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EDAILSON DE ALCÂNTARA CORRÊA

ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS E CLÍNICO-LABORATORIAIS DA
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA NOS SUBESPAÇOS 07 E 08 NO
ESTADO DE RONDÔNIA - BRASIL.
Bra!"#a$ %007
1
EDAILSON DE ALCÂNTARA CORRÊA
ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS E CLÍNICO-LABORATORIAIS DA
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA NOS SUBESPAÇOS 07 E 08 NO
ESTADO DE RONDÔNIA - BRASIL

Dissertação apresentada como parte
dos requisitos para a obtenção do
título de Mestre em Ciências da
Saúde da Universidade Federal de
Brasília sob rientação do !ro"# Dr#
$lbino %erçosa de Ma&al'ães#
Bra!"#a$ %007
(
)
C**+$, -dailson de $lc.ntara#
$spectos -pidemiol/&icos e Clínico01aboratoriais da
1eis'maniose 2e&umentar $mericana nos Subespaços 34 e
35 no -stado de *ond6nia 7 Brasil 8 -dailson de $lc.ntara
Corrêa# Brasília 7 DF9 (334
:v, "# ;5# il#< )3 cm#
Dissertação de Mestrado em Ciências da Saúde 0
Universidade Federal de Brasília 7 UnB#
10 1eis'maniose 2e&umentar $mericana =12$>, (0
-pidemiolo&ia, )0 Clínico0laboratorial, ?0 *ond6nia#
@# 2ítulo
EDAILSON DE ALCÂNTARA CORRÊA
ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS E CLÍNICO-LABORATORIAIS DA
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA NOS SUBESPAÇOS 07 E 08 NO
ESTADO DE RONDÔNIA - BRASIL
!residente9 AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
!ro"# Dr# $lbino %erçosa de Ma&al'ães
@nstituição9 Universidade de Brasília 7 UnB#
Membro9 AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
!ro"# Dr# MBrio $u&usto !into de Moraes
@nstituição9 Fundação svaldo CruC
Membro9 AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
!ro"# Dr# CDsar $u&usto Cuba Cuba
@nstituição9 Universidade de Brasília 7 UnB#
Suplente9 AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
!ro"# Dr# *iccardo !ratesi
@nstituição9 Universidade de Brasília 7 UnB#
Brasília 0DF , AAAAAAA8AAAAAAAAA8AAAAAAAAAA
ii
Dedico aos meus pais $rmando Marino Corrêa e
Marcelina de $lc.ntara Corrêa e aos meus irmãos#
Dedico tambDm a min'a "amília, em especial a
min'a esposa e compan'eira MBrcia de FBtima
Barbosa Corrêa e as min'as "il'as *aíssa Caroline
Barbosa Corrêa e MElena Fabriela Barbosa
Corrêa#
iii
G2oda a nossa ciência, comparada com a nossa
realidade, D primitiva e in"antil 0 e, no entanto, D a
coisa mais preciosa que temosH#

