Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) define e regulariza o sistema de educação brasileiro com base nos princípios presentes na Constituição. Foi citada pela primeira vez na Constituição de 1934. A primeira LDB foi criada em 1961, seguida por uma versão em 1971, que vigorou até a promulgação da mais recente em 1996.

Lei de Diretrizes e Bases ± 1996

Com a promulgação da Constituição de 1988, a LDB anterior (4024/61) foi considerada obsoleta, mas apenas em 1996 o debate sobre a nova lei foi concluído. A atual LDB (Lei 9394/96) foi sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo ministro da educação Paulo Renato em 20 de dezembro de 1996. Baseada no princípio do direito universal à educação para todos. A LDB de 1996 trouxe diversas mudanças em relação às leis anteriores, como a inclusão da educação infantil (creches e pré-escolas) como primeira etapa da educação básica. 1. Principais características Darcy Ribeiro foi o relator da lei 9394/96 Gestão democrática do ensino público e progressiva autonomia pedagógica e administrativa das unidades escolares (art. 3 e 15) Ensino fundamental obrigatório e gratuito (art. 4) Carga horária mínima de oitocentas horas distribuídas em duzentos dias na educação básica (art. 24) Prevê um núcleo comum para o currículo do ensino fundamental e médio e uma parte diversificada em função das peculiaridades locais (art. 26) Formação de docentes para atuar na educação básica em curso de nível superior, sendo aceito para a educação infantil e as quatro primeiras séries do fundamental formação em curso Normal do ensino médio (art. 62). Formação dos especialistas da educação em curso superior de pedagogia ou pósgraduação (art. 64) A União deve gastar no mínimo 18% e os estados e municípios no mínimo 25% de seus respectivos orçamentos na manutenção e desenvolvimento do ensino público (art. 69) Dinheiro público pode financiar escolas comunitárias, confessionais e filantrópicas (art. 77). Prevê a criação do Plano Nacional de Educação (art. 87)

2. Histórico O texto aprovado em 1996 é resultado de um longo embate, que durou cerca de seis anos, entre duas propostas distintas. A primeira conhecida como Projeto Jorge Hage foi o resultado de uma série de debates abertos com a sociedade, organizados pelo Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública, sendo apresentado na Câmara dos Deputados. A

Das Disposições Gerais Seção II . o texto final da LDB se aproxima mais das ideias levantadas pelo segundo grupo.Das Disposições Transitórias Lei de Diretrizes e Bases ± 1971 Foi publicada em 11 de agosto de 1971. 25) . Marco Maciel e Maurício Correa em articulação com o poder executivo através do MEC. que contou com forte apoio do governo FHC nos últimos anos da tramitação. educação física. organizados da seguinte maneira: Título I . 1.Do Ensino Fundamental Seção IV . 24) Ensino de 1º grau obrigatório dos 7 aos 14 anos (art. Enquanto a proposta dos setores organizados da sociedade civil apresentava uma grande preocupação com mecanismos de controle social do sistema de ensino.Dos Princípios e Fins da Educação Nacional Título III . educação artística e programas de saúde como matérias obrigatórias do currículo.Da Composição dos Níveis Escolares Capítulo II . durante o regime militar pelo presidente Emílio Garrastazu Médici.Da educação Título II .Da Educação Especial Título VI . 3. A principal divergência era em relação ao papel do Estado na educação.Dos Níveis e das Modalidades de Educação e Ensino Capítulo I .Da Educação Infantil Seção III .segunda proposta foi elaborada pelos senadores Darcy Ribeiro. 20) Educação a distância como possível modalidade do ensino supletivo (art.Dos Profissionais da Educação Título VII .Do Ensino Médio Seção V . Apesar de conter alguns elementos levantados pelo primeiro grupo. 7) Ano letivo de 200 dias (art.Da Educação de Jovens e Adultos Capítulo III . 4) Inclusão da educação moral e cívica. Estrutura Possui 96 artigos. além do ensino religioso facultativo (art.Da Educação Superior Capítulo V .Dos Recursos Financeiros Título VIII .Do Direito à Educação e do Dever de Educar Título IV . Principais características Prevê um núcleo comum para o currículo de 1º e 2º grau e uma parte diversificada em função das peculiaridades locais (art.Da Educação Profissional Capítulo IV .Da Organização da Educação Nacional Título V .Das Disposições Gerais Título IX . a proposta dos senadores previa uma estrutura de poder mais centrada nas mãos do governo.Da Educação Básica Seção I .

