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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008 I SÉRIE — Número 44 BOLETIM DA REPUBLICA PUBLICAÇÃO OFICIAL
Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008
I SÉRIE — Número 44
BOLETIM DA REPUBLICA
PUBLICAÇÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
IMPRENSA
NACIONAL
DE
MOÇAMBIQUE
PRIMEIRA-MINISTRA
DESPACHO
AVISO
A
matéria
a
publicar no
«Boletim da República»
deve ser remetida em cópia devidamente autenticada,
uma por cada assunto, donde conste, além das indi-cações
necessárias para esse efeito, o averbamento seguinte,
assinado e autenticado: Para publicação no «Boletim da
República».
No quadro do processo de rêestruturação do sector empresarial
do Estado, foi a Texlom, SARL, identificada para reestruturação
ao abrigo da Lei n.° 15/91, de 3 de Agosto, conjugada com o
Decreto n.° 2 1/89, de 23 de Maio, e com o Decreto n.° 28/91, de 2 1
de Novembro.
SUMARIO
Primeira-Ministra
A alínea c) do n.° l do artigo 8 da citada Lei n.° 15/91, estabelece
que o processo de reestruturação empresarial que implique a
alienação de estabelecimentos, instalações e participações sociais
poderá seguir a modalidade de negociação particular, a qual é
precedida de diagnóstico do potencial de reestruturação nos
termos do artigo 9 da referida Lei.
D
e sp a ch o
Adjudica à Moztex, SA, a aquisição da unidade fabril da
Texlom, SARL, para a implementação do Projecto de
Desenvolvimento de Têxteis de Moçambique.
Concluídas as negociações com a Aga Khan Fund For
Economic Development-AKFED, SA, urge transferir, a título
oneroso, as instalações fabris da Texlom, SARL, a favor da
Moztex, SA, sua representante.
De sp a ch o
Anula com todas as consequência:» legais, a adjudicação
do Bloco 2 de ex-Empresa de Leite e Lacticínios de Manica
feita a favor da empresa Umbeluzi-Fábrica de Lacticínios,
Lda.
Nestes termos, em ordem à definição precisa dos direitos e
obrigações das partes, no âmbito da alienação deste património
do Estado, a Primeira-Ministra, usando da competência fixada no
n.° l do artigo 10 da Lei n.° 15/91, de 3 de Agosto, decide:
D
e sp a ch o
Adjudica ao investidor nacional João Alficha Levessene o
Bloco 2 da ex-Empresa de Leite e Lacticínios de Manica,
sita em Vanduzi, na província de Manica.
1. É adjudicada à Moztex, SA, a aquisição da unidade fabril
da Texlom, SARL para a implementação do Projecto dg
Desenvolvimento de Têxteis de Moçambique.
Ministérios das Finanças e do Turismo
Diplom a
Ministerial
n.° 101/2008
2. É designado o IGEPE - Instituto de Gestão das
Participações do Estado - Para outorgar em nome do
Estado de Moçambique, a competente escritura pública
de adjudicação.
Aprova a tabela de taxas de licenciamento.
Publique-se.
Maputo, 15 de Setembro de 2008.
-A Primeira-Ministra,
Ministério da Função Pública
Luísa Dias Diogo.
Diplom a
Ministerial
n.° 102/2008
Aprova o Regulamento Interno da Direcção Nacional de
Gestão Estratégica dos Recursos Humanos do Estado.
DESPACHO
Conselho Superior da Magistratura do Ministério
Público
Reolução
n." 1/CSM MP/P/2008
No quadrodo processo de reestruturação do sector empresarial
do Estado, foi o Bloco 2 dà ex-Empresa de Leite e Lacticínios de
Manica adjudicado à Empresa Umbeluzi — Fábrica de Lacticínios,
Limitada.
Aprova o Regulamento de funcionamento do Conselho
Superior da Magistratura do Ministério Público.
Resolução
n.° 2/CSM MP/P/2008
Aprova o Regulamento da Inspecção do Ministério Público.
Do acompanhamento feito pelas competentes estruturas do
Estado, veio a apurar-se o incumprimento reiterado das condições
da adjudicação, nomeadamente, quanto à obrigação legal de
manter o bem em funcionamento.
360 I SÉRIE — NÚMERO 44 O processo de reestruturação do sector empresarial do Estado tem
360
I SÉRIE — NÚMERO 44
O processo de reestruturação do sector empresarial do Estado
tem como objectivo estratégico i reactivação da economia
nacional, pelo que não pode ser tolerada a posse inactiva de
terras e infra-estruturas, sobretudo das destinadas a actividades
agro-pecuárias, como são as do ca: o vertente.
Nestes termos, sob proposta do Ministério de Agricultura, e
ao abrigo do disposto non.0 1 do artigo lOdaLein.0 15/91, de 3 de
Agosto, a Primeira-Ministra determ na:
efectivas prestadas pelo investidor nacional identificado, ao
abrigo do disposto no n.° 1 do artigo-10 da Lei n.° 15/91, de 3 de
Agosto, a Primeira-Ministra determina:
Único: É adjudicado ao investidor nacional João Alficha
Levessene o Bloco 2 da ex-Empresa de Leite e Lacticínios de
Manica, sito em Vanduzi na Província de Manica.
Publique-se
Único: É anulada, com todas as consequências legais, a
adjudicação do Bloco 2 da ex-Empresa de Leite e Lacticínios de
Manica feita a favor da Empresa Um aeluzi-Fábrica de Lacticínios,
Maputo, 22 de Setembro de 2008.— A Primeira- Ministra, Luísa
Dias Diogo.
Lda.-
Publique-se.
MINISTÉRIOS DAS FINANÇAS E DO TURISMO
M aputo,22deSetem biD cle2008A Prrneita-M inigja,Luísa
Dias Diogo.
Diploma Ministerial n.° 101/2008
de
29 de
Outubro
DESPACHO
No quadro do processo de reestn jturação do sector empresarial
do Estado, foi o Bloco 2 da ex-Empresa de Lejte e Lacticínios de
Manica identificado para alienação.
Do referido processo resultou a adjudicação daquele Bloco a
Havendo necessidade de fixar as taxas de licenciamento para
as actividades de Alojamento Turístico, Restauração e Bebidas e
Salas de Dança, previstos no Decreto n.° 18/2007, de 7 de Agosto,
ao abrigo do artigo 267 do mesmo Decreto, os Ministros das
Finanças e do T urismo determinam:
Artigo 1. É aprovada a tabela de taxas de licenciamento, em
anexo, que é parte integrante do presente diploma.
favor da empresa Umbeluzi-Fábric<
de Lacticínios, Lda, que desde
Art.
2. As taxas a que se refere o artigo anterior podem
ser
o rnomento da entrega do mesmo nunca desenvolveu nenhuma
actividade no terreno, violando assim as condições impostas pela
lei, o que lhe veio a acarretar a ani laçâo da adjudicação.
Em ordem à revitalização daqjela unidade económica, sob
proposta do Ministério da Agricultura, presentes as garantias
objecto de alteração, caso a dinâmica da economia nacional
o
justifique.
Art. 3 .0
presente Diploma .entra imediatamente em vigor.
Maputo, Abril de 2008. — O Ministro das Finanças, Manuel
Chang. — O Ministro do Turismo, Fernando Sumbana Jr.
29 DE NOVEMBRO DE 2008 361 Tabela das Taxas de Licenciamento N/O Actividade Valor a pagar
29 DE NOVEMBRO DE 2008
361
Tabela das Taxas de Licenciamento
N/O
Actividade
Valor a pagar
1
Actividade de alojamento turístico
1.1
Hotéis, Hotés Residencias, Hóteis Apartamentos, Hóteis Resort,
Lodges,conjunto turístico e apartamento turístico:
...
.7.500,00
9.000,00
30.500,00 MT
10.000,00
1. 500,00
Registo de
500,00
1.2
Pensões e Pensões Residencias:
....
6.500,00
8.000,00
24.500,00 MT
Alvará
............................
9.000,00
Denominação..................500,00
Registo de
500,00
1.3
Parques de campismo:
....
4.000,00
6.000,00
17.500,00 MT
Alvará
............................
7.000,00
Denominação...................500,00
1.4
Aluguer de quartos para fins turísticos, Casas de Hóspedes,
Alojamento Particular e Quintas para fins Turísticos:'
8.000,00 MT
....
2.000.00
4.000.00
Alvará
............................
1.500.00
Denominação
...................
500.00
2
Actividade de licenciamento de restauração e bebidas
2.1
Salas de dança de Luxo e 1aclasses, Bar De Luxo e 1a
classe, Snack-Bar Luxo e
1a classes, Salões de Chá de
Luxo e 1a classe Cervejarias de 1a classe, Pastelarias de
22.000,00 MT
1a classe, Café de 1a classe
a)
Análise de Projecto 5.000,00
• Vistoria 7.000,00 ...........................
• Alvará 8.000,00 .............................
• Denominação....................500,00
• Registo de Gestor...........1500,00'
Salas de dança de 2a, 3a classes, Bar 2a, 3a classes, Snack-
Bar 2a, 3a classes, Salões de chá de Luxo 2a, 3a classes,
Cervejarias 2a e 3a classes, Pastelarias de 2a e 3a
classes, Café de 2a e 3a classes:
16.500,00MT
b)
Análise de Projecto
, 3.000,00
Vistoria
.........................
6.000,00
Alvará
............................
7.000,00
Denominação...................500,00
362 I SÉRIE— NÚMERO 44 2.2 Restaurantes de Luxo e 1 “classes • Análiss de Projecto
362
I SÉRIE— NÚMERO 44
2.2
Restaurantes de Luxo e 1 “classes
Análiss de Projecto
Vistor
Alvará
5,000,00
23.000,00 MT
7.000,00
...........................
9.000,00
500,00
Registo de Gestor.........2.000,00
Restaurantes de dança de 2a, 3a classes
Anális; de Projecto
Vistor
4.000,00
6.000,00
19.500,00 MT
• Alvará...........................8.000,00
500,00
Registo de Gestor
1000,00 ..........
O utras taxas
3
Pela alteração do alvará
3.1
Hotéis, Hotés Fesidencias, Hóteis Apartamentos, Hóteis Resort,
Lodges,conjunt 5 turístico e apartamento turístico
6.000,00
MT
3.2
Pensões e Pensões Residencias:
5.000,00 MT
3.3
Aluguer de quartos para fins turísticos, Casas de Hóspedes e
Quintas para fir s Turísticos:
4.000,00 MT
3.4
Parques
de
campismo
e
estabelecimentos
de restauração e
bebidas
3.500,00 MT
3.5
Salas de dança
3.000,00 MT
4
Pela renovação de licença de gestão
4.1
Estabelecimentos de alojamento
2.000,00 MT
4.2
Estabelecimentos de restauração e bebidas
500,00 MT
MINISTÉRIO DA FUNÇÃO PÚBLICA
Regulamento Interno da Direcção Nacional
de Gestão Estratégica dos Recursos
Humanos do Estado
CAPÍTULO I
Diploma Ministerial n.° 102/2008
Disposições Gerais
de
29 de
O u tjb ro
1
A rtigo
(N a tu re z a )
Pelo Decreto n.° 60/2007, de 17 <le Dezembro, foi aprovado
o Estatuto Orgânico do Ministério d i Função Pública.
Havendo necessidade de se aprovar o Regulamento Interno
da Direcção Nacional de Gestão Estratégica dos Recursos
Humanos do Estado, no uso da faculdade que lhe é concedida
pelo artigo 20 do Decreto n° 60/2007, d ; 17 de Dezembro, a Ministra
da Função Pública determina:
A Direcção Nacional de Gestão Estratégica dos Recursos
Humanos do Estado, abreviadamente designada por DNGERHE,
é uma unidade orgânica do Ministério da Função Pública,
responsável pela criação de condições para a materialização das
competências do Ministério da Função Pública, definidas no
âmbito da gestão estratégica e desenvolvimento de recursos
humanos do Estado
CAPÍTULO II
Estrutura
A rtigo 1. É aprovado o Regulamento 1 ntemo da Direcção Nacional
de Gestão Estratégica dos Recursos Humanos do Estado, em
anexo, e que faz parte integrante dopiesente Diploma Ministerial.
A rtigo 2
(E s tru tu ra )
1. A Direcção Nacional de Gestão Estratégica dos Recursos
Humanos do Estado tem a seguinte estrutura:
Art 2 .0 presente Diploma Ministerial entra em vigor na data da
sua publicação.
a)
Direcção;
b)
Departamento de Desenvolvimento dos Recursos
Humanos do Estado; e
Ministério da Função Pública, em Maputo, 10 de Setembro de
c)
Departamento de Gestão dos Recursos Humanos do Estado.
2008.
2. O Departamento de Gestão dos Recursos Humanos do
Estado compreende:
Publique-se.
a)
Repartição de Políticas e Normas
A Ministra, Vitória Dias Diogo
b)
Repartição de Monitoria e assistência Técnico
29 DE NOVEMBRO DE 2008 363 CAPÍTULO III c) Funções Elaborar normas e metodologias gerais para
29 DE NOVEMBRO DE 2008
363
CAPÍTULO III
c)
Funções
Elaborar normas e metodologias gerais para levantamento
e identificação das necessidades de formação de
acordo com a politica vigente;
A rtigo 3
d)
(D ire c ç ã o )
São funções da Direcção Nacional de Gestão Estratégica dos
Recursos Humanos do Estado:
Coordenar com as instituições implementadoras do
SIFAP no estab elecim en to de estratégias
metodologicas e na elaboração dos instrumentos de
levantamento das necessidades de formaçao na área
comum da administração;
e)
a)
Pronunciar-se sobre projectos de actos normativos no
âmbito da gestão dos recursos humanos do Estado;
b)
Monitorar a gestão de recursos humanos e do Sistema
de Carreiras e Remuneração (SCR);
Estabelecer critérios de acreditação de .instituições e
cr.editação da form ação nas areas comuns da
adm inistração pública, em articulação com as
instituições implementadoras do SIFAP;
J)
c)
Controlar a implementação das políticas relativas
à assistência e à previdência social dos servidores do
Estado;
Coordenar a elaboração de programas de formação
indicando categorias e funções a serem abrangidas;
g)
d)
Emitir pareceres sobre a criação ou extinção de carreiras,
funções e qualificadores profissionais;
Desenvolver estudos visando o aperfeiçoamento
permanente dos processos de formação e identificar
oportunidades e instituições de form ação em
administração pública para a sua implementação;
e)
Preparar e monitorar a implementação dos modelos de
avaliação do desempenho dos funcionários e agentes
do Estado;
h)
J)
Gerir o quadro de supranumerário;
g ) Monitorar os concursos de ingresso e de promoção na
função pública;
Coordenar com as instituições implementadoras do
SIFAP a assistência técnica aos Órgãos centrais e
locais do Estado na elaboração de programas, selecção
de conteúdos, metodologias eidefinição dos recursos
necessários para a realização de acções de formação;
i)
h)
Monitorar a observância dos direitos e deveres dos
funcionários e agentes do Estado;
/) Elaborar propostas de normas sobre a constituição
e funcionamento de júris de concursos;
j) Gerir o Subsistema de Formação em Administração
Pública (SIFAP);
Efectuar analises globais dos resultados e do impacto de
program as de form ação na área comum da
Administração Publica;
j)
Propor instrumentos de monitoria e avaliação do impacto
de programas de formação na área comum da
Administração Pública;
k)
C oordenar as actividades relacio n ad as com
k)
Propor normas « procedimentos sobre o desenho
e realização do Subsistema Electrónico de Informação
de Pessoal (e-SIP);
/) Instruir os processos relativos à fixação de vencimentos
excepcionais dos funcionários;
m)
Acompanhar e monitorar a reforma do sector público
quanto a consolidação da profissionalização na
Administração Pública;
a implementação dos cursos modulares, Ensino
à Distância e de curta duração no âmbito do SIFAP;
/) Estabelecer e manter a coordenação permanente com
os agentes implementadores do Sistema de Formação
em Administração Pública (SIFAP);
tri) Criar e assegurar a gestão do banco de dados sobre o
SIFAP.
ri) Incentivar a
formação
e capacitação nos locais
A rtigo 5
de trabalho, com destaque para o estudo colectivo da
legislação pertinente à Função Pública;
(Departam ento de Gestão dos Recursos Humanos
do Estado-DG RH)
o)
Assegurar a gestão uniforme das carreiras comuns da
Função Pública;
São funções do Departamento de Gestão dos Recursos
p)
Propor políticas e estratégias de gestão dos recursos
humanos afectos à função pública e aos institutos
públicos;
Humanos do Estado:
q)
Pronunciar-se sobre políticas e estratégias de gestão de
recursos humanos pertencentes aos quadros dos
órgãos do poder local;
á) Coordenar e orientar a planificação e o controlo das
actividades de gestão de recursos humanos do
aparelho do Estado de acordo com as directrizes e
planos do Governo;
b)
r)
Organizar e actualizar a base de dados relativa aos
processos dos titulares dos cargos governativos
e dos dirigentes superiores do Estado;
Monitorar a observância dos direitos e deveres dos
funcionários e agentes do Estado, recolhendo,
analisando e emitindo pareceres;
c)
s)
Gerir os recursos materiais e patrimoniais da Direcção.
Elaborar propostas de normas sobre a constituição e
funcionamento de júris de concursos;
d)
Propor normas e procedimentos para a gestão de base
A rtigo 4
(D e p a rta m e n to
d e
D e s e n v o lv jm e n to
d o s
R e c u rs o s
H um a n o s
de dados de recursos humanos do Estado;
é) Preparar pareceres sobre a criação e extinção de carreiras
do Estado - DDFÍH)
São
funções do Departamento
de Desenvolvimento
de
Recursos Humanos do Estado:
e qualificadores profissionais;
f) Organizar e gerir o banco de dados dos supranumerários
e dos can d id a to s aprovados em concursos
aguardando provimento;
a)
Propor a. implementação duma política global de formação
e capacitação permanente de funcionários em matéria
de adm inistração pública em articulação com
as instituições de ensino públicas e privadas;
g)
Recolher e sistematizar os dados sobre os planos anuais
dos órgãos centrais e locais do Estado sobre as
prom oções e pro g ressõ es m onitorando a sua
implementação;
b)
Efectuar análises prospectivas de necessidades de
formação a médio e longo prazos para a área comum
com vista ao desenvolvimento dos funcionários do
aparelho de Estado;
h)
Propor normas e instrumentos para levantamento e
planificação das necessidades de recursos humanos;
/) Instruir os processos relativos à fixação de vencimentos
excepcionais dos funcionários;
364 I SÉRIE— NÚMERO 44 /') Promover a aplicação correcta e uniforme do estatuto do funcionalism
364
I SÉRIE— NÚMERO 44
/') Promover a aplicação correcta e uniforme do estatuto do
funcionalism o público e de outras normas
e procedimentos referertes à gestão de recursos
humanos;
d) Promover a aplicação correcta e uniforme do estatuto do
funcionalism o público e de outras normas
e procedimentos referentes à gestão de recursos
humanos;
k)
Garantir a implementação de critérios, métodos e técnicas
e)
Promover a actualização periódica dos processos
