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A Mulher Na Sociedade Atual

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A MULHER NA SOCIEDADE ATUAL

. Apresentação

Não é fácil escrever uma apresentação de um ensaio que envolva explicar uma atuação fecunda das mulheres no meio da sociedade. Pois, o próprio trabalho das mulheres já é muito complexo e duro, para serem efetivados os seus objetivos. Imaginem o daquelas pessoas que querem apenas dar forças para que esse trabalho cresça e consiga seu lugar entre os seres pensantes na terra. A luta das mulheres para apenas serem reconhecidas como gentes vem de longas datas; contudo, é só fazer uma pequena digressão histórica para ver claramente que a contenda que as mulheres travam hoje em dia, oriunda dos primórdios da humanidade, na busca de que seus direitos sejam respeitados como seres humanos. Pois, é tendo como meta uma participação no processo de conscientização da humanidade, quanto às arbitrariedades que se praticam frente aos diversos seres humanos discriminados, tais como: os negros, as empregadas domésticas, as mulheres propriamente ditas, e muitos outros estigmas, cujo objetivo deste pequeno ensaio é participar da dinâmica de libertação das mulheres, como iluminação das mentes atrasadas que ainda existem nos diversos recantos do País. As discussões são longas, entretanto, pouco se tem conseguido com este esforço, tendo em vista que as radicalizações não conduzem a nada e as frustrações pessoais têm contribuído para uma pulverização de idéias sobre o assunto, culminando com o afastamento das mulheres de suas reais reivindicações políticas. A mulher na sociedade atual já tem tomado consciência de sua tarefa no mundo político em que está inserida, mas devido as suas condições de fraqueza adquiridas ao longo da história, não avançou eficientemente, como deveria ter progredido, como fizeram algumas em associações bem mais novas e menos numerosas do que a quantidade de mulheres que sofrem o despotismo dos machistas inconseqüentes, que não contém seus momentos de fúria descontrolada. Finalmente, a luta é oportuna e séria, pois não se deve escravizar um irmão em pleno século XX e, em tempo algum. Entretanto, quando as forças universais fizeram o mundo não discriminaram ninguém, quer seja homem ou mulher e isto não pode acontecer na era da informática e da robótica. Justificativa

Nos dias atuais, a mulher deve se entrosar melhor nos movimentos políticos que dizem respeito às suas questões, em todos os aspectos possíveis, tais como: ser vista como um ser humano, não ser tratada como um ser inferior, isto é, como um objeto sexual e, tê-la como uma companheira e não como uma empregada, ou escrava. A luta pela participação da mulher na

como dizem os poetas. a sobrevivência fala mais alto e é neste sentido que aquele que tem alguns recursos. criação divina para este mundo . muitos outros que a encantaram em prosas e versos. não só pela simples vontade. mas que todos devem ser iguais como seres humanos que pensam. como um ser humano que pensa. deixar de vender seu corpo para sobrevivência. Neste sentido. para poder avançar conjuntamente com todos aqueles que buscam a melhora conjunta para todos. das criações de Vinícios de Morais. Portanto. devido ao processo de ditadura que tem enfrentado ao longo da história e não é do dia para a noite que se vai acabar com este estado de coisas. nas poesias de todas as épocas. pois muitas destas não conseguiram. Como se sabe. nas telas de grandes pintores. de Pablo Neruda. porque. é vê-la pelo lado romântico de Julieta. Do mesmo modo. econômico e político. mas objetivando demolir o que há de mais precioso que é a moral do ser humano. trabalhadora e que quer contribuir para a evolução dos tempos. A mulher tem que dar um basta nisto tudo e partir para uma igualdade entre todos. nos corações dos boêmios. ou não querem enfrentar essa batalha no processo de conscientização das amigas e companheiras. da mulher que só serve para fazer propaganda de produtos industriais mostrando seu corpo. Quer queira. que produzem e que quer seu espaço na sociedade moderna.sociedade é velha e precisa de mais esforço. ou mesmo em filmes de sexos explícitos. a mulher é um ser ³frágil´. pelo seu falar carinhoso e pela sua maneira de conseguir tudo que anseia. falar em mulher é bifurcar-se em dois parâmetros de fundamental importância no mundo moderno. e. tendo em vista que as batalhadoras que têm conseguido um espaço são poucas. sem qualquer pudor e amor para consigo própria. portanto. a mulher é a flor mais sublime que a natureza deixou na terra pelo seu perfume. A mulher ainda é tida como um objeto e não se pode perdurar este estado de coisas. são necessários tempos e mais tempos para se ter uma consciência de sua real contribuição na sociedade do passado. Pelo lado romântico. onde homens e mulheres se completam na busca de um bem-estar conjunto. como nos grandes textos literários. Uma mulher participativa. Ninguém inspirou mais canções. no presente e no futuro. o de ser feminina-mulher-mãe e o de ser agente social. quer não. quer dizer. é imprescindível observar a mulher pelo lado de sua integração na sociedade. conquistando espaço e ajudando a construir um mundo sem discriminação. procuram degradar a raça humana. depreciando o sexo feminino no afã de matar os seus prazeres pessoais. para que não exista o diferencial entre homem e mulher. todos numa só união. do que a mulher. na busca de querer também ser gente séria e competente em todos os instantes. tem que ter forças e deve ser útil à sociedade. a mulher se assemelha a uma rosa que exala perfume nos momentos de mais terríveis dissabores. a mulher deve seguir os dois caminhos. Apanhado e Análise Inicialmente. É preciso uma organização desse grupo com objetivo de eliminar esta imagem da mulher boazinha.

