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ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Medição de resistência de aterramento e de potenciais na superfície do solo

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

Medição de resistência de aterramento e de potenciais na superfície do solo em sistemas de aterramento

APRESENTAÇÃO

1) Este 1º Projeto foi elaborado pela CE-03:102.01 – Comissão de Estudo de Aterramento do ABNT/CB-03 – Comitê Brasileiro de Eletricidade, nas reuniões de:

 
  • 16.09.2004 23.09.2004

18.11.2004

  • 09.12.2004 24.02.2005

 

05.05.2005

  • 30.06.2005 25.08.2005

 

29.09.2005

  • 27.10.2005 02.12.2005

 

12.04.2006

  • 05.03.2006 14.06.2006

 

02.08.2006

  • 04.10.2006 31.10.2006

 

04.12.2006

  • 02.02.2007 13.04.2007

 

04.05.2007

  • 02.06.2007 06.07.2007

 

31.08.2007

  • 05.10.2007 09.11.2007

 

07.12.2007

 
  • 14.03.2008 11.04.2008

09.05.2008

2) Não tem valor normativo;

3) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar esta informação em seus comentários, com documentação comprobatória;

4) Tomaram parte na elaboração deste Projeto:

Participante

Representante

Autônomo

Armindo F. Cadihe

ABRADEE

Carlos Magno Camargo Ivo Eleutério Bonatti José Mak Paulo Jarussi J. Brito Carlos Alberto Ribeiro de Avellar

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Participante Representante AES Eletropaulo Sergio L. Caparoz AES SUL B&M Pesquisa e

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

Participante

Representante

AES Eletropaulo

Sergio L. Caparoz

AES SUL B&M Pesquisa e Desenvolvimento Ltda Bandeirante Energia CHESF Claro Telefonia Celular Coli Engenharia Consultor COPEL CPE Engenharia Ltda.

Ithamar Sene Jr. Renato Oling Flavio Faria Ewaldo C.Nogueira Antônio Varejão de Godoy Carlos Henrique Pessin Paulo César A. Coli Pedro S. Sumodjo Rosane Maris Ribas Romildo Leite Sales

CPFL

Fumio Nakagawa

CTEEP

Alexandre Nogueira Aleixo Pedro Vallone Sebastião Bonafé Jr.

Elektro

Ricardo Jacobsen Shiguematsu Nosaki Valmir Ziolkowski Wilson Hirakawa

Eletro-Estudos Engenharia

Laudemir Caritá Emerson R. Furlaneto Vinicius M. Benichio Paulo Edmundo da Fonseca Freire

Eletrosul

Dalvir Maquerievki Lucio Volnei Galvani

Encontre Engenharia Ltda

Oquigibson Lima Costa Duílio Moreira Leite

Enersul

Gerson de Almeida Costa Nonato

Enertec

Antonio de Pádua Ribeiro Sérgio R. Oliveira

Erico

Marcelo Logli

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Participante Representante Fastweld Rinaldo Junior Botelho FPTE – Fund. Pta. de Tecnologia

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

Participante

Representante

Fastweld

Rinaldo Junior Botelho

FPTE – Fund. Pta. de Tecnologia e Educação

Nemer Paschoal Fioravante Jr.

FURNAS

Juliano Munhoz Beltani José Roberto T. Correa Luiz Carlos da Rocha Santos

Galeno Enhgenharia Consult.Treinamento Gilco Proteção Elétrica Grupo REDE Guismo Engenharia IPT

Arion Barros Galeno Lemos Gomes Igidio Castro Ivan Nord Jobson Modena Mario Leite

Lactec

Luis Ricardo Alfaro Gamboa Renata Jacyszyn Bachega

Masuki Engenharia

José Maurílio da Silva Luiz Masuki

Megabrás

Luis Alberto Pettoruti

MiOmega Officina de Mydia PEA – USP Proelco Projetar Engenharia QUEMC Reis Miranda Engenharia

Manuel Jaime Leibovich João G. Cunha Carlos Moreira Leite José Roberto Cardoso Antônio Roberto Panicali Gilberto Falcoski Roberto Menna Barreto Armando Pereira Reis Miranda

Sota Consultoria e Projetos SC Ltda

Carlos Alberto Sotille

STS Engenharia UFMG

André Lima Rodrigues Sérgio T. Sobral Silvério Visacro Filho

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Medição de resistência de aterramento e de potenciais na superfície do solo

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PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

Medição de resistência de aterramento e de potenciais na superfície do solo em sistemas de aterramento

Ground resistance and soil surface voltages measurements in earthing systems

Palavras-chave: Aterramento. Potencial. Superfície. Solo. Medição. Resistência.

Descriptors: Earthing. Grounding. Potential. Surface. Soil. Measurement. Resistance.

Sumário

  • 1 Escopo

 

2

  • 2 Referências normativas

 

2

  • 3 Termos e definições

 

3

  • 4 Geral

 

5

  • 5 Segurança

6

  • 5.1 Durante as medições

 

6

  • 5.2 Dos equipamentos utilizados

 

6

6

Medição de resistência de aterramento

 

7

  • 6.1 Método da queda de potencial

 

7

  • 6.2 Método da queda de potencial com injeção de alta corrente

 

13

7

Medição de potenciais na superfície do solo

 

17

  • 7.1 Princípio

 

17

  • 7.2 Circuito de corrente

 

17

  • 7.3 Circuito de potencial

17

  • 7.4 Medição da tensão de toque

 

17

  • 7.5 Medição da tensão de passo

18

  • 7.6 Fonte de injeção de corrente

19

  • 7.7 Comentários

e

observações adicionais

para

a

execução

das

medições

em

subestações

 

20

  • 7.8 Correção dos valores de tensão medidos

 

20

  • 7.9 Determinação das resistências de contato pé-brita (ou solo)

 

21

8

Medições em instalações energizadas

 

23

  • 8.1 Condições de segurança em instalações energizadas

 

23

  • 8.2 Condições específicas para realização de medições em instalações energizadas 23

  • 8.3 Métodos adequados à medição de aterramento de instalações energizadas

25

Anexo A (normativo) Método síncrono à freqüência industrial

 

26

Anexo B (normativo) Compensação capacitiva

28

Anexo C (normativo)

Especificações dos equipamentos para a medição de resistência

de

aterramento

para

sistemas

elétricos

de

baixa

tensão

(até 1 000 V em c.a. e 1 500 V em c.c.)

 

30

Anexo D (normativo) Método do abatimento

 

35

Anexo E (informativo) Terrômetro alicate

37

Anexo F (informativo)

Método de medição com injeção de corrente com amperímetro e

voltímetro e inserção de wattímetro adicional

 

40

Anexo G (informativo) Métodos alternativos de medição de resistência de aterramento e

potenciais no solo em instalações energizadas

 

48

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Prefácio A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras das Diretivas ABNT, Parte 2.

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Nacional entre os associados da ABNT e demais interessados

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte.

Scope

  • 1.1 This standard establishes the criteria and methods for measuring the ground resistance and the soil surface

voltages in earthing systems. It defines the general characteristics of equipment that can be used for those

measurements and the criteria for evaluating the results.

  • 1.2 This standard also prescribes precautions to be taken for the safety of the personnel involved.

1

Escopo

  • 1.1 Esta Norma estabelece os critérios e métodos de medição de resistência de sistemas de aterramento e de

potenciais na superfície do solo, define as características gerais dos equipamentos que podem ser utilizados nas medições e os conceitos para avaliação dos resultados.

  • 1.2 Esta Norma prescreve também os cuidados que devem ser tomados quanto à segurança do pessoal

envolvido.

Scope

  • 1.1 This standard establishes the criteria and methods for measuring the ground resistance and the soil surface

voltages in earthing systems. It defines the general characteristics of equipment that can be used for those measurements and the criteria for evaluating the results.

  • 1.2 This standard also prescribes precautions to be taken for the safety of the personnel involved.

  • 2 Referências normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste Documento Técnico ABNT. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 5410, Instalações elétricas de baixa tensão

ABNT NBR 5456, Eletricidade geral – Terminologia

ABNT NBR 5460, Sistemas elétricos de potência – Terminologia

IEC 61010-1, Safety requirements for electrical equipment for measurement, control, and laboratory use - Part 1:

General requirements

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 IEC 61557-1, Electrical safety in low voltage distribution system s up to

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PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

IEC 61557-1, Electrical safety in low voltage distribution systems up to 1 000 V a.c. and 1 500 V d.c. - Equipment for testing, measuring or monitoring of protective measures - Part 1: General requirements

IEC 61557-5, Electrical Safety in Low Voltage Distribution Systems up to 1 000 V a.c. and 1 500 V d.c. - Equipment for testing, measuring or monitoring of protective measures - Part 5: Resistance to earth

  • 3 Termos e definições

Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições da ABNT NBR 5456 e ABNT NBR 5460 e os seguintes.