de avaliação de desempenho na função pública;
í) Realizar estudos prospectivo» sobre a força de trabalho
individuais dos funcionários e agentes do Estado ;
f) Apoiar tecnicamente aos órgãos centrais e locais do
do aparelho de Estado, verificando a sua composição
e mobilidade;
Estado na aplicação da legislação relativa aos recursos
humanos;
m)
Propor instrumentos de moni .oria da implementação das
políticas de assistência médica e medicamentosa
e previdência social;
g)
Garantir a implementação de critérios, métodos e técnicas
de avaliação de desempenho na função pública;
h)
ri) Promover a actualização periódica dos documentos nos
processos individuais dos funcionários e agentes do
Estado ;
Monitorar a gestão do e-SIP em coordenação com
o Departam ento de Tecnologias e Sistemas de
Informação (DTSI) do Ministério.
o)
Promover a contagem e publ ícação periódica do tempo
de serviço prestado ao Estado, pelos funcionários
e agentes do Estado;
CAPÍTULO IV
Com petências
p)
Realizar estudos e pesquisas sobre a legislação do
pessoal visando a sua permanente revisão e respectiva
adequação;
A rtigo
8
(D ire c to r
N a c io n a l)
q)
Apoiar tecnicamente aos órgãos centrais e locais do
Estado na aplicação da legislação relativa aos recursos
humanos;
/•) Monitorar a gestão do e-SIP.
1. A Direcção Nacional de Gestão Estratégica dos Recursos
Humanos do Estado é d-irigida por um Director Nacional
coadjuvado por um Director Nacional Adjunto.
2.
Compete ao Director Nacional:
A rtigo 6
a)
Dirigir e controlar as actividades da unidade orgânica;
b)
(R epa rtiç ão
de P olític as
e
N orm a ção -
RPN
)
São funções da Repartição de Políticas e Normas:
Analisar e submeter à apreciação superior os planos
anuais ou plurianuais de actividades e os respectivos
relatórios de execução;
a)
Elaborar propostas de políticas e estratégias de gestão
dos recursos humanos afectos â função pública e aos
institutos públicos;
c)
b)
Emitir pareceres sobre políticas e estratégias de gestão
de recursos humanos pertcncentes aos quadros dos
órgãos do‘poder local;
Promover e garantir a articulação da direcção com as
demais unidades orgânicas do Ministério da Função
Pública, com vista a integração e complementaridade
das acções;
d)
Assegurar a representação da Direcção Nacional em suas
ligações externas;
c)
Elaborar propostas de nornas sobre a constituição
e funcionamento de júris de concursos;
d)
Conceber propostas de normas e procedimentos para
a gestão de base de dados de recursos humanos do
Estado;
é) Promover e garantir a articulação técnica com os órgãos
centrais e locais do Estado no âmbito do Sistema
Nacional de Gestão de Recursos Humanos do Estado;
f) Acompanhar e controlar as actividades desenvolvidas
pelos departamentos que lhe estão subordinados;
e)
Preparar parecer sobre a criaçí .o e extinção de carreiras e
qualificadores profissionai;;
g)
/) Preparar propostas de normas e instrumentos para
Coordenar a elaboração e difusão anual da informação
estatística de gestão de recursos humanos no aparelho
de Estado;
levantamento e planificação das necessidades de
recursos humanos;
h)
Submeterá aprovação e revisão de metodologias, normas
g)
Realizar estudos prospectivos sobre a força de trabalho
do aparelho de Estado, verificado a sua composição
e mobilidade;
e manuais de procedimentos relativos às diversas
áreas de gestão de recursos humanos;
/) Propor a realização de inspecções e auditorias aos órgãos
do Sistema Nacional de Gestão de Recursos Humanos;
h)
Elaborar propostas de instrumentos de monitoria da
j) Promover acções de formação e capacitação dos
implementação das políticas de assistência médica
e medicamentosa e previdê ícia social;
/) Realizar estudos e pesquisas so :>re a legislação do pessoal
visando a sua p e rm a n e n t revisão e respectiva
adequação;
f) Instruir os processos relativos à fixação de vencimentos
excepcionais dos funcionários;
funcionários do Estado;
k)
Coordenar as actividades do Sistema de Formação em
Administração Pública (SIFAP);
l)
Propor instrumentos para a monitoria das actividades do
1SAP e dos Institutos de Formação em Administração
Pública e Autárquica (IFAPA);
m)
Garantir a articulação permanente com as instituições
k)
Emitir pareceres sobre exposi ;ões de funcionários.
A rtigo 7
(R e p a rtiç ão
de
M o n ito ria
e
A s s is tên c ia
T é cn ic a
-
RPAT)
de formação em administração pública para a realização
de acções coordenadas na área comum da
administração pública;
ri) Convocar e dirigir o Colectivo de Direcção e o Conselho
Técnico da Direcção.
São funções da Repartição de Mon toria e Apoio Técnico:
3.
Compete ao Director Nacional Adjunto:
a)
Monitorar a observância dos direitos e deveres dos
funcionários e agentes do Estado, recolhendo
e analisando os respectivo:, dados;
a)
Coadjuvar o Director Nacional na execução das funções
que lhe são atribuídas;
b)
b)
Organizar e gerir o banco de dados dos supranumerários
e dos candidatos aprovados em concursos de
promoção que aguardam pr avimento;
Colaborar na elaboração, coordenação, execução e
controlo da política de desenvolvimento do sector;
c)
Substituir o Director Nacional nas suas ausências, faltas
ou impedimentos;
c)
Recolher e sistematizar os dados sobre os planos anuais
dos órgãos centrais e locais do Estado sobre as
prom oções e p r o g r e ss e s e m o n ito rar a sua
implementação;
d)
Exercer Outras tarefas superiormente incumbidas.
4 .0
Director Nacional e o Director Nacional Adjunto respondem
perante o M inistroda Função Pública.
29 DE NOVEMBRO DE 2008 365 A rtigo 9 3. O Director Nacional pode convidar outros
29 DE NOVEMBRO DE 2008
365
A rtigo 9
3.
O Director Nacional pode convidar outros técnicos da
Direcção a participar nas sessões do Colectivo de Direcção, em
(C h e fe s
de
D ep a rtam en to )
1. Os Departamentos que compõem a Direcção Nacional de
Gestão Estratégica dos Recursos Humanos do Estado são
chefiados por Chefes de Departamento nomeados, em comissão
de serviço, pelo Ministro da Função Pública.
função da agenda.
4 .0 Colectivo de Direcção reúne-se ordinariamente uma vez
por semana e extraordinariamente sempre que fôr necessário.
CAPÍTULO VI
2.
Compete aos Chefes de Departamento:
Disposições Finais
a)
Dirigir as actividades do departamento, garantindo
a implementação das respectivas funções;
A rtigo
12
b)
Zelar pelo cumprimento dos actos normativos
e regulamentares no âmbito das suas funções;
(Dúvidas)
c)
Distribuir tarefas pelos funcionários afectos no
departamento e zelar pela disciplina e desempenho;
As dúvidas resultantes da aplicação do presente Regulamento
Interno serão resolvidas por despacho do Ministro da Função
Pública.
d)
Emitir pareceres sobre assuntos de sua competência;
A rtigo 13
e)
Elaborar relatórios de actividades do departamento;
f)
Emitir propostas e/ou pareceres sobre distinções,
promoções, progressões e incentivos do pessoal sob
sua gestão;
(Entrada em
vigor)
O presente Regulamento Interno entra em vigor na data da
sua publicação.
g)
Propor a concessão de bolsas de estudos ou autorização
para continuação de estudos do pessoal sob sua gestão.
Maputo, 16 de Setembro de 2008.
A rtigo 10
(Chefes
de
Repa rtiç ão)
1. As Repartições que compõem o Departamento de Gestão
dos Recursos Humanos do Estado são chefiadas por Chefes de
Repartição nomeados, em comissão de serviço, pelo Ministro da
Função Pública.
CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA
DO MINISTÉRIO PÚBLICO
Resolução n.° 1/CSMMP/P/2008
2.
Compete aos Chefes de Repartição:
de 25 de Julho
a)
Dirigir as actividades da repartição, garantindo
a implementação das respectivas funções;
Havendo necessidade de regulamentar o funcionamento do
b)
Zelar pelo cumprimento dos actos normativos
e regulamentares no âmbito das suas funções;
Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público, no
uso das competências estabelecidas na alínea d) do n.° l do
c)
Distribuir tarefas pelos funcionários afectos na repartição
e zelar pela disciplina e desempenho;
artigo 58 da Lei 22/2003, de l de Agosto, o Conselho Superior da
Magistratura do Ministério Público determina:
d)
Emitir pareceres sobre assuntos de sua competência;
e)
Elaborar relatórios de actividades da repartição;
f)
Emitir propostas e/ou pareceres sobre distinções,
promoções, progressões e incentivos do pessoal sob
sua gestão;
Artigo L É aprovado o Regulamento de funcionamento do
Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público, em
anexo, o qual faz parte integrante da presente Resolução, aprovado
por deliberação n.° 13 /CSMMP/P/2008, de 20 de Fevereiro.
g)
Propor a concessão de bolsas de estudos ou autorização
para continuação de estudos do pessoal sob sua gestão.
Art. 2 .0 Regulamento de funcionamento do Conselho Superior
da Magistratura do Ministério Público entra imediatamente em
vigor.
CAPÍTULO V
Colectivo
Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público, em
Maputo, 17 de Setembro de 2008. — O Presidente, Dr. Augusto
Raul Paulino.
A rtigo
11
(Colectivo dè
Direcção)
1.0
Colectivo de Direcção é convocado e dirigido pelo Director
Regulamento de Funcionamento
Nacional e tem por. funções:
a)
Pronunciar-se sobre as medidas de carácter geral que
promovam a eficiência e a eficácia da Direcção;
do Conselho Superior da Magistratura
do Ministério Público
b)
Analisar e dar parecer sobre as actividades de preparação,
execução e controlo do plano e programa de
CAPÍTULO 1
actividades;
Disposições gerais
c)
Preparar o plano de actividades e efectuar o respectivo
balanço periódico;
A rtigo
1
d)
Promover a troca de informações entre os sectores de
trabalhos no aparelho do Estado;
(Definição)
e)
Propor a elaboração da estratégia de desenvolvimento
do sector e acompanhar a sua execução.
1.0
Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público,
adiante designado por CSMMP, é o órgão de gestão e disciplina
2.
O Colectivo de Direcção tem a seguinte composição:
do Ministério Público.
2.
Na realização dos seus objectivos-, o CSMMP observa a
a)
Director Nacional
b)
Director Nacional Adjunto
Constituição da República, a lei orgânica, o estatuto dos
c)
Chefes de Departamento
magistrados do Ministério Público e as demais leis em vigor.
366 / SÉRIE — NÚMERO 44 A rtigo 2 A rtigo 7 (S e d e
366
/ SÉRIE — NÚMERO 44
A rtigo 2
A rtigo 7
(S e d e
e
o rç am en to )
(C o m is s ã o
P e rm a n e n te )
1.0
CSMMP tem a sua sede na cidade de Maputo e funciona
em instalações próprias.
2. As despesas do CSMMP são suportadas pelo Orçamento
Geral do Estado.
A rtigo 3
(D e s ig n a ç ã o
d o
M em b ro )
O membro do Conselho Superior da Magistratura do Ministério
Público tem a designação de Conselheiro.
1. A Comissão Permanente do Conselho Superior da
Magistratura do Ministério Público é composta pelo presidente
e por seis membros eleitos na primeira sessão do plenário;
2. Compete à Comissão Permanente executar as deliberações
do plenário e exercer as funções que lhe tenham sido delegadas
pelo CSMMP;
3. A Comissão Permanente do CSMMP reúne-se ordinariamente
uma vez por mês e extraordinariamente quando convocada pelo
Presidente.
4 .0
Plenário e a Comissão Permanente do Conselho Superior
A rtigo 4
(In ic io
d e funç ão)
da Magistratura do Ministério Público deliberam se estiverem
presentes, pelo menos, dois terços dos seus membros.
1. O membro do CSMMP inicii as suas funções com a
assinatura do termo do início de fiinçc es, em cerimónia pública e
solene, perante o Presidente do Conselho Superior da
Magistratura do Ministério Público.
2. São convidados à cerimónia entidades indicadas pelo
Presidente do CSMMP.
A rtigo 8
(C o m p e tê n c ia s
d o
p re s id e n te )
Compete ao Presidente do Conselho Superior da Magistratura
do Ministério Público:
a)
A rtigo 5
Representar o Conselho Superior da Magistratura do
Ministério Público;
(M a n d a to i
b)
Convocar e presidir as respectivas sessões;
Com a excepção do Procurador-G :ral da República e do Vice-
Procurador Geral da República, o membro do CSMMP exerce o
mandato por um período de cinco anos, podendo ser reeleito
para outros mandatos.
c)
Nomear o Secretário do CSMMP;
d)
Promover a execução das deliberações tomadas nas
sessões;
e)
Despachar as matérias de mero expediente;
J)
CAPITULOU
Decidir todas as questões para ás quais tenhá sido
delegado pelo CSMMP;
Competências do Conselho Superior de Magistratura
g)
Ordenar as inspecções extraordinárias;
Pública
h)
Coordenar as actividades do CSMMP;
A rtigo (i
i)
Exercer as demais funções conferidas por lei.
(C o m p e tê n c ia s )
CAPÍTULO III
1.
Compete ao Conselho Superior da Magistratura do
Direitòs e deveres
Ministério Público:
d)
Pronunciar-se sobre a nome ação, exoneração e demissão
dos Procuradores-Gerai;; Adjuntos;
A rtigo 9
(D e v e re s
d o
m em b ro )
b)
Nomear, colocar, transferir, promover, exonerar, apreciar
o mérito, profissional, aposentar, exercer a acção
disciplinar e praticar actos de idêntica natureza
respeitante aos magistrados do Ministério Público;
2.
São deveres do membro do Conselho
Superior da
Magistratura do Ministério Público:
a)
Comparecer e participar nas sessões;
c)
Propor ao Procurador-Gera I da República a realização de
b)
Assumir as funções para as quais tenha sido eleito;
inquéritos e sin d tcârcias às Procuradorias
República dos diferentes níveis;
da
c)
d)
Aprovar a proposta do seu diploma específico;
Respeitar a dignidade do Conselho Superior da
M agistratura do Ministério Público e dos seus
membros;
e)
Aprovar a proposta de orçamento anual;
d)
J) Deliberar sobre a aposentação dos magistrados do
Ministério Público, quiindo revelam diminuição das
suas faculdades físicas e intelectuais;
Observar a lei, ordem e disciplina do Regulamento do
CSMMP e contribuir para o sucesso e bom nome do
Conselho;
e)
g)
Aprovar o plano anual dss inspecções ordinárias;
h)
Exercer as demais funçõe > conferidas por lei.
Guardar sigilo sobre assuntos submetidos à apreciação
do CSMMP;
2 .0
Conselho Superior da Mag stratura do Ministério Público
f) Exercer o mandato com isenção e alto sentido de
responsabilidade;
pode delegar algumas das sua:; competências à Comissão
Permanent ç e ao Presidente.
3 .Exceptuam-se do disposto no número anterior a apreciação
g)
Participar, com pontualidade e assiduidade, nos trabalhos
do CSMMP;
do mérito e a aplicação das penas disciplinares.
h)
Justificar as faltas cometidas.
29 DE NOVEMBRO DE 2008 267 2. Os deveres referidos no número 1 do presente artigo
29 DE NOVEMBRO DE 2008
267
2. Os deveres referidos no número 1 do presente artigo
aplicam-se, igualmente, aos membros da Comissão Permanente
do CSMMP.
seguindo-se os membros da Comissão Permanente, de acordo
com a origem e, no fim, os restantes membros do CSMMP,
seguindo o mesmo procedimento.
2. O procedimento previsto no n.°
I do presente
artigo é
Artigo 10
aplicável às sessões da Comissão Permanente.
(D ire ito s
e
R
eg a lia s )
Artigo 14
1. O membro do Conselho Superior da Magistratura do
Ministério Público tem os seguintes direitos e regalias:
(D e lib e ra ç ã o
e
p u b lic a ç ã o )
a)
Participar nas sessões do Plenário e da Comissão
Permanente, usando da palavra e expressando o seu
voto;
1..
As deliberações do CSMMP são tomadas por maioria de
b)
Registar em acta os votos vencidos manifestados
durante as sessões da Plenária ou da Comissão
Permanente;
c)
Elaborar projectos, propostas ou estudos sobre matérias
da competência do CSMMP e apresentá-los, nas
sessões do Plenário ou da Comissão Permanente;
voto simples, cabendo ao Presidente o voto de qualidade, no
caso de empate, em segunda votação sobre o mesmo assunto;
2. O membro tem direito de declaração de voto vencido, bem
como a apresentação sumária das suas razões;
3. As deliberações do CSMMP revestem a forma de resolução;
4 .0 CSMMP ordena a publicação das resoluções cuja eficácia
dependam da publicação no Boletim da República, nos termos
da lei.
d)
Solicitar qualquer serviço do CSMMP e as informações
que considere úteis para o exercício das suas funções;
Artigo 15
e)
Requerer a inclusão, na ordem de trabalhos das sessões
do Plenário ou da Comissão Permanente, de assuntos
que entenda dever ser objecto de reflexão e de
deliberação;
(P a rtic ip a ç ã o
de
o u tro s
q u ad ro s )
j) Desempenhar, além das funções; inerentes ao cargo, as
que lhe forem cometidas pelo CSMMP.
Podem participar, como convidados, quadros e técnicos, sem
d ireito ao voto, nas sessões do CSMMP, da Comissão
Permanente, por decisão dos respectivos órgãos e quando se
mostre necessário consoante matérias que se trate.
2. São ainda direitos do membro do Conselho Superior da
Magistratura do Ministério Público:
CAPÍTULO V
Delegação de com petências
a)'Usar o cartão especial de identificação, cujo o modelo
consta do anexo ao presente Regulamento;
Artigo 16
b)
Usar o passaporte diplomático;
(P r e s id e n te )
c)
Requerer um passaporte diplomático para o/a seu/sua
cônjuges e filhos, nos termos da lei;
1. Pode ser delegada ao Presidente do CSMMP, na sua
d)
Receber senhas de presença, por sessão, em montante a
fixar nos termos do disposto r o artigo 70 da Lei n.°22/
/2007, de 1 de Agosto.
CAPÍTULO IV
Funcionamento
Artigo 11
qualidade de Procurador-Geral da República, a competência de
