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A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS - DAVID XAVIER

TEXTO 1   (ANALISTA TRE‐CE)   Atenção: As questões de números 01 a 02, referem‐se ao texto abaixo.  
 

O tempo, como o dinheiro, é um recurso escasso. Isso poderia sugerir que ele se presta, portanto, à  aplicação do cálculo econômico visando o seu melhor proveito. O uso racional do tempo seria aquele que  maximiza  a  utilidade  de  cada  hora  do  dia.  Diante  de  cada  opção  de  utilização  do  tempo,  a  pessoa  delibera e escolhe exatamente aquela que lhe proporciona a melhor relação entre custos e benefícios.   Ocorre que  a aplicação  do cálculo econômico às decisões  sobre o uso do tempo é neutra em relação  aos  fins,  mas  exigente  no  tocante  aos  meios.  Ela  cobra  uma  atenção  alerta  e  um  exercício  constante  de  avaliação  racional  do  valor  do  tempo  gasto.  O  problema  é  que  isso  tende  a  minar  uma  certa  disposição  à  entrega  e  ao  abandono,  os  quais  são  essenciais  nas  atividades  que  envolvem  de  um  modo  mais  pleno  as  faculdades humanas. A atenção consciente à passagem das horas e a preocupação com o seu uso racional  estimulam a adoção de uma atitude que nos impede de fazer o melhor uso do tempo.   Valéry investigou a realidade dessa questão nas condições da vida moderna: “O lazer aparente ainda  permanece conosco e, de fato, está protegido e propagado por medidas legais e pelo progresso mecânico.  O  nosso  ócio  interno,  todavia,  algo  muito  diferente  do  lazer  cronometrado,  está  desaparecendo.  Estamos  perdendo  aquela  vacuidade  benéfica  que  traz  a  mente  de  volta  à  sua  verdadeira  liberdade.  As  demandas,  a tensão, a pressa da existência moderna perturbam esse precioso repouso.”   O  paradoxo  é  claro.  Quanto  mais  calculamos  o  benefício  de  uma  hora  “gasta”  desta  ou  daquela  maneira,  mais  nos  afastamos  de  tudo  aquilo  que  gostaríamos  que  ela  fosse:  um  momento  de  entrega,  abandono  e  plenitude  na  correnteza  da  vida.  Na  amizade  e  no  amor;  no  trabalho  criativo  e  na  busca  do  saber;  no  esporte  e  na  fruição  do  belo −  as  horas  mais  felizes  de  nossas  vidas  são  precisamente  aquelas  em que perdemos a noção da hora.  
(Adaptado de Eduardo Giannetti. O valor do amanhã. São Paulo, Cia. das Letras, 2005, p.206‐209)  
  

01.  O  posicionamento  crítico  adotado  pelo  autor  em  relação  ao  emprego  do  cálculo  econômico  sobre  a utilização do tempo está em:   (A)   O uso racional do tempo seria aquele que maximiza a utilidade de cada hora do dia.   (B)   Diante de cada opção de utilização do tempo, a pessoa delibera  e escolhe exatamente aquela  que lhe proporciona a melhor relação entre custos e benefícios.   (C)   A  atenção  consciente  à  passagem  das  horas  e  a  preocupação  com  o  seu  uso  racional  estimulam a adoção de uma atitude que nos impede de fazer o melhor uso do tempo.   (D)   Isso  poderia  sugerir  que  ele  se  presta,  portanto,  à  aplicação  do  cálculo  econômico  visando  o  seu melhor proveito.   (E)   O  lazer  aparente  ainda  permanece  conosco  e,  de  fato,  está  protegido  e  propagado  por  medidas legais e pelo progresso mecânico.      02.   O paradoxo a que o autor se refere está corretamente resumido em:              
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(A) O tempo despendido na busca de conhecimento é recompensado pelo saber.   (B) Os momentos de relaxamento pleno advêm do bom planejamento do uso do tempo.   (C) A criatividade confere maior qualidade ao tempo despendido com o trabalho.   (D) O controle do uso do tempo compromete o seu aproveitamento prazeroso.   (E) As horas de maior prazer são aquelas empregadas em atividades bem planejadas.  

A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS - DAVID XAVIER

A questão de número 03 refere‐se ao texto abaixo.     Setembro de 2005   Woody  Allen  acabou  de  montar  Scoop  −  O  grande  furo.  Agora  vai  tentar  elaborar  seu  próximo  filme,  mas  não  sabe  onde  ele  será  feito.  Londres  foi  um  prazer  inesperado,  e  ele  pretendia  fazer  o  terceiro  filme  seguido  lá,  mas  o  sucesso  crítico  e  financeiro  de  Match  Point  deu  origem  a  outras  possibilidades.   − Vou esperar até ver Scoop para perguntar mais, mas você gostaria de fazer alguma observação?   − Tenho um papel no filme porque é uma comédia, automaticamente mais leve. Houve um tempo em  que eu, mais jovem, estava ligado em comédia e pensava: Ah, isto é engraçado. Mas não sinto mais a mesma  coisa. Foi divertido fazer Match Point e fiquei muito envolvido como espectador enquanto fazia o filme.   Adorei  o  fato  de  não  atuar  nele,  adorei  o  fato  dele  ser  sério,  e,  quando  foi  lançado,  me  deu  uma  sensação  boa,  fiquei  orgulhoso.  Já  por  uma  comédia,  em  especial  uma  comédia  em  que  atuo,  dificilmente eu me interesso.  
 (Adaptado de Eric Lax. Conversas com Woody Allen. Trad. José Rubens Siqueira. São Paulo, Cosac Naify, 2009, p.69)  

   03.   O livre comentário sobre o filme Match Point que foi redigido com clareza, correção e lógica está em:   (A)   Com  o  grande  sucesso  de  crítica  e  público  alcançados  quando  foi  exibido  em  Cannes,  Match  Point,  a  despeito  de  outros  projetos  realizados  pelo  cineasta,  à  medida  em  que  obteve  considerável  retorno  financeiro,  configura‐se,  assim,  como  um  dos  filmes  mais  sombrios  feito  por Woody Allen.   (B)   Match  Point,  um  dos  filmes  mais  sombrios  de  Woody  Allen,  cujo  grande  sucesso  de  crítica  e  público  foram  alcançados  quando  exibido  em  Cannes,  a  despeito  de  outros  projetos  realizados pelo cineasta, obteve considerável retorno financeiro.   (C)   Um dos filmes mais sombrios de Woody Allen, Match Point, cujo o grande sucesso de crítica e  público  seriam  alcançados  em  sua  exibição  em  Cannes,  difere  de  outros  projetos  realizados  pelo cineasta, conquanto obteve considerável retorno financeiro.   (D)   Match Point, um dos filmes mais sombrios de Woody Allen, alcançou grande sucesso de crítica  e  público  quando  foi  exibido  em  Cannes  e,  ao  contrário  de  outros  projetos  realizados  pelo  cineasta, obteve considerável retorno financeiro.   (E)   A despeito de ser um dos filmes mais sombrios feitos por Woody Allen, quando foi exibido em  Cannes  Match  Point,  diferentemente  de  outros  projetos  realizados  pelo  cineasta,  que  obteve  considerável retorno financeiro, alcança grande sucesso de crítica e público.     

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 mas de modo subentendido.  em  todos  os  planos.  recusa  esta  que  instiga  alterações  na  organização social.  as  deferências  e  os  outros  modos  de  expressão  das  desigualdades  entre  os  seres  humanos  passaram.  formas  pré‐ capitalistas  de  produção.DAVID XAVIER TEXTO 2   (ANALISTA TJ PE)   Atenção: Para responder às questões de números 01 a 03.  as  hierarquias.   (C)   em sociedades modernas.  no  que  diz  respeito  à  organização  social.  Tais  traços. europeias ou não.      ‐ 3 ‐   .  uma  circunstância.   (B)   a  ideia  de  que  hierarquias.  na  rearticulação.  em  quase  todo  o  mundo.  A  novidade  moderna  consiste.  das  formas  e  relações  sociais antigas sob a égide desses novos traços.   (Antonio Sérgio Alfredo Guimarães.  a  vida  rural  ou  as  hierarquias  sociais.             05            10            15    As  sociedades  modernas  da  Europa  ocidental.  privilégios  e  deferências  (linha  16)  expressam  desigualdades  entre  os seres humanos está presente no texto.  antes. considere o texto abaixo. 2011.   Assim. p. implicando um traço restritivo.   (E)   compreende‐se  do  texto  que  grupos  humanos  buscam  legitimar  as  desigualdades  (linha  17)  entre  os  seus  componentes  encadeando‐as  coerentemente  nas  convenções  da  sua  peculiar  organização social. forma de produção e valores jurídicos.  para  serem  aceitos.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .  propiciadoras  de  lutas  libertárias  de  emancipação  e  fermento de novas identidades sociais.  a  convivência  e  sociabilidade  urbanas.  por  si  sós. É INCORRETO afirmar:   (A)   a  expressão  no  que  diz  respeito  à  organização  social  (linha  15)  traduz.  a  forma  industrial  de  organização  da  produção.  no  contexto.  ou  dos  continentes  e  espaços  colonizados  ou  profundamente  influenciados  por  ela.  20  do  mesmo  modo. “Desigualdade e diversidade: os sentidos contrários da ação”.  entretanto.   (D)   em  aparente  contradição. houve uma ampla reorganização da ordem social  quando  formas  de  ação  conservadoras  conseguiram  se  sobrepujar  aos  modernos  modos  de  articulação social.  podem  ser  descritas  sucintamente  por  alguns  traços  gerais:  o  Estado‐nação.  a  depender  de    outras  lógicas  de  construção  e  justificação.  fontes  permanentes  de  contestação.  não  eliminaram  seus  contrários  –  solidariedades  étnicas.  que  hoje  abrangem  quase  todo  o  globo  terrestre. In Agenda brasileira:  temas de uma sociedade em mudança. 168)      01.  Tornaram‐se.  e  os  valores  jurídicos  constitucionais  de  liberdade  e  igualdade. São Paulo: Companhia das Letras.  o  capitalismo.  as  desigualdades  entre  os  seres humanos  são  concomitantemente  admitidas  e  rejeitadas.  os  privilégios.