3.1

aterramento

ligação intencional de parte eletricamente condutiva à terra, através de um sistema de aterramento

3.2

condutor de aterramento

rabicho condutor ou elemento metálico que não estando em contato com o solo faz a ligação elétrica entre uma parte de

uma instalação que deve ser aterrada e o eletrodo de aterramento

3.3

corrente de interferência (no processo de medição de resistência de aterramento e de resistividade do solo)

qualquer corrente estranha ao processo de medição capaz de influenciar seus resultados

3.4

eletrodo de aterramento

condutor enterrado no solo, eletricamente ligado a ele, ou condutor embutido em concreto que, por sua vez, está

em contato com o solo através de uma grande área

3.5

eletrodo natural de aterramento

elemento condutor ligado diretamente a terra cuja finalidade original não é de aterramento, mas que se comporta naturalmente como eletrodo de aterramento

3.6

malha de aterramento

conjunto de condutores nus, interligados e enterrados no solo

3.7

potenciais perigosos

potenciais que podem provocar danos quando aplicados ao elemento tomado como referência

3.8

potencial transferido

valor do potencial transferido para um ponto remoto de um dado sistema de aterramento

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 3.9 resistência de aterramento de um eletrodo relação da tensão medida entre

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OUTUBRO/2008

3.9

resistência de aterramento de um eletrodo

relação da tensão medida entre o eletrodo e o terra remoto e a corrente injetada no eletrodo

3.10

resistividade aparente do solo

resistividade vista por um sistema de aterramento qualquer, em um solo com característica de resistividade homogênea ou estratificado em camada, cujo valor é utilizado para o cálculo da resistência de aterramento desse

sistema

3.11

resistividade elétrica do solo

resistividade do solo resistência entre faces opostas do volume de solo, consistindo de um cubo homogêneo e isótropo cuja aresta

mede uma unidade de comprimento

3.12

resistividade média do solo a uma dada profundidade

valor de resistividade resultante da avaliação das condições locais e do tratamento estatístico dos resultados de

diversas medições de resistividade do solo para aquela profundidade, efetuada numa determinada área ou local, e que possa ser considerado como representativo das características elétricas do solo

3.13

sistema de aterramento

conjunto de todos os eletrodos e condutores de aterramento, interligados ou não entre si, assim como partes metálicas que atuam direta ou indiretamente com a função de aterramento, tais como: torres e pórticos, armaduras

de edificações, capas metálicas de cabos, tubulações e similares

3.14

tensão de passo

diferença de potencial entre dois pontos da superfície do solo separados pela distância de um passo de uma

pessoa, considerado igual a 1,0 m

3.15

tensão de toque

diferença de potencial entre uma estrutura metálica aterrada e um ponto da superfície do solo separado por uma

distância horizontal equivalente ao alcance normal do braço de uma pessoa. Por definição considera-se esta distância igual a 1,0 m

3.16

tensão máxima do sistema de aterramento

tensão máxima que um sistema de aterramento pode atingir relativamente ao terra de referência, quando da

ocorrência de injeção de corrente para o solo

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 3.17 terra de referência ou ponto remoto região do solo suficientemente afastada

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3.17

terra de referência ou ponto remoto

região do solo suficientemente afastada da zona de influência de um eletrodo ou sistema de aterramento, tal que a

diferença de potencial entre dois quaisquer de seus pontos, devido à corrente que circula pelo eletrodo para a terra, seja desprezível. É uma superfície praticamente equipotencial que se considera como zero para referência de tensões elétricas

4

Geral

  • 4.1 Quando da ocorrência de uma falta para terra numa instalação, as correntes dispersas pelo sistema de

aterramento provocam o surgimento de diferenças de potencial entre:

  • a) pontos da superfície do solo (tensão de passo);

  • b) partes metálicas aterradas da instalação e o solo (tensão de toque) - caso de estruturas suportes, carcaças de equipamentos e outros;

  • c) circuitos que, de alguma forma estejam ligados ao sistema de aterramento e pontos distantes da superfície do solo ou outros sistemas de aterramento afastados (por potencial transferido), de modo geral. É o caso dos circuitos de controle e comunicação, cabos pára-raios, blindagem de cabos de potência, e outros conforme Figura 1.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 3.17 terra de referência ou ponto remoto região do solo suficientemente afastada
ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Legenda I e Corrente de ensaio (A) V e E T E

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Legenda

  • I e

Corrente de ensaio (A)

  • V e

E

T

E

P

h

Elevação de potencial da malha de aterramento (V) Tensão de toque (V) Tensões de passo (V) Profundidade da malha de aterramento (m)

Figura 1 — Tensões que podem aparecer em uma instalação

  • 4.2 A medição no campo é o procedimento mais eficaz para verificação dos valores da resistência ôhmica do

eletrodo de aterramento e dos valores dos potenciais de passo e toque calculados em projeto, para determinação de valores com finalidade de pesquisa, verificação de níveis de segurança em instalações antigas, ou ainda, em

ensaios de comissionamento de instalações novas. Assim, a resistência do eletrodo de aterramento e os potenciais na superfície do solo de uma instalação são grandezas a serem medidas, visando basicamente:

  • a) verificar a eficácia do eletrodo ou do sistema de aterramento;

  • b) definir alterações para um sistema de aterramento existente;

  • c) detectar possíveis tensões de toque e passo perigosos;

  • d) determinar a elevação de potencial do sistema de aterramento em relação ao terra de referência, objetivando garantir a proteção do pessoal que mantenham ou não contato com as instalações, circuitos de comunicação, controle e outros.

NOTA Nesta Norma dois métodos de medição são apresentados: método da queda de potencial e método da queda de potencial com injeção de alta corrente.

5

Segurança

  • 5.1 Durante as medições

Devem ser tomadas medidas de segurança relativas a potenciais perigosos que possam ocorrer nas proximidades de sistemas de aterramento ou em estruturas condutoras aterradas. Como medidas de segurança, recomendam- se:

  • a) utilizar calçados e luvas com nível de isolamento compatível com os valores máximos de tensão que possam ocorrer no sistema sob medição;

  • b) evitar a realização de medições sob condições atmosféricas adversas, tendo em vista a possibilidade de ocorrência de descargas atmosféricas;

  • c) evitar que pessoas estranhas ao serviço e animais se aproximem dos eletrodos utilizados na medição.

    • 5.2 Dos equipamentos utilizados

No Anexo C, em C.3.5 e C.4 estão especificados os requisitos aplicáveis aos aparelhos destinados a medir a resistência de aterramento utilizando uma tensão de c.a. As limitações de tensão e/ou corrente estabelecidas garantem a segurança dos operadores durante a medição sem exigências adicionais.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 A utilização de equipamentos de medição em desacordo com os requisitos do

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A utilização de equipamentos de medição em desacordo com os requisitos do Anexo C torna necessária a adoção de medidas de segurança adicionais, tais como as utilizadas para trabalhos em áreas energizadas.

  • 6 Medição de resistência de aterramento

6.1 Método da queda de potencial

  • 6.1.1 Princípio

O método da queda de potencial é recomendado para medição de resistência de aterramento através de equipamento específico (terrômetro).

O método da queda de potencial consiste basicamente em fazer circular uma corrente através da malha de aterramento sob ensaio por intermédio de um eletrodo auxiliar de corrente, e medir a tensão entre a malha de aterramento e o terra de referência (terra remoto) por meio de uma sonda ou eletrodo auxiliar de potencial, conforme indicado na Figura 2.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 A utilização de equipamentos de medição em desacordo com os requisitos do

Legenda

I

Corrente de ensaio

S

Borne para a sonda ou eletrodo auxiliar de potencial

H

Borne para o eletrodo auxiliar de corrente

E

Borne para a malha de aterramento sob medição

Figura 2 — Método da queda de potencial

  • 6.1.2 Circuito de corrente

O eletrodo de corrente é constituído de uma ou mais hastes metálicas interligadas e cravadas firmemente no solo, a fim de garantir a menor resistência de aterramento do conjunto. No Anexo C, em C.3.3 indica-se o máximo valor que um terrômetro deve admitir para a resistência de eletrodo auxiliar de corrente.

  • 6.1.3 Circuito de potencial

O eletrodo de potencial é constituído de uma ou mais hastes metálicas interligadas e cravadas firmemente no solo, a fim de garantir a menor resistência de aterramento deste eletrodo. No Anexo C em C.3.3 indica-se o máximo valor que um terrômetro deve admitir para a resistência de eletrodo auxiliar de potencial.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 6.1.4 Procedimento No processo de medição, o eletrodo de potencial, deve ser

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OUTUBRO/2008

  • 6.1.4 Procedimento

No processo de medição, o eletrodo de potencial, deve ser deslocado ao longo de uma direção pré-definida, a partir da periferia do sistema de aterramento sob ensaio, em intervalos regulares de medição igual a 5 % da distância d (Figura 1).

Fazendo-se a leitura do valor da resistência em cada posição, obtém-se a curva de resistência em função da distância conforme indicado na Figura 3.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 6.1.4 Procedimento No processo de medição, o eletrodo de potencial, deve ser

Figura 3 — Curva característica da resistência de aterramento

  • 6.1.5 Levantamento de curvas típicas de resistência de aterramento

    • 6.1.5.1 Fazendo-se um gráfico da resistência medida em função da distância do eletrodo de potencial S em

relação ao sistema de aterramento sob ensaio E , obtém-se, conforme o caso, uma das curvas indicadas na Figura 4

  • 6.1.5.2 Da análise da Figura 3 pode-se concluir que:

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 a) se o deslocamento do eletrodo de potencial S for coincidente com

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OUTUBRO/2008

  • a) se o deslocamento do eletrodo de potencial S for coincidente com a direção e sentido do eletrodo de corrente H , e este último estiver a uma distância satisfatória, maior que a zona de influência do sistema ensaiado E , é obtida uma curva semelhante à curva "a";

  • b) se o deslocamento do eletrodo de potencial S for coincidente com a direção e sentido do eletrodo de corrente H e este último estiver a uma distância insuficiente, menor que a zona de influência do sistema ensaiado E é obtida uma curva semelhante à curva "b";

  • c) se o eletrodo de potencial S se deslocar na mesma direção e em sentido contrário ao eletrodo H , para o outro lado do sistema sob ensaio E , partindo do princípio que o espaçamento entre H e E seja satisfatório, é obtida uma curva semelhante à curva "c".

    • 6.1.5.3 O trecho horizontal (patamar) das curvas "a" e "c" da Figura 4 representa o valor da resistência de

aterramento do sistema sob ensaio. Do ponto de vista prático, pode-se considerar que o trecho horizontal

(patamar) é atingido quando, obedecido o disposto em 6.1.5:

  • a) nas medições reais, de modo geral, a curva resistência função da distância é levantada até que se obtenha o trecho horizontal da curva da resistência em função da distância;

  • b) teoricamente o valor da resistência de aterramento obtido com o eletrodo de potencial S se deslocando em sentido contrário ao eletrodo H é ligeiramente menor que o real, conforme indica a Figura 4.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 a) se o deslocamento do eletrodo de potencial S for coincidente com

Legenda

  • X Área de influência do sistema de aterramento sob medição E

Y

Z

Terra remoto

Área de influência do eletrodo auxiliar de corrente H

R

  • v Resistência de aterramento do sistema sob medição (valor verdadeiro da resistência de aterramento do sistema E )

a , b, c

Curvas de resistência de aterramento em função do espaçamento e posição relativa dos eletrodos auxiliares de potencial e de corrente

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Figura 4 — Curvas típicas de resistência de aterrament o em função

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PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

Figura 4 — Curvas típicas de resistência de aterramento em função das posições relativas dos eletrodos auxiliares de potencial e de corrente

  • 6.1.5.4 Para a verificação do trecho horizontal (patamar) da curva quando da aplicação do método da queda

de potencial, o método da queda de potencial o eletrodo de corrente H deve estar a uma distância d da periferia

do sistema de aterramento sob ensaio E de pelo menos três vezes a maior diagonal d deste sistema (Figura 3). No entanto, devem ser feitas verificações, mudando a posição do eletrodo de potencial S 5 % de d para a direita

S

  • 1 S da posição inicial S , para garantir que as medições estão sendo executadas sem

e para esquerda

2

sobreposição das áreas de influência do sistema de aterramento sob ensaio e o eletrodo de corrente. Não há sobreposição entre as áreas de influência se a porcentagem entre a diferença dos valores medidos com o eletrodo

de potencial em

S

1

e

S

2

e o valor medido em S , não ultrapassar 10 %.

