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Missão Integral: Uma pequena viagem

Posted: 03 Mar 2010 11:29 AM PST


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Por: Diêison Pereira

A visão de missão integral se enquadra a muitos aspectos sobre evangelização e ação social,
na qual, passam a focalizar sua fundamentação e aplicação à luz da prática pastoral e
missionária. Partimos de um princípio básico onde encontramos muitas diferenciações entre a
responsabilidade tanto Evangelística como Social.

Agora, será que Evangelização e Ação Social são distintas em termo de responsabilidade
humana sem que nos tornemos culpados de distorcer as palavras de Jesus? Digo que o real
não está apenas no coração humano, mas também nas estruturas sociais. A missão de todos
e principalmente das igrejas inclui tanto na proclamação do Evangelho quanto sua
demonstração. Precisamos, pois, evangelizar e de responder as necessidades humanas
imediatas e trabalhar por transformações sociais.

Não há dicotomia bíblica entre a palavra falada e a palavra que se faz visível na vida do povo
de Deus. Os homens olharão ao escutarem, e o que eles viverem deve estar em consonância
com o que ouvem. Há tempos em que nossa comunicação pode dar-se por apenas atitudes e
ações, e há outros em que a palavra falada estará só: mas precisamos repudiar como
demoníaca a tentativa de impor uma linha entre a evangelização e a preocupação social. A
missão integral é a sinalização histórica do reino de Deus, que será consumado na
eternidade. A igreja, o corpo de Cristo, é o instrumento prioritário através do qual Jesus, o
cabeça, exerce seu domínio sobre todas as coisas, no céu, na terra e debaixo da terra, não
apenas neste século mas também no vindouro.

Sua missão aqui agora é a manifestação do Reino como uma realidade presente em sua
própria pessoa e ação, em sua pregação do evangelho e em suas obras de justiça e
misericórdia. Portanto, tornar o Reino de Deus historicamente visível como uma realidade
presente, não é ter um mero apêndice da missão, mas uma parte integral da manifestação
imediata do Glória do Pai: elas apontam para o reino que já veio e para o que está por vir.

Ser um sinal histórico do reino de Deus, levando o evangelho todo para o homem todo,
priorizando relacionamentos envolvendo todos os seus freqüentadores além dos limites,
Culto-Clero-Domingos-Templo.

Autor: Diêison Pereira


Fonte: [ Apologia e Espiritualidade ]
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Pedro e o "Poder Papal"
Posted: 03 Mar 2010 07:07 AM PST
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Não vou estender o assunto por muito tempo, mas apenas


fazer uma reflexão rápida se Pedro poderia ser o primeiro papa.

O Concílio Vaticano I, com a participação de 740 bispos de toda a igreja definiu o poder
papal, esta definição deu a Igreja Católica apostólica Romana um poder sobre a sociedade no
âmbito político e religioso por muito tempo. Até hoje a igreja romana participa de algumas
decisões no poder político de alguns países.

O concilio da ao papa o que chamamos de infabilidade papal, o Papa possui a ajuda do


Espírito Santo para nunca ensinar nada que contrarie os Evangelhos.

Mas para conseguir tal poder é necessário tentar achar nas escrituras bases sólidas para o
papado, então, a ICAR (que vou chamar de Igreja Católica Apostólica Romana ) começa sua
tradição papal da seguinte forma – Anunciando Pedro como o primeiro papa.

A tradição Católica afirma que Pedro foi papa durante 25 anos em Roma. O problema disso é
não encontrar provas sólidas para esta afirmação.

Diante dos fatos registrados pelas escrituras sagradas, Pedro fez parte da história da igreja
como todos os outros apóstolos.

Nós evangélicos temos a certeza de que Pedro teve a sua participação na história da igreja,
mas ele não é, e nunca foi, a edificação da igreja.

A posição doutrinária da ICAR no catecismo da Igreja Católica, edição Típica Vaticana, n. 552,
na página 156 – afirma que Pedro, em razão da fé por ele confessada, permanecerá como a
Rocha Inabalável da Igreja.