como foi o caso do próprio Adão quando foi incitado por Eva a comer a maçã proibida pelo seu superior. Deus soube presentear muito bem. encantou a mulher com a sua maneira psicográfica de desnudar a natureza e mostrar seu canto. quando desrespeitava seu próprio bando nos sertões do Nordeste brasileiro. sua alma e sua vida para encantar o mundo de injustiças cujo homem o faz perverso e desencantado para todo o sempre. a criação maior da natureza. jogando o homem no precipício. onde a mulher conseguiu com sua astúcia angelical arrasar os homens com força e poder descomunal. meiga. Foi Cleópatra quem domou César de sua brutalidade insustentável. A criatividade do pintor foi a poesia do bonito que pousou numa visão sobrenatural de quem via na mulher a razon d'être de sua genialidade inconfundível ao longo dos tempos e além do mais. mesmo estando no claro. A história relata muitos e muitos casos.Mona Lisa. E a criação maior de Leonardo da Vince é. chegando até a destruí-lo e porque não falar em Maria Bonita. pois. e deverá ser sempre. é a mulher amante e amada e é sem sombra de dúvida. a mulher busca seu espaço e esta é uma atividade política e deve exercê-la com muita eficiência. quando recompensou Adão com a obra prima que nenhum escultor soube talhar tão eficientemente. que era quem dominava Lampião em seus momentos de euforia. A visão do amor é mais forte e somente a mulher pode doar seu corpo. foi Dalila com sua meiguice quem destruiu Sansão que com sua força descomunal. no amor e na inspiração. e será sempre. a vida participativa chega ao seu ápice do monotonismo e ela fica sem sentido para o viver. tendo em vista que qualquer excesso é. que dá amor a toda humanidade e busca paz para doar onde só existam espinhos prontos para magoar quem nunca lhe feriu. . uma mulher feminina. pois a ausência dela é uma escuridão que não há recurso energético que faça enxergar. A mulher sempre foi elevada aos mais altos pedestais da pureza. mesmo nos últimos momentos de sua vida. esse espaço político deve ser conquistado sem exageros. ela antes de tudo é um ser humano que tem braços.o homem. Não foi por nada que Leonardo da Vince imaginou a sua bela adormecida . Só que. não se deve confundir reivindicação feminina com movimento feminista. pela sua maneira de ser. Ao parodiar a Bíblia. tem cabeça e raciocina como qualquer pessoa viva do planeta terra. Entretanto. tem pernas. É inegável que a sua magia enfeitiça. pois. Ela é muito mais do que isto.rebelde que não sabe preservar o presente tão pequeno no tamanho. da humildade e da simplicidade. Não se deve ver a mulher somente pelo lado sexual. de falar e até mesmo de se aparentar frente aos admiradores da singularidade e da beleza. do contrário. matou milhares e milhares de filisteus. Todavia. A reivindicação de seus direitos é um dever natural e ela não deve abdicar dessa participação que lhe compete. a mulher é a luminosidade que nunca deve se apagar. Ela é tudo que está sobre a face da terra sem intransigência. a sua Eva. a natureza que aos poucos está sendo violentada pelo homem que nem a si próprio ilumina. mas grande na beleza. em detrimento de seu companheiro . somente procurando abrilhantar muito mais. quando estava em seu bosque. No encanto da vida. Essa mulher que encanta é a mulher mãe. condenável por qualquer ser humano. porque o movimento feminista é um tipo de revolta que somente a mulher quer sobressair.

um com o outro. até mesmo o esforço intelectual desprendido pelos dois. O trabalho legalizado da cidade ou do campo (se existir). mais instruídas e preparadas naturalmente desejam utilizar suas capacidades. existem alguns parâmetros que delimitam o ingresso no emprego. como por exemplo: a mulher ser bonita ou bem feita de corpo e nunca ser levado em consideração o seu nível intelectual. se em verdade. entretanto. como é o caso do trabalho no setor agrícola. o desejo almejado seria uma extensão de direitos. somente porque não passaram no teste de manequim. Turquia é um dos países europeus onde a proporção feminina na força de trabalho total é das mais elevadas. coloca SULLEROT (1978)[1]: diante disto. ao considerar que as dificuldades que elas enfrentam são grandes. dependendo do nível de educação. varia muito de região para região. apresenta distinções entre a remuneração do homem e da mulher. Além da questão dos salários do homem e da mulher. ou quase sempre ela participa do mercado de trabalho por imposição do marido. Na realidade. Pois algumas vezes. deixando fora de atividade. tendo em vista que. por outro lado. ao levar em conta os preconceitos formais de uma sociedade machista. Pois ela quer a igualdade com o homem. Isto é apenas um pequeno exemplo internacional. porém no Brasil. A questão da igualdade da mulher com o homem. Não se tem uma consciência formada do porque desta diferença. dentro de uma luta de participação e conscientização. e se alguém trata seu companheiro com estupidez. e. pelas estatísticas. ou até mesmo a sua não aceitação. menos presas ao lar devido à maior facilidade de desempenho das tarefas domésticas e maternidades menos freqüentes. As mulheres. e os ganhos de ambos são diferentes. é das mais baixas. não está muito aberto ao seu favor. a consciência de sua situação. ela busca é a superioridade sobre o homem. devido os pais obrigarem os filhos a ajudarem nas atividades da roça desde criança. os dispêndios físicos que envolvem o homem e a mulher são os mesmos. Neste sentido. observa-se um grande porcentual de mulheres trabalhando na indústria e no comércio. explicita ainda SULLEROT (1978)[2]: nas regiões em que o setor agrícola é importante as diferenças chegam a surpreender. ou de estética física. na Grécia. A mulher participativa do mercado de trabalho como economicamente ativa. profissionais competentes. sem direito à educação. onde em verdade. todavia. já como fuga do trabalho pesado do campo. é inevitável que as mulheres sintam cada vez mais a necessidade de uma identidade social que não seja exclusivamente definida a partir do papel econômico do homem. passa por um problema interessante. é claro que a resposta. é imediata e nunca . depende muito mais de como se trata. também não faz diferença alguma.Além do papel político. a mulher tem também conseguido um grande avanço dentro da estrutura econômica e a respeito disto. com grosseria e com o espírito de superioridade. seus conhecimentos e sua competência para assegurar a sua própria independência e participar de modo mais completo e influente na vida da sociedade. Isto bem define o avanço que as mulheres desejam e que aos poucos estão conseguindo. A igualdade da mulher diante do homem é uma questão fácil de se resolver. o interessante é que o mercado de trabalho para ela. de setor para setor e de país para país. não se sabe exercer essa equiparação.

