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UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANCANTINS CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE TOCANTINÓPOLIS

PROJETO DE PESQUISA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

Tocantinópolis TO Março 2014

1
1

CINECLUBE UFT TOCANTÓPOLIS: HISTÓRIA E CONTRIBUIÇÕES PARA O ESPAÇO ACADÊMICO.

KLISMA SOUSA MARTINS

Projeto de Pesquisa apresentado ao Professor Doutor João Batista de Jesus Félix como requisito parcial para elaboração Trabalho de conclusão do curso de graduação em Ciências Sociais Licenciatura, na Universidade Federal do Tocantins.

Universidade Federal do Tocantins

Tocantinópolis TO

Abril/2014

SUMÁRIO

1.INTRODUÇÃO

4

2.

OBJETIVOS

5

2.1 Objetivo Geral

5

2.2 Objetivos Específicos

5

3.

JUSTIFICATIVA

6

4.

REVISÃO TEÓRICA

8

4.1

Cineclube

8

4.2

Relação cineclube com espaços de ensino

9

5. METODOLOGIA

10

6. CRONOGRAMA

11

7. BIBLIOGRAFIA

12

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

13

1.

INTRODUÇÃO

Atualmente é realizado na Universidade Federal do Tocantins, campus universitário de Tocantinópolis o Projeto de Extensão, chamado “Cineclube UFT 1 ”. Este projeto teve seu início por volta do ano de 2008, e funciona regularmente nos sábados letivos, sendo realizado uma sessão a cada sábado, as atividades realizadas começam com a visualização de uma obra cinematográfica, em seguida é realizado um debate aberto com todos os que estão presentes. Este trabalho irá relatar a história deste projeto, buscando elucidar quais as contribuições que o mesmo trouxe para o campus de Tocantinópolis e quais contribuições se teve na vida profissional e acadêmica de seus frequentadores, o trabalho será realizado mediante a ideia de que as obras cinematográficas e os espaços de debate acerca das mesmas tem dado contribuições para os espaços onde ocorre o ensino a pesquisa e a extensão.

1 UFT Universidade Federal do Tocantins.

2.

OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL.

Realizar um levantamento sobre a história do projeto Cineclube UFT, demostrando suas

contribuições para o espaço acadêmico.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

a) Levantar a história do Cineclube UFT.

b) Caracterizar quais as contribuições para os frequentadores mais assíduos.

c) Analisar quais os filmes que tiveram mais público, evidenciando o motivo pelo qual o filme

teve tal público.

d) Desenvolver uma interpretação teórica/critica, acerca de algumas obras apresentadas.

e) Avaliar a parceria realizada entre o projeto cineclube e o grupo de estudo NEAF UFT

(Núcleo de Estudos Africanos e Afro-brasileiros).

3.

JUSTIFICATIVA

A atividade cineclubista é realizada em vários locais do território brasileiro, sendo desenvolvida por instituições ou grupo de pessoas organizadas. Tem como objetivo proporcionar ao seu frequentador uma leitura alternativa, com a finalidade de desenvolver um olhar crítico, perante o atual cenário social, leitura esta que parte do contato com uma obra audiovisual. Durante as sessões é realizado ou é construído uma análise crítica da obra assistida, mas esta crítica não é no sentido de identificar falhas e outros aspectos da obra como obra audiovisual 2 , têm a intenção principal de fazer uma leitura dos aspectos sociais apresentados.

Esta pesquisa, tem a finalidade de mostrar aos leitores, as contribuições que este espaço de discussão e de diálogo 3 , trouxe para o local em questão 4 , salientando como se deu o processo de formação deste projeto, e aceitação por parte dos frequentadores.

2 A finalidade não é de identificar falhas técnicas na produção da obra como por exemplo, falha no roteiro, qualidade da imagem, trilha sonora entre outros que possam aparecer. 3 Cineclube UFT. 4 O local em questão refere se ao Campus da Universidade Federal do Tocantins, localizado na cidade de Tocantinópolis TO, campus este que recebe o nome da cidade.

4.

