Universidade do Sul de Santa Catarina

Auditoria de Prestação de Contas Públicas
Disciplina na modalidade a distância

Palhoça UnisulVirtual 2011

Créditos
Universidade do Sul de Santa Catarina – Campus UnisulVirtual – Educação Superior a Distância Reitor Unisul Ailton Nazareno Soares Vice-Reitor Sebastião Salésio Heerdt Chefe de Gabinete da Reitoria Willian Máximo Pró-Reitora Acadêmica Miriam de Fátima Bora Rosa Pró-Reitor de Administração Fabian Martins de Castro Pró-Reitor de Ensino Mauri Luiz Heerdt Campus Universitário de Tubarão Diretora Milene Pacheco Kindermann Campus Universitário da Grande Florianópolis Diretor Hércules Nunes de Araújo Campus Universitário UnisulVirtual Diretora Jucimara Roesler Equipe UnisulVirtual Diretora Adjunta
Patrícia Alberton Secretaria Executiva e Cerimonial Jackson Schuelter Wiggers (Coord.) Marcelo Fraiberg Machado Tenille Catarina Assessoria de Assuntos Internacionais Murilo Matos Mendonça Assessoria de Relação com Poder Público e Forças Armadas Adenir Siqueira Viana Walter Félix Cardoso Junior Assessoria DAD - Disciplinas a Distância Patrícia da Silva Meneghel (Coord.) Carlos Alberto Areias Cláudia Berh V. da Silva Conceição Aparecida Kindermann Luiz Fernando Meneghel Renata Souza de A. Subtil Assessoria de Inovação e Qualidade de EAD Denia Falcão de Bittencourt (Coord) Andrea Ouriques Balbinot Carmen Maria Cipriani Pandini Iris de Sousa Barros Assessoria de Tecnologia Osmar de Oliveira Braz Júnior (Coord.) Felipe Jacson de Freitas Jefferson Amorin Oliveira Phelipe Luiz Winter da Silva Priscila da Silva Rodrigo Battistotti Pimpão Tamara Bruna Ferreira da Silva Assistente e Auxiliar de Coordenação Maria de Fátima Martins (Assistente) Fabiana Lange Patricio Tânia Regina Goularte Waltemann Ana Denise Goularte de Souza Coordenadores Graduação Adriano Sérgio da Cunha Aloísio José Rodrigues Ana Luísa Mülbert Ana Paula R. Pacheco Arthur Beck Neto Bernardino José da Silva Catia Melissa S. Rodrigues Charles Cesconetto Diva Marília Flemming Fabiano Ceretta José Carlos da Silva Junior Horácio Dutra Mello Itamar Pedro Bevilaqua Jairo Afonso Henkes Janaína Baeta Neves Jardel Mendes Vieira Joel Irineu Lohn Jorge Alexandre N. Cardoso José Carlos N. Oliveira José Gabriel da Silva José Humberto D. Toledo Joseane Borges de Miranda Luciana Manfroi Luiz G. Buchmann Figueiredo Marciel Evangelista Catâneo Maria Cristina S. Veit Maria da Graça Poyer Mauro Faccioni Filho Moacir Fogaça Nélio Herzmann Onei Tadeu Dutra Patrícia Fontanella Rogério Santos da Costa Rosa Beatriz M. Pinheiro Tatiana Lee Marques Valnei Carlos Denardin Roberto Iunskovski Rose Clér Beche Rodrigo Nunes Lunardelli Sergio Sell Coordenadores Pós-Graduação Aloisio Rodrigues Bernardino José da Silva Carmen Maria Cipriani Pandini Daniela Ernani Monteiro Will Giovani de Paula Karla Leonora Nunes Leticia Cristina Barbosa Luiz Otávio Botelho Lento Rogério Santos da Costa Roberto Iunskovski Thiago Coelho Soares Vera Regina N. Schuhmacher Gerência Administração Acadêmica Angelita Marçal Flores (Gerente) Fernanda Farias Secretaria de Ensino a Distância Samara Josten Flores (Secretária de Ensino) Giane dos Passos (Secretária Acadêmica) Adenir Soares Júnior Alessandro Alves da Silva Andréa Luci Mandira Cristina Mara Schauffert Djeime Sammer Bortolotti Douglas Silveira Evilym Melo Livramento Fabiano Silva Michels Fabricio Botelho Espíndola Felipe Wronski Henrique Gisele Terezinha Cardoso Ferreira Indyanara Ramos Janaina Conceição Jorge Luiz Vilhar Malaquias Juliana Broering Martins Luana Borges da Silva Luana Tarsila Hellmann Luíza Koing  Zumblick Maria José Rossetti Marilene de Fátima Capeleto Patricia A. Pereira de Carvalho Paulo Lisboa Cordeiro Paulo Mauricio Silveira Bubalo Rosângela Mara Siegel Simone Torres de Oliveira Vanessa Pereira Santos Metzker Vanilda Liordina Heerdt Gestão Documental Lamuniê Souza (Coord.) Clair Maria Cardoso Daniel Lucas de Medeiros Eduardo Rodrigues Guilherme Henrique Koerich Josiane Leal Marília Locks Fernandes Avenida dos Lagos, 41 – Cidade Universitária Pedra Branca | Palhoça – SC | 88137-900 | Fone/fax : (48) 3279-1242 e 3279-1271 | E-mail: cursovirtual@unisul.br | Site: www.unisul.br/unisulvirtual

Gerência de Desenho e Desenvolvimento de Materiais Didáticos
Márcia Loch (Gerente) Desenho Educacional Cristina Klipp de Oliveira (Coord. Grad./DAD) Silvana Souza da Cruz (Coord. Pós/Ext.) Aline Cassol Daga Ana Cláudia Taú Carmelita Schulze Carolina Hoeller da Silva Boeing Eloísa Machado Seemann Flavia Lumi Matuzawa Gislaine Martins Isabel Zoldan da Veiga Rambo Jaqueline de Souza Tartari João Marcos de Souza Alves Leandro Romanó Bamberg Letícia Laurindo de Bonfim Lygia Pereira Lis Airê Fogolari Luiz Henrique Milani Queriquelli Marina Melhado Gomes da Silva Marina Cabeda Egger Moellwald Melina de La Barrera Ayres Michele Antunes Corrêa Nágila Hinckel Pâmella Rocha Flores da Silva Rafael Araújo Saldanha Roberta de Fátima Martins Roseli Aparecida Rocha Moterle Sabrina Bleicher Sabrina Paula Soares Scaranto Viviane Bastos Acessibilidade Vanessa de Andrade Manoel (Coord.) Letícia Regiane Da Silva Tobal Mariella Gloria Rodrigues Avaliação da aprendizagem Geovania Japiassu Martins (Coord.) Gabriella Araújo Souza Esteves Jaqueline Cardozo Polla Thayanny Aparecida B.da Conceição

Jeferson Pandolfo Karine Augusta Zanoni Marcia Luz de Oliveira Assuntos Jurídicos Bruno Lucion Roso Marketing Estratégico Rafael Bavaresco Bongiolo Portal e Comunicação Catia Melissa Silveira Rodrigues Andreia Drewes Luiz Felipe Buchmann Figueiredo Marcelo Barcelos Rafael Pessi

Gerência de Produção

Arthur Emmanuel F. Silveira (Gerente) Francini Ferreira Dias Design Visual Pedro Paulo Alves Teixeira (Coord.) Adriana Ferreira dos Santos Alex Sandro Xavier Alice Demaria Silva Anne Cristyne Pereira Cristiano Neri Gonçalves Ribeiro Daiana Ferreira Cassanego Diogo Rafael da Silva Edison Rodrigo Valim Frederico Trilha Higor Ghisi Luciano Jordana Paula Schulka Marcelo Neri da Silva Nelson Rosa Oberdan Porto Leal Piantino Patrícia Fragnani de Morais Multimídia Sérgio Giron (Coord.) Dandara Lemos Reynaldo Cleber Magri Fernando Gustav Soares Lima Conferência (e-OLA) Carla Fabiana Feltrin Raimundo (Coord.) Bruno Augusto Zunino Produção Industrial Marcelo Bittencourt (Coord.)

Gerência Administrativa e Financeira
Renato André Luz (Gerente) Ana Luise Wehrle Anderson Zandré Prudêncio Daniel Contessa Lisboa Naiara Jeremias da Rocha Rafael Bourdot Back Thais Helena Bonetti Valmir Venício Inácio

Gerência de Ensino, Pesquisa e Extensão
Moacir Heerdt (Gerente) Aracelli Araldi Elaboração de Projeto e Reconhecimento de Curso Diane Dal Mago Vanderlei Brasil Francielle Arruda Rampelotte Extensão Maria Cristina Veit (Coord.) Pesquisa Daniela E. M. Will (Coord. PUIP, PUIC, PIBIC) Mauro Faccioni Filho(Coord. Nuvem) Pós-Graduação Anelise Leal Vieira Cubas (Coord.) Biblioteca Salete Cecília e Souza (Coord.) Paula Sanhudo da Silva Renan Felipe Cascaes

Gerência de Logística

Jeferson Cassiano A. da Costa (Gerente) Logísitca de Materiais Carlos Eduardo D. da Silva (Coord.) Abraao do Nascimento Germano Bruna Maciel Fernando Sardão da Silva Fylippy Margino dos Santos Guilherme Lentz Marlon Eliseu Pereira Pablo Varela da Silveira Rubens Amorim Yslann David Melo Cordeiro Avaliações Presenciais Graciele M. Lindenmayr (Coord.) Ana Paula de Andrade Angelica Cristina Gollo Cristilaine Medeiros Daiana Cristina Bortolotti Delano Pinheiro Gomes Edson Martins Rosa Junior Fernando Steimbach Fernando Oliveira Santos Lisdeise Nunes Felipe Marcelo Ramos Marcio Ventura Osni Jose Seidler Junior Thais Bortolotti

Gerência Serviço de Atenção Integral ao Acadêmico
Maria Isabel Aragon (Gerente) André Luiz Portes Carolina Dias Damasceno Cleide Inácio Goulart Seeman Francielle Fernandes Holdrin Milet Brandão Jenniffer Camargo Juliana Cardoso da Silva Jonatas Collaço de Souza Juliana Elen Tizian Kamilla Rosa Maurício dos Santos Augusto Maycon de Sousa Candido Monique Napoli Ribeiro Nidia de Jesus Moraes Orivaldo Carli da Silva Junior Priscilla Geovana Pagani Sabrina Mari Kawano Gonçalves Scheila Cristina Martins Taize Muller Tatiane Crestani Trentin Vanessa Trindade

Gestão Docente e Discente
Enzo de Oliveira Moreira (Coord.) Capacitação e Assessoria ao Docente Simone Zigunovas (Capacitação) Alessandra de Oliveira (Assessoria) Adriana Silveira Alexandre Wagner da Rocha Elaine Cristiane Surian Juliana Cardoso Esmeraldino Maria Lina Moratelli Prado Fabiana Pereira Tutoria e Suporte Claudia Noemi Nascimento (Líder) Anderson da Silveira (Líder) Ednéia Araujo Alberto (Líder) Maria Eugênia F. Celeghin (Líder) Andreza Talles Cascais Daniela Cassol Peres Débora Cristina Silveira Francine Cardoso da Silva Joice de Castro Peres Karla F. Wisniewski Desengrini Maria Aparecida Teixeira Mayara de Oliveira Bastos Patrícia de Souza Amorim Schenon Souza Preto

Gerência de Marketing
Fabiano Ceretta (Gerente) Relacionamento com o Mercado Eliza Bianchini Dallanhol Locks Relacionamento com Polos Presenciais Alex Fabiano Wehrle (Coord.)

Coordenação Cursos
Coordenadores de UNA Diva Marília Flemming Marciel Evangelista Catâneo Roberto Iunskovski

Moisés Höegenn

Auditoria de Prestação de Contas Públicas
Livro didático Design instrucional Marcelo Mendes de Souza 1ª edição revista e atualizada

Palhoça UnisulVirtual 2011

Responsabilidade fiscal. 1. rev. rev. 2011. Moisés Auditoria de prestação de contas públicas : livro didático / Moisés Höegenn . 188 p. – 1. – Palhoça : UnisulVirtual. 2. Sousa. I.Copyright © UnisulVirtual 2011 Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por qualquer meio sem a prévia autorização desta instituição. Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Universitária da Unisul . 3. Inclui bibliografia.) Projeto Gráfico e Capa Equipe UnisulVirtual Diagramação Patrícia Fragnani de Morais Jordana Paula Schulka (1ª ed. ed. Título. III. [assistente acadêmico Roberta de Fátima Martins]. 28 cm. : il.45 H63 Höegenn. Roberta de Fátima. II. Martins. Edição – Livro Didático Professor Conteudista Moisés Höegenn Design Instrucional Marcelo Mendes de Souza Assistente Acadêmico Roberta de Fátima Martins (1ª ed. rev. e atual. e atual. e atual.) Revisão Ortográfica B2B 657. . Auditoria.. design instrucional Marcelo Mendes de Sousa . Marcelo Mendes de. Prestação de contas.

. . . . . . . . .Sanções aplicáveis pela LRF. . . . . . . . . . . . . . 175 Referências. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Auditoria de prestação de contas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Tomada de Contas Especial. . . . 17 UNIDADE 2 . . . . . . . . . . .Verificação dos relatórios e demonstrações contábeis dos Entes Públicos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 129 UNIDADE 6 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .9 Plano de estudo . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 UNIDADE 3 . . . . . . . . . . . . .Sumário Apresentação. . . . . . . . . . . . . . . 181 Respostas e comentários das atividades de autoavaliação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 UNIDADE 1 . . . . . . . . . . . . .Verificação dos limites estabelecidos pela LRF. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Auditoria de prestação de contas com antecipação de recursos: subvenções. . . . . . . 187 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . conceitos e aplicações . . . . . . . . . 7 Palavras do professor. . . . . . . . 105 UNIDADE 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69 UNIDADE 4 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . auxílios e adiantamentos a pessoas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 177 Sobre o professor conteudista. . . 183 Biblioteca Virtual. . . 155 Para concluir o estudo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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Bom estudo e sucesso! Equipe UnisulVirtual. e-mail e o Espaço Unisul Virtual de Aprendizagem. você tem à disposição diversas ferramentas e canais de acesso tais como: telefone. Nossa equipe técnica e pedagógica terá o maior prazer em lhe atender. Lembre-se que sua caminhada.Apresentação Este livro didático corresponde à disciplina Auditoria de Prestação de Contas Públicas. que é o canal mais recomendado. pois na relação de aprendizagem professores e instituição estarão sempre conectados com você. a “distância” fica caracterizada somente na modalidade de ensino que você optou para sua formação. objetivamos facilitar seu estudo a distância. nesta disciplina. Então. proporcionando condições favoráveis às múltiplas interações e a um aprendizado contextualizado e eficaz. sempre que sentir necessidade entre em contato. pois sua aprendizagem é o nosso principal objetivo. será acompanhada e monitorada constantemente pelo Sistema Tutorial da UnisulVirtual. pois tudo o que for enviado e recebido fica registrado para seu maior controle e comodidade. Ao adotar uma linguagem didática e dialógica. por isso. O material foi elaborado visando a uma aprendizagem autônoma e aborda conteúdos especialmente selecionados e relacionados à sua área de formação. 7 .

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Bons estudos. Na última unidade. ainda. os quais devem estar sempre bem informados e atentos quanto à preservação do patrimônio público.Palavras do professor Caríssimo/a Aluno/a. de gestores omissos quanto à apresentação de suas prestações de contas. da extensão destes danos causados ao erário ou. O presente livro didático trata de um tema extremamente importante para a administração pública e para a população em geral: a Auditoria de Prestação de Contas Públicas. seja como cidadão. A Auditoria de Prestação de Contas Públicas é um dos instrumentos mais importantes de controle da Gestão Pública. Moisés Höegenn. ou. um procedimento específico a ser utilizado para a identificação de responsáveis por danos. você conhecerá a Tomada de Contas Especial. seja de contas anuais. seja como agente público. ainda. na apresentação dos relatórios de gestão fiscal exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. de adiantamentos. Este livro pretende apresentar os principais aspectos a serem verificados na execução de uma auditoria de prestação de contas públicas. tanto por parte dos órgãos oficiais de controle como por parte da população. . Espero que o conteúdo deste livro seja muito proveitoso para você no decorrer de sua vida.

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Ele possui elementos que o ajudarão a conhecer o contexto da disciplina e a organizar o seu tempo de estudos. Exigências básicas previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal . Verificação dos limites aplicáveis pela LRF. . portanto. a construção de competências se dá sobre a articulação de metodologias e por meio das diversas formas de ação/mediação. O Espaço UnisulVirtual de Aprendizagem (EVA).LRF. As atividades de avaliação (a distância. São elementos desse processo: „„ „„ „„ O livro didático. O processo de ensino e aprendizagem na UnisulVirtual leva em conta instrumentos que se articulam e se complementam. aplicáveis aos Estados e Municípios através do Tribunal de Contas dos Estados. Exame e verificação dos relatórios e demonstrações contábeis. O Sistema Tutorial.Plano de estudo O plano de estudos visa a orientá-lo/a no desenvolvimento da disciplina. „„ Ementa Conceitos de Prestação de contas. Sanções aplicáveis pela Lei de Responsabilidade Fiscal . Preceitos legais para utilização do adiantamento. presenciais e de autoavaliação).LRF.

Universidade do Sul de Santa Catarina Objetivos Os objetivos principais desta disciplina são: „„ Apresentar o conceito de prestação de contas no âmbito da Administração Pública e suas características principais. relacionadas às Prestações de Contas Públicas. constatados por intermédio de uma Auditoria de Prestação de Contas Públicas. pelos entes públicos. Indicar as normas legais que regem a realização da despesa por intermédio de adiantamentos. Apresentar os aspectos a serem verificados. nos relatórios e demonstrações contábeis. cuja fiscalização compete aos Tribunais de Contas por intermédio de Auditoria de Prestação de Contas Públicas. 12 . Atualizar o aluno sobre as mudanças. Apresentar as exigências básicas estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal a serem observadas pelos Estados e Municípios. Apresentar os aspectos a serem verificados. por uma Auditoria de Prestação de Contas. quanto à obediência. por uma Auditoria de Prestação de Contas. „„ „„ „„ „„ „„ „„ Carga Horária A carga horária total da disciplina é 60 horas-aula. recentes ou em curso. dos limites de despesa e endividamento estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Abordar as sanções a serem aplicadas aos entes e administradores públicos em decorrência do não atendimento dos limites com despesas e endividamento estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. bem como os aspectos relacionados à Auditoria da Prestação de Contas dos mesmos.

Auditoria de prestação de contas. Conhecerá o histórico do Controle Externo das prestações de contas e. como procedem os adiantamentos a pessoas. 13 . a operacionalização do regime de adiantamento e sua respectiva prestação de contas. a importância da transparência. você vai conhecer os repasses de recursos públicos efetuados a título de Subvenções e Auxílios e suas respectivas prestações de contas. Unidades de estudo: 6 Unidade 1 . Por fim. você vai saber o que é prestação de contas públicas e sua classificação. Unidade 2 – Auditoria de prestação de contas com antecipação de recursos: subvenções. também. você vai conhecer os elementos essenciais das Contas Anuais. por fim. Estes se referem aos resultados que você deverá alcançar ao final de uma etapa de estudo. a seguir. vai aprender como se procede ao controle e a auditoria dos adiantamentos. auxílios e adiantamentos a pessoas Nesta unidade. Vai aprender que o trabalho do controle interno é a base do trabalho do auditor externo. Unidade 3 – Verificação dos relatórios e demonstrações contábeis dos Entes Públicos Nesta unidade. conceitos e aplicações Nesta unidade.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Conteúdo programático/objetivos Veja. Vai aprender. Os objetivos de cada unidade definem o conjunto de conhecimentos que você deverá possuir para o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias à sua formação. outros elementos das Contas Anuais e os procedimentos de exame das Contas Anuais. controle e fiscalização das contas públicas. as unidades que compõem o livro didático desta disciplina e os seus respectivos objetivos.

sua função e as implicações legais dela decorrentes. você vai saber como se procede a fiscalização da Gestão Fiscal e as sanções aplicáveis caso sejam descumpridos os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. você vai conhecer os Demonstrativos Fiscais que compreendem o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal. em especial. Unidade 5 – Sanções aplicáveis pela LRF Nesta unidade. 14 . os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Unidade 6 – Tomada de Contas Especial Nesta unidade.Universidade do Sul de Santa Catarina Unidade 4 – Verificação dos limites estabelecidos pela LRF Nesta unidade. Vai saber quais os elementos a serem verificados em cada um deles. você vai conhecer o que é Tomada de Contas Especial (TCE).

Use o quadro para agendar e programar as atividades relativas ao desenvolvimento da disciplina. Não perca os prazos das atividades.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Agenda de atividades/ Cronograma „„ Verifique com atenção o EVA. Registre no espaço a seguir as datas com base no cronograma da disciplina disponibilizado no EVA. Atividades obrigatórias „„ „„ Demais atividades (registro pessoal) 15 . da realização de análises e sínteses do conteúdo e da interação com os seus colegas e professor. O sucesso nos seus estudos depende da priorização do tempo para a leitura. organize-se para acessar periodicamente a sala da disciplina.

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„„ Identificar a importância da transparência.UNIDADE 1 Auditoria de prestação de contas. Seções de estudo Seção 1 Seção 2 Seção 3 Seção 4 Conceitos de Prestação de Contas Públicas O controle interno como base do trabalho do auditor externo Controle Externo das prestações de contas Evolução histórica Transparência. conceitos e aplicações Objetivos de aprendizagem „„ Conhecer os conceitos de prestação de contas públicas e os responsáveis por sua apresentação. controle e fiscalização das contas públicas . 1 „„ Compreender a importância do Controle Interno para o „„ Compreender a função do Controle Externo das prestações de contas públicas. trabalho de auditoria. do controle e da fiscalização das contas públicas a ser exercida pelo Tribunal de Contas e Poder Legislativo.

e. entende-se a obrigação decorrente de disposições legais. conforme estabelece o parágrafo único do Artigo 70. você compreenderá primeiramente os conceitos de auditoria de prestação de contas. Diante da máxima “onde há poder deve haver controle”. devida e constitucionalmente imbuídos desta função. que consiste na apresentação por pessoas responsáveis pela gestão de recursos públicos. de documentos que expressem a situação financeira e o resultado das operações realizadas sob a sua responsabilidade. tomando por base que o trabalho do auditor é realizado por órgãos de controle. o emprego ou a movimentação dos bens. da Constituição Federal: 18 . vamos conceituar o que é prestação de contas. Para Silva. por iniciativa pessoal.Universidade do Sul de Santa Catarina Para início de estudo Ao desenvolver seu estudo nesta disciplina. nesta seção. é um trabalho que deve ser acompanhado mais efetivamente pela sociedade.Conceitos de Prestação de Contas Públicas Você vai estudar. (2002) Prestação de Contas é quando o responsável está obrigado. O dever de prestar contas é uma obrigação de quem trabalha com recursos públicos. Seção 1 . a comprovar ante o órgão competente o uso. dentro dos prazos fixados. por este motivo. Por Prestação de Contas. Inicialmente. na sua mais ampla acepção. você verá os conceitos de controle da administração pública. numerários e valores que lhes foram entregues ou confiados. uma série de indicativos de como surgiu a necessidade de se verificar as contas públicas.

incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público Federal. ou que. guarde. pelos Governadores. 75 da Constituição Federal estabeleceu o controle externo federal como paradigma para os Estados e Distrito Federal. e pelo sistema de controle interno de cada Poder. o dever de prestar contas se estende aos administradores e responsáveis das demais esferas de governo (Estados. pelo Presidente da República. ou. arrecade. sociedades 19 „„ Unidade 1 . aplicação das subvenções e renúncia de receitas. legitimidade. que utilize. gerencie ou administre dinheiros. economicidade. Estão abrangidos pelo dever de prestar contas os administradores e demais responsáveis por dinheiros. As prestações de contas podem ser classificadas em dois grupos: a) Anuais „„ Prestadas anualmente pelo dirigente máximo da unidade federada. assuma obrigações de natureza pecuniária. Prestadas anualmente pelos demais administradores. pessoas físicas ou jurídicas. orçamentária. no caso da União. e pelos Prefeitos. pública ou privada. empresas públicas. ainda. bens e valores públicos da administração direta e indireta. operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta. no caso dos Estados e Distrito Federal. incluindo dirigentes máximos dos Ministérios e do ente dotado de personalidade jurídica própria. no caso dos Municípios. que recebam recursos públicos para a consecução de determinado fim de interesse público. O art. fundações. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda. A fiscalização contábil. ou seja. financeira. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica. como autarquias.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Art. particulares. Distrito Federal e Municípios). será exercida pelo Congresso Nacional. quanto à legalidade. 70. em nome desta. Parágrafo único. mediante controle externo.

e os correspondentes nos Estados. consolida as contas do Poder Executivo com as contas dos demais Poderes e Órgãos e submete-as ao julgamento do povo. a seguir. de prestar contas da sua gestão e da aplicação dos recursos públicos. apresentamos. Assembleia Legislativa e Câmara Municipal A Administração Pública. Ministério Público e do Tribunal de Contas.Universidade do Sul de Santa Catarina de economia mista. Judiciário. Câmara dos Deputados. em virtude de disposição legal. por intermédio do Chefe do Poder Executivo de cada unidade da federação. o dever dos agentes públicos. quais sejam os integrantes do Poder Legislativo. Distrito Federal e Municípios (Secretários e Dirigentes). sempre coincidente com o ano civil (01 de janeiro a 31 de dezembro de cada ano). assumem a responsabilidade por dinheiros. posto que realizado por órgão político. b) Ordinárias „„ Daqueles que. surge a obrigação. após a emissão do parecer prévio do Tribunal de Contas respectivo. São as chamadas Contas de Governo e o seu julgamento é de teor político. em especial dos ordenadores da despesa (responsáveis pela execução da despesa). Após o encerramento de cada exercício financeiro. por intermédio dos seus representantes. Senado Federal. A título de exemplo. Contas de Governo Legislativo. bens ou valores públicos. o fluxograma das Contas de Governo ou Contas Anuais do Governo do Estado de Santa Catarina: 20 .

Unidade 1 21 . Ministério Público. Poder Judiciário.1 – Fluxo de prestação de contas. Advocacia Geral da União.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Figura 1. os órgãos da administração direta também prestam contas individualizadas da sua gestão. 2007. sem a participação do Poder Legislativo. de um julgamento técnico. pag. Realizam a tomada de contas as seguintes unidades da administração direta: Poder Legislativo. Tribunais de Contas. as quais são apreciadas e julgadas individualmente pelo Tribunal de Contas respectivo. administração direta do Poder Executivo. Trata-se. 28 Tomada de Contas Além da apreciação em conjunto das Contas de Governo. Esta modalidade de prestação de contas é chamada pela doutrina de Tomada de Contas. portanto. Fonte: Solomca.

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Prestações de Contas
As unidades da administração indireta também prestam contas de sua gestão, porém, nem todas integram as Contas de Governo, de forma que são apreciadas à parte. Tal como a tomada de contas, estas prestações de contas são apreciadas e julgadas diretamente pelo Tribunal de Contas de cada unidade da federação, sem a participação do Poder Legislativo. Logo, o julgamento destas prestações de contas é eminentemente técnico. As prestações de contas são apresentadas pelas seguintes entidades:
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autarquias; fundações; empresas públicas; sociedades de economia mista; demais empresas controladas direta ou indiretamente pelo Poder Público; empresas encampadas ou sob intervenção federal; entidades que arrecadam ou gerenciam contribuições parafiscais, mesmo dotadas de personalidade jurídica de direito privado; fundos constitucionais de que trata a Lei nº 7.827/89; fundos de investimentos a que alude o Decreto-Lei nº 1.376/74; fundo partidário, por intermédio de Diretório Nacional e Regional; demais fundos que, por expressa disposição legal ou por decisão do Tribunal, tenham de prestar contas em processo autônomo.

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Auditoria de Prestação de Contas Públicas

Outras Prestações de Contas
Além das prestações de contas já citadas, existem outras, cuja forma e prazos obedecem a regras específicas, as quais estudaremos mais à frente. Neste grupo, podemos destacar:
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convênios, entre entidades públicas ou entre entidades públicas e privadas; responsáveis por entidades ou organizações de direito privado, que se utilizem de contribuições para fins sociais, receba, subvenções ou transferências à conta do Tesouro; os detentores de suprimentos de fundos; os detentores de adiantamentos, os tesoureiros, os pagadores, os agentes recebedores.

