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UNIVERSIDADE DE FORTALEZA -UNIFOR

Disciplina: ELABORAÇÃO DO TRABALHO CIENTÍFICO


Título: Métodos e Técnicas de Estudo -autoria: Profa. Elane Pereira e
Mônica Tassigny

Unidade I Métodos e Técnicas de Estudo


PROFA. ELANE PEREIRA
PROFA. MÔNICA TASSIGNY
INTRODUÇÃO
Unidade I Métodos e Técnicas de Estudo
· O ato de ler reflexão.
· Análise textual, temática e interpretativa.
· Documentação pessoal: fichas de transcrição, fichas de síntese, resumo e
esquema.
· Técnicas de seminário.

JUSTIFICATIVA: A Metodologia Científica auxilia na formação profissional do


estudante, buscando formar um ser competente que saiba ler e criticar
analiticamente o seu cotidiano. Esta unidade apresenta procedimentos de pesquisa
para realização de trabalhos acadêmicos e instrumentos para um estudo pessoal
eficiente. Apresentamos diretrizes para a formação de hábitos de estudos científ
icos
e produção científica, já que a pesquisa e a reflexão devem constituir-se em
objetivos principais da vida acadêmica. Inicialmente, mostramos alguns métodos e
técnicas de estudo: como fazer uma leitura eficiente, dando ao aluno maior
consciência da necessidade da leitura, como um processo vivo de interação
homem-mundo; como redigir resumos, resenhas, esquemas e fichamentos,
desenvolvendo competências, habilidades e estratégias lingüístico-textualdiscurs
ivas
na produção destes instrumentos e finalmente apresentamos elementos
e características da comunicação oral (técnica de seminário), com o objetivo de
desenvolver habilidades comunicativas, estratégias e técnicas para fins acadêmic
os.

