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APOSTILA:

MANEJO DE BOVINOS LEITEIROS

Autores: Dr a . Prof a . Maximiliane Alavarse Zambom Dr a . Prof a . Patrícia Barcellos Costa

  • 1. ESCRITURAÇÃO ZOOTÉCNICA

A escrituração zootécnica consiste nas anotações de controle do rebanho, com fichas individuais por animal. Nestas anotações são registradas as datas, a condição e a extensão de importantes ocorrências como nascimento; coberturas; partos; enfermidades; morte; descarte etc. além dos registros de desempenho produtivo como pesagens e condição corporal. Sua importância encontra-se no fato de manter-se sob controle tudo o que ocorre na propriedade, e assim tomar decisões mais acertadas, corrigindo erros que porventura venham a ocorrer. Na escrituração manual, o produtor utiliza fichas individuais para o registro do desempenho de cada animal e fichas coletivas para o controle das práticas de manejo, tais como coberturas, partos etc. Estas fichas são armazenadas em arquivos físicos na propriedade. Na escrituração informatizada, as fichas estão contidas em programas específicos de computador. Os benefícios da escrituração informatizada são grandes, pois afora permitir maior controle, detalhe e integração da informação, favorece a disponibilização fácil e rápida para o usuário. Entretanto, na sua impossibilidade, a escrituração manual pode muito bem atender aos objetivos propostos, desde que tomada de forma prática e eficiente.

APOSTILA: MANEJO DE BOVINOS LEITEIROS Autores: Dr . Prof . Maximiliane Alavarse Zambom Dr . Prof
APOSTILA: MANEJO DE BOVINOS LEITEIROS Autores: Dr . Prof . Maximiliane Alavarse Zambom Dr . Prof
  • 2. ESCORE DE CONDIÇÃO CORPORAL

A avaliação do escore da condição corporal (ECC) embora seja um método subjetivo, é de fácil e rápida aplicação, além de barato, e um excelente auxiliar no manejo nutricional e reprodutivo dos rebanhos. Na vaca de leite, a condição corporal é um indicador da quantidade de reservas de energia armazenada, que poderá ser mobilizada para processos fisiológicos de maior demanda, como por exemplo, a lactação. Os técnicos e produtores devem avaliar periodicamente a condição corporal de suas vacas e novilhas, para que possam fazer os ajustes necessários na alimentação e nas práticas de manejo. Vacas com menor condicionamento têm tendência a uma produção reduzida e menor vida útil.

1,0 2,0 3,0 4,0 5,0
1,0
2,0
3,0
4,0
5,0

3.

MANEJO DO REBANHO

  • 3.1. MANEJO DE BEZERRAS E NOVILHAS O cuidado com as bezerras começa antes do nascimento dos animais.

3.1.1. CUIDADOS COM A VACA E CRIA NO PERIPARTO Vaca tem que ser observada constantemente 7-10
3.1.1.
CUIDADOS COM A VACA E CRIA NO PERIPARTO
Vaca tem que ser observada constantemente 7-10 dias antes do parto
previsto.
Fácil acesso a água e alimento, ambos de alta qualidade.
Os piquetes têm que ser limpos, secos, com sombra e sem lama e
esterco.
A baia destinada à parição deve ser limpa, arejada, desinfetada com
cal, com cama (evitar maravalha e pó-de-serra) e área de 15-20
m
2 /animal.
3.1.2.
CUIDADOS APÓS O PARTO

Desobstrução e limpeza das narinas e boca.

Estimular respiração - esfregar tórax do bezerro com pano seco e

limpo. Verificar se não há defeitos e injúrias.

Não sacudir o animal pelas pernas e nem dar socos para estimular

respiração. Desinfetar o umbigo com solução de iodo a 7% e cortar cordão a ± 5

cm. Repetir a cada 12 horas por 2-3 dias. Identificação do animal.

Pesagem do animal

Eliminar tetas extra-numerárias.

