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Direito Administrativo

A organização política administrativa da República Federativa do Brasil (RFB) compreende:

A União, Estados, DF e Municípios todos autônomos entre si.

• Somente a União exerce a soberania

• Estado: Pessoa jurídica territorial soberana

- Elementos do Estado:
Povo: Parte Humana: Faz parte do povo pessoas dentro ou fora do território
nacional, que possua a nacionalidade brasileira.
Território: Parte física geográfica e espacial de um estado
Governo Soberano: Detém e exerce o poder (instituir suas próprias
competências, julgar os litígios em ultima instância e fazer com que o povo
obedeça às leis).

- Poderes do Estado:

É de competência privativa do poder executivo à


lei 8.112

Poderes Função Típica Função Atípica


Executivo Administrar Legislar (ex: medida provisória)
Legislativo Legislar Administrar e Julgar (ex. julgar o
Presidente da república)
Judiciário Julgar Administrar e Legislar (ex. Reg interno
dos tribunais)

* É o único que tem competência para “coisa julgada”

* O município é atendido pelo Poder Judiciário do Estado.

Congresso Nacional

Assembléia Legislativa Câmara Legislativa Câmara de Vereadores


Estados Distrito Federal Municípios

- Forma de Estado:
Federativo: descentralização política

- Forma de Governo:
República: eletividade, responsabilidade e temporariedade.

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- Sistema de Governo:
Presidencialista: Chefia de Estado e Governo numa pessoa só.
Chefe de estado: Nível Internacional
Chefe de governo: Nível Nacional

Conceito de Direito Administrativo

Conceito: Conjunto de NORMAS e PRINCÍPIOS que regulam a atuação da administração


pública.

- Fontes:

Lei: Devido a seu conteúdo NORMATIVO e OBRIGATÓRIO, traça os limites de atuação dos
indivíduos e do próprio estado.

Doutrina: Conjunto teórico de idéias aplicáveis ao DIREITO POSITIVO

Jurisprudência: reiteradas decisões judiciais no mesmo sentido

Costume: é utilizado em CASOS CONCRETOS em face da DEFICIENCIA DA LESGILAÇÃO.

Sistema Administrativo Brasileiro (unicidade)


O Brasil adotou o chamado sistema inglês, sistema judiciário, sistema de jurisdição
única ou sistema de controle judicial em que todos os litígios administrativos ou de interesse
exclusivamente privado são resolvidos definitivamente pelo Poder Judiciário.
Os órgãos administrativos decidem, mas suas decisões, não têm caráter conclusivo
definitivo (não fazem coisa julgada), ficando sempre sujeitas a revisão pelo poder judiciário,
se provocado.

Administração Pública
(Gerencial: Princípio Eficiência)

Conceito: é o conjunto de ORGÃOS e ENTIDADES, utilizados pelo Estado para alcançar o


bem comum (interesse público).
Órgãos: Administração direta
Entidades: Administração indireta

GOVERNO X ADMINISTRAÇÃO

- Governo: trata de decisões políticas, institui plano e traça metas.


- Administração: implementa, executa e administra.

O Governo “Pensa” a Administração “Executa”.

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Administração Pública
Em sentido formal, subjetiva e orgânica.

Conjunto de órgãos, agentes e pessoas jurídicas (entidades da administração indireta)


destinadas à execução das atividades administrativas.

• Corresponde a todo o APARELHAMENTO de que dispõem o estado, para a execução


das políticas traçadas pelo governo.

Administração Pública
Em sentido material, objetivo e funcional.

Consiste na própria ATIVIDADE EXERCIDA, pelo estado por meio de seus agentes.

As necessidades coletivas são atendidas pelas Atividades Exercidas.

ATENÇÃO
Obs: Formal/Subjetiva/Orgânica = APARELAMANTO
Material/Objetiva/Funcional = ATIVIDADE

 Entidades Políticas: são aqueles que recebem suas atribuições da própria constituição
federal, exercendo as com plena autonomia, e tem competência para legislar e administrar.
Ex: União, estados, DF e municípios.

Princípios Explícitos da Administração Pública


Art.37 Caput CF/88

1. Princípio da Legalidade: A atuação do agente público está integralmente sujeita ao


ordenamento jurídico vigora o IMPERIO DA LEI. Além de não atuar contra a lei, mas
somente conforme a lei, o agente não pode ultrapassar suas competências. Os atos praticados
em desobediência a tais parâmetros são atos inválidos, podendo ter sua invalidade decretada
pela administração ou pelo judiciário.

