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G-12 UMA TENTATIVA DE ANÁLISES

INTRODUÇÃO
Os movimentos históricos, em sua maioria e em qual nível, apareceram alimentados
pela situação vigente que contrariava os anseios da coletividade e em franca
decadência, perpetuando-se graças ao autoritarismo ou outros instrumentos de
intimidação. A história geral está repleta de exemplos e podemos, claramente, citar a
Reforma Protestante que sinalizava para a decadência da igreja eivada de interesses
estranhos ao evangelho de Cristo e sustentada por interesses políticos escusos.
Cremos que os movimentos religiosos, em pequena ou larga escala, ganham corpo
como vozes de insatisfação
contra o cristianismo vigente incluindo a fragilidade das convicções doutrinárias e a
distância entre a proclamação da verdade teórica e da praticidade da mensagem.
Somos presbiterianos, calvinistas e bíblicos. Fazemos coro com aqueles que olham
com reserva para as novidades surgidas principalmente entre os neopentecostais que
têm deturpado os ensinados bíblicos reformados com a inclusão da filosofia
humanista da confissão positiva, a rarefação da soberania de Deus com as orações de
decreto, a ousadia da teologia da prosperidade que institui o comércio da fé, a afronta
da doutrina graça com o estabelecimento do mérito humano através de rituais e
correntes, a retirada do sermão como centralidade do culto transformando-o num
programa de entretenimento, a quebra contínua de maldições de quem já recebeu a
graça da cruz, a supremacia dos sentidos e das emoções em detrimento da ética cristã,
a ausência de boa hermenêutica na leitura e entendimento do sagrado livro entre
outras questões.
Contudo, temos aprendido a ler os movimentos denominacionais, também, como uma
crítica à vivência do evangelho e uma profunda insatisfação no seio da igreja do
Senhor. Além de sempre apontar os perigos que as novidades trazem no seu arcabouço
de ensinamentos, estamos nos permitindo fazer uma análise crítica do momento em
que nossa denominação vive. E é neste espírito que fizemos e fazemos uma releitura
dos modelos de discipulado ora em voga (como o "G-5" do Canadá e os Grupos
Familiares da Coréia), especialmente ao modelo de Igreja em Célula chamado
também de "G-12".
Reconhecemos a necessidade de um avivamento genuíno no meio de nossa
denominação para reacender a chama vocacional de pastores e líderes desestimulados
e decepcionados vivendo uma mesmice espiritual agonizante; um avivamento genuíno
da Palavra que traga o poder da cruz sobre a vida de pecado dos crentes cuja ética
cotidiana se mistura com a normalidade social; um avivamento que restaure a vida das
famílias e dos casais; um avivamento que coloque a paixão por evangelização tão
rarefeita em nossas comunidades; um avivamento que nos predisponha a estudar
seriamente as doutrinas reformadas deixando a bíblia aberta; um avivamento que
coloque homens santos nos púlpitos pregando o escândalo da cruz e que confronte a
homossexualidade já presente no altar e com freqüência assustadora diante da mesa
do Senhor; um avivamento que contradiga com a vida todas as doutrinas do
evangelho de liquidação já presente no comércio da fé. Clamamos já há muito por
este avivamento e temos aprendido a ler na história dos movimentos como
oportunidade de fazer uma reflexão e tomar atitudes diante das conjunturas históricas.
Entendemos que é muito pouco nos limitarmos a apontar a fragilidade doutrinária do
"G-12" ; precisamos apresentar respostas mais do que teóricas e/ou retóricas para o
anseio espiritual do nosso povo. Já é tempo de sair do lugar cômodo de ensinar apenas

a nossa Escola de Líderes presbiteriana. familiares e mais tarde o mundo. É fartamente sabido que a personalidade humana é formada. faz-se mister que digamos o que é. forçosamente nos leva à discussão a respeito da natureza do homem. recebe as informações externas a seu respeito. O cerne da visão estriba-se no discipulado e na Escola de Líderes. dizer que muitos pronunciamentos escritos têm falhado pelo pouco conhecimento da realidade da visão da Igreja em Célula. Clamamos para que a nossa mensagem ultrapasse a boa hermenêutica para nos fazer modelo para o rebanho em piedade. Quantos cristãos ainda . calvinista e reformada. basicamente. para o bem da verdade. A Palavra de Deus reconhece a experiência humana como parte daquilo que ele é. assim a Bíblia relata em quase todas as suas páginas experiências de homens e mulheres com Deus. inicialmente. em amor genuíno por Deus e uns pelos outros. O ser humano. A experiência é pessoal. como conclusão deste prefácio. preliminarmente. naturalmente. como fazer e fazer. PARTE I: Avaliação Doutrinária BÍBLIA E EXPERIÊNCIA É necessário bastante cautela quando se pretende colocar ou em oposição ou em hierarquia a bíblia e a experiência. a seguir. Finalmente. quando se fala em bíblia e experiência. Este documento representa o pedido para que haja liberdade para quem quer sonhar com possibilidades dentro do prumo da Palavra. retirar a experiência de qualquer cristão é tratá-lo de forma estranha daquilo que ele é. nossa crença nas doutrinas reformadas e nossa submissão à quaisquer determinações de nossos concílios desde que coerentes com a Palavra de Deus que. A experiência é um percentual considerável na bagagem do ser humano. O que é o homem? A fragmentação do ser humano deve ser evitada sob pena de estarmos questionando a Deus com relação às diferentes estâncias que compõem a criatura. Retirar a experiência de Jacó no Vale de Jaboque é empobrecer sua história com Deus. ainda. A tricotomia entre fé. algumas considerações sobre a proposta da Comissão Especial. o que será tratado adiante. que qualquer experiência necessita. Fazemos. razão e experiência ou emoção é prejudicial para a visão bíblica e reformada. não afrontarão nossas consciências. Cremos. obrigatoriamente. que nenhuma experiência deve se tornar norma de fé ou dogma em qualquer comunidade reformada. Mas. Esta visão não se limita ao Encontro. só mais tarde é que terá mais autonomia sobre sua própria experiência e a fase de confrontar as informações que recebeu com aquelas que buscou. consigo mesmo. Não obstante. o nosso Encontro. pelas experiências infantis advindas de seu relacionamento com os pais. Cremos."aquilo que não é". reafirmamos nossa disposição de unidade com respeito. nomeada por este egrégio Concílio para analisar o Movimento G-12 ou o Encontro. Esta inquietação que atinge centenas de pastores presbiterianos e calvinistas em todo o Brasil é que está nos possibilitando fazer uma leitura do "G-12" para além de suas deficiências e nos perguntar porque não seria possível fazer o nosso G-12. ainda. Devem ser rejeitadas com firmeza. do crivo das Escrituras e devem ser rejeitadas aquelas que contrariem a sua exposição genuína. interpretada pelos sentidos e intransferível. as experiências que pretendem acrescentar conteúdo às doutrinas bíblicas. com responsabilidade diante de Deus e com liberdade de consciência. No preâmbulo deste documento faz-se necessário. com os outros e com a história. que talvez represente a menor parte de todo o projeto.

