EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS

Juizados Especiais

3º PERÍODO

Maria do Carmo Cota

PALMAS-TO/ 2006 1

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Fundação Universidade do Tocantins Reitor: Humberto Luiz Falcão Coelho Vice-Reitor: Lívio William Reis de Carvalho Pró-Reitor Acadêmico: Galileu Marcos Guarenghi Pró-Reitora de Pós-Graduação e Extensão: Maria Luiza C. P. do Nascimento Pró-Reitora de Pesquisa: Antônia Custódia Pedreira Pró-Reitora de Administração e Finanças: Maria Valdênia Rodrigues Noleto Diretor de Educação a Distância e Tecnologias Educacionais: Claudemir Andreaci Coordenador do Curso: José Kasuo Otsuka Organização dos Conteúdos – Unitins Conteúdos da Disciplina: Maria do Carmo Cota Os temas de 01 a 04 com a participação de Angela Issa Haonat Equipe de Produção Gráfica Coordenadora: Vivianni Asevedo Soares Borges Diagramação: Leonardo Valadão Nunes Torres Capa e Ilustrações: Edglei Dias Rodrigues

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Apresentação
Caro (a) aluno (a), Você está recebendo os textos relacionados à disciplina de Juizados Especiais. Vamos estudar os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, tanto na esfera estadual como federal. O tema 01, de caráter introdutório, servirá de base conceitual para a compreensão da origem e evolução, além dos princípios que regem os Juizados Especiais. Em nosso segundo tema, faremos uma abordagem detalhada da competência dos Juizados Especiais Cíveis, uma vez que há distinções peculiares a esse procedimento. Esse terceiro tema vai nos demonstrar quem poderá ser parte em sede de Juizado Especial, trabalhando de certa forma, amarrando esse tema ao anterior que estabelece a competência dos Juizados. No tema 04 vamos apresentar-lhe os procedimentos e os atos processuais, que também observam certas especialidades em sede de Juizados Especiais Cíveis. O tema 05 vai trazer-lhe o sistema recursal no Juizado Especial Cível, ou seja, sua aplicabilidade prática e os recursos cabíveis à espécie. O principal objetivo desse tema é realçar as distinções existentes nos procedimentos recursais dos Juizados em relação aos procedimentos no Direito Processo Civil comum, especialmente a nomenclatura e preparo dos recursos. O sexto tema abordará a aplicação dos Juizados Especiais Criminais, as formas de conciliação e transações penais; a suspensão do processo e a reparação dos danos civis junto aos Juizados Especiais Criminais. No tema 07 analisará os Juizados Especiais Federais previstos pela Lei n° 10.259/2001, sua composição, a sua aplicabilidade consoante a Lei nº 9.099/95, bem como as diferenciações com os procedimentos Cíveis e Criminais no Código de Processo Civil e Código de Processo Penal. Por fim, iremos estudar os Juizados Civis, Criminais e Federais; seus princípios, desenvolvimento dos processos, composição dos Juizados, o modo de processamento das ações, dos Recursos, as transações penais, a composição dos danos civis, as formas de conciliação, execução dos títulos, enfim, um comentário geral de todos os dispositivos legais da Lei n 9.099/95 e da Lei 10259/2001. Esperamos que você logre ampliar seus conhecimentos na área e possa usufruir das facilidades que a justiça lhe proporciona no âmbito dos Juizados Especiais Bons estudos e boa reflexão Profa. Maria do Carmo Cota

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Manual de Direito Processual Civil. Saraiva. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Tema 01 .O Juizado Especial Federal BIBLIOGRAFIA BÁSICA CHIMENTI.099. Teoria e prática dos juizados especiais cíveis estaduais e federais. Princípios. Conciliadores e juízes leigos. ALVIM. Antônio Scarance. Ricardo Cunha. GOMES. Ricardo Cunha. Criminais. Parte Geral. v. 1999.09. 1996. Preparar o aluno para o manejo das ações e sua forma de tramitação junto aos Juizados Especiais. ed. Carreira. ed. Teoria e Prática dos Juizados Especiais Cíveis Estaduais e Federais. GRINOVER. Atos Processuais. 2005. 2005. E. 2004. 3. GOMES FILHO.Comentários à Lei 9. Antônio Magalhães. Alexandre Freitas. Rio de Janeiro: Lúmen Júris. J.O Juizado Especial Criminal Tema 07 . 9 ed. de 26. 2003. Cíveis.Das Partes nos Juizados Especiais Cíveis Tema 04 . São Paulo: Revista dos Tribunais. Criminais e Federais. São Paulo. 4 . 2. Dos procedimentos Sumário e Sumaríssimo. Ada Pellegrini. Rio de Janeiro: Forense.O sistema recursal no Juizado Especial Cível Tema 06 .1995. Juizados Especiais Federais. Arruda. Competência.Da Competência dos Juizados Especiais Cíveis Tema 03 . 8 ed. São Paulo: Saraiva. São Paulo: Revista dos Tribunais. Das partes. OBJETIVOS 1. 8.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS PLANO DE ENSINO CURSO: Fundamentos e Práticas Judiciárias PERÍODO: 3º período DISCIPLINA: Juizados Especiais EMENTA Juizados Especiais Cíveis e Criminais. 2.1. Apresentar uma visão simplificada dos juizados Especiais Cíveis. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR ALVIM. Luiz Flávio. CHIMENTI.Do Procedimento e atos processuais nos Juizados Especiais Cíveis Tema 05 . FERNANDES. ed. CÂMARA.Os Juizados Especiais Tema 02 .

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COSTA, Hélio Martins. Lei dos Juizados Especiais Cíveis, anotada e sua interpretação jurisprudencial. Atualizado conforme a Lei 9,841 de 05 de outubro de 1999. 2. ed. Belo Horizonte: Del Rey, 2000. DONIZETTI, Elpídio. Curso didático de Direito Processual Civil. 6 ed. Belo horizonte: Del Rey, 2005. FIGUEIRA JÚNIOR, Joel Dias. Comentários à Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1995. MARINONI, Luiz Guilherme; ARENHART, Sérgio Cruz. Manual do Processo de Conhecimento. 4 ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2006. NEGRÃO, Theotônio. Código de Processo Civil. São Paulo: Saraiva, 2002. NOGUEIRA, Paulo Lúcio. Juizados Especiais Cíveis e Criminais: Comentários. São Paulo: Saraiva, 1996. SANTOS, Ernane Fidelis dos. Manual de Direito Processual Civil. São Paulo: Saraiva, 2003. SANTOS, Marisa Ferreira dos, CHIMENTI, Ricardo Cunha.Juizados Especiais Cíveis e Criminais Federais e Estaduais. Saraiva. 3. ed. São Paulo. 2005. SILVA, Luiz Cláudio. Os Juizados Especiais Cíveis na doutrina e na prática forense. 6 ed. Rio de Janeiro: Forense, 2005.

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Sumário

Tema 01 - Os Juizados Especiais.................................................07 Tema 02 - Da Competência dos Juizados Especiais Cíveis...........................20 Tema 03 - Das Partes nos Juizados Especiais Cíveis....................................28 Tema 04 - Do Procedimento e dos atos processuais nos Juizados Especiais Cíveis...............................................................................................................33 Tema 05 - O sistema recursal no Juizado Especial Cível................................45 Tema 06 - O Juizado Especial Criminal...........................................................57 Tema 07 - O Juizado Especial Federal............................................................80

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Tema 01 Os Juizados Especiais

Meta do tema
Apresentação da origem e princípios dos Juizados Especiais Objetivos • • • • Conhecer os princípios basilares aplicados aos Juizados Especiais; Demonstrar a importância dos Juizados Especiais; Demonstrar a celeridade, a informalidade e a rapidez na aplicação pertinentes aos Juizados Especiais. Analisar a origem e a evolução histórica que assinalam a trajetória dos Juizados Especiais.

Pré-requisitos
Você precisará rever alguns conceitos que foram estudados no 1º período na disciplina Teoria Geral do Processo e no 2º período na disciplina Direito Processual Civil I, como lide e processo, entre outros. Sugerimos também a leitura da Lei n. 9.099/95, especialmente os artigos 2º, 3º, 8º e 61º e da lei 10.259/2001, especialmente em seu art. 2º.

Introdução
Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais surgem de dúplice necessidade: proporcionar maior celeridade às demandas judiciais (pela informalidade inerente a esse sistema) e ao, mesmo tempo, proporcionar maior acesso à justiça, uma vez que visa a solucionar pequenos conflitos, mas que ainda assim merecem a tutela jurisdicional. Nesse primeiro tema, estudaremos como surgiram os Juizados, os princípios que o norteiam, marcando as principais diferenças com a justiça comum.

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competentes para a conciliação. A União. X. 24. o julgamento e a execução de de causas menor cíveis 8 . 7. vii) menciona que a busca de agilização da Justiça passa pelos Juizados Especiais.259/01) Vamos conhecer as diferenças e o que motivou o surgimentos dos Juizados Especiais? De acordo com Alvim (2003. providos togados. posteriormente renumerado pela Emenda Constitucional n. e os Estados criarão: I Juizados por ou Especiais. o Juizado Especial de Pequenas Causas foi instituído pela Lei n. I Art. que alterou o art. 98. 98 da Constituição. Vale lembrar que inicialmente tivemos o Juizado Especial de Pequenas Causas.244/84. leigos. § 1º § 1º Lei federal disporá sobre âmbito criação. Vamos conhecer. 22/99. os Juizados Especiais. não foram concebidos na forma que o conhecemos hoje.244/84) hoje já revogado. envolvidos em causas de menor complexidade. 45/2004. na esfera cível e infrações de menor potencial ofensivo.244/84) ≠ Juizados Especiais Cíveis e Criminais (Lei 9. Contudo. X à União.vii). a criação Especiais da de no Juizados Compete legislar sobre: X aos Estados e ao Distrito Federal concorrentemente Justiça funcionamento e processo do Juizado de Pequenas Causas. na Constituição Federal. juízes e togados Art. que não pode ser confundido com os Juizados Especiais Cíveis e Criminais. os artigos que dispõem sobre a criação dos juizados. Federal. p. 24. em sua origem. cujo fundamento estava assentado no art. na esfera criminal”. da Constituição Federal. Já os Juizados Especiais Cíveis e Criminais. 98. 98. Estes foram “concebidos para ministrar a justiça à grande massa dos jurisdicionados. que só tiveram previsão a partir da Emenda Constitucional n. 98. tanto o Juizado Especial de Pequenas Causas (Lei 7. como os Juizados Especiais Cíveis e Criminais (Estaduais e Federais). I. p.099/95 e 10. no Distrito Federal e nos Territórios. que também possuem fundamento constitucional. Diferentemente dos Juizados Especiais Federais. Art. Art. estão previstos no art.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Da Origem dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais José Eduardo Carreira Alvim (2003. Juizado Especial de Pequenas Causas (Lei 7.

que a estes ficou liberado o caminho para regular o assunto.244. que a União criará e os Estados também criarão. 97) Art. acabaram por ser unificadas. que in casu. a permitidos. caput.” Considerações acerca do art. da CF. Segundo ele. Arruda Alvim (2005. nesta hipótese. Quanto aos Juizados Especiais Cíveis e Criminais da Justiça Federal (Lei 10. I da CF A partir do teor do art. ao menos aquelas relacionadas a matéria cível. refere-se o texto a causas cíveis de menor complexidade. art. e o de nas hipóteses previstas em transação de juízes julgamento de recursos por turmas primeiro grau.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo.099/95.099 de 26. 97. 98. o quanto está disposto na Lei 9.1995. mediante oral os e procedimentos sumaríssimo. tendo em vista o disposto no art. 98. ao menos. leciona Alvim (2005. I. já. ao menos em suas linhas gerais. para este juízo haverá procedimento oral e sumaríssimo. 119) explica que os arts. p. por lei federal. claramente. 24. p. citado. Alvim (2005. isto porque foi revogada expressamente a Lei 7.244/84 (Lei 9. 119) extrai algumas considerações 1ª observação 2ª observação 3ª observação que trancrevemos abaixo de forma ilustrativa. Não se deve entender que. Vamos acompanhar o seu raciocínio: A disciplina dessas causas depende de lei definidora de quais sejam essas causas. No entanto. da Constituição Federal apontam para duas realidades diferentes. Estas.09. as sistemáticas dos Juizados de Pequenas Causas e dos Juizados Especiais de Causas de Menor Complexidade. 98. a partir mesmo e 9 . I.611. constatando-se que. X. é lei federal. pela circunstância de se estabelecer no art. como se percebe. de 7 de novembro de 1984. verifica-se que o legislador constitucional assumiu a existência dos Juizados de Pequenas Causas. citado. ao que tudo indica. 24. com a edição da Lei 9. tal como venha a ser definido. Ademais.259/01). lei. e 98. Ficam revogadas a Lei nº 4. Através do art. 98.099/95. de 2 de abril de 1965 e a Lei nº 7. não devem ser aquelas) que dizem respeito ao Juizado de Pequenas Causas. X. 119) que “aplica-se no que não conflitar com esta lei. não são aquelas (ou. I.

depreende-se que os órgãos constitutivos de tais juízos. no Juizado Especial. propriamente ditas. na qual se ingressa. 147-148) Juiz que JUIZ TOGADO exerce profissionalmente a magistratura. Sem texto expresso. A Lei 7.119) E você? Já parou para pensar qual é a diferença entre juiz leigo e juiz togado? Vamos lá. estar-se-ia. estar-se-ia. Pela leitura do texto. e estar-se-ia rompendo o sistema de todo o art. 93. A Lei 7. 24. a magistratura . A Lei 7. é o auxiliar do juízo. disciplinando diferentemente a situação dos Estados federados. ao lado de juizes togados. no 4ª observação particular. Essa interpretação seria verdadeira .259/01. em primeiro grau. destinados a causas de menor complexidade. nesse caso. necessariamente por concurso (CF.244/84 foi revogada tacitamente pela Lei 10. Os chamados juízes leigos não integram a magistratura. c. d. em cuja carreira ingressou mediante concurso.099/95.o que equivaleria ser possível que juízes leigos. A Lei 7. se asim viesse a entender.244/84 foi revogada expressamente pela Lei 10.244/84 foi revogada expressamente pela Lei 9. está correto afirmar que: a. Comentário 10 . 98.porque isso se ajusta às profundas diferenças existentes no Brasil? A resposta. I. deve ser negativa. Agora que você já percebeu a diferença entre juiz togado e juiz leigo pesquise o que é Juiz pelo Quinto Constitucional Atividades Diante da disposição constitucional do art. 24. no caso. poderão ser compostos por juízes togados. Pare e Pense JUIZ LEIGO Juiz sem especial formação jurídica. p.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS inclusive de normas gerais de processo ou processuais. I) Fonte: Alvim (2005. diante texto diferente do art. encarregdo de conduzir a fase de conciliação (LJE 7º) Fonte: Sérgio Sérvulo da Cunha (2003. compondo uns e outros. “ou togados e [também] leigos. ambos da Constituição Federal de 1988.259/01. b. art. p. aqueles também com funções judicantes.244/84 não foi revogada. a mercê de uma interpretação literal. X.

Assim. o então imperador Hang Hsi teria baixado um decreto Art. Pare e Pense Em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo (Seção Letras Jurídicas. uma vez que este último é dotado de grande rigor e formalidade. Para o considerados essenciaisimperador. Os treze séculos que se passaram desde então. porém. que será inutilizada após o trânsito em julgado da 11 decisão. acabaram por taquigrafadas ou estenotipadas. composição ou transação. pois os litígios surgiriam em número serão registrados e a metade da população seria insuficiente para julgar os litígios da outra infinito resumidamente. ordenando que todos aqueles que se dirigissem aos tribunais fossem tratados Conciliação: (art. Podemos assim dizer que esses princípios diferem em muitos sentidos dos princípios que orientam Direito Processual comum. quais forem realizados. 205) Podemos concluir que os princípios são as vigas mestras do ordenamento jurídico.normas que lhe orientam e dão sentido. p. Dos princípios que orientam os Juizados Especiais Como você já percebeu. tal crença seria um desastre. equivalente. Ou seja. o que art. os Juizados Especiais vieram para fornecer uma nova tônica ao Judiciário. Hang Hsi tinha por objetivo evitar que seus súditos concebessem a atendidos os critérios indicados no idéia de que tinham à sua disposição uma justiça acessível e ágil. venais. devemos começar pelo estudo dos princípios que orientam essa parte. Ato ou efeito de conciliar. cujas normas inspira e às quais dá sentido. que fundamenta ou estrutura o ordenamento. que remete à China do século VII. datilografadas. além de pedantes. alguns princípios deverão ser observados. correspondente a opções valorativas. metade. Mas o que são princípios? Você já estudou o que são princípios nas disciplinas Introdução ao Estudo do Direito e Teoria Geral do Processo. § 3º Apenas os atos ocorreria se pensassem que os juízes eram sérios e competentes. para atender sua finalidade.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Para responder à questão. que é pôrse de acordo ou fazer com que os outros deponham de acordo. . a fim de que seus súditos se apavorassem com a serão válidos sempre que de comparecer perante os magistrados (os quais. no curso das dinastias Manchus. Fátima Nancy Andrighi (STJ). Os o contrário. 13. 2º desta Lei. 1995). ou seja. 21 da LJE) Acordo. Vamos lembrar o seu significado? PRINCÍPIO Prescrição jurídica com alto grau de abstração. um dos maiores fatores de desestabilização social é ensinar demais atos poderão ser gravados emlitigiosidade reprimida. À época. Assim. em notas manuscritas. 7 de out. procure compreender a competência para legislar tal qual determinada na CF. eram idéias preencherem as finalidades para as corrompidos e submetiam os jurisdicionados a múltiplas humilhações). quando se quer conhecer algo específico em Direito. Fonte: Cunha (2003. são supra . litigiosidade esta que os Juizados Especiais e seus a fita magnética ou princípios específicos visam solucionar. o Professor Walter Ceneviva cita a lição da Min. Os atos processuaissem piedade ou consideração.

o critério da oralidade manifestase nas seguintes hipóteses: a) O mandato poderá ser outorgado verbalmente ao advogado. receber. renunciar ao direito sobre que se funda a ação. 2º da Lei 9. informalidade.8-9) considera que Visando à simplificação e à celeridade dos processos que tramitam no sistema especial. 38 do CPC). c/c o art. confessar. sempre que possível. § 3º. 9. dar quitação e firmar compromisso (artigo 9º. 2º da Lei 9. o Legislador priorizou o critério da oralidade desde a apresentação do pedido inicial (§3º do art. reservando a forma escrita aos atos essenciais (§3º do art. 14. com de comunicação. renunciar ao direito sobre que se funda a ação. transigir. a contestação e o pedido contraposto podem ser intimação das partes. 14 da Lei n. simplicidade. que hoje nem sequer exige o reconhecimento de firma. § 3º). 1. passamos ao estudo dos princípios contidos no art. inclusive a fac-símile ou meio eletrônico. 2º da Lei 9. salvo para receber citação inicial. transigir. ou particular assinado pela parte.099/95. reconhecer a procedência do pedido. dar quitação e firmar compromisso. 12 . p. habilita o advogado a praticar todos os atos do processo. 38. estudaremos alguns princípios conforme a ordem a que se apresentam no art.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS O objetivo desse pequeno texto foi ilustrar que os Juizados Especiais. buscando.099/95) até a fase da execução dos julgados. 2º O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade. bem como a sua experiência prática como magistrado. poderes equivalentes ao da procuração ad judicia. dada a sua experiência didática como professor no Centro Jurídico Damásio de Jesus.A procuração geral para o foro. Exemplo de informalidade aplicável aos Juizados Estaduais c) O pedido inicial pode ser oral e será reduzido a termo pela Secretária do e Federais é a Juizado (art. reconhecer a procedência do pedido. exceto quanto aos poderes especiais de receber a citação inicial. 13). orais que pode ser realizada (art. receber. 9. p. De acordo com o autor (2005. visam a solução dos conflitos de forma célere e informal.099/95. b) Apenas os atos essenciais serão registrados por escrito. 30). Assim. CPC. Vamos ver o que diz esse artigo: Art. O mandato conferido verbalmente outorga poderes para o foro em geral.099/95 Art. economia processual e celeridade. Assim. a prova oral (depoimento das partes e das testemunhas e de técnicos) por qualquer meio idôneo não é reduzida a escrito e os técnicos podem ser inquiridos em audiência. conferida por instrumento público.099/95. sem prejuízo de outros apontados pelo Professor Chimenti.art. desistir. Princípio da oralidade Chimenti (2005. confessar. a conciliação ou a transação. 9). da lei n. a despeito do pensamento do antigo imperador.

099/95. Art. na contestação. os embargos de declaração poderão ser interpostos oralmente (art. 9) No sistema dos Juizados. conterá toda matéria de defesa. poderão ser orais nos termos do art. Vamos ver por quê? Nos Juizados Especiais. 13. porém diferente da reconvenção que você também já estudou. nos Juizados Especiais Federais é admissível o recebimento das petições por meio eletrônico (art.099/95.099/95. como temos mencionado desde o início do tema. Princípios da informalidade e da simplicidade 13 . de modo que o legislador buscou alternativa semelhante e que serve aos mesmos fins. 2005. A contestação. de acordo com Chimenti (2005. cuja celeridade. IV). desde que fundado nos mesmos fatos que constituem objeto da controvérsia. apenas os atos essenciais serão registrados por escrito. p. o início da execução pode dar-se por simples pedido verbal do interessado (art. permite ao juiz maior dinamismo no contato com os presentes” (CHIMENTI. nesse último caso reduzido a termo pela Secretária do Juizado nos termos do § 3º do art. 49) etc. 31. E a contestação e o pedido contraposto? Você estudou esses institutos em Direito Processual Civil I.099). A gravação dos atos processuais Para Ricardo Cunha Chimenti (2005. § 3º.11). O pedido oral (inicial.2. 1.259/01). “permite a redução do tempo necessário para o registro dos depoimentos. 35 e 36). que será inutilizada (na verdade reaproveitada) após o trânsito em julgado da decisão (art. nos limites do art. pág. 10). o pedido inicial poderá ser por escrito ou oral. p. Para o autor. que se processará na forma da legislação em vigor.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS a dispensa de laudos (arts. 31 da Lei 9. a colheita de prova pelo sistema oral com a adoção de meios eletrônicos. Os demais poderão ser gravados em fita magnética (ou em sistema audiovisual). Não se admitirá a reconvenção. evita questionamentos sobre o conteúdo das transcrições. 3º desta Lei. Já o pedido contraposto é uma medida (defesa indireta). 11). 14 da Lei 9. tanto a contestação como o pedido contraposto. 8º. Assim. Vejamos o teor do art. Em matéria de pedido inicial. 30 da Lei 9. p. Art. exceto argüição de suspeição ou impedimento do Juiz. 30. 52. que será oral ou escrita. contestação e pedido contraposto) Dado o caráter de informalidade e de celeridade dos juizados especiais segundo Chimenti (2005. § 2º da Lei 10. da Lei 9. A contestação é a resposta do réu ao pedido do autor. É lícito ao réu. formular pedido em seu favor. não comportaria a existência de nova lide.

outro meio idôneo de comunicação. 14 . Havendo pedido contraposto.11-12) menciona que Seguindo a orientação já firmada nas Leis n. Lei 10. Chimenti (2005. 13 da lei especial). na ausência da comunicação. 8o. no ponto de vista de Chimenti (2005. 9. O autor (2005. 19. a realização da justiça de forma simples e objetiva. uma vez Chimenti. p. que poderá ser realizada por meio de qualquer meio idôneo de comunicação. independentemente da forma adotada.099/95 Art. poderá ser dispensada a contestação formal. ou por qualquer É importante a aplicabilidade técnica dos princípios que orientam o procedimento dos processos em trâmite pelos Juizados Especiais Cíveis.259/01 Art. que presumivelmente já tem ciência da existência do processo (ainda O credor pode requerer a adjudicação do bem penhorado em vez da realização de leilões.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Optamos por tratar desses dois princípios de forma conjunta. reputar-se-á efetivada sua intimação com o simples Na execução do título judicial é dispensável nova citação do devedor. indubitavelmente.244/84 e n. p.” Vamos conhecer no próprio texto legal o disposto sobre esse assunto. Desse modo Chimenti (2004.099/95. Por isso. § 2º As partes comunicarão ao juízo as mudanças de endereço ocorridas no curso do processo. os atos processuais são considerados válidos sempre que atingirem sua finalidade (art. demonstra que a maior preocupação do operador do sistema dos Juizados Especiais deve ser a matéria de fundo. reputando-se eficazes as intimações enviadas ao local anteriormente indicado. p. 12) ressalta exemplos na lei que demonstram a aplicabilidade do princípio da simplificação nos Juizados Estaduais. 12) destaca como exemplo de informalidade que se aplica tanto aos Juizados Estaduais e Federais. Veja os exemplos abaixo: A citação das pessoas jurídicas de direito privado é efetivada pela simples entrega de correspondência ao encarregado da recepção (art. utilizando-se os próprios argumentos do Caso alguma das partes mude de endereço sem a devida comunicação ao juízo. Outro aspecto que merece destaque. 12). quando não proferida esta na audiência em que estiver presente seu representante. por ARMP (aviso de recebimento em mão própria). que foi o autor adotado para estudarmos os princípios assim o faz. As partes serão intimadas da sentença. “a intimação das partes.7. p. inclusive o fac símile ou meio eletrônico. As intimações serão feitas na forma prevista para citação. Lei 9. é que no âmbito federal existe a possibilidade “de os julgamentos das Turmas Recursais compostas por juízes domiciliados em cidades diversas serem feitos por via eletrônica” . pois a observância desses princípios pelo julgador. contribuirá para o desenvolvimento dos órgãos e atenderá aos fins visados com sua criação.

que instrui o princípio de mesmo nome. p. (art. p. sem excessos inúteis. pedido inicial como resposta. que revel) Fonte: Chimenti (2005. (art. sem apego a formas e ritos que possam comprometer a sua finalidade. aqui só se admite o Recurso Inominado. as partes estão dispensadas do pagamento de custas. significa (.12) Alvim (2003. Desse modo. argüições incidentais.13). II da Lei 9. Assim. O juiz. porém. 13).099/95). Princípios da economia processual e da gratuidade no primeiro grau de jurisdição Segundo Chimenti (2004. A esse respeito tome-se como exemplo o número de recursos que poderão ser interpostos nos Juizados. constam dos autos dos processos.099/95) enquanto o CPC impõe a entrega a pessoa com poderes de gerência ou administração. o princípio da economia processual corresponde ao registro do que seja realmente necessário.099/95) encaminhamento da correspondência ao seu endereço. que em regra. o princípio da economia processual “visa à obtenção do máximo rendimento da lei com o mínimo de atos processuais praticados”.) que os atos processuais (petição inicial. uma vez que são praticados pela própria parte. parágrafo único da Lei 9. 9. não se pode esquecer que os atos processuais praticados pelas partes (desde que devidamente observadas as regras de competência dos juizados) devem observar os critérios dos princípios da informalidade e da simplicidade.49) menciona que o critério da informalidade. decisões interlocutórias) devem ser praticados informalmente. diferentemente do Direito Processual Comum.. em regra. tendo a nota de devolução da correspondência o mesmo valor do aviso de recebimento.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS 18. 54 e 55 da Lei n. segundo Chimenti (2005. p. 15 . contestação. 17. p. requerimentos.. bem resumido. estabelece que Da propositura da ação até o julgamento pelo juiz singular. Já o princípio da gratuidade. condenará o vencido ao pagamento das custas e honorários advocatícios no caso de litigância de má-fé. taxas ou despesas.