Ainda hoje perduram as idéias antigas de que uma atividade quando se desvaloriza. Mas. de baixa remuneração. porque agora é que ela está conseguindo o seu espaço que avança lentamente e é claro não conta com a consciência plena das próprias companheiras. frente a uma sociedade atrasada e machista que não ver os próximos de igual por igual. neste sentido ela não tem a sua independência cultural e econômica. como mais um campo de atuação do capitalismo que só tem uma filosofia. tendo em vista que as desigualdades são tremendas no mundo inteiro. para mostrar que a mulher não é só aquela dona do seu lar. primeiro pela sobrevivência e segundo. pois é mais um espaço que se tem conseguido na luta. Entretanto. na visão de quem não evoluiu. e tratada como uma pessoa comum na sociedade. ou não agüentar mais seu estado de escravidão branca em pleno século XX. como mais um implemento de seu exército industrial de reservas. por participar de classes sociais diferentes. ao se olhar pelo lado de quem hipnotiza mais para conseguir seus intentos. a discriminação não atende às exigências da acumulação. Todavia. isto não é justificativa para as discriminações que perduram na sociedade atual contra a mulher no mercado de trabalho e nem tão pouco dela contra si própria. para o apetite sexual do marido e para tomar conta dos filhos que fossem nascendo. não é necessário que ela seja . o dispêndio físico e mental é o mesmo. pois. a mulher deve assumir a sua postura de ser humano e exercer a sua atividade de acordo com a sua situação social ou grau de intelectualidade. Neste sentido. Na sociedade atual. e a impressão das estatísticas acerca do emprego feminino é prova de que o papel econômico das mulheres foi considerado marginal durante muito tempo. pois. a não ser quando estão com problemas em seus lares. É claro que na atualidade é que começam existir Leis que beneficiam as mulheres. como também acontece com os homens. A mulher. são ainda Leis precárias e determinadas pelos homens que buscam tirar os maiores proveitos da ingenuidade feminina. mas. Esse é apenas um exemplo da mulher que busca a sua participação na vida econômica. pois. Isto é o que tem ocorrido entre o homem e a mulher ao longo da história. pelo simples fato de um pagamento abaixo dos que são feitos aos homens. por consequência. mas. onde na verdade. como qualquer um outro ser humano deve ser ouvida. um grau fraco de intelectualidade não deprime o ser humano que deve ser respeitado. a exploração. a mulher é muito mais forte e perspicaz do que o homem. Quer-se dizer que a mulher empregada doméstica deve assumir sua atividade com eficiência e amor do mesmo modo que qualquer trabalho de alto nível.a igualdade vai ser conseguida. os graus de formação intelectual e de esforço físico sejam distintos entre as pessoas. a não ser. uma força de trabalho que deve ser aproveitada no sistema. Agora. por ser surrada pelo marido. ao se levar pelo lado externo ao lar e se deparar com o lado econômico é claro que a mulher tem levado muitas desvantagens. explica SULLEROT (1978)[3] com grande sapiência que uma sociedade só calcula com exatidão o que lhe parece importante. passa a ser uma atividade de mulheres e. serviria apenas para o trabalho doméstico. Esta é mais uma prova de que a mulher. como se ver no dia-a-dia em uma estrutura de economia capitalista que a tem.

do sistema capitalista que tem o objetivo de explorar o ser humano em demanda de migalhas que tenham por objetivo acumular e concentrar o capital de um sistema explorador. A conscientização da mulher como um ser que deve ter funções de igualdade com o homem. assim também. a sujeição em perceber remunerações de fome. paz e tranquilidade e só recebe violência e desafeto. como no econômico. O direito da mulher como ser humano deve ser sagrado. a mulher tem conseguido alguns espaços de fundamental importância para a sua participação no mundo político. um bem-estar para todos os animais racionais do planeta terra. . no sentido da igualdade dos direitos e obrigações. a atuação da igreja que não incentiva um trabalho sério das mulheres. não existem condições de se ter uma emancipação rápida das mulheres. de perseverança e de amor. a Lei do capitalismo que incita a uma opressão do companheiro sobre sua companheira e. a começar como dona de casa. desde os mais baixos. está-se fazendo política. quando se trata das mulheres. em especial. tal como não pensar numa vida conjugal como investimento. insira-se na atividade produtiva em geral. tendo em vista que sua atuação de igualdade cada vez mais se concretiza. É este o ônus de quem quer avançar nos espaços que devem estar abertos para que todos os seres humanos sejam iguais na Lei e na prática. tendo em vista a própria desorganização delas. porém. pois. dadas as suas condições de pobres e frágeis. Não um mundo político de partidarismo mesquinho. mas tão somente de buscar espaço para ditar as suas normas. Assim mesmo. com pelejas e ditadura. até a mulher trabalhadora no mercado de trabalho comum que busca a sua emancipação. Com este clima de subordinação e bloqueamento da participação feminina nas atividades cotidianas da vida e. da mesma forma. mas para poder ouvir e ser ouvido. pois. contudo ela deve compreender sua função social como companheira do homem e partir para uma igualdade de participação. Conclusão Ao longo da história. as complexidades são maiores. sem a prepotência de companheiras frustradas que brigaram consigo mesma e se debelaram contra aqueles que lhes deram proteção durante muito tempo e que hoje está condenado como a fera diante da bela que só oferece amor. A mulher está vencendo e deverá vencer muito mais. quando ela tiver sua independência política e econômica. só se concretizará efetivamente. As discriminações são visivelmente exacerbadas. até os mais altos postos da economia. A atuação da mulher sempre foi árdua em todos os sentidos. mas. Já não se pode pensar numa mulher submissa.somente empregada doméstica. ou um salva-guarda para aquela pessoa que está desprotegida. as famigeradas donas do lar. sobretudo. tanto no contexto social. falta muita coisa que deve ser feita para que as discriminações sejam abolidas do seio da sociedade e. no pensamento das feministas. uma vida com atritos. para que o mundo progrida e avance dentro dos princípios de eqüidade. não pode progredir de maneira que proporcione a todos os seres viventes. tal como acontece com aqueles que lutam para tomar o poder. submetendo-se a um salário bem inferior ao mínimo estipulado por Lei.