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Contas Anuais - Prazo
As normas em vigor na esfera federal, as quais são seguidas por várias unidades da federação, estabelecem os seguintes prazos para apresentação dos processos de tomada e prestação de contas anuais: a) As entidades da administração indireta, incluídas as fundações e sociedades de economia mista instituídas e mantidas pelo Poder Público Federal e as demais empresas controladas direta ou indiretamente pela União, englobando as encampadas ou sob intervenção federal, até cento e cinquenta dias. b) Em relação aos fundos administrados ou geridos por órgão ou entidade federal e às entidades que arrecadem ou gerenciem contribuições parafiscais, bem como as contas nacionais das empresas supranacionais, também em até cento e cinquenta dias. c) Para os demais responsáveis, o prazo é de cento e vinte dias.

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Os prazos acima mencionados são contados da data do encerramento do correspondente exercício financeiro e só poderão ser prorrogados pelo Plenário do Tribunal de Contas da União, observadas as formalidades estabelecidas pelo referido órgão.
É importante observar que os prazos acima mencionados são aplicados no âmbito federal. No caso das administrações estaduais e municipais, é importante que sejam verificados individualmente os referidos prazos, posto que eles podem ser diferentes.

Seção 2 - O controle interno como base do trabalho do auditor externo
Apresentadas, as contas devem ser auditadas, de forma que se verifique a regularidade da utilização e aplicação dos recursos públicos.
Segundo Peter e Machado (2003), a ideia central de auditoria de prestação de contas é a prevenção e a correção de erros ou desvios no âmbito de cada poder ou entidade da administração pública.

No âmbito da administração pública, as auditorias de prestações de contas são realizadas pelo controle interno da própria instituição, também conhecido como auditoria interna, ou pelo controle externo, a cargo do Poder Legislativo e Tribunais de Contas. Os controles internos de uma organização devem ter caráter preventivo e estar voltados para a correção de possíveis desvios que possam ocorrer em determinados parâmetros estabelecidos. Devem permanecer sempre como instrumentos auxiliares de gestão, atendendo a todos os níveis hierárquicos da administração.

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tempestiva e fidedigna. É exercido em uma instância que esteja fora do âmbito do ente fiscalizado. tanto privada quanto pública. de modo a propiciar uma informação segura. Os órgãos de controle interno. é fundamental que todo um sistema de controle e de informação financeira esteja implementado com base em sistemas computadorizados. As Normas Internacionais de Auditoria.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Quanto maior for o grau de adequação dos controles internos. fixam como necessário para um auditor externo exercer suas tarefas uma avaliação preliminar do Sistema de Contabilidade e Sistema de Controle Interno. Unidade 1 25 . como são as coordenadorias de controle interno e as auditorias internas. visto que são recursos públicos que estão sendo geridos. então. pois muitas vezes estão relacionadas ao cumprimento de determinadas leis e regulamentos. próprias da atividade pública. para que tenha maior grau de independência e efetividade em suas ações. de forma integrada. menor será a vulnerabilidade externa das suas contas. a definição do planejamento de seu trabalho. As responsabilidades da administração pública estão inseridas neste contexto e até são mais amplas. visando identificar os riscos de auditoria existentes e. O auditor externo trabalha essencialmente em cima do sistema contábil e de controle interno de uma entidade. emitidas pela Federação Internacional de Contadores (IFAC). A avaliação do controle interno é fator fundamental como instrumento de um planejamento do trabalho de auditoria de forma eficiente e eficaz. Neste aspecto. são parte integrante deste sistema.

nesta época.300 a. foi a partir daí que se iniciou a luta pelo controle parlamentar das finanças públicas. estabeleceu preceitos aos filhos de Israel. Salomão.Universidade do Sul de Santa Catarina Seção 3 . sem consentimento comum. incluiu naquele documento um artigo no qual constava: “Nenhum tributo ou subsídio será instituído no Reino.. tudo descreve”. o povo não participava da fixação dos impostos e dos gastos públicos. era uma espécie de parlamento nacional e estava composto pelos barões e pelo clero. pois o monarca impunha os tributos que desejava e gastava segundo seu poder discricionário. para muitos autores. em 1215 foi outorgada a Carta Magna pelo Rei João Sem Terra que. ou a pagar imposto. recomendando-lhes: “Onde negociares. dele não fazendo parte os demais setores do povo. Moisés regulava as funções da justiça e a arrecadação dos dízimos.Controle Externo das prestações de contas evolução histórica Em 1. é possível dizer que a nobreza não estava preocupada com as despesas do rei. empréstimo ou caridade. Nesta época. verifica e pesa. Na França. nascido no ano de 1032 a. e. pressionado pela nobreza. através de Lei do Parlamento.C. após a Revolução de 1688 e da Declaração dos Direitos. a monarquia considerava patrimônio próprio o tesouro público. Também nesta época.. a menos que seja aprovado pelo Conselho do Reino”. Com tal redação. ficou estabelecido que: A partir desta data nenhum homem será compelido a fazer qualquer doação. 26 . foi a partir de 1789 que a Constituição consagrou o princípio de que “nenhum imposto pode ser cobrado sem o consentimento da nação”. no século XIII.C. O Conselho do Reino. encontrando exato e aceito. mas com os tributos que este lhes impusera. em 1689. Ainda na Inglaterra. e a soberania do príncipe tinha fundamento divino. Na Inglaterra. na Inglaterra. em um dos seus livros canônicos denominado Eclesiastes.

entretanto. estão nos conceitos e tipos de trabalho efetuados pelos auditores externos. havendo. baseados especialmente na auditoria dentro do conceito de revisão contábil.456. de 20 de junho de 1968. por sua vez. a partir da década de 1980/1990. às Administrações dos Estados e Municípios. As mudanças mais marcantes. o Certificado passou a ser substituído pelo Parecer do Auditor. de 1922. A partir de 1949. por consequência. porém. A evolução busca conferir maior eficiência às contratações públicas. mudanças sensíveis nas normas de auditoria e. Ainda nos Estados Unidos. por fim. na qual ficou consagrado o princípio de exclusão de todo o imposto interno ou externo que tivesse por finalidade levantar uma contribuição dos súditos da América sem o consentimento do povo. estendida. com o reconhecimento do controle interno como base para o trabalho do auditor externo. Nos tempos modernos. normalmente adotada pelos auditores internos. foi firmada a Declaração de Direitos. desenvolveu-se a Auditoria de Regularidade ou de Conformidade. de 25 de fevereiro de 1967 (arts. começando pelos Certificados de Auditoria. Os auditores externos emitiram. percebe-se a evolução constante no procedimento de controle da Administração Pública.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Em 1765. através dos tempos. com a edição da Lei nº 5. Com base no Código de Contabilidade da União. fórmula adotada até hoje. sendo. após a revolução de 1774. nos termos do Parecer do Auditor. do Congresso da Filadélfia. 125 a 144). torna-se cada vez mais uma área reservada aos sistemas informatizados. diversos tipos de relatórios. sistematizadas através do Decreto-Lei nº 200. os colonos ficaram revoltados com a determinação do Parlamento de lançar impostos cobrados na Colônia Americana para pagamento de despesas do Governo Inglês. Unidade 1 27 . nos Estados Unidos. que dão maior ênfase ao exame das demonstrações contábeis que. que estabeleceram a reforma administrativa federal.

o uso dos recursos humanos. fixa-se cada vez mais a amplitude do trabalho do auditor externo: emitir um conceito sobre a gestão. Esta divisão de trabalho ocorreu também na área pública. buscará a avaliação dos resultados de cunho social. eficiência. organização. o auditor passou a ser liberado para execução de auditorias operacionais. ficando os Tribunais de Contas mais voltados ao processo de prestação de contas. ainda. realizados pelos organismos de controle interno. Desta forma. Assim. ampliando-se o conceito de exame das peças contábeis para examinar também as estruturas organizacionais. eficácia. Esta nova modalidade de auditoria visa a ampliar o trabalho do auditor. sem deixar de lado as peças contábeis e a prestação de contas. econômica e financeira e. comparando os à resultados a outras organizações que compõem o ambiente externo. 28 . em que a ênfase está mais centrada na verificação dos resultados almejados do que no exame das demonstrações contábeis. efetividade e equilíbrio das contas públicas. mediante procedimentos específicos pertinentes ao controle do patrimônio de um órgão ou entidade. Auditoria Contábil é a técnica que objetiva obter elementos comprobatórios suficientes. ficando cada vez mais latente os conceitos de economicidade. que permitam opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade e se as demonstrações deles originadas refletem adequadamente a situação econômicofinanceira do patrimônio. examinará sua situação patrimonial. além da gestão da entidade. Evoluímos para um conceito de Auditoria Operacional. alicerçados nos trabalhos de auditoria de regularidade. ambiente externo e não apenas sobre o balanço e a prestação de contas da entidade.Universidade do Sul de Santa Catarina Partindo desta premissa. A auditoria Contábil é utilizada no exame dos registros e documentos e na coleta de informações. os resultados do período administrativo examinado e as demais situações nelas representadas.

de forma a evidenciar os resultados de gestão.Os documentos relativos à escrituração dos atos da receita e despesa ficarão arquivados no órgão de contabilidade analítica e à disposição das autoridades responsáveis pelo acompanhamento administrativo e fiscalização financeira e. direta ou indireta. Art. Portanto. não é responsável por prejuízos causados à Fazenda Nacional decorrentes de atos praticados por agente subordinado que exorbitar das ordens recebidas. Art. observados os ditames legais. inclusive fundos especiais. de competência do Tribunal de Contas. Art. estão sujeitos a auditoria. mediante prestação ou tomada de contas: „„ „„ pessoas em diferentes níveis de responsabilidade. estabelece: Art.Os órgãos de contabilidade inscreverão como responsável todo o ordenador da despesa. independentemente de quem os movimente e da sua condição como pessoa física ou como pessoa jurídica.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Todos os recursos originários da lei orçamentária anual. § 2º . autorização de pagamento. unidades da administração direta.o acompanhamento da execução orçamentária será feito pelos órgãos de contabilização.A contabilidade deverá apurar o custo dos serviços. 77 . § 1º . com o objetivo de captar recursos (capital. assim como as receitas próprias e as aplicações da administração federal direta ou indireta. o qual só poderá ser exonerado de sua responsabilidade após julgadas regulares suas contas pelo Tribunal de Contas. O Decreto-lei 200. bem assim. mediante classificação em conta adequada corrente.todo ato de gestão financeira deve ser realizado por força de documento que comprove a operação e registrado na contabilidade. suprimento ou dispêndio de recursos da União ou pela qual responda. 78 .O ordenador de despesas é toda e qualquer autoridade de cujos atos resultarem a emissão de empenho. 80 . 79 . de créditos adicionais. § 5º .O ordenador de despesa. Operação de crédito é uma operação de empréstimo ou de financiamento realizada por entidade da administração pública. dos agentes incumbidos do controle externo. de operações de crédito da União. bens ou serviços) para a realização de seus projetos e/ou empreendimentos. salvo conveniência. de 25 de fevereiro de 1967. Unidade 1 29 .

f) conselhos federais de fiscalizações das profissões liberais. pelo Poder Legislativo. O controle da execução orçamentária. Art. terá por objetivo verificar a probidade da administração. a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos e o cumprimento da Lei de Orçamento. e o art. a Lei nº 4. Em seu art. Entidades da Administração Indireta As entidades que estão sujeitas à auditoria são: a) autarquias. programas e projetos de governo. c) sociedades de economia mista. e outros que movimentem recursos. contratos de concessão. e g) fundos especiais e fundos setoriais de investimentos.Universidade do Sul de Santa Catarina „„ „„ „„ „„ entidades da administração indireta. 82 determina a periodicidade com que a fiscalização efetuada pelo controle externo deverá ser efetivada. d) fundações públicas.320/64 define que o Controle Externo deverá ser exercido pelo Poder Legislativo. 81. 81.320/64. b) empresas públicas. e) serviços sociais autônomos. Os Órgãos Públicos devem prestar contas ao controle externo (Tribunais de Contas) e criar controles internos segundo a Lei 4. 30 .

82. 79. A Constituição Federal reforçou esta ideia de forma clara. 76. Art. ou por fim de gestão. Ao órgão incumbido da elaboração da proposta orçamentária. ou a outro indicado na legislação. Unidade 1 31 . Art. O Poder Executivo. a qualquer tempo.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Art. anualmente. concomitante e subsequente. no prazo estabelecido nas Constituições ou nas Leis Orgânicas dos Municípios. conforme seus artigos 76 a 80: Art. prestação ou tomada de contas de todos os responsáveis por bens ou valores públicos. § 2º Ressalvada a competência do Tribunal de Contas ou órgão equivalente. poderá haver. Além da prestação ou tomada de contas anual. concomitante e subsequente. § 1º As cotas do Poder Executivo serão submetidas ao Poder Legislativo com parecer prévio do Tribunal de Contas ou órgão equivalente. quando determina que o Poder Executivo exerça o controle sem prejuízo das atribuições de órgãos criados especificamente para este fim. caberá o controle estabelecido no inciso III do artigo 75.320/64 estabelece os fundamentos do controle interno. a Câmara de Vereadores poderá designar peritos contadores para verificarem as contas do Prefeito e sobre elas emitirem parecer. 77. Art. O Poder Executivo exercerá os três tipos de controle a que se refere o artigo 75. levantamento. quando instituída em lei. O controle interno deverá realizar auditorias prévias e informar as irregularidades constatadas ao controle externo. A verificação da legalidade dos atos de execução orçamentária será prévia. quando afirma que o Controle Interno deverá ser exercido no âmbito de cada poder. prestará contas ao Poder Legislativo. 78. A mesma Lei nº 4.

destacando: 32 . entre outros). inclusive pela internet. diário oficial. Seção 4 .Transparência. Tal determinação se convencionou chamar de transparência da gestão fiscal.Universidade do Sul de Santa Catarina Parágrafo único . além das prestações de contas e do respectivo parecer prévio emitido pelo Tribunal de Contas. em termos de unidades de medida. controle e fiscalização das contas públicas A Lei Complementar nº 101/2000. do Relatório Resumido da Execução Orçamentária. antes da elaboração das prestações de contas anuais. sendo que estes são demonstrativos contábeis elaborados nos cursos do exercício financeiro. Art. 80. dentro do sistema que for instituído para esse fim. além de introduzir a ampla divulgação da questão da responsabilidade fiscal. quando for o caso.Esse controle far-se-á. Compete aos serviços de contabilidade ou órgãos equivalentes verificar a exata observância dos limites das cotas trimestrais atribuídas a cada unidade orçamentária. conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal. A Lei estabelece que deverá ser dada ampla divulgação em diversos meios de comunicação (periódicos. as prestações de contas evidenciarão o desempenho da arrecadação em relação à previsão. introduziu novas funções para as prestações de contas públicas. Cabe relembrar que as contas do Poder Executivo deverão ficar disponíveis para consulta e apreciação dos cidadãos e instituições da sociedade durante todo o exercício no respectivo Poder Legislativo e no órgão técnico responsável pela sua elaboração. previamente estabelecidas para cada atividade. mural público. o Relatório de Gestão Fiscal e as versões simplificadas desses documentos. Finalmente.

3. Consequentemente. as ações de recuperação de créditos nas instâncias administrativa e judicial. „„ „„ Além da questão da publicidade. 2. em capítulo próprio. Tais normas e limites serão estudados mais adiante. com a utilização racional dos orçamentos e obediência às diretrizes orçamentárias. principalmente no que se refere à: 1. observância dos limites e condições para a contratação de operações de crédito e inscrição de despesas em Restos a Pagar. 5. a Lei de Responsabilidade Fiscal introduziu uma série de normas e limites a serem observados pelos administradores públicos em sua gestão. a gestão fiscal deve se pautar em comportamento equilibrado. 4. destinação dos recursos obtidos com a alienação de ativos. verificação do atingimento das metas estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias. às providências adotadas e as medidas tomadas para o retorno da despesa total com pessoal e das dívidas consolidada e mobiliária aos respectivos limites.Auditoria de Prestação de Contas Públicas „„ as providências adotadas quanto à fiscalização das receitas e ao combate à sonegação. e as medidas destinadas ao incremento das receitas tributárias e de contribuições. observância dos limites de gastos totais pelos Poderes Legislativos Municipais. Unidade 1 33 . A gestão pública tem como ponto alto o processo de planejamento contínuo e permanente com a adoção de instrumentos preconizados pela Constituição Federal. quando houver.

• Esses objetivos estão consignados de forma clara no § 1º do art. ao mesmo tempo. como forma para alcançar equilíbrio nas finanças públicas. esta não foi a tônica na política de gestão de recursos dos administradores públicos até recentemente. „„ 34 . p. Para Nóbrega (2002.Universidade do Sul de Santa Catarina Isto somente é possível se os agentes observarem determinadas regras e gerenciarem a coisa pública com seriedade. garantia de equilíbrio das contas públicas que deverá ser alcançado por meio do estabelecimento de metas de resultado entre receitas e despesas e a aplicação de limites e condições para renúncia de receitas e geração de despesa com pessoal. Prevenir desvios e estabelecer mecanismos de correção e. dessa forma. em todos os níveis de governo. Assim. com ênfase no controle do gasto continuado e do endividamento. os principais objetivos da lei seriam: • • Instituir uma gestão fiscal responsável. Infelizmente. e dele se depreendem os seguintes elementos: „„ „„ ação planejada e transparente. o objetivo precípuo da LRF é implementar. seguridade. 1º da LRF. com maior divulgação das contas públicas e. Modificar profundamente o regime fiscal brasileiro. concessão de garantias e inscrições em restos a pagar. punir administrações e administradores pelos desvios graves e por eventual não adoção de medidas corretivas. tornando-as mais inteligíveis. competência e elevado espírito público. dando um “choque” de transparência no setor público. uma política responsável de gestão dos recursos públicos. Inserir esta filosofia no âmbito da administração pública somente seria possível por meio de norma rígida e severa. 25). operações de crédito. dívida. prevenção de riscos e correção de desvios que afetem o equilíbrio das contas públicas. que realmente viesse a penalizar os relutantes em obedecer aos novos ditames.

Unidade 1 35 . aos quais deve ser dada ampla divulgação pela administração pública. conforme estabelece a Constituição Federal. Síntese Ao desenvolver seu estudo nesta disciplina. Chegamos ao final da primeira Unidade do nosso livro. de documentos que expressem a situação financeira e o resultado das operações realizadas sob a sua responsabilidade. fazer as atividades de autoavaliação e dar uma boa revisada em todo o conteúdo estudado. Os conceitos apresentados nesta unidade são muito importantes para a sequência de seus estudos. na unidade 4. como tarefa permanente.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Portanto. a manutenção do equilíbrio nas contas públicas e atuação permanente na prevenção de déficits. ainda. a limitação nos gastos. Tais demonstrativos serão estudados mais adiante. Estão abrangidos por essa obrigatoriedade os administradores e demais responsáveis por dinheiros. que recebam recursos públicos para a consecução de determinado fim. pessoas físicas ou jurídicas. particulares. Aproveite o momento para ler a síntese. você aprendeu que por Prestação de Contas entende-se a obrigação decorrente de disposições legais. de maneira a estabelecer a compatibilização entre as receitas e a satisfação das demandas sociais. As prestações de contas podem ser classificadas em dois grupos: Anuais e Ordinárias. incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público Federal. a Lei impõe aos agentes públicos. bens e valores públicos da administração direta e indireta. O cumprimento destas determinações é verificado por intermédio dos Demonstrativos Fiscais. que consiste na apresentação por pessoas responsáveis pela gestão de recursos públicos. na sua mais ampla acepção. ou. de interesse público. O dever de prestar contas é uma obrigação de quem trabalha com recursos públicos.

a qual estabeleceu que deverá ser dada ampla divulgação em diversos meios de comunicação (periódicos. diário oficial. base do trabalho do auditor externo. Você aprendeu que a Auditoria Contábil é a técnica que objetiva obter elementos comprobatórios suficientes que permitam opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade. inclusive pela internet. bem como as mudanças mais marcantes nos conceitos e tipos de trabalho efetuados pelos auditores externos. Finalmente. mural público. e se as demonstrações deles originadas refletem adequadamente a situação econômicofinanceira do patrimônio. Você conheceu os prazos atualmente estabelecidos para a apresentação das prestações de contas na esfera federal. as quais são posteriormente submetidas ao controle externo. O auditor externo trabalha essencialmente em cima do sistema contábil e de controle interno de uma entidade. do Relatório Resumido da Execução Orçamentária. tanto privada quanto pública. o Relatório de Gestão Fiscal e as versões simplificadas desses documentos. os resultados do período administrativo examinado e as demais situações nelas representadas. Você conheceu a evolução histórica das prestações de contas. ainda.Universidade do Sul de Santa Catarina Você aprendeu. entre outros). Prestações de Contas e Outras Prestações de Contas. 36 . a cargo do Poder Legislativo e Tribunais de Contas. Você aprendeu que o controle interno. as quais são seguidas por várias unidades da federação. Tomada de Contas. realiza a auditoria das prestações de contas. que as contas podem ser classificadas em Contas de Governo. Os controles internos de uma organização devem ter caráter preventivo e estarem voltados para a correção de possíveis desvios que possam ocorrer em determinados parâmetros estabelecidos. É exercido em uma instância que esteja fora do âmbito do ente fiscalizado. além das prestações de contas e do respectivo parecer prévio emitido pelo Tribunal de Contas. para que tenha maior grau de independência e efetividade em suas ações. você estudou novas funções para as prestações de contas públicas introduzidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Unidade 1 37 . indicando as características de cada uma delas.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Atividades de autoavaliação 1) Explique o que são Contas de Governo. Tomada de Contas e Prestações de Contas (administração indireta).

Universidade do Sul de Santa Catarina 2) Pesquise. de 17 de março de 1964. BRASIL. Legislação Federal. Dispõe sobre a organização da Administração Federal. na internet. BALEEIRO.gov. Atlas. 1995. Convênios e tomadas de contas especiais: manual prático. Cinco aulas de finanças e política fiscal. de 1º de março de 2001.br BRASIL. 1975. Organizador: Alexandre de Moraes. BRASIL.planalto. em todo o Brasil. aum. rev. de 04 de maio de 2000. Constituição da República Federativa do Brasil. João. 2008. 2002.br 38 . 1997. Portaria n. ed. BRASIL. Aliomar. ed. http://www.320. os links de acesso a uma Conta de Governo. stn. São Paulo. 8. 1967. Lei Complementar n. São Paulo: José Bushatsky. 2. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. BRASIL.fazenda. ANGÉLICO. Ambiente Virtual. 25 fev. 3. Lei 4. e ampl. 864. Contabilidade Pública.gov. http://www. uma Tomada de Contas e uma Prestações de Contas (Administração Indireta). ver. Ubiratan. Decreto-Lei nº 200. ed. Saiba mais AGUIAR. Belo Horizonte: Fórum.º 101. de 25 de fevereiro de 1967. p. e poste no EVA. estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências. sites de administração pública.º 59.

gov. stn. 628 p.Auditoria de Prestação de Contas Públicas BRASIL. fazenda. Jesse. GIACOMONI. 1998. Jorge Ulisses Jacoby. 10...gov. 13. ed. São Paulo: Atlas. ed.fazenda. São Paulo: Atlas. ver. Brasília: CFC. de 22 de agosto de 2002.br BRASIL. ______.gov. Orçamento Público. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas. ed. 1999. http://www. de 04 de maio de 2001. Maria Sylvia Zanela.fazenda.br BRASIL..stn. Portaria nº 10. Tomada de Contas Especial. DI PIETRO. 4. de 04 de outubro de 2005.br BURKHEAD.gov.stn. 2004. James. 2009. fazenda. Comentários a Lei n. http://www. Portaria conjunta STN/SOF nº 2 de 08 de agosto de 2007. Belo Horizonte: Fórum. 2001. de 28 de abril de 2005.gov. stn. de 04 de maio de 2000. FERNANDES. e ampl. Portaria Interministral nº 688. Unidade 1 39 . Direito administrativo. Klicia Mª S. Fundamentos de Direito Administrativo.fazenda. atual. http://www. 2001. São Paulo: Atlas. Orçamento público. São Paulo: Atlas. Comentários a Lei 4. Waldo.stn. GUIMARÃES. 2005. http://www. Portaria nº 9. FAZZIO JR.br BRASIL. Uma Abordagem teórica do gerenciamento de custos e avaliação do desempenho na administração pública. et al. Revista Brasileira de Contabilidade março/abril. de 17 de março de 1964. Flávio da. Portaria n. CRUZ. 1971.º 163. São Paulo: Atlas.br BRASIL. http://www.º 101. Altera Anexo II da Portaria nº 163/01.320.

7. Contabilidade governamental – um enfoque administrativo. 2007. 2003. SILVA. SOLONCA. ed. 28 cm 40 . Direito. 1997. Administração Pública. Alvacir Correa dos. Balanços públicos: Teoria e Prática. 1995.º 101/2000: entendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal. 16. Moisés. Direito Administrativo Brasileiro. Rio de Janeiro: Elsevier. Contabilidade pública: Teoria e Prática. 2005. 29. UNIVALI. ed. São Paulo: Malheiros. 2003. Edson Ronaldo. SANTOS. Osvaldo Maldonado. São Paulo: Atlas. Heilio. A Lei 4. Hely Lopes. Brasília: Prisma.. Dicionário de Orçamento. São Paulo: Malheiros. Bacharelado. . SILVA. Brasília: Franco e Fortes. PIRES. José Teixeira. B. Davi. 2004. SANCHES. Planejamento e Áreas Afins.320 comentada. São José. ed. ed. MELLO. Princípio da Eficiência da Administração Pública. João Batista Fortes de Souza. NASCIMENTO. 3. Lei complementar n. Curso de Direito Constitucional Positivo. 17. Brasília: ESAF. 2004. MEIRELLES. 2006. KOAMA. MACHADO JR. Heraldo da Costa. Celso A. Contabilidade Pública: teoria e prática. São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: IBAM. : il. São Paulo: Atlas. Auditoria de prestação de contas / Davi Solonca . 2003. Curso de Direito Administrativo. São Paulo: LTr. 2006. DEBUS. A importância da Obediência ao Princípio da Publicidade nas prestações de contas da Administração Pública em face da Lei de Responsabilidade Fiscal. 2002. 2002. ed. 206 p. NOGUEIRA. – Palhoça: UnisulVirtual. 1999.Universidade do Sul de Santa Catarina HOEGENN. São Paulo: Malheiros. Carlos Alberto Nogueira. REIS. Ilvo. designer instrucional Flavia Lumi Matuzawa – [Viviane Bastos]. Lino Martins da. José Afonso da. KOAMA. Heilio.

UNIDADE 2 Auditoria de prestação de contas com antecipação de recursos: subvenções. „„ Identificar o Regime de Adiantamento. Seções de estudo Seção 1 Seção 2 Seção 3 Seção 4 Seção 5 Seção 6 Subvenções e Auxílios As prestações de contas das subvenções e dos auxílios Adiantamento a Pessoas Operacionalização do Regime de Adiantamento Prestação de Contas do Regime de Adiantamento Controle e Auditoria dos Adiantamentos . suas formalidades e os aspectos relacionados à sua prestação de contas. „„ Diferenciar as subvenções sociais e subvenções econômicas. „„ Identificar os principais elementos das prestações de 2 contas das subvenções e dos auxílios. auxílios e adiantamentos a pessoas Objetivos de aprendizagem „„ Identificar o que são subvenções. „„ Identificar o que são auxílios.

subvenções econômicas.320/64. é oportuno observar o conceito de subvenção. II . comercial. O conceito legal de subvenções está descrito no artigo 12. você conheceu as formas de prestações de contas públicas e suas caracterizações.subvenções sociais. as transferências destinadas a cobrir despesas de custeio das entidades beneficiadas.Subvenções e Auxílios Inicialmente. 379). subvenções e os recursos antecipados. sem finalidade lucrativa. médica e educacional ou para cobrir insuficiência de caixa de entidades estatais”. a seguir transcrito: Art. Segundo Régis Fernandes de Oliveira (2008.) § 3º Consideram-se subvenções. as que se destinem a empresas públicas ou privadas de caráter industrial. como forma de suplementação de recursos. para os efeitos desta lei.Universidade do Sul de Santa Catarina Para início de estudo Na unidade anterior. 42 . você vai conhecer o que são auxílios. A despesa será classificada nas seguintes categorias econômicas: DESPESAS CORRENTES Despesas de Custeio Transferências Correntes DESPESAS DE CAPITAL Investimentos Inversões Financeiras Transferências de Capital (. 12. Seção 1 . bem como a forma como devem ser prestadas as contas destes recursos públicos.. pag.. distinguindo-se como: I . agrícola ou pastoril. parágrafo 3º. da Lei nº 4. Nesta unidade. nos campos especiais de assistência social. as que se destinem a instituições públicas ou privadas de caráter assistencial ou cultural. subvenção corresponde ao “auxílio que é propiciado a entes públicos ou privados.

será calculado com base em unidades de serviços efetivamente prestados ou postos à disposição dos interessados obedecidos os padrões mínimos de eficiência prèviamente fixados. Art. Somente à instituição cujas condições de funcionamento forem julgadas satisfatórias pelos órgãos oficiais de fiscalização serão concedidas subvenções. A Lei nº 4. b) as dotações destinadas ao pagamento de bonificações a produtores de determinados gêneros ou materiais. do Município ou do Distrito Federal. II) Das Subvenções Econômicas Art. Estes artigos estão descritos a seguir: I) Das Subvenções Sociais Art.320/64 estabeleceu dois tipos de subvenções. O valor das subvenções. médica e educacional. revelar-se mais econômica. A cobertura dos déficits de manutenção das empresas públicas. a empresa de fins lucrativos. a social e a econômica. sempre que a suplementação de recursos de origem privada aplicados a esses objetivos. igualmente. Art. a qualquer título. Unidade 2 43 . pelo Governo.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Conforme se pode constatar da leitura dos referidos artigos. Fundamentalmente e nos limites das possibilidades financeiras a concessão de subvenções sociais visará a prestação de serviços essenciais de assistência social. Parágrafo único. de natureza autárquica ou não. 18. de gêneros alimentícios ou outros materiais. 19. salvo quando se tratar de subvenções cuja concessão tenha sido expressamente autorizada em lei especial. em seus artigos 16 a 19. A Lei de Orçamento não consignará ajuda financeira.320/64. como subvenções econômicas: a) as dotações destinadas a cobrir a diferença entre os preços de mercado e os preços de revenda. 16. 17. farse-á mediante subvenções econômicas expressamente incluídas nas despesas correntes do orçamento da União. do Estado. Consideram-se. estabelece as regras gerais a serem observadas pelos entes da federação para a concessão de subvenções. a Lei nº 4. Parágrafo único. sempre que possível.