Principais características Dá mais autonomia aos órgãos estaduais. O primeiro projeto de lei foi encaminhado pelo poder executivo ao legislativo em 1948.Formação preferencial do professor para o ensino de 1º grau. não prevê dotação orçamentária para a União ou os estados (art. 39) 2. 92) Dinheiro público não exclusivo às instituições de ensino públicas (art. 63) Permite o ensino experimental (art. 59).Do Ensino de 1º e 2º Graus Capítulo II . 30 e 77) Formação preferencial do professor para o ensino de 1º e 2º grau em curso de nível superior ao nível de graduação (art.Das Disposições Gerais Capítulo VIII . 33) Dinheiro público não exclusivo às instituições de ensino públicas (art. 64) Pagamento por habilitação (art. 97) Permite o ensino experimental (art.Dos Professores e Especialistas Capítulo VI . Ano letivo de 180 dias (art. 104) . foram necessários treze anos de debate até o texto final. 52 e 53) Formação do professor para o ensino médio nos cursos de nível superior (art. da 1ª à 4ª séries. 93 e 95) Obrigatoriedade de matrícula nos quatro anos do ensino primário (art.Do Financiamento Capítulo VII .Do Ensino de 1º Grau Capítulo III . 72) Ensino religioso facultativo (art. organizados da seguinte maneira: Capítulo I .Do Ensino de 2º Grau Capítulo IV . 59) Progressiva substituição do ensino de 2º grau gratuito por sistema de bolsas com restituição (art. 30) Formação do professor para o ensino primário no ensino normal de grau ginasial ou colegial (art. diminuindo a centralização do poder no MEC (art. Estrutura Possui 88 artigos. 8 e 9) Garante o empenho de 12% do orçamento da União e 20% dos municípios com a educação (art. em habilitação específica no 2º grau (art. 30 e 77) Formação preferencial dos especialistas da educação em curso superior de graduação ou pós-graduação (art.Das Disposições Transitórias Lei de Diretrizes e Bases ± 1961 A primeira LDB foi publicada em 20 de dezembro de 1961 pelo presidente João Goulart. 10) Regulamenta a existência dos Conselhos Estaduais de Educação e do Conselho Federal de Educação (art. 1.Do Ensino Supletivo Capítulo V . quase trinta anos após ser prevista pela Constituição de 1934. 43 e 79) Os municípios devem gastar 20% de seu orçamento com educação.

trazendo à União a responsabilidade de "traçar as diretrizes da educação nacional" (art. dentre os quais se destacava Anísio Teixeira. mas simplesmente respeitá-los. A Constituição de 1934 dedica um capítulo inteiro ao tema. iniciando-se assim o processo de discussão do que viria a ser a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação. apenas três anos depois a Constituição de 1937. Não havia nessa Carta e também na anterior (Constituição de 1824) nem sequer a menção à palavra "educação". Somente em 1931 foi criado o Ministério da Educação. 153º). Com o fim do Estado Novo. atribuindo ao poder central a função de estabelecer as bases da educação nacional. A educação é um dever da família. Partindo do princípio de que o Estado precede o indivíduo na ordem de valores e que a finalidade da educação é preparar o indivíduo para o bem da sociedade. pouco trata da educação por primar pela autonomia das unidades federativas. 35º). Ao Estado caberia a . por atender suas principais proposições. sustentava princípios opostos às ideias liberais e descentralistas da Carta anterior. sustentava que a pessoa possui direitos naturais e que não cabe ao Estado garanti-los ou negá-los. a Carta de 1934 pode ser considerada uma vitória do grupo de educadores liberais. artes e ciências" (art. a Constituição de 1946 retomou em linhas gerais o capítulo sobre educação e cultura da Carta de 1934. não exclusiva. promulgada junto com o Estado Novo. os assuntos ligados à educação eram tratados pelo Departamento Nacional do Ensino ligado ao Ministério da Justiça. o desenvolvimento das letras. defendiam que só o Estado deve educar. mas como uma concessão do poder público. A tramitação da lei Dois grupos disputavam qual seria a filosofia por trás da primeira LDB. compreensivo do ensino em todos os graus e ramos. O outro grupo. organizados através da Associação Brasileira de Educação. Escolas particulares podem existir. No que diz respeito à educação. Através da unidade gerada por um plano nacional de educação e da escolaridade primária obrigatória pretendia-se combater a ausência de unidade política entre as unidades federativas. Até a década de 1930. primeira do período republicano. 150º). 34º). e de acordo com os princípios de cada família. nas escolas públicas (art. denominado de liberalista e ligado aos partidos de centro e de direita. Um ponto importante de disputa que refletiu diretamente na tramitação da primeira LDB foi a questão do ensino religioso. a instrução militar (art. 5º) e "fixar o plano nacional de educação.2. De um lado estavam os estatistas. 87º) e a tarefa. comuns e especializados" para "coordenar e fiscalizar a sua execução em todo o território do país" (art. Ideia defendida pelos educadores liberais. Histórico A Constituição de 1891. Ficava subentendido que a legislação nessa matéria deveria ser resolvida no âmbito dos estados. instaura o ensino religioso de caráter facultativo. que deve escolher dentre uma variedade de opções de escolas particulares. a segunda Carta marca essa reaproximação. Porém. de "animar. sem com isso tirar a autonomia dos estados na implantação de seus sistemas de ensino. no país. A despeito do ensino religioso. Enquanto a proclamação da República teve como pano de fundo a separação entre Estado e igreja. Rejeitava um plano nacional de educação. 3. Cabia à Federação apenas o ensino superior da capital (art. ligados principalmente aos partidos de esquerda.