1.1 MÉTODOS E TÉCNICAS DE ESTUDO: O UNIVERSO ACADÊMICO NA


ERA DO CONHECIMENTO . A IMPORTÂNCIA DA PESQUISA NA GRADUAÇÃO
Profa. Dra. Mônica Tassigny
Ciência: O Desafio da Pesquisa
Começamos com uma das passagens de Graciliano Ramos, com a
personagem de Fabiano de Vidas Secas. Para esse autor, se o homem
(representado por Fabiano) não é capaz de compreender e desenvolver sua
linguagem como forma de comunicação e conscientização de seu lugar no mundo,
torna-se incapaz de compreender o mundo que o cerca e, sobretudo, incapacita-se
para agir sobre ele. Também no exemplo clássico de Helen Keller, a criança cega
e
surda-muda que, por meio de métodos especiais, aprendeu a falar/a se comunicar
ou mais do que isso pôde compreender que tudo tem um nome e as palavras, os
símbolos, passaram então, a ser a chave da descoberta do mundo.
O que queremos afirmar com isso? O campo da Comunicação se constitui
como um ramo particular da Ciência. Não como ciência acabada, fechada, abstrata,
mas como campo de saber que está sempre sendo colocada em questão por seu
objeto, a língua, a linguagem, a comunicação do principal sujeito do globo terre
stre,
o homem. Por outro lado, pelo fato da comunicação humana ser sempre situada
historicamente, portanto, por não se constituir como campo estático e imutável,
mas
pertencente à esfera das relações humanas, coloca sempre em questão o seu
próprio objeto, o sujeito homem e esse, por sua vez, é sempre questionado em sua
história e em seu devir.
E, toda tentativa, sob o pretexto de cientificidade ou de rigor, que quisesse
enquadrar o campo da Comunicação (em seus fundamentos e elaboração de saber)
em certezas absolutas e definitivas, colocá-la-ia, ipso facto, na impossibilidad
e de
encontrar os meios para apreender a linguagem, a comunicação humana como
esfera existente, em movimento, isto é, para desvendar o universo da linguagem
humana, faz-se necessário apreendê-la em seu aparecer e em sua historicidade.
Isso porque a interrogação própria do campo da Comunicação se dirige às
estruturas e ao fundamento da presença do homem no mundo em suas relações
com a materialidade social e com os outros homens.
Nesses termos, a linguagem humana não é estática, mas uma manifestação
do gênero humano e se manifesta em cada um dos atos humanos. Como o homem
não é um ser substância cujas atitudes poderíamos simplesmente descrever e
coisificar , também a linguagem humana não é um ente abstrato, mas um existente
que se torna ela mesma fora do homem e sua presença é histórica, em devir e em
constante processo de superação, razão pela qual se faz objeto do conhecimento
científico, das indagações humanas, embora não se estabeleça como um saber
científico dogmático.
Mas afinal, o que é Ciência? Podemos responder essa questão de variados
pontos de vista. Do ponto de vista antropológico, podemos afirmar que desde que
existe o mundo, sempre existiu preocupação do homo sapiens com o
conhecimento da realidade. Desde as tribos primitivas, através da magia, dos mit
os,
o homem indaga sobre a realidade, sobre a vida e a morte, sobre o lugar dos
indivíduos na organização social, enfim, sobre os anseios humanos e as
possibilidades de domínio sobre a materialidade social.
Do ponto de vista da filosofia, desde o Séc. VI a.C., indaga-se sobre o sentido
da existência, seja individual, seja coletiva. Do mesmo modo, nas odisséias, na
poesia, no estilo trágico, no romance, o homem, ao escrever sobre si mesmo e
sobre sua condição, indaga também sobre o mundo, sobre o cotidiano, sobre o
inconsciente e até mesmo sobre o próprio destino humano.
Após o Séc. XVII, a Ciência começa, lentamente, a desvincular-se de outras
formas de indagação sobre o mundo e, a partir do Séc. XIX,vai se constituindo co
mo
campo específico do conhecimento e se organizando com métodos particulares. Na
sociedade ocidental, a Ciência se estrutura como forma hegemônica de apreensão
da realidade e, por isso, considerada por vários pensadores como um novo mito, p
or
sua pretensão de único caminho e critério para se chegar à verdade.
O campo do conhecimento científico foi sendo estruturado através do
desenvolvimento de uma linguagem própria, com conceitos, métodos e técnicas.
Usa-se uma linguagem controlada e instituída por uma comunidade científica que
controla com rigor a sua reprodução. Contudo, apesar de sua normatividade, rigor
e
aspiração a ser o único caminho para se chegar à verdade sobre a realidade, não
acabou com a fome, com a miséria humana, com a violência, com a forma
predatória de se relacionar com o meio ambiente, com a ameaça nuclear etc.
Existem ainda outras controvérsias no campo científico. Sem aprofundar o assunto
,
destacaríamos o que nos interessa, sobre os questionamentos e embates sobre a
cientificidade das Ciências Humanas, terreno onde nos situamos. Uma das
questões refere-se à tentativa de enquadrá-la na mesma normatividade científica
de
apreensão dos objetos das Ciências da Natureza. Contudo, na esfera do existir
humano, nem tudo pode ser normatizado, generalizado, experimentado.
A esfera das Ciências Humanas trata de um objeto de estudo, de uma
realidade, na qual, nós próprios, seres humanos somos agentes. Tratamos
igualmente de uma objetividade referenciado e situado pelo sentido da
subjetividade. Nosso objeto de estudo é rico, dinâmico e base da própria relação
sujeito-objeto. A cientificidade, portanto, não pode ser aprisionada com modelos
e
normas a serem seguidas, porque em sua essência, não temos um a priori , mas
um saber que se produz em determinado momento histórico e por isso, tem que ser
constantemente elaborado, num movimento de re-elaboração de teorias, de
métodos, de princípios; isto é, faz-se necessário ratificar caminhos, abandonar
vias
e retraçar outras...
Sem cair no perigoso fosso do relativismo , há que se aceitar em nossas
investigações, contudo, os critérios da historicidade e a compreensão de que
qualquer conhecimento, embora o mais aproximado do real possível, é sempre
aproximativo, pelo fato da realidade ser sempre mais rica, contraditória e total
