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GOVERNO DO RIO DE JANEIRO Secretaria de Estado de Cultura Plano Estadual de Cultura INTRODUÇÃO

GOVERNO DO RIO DE JANEIRO Secretaria de Estado de Cultura

Plano Estadual de Cultura

INTRODUÇÃO

A Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro (SEC) está coordenando a elaboração do Plano Estadual de Cultura, a partir do diálogo com gestores públicos dos 92 municípios do estado, agentes culturais, artistas, Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa e o Ministério da Cultura para apontar diretrizes e estratégias de políticas públicas de cultura para os próximos 10 anos, no estado do Rio de Janeiro.

Além dos encontros que estão ocorrendo em todas as regiões do estado para discutir Lei e Plano Estaduais de Cultura, a SEC está promovendo também discussões sobre 11 setores e linguagens artísticas (Artes Visuais, Audiovisual, Circo, Dança, Música de Concerto, Música Popular, Livro e Leitura, Museus, Patrimônio Material, Patrimônio Imaterial; e Teatro).

O texto a seguir foi encomendado pelo Grupo de Planejamento Setorial de Dança, criado pela SEC em 13 de abril de 2012, e tem por objetivo estimular o debate sobre as políticas públicas para esse setor. Além deste, outros textos, também encomendados, estão disponíveis na página do Plano na internet (http://www.cultura.rj.gov.br/projeto/plano-estadual-de-cultura), a partir de agosto de 2012. Qualquer pessoa ou entidade pode enviar seus comentários e sugestões através dessa página. Após um período de debates pela internet haverá uma reunião pública para cada setor, cujas datas serão amplamente divulgadas, onde os textos serão apresentados e discutidos também presencialmente.

Esperamos que a discussão em torno das ideias trazidas aqui estimule a apresentação de propostas de diretrizes e estratégias a serem incorporadas pelas políticas setoriais do Plano Estadual de Cultura.

SOBRE AS AUTORAS

Flávia Meireles é artista, pesquisadora e professora, mestranda em Artes Visuais na EBA/UFRJ. Estudou Economia

Flávia Meireles é artista, pesquisadora e professora, mestranda em Artes Visuais na EBA/UFRJ. Estudou Economia (IE/UFRJ) e dança na Faculdade Angel Vianna. Desenvolve seus projetos entre os campos da dança, das artes visuais e do cinema. Escreve e publica artigos sobre dança. Alguns trabalhos: "sem nome todos os usos" (Prêmio Funarte Klauss Vianna 2008) e "Trabalho para comer" (Fundo de Apoio à Dança 2011) com estreia no Espaço SESC/RJ. Leciona na Faculdade e Escola Angel Vianna e produziu os eventos "Uma noite com Yvonne Rainer e amigos" (2009), ABI pensa a dança(2011), Práticas do comum(2011) e Ciclo de Encontros: a Dança Carioca no Centro Coreográfico do Rio de Janeiro (2012). Como pesquisadora em dança atualmente coordena o projeto "Reestruturando Histórias da Dança" (Fundo e Apoio à Dança

2011).

em dança atualmente coordena o projeto "Reestruturando Histórias da Dança" (Fundo e Apoio à Dança 2011).

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Silvia Soter é professora da Faculdade de Educação da UFRJ, crítica de dança do jornal O Globo, professora de Ginástica Holística - método da Dra. Ehrenfried, certificada por Marie-Josèphe Guichard, na França, em 1996. Graduou-se em Artes (Comunicação Visual) pela PUC- Rio (1988), em Dança pela Universidade de Paris 8 (França- 1996) e é mestre em Teatro pela UNIRIO (2005). Junto com Roberto Pereira, foi organizadora da publicação “Lições de Dança”. Por doze anos foi professora do Curso de Licenciatura em Dança da UniverCidade. Atua como dramaturgista da Cia Lia Rodrigues de Danças desde 2002. É autora do livro “Cidadãos dançantes: a experiência de Ivaldo Bertazzo com o corpo de dança da Maré”, UniverCidade Editora - 2007 e do DVD Corpo Aceso: experiências em educação somática para bailarinos e não bailarinos. Colabora como professora do projeto Universidade das Quebradas - PACC - UFRJ. É coordenadora da área de cultura da Rede de Desenvolvimento da Maré e supervisora pedagógica da Escola Livre de Dança da Maré.

