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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE-UFAC CENTRO DE EDUCAÇÃO, LETRAS E ARTES-CELA LICENCIATURA PLENA EM MÚSICA

LÁZARO VIEIRA DA SILVA

PERFUME: A história de um assassino

RIO BRANCO 2014

LÁZARO VEIERA DA SILVA

PERFUME: A história de um assassino

RIO BRANCO 2014

Perfume: A história de um assassino

O filme se passa em Paris do século XVIII. Onde o personagem principal é Jean-Baptiste, que no início do filme já aparece em cárcere mostrando como seria o drama da vida dele. Num mercado de peixe, lugar fétido, cheio de mendigos e negociadores de escravos, ali estava uma mulher trabalhando em meio a todo aquele fedor, para o homem moderno, aquele episódio seria uma verdadeira podridão de valores e inverdades. O filme relata que aquela mulher já tinha perdido 4 filhos, ali mesmo, naquele lugar em meio a cheiro podre; ela tinha os filhos, com a faca na mão, cortava o umbilical, e , imediatamente jogava-os junto aos restos com as vísceras dos peixes que iam para lixo, com Jean-Baptiste não seria diferente. Ou seria diferente. Se formos analisar a vida daquela mulher, podemos inserir alguns conceitos de Kant, por exemplo, a “crítica da razão pura” e a “crítica da razão prática” (SCIACCA, 1968), no entanto, faremos algumas perguntas quanto à postura da mãe que dissipa o filho de si e joga no lixo: naquele ato ela estava mostrando o seu amor para com filho, já que não tinha condições para sustentá-lo? Ou simplesmente estava evitando mais um pesar na vida dela, já que viver naquelas condições não era nada fácil? Quanto ao direito à liberdade e à vida do ser que acabou de nascer, ela poderia tirar? Isso é ético ou imoral? Portanto, seriam várias perguntas, mas não é nossa finalidade julgá-la, mas podemos entender que a vida, acima de tudo é primordial numa sociedade, não podendo ser tirada simplesmente para benefício de outro, no caso a mãe (razão prática), então apesar dos costumes daquela época, ela agia fora da ética, embora não agisse por maldade. Todavia o

menino, apesar de nascer num lugar de horrores, fazia uma narrativa de sua vida contrapondo a tudo aquilo, porque ele nascera com um dom nato, tinha um olfato bem aguçado, era capaz de sentir o cheio, a essência de qualquer matéria, à distância. Ele distinguia de todos os seres humanos daquela época. Por sorte, encontram o menino jogado no lixo e venderam a um orfanato; sua mãe conseguiu fugir depois dos rumores de acusações. Ao mercado clandestino, Jean-Baptiste. foi vendido e até atingir a idade de cinco anos não falava praticamente nada, sempre com um semblante introspectivo; o que gostava e era apaixonado era de sentir cheiro, aquilo parecia que o infortunava, sentia cheiro de tudo: das pedras, dá água, até mesmo dos sapos de baixo d’água, e tudo ele conseguia decifrar por nome. Porém, a vida dele não era nada fácil, pois vivia à margem da sociedade, numa sociedade totalmente corrompida de valores e escassez de prioridades quanto à vida. Já na adolescência Jean-Baptiste foi vendido, agora a um cortume, onde o trabalho era muito mais severo e sempre era amordaçado, por vez, o dono do cortume atendia um perfumista da cidade, que gostava de ostentar o seu saber na artes dos perfumes_ o mestre Baldini, que mudaria de vez toda história do nosso sofrido Jean-Baptiste. (Percendo a venda ou negociação de Jean-Baptiste ao cortume e posteriosmente a Baldini, isso para sociedade da época, poderia ser um comportamento aceito, ético para Paris do século XVIII, porém, Kante vai de confronto a essa idea, quando diz que ao homem não pode ser atribuído valores, ou seja, tal atitude torna-se imoral do ponto de vista da dignidade da pessoa humana) (QUEIROZ, 2005). Quando o jovem chega à cidade, ele é bombardeado por várias fragrâncias, que só quem conhecia e apreciava era ele mesmo. Ele parecia um cão teleguiado por cheiros diversos, com certeza, ele nunca tinha visto ou sentido tantos odores

como o da cidade, não fazia distinção de coisas, conseguia sentir o cheiro da alma das pessoas. Uma certa vez seguiu uma moça e fascinado com o primeiro cheiro que aquela moça exalava, mas não era o cheio do perfume dela, e sim, o cheiro da essência dela. Ele segue a moça até um lugar escuro, e por trás , começa cheirá-la profundamente, ia passando um casal e para a moça não gritar quando percebeu ele a cheirando, ele tapou a boca dela, e inocentemente a matou, e ali mesmo ele esconde a moça e faz seu ritual de experiência de essência do cheiro do corpo humano femino. Quando o corpo vai ficando gélido , e ele percebe que o cheio vai se indo também, ele entra em desespero... Desse dia em diante ele nunca mais foi o mesmo, seguiu sempre infortunado pelo cheiro daquela moça. Foi nítido a inocência de Jean-Baptiste, pois ele não teve a intenção de matar a moça, e sim cala-la, porém, aconteceu o inexperado. Jean-Baptiste faz por onde Baldini o reconheça pelas habilidades que ele possui, e assim aconteceu, ao ponto de Baldini, por interesse em novas fragrância, comprou o moço e adotou como seu empregado e aprendiz de técnicas de perfumaria. Era esperado Baldini crescer à custa do jovem, mas aquilo que inquietava Jean-Baptiste _como guardar o cheiro da essência da pessoa humana_ Baldini nunca ia poder ajudar, pois , para ele, isso era impossível. No entanto, indicou uma outra cidade onde as ténicas de absorção das fragrãncias eram mais apuradas. Antes de seguir a esse novo destido, Jean-Baptiste teria que apresentar para o ganansiodo Baldini, novas cem fragrâncias, que para o talentoso jovem, aquilo ainda era pouco pela sua liberdade e a vontade de possuir seus intentos (fazer a melhor fragrância com a essência da alma e preservar). Lá ia mostrar ao mundo que era alguém, que ele existia, mas não como uma pessoa comum, que era excepcional. Jean-Baptiste deixa Baldini, mas como todos os que tentam contra a