ordenar a realização de inquéritos e sindicâncias às Procuradorias
da República, aos diversos níveis.
2. Pode ser ainda delegada ao Presidente do CSMMP a
competência de decidir sobre o início do processo disciplinar em
que seja arguido o magistrado do M inistério Público, de
homologar o plano, de férias e autorizar as licenças e dispensas
dos magistrados.
(F u n c io n a m e n to )
Artigo 17
0 Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público
funciona em Plenário e em Comissão Permanente.
(C o m is s ã o
P e rm a n e n te )
Artigo 12
Podem ser delegadas à Comissão Permanente as seguintes
competências:
(P le n á rio )
d)
1.0 Plenário é constituído por todos os membros do Conseílho
Superior da Magistratura do Ministério Público.
2 .0 Plenário reúne-se em sessão ordinária duas vezes por ano
e extraordinariamente quando convocado pelo Presidente, por
iniciativa própria ou por pelo menos dois terços dos seus
membros.
Nomear, colocar e transferir os magistrados do Ministério
Público;
b)
Autorizar aos magistrados a realização de actividades de
docência, literária ou de investigação científica;
c)
Apreciar e deliberar sobre a proposta do orçamento anual
do CSMMP;
d)
Artigo 13
Apreciar a proposta do diploma específico do CSMMP e
submetê-lo à aprovação do Plenáriô;
(Ordem
de precedência)
e)
Apreciar e deliberar sobre o plano anual das inspecções
1 .O Presidente do Conselho Superior da Magistratura do
Ministério Público, no Plenário, serita-se ao centro da mesa
principal e à sua direita, toma assento o Vice-presidente,
ordinárias;
f) Aprovar a proposta das senhas de presença dos membros
do CSMMPe da Comissão Permanente.
368 I SÉRIE— NÚMERO 44 CAPÍTULO VI Regulam ento da Inspecção do Ministério Público Serviço de
368
I SÉRIE— NÚMERO 44
CAPÍTULO VI
Regulam ento da Inspecção do Ministério
Público
Serviço de apoio
CAPÍTULO I
A rtigo
18
Dos princípios gerais
(S e c r e ta ria )
1
1.0 1
Conselho Superior da Magistra:ura do Ministério Público
A rtigo
é dotado de uma Secretaria própria, dirigida por um Secretário.
2. Compete ao Secretário do Conselho Superior da Magistratura
do Ministério Público:
(B a s e
L eg a l)
A Inspecção do M inistério Público cumpre objectivos
definidos nos artigos 79 e seguintes da Lei n° 22/2007, de 1 de
a)
Dirigir os serviços da Secretaria;
Agosto.
b)
Executar e fazer executar as deliberações do Conselho
Superior da Magistratura d ) Ministério Público;
A rtigo 2
c)
Preparar os projectos de orçam snto do Conselho Superior
da Magistratura do Ministério Público;
(S u b o rd in a ç ã o )
d)
Organizar os processos individuais dos magisttados e
dos oficiais de justiça do IV inistério Público;
A Inspecção do Ministério Público, subordina-se ao Conselho
Superior da Magistratura do Ministério Público.
e)
Executar as demais funções conferidas por lei.
A rtigo
3
A rtigo
19
(O b je c to )
(R e g im e
do
P e s s o a l)
O pessoal da Secretaria do CSMM P rege-se pelas normas do
EGFE e demais legislação sobre o funcionalismo Público.
A rtigo 2 0
(P o rta -v o z )
1. Compete à Inspecção do Ministério Público realizar
inspecções, inquéritos e sindicâncias aos respectivos serviços
nos termos da lei.
2. À Inspecção dó Ministério Público cumpre recolher
informação sobre o serviço, competência, mérito e idoneidade
dos magistrados do Ministério Público e demais funcionários
com base nos seguintes indicadores:
O CSMMP tem um porta-voz eleito em sessão do Plenário.
a)
Demonstrar conhecimento da legislação, através dos
despachos e promoções proferidos nos processos;
CAPÍTULO \ II
b)
Disposições fi tais
Aplicar, correctam ente as leis, os despachos, as
instruções e as directivas de execução obrigatória;
c)
A rtigo 2
1
Demonstrar idoneidade, imparcialidade e dignidade no
exercício da função;
(A lte ra ç ã o
d o
R e g u lam e n to )
d)
Revelar urbanidade e respeito nos trabalhos e actos
solenes;
O
CSMMP procederá à alteração do seu regulamento interno,
e)
Realizar diligências nas horas previamente designadas;
sempre que se mostre necessário.
f)
Demonstrar assiduidade e pontualidade no serviço;
g)
Manter a compostura e disciplina na Procuradoria;
A rtigo 22
h)
Cumprir, pontualmente, as ordens e as instruções dos
(C a s o s
o m is s o s )
Os casos omissos serão resolvidos por deliberação
Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público.
do
órgãos e dirigentes superiores;
/') Derfionstrar alto grau de organização e controlo dos
serviços do Ministério Público;
j)
Observar os deveres próprios da função e da categoria;
A rtigo 23
k)
Manter um comportamento correcto na vida pública e
(E n tra d a
em
V
go r)
O
presente regulamento entra cm vigor na data da sua
publicação.
privada, tendo em conta as exigências próprias da
dignidade e prestígio da função e da categoria;
/) Conservar e manter em boas condições as instalações e
residências dos magistrados.
2.
No respeitante aos oficiais de justiça, à Inspecção do
Ministério Público, compete:
Resolução n° 2/CSNIMP/P/2008
a)
de
29
de
O u tu b ro
Havendo necessidade de regularr entar o funcionamento da
Inspecção do Ministério Público, no uso das competências
estabelecidas no artigo 82 da Lei n° 22/2007, de 1 de Agosto, o
Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público,
determina:
Fiscalizar o trabalho realizado pelos escrivães e demais
oficiais de justiça, observando, entre outros, a forma
de cumprimento dos actos do cartório e das ordens
emanadas dos magistrados;
b)
Fiscalizar o modo de realização e contagem dos
processos;
c)
Verificar os livros de registo, sua correcta escrituração e
arrumação;
Artigo 1. É aprovado o Reguhm ento da Inspecção do
Ministério Público, em anexo, o qual faz parte integrante da
presente Resolução, aprovado por de iberação n° 26/CSMMP/P/
2008. de 25 de Julho.
Art. 1. O Regulamento da Inspecção do Ministério Público
entra imediatamente em vigor.
d)
Realizar o correcto controlo dos bens apreendidos;
e)
Controlar a forma de atendimento ao público;
f)
Zelar pela assiduidade, pontualidade e aprumo dos
oficiais de justiça e demais funcionários;
g)
Verificar a forma como são redigidos os ofícios e demais
documentos;
Conselho Superior da Magistratur i do Ministério Público, em
Maputo, 17 de Setembro de 2008. — O Presidente, Dr. Augusto
Raúl Paulino.
h)
Controlar o cumprimento das leis, circulares, ordens e
instruções.
29 DE NOVEMBRO DE 2008 369 3. Compete ainda à Inspecção do Ministério Público: c) a)
29 DE NOVEMBRO
DE 2008
369
3.
Compete ainda à Inspecção do Ministério Público:
c)
a) Averiguar tudo o que possa contribuir para um adequado
conhecimento do funcionamento das procuradorias
provinciais;
b) Averiguar o nível de controlo' das procuradorias
subordinadas.
Propor ao Conselho Superior da Magistratura do
Ministério Público a realização de inspecções
ordinárias;
d)
Desempenhar as demais funções conferidas ou que
resultem de determinação superior.
11
A rtigo
A rtigo 4
(In s p e c to r
-
Ch e fe
A d junto )
(S e c re ta ria )
Ao Inspector - Chefe Adjunto compete:
1.
Junto da Inspecção do Ministério Público, funciona uma
secretaria subordinada ao Inspector - Chefe do Ministério Público.
a)
2. Compete à secretaria ainda referida, prestar apoio
administrativo e logístico à Inspecção do Ministério Público.
Coadjuvar o Inspector-Chefe e substituí-lo nas suas
ausências e impedimentos;
b)
Execer as demais funções que lhe forem cometidas por
lei.
A rtigo 5
CAPÍTULO III
(R e colha
de
Info rm a ç ão )
1.
Cabe aos magistrados e oficiais de justiça do Ministério
Do
F unc ionam ento
da
Inspecção
Público, fornecer à Inspecção do Ministério Público, todas as
informações que lhes forem solicitadas, relacionadas com o
exercício das suas funções.
2. As informações requeridas no número anterior são de
carácter urgente.
A rtigo 12
(O rg an iz a ç ão
da
In sp e c ç ão
e
d e s ig n a ç ão
de
in sp e c to re s)
A rtigo 6
1. As inspecções ordinárias são realizadas de acordo com o
plano aprovado pelo Conselho Superior da Magistratura do
Ministério Público;
2.
Compete ao Presidente do Conselho Superior da
(Co n su lta
de
P roc e s sos ,
P apéis,
Bens
e Obje c tos )
Magistratura do Ministério Público ordenar a realização de
1.
No exercício das suas atribuições, a Inspecção do Ministério
inspecções extraordinárias;
Público fará a consulta aos processos, papéis de correspondência
e aos livros em uso ou arquivados;
2. Terá, também, acesso aos depósitos onde se encontrem os
3.
Qs inquéritos e sindicâncias são ordenados pelo
Procurador-Geral da República, sob proposta do Conselho
Superior da Magistratura do Ministério Público;
bens ou objectos apreendidos.
4.
Na elaboração dos planos de inspecções, a Inspecção do
A rtigo 7
Ministério Público deve garantir que sejam inspeccionadas as
procuradorias que não tiverem beneficiado dessa actividade.
(R e c om e n d a ç õ e s
e
S u g e s tõ e s )
A Inspecção do Ministério Público, dará recomendações e
sugestões aos magistrados e aos oficiais de justiça, de modo a
ajudá-los a superar as dificuldades surgidas, no exercício das
suas actividades ou funções.
A rtigo
13
(P e rio d ic id a d e )
1. As inspecções do Ministério Público, realizam-se com a
periodicidade de dois anos.
A rtigo 8
2.
Quando a imperiosa necessidade de serviço o exigir, o
(N ão
In te rfe rê n c ia )
Presidente do Conselho Superior da Magistratura do Ministério
Público pode ordenar a realização de inspecções fora do período
No exercício das suas atribuições, a Inspecção do Ministério
Público não pode interferir directa ou indirectamente na execução
dos serviços da procuradoria da república inspeccionada.
estabelecido no número anterior.
A rtigo
14
CAPÍTULO II
(D u ra ç ão )
Da Organização da Inspecção do Ministério Público
1.
As inspecções realizam-se com pré-aviso e têm a duração
A rtigo 9
máxima de 30 dias, quando extensivos aos distritos e de 15 dias,
quando incidam sobre as sedes das procuradorias provinciais.
(C o m p o s iç ã o )
2.
Os prazos referidos no número anterior, por motivo
A direcção da Inspecção do Ministério Público, é composta
por um Inspector - Chefe coadjuvado por um Inspector - Chefe
Adjunto e inspectores nomeados pelo Conselho Superior da
Magistratura do Ministério Público, em comissão de serviço.
ponderoso podem ser prorrogados por mais 5 .dias, mediante
autorização do Presidente do Conselho Superior da Magistratura
do Ministério Público.
15
A rtigo
A rtigo
10
(P ra zo
de
ap re s en ta ç ão
do
re la tó rio )
(C o m p e tê n c ia s
d o
In s p e c to r-C h e fe )
Compete ao Inspector - Chefe:
Concluída a inspecção, é elaborado o respectivo relatório no
prazo de quarenta dias úteis, a partir do dia seguinte ao da
a)
Exercer a actividade de direcção, planificação,
organização, coordenação e controlo da actividade dos
serviços da Inspecção do Ministério Público;
apresentação na sede da Inspecção. O relatório deve descrever
e apreciar o nivel de organização e de funcionamento das
procuradorias da república, provinciais e distritais, bem como, o
b)
Dirigir inspecções, inquéritos e sindicâncias aos
respectivos serviços;
mérito ou demérito dos magistrados e oficiais de justiça
inspeccionados.
370 / SÉRIE — NÚMERO 44 A rtigo 16 A rtigo 22 (E s tru tu
370
/ SÉRIE — NÚMERO 44
A rtigo
16
A rtigo 22
(E s tru tu ra
do
re lító rio )
(S e c re tá rio s
da
In sp e c ç ão )
O relatório da Inspecção é dividico em capítulos, cada um
deles com conclusões precisas c sucintas; podem ser
apresentadas sugestões, que tenham )or objectivo a melhoria
1. No exercício das suas actividades, os inspectores são
coadjuvados por um secretário de inspecção.
2.
Os Secretários de inspecção são nomeados pelo Conselho
Superior da Magistratura do Ministério Público, sob proposta
dos serviços
obedecendo ao
disposto
rio artigo 3 deste
do Presidente.
regulamento:
3.
Aos Secretários cumpre executar tudo o que lhes fôr
a) O primeiro capítulo aborda a actuação dá procuradoria
inspeccionada, como órgiio da Administração da
Justiça, fazendo menção aa movimento processual
que tenha sido constatado, durante a inspecção;
b) O segundo capítulo faz referência à organização e
funcionamento do cartório e arquivo;
c) O terceiro capítulo refere-se ao estado das instalações
da procuradoria inspeccionada e à forma de
acomodação dos magistradcs e dos oficiais de justiça;
d) O quarto capítulo trata do nérito ou demérito dos
magistrados do Ministério Público e dos funcionários
de justiça da procuradoria inspeccionada;
e) O quinto capítulo aborda outra i questões que se julguem
relevantes.
ordenado pelo inspector e organizar o expediente relativo à
inspecção.
CAPÍTULO V
Das m etodologias de classificação
A rtigo 23
(C la s s ific a ç ã o )
1.
Realizado o trabalho, o Inspector propõe ao Conselho
Superior da Magistratura do Ministério Público a atribuição de
uma classificação de mérito, quer dos magistrados do Ministério
Público, qúer dos Oficiais de Justiça, de acordo com o seu mérito
na escala de muito bom, bom, suficiente e medíocre.
2.
A proposta de medíocre, homologada, implica a suspensão
A rtigo
17
(Fa c to s
pa s s ive is
de
p ro c ed im en to
d is c ip lin a r
e
c rim
in al)
do exercício de funções e a instauração de competente processo
de inquérito.
Sempre que um inspector, na sua actividade, detectar factos
passíveis de procedimento disciplirar e ou criminal, deve
comunica-los de forma confidencial, ao Presidente do Conselho
Superior da Magistratura do Ministcrio Público, através do
Inspector-Chefe, podendo fazer disso menção no relatório.
A rtigo 24
(C la s s ific a ç ã o )
A atribuição dá classificação definitiva da proposta referida
no artigo anterior, é da competência do Conselho Superior da
Magistratura do Ministério Público.
A rtigo
18
(C om u n ic a ç ão
das
c o n c lu sõ e s )
A rtigo 25
Finda a inspecção, é feita aos inspec :ionados, a comunicação
das conclusões apuradas e das recomendações. A comunicação
é feita de forma verbal e individualizada, exarando-se no livro de
inspecção, existente na procuradc ria inspeccionada, as
constatações verificadas, no aspecto o ganizativo e processual.
(R e c lam a ç ão )
Ao inspeccionado deve ser dado conhecimento do relatório
da inspecção e da classificação atribuída.
1.
2.
O inspeccionado pode reclamar da classificação obtida ao
Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público, no
prazo de 10 dias, contados a partir da data de recepção
CAPÍTULO IV
3.
No caso de a reclamação ser aceite, o Conselho Superior da
Dos Inspector* s
Magistratura do Ministério Público, pode ordenar sempre que
tal se justifique, a realização de nova inspecção, a ser dirigida por
A rtigo
19
um inspector diferente do que realizou a inspecção anterior.
(N om e a ç ã o )
CAPÍTULO VI
Os inspectores do Ministério Pútlico são nomeados em
comissão de serviço e devem ter categoria não inferior à de
Procurador da República de Ia.
Dos Inquéritos e Sindicâncias
A rtigo 26
(D e fin iç õ e s )
A rtigo 20
1.
O inquérito tem por fim apurar factos relativos ao
(C om u n ic a ç ão
da
Inspe c ç ão )
procedimento dos magistrados e oficiais de justiça.
O inspector designado, comunica o início e o termo de cada
inspecção ao Presidente do Conselho Superior da Magistratura
do Ministério Público, através do Inspector - Chefe.
2.
A sindicância destina-se à averiguação geral acerca do
funcionamento dos serviços.
3.
São aplicáveis à instrução dos processos de inquérito e
sindicância, com as necessárias adaptações, as disposições
A rtigo 21
relativas ao processo disciplinar.
(V is to )
A rtigo 27
Nos processos, livros e demais documentos examinados, o
inspector marca com um carimbo rectangular com os dizeres,
República de Moçambique, Procuradoria-Geral da República,
Inspecção, e com espaços para a data < rúbrica.
(E n tid a d e
C om p e ten te
para
O rd en a r)
A realização de inquérito ou de sindicância é determinada pelo
Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público.
29 DE NO VEMBRO DE 2008 371 A rtigo 2 8 A rtigo 30 (P ro
29 DE NO VEMBRO DE 2008
371
A rtigo 2 8
A rtigo 30
(P ro c e d im e n to )
(D e lib e ra ç õ e s )
O inspector do Ministério Público tem competência para:
a) Receber participações, inquirir testemunhas, tomar
declarações ou ouvir-se em declarações, fazer exames
e ordenar notificações pelo cartório da procuradoria
inspeccionada, devendo ser designado um secretário
para prestar o apoio necessário;
b) O inspector tem acesso a tódos os elementos que se
considerem necessários, para a prossecução das suas
actividades.
As deliberações, do Conselho Superior da Magistratura do
Ministério Público, proferidas nos processos referidos no artigo
anterior, devem constar dos autos destes.
A rtigo 31
(D is p o s iç õ e s
fin a is )
As alterações e revogações do presente Regulamento são
feitas pelo Conselho Superior da Magistratura do Ministério
Público.
A rtigo 29
A rtigo 32
(R e la tó rio )
(Entrada em vigor)
Concluído o inquérito ou a sindicância, é elaborado um relatório
que é remetido ao Conselho Superior da Magistratura do
Ministério Público, para deliberação.
O presente Regulamento, entra em vigor a partir da data da
sua publicação no Boletim da República.
Preço— 7,00 M T I m pr e n s a N a c io n
Preço— 7,00 M T
I m pr e n s a
N
a c io n a l
d e
M
o ç a m b iq u e

