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Jesus não subiu ao céu com o corpo carnal

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(Actos Cap. 1) Depois do seu sofrimento, Jesus apresentou-se a eles e deu-lhes muitas provas
indiscutíveis de que estava vivo. Apareceu-lhes por um período de quarenta dias falando-lhes
acerca do Reino de Deus…
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Então os que estavam reunidos lhe perguntaram: “Senhor, é neste tempo que vais restaurar o
reino a Israel?”
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Ele lhes respondeu: “Não lhes compete saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu
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pela sua própria autoridade. Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês,
e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da
terra”.
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Tendo dito isso, foi elevado às alturas enquanto eles olhavam, e uma nuvem o encobriu da vista
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deles. E eles ficaram com os olhos fixos no céu enquanto ele subia. De repente surgiram diante
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deles dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: “Galileus, por que vocês estão
olhando para o céu? Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado aos céus, voltará da
mesma forma como o viram subir”.

1 - Esta passagem dos Actos dos Apóstolos não pode ser interpretada como Jesus
subiu ao céu com o corpo carnal, mas apenas com o corpo espiritual:

2 - Se algum ser humano viajar para o espaço, e for sem equipamento, o que
aconteceria?

Terra com a sua atmosfera em azul As diferentes camadas da atmosfera


A Terra está envolvida por uma camada de ar, denominada atmosfera, constituída
por uma mistura gasosa cujos principais componentes são o oxigénio ( O ) e o
nitrogénio ( também chamado azoto) ( N). O ar, sendo composto por moléculas, é atraído
pela força gravitacional da Terra e, portanto, tem peso (1 litro de ar pesa 1,293g ao nível
do mar). Devido ao seu peso, a atmosfera exerce uma pressão, chamada pressão
atmosférica, de 1Kg/cm2 em todas as direcções, sobre todos os objectos nela
imersos. Apesar de não nos apercebermos disso, o corpo humano suporta assim
cerca de 15 toneladas (tendo em consideração toda a superfície do corpo).

3 - À medida que aumenta a altitude, o ar se torna muito rarefeito, isto é, com pouca
densidade. Quando subimos a 5500 metros a pressão atmosférica cai para metade,
com baixo fornecimento de oxigénio. A cerca de 100 Km de altitude já não há
atmosfera e a pressão é zero. Ainda haveria mudanças bruscas de temperatura (ao
sol 120ºC, à sombra 100ºC negativos). Ao entrar no espaço exterior a temperatura
cairia para perto do 0 absoluto, -273ºC. O corpo já congelaria a 10000m com cerca
de -50ºC.

0 1Kg/cm2 A pressão atmosférica desaparece com a altitude

4 - O motivo pelo qual não somos esmagados por essa imensa coluna de ar e não
percebemos a pressão atmosférica é porque ela age em todos os sentidos. O ar
também penetra no nosso corpo e faz pressão de dentro para fora. A pressão no
interior do nosso organismo é igual à pressão externa, resultando num equilíbrio.
Por isso, ninguém é esmagado. A pressão exercida pela atmosfera sobre o corpo
humano também é compensada pelo próprio corpo que está preparado para isso.

5 - A redução da pressão cria um desequilíbrio interno que se manifesta sob a


forma de enjoo e mal-estar. Nos aviões, os passageiros e tripulantes viajam num
espaço pressurizado, no qual se cria uma atmosfera artificial para evitar os efeitos
da queda de pressão no exterior do avião. Pilotos de jactos militares, que voam
entre 9000 e 12000m de altitude, usam máscaras de oxigénio. A 19000m de
altitude a pressão atmosférica cai para 60g/cm2 e a máscara de oxigénio já não
basta para garantir a sobrevivência e o piloto é obrigado a usar um traje hermético
pressurizado, semelhante ao dos astronautas. No Evereste 8844m é 300g/cm2.

6 - Sem pressão atmosférica para manter nossa pressão interna sob controlo, o
corpo humano incharia, os tecidos moles quase dobrariam de tamanho, teríamos
hemorragia nos olhos. Em 15 segundos perde-se a consciência. Sem pressão os
líquidos "fervem", assim o corpo perde calor e fica com hipotermia depois de 30
segundos. O tempo limite para ficar vivo e sem sequelas é 90 segundos; mais que
isso é morte certa...

O corpo humano, sem pressão atmosférica, incharia e sem oxigénio morreria

7 - Com estes dados fica claro que Jesus ou Maria ou outro ser carnal, não podiam
subir ao céu em corpo carnal, ainda que por um fenómeno de levitação para
escapar à acção da gravidade, porque morreriam em poucos minutos.