No caso dos Juizados. § 2º. o autor cita os acidentes de trânsito sem vítimas. 16 . como a União. são “isentas de custas. Lembra Chimenti (2005. a regra é a gratuidade. É óbvio que aqui o legislador pretendeu assegurar não só a gratuidade. aplica-se tanto aos Juizados Especiais Federais. deve ele ser condenado ao pagamento das custas. 9. que compreenderá todas as despesas processuais. segundo o autor. aqui literalmente entendido. admite-se a dispensa do pagamento de custas. 15) que alguns entes. prevê que No caso de extinção do processo em razão da ausência injustificada do autor em qualquer das audiências. 17 da lei n. conforme leciona Chimenti (2005. Por outro lado. p. subentendendo-se da norma que há de estar presente o próprio interesse processual. 14) que o art 52. Vejamos: no Direito Processual comum o pagamento das custas processuais é a regra. salvo. Princípio da celeridade Para Chimenti (2004. inexigindo na hipótese a verificação de má-fé. porém. desde que o autor (pessoa física ou jurídica) não possa arcar com as despesas processuais (assistência judiciária). p. p. 22-23). o Recurso Inominado. Dentre os dispositivos explícitos que permitem a agilização dos processos especiais. “excetuada a hipótese de assistência judiciária gratuita. inclusive aquelas dispensadas em primeiro grau de jurisdição”. emolumentos e demais taxas judiciárias (art. lembra Chimenti (2005. Como exemplo freqüente dessa hipótese. a Tutela Coletiva e o Direito Processual Comum. 9. “estão sujeitas ao recolhimento do preparo para fins de recurso”. previsto nos arts.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Novamente pode-se aqui fazer um paralelo entre os Juizados. mas também o conjunto dos princípios que regem os Juizados.099/95. p. 24-A da Lei n. 9. dispensados o registro prévio do pedido e a citação (art. segundo Chimenti (2005. 22) “a maior expectativa gerada pelo sistema dos Juizados é a sua promessa de celeridade sem violação do princípio da Segurança das relações jurídicas” . Já as empresas públicas da União. suas autarquias e fundações. 15).099/95)”. exige-se o pagamento do preparo. já nas ações coletivas (interposta por qualquer dos seus legitimados) e nos juizados.099/95). Assim. merecem destaque os seguintes: a) Possuindo o Juizado Estadual estrutura capaz de absorver a demanda. é possível a instauração imediata da sessão de conciliação caso ambas as partes compareçam perante o juízo. nos casos de comprovada má-fé. como aos Estaduais. 41 a 46 da Lei n. p.

9. Admite-se o litisconsórcio (art. c) É vedada a intervenção de terceiros e a assistência (são comuns os indeferimentos de pedidos de denunciação da lide a seguradoras nos Juizados Especiais Cíveis).259/01). oral. também. inclusive para a interposição de recurso (art. Veja também o art. O enunciado acima está se referindo a qual dos princípios dos Juizados Especiais? Explique. 10 da Lei n. à autoridade citada para a causa. 17 da Lei n. 13 da Lei n. 9. independentemente de precatório (art. não há reexame necessário (art. Apenas os atos essencias serão registrados por escrito. a fim de que as relações jurídicas que não estejam imediatamente vinculadas à ocorrência sejam afastadas do processo. contados da entrega da requisição. Em sua opinião por que o legislador peocupou-se com a gratuidade da justiça em primeiro grau? Atividades Releia o texto do tema 01 e responda às alternativas seguintes: 1) O pedido inicial pode ser oral e será reduzido a termo pela Secretaria do Juizado e o pedido contraposto pode ser. após o trânsito em julgado da decisão.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS b) A apresentação da defesa. d) Nos Juizados Federais. 2º da Lei n 9. Pare e Pense Estudamos os princípios que regem os Juizados Especiais e percebemos que há diferenças marcantes entre o Direito Processual tradicional e os Juizados. f) Nos Juizados Federais. não haverá prazo diferenciado para a prática de qualquer ato processual pelas pessoas jurídicas de direito público. por ordem do Juiz do Juizado. no prazo de 60 dias. e) Nos Juizados Federais.259/01). a resolução dos incidentes e a prolação de sentença. 28 e 29 da lei n.099/95). a produção de provas. É o princípio da concentração dos atos em audiência. 10. 10. o pagamento será efetuado na agência mais próxima da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil. Comentário Esse exercício tem por finalidade reforçar o que aprendemos sobre princípios no tema 01. ainda que a União. tratando-se de obrigação de pagar quantia certa. Uma das mais assinaladas foi o princípio da gratuidade no primeiro grau de jurisdição. devem ser feitas em uma única audiência (arts.099/95 antes de responder à questão.099/95. suas Autarquias ou fundações sejam vencidas.099/95). 9º da Lei 9. sempre que possível. a manifestação sobre os documentos apresentados. 17 .

não haverá prazo diferenciado para a prática de qualquer ato processual pelas pessoas jurídicas de direito público. Está correto o enunciado da questão? Por que? Justifique a sua resposta. Atividades finais 1)Em sua opinião qual é a importância dos Juizados Especiais? Comentário Para responder à questão pedida. sobretudo. inclusive para interposição de recurso.099/95 deu à busca pela rápida solução dos conflitos que positivou o princípio da celeridade. Por tudo que foi dito. resta sem dúvida a importância da Lei dos Juizados Especiais Cíveis a fim de tornar a Justiça brasileira mais célere e.259/01? Comentário 18 .099/95 e n. democrática e a tamanha importância que a Lei 9. 10. 3) Nos Juizados Federais. embora o Código de Processo Civil imponha a entrega a pessoa com poderes de gerência ou administrador. analise os princípos que norteiam os Juizados Especiais e como o seu advento repercutiu no mundo jurídico. Conclusão Essas são apenas algumas considerações sobre a evolução histórica dos Juizados Especiais e os princípios ligados às Leis n. Comentários Responda à questão a partir dos princípios que regem os Juizados que foram estudados no tema 01. 2) Quais são as diferenças mais acentuadas entre a aplicação do Direito Processual Civil tradicional e das Leis 9.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS 2)É permitida a citação postal das pessoas jurídicas de direito privado efetivada pela simples entrega da correspondência ao encarregado da recepção. que instituíram os Juizados Especiais Cíveis e Criminais na Justiça Estadual e Federal.259/01. 9.099/95 e 10. Essa afirmativa é verdadeira ou falsa? Em sua opinião qual foi a intenção do legislador ao instituir tal requisito na Lei? Comentário Reveja o que você aprendeu sobre os princípios. bastando a reeleitura do tema 01 para você responder à questão.

vamos estudar os Juizados Especiais Cíveis que se encontram disciplinados na lei n. procuramos passar a você uma breve visão da origem dos Juizados Especiais e dos seus princípios regentes. ressaltando as diferenças entre o Direito Processual Civil e os Juizados Especiais Informações sobre o próximo tema No tema 2. Tema 02 Da Competência dos Juizados Especiais Cíveis Meta do tema 19 . 9.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Com a leitura do tema 01. você já conseguiu subsídios suficientemente fortes para responder com suas próprias palavras o que se pede na questão. Reflita sobre as diferenças acentuadas pelos professores na teleaula. Síntese do tema No tema estudado.099/95. os artigos 1º a 59.

e instituídos pela Lei n 9. Objetivo • Entender a Lei n.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Apresentarção da Lei nº 9. assim. Aconselhamos que você faça uma 20 . Aqui.099/95 demonstrando sua aplicabilidade na esfera cível. 9. especialmente quanto à competência. os Juizados Especiais observam regras diferentes do processo civil tradicional. a criação no âmbito dos Estados. permitindo.099/95. Devemos compreender que. É indispensável. Para compreender o funcionamento do Juizado Especial Cível. Nessas disciplinas. composição.099/95. 9. 98. que definiu normas para julgamento e execução de causas cíveis de menor complexidade. abordaremos esses tópicos. também. mesmo com a finalidade de dar maior celeridade ao judiciário e promover maior acesso à justiça. composição. no inciso I. não basta verificar qual o procedimento adotado para a instrução e julgamento das causa de sua competência. denominado de Juizado Especial Civil. os subtitulos que compreendem as disposições sobre: competência. do art.099/95) Iniciaremos nosso estudo pela competência dos Juizados. poderes das partes e recursos cabíveis. mediante o procedimento sumaríssimo. no que diz respeito aos Juizados Especiais Cíveis. E é isso que faremos neste tema. na esfera estadual (Lei n. pois isso o auxiliará na compreensão global do tema. partes e recursos cabíveis.099/95. 9. Pré-requisitos Conhecer a origem e os princípios dos Juizados Especiais. detectar as particularidades. Introdução Como estudamos no tema 01. os Juizados Especiais Cíveis foram previstos pelo constituinte de 1988. o enfoque foi dado para a competência no Direito Processual Civil. discorrendo sobre os aspectos que se reputam de maior relevância da Lei dos Juizados Especiais Cíveis. seus procedimentos e a composição de seus membros na esfera cível. Da Competência Você já estudou competência nas disciplinas Teoria Geral do Processo e Direito Processual Civil I. • Identificar na Lei n. do órgão da Justiça Ordinária. bem como sua aplicabilidade.

tal qual a competência do Direito Processual Civil. excetuada a hipótese de conciliação. inciso II. fiscal e de interesse da Fazenda Pública e também as relativas a acidentes de trabalho. nas ações para reparação de dano de qualquer natureza. 8º desta Lei. III. ainda que de cunho patrimonial. agência. do local onde aquele exerça atividades profissionais ou econômicas ou mantenha estabelecimento. II. IV. 3º e 4º da Lei n. as pessoas envolvidas no litígio e o território (arts. dos seus julgados. falimentar. dos títulos executivos extrajudiciais. do domicílio do réu. a matéria. ou a critério do autor. 3º e 4º. p. II. do local onde a obrigação deve ser satisfeita. vez que os mesmos tornam-se auto-explicativos. § 2º Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar. para as causas previstas nesta Lei. começando pelos arts. A competência do Juizado Especial. do Código de Processo Civil. o Juizado do foro: I. Art. até mesmo para verificar as principais distinções que assinalaremos na competência dos Juizados Especiais.099/95). dentro do Poder Judiciário. em decorrência de sua atividade jurisdicional específica. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação. 238) define competência como Atribuição a um dado órgão do Poder Judiciário daquilo que lhe está afeto.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS releitura daqueles conteúdos. processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade. 9. as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo. as enumeradas no art. II. no valor de até quarenta vezes o salário mínimo. § 3º A opção pelo procedimento previsto nesta Lei importará em renúncia ao crédito excedente ao limite estabelecido neste artigo. assim consideradas: I. Art. de normalmente excluída a legitimidade simultânea qualquer outro órgão do mesmo poder. filial. leva em conta quatro critérios: o valor da causa. 4º É competente. a ação de despejo para uso próprio. 275. III. 21 . as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao fixado no inciso I deste artigo. do domicílio do autor ou do local do ato ou fato. § 1º Compete ao Juizado Especial promover a execução: I. sucursal ou escritório. observado o disposto no § 1º do art. Vamos conhecer os artigos mencionados. a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas. Conceito Alvim (2005.

ao falar em “opção” pelo procedimento dos Juizados Especiais. O autor aponta as seguintes observações: a) O art. pois “trata-se mera opção feita pela parte”. por aplicação analógica do Código de Processo Civil. a ampla defesa. 3º da lei visam apenas explicar quais sejam essas causas. que a entende como relativa. b) Os incisos I e IV do art. a abrangência do contraditório. A partir dessas observações. 3º. no próprio texto constitucional (claro neste sentido). a plenitude da prova etc) que o processo tradicional. uma vez que esse procedimento não contempla as mesmas garantias (p. 3º. é preciso salientar a falta de solidez teórica nos argumentos arrolados para sustentar a competência relativa desse órgão. não altera a circunstância de que a competência determinada em lei para esse órgão do Judiciário seja fixada em razão da matéria e. e. todavia. fazendo um paralelo aos critérios determinantes da mesma no processo tradicional. p. apesar da orientação e da posição dominante dos Tribunais. É o caput do art. 3º fixam nítida competência pelo valor da causa (causas de até quarenta vezes o salário mínimo). que determina competir aos juizados os exames das causas cíveis de menor complexidade. expressamente conduz a essa conclusão. Embora o tema já se encontre pacificado pela jurisprudência. p. 677) menciona que existe certa discussão doutrinária se a competência dos Juizados Especiais seria absoluta ou relativa. Pare e Pense 22 . recorrer ao uso da eqüidade (não apenas excepcionalmente. p. c) Tornar obrigatório o rito do Juizado Especial seria violar a garantia constitucional da ação. Marinoni (2005. Em qualquer hipótese. 677).. no Juizado Especial. calcado. 677) Para Marinoni (2005. são necessárias algumas observações a esse respeito. por isso mesmo. As especificações contidas nos incisos do art. como sustentam alguns. mas de forma normal) como critério para julgamento. “em especial diante dos critérios que pautam o instituto”. § 3º.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Parágrafo único. constitui critério relativo de determinação de competência. aliás. ex. seja absoluta. podendo mesmo. Fonte: Marinoni (2005. Vamos conferir Em primeiro lugar. é preciso dizer que a competência dos juizados é fixada em razão da matéria e não com base no valor da causa. o que. poderá a ação ser proposta no foro previsto no inciso I deste artigo. que. passamos à análise dos critérios que determinam a competência nos Juizados Especiais.

em que o conciliador deve observar não a alçada. 11) lembra que A Lei nº 9. buscando a via judicial comum. § 3º. 9. segundo Silva (2005. Aliás. em renúncia automática do crédito excedente. que considera ineficaz a sentença condenatória na parte que exceder o valor de alçada. Esse valor de alçada apenas será considerado para fins de condenação. 12). Conclui. 3º inciso I. uma vez que o valor de alçada deve ser respeitado somente para efeito de condenação e não para fins conciliatórios. 3º.099/95 e seus parágrafos. que o conciliador Quando da presidência da audiência conciliatória. automaticamente. conseqüentemente.099/95. devemos somar o principal com os acessórios até a época da propositura da ação. naquele momento. c/c o art. nada impedindo que o reclamante desista. insistindo este no prosseguimento da reclamação perante o Juizado. importa. isso sem anuência da parte contrária. fixa o valor da alçada não excedente a 40 (quarenta) vezes o salário mínimo vigente à data do ajuizamento da ação. analise o art. essa é a regra contida no art. Para apurar-se o valor da causa.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A partir das considerações do autor. 3º da Lei n. mas sim o valor contido na inicial. de prosseguir com a ação perante o Juizado. 39. estará renunciando. importa mencionar que. ao seu crédito excedente ao valor de alçada. assim. Silva (2005. quando se fala em competência em razão do valor de alçada. Assim. deixando-se de considerar o valor de alçada nos casos de conciliação. percebendo que o crédito do reclamante é bem superior ao valor de alçada. A competência quanto ao valor de alçada Luiz Cláudio Silva (2005. não conciliando as partes. em seu art.11). nos casos em que Superando o valor da causa ao valor de alçada e não sendo logrado êxito na conciliação das partes. deve alertar o reclamante no sentido de. como você se posiciona em relação à competência em razão da matéria nos Juizados Especiais? É absoluta ou relativa? Comentário Para responder. p. bem como a posição doutrinária de Marinoni (em seu material didático) ou ainda de outros autores. p. 23 .

no valor não superior a quarenta vezes o salário mínimo.nos demais casos previstos em lei.17): Para o autor. ressalvado o disposto em legislação especial. ressalvados os casos de processo de execução. bem como dos títulos executivos extrajudiciais. ressalvados os casos de processo de execução. ações falimentares etc a) .de cobrança ao condômino de II .de ressarcimento por danos em prédio urbano ou rústico. b) .de cobrança de seguro. e). 275. Trabalhamos no quadro abaixo as hipóteses de competência como nos ensina Silva (2005. elástica Juizado Especial Cível para processar e julgar as causas que não envolvam matéria de competência específica de outros órgãos jurisdicionais. II . processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade. d) . 12) que O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação. inciso II. assim consideradas: I . III . relativamente aos danos causados em acidente de veículo.a ação de despejo para uso próprio.de arrendamento rural e de parceria agrícola.as causas cujo valor não exceda a 40 (quarenta) vezes o salário mínimo. 12 . c) .de cobrança de honorários dos profissionais liberais.Ação de despejo para uso próprio.as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao de alçada. 275.as enumeradas no art. Explica-nos o autor que o legislador limitou a competência do Juizado Especial Cível para processar e julgar a ação de III . p.Competência para processar e julgar as ações sumárias elencadas no art. despejo que tenha por objeto a retomada do imóvel somente para uso próprio. f) . temos do aí uma competência I . p. IV . como as ações de família.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A Competência às matérias de competência do Juizado Explica-nos Silva (2005.As causas cujo valor não exceda 40 vezes o salário mínimo. Compete ainda aos Juizados Especiais Cíveis promover a execução de seus julgados. quantias devidas ao 24 . g) . do Código de Processo Civil. II do CPC quaisquer condomínio.de ressarcimento por danos causados em acidentes de veículo.

Em qualquer hipótese. 8.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Assim. Causas de natureza alimentar. de acordo com o Prof. 12-17) Da competência em razão do local A competência em razão do local está definida no art. p. o Juizado do foro: I . III . 4º É competente. Quadro ilustrativo dos Juizados Especiais Cíveis Apresentamos abaixo um quadro esquemático dos Juizados Especiais Cíveis. Ações possessórias sobre imóveis de valor até 40 salários mínimos.245/91. Menciona o autor que esse inciso é quase letra morta na lei.do domicílio do réu ou. Execução dos seus próprios julgados. Ações de despejo para uso próprio. II . Compete aos Juizados Especiais Enumeradas no art. para as causas previstas nesta Lei. a intenção do legislador em facilitar o acesso à justiça. filial.As ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao de alçada. II do CPC. p. Execução de títulos executivos extrajudiciais que não excedam 40 salários mínimos.do domicílio do autor ou do local do ato ou fato. sucursal ou escritório. 4º da Lei 9. Diferentemente da posse sobre bens móveis. nas ações para reparação de dano de qualquer natureza. fiscal. 196-197) LEI 9.099/95. 275. Elpídio Donizetti (2005. falimentar. de interesse da Excluem-se da 25 . o locador que desejar a retomada do imóvel para uso de descendentes ou ascendentes deverá se valer da Lei IV . poderá a ação ser proposta no foro previsto no inciso I deste artigo. que são também de competência dos Juizados Especiais. a critério do autor.do lugar onde a obrigação deva ser satisfeita. do local onde aquele exerça atividades profissionais ou econômicas ou mantenha estabelecimento. uma vez que há que se considerar que dificilmente encontrar-se-á propriedade imóvel que remonte a esse valor. pelas possibilidades ofertadas no artigo 4º da Lei.099/95 Composição dos Juizados Especiais Juiz Togado Conciliadores Juizes Leigos Turma Recursal Valor não excedente a 40 salários mínimos. Fonte: Silva (2005. agência. Vamos conhecer o referido artigo: Art. Parágrafo único. qualquer que seja o valor. Percebe-se claramente.

c) os Juizados Especiais Cíveis Estaduais possuem competência para julgar as causas de valor superior a 40 salários mínimos. 196-197) Conclusão O tema da competência não poderia deixar de ser revisitado. p.259/01. Assinale a alternativa correta quanto à competência dos Juizados Especiais Cíveis Estaduais: a) os Juizados Especiais Cíveis Estaduais tiveram sua competência ampliada. que mesmo que não ultrapassem esse teto de 40 salários. não ocorrendo a conciliação. Admite-se. Não se admite. porque. Quem pode litigar como autor Competência Territorial Capacidade Postulatória Intervenção de Terceiros Litisconsórcio Reconvenção Pessoas físicas capazes. Réu incapaz. Em causas de valor superior a 20 salários mínimos a assistência por advogado é obrigatória. pessoa jurídica de direito público.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS competência dos Juizados Especiais Fazenda Pública. 4º da Lei 9. Fonte: Donizetti (2005. para julgar as causas de menor complexidade com teto até 60 salários mínimos. Não se admite. Atividades finais 1. 26 . estudamos que a competência dos Juizados Especiais Cíveis poderá. Causas de valor até 20 salários mínimos não necessitam de advogado. Falamos dentre outros critérios. que não estejam presas e não sejam cessionárias de direito de pessoas jurídicas. pois há outros em relação à matéria. após a edição da Lei 10. o autor renuncie ao excedente ao teto de 40 salários mínimos. preso. em nosso tema. acidentes de trabalho e estado e capacidade das pessoas. empresa pública da União. massa falida e insolvente civil. desde que. b) os Juizados Especiais Cíveis Estaduais possuem competência para julgar quaisquer causas relativas à lei 8. Art. Assim.099/95. não poderão ser apreciados em sede de juizado. entre outros critérios.245/91. existe a necessidade de apresentar os contornos específicos da competência nos Juizados Especiais. embora estudado nas disciplinas de Teoria Geral do Processo e Processo Civil I. ser fixada em razão do valor da causa (40 salários mínimos). embora caiba o pedido contraposto.

o art. assinalando às diferenças do Direito Processual Comum. do Código de Processo Civil”. em seu inciso II. 2. II do CPC. refere-se “as enumeradas no art. Assim. Ao estabelecer a competência dos Juizados Especiais Cíveis. quais são essas causas.099/95. Objetivo 27 . 275. Informações sobre o próximo tema Vamos estudar as partes nos Juizados Especiais. 3º da Lei 9. independentemente do autor renunciar ao excedente ao teto. Tema 03 Das Partes nos Juizados Especiais Cíveis Meta do tema Apresentação das partes nos Juizados Especiais Cíveis. sugerimos que você pesquise no art. procuramos passar a você uma breve visão do instituto da competência no âmbito dos Juizados Especiais Cíveis Estaduais.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS d) os Juizados Especiais Cíveis Estaduais apenas possuem competência para julgar as causas com o valor máximo de 40 salários mínimos. tente olhar em nosso tópico sobre a competência em razão do valor de alçada. Síntese do tema No tema estudado. Comentário A pesquisa lhe proporcionará maior familiaridade com a competência dos Juizados Especiais. inciso II. Comentário Para responder. 275.

Art. 191) que Não podem ser parte.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • Analisar. podem ser demandadas no Juizado Especial. quem são as pessoas que podem postular como autores nos Juizados Especiais Cíveis. às microempresas foi estendida a legitimidade para postular em sede de que o juiz 9. a massa falida e o insolvente civil. excluídas as de direito público e as empresas públicas. Explica-nos Donizetti (2005. p. § 1º). excluídos os cessionários de direito de pessoas jurídicas.099/95 Determina o § 2º da Lei alerte as partes da conveniência do patrocínio por advogado. a massa falida e o insolvente (art. as pessoas jurídicas de direito público. vamos verificar que a capacidade de ser parte.841/99. nenhum dos entes despersonalizados tem capacidade de ser parte perante o Juizado Especial. quando a causa recomendar. 8º. o preso. As pessoas jurídicas. O cessionário (mesmo tratando-se de pessoa física) de direito de pessoa jurídica pode ser réu. 8º Não poderão ser partes. as pessoas jurídicas de direito público. é imperioso entender que o conceito de partes nos Juizados Especiais Cíveis é bem mais restrito. Por último.099/95. E é isso que passamos a fazer! Da Capacidade de ser parte e da capacidade processual nos Juizados Especiais Cíveis Não vamos aqui repetir o que você já estudou sobre partes nas disciplinas de Teoria Geral do Processo e de Direito Processual Civil I. mas não podem demandar. menciona o autor que “com o advento da Lei 9. 8º). no processo instituído por esta Lei. inclusive para fins de conciliação. A rigor. § 1º Somente as pessoas físicas capazes serão admitidas a propor ação perante o Juizado Especial. Se tais pessoas sequer podem ser partes. 8º da Lei 9. Pré-requisitos Além do conteúdo estudado em Teoria Geral do Processo e de Direito Processual Civil I. No que diz respeito aos Juizados Especiais. o que poderá ocorrer pela dificuldade notada na conduta de um dos litigantes na audiência de conciliação. o incapaz. Capacidade postulatória no Juizado Especial 28 . No entanto. art. nem cabe cogitar sobre a capacidade processual (exercício por si só dos atos do processo). você poderá compreender melhor o assunto se olhar o art.099/95. dada as suas peculiaridades. ativa ou passiva: o preso. a partir da disposição da Lei 9. as empresas públicas da União. precisa ser estudada com mais detalhes. 38. Introdução Você deve estar se perguntando por que esse tema foi novamente proposto para estudo. mas não pode postular como autor (art. independentemente de assistência. § 2º O maior de dezoito anos poderá ser autor. as empresas públicas da União. Juizado Especial”.

As pessoas jurídicas de direito público. nas hipóteses do art. As empresas públicas da União. 11 prevê a intervenção do Ministério Público nos casos previstos em lei. por conta da previsão legal do art. 29 . nas causas de valor superior a 20 salários mínimos. Preocupou-se ainda a Lei. “têm as partes capacidade postulatória. 192). Essa capacidade se estende inclusive ao pedido inicial. para as causas de valor até 20 salários mínimos. caso não tenha condições econômicas para constituí-lo. se uma das partes comparecer assistida por advogado. Vejamos o teor do art. segundo Donizetti (2005. 82 do CPC e em outros dispositivos. As pessoas que o referido artigo dispõe que não poderão ser partes são as seguintes: • • • • O incapaz. “a assistência por advogado é obrigatória. p. O preso. 192) que “o art. A capacidade postulatória do autor. veio atender o anseio social. assistência judiciária prestada por órgão instituído junto ao Juizado Especial.” Mesmo nos casos de valor inferior aos 20 salários.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS De acordo com Donizetti (2005. escrito ou oral. que poderá ser como foi visto anteriormente. Apesar da previsão legal da intervenção do Ministério Público. p. o que significa que podem praticar pessoalmente todos os atos do processo“. 34): O sucumbente que desejar recorrer da sentença dependerá agora da assistência de advogado e. havendo necessidade de advogado. 192). p. o juiz deverá alertar a parte da necessidade de constituir um advogado. se quiser. Outro ponto que merece destaque quanto à capacidade postulatória é o realçado por Silva (2005. (art. O mesmo não acontece. 9º § 2º). Intervenção do Ministério Público Lembra Donizetti (2005. ou seja. no sentido de promover o acesso do judiciário de grande parte da população. na forma da lei local. porém. ou se o réu for pessoa jurídica ou firma individual. como no art. com a igualdade entre as partes. deverá então formular ao juiz processante um pedido de nomeação de defensor público ou dativo para interpor recurso e assisti-lo durante a fase recursal. 9º § 1º: § 1º Sendo facultativa a assistência. 8º da mesma lei. nas demandas de até 20 salários mínimos. terá a outra parte. 944 do mesmo Código”. p. isso acaba por ser praticamente inaplicável. Nessas.

