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Código de Ética | FURNAS

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Código de Ética | FURNAS

CÓDIGO DE ÉTICA

Mensagem do Presidente

A ética não é uma abstrata relação de princípios; é a prática concreta


do convívio harmônico de uma sociedade.

FURNAS constitui o núcleo de uma convivência humana, pavimentada


sobre conceitos que disciplinam, motivam e orientam nosso
comportamento. A prática dessa ética é que dá consistência a nossos
sonhos. A concretude dessa prática nos garante a conquista do sucesso.
A manutenção de um espaço onde o respeito é exemplo; a verdade,
um dever; a competência, um compromisso; a honestidade, uma
obrigação; e o exercício da cidadania é a conseqüência da
responsabilidade social de cada um.

Hoje, FURNAS possui um Código de Ética. Ele é mais que uma


conquista dos colaboradores da Empresa. Representa uma razão real
de orgulho daqueles que trabalham nela. O legado que deixaremos a
nossos filhos é a lembrança que terão da honradez do trabalho de
seus pais.

Ético é tudo aquilo que é legal, legítimo, transparente, responsável e


socialmente justo.

As cores da capa desse Código têm uma simbologia e uma mensagem:


FURNAS é uma Empresa ética, assim como a esperança é Verde e a
transparência é Branca.

José Pedro Rodrigues de Oliveira

Diretor-Presidente

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INTRODUÇÃO

FURNAS é uma empresa líder de mercado e tem como missão “atuar


como empresa no ciclo de energia elétrica, ofertando produtos a
preços razoáveis e serviços adequados para melhorar a condição
humana”. O principal objetivo deste Código é afirmar os princípios e
valores que norteiam as suas ações, visando assegurar lisura e
transparência na condução das atividades institucionais.

A Ética é o princípio que informa não apenas as políticas públicas,


mas o comportamento do ser humano na busca de sua realização
individual e social. É no contexto social que as pessoas buscam os
seus objetivos e agem no sentido de concretizá-los. Logo, a ética
relaciona-se com as opções individuais e sociais, somente sendo
aceitáveis as condutas que se firmarem como justas e respeitosas dos
valores morais adotadas pela sociedade. A ética fundamenta-se nos
ideais socialmente afirmados da virtude e do bem, valores sem os
quais as relações havidas na sociedade não podem prosperar.

Também nas relações de trabalho e, mais ainda, quando estas se


desenvolvem nos espaços públicos, ou seja, nas entidades que
compõem a Administração Pública Direta e Indireta, a ética ordena
os comportamentos e firma-se em normas de conduta profissional
que orientam as relações dos agentes com a entidade na qual se
insere e com todos aqueles que, de forma direta ou indireta,
relacionam-se com o objeto das atividades desenvolvidas.

Considera-se obrigatória a ética na entidade pública, assim se


considerando os compromissos de moralidade e apreço pela coisa
pública e pelo interesse público que se busca realizar. Há de atuar o
agente administrativo de forma honesta com os cidadãos, senhores,

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em última instância, da coisa pública. Seus valores, suas atitudes,


seus desempenhos devem levar em conta a sociedade, seus valores e
seus interesses, avaliando-se o cumprimento de suas responsabilidades
públicas e a sua atuação como boa entidade.

A ética é indispensável ao agente que compõe os quadros da


Administração Pública, em cujos quadros se inclui a empresa pública,
porque, na ação do ser humano, o querer e o agir interligam-se
necessariamente.

Assim, FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S.A. elaborou seu Código de


Ética e Padrões de Conduta Profissional com o intuito de disciplinar,
orientar e estimular os comportamentos daqueles que compõem os
seus quadros, fundamentando-os num conceito de ética voltado para
o desenvolvimento das suas atividades. Neste sentido é que se
afirmaram os objetivos que se põem como razão de ser da entidade
e como parâmetros claros para que os seus servidores ampliem sua
capacidade de atuar no sentido indicado nas normas aprovadas, em
benefício dos comportamentos sempre mais adequados aos valores
havidos como legítimos pela sociedade, melhorando as relações com
todos os que com ela se relacionam. A sociedade é senhora da coisa
pública e é em função de suas necessidades e aspirações que atua a
Administração Pública.

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CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Fica instituído o Código de Ética e Padrões de Conduta


Profissional de FURNAS.

§ 1°. O Código de Ética e Padrões de Conduta Profissional de FURNAS


aplica-se aos seus servidores.

§ 2°. Para os fins de interpretação e aplicação deste Código entende-


se por servidor de FURNAS aquele que por força de lei, contrato ou
de qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente,
temporária ou excepcional à Empresa, a qualquer título.

