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Dez acusações contra a igreja moderna - 4

Posted: 05 Mar 2010 11:30 AM PST


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Por Paul Washer

Quarta acusação: Uma ignorância do evangelho


de Jesus Cristo.

Eu quero submeter a você esta noite que este país


não é endurecido ao evangelho. É ignorante do
evangelho, porque a maioria dos seus pastores o é.
E deixe-me repetir isto. O problema deste país não
são os políticos liberais, a raiz de socialismo,
Hollywood ou qualquer outra coisa. É o, assim
chamado, pastor evangélico de nossos dias e o
pregador de nossos dias e o evangelista de nossos
dias. É aí que o problema deve ser encontrado. Nós
não conhecemos o evangelho. Nós pegamos o
glorioso evangelho de nosso Bendito Deus e o reduzimos a “quatro leis espirituais” e “cinco
coisas que Deus quer que você saiba”, com uma pequena e supersticiosa oração no final que
se alguém repetir depois de nós com bastante sinceridade nós o declaramos, de uma forma
papal, nascida de novo.

Nós trocamos regeneração por “decisionismo”.

Em primeiro lugar, eu estou pasmo com quantos crentes devotos, andando na fé há 30 ou 40


anos, virão a mim, depois de eu falar sobre o que eu vou falar por alguns poucos minutos,
com lágrimas dizendo: “Irmão Paul, que eu nunca ouvi isto antes em minha vida”. E,
entretanto, esta é a doutrina histórica de redenção, de propiciação.

Veja! Quando você falar sobre o evangelho, meu querido amigo, o faça claramente. O
evangelho começa com a natureza de Deus e vai para a natureza do homem e a queda deste.
Essas duas grandes colunas do evangelho vêm montar para nós o que deveria ser chamada e
conhecida por cada crente como “o grande dilema”. E o que é este dilema? Se Deus é justo
ele não pode te perdoar.

O maior problema em todas as Escrituras é este. Como Deus pode ser justo e ao mesmo
tempo o justificador de homens maus, quando as Escrituras por toda a Bíblia declaram —
especialmente em um texto que eu tirei de Provérbios — “O que justifica o ímpio, e o que
condena o justo, tanto um como o outro são abomináveis ao SENHOR.” (Pv 17: 15). E ainda
assim, todas nossas canções cristãs ostentam sobre como Deus justifica o perverso.

Este é o maior problema. Esta é a acrópole da fé cristã. Assim disse Martyn Lloyd-Jones e
Charles Spurgeon e qualquer outro que leu Romanos 3. Você tem que mostrar isto às
pessoas. O grande problema é que Deus é verdadeiramente justo e todos os homens são
verdadeiramente maus. Deus para ser justo deve condenar o homem mau. Entretanto Deus,
para a própria glória dele, pelo grande amor com que ele nos amou, enviou seu Filho, o qual
caminhou nesta terra como um homem perfeito. E, então, de acordo com o plano, o plano
eterno de Deus, ele foi àquele madeiro. E naquele madeiro, ele tomou nosso pecado. E,
assumindo a posição legal de seu povo e carregando a nossa culpa, ele se tornou uma
maldição.

“Maldito todo aquele que não persiste em praticar


todas as coisas escritas no livro da Lei” (Gálatas 3:10)
Cristo nos resgatou da maldição se tornando uma maldição em nosso lugar.

Tantas pessoas têm esta visão romântica, impotente do evangelho onde o Cristo está lá,
pendurado no madeiro, sofrendo debaixo das feridas do Império Romano, e o Pai não teve a
força moral para agüentar o sofrimento de Filho dele, e, por isso, virou Sua face.

NÃO!!

Ele se virou porque o Filho dele se tornou pecado.

E tantos, quando Ele está naquele jardim e grita “passa de mim este cálice”, especulam:
“Bem, o que esteve no cálice? Oh, é a cruz romana. É o chicote. São os cravos. É tudo isso e
tudo aquilo.”

