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ABNT/ONS-58 PROJETO ABNT NBR 15572 OUTUBRO 2011 Ensaios não destrutivos — Termog rafia — Guia

ABNT/ONS-58

PROJETO ABNT NBR 15572 OUTUBRO 2011

Ensaios não destrutivos — Termografia — Guia para inspeção de equipamentos elétricos e mecânicos

APRESENTAÇÃO

1) Este Projeto de Revisão foi elaborado pela Comissão de Estudo de Termografia do (CE-58:000.11) do ABNT/ONS-58 – Ensaios Não Destrutivos, nas reuniões de:

07.05.2010

28.05.2010

30.07.2010

29.10.2010

25.03.2011

01.07.2011

2) Este Projeto de Revisão é previsto para cancelar e substituir a edição anterior (ABNT NBR 15572:2008), quando aprovado, sendo que nesse ínterim a referida norma continua em vigor;

3)

Não tem valor normativo;

4) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar esta informação em seus comentários, com documentação comprobatória;

5)

de sua publicação como Norma Brasileira.

Este Projeto de Norma será diagramado conforme as regras de editoração da ABNT quando

6)

Tomaram parte na elaboração deste Projeto:

Participante

Representante

ABENDI

Ana Paula M. Giolo

BRASITEST

Thiago José Bueno

CHESF

Tereza Cristina L. Galindo

FURNAS

Laerte dos Santos

FURNAS

Walter Venturini da Silva

METRÔ SP

Luiz do N. Pereira Júnior

PETROBRAS

Carla Alves Marinho

PETROBRAS

Lucas Belchior Mendes

PETROBRAS

Wagney Alves da Silva

REM

Lívia Cristina F. de Castro

REM

Oswaldo Marcelo Deek

TECNOEMEL SRL

TECNOEMEL SRL

THERMOTRONICS

Alejandro Maria Bonavera

Gastón Maria Bonavera

Mario Cimbalista Jr.

ABNT/ONS-58 PROJETO ABNT NBR 15572 OUTUBRO 2011 Ensaios não destrutivos — Termog rafia — Guia

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PROJETO ABNT NBR 15572 OUTUBRO 2011

Ensaios não destrutivos — Termografia — Guia para inspeção de equipamentos elétricos e mecânicos

Non-destructive testing — Thermography —Guide for inspection of electrical and mechanical equipments

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas

Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras das Diretivas ABNT, Parte 2.

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

Scope

This Standard represents a guide for inspection of electrical and mechanical equipments, indicating final user’s and inspector’s responsibilities.

This Standard describes a suitable routine in order to perform thermographic inspection in electrical and mechanical equipments.

This Standard does not intend to approach all of security aspects involved. The final user has the obligation to follow security practices according to the legal considerations in force

Introdução

Anomalias por aquecimento em componentes elétricos são usualmente geradas por um acréscimo de resistência, o qual pode ser causado por conexões mal fixadas ou deterioradas, curtos-circuitos, sobrecargas, desequilíbrio ou falta de carga, componentes colocados ou instalados inadequadamente. Anomalias caracterizadas por temperaturas reduzidas são usualmente causadas por falha de componentes.

Em equipamentos mecânicos, anomalias por aquecimento são usualmente criadas por atrito causado por lubrificação imprópria, desalinhamento, componentes aquecidos ou alterações de cargas mecânicas. Da mesma forma que o descrito anteriormente, anomalias caracterizadas por temperaturas reduzidas são usualmente causadas por falha de componentes.

Anomalias em sistemas de isolação térmica são usualmente causadas por materiais deteriorados, contaminados, instalação incorreta, quantidade insuficiente ou ausência de material.

ABNT/ONS-58 PROJETO ABNT NBR 15572 OUTUBRO 2011 Fornecer opiniões confiáveis sobre as causas das anomalias,

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Fornecer opiniões confiáveis sobre as causas das anomalias, quanto à integridade do equipamento ou recomendações para ações corretivas, exige conhecimento específico e habilidades do termografista.

