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Norma

Portuguesa

NP

EN 1994-1-2

2011

Eurocódigo 4 – Projecto de estruturas mistas aço-betão Parte 1-2: Regras gerais Verificação da resistência ao fogo

Eurocode 4 – Calcul des structures mixtes acier-béton Partie 1-2: Règles générales Calcul du comportement au feu

Eurocode 4 – Design of composite steel and concrete structures Part 1-2: General rules Structural fire design

ICS 13.220; 91.010.30; 91.080.40

HOMOLOGAÇÃO Termo de Homologação n.º 107/2011, de 2011-05-10 A presente Norma substitui a NP ENV 1994-1-2:2000 (Ed. 1)

DESCRITORES Eurocódigo; estruturas de betão; estruturas de aço; aços para betão armado; ensaios de resistência ao fogo; isolamento térmico; construção civil; capacidade de carga

ELABORAÇÃO CT 115 (LNEC)

CORRESPONDÊNCIA Versão portuguesa da EN 1994-1-2:2005 + AC:2008

2ª EDIÇÃO Junho de 2011

CÓDIGO DE PREÇO

XEC030

IPQ reprodução proibida

de 2011 CÓDIGO DE PREÇO XEC030 IPQ reprodução proibida Rua António Gião, 2 2829-513 CAPARICA Tel.

Rua António Gião, 2 2829-513 CAPARICA

Tel. + 351-212 948 100 Fax + 351-212 948 101 E-mail: ipq@mail.ipq.pt Internet: www.ipq.pt

PORTUGAL

Preâmbulo nacional

À Norma Europeia EN 1994-1-2:2005, foi dado estatuto de Norma Portuguesa em 2005-11-18 (Termo de Adopção nº 1519/2005, de 2005-11-18).

A presente Norma substitui a NP ENV 1994-1-2:2000 e constitui a versão portuguesa da EN 1994-1-2:2005 + AC:2008, a qual faz parte de um conjunto de normas integrantes do Eurocódigo 4:

Projecto de estruturas mistas aço-betão.

Esta Norma constitui a Parte 1-2 do Eurocódigo 4 e trata do projecto de estruturas mistas aço-betão em situação acidental de exposição ao fogo.

A aplicação desta Norma em Portugal deve obedecer às disposições constantes do respectivo Anexo Nacional NA, que dela faz parte integrante. Neste Anexo são nomeadamente concretizadas as prescrições explicitamente deixadas em aberto no corpo do Eurocódigo para escolha nacional, denominadas Parâmetros Determinados a nível Nacional (NDP).

NORMA EUROPEIA EUROPÄISCHE NORM NORME EUROPÉENNE EUROPEAN STANDARD

EN 1994-1-2

Agosto 2005

+ AC

Julho 2008

ICS: 13.220.50; 91.010.30; 91.080.10; 91.080.40

Substitui a ENV 1994-1-2:1994

Versão portuguesa

Eurocódigo 4 – Projecto de estruturas mistas aço-betão Parte 1-2: Regras gerais Verificação da resistência ao fogo

Eurocode 4 – Bemessung und Konstruktion von Verbundtragwerken aus Stahl und Beton Teil 1-2: Allgemeine Regeln Tragwerksbemessung im Brandfall

Eurocode 4 – Calcul des structures mixtes acier-béton Partie 1-2: Règles générales Calcul du comportement au feu

Eurocode 4 – Design of composite steel and concrete structures Part 1-2: General rules Structural fire design

A presente Norma é a versão portuguesa da Norma Europeia EN 1994-1-2:2005 + AC:2008 e tem o mesmo estatuto que as versões oficiais. A tradução é da responsabilidade do Instituto Português da Qualidade. Esta Norma Europeia e a sua Errata foram ratificadas pelo CEN em 2004-11-04 e 2008-07-30, respectivamente. Os membros do CEN são obrigados a submeter-se ao Regulamento Interno do CEN/CENELEC que define as condições de adopção desta Norma Europeia, como norma nacional, sem qualquer modificação. Podem ser obtidas listas actualizadas e referências bibliográficas relativas às normas nacionais correspondentes junto do Secretariado Central ou de qualquer dos membros do CEN. A presente Norma Europeia existe nas três versões oficiais (alemão, francês e inglês). Uma versão noutra língua, obtida pela tradução, sob responsabilidade de um membro do CEN, para a sua língua nacional, e notificada ao Secretariado Central, tem o mesmo estatuto que as versões oficiais. Os membros do CEN são os organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça.

CEN

Comité Europeu de Normalização Europäisches Komitee für Normung Comité Européen de Normalisation European Committee for Standardization

Secretariado Central: Avenue Marnix 17, B-1000 Bruxelas

2005 CEN

Direitos de reprodução reservados aos membros do CEN

Ref. n.º EN 1994-1-2:2005 + AC:2008 Pt

NP

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2011

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Sumário

 

Página

Preâmbulo nacional

2

Preâmbulo

8

Antecedentes do programa dos Eurocódigos

8

Estatuto e campo de aplicação dos Eurocódigos

9

Normas nacionais de implementação dos Eurocódigos

10

Ligações entre os Eurocódigos e as especificações técnicas harmonizadas (EN e ETA) relativas aos produtos

10

Informações adicionais específicas da EN 1994-1-2

10

Anexo Nacional da EN 1994-1-2

12

1

Generalidades

14

1.1 Objectivo e campo de aplicação

14

1.2 Referências normativas

16

1.3 Pressupostos

 

18

1.4 Distinção entre Princípios e Regras de Aplicação

18

1.5 Definições

 

18

1.5.1 Termos específicos relativos ao projecto em geral

18

1.5.2 Termos relativos às propriedades dos materiais e dos produtos

18

1.5.3 Termos relacionados com a análise da transferência de calor

19

1.5.4 Termos relacionados com a análise do comportamento mecânico

19

1.6

Símbolos

 

19

2

Bases para o projecto

28

2.1

Requisitos

 

28

2.1.1 Requisitos gerais

28

2.1.2 Curvas de incêndio nominais

28

2.1.3 Curvas de incêndio paramétricas

29

2.2 Acções

 

29

2.3 Valores de cálculo das propriedades dos materiais

29

2.4 Métodos de verificação

30

2.4.1 Generalidades

 

30

2.4.2 Análise por elementos

30

2.4.3 Análise de parte da estrutura

32

2.4.4 Análise

estrutural global

32

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3

Propriedades dos materiais

33

3.1 Generalidades

33

3.2 Propriedades mecânicas

33

3.2.1 Propriedades de resistência e de deformação do aço estrutural

33

3.2.2 Propriedades de resistência e de deformação do betão

35

3.2.3 Aços para betão armado

37

 

3.3

Propriedades térmicas

38

3.3.1 Aços estruturais e aços para betão armado

38

3.3.2 Betão de massa volúmica normal

41

3.3.3 Betão leve

43

3.3.4 Materiais de protecção contra incêndio

44

 

3.4

Massa volúmica

44

4

Métodos de verificação

44

4.1 Introdução

44

4.2 Valores tabelados

46

4.2.1 Objectivo e campo de aplicação

46

4.2.2 Vigas mistas constituídas por um perfil de aço parcialmente revestido de betão

46

4.2.3 Colunas mistas

50

 

4.3

Modelos de cálculo simplificados

54

4.3.1 Regras gerais para lajes mistas e vigas mistas

54

4.3.2 Lajes mistas sem protecção ao fogo

55

4.3.3 Lajes mistas com protecção ao fogo

56

4.3.4 Vigas mistas

56

4.3.5 Colunas mistas

65

 

4.4

Modelos de cálculo avançados

68

4.4.1 Bases da

análise

68

4.4.2 Resposta térmica

68

4.4.3 Resposta mecânica

68

4.4.4 Validação dos modelos de cálculo avançados

69

5

Disposições construtivas

69

5.1 Introdução

69

5.2 Vigas mistas

70

5.3 Colunas mistas

71

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5.3.2

Colunas mistas com secções tubulares cheias de betão

71

5.4 Ligações entre vigas mistas e colunas mistas

71

5.4.1 Generalidades

71

5.4.2 Ligações entre vigas mistas e colunas mistas com perfis de aço revestidos de betão

72

5.4.3 Ligações entre vigas mistas e colunas mistas com perfis de aço parcialmente revestidos de betão.

73

5.4.4 Ligações entre vigas mistas e colunas mistas com secções tubulares cheias de betão

74

Anexo A (informativo) Relações tensões-extensões a temperaturas elevadas para aços estruturais

75

Anexo B (informativo) Relações tensões-extensões a temperaturas elevadas para betão com agregados siliciosos

78

Anexo C (informativo) Relações tensões-extensões do betão adaptadas a incêndios naturais com um ramo descendente para utilização nos modelos de cálculo avançados

80

Anexo D (informativo) Modelo para o cálculo da resistência ao fogo de lajes mistas não protegidas expostas ao fogo na face inferior, de acordo com a curva de fogo padrão

83

D.1 Resistência ao fogo em função do isolamento térmico

83

D.2 Cálculo do momento resistente positivo M fi,Rd +

84

D.3 Cálculo do momento resistente negativo M fi,Rd -

86

D.4 Espessura efectiva de uma laje mista

89

D.5 Domínio de aplicação

90

Anexo E (informativo) Modelo para o cálculo dos momentos resistentes positivo e negativo de uma viga de aço ligada a uma laje de betão exposta ao fogo na face inferior

91

E.1 Cálculo do momento resistente positivo M fi,Rd +

91

E.2 Cálculo do momento resistente negativo M fi,Rd - num apoio intermédio (ou num encastramento)

