atual e futura. (fonte: desconhecido) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . determinação das unidades Hunter de contribuição e dimensionamento. quente.). combate a incêndio etc.  Definição completa dos projetos de estrutura e de fundações.  Definição dos demais projetos de instalação do prédio (água fria. como vimos em projeto de instalações de água fria. o projeto de instalações de esgotos prediais. gás.

. detalhes técnicos e perspectivas. observando à funcionalidade. 4) Evitar a instalação de chuveiro sobre banheiras.carroexclusivo. como vimos em projeto de instalações hidráulicas.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 54 Durante a instalação das tubulações de esgoto. plantas baixas. cortes. evitando prováveis acidentes. 2) Os vasos sanitários preferencialmente ficar próximo a janelas ou basculantes. Analogamente. um projeto completo de instalações sanitárias deve constar: SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO  Representações gráficas. Imagem 52: Imagem da distribuição das peças sanitárias em um banheiro. 1) Agrupar sempre que possível as instalações sanitárias. (fonte: http://www.com. o instalador deve previamente conhecer a localização dos diversos aparelhos sanitários. 3) Os ralos ou caixas sifonadas devem preferencialmente ficar central as demais peças.br/) Todas as peças e dispositivos devem satisfazer as exigências da ABNT. Porém. estética e economia. vale observar os seguintes critérios. com dimensionamento e traçados dos condutores (tubulação) a cada trecho do prédio.

subcoletores. caixas retentoras de gorduras. SECUNDÁRIO E VENTILAÇÃO As instalações prediais de esgotos sanitários podem ser divididas em duas seções. tais como coletor predial. vasos sanitários e demais conectores (MACINTYRE. tubos de queda. . dispositivos e aparelhos sanitários que contêm gases provenientes desse coletor (ou de uma fossa séptica).L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 55  Especificações técnicas e normas para a sua aplicação. tubos ventiladores primários. coluna de ventilação e tubos ventiladores. 189). sifões. p. (fonte: desconhecido) SISTEMA DE ESGOTO PRIMÁRIO. caixas de inspeção. caixas sifonadas. 1996. ramais de esgotos. Imagem 53: Detalhe de vistas da instalação de um vaso sanitário. ramais de descarga. caracterizadas da seguinte forma: SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO Instalação de esgoto primário é seção conectada ao coletor público. compreendendo as tubulações. compreendendo o quantitativo (levantamento de quantidades) e os preços unitários e globais da obra a ser executada.  Orçamento.

(fonte: SOARES.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 56 A instalação de esgoto secundário é o trecho de seção desconectado do coletor público (ou de uma fossa séptica). sendo um elemento de proteção do sistema. a ventilação é um item obrigatório na instalação sanitária de um prédio. a fim de evitar a ruptura do fecho hídrico dos desconectores por aspirações ou compressão e também para que os gases emanados dos coletores sejam encaminhados para a atmosfera”. Portanto. é a parte do esgoto que não esta em contato com os gases originados do coletor público ou de uma fossa séptica. p. compreendendo as canalizações. permitindo a troca entre os gases originado dos coletores com a atmosfera. Imagem 54: Perspectiva de uma instalação sanitária padrão de um banheiro. Ou seja. A NBR 8160/83 estabelece: “as instalações primárias de esgoto devem ser dotadas de ventilação. dispositivos e aparelhos sanitários que não tem gases provenientes desse coletor._____. 14) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO .

Sumidouro – cavidade destinada a receber o efluente de dispositivo de tratamento e a permitir sua infiltração no solo. Tubo ventilador – tubo destinado a possibilitar a troca do ar da instalação do esgoto para a atmosfera e vice-versa. Caixa de inspeção – caixa destinada a permitir a inspeção.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 57 DEFINIÇÕES Ramal de descarga – tubulação que recebe diretamente efluentes de um aparelho sanitário. Subcoletor – tubulação que recebe efluentes de um ou mais tubos de queda ou ramais de esgoto. Coletor predial – trecho de tubulação compreendido entre a última inserção de subcoletor. Ramal de esgoto – tubulação que recebe efluentes de ramais de descarga. de fluxo horizontal e funcionamento contínuo. Instalação secundária de esgoto – conjunto de tubulações e dispositivos onde não tem acesso gases provenientes do coletor público ou dos dispositivos de tratamento. Desconector – dispositivo provido de fecho hídrico destinado a vedar a passagem de gases. Fecho hídrico – camada líquida que em um desconector. limpeza e desobstrução das tubulações. Sifão – desconector destinado a receber efluentes de instalação de esgoto sanitário. SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . Caixa retentora de gordura – dispositivo projetado e instalado para separar e reter a gordura da rede de esgoto sanitário. ramal de esgoto ou de descarga e o coletor público ou sistema particular. destinada ao tratamento primário do esgoto sanitário. Fossa séptica – unidade de sedimentação e digestão. Caixa sifonada – caixa dotada de fecho hídrico destinada a receber efluentes da instalação secundária de esgoto. Coluna de ventilação – tubo ventilador vertical que se desenvolve através de um ou mais andares e cuja extremidade superior é aberta para a atmosfera ou ligada a um tubo ventilador primário ou barrilete de ventilação. veda a passagem de gases. Instalação primária de esgoto – conjunto de tubulações e dispositivos onde tem acesso gases provenientes do coletor público ou dos dispositivos de tratamento.

