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TÉCNICAS DE MULTIPLICAÇÃO DE

NÚMEROS NATURAIS DE DIVERSAS CIVILIZAÇÕES
NÚMEROS NATURAIS DE DIVERSAS
CIVILIZAÇÕES
 Egito  Índia  China  Rússia
Egito
Índia
China
Rússia

Prática Pedagógica e Didática da Matemática prof. Ilydio P. de Sá

Prof. Ilydio P. de Sá (UERJ / USS)
Prof. Ilydio P. de Sá (UERJ / USS)

INTRODUÇÃO

Nessa apresentação iremos mostrar algumas curiosas técnicas para a multiplicação de dois números naturais, colhidas ao longo da história da matemática.

Essas técnicas poderão ser muito interessantes para

uso em classe, como alternativas aos algoritmos

tradicionais para alunos que tenham alguma dificuldade ou mesmo como motivação ou curiosidade para uma

aula de matemática.

Algumas vezes essas técnicas aparecem em livros ou

na internet. O que não tem sido comum é o estudo detalhado da matemática envolvida nesses métodos,

justificando a que foi feito. Nesse nosso

estudo,

procuraremos justificar cada um dos métodos apresentados.

1) Multiplicação no Egito Uma das fontes históricos mais antigos da matemática, o papiro de Rhind
1) Multiplicação no Egito Uma das fontes históricos mais antigos da matemática, o papiro de Rhind
1) Multiplicação no Egito Uma das fontes históricos mais antigos da matemática, o papiro de Rhind
1) Multiplicação no Egito Uma das fontes históricos mais antigos da matemática, o papiro de Rhind
1) Multiplicação no Egito Uma das fontes históricos mais antigos da matemática, o papiro de Rhind

1) Multiplicação no Egito

Uma das fontes históricos mais antigos da matemática, o papiro de Rhind (ou Ahmés), datado de cerca de 1650 a.C,

descreve, entre outras coisas, os métodos de multiplicação

e divisão dos egípcios, assim como muitas aplicações da matemática a problemas práticos.

1) Multiplicação no Egito Uma das fontes históricos mais antigos da matemática, o papiro de Rhind

Prof. Ilydio P. de Sá (UERJ / USS)

Os egípcios usavam uma técnica bem simples baseada na duplicação de números naturais (achar o dobro).
Os egípcios usavam uma técnica bem simples baseada na duplicação de números naturais (achar o dobro).
Os egípcios usavam uma técnica bem simples baseada na duplicação de números naturais (achar o dobro).
Os egípcios usavam uma técnica bem simples baseada na duplicação de números naturais (achar o dobro).
Os egípcios usavam uma técnica bem simples baseada na duplicação de números naturais (achar o dobro).

Os egípcios usavam uma técnica bem simples baseada na duplicação de números naturais (achar o dobro). O método funcionava da seguinte forma:

1) Escrevemos duas colunas de números sendo que

a

primeira começa por 1 e a segunda por um dos fatores

da multiplicação desejada. 2) Vamos duplicando os números dessas duas colunas, até

que a soma dos números da coluna começada pelo 1 dê

um resultado maior ou igual ao outro fator.

3) Escolhemos, na coluna começada pelo 1, os valores que

somados dêem resultado igual ao outro fator.

4) Somamos os números da outra coluna, correspondentes aos valores que foram escolhidos na etapa anterior.

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Vejamos dois exemplos: 1) 21 x 43 • Primeiro vamos começar as duas colunas. A primeira
Vejamos dois exemplos: 1) 21 x 43 • Primeiro vamos começar as duas colunas. A primeira

Vejamos dois exemplos:

1) 21 x 43

Vejamos dois exemplos: 1) 21 x 43 • Primeiro vamos começar as duas colunas. A primeira
Vejamos dois exemplos: 1) 21 x 43 • Primeiro vamos começar as duas colunas. A primeira
Vejamos dois exemplos: 1) 21 x 43 • Primeiro vamos começar as duas colunas. A primeira

Primeiro vamos começar as duas colunas. A primeira com o número 1 e a segunda com um dos fatores. Vamos escolher o menor (21).