Embora não se admita a intervenção de terceiros. o mesmo não ocorre com o litisconsórcio. entre os bacharéis em Direito.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • • A massa falida. como ocorre na Justiça do Trabalho. 24. 7º). Para Donizetti (2005. b) Nomeação à autoria. CONCILIADOR Auxiliares da justiça recrutados. entre os bacharéis em Direito. O insolvente civil. o Juizado Especial é composto “de um juiz togado. Sua competência é para julgar recursos interpostos contra as sentenças proferidas no Juizado Especial. p. § 2º). servir como árbitros (art. A função do conciliador é conduzir a conciliação. que poderá ser admitido em qualquer uma das suas formas (facultativo ou necessário). enquanto no desempenho de suas funções. 5º e 22) JUIZ LEIGO Auxiliares da justiça recrutados. p. segundo disposto no art. preferencialmente. em exercício no primeiro grau de jurisdição. Parágrafo único. e) Assistência. entre advogados com mais de cinco anos de experiência. inclusive a conciliação (arts. 30 . d) Chamamento ao processo. conciliadores. Os juízes leigos ficarão impedidos de exercer a advocacia perante os Juizados Especiais. 188). que estudamos na disciplina de Teoria Geral do Processo. e Recurso do terceiro interessado. A Composição dos Juizados Especiais Como menciona Donizetti (2005. 22). juízes leigos e turma recursal”. TURMA RECURSAL Composta por três juizes togados. preferencialmente. preferentemente. recrutados. Vamos lembrar quais são essas formas de intervenção. Da intervenção de terceiro Art. essa composição não se compara a de um órgão colegiado. sob a orientação do juiz togado ou leigo. os primeiros.192). entre os advogados com mais de cinco anos de experiência (art. 10. Faremos abaixo um quadro comparativo das atribuições de cada um: JUIZ TOGADO Compete-lhe dirigir e julgar o processo em todas as suas fases. 7º Os conciliadores e juízes leigos são auxiliares da Justiça. Você já estudou-as na disciplina de Direito Processual Civil I: a) A oposição. e os segundos. Podem conduzir a conciliação (art. c) Denunciação da lide. são de pouca aplicabilidade nos Juizados Especiais. As hipóteses de intervenção do Ministério Público. o procedimento do Juizado Especial não admite qualquer espécie de intervenção de terceiro”. No entanto. dirigir a instrução e julgar a demanda.

Mostrou-nos. que determinadas pessoas. Comentário 31 . desde que assistido por seu advogado. o que pretendeu o legislador ao trazer a figura do conciliador e do juiz leigo? Conclusão Este tema nos serviu para conhecer algumas peculiaridades dos Juizados Especiais Cíveis. Fonte: Donizetti (2005. c)Nas causas com teto máximo em até 20 salários mínimos. 188) Pare e Pense Você já estudou a origem e os princípios que norteiam os Juizados Especiais. d)Nos juizados especiais não se admite a intervenção de terceiros. p. como é o caso. Atividades finais Assinale a alternativa correta quanto aos Juizados Especiais: a)O preso. não podem demandar no Juizado. b)Admite-se. 1. Em sua opinião. em nome do princípio da igualdade. por exemplo. que poderá homologá-la. como forma de intervenção de terceiros. antes de se manifestar. a parte não pode demandar como autor. Reflita agora sobre a composição do Juizado Especial.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS hipótese em que a sentença será submetida à apreciação do juiz togado. Serviu-nos para demonstrar quem pode ser parte demandante e especialmente para demonstrar que existem situações em que. caso uma das partes compareça sem advogado. admite-se o litisconsórcio. poderá demandar em sede de Juizado Especial Cível. ainda. mesmo possuindo capacidade. contudo. nem como autor e nem como réu. das empresas públicas e da massa falida entre outros. apenas a oposição. mas poderá ser réu na ação (empresas privadas). determinar a realização de atos probatórios indispensáveis. proferir outra em substituição ou. do preso. o juiz deverá nomear um. às vezes.

bem como refletir sobre o litisconsórcio e as formas de intervenção de terceiro. quem não poderá demandar. Informações para o próximo tema Estudaremos. Tema 04 Do Procedimento e dos atos processuais nos Juizados Especiais Cíveis 32 . nem como autor e nem como réu. 2. Síntese do tema Este tema foi proposto para fixar as diferenças entre o conhecimento que você já tinha adquirido em relação às partes e competência. em disciplinas estudadas anteriormente. na aula 4. Comentário Com esse exercício você será capaz de fixar melhor o seu estudo sobre a capacidade de ser parte nos Juizados Especiais.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A questão proposta servirá como base de estudo. Tente fazer um paralelo entre as pessoas que podem demandar em sede de Juizado Especial Cível como autor e. pois você terá que se lembrar quem pode demandar e ser demandado em sede de Juizado. os procedimentos nos Juizados Especiais e os atos processuais em sede dos Juizados Especiais Cíveis. bem como da competência dos Juizados Especiais Cíveis. que não admitem demanda envolvendo determinadas pessoas.

em segredo de justiça os processos: I . Inexistindo a restrição do art. não recaem sobre esses. conversão desta em divórcio. 193). (1977.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Meta do tema Apresentação do procedimento e dos atos processuais nos Juizados Especiais Cíveis. O saudoso Frederico Marques afirma que: “ato processual é aquele praticado no processo e que para este tem relevância jurídica”. 5º. o recomendável é que assim disponham as leis de organização judiciária dos Estados. filiação. praticando-se. XI. p. pode-se concluir que os atos processuais são públicos. no que couber. você precisará rever o que já estudou na disciplina de Direito Processual Civil I.099/95 prevê: “Os atos processuais serão públicos e poderão realizar-se em horário noturno. apresentaremos esse novo tema. Objetivo • • Conhecer como se dão os atos processuais no Juizado Especial Cível. 1. da Constituição da República.que dizem respeito a casamento. Conforme Donizetti (2005. Introdução Considerando que você possui conhecimentos básicos. 12 da Lei 9. Analisar o procedimento no Juizado Especial Cível. Donizetti (2005. Correm. atos processuais internos e externos observados o disposto no art. realçando apenas as peculiaridades inerentes aos Juizados Especiais Cíveis. diferenciando. Art. Il . Do próprio artigo. alimentos e guarda de menores. separação dos cônjuges.em que o exigir o interesse público. Dos Atos Processuais O art.193). p. do procedimento na justiça comum. relativo a processo e procedimento. a ressalva do art. conforme dispuserem as normas de organização judiciária”. todavia. inclusive no horário noturno. 155 do Código Processo Civil. 33 . Pré-requisitos Neste tema. p. Vamos conferir esse artigo. Os atos processuais são públicos. pode o Juizado Especial funcionar vinte e quatro horas por dia. v. 302). 155. Aliás. 172 do Código de Processo Civil. leciona que.

099/95 prevê as formas de citação no âmbito dos Juizados. Da Citação via Correio O art. Vamos conhecer as especificidades da citação nos Juizados Especiais Cíveis. 14 da Lei 9. as causas que pudessem ferir o disposto no artigo mencionado. pelo estudo da citação em sede dos Juizados Especiais. podendo ser utilizado o sistema de fichas ou formulários impressos”. devendo constar. Verifica-se assim que a intenção do legislador é realmente de aproximar. o critério pelo qual nenhuma nulidade será reconhecida sem comprovação de prejuízo está previsto na lei e a decisão do julgador deve ser motivada e comporta recurso. à Secretaria do Juizado”. inclusive a forma de iniciar o diálogo do jurisdicionado com o Poder Judiciário. simplificando. prevalecendo a verdade real sobre a verdade formal. tudo a demonstrar inexistir qualquer violação aos princípios do devido processo legal e da ampla defesa. Do § 3º do mesmo artigo extrai-se que “o pedido oral será reduzido a escrito pela Secretaria do Juizado. Da Citação Verificamos no tópico anterior que em muitos aspectos se fazem presentes os princípios da simplicidade e da informalidade nos Juizados Especiais. Da seqüência dos atos do procedimento no Juizado Especial De acordo com o art. 2º desta Lei. Os atos processuais serão válidos sempre que preencherem as finalidades para as quais forem realizados. Conforme Donizetti (2005. É o que vamos constatar na seqüência de atos que sucedem o pedido inicial. Art. de forma sucinta. § 1º Não se pronunciará qualquer nulidade sem que tenha havido prejuízo. “o processo instaurar-se-á com a apresentação do pedido. tanto quanto possível. A finalidade do processo De acordo com o art. maior informalidade na própria lei.099/95. Vamos a esse artigo: 34 . 13 da Lei n. os atos processuais são considerados válidos sempre que atingirem a sua finalidade. Para Chimenti (2004. atendidos os critérios indicados no art.119). apenas os elementos identificadores da causa”. p. matéria que já foi abordada no estudo do Direito Processual Civil I. de retirar da sua disciplina.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Percebe-se que o legislador cuidou. 194-196). escrito ou oral. 9. começando assim. Quanto à citação.099/95. quando tratou da competência dos Juizados Especiais. 13. esse pedido formulado aos Juizados deverá ser “informal. da Lei 9. de facilitar o acesso ao judiciário. p. você perceberá que existe.

não sendo possível a citação pelo correio.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Art. considerar-se-ão verdadeiras as alegações iniciais. mediante entrega ao encarregado da recepção. 35 . A citação far-se-á: I . como afirma Silva (2005. independentemente de mandado ou carta precatória. 52-53). e comum quando se referir à pessoa jurídica ou firma individual. que será obrigatoriamente identificado pelo funcionário do Correio responsável pela entrega da correspondência.por correspondência. pois ainda que o citando não tenha tomado conhecimento a tempo do conteúdo da correspondência. § 3º O comparecimento espontâneo suprirá a falta ou nulidade da citação Silva (2005. independentemente de mandado ou carta precatória. tendo em vista a inércia e irresponsabilidade funcional do seu empregado. § 2º Não se fará citação por edital.099/95”. dia e hora para comparecimento do citando e advertência de que.sendo necessário. Para ele. p. 18 da Lei 9. III . 18. como a de casos em que se trata de pessoa jurídica ou firma individual instalada em condomínio. não eivando assim de vício a citação. tendo ele apenas ação de responsabilidade em face do condomínio. será considerada válida a citação Quando entregue ao funcionário do condomínio encarregado da recepção das correspondências remetidas aos condôminos. Trata ainda o mesmo autor de algumas particularidades. conforme ilação do disposto no art. não se admite a citação por edital.tratando-se de pessoa jurídica ou firma individual. De modo que. p. 139) que a necessidade de citação por oficial de justiça decorre de dois fatores: a) na hipótese do local do domicílio do réu não ser servido pelos Correios. 51) considera que As citações se processam por correspondência através do Correio. não comparecendo este. II . e será proferido julgamento. que será obrigatoriamente identificado. mediante entrega ao encarregado da recepção. Explica-nos Chimenti (2004. de plano. com aviso de recebimento (AR) em mãos próprias quando se tratar de pessoa física. por oficial de justiça. § 1º A citação conterá cópia do pedido inicial. com aviso de recebimento em mão própria. a citação será realizada “através de oficial de justiça. não vicia o ato processual. p. por não lhe ter sido repassada pelo condomínio. Da Citação por Oficial de Justiça Uma observação que não se pode deixar de levar em conta é que. em sede dos Juizados Especiais.

Passemos. 147) leciona que A intimação será feita na forma prevista para a citação (art. 139).099/95 e que pode ser efetivada no endereço residencial ou comercial”. no que couber. 52.o devedor poderá oferecer embargos. A intimação por telefone deve ser considerada válida se acompanhada 36 . A execução da sentença processar-se-á no próprio Juizado. até porque a lei que regulamenta o procedimento do Juizado é omissa quanto à essa modalidade de citação. aplicando-se. a regra geral prevista nos arts. se ele correu à revelia. se este lhe ocorreu à revelia. p. Aliás. sob pena de tornar a prestação jurisdicional desacreditada. p. 18 da Lei n. nos autos da execução. é o que afirma Chimenti (2004. portanto. p. Das Intimações Chimenti (2004. 52 da referida lei. todos do Código de Processo Civil. o § 3º do art. E lembra ainda o autor que “a falta ou a nulidade de citação no processo de conhecimento.099/95 que: Art. 53) entende cabível a citação por hora certa. a análise do art. pois para o autor. 214 do CPC. versando sobre: a) falta ou nulidade da citação no processo. 227 a 230. destarte. o disposto no Código de Processo Civil. aplicando-se. fonegrama etc). Do Comparecimento Espontâneo Chimenti (2004. é um dos fundamentos que respaldam a oposição de embargos à execução do título judicial”. no seu entendimento Não podemos admitir que o citado venha obstar a citação através do Correio e se oculte à citação por meio de oficial de justiça. inciso IX da Lei 9.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS b) nos casos em que o destinatário oculta-se ou cria óbices na citação postal Da Citação por hora certa Silva (2005. 9.099/95) ou por qualquer outro meio idôneo de comunicação (fac-símile. com as seguintes alterações: IX . pois. “havendo suspeita de ocultação. 145) explica que a exemplo do disposto no § 1º do art. 18 da Lei 9.099/95 prevê que “o comparecimento espontâneo do requerido supre a falta ou a nulidade da sua citação”. o oficial de justiça deverá formalizar a citação por hora certa que nada tem de incompatível com o rito da Lei n. p. 52. Dispõe o art. 9.

Explica o autor que Para essa lei.151) anota que “não comparecendo o réu a qualquer das audiências e restando infrutífera a tentativa de conciliação. esses serão diretamente intimados pelo Escrivão ou Escrevente da Secretaria. Não basta. “que é a disposto na lei dos Juizados Especiais. Possuindo a parte mais de um advogado.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS do comprovante de seu recebimento (normalmente via facsímile emitido pelo recebedor). 20. Art. como observância de um dos grandes princípios dos Juizados. Da Revelia A revelia está disciplinada no art. salvo se do contrário resultar a convicção do juiz. salvo se o contrário resultar da convicção do Juiz. portanto. Destacamo-las no quadro abaixo: Havendo advogado constituído nos autos O assistido será considerado intimado com a simples publicação do ato no órgão oficial. Chimenti (2004. de conciliação entre os litigantes”. Chimenti (2004. 343. reputar-se-ão verdadeiros os fatos alegados no pedido inicial. 9. 151) justifica o rigor da exigência do comparecimento Não conflitando com o pessoal. . Em regra será suficiente a publicação em nome de um deles. 20 da Lei n.099/95. Chimenti (2004. tentativa incidem também as causas de extinção previstas no art. p. o processo será julgado à revelia. consideramse feitas as intimações pela só publicação dos atos no órgão oficial. observado o art. 267 do 37 CPC. No Distrito Federal e nas Capitais dos Estados e dos Territórios. Realçando mais uma vez o princípio da informalidade dos Juizados Especiais. escrita ou oral. p. nos termos do art. 20 da Lei 9. especialmente no que diz respeito às intimações. 147) realça três situações largamente vivenciadas na prática. É necessário o comparecimento pessoal e mais a apresentação da resposta. do CPC). os efeitos da revelia (presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor) decorrem da ausência do réu à sessão de conciliação ou à audiência de instrução e julgamento. Art. p. a apresentação de resposta em audiência para que sejam afastados os efeitos da revelia. 236.099/95”. já que a falta desta última acarreta imposição de pena de confissão (art. Comparecendo (parte ou advogado) em Cartório. 147) Parte ou advogado comparecendo em cartório. 236 do CPC Fonte: Chimenti (2004. § 2º. Não comparecendo o demandado à sessão de conciliação ou à audiência de instrução e julgamento.

na audiência de conciliação. tendo-se efetuado a citação na forma da lei.quando for reconhecida a incompetência territorial. o conciliador deverá. a habilitação depender de sentença ou não se der no prazo de trinta dias. IV. de prévia intimação da parte”. § 1º A extinção do processo independerá. nessa hipótese não há decretação da revelia e sim extinção sem a apreciação dos aspectos meritórios da lide. o conciliador deverá dar. segundo Silva (2005. Na hipótese de não ocorrer a conciliação entre as partes. falecido o autor. nas seguintes hipóteses: Art. Da audiência conciliatória Como nos explica Silva (2005. o autor não promover a citação dos sucessores no prazo de trinta dias da ciência do fato. de acordo com o § 2º do artigo 51. o processo será extinto sem o julgamento do mérito. de prévia intimação pessoal das partes. 8º desta Lei. em qualquer hipótese. “ciência aos presentes.quando sobrevier qualquer dos impedimentos previstos no art. V . Assim. em número máximo de três. Prevê o art. p. além dos casos previstos em lei: I .099/95 que o processo será extinto sem julgamento do mérito. Assim.quando inadmissível o procedimento instituído por esta Lei ou seu prosseguimento.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Da hipótese de ausência de ambas as partes Na hipótese de ausência de ambas as partes na audiência conciliatória. III . 51 não é um rol taxativo. VI . § 2º No caso do inciso I deste artigo.quando. 51 da Lei 9.quando o autor deixar de comparecer a qualquer das audiências do processo. alertando as partes que deverão trazer suas testemunhas. “exige-se o comparecimento pessoal das partes. 194) lembra que. II . quando comprovar que a ausência decorre de força maior.59). “não conflitando com o disposto na Lei dos Juizados Especiais. 267 do Código de Processo Civil”. falecido o réu. 51. sendo obrigatória a assistência de Advogados somente quando o valor da causa for superior a 20 vezes o salário mínimo”. Extingue-se o processo. p. Donizetti (2005. p. 38 . pelo Juiz. em qualquer hipótese. “a extinção do processo independerá. a parte poderá ser isentada. da designação. designar a audiência de instrução e julgamento. para prestarem depoimento na referida audiência”.quando. O rol do art. após a conciliação. incidem também as causas de extinção previstas no art. 61). do pagamento das custas.

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Da resposta do réu
Como você estudou no Direito Processual Civil, uma das formas de resposta do réu é a contestação. Isso também não muda nos Juizados Especiais. Donizetti (2005, p. 195) indica que o momento oportuno para o réu apresentar a contestação é na audiência de instrução e julgamento. Essa, atendendo ao princípio da informalidade, poderá ser escrita ou oral. O que importa, segundo o autor, é que contenha “toda a matéria de defesa, inclusive a argüição de incompetência e o pedido contraposto”. Nos Juizados Cíveis não cabe reconvenção, admitindo-se, porém, o pedido contraposto. Segundo Donizetti (2005, p. 195), diferentemente do Direito Processual Civil, nos Juizados Especiais a incompetência poderá ser argüida na própria na contestação. O mesmo não se dá, porém, com o impedimento e a suspeição (que você já estudou no Direito Processual Civil I), que deverão ser argüidos em apartado, na forma dos arts. 312 a 314 do CPC.

Dos meios de prova
As provas estão disciplinadas nos arts. 32 a 37 da Lei 9.099/95. Segundo o art. 32, da referida lei “Todos os meios de prova moralmente legítimos, ainda que não especificados em lei, são hábeis para provar a veracidade dos fatos alegados pelas partes”. Silva (2005, p. 46) menciona que quanto aos meios específicos de prova, temos os seguintes: documental, pericial, testemunhal e depoimento pessoal das partes. Em nosso tema, teceremos alguns comentários sobre cada um deles, dando maior ênfase àqueles mais usados nos Juizados, já que alguns meios de prova, como a pericial, por exemplo, não se coadunam com o rito dos Juizados Especiais.

Esquema ilustrativo das provas nos Juizados Especiais
Deve o reclamante adunar à inicial os documentos que visam comprovar o Prova documental direito ali articulado, não obstando a juntada de novos documentos, mesmo no momento da audiência de instrução e julgamento. Esse meio de prova é inviável no

procedimento do Juizado Especial Cível, tendo em vista princípios que orientam o procedimento (informalidade e celeridade dos atos processuais). Admite-se, porém, o que se chama de

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perícia informal, que a apresentação de Da prova pericial laudo técnico no assunto discutido, contratado pela parte interessada, que deve assumir todos os custos financeiros. O art. 35 prevê ainda que o juiz poderá ouvir técnicos de sua confiança, permitindo-se às partes a apresentação de parecer técnico. Cada uma das partes poderá indicar, no máximo necessário instrução Prova testemunhal necessidade de cinco dias. A oitiva de testemunhas se processa pelo sistema de gravação magnética. Deverá Depoimento pessoal também ser pelo requerido sistema pela de parte três o e de testemunhas, oferecimento julgamento. intimação, sendo do rol,

devendo-se trazê-las, para a audiência de Havendo a parte

interessada deverá requerê-la no mínimo

interessada ou tomado ex officio pelo juiz, gravação magnética.

Fonte: Silva (2005, p. 46-49)

Da audiência de instrução e julgamento
Como nos explica Silva (2005, p. 64), a audiência de instrução e julgamento “será realizada pelo sistema de gravação magnética, através de fita cassete de gravador simples, sendo presidida pelo juiz de direito ou juiz leigo”. Na abertura da audiência de conciliação e julgamento, o juiz deverá renovar a proposta de conciliação das partes. Não obtida a conciliação, o juiz pedirá ao demandado que apresente sua contestação. Silva (2005, p. 64) leciona que
Encerrada a fase de contestação, passará o juiz, à produção de provas e, se entender necessário, tomará em primeiro lugar o depoimento pessoal das partes, passando a seguir a inquirir, inicialmente, as testemunhas trazidas pela parte reclamante e, logo após, as da parte reclamada.

Após a colheita de provas, aduz Silva (2005, p. 64) que “deve o juiz abrir os debates orais, dando a palavra inicialmente à parte reclamante e a seguir à parte reclamada, a fim de que ofereçam às suas razões finais”. Após as razões

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finais o juiz, então, proferirá a sentença, que poderá ser na audiência ou designar dia e hora da sua publicação em cartório.

Da sentença
Estudamos no tópico acima, que a sentença poderá ser proferida na própria audiência, ou, em outra hipótese, que na própria audiência o juiz designe dia e hora para publicar a sentença em Cartório. A sentença, nos moldes da Lei 9.099/95, está disciplinada no art. 38. Vamos ver o teor do artigo: “A sentença mencionará os elementos de convicção do Juiz, com breve resumo dos fatos relevantes ocorridos em audiência, dispensado o relatório”. Também na sentença, podemos sentir como a informalidade se faz presente nos procedimentos dos Juizados Especiais. Ressalta Silva (2005, 64) que
Apresentadas as razões finais, o juiz passará a proferir sua sentença em audiência; não se sentindo habilitado naquele momento, determinará a conclusão do feito para a prolação da sentença, designando na mesma assentada dia e hora para a leitura e publicação da sentença a ser proferida, intimando-se os presentes para o ato, que será realizado no Cartório do Juizado, que lavrará o termo respectivo quando da realização do ato.

Ainda segundo Silva (2005, p. 64), após o trânsito em julgado da sentença, que se dará no prazo de 10 dias a contar do ciente das partes, dado que sua publicação é feita em audiência, “o Cartório certificar-se-á no sentido de que foi apagada a fita cassete na qual foi gravada a audiência, reservando a mesma para a gravação de novas audiências em outros processos”. Outra hipótese cabível será quando, não sendo a sentença prolatada em audiência e, segundo Silva (2005, p. 65), “não tendo o juiz designado dia e hora para a sua leitura e publicação, deverão as partes ser intimadas da mesma através do correio, postando a carta de intimação mediante AR”. Ressalta o autor (2005, p. 65) que “estando as partes assistidas por advogados, basta a intimação destes. (...) em primeiro grau de jurisdição as partes e seus advogados não poderão ser intimados por via editalícia, como ocorre nas turmas recursais”.

Atividade
O Juizado Especial Cível da Justiça comum tem competência para julgar a(s): I. causas cujo valor não exceda a 40 vezes o salário mínimo ou as de valor superior, desde que, não havendo conciliação, haja renúncia ao valor excedente ao teto.

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Não obtida a conciliação e não optado as partes pelo juízo arbitral (art. Art. ou ainda. 21). de eventual crédito que exceder a quarenta salários mínimos Parágrafo único do art. cujo teto seja inferior a vinte salários mínimos. b) I e III. III.As partes deverão ser esclarecidas sobre as vantagens da conciliação.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS II. mediante sentença. causas relativas ao estado e à capacidade das pessoas. preparando-o para responder às atividades finais. Assinale a alternativa que contemple as hipóteses de competência dos Juizados Especiais Cíveis da Justiça comum. Pare Pense Você seria capaz de formular. Essa sentença será irrecorrível (art. 27 A ausência do réu induz aos efeitos da revelia. LEI 9. A ausência do autor à sessão de conciliação provoca a extinção do processo (art. c) II eIII. execução de seus próprios julgados. será designada a sessão de conciliação. Comentário O exercício serve para você refletir sobre a competência dos Juizados. pensar em uma situação fictícia que se aplique ao caso. para então realizar a conciliação. 22 42 . mormente sobre a renúncia implícita. não havendo acordo. esta será reduzida a termo e homologada pelo juiz togado. 14 Art. 24).099/95 . que possa dar ensejo ao presente exercício. a) I e II. que terá eficácia de título executivo judicial. apresentamos um quadro em que revisaremos as etapas do procedimento no Juizado Especial. Art. um pedido para ingressar com uma ação. Abaixo. 22 (art. Você poderá reproduzir algum episódio que já vivenciou. d) III e IV. desde que não excedam o valor de 40 salários mínimos. 16 Art.JUIZADOS ESPECIAIS O processo instaura-se com a apresentação do pedido (oral ou escrito) Registrado o pedido. causas de interesse da fazenda pública. Audiência de Instrução e Julgamento. 51). desde que de cunho patrimonial. 41). Citação conforme procedimento específicos do juizado especial. com a finalidade de proporcionar-lhe uma visão mais ampla sobre o assunto. que você estudou no tema anterior. junto ao juizado Especial Cível? Tente imaginar algum episódio. IV. Conciliação . 18 Art. Obtida a conciliação. o juiz realizará a audiência de instrução e julgamento.

com toda a matéria de Art. p. 43 . em seguida. mais uma vez confirma-se a importância e relevância social da Lei dos Juizados Especiais Cíveis. Comentário Esse exercício foi pensado para que você possa perceber e discutir como se dá a participação de cada um deles nos atos processuais dos Juizados Especiais. 2. quando o autor deixar de comparecer a qualquer das audiências do processo. 454 do CPC. 28 em separado. Serão ouvidas as partes. Com referência no tema que você acabou de estudar responda: quem é o conciliador. Nos Juizados Especiais Cíveis ocorrerá a extinção do processo sem julgamento do mérito: a) b) c) d) quando não houver prévia intimação pessoal da parte.099/95. 196-197) Conclusão Pelas reflexões apontadas.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A audiência essa poderá ser uma (na mesma data da conciliação) ou Art. quando o requerido não apresentar a contestação. que o princípio da informalidade. após a colheita de provas será dado às partes o direito fazer alegações finais na forma do art. o juiz proferirá sentença da qual caberá apelação. O réu apresentará contestação (escrita ou oral). Art. o juiz leigo e o juiz togado? Explique a atividade exercida por cada um deles. estudamos alguns atos processuais que demonstram e reafirmam os princípios basilares da Lei 9. quando será designada nova data. 267 do CPC. decorre de outro princípio da referida lei. Se in casu. Audiência de Instrução e Julgamento. colhida a prova e. inclusive argüição de incompetência e pedido contraposto. nem todos os juízes proferem a sentença em audiência e. 30 e 31 as partes saem intimadas da data da publicação da sentença. atendendo aos anseios da coletividade. proferida a sentença. apenas nas hipóteses do art. É evidente a celeridade que se reafirma em vários pontos. 32 defesa. a fim de tornar o Poder Judiciário mais célere e ágil. Fonte: Donizetti (2005. Neste tema. Não havendo necessidade de alegações finais. Na prática. Atividades 1. Da Sentença. Da resposta do réu.