É ou não experimental a parte final do texto? A Palavra não descarta a experiência. A experiência. A experiência com Deus não pode ser colocada como estranha mas como parte normal do relacionamento do homem com Deus. Jo. o subjetivismo. GRAÇA NA SALVAÇÃO Cremos cristalinamente que a salvação é ato derivado exclusivamente da graça divina. 1:4.5. Atos 9:15. As seguintes fontes devem ser analisadas: o testemunho de outras pessoas. num processo soberano independente de qualquer mérito que. Jó. Não obstante. e d) eleição responsável da igreja: Ef. Gideão. é necessário enfatizar sempre que a eleição soberana de Deus não exclui a responsabilidade do homem sob pena de estarmos induzindo à crença ou no fatalismo ou no ocasionalismo. 42:1-5. Sabemos que a fé é um Dom de Deus.b) Caso de Paulo: Gálatas 1:15-16. Nesta área. c) Heróis da Fé (Hebreus 11). 9. A literatura reformada é pródiga no relato de experiências com Deus e é necessário cautela ao ensinar com firmeza a autoridade das Escrituras em todo assunto de fé para não reprimir a experiência que é natural em todo relacionamento com o Senhor. Mas a fé genuína promove no relacionamento com Deus experiências diuturnas e poderiam ser vistas como conseqüências ou ratificação como se depreende. o homem é um ser responsável tal qual o aviador que está absolutamente preso ao avião. São elas a fé ou o autoritarismo. seus sentimentos ou suas experiências. At. Mt. por exemplo. o raciocínio e a experiência sensória. A bíblia desfila a escolha de Deus elegendo indivíduos responsáveis: a) Caso de Jeremias (Jeremias 1).22-32. de fato a experiência precisa ser considerada. Estas fontes levam a cinco lógicas ou critérios para validar as crenças. faz parte do conhecimento. não obstante. porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam". a intuição (usada aqui no sentido de instintos. devemos fazer as seguintes perguntas: "Como conhecemos alguma coisa? Quando é justificada a alegação de alguém sabe? É possível o conhecimento indubitável (certo) acerca de qualquer coisa? Para respondermos a pergunta "como podemos conhecer"? devemos analisar as nossas fontes de conhecimento ou a origem de nossas crenças. 32. sentimentos e desejos). II Coríntios 11:16-32. . Is. independente de mérito humano. é o mais livre dos agentes. ao obedecer às leis que regem o vôo. 22:29. se não vejamos os seguintes exemplos da Bíblia: Jacó.16. assim. A Igreja Reformada. Nosso Deus soberano escreve a história com homens responsáveis. sem fé é impossível agradar a Deus. a criatura tenha ou viesse a ter. 6:11-24. É necessário enfatizar a responsabilidade do homem para não tornar a graça num cartão de crédito enviado pelo correio. 1-19. em qualquer época. 6:1-8. que sempre primou por uma investigação acurada da realidade.Jz. Como diz com propriedade Júlio Andrade Ferreira no seu livro "Caminhos Inescrutáveis". o racionalismo. o empirismo e o pragmatismo (Luiz Antônio Ferraz no texto "A atualidade dos dons espirituais"). guiando o aparelho na amplidão.sofrem dificuldades relacionais resultantes de experiências dolorosas que tiveram. 3:1-16. 9. 6:3. de Hebreus 11:6 "De fato. não nega argumentos da ciência como a epistemologia. Gn. sem qualquer ônus para o cliente e que possa ser utilizado sem limite de crédito e o pagamento de qualquer fatura estará sempre pago independente de boa ou má utilização do crédito. Gálatas 2:8. Os.

