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Capítulo 2 CÉLULAS DO SISTEMA NERVOSO

Do ponto de vista estrutural, o sistema nervoso divide-se em sistema nervoso central (SNC), composto por encéfalo e medula espinhal, e sistema nervoso periférico (SNP), composto por nervos cranianos e espinhais (motores e sensoriais), gânglios nervosos (conjuntos de neurónios fora do SNC) e terminações nervosas motoras e sensoriais (receptores). Os nervos são formados por feixes dos longos prolongamentos dos neurónios. Do ponto de vista funcional, o sistema nervoso pode dividir-se em sistema nervoso somático, que coordena as actividades dependentes da vontade, e sistema nervoso autónomo (SNA), que controla as actividades involuntárias, como os movimentos respiratórios, os batimentos cardíacos, a digestão, a função excretora e a secreção de hormonas. A principal função do sistema nervoso é receber estímulos sensoriais das várias partes do corpo e do exterior, analisar essa informação e elaborar uma resposta gerando sinais que são transmitidos aos músculos (estriados e liso) e às glândulas, chamados, por isso, órgãos efectores. Mas o SNC também se encarrega de operações menos bem percebidas e que estão subjacentes à consciência, à memória, ao raciocínio e à regulação do comportamento.

Funções

Gliocitos

A função principal dos gliocitos é sustentar os neurónios. Alguns separam e isolam os neurónios para os subtrair à actividade eléctrica dos neurónios vizinhos. Outros segregam factores neurotrópicos que guiam os neurónios jovens para a rede a que estão destinados.

Gliocitos do SNC

Formam a nevróglia. A maior parte possui filamentos ramificados e um corpo celular central. São mais pequenos que os neurónios.

<a href=http://vanat.cvm.umn.edu/neurHistAtls/pages/glia1.html Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota Fig. 2.1 - Gliocitos Astrocitos São os gliocitos mais abundantes. Têm uma forma estrelada. Os seus numerosos prolongamentos ligam-se aos capilares e aos neurónios. Recuperam iões potássio do meio extracelular. Recapturam ou reciclam neurotransmissores libertados. http://vanat.cvm.umn.edu/neurHistAtls/pages/glia2.html Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota Fig. 2.2 - Astrocitos " id="pdf-obj-1-2" src="pdf-obj-1-2.jpg">

Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota

Fig. 2.1 - Gliocitos

Astrocitos

São os gliocitos mais abundantes. Têm uma forma estrelada. Os seus numerosos prolongamentos ligam-se aos capilares e aos neurónios. Recuperam iões potássio do meio extracelular. Recapturam ou reciclam neurotransmissores libertados.

<a href=http://vanat.cvm.umn.edu/neurHistAtls/pages/glia1.html Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota Fig. 2.1 - Gliocitos Astrocitos São os gliocitos mais abundantes. Têm uma forma estrelada. Os seus numerosos prolongamentos ligam-se aos capilares e aos neurónios. Recuperam iões potássio do meio extracelular. Recapturam ou reciclam neurotransmissores libertados. http://vanat.cvm.umn.edu/neurHistAtls/pages/glia2.html Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota Fig. 2.2 - Astrocitos " id="pdf-obj-1-14" src="pdf-obj-1-14.jpg">

Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota

Fig. 2.2 - Astrocitos

Micróglia

Pequenas células ovóides com prolongamentos espinhosos relativamente longos. Quando estão em repouso os seus prolongamentos estão em contacto com os neurónios vizinhos. Quando detectam lesões em certos neurónios, reúnem-se e migram na sua direcção. Fagocitam microrganismos e neurónios mortos.

Micróglia Pequenas células ovóides com prolongamentos espinhosos relativamente longos. Quando estão em repouso os seus prolongamentoshttp://members.tripod.com/blustein/Microglia/microglia.htm Fig. 2.3 - microglia Ependimocitos São células ciliadas cuboides que formam uma parede contínua ao longo das paredes do sistema ventricular cerebral e medular. " id="pdf-obj-2-6" src="pdf-obj-2-6.jpg">
Micróglia Pequenas células ovóides com prolongamentos espinhosos relativamente longos. Quando estão em repouso os seus prolongamentoshttp://members.tripod.com/blustein/Microglia/microglia.htm Fig. 2.3 - microglia Ependimocitos São células ciliadas cuboides que formam uma parede contínua ao longo das paredes do sistema ventricular cerebral e medular. " id="pdf-obj-2-8" src="pdf-obj-2-8.jpg">

Fig. 2.3 - microglia

Ependimocitos

São células ciliadas cuboides que formam uma parede contínua ao longo das paredes do sistema ventricular cerebral e medular.