099/95 e art. 51 da Lei 9. procuramos trazer uma visão panorâmica dos atos processuais nos Juizados Especiais.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Comentário Você poderá responder a essa questão a partir da leitura do art. 267 do CPC. e diferenciá-lo dos demais recursos dentro das esferas Cíveis e Criminais aplicados na justiça comum. Síntese do tema No tema estudado. Informações sobre o próximo tema Vimos nos temas anteriores os pricípios que regem os Juizados e os Juizados Especiais Cíveis. na disciplina de Direito Processual Civil I. veremos o Sistema Recursal do Juizado Especial Cível. abordamos de forma mais sucinta aquilo que você já havia estudado. Pré-requisitos 44 .099/95. Bons estudos. sua composição. atos processuais etc. audiências. já havíamos anteriormente estudado. sua aplicabilidade. dando ênfase apenas às particularidades dos Juizados Especiais. Por essa razão. Tema 05 O Sistema Recursal no Juizado Especial Cível Meta do tema Demonstração do Sistema Recursal na esfera do Juizado Especial Cível. Objetivo • Entender o sistema Recursal da Lei n 9. Você deve ter percebido que muitos pontos. No próximo tema. durante o semestre passado.

9. ambigüidade.259/2001. os embargos de declaração são interpostos por escrito ou oral no prazo de cinco dias. Santos (2003. contados da ciência da decisão (art. 48 da Lei n. como meio excepcional de impugnação. contradição. após a identificação de todos os recursos cabiveis. Os Embargos de Declaração. nem os embargos de declaração. Para o autor. as sentenças homologatórias de autocomposição ou do laudo arbitral não desafiam qualquer recurso. não permite a aplicação subsidiária do CPC e se limita a dois recursos: embargos declaratórios e recurso inominado. 760) afirma que o elenco recursal. já que as partes para ele devem ser intimadas (art. 219). 46).099/95 e 10. dentro do espírito da celeridade processual que norteia os Juizados Especiais Cíveis. não é admitido o recurso de agravo. igualmente. têm vez tanto da sentença de primeiro grau. p. dentro das Leis nºs 9. As partes que se julgarem prejudicadas. p. 151). Sendo assim. seus dispositivos. 45 . quando houver obscuridade. omissão ou dúvida (art. Para o autor. Prazo para interposição Segundo disposto no art. Embargos de Declaração Conceito Para Schlichting (2004. como do acórdão da turma recursal. Embargos de Declaração são os recursos colocados à disposição dos sujeitos do processo com a finalidade de requerer ao julgador a declaração de sua decisão. para atacar os atos judiciais no curso do processo. 45) e a súmula do julgamento servirá de acórdão (art. também chamados de Embargos Declaratórios. desde que preenchidos os requisitos pertinentes e que não são admissíveis embargos infringentes nem o recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça. vigora nos Juizados Especiais Cíveis a regra da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias. Introdução Segundo Chimenti (2005. 9. por estar ela eivada de error in procedendo (erro de procedimento) que lhe cause obscuridade.099/95. contradição ou omissão.099). 48 da Lei n. o recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal. diante dos casos de relevância e urgência podem lançar mão do mandado de segurança. é admissível. Em se tratando de acórdão. 49). nem mesmo quando destinado a destrancar outro recurso. pg. e formas de interposição.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Você encontrará mais facilidade para entender este tema. o prazo é do próprio julgamento.

se for dia útil. 50 da lei supra que quando os embargos são interpostos Contagem de Prazos Por exemplo. como qualquer recurso. d) preparo em quarenta e oito horas contadas da interposição. contra sentença. da Lei n 9.099/95. da Lei n. intimadas as partes da sentença numa sexta-feira.099/95 estabelece que a decisão da Turma Recursal. por interpretação analógica do art. contendo as razões do inconformismo. como é chamado. 46 da Lei 9. excepcionalmente. o suspensivo. reunidos na recorrido exerce o sede do Juizado. devendo as partes ser intimadas da data da sessão“juízo de de julgamento.099/95). 41. prorrogar-se-á até segunda-feira. § 1º. independente de intimação. e não se interrompem. sua reforma ou invalidação. e) efeito. a presença do Advogado é sempre indispensável. resumida fundamentação e dispositivo. apenas devolutivo. será julgado. Findo o prazo num sábado ou domingo. em primeiro grau.099/95 não tratou os embargos como recurso. deverá constar somente da negando-lhe ata. 41. o recurso inominado. salvo se esta não for dia útil. 9. para evitar dano irreparável à parte. c) interposição no prazo de dez dias a partir da ciência da sentença. 130). Em segundo grau. Diz-se que o órgão admissibilidade” da pretensão recursal. p.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Santos (2003. devem ser reduzidos a escrito pela Secretaria do Juizado. determinando o seu O art. 46 . merecendo destaque os seguintes aspectos: a) obrigatoriedade de atuação dos advogados representando as partes. isso significa que apenas será devolvido às partes o restante do prazo ainda não escoado. 9. os juízes não terão elementos para a declaração pretendida. Recurso Inominado ou Apelação Schlichting (2004. A Lei n. suspendem o prazo de recurso para ambas as partes. com vistas a obter por meio do reexame pelo órgão de segundo grau. Por tal razão. Dispõe o art. 763) afirma que. o Recurso Inominado ou de apelação. indicando-se a identificação do processo.099/95. admitido. pois. Segundo o autor. §3º da Lei n 9. o prazo somente passará a fluir a partir da segunda-feira. 14. p. seguimento. Para Santos ( 2003. caso contrário. de regra. podem ser interpostos pela própria parte. quando dispensada a presença de advogado. conforme satisfaça ou não os requisitos da lei. b) formalização em petição escrita. os embargos. por uma turma recursal composta de três juízes togados. quando forem interpostos de forma oral. Do julgamento do recurso inominado Na dicção do art. conceitua apelação como sendo o recurso interposto da sentença (terminativa ou definitiva) por um dos sujeitos do processo. submete-se à satisfação dos requisitos intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade. em exercício no primeiro grau de jurisdição. da sentença que julgar a lide ou da que extinguir o processo sem julgamento de mérito caberá recurso para o próprio Juizado (art. processamento fiel ao princípio da simplicidade das formas. 761). quando então o prazo passará a transcorrer a partir do primeiro dia útil. p.

28). para o julgamento de mérito. que são de dois tipos: objetivos ou extrínsecos e subjetivos ou intrínsecos. a parte vencida deve interpor o recurso adequado à espécie. no caso de confirmação da sentença pelos próprios fundamentos. o juiz possui a faculdade de recebê-lo. em geral costuma ocorrer na própria audiência. Os pressupostos objetivos.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS anotando-se. servirá de acórdão a súmula do julgamento. Juízo de Admissibilidade Em matéria de recurso. da inexistência de fato impeditivo ou extintivo do recurso. da legitimidade e do interesse em recorrer. Schlichting (2004. • Capacidade postulatória na fase recursal. o recorrente manifesta seu inconformismo com a sentença. pois. Prazo para a Interposição do recurso Segundo Santos (2003. compete ao juiz do feito. a lei prevê certas exigências: os chamados pressupostos recursais. recolhimento das custas processuais. que. ao receber a petição em que. fazer um exame prévio dos pressupostos de admissibilidade do recurso. Aplica-se a regra geral para a contagem do prazo. pertinem ao próprio recurso. 47 . Os pressupostos objetivos são basicamente cinco: • • • • Previsibilidade do recurso. excluímos o dia do começo e incluídos o dia final do prazo recursal. o recurso deve ser interposto no prazo legal. objetivamente considerado. Mais um motivo para tal princípio ser aplicado nos Juizados são os princípios da simplicidade e da informalidade dos atos processuais. ainda. o exame de cabimento do recurso. segundo a classificação do autor. 761). possa ser conhecido. pois é nela que o juiz deve proferir sua decisão sobre a lide (art. Tempestividade. que são os juízos de admissibilidade e de mérito. porém se for interposto o recurso inadequadamente. em que deverão as partes estar assistidas por advogados. enviado à instância onde ele será apreciado. os subjetivos concernem à pessoa do recorrente. Assim. Segundo o autor. É. Onde o recurso interposto deve estar previsto em lei. o recurso deve ser interposto no prazo de 10 (dez) dias. p. a contar da intimação da sentença. 122) afirma que juízo de admissibilidade é aquele que examina certas preliminares necessárias a que o recurso seja admitido a fim de que. Adequação do recurso. p. aplicando assim o princípio da fungibilidade dos recursos.

p. fica prorrogado para o dia útil seguinte. Para o autor. a com a regra do art. recurso somente quanto aos pressupostos de admissibilidade ou não do recurso. ensejando a deserção do recurso por falta de preparo. de juros e de outras parcelas serão efetuados por servidor judicial. 429). o depósito da respectiva importância. fica prorrogado para a segunda-feira seguinte. sem haver necessidade do recorrente ser intimado para que o faça. exatamente com o mesmo minuto em que foi protocolizada a petição (12h00). 1984. preparo é aplicado para designar o ato pelo qual se procede ou se promove a verificação das despesas judiciais. que será somente a parte vencida na sentença. mesmo de ofício. em cartório.os cálculos de conversão de índices. p. não se incluindo o dia da interposição do também só extinção ocorrerá recurso. de acordo Em tais casos. Nessa intimação. no sentido jurídico. seja o recurso enviado à conclusão do julgador. Preparo do Recurso Segundo Plácido e Silva (1984. do latim praeparare. esse prazo é preclusivo. 52. contendo a conversão em Bônus do Tesouro Nacional . formado pelo verbo preparar. aparelhar.as sentenças serão necessariamente líquidas.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Os pressupostos subjetivos são basicamente dois: • • Interesse na interposição do recurso. Por exemplo. significa dispor. 429). para que se efetive. também sob pena de deserção. (PLÁCIDO E SILVA. Para o autor. conta-se de minuto a minuto. § 4º. compete ao juiz prolator da decisão impugnada. onde somente as partes da relação processual estão legitimadas a interpor recurso perante o Juizado Especial. 125. apenas o exame que faz da regularidade procedimental do Preparo Preparo. na própria audiência em que for proferida. que é diferente do sentido jurídico. não conhecer do recurso. com as seguintes alterações: I .BTN ou índice equivalente. aplicando-se. Legitimidade para recorrer. o colégio recursal deverá. ao receber a petição recursal. A prova do preparo exige que o recorrente recolha a guia de depósito ainda dentro das quarenta e oito horas. de honorários. no minuto correspondente ao da interposição) por ter aplicação à espécie a Súmula 310 do Supremo Tribunal Federal. Segundo Chimenti (2005. coincidindo de recurso. aprestar. e. ficando. Interposto em sexta-feira seguinte (exaurindo-se na quarta-feira. II . o vencido será instado a cumprir a sentença tão logo 48 .a intimação da sentença será feita. DA CONTAGEM DE PRAZOS NOS JUIZADOS Como o prazo foi fixado em horas. 236). Se o dia do vencimento recair num feriado ou em dia em que não houver expediente forense. em grau apenas suspensa. sempre que possível. o disposto no Código de Processo Civil. prazo para o preparo só ocorre no terceiro dia seguinte (quinta-feira). de um ponto a outro do processo. Art. em preliminar ao mérito. no que couber. III . do Código Civil. se coincidir com um sábado ou domingo. e se prossiga no feito. A execução da sentença processar-se-á no próprio Juizado. se interposto ao meio-dia de uma segunda-feira. o termo final do antes da sentença final. o preparo do recurso deve ser feito no prazo de quarenta e oito horas. Em caso tal. após sua interposição.

d) causa impeditiva. é indispensável. nos casos de alienação de bem móvel. na sentença ou na fase de execução. quando. a qual se aperfeiçoará em juízo até a data fixada para a praça ou leilão. e tendo havido solicitação do interessado. Extinção do processo sem julgamento do mérito O juiz poderá não receber o recurso por defeito de forma (quando nele não contiverem razões ou o pedido do recorrente) e por intempestividade. será oferecida caução idônea. V . Sendo o preço inferior ao da avaliação. o credor ou terceira pessoa idônea a tratar da alienação do bem penhorado. 51 da Lei n. que poderá ser verbal. sem necessidade de analisar o mérito. poderá ser representado por preposto credenciado. o juiz.é dispensada a publicação de editais em jornais. o Juiz pode determinar o cumprimento por outrem. arbitrada de acordo com as condições econômicas do devedor. Isso também vale para o réu que formula pedido contraposto e não comparece à audiência de continuação da anterior. incluída a multa vencida de obrigação de dar. de fazer. autoriza ao juiz a extinção do processo. ou hipotecado o imóvel. b) manifesto excesso de execução. dela tomando conhecimento. e advertido dos efeitos do seu descumprimento (inciso V).o devedor poderá oferecer embargos. em tais pólo hipóteses.099/95. mesmo que assistida por advogado. o Juiz poderá autorizar o devedor. no que tange à sentença terminativa. modificativa ou extintiva da obrigação. VII .na obrigação de fazer. c) erro de cálculo. então. versando sobre: a) falta ou nulidade da citação no processo. a qualquer momento.nos casos de obrigação de entregar. que o Juiz de imediato arbitrará. quando evidenciada a malícia do devedor na execução do julgado. VI . nos casos seguintes: a) Ausência do autor a qualquer audiência do processo: o comparecimento pessoal da parte. VIII . a não ser que o réu seja pessoa jurídica ou comerciante. é causa de extinção do processo e não de simples prorrogação para o juízo que seria competente. c) Quando o juizado for incompetente em razão do território: a incompetência territorial. Determina a lei. nos autos da execução. o Juiz. superveniente à sentença. antes ou após a conciliação. pode declarar extinto o processo. d) Quando qualquer das partes perder capacidade processual: havendo vedação a que determinadas pessoas sejam partes no processo. o juiz verificando a inadmissibilidade do procedimento. b) Quando inadmissível ou inadequado o procedimento sumaríssimo: a qualquer momento. este deverá ser sucedido no processo. fixado o valor que o devedor deve depositar para as despesas. ou de não fazer. Se o pagamento não for à vista.não cumprida voluntariamente a sentença transitada em julgado. sob pena de multa diária. as partes serão ouvidas. poderá extingui-lo. o credor poderá requerer a elevação da multa ou a transformação da condenação em perdas e danos. que de prévia intimação. e) Quando falecer o autor e a habilitação depender de sentença ou demorar mais de trinta dias: falecendo o autor no curso do processo (e não versando A extinção do a demanda sobre direitos intransmissíveis). para a hipótese de inadimplemento.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS ocorra seu trânsito em julgado. dispensada nova citação. casos em que tal sucessão demorar mais de trinta dias para se realizar nos 49 . IX . quando se tratar de alienação de bens de pequeno valor. IV . cominará multa diária. proceder-se-á desde logo a execução. independe ativo do processo por seus sucessores. seguindo-se a execução por quantia certa. porém.na alienação forçada dos bens. Não cumprida a obrigação. se ele correu à revelia. quando reconhecida. 9. O art.

ou com o julgamento dos próprios embargos. aparentemente facultativa. se os sucessores do autor demorarem mais de trinta dias para se habilitar no processo) deverá o juiz proferir sentença terminativa. admite-se a sustentação oral do recurso por advogado. o Juizado Especial é competente para a execução de seus julgados. agora. 762). 764). p. O recurso é recebido apenas no seu efeito devolutivo. não havendo recurso específico contra a decisão. quando ocorrer à condição prevista. Execução Segundo Santos (2003.099/95. Nos termos do art. da data da sessão de julgamento. as partes deverão ser intimadas. o autor não promover a citação dos sucessores no prazo de trinta dias. o que. direito da parte. por meio de seus advogados constituídos. IX). afirma que as partes poderão requerer a transcrição da gravação da fita magnética referente à instrução e julgamento. E. falecido o réu. 761). possível será o mandado de segurança. porém. e o trânsito em julgado ocorre cinco dias após o prazo dos embargos declaratórios. para evitar dano irreparável para a parte (art. para dar efeito suspensivo ao recurso. com uma diferença fundamental da Justiça Comum. O mesmo resultado se produzirá quando a habilitação dos sucessores depender de sentença. Para o autor. Os processos de conhecimento e execução.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS (ou. por meio de jornal. nas hipóteses de decisão ilegal ou proferida com abuso de direito. 762). (2003. então. Procedimento do Recurso: Gravação de fitas Santos (2003. 7º. 45. f) Quando falecer o réu e a citação dos sucessores não for providenciada em trinta dias da ciência do fato: o mesmo ocorrerá quando. o acórdão considera-se publicado na própria sessão do julgamento. afirma que. extinguindo o processo sem julgamento do mérito. a partir da ciência do fato. se amalgamam em processo único. p. no Juizado Especial. de forma que não há necessidade de propositura de ação executória. torna-se perfeitamente dispensável. mas o juiz pode dar-lhe efeito suspensivo. Julgamento do Recurso Para Santos. da Lei n. o julgamento é simples. desde que a própria fita fique à disposição do órgão recursal. Santos (2003. p.43). a suspensividade é. 9. em outros termos. conforme imposição do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (art. mas. p. 50 . onde houver órgão que publique os atos respectivos.

ouvirá previamente ambas as partes. de aquisição a Havendo proposta prazo. 52. notas promissórias. VIII). a cominação de multa pode sofrer elevação ou dessa forma. inc.099 aponta quais são os pontos em que a execução de sentença deva sofrer alguma alteração. 51 . IX): credito particulares. VII). fixado o valor que o devedor terá de depositar para as despesas. se móvel o bem. por exemplo. à correção monetária. V). Cheques. a liquidação por cálculo do contador (art. por terceiro. V). dispensando-se. II).EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Chimenti (2005. sem mais delongas. inc. sob pena de multa diária (art. bastando que o credor a solicite. se imóvel (art. II. 52. III). o juiz ultimará a venda. de ofício.. IV). g) os embargos do devedor. falta ou nulidade da citação no processo. prevê indexador oficial. O art. como juros. e quanto aos honorários. correrão nos próprios autos da execução (não há autuação apartada). ou por hipoteca do próprio bem penhorado. f) a publicação de editais em jornais é dispensada quando se tratar de alienação de bens de pequeno valor. 52. c) na execução das obrigações de fazer ou não fazer. Desde logo. no juizado. pelo devedor ou pelo credor. a venda particular será garantida por caução idônea. o juiz pode determinar o cumprimento por outrem. não são advindos de sentença judicial. parágrafo único). inc. 52. se ele correu à revelia. transformação em perdas e danos. 52. 38. O pedido pode ser formulado verbalmente junto à Secretaria do Juizado. caso em que a execução passará a ser por quantia certa (art. o que será aferido segundo o prudente arbítrio do juiz (art. multas etc. contratos etc. o art. inc. instará o vencido a cumprir a condenação advertindo-o dos efeitos de seu descumprimento (art. aplicando-o subsidiariamente. Título Extrajudicial. inc. manifesto excesso de execução. letras de cambio. são os títulos de A matéria argüível será restrita a (art. o cálculo meramente aritmético será realizado por servidor da Secretaria do Juizado. p. 52. 52. e) na alienação dos bens penhorados. 52 da Lei 9. inc. a qual se aperfeiçoará em juízo até a data fixada para a praça ou o leilão. I. ou seja. inc. o juiz poderá autorizar a venda extrajudicial. expedir-se-á a ordem de penhora. Ex. O mandado executivo será expedido sem nova citação. inc. Não há nem mesmo petição inicial. Se for inferior. I. os mesmos do processo executivo disciplinado pelo Código de Processo Civil. b) a informalidade da abertura da execução: na audiência em que a sentença é proferida. se a execução for de quantia certa (art. Nem mesmo o cálculo do contador será cabível. 52. Não ocorrendo o cumprimento voluntário da sentença transitado em julgado. é sempre líquida (art. d) ainda nas obrigações de fazer. após seguro o juízo. Se o preço encontrado igualar ou superar o da avaliação. No tocante. arbitradas de imediato pelo juiz. 266) entende que o procedimento e os requisitos são. à conversão eventual de índices e a outras parcelas. terá início a execução forçada. em face do regime codificado: a) não há liquidação de sentença porque a condenação. basicamente. 52. o juiz.

o seguimento do De forma alguma advocatícia. por escrito ou oralmente. Os títulos executivos extrajudiciais encontram-se elencados no art. É que não cabe qualquer ou por oficial de justiça. a parte não poderá ver Na própria audiência. 765) afirma que não apresentados A turma recursal. com redução a escrito. dentre outros. ou julgados estes improcedentes. neste n. modificativa ou extintiva da obrigação. superveniente. da Lei n. caso. quando frustrada a conciliação.099/95. Santos (2003. I. Como exemplo. Porém. do Distrito Federal. excluídas aquelas que sejam cessionárias de direito de pessoas jurídicas (art. Santos (2003. IV. optar pelo procedimento. devendo fazer por escrito ou oralmente. mas as custas o juiz e deve monocrático obstruir os honorários só serão devidos em grau de recurso. 53. dos Estados e dos Municípios e. impugnada. conforme previsto no § 3º do art. para comparecer à audiência de conciliação (art. já que a assistência da parte por advogado em primeiro grau não assegura direito àrecurso quando o verba II. III. Execução de título extrajudicial Segundo disposto no art. Pode a parte requerer a execução até vinte salários mínimos. observam-se as mesmas restrições quanto àquelas que são próprias das pessoas vedadas de postular perante os Juizados Especiais. aplica-se o § 3º do art. devendo. se a execução for além de vinte salários mínimos. p. manto da passar-se-á a fase de penhora. qualquer das por três juízes composta togados. 8º. 764) afirma que a regra. 9. 585 do CPC. Mas o pedido deve sempre estar acompanhado do título a ser executado. renunciar ao valor que ultrapassar este limite. é a de que somente as pessoas físicas poderão figurar no pólo ativo das ações executivas de títulos extrajudiciais. quando o título for a maior (que o teto do Juizado).099/95). havendo conciliação nem sendo 52 .099/95). Lei seguimento e. embargos. com nomeação de bens pelo executado gratuidade. porém. permitindo-se ao credor. devendo o devedor ser intimado. 3º da lei 9. partes poderá requerer que o pagamento se faça por forma em exercício no primeiro de especial. em sede de Juizados. sem a presença de Advogado. Não jurisdição. 9. dos Territórios. 53.099/95. os títulos que representem crédito de pessoas jurídicas. causa impeditiva. compete julgar recursos interpostos contra as sentenças proferidas nos Juizados Especiais. a assistência do advogado será necessária. cita-se o caso das Fazendas Públicas da União. o devedor poderá reexaminada a sentença oferecer embargos. erro de cálculo. § 1º da Lei n 9. ao Juizado Especial compete também a execução de títulos extrajudiciais de valor até quarenta vezes o salário mínimo.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS III. 53. após efetuada contra a recurso a penhora. também. Contudo. Quanto à competência dos Juizados. recorrente invocar a prestação jurisdicional sob o Citado para pagar em vinte e quatro horas (24h00) e não o fazendo. § decisão que negar o 1º. p.

poderá haver dispensa de publicação de editais. A sentença de primeiro grau de jurisdição. O pedido de assistência judiciária será apreciado pela Turma Recursal competente para conhecer o recurso. uma vez que o juiz singular esgota sua jurisdição com a prolação da sentença. com o desentranhamento de todos os documentos (art. não poderá condenar o vencido nas custas processuais e honorários advocatícios. de uma diligência ou resultante de emolumentos devidos à justiça. as partes não estão sujeitas ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios. certamente. (1984. requerer a concessão da assistência judiciária gratuita é de se processar regularmente o recurso. 756). ao interpor o recurso. porque o preparo constitui pressuposto de admissibilidade do procedimento recursal.099/95. necessariamente. a quem compete decidir pelo deferimento ou não da pretendida assistência. conforme ilação do disposto nos arts. 234). remetendo-o à Turma Recursal. será recorrível. não excluída do âmbito recursal. o juiz decidirá neles. se o recorrente. para promoção de um ato processual. o requerimento da assistência judiciária gratuita somente pode ser formulado quando da interposição do recurso. quer seja paga aos peritos. conduções. 54 e 55 da Lei nº 9. Para Santos (2003. Se houver embargos. se a parte vencida que desejar recorrer da sentença deverá recolher às custas processuais. 53. já que se trata de decisão autônoma. avaliadores. p. Não sendo encontrado o devedor nem existindo bens a penhorar. no Juizado Especial. Se a opção de execução de bens for a alienação. Pare e Pense 53 . 61). p. quando do julgamento de primeiro grau. vistorias etc. Segundo o autor. Despesas processuais no recurso do juizado especial Plácido e Silva. Da Assistência Judiciária na fase recursal Para Chimenti (2005. salvo nos casos de litigância de má-fé. na forma da execução judicial.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS havendo embargos. Porém. o preparo do recurso. § 4º). afirma que despesas processuais é a designação que se dá a toda espécie de despesa ocorrida em um processo. a taxa judiciária. com requerimento da parte. Não haverá. o juiz decidirá de imediato. o leilão ou a praça. p. a execução se extingue. e sua decisão.

c) Agravo retido. o juiz indeferiu a produção da prova testemunhal. d) Recurso Inominado. no prazo de dez dias contados da ciência da decisão. b) Agravo de instrumento. poderá a) interpor recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça. sem julgamento de mérito. Não se admitirá reconvenção. objetivando indenização por danos morais. admitir-se-á o litisconsórcio. quando for reconhecida a incompetência territorial do juízo. nos limites de competencia dos Juizados e fundado nos mesmos fatos que constituem objeto da lide. b. III. É cabível a execução de título extrajudicial no valor de até 40 salários minimos. a sentença é mantida pelo Colégio Recursal. voce deverá conhecer os artigos 8º a 11. no prazo de 15 dias. e arts. Na audiência de instrução e julgamento. d) interpor recurso de apelação para o Tribunal de Justiça. na contestação. Não se admitirá. qual o recurso cabível? a) Apelação. Comentário Antes de responder às questões. no prazo de 10 dias. IV. porém. bem como realizar a leitura da doutrina do 54 . Caso Caio não se conforme com essa decisão. c. Diante dessa decisão. b) ingressar com ação rescisória após o trânsito em julgado da decisão. Caio ajuíza demanda em relação a Tício perante o Juizado Especial Cível. a. Todas as alternativas estão incorretas. d. no processo.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Juca Cipó ajuizou ação perante o Juizado Especial Cível. É lícito ao réu. Interposto recurso. Atividade 1. 2.099/95. sob a alegação de que foi violada a Constituição Federal. c) interpor recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal. julgada improcedente perante o juízo de primeiro grau. Com relação aos Juizados Especiais Cíveis: I. no prazo de 10 dias. formular pedido em seu favor. II. sob a alegação de que foi violada a lei federal. Apenas as prosições III e IV estão corretas. sob a alegação de que o Colégio Recursal não apreciou corretamente a matéria de fato. Apenas a proposição I está correta. qualquer forma de intervensão de terceiro nem de assistência. Extingue-se o processo. Todas as alternativas estão corretas. 38 a 55 da Lei nº 9.