1

21

Agora vamos dobrar os valores dessas duas colunas, até que a soma dos valores da primeira coluna seja igual ou maior a 43.

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1 21 Agora vamos escolher, na primeira coluna, os 2 42 valores que somados dão exatamente
1
21
Agora vamos escolher, na primeira coluna, os
2
42
valores que somados dão exatamente 43, que é
o outro fator dessa multiplicação.
4
84
32 + 8 + 2 + 1 = 43
8
168
16
336
32
672
Finalmente, basta somarmos os números da
outra coluna, correspondentes aos que foram
destacados anteriormente.
 

21

 

42

168

672

+

 

903

 

Logo, 21 x 43 =

21 x 43 = 903

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1) 12 x 51 • Primeiro vamos começar as duas colunas. A primeira com o número
1) 12 x 51 • Primeiro vamos começar as duas colunas. A primeira com o número
1) 12 x 51 • Primeiro vamos começar as duas colunas. A primeira com o número
1) 12 x 51 • Primeiro vamos começar as duas colunas. A primeira com o número
1) 12 x 51 • Primeiro vamos começar as duas colunas. A primeira com o número

1) 12 x 51

Primeiro vamos começar as duas colunas. A primeira com o número 1 e a segunda com o fator 12.

1

12

Agora vamos dobrar os valores dessas duas colunas, até que a soma dos valores da primeira coluna seja igual ou maior a 51.

1 12 2 24 4 48 8 96 16 192 32 384
1
12
2
24
4
48
8
96
16
192
32
384

Agora vamos escolher, na primeira coluna, os valores que somados dão exatamente 51.

32 + 16 + 2 + 1 = 51

Somarmos

os

números

da

outra

coluna,

correspondentes

aos

que

foram

destacados

anteriormente.

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12 Logo, 12 x 51 = 24 192 384 + 612
12
Logo, 12 x 51 =
24
192
384
+
612
12 Logo, 12 x 51 = 24 192 384 + 612 12 x 51 = 612

12 x 51 = 612

12 Logo, 12 x 51 = 24 192 384 + 612 12 x 51 = 612
12 Logo, 12 x 51 = 24 192 384 + 612 12 x 51 = 612

A justificativa desse método é muito simples e está baseada em duas propriedades: Na decomposição de um número natural em uma soma de

potências de base dois (propriedade do sistema binário) e na

propriedade distributiva da multiplicação em relação à adição.

No exemplo anterior, 12 x 51, o que fizemos foi descobrir quais as

potências de 2 que somadas geravam o número 51. No caso, obtivemos os números 32, 16, 2 e 1.

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No passo seguinte, o que fizemos foi substituir o número 51 por essa soma de potências
No passo seguinte, o que fizemos foi substituir o número 51 por essa soma de potências
No passo seguinte, o que fizemos foi substituir o número 51 por essa soma de potências
No passo seguinte, o que fizemos foi substituir o número 51 por essa soma de potências
No passo seguinte, o que fizemos foi substituir o número 51 por essa soma de potências

No passo seguinte, o que fizemos foi substituir o número 51 por essa soma de potências de 2, ou seja, a multiplicação foi transformada em:

  • 12 x 51 = 12 x (32 + 16 + 2 + 1)

Aplicando agora a propriedade distributiva da multiplicação, em relação à adição, teremos:

  • 12 x 51 = 12 x 32 + 12 x 16 + 12 x 2 + 12 x 1 = 384 + 192 + 24 + 12, que

são

exatamente

os

números

selecionados

na

segunda

coluna

do

método.

Assim, dessa forma bastante criativa e interessante, os antigos Egípcios transformavam uma multiplicação de números naturais em cálculo de dobros (que é simples mentalmente) e em adições.

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2) A multiplicação na Índia Historicamente se considera indiscutível a procedência hindu para o sistema de

2) A multiplicação na Índia

Historicamente

se

considera

indiscutível a

procedência hindu para o sistema de numeração decimal e alguns algoritmos para operações.

Genericamente, em contraste com o severo

racionalismo

grego,

a

matemática

hindu

era

considerada intuitiva e prática.