3. MANEJO DO REBANHO 3.1. MANEJO DE BEZERRAS E NOVILHAS O cuidado com as bezerras começa
3. MANEJO DO REBANHO 3.1. MANEJO DE BEZERRAS E NOVILHAS O cuidado com as bezerras começa
3. MANEJO DO REBANHO 3.1. MANEJO DE BEZERRAS E NOVILHAS O cuidado com as bezerras começa

DESINFECÇÃO DO UMBIGO

IDENTIFICAÇÃO

PESAGEM

3. MANEJO DO REBANHO 3.1. MANEJO DE BEZERRAS E NOVILHAS O cuidado com as bezerras começa

CORTE DE TETAS

  • 3.1.3. FORNECIMENTO DE COLOSTRO

Colostro é a primeira secreção produzida pela glândula mamária após o parto. O consumo o mais cedo possível após o nascimento de

quantidade adequada de colostro de alta qualidade é necessário para garantir saúde e sobrevivência do bezerro.

- Como deve ser o manejo de fornecimento de colostro? É importante que se siga as seguintes recomendações:

Limpe o úbere e ordenhe a mãe dentro de 30 minutos após o parto. Force a ingestão de 2 a 3 L até 12 horas após o nascimento. Não corte ou alargue o bico da mamadeira. Armazene colostro refrigerado por 1 semana e congelado por 1 ano. Descongele em banho-maria a 45-50 o C ou forno de micro- ondas em potência média.

  • 3.1.4. FASE DE ALEITAMENTO

Objetivo: suprir nutrientes com dieta líquida restrita para estimular consumo de alimento sólido rapidamente para tornar o bezerro um ruminante o mais cedo possível.

Alimentos líquidos utilizados na fase de aleitamento:

Leite

Colostro ou leite de transição

Leite de descarte

Sucedâneo

- Como deve ser o manejo de fornecimento do alimento líquido? É importante que se siga as seguintes recomendações:

Quantidade: 8-10% do peso

Freqüência de fornecimento: 1, 2 ou 3x ao dia.

  • 3.1.5. SISTEMA DE ALEITAMENTO

•

Natural “tradicional” Natural controlado

Artificial

3.1.3. FORNECIMENTO DE COLOSTRO Colostro é a primeira secreção produzida pela glândula mamária após o parto.

TABELA 1.

Critérios para adotar sistema de aleitamento, segundo CAMPOS e LIZIEIRE

(1998)

NATURAL

ARTIFICIAL

a) Quando as vacas não descem o leite sem a presença dos bezerros

a) Quando as vacas descem o leite sem a presença dos bezerros

b) Produção média diária inferior a 8 kg/dia b) Produção média diária igual ou superior a 8 kg/dia

c) Tratador sem esclarecimento, sem noção importância de higiene

c) Tratador reconheça a importância da higiene

  • 3.1.6. FASE DE DESALEITAMENTO OU DESMAME

Critérios

utilizados:

idade,

peso

e/ou

consumo

de

concentrado

Forma: Abrupta

Preço e qualidade do leite e do concentrado

 

Leite: 12% de MS e 16% de NDT na matéria natural

Concentrado: 89% natural

de

MS

e

70%

de NDT

na

matéria

  • 3.1.7. VANTAGENS DO DESMAME PRECOCE

Menor quantidade de leite consumido

Consumo precoce de alimentos sólidos

Maior desenvolvimento do rúmen

Menor custo da alimentação

Menor incidência de diarréias

Menor utilização de mão de obra

  • 3.1.8. DESVANTAGENS DO DESMAME PRECOCE

A menor quantidade de leite oferecida aos bezerros acarreta maiores cuidados sanitários.

Alta taxa de mortalidade

  • 3.1.9. CONCENTRADO PARA BEZERROS

Para viabilizar um programa de desmame precoce, é

necessário que os bezerros comecem a ingerir concentrado o mais cedo possível Quantidades restritas de leite

Leite uma vez ao dia

Concentrado a disposição a partir da segunda semana

Incentivo ao consumo

3.1.10. CARACTERÍSTICAS PARA BEZERROS

DE UM

BOM

CONCENTRADO

Alimento palatável

Textura grosseira

Variedade de ingredientes

Baixo nível de fibra

Níveis adequados de nutrientes

  • 3.1.11. INSTALAÇÕES DO NASCIMENTO A DESMAMA

Local: ideal casinhas móveis

3.1.11. INSTALAÇÕES DO NASCIMENTO A DESMAMA • Local: ideal casinhas móveis 3.1.12. INSTALAÇÕES DA DESMAMA ATÉ
  • 3.1.12. INSTALAÇÕES DA DESMAMA ATÉ A PARIÇÃO

Local: baias coletivas (piso ripado ou serragem) ou pastos (cochos móveis, sombra e bebedouros)

3.1.11. INSTALAÇÕES DO NASCIMENTO A DESMAMA • Local: ideal casinhas móveis 3.1.12. INSTALAÇÕES DA DESMAMA ATÉ
  • 3.1.13. ALIMENTAÇÃO DA DESMAMA ATÉ A PARIÇÃO

Alimentação: 2kg de ração/dia, pasto, silo ou feno, água.