Ao falar enfaticamente sobre santidade. Assim. famílias e pessoas restauradas. quando se ensina no Encontro a possibilidade de viver em santidade é real. para a prática da verdadeira santidade. a Palavra e o Espírito Santo são os agentes da santificação. cujo relacionamento é do mesmo nível e às vezes pior do que nas casas dos ímpios. é ensinamento bíblico e reformado. desonestidade. porém imperfeita nesta vida. Tem-se ressaltado a permanência da natureza pecaminosa como uma sina definitiva. pelo contínuo socorro da eficácia do santificador Espírito de Cristo. e eles são mais e mais vivificados e fortalecidos em todas as graças salvadoras. embora prevaleçam por algum tempo as corrupções que ficam. a Confissão de Fé ainda diz: "II e III. indiretamente. tendo criado em si um novo coração e um novo espírito. e daí nasce uma guerra contínua e irreconciliável . podemos concluir que: a) a santificação é imperfeita nesta vida. b)o domínio do corpo do pecado é todo destruído. de onde transcrevemos os seguintes trechos: "I. Nesta guerra. não existe santificação absoluta. é uma mensagem reformada. Cremos que a conversão genuína insere uma luta constante contra o pecado. c) no processo de santificação a parte regenerada do homem novo vence. O pecado não terá domínio sobre nós. homossexualismo no púlpito. ainda persistem em todas as partes dele restos de corrupção. vamos ficar assustados. invejas. que neles habita. Não é este o ensino esbosado pela Confissão de Fé em seu capítulo XIII. Desta parte.a carne lutando contra o espírito e o espírito contra a carne. logo quando se diz no Encontro sobre a possibilidade da santificação indo à cruz do Calvário não há qualquer distorção. Logo. b) existe uma guerra contínua entre a carne e o espírito. guerra permanente e irreconciliável." Desta declaração compreende-se que: a) a virtude da morte e ressurreição de Cristo. pela sua Palavra e pelo seu Espírito. temos visto casais. famílias esfaceladas.GRAÇA NA SANTIFICAÇÃO É necessário que muitos calvinistas reformulem seu posicionamento com relação à santificação à luz da Confissão de Fé. mentiras. pela virtude da morte e ressurreição de Cristo. Estamos assustados e inconformados com a situação de casais. É estranho que muitos enfatizem apenas a guerra irreconciliável entre a carne e o espírito. as suas várias concupiscências são mais e mais enfraquecidas e mortificadas. Os que são eficazmente chamados e regenerados. Quando se fala no Encontro que há uma mudança de referencial quanto ao pecado. Longe de estabelecermos o ensino errôneo da santificação absoluta.Esta santificação é no homem todo. clamamos por um ensino que devolva à igreja do Senhor uma vida mínima de santidade. ele nos escravizava. há um favorecimento de uma vida rasteira como se fosse a normalidade bíblica. o domínio do corpo do pecado é neles todo destruído. Se formos humildes e sensíveis o suficiente para encaramos a ética da igreja atual. são além disso santificados real e pessoalmente. a parte regenerada do homem novo vence. a juventude que tem institucionalizado cada vez mais o "ficar" e o motel como comportamento corrente e uma lista interminável de males. logo. sem a qual ninguém verá a Deus. temos condição de lutar contra ele. Enquanto no pecado. hipocrisia. É o nosso clamor! . contudo. ensinando uma vida de "gangorra espiritual". e assim os santos crescem em graça. No mesmo capítulo. c) a santidade não é uma opção já que sem ela ninguém verá ao Senhor. aperfeiçoando em santidade no temor de Deus". incluindo líderes.

b) pelo arrependimento. só pode ser um momento de dor. 51:8-12. é de tristeza. assim também aquele que escandaliza a seu irmão ou a Igreja de Cristo. com muita propriedade. alcançará misericórdia". chorar os pecados não é nenhuma novidade no pensamento reformado e nos relatos bíblicos (Esdras 10:1. o pecador sente e aborrece os seus pecados. ele é de tal modo necessário aos pecadores. de tal maneira sente e aborrece os seus pecados que. item III). 32:3-11. ele é essencial para que se processe o perdão. Mateus 26:75. Novamente. Ne 1:4-11. aprendendo a misericórdia divina manifestada em Cristo aos que são penitentes. Como todo o homem é obrigado a fazer a Deus confissão particular de suas faltas. Neste período vê-se que: a) o processo de arrependimento não é um fim nele mesmo. Jeremias 2:12-17. não só do perigo. item "II"). É assim que a Escritura ensina que aquele que confessa o pecado e deixa. em seus pontos V e VI. a declarar o seu arrependimento aos que estão ofendidos. o pecador pelo arrependimento. mas é dever de todos procurar arrepender-se particularmente de cada um dos seus pecados. Salmo 31:10. Cremos na necessidade de confrontação do crente com seus pecados. dando-lhe a verdadeira oportunidade de receber a graça que perdoa e faz abominar o pecado. tencionando e procurando andar com ele em todos os caminhos dos seus mandamentos" (capítulo XV. refere-se a dor na expressão "do pesar que por ele sente". aborrecer os pecados que cometemos contra o nosso amado Senhor.Assim. II Coríntios 7:9. Este sentimento não pode ser de alegria. Basta olhar para as expressões utilizadas na Confissão de Fé sobre o arrependimento: " Movido pelo reconhecimento e sentimento. b) entretanto. contudo. deve estar pronto. Muitos cristãos são ensinados a pedir perdão generalizadamente pelos seus pecados num ritual de programa de culto e jamais se livram dos mesmos porque o processo de arrependimento não passa de um ponto agendado na reunião. mas também da impureza e odiosidade do pecado como contrários à santa natureza e justa lei de Deus. o que a Confissão de Fé quer demonstrar e ensinar.6. Assim. é ato livre da graça de Deus em Cristo. se deixar os seus pecados. Isaías 6:5. é de dor. por uma confissão particular ou pública do seu pecado e do pesar que por ele sente. Novamente. do reconhecimento além do retórico. é o arrependimento verdadeiro e responsável. podemos ver o seguinte: a) o cristão é movido pelo reconhecimento e sentimento. se volta para Deus. Em verdade. o que é ato da livre graça de Deus em Cristo. estes devem reconciliar-se com ele e recebê-lo em amor". não é nenhuma invencionice do modelo "G12". . Deste trecho. pedindo-lhe o perdão delas.O ARREPENDIMENTO COMO PENITÊNCIA DOLOROSA O arrependimento é um processo.10). achará misericórdia. "Ainda que não devemos confiar no arrependimento como sendo de algum modo uma satisfação pelo pecado ou em qualquer sentido a causa do perdão dele. é reformado esperar manifestação de dor. isto feito. fazendo o que. Quando se insere a questão da dor. que sem ele ninguém poderá esperar o perdão" (capítulo XV. deixando-os. a Confissão de Fé assevera: "Os homens não devem se contentar com um arrependimento geral. Ainda no capítulo XV. Esta última referência está longe de ser uma prática rarefeita de pedir perdão apenas intelectualmente ou como parte de um ritual que não envolve as emoções do indivíduo. fala de sentimento.

