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Universidade Federal Fluminense – UFF Curso de Graduação em Administração Pública

Disciplina: CONTABILIDADE PUBLICA

Aluno: JOSÉ RIBAMAR FERREIRA JUNIOR

Matrícula: 14113110171

Polo: NOVA IGUAÇU

AD1: Atividade Avaliativa 1

 

LEGISLAÇÃO ORÇAMENTÁRIA APÓS CF-88

O

Orçamento público pode ser conceituado como um instrumento de planejamento e execução das

Finanças públicas. No Brasil, sua natureza jurídica é considerada como sendo de lei em sentido formal, apenas. Isso guarda relação com o caráter meramente autorizativo das despesas públicas ali

previstas. Assim, o orçamento contém estimativa das receitas e autorização para realização de

despesas da administração pública direta e indireta em um determinado exercício, que, no Brasil, coincide como o ano civil.

A

partir da Lei nº 4320/1964 e com o advento da Lei Complementar nº 101/2000, o orçamento

ganhou mais “status” com a implementação do orçamento-programa, onde foi integrado aos sistemas de contabilidade pública. No direito administrativo, o orçamento público é uma lei através da qual o

Poder legislativo autoriza o Poder executivo, bem como outras unidades administrativas independentes, como o Poder Judiciário, o Ministério Público, o Tribunal de Contas e o próprio Poder Legislativo a executar determinada despesa pública, destinada a cobrir o custeio do Estado ou a seguir

a

política econômica do país. Essa lei é de iniciativa exclusiva do Chefe do Executivo, que harmoniza

as

pretensões orçamentárias vindas dessas várias fontes, construindo uma única proposta de lei. Esse

projeto de lei é submetido ao Poder Legislativo, que o discute, modifica, aprova e submete novamente ao Chefe do Executivo para sanção, como toda lei. Se a receita do ano for superior à estimada (estima-se através do produto da arrecadação dos tributos de competência do ente em questão), o governo encaminha à casa legislativa um projeto de lei pedindo autorização para incorporar e executar o excesso de arrecadação (créditos adicionais). Se as despesas superarem as receitas, o governo fica impossibilitado de executar o orçamento em sua totalidade, sendo obrigado a cortar despesas. Isso pode ser formalizado em ato administrativo do Chefe do Executivo ou autoridade por esta delegada.O processo de elaboração do orçamento público no Brasil obedece a um “ciclo” integrado ao planejamento de ações, que, de acordo com a Constituição Federal de 1988, compreende

Plano Plurianual – PPA, a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO e a Lei Orçamentária Anual – LOA.

o

O

Plano Plurianual – (PPA) é uma Lei de periodicidade quadrienal, de hierarquia especial e sujeita a

prazos e ritos peculiares de tramitação, instituída pela Constituição Federal de 1988, como instrumento normatizador do planejamento de médio prazo e de definição das macro orientações do Governo Federal para a ação nacional em cada período de quatro anos, sendo estas determinantes (mandatórias) para o setor público e indicativas para o setor privado (art. 174 da Constituição).

Consoante estabelece o art. 165, § 1º da Constituição, `a lei que instituir o PPA estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada`.

O

prazo de encaminhamento para discussão e aprovação no Congresso Nacional deve ser feito até

quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro do mandato presidencial e

devolvido para sanção presidencial até o encerramento da sessão legislativa (22/12), conforme art. 57

da

Constituição Federal.

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No entanto, a partir do exercício de 2004, com a edição da Lei nº 10.933, de 11 de agosto de 2004, alterada pela Lei nº 11.044, de 24 de dezembro de 2004, estabelece que a alteração ou a exclusão de programa constante do plano, assim como a inclusão de novo programa, serão propostas pelo Poder Executivo, por meio de projeto de lei de revisão anual ou específico, sendo vedada a execução orçamentária de programações alteradas enquanto não aprovados os referidos projetos de lei.