] usou em suas memórias um eufemismo (linhas 11 a 14) para a voz passiva.  Segundo  ele. uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D.   (B)   A  presença  concomitante  de  certas  formas  verbais. p.  a  intervalos  regulares  D.   (C)   As  aspas  em  “prover‐se”  sinalizam  o  sentido  pejorativo  que  o  coronel  Manuel  Marcondes  de  Oliveira Melo emprestou à expressão.   É correto afirmar sobre o excerto:   (A)   Formas  verbais  empregadas.                05            10            15      O  destino  cruzou  o  caminho  de  D.  Pedro  em  situação  de  desconforto  e  nenhuma  elegância. 29)      02. A  causa dos distúrbios intestinais é desconhecida.  usou  em  suas memórias um eufemismo para descrever a situação  do  príncipe. 1822: como um homem sábio.  evidencia  que  o  autor.   (C)  Transformando  a  oração  reduzida  Ao  se  aproximar  do  riacho  do  Ipiranga  (linhas  2  e  3)  em  desenvolvida. um país que tinha tudo para dar errado. considere o texto que segue.  cruzou  (linha  1)  e  estava  (linha  5). nesse trecho.   (Laurentino Gomes.  como..  Testemunha  dos  acontecimentos. o príncipe regente.  ou  a  água  contaminada  das  bicas  e  chafarizes  que  abasteciam  as  tropas  de  mula  na  serra  do  Mar.  como.  mescla  segmentos  narrativos  com  comentários  a respeito dos fatos. única possibilidade de torná‐la sintaticamente adequada.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .  denotam  que o autor.      03. o coronel Manuel Marcondes de Oliveira  Melo [.. futuro imperador  do Brasil e rei de Portugal.   ‐ 4 ‐   . no litoral  paulista.  por  exemplo. A análise do texto legitima a seguinte afirmação:   (A)   A  organização  da  frase  inicial  exige  que  se  considere  o  termo  subentendido  “sem”  (“sem  nenhuma elegância”).  Pedro  se  via  obrigado  a  apear  do  animal  que  o  transportava  para  “prover‐se”  no  denso  matagal  que  cobria  as  margens da estrada.   (B)   Os  segmentos  futuro  imperador  do  Brasil  e  rei  de  Portugal  e  o  coronel  Manuel  Marcondes  de  Oliveira Melo exercem a mesma função sintática nas frases em que estão inseridos.   (E)  Considerado  o  contexto. Pedro a  criar o Brasil.  às  16h30  de  7  de  setembro de 1822. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 2010.   (D) Transpondo a frase Testemunha dos acontecimentos.  Ao  se  aproximar  do  riacho  do  Ipiranga. obtém‐se  a forma verbal “tinha usado”.   Acredita‐  se  que  tenha  sido  algum  alimento  mal  conservado ingerido no dia anterior em Santos. obtém‐se “Aproximando‐se do riacho do Ipiranga”.DAVID XAVIER   Atenção: Para responder às questões de números 02 e 03.  a  substituição  do  modo  subjuntivo  pelo  modo  indicativo  em  tenha  sido (linha 7) não interfere no sentido original.  por  exemplo. estava com dor de barriga.  nesse  trecho.  o  coronel  Manuel  Marcondes  de  Oliveira  Melo. limita‐se a citar fatos passados concebidos por ele como contínuos.  subcomandante  da  guarda  de  honra  e  futuro  barão  de  Pindamonhangaba. pois em nada fica alterada a atitude do falante  em relação ao fato citado.  cruzou  (linha  1)  e  é  (linha  6).

  existe  algo  que  descongela  essa  imagem:  nosso  olhar. 2010)      01.     (A) A câmara fotográfica é uma verdadeira máquina do tempo.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .  a  ausência  do  plural  no  segundo  substantivo  da expressão tropa de mula só pode ser entendida como um deslize.  se  toma  como  “presente”  do  que  está  por  vir  o  dia  do  fato  a  que o autor se refere.      TEXTO 3   (ANALISTA TRT‐11°)   Atenção: As questões de números 01 a 04 referem‐se ao texto seguinte. Além  disso.  Da  mesma  forma. o significado de uma imagem muda com o passar do tempo.  A  câmara  fotográfica  é  uma  verdadeira  máquina  do  tempo.   (B) a fotografia congela o tempo.  e  cada  pessoa  que  mergulha  nesse  espelho  de  papel  sai  numa  dimensão  diferente  e  vivencia  experiências  diversas.  Toda  imagem  é  magia.  transformando  o  que  é  naquilo  que  já  não  é  mais.  nota‐se  que.DAVID XAVIER (D)   Ainda  que  não  tenha  impedido  a  compreensão.   (C) aos graus de insensibilidade de alguns diante de uma foto. os níveis de percepção de uma fotografia. São Paulo: Companhia das Letras.  porque  o  que  temos  diante  dos  olhos  é  transmudado  imediatamente  em  passado  no  momento  do  clique.  imagem  e  magia  contêm  as  mesmas  cinco  letras:  image  e  magie.  e  isso  não deixa de ser verdade.  a  referência  aos  vários  níveis  de  percepção  de  uma  fotografia  remete         (A) à diversidade das qualidades intrínsecas de uma foto.   No  contexto  do  último  parágrafo.   (B) às diferenças de qualificação do olhar dos observadores.  por  exemplo.   (E) Mas é difícil imaginar alguém que seja insensível à magia de uma foto. até para o mesmo observador.   Toda  fotografia  é  uma  espécie  de  espelho  da  Alice  do  País  das  Maravilhas.   (E)   Considerando  que  futuro  significa  “que  ainda  está  por  vir”.  e  nosso  olhar  é  a  varinha  de  condão que descongela o instante aprisionado nas geleiras eternas do tempo fotográfico. em Por trás daquela foto.  é  capaz  de  perceber  dimensões  sonoras  inteiramente  insuspeitas  para  os  leigos.   (D) o significado de uma imagem muda com o passar do tempo. Isso ocorre.  Costumamos  dizer  que  a  fotografia  congela  o  tempo.   (Adaptado de Pedro Vasquez.  um  fotógrafo  profissional  lê  as  imagens  fotográficas  de  modo  diferente  daqueles que desconhecem a sintaxe da fotografia.  nos  casos  em  que  a  palavra  foi  usada  (linhas  4  e  13).   ‐ 5 ‐ . Mas é difícil imaginar alguém que  seja insensível à magia de uma foto. pois não há possibilidade  de o padrão culto acatar essa formulação. também.  pois  o  lado de lá é como o albergue espanhol do ditado: cada um só encontra nele o que trouxe consigo. com todas as  artes:  um  músico.  Em  francês.  preservando  um  momento  passageiro  para  toda  a  eternidade.      Fotografias  Toda  fotografia  é  um  portal  aberto  para  outra  dimensão:  o  passado.   Variam. na verdade.   O segmento do texto que ressalta a ação mesma da percepção de uma foto é:                02. a “escrita da luz”.   (C) nosso olhar é a varinha de condão que descongela o instante aprisionado.   Todavia.

  com  frequência.  a  iluminar  teses  controvertidas  e  mesmo  a  incendiar  debates.  conforme  sugere  o  terceiro  parágrafo.  estas  duas  acepções:  a)  perceber  diferenças.  vê  não  apenas  uma  foto.  nem  se  imagine  os  tempos  a  que  suscitarão  essa  imagem aparentemente congelada.   Ao dizer. Mas há. por outro lado.  Já  na  segunda  acepção.   ..   03.  distinguir.      Atenção: As questões de números 05 a 08 referem‐se ao texto seguinte. classe social.  ao  verbete  discriminar.   (E) aos vários tempos que cada fotografia representa em si mesma. Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:   (A)   Apesar  de  se  ombrearem  com  outras  artes  plásticas. no primeiro parágrafo. que a fotografia congela o tempo.  discriminar  é  deixar  agir  o  preconceito. em  razão de alguma característica pessoal.  Nesse  caso.  é  disseminar  o  juízo  preconcebido.  Vamos  ao  Dicionário  Houaiss.  o  termo  transpira  o  sentido  positivo  de  quem  reconhece  e  considera  o  estatuto  do  que  é  diferente.  a  fotografia  nos  faz  desfrutar  viver  experiências de natureza igualmente temporal.      Discriminar ou discriminar?  Os  dicionários  não  são  úteis  apenas  para  esclarecer  o  sentido  de  um  vocábulo. convicções etc.   (E)   Nenhuma  imagem  fotográfica  é  congelada  suficientemente  para  abrir  mão  de  implicâncias  semânticas no plano temporal.   (E)   III.   II.   (C)   Conquanto  seja  o  registro  de  um  determinado  espaço.   Estamos  vivendo  uma  época  em  que  a  bandeira  da  discriminação  se  apresenta  em  seu  sentido  mais  positivo:  trata‐se  de  aplicar  políticas  afirmativas  para  promover  aqueles  que  vêm  sofrendo  discriminações históricas. quem veja nessas propostas afirmativas a forma mais  censurável de discriminação.  as  experiências  físicas  de  uma  fotografia  podem  se  inocular em planos temporais. está correto o que se afirma SOMENTE em   (A)  I e II.  supõe  um  preciso  discernimento.   ‐ 6 ‐   (B)   II e III..     04.   (D)   II. discernir.  (B)   Na  superfície  espacial  de  uma  fotografia.  ajudam. um indivíduo ou grupo de indivíduos.  uma  foto  leva‐nos  a  viver  profundas  experiências de caráter temporal.  discriminar  é  dar  atenção  às  diferenças.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .   Na  primeira  acepção. o autor defende a ideia de  que a realidade apreendida numa foto já não pertence a tempo algum.   (D)   Tal  como  ocorrem  nos  espelhos  da  Alice. b) tratar mal ou de modo injusto.DAVID XAVIER        (D) às relações que a fotografia mantém com as outras artes.   (C)   I.  e  lá  encontramos.  mas os recursos de uma linguagem específica nela fixados.  entre  outras.   III..  deixar  de  discriminar (no sentido de discernir) é permitir que uma discriminação continue (no sentido de preconceito). desigual..   Atente para as seguintes afirmações:   I.  Discriminar  o  certo  do  errado  é  o  primeiro  passo  no  caminho  da  ética.  a  menção  ao  ditado  sobre  o  albergue  espanhol  tem  por  finalidade  sugerir que o olhar do observador não interfere no sentido próprio e particular de uma foto.   Um  fotógrafo  profissional.   Em relação ao texto.  Discriminar  alguém:  fazê‐lo  objeto de nossa intolerância.   Diz‐se  que  tratar  igualmente  os  desiguais  é  perpetuar  a  desigualdade.   No  segundo  parágrafo. cor da pele.

 a desigualdade definitiva torna‐se aceitável. instaurou‐se um  caloroso debate público.   (E)   desdobra‐se em acepções contraditórias que correspondem a convicções incompatíveis.   Diz‐se que tratar igualmente os desiguais é perpetuar a desigualdade.   .      06. inédito)      05.  cujo  sentido  positivo  ou  negativo  depende  da  convicção  de  quem  a  avalia.   (B) um preciso discernimento (2o parágrafo) = uma arraigada dissuasão.   (B)   O  texto  faz  menção  ao  famoso  caso  das  cotas.     Da afirmação acima é coerente deduzir esta outra:   (A)   Os homens são desiguais porque foram tratados com o mesmo critério de igualdade.   (C)   Por ocasião  da defesa de políticas afirmativas. mas estão no mesmo verbete do dicionário e se mostram vivas na mesma sociedade.   (C)   Quando todos os desiguais são tratados desigualmente.    (Aníbal Lucchesi.   Considerando‐se o contexto. traduz‐se adequadamente o sentido de um segmento em:                08.   (D)   faz pensar nas dificuldades que existem quando se trata de determinar a origem de um vocábulo.   (D)   Uma forma de perpetuar a igualdade está em sempre tratar os iguais como se fossem desiguais.   Está correto o emprego da expressão sublinhada em:   (A)   Os dicionários são muito úteis.   (C) disseminar o juízo preconcebido (2o parágrafo) = dissuadir o julgamento predestinado.  pelas  quais  muitos  se  contrapuseram  por  considerá‐las discriminatórias.   (E)   Esclarece‐nos  o  texto  as  acepções  da  palavra  discriminação.   (C)   abona tanto o sentido legítimo como o ilegítimo que se costuma atribuir a esse vocábulo.  no  texto.  dessas  em  que  não  conta  quem  vê  cada  palavra como a expressão de um único sentido. gerando por isso inúmeras controvérsias entre os usuários.   (E)   Critérios diferentes implicam desigualdades tais que os injustiçados são sempre os mesmos.      ‐ 7 ‐   (A) iluminar teses controvertidas (1o parágrafo) = amainar posições dubitativas. com as quais tantos aderiram.   (E) As acepções são inconciliáveis (3o parágrafo) = as versões são inatacáveis.  pelo  fato de que o verbete discriminar   (A)   padece de um sentido vago e impreciso.      07.   A  afirmação  de  que  os  dicionários  podem  ajudar  a  incendiar  debates  confirma‐se.  pela  qual  se  expressam  ações  inteiramente divergentes.DAVID XAVIER É  o  caso  das  cotas  especiais  para  vagas  numa  universidade  ou  numa  empresa:  é  uma  discriminação.  variante  de  seu  sentido  principal.   (D) a forma mais censurável (3o parágrafo) = o modo mais repreensível.   (D)   Um  dicionário  pode  oferecer  muitas  surpresas.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .  que  não  é  reconhecido  por todos.   (B)   apresenta  um  sentido  secundário.  As  acepções  são inconciliáveis.   (B)   A igualdade só é alcançável se abolida a fixação de um mesmo critério para casos muito diferentes. sobretudo para bem discriminarmos o sentido das palavras em  cujas resida alguma ambiguidade.