Eu não quero desconsiderar os sofrimentos físicos de Cristo naquele madeiro, mas o cálice
era o cálice da ira de Deus Pai que teve que ser despejada sobre o Filho. Alguém teve que
morrer, suportando a culpa do povo de Deus, desamparado por Deus pela justiça dele e
esmagado debaixo da ira de Deus, pois “ao SENHOR agradou moê-lo”. (Isaías 53: 10)

Eu estava na Alemanha um tempo atrás ou em um seminário alemão na Europa há um tempo


e vi este livro “A Cruz de Cristo” – não era o livro de John Stott, era outro. Eu o peguei e
comecei a ler e isto é o que ele dizia: “O Pai olhou do céu para o sofrimento infligido sobre
Seu Filho pelas mãos de homens e considerou isto como pagamento pelos nossos pecados.”

Isso é heresia.

Agora, aquele sofrimento físico, aquela crucificação era tudo parte da ira de Deus. Teve que
ser um sacrifício de sangue. Eu não desprezarei nada disso. Mas, meu amigo, se você parar
aí, você não tem um evangelho.

E deixe-me lhe perguntar: Quando o evangelho é pregado e compartilhado em evangelismo


pessoal atualmente, você sequer ouve as coisas que eu há pouco disse? Quase nunca. Nunca
é deixado claro que Cristo pôde redimir porque Ele foi moído debaixo da justiça de Deus e
tendo satisfeito a justiça divina com a Sua morte, Deus é, agora, justo e o justificador de
ímpios.

Redução de evangelho.

E nós ainda nos perguntamos por que não há nenhum poder nele. Nós nos perguntamos por
quê. O que aconteceu? Eu irei te falar. Quando você deixa de lado o evangelho e não há mais
nenhum poder em sua suposta mensagem do evangelho, você, então, tem que recorrer a
todos aqueles pequenos truques de mercado, que são tão proeminentemente usados hoje em
dia para converter os homens. E nós todos conhecemos a maioria deles. Todos eles não
funcionam.

Meu querido amigo, deixe-me dizer isto. Vários anos atrás, quando eu estava me formando
do seminário eu tive que tomar uma decisão se eu ia ir fazer meu Ph.D. Deus, a fim de salvar
minha vida espiritual, me enviou para o meio das selvas no Peru, o mais longe possível do
mundo acadêmico que eu poderia ficar. E lá eu comecei a perceber algo.

Como disse Spurgeon, “Maiores homens, com mentes maiores que a minha, se aproximaram
desta doutrina da Segunda Vinda, mas em vão. É uma grande e poderosa doutrina.” Ele
disse, “eu me fixarei nisto: buscar compreender algo sobre Jesus Cristo e ele crucificado.”

Deixe-me lhe falar isto. Eu fico tão bravo quando as pessoas tratam o glorioso evangelho de
Cristo como se fosse um primeiro passo para entrar no Cristianismo, que só leva
aproximadamente 10 minutos de aconselhamento e então você parte para coisas maiores.
Isso lhe mostra como nós somos patéticos em nosso entendimento das coisas de Deus.
Meu amigo, no dia da Segunda Vinda você entenderá absolutamente tudo sobre a Segunda
Vinda, mas você estará em eternidade de eternidades no céu e você vai nem mesmo começar
a compreender a glória de Deus no Calvário. É tudo sobre isto.

Moço, jovem pregador, me escute. Persiga-O naquele madeiro. O que significa. Você não
precisará construir fogos estranhos em seu forno, se você só pegar um relance do que ele fez
naquele madeiro, o que ele fez naquele madeiro.

Eu amo dizer isto. Eu já o disse um milhão de vezes. Abraão leva Isaque para cima daquela
montanha. O filho dele, o único filho dele quem ele amou. Você supõe que o Espírito Santo
estava tentando para nos falar sobre algo futuro? E aquele filho não resistiu, mas se
entregou. E quando aquele pai rendeu sua vontade a vontade de Deus, ele levantou aquele
cutelo para perfurar o próprio coração de seu filho. Mas a mão dele foi detida e foi falado ao
velho homem que Deus tinha provido um carneiro.

Tantos cristãos pensam: “Oh, que final bonito para aquela história.” Não é o fim. É o
intervalo. Milhares de anos depois, Deus o Pai pôs Sua mão sobre Seu Filho, o único Filho
dele quem ele amou, e tirou o cutelo da mão de Abraham e sacrificou Seu Filho Unigênito sob
a plena força de Sua ira.