Síntese do tema Verifica-se a existência de outra norma de salutar importância junto ao Juizados Especiais. audiências. nos temas anteriores. o que. nas causas cujo valor não ultrapasse 40 (quarenta) salários mínimos. Conclusão Como você pode perceber os princípios da informalidade e da celeridade não impedem que haja apreciação dos pedidos em sede recursal. o capítulo “Das Diversas Espécies de Execução” (arts 612 a 707) e arts. 9. garante aos procedimentos afeitos à esfera dos Juizados.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Prof. Atividade final Leia. Desse modo. atos processuais. sua composição. mas também na fase recursal e executiva. por seu turno. tal qual nos procedimentos comuns. facilitando o acesso à justiça. o Sistema Recursal do Juizado Especial Cível. considerado o princípio mais importante que se encontra positivado na Carta Política de 1988. foi a que possibilitou às partes de formularem suas pretensões em juízo sem a assistência de advogado. e que o direito de postular (jus postulandi) em juízo confere efetividade ao princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional. Bons Estudos 55 . Ricardo da Cunha Chimenti. Informações sobre o próximo tema Vimos. os recursos em sede dos Juizados Especiais são apreciados pela Turma Recursal. assegurando-se à parte não satisfeita.099/95. não só na fase inicial de propositura da ação. Vamos estudar no próximo tema os Juizados Especiais Criminais. constante da bibliografia complementar. os pricípios que regem os Juizados e os Juizados Especiais Cíveis. 52 a 56 da Lei nº. Comentário Com a pesquisa você será capaz de fixar as diferenças existentes no processo de execução no CPC e nos Juizados Especiais. no Código de Processo Civil. e identifique os pontos existentes em comum relativo ao procedimento executivo do CPC e dos Juizados Especiais. principalmente no capitulo que trata das partes e do sistema recursal dos Juizados Especiais. que determinada decisão em seu desfavor será revista pela Turma Recursal competente. a observância do Princípio do Duplo Grau de Jurisdição.

EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 06 O Juizado Especial Criminal Meta do tema Demonstração da aplicabilidade da Lei nº 9. Pré-requisitos Ter conhecimento da demonstração do Sistema Recursal na esfera do Juizado Especial Cível. todo procedimento que rege os Juizados Especiais Criminais. a partir do artigo 60. sua aplicabilidade. Objetivo • Compreender o sistema do Juizado Criminal a partir da Lei n 9.099/95 na esfera do Juizado Especial Criminal. 56 .099/95. transação e composição de danos. dentro da Lei 9. conciliação. crimes processados.099/95. • Identificar.

099/95 admite que atuem no Juizado Especial somente juízes aquele de ou juízes togados e leigos. e os Estados criarão Juizados Especiais. provido por juízes togados ou togados e leigos. graduado em Direito e que usa ou pode O Juizado Especial Criminal. em face do que podemos até dizer que o nosso atual modelo de processo deita suas bases na Constituição Federal. do contraditório e da ampla defesa. em razão de sua função. usar a toga. Para o autor. • Juiz Competência dos Juizados Especiais Criminais leigo é aquele que não necessariamen Para Plácido e Silva (1984. da nossa Constituição. Os Juízes togados e leigos • Juiz togado é A Lei n. que já era. Em técnica de organização judiciária. embora expressamente veiculada no bojo da Lei 9. 472) competência é o poder legal que a pessoa. I. já constava no artigo 98. o julgamento e a execução das infrações penais aquele investido no potencial ofensivo. providos por juízes togados e leigos. 60. o nosso instrumental processual não se amoldou de forma perfeita às revoluções constitucionais e legais acontecidas nos últimos anos.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Introdução Segundo Donizetti (2005. O procedimento comum. p. ao novo direito material que surgiu no decorrer dos anos. Art.9. os Juizados Especiais Criminais são uma clara resposta a esse anseio. em que se prevê que "a União. para conhecer e julgar certo feito. ou seja. não comportando mais numa sociedade onde as demandas urgem por respostas ágeis e seguras. A regra de definição da competência dos Juizados Especiais Criminais. ou necessidade de reestruturar as categorias do processo criminal clássico para a efetividade da tutela dos conflitos. na dependência do que for previsto nas leis togados qualquer categoria. de menor cargo mediante concurso público. competentes para a conciliação. do devido processo legal. é o Direito Processual Constitucional que observa o processo à luz da Constituição e dos seus princípios específicos. que garante o direito de acesso ao judiciário. 187). tornou-se obsoleto. ou cargo. (art. diz-se do grau de jurisdição ou poder conferido ao juiz ou tribunal. o julgamento e a 57 . o nosso Código de Processo Penal vigente desde 1941. totalmente anacrônico e obsoleto. ou seja. entre outros. Em verdade. previsto no nosso Código Processual Penal. Assim. visando dar celeridade aos feitos criminais e possibilitar a reparação dos danos causados às vítimas. dentro de determinada circunscrição judiciária. submetido à sua deliberação. é tem competência para a conciliação. no Distrito Federal e nos Territórios.099/95. p. caput. que regularem o sistema do Juizado Especial Criminal. tem para a prática dos atos inerentes a este ou àquela. sem dúvida alguma. 60).

Grinover (2005. as seguintes soluções: • • Possibilidade de que o Ministério Público. infração é uma violação à norma sancionada pela lei penal e punível a todo fato. Previsão de acordos em fase anterior à processual de modo a evitar a acusação. Contudo. Art. acabou-se por ampliar o conceito de crimes de menor potencial ofensivo. vêm merecendo tratamento especial dos sistemas legislativos. no artigo 61. dando grande ênfase à conciliação. desta Lei. Das infrações de menor potencial ofensivo Segundo Plácido e Silva (1984. consagrou a denominação de “infrações de menor potencial ofensivo” para aquelas infrações que. entre outras. o julgamento e a execução das infrações de menor potencial ofensivo. p. ofensivo. deixar de oferecer a acusação. as contravenções penais e os crimes a que a lei comine A Lei n 9. com o advento da Lei n. 61. prevendo a competência do Juizado Especial Criminal para a conciliação. • Os crimes com pena máxima não superior a um ano. 2º da Lei 10. p. 74) afirma que a Constituição Federal. por razões de conveniência ou de oportunidade. por serem de menor gravidade. (art. 9. para os efeitos • Utilização do processo para a reparação do dano à vitima. 58 . procedimento especial.099/95 (pena máxima de 01 ano). Consideram-se infrações penais de menor potencial • Possibilidade de suspensão condicional do processo. preferiu solução mais cautelosa quanto ao pena máxima não superior a um ano. considerando dessa natureza apenas: excetuados os casos em que a lei preveja • As contravenções penais. 10. delito e das contravenções penais. orientou-se também pelos critérios da oralidade. informalidade. Assim.259/01 (Lei dos Juizados Especiais Federais). ao regular os Juizados Especiais Criminais.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo”. 60 repete a regra. em seu artigo 98. prevalece hoje o entendimento que esse artigo derrogou o art. para aqueles a que lei comine pena máxima não superior a 02 (dois) anos. Os princípios informativos e finalidades dos Juizados Especiais Criminais Mantendo-se ligado aos princípios da Lei 9.259/01). I.099/95. O art.099/95. 61 da Lei n. priorizando interesses como a reparação dos danos sofridos pela vítima e a aplicação de pena não-privativa de liberdade. sendo adotadas em relação a elas. o legislador. salvo se sujeitos a procedimento especial. rol das infrações de menor potencial. 468). economia processual e celeridade. simplicidade.

instituindo ainda que preliminar. A concentração. A acusação é oral (art. objetivando. composição dos danos e da e da aceitação da • Tudo. que são: O inquérito. enfim. b) no segundo enuncia as finalidades e principais de conciliação e de transação. 81. § 3º). p. responsável civil. Será dispensado o relatório da sentença (art.81.99/95 traça as linhas mestras dos Juizados. apresentada antes do reconhecimento da denuncia ou queixa (art. deve ser empregado da simplicidade proposta de aplicação informalidade. § 2º). Art. 9. traz em seu bojo o princípio da instrumentalidade das reparação dos danos sofridos pela vítima e a a fim de coibir anulações indiscriminadas de atos processuais. caput). economia processual e celeridade (art. a O art. de audiência privativa Na liberdade. presente o • Só serão feitos registros escritos de atos considerados essenciais representante do Ministério Público. 82). A defesa também é oral. 77. caput e parágrafos). é substituído por termo circunstanciado (69. caput e § 3º). 81. o • Dispensa-se o relatório na sentença (at. imediata de pena não privativa de liberdade. informalidade. 75. 62. se possível. caput). está presente na previsão de que. 59 . informalidade. caput). § 1º). e. Especial orientar-se-á instaurado o processo. acompanhados por seus • Não exige o exame de corpo de delito. sempre que possível. 81. Princípio da Oralidade Segundo Grinover et al (2005. 65. Só serão feitos registros escritos de atos havidos por essenciais. para o oferecimento da advogados. § 1º. o (art. representa o Juizado Especial manifestação ampla da oralidade em processo criminal. cujas peças no sistema do CPP devem ser reduzidas a escrito (art. Toda prova. que é a marca principal do juizado. 65. os debates e a sentença são orais e produzidos em uma só audiência. 77. § 3º). a audiência é marcadamente oral e a vítima tem oportunidade de apresentar representação verbal (art. divisíveis em dois grupos: a) no primeiro especifica os critérios orientativos da oralidade. autor do fato e a vítima e. pelos critérios da oralidade. § 3º). que serão formas. 2º Da Lei n. O processo antes perante o Juizadoda acusação. corolário da oralidade. 10). tudo seja resumido em uma audiência preliminar. ficando do termo breve resumo dos fatos relevantes ocorridos na audiência (art.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS O art. há uma audiência no procedimento sumaríssimo. sendo que os atos realizados em audiência de instrução e julgamento poderão ser gravados em fita magnética ou equivalente (art. aplicação de pena não validos Art. sempre que alcançarem as suas finalidades. simplicidade. admitindo-se a prova da materialidade por boletim médico esclarecerá sobre a possibilidade da ou prova equivalente (art. economia processual e Principio da informalidade e simplicidade celeridade. 72. o Juiz denúncia. Na fase preliminar. 65. 62).

o Ministério Público não pode deixar de oferecer acusação em troca da confissão de um crime menos grave ou da colaboração do suspeito para a descoberta de co-autores. prescindindo-se do exame de corpo de delito. Deve ser buscada sempre a forma mais simples e adequada à prática do ato processual de forma a evitar que resultem novos incidentes processuais e. p. que admite nos Juizados Especiais Cíveis e Criminais uma forma de ser obtido o acordo entre as partes mediante a direção do juiz ou de terceira pessoa sob sua orientação. 98. o princípio da economia processual impõe que os julgados sejam extremamente pragmáticos na condução do processo. consiste em concessões mútuas e recíprocas. a transação é um instituto que permite ao juiz aplicar de imediato uma pena. busca-se que o autor do fato e a vítima sejam desde logo encaminhados ao Juizado. 88). em direito judiciário. imprimir celeridade ao Juizado Especial. o inquérito. por meio de acordos civis ou penais. 68). A lei não permitiu uma ampla liberdade às partes envolvidas para transacionar. evita-se assim. É prevista uma fase preliminar. o procedimento sumaríssimo resume-se a uma só audiência. em que ocorre a tentativa de conciliação entre a vítima e o autor do fato quanto à reparação do dano. Principio da transação Para Nogueira (1996. Para a acusação. Para os autores. entre as partes e os partícipes e previnem a lide ou lhe põe termo. preferindo a conciliação dirigida por juiz ou conciliador. Aliado à simplicidade e à informalidade. dando-se eficácia ao dispositivo constitucional do art. bem como entre o Ministério Público e o autor do fato que se refere aos aspectos criminais do evento. Para os autores. 84). ao mesmo tempo. com o mínimo de atos processuais. as intimações devem ser feitas desde logo. a transação.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Princípio da economia processual e celeridade Segundo Grinover et al (2005. p. II. desde que haja acordo entre o Ministério Público e o acusado. não seja formado o processo. Para Grinover et al (2005. pretende-se que. p. o princípio da economia processual visa à obtenção do máximo rendimento da lei. Princípio da conciliação A conciliação foi ampliada com a lei. 60 .

76 e seus parágrafos.099/95 restringiu as infrações às contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena inferior a um ano. a limitação dessa publicidade com base nos dispositivos da Constituição Federal (art.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS As propostas. onde esgotados todos os meios ao alcance do autor do fato. que define as infrações de menor potencial ofensivo no âmbito dos Juizados Especiais Federais. e 93. Outra forma de transação prevista na Lei n. os atos processuais serão públicos e poderão realizar-se em horário noturno e em qualquer semana. IX) e do Código de Processo Penal (art. tendo em vista que a aplicação desse dispositivo nos moldes atuais estaria a configurar flagrante violação ao princípio constitucional da isonomia. resultando em danos de pouca monta para a vítima. exceto os casos em que a lei preveja procedimento especial. São elas: as infrações penais de menor potencial ofensivo. a competência de foro será estabelecida pelo lugar em que for praticada a infração penal. Da competência e dos atos processuais A norma constitucional define em seu bojo qual é a matéria de competência dos Juizados Especiais Criminais. 792. também limitada aos termos do art. LX. A competência do Juizado Criminal será determinada pelo lugar em que foi praticada a infração penal.099/95. para a defesa da intimidade ou para resguardar o interesse social. 9. a competência passou-se para os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a "dois anos".099/95. a serem ofertadas pelo Ministério Público. conforme dispuserem as normas de Organização Judiciária. 9. evitando-se escândalo inconveniente grave ou perigo de perturbação da ordem pública. ATENÇÃO: É possível. revogando-se tacitamente o Artigo 61 da Lei n.259/2001. Com o advento do artigo 2º da Lei n. 5º. da Lei n.099/95.9. 10. seguindo-se a regra geral do processo comum. Dos atos processuais nos Juizados Especiais Criminais Da publicidade dos atos processuais Segundo disposto no art. 9. 61 . devem preencher as condições previstas pelo art. constitui-se na suspensão condicional do processo. 64 da Lei n. de natureza preponderadamente processual. ou seja.099/95. Competência de foro Segundo Grinover et al (2005. § 1º). O artigo 61 da lei 9. p. independentemente do lugar em que venha a ocorrer o resultado. 89 da Lei. que vêm a ser aquelas de menor gravidade. 90). apesar de outros critérios estabelecidos.

91). o dinamismo e a celeridade exigíveis e melhor atuação dos Juizados. A prática de atos processuais em outras comarcas Estabelece o § 2º do art. não se exigindo a expedição de cartas precatórias. por ter sido praticado em conformidade com a previsão legal preenche as formalidades exigidas. inclusive. 65. § 1º. §1º Não se pronunciará qualquer nulidade sem que tenha havido prejuízo. bem como o de instrução e audiência julgamento poderão ser gravados em fita magnética ou equivalente. traz em seu bojo o princípio da instrumentalidade das formas. os depoimentos e outras provas produzidas. a resposta do acusado. ser solicitada por que sempre resultaram em atraso dos processos crimes. outras comarcas poderá Os Juizados dispensam autos formalmente feitos Art. isso poderá ser solicitado por qualquer processuais em meio hábil de comunicação.havidos por essenciais. 62 dispensa a redução a termo dos depoimentos de testemunhas. a norma traz em seu bojo medida preponderantemente de ordem prática. o ato processual é válido quando. 94). possam ser praticados em qualquer dia da semana.099/95 possibilitou que os atos processuais. podendo ser realizados. § 3º Serão exclusivamente os atos Os atos realizados em objeto Segundo disposto no art 65. pois estariam vulneradas às garantias do devido processo legal: a denúncia ou queixa. de forma a coibir anulações indiscriminadas de atos processuais. atendidos os critérios indicados no art.099/95. em horário noturno. atos essenciais são aqueles sem os quais a relação jurídica processual não poderá ser considerada válida. . que serão válidos sempre que alcançarem as suas finalidades. o que relatório da sentença. de atos atos processuais em outras comarcas. 65. 65 que se houver necessidade da prática de § 2º A prática Art. p. a citação. Art. Para Grinover et al (2005. 62 desta Lei. no âmbito dos Juizados Especiais Criminais. qualquer meio hábil de comunicação. qualquer hora do dia. § 3º. ao e 65. 65. evitando-se. 65. O ato processual válido Segundo disposto no art. assim como possibilitar que o termo circunstanciado. Permite ainda que se possam implantar os Juizados itinerantes a ressarcimento da vítima. assim como o autor e vítima possam ser enviados com a maior brevidade possível à autoridade judiciária. da lei n. a Lei n. tendo em vista a necessidade de dar celeridade ao feito. assim. 65.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Horário dos Atos Processuais Para Grinover et al (2005. Para os autores.099/95. da Lei nº 9. somente haverá ade registro escrito documentação ou registro dos atos considerados essenciais ao processo. os debates e a sentença. Atenção!! O art. o recebimento da acusação. possíveis prejuízos à provaArt. 9. p. 9. Os atos processuais serão válidos sempre que preencherem as finalidades para as quais foram realizados.

p. Visando dar maior celeridade ao procedimento. a tônica consiste em evitar-se. a lei determina que a citação somente se dará na forma "pessoal". sempre que possível. 67 da Lei nº 9. a citação constitui o mais relevante dos atos de comunicação processual. compareça ao Juizado". não cabendo a sua realização por edital. e intimação de pessoa jurídica ou firma individual far-se-á ao encarregado da recepção. por oficial de justiça. 66). com Atenção!! aviso de recebimento pessoal ou. a representação verbal e a sentença homologatória da conciliação ou transação penal.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A oralidade e informalidade são as marcas dos Juizados. et al (2005. sendo necessário. Art. tratando-se de pessoa jurídica ou firma individual. 78. por qualquer motivo. como a transação. dando-lhe oportunidade de realizar a sua defesa. para que faça ou deixe de fazer alguma coisa. pois proporciona ao réu o conhecimento da acusação. independentemente de mandado ou carta precatória. podendo ser feita até mesmo no próprio recinto do Juizado (art. 95). ou ainda por qualquer meio idôneo de comunicação. O dispositivo legal acima especifica as seguintes espécies de intimação: a) por correspondência à pessoa física e às pessoas jurídicas ou firmas individuais A intimação à pessoa física será feita por meio de correspondência com aviso de recebimento pessoal (AR). realizando-se a intimação do réu sempre que encontrado nas dependências dos Juizados. a expedição do mandado citatório. Em outros momentos. que deve ser identificado. o que não implica que não haja a documentação de alguns atos essenciais. ou por mandado. a Secretaria deverá dar ao réu ciência da acusação quando. caput).099/95. b) intimação por oficial de Justiça 63 . que será obrigatoriamente identificado. Da comunicação dos atos processuais A citação Para Grinover. 67. mediante entrega ao encarregado da recepção. Segundo os autores. ou. a intimação é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e termos do processo. "A citação no próprio Juizado deverá ocorrer na maioria das vezes logo após a acusação (art. A intimação far-se-á por correspondência. Da intimação Segundo disposto no art.

a lei n. 68. bem como do dia e hora da audiência a que deva estar presente. obtendo-se ampla celeridade. sendo possível. deve-se agir com maior simplicidade e informalidade possível. a intimação será feita pelo oficial. na intimação por telefone ou outro meio de comunicação. 101).099/95 abre ensejo para que a intimação se realize por qualquer meio idôneo de comunicação. Se houver necessidade de intimação em outra comarca. interessadas e defensores que devam sair intimados de atos praticados em audiência da qual tenham praticado. primeiramente deve ser tentada a via da correspondência e só quando essa não for possível. onde houver. por exemplo. a solicitação ao outro juízo poderá ser feita por qualquer meio hábil. dentro do espírito inovador que norteia o procedimento nos Juizados Especiais Criminais. c) por qualquer outro meio idôneo de comunicação Para Grinover et al (2005. Contudo. ou advogado dativo. a Lei 9.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A intimação por oficial de justiça tem caráter subsidiário. sem fazer qualquer restrição. não se exigindo mandado ou carta precatória. Do ato de intimação do autor do fato. objetivando prestigiar a celeridade dos processos. Vamos conferir no texto do próprio artigo. Para Grinover (2005. no Juizado. na sua falta. deve-se tomar cautelas para que seja intimada a pessoa certa e para que esta tenha inequívoco conhecimento da finalidade de sua intimação. será suficiente que a Secretaria do Juizado forneça ao oficial um documento escrito com o nome da pessoa a ser procurada.099/95. d) por ciência na própria audiência O parágrafo único do art. buscando ao máximo a eliminação de fases processuais e o registro de atos 64 . Do ato de intimação do autor do fato e do mandado de citação do acusado. constará a necessidade de seu comparecimento acompanhado de advogado. refere-se às partes. p. 101). emitindo-se o oficial sua certidão. Art. 68. com a advertência de que. Quando a intimação deva ser efetuada na própria comarca ou em comarca próxima. 9. p. constará a necessidade de seu comparecimento e de que na sua falta ser-lhe-á designado defensor público. sem endereço e motivo da diligência. a intimação por telefone.9. ser-lhe-á designado defensor público.099/95. Atenção!! Da fase preliminar Da Instauração do Processo Para Grinover et al (2005. 67. 104). tudo na forma do art. principalmente por “fax”. da Lei n.

domicílio ou local de convivência com a vítima. imediatamente ao Juizado. A autoridade  Termo circunstanciado. quando se tratar de infração penal de policial que tomar menor conhecimento da potencial ofensivo. após a lavratura do termo. Da lavratura do termo circunstanciado Para Grinover et al (2005. p. o juiz poderá determinar. Em caso de violência doméstica. bastando que a autoridade policial envie aos Juizados termo circunstanciado sobre a ocorrência (art. a autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará como termo circunstanciado e o encaminhará imediatamente ao Juizado. para comparecimento em juízo nos dia e hora designados. corpo de delito pode ser dispensado. 117). Ao autor do fato que. não se imporá prisão em flagrante. for imediatamente encaminhado ao Juizado ou assumir o compromisso de a ele comparecer.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS inúteis. do ofendido e das testemunhas. p. o exame esclarecimento dos fatos. A autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará termo circunstanciado e o encaminhará imediatamente ao Juizado.  Ordem fato e a  Determinação da sua imediata remessa ao órgão do Ministério vítima. encaminhará  Nome.  Certificação da intimação do autuado e do ofendido. 69. oficiante no Juizado Criminal competente. com ocorrência lavrará termo circunstanciado e o indicação do autor. como medida de cautela. Para os autores. o termo circunstanciado a que alude o dispositivo. qualificação e endereço das testemunhas. com o autor do de requisição de exames periciais. expediente ao juizado 65 . providenciando-se as requisições dos exames periciais necessários. informações colhidas. providenciando-se as Público. a fim de se dar maior celeridade ao processo. na fase policial. Da fase policial Segundo Grinover et al (2005. comunicando-as ao juiz. 69. 118). com o autor do fato e a vítima. São requisitos para lavratura de termos circunstanciado: Art. o inquérito policial como procedimento prévio à ação penal.  A narração sucinta do fato e de suas circunstâncias. aboliu. o termo circunstanciado deve ser enviado juntamente com as partes envolvidas à autoridade judiciária. nada mais é do que um boletim de ocorrência um pouco mais detalhado. quando necessários. como regra. com o autor do fato e a vítima. nem se exigirá fiança. 69). providenciando-se as requisições dos exames periciais necessários. juntando-se documentos e outras informações necessárias Para o oferecimento da ao de denuncia. Art. Parágrafo único. quando a materialidade O encaminhamento do do crime estiver aferida por boletim médico ou prova equivalente. com as requisições dos exames periciais necessários. seu afastamento do lar.

p. Vale dizer que a realização da audiência de conciliação não fica prejudicada pela ausência do resultado dos Art. dispensa da prisão assumir o ou em compromisso de a ele flagrante e da fiança o autuado que. serão concedidos ao autuado contra um cautela. que poderá ser feito expresso ou afastamento do lar. p. o A lei prevê. do juiz como medida de processo em liberdade.. nem se exigirá comparecer. 119) que a autoridade policial deverá de imediato promover o encaminhamento do termo ao Juizado juntamente com o expediente. Dispensa da fiança 66 . colhidas no momento do fato ou durante a lavratura (art. que não pode ser negado pela autoridade competente. que. quando foge pelo clamor público.. quando presentes os requisitos do artigosurpreendido no mesmo 312 e local. é o incentivo que a lei oferece para o comparecimento do autuado ao juizado. avestígios de tê-lo cometido. os benefícios poderá determinar. sem vínculos. trata-se da última providência a ser tomada pela autoridade policial. deverá ser agendada com a Secretaria do Juizado data adequada que permita o comparecimento da vítima. expressamente. mesmo no caso de flagrante.099/95. fiança. p. 313 do CPP.099/95). após a lavratura do termo. da Lei 9. seja como for.69 (. 120) afirmam que a lei determina o imediato encaminhamento ao juizado do autor do fato e da vítima. da Lei n. convivência com a vítima). após a lavratura do termo indicado no comparecer. 69. haverá a correspondente perda de sua pratica . imporá for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o compromisso de a ele prisão em flagrante. ou é perseguido. exames periciais. seu compromisso de comparecer ao juizado. o benefício de responder ao processo em liberdade. p. seu agressor o está cometendo ou quando descumprido o ônus pelo autuado. 122).EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Consideram Grinover et al (2005. Ao autor do fato que. quando ainda o criminoso ou liberdade. Em caso de violência doméstica. pelos após sua claros posição de vantagem. Considera-se em flagrante Trata-se de um direito público subjetivo do autuado ao processo em delito.) Parágrafo único. Todavia. Inocorrência de prisão em flagrante Segundo Gomes (2005. 69. bastando nesse caso a certificação da autoridade policial. domicílio ou local de verbal. mas apenas requisitá-los. 9. Não deverá ela aguardar o resultado dos exames periciais. não se caput. 122). em casos muito excepcionais. quando a ocorrência dispuser de informações úteis. é decretação de prisão preventiva. for imediatamente Benefícios imediatos para o autor do fato encaminhado ao juizado O parágrafo único do art. caso contrário. com a possibilidade. As requisições dos exames periciais necessários Segundo Grinover et al (2005. Deve-se observar que a vítima só poderá ser encaminhada ao juizado se estiver em condições de se locomover. Do encaminhamento ao juizado do autor do fato e da vítima Grinover et al (2005.

será limitada. e não sendo Gomes (2005. a do 67 e 68 desta Lei. 123). garantindo sua presença contra eventuais fugas. p. como medida cautelar. 71 diz que na falta do comparecimento de qualquer dos caso. na forma dos arts. a designação de outra. 71. p. Comparecendo domicílio o autor do fato e a ou local de convivência com a vítima. 70. O propósito institucional da fiança é ligar o acusado ao processo.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Para Plácido e Silva (1984. as hipóteses de atos de violência designada data próxima. que caracterizem violência doméstica. 288). da qual ambos sairão cientes”. quando se tratar de crime afiançável. de 13. o afastamento do autor do fato. p.455. 67 e 68 dessa Lei. se for o caso. para que se livre solto. igualmente em relação a ações praticadas contra qualquer parente ou outra pessoa que coabite com o autor do fato. nas condições por ela estabelecidas. a lei oferece a solução para qualquer hipótese de impossibilidade de realização imediata da audiência de conciliação. Afastamento do autor do fato do lar. em data próxima. será designada data próxima. 123) afirma que: possível a realização A aplicação da medida no âmbito criminal não está imediata da audiência preliminar.099/95 estabelece que “comparecendo o autor do comparecimento de qualquer dos a vítima. 9. Grinover et al (2005. dela saindo cientes o autuado e a vítima. a do responsável civil. 10. e a designação de outra audiência Art.2002. na forma dos arts. e não sendo possível a realização imediata da audiência fato e envolvidos. cabendo da qual ambos sairão cientes. Na falta do O artigo 70 da lei n. para permitir expressamente que nas infrações penais de menor potencial ofensivo. o imediato encaminhamento do autuado ao juizado ou o compromisso de comparecimento suprem a exigência de fiança. de modo a possibilitar a rápida solução da 67 . Verifica-se que. responsável civil. providenciará sua intimação e. p.125) afirmam que o bom senso recomenda que a organização da pauta reserve espaços em que se concentre uma série de audiências de conciliação. Para Grinover et al (2005. Da impossibilidade de realização imediata da audiência de conciliação. vítima. determinar. domicílio ou local de conveniência com a vítima A parte final do parágrafo único do art.05. mediante o compromisso de responder a todo chamado da justiça. a Secretaria providenciará sua intimação e. envolvendo os cônjuges ou companheiros. 69 foi incluída pela Lei n. entende-se por fiança a garantia prestada por alguém em favor de pessoa que está sendo acusada ou processada criminalmente. todavia. em todo caso. possa o juiz Art. se for o O art. a Secretaria preliminar. do lar. envolvidos.