Tais subvenções destinam-se à manutenção de entidades assistenciais sem fins lucrativos (hospitais. as subvenções sociais têm por objetivo cobrir despesas de custeio. previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias. visando cobrir direta ou indiretamente necessidades de pessoa física ou déficits de pessoas jurídicas.Universidade do Sul de Santa Catarina A Lei Complementar nº 101/2000. 12 e 16 a 19). „„ „„ „„ As exigências a serem atendidas pela instituição interessada variam conforme a regulamentação editada por cada ente da federação (União. em seu art. conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal. santas casas. Via de regra. finalidades específicas dos recursos e outras condições que delimitem claramente o universo dos beneficiados. previsão (dotação) na Lei Orçamentária Anual ou nos créditos adicionais. sem finalidade lucrativa. 26.320/64. critérios. áreas de atuação dos beneficiados. atendimento dos requisitos da Lei 4. médica e educacional. quando se encontram em situação financeira deficitária. escolas de educação especial). assim entendidas aquelas com a manutenção da atividade. Estados e Municípios). as exigências mínimas estabelecidas são as que seguem: 44 . Tais instituições devem prestar serviços essenciais de assistência social.320/64 (arts. São condições para concessão das subvenções sociais: „„ a edição de lei específica autorizando a concessão da subvenção e fixando as condições. de instituições públicas ou privadas de caráter assistencial ou cultural. trata as subvenções como repasses de recursos públicos ao setor privado. Subvenção Social Conforme estabelecem os artigos 12 e 16 da Lei nº 4.

para a cobertura dos déficits de manutenção. Com relação à Lei 4.320/64. Unidade 2 45 . g) ter prestado contas da aplicação de subvenção ou auxílio anteriormente recebido. d) não dispor de recursos próprios suficientes à manutenção ou ampliação de seus serviços. comercial. agrícola ou pastoril.Auditoria de Prestação de Contas Públicas a) ter sido fundada em ano anterior e organizada até o ano da elaboração da Lei de Orçamento. e atender aos requisitos da Lei 4. consoante os termos do art. ressalta-se que a mera previsão na LDO e na LOA não atende à exigência legal. O repasse de recursos visando cobrir direta ou indiretamente os déficits de pessoas jurídicas depende de autorização em lei específica deve atender às condições estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias.320/64. h) não ter sofrido penalidade de suspensão de transferências em virtude de irregularidade verificada em exame de auditoria. É necessária a edição de uma lei própria definindo a área de atuação e finalidade das entidades. b) não constituir patrimônio de indivíduo (patrimônio pessoal de pessoa física). estar prevista no orçamento ou em seus créditos adicionais.320/64. 26 da LRF. f) ter sido considerada em condições de funcionamento satisfatório pelo órgão competente de fiscalização. Subvenção Econômica Conforme estabelecem os artigos 12 e 16 da Lei nº 4. c) dispor de patrimônio ou renda regular. as subvenções econômicas são destinadas às empresas públicas ou privadas de caráter industrial. e) ter feito prova de seu regular funcionamento e de regularidade de mandato de sua diretoria. e não ter a prestação de contas apresentado vício insanável.

bem como as dotações para amortização da dívida pública. independentemente de contraprestação direta em bens ou serviços. fundações públicas e empresas estatais. para fins de investimentos na infraestrutura de exploração de petróleo da camada pré-sal.) § 6º São Transferências de Capital as dotações para investimentos ou inversões financeiras que outras pessoas de direito público ou privado devam realizar. são auxílios: „„ transferências de recursos em favor de pessoas jurídicas de direito público ou privado. quando no desempenho de suas atribuições essenciais).. para serem aplicados em investimentos ou inversões financeiras. conforme segue: Art. Portanto.. independentemente de contraprestação direta em bens ou serviços. com previsão na lei do orçamento. A despesa será classificada nas seguintes categorias econômicas: (. segundo derivem diretamente da Lei de Orçamento ou de lei especialmente anterior. A título de exemplo. Auxílios Os auxílios estão previstos no artigo 12. ressalvadas as instituições financeiras e o Banco Central do Brasil. empresa da qual detém o controle. 12.Universidade do Sul de Santa Catarina A subvenção econômica beneficia a administração direta e indireta (autarquias. constituindo essas transferências auxílios ou contribuições. podemos citar como auxílio uma eventual transferência de recursos por parte da União à Petrobrás. da Lei nº 4. parágrafo 6º. „„ „„ „„ 46 .320/64.

de acordo com a finalidade da despesa e no valor da parcela das subvenções e dos auxílios. o qual é responsável pelo controle destes recursos. Estados. bilhetes de passagem. com a movimentação completa do período. Os documentos mais comuns solicitados pelas unidades da federação para as prestações de contas de subvenções e auxílios são os relacionados a seguir: a) balancete de Prestação de Contas. auxílios ficarão em poder e guarda do sistema de Controle Interno da unidade gestora repassadora dos recursos.). b) notas de empenho e ordens de pagamento emitidas. e deverão ser compostas de forma individualizada. Os documentos que devem integrar estas prestações de contas dependem da legislação específica de cada unidade da federação (União.As prestações de contas das subvenções e dos auxílios As prestações de contas de recursos antecipados a título de subvenções. Estas prestações de contas são encaminhadas aos Tribunais de Contas. duplicatas. etc.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Seção 2 . guias de recolhimento de encargos sociais e de tributos. c) documento comprobatório das despesas realizadas (notas fiscais. roteiros de viagem. Distrito Federal ou Municípios). d) referências aos processos licitatórios ou justificativas de dispensa ou de inexigibilidade de licitações. quando tratar-se de unidade da Administração Pública. Unidade 2 47 . quando a unidade beneficiada for sujeita às normas pertinentes à licitação. apenas quando requisitado. em se tratando de antecipações de recursos na forma de Transferências a títulos de Auxílios. e) extratos bancários da conta especial. recibo. folhas de pagamento. aos quais compete o julgamento das mesmas. faturas. ordens de tráfego.

e que está conforme as especificações nele consignadas. fazendo a comunicação a respeito ao Tribunal de Contas respectivo. certificando que o material foi recebido ou o serviço prestado. g) declaração do responsável. dos serviços executados. Sobre a Tomada de Contas Especial faremos uma abordagem mais aprofundada na unidade 6.Universidade do Sul de Santa Catarina f) guia de recolhimento de saldo não aplicado. a documentação apresentada não oferecer condições à comprovação da boa e regular aplicação dos dinheiros públicos. deverá tomar imediatas providências para assegurar o respectivo ressarcimento e instaurar a Tomada de Contas Especial. quando se tratar de obra. ou que ocorreu desfalque ou desvio de bens ou outra irregularidade que resulte em prejuízos para a Fazenda Pública. 2. i) declaração passada pelo ordenador da despesa que os recursos foram rigorosamente aplicados aos fins concedidos. 48 . Nas prestações de contas de recursos a título de Auxílios e Subvenções costumam ser permitidas prestações de contas com cópias dos documentos comprobatórios das despesas. com sucinta caracterização das etapas efetuadas e. Quando a autoridade administrativa. devendo ficar em poder da Unidade Gestora beneficiada os documentos originais das despesas. no caso o Sistema de Controle Interno. acompanhado da nota de estorno da despesa ou do comprovante de ingresso na Receita Orçamentária. se for o caso. e 3. acompanhada do respectivo termo de recebimento. As contas são consideradas não prestadas quando: 1. no documento comprobatório da despesa. exceto no caso de adiantamento. exceto quanto aos repasses efetuados às entidades privadas. não apresentadas no prazo regulamentar. verificar que determinada conta não foi prestada. h) declaração do responsável. com documentação incompleta. no caso de sua conclusão. as quais sempre deverão apresentar os documentos originais.

de forma a assegurar a legitimidade da ressalva. „„ as notas fiscais simplificadas devem vir acompanhadas da „„ quando houver saldo de numerário. devem ser anexadas ao processo cópias da guia de recolhimento própria e da nota de anulação de empenho. 155): Unidade 2 49 . „„ não podem conter rasuras ou emendas. „„ devem conter a declaração da autoridade competente do recebimento do material ou serviço constante do comprovante de despesa (liquidação da despesa). o „„ as notas fiscais. relação de mercadorias e preços. nome da Repartição ou do Órgão. Este regime especial é denominado Regime de Adiantamento. exceto as Notas Fiscais à vista. „„ devem registrar a data de sua emissão. INSS. diferente daquele comumente utilizado para a execução da despesa. emitente deve assinar o documento. Caso isso ocorra. pag. duplicatas e faturas devem ser emitidas em „„ todos os comprovantes de despesas devem ter recibo de quitação. etc.). observarão a legislação tributária. „„ os pagamentos efetuados a pessoas físicas e jurídicas Seção 3 . ISS. posto que o processamento se dá por um regime.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Os documentos válidos para comprovação das despesas por intermédio de prestação de contas devem observar o que segue: „„ devem comprovar que a despesa foi realizada dentro do prazo de aplicação para o qual foi concedido o adiantamento (despesas anteriores ou posteriores ao prazo de aplicação não podem ser consideradas como válidas).Adiantamento a Pessoas A concessão de adiantamento a pessoas é uma forma especial de realização da despesa pública. Segundo Kohama (2009. retendo-se na fonte o que for devido (IR.

a seguir transcritos: Art.. Da leitura dos dispositivos legais acima referidos. Legislação aplicável A execução de despesa pública por intermédio do regime de adiantamento. estão nos artigos 65. por sua natureza. pelos Estados ou pelos Municípios. os quais se constituem em exigências mínimas para a concessão dos adiantamentos.Universidade do Sul de Santa Catarina Regime de Adiantamento é um processamento especial da despesa pública orçamentária. através do qual se coloca numerário à disposição de um funcionário ou servidor. (. deve obedecer aos requisitos estabelecidos pelas normas gerais de Direito Financeiro. por meio de adiantamento. O regime de adiantamento é aplicável aos casos de despesas expressamente definidos em lei e consiste na entrega de numerário a servidor. para as quais o procedimento normal não possa ser aplicado. o regime de adiantamento caracteriza-se pela excepcionalidade. Portanto. empenho. Não se fará adiantamento a servidor em alcance nem a responsável por dois adiantamentos. em casos excepcionais. liquidação e pagamento). O pagamento da despesa será efetuado por tesouraria ou pagadoria regularmente instituídos por estabelecimentos bancários credenciados e. 68. seja pela União. 65. Tais requisitos. Art. 69. 68 e 69 da Lei Federal nº 4. não possam obedecer ou depender de trâmites normais.. 50 .320/64. conclui-se que o regime de realização da despesa por intermédio de adiantamento: „„ somente é utilizado em casos excepcionais. a fim de condições de realizar gastos que.) Art. devendo o regime de adiantamento ser utilizado apenas em situações específicas. que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. pois a regra na administração pública é a execução da despesa em todos os estágios previstos na legislação (licitação. sempre precedida de empenho na dotação própria para o fim de realizar despesas.

Assim. ou seja. o auditor. individualmente. que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. instruções normativas.) a serem aplicadas a cada caso. revela que. pelos Estados e pelos Municípios em todo o Brasil. Servidor em alcance é aquele servidor que não prestou contas no prazo estabelecido ou cujas contas não foram aprovadas em virtude de aplicação do adiantamento em despesas diferentes daquelas para as quais o adiantamento foi concedido. uma vez que os problemas e soluções de cada um deles são muito semelhantes entre si. à própria União. etc. observadas as peculiaridades de cada um deles. Portanto. regulamentar. aos Estados e aos Municípios. Uma análise dos regulamentos editados pela União. editado por cada ente da Federação.Auditoria de Prestação de Contas Públicas „„ somente se aplica às despesas expressamente definidas em Lei. de forma que as regras são praticamente uniformes entre si. não se fará adiantamento a servidor em alcance nem a responsável por dois adiantamentos. das exigências mínimas a serem observadas por cada ente da federação em sua concessão. deve estar muito atento ao regulamento às normas legais (lei propriamente dita) e regulamentares (decretos. Unidade 2 51 . os procedimentos adotados pela administração pública são muito semelhantes em todo País. as normas gerais de Direito Financeiro editadas pela União em relação ao Regime de Adiantamento tratam apenas dos pressupostos básicos. via de regra. a União obedece ao seu regulamento próprio. em todo o País. a forma de utilização do Regime de Adiantamento. cada Estado e cada Município devem editar seus regulamentos próprios para execução das despesas sob este regime. Conforme se pode constatar. ao realizar o trabalho de auditoria de prestações de contas de despesas realizadas sob este regime. então. „„ „„ Cumpre. portarias. A regulamentação quanto ao uso do Regime de Adiantamento obedece à regulamentação própria. somente pode ser utilizado para realizar despesas. por intermédio de leis e decretos próprios.

salvo quando não houver na repartição outro servidor. art.872/86. e d) a servidor declarado em alcance. parcial ou total. à tomada de contas se não o fizer no prazo assinalado pelo ordenador da despesa. b) a servidor que tenha a seu cargo e guarda ou a utilização do material a adquirir. inclusive em viagens e com serviços especiais. Excepcionalmente. § 1º O suprimento de fundos será contabilizado e incluído nas contas do ordenador como despesa realizada. sempre precedido do empenho na dotação própria às despesas a realizar. 74): I . nos seguintes casos (Lei nº 4. ou receita orçamentária. assim entendidas aquelas cujo valor. a critério do ordenador de despesa e sob sua inteira responsabilidade.para atender despesas de pequeno vulto. § 3º Não se concederá suprimento de fundos: a) a responsável por dois suprimentos.quando a despesa deva ser feita em caráter sigiloso. não ultrapassar limite estabelecido em Portaria do Ministro da Fazenda. 45. II . procedendo-se. constituirão anulação de despesa. e III . que exijam pronto pagamento. 81 e § 3º do art. poderá ser concedido suprimento de fundos a servidor. 80). ou aplicação indevida. conforme se classificar em regulamento. em cada caso. esgotado o prazo. vamos analisar como é regulamentada a concessão de suprimento de fundos a nível federal. parágrafo único do art. em seus artigo 45 e 47. O Decreto Federal nº 93. § 3º do art.Universidade do Sul de Santa Catarina A título exemplificativo. c) a responsável por suprimento de fundos que. é obrigado a prestar contas de sua aplicação. bem como o limite máximo para despesas de 52 . § 4º Os valores limites para concessão de suprimento de fundos. sem prejuízo das providências administrativas para a apuração das responsabilidades e imposição. e que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. as restituições. se recolhidas após o encerramento do exercício.para atender despesas eventuais. não tenha prestado contas de sua aplicação. por falta de aplicação. automaticamente. 68 e Decreto-lei nº 200/67. das penalidades cabíveis (Decreto-lei nº 200/67. na forma deste artigo. § 2º O servidor que receber suprimento de fundos. estabelece: SEÇÃO V Pagamento de Despesas por meio de Suprimento de Fundos Art.320/64.

  Parágrafo único. temos mais um critério para enquadramento da despesa.) Art. do Ministério da Fazenda. serão fixados em portaria do Ministro de Estado da Fazenda. 47.CPGF. 47. Assim. Estas despesas são definidas em função de seu pequeno valor. restringe-se a atender às especificidades decorrentes da assistência à saúde indígena. qual seja. tendo o decreto delegado competência ao Ministro de Estado da Fazenda para definição destes valores. da Vice-Presidência da República. exceto no tocante às despesas:  I - de que trata o art.  § 5º As despesas com suprimento de fundos serão efetivadas por meio do Cartão de Pagamento do Governo Federal .. vedada a delegação de competência. das repartições do Ministério das Relações Exteriores no exterior. Unidade 2 53 . para atender a peculiaridades dos órgãos essenciais da Presidência da República. nos termos do autorizado em portaria pelo Ministro de Estado competente e nunca superior a trinta por cento do total da despesa anual do órgão ou entidade efetuada com suprimento de fundos. além da excepcionalidade.  A concessão e aplicação de suprimento de fundos. do Departamento de Polícia Federal do Ministério da Justiça. a definição do que será considerado pequeno valor. obedecerão ao Regime Especial de Execução estabelecido em instruções aprovadas pelos respectivos Ministros de Estado. com relação ao Ministério da Saúde..  A concessão e aplicação de suprimento de fundos de que trata o caput. bem assim de militares e de inteligência.  (.  § 6º É vedada a utilização do CPGF na modalidade de saque. As normas regulamentares indicadas definem claramente situações em que o gestor público poderá lançar uso do suprimento de fundos. e  II - decorrentes de situações específicas do órgão ou entidade. ou adiantamentos. dentre as quais se destaca a definida no inciso III. do Ministério da Saúde.Auditoria de Prestação de Contas Públicas pequeno vulto de que trata este artigo. bem como dos limites para concessão de suprimentos de fundos. que trata do uso do mesmo para atendimento de despesas de pequeno vulto.

que os limites referem-se a cada despesa.25% do valor constante na alínea “a” do inciso II do art. ou seja. definido em nível de subitem de conta contábil. vedado o fracionamento de despesa ou do documento comprobatório.Universidade do Sul de Santa Catarina A Portaria do Ministro da Fazenda nº 95/2002.666/93 como limite máximo de despesa de pequeno vulto. §2o Os limites a que se referem este artigo são o de cada despesa. entendido como tal a fragmentação das aquisições. a Portaria veda o fracionamento da despesa.666/1993. com o objetivo de burla ao procedimento licitatório. 23 da Lei no 8.00 e R$ 1. Quando movimentado por meio do Cartão de Pagamentos do Governo Federal.00 para compras e outros serviços e R$ 375. Para fins de apuração de fracionamento da despesa. R$ 800. em seu artigo 2º. estabelece: Art. 23 da Lei supra mencionada. ou seja. respectivamente. quando o suprimento for movimentado por intermédio de conta corrente bancária.25% dos valores relativos à modalidade de licitação convite. no caso de execução de obras e serviços de engenharia. 54 . no caso de compras e outros serviços. Portanto.25% do valor constante na alínea “a” do inciso I do art. aplicada ao âmbito federal. R$ 200. Com o intuito de impedir qualquer burla ao citado parâmetro.500. para adequação a esse valor. fixa os limites para concessão de suprimento de fundos e para os pagamentos individuais de despesas de pequeno vulto e. § 1o Os percentuais estabelecidos no caput deste artigo ficam alterados para 1% (um por cento).00. os valores acima ficam ampliados para 1%. quando utilizada a sistemática de pagamento por meio do Cartão de Crédito Corporativo do Governo Federal. a Portaria estabelece o limite de valor para despesa de pequeno vulto em 0. conforme estabelecidos na Lei 8. e de 0.00 para execução de obras e serviços de engenharia. sendo somados os valores de dispensa de licitação e suprimento de fundos. o critério utilizado é o do subelemento da despesa. Deve-se observar que a referida Portaria estabelece no parágrafo 2º do artigo 2º. 2o Fica estabelecido o percentual de 0.

de modo a evitar o uso de suprimento de fundos indiscriminadamente. o gestor deve atentar para necessidade de zelar por um bom planejamento das compras e contratações de sua unidade.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Para melhor compreender esta situação. Portanto. é conveniente exemplificar alguns gastos passíveis de realização por intermédio do regime de adiantamento: Unidade 2 55 . ou seja: „„ a sua concessão depende de existência prévia de dotação orçamentária e empenho na dotação própria. deve realizar-se em casos excepcionais. „„ „„ „„ Sempre lembrando que cada ente da federação estabelece suas regras próprias para concessão de suprimentos de fundos. estará caracterizado o fracionamento indevido da despesa. observe o seguinte exemplo: Uma unidade da administração pública adquire resmas de papel. Finalidade Embora seja uma forma de processamento especial da despesa orçamentária. II – Lei 8666/93) é suficiente para caracterizar uma licitação na modalidade Convite. que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. 24. deve obedecer à legislação relativa aos procedimentos licitatórios. o regime de adiantamento subordina-se a todos os trâmites a que está sujeita a despesa pública orçamentária. pois isto poderá caracterizar fracionamento indevido de despesas. e o valor total das aquisições (somado os valores adquiridos por dispensa com fulcro no art. não pode ser utilizado para despesas já realizadas nem maiores que as quantias já adiantadas. por meio de suprimento de fundos.

de pagamento de despesa com segurança pública. café e lanche. de assistência ou educação. de aquisição de livros. de carga de máquina postal. radiogramas. „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ Considera-se despesa miúda e de pronto pagamento: a) a que se fizer: „„ com selos postais. quando as circunstâncias não permitirem o regime comum de fornecimento. de representação eventual e gratificação de representação. telegramas. transportes urbanos. de despesa com alimentação em estabelecimento militar. cuja realização não permita delongas. revistas e publicações especializadas destinadas a bibliotecas e coleções. de transporte em geral. de diligência administrativa. penal. de diária e ajuda de custo. de despesas de conservação.Universidade do Sul de Santa Catarina „„ pagamento de despesas extraordinária e urgente. de despesa miúda e de pronto pagamento. 56 . de diligência policial. à matéria-prima e material de consumo. pequenos carretos. de excursões escolares e retorno de imigrantes nacionais. lavagem de roupa. de despesa judicial. ou de despesa que tenha que ser efetuada em lugar distante da repartição pagadora. materiais e serviços de limpeza e higiene. quando declarado o estado de guerra ou de sítio. inclusive as relativas a combustível.

consideradas suas alterações. ou seja. Unidade 2 57 . inciso II. força e gás. de uso ou consumo remotos. em quantidade restrita. revistas e outras publicações. para cada pequena compra de pronto pagamento contratada verbalmente. „„ b) outra qualquer. assim entendidas aquelas de valor não superior a 5% (cinco por cento) do limite estabelecido no artigo 23. telefone. salvo o de pequenas compras de pronto pagamento. Logo. para uso e consumo próximo ou imediato.00 (quatro mil reais) e é alterado em cada oportunidade em que se alteram os limites para os processos licitatórios. alínea “a”. correrão pelos itens orçamentários próprios.Auditoria de Prestação de Contas Públicas pequenos consertos. e aquisição avulsa. há um limite de 5% do valor estabelecido no artigo 23. água. no interesse público. alínea a desta Lei. jornais.000. de desenho. desde que devidamente justificada. em quantidade restrita. A legislação determina que as despesas com artigos em quantidade maior. feitas em regime de adiantamento. sem qualquer formalidade. „„ com encadernações avulsas e artigos de escritório. para uso e consumo próximo ou imediato. inciso II. A Lei Federal nº 8. Tal valor atualmente corresponde a R$ 4. em seu artigo 60. de livros. prevê: É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração. com artigos farmacêuticos ou de laboratório. luz. impressos e papelaria. de pequeno vulto e de necessidade imediata. não podendo utilizar-se ou enquadrar-se como despesa miúda e de pronto pagamento.666/93.

classificam-se em dois tipos: a) Base mensal – o prazo de aplicação será o do período para o qual foi concedido. 2. este prazo poderá ser prorrogado.Operacionalização do Regime de Adiantamento Formalidades A concessão do adiantamento se inicia através de requisição.Universidade do Sul de Santa Catarina Seção 4 . 3. dispositivo legal em que se baseia ou a autorização da autoridade competente. nome e o cargo do responsável pelos recursos (quem vai receber o adiantamento e gerenciá-lo). o tipo de gasto e o código contábil da dotação orçamentária da despesa a ser realizada. ou de 30 dias subsequentes ao recebimento dos recursos adiantados. via de regra. o prazo de aplicação. b) Único – o prazo de aplicação é fixado pelo órgão ou autoridade competentes. pois os procedimentos desta despesa possuem algumas particularidades. 58 . desde que devidamente justificado mediante comunicação imediata ao Tribunal de Contas. 5. feita a necessária comunicação ao Tribunal de Contas. na qual deve constar expressamente: 1. 4. podendo ser prorrogado em face da justificação devida. Em casos excepcionais. Esgotado o prazo estipulado. no caso de despesa com representação. o responsável fica obrigado a prestar contas. com a indicação de seu CPF e RG. devendo dar entrada das contas no órgão respectivo no prazo de 30 dias. Os adiantamentos. além da classificação da despesa. é necessário mencionar esse fato. prazo este improrrogável.

devem ser instruídas com os comprovantes de despesa originais. devem registrar a data de sua emissão. devem conter a declaração. 59 „„ „„ „„ „„ „„ Unidade 2 . de forma a assegurar a legitimidade da ressalva. uma via da nota de empenho e do balancete. feito a servidor. as notas fiscais. além dos comprovantes originais das despesas e exame analítico. de quem de direito. numerados em sequência pelo órgão de origem. todos os comprovantes de despesas devem ter recibo de quitação. do recebimento do material ou serviço constante do comprovante de despesa (liquidação da despesa). não podem conter rasuras ou emendas. duplicatas e faturas devem ser emitidas em nome da Repartição ou Órgão.Prestação de Contas do Regime de Adiantamento Adiantamento comum As prestações de contas de adiantamento comum. o emitente deve assinar o documento. Caso isso ocorra. e devem conter. compatíveis com a despesa autorizada previamente.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Seção 5 . o que deverá ser comprovado no conjunto de documentos que formarão o processo de prestação de contas. Os documentos válidos para comprovação das despesas por intermédio de prestação de contas devem observar o que segue: „„ devem comprovar que a despesa foi realizada dentro do prazo de aplicação para o qual foi concedido o adiantamento (despesas anteriores ou posteriores ao prazo de aplicação não podem ser consideradas como válidas). Estes processos devem ser montados individualmente. exceto as Notas Fiscais à vista.

dentro de critérios razoáveis. respeitado o interesse público. se for o caso. livros e outras publicações de interesse do gabinete. os pagamentos efetuados à pessoas físicas e jurídicas observará a legislação tributária. dos secretários de Estado e dos dirigentes das entidades autárquicas. retendo-se na fonte o que for devido (IR. quando patrocinados pelos órgãos ou quando deles participe. 60 . Dentre os mais comuns. c) gastos com aquisição de jornais. ISS.Universidade do Sul de Santa Catarina „„ as notas fiscais simplificadas devem vir acompanhadas da relação de mercadorias e preços. INSS. sempre quando haja dotação orçamentária específica e desde que diretamente relacionados com seus objetivos.). devendo. constar dos comprovantes o motivo da despesa e a indicação do beneficiário. no âmbito do Poder Executivo e nos gabinetes dos chefes dos Poderes Legislativo e Judiciário. etc. revestidos de representatividade e em razão do cargo ou função. não se admitindo aqueles realizados pelos integrantes dos respectivos gabinetes e assessorias ou em companhia destes. recepções. podemos citar os seguintes gastos: a) gastos com segurança e comunicação. d) despesas com realização de solenidades. b) gastos com alimentação. „„ „„ Adiantamento referente a gastos com representação Os adiantamentos com gastos de representação abrangem gabinetes do governador e vice-governador do Estado. congressos. por isso. os quais devem ser realizados com moderação. revistas. A gama de despesas de representação é relativamente extensa. quando houver saldo de numerário. devem ser juntados ao processo cópias da guia de recolhimento própria e da nota de anulação de empenho. certames.

e o julgamento de sua regularidade é realizado pelo Tribunal de Contas respectivo. g) despesas com hóspedes oficiais ou personalidades que as autoridades indicadas devem receber. f) despesas de transporte.Auditoria de Prestação de Contas Públicas e) despesas com placas comemorativas. medalhas. limitando-se o número mínimo necessário de integrantes de comitivas e. atendidos o interesse público e a razoabilidade dessas despesas. sempre que ofertados em decorrência de cargos ou funções. decorrentes do relacionamento íntimo ou social. Unidade 2 61 . Seção 6 . impedir a concessão de novo adiantamento a quem não prestou contas de adiantamento anterior. respeitada a relação do interesse público e a razoabilidade de gastos. respeitado o interesse público. não compreendidos os presentes de qualquer natureza. sempre no exercício de seus cargos ou funções. Dentre as providências importantes do exercício do controle. suas comitivas e corpo de segurança. bem assim. Esse controle e auditoria tem por objetivo verificar o cumprimento das formalidades legais de sua aplicação. taças. troféus.Controle e Auditoria dos Adiantamentos O controle e a auditoria das prestações de contas dos adiantamentos são feitos pela unidade de controle interno do órgão a que esteja vinculado o responsável pelo adiantamento. quando em viagem ou em deslocamento das autoridades mencionadas. o corpo de segurança. podemos destacar: 1. distintivos. hospedagem e alimentação.