Agora você sabe por que aquele pequeno evangelho que você prega não tem nenhum poder?
Porque não é nenhum evangelho. Vá ao evangelho. Gaste sua vida em seus joelhos. Se
afaste dos homens. Estude a cruz.

Fonte: [ Voltemos ao Evangelho ]


Via: [ Ministério Batista Beréia ]
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A Bíblia é suficiente para você?


Posted: 05 Mar 2010 07:00 AM PST
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Salmo 119.96 – “toda perfeição tem o seu limite; mas o mandamento do Senhor é
ilimitado.”
Salmo 19.7 – “a lei do Senhor é perfeita e restaura a alma”

Dizer que algo é suficiente é dizer que não precisa de substitutos,


nem complementos. De fato a Bíblia não necessita de substitutos nem
de complementos. Tudo o que precisamos saber sobre Deus está na
Bíblia. Os textos bíblicos acima declaram esta suficiência usando o
adjetivo perfeição. Assim, a Bíblia é suficiente em si mesma, ou seja,
por sua própria definição.
Mas a Bíblia é suficiente para você?
Uma boa forma de aferirmos essa suficiência em nossa experiência é
refletir sobre como podemos nos aproximar do Livro Sagrado.
Citaremos brevemente, a seguir, algumas formas negativas de
aproximação e concluiremos com o testemunho da própria Bíblia de
sua suficiência, com o intuito de incitar-nos a uma aproximação
saudável:
(os títulos que utilizaremos nas descrições são meramente
ilustrativos, ou seja, não os usamos aqui em seu sentido etimológico
mais profundo)
Intelectuais–são aqueles que lêem de uma forma seca e técnica.
Utilizam-se de uma mente arguta e altamente curiosa para “dissecar”
o livro, pela sua riqueza histórica e literária. A seguir escrevem livros
e mais livros apontando a complexidade das descobertas, e de fato,
são importantes em alguma medida. Mas, para estes a Bíblia não é
suficiente, pois tanto faz ser a Bíblia ou outra obra literária histórica
qualquer. Para estes logicamente a Bíblia não passa de um mero
objeto de pesquisa.
Pragmáticos–são aqueles que querem lições para viver bem, ajudar
os filhos, vizinhos e colegas. São caçadores da funcionalidade do texto
na solução de suas dificuldades diárias. Para estes, a Bíblia também
não se mostrará suficiente, pois logo ganhará a preferência o que
responder de forma mais prática e imediata às questões inquietantes
do dia a dia. Não importa princípios, ética ou verdade, mas se
funciona. Aí, tanto faz o Apóstolo Paulo, Içami Tiba, Augusto Cury ou
qualquer outro autor. O que “funcionar” primeiro ganha.
Sentimentais–são os que buscam histórias emocionantes e
inspiradoras. Poesia, parábolas e provérbios são apreciados. Logo
desenvolvem uma teologia marcada pelo humanismo, pelas frases de
efeito, pela filosofia barata e pela exaltação da auto-estima. Para
estes, os gurus da auto-ajuda convivem no mesmo plano dos autores
bíblicos. Para estes também, aqueles que buscam conhecimento de
toda verdade de Deus revelada nas Escrituras são chamados de
“teólogos, ortodoxos e fundamentalistas” da forma mais pejorativa
possível.
Pregadores–procuram na Bíblia apenas mais um sermão, somente
uma mensagem, ou um pretexto. Se não acharem... Pregam assim
mesmo! Outro dia ouvi falar de um pregador que fez a seguinte
confissão na maior cara-de-pau: “preparei uma mensagem tremenda,
só me falta achar o texto bíblico que servirá de base”. E outro que
introduziu seu sermão com esta pérola: “irmãos folheei a Bíblia pra lá
e pra cá e não achei um texto em que pregar, então...” Durma-se
com um barulho desses! A Bíblia para estes é mero detalhe.
Os “sem Bíblia”-são os que não lêem de forma alguma. Seguem a
falsa premissa de que ler, estudar e meditar é função de pastor e
pregador. Há dois tipos desses infelizes auto-enganados, os “sem
Bíblia” que têm uma para carregar e fazer tipo, e os “ortodoxos”,
aqueles que nem sequer têm uma, ou pelo menos não querem que
alguém saiba que têm. Vão aos cultos de “mãos abanando” e mente
vazia.
Todos os tipos descritos acima são crentes obviamente, pelo menos é
o que dizem. Ou, como dizia certa música vivem da “arte de viver da
fé, só não se sabe fé em que”.
A aproximação que faz da Bíblia suficiente é aquela que busca,
sobretudo, aproximar-se de Deus, que procura trazer Deus para a
realidade da vida, colocando-se sob sua autoridade. O trecho do
Salmo 19 (7-10) mostra a suficiência da Bíblia sob muitos aspectos, e
o que ela promove aos que a lêem de forma adequada. Segundo este
salmo a Bíblia é: Perfeita – completa, única, sem necessidade de
remendos; Fiel – digna de confiança; Reta – sempre precisa em seus
ensinos; Pura – sem misturas; Limpa – não contamina, nem
envenena; Verdadeira – capaz de clarear a visão. Escrevendo a
Timóteo, Paulo nos fala da maior qualidade das Escrituras, dando-nos
o tom da sua suficiência. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e
nos dê corações sedentos e famintos das Sagradas Letras,
transformando-nos a cada dia em homens e mulheres de Deus que
glorificam o Altíssimo em toda maneira de viver.
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a
correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e
perfeitamente habilitado para toda boa obra. 2Tm.3.16,17
Autor: Francisco Jr.
Fonte: [ Adoração e Pregação ]
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A falência dos seminários teológicos brasileiros.