§ 3°. Os membros da Direção da entidade sujeitam-se ao Código de


Conduta da Alta Administração Pública Federal e, no que couber, ao
Código de Ética e Padrões de Conduta Profissional de FURNAS.

CAPÍTULO II - DAS NORMAS DE ÉTICA E CONDUTA.

Seção I - Dos Padrões de Conduta Profissional

Art. 2º. Cabe ao servidor de FURNAS:

I - ter conduta profissional ilibada, agindo sempre com zelo, honradez,


discrição e dignidade;

II - exercer suas atividades profissionais com competência e diligência,


buscando o aprimoramento técnico e a atualização permanente,
devendo estimular todos os envolvidos nas atividades da Empresa a
adotar tal conduta;

III - desempenhar suas atividades com impessoalidade e segundo os

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fins fixados para o benefício da Empresa e da sociedade;

IV - manter conduta equilibrada e isenta, não participando de quaisquer


transações e atividades que possam comprometer a sua dignidade
profissional ou desabonar a sua imagem pública, bem como a da Entidade;

V - manter confidencialidade, quando cabível, quanto às informações


e atividades referentes ao trabalho realizado em sua área de atuação,
sendo absolutamente vedada a utilização desses dados em benefício
de seus interesses particulares ou de terceiros;

VI - obedecer a procedimentos que tratam de vista ou de cópias de


documentos ou processos que estejam sob a sua responsabilidade em
razão do cargo ou função exercido;

VII- ser estritamente profissional e imparcial no tratamento com o público;

VIII - levar em conta, na realização de seus eventuais investimentos


pessoais, os conflitos de interesse com as atividades profissionais exercidas;

IX - fazer-se sempre acompanhar de outro servidor lotado em FURNAS


ao participar de reuniões de trabalho com pessoas ou instituições que
não façam parte da Empresa;

X - utilizar os recursos tecnológicos e de informática (dentre outros os sistemas


de informação, microcomputadores, correio eletrônico, internet e máquinas
fotocopiadoras) de forma racional, sem prejuízo de suas atribuições;

XI- assegurar, quando investido em cargos ou função de direção,


as condições mínimas para o desempenho ético-profissional dos
demais servidores;

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XII- exercer a função independentemente de questões religiosas, raça,


sexo, cor, idade, condição social ou de qualquer natureza em relação
aos demais servidores, a fornecedores ou quaisquer pessoas que,
direta ou indiretamente, relacionem-se com a Empresa;

XIII- manter com os colegas atitude de consideração, apreço, respeito


mútuo e solidariedade, não induzindo tais condições à conivência com
erro, contravenção penal ou atos contrários às normas deste Código
de Ética ou às leis vigentes;

XIV - preservar o patrimônio, a imagem e os interesses da Empresa;

XV - apresentar sugestões e críticas construtivas, com o intuito de


aprimorar a qualidade dos produtos e serviços prestados pela Empresa;

XVI- agir sempre dentro dos princípios de lealdade, iniciativa,


honestidade, competência, prudência, perseverança, imparcialidade,
para o engrandecimento e bom desempenho do profissional e
desenvolvimento da Empresa.

Art. 3º. Cabe à FURNAS:

I - valorizar o processo da comunicação interna e externa de maneira


clara, transparente e responsável;

II - tornar disponível por meio próprio e amplamente divulgado


instrumentos para recebimento de sugestões e críticas;

III - manter ativo um sistema de segurança capaz de manter a


privacidade dos usuários da internet e da intranet, desde que utilizados
adequadamente;

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lV - respeitar os valores culturais e reconhecer a importância das


comunidades para o desenvolvimento da Empresa, apoiando e
participando de empreendimentos direcionados à melhoria das condições
sociais da população em conformidade com a legislação vigente;

V - honrar os compromissos assumidos com os acionistas, parceiros,


fornecedores e servidores, garantindo que os mesmos tenham
informações claras e atualizadas dos processos de gestão da Empresa,
por intermédio dos meios de comunicação internos e externos.