92

E.3 Resistência local nos apoios

93

E.4 Resistência ao esforço transverso

94

Anexo F (informativo) Modelo de cálculo dos momentos resistentes positivo e negativo de uma

viga de aço parcialmente revestida de betão ligada a uma laje de betão exposta ao fogo padrão

na face

inferior

95

F.1 Secção reduzida para o cálculo do momento resistente positivo M fi,Rd +

95

F.2 Secção reduzida para o cálculo do momento resistente negativo M fi,Rd -

99

F.3 Domínio de aplicação

100

Anexo G (informativo) Modelo de cálculo por somatório ponderado da resistência ao fogo padrão de colunas mistas com perfis de aço parcialmente revestidos de betão e expostos ao fogo em todo o seu contorno, para a flexão em relação ao eixo de menor resistência

101

G.1 Introdução

101

G.2 Banzos do perfil de aço

102

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G.4 Betão

103

G.5

Varões da armadura

104

G.6 Cálculo da carga axial de encurvadura a temperaturas elevadas

105

G.7 Carregamento excêntrico

106

G.8 Domínio de aplicação

106

Anexo H (informativo) Modelo de cálculo simplificado para secções tubulares cheias de betão expostas ao fogo padrão em todo o seu contorno

109

H.1 Introdução

109

H.2 Distribuição da temperatura

109

H.3 Valor de cálculo da carga axial de encurvadura a temperatura elevada

109

H.4 Carregamento excêntrico

110

H.5 Domínio de aplicação

110

Anexo I (informativo) Concepção e avaliação de modelos experimentais

114

 

I.1 Introdução

114

I.2 Ensaio para uma avaliação global

114

I.3 Ensaio para uma informação parcial

114

Anexo Nacional NA

115

 

Introdução

115

NA.1 – Objectivo e campo de aplicação

115

NA.2 – Parâmetros Determinados a nível Nacional (NDP)

115

NA.2.1 – Generalidades

115

NA.2.2 – Princípios e Regras de Aplicação sem prescrições a nível nacional

115

NA.2.3 – Princípios e Regras de Aplicação com prescrições a nível nacional

116

NA.3 – Utilização dos Anexos informativos

116

NA.4 – Correspondência entre as normas europeias referidas na presente Norma e as normas nacionais

116

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Preâmbulo

cujo

A presente

secretariado é assegurado pela BSI.

O CEN/TC 250 é responsável por todos os Eurocódigos Estruturais.

A esta Norma Europeia deve ser atribuído o estatuto de Norma Nacional, seja por publicação de um texto

idêntico, seja por adopção, o mais tardar em Fevereiro de 2006, e as normas nacionais divergentes devem ser anuladas o mais tardar em Março de 2010.

A presente Norma substitui a ENV 1994-1-2:1994.

De acordo com o Regulamento Interno do CEN/CENELEC, a presente Norma Europeia deve ser implementada pelos organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça.

Norma

foi

elaborada

pelo

Comité

Técnico

CEN/TC

250

"Structural

Eurocodes",

Antecedentes do programa dos Eurocódigos

Em 1975, a Comissão da Comunidade Europeia optou por um programa de acção na área da construção, baseado no artigo 95º do Tratado. O objectivo do programa era a eliminação de entraves técnicos ao comércio e a harmonização das especificações técnicas.

No âmbito deste programa de acção, a Comissão tomou a iniciativa de elaborar um conjunto de regras técnicas harmonizadas para o projecto de obras de construção, as quais, numa primeira fase, serviriam como alternativa para as regras nacionais em vigor nos Estados-Membros e que, posteriormente, as substituiriam.

Durante quinze anos, a Comissão, com a ajuda de uma Comissão Directiva com representantes dos Estados-Membros, orientou o desenvolvimento do programa dos Eurocódigos, que conduziu à primeira geração de regulamentos europeus na década de 80.

Em 1989, a Comissão e os Estados-Membros da UE e da EFTA decidiram, com base num acordo 1) entre a Comissão e o CEN, transferir, através de uma série de mandatos, a preparação e a publicação dos Eurocódigos para o CEN, tendo em vista conferir-lhes no futuro a categoria de Norma Europeia (EN). Tal,

liga, de facto, os Eurocódigos às disposições de todas as directivas do Conselho e/ou decisões da Comissão

em matéria de normas europeias (por exemplo, a Directiva 89/106/CEE do Conselho relativa a produtos de

construção – DPC – e as Directivas 93/37/CEE, 92/50/CEE e 89/440/CEE do Conselho relativas a obras públicas e serviços, assim como as Directivas da EFTA equivalentes destinadas à instituição do mercado interno).

O programa relativo aos Eurocódigos Estruturais inclui as seguintes normas, cada uma das quais é,

geralmente, constituída por diversas Partes:

EN 1990

Eurocódigo: Bases para o projecto de estruturas

EN 1991

Eurocódigo 1: Acções em estruturas

EN 1992

Eurocódigo 2: Projecto de estruturas de betão

EN 1993

Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço

EN 1994

Eurocódigo 4: Projecto de estruturas mistas aço-betão

1)

Acordo entre a Comissão das Comunidades Europeias e o Comité Europeu de Normalização (CEN) relativo ao trabalho sobre os Eurocódigos para o projecto de edifícios e de outras obras de engenharia civil (BC/CEN/03/89).

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EN 1995

Eurocódigo 5: Projecto de estruturas de madeira

EN 1996

Eurocódigo 6: Projecto de estruturas de alvenaria

EN 1997

Eurocódigo 7: Projecto geotécnico

EN 1998

Eurocódigo 8: Projecto de estruturas para resistência aos sismos

EN 1999

Eurocódigo 9: Projecto de estruturas de alumínio

Os Eurocódigos reconhecem a responsabilidade das autoridades regulamentadoras de cada Estado-Membro e salvaguardaram o seu direito de estabelecer os valores relacionados com questões de regulamentação da segurança, a nível nacional, nos casos em que estas continuem a variar de Estado para Estado.

Estatuto e campo de aplicação dos Eurocódigos

Os Estados-Membros da UE e da EFTA reconhecem que os Eurocódigos servem de documentos de referência para os seguintes efeitos:

como meio de comprovar a conformidade dos edifícios e de outras obras de engenharia civil com as exigências essenciais da Directiva 89/106/CEE do Conselho, particularmente a Exigência Essencial n.º 1 – Resistência mecânica e estabilidade – e a Exigência Essencial n.º 2 – Segurança contra incêndio;

como base para a especificação de contratos de trabalhos de construção e de serviços de engenharia a eles associados;

como base para a elaboração de especificações técnicas harmonizadas para os produtos de construção (EN e ETA).

Os Eurocódigos, dado que dizem respeito às obras de construção, têm uma relação directa com os documentos interpretativos 2) referidos no artigo 12º da DPC, embora sejam de natureza diferente da das normas harmonizadas relativas aos produtos 3) . Por conseguinte, os aspectos técnicos decorrentes dos Eurocódigos devem ser considerados de forma adequada pelos Comités Técnicos do CEN e/ou pelos Grupos de Trabalho da EOTA envolvidos na elaboração das normas relativas aos produtos, tendo em vista a obtenção de uma compatibilidade total destas especificações técnicas com os Eurocódigos.

Os Eurocódigos fornecem regras comuns de cálculo estrutural para a aplicação corrente no projecto de estruturas e dos seus componentes, de natureza quer tradicional quer inovadora. Elementos construtivos ou condições de cálculo não usuais não são especificamente incluídos, devendo o projectista, nestes casos, assegurar o apoio especializado necessário.

2)

3)

De acordo com o n.º 3 do artigo 3º da DPC, as exigências essenciais (EE) traduzir-se-ão em documentos interpretativos que estabelecem as ligações necessárias entre as exigências essenciais e os mandatos para a elaboração de normas europeias (EN) harmonizadas e guias de aprovação técnica europeia (ETAG), e das próprias aprovações técnicas europeias (ETA). De acordo com o artigo 12º da DPC, os documentos interpretativos devem:

a) concretizar as exigências essenciais harmonizando a terminologia e as bases técnicas e indicando, sempre que necessário, classes ou níveis para cada exigência;

b) indicar métodos de correlação entre essas classes ou níveis de exigências e as especificações técnicas, por exemplo, métodos de cálculo e de ensaio, regras técnicas de concepção de projectos, etc.;

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Normas nacionais de implementação dos Eurocódigos

As normas nacionais de implementação dos Eurocódigos incluirão o texto completo do Eurocódigo (incluindo anexos), conforme publicado pelo CEN, o qual poderá ser precedido de uma página de título e de um preâmbulo nacionais, e ser também seguido de um Anexo Nacional.

O Anexo Nacional só poderá conter informações sobre os parâmetros deixados em aberto no Eurocódigo

para escolha nacional, designados por Parâmetros Determinados a nível Nacional, a utilizar no projecto de

edifícios e de outras obras de engenharia civil no país em questão, nomeadamente:

valores e/ou classes, nos casos em que são apresentadas alternativas no Eurocódigo;

valores para serem utilizados nos casos em que apenas um símbolo é apresentado no Eurocódigo;

dados específicos do país (geográficos, climáticos, etc.), por exemplo, mapa de zonamento da neve;

o procedimento a utilizar nos casos em que sejam apresentados procedimentos alternativos no Eurocódigo.

Poderá ainda conter:

decisões sobre a aplicação dos anexos informativos;

informações complementares não contraditórias para auxílio do utilizador na aplicação do Eurocódigo.

Ligações entre os Eurocódigos e as especificações técnicas harmonizadas (EN e ETA) relativas aos produtos

É necessária uma consistência entre as especificações técnicas harmonizadas relativas aos produtos de

construção e as regras técnicas relativas às obras 4) . Além disso, todas as informações que acompanham a marcação CE dos produtos de construção que fazem referência aos Eurocódigos devem indicar, claramente, quais os Parâmetros Determinados a nível Nacional que foram tidos em conta.