<a href=http://vanat.cvm.umn.edu/neurHistAtls/pages/glia6.html Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota Fig. 2.4 – Ependimocitos Estão ligados entre si na região apico-lateral por junções não fechadas que permitem trocas entre as cavidades ventriculares. Têm na região apical, ou seja no seu lume, microvilosidades e dezenas de cílios móveis. Os cílios batem ritmicamente cerca de 200 vezes por minuto, participando assim no fluxo do liquor. Oligodendrocitos Têm um pequeno número de processos citoplasmáticos. " id="pdf-obj-3-2" src="pdf-obj-3-2.jpg">

Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota

Fig. 2.4 Ependimocitos

Estão ligados entre si na região apico-lateral por junções não fechadas que permitem trocas entre as cavidades ventriculares. Têm na região apical, ou seja no seu lume, microvilosidades e dezenas de cílios móveis. Os cílios batem ritmicamente cerca de 200 vezes por minuto, participando assim no fluxo do liquor.

Oligodendrocitos

Têm um pequeno número de processos citoplasmáticos.

Microfotografia de um oligodendrocito <a href=http://vanat.cvm.umn.edu/neurHistAtls/pages/glia3.html Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota Fig. 2.5 – Oligodendrocitos Estão alinhados ao longo dos axónioss espessos. Os seus prolongamentos espessos citoplasmáticos enrolam-se à volta dos axónios próximos, constituindo as bainhas de mielina. Gliocitos ganglionares Rodeiam os corpos celulares dos neurónios ganglionares. Neurolemnocitos ou células de Schwan Constituem as bainhas de mielina que envolvem os grandes neurónios situados no SNP. Desempenham um papel fundamental na regeneração das fibras periféricas. " id="pdf-obj-4-2" src="pdf-obj-4-2.jpg">

Microfotografia de um oligodendrocito

Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota

Fig. 2.5 Oligodendrocitos

Estão alinhados ao longo dos axónioss espessos. Os seus prolongamentos espessos citoplasmáticos enrolam-se à volta dos axónios próximos, constituindo as bainhas de mielina.

Gliocitos ganglionares

Rodeiam os corpos celulares dos neurónios ganglionares.

Neurolemnocitos ou células de Schwan

Constituem as bainhas de mielina que envolvem os grandes neurónios situados no SNP. Desempenham um papel fundamental na regeneração das fibras periféricas.

Neurolemnocitos e mielina <a href=http://vanat.cvm.umn.edu/neurHistAtls/pages/glia15.html Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota http://members.tripod.com/blustein/Schwann_Cells/schwann_cells.htm Fig. 2.6 – Neurolemnocitos " id="pdf-obj-5-2" src="pdf-obj-5-2.jpg">

Neurolemnocitos e mielina

Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota

Neurolemnocitos e mielina <a href=http://vanat.cvm.umn.edu/neurHistAtls/pages/glia15.html Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota http://members.tripod.com/blustein/Schwann_Cells/schwann_cells.htm Fig. 2.6 – Neurolemnocitos " id="pdf-obj-5-10" src="pdf-obj-5-10.jpg">

Fig. 2.6 Neurolemnocitos

Características

Neurónios

Longevidade - podem funcionar toda uma vida. Ausência de mitoses. Metabolismo acelerado.

Partes do neurónio

Corpo celular.

Dendritos.

Axónio.