. Este modelo é danoso para a doutrina reformada porque substitui a graça de Deus por supostos méritos que haveriam no ser humano e serve aos ensinamentos da Nova Era em descobrir parte da deidade dentro do homem que ressurge como cúmplice do próprio Deus nas suas decisões. sofrendo sim ataques do inimigo e muitos. fundamentalmente. nossas crianças repetem versículos bíblicos para que possam gravar na mente e coração. Precisamos redescobrir o evangelho da proclamação da Palavra na relação interpessoal como sugere Paulo em Efésios 5:19: "falando entre vós com salmos. É evidente no texto a ênfase da repetição e a utilização de vários instrumentos para firmar a lei do Senhor no coração dos filhos. proclamando. e ao deitar-se.Nos primórdios do cristianismo não é raro encontrar-se relato de que na Profissão de Fé os neófitos rejeitavam a todas obras feitas no paganismo. é salutar fazer uma releitura de nosso posicionamento quanto aos extremos . A repetição é um instrumento pedagógico eficaz de estabelecer conhecimento. para novos convertidos que vêm de uma sociedade cada vez mais associada declaradamente com um projeto maligno. por inteiro despreparo. entoando e louvando de coração ao Senhor." Talvez possa parecer esquisito para alguns as conversas recheadas do falar bíblico porque nos acostumamos aos diálogos comuns na nossa relação eclesiológica ou na nossa agenda de comunhão cristã onde parece só haver lugar para diversos assuntos com ausência de ligação com o pensar de Deus.O projeto de Encontro é. Também as atarás como sinal na tua mão e te serão por frontal entre os olhos. não raras vezes. 3. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas". tu as inculcurás a teus filhos. Assim.Devemos encarar a realidade de pessoas inconversas nas comunidades cristãs. e delas falarás assentado em tua casa. as histórias da Bíblia e está longe de ser Confissão Positiva ou lavagem cerebral. Nada obstante. ouvem. Não podemos.Vivemos uma sociedade brasileira que possui um sincretismo religioso acentuado e as pessoas que vêm à comunidade evangélica. experimentaram a prática de ocultismo.. Devemos rejeitar a Confissão Positiva mas redescobrir o valor de recolocar a Palavra de Deus no seu devido lugar para contrapor ao mar de idéias equivocadas que assaltam o povo de Deus. repetidamente. Cremos que Jesus se fez maldição por nós e rompeu as cadeias que nos prendiam quando sua graça veio sobre nós. sair à caça de Confissão Positiva nas declarações de cristãos genuínos que repetem. te ordeno estarão no teu coração. modelo filosófico e religioso que teve seu incremento no meio evangélico a partir da publicação do livro "O Poder do Pensamento Positivo" do pastor americano Norman Vicent Peale. entretanto. limitam-se a encaminhá-las para igrejas pentecostais assumindo que não temos remédio para este mal. 4. Na Escola Dominical. Não é sem causa que Moisés instrui o povo de Deus em Deuteronômio 6 da seguinte forma: "Estas palavras que. Rejeitamos as quebras de maldições permanentes e contínuas na vida de quem está debaixo da cruz do Calvário. e ao levantar-te. e andando pelo caminho. as promessas e verdades contidas no sagrado livro. 2. é salutar abrir os olhos para os seguintes fatos: 1.UMA RELIGIOSIDADE LEGALISTA E MARCADA PELO MEDO Rejeitamos com firmeza a Confissão Positiva. hoje.