Seção II - Dos Deveres

Art. 4º São deveres do servidor de FURNAS:

I - realizar seu trabalho com lealdade à Empresa, guardando total


sigilo profissional no tocante à utilização de informações privilegiadas
sobre ato ou fato ainda não divulgado ao público ou confidencial em
razão de sua natureza;

II - atuar de modo a assegurar a exatidão e a qualidade na realização


do trabalho sob sua responsabilidade profissional;

III - assumir claramente a responsabilidade pela execução do seu


trabalho e pelos pareceres e opiniões profissionais de sua autoria;

IV - recusar, no exercício de suas atividades profissionais, qualquer


tipo de ajuda financeira, gratificação, comissão, doação, ou vantagem
de qualquer espécie, para si ou para terceiros, que não estejam
previstas em lei;

V - notificar, imediatamente, à Comissão de Ética da Empresa sobre


quaisquer situações contrárias à ética, ilegais, irregulares ou duvidosas

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quanto à sua legitimidade de que tenha conhecimento, quando


cometidas por servidores da Empresa no exercício de suas funções.
Não se aceitará qualquer tipo de denúncia com o fim único de
difamação ou calúnia, bem como não se acatará qualquer outro tipo
de denúncia sem fundamento;

VI - obter prévia e expressa autorização do superior hierárquico imediato


para publicação de estudos, pareceres, pesquisas e demais trabalhos de
sua autoria, que tenham sido elaborados durante as atividades exercidas
na Empresa e que envolvam assuntos com ela relacionados;

VII - reportar ao superior hierárquico imediato todas as reuniões e


encontros nos quais participou na qualidade de representante da Empresa;

VIII - fornecer, quando solicitado por servidor ou autoridade


competente, informações fidedignas e tempestivas, em estrita
observância aos princípios da legalidade, impessoalidade, publicidade
e eficiência, próprios da Administração Pública.

Art. 5º - São deveres de FURNAS:

I - manter aberto, permanente e respeitoso, diálogo construtivo com


sindicatos e associações de classe;

II - estabelecer mecanismos de avaliação do grau de satisfação de


seus clientes, internos ou externos à Empresa;

III - zelar pela qualidade das informações fornecidas pelos seus órgãos
e servidores, assegurando a sua integridade, atualidade e
confidencialidade, quando aplicável;

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IV - contribuir para a melhoria constante da qualidade de vida no seu


ambiente de trabalho;

V - reconhecer a dimensão social do consumo de energia elétrica e dos


direitos de seus consumidores e clientes para com este produto, e alinhados
às políticas governamentais, estimulando padrões de consumo sustentáveis;

VI - aperfeiçoar os processos e incorporar novas tecnologias visando


à melhoria contínua do desempenho ambiental;

VII - racionalizar o uso de recursos naturais e combater o desperdício


de energia elétrica, adotando, conforme o caso, campanhas
educativas que garantam a participação da sociedade para o
atingimento deste objetivo;

VIII - contratar, mediante critérios ético-profissionais, dentro das


necessidades da Empresa e em conformidade com a legislação
específica aplicável a cada caso;

IX - atuar como efetivo parceiro do Governo na implementação de


políticas, projetos e programas socioeconômicos voltados para o
desenvolvimento do setor de energia elétrica em benefício do País;

X - articular os interesses e as necessidades da empresa e da Administração


Pública com os vários segmentos econômicos da sociedade;

XI - colocar à disposição de todos, público interno e externo, com a


utilização dos meios disponíveis de comunicação de massa,
informações claras, compreensíveis e atualizadas das atividades da
Empresa nos campos de seus negócios, da Responsabilidade Social,
da consciência ambiental e da valorização das culturas regionais;

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XII - proporcionar a todo cidadão a oportunidade de expressar suas


reclamações ou preocupações a respeito das atividades da Empresa,
garantindo que toda pergunta receberá uma resposta em prazo
previamente definido, a qual será levada ao conhecimento do interessado;

XIII - promover campanhas públicas de divulgação sobre os


procedimentos de segurança que devem ser adotados nas proximidades
das instalações de geração e de transmissão, para as comunidades
que habitam as áreas de influência de seus empreendimentos.

Seção III - Das Vedações

Art. 6º - É vedado ao servidor de FURNAS:

I - utilizar informações da Empresa ou de seu interesse e que não


tenham sido divulgadas, para qualquer fim, em benefício próprio ou
de terceiros, ainda quando não propiciem benefício direto ou imediato;

II - comentar assuntos internos que envolvam informações confidenciais


com representante da imprensa, salvo se expressamente autorizado
por superior hierárquico;

III - comentar assuntos internos que envolvam informações confidenciais


com qualquer pessoa ou instituição, de modo a permitir que se venha a
antecipar ou alterar algum comportamento no setor privado;

IV - aceitar presentes que sejam ofertados em razão da condição de


trabalho na Empresa, não se considerando para os fins deste inciso os
brindes que:

a) não tenham valor comercial ou

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b) que sejam distribuídos por entidades de qualquer natureza a título


de cortesia, propaganda, divulgação habitual ou por ocasião de
eventos especiais ou datas comemorativas e não ultrapassem o valor
unitário de R$ 100,00 (cem reais);