Nesse ano de 1827. . o acesso às escolas particulares para as pessoas de famílias de baixa renda.Da Orientação Educativa e da Inspeção Título IX .Dos Recursos para a Educação Título XIII .Da Liberdade do Ensino Título IV .Da Formação do Magistério para o Ensino Primário e Médio Título VIII . com referências genéricas a respeito de colégios e universidades que ministravam Ciências.Da Administração do Ensino Título V . Na disputa.Da Assistência Social Escolar Título XII .Das Universidades Capítulo III .Da Educação Pré-Primária Capítulo II . Em 15 de novembro de 1827. 4. ou ainda as reformas Couto Ferraz (1854) e Leôncio Correia (1879). organizados da seguinte maneira: Título I . Em 1834.Da Educação de Excepcionais Título XI . mesmo com o fortalecimento das assembleias provinciais para legislarem sobre a instrução pública. Estrutura Possui 120 artigos.Da Educação de Grau Primário Capítulo I . tornou-se praticamente inexequível. as idéias dos liberalistas se impuseram sobre as dos estatistas na maior parte do texto aprovado pelo Congresso.Do Ensino Primário Título VII . os primeiros cursos jurídicos.Da Educação de Grau Médio Capítulo I . um em São Paulo (Faculdade de Direito São Francisco) e outro em Olinda.Do Ensino Médio Capítulo II .Dos Fins da Educação Título II .Do Ensino Secundário Capítulo III . por intermédio de bolsas.Da Educação de Grau Superior Capítulo I . A constituição de 1824 tratava de princípios gerais sobre instrução primária gratuita a todos cidadãos.Disposições Gerais e Transitórias Breve história da legislação educacional no Brasil A preocupação em se criar leis específicas para a Educação no Brasil é bem recente.Do Ensino Técnico Capítulo IV .Do Ensino Superior Capítulo II . Belas Artes e Letras. entretanto.Dos Estabelecimentos Isolados de Ensino Superior Título X . foi publicada a primeira Lei Orgânica do Ensino no Brasil.Do Direito à Educação Título III .função de traçar as diretrizes do sistema educacional e garantir. por não haver professores para efetivarem seus dispositivos. foram instituídos pelo Decreto Imperial de 11 de agosto. que durou dezesseis anos. poucas mudanças ocorreram na estrutura educacional durante o Império.Dos Sistemas de Ensino Título VI .