Posted: 05 Mar 2010 01:25 AM PST
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Por Renato Vargens

Há pouco passei em frente a uma igreja evangélica deparando-me com uma faixa que dizia:
"Venha estudar gratuitamente em nosso seminário teológico."

Confesso que ao ler o conteúdo da faixa fiquei intrigado de como aquela igreja de aparência
simples, poderia custear um seminário teológico, até porque, como todos sabemos os custos
e despesas relacionados a manutenção de um seminário não são nada baratos.

Pois é, assim como o seminário em questão, existem inúmeros seminários esparramados pelo
Brasil, oferecendo aos evangélicos um curso básico de teologia. A questão é que boa parte
destes seminários não possuem a menor condição de capacitar, formar e qualificar líderes ao
ministério pastoral, isto sem falar é claro, de que não possuem em sua equipe pedagógica
professores capazes de ensinar aos seus alunos os conceitos mais básicos da fé cristã. Em
contra partida, os grandes seminários das igrejas históricas experimentam a mais profunda
crise ensinando em suas classes heresias sutis e destruidoras. Se não bastasse isso, tais
seminários são tendenciosos ao extremo pregando aos seus alunos as aberrações do
liberalismo teológico ou defendendo com unhas e dentes uma volta litúrgica ao século XVI,
cujo fundamentalismo é a principal caracteristica.

Para piorar a situação, a maioria dos seminários abandonaram a confessionalidade, ensinando


conceitos dúbios e confusos aos seus também confusos alunos. Em nome de uma fé
interdenominacional, negocia-se a sã doutrina, o que por consequinte, contribui em muito
para a idiotização da igreja de Cristo.

Quanto aos professores, o que se percebe é que ainda que possuam formação acadêmica,
suas doutrinas não possuem uma linha teológica definida. Sinceramente confesso que não
entendo como liberais dão aula em seminários confessionais, ou como neopentecostais
ministram em seminários reformados e calvinistas. Para agravar mais a situação boa parte
destes professores ensinam um evangelho humanista, cuja ênfase principal é a psicanálise e
auto-ajuda.

Caro leitor, um dos mais graves problemas da igreja evangélica brasileira é o ensino
teológico. Acredito que mais do que nunca, necessitamos rever nossos conceitos, até porque,
se continuarmos deste jeito colheremos frutos nada agradáveis.

Pense nisso!

Renato Vargens
Fonte: [ Blog do autor ]