  • 3.1.14. CONTROLE DO CRESCIMENTO

Animais de raças européias precisam ganhar em torno de

  • 20 Kg por mês para atingirem o peso de cobertura de 350 Kg aos

  • 15 meses, para isso é necessário o fornecimento de volumosos de

alta qualidade e o acompanhamento do crescimento é feito através de pesagem mensal com a fita de pesagem. Dentre as causas de fracasso pode-se citar: vermes, carrapatos e fornecimento de volumosos de baixa qualidade como capineiras velhas, feno de capim velho e silagem cortada em época errada.

3.1.11. INSTALAÇÕES DO NASCIMENTO A DESMAMA • Local: ideal casinhas móveis 3.1.12. INSTALAÇÕES DA DESMAMA ATÉ
  • 3.2. MANEJO ALIMENTAÇÃO DE VACAS SECAS

As vacas secas, assim como as novilhas representam categorias sem

produção.

Vantagens do período seco (da vaca)

  • - Produção de leite

  • - Desenvolvimento do feto

  • - Colostro de boa qualidade

  • - Aumento da fertilidade dos animais

  • - Aumento da longevidade no rebanho

  • - Prevenção de doenças

- Qual a relação existente entre o período seco e a reprodução e o período seco e a vida útil produtiva? No período seco a vaca tem condições de ganhar peso para que no parto ela não venha a perder peso em excesso de forma a prejudicar o seu retorno ao cio (adiar o

período de cobertura devido ao escore estar abaixo do necessário para restabelecer a atividade reprodutiva).

3.2.1.

FASE INICIAL DO MANEJO DE VACAS SECAS - até 2 a a

3 a semanas antes do parto Atender as exigências nutricionais

Consumo de matéria seca normal, desde que seja dada a alimentação que ela precisa. A vaca pode ir para o piquete, não precisa ficar estabulada.

Escore corporal, em escala de 1-5, próximo a 3.

3.2.2.

FASE FINAL DO MANEJO DE VACAS SECAS 2 a a 3 a

semanas antes do parto

Ocorrem alterações metabólicas e hormonais

Tem que se atender as exigências nutricionais

Há redução no consumo de alimentos

Oferecer conforto e alimentação adequados aos animais

Conseqüência - devido às alterações metabólicas e hormonais, o consumo cai em 35% em relação à fase inicial. Assim, cuidado especial deve ser dado a essas vacas, senão elas já entrarão no parto com balanço energético negativo.

3.2.3.

PERÍODO DE TRANSIÇÃO - 2 a 3 semanas antes e depois

do parto.

Deve ser fornecido concentrado a essas vacas com a finalidade de:

Evitar a mudança abrupta de uma dieta rica em volumosos para

uma rica em concentrado. Adaptação da microflora ruminal.

Estímulo ao desenvolvimento da microflora ruminal.

Manter a sanidade animal.

3.2.4.

ESTRATÉGIAS DE ALIMENTAÇÃO

Não deixar faltar alimento

Alimento sempre fresco no cocho

Cochos sempre limpos

Evitar competição (0,80 a 1,0 m/ animal)

Bebedouro próximo e de vazão de água adequada

Sombra e sol

Avaliar o conforto dos animais

Em dias quentes fornecer alimentos nas horas frescas do dia

Casqueamento (2 vezes/ano)

Forrageiras da melhor qualidade possível

Evitar mudanças de ingredientes, ambiente, etc.

Se possível fornecer ração completa com os mesmos ingredientes do pós-parto

3.3.