Os matemáticos hindus eram interessados em

questões numéricas relacionadas a equações determinadas e indeterminadas.

Os matemáticos hindus desenvolveram um método

de multiplicação através de tábuas quadriculadas.

Mais tarde os árabes o levaram para a Europa e

ficou conhecido como Método da Gelosia.

Exemplo 1:

Multiplicar 6 538 por 547

Inicialmente eles construíam uma tabela com 4

colunas e 3 linhas, por conta da quantidade de

algarismos

dos

operação.

números

envolvidos

na

Vejamos como ficava essa tabela.

6 538

x

547

6 5 3 8 5 4 7
6
5
3
8
5
4
7

Traçamos as diagonais desses quadradinhos, como mostramos abaixo:

6 5 3 8 5 4 7
6
5
3
8
5
4
7

Dentro

de

cada

quadradinho

colocamos

os

resultados

das

multiplicações dos algarismos correspondentes da coluna e da linha.

Se o resultado for de apenas um dígito deve ser escrito precedido de

zero.

6 5 3 8 3 2 1 4 5 0 5 5 0 2 2 1
6
5
3
8
3
2
1
4
5
0
5
5
0
2
2
1
3
4
4
0
2
2
4
3
2
5
7
2
5
1
6

Em seguida somamos os algarismos que estão nas mesmas diagonais. Usamos a mesma técnica do “vai um que usamos no algoritmo tradicional. Vejamos:

6 5 3 8 1 1 1 3 2 1 4 3 5 0 5 5
6
5
3
8
1
1
1
3
2
1
4
3
5
0
5
5
0
2
2
1
3
5
4
4
0
2
2
4
3
2
5
7
7
2
5
1
6
6
2
8
6

Podemos então concluir que o resultado da multiplicação proposta é:

6 538

x

547 = 3 576 286

Mas por que será que funciona?

Podemos então concluir que o resultado da multiplicação proposta é: 6 538 x 547 = 3

Antes de tentarmos justificar o método,

vamos fazer um outro exemplo:

Multiplicar 537 por 24

Vamos construir a tabela correspondente

(Método da Gelosia).

5 3 7 2 4
5
3
7
2
4
5 3 7 1 0 1 2 0 6 4 2 1 2 4 0 2
5
3
7
1
0
1
2
0
6
4
2
1
2
4
0
2
8
5 3 7 1 0 1 1 2 0 6 4 2 1 2 2 4
5
3
7
1
0
1
1
2
0
6
4
2
1
2
2
4
0
2
8
8
8
8
5 3 7 1 0 1 1 2 0 6 4 2 1 2 2 4
5
3
7
1
0
1
1
2
0
6
4
2
1
2
2
4
0
2
8
8
8
8
5 3 7 1 0 1 1 2 0 6 4 2 1 2 2 4

Logo, 537 x 24 = 12 888

Para justificarmos o método, devemos lembrar que, na

multiplicação 537 x 24, temos na realidade (500 + 30 + 7) x

(20 + 4). Se aplicarmos a propriedade distributiva, teremos:

500

x 20

=

10

 

0

0

0

30

x 20

=

6

0

0

7

x 20

=

1

4

0

500

x 4

=

2

0

0

0

30

x 4

=

1

2

0

7

x 4

=

2

8

 

1

2 8 8 8

Para justificarmos o método, devemos lembrar que, na multiplicação 537 x 24, temos na realidade (500

Verifique que as somas que obtivemos em cada coluna são exatamente iguais às somas das diagonais do método da Gelosia. Isso nos mostra que os antigos hindus já conheciam o valor posicional dos algarismos no sistema de numeração decimal.

3) Multiplicação Chinesa Prof. Ilydio P. de Sá (UERJ / USS)
3) Multiplicação Chinesa Prof. Ilydio P. de Sá (UERJ / USS)

3) Multiplicação Chinesa

3) Multiplicação Chinesa Prof. Ilydio P. de Sá (UERJ / USS)
3) Multiplicação Chinesa Prof. Ilydio P. de Sá (UERJ / USS)
3) Multiplicação Chinesa Prof. Ilydio P. de Sá (UERJ / USS)
3) Multiplicação Chinesa Prof. Ilydio P. de Sá (UERJ / USS)

Prof. Ilydio P. de Sá (UERJ / USS)

Os chineses usavam um método prático com

varetas de bambu. De uma certa forma é

uma variante

Hindus.

do

método

da Gelosia dos

As varetas ficavam dispostas na horizontal e na

vertical, representando

o

multiplicador

e

o

multiplicando. Os pontos de interseção das varetas são contados e representam as multiplicações que achamos na Gelosia.