V - utilizar veículos oficiais da Empresa em situações que não estejam


estritamente relacionadas ao desempenho de suas funções;

VI - enviar ou receber documentos oficiais fora dos procedimentos


adotados pelo serviço de Protocolo da Empresa;

VII - tornar disponível senha de acesso à rede ou aos sistemas de


informação a outros servidores, salvo se motivado por necessidade
de serviço e devidamente autorizado e registrado o autor de quem o
tenha feito;

VIII - dar tratamento preferencial por questão de interesse próprio


ou sentimento pessoal;

IX - divulgar a propriedade intelectual de terceiros, sejam clientes ou


fornecedores, utilizando-a sem prévio consentimento escrito do
proprietário, ou contribuir, ainda que indiretamente, para que esses
direitos sejam lesados por qualquer pessoa ou entidade.

Seção IV - Das sanções disciplinares

Art. 7º - Violar as normas contidas neste Código de Ética importa em


falta ética, o que, conforme a gravidade, sujeitará seus infratores,
sem prejuízo de outras sanções administrativas, cíveis e penais previstas
em lei, às seguintes penalidades:

I - censura ética, aplicada pela Comissão de Ética de FURNAS;

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II - suspensão, indicada pela Comissão de Ética de FURNAS e


encaminhada à Diretoria da Empresa;

III - dispensa da função de confiança, se for o caso, indicada pela


Comissão de Ética de FURNAS, encaminhada à Diretoria da Empresa;

IV - desligamento do servidor da Empresa, recomendada pela


Comissão de Ética de FURNAS, após processo administrativo no qual
seja garantido o direito à ampla defesa do interessado e em
conformidade com a legislação vigente;

V - restituição do servidor, funcionário ou empregado cedido, requisitado


ou contratado a seu órgão de origem ou à empresa contratada para
prestação do serviço, com a devida comunicação, a seu empregador
direto, das razões que embasaram tal ato, na forma de recomendação
feita pela Comissão de Ética de FURNAS e encaminhada à Diretoria
da Empresa.

§ 1º. Em qualquer caso de afronta às normas éticas estabelecidas


neste Código será ouvido o servidor que poderá apresentar justificativa
ou defesa, o que será apreciado pela Comissão de Ética da Empresa.

§ 2º. Da decisão ou recomendação da Comissão de Ética sobre


qualquer das penalidades caberá recurso ao presidente da Empresa,
devidamente motivado e apresentado, por escrito, no prazo máximo
de cinco dias úteis contados do conhecimento do ato recorrido.

CAPÍTULO III - DA APLICAÇÃO DO CÓDIGO

Art. 8º - O cumprimento das normas contidas neste Código é obrigatório


para o servidor de FURNAS.

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§ 1º - Aplica-se ao servidor de FURNAS o Código de Ética Profissional


do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal subsidiariamente,
no que couber.

Art. 9º - Compete à Diretoria Executiva divulgar o Código de Ética de


FURNAS por meio de palestras, treinamento em ética e meios de
educação ética dos servidores, criando espaço para o seu
desenvolvimento pessoal e profissional.

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COMISSÃO DE ÉTICA

OBJETIVO

Orientar e aconselhar o servidor sobre a ética profissional, no


tratamento com as pessoas e com o patrimônio da Companhia.

.....Entende-se por servidor aquele que por força de lei, contrato ou


qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente,
temporária ou excepcional à Companhia, a qualquer título.

ATRIBUIÇÕES DA COMISSÃO

Elaborar, divulgar, bem como revisar, sempre que necessário ou a


cada dois anos, o Código de Ética e Padrões de Conduta Profissional
de FURNAS, submetendo à apreciação do Diretor-Presidente, para
posterior encaminhamento e aprovação pela Diretoria Executiva.

Zelar pelo cumprimento do Código de Ética e Padrões de Conduta


Profissional, garantindo que sejam considerados aspectos que digam
respeito à ética nos processos de negócio da Companhia.

Assessorar a Direção Superior, emitindo pareceres para a tomada de


decisão concernente a atos que impliquem no descumprimento do
Código de Ética e Padrões de Conduta Profissional de FURNAS.

COMPOSIÇÃO E ORGANIZAÇÃO

A Comissão de Ética será constituída por um representante titular de


cada Diretoria e respectivo suplente. Será indicado, ainda, um
representante titular e respectivo suplente, empregado de FURNAS,

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indicado pelas Entidades Sindicais de Classe, participantes do Acordo


Coletivo de Trabalho.

Os membros da Comissão cumprirão um mandato de dois anos,


podendo haver recondução por igual período, desde que assegurada,
em cada novo mandato, a substituição de pelo menos dois
representantes titulares.