INTRODUÇÃO

Este documento visa sugerir bases de orientação para uma política cultural da dança no Estado do

Rio de Janeiro para os próximos dez anos. Com amparo em necessidades prementes e baseado em

experiências bem sucedidas, relacionamos aqui propostas para dinamização da Dança.

Tais iniciativas devem ser adotadas pelo Executivo como uma política de Estado e não de Governo,

o que permitirá a continuidade das ações para além de gestões específicas, questão fundamental para

assegurar a perenidade e a vitalidade do panorama cultural do estado do Rio de Janeiro. Nestes anos que

seguem é imperativo que sejam desenvolvidos dispositivos legais/leis de fomento à dança no estado do Rio

de Janeiro que assegurem uma verba regular e adequada destinada especificamente para este fim, para

que o fomento à dança deixe de depender de orientações pontuais e políticas culturais intermitentes.

Iniciamos com uma breve historiografia da dança, situando o papel que o Rio de Janeiro representa

para essa atividade. A segunda parte deste texto apresenta uma análise crítica do cenário atual, para, em

seguida, elencar sugestões que visam à construção de uma política para a dança no estado levando em

consideração aspectos relativos à formação, à produção e à difusão da dança.

O ESTADO DA DANÇA

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“Quando nos debruçamos sobre o passado da dança cênica do Estado do Rio de Janeiro, o que

primeiro nos salta aos olhos é que foram os encantos naturais e culturais da cidade, os grandes

responsáveis pelo que aqui tem acontecido. Se apenas manifestações pontuais ocorreram nos anos que se

seguiram à chegada da família real, foi no século XX que o Rio acolheu e se tornou residência de artistas

vindos de vários lugares do mundo que transformaram para sempre a paisagem da dança carioca.

Foi o caso de Maria Olenewa, bailarina russa responsável pela fundação da 1ª Escola Oficial de

Dança no Brasil, em 1927, e pela criação do 1º Corpo de Baile Oficial no Brasil, em 1936, até hoje a única

companhia de repertório clássico do país. ( )

Este Rio irreverente, mesmo quando deixou de ser a capital da República, continuou a atrair outros

artistas que na segunda metade do século XX fertilizaram o terreno do que, mais tarde, se tornou uma

referência a nível nacional e internacional: a dança contemporânea carioca. Como Lennie Dale, coreógrafo

e bailarino norte-americano, um dos responsáveis pela introdução do jazzdance no Brasil e um dos

fundadores do Dzi Croquettes, grupo de dança formado apenas por homens. Do Uruguai, chegou Graciela

Figueroa, professora e coreógrafa responsável pela fundação do Grupo Coringa, um dos pioneiros da dança

contemporânea carioca.

Estas ilustres personalidades que aqui chegaram provocaram imediatamente misturas que fizeram

com que a dança que eles traziam e as que aqui existiam ganhassem novas formas e cores. Cada um destes

estrangeiros, rapidamente transformados em brasileiros, ou melhor, em cariocas, deixou marcas

importantes no cenário da dança. ( )

E nestas terras outros artistas, professores, formadores, programadores, colaboraram para a

criação de circunstâncias que, com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, fizeram do Rio a partir dos

anos 1990 a capital brasileira da dança contemporânea. Hoje reconhecida nacional e internacionalmente

pela grande potência criativa e pela qualidade de sua produção, a dança carioca está sempre em cartaz ou

nos palcos daqui ou levando o nome da cidade maravilhosa para outros palcos do Brasil e do mundo.”