A

Lei nº 10.933 também estabelece que o Poder Executivo deverá enviar ao Congresso Nacional, até

o

dia 15 de setembro de cada exercício, relatório de avaliação contendo as estimativas das metas

físicas e dos valores financeiros, tanto nas ações constantes do PPA e suas alterações, como das novas ações previstas, para os três exercícios subsequentes ao da proposta orçamentária enviada em 31 de

agosto. Fica assim estabelecido o `PPA deslizante` ou `rolante`, que deverá sempre projetar indicadores e ações para os exercícios subsequentes ao PPA 2004-2007, assegurando, dessa forma, a perspectiva plurianual de programações.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias é de periodicidade anual, de hierarquia especial e sujeita a prazos e

ritos peculiares de tramitação, destinada a para metrar a forma e o conteúdo com que a lei orçamentária de cada exercício deve se apresentar e a indicar as prioridades a serem observadas em sua elaboração.

O artigo 165 da Constituição Federal rege que a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO é instrumento de planejamento e tem como funções básicas:

Estabelecer as metas e prioridades da Administração Pública federal para o exercício financeiro seguinte;

Orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual – LOA;

Alteração da legislação tributária; e

Estabelecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

O encaminhamento, para discussão e aprovação do Congresso Nacional do projeto de lei de diretrizes

orçamentárias - PLDO, pelo Presidente da República, dever ser feito até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro (15/04) e devolvido para sanção presidencial até o encerramento do primeiro período legislativo (17/07). A sessão legislativa não poderá ser encerrada sem a discussão, votação e aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias, conforme preceitua o art. 57, § 2º, da Constituição Federal.

A Lei Orçamentária é uma Lei de Natureza Especial – em razão do seu objeto e da forma peculiar de

tramitação que lhe é definida pela Constituição –, por meio da qual são previstas as receitas,

autorizadas as despesas públicas, explicitados a política econômica financeira e o programa de

trabalho do Governo e definidos os mecanismos de flexibilidade que a Administração fica autorizada

a utilizar. A LOA deriva de projeto (PLOA) formalmente remetido à deliberação do Legislativo pelo

chefe do Poder Executivo, apreciado pelo Parlamento segundo a sistemática definida pela Constituição Federal, possuindo a estrutura e nível de detalhamento definido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias do exercício. Conforme o § 2º do artigo 35 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – ADCT, até a entrada em vigor de lei complementar que substitua a atual Lei nº 4.320/64, o projeto de lei orçamentária deverá ser enviado pelo chefe do Poder Executivo, ao Congresso Nacional, até quatro

meses antes do encerramento do exercício financeiro (31/08) e devolvido para sanção presidencial até

o encerramento da sessão legislativa (22/12).

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A

Lei Orçamentária Anual – LOA discriminará os recursos orçamentários e financeiros para o

atingimento das metas e prioridades estabelecidas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO e compreenderá:

 

a)

o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da

administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público (art. 165, § 5º, inciso I, da CF/88);

 

b)

o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente,

detenha a maioria do capital social com direito a voto (art. 165, § 5º, inciso II, da CF/88); e

 

c)

o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados,

da

administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo

poder público (art. 165, § 5º, inciso III, da CF/88)

2. Referências bibliográficas:

Portal Brasil. Tesouro Nacional. Artigo em PDF sobre Lei de Responsabilidade Fiscal disponível em < http://www.tesouro.fazenda.gov.br/legislacao/download/contabilidade/lei_comp_101_00.pdf > Acesso em 09 FEV 2015.

Portal Orçamento Público. Contabilidade Pública , Orçamento Público e Administração Pública. Artigo disponível em < http://www.orcamento.org/site/17/pg4.asp > Acesso em 10 FEV 2015.

Ministério do Planejamento.Planejamentos e Controle das Finanças Públicas. Artigo disponível em

 

> Acesso

em 10 FEV 2015.

Planejamento Técnico Orçamentário. Artigo em PDF disponível em <

 

versao_2.pdf > Acesso em 11 FEV 2015.

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