Por escolha do Diretor-Presidente, um dos representantes titulares


será indicado Coordenador da Comissão, permitida, também, a sua
recondução.

Nos impedimentos do Coordenador da Comissão, o mesmo poderá


ser substituído por qualquer um dos seus membros.

Os membros designados deverão ter disponibilidade para atuar


pessoalmente nos trabalhos que serão desenvolvidos pela Comissão,
inclusive para consultar, sempre que necessário e com prévia autorização
do Diretor-Presidente, a área de Recursos Humanos, a Consultoria
Jurídica, a Auditoria Interna ou qualquer outro órgão competente de
FURNAS, quanto à interpretação de normas administrativas e implicações
legais decorrentes da aplicação do Código de Ética e Padrões de Conduta
Profissional de FURNAS em cada situação.

A designação dos representantes, bem como a substituição dos


mesmos, será divulgada por Circular Geral, emitida pelo Diretor-
Presidente, com base na indicação dos demais Diretores.

Durante o exercício do mandato e até um ano após o seu término, os


representantes titulares e respectivos suplentes que tiverem participado
de procedimento de apuração de infração ética terão todos os seus
direitos e prerrogativas funcionais, inclusive trabalhistas preservados.

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O integrante da Comissão poderá julgar-se impedido de apurar


determinados fatos ou denúncias, devendo, nesta hipótese, apresentar
justificativa por escrito ao Coordenador e abster-se de discutir e votar
nesses casos específicos.

Deve-se considerar impedido o membro que tiver cônjuge,


companheiro, afins e parentes até terceiro grau em processo ético
conduzido pela Comissão.

A Comissão não poderá se eximir da análise e julgamento de ato ou


fato por considerar o assunto não previsto no Código de Ética e Padrões
de Conduta Profissional de FURNAS. Neste caso, deverá recorrer
subsidiariamente, no que couber, ao Código de Ética Profissional do
Servidor Público do Poder Executivo Federal e à legislação em vigor.

Os membros da Comissão estarão obrigados, por meio de termo de


compromisso, assinado por todos os seus membros, a manter sigilo
sobre todos os fatos e atos tratados por esta Comissão.

Os membros da Comissão poderão vir a perder os seus mandatos em


virtude, dentre outros, da renúncia, do absenteísmo, da quebra de
sigilo, de condenação judicial ou processo administrativo e disciplinar,
bem como pela inobservância dos preceitos estabelecidos no Código
de Ética e Padrões de Conduta Profissional de FURNAS e no Código de
Ética Profissional do Servidor Publico Civil do Poder Executivo Federal.

CONDUÇÃO DOS TRABALHOS

No exercício de sua função, para a apuração de fato ou ato que, em


princípio, se apresente contrário à ética, a Comissão de Ética terá
como base o Código de Ética e Padrões de Conduta Profissional de
FURNAS e seus trabalhos serão conduzidos conforme a seguir:

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.....Receber, em caráter de absoluto sigilo, os relatos de


descumprimento ao Código de Ética e Padrões de Conduta Profissional
de FURNAS, encaminhados por escrito pelos servidores de FURNAS.

.....Receber, também, o relato verbal, que deverá ser registrado de


maneira a atender à correta apuração dos fatos;

.....Convocar formalmente, por meio de correspondência, assinada


pelo Coordenador da Comissão de Ética e com a concordância do
Diretor-Presidente, os servidores envolvidos na denúncia para
apresentarem suas razões ou justificativas quanto ao que esteja sendo
levado em consideração sob o ponto de vista ético, garantindo-lhes o
indispensável sigilo e caráter de confidencialidade, e informando-lhes
de eventuais sanções pelo não comparecimento injustificado.

.....Coletar as informações obtidas, as constatações factuais e as


observações “in loco” , se for o caso, que constituirão um relatório de
apuração a ser submetido à análise e parecer dos membros da
Comissão. Para cada caso apresentado, será nomeada pelo
Coordenador da Comissão uma subcomissão apuradora, composta
por pelo menos três membros da própria Comissão, que não sejam
da mesma Diretoria do fato em análise, para apuração dos fatos e
elaboração do relatório de apuração.

.....Solicitar de qualquer servidor de FURNAS, com a concordância do


Diretor-Presidente, as informações que julgar necessárias ao
esclarecimento da situação em análise, preservado o sigilo que o
exercício da função requer.

.....Reunir os membros da Comissão para apresentação e debate do


caso analisado no relatório de apuração, tomando decisões por
consenso ou por votação aberta, em última instância, e registrados

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em ata própria. No caso de empate nas decisões por votação, o


Coordenador da Comissão terá voto de qualidade.