REVISÃO TEÓRICA

4.1 Cineclube.

A prática cineclubista não é algo que surge recentemente, na realidade ela surge praticamente em conjunto com o cinema. A Sétima Arte (como é conhecido o cinema) proporciona uma nova experiência para com o seu admirador, esta admiração faz com que pessoas se interessem em debater sobre a mesma, a partir do momento que surge a vontade de se discutir sobre o cinema, aliado a condição desta discursão ser feita por um grupo de pessoas surge então a prática cineclubista. Com o passar do tempo esta prática se torna mais consistente dando vida aos cineclubes. Há documentos indicando que o cineclube no Brasil nasce na cidade de Rio de Janeiro:

“A Prática cineclubista no Brasil, segundo os registros que nos foram disponíveis, começou pouco depois da metade da segunda década do Século

XX com Adhemar Gonzaga, Álvaro Rocha, Paulo Vanderley, Pedro Lima,

entre outros, que se reuniam para ver filmes nos cinemas Íris e Pátria, na cidade de Rio de Janeiro. Após a exibição dos filmes, seguiam para debatê-

los em um lugar chamado Paredão; ficaram conhecidos, posteriormente,

como “O Grupo do Paredão”. Podemos dizer que o Paredão impulsionou um maior comprometimento com o cinema. Desde os primórdios, essa prática, que nascera para dar a luz ao conceito de cineclubismo, teve caráter bem definido no que tange aos seus objetivos: assistir e promover debates de

filmes; uma forma de refletir e entender o processo da produção cinematográfica e se inserir no conhecimento dessa nova arte que aparecera

e que tanto encantava ( grifo nosso).

)”

(PRECIOSO; PEREIRA; SANTANA, 2008 pp 2-3

Após a consolidação do cineclube no Brasil, com a criação de vários outros espaços, começa a se estabelecer no universo cinematográfico brasileiro uma relação de reciprocidade do cinema para com o cineclube, pois este último começa a influenciar diretamente na produção de algumas obras do cinema brasileiro, obras estas que passam a rodar por todas as salas de cinema no Brasil. Após haver esta consolidação do movimento cineclubista o mesmo passa a ser alvo de estudos acadêmicos a partir do momento que passa a revelar várias questões sociais, que contribuem diretamente com outros setores como é o caso da educação/ensino.

“Ainda nesta direção, do cinema como linguagem audiovisual e a formação do público como uma visão coletiva e democrática, a educação se encontra na proposta na medida em que propicia o ‘uso’ audiovisual como recurso pedagógico, ampliando a aposta de transformação dos sujeitos. O diálogo entre cinema e educação aqui, consiste nas possibilidades de apoiar projetos pedagógicos que possam abordar a linguagem cinematográfica em diferentes campos educacionais, promovendo debates e reflexões que potencializem os processos de transformação social.” (RABELLO 2012 P.12)

4.2

Relação cineclube com espaços de ensino.

Os cineclubes são espaços que promovem a reflexão crítica a partir do cinema. Esta

reflexão acaba revelando fatores que podem ser utilizados e explorados por espaços

que promovam o ensino, e aqueles que promovem o ensino a pesquisa e a extensão

como é o caso da universidades, e dentre estes três viés os projetos de cineclube

funcionam em sua maioria dentro dos programas de extensão universitária. Mas em

alguns momentos o cineclube na universidade também é utilizado no ensino (quando

é utilizado por um professor para trabalhar algum tema com seus alunos) e utilizado

no pesquisa, no momento em que começa a produção de trabalhos científicos

influenciados pelo projeto. O cineclube desenvolve um importante papel social, este

papel está configurado na participação ativa de seus frequentadores porque promove

e instiga as pessoas a debaterem, expor suas ideias, anseios e indignações, incentiva

a uma forma de trabalho democrático, e contribui para o aumento da capacidade de

reflexão. A todo momento põe seu frequentador frente e frente com inúmeros

acontecimentos sociais, representados na projeção do filme, a partir deste ponto em

concordância com o debate, o cineclube acaba por influenciar a perda de valores

negativos que são, prejudicais ao convívio social, como é o caso dos mais variados

tipos de preconceitos, os cineclubistas acabam por aprender valores sociais que

levam ao respeito do próximo, e ao respeito da oportunidade do próximo. Para além

disso todo e qualquer tipo de comentário construído durante os debates, não podem

ser desconsiderados, independentemente do teor do comentário, pois futuramente

poderá ser utilizado por fator de pesquisa, ou pode ser esclarecido a partir de uma

fala que é realizada em seguida:

Compreendemos o cinema como experiência e como tal, destituído de uso, entendemos que os cineclubes na aproximação com a educação, devem oportunizar o encontro entre cinema e educação de forma subjetiva e coletiva, relacional, onde o cinema é concebido como alteridade. É neste sentido, de

ser tocado pelo outro, que o cineclube se apropria dos debates para se emancipar como objeto de análise, contribuindo com a formação cultural e com as relações cotidianas. Propomos o conhecimento a partir do encantamento, um convite ao questionamento das ações pedagógicas e de seus diferentes caminhos, através da interação com o outro. (RABELLO 2012

P.14)

Dentre estes fatores e outros que surgem durante as sessões, vê se a necessidade de explorar tal tema dentro do espaço acadêmico, pois as explorações mediante a pesquisa podem vir a contribuir de forma significativa para a continuidade e permanência do projeto onde o mesmo foi instalado.

5.

METODOLOGIA

Mediante a elaboração do trabalho será realizado pesquisa bibliográfica sobre; cinema; cineclube; educação e cinema; espaços de discussão dentro do espaço acadêmico, e leitura de alguns clássicos das ciências sociais principalmente das ciências sociais no Brasil, estas leituras servirão de base para a interpretação teórica de algumas obras 5 escolhidas. A coleta de dados será feita em dois momentos no primeiro será feito uma análise documental dos livros de registro de participantes do cineclube afim de demonstrar quantitativamente dados sobre os participantes diferenciando os em várias categorias, em conjunto a isto será feito um levantamento sobre a história do Cineclube UFT, o segundo vai ser realizado a partir de entrevistas com pessoas que já passaram pelo projeto, sendo como ouvinte, palestrante, bolsista entre outros. Por fim será realizado uma análise crítica de algumas obras já apresentadas pelo cineclube, estas serão interpretadas a partir de leitura prévia como citado acima. Todos estas ferramentas metodológicas servirão para mostrar as contribuições (do projeto em estudo) para o espaço acadêmico na qual ele está inserido.

5 Refiro me a obras cinematográficas, filmes e documentários.

6.

CRONGRAMA

MES/ETAPAS

Março

Abril

Maio

Junho

Julho

Agosto

Setembro

Escolha do tema

X

           

Levantamento

X

X

         

bibliográfico

Elaboração do

X

X

         

anteprojeto

Apresentação do projeto

 

X

         

Coleta de dados

 

X

         

Análise dos

   

X

       

dados

Organização do roteiro/partes

   

X

       

Redação do

     

X

X

   

trabalho

Revisão e

       

X

X

 

redação final

Entrega da

         

X

 

monografia

Defesa da

           

X

monografia

7.

BIBLIOGRAFIA

PRECIOSO, A. L. ; Denizalde Jesiel Rodrigues Pereira ; Anézio Martins Santana . CINEMA, DIVERSÃO E ARTE: O PAPEL DO CINECLUBE ZUMBIS. Revista Udesc Virtu@l, v. 2, p. 1-14, 2008.

Felipe.

Cineclube, Cinema e Educação Petrópolis: Vozes, 2009. Editora Práxis, 2010.

em

Autêntica

RABELLO,

Selma Tavares.

Resenha

de

ALVES,

Giovanni. MACEDO,

2003.

Disponível

df

.> acesso em 03/04/2014 ás 11:50.

RAVANELLO, Ricardo Brisolla . O cinema como prática social Janeiro), Lages, v. 1, p. n inf, 2004.

(Syn)Thesis (Rio de

8.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

GRANJA, Paulo - "Cineclubes e cinéfila: entre a cultura de massas e a cultura de elites". ln: Estudos do Século XX, n.O7 (2007), p. 361-384.

MOTA, Regina. O processo Cinema Novo uma reflexão sobre a abordagem da

<

realidade

no

cinema

brasileiro.

Disponível

em

PEREIRA, Ana Catarina. Cineclubes: uma forma alternativa de ver cinema em Portugal. revista Imagofagia (número 2, Outubro de 2010), da Asociación Argentina de Estudios de Cine y Audiovisual (ASAECA).