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CIDADANIA DIREITOS SOCIAIS, CIVIS E

POLÍTICOS

NORBERT ELIAS

(1897-1990)

Impossibilidade de uma sociedade de bem-estar e felicidade individual e ausência de conflitos

Mais de 2 mil trabalhadores foram resgatados da escravidão em 2012. Ao todo, foram 255

Mais de 2 mil trabalhadores foram resgatados da escravidão em 2012. Ao todo, foram 255 ações de combate ao trabalho escravo no campo e nas

cidades.

14/05/2013 Portal Brasil

Brasil é o único país da América Latina que atua na formação de cães-guia. A

Brasil é o único país da América Latina que atua na formação de cães-guia. A ação será reforçada por meio do Plano Viver sem Limite, que planeja a implantação, até 2014, de mais seis Centros de treinamentos de Cães-Guia. Portal Brasil

Mutirão de Cidadania oferece serviços gratuitos no Centro de SP. População pode receber atendimento médico

Mutirão de Cidadania oferece serviços gratuitos no Centro de SP. População pode receber atendimento médico e odontológico. Retirada de documentos pode ser feita ainda na noite deste sábado.

CIDADANIA ANTIGUIDADE CLÁSSICA

Na Grécia, a polis era entendida, ao mesmo tempo, como cidade e como comunidade política. Nas cidades- estados gregas, eram os próprios membros das

comunidades políticas que estabeleciam suas leis e escolhiam seus governantes. A cidadania se concretizava a partir da participação ativa na vida e nas

decisões da cidade.

A ideia de Direitos Naturais surgiu na Grécia Antiga, com a crença na existência de um "direito natural permanente

e eternamente válido, independente de legislação.

Em Roma cidadão era aquele que gozava de direitos e deveres e tinha participação dentro da cidade.

CIDADANIA

IDADE MÉDIA

Direito Natural se vincula, na Idade Média, à vontade de Deus. A Igreja pregava uma forma

ideal de sociedade, na qual reinaria um Direito

Natural Absoluto, em que todos os homens seriam iguais e possuiriam todas as coisas em

comum, não havendo governo dos homens

sobre homens ou domínio de amos sobre escravos. Essa ideia de igualdade ficou muito

distante da realidade, pois só era considerado

cidadão aquele que detinha riquezas e poder, ou seja, apenas estamentos restritos, ligados ao

clero e à nobreza

SÉCULO DAS LUZES

Ideia de cidadania ligada à concepção de

superar a condição de súdito. O cidadão é

entendido como um indivíduo livre e não apenas como um ente da comunidade política.

Estabeleceram-se os Direitos Individuais

originais e mais elementares: os direitos à igualdade, à liberdade, à propriedade. Estes

eram os direitos que se faziam imprescindíveis,

naquela fase histórica, para uma burguesia emergente.

DECLARAÇÃO DE DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO (ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE FRANCESA, 1789)

DECLARAÇÃO DE DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO (ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE FRANCESA, 1789)
DECLARAÇÃO DE DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO (ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE FRANCESA, 1789)

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES

UNIDAS (ONU) 1945

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS

DIREITOS HUMANOS 1948

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU) 1945 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS 1948

DIREITOS CIVIS (direitos necessários à

liberdade individual)

Consiste na garantia da liberdade religiosa

e de pensamento, o direito de ir e vir, o

direito à propriedade, à liberdade

contratual, principalmente a de escolher o trabalho, e finalmente, à justiça, que

deveria salvaguardar todos os direitos

anteriores.

DIREITOS POLÍTICOS (participação na

sociedade e no governo)

Refere-se aos

(possibilidade de votar e ser votado) o

direito de livre associação (partidos,

sindicatos, etc.) e o direito de protestar.

Os direitos políticos começaram a ser

reivindicados já no século XVIII , mas

foram conquistados efetivamente, na

maioria dos países, somente no século

direitos eleitorais

DIREITOS SOCIAIS

Refere-se ao direito à educação básica, à

saúde, à programas habitacionais,

transporte coletivo, previdência, lazer,

acesso ao sistema judiciário, etc.

De uma forma geral, Somente no século XX esses “direitos” foram reconhecidos

como “direitos” do cidadão.

CIDADANIA: CONCEITO EM CONSTANTE

CONSTRUÇÃO

CIDADANIA: CONCEITO EM CONSTANTE CONSTRUÇÃO

Hoje temos ainda outros tipos de direitos,

relacionados à modernidade, surgidos no final do século XX e inicio do século XXI, como o direito dos consumidores, dos idosos, dos adolescentes, das

crianças, dos deficientes, dos

homossexuais, das minorias étnicas, dos animais, da natureza (meio ambiente), etc.