aconteceram duas reformas: a do ensino secundário e a do ensino superior. considerada direito de todos. com a criação. na Bahia. a reforma Lourenço Filho no Ceará. a criação de instituições de ensino secundário nos Estados e a competência de prover sobre a instrução secundária no Distrito Federal. A Constituição de 1934 acolheu no capítulo V "Da família. em seus artigos. A Constituição de 1937. Ao Congresso foi atribuído. em 1928. da educação e da cultura" . abrangendo todos os graus e ramos. ter sido por ele votado. movimentos de renovação educacional inspirados na escola nova europeia.e o Decreto 18. fiscalizar. criando o Instituto . Criação do Ministério da Educação e Saúde. Assim. competia aos Estados e ao Distrito Federal organizar e manter os sistemas educativos em seus territórios. mas não privativamente. fixar o plano nacional de educação. exercer ação supletiva onde fosse necessário e estimular a atividade educacional em todo o país. dando ênfase ao ensino pré-vocacional e ao profissional. sendo os mais significativos. A revolução de 1930 provoca um grande anseio de renovação que se refletiu no âmbito educacional. inspirada em princípios centralizadores. Em decorrência dessa atribuição concedida aos Estados.a ser organizado na forma da lei ordinária. sobretudo. em várias unidades da federação.951 Estatuto das Universidades Brasileiras . que reorganizou a Universidade do Rio de Janeiro. ambos de 11 de abril de 1931: o decreto-lei 18. por meio de dois estatutos. bem como. O Ministério da Educação e Saúde expandiu-se. A Constituição de 34 estabeleceu a competência da União para entre outras atribuições. devendo ser ministrada pela família e pelos poderes públicos. cuidou-se da elaboração do Plano Nacional da Educação. em Minas Gerais. o primeiro dever do Estado. dentro das normas constitucionais previstas. Durante os três anos de vigência da Constituição. às classes menos favorecidas. a partir de 1920 teve início. Sob inspiração do então ministro Francisco Campos. reforma Fernando de Azevedo. com poderes de coordenar. respeitando as diretrizes estabelecidas pela União.A Constituição de 1891 facultou. reforma Anísio Teixeira. apresentado ao Congresso Nacional. em 1925. considerando. destinado a regular especificamente a educação. atribuições aos Estados brasileiros para que organizassem seus sistemas educacionais. em 1923.952. em matéria de educação.o inciso II. no entanto. ainda naquele ano. sobre o ensino superior. Ao Conselho Nacional de Educação . no Distrito Federal. Reforma do ensino nos Estados. cabendo à União poderes específicos para legislar sobre a organização municipal do Distrito Federal. em 1927 e a reforma Francisco Campos. cabia elaborar o plano nacional de educação. restringiu a autonomia dos Estados. sem. comuns e especializados. do Ministério da Educação e Saúde. dependente do poder legislativo.

predominavam o enciclopedismo e a valorização da cultura geral e humanística. Assim.692/71 de 11 de agosto de 1971. Os Estados voltam a ter maior autonomia para organizar seus sistemas educacionais. exigiu uma nova lei para a educação.024/61. esta Lei instituiu também a educação militar somente para alunos do sexo masculino. a primeira a tratar especificamente da educação nacional. ou curso ginasial. por meio do qual firmava convênios para auxiliar os estados. de três anos. apresentando duas opções: curso clássico ou científico.692/71. Assim. e um segundo ciclo.394/96. o poder executivo. A Constituição de 1946 deu competência à União para legislar sobre diretrizes e bases da educação nacional. .conhecida como Reforma Capanema. por sua natureza. integrado. na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília. em 1948. resultando na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de nº 4. mantendo o capítulo da educação e da cultura. entendeu que a função de legislar sobre diretrizes e bases da educação nacional deveria constar de um texto legal único. onde numeroso grupo representante de diferentes estâncias educacionais de todo o Brasil. Por influência da Segunda Guerra. criada com base em dispositivo constitucional. Lei 5. que instituiu o primeiro ciclo secundário de quatro anos. em 1942. referida na Constituição de 1934.024. após 15 anos da promulgação da Constituição de 1946. A Constituição de 1967. manteve a atribuição da União de legislar sobre diretrizes e bases da educação nacional. de 17 de outubro de 1969. Nos novos currículos previstos nesta Lei. a qual redundou na Lei 5. nº 4. ao Fundo Nacional do Ensino Primário. com as alterações da Emenda Constitucional nº 1. Em 9 de abril de 1942. As alterações propostas têm início em maio de 1971. com a colaboração do Senador Marco Maciel. também conhecida como "Reforma Passarinho".Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP). dando origem ao projeto da atual LDB nº 9. A Lei 4.971. já dimensionada no substitutivo de autoria do Senador Darcy Ribeiro. mantendo os dispositivos sobre o ensino primário obrigatório. no campo do ensino primário.024/61. a participar do "Curso de Especialização sobre o ensino de 1º e ª 2º graus". que regula a competência da União. na gestão do Ministro Gustavo Capanema. com a finalidade de se elaborar o anteprojeto da lei de reforma do ensino. A Constituição de 1988. encaminhou ao Congresso Projeto de Lei que originou muitos debates entre diferentes correntes educacionais. foi promulgada a Lei Orgânica do Ensino Secundário . de 20 de dezembro de 1961. em 1. oficial e gratuito. o Congresso Nacional propõe alterações no ensino de 1º e 2º graus e à LDB vigente. é convidado pelo então Ministro Jarbas Passarinho do Ministério da Educação e Cultura.