Pedro após a Confissão foi “esta rocha inabalável?”.Na mesma passagem que a doutrina ICAR
se baseia, Pedro demonstrou a sua fragilidade espiritual e é repreendido por Jesus:

Mateus 16 v. 22 – 23 - E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo:


Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso. Ele, porém, voltando-se,
disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não
compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens.

Pedro era um homem comum que carecia do amor e da Graça de Jesus, nós evangélicos
reconhecemos sua importância, mas não o idolatramos. Ele foi passível de erro como outro
ser humano.

Ele demonstrou as fraquezas humanas das quais todos nós temos:

A) Prometeu não escandalizar Jesus e não cumpriu negando-o por 3 vezes (Mateus 26v.
33-35), a sua negação não foi em seguida, da 1° para a 3 demorou uma hora.
Lucas 22v. 59 – 60 - E, passada quase uma hora, um outro afirmava, dizendo: Também
este verdadeiramente estava com ele, pois também é Galileu. E Pedro disse: Homem, não
sei o que dizes. E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo.

B) Quando foi chamado para orar com o mestre, ele foi pego dormindo vencido pelo cansaço.
– Mateus 26v. 40-44 - Pedro não foi à crucificação com medo de ser peso e crucificado,
depois da morte do mestre voltou a seu emprego anterior a sua chamada apostólica.

Todos estes relatos demonstram a fragilidade humana e que nenhum homem pode ser a
pedra da qual a igreja está edificada.

A igreja necessita estar edificada na rocha e não em um pedregulho.

Se a igreja estivesse fundamentada em qualquer ícone religioso humano, ela já estaria


exterminada da face da Terra.

TU ÉS PEDRO E SOBRE ESTA PEDRA...

Esta passagem deve ser analisada dentro do contexto, sem tirar nenhum pretexto para
montar uma suposta doutrina.

Pedro no Grego quer dizer “Petros”, que quer dizer “pedrinha”. Isto demonstra que Jesus
estava dizendo que Pedro era um fragmento.

Se Pedro fosse a Pedra, Jesus teria dito, “Tu és Pedra” ou “Pedro, a partir de agora você
será Pedra...”. Ou “ Pedro tu és Pedra e sobre ti edificarei a minha igreja.”

Mas o mestre disse: Tu és Pedro!”. Jesus usou duas palavras das quais ficam claras – Pedro
e Pedra, se fossem a mesma coisa, ele teria usado somente uma!

Olhando para o contexto geral sobre o fundamento da igreja, as Escrituras Sagradas nos dá
diversas passagens que nos orienta que a Pedra é Jesus e não Pedro.

O Apóstolo Paulo declara que Cristo é o Fundamento da Igreja:

I Corintios 3v. 11 Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está
posto, o qual é Jesus Cristo.

O próprio Pedro reconhece e declara que Jesus é a Pedra principal, acompanhe as passagens
bíblicas:

Atos 4v. 11-12 Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta
por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu
nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.

I Pedro 2v. 6-7 Por isso também na Escritura se contém:


Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer
não será confundido. E assim para vòs, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, A
pedra que os edificadores reprovaram, Essa foi a principal da esquina...

Paulo declara com mais clareza quem é a Pedra de esquina:Efésios 2v. 20 – 22 – Edificados
sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da
esquina; No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.No qual
também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.

Jesus também afirmou que Ele mesmo era a Pedra

Mateus 21v. 42 – Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores
rejeitaram, Essa foi posta por cabeça do ângulo; Pelo Senhor foi feito isto, E é maravilhoso
aos nossos olhos?

A passagem que Jesus usou está baseada na profecia messiânica:

Salmos 118v. 22-24 – A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a cabeça da


esquina. Da parte do Senhor se fez isto; maravilhoso é aos nossos olhos. Este é o dia que
fez o Senhor; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele.

Jesus é a Pedra na qual a igreja está alicerçada e não Pedro.

A indicação “sobre esta Pedra” está ligada na revelação que Pedro teve naquele momento,
revelação que Cristo é o Filho do Deus vivo.

Jesus – Filho do Deus Vivo – é a pedra da qual a igreja está edificada!

PEDRO ERA O REPRESENTANTE DOS DEMAIS APÓSTOLOS?