Informações adicionais específicas da EN 1994-1-2

A presente Norma define os princípios, os requisitos e as regras para o projecto estrutural de edifícios

expostos ao fogo, incluindo os seguintes aspectos:

Requisitos de segurança

A presente Norma destina-se a donos de obra (por exemplo, para a formulação dos seus requisitos

específicos), projectistas, construtores e autoridades competentes.

Os objectivos gerais da protecção contra incêndio são a limitação dos riscos para as pessoas e para a sociedade, para os bens vizinhos e, quando requerido, para o ambiente ou para os bens directamente expostos, caso ocorra um incêndio.

A Directiva dos Produtos de Construção 89/106/CEE estipula a seguinte Exigência Essencial para a

limitação dos riscos de incêndio:

“As construções devem ser concebidas e realizadas de modo que, no caso de se declarar um incêndio:

a capacidade resistente das estruturas com função de suporte possa ser considerada durante um período de tempo determinado;

a produção e propagação do fogo e do fumo no interior da construção sejam limitadas;

a propagação do fogo às construções vizinhas seja limitada;

4)

Ver n.º 3 do artigo 3º e artigo 12º da DPC, e também 4.2, 4.3.1, 4.3.2 e 5.2 do Documento Interpretativo n.º 1.

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os ocupantes possam abandonar o local ou ser socorridos por outros meios;

a segurança das equipas de socorro seja tomada em consideração”.

De acordo com o Documento Interpretativo n.º 2 "Segurança contra incêndio" 5) , poderá cumprir-se esta exigência essencial adoptando diversas estratégias de segurança contra incêndio em vigor nos Estados- Membros, tais como cenários de incêndio convencionais (fogos nominais) ou cenários de incêndio "naturais" (paramétricos), as quais incluem medidas passivas e/ou activas de protecção contra incêndio.

As Partes relativas ao fogo dos Eurocódigos Estruturais tratam aspectos específicos das medidas passivas de protecção contra incêndio no que se refere à concepção de estruturas e partes das estruturas, que visam assegurar uma capacidade resistente adequada e limitar a propagação do fogo.

As funções e os níveis de desempenho requeridos podem ser especificados em termos de classes de resistência ao fogo (padrão) nominal, geralmente indicadas nos regulamentos nacionais de segurança contra incêndio, ou recorrendo à engenharia de segurança contra incêndio para avaliação das medidas passivas e activas.

Requisitos suplementares que dizem respeito, por exemplo:

à possível instalação e manutenção de sistemas de extinção de incêndios;

às condições de ocupação do edifício ou do compartimento de incêndio;

à utilização de materiais aprovados de isolamento ou de revestimento, incluindo a sua manutenção;

não constam da presente Norma, porque são objecto de especificações das autoridades competentes.

São recomendados valores numéricos para os coeficientes parciais e para outros parâmetros de fiabilidade, de modo a proporcionarem um nível de fiabilidade aceitável, os quais foram seleccionados admitindo a aplicação de um nível adequado de mão-de-obra e de gestão da qualidade.

Métodos de cálculo

Um método totalmente analítico para a verificação da resistência ao fogo teria em conta o comportamento do sistema estrutural a temperaturas elevadas, as condições de exposição ao calor potencial e os efeitos benéficos dos sistemas activos e passivos de protecção contra incêndio, juntamente com as incertezas associadas a estes três factores e a importância da estrutura (consequências de um colapso).

Actualmente, é possível definir um procedimento para determinar o desempenho adequado, englobando alguns desses parâmetros, se não mesmo todos, e demonstrar que a estrutura ou os seus componentes terão um desempenho adequado numa situação de incêndio real. No entanto, no caso em que o método se baseie num fogo (padrão) nominal, o sistema de classificação, que estipula períodos específicos de resistência ao fogo, tem em conta (embora de forma não explícita) os aspectos e as incertezas atrás descritos.

A aplicação da presente Norma está ilustrada na Figura 0.1. São identificadas a abordagem prescritiva e a abordagem baseada no desempenho. A abordagem prescritiva utiliza fogos nominais para produzir acções térmicas. A abordagem baseada no desempenho, que utiliza a engenharia de segurança contra incêndio, refere-se a acções térmicas baseadas em parâmetros físicos e químicos.

Para o cálculo em conformidade com a presente Norma, é necessária a EN 1991-1-2 para a determinação das acções térmicas e mecânicas na estrutura.

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Métodos de cálculo Regras prescritivas (Acções térmicas definidas pelo fogo nominal) Análise por Análise de
Métodos de cálculo
Regras prescritivas
(Acções térmicas definidas pelo fogo nominal)
Análise por
Análise
de parte
elementos
da estrutura
Análise da estrutura
completa
Determinação das
acções mecânicas
e das condições
de fronteira
Determinação das
acções mecânicas
e das condições
de fronteira
Selecção
das acções
mecânicas
Modelos
Modelos de
Modelos
Modelos
Valores
Modelos de cálculo
simplificados
de cálculo
cálculo
de cálculo
de cálculo
tabelados
avançados
simplificados
avançados
avançados
(caso existam)
Regulamento baseado no desempenho
(Acções térmicas definidas com base física)
Selecção de modelos de
desenvolvimento de incêndio
simplificados ou avançados
Análise por
elementos
Análise de parte
da estrutura
Análise da estrutura
completa
Determinação das
acções mecânicas
e das condições
de fronteira
Determinação das
acções mecânicas
e das condições
de fronteira
Selecção
das acções
mecânicas
Modelos de
Modelos
Modelos
Modelos
cálculo
de cálculo
de cálculo
de cálculo
simplificados
avançados
avançados
avançados
(caso existam)
Figura 0.1 – Métodos de cálculo alternativos

Meios auxiliares de projecto

Quando não estão disponíveis modelos de cálculo simplificados, as Partes dos Eurocódigos relativas ao fogo fornecem soluções de cálculo em termos de valores tabelados (com base em ensaios ou em modelos de cálculo avançados), que poderão ser utilizadas dentro dos limites de validade especificados.

Espera-se que meios auxiliares de projecto baseados nos métodos de cálculo indicados na presente Norma sejam elaborados por organizações externas interessadas.

O texto do corpo da presente Norma, juntamente com os Anexos normativos, inclui a maioria dos principais conceitos e regras necessários ao cálculo de estruturas mistas aço-betão em relação à acção do fogo.

Anexo Nacional da EN 1994-1-2

Esta Norma estabelece procedimentos alternativos e valores, recomenda classes e inclui notas indicando onde poderão ter de ser feitas opções nacionais. Por este motivo, a norma nacional de implementação da EN 1994-1-2 deverá ter um Anexo Nacional que contenha todos os Parâmetros Determinados a nível Nacional para o projecto de estruturas mistas aço-betão a serem construídas no país a que diz respeito.

A opção nacional é permitida na EN 1994-1-2 em:

1.1(16)

NP

EN 1994-1-2

2011

p. 13 de 117

2.3(1)P, Nota 1

2.3(2)P, Nota 1

2.4.2(3), Nota 1

3.3.2(9), Nota 1

4.1(1)P

4.3.5.1(10), Nota 1

NP

EN 1994-1-2

2011

p. 14 de 117

1 Generalidades

1.1 Objectivo e campo de aplicação

(1) A presente Norma trata do projecto de estruturas mistas aço-betão para a situação acidental de exposição ao fogo e destina-se a ser utilizada em conjunto com a EN 1994-1-1 e a EN 1991-1-2. Esta Norma identifica apenas as diferenças, ou os requisitos suplementares, em relação ao cálculo às temperaturas normais.

(2) A presente Norma trata apenas dos métodos passivos de protecção contra incêndio. Os métodos activos não são tratados.

(3) A presente Norma aplica-se às estruturas mistas aço-betão que tenham que satisfazer certas funções quando expostas ao fogo, em termos de:

impedimento do colapso prematuro da estrutura (função resistente);

limitação da propagação do fogo (chamas, gases quentes, calor excessivo) fora de áreas especificadas (função de compartimentação).

(4) A presente Norma fornece os princípios e regras de aplicação (ver a EN 1991-1-2) para o cálculo das estruturas com vista à satisfação de requisitos especificados relativamente a função resistente e aos níveis de desempenho.

(5) A presente Norma aplica-se às estruturas ou às partes das estruturas abrangidas pela EN 1994-1-1 e que são projectadas em conformidade. No entanto, não é fornecida qualquer regra para os elementos mistos que incluem partes de betão pré-esforçado.

(6) Para todas as secções transversais mistas, a conexão entre o aço e o betão deverá ser justificada de acordo com a EN 1994-1-1 ou ser verificada através de ensaios (ver também 4.3.4.1.5 e o Anexo I).

(7) Na Figura 1.1 apresentam-se exemplos típicos de lajes de betão com chapas perfiladas de aço com ou sem armadura.

Perfil trapezoidal

Perfil reentrante

Perfil liso

armadura. Perfil trapezoidal Perfil reentrante Perfil liso Figura 1.1 – Exemplos típicos de lajes de betão

Figura 1.1 – Exemplos típicos de lajes de betão com chapas perfiladas de aço com ou sem armadura

(8) Nas Figuras 1.2 a 1.5 apresentam-se exemplos típicos de vigas mistas. As correspondentes disposições construtivas são tratadas na secção 5.