                05            10              15            20            25            30  A  história  das  chamadas  relações  entre  sociedade  e  natureza  é.   Podemos admitir que a história do meio geográfico  pode  ser  grosseiramente  dividida  em  três  etapas:  o  meio  natural. as condições do trabalho estão  em  relação  direta  com  um  modo  particular  de  constituição  da  natureza. como do modo como age sobre ela.  Para S.  porque.    (Milton Santos.  Mas  a  própria  ideia  de  meio  geográfico  é  inseparável  da  noção  de  técnica.  o  meio  técnico‐científico‐ informacional.  sendo essa tripartição pouco refinada.   No texto.   (E)   aponta  as  diversas  modalidades  de  agrupamentos  sociais  como  dificuldade  relevante  para  a  configuração de um meio menos natural. impede teorização aceitável.  unidas  ao  solo.  Em  cada  fração  da  superfície  da  terra.  dão  uma  toda  nova  dimensão  à  respectiva geografia.  e  a  inexistência  de  artefatos  mais  complexos  ou  de  máquinas  não  significa  que  uma  dada  sociedade  não  disponha  de  técnicas.  Estamos. Moscivici (1968).  onde  os  objetos  mais  proeminentes  são  elaborados  a  partir dos mandamentos da ciência e se servem de uma  técnica  informacional  da  qual  lhes  vem  o  alto  coeficiente  de  intencionalidade  com  que  servem  às  diversas modalidades e às diversas etapas da produção. Quanto ao meio técnico‐científico‐ informacional  é  o  meio  geográfico  do  período  atual.  o  meio  técnico.DAVID XAVIER TEXTO 4   (TÉCNICO TJ‐PE)   Atenção: Para as questões de números 01 a 03.   (C)   adverte  para  o  caráter  altamente  singular  tanto  do  modo  como  cada  agrupamento  humano  está numa também singular natureza.  o  caminho  que  vai  de  uma  situação  a  outra  se  dá  de  maneira  particular.  dado  a  uma  determinada  sociedade. considere o texto que segue.  reservando  a  apelação  de  meio  técnico  à  fase  posterior  à  invenção  e  ao  uso  das  máquinas. 3 ed.   Alguns  autores  preferirão  falar  de  meio  pré‐ técnico  em  lugar  de  meio  natural.   ‐ 8 ‐   .  porém.  já  que  estas. 1999. razão e emoção. p.   (D)   reluta  em  acatar  a  clássica  divisão  da  história  do  meio  geográfico  em  três  estágios. 186 e 187)      01.   (B)   defende  que  o  progresso  de  uma  sociedade  se  mede  pela  interferência  cada  vez  mais  intensa  de instrumentos no meio em que se vive. São Paulo: Hucitec.  e  a  parte  do  “natural”  e  do  “artificial”  também  varia.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .  em  todos  os  lugares  habitados. por considerar esses dois polos naturalmente inconciliáveis. isto é.  isto  é.  por  um  meio  cada  vez  mais  artificializado.  a  da  substituição  de  um  meio  natural. tecnicamente mais adequado.  sucessivamente  instrumentalizado  por  essa  mesma  sociedade. A natureza do espaço: espaço e tempo.  assim  como  mudam as 10 modalidades do seu arranjo. o autor   (A)   evidencia seu desacordo com os estudos da história das chamadas relações entre sociedade e  natureza.

  contemporaneamente.  não  torna  seu  significado  evidente.  nos  discursos  políticos.   (B)   Substituindo  reservando  a  apelação  por  “nomeando”.   (E)   O  segmento  a  própria  ideia  de  meio geográfico  é  inseparável  da  noção  de  técnica  (linhas  16  e  17) equivale a “o apropriado conceito de meio geográfico prescinde da noção de técnica”.  a  comunicação.      TEXTO 5   (TCE‐AP ANALISTA)   Atenção: As questões de números 01 a 04 referem‐se ao texto abaixo.  Por  que.  porém. sejam estes mais complexos ou menos complexos.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .  a  palavra  cidadania  é  constantemente  evocada.  Ao  contrário.   (D)   Compreende‐se  que  o  autor.  indica  apenas  que  se  vai  passar  para  outro  assunto  diferente.  a  palavra  cidadania  atende  bastante  bem  a  um  dos  usos  possíveis  da  linguagem. em seu contexto.  isto  é.  reservando  a  apelação  de  meio  técnico  à  fase  posterior  à  invenção  e  ao  uso  das  máquinas.  introduzir  oração  que  denota  restrição  ao  que  foi  dito  anteriormente. já que estas.   (B)   Se o autor estivesse tratando de "meios".  o  segmento  manteria  a  correção  e  o  sentido  originais  com  a  formulação  “nomeando  de  meio  técnico  à  fase  posterior  à  invenção  e  ao uso das máquinas".  do  uso  cognitivo  da  linguagem. unidas ao solo. afirma‐se com correção:   (A)   O emprego de Estamos evidencia inquestionavelmente que o autor fala em nome do grupo de  pesquisadores que adota a expressão meio técnico para designar a fase posterior à invenção e  ao uso das máquinas. como em “Corrupção é o tema do dia.  porém. a forma da expressão teria de ser "meios pré‐técnico".   É correto afirmar:   (A)   O  futuro  do  presente  simples  preferirão  (linha  15)  foi  empregado  para  exprimir.  Assim. uma probabilidade sobre o fato mencionado.  deparamo‐nos  repetidas  vezes  com  a  palavra  cidadania.   (E)   O termo respectiva sinaliza que se trata da geografia já citada no texto.  com  valor  de  presente.  na  fala  de  diferentes  atores  sociais.  em  mensagens  publicitárias.   (D)   A  expressão  unidas  ao  solo  exprime  a  circunstância  que  determina  a  existência  da  nova  dimensão citada.  pode‐se  dizer  que.  em  sua  abordagem.     Considerada a frase acima.  em  vez  de.  o  fato  de  admitir  vários  empregos  deprecia  seu  valor  conceitual.   (C)   O pronome estas retoma a invenção e as máquinas.  então. dão uma toda nova dimensão à respectiva geografia.DAVID XAVIER 02.               05            10            15      Na  mídia  em  geral.  se  o  seu  significado  é  tão  pouco esclarecido?     ‐ 9 ‐ .  não  estabelece  distinção  entre  “técnicas”  e  “artefatos”.   Estamos.  como  usualmente.  sua  capacidade  de  nos  fazer  compreender  certa  ordem  de  eventos.  mas  caminha  em  sentido  inverso  quando  se  trata  da  cognição.   (C)   A  conjunção  Mas  (linha  16).    03.  nos  diversos  contextos  em  que  a  comunicação  se  faz  presente.  enfim.  Esse  largo  uso. mas vou falar de amizade”.

 por conta da impropriedade.  portanto. a autora   (A)   censura  a  mídia.   (A)   levanta‐se  a  hipótese  de  a  agenda  igualitária  chegar  a  conquistar  avanços  expressivos  no  mundo todo.).   (Maria Alice Rezende de Carvalho.  prejudica a compreensão de mensagens formuladas no padrão culto da linguagem. foco este de sua reflexão. que explicariam o uso reiterado da palavra “cidadania”.  De  fato.  visto  que. por isso.   (E)   detalha‐se. se lhe atribua sentido  oposto ao etimologicamente reconhecido.   No segundo parágrafo do texto.  quanto entre grupos.  na  tentativa  de  responder  de  modo  consistente  à  pergunta  proposta  no  parágrafo  anterior. serão devidamente valorizados os direitos da cidadania. São Paulo: Companhia das Letras. quando.  em  público.      02.  tomando‐a  como  exemplo  da  típica  atitude  contemporânea  no  que  se  refere  à  linguagem  −  reprovável  descuido  quanto  aos  distintos contextos de uso de vocábulos −. sustentam uma espécie de  argumentação  pública  permanente.  a  partir  da  qual  os  atores  sociais  agenciam  suas  identidades  e  tentam  ampliar  o  escopo  da  política  de  modo  a  abarcar  suas  questões.   (B)   comenta o uso pouco criterioso da palavra “cidadania”. p.  oportunidade  de  evidenciar  que  a  alta  frequência  de  uso  de  uma  palavra  não  implica  que  esteja  assegurada  a  adequada percepção do fenômeno que ela nomeia.DAVID XAVIER       20            25            30  Uma  resposta  possível  a  essa  indagação  começaria  por  reconhecer  que  há  considerável  avanço  da  agenda  igualitária  no  mundo  e.  a  valorização  sem  precedentes  da  ideia  de  direitos. então. “Cidadania e direitos”.  em  geral. com o que  deturpam o conceito a que ela remete. fato determinante de que.        ‐ 10 ‐ .   (D)   expressa  opinião  sobre  o  modo  de  ocorrência  da  palavra  “cidadania”.  de  fato. André  Botelho e Lilia Moritz Schwarcz (orgs.  Tais  atores  constroem‐se.  por  produzirem  mensagens  redundantes e pouco precisas no que se refere ao emprego da palavra “cidadania”. In: Agenda brasileira: temas de uma sociedade em mudança.  a  interação  humana  se  dá  tanto  entre  indivíduos. Direitos.   (D)   argumenta‐se  a  favor  de  que  a  luta  pelos  direitos  deve  dar‐se  tanto  no  âmbito  individual.  decorrente  disso.   (B)   está sugerido que os direitos humanos são concedidos de modo diferenciado na dependência  de se fazerem presentes de modo implícito ou explícito. fato que.   (C)   aponta a diversidade de atores sociais como responsável pela alteração do sentido original da  palavra “cidadania”.  pressionando  o  sistema  político  a  30  reconhecer  direitos  que  julgam  possuir  e  a  incorporá‐ los à agenda governamental.   (E)   indaga  sobre  o  que  ocorre  com  a  palavra  “cidadania”.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .  tornou‐ se  impossível  conceber  formas  contemporâneas  de  interação  entre  indivíduos  ou  grupos  sem  que  a  referência  a  direitos  esteja  pressuposta  ou  mesmo  vocalizada.  os  políticos  e  os  publicitários.   (C)   elege‐se  uma  proposição  que  se  toma  como  um  princípio  a  partir  do  qual  se  pode  deduzir  um  determinado conjunto de consequências. 2011.  quanto  no  coletivo. na contemporaneidade. 104)      01. o modo equivocado como se dá a interação entre os atores sociais e o sistema político.   No texto.