Características Neurónios Longevidade - podem funcionar toda uma vida. Ausência de mitoses. Metabolismo acelerado. Partes dohttp://www.medtrng.com/anatomy%20lesson/bhp13.htm " id="pdf-obj-6-16" src="pdf-obj-6-16.jpg">

Partes do neurónio

<a href=http://vanat.cvm.umn.edu/neurHistAtls/pages/pns1.html Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota http://faculty.washington.edu/chudler/cells.html Cortesia de E. Chudler Universidade de Washington Fig. 2.7 – Partes do corpo celular Corpo celular O corpo celular, soma ou pericarion , para lá dos organelos habituais contem inclusões, a lipofuscina e os corpos de Nissl. Os corpos de Nissl são uma disposição ordenada do RER onde se faz a síntese proteica. " id="pdf-obj-7-2" src="pdf-obj-7-2.jpg">

Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota

<a href=http://vanat.cvm.umn.edu/neurHistAtls/pages/pns1.html Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota http://faculty.washington.edu/chudler/cells.html Cortesia de E. Chudler Universidade de Washington Fig. 2.7 – Partes do corpo celular Corpo celular O corpo celular, soma ou pericarion , para lá dos organelos habituais contem inclusões, a lipofuscina e os corpos de Nissl. Os corpos de Nissl são uma disposição ordenada do RER onde se faz a síntese proteica. " id="pdf-obj-7-8" src="pdf-obj-7-8.jpg">

Cortesia de E. Chudler Universidade de Washington

Fig. 2.7 Partes do corpo celular

Corpo celular

O corpo celular, soma ou pericarion, para lá dos organelos habituais contem inclusões, a lipofuscina e os corpos de Nissl. Os corpos de Nissl são uma disposição ordenada do RER onde se faz a síntese proteica.

<a href=http://vanat.cvm.umn.edu/neurHistAtls/pages/neuron7.html Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota http://faculty.washington.edu/chudler/cells.html Cortesia de E.Chudler Universidade de Washington Fig. 2.8 – Corpos de Nissl " id="pdf-obj-8-2" src="pdf-obj-8-2.jpg">

Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota

<a href=http://vanat.cvm.umn.edu/neurHistAtls/pages/neuron7.html Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota http://faculty.washington.edu/chudler/cells.html Cortesia de E.Chudler Universidade de Washington Fig. 2.8 – Corpos de Nissl " id="pdf-obj-8-8" src="pdf-obj-8-8.jpg">

Cortesia de E.Chudler

Universidade de Washington

Fig. 2.8 Corpos de Nissl

A lipofuscina é um pigmento disposto em grânulos amarelo pardo que são um produto da actividade dos lisossomas que se acumula à medida que o organismo envelhece.

A lipofuscina é um pigmento disposto em grânulos amarelo pardo que são um produto da actividadehttp://neuromuscular.wustl.edu/pathol/lipofuscin.htm Fig. 2.9 - Lipofuscina O citoesqueleto é formado por neurofibrilhas. Dendritos Os dendritos dos neurónios motores são prolongamentos curtos muito ramificados. Representam a estrutura receptora do neurónio pois podem receber inúmeros sinais de outros neurónios, graças à superfície que cobrem. http://vanat.cvm.umn.edu/neurHistAtls/pages/neuron9.html Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota Fig. 2.10 - Dendritos " id="pdf-obj-9-4" src="pdf-obj-9-4.jpg">

Fig. 2.9 - Lipofuscina

O citoesqueleto é formado por neurofibrilhas.

Dendritos

Os dendritos dos neurónios motores são prolongamentos curtos muito ramificados. Representam a estrutura receptora do neurónio pois podem receber inúmeros sinais de outros neurónios, graças à superfície que cobrem.

A lipofuscina é um pigmento disposto em grânulos amarelo pardo que são um produto da actividadehttp://neuromuscular.wustl.edu/pathol/lipofuscin.htm Fig. 2.9 - Lipofuscina O citoesqueleto é formado por neurofibrilhas. Dendritos Os dendritos dos neurónios motores são prolongamentos curtos muito ramificados. Representam a estrutura receptora do neurónio pois podem receber inúmeros sinais de outros neurónios, graças à superfície que cobrem. http://vanat.cvm.umn.edu/neurHistAtls/pages/neuron9.html Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota Fig. 2.10 - Dendritos " id="pdf-obj-9-16" src="pdf-obj-9-16.jpg">

Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota

Fig. 2.10 - Dendritos

Axónios

Cada neurónio tem um axónio.

Fibra nervosa

O axónio sai de uma região cónica do corpo celular, o cone de implantação. Em seguida retrai-se formando um prolongamento cujo diâmetro fica uniforme até ao fim. O axónios pode ter um comprimento superior a 1 metro. Todos os axónios longos são designados por fibra nervosa. Um conjunto de fibras seguindo a mesma direcção é um nervo.