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE COMISSÃO NACIONAL DE ELEIÇÕES ELEIÇÕES AUTARQUICAS DE 19 DE NOVEMBRO DE 2 0 08

Visto O Presidente da CNE

João Leopoldo da Costa

Lista de Candidatos ao Cargo de Presidente do Município

Província Cidade de M aputo

Cidade

Município em que concorre de Maputo

Cidade da Matola

M aputo Província

Vila da Manhiça

Gaza

Vila da Namaacha

Vila de Chibuto

Proponente/Sigla

FRELIMO

RENAMO

FRELIMO

RENAMO

CEV

PDD

AND

FRELIMO

RENAMO

NATURMA

FRELIMO

RENAMO

FRELIMO

Nome Completo do Candidato David Simango

António Augusto Eduardo Namburete Arão Almeida Mazuanhane Nhancale

José Manuel Samo Gudo

João Pedro Massango

Afonso Abílio Nhantumbo Leonardo José Carlos Lichucha

Alberto Fafitine Chicuamba

Júlio Fabião Monteiro Cossa

Alberto Armando Xerinda

Jorge Rafael Tinga Estêvão Neves Pedro Francisco Soares Mandlhate

 

Dondo

Marromeu

Gorongosa

a

Cidade de Chimoio

Vila de Gondola

Cidade de Magica Vila de Catandica

Cidade de Tete

Vila de Moatize

Vila de Ulónguè

GRM

Daviz Mbepo Simango

FRELIMO

Manuel Cambezo

Raúl Conde Marques Adriano

PDD

Carlos Manuel Conde Jeque

FRELIMO

Palmeirim Canotilho Rubino

RENAMO

João Germano Agostinho

PDD

Adolfo Libânio dos Santos

GMM FRELIMO PDD FRELIMO RENAMO PDD

Camiro Dambe Moreze Joaquim Cauzande Alfredo Manuel Magaço

Eduardo António Leite Sulemane Mussa

FRELIMO

Eduardo Gimo

RENAMO PDD FRELIMO

Augusto Paulo Roque Felisberto Andrè Braqui Moguene Materisso Candieiro

FRELIMO RENAMO FRELIMO

Eusébio Lambo Gondiwa José Augusto João M’pica César de Carvalho

* RENAMO ,

Celestino Bento

FRELIMO

Carlos Colarinho Navaia

RENAMO

Virgílio Champhata Gumbi

PDD

Maria José Fatissone Sincréia

FRELIMO

Armando Maria Pereira Constantino Júlio

RENAMO

Mário Franque

 

FRELIMO

Pio Augusto Matos

 

Cidade de Quelimane

RENAMO

Latifo Ismael Xarifo

 

PDD

Ana Isabel das Rosas Baptista

FRELIMO

Rogério Francisco dos Santos Gaspar

zia

RENAMO

António Alberto

 

Cidade de Mocuba

PDD

Victor Paulo Ferreira

 

FRELIMO

Bento Beade Chimuaza

 

Vila de Miiange

RENAMO

Inácio Chidembo

 

UN AMO

Carlos Alexandre dos Reis

FRELIMO

José António Aniceto

 

Cidade de Gurúè

RENAMO

Latino Caetano Barros Ligonha

 

PDD

Xavier Luís Alfândega

UM

Maria Isabel Ferreira Lino

 

Vila de Alto Molócuè

FRELIMO

Sertório João Mário Fernando

 

RENAMO

José Carlos Rodriguês Palaço

FRELIMO

Castro Armindo Sanfins Namuáca

RENAMO

Ricardo Sebastião de Oliveira

 

Cidade de Nampula

 

PDD

Isidro Ali Assane

 

Vila de Ribáuè

FRELIMO

Constantino António

 

RENAMO

Gaspar Mulessína

PDD

Andrade Lápis Vinhereque

FRELIMO

Chale Ossufo

Cidade de Nacala Porto

pula

 

Cidade

da Ilha de Moçambique

Vila de Monapo

Cidade de Angoche

Cidade de Pemba

o Delgado

Vila de Mueda

Cidade de Montepuez

Vila da Mocimboa da Praia

Cidade de Lichinga

RENAMO

Manuel José dos Santos

PDD

Julião Pires Cipriano

OCINA

Cesar Akhilimali Gabriel Caisse

FRELIMO

Alfredo Artur Matata

RENAMO

Gulamo Mamudo

F D D

Muahija Àòuiio

FRELIMO

João Luís

RENAMO

Hilário Latino

FRELIMO

Américo Assane Adamugi

RENAMO

Alberto Omar Assane

FRELIMO

Sadique Assamo Yacub

RENAMO

Mussalncacha

AND

Faustino Suadé

FREUM O

RENAMO

Móbiro Kilian Namiva Cristóvão Chiluli

FRELIMO

Rafael Manuel Correia

RENAMO

Tomé Fernando

FREUMO

Fernando Abel Neves

RENAMO

Singano Assane

FRELIMO

Augusto Luís Bonomar Assique

RENAMO

Armando Mustafa Rachide

Vila de Metangula

Cidade

de Cuamba

Vila de Marrupa

FRELIMO

Anafe Achimo

RENAMO

João Paulo Amade Biavete

FRELIMO

Arnaldo Maximiliano Marcelino Maloa

RENAMO

Maria José Moreno

PDD

Afonso Tiquiua

MONAMO/PMSD

Damião Simione

FRELIMO

Marta da Anunciação Romeu

RENAMO

Paulino Massirira

da:

O => Fretimo O ^ Resistência Nacional Moçambicana > Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento

MA => Grupo de cidadãos Eleitores, Naturais e Residentes da Vila da Manhiça Grupo para a Democracia da Beira

> Grupo de Reflexão e Mudança

O ■=> União Nacional de Moçambique Coligação Ecologista Verdes ■ Partido de União para Mudança Aliança Nacional Democrática Grupo para Mudança de Marromeu