  está  em  conformidade com o padrão culto escrito e preserva o sentido do enunciado original      04.  a  formulação  “Seu  significado  não  se  torna  evidente.   Afirma‐se com correção:   (A)   (linhas  1  a  5)  Os  termos  que  compõem  a  sequência  inicial  do  texto  estão  todos  citados  sob  a  mesma perspectiva. apenas. Os dois fundadores da empresa responsável  pela  inovação. o segmento introduzido pelo se exprime uma condição.   (E)   (linhas 13 a 15) Variante da redação da autora.   Convenhamos que não é fácil saber o que fazer com  as  cinzas  de  um  parente  que  optou  por  ser  cremado.  embora  essencialmente  voltada  para  o  mercado americano: sua exportação mundo afora ainda  é duvidosa.  a  Chapada  Diamantina.   II.  mas  também uma subentendida.  a  comunicação  traz  não  só  uma  informação  explícita  sobre  a  linguagem.   (linhas  14  a  16)  Em  Por  que.   Chega  agora  dos  Estados  Unidos  uma  solução  alternativa.   (D)   (linhas 10 a 11) O segmento a palavra cidadania atende bastante bem a um dos usos possíveis  da  linguagem  teria  seu  sentido  e  correção  preservados  em  “Da  palavra  cidadania  pode‐se  dizer que não é nada mal o seu atendimento a um dos usos possíveis da linguagem”. a da completa determinação.  no  estado  do    ‐ 11 ‐ . Considere as assertivas abaixo. se o seu significado é tão pouco  esclarecido.  não  torna  seu  significado  evidente  fosse  organizada  de  maneira  distinta.DAVID XAVIER 03.   (C)   (linha  8)  O  modo  como  o  segmento  que  sucede  a  isto  é  está  redigido  comprova  que  a  expressão introduz um típico verbete de dicionário.  o  Pico  do  Jaraguá.     (E) I.       (C) I e III.  o  segmento  destacado  em  negrito  exprime  uma  condicionante  do  ato  indicado no segmento sublinhado.            Atenção: As questões de números 05 a 06 referem‐se ao texto que segue.   (linhas 10 e 11) O segmento a palavra cidadania atende bastante bem a um dos usos possíveis  da  linguagem. apenas.   (B) II e III.  nem  sempre  cenários  da  natureza  espetacular  como  as  Cataratas  do  Iguaçu.   III.   (linhas  20  a  24)  Em  De  fato.  mas  seu  uso é amplo” preservaria a correção e o sentido originais.  se  o  seu  significado é tão pouco esclarecido?. a frase “Então.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .  tornou‐se  impossível  conceber  formas  contemporâneas  de  interação  entre  indivíduos  ou  grupos  sem  que  a  referência  a  direitos  esteja  pressuposta  ou  mesmo  vocalizada.  então. apenas.   I.  Afinal.  a  palavra  cidadania  é  constantemente  evocada. apenas.  porém.  com  sede  em  Stockton. II e III.  o  Cristo Redentor ou os braços de Iemanjá em mar aberto  são acessíveis aos encarregados do luto.               05            10            O texto abona o que consta em   (A) I e II. a dificuldade é pouca e se  resume  a  uma  questão  de  logística.   (B)   (linhas  5  e  6)  Se  a  frase  Esse  largo  uso.  Apenas  quando  o  defunto  já  deixa  escolhido  o  local  onde gostaria de se evaporar. considerado o contexto.  a  palavra  “cidadania”  é  constantemente  evocada  por  quê?”.   (D) III.

  E. deixa estabelecido todo o procedimento do seu próprio funeral.   Sobre o que se tem no excerto acima transcrito. a verificar‐se um dos fatos mencionados. entendimento seu evidenciado pelo uso de Convenhamos.  com  o  tempo.  não  raro  alguém  lembra. apoiando‐se nas informações do responsável pela “solução alternativa”.  a detalha rigorosamente para o leitor.  penalizado.  para  dar  a  entender  a  dimensão dos problemas envolvidos. explica Thad Holmes.  não  raro  alguém  lembra.  a  urna  migra  da  sala  para  o  sótão.   (B)   (linha  12)  a  observação  da  relação  lógica  entre  os  segmentos  da  frase  em  que  se  encontram  os dois pontos permite deduzir que esse sinal de pontuação está incorretamente empregado.   (B)  O  emprego  das  formas  verbais  no  presente  do  indicativo  confirma  que  os  estados  ou  ações  referidos são considerados constantes.  que  as  cinzas  foram  deixadas para trás”.  anos  mais  tarde.      06. sofre um rebaixamento.   (D)   descreve  a  complexidade  que  deriva  da  morte  de  um  parente  e.  a  casa  é  vendida.  quando.   (C)   trata  com  absoluta  reverência  o  assunto  da  matéria.  explica  Thad  Holmes.  que  também  é  agente  de  proteção ambiental. chegada.   É legítimo afirmar que.  quando.   ‐ 12 ‐   . Piauí 62.  a  urna  migra  da  sala  para  o  sótão.DAVID XAVIER 15            20             Alabama.   (C)   (linha 14) o segmento com sede em Stockton equivale a “cuja a sede é em Stockton”.  que  as  cinzas  foram  deixadas  para  trás”.  anos  mais  tarde. vocabulário técnico e comentários sem qualquer marca de subjetividade.  porém.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .  “O  mais  frequente  é  uma  urna  com  as  cinzas  do  ente  querido  ficar  zelosamente  guardada  na  casa  do  pranteado  por  um  bom  tempo.     “O  mais  frequente  é  uma  urna  com  as  cinzas  do  ente  querido  ficar  zelosamente  guardada  na  casa  do  pranteado  por  um  bom  tempo.   Em seu texto. considere o texto abaixo. novembro 11.   (Adaptado de “As almas vão rolar”.   (E)   insinua  que  a  novidade  americana  não  estar  acessível  à  exportação  é  fato  deplorável.  porém. o autor   (A)   busca  a  adesão  do  leitor  sugerindo  estrategicamente  que  todos  podem  estar  sujeitos  à  mesma situação familiar aflitiva. p.  penalizado. cauteloso.     Atenção: Para responder às questões de números 07 e 08. no que se refere aos consumidores que objetivam conquistar. 8)   05.  Com  o  passar  dos  anos.  E.   (A)   (linha  11)  a  palavra  embora  estabelece  conexão  entre  duas  orações  de  sentido  dessemelhante. constituindo‐se como espécie de conduta regular.  dado  que  ela atende a situação comum a todos.  o  que  motiva  o  emprego  de  linguagem  formal.   (D)   (linha  15)  a  expressão  o  consumidor  remete  obrigatoriamente  ao  tipo  de  cliente  desejado  pela  empresa: aquele que. que também é agente de proteção ambiental      07.  a  casa  é  vendida. na matéria que noticia a novidade. a única afirmação INCORRETA é:   (A)  A  referida  migração  da  sala  para  o  sótão  exprime  que  o  respeito  inicial  pelas  cinzas.   (B)   anuncia a novidade e. o outro deixará de se cumprir.  parecem  conhecer  o  consumidor  que  procuram.  Com  o  passar  dos  anos.   (E)   (linhas 12 a 15) o autor revela cautela ao avaliar o conhecimento dos dois fundadores da empresa  responsável pela inovação. resume‐os na expressão uma questão de logística.  determinando que.

  isso  quando  a  casa  é  vendida  anos  mais  tarde.  O  governante que sabe calcular as suas oportunidades e as de seus inimigos tem condições de. quais meios lícitos são facultados.  em  que  a  razão  de  Estado  se  firmou.  que.   (D)  O  emprego  de  pranteado  faz  entender  que  o  morto  é  pessoa  de  reconhecida  ação  social. pelo menos.  depois  cidadãos  soberanos. recebeu algum título ou outra honraria.   (C)   Thad  Holmes  explicou  que.  por  ocasião  de  a  casa  ser  vendida.  desde  longa  data.  Para  enfrentar  os  inimigos.  Em  primeiro plano.  anos  mais  tarde.  que  se  aprendia  na  tenra  idade. como unem esforços e desarticulam o adversário.  a  política. Nela.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .  ciências. Depois  vem o modo pelo qual eles se distribuem em campo.  eles  indicam  o  refinamento  ou  o  atraso  de  uma  sociedade.  Só  Deus  joga  com  absoluta  certeza. ser vendida.      08.  desrespeitar sem muitos prejuízos as regras normais da diplomacia ou de política interna.  por conta disso.  passando  anos  em  que  a  urna  migra  da  sala para o sótão.  com  discurso  próprio.  a  economia. anos mais tarde.  com o passar do tempo. Tais    ‐ 13 ‐ .  religiões.   Os  jogos  servem.  decidia  a  vitória.  quando  anos  mais  tarde.  que  as  cinzas  foram  deixadas para trás.  disciplina  hoje  confundida  com  um  sistema  abstrato  de  valores.  porém.  não  raro  alguém  lembrou que as cinzas foram deixadas para trás.  a  moralidade.  e  acrescenta  que  a  urna.   (E)  O  fato  de  citar‐se  que  Thad  Holmes  também  é  agente  de  proteção  ambiental  possibilita  a  expectativa de que surja posteriormente algum comentário relacionado ao meio ambiente.  penalizado.  A  ética.  (E)   Explica  Thad  Holmes  que  alguém  sempre  lembra.  a  partir  do  jogo.  o  que  era  somático  foi  traduzido  (por  metáfora)  à  mente.  E  ganha  sempre.  A  postura  correta  na  batalha.  importa  a  ideia  do  cálculo  como  elemento  básico  da  política. é preciso ver quantos jogadores são necessários. estaria se expressando corretamente assim:   (A)   Thad  Holmes  explica  que.  a  política.   (D)   Explica  Thad  Holmes  −  “O  mais  frequente  é  uma  urna  com  as  cinzas  do  ente  querido  ficar  zelosamente  guardada  na  casa  do  pranteado  por  um  bom  tempo”.  ou  deles  fugir  com  honra.  a  casa  foi  vendida.   Se  alguém  quisesse  relatar. migrou da sala para o sótão.  alguém  certamente  lembrará.  algo  do  que  Thad  Holmes  esclareceu  na  passagem acima.  a  urna  migra  da  sala  para  o  sótão.  era  necessário  bem  usar  o  corpo.  a  casa  é  vendida  sugere  que  o  destino  da  casa  de  um  morto é bastante previsível.  No  caso  humano.   Não  por  acaso  Raymond  Aron  compara  o  trato  internacional  à  estrutura  do  football  association.  penalizado.  Com  as  artes.  para  pensar  fenômenos  complexos  como  a  guerra.  na  Grécia  começava  no  aprimoramento  corporal.  que  hoje  volta a ser assunto de interesse filosófico e político.  quando.  A  pessoa  que  aprendeu  a  bem jogar com o corpo e a alma tem condições éticas de exercer a cidadania com maior vigor.  Com  o  tempo.  Blaise  Pascal  reconstruiu.  tudo  é  incerto.  No  século  XVII.  É  impensável  a  democracia  ateniense  sem  as  maneiras  de  exercitar  o  corpo  e  a  mente  praticadas  pelos  jovens  guerreiros.  a  teologia. é nuclear na história do pensamento moderno.  com  frutos  políticos  imediatos.  técnicas.DAVID XAVIER (C)  O  segmento  E.  que  as  cinzas  são  deixadas  para  trás.      Os  jogos  preservam  o  aspecto  mais  sutil  da  cultura.  passados  anos  de  a  urna  ter  migrado  da  sala  para  o  sótão.      TEXTO 6   (TÉCNICO TRE‐CE)   Atenção: As questões de números 01 a 04 baseiam‐se no texto abaixo.  para.  Tal  antropologia.  sobretudo  no  campo  das  leis  e  da  política.   (B)   Thad  Holmes  explica  que:  Com  o  passar  dos  anos.  plataforma  da  razão  de  Estado.