  • 6.1.6 Interferências de elementos metálicos enterrados

A localização do eletrodo de corrente H deve ser tal que ao longo do caminhamento até o sistema de aterramento E não existam condutores “elétricos” enterrados como, por exemplo, tubulações, contrapesos contínuos de linhas de transmissão etc., a fim de evitar erros nos valores medidos.

  • 6.1.7 Sentido de movimentação do eletrodo de potencial S

    • 6.1.7.1 A Seção 6.1.5.2 comenta, de maneira sumária, os resultados obtidos com a movimentação do

eletrodo de potencial S em dois sentidos: no mesmo sentido do eletrodo de corrente H ou em sentido contrário.

  • 6.1.7.2 Cabe salientar que ambos os procedimentos têm vantagens e desvantagens.

  • 6.1.7.3 Teoricamente, o deslocamento do eletrodo potencial S no mesmo sentido do eletrodo de corrente H

apresenta, para um determinado ponto

S , o valor verdadeiro da resistência do sistema de aterramento sob

n

ensaio. Para um solo homogêneo, sistemas de aterramento pequenos e afastamento d adequado entre H e E , este ponto dista de E , 61,8 % da distância d .

  • 6.1.7.4 Para solos não homogêneos e/ou sistemas

de aterramento complexos, torna-se muito difícil

determinar a localização adequada de

S

n

.

Em

caráter ilustrativo, a Figura 5 apresenta para sistemas de

aterramento pequenos (que possam ser representados, para fins teóricos, como um eletrodo hemisférico), um gráfico relacionando p/d (em valores percentuais) com h/d (sendo h a profundidade da primeira camada do solo não homogêneo), para diversos valores do coeficiente de reflexão K , dado por:

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 K = ρ 2 − ρ 1 ρ 2 + ρ 1

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

K =

ρ

2

− ρ

1

ρ

2

+ ρ

1

[1]

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 K = ρ 2 − ρ 1 ρ 2 + ρ 1

Figura 5 — Posição do eletrodo auxiliar de potencial para um solo de duas camadas

  • 6.1.7.5 Outra vantagem do deslocamento supracitado é que, caso o eletrodo de corrente H não esteja

suficientemente afastado de E , tal fato pode ser constatado durante as medições, uma vez que, conforme já

comentado, a curva resistência em função da distância não apresentará o patamar típico.

  • 6.1.7.6 De acordo com o comentário feito em 6.1.5.2-c), a movimentação do eletrodo de potencial S em

sentido contrário ao eletrodo de corrente H apresenta, teoricamente, valor de resistência inferior ao verdadeiro, que é denominado de limite inferior da resistência real. Entretanto, considerando-se o papel do valor da resistência dentro dos procedimentos globais de análise dos sistemas de aterramento, a aproximação obtida é, de modo geral, perfeitamente aceitável, desde que H esteja adequadamente afastado de E. A grande vantagem deste

procedimento é a minimização dos efeitos de acoplamento entre os circuitos de corrente e potencial. Em muitas situações, é a única alternativa prática viável dentro do método da queda de potencial. Para sistemas de aterramento de grandes dimensões, este procedimento não é recomendado.

  • 6.1.7.7 As medições devem ser executadas com os eletrodos de corrente e potencial alinhados e na mesma

direção e sentido, caso contrário erros podem ser introduzidos.

  • 6.1.8 Acoplamento entre os cabos dos circuitos de corrente e potencial

    • 6.1.8.1 O efeito do acoplamento entre os cabos de interligação dos circuitos de corrente e potencial torna-se

um fator importante nas medições de resistência de aterramento com valores muito baixos, particularmente envolvendo sistemas de aterramento de grande porte os quais exigem grandes comprimentos de cabos para a realização das medições.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 6.1.8.2 Considerando-se que, na faixa de 60 Hz, o ac oplamento indutivo

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

  • 6.1.8.2 Considerando-se que, na

faixa

de

60

Hz, o acoplamento

indutivo

entre dois cabos lançados

paralelamente, pode ser tão alto quanto 0,1 /100 m, os erros cometidos nas medições podem ser consideráveis.

  • 6.1.8.3 Outro aspecto é que o acoplamento pode provocar um crescimento na curva de resistência de

aterramento versus distância, na região onde ela deveria ter uma inclinação zero, dificultando a interpretação dos

resultados.

  • 6.1.8.4 Como regra prática, os problemas de acoplamento usualmente são:

    • a) desprezíveis nas medições de resistências de aterramento acima de 10 ;

    • b) importante nas medições de resistências de aterramento abaixo de 1,0 ;

    • c) passíveis de análise, em cada caso, nas medições envolvendo resistências entre 1,0 e 10 .

NOTA O procedimento usual para evitar (ou minimizar) os efeitos do acoplamento entre os condutores de interligação é afastar fisicamente os dois circuitos.

  • 6.1.9 Aumento da corrente de ensaio

    • 6.1.9.1 A maneira mais simples de aumentar as correntes de ensaio é reduzir a resistência de aterramento do

eletrodo de corrente (uma vez que a tensão já está determinada pelas características do instrumento de medição).

Isto pode ser feito aumentando-se o número de hastes em paralelo, ou utilizando-se hastes de maior comprimento e/ou diminuindo-se a resistividade do ponto de instalação do eletrodo auxiliar de corrente.

  • 6.1.9.2 Para garantia da exatidão das leituras, o valor máximo admissível da resistência de aterramento de

cada eletrodo auxiliar é usualmente especificado pelos fabricantes dos instrumentos de medição.

  • 6.1.9.3 A resistência de aterramento do eletrodo de corrente usualmente deve ser inferior a 500 . Como

regra prática, a relação entre a resistência de aterramento do eletrodo de corrente e a resistência do sistema de aterramento sob ensaio não deve exceder 1 000:1, sendo preferíveis relações abaixo de 100:1.

6.1.10 Correntes parasitas

  • 6.1.10.1 Potenciais galvânicos, polarização e correntes contínuas parasitas podem interferir seriamente nas

medições feitas com instrumentos de corrente contínua. De modo geral, os instrumentos usados operam em corrente alternada (não necessariamente senoidal).

  • 6.1.10.2 Correntes alternadas parasitas, circulando no solo, no sistema de aterramento sob ensaio ou nos

circuitos de ensaio, também podem interferir. O procedimento mais comum para minimizar o problema é realizar os ensaios com uma freqüência diferente das correntes parasitas presentes. Instrumentos que permitem variar a freqüência da tensão aplicada são particularmente adequados para o caso. A utilização de filtros e/ou instrumentos de banda estreita são também alternativas viáveis. Para os instrumentos que utilizam uma corrente de freqüência superior à industrial recomenda-se, além de utilizar filtro de banda e do sistema de retificação sincrônica, que cumpram com a equação abaixo:

F

=

(

2 n

+

1

)

2

× f

onde

F é a freqüência do instrumento, expressa em hertz (Hz);

[2]

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 f é a freqüência industrial, expressa em hertz (Hz); n é número

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OUTUBRO/2008

f

é a freqüência industrial, expressa em hertz (Hz);

n é número inteiro.

O Anexo C, em C.3.3 determina qual o valor máximo de tensão espúria, provocada por corrente parasita, mínimo admissível para um medidor de resistência de aterramento sem provocar erro.

6.1.11 Limitações na aplicação do método da queda de potencial

  • 6.1.11.1 Em determinadas situações torna-se muito difícil ou mesmo impossível a aplicação do método da

queda de potencial conforme descrito anteriormente. Entre estas situações, destacam-se as seguintes:

  • a) instalações urbanas em regiões densamente povoadas: em regiões densamente povoadas, freqüentemente é impossível lançar os circuitos de corrente e potencial nas distâncias necessárias para se fazer uma medição confiável;

  • b) sistemas de aterramento de grandes dimensões: A medição da resistência de aterramento de sistemas de grande porte apresenta várias dificuldades. A mais evidente é a necessidade de se estender os circuitos de corrente e potencial à distâncias muito grandes, as vezes de vários quilômetros, o que dificulta enormemente a medição. Outro aspecto importante é que estes sistemas apresentam, usualmente, resistências de aterramento muito baixas (inferiores a 1,0 ). Nestes casos, a incerteza quanto aos resultados obtidos em decorrência de vários fatores (acoplamento, impedâncias de circuito de ensaio, sensibilidade do instrumento e outros) pode ser apreciável;

Além disso, em sistemas de aterramento de grandes dimensões, a reatância pode ser significativa quando comparada com a resistência e, neste caso é mais adequado analisar a impedância (que é função da freqüência) cuja medição deveria ser feita injetando-se correntes com freqüências próximas de 60 Hz.

  • 6.1.11.2 Nos casos de subestações onde são evidentes as limitações apresentadas nas alíneas 6.1.11.1-a) e

6.1.11.1-b), existe a alternativa de se utilizar como circuito de corrente, uma linha de transmissão desenergizada que chegue à instalação e como circuito de potencial, um circuito de comunicação (por exemplo: telefônico), ou mesmo uma linha de transmissão cuja rota seja afastada do circuito de corrente.

