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03/04/2014

Fundamentos de Química Orgânica II

Reações dos Alcenos
Reações dos Alcenos

Prof. Dr. Claudiney Soares Cordeiro claudiney.cordeiro@ufpr.br

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Reações dos Alcenos
Reações dos Alcenos

Conteúdos

Adição de haletos de hidrogênio Regiosseletividade de reações de adição eletrofílica Adição de água e adição de alcoóis Rearranjo de carbocátions Adição de halogênios Oximercuração-redução e alcoximeruração-redução Adição de borano: hidroboração-oxidação Adição de radicais. Estabilidade relativa de radicais

Adição de hidrogênio. Estabilidade relativa de alcenos Catálise heterogênea Epoxidação de alcenos Formação de glicóis

Ozonólise de alcenos

Análise de alcenos

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Introdução

Como os alcenos reagem?
Como os alcenos reagem?
03/04/2014 Introdução Como os alcenos reagem?  Existem milhões de compostos orgânicos, de modo que não

Existem milhões de compostos orgânicos, de modo que não é viável memorizar como cada substância orgânica reage separadamente.

Todos os membros de uma mesma função química reagem de maneira semelhante.

Considere a reação de adição eletrofílica em alcenos. O comportamento da dupla ligação é o mesmo em uma molécula simples como o eteno, ou em uma molécula complicada como o colesterol.

o eteno, ou em uma molécula complicada como o colesterol. 3 Introdução Como os alcenos reagem?
o eteno, ou em uma molécula complicada como o colesterol. 3 Introdução Como os alcenos reagem?
o eteno, ou em uma molécula complicada como o colesterol. 3 Introdução Como os alcenos reagem?

3

Introdução

Como os alcenos reagem?
Como os alcenos reagem?
ou em uma molécula complicada como o colesterol. 3 Introdução Como os alcenos reagem? eteno etileno

eteno

etileno

ou em uma molécula complicada como o colesterol. 3 Introdução Como os alcenos reagem? eteno etileno
colesterol
colesterol

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Introdução

Como os alcenos reagem?
Como os alcenos reagem?
03/04/2014 Introdução Como os alcenos reagem?  A primeira etapa da reação tem uma adição relativamente

A primeira etapa da reação tem uma adição relativamente lenta do próton eletrofílico ao alceno nucleofílico para formar o carbocátion intermediário.

Na segunda etapa, o carbocátion intermediário está carregado positivamente

(um eletrófilo) e reage rapidamente com o íon brometo carregado

negativamente (um nucleófilo).

lento rápido
lento
rápido

carbocátion

intermediário

Introdução

Como os alcenos reagem?
Como os alcenos reagem?

5

intermediário Introdução Como os alcenos reagem? 5  Iremos considerar uma grande quantidade de reações de

Iremos considerar uma grande quantidade de reações de alcenos.

E alguns casos serão formados carbocátions intermediários, algumas formam outros tipos de intermediários e outras não formam intermediário algum.

Porém, em todos os casos haverá uma similaridade a ser considerada: a disponibilidade relativa dos elétrons  contidos na ligação dupla carbono- carbono que são atraídos por um eletrófilo. A reação se inicia com a adição de um eletrófilo a um dos carbono sp 2 do alceno e conclui com a adição de um nucleófilo ao outro carbono sp 2 .

a ligação dupla é composta por uma ligação  e outra  a ligação 
a ligação dupla é composta
por uma ligação  e outra 
a ligação  se quebra e novas
ligações  se formam
eletrófilo
nucleófilo

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Adição de haletos de hidrogênio

03/04/2014 Adição de haletos de hidrogênio  Se o reagente eletrofílico que se adiciona a um

Se o reagente eletrofílico que se adiciona a um alceno for um haleto de hidrogênio (HF, HCl, HBr ou HI), o produto de reação será um haleto de alquila.

eteno cloreto de etila 2,3-dimetil-2-buteno ciclo-hexeno iodo-ciclo-hexano
eteno
cloreto de etila
2,3-dimetil-2-buteno
ciclo-hexeno
iodo-ciclo-hexano

2-bromo- 2,3-dimetilbutano

Adição de haletos de hidrogênio

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2,3-dimetilbutano Adição de haletos de hidrogênio 7  A adição de HCl ao 2-metilpropeno fornece cloreto

A adição de HCl ao 2-metilpropeno fornece cloreto de terc-butila ou cloreto de isobutila?

ou
ou

2-metilpropeno

cloreto de terc -butila

cloreto de isobutila

cátion terc -butila cátion isobutila
cátion terc -butila
cátion isobutila

cloreto de terc -butila único produto formado

cloreto de isobutila não se forma

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Adição de haletos de hidrogênio

cátion terc -butila cátion isobutila
cátion terc -butila
cátion isobutila

cloreto de terc -butila único produto formado

cloreto de isobutila não se forma

único produto formado cloreto de isobutila não se forma diferença na estabilidade dos estados de transição
diferença na estabilidade dos estados de transição cátion isobutila cátion terc -butila diferença na
diferença na
estabilidade dos
estados de transição
cátion isobutila
cátion terc -butila
diferença na
estabilidade dos
carbocátions
Progresso de reação
Energia livre

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Regiosseletividade das reações de adição eletrofílica

9 Regiosseletividade das reações de adição eletrofílica  Quando um alceno com substituintes diferentes em seus

Quando um alceno com substituintes diferentes em seus carbonos sp 2 sofre uma reação de adição eletrofílica, o produto majoritário da reação é obtido pela adição de um eletrófilo no carbono sp 2 , que resultará na formação do carbocátion mais estável.

2-cloropropano carbocátion secundário carbocátion primário
2-cloropropano
carbocátion
secundário
carbocátion
primário

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Regiosseletividade das reações de adição eletrofílica

2-metil-2-buteno 2-iodo-2-metilbutano 2-iodo-3-metilbutano produto majoritário produto minoritário
2-metil-2-buteno
2-iodo-2-metilbutano
2-iodo-3-metilbutano
produto majoritário
produto minoritário

1-metilciclo-hexeno

1-bromo-1-metil-

ciclo-hexano

produto majoritário

1-bromo-2-metil-

ciclo-hexano

produto minoritário

1-bromo-2-metil- ciclo-hexano produto minoritário Reações em que dois ou mais isômeros constitucionais

Reações em que dois ou mais isômeros constitucionais podem ser obtidos como produtos, em que um deles predomina, são chamadas de reações regiosseletivas.