com a vida de nossas comunidades de que "se o Filho vos libertar. que proclamemos . c. em graus diferentes e com conseqüências diferentes por sermos seres únicos. numa pregação. no encontro. que não acontece ou não pode acontecer" enquanto muitas pessoas em nossas comunidades relatam opressões que estão sofrendo em vários níveis. nossos traumas e dificuldades. Não podemos permanecer. então. . que é um primeiro discipulado. apenas condenando o exagero e. pela ação soberana de Deus. nossas experiências. d. Iras. depois. Quanto à cura interior. c. ódio. no processo de vida cristã. b. numa reunião. precisam de Deus. desilusão e uma série de processos dolorosos podem encontrar a graça de Deus já no encontro. num retiro. é necessário que o Espírito de Deus vá trabalhando em nós reformulando e curando nossos processos traumáticos e é isto que chamamos de cura interior. h. na prática de ensinar "aquilo que não é. ensina e educa. a salvação. o processo de salvação não pretende a despersonalização porque apagar a história pregressa do indivíduo equivaleria a criar outro. no aconselhamento. que isto de dê de forma natural sem acompanhar a linha neopentecostal que transforma qualquer reunião em sessão de exorcismo. não podemos perder de vista que: a. b. as experiências incorporam-se à formação da personalidade do indivíduo que não possui quase nenhum mecanismo de defesa a não ser aqueles automáticos. como produto social sofremos e incorporamos as experiências positivas e negativas. f.. egressas do sincretismo religioso brasileiro. uma vez mais. Cremos que a posição bíblica e reformada deve se pautar pela postura que: a.verificados na disseminação da Guerra Espiritual. ele é um paciente das ações daqueles que dele cuida. quando nasce. g. o ser humano é supradeterminado: primeiramente.todos nós . não elimina a natureza pecaminosa que deve ser trabalhada no processo de santificação. não feche os olhos às necessidades das pessoas que. como já foi esbosado neste texto. na fase infantil. não se pretende fazer terapia relâmpago. encobrir as dificuldades emocionais e existenciais do ser humano é desconhecer o homem e trabalhar com apenas seres hipotéticos. não insista em enfatizar a obra e satanás mas um viver santo que é o melhor antídoto contra suas investidas. um autômato desmemoriado. verdadeiramente. d. se pretende tocar em necessidades individuais apresentando a esperança de que Jesus está pronto a caminhar conosco nos dramas internos. O Senhor nos encontra com a nossa história. sereis livres". etc. e. mágoas. de orientação e de libertação.

entendemos não ser necessário sequer mencionar estágios e problemas específicos. Calvino.i. ao se referir a satanás diz que o seu ataque preferencialmente é na mente e é de se estranhar que se levante a suspeita de lavagem cerebral num . Podemos afirmar que não ocorre aplicação da técnica de regressão na ministração de cura interior. Estranhamos o silêncio dos desavisados com uma gama imensa de jovens evangélicos adeptos do "rock". através da ação do Espírito de Deus. Esta técnica só é possível. desigual e injusta. durante a ministração. podem e devem ser apresentados os dramas humanos e. Queremos pontuar. m. também. denunciamos. de competitividade extrema. o termo está literalmente mal empregado. desconhecemos e desestimulamos a qualquer pessoa. Estranhamos o silêncio quando a mídia e os costumes sociais engendram na juventude evangélica o "ficar". Seria regressão. l. e isto não acontece. sobre a insistente denúncia de lavagem cerebral que haveria nos encontros. a rebeldia e a libertinagem. estranhamos o fato de que repetir verdades bíblicas seja danoso para as emoções de quem quer que seja. ser aplicada individualmente. perseguido minuciosamente por conhecimento de detalhes individuais procurando enfraquecer a resistência moral. querem os desavisados se referir a repetições de verdades durante o encontro. O que ocorre no encontro é a aplicação de um procedimento para levar a pessoa a se localizar no tempo e espaço para que seja possível de maneira consciente. o Deus que se insere nos dramas para compartilhar a cura. j. a tentar induzir alguma dinâmica de regressão. Ora. o que é mais importante. "regressão". Ao fazer tal comparação. cujo maior instrumento é o amor. e não coletivamente. detectar fatores que não foram tratados e pecados não confessados no decurso da sua história. Estranhamos o silêncio quanto a instrumentos de contraataque aos instrumentos que institucionalizam mensagens subliminares na mente do povo de Deus. não podemos nos afastar da realidade neotestamentária que apresenta a igreja como comunidade terapêutica. e nenhuma sugestão da prática da mesma. k. se alguém estar fazendo de modo negativo. veiculam idéias éticas de comportamento que têm assolado a Igreja de Deus. e voltasse até a infância. Estranhamos que os desavisados nunca fizeram estardalhaço com os crentes viciados em novelas e programas de televisão que. que é uma forma disfarçada de fornicação e sufocam a nossa proclamação contrária ao sexo antes do casamento. muitas vezes. não podemos nos furtar da possibilidade de levar cura às emoções das pessoas numa sociedade de famílias esfaceladas. a facilidade com que pastores indicam tratamento psicológico para crentes que podem ser abençoados pela cruz. ainda. Não há no manual do encontro esta terminologia. Inicialmente. insistentemente. Lavagem cerebral é processo longo. cremos numa graça que cura o ser humano em seus compartimentos mais íntimos. se o procedimento aplicado começasse da idade atual do indivíduo. É uma forma muito mais perniciosa de cauterizar a consciência de nosso povo. cujos ídolos são personagens desprovidos das melhores virtudes e cujos ensinamentos tem minado a ética cristã e instaurado.