Os dados fornecidos pelas inspeções termográficas se referem às condições do equipamento no instante da inspeção. A inspeção termográfica não tem caráter corretivo.

Uma inspeção termográfica de equipamento elétrico e mecânico não assegura sua plena operação. Outros ensaios e manutenção apropriada são necessários para garantir seu desempenho esperado.

Esta norma pode envolver o uso de equipamentos e materiais na presença de calor, movimento ou ambos, ou equipamentos energizados eletricamente.

1

Escopo

1.1

Esta Norma constitui uma guia para inspeção de equipamentos elétricos e mecânicos, indicando

as responsabilidades do usuário final e do inspetor termografista.

1.2 Esta Norma descreve uma rotina adequada para a inspeção de equipamentos elétricos e

mecânicos.

AVISO — Esta Norma não pretende abordar todos os aspectos de segurança relacionados ao seu uso. É de responsabilidade do usuário final estabelecer as práticas de segurança e saúde em atendimento à legislação vigente.

2 Referências normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 15424, Ensaios não destrutivos – Termografia – Terminologia

3 Termos e definições

Para os efeitos desta Norma, aplicam-se os termos e definições da ABNT NBR 15424.

4 Responsabilidades pessoais

4.1

Termografista

Convém que o termografista tenha as seguintes responsabilidades:

Ter conhecimento ou solicitar informações sobre os componentes, suas funções e o regime de operação dos equipamentos inspecionados para entender os padrões térmicos observados,

Ter conhecimento para ponderar os efeitos das condições ambientais e de operação dos equipamentos nos resultados encontrados.

Ser capaz de executar o ensaio, interpretar os dados provenientes, sendo responsável pela confiabilidade dos resultados provenientes das inspeções termográficas.

ABNT/ONS-58 PROJETO ABNT NBR 15572 OUTUBRO 2011 ⎯ Conhecer a operação do termovisor utilizado e

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Conhecer a operação do termovisor utilizado e suas limitações para o tipo de inspeção requerida.

Ter conhecimento dos requisitos de segurança da NR-10, de acordo com o tipo de inspeção a ser realizada, se suas atividades abrangerem a inspeção de equipamentos elétricos.

Obedecer às práticas e normas de segurança da empresa.

4.2 Assistente qualificado

Convém que o assistente qualificado tenha as seguintes responsabilidades:

Atender a todas as atribuições relacionadas em 7.2, 7.3 e 7.4;

Ter conhecimento dos requisitos de segurança NR-10, de acordo com o tipo de inspeção a ser realizada.

4.3 Usuário final

Convém que o usuário final tenha as seguintes responsabilidades:

Assumir a responsabilidade por consequências provenientes de ações tomadas, ou não, como resultado de dados fornecidos por uma análise termográfica.

Designar, para acompanhar o termografista, um assistente qualificado que tenha conhecimento sobre a operação e histórico dos equipamentos a ser inspecionados.

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Condições de aplicação

Para a aplicação do ensaio termográfico convém que sejam obedecidas as seguintes condições:

Na inspeção de equipamentos elétricos em operação, como transformadores, painéis elétricos e seus componentes, motores, linhas de transmissão, banco de baterias, banco de capacitores e equipamentos de manobra, entre outros.

Na inspeção de equipamentos mecânicos em operação, tais como mancais, acoplamentos, redutores, rolamentos, entre outros.

Na criação de um banco de dados do histórico de temperatura de equipamentos elétricos e/ou mecânicos.

Na avaliação dos reparos que foram realizados para corrigir anomalias térmicas previamente detectadas.

Em investigações para melhorias de processos produtivos.

O ensaio termográfico pode apresentar as seguintes limitações:

O ensaio termográfico está sujeito a variáveis que podem interferir na precisão das medições, como a baixa emissividade dos componentes inspecionados, as variações na corrente de carga, o efeito da convecção natural e forçada, as mudanças nas condições ambientais, entre outras.