Exemplo:

Multiplicar 342 por 25

3 4 2 2 5
3
4
2
2
5
3 4 2 2 6 5 23 24 10
3
4
2
2
6
5
23
24
10
3 4 2 2 6 5 23 24 10 8 8 550 0 5 5
3
4
2
2
6
5
23
24
10
8
8 550
0
5
5

Logo:

342 x 25 = 8 550

Logo: 342 x 25 = 8 550
Logo: 342 x 25 = 8 550
Vejamos um outro exemplo: 42 x 24 = 1008 4 2 2 4 8 20 8
Vejamos um outro exemplo: 42 x 24 =
1008
4
2
2
4
8
20
8
10
0
8
4) O Método dos Camponeses Russos Prof. Ilydio P. de Sá (UERJ / USS)
4) O Método dos Camponeses Russos Prof. Ilydio P. de Sá (UERJ / USS)
4) O Método dos Camponeses Russos Prof. Ilydio P. de Sá (UERJ / USS)
4) O Método dos Camponeses Russos Prof. Ilydio P. de Sá (UERJ / USS)
4) O Método dos Camponeses Russos Prof. Ilydio P. de Sá (UERJ / USS)

4) O Método dos Camponeses Russos

4) O Método dos Camponeses Russos Prof. Ilydio P. de Sá (UERJ / USS)

Prof. Ilydio P. de Sá (UERJ / USS)

Certa vez, li num artigo da Internet, que um professor havia encontrado um aluno que só
Certa
vez,
li
num
artigo
da
Internet, que um professor havia
encontrado um aluno que só sabia multiplicar e dividir por 2 e que,
mesmo assim, conseguia resolver (e até com certa rapidez) todas as
multiplicações envolvendo dois números naturais, até mesmo com

números bem grandes.

No

artigo mostrava que ele

procedia

da seguinte maneira. Por

exemplo, se ele queria multiplicar 85 por 42, ele fazia da seguinte maneira:

  • 1. Montava uma tabela, com duas colunas, iniciando uma delas pelo 85 e a outra pelo 42.

  • 2. Enquanto ia dividindo os números da coluna da esquerda por dois, abandonando os “quebrados”, se fosse o caso, ia multiplicando os números da coluna da direita por 2.

  • 3. Em seguida, abandonava todas as linhas da tabela, cujos números da esquerda eram PARES.

  • 4. Finalmente, somava todos os números da segunda coluna que

haviam sobrado. Era o resultado da multiplicação.

Prof. Ilydio P. de Sá (UERJ / USS)

Veja como ele fazia: 85 42 42 84 21 168 10 336 5 672 2 1344
Veja como ele fazia:
85
42
42
84
21
168
10
336
5
672
2
1344
1
2688
Veja como ele fazia: 85 42 42 84 21 168 10 336 5 672 2 1344

“ABANDONA”

85 42 21 168 5 672 1 2688
85
42
21
168
5
672
1
2688

Então, para obter o resultado de 85 x 42 ele agora somava 42 + 168 + 672 + 2688 = 3570 (verifique !). Faça outros exemplos e veja que SEMPRE vai dar certo.

Verifiquei, através de pesquisas, que o processo usado por esse aluno, tratava-

se de uma técnica usada pelos antigos camponeses Russos. Um método muito eficiente e que facilita bastante o cálculo mental, já que só lida com dobros, metades e somas. Mas qual será a justificativa desse método???