2. Princípio da Impessoalidade: (Também chamado de princípio da Finalidade), A


impessoalidade impede que o ato administrativo seja praticado visando o interesse do agente
ou de terceiros, devendo ater-se à vontade da lei, qualquer ato praticado sem objetivo da
satisfação do interesse público será NULO, por desvio de finalidade. O referido princípio
veda que o agente valha-se do cargo para obter favorecimento pessoal.

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3. Princípio da Moralidade: exigência de ATUAÇÃO ÉTICA dos agentes da administração
pública. A denominação moral administrativa difere da moral comum, justamente por ser
JURIDICA e pela possibilidade de invalidação dos atos administrativos que sejam
praticados com inobservância deste princípio.

4. Princípio da Publicidade: Exigência de publicidade em órgão oficial (D.O.U) como


requisito de EFICACIA dos atos administrativos gerais que devam produzir EFEITOS
EXTERNOS ou implique oneração do patrimônio público.
* A publicação não está ligada à validade do ato, mas a sua eficácia, isto é, enquanto não
publicado, o ato não esta apto a produzir efeitos.
* Atos que não tem o conteúdo publicado: Atos de: segurança nacional, inquérito policial,
processo que estão em segredo de justiça.
Obs: Os atos internos não precisam de publicação

5. Princípio da Eficácia: A forma de atuação do agente público, exige-se o melhor


desempenho possível * (desempenho das atividades da melhor forma possível) de suas
atribuições, a fim de obter os MELHORES RESULTADOS.
Obs: Esse princípio veio com a E.C 19, não nasceu com a CF/88.

Princípios Implícitos da Administração Pública

1. Supremacia do Interesse Público: A vontade da administração pública sobre o


particular. Estabelece que toda vez que se tem um conflito de interesses, em que se aloca de
um lado o interesse público e do outro o privado, deverá prevalecer o interesse de todos. A
administração atua voltada aos interesses da coletividade, aos interesses mais básicos e
relevantes a sociedade.
Administração  Particular.
Ex: Desapropriação, intervenção do estado na propriedade privada, clausulas exorbitantes dos
contratos administrativos.

2. Princípio da Indisponibilidade: A administração pública não é dona do bem ou da coisa,


pública, nem titular do interesse público, mas sim o POVO.
Ex: Exigência de concurso público, licitação para aquisição de bens e serviços.

3. Princípio da Continuidade dos Serviços Públicos: Deve ser prestado de forma continua
em casos necessários haverá a paralisação desde, que a população tenha conhecimento prévio.
(Como o serviço público e prestado a sociedade, não pode ser parado.. “Interrompido”), deve
se observar esse princípio especialmente se envolver serviços essenciais à subsistência das
pessoas, como por exemplo, saúde e segurança.
* Em caso de GREVE, 30 % do efetivo devem ficar atuando.

Poderes da Administração

Normativo: Administrativo (administração direta e indireta)

Regulamentar: Estabelecer regras, privativo do chefe do executivo (P.R), para editar decretos
de execução ao fiel cumprimento da lei.

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Hierárquico: Distribuição de função, fiscalização, coordenação e ordenação (é um poder
interno) “relação de subordinação”.
- Delegação: delegar
- Revogação: retornar o poder
- Avocação: atribuir matéria de órgão subordinado, para decidir sobre a matéria,
(tomar para si).

Disciplinar: Apuração de infrações e aplicação de penalidades, (PUNIÇÃO).


Tantos para os servidores que cometam faltas, ou até mesmo um particular sujeito a disciplina
administrativa. (ato vinculado)

De Polícia: Imposição da vontade do estado ao Particular, é a faculdade que o estado tem de


LIMITAR direitos e liberdades em favor da coletividade.
Ex: rodízio de carros em São Paulo.

Atributos do Poder de Polícia

- Coercibilidade: “uso da força” sempre em favor do poder público, usa-se sempre


quando ocorre resistência. Só é lícita a utilização da coercibilidade até o momento em
que se alcança a eficácia, portanto devem ser aplicados com proporcionabilidade.
Ex: não pode um policial militar após prender uma pessoa, continuar usando a força,
sem que haja a necessidade.

- Auto executoriedade: Sem necessidade de autorização judicial, ele o “auto-executa”.


Ex: Embarco de obra que descumpre normas estabelecidas pelo estado, quando concede
porte de arma, licença para dirigir.

- Discricionariedade: “Liberdade de escolha” para agir.

Limitações do Poder de Polícia


* Necessidade; Eficácia e Proporcionalidade.

Vinculado: o agente na prática do ato NÃO TEM LIBERDADE de escolha, devendo agir
conforme o ordenamento jurídico.