ABNT/ONS-58 PROJETO ABNT NBR 15572 OUTUBRO 2011 ⎯ Utilizar a temperatura absoluta ou a diferença

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Utilizar a temperatura absoluta ou a diferença relativa de temperatura medidas através da termografia como o único parâmetro para definir uma falha não é recomendável.

A incerteza da medição de temperatura depende da calibração da câmera termográfica e da incerteza dos parâmetros informados pelo termografista.

Recomenda-se a observação direta do componente a ser avaliado, sem que se interponham quaisquer anteparos entre o mesmo e a câmera termográfica (exceção às janelas infravermelhas, as quais são dispositivos transparentes ao infravermelho). Quando isto não for possível, considerar as implicações pertinentes. Caso não seja possível a observação direta, recomenda-se a observação por reflexão utilizando um material de alta refletividade.

Recomenda-se a observação do componente segundo vários ângulos.

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Instrumentos

Para a escolha do instrumento, recomenda-se que, de acordo com a aplicação, o usuário observe os seguintes itens:

a)

faixa da temperatura de medição;

b)

faixa espectral;

c)

resolução espacial e de medição;

d)

tipo de detector;

e)

sensibilidade térmica;

f)

temperatura de operação;

g)

grau de proteção do instrumento: interferência eletromagnética, resistência a vibrações e a choques, encapsulamento;

h)

características físicas: ergonomia, peso, dimensão;

i)

possibilidade de ajuste de parâmetros: distância, temperatura e umidade, emissividade;

j)

pós processamento que permita uma avaliação qualitativa e quantitativa a partir da alteração dos parâmetros de medição;

k)

certificado de calibração com rastreabilidade reconhecida.

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Procedimento

7.1 Equipamentos e materiais

Os equipamentos e materiais necessários à execução da inspeção são os seguintes:

câmera termográfica calibrada e adequada ao tipo de inspeção a ser realizada;

termo-higro-anemômetro calibrado para determinação das condições ambientais;

ABNT/ONS-58 PROJETO ABNT NBR 15572 OUTUBRO 2011 ⎯ alicate amperímetro categoria III ou IV, quando

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alicate amperímetro categoria III ou IV, quando aplicável;

NOTA Recomenda-se que a periodicidade de calibração dos instrumentos de medição descritos acima não ultrapasse 24 meses.

máquina fotográfica digital;

lanterna de alta potência (para inspeções noturnas);

rádio para a comunicação interpessoal, conforme legislação vigente;

inventário (com informações relevantes sobre a última inspeção), com equipamentos mapeados segundo uma rota lógica sequencial de inspeção, eficiente e segura;

equipamentos de proteção individual (EPI) necessários a execução do serviço, conforme legislação vigente.

7.2 Práticas recomendadas antes da execução da inspeção

7.2.1 Designação de um assistente qualificado, por parte do usuário final, para acompanhar o

termografista nos serviços de inspeção, conforme legislação vigente.

7.2.2 Convém

informações genéricas a respeito das instalações e equipamentos a serem inspecionados, como:

conhecimento

que

o

termografista

e/ou

o

assistente

qualificado

tenha

tipo de fonte de energia elétrica;

classificação da área;

informações sobre zonas de risco e controlada.

sobre

7.3 Práticas recomendadas para a execução da inspeção

7.3.1 Efetuar o ajuste de parâmetros no termovisor ao início dos trabalhos de inspeção. Este ajuste

pode ser modificado a cada vez que parâmetros como emissividade, distância do objeto, umidade do ar, temperatura ambiente, atmosférica e refletida ou a presença de janelas infravermelhas sofrerem alteração;

7.3.2 No caso de presença de janela infravermelha, e para câmeras que não disponham de ajuste de

compensação, utilizar como emissividade do alvo o produto da emissividade do componente pela transmitância da janela.

NOTA

A transmitância espectral das janelas é informada pelos fabricantes quando da aquisição das mesmas.

7.3.3 Ajustar a faixa de temperatura do termovisor de acordo com a temperatura do alvo a ser medido.

7.3.4 Convém que o termografista faça a medição de temperatura nas áreas dos componentes onde

existam cavidades, oxidação, corrosão ou sujeira, aproveitando-se do incremento de emissividade nestas áreas.