Axónios Cada neurónio tem um axónio. Fibra nervosa O axónio sai de uma região cónica dohttp://vanat.cvm.umn.edu/neurHistAtls/pages/pns1.html Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota " id="pdf-obj-10-10" src="pdf-obj-10-10.jpg">

Cortesia de Thomas F. Flechter College of Veterinary Medicine, University of Minnesota

Visão esquemática de um axónios <a href=http://www.ghettodriveby.com/axon/ Fig. 2.11 – Axonios Botões terminais Cortesia de Greg Frogh O axónios na sua extremidade divide-se em ramificações terminais, os telodendros , que podem chegar a 10000. Os telodendros terminam numa extremidade bulbosa, os corpúsculos nervosos terminais ou botões terminais. O influxo nervoso propaga-se do cone de implantação aos botões terminais. Aí o influxo induz a libertação para o espaço extracelular de neurotransmissores – estrutura secretora. http://synapses.clm.utexas.edu/anatomy/axon/axonsh.stm cortesia de Synapse Web, Kristen M. Harris " id="pdf-obj-11-2" src="pdf-obj-11-2.jpg">

Visão esquemática de um axónios

Fig. 2.11 Axonios

Botões terminais

Cortesia de Greg Frogh

O axónios na sua extremidade divide-se em ramificações terminais, os telodendros, que podem chegar a 10000. Os telodendros terminam numa extremidade bulbosa, os corpúsculos nervosos terminais ou botões terminais. O influxo nervoso propaga-se do cone de implantação aos botões terminais. Aí o influxo induz a libertação para o espaço extracelular de neurotransmissores estrutura secretora.

Visão esquemática de um axónios <a href=http://www.ghettodriveby.com/axon/ Fig. 2.11 – Axonios Botões terminais Cortesia de Greg Frogh O axónios na sua extremidade divide-se em ramificações terminais, os telodendros , que podem chegar a 10000. Os telodendros terminam numa extremidade bulbosa, os corpúsculos nervosos terminais ou botões terminais. O influxo nervoso propaga-se do cone de implantação aos botões terminais. Aí o influxo induz a libertação para o espaço extracelular de neurotransmissores – estrutura secretora. http://synapses.clm.utexas.edu/anatomy/axon/axonsh.stm cortesia de Synapse Web, Kristen M. Harris " id="pdf-obj-11-24" src="pdf-obj-11-24.jpg">

cortesia de Synapse Web, Kristen M. Harris

<a href=http://synapses.clm.utexas.edu/anatomy/axon/axonsh.stm cortesia de Synapse Web, Kristen M. Harris Fig. 2.12 – Botões terminais Transporte axonal Os axónios, ao contrário do corpo celular e dos dendritos, não têm corpos de Nissl e portanto não fazem síntese proteica. A maior parte das reacções de síntese faz-se no corpo celular sendo necessário transportar determinadas substâncias para o axónios ( transporte axonal ). O transporte axonal lento ou fluxo axoplásmico, move materiais a 1-5mm/dia e só na direcção da terminação axónica. O transporte axonal rápido anda a 200-400 mm/dia e utiliza transportadores. Um deles requer uma proteína com actividade ATP asica, a cinesina. Bainhas de mielina Definição Os axónios estão rodeados por uma bainha formada por camadas duplas de lípidos e proteínas, a bainha de mielina. Esta bainha isola electricamente o neurónio, aumentando a a velocidade de condução do impulso nervoso. Os neurónios que têm esta estrutura dizem-se mielinizados e os que não têm, amielinizados. As bainhas de mielina são produzidas pelas células de Schwan e pelos oligodendrocitos. " id="pdf-obj-12-2" src="pdf-obj-12-2.jpg">

cortesia de Synapse Web, Kristen M. Harris

Fig. 2.12 Botões terminais

Transporte axonal

Os axónios, ao contrário do corpo celular e dos dendritos, não têm corpos de Nissl e portanto não fazem síntese proteica. A maior parte das reacções de síntese faz-se no corpo celular sendo necessário transportar determinadas substâncias para o axónios (transporte axonal). O transporte axonal lento ou fluxo axoplásmico, move materiais a 1-5mm/dia e só na direcção da terminação axónica. O transporte axonal rápido anda a 200-400 mm/dia e utiliza transportadores. Um deles requer uma proteína com actividade ATP asica, a cinesina.