ALIMENTAÇÃO E MANEJO DE VACAS LEITEIRAS

  • 3.3.1. ANIMAIS EM SISTEMA DE CRIAÇÃO EXTENSIVO OU SEMI-INTENSIVO

3.3. ALIMENTAÇÃO E MANEJO DE VACAS LEITEIRAS 3.3.1. ANIMAIS EM SISTEMA DE CRIAÇÃO EXTENSIVO OU SEMI-INTENSIVO

Se

possível

deve

ser

utilizado

o

sistema de rotação de pastagens. Neste sistema quando utilizado cerca elétrica tem que se ter conhecimento e acompanhamento diário. É necessário uma linha de força para

conduzir a cerca e uma linha de água para levá-la a todos os pastos.

O

número

de

pastos

é

dado

pela

seguinte fórmula: PD (período de descanso)/PO (período de ocupação) + 1

  • 3.3.2. CONFINADO

3.3. ALIMENTAÇÃO E MANEJO DE VACAS LEITEIRAS 3.3.1. ANIMAIS EM SISTEMA DE CRIAÇÃO EXTENSIVO OU SEMI-INTENSIVO

Os alimentos volumosos são fornecidos à vontade. Ideal é fornecimento do volumoso junto com o concentrado. Recomenda-se a análise do volumoso e cálculo da ração de cada animal ou de lotes homogêneos por produção. Como regra simplificada utiliza-se a seguinte medida: 1kg de concentrado,com mínimo de 20 % PB e 70 % NDT/ 3kg de leite até o 3 o mês e 1kg/4kg de leite a partir do 4 o mês.

  • 3.3.3. MANEJO DA ORDENHA

Os tipos de ordenha mais utilizados são: manual e mecânica - tipo balde ao pé e/ou espinha de peixe.

Após a manipulação dos tetos deve-se aguardar 20 a 60 segundos para iniciar a ordenha. A velocidade de ordenha é de 2 a 4 kg de leite/ minuto. Animais estressados escondem o leite. A freqüência ideal é de 12 x 12 horas e animais com produção superior a 35 kg, deve-se fazer 3 ordenhas/dia. O manejo de ordenha deve ser realizado cuidadosamente, adotando-se algumas práticas, tais como:

limpeza dos tetos com água (quando necessário)

secagem dos tetos (preferencialmente com papel toalha ou toalhas

individuais desinfetadas e fervidas) teste de mastite (caneca do fundo preto e CMT)

ordenha

desinfecção dos tetos pós-ordenha.

LIMPEZA DOS TETOS COM ÁGUA E DESINFETANTE E SECAGEM COM PAPEL TOALHA TESTE DE MASTITE ATRAVÉS

LIMPEZA DOS TETOS COM ÁGUA E DESINFETANTE E SECAGEM COM PAPEL TOALHA

LIMPEZA DOS TETOS COM ÁGUA E DESINFETANTE E SECAGEM COM PAPEL TOALHA TESTE DE MASTITE ATRAVÉS

TESTE DE MASTITE ATRAVÉS DA CANECA DE FUNDO PRETO

LIMPEZA DOS TETOS COM ÁGUA E DESINFETANTE E SECAGEM COM PAPEL TOALHA TESTE DE MASTITE ATRAVÉS

TESTE DE MASTITE ATRAVÉS DE CMT

LIMPEZA DOS TETOS COM ÁGUA E DESINFETANTE E SECAGEM COM PAPEL TOALHA TESTE DE MASTITE ATRAVÉS

DESINFECÇÃO DOS TETOS PÓS-ORDENHA

  • 3.4. CONTROLE SANITÁRIO DO REBANHO

    • 3.4.1. BRUCELOSE

Brucella abortus

No animal causa aborto, no homem, febre ondulante. A contaminação ocorre com restos fetais, sêmen ou leite. O controle é feito com vacinação preventiva, obrigatória por lei, de fêmeas de 4 a 8 meses de idade. A vacinação é realizada somente por médico veterinário credenciado. A cada 6 meses deve ser feito o teste de soroaglutinação para verificar se há animais infectados. Soropositivos tem que ser abatidos.

  • 3.4.2. TUBERCULOSE

Mycobacterium bovis

Sintomas são a tosse e o emagrecimento. Animal sobrevive bastante tempo doente. É uma zoonose pois ataca o homem. Não há vacina. O controle é o exame a cada 6

meses com tuberculina caudal ou cervical (tábua do pescoço). Animais positivos tem que ser abatidos.