.....Encaminhar ao Diretor-Presidente o parecer da Comissão de Ética,


elaborado após os procedimentos citados no item anterior, a quem
caberá determinar as providências cabíveis.

.....Manter, em arquivo exclusivo e reservado, sem tempo definido


de retenção, de acordo com as normas adotadas para guarda de
documentos sigilosos, a documentação relativa a cada denúncia, após
a conclusão da apuração.

REUNIÕES

A Comissão reunir-se-á de acordo com uma programação mensal


previamente estabelecida ou por solicitação de um de seus membros,
mediante convocação a ser feita pelo Coordenador.

O suplente deverá assumir as atribuições e responsabilidades relativas


à Comissão, no caso de ausência ou impedimento do representante
titular.

Para efeitos de classificação de absenteísmo, será considerada


ausência não justificada por pelo menos três reuniões consecutivas.

As reuniões da Comissão deverão ser documentadas e divulgadas a


todos o seus membros e respectivos Diretores, por meio de de Atas
de Reunião emitidas pelo Coordenador, com número de controle da
Diretoria da Presidência - DP.

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DECRETO Nº 1.171, DE 22 DE JUNHO DE 1994

Aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder


Executivo Federal.

0 PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe


confere o art. 84, incisos IV e VI, e ainda tendo em vista o disposto no
art. 37 da Constituição, bem como nos arts. 116 e 117 da Lei n°
8.112, de 11 de dezembro de 1990, e nos arts. 10, 11 e 12 da Lei n°
8.429, de 2 de junho de 1992,

DECRETA:

Art. 1° Fica aprovado o Código de Ética Profissional do Servidor Público


Civil do Poder Executivo Federal, que com este baixa.

Art. 2° Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta e


indireta implementarão, em sessenta dias, as providências necessárias à
plena vigência do Código de Ética, inclusive mediante a Constituição da
respectiva Comissão de Ética, integrada por três servidores ou empregados
titulares de cargo efetivo ou emprego permanente.

Parágrafo único. A constituição da Comissão de Ética será comunicada


à Secretaria da Administração Federal da Presidência da República,
com a indicação dos respectivos membros titulares e suplentes.

Art. 3° Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 22 de junho de 1994, 173° da Independência e 106° da República.

ITAMAR FRANCO
Romildo Canhim
Este texto não substitui o publicado no DOU de 23.6.1994.

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ANEXO

Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder


Executivo Federal

CAPÍTULO I

Seção I - Das Regras Deontológicas

I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios


morais são primados maiores que devem nortear o servidor público,
seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele, já que refletirá o
exercício da vocação do próprio poder estatal. Seus atos,
comportamentos e atitudes serão direcionados para a preservação
da honra e da tradição dos serviços públicos.

II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético


de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e
o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno
e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto,
consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°, da Constituição
Federal.

III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção


entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da idéia de que o fim é
sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade,
na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade
do ato administrativo.

IV- A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos


direta ou indiretamente por todos, até por ele próprio, e por isso se
exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa se integre

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Código de Ética | FURNAS

no Direito, como elemento indissociável de sua aplicação e de sua


finalidade, erigindo-se, como conseqüência, em fator de legalidade.

V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a


comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-
estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse
trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.

VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e,


portanto, se integra na vida particular de cada servidor público. Assim,
os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada
poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.

VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou


interesse superior do Estado e da Administração Pública, a serem
preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos termos
da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito
de eficácia e moralidade, ensejando sua omissão comprometimento
ético contra o bem comum, imputável a quem a negar.

VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-
la ou falseá-la, ainda que contrária aos interesses da própria pessoa
interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode crescer
ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro, da
opressão ou da mentira, que sempre aniquilam até mesmo a dignidade
humana quanto mais a de uma Nação.

IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao


serviço público caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal uma
pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-
lhe dano moral. Da mesma forma, causar dano a qualquer bem
pertencente ao patrimônio público, deteriorando-o, por descuido ou

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Código de Ética | FURNAS

má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e às


instalações ou ao Estado, mas a todos os homens de boa vontade que
dedicaram sua inteligência, seu tempo, suas esperanças e seus esforços
para construí-los.

X - Deixar o servidor público ou qualquer pessoa à espera de solução


que compete ao setor em que exerça suas funções, permitindo a
formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na
prestação do serviço, não caracteriza apenas atitude contra a ética
ou ato de desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos
usuários dos serviços públicos.