NP

EN 1994-1-2

2011

p. 15 de 117

1

3
3

2

Legenda:

1 Conectores

2 Laje maciça de betão ou laje mista com chapa perfilada de aço

3 Perfil com ou sem protecção

Figura 1.2 – Viga mista constituída por um perfil de aço sem revestimento de betão

Legenda:

1 Laje facultativa

2 Estribos soldados à alma do perfil

3 Varão da armadura

2 Estribos soldados à alma do perfil 3 Varão da armadura 1 2 3 Figura 1.3

1

2

3

Figura 1.3 – Viga de aço parcialmente revestida de betão

Figura 1.3 – Viga de aço parcialmente revestida de betão 1 Legenda: 1 Varão da armadura
Figura 1.3 – Viga de aço parcialmente revestida de betão 1 Legenda: 1 Varão da armadura

1

Legenda:

1

Varão da armadura

Figura 1.4 – Viga de aço parcialmente revestida por uma laje

2 1 Legenda:
2
1
Legenda:

Varão da armadura

1

2 Conectores

Figura 1.5 – Viga mista com perfil de aço parcialmente revestido de betão

(9) Nas Figuras 1.6 a 1.8 apresentam-se exemplos típicos de colunas mistas. As correspondentes disposições construtivas são tratadas na secção 5.

NP

EN 1994-1-2

2011

p. 16 de 117

NP EN 1994-1-2 2011 p. 16 de 117 1 Legenda: 1 Conectores soldados à alma do
NP EN 1994-1-2 2011 p. 16 de 117 1 Legenda: 1 Conectores soldados à alma do

1

Legenda:

1 Conectores soldados à alma do perfil

Figura 1.6 – Perfis revestidos de betão

Figura 1.7 – Perfis parcialmente revestidos

de betão Figura 1.7 – Perfis parcialmente revestidos Figura 1.8 – Perfis tubulares cheios de betão

Figura 1.8 – Perfis tubulares cheios de betão

(10) As colunas poderão ter outras formas, tais como circulares ou octogonais. Se necessário, os varões da armadura poderão ser substituídos por secções de aço.

(11) A resistência ao fogo deste tipo de elementos poderá ser aumentada aplicando materiais de protecção contra incêndio.

NOTA: Os princípios e as regras de cálculo indicados em 4.2, 4.3 e 5 aplicam-se a superfícies de aço directamente expostas ao fogo, sem qualquer material de protecção contra incêndio, salvo explicitamente especificado em contrário.

(12)P Os métodos indicados na presente Norma são aplicáveis às classes de aço estruturais S 235, S 275, S 355, S 420 e S 460 da EN 10025, EN 10210-1 e EN 10219-1.

(13) Para as chapas perfiladas de aço, deve consultar-se a secção 3.5 da EN 1994-1-1.

(14) Os varões da armadura deverão ser conformes com a EN 10080.

(15) O betão de massa volúmica normal, tal como definido na EN 1994-1-1, é aplicável ao projecto em relação ao fogo de estruturas mistas. Permite-se a utilização de betão leve para as lajes mistas.

(16) A presente Norma não abrange o projecto de estruturas mistas com betões de classes de resistência inferiores a C20/25 e a LC20/22 e superiores a C50/60 e a LC50/55.

NOTA: Na secção 6 da EN 1992-1-2 são fornecidas informações sobre as classes de resistência do betão superiores a C50/60. A utilização destas classes de resistência do betão poderá ser especificada no Anexo Nacional.

(17) Para a utilização de materiais não incluídos aqui, deverão consultar-se as normas de produtos do CEN ou as Aprovações Técnicas Europeias (ETA) apropriadas.

1.2 Referências normativas

(1)P A presente Norma inclui, por referência, datada ou não, disposições relativas a outras normas. Estas referências normativas são citadas nos lugares apropriados do texto e as normas são listadas a seguir. Para as referências datadas, as emendas ou revisões subsequentes de qualquer destas normas só se aplicam à presente Norma se nela incorporadas por emenda ou revisão. Para as referências não datadas, aplica-se a última edição de norma referida (incluindo as emendas).

EN 1365-1

Fire resistance tests for loadbearing elements – Part 1: Walls

EN 1365-2

Fire resistance tests for loadbearing elements – Part 2: Floors and roofs

EN 1365-3

Fire resistance tests for loadbearing elements – Part 3: Beams

EN 1365-4

Fire resistance tests for loadbearing elements – Part 4: Columns

NP

EN 1994-1-2

2011

p. 17 de 117

EN 10025-1

Hot-rolled products of structural steels – Part 1: General technical delivery conditions

EN 10025-2 )

Hot-rolled products of structural steels – Part 2: Technical delivery conditions for non-alloy structural steels

EN 10025-3 )

Hot-rolled products of structural steels – Part 3: Technical delivery conditions for normalized/normalized rolled weldable fine grain structural steels

EN 10025-4 )

Hot-rolled products of structural steels – Part 4: Technical delivery conditions for thermomechanical rolled weldable fine grain structural steels

EN 10025-5 )

Hot-rolled products of structural steels – Part 5: Technical delivery conditions for structural steels with improved atmospheric corrosion resistance

EN 10025-6 )

Hot-rolled products of structural steels – Part 6: Technical delivery conditions for flat products of high yield strength structural steels in the quenched and tempered condition

EN 10080

Steel for the reinforcement of concrete – Weldable reinforcing steel – General

EN 10210-1 )

Hot finished structural hollow sections of non-alloy and fine grain structural steels – Part 1:

Technical delivery conditions

EN 10219-1 )

Cold formed welded structural hollow sections of non-alloy and fine grain structural steels – Part 1: Technical delivery conditions

ENV 13381-1

Test methods for determining the contribution to the fire resistance of structural members – Part 1: Horizontal protective membranes

ENV 13381-2

Test methods for determining the contribution to the fire resistance of structural members – Part 2: Vertical protective membranes

ENV 13381-3

Test methods for determining the contribution to the fire resistance of structural members – Part 3: Applied protection to concrete members

ENV 13381-4

Test methods for determining the contribution to the fire resistance of structural members – Part 4: Applied protection to steel members

ENV 13381-5

Test methods for determining the contribution to the fire resistance of structural members – Part 5: Applied protection to concrete/profiled sheet composite members

ENV 13381-6

Test methods for determining the contribution to the fire resistance of structural members – Part 6: Applied protection to concrete filled hollow steel columns

EN 1990 )

Eurocode – Basis of structural design

EN 1991-1-1 )

Eurocode 1 – Actions on structures – Part 1-1: General actions – Densities, self-weight and imposed loads

EN 1991-1-2 )

Eurocode 1 – Actions on structures – Part 1-2: General actions – Actions on structures exposed to fire

EN 1991-1-3 )

Eurocode 1 – Actions on structures – Part 1-3: General actions – Actions on structures – Snow loads

EN 1991-1-4 )

Eurocode 1 – Actions on structures – Part 1-4: General actions – Actions on structures – Wind loads

 

)

No Anexo Nacional NA são indicadas as normas portuguesas equivalentes (nota nacional).

NP

EN 1994-1-2

2011

p. 18 de 117

EN 1992-1-1 ) Eurocode 2 – Design of concrete structures – Part 1-1: General rules and rules for buildings

EN 1992-1-2 )

Eurocode 2 – Design of concrete structures – Part 1-2: Structural fire design

EN 1993-1-1 ) Eurocode 3 – Design of steel structures – Part 1-1: General rules and rules for buildings

EN 1993-1-2 )

Eurocode 3 – Design of steel structures – Part 1-2: Structural fire design

EN 1993-1-5

Eurocode 3 – Design of steel structures – Part 1-5: Plated structural elements

EN 1994-1-1 )

Eurocode 4 – Design of composite steel and concrete structures – Part 1-1: General rules and rules for buildings

1.3 Pressupostos

(1)P Aplicam-se os pressupostos da EN 1990 e da EN 1991-1-2.

1.4 Distinção entre Princípios e Regras de Aplicação

(1) Aplicam-se as regras indicadas na EN 1990, 1.4.

1.5 Definições

(1)P Aplicam-se as regras de 1.5 da EN 1990 e da EN 1991-1-2.

(2)P Na presente Norma utiliza-se a seguinte terminologia com os significados seguintes:

1.5.1 Termos específicos relativos ao projecto em geral

1.5.1.1 distância ao eixo

Distância entre o eixo do varão da armadura e o paramento de betão mais próximo.

1.5.1.2 parte de estrutura

Parte isolada de uma estrutura completa com condições de apoio e de fronteira adequadas.

1.5.1.3 elementos protegidos

Elementos em relação aos quais se tomam medidas para reduzir o aumento da temperatura no elemento sob o

efeito do fogo.

1.5.1.4 pórtico contraventado

Um pórtico com uma resistência aos deslocamentos laterais assegurada por um sistema de contraventamento suficientemente rígido para que se possa considerar que qualquer acção horizontal é por este equilibrada.

1.5.2 Termos relativos às propriedades dos materiais e dos produtos

1.5.2.1 tempo de eficácia da protecção

Duração da protecção contra a exposição directa ao fogo, ou seja até ao instante para o qual os revestimentos

de protecção contra incêndio ou outra protecção se separa do elemento misto, ou para o qual outros elementos alinhados com esse elemento sofrem uma rotura por colapso, ou para o qual o alinhamento com outros elementos é rompido em resultado da deformação excessiva do elemento misto.

)

No Anexo Nacional NA são indicadas as normas portuguesas equivalentes (nota nacional).

NP

EN 1994-1-2

2011

p. 19 de 117

1.5.2.2 material de protecção contra incêndio

Qualquer material ou combinação de materiais aplicado a um elemento estrutural com o fim de aumentar a

sua resistência ao fogo.