Regiosseletividade das reações de adição eletrofílica

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das reações de adição eletrofílica 11  Existem graus de regiosseletividade: uma reação pode

Existem graus de regiosseletividade: uma reação pode ser moderadamente regiosseletiva, altamente regiosseletiva ou completamente regiosseletiva.

A adição de HCl ao 2-metilpropeno possui maior grau de regiosseletidade que a adição de HCl ao 2-metil-2-buteno.

não se forma cloreto de isobutila 2-metil-propeno único produto formado
não se forma
cloreto de isobutila
2-metil-propeno
único produto formado

cloreto de terc -butila

2-metil-2-buteno 2-cloro-2-metilbutano
2-metil-2-buteno
2-cloro-2-metilbutano

produto majoritário

2-cloro-3-metilbutano

produto minoritário

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Regiosseletividade das reações de adição eletrofílica

Regiosseletividade das reações de adição eletrofílica  Observe que a adição de HBr ao 2-penteno não

Observe que a adição de HBr ao 2-penteno não é regiosseletiva.

que a adição de HBr ao 2-penteno não é regiosseletiva.  A adição de um próton

A adição de um próton tanto em um carbono sp 2 quanto em outro produzem

carbocátions secundários.

Ambos têm a mesma estabilidade, assim serão formados com a mesma

facilidade. Ou seja, serão obtidas quantidade aproximadamente iguais dos

dois haletos de alquila.

aproximadamente iguais dos dois haletos de alquila. 2-penteno 2 - b r o m o p

2-penteno

2-bromopentano

3-bromopentano

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Regiosseletividade das reações de adição eletrofílica

Regra de Markovnikov
Regra de Markovnikov
das reações de adição eletrofílica Regra de Markovnikov “Quando um haleto de hidrogênio se adiciona a

“Quando um haleto de hidrogênio se adiciona a um

alceno assimétrico, a adição ocorre de modo que o

halogênio se ligue ao átomo de carbono da

dupla ligação do alceno que contenha o menor

número de hidrogênios”.

Como o H + é a primeira espécie a se adicionar a

um alceno, muitos químicos reescreveram a regra

de Markovnikov do seguinte modo:

“O hidrogênio se adiciona ao carbono sp 2 que está

ligado ao maior número de hidrogênios”.

sp 2 que está ligado ao maior número de hidrogênios” . Vladimir Vasilevich Markovnikov (1837–1904) 14
Vladimir Vasilevich Markovnikov (1837–1904)
Vladimir
Vasilevich
Markovnikov
(1837–1904)

14

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Adição de água

03/04/2014 Adição de água  Quando água é adicionada a um alceno, nenhuma reação ocorre porque

Quando água é adicionada a um alceno, nenhuma reação ocorre porque não há eletrófilo presente para dar início à reação de adição do nucleófilo ao alceno.

início à reação de adição do nucleófilo ao alceno. não há reação  Se um ácido

não há reação

Se um ácido é adicionado a solução, há a hidratação do alceno.

é adicionado a solução, há a hidratação do alceno. Adição de água 15  As duas

Adição de água

15

há a hidratação do alceno. Adição de água 15  As duas primeiras etapas do mecanismo

As duas primeiras etapas do mecanismo para a adição de água catalisada por ácido a um alceno são essencialmente as mesmas etapas do mecanismo para a adição de haleto de hidrogênio a um alceno.

álcool protonado lenta rápida adição do adição do eletrófilo nucleófilo H 2 O remove um
álcool
protonado
lenta
rápida
adição do
adição do
eletrófilo
nucleófilo
H 2 O remove um próton,
regenerando o
catalisador ácido
rápida

álcool

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Adição de água

03/04/2014 Adição de água  Uma substância que aumenta a velocidade da reação e não é

Uma substância que aumenta a velocidade da reação e não é consumida por ela é um catalisador.

O catalisador não afeta a constante de equilíbrio da reação.

Energia livre
Energia livre

Progresso de reação

Adição de alcoóis

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Energia livre Progresso de reação Adição de alcoóis 17  Os alcoóis reagem com alcenos da

Os alcoóis reagem com alcenos da mesma maneira que a água. O produto da reação é um éter.

da mesma maneira que a água. O produto da reação é um éter. 2-metóxipropano lenta rápida

2-metóxipropano

lenta rápida rápida
lenta
rápida
rápida

éter

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Rearranjo de carbocátions

03/04/2014 Rearranjo de carbocátions  Algumas reações de adição eletrofílica fornecem produtos, em princípio,

Algumas reações de adição eletrofílica fornecem produtos, em princípio, “inesperados”.

fornecem produtos, em princípio, “inesperados” . 3-metil-1-buteno 2-bromo-3-metilbutano produto minoritário

3-metil-1-buteno

2-bromo-3-metilbutano

produto minoritário

2-bromo-2-metilbutano

produto majoritário

minoritário 2-bromo-2-metilbutano produto majoritário 3,3-dimetil-1-buteno 2-cloro-2,2-dimetilbutano produto

3,3-dimetil-1-buteno

2-cloro-2,2-dimetilbutano

produto minoritário

2-cloro-2,3-dimetilbutano

produto majoritário

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Rearranjo de carbocátions

produto majoritário 19 Rearranjo de carbocátions  F.C. Whitmore foi o primeiro a sugerir que o

F.C. Whitmore foi o primeiro a sugerir que o produto “inesperado” era resultado de um rearranjo de carbocátions.

Não são todos os carbocátions que sofrem rearranjo. Os carbocátions só rearranjam quando se tornam mais estáveis como resultado do rearranjo.