G$lbert -instenH#
iv
RESUMO
C**+$, -dailson de $lc.ntara# $spectos -pidemiol/&icos e Clínico01aboratoriais da
1eis'maniose 2e&umentar $mericana nos Subespaços 34 e 35 no -stado de *ond6nia 0 Brasil#
11?p# Dissertação# UnB# (334#
$ 1eis'maniose 2e&umentar $mericana =12$> constitui uma das parasitoses com características
especí"icas em diversas re&iIes do Brasil e do mundo# Jos últimos anos, observam0se variaçIes
no aumento do número de casos desta doença em di"erentes re&iIes do país# Jo estado de
*ond6nia, a 12$ D considerada uma das doenças endêmicas# -sta pesquisa levantou e comparou
aspectos epidemiol/&icos e clínico0laboratoriais da doença em dois subespaços do -stado,
compostos pelos municípios de Colorado do este e de CereKeiras no subespaço 34< %il'ena e
C'upin&uaia no subespaço 35, no período de (331 a (33L# 1evantou e evidenciou por
amostra&em no ano de (334 o parasito por meio de anBlises 'istopatol/&icas# $ pesquisa revelou
que entre os anos de (331 a (33L "oram noti"icados nos municípios analisados 1);( casos
'umanos de 12$ re&istrados no S@J$M, com maior número no subespaço 35 =5(,1M># s dados
epidemiol/&icos revelaram que 'ouve predomínio para o se:o masculino =;1,5M>, com
prevalência entre pacientes com idade de 1N a )3 anos, bai:o &rau de escolaridade =NO a 5O sDrie
incompleta>, e de cor branca com N(,?M# maior número de casos "oi oriundo da Cona urbana
dos municípios analisados# $l&umas destas variBveis apresentaram di"erenças si&ni"icativas
quando comparadas entre os subespaços# Puanto aos aspectos clínicos e laboratoriais, 'ouve um
maior percentual de casos da 1C, se&uidos pela 1M e 1CD respectivamente# Jas avaliaçIes
laboratoriais o e:ame parasitol/&ico direto "oi o mais "reqQente, apresentando L?,LM de casos
positivos e com di"erença entre os subespaços# !ara o @D*M 'ouve uma "reqQência mDdia de
1;,1M de casos positivos# $ avaliação 'istopatol/&ica retrospectiva revelou que apenas ),NM dos
pacientes submeteram0se a este e:ame# Ja evolução dos casos, 'ouve di"erença si&ni"icativa
entre os subespaços com prevalência de alta por cura =4L,(M># Puanto R incidência, as maiores
ta:as "oram observadas no subespaço 35, oscilando entre 14,L a )?,(? classi"icadas como altas#
Jas avaliaçIes no ano de (334, em todas as "ormas positivas "oi evidenciado o parasito e
identi"icadas quatro características KB citadas na literatura# Jo mapeamento dos espaços, os dados
revelaram padrIes estabelecidos para o desenvolvimento da re&ião, indicando possíveis Breas de
risco, caracteriCadas como Cona e subCona de desenvolvimento e reservas indí&enas# Jesta
pesquisa, pode0se observar que a 12$ D um problema de saúde para re&ião por apresentar altas
ta:as de incidência, podendo di"erir entre os espaços para al&umas variBveis epidemiol/&icas e
que a estruturação de mapas podem au:iliar na identi"icação e determinação de Breas associadas a
possíveis locais de risco de in"ecção pelos parasitos#
!alavras c'ave9 1eis'maniose 2e&umentar $mericana =12$>, -pidemiolo&ia, Clínico0
laboratorial, *ond6nia#
v
ABSTRACT
C**+$, -dailson de $lc.ntara# $spects o" 1aboratorial0Clinic -pidemic o" $merican
1eis'maniose 2e&umentar in Subspaces 34 and 35 in *ond6niaSs State 0 BraCil# 11?p# Dissertation#
UnB# (334#
2'e $merican 1eis'maniose 2e&umentar =12$> is one o" t'e parasites Tit' its oTn speci"ic
c'aracteristic in di""erent re&ions in BraCil and in t'e Torld# 2'e studE observes t'e variation o"
t'e increase relative o" t'e disease on t'e latest Eears in di""erent re&ions o" t'e countrE# @n
*ond6niaUs state, t'e 12$ is one o" t'e endemic diseases# 2'is researc' raised and compared
epidemiolo&ic aspects and laboratorial0clinic o" t'e disease in tTo0sub space o" t'e state,
compound o" t'e municipalities o" Colorado do este and CereKeiras in t'e sub space 34, %il'ena
and C'upin&uaia in t'e sub space 35, in t'e period "rom (331 to (33L# @t Tas raised and
evidenced bE sample in (334 t'e parasite t'rou&' 'istopat'olo&E analECe# 2'e researc' revealed
t'at betTeen (331 and (33L, it Tas noti"ied in t'e analECed municipalities 1);( 'uman bein&
cases o" 12$ re&istered in t'e S@J$M, Tit' t'e most number in t'e sub space 35=5(,1M># 2'e
epidemiolo&ic data revealed t'e lar&e number in male =;1, 5M>, t'e prevalence occurred in
patients "rom 1N to )3 Eears old, almost Tit' no education =NO to 5O incomplete &rade> and T'ite
people Tit' N(,?M# 2'e most number o" cases came "rom urbane Cone o" t'e analECed
municipalities# Some o" t'eses variables presented si&ni"icant di""erence T'en compared betTeen
t'e sub spaces# $ccordin& to t'e laboratorial and clinic aspects, t'ere Tas a 'i&'er perceptual o"
t'e 1C cases, "olloTed bE 1M and 1CD respectivelE# @n t'e laboratorial evaluation, t'e direct
parasitolo&ical e:am Tas t'e most "requencE, presentin& L?, LM o" positive cases Tit' di""erent
betTeen t'e subspaces# 2'ere Tas an avera&e o" t'e 1;, 1M to t'e @D*M, o" positive cases# 2'e
retrospective 'istopat'olo&E evaluation reveled t'at onlE ), NM o" t'e patients a&reed Tit' t'e
e:am# @n t'e evolution o" t'e cases, t'ere Tas a si&ni"icant di""erence betTeen t'e sub spaces
Tit' prevalence on 'i&' 'eal =4L, (M># *elatin& to t'e incidences, t'e most number o" rates Tere
observed in t'e subspace 35, Tit' a variant betTeen 14, L to )?,(?, classi"ied as 'i&'# 2'e
evaluation o" (334, in all t'e positive "orms Tas evidenced t'e parasite and identi"ied "our
c'aracteristics alreadE mentioned in t'e te:t# 2'e data reveled "rom t'e mappin& establis' pattern
to t'e development o" t'e re&ion, indicatin& possible risV on certain areas, c'aracteriCed as Cone
and sub Cone o" t'e development and @ndian reserve# 2'e researc' observed t'at t'e 12$ is a
'ealt'E problem to t'e re&ion, "or t'e reason to present a 'i&' level o" incidence, and it also can
di""er amon& t'e spaces to some o" t'e epistemolo&ical variables and t'e structure o" t'e maps
maE 'elp to identi"E and determine t'e associate areas to possible areas o" risV o" in"ection bE t'e
parasites#
WeE Xords9 $merican 1eis'maniose 2e&umentar =12$>, -pidemiolo&E, 1aboratorial0Clinic,
*ond6nia#
vi
AGRADECIMENTOS
$&radeço a Deus pela vida e pela &raça da oportunidade de estar concluindo mais esta etapa#
$o pro"essor Dr# $lbino %erçosa de Ma&al'ães que com sua paciência, compreensão, dedicação
e e:emplo pro"issional, disp6s do seu precioso tempo para orientar0me neste trabal'o#
$ min'a esposa MBrcia de FBtima Barbosa Corrêa pelo carin'o, compreensão e apoio
incondicional em todos os momentos#
$s min'as "il'as *aíssa Caroline Barbosa Corrêa e MElena Fabriela Barbosa Corrêa que, embora
crianças, souberam compreender a min'a ausência em momentos tão importantes de suas vidas#
$os meus pais, $rmando Marino Corrêa e Marcelina de $lc.ntara Corrêa e a toda min'a "amília
pelo apoio e incentivo ao lon&o desta camin'ada#
$o !ro"essores Drs# *e&inaldo $scênsio Mac'ado e !aulo Ser&io Bernarde, pelo apoio e
incentivo no desenvolvimento desta#
$ toda equipe do pro&rama de Doenças in"ecciosas da Secretaria Municipal de %il'ena, em
especial a Dra# Fabiane Fuidine $lbuquerque, -n"O# Yuliana Maria %icente e ao Dr# $ntonio
!ereira Fil'o pela compreensão e apoio nas coletas#
$os pro"essores e demais cole&as de mestrado e doutorado pelo incentivo e troca de e:periências
nesta etapa#
Z Coordenação do Curso de !/s Fraduação em Ciências da Saúde da UnB, pela realiCação desta#
$o pro"essor Dr# Mansueto Dal Maso pelo apoio e colaboração#
$o laborat/rio de Feorre"erenciamento do S-D$M0*, pelo apoio e con"ecção dos mapas#
$os "uncionBrios da Secretaria -stadual de Saúde de !orto %el'o 0 *, e dos municípios de
%il'ena, Colorado do este, C'upin&uaia e CereKeiras pela colaboração#
$os cole&as de trabal'o da F$C@M-D e S-DUC pelo au:ílio e incentivo#
$o pro"essores Ms# $irton, MeEca, Celso Fonçalves Barbosa, pelo incentivo no desenvolvimento
deste#
- a todos que, direta ou indiretamente, colaboraram para a realiCação desta pesquisa#
vii
LISTA DE TABELAS
Ta&'"a (9 Distribuição de novos casos de 12$, noti"icados entre (331 e (33L nos subespaços 34
e 35, se&undo o se:o#######################################################################################################################?1
Ta&'"a %9 Distribuição de novos casos de 12$, noti"icadas em pessoas entre (331 e (33L nos
subespaços 34 e 35, se&undo a idade##############################################################################################?(
Ta&'"a )9 CaracteriCação das pessoas noti"icadas com novos casos de 12$, noti"icados entre
(331 e (33L nos subespaços 34 e 35, se&undo a raça ou cor#########################################################?)
Ta&'"a *9 1ocal de residência e distribuição das pessoas noti"icadas com novos casos de 12$, no
período entre (331 e (33L nos subespaços 34 e 35########################################################################?N
Ta&'"a +9 1ocal de ocupação e distribuição das pessoas noti"icadas com novos casos de 12$, no
período entre (331 e (33L nos subespaços 34 e 35########################################################################?N
Ta&'"a ,9 -:ame parasitol/&ico direto e distribuição das pessoas noti"icadas com novos casos de
12$ nos subespaços 34 e 35, entre o período (331 e (33L###########################################################?4
Ta&'"a 79 Distribuição das pessoas noti"icadas com novos casos de 12$ nos subespaços 34 e 35
que realiCaram a avaliação @D*J, no período entre (331 e (33L##################################################?4
Ta&'"a 89 $valiação 'istopatol/&ica e distribuição das pessoas noti"icadas com novos casos de
12$ nos subespaços 34 e 35 que realiCaram a avaliação no período entre (331 e (33L###############?5
Ta&'"a -9 Distribuição das pessoas noti"icadas com novos casos ou de recidiva de 12$ nos
subespaços 34 e 35 no período entre (331 e (33L#########################################################################?;
Ta&'"a (09 Distribuição dos casos de 12$, nos subespaços 34 e 35, em relação R "orma clínica
da lesão, no período entre (331 e (33L##########################################################################################?;
viii
Ta&'"a ((9 -volução dos casos de 12$ nos subespaços 34 e 35 no período entre (331 e (33L##N3
i:
LISTA DE ILUSTRAÇ.ES
LISTA DE /IGURAS
/#01ra 0(9 -squema da reação no teste de @muno"luorescência em seres 'umanos#####################(?
/#01ra 0%9 Mapa do estado de *ond6nia e seus N( municípios####################################################))
/#01ra 0)2 Subespaços de *ond6nia#############################################################################################)L
/#01ra *2 Distribuição dos casos de 12$, noti"icados entre (331 e (33L de acordo com os
Subespaços######################################################################################################################################?3
/#01ra +2 Distribuição dos casos de 12$, noti"icados entre (331 e (33L de acordo com a
microrre&ião em relação R escolaridade#########################################################################################?)
/#01ra ,2 Distribuição das pessoas com 12$ se&undo o município de residência$ noti"icadas no
subespaço 34###################################################################################################################################??
/#01ra 72 Distribuição das pessoas com 12$ se&undo o município de residência$ noti"icadas no
subespaço 35###################################################################################################################################??
/#01ra 82 Distribuição das pessoas com 12$ se&undo o tipo de lesão$ noti"icadas no subespaço
34 e subespaço 35, entre (331 e (33L############################################################################################?L
/#01ra -2 2a:a de incidência de leis'maniose te&umentar americana =por 13 mil> nos Municípios
dos Subespaços 34 e 35 entre os anos de (331 a (33L###################################################################N1
/#01ra (02 Circuitos de !rodução de 1eis'maniose 2e&umentar no Brasil de 1;;5 a (333 apud
Brasil 0 Boletim eletr6nico -pidemiol/&ico =(33(>#######################################################################N?
/#01ra ((2 Mapa 'idro&rB"ico dos municípios de CereKeiras e Colorado do este, localiCados no
subespaço 34###################################################################################################################################NL
/#01ra (%2 Mapa 'idro&rB"ico dos municípios de %il'ena e C'upin&uaia, localiCados no
subespaço 35###################################################################################################################################N4
/#01ra ()2 Mapa de Colorado do este se&unda $pro:imação do [oneamento s/cio0econ6mico0
:
ecol/&ico de *, evidenciando o perímetro urbano e a Cona 1 com as subConas 1#1 e 1#?
pertencentes ao município##############################################################################################################L(
/#01ra (*2 Mapa com a Se&unda $pro:imação do [oneamento s/cio0econ6mico0ecol/&ico de
*, evidenciando as Conas e subConas pertencentes ao município de CereKeiras##########################L)
/#01ra (+2 Mapa com a Se&unda $pro:imação do [oneamento s/cio0econ6mico0ecol/&ico de
*, evidenciando as Conas e subConas pertencentes ao município de %il'ena#############################L?
/#01ra (,2 Mapa com a Se&unda $pro:imação do [oneamento s/cio0econ6mico0ecol/&ico de
*, evidenciando as Conas e subConas pertencentes ao município de C'upin&uaia#####################LN
LISTA DE 3UADROS
31a4r5 0(2 @ncidência de casos de 12$ =: 133#333 'abitantes>, por macro0re&ião####################34
31a4r5 0%2 %alores $bsolutos de 12$, por macro0re&ião##########################################################35
31a4r5 0)2 @ncidência de leis'maniose por se:o, &rupo de idades e tipos de povoamento########35
31a4r5 0*2 -squema terapêutico preconiCado para as diversas "ormas clínicas de 12$, se&undo
MS e MinistDrio da Saúde especi"icando a Forma Clínica, Dose e 2empo de duração
mínima############################################################################################################################################(4
31a4r5 0+2 Doses de $ntimoniato de J0metil&lucamina utiliCadas no tratamento de lesIes
cut.neas e mucosas#########################################################################################################################(4
31a4r5 0,2 Classi"icação da 1eis'maniose 2e&umentar $mericana =se&# Ma&al'ães, 1;;?>#####);
31a4r5 072 !opulação dos municípios para o período de (333 a (33L se&undo estimativa do
@BF-###############################################################################################################################################N3
:i
31a4r5 082 CaracteriCação 'istopatol/&ica da 1eis'maniose 2e&umentar $mericana################N)
31a4r5 0-2 [oneamento 31 com as descriçIes e diretriCes da [ona e SubConas
evidenciando os aspectos Socioecon6mico0-col/&ico do -stado de *ond6nia#########N5
31a4r5 (02 [oneamento 3( com as descriçIes e diretriCes da [ona e SubConas
evidenciando os aspectos Socioecon6mico0-col/&ico do -stado de *ond6nia#########L3
31a4r5 ((2 [oneamento 3) com as descriçIes e diretriCes da [ona e SubConas
evidenciando os aspectos Socioecon6mico0-col/&ico do -stado de *ond6nia#########L1
:ii
LISTA DE SIGLAS6ABRE7IATURAS
CR) 7 *eceptores para complemento tipo )
D/ 7 Distrito Federal
DNA 7 \cido Deso:irribonuclDico
ELISA - -nsaio @munoenCimBtico
E7 7 %ia endovenosa
/NS 0 Fundação Jacional de Saúde
/UNASA 0 Fundação Jacional de Saúde
HI7 7 %írus da @munode"iciência ]umana
I0 7 @muno&lobulina
I0A 7 @muno&lobulina da classe $
I0C 7 @muno&lobulina da classe C
I0D 7 @muno&lobulina da classe D
I0E 7 @muno&lobulina da classe -
I0M 7 @muno&lobulina da classe M
I0G 0 @muno&lobulina da classe F
IDRM 7 @ntradermorreação de Montene&ro
89: 0 Puil6metros quadrado#
LC 7 1esIes cut.neas
LTA 0 1eis'maniose 2e&umentar $mericana
LT 7 1eis'maniose 2e&umentar
LMC 7 1eis'maniose muco0cut.nea
L7 7 1ei'amniose %isceral
;00 Micro&rama
990 Milímetros
MR 0 *eceptor para manose
MS 0 MinistDrio da Saúde
N8 7 CDlulas citot/:icas naturais
OMS 0 r&aniCação Mundial da Saúde
PCR0 !olEmerase c'ain reaction =reação da polimerase em cadeia>
PPI 0 !ro&ramação !actuada @nte&rada
S/C 0 Sistema Fa&ocítico Mononuclear
SIG 0 Sistemas de @n"ormaçIes Feo&rB"icas
SNS6MS0 Secretaria Jacional de Saúde8MinistDrio da Saúde
U/ 0 Unidade Federativa
<HO6TDR0 Xord ]ealt' r&aniCation 8 *esearc' and 2rainin& in 2ropical Diseases
=r&aniCação Mundial da Saúde 8 !esquisa em Doenças 2ropicais>#
:iii
SUM=RIO
!$*-C-*################################################################################################################################## ii
D-D@C$2^*@$######################################################################################################################## iii
-!_F*$F-################################################################################################################################ iv
*-SUM#################################################################################################################################### v
$BS2*$C2###############################################################################################################################vi
$F*$D-C@M-J2S############################################################################################################# vii
1@S2$ D- 2$B-1$S#############################################################################################################viii
1@S2$ D- @1US2*$`a-S###################################################################################################### #:
1@S2$ D- S@F1$S8$B*-%@$2U*$S#################################################################################:iii
SUM\*@############################################################################################################################### :iv
(. INTRODUÇ>O................................................................................................................... 0(
%. RE7IS>O DE LITERATURA.......................................................................................... 0)
(#1# ConsideraçIes sobre a 1eis'maniose 2e&umentar $mericana =12$>############################## 3)
(#1#1# -pidemiolo&ia################################################################################################################# 3N
(#1#(# Distribuição -spacial###################################################################################################### 3;
(#1#)# %etor################################################################################################################################11
(#1#?# $&ente -tiol/&ico########################################################################################################### 1(
)# $spectos Clínicos e 1aboratoriais da 12$########################################################################### 1)
)#1# CaracteriCação ]istopatol/&ica provocada pela 12$########################################################1L
)#(# $spectos @munol/&icos###################################################################################################### 15
)#(#1# 2este################################################################################################################################ ()
)#(#1#1# !rincípio do 2este######################################################################################################## ()
?# 2ratamento############################################################################################################################ (?
?#1# -squema de 2ratamento##################################################################################################### (L
?#(# Modo de $plicação############################################################################################################ (4
). ?USTI/ICATI7A................................................................................................................%-
*. OB?ETI7OS........................................................................................................................ )%
:iv
?#1# bKetivo Feral#################################################################################################################### )(
?#(# bKetivos -specí"icos#########################################################################################################)(
+. MATERIAIS E M@TODOS.............................................................................................. ))
N#1# \rea de -studo################################################################################################################### ))
N#(# Subespaços ######################################################################################################################## )?
N#(#1# Subespaço 34###################################################################################################################)?
N#(#(# Subespaço 35###################################################################################################################)N
N#)# MDtodos### ##########################################################################################################################)4
N#)#1# $nBlise e comparação do per"il epidemiol/&ico### ######################################################### )4
N#)#1#1# 2ratamento -statístico##################################################################################################)4
N#)#(# @ndicadores -pidemiol/&icos########################################################################################## )4
N#)#)# $nBlise ]istopatol/&ica ################################################################################################# )5
N#)#?# Mapeamento da re&ião### ################################################################################################ );
,. RESULTADOS E DISCUSS>O........................................................................................ *0
L#1# *esultados########################################################################################################################## ?3