por natureza. a enciclopédia livre.. A Igreja também entende que a complementaridade dos sexos seja parte do plano de Deus. Não são aprovados sob nenhuma circunstância." [1].) Eles não vêem de uma complementaridade afetiva e sexual genuína. pesquisa Homossexualidade e Cristianismo Adventistas Anglicanos Batistas Católicos Ortodoxos Luteranos Metodistas Mórmons Pentecostais Presbiterianos Testemunhas de Jeová v e A Igreja Católica Romana considera o comportamento sexual humano quase sacramental por natureza. Atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo são incompatíveis com essas crenças: "Atos homossexuais são contrários à lei natural (. Sexo anal e homogenital são considerados pecaminosos porque atos sexuais.. . Ir para: navegação. são unitivos e procriativos.Homossexualidade e catolicismo Origem: Wikipédia.

mas também são a premissa geral para as proibições Católicas contra. constitui para muitos deles uma provação. por exemplo. fornicação. Eles devem ser aceitos com respeito. pornografia e masturbação. todas outras formas de sexo não-natural. mas tentações além do controle de uma pessoa não são consideradas pecaminosas. Pelas virtudes do autocontrole que ensinam-nas liberdade interior. Essas pessoas são chamadas a levar a cabo a vontade de Deus em suas vidas e . ela também oficialmente conclama respeito e amor por aqueles que têm atrações por pessoas do mesmo sexo.2 Defesa da posição oficial 4 Apoio social 5 Referências 6 Ver também 7 Bibliografia 8 Ligações externas [editar] Aceitação e compaixão A Igreja declarou que desejos ou atrações homossexuais não são necessariamente pecaminosas em si mesmas. o ato homossexual). que é objetivamente um transtorno. a unir ao sacrifício da Cruz do Senhor as dificuldades que possam advir de sua condição. Eles são ditos "transtornos" no sentido de que são tentações para alguém fazer algo que é pecaminoso (isto é. compaixão e sensitividade."[2] Para aqueles que têm atração por pessoas do mesmo sexo. Por esta razão. Esta inclinação.Esses ensinamentos não são limitados à homossexualidade. Índice y y y y y y y y 1 Aceitação e compaixão 2 Magistério de João Paulo II e Bento XVI 3 Debate na Igreja o 3. Portanto a Igreja Católica se opõe a perseguição e violência contra os GLBT: "O número de homens e mulheres que têm tendências homossexuais arraigadas não é ignorável.1 Dissidência da posição oficial o 3. muitas vezes com o apoio de . contracepção. enquanto a Igreja se opõe a tentativas de legitimizar atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Todo sinal de discriminação injusta deve ser evitado. a Igreja Católica oferece o seguinte conselho: "Pessoas homossexuais são chamadas à castidade. se cristãos.

que um certo número de homens e mulheres apresenta. e não constituem surpresa ou originalidade. pela oração e graça sacramental. somente católicos heterossexuais têm a opção de expressar sua castidade através do amor no casamento. [4] O documento transcreve o catecismo da Igreja Católica no que diz respeito ao tema: "No que respeita às tendências homossexuais profundamente radicadas. para um comportamento intrinsecamente mau do ponto de vista moral. a própria inclinação deve ser considerada como objectivamente desordenada»[6] [7] [8] Em 3 de junho de 2003 a Santa Sé emitiu o documento "Considerações sobre os projectos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais" no qual é afirmado que: . No entanto. Por este motivo. como é de se esperar de qualquer papa da Igreja Católica. apesar de não ser em si mesma um pecado. mais ou menos acentuada. também elas são objectivamente desordenadas e constituem frequentemente. apresentam tendências homossexuais enraizadas ou apoiam o que se chama a 'cultura gay'". Estas devem ser acolhidas com respeito e delicadeza. a igreja "não poderá admitir no seminário e nas ordens sagradas aqueles que praticam ahomossexualidade. Quanto à inclinação homossexual. [editar] Magistério de João Paulo II e Bento XVI No dia 31 de agosto de 2005. eles podem e devem gradualmente e resolutamente se aproximar da perfeição cristã. em relação a elas."[3] A Igreja considera o chamado à castidade universal a todas as pessoas de acordo com seu estado na vida. qualquer marca de discriminação injusta. a Carta Homosexualitatis problema afirma: «A particular inclinação da pessoa homossexual. constitui todavia uma tendência. Essas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que possam encontrar. mesmo para tais pessoas. o papa Bento XVI aprovou um documento eclesiástico segundo o qual. [5]Da mesma forma. evitar-se-á."[4] Este posicionamento do Magistério e outros correlatos têm sido repetidos de modo indiscrepante.amizade desinteressada. uma provação. João Paulo II durante o seu longo pontificado diversas vezes escreveu e se pronunciou no mesmo sentido.