MO/PMSD

Partido Moçambicano da Social Democracia

Maputo, 30 de Outubro de 2008

Preço — 4,00 MT Im pr e n s a N a c io n a
Preço — 4,00 MT
Im pr e n s a
N a c io n a l
d e
M o ç a m b iq u e
Sábado», 1 de Novembro de 2008 I SERIE — Número 44 PUBLICAÇÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE
Sábado», 1 de Novembro de 2008
I SERIE — Número 44
PUBLICAÇÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
3.° SUPLEMENTO
IMPRENSA
NACIONAL
DE
MOÇAMBIQUE
AVISO
A matéria a publicar no «Boletim da República»
deve ser remetida em cópia devidamente autenticada,
uma por cada assunto, donde conste, além das indi­
cações necessárias para esse efí ito, o averbamento
seguinte, assinado e autenticado: Para publicação no
«Boletinn da República».
Os candidatos, os partidos políticos, as coligações de partidos
políticos e os grupos de cidadãos eleitores proponentes têm
direito a tratamento igual por parte dos órgãos eleitorais, das
entidades públicas e privadas a fim de, livremente e nas melhores
condições que se oferece, realizarem a sua campanha eleitoral
em liberdade.
No decurso da campanha eleitoral não pode ser imposta
qualquer limitação à livre expressão de princípios políticos,
económicos, sociajs e culturais de que se orienta o proponente e
os respectivos candidatos.
SUMARIO
Comissão Nacional de Eleições:
Considerando que a campanha eleitoral constitui um dever do
governo, dos partidos< políticos, das coligações de partidos
políticos e dos grupos de cidadãos eleitores proponentes
devendo decorrer em atmosfera de normalidade e tranquilidade,
de responsabilidade e tolerância,impõe-se a observância de
normas básicas comummente aceites em termos de conduta dos
diversos intervenientes.
Deliberação n.° 121/2008:
Aprova o Código de Conduta dos candid itos, Partidos, Coligações
de Partidos Políticos e Grupos ie Cidadãos Eleitores
concorrentes às eleições e revoga a Deliberação n.° 34/2004,
de 23 de Setembro.
Deliberação
n.° 122/2008:
Aprova o Regulamento de Utilização de Lugares e de
Edifícios Públicos para fins eleitorais e revoga
Deliberação n.°40//2004, de 29 do Setembro.
O compromisso político recentemente assumido pelos partidos
políticos, coligações de partidos políticos e os grupos de
cidadãos eleitores proponentes no âmbito das actividades de
supervisão, do contacto e do diálogo constante que a CNE tem
vindo a promover com vista a estabelecer uma maior aproximação,
colaboração e.apoio estreito com as diversas partes envolvidas
no quadro dos preparativos para a campanha eleitoral relativa às
Eleições que se avizinham constitui, neste contexto, um
importante contributo para a convivência política sã.
Delíberaçáo
n.° 123/2008:
Aprova o Código de Conduta para of ■ Agentes da Polícia da
República de Moçambique nos Processos Eleitorais e
revoga a Deliberação n.° 70/2004, de 13 de Outubro.
O presente Código de Conduta dos candidatos, partidos
políticos, coligações de partidos políticos e grupos de cidadãos
eleitores proponentes às eleições, situando-se na linha da
constante preocupação do Legislador moçambicano em actualizar
o quadro jurídico legal, reúne os principais aspectos e experiências
a tomar em conta na realização da campanha eleitoral de forma
consciente e com elevado grau e sentido de responsabilidade,
nos direitos atribuídos por lei e nos correlativos deveres.
COMISSÃO NACIONAL HE ÈLEIÇOES
Deliberação n.° 121/2008
Assim, a Comissão Nacional de Eleições, reunida em sessão
plenária, nos termos do preceituado na alínea l) do n.° 1 do
artigo 7 da Lei n.° 8/2007, de 26 de Fevereiro, por consenso,
delibera:
de
1
de Novem bro
A campanha eleitora] é o momento em que nos termos da lei os
partidos políticos, as coligações de partid os políticos e os grupos
de cidadãos eleitores proponentes pro novem as respectivas
candidaturas, através de manifestações, reuniões, publicação de
textos ou imagens que exprimam ou reproduzam o conteúdo da
sua propaganda.
Artigo 1. É aprovado o Código de Conduta dos Candidatos,
Partidos Políticos, Coligações de Partidos políticos e Grupos de
cidadãos eleitores proponentes às eleições, fazendo dela parte
integrante.
Art. 2. É revogada a Deliberação n.°34/2004, de 23 de Setembro,
que aprova o Código de Conduta para as eleições gerais
presidenciais e legislativas de 2004 e toda a regulamentação
anterior sobre a matéria.
372— ( 12) I SÉRIE— NÚMERO 44 Art. 3. A presente Deliberação enlra em vigor na
372— ( 12)
I SÉRIE— NÚMERO 44
Art. 3. A presente Deliberação enlra em vigor na data da sua
publicação.
k)
Denunciar quaisquer comportamentos que ponham em
causa a observância dos princípios de ética e
deontologia eleitoral.
Aprovada pela Comissão Nacional de Eleições, no dia um de
Novembro de 2008.
Registe-se e publique-se.
Por Eleições Livres, Justas e Transparentes!
2. Constituem direitos gerais dos candidatos, partidos
políticos, coligações de partidos políticos e grupos dê cidadãos
de-eleitores proponentesàs eleições:
a)
Ter assegurado as condições para que as actividades
O Presidente Prof. Doutor João L zopoldo da Costa.
eleitorais se organizem e se desenvolvam com ética e
em condições de plena liberdade, justiça
transparência;
e
b)
Código de Conduta dos Ciindidatos, Partidos
Políticos, Coligações dc Partidos Políticos
e G rupos de Cidadãos E le ito re s p ro ­
ponentes às eleições
Ter igualdade de oportunidade e tratamento em todos os
actos do processo eleitoral;
c)
Ter assegurada as condições de segurança necessárias
à realização dos actos eleitorais, sem qualquer
discriminação;
d)
A rtigo
Gozar de igual oportunidade de acesso à cobertura
jornalística por parte dos órgãos de comunicação
social do sector público;
e)
Ter assegurada a igualdade de tratamento dos
 m bito
O presente Código de Conduta sstabelece regras éticas a
observar na actuação dos Candida :os ao cargo para o qual
concorre, assim como dos partido!; políticos, coligações de
partidos políticos e grupos de cidadãos eleitores proponentes
que promovem e sustentam as candidaturas às eleições.
respectivos delegados e mandatários de candidatura;
fi Sendo o caso, apresentar por escrito e em língua
portuguesa, mas sempre de boa-fé, as reclamações e
os, recursos
que considerem pertinentes.
A rtigo;!
3. Os partidos políticos, as coligações de partidos e grupos de
cidadãos eleitores proponentes têm o dever de colaboração com
os órgãos eleitorais visando o normal desenvolvimento das
actividades eleitorais.
Deveres
e
d ire ita s
gerais
A rtigo 3
1.
Constituem deveres gerais
ios candidatos, partidos
Direitos específicos
relativos à cam panha eleitoral
políticos, coligações de partidos políticos e grupos de cidadãos
eleitores proponentes às eleições:
Os direitos dos candidatos, partidos políticos, coligações de
partidos políticos e grupos de cidadãos eleitores proponentes
a)
Respeitar a Constituição da! lepública de Moçambique,
a lei eleitoral e demais leg slação vigente;
às eleições no que concerne à campanha eleitoral são,
nomeadamente, os seguintes:
b)
Respeitar o presente Códigc de Conduta, para além das
normas gerais de ética e conduta social que se impõe
para uma convivência social sã;
a)
Ser dotado de um fundo do orçamento do Estado para a
realização da campanha eleitoral antes do início desta,
nos casos em que a lei assim o determina;
c)
Respeitar as instituições co Estado, Municipais, os
cidadãos e demais entidades públicas e privadas;
b)
Realizar livremente a campanha eleitoral em qualquer
lugar do território nacional ou círculo eleitoral de
d)
é)
Participar no processo ek itoral de forma pacífica,
democrática e transparenle;
Não obstruir, dificultar ou d 3 qualquer forma impedir a
realização das actividades de outros candidatos,
partidos políticos, coligaç ões de partidos ou grupos
de cidadãos eleitorais proponentes de candidaturas;
âmbito autárquico ou provincial, dentro dos limites
da lei e do presente Código de Conduta;
c)
Acesso a espaços e lugares públicos para actividades
de campanha e propaganda eleitoral;
d)
Gozar de igual tratamento por parte das entidades
públicas e privadas a fim de, livremente e nas melhores
condições oferecidas, realizar a campanha eleitoral;
f Abster-se de promover actos de desordem, violência,
e)
incitamento à violência ou usar linguagem susceptível
de provocar ou sustentar violência física ou verbal;
Utilizar o serviço público de radiodifusão e televisão nos
termos da lei;
f) Ter, nos termos do competente sorteio de tempos de
g)
Comprometer-se a resolver, por via do diálogo e com
respeito às diferenças poli .icas, os eventuais conflitos
eleitorais;
antena, espaço para a promoção da campanha eleitoral
no sector público da televisão e radiodifusão.
A rtigo 4
h)
Cooperar com os órgãos eleitorais com vista a que o
processo eleitoral seja 1 vre, justo, transparente e
Deveres relativos à campanha eleitoral
pacífico;
i)
Comprometer-se a respeitar os resultados eleitorais ou a
Os candidatos, os partidos politicos, coligações de partidos
políticos e grupos de cidadãos eleitores proponentes às Eleições
têm, nomeadamente, os seguintes deveres:
recorrer às instâncias com] >etentes para dirimir litígios
eleitorais que possam ocorrer durante o processo
eleitoral;
j) Não publicar ou disseminar alegações falsas ou
difamatórias em relação a outros partidos, coligações
de partidos políticos ou gr jpos de cidadãos e eleitores
proponentes seus candidatos, representantes ou
membros;
á) Não imitar símbolos, cores ou siglas de outros partidos
políticos,
coligações de partidos políticos ou grupos
de cidadãos eleitores proponentes;
b)
Abster-se de fazer propaganda política fora do período
legalmente estabelecido;
c)
Proceder às solicitações e comunicações legais às
autoridades administrativas competentes visando a
segurança e protecção dos actos da campanha;
1 DE NO VEMBRO DE 2008 372— ( 13) d) Não promover reclamações infundadas ou de
1 DE NO VEMBRO DE 2008
372— ( 13)
d)
Não promover reclamações infundadas ou de má fé;
A rtig o
8
Dúvidas
e)
Não usar bens públicos na campa lha eleitoral, salvo nos
casos previstos na lei;
f) Não utilizar o tempo de antena proferindo palavras
insultuosas ou injuriosas, nem apelar à desordem,
violência física ou verbal ou a j ódio;
As dúvidas que surgirem na observância do presente Código
de Conduta serão esclarecidas pela Comissão Nacional de
Eleições.
Por Eleições Livres, Justas e Transparentes!
g)
Não rasgar cartazes, panfletos, bandeiras, documentos,
folhetos ou qualquer outro meio de propaganda política
pertencente a outros concorre ites.
Deliberação n.° 122/2008
de
1
de
Novembro
A rtigo 5
Direitos específicos relativos ao sufrágio
Os direitos dos candidatos, partidos políticos, coligações de
partidos políticos e grupos de cidadãos eleitores proponentes
às eleições, no que concerne à votação e ao apuramento dos
resultados, são, nomeadamente, os seguintes:
Havendo necessidade de ajustar o regulamento de utilização
de lugares e de edifícios públicos para fins eleitorais à legislação
ora em vigor e na procura de sistematizar a regulamentação desta
matéria num só instrumento jurídico, a Comissão Nacional de
Eleições, reunida em sessão plenária, nos termos do preceituado
na alínea ri) do n.° 1 do artigo 7 da Lei n.° 8/2007, de 26 de Fevereiro,
a)
Ser informado, directamente ou através do respectivo
mandatário, do local, data e hora de realização do sorteio
das candidaturas;
por consenso, delibera:
b)
Verificar, querendo, a conformidade da fotografia,
denominação, sigla e símbolo eleitoral antes da
impressão definitiva dos boletins de voto;
Artigo 1. É aprovado o Regulamento de Utilização de Lugares
e de Edifícios Públicos para fins eleitorais, fazendo dela parte
integrante.
Art. 2. É revogada a Deliberação n.°40/2004, de 29 de Setembro,
c)
Indicar e submeter a lista nominal dos delegados de
candidaturá para fiscalizarem as operações eleitorais
no momento de votação e apu amento;
, que aprovou o regulamento de utilização de lugares e de edifícios
públicos para fins eleitorais para as eleições gerais presidenciais
e legislativas de 2004.
d)
Acompanhar e intervir, através dos delegados de
candidatura, nas operações eleitorais a nível da mesa
das assembleias de voto;
Art. 3. A presente Deliberação entra em vigor na data da sua
publicação.
Aprovada pela Comissão Nacional de Eleições, no dia um de
e)
Acompanhar, através do mandat írio, o apuramento dos
resultados a nível distrital o í cidade, provincial e
nacional, nos termos da lei e díis deliberações da CNE
atinentes à matéria.
Novembro de 2008.
Registe-se e publique-se.
Por Eleições Livres, Justas e Transparentes!
O Presidente, Prof. Doutor, João Leopoldo da Costa
A rtigo 6
Deveres relativos ao s ifrá g io
No âmbito da votação e do apuramento dos resultados
eleitorais políticos, os candidatos, os partidos políticos,
coligações de partidos e grupos d<; cidadãos eleitores
proponentes às eleições, têm, nomeadamente, os seguintes
deveres:
Regulamento Sobre a Utilização de Lugares
e Edifícios Públicos Para a Campanha
e Propaganda Eleitoral
A rtig o
1
a)
Não praticar quaisquer actos d: intimidação, coacção
física ou psicológica sobre qualquer cidadão;
Titulares do direito
b)
Não oferecer qualquer tipo incenl ivo material com vista a
levar ò cidadão a votar a favor ou contra alguma
candidatura ou lista;
Os candidatos aos órgãos electivos de soberania, às
assembleias provinciais e aos órgãos de poder local, bem como
os seus proponentes, têm, nos termos da lei eleitoral, direito a
c)
Não promover actos de desor- ierri ou desobediência
durante a votação ou perturbar >) funcionamento normal
da assembleia de voto;
utilização de recintos, edifícios e lugares públicos, para fins de
campanha e propaganda eleitoral, em conformidade com o presente
regulamento.
d)
Não se intrometer nem perturbar o desenvolvimento
normal dos actos eleitorais;
Artigo 2
e)
Não promover reclamações ou recursos infundados ou
demá-fé.
Pedido de utilização
1.
A cedência de edifícios públicos e recintos pertencentes ao
A rtigo 7
Responsabilidade civil e criminal
Os candidatos, partidos políticos, as coligações de partidos
políticose grupos de cidadãos eleitores proponentes não estão
isentos de responsabilidade civil, administrativa ou criminal pelos
actos por eles cometidos, ressalvado o previsto na lei.
Estado e a outras pessoas colectivas de direito público será feita
pelas autoridades da administração local aos candidatos e
respectivos proponentes mediante solicitação apresentada por
escrito. Tratando-se de lugares pertencentes a entidades privadas,
o pedido será igualmente formulado por escrito.
1 DE NOVEMBRO DE 2008 372— (15) CAPÍTULO II g) Disposições específicas aos actos eleitorais A
1 DE NOVEMBRO DE 2008
372— (15)
CAPÍTULO II
g)
Disposições específicas aos actos eleitorais
A rtigo 3
Impedir o acesso e retirar cidadãos que estejam a exercer
qualquer propaganda eleitoral no local de assembleias
de voto ou nas suas proximidades, num raio de trezentos
metros;
(Disposições gerai;»)
h)
O agente da PRM em serviço de protecção e segurança,
durante a campanha e o sufrágio eleitoral é responsável pela
1.
segurança dos actos
eleitorais, designad; mente em relação aos
Retirar cidadãos que sejam portadores de qualquer tipo
de arma ou outros objectos contundentes, quando
determinado pelo presidente da mesa da assembleia
de voto;
cidadãos envolvidos e aos materiais eleitorais.
2.
E proibida a presença de qualquer tipo de força armada nos
lugares, onde decorrem reuniões ou manifestações que se
enquadram no processo eleitoral e nas proximidades das
assembleias de voto, salvo nos casos previstos na lei.
/) Retirar os cidadãos notoriamente dementes e
manifestamente embriagados ou drogados e todo