L#(# Discussão########################################################################################################################### LL
7. CONCLUS.ES................................................................................................................... 8*
RE/ERÊNCIAS...................................................................................................................... 8,
ANEAOS.................................................................................................................................. -,
$ne:o 319 Fic'a de investi&ação da 1eis'amniose 2e&umentar $mericana##################### ;40 ;5
:v
( - INTRODUÇ>O
$s leis'manioses são in"ecçIes causadas por protoCoBrios do &ênero Leishmania,
transmitidas pela picada de dípteros, con'ecidos como "lebotomínios nas re&iIes quentes do
%el'o e do Jovo Mundo, determinando in"ecçIes denominadas leis'manioses que a"etam
particularmente o sistema "a&ocítico mononuclear =SFM>, e por apresentarem características
clínicas e epidemiol/&icas di"erentes em cada re&ião, "oram consideradas doenças distintas#
Jo caso da leis'maniose te&umentar americana =12$> pode apresentar0se sob duas
"ormas9 cut.nea e mucosa# $s "ormas cut.neas podem ser caracteriCadas como sendo localiCada
=única ou múltiplas>, disseminada lesIes muito numerosas em vBrias Breas do corpo e di"usa# Ja
maioria das veCes a doença apresenta0se como uma lesão ulcerada única# -stes tipos de lesIes,
alDm de comprometer a saúde "ísica das pessoas in"ectadas, podem causar problemas em seu
estado emocional e social =M$F$1]b-S et al. 1;;3># $s "ormas mucosas podem ser mucosa
tardia, concomitante, contí&ua, primBria e indeterminada =M$*[C]@ c M$*[C]@, 1;;?>
$s leis'manioses acometem cerca de 1,N mil'Ies de pessoas por ano e, 'B relato de que
1( mil'Ies de pessoas apresentam al&uma "orma da doença e que ainda, )N3 mil'Ies estão
e:postas a ela em todo o mundo# $s previsIes para o seu controle, mesmo a lon&o praCo, são
pessimistas =C$M$*F c B$*C@JSW@, (33)>#
bserva0se que a leis'maniose, na "orma Coon/tica tradicional atin&e o 'omem quando
penetra nos ambientes com di"erentes características "lorestais, onde se localiCam os "ocos
1
naturais da doença, caracteriCados tambDm pela presença do vetor# 1o&o, o contato do 'omem
com a mata ou local do "oco representa o "ator determinante primBrio de ocorrência desta
patolo&ia, caracteriCando assim um padrão epidemiol/&ico que predominou nas primeiras
dDcadas deste sDculo, na re&ião Sudeste e parte do Jordeste brasileiro# !orDm, ele persiste ainda
em Breas de ocupação 'umana na re&ião $maC6nica, com características distintas na
'istopatolo&ia#
$ incidência de leis'maniose na $maC6nia ainda não D bem con'ecida devido a
di"iculdades para se c'e&ar a um dia&n/stico di"erencial com outras dermatoses e tambDm porque
um número reduCido de pacientes procura o mDdico para o tratamento, seKa por i&nor.ncia, ou por
"alta de recursos# $ssim, a doença se apresenta com alta prevalência, principalmente nas Conas
rurais, com quadros nosol/&icos que assumem "ormas &raves de determinadas mutilaçIes e
de"eitos sDrios, Rs veCes permanentes =!$*$FU$SSU0C]$%-S, (331>#
De acordo com *B-*2, B$*2]1 c BU*S[2dJ =1;;;>, a incidência de
doenças transmissíveis D calamitosa em *ond6nia, sobre tudo pela malBria, que, se&undo o
Centro de -pidemiolo&ia, teve um coe"iciente de 4#5N) casos por 133#333 'abitantes em 1;;L#
1eis'maniose, 'epatite, 'anseníase e tuberculose são outras doenças transmissíveis com
incidência elevada#
-m (33?, o estado de *ond6nia noti"icou (#1)1 casos de leis'maniose te&umentar
americana, distribuídos em todos os municípios do estado =B*$S@1, (33L># Diante desta
realidade, D que se Kusti"ica a necessidade de se analisar os aspectos epidemiol/&icos e clínico0
laboratoriais da leis'maniose de "orma que possam colaborar para a implantação de açIes que
au:iliem na mel'ora da situação na re&ião#
(
% - RE7IS>O DE LITERATURA
%.( B C5C#4'raDE' 5&r' "'#F9aC#5' G'019'CGar a9'r#HaCa ILTAJ
$ 1eis'maniose 2e&umentar $mericana =12$>, D uma doença parasitBria de pele e de
mucosas, de carBter pleom/r"ico, causada por protoCoBrios do &ênero Leishmania# $ doença
cut.nea apresenta0se classicamente por pBpulas, que evoluem para úlceras com bordas elevadas e
"undo &ranuloso, podendo ser única ou múltipla e são indolores# 2ambDm podem mani"estar0se
por placas verru&osas, papulosas, localiCadas ou di"usas =B*$S@1, (33(>#
-sta patolo&ia caracteriCa0se por ser primariamente uma Coonose de animais silvestres
como marsupiais e roedores, e com a urbaniCação da 12$, animais como cão, cavalo e roedores
domDsticos estão envolvidos na cadeia epidemiol/&ica como reservat/rios =F1@D* et al.
apud M-J-S-S, $PU@J c M-JD-S0C$1D$S, (33(>#
Se&undo S$D@0MJ2-@* =(333>, as in"ecçIes causadas por protoCoBrios da rdem
Winetoplastida 0 Trypanosoma cruzi, Leishmania chagasi e Leishmania brasiliensis são
enCo/ticas nos tr/picos, em cuKa "loresta úmida encontra0se abund.ncia de reservat/rios
mamí"eros, vetores e ec/topos naturais onde são observados os elos da cadeia de transmissão# $
de&radação desse ecossistema pela ação antr/pica como desmatamento pode levar R ruptura de
cadeia tr/"ica, propiciando a trans"erência da enCootia para a população 'umana#
modo da in"ecção pelos parasitos dos comple:os eme:icanae e ebraCiliensise depende
)
do contato direto dos indivíduos com o ambiente "lorestal, uma veC que seus vetores têm os
bi/topos e as atividades aí localiCados# -:ceção diC respeito R Uta, pela Leishmania peruviana,
parasita adaptado ao ambiente e:tra"lorestal =FM-S c F$1@$2@, 1;5;>#
Com o processo de coloniCação no país e com intensa devastação da cobertura ve&etal,
ocorre o desequilíbrio ecol/&ico# Com a retirada da ve&etação, os animais silvestres que vivem na
mata se a"u&entam para outras Breas ou atD mesmo entram em e:tinção# !or isso, os insetos
vetores de doenças que se alimentam do san&ue destes animais, encontram abri&o nas 'abitaçIes
e alimentos em abund.ncia, ou seKa, o san&ue de animais domDsticos e do 'omem, levando ao
sur&imento de doenças in"ecto0parasitBrias =1-MS et al#, (331>#
De acordo com os dados e:postos, veri"ica0se que o processo de in"ecção por doença
Coon/tica ocorre de maneira convencional quando o 'omem se e:pIe atravDs das atividades
desenvolvidas em "unção do seu comportamento social e tambDm pode estar relacionado aos
aspectos biol/&icos dos vetores#
$s teorias sobre a ori&em e di"usão das leis'manioses evoluíram, principalmente, durante
as eras bacteriol/&ica e epidemiol/&ica# 1o&o, os relatos indicam que a partir de 15;3, Yuliano
Moreira e $&uiar !upo propun'am a primeira teoria de ori&em mediterr.nea, en"atiCando que os
casos observados em pacientes da Ba'ia, doença c'amada Gbotão da Ba'iaH eram parecidos ao
Gbotão do rienteH =1@JD-JB-*F, 1;3; apud $12$M@*0-JC@S et al#, (33)># -sta
comparação "eC in"erir, inclusive, que as leis'manioses teriam sido introduCidas pelos "enícios ou
sírios que supostamente c'e&aram ao nordeste do Brasil ainda na $nti&uidade =M*-@*$, 15;N,
1;3L< !U!, 1;(L apud $12$M@*0-JC@S et al#, (33)># Muito embora tais via&ens na
anti&uidade Kamais ten'am sido provadas 'ist/rica ou arqueolo&icamente =$12$M@*0-JC@S
et al#, (33)>#
?
%.(.( EK#4'9#5"50#a
Se&undo C$M$*F c B$*C@JSW@ =(33)>, as leis'manioses acometem cerca de 1,N
mil'Ies de pessoas por ano# *elatam estes autores, que 1( mil'Ies de pessoas apresentam
al&uma "orma da doença e que )N3 mil'Ies estão e:postas a in"ecção em todo o mundo# $s
previsIes para o seu controle são pessimistas, mesmo a lon&o praCo#
De acordo com *UPU$d*1 c $1M-@D$ F@1] =(33)>, as prD0condiçIes que
"avorecem a produção de doenças, seKam em indivíduos, seKam em coletividades 'umanas, estão
de tal "orma interli&adas e, são tão interdependentes, que seu conKunto "orma uma estrutura
recon'ecida pela denominação de estrutura epidemiol/&ica# !or essa estrutura epidemiol/&ica,
que tem por "uncionamento sistêmico, entende0se o conKunto "ormado pelos "atores vinculados ao
'ospedeiro suscetível e ao ambiente, incluindo aí o a&ente etiol/&ico, conKunto este dotado de
uma or&aniCação interna que de"ine as suas interaçIes e tambDm D responsBvel pela produção de
doenças#
De acordo com X] =1;;3>, apesar da 12$ se encontrar amplamente distribuída nas
$mDricas, entender seus aspectos epidemiol/&icos, constitui uma tare"a e:tremamente comple:a<
requer a obtenção de um conKunto de in"ormaçIes que possam ser úteis para uma eventual
proposta de medidas de controle, levando em consideração as peculiaridades de cada re&ião#
$inda, de acordo com o mesmo autor, a comple:idade da interação entre os elos da
clBssica tríade epidemiol/&ica9 parasita0'ospedeiro0vetor, no conte:to do meio0ambiente, tem
restrin&ido as estratD&ias dos pro&ramas de controle R detecção e tratamento precoce dos casos
'umanos#
B*$S@1 =1;;5> relata que a prevalência mundial das di"erentes "ormas da leis'maniose
te&umentar americana D descon'ecida# Descreve ainda que con"orme estimativa da r&aniCação
Mundial da Saúde =MS>, para ano de 1;55, 'avia mais de 1( mil'Ies de casos, com a
incidência anual de mais de ?33 mil# Um outro dado relevante a ser citado pelo mesmo autor D
que, durante a &uerra entre @rã e @raque, cerca de um mil'ão de pessoas "oram in"ectadas, uma
N
veC que a Brea de con"lito estava localiCada em re&ião de alta transmissão da doença#
*elatos de B$S$J c C$M$*F =(33?>, revelam que nos últimos (3 anos 'ouve um
aumento nos números de casos de leis'maniose e na ampliação da ocorrência &eo&rB"ica, sendo
encontrados em todos os estados brasileiros, sob di"erentes per"is epidemiol/&icos, estimando0se
que entre 1;5N a (33) ocorreram N()#;4N casos aut/ctones, a sua maior parte nas re&iIes
Jordeste e Jorte do país#
FU-**$ et al# =(33)>, in"eriram que o sur&imento de novos casos de leis'maniose "oi
decorrente dos treinamentos militares na selva amaC6nica constituindo importante "ator na
incidência de leis'maniose te&umentar americana na re&ião#
Dados semel'antes em outras re&iIes do Brasil descrevem outros casos em Breas de
treinamento militar como surto de leis'maniose te&umentar americana, detectado por
B*$JDb0F@1] =1;;5>, em uma unidade de treinamento militar situada na [ona da Mata em
!ernambuco, com re&istro de (L casos 'umanos#
De acordo com !$*$FU$SSU0C]$%-S =(331>, nas últimas três dDcadas, *ond6nia
passou a ser o estado amaC6nico que mel'or e:pressa as pro"undas trans"ormaçIes ambientais e
sociais da *e&ião $maC6nica Brasileira# Como resultado de uma política de coloniCação o"icial e
ocupação populacional, coe:istem espaços de recente e:pansão do capitalismo nos quais se
estrutura uma rede re&ional de cidades, ao lon&o das rodovias, cuKas bases econ6micas são as
atividades a&ropecuBrias e a intensa e:ploração "lorestal, espaços produCidos pelas populaçIes
indí&enas e as tradicionais, como as dos e:trativistas e dos ribeirin'os# Destacam0se entre elas o
desmatamento incontrolado, a persistência da mi&ração desordenada, a instabilidade dos
assentamentos de &rupos 'umanos, a especulação de terras e a insustentabilidade ambiental das
atividades econ6micas#
aumento da população de vetores da 12$ tem como "atores "avorBveis a umidade e as
temperaturas elevadas, tendo implicação direta com risco de in"ecção numa determinada re&ião#
clima quente e úmido, a declividade =boqueirIes>, "ontes de alimento e outros par.metros
L
ecol/&icos determinam R distribuição e a possível ocorrência do ciclo da doença =1-MS c
1@M$, (33N>#
Jos estudos realiCados por !$*$FU$SSU0C]$%-S =(331>, "oram usadas como
par.metro para avaliar as endemias as recomendaçIes da r&aniCação Mundial da Saúde =MS>
e o do MinistDrio da Saúde =MS>, nos quais "oram observados para leis'maniose te&umentar
americana os se&uintes par.metros9 Coe"iciente de @ncidência9 f 41813#333 'abitantes =Muito
$lto>< Coe"iciente de @ncidência de 11 a 43,;;813#333 'abitantes =$lto>< Coe"iciente de
@ncidência de ) a 13,;;813#333 'abitantes =MDdio> e Coe"iciente de @ncidência g )813#333
'abitantes =Bai:o>#
s dados levantados pelo MinistDrio da Saúde =MS> do Brasil em (333 revelam os
se&uintes dados de incidência, con"orme quadro 31 a se&uir#
31a4r5 0(9 @ncidência de casos de 12$ =: 133#333 'abitantes>, por macro0re&ião#
R'0#L5 (--7 (--8 (---
Jorte ;4,; )3,3 ;(,)
Jordeste (L,( 15,? 1;,3
Sudeste ),? ?,4 ?,5
Sul 1,5 1,; 1,;
Centro0este ??,( (4,1 N3,?
/5CG'9 MinistDrio da Saúde do Brasil, (333#
De acordo B$S$J c C$M$*F =(33?>, o MS em (33? publica os índices de casos
de leis'maniose entre 1;;4 a (33) por macro0re&ião, são mostrados no quadro a se&uir9
4
31a4r5 0%2 %alores $bsolutos de 12$, por macro0re&ião#
R'0#L5 (--7 (--8 (--- %000 %00( %00% %00)
Jorte 113N5 L345 11(31 111?3 1()L; 1(?5; 1?(33
Jordeste 115L5 5?NN ;11( 1)345 1N3N4 11N?5 533N
Sudeste ((;? (;?N );5) (;)5 (3?1 )N1? )?4(
Sul ?)3 ?NN ?L3 5N) L)N 13N) ;N1
Centro0este ?L?3 (;51 L)5? ?L3N ?;L( N??3 ?L)N
/5CG'2 MinistDrio da Saúde do Brasil =(33?> apud B$S$J c C$M$*F =(33?>#
Jos levantamentos realiCados por !$*$FU$SSU0C]$%-S =(331>, atD 1;;5 a
leis'maniose apresentava similaridade das características para o estado# De acordo com os dados
publicados em uma anBlise comparativa, a associação entre os processos da produção da malBria
e da leis'maniose se re"lete na similitude das características individuais dos casos# Jão obstante,
a proporção de casos do se:o masculino era mais elevada, com uma contribuição estBvel durante
os anos de observação de 5NM a ;3 M e a proporção de adultos tambDm era superior a da malBria,
com ci"ras entre ;3M e ;NM dos casos totais# Con"orme quadro 3) abai:o#
31a4r5 0)2 @ncidência de leis'maniose por se:o, &rupo de idades e tipos de povoamento#
AC5 NM
Ca5
C.I6(0.000
Ha&.
MaH.
N
/'9.
N
0 B (*
aC5$ N
(+ aC5 a
9a# N
I0C5r
N
Ur&aCa
N
R1ra"
N
1;55 )#L?4 )),LN 5L,1 1),; 13,3 5;,3 1,3 1),3 54,3
1;;) (#5(( ((,1N 5?,5 1N,( 5,5 ;1,(N 3,3 1?,1 5?,;
1;;L 1#4)5 1?,() 55,L4 11,)) N,)L ;?,L? 3,3 13,;L 5;,3?
1;;4 1#?LN 11,L4 5;,3; 13,1 4,N ;(,N3 3,3 11,3 5;,3
1;;5 1#)3( 13,(3 5L 1?,3 ;,1 ;3,; 3,3 1),? 5L,L
/5CG'2C--!@8S-S$U81;5501;;5 apud !$*$FU$SSU0C]$%-S =(331>#
Dados divul&ados pelo MinistDrio da Saúde em (33L, revelam que o estado de *ond6nia
noti"icou (#1)1 casos de leis'maniose te&umentar americana, distribuídos em todos os
5
municípios do estado, destacando os maiores re&istros em %il'ena =(1?>, Cacoal =1)4>, $lta
Floresta DUeste =1(5> e $riquemes =11L># $ incidência "oi de 1?? casos por 133 mil 'ab#,
representando o terceiro maior coe"iciente do !aís# Jo que se re"ere R cura clínica, veri"ica0se o
cumprimento da meta de L5M da ação L#N constante na !ro&ramação !actuada @nte&rada 7 !!@,
destacando um incremento de ?3M deste indicador =45M>, em relação ao ano anterior =NLM>
=B*$S@1, (33L>#
$ incidência de leis'maniose na $maC6nia ainda não D bem con'ecida devido Rs
di"iculdades para se c'e&ar a um dia&n/stico di"erencial com outras dermatoses e tambDm porque
um número reduCido de pacientes procura o mDdico para o tratamento, seKa por i&nor.ncia, ou por
"alta de recursos# $ssim, a doença se apresenta com alta prevalência, principalmente nas Conas
rurais, com quadros nosol/&icos que assumem "ormas &raves de determinadas mutilaçIes e
de"eitos sDrios, Rs veCes permanentes =!$*$FU$SSU0C]$%-S, (331>#
%.(.% D#Gr#&1#DL5 EKaH#a"
Se&undo B$*C-11S c B$S2S =1;;L> a distinção entre variBveis de saúde, seus
determinantes e seus contornos s/cio0econ6micos "eC com que diversos preconceitos Dtnicos,
culturais e ambientais "ossem incorporados R c'amada &eo&ra"ia mDdica#
-studos das en"ermidades que a"li&em os seres 'umanos são cada veC mais comuns
levando em consideração R aborda&em ambiental o"erecida pela epidemiolo&ia paisa&ística h###i#
=$!$*@C@ c B@2-JCU*2, (33?>#
Puanto ao modo de or&aniCação do espaço, S@1%$ =1;5N> apud %@C-J2@J c M@J$d
=(33)>, relacionando0o ao processo saúde0doença, a"irma9 Go homem em sua atividade
econômica organiza o espaço a sua volta de maneira a melhor desempenhar essas atividades
econômicas. Desse processo de organização resulta um sistema de relações que caracteriza o
espaço. Este sistema de relações pode ou não ser adequado ocorr!ncia de determinadas
doenças" em sendo# e$istem graus de adequação%#
;
$ anBlise sistemBtica da leis'maniose te&umentar em unidades territoriais D de
"undamental import.ncia para a vi&il.ncia e monitoramento desta endemia, pois permite
identi"icar a localiCação dos casos e as principais Breas de produção da doença, relacionando estas
com suas características ambientais e sociais =B*$S@1, (33(>#
De acordo com F*$22@J@ =1;4)>, as leis'manioses são veiculadas pela picada de
dípteros con'ecidos como "leb/tomos# modelo espacial da distribuição dos "lebotomíneos D
in"luenciado pela umidade, temperatura, luminosidade e elevação, "atores que podem ser
indiretamente considerados ao se analisar a ve&etação#
Puanto ao mapeamento, ao analisar as açIes 'umanas e a ve&etação X$S]@J c
XD =1;;?>, relatam que indiretamente todos esses "atores são observados, o que permite ao
usuBrio mapear essas matas e e:trapolar medidas de uma escala local para outra re&ional# !ermite
tambDm discernir entre modelos espaciais e temporais, que de outro modo poderiam não ser
perceptíveis#
2anto na escala re&ional como na local, os modelos espaciais e temporais das
distribuiçIes das populaçIes de "lebotomíneos são in"luenciados pela umidade, temperatura,
luminosidade e elevação =F*$22@J@, 1;4)>#
De acordo com J-%-S =(33N>, os "lebotomíneos apresentam ampla distribuição
&eo&rB"ica, sendo vistos em diversas condiçIes climBticas e de altitude, ambientes silvestres,
rurais e atD urbanos#
Se&undo estudos de !$*$FU$SSU0C]$%-S =(331>, em anBlise da di"erenciação
espacial para a incidência das doenças estudadas atD o ano 1;;5 em *ond6nia, veri"icou0se que a
leis'maniose apresenta0se em di"erentes subespaços no -stado# Um destes subespaços, o =35>,
apresentou um índice de )1,;N para cada 13#333 'abitantes, revelando0se alto# outro subespaço,
o =34>, apresentava o se&undo maior índice de desmatamento do -stado que alcançava NNM ,
sendo os municípios que inte&ram Colorado do este e CereKeiras, os quais "ormam o centro
econ6mico deste subespaço#
13
%.(.). 7'G5r
Se&undo M$*[C]@ =1;;(>, os vetores são da rdem Díptera< Família !sEc'odidae<
Sub0Família !'lebotominae, que su&am Kunto com o san&ue as "ormas amasti&otas do parasito de
um animal in"ectado, que se aloKam em partes de seu intestino levando0as a se trans"ormar em
promasti&otas# -sta "orma D alon&ada e apresenta um lon&o "la&elo livre# Jo sistema di&estivo de
seus vetores, multiplica0se por aparente divisão simples e asse:uada e mi&ram para a proboscída
do inseto ap/s apro:imadamente ? a N dias# $ esta altura, bloqueiam o proventrículo, de onde
podem ser inoculadas na pele do 'ospedeiro vertebrado, Kunto com a saliva#
s "lebotomíneos são con'ecidos vul&armente como9 Mosquito0!al'a, Biri&ui,
Can&alin'a, Bererê, 2atuquira, $sa0Branca, $sa0Dura, Ferrupa, 1i&eirin'o, Carenc'em,
$rrupiado e Falin'a# $inda, se&undo o mesmo autor, os mosquitos "lebotomíneos podem voar
atD (33 metros de onde se cria# 2em v6o bai:o e saltitante, e saem para se alimentar ao
entardecer# -m al&umas re&iIes pela man'ã e R tarde =CS2$ et al.# 1;;5>#
De acordo com o trabal'o realiCado por S@1%$ et al. =(33N>, o 'Bbito 'emat/"a&o
restrin&e0se Rs "êmeas# C$**-*$ =1;;1> relata que a 'emato"a&ia D indispensBvel ao
desenvolvimento ovariano da maioria dos "lebotomíneos#
$s "êmeas dos "lebotomíneos alimentam0se de san&ue de an"íbios, rDpteis, aves e
mamí"eros inclusive de 'umanos# s mac'os alimentam0se de plantas, materiais em
decomposição entre outros =J-%-S, (33N>#
Se&undo B$*$2$ et al. =(33N>, al&umas espDcies de "lebotomíneos apresentavam
comportamento silvestre, e devido Rs modi"icaçIes provocados pelo 'omem como o
desmatamento o processo mi&rat/rio de populaçIes 'umanas e caninas e o crescimento
desordenado das cidades que levam R destruição do meio ambiente, têm sido apontados como
principais "atores promotores para a ocorrência da leis'maniose na Brea urbana#
11
De acordo com J-%-S =(33N> os dípteros são encontrados em locais com muita
ve&etação, pouca luC, em cavernas e tocas de animais# São vetores de vBrias doenças em diversos
continentes# Jos vales andinos do !eru, Col6mbia e -quador, são os transmissores da MolDstia
de Carri/n, causada pela &artonella bacilli'ormes e em vBrias partes do mundo são os únicos
transmissores naturais de Leishmania. $lDm de que os "lebotomíneos apresentam ampla
distribuição &eo&rB"ica#
C$**-*$ =1;;1> descreve em seus estudos que as principais espDcies de "leb/tomos
encontrados9 GLutzomya interm(dia# L. squamiventris# L. )ellcomei# L. )hitmani# L. 'isheri# L
pessoai# L. migonei# L. umbratilis# L. longipalpisH#
%.(.*. A0'CG' EG#5"O0#H5
$ leis'maniose te&umentar americana D uma doença causada por parasitos do &ênero
Leishmania *oss, 1;3)# -ste D um protoCoBrio di&enDtico que tem o seu ciclo biol/&ico realiCado
em dois 'ospedeiros, um vertebrado e um invertebrado =J-%-S, (33N>#
Se&undo C$**-*$ =1;;1>, "oi de Faspar %iana =155N 7 1;1?>, uma das &l/rias da
ciência mDdica brasileira, quem deu o nome de Leishmania braziliensis ao a&ente causador dessa
in"ecção#
Jo Jovo Mundo, de acordo com B*$S@1 =(334> são con'ecidas onCe espDcies
dermatr/picas de Leishmania causadoras de doença 'umana e oito espDcies descritas, atD o
momento, somente em animais# [$[Y2C]UW et al. =1;5;> relata que as leis'manioses 'umanas
são doenças causadas por protoCoBrios de 1? di"erentes espDcies e subespDcies do &ênero
Leishmania#
Se&undo CUB$0CUB$ =(333>, o &ênero Leishmania compreende os protoCoBrios
parasitos pertencentes R Família 2rEpanosomatidae e R rdem Winetoplastida, cuKa principal
característica estrutural D possuir um or&.nulo citoplasmBtico9 cinetoplasto# $ presença deste
último D de suma import.ncia na identi"icação mor"ol/&ica das "ases evolutivas deste &ênero#
1(
s protoCoBrios do &ênero Leishmania apresentam em seu citoplasma, como característica
da rdem Winetoplastidae, o cinetoplasto, que D uma mitoc6ndria que contDm DJ$ composto de