que é a parte mais fraca e indefesa. a falta da bipolaridade sexual cria obstáculos ao desenvolvimento normal das crianças eventualmente inseridas no interior dessas uniões. a experiência da maternidade ou paternidade. os ensinamentos oficiais quanto à homossexualidade foram questionados por católicos leigos. são humanas. que representa a forma humana e ordenada das relações sexuais. Inserir crianças nas uniões homossexuais através da adopção significa. há um considerável debate . quaisquer indivíduos promovendo formas de dissidência ou discordância com a posição oficial da igreja foram removidos de suas posições de influência."[9] [editar] Debate na Igreja Como se mostrou ser o caso com a maioria das denominações cristãs. quando e enquanto exprimem e promovem a mútua ajuda dos sexos no matrimónio e se mantêm abertas à transmissão da vida. excomungados. o interesse superior a tutelar é sempre o da criança. Freqüentemente." "Nas uniões homossexuais está totalmente ausente a dimensão conjugal. Falta-lhes. que poderiam dar um fundamento racional ao reconhecimento legal dessas uniões. praticar a violência sobre essas crianças. não alteraria minimamente essa sua inadequação. Estas não se encontram em condição de garantir de modo adequado a procriação e a sobrevivência da espécie humana. de facto. de facto. segundo o qual. no sentido que se aproveita do seu estado de fraqueza para introduzi-las em ambientes que não favorecem o seu pleno desenvolvimento humano. na realidade. teólogos proeminentes a clérigos ordenados da alta hierarquia. em algumas circunstâncias. se ordenados. e até. De forma geral."Nas uniões homossexuais estão totalmente ausentes os elementos biológicos e antropológicos do matrimónio e da família." "Como a experiência confirma. além de comportar graves faltas de respeito à dignidade humana. Estas. Não há dúvida que uma tal prática seria gravemente imoral e pôr-se-ia em aberta contradição com o princípio reconhecido também pela Convenção internacional da ONU sobre os direitos da criança. A eventual utilização dos meios postos à sua disposição pelas recentes descobertas no campo da fecundação artificial.

o entendimento pastoral de algo ser objetivamente errado mas não subjetivamente pecaminoso. não há bons argumentos. outros buscando sua preservação. O mais notável . argumentando que não poderiam na verdade não significar o que queremos que signifique. que foi subsequentemente removido da Catholic University of America (Universidade Católica dos Estados Unidos) Curran entendeu que era inapropriado analisar a moralidade de ações de uma perspectiva física..[14][15] Houve também acadêmicos que produziram publicações desafiando a maneira como a homossexualidade é tratada pelo catolicismo romano. [10][11] Curran também comentou que a Congregação para a Doutrina da Fé sistematicamente tentou silenciar autores críticos dos ensinamentos sobre a homossexualidade. Os argumentos apresentados para mostrar que tais relacionamentos são imorais são ruins. e sendo amados nós perceberemos que nos tornaremos alguém diferente. Eu rejeitei.que tem um ensinamento claro e constante que tem sido imutável com relação a esta matéria. pois não ía longe o bastante. em a Question of Truth. Está ensinando.. Moore conclui que: ". alguns buscando sua reforma. Alison diz que: Esse ensinamento está se interpondo entre o respeito a Cristo e nossa própria noção de ser. o padre Dominicado Gareth Moore critica a igreja por ser obcecada por assuntos sexuais e seu suposto 'significado' moral. tendo escrito que: Eu vim a aceitar a legitimidade moral de uma união de dois homens gays ou lésbicas.dentro da Igreja Católica Romana . O padre católico James Alison argumenta que o entendimento proposto pelo Cardeal Ratzinger na obra Sobre o cuidado pastoral das pessoas homossexuais é "incompatível com o Evangelho" e sintetiza que "não pode ser o ensinamento da Igreja". de uma forma que tende a perverter o respeito por um [Deus] que nos ama como somos. nem da Escritura nem da lei natural.. [editar] Dissidência da posição oficial Houve vários casos de indivíduos terem questionado ou promovido entendimentos diferentes da compatibilidade da fé católica romana com uma identidade ou estilo de vida homossexual. que Deus só nos amará se nós começarmos de outro lugar. Exemplos importantes de teólogos que têm sido críticos das proclamações da igreja quanto à homossexualidade incluem o ex-padre católico Charles Curran. quanto à relevância da atual posição sobre a homossexualidade.. contra o que ficou conhecido como relacionamentos homossexuais. ao invés.[12] [13] Além disso.