  • 6.1.11.3 A utilização de instrumento em alta freqüência

entre

20

kHz

e

30

kHz permite a obtenção de

patamares em menores distâncias em comparação com as distâncias obtidas com freqüências próximas à industrial.

  • 6.1.11.4 Entretanto, tais soluções são muito mais adequadas ao método de injeção de alta corrente, descrito

em 6.2. Tal método, em função dos níveis bem mais elevados de corrente injetada no sistema de aterramento, associado à procedimentos para correção dos resultados, pode propiciar medições bastante confiáveis, superando

as limitações inerentes ao método da queda de potencial.

6.2 Método da queda de potencial com injeção de alta corrente

6.2.1 Princípio

O método consiste em circular uma alta corrente entre o sistema de aterramento sob ensaio e o solo, através de um eletrodo auxiliar de corrente, medindo-se os potenciais na superfície do solo, obtendo-se a resistência de aterramento.

O método de injeção de alta corrente é recomendado para a medição dos potenciais na superfície do solo, bem como da resistência de um sistema de aterramento particular ou impedância de um sistema de aterramento global (envolvendo subestações com cabos pára-raios das linhas de transmissão, neutro de alimentadores e outros).

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Havendo limitações importantes na aplicação do método da queda de potencial com

ABNT/CB-03

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OUTUBRO/2008

Havendo limitações importantes na aplicação do método da queda de potencial com baixas correntes, a injeção de alta corrente consiste em alternativa confiável para a determinação da resistência ou impedância de sistemas de aterramento.

  • 6.2.2 Circuito de corrente

O eletrodo de corrente, de modo geral, consiste numa torre, um trecho de uma linha de transmissão, numa malha de aterramento de subestação adjacente, ou malha de aterramento auxiliar construída especificamente para este fim.

Para não limitar demasiadamente a corrente injetada, o eletrodo de corrente deve ter uma resistência baixa, de valor compatível com o sistema de medição.

Para se evitar a superposição entre as regiões de influência, a conexão do circuito de corrente com o eletrodo de corrente deve estar a uma distância mínima superior a cinco vezes a maior dimensão do sistema de aterramento sob ensaio; observa-se que esta distância é função da configuração do sistema de aterramento, do sistema elétrico e do tipo de solo. O procedimento usual é utilizar como circuito de corrente as fases de uma linha de transmissão desenergizada pertencente à instalação sob ensaio, ligando-as à estrutura (simulando um curto- circuito) a uma distância adequada do sistema de aterramento, conforme indicado na Figura A.1.

  • 6.2.3 Circuito de potencial

O eletrodo do potencial consiste de uma haste metálica cravada firmemente no solo.

No processo de medição, o eletrodo de potencial S deve ser deslocado radialmente, a partir da periferia do sistema de aterramento sob ensaio E , fazendo-se a leitura da tensão entre S e E com um voltímetro de alta impedância de entrada.

Tendo em vista a característica física do eletrodo de corrente (usualmente, uma LT desenergizada), o eletrodo de potencial deve-se deslocar numa direção que faça um ângulo entre 90° e 180° em relação à direção do eletrodo de corrente, para evitar possíveis acoplamentos entre os dois circuitos.

A resistência do sistema de aterramento sob ensaio E é:

R =

V

I

onde

  • V é a tensão medida, expressa em volts (V);

[3]

  • I é a corrente total injetada no sistema de aterramento sob ensaio E , expressa em ampères (A);

NOTA

Para efeito da medição da resistência de aterramento, quanto maior a corrente injetada, maior a confiabilidade dos

valores obtidos, devido à menor influência relativa das correntes de interferência. Entretanto, além das possíveis limitações da fonte de injeção de corrente, existem os problemas relativos à segurança do pessoal envolvido nas medições.

  • 6.2.4 Medições em sistemas de aterramento interligados

    • 6.2.4.1 Conforme já dito anteriormente, os ensaios de injeção de corrente se aplicam especialmente às

malhas de aterramento de subestações, usinas e outros. Nestes casos, por razões práticas, de modo geral, a corrente é injetada exclusivamente entre a malha e o eletrodo de corrente auxiliar, desconectando-se daquela, todos os caminhos alternativos de retomo. Entretanto, muitas vezes há interesse em se verificar o comportamento do sistema de aterramento como um todo, envolvendo não só a malha, como também os cabos pára-raios, de linha de transmissão, neutros de alimentadores, blindagem de cabos de potência isolados e outros que por ventura a ela estejam ligados em condições operativas normais.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 A única maneira direta de se fazer esta verificação é realizar os

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PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

A única maneira direta de se fazer esta verificação é realizar os ensaios de injeção de alta corrente com todos os caminhos de retorno ligados à malha, conforme indicado na Figura 6, selecionando-se uma linha de transmissão como circuito de corrente.

NOTA No caso de se ter várias linhas de transmissão saindo da subestação, a rigor, a simulação de curto-circuito (circuito de corrente) deveria ser feita em cada uma delas, verificando a influência do acoplamento da LT com as correntes de retorno pelo solo, na distribuição de corrente pelos condutores da malha e, portanto, nos potenciais na superfície do solo. Contudo, devido às dificuldades inerentes, tal procedimento raramente é utilizado.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 A única maneira direta de se fazer esta verificação é realizar os

Figura 6 — Método de injeção de grandes correntes

  • 6.2.4.2 As correntes retomando pelos diversos caminhos do sistema de aterramento interligados (pára-raios

de LT's, neutros de alimentadores e outros) podem ser determinadas diretamente através de amperímetros para corrente eficaz. Entretanto a corrente que retoma pela malha não pode ser determinada diretamente. Um procedimento aplicável é instalar um circuito de medição diferencial através de transformadores de corrente (TC's) nos diversos caminhos de retomo, conforme indicado na Figura 7.

NOTA Devido às grandes áreas abrangidas pelos sistemas de aterramento interligados pode ser necessária a utilização de uma das fases da linha de transmissão como circuito de potencial.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Legenda I e Corrente de ensaio (A) I M Corrente de malha

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OUTUBRO/2008

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Legenda I e Corrente de ensaio (A) I M Corrente de malha

Legenda

  • I e

Corrente de ensaio (A)

I

  • M Corrente de malha (A)

I

A

, I

B

Correntes pelos cabos pára-raios (A)

R

SE

Resistência de aterramento da instalação ()

Figura 7 — Monitoração da corrente de malha

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 6.2.5 Medição em sistemas de aterramento com terrômetro tipo alicate O Anexo

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PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

  • 6.2.5 Medição em sistemas de aterramento com terrômetro tipo alicate

O Anexo E descreve o principio de funcionamento e aplicação do citado medidor.

  • 7 Medição de potenciais na superfície do solo

    • 7.1 Princípio

É aconselhável que o levantamento dos perfis de potenciais na superfície do solo e das tensões de toque e passo seja realizado com injeção de alta corrente.

Para medição de tensões de passo e de toque em determinados locais tais como casas, edificações simples e locais onde não há suspeita de fortes correntes parasitas, também se pode introduzir a medição com terrômetro comum deixando para o fabricante a instrução para medição.

Nas medições de potenciais na superfície do solo devem ser utilizados voltímetro e amperímetro ou instrumento dedicado que cumpram com as condições descritas em 7.2 e 7.3.

  • 7.2 Circuito de corrente

O circuito de injeção de corrente deve ser estabelecido de uma forma análoga ao da medição da resistência de aterramento devendo, quando necessário, receber tratamento adequado com o objetivo de possibilitar a circulação de um valor de corrente compatível com o sistema de medição.

  • 7.3 Circuito de potencial

As medições de potenciais devem ser efetuadas nos pontos assinalados em projeto ou em regiões estratégicas de subestações existentes com voltímetro de alta impedância de entrada, de modo geral, não inferior a 1 M/volt (particularmente adequados são os voltímetros eletrônicos).

  • 7.4 Medição da tensão de toque

Esta medição deve ser feita entre as partes metálicas, estruturas metálicas, carcaças de equipamentos ligadas ao sistema de aterramento sob ensaio e o eletrodo de potencial cravado no solo, a um metro de distância da parte metálica envolvida, conforme indicado na Figura 8.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Figura 8 — Medição de potencial de toque 7.5 Medição da tensão

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OUTUBRO/2008

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Figura 8 — Medição de potencial de toque 7.5 Medição da tensão

Figura 8 — Medição de potencial de toque

7.5 Medição da tensão de passo

No caso das tensões de passo, a tensão deve ser medida entre dois eletrodos de potencial cravados no solo e afastados de um metro, conforme indicado na Figura 9.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Figura 9 — Medição de potencial de passo 7.6 Fonte de injeção

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ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Figura 9 — Medição de potencial de passo 7.6 Fonte de injeção

Figura 9 — Medição de potencial de passo

7.6 Fonte de injeção de corrente

7.6.1

A

fonte

de

injeção

de

corrente

deve

ter

potência

e

tensão

adequadas

para

fornecer

corrente

suficientemente elevada de modo a reduzir os erros nas medições, devido às correntes de interferência que

normalmente circulam no solo.

  • 7.6.2 A fonte pode ser um grupo motor-gerador ou um transformador isolador (abaixador ou não) ligado a uma

rede primária ou secundária de distribuição que passe nas proximidades do sistema de aterramento sob ensaio.

No Anexo A apresenta-se um exemplo ilustrativo de montagem, utilizando-se um transformador com chave reversora, cuja finalidade é inverter a corrente injetada, eliminando-se através de cálculos, o efeito das correntes de interferência (método síncrono à freqüência industrial, ver A.1).

  • 7.6.3 É recomendável que se utilize uma fonte de alimentação com tensão de saída ajustável.

  • 7.6.4 O Anexo B apresenta uma alternativa para se elevar a corrente injetada, reduzindo-se a impedância do

circuito de corrente através de compensação capacitiva.

7.6.5

O

Anexo D apresenta alguns

métodos

aplicáveis no caso das correntes de interferência

significativas em relação à corrente injetada no ensaio.

serem

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 7.7 Comentários e observações adicionais para a execução das medições em subestações

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PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

7.7 Comentários e observações adicionais para a execução das medições em subestações

  • 7.7.1 Os cabos pára-raios e contrapesos de linhas de transmissão, neutros dos alimentadores, blindagem e

capas metálicas de cabos isolados que chegam à instalação devem ser desconectados do sistema de aterramento sob ensaio.