; o
conhecimento desvela uma parte daquela totalidade, da realidade.
1.2 A Pesquisa e A Produção do Conhecimento
O que é pesquisa? Como se produz conhecimento científico? Essas são
questões essenciais para alunos e professores que se preocupam com a pesquisa
como assunto de sala de aula. Contudo, faz-se necessário, em primeiro lugar,
termos claro que não existe uma única resposta. Existem diferentes respostas par
a
as questões acima, variando segundo perspectivas e concepções assumidas por
aqueles que se propõem a investigar.
Do ponto de vista epistemológico, existem aqueles que afirmam que pesquisa
é o ato de se chegar a um retrato fiel e puro da realidade tal qual como se
apresenta. Também existem aqueles que acham que o conhecimento científico é a
expressão de um processo de deduções lógicas formulados sobre a realidade.Nós
nos colocamos na compreensão que a pesquisa deve procurar uma estreita relação
entre o conhecimento, a realidade e a prática social. Aqui o conhecimento cientí
ficoé referenciado na materialidade social e em sua dinâmica contraditória. É na
dinâmica da práxis social que colocamos o pressuposto fundante do conhecimento
científico. Nessa perspectiva, o conhecimento vai além da manifestação do
aparente, assim, cabe a Ciência revelar o sentido, a essência dos fenômenos,
tentando apreender suas manifestações, tentando penetrar naquilo que está além
de sua simples manifestação aparente.
O ponto de partida é que a realidade não é transparente, porque se fosse, por
que então investigá-la? O fenômeno aparente que pretendemos investigar indica
uma essência mais profunda (causas, relações), mas não a desvenda
imediatamente, faz-se necessário investigar, mergulhar , examinar as partes, as
relações que se estabelecem entre o objeto investigado e a totalidade social. Tr
atase
de trabalhar o particular, investigar determinado fenômeno e compreendê-lo em
articulação com outros fatos mais gerais, universais. Todo fato a ser investigad
o não
se constitui como uma esfera estanque, solta, mas são partes de uma determinada
dinâmica e ancoradas na realidade social. Assim, a pesquisa é sempre a busca de
algo novo que se quer descobrir ou o embate entre o já conhecido e o que está po
r
conhecer e o que se quer conhecer é de alguma forma determinado, em última
instância, pala dinâmica da materialidade social.
Como a realidade é dinâmica, o ato de pesquisar também é o caminho para
se desvendar e decifrar a aparência/essência da dialética do real, onde a arte,
a
literatura também se constituem como caminhos legítimos na produção de
conhecimento porque busca a compreensão do homem, de seu tempo histórico e da
própria realidade.
1.3Por que Pesquisar na Graduação?
A pesquisa se constitui como atividade principal da Ciência que nos permite a
compreensão e a produção de um conhecimento aproximativo da realidade.
Contudo, pesquisar não significa somente desvendar algo, mas também a produção
de conhecimentos que pode se fazer pressuposto de uma determinada ação.
No caso da graduação, a pesquisa deve ser articulada ao ensino e a
extensão. Digamos que o ensino reflete determinadas teorias originadas da práxis
social e tem sempre a possibilidade de questionar teorias a sociedade ou o tempo
histórico que foram produzidas, gerando debates e novas discussões. Já a
extensão, pode-se testar a veracidade de teorias, uma vez que diz respeito à
aplicação do saber elaborado e ainda uma extensão da vida acadêmica. Contudo é
na pesquisa que se elabora, que se produz saberes e se constitui instância
privilegiada de articulação teoria/prática.
Analisemos a seguinte metáfora entre o pescador e o mergulhador. Digamos
que a diferença entre os alunos que não tiveram a oportunidade de pesquisar na
graduação e aqueles que tiveram esta experiência: o aluno que nunca fez pesquisa
é um pescador aprende a manusear a vara e o anzol e pode pescar peixes de
variadas espécies, contudo, só pode pescar os peixes de acordo com o tamanho da
vara e da espessura do anzol, portanto tem limitações impostas pela estrutura e
dinâmica de seus instrumentos. O aluno que pesquisa, vai além da superfície,
mergulha , vai até as profundezas, confronta com a realidade sem limitações de
instrumentos, nada livre no oceano, seja pelo simples prazer de descobrir, seja
porque busca pérolas que somente os mergulhos em águas profundas podem
revelar.
A perspectiva da pesquisa em sala de aula implica romper preconceitos de
que pesquisador encontra-se em um pedestal inacessível aos pobres mortais.
Implica, sobretudo, confiança em si mesmo e nos alunos como pessoas autônomas
e capazes de produzir saber. Nesse particular, faz-se necessário dar um passo
adiante, faz-se, sobretudo, necessário compreender que o conhecimento não é algo
dado espontaneamente, mas resulta em um esforço sistemático de apreensão,
reelaboração
e de problematização, enfim, trata-se do esforço na busca do sentido
das teorias, das experiências, da identidade profissional etc.
O desafio é incorporar a pesquisa como alternativa viável ao processo
ensino-aprendizagem, de forma que passe a se constituir como princípio educativo
e, sobretudo, como atividade vital no despertar do prazer em conhecer.
BIBLIOGRAFIA
CARVALHO, Alba M. A pesquisa e o processo de produção do conhecimentoalgumas
anotações e reflexões. Fortaleza: 1989 (mimeo).
DEMO, P. Introdução à Metodologia da Ciência. São Paulo: Atlas, 1985.
KOSIK, K. A Dialética do Concreto. 4.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.
MINAYO, Maria C. Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. Petrópolis:
Vozes, 1994.
· As atividades acadêmicas: ensino, pesquisa e extensão
MÁTTAR NETO, João Augusto. Metodologia Científica na Era da
Informática. São Paulo: Saraiva, 2003, p. 90-99.
· A pesquisa e a vida universitária. Acesso ao texto polêmico sobre Pesquisa:
http: //www.bbc.co.uk/português/ciência/story.
· O Estudo e a Pesquisa.
CARVALHO, Alex Moreira et al. Aprendendo Metodologia Científica: uma
orientação para alunos de Graduação. São Paulo: O Nome da Rosa, 2000,