XI - 0 servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus


superiores, velando atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando
a conduta negligente. Os repetidos erros, o descaso e o acúmulo de
desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo
imprudência no desempenho da função pública.

XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é


fator de desmoralização do serviço público, o que quase sempre conduz
à desordem nas relações humanas.

XIII - 0 servidor que trabalha em harmonia com a estrutura organizacional,


respeitando seus colegas e cada concidadão, colabora e de todos pode receber
colaboração, pois sua atividade pública é a grande oportunidade para o
crescimento e o engrandecimento da Nação.

Seção II - Dos Principais Deveres do Servidor Público

XIV - São deveres fundamentais do servidor público:

a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou emprego

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público de que seja titular;

b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento,


pondo fim ou procurando prioritariamente resolver situações
procrastinatórias, principalmente diante de filas ou de qualquer outra
espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que exerça
suas atribuições, com o fim de evitar dano moral ao usuário;

c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do


seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções,
a melhor e a mais vantajosa para o bem comum;

d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial


da gestão dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu cargo;

e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfeiçoando o


processo de comunicação e contato com o público;

f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos


que se materializam na adequada prestação dos serviços públicos;

g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respeitando


a capacidade e as limitações individuais de todos os usuários do serviço
público, sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça,
sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e posição
social, abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes dano moral;

h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de representar


contra qualquer comprometimento indevido da estrutura em que se
funda o Poder Estatal;

i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos, de

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Código de Ética | FURNAS

contratantes, interessados e outros que visem obter quaisquer favores,


benesses ou vantagens indevidas em decorrência de ações imorais,
ilegais ou aéticas e denunciá-las;

j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas


da defesa da vida e da segurança coletiva;

l) ser assíduo e freqüente ao serviço, na certeza de que sua ausência


provoca danos ao trabalho ordenado, refletindo negativamente em
todo o sistema;

m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou


fato contrário ao interesse público, exigindo as providências cabíveis;

n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo


os métodos mais adequados à sua organização e distribuição;

o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a


melhoria do exercício de suas funções, tendo por escopo a realização
do bem comum;

p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício


da função;

q) manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço e a


legislação pertinentes ao órgão onde exerce suas funções;

r) cumprir, de acordo com as normas do serviço e as instruções superiores,


as tarefas de seu cargo ou função, tanto quanto possível, com critério,
segurança e rapidez, mantendo tudo sempre em boa ordem.

s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de direito;

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Código de Ética | FURNAS

t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que lhe


sejam atribuídas, abstendo-se de fazê-lo contrariamente aos legítimos
interesses dos usuários do serviço público e dos jurisdicionados
administrativos;

u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou


autoridade com finalidade estranha ao interesse público, mesmo que
observando as formalidades legais e não cometendo qualquer violação
expressa à lei;

v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a


existência deste Código de Ética, estimulando o seu integral cumprimento.

Seção III - Das Vedações ao Servidor Público

XV - É vedado ao servidor público;

a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e


influências, para obter qualquer favorecimento, para si ou para
outrem;

b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou


de cidadãos que deles dependam;

c) ser, em função de seu espírito de solidariedade, conivente com


erro ou infração a este Código de Ética ou ao Código de Ética de sua
profissão;

d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular


de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material;

e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance

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Código de Ética | FURNAS

ou do seu conhecimento para atendimento do seu mister;

f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões


ou interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o público,
com os jurisdicionados administrativos ou com colegas
hierarquicamente superiores ou inferiores;

g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de


ajuda financeira, gratificação, prêmio, comissão, doação ou vantagem
de qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o
cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servidor para o
mesmo fim;

h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar


para providências;

i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento


em serviços públicos;

j) desviar servidor público para atendimento a interesse particular;

l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado,


qualquer documento, livro ou bem pertencente ao patrimônio público;

m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de


seu serviço, em benefício próprio, de parentes, de amigos ou de terceiros;

n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente;

o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral,


a honestidade ou a dignidade da pessoa humana;

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Código de Ética | FURNAS

p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a


empreendimentos de cunho duvidoso.

CAPÍTULO II - DAS COMISSÕES DE ÉTICA

XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal


direta, indireta autárquica e fundacional, ou em qualquer órgão ou
entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder público, deverá
ser criada uma Comissão de Ética, encarregada de orientar e aconselhar
sobre a ética profissional do servidor, no tratamento com as pessoas e
com o patrimônio público, competindo-lhe conhecer concretamente de
imputação ou de procedimento susceptível de censura.