7.3.5 Para equipamentos colocados em operação, ou submetidos a grande variação de carga,

recomenda-se registrar a temperatura, após o sistema atingir a estabilidade térmica.

ABNT/ONS-58 PROJETO ABNT NBR 15572 OUTUBRO 2011 7.3.6 Recomenda-se realizar as inspeções com carga máxima.

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7.3.6 Recomenda-se realizar as inspeções com carga máxima. Evitar inspecionar componentes que

estejam operando com carga abaixo de 40 % do valor histórico. Para isso, convém que o assistente qualificado confira se as cargas dos objetos sob inspeção são adequadas e, quando necessário e/ou possível, aumente para valores satisfatórios, aguardando tempo suficiente, como mencionado em 7.3.5;

7.3.7

Para a inspeção em ambientes abertos, incluir os itens abaixo.

7.3.7.1

Evitar inspeções termográficas diurnas, para não haver influências do reflexo e do carregamento

solar. Quando isto for inevitável, recomenda-se:

realizar as inspeções nas primeiras horas da manhã ou ao entardecer, evitando o carregamento solar;

observar o mesmo objeto segundo várias posições diferentes para evitar os efeitos do reflexo solar.

7.3.7.2 Evitar inspeções com velocidade do vento acima de 20 km/h (aproximadamente 6 m/s).

7.3.7.3 Não realizar inspeções sob chuva, garoa ou neblina. Esperar, no mínimo, 1 hora para iniciar o

trabalho após a estiagem.

7.3.8 Evitar inspeções com umidade relativa do ar acima de 90 %, a não ser que o fenômeno inerente

esteja associado à umidade elevada, como por exemplo, correntes superficiais.

7.3.9 Recomenda-se que o ângulo entre o termovisor e o ponto inspecionado seja o mais

perpendicular possível de modo a evitar a redução na emissividade em função de ângulos de observação inadequados (maiores que 60º em relação à normal, linha perpendicular ao plano do objeto-alvo).

7.3.10 Utilizar a lente adequada às distâncias e às dimensões dos pontos a serem inspecionados.

7.3.11 Evitar posicionar a câmera termográfica perto de equipamentos elétricos com emissão de campo

eletromagnético elevado para prevenir interferência no processo de formação de imagem da câmera.

Esta observação é válida, caso a câmera possua visor baseado em tubo de raios catódicos.

7.3.12 Convém que o assistente habilitado auxilie o termografista em suas anotações e na observação

de seu deslocamento pela área, uma vez que o inspetor estará concentrado na análise termográfica;

7.3.13 Seguir as demais orientações específicas do usuário final.

7.4 Práticas recomendadas para a execução do ensaio, na ocorrência de abertura de

painéis elétricos energizados

7.4.1 A inspeção em painéis elétricos deve atender os requisitos de segurança, observar EPI e zona

livre para posicionamento do termografista.

7.4.2 Convém que o assistente qualificado realize uma inspeção visual verificando possíveis

anormalidades no interior do painel, como peças soltas, existência de componentes danificados,

presença de objetos estranhos ou animais, ou qualquer outra situação de risco existente.

7.4.3 Caso seja necessário efetuar quaisquer medições elétricas complementares ou anotações gerais

sobre o equipamento, recomenda-se que estas sejam de responsabilidade do assistente qualificado.

ABNT/ONS-58 PROJETO ABNT NBR 15572 OUTUBRO 2011 7.5 térmicas Práticas recomendadas para identificação , avaliação

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PROJETO ABNT NBR 15572 OUTUBRO 2011

7.5

térmicas

Práticas

recomendadas

para

identificação,

avaliação

e

gestão

das

anomalias

7.5.1 Ao localizar algum ponto com provável anomalia térmica, recomenda-se:

procurar realizar a melhor imagem possível, ajustando o foco, distância e ângulo;

registrar e corrigir os valores medidos segundo os critérios de correção de temperatura adotados e previamente acordados com o usuário final. Registrar a velocidade do vento, temperatura ambiente e atmosférica e umidade relativa do ar e o que for pertinente;

obter e registrar a corrente elétrica do circuito ou equipamento sob ensaio e verificar se houve grande variação na curva de carga no período de uma hora que antecedeu ao ensaio. Caso positivo, aguardar o equilíbrio térmico;

identificar e registrar os dados que permitam a localização do ponto, como informações do equipamento, fase, número do circuito e tensão de operação;

realizar além do termograma, uma imagem visual da anomalia, e, sempre que possível, um termograma de uma referência.