Bainhas de mielina

Definição

Os axónios estão rodeados por uma bainha formada por camadas duplas de lípidos e proteínas, a bainha de mielina. Esta bainha isola electricamente o neurónio, aumentando a a velocidade de condução do impulso nervoso. Os neurónios que têm esta estrutura dizem-se mielinizados e os que não têm, amielinizados. As bainhas de mielina são produzidas pelas células de Schwan e pelos oligodendrocitos.

Produção nas células de Schwan

E a mielina do SNP. Cada célula reveste 1 mm do comprimento do axónios enrolando-se em espiral para formar muitas camadas à sua volta. O citoplasma e o núcleo constituem a camada mais externa. A camada externa (neurolema) é constituída pelos neurolemocitos. Os neurolemnocitos adjacentes não se tocam, apresentando assim a bainha intervalos regulares, os nós de Ranvier.

Produção nas células de Schwan E a mielina do SNP. Cada célula reveste 1 mm dohttp://en.wikipedia.org/wiki/Neurons Fig. 2.13 – Nódulos de Ranvier É ao nível dos nós que as ramificações colaterais podem emergir do axónio. Ao nível dos nós o influxo nervoso tem de saltar de um para outro ao longo do axónios - condução saltatoria. " id="pdf-obj-13-9" src="pdf-obj-13-9.jpg">

Fig. 2.13 Nódulos de Ranvier

É ao nível dos nós que as ramificações colaterais podem emergir do axónio. Ao nível dos nós o influxo nervoso tem de saltar de um para outro ao longo do axónios -

condução saltatoria.

<a href=http://www.students.stir.ac.uk/biology/actpot/saltat.htm Fig. 2.14 – Condução saltatoria Este mecanismo aumenta a velocidade de propagação. Produção nos oligodendrocitos É a mielina do SNC. Deposita-se uma bainha de mielina sem neurolema. Existem escassos nós de Ranvier. QUADRO 2.I Diferença entre axónios e dendritos. Características Axónios Dendritos Funções Aferente Eferente Número por célula 1 Muitos Ribossomas Não Sim Mielina Sim Não Proximidade das ramifica- ções do corpo da célula Longe Próximas " id="pdf-obj-14-2" src="pdf-obj-14-2.jpg">

Fig. 2.14 Condução saltatoria

Este mecanismo aumenta a velocidade de propagação.

Produção nos oligodendrocitos

É a mielina do SNC. Deposita-se uma bainha de mielina sem neurolema. Existem escassos nós de Ranvier.

QUADRO 2.I

Diferença entre axónios e dendritos.

Características

Axónios

Dendritos

Funções

Aferente

Eferente

Número por célula

1

Muitos

Ribossomas

Não

Sim

Mielina

Sim

Não

Proximidade das ramifica- ções do corpo da célula

Longe

Próximas

Classificação estrutural dos neurónios

Classificação estrutural dos neurónios <a href=http://lhec.teso.net/enseignements/p1/polyp1/nerveux/fig71.html Cortesia de J.P.Barbet Faculte de Medecine Cochin Port-Royal Fig. 2.15 – Tipos de neurónios Neurónios multipolares São os mais abundantes. Têm numerosos dendritos e um axónio. http://faculty.washington.edu/chudler/cells.html Cortesia de E. Chudler~Universidade de Washington Fig. 2.16 – Neurónios multipolares " id="pdf-obj-15-4" src="pdf-obj-15-4.jpg">

Cortesia de J.P.Barbet Faculte de Medecine Cochin Port-Royal

Fig. 2.15 Tipos de neurónios

Neurónios multipolares

São os mais abundantes. Têm numerosos dendritos e um axónio.

Classificação estrutural dos neurónios <a href=http://lhec.teso.net/enseignements/p1/polyp1/nerveux/fig71.html Cortesia de J.P.Barbet Faculte de Medecine Cochin Port-Royal Fig. 2.15 – Tipos de neurónios Neurónios multipolares São os mais abundantes. Têm numerosos dendritos e um axónio. http://faculty.washington.edu/chudler/cells.html Cortesia de E. Chudler~Universidade de Washington Fig. 2.16 – Neurónios multipolares " id="pdf-obj-15-18" src="pdf-obj-15-18.jpg">