ma:i e minicírculos =S@M!SJ, 1;54>#
$inda, no que se re"ere R mor"olo&ia do a&ente etiol/&ico, *-d =(33(> descreve que estes
são protoCoBrios, são "la&elados, caracteriCados por apresentarem apenas duas "ormas em seu
ciclo vital, a "orma amasti&ota e a promasti&ota#
-stes parasitas possuem a se&uinte posição sistemBtica =ap/s 1avine et al#, 1;53>, descrito
por FJ2@Y c C$*%$1] =(33)> con"orme observado na classi"icação a se&uir9
*eino9 !*2@S2$ ]aecVel,15LL
Sub0reino9 !*2[$ Fold"uss, 1514
Filo9 S$*CM$S2@F!]*$ ]oni&ber& c Balamut', 1;L)
Sub0"ilo9 M$S2@F!]*$ Desin&, 15LL
Classe9 [M$S2@F!]*-$ CalVins, 1;3;
rdem9 W@J-2!1$S2@D$ ]oni&ber&, 1;L) emend# %icVerman, 1;4L
Sub0ordem9 2*d!$JSM$2@J$ Went, 1553
Família9 2*d!$JSM$2@D$- Do"lein, 1;31 emend# Frobben, 1;3N
Fênero2 Leishmania *oss, 1;3)
). AK'HG5 C"!C#H5 ' La&5raG5r#a# 4a LTA
De acordo com C$M$*F c B$*C@JSW@ =(33)>, Um dos problemas com relação Rs
leis'manioses, tanto te&umentar como a visceral, D o seu dia&n/stico#
$ doença pode apresentar di"erentes "ormas clínicas, dependendo da espDcie de
Leishmania envolvida e da relação do parasito com o 'ospedeiro =FJ2@Y c C$*%$1],
(33)>#
&ênero Leishmania descrito por 1avine et al# =1;53>, D recon'ecido como a&ente
1)
causador desta doença que apresenta di"erentes &rupos ou aspectos clínicos, con"orme *-d
=(33(>, que em sua descrição reúne as leis'manioses em quatro &rupos assim especi"icadas9
1Formas que produCem e:clusivamente lesIes cut.neas, ulcerosas ou não, porDm limitadas 7
constituem a leis'mania cut.nea#
(Formas que se complicam "reqQentemente com o aparecimento de lesIes ulcerosas destrutivas nas
mucosas do nariC, boca e "arin&e 7 desi&nadas coletivamente pelo nome de leis'mania
mucocut.nea ou leis'maníase cut.neo0mucosa#
)Formas viscerais, em que os parasitos apresentam acentuado viscerotropismo pelo SFM do baço,
do "í&ado, da medula /ssea e dos tecidos lin"/ides 7 determinando a leis'maníase visceral ou
calaCar#
?Formas disseminadas cut.neas, não ulcerosas, que se apresentam em indivíduos anDr&icos =que
não respondem aos antí&enos do parasito>, ou que aparecem tardiamente em pacientes que 'aviam
sido tratados de calaCar 7 são os casos de leis'maníase cut.neo0di"usa#
-mbora todos os aspectos clínicos seKam relevantes, D importante ressaltar que a
leis'maniose em "unção de al&umas de suas características ou aspectos apresenta0se mais
evidente quando atin&e a mucosa =1MC>, quando a doença D de"inida clinicamente pelo
comprometimento do revestimento mucoso das vias aDrea superiores, causando lesIes ulcerosas e
per"urantes ou ve&etantes e necr/ticas do septo cartila&inoso, cornetos nasais, palato mole e duro,
queda da pir.mide nasal, úvula, "arin&e e larin&e# !ode comprometer seriamente a estrutura /ssea
do esplacnocr.nio Iviscerocr.nioJ e, como conseqQência, ocasionar problemas na de&lutição,
"onação, respiração, alDm de causar uma e:pressiva alteração estDtica na "ace dos indivíduos,
podendo ainda provocar a morte pela cronicidade da doença e complicaçIes respirat/rias
=M$*SD-J, 1;5L< 11$JS0CU-J2$S et al#, 1;;( apud $12$M@*0-JC@S et al#, (33)>#
$lDm disso, no passado, a "alta de tratamento da 1M provocava o a&ravamento da doença
=$12$M@*0-JC@S et al#, (33)>#
bserva0se que, alDm das descriçIes acima, 'B re&istros de complicaçIes na visão, como
os descritos nos estudos de C$@*JS =1;L5> que descreve uma complicação um tanto incomum
da ceratoconKuntivite devido R 1# tropica e da natureCa e:tremamente cr6nica das lesIes de pele
devido a este or&anismo# paciente tin'a estado "ora do alcance do vetor por um período de )
anos#
1?
Jo Brasil, se&undo FJ2@Y c C$*%$1] =(33)>, "oram identi"icadas seis espDcies
de Leishmania pertencentes aos sub&êneros Leishmania e *iannia, sendo identi"icadas e
caracteriCadas da se&uinte "orma9
• Leishmania +*ianania, braziliensis9 estB espDcie D a que prevalece na espDcie 'umana,
podendo causar lesIes cut.neas e mucosas# j encontrada em todas as Conas endêmicas
do !aís, do norte ao sul, tambDm em Breas de coloniCação anti&as ou recentes, estando
&eralmente associadas R presença de animais domDsticos# j transmitida por di"erentes
espDcies de "lebotomíneos como Lutzomya )hitmani# Lu. )ellcomei e Lu. -nterm(dia,
dentre outras<
• Leishmania +*#> guyanensis9 esta D caracteriCada, sobretudo por lesIes cut.neas# corre
na mar&em norte do *io $maConas em Breas de coloniCação recente, estando
associadas com desdentados e marsupiais# s "lebotomíneos que prevalecem neste tipo
de leis'mania são Lu. umbratilis# Lu. anduzei e Lu. )hitmani<
• Leishmania +*#> nai''i9 ocorre na $maC6nia, nos estados do !arB e $maConas, tendo
como reservat/rio natural o tatu# protoCoBrio parasita, causa a 12$ de evolução
beni&na e seus principais vetores são a Lu. squamiventris, Lu. paraensis e Lu. ayrozai<
• Leishmania +*, sha)i9 responsBvel por casos esporBdicos no estado do $maConas e
!arB tem como reservat/rio vBrios animais silvestres como o macaco, pre&uiça e
procionídeos e como vetor R espDcie Lu. )hitmani#
• Leishmania +*, lainsoni9 re&istrada apenas na $maC6nia, tendo como animal suspeito
de ser o seu reservat/rio natural a paca e como vetor a Lu. ubiquitalis#
• Leishmania +Leishmania, amazonensis9 o a&ente etiol/&ico da 12$, incluindo a "orma
anDr&ica ou leis'maniose cut.nea di"usa# Seus reservat/rios são roedores e marsupiais e
seus principais vetores são a Lu. 'laviscutellata e Lu. olmeca#
De acordo com %$1- c 2$JC*-D0FU*2$D =(33N>, as classi"icaçIes mais
utiliCadas na atualidade se&uem o modelo ta:on6mico proposto por 1ainson c S'aT =1;54>,
onde dividem as Leishmanias nos sub&êneros *iannia e Leishmania#
$ multiplicidade de espDcies de Leishmania, "leb/tomos vetores e reservat/rios
vertebrados em di"erentes ambientes &eo&rB"icos propiciam a e:istência de distintas
apresentaçIes clínicas da 12$, que vão desde "ormas inaparentes atD lesIes disseminadas,
atin&indo a pele e as mucosas =B*$S@1, (334>#
1N
Jo Brasil, são recon'ecidas pelo menos sete espDcies de Leishmania responsBveis por
doença 'umana, sendo a "orma te&umentar causada principalmente pela L. +*., braziliensis# L.
+*., guyanensis e L. +L., amazonensis e, mais raramente, pela L. +*., lainsoni# L. +*., nai''i e L.
+*., sha)i, enquanto a L. +L., chagasi D a responsBvel pela doença visceral =F*@M$1D@ c
2-S], 1;;)>#
$inda, de acordo com os mesmos autores, cada espDcie apresenta particularidades
concernentes Rs mani"estaçIes clínicas, a vetores, reservat/rios e padrIes epidemiol/&icos, R
distribuição &eo&rB"ica e atD mesmo R resposta terapêutica#
).(. CaraHG'r#PaDL5 F#G5KaG5"O0#Ha Kr5Q5Ha4a K'"a LTA.
$ 'istopatolo&ia da leis'maniose te&umentar tem sido alvo de numerosos estudos no
Brasil, nos quais "oram analisados aspectos encontrados nas diversas Breas onde D endêmica
=B*$S@1, (33L>#
$ leis'maniose te&umentar americana =12$> endêmica em muitas re&iIes do Brasil,
voltou a ser estudada com muito interesse depois de BrEceson =1;L;>, que prop6s uma
classi"icação 'istopatol/&ica baseada em seus estudos de casos de "orma di"usa da doença
encontrados na -ti/pia# -ssa classi"icação, contudo, teve pouca aceitação no Brasil, não s/ pela
relativa raridade das "ormas polares, mas tambDm pela bai:a valoriCação "eita por aquele $#, dos
"en6menos necr/ticos que são proeminentes nos casos brasileiros = M$F$1]b-S et al# 1;5L>#
Jo processo de in"ecção, J-%-S =(33N> relata que este passa pelas se&uintes etapas9 no
início, as "ormas promasti&otas são inoculadas na derme durante o repasto san&uíneo do
"lebotomíneo# $s cDlulas destruídas pela prob/scida do inseto e a saliva inoculada atraem para as
cDlulas "a&ocitBrias mononucleares, os macr/"a&os e outras cDlulas da sDrie branca onde somente
os macr/"a&os "i:os ='isti/citos> não estimulados são 'Bbeis para o estabelecimento da in"ecção#
$s in"ecçIes por Leishmania são caracteriCadas pela 'abilidade que estes parasitos têm
para escapar da destruição e:tracelular e penetrar em cDlulas "a&ocíticas, onde vão resistir ao seu
1L
poder antimicrobiano, persistindo mesmo na presença de resposta imune celular do 'ospedeiro
=BFD$J et al#, 1;;L< CUJJ@JF]$M, (33(< *F-*S et al#, (33(< *-@S et al#, (33L>#
Um outro "ator relacionado R 'istopatolo&ia se&undo M$F$1]b-S et al. =1;5L>, D que o
quadro 'istopal/&ico &eral da leis'maniose te&umentar estB representado por um in"iltrado
celular 'istiolin"oplasmocitBrio, "reqQentemente acompan'ado por reaçIes &ranulomatosas, que
compromete o derma ou o c/rion da mucosa# Contêm ainda, os in"iltrados com proporçIes
variBveis de outras cDlulas como mast/citos e eosin/"ilos#
De acordo com *-d =(33(>, nas Breas do te&umento em que se deu R inoculação do
parasito pela picada do inseto, vê0se modi"icaçIes 'istol/&icas que produCem localmente uma
reação in"lamat/ria caracteriCada por9
a>]iperplasia e 'ipertro"ia 'istiocitBria, ou seKa, aumento do número e do taman'o dos macr/"a&os
=parasitados ou não> que, pode se acumular em &rande número, destacando0se das demais estruturas nos
cortes 'istol/&icos, aparecendo com Breas claras do edema =denominadas clareiras de Montene&ro><
b>-dema e in"iltração celular< representada por &rande número de lin"/citos e plasm/citos, dispostos por
veCes ao redor dos "ocos de proli"eração 'istiocitBria< e
c>]iperplasia do epitDlio que recobre a Cona in"iltrada, com acentuada proli"eração das cDlulas de camada
&erminativa, "ormando cordIes que penetram pro"undamente no derma =acantose># !ode 'aver
'iperqueratose =espessamento da camada c/rnea> e, mesmo, a "ormação de pDrolas c/rneas na espessura do
epitDlio# $s papilas dDrmicas tambDm se mostram in"iltradas#
quadro 'istopatol/&ico na leis'maniose te&umentar estB representado por in"lamaçIes
cr6nicas, "reqQentemente &ranulomatosas que compromete o derma ou o c/rium da mucosa, em
e:tensão variBvel# -sse quadro, tambDm observado em outros processos patol/&icos não
particulariCa a doença, cuKo dia&n/stico s/ pode ser estabelecido pelo encontro do parasito
=M$F$1]b-S et al. 1;5L>#
-m um estudo comparativo entre a re&ião Centro0este e a re&ião $maC6nica, "oram
veri"icadas ?3 variBveis 'istopatol/&icas, e destas, notou0se que o acometimento das super"ícies
mucosas esteve praticamente ausente nas "ormas a&udas, em contraste com o observado com as
"ormas cr6nicas# $lDm disso, veri"icou0se que a car&a parasitBria na re&ião Centro0este D menor
14
que na re&ião amaC6nica =M$F$1]b-S< C]@$*@J@ c *$@CW, 1;5(>#
bserva0se desta "orma que a caracteriCação dos aspectos 'istopatol/&icos apresenta0se
com &rande diversidade e que podem variar de uma re&ião para outra#
).%. AK'HG5 I91C5"O0#H5
$ palavra imune, literalmente, si&ni"ica Gisento de impostosH# Usada no sentido &eral,
imunidade se re"ere R capacidade de um or&anismo recon'ecer e se de"ender dos a&entes
in"ecciosos# Susceptibilidade, oposto de imunidade, D a vulnerabilidade do 'ospedeiro aos danos
provocados pelos a&entes in"ecciosos =B1$CW, (33(>#
Se&undo *B-*2S, ]$JD$J c F2- =(333>, o resultado de in"ecção D determinado
por interaçIes entre o an"itrião e o parasita, e estes são &overnados pelos seus &enomas#
Jo caso das in"ecçIes provocadas por di"erentes espDcies de Leishmania# estas possuem
variaçIes na e:pressão de proteínas durante o seu processo de di"erenciação e nas "ormas
amasti&otas e promasti&otas não apresentam o mesmo padrão anti&ênico =quantidade e
qualidade># $ssim sendo, nen'uma evidência e:clui a possibilidade de que di"erentes antí&enos
esteKam relacionados a mecanismos imunes e"etores di"erentes =1M0!@J]-@*, (33?>#
Jas in"ecçIes provocadas pela 12$, alDm das respostas imunol/&icas produCidas pela
presença do antí&eno, se&undo F@11-S!@- et al. +(333>, a resposta imunol/&ica 'umana
tambDm D in"luenciada pelas molDculas contidas na saliva dos "leb/tomos, como proteínas,
enCimas e prosta&landinas# $lDm de serem elas anticoa&ulantes e vasodilatadores, atuam na
supressão da resposta in"lamat/ria e na modulação de citocinas#
De acordo com C$M$*F c B$*C@JSW@ =(33)>, tanto no 'omem como em animais
silvestres ou domDsticos, e seKa qual "or R espDcie de Leishmania sp## ela vive e proli"era em
15
macr/"a&os e mon/citos de vBrios tecidos, no c'amado SFM =sistema "a&ocítico mononuclear>#
Jo interior de vacúolos ="a&osomas> dessas cDlulas, multiplicam0se sob "ormas es"Dricas
c'amadas amasti&otas# $barrotados de amasti&otas, os macr/"a&os se rompem e as leis'manias
liberadas são "a&ocitadas por novos macr/"a&os, dando pro&resso R in"ecção#
$ capacidade dos macr/"a&os de controlarem a proli"eração das leis'manias ou de
sucumbirem R sua proli"eração depende de vBrios "atores# $l&uns desses "atores diCem respeito R
virulência da espDcie in"ectante# utros, da capacidade do paciente em montar uma resposta
imunol/&ica e"iciente que, por meio dos lin"/citos 2 e B, estimule a destruição das leis'manias
pelos macr/"a&os =C$M$*F c B$*C@JSW@, (33)>#
Jo caso da leis'maniose te&umentar americana causada por protoCoBrios do &ênero
Leishmania, parasito intracelular obri&at/rio do sistema "a&ocítico mononuclear h###i, o parasito
intera&e diretamente com os receptores dos macr/"a&os, ou ap/s opsoniCação por componentes
do sistema complemento e imuno&lobulinas @&F# s receptores para a porção Fc de @&F, o
receptor para complemento C*) e o receptor para manose =M*>, desempen'am papel importante
durante a in"ecção de macr/"a&os por amasti&otas =!-2-*S et al#, 1;;N apud 1@%-@*$ et al#,
(33N>#
$ leis'mania, alDm de ser um parasito intracelular, o que di"iculta a resposta do
'ospedeiro, apresenta outros mecanismos de escape imunol/&ico que "avorecem sua persistência
e multiplicação no or&anismo, tais como9 a> inibição da estimulação de lin"/citos 2'1, produtores
de citocinas como interleucina ( e inter"eron &ama, responsBveis pela de"esa celular< b>
diminuição da atividade de cDlulas citot/:icas naturais =JW>< c> redução da e:pressão de
antí&enos do comple:o de 'istocompatibilidade principal classe @@ que di"iculta o seu
recon'ecimento pelas cDlulas do sistema imunol/&ico, e< d> inibição da e:pressão da /:ido
nítrico sintetase, o que "avorece a sobrevida intracelular do parasito =11@$* c B*dC-SJ,
1;;)< BFD$J et al.# 1;;L< D$ C*U[ et al#, 1;;(, 1;;;, S$M!$@ et al#, (33(>#
1;
Jo 'ospedeiro vertebrado, como KB mencionado, o parasito in"ecta macr/"a&os, que não
são apenas cDlulas 'ospedeiras, mas, sobretudo, e"etoras do sistema imune, capaCes de eliminar
a&entes impr/prios ao or&anismo quando adequadamente ativadas# !odem destruir Leishmania
quando ativados por @FJ0&, com de /:ido nítrico =J>, pela conversão de 10ar&inina em 10
citrulina, uma reação que D catalisada por uma enCima indutora con'ecida como /:ido nítrico
sintetase =iJs># -ste mecanismo parece constituir um dos principais e"eitos microbicidas de
macr/"a&os murinos, implicando tambDm na eliminação de vírus, bactDrias, "un&os, protoCoBrios,
entre outros =D$ S@1%$ c *SS@0B-*FM$JJ, 1;;;>#
De acordo com M$F$1]b-S et al# =1;5L>, a presença de antí&enos parasitBrios,
e:pressos nas membranas dos macr/"a&os quando em contato com imuno&lobulinas tissulares, na
"ase inicial da lesão, possibilitaria a instalação de uma reação antí&eno0anticorpo, a qual
e:plicaria o aparecimento da necrose na leis'maniose te&umentar#
SU[$ et al# =(33N>, relatam que no caso da 12$, "ica di"ícil de estabelecer um padrão
especí"ico de resposta imune, pela comple:idade da en"ermidade# Jo entanto, no caso da
leis'maniose cut.nea =1C>, em al&uns casos, "oi observado um padrão misto 2'1 e 2'( de
resposta =!@*M-[# et al#, 1;;) apud SU[$ et al#, (33N> corroborado por SU[$0$22$
=(33(> onde cita que este se dB com a detecção de anticorpos @&-#
-m estudos realiCados por M$F$1]b-S et al# =1;5L> analisando resposta 'umoral em
lesIes de ;3 pacientes acometidos pela leis'maniose te&umentar 0 causado por Leishmania
braziliensis braziliensis, utiliCando o mDtodo da imunopero:idase, constataram a presença de
@&$, @&C e @&M nos plasm/citos tissulares, com predomínio de @&F# $dmitiram, então, que a
passa&em dessas imuno&lobulinas para os tecidos possibilitou a opsoniCaçko dos parasitos e8ou
de seus antí&enos, o que permitiu a ocorrência de "en6menos necr/ticos que representam um dos
mecanismos e"icaCes de redução da car&a parasitBria#
Como em outras doenças in"ecciosas e parasitBrias, o monitoramento da resposta de
anticorpos a antí&enos envolvidos nos di"erentes estB&ios da in"ecção pode "ornecer in"ormaçIes
valiosas que podem au:iliar na compreensão dos mecanismos de controle do sistema imune sobre
(3
os parasitos =!$U1 M#, 1;;; apud SU[$ et al#, (33N>#
$ intensidade da resposta 'umoral parece estar relacionada com a car&a parasitBria e com
a cronicidade da in"ecção# !ois, podem ser observados altos títulos de anticorpos em todas as
mani"estaçIes clínicas da 12$ =2*UY@11 et al#, 1;;;>#
FU2@-**-[ et al., =1;;1> relatam que testes sorol/&icos têm sido empre&ados com
considerBvel import.ncia no dia&n/stico e, em inquDritos epidemiol/&icos dessas en"ermidades#
$lDm disso, a anBlise de anticorpos anti0Leishmania permite avaliar o curso evolutivo da
in"ecção, bem como "ornecer dados sobre as características de sua resposta imune# %ariados
per"is e níveis de imuno&lobulinas especí"icas da Leishmania têm sido detectados em pacientes
com 12$, parecendo re"letir não s/ a car&a parasitBria, mas tambDm a espDcie envolvida, o
tempo de in"ecção e "atores intrínsecos do pr/prio 'ospedeiro#
Juma observação com ên"ase 'ist/rica, veri"icou0se que estamos em busca de terapias
imunol/&icas 'B muito tempo# Corrobora esta in"ormação a publicação de X]82D* =(33)>,
onde relata que estudos iniciais, realiCados em @srael e na União SoviDtica, tornaram tradicional a
prBtica de Gleis'maniCaçãoH, e tem como base a observação de que, ap/s a cura da lesão primBria
da leis'maniose cut.nea, e:iste a imunidade duradoura contra a rein"ecção#
1M0!@J]-@* =(33?> descreve que a leis'maniCação D e"etuada e:pondo certas
Breas da pele R picada de mosquitos possivelmente contaminados ou escari"icando a pele com
material de lesIes em atividade# $ variabilidade no taman'o e na duração das lesIes resultantes
da inoculação de cepas virulentas "eC com que a prBtica "osse abandonada#
!esquisa moderna de vacinas envolve o uso de proteínas recombinantes, parasitos vivos,
atenuados e vacinas de DJ$# -ssa idDia parte do princípio de que uma boa vacina contra a
leis'maniose deve ser molecularmente de"inida e capaC de induCir mem/ria imunol/&ica na
ausência de or&anismos vivos persistentes# $lDm disso, essa vacina não deve induCir respostas do
tipo 2'( que no caso da leis'maniose D deletDria e pode levar a uma patolo&ia severa
=]$JDM$J, 1;;4 apud 1M0!@J]-@*, (33?>#
(1
2*UY@11 et al# =1;;;>, descreve que embora vBrios estudos ven'am sendo realiCados, o
papel de anticorpos especí"icos na imunidade anti0Leishmania ainda não estB completamente
esclarecido#
Diante da necessidade de uma mel'or compreensão sobre que mecanismos que inter"erem
na imuniCação, veri"icam0se inúmeras di"iculdades, dentre elas a citada por *$B-11 =(33L>,
que descreve novos casos como co0in"ecção Leishmania8]@% que impIe di"iculdades especí"icas
em termos de dia&n/stico e tratamento#
$inda, de acordo com o mesmo autor, a avaliação do conKunto de mani"estaçIes clínicas
das leis'manioses em pacientes portadores de ]@% indica que não e:iste um per"il de"inido de
mani"estaçIes clínicas que possa ser indiscutivelmente associado com a co0in"ecção# -mbora as
mais "reqQentes seKam as apresentaçIes clBssicas da doença, as mais variadas "ormas de
apresentação "oram descritas na co0in"ecção Leishmania0]@%# $s principais "ormas de
apresentaçIes não0usuais D o acometimento dos tratos &astrointestinal e respirat/rio e as
disseminaçIes em /r&ãos múltiplos# $ di"iculdade do dia&n/stico clínico tambDm D a&ravada pela
presença de outras doenças como criptosporidiose, criptococose, micobacterioses e in"ecção por
citome&alovírus#
Puanto aos mDtodos de dia&n/stico baseados nos aspectos imunol/&icos, relata0se que o
sorol/&ico pela pesquisa de anticorpos apresenta sensibilidade pr/:ima de L3M# dia&n/stico
parasitol/&ico apresenta elevada positividade, mas e:i&e procedimentos mDdicos de alta
comple:idade para obtenção de amostras, como a punção aspirativa de medula /ssea ou do baço#
$ reação em cadeia da polimerase permite a detecção de DJ$ de Leishmania spp# no san&ue
peri"Drico com elevada sensibilidade, mas requer estrutura laboratorial comple:a e tem custo
relativamente elevado# s pacientes co0in"ectados apresentam maior "reqQência de e"eitos
adversos ao tratamento com as dro&as usualmente empre&adas, sendo tambDm mais comuns Rs
"al'as terapêuticas e as recidivas =*$B-11, (33L>#
Jo Brasil, 'B produção de antí&enos que são usados no dia&n/stico da 12$ com
((
di"erentes caracteriCaçIes# laborat/rio MJ2-J-F*01-@S]M$J@S- 0 Bio0Man&uin'os
possui antí&enos para o dia&n/stico da leis'maniose te&umentar por reação intradDrmica de
Montene&ro 0 @D*M# nde o princípio do teste e a recomendação se&uem a descrição da
F@C*U[, (33) e (33N observada a se&uir9
).%.(. T'G'
teste consiste na reação intradDrmica, utiliCando e:trato anti&ênico de leis'manias, com
concentração de proteína padroniCada e submetida a controles de esterilidade e inocuidade#
antí&eno de Montene&ro D obtido a partir da cepa L. amazonensis, diluído em uma suspensão de
salina "enolada a 3,?M =F@C*U[, (33)>#
).%.(.(. Pr#CH!K#5 45 G'G'
De acordo com os estudos publicados pela F@C*U[ =(33N>, o conKunto apresentado D
utiliCado na detecção de anticorpos contra Leishmania em soros 'umanos# teste de
imuno"luorescência indireta consiste na reação de soros com os parasitos =Leishmania> "i:ados
em l.minas de microscopia# Juma etapa se&uinte, utiliCa0se um conKu&ado "luorescente para
evidenciação da reação# $ leitura D realiCada com au:ílio de microsc/pio que utiliCa incidência
de luC aCul e luC ultra0violeta, sendo considerados rea&entes os soros que apresentarem
"luorescência e não rea&entes os soros que apresentarem ausência de "luorescência, tomando0se
como re"erência os soros controle positivo e ne&ativo que devem ser incluídos em cada l.mina M
=Fi&ura 31>#
()