  • 7.7.2 Para efeito de medição dos potenciais na superfície do solo, quanto maior for a corrente injetada maiores

serão as tensões medidas e, portanto, maior a confiabilidade dos valores obtidos devido a menor influência relativa das correntes de interferência. Entretanto, além das possíveis limitações da fonte de injeção de corrente, existem os problemas relativos à segurança do pessoal envolvido nas medições.

  • 7.7.3 Para produzir tensões na superfície do solo da ordem de volt, pode-se estabelecer como regra prática,

tensão de ensaio do gerador/fonte de alimentação da ordem de 100 V.

  • 7.7.4 Os locais preferenciais para medição dos potenciais na superfície do solo são os descritos a seguir:

    • a) É fato bem conhecido (e comprovado não só por simulações teóricas como por ensaios de campo) que as maiores tensões na superfície do solo (tensões de toque, passo e outros) surgem nas regiões periféricas dos sistemas de aterramento. Assim, desde que, por limitações de tempo, nem sempre é possível se fazer um mapeamento completo da instalação, tal fato deve ser levado em conta na seleção das regiões a serem investigadas. Naturalmente, o fato de selecionarem-se as regiões periféricas como preferenciais, não significa que a região central deva ser ignorada, mas sim que pode ser pesquisada com menor detalhe; NOTA No caso de sistemas de aterramento projetados com técnicas de espaçamento não uniforme, onde a densidade de condutores é muito maior na periferia do que no centro, a região central deve também ser investigada com rigor, tendo em vista a possibilidade de se encontrar nesta região, tensões significativas.

    • b) Outro aspecto importante diz respeito à medição das tensões de toque nas partes metálicas aterradas conforme indicado anteriormente. Desde que, de antemão, não se sabe em qual ponto, em torno da parte metálica investigada, é obtida a maior tensão, recomenda-se realizar várias medições (no mínimo três) em direções diferentes (particularmente as direções que se afastem dos condutores enterrados do sistema de aterramento e/ou as que se aproximem da periferia).

    • c) Cabe lembrar que para os ensaios com todo o sistema de aterramento interligado, correntes acima de 100 A são, de modo geral, necessárias para que as tensões medidas na superfície do solo sejam da ordem de volt.

7.8 Correção dos valores de tensão medidos

As medidas devem ser referidas ao valor real de corrente de malha defeito para a terra. Desta forma obtém-se a equação abaixo:

I

  • M , determinada para a pior condição de

V

R

=

V e
V
e

× I

M

I

e

onde

[4]

  • V R

é a tensão real durante uma falha para a terra, expressa em volts (V);

  • V e

é a tensão medida durante o ensaio, expressa em volts (V);

I

  • M é a corrente de malha, expressa em ampères (A);

  • I e

é a corrente de ensaio, expressa em ampères (A).

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 7.9 Determinação das resistências de contato pé-brita (ou solo) 7.9.1 Uma das

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OUTUBRO/2008

7.9 Determinação das resistências de contato pé-brita (ou solo)

  • 7.9.1 Uma das investigações que podem ser realizadas no ensaio de injeção de corrente é a determinação da

resistência de contato pé-brita (ou solo) bem como a tensão aplicada diretamente sobre a pessoa.

  • 7.9.2 Neste caso, utilizam-se dois pesos de 25 kg, barra de contato da base de 200 cm² cada e duas

resistências, uma de 1 000 (simulando a resistência do corpo humano) e outra de 3 000 , conforme montagem

indicada na Figura 10. Para melhorar a resistência de contato peso-brita é comum utilizar-se um feltro umedecido

em água. Além disso, é interessante fazer a investigação com a brita primeiramente seca e depois molhada no

ponto de medição.

  • 7.9.3 A tensão que surge sobre a "pessoa" é a tensão medida nos terminais da resistência de 1 000 . Para a

determinação da resistência de contato peso-brita, são necessárias duas medições: com a resistência de 1 000

e com a resistência de 3 000 . Reportando-se aos circuitos equivalentes representados na Figura 10, as

seguintes relações podem ser obtidas:

  • a) No circuito para a tensão de toque obtêm-se as equações 5 e 6:

V

f

= V

1K

+

V

1K

×

R

CT

1 000

2

V

f

= V

3K

+

V

3K

×

R

CT

3 000

2

b)

Resolvendo-se o sistema obtém-se a equação 7:

R

CT

=

(

2 V

3K

V

1K

)

⎛ ⎜ ⎜ ⎝

V

1K

V

3K

1 000

3 000

⎟ ⎟ ⎠

[5]

[6]

[7]

  • c) No circuito para a tensão de passo obtêm-se as equações 8 e 9:

V

f

= V

1K

+

  • V 1K

1

000

× 2 R

CP

[8]

V

f

= V

3K

+

V

3K

×

  • 3 000

2 R

CP

Resolvendo-se o sistema obtém-se a equação 10:

R

CP

=

V

3K

V

1K

2 ×

V

1K

V

3K

1 000

3 000

onde

  • V 1K

é a tensão medida nos terminais do resistor de 1 000 , expressa em volts (V);

  • V 3K

é a tensão medida nos terminais do resistor de 3 000 , expressa em volts (V);

R

CT

é a resistência de contato pré-brita, simulando a tensão de toque, expressa em ohms ();

[9]

[10]

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 R CP é a resistência de contato pré-brita, simulando a tensão de

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OUTUBRO/2008

R

CP

é a resistência de contato pré-brita, simulando a tensão de passo, em ohms ().

NOTA Na realidade, a tensão V 1K aplicada com uma resistência de 1 000 não é exatamente a mesma que a existente no caso de 3 000 , tendo em vista não se tratar de fonte de tensão constante e sim resultado de queda de tensão provocada pela dispersão da corrente pelo solo. Contudo, a aproximação considerada é, para fins práticos, admissível.

Legenda S solo feltro embebido em água e sal B F P L 1,0 metro para
Legenda
S
solo
feltro embebido em água e sal
B
F
P
L
1,0 metro para tensão de passo
V
pedra britada (brita)
peso de 25 kg
voltímetro eletrônico

Figura 10 — Medição das tensões de toque e passo

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 8 Medições em instalações energizadas Cada vez mais é necessário realizar medições

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

  • 8 Medições em instalações energizadas

Cada vez mais é necessário realizar medições com instalações energizadas, de modo a manter a continuidade do

serviço. Esta situação tem importância maior quanto maior é o impacto da descontinuidade do serviço. Isto feito,

devem ser adotadas providências para que seja possível realizar as medições sob diversos condicionantes, que

são determinantes nesse tipo de atividade. Além disto, as medições em instalações energizadas introduzem

situações e peculiaridades que não existem ou são muito inferiores quando não estão energizadas, como, por

exemplo, a presença de tensões entre neutro e terra ou ruídos e harmônicas.

Assim, toda medição de aterramento a ser realizada em instalações energizadas deve ser realizada apenas se

todos os condicionantes dos itens a seguir sejam obedecidos. Adicionalmente, todos os preceitos citados

anteriormente nesta norma devem ser seguidos e, quando necessário, adaptados à situação de instalações

energizadas.

A escolha do método de medição deve levar em consideração aspectos de segurança dos profissionais,

praticidade de medição e o seu escopo, seja ele voltado ao estudo de fenômenos em freqüência industrial ou de

transitórios. A etapa de planejamento será crucial na definição do método a ser utilizado.

8.1 Condições de segurança em instalações energizadas

Toda instalação energizada está sujeita a eventos dos sistemas aos quais está conectada, ou seja, pode estar

sujeita a curtos-circuitos, elevações de potencial e sobretensões transitórias. Em especial, qualquer instrumento

conectado a esta instalação também estará sujeito a tais sobretensões e, portanto, ter em seus bornes tensões

elevadas e perigosas para os seres humanos e aos equipamentos.

Deve-se considerar que os circuitos de medição envolvidos no processo de medição estarão sujeitos, por

conseqüência, a elevadas tensões. O circuito de corrente, caso utilizado, trará um problema adicional: ele estará

sujeito às tensões de transferência, chegando ao limite da elevação de tensão da malha (Ground Potencial Rise

GPR), ou seja, à maior elevação de potencial do sistema. Portanto, é necessário prover a todos os circuitos

envolvidos na medição de proteção de sobretensão e sobrecorrente, através de dispositivos adequados às

tensões e correntes envolvidas. A malha auxiliar de corrente, então, também terá sua elevação de potencial e

criará tensões perigosas ao seu redor, com possíveis tensões de passo e toque perigosas. Essa malha, portanto,

deve estar sob supervisão e sinalizada.

O eletrodo de potencial, caso exista, também estará sujeito a potenciais perigosos e, portanto, também deve estar

sob supervisão e sinalizado. Todos os cabos também estarão sujeitos a tensões perigosas e sua isolação deve

ser adequada aos níveis de tensão envolvidos. Não se deve permitir a aproximação de pessoas aos circuitos de

medição.

Os profissionais envolvidos na medição devem utilizar EPIs adequados às tensões que serão desenvolvidas em

situações de curto-circuito. Deve-se expor o mínimo tempo possível os profissionais às situações de risco,

adotando-se chaves seccionadoras ou disjuntores para abrir os circuitos de medição envolvidos. Desta forma

esses circuitos estarão energizados apenas nos instantes quando a medição é efetivamente realizada.

8.2 Condições específicas para realização de medições em instalações energizadas

As instalações energizadas estão sob forte influência dos sistemas aos quais se conecta. Deve haver tensões e

correntes fluindo pelos diversos elementos do sistema de aterramento, e deve-se considerar os efeitos das

harmônicas e sub-harmônicas, caso existam. Essas influências podem ser difíceis de serem desconsideradas no

processo de medição, caso não sejam adotadas ações mitigatórias descritas a seguir:

  • 8.2.1 Planejamento e programação

Toda medição em instalações energizadas deve ter um cuidado maior nas etapas de planejamento e

programação. Toda a instalação deve ser inspecionada, e todas as conexões entre os elementos do sistema de

aterramento devem ser identificadas, inclusive aquelas provenientes de blindagens de cabos de potência. Deve-se

avaliar a possibilidade de estas conexões estarem ou não efetivas.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 As áreas envolvidas devem ser previamente escolhidas, assim como o encaminhamento dos

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

As áreas envolvidas devem ser previamente escolhidas, assim como o encaminhamento dos cabos ou a utilização

de estruturas de linhas de transmissão (cabos fase ou guarda).