O catecismo da ICAR. N. 553, pág 156, edição Típica Vaticana Loyola, reza que “Pedro é
uma autoridade específica por Jesus ter dito “ Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; o que
ligares na terra será ligado no céu, e o que desligardes na terra será desligado no céu ( Mt
16v. 19), então a autoridade de ligar e desligar significa autoridade para absolver
pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na
Igreja. Jesus confiou esta autoridade à igreja pelo ministério dos apóstolos e
particularmente de Pedro, o único ao qual confiou explicitamente as chaves do
Reino.”

Se o catecismo diz que Jesus confiou explicitamente a Pedro as chaves do Reino, ele afirma
por tabela que não explicitamente Jesus deu as mesmas chaves para os outros apóstolos,
então, ele não é o único.

As Escrituras Sagradas não afirma que Jesus dá poderes especiais a Pedro em relação aos
outros apóstolos.

Pedro foi o pregador do dia dos Pentecostes, mas isto não é referência para ser considerado o
superior, pois temos outras referências que desqualificam esta posição do catolicismo.

A mesma autoridade que Pedro recebe de ligar e desligar os outros apóstolos


também receberam.

Mateus 18 v. 18-19 Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no
céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também vos digo que, se
dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito
por meu Pai, que está nos céus.

Paulo deixa claro que o seu ministério não era inferior a de nenhum dos apóstolos :
II Corintios 12v. 11 – Fui néscio em gloriar-me; vós me constrangestes. Eu devia ter sido
louvado por vós, visto queem nada fui inferior aos mais excelentes apóstolos, ainda
que nada sou.

Outro detalhe é que o livro que relata os atos apostólicos tem mais referências ao Apóstolo
Paulo do que de Pedro, (Livros de Atos separa para Paulo cap.13-28).

Se Pedro fosse o representante supremo dos apóstolos os seus atos seriam mais importantes
e teriam sido relatados com mais freqüência.

No concílio de Jerusalém, a palavra que decidiu o problema não foi de Pedro e quem presidiu
o concilio foi Tiago presidiu (Atos 15), se Pedro fosse o representante majoritário dos
apóstolos, Pedro teria presidido e dado a última palavra no Concílio!

QUAL É A CHAVE QUE LIGA E DESLIGA?

A chave relatada por Jesus é a pregação do Evangelho que promove o agir do Espírito Santo
na vida do ser humano, e este agir traz arrependimento pelos pecados.

João 16.7-8 – Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não
for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier,
convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.

Todo o pregador do Evangelho tem as chaves nas mãos, não foi só Pedro que recebeu estas
chaves.

Quando a Palavra de Deus é ministrada, ela se torna a chave que liga ou desliga o ouvinte do
céu, pois após a cada mensagem existe um convite para aceitar Jesus e o ouvinte pode
aceitar ou não.

O PAPA TEM O PODER DE PERDOAR OS PECADOS?

Nenhum homem pode perdoar pecados, só Jesus Cristo.

O papa, O PASTOR, O APÓSTOLO EVANGÉLICO, o bispo, o pai de santo e ninguém pode


perdoar as iniqüidades do homem.

O pecado só pode ser perdoado pelo sangue de Jesus Cristo. Não existe nenhum tipo de
penitência ou números de orações que perdoam pecados. As escrituras falam sobre isso da
seguinte forma:

Atos 5v. 31 - Deus com a sua destra o elevou a Príncipe


e Salvador, para dar a Israelo arrependimento e a remissão dos pecados.

Romanos 4v. 24 -Mas também por nós, a quem será tomado em conta, os que cremos
naquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor; O qual por nossos
pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.

Apocalipse 1v. 5- E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre
os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos
lavou dos nossos pecados,

O perdão dos pecados não é a missão humana, mas divina.

Não existem penitências que perdoam pecados. A ICAR tem ensinado que a repetição das
orações, indulgências e confissões ao padre faz com que a pessoa tenha os pecados
perdoados, isto não é verdade. Só Jesus Cristo pode perdoar os nossos pecados.

Mateus 9 v. 2 – 7 - E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho tem bom


ânimo, perdoados te são os teus pecados. E eis que alguns dos escribas diziam entre si:
Ele blasfema. Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: Por que pensais mal em
vossos corações? Pois, qual é mais fácil? Dizer: Perdoados te são os teus pecados; ou dizer:
Levanta-te e anda? Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra autoridade
para perdoar pecados (disse então ao paralítico): Levanta-te, toma a tua cama, e vai
para tua casa.E, levantando-se, foi para sua casa.