aquele que esteja a perturbar, por qualquer forma, a
ordem pública e a disciplina na assembleia de voto,
nos termos da lei;
3.
Exceptuando os casos de solicitação dos promotores, é
proibido ao agente da PRM estar presente ero reuniões ou
j) Acompanhar os materiais da responsabilidade dos órgãos
eleitorais na sua movimentação e transporte;
manifestações realizadas em recinto fechado, salvo, solicitação
especial pelos promotores.
k)
A rtigo 4
(Posicionam ento dos agentes da PRM)
Os agentes da PRM devem estar posicionados em local de
fácil visualização da reunião, manifestação, assembleia de voto
ou eleitores.
Retirar jornalistas ou qualquer outra pessoa que pers istam
em violar o seu dever especial, tirando imagens muito
próximo das umas de votação e recolhendo declarações
dentro da área dos trezentos metros do local da
assembleia de voto, mediante a pronta solicitação do
presidente da mesa da assembleia de voto;
A rtigo 5
/) Garantir que as operações de apuramento dos resultados
decorram em clima de normalidade e segurança,
conforme estabelecido na lei e nos regulamentos
emanados pelos órgãos eleitorais.
(Apresentação
pessoal)
O agente da PRM encarregue pelos sírviços de protecção e
segurança das assembleias de voto deve ipresentar-se equipado
em consonância com a natureza dos acios eleitorais, os quais
devem decorrer num ambiente de serec idade e tranquilidade,
conforme o presente regulamento e demais legislação aplicável
aos agentes da PRM.
A rtigo 7
(Uso de meios)
A força armada destinada a pôr termo a tumultos ou obstar
agressões ou violência deve recorrer a formas lícitas de actuação
estabelecidas na lei usando meios proporcionalmente adequados
a cada situação.
A rtigo 6
A rtigo 8
(Responsabilidade pela ordem
e disciplina)
(Pro cedim ento crim inal)
O agente da PRM deve assegurar c respeito pela ordem e
disciplina, desde a campanha eleitoral até ao anúncio dos
1.
O
agente da PRM encarregue pelo serviço de protecção e
resultados eleitorais a todos os níveis onde decorrem os actos
eleitorais,
segurança dos actos eleitorais, deve agir contra qualquer agente
da infracção ou ilícito eleitoral que haja sido cometido no local da
2.
É responsabilidade do agente da Folícia encarregue pela
reunião, manifestação ou votação, para além de óutras
providências que se mostrem necessárias.
manutenção da ordem e disciplina dos arocedimentos e actos
eleitorais:
A rtigo 9
a)
Acompanhar a realização de cortejos e desfiles na
campanha eleitoral, assegurando que os mesmos
decorram sem perturbação da ordem pública;
(Coordenação)
Na manutenção da ordem e disciplina, o agente da PRM deve
b)
Guarnecer e garantir a seguran ?a das assembleias de
voto durante todo o período d) processo de votação,
apuramento dos resultados eleitorais e transporte de
materiais de votação e pós voiação;
actuar em estreita coordenação com os promotores da campanha
eleitoral e com as mesas das assembleias de voto.
A rtigo 10
(Cum prim ento
de obrigações)
c)
Suster situações de desordem ou c esobediência às ordens
do presidente da mesa de assembleia de voto, quando
solicitado por este para intervi r;
Mediante solicitação do presidente da mesa, o agente da PRM
garante o cumprimento dos deveres e obrigações impostas pela
d)
Agir prontamente em caso de sc licitação do presidente
da mesa da assembleia de veto perante indícios de
coacção física ou psicológica que impeçam os seus
membros de prosseguir com a normalidade a sua
actividade;
lei quanto á pronta execução das operações eleitorais.
A rtigo 11
(Disposições diversas)
1.0
agente da PRM em serviço eleitoral deve estar devidamente
e)
Fôr termo a tumultos, violência )u agressões físicas ou
psicológicas no local de asse nbleia de voto ou nas
suas proximidades;
credenciado e identificado.
2.
O agente da PRM deve ter sempre presente as imunidades
f) Guarnecer as instalações onde sc encontram guardados
os materiais eleitorais;
do delegado de candidatura e do agente dos órgãos eleitorais,
sobre eles, podendo agir nos termos preceituados na lei.
372— ( 16) I SÉRIE— NÚMERO 44 A rtig o 1 1 A rtigo 13 (Dúvidas)
372— ( 16)
I SÉRIE— NÚMERO 44
A rtig o
1 1
A rtigo 13
(Dúvidas)
(Alte ra ção
dos
tra je c to s )
As dúvidas relativas a aplicação do presente Código de
Conduta serão esclarecidas pela Cor lissão Nacional de Eleições.
1.
As autoridades poderão, se se mostrar indispensável ao
Disposições Legais Pertinentes
bom ordenamento do trânsito de pessoas e de veículos nas vias
públicas, alterar os trajectos programados ou determinar que os
desfiles ou cortejos se façam só por uma das metades das faixas
de rodagem.
2.
A ordem referida no número anterior será dada por escrito
Anexo I
Extractos da Lei n.a 9/91, de
18 de Julho, regula o exercício
aos promotores, com a antecedência de dois dias em relação ao
início do desfile ou cortejo.
do direito à liberdade de reunião e de manifestação
(Harmonizada com as alterações que lhe são dadas
A rtigo 15
pela Lei n.° 7/2001,
de 7 de Julho)
(Proibição de porte de arm as)
1.
É proibido o porte de armas de fogo, brancas ou outros
3
instrumentos contundentes não autorizados em reuniões e
«A rtigo
(L ib e rd ad e
de
reu n ião
<
m an ife s ta çõ e s )
manifestações, devendo os portadores delas entregá-las às
autoridades.
1.
Todos os cidadãos podem, pacífica e livremente, exercer o
2.
As pessoas que forem encontradas com armas em reuniões
seu direito de reunião e de manifestação sem dependência de
qualquer autorização nos termos da lei.
2.
Ninguém pode ser coagido a toi nar ou não parte em qualquer
ou manifestações, incorrerão no crime de uso e porte de armas de
fogo ou brancas, previsto e punido pelo artigo 2 5 3 , n.° 1 do Código
Penal; sem prejuízo de outra pena que ao caso couber.
reunião ou manifestação.
Anexo 2
A rtig o ^
(im p e d im e n to s )
O
exercício do direito a reunião ou manifestação, não pode
Extractos da Lei n.s 18/2007, de 18 de Julho, estabelece
o regime jurídico-legal relativo à eleição dos órgãos das
autarquias locais
ofender a Constituição da República, a lei, a moral, os bons
costumes e os direitos individuais ou das pessoas colectivas.
«A rtigo 9
A rtig o
‘j
Im u n id a d e s
(R e s triç õ e s )
1.
Nenhum candidato pode ser sujeito a prisão preventiva,
a não ser em flagrante delito, por crime doloso punível com pena
1.
Não é permitida a realização de reuniões ou manifestações
de prisão.
com ocupação abusiva de edifícios públicos ou particulares.
2.
Movido o processo crime contra algum candidato que não
2.
Poderá não ser permitida, por razões estritamente de
esteja em regime de prisão preventiva e indiciado este por
segurança, a realização de reuniões ou de manifestações em
lugares públicos situados a menos c e cem metros das sedes dos
despacho de pronúncia ou equivalente, o processo só pode seguir
os seus termos após a proclamação dos resultados das eleições.
órgãos de soberania e das instalaçc es militares e militarizadas,
dos estabelecimentos prisionais, das sedes das representações
diplomáticas e consulares e ainda das: sedes dos partidos políticos.
A rtigo 31
(Igualdade de oportun id ad es
das candidaturas)
A rtigo í!
(Garantias das condições de e <ercício das
liberdades)
1.
As autoridades civis
e policias d< :vem garantir o livre exercício
do direito à liberdade de reunião e de manifestação, ordenando a
Os candidatos, os partidos políticos ou coligações de partidos
políticos ou grupo de cidadãos eleitores proponentes têm direito
a igual tratamento por parte das entidades públicas e privadas a
fim de efectuarem, livremente e nas melhores condições, a sua
campanha eleitoral.
comparência e a permanência de re Dresentantes ou agentes seus
nos locais respectivos e tomando as necessárias providências
para que o exercício deste direito decorra sem perturbação,
designadamente, sem a interferência de contra-manifestações.
A rtigo 33
(Liberdade de reunião
e
de m anifestação)
2.
Os cortejos e desfiles podem realizar-se em qualquer dia
2.
Os promotores da reunião ou rr anifestação são responsáveis
pela sua organização e devem garantir que estas não se desviem
da sua finalidade inicial.
e hora, respeitando-se os limites impostos pela manutenção da
ordem pública, do ordenamento do trânsito e do período do
descanso dos cidadãos.
3.
A presença de agentes da autoridade em reuniões
A rtigo1)
(M anutenç ão
da ordem
em
recintos
fe chados )
ou manifestações organizadas por qualquer candidatura apenas
pode ser solicitada pelos seus órgãos competentes, ficando a
1.
Nenhum agente de autoridace poderá estar presente em
entidade organizadora responsável pela manutenção da ordem
reuniões ou manifestações realizadas em recinto fechado, salvo
mediante solicitação dos promotorc s.
quando não faça tal solicitação.
A rtigo 4 0
2.
Os promotores de reuniões u manifestações em lugares
(P ro paganda sonora)
fechados são responsáveis, nos t;rmos legais comuns, pela
manutenção da ordem no respectivo recinto, quando não solicitem
O
recurso à propaganda com utilização de meios sonoros não
a presença de agentes de autoridade.»
carece de autorização, nem de comunicação às autoridades
administrativas e só é permitido entre as sete e vinte e uma horas.
1 DE NO VEMBRO DE 2008 372— ( 17) A rtigo 59 3. Sempre que o
1 DE NO VEMBRO DE 2008
372— ( 17)
A rtigo 59
3.
Sempre que o comandante da força de manutenção da ordem
(Im u n id ad es
dos
delegados
de c andidaturas)
Os delegados de candidaturas não podt m ser detidos durante
o funcionamento da mesa da assembleia le voto, a não ser em
flagrante delito por crime punível com pena de prisão superior a
dois anos.
pública verificar a existência de indícios de que se exerce sobre
os membros da mesa da assembleia de voto coacção física ou
psicológica que impeça o respectivo presidente de fazer
a respectiva requisição, pode mandar a força intervir, devendo
esta retirãr-se logo que o presidente ou quem o substitua assim o
determinar, ou quando a sua presença já não o justifique.
A
68
4.
Para pôr termo a tumultos ou obstar agressões ou violência,
rtig o
(C ontin uidade
das
operaçõ es e le ito rais )
A votação decorre ininterruptamente, devendo os membros
da mesa da assembleia de voto fazer- >e substituir quando
necessário.
a força de manutenção da ordem pública deve recorrer a formas
lícitas de actuação estabelecidas na lei eleitoral, na lei relativa à
Polícia da República de Moçambique e nas demais leis sobre a
protecção e segurança de pessoas e bens.
5.
Nos casos previstos nos n.0s 2 e 3, suspendem-se
A rtigo 86
(Manutenção da ordem
e da disciplina)
imediatamente as operações eleitorais até que o presidente
considere reunidas as condições para que elas possam prosseguir,
sob pena de nulidade da eleição na respectiva mesa de assembleia
1. Compete ao presidente da mesa de assembleia de voto,
coadjuvado pelos membros da respectiva mesa, assegurar a
liberdade dos eleitores, manter a ordem e a disciplina, tomando
para o efeito as providências necessárias.
de voto.
A rtigo 101
(Publicação do apuram ento parcial)
2. Não são admitidos na assembleia de voto e são mandados
retirar pelo presidente da mesa, os eleitoies que se apresentem
manifestamente embriagados ou drogados, os que sejam
portadores de qualquer arma, os dementes ; os que, por qualquer
forma, perturbem a ordem pública e a disciplina.
1.
O apuramento parcial é imediatamente publicado por acta
e edital originais, devidamente assinado e carimbado no local
do funcionamento da assembleia de voto, no qual se discrimina o
número de votos de cada candidatura, o número de votos em
branco e o número de votos nulos.
2.
O apuramento parcial só pode ser tomado público após a
A rtigo 87
hora estabelecida para o encerramento da votação ao nível nacional.
(Proibição de propaganda)
1.
É proibida qualquer propaganda dentro das assembleias-
A rtigo 105
de voto e fora delas e na área circundante até uma distância
de trezentos metros.
(Envio de m aterial ele itoral à a ssem bleia de apuram ento
in te rm é d io )
2 .0
disposto no número anterior aplica-st: igualmente à exibição
de símbolos, sinais, distintivos ou autocolantes dos candidatos,
de partidos políticos, coligação de partidos políticos ou grupo de
cidadãos eleitores proponentes.
Até doze horas do dia seguinte ao apuramento parcial, os
presidentes das mesas de assembleias de voto entregam
1.
A rtigo 88
pessoalmente ou remetem pela via mais segura, contra recibo, as
umas, as actas, os cademós e demais documentos respeitantes à
eleição, à respectiva comissão de eleições distrital ou de cidade,
através do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral.
(Proibição da presença de forç a arm ada)
2.
Os delegados das candidaturas e os observadores podem
1. Nos locais onde se reúnem as assembleias de voto, e num
acompanhar e devem ser avisados da hora de partida do transporte
ralio de trezentos metros, é proibida a presença de força armada,
com excepção do disposto nos números s jguintes.
dos materiais referidos no n.° 1 do presente artigo.
A rtigo 183
2. Quando fôr necessário pôr termo a tumultos ou obstar a
agressões ou Violência, quer no local da ass embleia de voto, quer
na sua proximidade, ou ainda em caso de iesobediência às suas
ordens, o presidente da mesa da assembled de voto pode, ouvida
esta, requisitar a presença de força de manutenção da ordem
pública com menção na acta, das razões da r ;quisição e do período
de presença da força armada.
(Não com parência de. força policial)
Se, para garantir o regular decurso da operação de votação, fôr
competentemente requisitada uma força policial e esta não
comparecer e não fôr apresentada justificação idónea no prazo de
vinte e quatro horas, o comandante da mesma é punido com a
pena de prisão até seis meses e multa de um a dois salários
mínimos nacionais.»
Preço — 4,00 MT Im prensa N acional d e M oçam bique
Preço — 4,00 MT
Im prensa N acional d e M oçam bique
Terça-feira, 4 de Novembro de 2008 I SÉRIE — Número 44 bole™ da república PUBLICAÇÃO OFICIAL
Terça-feira, 4 de Novembro
de 2008
I SÉRIE — Número 44
bole™ da república
PUBLICAÇÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
4.° SUPLEMENTO
IMPRENSA
NACIONAL
DE
MOÇAMBIQUE
A rtigo 71
(Constituição)
AVISO
A matéria a publicar no «Boletim da República» deve ser remetida em
cópia devidamente autenticada, uma por cada assunto, donde conste, além
das Indicações necessárias para esse efeito, o averbamento seguinte, assinado
e autenticado: Para publicação no «Boletim da República».
As associações desportivas provinciais constituem-se
de conformidade com as disposições das secções I e II do
presente capítulo.
A r tig o 77
SUMÁRIO
(Conceito)
Conselho de Ministros:
Decreto n.° 41/2008:
Altera os artigos 67,71,77,80 e 89 do Regulamento da Lei do
Desporto, aprovado pelo Decreto n.° 3/2004, de 29 de Março.
Decreto n.° 42/2008:
1. Federação é uma pessoa colectiva de direito privado,
sem fins lucrativos, que engloba um conjunto de núcleos e
clubes desportivos, associações desportivas distritais e
provinciais, nela regularmente inscritos, com jurisdição
sobre todo o território nacional.
2. As associações desportivas referidas no n.° 1
do presente artigo correspondem às definidas no n.° 1
do artigo 17 da Lei n.°l 1/2002, de 12 de Março.
Altera os artigos 5,15,18,20,21,24% 25 e 28 do Regulamento
sobre o Processo de Avaliação do Impacto Ambiental,
aprovado pelo Decreto n.° 45/2004, de 29 de Setembro.
A rtigo 80
Decreto m° 44/200»:
(Constituição)
Cria os Serviços Sociais das Forças Armadas de Defesa
de Moçambique, abreviadamente de signados por SSFADM
e aprova os respectivos estatutos.
As federações desportivas constituem-se de
conformidade com as disposições das secções I e II do
presente capítulo.
A rtigo 89