7.5.2 Nos casos de dúvida quanto à classificação das anomalias identificadas, recomenda-se acordar

com o usuário final o melhor momento para uma re-inspeção, considerando melhores condições de carga e ambientais.

7.5.3 É recomendável o emprego de softwares de gerenciamento de inspeções termográficas que

auxiliem na elaboração do relatório e facilitem a consulta do histórico de um determinado equipamento.

7.5.4 A avaliação da severidade da anomalia térmica será realizada seguindo os critérios próprios do

usuário final, requisitos normativos, quando eventualmente adotados, ou recomendações do fabricante.

7.5.5 Convém que após ações corretivas da equipe de manutenção, o usuário final solicite nova

inspeção para assegurar que as anomalias foram sanadas.

NOTA

outros métodos de ensaios.

Quando os ensaios termográficos não forem conclusivos, é recomendada a utilização complementar de

8 Registro de Resultados

8.1 Recomenda-se que os registros da inspeção por termografia sejam feitos em relatório, contendo

pelo menos:

l) identificação do equipamento inspecionado;

m) condições operacionais do equipamento;

n) especificação do termovisor utilizado (fabricante e modelo do termovisor, com suas características essenciais e data de calibração);

o) modelo e data de calibração do termo-higro-anemômetro e demais instrumentos auxiliares porventura utilizados;

ABNT/ONS-58 PROJETO ABNT NBR 15572 OUTUBRO 2011 p) descrição dos parâmetros de ensaio utilizados (emissividade,

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p) descrição dos parâmetros de ensaio utilizados (emissividade, temperaturas ambiente, atmosférica e refletida, velocidade do vento, umidade relativa do ar);

q) registro de qualquer meio atenuante, como janelas infravermelhas, filtros ou quaisquer outros;

r) data e horário de início e fim da inspeção;

s) nome e identificação dos executantes da inspeção;

t) nome e identificação do usuário final;

u) número da ordem de serviço e/ou permissão de trabalho;

v) registro dos resultados, contendo os termogramas com a indicação das anomalias e correspondente registro fotográfico;

w) diferença entre a temperatura da anomalia e a temperatura de uma referência;

x) motivo da não inspeção de um determinado equipamento (exemplo: não inspecionado/desligado, não inspecionado/sem carga, não inspecionado/em reparo, não inspecionado/manobra não realizada pela operação etc.);

y) recomendação das ações corretivas ou ensaios complementares;

9 Segurança, meio ambiente e saúde

Observar as normas pertinentes quanto à área, atividade, processo e condições de trabalho.

ABNT/ONS-58 PROJETO ABNT NBR 15572 OUTUBRO 2011 Bibliografia [1] Dissertação de mestrado de Laerte dos

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Bibliografia

[1]

Dissertação de mestrado de Laerte dos Santos: Termografia Infravermelha em subestações de alta tensão desabrigadas, Universidade Federal de Itajubá, 2006;

[2]

Snell, J., Fritz, J.; “Improving Measurements for Thermographic Electrical Inspections”, Machinery Reliability Conference, Charlotte, USA, 1998;

[3]

Marinho C., Honório A. A., Santos, C.P., Lima, T. R., Silva, W. A.; Guia de Boas Práticas para Inspeção Termográfica de Equipamentos Elétricos e Mecânicos, PETROBRAS, 2010.

[4]

ASTM E 1316, Terminology for Nondestructive Examinations

[5]

ASTM E 1934, Examining Electrical and Mechanical Equipment with Infrared Thermography