Como é que o homem pode ter os seus pecados perdoados?

A bíblia nunca ensinou que devemos confessar os nossos pecados para qualquer
líder religioso para perdoar os seus pecados.

Romanos 10v.9 -10 A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em
teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com
o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação

PEDRO PASTOREOU A IGREJA DE ROMA?

A declaração católica é que o Papa é o sucessor de Pedro que foi fundador igreja de Roma,
mas nós não encontramos nenhuma provas bíblicas que Pedro pastoreou esta igreja.

Os católicos dizem que o seu pontificado foi de 25 anos em Roma.Será que esta
informação é verdade?

1- Pedro não pode ter sido Papa pelo período de 25 anos, pois ele foi morto no reinado de
Nero, que se deu em 67 ou 68 d.C.

Se pegarmos a data do reinado de Nero e subtrairmos o suposto pontificado de Pedro (67–


25 = 42 ou 68 – 25 = 43) vamos chegar à conclusão de que nesta época de 42 ou 43 d.C.
não tinha sido realizado o Concílio de Jerusalém (Atos 15) que Pedro participou.

O concílio foi realizado por volta de 48 a 49 d.C.

2 – O apóstolo Paulo escreveu para a igreja de Roma, epístolas aos Romanos, e no final ele
separou um capítulo inteiro para mandar as suas saudações para os diversos irmãos daquela
cidade, mas não houve nenhuma saudação para Pedro!

Se Pedro fosse o pastor da igreja de Roma ou o fundador, Paulo deveria endereçar carta a
Pedro ou pelo menos mandar alguma saudação para o apóstolo.

3- O apóstolo Paulo foi para Roma em 62 d.C. e muitos irmãos foram visitá-los, mas não
existe nenhuma menção de Pedro.
4- O apóstolo Pedro escreveu 4 cartas de Roma – Filemom, Efésios, Filipenses e Colossenses
no período de 62 a 68 d.C., em nenhum momento Paulo declara coisa alguma sobre
Pedro.

5- Jesus disse a Paulo que ele deveria dar o seu testemunho em Roma

Atos 23v.10 - 11“E, havendo grande dissensão, o tribuno, temendo que Paulo fosse
despedaçado por eles, mandou descer a soldadesca, para que o tirassem do meio deles, e o
levassem para a fortaleza. E na noite seguinte, apresentando- lhe o Senhor, disse: Paulo
tem ânimo; porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que
testifiques também em Roma.”

Se Pedro estava em Roma em 60 d.C.(o mesmo período da aparição) e ele foi o contemplado
com poderes especiais e um lugar de destaque entre os apóstolos, não seria dele esta
incumbência?

Jesus não teria aparecido a Pedro ao invés de Paulo? As provas que temos afirmam que Pedro
não foi o pastor da igreja de Roma e o papa não é o sucessor de Pedro. Muito menos que
Pedro foi um papa.

CONCLUSÃO

Após ter os detalhes apurados e refutados através das Sagradas Escrituras, a nossa posição é
que Pedro foi um homem importante que participou da história da igreja, mas ele não deve
ser adorado ou colocado acima dos outros apóstolos.

O poder de purificar o pecador não está nas mãos do Papa e sim de Jesus Cristo e que Pedro
nunca esteve pastoreando a igreja de Roma, assim sendo, o papa não é o sucessor de Pedro.

A igreja não está edificada em um homem, mas na pedra principal - Jesus Cristo, as chaves
que foram dada aos apóstolos é o privilégio de pregar a Palavra de Deus abrindo assim o
caminho do arrependimento.

Espero que você tenha sido abençoado com esta matéria e que o Espírito Santo possa ter
trabalhado em seu coração.