  • 3.4.3. RAIVA

Zoonose transmitida pelo morcego hematófogo. O controle é feito com pasta vampiricida em animais com sinal de ataque ou captura do morcego com redes. A vacinação anual é obrigatória em regiões com infestação da doença. Os sintomas são o sinal de aparente “engasgamento” do animal. Animais com morte suspeita devem ser enviados o cérebro ao instituto Adolfo Lutz para confirmação do diagnóstico ou outro local habilitado.

  • 3.4.4. FEBRE AFTOSA

Virose que ataca animais de casco fendido (bovinos, ovinos, caprinos e suínos). Os sintomas são febre, salivação e inflamação dos cascos. O controle é preventivo com vacinação a cada 6 meses.

  • 3.4.5. CARBÚNCULO OU MANQUEIRA

Clostridium chauvoli

Doença que ataca animais jovens. Portanto, em regiões de ocorrência da doença, como a nossa, os animais nascidos devem ser todos vacinados aos 3 meses, com reforço um mês após e apartir daí vacinação pelo menos uma vez ao ano até os 2 anos de idade. O sintoma é a inflamação muscular que aumenta o volume no quarto da palheta. Animal morre rápido.

  • 3.4.6. OUTRAS DOENÇAS

Gangrena deve ser tratada junto com a vacina do carbúnculo.

Leptospirose é transmitida pela urina do rato, o animal tem como sintoma o aborto e a vacina é anual.

  • 4. ESTUDO DE CASO

Exemplo de uma propriedade de produção de leite

  • 4.1. DESCRIÇÃO DA PROPRIEDADE E MANEJO UTILIZADO

A propriedade apresenta uma área total de 24,2 hectares. A área cultivada subdivide-se em: 0,5 ha de cana-de-açúcar, 3,0 ha de milho, 0,5 ha de Napier, e 13,8 ha de pastagens. Há animais da raça Holandesa e mestiços, no entanto a maior parte do plantel é constituído de Pardo Suíço de aptidão leiteira. Os bezerros são criados em bezerreiro coletivo, sendo observada alta taxa de mortalidade.

Levantamento do plantel:

Categoria:

Quantidade:

Bezerras

4

Bezerros

4

Novilhas (2 a 12 meses)

10

Novilhos (2 a 18 meses)

12

Novilhas (1 a 2 anos)

15

Touro (5 anos)

1

Vacas (prenhas/secas/vazias)

15

 

10

Vacas em Lactação TOTAL

71

Índices zootécnicos:

Descrição

 
 

Não controlado

 

Idade à primeira inseminação / monta Peso à primeira inseminação / monta

Não controlado

 

Idade ao primeiro parto

3

anos

Intervalo entre partos

12

meses

 

Não controlado

 

Período de serviço (parto à IA) Período seco

90

dias

 

7

a 8 meses

 

Período de lactação Idade ao desmame

60

a 70 dias

Reprodução

Inseminação Artificial

 

Monta Natural

X

 

Sincronização de cio

Não controlado

 

Tipo de ordenha

   

Número de ordenhas por dia

Mecânica com balde ao pé 2, sendo realizadas as 6:00 e 16:00 horas

 

Produção de leite / animal

10

litros

 

100 litros

 

Produção de leite total / dia Controle de Mastite

CMT quinzenalmente e teste da caneca do fundo preto a cada 3 dias. Não têm muitos problemas.

Alimentação do rebanho:

Alimentação para bezerros

Ração Corol, ração formulada na propriedade

Alimentação para novilhas

Pastagens, sobras

   

Alimentação das vacas seca Alimentação das vacas lactantes

Pastagens, sobras Pastagens, Cana-de-áçucar, Napier, ração elaborada na propriedade, resíduo de soja.