O medo do errado jamais poderá determinar nossa posição de fazer o certo proposto por Deus. OUTRAS DISTORÇÕES Cremos. Uma vez mais vemos que a expressão está muito mal empregada para a visão "G-12" porque a vivência do evangelho pelos irmãos de Manaus. do grupo de irmãos referido encontra-se pessoas envolvidas com as mais diversas tarefas sociais. O que buscamos é transformar nosso legado doutrinário reformado numa mensagem contextualizada que atinja de fato os brasileiros. A melhor estratégia para não sermos invadidos por outros sistemas de ensinamentos é tornarmos relevantes para o nosso povo presbiteriano. sem necessitar prolongar este pensamento. que o batismo com o Espírito Santo ocorre simultaneamente na conversão genuína e não como bênção a posteriori. que reconheçamos nossas limitações denominacionais e não justifiquemos nosso imobilismo pelo simples fato que está sendo feito sempre assim. O discipulado é uma proposta antiga de Jesus largada. que qualquer movimento que se apresentar como substituto de governo deva ser rejeitado. pálida e anêmica. A própria proposta da Reforma Protestante continha em seu lema uma reforma constante. é uma ordem. Cristãos legalistas se auto-intitulam como os escolhidos exclusivos. a expressão religiosidade legalista está muito mal empregada. Portanto. É necessário o cuidado de definir o que seja uma religiosidade legalista para que o resultado não seja o de incentivar a vida cristã rasteira. também. por exemplo. é da liberdade. quanto ao discipulado. não há qualquer vestígio disso na visão. Entretanto. com uma grande lacuna prática. muitas vezes. Cremos que é possível e já estamos fazendo. chamamos a atenção para que sejamos firmes em combater todo legalismo religioso que queira policiar a fé mas que tenhamos cuidado de não esquecer de ensinar a liberdade com responsabilidade para que não vire libertinagem. Sabemos classicamente fazer exposição da inadequação do termo "batismo com o Espírito . como simples material de seminário teológico por nossa denominação. visto que é enfatizado pelos seus líderes o cuidado de cada denominação permanecer em sua diretriz. assim como a Comissão Especial do Sínodo. O que nos move a fazer uma leitora caridosa do "G-12" é a possibilidade de adaptar a estratégia de discipulado não abrindo mão de nosso governo e de nossa doutrina. Desprezar o curso da história poderá indicar o perigo de tornarmos irrelevantes e dispensáveis na sociedade em que estamos inseridos. vivendo na virada do milênio com inquietações diferentes dos nossos irmãos da idade média. ainda. não há qualquer vestígio disso nesta visão de discipulado. todos sabemos que os pentecostais em geral estão se referindo aquilo que a Bíblia chama de enchimento do Espírito que. cremos ainda que a Igreja Presbiteriana do Brasil está em processo de repensar seus métodos de trabalho e. Cristãos legalistas oprimem outros com usos e costumes como se doutrinas fossem.retiro que queira saturar a mente de verdades da Palavra. É necessário. por sinal. Cristãos legalistas confundem cristianismo e cultura. propomos a liberdade de tentar fazer discipulado com a Bíblia na mão e a doutrina reformada no coração. Cremos. UMA NOVA PROPOSTA DE IGREJA Cremos na pertinência bíblica do governo da Igreja Presbiteriana e do seu caráter de parte da igreja verdadeira do Senhor. Em contrapartida. Mas. É hora de deixar o discurso contra os que estão fazendo de forma equivocada. incluindo cargos políticos de relevância na vida do Estado do Amazonas.

As músicas pré-selecionadas objetivam deixar o ambiente propício para a meditação individual e evitar interferência do comportamento de outrem. Entretanto. Se as músicas conduzem as pessoas ao êxtase e são indutoras. Somos ensinados a exprimir as verdades bíblicas com clareza fazendo. nos retiros e acampamentos. Seria indução ao choro. Sem analisar cada uma delas. nos próprios sermões. assim como no culto público. Seria indução? Está errado? Precisamos rediscutir a homilética reformada. não promovermos nenhum artifício com o fim de provocar reações emocionais mas devemos ter cautela para que não sejamos achados como normatizadores da ação do Espírito Santo. este documento já se referiu sobre o assunto. precisamos rever os momentos de louvor na Igreja. não poderia ser transformado em seminário teológico. se as verdadeiras evidências desse batismo são a regeneração. não há uma mesa redonda posterior para avaliar o sermão do Pastor. Gostaríamos de acrescentar que. É uma inferência grosseira dizer que há pretensão da visão "G-12" de considerar o não encontrista como não convertido. Quanto à indução. chamamos a atenção para o poder para o serviço cristão e o fruto do Espírito. quando ora a sós com Deus. enquanto ouviam a mensagem na igreja. é comum nas igrejas reformadas. Nestas ocasiões. É comum o cristão colocar um fundo musical quando ler a Bíblia. deliberadamente. inclusive ilustrações. muitas verdades são enfatizadas várias vezes aos ouvintes. O argumento é perigoso porque poderia ser estendido para o púlpito como lugar mais autoritário da comunidade cristã. Há tempo para tudo! 2. Propomos que não devamos parar apenas na discussão hermenêutica mas no reconhecimento de que necessitamos buscar o enchimento do Espírito Santo em nossas vidas.Santo" mas não vemos ênfase como se encher do Espírito Santo. não conseguiam parar de chorar. os não convertidos poderão encontrar a nova vida como poderia em outro momento da vida da igreja. o poder para o serviço cristão e o fruto do Espírito (como cremos que seja). ao êxtase? Cremos ser possível a utilização da música apenas como coadjuvante de um ambiente propício em que o Espírito Santo comunique verdades eternas a indivíduos e não como instrumento de provocar catarse. Ademais. temos ouvido o testemunho de vários novos convertidos que. não havia música. vácuo que tem desgostado um sem número de presbiterianos que acabam em outras comunidades. a fé em exercício. Seria isto indução? 4. Ele age da . Seria isto uma distorção? PARTE II: Avaliação Metodológica Quanto aos pontos de avaliação metodológica no documento da Comissão Especial. em sua maioria. precisamos desesperadamente pedir o enchimento do Espírito porque a vida cotidiana do nosso povo está pobre destas evidências. Aliás. Deus não necessita de nossas regras de etiqueta espiritual. permitimo-nos fazer os seguintes comentários: 1. É hora de encararmos a realidade que. a Palavra é ministrada para edificação e. que é uma forma de fixar a verdade. o coral cantar antes e/ou depois da mensagem. sendo voltado para os novos convertidos. 3. Aliás. o momento de confissão quando o piano ou órgão tocava e toca uma música de enlevo espiritual. Foi indução da Palavra ou foi o Espírito Santo sensibilizando o coração do ouvinte? Devemos ter cuidado para. O Encontro.