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2. diligenciar para que o responsável por adiantamento preste contas no prazo estabelecido ou no prazo de prorrogação; 3. verificar se as prestações de contas estão devidamente instruídas com todos os documentos necessários; 4. comunicar mensalmente ao Tribunal de Contas as entregas de numerário levantado sob regime de adiantamento, relacionando o servidor que o recebeu e a quantia recebida. É importante ressaltar os procedimentos a serem observados para o atendimento do artigo 69 da Lei nº 4.320/64, que diz: “Não se fará adiantamento a servidor em alcance nem a responsável por dois adiantamentos”. Neste caso, é importante observar: a) alcance, em termos legais, decorre da não prestação de contas no prazo estabelecido ou não aprovação de contas em virtude de aplicação do adiantamento em despesas diferentes daquelas para as quais o adiantamento foi concedido; b) não prestadas as contas no prazo estabelecido ou não havendo aprovação das mesmas, o responsável pode ficar, no máximo, com mais um adiantamento na mesma classificação da despesa orçamentária. Se ficar com dois adiantamentos, não poderá receber novo adiantamento enquanto não apresentar a conta do primeiro, ou seja, a conta aprovada, após ter atendido à notificação para regularizá-las, quando haja pendência; c) também se configura o alcance quando se constata desfalque, desvio de bens ou outra irregularidade que venham a ensejar a imediata instauração de processo administrativo, pela autoridade ou órgão competente, sob pena de responsabilidade, fazendo-se, no prazo de 48 horas, comunicação ao Tribunal de Contas. Para fins de controle, o registro de recebimento do adiantamento por parte do servidor dever ser efetuado de forma individualizada, pela Contabilidade, até a devida aprovação das contas, quando então é baixa a responsabilidade do tomador do adiantamento. Tal registro é efetuado no sistema de contas de compensação.
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Auditoria de Prestação de Contas Públicas

Síntese
Nesta unidade, você aprendeu que subvenção corresponde ao auxílio que é propiciado a entes públicos ou privados como forma de suplementação de recursos, nos campos especiais de assistência social, médica e educacional ou para cobrir insuficiência de caixa de entidades estatais, as quais se diferenciam entre sociais e econômicas. Você também tomou conhecimento das condições para concessão das subvenções sociais e econômicas preconizadas pela legislação vigente. Você aprendeu que auxílios são transferências de recursos em favor de pessoas jurídicas de direito público ou privado, para serem aplicados em investimentos ou inversões financeiras, independentemente de contraprestação direta em bens ou serviços e com previsão na lei do orçamento. Você tomou conhecimento, também, das formalidades das prestações de contas de recursos antecipados a título subvenções e auxílios, bem como da competência do sistema de Controle Interno da unidade gestora repassadora dos recursos para controle das mesmas. Você também aprendeu que estas prestações de contas são encaminhadas aos Tribunais de Contas, ao qual compete o julgamento das mesmas. Você aprendeu ainda o que são adiantamentos a pessoas, o conceito, normas legais que os regem, a finalidade e sua operacionalização. Por fim, aprendeu de que forma são prestadas as contas do regime de adiantamento, bem como a quem compete o controle e a auditoria dos adiantamentos.

Unidade 2

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Atividades de autoavaliação
1) Explique o que são subvenções e diferencie as subvenções sociais das econômicas.

2) Responda: a quem devem ser prestadas as prestações de contas dos auxílios ou subvenções? Depois, explique a quem compete o julgamento destas prestações de contas.

3) Explique o que são adiantamentos a pessoas.

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p. estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências. 1975. BRASIL. Convênios e tomadas de contas especiais: manual prático. Constituição da República Federativa do Brasil. 2. BALEEIRO. São Paulo: Atlas. Organizador: Alexandre de Moraes. 2008. de 25 de fevereiro de 1967. Ubiratan. Saiba mais AGUIAR. 1967. Decreto-Lei nº 200. João. rev. 1995. de 17 de março de 1964. São Paulo: Atlas. 8. ANGÉLICO.gov. Cinco aulas de finanças e política fiscal.br BRASIL. de 22 de dezembro de 2006. 3. São Paulo: José Bushatsky.872. Belo Horizonte: Fórum. São Paulo: Atlas. ed. ed. Dispõe sobre a organização da Administração Federal. BRASIL. e ampl. Contabilidade Pública. ver. Dispõe sobre a unificação dos recursos de caixa do Tesouro Nacional. 864. 1997. Unidade 2 65 . atualiza e consolida a legislação pertinente e dá outras providências. 25 fev.senado. 2002. Lei 4.Auditoria de Prestação de Contas Públicas 4) Liste os elementos que devem constar numa requisição de adiantamento. Decreto nº 93. http:// www.320. BRASIL. Dispõe sobre a organização da Administração. ed. aum. Aliomar. Legislação Federal.

320. 1999.br BRASIL. de 04 de maio de 2000. Flávio da. Belo Horizonte: Fórum.. http://www. http://www.gov.gov.º 163. http://www. DI PIETRO.gov. CRUZ. São Paulo: Atlas.br BRASIL. 10. Direito administrativo. fazenda.fazenda.fazenda. http://www. atual.Universidade do Sul de Santa Catarina BRASIL.. http://www. fazenda..fazenda. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas.gov. Portaria conjunta STN/SOF nº 2 de 08 de agosto de 2007. http://www. 1998. São Paulo: Atlas. Tomada de Contas Especial. Jesse. 1971.º 101.br BRASIL. de 22 de agosto de 2002. 4. de 17 de março de 1964. Fundamentos de Direito Administrativo.br BRASIL. Maria Sylvia Zanela. stn. FAZZIO JR. Orçamento público. Altera Anexo II da Portaria nº 163/01.gov. Jorge Ulisses Jacoby. de 04 de maio de 2001.fazenda.br BRASIL.º 101.gov. de 04 de outubro de 2005. ed.stn. Nota Técnica nº 2308 / 2007 / CCONT/STN.br BURKHEAD. 66 .br BRASIL. http://www. São Paulo: Atlas.º 59. ed. Portaria nº 9. Comentários a Lei 4. stn.stn. 2001. Portaria Interministral nº 688. de 04 de maio de 2000. ______.stn.fazenda. e ampl. http://www. de 28 de dezembro de 2007. 2004. Portaria n. Lei Complementar n. Portaria n. Portaria nº 10.stn. de 1º de março de 2001. et al.br BRASIL. São Paulo: Atlas.gov. de 28 de abril de 2005. 2009. Comentários a Lei n. FERNANDES.planalto. ver. stn. 628 p.gov. Waldo.

A Lei 4. 2009. 17. Edson Ronaldo. 10. Unidade 2 67 . rev. Hely Lopes. ed. Balanços públicos: Teoria e Prática. ed. Contabilidade pública: Teoria e Prática. São Paulo: Malheiros. Brasília: Prisma. MELLO. 2003. Administração Pública. Revista Brasileira de Contabilidade março/abril. 2002. 2005. Heraldo da Costa. Planejamento e Áreas Afins. São Paulo: Atlas. 2002. NASCIMENTO. Lei complementar n. 637p. Brasília: Franco e Fortes. Heilio. ed. OLIVEIRA. PIRES. Dicionário de Orçamento. Direito. ed. NOGUEIRA.Auditoria de Prestação de Contas Públicas GIACOMONI. Régis Fernandes de. 2001. São José. Direito Administrativo Brasileiro. UNIVALI. 2006. A importância da Obediência ao Princípio da Publicidade nas prestações de contas da Administração Pública em face da Lei de Responsabilidade Fiscal. e atual. 1997. São Paulo: Malheiros. KOAMA. KOAMA. Rio de Janeiro: IBAM. 2004. James. Heilio. HOEGENN.. SANCHES. São Paulo: Atlas. ed. Bacharelado. Ilvo.º 101/2000: entendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. 2004. Moisés. DEBUS. 2. 2008. 1995. MEIRELLES. Uma Abordagem teórica do gerenciamento de custos e avaliação do desempenho na administração pública. Curso de Direito Administrativo. Carlos Alberto Nogueira. Osvaldo Maldonado. Rio de Janeiro: Elsevier.320 comentada. Celso A. José Teixeira. Orçamento Público. ed. 7. João Batista Fortes de Souza. REIS. Klicia Mª S. 2005. 13. Brasília: CFC. Brasília: ESAF. Curso de Direito Financeiro. São Paulo: Atlas. GUIMARÃES. B. Contabilidade Pública: teoria e prática. MACHADO JR. 29.

Auditoria de prestação de contas / Davi Solonca .Universidade do Sul de Santa Catarina SANTOS. 2007. Alvacir Correa dos. 1999. Curso de Direito Constitucional Positivo. ed. SOLONCA. 28 cm 68 . São Paulo: LTr. ed. Lino Martins da. São Paulo: Atlas. . SILVA. – Palhoça: UnisulVirtual. 2003. 3. SILVA. 206 p. José Afonso da. designer instrucional Flavia Lumi Matuzawa – [Viviane Bastos]. 2003. Princípio da Eficiência da Administração Pública. 16. São Paulo: Malheiros. : il. Davi. Contabilidade governamental – um enfoque administrativo.

UNIDADE 3

Verificação dos relatórios e demonstrações contábeis dos Entes Públicos
Objetivos de aprendizagem
„„

3

Conhecer os elementos que compõem as prestações de contas anuais. Saber o conteúdo dos elementos que compõem as prestações de contas anuais. examinadas numa auditoria de demonstrações contábeis dos órgãos e unidades orçamentárias.

„„

„„ Saber quais as principais contas contábeis a serem

Seções de estudo
Seção 1 Seção 2 Seção 3 Os elementos essenciais das Contas Anuais Outros elementos das Contas Anuais Procedimentos de Exame das Contas Anuais

Universidade do Sul de Santa Catarina

Para início de estudo
As prestações de contas dos gestores públicos, em especial as anuais, já comentadas na unidade 1, ou seja, as prestadas anualmente pelo dirigente máximo da unidade federada (pelo Presidente da República, no caso da União, pelos Governadores, no caso dos Estados e Distrito Federal, e pelos Prefeitos, no caso dos Municípios) e as prestadas anualmente pelos demais administradores, incluindo dirigentes máximos dos Ministérios e do ente dotado de personalidade jurídica própria, como autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, e os correspondentes nos Estados, Distrito Federal e Municípios (Secretários e Dirigentes), são constituídas de diversos documentos. Alguns destes documentos são essenciais, posto que constituem peças exigidas pelas normas gerais de Direito Financeiro, ramo do direito que rege a atividade financeira da administração pública. Estes documentos são os balanços previstos no art. 101 da Lei nº 4.320/64, que são: o Balanço Orçamentário, o Balanço Financeiro, o Balanço Patrimonial e as Demonstrações das Variações Patrimoniais, cujo conteúdo e forma de elaboração você estudou na disciplina Contabilidade Pública.

Seção 1 - Os Elementos Essenciais das Contas Anuais
1. Balanço Orçamentário
Instituído pela Lei nº 4.320/64, por intermédio de seu anexo 12, o Balanço Orçamentário, segundo Piscitelli e outros (2004, p. 381):
[...] demonstrará as receitas previstas e as despesas fixadas, em confronto com as realizadas. O resultado final do exercício será obtido estabelecendo-se as diferenças para mais ou para menos, ou seja, a soma dos excessos e a das insuficiências, que resultam num superávit ou num déficit na execução do orçamento.

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Auditoria de Prestação de Contas Públicas

Lima e Castro (2003, p. 186-187) destacam que “[...] Balanço Orçamentário tem por função demonstrar as receitas previstas e as despesas autorizadas em confronto com as receitas e despesas realizadas (art. 102 da Lei n.º 4.320/64).” Esses Autores asseguram (2003, p. 186-187), ainda, que
[...] do confronto entre as receitas, podem-se avaliar o grau de planejamento e o desempenho da arrecadação em determinado período. Já, se confrontando as despesas, pode-se analisar a postura da administração frente à autorização legislativa que limita a ação do dirigente.

Para melhor assimilação da estrutura de um balanço orçamentário, apresentamos, a seguir, o balanço orçamentário do Estado de Santa Catarina relativo ao exercício de 2008.

Figura 3.1 – Balanço Orçamentário do Estado de Santa Catarina. Fonte: Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina - http://www.sef.sc.gov.br/

O Balanço Orçamentário é complementado pelos anexos 1, 6, 7, 8, 9, 10 e 11, da Lei nº 4.320/64, os quais apresentam detalhamentos da composição do resultado orçamentário, denominado déficit ou
71

Unidade 3

Demonstra a Despesa por Órgãos e Funções. órgão ligado ao Ministério da Fazenda. pela Secretaria do Tesouro Nacional.Demonstra o Programa de Trabalho. para cada título da fonte da receita. Anexo 8 .Demonstra o Programa de Trabalho de Governo.É a demonstração das receitas e das despesas segundo as categorias econômicas. Anexo 7 . As últimas alterações mais significativas nestes anexos foram editadas quando à competência para tais atos era das Secretarias SOF e SEPLAN. detalhando as funções. Anexo 9 . o déficit ou superávit da execução orçamentária. por intermédio do qual se pode verificar a economia de verba orçamentária (despesa inferior à autorizada) ou o estouro 72 . detalhando os projetos e as atividades por órgão e unidade orçamentária. por intermédio da Portaria SOF/SEPLAN nº 8/85. Estes anexos são alterados por intermédio de portarias editadas. Anexo 11 . ligadas ao Ministério da Fazenda e Planejamento. no qual se pode identificar a ocorrência de excesso ou insuficiência de arrecadação em relação ao valor da receita estimada.Universidade do Sul de Santa Catarina superávit orçamentário. Tem por principal função demonstrar o resultado orçamentário em que se destaca o superávit ou déficit corrente.Demonstra as Despesas por Funções. Anexo 6 .Constitui o Comparativo da Despesa Autorizada com a Realizada. atualmente. possibilitando identificar se houve compatibilidade típica entre as atribuições orgânicas e os programas implementados. O conteúdo destes anexos será detalhado a seguir: Anexo 1 .Demonstra o Comparativo da Receita Orçada com a Arrecadada. subfunções e programas e corresponde à consolidação de todas as unidades orçamentárias. por último. Anexo 10 . Subfunções e Programas conforme o vínculo com recursos. ou órgãos. destacando os ordinários dos vinculados. a influência da reserva de contingências e.

320/64. do Balanço Financeiro do Estado de Santa Catarina relativo ao exercício de 2008: Unidade 3 73 . É possível visualizar também a movimentação dos créditos suplementares. por intermédio de seu anexo 13. são registrados a arrecadação das receitas e o pagamento das despesas orçamentárias e extraorçamentárias. seja ele orçamentário ou extraorçamentário. especiais e extraordinários no curso do exercício.. também. bem como os recebimentos e os pagamentos de natureza extraorçamentária.º 4. Lima e Castro (2003. Observe.] apresentará todos os ingressos e dispêndios de recursos conjugados com os saldos de caixa inicial e final do exercício. que movimenta as entradas e as saídas de numerários. os eventos financeiros correlacionados. O Artigo 103. incluindo. a seguir. p. no qual você poderá visualizar todos os balanços e anexos tratados nesta unidade.. Este Sistema tem como fonte alimentadora o Caixa (disponibilidades). 193). do Diploma Legal.320/64. acima transcrito e acrescentam que o mesmo “[. estabelece que o Balanço Financeiro demonstrará a receita e a despesa orçamentárias. 2. Para compreender melhor o conteúdo do referidos anexos. Este demonstrativo tem a finalidade de evidenciar o fluxo de entrada e saída de recursos. consulte o arquivo relativo ao Balanço Geral do Estado de Santa Catarina relativo ao exercício de 2008. O Balanço Financeiro O Balanço Financeiro foi instituído pela Lei nº 4.Auditoria de Prestação de Contas Públicas de verba orçamentária (despesa superior à autorizada). transcrevem plenamente o disposto no Artigo 103. conjugados com os saldos em espécie provenientes do exercício anterior e os que se transferem para o exercício seguinte. ao estabelecerem a definição do Balanço Financeiro.” No Sistema Financeiro. da Lei n.

2 – Balanço Financeiro do Estado de Santa Catarina.sef.sc.br/ 74 .http://www.Universidade do Sul de Santa Catarina Figura 3.gov. Fonte: Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina .

] o Balanço Patrimonial demonstrará a situação estática dos bens. os elementos do Ativo e. além de indicar o saldo patrimonial.. o Passivo Permanente. demonstrará. Ele constitui-se na demonstração contábil que evidencia a posição dos elementos os quais integram o Ativo e o Passivo do ente público em um dado momento. separando os financeiros dos não financeiros (patrimoniais). apresenta a situação estática dos bens. tanto para o Ativo como para o Passivo. 385) esclarece que “[. os elementos do Passivo (PIRES. outrossim. a partir dessa separação. seja ele positivo ou negativo. em ordem decrescente do grau de exigibilidade. a seguir. o Balanço Patrimonial demonstrará: „„ „„ „„ „„ „„ „„ o Ativo Financeiro. Balanço Patrimonial O Balanço Patrimonial tem sua estrutura definida por intermédio do anexo 14 da Lei nº 4. e o Ativo e o Passivo Compensado. Pires (2002. apresentará os elementos patrimoniais. o Passivo Financeiro. A título exemplificativo. o Balanço Patrimonial do Estado de Santa Catarina do ano de 2008. o Ativo Permanente. 2002). O Balanço Patrimonial. o valor do Patrimônio Líquido num determinado momento”. Pires (2006) acrescenta ainda que. apresentamos.320/64.. em ordem decrescente do grau de liquidez. p.Auditoria de Prestação de Contas Públicas 3. ou seja. direitos e obrigações e indicará.320/64. e. de acordo com o Artigo 105 da Lei n. na Contabilidade Pública. direitos. Unidade 3 75 . o Saldo Patrimonial. obrigações.º 4.

sef.br/ 76 .Universidade do Sul de Santa Catarina Figura 3.sc.3 – Balanço Patrimonial do Estado de Santa Catarina.gov.http://www. Fonte: Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina .

320/64 define que “[. por intermédio da Portaria SOF/SEPLAN nº 8/85. indicará o resultado patrimonial do exercício”. atualmente. restos a pagar..Demonstração da Dívida Fundada Interna . 4..Compreende os depósitos de cauções.A dívida fundada interna compreende as dívidas decorrentes de operações de crédito realizadas pela administração para atender a obras e serviços públicos. Unidade 3 77 . ambas realizadas dentro do país.º 4. Estes anexos são alterados por intermédio de portarias editadas. Estes anexos estão descritos a seguir.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Da mesma forma que o Balanço Orçamentário. o Balanço Patrimonial e a Demonstração das Variações Patrimoniais são complementados pelos anexos 16 e 17 da Lei nº 4. os quais apresentam detalhamentos de alguns itens patrimoniais. fianças. juros e outros encargos) e os débitos de tesouraria (operações de crédito por antecipação de receita). contraídos por contratos de operações de crédito (empréstimos) com instituições financeiras ou ainda pela emissão de títulos da dívida pública. o serviço da dívida a pagar (principal. pela Secretaria do Tesouro Nacional. ligadas ao Ministério da Fazenda e Planejamento. cujo vencimento venha a ocorrer num prazo superior a 12 meses.Demonstrativo da Dívida Flutuante . órgão ligado ao Ministério da Fazenda.] a Demonstração das Variações Patrimoniais evidenciará as alterações verificadas no patrimônio. Demonstração das Variações Patrimoniais O Artigo 104 da Lei n. resultante ou independente da execução orçamentária. Anexo 16 . Anexo 17 . consignações. As últimas alterações mais significativas nestes anexos foram editadas quando competência para tais atos era das Secretarias SOF e SEPLAN.320/64.

exatamente. ou seja. fatos que ocorrem independentemente da execução orçamentária. a seguir. bens ou obrigações passam a integrar o Patrimônio e são oriundos de fatos não decorrentes da execução do orçamento. a Demonstração das Variações Patrimoniais do Estado de Santa Catarina relativa ao exercício de 2008. A estrutura da Demonstração das Variações Patrimoniais encontra-se definida no Anexo n. No Sistema Patrimonial são registrados os bens patrimoniais do Estado. aqueles fatos ou registros provenientes da execução do orçamento constante da Lei Orçamentária Anual. Quando independentes. os créditos e os débitos suscetíveis de serem classificados como permanentes ou que sejam resultados do movimento financeiro. 78 . tais como o recebimento de receita e o pagamento de despesas. como. conforme segue. correspondem àqueles valores. por exemplo. os ingressos e baixas de elementos no Patrimônio. Para melhor compreensão de sua estrutura.º 4. o recebimento de um determinado bem por doação.Universidade do Sul de Santa Catarina As Variações Patrimoniais resultantes da execução orçamentária contemplam. assim como as variações patrimoniais provocadas pela execução do orçamento ou que tenham outras origens e o resultado econômico do exercício.320/64.º 15 da Lei n. apresentamos.

http://www.sef.sc.br/ Unidade 3 79 .4 – Demonstração das Variações Patrimoniais do Estado de Santa Catarina. Fonte: Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina .gov.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Figura 3.

em virtude de disposição legal. fundações. ou seja. o Tribunais de Contas costumam elaborar cartilhas de orientação para os órgãos de contabilidade. Usualmente.Outros Elementos das Contas Anuais Além dos demonstrativos estabelecidos pelo Art. no âmbito da União. bens ou valores públicos. 80 . sociedades de economia mista. são acompanhadas. são compostos das peças abaixo arroladas: I) rol de responsáveis. pelos governadores e prefeitos.Universidade do Sul de Santa Catarina Seção 2 . A título exemplificativo. 101 da Lei nº 4. no âmbito da sua competência. II) relatório de gestão. consubstanciadas pelos demonstrativos previstos no Art. empresas públicas. Distrito Federal e Municípios (Secretários e Dirigentes). há instruções mais recentes do Tribunal de Contas da União quanto à formação dos processos de contas ordinárias. os processos de contas ordinárias. além das contas prestadas anualmente pelos demais administradores. assumem a responsabilidade por dinheiros. outros elementos podem ser exigidos quando da apresentação das prestações de contas anuais apresentadas pelo presidente da República. incluindo dirigentes máximos dos Ministérios e do ente dotado de personalidade jurídica própria como autarquias.320/64. de forma a facilitar a compreensão quanto à forma de elaboração destes documentos. as contas anuais. 101 da Lei nº 4. e os correspondentes nos Estados. Para orientar as unidades gestoras quanto ao conteúdo e elaboração destes documentos.320/64. aquelas prestadas anualmente por aqueles que. Os outros elementos que devem acompanhar as contas anuais são definidos pelos Tribunais de Contas respectivos. no mínimo. do relatório de gestão. Via de regra.

VI) certificado de auditoria. Estas exigências quando da prestação das contas anuais são mais simplificadas em virtude de que. estas unidades da federação apresentam mensalmente. geralmente. geralmente são exigidos pelos Tribunais de Contas. atestando haver tomado conhecimento das conclusões nele contidas. pelos governadores e prefeitos. V) relatório de auditoria de gestão.320/64. no curso do exercício.Auditoria de Prestação de Contas Públicas III) declaração expressa da respectiva unidade de pessoal de que os responsáveis constantes do rol estão em dia com a exigência de apresentação da declaração de bens e rendas de que trata a Lei nº 8. ou seja. é o órgão central de contabilidade da União. emitido pelo órgão de controle interno competente. aquelas apresentadas anualmente pelo presidente da República. geralmente. informações e relatórios mais detalhados quanto à execução financeira e orçamentária. os seguintes: „„ Balancete até o último Nível Analítico. sobre o parecer do dirigente do órgão de controle interno competente. via de regra. Unidade 3 81 . VIII) pronunciamento expresso do Ministro de Estado supervisor da unidade jurisdicionada cujo responsável apresenta o processo de contas ordinárias. Quanto às contas de Governo. ou da autoridade de nível hierárquico equivalente. entidades ou instâncias que devam se pronunciar sobre as contas ou sobre a gestão dos responsáveis pela unidade jurisdicionada. dos Estados ou dos Municípios.730. VII) parecer conclusivo do dirigente do órgão de controle interno competente. IV) relatórios e pareceres de órgãos. o relatório circunstanciado do órgão competente que. além das demonstrações previstas no Art. 101 da Lei nº 4. emitido pelo órgão de controle interno competente. Estes relatórios são. de 1993.

Dados e Textos de Licitações Homologadas. pelas unidades gestoras da Assembleia Legislativa. no Estado de Santa Catarina. o Tribunal de Contas.Universidade do Sul de Santa Catarina „„ „„ „„ „„ Razão até o último Nível Analítico. por seus titulares. por intermédio do exame das informações prestadas pelas diversas unidades gestoras que. ao Tribunal de Contas. 82 . A título de exemplo. Inscrição da Dívida Fundada. Participantes do Edital. no conjunto. Dados e Textos de Convênios. Razão até o Último Nível Analítico. Dados e Textos de Contratos. do Ministério Público. as Secretarias de Estado. Mudança do Ordenador da Despesa. as Autarquias e as Fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público Estadual. Bolsas de Trabalho. Dados de Item do Edital. Participantes do Convênio. É importante destacar que o exame das prestações de contas anuais não é realizado somente quando do encerramento do exercício. formarão as Contas Anuais de Governo. por intermédio de meio magnético: „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ Atualização do Plano de Cargos. e Movimento da Dívida Fundada. Conciliação Bancária. as informações que são prestadas mensalmente. a seguir. mas ao longo do exercício. do Tribunal de Justiça. apresentamos. Atualização de Conta Contábil.

Dados de Edital de Concurso. Convidados da Licitação. Alteração de Projetos e Atividades. Proventos de Aposentadorias ou Reformas. Inscrição da Dívida Fundada. Alteração da Dotação Orçamentária. Alteração de Unidades Orçamentárias. Registro de Empenhos Emitidos. Lançamento de Receita. Fundamento Legal da Alteração Orçamentária. Dados de Obras Paralisadas. Pagamento de Empenho. Movimento da Dívida Fundada. Notas Fiscais de Empenhos Pagos. Recibos de Empenhos Pagos. Diárias de Empenhos Pagos. Documentos Diversos de Empenhos Pagos. Unidade 3 83 . Ingressos e Exonerações. Dados da Folha de Pagamento de Empenhos Pagos. Bilhetes de Passagem de Empenhos Pagos. Publicação do Edital.Auditoria de Prestação de Contas Públicas „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ Itens de Participação na Licitação.

empresas públicas. os quais deliberam. bem como o resultado das operações. Seção 3 . de forma que o rol apresentado nos serve apenas a título exemplificativo. e os correspondentes nos Estados. mais uma vez. assim entendidos os Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais ou os Ministros do Tribunal de Contas da União. orçamentária e patrimonial na data do encerramento do exercício. conforme o caso. recomendando. do Estado ou do Município representa adequadamente a posição financeira. de forma que a consulta pode ser realizada on-line. O resultado desta auditoria é apreciado pelos membros. o qual julgará as contas. Tal deliberação constitui o Parecer Prévio às Contas Anuais. acolhendo ou não o parecer prévio do Tribunal de Contas. Distrito 84 . incluindo dirigentes máximos dos Ministérios e do ente dotado de personalidade jurídica própria como autarquias. a aprovação das contas anuais.Universidade do Sul de Santa Catarina Alguns Tribunais de Contas dispõem. sociedades de economia mista. fundações. Quando as contas se referem àquelas prestadas anualmente pelos demais administradores. A aprovação das contas anuais pode ser dar mediante apresentação.Procedimentos de Exame das Contas Anuais A auditoria das Contas Anuais deve atestar se o Balanço Geral da União. de ressalvas e recomendações. de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade aplicados à Administração Pública. que estas exigências variam conforme cada Estado da Federação. ou não. inclusive. sem a necessária intermediação dos órgãos de contabilidade. estando ou não em condições de serem aprovadas. Estadual ou Municipal. ou não. de livre acesso para consulta aos sistemas de processamento de dados de alguns Estados e Municípios. Ressalte-se. o qual é encaminhado posteriormente ao Poder Legislativo Federal.

ou daqueles que. Neste caso. 85 Unidade 3 . os quais julgam as contas. mediante auditoria dos registros contábeis. Para a adequada execução deste trabalho. o procedimento é diferente. Demonstração da Conta Bancos. posto que a competência para julgamento é do Tribunal de Contas respectivo.1 Ativo financeiro Representa as disponibilidades. Sistema Patrimonial 1. o resultado desta auditoria é apreciado pelos membros dos Tribunais de Contas.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Federal e Municípios (Secretários e Dirigentes). algumas contas contábeis mais relevantes sejam monitoradas. A auditoria nos registros contábeis pressupõe que deveremos adentrar a análise contábil do ente público. Documentos necessários para a análise do ativo financeiro: „„ „„ „„ Balancete do Razão. bens ou valores públicos. Extratos Bancários. verificando se os Sistemas Financeiro. em virtude de disposição legal. valores e pendências realizáveis em valores numerários. de ressalvas e recomendações. Patrimonial e Orçamentário estão em conformidade com a legislação. 1. ou não. listamos as principais contas a serem verificadas no procedimento de exame das contas anuais. durante o exercício. é importante que. aprovandoas ou rejeitando-as mediante apresentação. não há participação do Poder Legislativo da esfera de governo respectiva. os créditos. assumem a responsabilidade por dinheiros. Principais Contas a Serem Verificadas A seguir. Nesta segunda hipótese.