(Roberto Pereira e Silvia Soter. Programa da Mostra Rio Criativo. Firjan, Rio de Janeiro,2008.)

O texto acima apresenta, em linhas gerais, o lugar de destaque que a dança tem no Estado do Rio

de Janeiro e, inversamente, o lugar que o Estado do Rio de Janeiro possui para a dança. Para pensar uma

política pública que possa melhorar este cenário, faz-se necessário fortalecer uma rede de artistas e

equipamentos culturais entre capital e interior, bem como estimular a interiorização da dança no estado do

Rio de Janeiro, revertendo o atual quadro de concentração na cidade do Rio de Janeiro, de companhias,

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artistas independentes, mostras, festivais e equipamentos culturais com condições técnicas para receber

espetáculos de dança.

O panorama fértil de criação, reflexão e produção em que o Rio de Janeiro se destaca nacional e

internacionalmente é, no entanto, constantemente abalado pela descontinuidade das políticas públicas

para a cultura. A cada nova gestão, os modelos adotados pelos governos anteriores são reavaliados, e as

práticas são interrompidas, acabando por impedir a consolidação do setor da dança como um todo. Isto

pode ser exemplificado pelos momentos de alternância de existência e ausência de fomento à criação,

programas de apoio a grupos e companhias de dança, oferta de bolsas de pesquisa, espaços nos teatros das

redes públicas para programação de dança, etc. Ou seja, há descontinuidade no fomento da produção e

circulação em dança e quase inexistência de fomento em outros aspectos da cadeia produtiva.

Portanto, o estímulo de toda a cadeia produtiva da dança (criação, circulação, formação, difusão e

memória) se faz fundamental para que uma real política se instale no estado do Rio. Um dos pontos fracos

dentro da cadeia produtiva da dança é a área de formação, sobretudo em nível técnico - tanto de artistas

da dança, quanto de técnicos de espetáculos, gestores e produtores, etapa fundamental para a formação

de artistas e profissionais e para a dinamização deste setor.

Ademais, outra questão que precisa ser enfrentada refere-se à tributação e à prestação de contas,

posto que os sistemas de fomento por editais, por vezes, desconsideram a natureza diferenciada da

atividade cultural, o que se revela nas rubricas dos próprios editais, muitas vezes inadequadas. A alta

tributação e a prestação de contas com rubricas que não condizem com o produto cultural Dança revelam

tanto a informalidade do setor da dança quanto a falta de sensibilidade do poder público com a

particularidade da arte.

Hoje, nos parece haver um importante desequilíbrio entre o estímulo para a criação de novos

espetáculos/eventos e o fomento ao trabalho continuado de artistas, grupos e companhias de dança.

Deste modo, os artistas da dança, na ausência de meios de manter de forma continuada suas práticas

investigativas e criativas em médio prazo, se veem compelidos a se encaixar em formatos de curta

duração, submetendo-se a editais de criação como forma de subsistirem. Como resultado, vê-se um grande

número de estreias de espetáculos criados em poucos meses, que serão apresentados poucas vezes, de

forma concentrada e para um pequeno público. Estas peças de vida curta são logo abandonadas pelos

artistas para que possam preparar mais projetos, visando os novos editais e assim conseguir subsídios para

sobreviverem como artistas da dança. É importante lembrar que os editais, hoje atendendo apenas a

demandas imediatas, devem ser instrumentos de uma política cultural criteriosa que articule, através

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destes, seus objetivos finais. É um problema, então, a ausência de programas continuados para

manutenção de artistas, grupos e companhias de dança para projetos de médio e longo prazos.

SUGESTÕES PARA UM PLANO ESTADUAL DE CULTURA DANÇA

Para que o Estado do Rio de Janeiro tenha papel determinante no fomento da dança, é necessário,

de uma parte, descentralizar a histórica concentração na cidade do Rio de Janeiro de companhias, mostras,

festivais e equipamentos culturais com condições técnicas para receber espetáculos de dança, e, de outro

lado, levar em consideração a cadeia produtiva da dança de modo articulado. Para tal, faz-se urgente

contar com equipamentos culturais que possuam condições técnicas próprias para acolher espetáculos e

aulas de dança em diversas cidades do Estado do Rio.