Rearranjo 1,2 de hidreto
Rearranjo 1,2 de hidreto
3-metil-1-buteno deslocamento 1,2 de hidreto carbocátion terciário carbocátion adição ao secundário adição
3-metil-1-buteno
deslocamento 1,2 de hidreto
carbocátion terciário
carbocátion
adição ao
secundário
adição ao
carbocátion
carbocátion não
rearranjado
rearranjado
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produto minoritário

produto majoritário

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Rearranjo de carbocátions

Rearranjo 1,2 de metila
Rearranjo 1,2 de metila
03/04/2014 Rearranjo de carbocátions Rearranjo 1,2 de metila deslocamento 1,2 de metila carbocátion
deslocamento 1,2 de metila carbocátion 2,2-dimetil-1-buteno adição ao secundário adição ao carbocátion não
deslocamento 1,2 de metila
carbocátion
2,2-dimetil-1-buteno
adição ao
secundário
adição ao
carbocátion não
carbocátion
rearranjado
rearranjado

carbocátion terciário

produto minoritário

produto majoritário

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Rearranjo de carbocátions

produto majoritário 21 Rearranjo de carbocátions  Se um rearranjo de carbocátion não levar a um

Se um rearranjo de carbocátion não levar a um carbocátion mais estável, o rearranjo de carbocátion não ocorrerá.

o carbocátion não rearranja 4-metil-1-penteno
o carbocátion não
rearranja
4-metil-1-penteno

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Rearranjo de carbocátions

Rearranjos por expansão de ciclos
Rearranjos por expansão de ciclos
de carbocátions Rearranjos por expansão de ciclos  Os rearranjos de carbocátions também podem ocorrer

Os rearranjos de carbocátions também podem ocorrer por expansão de

ciclos, outro tipo de deslocamento 1,2.

por expansão de ciclos, outro tipo de deslocamento 1,2. A expansão de ciclos leva a um

A expansão de ciclos leva a um carbocátion mais estável o terciário que é mais

estável que o secundário, e um ciclo de cinco membros tem tensão angular menor

que um ciclo de quatro membros.

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Adição de halogênios

que um ciclo de quatro membros. 23 Adição de halogênios  Os halogênios Br 2 e

Os halogênios Br 2 e Cl 2 se adicionam a alcenos.

Os halogênios Br 2 e Cl 2 se adicionam a alcenos. íon bromônio 1,2-dibromoetanol dibrometo vicinal
Os halogênios Br 2 e Cl 2 se adicionam a alcenos. íon bromônio 1,2-dibromoetanol dibrometo vicinal

íon bromônio

1,2-dibromoetanol

dibrometo vicinal

alcenos. íon bromônio 1,2-dibromoetanol dibrometo vicinal íon bromônio cíclico do eteno íon bromônio cíclico do

íon bromônio cíclico do eteno

dibrometo vicinal íon bromônio cíclico do eteno íon bromônio cíclico do cis -2-buteno Quando os

íon bromônio cíclico do cis -2-buteno

Quando os elétrons do alceno se aproximarem de uma molécula de Cl 2 ou Br 2 , um dos átomos de

halogênio aceitará o par de elétrons e liberará os elétrons compartilhados para o outro átomo de halogênio. Desse modo, em uma reação de adição eletrofílica, Br 2 se comporta como se fosse Br + e

Br - , e Cl 2 se comporta como se fosse Cl + e Cl - .

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Adição de halogênios

03/04/2014 Adição de halogênios  Os halogênios Br 2 e Cl 2 se adicionam a alcenos.

Os halogênios Br 2 e Cl 2 se adicionam a alcenos.

menos estável
menos estável

mais estável

2 se adicionam a alcenos. menos estável mais estável íon bromônio cíclico do eteno íon bromônio

íon bromônio cíclico do eteno

estável mais estável íon bromônio cíclico do eteno íon bromônio cíclico do cis -2-buteno O íon

íon bromônio cíclico do cis -2-buteno

O íon bromônio cíclico é mais estável do que o carbocátion poderia ser, desde que todos os átomos (exceto o hidrogênio) no íon bromônio tenham octetos completos, ao passo que o átomo de carbono carreado positivamente do carbocátion não tem um octeto completo.

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Adição de halogênios

não tem um octeto completo. 25 Adição de halogênios  Os halogênios Br 2 e Cl

Os halogênios Br 2 e Cl 2 se adicionam a alcenos.

Os halogênios Br 2 e Cl 2 se adicionam a alcenos. 2-metilpropeno 2-dicloro-2-metilpropano dicloreto vicinal o

2-metilpropeno

2-dicloro-2-metilpropano

dicloreto vicinal

o esqueleto de carbono não rearranja 3-metil-1-buteno
o esqueleto de
carbono não rearranja
3-metil-1-buteno
o esqueleto de carbono não rearranja 3-metil-1-buteno 1,2-dibromo-3-metilbutano dibrometo vicinal íon bromônio

1,2-dibromo-3-metilbutano

dibrometo vicinal

3-metil-1-buteno 1,2-dibromo-3-metilbutano dibrometo vicinal íon bromônio cíclico do eteno íon bromônio cíclico do

íon bromônio cíclico do eteno

dibrometo vicinal íon bromônio cíclico do eteno íon bromônio cíclico do cis -2-buteno Como não é

íon bromônio cíclico do cis -2-buteno

Como não é formado carbocátion quando Br 2 ou Cl 2 se adiciona a um alceno, não ocorrem rearranjos de carbocátion nessas reações.

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Adição de halogênios

03/04/2014 Adição de halogênios  Os halogênios F 2 e I 2 não podem ser usados

Os halogênios F 2 e I 2 não podem ser usados como reagentes de adição eletrofílica. O F 2 reagem explosivamente com alcenos, assim a adição de F 2 não é uma reação de uso sintético. A adição de I 2 a um alceno é uma reação termodinamicamente desfavorável: os diiodetos vicinais são instáveis à temperatura ambiente, se decompondo ao alceno e a I 2 .

temperatura ambiente, se decompondo ao alceno e a I 2 . íon bromônio cíclico do eteno

íon bromônio cíclico do eteno

ao alceno e a I 2 . íon bromônio cíclico do eteno íon bromônio cíclico do
ao alceno e a I 2 . íon bromônio cíclico do eteno íon bromônio cíclico do

íon bromônio cíclico do cis -2-buteno

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Adição de halogênios

cíclico do cis -2-buteno 27 Adição de halogênios  Se H 2 O em vez de

Se H 2 O em vez de CH 2 Cl 2 for usado como solvente, o produto majoritário da reação será uma haloidrina vicinal.

majoritário da reação será uma haloidrina vicinal. propeno bromoidrina produto minoritário produto
propeno bromoidrina produto minoritário produto majoritário 2-metil-2-buteno
propeno
bromoidrina
produto minoritário
produto majoritário
2-metil-2-buteno

cloroidrina

produto majoritário

produto minoritário

íon bromônio cíclico do eteno

majoritário produto minoritário íon bromônio cíclico do eteno íon bromônio cíclico do cis -2-buteno 28 14

íon bromônio cíclico do cis -2-buteno

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Adição de halogênios

Mecanismo para formação de haloidrina
Mecanismo para formação de haloidrina
de halogênios Mecanismo para formação de haloidrina lenta rápida rápida  A reação é regiosseletiva.
lenta rápida rápida
lenta
rápida
rápida

A reação é regiosseletiva.

lenta rápida rápida  A reação é regiosseletiva. estado de transição mais estável estado de transição

estado de transição mais estável

estado de transição menos estável

Adição de halogênios

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de transição menos estável Adição de halogênios 29  Quando nucleófilos diferentes da água são adicionado

Quando nucleófilos diferentes da água são adicionado ao meio de reação, eles também alteram o produto de reação.

nucleófilos diferentes da água são adicionado ao meio de reação, eles também alteram o produto de

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Oximercuração-redução e alcoximercuração-redução

Oximercuração-redução e alcoximercuração-redução  A água pode ser adicionada a um alceno pelo processo

A água pode ser adicionada a um alceno pelo processo conhecido como

oximercuração-redução.