p. 81-98.
2. OATO DE LER
O QUE É LER?
A leitura do mundo precede sempre a
leitura da palavra e a leitura desta implica
a continuidade da leitura daquele .
Paulo Freire
Uma definição simples: ler é compreender um texto. A compreensão de
um texto não deve ser vista somente no sentido literal, pois a leitura implica e
m
observar, perceber o mundo. O mundo que existe fora de nós é vastíssimo com
o qual procuramos nos relacionar por meio da linguagem. Através da abstração,
o ser humano interage com esse mundo exterior a ele, separando pedaços e os
representando, estabelecendo relações. Cada signo ou conjunto de signos é um
texto a ser decifrado pelo leitor (pela sua subjetividade).
Esse processo de decifração e criação de representações a partir de um
signo ou de um conjunto de signos é a própria leitura. Nesse processo de
interpretação estão envolvidos componentes sensoriais, emocionais,
intelectuais, fisiológicos, neurológicos, bem como culturais, econômicos e
políticos. Somos leitores o tempo todo. Ao decifrarmos um gesto, um olhar ou
um discurso, estamos praticando a leitura. Imagens, sons, gestos, cores,
expressões corporais são signos abertos à codificação e decodificação.
A leitura é sempre alguma coisa espantosa: é através dela que
reconhecemos o mundo que nos cerca e a nossa própria face nesse vasto
mundo. Aprender a ler significa também aprender a ler o mundo, dar sentido a
ele e a nós mesmos. A leitura estabelece uma ponte entre o leitor e o
conhecimento, a reflexão, a reordenação do mundo, possibilitando no ato de ler,
atribuir significado ao texto e questionar a sua individualidade e suas relações
sociais. O processo de leitura permite alargar os horizontes do leitor e ampliar
as possibilidades de leitura do texto e da própria realidade social. A s diversa
s formas de
ler o mundo.
COLOMER, Teresa; CAMPS, Anna. Ensinar a ler, ensinar a compreender.
Trad.: Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2002. p. 29-57.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de A. Metodologia do Trabalho
Científico. 6. Ed. São Paulo: Atlas, 2001, p. 15-22.