em funcionamento simultâneo em hora de contribuição máxima no hidrograma diário. 164) Imagem 56: Convenção gráfica dos principais aparelhos sanitários. p.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 58 Unidade Hunter de contribuição – fator probabilístico numérico que representa a freqüência habitual de utilização. (MACINTYRE. 1996. 163) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . 1996. associada a vazão típica de cada uma das diferentes peças de um conjunto de aparelhos heterogêneos. p. (MACINTYRE. SÍMBOLOS E ABREVIATURAS PARA PROJETO SANITÁRIO Imagem 55: Ilustração da simbologia de canalização de projeto sanitário.

L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 59 Imagem 57: Convenção gráfica dos principais dispositivos sanitários. 162) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . p. 1996. (MACINTYRE.

1996. p.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 60 Imagem 58: Ilustração da simbologia de colunas de um projeto sanitário. (fonte: desconhecido) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . (MACINTYRE. 164) Imagem 59: Ilustração de uma fossa séptica.

1996.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 61 Imagem 60: Ilustração de tubos e conexões de PVC. 177) SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . (MACINTYRE. p.

São Paulo: Editora Edgard Blucher LTDA. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora. Instalações Hidráulicas e o Projeto de Arquitetura. SOARES. Cecília Modesto. Antônio Carlos. Departamento de Desenvolvimento do Ensino. MATOS. LIMA. Instalações de Água Fria. Sistemas Prediais de Esgotos Sanitários: NBR – 8160/99. CABRAL. Coordenação de Engenharia da Produção.________. Carlos Kleber da Costa. 717 – T01 e 05 – projetos. 2002. Instalações Elétricas: Projetos prediais em baixa tensão. 1999. 2004. Natal: Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte – CEFET/RN. São Paulo: Editora Edgard Blucher LTDA. Roberto de Carvalho. MONTENEGRO. 2008. 2001. Instalações Prediais: Instalações Elétricas. Departamento de Engenharia e Ciências Exatas. Desenho Arquitetônico. Manoel Eduardo Miranda. PróReitoria de Extensão. Luís Otávio Cocito de.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 62 REFERÊNCIAS ARAÚJO. Curso de Arquitetura e Urbanismo. São Paulo: Universidade Federal de São Carlos. Tomás Mesquita. São Paulo: Editora Edgard Blucher LTDA. Dicionário Ilustrado de Arquitetura. 2ª edição. Natal: Universidade Potiguar – UnP. Instalações Hidráulicas: Prediais e Industriais. ALBERNAZ. Archibald Joseph. 1996. JÚNIOR. Tecnologia e Gestão de Sistemas Construtivos de Edifícios: Apostila da Disciplina Tecnologia de Produção de Edificações em Concreto Armado. 2002. 2000. Favaro. Doralice Ap. NEGRISOLI. 2004. Niterói: Universidade Candido Mendes. Coordenação de Construção Civil. Departamento de Engenharia Civil. SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO . MACINTYRE. São Paulo: ProEditores. FREIRE. Apostila de Desenho Técnico Básico. Gildo A. ARRUDA. Maria Paula. José Ribamar de Araújo.

7116 / 3605 .rn.senai.7339 / Fax: 55 (84) 3605 – 7054 Site: www.L e i t u r a e I n t e r p r e t a ç ã o d e P r o j e t o s | 63 Centro de Educação e Tecnologias em Construção Civil Rosária Carriço Rua Antônio Trigueiro. 17 – Felipe Camarão .br SENAI – CET CC ROSÁRIA CARRIÇO .Natal-RN – 59074 -100 – Brasil Fones: 55 (84) 3605 .

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