. Êxtase e choro fabricados não pertencem a agenda da igreja reformada. cremos. porém. 2) com relação a segredos. crentes reformados pudessem dar testemunho da ação de Deus como o cego de João 9:25: "eu era cego. cada vez mais. sem convite e às vezes sem dar espaço. O modelo teria exclusivamente lugar no Ministério de Discipulado da Igreja. mas santos reformados de todas as gerações têm sido impactados pela presença do Espírito Santo e não é honesto esconder estas páginas. Pelo contrário. insistentemente pontuado pelos opositores do encontro. Nenhum pastor da visão de Igreja em célula diria que Deus pecou e precisa de perdão. o que demonstra que sempre existirá uma fragilidade dos que falam sobre o Encontro sem conhecimento de fato. É uma alegoria dizer que o encontro produz testemunhos. O resultado é exatamente o oposto. Primeiro. Quanto a liberar perdão a Deus. O perdão é bíblico e presenciar lares e relacionamentos interpessoais sendo restaurados deveria estar arrolado como fato positivo do Encontro. a ênfase definitiva é da nossa vitória sobre o pecado e que o inimigo foi derrotado na cruz do Calvário. as pessoas apresentam-se voluntariamente querendo compartilhar a ação de Deus em suas vidas. 6. Estão brigados com Deus. PARTE III . Sejam verdadeiros: quantos de nós já assistimos cristãos que perdem filhos e ficam inconformados com o fato não entendendo a ação de Deus. 8. gostaríamos de fazer um comentário. O Encontro de Casais Para Cristo. É o momento de abrir o coração. 5. 1. Sabemos de muitas pessoas (e provavelmente todos os pastores já tiveram esta experiência) que. agora vejo". Em segundo lugar. reclamam e colocam em Deus a culpa dos seus males. Estes podem permanecer magoados e precisam de cura.forma que lhe apraz. a intenção dos promovedores de encontro é que o relato de surpresas e conteúdo do encontro pode interferir na singularidade da participação de cada pessoa. de receber a graça entendendo agora a ação amorosa do Senhor. Acreditamos que podem haver testemunhos produzidos em muitos lugares. Permitimo-nos nesta parte esbosar um Projeto Piloto demonstrando a possibilidade de utilizar a estratégia de discipulado do modelo "G-12" adaptado à realidade e governo da Igreja Presbiteriana. Pelo contrário.PRÓS E CONTRAS DOS ENCONTROS G-12 Cremos que existem muitos mais pontos positivos do que o único que a Comissão encontrou. na ação de Deus e gostaríamos que. A questão do compromisso de não divulgar o Encontro nos parece um detalhe bastante irrelevante. incluindo igrejas presbiterianas é um exemplo e nunca vimos qualquer artigo questionando esta prática. feridas por traumas e acidentes históricos. largamente difundido nas igrejas principalmente do nordeste. O Manual na sua forma resumida deixou de explanar o que significaria este provável perdão a Deus. 7. É pura inferência dizer que o encontro produz um medo mórbido de ações satânicas. Queremos fazer duas observações: 1) o encontro não é o único projeto que pede este tipo de compromisso. entendemos que não há necessidade deste compromisso. parece-nos que os presbiterianos maçons estão pouco à vontade para discutirem o tema.