1.5.3 Termos relacionados com a análise da transferência de calor

1.5.3.1 factor de massividade

Para um elemento de aço, a relação entre a área da superfície exposta e o volume de aço; para um elemento

revestido, a relação entre a área da superfície interna do revestimento exposto e o volume de aço.

1.5.4 Termos relacionados com a análise do comportamento mecânico

1.5.4.1 temperatura crítica de um elemento de aço estrutural

Para um dado nível de carregamento, a temperatura à qual se prevê a ocorrência de colapso num elemento de

aço estrutural para uma distribuição de temperatura uniforme.

1.5.4.2 temperatura crítica da armadura

Temperatura da armadura para a qual a rotura de um elemento é susceptível de ocorrer para um dado nível de

carregamento.

1.5.4.3 secção transversal efectiva

Secção transversal do elemento utilizada no método da secção transversal efectiva para o projecto de

resistência ao fogo. Obtém-se subtraindo as partes da secção transversal com rigidez e resistência consideradas nulas.

1.5.4.4 nível máximo de tensões

Para uma dada temperatura, nível de tensão para o qual a relação tensões-extensões do aço é truncada para

dar um patamar de cedência.

1.6 Símbolos *)

(1)P Para os fins da presente Norma, aplicam-se os seguintes símbolos:

Letras maiúsculas latinas

A área da secção transversal ou volume de betão do elemento por metro linear do elemento

A

A

A

área da secção transversal do perfil de aço à temperatura

área da secção transversal de betão à temperatura

área da secção de um banzo de aço

área elementar da secção transversal com uma temperatura i ou j

ou área da superfície exposta da parte i da secção de aço por unidade de comprimento

a,

c,

f

A i, A j

A/L r

factor geométrico da nervura

A i /V i

factor de massividade [m -1 ] da parte i da secção de aço (elemento não protegido)

*) O critério utilizado na identificação dos símbolos a seguir apresentados (símbolo principal em itálico e índice em corpo normal) não foi seguido, de um modo coerente, na EN 1994-1-1:2004; a presente NP EN reproduz os símbolos tal como constam da EN (nota nacional).

NP

EN 1994-1-2

2011

p. 20 de 117

A m área da superfície de um elemento sujeita a um aquecimento directo por unidade de comprimento

A

A

m /V

p,i

factor de massividade de um elemento estrutural (elemento não protegido)

área da superfície interior do material de protecção contra incêndio por unidade de comprimento da parte i do elemento de aço

A p,i /V i factor de massividade [m -1 ] da parte i da secção de aço (com protecção de contorno)

A

A r /V r factor de massividade dos reforços

área da secção dos reforços

r

A s,

área da secção transversal dos varões da armadura à temperatura

E critério de estanquidade

E 30

ou

exposição ao incêndio em situação de fogo padrão

valor característico do módulo de elasticidade do aço estrutural a 20 °C

valor característico do módulo de elasticidade de um banzo do perfil de aço

E 60,

elemento que satisfaz o critério de estanquidade durante 30 min, ou 60… min de

E a

E a,f

valor característico da inclinação da recta que representa o domínio elástico da relação tensões- extensões do aço estrutural a temperaturas elevadas

módulo tangente da relação tensões-extensões do perfil de aço à temperatura elevada e para a tensão i,

E c,sec, valor característico do módulo secante do betão em situação de incêndio, obtido por f c, dividido

E a, ,

E a,

E c0,

por cu,

valor característico do módulo tangente na origem da relação tensões-extensões do betão a temperaturas elevadas e para um carregamento de curta duração

E c, , módulo tangente da relação tensões-extensões do betão à temperatura elevada e para a tensão i,

E d

valor de cálculo dos efeitos das acções para o cálculo à temperatura normal

valor de cálculo dos efeitos das acções em situação de incêndio, admitido independente do tempo

valor de cálculo dos efeitos das acções, incluindo as acções indirectas do fogo e as cargas em situação de incêndio, no instante t

rigidez de flexão em situação de incêndio (em relação ao eixo central Z da secção mista)

rigidez de flexão efectiva em situação de incêndio rigidez de flexão dos dois banzos do perfil de aço em situação de incêndio (em relação ao eixo central Z da secção mista)

rigidez de flexão dos varões da armadura em situação de incêndio (em relação ao eixo central Z da secção mista)

E fi,d

E fi,d,t

(EI)

(EI)

(EI)

(EI)

fi,c,z

fi,eff

fi,f,z

fi,s,z

(EI) fi,eff,z rigidez de flexão efectiva (para a flexão em torno do eixo z) em situação de incêndio

(EI)

fi,w,z

rigidez de flexão da alma do perfil de aço em situação de incêndio (em relação ao eixo central Z da secção mista)

valor característico do módulo de elasticidade

módulo de elasticidade dos varões da armadura

E k

E s

NP

EN 1994-1-2

2011

p. 21 de 117

E

s,

E s, ,

valor característico da inclinação do domínio elástico linear da relação tensões-extensões do aço para betão armado a temperaturas elevadas

módulo tangente da relação tensões-extensões do aço para betão armado à temperatura elevada e para a tensão i,

esforço de compressão no perfil de aço

esforço de compressão total na secção mista no caso de momentos flectores positivos ou negativos

esforço de compressão na laje

valor característico de uma acção permanente curva de incêndio de hidrocarbonetos

F a

F + , F -

F c

G k

HC

I critério de isolamento térmico

I i,

I 30

momento de inércia da parte i parcialmente reduzida da secção transversal para a flexão em relação ao eixo de menor resistência ou ao eixo de maior resistência em situação de incêndio

ou I 60,

min de

exposição ao fogo padrão

elemento que satisfaz o critério de isolamento térmico durante 30 min, ou 60

L comprimento teórico de uma coluna no piso considerado

L

L

M momento flector

M fi,Rd + ; M fi,Rd - valor de cálculo do momento resistente positivo ou do momento resistente negativo em situação de incêndio

M fi,t,Rd valor de cálculo do momento resistente em situação de incêndio, no instante t

N número de conectores num comprimento crítico ou carga axial

ei

et

comprimento de encurvadura de uma coluna num piso intermédio

comprimento de encurvadura de uma coluna no piso superior

N equ

carga axial equivalente

N fi,cr carga crítica elástica (carga crítica de Euler) em situação de incêndio

N fi,cr,z carga crítica elástica (carga crítica de Euler) em relação ao eixo Z em situação de incêndio

N fi,pl,Rd

N fi,Rd

N fi,Rd,z

N fi,Ed *)

N Rd

N s

valor de cálculo da resistência plástica à compressão axial da secção transversal total em situação de incêndio

valor de cálculo da resistência de um elemento à compressão axial (valor de cálculo da resistência à encurvadura do elemento comprimido) e em situação de incêndio

valor de cálculo da resistência de um elemento à compressão axial, para a flexão em relação ao eixo Z, em situação de incêndio

valor de cálculo da carga axial actuante em situação de incêndio

valor de cálculo da carga axial de encurvadura à temperatura normal

esforço normal na armadura superior (A s . f sy )

*) A notação N fi,Sd que constava da EN 1994-1-1:2004, foi substituida por N fi,Ed que corresponde à notação utilizada na EN 1993-1-2:2005 (nota nacional).

NP

EN 1994-1-2

2011

p. 22 de 117

P

P

Rd

fi,Rd

Q k,1

valor de cálculo da resistência ao corte de um perno de cabeça soldado automaticamente

valor de cálculo da resistência ao corte de um conector em situação de incêndio

valor característico da acção variável de base 1

R critério de resistência

R 30

ou R 60, R 90, R 120, R 180, R 240

30 min, 60 min, 90 min, 120 min, 180 min ou 240 min de exposição ao fogo padrão

valor de cálculo da resistência para o cálculo à temperatura normal

valor de cálculo da resistência em situação de incêndio, no instante t

valor de cálculo da resistência ao esmagamento em situação de incêndio

elemento que satisfaz o critério de resistência durante

R

R

R

T esforço de tracção

V volume do elemento por unidade de comprimento

d

fi,d,t

fi,y,Rd

V fi,pl,Rd

V fi,Ed

V i

valor de cálculo do esforço transverso resistente plástico, em situação de incêndio

valor de cálculo do esforço transverso actuante em situação de incêndio

volume da parte i da secção de aço por unidade de comprimento [m 3 /m]

X eixo (horizontal) X

X fi,d

X k

X k ,

valores de cálculo das propriedades mecânicas (resistência e deformação) do material em situação de incêndio

valor característico ou nominal de uma propriedade de resistência ou de deformação à temperatura normal

valor característico de uma propriedade do material em situação de incêndio, geralmente dependente da temperatura do material

Y eixo (vertical) Y

Z eixo central (coluna) Z da secção mista

Letras minúsculas latinas

a

b largura da secção de aço

b

b

b

espessura do cordão de soldadura (ligação entre a alma de aço e os estribos)

w

1

2

c

largura do banzo inferior do perfil de aço

largura do banzo superior do perfil de aço

largura da coluna mista constituída por um perfil totalmente revestido ou largura de vigas de aço parcialmente revestidas

redução da largura do betão de revestimento compreendido entre os banzos em situação de incêndio

valor mínimo da redução da largura do betão de revestimento compreendido entre os banzos em situação de incêndio

b

b

c,fi

c,fi,min

*) A notação V fi,Sd que constava da EN 1994-1-1:2004, foi substituida por V fi,Ed que corresponde à notação utilizada na EN 1993-1-2:2005 (nota nacional).