/#01ra 0(9 -squema da reação no teste de @muno"luorescência em seres 'umanos#
/5CG'9 F@C*U[, (33N.
*. TraGa9'CG5
s dados re&istrados revelam que a partir de 1;1?, Faspar %ianna introduCiu, com
sucesso, o tratamento da 12$ pelo tBrtaro emDtico =antimonial>, utiliCado tambDm na
tripanossomíase a"ricana =dlU2*$ c S@1%$, 1;1N, %@$JJ$, 1;1? apud $12$M@*0
F*$JC@SC et al#, (33)>#
De acordo com o M-D@C@-JS S$JS F*J2@-*-S =(33L>, as di"erentes espDcies de
Leishmania respondem de "orma di"erente aos tratamentos e são de acordo com a indicação de
um protocolo nacional para 1C, 1M, 1MC e 1%#
$ comple:idade da interação entre os elos da clBssica tríade epidemiol/&ica9 parasita0
'ospedeiro0vetor, no conte:to do meio0ambiente, tem restrin&ido as estratD&ias dos pro&ramas de
controle R detecção e tratamento precoce dos casos 'umanos

=X], 1;;3>#
Jo Brasil, o cenBrio atual do tratamento das leis'manioses apresenta características
peculiares pela variedade dos conte:tos onde acontece a transmissão para o 'omem# -sta
diversidade estaria relacionada com as espDcies do parasito, dos vetores, dos reservat/rios e dos
ecossistemas =B*$S@1, (334>#
(?
1@%-@*$ et al# =(33N>, cita que ainda não e:iste uma terapia ideal para a leis'maniose,
mas quando se deseKa uma /tima e"etividade, as mel'ores opçIes terapêuticas são os antimoniais
intravenosos ou intramusculares# s percentuais de cura na "orma cut.neo0mucosa podem se
elevar quando se usam esquemas terapêuticos ininterruptos# -ntretanto, al&uns pacientes não
respondem aos antimoniais, mesmo com doses altas e períodos prolon&ados de tratamento, e
outros pacientes não e:ibem cicatriCação das lesIes ap/s o uso de vBrias medicaçIes#
tratamento da 12$ apresenta duas limitaçIes, a to:icidade das dro&as disponíveis e a
ausência de um critDrio de cura obKetivo# s antimoniais pentavalentes, apesar de sabidamente
t/:icos, são as dro&as de primeira lin'a no tratamento 'B mais de ?3 anos# controle de cura
clínico D insatis"at/rio, pois são documentadas recidivas das lesIes mesmo ap/s tratamento e
cicatriCação completa da lesão inicial =!$SSS et al#, (331>#
Se&undo 1@%-@*$0J-2 et al. =(333>, a resposta de pacientes com leis'maniose ao
tratamento antimonial pode variar em "unção de "atores como a cepa do parasito envolvido,
estado imunol/&ico do paciente e a "orma clínica da doença# s esquemas terapêuticos com
antim6nio pentavalente =Sb
Nm
> têm sido "requentemente modi"icados quanto R dose e duração da
terapia# s e"eitos colaterais observados com o uso de (3 m&8V&8dia de Sb
Nm
durante quatro
semanas =dose recomendada para o tratamento da "orma mucosa> são mais acentuados em
pacientes idosos, os mais a"etados pela "orma mucosa =espundia> da doença#
$inda com relação R terapêutica, B$S$J c C$M$*F =(33?> descrevem que muito
embora a dro&a esteKa &eralmente disponível nas unidades de saúde, o potencial 'epato, cardio e
ne"rot/:ico do antimonial, aliado ao seu uso parenteral e:clusivo, representa um sDrio obstBculo
ao tratamento adequado dos casos# Deve0se ter em conta que a maioria dos casos ocorre em Breas
de di"ícil acesso, em meio R "loresta, o que di"iculta tanto a aplicação parenteral da dro&a como o
monitoramento de seus e"eitos colaterais# *elatam tambDm que a terapêutica da 12$, alicerçada
nas dro&as disponíveis atualmente, representa, per si, um obstBculo R condução clínica adequada
dos casos de 12$# Descreve tambDm que es"orços devem ser e"etivados no sentido de ampliar os
testes clínicos com as novas dro&as promissoras por via oral ="luconaCol e milte"osine>, alDm das
(N
dro&as de uso t/pico =paromomEcin e imiquimod>, e pesquisar dro&as alternativas que "acilitem o
tratamento#
S$M!$@ et al.# =(33)> colabora como KB mencionado, que o tratamento de primeira
escol'a da 12$ D representado pelo antimonial pentavalente =antimoniato de J0metil0&lucamina
ou stibo&luconato de s/dio># Jo entanto especi"ica que no caso de "al'a terapêutica, ou contra0
indicação dos mesmos, usa0se a an"otericina B ou a pentamidina# Contudo, os custos, e"eitos
adversos, administração parenteral e o índice de "al'as, Kusti"icam a busca de alternativas mais
e"icaCes#
Jo momento, não D impossível combater as leis'manioses utiliCando0se um único
en"oque# Um conKunto de "atores deve ser observado, tais como o controle do vetor e a pr/pria
terapia antimonial, cuKa administração induC severa to:icidade# $ vacinação, desta "orma, parece
ser uma e:ceção, KB que a obtenção de uma vacina se&ura e e"icaC poderB ser utiliCada, de "orma
pro"ilBtica, impedindo a disseminação da doença =!@J]-@*, (333>
Muito embora as medidas de controles atuais esteKam voltadas R química para aliviar a
doença e o controle do vetor para reduCir a transmissão, não 'B necessariamente uma data para o
uso de uma vacina para a e"etiva prevenção da doença# bserva0se que 'B um consenso que este
tipo de prevenção =vacinas> pode trans"ormar0se em uma "erramenta principal no controle deste
&rupo das doenças#
*.(. ER1'9a 4' GraGa9'CG5
De acordo com B*$S@1 =(334>, os esquemas terapêuticos recomendados estão de acordo
com as "ormas clínicas e obedecem as se&uintes recomendaçIes especi"icadas no quadro 3? e 3N
a se&uir9
(L
31a4r5 0* - -squema terapêutico preconiCado para as diversas "ormas clínicas de 12$, se&undo
MS e MinistDrio da Saúde especi"icando a Forma Clínica, Dose e 2empo de duração mínima#

31a4r5 + B Doses de $ntimoniato de J0metil&lucamina utiliCadas no tratamento de lesIes
cut.neas e mucosas#


*.%. M545 4' aK"#HaDL5
modo de aplicação descrito se&ue as recomendaçIes do MinistDrio da Saúde =B*$S@1,
(334>, onde preconiCa que as inKeçIes devem ser realiCadas por via parenteral, intramuscular ou
endovenosa, com repouso ap/s a aplicação# $ via intramuscular pode apresentar o inconveniente
(4
da dor local# Su&ere0se então, altern.ncia dos locais, pre"erindo0se a re&ião &lútea# -m casos de
pacientes desnutridos, com pouca massa muscular e naqueles com trombocitopenia, deve0se dar
pre"erência R via endovenosa =-%>#
*ecomenda0se ainda que a via endovenosa seKa a mel'or, pois permite a aplicação de
&randes volumes sem o inconveniente da dor local# $ aplicação deve ser lenta =duração mínima
de N minutos>, com a&ul'a "ina =calibre (N:4 ou (N:5> e sem necessidade de diluição# !ara
possibilitar o repouso ap/s a administração, &eralmente D aconsel'Bvel a aplicação do
medicamento no "inal do dia# %ale ressaltar que não e:iste di"erença entre as vias -% e @M, no
que diC respeito R e"icBcia e se&urança da dro&a#
bs#9 antimoniato de J0metil&lucamina D indicado no tratamento de mul'eres com
leis'maniose te&umentar ="orma cut.nea e8ou mucosa> que esteKam em período de amamentação,
pois a concentração de Sb
Nm
no leite materno D pequena =),Nn& Sb8m1>, "ato que não implicaria na
absorção pelo recDm0nascido =B*$S@1, (334>#
(5
) - ?USTI/ICATI7A
$s leis'manioses são antropoCoonoses consideradas um &rande problema de saúde
pública e, representam um comple:o de doenças com importante espectro clínico e diversidade
epidemiol/&ica# $ r&aniCação Mundial da Saúde =MS> estima que )N3 mil'Ies de pessoas
esteKam e:postas ao risco com re&istro apro:imado de dois mil'Ies de novos casos das di"erentes
"ormas clínicas ao ano =B*$S@1, (334>#
Diante dos problemas provocados pela doença relacionados ao per"il da população, aos
tipos de lesIes, ao índice de 12$ no mundo, na re&ião e das di"iculdades no tratamento, D que se
"aC necessBrio um dia&n/stico rBpido e "idedi&no para se c'e&ar a um parecer "inal na
identi"icação e caracteriCação da 12$#
Dados contidos no MS descrevem que o dia&n/stico deverB ser abran&ente, envolvendo
os aspectos clínicos =caracteriCação das lesIes>, laboratoriais =pesquisas parasitol/&icas e o
dia&n/stico imunol/&ico>, e os aspectos epidemiol/&icos associados# Dados esses que "acilitam a
compreensão do mecanismo de in"ecção e o carBter epidemiol/&ico especí"ico de cada re&ião#
@ndicam ainda que para tal procedimento, se "aC necessBrio a aplicação de tDcnicas
padroniCadas que possam evidenciar de "orma especi"ica os dados relacionados Rs di"erentes
"ormas da doença# Se&undo MS, a utiliCação de mDtodos de dia&n/stico laboratorial visa não
somente R con"irmação dos ac'ados clínicos, mas pode "ornecer importantes in"ormaçIes
(;
epidemiol/&icas, pela identi"icação da espDcie circulante, orientando quanto Rs medidas a serem
adotadas para o controle do a&ravo#
De acordo com o Manual de Controle da 1eis'maniose 2e&umentar $mericana =B*$S@1,
(333>, o dia&n/stico clínico D classi"icado em lesIes na pele ou lesIes cut.neas =1C> que podem
caracteriCar a "orma localiCada =únicas ou múltiplas>, a "orma disseminada =numerosas lesIes em
vBrias Breas do corpo> e a "orma di"usa# Ja maioria das veCes a doença apresenta0se como uma
lesão ulcerada única#
Puanto ao dia&n/stico laboratorial se&undo B*$S@1 =(334>, baseia em três &rupos de
e:ames9 e:ame parasitol/&ico para demonstração do parasito que pode ser "eito de "orma
direta e indireta< e:ames imunol/&icos com o uso de intradermorreação de Montene&ro0@D*M ou
da leis'maniana e com testes sorol/&icos e e:ames moleculares em reação em cadeia de
polimerase 7!C*#
Jo dia&n/stico epidemiol/&ico, tanto as lesIes cut.neas como nas lesIes mucosas, devem
ser observados dados como9 e:istência de casos de 12$ na re&ião, procedência de Breas
endêmicas =via&em de laCer ou trabal'o, residência anterior>< re"erências de cães ou eqQinos com
lesIes e residindo nas pro:imidades< inserção em Breas "lorestais# Jas lesIes cut.neas, os dados
epidemiol/&icos re"eridos são recentes =em mDdia ( meses>, no caso de lesIes mucosas D
essencial buscar tambDm a 'ist/ria pre&ressa de ulceraçIes de pele de lon&a duração, alDm da
e:istência de cicatriC e utiliCação de medicamento para leis'maniose#
$ relev.ncia deste estudo baseia0se nas características da doença e mDtodo de seu
controle, pois obKetiva analisar os aspectos epidemiol/&icos e clínico0laboratoriais dos casos de
leis'maniose que são identi"icados e re&istrados na Unidade -specialiCada de Saúde dos
municípios localiCados no subespaço 34 e 35 do estado e enviado ao S@J$J onde 'B o número
de re&istros de casos#
)3
levantamento dos casos observando o per"il epidemiol/&ico e os aspectos clínico0
laboratoriais de "orma comparativa ainda não "oi realiCado nos municípios localiCados nestas
microrre&iIes, muito embora 'aKa um elevado índice de casos#
)1
* - OB?ETI7OS
*.( - O&S'G#Q5 G'ra"
$nalisar os aspectos epidemiol/&icos e clínico7laboratoriais da leis'maniose te&umentar
americana nos subespaços 34 e 35 de *ond6nia#
*.% - O&S'G#Q5 EK'H!T#H5
10 @denti"icar o per"il epidemiol/&ico dos indivíduos dia&nosticados com a leis'maniose, por
meio da caracteriCação das se&uintes variBveis9 se:o =Masculino 7 M, Feminino 7 F>, idade
de todos os casos noti"icados e em escalas, ocupação, &rau de escolaridade =ensino
"undamental, mDdio, superior, outros>, atividade econ6mica, ori&em8procedência<
(0 Comparar os casos de leis'maniose em dois subespaços com os dados re&istrados<
)0 *ealiCar estudo 'istopatol/&ico, por amostra&em, de al&uns casos de leis'maniose
procurando identi"icar nos tecidos o protoCoBrio Leishmania sp.
?0 Mapear a distribuição dos casos na re&ião estudada#
)(
+- MATERIAIS E M@TODOS
+.( =r'a 4' 'G145
De acordo com o @BF- =(334>, o estado de *ond6nia possui N( municípios, ocupando
uma Brea de ()4#N4L#14L Vmo apresentando uma população estimada para (33N de 1#N)?#N;?
'abitantes#

/#01ra 0%2 Mapa do estado de *ond6nia e seus N( municípios#
))
estado de *ond6nia estB dividido se&undo o @BF- em duas mesorre&iIes9 Madeira0
FuaporD e 1este *ondoniense, e estas são divididas em mais 35 microrre&iIes =1@%-@*$,
(33N>#
De acordo com o mesmo autor, dentro da mesorre&ião 1este *ondoniense estão seis
microrre&iIes# Destas, R microrre&ião de %il'ena composta pelos municípios de %il'ena,
!imenta Bueno, !rimavera de *ond6nia, !arecis, São Felipe DUeste e C'upin&uaia# $
Microrre&ião de Colorado do este D composta pelos municípios de Colorado do este,
CereKeiras, Corunbirara, !imenteiras do este e Cabi:i, dentro dos quais 'B caracteriCação de
espaços com suas peculiaridades#
conceito de espaço "oi tomado de S$J2S =1;55> apud W$X$ c S$B*[$ =(33(>#
-le descreve que Go espaço deve ser considerado como um conKunto indissociBvel de que
participam de um lado, certo arranKo de obKetos &eo&rB"icos, obKetos naturais e obKetos sociais, e
de outro, h###i a sociedade em movimentoH#
Desta "orma, a compreensão de diversos "atores, incluindo os relacionados R saúde estB de
certa "orma li&ada R caracteriCação de um espaço#
s municípios analisados neste estudo estão contidos nos subespaços 34 e 35 do -stado
de *ond6nia descritos por !$*$FU$SSU0C]$%-S =(331># %eri"icado na divisão do estado
em 11 subespaços =Fi&ura 3)>#
+.% S1&'KaD5
+.%.(. S1&'KaD5 7
Se&undo os dados propostos por !$*$FU$SSp0C]$%-S =(331>, D uma Brea de
ocupação recente, localiCada ao sul do -stado, possui uma população estimada em L)#?5;
'abitantes com uma densidade pr/:ima de N,) 'ab#8Wmo e um &rau de urbaniCação de NNM# $
população urbana estB principalmente distribuída nas cidades de Colorado do este e CereKeiras,
)?
que con"ormam o centro econ6mico do subespaço# $s precipitaçIes são relativamente in"eriores
Rs da parte norte do -stado com 1413 mm# de mDdia anual, 1N33 mm# de mínimo e (333 mm# de
mB:imo# - a temperatura mDdia se situa em (?,NqC, in"erior R mDdia estadual#
Se&undo 1@%-@*$ =(33N>, o município de Colorado do este apresenta uma Brea de
1#?)4,3 Wmo, representando uma Brea do estado de 3,L M enquanto que o município de CereKeiras
possui uma Brea de (#L)N,3 Vmo representando 1,11M do estado#
Jestas Breas, observa0se que uma das "ontes descritas como o incremento das noti"icaçIes
para leis'maniose tem0se associado ao predomínio de pasta&ens e precisam de estudos concretos
que permitam a discernir a e:istência de um novo padrão &eoepidemiol/&ico de transmissão
associado a estas pasta&ens =!$*$FU$SSp0C]$%-S, (331>#
+.%.%. S1&'KaD5 8
-ste subespaço se localiCa ao sudeste do -stado# único município totalmente inserido
nele D %il'ena e inte&ra0se a ele LNM da Brea do município de C'upin&uaia# $ população
estimada para o período era cerca de ?;#);5 'abitantes, com uma densidade apro:imada de ?,1
'ab#8 Wmo e com elevado índice de urbaniCação =53M> =!$*$FU$SSU0C]$%-S, (331>#
município de %il'ena situa0se Rs mar&ens da B*0)L?, distante cerca de 4(3 Vm da
capital !orto %el'o, dentro da C'apada dos !arecis, com a ve&etação basicamente de cerrado#
$presenta &rande potencial para o cultivo de culturas anuais, em "unção de solos bem drenados,
planos a suavemente ondulados, com te:tura variando de ar&ilosa a arenosa e predomínio de
latossolos, alDm de Brea e:pressiva de areias quartCosas# !ossui uma Brea de 1)#N(N,L Vm
(
=4#?53
Vm
(
0 !arque @ndí&ena do $ripuanã e 1#153 Vm
(
7 !arque @ndí&ena dos 2ubarIes># $ altitude de
L33 m D a que predomina na Brea de maior aptidão a&rícola =-MB*$!$, s#d#>#
De acordo com 1@%-@*$ =(33N>, o município de %il'ena ocupa uma Brea do estado de
?,45M, enquanto que o município de C'upin&uaia possui uma Brea de N#1)1,3 Vmo representando
)N
(,1LM do estado#
-sta re&ião destaca0se por seu dinamismo econ6mico, onde a atividade pecuBria era
predominante atD 1;;4 sendo superada, posteriormente, pelas atividades a&rícolas# $pesar disso,
a pecuBria ocupa 13,?M do territ/rio e as terras destinadas R a&ricultura menos de 1M
=!$*$FU$SSp0C]$%-S, (331>#
$inda, se&undo o mesmo autor, concentra0se na re&ião a produção de soKa do estado, com
o maior peso em valor da produção# s &randes lati"úndios estão mudando a paisa&em de
cultivos vBrios para monocultivos com "ins de e:portação, &erando a e:pulsão de pequenos
campesinos da Brea rural para a Brea urbana# $s Breas prote&idas representam cerca de ?(,N M do
territ/rio e os proKetos de assentamento e coloniCação ocupam apro:imadamente N,;M da Brea
deste subespaço# !ossui uma rede ampla de camin'os que o comunicam com a B* )L?# Situado
na re&ião da C'apada, a de maior altitude do relevo de *ond6nia, representa a temperatura mDdia
mais bai:a do -stado de (?,? &raus Celsius# $ precipitação mDdia anual D de 1#5;3 mm, com
mínima de 1#L33 mm e a mB:ima de (#333 mm#