Universidade do Sul de Santa Catarina „„ „„ „„ Conciliação Bancária. „„ „„ 1. „„ Rotina de Auditoria: „„ confrontar com a “Demonstração da Conta Bancos” se todas as Contas Bancárias constam do Razão.Disponível Representa o montante das disponibilidades em poder da tesouraria.1 . e efetuar o confronto do movimento bancário com os registros contábeis.1. Rol de Responsáveis por Desvios. „„ 86 . de livre movimentação. „„ Extratos bancários: „„ „„ conferir a sequência diária da movimentação bancária. por imposição de lei. observando se a elaboração é de responsabilidade da Contabilidade. Boletim Financeiro e de Caixa. vinculados à realização de determinadas despesas. Processos de Apuração de Responsabilidade. convênio ou contrato. ou seja. e Slips Contábeis. „„ Vinculados em conta corrente bancária – Destinada a registrar as disponibilidades em estabelecimentos bancários. Alcances e Pagamentos Indevidos. e analisar a Conciliação Bancária. a disponibilidade do Tesouro Estadual na rede bancária. ou em forma de depósitos em bancos. Bancos e Correspondentes: representa a movimentação dos recursos financeiros. verificar se os saldos bancários coincidem com o lançado no Razão e o último Boletim Financeiro do mês. a data e origem dos lançamentos pendentes. Slips são documentos que indicam o lançamento contábil.

c) Responsabilidades em apuração „„ valores devido aos quais estão sendo apurados as irregularidades pela Unidade Gestora ou Diretoria de Auditoria Geral. desvios. desfalques.para suprir necessidades financeiras do Tesouro do Estado. „„ „„ 1. verificar se os pagamentos são efetuados através de Ordem Bancária.Movimentação dos recursos financeiros „„ observar se os recebimentos e pagamentos estão sendo movimentados pela via bancária. decorrentes de pagamentos indevidos. que deverão ser apurados em processo regular. d) Valores Realizáveis „„ valores transferidos pelas Unidades Gestoras com receita própria .2 Realizável Representa a soma dos créditos financeiros da Unidade com relação a diversas pessoas. pagamentos a maior que o empenhado. entre outros. luz e telefone. b) Saldos não recolhidos de adiantamentos „„ não recolhimento dos recebimentos por caixa/tesouraria.2 . e verificar se os recursos vinculados estão sendo utilizados para os fins constantes nos acordos. bem como. a) Pagamentos Indevidos „„ „„ „„ ausência de dotação orçamentária/nota de empenho. serviços de terceiros debitados em faturas de serviços de água. em contas bancárias específicas. convênios e/ou contratos. Unidade 3 87 .Auditoria de Prestação de Contas Públicas 1.1.

Relação dos Pagamentos efetuados pela Unidade.3 Passivo financeiro Representa as dívidas de curto prazo de natureza financeira. Processos de Apuração de Responsabilidade. Slips Contábeis. confrontar os valores com o Rol dos Responsáveis por Desvios. quando houver baixa de responsabilidade (crédito). verificar as medidas administrativas para a regularização dos valores lançados no Realizável. „„ „„ 1. Alcances e Pagamentos Indevidos. solicitar o processo administrativo. constituindo-se a Dívida Flutuante da Unidade Gestora. Notas de Empenho. „„ „„ „„ 88 . Alcances e Pagamentos Indevidos. Rotina de Auditoria: „„ quando houver inscrição de responsabilidade (débito). e Folha de Pagamento de Pessoal/Nota Fiscal/Recibo. Subempenho e Estornos. Relação das Despesas lançadas em Restos a Pagar.Universidade do Sul de Santa Catarina e) Cheques em cobrança „„ cheques devolvidos pelo banco por insuficiência de fundos ou outros motivos. Documentos necessários para a análise do passivo financeiro: „„ „„ „„ „„ „„ „„ Balancete do Razão. Boletim Financeiro e de Caixa. Rol de Responsáveis por Desvios. judicial ou do Tribunal de Contas em que fundamentou-se a Unidade Gestora para proceder referido registro.

o montante da dívida flutuante. Conferir a relação dos Restos a Pagar com as correspondentes Notas de Empenho e/ou Subempenho e respectivos documentos comprobatórios. Confrontar os saldos lançados na conta Restos a Pagar com as disponibilidades financeiras. com as receitas e despesas do mês/ano e com o orçamento da Unidade Gestora. bem assim os depósitos abandonados e os destinados a quem de direito. 36 e 92 da Lei nº 4. inclusive para recurso de decisões administrativas. com identificação do respectivo credor (art. Unidade 3 89 .320/64). no tocante à Ordem Cronológica. „„ „„ „„ „„ b) Depósitos de diversas origens Destinada a registrar os recolhimentos de dinheiro aos cofres públicos. Observar se os pagamentos estão sendo efetuados em consonância com o artigo 5º da Lei das Licitações.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Procedimentos: a) Restos a pagar Representa a soma da despesa regularmente empenhada e não paga até o último dia do(s) exercício(s) anterior(es). dado em caução ou outras garantias. Avaliar se os lançamentos estão devidamente classificados e registrados em Restos a Pagar Processados e Não Processados. Rotina de Auditoria: „„ Confrontar os valores lançados na conta Restos a Pagar com a Relação das Despesas lançadas em Restos a Pagar.

estão sendo escriturados. „„ „„ „„ c) Consignações Representa o registro dos recolhimentos ou pagamentos feitos a esse título. observar os motivos da permanência dos valores na Unidade Gestora. Caixa Econômica. após expirado o prazo de vigência do contrato. a favor de terceiros ou Entidades (Institutos de Previdência. etc. e devidamente retidos os valores da caução. observar se foram revertidos os valores lançados em Caução à Receita Orçamentária (caso. Descontos Judiciais. de Seguros. ou entrega do bem adquirido). IRRF. e Empréstimos consignados. Instituto de Previdência.Universidade do Sul de Santa Catarina Rotina de Auditoria . 90 . verificar se os valores caucionados estão sendo depositados em contas bancárias vinculadas. e administrados através de aplicações no Mercado Financeiro.Cauções: „„ confrontar se os pagamentos decorrentes de notas de empenho.): „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ pensão alimentícia. se existem saldos de contratos já encerrados (devido à conclusão da obra ou serviço. Cia. tenha havido aplicação de penalidades à empresa contratada pela inexecução do contrato). Associações. oriundos de contratos com cláusula de caução. ISS.

plano de saúde. f) Débitos de Tesouraria Destinada a registrar as operações de crédito por antecipação de receita. confrontando com os registros do razão e/ou slips contábeis. verificar se o recolhimento das retenções às Entidades competentes realiza-se dentro dos prazos de competência.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Rotina de Auditoria: „„ com base na Folha de Pagamento. IRRF e ISS. identificar os Consignatários (previdência. verificar se os valores consignados pela Unidade Gestora estão sendo movimentados por conta bancária vinculada. identificar os responsáveis pelo pagamento de multas e juros. Unidade 3 91 . verificar se houve a retenção devida. com base no saldo da conta Consignações. Caso negativo. Instituto de Previdência. identificando as causas e os responsáveis pela apropriação indevida dos valores. com base nos processos de pagamento (Nota de Empenho e documento fiscal/recibo) sujeitos à retenção de INSS. com o objetivo de reservar dotação orçamentária. confrontando com os registros do razão e/ou slips contábeis. não compreendidas no orçamento. pessoal. de acordo com o parágrafo único do artigo 3º da lei nº 4. amortização e juros de empréstimos a entidades autorizadas) e o valor retido. e) Despesa Empenhada a Liquidar Representa a despesa orçamentária. associações. convênios.320/64. etc. „„ „„ „„ „„ d) Despesa empenhada a pagar Representa o total da despesa orçamentária empenhada pendente de pagamento. levantar os valores não transferidos aos consignatários. decorrente de empenhos globais (contratos de obras.).

máquinas e equipamentos diversos. verificar se todos os bens estão com placa de identificação. Objetos Históricos e de Arte. são levantados os bens danificados. Mobiliário. fazendas. veículos. a) Bens Móveis „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ Veículos. Discotecas e Filmagens. e se os arquivos são apropriados para o controle de patrimônio. antieconômicos ou obsoletos. Ativo permanente Destina-se ao registro dos bens.Universidade do Sul de Santa Catarina 2. conforme registro de Bens Permanentes. observando as medidas para responsabilizar „„ „„ „„ 92 . verificar se existem Termos de Responsabilidade pela utilização e guarda do Bem. ou seja. Máquinas. número da nota fiscal de compra. obras em andamento. tipo. Equipamentos e Instalações. demonstrando a origem da incorporação ou desincorporação. utilizados pela administração pública.. e Animais.. licenciamento no DETRAN. o mobiliário em geral. verificar se. edifícios e instalações. Motores e Aparelhos. inclusive os considerados de natureza industrial e militar. valor. inservíveis. Material de Biblioteca. créditos e valores. etc. museus. Rotina de Auditoria: „„ verificar se os bens são registrados de forma analítica e descritiva. bibliotecas. prédios residenciais. periodicamente. marca. etc.

e proceder aos confrontos: Registro dos Bens x Exame Físico.Auditoria de Prestação de Contas Públicas os servidores pelos danos causados e para a alienação/devolução dos bens sem utilização para o PoderPúblico. demonstrando a origem da incorporação ou desincorporação. valor. nos casos de invasão de bens imóveis foram tomadas medidas administrativas e judiciais para a reintegração do bem. Obras em Andamento. Fazendas. „„ Imóveis „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ Edifícios. Rotina de Auditoria: „„ verificar se os bens são registrados de forma analítica e descritiva.. e verificar se anualmente é feito o inventário. Instalações. projetos arquitetônicos. habite-se. Bens Imóveis de Natureza Militar. Prédios Residenciais. custos. licitação para aquisição ou alienação. observando se foram tomadas medidas administrativas para responsabilizar os servidores pelo desaparecimento de bens. etc. „„ verificar se anualmente é feito o inventário. autorização legislativa. verificar se os bens estão sendo utilizados para os serviços de interesse público. observando se. e Terrenos. Unidade 3 „„ „„ 93 . escritura pública de compra e venda. Exame Físico x Registro dos Bens. número da nota fiscal de compra.

Rotina de Auditoria: „„ verificar se os bens são registrados de forma analítica e descritiva. licitação para aquisição ou alienação. nos casos de invasão de bens imóveis. observando se. foram tomadas medidas administrativas e judiciais para a reintegração do bem. Dívida Ativa Tributária. e verificar se anualmente é feito o inventário. e Instrumentos Diversos. escritura pública de compra e venda. habite-se.Universidade do Sul de Santa Catarina De Natureza Industrial „„ „„ „„ „„ „„ Móveis e Utensílios. verificar se estão sendo notificados os contribuintes que deixaram de recolher os impostos devidos. Ferramentas. Veículos. etc.. demonstrando a origem da incorporação ou desincorporação. e Dívida Ativa Não Tributária. autorização legislativa. „„ 94 . número da nota fiscal de compra. Rotina de Auditoria: „„ verificar a regularidade da entrega das GIA’s – Guia de Informação e Arrecadação. „„ „„ b) Créditos „„ „„ „„ Dívida Ativa. projetos arquitetônicos. Máquinas e Acessórios. valor. custos. verificar se os bens estão sendo utilizados para os serviços de interesse público.

emitidos pelas Empresas de Economia Mista. e Verificar os demonstrativos mensais/anuais da posição das ações. Joias. e acompanhar os procedimentos de cobrança da Dívida Ativa na Procuradoria Geral – administrativa e judicial. 95 „„ Unidade 3 . Rotina de Auditoria: Ações/Títulos „„ Verificar se os valores registrados no Razão estão atualizados. verificar se as joias/moedas estão adequadamente guardadas e protegidas contra roubos. verificar se estão sendo remetidas as Certidões de Dívida Ativa à Procuradoria Geral.Auditoria de Prestação de Contas Públicas „„ proceder levantamento referente às notificações parceladas e pendentes de pagamento. „„ Joias/Moedas „„ „„ verificar a origem destes valores. Títulos e documentos diversos. e identificar os motivos de manter estes valores em poder da administração pública. e Almoxarifado. verificar se estão sendo inscritas em Dívida Ativa as notificações que deixaram de ser pagas dentro do prazo legal. „„ „„ „„ c) Valores „„ „„ „„ „„ Ações de Sociedades de Economia Mista. moedas e outros objetos.

observando se estão convenientemente arquivados. operações de crédito efetuadas e. „„ „„ „„ „„ b) Sistema financeiro A auditoria no sistema financeiro está dividida na verificação da Receita Orçamentária e Despesas Orçamentária. Passivo permanente Destina-se ao registro da dívida fundada interna e externa. acompanhar a movimentação a débito e a crédito das operações de crédito. com a seguinte movimentação: „„ Receita orçamentária: destinada ao registro dos recursos auferidos pela Administração. solicitar todos os contratos para confrontar com os registros do Razão. e acompanhar os contratos de renegociação da Dívida Pública do Governo Federal. e 96 . provenientes da execução do orçamento da Receita. analisar os contratos nos termos da Resolução nº 43/2001 do Senado Federal ou anteriores já revogados e demais regulamentações do Banco Central. assim como toda a contabilidade. e Dívida Fundada Externa.Universidade do Sul de Santa Catarina 3. Rotina de Auditoria: „„ verificar se há registros analíticos de cada operação de crédito. a) Dívida Fundada „„ „„ Dívida Fundada Interna. serve de base para se verificar qualquer movimento nas contas específicas e saber se foram devidamente contabilizadas.

c) Demonstração das variações patrimoniais Variações Ativas „„ „„ Resultante da Execução Orçamentária. Alguns destes documentos são essenciais. políticos. e Independente da Execução Orçamentária. Mas este tema será estudo da nossa próxima unidade. você aprendeu que as prestações de contas dos gestores públicos. posto que constituem peças exigidas pelas normas gerais de Direito Financeiro. Além destes procedimentos. as Contas Anuais devem ser analisadas também a luz da Lei de Responsabilidade Fiscal. Síntese Nesta unidade. visando atestar a fidedignidade dos registros constantes das prestações de contas anuais. face à relevância que determinados itens patrimoniais. ou ainda. Variações Passivas „„ „„ Resultante da Execução Orçamentária. e Independente da Execução Orçamentária. 97 Unidade 3 . bem como em virtude de determinados fatores econômicos. em virtude de suspeita quanto ao registro de determinado item patrimonial ou a execução de determinado item orçamentário. são constituídas de diversos documentos. Cumpre destacar que os procedimentos apresentados constituem um elenco básico.Auditoria de Prestação de Contas Públicas „„ Despesa orçamentária: representa a realização da despesa orçamentária do exercício. em especial as Anuais. Estes procedimentos podem sofrer significativas alterações.

101 da Lei nº 4. 7. via de regra. estando ou não em condições de serem aprovadas. é o órgão central de contabilidade da União. orçamentária e patrimonial do Ente na data do encerramento do exercício. 101 da Lei nº 4. Quanto às Contas de Governo. 9.320/64.320/64. da Lei nº 4. no mínimo. Via de regra. geralmente são exigidas pelos Tribunais de Contas. a aprovação das contas anuais. 10 e 11. Tal deliberação constitui o Parecer Prévio às Contas Anuais. as contas anuais. o relatório circunstanciado do órgão competente que. Você viu que outros elementos podem ser exigidos quando da apresentação das prestações de contas anuais apresentadas pelos Chefes do Executivo e as prestadas anualmente pelos demais administradores. bem como o resultado das operações. A auditoria das Contas Anuais deve atestar se o Balanço Geral representa adequadamente a posição financeira.Universidade do Sul de Santa Catarina Você aprendeu que o Balanço Orçamentário é complementado pelos anexos 1. que pode incluir ressalvas e recomendações.320/64.320/64. dos Estados ou dos Municípios. são acompanhadas. do relatório de gestão. no âmbito da sua competência. ou não. recomendando. consubstanciadas pelos demonstrativos previstos no Art. O Balanço Patrimonial bem como o a Demonstração das Variações Patrimoniais. Os outros elementos que devem acompanhar as contas anuais são definidos pelos Tribunais de Contas respectivos. são complementados pelos anexos 16 e 17 da Lei nº 4. denominado déficit ou superávit orçamentário. 98 . O resultado desta auditoria é apreciado pelos Membros dos Tribunais de Contas os quais deliberam. de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade aplicados à Administração Pública. os quais apresentam detalhamentos da composição do resultado orçamentário. 8. além das demonstrações previstas no Art. 6. os quais apresentam detalhamentos de alguns itens patrimoniais.

os que são considerados mais importantes para a verificação quanto à correta confecção das demonstrações contábeis previstas pela Lei nº 4. os quais as julgam.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Quando as contas se referem àquelas prestadas anualmente pelos demais administradores. 2) Dentre os demais elementos das contas anuais. no curso do exercício.320/64. liste. Explique o porquê. aprovando-as ou rejeitando-as mediante apresentação. Atividades de autoavaliação 1) Liste os elementos essenciais das Contas Anuais estabelecidos pela Lei nº 4.320/64. daqueles que são apresentados mensalmente. ou não. de ressalvas e recomendações. o resultado desta auditoria é apreciado pelos membros dos Tribunais de Contas. Unidade 3 99 .

Lei Complementar n. Portaria n. BRASIL. 2008. ed. BALEEIRO. São Paulo: José Bushatsky. ANGÉLICO. estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências. rev. de 1º de março de 2001. João. aum. 1995. ed.Universidade do Sul de Santa Catarina 3) Assinale. Contabilidade Pública. Constituição da República Federativa do Brasil. Saiba mais AGUIAR. 1975.br BRASIL. p. Belo Horizonte: Fórum. ed.planalto.br 100 . dentre as opções a seguir. 2. e) ( ) verificar se os recursos vinculados estão sendo utilizados para os fins constantes nos acordos.gov. c) ( ) analisar os termos de comodato.º 101. d) ( ) analisar a Conciliação Bancária.320. Convênios e tomadas de contas especiais: manual prático. 25 fev. BRASIL.º 59. 864. Legislação Federal. 1997. b) ( ) analisar os contratos de operação de crédito. e ampl. Lei 4. de 25 de fevereiro de 1967. Federal. de 04 de maio de 2000. Organizador: Alexandre de Moraes. Ubiratan. Aliomar. BRASIL. São Paulo: Atlas. 2002. BRASIL. Decreto-Lei nº 200. 3. stn. convênios e/ou contratos. 1967. Cinco aulas de finanças e política fiscal. quais os itens que se referem à uma auditoria de disponibilidades: a) ( ) efetuar o confronto do movimento bancário (extrato) com os registros contábeis.fazenda.gov. http://www. São Paulo: Atlas. bem como. http://www. 8. em contas bancárias específicas. de 17 de março de 1964. ver. Dispõe sobre a organização da Administração. São Paulo: Atlas.

br BRASIL. Comentários a Lei 4. http://www. 13. ver. 1998. 2001.br BRASIL.. Portaria nº 9.gov. http://www. São Paulo: Atlas. Waldo. Maria Sylvia Zanela. Klicia Mª S. Uma Abordagem teórica do gerenciamento de custos e avaliação do desempenho na administração pública. FAZZIO JR. stn. Belo Horizonte: Fórum. Orçamento Público. fazenda. ______. ed. Portaria nº 10. Portaria conjunta STN/SOF nº 2 de 08 de agosto de 2007. fazenda. de 04 de maio de 2001. DI PIETRO. CRUZ. 4. de 04 de maio de 2000. Orçamento público.fazenda.. 2001.br BRASIL. 1999. e ampl. http://www. 2004. atual.320. de 22 de agosto de 2002. Portaria n. São Paulo: Atlas.gov.br BRASIL. http://www.fazenda.stn.º 163. http://www.gov.fazenda. de 17 de março de 1964. 10.stn. Direito administrativo.stn.gov. Fundamentos de Direito Administrativo. de 28 de abril de 2005. ed. 628 p. FERNANDES. Comentários a Lei n. James. ed. GUIMARÃES.. São Paulo: Atlas. stn. Jesse. Brasília: CFC. Tomada de Contas Especial. São Paulo: Atlas. Jorge Ulisses Jacoby. et al. de 04 de outubro de 2005. 1971. Altera Anexo II da Portaria nº 163/01. São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas. GIACOMONI. 2005. Flávio da. Unidade 3 101 .br BURKHEAD. Portaria Interministral nº 688. Revista Brasileira de Contabilidade março/abril. 2009.gov.Auditoria de Prestação de Contas Públicas BRASIL.º 101.

São Paulo: Atlas. ed. REIS. Rio de Janeiro: Elsevier. 2003. 2005. 16. Hely Lopes. UNIVALI. MELLO. 2006. A Lei 4. Heraldo da Costa. Heilio. Rio de Janeiro: IBAM. Direito. Moisés.Universidade do Sul de Santa Catarina HOEGENN. Alvacir Correa dos. Bacharelado. ed. 1995. 2003. KOAMA. 1997. Administração Pública. São Paulo: Atlas. 2002. Curso de Direito Administrativo. Princípio da Eficiência da Administração Pública. São Paulo: Malheiros. Dicionário de Orçamento. PIRES. Edson Ronaldo. NOGUEIRA. São Paulo: LTr. Osvaldo Maldonado. 7. 1999. Contabilidade pública: Teoria e Prática. Ilvo. Lino Martins da. Contabilidade Pública: teoria e prática. ed.. MACHADO JR. João Batista Fortes de Souza. 2002. DEBUS. SILVA. MEIRELLES. Planejamento e Áreas Afins. Lei complementar n. Brasília: Prisma. José Teixeira. 29. Contabilidade governamental – um enfoque administrativo. José Afonso da. 2004. Brasília: Franco e Fortes. Curso de Direito Constitucional Positivo. Celso A. São Paulo: Malheiros. Direito Administrativo Brasileiro. 2004. Brasília: ESAF. SILVA. São Paulo: Atlas. B. SANTOS. 2003. Heilio. São José.320 comentada. KOAMA. 17. A importância da Obediência ao Princípio da Publicidade nas prestações de contas da Administração Pública em face da Lei de Responsabilidade Fiscal. 2006. São Paulo: Malheiros. Carlos Alberto Nogueira.º 101/2000: entendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal. 102 . NASCIMENTO. Balanços públicos: Teoria e Prática. ed. SANCHES.

Roberto Bocaccio. designer instrucional Flavia Lumi Matuzawa – [Viviane Bastos]. 2004. 8. Contabilidade pública: da teoria à prática. ARRUDA. – Palhoça: UnisulVirtual. Inaldo. Auditoria de prestação de contas / Davi Solonca . 206 p. 2004. Unidade 3 103 . São Paulo: Atlas. Contabilidade pública: integrando União. 2003. : il. Diana Vaz de. Róbison Gonçalves de. ed. ed. et al. Davi. São Paulo: Atlas. 28 cm ARAÚJO.Auditoria de Prestação de Contas Públicas SOLONCA. São Paulo: Saraiva. . 3. LIMA. CASTRO. Estados e Municípios (Siafi e Siafem). Daniel. PISCITELLI. 2007. Contabilidade pública: uma abordagem da administração financeira pública.

.

4 „„ Observar a obediência.UNIDADE 4 Verificação dos limites estabelecidos pela LRF Objetivos de aprendizagem „„ Identificar os aspectos a serem verificados por uma Auditoria de Prestação de Contas. pelos entes públicos. de despesa e endividamento. dos limites „„ Conhecer os limites de despesa e endividamento estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Seções de estudo Seção 1 Seção 2 Seção 3 Demonstrativos Fiscais Relatório Resumido da Execução Orçamentária Relatório de Gestão Fiscal .

foram criados alguns demonstrativos contábeis os quais devem ser periodicamente publicados pelos gestores públicos. que constituem os principais de prestação de contas da administração pública. Por intermédio destes demonstrativos.Universidade do Sul de Santa Catarina Para início de estudo Nas unidades anteriores. 106 .320/64. A seguir. nome pelo qual é conhecida a Lei Complementar nº 101. Nesta unidade.Demonstrativos Fiscais A Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda tem. limites de endividamento. Você deve lembrar da Lei de Responsabilidade Fiscal. de 4 de maio de 2000. o controle. vamos conhecer estes demonstrativos bem como os procedimentos a serem observados na auditoria dos mesmos. a transparência e a responsabilização como premissas básicas. Seção 1 . destacando-se o planejamento. dentre suas competências. o atendimento aos limites com alguns gastos. intitulada Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Tal lei estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal. para comprovar o atendimento aos ditames da LRF. bem como aprimorado outros que já existiam anteriormente. você vai ver que. você conheceu o que são prestações de contas públicas e as pessoas e entes que estão obrigadas a apresentá-las. os auditores das contas públicas podem verificar o equilíbrio das contas públicas. as atribuições de: „„ normatizar o processo de registro contábil dos atos e fatos da gestão orçamentária. dentre outros. financeira e patrimonial dos órgãos e das entidades da Administração Pública Federal. mediante ações em que se previnam riscos e corrijam desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas. Você relembrou quais as demonstrações contábeis instituídas pela Lei nº 4.

gov. „„ Em virtude disto.br/legislacao/leg_ contabilidade. ainda. a elaboração dos referidos relatórios está normatizada pela Portaria STN nº 577/2008. Unidade 4 107 . previstos nos arts. Veja. promover a integração com as demais esferas de governo em assuntos de administração financeira e contábil.180. a seguir. para os Municípios. de forma que o exame dos referidos demonstrativos seja realizado à luz da regra vigente em cada ano. dos Estados. 51 da LRF e o art.Auditoria de Prestação de Contas Públicas „„ consolidar os Balanços da União. nº 470.asp. para a União. para o Distrito Federal e os Estados. conforme o art. A partir de 1º de janeiro de 2010. foram editadas as Portarias da STN nº 469. e nº 471. os relatórios para os respectivos entes. datadas de 21 de setembro de 2000. 52 e 54 da LRF. devem ser observadas as regras estabelecidas pela Portaria STN nº 462/2009.tesouro. Logo. respectivamente. no seguinte link: http:// www. as quais apresentam o formato padrão destes relatórios para os respectivos entes. Estas Portarias vigoraram até o dia 31 de dezembro de 2001. cumpre à Secretaria do Tesouro do Ministério da Fazenda a normatização quanto à forma e conteúdo do Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal. Para tanto. é importante que o auditor esteja sempre atento quanto às normas vigentes em cada exercício. de 6 de fevereiro de 2001.fazenda. pois a partir de 2002 são publicadas anualmente as Portarias que aprovam as edições atualizadas do Manual de Elaboração do Anexo de Metas Fiscais e do Relatório Resumido da Execução Orçamentária e do Manual de Elaboração do Anexo de Riscos Fiscais e do Relatório de Gestão Fiscal. Para o ano de 2009. As referidas portarias podem ser consultadas no site da Secretaria do Tesouro Nacional. 18 da Lei nº 10. do Distrito Federal e dos Municípios e.

que o Poder Executivo o publicará. Abrangência O RREO e seus demonstrativos abrangerão os órgãos da Administração Direta. há vários anos. fundações.Relatório Resumido da Execução Orçamentária O Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) está previsto na Constituição da República Federativa do Brasil. O RREO será elaborado e publicado pelo Poder Executivo da União. até trinta dias após o encerramento de cada bimestre. fundos especiais. O objetivo dessa periodicidade é permitir que. inclusive sob a forma de subvenções para pagamento de pessoal ou de custeio em geral ou de capital. pág. que se refere às normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal. excluídos. dos Poderes e entidades da Administração Indireta. a sociedade. A União o divulga. cada vez mais. do Distrito Federal e dos Municípios. aqueles provenientes de aumento de participação acionária. por meio dos diversos órgãos de controle. parágrafo 3º.Universidade do Sul de Santa Catarina Seção 2 . A Lei Complementar nº 101. estabelece as normas para elaboração e publicação do RREO. acompanhe e analise o desempenho da execução orçamentária do Governo Federal. 7). Conforme o Manual de Demonstrativos Fiscais da STN (Volume II. conheça. no último caso. que estabelece em seu artigo 165. de 5 de outubro de 1988. de 4 de maio de 2000. empresas públicas e sociedades de economia mista que recebem recursos dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social. constituídas pelas autarquias. dos Estados. instituído pela Portaria 577/2008: 108 . mensalmente.