A adição de água por oximercuração-redução tem duas vantagens sobre a

adição catalisada por ácidos: ela não requer condições ácidas que sejam

por ácidos: ela não requer condições ácidas que sejam danosas a muitas moléculas orgânicas, e como

danosas a muitas moléculas orgânicas, e como os carbocátions

a muitas moléculas orgânicas, e como os carbocátions intermediários não são formados, não ocorrem rearranjos

intermediários não são formados, não ocorrem rearranjos de carbocátion.

são formados, não ocorrem rearranjos de carbocátion. O segundo reagente não é adicionado enquanto o primeiro

O segundo reagente não é adicionado enquanto o primeiro reagente não for consumido.

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Oximercuração-redução e alcoximercuração-redução

31 Oximercuração-redução e alcoximercuração-redução Mecanismo para oximercuração estado de transição mais
Mecanismo para oximercuração
Mecanismo para oximercuração

estado de transição mais estável

estado de transição

menos estável

Na primeira etapa, o mercúrio eletrofílico do acetato de mercúrio se adiciona à ligação dupla (dois elétrons 5d do mercúrio são mostrados). Como não há rearranjo de carbocátion, crê-se que há formação de um íon cíclico. Na segunda etapa a água ataca o carbono

mais substituído do íon mercuriônio.

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Oximercuração-redução e alcoximercuração-redução

Oximercuração-redução e alcoximercuração-redução O boroidreto de sódio (NaBH 4 ) converte a ligação
Oximercuração-redução e alcoximercuração-redução O boroidreto de sódio (NaBH 4 ) converte a ligação

O boroidreto de sódio (NaBH 4 ) converte a ligação C-Hg na ligação C-H.

Uma reação que aumenta o número de ligações C-H, ou diminui o número de ligações C-O, C-N ou C-X em uma substância (onde X representa um halogênio), é chamada reação de

redução.

O mecanismo de uma reação de redução não é muito compreendido, embora seja conhecido que um intermediário é um radical.

Oximercuração-redução e alcoximercuração-redução

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Oximercuração-redução e alcoximercuração-redução 33  Assim como a adição de água trabalha melhor na

Assim como a adição de água trabalha melhor na presença de acetato de

mercúrio do que na presença de um ácido forte, a adição de um álcool

ocorre melhor na presença de acetato de mercúrio (ocorre ainda melhor em

trifluoro-acetato de mercúrio, Hg(O 2 CCF 3 ) 2 ).

de mercúrio, Hg(O 2 CCF 3 ) 2 ).  Essa reação é chamada de

Essa reação é chamada de alcoximercuração-redução.

Essa reação é chamada de alcoximercuração-redução. 1-metilciclo-hexeno 1-metóxi-1-metilciclo-hexano um éter

1-metilciclo-hexeno

1-metóxi-1-metilciclo-hexano

um éter

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Adição de borano: hidroboração-oxidação

03/04/2014 Adição de borano: hidroboração-oxidação  O borano (BH 3 ), uma molécula neutra, é um

O borano (BH 3 ), uma molécula neutra, é um eletrófilo porque o boro apresenta apenas seis elétrons compartilhados em sua camada de valência.

Os alcenos se submetem a reações de adição eletrofílica com boranos que servem como eletrófilo.

Quando a reação termina, uma solução aquosa de NaOH e H 2 O 2 é adicionada ao meio de reação, resultando em uma álcool.

adicionada ao meio de reação, resultando em uma álcool. um álcool Adição de borano: hidroboração-oxidação 35

um álcool

Adição de borano: hidroboração-oxidação

35

um álcool Adição de borano: hidroboração-oxidação 35  A hidroboração-oxidação é uma adição

A hidroboração-oxidação é uma adição anti-Markovnikov.

propeno 1-propanol
propeno
1-propanol

propeno

2-propanol

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Adição de borano: hidroboração-oxidação

03/04/2014 Adição de borano: hidroboração-oxidação  O diborano (a fonte de BH 3 ) é um

O diborano (a fonte de BH 3 ) é um gás inflamável, tóxico e explosivo.

A hidroboração é feita utilizando-se uma solução de diborano em éter (THF).

tetraidrofurano

THF

solução de diborano em éter (THF). tetraidrofurano THF Adição de borano: hidroboração-oxidação 37  A

Adição de borano: hidroboração-oxidação

37

THF Adição de borano: hidroboração-oxidação 37  A hidroboração é uma reação concertada, ou seja,

A hidroboração é uma reação concertada, ou seja, se passa apenas em uma etapa.

reação concertada, ou seja, se passa apenas em uma etapa. alquilborano  A hidroboração é uma

alquilborano

 A hidroboração é uma reação pericíclica.  Uma reação pericíclica é uma reação que
 A hidroboração é uma reação pericíclica.
 Uma reação pericíclica é uma reação que ocorre como resultado de uma
rearranjo cíclico de elétrons.

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Adição de borano: hidroboração-oxidação

03/04/2014 Adição de borano: hidroboração-oxidação alquilborano adição de BH 3 adição de HBr estado de

alquilborano

Adição de borano: hidroboração-oxidação alquilborano adição de BH 3 adição de HBr estado de transição mais
adição de BH 3 adição de HBr
adição de BH 3
adição de HBr

estado de transição

mais estável

estado de transição menos estável

estado de transição mais estável

estado de transição menos estável

A ligação C-B é formada em maior grau que a ligação C-H. Consequentemente, o carbono sp 2 que não está ligado ao boro tem carga parcial positiva.