Cortesia de E. Chudler~Universidade de Washington

Fig. 2.16 Neurónios multipolares

Neurónios bipolares

Neurónios bipolares <a href=http://faculty.washington.edu/chudler/cells.html Cortesia de E.Chudler Universidade de Washington Fig. 2.17 – Neurónios bipolares Têm um axónio e um dendrito saindo de lados opostos do corpo celular. Encontram-se apenas em certos órgãos dos sentidos, nomeadamente retina e mucosa olfactiva. Neurónios unipolares Têm um prolongamento único que se divide em T. O seu prolongamento distal denomina-se prolongamento periférico e está ligado a um receptor. O prolongamento proximal designa-se como prolongamento central. Alguns autores pensam que são dois axónios, um dirigindo-se centralmente e outro para a periferia e por isso chamam-lhes pseudounipolares. http://faculty.washington.edu/chudler/cells.html Cortesia de E.Chudler Universidade de Washington Fig. 2.18 – Neurónios unipolares Classificação funcional dos neurónios Neurónios motores ou eferentes Mandam mensagens do cérebro ou medula para músculos ou órgãos. Tem dendritos curtos e axónios longos. O corpo célular e os dendritos estão na medula. Os axónios estão fora da medula. " id="pdf-obj-16-4" src="pdf-obj-16-4.jpg">

Cortesia de E.Chudler Universidade de Washington

Fig. 2.17 Neurónios bipolares

Têm um axónio e um dendrito saindo de lados opostos do corpo celular. Encontram-se apenas em certos órgãos dos sentidos, nomeadamente retina e mucosa olfactiva.

Neurónios unipolares

Têm um prolongamento único que se divide em T. O seu prolongamento distal denomina-se prolongamento periférico e está ligado a um receptor. O prolongamento proximal designa-se como prolongamento central. Alguns autores pensam que são dois axónios, um dirigindo-se centralmente e outro para a periferia e por isso chamam-lhes pseudounipolares.

Neurónios bipolares <a href=http://faculty.washington.edu/chudler/cells.html Cortesia de E.Chudler Universidade de Washington Fig. 2.17 – Neurónios bipolares Têm um axónio e um dendrito saindo de lados opostos do corpo celular. Encontram-se apenas em certos órgãos dos sentidos, nomeadamente retina e mucosa olfactiva. Neurónios unipolares Têm um prolongamento único que se divide em T. O seu prolongamento distal denomina-se prolongamento periférico e está ligado a um receptor. O prolongamento proximal designa-se como prolongamento central. Alguns autores pensam que são dois axónios, um dirigindo-se centralmente e outro para a periferia e por isso chamam-lhes pseudounipolares. http://faculty.washington.edu/chudler/cells.html Cortesia de E.Chudler Universidade de Washington Fig. 2.18 – Neurónios unipolares Classificação funcional dos neurónios Neurónios motores ou eferentes Mandam mensagens do cérebro ou medula para músculos ou órgãos. Tem dendritos curtos e axónios longos. O corpo célular e os dendritos estão na medula. Os axónios estão fora da medula. " id="pdf-obj-16-20" src="pdf-obj-16-20.jpg">

Cortesia de E.Chudler Universidade de Washington

Fig. 2.18 Neurónios unipolares

Classificação funcional dos neurónios

Neurónios motores ou eferentes

Mandam mensagens do cérebro ou medula para músculos ou órgãos. Tem dendritos curtos e axónios longos. O corpo célular e os dendritos estão na medula. Os axónios estão fora da medula.

Neurónios aferentes ou sensitivos

Mandam mensagens de receptores para o cérebro ou medula. Corpo celular e dendritos fora da medula. Corpo celular num gânglio dorsal.

Interneurónios

Ligam neurónios sensitivos a neurónios motores. Dendritos curtos. Axónios longo. Totalmente situados na medula ou SNC.

Interneuron Neuron Synapse Sensory Neuron Synapse Motor Synapse Muscle Contracts Motor Neuron Neuron Sensory Interneuron
Interneuron Neuron Synapse Sensory Neuron Synapse Motor Synapse Muscle Contracts Motor Neuron Neuron Sensory Interneuron
Interneuron
Neuron
Synapse
Sensory
Neuron
Synapse
Motor
Synapse
Muscle
Contracts
Motor
Neuron
Neuron
Sensory
Interneuron

Fig. 2.19 - Interneuronio

BIBLIOGRAFIA

Células do sistema nervoso