Autor: Pr. Alexandre Farias


Fonte: [ Blog Seitas e Heresias ]
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A difícil vida de um apologista
Posted: 03 Mar 2010 03:38 AM PST
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por Johnny T. Bernardo


do INPR Brasil

Ser apologista hoje em nosso país não é uma tarefa das mais fáceis. Poderíamos citar
inúmeros motivos, mas acredito que apenas um sintetiza a realidade que vivemos: falta de
apoio. É esse o motivo pelo qual não só apologistas, mas também missionários e escritores
nacionais desistem de suas chamadas e entram muitas vezes em caminhos tortuosos.
Infelizmente pouquíssimas igrejas e pastores incentivam o trabalho apologético, seja por
falta de interesse ou por achar que dialogar com sectários é uma prática antibiblica e/ou
desnecessária.
E o que dizer de algumas editoras? Inúmeras obras de cunho apologético são rejeitadas
todos os meses por editoras evangélicas. Quando o autor procura saber o motivo da recusa,
no máximo recebe como resposta: “seu livro não se enquadra em nosso cronograma
editorial”. Mas será mesmo esse o motivo? É óbvio que não. Há interesses financeiros
envolvidos. Motivo? Os evangélicos não se interessam por livros que falam sobre seitas.
Você já parou para pensar quantos livros de autores nacionais são publicados todos os
anos? Não é preciso muito esforço para se certificar desse fato: veja o catálogo de qualquer
editora evangélica e verá que não estamos mentindo. Mas não pense você que eles estão
preocupados com “qualidade”. Não é o texto em si que chama a atenção de um editor: é o
nome do autor que será colocado na capa. Se ele for de origem norteamericana a
probabilidade de publicação é de 95%; se for nacional, 5% - e isso quando chega a essa
porcentagem!
Recentemente tive o desprazer de ouvir da boca de um editor evangélico que o mais
importante em uma obra é a capa, não importando o conteúdo. Disse ele: “se nós fizermos
uma capa bonitinha, o povo ira comprar”. Perguntei então se o leitor não ficara decepcionado
com o conteúdo do livro. Com a cara mais deslavada - com o perdão da expressão - ele
simplesmente se limitou em responder: “não importa, o livro já estará vendido”. Soa lógico
isso? Ou melhor: é ético?
Eu sou um dos que tiveram a “sorte” de ver meu livro jogado no lixo por uma editora
“evangélica.” Não satisfeito com a resposta, enviei ao referido editor uma carta manifestando
meu descontentamento. Vejamos um pequeno trecho:
“Caro editor...
Graça e paz
Venho por meio desta manifestar meu descontentamento com relação à reprovação do meu
título. Sinceramente não entendo o que acontece com as editoras evangélicas brasileiras. Por
que somente autores norteamericanos são prestigiados? E os nacionais? Não temos a mesma
capacidade? Vendemos menos livros? Meu manifesto se caracteriza mais como um desabafo
do que propriamente uma critica. É uma lástima saber que as editoras evangélicas seguem o
mesmo procedimento nefasto das editoras seculares. O procedimento deveria ser outro, já
que não existe ética nas seculares.
A obra em questão, enviada para análise, esta dentro de todos os pré-requisitos
necessários para publicação, como coerência textual, atualidade, correção ortográfica e
gramatical, prolixidade etc.”
O mais interessante é que além de rejeitar meu livro (que se propunha defender a fé
cristã), eles tiveram o descuido de colocar à disposição de pastores e igrejas uma Bíblia
recheada de comentários contraditórios – para não dizer “heréticos.”
Se você esta chocado diante de tudo o que foi exposto, permita-me colocar um pouco mais
de pimenta. Nem mesmo entre os que fazem “apologética” há um sentimento que se possa
chamar de “união”. Esse é, em nossa análise, um dos principais motivos por trás da fraca
onda apologética no Brasil. Não iremos nos estender por questão de ética, mas fica aqui uma
dica: consulte os portais apologéticos do Brasil e veja como eles se relacionam, se há um
intercâmbio de apologistas.

Autor: Johnny T. Bernardo


Fonte: [ INPR Brasil ]
O Blog Bereianos - assim como o irmão Johnny do INPR - defende a união dos apologistas
Cristãos, e o que depender dos esforços do nosso blog, esta união se consolidará cada vez
mais. Parabéns Johnny pela iniciativa e perseverança neste ministério difícil, porém
extremamente necessário. Que Deus nos dê forças para continuar a batalhar diligentemente
pela Fé.
Ruy Marinho
Editor - Blog Bereianos
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