Adição de borano: hidroboração-oxidação

39

positiva. Adição de borano: hidroboração-oxidação 39  O alquilborano formado na primeira etapa de reação

O alquilborano formado na primeira etapa de reação reage com outra

molécula de alceno para formar um dialquilborano, o qual reage ainda com

outra molécula de alceno para formar um trialquilborano.

alquilborano dialquilborano dialquilborano trialquilborano
alquilborano
dialquilborano
dialquilborano
trialquilborano

Em cada uma das reações acima, o boro se adiciona ao carbono sp 2 ligado ao maior número de hidrogênios e o íon hidreto nucleofílico se adiciona ao outro carbono sp 2 .

40

03/04/2014

Adição de borano: hidroboração-oxidação

03/04/2014 Adição de borano: hidroboração-oxidação  Quando a hidroboração termina, soluções aquosas de NaOH

Quando a hidroboração termina, soluções aquosas de NaOH e H 2 O 2 são adicionadas ao meio de reação.

NaOH e H 2 O 2 são adicionadas ao meio de reação.  O final da

O final da reação resulta na troca do boro pelo grupamento OH.

Com a troca do boro pelo grupamento OH tem-se uma reação de

a troca do boro pelo grupamento OH tem-se uma reação de oxidação, a reação total é

oxidação, a reação total é chamada de hidroboração-oxidação.

a reação total é chamada de hidroboração-oxidação. 41 Adição de borano: hidroboração-oxidação  O íon

41

Adição de borano: hidroboração-oxidação

41 Adição de borano: hidroboração-oxidação  O íon hidroperóxido (uma base de Lewis) reage com R

O íon hidroperóxido (uma base de Lewis) reage com R 3 B (um ácido de Lewis).

Um deslocamento 1,2 de alquila desloca um íon hidróxido e estas etapas são repetidas duas vezes.

repetir as duas etapas anteriores duas vezes

repetir as três etapas anteriores duas vezes 42
repetir as três
etapas anteriores
duas vezes
42

03/04/2014

Adição de borano: hidroboração-oxidação

Em resumo:
Em resumo:
Adição de borano: hidroboração-oxidação Em resumo:  1 mol de BH 3 reage com 3 mols

1 mol de BH 3 reage com 3 mols de alceno para formar 3 mols de álcool.

O OH termina no carbono sp 2 que estava ligado ao maior número de hidrogênio porque ele entra no lugar do boro, o qual era o eletrófilo original

na reação.

Como os carbocátions intermediários não são formados na reação de hidroboração, não ocorrem rearranjos de carbocátions.

de hidroboração, não ocorrem rearranjos de carbocátions. 3-metil-1-buteno 3-metil-1-butanol 3,3-dimetil-1-buteno
3-metil-1-buteno 3-metil-1-butanol
3-metil-1-buteno
3-metil-1-butanol

3,3-dimetil-1-buteno

3,3-dimetil-1-butanol

Adição de radicais Estabilidade relativa de radicais

43

de radicais – Estabilidade relativa de radicais 43  A adição de HBr ao 1-buteno forma

A adição de HBr ao 1-buteno forma o 2-bromobutano.

CH 2 CH 2 HBr H 3 C CH
CH 2
CH 2
HBr
H 3 C
CH

Br -

CH 2 CH 3 Br - H 3 C CH +
CH 2
CH 3
Br -
H 3 C
CH +
CH 2 CH 3 H 3 C CH Br
CH 2
CH 3
H 3 C
CH
Br

2-bromobutano

A síntese do 1-bromobutano, por adição de HBr ao 1-buteno requer um mecanismo anti-Markovnikov e pode ser realização mediante adição de peróxido ao meio de reação.

CH 2 CH 2 H 3 C CH
CH 2
CH 2
H 3 C
CH

+ HBr

ROOR

de peróxido ao meio de reação. CH 2 CH 2 H 3 C CH + HBr
CH 2 CH 2 H 3 C CH 2 Br
CH 2
CH 2
H 3 C
CH 2
Br

1-bromobutano

44

03/04/2014

Adição de radicais Estabilidade relativa de radicais

Adição de radicais – Estabilidade relativa de radicais  O peróxido reverte a ordem porque altera

O peróxido reverte a ordem porque altera o mecanismo da reação, uma vez

que leva a formação do radical bromo, que é agora o eletrófilo na reação.

do radical bromo, que é agora o eletrófilo na reação. Clivagem heterolítica da ligação Clivagem homolítica

Clivagem heterolítica da ligação

Clivagem homolítica da ligação

45

Adição de radicais Estabilidade relativa de radicais

Adição de HBr a alcenos via mecanismo radicalar
Adição de HBr a alcenos via mecanismo radicalar
luz ou
luz
ou

peróxido de alquila

radicais alcoxila

radicalar luz ou peróxido de alquila radicais alcoxila radical bromo radical alquila Seta com uma farpa

radical bromo

luz ou peróxido de alquila radicais alcoxila radical bromo radical alquila Seta com uma farpa significa
radical alquila
radical alquila

Seta com uma

farpa significa o movimento de um único elétron.

46

03/04/2014

Adição de radicais Estabilidade relativa de radicais

Adição de radicais – Estabilidade relativa de radicais  Radicais não se rearranjam tão facilmente quanto

Radicais não se rearranjam tão facilmente quanto carbocátions.

não se rearranjam tão facilmente quanto carbocátions. o esqueleto carbônico não se rearranja peróxido  As
o esqueleto carbônico não se rearranja peróxido
o esqueleto carbônico
não se rearranja
peróxido

As estabilidade relativas dos radicais segue a mesma ordem dos carbocátions, porém, as diferenças de energia entre os radicais são bem menores do que entre os carbocátions.

mais menos estável estável
mais
menos
estável
estável

radical terciário

radical secundário

radical primário

radical metila

Adição de radicais Estabilidade relativa de radicais

47

de radicais – Estabilidade relativa de radicais 47  O mecanismo de adição radicalar pode ser

O mecanismo de adição radicalar pode ser divido em etapas:

etapas de iniciação etapas de propagação
etapas de iniciação
etapas de
propagação

48

03/04/2014

Adição de radicais Estabilidade relativa de radicais

Adição de radicais – Estabilidade relativa de radicais  O mecanismo de adição radicalar pode ser

O mecanismo de adição radicalar pode ser divido em etapas:

O mecanismo de adição radicalar pode ser divido em etapas: etapas de terminação Adição de radicais

etapas de terminação

Adição de radicais Estabilidade relativa de radicais

49

de radicais – Estabilidade relativa de radicais 49  Um peróxido não tem efeito na adição

Um peróxido não tem efeito na adição de HCl ou HI a um alceno.