CONSELHO DE MINISTROS
(Constituição)
Decreto n.° 4T/2008
de 4 de Novembro
As associações de agentes desportivos constituem-se
de conformidade com as disposições das secções. I e II do
presente capítulo.»
Havendo necessidade de flexibilizar e conferir maior celeridade
ao processo de licenciamento e registo das associações
desportivas, ao abrigo do artigo 60 da Lei n.° 11/2002, de 12
de Março, o Conselho de Ministros decreta:
Aprovado pelo Conselho de Ministros, aos 16 de Setembro
de 2008.
Publique-se.
A rtigo
1
A Primeira-Ministra, Luísa Dias Diogo.
Os artigos
67, 71,
77,
80 e 89 do Regulamento da Lei do
Desporto, aprovado pelo Decreto n.° 3/2004, de 29 de Março,
passam a ter a seguinte redacção:
«A rtigo 67
Dècreto n.° 42 /2008
(C onstituiçã o )
de 4 de Novembro
As
associações
distritais
constituem-se de
conformidade com as disposições das secções I e II do
presente capítulo.
A implementação do Decreto n.° 45/2004, de 29 de Setembro,
que regula o processo de avaliação do impacto ambiental, tem
demonstrado a necessidade de adequação dos procedimentos
372— <16) I SÉRIE— NÚMERO 44 nele instituídos, por forma a tomá-los consentâneos com a realidade
372— <16)
I SÉRIE— NÚMERO 44
nele instituídos, por forma a tomá-los consentâneos com a
realidade actual e prosseguir-se o objectivo de simplificação,
imprimindo-se consequentemente uma maior celeridade do
processo de licenciamento ambiental.
Assim, nos termos do disposto no artigo 33 da Lei n.° 2 0 /9 7 ,
de 1 de Outubro, o Conselho de Ministros decreta:
A rtigo 20
C aducidade e validade da licença am biental
2.
Oproponente ainda interessado, na implementação
A rtigo
1
da actividade licenciada, deve requerer a prorrogação da
respectiva licença ambiental, ao M inistro para a
Coordenação da Acção Ambiental, até noventa dias antes
da data da sua caducidade.
Os artigos 5 , 15 , 18 , 2 0 ,2 1,2 4 ,2 5 e 28 do Regulamento sobre o
Processo de Avaliação do Impacto Ambiental, aprovado pelo
Decreto n.° 4 5 /2 0 0 4 , de 2 9 de Setembro, passam
redacção:
a ter a seguinte
«A rtigo 5
Com petência em
m atéria
de
a v a liação
do
im pacto
am b ie n ta l
Todas as licenças ambientais de actividades em operação,
são válidas por um período de cinco anos, renováveis por
igual período, mediante requerimento, solicitando
actualização dirigido ao Ministério para a Coordenação
Ambiental, devendo para o efeito, no caso de actividades
de categoria A e B, pagar uma quantia no valor de
10000,00MT e 5000,00MT, respectivamente.
4.
A actualização das licenças de actividades referidas
no número anterior está condicionada à apresentação de
um PGA actualizado, para.o caso das licenças de actividades
d ) .......................................................................................................
de categoria A e B e do relatório de desempenho ambiental
nas condições previstas no documento de autorização,
para as actividades de categoria C.
e )
5.
O requerimento para renovação deve ser submetido
f )
ao MICOA, até cento e oitenta dias antes do termo da
validade da licença.
g ).................................................................................
h)............................................................
o..........................................................
A rtigo 21
j ) ..................................................................................
k)...........................................
....................
Reg is to
de
co n s u lto re s
am b ien ta is
/) Aprovar o Plano de Gestão Ambiental para todos
os projectos mineiros classificados como de nível
2, nos termos do Regulamento Ambiental para
Actividade Mineira, aprovado pelo Decreto n.° 26/
/2004, de 20 de Agosto.
A rtigo 15
Revisão
do estudlo de
am bienta l e d e finiç ão
pré -v iab ilid ad e
de am bito
*)
......................
•-....................................
c )
-.................
Todas as manifestações e exposições, por escrito ou
d) O consultor individual deverá ainda apresentar
oNUIT;
3.
orais, feitas no âmbito do processo de participação pública,
apresentadas aos órgãos locais e, ou ao proponente, até
dez dias antes do encerramento do período de revisão do
EPDA, devem ser registadas e são consideradas na decisão
da Comissão Técnica de Avaliação, desde que relacionadas
com os impactos ambientais da actividade.
A rtigo 18
A rtigo 24
Prazo
para
com unic a ç ão
de decisões
Inspecção
e auditoria
a)..............................................................
c )
d) O PGA, para actividades classificadas como de
nível 2, nos termos do Regulamento Ambiental para
Actividade Mineira, aprovado pelo Decreto n.° 26/
/2004, de 20 de Agosto - até 15 dias úteis.
Como resultado das auditorias para as actividades que
forem classificadas como de categoria B nos termos do
presente Regulamento, devem apresentar um PGA, com o
seguinte conteúdo mínimo:
a) Programa de monitorização dos, impactos, indicando
claramente as medidas de mitigação, responsabilização
e periodicidade interventiva das acções respectivas;
b)
Programa de educação ambiental; e
c)
Plano de contingência de acidentes.
4 DE NO VEMBRO DE 20Ó8 372 — ( 17) A rtigo 25 a) Nome completo
4 DE NO VEMBRO DE 20Ó8
372 —
( 17)
A rtigo 25
a)
Nome completo d© prpponente
Taxas
b)
Nacionalidade
c)
Número do documento de identificação
1.............
: : ........................................................................
d)
Local de Emissão
a)
Licenciamento de actividades de categoria A e B, taxa
e)
Data de emissão dõ documento de identificação
de 0.2% do valor de investimento da actividade; e
f)
Tipo de Projecto
b)
Emissão da declaração de isenção para actividades
gj Designação do Projecto
de categoria C, taxa de 0.02% do valor de
h)
Valor total de investifoento
0 Latitude
investimento da actividade.
2.............:........................................
j)
Longitude
k)
Número do talhão ou parcela
-3......................................:.................................................
l)
Localização
4.
Para efeitos de início do processo, o proponente deve
m)
Distrito
pagar uma taxa no valor de 20,00MT para a aquisição da
n)
Província
ficha de pré-avaliação.
o)
Indicar o tipo do projecto e área da actividade.
5.
Em caso de o proponente pretender mudar o nome
constante da licença ambiental, deve pagar 5000,00MT,
3000,00MT e 2000,00MT, conforme se trate de licença
ambiental de actividades de categoria A, B ou C.
D ecreto n.° 44/2008
de 4 de Novembro
Artigo 28
Considerando a necessidade de se criar um sistema de
assistência social complementar destinada à satisfação das
Actualização e afectação do produto das taxas
e m ultas
necessidades sociais, culturais e económicas dos membros das
Forças Armadas àe Defesa de Moçambique, funcionários e
1.................................................................
contratados do Ministério da Defesa Nacional, ao abrigo do
2............................................................................
disposto no artigo 6 da Lei n.° 18/97, de 1 de Outubro, o Conselho
3 ........................................................................................
de Ministros decreta:
4.
O Ministro para a Coordenação da Acção Ambiental,
estabelecerá por diploma específico, a percentagem dos
Artigo 1. São criados os Serviços Sociais das Forças Armadas
valores destinados ao FUNAB, que devem ser
de Defesa de Moçambique, abreviadamente designados por
disponibilizados para o melhoramento dos serviços de
SSFADM e aprovados os respectivos estatutos, anexos ao
avaliação do impacto ambiental.»
presente Decreto e_ que dele fazem parte integrante.
Art. 2. Os Serviços Sociais das Forças Armadas de Defesa de
A rtigo 2
Moçambique, são uma pessoa colectiva de direito público, dotada
É aprovado o Anexo 5 ao Regulamento sobre o Processo de
de personalidade jurídica, autonomia administrativa e financeira.
Avaliação do Impacto Ambiental, aprovado pelo Decreto n.° 45/
Art. 3. Os Ministros que superintendem as áreas de Defesa
/2004, de 29 de Setembro, em anexo e que e parte integrante do
Nacional e das Finanças determinarão por Despacho Conjunto
presente Decreto.
os bens patrimoniais a transitarem do Ministério da Defesa
Aprovado pelo Conselho de Ministros, aos 16 de Setembro
Nacional para os Serviços Sociais das Forças Armadas de Defesa
de 2008.
de Moçambique.
Publique-se.
Art. 4. O Director-Geral submeterá ao Ministro da Defesa
Nacional, no prazo de Í20 dias, para aprovação, o Regulamento
A Primeira-Ministra, LuísaDias Diogo.
Interno dos SSFADM.
Aprovado pelo Coaselííò de Ministros, aos 16 de Setembro
A N E XO V
de 2008.
Modelo de Requerim ento para a Instrução
do Processo de Avaliação de Impacto Am biental
Publique-se.
A Primeira-Ministra, Luísa Dias Diogo.
Exmo Senhor Director Nacional de Avaliação do Impacto
Ambiental
(a)
..................................................................................
de
nacionalidade
portador do BI/Passaporte/
Estatutos dos Serviços Sociais das Forças
Armadas de Defesa de Moçambique
/DIRE n.°
emitido em
: ........
aos (e
'
/...............
submeter a proposta de actividade
CAPÍTULOI
para a AIA, e solicitar a V. Excia, que com a viabilidade ambiental
do projecto e efectuado o pagamento da taxa de licenciamento
Disposições gerais
ambiental, se digne emitir a respectiva licença/declaração da
A rtigo
1
actividade de categoria A/B/C, do projecto de (f)
com a designação
com o
(Natureza)
valor total de investimento de
coordenadas
geográficas, latitude
longitude de (j) .........................
Os SSFADM são uma pessoa colectiva de direito público,
Talhão/Parcela
n.°
(k)
......................
localizada no. Posto
dotada de personalidade jurídica, autonomia administrativa
Administrativo de
Distrito de (m
.
e financeira.
Província de (n)
,cuja
área de actividade é
pelo que
Artigo 2
Pede deferimento
(O bjectivos)
de 200 ....
Os SSFADM têm por objectivo a satisfação complementar de
necessidades de ordem económica, social e cultural aos membros
Assinatura
das Forças Armadas dê Defesa de Moçambique e aos funcionários
e contratados do Ministério da Defesa Nacional.
372— ( 18) I SÉRIE— NÚMERO 44 A rtigo 3 Moçambique no activo, reserva e reforma
372— ( 18)
I SÉRIE— NÚMERO 44
A rtigo 3
Moçambique no activo, reserva e reforma e os funcionários e
contratados do Ministério da Defesa Nacional no exercício da
(Tutela)
actividade profissional e na reforma, inscritos de forma voluntária.
Os SSFADM são tutelados pelo Ministro que superintende
2.
A inscrição nos SSFADM não afasta a obrigatoriedade de
a área de Defesa Nacional.
vinculação, pelos aderentes no sistema de segurança social
obrigatória.
A rtigo 4
CAPÍTULO II
(Atribuições)
Estrutura
São atribuições dos SSFADM:
a)
Garantir assistência social e económica complementar
A rtigo 8
aos membros das Forças Armadas da Defesa de
(Ó rg ã o s )
Moçambique e aos funcionários e contratados do
1.
A estrutura dos SSFADM compreende os seguintes órgãos:
Ministério da Defesa Nacional;
a)
Assembleia Geral;
b)
Realizar estudos conducentes a definição permanente
b)
Direcção;
da assistência social complementar;
c)
Colectivo de Direcção;
c)
Contribuir para a elevação e manutenção de um estado
d)
Conselho Fiscal.
de espírito, de dignidade e de socialização dos
membros das Forças Armadas da Defesa de
2.
Os SSFADM estruturam-se em departamentos, repartições
Moçambique e dos funcionários e contratados do
e delegações provinciais.
Ministério da Defesa Nacional.
A rtigo 9
A rtigo 5
(A s s em b le ia
Geral, com posição
e m andato)
(Competências)
1.
A Assembleia Geral é um órgão deliberativo com a seguinte
Compete aos SSFADM:
composição:
a)
Prestar assistência complementar em matéria de saúde,
a)
O presidente;
educação, velhice e invalidez a quem se reconheça
b)
Dois oficiais generais, quatro oficiais superiores, seis
necessidade, nos termos a regulamentar;
oficiais subalternos, oito sargentos e dez praças
b)
Proporcionar alojamento temporário e promover a
designados pelos Ramos das Forças Armadas de
construção de' casas habitacionais em regime de
Defesa de Moçambique;
propriedade resolúvel, nos termos a regulamentar;
c)
Quatro funcionários e contratados do Ministério da
c)
Proporcionar a aquisição de bens de consumo
Defesa Nacional.
duradouros e de uso corrente, a preços e condições
2.
A Assembleia Geral constituinte é presidida pelo Chefe do
comportáveis;
Estado-Maior General.
d)
Assegurar condições para o repouso e a recreação em
3.
Participam ainda na Assembleia Geral, sem direito a voto, o
instâncias turísticas e outros estabelecimentos para o
director-geral, director-deral adjunto, chefes de departamento e
efeito;
delegados provinciais.
e)
Criar condições infra-estruturais para acção cultural e
4.
Podem participar nas reuniões da Assembleia Geral; sem
desportiva;
direito à voto, outras entidades convidadas pelo presidente da
/) Conceder apoio financeiro tios termos a regulamentar;
Assembleia Geral.
g)
Adquirir participações empresariais e financeiras de
5.
O processo de designação dos delegados dos Ramos das
qualquer natureza.
Forças Armadas de Defesa de Moçambique e dos funcionários e
contratados do Ministério da Defesa Nacional será objecto de
A rtigo 6
regulamento interno.
(Áreas de intervenção)
6.
A Assembleia Geral tem um mandato de três anos.
1. Os SSFADM desenvolvem actividades nas seguintes áreas:
A rtigo 10
d)
Acção social;
b)
Acção cultural;
(C om p e tên c ia s
da
A s s em b le ia
Ge ra l)
c)
Fomento do desporto;
Compete à Assembleia Geral dos SSFADM:
d)
Mutualidade;
a)
Definir e deliberar sobre a política dos SSFADM no
e)
Fomento da habitação;
âmbito do presente Estatuto e da legislação aplicável;
f)
Outras actividades que tenham natureza de apoio e
b)
Aprovar o plano e o relatório de actividades;
acção social.
c)
Aprovar o orçamento, relatório e as contas de gerência;
2. As normas referentes as áreas de intervenção referidas no
d)
Apreciar os projectos de estatutos, regulamentos, a
n.° 1 do presente artigo constam do regulamento interno.
submeter à aprovação do Ministro da Defesa Nacional;
e)
Apreciar as alterações nos regulamentos, a submeter à
A rtigo 7
aprovação do Ministro da Defesa Nacional;
(Beneficiários)
f) Aprovar o Regimento da Assembleia Geral;
1.
São beneficiários dos SSFADM os oficiais, sargentos e
g)
Eleger o presidente de Assembleia Geral, os vogais e o
praças do quadro permanente das Forças Armadas de Defesa de
secretário do Conselho Fiscal.
4 DE NO VEMBRO DE 2008 372 — ( 19) A rtigo 11 4. O director-geral
4 DE NO VEMBRO DE 2008
372 — ( 19)
A rtigo
11
4.
O director-geral pode convidar outros quadros, se o julgar
necessário, para participarem nas reuniões do Colectivo de
(F u n c io n am en to
da
A s s em b le ia
Geral)
Direcção.
1.
A Assembleia Geral reunir-se-á, ordinariamente, uma vez
A rtigo 15
por ano e, extraordinariamente, sempre que fôr convocada pelo
presidente, quando requerida por um terço dos seus membros
(C o n s e lh o
F iscal)
ou pelo Conselho Fiscal.
1.0
Conselho Fiscal é o órgão de fiscalização das actividades
2.
Para a realização da reunião da Assembleia Geral é necessário
dos SSFADM e dos seus empreendimentos, e tem a seguinte
um quórum de mais de metade dos membros da Assembleia Geral.
composição:
3.
As deliberações da Assembleia Geral serão tomadas por
maioria absoluta de votos dos membros presentes. Em caso de
a)
Presidente do Conselho Fiscal;
empate na votação, o presidente da Assembleia Geral tem voto
b)
Secretário, com funções de relator;
de qualidade.
c)
Três vogais.
2.
O presidente do Conselho Fiscal é designado pelo Ministro
A rtigo 12
da Defesa Nacional, ouvido o Ministro das Finanças.
(D irec ç ão)
3.
Compete ao Conselho Fiscal:
d)
Fisealizar a execução do plano e orçamento;
1.