98. p. Parágrafo conciliador sob sua orientação. o acordo a escrito e. a qual deverá esclarecer sobre possibilidade da composição dos danos e da aceitação da proposta de Art.127). 73 da Lei n. excluídos os que exerçam representação. homologado judicialmente. constitui a grande novidade introduzida no sistema penal brasileiro com respaldo no art. terá eficácia queixa ou representação. único. A conciliação Segundo disposto no art. p. a conciliação será conduzida pelo juiz. ou em uma delas. A composição dos danos civis será reduzida Tratando-se de ação penal pública condicionada ou privada. a composição dos danos civis pode resultar em transação. que poderá conduzir à autocomposição em matéria civil e penal.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS controvérsia mediante a transação. 9. na forma da lei local. promotor de justiça. constituindo-se em título executivo nos casos de transação e de submissão. No caso de ação penal de iniciativa privada ou de ação penal pública Art. Na audiência preliminar. queixa ou representação. a audiência preliminar é aquela destinada à tentativa de conciliação. preferentemente penal pública condicionada à entre bacharéis em Direito. em qualquer hipótese. em regra. 68 . Tratando-se de ação penal de iniciativa Parágrafo único. acompanhados por seus homologado acarreta a advogados. • Não obtida a composição dos danos. homologado acarreta a renúncia ao direito de queixa ou representação. Segundo Grinover et al (2005.099/95. Da fase judicial Da audiência preliminar: conciliação e autocomposição. apresentada à homologação do juiz. 74. mas o não oferecimento da representação na audiência preliminar não implica a decadência do direito. I. Segundo Grinover et al (2005. A conciliação será conduzida pelo Juiz no juízo civil ou por competente. várias audiências poderão realizar-se ao mesmo tempo. deve ser reduzida a escrito. o Juiz esclarecerá sobre a possibilidade da composição dos danos e da renúncia do direito de aceitação da proposta de aplicação imediata de pena não privativa de liberdade. vítima. ou conciliador sob sua orientação. Da composição dos danos dos danos civis aplicação imediata de pena não privativa de liberdade. que poderá ser exercido no prazo legal. homologada pelo Juiz entre as partes. que será reduzida a termo. presente o representante do Ministério Público. 73. 142). se possível. Os conciliadores são auxiliares da privada ou de ação Justiça. acarreta a renúncia ao direito de sentença mediante irrecorrível. será dada oportunidade de apresentar a representação verbal. o autor condicionada à representação. Se houver conciliadores. de seis meses. A audiência preliminar será realizada com a presença do autor do fato. responsável e advogados. 72. submissão ou renúncia. o responsável civil. o acordo funções na administração da Justiça Criminal. de título a ser executado Art. para ser. recrutados. CF. o acordo do fato e a vítima e.

69 .099/95 que Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada. não sendo caso de arquivamento. ocorrência da hipótese salvo por requisição judicial para impedir a concessão do benefício. na renúncia ao direito de representação ou queixa. representação verbal. com a conseqüente extinção da punibilidade. prevalecerá a vontade deste. Não obtida a • A transação. que será reduzido a termo. Não obtida a composição dos danos. 76 desta Lei. quitação recíproca. o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas. exercido no prazo previsto Maslei.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • A composição dos danos será reduzida a escrito e homologada pelo juiz mediante sentença irrecorrível e terá eficácia de título a ser executado no juízo civil competente. 77. ressalvada a controvérsia sobre os danos morais. 75. constituindo-se em título executivo nos ofendido a oportunidade de exercer o direito de casos de transação e de submissão. que será reduzida a termo. composição. via de regra. se não houver necessidade de diligências Do Procedimento Sumaríssimo imprescindíveis. Na ação penal submetida à apreciação e homologação do juiz. de qualquer em a modo. a composição dos danos civis pode ser parcial. desde que haja acordo entre o Ministério Público e o acusado. denúncia oral. ou pela não de antecedentes a aceitação da proposta não constando em certidões criminais. o promotor de justiça terá vista dos autos para procedimento cabível. é possível Embora audiência preliminar não que haja nela a repartição entre danos materiais e danos morais. p. dos danos civis importará. 76 da Lei 9. submissão ou renúncia. houver aplicação de pena. Não será levado a registro ausência do autor do fato. ou deverá aguardar o prazo decadencial. • A composição pode ser parcial. de imediato. conquanto parcial. prevista no art. Caso o autor do fato não compareça à audiência durante oferecerá ao Juiz. A Transação Grinover et al (2005. a ser especificada na proposta. Se houver divergência entre o de iniciativa pública. Assim. Art. a implica decadência do direito. em qualquer hipótese. deve ser reduzida a composição dos danos escrito. Segundo os autores. que poderá ser quitação poderá ser parcial. será dada imediatamente ao ofendido a oportunidade de exercer o direito de representação verbal. quando não defensor e o autor da infração. Se a proposta for aceita pelo autor da infração e seu defensor. 152) afirmam que a transação é um instituto que permite ao juiz aplicar de imediato uma pena. apresentada à civis. novamente. para ser. Parágrafo único. pela A aceitação da proposta não terá efeitos civis. será dada imediatamente ao homologação do juiz. o Ministério Público o prazo de cinco anos. será Art. O não oferecimento da representação na a transação civil implique. preliminar. Dispõe o art.

Para o oferecimento da denúncia. 69. o responsável civil e seus advogados. 74 e 75 desta Lei. competente. desde que não tenha sido possível a transação penal. § 2º Se a complexidade ou circunstâncias do caso não O § 1º do referido artigo dispõe que a denúncia será oferecida com base permitirem a formulação da denúncia. aplicando-se o procedimento previsto pelo Código de Processo Penal. Lei. 177). o proceder-se-á Público. oferecida a denúncia ou não tiver preliminar havido possibilidade de queixa oral. forma do parágrafo único do Art. cabendo ao juiz verificar se a complexidade e as circunstâncias do caso O § 2º do mesmo diploma legal prevê uma exceção aos casos cuja determinam a adoção das providências complexidade ou circunstâncias não permitirem o imediato ajuizamento imediato previstas no parágrafo da acusação. com dispensa do ação penal de § 3º Na iniciativa inquérito policial. na crime estiver aferida por boletim médico ou prova equivalente. do qual também tomarão ciência o Ministério Público. 77 da Lei nº 9. 69 desta Lei. Segundo disposto no art. o Procedimento Sumaríssimo da Lei n.099/95. base no termo de ocorrência referido no art. dispensando o inquérito poderá requerer ao juiz policial. 79. na audiência preliminar. com aplicação de pena restritiva de direitos ou multa. prescindindo-se do exame de corpo de delito quando a materialidade do o encaminhamento das peças existentes. essa oportunidade deve anteceder o início da instrução processual penal. Art. 78. p. quando não houver aplicação de pena restritiva de direitos ou multas. que com de conciliação tentativa e de oferecimento de ela ficará citado e imediatamente cientificado da designação de audiência de proposta pelo Ministério instrução e julgamento. prevê o §3º. entregando-se cópia ao acusado. § 1º. 9. a denúncia oral. Nessa hipótese as peças serão encaminhadas aoúnico do art.099/95 evidencia a preferência do legislador pela conciliação como forma de solução dos litígios penal e civil decorrentes da prática de infração de menor gravidade. se não houver necessidade de diligências imprescindíveis. na ação penal pública. oral.099/95 terá início na própria audiência preliminar. nos termos dos arts. se na fase Segundo disposto no art. 66 desta Lei. 72. 73. prescindir-se-á do exame do corpo de delito quando a do ofendido poderá ser oferecida queixa materialidade do crime estiver aferida por boletim médico ou prova equivalente. o Ministério Público no boletim ou termo circunstanciado da ocorrência. será reduzida a termo. de imediato. que a queixa oral poderá ser oferecida. 79 da Lei n. No dia e hora designados para a audiência de instrução e Redução a termo da denúncia ou queixa julgamento. Nova tentativa de conciliação A disposição do Art. que será elaborada com art.9. 9. cabendo ao juiz verificar se a complexidade e as circunstâncias do caso não ensejam a adoção do procedimento comum.099/95. do mesmo artigo. o Ministério Público oferecerá. Não tendo sido possível a tentativa de conciliação civil e penal.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Para Grinover et al (2005. ofendido. 66 desta juízo Lei. 70 . Nos casos de ação de iniciativa do ofendido.

que o acordo deve ser quando imprescindível. ou quando se tratar de crime cuja ação é incondicionada. a condução coercitiva de quem acolhido pelo Juiz. conduta social. mas também as alegações das partes e a restritiva de direitos e a multa deve atender às final da causa. até ser o Juizado Especial Cível da comarca. necessariamente. em caso de oferecimento de representação pelo ofendido. visando a dar maior celeridade aos feitos. quem autor não significa. b) A transação penal . imediata conseqüências) e o seu autor (antecedentes. 9. a aceitação praticada (tais como: motivo. aos fatores Para os autores. admitindo-se a possibilidade de condução coercitiva de aceitação da proposta de transação penal pelodeva comparecer à audiência de instrução e julgamento. Nenhum ato será adiado. 80 da Lei n. a homologação da avença ensejará a extinção da punibilidade do autor. o atendimento dos fins acusado. 71 . em havendo a composição. composição dos danos civis pode alcançar. Art. dependendo do valor. propondo referentes à infração às partes envolvidas a possibilidade de reparação dos danos. e sendo a ação penal privada ou condicionada à representação do ofendido. p. os atos instrutórios. se ela realmente alcança os Para Grinover et al (2005.099/95 simplificou escopos para os quais a consideravelmente o procedimento das infrações penais consideradas de menor transação penal foi instituída. e terá eficácia de título a ser executado no juízo civil competente. que poderá. audiência poderão ocorrer três situações: reparação do dando aceitação da proposta de composição dos danos civis pelo autor .A lei tenta concentrar todos os atos em audiência. este poderá fazer de imediato a proposta de transação penal. que deva comparecer. que consistirá na aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multa. deve analisar a situação e verificar se a pena aplicada está de acordo com os fins do processo A Audiência de Instrução e Julgamento criminal. assim como pelo juiz quando for aplicar a pena. aí sociais da pena.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Adiamento de ato processual A regra do art. Nesta personalidade.099/95 procura enfatizar a característica de celeridade que deve ser impressa ao procedimento perante os Juizados Importa asseverar que a Especiais Criminais. a existência do acordo servirá apenas como critério para ser considerado pelo Promotor de Justiça no momento do oferecimento da proposta de transação penal. c) O oferecimento oral de denúncia . concentrando-o em uma única audiência a resposta do seja. a Lei n. não só os danos materiais como também os danos morais. decisão finalidades sociais da pena. determinando o Juiz. acarretada em razão da renúncia do direito de queixa ou representação. "A opção entre a pena incluídos não só os probatórios. Caso a ação seja incondicionada. 80. da denúncia pelo membro do parquet. poderá haver. com um mínimo de burocracia. Nesse mesmo ato. é nessa fase que o juiz tentará compor a lide. a decisão sobre a admissibilidade da acusação.Neste caso.A a) A à vitima). ou potencial ofensivo. 9. 189). circunstâncias e do cumprimento de pena não privativa de liberdade.

e em da os amplo elementos de convicção do juiz. p. também é apelável a sentença que homologa a transação. sob pena de nulidade. 81. em face do princípio da questão submetida à sua jurisdição. mencionará os elementos de o modo de ver. 82 e seus parágrafos. a resolução. numa acepção técnica e restrita. sentença designa a mais importantes dos depoimentos prestados na audiência. pode o ofendido rejeitar a proposta. • A apelação poderá ser interposta contra a decisão do juiz monocrático que rejeitar a queixa ou a denúncia. 52). a fim de decisão. Apelação O art. conseqüentemente. §5º). De Plácido e Silva. não acolhê-la. 1984. ou que a a solução dada por uma decisão esteja devidamente motivada. da Lei 9. expressamente indicadas: rejeição da denúncia ou queixa e sentença (condenatória ou absolutória). Recursos (re + cursus) = retorno de um caminho já percorrido. bem como da sentença absolutória ou condenatória (art. p. Na sentença devem constar somente técnica jurídica. a identidade física do juiz conduzem à Da sentença melhor apreciação das provas e à formação de um convencimento que realmente leve em conta todo o material probatório e argumentativo produzido pelas partes. como. disciplina o recurso de apelação contra decisões proferidas nos Juizados Especiais Criminais. o reexame de uma decisão judicial com vistas a obter a reforma.099/95. § 3º). a invalidação. Para o autor. o esclarecimento ou a integração do julgado. em não estando a proposta de acordo com tais parâmetros. A concentração. decisão. recurso. por exemplo. verificando a ausência dos requisitos legais. ou o juiz. 82) e da que homologa a transação penal (art. autoridade a toda e qualquer Nos debates orais não existirão os "memoriais". significa A sentença. os depoimentos ou trechosconceito. é o meio idôneo para provocar a impugnação e. Os Recursos Criminais Recursos cabíveis contra as decisões proferidas nos Juizados Segundo o Dicionário Jurídico Plácido e Silva (1984. parecer. a imediação. Impede a formação da coisa julgada e verifica onde ocorreu o erro. a rigor convicção do juiz (art. a natureza jurídica dos recursos está no procedimento em continuidade (repetição do caminho da ação em primeiro grau). 72 . oralidade. Também possibilita ao legislador local a atribuição do julgamento desse recurso à turma composta de três juízes em exercício no primeiro grau de jurisdição.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Nesse caso. dando ensejo à continuidade do feito com o oferecimento de queixa ou denúncia. dispensando o relatório. 201)-Sentença do latim sententia. 76.

ser no prazo de dez dias. §1º. É recurso 73 . a pedido da outra parte ou por ofício do juiz. salvo em habeas corpus”. 200). sob pena de nulidade. é providência inafastável. 65 desta Lei. no prazo de dez dias. da Constituição Federal. Segundo a previsão do art. a. que feito por turmas compostas de três juízes em exercício no primeiro poderá ser julgada por grau de jurisdição. Compete ao Supremo Tribunal Federal. p. Além de disso. permitindo a rediscussão de todas as questões de fato e de resposta escrita no direito prazo de dez dias. 102. seja parte ou interessada no feito. contados da ciência da sentença pelo • O pedido deverá vir acompanhado da petição escrita. 82 preceitua que a interposição da apelação deverá sede do Juizado. suscitadas na causa. Para Plácido e Silva (1984. do CPC). Da decisão de rejeição da denúncia ou • O julgamento desse recurso. por constarão as razões e o pedido do recorrente. 508). b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. as chamadas Turmas Recursais e será realizado turma composta de três Juízes em exercício no na própria sede do Juizado. dez dias. também a característica de absorver § 3º As partes poderão o recurso em sentido estrito (art. reunidos na • O § 1º do art. 552. bem como da lei federal. § 4º As partes serão decisão. CPP). a intimação das partes para a sessão de julgamento será feita pela imprensa. p. cabendolhe: III . p. também. 82. As contra-razões da § 1º A apelação será interposta no prazo de apelação deverão ser apresentadas. quando a decisão recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituição. mediante recurso extraordinário. O Recurso Extraordinário encontra-se previsto no art. Assim. se na própria sentença requerer a transcrição da gravaçãoficar resolvida também matéria que ensejaria recurso em sentido estrito (extinção da fita magnética a que alude o da punibilidade. a apelação abrangerá igualmente esse ponto da § 3º do art. precipuamente. a apelação é recurso ordinário § 2º O recorrido será intimado para oferecer por excelência. 82. § 4º. sem prévia intimação ou publicação da pauta. intimadas da data da sessão de julgamento pela imprensa. Art. segundo o mesmo art. b e c. conforme assentado pela Súmula 431 do STF: “É nulo o julgamento de recurso criminal. 209). o Recurso Extraordinário é revelado como recurso que visa preservar o imediato interesse de ordem pública por imperar o comando e a exata aplicação da Constituição. primeiro grau de jurisdição. 204). as causas decididas em única ou última instância. da qual Ministério Público. 593. Essa intimação. 82. o termo intimação é empregado para designar todo ato processual que tem por fim levar ao conhecimento de certa pessoa.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Art. poderá ser queixa e da sentença caberá apelação. c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição. a é intimação? súmula do julgamento servirá de acórdão. da qual constarão as razões e o pedido do recorrente. pelo réu e seu defensor. e. O Recurso Extraordinário Segundo Grinover et al (2005. deve ser feita com antecedência mínima de 48 horas (art. petição escrita. Da intimação e da data do julgamento § 5º Se a sentença for confirmada pelos O que próprios fundamentos. segundo Grinover et al (2005. a guarda da Constituição. § 4º.julgar. 102. O Recurso Extraordinário objetiva o controle constitucional das decisões dos juízes e dos Tribunais. p. na 2ª instância. por exemplo). Segundo Grinover et al (2005. III. quando confrontem a Constituição Federal. a contar da intimação. ato judicial ali praticado.

entrar e sair. que não há a exigência de que as decisões contra as quais se queiram interpor o Recurso Extraordinário sejam proferidas por tribunais. inciso. ao excluir expressamente a rescisória nas pequenas causas civis (art. finalmente. com sede em Brasília. É induvidosa a admissibilidade desses remédios no sistema comentado: o habeas corpus constitui garantia do direito de liberdade. quando o recurso Art. também possui dignidade constitucional e. p. 59). para desconstituir atos e a revisão. LXIX. 5º. a própria Lei 9. • Com relação à competência para o julgamento do habeas corpus. Art. 5º.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS de competência exclusiva do Supremo Tribunal Federal (STF). LXVIII: conceder-se-á "habeascorpus" O habeas corpus. 201) é bastante convincente ao discorrer sobre essa possibilidade. como tal. 5º. mas uma ação com previsão poder. Pelo dispositivo especificado nota-se . inclusive aquelas decorrentes do ato jurisdicional. se enquadram as Turmas Recursais dos Juizados Especiais. CF). mas tão somente decorrentes de causas decididas em única ou última instância. e não seria viável sua restrição pelo legislador ordinário. o que. são perfeitamente aceitáveis relativamente a atos decorrentes dos Juizados Especiais Criminais. por ilegalidade ou abuso de também não pode ser acatada como um recurso. quando a autoridade apontada como coatora for um juiz de primeiro 74 . bem como o mandado de segurança. Do habeas corpus. assegurada pela Constituição (art.099/95 deixou implícita sua recepção. em que se funda o direito de locomoção que lhe é atribuído. previsto na lei processual não tenha efeito suspensivo. sempre pode ser utilizado para reparar ilegalidades não abrangidas pela proteção do habeas corpus ou habeas data (art. Grinover (2005. sem semelhante disposição na parte criminal. de sofrer violência ou coação em sua liberdade encerram conseqüências de recursos. que de locomoção. LXVIII). 5º. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. evidentemente. o hábeas corpus é o meio extraordinário de garantir e proteger a pessoa contra qualquer violência física ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir. não amparado por "habeas-corpus" ou "habeas-data". Quanto à competência para o processo e julgamento dessas ações. da revisão e do mandado de segurança O que é hábeas corpus? Segundo Plácido e Silva (1984.concederse-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. mesmo nãosempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado sendo considerados recursos propriamente ditos. o mandado de segurança. ficar. é preciso fazer algumas distinções. na lei adjetiva penal com a mesma conseqüência. parar. 370). mas ações constitucionais. LXIX . quanto à revisão. p.

1999 – p. é o Tribunal de Justiça ou de Alçada. Afirmam os autores que nem sempre essa decisão se apresenta assim tão cristalina. da Constituição Pátria. Quando isso ocorre. inclusive de recursos ordinários. não bastando. no país. para anulação da decisão da Turma Recursal e para que a outro julgamento se proceda. Caberão embargos de declaração competência do art. em vários precedentes do Plenário e das Turmas. Art. Dos Embargos de Declaração Quanto à revisão criminal. que haja de nele oficiar. Min. para isso. conforme se vê da decisão abaixo. nos termos do voto do Relator. II). 4) Em se tra11tando de revisão criminal. não tenha sido pessoalmente intimado da data da respectiva sessão. ou seja. omissa e dúbia. deve-se apresentar de maneira clara. aplicam-se as mesmas regras do habeas corpus. coação dimanada de um Colégio Recursal. Tribunais de Justiça. Quando interpostos contra sentença. pousando nas mãos do Supremo Tribunal Federal. houver obscuridade. 50. os embargos de declaração suspenderão o prazo para recurso. a decisão emanada do órgão judicial. o ordenamento jurídico oferece um Art. considerou-se o único Tribunal. a intimação pela imprensa. a competência escapa da alçada do Tribunal Estadual.C.04. II. quando o Defensor Público. competente para julgar habeas corpus contra decisões de órgãos colegiados de 1º grau. interpretando normas da CF de 1988.c. I. Esse entendimento é adotado pelo próprio STF. Direito constitucional e Processual Penal – habeas corpus contra julgamento de órgão colegiado de primeiro grau (1ª turma recursal do 1º juizado especial criminal do estado de mato grosso do sul): competência originária do supremo tribunal federal – alegação de que o defensor público não foi intimado pessoalmente da data da sessão de julgamento do recurso – nulidade – h. 102. • Ocorrendo. deve prevalecer a regra geral de Segundo Grinover et al (2005. 3. com observância dessa exigência da lei que regula a atuação na Defensoria Pública. aplicado subsidiariamente nos Juizados Especiais Criminais. omissão ou dúvida. CPP. contraditória.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS grau. O Supremo Tribunal Federal. precisa. – Rel. como são as Turmas Recursais de Recursos dos Juizados Especiais Criminais. seja ele monocrático ou colegiado. conforme disponha a Lei de Organização Judiciária. que determina o seu julgamento pelos quando. Sua jurisprudência também tem concluído pela anulação de julgamentos criminais. (STF – HC 77647 – 1ª T. em sentença ou acórdão. alínea i. prevalece a regra do Código de Processo Penal (art. contradição. 210). sem oferecer margens para interpretações dúbias. haja vista que os Colégios Recursais unicamente têm competência para o julgamento de recursos. que é um órgão de segundo grau. No tocante ao Mandado de Segurança. o julgamento será pelo Tribunal de Justiça ou de Alçada. 83. 75 . H. deferido – 1. 624. p. 2. ex vi do art. 624. entretanto. havendo casos em que ela se apresenta obscura. deferido. Sydney Sanches – DJU 16.

sob as seguintes condições: a) reparação do dano. o Ministério Público. com dedução dos pontos por dois a processo.099/95. Criminais Grinover et al (2005. 38 do CPP. nos termos do art. 107. Proferida a sentença. Não havendo agendamento de audiência. a possibilidade de a que a pena mínima inferior a um ano. 9. contados da data em que tomou ciência da for igual ou decisão. no seu art. c) proibição de ausentar-se da comarca sem autorização do juízo. então. o acusado não esteja sendo Segundo a Lei 9. eles deverão ser reduzidos a termo. a vítima poderá reativar o procedimento/processo. declarará extinta a punibilidade do autor do fato. quatro anos. do Código na mesma. p.099/95 dos Juizados Especiais. por força da decadência. por intermédio dos Embargos de Declaração. dissipar qualquer dúvida ou resolver pontos que tenham sido omitidos abrangidas ou não por esta Lei.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS mecanismo a fim de. Art. A Secretaria providenciará a abertura do prontuário de fiscalização e controle do período da suspensão condicional do processo. previu. a oposição de embargos de declaração suspende o prazo de condenado por outro crime. Proposta a suspensão condicional do processo e aceita pelo acusado. inciso IV. mensalmente. Os Embargos podem ser opostos por escrito ou oralmente. demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. 83. salvo impossibilidade de fazê-lo. 267). no juizado para informar e justificar suas atividades. ao ser corrigida. desde que em que a decisão é dúbia. o procedimento/processo é remetido ao Ministério Público que requererá o arquivamento provisório pelo prazo de 6 (seis) meses. obscura. submetido a um período de prova. a contar da data do fato. poderá propor a suspensão do nesse último caso. tanto nos Juizados Civis (art. 89. Assim é que a Lei n. a decisão não venha causar prejuízo às partes. 50).099/95. d) obrigação de comparecer. a Secretaria certificará o decurso do prazo e remeterá os autos ao juiz que. por sentença. O acusado é. presentes os interposição de outro recurso. do CP combinado com o art. no prazo de 6 (seis) meses. Não havendo representação. o juiz poderá suspender o processo por 2 (dois) a 4 (quatro) anos. como acontece com os diversos códigos processuais. sendo que. 77 Suspensão condicional do processo nos Juizados Especiais Penal). 2ª figura. Nos crimes em cominada parte. abre-se vista ao 76 . no prazo de cinco dias. com a manifestação de desinteresse por parte da vítima. contraditória ou omissa. traz à baila o importante instituto da suspensão condicional do processo. após o Ministério Público oferecer a denúncia. ao oferecer a denúncia. concluem que a inovação prevista no artigo 89 da Lei 9. como nosprocessado ou não tenha sido Criminais. fazendo a representação na Secretaria. Nesse período. sendo esta recebida. b) proibição de freqüentar determinados lugares.