Na presença de um peróxido, a adição ocorre como na ausência de peróxido.

peróxido peróxido
peróxido
peróxido

50

03/04/2014

Adição de radicais Estabilidade relativa de radicais

Adição de radicais – Estabilidade relativa de radicais  A ausência no efeito de peróxido quando

A ausência no efeito de peróxido quando do uso de HCl e HI no lugar de HBr

nas reações de adição eletrofílica em alcenos pode ser entendida com os

dados abaixo.

em alcenos pode ser entendida com os dados abaixo.  Apenas com o uso de HBr

Apenas com o uso de HBr as duas etapas são exotérmicas.

exotérmica exotérmica exotérmica
exotérmica
exotérmica
exotérmica

Hidrogenação catalítica de Alcenos

51

exotérmica Hidrogenação catalítica de Alcenos 51  O H 2 é adicionado a alcenos na presença

O H 2 é adicionado a alcenos na presença de um catalisador metálico, como

platina, paládio ou níquel.

O metal é usado em estado finamente divido e adsorvido em carvão.

O catalisador de platina é frequentemente usado na forma de PtO 2 , o qual é

conhecido como catalisador de Adams.

2-buteno butano 2-metilpropeno 2-metilpropano
2-buteno
butano
2-metilpropeno
2-metilpropano

ciclo-hexeno

ciclo-hexano

Roger Adams (1889–1971)
Roger Adams
(1889–1971)

52

03/04/2014

Hidrogenação catalítica de Alcenos

03/04/2014 Hidrogenação catalítica de Alcenos  A hidrogenação dos alcenos é uma reação exotérmica. No

A hidrogenação dos alcenos é uma reação exotérmica. No entanto, os

valores de calores de hidrogenação são positivos, porque a expressão “calor

hidrogenação são positivos, porque a expressão “calor de hidrogenação” foi definida desta forma: é o valor

de hidrogenação” foi definida desta forma: é o valor absoluto da entalpia

correspondente à hidrogenação de 1 mol de alceno.

correspondente à hidrogenação de 1 mol de alceno. Quando dois (ou mais) alcenos diferentes fornecem o

Quando dois (ou mais) alcenos diferentes fornecem o mesmo alcano ao serem hidrogenados, a diferença entre os calores de hidrogenação é igual à diferença de energia potencial entre os alcenos.

53

Hidrogenação catalítica de Alcenos

entre os alcenos. 53 Hidrogenação catalítica de Alcenos  Em manuais (“ handbooks ”) é mais

Em manuais (“handbooks”) é mais fácil encontrar os valores de calores de

formação.

mais fácil encontrar os valores de calores de formação. A comparação dos calores de formação de

A comparação dos calores de formação de alcenos isômeros pode ser utilizada para conseguir os mesmos resultados obtidos com os calores de hidrogenação.

54

03/04/2014

Catálise Heterogênea

03/04/2014 Catálise Heterogênea  Na hidrogenação de alcenos são utilizados catalisadores heterogêneos. Adição

Na hidrogenação de alcenos são utilizados catalisadores heterogêneos.

de alcenos são utilizados catalisadores heterogêneos. Adição sinestéria (sin) 55 Catálise Heterogênea
Adição sinestéria (sin)
Adição
sinestéria (sin)
catalisadores heterogêneos. Adição sinestéria (sin) 55 Catálise Heterogênea Catálise Heterogênea Geral:

55

Catálise Heterogênea

Adição sinestéria (sin) 55 Catálise Heterogênea Catálise Heterogênea Geral: Classificação Classe
Catálise Heterogênea Geral: Classificação
Catálise Heterogênea Geral: Classificação
Classe Funções Exemplos Metais Hidrogenação, desidrogenação, hidrogenólise (oxidação) Fe, Ni, Pd, Pt, Ag,
Classe
Funções
Exemplos
Metais
Hidrogenação, desidrogenação,
hidrogenólise (oxidação)
Fe, Ni, Pd, Pt, Ag, Cu
Óxidos semicondutores e
sulfuretos
Oxidação, desidrogenação,
desulfuração
NiO, ZnO, MnO 2 , Cr 2 O 3 ,
Bi 2 O 3 -MoO 3 , WS 2
Óxidos estequiométricos
Desidratação
Al 2 O 3 , SiO 2 , MgO
Ácidos
Polimerização, isomerização,
cracking, alquilação
Zeólitos

56

FIQUEIREDO, J. L.; RIBEIRO, F. R. Catálise Heterogênea. Fundação Calouste Gunbenkian , Lisboa, 1989.

03/04/2014

Catálise Heterogênea

Estágios do Ciclo Catalítico
Estágios do Ciclo Catalítico
Catálise Heterogênea Estágios do Ciclo Catalítico  Difusão do substrato sobre a superfície; 
 Difusão do substrato sobre a superfície;  Adsorção física através de interações fracas do
 Difusão do substrato sobre a superfície;
 Adsorção física através de interações fracas do tipo van der
Waals;
 Adsorção química (quimiosorção) mediante a formação de
ligações química entre o substrato e a superfície catalítica;
 Migração do substrato para o sítio catalítico ativo;
 Reação;
 Desorção dos produtos da superfície catalítica;
 Difusão dos produtos sobre a superfície do catalisador.