NP

EN 1994-1-2

2011

p. 23 de 117

b

b

c calor específico, ou curva de encurvadura, ou recobrimento de betão entre a face de betão e a face do perfil de aço estrutural

c

c

c

d diâmetro de uma coluna mista com uma secção tubular cheia de betão ou diâmetro dos pernos soldados na alma do perfil de aço

d p

e espessura de um perfil ou de uma secção tubular

e

e

e

e

ef

eff

fi

largura efectiva da laje de betão

redução da largura do banzo superior em situação de incêndio

calor específico do aço

calor específico do betão de massa volúmica normal

calor específico do material de protecção contra incêndio

espessura do material de protecção contra incêndio

espessura do banzo inferior de um perfil de aço

espessura do banzo superior de um perfil de aço

espessura do banzo de um perfil de aço

espessura da alma de um perfil de aço

curva de incêndio para elementos exteriores

a

c

p

1

2

f

w

f ay, nível máximo de tensão ou tensão de cedência efectiva do aço estrutural em situação de incêndio

f ay, cr

f ap, , f sp,

f au,

f ay

f c

f c,j

f c,

f c, n

f c, y

f fi,d

f k

f ry , f sy

f sy,

resistência do aço à temperatura crítica cr

tensão limite de proporcionalidade do aço estrutural ou do aço para betão armado em situação de incêndio

tensão de rotura à tracção do aço estrutural ou do aço para conectores em situação de incêndio, tendo em conta o endurecimento

valor característico ou nominal da tensão de cedência do aço estrutural a 20 °C

valor característico da tensão de rotura do betão à compressão aos 28 dias de idade e a 20 °C

valor característico da resistência da parte j do betão a 20 °C

valor característico da tensão de rotura do betão à compressão em situação de incêndio à temperatura °C

valor residual da tensão de rotura à compressão de um betão aquecido até a uma temperatura máxima (com n camadas)

valor residual da tensão de rotura à compressão de um betão aquecido até a uma temperatura máxima

valor de cálculo de uma propriedade de resistência em situação de incêndio

valor característico da resistência do material

valor característico ou nominal da tensão de cedência de um varão da armadura a 20 °C

nível máximo de tensão ou tensão de cedência efectiva do aço para betão armado em situação de incêndio

NP

EN 1994-1-2

2011

p. 24 de 117

f y,i

valor nominal da tensão de cedência f y para a área elementar A i , considerado positivo na zona de compressão da secção transversal limitada pelo eixo neutro plástico e negativo na zona de tracção

h profundidade ou altura da secção de aço

h

h

h

h

h

h

1

2

3

c

eff

fi

altura da parte de betão de uma laje mista acima da chapa de aço

altura da parte de betão de uma laje mista na secção de uma nervura da chapa de aço

espessura do revestimento situado acima do betão

largura da coluna mista constituída por um perfil totalmente revestido ou espessura da laje de betão

espessura efectiva de uma laje mista

redução da altura do betão de revestimento compreendido entre os banzos em situação de incêndio

h net

valor de cálculo do fluxo de calor efectivo por unidade de área

h net,c

h net,r

h

h

h

h

u

u,n

v

w

k c,

k E,

k

y,

k

p,

k r , k s

k shadow

k u,

k

valor de cálculo do fluxo de calor efectivo por unidade de área devido à convecção

valor de cálculo do fluxo de calor efectivo por unidade de área devido à radiação

espessura da zona comprimida

espessura da zona comprimida (com n camadas)

altura do perno soldado na alma do perfil de aço

altura da alma do perfil de aço

factor de redução da tensão de rotura à compressão do betão que permite calcular a resistência a temperatura elevada f c,

factor de redução do módulo de elasticidade do aço estrutural que permite calcular a inclinação do domínio elástico linear a temperatura elevada E a,

factor de redução da tensão de cedência do aço estrutural que permite calcular o nível máximo de tensão a temperatura elevada f ay,

factor de redução da tensão de cedência do aço estrutural ou dos varões da armadura que determine a tensão limite de proporcionalidade a temperatura elevada f ap, ou f sp,

factor de redução da tensão de cedência de um varão da armadura

factor de correcção para o efeito de sombra

factor de redução da tensão de cedência do aço estrutural que permite calcular o nível da tensão de endurecimento a temperatura elevada f au,

factor de redução para uma propriedade de resistência ou de deformação dependente da temperatura do material em situação de incêndio

l comprimento ou comprimento de encurvadura

l 1 , l 2 , l 3 dimensões específicas das chapas de aço de perfil reentrante ou trapezoidal

l

w

comprimento (ligação entre o perfil de aço e o betão de revestimento)

l

comprimento de encurvadura da coluna em situação de incêndio

NP

EN 1994-1-2

2011

p. 25 de 117

s s

t duração da exposição ao fogo

t

t

t i

u média geométrica das distâncias ao eixo u 1 e u 2 (secção mista com perfil de aço parcialmente revestido)

u 1 ; u 2

menor distância entre o eixo do varão da armadura e o interior do banzo de aço ou o paramento de betão mais próximo

z i ; z j

comprimento do apoio rígido (cálculo da resistência ao esmagamento dos reforços)

fi,d

fi,requ

valor de cálculo da resistência ao fogo padrão de um elemento em situação de incêndio

resistência ao fogo padrão requerida em situação de incêndio

resistência ao fogo em relação ao isolamento térmico

distância entre o eixo neutro plástico e o centro de gravidade da área elementar A i ou A j

Letras maiúsculas gregas

l l/l t a,t t
l
l/l
t
a,t
t

alongamento de um elemento devido à temperatura

extensão térmica associada

intervalo de tempo

aumento da temperatura do elemento de aço durante o intervalo de tempo t

aumento da temperatura dos gases do compartimento de incêndio [°C] durante o intervalo de tempo

t

factor de vista

Letras minúsculas gregas

c

slab

G

M,fi

M,fi,a

M,fi,c

M,fi,s

M,fi,v

ângulo da alma

coeficiente de transferência de calor por convecção

coeficiente que tem em conta a hipótese de uma distribuição rectangular de tensões no cálculo das lajes

coeficiente parcial para a acção permanente G k

coeficiente parcial para uma propriedade de um material em situação de incêndio

coeficiente parcial para a resistência do aço estrutural em situação de incêndio

coeficiente parcial para a resistência do betão em situação de incêndio

coeficiente parcial para a resistência dos varões da armadura em situação de incêndio

coeficiente parcial para a resistência ao corte dos pernos de cabeça em situação de incêndio

Q

coeficiente parcial para a acção variável Q k

v

coeficiente parcial para a resistência ao corte dos pernos de cabeça à temperatura normal

excentricidade

extensão

a

extensão axial do perfil de aço da coluna

NP

EN 1994-1-2

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a,

ae,

ay,

ap,

au,

c

c,

ce,

ce, max

cu,

cu, max

f

m

fi

s

b

s

r

fi,t

a

a,t

c

cr

i

lim

max

r

R

s

t

v

extensão

extensão última em situação de incêndio

extensão de cedência em situação de incêndio

extensão no limite de proporcionalidade em situação de incêndio

extensão limite para a tensão de cedência em situação de incêndio

extensão axial do betão da coluna

extensão do betão em situação de incêndio

extensão máxima do betão em situação de incêndio

extensão máxima do betão em situação de incêndio à temperatura máxima

extensão do betão correspondente a f c,

extensão do betão à temperatura máxima do betão

emissividade do fogo

emissividade da superfície do elemento

extensão axial do aço para betão armado da coluna

diâmetro de um varão

diâmetro de um estribo

diâmetro de um varão longitudinal no canto dos estribos

nível de carregamento de acordo com a EN 1994-1-1

factor de redução aplicado a E d para obter E fi,d

nível de carregamento para o cálculo em relação à acção do fogo

temperatura

temperatura do aço estrutural

temperatura do aço no instante t admitida uniforme em cada parte da secção de aço

temperatura do betão temperatura crítica de um elemento estrutural

temperatura na área elementar A i

temperatura limite temperatura máxima

temperatura de um reforço

temperatura da armadura adicional na nervura

temperatura do aço para betão armado

temperatura dos gases do compartimento de incêndio no instante t

temperatura dos pernos de cabeça

em situação de incêndio

NP

EN 1994-1-2

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temperatura da alma

condutibilidade térmica do aço

condutibilidade térmica do betão

condutibilidade térmica do material de protecção contra incêndio

esbelteza normalizada

esbelteza normalizada dos reforços em situação de incêndio

factor de redução para a acção permanente desfavorável G k

massa volúmica do aço

massa volúmica do betão

massa volúmica do betão de massa volúmica normal

massa volúmica do betão leve

massa volúmica do material de protecção contra incêndio

tensão

tensão do perfil de aço em situação de incêndio

tensão do betão comprimido em situação de incêndio

tensão do aço para betão armado em situação de incêndio

coeficiente de redução para o perfil de aço dependente do efeito das tensões térmicas em situação de incêndio

coeficiente de redução para o betão dependente do efeito das tensões térmicas em situação de incêndio

coeficiente de redução para os varões da armadura dependente do efeito das tensões térmicas em situação de incêndio

coeficiente e factor de redução ou de correcção

coeficiente e factor de redução ou de correcção (para a flexão em relação ao eixo Z)

coeficiente de combinação para o valor característico ou raro de uma acção variável

coeficiente de combinação para o valor frequente de uma acção variável

coeficiente de combinação para o valor quase-permanente de uma acção variável

coeficiente de combinação para uma acção variável em situação de incêndio, fornecido por 1,1 ou

por

2,1

NP

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2 Bases para o projecto

2.1 Requisitos

2.1.1 Requisitos gerais

(1)P Nos casos em que às estruturas mistas aço-betão é requerida uma resistência mecânica em situação de incêndio, elas devem ser dimensionadas e construídas de forma a que mantenham a sua função resistente durante o tempo de exposição ao fogo requerido.