um grande número de clérigos e leigos defendem e promovem o entendimento oficial da homossexualidade que a Igreja tem e criticam aqueles que estão dispostos a revisá-lo. os bispos estadounidenses Thomas Gumbleton da Archidiocese de Detroit e Matthew Clarke da Diocese de Rochester foram condenados por sua associação com o New Ways Ministry e a promoção do conceito teológico de primazia da consciência como alternativa ao ensinamento da Igreja. Não há discordância considerável na Igreja Católica quanto ao assunto da homossexualidade. Um exemplo notável de católicos ordenados que causaram controvérsia devido a suas ações e ministério a homossexuais é o do Frei Robert Nugent e Jeannine Grammick. [19] [editar] Defesa da posição oficial Por mais que haja dissidentes e vozes isoladas dentro e de fora da Igreja. que escreveu o livro Christianity.é possivelmente John Boswell. de forma indiscrepante. e foram ambos fortemente punidos pela Congregação para a Doutrina da Fé por causa de uma alegada ânsia para dissentir da posição oficial da igreja e até enganar pessoas homossexuais. protestos e reclamações acadêmicas ou não. Social Tolerance and Homosexuality (Cristandade. . Ela se funda no 6º Mandamento: "Não pecarás contra a castidade".[17] Assim como discordância acadêmica na Igreja. Não há o menor indício em nenhum documento oficial da Igreja que permita pensar em alguma mudança sobre o que está disposto no Catecismo da Igreja Católica. por menor que seja. Boswell diz que que o próprio Jesus foi a uma cerimônia de união entre pessoas do mesmo sexo. menos ou mais indignadas que sejam. Same Sex Unions in Pre Modern Europe (Uniões do Mesmo Sexo na Europa Pré-moderna). acreditando que isso seria contra as intenções de Deus e todos se mantém fiéis aos sucessivos ensinamentos dos papas.[18] A disposição do bispo francês Jacques Gaillot de pregar uma mensagem sobre a homossexualidade contrária àquela da posição oficial é considerada um dos fatores que causou sua remoção dos deveres para com a diocese.[16] Na seqüencia do livro. que criaram o New Waus Ministry. houve também discordâncias práticas e ministériais no clero e hierarquia da Igreja. Tolerância Social e Homossexualidade). no qual ele se coloca contra o ensinamento contemporâneo da Igreja quanto à homossexualidade. De forma parecida. a posição oficial da Igreja sobre o tema da homossexualidade tem sido imutável ao longo dos séculos e vem sintetizada nos sucessivos catecismos que edita.

dirigindo-se aos fiéis na praça de São Pedro disse:[22] "Em nome da Igreja de Roma. A respeito disto. . Evitar-se-á. 2358). que insistiram que a família como uma unidade é "ridicularizada pela homossexualidade" e "sabotada por uniões irregulares" ou do cardeal Eugênio de Araújo Sales que afirmou: "O cristão condena o que é contra a lei de Deus. No entanto. qualquer sinal de discriminação injusta.A maioria dos bispos ordenados não expressou nenhuma discordância com o ensinamento da Igreja sobre a homossexualidade. porque faltaria à fidelidade para com Deus Criador e não ajudaria a discernir o que é bem daquilo que é mal. não posso deixar de exprimir profunda tristeza pela afronta ao Grande Jubileu do Ano 2000 e pela ofensa aos valores cristãos de uma Cidade. essa condição constitui. compaixão e delicadeza.[21] Durante a alocução por ocasião do Ângelus. Esse acolhimento não é sinônimo de aprovação do homossexualismo e evidentemente da ³cultura gay´."Um número não desprezível de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais. desejaria limitar-me a ler quanto diz o Catecismo da Igreja Católica que. alguns obtiveram uma reputação pelo que é percebido como uma defesa apaixonada desses ensinamentos. Eles não escolhem a sua condição de homossexuais. Devem ser acolhidos com respeito. que é tão querida ao coração dos católicos do mundo inteiro. mas acolhe o filho de Deus. em 9 de julho de 2000. assim se exprime . Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e." [20] O Magistério da Igreja Católica e a Cúria Romana não têm a intenção de revisar o ensinamento atual da Igreja e consideram que a promoção de qualquer outro ponto de vista seja dissidência do entendimento religioso aceitável. uma provação. o Papa João Paulo II. se forem cristãs. A Igreja não pode deixar de falar a verdade. para a maior parte deles. Um exemplo é o do cardeal George Pell e cardeal Francis Arinze. depois de ter feito observar que os actos de homossexualidade são contrários à lei natural. em relação a eles. a unir ao sacrifício da Cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição "(n.

embora respeitando profundamente as pessoas em questão. Referências HOMOSSEXUALIDADE E ADOÇÃO de Anna Paula Uziel (CLAM/IMS/UERJ) Editora Garamond resenha escrita por Fabiano Gontijo* O tema central abordado por Anna Paula Uziel neste que é seu livrotese. sem dúvida. do primeiro trabalho sério e rigoroso sobre os processos de adoção envolvendo ."[23]. intitulado Homossexualidade e Adoção. A primeira reunião foi em setembro de 1980 no Shrine of Mother Seton em South Ferry. Cooke convidou John Harvey a Nova York para começar o trabalho da Courage International com Benedict Groeschel. [editar] Apoio social O cardeal Terence Cooke. de facto. Trata-se.Recentemente a Igreja Católica. mais uma vez. numa situação que obstaculiza gravemente um correcto relacionamento com homens e mulheres. não pode admitir ao Seminário e às Ordens sacras aqueles que praticam a homossexualidade. considera necessário afirmar claramente que a Igreja. de acordo com a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. como Arcebispo da Cidade de Nova York. como bem ressalta a apresentadora e prefacista. viu a necessidade de um ministério que ajudaria católicos atraídos por pessoas do mesmo sexo a aderir às diretivas do Vaticano quanto ao comportamento sexual. De modo algum. dos Franciscan Friars of the Renewal (Frades Franciscanos da Renovação). este Dicastério. com toda clareza excluiu a ordenação sacerdotal de homossexuais através de uma Instrução da Congregação para a Educação Católica. apresentam tendências homossexuais profundamente radicadas ou apoiam a chamada cultura gay. aprovada pelo Papa Bento XVI. Estas pessoas encontram-se. em que é dito: "À luz de tal ensinamento. Miriam Pillar Grossi (UFSC). se hão-de transcurar as consequências negativas que podem derivar da Ordenação de pessoas com tendências homossexuais profundamente radicadas. juntamente com a temática da parceria civil e dos (novos) arranjos conjugais homossexuais. é de grande atualidade.