XVII — Cada Comissão de Ética, integrada por três servidores públicos e


respectivos suplentes, poderá instaurar, de ofício, processo sobre ato, fato ou
conduta que considerar passível de infringência a princípio ou norma ético-
profissional, podendo ainda conhecer de consultas, denúncias ou
representações formuladas contra o servidor público, a repartição ou o setor
em que haja ocorrido a falta, cuja análise e deliberação forem recomendáveis
para atender ou resguardar o exercício do cargo ou função pública, desde
que formuladas por autoridade, servidor, jurisdicionados administrativos,
qualquer cidadão que se identifique ou quaisquer entidades associativas
regularmente constituídas.

XVIII - À Comissão de Ética incumbe fornecer, aos organismos


encarregados da execução do quadro de carreira dos servidores, os
registros sobre sua conduta ética, para o efeito de instruir e
fundamentar promoções e para todos os demais procedimentos
próprios da carreira do servidor público.

XIX - Os procedimentos a serem adotados pela Comissão de Ética,


para a apuração de fato ou ato que, em princípio, se apresente

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Código de Ética | FURNAS

contrário à ética, em conformidade com este Código, terão o rito


sumário, ouvidos apenas o queixoso e o servidor, ou apenas este, se a
apuração decorrer de conhecimento de ofício, cabendo sempre
recurso ao respectivo Ministro de Estado.

XX - Dada a eventual gravidade da conduta do servidor ou sua


reincidência, poderá a Comissão de Ética encaminhar a sua decisão e
respectivo expediente para a Comissão Permanente de Processo
Disciplinar do respectivo órgão, se houver, e, cumulativamente, se
for o caso, à entidade em que, por exercício profissional, o servidor
público esteja inscrito, para as providências disciplinares cabíveis. O
retardamento dos procedimentos aqui prescritos implicará
comprometimento ético da própria Comissão, cabendo à Comissão
de Ética do órgão hierarquicamente superior o seu conhecimento e
providências.

XXI - As decisões da Comissão de Ética, na análise de qualquer fato


ou ato submetido à sua apreciação ou por ela levantado, serão
resumidas em ementa e, com a omissão dos nomes dos interessados,
divulgadas no próprio órgão, bem como remetidas às demais
Comissões de Ética, criadas com o fito de formação da consciência
ética na prestação de serviços públicos. Uma cópia completa de todo
o expediente deverá ser remetida à Secretaria da Administração
Federal da Presidência da República.

XXII - A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a


de censura e sua fundamentação constará do respectivo parecer,
assinado por todos os seus integrantes, com ciência do faltoso.

XXIII - A Comissão de Ética não poderá se eximir de fundamentar o


julgamento da falta de ética do servidor público ou do prestador de
serviços contratado, alegando a falta de previsão neste Código,

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Código de Ética | FURNAS

cabendo-lhe recorrer à analogia, aos costumes e aos princípios éticos


e morais conhecidos em outras profissões;

XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se


por servidor público todo aquele que, por força de lei, contrato ou de
qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente,
temporária ou excepcional, ainda que sem retribuição financeira,
desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer órgão do poder
estatal, como as autarquias, as fundações públicas, as entidades
paraestatais, as empresas públicas e as sociedades de economia mista,
ou em qualquer setor onde prevaleça o interesse do Estado.

XXV - Em cada órgão do Poder Executivo Federal em que qualquer


cidadão houver de tomar posse ou ser investido em função pública,
deverá ser prestado, perante a respectiva Comissão de Ética, um
compromisso solene de acatamento e observância das regras
estabelecidas por este Código de Ética e de todos os princípios éticos
e morais estabelecidos pela tradição e pelos bons costumes.

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COMISSÃO DE ÉTICA

Mandato: 13/04/2005 a 13/04/2007

DP | Titular: Luiz Laterman


Suplente: Ayrton José Ferreira Filho

DE | Titular: José Carlos Quito Bastos


Suplente: Zuleide Maria de Fátima Pontes

DC | Titular:Gumercindo de Souza Brunet


Suplente: Maria Luiza Vieira de Castro

DO | Titular: Jorge Ribeiro de Menezes


Suplente: Paulo Cesar de Almeida Cunha

DF | Titular: Anamar Miranda Lacerda - Coordenadora


Suplente: Maria Cristina Moreira Rêgo

DG | Titular: Ângelo Luiz Camerato


Suplente: Sérgio Augusto Terra

DI | Titular: Miranildo Cabral da Silva


Suplente: Paulo Sérgio Van Erven Formiga

Intersindincal de FURNAS | Titular: Carlúcio Gomes de Oliveira


União Intersindical de FURNAS | Suplente: José Carlos Souza

Comissão de Ética de FURNAS


e-mail: etica@furnas.com.br
www.furnas.com.br

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