Fica assim provado cientificamente que Jesus só poderia subir ao céu em Espírito,
como toda a gente, porque o Espírito ou Alma não é sensível a pressões
atmosféricas, temperaturas negativas ou altas, não respira, não se alimenta, etc.
Além disso um Espírito pode tornar-se visível e até tangível e foi isso que os
Apóstolos contemplaram.
A falta de conhecimentos de quem escreveu ou traduziu a Bíblia deu origem a erros
de fé e crença, incompatíveis com as Leis Universais – as Leis de Deus.

8 – Maria, mãe de Jesus


Maria, mãe de Deus?
Nestório, Bispo Patriarca de Constantinopla, ensinava que Jesus Cristo tinha a pessoa humana e
a divina, e que Maria era mãe só da pessoa humana de Jesus (“Cristotokos”). Essa sua tese foi
condenada pelo Concílio de Éfeso (431), para o qual Jesus Cristo só tinha a pessoa divina, e que,
portanto, Maria era Mãe de Deus (“Teotokos”). E a Igreja criou a oração “Santa Maria, Mãe de
Deus...”. Já Eutiques, um abade sábio de Constantinopla, liderava um grupo de teólogos, que
ensinavam o Monofisismo, ou seja, a doutrina de que Jesus Cristo tinha uma só natureza, a
divina, em detrimento, pois, da humanidade do Mestre. Essa doutrina foi condenada pelo Concílio
de Calcedónia (451), que instituiu haver em Jesus Cristo duas naturezas: uma divina e outra
humana.

Essas polémicas desses Concílios Ecuménicos de Éfeso (431) e Calcedónia (451), que
culminaram com a decretação do dogma de que “Maria é Mãe de Deus” (“Teotókos”), são
consequências do da divinização de Jesus, proclamada pelo Concílio Ecuménico de Niceia (325),
convocado e controlado pelo Imperador Constantino.

Para explicarem que Maria é Mãe de Deus, os teólogos criaram comparações sofísticas, as quais
não resistem a uma análise mais criteriosa. E eis uma delas: A mãe de um jovem torna-se mãe
de um médico, depois que esse jovem se forma em medicina. E, assim, também, Maria se tornou
Mãe de Deus, depois que Cristo se encarnou como sendo Filho dela. Acontece que a mãe do
jovem, que se torna médico, já era mãe dele, antes de ele ser médico. Mas Maria não era Mãe de
Cristo, antes de Ele se encarnar no homem Jesus, pois espírito não pode ter mãe biológica.
Ademais, Jesus só foi considerado mesmo Deus no Concílio de Niceia (325). E o facto de o Cristo
encarnado Nele ser da mesma substância ou natureza de Deus não importa, pois que nós, em
espírito, o somos também.

9 - ASSUNÇÃO DE MARIA - dogma romano formalizado em 1950 pelo Papa PIO XII. Segundo
esta doutrina, a mãe de Jesus não morreu, ela foi arrebatada em corpo e alma, datado de
primeiro de Novembro de 1950.

400 D.C. Maria passa a ser considerada “mãe de Deus” e os Católicos começam a interceder
pelos mortos.
431 D.C. Instituição do culto à Maria no concílio de Éfeso.
451 D.C. Surge a doutrina da virgindade perpétua de Maria.
1229 D.C. A Igreja Católica proíbe aos leigos a leitura da Bíblia.
1854 D.C. O Papa Pio IX cria o dogma da Imaculada Conceição de Maria (concebida sem pecado
original).
1950 D.C. A Assunção de Maria foi definida pelo Papa Pio XII, em 1 de Novembro de 1950.

10 - Dogmas da Igreja Católica:



21- Maria, Mãe de Deus.

"Maria gerara a Cristo segundo a natureza humana, mas quem dela nasce, ou seja, o sujeito
nascido não tem uma natureza humana, mas sim o suposto divino que a sustenta, ou seja, o
Verbo. Daí que o Filho de Maria é propriamente o Verbo que subsiste na natureza humana; então
Maria é verdadeira Mãe de Deus, posto que o Verbo é Deus. Cristo: Verdadeiro Deus e
Verdadeiro Homem".

22 - A Assunção de Maria.

"A Virgem Maria foi assumpta ao céu imediatamente depois que acabou sua vida terrena; seu
Corpo não sofreu nenhuma corrupção como sucederá com todos os homens que ressuscitarão
até o final dos tempos, passando pela descomposição".

Carlos Rodrigues - Tregosa, Março de 2010