(2)P Nos casos em que é requerida uma compartimentação, os elementos que delimitam o compartimento de incêndio, incluindo as juntas, devem ser projectados e construídos de forma a que mantenham a sua função de compartimentação durante o tempo de exposição ao fogo requerido. Tal deve assegurar, quando relevante:

a não ocorrência de rotura da estanquidade;

a não ocorrência de rotura do isolamento.

NOTA 1: Para as definições, ver a EN 1991-1-2, secções 1.5.1.8 e 1.5.1.9. NOTA 2: No caso de uma laje mista, não é aplicável o critério de radiação térmica.

(3)P O critério de deformação deve ser aplicado quando os meios de protecção, ou o critério de projecto para os elementos de compartimentação, requerem que seja tida em conta a deformação da estrutura resistente.

(4) Não é necessário considerar a deformação da estrutura resistente nos seguintes casos, conforme for relevante:

a eficácia dos meios de protecção tenha sido avaliada de acordo com 3.3.4 e

os elementos de compartimentação tenham que satisfazer os requisitos relativos à exposição ao fogo nominal.

2.1.2 Curvas de incêndio nominais

(1)P Para a exposição ao fogo padrão, os elementos devem satisfazer os critérios R, E e I da seguinte forma:

elementos unicamente de compartimentação: estanquidade (critério E) e, quando especificado, isolamento (critério I);

elementos unicamente com resistência estrutural: resistência mecânica (critério R);

elementos de compartimentação e com resistência estrutural: critérios R, E e, quando especificado, I.

(2) Considera-se que o critério “R” é satisfeito quando a função de resistência estrutural se mantém durante o tempo especificado de resistência ao fogo.

(3) Poderá admitir-se que o critério “I” é satisfeito quando o aumento da temperatura média na totalidade da superfície não exposta não exceder 140 K e o aumento máximo de temperatura em qualquer ponto dessa superfície não exceder 180 K.

(4) Com a curva de incêndio para elementos exteriores deverão aplicar-se os mesmos critérios, mas a referência a esta curva específica deverá ser identificada por meio das letras "ef".

NOTA: Ver a EN 1991-1-2, secções 1.5.3.5 e 3.2.2.

(5) Com a curva de incêndio de hidrocarbonetos deverão aplicar-se os mesmos critérios, mas a referência a esta curva específica deverá ser identificada por meio das letras "HC".

NP

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2.1.3 Curvas de incêndio paramétricas

(1) A função de resistência estrutural é assegurada se o colapso for impedido durante todo o incêndio, incluindo a fase de declínio do fogo, ou durante um período de tempo especificado.

(2) A função de compartimentação relativa ao isolamento é assegurada quando:

no instante em que a temperatura dos gases do compartimento de incêndio é máxima, o aumento da temperatura média na totalidade da superfície não exposta não exceder 140 K e o aumento máximo de temperatura em qualquer ponto dessa superfície não exceder 180 K;

durante a fase de declínio do fogo, o aumento da temperatura média na totalidade da superfície não exposta não for superior a 1 e o aumento máximo da temperatura em qualquer ponto dessa superfície não exceder 2.

NOTA: Os valores de 1 e 2 a utilizar num determinado país poderão ser fornecidos no respectivo Anexo Nacional. Os valores

recomendados são 1 = 200 K e

2

= 240 K.

2.2 Acções

(1)P As acções térmicas e mecânicas devem ser obtidas da EN 1991-1-2.

(2) Para além de 3.1(6) da EN 1991-1-2, a emissividade do aço e do betão da superfície do elemento deverá

ser

= 0,7.

m

2.3 Valores de cálculo das propriedades dos materiais

(1)P Os valores de cálculo das propriedades mecânicas (resistência e deformação) dos materiais, X fi,d , são definidos como se segue:

(2.1)

X fi ,d

=

k

X

k

d , são definidos como se segue: (2.1) X fi ,d = k X k M

M , fi

em que:

X k

k

M,fi

valor característico ou nominal de uma propriedade de resistência ou de deformação (geralmente f k ou E k ) para o cálculo à temperatura normal, de acordo com a EN 1994-1-1;

factor de redução para uma propriedade de resistência ou de deformação ( ) , dependente

da temperatura do material, ver 3.2;

coeficiente parcial para a propriedade considerada do material, em situação de incêndio.

X

k ,

considerada do material, em situação de incêndio. X k , X k NOTA 1: Para as

X

k

NOTA 1: Para as propriedades mecânicas do aço e do betão, os valores recomendados do coeficiente parcial em situação de incêndio são M,fi,a = 1,0; M,fi,s = 1,0; M,fi,c = 1,0; M,fi,v = 1,0. Nos casos em que sejam requeridas modificações, estas poderão ser definidas nos Anexos Nacionais adequados da EN 1992-1-2 e da EN 1993-1-2.

NOTA 2: Se os valores recomendados forem modificados, poderá ser necessário modificar os valores tabelados.

(2)P Os valores de cálculo das propriedades térmicas dos materiais,

– se um aumento da propriedade é favorável à segurança:

X

fi ,d

=

X

k ,

da propriedade é favorável à segurança: X fi ,d = X k , M , fi

M , fi

X fi,d

, são definidos como se segue:

(2.2a)

– se um aumento da propriedade é desfavorável à segurança:

X

fi ,d

=

M , fi

X

k ,

(2.2b)

NP

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em que:

X k ,

M , fi

valor da propriedade de um material para o cálculo ao fogo, geralmente dependente da temperatura do material, ver 3.3;

coeficiente parcial para a propriedade considerada do material, em situação de incêndio.

NOTA 1: Para as propriedades térmicas do aço e do betão, o valor recomendado do coeficiente parcial em situação de incêndio é M,fi = 1,0; nos casos em que sejam requeridas modificações, estas poderão ser definidas nos Anexos Nacionais adequados da EN 1992-1-2 e da EN 1993-1-2.

NOTA 2: Se os valores recomendados forem modificados, poderá ser necessário modificar os valores tabelados.

(3) O valor de cálculo da tensão de rotura à compressão do betão deverá ser considerado igual a 1,0 f c dividido por M , fi ,c , antes de aplicar a redução da resistência devida à temperatura e fornecida em 3.2.2.

2.4 Métodos de verificação

2.4.1 Generalidades

(1)P O modelo do sistema estrutural adoptado para o cálculo, de acordo com a presente Norma, deve reflectir o desempenho previsto para a estrutura em situação de incêndio.

(2)P Para a duração especificada de exposição ao fogo, t, deve verificar-se:

(2.3)

E

fi ,d ,t

R

fi ,d ,t

em que:

E

R

fi ,d ,t

fi ,d ,t

valor de cálculo dos efeitos das acções para a situação de incêndio, determinado de acordo com a

EN 1991-1-2, incluindo os efeitos das dilatações e das deformações térmicas;

correspondente valor de cálculo da resistência em situação de incêndio.

(3) A análise estrutural para a situação de incêndio deverá ser efectuada de acordo com 5.1.4(2) da EN 1990.

NOTA: Para verificar os requisitos de resistência ao fogo padrão, é suficiente uma análise por elementos.

(4) Nos casos em que as regras de aplicação indicadas na presente Norma sejam apenas válidas para a curva de fogo padrão, tal será identificado nas secções aplicáveis.

(5) Os valores tabelados indicados em 4.2 baseiam-se na curva de fogo padrão.

(6)P Como alternativa a métodos de cálculo, o projecto de resistência ao fogo poderá basear-se em resultados de ensaios de resistência ao fogo ou de ensaios de resistência ao fogo combinados com cálculos, ver a secção 5.2 da EN 1990.

2.4.2 Análise por elementos

(1) O efeito das acções deverá ser determinado para o tempo t = 0 utilizando os coeficientes de combinação 1,1 ou 2,1 de acordo com 4.3.1(2) da EN 1991-1-2.

(2) Como simplificação de (1), os efeitos das acções

estrutural à temperatura normal, como segue:

E fi ,d ,t

E

fi ,d ,t

= E

fi ,d

poderão ser obtidos a partir de uma análise

=

fi

E

d

(2.4)

NP

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em que:

E

d valor de cálculo da força ou do momento correspondentes ao cálculo à temperatura normal, para a combinação fundamental de acções (ver a EN 1990);

fi

factor de redução de

E

d

.

(3) O factor de redução

fi

para a combinação de acções (6.10) da EN 1990 deverá ser considerado igual a:

fi

=

G

k

+

fi

Q

k,1

G

G

k

+

Q,1

Q

k,1

(2.5)

ou para as combinações de acções (6.10a) e (6.10b) da EN 1990, como o menor dos valores obtidos pelas duas expressões seguintes:

em que:

Q k,1

G k

G + k fi Q k,1 = fi G + Q G k Q,1 0
G
+
k
fi
Q k,1
=
fi
G
+
Q
G
k
Q,1
0 ,1
k,1
G
Q
k
+ fi
k,1
=
fi
G
+
Q
G
k
Q,1
k,1

valor característico da acção variável de base 1;

valor característico de uma acção permanente;

coeficiente parcial relativo às acções permanentes;

coeficiente parcial relativo à acção variável 1;

(2.5a)

(2.5b)

factor de redução para a acção permanente desfavorável G k ;

coeficiente de combinação para o valor característico de uma acção variável;

coeficiente de combinação para a situação de incêndio, fornecido por 1,1 (valor frequente) ou

2,1 (valor quase-permanente), de acordo com 4.3.1(2) da EN 1991-1-2.

NOTA 1: Relativamente à expressão (2.5), apresenta-se na Figura 2.1 um exemplo da variação do factor de redução fi em função da relação de carregamento Q k,1 /G k para diferentes valores do coeficiente de combinação fi = 1,1 , com as seguintes hipóteses:

G = 1,35 e Q = 1,5. Os coeficientes parciais são especificados nos Anexos Nacionais apropriados da EN 1990. As expressões (2.5a)

e (2.5b) conduzem a valores ligeiramente mais elevados.