/#01ra 0)2 Subespaços de *ond6nia#
/5CG'2 !ara&uassu0C'aves, (331#
)L
+.). M@TODOS
!ara o desenvolvimento deste estudo, "oram adotados di"erentes procedimentos
metodol/&icos# -stes se desenvolveram de acordo com as atividades propostas e recursos
disponíveis para a e:ecução de cada etapa con"orme descrição a se&uir#
+. ).(. ACU"#' ' H59KaraDL5 45 K'rT#" 'K#4'9#5"O0#H5
!ara as anBlises do per"il epidemiol/&ico em pacientes acometidos com a 12$, nas
microrre&iIes ou subespaços, "oram realiCados levantamentos dos re&istros contidos no banco de
dados do S@J$J =Sistema Jacional de $&ravo e Joti"icação> Kunto a Secretaria -stadual de
Saúde, onde "oram levantados dados retrospectivos entre os anos de (331 a (33L para anBlise
epidemiol/&ica e comparativa dos subespaços 34 e 35, obKetos deste estudo#
+.).(.(. TraGa9'CG5 EGaG!G#H5
s dados contidos nos "ormulBrios da FUJ$S$ e as suas respectivas anBlises "oram
transcritos para planil'a em !ro&rama MS -:cel ""ice r!, onde "oi empre&ada uma estatística
descritiva para caracteriCar a amostra nas variBveis estudadas, utiliCando0se a mDdia &eomDtrica,
mediana, desvio padrão e percentual# !osteriormente "oram preparados atravDs do pro&rama -!@0
@JF L#3? =D-$J, 1;;?> para a realiCação da anBlise estatística# $s associaçIes de interesse
"oram veri"icadas atravDs do teste de qui0quadrado e do teste t, com @ntervalo de con"iança com
;NM e valor de pgs 3,3N3#
+.).% IC4#Ha45r' 'K#4'9#5"O0#H5
s indicadores epidemiol/&icos "oram baseados nas orientaçIes de B*$S@1 =(33(> onde
"oi calculado o coe"iciente de incidência#
!ara veri"icação do coe"iciente de incidência de casos, "oram adaptados aos padrIes
recomendados pelo MinistDrio da Saúde =(33(>, que orienta para o cBlculo o levantamento dos
)4
se&uintes t/picos9 Júmero de casos novos con"irmados de leis'maniose te&umentar americana
=c/di&o BNN#1 e BNN#( da C@D013>, por 133 mil 'abitantes, na população residente em
determinado espaço &eo&rB"ico, no ano considerado#
Jo entanto, para esse estudo adaptou0se a recomendação multiplicando o número de casos
da equação para os municípios analisados por deC mil =13#333> 'abitantes em "unção do número
total da população residente nos espaços das unidades "ederativas analisadas#
1MDtodo de CBlculo
Júmero de casos novos de leis'maniose te&umentar
=todas as "ormas> con"irmados em residentes : 13#333
população total residente
+.).). ACU"#' H#G5KaG5"O0#Ha
$ avaliação 'istopatol/&ica, complementou os estudos epidemiol/&icos atravDs da anBlise
das alteraçIes tissulares por amostra&em e pela evidenciação do parasito nos tecidos# !ara tal,
utiliCou0se dos se&uintes procedimentos9 $s amostras "oram coletadas em pacientes acometidos
por 12$ e que aceitaram participar dos estudos nos municípios localiCados nos subespaços 34 e
35# -stes representaram um total de oito pessoas as quais "oram orientadas quanto Rs questIes
Dticas =termo de consentimento livre esclarecido># Como o material obtido por bi/psia interessou
a borda da úlcera e a pele sã, atravDs de um punch de L,3 mm, realiCado sob condiçIes estDreis e
ap/s anestesia local com :ilocaína a (M< este material "oi "i:ado em "ormalina a 13M, incluído
em para"ina, seccionado em N micr6metros de espessura e, posteriormente, corado pela
]emato:ilina e -osina =]#-#>#
estudo imuno0'istoquímico9 ap/s despara"iniCação, as secçIes 'istopatol/&icas "oram
incubadas com anticorpos monoclonais e 8ou policlonais, preparados pelo @nstituto de Medicina
2ropical de São !aulo, diluição de uso 19?33# $ ampliação da reação "oi realiCada pela tDcnica de
-strepto0$vidina0Biotina0!ero:idase 0 =1S$B> 0 e revelação dos resultados por ),?0
DiaminobenCidina =D$B>#
)5
2odas as l.minas receberam identi"icação prDvia e "oram e:aminadas pelos autores# $
avaliação da intensidade das alteraçIes 'istopatol/&icas "oi "eita se&undo a classi"icação de
Ma&al'ães modi"icada, (33?# Con"orme observada no quadro 3L a se&uir#
31a4r5 0,2 Classi"icação da 1eis'maniose 2e&umentar $mericana
=se&# Ma&al'ães, 1;;?>
IG'9 EK'H#T#HaDL5
1 *eação -:sudativa Celular
(a *eação -:sudativa e Jecr/tica
(b *eação -:sudativa e Jecr/tica0Franlomatosa
(c *eação -:sudativa e Franulomatosa
) *eação -:sudativa e Sarcoidi"orme
? *eação -:sudativa e 2ubercul/ide
Na *eação -:sudativa ]istiocitBria
Nb *eação -:sudativa ]istiocitBria -volutiva
+.).*. MaK'a9'CG5 4a r'0#L5
!ara o mapeamento e caracteriCação das microrre&iIes, adotou0se como par.metro a
observação da política de desenvolvimento do estado e localiCação de casos de 12$, observando
as se&uintes variBveis caracteriCadas por Conas =urbana e rural>, subConas de desenvolvimento e
reservas indí&enas# s dados buscam veri"icar os locais de açIes 'umanas e de ocorrência da
leis'maniose#
!ara o desenvolvimento deste, "oram con"eccionados pela -quipe de Feorre"erenciamento
da Secretaria do Desenvolvimento $mbiental 7 S-D$M em !orto %el'o 7*, mapas com base
nas in"ormaçIes contidas em seu banco de dados, e disponível no site do .oogle Earth e .oogle
maps de (334, pontuando as Conas de prevalência de ocorrência de acordo com a tecnolo&ia
disponível no sistema de anBlise proposto# !ara sistematiCação e de"inição das ima&ens "oram
utiliCados os pro&ramas S*@JF8@J!-, %ersão ?#) 0 CorelD*$X, versão r@@@ e a visualiCação
em !DF no $dobe $C*B$2.
);
,. RESULTADOS E DISCUSS>O

,.( R'1"Ga45

-ste estudo revelou os se&uintes dados em relação Rs anBlises do per"il epidemiol/&ico da
população acometida pela 1eis'maniose 2e&umentar $mericana nos subespaços 34 e 35# Dados
estes, retrospectivos veri"icados no período de (331 a (33L de acordo com os re&istros e"etuados
no S@J$J =Sistema Jacional de $&ravo e Joti"icação>, Kunto a Secretaria de Saúde do -stado de
*ond6nia, nos municípios onde "oi desenvolvida a pesquisa#
s dados indicam que nessas microrre&iIes ou subespaços, no período correspondente de
(331 a (33L "oram noti"icados 1);( casos de 12$, sendo que (?; =14,;M> desses casos "oram
no subespaço 34 e 11?) =5(,1M> dos casos no subespaço 35 =Fi&ura 3?>#
82,1%
17,9%
Subespaço 7 Subespaço 8
/#01ra *2 Distribuição dos casos de 12$, noti"icados entre (331 e (33L de acordo com os Subespaços#
?3
-ntre os casos noti"icados neste período veri"icou0se que a maior parte deles 1(45
=;1,5M> ocorreu em pessoas do se:o masculino e 11? =5,(M> em pessoas do se:o "eminino
=2abela 31># $ distribuição de novos casos "oi semel'ante em cada microrre&ião com relação ao
se:o, não 'avendo di"erenças si&ni"icativas =χ
(
s ),3;33< p s 3,3454).
Ta&'"a (9 Distribuição de novos casos de 12$, noti"icados entre (331 e (33L nos subespaços 34
e 35, se&undo o se:o#
S'V5
S1&'KaD5 7
/ N
S1&'KaD5 8
/ N
TOTAL
/ N
/'9#C#C5 1) N,( 131 5,5 11? 5,(
MaH1"#C5 ()L ;?,5 13?( ;1,( 1(45 ;1,5
TOTAL (?; 133,3 11?) 133,3 1);( 133,3
χ
(
s ),3;33< p s 3,3454
Jo que se re"ere R idade, veri"icou0se que entre as pessoas noti"icadas por 12$, neste
período, cuKas idades variavam de 1 a 4; anos, com uma mDdia de idade de )(,L anos e desvio
padrão de 1),; anos# s novos casos "oram mais prevalentes entre as idades de 1N a )3 anos,
tanto no subespaço 34, quanto no subespaço 35 =2abela 3(># Jo entanto, a distribuição de novos
casos com relação R idade não mostrou di"erenças si&ni"icativas com relação aos subespaços
estudados =χ
(
s ;,N;L?< p s 3,354N)#
?1
Ta&'"a %9 Distribuição de novos casos de 12$, noti"icadas em pessoas entre (331 e (33L nos
subespaços 34 e 35, se&undo a idade#
Com relação ao nível de escolaridade os dados revelaram0se bai:o para os dois
subespaços estudados, onde se veri"ica que no subespaço 4, das (?; pessoas noti"icadas neste
período, ((5 =;1,LM> possuíam no mB:imo a 5O sDrie completa, ou seKa, (( =5,5M> possuíam de 1O
a ?O sDrie incompleta, N1 =(3,NM> com ?O sDrie completa, 113 =??,(M> de NO a 5O sDries
incompletas, ?N =15,1M> com 5O sDrie completa, 1? =N,LM> possuíam ensino mDdio incompleto ou
completo e 4 =(,5M> não in"ormaram sua escolaridade =Fi&ura 3N>#
Jo subespaço 5, o nível de escolaridade tambDm se mostrou bai:o, das 11?) pessoas
noti"icadas com 12$ no período de (331 a (33L, 55N =44,?M> possuíam no mB:imo o ensino
"undamental completo, as outras ((5 =((,LM> pessoas tin'am nível mDdio incompleto8completo
ou não in"ormaram sua escolaridade =Fi&ura 3N># Com relação R escolaridade, a distribuição das
cate&orias se mostrou semel'ante nos dois subespaços =χ
(
s 5,5)N) e p s 3,15)3).
?(
2.8%
1.2%
4.4%
18.1%
44.2%
20.5%
8.8%
15.9%
2.5%
4.1%
38.4%
14.4%
6.9%
17.8%
1
ª a
4
ª s
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o
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p
le
to

N
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o
In
fo
rm
a
ra
m
S!espa"o 7 S!espa"o 8
/#01ra +2 Distribuição dos casos de 12$, noti"icados entre (331 e (33L de acordo com a microrre&ião em
relação R escolaridade#
Puanto Rs consideraçIes de classi"icação de cor ou raça especi"icada pelo MinistDrio da
Saúde, as anBlises dos subespaços revelaram que 'ouve maior prevalência da raça ou cor branca
1?1 =NL,LM> no subespaço 34 e N55 =N1,?M> no subespaço 35# Jas demais cate&orias de raça ou
cor, mostraram di"erenças si&ni"icativas com relação aos subespaços pesquisados =χ
(
s L1,L4N3 e
p s 3,3333) =2abela 3)>.
Ta&'"a )9 CaracteriCação das pessoas noti"icadas com novos casos de 12$, noti"icados entre
(331 e (33L nos subespaços 34 e 35, se&undo a raça ou cor#
RaDa 6 C5r
S1&'KaD5 7
/ N
S1&'KaD5 8
/ N
T5Ga"
/ N
S'9 ICT5r9aDL5 (4 13,5 (4( (),5 (;; (1,N
BraCHa 1?1 NL,L N55 N1,? 4(; N(,?
Pr'Ga 1? N,L )1 (,4 ?N ),(
A9ar'"a ( 3,5 3 3,3 ( 3,1
Par4a L? (N,4 143 1?,; ()? 1L,5
IC4!0'Ca 3 3,3 N3 ?,? N3 ),L
I0C5ra45 1 3,? )( (,5 )) (,?
TOTAL (?; 133,3 11?) 133,3 1);( 133,3
χ
(
s L1,L4N3< p s 3,3333
χ
(
s 5,5)N)
p s 3,15)3
?)
Puanto R ori&em ou procedência, do total dos indivíduos com 12$ noti"icados e tratados
no subespaço 34, (3( =51,1M> residiam nos municípios considerados sede =Colorado do este e
CereKeiras>, os demais residiam em outros municípios circunviCin'os ou atD mesmo em outros
estados# Jo subespaço 35, ocorreu situação semel'ante onde dos 11?3 indivíduos com 12$
noti"icados e tratados neste subespaço 131) =55,;M> residiam nos municípios sede =%il'ena e
C'upin&uaia>, os demais tambDm residiam em municípios circunviCin'os ou em outros -stados#
-stas distribuiçIes podem ser visualiCadas nas "i&uras 3L e 34 abai:o#
Jo que se re"ere R Cona de residência, a maioria ;(4 =LL,NM> dos indivíduos noti"icados
nas microrre&iIes estudadas in"ormaram residir na Cona urbana, principalmente no subespaço 35
onde o número de moradores na Cona urbana "oi de 455 =L5,;M> dos indivíduos noti"icados# Ja
distribuição por local de residência as di"erenças "oram si&ni"icantes em relação aos subespaços
estudados =χ
(
s (1,L13?< p s 3,3333> =2abela 3?>#
/#01ra ,2 Distribuição das pessoas com 12$
se&undo o município de residência$ noti"icadas no
subespaço 34#
/#01ra 72 Distribuição das pessoas com 12$
se&undo o município de residência$ noti"icadas no
subespaço 35#
??
Ta&'"a *9 1ocal de residência e distribuição das pessoas noti"icadas com novos casos de 12$, no
período entre (331 e (33L nos subespaços 34 e 35#
L5Ha" 4' R'#4WCH#a
S1&'KaD5 7 S1&'KaD5 8 T5Ga"
/ N / N / N
X5Ca Ur&aCa 1); NN,5 455 L5,; ;(4 LL,N
X5Ca R1ra" ;; );,5 )3? (L,L ?3) (;,3
NL5 ICT5r9a45 11 ?,? N1 ?,N L( ?,N
TOTAL (?; 133,3 11?) 133,3 1);( 133,3
χ
(
s (1,L13?< p s 3,3333
Puanto R ocupação, estas, relacionadas ao meio onde desenvolviam suas atividades,
observou0se que indivíduos noti"icados neste período apresentavam as mais variadas pro"issIes,
sendo as se&uintes mais prevalentes9 trabal'adores braçais =1L,)M>, trabal'adores a&rícolas
=1?,)M>, trabal'adores em a&ropecuBrias =4,3M>, estudantes =L,(M>, motoristas =N,)M> e
pedreiros =?,?M># De modo mais &eral, entre aqueles que in"ormaram sua ocupação constatou0se
que 4(,4M são trabal'adores do meio urbano e (4,)M do meio rural =2abela 3N>#
Ta&'"a +9 1ocal de ocupação e distribuição das pessoas noti"icadas com novos casos de 12$, no
período entre (331 e (33L nos subespaços 34 e 35#
L5Ha" 4' OH1KaDL5
S1&'KaD5 7
/ N
S1&'KaD5 8
/ N
TOTAL
/ N
R1ra" L) (N,) 1;5 14,) (L1 15,5
Ur&aC5 1)3 N(,( NLL ?;,N L;L N3,3
NL5 ICT5r9a45 NL ((,N )4; )),( ?)N )1,)
TOTAL (?; 133,3 11?) 133,3 1);( 133,3
χ
(
s ),15)N< p s 3,34?)
Puanto aos aspectos clínicos observados no subespaço 34, veri"icou0se que nas avaliaçIes
clínicas realiCadas nas quais se encontrou positividade com relação a al&um tipo de lesão que,
53,5M "oram para lesão cut.nea, 1L,4M para lesão de mucosa e (,LM para lesão cut.nea di"usa#
-nquanto que no subespaço 35, os resultados positivos "oram as se&uintes, 5;,LM para lesão
?N
cut.nea, 13,3M para lesão de mucosa e 3,?M para lesão cut.nea di"usa =Fi&ura 35>#