Catálise heterogênea

Estágio 4:EstágioDifusão5:sobreReaçaãosuperfície EstágioEstágioEstágio2:3:AdsorçQuimiosorç1:
Estágio 4:EstágioDifusão5:sobreReaçaãosuperfície
EstágioEstágioEstágio2:3:AdsorçQuimiosorç1: Difusãoãfísicao ão
EstágioEstágio6:7:DesorçDifusãoão

57

Difusãoãfísicao ão EstágioEstágio6:7:DesorçDifusãoão 57 A B C C A C B C M Superfície 29
A B C C A C B C M Superfície
A
B
C
C
A
C
B
C
M
Superfície

03/04/2014

 

Catálise heterogênea

 
  Catálise heterogênea  
 
 
 
 

Os sítios ativos são porosos

Os sítios ativos são porosos  
Os sítios ativos são porosos  
Os sítios ativos são porosos  
 
 
M
M
M
M
   

Superfície

 
 

Catálise heterogênea

 
  Catálise heterogênea  
Animação mostrando uma molécula de CO, adsorvida em uma superfície de rutênio, interagindo com oxigênio
Animação mostrando uma molécula de CO, adsorvida em uma
superfície de rutênio, interagindo com oxigênio vizinho e
desorvendo uma molécula de CO 2

Legenda: o carbono é representado na cor verde, o oxigênio em vermelho e o catalisador na cor cinza.

na cor verde, o oxigênio em vermelho e o catalisador na cor cinza. Fonte: http://www.physics.usyd.edu.au/cmt/co2.html 30

Fonte: http://www.physics.usyd.edu.au/cmt/co2.html

03/04/2014

Estabilidade Relativa de Alcenos

03/04/2014 Estabilidade Relativa de Alcenos  Os alcenos mais substituídos são mais estáveis (no sentido de

Os alcenos mais substituídos são mais estáveis (no sentido de que têm menor conteúdo de energia potencial).

Há alguns argumentos para explicar a estabilidade relativa dos alcenos, vamos considerar dois baseados em:

1. Congestionamento estérico e; 2. Hiperconjugação.
1. Congestionamento estérico e;
2. Hiperconjugação.

61

Estabilidade Relativa de Alcenos

2. Hiperconjugação. 61 Estabilidade Relativa de Alcenos 1. Congestionamento Estérico O composto II tem ângulos
1. Congestionamento Estérico
1.
Congestionamento Estérico
Relativa de Alcenos 1. Congestionamento Estérico O composto II tem ângulos maiores do que o composto

O composto II tem

ângulos maiores do que

o composto I e,

portanto, deve ser mais estável por apresentar menor repulsão entre grupos volumosos.

62

03/04/2014

Estabilidade Relativa de Alcenos

1. Congestionamento Estérico
1.
Congestionamento Estérico
Relativa de Alcenos 1. Congestionamento Estérico Há tensão estérica (repulsão de van der Waals) Não há

Há tensão estérica (repulsão de van der Waals)

Não há tensão estérica (repulsão de van der Waals)

Não há tensão estérica (repulsão de van der Waals) cis -2-buteno trans -2-buteno Estabilidade Relativa de
cis -2-buteno
cis -2-buteno
trans -2-buteno
trans -2-buteno

Estabilidade Relativa de Alcenos

2. Hiperconjugação
2.
Hiperconjugação

63

Estabilidade Relativa de Alcenos 2. Hiperconjugação 63  A hiperconjugação é um fenômeno que resulta da

A hiperconjugação é um fenômeno que resulta da interação de um orbital

σ com um orbital p vazio ou parcialmente preenchido.

Em um alceno não há orbitais p vazios nem parcialmente preenchidos,

porém, podemos contornar essa objeção para justificar uma possível

contornar essa objeção para justificar uma possível hiperconjugação em alcenos considerando a separação de

hiperconjugação em alcenos considerando a separação de cargas.

Olefinas mais substituídas apresentam maiores possibilidades de hiperconjugação

(porque têm mais ligações C H ou C C em posição apropriada), portanto são mais

estáveis.

03/04/2014

Epoxidação de Alcenos

03/04/2014 Epoxidação de Alcenos  A epoxidação é a formação de um epóxido por oxidação de

A epoxidação é a formação de um epóxido por oxidação de um alceno. O meio mais simples de conseguir essa transformação é por tratamento da

olefina com um peroxiácido, geralmente em solução em diclorometano ou

clorofórmio.

geralmente em solução em diclorometano ou clorofórmio.  Estes peroxiácidos são espécies eletrofílicas. A
geralmente em solução em diclorometano ou clorofórmio.  Estes peroxiácidos são espécies eletrofílicas. A

Estes peroxiácidos são espécies eletrofílicas. A velocidade de reação é maior para alcenos mais substituídos. Alcenos terminais reagem lentamente.

65
65

A epoxidação de alcenos por peroxiácidos é uma reação estereoespecífica,

por peroxiácidos é uma reação estereoespecífica, ocorrendo adição cis à dupla ligação. Formação de

ocorrendo adição cis à dupla ligação.

Formação de Glicóis

adição cis à dupla ligação. Formação de Glicóis  O reagente mais eficaz para fazer a

O reagente mais eficaz para fazer a hidroxilação de alcenos formando glicóis é o tetraóxido de ósmio, OsO 4 , apresentando elevados rendimentos e produtos puros. Os dois oxigênios ligam-se simultaneamente aos carbonos, dando origem a glicóis cis (reação estereoespecífica).

dando origem a glicóis cis (reação estereoespecífica). O éster cíclico A que se forma nesta reação
dando origem a glicóis cis (reação estereoespecífica). O éster cíclico A que se forma nesta reação

O éster cíclico A que se forma nesta reação é um intermediário e pode ser isolado, mas ele é usualmente decomposto em solução por sulfito de sódio ou outros

reagentes.

O OsO 4 é extremamente caro e tóxico. É possível realizar a reação com pequenas quantidades de OsO 4 , que age como catalisador, adicionando oxidantes apropriados

para reoxidar o ósmio, como H 2 O 2 , por exemplo.

03/04/2014

Formação de Glicóis

O

meio

mais

simples

e

barato

de

resolver

esse

problema

permanganato de potássio em meio alcalino.

esse problema permanganato de potássio em meio alcalino. é usar Como o permanganato é um oxidante

é

usar

problema permanganato de potássio em meio alcalino. é usar Como o permanganato é um oxidante muito

Como o permanganato é um oxidante muito forte, a reação deve ser realizada a frio e diluído em água. A base é importante na hidrólise do intermediário, sem o uso de base, a reação poderia seguir outros caminhos resultando em produtos mais oxidados, como compostos carbonílicos.

Formação de Glicóis

67

como compostos carbonílicos. Formação de Glicóis 67  Pode-se oxidar os alcenos utilizando-se ácido

Pode-se oxidar os alcenos utilizando-se ácido peroxifórmico. Forma-se

inicialmente um epóxido. Como o ácido fórmico, presente no meio de reação, é um ácido relativamente forte, há abertura do anel epóxido para formar um monoformiato 1,2 e depois, por hidrólise, o diol.

formar um monoformiato 1,2 e depois, por hidrólise, o diol. Observe que o diol assim formado

Observe que o diol assim formado tem estereoquímica trans.

