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Disciplina: CCE0249 - MÁQUINAS HIDRÁULICAS

Professor: Édison Pedroso Kolton

EMENTA

Energia Hidráulica. Máquinas Hidráulicas. Bombas

Hidráulicas. Turbinas Hidráulicas.

OBJETIVO GERAL

A disciplina tem como objetivos gerais:

Apresentar os diferentes tipos de máquinas

hidráulicas, os seus princípios de funcionamento e

os seus domínios de aplicação.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

A disciplina tem como objetivos específicos:

• Conhecer os princípios de funcionamento e

transformações de energia que ocorrem nas

Máquinas Hidráulicas.

• Dimensionar tubulações e selecionar bombas

hidráulicas e motores para sistemas de

bombeamento de líquidos.

• Dimensionar e selecionar turbinas hidráulicas.

CONTEÚDOS

Unidade 1: Energia Hidráulica

1.1 Equação da continuidade.

1.2 Forças exercidas e energia cedida por

líquido em escoamento permanente. Teorema

de Bernoulii.

1.3 Perda de Carga.

Unidade 2: Máquinas Hidraulicas

2.1 Classificação geral. Elementos Construtivos

principais.

2.2 Triângulos de velocidades.

2.3 Equação fundamental dasd MH.

2.4 Semelhança hidráulica.

Unidade 3: Bombas Hidráulicas

3.1 Classificação.

3.2 Alturas de elevação.

3.3 Velocidades, diâmetros e perdas de carga

nas tubulações.

3.4 Potências e rendimentos.

3.5 Cavitação/NPSH

3.6 Seleção de bombas hidráulicas

3.7 Instalação e operação de BH

Unidade 4: Turbinas Hidraulicas

4.1 Classificação/principais tipos

4.2 Componentes principais

4.3 Queda hidráulica

4.4 Potências e rendimentos

4.5 Seleção de turbinas hidráulicas

4.6 Cavitação em TH

4.7 Regulação de velocidade.

O processo de avaliação oficial será composto de três etapas, Avaliação 1 (AV1), Avaliação 2 (AV2) e Avaliação 3(AV3).

A AV1 contemplará o conteúdo da disciplina até a sua realização.

As AV2 e AV3 abrangerão todo o conteúdo da disciplina.

Para aprovação na disciplina o aluno deverá:

1. Atingir resultado igual ou superior a 6,0, calculado a partir da média aritmética entre os graus das avaliações, sendo consideradas apenas as duas maiores notas obtidas dentre as três etapas de avaliação (AV1, AV2 e AV3).

2. A média aritmética obtida será o grau final do aluno na disciplina;

2. Obter grau igual ou superior a 4,0 em, pelo menos, duas das três avaliações;

3. Freqüentar, no mínimo, 75% das aulas ministradas.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA 1- MACINTURE, A. J. Bombas e instalações de bombeamento. Rio de Janeiro: Editora Guanabara II, 1990.

2- MACINTURE, A. J. Máquinas Motrizes Hidráulicas. Rio de Janeiro: Editora Guanabara II,

1990.

3- MENDES, J. F. Apontamentos Teóricos de Máquinas Hidráulicas. Coimbra: ISEC, 2000.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

1- SILVA, N.F. Bombas Alternativas Industriais Teoria e Prática. 1ª Ed. RJ: INTERCIÊNCIA,

2007.

2- De Souza, Z., Fuchs, R.D. e Santos, A.H.M, , "Centrais Hidro e Termoelétricas", São

Paulo: Edgard Blucher,

1983

3- Bran, R. e De Souza, Z., , "Máquinas Térmicas e De Fluxo", Escola Federal de Itajubá,

1973.

4- Mataix, C., , "Máquinas de Los Fluidos y Máquinas Hidráulicas", Harper e Row, 1977 Macintyre, J.A., , "Bombas e Instalações de Bombeamento", Rio De Janeiro: Guanabara Dois, 1981. 6- Melo, C.A., , "Projeto de Sistemas com Máquinas de Fluxo, UFU, Relatório Técnico,

1997.

7- Melo, C., "Desenvolvimento de um Modelo Global para as Curvas de Potência e de Rendimentos da Turbina 09 da Itaipu Binacional, UFU, Relatório Técnico, 1997.

Unidades de Medida

Antes de iniciar o estudo de qualquer disciplina técnica, é importante

entender alguns conceitos básicos e fundamentais. Percebe-se que muitos

alunos acabam não avançando nos estudos, e por isso não aprendem direito

a disciplina em estudo, por não terem contato com estes conceitos. Nesta primeira aula serão estudadas as unidades e a importância do Sistema

Internacional de Unidades (SI).