80.8N
8-.,N
(,.7N
(0.0N
%.,N 0.*N
0.0%
10.0%
20.0%
30.0%
40.0%
50.0%
60.0%
70.0%
80.0%
90.0%
Lesão Cutânea Lesão Mucosa Lesão Cutânea !"usa
Subespaço 07 Subespaço 08
/#01ra 82 Distribuição das pessoas com 12$ com avaliação positiva em relação a al&um tipo de lesão, noti"icadas
no subespaço 34 e subespaço 35, entre (331 e (33L#
Das avaliaçIes relacionadas Rs anBlises laboratoriais para dia&n/sticos da 12$, os
subespaços estudados revelaram di"erenças si&ni"icativas =χ
(
s (5,5N44 e p s 3,3333> com
relação ao e:ame parasitol/&ico direto =Fiemsa ou 1eis'man># Jo subespaço 34, dos (?;
pacientes avaliados 15; =4N,;M> "oram positivas, (L =13,?M> ne&ativas, 31 =3,?M> i&norado e em
)) =1),)M> pacientes não "oram realiCados# !ara o subespaço 35 em 43; =L(,1M> dos pacientes
este se mostrou positivo, em (5) =(?,5M> "oram ne&ativos, () =(,3M> i&norados e em 1(4
=11,1M> pacientes este e:ame não "oi realiCado =2abela 3L>#
?L
Ta&'"a ,9 -:ame parasitol/&ico direto e distribuição das pessoas noti"icadas com novos casos de
12$ nos subespaços 34 e 35, entre o período (331 e (33L#
Para#G5"O0#H5
4#r'G5
S1&'KaD5 07
C N
S1&'KaD5 08
C N
TOTAL
C N
!ositivo 15; 4N,; 43; L(#3 5;5 L?#N
Je&ativo (L 13,? (5) (?#5 )3; ((#(
Jão realiCado )) 1),) 1(4 11#1 1L3 11#N
@&norado 1 3,? (? (#1 (N 1#5
22$1 (?; 133,3 11?) 133#3 1);( 133#3
χ
(
s (5,5N44< p s 3,3333
Dos 1);( pacientes noti"icados com 12$, de (331 a (33L, 1344 =44,?M> deles não
realiCaram a avaliação @munol/&ica de @ntradermoreação de Montene&ro 7 @D*M# Jo subespaço
34, dos L; pacientes que realiCaram a avaliação NL =51,(M> o resultado "oi positivo, em L =5,4M>
"oi ne&ativo e em 4 =13,1M> não "oi possível se obter os resultados# !ara o subespaço 35 do total
de (?N pacientes que realiCaram a avaliação, em (3; =5N,)M> o resultado "oi positivo, em 15
=1,LM> "oi ne&ativo, e em 1; =1,4M> não "oi possível obter os resultados# !ara esta avaliação 'B
di"erenças si&ni"icativas da distribuição entre as cate&orias da avaliação com relação aos
subespaços estudados =χ
(
s N,15(? e p s 3,1N5;># -ssas distribuiçIes dos dados podem ser
visualiCadas de "orma completa na tabela 34 a se&uir#
Ta&'"a 79 Distribuição das pessoas noti"icadas com novos casos de 12$ nos subespaços 34 e 35
que realiCaram a avaliação @D*M, no período entre (331 e (33L#
IRDM
S1&'KaD5 07
N N
S1&'KaD5 08
C N
TOTAL
C N
P5#G#Q5 NL ((,N (3; 15#) (LN 1;#3
N'0aG#Q5 L (,? 15 1#L (? 1#4
NL5 r'a"#Pa45 153 4(,) 5;4 45#N 1344 44#?
I0C5ra45 4 (,5 1; 1#4 (L 1#;
TOTAL (?; 133,3 11?) 133#3 1);( 133#3
χ
(
s N,15(?< p s 3,1N5;
?4
Puanto Rs avaliaçIes 'istopatol/&icas, os dados levantados indicaram que "oi encontrado
parasito em L pacientes =(,?M> no subespaço 34 e em 4 pacientes =3,LM> do subespaço 35< em L
pacientes de cada subespaço =(,?M e 3,NM, respectivamente> a avaliação 'istopatol/&ica se
mostrou compatível para 12$, e em ? pacientes =3,)M> do subespaço 35 não "oi possível obter os
resultados# Jo restante do total de pacientes noti"icados nos dois subespaços e que representa a
&rande maioria h1)?) =;L,NM>i este e:ame não "oi realiCado =2abela 35>#
Ta&'"a 89 $valiação 'istopatol/&ica e distribuição das pessoas noti"icadas com novos casos de
12$ nos subespaços 34 e 35 que realiCaram a avaliação no período entre (331 e (33L#
H#G5KaG5"50#a
S1&'KaD5 07
N N
S1&'KaD5 08
N N
TOTAL
C N
-ncontro do !arasito L (,? 4 3#L 1) 3#;
Compatível L (,? L 3#N 1( 3#;
Jão Compatível 13 ?,3 13 3#; (3 1#?
Jão *ealiCado ((4 ;1,( 111L ;4#L 1)?) ;L#N
@&norado 3 3,3 ? 3#) ? 3#)
TOTAL (?; 133,3 11?) 133#3 1);( 133#3
χ
(
s)1,3L3; ps 3,3333
Jo que se re"ere aos tipos de entrada nas unidades de saúde para dia&n/stico e tratamento
dos casos noti"icados nos subespaços estudados e re&istrados no S@J$J, os dados revelaram que
do total noti"icado no subespaço 34, a maioria dos casos, ((4 =;1,(M>, eram de casos novos, 1L
=L,?M> eram recidivas e em L casos essa in"ormação era i&norada< no subespaço 35 ocorreu 113N
casos novos =;L,5M>, (3 casos eram de recidiva =1,5M> e em 15 casos =1,LM> "oi i&norada essa
in"ormação =2abela 3;>#
?5
Ta&'"a -9 Distribuição das pessoas noti"icadas com novos casos ou de recidiva de 12$ nos
subespaços 34 e 35 no período entre (331 e (33L#
T#K5 4' 'CGra4a
S1&'KaD5 07
C N
S1&'KaD5 08
C N
TOTAL
C N
Ca5 N5Q5 ((4 ;1,( 113N ;L#4 1))( ;N#4
R'H#4#Qa 1L L,? (3 1#4 )L (#L
I0C5ra45 L (,? 15 1#L (? 1#4
TOTAL (?; 133,3 11?) 133#3 1);( 133#3
χ
(
s15,;4L3 ps 3,3331
Com relação aos tipos de entrada relatados na tabela 4, 'avia 1))( casos novos
re&istrados neste período, dos quais 11;N =;3,3M> eram de lesIes cut.neas e os outros 1)4
=13,3M>, de lesIes na mucosa# -ntre aqueles casos que "oram noti"icados como recidivas, ((
=L1,1M> "oram de lesIes cut.neas e 1? =);,;M> de lesIes mucosas# Dentre os casos cuKo tipo de
entrada era i&norado, 1; =5(,LM> "oram de lesIes cut.neas e N =(3,5M> de lesão mucosa# Dados
esses observados na tabela 13 a se&uir#
Ta&'"a (09 Distribuição dos casos de 12$, nos subespaços 34 e 35, em relação Rs "ormas
clínicas das lesIes, no período entre (331 e (33L#
/5r9a
C"#C#Ha
Ca5 N5Q5
C M
R'H#4#Qa
N M
I0C5ra45
C M
T5Ga"
C M
Cutanêa 11;N 5;,4 (( L1,1 1; 4;#( 1()L 55#5
Mucosa 1)4 13,) 1? )5,; N (3#5 1NL 11#(
2otal 1))( 133,3 )L 133,3 (? 133#3 1);( 133#3
Puanto R evolução dos casos para os dados dia&nosticados, no subespaço 34 'ouve 1;)
casos =44,NM> de alta por cura, 1N =L,3M> abandonaram o tratamento, ? =1,LM> trans"eriram o seu
tratamento para outra localidade e em )4 casos =1?,5M> não e:iste in"ormação# !ara o subespaço
35 o número de alta por cura "oi de 5L4 =4N,;M>, enquanto que 1() casos =13,5M> abandonaram
o tratamento, N? =?,;M> se trans"eriram e em ;L dos casos =5,?M> não 'B in"ormação disponível#
-ssas di"erenças correspondentes R evolução dos casos se mostraram si&ni"icantes com relação
?;
aos subespaços estudados =χ
(
s ;1,;3N) e ps 3,3333> =2abela 11>#
Ta&'"a ((9 -volução dos casos de 12$ nos subespaços 34 e 35 no período entre (331 e (33L#
EQ5"1DL5 45 Ha5
S1&'KaD5 07
C N
S1&'KaD5 08
C N
TOTAL
C N
A"Ga K5r H1ra 1;) 44,N 5L4 4N#; 13L3 4L#1
A&aC45C5 1N L,3 1() 13#5 1)5 ;#;
TraCT'rWCH#a ? 1,L NL ?#; L3 ?#)
I0C5ra45 15 4,( 1 3#1 1; 1#?
NL5 ICT5r9a45 1; 4,L ;L 5#? 11N 5#)
TOTAL (?; 133,3 11?) 133#3 1);( 133#3
χ
(
s ;1,;3N) ps 3,3333#
Puanto R veri"icação de incidência, observou0se a estimativa da população nos municípios
pesquisados =Puadro 34> analisando a ocorrência da doença nos subespaços 34 e 35 no período
de (331 a (33L =Fi&ura 3;>, a leis'maniose te&umentar nos subespaços de *, vem apresentando
ta:as de incidência que oscilam no subespaço 34 entre L,1 e 1(,5 para 13#333 'abitantes, tendo
sua maior incidência no ano de (33)# Jo que se re"ere ao subespaço 35, a oscilação na ta:a de
incidência variou de 14,L a )?,(? para 13#333 'abitantes no período, tendo uma maior incidência
no ano de (33L# $o lon&o do período observa0se um salto na incidência com crescimento
caracteriCando endemia no ano (33L no subespaço 35#
31a4r5 072 !opulação dos municípios para o período de (333 a (33L se&undo estimativa do
@BF-#
M1C#H!K#5 %00( %00% %00) %00* %00+ %00,
CereKeiras 15#31( 14#;(N 14#4;? 14#(14 14#)LL 14#(1N
Colorado do este (1#?(1 (3#551 (3#?1( 15#)?; 15#55) 15#)?(
%il'ena NN#N1) N4#34? N5#L54 LN#45N L)#;?4 LN#534
C'upin&uaia N#431 N#5?( N#;;1 L#L?4 L#?44 L#L?;
/5CG'2$daptado @BF- 7 Cacoal 0*, (334#
N3
#$2
1%$#
12$8
8$4
1%$2
#$2
25$#
28$5
&4$2
&&$4
17$#
12$7
0
5
10
15
20
25
30
35
40
2001 2002 2003 2004 2005 2006
S!espa"o 7 S!espa"o 8
/#01ra 0-2 2a:a de incidência de leis'maniose te&umentar americana =por 13 mil> nos Municípios dos Subespaços
34 e 35 entre os anos de (331 a (33L#
Puanto aos resultados obtidos nos estudos 'istopatol/&icos, por amostra&em, obKetivando
complementar as avaliaçIes epidemiol/&icos pela veri"icação da presença do parasito e das
caracteriCaçIes 'istol/&icas por meio das avaliaçIes imuno0'istoquímicas, estas realiCadas em 5
pacientes do se:o masculino, no ano de (334, os dados revelaram que 3( =1LM> tiveram
resultados ne&ativos para 12$# Um destes, por amostras com insu"iciência de dados e 3L =5?M>
tiveram resultados positivos#
Das avaliaçIes com resultado ne&ativo "oram obtidos os se&uintes dados nos laudos
imuno0'istoquímicos9
-m um dos pacientes, o laudo apontou !rocesso @n"lamat/rio Cr6nico @nespecí"ico
Ulcerado, de provBvel ori&em vascular, apresentando imuno"en/tipo misto B e 2# $ pesquisa de
Leishmania, utiliCando anticorpos policlonais, resultou ne&ativa# Jo outro, o dia&n/stico não "oi
possível por insu"iciência de material#
χ
(
s 1),;L5< ps 31N5
N1
!ara os dia&n/sticos com resultados positivos, "oram obtidos os se&uintes padrIes de
classi"icação nas anBlises 'istopatol/&icas para 12$, baseadas em M$F$1]b-S =1;;?> e nas
avaliaçIes imuno0'istoquímicos9
Um laudo apresentou o dia&n/stico de 1eis'maniose 2e&umentar apresentando padrão de
*eação -:sudativa e Franulomatosa 7 associada R 'iperplasia pseudo0epiteliomatosa, &rau @
=Puadro 35 0 $ e B>0 imuno"en/tipo com predomin.ncia de cDlulas 2 =Puadro 35 7 C># Ja
pesquisa de Leishmania, utiliCando anticorpos policlonais, resultou discretamente positiva#
Um se&undo laudo apresentou nos ac'ados imuno0'istoquímicos o dia&n/stico de
leis'maniose te&umentar apresentando padrão de *eação -:sudativa e Jecr/tico0&ranulomatosa
=Puadro 35 7 D e ->, imuno"en/tipo com predomin.ncia de cDlulas 2# $ pesquisa de Leishmania,
utiliCando anticorpos policlonais, resultou discretamente positiva =Puadro 35 7 F>#
Jo terceiro caso, os ac'ados 'istol/&icos e imuno0'istoquímicos apontaram para o
dia&n/stico de leis'maniose te&umentar apresentando padrão de *eação -:sudativa e
Franulomatosa =Puadro 35 0 F e ]>, e imuno"en/tipo com predomin.ncia de cDlulas 2# $
pesquisa de Leishmania, utiliCando anticorpos policlonais, resultou acentuada positiva =Puadro
35 7 @>#
Jo quarto caso, três pacientes apresentaram nos ac'ados 'istopatol/&icos imuno0
'istoquímicos o dia&n/stico de leis'maniose te&umentar apresentando padrão de *eação
-:sudativa Celular =Puadro 35 7 Y e 1>, e imuno"en/tipo com predomin.ncia de cDlulas 2# $
pesquisa de Leishmania, utiliCando anticorpos policlonais, resultou discretamente positiva
=Puadro 35 7 M>#
N(
31a4r5 082 CaracteriCação 'istopatol/&ica da 1eis'maniose 2e&umentar $mericana
=se&# M$F$1]b-S, 1;;?>#
]c- 7 133:9 *eação -:sudativa e
Franulomatosa#
]c- 0 ]iperplasia !seudoepiteliomatosa CD05 =CDlula 2 7 Citot/:ica8Supressora>
]c- 7 133:9 *eação -:udativa e
Jecr/tico0&ranulomatosa#
]c- 7 133:9 *eação -:udativa e Jecr/tico0
&ranulomatosa#
?33:9 !esquisa de Leishmania# com
anticorpos policlonais#
]c- 7 133:9 *eação -:udativa e
Franulomatosa#
]c- 7 ?33:9 *eação -:udativa e Jecr/tico0
&ranulomatosa# Com @n"iltr#
]istiolin"oplasmocitBrio
?33:9 !esquisa de Leishmania#com
anticorpos policlonais#
]c- 7 133:9 *eação -:udativa celular# ]c- 7 133:9 *eação -:udativa celular# ?33:9 !esquisa de Leishmania# com
anticorpos policlonais#
A B
C
D E /
G
?
H I
L
M
N)
Jo que se re"ere ao mapeamento para a complementação e estruturação dos dados
epidemiol/&icos que possam colaborar com os trabal'os realiCados e divul&ados pela MS em
=(33(>, onde 'B o apontamento dos números de casos de 12$ por município e identi"icando os
circuitos da 12$s em di"erentes estados e re&iIes do país, incluindo o estado de *ond6nia, com a
evidenciação nos subespaços trabal'ados neste estudo =Fi&ura 13>#

/#01ra (0 - Circuitos de !rodução de 1eis'maniose 2e&umentar no Brasil de 1;;5 a (333 apud Brasil 0 Boletim
eletr6nico -pidemiol/&ico =(33(>#
mapeamento da re&ião de estudo, decorreu da necessidade de se estruturar dados que
possam colaborar na compreensão dos aspectos relacionados aos casos da 12$ na re&ião onde 'B
ocorrência nos subespaços#
$ localiCação e o mapeamento dos municípios dos subespaços "oram realiCados por meio
da utiliCação de uma re"erência obtida no perímetro urbano de cada município por meio do
pro&rama .oogle maps# Jeste, os municípios localiCados no subespaço 34 apresentaram as
se&uintes coordenadas como re"erência9 CereKeiras 0 1atitude9 S 1)q 11U5H e 1on&itude9 X
L3q?5UN;#NH, Colorado do este 0 1atitude9 S 1)q4U1L,?H e 1on&itude 9X L3q)(U)4#4H#
Puanto Rs coordenadas para as Unidades Federadas 0 UF do subespaço 35, o município de
N?
C'upin&uaia apresentou9 1atitude9 S 1(q))U5H e 1on&itude9 X L3qN?U)LH e o município de
%il'ena com 1atitude9 S 1(q??UN#?H e 1on&itude9 X L3q)(U)4#4H#
Ja "i&ura 11 e 1( "oram evidenciadas a 'idro&ra"ia nos subespaços# $ Fi&ura 11
representa o mapa 'idro&rB"ico dos municípios de CereKeiras e Colorado do este, pertencentes
ao subespaço 34, a "i&ura 1( apresenta os municípios de %il'ena e C'upin&uaia pertencentes ao
subespaço 35# -m ambos 'B a evidenciação dos limites dos municípios e dos rios e:istentes na
re&ião#
NN

NL
N4
Jo que se re"ere aos outros aspectos da caracteriCação destes espaços, "oram observados o
[oneamento S/cio0-con6mico0-col/&ico de *ond6nia evidenciado con"orme 1ei complementar
Jt ()), de 3L de Kun'o de (333 e as especi"icaçIes do S-D$J, as atividades 'umanas nos
di"erentes municípios# São veri"icadas nesta caracteriCação as [onas e SubConas compostas pelo
perímetro urbano, as Conas rurais e reservas indí&enas, com suas respectivas Breas em percentual
e em 'ectares# Con"orme os quadros 3;, 13 e 11 a se&uir#
31a4r5 0-2 [oneamento 31 com as descriçIes e diretriCes da [ona e SubConas
evidenciando os aspectos Socioecon6mico0-col/&icos do -stado de *ond6nia#
XONA (
=r'a 4' 15 a0r5K'H1Ur#5$ a0r5T"5r'Ga# ' T"5r'Ga#.
SUB
XONA
DESCRIÇ>O DIRETRIXES
[onas de ocupação da terra para di"erentes
usos, principalmente a&ropecuBrios, com &raus
variBveis de ocupação e de vulnerabilidade
ambiental, que caracteriCam di"erentes
subConas#
Como diretriC &eral, deve ser estimulada o
desenvolvimento das atividades primBrias em
Breas KB desmatadas ou antropiCadas, com prBticas
adequadas e maneKo no uso dos recursos naturais,
especialmente o solo, de "orma a ma:imiCar os
custos de oportunidade representados pelo valor
da "loresta# Deve0se estimular tambDm o maneKo
sustentado dos recursos "lorestais e, em particular,
o re"lorestamento e a recuperação de Breas
de&radadas, de preservação permanente =matas
ciliares e de encostas> e da reserva le&al, incluindo
o aproveitamento alternativo da ve&etação
secundBria =capoeira># *ecomenda0se, ainda, a
aplicação de políticas públicas compensat/rias
visando R manutenção dos recursos "lorestais
remanescentes, evitando a sua conversão para
sistemas a&ropecuBrios e:tensivos# $s obras de
in"ra0estrutura, tais como estradas, deverão estar
condicionadas Rs diretriCes de uso das subConas#
(.( São Breas com &rande potencial social# -stão
dotadas de in"ra0estrutura su"iciente para o
desenvolvimento das atividades a&ropecuBrias,
sobretudo estradas de acesso< concentram as
maiores densidades populacionais do -stado<
nelas localiCam0se os assentamentos urbanos
mais importantes# s custos de oportunidade da
preservação KB se tornaram e:cessivamente
elevados para &arantir a conservação# $ptidão
a&rícola predominantemente boa# $presenta
vulnerabilidade natural R erosão
predominantemente bai:a#
s proKetos de re"orma a&rBria devem ser
direcionados para estas Breas# Devem ser
implementadas políticas públicas para a
manutenção e recuperação da cobertura ve&etal
natural desta subCona# Jas Breas convertidas D
recomendado o estímulo ao incremento da
produtividade a&ropecuBria, baseada em tDcnicas
a&rícolas mais modernas, inclusive a irri&ação,
com incentivos para a&roindústria de "orma a
ma:imiCar os custos de oportunidade
representados pelo valor da "loresta#
(.% São Breas com mDdio potencial social, onde
predominam a cobertura "lorestal natural, em
processo acelerado de ocupação, &eralmente
Jecessita0se de es"orços para a re&ulariCação
"undiBria e controle da e:ploração "lorestal e do
desmatamento nos processos de ocupação# Devem
N5
sem controle# $ptidão a&rícola
predominantemente re&ular# %ulnerabilidade
natural R erosão predominantemente bai:a a
mDdia#
ser implementadas políticas públicas para a
manutenção da cobertura ve&etal natural desta
subCona, com medidas compensat/rias, visando R
preservação dos recursos "lorestais remanescentes#
s desmatamentos incrementais devem estar
condicionados Rs potencialidades e "ra&ilidades
naturais e ao uso pretendido da terra, e em
especial no conte:to de pro&ramas de re"orma
a&rBria em processo de implementação#
Jas Breas convertidas D recomendado o estímulo
ao incremento da produtividade a&ropecuBria,
baseada em tDcnicas a&rícolas mais modernas,
envolvendo insumos e prBticas de maneKo,
con"orme as condiçIes da aptidão a&rícola desta
subCona#
(.) \reas com claro predomínio da cobertura
ve&etal natural, e:pressivo potencial "lorestal,
em processo de ocupação a&ropecuBria
incipiente, com conversão da cobertura ve&etal
natural, não controlado# $ptidão a&rícola
predominantemente restrita# $presenta
vulnerabilidade natural R erosão
predominantemente mDdia#
ordenamento desta subCona deve prioriCar o
aproveitamento dos recursos naturais# $s
atividades a&ropecuBrias e:istentes podem ser
mantidas, mas não estimulada a sua e:pansão#
Jecessita0se de es"orços para a re&ulariCação
"undiBria e controle de e:ploração "lorestal e do
desmatamento para os processos de ocupação#
Devem ser implementadas políticas públicas para
a manutenção, da cobertura ve&etal natural desta
subCona, com medidas compensat/rias visando R
preservação dos recursos "lorestais remanescentes#
*ecomenda0se que eventuais desmatamentos
incrementais seKam condicionados Rs
potencialidades e "ra&ilidades naturais e ao uso
pretendido, com políticas públicas para o estímulo
da manutenção da cobertura ve&etal natural#
Jas Breas convertidas D recomendada a
implantação de cons/rcios a&ro"lorestais,
re"lorestamentos e cultivos permanentes de um
modo &eral#
(.*
\reas onde a in"ra0estrutura disponível propicia
a e:ploração das terras, apesar das condiçIes
naturais que impIem restriçIes ao
desenvolvimento de atividades de conversão da
cobertura ve&etal natural# Compreendem
ecossistemas de relevante interesse para a
preservação dos recursos naturais, em especial
os 'ídricos, KB que al&uns rios desta subCona
apresentam e:pressivo potencial para
aproveitamento 'idrelDtrico com pequenas
centrais de produção# $presenta vulnerabilidade
natural R erosão predominantemente alta#
Jas Breas KB desmatadas recomenda0se a
implantação de sistemas de e:ploração que
&arantam o controle da erosão, tais como9
re"lorestamento, cons/rcios a&ro"lorestais e
culturas permanentes, de um modo &eral#
*ecomenda0se que eventuais desmatamentos
incrementais seKam condicionados R
vulnerabilidade R erosão, Rs potencialidades e
"ra&ilidades naturais e ao uso pretendido, com
políticas públicas para o estímulo da manutenção
da cobertura ve&etal natural# Devem ser
implementadas políticas públicas para a
manutenção da cobertura ve&etal natural desta
subCona, com medidas compensat/rias visando R
preservação dos recursos "lorestais remanescentes#
/5CG'2 Foverno do -stado de *ond6nia =(334>#
N;
31a4r5 (02 [oneamento 3( com as descriçIes e diretriCes da [ona e SubConas
evidenciando os aspectos Socioecon6mico0-col/&icos do -stado de *ond6nia#
XONA %
=r'a 4' U5 EK'H#a#
\reas de Conservação dos *ecursos Jaturais, passíveis de uso sob maneKo sustentBvel#
SUB
XONA
DESCRIÇ>O DIRETRIXES
%.( [onas onde as atividades de conversão das
terras "lorestais são pouco e:pressivas#
capital natural, sobretudo o "lorestal, se
apresenta ainda em condiçIes satis"at/rias de
e:ploração, madeireira e não madeireira#
custo de oportunidade de preservação se
mantDm entre bai:o e mDdio, com boas
possibilidades de conservar o estado natural#
valor das terras "lorestais pode ser
incrementado mediante a&re&ação de valor Rs
e:istências "lorestais, atravDs da e:ploração
seletiva de seus produtos# $l&umas Breas
apresentam alto potencial para o eco0turismo e
para atividades de pesca em suas diversas
modalidades#
ordenamento destas Conas deve prioriCar o
aproveitamento dos recursos naturais, evitando a
conversão da cobertura ve&etal natural# $s atividades
a&ropecuBrias e:istentes podem ser mantidas, sem
e:pansão# $s Breas de campos naturais podem ser
utiliCadas, sob maneKo adequado, observando as suas
características especí"icas# De um modo &eral, devem
ser "omentadas as atividades de maneKo "lorestal e do
e:trativismo, especialmente pelas comunidades
tradicionais, tais como estradas, deverão estar
condicionadas Rs diretriCes de uso das subConas#
%.% $presentam ocupação ine:pressiva# s custos
de oportunidade da preservação da "loresta
natural são bai:os, "acilitando a conservação
das terras "lorestais no seu estado natural#
Destinadas R conservação da natureCa, em especial da
biodiversidade, com potencial para atividades
cientí"icas e econ6micas de bai:o impacto ambiental
sob maneKo sustentado# aproveitamento destas Breas
devem se desenvolver sem conversão da cobertura
ve&etal natural e, quando e:tremamente necessBrio,
somente em pequenas Breas para atender R
subsistência "amiliar# $s Breas KB convertidas deveriam
ser direcionadas para a recuperação# j recomendada
tambDm a criação de Breas prote&idas de domínio
público ou privado, devido Rs características
especí"icas de sua biodiversidade, de seus 'abitats e de
sua localiCação em relação ao corredor ecol/&ico
re&ional#
/5CG'2 Foverno do -stado de *ond6nia =(334>#
L3
31a4r5 ((2 [oneamento 3) com as descriçIes e diretriCes da [ona e SubConas
evidenciando os aspectos Socioecon6mico0-col/&icos do -stado de *ond6nia#
XONA )
=r'a ICG#G1H#5Ca#
\reas @nstitucionais, constituídas pelas Breas prote&idas de uso restrito e controladas, previstas
em 1ei e instituídas pela União, -stado e Municípios#
SUB
XONA
DESCRIÇ>O DIRETRIXES
).( \reas constituídas pelas Unidades de
Conservação de Uso Direto#
$ utiliCação dos recursos ambientais deverB se&uir os
planos e diretriCes especí"icas das unidades instituídas,
tais como9 Florestas -staduais de *endimento
Sustentado, Florestas Jacionais, *eservas -strativistas
e outras cate&orias estabelecidas no Sistema Jacional
de Unidades de Conservação#
).% \reas "ormadas pelas Unidades de
Conservação de Uso @ndireto#
s usos devem se limitar Rs "inalidades das unidades
instituídas, tais como -staçIes -col/&icas, !arques e
*eservas Biol/&icas, !atrim6nio -speleol/&ico,
*eservas !articulares do !atrim6nio Jatural e outras
cate&orias estabelecidas pelo Sistema Jacional de
Unidade de Conservação#
).% \reas "ormadas pelas 2erras @ndí&enas# !artes do territ/rio nacional de uso limitado por lei,
onde o aproveitamento dos recursos naturais somente
poderB ser e"etuado mediante autoriCação ou
concessão da União#
/5CG'2 Foverno do -stado de *ond6nia =(334>#
$s "i&uras 1) e 1? evidenciam as características dos municípios de Colorado do este e
CereKeiras =subespaço 34>, enquanto que as "i&uras 1N e 1L evidenciam os municípios de %il'ena
e C'upin&uaia =subespaço 35>, ambas com as suas respectivas Conas e subConas de *ond6nia#