com o Golpe Militar. A Nova Lei da Educação: Trajetória.A Lei 9. a LDB busca o pleno desenvolvimento da pessoa humana e suas inovações caracterizam um projeto para a educação.692/71. e assim gerando um conflito entre as escolas públicas e privadas dividindo a opinião pública o que é atrativo os "partidos ideológicos". que vigorasse o projeto. com a Lei da Reforma Universitária. surgiram questionamentos sobre as diretrizes e bases da educação com a intenção de organizar a educação nacional. foi elaborado um projeto que por ser contrário à Constituição deveria ser emendado. que depois de algumas emendas foi convertido na LDB da Educação Nacional representando uma conciliação. mas ele não foi encontrado. Foi solicitado no ano de 1951. Em 1957. interferindo no Parlamento e transformando o texto do projeto. Em 1964. pois o movimento . então o termo "diretrizes" foi associado a palavra "bases" apresentando ser compatível com a Constituição. Esse processo se iniciou então. até chegar aos 91 artigos aprovados.394/96 considerada "uma prova de maturidade" no dizer do Presidente Fernando Henrique Cardoso. Limites e Perspectivas Com a Constituição Federal de 1934. devido às várias modificações sofridas. formada por membros do governo e estudantes. que visa a mobilizar toda a sociedade brasileira acompanhada de uma clara vontade política de mudar. sendo que os estudantes não quiseram participar deste. porém este projeto não foi colocado em prática. era preciso que ocorressem mudanças na educação para que o ensino fosse associado a realidade do quadro político. através de um sistema Educacional de Educação. Na discussão do projeto de lei no Senado. então aconteceu o desarquivamento da Mensagem que durou cinco anos e meio na Comissão de Educação e Cultura. defendeu-se ardorosamente o fortalecimento da descentralização e a democratização do espaço escolar. após 25 anos de vigência da 5. Antecedentes Históricos da Nova LDB. No ano de 1948. o que não correspondeu ás expectativas. que atestados pela Igreja Católica decidiram validar seus interesses no texto da LDB (Lei de Diretrizes e Bases) da Educação Nacional. surgiu uma nova versão com apoio da iniciativa privada. Em 1959. e uma revolução na educação brasileira. foi aprovado um novo texto e encaminhado ao Senado.

692/71 que tinha como características principais: integração. ficou somente para o ensino fundamental.estudantil era a única resistência ao regime militar. o médio buscava melhorar a prática do trabalho com o conhecimento e o superior passou a "possibilitar a toda a sociedade a difusão e discussão dos grandes problemas que afetam o homem contemporâneo" (p. iniciou-se à "elaboração do projeto original da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional" (p. o que deixa claro a necessidade de mudança na área da educação. contrariando até mesmo o texto aprovado foram abertas várias escolas privadas. atendeu aos interesses dos estudantes. o que resultou na organização das Conferências Brasileiras de Educação (CBEs). No final de 1987. sendo então aprovado em agosto de 1971. valorização do professorado e sentido próprio para o ensino supletivo.35). o que resultou na necessidade de uma nova proposta de texto para Lei. E assim. na busca de resolver as pendências entre a constituição e a LDB. o ensino fundamental firmou na educação básica para a sociedade. com o objetivo de contrariar a política educacional do momento. foi criada a ANPED ± Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação. Em 28 de novembro de 1968 ± Lei 5. aprovado e sancionado. flexibilidade. o que veio a mudar somente com a Constituição de 1988. gradualidade de implantação. sendo aprovada em fevereiro de 1988. entretanto com a reunião do Conselho Federal e Estadual de Educação. . Quanto aos benefícios públicos. racionalização-concentração. ampliou de 66 para 86 artigos. Também o sindicato juntamente com a CNTE ± confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação e ANDES ± Associação Nacional de Docentes do Ensino Superior se uniram até chegar a Estados e municípios.40). E assim em 1968. continuidadeterminalidade. Em seguida foi a vez da reforma do ensino primário e médio. Ao longo dos anos 70-80. o que fez com que a Educação Infantil fosse regularizada. postulados a estudantes e professores e também dos grupos ligados ao Golpe de 64.540/68 _ Lei de Reforma Universitária. Com esse grupo o projeto foi reestruturado. Em 1961. os estudantes resolveram fazer a reforma universitária sem apoio do governo. devido o fato dos educadores não concordarem com as reformas da ditadura militar. propiciando a abertura de muitas escolas. o CEDES ± Centro de Estudos Educação & sociedade e a ANDE ± Associação Nacional de Educação. surgiu o IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais) que em 1968 organizou o Fórum de Educação. que em 1970 que criou a Lei 5.

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