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Validade do negócio jurídico

1) Elementos essenciais (nulo)


a) Gerais
i) Capacidade
ii) Objeto lícito, possível, determinado ou determinável
iii) Forma prescrita ou não defesa em lei
b) Especial
i) Consentimento

2) Elementos acessórios ou acidentais


a) Condição: é a cláusula que subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e
incerto
i) Suspensiva: a partir da
ii) Resolutiva: até a
b) Termo: é o dia que começa ou termina a eficácia de um negócio jurídico. Evento
futuro e certo
i) Inicial (a quo)
ii) Final (ad quem)
c) Modo ou Encargo: é um ônus que se impõe a parte contrária (obrigação modal)

3) Defeitos dos negócios jurídicos (decadência 04 anos)


Ausência de vontade – ato nulo
Defeito ou vício de vontade – ato anulável
a) Consentimento
i) Erro ou ignorância: erro é a falsa noção da realidade, ignorância é o total
desconhecimento desta
(1) Essencial (substancial) – ato anulável
(2) Acidental (secundário) – ato válido
ii) Dolo: é o emprego de um artifício ou expediente astucioso para induzir alguém à
prática de um ato que o prejudica e aproveita o autor do dolo ou a terceiro
(1) Essencial – ato anulável
(2) Acidental – satisfação das perdas e danos
iii) Coação: é a pressão física ou moral exercida sobre a pessoa para obrigá-la a fazer
um negócio jurídico
(1) Física (via absoluta) – ato nulo [ausência de vontade]
(2) Moral (via compulsiva) – ato anulável
iv) Estado de perigo: ocorre quando alguém assume uma obrigação excessivamente
onerosa, em virtude de necessidade sua ou de alguém da família, ou ainda, por
vínculo de afinidade ou afeição, neste o juiz decidirá de acordo com o caso
concreto e suas circunstâncias – ato anulável
v) Lesão: ocorre quando alguém, em relação a outrem, assume uma prestação
manifestamente desproporcional à contraprestação da outra parte, por
necessidade ou inexperiência
b) Social
i) Simulação – ato nulo
ii) Fraude contra credores – ato anulável (ação revocatória ou pauliana)
Invalidade do negócio jurídico

Art. 166. É nulo o negócio jurídico quando:


I - Celebrado por pessoa absolutamente incapaz
II - For ilícito, impossível ou indeterminado o seu objeto
III - O motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito
IV - Não revestir a forma prescrita em lei
V - For preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua
validade
VI - Tiver por objeto fraudar lei imperativa
VII - A lei taxativamente o declarar nulo

 Podem se alegadas por qualquer interessado, ou pelo Ministério Público, quando lhe
couber intervir
 Pode ser decretada de ofício pelo juiz

Art. 171. Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio
jurídico:
I - Por incapacidade relativa do agente
II - Por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude
contra credores

 Pode ser confirmada pelas partes, salvo direito de terceiro


 Não tem efeito antes da sentença, nem se pronuncia de ofício
 Só os interessados a podem alegar, e aproveita exclusivamente aos que as alegarem,
salvo o caso de solidariedade ou indivisibilidade

NULIDADE ANULABILIDADE
É de ordem pública É de interesse privado
Não pode ser ratificada ou suprida pelo juiz Pode ser ratificada (confirmada) ou suprida
pelo juiz, a requerimento das partes

Pode ser decretada pelo juiz, sem provocação Só pode ser decretada mediante provocação
das partes (de ofício) da parte interessada
A sentença que a declara produz efeitos ex A sentença que a declara produz efeitos ex
tunc (retroage à data da celebração do nunc (até a declaração de anulabilidade)
negócio, para lhe negar efeitos)
Pode ser alegada por qualquer interessado, Só pode ser alegada pelas partes interessadas
pelo juiz ou Ministério Público

É imprescritível Sofre decadência


Da representação

Via de regra, o próprio interessado atua na realização de um negócio jurídico conforme


sua vontade.
O representante atua em nome do representado, substituindo a vontade deste.

• Tipos de representação
a) Código Civil, art. 115
1) Por lei (legal)
2) Pelo interessado (voluntária)
b) Doutrina
1) Judicial (nomeado pelo juiz)
2) Processual (nomeado pelo CPC)

• Dos efeitos da representação


Art. 116. A manifestação de vontade pelo representante, nos limites de seus poderes,
produz efeitos em relação ao representado.

Art. 117. Salvo se o permitir a lei ou o representado, é anulável o negócio jurídico que
o representante, no seu interesse ou por conta de outrem, celebrar consigo mesmo.

Parágrafo único. Para esse efeito, tem-se como celebrado pelo representante o negócio
realizado por aquele em quem os poderes houverem sido subestabelecidos.

Art. 118. O representante é obrigado a provar às pessoas, com quem tratar em nome
do representado, a sua qualidade e a extensão de seus poderes, sob pena de, não o
fazendo, responder pelos atos que a estes excederem.

Art. 119. É anulável o negócio concluído pelo representante em conflito de interesses


com o representado, se tal fato era ou devia ser do conhecimento de quem com aquele
tratou.

Parágrafo único. É de cento e oitenta dias, a contar da conclusão do negócio ou da


cessação da incapacidade, o prazo de decadência para pleitear-se a anulação prevista
neste artigo.

Art. 120. Os requisitos e os efeitos da representação legal são os estabelecidos nas


normas respectivas; os da representação voluntária são os da Parte Especial deste
Código.