CIDADANIA: MITO OU REALIDADE?

CIDADANIA: MITO OU REALIDADE? Podemos acrescentar uma outra maneira de entender os direitos que nos ajuda

Podemos acrescentar uma outra maneira de entender os direitos que nos

ajuda a distinguir aquilo que “diz a lei” e aquilo que é praticado no dia-a-dia.

São dois tipos, a cidadania: FORMAL e REAL ou SUBSTANTIVA

CIDADANIA FORMAL refere-se à maneira

como a cidadania está descrita formalmente

na lei, nas constituições nacionais, é a

garantia que o indivíduo tem para lutar

legalmente por seus direitos.

CIDADANIA REAL refere-se à maneira como a

cidadania é vivida na prática, no dia-a-dia. Através dela

podemos ver que nem todos os seres humanos são iguais socialmente, e que a sociedade se estrutura de

forma desigual, sendo que alguns grupos sofrem os

mais diversos tipos de necessidades e preconceitos.

CIDADANIA E DEMOCRACIA

A partir da Constituição de 1988, novos instrumentos foram colocados à disposição daqueles que lutam por um País cidadão. Enquanto consumidor, o brasileiro ganhou uma lei em sua defesa o CDC;

temos um novo Código de Trânsito;

um novo Código Civil. Novas ONGs que desenvolvem funções importantíssimas, como defesa do meio ambiente.

A mídia, apesar dos seus tropeços, tem tido um papel relevante em favor da

cidadania. E muitas outras conquistas a partir da Nova Carta.

Ação Cidadania Contra a Miséria e pela Vida, Movimento pela Ética na Política. Ação dos “caras-pintadas”, movimento espontâneo de jovens que contribuiu para o impeachment do presidente Collor. A Ação Popular, Ação Civil Pública, Mandado de Injunção, Instituição do Ministério Público, importante instrumento na defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais

indisponíveis. http://www.pgr.mpf.gov.br

OUVIDORIA-GERAL DA UNIÃO

A Ouvidoria-Geral da União recebe reclamações sobre

falhas administrativas ou fornecimento de serviço público, sempre que estiverem relacionadas a ações de agentes públicos,órgãos e entidades do Poder

Executivo Federal. É responsável por examinar e encaminhar mensagens a respeito de atrasos evitáveis, desobediência aos procedimentos

estabelecidos, ofensa ou descortesia, decisões não

fundamentadas, respostas incompletas ou fora do prazo legal estabelecido, além de sugestões para o aprimoramento da prestação de serviços públicos,

elogios e denúncias de irregularidades.

SECRETARIA ESPECIAL DOS DIREITOS

HUMANOS

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, criada pela Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003, é o órgão da Presidência da República que trata da articulação e implementação de políticas públicas voltadas para a promoção e proteção dos direitos humanos.

Medida provisória assinada pelo presidente da República no dia 25 de março de 2010 transforma a secretaria em órgão essencial da Presidência, e ela passa a ser denominada Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da

República.

Ministra Maria do Rosário Telefone: (55 61) 2025.3106 / 2025.3536 Fax: (55 61) 2025.9414 E-mail: direitoshumanos@sdh.gov.br

OUVIDORIA-GERAL DA CIDADANIA

A Ouvidoria-Geral da Cidadania é um

órgão de assistência direta e imediata da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da

Presidência da República. Recebe

críticas, denúncias, reclamações e sugestões a

respeito de fatos e ações que desrespeitam os

direitos da criança, do adolescente, da pessoa

com deficiência, do idoso e de outros grupos sociais mais vulneráveis.

DIREITOS HUMANOS E RELAÇÕES

INTERNACIONAIS

Brasil está inserido nos sistemas internacionais tanto o global, da ONU (Organização das Nações Unidas), como o regional, da OEA (Organização dos Estados Americanos) - de promoção e proteção dos direitos humanos.

Os principais tratados internacionais foram ratificados a partir da

redemocratização do País, na década de 1990, e a política externa

brasileira de direitos humanos conquistou maior credibilidade por parte da comunidade internacional. O Brasil foi um dos países com maior número de votos na eleição dos membros do recém-criado Conselho de Direitos Humanos

Tribunal Penal Internacional Comissão e a Corte Interamericana de Direitos Humanos.