A Direcção é o órgão executivo dos SSFADM.
b)
Emitir parecer sobre o relatório de actividades e contas
2 . Os SSFADM são dirigidos por um director-geral
da gerência;
e coadjuvado por um director-geral Adjunto, ambos nomeados
c)
Zelar pela observância da legalidade nos actos praticados
pelo Ministro da Defesa Nacional.
pelos órgãos dos SSFADM;
d)
Elaborar o relatório anual sobre a sua actividade.
A rtigo 13
4.
O Conselho Fiscal reúne-se, ordinariamente, uma vez por
(C om p e tê n c ia s
do
d ire c to r-g e ra l)
trimestre e, extraordinariamente sempre que fôr convocado pelo
1.
Compete ao director-geral dos SSFA DM:
seu presidente.
5.
Os pareceres e recomendações do Conselho Fiscal são
a)
Apresentar o plano e o relatório anual de actividades
adoptados por maioria de votos, tendo o presidente voto de
dos SSFADM à apreciação e aprovação da Assembleia
qualidade.
Geral;
16
b)
Submeter à aprovação da assembleia geral a proposta
A rtigo
do orçamento e relatório de contas de gerência;
(D e p a rta m e n to s )
c)
Zelar pelo cumprimento do presente Estatuto,
regulamentos e demais legislação aplicável;,
1.
Constituem departamentos dos SSFADM:
d)
Representar os SSFADM em juízo e fora dele;
a)
Departamento de Acção Social;
e)
Celebrar contratos ou acordos de parceria, ouvido o
b)
Departamento de Equipamento Social;
Colectivo da Direcção;
c)
Departamento de Administração e Finanças; e
f Cumprir e fazer cumprir as deliberações da Assembleia
d)
Departamento de Apoio Técnico.
Geral;
2.
Os chefes dos departamentos são nomeados pelo Ministro
g)
Autorizar a realização de despesas;
da Defesa Nacional sob proposta do director-geral dos SSFADM.
h)
Aceitar doações, legados e heranças, desde que
legalmente constituídos;
17
A rtigo
i)
Gerir os recursos humanos dos SSFADM;
j) Praticar os demais actos necessários à boa
(Departam ento
de Acção
Social)
administração e gestão dos SSFADM.
São funções do Departamento de Acção Social:
2.
O director-geral adjunto exerce as competências que lhe
a)
Assistir os beneficiários nas áreas de saúde, educação,
forem delegadas pelo director-geral e substitui-o nas suas
velhice, invalidez, habitação e cultura;
ausências e impedimentos.
b)
Controlar e gerir messes, supermercados, clubes militares
e demais infra-estruturas.
A rtigo
14
18
(Colectivo
de
Direcção)
A rtigo
1.0
Colectivo de Direcção dos SSFADM é um órgão consultivo
(D ep a rtam en to
de
E quipam ento
S oc ia l)
do director-geral com as seguintes funções:
São funções do Departamento de Equipamento Social:
a)
A conselhar o director-geraLem actividades de
a)
Manter actualizado o cadastro do património mobiliário
planificação, execução e controlo de actividades;
e imobiliário pertença e à guarda dos SSFADM, e
b)
Pronunciar-se sobre contratos ou acordos de parceria;
proceder ao estudo e elaboração de normas de
c)
Apreciar propostas de orçamento e contas de gerência;
utilização necessárias;
d)
Apreciar o plano e relatório de actividades dos SSFADM.
b)
Propor e executar medidas de gestão e conservação do
património mobiliário e imobiliário pertença e à guarda
2 . O Colectivo de Direcção dos SSFADM reúne-se
dosSSFADM;
ordinariamente, uma vez por mês e, extraordinariamente sempre
c)
Assegurar a planificação, execução e controlo de obras
que fôr convocado pelo director-geral.
de construção, remodelação, conservação e reparação
3.
O Colectivo de Direcção dos SSFADM tem a seguinte
de bens móveis e imóveis pertença dos SSFADM;
composição:
d)
Garantir o uso correcto dos bens móveis e imóveis
a)
Director-geral;
pertença dos SSFADM;
b)
Director-geral Adjunto; e
é) Estudar e propor programas de investimento em Infra-
c)
Chefes de departamentos.
-estruturas e bens móveis sociais.
372— (20) I SÉRIE— NÚMERO 44 A rtigo 19 e) Os fiindos provenientes da exploração dos
372— (20)
I SÉRIE— NÚMERO 44
A rtigo 19
e)
Os fiindos provenientes da exploração dos estabele­
cimentos comerciais, residenciais e instâncias
(D ep a rtam en to d e A dm in is tra ç ão
e
Finanças)
«turísticas, adstritos aos SSFADM;
São funções do Departamento de Administração e Finanças:
f) Fundos provenientes de créditos financeiros de
a)
Planificar, coordenar e controlar a gestão dos recursos
instituições financeiras no País;
humanos e financeiros;
g)
Os SSFADM beneficiam de um subsídio atribuído pelo
b)
Realizar operações de aprovisionamento e apoio logístico
Orçamento do Estado.
aos demais órgãos dos Serviços Sociais;
c)
Elaborar planos financeiros e executar operações
A rtigo 23
financeiras de acordo com as normas de contabilidade
(Despesas)
pública;
d)
Propor, executar, controlar e gerir aplicações financeiras;
Constituem despesas dos SSFADM:
e)
Propor a aquisição de participações financeiras;
a)
Os encargos relacionados com o seu funcionamento;
J)
Recrutar e monitorar a formação dó pessoal dos Serviços
b)
Os encargos resultantes de assistência aos membros;
Sociais;
g)
Gerir os recursos humanos afectos aos Serviços Sociais.
c)
As despesas pela aquisição, manutenção, conservação
de bens móveis e imóveis;
A rtigo 2 0
d)
Os encargos resultantes de fornecimentos e prestação
de serviços aos SSFADM.
(Departam ento
de Ap o iò
Técnico)
São funções do Departamento de Apoio Técnico:
A rtigo 2 4
a)
Elaborar estudos e pareceres de natureza técnica que lhe
(Quotas)
sejam solicitados;
1. A quotização para os SSFADM é uma prestação directa a
b)
Promover, desenvolver e coordenar estudos, projectos
e inquéritos no âmbito da acção social;
que estão sujeito os beneficiários, com base numa percentagem
c)
Coordenar as acções de formação, relações públicas e
mensal, a fixar pela Assembleia Geral.
de atendimento;
2. A fixação da percentagem da quota mensal será baseada no
d)
Recolher e tratai a informação necessária à organização
salário ou pensão a comprovar por documento passado pela
dos processos para admissão de beneficiários;
entidade empregadora.
e)
Proceder à inscrição de beneficiários e manter
3. Os beneficiários a que se refere o n.° 1 do artigo 6 do presente
actualizados os respectivos processos e registos.
Estatuto, pagarão as quotas mensais directamente na secretaria
local dos SSFADM.
A rtigo 21
A rtigo 25
(D e le g a ç õ e s )
(Patrim ónio)
1.
As delegações são órgãos cfos SSFADM que funcionam a
nível provincial.
2 . As atribuições das delegações provinciais sã» definidas em
regulamento interno.
Constitui património dos SSFADM, os bens móveis e imóveis
do Estado a eles afectos, por si adquiridos ou construídos e em
regime de propriedade resolúvel e participações financeira» em
3.
Os delegados dos SSFADM :são nomeados pelo Ministro
empresas e outras entidades.
da Defesa Nacional sob proposta do director-gerál.
CAPÍTULO IV
CAPrrULODI
Disposições finais
Receitas, despesas, quotas e património
A rtigo 26
A rtigo 22
(Pessoal)
(R e c e ita s
s u b s íd io s )-
1. Os trabalhadores dos SSFADM regem-se, consoante os
1.
Constituem receitas dos SSFADM:
casos, pelas normas constantes do Estatuto do Militar das Forças
a)
O produto das quotizações dos beneficiários;
Armadas de Defesa de Moçambique e pelo Estatuto Geral dos
b)
As contribuições, donativos ou subsídios de entidades
Funcionários do Estado (EGFE), bem como das que resultem dos
públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras;
respectivos contratos de trabalho.
c)
Os juros dos fundos capitalizados e outros rendimentos
2. O quadro de pessoal dos SSFADM será aprovado por
de qualquer natureza;
despacho do Ministro que superintende a área da Função Pública.
d)
O produto de prestação de serviços;
Preço — 3,00MT
Imprensa N acional de Moçambique
Terça-feira, 4 de Novembro cie 2008 I SÉRIE — Número 44 BOLETIM DA REPÚBLICA PUBLICAÇÃO OFICIAL
Terça-feira, 4 de Novembro cie 2008
I SÉRIE — Número 44
BOLETIM DA REPÚBLICA
PUBLICAÇÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
5.° SUPLEMENTO
IMPRENSA
NACIONAL
DE
MOÇAMBIQUE
b ).........................................................................................
c )
AVISO
d
)
:........................................
A matéria a publicar no «Boletim da República» deve ser remetida em
cópia devidamente autenticada, uma por cada assunto, donde conste, além
das indicações necessárias para esse efeito, o averbamento seguinte, assinado
e a u te n tica d o : Para p u b lic a ç ã o n o «Boletim da República»
e
)
:................................
f) .
g ).....................................................................................
h)...................................................................
i) ...................................................................
SUMARIO
j)~-........................................................................................
k)..................................................................
Conselho
de
Ministros:
Z) Aprovar o Plano de Gestão Ambiental para todos
os projectos mineiros classificados como de
D e c re to
n." 4 2 /20 0 8 :
nível 2, nos termos do Regulamento Ambiental
Altera os artigos 5,15,18,20,24,25 e 28 do Regulamento sobre
para Actividade Mineira, aprovado pelo Decreto
o Processo de Avaliação do Impacto Ambiental, aprovado
pelo Decreto n.° 45/2004, de 29 de Setembro.
n.° 26/2004, de 20 de Agosto.
Artigo 15
CONSELHO
DE MINISTROS
Revisão do Estudo de Pré-Viabilidade Ambiental
e Definição de Âmbito
Decreto n.° 4 2 /2 0 0 8
1.......................................................................
d e
4
d e
N o v em b ro
2
................................................................................................
A implementação do Decreto n.° 45/2004, de 29 de Setembro,
3.
Todas as manifestações e exposições por escrito ou-
que regula o Processo de Avaliação do Impacto Ambiental, tem
orais feitas no âmbito do processo de participação pública,
demonstrado a necessidade de ‘adequação dos procedimentos
apresentadas aos Órgãos Locais e/ou ao proponente, até
nele instituídos, por forma a torná-los consentâneos com a
dez dias antes do encerramento do período de revisão do
realidade actual e prosseguir-se o objectivo de simplificação,
EPDA, devem ser registadas e são consideradas na decisão
imprimindo-se consequentemente uma maior celeridade do
da Comissão Técnica de Avaliação, desde que relacionadas
processo de licenciamento ambiental.
com os impactos ambientais da actividade.
Assim, nos termos do disposto no artigo 33 da Lei n.° 20/97,
4
.................................................................................................
de 1 de Outubro, o Conselho de Ministros decreta:
Artigo 18
Artigo l.O s a rtig o s 5 ,1 5 ,1 8 ,2 0 ,2 4 ,2 5 e 2 8 do Regulamepto
Prazo para comunicação de decisões
sobre o Processo de Avaliação do Impacto Ambiental, aprovado
pelo Decreto n.° 45/2004, de 29 de Setembro, passam a ter a
1.......................................................................
' seguinte redacção:
2.................................................................................................
«Artigo 5
o ).........................................................................................
b
■■...............................................................................
C o m p e tê n c ia
em
m a té ria
d e
a v a lia ç ã o
do
im p a c to
a m b ie n ta l
c ) •......................................................................
d) O PGA, para actividades classificadas como de
1........................................................................
nível 2, nos termos do Regulamento Ambiental para
2...............................................................................
Actividade Mineira, aprovado pelo Decreto n° 26/
a
)................................................................
.........................
2004, de 20 de Agosto - até quinze dias úteis.
372— (22) I SÉRIE — NÚMERO 44 3. Artigo 25 4. Taxas 1 ......................................................................................... : a)
372— (22)
I SÉRIE — NÚMERO 44
3.
Artigo 25
4.
Taxas
1
.........................................................................................
:
a)
Licenciamento de actividades de categoria A e B,
Artigo 2U
taxà de 0.2% do valor de investimento da actividade;
Caduc idade
e
v a lid ad e
da
Licença Am biental
e
...........
b)
Emissão da declaração de isenção para actividades
2.
O proponente ainda interessado, na implementação
de categoria C, taxa de 0.02% do valor de
da actividade licenciada, deve -equerer a prorrogação da
investimento da actividade.
respectiva licença am biental, ao M inistro para a
2...........................................................................
Coordenação da Acção Ambier tal, até noventa dias antes
3
............................................................................................
da data da sua caducidade.
4. Para efeitos de início do processo, o proponente deve
3 ...........................................................................................
pagar uma taxa no valor de 20,00MT para a aquisição da
4.
Todas as licenças ambientais de actividades em
ficha de pré-avaliação.
operação, são válidas por urr período de cinco anos,
5. Em caso de o proponente pretender mudar o nome
renováveis por igual período, mediante requerimento,
constante da licença ambiental, deve pagar 5 000.00MT,
solicitando actualização dirigido ao Ministério para a
3 OOO.OOMT e 2 000,00MT, conforme se trate de licença
Coordenação Ambiental, devendo para o efeito, no caso
ambiental de actividades de categoria A, B ou C.
de actividades de categoria A t B, pagar uma quantia no
valor de 10 000,00MT e 5000,00MT, respectivamente.
5.
A actualização das licenças de actividades referidas
Artigo 28
no número anterior está condk ionada à apresentação de
A c tu a liza ç ão
e afe c ta ç ão
do
produto
das taxas
um PGA actualizado, para o caso das licenças de actividades
e
m u lta s
de categoria A e B e do relatório de desempenho ambiental
nas condições previstas no dccumento de autorização,
1.................................................................
para as actividades de categoria C.
2...........................................................................
6.
O requerimento para renovação deve ser submetido
3
..............................
ao MICOA, até cento e oitenta dias antes do termo da
4
.0
Ministro para a Coordenação da Acção Ambiental,
validade da licença.-
estabelecerá por diploma específico, a percentagem dos
valores destinados ao FUNAB, que devem ser
Artigo 24
disponibilizados para o melhoramento dos serviços de
avaliação do impacto ambiental.»
In sp e c ç ão
e auditoria
1....................................................................
Art. 2. É aprovado o Anexo V ao Regulamento sobre o
acesso de Avaliação do Impacto Ambiental, aprovado pelo
2
....
' ...........................................................................................................
Decreto n.° 45/2004, de 29 de Setembro, em anexo e que é parte
3.
Como resultado das auditorias para as actividades
integrante do presente Decreto.
que forem classificadas como de categoria B nos termos
do presente Regulamento, devem apresentar um PGA, com
Aprovado pelo Conselho de Ministros, aos 16 de Setembro
o seguinte conteúdo mínimo;
de 2008.
a)
Programa de monitorização dos impactos, indicando
Publique-se.
claram ente as medidas de m itigação,
A Primeira-Ministra, Luísa Dias Diogo.
responsabilização e per odicidade interventiva das
acções respectivas;
b)
Programa de educação ambiental; e
Fica sem efeito a publicação inserta no 4." Suplemento do Boletim da República
c)
Plano de contingência de acidentes.
1 .# Série n.° 44, de 4 de Novembro de 2008.
Preço — 2,00 MT Im pr e n s a N a c io n a
Preço — 2,00 MT
Im pr e n s a
N a c io n a l
d e
M o ç a m b iq u e