D) Não caberá agravo contra as decisões dos Juizados Especiais. a ser interposto diretamente no Superior Tribunal de Justiça. considerando o tema estudado. Atividade Vamos fazer uma revisão dos nosso conteúdos? Responda sem olhar co seu caderno. Código Penal e Código de Processo Penal Os dispositivos dos Códigos. B) regimental a ser interposto no proprio que negou seguimento ao recurso de apelação.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Ministério Público. promover a leitura dos artigos 82 a 86 também da Lei nº 9. 3. 3º e 4º da Lei nº 9.099/95. caberá agravo A) contra a decisão denegatória. o acusado tem direito a deferimento da medida. no prazo de cinco dias a contar da publicação dessa decisão. e 5. levando os pontos característicos aplicados em cada esfera. deverá dirigir-se ao art. sendo direito do réu a proposta de suspensão do processo.Indeferido o recurso de Apelação. 1ª Questão: O que se entende por competência? 2ª Questão: O que quer dizer a palavra Recurso. Pare e Pense Fazer um de paralelo distintivo entre os recursos de apelação aplicados na esfera dos Juizados Criminal e Justiça Penal comum. 4. como forma de preservar os princípios informativos da lei 9. Penal e de Processo Penal são aplicáveis desde que não forem incompatíveis com a lei dos Juizados face o princípio da especialidade. ao defensor público e intima-se a vítima sobre a extinção da punibilidade. Comentários Para melhor responder à questão 01.099/95. C) regimental a ser interposto diretamente no Superior Tribunal de Justiça. no prazo de dez dias a contar da publicação da decisão indeferitória. Além disso. estando presentes os requisitos legais. Não se trata de mero ato discricionário. a respeito dos Juizados Especiais? 3ª Questão: Qual o prazo para interposição dos Embargos Declaratórios? 4ª Questão: É cabivel ação rescisória no Juizado Especial Criminal? 5ª Questão: E o Recurso Extraordinário é cabivel nos Juizados Especiais Criminais? Questão 06 .099/95. no prazo de dez dias a contar da publicação dessa decisão. 77 . e para as questões 2.

O tema não se pacificou por completo. sua importância além da simplicidade e informalismo. Síntese do tema A norma de salutar importância do Juizado Especial Criminal foi a que possibilitou ao juiz e o representante do Ministério Público a conciliação das partes e a transação na esfera penal. muito se tem ainda para aprender. independentemente do rito procedimental. Foi constatado que o art. Informações sobre o próximo tema Vimos nos temas anteriores os princípios que regem os Juizados Especiais Cíveis e Criminais. sua composição. o Sistema Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais e no próximo tema trataremos dos Juizados Especiais Federais. Comentário Esse exercício fará com que você alie a teoria à prática. aqueles cuja pena máxima seja de dois anos. agora. atos processuais. Conclusão Vimos as vantagens da lei n.099/95. ampliado o conceito quanto aos crimes. audiências. 61 da Lei dos Juizados mantém sua capa sobre todas as contravenções penais e. Procure ainda assistir uma audiência para você compreender na prática como funciona. Outra importante inovação foi a ausência de prisão em flagrante e o pagamento de fiança junto aos Juizados Especiais Criminais. Tema 07 78 . Bons estudos. a partir dos artigos referentes ao Juizado Especial Criminal e forme um manual de procedimentos de audiência desses Juizados.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS É aconselhável que seja promovida consulta nas doutrinas constantes da bibliografia complementar nos capítulos relativos à competência e dos recursos.099/95. 9. mesmo na turma Recursal julgadora. Atividade final Leia com muita atenção a lei n 9. portanto. e da aplicabilidade do princípio da celeridade. bem como a suspensão condicional do Processo.

que os prazos para a prática de atos processuais fossem idênticos para todas as partes. p. são excluídas as que forem em sentido contrário.099/95 e fazer a correlação dos pontos subsidiários aplicáveis Se não houvesse a Lei n.259/01 posto fim as duas disposições legais. Objetivos • Estabelecer a correlação da lei n. foi fundamental. Juizados Especiais Cíveis e princípios orientadores Para Santos (2003. baseada no CPC. 766). sem maiores privilégios para os entes federais. 3º). p. • Estudar os princípios norteadores dos Juizados Especiais Federais. • Constatar as vantagens trazidas à sociedade no âmbito das ações de competência da Justiça Federal. Pré-requisitos Para melhor compreender este tema. 9. você deverá primeiramente conhecer a lei nº 9. tendo se constituído numa excelente oportunidade para de democratização do processo. então. os Juizados Especiais Federais diferem da quanto a Justiça Justiça comum. pois dispensa tratamento igualitário as partes. aos privilégios reconhecidos aos entes públicos pelo Código de Processo Civil.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS O Juizado Especial Federal Meta do tema Demonstração da importância da Lei nº 10. iniciando esse estudo pelos seus princípios orientadores. tendo. 01). 10. E são os Juizados Especiais Federais que iremos estudar em nosso tema. Vamos conhecer esse artigo. tradicional. 10. para a democratização do processo dos Juizados Federais. no entanto. independentemente da natureza pública ou privada do jurisdicionado.259/2001 e sua aplicabilidade na esfera do Juizado Especial Federal. os Introdução Juizados Especais seriam tão emperrados Segundo Alvim (2003. quando. suas ações e recursos.259/2001. Para o autor. disposições de aplicação exclusiva (art.099/95 e o sistema do Juizado Especial Federal na forma da Lei n. o Juizado Especial Federal Cível rege-se pelos mesmos princípios orientadores da Lei dos Juizados Especiais comuns. 79 .

são: 1. III e XI. O critério territorial. sendo. § 1º Não se incluem na competência do Juizado Especial Cível as causas: I . segundo determinados critérios (objetivo. § 2º Quando a pretensão versar sobre obrigações vincendas.referidas no art.sobre bens imóveis da União. necessário determinar a competência geral ou territorial. IV . funcional).13) afirma que a competência é a quantidade de jurisdição atribuída pela Constituição ou pela lei aos órgãos jurisdicionais para o julgamento de determinadas causas. que se relaciona com o território do país pelo fato de: a) o réu estar domiciliado num determinado local.259/01. bem como executar as suas sentenças. os critérios de determinação da competência agasalhados pela Lei n. a soma de doze parcelas não poderá exceder o valor referido no art. geralmente retratado no pedido. as ações de mandado de segurança. de desapropriação. cuida-se nesse foro. ou a à natureza da relação jurídica material em lide. 3º. coletivos ou individuais homogêneos. para fins de competência do Juizado Especial. que é o valor econômico do objeto litigioso. de determinar o juízo competente. Para o autor.que tenham como objeto a impugnação da pena de demissão imposta a servidores públicos civis ou de sanções disciplinares aplicadas a militares. execuções fiscais e por improbidade administrativa e as demandas sobre direitos ou interesses difusos. uma vez encontrado o foro competente. de divisão e demarcação. II . A Competência dos Juizados Especiais Federais Cíveis Alvim (2003. a sua competência é absoluta. e. b) a natureza da causa (competência por matéria). populares. autarquias e fundações públicas federais. territorial. reflexamente pela lei n.para a anulação ou cancelamento de ato administrativo federal. 3º Compete ao Juizado Especial Federal Cível processar. caput. 80 . 109. Critério objetivo. 2. 9. 10. conciliar e julgar causas de competência da Justiça Federal até o valor de sessenta salários mínimos. que se refere ao conteúdo do processo.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Art.099/95. e. incisos II. se houver mais de um juízo. que toma em consideração determinados elementos externos da lide. ou de foro. salvo o de natureza previdenciária e o de lançamento fiscal. portanto. da Constituição Federal. III . p. Para propor uma ação. busca-se primeiro o território ou local onde ela deverá ser proposta. quando se fala então em competência de juízo. § 3º No foro onde estiver instalada Vara do Juizado Especial. objetivamente considerados: a) o valor da causa (competência).

259/01 trata da competência dos Juizados Federais Criminais. II . como anulatórias ou de repetição de indébito.259/01. 3 Compete ao Art. no seu art. O critério funcional resulta da natureza da função que o juiz é chamado a exercer num determinado processo. como soa o art. A Lei n. 3º da Lei n.relativas a condomínios e locação de imóveis locados a União.relativas ao ensino superior. cabendo-lhes processar e julgar os feitos de competência da Justiça Federal relativos às infrações de menor potencial ofensivo. como as relativas a acidentes envolvendo veículos da União. conciliar e ofensivo. 3º. 10. c) de achar-se nesse local o bem que constitui objeto da denúncia. 10. IV .relativas ao Sistema Financeiro da Habitação. os crimes a que a lei comine pena máxima não sessenta salários superior a dois anos. o Competência pelo valor da obrigação Nos termos do art. a competência para execução da sentença. VI .EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS b) de haver sido nesse local celebrado o contrato. como as que dizem respeito à matrícula. exceto a de demissão. ou multa”. da Lei n 10. a competência dos Juizados Especiais é de até o valor de sessenta salários mínimos.relativas a tributos. auxílio-doença. de autarquia ou empresa pública federal. 2º “Consideram-se infrações de menor potencial Federal até o valor de ofensivo. relativas a vencimentos e outros direitos. V . como as de revisão de contratos celebrados com a Caixa Econômica Federal. mínimos. para os efeitos desta Lei.bancárias. a competência recursal etc. observado o limite de 60 salários mínimos. caput. bem como executar as suas sentenças. Art. bem como as relativas a punições. pelo fato de a jurisdição poder ser exercida com mais eficácia por um juízo do que por outro. Compete ao Juizado Especial Federal as seguintes ações que. quando se determina a competência para o processo acessório ou incidental.de servidores públicos. VII . como as relativas a pensões. VIII . d) de ter o ato ou fato ocorrido nesse local. 81 . III. aposentadorias de trabalhadores urbanos ou rurícolas. 2º. 2o Compete ao Juizado Especial Federal Criminal processar e julgar os feitos Juizado Especial Federal Cível de competência da Justiça Federal relativos às infrações de menor potencial processar. 3. bem como executar as suas sentenças. autarquia ou empresa pública federal. serão processadas e julgadas pelos Juizados Especiais: I.259/01.de indenização por danos materiais ou morais. periculosidade ou penosidade. julgar causas de competência da Justiça O parágrafo único do art.previdenciárias. ainda que exijam perícia médica ou de insalubridade. reprovações e transferências.

art. p. 768). a causa poderá ser proposta no Juizado Especial Federal mais próximo do foro definido no art. § 3º). É a explicação para o disposto no seu artigo 3°. de trato é igual à soma das sucessivo. anos Justiça Federal poderá depois de sua instalação. a competência se diz absoluta quando não Art. não atinja o limite de 60 salários mínimos. se inferior condenação incluirá. 23). e. 258 e Código de Processo 3º. I . prestações vincendas cuja soma ultrapasse o valor de 60 salários mínimosJuizados § (art. Processo Civil (valor de 12 prestações vincendas). a competência dos Juizados Especiais Cíveis. independentemente de ano (CPC. por até três anos. Segundo Alvim (2003. ou por tempo No caso de pedido referente a obrigaçõessuperior a 1 (um) anos. 21). portanto. 2001. somando quantia superior a esse limite. tratar-se-á de competência de juízo. 3°. por até três (03)23. totalmente absoluta. um pedido específico. 3º. O Conselho da Justiça Federal poderá limitar.259/01 exclui da competência dos Juizados Especiais pedidos de dos competência 2°). caput".EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS IX . Especiais limitar. se há outras prestações vincendas.a não ser que o autor declare pretender condenação exclusivamente pelo valor das parcelas que caibam nesse limite (CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO. p. mesmo que o valor da causa. vedada a aplicação desta Lei no juízo estadual.propostas contra conselhos profissionais. o valor de todas as prestações. Para a determinação do observam-se os artigos Civil. de 26 de setembro de 1995. 3°.099. p. a partir da contados A Lei 10. 290). 20. como a Ordem dos Advogados do Brasil e Conselho Regional de Farmácia. mesmo para osprestações vincendas é Juizados igual a uma prestação anual. Onde não houver Vara Federal. publicação desta Lei. a Cíveis. estabelece o Código de Processo Civil que a prestações. se no foro estiver instalada Vara do Juizado Especial. O Conselho da Art. essa hipótese terá por conseqüência a incompetência destes sempre que a soma das prestações exceder o máximo legal instituído pelo art. 4o da Lei no 9. para fins de competência do Juizado valor da causa. Especiais da Justiça Comum. 60). O valor das Especial. atendendo. Competência absoluta dos Juizados Especiais Federais O que se pode entender por competência Absoluta? Para Santos (2003. atendendo à necessidade da organização dos Assim. é incompetente o Juizado Especial. 82 . calculado na forma do Código de serviços judiciários ou administrativos. a necessidade da organização dos serviços judiciários ou administrativos (art. enquanto durar a obrigação (art. inc. Projetada sobre o processo dos Juizados especiais cíveis. a soma de 12 (doze) parcelas não poderá exceder o valor referido noseguintes do art. pode ser modificada pela vontade das partes. se por tempo indeterminado a obrigação. ao contrário da relativa que admite essa modificação. § 2°: "Quando a pretensão versar sobre obrigações vincendas. A competência dos Juizados Especiais é absoluta (art. 260). Diz: Esse entendimento é também o de Dinamarco.

109. 4º da Lei n. 9. art. § 4º). 20). relacionado com os parâmetros do art. podendo. as causas em que forem parte instituição de previdência social e segurado. 10. no foro do domicílio dos segurados ou beneficiários. Competência de foro dos juizados especiais federais Santos (2003. no Distrito Federal. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: 1º . cujo teor reproduzimos abaixo: As causas intentadas contra a União poderão ser aforadas na seção judiciária em que for domiciliado o autor. § 3º .099/95 (art. até mesmo ser local em que esteja instalada a Justiça Federal.o lugar onde a obrigação deva ser satisfeita. ou ainda. nas ações para reparação de dano de qualquer natureza. se verificada essa condição. deve observar o disposto no artigo 109. com recurso para o Tribunal Regional Federal (Constituição. É invocável o artigo 4º. o critério territorial de competência será o de proximidade. e. art. No que diz respeito à competência de foro. do local onde aquele exerça atividades profissionais ou econômicas ou mantenha estabelecimento. 3º. p. lei n. no Distrito Federal. 20.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS se não estiver. § 2º. II . art. sempre que a comarca não seja sede de vara do juízo federal.As causas intentadas contra a União poderão ser aforadas na seção judiciária em que for domiciliado o autor. da Constituição Federal.As causas em que a União for autora serão aforadas na seção judiciária onde tiver domicílio a outra parte. Art. agência. onde houver e não tiver Juizado Especial Federal (art. 20).o domicílio do autor ou o local do ato ou fato. 83 . ainda. § 2º . sendo esta parcialmente absoluta. a lei poderá permitir que outras causas sejam também processadas e julgadas pela justiça estadual. pois pode o autor se preferir demandar perante a Vara Federal do foro. filial. 109. § 3º c/c art. naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que deu origem à demanda ou onde esteja situada a coisa. naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que deu origem à demanda ou onde esteja situada a coisa.Serão processadas e julgadas na justiça estadual. determinando a competência: I . ou no Juizado Especial mais próximo (Lei 10.259/01).o domicílio do réu ou. sucursal ou escritório. § 3º). da Lei 9. 769) afirma que onde não houver Vara Federal do Juizado. a critério do autor. a competência será do juízo mais próximo do domicílio do autor ou do local do ato ou fato. III .099/95. ou.259//01. as ações de segurados ou beneficiários da previdência social poderão ser processadas e julgadas na justiça estadual (Constituição. Nas comarcas não compreendidas no âmbito da competência da Justiça Federal de primeiro grau.

Causas excluídas dos Juizados Especiais Federais Não se incluem na competência do Juizado Especial Cível: I) referidas no art. a sessão de dispensados o registro demarcação. de desapropriação. . assegurados os direitos e prerrogativas do jurado (art. Os Juizados Especiais serão instalados por decisão do Tribunal Regional Federal. em qualquer fase do inquérito ou processo. aplicadas a militares. seja instaurado. não havendo Vara Federal no local de residência ou domicilio do réu. mesmo antes do registro do pedido e citação. Designação dos conciliadores 84 . o Procurador-Geral da República. de divisão e instaurar-se-á. o recurso cabível será sempre para o Tribunal Regional Federal na área de jurisdição do juiz de primeiro grau. O Juiz presidente do Juizado designará os conciliadores pelo período de dois anos. populares.Na hipótese do parágrafo anterior. execuções fiscais e por improbidade conciliação. 20. as inicialmente ambas as partes. no prazo de quinze dias. independentemente de A competência dos Juizados Especiais Federais está prevista nos arts. 17 da mesma Lei permite que.de pedido e a prévio citação. O exercício dessas funções será gratuito. independentemente de distribuição e autuação. coletivos e individuais homogêneos. quer dizer que. incisos II. ao se reportar o artigo 4º da Lei n.099/95. 109. salvo o de natureza previdenciária e o lançamento fiscal. da Constituição Federal. a sessão conciliatória. Seção de conciliação A sessão de conciliação será realizada no prazo de quinze dias.099/95. 16. admitida a recondução. é o que determina o artigo 16 da Lei nº 9. II) sobre bens imóveis da União. perante o Superior Tribunal de Justiça. 18. administrativa e as demandas sobre direitos ou interesses difusos. distribuição e autuação. contado esse prazo a partir do registro do pedido. incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS § 4º . § 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos. mediante designação da Secretaria do Juizado.DOU 31/12/2004. III) para a anulação ou cancelamento de ato administrativo federal. DE 8 DE DEZEMBRO DE 2004 . 10. 9. a Secretaria do Juizado 2º e 3º da Lei n. desde logo.259/01. ações de mandado de segurança. Art. comparecendo ambas as partes. a ação deverá ser proposta no juizado federal mais próximo. (Incluído pela EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 45. 437 do Código de Processo Penal). Comparecendo desde logo.17. com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte. poderá suscitar. O art. que nesse momento ficam dispensados. O art. O § 1º deste artigo trata de excluir aquelas causas a sessão de designará conciliação. Registrado o pedido. a realizar-se que não se incluem na sua competência. Art. autarquias e fundações públicas federais. IV) que tenham como objeto a impugnação da pena de demissão imposta a servidores públicos civis ou de sanções disciplinares Art. III e XI.

art. 2º e Lei 10. admitida a sua recondução. partes são os sujeitos parciais da relação jurisdicional protetiva de um bem envolvido no processo cautelar. por ARMP (aviso de recebimento em Juizado mão própria). Das medidas cautelares e tutela antecipada Para Greco Filho (2005. 4º O Juiz poderá. como tais consideradas na Lei 9. Nos termos do art. 18. 10. É a relação processual. que se instaura para concessão de jurídica quando não proferida esta na audiência medidas cautelares.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Segundo disposto no art.259/2001. 8º).259/2001. figurando o juiz no processo na condição de sujeito imparcial. por não terem as partes sido induzidas a um acordo. expressamente autoriza o juiz do representante. quer dizer não-parte.como rés. aplicável aos Art. Federal a deferir medidas cautelares no curso do processo. 73). Obtida a conciliação. 2ª parte. 4º. para evitar dano de difícil reparação. de ofício ou § 1o As demais a requerimento das partes. art. a medida cautelar é a providência Art. também. § 2o Os tribunais poderão organizar serviço de intimação das partes epartes e procuradores Das de recepção de petições por meio eletrônico. 85 . por via postal. da relação material. Para Alvim (2003. o preso.como autores. para evitar dano de difícil reparação. como reza o art. p. bem como microempresas de pequeno porte. assegurados os conciliadores os mesmos impedimentos direitos previstos no Código de e prerrogativas de jurados (art. assim que o processo passar à sua direção. a massa falida e o insolvente civil (Lei 9. última parte. 437 do CPP e art. cautelares no curso do processo.259/01. fundações e empresas públicas federais. os Conciliadores dos Juizados Especiais Federais são designados pelo juiz do Aplicam-se aos Para o autor. pessoalmente oupleiteada no corpo do próprio processo de conhecimento. 9. e. 6º. comumente. Juizados Especiais Federais. 10. em seu art. Lei nº 10. devendo a medida cautelar ser oficiem nos respectivos autos. superada essa fase do procedimento.099/95. autarquias. nos termos do parágrafo único do mesmo requerimento das partes. a função de conciliador será gratuita. responsável em nome do Estado pela resolução do conflito.317/96. Processo Civil para os 10. a União. p. II . podem ser partes no Juizado Especial Federal Cível: I .259/01. 22 da lei n. serventuários da justiça A função conciliatória não se esgota no conciliador. intimações das partes serão feitas na pessoa A regra explicita o entendimento já prevalente de que não cabe ação dos advogados ou dos Procuradores que cautelar preparatória nos Juizados Cíveis. mesmo e juízes togados. as pessoas físicas. lei nº. será reduzida a escrito e de ofício ou a homologada pelo juiz togado. Juizado pelo período de dois (2) anos. pois. 154).259/01).099/95. Não podem ser partes o incapaz. em que estiver presente seu A Lei n. deferir medidas dispositivo. 6º da lei n. será novamente tentada pelo juiz togado. art. 18. 8o As partes serão intimadas da sentença. dotada de procedimento próprio. I.

ex-vi legis. fica dispensada contestação formal. embora a ela tenha direito. pois. seus sucessores têm o prazo de 30 dias para habilitar-se. Devem ser indicados os elementos identificadores da ação. sob pena de extinção do processo (Lei 9099/95. 51. 17.099/95. § 3º. art. a Secretaria do Juizado designa dia e hora para a sessão de conciliação (Lei 9. Falecendo o autor. Supõe-se. 9º.259. bem como a cumulação de pedidos conexos. suposto que a soma não ultrapasse o limite de 60 salários mínimos (Lei 9099/95. como no caso de ações fundadas no 86 . que são pessoas jurídicas de direito privado. caso em que se instaura imediatamente a Art. o autor pode dispensar a assistência de advogado (Lei 9. parágrafo único). caso em que igualmente se instaura desde logo a sessão de conciliação. art. deverá designar por escrito representante para a causa. art.259/01. nomeação à autoria. devendo a citação para audiência de conciliação ser efetuada com antecedência mínima de trinta dias. • O comparecimento simultâneo de duas partes. tampouco admite-se assistência (Lei 9. segunda parte). a atribuição de poderes para conciliar. art. art. 10). c) O réu. • No ato mesmo do oferecimento do pedido.099/95. É possível a formulação de pedidos alternativos. denunciação da lide. porém. que poderá ou não ser advogado (Lei 10. pedidos contrapostos. 38. art. 15). art. na subseqüente sessão de instrução e julgamento. 9º).099/95.099/95. mas não a intervenção de terceiros (oposição. excluídas do âmbito dos Juizados Especiais Federais. a saber: as partes. Pedido e desistência da demanda O processo instaura-se com a apresentação de petição escrito ou pedido oralmente e reduzido a termo. cada uma formulando pedido contra a outra (Lei 9.099/95. aí. CPC. sessão de conciliação (Lei 9. 17). não sendo possível determinar desde logo a extensão da obrigação (Lei 9099/95. transigir e desistir (Lei 10. d) Admite-se litisconsórcio. com indicação de seu valor (Lei 9099/95. 9º. chamamento ao processo). A Lei prevê duas hipóteses que hão de ser raras: • A presença do réu na mesma oportunidade em que o autor apresenta seu pedido. art. art. inclusive a interposição de recursos. § 1º). b) O mandato ao advogado do autor pode ser outorgado verbalmente.099/95. art. e)É obrigatória a intervenção do Ministério Público nos casos previstos em lei (Lei 10. 14.099/95. A designação importa. • Não havendo conciliação. art. estando. a)Nas causas de valor até vinte salários mínimos. V). 9o Não haverá prazo diferenciado para a prática de qualquer ato processual pelas pessoas jurídicas de direito público. art. art. art. são demandadas perante a Justiça comum estadual.259/20).EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS As sociedades de economia mista. 14). 10). salvo quanto aos poderes especiais (Lei 9. • • Admite-se pedido genérico. 10. os fatos e os fundamentos (causa de pedir) e o pedido. § 2o). parágrafo único). mesmo não sendo pobre (Lei 9. 16).

§ 1º As demais intimações das partes serão feitas na pessoa dos advogados ou dos Procuradores que oficiem nos respectivos autos. parágrafo único). 83). o processo é sabidamente um conjunto de atos jurídicos processuais. no foro em que foi proposta a ação. p. 36. ciência da sentença etc. cujo desenvolvimento segue uma seqüência ordenada pela lei.259/01. 7º As citações e intimações da União serão feitas na Citação forma prevista nos arts. 37 da mencionada Lei). quando não proferida esta na audiência em que estiver presente seu representante. qual se dá ciência a alguém dos atos e termos do processo. faz-se a citação na pessoa do Procurador-Chefe ou do Procurador-Seccional da Fazenda Nacional (art. 770). p. 87 .099/95. como intimação de testemunha. art. inciso III. fundações e empresas públicas faz-se na pessoa do representante máximo da entidade. 35 a Segundo disposto no art. art. tais. onde proposta a causa. 77). Para o autor. Nas causas de representação. que são basicamente. Segundo Santos (2003. na sede da entidade (Lei 10. Como atos de interesses das partes. Intimação Segundo Alvim (2003. 7º. a intimação é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e termos do processo. no local antecedência mínima de 30 dias. cuidando a lei processual de estabelecer esses modos de comunicação. os atos processuais precisam serlhes comunicados para que produzam os seus efeitos. estabelece que réu é citado para a audiência pessoa do de conciliação e ulteriores atos do processo. a fim de se defender. se não.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS mesmo acidente de trânsito. para que faça ou deixa de fazer alguma coisa. aí havendo escritório ou representação. a citação é o ato pelo qual se 38 da Lei Complementar no 73. Art. art. de 10 de ao juízo o réu ou interessado. que lhe imprime as feições de um verdadeiro procedimento. 213 do CPC. a citação das autarquias. O comparecimento supre a falta de citação (Lei 9. Art. ou deixe fundações e empresas públicas será feita na O art. se não. por ARMP (aviso de recebimento em mão própria). da referida Lei). IV). para que faça citação das autarquias. 8º As partes serão intimadas da sentença. cada parte imputando à outra a responsabilidade pelos danos que sofreu. A intimação é o ato chama fevereiro de 1993. § 3º).259. Da comunicação dos atos processuais Segundo Alvim (2003. art. conforme se trate ou não de causa de natureza fiscal. pelo A Parágrafo único. pessoalmente ou por via postal. Não há citação por edital (Lei 9. faz-se a citação na pessoa do substituto eventual (art. Em caso de ausência dessas autoridades. aí compreendidas as de natureza tributária. as intimações e notificações da União fazem-se na pessoa do Procurador da Fazenda Nacional ou do Advogado da União. 18. § 2º). 35. 18.099/95. a citação e a intimação. natureza fiscal. na sede da entidade. de fazer alguma coisa. A citação deve ser efetuada com a representante máximo da entidade. quando ali instalado seu A União deverá ser citada na pessoa do Procurador-Chefe ou de seu escritório ou Procurador Seccional (Lei Complementar n. p. 73/93. 9º da Lei 10.

diferenciado para a No entanto. 10. Supressão de prazos diferenciados e eliminação do reexame necessário O art. afirma que as partes. 88 .259/01. 10. 8º). deve ser feita à entidade. sem a intervenção de advogado. 8º § 1º).259/01). inclusive a interposição de Assim.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS As intimações dessas entidades são feitas na pessoa dos advogados ou dos procuradores que oficiem no feito. p. por escrito. a designação. efetuada com antecedência mínima de trinta dias. por meio de oficial de justiça. art. É eficaz a intimação enviada ao endereço indicado pelo autor que omitir comunicação de mudança (Lei 9. de Atenção!!! representantes para a causa. facultalhes o art. art. podem postular o seu direito. tanto quanto nos estaduais. a) intimação pessoal no cartório ou secretaria. da lei n. art. nos Juizados Especiais Federais. para audiência citação de conciliação ser 8º § 2°). as modalidades usuais de intimação são: eletrônico. advogado ou preposto. b) intimação via postal. 9º Não haverá prazo prática de qualquer ato c) intimação por mandado. como foi também eliminado o reexame necessário (art. Estabelece o art. Embora possam as partes legitimadas exercer o jus postulandi. § 2º). por ARMP (aviso de recebimento em mão própria). inclusive a interposição de recursos. 13. o progresso alcançado na informática aconselha que seja processual pelas essa técnica utilizada também para efeito de intimação judicial.259/2001 consagrou um dos maiores avanços dos Juizados Especiais Federais.259/2001.259/01. Art. Lei n. pessoas jurídicas de direito público. Representantes das partes para a causa Alvim (2003. devendo a citação para audiência de conciliação ser efetuada com antecedência mínima de trinta dias”. A intimação da sentença. § 2º Os tribunais poderão organizar serviço de intimação das partes e de recepção de Intimação por meio eletrônico petições por meio Nos Juizados Especiais.259/01. sendo-lhes para esse fim reconhecido o jus postulandi. que é sem dúvida a supressão de prazos diferenciados em favor das pessoas jurídicas de direito público. 10. podem os tribunais organizar serviço de intimação das partes e recursos. porém.099. salvo se proferida em audiência que estiver presente seu advogado ou procurador (Lei 10. Não apenas os prazos diferenciados e o prazo duplicado para recurso foram suprimidos. caput. 9º da Lei n. art. 87). 10. 9º da lei supra: “Não haverá prazo diferenciado para a prática de qualquer ato processual pelas pessoas jurídicas de direito público. 19. pessoalmente ou por via postal (Lei 10. devendo a mesmo de citação (recepção de petições) por meio eletrônico (Lei 10.