Se necessário. ainda. aplicável ao exercício de 2009. especificando as medidas de combate à sonegação e à evasão fiscal. da Constituição Federal. Unidade 4 109 . e art. caput. Orienta. restos a pagar. Estrutura Veja. 52.Auditoria de Prestação de Contas Públicas [. a estrutura do Demonstrativo Simplificado do Relatório Resumido da Execução Orçamentária conforme a Portaria 577/2008. no âmbito da Administração Direta. irregulares e lesivas ao patrimônio público. e as ações de fiscalização e cobrança. As informações que irão compor o RREO serão os dados contábeis consolidados de todas as unidades gestoras.. adotadas e a adotar. sobre o cumprimento de metas de resultado primário ou nominal. disponibilidades de caixa. a seguir. autarquias. devem ser apresentadas justificativas da limitação de empenho e da frustração de receitas. visando sempre a responsabilização do titular do Poder ou órgão no que se refere à gestão dos recursos e patrimônio públicos. sobre a instituição. empresas públicas e sociedades de economia mista. Parágrafo 3º. expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento de despesa. o Relatório Resumido da Execução Orçamentária deverá ser publicado até trinta dias após o encerramento de cada bimestre. a não geração de despesas consideradas não autorizadas. sobre a contratação de operações de crédito. a limitação de empenho e movimentação financeira.] a Lei Complementar nº 101/2000 orienta sobre o equilíbrio entre receitas e despesas. Prazo de Publicação De acordo com o art. fundos especiais. da Lei de Responsabilidade Fiscal. previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente. os critérios para criação. dentre outras disposições.. 165. fundações.

. 110 .Universidade do Sul de Santa Catarina continua..

fazenda.asp Unidade 4 111 .br/legislacao/leg_contabilidade.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Figura 4. Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional http://www.gov.tesouro.1 – Demonstrativo Simplificado do Relatório Resumido da Execução Orçamentária.

a seguir. g) Demonstrativo do Resultado Primário. Relacionamos. os seguintes: a) Demonstrativo das Receitas de Operações de Crédito e Despesas de Capital. e k) Demonstrativo Simplificado do Relatório Resumido da Execução Orçamentária.Universidade do Sul de Santa Catarina A versão completa do RREO. f) Demonstrativo do Resultado Nominal. os referidos demonstrativos: a) Balanço Orçamentário. e) Demonstrativo das Receitas e Despesas Previdenciárias do Regime Próprio dos Servidores. conforme o Manual de Demonstrativos Fiscais da STN. d) Demonstrativo das Receitas e Despesas Previdenciárias do Regime Geral de Previdência Social. também deverão ser elaborados e publicados até trinta dias após o encerramento do último bimestre. i) Demonstrativo das Receitas e Despesas com Manutenção e Desenvolvimento do Ensino. Além dos demonstrativos acima citados. instituído pela Portaria 577/2008. c) Demonstrativo da Receita Corrente Líquida. 112 . contempla 17 demonstrativos. durante o exercício. h) Demonstrativo dos Restos a Pagar por Poder e Órgão. b) Demonstrativo da Execução das Despesas por Função/ Subfunção. j) Demonstrativos das Despesas com Saúde. b) Demonstrativo da Projeção Atuarial do Regime Geral de Previdência Social. os quais deverão ser elaborados e publicados até trinta dias após o encerramento do bimestre de referência.

e e) Demonstrativo das Parcerias Público-Privadas. O correto preenchimento: de posse dos balancetes mensais disponibilizados pelo ente. O preenchimento do relatório e seus anexos é regulamentado pela mesma portaria que estabelece seu formato. para o ano de 2009 o preenchimento deve observar as instruções estabelecidas pela Portaria STN nº 577/2008. d) Demonstrativo da Receita de Alienação de Ativos e Aplicação dos Recursos. devem ser observadas as regras estabelecidas pela Portaria STN nº 462/2009. A partir de 1º de janeiro de 2010. Procedimentos de Auditoria No exame do referido relatório. devem ser observadas as seguintes questões: 1. será permitido o desdobramento de informações cujos entes julgarem necessárias. e 2. conferir se os demonstrativos foram confeccionados em conformidade com a portaria que regulamenta tal procedimento no respectivo exercício. A tempestividade da publicação: se o relatório foi publicado no prazo previsto em lei. Em todos os demonstrativos. Portanto.Auditoria de Prestação de Contas Públicas c) Demonstrativo da Projeção Atuarial do Regime Próprio de Previdência dos Servidores. para melhor transparência. Unidade 4 113 .

o Distrito Federal e os Municípios. entende-se como órgão: a) o Ministério Público. c) o Tribunal de Contas da União.Universidade do Sul de Santa Catarina Seção 3 .Relatório de Gestão Fiscal Estão obrigados a emitir o Relatório de Gestão Fiscal a União. g) o Supremo Tribunal Federal. quando houver. e d) na esfera municipal: o Poder Legislativo (incluído o Tribunal de Contas do Município. e) a Câmara Legislativa e o Tribunal de Contas do Distrito Federal. o Poder Executivo e o Ministério Público da União. d) a Assembleia Legislativa e os Tribunais de Contas do Poder Legislativo Estadual. quando houver) e o Poder Executivo. os Estados. o Poder Executivo e o Ministério Público dos Estados e do Distrito Federal. o Poder Judiciário (incluindo o Tribunal de Justiça e o Ministério Público do Distrito Federal). c) na esfera estadual e Distrito Federal: o Poder Legislativo (incluído o Tribunal de Contas do Estado e do Distrito Federal). Para fins de emissão do Relatório de Gestão Fiscal. b) as respectivas Casas do Poder Legislativo Federal. 114 . estando compreendido: a) na esfera federal: o Poder Legislativo (incluído o Tribunal de Contas da União). b) na esfera distrital: o Poder Legislativo (incluído o Tribunal de Contas do Distrito Federal) e o Poder Executivo. f) a Câmara de Vereadores do Poder Legislativo Municipal e o Tribunal de Contas do Município. o Poder Judiciário.

i) o Superior Tribunal de Justiça. autarquias. consignados nos orçamentos fiscal e da seguridade social. e o) o Tribunal de Justiça dos Estados e outros. e Unidade 4 115 . inclusive com seus recursos próprios. O Relatório de Gestão Fiscal dos Poderes e órgãos abrange administração direta. fundos. As empresas estatais dependentes e as entidades da administração indireta terão que constar dos orçamentos fiscal e da seguridade social. incluindo os recursos próprios. fundações. m) os Tribunais e Juízes Militares. n) os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. c) Presidente de Tribunal e demais membros de Conselho de Administração ou órgão decisório equivalente. conforme regimentos internos dos órgãos do Poder Judiciário. j) os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais. para manutenção de suas atividades.Auditoria de Prestação de Contas Públicas h) o Conselho Nacional de Justiça. l) os Tribunais e Juízes Eleitorais. k) os Tribunais e Juízes do Trabalho. empresas públicas e sociedades de economia mista. excetuadas aquelas empresas que recebem recursos exclusivamente para aumento de capital oriundos de investimentos do respectivo ente. quando houver. conforme regimentos internos dos órgãos do Poder Legislativo. b) Presidente e demais membros da Mesa Diretora ou órgão decisório equivalente. O relatório será emitido pelos titulares dos Poderes e órgãos e assinado pelo: a) Chefe do Poder Executivo.

e d) operações de crédito. até o dia dez de dezembro de cada ano. para melhor transparência. liquidada com juros e outros encargos incidentes. 116 . se ultrapassado qualquer dos limites. Em todos os demonstrativos será permitido o desdobramento das informações julgadas necessárias. Além disso. Governador ou Prefeito Municipal. e c) do cumprimento do disposto na LRF. da União e dos Estados. bem como por outras definidas por ato próprio de cada Poder ou órgão. c) concessão de garantias e contragarantias. O relatório será assinado. b) dívida consolidada. também. o referido relatório indicará as medidas corretivas adotadas ou a adotar. No último quadrimestre. inativos e pensionistas. os seguintes demonstrativos: a) do montante da disponibilidade de caixa em trinta e um de dezembro.Universidade do Sul de Santa Catarina d) Chefe do Ministério Público. evidenciando as despesas com ativos. pelas autoridades responsáveis pela administração financeira e pelo controle interno. b) da inscrição em Restos a Pagar das despesas liquidadas. o RGF deverá conter. também. no que se refere à operação de crédito por antecipação de receita. com observância da proibição de contratar tais operações no último ano de mandato do Presidente. dos seguintes montantes: a) despesa total com pessoal. O Relatório de Gestão Fiscal conterá demonstrativos comparativos com os limites de que trata a LRF. das empenhadas e não liquidadas. inscritas até o limite do saldo da disponibilidade de caixa e das não inscritas por falta de disponibilidade de caixa e cujos empenhos foram cancelados.

Estrutura Veja. Neste caso. 54 e 55. determinam que o Relatório de Gestão Fiscal deverá ser publicado quadrimestralmente e disponibilizado ao acesso público.tesouro. a divulgação do relatório com os seus demonstrativos deverá ser realizada em até trinta dias após o encerramento do semestre. parágrafo 2º.gov. a seguir.2 – Demonstrativo Simplificado do Relatório de Gestão Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional http://www. a estrutura do Demonstrativo Simplificado do Relatório de Gestão conforme a Portaria 577/2008. semestralmente. Figura 4.br/legislacao/leg_ contabilidade.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Prazo de Publicação Os arts. optar por divulgar.asp Unidade 4 117 . o Relatório de Gestão Fiscal. É facultado aos Municípios. inclusive em meios eletrônicos. da Lei de Responsabilidade Fiscal. até trinta dias após o encerramento do período a que corresponder. aplicável ao exercício de 2009. com população inferior a cinquenta mil habitantes.fazenda.

no que se refere à operação de crédito por antecipação de receita. Procedimentos de Auditoria No exame do referido relatório devem ser observadas as seguintes questões: „„ Verificação da tempestividade da publicação do relatório: se o relatório foi publicado no prazo previsto em lei. até o dia dez de dezembro de cada ano.Universidade do Sul de Santa Catarina A versão completa do Relatório de Gestão Fiscal conterá demonstrativos comparativos com os limites de que trata a LRF. com observância da proibição de contratar tais operações no último ano de mandato do Presidente. Governador ou Prefeito Municipal. Verificação do correto preenchimento dos demonstrativos: de posse dos balancetes mensais disponibilizados pelo ente. e d) operações de crédito. os seguintes demonstrativos: a) do montante da disponibilidade de caixa em trinta e um de dezembro. o RGF deverá conter. inscritas até o limite do saldo da disponibilidade de caixa e das não inscritas por falta de disponibilidade de caixa e cujos empenhos foram cancelados. b) dívida consolidada. inativos e pensionistas. b) da inscrição em Restos a Pagar das despesas liquidadas. também. das empenhadas e não liquidadas. No último quadrimestre. e c) do cumprimento do disposto na LRF. dos seguintes montantes: a) despesa total com pessoal. evidenciando as despesas com ativos. liquidada com juros e outros encargos incidentes. conferir se os demonstrativos „„ 118 . c) concessão de garantias e contragarantias.

169.50% 6. inativos e pensionistas . conforme segue: a) Limite da despesa total com pessoal.00% 60.00% Estado 2.Auditoria de Prestação de Contas Públicas foram confeccionados em conformidade com a portaria que regulamenta tal procedimento no respectivo exercício. dos Estados.00% 54.30% 57. por Poder e Órgão. estabeleceu que “a despesa com pessoal ativo e inativo da União.00% Município 5.00% 49.00% 60.3 – Os limites globais por ente da Federação e individuais Fonte: Elaborado pelo Autor.86% 0.70% 46.90% 0.00% 2.57% 47.55% 1. 2009 Unidade 4 119 .00% 40. os quais estão resumidos na tabela a seguir: Ente Federativo Poder/Órgão Legislativo (Incluindo TCU) Judiciário Executivo Ministério Público Total Legislativo (Incluindo TCE) Judiciário Executivo Ministério Público Total Legislativo Executivo Total União *Limite Prudencial . Os limites globais por ente da Federação e individuais.90% 57. evidenciando as despesas com ativos.A Constituição Federal.70% 51.LP % da Receita Corrente Líquida 2.70% 38.85% 5.00% 6.00% * O limite prudencial (LM) corresponde a 95% do limite máximo (LM) Figura 4.60% 50. do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar ”. em seu art.38% 5. „„ Verificação do cumprimento dos limites impostos pela LRF.00% 3. constam nos artigos 19 e 20 da LRF.00% 6.50% *Limite Máximo .LM % da Receita Corrente Líquida 2.

no caso dos Estados e do Distrito Federal: 2 (duas) vezes a receita corrente líquida. assumidas em virtude de leis. e II . definida na forma do art. Ela está sujeita a limites. d) Operações de crédito . das obrigações financeiras do ente da Federação. 29 da LRF. O conceito de endividamento utilizado na apuração dos respectivos limites deverá ser o da Dívida Consolidada Líquida. c) Concessão de garantias e contragarantias Conforme a Resolução do Senado Federal nº 43/2001 e suas alterações.no caso dos Municípios: a 1. 3º da Resolução nº 40/2001 do Senado Federal: Art. 2º. estão sujeitas a limites fixados na Resolução do Senado Federal nº 43/2001 e suas alterações.As operações de crédito. do Distrito Federal e dos Municípios. 2º. 3º A dívida consolidada líquida dos Estados. 120 . pelo Distrito Federal e pelos Municípios não poderá exceder a 22% (vinte e dois por cento) da Receita Corrente Líquida. respectivamente. os quais serão verificados a cada quadrimestre. definida na forma do art. o saldo global das garantias concedidas pelos Estados. Os limites de endividamento são os estabelecidos no art. a: I . contratos.Universidade do Sul de Santa Catarina b) Limite da dívida consolidada – A dívida consolidada ou fundada é o montante total.2 (um inteiro e dois décimos) vezes a receita corrente líquida. apurado sem duplicidade. nos termos do art. não poderá exceder. inclusive aquelas por antecipação de Receita Orçamentária (ARO). convênios ou tratados e da realização de operações de crédito. para amortização em prazo superior a doze meses. ao final do décimo quinto exercício financeiro contado a partir do encerramento do ano de publicação desta Resolução.

. para o caso de operações de crédito com liberação prevista para mais de um exercício. estabelecido com base na Lei nº 9. de 05. § 3º São excluídas dos limites de que trata o caput as seguintes modalidades de operações de crédito: (Alterada pela Resolução nº 19.2003) II . www.br Unidade 4 121 .Auditoria de Prestação de Contas Públicas Resolução 43/2001 Art. nos contratos de refinanciamento de suas respectivas dívidas com a União. (Alterado pela Resolução nº 2. 7º As operações de crédito interno e externo dos Estados. no âmbito de programa proposto pelo Poder executivo Federal.5% (onze inteiros e cinco décimos por cento) da receita corrente líquida. será calculado levando em consideração o cronograma anual de ingresso. estabelecidos nos termos da Lei nº 9. 4º.2003) I . organismos multilaterais de credito ou instituições oficiais federais de crédito ou de fomento. na data da publicação desta Resolução estejam previstas nos Programas de Ajuste dos Estados..) § 1º O limite de que trata o inciso I. limitadas ao montante global previsto. projetando-se a receita corrente líquida de acordo com os critérios estabelecidos no § 6º deste artigo.contratadas pelos Estados e pelos Municípios com a União.3. da relação entre o comprometimento previsto e a receita corrente líquida projetada ano a ano. e. § 2º O disposto neste artigo não se aplica às operações de concessão de garantias e de antecipação de receita orçamentária. § 8º O disposto no inciso II do caput não se aplica às operações de crédito que. dos Municípios observarão. de 11 de setembro de 1997.2009) § 5º Os entes da Federação que apresentarem a média anual referida no § 6º superior a 10% (dez por cento) deverão apresentar tendência não crescente quanto ao comprometimento de que trata o inciso II do caput. § 7º O disposto neste artigo não se aplica às operações de reestruturação e recomposição do principal de dívidas.11. cujos limites são definidos pelos arts.11.(Incluído pela Resolução nº 19.o comprometimento anual com amortizações. § 6º Para os efeitos deste artigo. sobre a receita corrente líquida do período de 12 (doze) meses findos no mês de referência. ou aquelas que.2003) § 4º O cálculo do comprometimento a que se refere o inciso II do caput será feito pela média anual. respectivamente. de 27. a receita corrente líquida será projetada mediante a aplicação de fator de atualização a ser divulgado pelo Ministério da Fazenda. definida no art.senado. inclusive relativos a valores a desembolsar de operações de crédito já contratadas e a contratar.o montante global das operações realizadas em um exercício financeiro não poderá ser superior a 16% (dezesseis por cento) da receita corrente líquida.Contratadas no âmbito do Programa Nacional de Iluminação Pública Eficiente Reluz. II .gov.11. (. financeira e patrimonial. 9º e 10. do Distrito Federal. (Incluído pela Resolução nº 19. de 24 de julho de 2000. não poderá exceder a 11. com a finalidade de financiar projetos de investimento para melhoria da administração das receitas e da gestão fiscal.496. de todos os exercícios financeiros em que houver pagamentos previstos da operação pretendida até 31 de dezembro de 2027. os seguintes limites: I . Fonte: Senado Federal. de 05. no caso dos Municípios. de 05.991. juros e demais encargos da dívida consolidada. vierem a substituí-las. ainda.

b) o dispêndio anual máximo com o serviço da dívida (amortizações. Caberá ao Ministério da Fazenda. 122 . não poderá exceder a 11. até o dia dez de dezembro de cada ano. no exercício em que estiver sendo apurado. Governador ou Prefeito Municipal.5% (onze vírgula cinco por cento) da Receita Corrente Líquida. a 7% (sete por cento) da Receita Corrente Líquida. ressalvadas aquelas que forem autorizadas pelo Legislativo. por maioria absoluta de seus membros. incluindo os juros e outros encargos incidentes. „„ „„ O saldo devedor das operações de crédito por antecipação de receita orçamentária não poderá exceder. por intermédio da Secretaria do Tesouro Nacional.Universidade do Sul de Santa Catarina e) Verificar a liquidação das operações de crédito por antecipação de receita. As operações de crédito interno e externo dos Estados. dos Municípios e de suas respectivas autarquias e fundações devem observar simultaneamente os seguintes limites: a) o montante global das operações realizadas em um exercício financeiro não poderá ser superior a 16% (dezesseis por cento) da Receita Corrente Líquida anual. do Distrito Federal. incluindo as operações contratadas e a contratar. juros e demais encargos). bem como do cumprimento da impossibilidade de contratar tais operações no último ano de mandato do Presidente. a divulgação da relação contendo o nome dos entes que ultrapassarem os limites da dívida consolidada líquida. As outras regras mais importantes estabelecidas pela mesma Resolução são as seguintes: „„ As operações de crédito realizadas em um exercício não poderão exceder ao montante das despesas de capital fixadas na Lei Orçamentária Anual.

Auditoria de Prestação de Contas Públicas

Agora você já conhece os principais demonstrativos exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, bem como os procedimentos de auditoria dos mesmos. Na próxima unidade, você vai conhecer as sanções aplicáveis na hipótese de descumprimento dos referidos limites.

Síntese
Nesta unidade, você aprendeu que, para comprovar o atendimento aos ditames da LRF, foram criados alguns demonstrativos contábeis os quais devem ser periodicamente publicados pelos gestores públicos, bem como aprimorado outros que já existiam anteriormente. O conjunto destes demonstrativos é denominado Demonstrativos Fiscais e compreende o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal. Por intermédio destes demonstrativos, os auditores das contas públicas podem verificar o equilíbrio das contas públicas, o atendimento aos limites com alguns gastos, limites de endividamento, dentre outros. A Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda tem, dentre suas competências, as atribuições de normatizar a forma e o conteúdo destes demonstrativos. Para tanto, ela publica anualmente o Manual de Elaboração do Anexo de Metas Fiscais e do Relatório Resumido da Execução Orçamentária e do Manual de Elaboração do Anexo de Riscos Fiscais e do Relatório de Gestão Fiscal. Como você viu, o Relatório Resumido da Execução Orçamentária – RREO está previsto na Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988, que estabelece em seu artigo 165, parágrafo 3º, que o Poder Executivo o publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre e será elaborado e publicado pelo Poder Executivo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Você também conheceu o Relatório de Gestão Fiscal dos Poderes e órgãos que abrange administração direta, autarquias, fundações, fundos, empresas públicas e sociedades de economia
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mista, incluindo os recursos próprios, consignados nos orçamentos fiscal e da seguridade social, para manutenção de suas atividades, excetuadas aquelas empresas que recebem recursos exclusivamente para aumento de capital oriundos de investimentos do respectivo ente.

Atividades de autoavaliação
Considerando o que você aprendeu nesta unidade, responda: 1) Explique o que são os Demonstrativos Fiscais. Liste os relatórios que compreendem estes Demonstrativos.

2) Assinale, dentre as alternativas, aquelas que NÃO integram o Relatório de Gestão Fiscal: a) ( ) Despesa total com pessoal, evidenciando as despesas com ativos, inativos e pensionistas; b) ( ) Demonstrativo da Receita Corrente Líquida; c) ( ) Dívida consolidada; d) ( ) Concessão de garantias e contragarantias; e) ( ) Demonstrativo dos Restos a Pagar por Poder e Órgão;

f) ( ) Operações de crédito;

g) ( ) Balanço Orçamentário.

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Auditoria de Prestação de Contas Públicas

3) Explique a quem compete estabelecer os limites do endividamento dos entes públicos a nível nacional.

Saiba mais
AGUIAR, Ubiratan. Convênios e tomadas de contas especiais: manual prático. 3. ed. rev. e ampl. Belo Horizonte: Fórum, 2008. ANGÉLICO, João. Contabilidade Pública. 8. ed. São Paulo: Atlas, 1995. BALEEIRO, Aliomar. Cinco aulas de finanças e política fiscal. 2. ed. ver. aum. São Paulo: José Bushatsky, 1975. BRASIL. Decreto-Lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967. Dispõe sobre a organização da Administração. Federal, estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências. Legislação Federal, p. 864, 25 fev. 1967. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Organizador: Alexandre de Moraes. São Paulo: Atlas, 2002. BRASIL. Lei 4.320, de 17 de março de 1964. São Paulo: Atlas, 1997. BRASIL, Lei Complementar n.º 101, de 04 de maio de 2000. http://www.planalto.gov.br BRASIL, Portaria n.º 59, de 1º de março de 2001. http://www. stn.fazenda.gov.br BRASIL, Portaria n.º 163, de 04 de maio de 2001. http://www. stn.fazenda.gov.br
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„„ Reconhecer os limites estabelecidos pela Lei de 5 „„ Conhecer os limites a serem verificados por intermédio de uma Auditoria de Prestação de Contas Públicas. Responsabilidade Fiscal (LRF).UNIDADE 5 Sanções aplicáveis pela LRF Objetivos de aprendizagem „„ Identificar as sanções a serem aplicadas aos entes e administradores públicos em decorrência do não atendimento dos limites com despesas e endividamento. Seções de estudo Seção 1 Seção 2 Fiscalização da Gestão Fiscal Sanções aplicáveis pela LRF .

o Tribunal de Contas alertará os Poderes ou órgãos. 2. 3. que os montantes da despesa total com pessoal. 4. observância dos limites de gastos totais pelos Poderes Legislativos Municipais. que os gastos com inativos e pensionistas se encontram acima do limite definido na Lei nº 9. bem como ao sistema de controle interno de cada Poder e do Ministério Público. a possibilidade de que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais (art. fatos que possam comprometer os custos ou os resultados dos programas. destinação dos recursos obtidos com a alienação de ativos. 2. dívidas consolidada e mobiliária. verificação do atingimento das metas estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias.Universidade do Sul de Santa Catarina Seção 1 . principalmente no que se refere à: 1. observância dos limites e condições para a contratação de operações de crédito e inscrição de despesas em Restos a Pagar. 130 . e 5. e 4.Fiscalização da Gestão Fiscal O cumprimento da observância das normas e limites contidos na Lei de Responsabilidade Fiscal compete ao Poder Legislativo e ao Tribunal de Contas do Estado.717/98. às providências adotadas e as medidas tomadas para o retorno da despesa total com pessoal e das dívidas consolidada e mobiliária aos respectivos limites. bem como indícios de irregularidades na gestão orçamentária. 9º. das operações de crédito e das garantias concedidas se encontram acima de noventa por cento dos respectivos limites. 3. quando constatar: 1. da LC nº 101/00). quando houver. Além disso.

Lei 10. a Lei nº 1. Seção 2 . o Decreto-Lei nº 201.079. „„ „„ „„ „„ „„ Extrapolação do limite das Despesas com Pessoal A LRF estabeleceu um sistema progressivo de limitações. de forma a verificar o cumprimento da lei de diretrizes orçamentárias. de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal).Sanções aplicáveis pela LRF Consequências da extrapolação dos limites As infrações dos dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal serão punidas por intermédio das penalidades instituídas pelos seguintes dispositivos: „„ o Decreto-Lei nº 2. e examinará os relatórios de Execução Orçamentária e de Gestão Fiscal.028.848.429. de maneira que num primeiro momento o ordenador seja alertado da aproximação das despesas aos limites para os quais se instituíram penalidades. a Lei nº 8. de 27 de fevereiro de 1967.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Ressalte-se ainda que o Tribunal de Contas verificará os cálculos dos limites da despesa total com pessoal de cada Poder e órgão. outras normas da legislação pertinente. de 19 de outubro de 2000. de 2 de junho de 1992. de 10 de abril de 1950. Unidade 5 131 .

saúde e segurança (atividades essenciais). ao menos. 65. XI. § 1º. Quando os Poderes ou órgãos ultrapassarem os limites estipulados pela Lei Complementar nº 101/00 haverá punição. exceto revisão anual geral (indistintamente a todos os servidores – art. CF). as penalidades serão mais severas e impõe ao infrator determinações para retorno. LRF). A apuração será realizada quadrimestralmente ou semestralmente (em caso de opção). „„ „„ 132 . II).90 % do limite máximo para o Poder ou Órgão. exceto em casos de vacância nas áreas de educação. uma barreira de cautela e prudência. Prudência .Universidade do Sul de Santa Catarina Em um segundo instante. vantagem ou qualquer outro tipo de benefício a seus servidores. 59. I. invadindo o campo do Direito Penal. e criação ou provimento de cargos. Nível Caracterização Consequências Alerta .95 % do limite máximo estabelecido para o Poder ou Órgão. Consequência: Tribunal de Contas emitirá documento de alerta (art. Consequência: São impostas as seguintes vedações: „„ concessão de aumento. a Lei coloca um freio. contratação de horas-extras (salvo situações previstas na LDO). reajuste. tanto no âmbito institucional (ao ente) quanto no plano pessoal (aos titulares ou ordenadores de despesas). 37. Extrapolada a última barreira (limite máximo). e as concessões decorrentes de sentença judicial ou determinação legal ou contratual. O prazo de oito meses (dois quadrimestres) para readaptação poderá ser suspenso na ocorrência de situação de calamidade pública reconhecida pela Assembleia Legislativa (art. situação em que o Poder ou órgão já fica sujeito a certas limitações. aos níveis prudenciais.