vida dele, ou de alguma forma tiram proveito, morrem, assim Baldini morreu soterrado na sua própria casa. A caminho da cidade de Grasse, Jean-Baptiste. atravessa montanhas, noite e dia, chega a hospedar-se numa caverna, onde tem sonhos sobre cheios e cheiros, ilusões sobre sua vida de odores, etc. Depois de um tempo, quando ele sai da caverna vai ao banho, e percebe todos os cheiros nitidamente, dos perfumes, da comida que ficou nele a meses, porém, só não percebe o seu próprio cheiro, onde sua agonia aumenta, apesar de seu talento, ele não conseguia sentir-se. Em se tratando da liberdade de Jean-Baptiste, ele foi à busca, pois, "o respeito pela liberdade torna-se a base para o reconhecimento da igualdade entre os seres humanos e dos direitos disso resultantes" (SIDEKUM, 2010), isso ele tinha que conquistar, ao menos isso... A caminho de Grasse, ele a vista uma moça linda, e mais ainda era seu aroma para Jean-Baptiste. Ela era nova e virgem, mas que já estava nos planos intrigantes de Jean-Baptiste. Nessa cidade, ele aprende as novas técnicas de como capturar e preservar o aroma, e seu intento estava mais próximo, mesmo que para isso ele tivessse que matar em série. E assim o fez! Jean precisava de um certo número de moças para aprontar sua nova fragrância, então ele faria qualquer coisa para possuir essas moças, deixando uma cidade em pânico. ( A discussão aqui será sobre o homem (Jean-Baptiste) que irá passar por cima de tudo e de todos para conseguir seu intento, nessa reflexão vamos abordar de Kant num contexto explicitado por Queiroz (2005), o homem é capaz de impor regras, normas, que fazem com que ele viva melhor na sociedade, essas normas de condutas têm de vir com racionalidade, como "fins" em si e não por "meios" a serviço de outros. No entanto, “a norma básica de conduta moral que o homem se pode prescrever é que

em tudo o que faz deve sempre tratar a si mesmo e a seus semelhantes como ‘fim’ e nunca como meio”(QUEIROZ, 2005). Embora, para Kant, quando o homem obedece à sua própria vontade livre e autônoma constitui assim a moral do direito natural. Por fim, ele consegue seu extraordinário perfume com essência puramente feminina e que exalava um cheiro inigualável, o jovem Jean-Baptiste. parecia conformado e inconsequente. Mas para cidade de Grasse, ele era o novo problema, pois descobriram sua bizarrice e capturaram, condenando ele à morte. Todos esperam ansiosos enquanto ele estava em cárcere, porém com o frasco do perigoso e doce perfume que ludibriava tudo feito com essência da alma de mulheres. Quando os guardas foram buscá-lo para morte, ele usou o dito perfume e deixou todos em estado de hipinose, pois não o viam como criminoso, e sim como um “anjo”, pois estavam com o efeito da fragrância. Ele é levado a público como uma personalidade em contrapartida a sua vida miserável, agora bem trajado e honrado. No meio da multidão que foi para ser julgado, ele lança o aroma da fragrância e em segundos, todos começam a se acariciar, namorar, e ter relação, independente do sexo, eles se amavam. Ele viu aquela cena e refletiu, sobre a primeira moça à que ele matou acidentalmente, pois ela poderia ter amado ele, embora, diante da multidão, ninguém procurou amá-lo, onde ele cai em profunda tristeza. Jean-Baptiste. conseguiu seu intento, porém, quer voltar para sua cidade natal, chegando em Paris se depara no mesmo lugar onde nasceu, e a realidade ainda e a mesma, o cheiro, a gente, a imoralidade. Ele saca do frasco de perfume, e derrama a essência sobre si. O perfume que ele tinha no frasco daria para dominar o mundo, pois era mais poder do que o dinheiro, do que o terror, do que tudo, porém, o amor lhe faltava. Jean-Baptiste preferiu morrer devorado por mendingos famintos a não ser amado.

Direção: Tom Tykwer Título no Brasil: Perfume- A história de um assassino País de origem: Alemanha/França/Espanha Gênero: Drama Classificação etária: 16 Estúdio/Distrib.: Paris Filmes

Referência bibliográfica:
QUEIROZ, Victor. A dignidade da pessoa humana no pensamento de Kant. Disponível em: <http://jus.com.br/artigos/7069/a-dignidade-da-pessoa-humana-nopensamento-de-kant> Acessado em: 19 de mar. 2014. SIDEKUM, Antonio. DIREITO E VALORES MORAIS EM KANT. Disponível em: <file:///C:/Users/CASA/Downloads/1952-6695-1-SM.pdf> acessado em: 20 Mar. 2014. SCIACCA, Michele. História da Filosofia II: Do humanismos a Kant. Edtora: Mestre Jou. São Paulo, 1968.

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