NOTA 2: Como simplificação, poderá utilizar-se o valor recomendado de fi = 0,65, excepto para as sobrecargas de acordo com

a categoria de carga E indicada na EN 1991-1-1 (áreas susceptíveis de acumulação de mercadorias, incluindo áreas de acesso) para a qual o valor recomendado é 0,7.

NP

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0,8 fi 0,7 1,1 0,6 0,5 1,1 1,1 0,4 0,3 1,1 0,2 0,0 0,5 1,0
0,8
fi
0,7
1,1
0,6
0,5
1,1
1,1
0,4
0,3
1,1
0,2
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
3,0
/ G
Q k,1
k

= 0,9

= 0,7

= 0,5

= 0,2

Figura 2.1 – Variação do factor de redução fi em função da relação de carregamento Q k,1 / G k

(4) Só é necessário considerar os efeitos das deformações térmicas resultantes de gradientes térmicos na secção transversal. Poderão ser desprezados os efeitos das dilatações térmicas axiais ou no próprio plano.

(5) Poderá admitir-se que as condições de fronteira nos apoios e nas extremidades dos elementos se mantêm inalteradas durante toda a exposição ao fogo.

(6) Os valores tabelados e os modelos de cálculo simplificados ou avançados indicados em 4.2, 4.3 e 4.4, respectivamente, são adequados para a verificação dos elementos em situação de incêndio.

2.4.3 Análise de parte da estrutura

(1) O efeito das acções deverá ser determinado para o tempo t = 0 utilizando os coeficientes de combinação 1,1 ou 2,1 de acordo com 4.3.1(2) da EN 1991-1-2.

(2) Como alternativa à análise estrutural para a situação de incêndio no instante t = 0, as reacções nos apoios e os esforços nos limites da parte da estrutura poderão ser obtidos a partir da análise estrutural à temperatura normal, como indicado em 2.4.2.

(3) A parte da estrutura a analisar deverá ser especificada com base nas potenciais dilatações e deformações térmicas, de forma que a sua interacção com as outras partes da estrutura possa ser estimada com condições de apoio e de fronteira independentes do tempo durante a situação de incêndio.

(4)P Na parte da estrutura a analisar, devem ter-se em conta o modo de colapso adequado em caso de exposição ao fogo, as propriedades dos materiais e a rigidez dos elementos dependentes da temperatura, e os efeitos das dilatações e das deformações térmicas (acções indirectas do fogo).

(5) Poderá admitir-se que as condições de fronteira nos apoios e nos limites da parte da estrutura se mantêm inalteradas durante toda a exposição ao fogo.

2.4.4 Análise estrutural global

(1)P No caso de uma análise estrutural global em situação de incêndio, devem ter-se em conta o modo de colapso adequado em caso de exposição ao fogo, as propriedades dos materiais e a rigidez dos elementos que dependem da temperatura, assim como os efeitos das dilatações e das deformações térmicas (acções indirectas do fogo).

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3 Propriedades dos materiais

3.1 Generalidades

(1)P Em condições de incêndio, devem ser tidas em conta as propriedades dependentes da temperatura.

(2) As propriedades mecânicas e térmicas do aço e do betão deverão ser determinadas com base nas secções seguintes.

(3)P Os valores das propriedades dos materiais indicados em 3.2 devem ser considerados como valores característicos, ver 2.3(1)P.

(4) As propriedades mecânicas do betão, dos aços para betão armado e de pré-esforço à temperatura normal (20°C) deverão ser as indicadas na EN 1992-1-1 para o cálculo à temperatura normal.

(5) As propriedades mecânicas do aço a 20 °C deverão ser as fornecidas na EN 1993-1-1 para o cálculo à temperatura normal.

3.2 Propriedades mecânicas

3.2.1 Propriedades de resistência e de deformação do aço estrutural

(1) Para taxas de aquecimento entre 2 K/min e 50 K/min, a resistência e as propriedades de deformação do aço estrutural a temperaturas elevadas deverão ser obtidas a partir da relação tensões-extensões fornecida na Figura 3.1.

NOTA: Para efeito das regras da presente Norma, admite-se que as taxas de aquecimento estão dentro dos limites especificados.

(2) As relações tensões-extensões indicadas na Figura 3.1 e no Quadro 3.1 são definidas por três parâmetros:

– a inclinação do domínio elástico linear

E

a ,

;

– a tensão limite de proporcionalidade

f

ap ,

;

– o nível máximo de tensão ou a tensão de cedência efectiva

f

ay ,

.

f

f ay,

ap,

Tensão a, Elipse I II III IV E = tg a, Extensão a, au, ae,
Tensão
a,
Elipse
I II
III IV
E
= tg
a,
Extensão a,
au,
ae,
ap,
ay,
= 0,02

Figura 3.1 – Modelo matemático para as relações tensões-extensões do aço estrutural a temperaturas elevadas

NP

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Quadro 3.1 – Relação entre os vários parâmetros do modelo matemático da Figura 3.1

Domínio de

extensão

I / elástico

ap,

II / transição elíptica

ap,

ay,

III / plástico

ay,

au,

Tensão

E a ,

a,

(

 

)

 

b

 

f

ap ,

(

c

+

a
a

com

)(

=

 

-

-

+ c / E

ay,

ap,

ay,

ap,

a ,

c =

b

2

=E

a ,

 

(

ay,

 

-

ap,

 

)

c + c

2

 

(

f ay,

 

- f

ap,

)

2

E

a,

(

ay,

 

-

ap,

 

)

- 2

(

f

ay,

- f

ap,

)

f ay ,

Módulo tangente

E a,

 

b

(

 

-

)

 

ay,

 

a,

 

2

 

(

 

) 2

a

a a -   ay, - a,

a

-

 

ay,

-

a,

0

a

2

)

a serem

aplicados ao valor apropriado

intermédios da temperatura, poderá efectuar-se uma interpolação linear.

(4) Em alternativa, para temperaturas inferiores a 400 °C, as relações tensões-extensões especificadas em (2) são completadas pela opção que toma em conta o endurecimento indicada no Quadro 3.2, desde que seja

evitada a instabilidade local e que a relação

para determinar os parâmetros definidos em (2). Para valores

(3) O Quadro 3.2 fornece, para temperaturas elevadas do aço

a , os factores de redução

k

E

a

ou

f ay

f

au ,

a , os factores de redução k E a ou f ay f au , f

f

ay

seja limitada a 1,25.

NOTA: A opção que toma em conta o endurecimento está especificada no Anexo A informativo.

(5) O efeito de endurecimento só deverá ser tomado em conta se a análise for baseada em modelos de cálculo avançados de acordo com 4.4, o que só é permitido se for demonstrado que não há qualquer rotura local (ou seja, encurvadura, rotura por corte, destacamento do betão, etc.) devido ao aumento das extensões.

NOTA: Os valores de au, e ae, , que definem o patamar e o ramo decrescente da curva da Figura 3.1, poderão ser obtidos no Anexo A informativo.

(6) A formulação das relações tensões-extensões foi estabelecida com base em ensaios de tracção. Estas relações também poderão ser aplicadas ao aço em compressão.

(7) No caso de acções térmicas de acordo com 3.3 da EN 1991-1-2 (modelos de incêndio natural), nomeadamente quando se considera o ramo descendente da curva de temperaturas, os valores especificados no Quadro 3.2 para as relações tensões-extensões do aço estrutural poderão ser utilizados como uma aproximação suficientemente precisa.

NP

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Quadro 3.2 – Factores de redução k

para as relações tensões-extensões do aço estrutural a temperaturas elevadas

Temperatura do aço a [°C]

 

E

a,

 

f

ap,

 

f

ay,

 

f

au,

k E,

 

k p,

 

k y,

 

k u,

 

=

E

a

=

f

ay

=

f

ay

=

f

ay

20

 

1,00

   

1,00

 

1,00

   

1,25

100

 

1,00

   

1,00

 

1,00

   

1,25

200

 

0,90

   

0,807

 

1,00

   

1,25

300

 

0,80

   

0,613

 

1,00

   

1,25

400

 

0,70

   

0,420

 

1,00

500

 

0,60

   

0,360

 

0,78

600

 

0,31

   

0,180

 

0,47

700

 

0,13

   

0,075

 

0,23

800

 

0,09

   

0,050

 

0,11

900

0,0675

 

0,0375

 

0,06

1000

0,0450

 

0,0250

 

0,04

1100

0,0225

 

0,0125

 

0,02

1200

 

0

 

0

 

0

3.2.2 Propriedades de resistência e de deformação do betão

(1) Para taxas de aquecimento compreendidas entre 2 K/min e 50 K/min, a resistência e as propriedades de deformação do betão a temperaturas elevadas deverão ser obtidas a partir da relação tensões-extensões apresentada na Figura 3.2.

NOTA: Para efeito das regras da presente Norma, admite-se que as taxas de aquecimento estão compreendidas nos limites especificados.

(2)P A resistência e as propriedades de deformação do betão sob tensão uniaxial a temperaturas elevadas devem ser obtidas a partir das relações tensões-extensões especificadas na EN 1992-1-2 e tal como indicadas na Figura 3.2.

(3) As relações tensões-extensões apresentadas na Figura 3.2 são definidas por dois parâmetros:

– a resistência à compressão

f

c,

;

a extensão cu ,

correspondente a

f

c,

.

a ser aplicado a

e a extensão cu , . Para valores intermédios da temperatura, poderá efectuar-se uma