A etapa de planejamento deve determinar o método de ensaio a ser utilizado. A possibilidade ou não de

desconexão de elementos do sistema de aterramento, a dificuldade de utilização de circuitos de medição etc.,

devem ser verificadas e consideradas nessa etapa.

  • 8.2.2 Divisão da corrente pelos elementos do sistema de aterramento

O sistema de aterramento de uma instalação energizada pode estar conectado a diversos elementos de

aterramento, como neutros de alimentadores, cabos-guarda, blindagens de cabos de potência e interligações

entre malhas. Essas conexões possibilitam uma divisão da corrente de curto-circuito e, portanto, de correntes

injetadas em medições de aterramento. Essa divisão pode ser fundamental na determinação da corrente que

efetivamente flui pela malha para o solo. Isto significa que, escolhida a metodologia de medição, pode ser

necessária a desconexão dos circuitos de aterramento da malha a ser medida, ou escolher um método alternativo

que permita a medição simultânea das correntes que fluem pelos diversos elementos, para que seja considerada

apenas a corrente que flui da malha para o solo.

A desconexão dos elementos do sistema de aterramento deve ser realizada com procedimentos adequados a

instalações energizadas, como aterramentos temporários, pois se estará abrindo correntes de valor considerável.

E estas correntes serão tão maiores quanto maior for o desequilíbrio do sistema, incorrendo em maior corrente do

neutro para o sistema de aterramento, e maior para cada elemento desconectado. O último elemento deve ter,

portanto, a maior corrente de circulação.

Especial atenção deve ser adotada quando da desconexão de cabos ou conexões que podem estar corroídos ou

mecanicamente deteriorados. Cabos-guarda sob tensão mecânica são potencialmente perigosos quando da sua

desconexão, e podem romper-se e cair sobre os cabos de fase e causar tensões perigosíssimas diretamente nos

profissionais envolvidos. Essas desconexões devem ser planejadas e executadas sob rigorosa supervisão.

A desconexão de elementos do sistema de aterramento da instalação não deve ser um fator impeditivo na escolha

do método de medição, mas pode ser determinante na sua definição. Caso seja necessária a desconexão ela

pode ser realizada, desde que obedecidas as condições de segurança para essa tarefa. Em casos onde a

desconexão de elementos seja perigosa ou de difícil execução, deve-se adotar outro método de medição, com a

instalação energizada ou não, em que a desconexão não seja necessária.

NOTA Não se deve desconectar os neutros dos transformadores de potência sob pena de deixar os sistemas isolados e, portanto, sem referência de terra, inclusive com impossibilidade de detecção de corrente de curto-circuito pelos relés de proteção da instalação.

  • 8.2.3 Ruídos e tensões

As instalações energizadas estão sujeitas a ruídos e tensões, espúrias ou de desequilíbrio, harmônicas ou outras.

Esses ruídos introduzem uma dificuldade adicional, e podem até impossibilitar determinados métodos de ensaio.

Os medidores devem suportar os ruídos e serem seletivos com os sinais injetados, de modo a filtrar os resultados

decorrentes do sinal injetado.

Caso os ruídos ou mesmo os níveis de tensão entre terra e neutro impossibilitem ou dificultem sobremaneira o

ensaio deve-se adotar a utilização de métodos e/ou equipamentos alternativos ou a medição ser realizada apenas

com a instalação desenergizada.

Um equipamento para efetuar esse tipo de ensaio deve ter sensibilidade suficiente para detectar tensões da

ordem de milivolts (mV) geradas pela injeção de corrente da ordem de dezenas de miliampères (mA),

seletivamente filtrados dos ruídos presentes no sistema.

  • 8.2.4 Religamentos

No período em que a instalação estiver sob ensaio deve-se bloquear os religamentos dos circuitos aos quais se

conectam a instalação. Depois, torna-se necessário contactar as áreas de operação das concessionárias

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 envolvidas para que os circuitos que se conectem à inst alação tenham

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

envolvidas para que os circuitos que se conectem à instalação tenham seus relés de religamento desabilitados de

modo a bloquearem imediatamente no primeiro evento que houver na rede.

  • 8.2.5 Sensibilização de relés de alta sensibilidade (51GS – ground sensor ou outros)

A injeção de grandes correntes pode sensibilizar os relés de alta sensibilidade. Deve-se considerar a possibilidade

da atuação desses relés quando da injeção da corrente de ensaio.

  • 8.2.6 Possibilidade de retorno remoto

Deve-se avaliar a possibilidade de haver uma energização remota em instalações conectadas à instalação sob

ensaio. Caso exista, como no caso de geração em pontos internos ou externos à instalação, essa possibilidade

deve ser considerada como tal, ou proceder à desconexão do circuito sob suspeita.

8.3 Métodos adequados à medição de aterramento de instalações energizadas

Os métodos de queda de potencial, de medição simultânea de correntes do sistema ou de injeção de corrente de

altas freqüências são possibilidades a serem consideradas para realização destes ensaios, além de outros que

obedeçam aos critérios citados.

Os métodos descritos nos capítulos anteriores podem ser adequados às medições de instalações energizadas,

desde que obedecidas as condições descritas em 8.1 e 8.2. Outros métodos podem ser utilizados, desde que

obedecidas as mesmas condições e que os resultados possam ser separados dos efeitos das correntes e tensões

que fluam pelos sistemas.

Cada método possui características mais adequadas ao escopo final e possuem facilidades e dificuldades que

devem ser avaliadas quando do planejamento da medição.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Anexo A (normativo) Método síncrono à freqüência industrial Legenda CH A/CH B

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

Anexo A

(normativo)

Método síncrono à freqüência industrial

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Anexo A (normativo) Método síncrono à freqüência industrial Legenda CH A/CH B

Legenda

CH A/CH B CH C

I

e

(A )

R

SE

R

t

chaves para inversão de polaridade da fonte com intertravamento chave de by-pass da fonte

corrente de ensaio

resistência de aterramento da instalação

resistência de aterramento das estruturas da linha de transmissão

Figura A.1 — Método síncrono à freqüência industrial – Circuito de corrente

A.1

A corrente de ensaio na freqüência de 60 Hz deve ser fornecida por uma fonte em que se possa mudar a

polaridade, por exemplo, transformador. Inicialmente devem ser medidas a corrente de interferência

I e a tensão

i

de interferência

V , com a fonte de alimentação desconectada. A fonte de alimentação é ligada e são lidas a

i

tensão

V

a

e a corrente

I

a

.

A.2

Invertendo-se a polaridade da fonte são feitas as leituras da tensão

V b
V
b

e da corrente

I

b

.

A.3

A corrente de medição

I

e

fornecida pelo sistema de alimentação, e a tensão

V e
V
e

, provocada pela passagem

dessa corrente pelo sistema de aterramento, são calculadas pelas equações abaixo :

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 I e V e Onde 2 2 I + I a b

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

  • I e

  • V e

Onde

2 2 I + I a b 2 = − I i 2 2 2 V
2
2
I
+ I
a
b
2
=
− I
i
2
2
2
V
+ V
a
b
2
=
− V
i
2
  • I e

é a corrente de ensaio, expressa em ampères (A);

  • I a

é a corrente de medição numa determinada polaridade, expressa em ampères (A);

[11]

[12]

I

b

é a corrente de medição de polaridade defasada de 180° da corrente

I

a

, expressa em ampères (A);

I

  • i é a corrente de interferência, expressa em ampères (A);

  • V e

é a tensão de ensaio, expressa em volts (V);

  • V a

é a tensão de medição numa determinada polaridade, expressa em volts (V);

V

b

é a tensão de medição de polaridade defasada de 180° da tensão

V a
V
a

, expressa em volts (V);

  • V i

é a tensão de interferência, expressa em volts (V).

A.4 A Figura B.1 exemplifica o circuito de corrente utilizando-se o método síncrono à freqüência industrial para

eliminação de interferência.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Anexo B (normativo) Compensação capacitiva B.1 Pode ser estabelecida uma compensação capacitiva

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

Anexo B

(normativo)

Compensação capacitiva

B.1

Pode ser estabelecida uma compensação capacitiva visando diminuir a impedância da linha de transmissão

utilizada para servir de circuito de corrente (ver Figura B 1).

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Anexo B (normativo) Compensação capacitiva B.1 Pode ser estabelecida uma compensação capacitiva

Legenda

R

0

(

/ Km )

X

0

(

/ Km )

L

(Km )

C

C

(

µ

F )

resistência de seqüência zero

reatância indutiva de seqüência zero

comprimento do circuito de corrente

capacitância de compensação

Figura B.1 — Esquema básico da configuração de um circuito de corrente com compensação capacitiva

B.2 No caso do circuito de corrente utilizar-se das três fases interligadas de uma linha de transmissão por um

determinado comprimento, tem-se a equação abaixo:

X

Φ1

= X × L

Φ

onde

  • X é a reatância indutiva de seqüência zero, expressa em ohm ();

Φ1

[13]

  • X Φ

é a reatância indutiva de seqüência zero por unidade de comprimento, expressa em ohm por quilômetro

(/km);

L é o comprimento do circuito de corrente, expresso em quilômetro (km).

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 B.3 Na correção da reatância indutiva para freqüência da fonte deve ser

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

B.3

Na correção da reatância indutiva para freqüência da fonte deve ser utilizada a seguinte equação:

X

'

Φ 1

=

X

Φ 1

×

f

f

[14]

onde

'

  • X Φ

    • 1 é a reatância indutiva de seqüência zero para freqüência da fonte de medição, expressa em ohm ();

f é a freqüência da fonte de medição, expressa em hertz (Hz);

f

é a freqüência industrial, expressa em hertz (Hz).