ÉTICA CRISTÃ. além de uma experiência de comunhão com o Senhor. 8. ACONSELHAMENTO. Este modelo. Possibilita que a igreja persiga o projeto de comunidade terapêutica. como: 1. Depois do Encontro. Ensina o novo convertido a viver combatendo o pecado recebendo a santificação real pela virtude da morte e ressurreição de Cristo. 12. 5. NOÇÕES DE HERMENÊUTICA E CONHECIMENTOS GERAIS. O objetivo maior seria que todos os membros da Igreja vivam no modelo de discipulado: como discipulador (acompanhando um novo convertido) e como discípulos (compartilhando com outro irmão a bênção da vida cristã). Propicia uma prática litúrgica transparente e verdadeira. inspirado na visão do "G-12". Incentiva o novo convertido a viver na dependência do Espírito Santo. Reacende a chama do evangelismo. Preserva o governo e a doutrina da Igreja. durante 9 meses. traz diversos pontos positivos. Minimiza a questão do analfabetismo bíblico: cada crente terá a oportunidade de aprender as doutrinas reformadas. Minimiza o problema da orfandade espiritual: crentes e neófitos sozinhos no Reino. 3. NOÇÕES DE HOMILÉTICA. 14. 11. 7. o novo convertido receberia instruções para o seu viver cotidiano. 10. O novo convertido seria acompanhado por um discipulador que estaria em contato com ele para lhe ensinar os prolegômenos do evangelho. NOÇÕES DE PSICOLOGIA GERAL. 4. 9. 5. 6. 4. vai estudar as doutrinas bíblicas a partir da Confissão de Fé e que teria como outras matérias: VIDA CRISTÃ. 13. Combate as heresias com o ensinamento correto da fé reformada. Compromete os crentes com a obra do Reino. 2.2. O novo convertido participaria de um encontro cujo objetivo seria permitir que ele tivesse uma visão global da vida cristã onde. 3. . Propicia a comunhão do novo convertido com outros irmãos. Ajuda a formar a mente de Cristo em cada novo convertido. Produz a unidade no corpo de Cristo. o novo convertido será encaminhado à uma Escola de Líderes aonde ele. Propicia ambiente de amor transparente já que o discipulado é uma demonstração de serviço.

Diante de toda esta exposição.não acolham o movimento". 16. para família e a sociedade. Na linguagem do texto da comissão do sínodo.15. especificamente quando sugere a determinação de que as igrejas sejam proibidas de participar ou se envolver de qualquer forma no movimento denominado G 12. é um fragrante desrespeito à Constituição da Igreja que diz no seu artigo 31 que é função privativa do pastor orientar e supervisionar a liturgia na igreja de que é pastor e no artigo 30 exercer o governo e disciplina da comunidade juntamente com o Conselho. propomos: a. Possibilita o cumprimento integral da ordem de evangelização que não se encerra na proclamação da salvação. 17. para preservar o amor. Desperta os líderes (pastores e presbíteros) a uma dedicação real ao estudo das doutrinas reformadas. Assim crer tais doutrinas ou obedecer a tais mandamentos como cousa de consciência é trair a verdadeira liberdade de consciência. em matéria de fé ou de culto estejam fora dela. 18. O concílio ultrapassaria sua competência legislando que não podemos nos reunir em retiro ainda que o nome continue sendo encontro.03. e se estende ao discipulado. A competência para formular sistemas ou padrões de doutrina e prática é do supremo concílio." e "Informar". "Determinar os presbitérios e sínodos que orientem. em sua reunião plena de acordo com o artigo 97. a unidade e o progresso do reino de Deus. Que o Sínodo se posicione contrário ao movimento "G-12" enquanto modelo de governo como incompatível com a estrutura da IPB. "Recomendar que. Torna a igreja relevante para o indivíduo. a uma vida de santidade e compromisso com a vocação. É necessário cautela para que não possamos legislar acima de nossa competência. pelas seguintes razões: a) Ela extrapola o que a Comissão Executiva do Supremo Concílio decidiu em 22. ponto II: "Só Deus é senhor da consciência.. c) é necessário que o concílio se posicione doutrinariamente mas que não pretenda tutelar a consciência e é bom reler o que a Confissão de Fé expõe no capítulo XX. . estaria proibido.. letra "a" e Parágrafo Único. e requerer para elas fé implícita e obediência cega e absoluta é destruir a liberdade de consciência e a mesma razão". CONCLUSÃO Permitimo-nos comentar a conclusão do documento da Comissão Especial..00. Estranhamos a linguagem utilizada. quando utiliza a terminologia de "Posicionar-se contra o movimento".. b) se assim é. Possibilita caminho favorável para o sonho de um avivamento real. qualquer trabalho feito. com temor e tremor e. e ele deixou livre doutrinas e mandamentos humanos que em qualquer cousa sejam contrários à sua palavra ou que. mesmo com uma releitura.

Anderson Martins Rios ( PRDF ) Rev. No amor daquele que: Nasceu. Que orientem os presbitérios sob sua jurisdição que mantenham vigilância quanto ao conteúdo doutrinário transmitido e ensinado à suas Igrejas na adoção do modelo estratégico. Valmir Pereira de Oliveira ( PRDF ) Rev. preventivamente. Emerson Ferreira Cunha ( PNOM ) Rev. viveu. Sabino Cordeiro Dourado ( PTAG ) Presbíteros: Presb. preservá-las de adoção de distorções doutrinárias. Adroaldo Veloso ( PRDF ) Rev. Marcelo Freitas Silva ( PRDF ) Rev. Promova seminários apresentando projetos alternativos de discipulado. Que o Sínodo determine aos Presbitérios que acompanhem e avaliem criteriosamente a formulação dos projetos de suas respectivas igrejas para. Odiel Aranha Cavalcante ( 4 IPT ) Presb. Ewaldo Ferreira Cunha ( PRDF ) Rev. Luis Ferreira da Cunha ( PNOM ) Rev. morreu e ressuscitou por todos nós. ( PRDF ) Rev. Pastores: Rev. Jesus de Nazaré. Osvaldo Antônio da Silva Jr. Paulo Marcos Ruas Guimarães ( 4 IPT ) . Ricardo Augusto da Silva ( 4 IPT ) Presb. c.b. Luis Martins Cardoso ( PNOM ) Rev. d. e. Permita a liberdade da utilização do modelo estratégico do discipulado dentro da doutrina reformada.

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