A ampliação da oferta de espaços com estas características é condição sine qua non para que haja

circulação de espetáculos e outros eventos por todo o estado. Além da recuperação de espaços da rede

estadual, muitas vezes ociosos, será necessário investir na construção de novos equipamentos culturais

para acolhimento das atividades como aulas, ensaios e espetáculos.

Em paralelo, é preciso dar suporte regular aos distintos setores da cadeia produtiva da dança,

através de um programa de fomento amplo e diverso.

LINHAS DE FOMENTO À DANÇA

a) Subvenção para grupos, companhias e artistas independentes:

A subvenção visa à manutenção dos processos continuados de criação 1 desenvolvidos seja por

grupos e companhias, seja por artistas independentes, com suas respectivas equipes de criação e/ou

1 Como exemplo de ação de subvenção, vale lembrar que a Secretaria Municipal de Cultura, através do RioArte, foi responsável por uma iniciativa pioneira no Brasil, promovendo a subvenção a grupos de dança o PROGRAMA RIOARTE DE SUBVENÇÃO À DANÇA CARIOCA, que vigorou entre 1995 e 2005, chegando a contemplar 13 companhias cariocas.

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técnicas. Tal manutenção dos grupos, núcleos e artistas independentes é fundamental para o

aprofundamento e amadurecimento dos processos criativos, garantindo condições para uma colaboração

efetiva entre os artistas. Além de proporcionar uma gestão mais profissional das companhias e grupos, o

planejamento anual do orçamento de um projeto criativo é vital para autonomia da economia da cultura,

para a manutenção dos vínculos profissionais e para ampliar o acesso aos bens culturais produzidos por

estes artistas assim como as repercussões de tal produção.

É importante considerar o universo diferenciado da produção, incluindo a variedade de linguagens,

escalas e histórico das companhias, grupos, coletivos e artistas isolados. Os critérios de seleção dos

contemplados necessitam de transparência e os períodos de apoio devem sustentar a possibilidade de

empreender feitos mais sólidos e perenes, algo que os editais de curta duração nem sempre são capazes de

suprir. Além disso, as subvenções devem incluir o estado do Rio como um todo, talvez com proporções de

projetos a serem contemplados entre capital e interior e entre os diversos municípios.

b) Apoio a temporadas: oferta de pautas nos teatros e espaços culturais do estado para os espetáculos de

dança na ordem de, no mínimo, 25% da programação. Reativação da bem sucedida experiência dos

Domingos Contemporâneos no Municipal, projeto que, por aproximadamente um ano, recebeu espetáculos

de dança contemporânea nas manhãs de um domingo por mês, a preços populares, no Teatro Municipal do

Rio de Janeiro.

c) Apoio a montagem de espetáculos: o fomento anual à montagem permite a produção de trabalhos

inéditos de grupos, companhias e artistas independentes, a ser decidido por comissão de especialistas

escolhidos em parceria entre o poder público e a classe de dança, através de consulta aos seus coletivos,

fóruns de discussão e órgãos representativos.

d) Apoio a mostras e festivais profissionais: as mostras e festivais são o maior canal de informação e

circulação de ideias entre artistas e população do Rio de Janeiro. Estas experiências também dialogam com

outras em vários estados e países, através das redes internacionais de festivais. O incentivo a esses

encontros, intercâmbios e transbordamentos culturais são profícuos tanto pela troca artística, quanto para

a economia do Rio de Janeiro, conferindo ao estado projeção nacional e internacional como polo irradiador

de arte e cultura. O apoio às mostras locais e festivais fora da capital podem criar importante espaço de

troca entre artistas, estimulando a produção de dança de modo descentralizado.