). etc. Se necessário. I. § 2º). receber transferências voluntárias (convênios. e 3.: FUNDEF) e as transferências constitucionais (FPM. obter garantias. segundo os critérios da Lei n° 9. menor idade). b) exoneração dos servidores não estáveis. Não poderá ser impedido o recebimento de transferências destinadas ao Sistema Único de Saúde. e c) exoneração dos estáveis. Penalidades Institucionais Ultrapassado o limite máximo sem readequação no prazo de oito meses. podendo o Poder ou Órgão reduzir temporariamente a jornada de trabalho. Consequências: „„ imperativa adequação aos limites. contados a partir daquele em que for constatado o excesso) para retorno a percentual inferior ao limite máximo (ajuste). Prazo de 8 meses (dois quadrimestres. IPVA. maior remuneração.801/99 (menor tempo de serviço. ICMS. 2. Unidade 5 133 .). da Constituição Federal: a) redução de 20% das despesas com cargos de confiança. o ente fica impedido de: 1.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Acima do Limite Máximo – Despesa com pessoal supera o Limite Máximo estabelecido para o Poder ou Órgão. contratar operações de crédito. 163. FPE. „„ „„ Pelo menos 1/3 do excesso deve ser eliminado no primeiro quadrimestre. § 3º. podem ser adotadas as medidas estabelecidas no art. as decorrentes de determinação legal (ex. 23. com redução proporcional dos vencimentos (art.

até que a situação seja regularizada. Não Cumprimento dos Demais Limites e Regras da LRF O não cumprimento das regras estabelecidas na Lei de Responsabilidade Fiscal sujeita o titular do Poder ou órgão a punições que poderão ser: „„ impedimento da entidade para o recebimento de transferências voluntárias. o Chefe de Poder poderá responder por delito contra as finanças públicas. Judiciário ou Executivo) compromete toda a esfera correspondente (federal. caso deixe de providenciar a redução do excesso de gastos com pessoal no prazo fixado na lei. compensação entre os Poderes. sendo o pagamento da multa de sua responsabilidade pessoal. portanto.028/00). A não divulgação do relatório de gestão fiscal nos prazos e condições estabelecidos em lei. o ente da Federação estará impedido. punida com multa de trinta por cento dos vencimentos anuais do agente que lhe der causa. A extrapolação dos limites definidos na legislação em um dos Poderes (Legislativo. Além disso.Universidade do Sul de Santa Catarina Penalidades criminais e administrativas aos titulares de Poder. „„ „„ „„ „„ 134 . constitui infração. de receber transferências voluntárias e contratar operações de crédito. não havendo. Órgão ou ordenador de despesa Conforme a Lei de crimes fiscais (Lei 10. pagamento de multa com recursos próprios (podendo chegar a 30% dos vencimentos anuais) do agente que lhe der causa. estadual ou municipal). exceto as destinadas ao refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária. proibição de contratação de operações de crédito e de obtenção de garantias para a sua contratação. perda do cargo público. inabilitação para o exercício da função pública por um período de até cinco anos.

A Lei 8.Auditoria de Prestação de Contas Públicas „„ „„ perda de mandato. e detenção ou reclusão. impessoalidade. malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades. suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos. civis e administrativas. apropriação. a) Nos atos de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário: „„ „„ ressarcimento integral do dano. pagamento de multa civil até duas vezes o valor do dano. dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato. em relação à responsabilização fiscal.429. cargo. praticar ato visando a fim proibido em lei ou regulamento e negar a publicidade aos atos oficiais. e. Independente das sanções penais. e Unidade 5 „„ „„ „„ 135 . Os agentes públicos são obrigados a observar estritamente os princípios da legalidade. perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio. desvio. está o responsável pelo ato de improbidade administrativa sujeito às cominações a seguir. que enseje perda patrimonial. ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento. legalidade e lealdade às instituições. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão. Qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade. perda da função pública. dolosa ou culposa. notadamente. imparcialidade. e. em relação à responsabilização fiscal. de 2 de junho de 1992. constitui atos de improbidade administrativa. notadamente. que atenta contra os princípios da administração pública. moralidade e publicidade dos atos públicos. emprego ou função na administração pública.

pagamento de multa civil até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente. se houver.Universidade do Sul de Santa Catarina „„ proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de cinco anos. „„ Os crimes contra as finanças públicas não excluem o seu autor da reparação civil do dano causado ao patrimônio público. perda da função pública. e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de três anos. são destacadas algumas das punições previstas para os atos cometidos em desacordo com a LRF. Nos quadros a seguir. b) Nos atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da administração pública: „„ „„ „„ „„ ressarcimento integral do dano. 136 . elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional. suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos.

Auditoria de Prestação de Contas Públicas Unidade 5 137 .

Universidade do Sul de Santa Catarina 138 .

Auditoria de Prestação de Contas Públicas Unidade 5 139 .

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Algumas das punições previstas para os atos cometidos em desacordo com a LRF Fonte: Portaria STN nº 577.stn.http://www.fazenda. bem como pelos demais dispositivos citados. são severas. as punições para quem desrespeita as regras instituídas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. de 15 de outubro de 2008. 146 . Anexo I . Cabe aos Tribunais de Contas e ao Ministério Público com atuação junto à cada ente da federação tomarem as providências cabíveis quando verificado o descumprimento destas normas.br Conforme você pôde observar.1 . estas regras somente surtirão efeitos se as entidades e pessoas responsáveis pela fiscalização das contas públicas estiverem atentas e atuantes.Universidade do Sul de Santa Catarina Quadro 5. Porém.gov.

das operações de crédito e das garantias concedidas se encontram acima de noventa por cento dos respectivos limites. de maneira que num primeiro momento (nível de alerta) seja o ordenador alertado da aproximação das despesas aos limites para os quais se instituíram penalidades. Você viu que. Síntese Você viu que a observância das normas e limites contidos na Lei de Responsabilidade Fiscal compete ao Poder Legislativo e ao Tribunal de Contas do Estado. 9º. a LRF estabeleceu um sistema progressivo de limitações. bem como ao sistema de controle interno de cada Poder e do Ministério Público. bem como indícios de irregularidades na gestão orçamentária. podem se tornar responsáveis solidários aos gestores públicos descumpridores dos dispositivos anteriormente. especialmente os auditores internos. Logo. da LC nº 101/00). das informações e documentos necessários para que as punições sejam efetivamente aplicadas aos infratores. dívidas consolidada e mobiliária. Unidade 5 147 . o qual deverá zelar pela obediência aos mesmos. Você também aprendeu que o Tribunal de Contas alertará os Poderes ou órgãos. todos os limites mencionados na unidade 4 devem ser de amplo conhecimento do auditor. o Tribunal de Contas e o Ministério Público. quando constatar: 1) a possibilidade de que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais (art. Cumpre salientar que os auditores.717/98. e 4) fatos que possam comprometer os custos ou os resultados dos programas. 3) que os gastos com inativos e pensionistas se encontram acima do limite definido na Lei nº 9. 2) que os montantes da despesa total com pessoal. caso deixem de notificar ao órgão de controle (Tribunal de Contas) as infrações que tenha tomado conhecimento.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Ao auditor das contas públicas caberá a tarefa de suprir estes órgãos. quanto ao controle do limite das despesas com pessoal.

I.028/00).Universidade do Sul de Santa Catarina Num segundo instante (limite de prudência). a Lei coloca um freio. são destacadas algumas das punições previstas para os atos cometidos em desacordo com a LRF. situação em que o Poder ou órgão já fica sujeito a certas limitações. No quadro. Você viu. conforme a Lei de crimes fiscais (Lei 10. a seguir. O prazo de oito meses (dois quadrimestres) para readaptação poderá ser suspenso na ocorrência de situação de calamidade pública reconhecida pela Assembleia Legislativa (art. LRF). obter garantias e contratar operações de crédito. Ultrapassado o limite máximo sem readequação no prazo de oito meses. Para finalizar. elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional. caso deixe de providenciar a redução do excesso de gastos com pessoal no prazo fixado na lei. o ente fica impedido de receber transferências voluntárias. as penalidades serão mais severas e impõe ao infrator determinações para retorno. o Chefe de Poder poderá responder por delito contra as finanças públicas. uma barreira de cautela e prudência. Você viu ainda que. aprendeu que os crimes contra as finanças públicas não excluem o seu autor da reparação civil do dano causado ao patrimônio público. 148 . ao menos. aos níveis prudenciais. que a apuração será realizada quadrimestralmente ou semestralmente (em caso de opção). Extrapolada a última barreira (limite máximo). 65. também.

no segundo dia de exercício de seu mandato. Unidade 5 149 . em que pese ter sido devidamente alertado pela sua assessoria. explique quais são as restrições previstas em lei passíveis de serem aplicadas ao município de Desatentos do Sul. deixa de encaminhar ao Tribunal de Contas do Estado e à Câmara Municipal. as Contas Anuais do Exercício anterior. explique quais são as penalidades previstas em lei passíveis de serem aplicadas ao ex-prefeito. Diante disto. 2) Considere a seguinte situação: O prefeito da cidade de Desatentos do Sul. constata que o pleito anterior encerrou o seu mandato sem promover a completa liquidação de uma Operação de Crédito de Antecipação de Receita contratada no último ano do seu mandato.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Atividades de autoavaliação 1) Considere a seguinte situação: O prefeito da cidade de Sertão dos Desesperados. Diante disto.

1975.fazenda. de 1º de março de 2001. http://www. Contabilidade Pública. Ubiratan. ANGÉLICO. Saiba mais AGUIAR. de 25 de fevereiro de 1967.gov.º 59. Organizador: Alexandre de Moraes. ver. de 17 de março de 1964. p. Decreto-Lei nº 200. 864. Legislação Federal. 2002.planalto.Universidade do Sul de Santa Catarina 3) Liste as autoridades competentes para verificar se os respectivos limites da despesa total com pessoal e das dívidas consolidada e mobiliária de um determinado Estado da federação estão sendo obedecidos. estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências. João. BALEEIRO. aum. Lei Complementar n. Portaria n.br BRASIL. Dispõe sobre a organização da Administração. BRASIL. ed. São Paulo: Atlas. 3. Federal.º 101. http://www.br 150 . 2008. de 04 de maio de 2000.gov. stn. 1967. BRASIL. 1995. ed. Convênios e tomadas de contas especiais: manual prático. São Paulo: Atlas.320. 1997. BRASIL. Cinco aulas de finanças e política fiscal. Constituição da República Federativa do Brasil. Lei 4. rev. 25 fev. BRASIL. Belo Horizonte: Fórum. 8. São Paulo: Atlas. São Paulo: José Bushatsky. Aliomar. 2. e ampl. ed.

stn. Orçamento público. GIACOMONI. Fundamentos de Direito Administrativo.gov. 2001.gov. Portaria n. ed. 1998. de 28 de abril de 2005. 4. http://www..br BRASIL. Waldo.br BRASIL. 2009.br BRASIL. 2005. CRUZ. Belo Horizonte: Fórum. ______.gov. Portaria nº 10.Auditoria de Prestação de Contas Públicas BRASIL. stn. Portaria nº 462. São Paulo: Atlas. de 04 de outubro de 2005. de 15 de outubro de 2008. São Paulo: Atlas.320. 2004. de 04 de maio de 2000. http:// www. http://www. 13. 1971. Flávio da.br BURKHEAD. de 04 de maio de 2001.br BRASIL. Portaria nº 9. fazenda. de 05 de agosto de 2009. atual. fazenda.stn.br BRASIL.gov. Unidade 5 151 .stn. James. São Paulo: Atlas. Jesse. http://www.gov.º 101.fazenda.br BRASIL. 1999. http:// www. São Paulo: Atlas.º 163. 10. et al. FERNANDES.fazenda.. Maria Sylvia Zanela.. ed.stn. de 17 de março de 1964. Jorge Ulisses Jacoby.gov. 628 p. DI PIETRO.fazenda. Comentários a Lei 4. Tomada de Contas Especial. FAZZIO JR. Altera Anexo II da Portaria nº 163/01. ed. Portaria conjunta STN/SOF nº 2 de 08 de agosto de 2007.fazenda. São Paulo: Atlas.fazenda. e ampl. Portaria nº 577. Orçamento Público.stn. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas. http://www. Direito administrativo.stn. de 22 de agosto de 2002. ver. Comentários a Lei n.gov. http://www. Portaria Interministral nº 688.

Rio de Janeiro: Elsevier. Curso de Direito Administrativo. Brasília: Franco e Fortes.320 comentada. Contabilidade Pública: teoria e prática. Uma Abordagem teórica do gerenciamento de custos e avaliação do desempenho na administração pública. MACHADO JR. João Batista Fortes de Souza.. Heraldo da Costa. São Paulo: LTr. 2004. 1999. KOAMA. José Afonso da. ed. 2006. Direito Administrativo Brasileiro. MELLO. A Lei 4. B. Ilvo. Carlos Alberto Nogueira. Rio de Janeiro: IBAM. SANTOS. Direito. 2003. UNIVALI. ed. São Paulo: Malheiros. DEBUS. SANCHES. 29. Brasília: ESAF. Heilio. 2001. 2002. Lei complementar n. REIS. Osvaldo Maldonado. HOEGENN. Princípio da Eficiência da Administração Pública. Planejamento e Áreas Afins. São Paulo: Malheiros. 2003. Curso de Direito Constitucional Positivo. Heilio. São Paulo: Atlas. José Teixeira. KOAMA. Administração Pública.º 101/2000: entendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal. Brasília: Prisma.Universidade do Sul de Santa Catarina GUIMARÃES. Klicia Mª S. 2004. São José. 7. 2006. 16. Balanços públicos: Teoria e Prática. ed. 152 . NASCIMENTO. Moisés. SILVA. PIRES. 17. Revista Brasileira de Contabilidade março/abril. Brasília: CFC. Edson Ronaldo. São Paulo: Malheiros. ed. Alvacir Correa dos. Hely Lopes. NOGUEIRA. 2002. Contabilidade pública: Teoria e Prática. Celso A. 1997. A importância da Obediência ao Princípio da Publicidade nas prestações de contas da Administração Pública em face da Lei de Responsabilidade Fiscal. Bacharelado. MEIRELLES. Dicionário de Orçamento. 1995. 2005. São Paulo: Atlas.

designer instrucional Flavia Lumi Matuzawa – [Viviane Bastos]. 28 cm Unidade 5 153 . ed. Contabilidade governamental – um enfoque administrativo.Auditoria de Prestação de Contas Públicas SILVA. Davi. : il. . 206 p. São Paulo: Atlas. – Palhoça: UnisulVirtual. Lino Martins da. SOLONCA. 3. Auditoria de prestação de contas / Davi Solonca . 2003. 2007.

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„„ Compreender a função do tomador de contas especial..TCE.. 6 Seções de estudo Seção 1 Seção 2 Seção 3 Seção 4 Conceitos sobre a Tomada de Contas Especial em nível Federal e Estadual Legislação aplicável em casos de TCE Etapas a serem seguidas pela autoridade administrativa para a instauração da TCE Peças básicas de uma TCE .UNIDADE 6 Tomada de Contas Especial Objetivos de aprendizagem „„ Conhecer o que é Tomada de Contas Especial . „„ Identificar as suas implicações legais.

depois de esgotadas as providências administrativas internas com vista à recomposição do erário. ou irregularidade no dever de prestar contas ou dano causado ao erário.] é um processo de natureza administrativa que tem por objetivo apurar responsabilidade por omissão.. além de aprender a compor uma TCE com suas peças básicas. que visa à apuração de responsabilidade por ocorrência de dano à administração pública federal e à obtenção do respectivo ressarcimento. 3º da Instrução Normativa TCU 56/2007. a Tomada de Contas Especial [. 156 . você estudará o que é Tomada de Contas Especial (TCE) e verificará a legislação aplicável em nível federal e estadual. com rito próprio.. Seção 1 . advém de uma conduta do agente público em desconformidade com a lei. seja por meio de um ato omissivo ou comissivo. em sentido amplo. 95). a TCE deve ser instaurada pela autoridade competente do próprio órgão ou entidade jurisdicionada (responsável pela gestão dos recursos). a Tomada de Contas Especial (TCE) é um processo devidamente formalizado. A causa determinante na instauração da TCE. p. Conforme Fernandes (2009. Em regra.Conceitos sobre a Tomada de Contas Especial em nível Federal e Estadual Tomada de Contas Especial (TCE) Conforme o art.Universidade do Sul de Santa Catarina Para início de estudo Nesta unidade. identificará as etapas a serem seguidas pela autoridade administrativa para a instauração da TCE.

auditoria e processos de registro de atos de pessoal (art. Os Tribunais de Contas dos Estados regulamentam a Tomada de Contas Especial no âmbito de suas respectivas jurisdições. oriunda de conversão de outros processos de controle externo. 50. representação. incluindo a responsabilidade solidária no dano identificado (art. A TCE pode ser. 3. de forma que as normas adotadas por este servem como paradigma na regulamentação da matéria. §1º. as quais guardam razoável uniformidade com as normas Editadas pelo TCU. III. sujeitando a autoridade administrativa federal competente omissa à imputação das sanções cabíveis. que estabelece como objetivo do processo de TCE: 1.443/92). inspeção. ainda. quantificar os danos (quanto foi o prejuízo ao erário). A norma reguladora do processo de TCE no TCU é a Instrução Normativa TCU 56/2007. No entanto. convém ressaltar que. é necessário observar as peculiaridades ditadas pelo Tribunal de Contas ao qual a unidade da administração pública esteja vinculada. identificar os responsáveis (quem participou e como). Entretanto. apurar os fatos (o que aconteceu). 1º. 47 da Lei 8. denúncia. vigente desde 1º de janeiro de 2008. Unidade 6 157 . da IN/TCU 56/2007).Auditoria de Prestação de Contas Públicas A não adoção dessas providências no prazo máximo de cento e oitenta dias caracteriza grave infração à norma legal. tais como. para a aplicação da legislação em algum caso em concreto. a TCE pode ser instaurada por recomendação dos órgãos de controle interno (art. 2. da Lei 8.443/92) ou por determinação do próprio Tribunal de Contas. nos casos de omissão na prestação de contas ou inércia na instauração da TCE pelo gestor.

Se o dano for de valor inferior.443/92 (Lei Orgânica do TCU). qual/quanto foi o dano e. As TCE’s só devem ser instauradas pelas unidades competentes e encaminhadas ao TCU para julgamento se o dano ao erário. for de valor igual ou superior à quantia estabelecida pelo Tribunal. garantidos o contraditório e a ampla defesa. c/c art. 11). a autoridade administrativa federal competente. A TCE. da Instrução Normativa TCU 56/2007. deverá esgotar as medidas administrativas internas visando ao ressarcimento pretendido e providenciar a inclusão do nome do responsável no Cadastro Informativo dos débitos não quitados de órgãos e entidades federais (Cadin) e em outros cadastros afins. Os processos de TCE no TCU poderão ser julgados „„ Art. e d) prática de ato ilegal.Universidade do Sul de Santa Catarina O processo de TCE deve conter elementos de prova/convicção suficientes para se definir qual foi a conduta dos agentes públicos e demais responsáveis envolvidos (agentes solidários ou não). o nexo de causalidade entre a conduta dos agentes e o dano. 8º da Lei 8. ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano à administração pública federal. havendo. atualmente fixada em R$ 23. principalmente.000. Conforme estabelece o art. ainda assim. art. a possibilidade de interposição de recursos. possui etapas instrutivas e decisórias. c) ocorrência de desfalque. 1º. observando-se os requisitos especificados na respectiva legislação. regulares (dando quitação plena aos responsáveis). contrato de repasse ou instrumento congênere. ainda. mediante convênio. são determinantes para a instauração de TCE a ocorrência de pelo menos um dos seguintes fatos: a) omissão no dever de prestar contas. no âmbito do TCU. bens ou valores públicos. §2º. 158 . b) não comprovação da aplicação dos recursos repassados pela União. 1º da Instrução Normativa TCU 56/2007 c/c o art. 5º.00 (IN/TCU 56/2007. §3º. desvio ou desaparecimento de dinheiros. atualizado monetariamente.

o responsável é notificado para. por meio da Advocacia-Geral da União (AGU) ou das unidades jurisdicionadas ao TCU que detêm essa competência. no prazo de quinze dias. Após o julgamento. inclusão no Cadastro Informativo dos débitos não quitados de órgãos e entidades federais (Cadin). 585.Auditoria de Prestação de Contas Públicas „„ „„ regulares com ressalva (falhas formais). tornando a dívida líquida e certa. da CF/88 e art. há imputação de débito e/ou multa. declaração de inabilitação para o exercício de cargo ou função pública. ainda. comunicação ao Ministério Público Federal. é formalizado processo de cobrança executiva. não recolher tempestivamente a importância devida. e irregulares. ser considerados iliquidáveis (trancamento das contas por impossibilidade de julgamento) ou arquivados sem apreciação do mérito quando verificada a ausência de pressupostos de constituição ou de desenvolvimento válido e regular do processo (arts. 71. „„ „„ „„ „„ Unidade 6 159 . Quando as contas são julgadas irregulares. e solicitação do arresto de bens para garantir o ressarcimento. § 3º. decisão que tem eficácia de título executivo extrajudicial (art. VII. Se o responsável. promover a cobrança judicial da dívida ou o arresto de bens. tais como: „„ declaração de inidoneidade do particular para licitar ou contratar com a administração. regularmente notificado. do CPC). recolher o valor devido. Além dessas consequências. o qual é encaminhado ao Ministério Público junto ao Tribunal para. Podem. outras sanções podem ser aplicadas a partir do julgamento das contas. 197 a 213 do Regimento Interno do TCU).

somente o poder público deve dar andamento ao procedimento de TCE.oportunidade para o responsável contradizer os fatos apurados pela comissão. Em algumas ocasiões. b) Oficialidade .ao administrador público só é lícito executar o que a lei especifica.os atos devem ser publicados no Diário Oficial do Estado.deve-se envidar esforços até que se encontre o responsável e quantificar os prejuízos causados ao erário. e) Contraditório e Ampla Defesa . a partir do qual o responsável poderá figurar na lista de inelegíveis. 160 . g) Razão Suficiente Ab-rogável . f) Proteção ao Erário . quais sejam: a) Legalidade . como consequência. a inclusão no cadastro a ser enviado à Justiça Eleitoral.ocorre quando deixa de existir a causa ensejadora da TCE.é o abrandamento das formalidades usuais. analise o quadro a seguir. Ao se realizar uma Tomada de Contas Especial devemos nos pautar à luz dos seguintes princípios jurídicos. pode-se dar ciência aos interessados diretamente. d) Publicidade . c) Informalismo Moderado . Para esclarecer essas dúvidas. Podem ocorrer dúvidas quanto à questão de diferenciação do Processo Disciplinar e Sindicância e a Tomada de Contas Especial.Universidade do Sul de Santa Catarina O próprio julgamento das contas pela irregularidade já apresenta.

br/index.Processo Disciplinar e Sindicância e a Tomada de Contas Especial Fonte: Site da Secretaria do Estado da Fazenda de SC <http://www. Julgamento pela autoridade competente (a própria administração). Pode ser instaurado apenas um dos processos. dois deles ou até os três. Decisão de recompor o erário subordina-se a discussão. Quadro 6. 70.443/92) ou do Tribunal de Contas ao qual a unidade administrativa esteja jurisdicionado. dentre os quais devem ser destacados: „„ „„ Constituição Federal.diag. e art. no caso do TCU. mas o mérito da TCE e a gradação da penalidade da Sindicância ou do Processo Administrativo Disciplinar. Acesso em: 08/10/2007. Resolução nº 155/2002. Seção 2 . É obrigatória a comunicação de sua instauração ao Tribunal de Contas. quanto à observância aos procedimentos legais. em decorrência de um mesmo fato. Todos os processos em tese. não.gov. Unidade 6 „„ „„ 161 . podem ser revistos pelo Judiciário.Auditoria de Prestação de Contas Públicas TCE Resguardar a integridade dos recusos públicos. Lei Orgânica do TCU (Lei nº 8. Processo Disciplinar e Sindicância Apuração e posterior punição por falta disciplinar.sc. Pode a condução dos trabalhos ser exercida pelos mesmos servidores ou não. Regimento Interno do Tribunal de Contas. Elementos de um ou mais processos podem subsidiar a instrução de outro.1 . arts.Legislação aplicável em casos de TCE Diversos são os dispositivos legais e regulamentares em nível Federal que se referem à matéria. Decreto-Lei nº 200/67 (art. php?option=com_docman&task=cat=44&ltemid=73>. 84). 71. Não é obrigatória.sef. A decisão de imputar débito ou multa tem força de título executivo. inciso II. Não é julgada pela autoridade competente que a instaurou (Tribunal de Contas). 75.

320. quantificação do dano e ao imediato ressarcimento ao Erário. Decreto-Lei nº 200/67 (art. Lei nº 9. com vistas à exigência de prestação de contas ou de ressarcimento ao Erário. Portaria Interministerial nº 127/2008. identificação dos responsáveis. Entretanto. O início do processo. sempre que verificada alguma das hipóteses previstas no item 1. identificação dos responsáveis e quantificação do dano (caput do art. cabe ao dirigente máximo da entidade ou ao ordenador de despesa. É fundamental ressaltar que.784/99. dos Estados. que dispõe sobre o processo administrativo. sujeitando a referida autoridade à imputação das sanções cabíveis.2. 8º da Lei nº 8.666/93. caso não comprovada a conivência entre a autoridade administrativa que constatou a irregularidade e o agente causador do dano. deverá imediatamente adotar providências com vistas à apuração dos fatos.443/92). a omissão da autoridade competente no que se refere ao dever de adotar as providências com vistas à apuração dos fatos. sem prejuízo de 162 . „„ „„ „„ „„ „„ Responsável pela instauração da TCE. Lei nº 8. no prazo máximo de 180 dias. Lei nº 4. a responsabilidade daquele esgotará com a adoção de providências visando à reparação do prejuízo. e Estatutos e Regimentos Internos dos Órgãos e Entidades. 84). sob pena de responsabilidade solidária.112/90.Universidade do Sul de Santa Catarina „„ „„ Lei nº 8. dos Municípios e do Distrito Federal. a autoridade administrativa competente. no caso de convênios e contratos de repasse da União. podendo ocorrer de ofício ou por solicitação do Controle Interno. de 17 de março de 1964 – Estitui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União. é considerada grave infração à norma legal. no caso dos convênios.

independentemente das medidas administrativas internas e judiciais adotadas. b) no caso de desfalque ou desvio de dinheiros. e § 1º do art. o procedimento seguinte à identificação do ato lesivo é a notificação do responsável. e. por sua vez. objetivando a regularização do fato. SEÇÃO 3 . o responsável será notificado para que apresente a prestação de contas ou que proceda à devolução dos recursos recebidos. a qualquer tempo. 3º da IN/TCU nº 56/2007).Auditoria de Prestação de Contas Públicas caracterizar a sua solidariedade com o agente causador do dano. Nesse caso. acrescidos dos encargos legais. conforme dispõe o texto constitucional no § 1º de seu art. nos casos em que a prestação de contas não tenha sido aprovada. 8º da Lei nº 8.443/92. tem o dever de dar ciência ao Tribunal. ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano ao Erário. acrescido de correção monetária e juros de mora. o responsável será notificado para que recolha o valor do débito a ele imputado. Unidade 6 163 . ajuste ou outros instrumentos congêneres. assim: a) em se tratando de omissão de contas ou não comprovação da aplicação dos recursos repassados mediante convênio. poderá também o TCU. bens ou valores públicos. se entender que o fato motivador possui relevância suficiente para ensejar a apreciação por seus órgãos colegiados (art. da prática de qualquer ato ilegal.443/92). 51. 74 (também ressaltado no art. § 2º da Lei nº 8. Além disso. o Tribunal determinará a instauração da respectiva Tomada de Contas Especial. sob pena de responsabilidade solidária. bem como para que apresente as justificativas e as alegações de defesa julgadas necessárias. § 1º do art.Etapas a serem seguidas pela autoridade administrativa para a instauração da TCE No âmbito do órgão ou da entidade. de qualquer irregularidade ou ilegalidade de que tome conhecimento. 148 do RI/TCU. O Controle Interno. determinar a instauração de TCE. acordo.

o ordenador de despesas deve adotar. Algumas providências são necessárias para a tomada de contas especial. conforme o caso. a autoridade competente tomará as medidas necessárias com vistas à suspensão: a) de liberação de parcela de recursos ainda não transferida. será providenciada a instauração da tomada de contas especial e a inscrição da responsabilidade pelo débito em conta específica. auxílio ou contribuição à instituição omissa. sob pena de responsabilidade solidária. acordos ou ajustes com partícipe inadimplente. auxílio ou contribuição. acordo. de diligências. ou em que deveria ter sido apresentada a prestação de contas. como por exemplo: a) a instauração de TCE é medida de exceção. b) de assinatura de novos convênios. inclusive no que se refere a transferências por meio de convênio. Esgotado o prazo e não apresentada a prestação de contas. todas as providências administrativas para regularizar a situação ou reparar o dano. notificações e comunicações. c) antes de se instaurar a TCE. bem como à conta de subvenção. e) prazo para as providências: trinta dias a contar da data: „„ em que constatada irregularidade na aplicação de recursos públicos. ajuste ou outros instrumentos congêneres. nem devolvidos os recursos financeiros desviados. b) para a TCE é fundamental que reste comprovada a ocorrência de prejuízo aos cofres públicos. d) as providências administrativas se constituem. ou c) de pagamento de concessão. assegurado o contraditório. conforme o caso. de nova subvenção.Universidade do Sul de Santa Catarina Expedida a notificação e concedido prazo para sua regularização. 164 .