68

03/04/2014

Ozonólise de Alcenos

03/04/2014 Ozonólise de Alcenos  A ozonização consiste na reação de um alceno com ozônio, O

A ozonização consiste na reação de um alceno com ozônio, O 3 . Forma-se inicialmente um produto de adição chamado de molozonídeo, que

um produto de adição chamado de molozonídeo, que rapidamente sofre um rearranjo transformando-se no

rapidamente sofre um rearranjo transformando-se no ozonídeo.

sofre um rearranjo transformando-se no ozonídeo. Os ozonídeos são relativamente estáveis: podem ser
Os ozonídeos são relativamente estáveis: podem ser isolados e analisados de diversas maneiras; são, porém,

Os ozonídeos são relativamente estáveis: podem ser isolados e analisados de diversas maneiras; são, porém, compostos perigosos.

são relativamente estáveis: podem ser isolados e analisados de diversas maneiras; são, porém, compostos perigosos.

Os ozonídeos são geralmente reduzidos (ou oxidados) logo em seguida à sua

formação. Como esse processo provoca a quebra da molécula em dois fragmentos, o

processo provoca a quebra da molécula em dois fragmentos, o processo como um todo é chamado

processo como um todo é chamado de ozonólise.

A redução de um ozonídeo dá origem a dois compostos carbonílicos (aldeído ou

cetona).

Ozonólise de Alcenos

carbonílicos (aldeído ou cetona). Ozonólise de Alcenos  A ozonização consiste na reação de um alceno

A ozonização consiste na reação de um alceno com ozônio, O 3 . Forma-se inicialmente um produto de adição chamado de molozonídeo, que rapidamente sofre um rearranjo transformando-se no ozonídeo.

sofre um rearranjo transformando-se no ozonídeo. Os ozonídeos são relativamente estáveis: podem ser
sofre um rearranjo transformando-se no ozonídeo. Os ozonídeos são relativamente estáveis: podem ser
Os ozonídeos são relativamente estáveis: podem ser isolados e analisados de diversas maneiras; são, porém,

Os ozonídeos são relativamente estáveis: podem ser isolados e analisados de diversas maneiras; são, porém, compostos perigosos.

são relativamente estáveis: podem ser isolados e analisados de diversas maneiras; são, porém, compostos perigosos.

Os ozonídeos são geralmente reduzidos (ou oxidados) logo em seguida à sua

Esta reação ainda é usada hoje, especialmente, para fins preparativos. No

formação. Como esse processo provoca a quebra da molécula em dois fragmentos, o

passado, porém, ela teve enorme importância analítica, para determinação da

processo como um todo é chamado de ozonólise.

da processo como um todo é chamado de ozonólise. posição da dupla ligação em alcenos. A

posição da dupla ligação em alcenos.

A redução de um ozonídeo dá origem a dois compostos carbonílicos (aldeído ou

cetona).

03/04/2014

Análise de Alcenos

03/04/2014 Análise de Alcenos 1. Descoramento da solução de Br 2 em CCl 4 2. Descoramento

1. Descoramento da solução de Br 2 em CCl 4

2. Descoramento da solução de KMnO 4 a frio

3. Solubilidade em H 2 SO 4

Não podemos distinguir um alceno de um alcino utilizando os testes acima.

Como esses testes podem dar resultado positivo para outros compostos, é preciso efetuar todos os três testes para ter uma certeza razoável de que o composto é um alceno.

Análise de Alcenos

71

de que o composto é um alceno. Análise de Alcenos 71 1. A solução de bromo
1. A solução de bromo em CCl 4 é vermelha (a cor do bromo) e
1.
A solução de bromo em CCl 4 é vermelha (a cor do bromo) e reage
rapidamente com alcenos, tornando-se incolor.
e reage rapidamente com alcenos, tornando-se incolor. Um composto carbonílico (aldeído ou cetona) também

Um composto carbonílico (aldeído ou cetona) também descora a solução de bromo, mas através de uma reação de substituição que forma também HBr; o HBr é um gás praticamente insolúvel em CCl 4 , e sairá da solução. Você poderá talvez observar a formação de bolhas, mas um teste bem eficiente para HBr é exalar o ar de seus pulmões

no interior do tubo de ensaio: o ar úmido provocará, com HBr, a formação de uma névoa branca bem visível. Se o composto testado for um alceno, obviamente, não haverá

névoa.

03/04/2014

Análise de Alcenos

03/04/2014 Análise de Alcenos 1. A solução de bromo em CCl 4 é vermelha (a cor
1. A solução de bromo em CCl 4 é vermelha (a cor do bromo) e
1. A solução de bromo em CCl 4 é vermelha (a cor do bromo) e reage
rapidamente com alcenos, tornando-se incolor.
e reage rapidamente com alcenos, tornando-se incolor. H O O + OH + H H -
H O O + OH + H H - H + H OH O +
H
O O +
OH
+
H
H - H +
H
OH
O +
O
Br
Br
Br
-
- Br
- H +

Br

Análise de Alcenos

73

O + O Br Br Br - - Br - H + Br Análise de Alcenos
2. Outra reação muito rápida é o descoramento da solução de KMnO 4 a frio.
2.
Outra reação muito rápida é o descoramento da solução de KMnO 4 a frio.

Está reação também é positiva para aldeídos, que são oxidados a ácidos carboxílicos. A

oxidação de alcenos com permanganato a frio já foi apresentada em slides anteriores.

2. Solubilidade em ácido sulfúrico.
2.
Solubilidade em ácido sulfúrico.

A solubilidade em ácido sulfúrico concentrado é também um teste valioso; mas outros compostos orgânicos que contêm oxigênio (álcoois, aldeídos, etc.) são também solúveis em H 2 SO 4 concentrado.

74

03/04/2014

Palavras-Chave e Conceitos

03/04/2014 Palavras-Chave e Conceitos  Reações de adição  Formação de glicóis  Regiosseletividade 
 Reações de adição  Formação de glicóis  Regiosseletividade  Ozonólise de alcenos 
 Reações de adição
 Formação de glicóis
 Regiosseletividade
 Ozonólise de alcenos
 Regra de Markovnikov
 Análise de alcenos
 Rearranjo de carbocátions
 Hidratação
 Halogenação
 Oximercuração-redução
 Alcoximercuração-redução
 Hidroboração-oxidação
 Adição de radicais
 Hidrogenação
 Catálise heterogênea
 Estabilidade relativa de alcenos