Concentrado formulado na propriedade:

Alimento

Kg

 

773,25

Farelo de algodão Milho

208,40

Bicarbonato de sódio

18,35

TOTAL

1.000,00

  • 4.2. DECISÕES A SEREM TOMADAS PARA INTENSIFICAÇÃO DA

PRODUÇÃO LEITEIRA NA PROPRIEDADE

Com o objetivo de intensificar a produção de leite nesta propriedade, passando de 100 litros de leite/ dia, para uma produção de aproximadamente 1.000 litros de leite/ dia. Algumas medidas deverão ser tomadas, tais como:

  • 1. Fazer análise de solo da propriedade e adubar o solo conforme a necessidade;

  • 2. Fazer divisão nos piquetes, utilizando-os adequadamente;

  • 3. Aumentar a área cultivada com milho, para silagem, conforme crescimento do rebanho; além de fazer silos de cobertura, de acordo com o aumento do consumo de silagem de milho – estabilização do rebanho;

  • 4. Com relação ao tipo de bezerreiro utilizado: é de maior custo e de menor eficácia, portanto sugere-se utilização de “casinhas” individuais, pois são de melhor eficácia (principalmente no que refere-se à sanidade dos bezerros, e a alimentação destes);

5.

Ressalta-se que o produtor não irá comprar animais para estabilização de seu rebanho, portanto é de fundamental importância a cria e recria das fêmeas, para que assim estas sejam boas produtoras de leite;

  • 6. O produtor deverá fazer um cronograma de utilização da pastagem e da alimentação; pois assim este saberá quais as épocas que necessitará de maior suplementacão, tendo assim maior poder de barganha na compra de alimentos e suplementos;

  • 7. Concomitantemente com o cronograma de alimentação o produtor fará uma tabela de custos de alimentação e provável produção de leite (com valor médio pago no mercado), obtendo assim uma tabela com custos, receitas e lucro esperado, durante todo o ano.

Manejo alimentar que deverá ser utilizado para estabilização e produção do rebanho leiteiro na propriedade Bezerros

Logo após o nascimento os bezerros (as) deverão receber o colostro (já receberão este num balde – aleitamento artificial), no entanto os bezerros machos serão descartados (vendidos / doados) logo após receberem colostro, durante aproximadamente 3 dias. As fêmeas serão aleitadas durante aproximadamente 60 dias, sendo que estas receberão em média (média dos 60 dias de aleitamento) 4 litros de leite, 1 Kg de concentrado (estes, divididos em 2 refeições), água e feno à vontade.

Novilhas

Após o desmame as novilhas irão para um piquete, Cynodon dactylon (estrela- roxa), com uma área de 5,5 ha onde serão dividas por categoria. Haverá 4 categorias,

sendo estas:

Do desmame até 8 meses; De 9 meses até 12 meses; De 13 meses até 16 meses; De 17 meses até 2 meses antes do parto; Sendo que estes animais irão receber além da pastagem: sal mineral, feno e ração para novilhas em crescimento.

As novilhas 2 meses antes do parto irão à um piquete junto com as vacas secas e vazias, com uma área de 2,8 ha (piquete de Cynodon nylinfuensis (coast-cross)). Obs.: As novilhas após confirmação de prenhez irão receber: pastagem, sal mineral, feno e ração de gestação.

Vacas vazias

As vacas vazias ficarão no piquete de Cynodon nylinfuensis (coast-cross) junto com as vacas secas e com as novilhas em final de gestação, receberão ainda sal mineral e no período da seca, silagem de milho ou outro volumoso (conforme custo).

Vacas secas

As vacas secas ficarão no piquete de Cynodon nylinfuensis (coast-cross) junto com as vacas vazias e com as novilhas em final de gestação, receberão além da pastagem, sal mineral, feno e ração de gestacão.

Obs.: Ressalta-se que para todas as categorias haverá uma suplementação no período de inverno, caso a pastagem e o feno não supram as necessidades destas, sendo que poderá ser utilizado: silagem de milho, palha de soja/ outro resíduo da agroindústria.

Vacas em lactação

As vacas em lactação receberão uma dieta contendo, 60% de volumoso (silagem de milho + resíduo da agroindústria – variando conforme custo deste - / feno) e 40 % de concentrado. Os animais serão alimentados logo após a ordenha da manhã (por volta de 8:00h) e logo após a ordenha da tarde (por volta de 18:00h), sendo que receberão a ração total (volumoso + concentrado) no cocho. Estes ficarão presos, consumindo a ração total, por aproximadamente 3 horas no período da manhã e por 3 horas no período da tarde, sendo soltos num piquete (Brizantha brizantha (brizantão)) com área de 1,5 ha, para descansarem.