B.4

O valor da capacitância de compensação é dado pela seguinte equação:

C

C

=

10

6

2

×

π

× f

′ ×

X

Φ 1

onde

C

  • C é a capacitância de compensação, em microfarad (µF ) .

[15]

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Anexo C (normativo) Especificações dos equipamentos para a medição de resistência de

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PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

Anexo C

(normativo)

Especificações dos equipamentos para a medição de resistência de aterramento para sistemas elétricos de baixa tensão (até 1.000 V em c.a. e 1.500 V em c.c.)

C.1 Escopo e campo de aplicação

Este Anexo define os requisitos aplicáveis aos equipamentos destinados a medir a resistência de aterramento e/ou

resistividade específica do solo, utilizando uma tensão de c.a.

C.2 Termos e definições

Para os efeitos deste Anexo, aplicam-se as definições da Seção 3 e as seguintes:.

C.2.1

tensão de medida

tensão existente entre os bornes (E) e (S) do equipamento de medição

C.2.2

tensão de interferência em modo série

tensão alheia ao sistema que está superposta à tensão de medida

C.2.3

resistência total de aterramento

resistência entre o borne principal do aterramento e terra de referência

C.3 Requisitos

Além dos requisitos de segurança que devem nortear o projeto de qualquer equipamento de medição, aplicam-se

os abaixo indicados.

C.3.1 A tensão de saída presente nos bornes (E) e (H) deve ser uma tensão alternada.

Tanto a freqüência como a forma de onda do sinal, deve ser escolhida de maneira que as interferências elétricas,

em particular as procedentes de instalações funcionando à freqüência da rede de distribuição (60 Hz), não afetem

os resultados das medições de forma excessiva.

C.3.2 O fabricante deve mencionar nas instruções de funcionamento se a influencia das tensões perturbadoras

de c.a. na freqüência industrial ou contínua ultrapassam os requisitos indicados em 3.3.

C.3.3 Dentro do campo de medida marcado ou estabelecido, o máximo erro de operação em valor percentual

não deve exceder de 30 % do valor medido (tido como valor convencional) e determinado segundo o estabelecido

na Tabela 1.

O erro de funcionamento deve ser aplicável dentro das seguintes condições de funcionamento:

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 ⎯ injeção de tensões de interferência no modo série para as freqüências

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

injeção de tensões de interferência no modo série para as freqüências da rede de 60 Hz e 50 Hz ou para uma

tensão contínua entre os bornes (E) (H) e (S). O valor eficaz da tensão parasita em modo série deve ser

menor que 3 V.

a resistência de aterramento do eletrodo auxiliar de corrente e da sonda de potencial não deve ultrapassar

100 vezes a resistência que se pretende medir, para um máximo de 50 k.

C.3.4 O aparelho de medida deve permitir determinar se as resistências máximas admissíveis dos eletrodos

auxiliares de corrente e tensão são ultrapassadas.

C.3.5 Durante as medidas, não devem aparecer tensões de contacto perigosas. Este objetivo pode ser

alcançado através de um projeto adequado da fonte de tensão de saída mediante as seguintes providências:

limitar o valor da tensão de saída de circuito aberto a um valor eficaz de 50 V ou um valor de pico de 70 V.

NOTA Estes valores, quando os ensaios se realizam locais com terrenos úmidos se reduzem a que não ultrapassem de um valor eficaz de 25 V o um valor de pico de 35 V, como indicado na Tabela C.2 da ABNT NBR 5410

quando o valor da tensão de saída de circuito aberto exceder de 50 V eficazes ou 70 V de pico (25 V ef ou 35 V

de pico conforme NOTA acima) o equipamento deve limitar o valor máximo da corrente injetada no terreno a 7

mA eficazes, ou 10 mA valor de pico;

quando a condição anterior não se cumprir, deve produzir-se uma interrupção automática do processo de

medida nos tempos admissíveis que se indicam na Figura 1 da IEC 61010-1.

NOTA Esta Norma aplica-se ao projeto e fabricação de equipamentos dedicados à medição da resistência de aterramento das instalações de baixa tensão (até 1 000 Vc.a ou 1 500 Vc.c) como indicado no começo deste Anexo. Portanto os equipamentos destinados à medição da resistência de aterramento de subestações ou torres de linhas de transmissão de energia ficam fora do escopo deste Anexo. A aplicação deste Anexo em baixa tensão independe da condição de energização ou não da instalação sob teste. O conteúdo deste Anexo visa evitar acidentes elétricos potencialmente fatais com os operadores ou as pessoas presentes na vizinhança.

C.3.6 O usuário não deve estar exposto a uma tensão que exceda a tensão de contacto admissível e o aparelho

de medição não deve sofrer danos quando qualquer borne do mesmo disponível para conexão à rede de

alimentação for conectado à uma tensão igual à 120 % de sua tensão nominal. Os dispositivos de proteção não

devem ser ativados.

C.4 Marcações e instruções de funcionamento

C.4.1 Marcações

Além da marcação definida na IEC 61557-1, o equipamento de medição deve ter as seguintes informações

marcadas sobre o mesmo, de forma indelével:

  • a) tipo de equipamento;

  • b) unidades da magnitude de medida;

  • c) campos de medição;

  • d) tipo de fusível e corrente marcada para fusíveis intercambiáveis;

  • e) tipo de bateria o acumulador e polaridade da conexão no local da bateria;

  • f) tensão nominal da rede de distribuição e o símbolo para duplo isolamento de acordo com a IEC 61010-1 para equipamentos de medição com alimentação de rede de distribuição;

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 g) nome do fabricante ou marca registrada; h) número de modelo, nome

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

g)

nome do fabricante ou marca registrada;

h)

número de modelo, nome ou outros meios para identificar o equipamento (interna ou externamente);

i)

referência às instruções de funcionamento com o símbolo de acordo com a IEC 61010-1, a seguinte

informação deve ser indicada sobre o equipamento de medida.

1)

!
!

2) o campo de medida dentro do qual se aplica o erro máximo de funcionamento.

3) a freqüência da tensão de saída

4) a designação dos bornes (se houver espaço):

i)

(E): Borne da tomada de terra;

ii)

(ES): Borne do eletrodo mais próximo à tomada de terra

iii)

(S): Borne do eletrodo auxiliar de tensão

iv)

(H): Borne do eletrodo auxiliar de corrente.

C.4.2 Instruções de funcionamento

Além das indicações especificadas na IEC 61557-1, as instruções de funcionamento (manual) devem subministrar

 

a informação seguinte:

C.4.2.1 Os campos de aplicação (por exemplo, para locais secos, úmidos ou outras conforme Tabela 19 da

ABNT NBR 5410) dos aparelhos destinados a medir a resistência de terra.

 

C.4.2.2

Se for aplicável, a influencia das tensões de interferência em modo série quando estas são superiores

aos valores indicados em C.3.3.

 

C.4.2.3

As indicações relativas ao bom funcionamento do gerador manual (se for utilizado).

C.4.2.4

As designações dos bornes, quando diferem do indicado na alínea c.4.1-i4).

C.5 Métodos de ensaio

Devem ser realizados os seguintes ensaios:

C.5.1 O erro de funcionamento deve ser determinado segundo o indicado na Tabela C.1. Neste método, o erro

intrínseco deve ser determinado dentro das condições de referência seguintes:

a)

valor nominal da tensão de alimentação;

b)

quando se utiliza para alimentação um gerador manual, a velocidade nominal em rpm;

c)

freqüência nominal da tensão de alimentação para equipamentos de medida alimentados pela rede, segundo

o indicado em C.3.3;

d)

temperatura de referencia, 23 ºC ± 2 ºC;

e)

posição de referencia de acordo com o indicado pelo fabricante;

f)

resistências das hastes auxiliares, 100 ;

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 g) tensão de interferência 0 V; h) erro de funcionamento assim avaliado

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

  • g) tensão de interferência 0 V;

  • h) erro de funcionamento assim avaliado não deve ultrapassar os limites especificados em C.3.3.

C.5.2 Comprovar que as condições estabelecidas em C.3.5., referentes à tensão em circuito aberto, a corrente

de curto-circuito o retardo na desconexão, se cumprem em cada um dos alcances disponíveis (ensaio de rotina).

C.5.3

É necessário comprovar se as resistências máximas admissíveis são superadas para as hastes auxiliares

(ensaio de tipo).

C.5.4

A proteção contra sobrecarga, de acordo com o indicado em C.3.6 (ensaio de tipo).

C.5.5

A conformidade com os ensaios desta parte deve ser registrada.

Tabela C.1 — Cálculo do erro de funcionamento

Erro intrínseco Condições de referência ou campo de funcionamento especificado Código de Tipo de ou magnitude
Erro intrínseco
Condições de referência ou campo de
funcionamento especificado
Código de
Tipo de
ou magnitude
designação
de influência
Requisitos ou ensaios
segundo seções ou
subseções
correspondentes da
IEC 61557- 5
ensaio
Erro intrínseco
Condições de referência
Posição de referência ± 90º
A
5, 6.1
R
Posição
E
1, 4.2
R
1
Tensão de
Nos limites indicados pelo fabricante
E
1, 4.2, 4.3
R
2
alimentação
Temperatura
0 ºC e 35 ºC
E
1,4.2
T
3
Tensão parasita
de modo série
Ver 4.2 e 4.3
E
5, 4.2, 4.3
T
4
Resistência das
0 a 100 × RA;
E
5, 4.3
T
5
hastes auxiliares
porém ≤ 50
kΩ
Freqüência da
rede
Tensão da rede
99 % a 101 % da freqüência nominal
E
5, 4.3
T
6
85 % a 110 % da tensão nominal
E
5, 4.3
T
7
Erro de
2
2
2
2
2
2
2
B
= ±
A
+
1,15
E
+
E
+
E
+
E
+
E
+
E
+
E
5, 4.3
R
1
2
3
4
5
6
7
funcionamento
⎛ ⎜ ⎝
⎟ ⎞ ⎠
A = erro intrínseco
Ei = variações
R = ensaio de rotina
T = ensaio de tipo
B
× 100 %
B %
(
)
= ±
valor convencion al

C.5.6 Os equipamentos e seus acessórios devem estar projetados e fabricados com dispositivos de proteção

dimensionados para categoria de tensão compatíveis com as condições dos ensaios a serem realizados.