L1
L(
L)
L?
LN
,.% D#H1L5
$ 12$ D considerada um dos problemas de saúde pública em diversas re&iIes do mundo#
Jo estado de *ond6nia 7 Brasil, ela representa um dos principais problemas endêmicos
relacionados com a saúde da população# *econ'ecer os di"erentes aspectos re"erentes R doença
pode au:iliar na caracteriCação dos di"erentes espaços dessa re&ião, contribuindo com as
mudanças relacionadas ao bem estar da população#
-ste estudo levantou e comparou os di"erentes aspectos relacionados R epidemiolo&ia,
avaliação clínica, 'istopatolo&ia por amostra&em laboratorial e mapeamento com as
características dos subespaços# s dados revelaram que 'ouve 1(45 casos re&istrados nos
subespaços, ocorrendo menor percentual no subespaço 34 =14,;M> que no subespaço 35, onde
representou 5(,1M#
$s anBlises dos dados levaram a su&erir que essas variaçIes no número de casos nos
subespaços estão relacionadas ao número e ao per"il das pessoas residentes nestas re&iIes# Dados
esses que podem ser observados na mDdia estima pelo @BF- =(334> para o período analisado nos
quais revelaram que no subespaço 35 que compreende os municípios de %il'ena e C'upin&uaia,
apresentou uma mDdia estimada de população de 4(#(3L, enquanto que para o subespaço 34
representado por Colorado do este e CereKeiras mostraram uma mDdia de ?)#;5L# %eri"ica0se
que o número de pessoas e:postas a determinados "atores relacionados R doença ocorrem no
subespaço 35, embora todos os municípios esteKam no circuito epidemiol/&ico divul&ados por
B*$S@1 =(33(>#
Um outro "ator a ser considerado, estB relacionado ao crescimento da população =Puadro
34>, o qual se veri"ica que para o período analisado nas Unidades Federadas 0 UF contidas no
subespaço 34 apresentaram redução, enquanto que para as contidas no subespaço 35 'ouve
aumento, su&erindo que este crescimento pode ter ocorrido tambDm em Breas de ocorrência da
doença#
$s características contidas nos municípios da re&ião tambDm podem estar relacionadas
LL
aos dados obtidos nessas microrre&iIes# Dados como o do município de %il'ena que, alDm de ser
um dos p/los de produtividade a&rícola do estado com ên"ase na produção de soKa
=!$*$FU$SSU0C]$%-S, (331< $F*J1@J-, (334>, estB localiCado Rs mar&ens da B* )L?,
"ato esse que pode "avorecer a movimentação das pessoas e o aumento do número da população
local#
$lDm desses dados, a $F*J1@J- =(334> relata que o Cone Sul do estado de * D
composto por sete municípios =%il'ena, Cabi:i, CereKeiras, C'upin&uaia, Colorado do este,
Corumbiara e !imenteiras do este> responsBveis por mais de N4M da produção estadual de
&rãos9 (N4#L55 toneladas =dados de abril (33) 0 Conab>, possibilitando aos pacientes in"ectados
pela 12$, estarem li&ados a essa atividade# Um outro dado que au:ilia na compreensão deste
"ator são os descritos por FU-**$ et al. =(33L> na $maC6nia0Brasil, em seus trabal'os,
observam a ma&nitude da e:pansão &eo&rB"ica, relacionada R coe:istência de um duplo per"il
epidemiol/&ico, e:presso pela manutenção de casos oriundos dos "ocos anti&os ou de Breas
pr/:imas a eles, e pelo aparecimento de surtos epidêmicos associados a "atores como9 o acelerado
processo de e:pansão das "ronteiras a&rícolas, a implantação de Breas de &arimpos, a construção
de estradas, o processo de invasão na peri"eria das cidades, entre vBrios outros#
Desta "orma, os ac'ados re"erentes Rs características da re&ião relacionados com a
produção a&rícola, e:pansão dos territ/rios e das açIes 'umanas são "atores que in"luenciaram
nos dados obtidos quanto R di"erença dos casos nas populaçIes das microrre&iIes, su&erindo que
esses "atores podem ter contribuído com as di"erenças de casos de 12$ observados nestes
subespaços#
Com relação Rs variBveis observadas, embora não ten'a 'avido di"erenças quando
comparadas entre as duas microrre&iIes ou subespaços relacionadas aos aspectos
epidemiol/&icos li&ados ao se:o, idade, nível de escolaridade, estas apresentaram as se&uintes
características quando se analisa as variBveis re"erentes ao se:o e a idade#
De acordo com dados noti"icados no período, veri"icou0se que 'B uma prevalência do
se:o masculino representando ;1,5M dos casos analisados# %eri"icou0se tambDm que entre os
L4
subespaços não 'ouve di"erenças si&ni"icativas, sendo evidenciado no teste do qui0quadrado =χ
(
s
),3;33< p s 3,3454). Jo que se concerne R "ai:a etBria, estas variavam de 1 a 4; anos, com uma
mDdia de idade de )(,L anos e desvio padrão de 1),; anos, prevalecendo entre as idades de 1N a
)3 anos, nos dois subespaços# Dados que não mostraram di"erenças si&ni"icativas entre os
subespaços, apresentando certa similaridade com os observados na literatura#
Dados obtidos por M$F$1]b-S et al. =1;5(>, em estudo sobre os aspectos clínicos
comparativos da leis'maniose te&umentar na *e&ião $maC6nica e *e&ião Centro0este,
veri"icaram que 'avia incidência si&ni"icativa da 12 no &rupo etBrio de 1N a (N anos#
M-J-[-S, $PU@J c C$1D$S =(33(> veri"icaram dados semel'antes =1L e )3 anos>#
De acordo com B*$S@1 =(333< (334>, este padrão de idade su&ere que a ocorrência estB
relacionada com as atividades desenvolvidas pelos acometidos de 12$, em virtude de estarem
em período de produtividade# Dados esses, que podem ser observados veri"icando o período de
prevalência da doença, as atividades econ6micas e os aspectos de desenvolvimento da re&ião#
Puando se observa os outros padrIes etBrios, veri"ica0se que 'ouve menor "reqQência na
ocorrência# Uma e:plicação sobre este dado, D dada por %-1S et al. =(33L>, quando
descrevem que a leis'maniose te&umentar americana pode atin&ir indivíduos de qualquer idade,
sendo mais "reqQente dos (3 aos ?3 anos# utros pesquisadores que corroboram o que "oi dito são
%@-@*$, Y$CB@J$ c M*$@S =(334>, que descrevem que a maior concentração de casos de
12$ estB na "ai:a etBria mais produtiva =1N0L3> e no se:o masculino# $inda, se&undo os mesmos
autores, este "ator estB relacionado ao carBter ocupacional desta endo0epidemia, pois, com a
e:ploração do trabal'ador rural, em particular nas "ases de uso do trabal'o intensivo para
des"lorestamento, capina e col'eita#
-mbora não ten'a 'avido di"erença entre os subespaços quanto R distribuição por se:o e
idade, D relevante ressaltar que e:istem outros "atores que podem proporcionar a in"ecção desses
pacientes, como KB citado por !$SSS et al. =(331>, que su&erem a coe:istência de dois modelos
de transmissão da 12$# maior atendimento de 'omens e de adultos su&ere transmissão
e:tradomiciliar em população economicamente ativa, "ato que pode estar li&ado ao maior número
L5
de casos em relação ao se:o masculino detectado neste estudo# utra observação D que dados
contidos na literatura descrevem que paralelamente as açIes antr/picas que se estabelecem desde
o "inal do sDculo r@r e início do rr, &randes surtos de 12$, levaram ao rBpido recon'ecimento
do carBter ocupacional da parasitose =21-[$J et al., (331>#
De acordo com os dados obtidos, a re&ião apresenta maior atividade a&rícola que em
outras Breas do -stado# $ prevalência de 'omens, com "ai:a etBria produtiva e bai:a escolaridade
estão li&ados ao comportamento social dos residentes desta re&ião e ao per"il dos pacientes
estudados neste estudo# utras pesquisas tambDm revelam dados similares, J$M- et al. =(33N>
observaram o predomínio da incidência de 12$ em 'omens, a&ricultores, na "ai:a etBria
economicamente ativa#
GUERRA et al., (2006), em estudos na região Amazônica, relatam que uma
arte signi!icati"a dos acientes de leis#maniose tegumentar americana ossu$am
ati"idades que os e%un#am aos "etores da Leishmania, como agricultura e tra&al#o
em gran'as. A maioria era do se%o masculino e tin#a entre 20 e 2( anos.
Um dado relevante a ser comentado D que, atualmente, tem0se observado uma mudança no
padrão epidemiol/&ico de transmissão das leis'manioses em diversos países da $mDrica do Sul,
com uma importante domiciliação de vetores em países como a %eneCuela, !eru, Bolívia e Brasil
=C$M!B-1101-JD*UM et al., (331>#
Com relação ao bai:o nível de escolaridade, um dos "atores que podem contribuir com
esse padrão D o observado em uma &rande parcela da população, principalmente da re&ião da
$maC6nia le&al, onde dados contidos na literatura revelam 'aver um predomínio de pacientes
com bai:a escolaridade, bai:a renda, e por conseqQência o predomínio de ocupaçIes pouco
quali"icadas# -sse padrão KB evidenciado por 1@%-@*$7J-2 et al# =1;55>, !$SSS et al#,
=(331>< B*$S@1 =(334> revela ainda que a 12$, assim como a maioria das doenças in"ecto0
parasitBrias, atin&em principalmente as populaçIes mais carentes que podem estar envolvidas nos
"atores associados principalmente Rs atividades ocupacionais e de laCer, associadas R e:ploração
desordenada das "lorestas e derrubada de matas para construção de estradas, usinas 'idrelDtricas,
L;
instalação de povoados, e:tração de madeira, desenvolvimento de atividades a&ropecuBrias, entre
outros#
Jo que se re"ere ao atendimento de mul'eres, crianças e outras pessoas com ocupaçIes
não a&rícolas, estas podem estar relacionadas Rs atividades no intra e8ou peridomicílio, como
observado por !$SSS et al# =1;;)>, 1@%-@*$0J-2 et al# =1;;N>, apud !$SSS et al#,
=(331># Dados que podem colaborar com essas in"ormaçIes são os descritos por CS2$ et al.
=1;;5>, que relatam a ocorrência em crianças com idade in"erior a N anos, colabora com a
'ip/tese de transmissão intra e8ou peridomiciliar#
%eri"ica0se que e:istem outros "atores que devem ser considerados neste estudo, como o
processo de urbaniCação, que se caracteriCa pelo crescimento das cidades em Brea onde 'B o "oco
da doença ou do vetor# @n"ormaçIes KB observadoas nos estudos realiCados por !*F-2$ D$
1U[ et al. =(331>, em MF, onde "oi descrito um processo urbaniCação da 12$ na re&ião
metropolitana de Belo ]oriConte# $lDm desta consideração, vale ressaltar que no estudo de
B*$S@1 =(33(> 'B a evidência de que as Breas analisadas neste estudo estão num circuito da
12$ no estado de * =Fi&ura 13> e o dinamismo de proKeção de desenvolvimento em andamento
do -stado observado no mapeamento por Coneamento s/cio0econ6mico0ecol/&ico de * =Fi&ura
1), 1?, 1N e 1L> evidencia as Breas de atividade 'umana, relacionando aos "ocos de ocorrência da
doença#
Puanto R distribuição cor ou raça, observou0se que 'ouve um predomínio nos dois
subespaços para a cor branca, com NLM no subespaço 34 e N1M para o subespaço 35, se&uida
pelas outras variBveis analisadas# Jo entanto, 'ouve di"erenças si&ni"icativas quando comparadas
nos subespaços pesquisados =χ
(
s L1,L4N3 e p s 3,3333># Su&ere0se neste estudo que um dos
"atores a serem considerados estB relacionado R pr/pria característica da distribuição dos &rupos
Dtnicos relacionados R cor ou raça no Brasil onde se&undo dados do @BF- =(333>, N),5M,
declararam ser branca, );,1M parda, L,(M pretos, 3, LM amarelos e 3,?M indí&enas#
J$M- et al. =(33N>, em anBlise dos dados do ]ospital UniversitBrio em Brasília 7 DF,
43
observaram que dos pacientes noti"icados, N4M eram pardos, (4,;M brancos e 1),(M ne&ros,
orientais e indí&enas correspondiam a ( M dos casos# Dados esses que diver&em em relação R cor
branca e parda observado nos estudos e nos dados do @BF- =(333># Desta "orma, um dos "atores
que podem estar relacionados D quanto ao processo mi&rat/rio da população ou a de"iciência nas
de"iniçIes para cor da pele observada pela população, pois o re&istro de cor D de"inido pelo
pr/prio conceito do declarante, podendo desta "orma, ter in"luenciado nos dados dessa pesquisa#
Jo que se re"ere Rs outras variBveis como Rs raças ou &rupos Dtnicos indí&enas, deve0se
observar que 'B Breas desi&nadas como reservas indí&enas =Fi&uras 1N e 1L> determinada pela
le&islação brasileira, presentes apenas no subespaço 35, revelando desta "orma que as di"erenças
observadas neste &rupo estão relacionadas aos casos noti"icados no período, no subespaço 35,
com N3 =?,?M> e que não ocorreram no subespaço 34#
Puanto R ocupação, os pacientes apresentaram as mais variadas pro"issIes, podendo ser
observado que em relação aos locais onde as desenvolvem, 'ouve predomínio no meio urbano
com 4(,4M, enquanto que no meio rural (4,)M# -mbora não ten'am sido observados que "atores
podem ter in"luenciado os dados neste estudo, pode0se su&erir que estão relacionados ao
desenvolvimento de atividades de laser e com o processo de urbaniCação da 12$, as atividades
e:trativistas entre outras KB observadas por B*$S@1 =(333< (334>#
!esquisadores como 1@M$ et al. =(33(> contribuem com a interpretação deste estudo,
quando descreve sobre a distribuição da leis'maniose te&umentar por ima&ens de sensoriamento
remoto, no -stado do !aranB, Brasil, observando um maior número de casos de leis'maniose em
adultos do se:o masculino relacionados provavelmente ao trabal'o rural pr/:imo a matas como
KB citado por outros pesquisadores, e ressaltaram tambDm as atividades de laCer =principalmente a
pesca> nas mar&ens de rios e c/rre&os com matas ciliares que, embora alteradas, mantêm o ciclo
enCo/tico de Leishmania. -ste comportamento pode estar ocorrendo nas Breas de estudo, pois
apresenta características como 'idro&ra"ia =Fi&ura 11 e 1(> bem distribuída na re&ião e atividade
de laser provavelmente não relacionada ao meio urbano por se tratar de municípios pequenos e
em e:pansão su&erindo o processo de urbaniCação da 12$, con"orme KB citado por !$SSS et
al# =1;;)>, 1@%-@*$0J-2 et al# =1;;N> apud !$SSS et al#, =(331>#
41
X] =(33(> cita que a urbaniCação estB correlacionada com o aumento da mobilidade
&lobal# Como um "ator de risco, a"eta cada uma das entidades eco0epidemiol/&icas, causador das
leis'manias, sendo três mostradas no detal'e9 a Leishmania Coon/tica cut.nea =[C1>,
Leishmania antr/pica cut.nea =$C1> e Leishmania Coon/tica visceral =[%1>, descreve ainda que
a compreensão da inte&ração entre as mudanças do meio urbano e os "lebotomíneos como vetores
são um prD0requisito para o proKeto apropriado a estratD&ias da prevenção da doença e do
controle#
utros dados que corroboram com essas observaçIes são os descritos pela SUC-J =(33?>
nos quais e:iste o relato de que a 12$ apresenta0se em "ase de e:pansão &eo&rB"ica, observando0
se nas últimas dDcadas mudança no comportamento, coe:istindo um duplo per"il epidemiol/&ico,
e:presso pela manutenção de casos oriundos dos "ocos anti&os ou Breas pr/:imas a eles, e pelo
aparecimento de surtos epidêmicos, associados aos "atores decorrentes de processos mi&rat/rios
de população, bem como crescimento e urbaniCação desordenada em Breas rurais onde e:istem o
ciclo Coon/tico e mudanças ambientais produCidas pelo 'omem#
Com relação aos dados li&ados a urbaniCação da 12$, observa0se nos estudos de
S$M!$@ c !$U1$ =1;;;>, que 11 casos de leis'maniose te&umentar americana =12$>, em
pacientes que residem no DF e não saíram de sua Brea durante um tempo que variou de seis
meses a dois anos antes do início da doença e que seis dos 11, residiam na cidade satDlite de
!lanaltina# Su&erindo assim, que são casos intra ou peridomiciliar resultados do crescimento das
cidades a locais do "oco#
X@@-d$*$2J-, $*S-J$U12 c MU*!]d =1;;?>, comentaram que a maior
ocorrência de surtos urbanos de leis'maniose, quando comparada a outras parasitoses, pode ser
e:plicada por sua capacidade de e:pansão ser de "orma muito rBpida quando introduCida em
Breas endêmicas# Fator esse que pode ter ocorrido no subespaço 35, pois 'ouve maior ocorrência
de casos e 'B &rande e:pansão a&rícola em um dos municípios# Su&ere0se, desta "orma, que deve
ser considerado o processo de urbaniCação observado nos municípios, -stados novos e os locais
de residência e que este "ator pode ter ocorrido nos dois espaços, porDm com di"erentes
intensidades#
4(
Jas interpretaçIes dos aspectos clínico e laboratoriais, veri"icou0se que em relação ao tipo
de lesão 'ouve prevalência nos dois subespaços para lesIes cut.neas =53,5M> para o subespaço 4
e 5;,LM, para o subespaço 5, se&uido pelas lesIes de mucosa e por último as lesIes cut.neas
di"usas =Fi&ura 5># -, aos tipos de entrada =tabela ;>, observa0se nas revisIes de literatura que de
"orma &eral, esses dados são similares aos observados em outros estudos# Dados obtidos pela
SUC-J =(33?>, descrevem a avaliação clínica sobre a 12$ em Ubatuba litoral de São !aulo,
onde apenas um caso apresentou lesão em mucosa, o restante "oi de lesão cut.nea< 'ouve re&istro
de duas recidivas, no ano de 1;;? e 1;;4# utros dados são os levantados pelo MinistDrio da
Saúde 0 B*$S@1 =(334>, com relatos de que a diversidade de espDcies de Leishmania envolvidas
na 12$, e a mani"estação clínica da doença dependem não apenas da espDcie envolvida, mas
tambDm do estado imunol/&ico do indivíduo in"ectado# Dados estes, que podem ter in"luenciado
nos resultados obtidos#
utros trabal'os desenvolvidos na re&ião $maC6nica, mais especi"icamente no estado do
$cre, por S@1%$ et al. =1;;;> tambDm evidenciaram como a "orma clínica de maior ocorrência
as de lesIes cut.neas# J$M- et al# =(33N> em Brasília observaram a FC =N;,(M> e =?3,5M> e
FMC# M-J-S-S, $PU@J c C$1D$S =(33(> detectaram a predomin.ncia de lesão cut.nea
única e ulcerada em seus estudos# -mbora nesta pesquisa não ten'a sido observado o local da
lesão D vBlido ressaltar que os autores con"irmam como localidades das lesIes =membros
in"eriores e superiores> ao local da 'emato"a&ia do díptero# 1-b =1;;4> descreve que em &eral,
a pele D a porta de entrada da in"ecção leis'mani/tica na maioria absoluta dos casos# B*$S@1
=(334> considera tambDm que um espectro de "ormas clínicas podem se desenvolver na
dependência das características da resposta imune mediada por cDlulas# *essalta ainda, que no
meio do espectro da leis'maniose cut.nea =1C> representa a mani"estação clínica mais "reqQente#
Jela, as lesIes são e:clusivamente cut.neas e tendem R cicatriCação# Jeste estudo não "oram
observados os processos de cicatriCação, no entanto, veri"ica0se que estes "atos podem estar
associados ao predomínio de lesIes cut.neas#
Puanto ao bai:o percentual encontrado nas lesIes cut.neas di"usas, neste estudo =(,LM>
para o subespaço 34 e 3,?M para o subespaço 35, su&ere0se que pode estar relacionado Rs
características desta "orma clínica, sendo comumente bai:as as mani"estaçIes clínicas
4)
encontradas no !aís# B*$S@1 =(33L> relata que esta "orma constitui mani"estaçIes raras e &raves
da 1C, e que ocorrem em pacientes considerados alDr&icos com de"iciência especí"ica na resposta
imune celular a antí&enos da Leishmania#
Puanto Rs anBlises laboratoriais observadas neste estudo, veri"icaram0se di"erenças
si&ni"icativas entre os subespaços =χ
(
s (5,5N44 e p s 3,3333> quando comparadas e que o e:ame
parasitol/&ico direto D o primeiro teste a ser realiCado com "reqQência mDdia de L?,L M positivos#
-ntre outras variBveis analisadas =2abela 3L>, observou0se a prevalência de casos positivos para
os dois subespaços# Dados observados em estudos na $maC6nia le&al, por FU-**$ et al. =(33)>
com militares na $maC6nia mostraram tambDm um percentual de positividade de ?) casos
=5;,LM>, com dia&n/sticos con"irmados atravDs do e:ame direto da escari"icação da lesão#
utros dados na literatura revelaram que as avaliaçIes e a aplicação do teste
parasitol/&ico direto se dão por serem simples e prBtico e de resposta imediata# B*$S@1 =(334>
relata que a demonstração do parasito D "eita por meio de e:ames direto e indireto# FJ2@Y c
C$*%$1] =(33)> descreveram que o dia&n/stico, de certeCa, somente se obtDm pela
demonstração do parasito, que pode ser conse&uido atravDs de di"erentes tDcnicas parasitol/&icas
de pesquisa direta e indireta# Desta "orma, por se tratar de um e:ame mais simples, e"iciente e
sem necessidade de tDcnicas mais comple:as, &eralmente D o primeiro a ser realiCado nestes
subespaços analisados#
Puanto R @D*M, veri"icou0se que não 'ouve di"erença si&ni"icativa em comparação aos
dois subespaços com relação Rs variBveis analisadas# Jo entanto, 'ouve prevalência nos testes
para a variBvel não realiCada =2abela 34># De maneira &eral, esses resultados podem estar
relacionados R necessidade de retorno para observação dos resultados e a di"iculdade de
deslocamento desses pacientes# !ara os testes realiCados, 'B um percentual maior de positivos,
dados que vão ao encontro dos obtidos em outras re&iIes do país# Dados esses como os
observados por !$SSS =(331> numa avaliação sobre aspectos clínicos e terapêuticos da 12$
em MF, que observaram na leitura da @D*M "eita ap/s ?5' em )(; =5N,;M> e ap/s 4(' em )L
=;,?M> casos# DeCoito =?,4M> pacientes não retornaram para a leitura#
4?
Um outro estudo que colabora com essas in"ormaçIes são os descritos sobre militares da
ativa na $maC6nia re"erentes a aspectos clínico0epidemiol/&icos da doença# Jestes, em um
&rupo de militares, em quatro Breas endêmicas di"erentes, "oram observados que (4=4L,NM> com
@D*M deram positivo e destes, 5 =(),NM> com lesIes provavelmente contraídas em operaçIes de
selva em Manaus =F-**$ et al.# (33)>#
Uma das e:plicaçIes para o percentual de ne&atividade observada no estudo de (,?M para
subespaço 4 e 1,LM para o 5, D que em al&uns casos e tipos de leis'maniose os testes podem
apresentar ne&atividade, como o citado por %-1S et al.# =(33L>, que relata se tornar di"ícil
interpretar a ne&atividade para al&uns testes# -ntretanto, em suas observaçIes e e:periência, os
autores KB observaram casos de que na "orma mucosa com os testes de @D*M detectou0se
resultado ne&ativo#
Um outro "ator que pode estar relacionado D o citado por B*$S@1 =(334>, que a
sensibilidade de cada mDtodo de dia&n/stico pode variar de acordo com a e:periência de cada
serviço, a qualidade do equipamento e dos insumos utiliCados, o tempo de evolução das lesIes, as
"ormas clínicas e as di"erentes espDcies de Leishmania envolvidas# CUB$0CUB$ =(333> relata
que devemos sempre considerar que os procedimentos empre&ados no dia&n/stico de 12$
dependerão na maioria das veCes da "inalidade e da in"ra0estrutura do laborat/rio em que a&imos#
-stes "atores podem ter contribuído com os resultados obtidos nos levantamentos dessas
microrre&iIes#
Puanto aos resultados positivos observados, D importante ressaltar na prBtica clínica que o
@D*M D a "erramenta rotineiramente utiliCada para a avaliação da imunidade celular anti0
Leishmania# Se&undo B*$S@1 =(334>, apesar da sua &rande import.ncia dia&n/stica, deve ser
lembrado que sua positividade não si&ni"ica doença em atividade, si&ni"ica apenas que o
indivíduo KB se e:p6s aos antí&enos do parasito# Feralmente, esta e:posição deve0se R in"ecção
por Leishmania, porDm sabe0se que repetidas aplicaçIes do pr/prio @D*M tambDm podem
induCir uma imunossensibiliCação capaC de con"erir positividade ao teste#
4N
Su&ere0se que a observação de dados descritos por M$d*@JW et al. =1;4L><
M$*[C]@ et al. =1;53>< !$SSS, =(33?>, que relatam como re&ra &eral, que se considerava a
@D*M como altamente especí"ica para o dia&n/stico da 12$, apresentando sensibilidade em
torno de ;3,3M e manutenção da positividade por toda a vida do indivíduo# Muito embora, em
estudos prospectivos mostraram que pode ocorrer ne&ativação da @D*M em indivíduos
inicialmente positivos, cerca de cinco anos ap/s o teste inicial, con"orme demonstrado por pelos
pesquisadores# $ alta especi"icidade e sensibilidade da @D*M como mDtodo dia&n/stico,
associada R sua praticidade e "acilidade de e:ecução, "eC com que esse teste "osse considerado o
mel'or e:ame para o dia&n/stico da 12$ =!$SSS, (33?># 1o&o, embora os dados desse estudo
ten'am obtidos resultados similares a de outras re&iIes descritas na literatura, 'B necessidade de
que outros testes seKam realiCados para au:iliar na mel'or caracteriCação da 12$ e das tDcnicas
aplicadas nessas avaliaçIes, mesmo em pequenos centros urbanos que são os locais de maior
ocorrência da doença#
Jo que se re"ere Rs avaliaçIes 'istopatol/&icas retrospectivas observadas no
levantamento dos casos, levando em consideração as anBlises comparativas entre os subespaços,
veri"icou0se a prevalência de avaliaçIes não realiCadas, representando ;1,(M para o subespaço 34
e ;4,4M para o subespaço 35, com "reqQência mDdia de ;L,NM # -m relação aos pacientes
avaliados, em L =(,?M> deles veri"icou0se o encontro do parasito para o subespaço 34 e 34 =3,LM>
para o 35 =2abela 35>, entre outras variBveis analisadas# s dados revelaram di"erença
si&ni"icativa com χ
(
s )1,3L3; ps 3,3333 quando comparadas entre os subespaços#
bai:o número de avaliaçIes 'istol/&icas pode estar relacionado Rs di"iculdades
encontradas nessas re&iIes como a "alta de pro"issionais especialiCados para coleta de material e
anBlise# Um outro "ator que pode estar relacionado D a dist.ncia dos centros onde se "aC as
anBlises e o receio dos pacientes# Dados que podem colaborar com essa interpretação D o que estB
nas recomendaçIes do MinistDrio da Saúde, aliado Rs estruturas encontradas nestas localidades,
onde, se&undo B*$S@1 =(334> ap/s suspeita clínica, o dia&n/stico deve ser con"irmado por
e:ames laboratoriais# $ rotina mínima de investi&ação deve constar da realiCação do teste de
@D*M, associada R no mínimo, um e:ame parasitol/&ico, &eralmente pesquisa direta de
Leishmania em es"re&aço da lesão cut.nea# 1o&o, nessas unidades mais a"astadas veri"ica0se que
4L
realiCam com maior "reqQência as recomendaçIes mínimas de e:ame, não obtendo dados mais
completos da caracteriCação da doença nessas re&iIes#
Puanto R distribuição das pessoas noti"icadas com novos casos ou de recidiva de 12$ nos
subespaços 34 e 35 no período analisado =2abela 3;>, observando os tipos de entrada, de acordo
com os re&istrados no S@J$J, os dados revelaram que para o subespaço 34, ((4 =;1,(M> eram
de casos novos< 1L =L,?M> recidivas e em L casos "oram i&norados# Jo subespaço 35 "oi
detectado 113N =;L,5M> de casos novos< (3=1,5M> recidiva e 14 =1,NM> i&norado revelando uma
di"erença si&ni"icativa =χ
(
s1;,;4L3 ps 3,3331> # Jo que se re"ere aos casos novos e as
recidivas da 12$ podem estar li&ados Rs características da re&ião, relacionados Rs atividades
econ6micas, Brea endêmica para doença e aos processos e:plorat/rios#
-ntre as revisIes de literatura, e:istem as descriçIes de M$*[C]@ c M$*[C]@
=1;;?>, nas quais citam que surtos epidêmicos têm ocorrido nas re&iIes Sudeste, Centro0este,
Jordeste e mais raramente na re&ião $maC6nica, relacionados ao processo predat/rio de
coloniCação# utros dados revelam que D uma doença essencialmente de transmissão "lorestal em
matas primBrias de terra0"irme, e associada ao e:trativismo mineral8"lorestal =1$@SJ c S]$X,
!-2-*S c W@11@CW 0 W-JD*@CW, 1;54 apud C]$F$S et al#, (33L> dados estes observados
nos subespaços# s estudos de S$M!$@ c !$U1$ =1;;;> pontuaram dois padrIes
epidemiol/&icos para as pesquisas realiCadas no DF# primeiro associado R derrubada das matas,
onde os reservat/rios são os animais silvestres e o se&undo ocorre em Breas onde 'B
desmatamento e animais peridomiciliares como cães, eqQinos e roedores parecem constituir os
reservat/rios# Características estas que ocorrem na re&ião, e su&ere0se que o processo de
e:ploração contínua nessas Breas pode provocar os casos novos e Rs "ormas recidivas# Se&undo
X$JW- et al. =1;;1> os casos das recidivas, podem ser devido a uma in"ecção persistente ou
rein"ecção#
Jo que se re"ere R evolução dos casos de 12$ nos dois subespaços no período analisado,
'ouve di"erenças si&ni"icativas =χ
(
s ;1,;3N? ps 3,3333> quando comparadas# Jo entanto, para
as duas microrre&iIes 'ouve prevalência de alta por cura com "reqQência mDdia de 4L,(M# Dados
estes observados em outras re&iIes do país em "unção do proKeto de controle de endemias
44
desenvolvidos pelo Foverno Federal# !orDm, devem ser observadas outras duas variBveis9 a de
abandono =subespaço 34 com LM e no subespaço 35 com 13,5M> e a de in"ormação i&norada
=para subespaço 34 com 4,(M e o subespaço 35 não apresentou dados># Um dos problemas
descritos na literatura estB voltado R di"iculdade de acesso e8ou retorno para acompan'amento#
utra possibilidade D que em "unção das suas atividades ocupacionais, 'B necessidade de se
mudarem constantemente para continuarem trabal'ando, "ato que, pela anBlise das características
da re&ião, pode ter sido um dos determinantes relacionados a estas variBveis#
Puanto R veri"icação da ta:a de incidência da doença =12$> =Fi&ura 3;> nos subespaços
34 e 35 no período analisado de (331 a (33L, notou0se oscilaçIes no subespaço 34 que variam de
L,( e 1(,5 para 13#333 'abitantes e que sua maior incidência ocorreu no ano de (33)# Jo
subespaço 35, a oscilação variou de 14,L a )?,(? para 13#333 'abitantes, tendo uma maior
incidência no ano de (33L# $o lon&o do período observa0se um salto no crescimento da doença e
que pode estar sendo caracteriCado como processo de endemia no ano (33L, no subespaço 35#
Deste modo, as ta:as obtidas nas avaliaçIes e:pressaram dados superiores a al&umas
re&iIes do país, sendo classi"icadas como altas em (33(, (33) e (33N para o subespaço 34 e para
todos os anos no subespaço 35, se&undo padrão estabelecido pelo MS# Dados observados por
B*$S@1 =(334> descrevem que as Breas a serem monitoradas e a classi"icação da ta:a de
incidência devem basear0se nos se&uintes par.metros9 g (,N D bai:o, u (,N g 13 D mDdio< u 13 g
41 D alto e u 41 muito alto# Puando os dados "oram comparados entre os subespaços,
apresentaram di"erenças si&ni"icativas con"orme o teste do qui0quadrado =χ
(
s 1),;L5< p s
3,31N5># -m outras Conas do país, se&undo B*$S@1 =(33(>, a re&ião sul apresentou índices que
variaram entre 1,5 a N,; por 133 mil 'abitantes e no Sudeste com ta:as que variaram entre (,5 a
4,?# Jesta avaliação, a re&ião Jorte "oi a que apresentou o maior índice com 114, L em 1;;N
=período analisado de 1;;) a (33)>#
utras avaliaçIes "eitas por B*$S@1 =(33N> revelam que no período de 1;;3 a (33N, no
Brasil, a leis'maniose te&umentar vem apresentando ta:as de incidência que oscilam entre 1),N a
((,; por 133#333 'abitantes e no ano de 1;;5 'ouve uma queda si&ni"icativa na ta:a =1),N>, "ato
este que pode estar relacionado a problemas operacionais ocorridos no período, a"etando a
45
noti"icação de casos# $s ta:as mais elevadas ocorrem na re&ião Jorte do país, com valores entre
? e L veCes maiores que a mDdia nacional# -levados tambDm são os valores encontrados nas
re&iIes Centro0este e Jordeste =B*$@1, (33N># 1o&o se observa que entre as re&iIes com
maior ocorrência estB a re&ião Jorte, su&erindo que os locais que mais contribuem com esses
dados são os contidos nos circuitos endêmicos =Fi&ura 13> observados neste estudo# Um outro
"ator estB relacionado Rs atividades voltadas ao crescimento da população, que podem Kusti"icar
os valores observados na alta ta:a de incidência#
Jo que se re"ere Rs anBlises das avaliaçIes 'istopatol/&icas realiCadas neste estudo em
(334, B*$S@1 =(33L> descreve que este tipo de e:ame D necessBrio como processo de
di"erenciação para outros tipos de doenças como9 esporotricose, lesão de etiolo&ia "ún&ica, a
paracoccidioidomicose e a cromomicose# Diante desta realidade e por se tratar de uma doença
com di"erentes padrIes 'istopatol/&icos, con"orme KB citado na literatura, e a diversidade de
patolo&ias que podem ser "acilmente con"undidas D que se veri"icou a necessidade deste estudo
para a re&ião#
s dados obtidos atravDs da amostra&em de 35 pacientes revelaram que e:istem di"erentes
padrIes 'istopatol/&icos# bserva0se na literatura que muito embora al&uns casos apresentem
caracteriCação clínica semel'ante, não são provocados por Leishmania# Dos casos estudados dois
"oram ne&ativos para 12$ e apresentaram os se&uintes dia&n/sticos9 processo in"lamat/rio
cr6nico inespecí"ico ulcerado de provBvel ori&em vascular e o outro o dia&nosticado não "oi
possível por insu"iciência de material#
Jos e:ames com resultado positivo, veri"icou0se que dos seis casos =5?M> dos avaliados
com leis'maniose "oram observados os se&uintes padrIes 'istopatol/&icos =se&undo
M$F$1]b-S, 1;;?> !adrão de *eação -:sudativa e Jecr/tica0&ranulomatosa, !adrão de
*eação -:sudativa e Franulomatosa, !adrão de *eação -:sudativa Celular, 1M com !adrão de
*eação -:sudativa e Franulomatosa, todos com raros parasitos observados nas avaliaçIes#
!resença de 'iperplasia pseudo0epiteliomatosa &rau @ em um dos casos e, em outro caso,
apresentando processo in"lamat/rio cr6nico inespecí"ico compatível com o de 12$#
4;
Puanto R caracteriCação 'istopatol/&ica e evidenciação dos parasitos com con"irmação
e"etiva, os dados revelaram di"erentes "ormas nos &rupos de amostras que puderam ser
veri"icados neste estudo# Diversos in"ormes na literatura podem corroborar com al&uns aspectos
observados#
Um aspecto a ser considerado são os dados descritos nas literaturas que rea"irmaram a
comprovação da 'ip/tese de que quanto maior D o tempo de evolução da lesão, se espera
encontrar mucosas na maioria das lesIes e menor D a possibilidade de serem isolados parasitos
viBveis =S$M!$@ et al#, 1;5;< CUB$0CUB$ et al#, 1;53< FU*2$D, 1;53< JFU-@*$ c
S$M!$@, (331># -mbora não ten'a sido considerado, neste estudo, o período em que 'avia a
lesão, em todos os casos positivos pode0se evidenciar os parasitos sob a "orma amasti&ota nos
tecidos#
utros dados encontrados na literatura re"erem0se R especi"icação quanto ao tipo de lesão,
o a&ente etiol/&ico e as re&iIes onde normalmente ocorrem# Jas descriçIes de B*$S@1 =(33L>, a
12$ "oi observada com aspectos encontrados nas diversas Breas onde D endêmica# *elata ainda
que na re&ião $maC6nica 'B a transmissão de L. =*.> guyanensis 7 com resposta tissular similar R
observada nas lesIes causadas pelas L. =*.> braziliensis 7 e de L. =L., amazonensis, as quais
apresentam, como aspecto 'istopatol/&ico mais característico, abund.ncias de "ormas
amasti&otas identi"icadas nas lesIes# Descreve0se tambDm, que nas re&iIes com predomínio da
transmissão de L. =*.> braziliensis e nas Breas onde 'B L. =*.> guyanensis# o tipo de resposta
tissular D constituído por uma sDrie de reaçIes que constituem eventos sucessivos "rente R
presença do parasito nos tecidos# De acordo com B*$S@1 =(33L>, em um estudo de Ma&al'ães
em 1;;4, estudando L)( casos de 12$, observou seis tipos de reação tissular nas lesIes da "orma
cut.nea0*eação e:sudativa celular =*-C>, *eação e:sudativa e necr/tica =*-J>, *eação
e:sudativa e necr/tico0&ranulomatosa =*-JF>, *eação e:sudativa e &ranulomatosa =*-F>,
*eação e:sudativa e sarcoidi"orme =*-S> e *eação e:sudativa e tubercul/ide =*-2>#
$travDs dos dados obtidos neste estudo, pode0se se veri"icar, por meio das avaliaçIes
'istopatol/&icas positivas, al&umas características de lesIes na re&ião# Desta "orma, embora por
avaliaçIes amostrais, "oram con"irmados e evidenciados quatro tipos KB descritos na literatura#
53
Puanto ao mapeamento com as caracteriCaçIes dos subespaços, os dados mostram uma
apro:imação do Coneamento s/cio0econ6mico0ecol/&ico de *# $ estruturação "oi realiCada pela
equipe de &eore"erenciamento da S-D$M 0 *# Jestes, "oram evidenciadas as Conas e subConas
pertencentes aos municípios dos subespaços 34 =Colorado do este e CereKeiras> =Fi&# 1) e 1?> e
35 =%il'ena e C'upin&uaia> =Fi&# 1N e 1L>, com suas caracteriCaçIes como Breas de maior
atividade 'umana, preservação, Brea urbana, entre outras que contribuem para mel'or
compreensão do circuito endêmico da 12$#
-stes dados mapeados podem au:iliar na compreensão do comportamento não s/ da 12$,
mas tambDm de outros problemas voltados R re&ião# Jo que se re"ere ao estudo da leis'maniose,
B*$S@1 =(333> relata que a 12$ D uma endemia que vem mostrando, nas dDcadas recentes, um
aumento e:pressivo no número de casos, assim como uma importante di"usão espacial# utro
relato D da X] =(33(> no qual descreve que o ambiente e a doença tropical 'umana são li&ados
pelo comportamento 'umano, atividades pessoais e or&aniCação social# s "atores de risco
crescentes relacionaram0se ao ambiente natural e sintDtico# -ssas mudanças in"luenciam para que
as Leishmanias ten'am um interesse crescente da saúde pública em muitos países em torno do
mundo# Comportamento similar ao relatado D observado nas microrre&iIes li&adas Rs
concentraçIes 'umanas e as suas açIes são observadas na Cona 1, subCona 1#1 e 1#( visualiCadas
nas ima&ens obtidas pela equipe de &eore"erenciamento e pelo processamento de ima&ens#
$ estruturação de um sistema de ima&ens pode evidenciar os "atores li&ados ao
desenvolvimento, R mudança do ambiente e ao processo de saúde e doença# !odem tambDm
relacionar Rs açIes antr/picas de uma determinada re&ião, sendo estas compreendidas atravDs de
in"ormaçIes descritas em mapas# 2ais in"ormaçIes podem au:iliar na compreensão e
identi"icação do comportamento e disseminação de di"erentes doenças como a 12$, $@DS,
tuberculose, 'anseníase, entre e outras#
Dados sobre este tipo de estudo KB "oram descritos na literatura, como citado por
-DU$*D c F-**-@*$ =s#d#>, os quais relatam que entre os estudos elaborados com o escopo
de dia&nosticar e GcurarH os GmalesH das cidades destacam0se as 2opo&ra"ias e Feo&ra"ias
51
MDdicas que, sur&idas ainda no sDculo r%@@@, consolidaram0se como importantes instrumentos de
anBlise e observação do espaço urbano e re&ional#
Desta "orma, veri"ica0se que esta doença =12$> pode estar associada Rs açIes 'umanas,
principalmente no que se re"ere ao desenvolvimento de in"ormação &eo&rB"ica li&ada a
distribuição espacial da doença, caracteriCado desta "orma, como uma Brea de maior risco de
in"ecção pela Leshmania sp# =subCona 1#1 nos mapas>#
utros estudos como o de B$*C-1S c B$S2S =1;;L> sobre &eoprocesssamento,
ambiente e saúde, traC o conceito sobre Brea de risco# Se&undo os autores, em um amplo espectro
do que D denominado vmapa de riscoU, encontram0se mapas que têm como conteúdo desde a
presença de a&entes ambientais de risco atD suas conseqQências, previstas ou medidas, sobre a
população#
utros pesquisadores que colaboram com essa aborda&em são M*$-S =1;;?> apud
B$*C-1S c B$S2S =1;;L>, citam que o &eoprocessamento de ima&ens permite a rBpida
apresentação de mapas, bem como a superposição e interação entre estes, trabal'ados como
camadas =vlaEersU> contendo di"erentes in"ormaçIes# utros estudos como os relacionados R
caracteriCação de uma modela&em espacial podem ser observados em trabal'os que au:iliam na
compreensão de di"erentes aspectos com intuito de identi"icar os possíveis locais de ação da
doença# $!$*C@ c B@2-JCU*2 =(33?>, por meio de modela&em espacial de Conas de risco
da 12$, observaram em suas investi&açIes 'aver três tipos de transmissão na Brea analisada9 a
intra"lorestal, e:tra"lorestal =in"luenciada pela densidade da ve&etação> e a domiciliar#
!esquisas KB evidenciaram que o per"il da 12$ no Brasil estB mudando, devido R
e:pansão 'umana para Breas endêmicas "lorestais, de uma Coonose transmitida acidentalmente ao
'omem, para uma doença de inter"ace rural0urbana =1@%-@*$0J-2 et al# 1;55 apud
C]$F$S et al., (33L># Com a intensa urbaniCação no -stado do $maConas, devido R e:pansão
de cidades e Breas de e:ploração de madeira e minDrio, aumentaram os re&istros de casos de 12$
nos últimos anos =C]$F$S et al#, (33L>#
5(
utros estudos cientí"icos e investi&açIes mDdicas revelam que em distintas re&iIes do
Brasil e do mundo, 'B o recon'ecimento das condiçIes ambientais, urbanas e socioecon6micas de
um lu&ar como "atores determinantes ou propa&adores de doenças# - que D cada veC mais
corrente o uso 7 como recurso 7 dos Sistemas de @n"ormaçIes Feo&rB"icas =S@F> que, alDm de
possibilitarem a distribuição espacial das doenças, permitem a visualiCação, descrição e anBlise
s/cio0ambiental de um dado espaço &eo&rB"ico =C]@-S$, X-S2!]$1 c W$S]@X$F@, (33(>#
%@C-J2@J c M@J$d =(33)> descrevem que o processo saúde0doença D
intrinsecamente associado ao modo como se desenvolve a relação produção versus consumo,
"aCendo parte da mesma, e assumirB di"erentes con"i&uraçIes =per"il epidemiol/&ico> em
processos particulares distintos#
-:istem di"iculdades para se observarem dados diretamente nos locais de ocorrência de
"en6menos como o da doença 12$ por se tratar da veri"icação de &randes Breas e com di"erentes
características &eo&rB"icas# Mapear de acordo com as características obtidas atravDs de
Coneamento, &eore"erenciamento ou modela&em espacial entre outras tDcnicas que possam
au:iliar na estruturação de ima&ens e aKudar na interpretação de dados li&ados ao comportamento
não s/ da 12$, mas tambDm contribuir com os estudos de di"erentes "atores li&ados a saúde e ao
desenvolvimento da re&ião, podendo desta "orma caracteriCar um novo per"il de distribuição de
di"erentes doenças no estado#
5)
7. CONCLUS.ES
$travDs das anBlises dos dados obtidos nesta pesquisa, pode0se concluir com base nos
levantamentos e nas variBveis contidas nos estudos epidemiol/&icos, clínico0laboratorial e atravDs
do mapeamento desenvolvido nos subespaços no período de (331 a (33L, para o levantamento
retrospectivo e de (334 para o 'istopatol/&ico, que9
$ leis'maniose D um problema de saúde pública na re&ião e que acometeu 1)?( pessoas
no período analisado =(331 e (33L>, com maior "reqQência no subespaço 35, 5(,1M< prevalência
no se:o masculino na "ai:a etBria de 1N a )3 anos e uma "reqQência mDdia de ?1,)M, revelando
nessas microrre&iIes di"erenças si&ni"icativas para al&umas varBveis observadas como9 cor ou
raça< local de residência =Cona urbana e rural><
Jos aspectos clínicos e laboratoriais observados 'ouve prevalência da leis'maniose
cut.nea =1C> nos subespaços 34 e 35 em relação R "orma mucosa =1M> e cut.nea di"usa =1CD>#
YB nos e:ames parasitol/&icos o de maior utiliCação D o direto, apresentando di"erença
si&ni"icativa entre os dois subespaços e tendo uma "reqQência mDdia de L?,?M de positividade
nos subespaços<
Jas avaliaçIes 'istopatol/&icas retrospectivas, prevaleceu a variBvel dos que não
realiCaram os e:ames com ;L,NM# -, da anBlise dos que realiCaram, estes representaram uma
"reqQência de 3, ;M com encontro do parasito e com compatibilidade necessitando de anBlises
mais detal'adas nesta re&ião<
5?
Jas avaliaçIes entre casos novos e recidivos, embora apresentassem "reqQência mDdia de
;N,5M de prevalência de casos novos< 'ouve di"erença si&ni"icativa entre os dois subespaços e
uma mDdia de "reqQência entre os subespaços de 4L,(M com alta 'ospitalar por cura e que
apresentaram di"erenças nesta variBvel quando comparadas entre os subespaços<
$ incidência de casos na re&ião apresentou0se alta no período analisado, com prevalência
no subespaço 35 em relação a al&umas re&iIes do país, apresentando di"erenças si&ni"icativas
quando comparada entre os subespaços<
Jas avaliaçIes 'istopatol/&icas analisadas neste estudo em (334 por amostra&em, 5?M
"oram positivas com a evidenciação dos parasitos e que apresentaram 3? "ormas com di"erentes
características KB caracteriCadas por pesquisadores em estudos na $maC6nia e a&ora evidencia
nessas microrre&iIes<
Jas observaçIes que se re"erem ao re"erenciamento atravDs dos mapas, estes caracteriCam
aspectos contidos nos espaços que au:iliam na compreensão de Breas de riscos para 12$ em
"unção das atividades antr/picas<
]B a necessidade de mel'ores levantamentos em outros subespaços de "orma a
proporcionar a estruturação de dados mais completos sobre a re&ião, au:iliando nas açIes de
orientação e de controle das di"erentes doenças tropicais#
5N
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