Você está na página 1de 2

O Que é Música?

A palavra grega mousikós -- "musical", "relativo às musas" -- referia-se ao vínculo do


espírito humano com qualquer forma de inspiração artística. A evolução do termo, porém,
limitou-o às formas de criação estética relacionadas à combinação dos sons e que
abrangem, no Ocidente, o amplo desenvolvimento de uma arte que, em seus aspectos mais
característicos, teve início no fim da Idade Média.

A música oriental evoluiu de forma independente e com marcadas diferenças em relação à


ocidental, mesmo depois da aproximação entre ambas, no final do século XIX. Como no
Ocidente, a tradição religiosa marcou consideravelmente os gêneros e, indiretamente, os
estilos de execução e composição. A música antiga japonesa, de instrumentos peculiares e
tendências dramáticas, como no teatro nô e kabuki, aproximou-se notavelmente, no século
XX, da música européia.

Música é a arte de coordenar fenômenos acústicos para produzir efeitos estéticos. Em seus
aspectos mais simples e primitivos, a música é manifestação folclórica, comum a quase
todas as culturas: nesse caso, essencialmente anônima e apoiada na transmissão oral,
espelha particularidades étnicas determinadas. Com o fim do isolamento cultural que a
geografia impôs à humanidade durante séculos e com a crescente urbanização, muitas
tradições desse caráter estão ameaçadas de total desaparecimento. Historicamente, música
popular era qualquer forma não folclórica muito difundida -- desde as canções dos
menestréis medievais e trovadores até peças musicais de grande refinamento,
originalmente compostas para uma pequena elite. Na era vitoriana e no início do século XX,
era a música dos cabarés e vaudevilles, mais tarde substituída pelas canções-tema das
peças musicais. Enquanto isso, as formas cultas da música ocidental pertencem a uma
linhagem européia cuja origem remonta aos primórdios da civilização cristã.

Na prática, esses três grandes e diferentes universos estiveram sempre sujeitos à troca de
influências. Basta recordar algumas canções de Schubert para perceber o quanto pode ser
tênue a distinção entre a música culta e a folclórica. Se os elementos folclóricos se infiltram
na tradição culta, também o oposto é verdadeiro. O alto grau de erudição musical em uma
cultura influencia todos os níveis de criação.

Pode-se também afirmar que, em sentido mais amplo, a música folclórica poderia ser
chamada popular, mas o uso associou o termo, atualmente, a uma produção mais efêmera
e comercialmente bem-sucedida, divulgada através da indústria de entretenimento. Grande
parte dessa música possui alta qualidade e sua produção envolve compositores,
arranjadores e executantes profissionais, que tendem à especialização.

Origens

Entre os vestígios remanescentes das grandes civilizações da antiguidade, foram


encontrados testemunhos escritos em registros pictóricos e escultóricos de instrumentos
musicais e de danças acompanhadas por música. A cultura sumeriana, que floresceu na
bacia mesopotâmica vários milênios antes da era cristã, incluía hinos e cantos salmodiados
em seus ritos litúrgicos, cuja influência é perceptível nas sociedades babilônica, caldéia e
judaica que se assentaram posteriormente nas áreas geográficas circundantes. O antigo
Egito, cuja origem agrícola se evidenciava em solenes cerimônias religiosas que
incorporavam o uso de harpas e diversas classes de flautas, alcançou também alto grau de
expressividade musical.
Na Ásia -- onde a influência de filosofias e correntes religiosas como o budismo, o
xintoísmo, o islamismo etc. foi determinante em todos os aspectos da cultura -- os principais
focos de propagação musical foram as civilizações chinesa, do terceiro milênio antes da era
cristã, e indiana.

O Ocidente europeu possuía uma tradição pré-histórica própria. É bem conhecido o papel
preponderante assumido pelos druidas, sacerdotes, bardos e poetas, na organização das
sociedades celtas pré-romanas. A tradição musical da Anatólia, porém, penetrou na Europa
através da cultura grega, cuja elaborada teoria musical constituiu o ponto de partida da
identidade da música ocidental, bastante diversa da do Extremo Oriente.

A música americana pré-colombiana possui acentuado parentesco com a chinesa e a


japonesa em suas formas e escalas, o que se explica pelas migrações de tribos asiáticas e
esquimós através do estreito de Bering, em tempos remotos. Finalmente, a cultura musical
africana não-árabe peculiariza-se por complexos padrões rítmicos, embora não apresente
desenvolvimento equivalente na melodia e na harmonia.

Fonte: http://www.gospelmusiccafe.com.br/

http://www.musicaeadoracao.com.br/diversos/que_e_musica.htm