  diz  Aron. O Estado de S.   (B) realce das considerações sobre o valor dos jogos na Grécia antiga.  temos  o  virtuosismo  técnico  e  a  qualidade  moral  dos  jogadores.  essencial  para  a  disputa  esportiva. com seus recursos  e técnicas.   ‐ 14 ‐   . não são determinadas com precisão. A2.      02.   (C)   A  incerteza  que  caracteriza  habitualmente  as  ações  humanas  leva  a  um  comprometimento  das  relações  diplomáticas  entre  autoridades  de  diferentes  nações. Espaço Aberto.   (D)   O desenvolvimento do assunto se faz pela associação entre jogos e política.   (E)   A  imprecisão  que  permeia  as  tensões  existentes  nas  relações  entre  países  e  os  interesses  imediatos  de  seus  governantes  compromete  a  dinâmica  do  jogo  político  que.   (Roberto Romano.   As duas últimas afirmativas do texto constituem         (A) síntese conclusiva das ideias expostas no parágrafo.   (C)   constatar  que  as  regras  que  norteiam  o  andamento  de  um  jogo  de  futebol  podem  e  devem  ser aplicadas ao funcionamento do jogo político internacional.  É  nesse  ponto  que.  devido às incertezas que cercam o comportamento humano.  Penso  na  torcida  e  nos  sócios  dos  clubes. que devem ser defendidos a qualquer preço.   À  diferença  do  futebol.  devido  às  incertezas  que  cercam  as  relações  entre  os  países  na  tentativa  de  auferir o maior número possível de vantagens.   (B)   assinalar a importância do coletivo.  movidas  pelas  armas  e  pela  diplomacia. Paulo. Finalmente. no jogo político.  concordando  apenas  em  que  esses  governantes  possam  apelar  tanto  para  a  guerra  quanto  para a diplomacia. representado pelos torcedores. 5 de março de 2011.  no  jogo  diplomático.  o  grande  pensador  deixa  de  lado  um  elemento  vital  do  futebol  e  do  jogo  político.   (E)   aceitar as razões de alguns autores que veem íntima correlação entre as regras do futebol e as  normas que regulam os acordos diplomáticos.  por  vezes.  julgo. Sem militância. não se atém a regras predeterminadas. o árbitro interpreta as regras e aplica as penalidades.  que  não  raro decidem campeonatos. no caso do futebol. levando‐se ainda em conta o acaso que rege os múltiplos interesses dos envolvidos  na situação a ser decidida. e pela  militância.  que  exigiam preparo físico e mental dos jovens.   (D)   reconhecer  os  valores  da  democracia  ateniense  baseados  nos  embates  esportivos.  torna‐se  dispensável.  E  nos  militantes  que  asseguram a força das agremiações políticas.  pois  ali  residem  a  segurança  e  a  sobrevivência  para  seu  povo. Sem torcedores não existe futebol. com adaptações)      01.  as  relações  internacionais.      03.   É correto afirmar:   (A)   Os  dois  autores  citados  defendem  opiniões  divergentes  quanto  às  condições  em  que  se  desenvolvem  as  relações  entre  governantes  na  defesa  dos  interesses  de  suas  nações.   (C) retomada das ideias do autor citado no parágrafo.DAVID XAVIER pontos  são  primários.  pois  cada  uma  delas  tem  seus próprios interesses. Sua complexidade aumenta no acúmulo de interesses e  na  vontade  de  predomínio  que  nenhum  estado  pode  abandonar.  diferentemente  do futebol. somem  os coletivos dedicados à ordem pública.   (B)   A  preparação.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .  Ademais.   Fica evidente uma opinião do próprio autor do texto ao   (A)   considerar  a  relatividade  das  decisões  obtidas  pela  diplomacia  nas  negociações  entre  países.

  tornou‐se  atualmente  elemento  básico  para os governantes. isso tudo podia atrapalhar.  como  Stendhal. e  descobriam  que  podiam  pensar  por  conta  própria.   (D)   Torna‐se necessária e aceitável. se deve à educação esmerada  recebida pelos padres. em todos os tempos e lugares.   (C)   A  presença  do  corpo  diplomático. nesse mesmo movimento.   (C)   a grande força da Igreja Católica.   Segundo o texto.  o  que  em  sua  época  era  feito  pelos padres.  não  pode  haver  coisa  pior −  como  ficou  comprovado  no  caso  da  Igreja.  relativos aos reis.  de  algo  que  viria  a  evoluir.  e  no  caso  de  todas  as  ditaduras. única fonte do conhecimento transmitido aos fiéis.   Para  quem  manda. Neles as pessoas ficavam sabendo coisas que não sabiam.  que  foi  perdendo  sua  força  material  sobre  países  e  povos.  movido  por  razões  de  Estado. muitas vezes.  em  vez  de  aceitar  que  os  padres  pensassem  por  elas.  Os  livros  ou. 3 de agosto de 2011.      Numa  dessas  anotações  que  certamente  contribuíram  para  lhe  dar  a  reputação  de  grande  fotógrafo  da  existência  humana  em  sua  época. reflexo do acesso à informação e do desenvolvimento do espírito crítico.  voltaramse  para  a  análise  do  poder  que  a  Igreja sempre manteve sobre os governantes.R.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS . claro.   (A)   a  livre  e  ampla  divulgação  do  conhecimento  resulta  naquilo  que  se  entende  por  "opinião  pública".  deve  estar  preparado  para  calcular  as  melhores  possibilidades de ganho para seu país ao tomar suas decisões políticas. no caso  de não haver possibilidade de consenso entre os governantes envolvidos no jogo diplomático.  na  sua  França  de  200  anos  atrás.      Atenção: A questão de número 05 baseia‐se no texto abaixo.   (E)   escritores  de  todas  as  épocas.  mesmo que tragam eventuais prejuízos às relações entre países com interesses mútuos.   (B)   Stendhal  foi  o  criador  do  termo  "opinião  pública".  de  ontem.   (D)   a  competição  pelo  poder  é  marcada.     ‐ 15 ‐   .Guzzo.  crescer  e  acabar  recebendo  o  nome  de  "opinião  pública".  de  hoje  e  de  amanhã.  Não  os  reis.   04.  as  guerras  religiosas  ou  a  competição  com  outras religiões.  necessário  para  a  construção  de  um  jogo  político  com  resultados  satisfatórios  para  as  nações  envolvidas. Veja.  Abria‐se para os indivíduos.  aprofundaram‐  se  na  discussão  de  problemas  da  sociedade  de  seu  tempo  e. a imposição de convicções com uso da força. e religiosos.   (E) constatação de que as regras esportivas se refletem no jogo político.  há  alguns  séculos.  para  se  referir  à  atuação  da  Igreja  Católica  na  França  quanto  ao  controle  da  divulgação  do  conhecimento.  como  deve.  a  possibilidade  de reproduzir de forma ilimitada palavras e ideias foram a sua pedra fundamental.   (E)   O  governante. p. mas o que realmente criava problemas sérios eram os  livros.   (B)   O pensamento moderno se apoia em uma concepção política de base religiosa.    (J.  lançar  mão  de  todos  os  recursos  à  sua  disposição.  pela  oposição  entre  valores  políticos. a possibilidade de discordar.   No 2º parágrafo defende‐se a seguinte ideia:   (A)   Um  governante  não  só  pode. que pressupõe  convicção na perfeição divina.DAVID XAVIER        (D) apresentação de argumentos contrários ao contexto.  por  consequência.  mais  exatamente. e inevitavelmente toma as decisões sempre mais acertadas. 142)      05. especialmente quanto à atuação da Igreja Católica em todo o mundo.  Stendhal  observou  que  a  Igreja  Católica  aprendeu  bem  depressa  que  o  seu  pior  inimigo  eram  os  livros.  Stendhal  estava  falando. porque os padres não lhes contavam.

      ‐ 16 ‐   . Para  isso. 7 de setembro de 2011.  fundador  do  Instituto  do  Homem  e  Meio  Ambiente  da  Amazônia  (Imazon).  para  não  repetir  erros  do  passado.  "O  Brasil  depende  da  região  para  produzir  mais  energia  e  não  sou  contra  a  expansão  da  rede  de  usinas  aqui..  quando  as  hidrelétricas  catalisaram  ocupação  desordenada.  mas  é  preciso  cautela..  conflitos  sociais  e  desmatamentos.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS . (final do 1o parágrafo)     O exemplo referente à indústria de cosméticos retoma em linhas gerais a ideia contida em:   (A)   O  progresso  está  diretamente  ligado  ao  papel  que  a  região  exercerá  em  duas  áreas  estratégicas para o planeta: clima e energia.   (E)   Enfrentar o desmatamento da Amazônia é crucial para o Brasil. mas de aproveitar o valor de seus ativos sem qualquer agressão ao meio ambiente.  O  progresso  está  diretamente  ligado  ao  papel  que  a  região  exercerá  em  duas  áreas estratégicas para o planeta: clima e energia.  a  exemplo  do  que  faz  a  indústria  cosmética  nacional.   (B)   . É marketing e é conservacionismo também.   (D)   alerta para a necessidade de um planejamento de ações.  tem a chance de emergir como uma região próspera. o pesquisador   (A)   lamenta o fato de ser necessário desmatar a floresta para criar condições mais favoráveis para  a Amazônia. conservação e  diversidade  sociocultural. especialmente quanto ao fornecimento de energia elétrica.   No último parágrafo.  apesar  da  abundância  de  recursos  hídricos  na  região  amazônica.   (D)  . para evitar.  que  seduziu  o  mundo  com  a  biodiversidade brasileira.  quando  as  hidrelétricas  catalisaram  ocupação  desordenada.   (B)   aponta  para  as  dificuldades  que  surgirão  com  os  novos  projetos  de  construção  de  usinas  hidrelétricas na região amazônica. capaz de conciliar desenvolvimento.   É marketing e é conservacionismo também.   (E)   constata  que.      A  Amazônia. como já têm acontecido.  conflitos  sociais  e  desmatamentos. 46)      01.   (C)   O Brasil depende da região para produzir mais energia .  fatos comprometedores do desenvolvimento sustentável da Amazônia.DAVID XAVIER TEXTO 7   (TÉCNICO TRT 11°)   Atenção: As questões de números 01 a 02 referem‐se ao texto seguinte.   (C)   defende  a  construção  de  novas  usinas. Não se trata de explorar a floresta e deixar para trás  terra arrasada.  a  floresta  é  fundamental  para  a  redução  global  das  emissões  de  gases  de  efeito  estufa.. CartaCapital.   Segundo  o  pesquisador  Beto  Veríssimo.      02.  é  inaceitável  seu aproveitamento com a construção de novas usinas hidrelétricas. p...  por  trazerem  benefícios  para  toda  a  região. mas de aproveitar o valor de seus ativos sem qualquer agressão ao meio ambiente.  Enfrentar  o  desmatamento  da  Amazônia é crucial para o Brasil.  basta  que  o  Brasil  seja  capaz  de  colocar  em  prática  uma  ampla  e  bem‐sucedida  política  socioambiental."    (Trecho de Diálogos capitais..  ainda  que  seja necessário desmatar grandes áreas de floresta.  dona  de  uma  bacia  hidrográfica  com  cerca  de  60%  do  potencial  hidrelétrico  do  país.