3. MÉTODOS E TÉCNICAS DE ESTUDO


A seguir estão descritos alguns recursos de síntese: fichamento, resumo, resenha
e
esquema. Todos esses recursos são úteis ao estudar, pois auxiliam na organização
e memorização do conteúdo de textos, além de facilitar e tornar mais rápida a
pesquisa e a revisão de textos lidos. Muitos professores utilizam esses recursos
,
pedindo resumos, resenhas e esquemas, como avaliação de leitura e compreensão
dos textos que utilizam. Certifique-se sempre, contudo, do que o professor
realmente deseja que seja feito, antes de atender à solicitação.
3.1Resumo
Resumo é a síntese das idéias principais de um texto. Em geral cada parágrafo
deve corresponder a uma só idéia e os parágrafos repetitivos devem ser reduzidos
a
apenas um. Um resumo bem estruturado deve conter os seguintes itens: apresentar
de maneira sucinta o assunto da obra, não apresentar juízos críticos ou comentár
ios
pessoais, respeitar a ordem das idéias, empregar linguagem clara, evitar transcr
ição
das frases originais, apontar as conclusões do autor e dispensar a consulta do
original para a compreensão do assunto.
Fazer resumo de textos lidos é uma técnica de grande auxílio ao estudar. É uma
boa maneira de compreender e memorizar o texto, além de facilitar o trabalho cas
oele tenha que ser revisto posteriormente. É claro que, para conseguir tais
resultados, o resumo deve ser eficiente. Não é possível resumir um texto à medid
a
que se faz a primeira leitura e a reprodução de frases do texto, em geral, indic
a que
ele não foi compreendido.
Quem resume apresenta, com as próprias palavras, os pontos relevantes de um
texto, procurando expressar suas idéias essenciais na progressão e no
encadeamento em que aparecem.
1. Leia o texto inteiro ininterruptamente e tente responder a seguinte pergunta:
De
que se trata o texto?
2. Releia o texto e tente compreender melhor o significado das palavras difíceis
.
Recorra ao dicionário se necessário.
3. Tente fazer uma segmentação do texto, agrupando idéias que tenham alguma
unidade de significação.
4. Para finalizar, redija o resumo com suas palavras, procurando condensar e
encadear os segmentos na progressão em que sucedem no texto e estabelecendo
relações entre eles.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de A. Metodologia do Trabalho
Científico. 6. Ed. São Paulo: Atlas, 2001, p. 72-75.
Leitura Complementar:
BASTOS, Núbia M. Garcia. Introdução à metodologia do trabalho acadêmico. 2.
ed. Fortaleza, 2004. p. 20-22.

3.2 Resenha
Resenhar textos ou aulas assistidas pode ser de grande auxílio para compreensão
e
memorização ao estudar. Elaborar uma resenha é relacionar todas as propriedades
de um objeto, enumerar seus aspectos relevantes e descrever as circunstâncias qu
e
o envolvem. Filtrar apenas os aspectos do tema que lhe interessam é importante,
porque um texto pode ter muitos aspectos importantes (que entrariam em um
resumo, por exemplo), mas que não dizem respeito ao assunto que lhe interessa.
A resenha pode ser descritiva ou pode ser também crítica, contendo julgamentos o
u
apreciações do resenhador.
Para fazer uma resenha você deve, então definir para que finalidade ela vai serv
ir e
escolher, dentro do texto, o assunto ou tema que lhe interessa. Uma resenha deve
conter:
a) Uma parte descritiva com informações sobre o texto: nome do autor; título
completo e exato da obra, nome da editora e, se for o caso, da coleção de que
faz parte a obra, lugar e data da publicação e número de volumes e páginas.
b) Uma parte com o resumo do conteúdo da obra
c) Julgamentos e comentários do resenhador sobre as idéias do autor, sempre bem
fundamentados.

Leitura complementar:
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 22. ed.
São Paulo: Cortez, 2002. p.
3.3Fichamento
Fichamento é uma maneira excelente de manter um registro de tudo que você lê.
Depois de você fazer um bom fichamento de um texto, ou livro, você nunca mais
precisará recorrer ao original novamente. O que fará com que você ganhe tempo.
Além disso, durante o processo de fazer o fichamento você pode adquirir uma
compreensão maior do conteúdo do texto.
Fichamento de textos ou de tópicos do texto: Deve conter o nome do autor, da obr
a,
editora, ano e o número da(s) página(s). Contem sinteticamente a estrutura do te
xto
e o encadeamento das idéias do autor, bem como a idéia central. Deve vir com a
seguinte forma: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão, com a seguinte forma:
indicação bibliográfica (fonte da leitura), resumo (síntese do conteúdo da obra)
,
citações e comentários pessoais sobre o texto.
A seguir algumas dicas de como fazer uma fichamento:
Para fazer o fichamento de uma obra ou texto você deve:
1. Ler o texto inteiro uma vez ininterruptamente
2. Ler o texto novamente, grifando, fazendo anotações e procurando entender o qu
e
o autor quer dizer em cada parágrafo.
3. Fazer o fichamento
Leitura complementar:
MEDEIROS, João Bosco. Redação Científica: a prática de fichamentos, resumos,
resenhas. São Paulo: Atlas, 1996.