NOTA

Para equipamento destinado a pesquisas em grandes profundidades através da medição de Resistividade.

Nestes casos pode-se considerar que são aplicáveis todas as especificações destinadas aos equipamentos para

medição de Resistência de aterramento, exceto aquelas que limitam o uso por falta de sensibilidade ou por pouca

tensão de sinal de teste as quais se enumeram a seguir:

Em C.3.1, a tensão poderia ser de uma freqüência tão baixa (alguns Hz) que em alguma literatura pode-se

encontrar como de corrente contínua chaveada ou com inversão de polaridade com freqüência abaixo de 15 Hz.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 É desejável que o equipamento possa cumprir com os requisitos de C.3.2,

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

É desejável que o equipamento possa cumprir com os requisitos de C.3.2, C.3.3, C.3.4 e C.3.5, porém, a limitação

da tensão até 50 V ou a corrente a de curto-circuito a 7 mA podem ser superados para alcançar os objetivos de

medição desejados.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Anexo D (normativo) Método do batimento D.1 Princípio Via de regra, as

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

Anexo D

(normativo)

Método do batimento

D.1 Princípio

Via de regra, as medições descritas nesta norma, devem ser feitas à freqüência industrial. Contudo, em áreas que

tenham sistemas energizados, onde há corrente de desequilíbrio circulando no solo, estas podem perturbar as

medições. Assim, é recomendável que a corrente de ensaio seja a maior possível a fim de minimizar o efeito das

correntes de interferência.

Entretanto, no caso da utilização de instrumentos tipo terrômetro para ensaios de aterramento, a corrente de

ensaio é baixa. Assim, o terrômetro deve operar a uma freqüência não harmônica da industrial.

Quando não for disponível fonte de corrente de valor adequadamente alto para minimizar suficientemente as

eventuais correntes de interferência, é indicado um dos seguintes métodos opcionais.

D.2 Método do batimento

D.2.1 Este método envolve a utilização de uma fonte, por exemplo, uma unidade geradora de emergência, que

forneça uma corrente cuja freqüência seja de 0,1 Hz a 0,5 Hz acima ou abaixo da freqüência industrial.

D.2.2

Segundo a freqüência de batimento, a corrente e a tensão apresentam, cada uma, um máximo e um

mínimo, devido à defasagem entre a corrente injetada I e e as correntes parasitas criadas pelo sistema em

funcionamento normal.

D.2.3 Se o tempo de resposta do instrumento de medição for bastante curto para assegurar a obtenção dos

valores de corrente máximo e mínimo (I max e I min ), então:

I

e

1

=

2

(

I

max

+ I

min

)

para

I

e

> I

i

I

e

1

=

2

(

I

max

I

min

)

para

I

e

< I

i

V

e

=

1

2

(

V

max

+ V

min

)

para

V

e

> V

i

V

e

=

1

2

(

V

max

V

min

)

para

V

e

< V

i

onde

  • I e

é a corrente de ensaio, expressa em ampère (A);

  • V e

é a queda de tensão provocada pela corrente de ensaio, expressa em volt (V);

  • I max

é a máxima indicação de corrente, expressa em ampère (A);

  • V max

é a máxima indicação de tensão, expressa em volt (V);

[16]

[17]

[18]

[19]

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 I min é a mínima indicação de corrente, expressa em ampère (A);

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

  • I min

é a mínima indicação de corrente, expressa em ampère (A);

  • V min

é a mínima indicação de tensão, expressa em volt (V);

I

  • i é a corrente de interferência, expressa em ampère (A);

  • V i

é a tensão de interferência, expressa em volt (V).

NOTA

Os valores de

I

e

e de

V e
V
e

não dependem dos valores de

de determinar quais fórmulas devem ser usadas.

I

i

e

V sendo que estes são medidos somente com o fim

i

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Anexo E (informativo) Terrômetro alicate E.1 Principio de operação O princípio de

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

Anexo E

(informativo)

Terrômetro alicate

E.1 Principio de operação

O princípio de funcionamento de um medidor deste tipo consiste em um gerador de c.a. que aplica uma tensão

numa bobina com N espiras, cujo núcleo ferromagnético envolve um circuito fechado como o indicado na Figura

E.1, a qual representa a única espira do secundário de um transformador com relação N:1. A tensão aplicada na

bobina produzirá no circuito fechado uma força eletromotriz (f.e.m) conhecida.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Anexo E (informativo) Terrômetro alicate E.1 Principio de operação O princípio de

Figura E.1 — Injeção de uma f.e.m num circuito fechado, através da bobina

Com outra bobina com (M) espiras pode-se medir a corrente que circula no circuito.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Anexo E (informativo) Terrômetro alicate E.1 Principio de operação O princípio de

Figura E.2 — Princípio de funcionamento de um terrômetro alicate

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 A soma das resistências R x + R pode ser obtida pela

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OUTUBRO/2008

A soma das resistências

R

x

+ R pode ser obtida pela relação entre a tensão gerada e a corrente circulante.

c

Quando

R

c

representar

um

conjunto

de

eletrodos

em

paralelo

(condição característica de sistemas

multiaterrados), pode -se considerar que

R >> R . Nesta condição, o instrumento indicará o valor da resistência

x

c

de aterramento

R procurada.

x

A Figura E.3 representa um sistema multiaterrado.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 A soma das resistências R x + R pode ser obtida pela

Figura E.3 — Sistema multiaterrado

O circuito elétrico correspondente pode ser representado pela Figura E.4

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 A soma das resistências R x + R pode ser obtida pela

Figura E.4 — Circuito elétrico

Neste circuito, o conjunto de eletrodos

R K R está substituindo

1

n

R

c

da Figura E.2 .

Quando se aplica uma tensão E no eletrodo

R

  • x através de um transformador especial sobre o solenóide, uma

corrente I circula através do circuito e podendo-se escrever a seguinte equação:

E

=

I

R

x

+

1

n

k

=

1

1

R

k

[20]

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Na condição de: R x >> 1 n ∑ k = 1

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Na condição de:

R

x

>>

1

n

k

=

1

1

R

k

pode-se admitir que:

R

x

=

E

I

E.2 Detalhes construtivos

[21]

[22]

A maioria dos medidores deste tipo se apresenta como um alicate de dois núcleos partidos dimensionados para

poder envolver o eletrodo de aterramento. Um dos núcleos gera a f.e.m que por sua vez produz a corrente que

circula no circuito e o outro é um transformador de medida de corrente.

Para atenuar as perturbações provocada pela presença de tensões espúrias, os equipamentos geralmente

trabalham com freqüências de medição diferentes da freqüência industrial (tipicamente entre 1 500 e 2 500 Hz) e

possui filtros adequados

E.3 Restrições

A principal e grande vantagem de não ter necessidade de cravar hastes auxiliares leva a alguns usuários a

acreditar que todos os sistemas de aterramento podem ser medidos com este tipo de medidor. No entanto deve-se

ter em conta que no mínimo sejam cumpridas as seguintes premissas:

  • a) O método pode ser aplicado para medição de resistência de aterramento quando exista um circuito fechado (laço) incluindo à resistência do aterramento que se deseja medir. O equipamento não pode ser aplicado na medição de eletrodos que não formam parte de um laço, como é o caso do aterramento simples de um pára- raios.

  • b) A resistência do sistema de aterramento que fecha o laço deve ser muito menor que a resistência do aterramento sob medição.

  • c) A distância entre o aterramento sob medição e o mais próximo dos aterramentos que fecham o laço deve ser suficientemente grande para que as respectivas zonas de influencia não apresentem sobreposição. No caso de aterramentos de múltiplos eletrodos (por exemplo, uma malha de aterramento) não é válida a medição de cada eletrodo por separado para calcular a resistência do conjunto.

  • d) A resistência do sistema sob medição deve ser percorrida pela totalidade da corrente injetada no terreno. No caso de um edifício com múltiplas descidas do SPDA não se pode aplicar o método para determinar a resistência de aterramento do conjunto. E se o conjunto estiver interconectado em anel pode-se incorrer no erro de se estar medindo a resistência do laço fechado quando se envolve a descida do SPDA.

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 Anexo F (informativo) Método de medição com injeção de co rrente com

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OUTUBRO/2008

Anexo F

(informativo)

Método de medição com injeção de corrente com amperímetro e voltímetro e inserção de wattímetro adicional

As subseções que seguem têm por finalidade apresentar o método de medição com wattímetro adicional, e os

procedimentos necessários para a determinação da resistência do sistema de aterramento.

O método de medição é o de injeção de corrente descrito em 6.2, com a inserção de wattímetro.

F.1 Disposição básica dos componentes

A Figura F.1 apresenta a disposição dos componentes.

MALHA SOB MEDIÇÃO 3 IT 4 ~ W A Eletrodo auxiliar de corrente 1 2 V
MALHA SOB MEDIÇÃO
3
IT
4
~
W
A
Eletrodo
auxiliar
de
corrente
1
2
V
Eletrodo auxiliar de tensão
X 12
X 24
X
14

Figura F.1 — Disposição dos componentes

F.2 Descrição do método

F.2.1 O método é apropriado para os casos em que os circuitos de corrente e potencial possuem considerável

acoplamento mútuo, condição em que a corrente de teste (IT) e a elevação de potencial (ET) não estão em fase,

F.2.2

O método consiste, basicamente, na circulação de uma corrente alternada (IT) entre a malha de terra e o

eletrodo auxiliar de corrente (4), com a medição simultânea da:

  • a) elevação do potencial total (ET) da malha de terra, em relação ao terra de referência (terra remoto), através do voltímetro e do eletrodo de potencial (2);

  • b) potência total dissipada (PT) na resistência (R) entre a malha e o terra de referência (terra remoto).

ABNT/CB-03 PROJETO 03:102.01-006 OUTUBRO/2008 F.2.3 Para este método: F.2.3.1 A resistência de terra do sistema deve

ABNT/CB-03

PROJETO 03:102.01-006

OUTUBRO/2008

F.2.3

Para este método:

F.2.3.1

A resistência de terra do sistema deve ser obtida por:

R

eq

=

k

1

×

k

2

×

PT

IT

2

×

k

3

()