O livro divide-se em duas partes bem distintas. enuncia que a família é a base da sociedade e tem especial proteção do Estado.73-74). A primeira parte apresenta uma discussão atualíssima sobre os chamados ³novos arranjos familiares´. J. Uziel diz que ³As famílias homoparentais interpelam os cientistas sociais a respeito de estruturas de parentesco. & Holstein. por exemplo) que contribuem para reproduzir a categoria social objetiva: esse círculo é o próprio círculo da reprodução da ordem social. Família. a partir de teóricos principalmente franceses (devido à passagem da autora pela França no momento em que se discutia o PACS. a família é uma ³ficção bem fundada´. Assim. porque elas fazem. em seu artigo 226. se tornando comum a todos os agentes socializados de uma ³certa´ forma. a parceria civil. 1990) ±. também. É a partir daí que Uziel se pergunta: Quais as especificidades dos arranjos familiares homossexuais e da parentalidade exercida por homossexuais? .F. as palavras só fazem as coisas. Uziel parte da Constituição Federal de 1988 que. J.A. não questionada. O trabalho vai muito além dos relatos de processos de adoção para apresentar uma ampla discussão sobre as redefinições da família no contexto da contemporaneidade. os juristas sobre a filiação. Bourdieu lembra que esse princípio de construção é. naquele país). um princípio coletivo de construção da realidade coletiva ± descrição e prescrição ao mesmo tempo. a doxa aceita por todos como natural. mas uma palavra de ordem. a família como categoria social objetiva (estrutura estruturante) está no fundamento da família como categoria social subjetiva (estrutura estruturada). natural.pelo menos um requerente declaradamente homossexual. quase autônomas: a primeira é intitulada ³Família. posto que é um princípio de visão e de divisão comum. é só uma palavra ± como propõe a etnometodologia (Gubrium. Nunca Perde essa Mania´ e a segunda. Para P. Ninguém mais adequado do que Uziel para dar conta dessa complexidade. Uma Análise das Entrevistas e dos Processos´. antes de nada. em razão de sua destreza em lidar com os três campos disciplinares em questão.. e nada parece mais natural e universal do que a família. o consenso sobre a existência e o sentido das coisas. categoria que é o princípio de milhares de representações e ações (os casamentos. Bourdieu (1993). socialmente construído. Quando se trata do mundo social. Almoça Junto Todo Dia. ³Adoção e Homossexualidade: os Atores e seus Produtos. o senso comum. O acordo quase perfeito que parece se estabelecer entre categorias subjetivas e categorias objetivas funda uma experiência do mundo como evidente. os psicólogos no que concerne ao desenvolvimento de crianças em famílias diferentes das tradicionais´ (pp.

cujos requerentes são homossexuais.79). obtida através da análise dos processos. (. finalmente. biparental ou pluriparental. na França dos anos em que se discutia a lei de parceria civil (1997). ³(. a especificidade dessa relação parental?´ (p. apesar de todas essas dificuldades. a família pluriparental (onde há dissociação entre parentalidade e conjugalidade) e. Em seguida.. A orientação sexual do requerente parece sugerir. às negociações de poderes. é um cidadão protegido pela lei. detalhadamente. as poucas pesquisas feitas não identificam diferenças. junto a psicólogos. A conclusão à qual chega a autora. não há vínculo tão direto entre homossexualidade e parentalidade. Ou seja. defensores públicos e juízes envolvidos nos processos de adoção. despertando interesse e cuidado especial para com o caso. como ocorre com todas as outras famílias (. a autora se atém minuciosamente ao estudo de oito processos de adoção e habilitação para adoção. assistentes sociais. a autora faz..81). Enfim.). ³Do ponto de vista do número de pessoas envolvidas. ³ideal´ de parentalidade.. Na segunda parte. É em meio às inúmeras contradições. a família por adoção e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). a família homossexual não cria nada de novo: é monoparental. na Comarca do Rio de Janeiro. na comarca do Rio de Janeiro. Essa constatação. sem que a estruturação familiar que propicia maiores problemas seja identificada com existência de pessoas do mesmo sexo. As identificações. Da perspectiva da cidadania. A pergunta parece já estar respondida. como todos. às definições vagas de família e à referência ao modelo tradicional que. promotores. casal. a autora percebe que ³No entanto.´ (p. Qual seria. a família recomposta. uma categorização desses ³novos arranjos´: a família monoparental. Homoparentalidade é um termo cunhado pela Association des Parents et Futurs Parents Gays e Lesbiens (APGL). sugere uma complexidade no âmbito do cruzamento entre parentalidade e orientação sexual.A autora apresenta. segundo Uziel. processos de adoção com a orientação homossexual revelada são deferidos. então. a anormalidade da situação. num primeiro momento. até chegar à questão da adoção por homossexuais´ (p. uma análise temática das entrevistas realizadas. Em relação aos cuidados com as crianças.). é a de que funções parentais não exigem forçosamente o exercício da sexualidade. peculiaridades da adoção. logo. sofrem abalos em parte da população.. nesta primeira parte. a família homoparental.) acerca de suas concepções de família. bom desenvolvimento da criança e do adolescente. fundamentais para o desenvolvimento e a formação da identidade. casamento... se inserem as discussões sobre homoparentalidade e pluriparentalidade no discurso dos profissionais envolvidos nos processos. nesta parte.138) . nesses profissionais. dos direitos e dos deveres.