20 da Lei 9. 471). II . § 1º A extinção do processo independerá. representantes para a causa. dado o generalizado entendimento de que os efeitos da revelia não atingem a Fazenda Pública. a lei determina que.099/95). Assim.quando o autor deixar de comparecer a qualquer das audiências do processo. nos processos da competência dos Juizados Especiais Federais. falecido o autor. por escrito. a habilitação depender de sentença ou não se der no prazo de trinta dias. V . a ré deverá fornecer ao juizado a documentação de que disponha para o esclarecimento da causa. da Lei 9. Trata-se de dever funcional do representante da entidade e sua desobediência pode ser argüida por qualquer interessado. 51. III . transigir ou desistir. do pagamento das custas. pelo Juiz. Parágrafo único. § 2º No caso do inciso I deste artigo. 10.quando sobrevier qualquer dos impedimentos previstos no art. se é o réu que não comparece à sessão de conciliação ou à audiência de instrução e julgamento. a parte poderá ser isentada. em qualquer hipótese. falecido o réu. 51.099/95. para a conciliação. presumem-se verdadeiros os fatos alegados no pedido inicial. Os representantes judiciais da União.099. 8º desta Lei. De acordo com o disposto no art. Extingue-se o processo. com sua condenação nas custas (art. Art. fundações e empresas públicas federais.099/95. 51. bem como os indicados na forma do caput. extingue-se o processo sem julgamento de mérito (Lei 9. até a instalação da audiência. se o autor não comparece.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Art. quando comprovar que a ausência decorre de força maior. o processo de tramitação do juizado comum. IV . salvo se o contrário resulta da convicção do juiz (Lei 9. 89 . quer à sessão de conciliação. I). As partes poderão designar. além dos casos previstos em lei: I .quando. p. VI . advogado ou não.quando for reconhecida a incompetência territorial. ficam autorizados a conciliar. Não se exige requerimento do réu. 20). art. É possível que se venha a restringir o alcance dessa norma às empresas públicas. quer à audiência de instrução e julgamento.quando. Conciliação e instrução Segundo Santos (2003. art. § 2º. após a conciliação. autarquias.quando inadmissível o procedimento instituído por esta Lei ou seu prosseguimento. o autor não promover a citação dos sucessores no prazo de trinta dias da ciência do fato. de prévia intimação pessoal das partes.

É a demonstração da existência ou da veracidade daquilo que se alega como fundamento do direito que se defende ou que se contesta. desde que fundados nos mesmos fatos que constituem objeto da controvérsia (Lei 9009/95. 27. em virtude da qual se conclui por existência ou se firma a certeza a respeito da existência do fato ou do ato demonstrado. quando vencida na causa a entidade pública. art. mas o réu pode formular contra-pedido. parágrafo único). parágrafo único). que exame técnico tem liberdade para necessário à conciliação determinar as que serão ou ao julgamento da causa. 33). colhendo-se a prova e em seguida proferir a sentença (Lei 9099/95. são permitidas todos os meios de prova moralmente legítimos. p. designada para um dos quinze dias subseqüentes (Lei 9099/95. art. De regra. 90 . não se admite a reconvenção. art.099/95. oralmente ou por escrito. parágrafo único). na mesma oportunidade (Lei 9009/95. ou na própria sentença (Lei 9099/95.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • Não havendo conciliação. Para efetuar o admissão pelo juiz. seu valor será incluído na ordem de pagamento a ser feita em favor do Tribunal. 31). ainda que não especificados em lei. a prova. as provas são produzidas na audiência de instrução e julgamento (Lei 9. 31. o autor pode oferecer resposta imediata ou requerer a designação de nova data para a continuação da audiência (Lei 9009/95. art. art. • Na audiência de instrução e julgamento. art. • Nessa oportunidade o réu poderá apresentar a contestação. até a instalação da audiência (Lei 10. a apresentação de documentos não provoca a interrupção da audiência. art. Para ele. requerimento ou Art. ou em outra data. este deverá ser decidido de plano. 29). nos Juizados Federais.259/01. que pessoa habilitada. 27). • Nos Juizados Especiais. 29. em sentido jurídico consiste na demonstração da existência ou da ou veracidade de um fato material ou de um ato jurídico. apresentará o laudo até cinco dias antes da audiência. 152). • Caso haja algum incidente processual. que deverá conter toda a matéria de defesa. 28). 30). As provas O que é prova? Para Alvim (2003. Ao réu a Lei impõe o dever de apresentar a documentação de que disponha. 12. 5º). o juiz deve ouvir as partes. • Segundo Dinamarco (2001. exceto a argüição de suspeição ou impedimento do juiz (Lei 9009/95. art. Nessa hipótese. p.099/95. igualmente nos Juizados Estaduais. art. realiza-se a audiência de instrução e julgamento. produzidas (Lei o Juiz nomeará 9. exceções estas que obedecem ao rito dos artigos 312 e seguintes do CPC. independentemente de prévia indicação. independentemente de intimação das partes. 11). e que são hábeis para provar a veracidade dos fatos. • Não se exige que o autor apresente seus documentos ao formular o pedido. art. § 1o Os honorários do técnico serão antecipados à conta de verba orçamentária do respectivo Tribunal e. por decisões interlocutórias. 87). art. devendo a parte contrária pronunciar-se imediatamente sobre os mesmos (Lei 9099/95.

III). não há "homologação do cálculo". transitando em julgado condenação que assim disponha. quesitos e indicar devendo a sentença referir. 9. desde que o faça no mínimo cinco dias antes. E afirma o autor que diversamente do que sucede no procedimento comum. 38. art. não se habilitando os sucessores no prazo de 30 dias (Lei 9099/905. parágrafo único). 5º). Contudo. o juiz deve nomear pessoa habilitada. serão as partes intimadas para. A decisão deve obedecer ao princípio da legalidade estrita. Aplicam-se ao técnico os motivos de impedimento ou suspeição do juiz (CPC. entre outros casos. nos Juizados Especiais. art. Contudo. a incompetência do Juizado Especial. procede-se à intimação das partes para. 12. que consista em depoimento das partes. não há outra solução que se proceder à liquidação da sentença. Somente testemunha intimada pode ser conduzida coercitivamente à presença do juiz (Lei 9099/95. 41). 38 da Lei 9099/95. apresentar testemunhas ou informações de perito.099/95. Esperase que compareçam à audiência independentemente de intimação. 44). Apontam-se. constatando o juiz a falta de pressuposto processual ou de condição da ação. art. Deve ela conter resumo dos fatos relevantes ocorridos na audiência.259/95. § 1º). Vencida na causa a entidade pública. caso queira recorrer da decisão. e o falecimento do autor. art. social. seu valor é incluído na ordem de pagamento em favor do Tribunal. caberá à parte interessada requerer posterior degravação. A sentença será meramente terminativa.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • O número de testemunhas é limitado a três para cada parte. 36). 138. art. a sentença deve ser motivada. mesmo dispensado relatório formal. 91). art. Havido gravação em fita magnética ou meio equivalente.099/95. art. p. § 2º Nas ações previdenciárias e Nas ações previdenciárias e relativas à assistência social. o que importaria ressuscitar o indesejável processo de liquidação por cálculo. para que seja decretada a extinção do processo por incompetência relativa depende de requerimento do réu. • Não é admitida condenação em quantia ilíquida (Lei 9099/95.099/95. ainda que relativa. a parte pode requerer sua intimação. art. 12. • Para efetuar exame técnico. que assim se reembolsa do dispêndio (Lei 10.259/95. Da Sentença Segundo disposto no art. em dez A prova oral. 91 Segundo Dinamarco (2001. havendo apresentar quesitos e indicar assistentes (Lei 10. 152). as informações prestadas (Lei assistentes. p. art. havendo relativas à assistência designação de exame. declarações de dias. com extinção do processo sem exame do mérito. que apresentará o laudo até cinco dias antes da audiência (Lei 10. 12). à sua custa (Lei 9. Para Dinamarco (2001. no essencial. em 10 dias. art. • O juiz tem liberdade para apreciar as provas e para dar especial valor às regras de experiência comum ou técnica (Lei 9.259/95. 34). designação de exame. eliminado pela Reforma do Código de Processo Civil. não precisa ser reduzida a escrito. . os honorários dos técnicos são antecipados à conta da verba orçamentária do respectivo Tribunal. § 2º).

O Juiz requisitará o pagamento à autoridade citada para a causa. 20. Execução do Acordo ou da Sentença Estabelece o art. será efetuado mediante ofício do precatório somente é juiz à autoridade citada para a causa. depositar a importância. se correu à revelia. que se processa após seu trânsito em julgado. com trânsito em julgado. pois. mas de obrigação de fazer. da Constituição Federal. à disposição do Juízo. a forma do precatório. conforme previsto no (artigo 100. 16 da Lei n. acrescentado pela Emenda Constitucional n. não se admitindo O Juizado Especial é competente para a execução de suas próprias fracionamento. I e II). como os de conversão de índices e de honorários de advogado incumbem a servidor judicial (Lei 9099/95. Pode ocorrer que. os juros vencidos no curso do processo. dispensando assim. com cópia da sentença que transitou em julgado ou do acordo (Lei 10. mediante pedido do mais requisições. porém.1998). • • Não sendo cumprida a decisão. bem como a correção monetária. modificativa ou extintiva. Dispensa-se o precatório. Impõe-se. de novo processo. 17. § 2o). 17. cabem embargos do executado. a condenação é ineficaz. 39) vigente à data da propositura da ação. optar pela requisição. art. não fazer ou de entregar coisa certa. em virtude da aplicação de índices de correção monetária ou do acréscimo de juros. mas de nova fase ultrapasse o limite legal e constitucional (Lei de uma ação que é executiva lato sensu. nova valor inferior. art. § 3º.259/01 que o cumprimento de acordo ou da sentença.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • No que exceder o valor de 60 vezes o salário mínimo (Lei 9099/95. 92 . na agência mais próxima da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil. Desse limite hão de se excluir. autorizada até o limite de 60 salários mínimos. • Não se tratando de pagamento em dinheiro. art. nesse caso. que deverá.259/01. que poderá alegar falta ou nulidade da citação no processo. porém. O exeqüente poderá. IV). efetua-se a execução mediante ofício do Juiz à autoridade para a causa.12.259/01. art. renunciando ao valor excedente (Lei 10. art. o valor da condenação ultrapasse a alçada do Juizado Especial. §§ 3º e 4º). poderá o juiz autorizar o seqüestro do numerário correspondente (Lei 10.099/95. no prazo de 60 (sessenta dias). (Cálculos eventualmente necessários. art. com copia da sentença ou do acordo. com explicitação da forma de correção monetária. 16). art. A sentença que condene no pagamento de quantia em dinheiro deve necessariamente ser líquida. Não é lícito expedir-se duas ou decisões. cada uma de interessado. que imponha obrigação de fazer ou A dispensa de não fazer a entrega de coisa certa. 52. escrito ou verbal (Lei 9099/95. 52.259/01.259/01. Não se trata. art. erro de cálculo. Qualquer que seja a forma da execução. de 15. 10. 17. 52. IX). excesso de execução ou qualquer causa impeditiva. desde que superveniente à sentença (Lei 9. 10. mas cuja soma citação para a execução. § 3o).

48 e 49). arts. afirma que os recursos. ainda que a sentença seja contrária à Fazenda Pública (Lei 10. 5º). somente será admitido recurso de sentença definitiva. de regra. não há razão para distinguir medida cautelar e medida antecipatória. mas se concedida. • Recurso da sentença. Embargos declaratórios Poderão ser interpostos no prazo de cinco dias contados da ciência da decisão embargos declaratórios. Dinamarco. por Turmas Recursais. Na hipótese. art. 4o. Por exceção.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Recursos nos Juizados Especiais Federais Santos. seguem os dispositivos da Lei n. 41 e s. bem como no de transação sobre direito indisponível.259/01. cabe recurso da decisão que defere medida cautelar (Lei 10. art. 9. podendo a matéria ser reexaminada no recurso interposto da sentença. p.). deferir medidas cautelares no curso do processo. dada sua eficácia imediata. arts. que podem ser interpostos contra mediadas cautelares. Recurso da decisão concessiva de medida cautelar Segundo Santos (2003. bem como é possível a existência de mais de uma Turma em um mesmo Juizado. A Lei não prevê a concessão de medidas antecipatórias. podendo abranger mais de uma seção (art. há de se supor que se trate de medida concedida incidentemente. daí. caberá recurso. as decisões interlocutórias são. • Recurso extraordinário. para evitar dano de difícil reparação. 4º e 5º). 773). • Uniformização de jurisprudência. contradição. 21. instituídas por decisão do Tribunal Federal Regional. 772). irrecorríveis. 5o Exceto nos casos do art. de ofício ou a requerimento das partes. p.099/95 (arts. 13) e. Os recursos serão julgados. caput). Trata-se de medida cautelar lato sensu. da sentença ou acórdão que contiverem obscuridade. não há reexame necessário. p. Por isso mesmo. 4o O Juiz poderá. A sentença proferida em processo cautelar é recorrível como qualquer outra. omissão ou dúvida (Lei 9099/95. (2001.259/01. 41). (2003. oralmente ou por escrito. a sentença homologatória de transação é irrecorrível (Lei 9099/95. concedidas no curso do processo e contra sentença definitiva (art. Do recurso da sentença (Inominado ou de Apelação) Conforme já mencionado no tema anterior. 164) afirma que é preciso admitir o recurso. Art. 93 . Contudo. em casos como o de acordo celebrado por procurador sem poderes para transigir. nos mesmos moldes do Juizado Especial Cível. Art. não ocorre a preclusão. • Recurso da decisão que defere medida cautelar. Nos Juizados Especiais Federais são cabíveis os seguintes recursos: • Embargos declaratórios.

para evitar dano irreparável (Lei 9. que terá definida sua composição e área de competência. Após o preparo.099. 42.259/95. que será nomeado pelo juiz. parágrafo único. art. 42. pois a Lei dos Juizados Especiais não prevê recurso adesivo. § 2º). porém. independentemente de cálculo do contador. podendo. art. da sentença. porque subordinada ao trânsito em julgado a execução da sentença definitiva (Lei 10. o Ministério Público. 94 . cada parte interporá. parágrafo único). 41 e 42. A ausência de efeito suspensivo é de regra irrelevante. podendo abranger mais de uma Seção ou Estado (Lei 10. Do preparo do recurso Nos termos da Lei 9099/95. art. salvo prova de justo impedimento (CPC. 41. art. independentemente de intimação. §§ 1º e 2º e 42). o seu recurso. A falta de preparo determina a deserção do recurso. Estão dispensados do preparo a parte a que se concedeu o benefício da assistência judiciária gratuita (Lei 9. contados da ciência da decisão e o recurso somente deve ser interposto por petição. cabe recurso voluntário.259. independentemente. art. arts. se o vencedor estiver pleiteando sem a assistência de procurador habilitado (Lei 9. § 2º). excetuada a homologatória de conciliação. 21). interposto o recurso. 43). com exposição das razões da inconformidade e pedido de anulação ou reforma total ou parcial da sentença. 41. § 1º. composta por três Juízes federais.099/95. instituída pelo respectivo Tribunal Regional. 54. 511). e 54. 519). sob pena de deserção. aplicáveis subsidiariamente à Lei nº 10. art. subscrita por advogado. Também a resposta deve ser subscrita por advogado. Supõe-se que o interessado tenha condições de saber o quantum exigido. intima-se o recorrido para oferecer resposta escrita no prazo de dez dias (Lei 9099/95. no prazo de dez dias. efetuar o preparo.249/2001. 16 e 17). Dos efeitos do recurso O recurso tem efeito apenas devolutivo. Os recursos interpostos de sentença ou de decisão do Juiz Presidente do Juizado são julgados por uma Turma. a União e suas autarquias (CPC. art. arts.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Prazo para interposição do Recurso Segundo dispositivo legal previsto na Lei 9099/95. No caso de sucumbência recíproca. arts.099. a parte tem o prazo de 48 horas para. em exercício no primeiro grau de jurisdição (Lei 9099/95. o Juiz dar-lhe efeito suspensivo. art.

assemelhando-se aos embargos de divergência. poderá o vencido formular pedido de uniformização e provocar o pronunciamento do órgão competente. as partes devem ser intimadas da data da sessão de julgamento do recurso pela Turma (Lei 9. se vencido. § 1º). Do Acórdão Não se exige a lavratura de acórdão. A Lei não prevê agravo da decisão que não admita o recurso ou que decrete a deserção. regulados pela Lei 10. há uma diferença importante em relação aos embargos de divergência: a uniformização é restrita a questões de direito material (art. pode solicitar o pronunciamento prévio do tribunal (CPC. se houver. Não há sustentação oral. porque não pode juiz singular impedir que a Turma exerça sua competência recursal. 14. de outro modo o recorrente vencedor não se ressarciria das despesas do preparo. art. A sentença pode ser confirmada pelos próprios fundamentos (Lei 9099/95. Busca-se a uniformização da jurisprudência por três caminhos: a) por recurso às Turmas em conflito da mesma região. 552. 14. com a antecedência mínima de 48 horas (CPC. ou sobre o valor da causa corrigido monetariamente (Lei 9099/95. Art. câmara ou grupo. 174) afirma que cabe reclamação. Com este ou aquele nome. art. será condenado nas custas e honorários advocatícios. art. 198-9). 98/105). O recorrente. Basta que da ata conste indicação suficiente do processo. Que se trata de decisão recorrível não há dúvida. a uniformização de jurisprudência tem a natureza de recurso. 46). b) por recurso à Turma (nacional) de Uniformização. condenado nas custas. Nos Juizados Especiais Federais.099/95. p. p. fixados estes entre dez e vinte por cento do valor da condenação. Ele é. fundamentação sucinta e o dispositivo. Porém. Caberá pedido de uniformização de interpretação de lei federal quando houver divergência entre decisões sobre questões de direito material proferidas por Turmas Recursais na interpretação da lei. p. o certo é que tal decisão é impugnável. c) por recurso ao Superior Tribunal de Justiça. porém. caput). Na sessão de julgamento de órgão fracionário do tribunal. a uniformização de jurisprudência no sistema do Código de Processo Civil tem a natureza de incidente recursal. 476). Não há condenação do recorrido em honorários. 55). Dinamarco (2001.259/01. 95 . 45). se vencido. Uniformização de jurisprudência Segundo Alvim (2003. Após o julgamento. constatando divergência com orientação de outra turma. qualquer juiz.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Para Dinamarco (2001. art. art.

ainda que não sejam partes no processo. presente a plausibilidade do direito invocado e havendo fundado receio de dano de difícil reparação. no prazo de cinco dias. Os Tribunais Regionais. que poderão exercer juízo de retratação ou declarálos prejudicados. poderá o relator conceder. expedirão normas regulamentando a composição dos órgãos e os procedimentos a serem adotados para o processamento e o julgamento do pedido de uniformização e do recurso extraordinário. § 14). o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal. que dirimirá a divergência. de ofício ou a requerimento do interessado. § 5º o caso do § 4o. sob a presidência do Coordenador da Justiça Federal. § 4º uando a orientação acolhida pela Turma de Uniformização. recebidos subseqüentemente em quaisquer Turmas Recursais. os pedidos retidos referidos no § 6o serão apreciados pelas Turmas Recursais. sob a presidência do Juiz Coordenador. no prazo de trinta dias. os habeas corpus e os mandados de segurança. integrada por juízes de Turmas Recursais. o relator pedirá informações ao Presidente da Turma Recursal ou Coordenador da Turma de Uniformização e ouvirá o Ministério Público. § 6º ventuais pedidos de uniformização idênticos. § 9º Publicado o acórdão respectivo. em questões de direito material. com preferência sobre todos os demais feitos. se veicularem tese não acolhida pelo Superior Tribunal de Justiça. 14. § 8º Decorridos os prazos referidos no § 7o. A Lei não detalha o procedimento a ser adotado. aguardando-se pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça. ressalvados os processos com réus presos. Do recurso extraordinário 96 . no âmbito de suas competências. o relator incluirá o pedido em pauta na Seção. § 10. contrariar súmula ou jurisprudência dominante no Superior Tribunal de Justiça -STJ. § 3º reunião de juízes domiciliados em cidades diversas será feita pela via eletrônica. § 7º se necessário. medida liminar determinando a suspensão dos processos nos quais a controvérsia esteja estabelecida.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS § 1º O pedido fundado em divergência entre Turmas da mesma Região será julgado em reunião conjunta das Turmas em conflito. ficarão retidos nos autos. Eventuais interessados. a parte interessada poderá provocar a manifestação deste. § 2º O pedido fundado em divergência entre decisões de turmas de diferentes regiões ou da proferida em contrariedade a súmula ou jurisprudência dominante do STJ será julgado por Turma de Uniformização. confiando-o aos Tribunais Regionais e ao Superior Tribunais de Justiça (art. poderão se manifestar.

para o Superior Tribunal de Justiça. Promova a leitura da lei nº 10. dada a irrecorribilidade das decisões interlocutórias. para proteger direito líquido e certo. 105. 101. e estabeleça o levantamento dos principais pontos positivos e negativos para efeitos legais. art. ao Superior Tribunal de Justiça. maior aí é sua necessidade. tem-se concluído que. causas decididas em única ou última instância (art. pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados. A jurisprudência. cabe recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal. é competente o Supremo Tribunal Federal.259/2001. da Constituição Federal. da diversidade de redação. 10. que fixou no sentido do cabimento do mandado de Segurança.099/95) dispõe: "Art. No âmbito da Justiça Federal a ela caberá. mas não o especial. para julgar. 5º. em recurso extraordinário. não amparado por habeas corpus ou habeas data. 544). em única ou última instância.Não se admitirá ação rescisória nas causas sujeitas ao procedimento instituído por esta Lei". pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. causas decididas. III). 59 . para julgar.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Segundo dispositivo Constitucional previsto pelo art. das decisões das Turmas dos Juizados Especiais. Ação rescisória A Lei dos Juizados Especiais (Lei 9. quando o responsável.259/2001. XLIX. processar e julgar os mandados de segurança impetrados contra Turma Recursal. pois. existe diversos pontos positivos e negativos no ponto de vista legal. Da decisão que não admitir o recurso extraordinário caberá agravo para o Supremo Tribunal Federal (CPC. Atividade 97 . Mandado de segurança O art. Todavia. em recurso especial. duvidosa é a competência para processá-lo e julgá-lo. do Distrito Federal e Territórios. Pelo contrário. nenhuma razão há para excluir os Juizados Especiais do âmbito de sua proteção. III. estabelece que Conceder-se-á mandado de segurança. inclusive contra ato jurisdicional. Pare e Pense Entre os recursos extraordinários e uniformização de jurisprudência previstos pela lei n. Indubitável a admissibilidade.

Verifica-se que no âmbito do Juizado Especial Federal. não superior a sessenta salários mínimos (art. em razão do principio da igualdade de todos perante lei e em face do pequeno valor das causas que lhes estão sujeitas.259/2001? 4ª Questão: É cabível ação Rescisória no Juizado Especial Federal? 5ª Questão: E o Recurso Extraordinário é cabível nos Juizados Especiais Federais? Comentários As alternativas acima dizem respeito às ações relacionadas aos Juizados Especiais da Justiça Federal. apesar da sua personalidade privada. caput). Atividade final Faça um paralelo entre os Juizados Cíveis Estaduais e os Juizados Federais. encontram-se presentes os mesmos princípios orientadores do Juizado Especial da Justiça Comum. Conclusão Verifica-se que.099/95 e a Lei nº 10. previsto pela Lei n. bem como a doutrina do Carreira Alvim. muito se tem ainda para aprender. suas autarquias e fundações públicas e mesmo as empresas públicas que. 98 . deverá ser realizada uma leitura na Lei nº 10. Assim. a Lei n. 9. tiveram reconhecida pelo STJ a impenhorabilidade de seus bens.259/2001.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Com relação aos Juizados Especiais Especiais Cíveis e Criminais da Justiça Federal. 3º. O tema não se pacificou por completo. Faça uma lista com as principais característica de cada um deles.259/2001. Síntese do tema No decorrer desse tema foi possui constatar o fim dos privilégios dos entes públicos que não se justificavam mais. possuem poucos pontos diferenciados. para melhor respondê-las. constante da bibliografia complementar. portanto. Como entes públicos. entenda-se a União. 10. ou seja. e que tais diferentes existem em razão da matéria de competência da Justiça Federal. responda: 1ª Questão: O que se entende por competência no âmbito da Justiça Federal? 2ª Questão: Existe distinção entre os procedimentos aplicados na Justiça Federal e Justiça Estadual? Quais são eles? 3ª Questão: Qual é o prazo para interposição do Recurso de Apelação na Justiça Federal.

precatório para pagamento de débitos judiciais. que os recursos cabíveis nos Juizados Federais são quase que da mesma espécie daqueles previstos pelo CPC. prazo em quádruplo para contestar. ainda. sua aplicabilidade de forma menos formal. porém. Outra norma de salutar relevo foi a que possibilitou as comunicações dos atos processuais por via eletrônica. e com julgamento muito mais célere. para os entes públicos.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Como visto. inclusive as fazendas públicas. Verificou-se. a nova lei pôs fim ao prazo em dobro para recurso. 99 .

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