e) Apoio à circulação de espetáculos, mostras e festivais: com o objetivo de descentralizar a presença da

dança e de difundir a produção criativa do estado do Rio de Janeiro, é importante fazer com que

espetáculos, mostras e festivais possam circular por diferentes municípios. O deslocamento da exibição de

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espetáculos de dança para outras áreas do estado contribui ao mesmo tempo para a democratização do

acesso à produção artística e para a formação de novas plateias. A circulação aumenta ainda o número de

apresentações de uma obra, otimiza o investimento humano e material feito na montagem das peças,

ampliando o número de apresentações de uma obra que já está produzida, o que aumenta o emprego de

artistas e técnicos, e cria novas demandas para a dança. O programa de circulação de espetáculos, mostras

e festivais deve ser planejado em parceria com as secretarias de Educação e Cultura do estado e dos

municípios e com os atores locais, com vistas ao desenvolvimento de iniciativas inovadoras e de longa

duração.

f) Bolsas de pesquisa: as bolsas de pesquisa vêm se revelando uma boa estratégia de fomento à inovação e

aprofundamento da produção artística, contemplando pesquisadores tanto da área teórica quanto prática.

A partir de um estudo das bolsas de pesquisa que existiram com sucesso em nosso país, como, por

exemplo, o Programa de Bolsas RioArte, delineamos a seguir, como sugestão, as linhas gerais de uma bolsa

de pesquisa voltada para a dança:

1. Bolsa de pesquisa teórica: destinada a pesquisadores com vistas a desenvolver pesquisa histórica

ou estética. Tal iniciativa viria nutrir, através das questões ou temas pesquisados, a discussão e o

pensamento crítico da dança no estado do Rio de Janeiro, tanto em termos estéticos quanto

historiográficos.

2. Bolsa de pesquisa prática: destinada a artistas com vistas a desenvolver temas relevantes a seu processo

de criação ou a empreender uma pesquisa coreográfica/performática. Tal iniciativa visa fomentar os

processos criativos sem a premência imediata de produzir espetáculos.

Durante a vigência da bolsa, os candidatos às duas modalidades estariam comprometidos a apresentar

relatórios e registros a serem encaminhados posteriormente à instância responsável pelo programa. Esses

registros e resultados também deveriam se tornar públicos através de divulgação em site específico,

ensaios e conversas públicas. Acreditamos que o período de 1 ano seja o mais interessante para a

realização de uma pesquisa de tal configuração.

g) Apoio a seminários: o encontro de pesquisadores, teóricos e criadores permite a circulação do

conhecimento entre o meio acadêmico e a produção artística, e provoca ações e encontros que

dificilmente aconteceriam, possibilitando ainda interações entre diferentes culturas e modos de fazer

artísticos.

FORMAÇÃO

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Formação e capacitação: uma importante linha de atuação da Secretaria Estadual de Cultura deve ser a

formação, capacitação e aperfeiçoamento profissional dos artistas da dança.

Para isso, sugerimos a criação de polos de formação em dança, em diferentes regiões do estado,

que reuniriam aulas e oficinas regulares em distintas linhas de dança, sempre ministradas por professores

licenciados em dança. Estes polos poderão acolher artistas da dança para oficinas temporárias ou ainda em

residência artística para desenvolvimento de projetos de pesquisa e criação, de médio e longo prazo,

sempre em parceria com os corpos docente e discente dos polos. O contato entre jovens em formação e

artistas em atividade amplia o acesso a novas linguagens, possibilitando o desenvolvimento criativo e

profissional.

Os polos poderão trabalhar de forma integrada com as escolas da rede estadual e municipal de

ensino, utilizando a disciplina curricular “arte” como aproximação destas duas instâncias de formação. Ao

estender suas atividades e práticas aos alunos da rede pública, os polos terão, igualmente, um importante

papel na formação de novas plateias para a dança.