2  bilhões  de  pessoas  que  estarão  no  mundo  nessa  época. vivendo abaixo da linha de pobreza. O Estado de S.  "commodities" transformam‐se em garantia para investimentos.  A  produção  de  alimentos  cresce.   E  assim  vamos  no  mundo  dos  paradoxos. alavancada por altos investimentos no setor agrícola dos países mais pobres.   (D)   O  aumento  dos  preços  de  alimentos  decorrente  da  busca  de  lucros  pelos  países  mais  ricos  agrava a fome em todo o planeta.   A ideia central do texto está explicitada em:   (A)   O  aumento  do  número  de  famintos  nas  regiões  pobres  do  planeta  exige  atitudes  de  autoridades em relação ao comércio mundial de alimentos.      Na  reunião  em  que  foi  eleito  diretor‐geral  da  Organização  para  a  Alimentação  e  a  Agricultura  (FAO) da ONU.   Tudo  acontece  num  cenário  paradoxal.  Um  relatório  da  própria  FAO  assegura  que  um  terço  dos  alimentos produzidos no mundo.  para  controlar  a  alta  dos  preços  no  mercado internacional. se perde ou é desperdiçado. por especuladores de fundos de alto risco  de países industrializados.   (C)   A  ação  prioritária  da  FAO.   (Trecho com adaptações do artigo de Washington Novaes.  principalmente  nos  países  ricos.   (E)   o  crescimento  econômico  e  até  mesmo  o  da  produção  de  alimentos  e  os  efeitos  da  fome  que  atinge grande parte da população mundial.  para  alimentar  os  9.  estará  voltada  para  a  redução  do  número  de  pessoas que passam fome em todo o mundo. 40% da humanidade. Espaço Aberto.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS . para que até 2015 o número de carentes de alimentos no planeta.  Ele  alertou  também  para  os  crescentes compra e arrendamento de terras em outros países. em razão dos enormes investimentos  no setor.   (B)   a proteção dos países ricos aos seus estoques de alimentos e o aumento da produção em todo  o mundo. Os  consumidores  ricos  desperdiçam  222  milhões  de  toneladas  de  frutas  e  hortaliças  −  tanto  quanto  a  produção de alimentos na África.  "o  protecionismo  dos  ricos"  à  sua  produção  de  alimentos.  Kofi  Anan.3 bilhão de toneladas anuais.  E  isso  quando  a  própria  FAO  alerta  que  os  preços  desses  produtos  continuarão  a  subir  nos  próximos  dez  anos. juntamente com a compra de terras em  países  mais  pobres.   (C)   a  especulação  em  torno  da  posse  de  terras  para  a  agricultura  nos  países  mais  pobres  e  o  protecionismo  dos  ricos  à  produção  de  alimentos. hoje em torno de 1 bilhão.  E  que  a  produção  precisará  crescer  70%  até  2050. e a luta dos países mais pobres para superar a falta de tecnologia na agricultura. o ex‐ministro brasileiro José Graziano da Silva assegurou − com sua experiência de gestor  do  programa  de  combate  à  fome  entre  nós −  que  esta  será  sua  prioridade:  enfrentar  esse  problema  no  mundo. se  reduza  à  metade.  sobem  os  preços.  Mas  não  se  consegue  sair  de  perto  do  número  terrível  de  1  bilhão  de  famintos  no  planeta.   (E)   O  desperdício  de  alimentos.  "É  o  desafio  do  nosso  tempo". que vive em extrema pobreza.  para  atender a toda a população no planeta.  órgão  da  ONU.  disse  na  ocasião  o  ex‐secretário  da  ONU.      04.   O cenário paradoxal a que o autor alude no 2o parágrafo se estabelece entre   (A)   o  desperdício  de  alimentos  nos  países  mais  ricos  e  o  incremento  do  comércio  mundial.   ‐ 17 ‐   .  é  a  razão  primeira  do  aumento  de preços em países mais pobres.   (B)   A  especulação  econômica  em  torno  de  terras  nos  países  em  desenvolvimento  põe  em  risco  a  produção de alimentos.  só  tem  aumentado. Paulo.   (D)   a produção de alimentos nos países mais ricos que só cresce.DAVID XAVIER Atenção: As questões de números 03 a 06 referem‐se ao texto seguinte. A2. cerca de 1.  lembrando  que  um  dos  complicadores  dessa  questão. 1 de julho de 2011)      03.

 p.   O  primeiro  oficializou  o  culto  a  Dionísios. E que a produção precisará crescer 70% até 2050. O que é teatro. 4. em razão da crise de alimentos no mundo.   (E)   constatação  de  que  o  desafio  existente  em  torno  do  necessário  aumento  da  produtividade  agrícola no mundo todo será de difícil resolução para a FAO.   Aristóteles  deixou‐nos  o  primeiro  documento  básico  de  teoria  teatral:  Poética.     (E)   repetição de dados para realçar a amplitude de ações da FAO.   Duas figuras merecem atenção na fase primitiva do teatro grego: um tirano.  cívico  e  moral.  E  também  o  responsável  por  transformações decisivas na libertação da dramaturgia das amarras da poesia. Téspis.  acentua  seu  significado  estético.  é  correto  deduzir  que se trata de   (A)   crítica  ao  posicionamento  dos  países  ricos.67 e 68)        ‐ 18 ‐   .   (D)   conclusão  de  que  a  procura  por  terras  destinadas  à  produção  de  alimentos  nos  países  mais  pobres poderá ajudar a reduzir o número de famintos no mundo.   (Fragmento adaptado de Fernando Peixoto.  danças  mímicas  de  atores  mascarados  em  homenagem  a  heróis  mortos. tendo por objetivo provocar compaixão e terror.  das  fontes da vida e do sexo.      Atenção: As questões de números 07 a 08 referem‐se ao texto seguinte. passaram a ser realizadas durante  seis  dias  na  primavera.  Estudando  a  poesia  dramática  em  relação  à  lírica  e  à  épica.  mandou  organizar  as  festas  dionisíacas  urbanas  e  chamou Téspis para promovê‐las anualmente.   O comentário colocado entre os travessões no 1o parágrafo destaca a   (A)   informação  que  perde  validade  diante  da  constatação  pela  FAO  do  número  de  famintos  no  planeta. e um ator. De forma competitiva. Pisístrato.  Para  Aristóteles  a  arte  é  imitação  da  natureza.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .  que  vem  dificultando  tanto  a  oferta  mundial  de  alimentos quanto sua aquisição por preços mais baixos.ed. para alimentar os 9.  dissecando  a  estrutura  da  tragédia  e  da  comédia. (1o parágrafo)   Considerando‐se  a  maneira  como  o  autor  inicia  o  segmento  transcrito  acima.   (B)   importância das diversas funções dos especialistas ligados às atividades da FAO.2 bilhões  de pessoas que estarão no mundo nessa época.   (D)   qualificação de quem traça a meta a ser perseguida pela FAO.   (C)   escolha de um novo diretor‐geral para a FAO. S. 1981.. A identificação do público com os  personagens coloca o primeiro em estado de êxtase e assim poderá atingir a purgação dessas emoções.DAVID XAVIER    05.  Téspis  foi  o  primeiro  ator.  Para  muitos.Paulo: Brasiliense. apesar do constante e progressivo aumento de preços.   (C)   certeza  de  que  a  atuação  da  FAO  vem  sendo  determinante para  manter  o  equilíbrio  da  oferta  no mercado de alimentos.  o  drama  é a imitação de ações.  caracterizando  os  gêneros  e  suas  diferenças.   (B)   observação  que  se  justifica  pela  busca  de  menores  preços  em  um  mercado  de  alimentos  sempre sujeito à concorrência entre países produtores e países importadores.  explicando  suas  origens  e  analisando  seus  elementos.   Ainda que existam estudos modernos levantando a hipótese de que a tragédia grega teria tido sua  origem  em  rituais  fúnebres.        06.  a  tese  geralmente  aceita  é  a  de  que  nasceu  dos  cultos  a  Dionísios.   E  isso  quando  a  própria  FAO  alerta  que  os  preços  desses  produtos  continuarão  a  subir  nos  próximos dez anos.  deus  do  vinho  e  da  fertilidade.

     (A) dissecando a estrutura = aglutinando os elementos estruturais   (B) libertação da dramaturgia = extroversão dramática   (C) purgação dessas emoções = emancipação desses sentimentos   (D) compaixão e terror = piedade e pavor   (E) levantando a hipótese = auferindo a convicção   A  ideia  de  uma  dimensão  humana  da  arte  repousa  numa  concepção  de  humanidade  que  sofreu  modificações ao longo do tempo.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS . 7 e 8)      09.  permanece  ainda  uma  verdadeira incógnita.  nos  seus  artefatos  e  no  caráter  expressivo  de  todos  os  signos  e  marcas  que  produz.   (Fragmento de Meyer Schapiro.  passionais  ou  serenos. apenas o heroico. portadores de uma enorme força. ao longo do tempo a pintura passou a incorporar temas que   (A)   não  se  relacionam  de modo  algum  com  o  homem  e  com  a  figura  humana.  confinada  à  imagem  do  ser  humano.  a  religião  e  o  mito.   (D)   em  que  pese  a  importância  de  Dionísios. A dimensão humana da pintura abstrata. autor da Poética.  em que expõe a sua teoria teatral.   (C)   em  consenso  finalmente  obtido  entre  os  estudiosos.   Com  o  tempo  tornou‐se  claro  que  uma  cena  da  vida  cotidiana.  A  dimensão  humana  da  arte  não  está.   Segundo o autor.  alegres  ou  trágicos.  A  paisagem  e  a  natureza  morta  também  incorporavam  a  percepção  emotiva  do  artista  para  com  a  natureza  e  as  coisas.Paulo: Cosac & Naify.   (A)   que se pensava estar ligado a Dionísios.  costuma  ser  associado  aos  cultos  a  Dionísios.  como  se dá  com  as  naturezas mortas e as paisagens.  tem  sido  com  maior  frequência  vinculado  aos  rituais  e encenações fúnebres em honra dos heróis.  portanto.  mesmo  que  não  estejam  diretamente  relacionados  com o homem e com a figura humana.  Esses  podem  ser  nobres  ou  ignóbeis.  (C)   não  tratam  diretamente  do  homem  ou  de  suas  grandes  questões.  ou  seja.      08.  uma  paisagem  ou  natureza  morta  poderiam constituir uma grande pintura tanto quanto uma imagem da história ou do mito. o surgimento da tragédia grega. 2001. A dignidade de um trabalho se media em parte pela importância de seu tema.   O segmento cujo sentido está corretamente expresso em outras palavras é:                Atenção: A questão de número 09 refere‐se ao texto seguinte. e mesmo assim. S. passou a ser creditado a Aristóteles.  relaciona‐se  aos  cultos  ao  deus  do  vinho  e das fontes da vida.  p.   (B)   envolvem  a  história.  a  sua  visão  no  sentido  mais  amplo.  O  homem  também  se  mostra  na  relação  com  aquilo  que  o  rodeia.   Segundo o autor. Trad. o mítico e o religioso eram admitidos  na grande arte.  Não  me  refiro apenas à  beleza  criada pelo  domínio  de  forma e  cor  de  que  dispunha o pintor. Dionísios. Betina Bischot.  Podem  ainda  suscitar  estados  de espírito inomináveis.  muito  embora  acabem  sempre por revelar algo do que é propriamente humano. o deus do vinho e das fontes da vida.   (B)   não  obstante  a  recuperação  de  nomes  como  os  de  Pisístrato  e  Téspis. Não há muito.   (E)   a  despeito  de  divergência  mais  ou  menos  recente. Descobriu‐se  também  que  havia  alguns  valores  profundos  na  representação  de  um  motivo  que  não  enfocasse  o  ser  humano.   ‐ 19 ‐   .DAVID XAVIER 07.