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Vamos supor que você tenha 8 notas de 5 reais ... É fácil perceber que teríamos a mesma quantia com

Vamos supor que você tenha 8 notas de 5 reais ... É fácil perceber que teríamos
Vamos supor que você tenha 8 notas de 5 reais ... É fácil perceber que teríamos
Vamos supor que você tenha 8 notas de 5 reais ... É fácil perceber que teríamos
Vamos supor que você tenha 8 notas de 5 reais ... É fácil perceber que teríamos

metade das notas, mas do dobro do valor, ou seja:

Vamos supor que você tenha 8 notas de 5 reais ... É fácil perceber que teríamos

8 x 5 reais ou

4 x 10 reais

Ou ainda 2 notas de 20 reais.

: 2 : 2
: 2
: 2

Portanto ...

8 x 5 x 2 4 x 10 x 2 2 x 20
8 x 5
x
2
4
x 10
x
2
2
x 20

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GRUPOS OBJETOS 32 17 16 34 8 68 4 136 2 272 1 544 Então, se
GRUPOS OBJETOS 32 17 16 34 8 68 4 136 2 272 1 544
GRUPOS
OBJETOS
32
17
16
34
8
68
4
136
2
272
1
544
GRUPOS OBJETOS 32 17 16 34 8 68 4 136 2 272 1 544 Então, se

Então, se desejarmos multiplicar 32 x 17, poderemos imaginar que são 32 grupos de 17 objetos cada um.

GRUPOS OBJETOS 32 17 16 34 8 68 4 136 2 272 1 544 Então, se

Então 32 x 17 = 544

Nesse caso foi bem fácil, pois 32 é uma potência de 2 e, dessa

forma, será sempre possível as sucessivas divisões por 2. Vejamos então um caso em que isso não acontece...

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Vejamos então o produto de 42 por 17. Vamos imaginar 42 grupos, de 17 objetos cada
Vejamos então o produto de 42 por 17. Vamos imaginar 42
grupos, de 17 objetos cada um.
GRUPOS
OBJETOS
42
17
Como 21 não é divisível por 2,
vamos considerar 20 grupos de
34 objetos e guardar 1 grupo de
34 objetos
21
34
10
68
Novamente, como 5 não é
divisível por 2, consideramos 4
grupos de 136 objetos e
guardamos 1 grupo de 136
objetos.
5
136
2
272
1
544

Logo, o resultado de 42 x 17 será igual a 544 mais os dois

grupos que havíamos guardado antes, ou seja, 544 + 34 + 136, o que é igual a 714. (confira!)

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Vamos fazer mais um 71 43 35 86 17 172 8 344 4 688 2 1376
Vamos
fazer
mais
um
71
43
35
86
17
172
8
344
4
688
2
1376
1
2752

exemplo

e
e

resumir

a
a

regra

da
da

multiplicação russa. Vamos multiplicar 71 por 43.

1) Vamos dividindo por dois os números da

esquerda. Quando a divisão não for exata,

consideramos apenas a parte inteira. Pararemos sempre no número 1.

2) Ao mesmo tempo, vamos multiplicando por 2 os números da direita.

3) Somamos todos os números da direita, que tenham à esquerda um número ímpar. Vamos completar agora o exemplo, seguindo a regra.

Logo, 71 x 43 = 43 + 86 + 172 + 2752 = 3053

Os livros de História da Matemática contam que tal método já era usado no antigo Egito.

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Métodos como esse, da multiplicação feita pelos camponeses Russos, assim como as demais técnicas que mostramos,
Métodos como esse, da multiplicação feita pelos camponeses Russos, assim como as demais técnicas que mostramos,
Métodos como esse, da multiplicação feita pelos camponeses Russos, assim como as demais técnicas que mostramos,
Métodos como esse, da multiplicação feita pelos camponeses Russos, assim como as demais técnicas que mostramos,
Métodos como esse, da multiplicação feita pelos camponeses Russos, assim como as demais técnicas que mostramos,

Métodos como esse, da multiplicação feita pelos camponeses Russos, assim como as demais técnicas que mostramos, é que mostram toda a riqueza de uma atual tendência da Educação Matemática a Etnomatemática.

A Etnomatemática, que procura valorizar o conhecimento matemático existente em distintos grupos sociais e etnias, tem como um de seus maiores estudiosos o emérito professor brasileiro Dr. Ubiratan D’Ambrósio

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