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O Cálculo diferencial e integral teve suas ideias iniciais a mais de 2500 anos, passando por Archimedes, Fermat, Barrow, até chegar a Newton e Leibniz com a formulação do Teorema Fundamental co Cálculo, que descreve a derivada e a integral como processos inversos.

Essa poderosa ferramenta matemática nos possibilita calcular áreas em um gráfico, volumes em sólidos de revolução, distância de arcos, variações de taxas de temperatura, crescimento populacional, decaimento radioativo, velocidade instantânea, dentre outros.

Como ponto inicial, vamos tomar a ideia de limite.

Limite entende-se por um valor tão próximo o quanto quisermos de outro valor. Ilustrando a ideia, é como ao estacionarmos o carro, chegarmos o mais próximo possível de outro carro, mas sem tocar os para-choques.

Como exemplo, a função abaixo tem um espaço em seu caminho. Esse espaço é o ponto (6,1) e isso quer dizer que a função não passa nesse ponto (não é contínua nesse ponto),

pois quando temos , o que é um erro. ( )( ) ( ) ( )
pois quando
temos
, o que é um erro.
(
)(
)
(
)
(
)

Mas com a ideia de limite poderemos escolher um valor infinitamente próximo de 6 e teremos como resultado um valor infinitamente próximo de 1. Isso quer dizer que o limite

dessa função com

tendendo a 6 é 1.

A notação matemática para limite é

(

) com

tendendo a

é

.

(

)

e é descrita como o limite de

em

Se

( ) é definida num intervalo aberto contendo

, então

(

) é dita ser contínua

se, e somente se

(

)

(

). Podemos dizer, a grosso modo, que uma função é

contínua quando podemos traçar seu gráfico sem tirar a caneta do papel.

Chamando o intervalo

de

temos que

(

)

(

) , onde

(

)

(

) é a derivada.

e de

(

)

(

) temos

A derivada nos permite encontrar o coeficiente angular de uma reta que se inclina tocando em dois pontos (muito próximos um do outro) e tangenciando a função.

Como exemplo, podemos citar a função

:

( ) ( ) é a derivada da função . Na função quando , Na derivada
(
)
(
)
é a derivada da função
.
Na função quando
,
Na derivada da função quando
,

2 é o coeficiente angular quando

e substituindo na equação da reta temos

(

)

ou

Isso quer dizer que a reta

tangencia a função

no ponto (

)

Por mais que a derivada da função se apresente como uma curva, podemos aproximar o gráfico nesses pontos e a curva parecerá uma reta.

( ) são notações de derivada. E há também as derivadas de ordem superior, cujo símbolo determina quantas derivações devemos fazer de

(

)

(

)

(

)

uma única função, p.e.:

(

)

para derivada segunda, terceira, quarta, e enésima,

com

determinando quantas vezes a função é derivada.

A derivada segue algumas regras, particularidades aplicadas a cada tipo de função, que nos permite criar um algoritmo para o cálculo baseados no cálculo de limite.

Regra da constante:

(

)

Regra da constante multiplicativa:

(

)

(

)

Regra da soma e subtração:

[

(

)

(

)]

(

)

(

)

Regra do produto:

[

(

)

(

)]

(

)

(

)

Regra do quociente:

[

(

)

) ]

(

(

)

(

)

(

)

(

)

[

(

)]

Regra da potência:

(

)

Regra da cadeia:

(

(

))

(

(

))

(

)

(

)

(

)

Além dessas existem outras derivadas principais de onde tiramos vários conceitos na resolução de outras derivadas:

(

)

,

(

)

,

|

|

(

)

(

),

(

)

(

),

(

)

(

)

Essas derivadas foram alcançadas utilizando-se apenas dos conceitos de limite, substituindo termos (no caso das identidades trigonométricas) e trabalhando algebricamente para atingir um algorítimo mais simples possível para seu cálculo.

Aprendendo os processos de derivação de funções podemos avançar e chegar à

derivação implícita, onde a derivada é apresentada na forma da fração

.

Essa forma de derivação é usada para derivarmos funções que contenham mais de

uma variável, como Após isolarmos o termo

. temos a função apresentada da seguinte forma:

Para algumas funções não conseguiremos isolar as variáveis, ao invés disso, devemos utilizar o processo de derivação implícita.

Esse processo consiste em derivarmos toda a função em apenas uma variável e para os

termos que não são da variável escolhida, multiplicamos por

ou

. Isolando depois os

termos teremos a nossa derivada descrita na forma

ou

.

Exemplo: derive implicitamente

(

)

A Integral A integral surge com a tentativa de encontrar a área dentro de curvas. É