   Há  uma  série  de  fatores  envolvidos  na  transformação  de  Mahler  em  figura  central  da  história  da  música  do  século  XX.  enquanto  gravações discográficas divulgavam uma obra até então desconhecida do grande público.  uma  virada  totalmente  inesperada  levou  a  obra  de  Mahler  ao  início  de  uma  era  de  sucessos  sem  precedentes. essas casinhas de Mahler hoje se  transformaram  em  memoriais.  O  mundo  onírico  dos  Alpes  do  início  do  século  XX  certamente  voltará  à  memória  de  quem.  a  despeito  de  não  propiciarem a realização de grandes obras de arte. Revista 18.  tendo  uma  imagem  desses despojados retiros musicais de Mahler.      Em vida. 2011)      01.  Intérpretes  conhecidos  e  pesquisadores  descobriram  o  compositor.  seu  interesse  pelos  problemas  fundamentais  da  existência  humana.   (D)   ao reconhecimento.  muito  atual  para  a  geração  que  nasceu no pós‐guerra. Gustav Mahler (1860‐1911).  para  a  qual  contribuíram  largamente  o  amor  incondicional  do  compositor pelos sons e pela musicalidade da natureza.   ‐ 20 ‐   .   (C)   ao  advento  de  uma  geração  cujos  valores.br/v1/upload/biblioteca_virtual/GIANNOTTI_Tolerancia%20maxima.  por  sua  simplicidade  intrínseca.pdf> Acesso  em: 22 dez.  Mahler  empreendia  longas  caminhadas  que  lhe  proporcionaram  inspiração para sinfonias.   (Adaptado: Klaus Billand.  em larga medida. 15.  subitamente. sobretudo. tanto por sua personalidade artística como por sua obra.  Em  Steinbach. recolhendose em pequenas cabanas na paz  dos  Alpes  austríacos.  pôde  ser  amplamente compreendida pelas gerações seguintes.cebrap.  porém.      TEXTO 8   (INSS‐ TÉCNICO)   Atenção: A questão de número 01 baseia‐se no texto seguinte. foi alvo  de  intensas  polêmicas  –  e  de  desprezo  por  boa  parte  da  crítica. Ano IV. de sua originalidade por maestros e grandes intérpretes  da música clássica com quem o compositor convivera.   Segundo o autor. Disponível em: <http.   Comparar a simplicidade espartana dessas casinhas com a enorme complexidade das obras ali criadas  diz muito sobre a genialidade do compositor – e.  correspondiam  aos  defendidos pelo compositor.  mesmo  correndo o risco de sofrer represálias por parte do público. p.  que  perdura  até  hoje.//www. n.  seu  engajamento  contra  a  opressão  social  e  seu  posicionamento  em  favor  do  respeito  à  integridade  da  natureza  –  tudo  isso  se  tornou.  A  incompreensão  estética  e  o  preconceito  antissemita  também  o  acompanhariam  postumamente  e  foram  raros  os  maestros  que.DAVID XAVIER (D)   trazem  para  o  quadro  cenas  da  vida  cotidiana  e  paisagens  naturais.   (E)   sugerem  a  presença  da  figura  humana  no  quadro  tão  somente  pelo  domínio  que  o  pintor  demonstra ao trabalhar com a forma e com a cor.   (E)   à  ação  de  organizações  culturais  que  se  dispuseram  a  divulgar  a  obra  do  compositor. março/abril/ maio de 2006. o reconhecimento da grandeza artística de Mahler ao longo dos anos 60 deve‐se.  apesar  da  distância  temporal. O compositor  dedicava inteiramente à criação musical os meses de verão.  que.  se  empenharam  na  apresentação  de  suas  obras.  A  visão  de  mundo  de  uma  geração  mais  jovem  certamente  teve  influência  central  aqui:  o  dilaceramento  interior  de  Mahler.   Totalmente abandonadas e esquecidas na Áustria no pós‐guerra.  graças  à  ação  da  Sociedade  Internacional  Gustav  Mahler.  nas  décadas  que  se  seguiram  à  sua  morte. 52‐ 53. sobre a real origem de sua musicalidade. voltar a ouvir sua música grandiosa.  seu  pacifismo.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .  Durante  os  anos  60.org.   O amor incondicional de Mahler pela natureza sempre esteve presente em sua obra. ainda que tardio.   (A)   à  beleza  única  de  suas  obras.   (B)   à  harmonia  do  conjunto  de  sua  obra. Gustav Mahler: a criação de um ícone.

  por  sua  vez.  Quando  instalados  em  áreas  não  habitadas  podem  constituir‐se  em vetores de preservação dos ambientes naturais.  de  cuidar  soberanamente  das  suas  fragilidades  e  de  toda  a  riqueza  de  sua  biodiversidade.  não  necessariamente  mais  competitivas ou de menor impacto ambiental.  constitui  a  fronteira  hidrelétrica. CartaCapital.  identificação  de  áreas  a  serem  preservadas.   As questões que se contrapõem são basicamente duas:   1)   Pode  o  país  abrir  mão  de  preservar  a  Amazônia.  a  Amazônia  é. não podemos abrir mão de nenhum dos dois objetivos. deveria tornar‐se meta prioritária. p.  sugere  que  esse  duplo  objetivo  é  inatingível.   2)   Pode  o  país  abrir  mão  de  uma  vantagem  competitiva  relevante  representada  pela  hidreletricidade.   (E)   proposta de importantes medidas de preservação ambiental na Amazônia.  um  bioma  reconhecidamente  sensível  e  de  elevado  interesse  ambiental.   (Maurício Tolmasquim.  Demanda  inovação. apesar da necessária geração de energia elétrica.  Mas  isso  não  tem  de  ser  assim. ainda que nem todo o potencial lá existente venha a ser desenvolvido.  renovável.  que poderão comprometer a riqueza de sua biodiversidade.   (B)   crítica  a  uma  corrente  que  desconsidera  a  preservação  do  ambiente  natural.  qualquer  projeto  hidrelétrico  deve  cuidar  para  que  os  impactos  ambientais  sejam  mitigados  e  compensados.      ‐ 21 ‐   .  o  que  significa  baixa  emissão  de  carbono. além das hidrelétricas.   Por  óbvio.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .      Quando  se  tem  em  conta  que  50%  do  território  nacional  é  ocupado  pelo  bioma  Amazônia  e  que  60%  do  potencial  elétrico  do  país  ainda  por  aproveitar  se  localiza  nessa  área. Análise rasa baseada em uma  ótica  ultrapassada. para atender à expansão do consumo.  sendo  esta  uma  opção  energética  limpa.  desde  que  sejam  feitos  estudos  e  tomadas medidas adequadas de preservação ambiental.  pode‐se  intuir  as  dificuldades  que  enfrenta  a  expansão  da  hidreletricidade  no  Brasil.  Conciliar  as  duas  questões  básicas  é  possível.  de  um  lado.  podem  constituir‐  se  em  vetores  do  desenvolvimento  regional.  De  fato.  Projetos  hidrelétricos. 7 de setembro de 2011.  na  qual  projetos  hidrelétricos  provocam  necessariamente  impactos  ambientais  irrecuperáveis  e  não  compensáveis.61.   Percebe‐se no texto   (A)   concordância  com  a  noção  de  que  é  necessário  encontrar  novas  fontes  energéticas  na  Amazônia.  o  que.   (C)   defesa  da  construção  de  hidrelétricas  na  região  amazônica. vontade política e ampla discussão da sociedade ‐ são esforços  que  podem  ser  feitos  na  direção  de  conciliar  os  imperativos  de  se  preservar  a  Amazônia  e  desenvolver  seu potencial elétrico.   Por  fim.  não  é  demais  lembrar  que  renunciar  a  esse  potencial  significa  decidir  que  a  expansão  do  consumo  de  energia  dos  brasileiros  será  atendida  por  outras  fontes.   (D)   preocupação  em  torno  da  eventual  instalação  de  usinas  hidrelétricas  na  região  amazônica.  barata  e  de  elevado  conteúdo  nacional.  novas  soluções  construtivas.  geração  de  empregos  e  dinamismo econômico doméstico?   Sem dúvida.  e  de  deixar  um  legado  de  interesse  para toda a humanidade?.  De  outro.  esquemas  operativos  diferenciados.  quando  instalados  em  áreas  habitadas. com a substituição  das hidrelétricas por outras fontes energéticas.DAVID XAVIER TEXTO 9   (TCE‐SP)   Atenção: As questões de números 01 a 03 baseiam‐se no texto seguinte.  responsabilização dos atores envolvidos. com adaptações)      01.

  Ao  invés  de  fugir  do  acaso.   (D) à impossibilidade de aliar construção de hidrelétricas e preservação da Amazônia.  mais  infantis  e  supersticiosos.  considerado  o  contexto. desafiando‐ o  em  suas  apostas.  (3°  parágrafo)  O  pronome  grifado  acima  refere‐se.  paradoxalmente.  numa  tentativa  de  dominá‐lo..  Ele  irrompe  de  forma  inesperada  e  imprevisível  em  nossa  vida.      Atenção: As questões de números 04 e 05 baseiam‐se no texto seguinte.. com geração de empregos..   Mas  isso  não  tem  de  ser  assim. em linhas gerais.sendo  esta  uma  opção  energética  limpa.                03.  restringi‐lo...   (D)   .  ele  o  convoca constantemente.  com  nossa  apreensão  lógica  do  mundo.   Tememos  o  acaso.  tentam  esconjurá‐la.  Se  a  ideia  de  que  estamos  à  mercê  de  acontecimentos  incontroláveis  que  podem  transformar  nossas  vidas  de  modo  radical  e  irreversível  estivesse permanentemente presente em nossas mentes.  Procuramos estratégias para lidar com essa dimensão da realidade que nos inquieta e desestabiliza. O jogador invoca e provoca o acaso..  Aquilo  que  alguns  considerariam  como  a  manifestação do acaso.  renovável.   (E) a uma possível preferência por fontes alternativas de geração de eletricidade.  torcendo  para  que  ela  não  interfira  de  forma  excessiva  em  seus  projetos.   Entretanto. ao que foi afirmado em:   (A)   .. 26 de novembro de 2011.   (C) aos vetores de desenvolvimento regional.  acreditando  que  dessa  forma  o  controla e anula seu poder.  usando  fórmulas  mágicas.  barata  e  de  elevado  conteúdo  nacional.  de  curválo.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .  pois  crêem  que  tudo  o  que  acontece  em  suas  vidas  decorre  diretamente  da  vontade  de  um  deus.  confiná‐lo  à  cena  do  jogo..   São  defesas  necessárias  para  continuarmos  a  viver.projetos  hidrelétricos  provocam  necessariamente  impactos  ambientais  irrecuperáveis  e  não  compensáveis   (E)   a uma possível preferência por fontes alternativas de geração de eletricidade..  Outros.  O  acaso  deixa  à  mostra  a  assustadora  falta  de  sentido  que  jaz  no  fundo  das  coisas  e  que  tentamos  camuflar.  que  pretendesse  prendê‐lo.60% do potencial elétrico do país ainda por aproveitar se localiza nessa área . para eles são provações que esse deus lhes envia para testar‐lhes sua fé e obediência.  revestindo‐a  com  nossas  certezas  e  objetivos.  E  também  de  aprisioná‐lo.  planejam  suas  vidas.  ainda  que  nem  todo  o  potencial  lá  existente  venha  a  ser  desenvolvido.DAVID XAVIER   02. O Estado de S.constitui  a  fronteira  hidrelétrica.   (B)   . D12..   O sentido do último parágrafo se contrapõe.  sem  negar  sua  existência.   (C)   .     (A) às dificuldades que impedem a expansão da hidreletricidade no Brasil. Paulo.   (B) aos múltiplos interesses contrários à manutenção da biodiversidade da região amazônica.  o  jogador  temesse  tanto  a  presença  do  acaso  nos  demais  recantos  da  vida. É o viciado em jogos de azar.  Seu  caráter  aleatório  e  gratuito  rompe  com  as  leis  de  causa  e  efeito  com  as  quais  procuramos lidar com a realidade.  É  como  se.  tem  um  tipo  de  homem  que  age  de  forma  diversa.  que  evidencia  uma  desordem  contra  a  qual  não  temos  recursos.   Alguns.   (Trecho de artigo de Sérgio Telles. o terror nos paralisaria e nada mais faríamos a  não ser pensar na iminência das catástrofes possíveis..  expondo  nossa  impotência  contra  forças  desconhecidas  que  anulam  tudo  aquilo  que  trabalhosamente  penamos  para  organizar  e  construir..  Os  mais  religiosos  simplesmente  não  acreditam  no  acaso.  de  vencê‐lo. C2+música)     ‐ 22 ‐   . deixando‐nos desarmados e atônitos frente à emergência de algo que  está  além  de  nossa  compreensão.