Auditoria de Prestação de Contas Públicas „„ do conhecimento de ocorrência relacionada a desfalque. § único da CF). para os efeitos de cadastro dos faltosos. omissos e/ou inadimplentes na comprovação ou pelo uso irregular dos recursos públicos. e c) ocorrência de desfalque. auxílio ou contribuição. b) não comprovação da aplicação de recursos concedidos pelo Estado mediante convênio. desvio de dinheiro. subvenção. 70. Unidade 6 165 . Encaminhamento da TCE ao Tribunal de Contas da União ou do Estado Concluso o processo de TCE e devidamente procedidos os registros no SIAFI. sob pena de responsabilidade solidária. bens ou valores públicos é sinônimo de alcance. ou da caracterização de qualquer ato ilegal. você irá compreender que cada TCE deve ensejar um fato descrito na legislação. desvio de dinheiro. bens ou valores públicos. „„ Fatos ensejadores da TCE A seguir. ou seja: a) omissão no dever de prestar contas (art. ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano ao erário. os autos serão encaminhados ao Tribunal de Contas para julgamento. os responsáveis pelo controle interno deverão comunicar o fato ao ordenador de despesas.

d) cópia do relatório de comissão de sindicância ou de inquérito. estes documentos listados integrarão o processo autuado e protocolizado no órgão gestor dos recursos. g) relatório do tomador de contas (pode ser o responsável pela gestão dos recursos ou outro agente designado para tomar as contas). Estes processos de TCE obedecerão à numeração sequencial anual de cada órgão gestor em que instaurados. contendo a numeração sequencial dos autos.Peças básicas de uma TCE São elementos essenciais ao processo de TCE. e) cópia das notificações de cobrança expedidas. no caso de omissão no dever de prestar contas de recursos repassados mediante convênio. de acordo com a Instrução Normativa TCU 56/2007: a) ficha de qualificação do responsável. juntamente com a prestação de contas. deverá constar dos autos comprovante do ajuizamento do feito. b) demonstrativo financeiro do débito. i) pronunciamento ministerial. acompanhado de cópia dos documentos que caracterizam a responsabilidade apurada. h) relatório e o certificado de auditoria (emitidos pelo controle interno). quando for o caso. f) cópia da notificação da entidade beneficiária. Além disso. Nos casos em que os fatos consignados na TCE forem objeto de ação judicial. c) cópia integral do processo de transferência de recursos. 166 . contrato de repasse ou instrumento congênere.Universidade do Sul de Santa Catarina Seção 4 . e j) outros elementos  que contribuam para caracterização do dano e da responsabilidade.

informações sobre o resultado de processos de sindicância. informações sobre as normas infringidas diante das irregularidades. se obrigam a prestação de contas por receberem e gerenciarem recursos públicos. „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ Já o Relatório Conclusivo: „„ análise conclusiva em torno das razões de defesa do responsável. Quem pode ser responsabilizado? Os agentes públicos. Responsáveis. Adequação à apuração dos fatos. cujos atos redundem em dano ao erário e aqueles que sem vínculo com a Administração. emprego ou função. Unidade 6 167 . informações quanto aos recursos repassados com indicação de datas e documentos correspondentes. quantificação precisa do dano. informações sobre o Relatório do Tribunal de Contas ou do controle interno. correta identificação do responsável (todos os agentes que de algum modo contribuíram para o dano).Auditoria de Prestação de Contas Públicas Tipos de Relatório desenvolvidos pela Comissão Interna do Órgão O ato formal pelo qual uma Tomada de Contas Especial (TCE) é apresentada pode ser como demonstraremos a seguir. assim compreendendo os que se vinculam com a Administração Pública em razão de cargo. e informações quando o fato ensejador da TCE for objeto de ação judicial. notificações para apresentação da prestação de contas ou devolução dos recursos recebidos). disciplinar ou de inquérito. O Relatório Preliminar deve conter: „„ informações sobre as providências administrativas adotadas para o ressarcimento do débito (expedientes enviados ao responsável.

quanto a atos irregulares por ele praticados e passíveis de imputação de débito ou de cominação de multa. oportunizará ao responsável seu direito do contraditório e ampla defesa por meio da citação e audiência. estando tudo correto. esta ficará liberada para receber quaisquer recursos do Estado somente após o julgamento da TCE pelo Tribunal de Contas. por escrito. Citação e audiência são os atos pelos quais o responsável é chamado ao Tribunal para apresentar defesa.Universidade do Sul de Santa Catarina „„ após a conclusão da TCE. para isso. o dano quantificado e os fatos adequadamente descritos. o Auditor Interno emite Relatório e Certificado de auditoria. Caberá ao Tribunal de Contas exercer seu papel constitucional e. mediante a suspensão da inadimplência por determinação do ordenador de despesas do órgão gestor. e a ocorrência de falhas ou irregularidades no processo ou a ausência de quaisquer dos elementos ensejará a sua devolução para correção ou complementação. verificados em processo de prestação ou tomada de contas. desde que comprovada a adoção de providências no sentido de ressarcir o Erário. „„ „„ Envio ao Tribunal de Contas da TCE A TCE tão logo concluída deverá ser encaminhada ao Tribunal de Contas respectivo. ou da União se for o caso. 168 . e se o responsável for o Administrador da entidade. inclusive mediante o ingresso com a ação judicial competente. „„ Análise do Controle Interno O processo de Tomada de Contas Especial é desenvolvido pelo controle interno verificando-se o seguinte: „„ se o responsável está corretamente identificado. somente será liberada para receber novos recursos. a entidade.

regulares. operacional ou patrimonial. 169 Unidade 6 . A Decisão do Tribunal de Contas tem da eficácia de título executivo. desfalque. de forma que a dívida resultante do débito imputado ao responsável é inscrito em dívida ativa. ao apreciar a TCE.quando comprovada qualquer das seguintes ocorrências: „„ „„ omissão no dever de prestar contas. tal como uma dívida tributarial. dano ao erário decorrente de ato de gestão ilegítimo ou anti-econômico injustificado. de forma clara e objetiva. suas autarquias. c) Irregulares . podendo ser executado pela Procuradoria da Fazenda Pública. fundos e fundações ou à tesouraria da unidade repassadora dos recursos. quando expressarem. a legalidade. „„ „„ O responsável ainda tem o direito de impetrar Recursos previstos no regimento interno de cada Tribunal de Contas. ou grave infração à norma legal ou regulamentar de natureza contábil. orçamentária. do Ministério Público e do Tribunal de contas.quando evidenciarem impropriedade ou qualquer outra falta de natureza formal de que não resulte dano ao erário. Legislativo e Judiciário. poderá proferir as seguintes decisões: a) Regulares . O débito deve ser recolhido ao Tesouro (Secretaria de Fazenda ou Tesouro Nacional). a exatidão dos demonstrativos contábeis. quando se referir a recursos repassados por empresas públicas e sociedades de economia mista. b) Regulares com Ressalva . prática de ato de gestão ilegítimo ou antieconômico. e. a legitimidade e a economicidade dos atos de gestão do responsável. desvio de dinheiro. financeira. bens ou valores públicos. quando se tratar de recursos repassados pela administração direta dos Poderes Executivo.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Os Tribunais de Contas.

170 . devem seguir algumas etapas pela autoridade administrativa para a instauração da TCE. Atividades de autoavaliação 1) Liste e explique as causas que podem ensejar a instauração da Tomada de Contas Especial. para que as pessoas que trabalham com recursos públicos possam visualizar suas competências e alcance sobre as Prestações de Contas. terminamos o estudo da Tomada de Contas Especial. indicando a Legislação aplicável em casos de TCE.Universidade do Sul de Santa Catarina Síntese Nesta Unidade. ou seja. outros órgãos estaduais. pois se trata de um instrumento eficaz na busca dos recursos mal utilizados e que devem ser ressarcidos ao erário. certamente este assunto não se esgota nesta unidade. alcancem os resultados para qual foram concebidas. para que as TCE’s tenham um resultado positivo. Como você aprendeu. Desta forma. sob pena de ser invalidado todo o processo. municipais ou federais. procuramos desenvolver conceitos sobre a Tomada de Contas Especial (TCE) em nível Federal e Estadual. Procuramos descrever as peças básicas de uma TCE.

1967. 864. Belo Horizonte: Fórum. 8. Decreto-Lei nº 200. 3. emprego ou função pública. rev. estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências. 25 fev. ed. Dispõe sobre a organização da Administração Federal.Auditoria de Prestação de Contas Públicas 2) Liste os objetivos de uma Tomada de Contas Especial. Saiba mais AGUIAR. BRASIL. Contabilidade Pública. ANGÉLICO. 3) Observe a seguinte afirmativa: Somente estão sujeitos à Tomada de Contas Especial os detentores de cargo. São Paulo: Atlas. João. Unidade 6 171 . Convênios e tomadas de contas especiais: manual prático. p. 2008. Legislação Federal. Verdadeiro ou Falso? Justifique. de 25 de fevereiro de 1967. 1995. ed. Ubiratan. e ampl.

29. Fundamentos de Direito Administrativo. São Paulo: Atlas. Heilio. Tomada de Contas Especial.666. São Paulo: Malheiros. Regulamenta o art. ed. Lei 4. Curso de Direito Administrativo. MELLO. institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências. de 17 de março de 1964. FAZZIO JR. São Paulo: Atlas. B. 1999. 1997. da Constituição Federal. Celso A. 2004. BRASIL. CRUZ. Maria Sylvia Zanela. KOAMA. Lei 8. BRASIL.Universidade do Sul de Santa Catarina BRASIL. ed. Hely Lopes. e ampl. Belo Horizonte: Fórum. de 29 de janeiro de 1999. 4. A Lei 4.320. Rio de Janeiro: IBAM. ed. São Paulo: Atlas. 172 . 2001. São Paulo: Malheiros. 37. 2002. ver. MEIRELLES. BRASIL. 628 p. José Teixeira. REIS. ed. Lei 9. 17. 10. São Paulo: Atlas.320 comentada.784. 2009. et al. 1995. Direito Administrativo Brasileiro. BRASIL.443. Lei 8. Organizador: Alexandre de Moraes. FERNANDES.320.. 2004. Direito administrativo. Contabilidade pública: Teoria e Prática. São Paulo: Atlas. Flávio da. 2006. inciso XXI.. Dispõe sobre a Lei Orgânica do Tribunal de Contas da União e dá outras providências. Heraldo da Costa.. São Paulo: Atlas. Constituição da República Federativa do Brasil. MACHADO JR. Jorge Ulisses Jacoby. Regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. de 21 de julho de 1993. de 16 de julho de 1992. DI PIETRO. Comentários a Lei 4. 1998.. atual. de 17 de março de 1964. Waldo.

206 p. Davi. 28 cm Unidade 6 173 . ed. 7. SILVA. Contabilidade Pública: teoria e prática. Contabilidade governamental – um enfoque administrativo. 2002. João Batista Fortes de Souza. – Palhoça: UnisulVirtual.Auditoria de Prestação de Contas Públicas PIRES. SOLONCA. designer instrucional Flavia Lumi Matuzawa – [Viviane Bastos]. . 2003. : il. Auditoria de prestação de contas / Davi Solonca . ed. 2007. Lino Martins da. Brasília: Franco e Fortes. 3. São Paulo: Atlas.

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quero te desejar sucesso nos teus projetos e vida. Sim. conhecimento e sabedoria para executá-los com êxito. Forte abraço. Por fim. que tenhas saúde. menor a corrupção. É com muita satisfação e com muita honra que te digo: vencemos mais uma etapa. Prof. como cidadão comum. ainda. vencemos. Muito obrigado pela oportunidade. Quanto mais instruído e consciente for o povo. O cidadão comum também deve fiscalizar a forma como são geridos os recursos públicos e o fim dado aos mesmos. menor o desperdício de recursos por parte da Administração Pública. Da mesma forma. pois não só os profissionais da auditoria governamental devem estar preparados para auditar as contas públicas. . e o meu. e espero ter atingido este objetivo. Moisés Höegenn.Para concluir o estudo Caro(a) Aluno(a). de transmitir este conteúdo a você. É com humildade e sinceridade que te digo que me esforcei muito para lhe disponibilizar um material com conteúdo abrangente e de agradável leitura. espero que você tenha compreendido o conteúdo desta disciplina e possa aplicá-lo com segurança na sua vida profissional ou. pois eu e você enfrentamos um desafio: o seu. de conseguir assimilar o conteúdo da disciplina.

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ANGÉLICO. Legislativo e Judiciário.gov. 3.br BRASIL. de 22 de agosto de 2002. stn. fazenda. Altera Anexo II da Portaria nº 163/01. rev.stn. http://www. de 04 de maio de 2000. ed.Referências AGUIAR.fazenda. de 28 de abril de 2005.br BRASIL. Portaria conjunta STN/SOF nº 2 de 08 de agosto de 2007.br BRASIL. http://www.fazenda. vum.fazenda. de 10 de novembro de 1993. Portaria n. Portaria nº 462.º 101.br BRASIL. http://www. São Paulo: Saraiva. Estabelece a obrigatoriedade da declaração de bens e rendas para o exercício de cargos. de 04 de outubro de 2005. de 05 de agosto de 2009. Portaria nº 9. de 28 de dezembro de 2007. 8.stn.gov.fazenda.fazenda. Portaria n. 2008.fazenda.gov. de 15 de outubro de 2008. BRASIL.br BRASIL. BRASIL. stn. BALEEIRO. Contabilidade pública: da teoria à prática. João.gov. Lei Complementar n. de 04 de maio de 2001. São Paulo: Atlas. Portaria Interministral nº 688. ARAÚJO. Ubiratan.gov.br BRASIL.stn.stn.br BRASIL.gov. 2004. stn.br BRASIL. Contabilidade Pública. São Paulo: José Bushatsky. Aliomar. http:// www. ed. http://www. 1995.gov.br BRASIL. Portaria nº 10.stn. Nota Técnica nº 2308 / 2007 / CCONT/STN. stn. http://www. http://www. http://www. e ampl.º 59.º 163. Lei nº 8730.gov. Cinco aulas de finanças e política fiscal. empregos e funções nos poderes Executivo. http://www.gov. Daniel. Belo Horizonte: Fórum.gov. Portaria nº 577. ver. 1975. http://www. fazenda. de 1º de março de 2001. Inaldo. Convênios e tomadas de contas especiais: manual prático.br . ed.fazenda.planalto. 2. ARRUDA.

BRASIL.br BRASIL. Lei nº 1.872. de 10 de abril de 1950. de 16 de julho de 1992. Dispõe sobre a organização da Administração Dispõe sobre a unificação dos recursos de caixa do Tesouro Nacional.079. BRASIL. a Lei no 1.848. da Constituição Federal. p. BRASIL.079. http://www. Lei 4.320. Organizador: Alexandre de Moraes. e o Decreto-Lei no 201. BRASIL. Lei nº 10. Lei 8. Regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. de 21 de julho de 1993. BRASIL. de 11 de dezembro de 1990.848. de 7 de dezembro de 1940.Universidade do Sul de Santa Catarina BRASIL. Decreto nº 93. Legislativo e Judiciário. 178 . Lei nº 8.gov.112. 25 fev.666. Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato. e dá outras providências BRASIL. Lei nº 8. das autarquias e das fundações públicas federais. indireta ou fundacional e dá outras providências. de 19 de outubro de 2000. Decreto-Lei nº 200. São Paulo: Atlas. de 10 de abril de 1950. Lei nº 8112. atualiza e consolida a legislação pertinente e dá outras providências. cargo. BRASIL. estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências. institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências. Decreto-Lei nº 201. Decreto-Lei nº 2. de 17 de março de 1964. Dispõe sobre a Lei Orgânica do Tribunal de Contas da União e dá outras providências. Altera o Decreto-Lei no 2. Dispõe sobre a organização da Administração Federal. de 27 de fevereiro de 1967. Lei 9. 864. de 2 de junho de 1992. Legislação Federal.443. BRASIL. de 22 de dezembro de 2006. São Paulo: Atlas. de 25 de fevereiro de 1967. emprego ou função na administração pública direta. Dispõe sobre a responsabilidade dos Prefeitos e Vereadores. Dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União. Regulamenta o art. Lei 8. BRASIL. Define os crimes de responsabilidade e regula o respectivo processo de julgamento. 1967.senado. de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal. BRASIL. BRASIL. empregos e funções nos poderes Executivo. 37. 2002.784.028. inciso XXI. de 29 de janeiro de 1999. de 11 de dezembro de 1990. BRASIL. Estabelece a obrigatoriedade da declaração de bens e rendas para o exercício de cargos. Constituição da República Federativa do Brasil. 1997.429. de 7 de fevereiro de 1967. Institui o Código Penal.

Maria Sylvia Zanela. GIACOMONI. Dispõe sobre as normas gerais para perda de cargo público por excesso de despesa e dá outras providências. BURKHEAD. KOAMA. 179 . ver. Contabilidade pública: integrando União. de 14 de junho de 1999. Comentários a Lei n. 4. Waldo. 1995. FERNANDES. James. Balanços públicos: Teoria e Prática. 2003. 2009. Jesse. Heilio. 13. São Paulo: Atlas. Fundamentos de Direito Administrativo. Direito. Flávio da.801.320 comentada. Uma Abordagem teórica do gerenciamento de custos e avaliação do desempenho na administração pública. ed.717. de 04 de maio de 2000. CFC. 1998.. 2009. Hely Lopes. Direito administrativo. São Paulo: Atlas. et al. de 17 de março de 1964. 2006. A importância da Obediência ao Princípio da Publicidade nas prestações de contas da Administração Pública em face da Lei de Responsabilidade Fiscal. Jorge Ulisses Jacoby. dos militares dos Estados e do Distrito Federal e dá outras providências. UNIVALI. Bacharelado. GUIMARÃES. 2004. 29. FAZZIO JR.. Moisés. São Paulo: Atlas. MEIRELLES. CASTRO. Rio de Janeiro: IBAM. REIS. Klicia Mª S. ed. 2004. ed.. 2005. HOEGENN.. São Paulo: Malheiros. São José. e ampl. 10. 628 p. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas. de 27 de novembro de 1998. São Paulo: Atlas. 10. Orçamento Público. Heraldo da Costa. ed. Heilio. KOAMA. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. ed. Direito Administrativo Brasileiro. Tomada de Contas Especial. São Paulo: Atlas. Revista Brasileira de Contabilidade março/abril. José Teixeira.Auditoria de Prestação de Contas Públicas BRASIL. 2001. A Lei 4. ______. 2001.320. Estados e Municípios (Siafi e Siafem). MACHADO JR.º 101. Brasília. Belo Horizonte: Fórum. Lei nº 9. Contabilidade pública: Teoria e Prática. Diana Vaz de. DI PIETRO. dos Estados. BRASIL. LIMA. Comentários a Lei 4. Dispõe sobre regras gerais para a organização e o funcionamento dos regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União. São Paulo: Atlas. do Distrito Federal e dos Municípios. CRUZ. Lei nº 9. 1971. Orçamento público. 2003. atual. Róbison Gonçalves de.

Lei de responsabilidade fiscal e leis orçamentárias. 16. 8. Celso A. Ilvo. São Paulo: Atlas. Alvacir Correa dos. DEBUS. ed. 2002. 2002. PIRES. Lino Martins da. Curso de Direito Financeiro. Curso de Direito Constitucional Positivo. PISCITELLI. Brasília: ESAF. – São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. SOLONCA. ed. Marcus Vinícius Veras. 2002. OLIVEIRA. Contabilidade governamental – um enfoque administrativo. São Paulo: LTr. Roberto Bocaccio. 7. Maria da Glória Arrais. 637p. Brasília: Prisma. 1997. rev. NASCIMENTO.Universidade do Sul de Santa Catarina MELLO. MACHADO. Administração Pública. 3. Lei complementar n. : il. ed. Davi. ed. 2004. SILVA. São Paulo: Editora Juarez de Oliveira.º 101/2000: entendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal. 2. 2003. São Paulo: Atlas. Brasília: Franco e Fortes. 1999. 2008. SANTOS. João Batista Fortes de Souza. SILVA. São Paulo: Malheiros. 180 . Contabilidade Pública: teoria e prática. Manual de auditoria governamental. 2003. ed. . 206 p. B. Auditoria de prestação de contas / Davi Solonca . São Paulo: Malheiros. São Paulo: Atlas. Edson Ronaldo. Marcos. Carlos Alberto Nogueira. 17. Planejamento e Áreas Afins. Princípio da Eficiência da Administração Pública. Dicionário de Orçamento. ed. SANCHES. Rio de Janeiro: Elsevier. 2005. et al. NOGUEIRA. 2007. Contabilidade pública: uma abordagem da administração financeira pública. José Afonso da. e atual. 2003. PETER. Régis Fernandes de. – Palhoça: UnisulVirtual. Osvaldo Maldonado. NÓBREGA. designer instrucional Flavia Lumi Matuzawa – [Viviane Bastos]. Curso de Direito Administrativo. 2004. 28 cm.

segundo os registros históricos. desde 2006. chegaram em 1862 à Colônia Santa Isabel. A partir de 1998. realizou diversos trabalhos de auditoria em entidades públicas (prefeituras. 1996). hoje pertencente aos Municípios de Águas Mornas e Rancho Queimado.Sobre o professor conteudista Moisés Höegenn nasceu em Florianópolis – SC. Campus São José (2003). na região da Grande Florianópolis. que presta serviços de perícia. fundada em 1846 por colonos alemães. Em julho de 2008. câmaras de vereadores) e privadas. da Comissão de Administração. é sócio da empresa Herzmann & Höegenn Consultores S/S. e em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). assumiu. auditoria e consultoria na área contábil. É descendente de holandeses da família Hoegen. em diversas localidades do Estado de Santa Catarina. órgão de assessoramento do Conselho da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). . o cargo de Auditor Fiscal de Controle Externo junto ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. É membro. em 13/07/1969. em decorrência de aprovação em concurso público. atualmente lotado na Diretoria de Controle Estadual (DCE). É graduado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC. que. no Estado de Santa Catarina. Desde 2007. da cidade de Amsterdã. Gestão e Finanças.

Contabilidade III. 182 . Gestão Pública e Auditoria de Prestação de Contas Públicas dos cursos virtuais.Universidade do Sul de Santa Catarina É professor da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) das disciplinas Direito Tributário I (Direito Financeiro) para o curso de Direito. Áreas de atuação: pública. empresarial. Contabilidade Pública. e das disciplinas Auditoria Governamental. no ensino presencial. Orçamento Público. judicial e educacional.

após a emissão do parecer prévio do Tribunal de Contas respectivo. São apreciadas e julgadas diretamente pelo Tribunal de Contas de cada unidade da federação. Tomada de Contas são contas prestadas individualmente pelas unidades da administração direta: Poder Legislativo.) e uma Prestação de Contas da Administração Indireta (autarquia. as quais são julgadas pelos integrantes do Poder Legislativo.Respostas e comentários das atividades de autoavaliação Unidade 1 1) Contas de Governo são as contas consolidadas do Poder Executivo com as contas dos demais Poderes e Órgãos de cada ente da federação. etc. comercial. Poder Judiciário. Advocacia Geral da União. as quais são apreciadas e julgadas individualmente pelo Tribunal de Contas respectivo. administração direta do Poder Executivo. etc Unidade 2 1) Subvenção corresponde é um repasse de recursos públicos ao setor privado. Ministério Público. Estado ou Município). 2) O aluno deverá localizar o link de acesso a uma Conta Anual de Governo (União. as quais não integram as Contas de Governo. para a cobertura dos déficits de manutenção. Tribunal de Contas. As subvenções econômicas são destinadas às empresas públicas ou privadas de caráter industrial. empresa pública. fundação. . uma conta objeto de Tomada de Contas (Contas Anuais do Poder Judiciário. Ministério Público. Prestações de Contas das unidades da administração indireta. de forma que são apreciadas à parte. Tribunais de Contas. sem a participação do Poder Legislativo. As subvenções sociais tem por objetivo cobrir despesas de custeio de instituições públicas ou privadas de caráter assistencial ou cultural. agrícola ou pastoril. sem finalidade lucrativa. visando cobrir direta ou indiretamente necessidades de pessoa física ou déficits de pessoas jurídicas.

2) O Balancete e Razão. 5. limites de endividamento. do Balanço Patrimonial e das Demonstrações das Variações Patrimoniais. no caso de despesa com representação. pois estes dois relatórios permitirão verificar a correta elaboração do Balanço Orçamentário. o qual é responsável pelo controle destes recursos. diferente daquele comumente utilizado para a execução da despesa. o Balanço Financeiro.Universidade do Sul de Santa Catarina 2) As prestações de contas de recursos antecipados a título de subvenções. 184 . Estas prestações de contas são encaminhadas aos Tribunais de Contas. 2. dentre outros. nome e o cargo do responsável pelos recursos (quem vai receber o adiantamento e gerenciá-lo). Unidade 3 1) Os elementos essenciais das Contas Anuais estabelecidos pela Lei nº 4. ambos até o último Nível Analítico. de acordo com a finalidade da despesa e no valor da parcela das subvenções e dos auxílios. 3) Resposta: a. os quais permitem verificar o equilíbrio das contas públicas. e deverão ser compostas de forma individualizada. o atendimento aos limites com alguns gastos. dispositivo legal em que se baseia ou a autorização da autoridade competente. denominado Regime de Adiantamento. posto que o processamento se dá por um regime. e. pois os procedimentos desta despesa possuem algumas particularidades. o prazo de aplicação. Unidade 4 1) Demonstrativos fiscais são demonstrativos contábeis os quais devem ser periodicamente publicados pelos gestores públicos.320/64 são: o Balanço Orçamentário. 3) A concessão de adiantamento a pessoas é uma forma especial de realização da despesa pública. além da classificação da despesa. do Balanço Financeiro. d. é necessário mencionar esse fato. 4. o tipo de gasto e o código contábil da dotação orçamentária da despesa a ser realizada. com a indicação de seu CPF e RG. 3. 4) A requisição de adiantamento deve constar expressamente: 1. auxílios ficarão em poder e guarda do sistema de Controle Interno da unidade gestora repassadora dos recursos. aos quais compete o julgamento das mesmas. o Balanço Patrimonial e as Demonstrações das Variações Patrimoniais.

inciso XVIII. Em virtude disto. art. 3) O cumprimento da observância das normas e limites contidos na Lei de Responsabilidade Fiscal compete ao Poder Legislativo e ao Tribunal de Contas do Estado.: Entidade privada que recebe recursos públicos a título de subvenção. G 3) Os limites de endividamento dos entes públicos são os estabelecidos pelo Senado Federal. da Lei de Responsabilidade Fiscal. Proibição de contratar operação de crédito. bem como ao sistema de controle interno de cada Poder e do Ministério Público. do Decreto Lei 201/67. pois o mandato já expirou). o ex-prefeito está sujeito ao cumprimento de pena de detenção de três meses a três anos e inabilitação por cinco anos (não perde o cargo. 1º. desvio ou desaparecimento de dinheiros. que. parágrafo 3º. para tanto. E. 51. . edita resoluções estabelecendo os referidos limites. 2) B. Ex. ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano à administração pública federal. 3) Resposta. 185 . se obrigam à prestação de contas por receberem e gerenciarem recursos públicos. Unidade 5 1) O caso hipotético fere ao artigo 33.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Os Demonstrativos Fiscais compreendem o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal. Unidade 6 1) Os fatos que podem ensejar a instauração de uma Tomada de Contas Especial são: .ocorrência de desfalque. 2) As restrições previstas em lei para o caso hipotético seria a proibição de receber transferências voluntárias. 2) Os objetivos de uma Tomada de Contas Especial são: apurar os fatos (o que aconteceu). . contrato de repasse ou instrumento congênere.omissão no dever de prestar contas. saúde e assistência social. Falso.prática de ato ilegal. identificar os responsáveis (quem participou e como) e quantificar os danos (quanto foi o prejuízo ao erário). parágrafo 2º). Também estão sujeitos à Tomada de Conta Especial aqueles que mesmo sem vínculo com a administração pública. exceto as relativas às ações de educação. e . exceto as destinadas ao refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária (LRF. bens ou valores públicos. conforme art. mediante convênio.não comprovação da aplicação dos recursos repassados pela União.

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