3.4 Esquema:
Esquema é uma técnica muito útil para fazer uma revisão rápida antes de provas o
ude seminários. É uma Radiografia do texto ou o esqueleto do mesmo. Ressaltamse
as palavras-chave, sem a necessidade do desenvolvimento de frases
explicativas, embora deva ser fiel ao conteúdo do texto original. Adota-se o sis
tema
de chaves e sistema de numeração progressiva para indicar as divisões sucessivas
.
É muito fácil de fazer, como indicamos abaixo:
1. Leia o texto todo uma vez ininterruptamente para ter uma compreensão de todo
o
conteúdo;
2. Leia o texto novamente por parágrafos, subtítulos ou capítulos (a divisão voc
ê
escolhe de acordo com o tamanho do texto que você precisa estudar);
3. Anote as palavras chaves, as frases que contem os conceitos mais importantes,
coisas que ao ler você se lembre do resto do conteúdo.
3.5COMUNICAÇÃO ORAL
Seminário: Apresentação oral das idéias principais de um texto ou aprofundamento
de um assunto por meio de uma síntese pessoal de uma bibliografia variada. Parte
se
do levantamento bibliográfico sobre o assunto, também se pode consultar sites
de busca na internet (Google, Cadê, Yahoo, Altavista, etc). Feita a leitura e o
fichamento (pelo nome do autor ou pelo assunto), faz-se um plano e a organização
das idéias e parte-se para as conclusões.
·T écnicas de Seminário
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de A. Metodologia do Trabalho
Científico. 6. Ed. São Paulo: Atlas, 2001, p. 31-38.
· D iretrizes para a realização de um seminário
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 22. ed.
São Paulo: Cortez, 2002. p.
· C omo fazer uma Apresentação Oral (power point). (em anexo)
Leitura Obrigatória:
FERNANDES, Álvaro. Quem não tem problemas de comunicação? São
Paulo: Idéia e Ação, 2003, p. 62 a 93.
PEREIRA, Carlos Alberto de Castro. Como montar uma apresentação power
point. Disponível em: http://www.sbpt.org.br/asp/Download_Slides_02.asp
Acesso em 20 maio. 2003.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA DA UNIDADE I


BASTOS, Núbia M. Garcia. Introdução à metodologia do trabalho acadêmico. 2.
ed. Fortaleza, 2004. p. 20-22.
BRONOWSKI, Philippe. A escalada do Homem. Trad. Neil Ribeiro da Silva. Belo
Horizonte, Itatiaia; São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo.
CARRAHER, David. Senso crítico: do dia-a-dia às ciências humanas. 2.ed. São
Paulo: Pioneira, 1993.
COLOMER, Teresa; CAMPS, Anna. Ensinar a ler, ensinar a compreender. Trad.:
Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2002.
FAULSTICH, Enilde L. de J. Como ler, entender e redigir um texto. 16.ed.
Petrópolis: Vozes, 2003.
FERNANDES, Álvaro. Quem não tem problemas de comunicação? São Paulo:
Idéia e Ação, 2003.
GARDNER, Howard. Inteligências múltiplas: a teoria na prática. Trad. Maria
Adriana Veronese. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de A. Metodologia do Trabalho
Científico. 6. Ed. São Paulo: Atlas, 2001.
MÁTTAR NETO, João Augusto. Metodologia Científica na Era da Informática.
São Paulo: Saraiva, 2003.
MEDEIROS, João Bosco. Redação Científica: a prática de fichamentos, resumos,
resenhas. São Paulo: Atlas, 1996.
MINAYO, Maria Cecília de Souza (org.). Pesquisa Social: teoria, método e
criatividade. Pretópolis, RJ: Vozes, 1994.
RUIZ, João Álvaro. Metodologia Científica: guia para eficiência nos estudos. São
Paulo: Atlas, 1985.
SERAFINI, Maria Teresa. Como escrever textos. 11. Ed. São Paulo: Globo, 2001.
SITES:

ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas. http//www.abnt.org.Br/


:http: //www.bbc.co.uk/português/ciência/story.
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