Trabalho sessão 2

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O Manifesto da IFLA/Unesco : a biblioteca escolar no ensino-aprendizagem para todos1 foi publicado em 2000.

As Bibliotecas Escolares devem constituir um recurso central do processo educativo, sendo-lhes atribuido papel central em domínios tão importante como a aprendizagem da leitura, a literacia, a criação e o desenvolvimento do prazer de ler e a aquisição de hábitos de leitura, as competências de informação e o aprofundamento da cultura cívica, científica, tecnológica e artistica. Assim o Modelo de Auto – Avaliação será o principal instrumento

pedagógico para a realização de um bom desempenho técnico-pedagógico por parte do Professor Bibliotecário. Este Modelo permite uma institucionalização do trabalho realizado pela escola e pelos seus Professores Bibliotecários . A forma de organização do mesmo, por dominios, permite de forma optimizada uma esquematização do processo ensino/ aprendizagem/avaliação, dando a conhecer a todos os objectivos, o desnvolvimento e a avaliação das actividades desenvolvidas. Sempre foi objectivo da Rede de Bibliotecas Escolares e do Ministério da Educação “garantir que a biblioteca escolar se assume,no novo modelo organizacional das escolas, como estrutura inovadora, funcionando dentro e para fora da escola, capaz de acompanhar e impulsionar as mudanças nas práticas educativas, necessárias para proporcionar o acesso à informação e ao conhecimento e o seu uso, exigidos pelas sociedades actuais.” Por experiência ou conhecimento empirico sabe-se que ao longo dos anos a Biblioteca Escolar é/foi vista como o espaço ao fundo da Escola ( normalmente) onde estavam os professores de final de carreira, onde os alunos iam ver uns livros, para onde se “enviavam” os alunos que eram colocados fora da sala. Nos últimos anos estas práticas têm vindo a ser alteradas não só pelos professores colocados a tempo inteiro ( caso que já acontecia em algumas escolas antes da publicação da portaria 756/2009) como também por parte dos Conselhos Executivos de alguns Agrupamentos, no entanto havia algumas resistências e com

a publicação da Portaria 756/2009 veio preencher esse o vazio legal das competencias e deveres destes profissionais da Educação. Paralelamente e tão importante como surge o Modelo de auto avaliação que permitirá , quando for apresentado a toda a comunidade educativa, diminuir ou extinguir as resistências ainda existentes nas escolas em considerar a Biblioteca Escolar como um parceiro pedagógico inovador e como “núcleo da organização pedagógica da escola”. A organização estrutural do Modelo permite de forma clara organizar não só o trabalho do Professor Bibliotecário, da Biblioteca Escolar como também é um bom documento estrutural para definir osd objectivos individuais do Membro da equipa da BE para a tão conturbada Avaliação de Desempenho Docentes. Com este modelo toda a comunidade sabe, o que fazer, como fazer, que evidências recolher, que análise fazer, que resultado se obterá, o facto de se apresentar os resultados finais da avaliação de cada dominio dá ao Modelo credibilidade e responsabiliza toda a comunidade educativa. Embora ainda não tenha aplicado o dominio e considere os inquéritos de avaliação das actividades muito positivo, tenho algum receio que alguns colegas os considerem demasiados longos e que exista alguma resistencia ao seu preenchimento. As competências atribuidas ao Professor Bibliotecário são de alguma forma sustentadas pelo Modelo e pela sua aplicação prática. O modelo facilitará o trabalho diário do Professor sendo um optimo instrumento o trabalho diário a executar nas BE. Termino com duas expressões de Ana Benavente que poderão levar a alguma reflexão e resumem bem o papel e a importância do Professor Bibliotecário, das Bibliotecas Escolares e do Modelo de auto-avaliação na Comunidade Educativa:

“ (…) Quando chegam à escola, as crianças têm diferentes histórias de vida. Por isso, não estão no mesmo pé de igualdade. Há, sabemos, as que partem muito menos equipadas para o percurso da escolaridade.” “ (…) Não é possível produzir com qualidade se os operários, os trabalhadores e os vários responsáveis, não tiverem bons níveis de formação.”

Teresa Serrão Montoia

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