No nosso dia-a-dia expressamos quantidades ou grandezas em termos de

outras unidades que nos servem de padrão. Um bom exemplo é quando vamos à padaria e compramos 2 litros de leite ou 400g de queijo. Na Física é

de extrema importância a utilização correta das unidades de medida.

Existe mais de uma unidade para a mesma grandeza, por exemplo, 1metro é

o

mesmo que 100 centímetros ou 0,001 quilômetro. Em alguns países é mais

comum a utilização de graus Fahrenheit (°F) ao invés de graus Celsius (°C)

como no Brasil. Isso porque, como não existia um padrão para as unidades,

cada pesquisador ou profissional utilizava o padrão que considerava melhor.

Sistema Internacional de Unidades

Como diferentes pesquisadores utilizavam unidades de medida diferentes, existia um grande problema nas comunicações internacionais.

Como poderia haver um acordo quando não se falava a mesma língua? Para resolver este problema, a Conferência Geral de Pesos e Medidas (CGPM) criou o Sistema Internacional de Unidades (SI).

O Sistema Internacional de Unidades (SI) é um conjunto de definições, ou sistema de unidades, que tem como objetivo uniformizar as medições. Na 14ª CGPM foi acordado que no

Sistema Internacional teríamos apenas uma unidade para cada

grandeza. No Sistema Internacional de Unidades (SI) existem sete unidades básicas que podem ser utilizadas para derivar todas as outras.

Unidades Derivadas do (SI)

As unidades derivadas do SI são definidas de forma que sejam coerentes

com as unidades básicas e suplementares, ou seja, são definidas por expressões algébricas sob a forma de produtos de potências das unidades básicas do SI e/ou suplementares, com um fator numérico igual a 1.

Várias unidades derivadas no SI são expressas diretamente a partir das

unidades básicas e suplementares, enquanto que outras recebem uma denominação especial (Nome) e um símbolo particular.

Se uma dada unidade derivada no SI puder ser expressa de várias formas

equivalentes utilizando, quer nomes de unidades básicas/suplementares,

quer nomes especiais de outras unidades derivadas SI, admite-se o emprego preferencial de certas combinações ou de certos nomes especiais, com a finalidade de facilitar a distinção entre grandezas que tenham as mesmas dimensões. Por exemplo, o 'hertz' é preferível em lugar do 'segundo elevado

á potência menos um'; para o momento de uma força, o 'newton.metro' tem

preferência sobre o joule.

Fluxo laminar é o tipo de fluxo onde existe um mínimo de agitação das várias

No regime laminar o fluido se move em camadas sem que haja mistura de camadas e variação de velocidade. As partículas movem-se de forma ordenada, mantendo sempre a mesma posição relativa. É o regime de escoamento que segue linhas de fluxo, pode ser definido como aquele no qual o fluido se move em camadas ou lâminas, uma camada escorregando sobre a adjacente havendo somente troca de quantidade de movimento molecular (calor). Um regime laminar é até visivelmente sereno, as partículas componentes do fluido descrevem trajetórias invariáveis e repetitivas. Este tipo de regime somente se estabelece em velocidades relativamente baixas. Um bom exemplo desse tipo de escoamento é a água escoando de uma torneira, formando um "fio" contínuo e sem turbulência alguma.

Turbulência causada pela asa de um avião

Turbulência causada pela asa de um avião
Kg/m 3 Pa.s ; Kg/m.s
Kg/m 3
Pa.s ; Kg/m.s
Linha reta imaginária entre o bordo de ataque e o bordo de fuga de um

Linha reta imaginária entre o bordo de ataque e o bordo de fuga de um aerofólio .

.
.
Massa específica H20= 1000 kg/m 3 Viscosidade dinâmica= 1,003 Ns/m 2 Re = ρ .
Massa específica H20= 1000 kg/m 3
Viscosidade dinâmica= 1,003 Ns/m 2
Re = ρ . V. D / μ
Massa específica H20= 1000 kg/m 3 Viscosidade dinâmica= 1,003 Ns/m 2 Re = ρ . V.
s V 3 =Qv 3 /A 3 s
s
V 3 =Qv 3 /A 3
s

Equação de energia entre pontos

Peso espec.=N/m 3

Peso espec.=N/m 3

ESTUDAR EM CASA
ESTUDAR EM CASA

Altura manométrica de uma bomba é a carga total de elevação que a bomba trabalha. É dada pela expressão H = h s + h fs + h r + h fr + (v r 2 /2g)

onde:

H = altura manométrica total; h s = altura estática de sucção; h fs = perda de carga na sucção (inclusive NPSH r ); h r = altura estática de recalque; h fr = perda de carga na linha do recalque; v r 2 /2g = parcela de energia cinética no recalque (normalmente desprezível em virtude das aproximações feitas no cálculo da potência dos conjuntos elevatórios (Figura VI.8

ϒ=ρ . g
ϒ=ρ . g