Hoje as sociedades estão compreendendo que a homossexualidade é uma condição natural. Elas não precisam e nem devem servir de camisa-de-força. ³(.. ainda não responderam se a homossexualidade é uma opção ou se decorre de origem genética. professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI) 1. O DIREITO O termo união homoafetiva foi criado pela desembargadora Maria Berenice Dias para substituir o termo união homossexual. nesta. não apenas observada em todas as civilizações e em todos os tempos. * Antropólogo. Até pouco tempo atrás. mas também comum nos seres da natureza. o homem era iniciado sexualmente por um outro homem. a homossexualidade era vista como doença. ou é construída pelo Direito. (p. A homossexualidade já existia desde a antiguidade. Esse termo foi muito bem colocado vez que se voltou ao sentimento que permeia essas relações.200). Ao afirmar que a filiação é construída socialmente e legitimada pelo Direito.Anna Paula Uziel conclui esse brilhante trabalho. Sendo que.) são ficções que satisfazem em determinado momento ou quando é preciso organizar o pensamento ou convencer alguém. a exemplo da Grécia e de Roma. depois afastou essa possibilidade considerando-a um distúrbio de comportamento. 2.. as Ciências Humanas.. o afeto. a parentalidade por homossexuais faz parte deste universo´. a medicina. 205) E Uziel parece ter muito bem respondido a alguns ³problemas´ e proposto novas questões. a homossexualidade era um fato natural. (p. E fazendo nossas as palavras da autora.. . a psicologia. Foi com o cristianismo que a homossexualidade passou a ser uma prática reprovada. quando convocadas para dar respostas a ³problemas´ gerados pelas novas configurações sociais e culturais da contemporaneidade não devem se furtar a propor novas questões. reiterando que ³As categorias (. repugnante.) para que as velhas respostas não restrinjam as novas realidades´. O PASSADO Para o desenvolvimento desse trabalho é essencial um estudo preliminar da origem da homossexualidade e como os povos viam essa parte considerável da população. Hoje a Igreja continua lutando contra o não reconhecimento dessa união. entre outras ciências.

uma vez que. artificial. Portanto. Uma das restrições que se faz à adoção por casais homossexuais. mas jamais se provou que isso tenha alguma influência no comportamento das crianças adotadas por homossexuais. p. Vale ressaltar que no seu inciso II do art 5º. é que eles influenciariam na formação da personalidade da criança. Não poderia também. estaria ferindo o princípio fundamental da dignidade da pessoa humana. O amor entre pessoas do mesmo sexo deve ser também exteriorizado no ceio familiar. se passou a reconhecer a união estável e a família monoparental. antes da Constituição Federal de 1988. Esse critério envolve-se de preconceitos e está isento de legalidade. a Constituição Federal prega que ninguém é pode ser obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. nem a afastou. pois a Carta Magna nem a discriminou ± já que prega em um principio fundamental a proibição a qualquer tipo de discriminação -.A afetividade é um sentimento que regula as relações familiares constituindo os elementos essenciais. era considerada como legal apenas aquela família oriunda do casamento. seja ela de forma natural. porque isso estaria indo de encontro com o direito da criança em ter um lar com afeto.´ 3. o que deve prevalecer. então se conclui que. o homossexual tem direito. ou por adoção. A VISÃO DO MUNDO . não se pode deixar de permitir a adoção. Após a Constituição Federal de 1988. pois assim se possibilitou a todos os cidadãos brasileiros o exercício do direito de constituir família. A família é a base da sociedade. proibir a adoção somente por causa da orientação sexual dos pais ou mães adotivos. isso mexeu com os juristas. em todos os casos. Segundo Dias (2004. 124): ³As evidências trazidas pelas pesquisas não permitem vislumbrar a possibilidade de ocorrência de distúrbios ou desvios de conduta pelo fato de alguém ter dois pais ou duas mães. Zeno Veloso (1997) a respeito de assunto fala que. é o bem da criança e que deve valorizar e perseguir o que melhor atender aos interesses do menor. Essa institucionalização da família monoparental veio fortalecer a tese de que o homossexual tem direito à adoção.

união estável homoafetiva. representada por aquela onde existisse um contrato. defendo a criação de dois novos institutos. Entrando assim. deve o juiz basear-se na analogia. se determinou atualmente que o casamento deve ser feito entre homem e mulher. não estivessem inseridos no contexto de ser humano. na seara da violência contra os homossexuais. a adoção. entre outros direitos. e no Brasil muitas pessoas têm morrido em razão da sua preferência sexual. onde existe até a pena de morte para quem pratica essa relação. para os casos em que as pessoas não firmam contrato. onde a união homoafetiva já foi legalizada. com a violência física praticadas por grupos radicais neonazistas. os conservadores e os intermediários. onde os indivíduos homossexuais são vitimados. nem o casamento e nem o concubinato. Os intermediários são os que compõem o maior bloco. Seria uma modalidade familiar diferente. Holanda que prevê o casamento. no seu cotidiano. como atualmente. onde vem se discutindo acerca da relação homoafetiva. Noruega. e sim nas varas de família). de um contrato onde se discutiriam qualquer problema nas varas de civis. costumes e princípios gerais do direito.O mundo se divide em três blocos: os liberais. Os liberais estão compostos pelos países nórdicos. a exemplo da Dinamarca. não seria a união estável. mas acredito que não possa deixar de entender que a união homoafetiva seria sim. mas vivem em unicidade de relação. . uma entidade familiar. como os skinheads que tentam acabar com esse grupo da sociedade. correlatando a lacuna do nosso ordenamento. a exemplo do Brasil. e a união homoafetiva. Como não existe lei protegendo a união homoafetiva. Os conservadores compreendem aos mulçumanos. Nos EUA. CONCLUSÃO A união homoafetiva seria uma entidade familiar? Nesse questionamento as pessoas colocam todo o seu preconceito. (Mas vale ressaltar que não se trata aqui.

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