      (A) importância da racionalidade como diretriz para as ações humanas.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .   O 1º parágrafo do texto salienta a                05.   (E)   desafiar constantemente as surpresas do acaso. jamais foi detectada fora dos limites da Terra.   A  vida.DAVID XAVIER      04. Metade de 1%.  As  perspectivas  mais  sombrias  sobre  a  sustentabilidade  do  planeta  não  levam  em  conta  a  extraordinária  capacidade  de  recuperação  da  natureza −  e  a  do  próprio  ser humano − para superar as adversidades.   Imagine  uma  metrópole  do  tamanho  de  São  Paulo  ou  de  Nova  York  totalmente  deserta.  ou  a  biosfera. com adaptações)      ‐ 23 ‐   .   (D) incompreensão geral em relação aos fatos mais comuns da vida humana.  Sem contar o Sol. p. 2 de novembro de 2011.  pelos  lados.  a  natureza  manda  suas  mensagens  de  socorro.     Atenção: As questões de números 06 a 08 baseiam‐se no texto seguinte.  que  nos  cerca  por  cima.   A  biosfera.  este  por  sua  vez  é  um  grão  de  areia. está no fato de   (A)   ser ele um tipo de pessoa que age de modo inesperado diante do acaso. exceto por um único quarteirão.  quente  demais ou fria demais para manter formas de vida.   (B)   conviver com jogos de azar. sem se dar conta de que se trata de um vício.  em  2030.   (D)  temer  excessivamente  o  acaso. Se toda  a  biosfera  terrestre  se  mantém  em  uma  parte  ínfima  do  planeta.   (C) irracionalidade com que muitas pessoas procuram viver seu dia a dia. Veja. mas desconsiderar todas as implicações trazidas pelo acaso.  por  baixo. O restante é rocha estéril recobrindo o núcleo  de ferro incandescente. A Terra já passou por cinco grandes extinções em massa e a  vida  sempre  voltou  ainda  com  mais  força.   A  questão  se  impõe  porque  o  crescimento  no  uso  desses  recursos  forma  uma  curva  estatística  impressionante.  reavivando  a  imorredoura  questão  sobre  até  quando  a  população  mundial  poderá  crescer  sem  produzir  um  colapso  nos  recursos  naturais do planeta.  será  necessário  o  equivalente  a  duas  Terras  para  garantir  o  padrão  de  vida  da  humanidade.  voando  e  nadando.  o  nome  que  a  ciência  dá  à  vida. com reportagem de Alexandre Salvador. a Terra responde por apenas 1/500 da massa total do sistema solar. Essa bolhinha azul  e  frágil  que  vaga  pelo  infinito  recebe  agora  seu  habitante  número  7  bilhões. mas ela tem limites.  que  se  espalha  por  toda  parte.  andando.   (C)   ser dominado pela expectativa de bons resultados advindos dos jogos de azar. Quão ínfima? Toda a vida da Terra está  contida em 0.   (E) supremacia de atitudes lógicas diante de certos acontecimentos cotidianos.130‐132. mesmo a mais primitiva.  A  estimativa  é  de  que.   (B) fragilidade do ser humano diante das contingências fortuitas da vida.  porém  buscar  continuamente  o  convívio  com  sua  imprevisibilidade.5% de sua massa superficial.  A  espaçonave Terra é uma generosa Arca de Noé.  parece  algo  enorme.  torna‐se  uma  reserva  ainda  mais  enclausurada  e  única. referido no último parágrafo.   (Filipe Vilicic.  Pois  toda  essa  única  maravilha se espreme por sobre uma camada ínfima do planeta.  Enquanto  se  procuram  soluções  para  o  equilíbrio  entre  crescimento  populacional  e  preservação  de  recursos.  quando  se  sabe  que  nenhuma forma de vida.   O comportamento paradoxal do jogador.

   A espaçonave Terra é uma generosa Arca de Noé. como alternativa  para  a  sobrevivência  do  homem.     A conclusão do texto permite depreender corretamente que:   (A)  a  natureza  sempre  consegue  se  recuperar  do  excesso  de  consumo  decorrente  da  presença  humana  no planeta.  pois  não  conseguem  comprovar  as  teorias sobre a origem da vida na Terra.  mesmo  com  os  impactos  causados  pelo  crescimento  populacional. a afirmativa correta é:   (A)   Até  mesmo  os  cientistas  são  incapazes  de  respondê‐la.  o  planeta  ainda  se  manterá  em  condições  favoráveis à sobrevivência da espécie humana. relativamente à sua extensão.      07.      ‐ 24 ‐   .  em  razão  do  crescimento  do  número  de  habitantes  e  do  consequente esgotamento dos recursos naturais do planeta.  apesar  de  condições  desfavoráveis  que  possam vir a ocorrer.  em  nível mundial.   (E) há razões para a preocupação com a sustentabilidade do planeta no sentido de evitar o esgotamento  de suas reservas naturais.   (E)   A  falta  de  dados  conclusivos  a  respeito  das  condições  de  vida  fora  da  Terra  torna  difícil  a  obtenção de uma resposta definitiva.  eles  garantem  a  vida  de  seus  7  bilhões  de  habitantes.  ainda  que  ocorra  um  inevitável  aumento.DAVID XAVIER   06.   (D)   Percebe‐se  que  somente  a  massa  superficial  do  planeta  pode  justificar  as  teorias  sobre  o  surgimento da vida na Terra.   (D)   As  grandes  extinções  por  que  a  Terra  já  passou  levam  à  conclusão  de  que.   A afirmativa que resume corretamente o assunto do texto é:   (A)   Apesar  do  crescimento  no  consumo  dos  recursos  naturais  da  Terra.  mesmo  admitindo que eles não sejam explorados de forma consciente. do consumo desses recursos.  permanecendo  a  dúvida  sobre  até  que  ponto  a  população  do  planeta poderá aumentar sem que esses recursos entrem em colapso.   (B)  deve  sempre  haver  a  esperança  de  sobrevivência  na  Terra.   (D)  defender  a  sustentabilidade  do  planeta  nem  sempre  leva  a  soluções  viáveis  para  os  problemas  relativos à exploração de suas reservas naturais.   (E)   A  presença  de  7  bilhões  de  habitantes  espalhados  por  todo  o  globo  terrestre  mostra  a  vitalidade  de  um  planeta  que  oferece  recursos  inesgotáveis  à  sua  população. Quão ínfima? (1o parágrafo)     Em relação à questão colocada acima.   (C)   O  crescimento  populacional  deverá  permitir  maior  conscientização  a  respeito  da  exploração  sustentável  dos  recursos  naturais  do  planeta.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .     08.   (B)   A  resposta  está  contida  em  alguns  dados  e  na  comparação  com  um  único  quarteirão  das  cidades citadas.   (C)   A  referência  às  grandes  cidades  contém  a  explicação  mais  plausível  para  a  dificuldade  em  definir cientificamente a extensão da biosfera.   (C)  estabelecer  limites  para  a  exploração  dos  recursos  naturais  do  planeta  pode  colocar  em  perigo  a  sobrevivência da humanidade. mas ela tem limites.   (B)   Estudos científicos se voltam para a possível existência de vida fora da Terra.

  Os alunos são_______ _______os professores.    Infligir  a  lei  em  nosso  país  não  implica  em  punição  necessariamente.      Alguns alunos viram e entenderam a aula.  ‐ 25 ‐   .      Alguns alunos.   Silvinha  não  é  garota  de  ficar  em  diversões.  acende  vertiginosamente.    O aluno é_______ ________os professores.    A  anos  não  se  presenciava  tantas  agressões  ao  meio  ambiente.  O  governo  até  o  momento  não  interviu  de forma significativa nesse problema. senão desonestos. pouco  poderei fazer.  ___________o  professor  responder. Até o momento. irão sair de sala ___________ de entrar.    A expressão ao invés de significa ao contrário de.      Eles assistiram à aula e gostaram dela. senão de levar a sério os estudos.  O  governo  até  o  momento  não  interviu  de forma significativa nesse problema.    A  anos  não  se  presenciava  tantas  agressões  ao  meio  ambiente.    O  conceito  de  justiça  no  Brasil  torna‐se  a  cada  dia  que  passa  mais  relativo  enquanto  a  impunidade.  a  qual  se  alia  a  corrupção.           Alguns são não só cínicos. um sonho distante que poucos acreditam. mas. pode devolver o produto.  acentua‐se  ainda  mais  as  diferenças  sociais  em  nosso  país.           Em vez de ou ao invés de?    A expressão em vez de significa em lugar de.  Os  conceitos  de  distribuição de renda tem de ser revistos para que se alcance a tão almejada igualdade.A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS . isto não passa de uma utopia.  passou  para  outro  assunto. ao chegarem ao curso.        Ele  havia  feito  perguntas  em  sala  ontem  e.  Espero que ele venha.  O aluno é ______ _______o professor.      FALTA DE PARALELISMO    Alguns alunos assistiram e gostaram da aula. se não vier.DAVID XAVIER (COMPLEMENTO DE INTERPRETAÇÃO)  PALAVRAS DE DIFÍCIL GRAFIA      Se não gostar.  no entanto.      A  cerca  de  100  anos.  Os alunos são_______ _______o professor.

A ARTE DE INTERPRETAR TEXTOS .DAVID XAVIER   GABARITO    TEXTO 1   1‐C          2‐D         3‐D              TEXTO 2   1‐C          2‐B         3‐E              TEXTO 3   1‐C          2‐B         3‐E         4‐C        5‐E   6‐B          7‐D         8‐E         TEXTO 4   1‐C          2‐A         3‐D              TEXTO 5   1‐D          2‐C         3‐C        4‐C       5‐A   6‐E          7‐D         8‐A       TEXTO 6   1‐D          2‐B         3‐A        4‐E        5‐A   TEXTO 7   1‐D          2‐B         3‐C       4‐E        5‐D   6‐A          7‐E         8‐D        9‐C                  TEXTO 8   1‐C               TEXTO 9   1‐C          2‐D         3‐D        4‐B         5‐D      6‐A         7‐E         8‐D      ‐ 26 ‐   .