Discricionário: o agente TEM UMA CERTA LIBERDADE de escolha dentre a lei, para
agir com conveniência e oportunidade.

Obs: Embora sejam denominados poderes de administração, na verdade


representam características da prática de um ato administrativo.

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Poder Aplicação/Incidência
Quando são estabelecidas regras, através de decretos, regimentos e etc.
Normativo e Regulamentar
Interna (regimentos), Externa (decretos).
Quando há a distribuição e escalonamento das funções dentro dos
órgãos públicos estabelecendo relação de subordinação entre seus
Hierárquico
agentes.
Interna (distribuição de funções)
Quando se apura infrações e aplica penalidades funcionais a seus
Disciplinar agentes e demais pessoa sujeita a disciplina administrativa.
Interna (servidores); Externa (contratos).
Quando o Estado limita ou disciplina direitos, interesse ou liberdade
De Polícia individual, em razão do interesse público. È aplicado aos particulares.
Externa
Quando na prática de um determinado ato, uma norma estipula todos
Vinculado
os requisitos e elementos necessários para a sua validade.
Quando na prática de um determinado ato, o agente público tem
Discricionário
liberdade de escolha para agir com conveniência e oportunidade.

Administração Pública Direta e Indireta

Administração Pública Direta: é o conjunto de ORGÃOS que integram as pessoas políticas


do estado, aos quais foi atribuída à competência para o exercício de forma CENTRALIZADA
de atividades administrativas.
- Desconcentração: é quando o serviço público é dividido dentre os órgãos da administração
pública direta, ficando a titularidade com o órgão superior.

Administração Pública Indireta: é o conjunto de pessoas administrativas que


VINCULADOS à administração direta tem a competência para o exercício de forma
DESCENTRALIZADA de atividades administrativas.

Administração Publica

DIRETA INDIRETA

União Vinculação Autarquia


Estados Fundações Publicas
DF Não Subordinação Empresas Publicas
Municípios Sociedade Economia Mista

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DESCONCENTRAÇÃO DESCENTRALIZAÇÃO

• Delegação * Outorgar (lei)


• Ato unilateral/contrato * Execução/ Titularidade
• Atribui o exercício * Âmbito Externo
• Avocação * Vinculados
• Âmbito interno/subord/órgão * Entidades

Autarquia e Fundações

• Personalidade Jurídica de direito publico


• Não tem finalidade lucrativa
• Goza de imunidade tributária
• Contrata pela lei 8.112 e C.L.T
• Não sujeita a falência (só extinção)
• Bens Impenhoráveis

Sociedade de Economia Mista e Empresas Publicas

• Personalidade jurídica de direito privado


• Tem finalidade lucrativa
• Não tem imunidade tributária (pagam impostos)
• Só contrata pela C.L.T
• Bens penhoráveis
• Sujeitas à falência

OBS:
- Falência
Se for prestadora de empresa publica NÃO pode falir
Se for de intervenção no mercado pode falir (Ex: CEF, BB)

- Processo licitatório: somente para as áreas meio

- Penhora:
Somente em relação a bens da área meio, nunca atividade fim.
As empresas públicas que prestam SERVIÇOS MONOPOLIZADOS gozam de
impenhorabilidade de bens absoluta (Ex: Correios)

Particularidades

Autarquias

• Criada por lei específica (trata de matéria de criação)


• Atividade Típica

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Fundações

• Autorizada por lei (podem ser criadas durante a vigoração da lei)


• Atividade Atípica

Sociedade de Economia Mista

• Autorizada por lei (podem ser criadas durante a vigoração da lei)


• Atividade Atípica
• Deve ser constituída como S/A
• A maioria do capital é público 50% + 1 ação publico
• Têm suas causas julgadas em princípio na justiça comum estadual (TJ’s)

Empresa Publica

• Autorizada por lei (podem ser criadas durante a vigoração da lei)


• Atividade Atípica
• Podem ser constituídas sob qualquer forma admitida pelo direito (S/A e Ltda)
• 100% do capital é público
• Têm suas causas julgadas em princípio na justiça comum federal (TRF’s)

Ato Administrativo

São exercidos com SUPREMACIA (Unilateral)

Conceito: é a externização da vontade da administração pública por meio dos seus


AGENTES. Este ato tem a capacidade de criar direito e obrigações.

Ato Administrativo x Ato Judiciário x Ato Legislativo


Função Típica Sentença Lei

OBS: Atos praticados de acordo com a LESGILAÇÃO PRIVADA (direito civil, comercial)
não têm SUPREMACIA.

Requisitos do Ato Administrativo, para a pratica do Ato é necessário possuir os 5


elementos.

1. Competência: