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Apostila de Wicca

História, encantamentos, poemas e práticas

Jussara Lyra

WICCA

Wicca

é

uma

religião

vinda

do

paganismo,

e

possui

duas deidades

reverenciadas: O Deus e a Deusa. Acredito que os nomes variam, assim como

suas feições. Foi a Deusa que tudo criou e deu à Luz a todos nós, por isso a

consideramos um Ser divino; O

Deus é

o

seu

outro

lado, ou

seja,

o

lado

masculino

da Deusa.

Wicca

é

toda

a Terra, suas belezas,

e

por

isso, você

encontrará muitos wiccanianos, que amam a Natureza e o Meio ambiente, por nosso próprio amor à Natureza e tudo o que vêm dela.

No passado, e mesmo hoje em dia, as(os) Bruxas(os) são vistos como "adoradores do demônio",

mas isso é um fato que a Igreja "construiu", como forma de reduzir a prática da magia. Não há um demônio porque tudo pode ser cruel e cheio de aspectos bons e ruins, então nada é totalmente bom, ou totalmente ruim. A verdadeira Magia, não é Negra, nem Branca, "ela", é ambas.

O Pentagrama é um instrumento e símbolo muito importante, e ele representa os quatro elementos, Terra, Fogo, Ar, e a Água, a quinta ponta representa o Espírito. Os quatro elementos são muito importantes na Wicca, pois a Natureza é representada por eles, e os Feitiços (spells), são feitos através da Energia da Natureza que nos circunda.

Algumas pessoas têm duvidas, se a Magia existe, e eu vos digo: - Magia existe sim!

Magia é a liberação de uma Energia, e quando praticamos "spells", há o uso

dela. Nos

utilizamos a Energia Natural, que nos envolve para fazer

algo

à

nosso favor, e isso nos conduz à Lei Tripla, que rege, que tudo o que você fizer, retornará três vezes à você, ou seja, se você fizer uma "maldição" ela retornará três vezes, se usar a Magia para machucar alguém, ela vai retornar três vezes pior. Mas, se você usar a Magia para praticar o Bem, é claro que ele retornará três vezes à você, também.

Espero que você entenda muito bem isso, porque nós acreditamos fielmente nessa Lei. Todos nós temos o "poder" de praticar Magia, mas as habilidades variam de pessoa para pessoa, por não acreditar muito, ou ainda, não tenta expandir seus conhecimentos.

Wicca, é uma religião muito flexível, pode ser combinada com várias religiões, menos com o Cristianismo e religiões do gênero. Eu, particularmente, tenho um conceito formado sobre isso, não acredito numa religião, onde as pessoas não conversam diretamente com os seus Deuses, confessam seus "pecados", à outra pessoa, e essa mesma pessoa faz um julgamento e sentencia o "pecador". Uma religião, que o Deus é muito bravo, sisudo, que se você não seguir alguns mandamentos, que te "castram" até de viver, ele te manda para inferno, para ser espetado pelo Diabo! Existe outra, ainda pior, que tudo que não é como eles pregam, como diz a Bíblia, e de acordo com o que eles entendem no estudo da Bíblia, são demônios ou pessoas demoníacas, também!

As Treze Metas da WICCA

  • 1. Conhecer a si mesmo

  • 2. Saber sua Arte

  • 3. Aprender

  • 4. Usar o que você aprendeu

  • 5. Manter o balanço de todas as coisas

  • 6. Manter suas palavras verdadeiras

  • 7. Manter seus pensamentos verdadeiros

  • 8. Celebrar a vida

  • 9. Alinhar você mesmo com os Ciclos da Terra

    • 10. Manter seu corpo correto

    • 11. Exercitar seu corpo e mente

    • 12. Meditar

    • 13. Honrar ao Deus e a Deusa

Essas metas devem ser seguidas pelos praticantes da Wicca, já que realmente acreditamos nelas. Há

algumas Leis da Wicca, assim também metas que devem ser seguidas e respeitadas. Antes de mais

nada, é importante citar as quatro palavras do Mago. É básico que você entenda e siga essas quatro palavras, sem que você as entenda, não há como ser um praticante de Bruxaria.

Saber, Ousar, Querer, Calar

Para Ousar, precisamos Saber Para Querer, precisamos Ousar Precisamos Querer para possuir império Para Reinar, precisamos Manter Silêncio

ORIGENS DA BRUXARIA WICCA

Falar em origem da Bruxaria é o mesmo que retornar aos primórdios da Humanidade, quando os Seres Humanos começaram a despertar sua percepção para os mistérios da vida e da Natureza, segundo os estudiosos da pré-história. A primeira demonstração de Arte Devocional, foram as Madonas Negras, encontradas nas cavernas de período Neolítico. Portanto as Deusas da Fertilidade, foram os primeiros objetos de adoração dos povos primitivos.

Da mesma forma que nossos antepassados se maravilharam ao ver a mulher dando à Luz à uma criança, todo o Universo deveria ter sido criado por uma Grande mãe. Entre os povos que dependiam da caça.

A Bruxaria é uma religião de origem Xamânica de forte tradição mágica. Mas é bom lembrar que Xamanismo e Magia são técnicas espirituais, isto é, para ser Bruxo(a) não é preciso fazer magia, ou ter poderes paranormais. Muito menos ser vidente ou médium.

O que diferencia

o Bruxo(a)

do

Mago(a) ou Xamã, é a sua devoção pelos

Deuses. Xamanismo e Magia, são técnicas utilizadas pelos Bruxos (as), mas não tem nada a ver com a parte devocional da Wicca. É possível ser um(a) (Bruxo(a) fazendo-se somente os rituais de devoção, sem nunca praticar um único feitiço na vida, mas o contrário não é verdadeiro, pois se, não houver da sua parte um amor verdadeiro e sincero pela energia dos Deuses e harmonia com a Natureza, você pode fazer feitiços dia e noite, mas nunca será um Bruxo(a)!

Tradicionalmente os Bruxos(as) podem e devem fazer feitiços recorrendo às energias da Natureza para resolver os problemas práticos da sua vida, bem como para ajudar ao próximo, mas nunca devemos nos esquecer de que o mais importante é a comunhão com as energias da Natureza, e o respeito por todos os seres vivos, e, em especial, pelos nossos semelhantes.

Tipos de Wiccans

A diversidade da Wicca exprime-se nas práticas de diferentes pessoas ou grupos. Encontramos indivíduos que se assumem como monoteístas, politeístas, panteístas, e adeptos de tradições para quem apenas a Deusa é importante, ao lado de outras que dão o maior ênfase à polaridade, aos rituais e nomes de divindades retirados de todas as religiões conhecidas (e por vezes

mesmo de obras fantásticas), nas mais variadas combinações cujos membros se relacionam num clima de aceitação e harmonia.

Nas grandes reuniões, como o Pagan Spirit Gathering realizado anualmente em Winsconsin (E.U.A.) onde se juntam algumas centenas de pessoas, o relacionamento pauta-se por respeito e aceitação. Durante uma semana realizam-se dezenas de rituais e workshops das mais diversas tradições sem que haja o mais leve atrito «teológico». Pelo contrário, o que se nota é uma constante curiosidade pelas crenças e rituais alheios e o desejo de partilhar e conhecer diferentes vivências religiosas.

A Wicca é comumente formada por uma tradição. Tradição é um método específico de ação, atitude ou ensinamentos que são passados de geração para geração". Na Wicca, a palavra Tradição tem um significado diferente: uma Tradição é um conjunto específico de rituais, ética, instrumentos, liturgia e crenças.

Resumindo, uma Tradição é um subgrupo específico dentro da Wicca. Hoje muitas pessoas estão confundindo o que é uma Tradição da Bruxaria. Muitos afirmam que a Wicca é uma Tradição, o que não é verdade! A Wicca não é uma "tradição", mas sim uma Religião que possui diversas Tradições. Cada Tradição tem sua própria estrutura, rituais, liturgias, mitos próprios que são passados de praticante para praticante. Mas todas elas seguem o mesmo princípio filosófico:

- A celebração da Deusa e do Deus através de rituais sazonais ligados à Lua e ao Sol, os Sabás e Esbás;

- O respeito à Terra, que é encarada como uma manifestação da própria Deusa. - A magia é vista como uma parte natural da Religião e é utilizada com propósitos construtivos, nunca destrutivos;

- O proselitismo é tido como inadmissível A Filosofia, os ritos, as concepções são muito diversas e radicalmente diferentes de uma Tradição para outra, com freqüência isso ocorre dentro de duas dissidências da mesma Tradição.

Às vezes uma Tradição pode não reconhecer um iniciado em outra Tradição e por isso é muito comum ouvirmos relatos de Bruxos que se iniciaram em duas, três ou quatro Tradições distintas. Outras Tradições porém são mais flexíveis e acolhem Bruxos de outras Tradições em seu segmento. Cada Tradição tem seu próprio Livro das Sombras, contendo seus Ritos sagrados e idéias sobre a Divindade e é muito comum uma Tradição afirmar que o seu Livro é o único descendente do primeiro Livro das Sombras redigido.

Outro ponto de divergência entre as Tradições relaciona-se à hierarquia. Algumas são extremamente hierárquicas, enquanto em outras a hierarquia é inadmissível e tida como tabu. Algumas Tradições aceitam e incentivam seus membros à praticarem a Bruxaria sozinhos, enquanto em outras é terminantemente proibido a prática mágica de qualquer tipo fora do Coven e sem a supervisão do Sacerdote ou Sacerdotisa. Isto ocorre porque na Wicca não existem nenhum dogma ou liturgia fixa e na maioria das vezes o único ponto em comum que une as inúmeras Tradições é a crença na Deusa, criadora de tudo e de todos e a supremacia Dela em seus cultos. Talvez seja esta ausência de coesão que tenha conseguido fazer com que a Bruxaria sobrevivesse através dos século, depois de tantos massacres, cruzadas e propagandas enganosas. E talvez seja esta mesma falta de coesão que faça tantas pessoas se voltarem às práticas Pagãs, pois a Bruxaria é uma Religião adequada àqueles que sentem que sua forma de contatar o Divino é demasiadamente individual para se adaptar às imposições e dogmas estabelecidos pela maioria das Religiões.

Principais Tipos de Tradições da Wicca

Por necessidade, estas definições são gerais, pois cada Bruxo mesmo que faça parte de uma Tradição específica poderia definir seu caminho como sendo diferente.

Tradição 1734: Tipicamente britânica é às vezes uma Tradição eclética baseada nas idéias do poeta Robert Cochrane, um auto-intitulado Bruxo hereditário que se suicidou através da ingestão de uma grande quantidade de beladona. 1734 é usado como um criptograma(caracteres secretos) para o nome da Deusa honrada nesta tradição.

Tradição Alexandrina: Uma Tradição popular que começou ao redor da Inglaterra em 1960 e foi fundada por Alex Sanders. A Tradição Alexandrina é muito semelhante à Gardneriana com algumas mudanças menores e emendas. Esta Tradição trabalha à maneira de Alex e Maxine Sanders, que diziam terem sido iniciados por sua avó em 1933. A maioria dos rituais são muito formais e baseados na Magia cerimonial. É também uma tradição polarizada, onde o Sacerdotisa representa o princípio feminino e o Sacerdote o princípio masculino. Os rituais sazonais, na maior parte são baseados na divisão do ano entre o Rei do Azevinho e o Rei do Carvalho e diversos dramas rituais tratam do tema do Deus da Morte/Ressurreição. Como na Tradição Gardneriana a Sacerdotisa é elevada autoridade máxima. Entretanto, os precursores para ambas Tradições foram homens. Embora similar a Gardneriana, a Tradição Alexandrina tende a ser mais eclética e liberal. Algumas das regras estritas Gardnerianas, tais como a exigência do nudismo ritual, são opcionais. Alex Sanders intitulou-se a certa altura "Rei das Bruxas", considerando que o grande número de pessoas que tinha iniciado na sua tradição lhe dava esse direito. Nem os seus próprios discípulos o levaram muito a sério, e para a comunidade Pagã no geral esse título foi apenas motivo de troça, quando não de repúdio. Janet e Stewart Farrar são os mais famosos Bruxos que divulgaram largamente a Tradição Alexandrina em suas publicações.

Tradicional Britânica: Uma Tradição com uma forte estrutura hierárquica e graus. Os Rituais estão centrados na Tradição Céltica e Gardneriana

Wicca céltica: Uma Tradição muito telúrica, com enfoques na natureza, os elementos e elementais, algumas vezes fadas, plantas, etc. Muitas " Bruxas Verdes" (Green Witches) e Adeptos do Druidismo seguem este caminho, centrado no panteão Céltico antigo e em seus Deuses e Deusas.

Tradição Caledoniana (ou caledonni): Uma tradição que tenta preservar os antigos festivais dos escoceses e às vezes é chamada de Tradição Hecatina.

Tradição Picta: É uma das manifestações da Bruxaria tipicamente escocesa. Na maioria das vezes é uma forma solitária da Arte. Seu enfoque prático é basicamente mágico e possui poucos elementos religiosos e filosóficos.

Bruxaria Cerimonial: Usa a Magia cerimonial para atingir uma conexão mais forte com as divindade e perceber seus propósitos mais altos e suas habilidades. Seus Rituais são freqüentemente derivações da Magia Cabalística e Magia Egípcia. Embora certamente, mas não de forma intencional, este caminho é infestado freqüentemente por egoístas e pessoas inseguras que usam a Magia Cerimonial para duas finalidades: adquirir tudo aquilo que querem e atingir níveis mais altos para poderem olhar de cima. Estes atributos não são uma regra em todos os Bruxos Cerimoniais, e há muitos Bruxos sinceros neste caminho.

Tradição Diânica: Algumas Bruxas Diânicas só enfocam seus culto na Deusa, são muito politicamente ativos, e feministas. Outras Bruxas Diânicas simplesmente enfocam seu culto na Deusa como uma forma de compensar os muitos anos de domínio Patriarcal na Terra. Algumas Bruxas Diânicas usam este título para denotar que são "as Filhas de Diana", a Deusa protetora delas. Há Bruxas Diânicas que são tudo isto , algumas que não são nada disto, e outras que são um misto disto. A Arte Diânica possui duas filiais distintas:

- Uma filial, fundada no Texas por Morgan McFarland . Que dá o supremacia à Deusa em sua teologia, mas honra o Deus Cornífero como seu Consorte Amado e abençoado. Os membros dos Covens dividem-se entre homens e mulheres. Esta filial é chamada às vezes "Old Dianic" (Velha Diânica), e há alguns Covens

descendentes desta Tradição, especialmente no Texas. Outros Covens, similares na teologia mas que não descendem diretamente da linha de McFarland, e que estão espalhados por todo EUA.

- A outra filial, chamada às vezes de Feitiçaria Feminista Diânica, focaliza exclusivamente a Deusa e somente mulheres participam de seus Covens e grupos. Geralmente seus rituais são livres e não são hierárquicos, usando a criatividade e o consenso para a realização de seus rituais. São politicamente um grupo feministas. Há uma presença lésbica forte no movimento, embora a maioria de Covens estejam abertos à mulheres de todas as orientações.

Tradição Georgina: Esta Tradição foi criada por George Patterson, que se auto intitulou como sendo um "Sumo Sacerdote Georgino". Quando começou o seu próprio Coven, chamou-o de Georgino, já que seu prenome era George. Se há uma palavra que melhor pode descrever a Tradição de George , seria "eclética". A Tradição Georgina é um composto de rituais Celtas, Alexandrinos, Gardnerianos e tradicionais. Mesmo que a maior parte do material fornecido aos estudantes sejam Alexandrinos, nunca houve um imperativo para seguir cegamente seu conteúdo. Os boletins de noticias publicados pelo fundador da Tradição estavam sempre cheio de contribuições dos povos de muitas outras Tradições. Parece que a intenção do Sr. Patterson era fornecer uma visão abrangente aos seus discípulos.

Ecletismo: Um Bruxo eclético é aquele que funde idéias de muitas Tradições ou fontes. Assim Como no caldeirão de uma Bruxa, são somadas elementos para completar a poção que é preparada, assim também são somadas várias informações de várias Tradições para criar um modo mágico de trabalhar. Esta "Tradição" que realmente não é uma Tradição é flexível, mas às vezes carente de fundamento. Geralmente, são criados rituais e Covens de estrutura livre.

Tradição das Fadas (ou Fairy Wicca): Há várias facções da Tradição das Fadas. Segundo os membros desta Tradição, seus ritos e conhecimentos tiveram origem entre os antigos povos da Europa da Idade do Bronze, que ao

migrarem para as colinas e altas montanhas devido às guerras e invasões ficaram conhecidos como Sides, Pictos, Duendes ou Fadas. Uma Bruxa desta Tradição poderia ser ou trabalhar, mas não necessariamente:

- Com energias da natureza e espíritos da natureza , também conhecidos como fadas, Duendes, etc.

- Homossexual Alguns dos nomes mais famosos desta Tradição são Victor e Cora Anderson, Tom Delong (Gwydion Penderwyn), Starhawk, etc.

Tradição Gardneriana: Fundada por Gerald Gardner nos anos de 1950 na

Inglaterra. Esta tradição contribuiu muito para Arte ser o que é hoje

A

.. estrutura de muitos rituais e trabalhos mágicos em numerosas tradições são originárias do trabalho de Gardner. Algumas das reivindicações históricas feitos pelo próprio Gardner e por algumas Bruxas Gardnerianas têm que ainda serem verificadas (e em alguns casos são fortemente contestadas) porém, esta Tradição apoiou muitas Bruxas modernas. Gerald B. Gardner é considerado "o avô" de toda a Neo-Wicca. Foi iniciado em um Coven de New Forest, na Inglaterra em 1939. Em 1951 a última das leis inglesas contra a Bruxaria foi banida (primeiramente devido à pressão de Espiritualistas) e Gardner publicou o famoso livro "Witchcraft Today", trazendo uma versão dos rituais e as tradições do Coven pelo qual foi iniciado. Gardnerianismo é uma tradição extremamente hierárquica. A Sacerdotisa e o Sacerdote governam Coven, e os princípios do amor e da confiança presidem. Os praticantes desta Tradição trabalham "Vestidos de Céu" (nus), além de manterem o esquema de Seita Secreta. Nos EUA e Inglaterra os Gardnerianos são chamados de "Snobs of the Craft" (Snobes da Arte), pois muitos deles acreditam que são os únicos descendentes diretos do Paganismo purista. Cada Coven Gardneriano é autônomo e é dirigido por uma Sacerdotisa, com a ajuda do Sacerdote, Senhores dos Quadrantes, Mensageiro, etc. Isto mantém o linhagem e cria um número de líderes e de professores experientes para o treinamento dos Iniciados. A Bíblia Completa das Bruxas (The Witches Bible Complete) escrita por Janet e Stuart Farrar, como também muitos livros escritos por Doreen

Valiente

têm base

nesta

Tradição e

na Tradição Alexandrina em muitos

aspectos.

Tradição Hecatina: Uma Tradição de Bruxos que buscam inspiração em Hécate e tentam reconstruir e modernizar os rituais antigos da adoração à esta Deusa. É algumas vezes chamadas de Tradição Caledoniana ou Caledonii. BRUXO

Tradição Familiar ou Hereditária: Um Bruxo que normalmente foi treinado por um ente familiar e/ou pode localizar sua história familiar em outro Bruxo ou Bruxos. Os Bruxos Hereditários, ou Genéticos como gosto de chamar, são pessoas que têm, ou supõem ter, uma ascendência Pagã (mãe, tia, avó são os alvos mais visados). A maioria dos Hereditários não aceitam a infiltração de outras pessoas fora de sua dinastia, porém algumas Tradições Familiares "adotam" alguns membros, escolhidos "à dedo" em seu segmento.

Bruxa de Cozinha: Uma Bruxa prática que é freqüentemente eclética, enfoca e centra sua magia e espiritualidade ao redor do "forno e do lar".

Bruxaria Satânica: Não existe!

Wicca Saxônica ou Seax-Wicca: Fundada em 1973, pelo autor prolífico, Raymond Buckland que era, naquele momento, um Bruxo Gardneriano. Uma das primeiras tradições precursoras em Bruxos solitários e o auto-iniciados. Estes dois aspectos fizeram dela um caminho popular.

Bruxo Solitário: Uma pessoa que pratica a Arte só (mas pode se juntar às festividades de Sabbat em um Coven ou com outros Bruxos Solitários ocasionalmente). Um Bruxo Solitário pode seguir quaisquer das Tradições, ou nenhuma delas. A maioria de Bruxos ecléticos são Solitários.

Tradição Strega: Começou ao redor na Itália em 1353. A história controversa

sobre esta Tradição pode ser achada em muitos locais e em muitos livros.

Arádia

...

Gospell of the Witches (Arádia

...

A

Doutrina das Bruxas) é um deles.

Tradição Teutônica ou Nórdica: Teutônicos são um grupo de pessoas que falam o norueguês, fosso, islandês, sueco, o inglês e outros dialetos europeus que são considerados "idiomas Germânicos". Um Bruxo teutônico acha freqüentemente inspiração nos mitos tradicionais e lendas, Deuses e Deusas das áreas onde estes dialetos se originaram.

Tradição Asatrú: Teve suas origens no Norte da Europa e é uma das facções das Tradições Teutônica e Nórdica. Esta Tradição é praticada hoje por aqueles que sentem uma ligação com os nórdicos e teutônicos e que desejam estudar a filosofia e religiosidade da antiga Escandinávia, através dos Eddas e Runas. Encoraja um senso de responsabilidade e crescimento espiritual, freqüentemente embasados nos conceitos atribuídos aos nobres guerreiros de tempos ancestrais.

Tradição Algard: Uma americana iniciada nas Tradições Gardneriana e Alexandrina, chamada Mary Nesnick, fundou essa "nova" tradição que reúne ensinamentos de ambas tradições sob uma única insígnia.

Bruxaria Tradicional: Todo Bruxo tradicional dará uma definição diferente para este termo. Um Bruxo tradicional é aquele que freqüentemente prefere o título de Bruxo à Wiccaniano e define os dois como caminhos muito diferentes. Um Bruxo tradicional fundamenta seu trabalho mágico em métodos históricos da tradição, religiosidade e geografia de seu país.

Tradição Galesa de Gwyddonaid: Uma Tradição Galesa Céltica da Wicca, que adora panteão galês de Deuses e Deusas. Gwyddonaid, foi quem grosseiramente traduziu a ignóbil obra galesa "Árvore da Bruxa (Tree Witch)" e propagou esta forma de trabalhar magicamente.

Nomenclatura Wicca das Deidades Pagãs Celtas

Os nomes dos Deuses variam de panteão para panteão, de acordo com a cultura de um povoado ou nação. Para os egípcios, por exemplo, Ísis seria a personificação da Grande Mãe, da Senhora, da Deusa, enquanto que, para os celtas, ela seria Cerridwen.

O mesmo acontece com os nomes dos deuses: Hermes é o deus mensageiro dos gregos, enquanto que Mercúrio responderia pela mesma "pasta" para os romanos. Ou Hélio seria o deus-sol dos gregos, enquanto que, para os celtas, esse seria chamado de Lugh.

A bruxa (ou o bruxo, como queira) é muito particular na sua crença. Ela pode se achar mais conectada com o panteão e a tradição egípcia, por exemplo, e cultuar Ísis, Bastet, Hathor, Thoth, Osíris, etc., ou se identificar mais com a história greco-romana e achar mais legal reverenciar os deuses deste panteão. A afinidade e atração por divindades de vários panteões é algo muito particular. Quem decide é você.

Os principais deuses e deusas (por exemplo) do panteão celta são:

Angus Mac Og - Deus da Juventude, do Amor e da Beleza na Irlanda Antiga. Um dos Tuatha de Dannan, Angus possuía uma harpa dourada que produzia música de irresistível doçura. Os seus beijos transformavam-se em pássaros que transportavam mensagens de amor.

Anu/Annan/Dana/Dannan - Deusa Mãe, da Abundância, sendo a maior de todas as deusas do panteão irlandês. Aspecto virginal da Deusa Tripla, formada com Badb e Macha, guardiã do gado e da saúde. Deusa da Fertilidade, da Prosperidade e do Conforto.

Arawn - Regente do Inferno, Annwn, o Submundo na tradição galesa. Representa a vingança, o terror, a guerra.

Arianrhod - Seu

nome significa

Roda de

Prata ou Grande Mãe Frutuosa.

Arianrhod é a Face Mãe da Deusa Tríplice para os povo de Gales. Honrada em

especial na Lua Cheia, ela é a guardiã da Roda de Prata, símbolo do tempo e do carma. Senhora da Reencarnação.

Badb

- Seu

nome, que

se

pronuncia Baid, foi traduzido como Corvo de

Batalha, ou Gralha Escaldada, que representaria o caldeirão da vida, conhecido

em Gales como "Cauth Bodva". Badb, deusa da Guerra, é

esposa de Net,

também deus da Guerra. Irmã de Macha, a Morrigu, e de Anu. Aspecto Maternal da Deusa Tripla irlandesa. Associada ao caldeirão, aos corvos e às gralhas, Badb rege a vida, a sabedoria, a inspiração e a iluminação.

Banba - Deusa irlandesa que, juntamente com Fotia e Eriu, usava a magia para repelir os invasores.

Bel/Belenus/Belenos/Belimawr - Seu nome significa "brilhante", sendo o Deus do Sol e do Fogo dos irlandeses. Belenos dá seu nome ao festival de Beltane, ou Beltain, festa de purificação e fertilidade comemorada em 1o. de maio no hemisfério norte. Belenos era ainda ligado à ciência, cura, fontes térmicas, fogo, sucesso, prosperidade, colheita e à vegetação.

Blodeuwedd - Seu nome foi traduzido como "flor branca", sendo representada, muitas vezes, com um lírio branco nas cerimônias de iniciação celtas de Gales. Criada por Math e Gwydion, o Druida, para ser esposa de Lleu, foi transformada em coruja por causa do seu adultério e da conspiração para a morte do marido. Aspecto virginal da Deusa Tríplice dos galeses, Blodeuwed tinha por símbolo uma coruja. Seu domínio é o das flores, sabedoria, mistérios lunares e iniciações.

Boann/Boannan/Boyne - Deusa do rio Boyne, na Irlanda, mãe de Angus mac Og com o Dagda.

Bran - O Abençoado. Bran era irmão do poderoso Manawydan de Llyr e de Branwen, sendo filho de Llyr, do folclore galês. Associado aos corvos, Bran é o deus das profecias, das artes, dos chefes, da guerra, do Sol, da música e da escrita.

Branwen - Irmã de Bran e esposa do rei irlandês Matholwch. Vênus dos Mares do Norte, filha de Llyr, uma das três matriarcas da Grã-Bretanha. Branwen é chamada Dama do Lago, sendo a deusa do amor e da beleza no panteão galês.

Brigit/Brid/Brigid/Brig - Seu nome significa "flecha de poder". Brigit era filha do Dagda, sendo chamada A Poetisa. Outro aspecto de Danu, associada a Imbolc. Tinha uma ordem dedicada a ela, formada só por mulheres, em Kildare, na Irlanda, que se revezavam para manter o fogo sagrado sempre aceso. Deusa do fogo, fertilidade, lareira, todas as artes e ofícios femininos, artes marciais, curas, medicina, agricultura, inspiração, aprendizagem, poesia, adivinhação, profecia, criação de gado, amor, feitiçaria, ocultismo.

Cernunnos - Seu nome deve ser pronunciado como se tivesse um "k":

kernunnos. Deus Cornudo, Consorte da Grande Mãe, deus da Natureza, Senhor do Mundo. Comumente representado por um homem sentado na posição de lótus, cabelo comprido e encaracolado, de barba, nu, usando apenas um torque (colar celta) ao pescoço, ou ainda por um homem de chifres, sendo, por isso, erroneamente comparado ao diabo dos cristãos. Os seus símbolos eram o veado, o carneiro, o touro e a serpente. Deus da virilidade, fertilidade, animais, amor físico, natureza, bosques, reencarnação, riqueza, comércio e dos guerreiros.

Cerridwen/Ceridwen/Caridwen - Deusa da Lua do panteão galês, sendo chamada de Grande Mãe e A Senhora. Deusa da natureza, Cerridwen era esposa do gigante Tegid e mãe de uma linda donzela, Creirwy, e de um feio rapaz, Avagdu. Os bardos galeses chamavam a si mesmos de Cerddorion, filhos de Cerridwen. Há uma lenda que diz que o grande bardo Taliesin, druida da corte do rei Arthur, nascera de Cerridwen e se tornara grande mago após tomar algumas gotas de uma poderosa poção de inspiração que Cerridwen preparava no seu caldeirão. Cerridwen é ainda a deusa da Morte, da fertilidade, da regeneração, da inspiração, magia, astrologia, ervas, poesia, encantamentos e conhecimento.

Dagda - No folclore irlandês, o Dagda era chamado de O Bom Deus, Grande Senhor, Pai dos deuses e dos homens, o Arquidruida, deus da magia, da terra. Rei supremo dos Tuatha de Dannan, mestre de todos os ofícios, senhor de todos os conhecimentos. Teve vários filhos, entre eles Brigit, Angus, Midir, Ogma e Bodb, o Vermelho. O Dagda tinha uma harpa de carvalho vivo que fazia com que as estações mudassem quando assim o ordenasse. Deus dos magos e sacerdotes, senhor dos artesãos, da música e das curas.

A Dama Branca - Conhecida em todos os países celtas, era identificada como Macha, Rainha dos Mortos, a forma idosa da Deusa. Simbolizava a morte e a destruição. Algumas lendas chamam-na de Banshee, aquela que traz a morte.

Danu/Dana/Dannan - Principal Deusa Mãe dos irlandeses, às vezes identificada com Anu. Mãe dos Tuatha de Dannan, Povo de Dana, o Povo Mágico, descendente dos deuses, que se escondeu com a chegada dos cristãos às terras celtas. Outro aspecto da Morrigu, Danu é a patrona dos feiticeiros, dos rios, das águas, dos poços, da prosperidade e abundância, da sabedoria e da magia.

Druantia - "Rainha dos Druidas", deusa ligada à fertilidade, às atividades sexuais, às árvores, à proteção, ao conhecimento e à criatividade.

Dylan - Filho

da Onda, Dylan

era o

deus do mar

para os antigos galeses,

sendo filho de Gwydion e Arianrhod. Seu símbolo era um peixe prateado.

Elaine - Aspecto virginal da Deusa no panteão galês.

Epona - Seu nome significa "grande cavalo", sendo homenageada em Gales como deusa dos cavalos. Seus atributos incluíam ainda a fertilidade, a maternidade, a prosperidade, os animais, a cura e a colheita.

Eriu/Erin - Filha do Dagda, Erin era uma das três rainhas dos Tuatha de Dannan da Irlanda.

Flidais - Deusa da floresta, dos bosques e criaturas selvagens do povo irlandês. Viajava numa carruagem puxada por veados e tinha a capacidade de mudar de forma.

Goibniu/Gofannon/Govannon - Era o Grande Ferreiro do povo irlandês, semelhante a Vulcano. Foi ele quem forjou todas as armas dos Tuatha de Dannan. Estas armas sempre atingiam o alvo e toda ferida provocada por elas era fatal. Deus dos ferreiros, dos fabricantes de armas, da ourivesaria, fabricação da cerveja, fogo e trabalho com metais em geral.

Gwydion - O Grande Druida dos galeses. Feiticeiro e bardo do Norte de Gales, seu símbolo era um cavalo branco. Rege a ilusão, as mudanças, a magia, o céu e as curas.

Gwynn ap Nud - Rei das fadas e do submundo na tradição galesa.

Gwythyr - Oposto de Gwynn ap Nud, Gwythyr era o senhor do mundo superior, também no folclore galês.

Herne - O Caçador, era associado a Cernunnos, o Deus Cornudo, e acabou sendo, também, associado à floresta de Windsor.

O Homem Verde (Green Man) - O Homem Verde tinha os mesmos atributos de Cernunnos, sendo igualmente uma divindade cornuda que habitava as florestas. Deus dos bosques, seu nome, em galês antigo, é Arddhu (O Escuro) ou Atho.

Llyr/Lear/Lir - No folclore galo-irlandês, Llyr era o deus do mar e da água, sendo considerado, ainda, senhor do mundo subterrâneo. Llyr era pai de Manawyddan, de Bran e de Branwen.

Lugh/Luga/Lamhfada/Llew/Lug/Lug Samildanach/Llew Llaw

Gyffes/Lleu/Lugos - Na Irlanda e em Gales, Lugh era chamando O Brilhante. Deus do Sol e da guerra, era associado aos corvos, tendo por símbolo, em Gales, um veado branco. Sua festividade é Lughnasadh, outra festa da

colheita. Era filho de Cian e de Ethniu. Tinha uma espada e uma funda mágica. Lugh era carpinteiro, pedreiro, ferreiro, harpista, poeta, druida, médico e ourives. Seu domínio incluía a magia, o comércio, a reencarnação, o relâmpago, a água, as artes e ofícios em geral, viagens, curas e profecias.

Macha - O Corvo. Rainha da Vida e da Morte no panteão irlandês. Um dos aspectos da Morrigu, era reverenciada também em Lughnasadh. Após uma batalha, os irlandeses cortavam as cabeças dos vencidos e oferenciam a Macha, sendo este costume chamado de A Colheita de Macha. Deusa protetora da guerra, e da paz, Macha regia também a astúcia, a força física, a sexualidade, a fertilidade e o domínio sobre os machos.

Manannan mac Lir/Manawyddan ap Llyr/Manawydden - Filho do deus do mar, Llyr, era homenageado como uma das principais divindades do mar pelos irlandeses. Reverenciado ainda como protetor dos navegadores, deus das tempestades, da fertilidade, da navegação, dos mercadores e do comércio. Tinha uma armadura mágica que se dizia ser impenetrável.

Math Mathonwy - Deus da feitiçaria, da magia e do encantamento no folclore galês.

Merlin/Merddin/Myrddin - Figura já conhecida do círculo da mitologia arturiana, este era o Grande Feiticeiro, o Druida Supremo dos galeses. Dizia-se que aprendeu sua magia (que não era pouca) com a própria Deusa, sob os nomes de Morgana, Viviane, Nimue ou Rainha Mab. A tradição diz que Merlin dorme numa caverna de cristal depois de enganado por um encantamento de Nimue. Merlin era o senhor da ilusão, da profecia, da adivinhação, das previsões, dos artesãos e ferreiros. Diz-se ainda que tinha grande habilidade de mudar de forma.

Morrigu/Morrigan/Morrighan/Morgan - A Morrigu era tida como a Grande Rainha, Senhora Suprema da Guerra, Rainha dos Fantasmas e Rainha Espectro, pois possuía uma forma mutável. Reinava sobre os campos de batalha, ajudando com sua magia. Representa o aspecto idoso da Deusa

Tríplice, sendo associada aos corvos e gralhas. Patrona das sacerdotisas e feiticeiras.

Nuada/Nuda/Nodons/Nodens/Lud/Llud Llaw Ereint - No folclore galo- irlandês, era reverenciado como o senhor dos deuses, como Júpiter. Possuía uma espada invencível, guardada pelos Tuatha de Dannan. Nuada era o deus da cura, da água, dos oceanos, da pesca, da navegação, dos carpinteiros, ferreiros, harpistas, poetas e narradores de histórias.

Ogma/Oghma/Ogmios/Grianainech/Cermait - Herói semelhante a Hércules, Ogma tinha uma enorme maça com a qual defendia seu povo, os Tuatha de Dannan, sendo eleito seu campeão. A tradição diz que foi ele quem inventou o alfabeto ogham, utilizado pelos antigos druidas, baseado em árvores consideradas mágicas. Ogma rege a eloquência, os poetas, escritores, a inspiração, a força física, a linguagem, a literatura, as artes, a música e a reencarnação.

Rhiannon - Grande rainha dos galeses, Rhiannon era a protetora dos cavalos e das aves. Rege os encantamentos, a fertilidade e o submundo. Aparece sempre montando um veloz cavalo branco.

Scathach/Scota/Scatha/Scath - Seu nome traduzia-se como A Sombra, Aquela que combate o medo. Deusa do submundo, Scath era a deusa da escuridão, aspecto destruidor da Senhora. Mulher guerreira e profetisa que viveu em Albion, na Escócia, e que ensinava artes marciais para os guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era tida como dura e impiedosa. Não foi à toa que o adestramento do herói Cu Chulainn foi levado a cabo por ela mesma, considerada a maior guerreira de toda a Irlanda. Scath era ainda a patrona dos ferreiros, das curas, magia, profecia e artes marciais.

Taliesin - Taliesin

o

Bardo,

foi

o

druida chefe

da corte

de

Arthur, um dos

maiores reis da Inglaterra. Dominava a arte da escrita, a poesia, a sabedoria, a magia e a música. Taliesin é tido como patrono dos druidas, bardos e menestréis.

Mas

o

sentido

profundo

do

simbolismo

na

Bruxaria

pode

ser

verdadeiramente entendido através da meditação e do contato intuitivo com a

energia dos Deuses Princípio

Feminino ou Grande Mãe

A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. É associada aos mistérios da Lua, da Intuição, da Noite, da Escuridão e da Receptividade. É o inconsciente, o lado escuro da mente que deve ser desvendado. A Lua nos mostra sempre uma face nova a cada sete dias,

mas nunca morre, representando os mistérios da Vida Eterna. Na bruxaria, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem, a Mãe e a Velha Sábia, sendo que esta última ficou mais relacionada à Bruxa na

Imaginação popular. A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal.

Princípio Masculino ou Deus Cornífero

Da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento, e trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde e alegria. Da mesma forma que o sol nasce e se põe, todos os dias, o Deus nos mostra os mistérios de Morte e do Renascimento. Na bruxaria, o Deus nasce da Grande Mãe, cresce, se torna adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, eles fazem amor, a Deusa fica grávida, o Deus morre no inverno e renasce novamente, fechando o ciclo do renascimento, que coincide com os ciclos da Natureza, e mostra os ciclos da nossa própria vida. Para alguns, pode parecer meio incestuoso que o Deus seja filho e amante da Deusa, mas é preciso perceber o verdadeiro simbolismo do mito, pois do útero da Deusa todas as coisas vieram, e, para ele, tudo retornará. E, se pensarmos bem, as mulheres sempre foram mães de todos os homens, pelo seu poder de promover o renascimento espiritual do ser

amado e de toda a Humanidade.

OS ELEMENTAIS

Os Elementais, normalmente se apresentam àqueles que possuem uma maior sensibilidade para poder vê-los, na forma que imaginamos que eles sejam. Um exemplo disso é que as informações que temos sobre os Elementos da Terra -

os Gnomos - é que são uns homenzinhos de mais ou menos 30cm de altura,

possuem barbas compridas, etc

Por que se nos apresentam assim? Porque

... eles vão ler a nossa mente, processar a imagem de produzimos à respeito deles, e assim eles irão se apresentar à nós.

Em cada região, os Elementais irão se apresentar de uma forma diferente,

como por exemplo na Europa. As mulheres tem a pele clara, cabelos loiros e

olhos azuis,

portanto as Ondinas

que são os Elementais

da

Água, irão

se

apresentar dessa forma, bem diferente da nossa Iara, que também é uma

Ondina, mas com aparência de uma Índia, assim como as pessoas do interior, vêem o saci-pererê, que na realidade é um Gnomo. Mas o mais importante não é a aparência deles, e sim sabermos preservá-los perto de nós. São criaturas doces, maravilhosas, que podem nos ajudar, e muito, a todo momento, desde que sejamos puros, honestos e sensíveis, adoram ser tratados com muito amor e carinho, e ganhar presentes.

Água - Assim como os Gnomos tem suas funções limitadas junto aos Elementos da Terra, os Elementais da Água - as Ondinas - atuam na Essência Invisível e Espiritual, - O Éter Úmido - A beleza é uma característica comum aos Elementais da Água. São sempre cheios de graça, simetria, onde quer que sejam encontradas, representadas na arte, em esculturas. O Elemento Água, que sempre foi identificado como sendo um símbolo feminino, é muito natural que os Elementais da Água sejam simbolizados como fêmeas. As Ondinas, estão subdivididas em vários grupos, algumas habitam as Cataratas, Mares, onde podem ser vistas entre os vapores, outras habitam os Pântanos, Brejos e Charcos, outras ainda habitam em Lagos de Montanhas.

De um modo geral, quase na totalidade, as Ondinas são muito parecidas com seres humanos, tanto na sua forma, como tamanho - as que habitam os Rios e Fontes, tem proporções menores - Normalmente vivem em Cavernas de Corais, nos Juncais, às margens dos Rios ou das Praias. As Ondinas, servem e amam sua Rainha, Necksa. Elas são antes de tudo, seres emocionados, amigáveis com os humanos, à quem gostam de servirem. Muitas vezes, são representadas cavalgado em Golfinhos e em outros grandes Peixes, essas Sereias tem um amor muito grande pelas flores e plantas, às quais servem de maneira devotada e inteligente quanto aos Gnomos. Antigos poetas diziam que o canto das Ondinas "O Canto das Sereias" eram ouvidos no vento Oeste, e que suas vidas, eram consagradas à beleza da Terra Material.

Terra - Os Elementais que vivem no Éter Terrestre são denominados geralmente de Gnomos. Assim como há seres humanos em evolução através dos elementos físicos e objetivos da Natureza, também existe várias espécies de Gnomos em desenvolvimento e evolução através do Corpo Etéreo da Natureza. São conhecidos também chamados "Espíritos das Árvores, os homenzinhos velhos da floresta. Sua casas são por eles construídas com substâncias parecidas com o Alabastro, o mármore e o Cimento, mas a verdadeira substância é desconhecida no plano físico ( 3ª dimensão ), já que todos os Elementais vivem na 4ª dimensão. Cada arbusto, cada flor, cada planta, cada árvore, tem o seu Espírito da Natureza, que freqüentemente usa o

Corpo Físico da planta como sua habitação. Quando uma planta é cortada e morre, seu Elemental morre junto com ela, mas enquanto existir o menor traço de vida nessa planta, ela mostrará a presença de seu Elemental Guardião.

Pense bem antes de cortar uma planta, veja se é mesmo necessário

Os

... Gnomos sempre se colocam à disposição do ser humano, desde que nunca seja usado seus poderes de uma maneira egoísta, para adquirir o Poder Temporal. Uma atitude dessa faz com que estes Elementais se voltem com toda a sua fúria àqueles que os decepcionam.

Os Gnomos são governados por um rei, pelo qual têm um grande amor e referência. Seu nome é Gob, por isso seus súditos são freqüentemente chamados de Gobelinos. Os Gnomos casam-se e constituem família. As mulheres dos Gnomos são as Gnomidas. Alguns usam as roupas tecidas do Elemento que vivem. Em outros casos, sua vestimenta é parte integrante deles mesmos, e cresce com eles, como pêlos nos animais. São muito gulosos, e gastam grande parte de seu tempo comendo, mas ganham seu alimento, através de um trabalho deligente e conscencioso. Muitos são de temperamento avaro, e gostam de acumular coisas, que escondem longe, em plantas secretas.

Existem provas abundantes, que as crianças, até por volta dos sete anos de idade, por sua pureza, freqüentemente vêm os Gnomos, porque seu contato com o mundo material ainda não está completo, ainda não adquiriram defeitos

psicológicos, sendo assim funcionam mais ou menos conscientemente nos mundos invisíveis. O comportamento dos Gnomos ou Duendes varia em geral baseiam-se em atitudes humanas por estarem próximos aos homens. Essa aproximação, é sempre favorecida quando o ser humano está mais frágil e sensível. Os Gnomos são os Guardiões dos Minerais, com capacidade até de transformar Rocha em Cristal. Os Duendes, são ligados à Terra e geralmente conseguem controlar imprevistos da Natureza. Tanto Gnomos quanto Duendes vivem vários anos, cerca de cem anos. Adoram fazer brincadeiras e esconder coisas. Alguns possuem orelhas pontudas e grandes e tem grande quantidade de pêlos no corpo. Quando confiam no homem, se tornam fiéis e grandes protetores. Adoram frutas, mas naturalmente, em seu sentido de humor que se faz notar em cada uma de suas afirmações - para comermos um melancia ou um melão, teríamos que nos meter dentro. O morango, a cereja, a groselha e amoras silvestres, são seus pratos favoritos, e não comem como sobremesa, mas sim como prato principal.

Alguns Amigos:

Morag

Gnomo do Amor

Gnoa

Gnomida da Criatividade

Magnodun

Duende da Magia

Tende

Duende da Sorte

Sagmo

Gnomo da Casa

Gobe

Gnomo da Sabedoria

Dunaz

Duende da Natureza

Moveg

Gnomo dos Vegetais

Migsa

Gnomida Professora

Dulei

Duende da Alegria

Duendo

Duende da União

Fogo - O Terceiro grupo de Elementais, são representados pelos Salamandras, que vivem no Éter atenuado e espiritual que é o Invisível Elemento Fogo. Sem elas, o fogo material não existiria, um fósforo não pode ser aceso, e nem a pólvora explodiria. O ser humano é incapaz de se comunicar

adequadamente com as Salamandras, pois ela reduz a cinzas, tudo que delas se aproxima. Antigos místicos, preparavam incensos especiais de ervas e perfumes, para que quando queimados, pudessem provocar um vapor especial, e assim formar nos seus rolos as figuras das Salamandras, sentindo assim a sua presença. Muitas Salamandras são vistas em formas de bolas ou línguas de fogo, correndo através dos campos ou adentrando nas casas. No Brasil, chamam essas aparições, ou "fenômenos" de Fogo-Santileno". A maioria dos místicos afirmam que as Salamandras são seres gigantes, imponentes, flamejantes em roupas fluídas, como se fosse uma armadura de fogo. São as mais poderosas dos Elementais e tem como seu regente Djin. Antigos sábios sempre foram advertidos para manter distância delas, pois os benefícios que seus estudos trariam, não seria proporcional, ao preço que se pagaria por eles. Possuem especial influência sobre os indivíduos de temperamento ígneo e tempestuoso. Tanto nos animais, quanto no homem, as Salamandras trabalham através do emocional, por meio de calor corpóreo, do fígado e da corrente sangüínea. Sem a sua assistência, não haveria calor.

Ar -

No

último

discurso de Sócrates, tal como

foi preservado

no Fédon

de

Platão, o filósofo condenado à morte diz: - "acima da Terra, existem seres vivendo em torno do ar, tal como nós vivemos em torno do mar, alguns em

ilhas que o Ar forma junto com o Continente; e numa palavra, o ar é usado por Eles, tal qual a água e o mar são por nós, e o Éter é para nós. Mais ainda, o temperamento das suas estações é tal, que Eles não têm doenças e vivem

muito mais tempo do que

nós,

e

têm

visão

e audição

e todos

os outros

sentidos muito mais aguçados do que os nossos, no mesmo sentido que o Ar é mais puro que a Água e o Éter do que o Ar. Eles também têm seus templos e Lugares Sagrados, em que os Deuses realmente vivem, e Eles escutam sua vozes e recebem suas respostas; são conscientes de sua presença e mantêm conversação com Eles, e Vêem o Sol, e vêem a Lua, e Vêem as Estrelas, tal como realmente são. E todas suas bem-aventuranças, são desse gênero" ...

Eles são os mais altos de todos os Elementais, o seu Elemento Nativo é o de mais alta taxa vibratória. É comum atingirem 1000 anos de idade, não envelhecem nunca. São os Silfos, que têm como líder um Silfo chamado Paralda, e vive na mais alta montanha da Terra. Acredita-se que os Silfos reúnem-se em torno da mente dos sonhadores, dos artistas, dos poetas, e os inspiram com seu alto conhecimento das maravilhas e obras da Natureza. São de temperamento alegre, mutável e excêntrico. À eles, é atribuída a tarefa de modelar os flocos de neve e arrebanhar as nuvens, sempre desempenhando esta tarefa com a ajuda das Ondinas, que lhes fornecem a umidade.

Ritual da Auto Dedicação (ou Auto Iniciação) (para Bruxos Solitários)

Prefira realizar o ritual em uma noite de lua cheia ou crescente, em qualquer um dos oito Sabás ou no seu aniversário.

É melhor realizá-lo a sós, e nu(a); entretanto, se você não se sentir à vontade

para trabalhar sem

roupa,

poderá

usar

uma

veste

cerimonial

branca.

Comece despindo suas roupas e tomando um banho ritualístico perfumado ou

de ervas (simbolizando o elemento

água) para purificar seu

corpo

e

seu

espírito de qualquer vibração negativa. Durante o banho, limpe completamente sua mente de todos os pensamentos mundanos negativos e desagradáveis, e medite até seu corpo ficar totalmente relaxado.

Após o banho, trace no chão um círculo com cerca de 1,5m de diâmetro,

usando giz

ou

tinta

branca. Salpique

um pouco

de sal (simbolizando

o

elemento terra) sobre o círculo sagrado, para consagrá-lo, dizendo:

Com o sal eu consagro E abençôo este círculo

Sob os nomes divinos da Deusa E do seu Consorte, o Deus Chifrudo. Abençoado Seja!

Sente-se no centro do círculo, voltado para o norte, com duas velas brancas (simbolizando o elemento fogo) e um incensório de olíbano com incenso de

mirra (simbolizando

o

elemento

ar)

diante

de

você.

Acenda o incenso, em seguida, a primeira vela, e repita:

Eu te invoco e te chamo, Oh Deusa Mãe, criadora de vida E alma do Universo infinito Pela chama da vela e pela fumaça do incenso Eu te invoco para abençoar este ritual E para garantir a minha admissão Na companhia dos teus filhos amados. Oh bela Deusa da vida e do renascimento, Que é conhecida como Cerridwen, Astarte, Atenas, Brígida, Diana, Ísis, Melusine, Afrodite E por muitos outros nomes divinos, Neste círculo consagrado à luz de velas Eu me comprometo a te honrar,

A te amar e a te servir. Enquanto eu viver, Prometo respeitar e obedecer à tua lei De amor a todos os seres vivos. Prometo nunca revelar os segredos da Arte

A qualquer homem ou mulher que não pertença ao mesmo caminho; E juro aceitar o Conselho Wiccaniano de "Não prejudicar ninguém, façam o que quiserem". Oh, Deusa, Rainha de todas as Bruxas, Abro meu coração e minha alma para ti. Assim seja.

Acenda a segunda vela e diga:

Eu te invoco e te chamo, Oh Grande Deus Chifrudo dos pagãos, Senhor das matas verdes E pai de todas as coisas selvagens e livres. Pela chama da vela e pela fumaça do incenso Eu te invoco para abençoar esse ritual. Oh grande Deus Chifrudo da Morte

E de tudo o que vem depois, Que é conhecido como Cernunnos, Attis, Pã, E por muitos outros nomes, Neste círculo consagrado à luz de velas Eu me comprometo a te honrar,

A te amar e a te bem servir, Enquanto eu viver. Oh Grande Deus Chifrudo da Paz e do Amor, Abro meu coração e minha alma para ti. Assim seja.

Mantenha suas

mãos abertas

e

voltadas

para

os

céus.

Feche

os

olhos

e

visualize dois raios brancos de luz brilhante descendo dos céus e penetrando a

palma de suas mãos. Uma sensação morna de formigamento se espalhará pelo

seu corpo à medida que o poder do amor da Deusa e do Deus purificar sua alma. Não se assuste se começar a ouvir uma voz (ou vozes) falando dentro de sua mente, como por telepatia. São a Deusa e o Deus dentro de você, revelando sua presença. (Embora nem todos os Wiccanianos ouçam ou percebam as verdadeiras palavras ditas pela Deusa ou pelo Deus Chifrudo - alguns sentem sua presença divina e seu amor -, não é incomum que as deidades pagãs

falem

diretamente

com

um(a)

Bruxo(a)

recentemente

auto

iniciado(a),

especialmente

se

você

for

sensitivo(a).

Permaneça no círculo

sagrado até

que

as velas

e

o incenso terminem.

E, então, encerra-se o Ritual de Auto iniciação.

COVENS x SOLITÁRIOS

As pessoas perguntam se é melhor ser uma Bruxa Solitária ou fazer parte de um Coven. Isso depende do temperamento de cada um. As duas coisas têm suas vantagens e problemas. Trabalhando sozinha, você tem liberdade e autonomia, sem depender da opinião do grupo. Por outro lado, dentro de um Coven, você pode encontrar amizades e pessoas com quem dividir suas idéias e dificuldades, pessoas mais experientes para lhe ensinar e muita alegria nos rituais. Cabe a você determinar sua forma de trabalho, pois a energia só flui num clima de muita alegria e descontração. O mais comum é encontrarmos pessoas que comemoram os Sabás em grupo, mas mantêm um trabalho independente como Bruxo Solitário.

Para

se

trabalhar num Coven

é preciso

que haja total afinidade

entre os

membros. Todas as opiniões devem ser ouvidas para que se chegue a um consenso O Coven é formado por 13 pessoas, cada uma representando um mês do ano, pois, nas Sociedades Matrifocais, o ano segue o Calendário Lunar de 13 meses de 28 dias, mais um dia, no total 365 dias. Daí vem a expressão "Um Ano e um Dia", pois, quando é iniciada, a pessoa estuda durante esse

período para, depois, confirmar seus votos. O Calendário de 13 Luas também era usado pelos Maias, e é o que se afina melhor com os Ciclos da Terra. Para um praticante de Bruxaria é muito importante se afinar com as fases da Lua. Rituais para novos começos são feitos na Lua Nova. Quando queremos crescimentos devemos trabalhar na Lua Crescente. A Lua Cheia é indicada para Rituais de prosperidade, fertilidade e trabalhos que exijam grande dose de energia. Se queremos nos livrar de energias negativas, doenças, etc., devemos trabalhar na Lua Minguante, que também é conhecida como LUA NEGRA. Esse conceito não tem nada a ver com o Mal, dizendo respeito ao lado obscuro da mente, que devemos conhecer, pois é a negação desse lado negro que muitas vezes se transforma em ódio e negatividade.

Não é necessário que se tenha 13 pessoas no Coven, pois é melhor se trabalharem duas ou três pessoas afinadas do que uma multidão que não se entende! Um Coven problemático é uma grande dor-de-cabeça, e nenhuma energia positiva consegue fluir nessas condições. Ao atingir mais que 13 membros, algumas pessoas do Coven podem optar por formar seus próprios grupos interligados, dando origem ao que se chama de Clã. Dentro do Clã, todos os Covens mantêm a sua independência e trocam informações. Num Coven, todas as pessoas são iguais. Muitas vezes, eu uso expressões no feminino durante o curso. Isso não deve ser visto como se o homem fosse menos importante para a Wicca. Deve haver um equilíbrio entre as energias masculina e feminina para que haja harmonia em nossas vidas.

Algumas pessoas começam o círculo pelo Leste, mas eu prefiro a maneira Celta e sempre começo pelo Norte. Na Tradição Celta, o Norte é sagrado, pois é pelo Norte que o guerreiro entra no círculo do conhecimento, e foi pelo Norte da Terra que os Celtas vieram para a Europa. Uma forma de traçar o círculo é dizer: "Pelo Poder da Deusa e do Deus, pelos Guardiões dos Quatro Quadrantes, eu traço este Círculo Sagrado. Deste espaço nenhum Mal sairá, e nele nenhum Mal poderá entrar!"

Se você quiser, pode para em cada Quadrante e convidar os Elementais para entrar no círculo. Antes de iniciarmos o ritual, o lugar em que será traçado o Círculo deve ser varrido com a Vassoura para eliminar qualquer negatividade. Mesmo assim, devemos evitar fazer rituais em locais negativos. Na maioria das vezes, o Círculo é traçado no sentido horário durante os Sabás e no sentido anti-horário para os Feitiços, em especial nos trabalhos para se banir energia negativas.

Dentro do Círculo deve haver um símbolo em cada Quadrante representando os Quatro Elementos: Água, Sal ou qualquer objeto marinho para a Água a Oeste; uma vela ou enxofre para o Fogo ao Sul; um pouco de terra ou uma planta para a Terra ao Norte; e uma pena ou incenso para o Ar a Leste. Esses elementos podem ser substituídos por velas na cor dos Quadrantes.

Na Tradição Celta, as cores são: Negro para o Norte, representando a meia- noite; Vermelho para o Leste, representando o nascer do Sol; Branco para o Sul, representando o Sol do meio-dia; e Cinza, Azul ou Púrpura para o Oeste, representando o crepúsculo. Não é meu objetivo apresentar um Ritual para ser copiado, e sim dar uma base para que você crie os seus próprios rituais, de acordo com suas características e possibilidades.

Antes de iniciar o Ritual, tudo já deve ter sido planejado com antecedência, e as funções de cada um já devem estar determinadas. Depois de traçado o Círculo, a sacerdotisa convida a Deusa para entrar no Círculo, e o Sacerdote faz o convite ao Deus. Esse ritual de evocação dos Deuses pode ser feito por outros membros do Coven se for o desejo da Sacerdotisa. Ela é a senhora do Coven, sendo sua atribuição determinar as funções de cada um, bem como dirigir um ritual e determinar seu andamento. Na falta de uma Sacerdotisa, essas atribuições vão para o sacerdote do Coven. Cabe também à sacerdotisa explicar o porquê do ritual e de tudo o que será feito para o Coven, naquela ocasião.

Os rituais são feitos após o crepúsculo, seguindo a Roda do Ano. Caso se trate

de um ritual para a realização de um Feitiço, é melhor seguir as tabelas de

Horário Planetário, que são dadas

no

final do

curso, mas

sem

se

prender

demasiadamente a eles, pois nem sempre se pode fazer o Ritual no dia e hora mais propícios.

O Coven pode fazer alguma visualização ou alguma atividade relacionada com o Sabá ou Feitiço a ser realizado.

Logo após, a Sacerdotisa e o Sacerdote realizam a Consagração do Vinho. A Sacerdotisa segura o Cálice com ambas as mãos e diz:

"- Este é o Útero da Grande Mãe. Dele todas as coisas do Universo foram criadas."

Então, o Sacerdote segura o Athame com as duas mãos e introduz a ponta no Cálice, tocando levemente o vinho, enquanto diz:

"- Este é o Falo Divino. Este é o Poder da Fertilidade." A Sacerdotisa diz:

"- A União da Deusa e do Deus foi feita. Toda a vida foi criada. Abençoado seja o Amor dos Deuses!"

Todo o Coven responde:

"- Abençoado seja!" O Sacerdote retira o Athame do Cálice, beija a lâmina e recoloca no Altar. A Sacerdotisa derrama um pouco de vinho no Caldeirão (ou no chão, se o ritual for ao ar livre). Isto é chamado Libação, e representa uma oferenda aos Deuses. Depois, ela bebe um gole de vinho, dá o Cálice ao Sacerdote, que, após beber, passa aos outros membros do Coven. O último a beber devolve o Cálice à Sacerdotisa, que deve recolocá-lo no Altar. As funções do Sacerdote e

da Sacerdotisa podem mudar durante a Consagração, mas, nesse caso, se o Sacerdote segura o Cálice, ele deve se ajoelhar diante da Sacerdotisa.

Todos os membros devem beber vinho e comer um pedaço de pão, quando o ritual exigir que ele seja compartilhado. Nesse caso, o primeiro pedaço também deve ser jogado no caldeirão como oferenda.

Depois da Consagração, os membros podem queimar suas oferendas e pedidos no Caldeirão.

Nessa hora, todos devem dar as mãos e girar ao redor do fogo, para criar o Cone do Poder. Esse é o nome da Grande Massa de energia criada durante o Ritual. Ela circula pelos corpos energéticos de todos os membros do Coven e se junta num ponto acima do Círculo. Essa concentração de energia recebeu esse nome porque os videntes dizem enxergá-la em forma de cone, de onde vieram as representações de Bruxas e Magos usando chapéus pontudos. Muitos dizem que essa forma auxilia a captação de poder, como acontece nas pirâmides. Se você quiser testar é só fazer uns chapéus em forma de cone para o seu grupo. Se não ajudar em nada, pelo menos é bem divertido!

Cabe à sacerdotisa perceber

quando o

nível de

energia atingiu

um

nível

satisfatório. Então, ela ergue

os

braços e todos imitam

o

seu

movimento,

lançando o Cone em direção ao Universo, para que seus objetivos sejam realizados.

Depois de enviado o Cone, todos devem entrar numa fase de relaxamento, onde se pode dançar, ler poesias ou simplesmente partir para os Bolos e Vinho. Esse compartilhar de alimentos é uma das partes mais importantes do Ritual, pois é através da sua Alegria que você faz a verdadeira Comunhão com os Deuses.

O Ritual não deve ter muitas formas rígidas. cada um deve criar a sua própria forma de chamar os Deuses. Não se desespere caso você gagueje ou esqueça aquele belo ritual decorado. Dê umas boas risadas e vá em frente!

Se você não tem senso de humor, esqueça a Wicca, pois você nunca será uma Bruxa!

Isto não quer dizer que você possa entrar no Círculo para fazer palhaçadas, sem nenhum respeito aos Deuses. A Bruxaria tem seus momentos de descontração e seriedade. Cabe a você saber diferenciar as situações.

Quando o grupo decidir terminar o Ritual, as pessoas que evocaram os Deuses devem agradecê-los e se despedir. A mesma pessoa que traçou o círculo deve abri-lo, fazendo o traçado no sentido oposto ao que foi traçado, e também deve se despedir de todas as entidades que foram convidadas e agradecer sua ajuda, dizendo:

"- Pelo Amor do Deus e da Deusa, pelos Guardiões dos Quatro Quadrantes, eu abro este Círculo Sagrado. Ele está Aberto, mas não Quebrado. Que ele seja enviado ao Universo."

Feliz encontro, feliz partida, feliz encontro novamente. Que assim seja, para o Bem de Todos!

É muito importante

a

criatividade

nos

Rituais.

Eles

não

devem

ser

interrompidos, e, salvo em caso de necessidade, nenhum membro deve sair do Círculo até o final. Se isso tiver que ser feito, deve-se pular a Vassoura para não quebrá-lo, pois, se isso ocorrer, todo o Ritual de Abertura terá que ser feito novamente.

Quem tiver algum problema de saúde não deve participar dos Rituais. Se alguma pessoa se sentir mal, deve sair imediatamente do Círculo. Grávidas, pessoas idosas ou muito jovens devem ter cuidados especiais. Pode-se iniciar as pessoas no Coven a partir dos 13 anos, ou, no caso das meninas, após a primeira menstruação. Não é comum crianças pequenas nos Rituais, mas elas podem participar de alguns Rituais em família. Para os que têm filhos, é aconselhável que se criem Rituais leves para que as crianças conheçam os Deuses e desenvolvam seu Amor pela Natureza. Um exemplo seria criar um

Ritual simples para que as crianças consagrassem um jardim ou pedissem aos Deuses proteção para seus bichinhos de estimação.

A Bruxa Solitária deve seguir os mesmos passos dados acima, com a diferença de que ela mesma consagrará o Vinho e dançará em volta do Caldeirão para formar o Cone do Poder. Não se preocupe, pois você, desde que tenha a necessária concentração, poderá formar um Cone do Poder tão bom quanto um grupo de várias pessoas, especialmente se elas não estiverem em sintonia. No final do curso é dado o Ritual de Auto-Iniciação, que serve de base para a criação pessoal. se a pessoa estiver sendo iniciada num Coven, ela deve ser trazida para dentro do Círculo e iniciada pela Sacerdotisa ou Sacerdote. fará os mesmos votos dados na Auto-Iniciação, e prometerá nunca revelar os nomes mágicos de seus companheiros do Coven. Em muitos Covens, a pessoa é apresentada aos Quatro Quadrantes, enquanto a Sacerdotisa desenha com o dedo um Pentagrama em sua testa e em seu coração. Então, a pessoa revela seu Nome Mágico para o Coven e recebe seu Athame, seu Pentagrama e outros símbolos do Coven. Cada grupo deve criar seu próprio Ritual de Iniciação, mas procurando evitar coisas como vendar os olhos, amarrar ou encostar o Punhal no peito das pessoas, pois eu, por experiência própria, sei que isso é bastante desagradável. O Ritual de Iniciação é uma ocasião festiva e não um trote de faculdade! Depois de Iniciada, a pessoa passará por um período de Um Ano e Um Dia de estudos para depois confirmar seus votos. Se, em algum momento, ela decidir deixar o Coven, poderá fazê-lo sem sofrer pressões, ameaças ou maldições.

Os Wiccans recomendam àqueles que buscam a Arte, que aceitem esses poucos princípios básicos:

Nós praticamos ritos para nos alinharmos ao ritmo natural das forças vitais, marcadas pelas fases da Lua e aos feriados sazonais.

Nós reconhecemos que nossa inteligência nos dá uma responsabilidade única em relação a nosso meio ambiente. Buscamos viver em harmonia

com a Natureza, em equilíbrio ecológico, oferecendo completa satisfação à vida e à consciência, dentro de um conceito evolucionário.

Nós damos crédito a uma profundidade de poder muito maior que é aparente a uma pessoa normal. Por ser tão maior que ordinário, é às vezes chamado de "sobrenatural", mas nós o vemos como algo naturalmente potencial a todos.

Nós vemos o Poder Criativo do Universo como algo que se manifesta através da Polaridade - como masculino e feminino - e que ao mesmo tempo vive dentro de todos nós, funcionando através da interação das mesmas polaridades masculina e feminina.

Não valorizamos um acima do outro, sabendo serem complementares.

Valorizamos a sexualidade como prazer, como o símbolo e incorporação da Vida, e como uma das fontes de energias usadas em práticas mágicas e ritos religiosos.

Nós reconhecemos ambos os mundos exterior e interior, ou mundos psicológicos - às vezes conhecidos como Mundo dos Espíritos, Inconsciente Coletivo, Planos Interiores, etc. - e vemos na interação de tais dimensões a base de fenômenos paranormais e exercício mágico.

Não negligenciamos qualquer das dimensões, vendo ambas como necessárias para nossa realização.

Nós não reconhecemos nenhuma hierarquia autoritária, mas honramos aqueles que ensinam, respeitamos os que dividem de maior conhecimento e sabedoria, e admiramos os que corajosamente deram de si em liderança.

Nós vemos religião, mágica, e sabedoria como sendo unidas na maneira em que se vê o mundo e vive nele - uma visão de mundo e filosofia de vida, que identificamos como Bruxaria ou o Caminho Wiccaniano.

Chamar-se "Bruxo" não faz um Bruxo - assim como a hereditariedade, ou a coleção de títulos, graus e iniciações.

Um Bruxo busca controlar as forças interiores, que tornam a vida possível, de modo a viver sabiamente e bem, sem danos a outros e em harmonia com a Natureza.

Nós reconhecemos que é a afirmação e satisfação da vida, em uma continuação de evolução e desenvolvimento da consciência, que dá significado ao Universo que conhecemos, e a nosso papel pessoal dentro do mesmo.

Nossa única animosidade acerca da Cristandade, ou de qualquer outra religião ou filosofia, dá-se pelo fato de suas instituições terem clamado ser "o único verdadeiro e correto caminho", e lutado para negar liberdade a outros, e reprimido diferentes modos de prática religiosa e crenças.

Como Bruxos Americanos, não nos sentimos ameaçados por debates a respeito da História da Arte, das origens de vários termos, da legitimidade de vários aspectos de diferentes tradições.

Somos preocupados com nosso presente e com nosso futuro.

Nós não aceitamos o conceito de "mal absoluto", nem adoramos qualquer entidade conhecida como "Satã" ou "o Demônio" como defendido pela Tradição Cristã.

Não buscamos poder através do sofrimento de outros, nem aceitamos o conceito de que benefícios pessoais só possam ser alcançados através da negação de outros.

Trabalhamos dentro da Natureza para aquilo que é positivo para nossa saúde e bem estar.

CAVALARIA WICCA

Sabendo que a Arte dos Sábios é a crença mais honrada e antiga da história da humanidade, ela impõe que todas as Bruxas, no ato de respeitar os Antigos Deuses, os irmãos e irmãs da Arte, e eles mesmos devem saber que:

I -

Cavalaria é

um

alto código

de

honra,

da

qual

é

maioria originada do

paganismo

antigo, e

deve ser

vivida por

todos aqueles que

seguem os

caminhos antigos.

II - Todos devem saber que pensamentos e intenções colocadas nessa face da Terra, vão encerrar fortes nas profundezas de outros mundos, e retornará. Tudo o que você planta, você deve colher.

III -

É

apenas

preparando

nossas

mentes

para

sermos

Deuses,

que

conseguiremos alcançar a mente dos Deuses. IV - Acima de tudo, ser sincero consigo mesmo.

V - A palavra de uma Bruxa deve ter a validade de algo assinado ou de uma testemunha de um juramento. Dê apenas a sua palavra escassamente, e apegue-se a ela como ferro.

VI - Evite falar de doença devem ser ditas.

para os

outros, já que

nem todas

as verdades

VII - Não fale sobre outras pessoas, coisas que você apenas ouviu falar, já que a maioria das coisas que falam, é tudo mentira.

VIII - Seja honesto com os outros, e deixe claro que você também espera encontrar honestidade nessas pessoas.

IX -

A

fúria do momento, joga

loucura com a

verdade; ter a confiança de

alguém é uma virtude.

X - Pense sempre nas conseqüências de seus atos sobre os outros. Ataque sem fazer mal.

XI - Muitos covens devem ter várias visões de amor entre os membros e com os outros. Quando um coven, um clã ou um grupo é visitado ou juntado, cada membro deve manter silêncio sobre suas práticas e suportar a vontade de falar para os outros.

XII - Dignidade, delicadeza e bom-humor são coisas para ser admiradas.

XIII - Como uma bruxa, você tem poderes, e eles terminam fortes, à medida que sua sabedoria aumenta. Portanto, exercite como manejar sua força.

XIV - Coragem e honra prevalecem para sempre. Seus ecos permanecem quando a montanha se transforma em pó.

XV - Garanta amizade para todos que você acha que merecem. Dando força às outras pessoas, elas também darão força à você.

XVI - Você nunca, jamais deve revelar os segredos de outra Bruxa ou Coven. Algumas pessoas têm trabalhado duro durante muito tempo para conseguir certas coisas, e as tratam como grandes tesouros.

XVII - Como há diferenças entre os praticantes dos caminhos antigos, aqueles que estão nascendo não devem ouvir e nem ver nada.

XVIII - Aqueles que seguem o caminho dos Mistérios devem estar acima das reprovações dos olhos do mundo.

XIX - As leis da terra devem ser obedecidas toda vez que possível e dentro da razão.

XX - Tenha orgulho de você mesmo, e procure atingir a perfeição do corpo e da mente. Já dizia a Dama: "Como você pode se orgulhar de outra pessoa, se você não tem orgulho de si mesmo?"

XXI - Aqueles que procuram os Mistérios devem se considerar escolhidos dos Deuses, já que são eles que devem liderar a raça humana para os mais altos tronos e acima das estrelas.

INVOCAÇÕES

As invocações não deixam de ser um tipo de oração mais complexo, e sua prática aumenta, e muito, nosso contato com as forças ocultas da Natureza. Logo abaixo, uma Invocação mais completa, mas dedicada a quem já conhece

um pouco sobre Magia Prática. E logo depois, uma Invocação simples, mas de ótimos resultados para todas as pessoas, Iniciadas ou não em Magia.

INVOCAÇÃO DOS QUATRO CANTOS

"O Iniciado, apoderando-se do pensamento, que produz as diversas formas, se torna senhor das formas e as faz servir ao seu uso." O Ar, a Água, a Terra e o Fogo (formas elementais) separam e especificam, por uma espécie de esboço, os espíritos criados no Movimento Universal Inteligente. Evocando os Elementos, entramos em contato com toda parte, pois o Espírito elabora e fecunda a matéria pela vida; toda matéria é animada; o pensamento e a Alma estão em toda parte. Para evitarmos as interferências dos fenômenos provocados pelos Elementais, temos que possuir a Vontade mais poderosa, a fim de dominarmos, por uma elevada razão e uma grande severidade, as correntes invisíveis que podem ser ocasionadas. Para isso, não podemos ter medo da água, pois necessitamos dominar as Ondinas. Não teremos medo do fogo, porque ordenaremos as Salamandras. Não nos abrigaremos dos ventos, nem teremos medo de alçar às alturas, porque dominaremos os Silfos e os Gênios. E não temeremos os elementais da Terra, porque os espíritos inferiores só obedecem a um poder que lhes provamos. Mostramo-nos seus Senhores até no seu próprio elemento. Com a Ousadia e o Exercício, conquistamos o Poder incontestável, impondo aos Elementos o Verbo Puro da nossa Vontade por Consagrações especiais para o Ar, ao Fogo, à Água e à Terra. Este é o começo indispensável de todas as operações Mágicas. Mas antes, com o Sinal Mágico, da cruz, é preciso vencê-los nas suas forças, sem nunca se deixar subjugar pelas nossas fraquezas e pelas "fraquezas" deles. Sabemos que a cruz surgiu muito antes do Cristianismo e a ele não pertence exclusivamente. Para nós, representa as oposições e o equilíbrio quaternário de todos os elementos. Portanto, é reservado aos Iniciados o Sinal da Cruz em sua forma original. Esta é a maneira correta; ao longo dos anos, a Igreja e seus militantes profanaram os significados e simbolismos. O Iniciado leva a mão à testa e diz: - A TI

PERTENCEM

...

Leva

a

mão

ao

peito:

- O

REINO...

Bota a mão no ombro

esquerdo: - A JUSTIÇA No ombro direito: - E A

MISERICÓRDIA...

Depois, com

a mão direita erguida para o céu e a esquerda em direção à Terra, fala: -NOS

CICLOS GERADORES! TIBI SUNT MALCHUT ET GEBURAH ET CHESED PER

AEONAS. (em latim, mesmo!) Este Sinal Mágico, da cruz, deve ser feito sempre, antes e depois de qualquer desenvolvimento de Desejos, Vontades e Verbos - As operações mágicas. As consagrações e outras Evocações que estão a se encontram a seguir, foram retiradas de Grimoires de diversos autores, tais como Agrippa, Albert Le Grand, Papus e Eliphas Levi. Devemos lembrar que as orações devem ser criadas e produzidas, palavra por palavra, pelo próprio

Iniciado, numa verdadeira alquimia das Vontades expressas por suas palavras. Portanto, o que você irá ler não deve ser tomado como uma "receita", e sim como um estímulo para o Iniciado buscar suas próprias palavras na expressão Pura de suas Vontades. Agora sim, podemos dar início às Consagrações (Ar e Água) e ao Exorcismo (Fogo e Terra). Consagramos o Ar soprando para os quatro pontos cardeais, dizendo: SPIRITUS DEI FEREBATUR SUPER AQUAS, ET INSPIRAVIT IN FACIEM HOMINIS SPIRACULUM VITAE. SIT MICHAEL DUZ MEUS, ET SABTABIEL SERVUS MEUS IN LUCE PER LUCEM FIAT VERBUM HALITUS MEUS; ET IMPERABO SPIRITIBUS AERIS HUJUS, ET REFROENABO EQUOS SOLIS VOLUNTATE CORDIS MEIS, ET COGITATIONE MENTIS MEAE ET NUTU OCULI DEXTRI. EXORCISO IGITUR TE, CREATURA DERIS, PER PANTAGRAMMATON ET IN NOMINE TETRAGRAMMATON, IN QUIBUS SUNT VOLUNTAS FIRMA ET FIDES RECTA. AMEN. SELA FIAT.

Em seguida, recitamos a oração aos Silfos: Espírito de sabedoria cujo sopro dá e retoma a forma de todas as coisas. Tu, diante de quem a vida dos seres é uma sombra que muda e um vapor que passa. Tu, que sobes às nuvens e que caminhas nas asas dos ventos. Tu, que expiras, e os espaços sem fim são povoados. Tu, que aspiras, e tudo o que de ti vem a ti volta: movimento sem fim na estabilidade eterna, sê eternamente bendito. Nós te louvamos e te bendizemos no império móvel da luz Criada, das sombras, dos reflexos e das

imagens, e aspiramos, incessantemente, à tua imutável e imperecível claridade. Deixa penetrar até nós o raio de tua inteligência e o calor do teu amor: então o que é móvel ficará fixo, a sombras será um corpo, o espírito do ar será uma alma, o sonho será um pensamento. E nós não seremos mais arrastados pela tempestade, porém seguraremos as rédeas dos cavalos alados da manhã e dirigiremos o curso dos ventos da tarde, para voarmos diante de ti. Ó Espírito dos espíritos, ó alma eterna das almas, ó sopro imperecível de vida, ó suspiro criador, ó boca que aspiras e expiras a existência de todos os entes, no fluxo e refluxo da tua eterna palavra, que é oceano divino do movimento e da verdade. Amém.

Consagramos, depois a água pela imposição das mãos e pelo sopro das palavras: FIAT FIRMAMENTUM IN MEDIO AQUARUM ET SEPARET AQUAS AB AQUIS, QUAE SUPERIUS SICUT INFERIUS, ET QUAE INFERIUS SICUT QUAE SUPERIU, AD PERPETRANDA MIRACULA REI UNIUS. SOL EJUS PATER EST, LUNA MATER ET VENTUS HANC GESTAVIT IN UTERO SUO, ASCENDIT A TERRA AD COELUM ET RURSUS A COELO IN TERRAN DESCENDIT. EXORCISO TE CREATURA AQUAE, UT SIS MIHI SPECULUM DEI VIVI IN OPERIBUS EJUS, ET FONS VITAE, ET ABLUTIO PECCATORUM. AMEN.

Seguimos, então, com a Oração das Ondinas:

Rei do terrível mar, vós que tendes as chaves das cataratas do céu, e que encerrais as águas subterrâneas nas cavernas da Terra. Rei do dilúvio e das chuvas da primavera, a vós que ordenais à umidade, que é como que o sangue da Terra, de tornar-se seiva das plantas, nós vos adoramos e vos invocamos. A nós, vossas móveis e variáveis criaturas, falai-nos nas grandes comoções do mar, e tremeremos diante de vós. Falai-nos também do murmúrio das límpidas águas, e desejaremos o vosso amor. Ó imensidão na qual vão perder- se todo os rios do ser, que sempre renascem em vós! Ó oceano das perfeições

infinitas! Altura de que vos mirais na profundidade. Profundidade que exalais na altura, levai-nos à verdadeira vida pela inteligência e pelo amor! Levai-nos à imortalidade pelo sacrifício, a fim de que sejamos dignos de vos oferecer, um dia, a água, o sangue e as lágrimas, pela remissão dos erros. Amém.

Para exorcizarmos o Fogo, jogamos sal e pronunciamos três vezes os três

nomes dos gênios

do

fogo:

Miguel,

rei

do

Sol

e

do

raio;

Samael, rei dos

vulcões; e Anael, príncipe Salamandras:

da

Luz

Astral. A seguir, recitamos

a oração

das

Imortal, eterno, inefável e incriado pai de todas as coisas, que és levado no carro sem cessar rodante dos mundos que giram sempre. Dominador das imensidades etéreas, onde estás ereto no trono do teu poder, de cima do qual teus olhos formidáveis descobrem tudo e teus belos e santos ouvidos escutam tudo, atende aos teus filhos, que amaste desde o nascimento dos séculos; porque a tua dourada, grande e eterna majestade resplandece acima do mundo e do céu das estrelas; estás elevado acima delas, ó fogo faiscante. Aí, tu te acendes e te conservas a ti mesmo pelo teu próprio esplendor, e saem da tua essência regatos inesgotáveis de luz, que nutrem teu espírito infinito. Este espírito infinito alimenta todas as coisas e faz este tesouro inesgotável de substância sempre pronta à geração que elabora e que se aprimora das formas de que a impregnaste desde o princípio. Deste espírito tiram também sua origem estes reis mui santos que estão ao redor do teu trono e que compõem a tua corte, ó pai universal! Ó único! Ó pai dos felizes mortais e imortais.

Criaste, em particular, potências que são, maravilhosamente, semelhantes ao teu eterno pensamento e à tua essência adorável. Tu as estabeleceste superiores aos anjos, que anunciam ao mundo as tuas Vontades. Enfim, nos criaste na terceira ordem no nosso império Elemental. Aqui, o nosso contínuo exercício é louvar e adorar os teus desejos.

Aqui, ardemos, incessantemente, aspirando possuir-te. Ó pai! Ó mãe! Ó mais terna das mães! Ó arquétipo admirável da maternidade e do puro amor! Ó filho, flor dos filhos! Ó forma de todas as formas, alma, espírito, harmonia e número de todas as coisas! Amém.

A seguir, passamos a exorcizar a Terra:

Rei invisível, que tomastes a Terra para apoio e que cavastes os seus abismos para enchê-los com a vossa onipotência. Vós, cujo nome faz tremer as abóbadas do mundo, vós que fazeis correr os sete metais nas veias da pedra, monarca das sete luzes, remunerador dos operários subterrâneos, levai-nos ao ar desejável e ao reino da claridade. Velamos e trabalhamos sem descanso, procuramos e esperamos, pelas doze pedras da cidade santa, pelos talismãs que estão escondidos, pelo cravo de imã que atravessa o centro do mundo. Senhor, tende piedade dos que sofrem, desabafai os nossos peitos, desembaraçai e elevai nossas cabeças, engrandecei-nos. Ó estabilidade e movimento. Ó dia envolto de noite, ó obscuridade coberta de luz! Ó Senhor, que nunca retende convosco o salário de vossos trabalhadores! Ó brancura cristalina, ó esplendor dourado! Ó coroa de diamantes vivos e melodiosos! Vós que levais o céu no vosso dedo, como um anel de safira, vós que escondeis embaixo da Terra, no reino das pedrarias, a semente maravilhosa das estrelas, vivei, reinai e sede o eterno dispensador das riquezas que nos fizeste guardas. Amém.

Estas são as relações de todos os Elementais na composição Universal, com seus respectivos soberanos:

Gob, para os Elementais da Terra; Djin, para as Salamandras;

Pralda ou Peralda, para os Silfos; e Niksa ou Nikse, para as Ondinas.

REINOS

GÊNIOS

INFLUÊNCIAS SIGNOS INSTRUMENTO MÁGICO

Oriente / leste

Silfos

Biliosos

Águia

Pentáculo ou punhal

Meridianos / Sul Salamandras

Sangüíneos

Leão

Tridente ou vela

Ocidente / oeste Ondinas

Fleumáticos

Aquário Taça

Septembrine

Gnomos

Melancólicos Touro Espada ou moeda

/norte

CONJURAÇÃO DOS QUATRO

Quando os espíritos Elementais nos atormentam, pronunciamos em voz alta a Conjuração dos Quatro:

ou

nos

inquietam,

CAPUT

MORTUUM

IMPERET

TIBI

DOMINUS

SERPENTEM.

PER

VIVUM

ET

DEVOTUM

CHERUBM, IMPERET TIBI DOMINUS PER ADAM IOTCHAVAH! AGUILA ERRANS, IMPERET TIBI DOMINUS PER ALAS TAURI. SERPENS, IMPERET TIBI DOMINUS TETRAMMATON PER ANGELUM ET LEONEM! MICHAEL, GABRIEL, RAPHAEL, ANAEL! FLUAT UDOR PER SPIRITUM ELOHIM. MONEAT TERRA PER ADAM IOT-CHAVAH. FIAT FIRMAMENTUM PER IAHUVEHU-ZEBOATH. FIAT JUDICUM PER IGNEM IN VIRTUDE MICHAEL.

Anjo de olhos mortos, obedece, ou escorre-te com esta água santa.

Touro alado, trabalha ou volta à Terra, se não queres que te aguilhoe com esta espada.

Águia acorrentada, obedece a este signo, ou retira-te diante deste sopro. Serpente móvel, arrasta-te a meus pés, ou seja atormentada pelo fogo sagrado e evapora-te como os perfumes que queimo nele.

Que a água volte à água. Que o fogo queime. Que o ar circule. Que a terra caia na Terra, pela virtude do Pentagrama, que é a estrela da manhã, e em nome do Tetragrama, que está escrito no centro da cruz luminosa. Amém. É desta maneira que o Iniciado fica pronto e ativo como os Silfos, flexível e atento às imagens como as Ondinas, enérgico e forte como as Salamandras, laborioso e paciente como os Elementais da Terra.

CUIDADOS

As Operações da Magia não estão isentas de perigos, pois temos que agir, sempre conscientemente, com base fundamentada na suprema, absoluta e infalível Vontade.

É extremamente desaconselhável fazer da Magia um passatempo, uma prova de poderes. Ninguém se diverte impunemente com os mistérios da vida e da morte, e tudo em Magia deve ser tratado com seriedade e com a maior reserva.

Nunca ceda ao desejo de convencer os outros pelas Operações Mágicas. Isso porque os efeitos mais surpreendentes nunca seriam suficientes como provas para as pessoas não Iniciadas. Mostrar prodígios para alguém ou acreditar na Magia é, para o Iniciado, tornar-se indigno ou incapaz da Magia.

Não se vanglorie com as obras que operou. A Tradição sempre recomenda o silêncio dos doentes que são curados; e, se este silêncio for guardado fielmente, o Iniciado nunca será crucificado antes da conclusão de toda a sua obra.

Outra precaução que nunca devemos esquecer é não fazer qualquer operação quando estivermos doentes.

O Homem verdadeiramente Homem só pode Querer o que deve, razoável e justamente, fazer. Por isso, impõe silêncio aos desejos e ao seu temor, para escutar a voz da Razão, no silêncio absoluto.

Um Homem assim

é

um

rei natural

e

um sacerdote espontâneo para as

multidões errantes. É por isso que o objeto da Iniciação se chama, desde as

antigas Iniciações, Arte Sacerdotal ou Arte Real. Para praticar a Magia, só será considerado um verdadeiro Mago se puser acima de todas as fraquezas da Natureza.

Para dominar e submeter os espíritos elementais é preciso nunca abandonar-se aos defeitos que o caracterizam. Assim, nunca um espírito leviano e caprichoso

governará

os Silfos.

Nunca uma natureza débil,

fria

e inconsciente será

senhora das Ondina; a cólera irrita as Salamandras e a grosseria estúpida, os

Gnomos.

Porém, é preciso ser pronto e ativo como os Silfos, flexível e atento às imagens como as Ondinas, enérgico e forte como os Salamandras, laborioso e paciente como os Gnomos.

VELAS

Na Arte, as Velas são usadas para aumentar o poder de um encantamento,

ou

para influenciar um poder em particular. Elas simbolizam a

transformação da vontade em energia, elevando-a ao Plano Astral. Você

pode

notar que enquanto

a

Vela é consumida, ela vai desaparecendo,

evaporando-se.

As velas são por vezes usadas juntamente com ervas e outros auxiliares dos encantamentos, todos apontando para um objetivo em comum. Escolha a vela correspondente ao seu objetivo e com o seu Athame, grave nela os seus desejos. Para isso você pode usar siglas, símbolos, abreviações e tudo o mais que lhe convier. Depois use um óleo apropriado para ungir a vela, qualquer óleo que tenha o objetivo em comum com o do encantamento. Não unte o pavio da vela.

Para untar uma vela, use a Mão do Poder, é a mão que você mais usa, esfregue a vela com movimentos circulares ou em espiral. Se você deseja que alguma coisa venha até você, esfregue a vela da ponta para a base. Se deseja remover alguma coisa, esfregue da base para a ponta. Role a vela sobre as ervas correspondentes e finalmente coloque-a no castiçal.

Suspenda as mãos ao lado da vela, mentalmente envie seus desejos para ela e acenda a vela dizendo: "Vela de poder, Vela de força, crie os meus

desejos aqui, nessa noite. Poder flua do fogo desta Vela. Atenda o desejo de meu coração, as minhas palavras tem força, a vitória esta ganha. Assim digo, Assim seja! Este encantamento está feito".

A Vela

não

pode ser apagada, deve arder até

o

fim.

É

normal que ela

evapore totalmente, mas caso haja resíduos, retire-os com o Athame, cuidadosamente e jogue-os em Água corrente ou aos pés de uma Árvore, ou jardim.

AS CORES DAS VELAS E SEUS SIGNIFICADOS

BRANCA -

É

a

mistura de todas as

cores.

Alinhamento Espiritual,

Limpeza,

Saúde,

Verdade,

Poder, Pureza,

Grandes

Realizações,

Totalidade. Usada em Rituais que envolvam Energia Lunar.

 

AMARELA - Intelecto, Criatividade, Unidade, trazendo o poder da concentração e da imaginação para o Ritual, use em Rituais onde você deseja obter de outros uma confidência ou persuadir alguém. Simboliza também a Energia Solar. Ação, atração, Inspiração e Mudanças Súbitas.

ROSA - Favorece o romance, a amizade, é uma cor usada em Rituais para desenvolver sentimentos amorosos, cor da feminilidade, honra, serviço e favorece o diálogo em mesa de refeição familiar. Despertar Espiritual, Cura de Espírito e Comunhão.

VERMELHA

-

Saúde,

Energia,

Potência

Sexual,

Paixão,

Amor,

Fertilidade, Força, Coragem, Vontade

de

Poder,

aumenta

o

magnetismo em um Ritual. Energia dos Signos de Áries e Escorpião.

PRATEADA OU CINZA CLARO - Remove a negatividade encoraja a estabilidade, ajuda a desenvolver as habilidades psíquicas. Atrai a

Energia da Grande Femininos.

Mãe, Vitória, Meditação, Poderes Divinos

ROXA OU PÚRPURA - Poder, Sucesso, Idealismo, Progresso, Proteção, Honras, Quebra de má sorte, Afasta o mal, Adivinhação, Altas manifestações psíquicas, ideal para Rituais de independência, contato com as Entidades Astrais. Energia de Netuno.

MAGENTA - Combinação de vermelho com violeta, esta cor oscila com alta freqüência, para Rituais que necessitem de uma ação rápida ou um poder bem elevado, ou uma saúde espiritual urgente, rápidas mudanças, cura espiritual e exorcismo.

MARROM ou CASTANHO - Cor da Terra, equilíbrio, para Rituais de força material, elimina a indecisão, atrai o poder de concentração, estudo, telepatia, sucesso financeiro. Serve também para encontrar objetos que foram perdidos.

ÍNDIGO - Cor da inércia, para parar pessoas ou situações, use em um ritual que requeira um elevado estado de meditação, neutraliza a magia lançada por alguém, quebra maledicência, mentiras ou competição indesejável. Equilíbrio do Karma. Energia de Saturno.

AZUL ROYAL - Promove a alegria e a jovialidade, use-a para atrair a

Energia de

Júpiter ou

para qualquer Energia

que você

queira

potencializar.

AZUL CLARO - Cor espiritual, ajuda nas meditações de devoção e inspiração. Traz Paz e tranqüilidade para a casa, irradia a Energia do Signo de Aquário, sintetiza as situações.

AZUL - Cor primária e espiritual para os Rituais que necessitam de harmonia, luz, paz, sonhos e saúde. Simboliza a verdade, inspiração e sabedoria, poder oculto, proteção, compreensão, fidelidade, harmonia doméstica e paciência.

VERDE CLARO - Importante componente num Ritual Venusiano, atrai o amor, fertilidade e relação social.

VERDE ESCURO - Cor da ambição, cobiça, inveja e ciúme, coloca as influências destas forças num Ritual.

VERDE - Promove prosperidade, fertilidade, sucesso, abundância, generosidade, casamento, equilíbrio, estimula Rituais para a boa sorte, dinheiro, harmonia e rejuvenescimento.

CINZA - Cor neutra. Ajuda a meditação, na magia, esta cor simboliza confusão, mas também nega ou neutraliza a influência negativa.

PRETA - Abre os níveis do inconsciente, usada em Rituais para induzir um estado de meditação, simboliza também a negatividade à ser banida. Nos casos de Rituais de devolução, reversão, desdobramento, anulação de forças negativas, discórdia, proteção, libertação, repele a magia negra e formas mentais negativas. Energia de Saturno.

Algumas informações que eu acho úteis sobre a queima das velas.

  • 1 - Quando acender uma vela, use sempre fósforo, nunca isqueiro, a ação de "riscar" o fósforo é simbólica.

  • 2 - Você deverá saber exata e precisamente o que deseja.

  • 3 - A vela, ao ser impressa com o seu desejo pelo Athame, torna-se um receptáculo desse desejo.

  • 4 - A conversão gradual da vela em Elemento Fogo, é uma transferência

Alquímica da matéria em Espírito. O seu pedido é de fato transmitido de sua própria consciência universal - espiritual através do "médium" da vela. Ela é portanto, o seu elo de ligação com a Mente Universal, a qual é a fonte de

todo conhecimento e de todos os milagres. O Fogo, representa o Espírito, o oposto da matéria, o qual é criado pela chama da vela.

5 - Se prestarmos atenção quando acendemos as velas, podemos identificar algumas mensagens:

Vela

não

acende o Elemental pode estar

com dificuldades para

prontamente

ancorar

Vela

queimando

com

luz

azulada

 

indica a presença de Anjos e Fadas

Chama vacilante

devido às circunstâncias, seu pedido terá algumas mudanças

Chama

que

levanta

e você está pensando em várias coisas ao mesmo

abaixa

tempo

A chama lança chispas no o Elemental utilizará uma pessoa para falar o que

ar

A chama solta fagulhas

deseja

você terá desapontamento antes do pedido ser realizado

A

chama

parece

uma seus

pedidos

serão

alcançados,

estão

espiral Pavio se divide em dois A ponta do pavio brilha A vela chora muito

levados seu pedido foi feito de forma dúbia mais sorte e sucesso dificuldades para o pedido ser realizado

sendo

Sobra um pouco de pavio e cera

Faça mais orações

LIVRO DAS SOMBRAS

O

Livro das Sombras

é,

essencialmente, o diário de um

Bruxo, um diário

mágico.

 

A origem desse Livro, remonta ao tempo das perseguições. Proibidas de compartilhar oralmente seus conhecimentos, as(os) Bruxas(os) da Idade Média, escreviam seus conhecimentos e feitiços, em um Livro que ficava escondido, por isso o termo "das Sombras", pela menção de que o Livro deveria ficar oculto a qualquer preço, sob seu dono ter contra si, provas incontestáveis de Bruxaria. Na Idade Média, esses Livros continham essencialmente Poções, Feitiços, Encantamentos, Filtros, enfim, operações de magia não trazendo nada sobre a pessoa que o escreveu, além de talvez, seu Nome Mágico, por motivos que você pode imaginar.

Todas as tradições de ordem iniciática cobram de seus alunos a existência de um diário onde sejam anotados todos os procedimentos mágicos, fatos interessantes do dia-a-dia, aprimoramentos e coisas pertinentes à disciplina mágica.

Na tradição Wicca, esses dois aspectos foram fundidos num só recurso que recebe basicamente dois nomes, ou é chamado de Grimoire que quer dizer Livro de Encantamentos como na Idade Média, ou Livro das Sombras ( Book of

Shadows - BoS) como o Livro que Gardner escreveu e que é usado nas tradições Gardneriana e Alexandrina.

Um Livro das Sombras funciona como um Grande Diário. Nele o aprendiz e mesmo o(a) Bruxo(a) experiente anota os fatos de sua vida, referentes direta ou indiretamente com a Bruxaria, copia rituais, relata acontecimentos, escreve feitiços ou mesmo poesias. Ele serve como um Grande Avaliador do desenvolvimento mágico. Olhando as primeiras páginas, um Bruxo, pode avaliar a quanto evoluiu no estudo e prática da Arte, comparar suas opiniões atuais com as que tinha na época e assim fazer um grande balanço da sua vida na Magia.

Além disso, o hábito de escrever no seu Livro das Sombras, lhe traz a prática de um aspecto muito favorável - a disciplina .Essa disciplina na qual você se obriga a escrever seja todo dia, seja 3 vezes por semana, ou seja apenas quando acontecer algo relevante, lhe confere um campo favorável no avanço do Treinamento Mágico, na medida que você tem, ( por vontade própria, lembre-se ) de escrever, você acaba tendo que fazer alguma coisa, assim o Livro funciona, como catalisador do processo de treinamento.

Se você pretende seguir o Caminho da Bruxaria, não deixe para depois a confecção do seu BoS, ele pode ser um instrumento valiosíssimo no futuro. Não faça como algumas pessoas, que só agora estão organizando o seu, e têm que se lembrarem de quase tudo o que aconteceu desde que começaram a se interessar pela Bruxaria, assim sendo, muita coisa pode ter sido esquecida, a ordem dos acontecimentos fica comprometida, e algumas coisas sutis do dia a dia, são sepultadas definitivamente no esquecimento ...

Você pode começar, escrevendo um pequeno texto, explicando à você mesmo,

o porque do seu interesse pela Bruxaria

Talvez, um dias,

após você ter

... morrido, ou quando ficar com mais idade, alguém poderá ler o seu Livro e se interessar pelo assunto.

Você pode separar o seu BoS em 3 seções, ou mesmo ter 3 Livros. Um Grimoire, onde você anotará só os Feitiços e Exercícios, outro com Poemas e anotações pessoais, do dia-a-dia, que efetivamente corresponderá ao seu Livro das Sombras, e outro ainda, com conhecimento de Herbalismo, Cristaloterapia, Incensoterapia, e assim por diante. Fica mais fácil de você ir direto ao que deseja consultar ou lembrar. Além disso você fará um Compendium de conhecimento sobre magia, na medida que terá à sua disposição um material confiável de consulta, avaliado por você mesmo, e condizente com o seu modo de fazer as coisas, ou seja personalizado.

Tradicionalmente, não se permite, que ninguém que não seja da Arte, toque no

seu Livro, mas permite

que outros Bruxos(as) leiam

as

partes que

você

autorizar, ou mesmo que copiem Encantos e Feitiços, para o seu próprio BoS,

mas no entanto o Livro não pode ser emprestado. Ele é materialmente e intimamente seu, e de mais ninguém. Pessoas que passam mesma

experiências podem descrevê-las de diversas formas, saudável.

o

que

é natural

e

Outro motivo para não deixar qualquer pessoa ler o seu Livro, é que ele reflete todo o nosso Mundo Mágico, o Mundo da Bruxaria, e algumas coisas podem chocar as pessoas incautas, ou mesmo fazer com que você caia em descrédito junto à comunidade ou a seus familiares, prejudicando a sua vida "normal".

Tradicionalmente, o Livro deveria ser um caderno normal, preto, escrito a mão e com folhas numeradas. Mas pode ser uma agenda, um fichário, o importante é que você o faça.

Alguns acham que ele deve ser escrito a mão, assim a energia do Livro seria

mais trabalhada enquanto Livro critério.

Mágico, no entanto

isso deve ficar

à

seu

Disciplina é liberdade!!!

VISUALIZAÇÃO

Esta é a mais básica e ao mesmo tempo avançada técnica utilizada em Magia Wicca. A arte de utilizar nossa mente para "VER" o que não está presente fisicamente, é um poderoso instrumento de magia utilizado em muitos Rituais Wiccanianos. Um exemplo disso, é a criação do Círculo Mágico, onde a habilidade do Wiccaniano em visualizar seu poder pessoal fluindo para formar uma esfera de Luz brilhante ao redor da área do Ritual. Essa visualização, assim, direciona o poder que realmente cria o Círculo, ele não se cria sozinho.

Devido a sua utilidade para alterar nossas atitudes e vidas, alguns livros atualmente têm sido escritos sobre a visualização, cada um deles prometendo mostrar os segredos da visualização. Felizmente, quase todos nós já possuímos essa habilidade, pode até não estar ajustada com perfeição, mas com a prática ela virá com toda a certeza.

Você consegue

neste momento, ver em sua mente

o

rosto

de

seu

melhor

amigo ou o da artista que você menos aprecia? E a peça de roupa que mais usa? E a fachada de sua casa? Seu automóvel ou seu dormitório?

Isto é visualização. Visualização é o ato de ver com a mente e não com os olhos. A visualização mágica é ver algo que não existe neste instante, pode ser

um Círculo Mágico, uma pessoa curada, um talismã com poder

etc. ...

!

Podemos gerar energia, e, enquanto isso formar uma imagem em minha mente de alguma coisa de que necessito, um carro novo por exemplo. Então visualizo o carro, vejo-me assinando os documentos de compra, dirigindo-o pelas ruas, abastecendo o tanque de combustível, efetuado os pagamentos, sentindo o cheio de novo, tudo o que for possível visualizar o mais perto do real possível. A seguir, direciono a energia para fortalecer a visualização, para que ela se manifeste.

Em outras palavras, a visualização "programa" o poder. Isso pode ser explicado como uma forma de energia mental. Ao invés de criar uma imagem física, criamos figuras em nossa mente. Pensamentos são, definitivamente, objetos. Nossos pensamentos afetam a qualidade de nossas vidas, se reclamarmos

sempre de nossa falta de dinheiro, e fazemos uma visualização de quinze minutos para atrair dinheiro, estes quinze minutos de energia terão de lutar contra 23 horas e 45 minutos diários de programação negativa auto induzida. Portanto devemos manter nossos pensamentos alinhados e em ordem à nossos desejos e necessidades

EXERCÍCIOS

Exercício 1 - Sente-se ou deite-se confortavelmente de olhos fechados. Relaxe seu corpo, respire fundo e acalme sua mente. Figuras continuarão a surgir em sua mente, escolha uma delas e mantenha-a. Não permita que surjam outras imagens senão aquela que você escolheu. Mantenha todos os pensamentos ao redor dessa imagem, mantenha-a o mais que puder, deixando-a em seguida sumir e finalizando assim nosso exercício. Quando puder reter uma imagem por mais de alguns minutos, passe ao próximo exercício.

Exercício 2 - Escolha uma imagem e retenha-a em sua mente. Você pode optar por tê-la fisicamente presente e estudá-la antes, analisando cada detalhe - o modo como as sombras se formam - suas texturas - suas cores e até mesmo um odor. Pode escolher uma pequena forma tridimensional, como uma Pirâmide, ou ainda algo mais complexo como uma imagem de Afrodite surgindo dos mares ou uma maçã madura.

Após estudá-la atenciosamente, feche seus olhos e veja o objeto diante deles, como se estivessem abertos. Não olhe para o objeto novamente com seus olhos físicos mas sim com sua imaginação mágica, com seus poderes de visualização.

Quando puder manter essa imagem por mais de cinco minutos, prossiga.

Exercício 3 - Este é mais difícil e de natureza realmente mágica. Visualize algo, qualquer coisa, mas de preferência algo que você nunca tenha visto. Por exemplo: um legume de Júpiter. É roxo, quadrado, com um pé de largura, coberto de pêlos verdes, com cerca de 1 cm., e com pintinhas amarelas com cerca de 2 cm. Ok?

Este é, obviamente um exemplo.

Agora feche seus olhos e veja - realmente este legume em sua mente. Ele

nunca existiu,

você

o

está

criando

por meio

de

visualização, com sua

imaginação mágica. Torne esse legume real. Vire-o em sua mente para que possa vê-lo de diversos ângulos, a seguir deixe que ele desapareça.

Quando puder sustentar qualquer imagem criada por cerca de cinco minutos, avance para o próximo exercício.

Exercício 4 - Este é o mais difícil. Mantenha uma imagem criada ( como por exemplo o legume de Júpiter ) em sua mente, com os olhos abertos. Tente mantê-lo visível, real, palpável. Olhe fixamente para uma parede, olhe para o céu, ou contemple uma rua movimentada, mas veja o legume lá. Torne-o tão real que possa tocá-lo. Experimente-o sobre uma mesa ou sobre a grama debaixo de uma árvore.

Se nos dispusermos a utilizar a visualização para alterar o nosso mundo, e não apenas no nebuloso mundo que existe por detrás de nossas pálpebras, devemos praticar tais técnicas com os olhos abertos. O verdadeiro teste de visualização está em nossa capacidade de tornar o objeto ou estrutura visualizado real e parte de nosso mundo.

Exercício de Levitação

Primeiro todos os membros do Coven se reúnem e fazem um exercício de relaxamento. Quando todos estiverem bem relaxados, escolha uma pessoa do coven para levitar. Essa pessoa deve estar totalmente concentrada, com

pensamentos leves. Ela senta como um índio e todos ficam em sua volta. Ela deixa o corpo e a alma leves como uma pena, e seu corpo deve permanecer duro como uma tábua. O Coven pode perceber que já está na hora certa de fazer a levitação quando suas mãos e seus braços começarem a ficar tão leves a ponto de flutuarem no ar. Dessa forma, quatro pessoas vão levitar essa uma. Suas mãos devem estar num formato de arma (pense em você atirando com uma arma, que seria sua mão: junte as duas mãos, e deixe apenas o polegar e o dedo indicador sem dobrar. Os outros dedos devem se enganchar). Cada uma dessas quatro pessoas deve pôr seu dedo em forma de arma em um determinado lugar. Duas vão segurar embaixo das axilas e as outras duas embaixo do joelho. Todos devem ter em mente que a pessoa que será levitada está muito, muito leve. Assim, todos levitam a pessoa na mesma hora.

No começo, pode não dar certo porque todas as pessoas do Coven devem estar preparadas para a levitação. Se uma pessoa não acreditar, a levitação não acontece.

Treine bastante. Não é um exercício difícil, embora muitas pessoas não consigam acreditar que dá certo.

Exercício de Levitação (2)

Esse é um exercício muito simples que pode ser feito a qualquer hora.

Não conte

aos membros do Coven

que você

estará

fazendo esse

tipo

de

exercício. Simplesmente diga que irão fazer um exercício conduzi-los.

e

que você

irá

Não é necessário que se abra um círculo. As pessoas podem ficar sentadas no chão como índios, ou então podem sentar-se à mesa. As mãos devem estar ou sob a mesa ou então sob as pernas, no caso das pessoas estarem sentadas no chão.

Diga para que todos relaxem. Após alguns minutos de meditação, diga para todos sentirem-se leves, como se estivessem voando. Se as pessoas realmente estiverem leves, você perceberá que seus braços começarão a levantar, sem que eles percebam o que está acontecendo. O corpo estará em total equilíbrio com a mente.

Exercício da Respiração

Sente-se em grupo no mínimo 2 pessoas, relaxe e respire profundamente, sinta a energia do grupo agora imagine que as más energias estão saindo e se transformando em boas energias, agora imagine que você esta sugando estas energias, agora sinta novamente a energia e perceba como mudou.

Exercício do Ar

Pegue uma folha de papel e uma caneta ou lápis, fique numa posição em que lhe agrade, esqueça nomes, barulhos e etc. Observe uma cena que você ache interessante e deixe que sua mão se solte, aos poucos serão criados formas a base do que seu espirito sente. Esse exercício não é para testar seus talentos artísticos, e sim o do seu espirito.

FAZENDO UM CÍRCULO

Existem várias maneiras de se traçar um Círculo, você pode usar uma das mais simples:

1

- Pegue a Varinha Mágica ou o Athame e vá até o Norte.

  • 2 - Visualize um raio, tipo um laser, saindo da ponta do seu objeto escolhido.

  • 3 - Dê uma volta, devagar, no sentido horário, até chegar novamente ao Norte.

4

-

Então

diga:

-

"Pelo

poder

da Deusa

e

do Deus,

eu traço

este Círculo

Sagrado. Deste espaço nenhum mal sairá, e nele nenhum mal poderá entrar"!

Depois de traçar o Círculo, você deve invocar os Guardiões dos quatro Quadrantes, acendendo uma vela.

COR QUADRANTE REPRESENTA ELEMENTO

Vermelha Leste Nascer do Sol AR

Branca Sul O Sol do meio-dia FOGO

Azul Oeste O Crepúsculo ÁGUA

Preta Norte A meia-noite TERRA

Agora se deve invocar a Deusa e o Deus, vá até o centro do Círculo e faça as invocações. Elas podem ser as seguintes:

Deusa graciosa, você é a Rainha dos Deuses; A Lâmpada da noite; A criadora de tudo que é selvagem e livre; Mãe das mulheres e dos homens; Amante do Deus e protetora de toda a Wicca; Descenda, eu suplico; Com seu raio de força lunar; Aqui, sobre o meu Círculo.

Deus brilhante, você é o Rei dos Deuses; Senhor do Sol; Mestre de tudo que é selvagem e livre; Pai das mulheres e dos homens; Amante da Deusa e protetor de toda a Wicca; Descenda, eu suplico; Com seu raio de força solar.

ABRINDO O CÍRCULO

Começa então o Ritual de abertura do Círculo, e cada participante agradece a Deusa por estarem presente e falam:

LESTE: Salve os Guardiões das Torres do Leste. Venham juntar-se a nós neste Círculo, Poderes do Ar, vinde! Vigiem este espaço sagrado. Nós o saudamos! Todos ficam em forma de um Pentagrama.

SUL : Salve os Guardiões das Torres do Sul. Venham juntar-se a nós neste Círculo, Poderes do Fogo, vinde! Vigiem este espaço sagrado. Nós o saudamos! Todos ficam em forma de um Pentagrama.

NORTE: Salve os Guardiões das Torres do Norte. Venham juntar-se a nós neste Círculo, Poderes do Terra, vinde! Vigiem este espaço sagrado. Nós o saudamos!Todos ficam em forma de um Pentagrama.

OESTE: Salve os Guardiões das Torres do Oeste. Venham juntar-se a nós neste Círculo, Poderes do Água, vinde! Vigiem este espaço sagrado. Nós o saudamos!Todos ficam em forma de um Pentagrama.

A Alta Sacerdotisa, ou Sacerdote, desenha o Pentagrama de Invocação e o Ritual começa.

FECHANDO O CÍRCULO

A Alta Sacerdotisa e o Sacerdote agradecem à Deusa e ao Deus por terem estado presentes, e aos Elementos.

Casa pessoa volta ao seu lugar e diz:

LESTE: Salve os Guardiões das Torres

do

Leste.

Poderes

do

Ar,

nós

agradecemos sua presença aqui, como guardiães no nosso Círculo. Vão em

paz, oh! grandes Guardiões do Leste, com nossas bênçãos e nosso agradecimento. Obrigado e Adeus! Todos ficam em forma de Pentagrama.

SUL: Salve

os

Guardiões

das

Torres

do

Sul.

Poderes

do

Fogo,

nós

agradecemos sua presença aqui, como guardiães no nosso Círculo. Vão em paz, oh! grandes Guardiões do Sul, com nossas bênçãos e nosso agradecimento. Obrigado e Adeus! Todos ficam em forma de Pentagrama.

NORTE: Salve os Guardiões das Torres do Norte. Poderes da Terra, nós agradecemos sua presença aqui, como guardiães no nosso Círculo. Vão em paz, oh! grandes Guardiões do Norte, com nossas bênçãos e nosso agradecimento. Obrigado e Adeus! Todos ficam em forma de Pentagrama.

OESTE: Salve os Guardiões das Torres do Oeste. Poderes do Água, nós agradecemos sua presença aqui, como guardiães no nosso Círculo. Vão em paz, oh! grandes Guardiões do Oeste, com nossas bênçãos e nosso agradecimento. Obrigado e Adeus!

Todos ficam em forma de Pentagrama. A Alta Sacerdotisa, desenha o Pentagrama de expulsão

e

mais

uma vez

agradece, e só então se fecha o Círculo com o Athame de novo, dizendo três

vezes:

"O CÍRCULO SE DESFAZ, MAS ELE NUNCA SE ROMPE"

Ainda em forma de Pentagrama, faça uma meditação e visualize, o Círculo em tons de azul, subindo em direção aos Deuses.

Que assim seja para o bem de todos!

Oração à Grande Mãe

Eu sou o Deus, Eu sou o(a) Bruxo(a), Eu sou aquele que ilumina e protege. O poder da Grande Mãe, está dentro de mim. Que a Grande Mãe, a Senhora do Norte encha de frutos a árvore de minha vida, ilumina todas as minhas estações, Torna-me forte na dor, tornando-me belo no amor. Que Teu nome e Teu poder sejam sempre o meu nome e o meu poder. Assim sempre foi, e assim sempre será ...

Oração às Forças Cósmicas

Eu me uno às Forças Cósmicas no Grande e Eterno Ciclo, que tudo pode e que tudo é. EU sou tudo. Grandes Forças Cósmicas, descei sobre a minha alma e tornai-me poderoso. Eu vos agradeço, minhas Grandes Forças Cósmicas, e vos entrego meu amor e minha força.

TABELA DE HORAS PLANETÁRIAS

HOR

DOMING SEGUND

TERÇA

QUART

QUINT

SEXTA

SÁBAD

A

O

A

A

A

O

06.0

Mercúri

Saturn

 

Sol

Lua

Marte

Júpiter Vênus

0

07.0

o

Mercúri

o

0

Vênus

Saturno Sol

Lua

Marte

o

Júpiter

08.0

Mercúrio Júpiter

Vênus

Saturn Sol

Lua

Marte

0
0
0 o
0 o
0 o
o
o
0 o

09.0

Mercúri

Saturn

 

Lua

Marte

Júpiter Vênus

 

Sol

0

10.0

o

Mercúri

o

 

Saturno Sol

Lua

Marte

Júpiter Vênus

0

11.0

Saturn

o

Mercúri

 

Júpiter

Vênus

Sol

Lua

Marte

0

12.0

o

Saturn

o

 

Marte

Mercúrio Júpiter Vênus

 

Sol

Lua

0

13.0

Mercúri

o

Saturn

 

Sol

Lua

Marte

Júpiter Vênus

0

14.0

o

Mercúri

o

 

Vênus

Saturno Sol

Lua

Marte

Júpiter

0

15.0

Mercúri Saturn

o

 

Marte

Júpiter

Vênus

Sol

Lua

0

16.0

Mercúri

o

o

Saturn

 

Lua

Marte

Júpiter Vênus

 

Sol

0

17.0

o

Mercúri

o

 

Saturno Sol

Lua

Marte

Júpiter Vênus

0

18.0

Saturn

o

Mercúri

0

Júpiter

Vênus

o

Sol

Lua

Marte

o

19.0

Saturn

 

Marte

Mercúrio Júpiter Vênus

 

Sol

Lua

0

20.0

Mercúri

o

Saturn

0

Sol

Lua

Marte

o

Júpiter Vênus

o

21.0
21.0
21.0 Mercúri
21.0 Mercúri
21.0 Mercúri
21.0 Mercúri
21.0 Mercúri
Mercúri
Mercúri
21.0 Mercúri

0

Vênus

Saturno Sol

Lua

Marte

o

Júpiter

22.0

Saturn

 

Mercúrio Júpiter

Vênus

Sol

Lua

Marte

0

23.0

Mercúri

o

Saturn

 

Lua

Marte

Júpiter Vênus

 

Sol

0

24.0

o

Mercúri

o

 

Saturno Sol

Lua

Marte

Júpiter Vênus

0

01.0

Saturn

o

Mercúri

0

Júpiter

Vênus

o

Sol

Lua

Marte

o

02.0

Saturn

 

Marte

Mercúrio Júpiter Vênus

 

Sol

Lua

0

03.0

Mercúri

o

Saturn

 

Sol

Lua

Marte

Júpiter Vênus

0

04.0

o

Mercúri

o

0

Vênus

Saturno Sol

Lua

Marte

o

Júpiter

05.0

Saturn

0

Mercúrio Júpiter

Vênus

o

Sol

Lua

Marte

Tabela Planetária

Sete é um número mágico e, para os Antigos, este era o número de planetas cuja influência era (e ainda é) essencial na Magia. Sol, Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus e Saturno. Cada um rege um dia da semana:

Astro Dia da semana correspondente

O Sol Domingo A Lua Segunda-Feira

Marte Terça-Feira Mercúrio Quarta-Feira Júpiter Quinta-Feira Vênus Sexta-Feira Saturno Sábado

Qual a importância de se utilizar esta tabela? Simples. Cada hora, assim como cada dia, tem seu planeta, sua deidade e sua característica específica. Se a intenção é, por exemplo, realizar algum ritual voltado para a prosperidade, o melhor dia será o domingo, pois o planeta correspondente é o Sol, e a melhor hora será a primeira depois do nascer do sol, ou seja, às 07h.

Assim como o elemento que se relaciona à prosperidade é a Terra, o Deus que rege este domínio é, na tradição celta, Lugh. Os elementais a serem invocados serão os gnomos, a cor é o marrom ou o verde-escuro. Portanto, quanto mais elementos de correspondência/analogia correta você utilizar no seu ritual, mais probabilidades terá de alcançar o que deseja, já que terá convocado as energias certas.

Esta tabela também deverá ser observada na confecção de talismãs, plantio e colheita de ervas para fins mágicos. Dê uma olhadinha também na tabela das horas planetárias, pois dependendo do ritual, a influência maior é determinada pela hora da realização do mesmo.

Analogia dos 7 Planetas

Sol

Dia: domingo Elemento: fogo Cor: dourado, laranja e amarelo Metal: ouro Pedra: citrino, topázio e todas as pedras amarelas ou laranjas Ervas: angélica, açafrão, alecrim, calêndula, canela, genciana, girassol, heliotrópio, laranjeira, lavanda, lótus, louro, manjerona, sálvia, sândalo, tomilho e trigo. Atributos: O Sol, assim como no tarô, é o planeta que simboliza as vitórias, as honrarias, a fama, o sucesso. Para quem quer trabalhar com questões ligadas a emprego, soluções rápidas de assuntos profissionais, abertura de negócios e tudo mais que necessite do calor e do brilho do sol, o domingo é o dia indicado para se trabalhar magicamente.

Lua

Dia: segunda-feira Elemento: água Cor: branco, prata e tons lácteos Metal: prata Pedra: quartzo branco, pedra da lua, pérola (considerada nesta associação como pedra) Ervas: alfazema, colônia, dama da noite, junco, nenúfar, papoula, rosa branca, sândalo branco, tília Atributos: Planeta associado à magia e aos feitiços. Ótimo dia para quem precisa meditar, aguçar a intuição, aumentar os poderes psíquicos e a fecundidade, harmonizar o lar e influenciar pessoas do sexo feminino. Este é o dia associado à Grande Mãe, quando sua energia nos permite trabalhar qualquer aspecto, além dos mencionados acima.

Marte

Dia: terça-feira Elemento: fogo Metal: ferro e aço Pedra: granada, hematita, rubi Ervas: absinto, alho, artemísia, beladona, cardo, cebola, dormideira, hortelã, manjericão, mostarda, noz-moscada, pimenta, urtiga, videira Atributos: Dia do Senhor da Guerra, a terça-feira é indicada para se lidar com questões que envolvam a necessidade de se enfrentar problemas, pessoas ou situações. Marte dá a coragem necessária para quem precisa lidar com situações chatas ou quer abrir caminhos, construir, vencer ou defender-se, inclusive de ataques mágicos, mau-olhado e feitiços.

Mercúrio

Dia: quarta-feira Elemento: ar e terra Cor: amarelo e marrom Metal: alumínio e mercúrio Pedra: ágata Ervas: acácia, anis, aveleira, camomila, madressilva, margarida, mil-folhas, rosa amarela, sabugueiro, trevo Atributos: Dia regido por Mercúrio/Hermes, a quarta-feira é perfeita para quem quer procurar emprego, estabelecer um negócio (especialmente no ramo do comércio) ou escrever, inclusive cartas, pois este é o dia da comunicação. Mercúrio favorece, ainda, as mudanças rápidas, os estudos e tudo que necessite de inspiração.

Júpiter

Dia: quinta-feira Elemento: água e fogo

Cor: azul-marinho, púrpura e lilás Metal: estanho Pedra: ametista e turquesa Ervas: aloés, cedro, espinheiro, freixo, morangueiro, peônia, sorveira, violeta. Atributos: Júpiter é o maior de todos os planetas, por isso, é utilizado para quem quer expandir algo. Este é o dia em que podem ser realizados feitiços voltados para a prosperidade, a fartura, o prestígio. Mas há uma ressalva, Júpiter apenas expande o que já se tem, portanto cuidado para não aumentar um problema, em vez de resolvê-lo.

Vênus

Dia: sexta-feira Elemento: ar e terra Cor: verde e rosa Metal: cobre Pedra: água marinha, aventurina, quartzo rosa Ervas: açucena, amor-perfeito, coentro, íris, lilás, limoeiro, macieira, malva, manjericão, melissa, rosa, verbena Atributos: Vênus é a Senhora do Amor, portanto, este é um dia excelente para se fazer feitiços, filtros e sortilégios para se conquistar alguém. A sexta-feira é também um dia propício para questões ligadas à família, à caridade, ao casamento, ao amor-próprio e à fartura. Dia mais que indicado para aquele banho de beleza!

Saturno

Dia: sábado Elemento: ar e terra Cor: branco, cinza e preto Metal: chumbo Pedra: obsidiana, ônix, turmalina negra

Ervas: acônito, arruda, avenca, cactos, cipreste, cominho, funcho, hera, mandrágora, musgo, salgueiro, salsa Atributos: Saturno rege os mistérios da vida e da morte. Senhor do karma, trabalha também com a justiça, sendo, portanto, um dia bom para se trabalhar com questões judiciais. Este é um dia favorável para a meditação, para se achar pessoas perdidas, resolver de uma vez situações pendentes, lançar feitiços contra alguém e fazer divinações. Muitas bruxas se abstêm de trabalhar neste dia, dedicado a Hécate, Senhora dos Caminhos Cruzados.

ANIMAL TOTEM

O seu Animal Totem é aquele que, queira ou não, estará sempre presente, a seu lado. Fazendo com que você reaja à determinadas situações. Na maioria das vezes, a linguagem do povo é sábia, existem determinadas afirmações como: Tal pessoa tem olhos de Lince, aquela pessoa reage tal

qual uma Cobra, aquele é esperto como uma Raposa, e por ai vai

Mas o

.. que será que isso quer dizer? Não seria a crença inconsciente de que temos

um animal totem que nos guia?

Utilizar um animal não é escravizá-lo, como alguns autores de livros dão a entender. Transformar-se nesse animal é para que algumas coisas sejam facilitadas, o que você não poderia fazer usando o seu próprio corpo.

A técnica utilizada de animais em projeção, é muito usada pelos Índios, sendo os Xamãs aqueles que a dominam. Como é uma técnica que depende em primeiro lugar da sensibilidade, não é ensinada de uma maneira comum. É necessário que você sensibilize dentro de você o animal, para que possa utilizá-lo.

É muito importante que você vivencie o reino em que o Mundo Animal vive, ou seja, o Reino da Natureza. É também muito importante, que você tenha dentro de si, o compromisso com a Grande Mãe, que saiba escutar o vento,

que sinta o cheiro da chuva dias antes dela chegar, que conheça o céu que a abriga e principalmente, que se sinta inteiramente integrada aos Reinos Vegetal, Animal e Vegetal. Isso é, em harmonia com os animais, as plantas e as pedras.

Somente depois de uma vivência plena com a Grande Mãe, é, que você verá que não precisa chamar por um determinado animal, ele por si virá até você, para ajudá-la.

A seguir na tabela abaixo, você terá o horóscopo dos Índios Norte- Americanos. Como ele foi idealizado por um povo do Hemisfério Norte, foi feita a adaptação para o Hemisfério Sul seguindo a mesma lógica dos Índios Norte-Americanos, que é a dos ventos e das estações. Este horóscopo é um dos primeiros passos de entrada no Mundo da Grande Mãe, pois nele, você não se verá como o espécime humano "todo poderoso", mas como uma partícula integrada à outros reinos.

Este horóscopo chama-se

a

"RODA DA

CURA", para os Índios. Use-o

e

estará vivendo Grande Espírito.

em harmonia

com

o Grande

Mistério, a

Grande

Mãe,

o

Animal Totem

Data Início

Data Término

CORVO

21 de Março

19 de Abril

COBRA

20 de Abril

20de Maio

CORUJA

21 de Maio

20 de Junho

GANSO

21 de Junho

22 de Julho

LONTRA

23 de Julho

22 de Agosto

LOBO

23 de Agosto

22 de setembro

FALCÃO CASTOR GAMO PICA-PAU SALMÃO URSO MARROM

A RODA DO ANO

23 de Setembro 24 de Outubro 22 de Novembro 22 de Dezembro 20 de Janeiro 19 de Fevereiro

23 de Outubro 21 de Novembro 21 de Dezembro 19 de Janeiro 18 de Fevereiro 20 de Março

Existem oito datas principais na Wicca, conhecidas como Festivais ou Sabás. Nos Festivais as(os) Bruxas(os) fazem Rituais de adoração e agradecimento aos Deuses.

Uma vez por mês, durante a Lua Cheia, nós também nos reunimos nos chamados Ésbas. Esses encontros são usados para se discutir assuntos referentes ao grupo, para a realização de Feitiços e Rituais extraordinários, bem como para estudos e realização e exercícios de relaxamento, visualização, etc. Um Coven, deve ser como uma grande família, portanto ele também pode se reunir, para passear, viajar, ir ao cinema, ao futebol, simplesmente para jogar conversa fora, ou para Obras de Melhoria do nosso Planeta, como por exemplo trabalhos em prol da Ecologia, dos animais, dos Direitos das Pessoas Humanas, ou de Pessoas Carentes. No fim dessa obra é dada uma lista com endereços e sugestões de trabalho.

A Roda do Ano - Representada pelos Oito Sabás, tem por objetivo, sincronizar a nossa energia com as Estações do Ano, ou seja, com os ciclos do Planeta

Terra

e

o

Universo.

Ela

descreve

o

Caminho

do

Sol

durante

o

ano,

representando as várias faces do Deus: - Seu nascimento, crescimento, união

com a Deusa, e finalmente seu declínio e morte. Da mesma forma que o Sol nasce e se põe todos os dias, e da mesma forma que a Primavera faz a Terra renascer após o Inverno, o Deus nos ensina que a Morte é apenas um ponto no Ciclo Infinito de nossa evolução, para podermos renascer do Útero da Mãe.

Para algumas Tradições da Wicca, o ano se inicia no Solstício de Inverno, é conhecida como Halloween ou Dia das Bruxas, mas seu nome tradicional é Samhain, que significa "Sem Sol", referindo-se ao tempo de Inverno. Essa época também é correspondente ao Ano Novo Judaico.

SABATH

NORTE

SUL

 

02

de

Lammas Lugnasadah - Festa Agrícola

01 de Agosto

Mabon - Equinócio de Outono Samhain - Halloween Yule - Solstício de inverno Imbolc /Canddlemas - Deusa Brigit

21 de Setembro 31 de Outubro 21 de Dezembro 02 de Fevereiro

Fevereiro 21 de Março 01 de Maio 21 de Junho 01 de Agosto

 

21

de

Ostara - Equinócio da Primavera

21 de Março

Setembro

 

31

de

Beltane - Fogo de Belenos

01 de Maio

Outubro

 

21

de

Litha - Solstício de Verão

21 de Junho

 

Dezembro

Canddlemas, Beltane, Lammas e Samhain são grandes Sabás Solstícios e Equinócios são pequenos Sabás

Yule - Solstício de Inverno - HN - (21 de Dezembro ) - HS ( 21 de Junho) - É desta data antiga que se originou o Natal Cristão. Nessa época a Deusa dá à Luz o Deus, que é reverenciado como Criança Prometida. Em Yule é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, pedindo para que os Deuses rejuvenesçam nossos corações e nos dêem forças para nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com sua pureza e alegria. Coloque flores e frutos da época no Altar, Se quiser, pode fazer uma árvore enfeitada, pois essa é a antiga tradição Pagã, onde a árvore era sagrada e os meses do ano tinham nome das árvores. Como é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao Mundo. Da mesma forma, apesar de todas as dificuldades, devemos sempre confiar em nossa própria Luz Interior.

Candlemas - Festa do Fogo ou Noite de Brigit - HN - (02 de Fevereiro) - HS (01 de Agosto) - Este Sabá é dedicado à Deusa Brigit, Senhora da poesia, da Inspiração, da Cura, da Escrita, da Metalurgia, das Artes Marciais, e do Fogo. Nessa noite, as(os) Bruxas(os) colocam velas cor de laranja ao redor do Círculo, e uma vela acesa dentro do Caldeirão. Se o Ritual é feito ao ar livre, pode-se fazer tochas e girar ao redor do Círculo com elas. A Bruxa mais jovem da Assembléia pode representar Brigit, entrando por último no Círculo, para acender, com sua tocha, a vela do Caldeirão, ou a Fogueira, se o Ritual for ao

Ar Livre, que representaria Deusa.

a Inspiração, sendo trazida para o Círculo pela

Os membros do Coven devem fazer poesias, ou cantar em homenagem à Deusa Brigit. Pedidos, agradecimentos ou poesias, devem ser queimados na

Fogueira ou

no

Caldeirão, em

oferenda, no fim

do

Ritual.

O

Deus está

crescendo e se tornando mais forte para trazer Luz de volta ao Mundo. É hora

de pedirmos proteção para todos os jovens, em especial

para os de nossa

família

e

os

do

Coven. Devemos

mentalizar que o Deus está conservando

sempre viva dentro de nós a chama da saúde, de coragem, da ousadia e da juventude. o Altar deve ser enfeitado com flores amarelas, alaranjadas ou

vermelhas. A

consagração deve ser feita pelos membros mais jovens do

Coven.

Ostara - Equinócio de Primavera - HN - (21 de Março) - HS (21 de Setembro) - Ostara é o Festival em homenagem à Deusa Oster, Senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o Coelho. Foi desse antigo Festival que teve origem a Páscoa. Os membros do Coven, usam grinaldas, e o Altar deve ser enfeitado com as flores da Época. É um costume muito antigo colocar ovos pintados no Altar. Eles simbolizam a facundidade e a renovação. Os ovos podem ser pintados crus e depois enterrados, ou cozidos e comidos enquanto mentalizamos nossos desejos. Nesse caso utilize tintas não tóxicas, pois podem provocar problemas de saúde se ingeridas. Use anilinas para bolo, ou cozinhe os ovos com casca de cebolas na água, que dará uma cor dourada.

Antes de comê-los, os membros do Coven devem girar de mãos dadas em volta do Altar, para energizar seus pedidos. Os ovos devem ser decorados com símbolos mágicos, de acordo com sua criatividade. Os pedidos devem ser voltados à "Fertilidade", em todas as áreas.

Beltane - A fogueira de Balenos - Festa da Primavera - HN (01 de Maio) - HS - (31 de Outubro) - Beltane é o mais alegre e festivo de todos os Sabás. O Deus, que agora é um jovem no auge de sua fertilidade, se apaixona pela Deusa, que em Beltane, se apresenta como a Virgem e é chamada "Rainha de Maio". Em Beltane, se comemora esse amor que deu origem à todas as coisas do Universo. Beleno, é a face radiante do Sol, que voltou ao mundo na primavera. Em Beltane, se acendem duas Fogueiras, pois é costume, passar entre elas, para se livrar de todas as doenças e energias negativas. Nos tempos antigos, costumava-se passar o gado e os animais domésticos entre as Fogueiras com a

mesma finalidade. Dai, veio o costume de "Pular a Fogueira", nas festa Juninas. Se não houver espaço, duas Tochas ou mesmo duas Velas podem ter a mesma função. Deve-se ter o maior cuidado para evitar acidentes! Uma das mais belas tradições de Beltane é o MAYPOLE, ou MASTRO DE FITAS. Trata-se de um mastro enfeitado com fitas coloridas. Durante o Ritual, cada membro escolhe uma fita de sua cor preferida ou ligada a um desejo. Todos devem girar trançando as fitas, como se estivessem tecendo seu próprio destino, colocando-nos sob a proteção dos Deuses. É costume em Wicca jamais se casar em Maio, pois esse mês é dedicado ao casamento do Deus com a Deusa.

Litha - Solstício de Verão - HN (21 de Junho) - HS (21 de Dezembro) - Nesse

dia o Sol atingiu sua plenitude. É o dia mais longo do ano. O Deus chega ao ponto máximo de seu poder. Este é o único Sabá em que às vezes se fazem

Feitiços,

pois

seu

poder de

magia

é

muito

grande.

É

hora

de

pedirmos

coragem, energia e saúde. Mas não devemos nos esquecer que, embora o Deus esteja em sua plenitude, é nessa hora que ele começa declinar. Logo Ele

dará o último beijo em sua amada, a Deusa, e partirá no Barco da Morte, em busca da Terra do Verão. Da mesma forma, devemos ser humildes para não ficarmos cegos com o brilho do sucesso e do Poder. Tudo no Universo é cíclico, devemos não só nos ligarmos à plenitude, mas também aceitar o declínio e a

Morte. Nesse dia, costuma-se

fazer

um Círculo

de

pedras ou

de

velas

vermelhas. Queimam-se flores vermelhas ou Ervas Solares ( como a

Camomila) juntamente com os pedidos no Caldeirão.

Lammas - Festa Agrícola - HN (1 de Agosto) - HS (2 de Fevereiro) - O nosso círculo ritual é uma expressão de gratidão e de reconhecimento à terra por sua abundância, e pedimos que todas as criaturas vivas possam compartilhar dela. É a festa do pão e sempre colocamos pão fresco, recém saído do forno, em nossos altares, para Lammas. Veneramos as grandes Deusas do grão, como Ceres e Deméter. Usamos flores nos cabelos, especialmente flores amarelas,

para simbolizar

a

cor

do

sol

quando

está

em

seu

apogeu.

Em algumas tradições é chamada de Lughnasadah para homenagear o grande Deus guerreiro celta Luh. Em sua honra, fazemos jogos e organizamos eventos esportivos. As competições atléticas têm por objetivo celebrar a plenitude da vida, o vigor e a boa saúde de que as pessoas gozam mais no auge do verão do que em qualquer outra época do ano

Mabon - Equinócio de Outono - HN (21 de Setembro) - HS (21 de Março) - As populações pagãs trabalham arduamente para a colheita que ainda está por fazer, seja de milho e feno nos campos, ou dos projetos e metas pessoais que planejamos para os meses de verão. Quando o sol atravessa o Equador e ruma para o norte no Equinócio de Outono, celebramos de novo o magnífico equilíbrio que a Roda do Ano, em sua eterna rotação, nos promete. Esses equinócios são grandes lembranças de que os dias sombrios de inverno, assim como os inebriantes dias do verão, são temporários, de que todas as coisas têm suas estações e nenhuma durará para sempre. A lei da polaridade e do ritmo requer que todas as coisas sejam equilibradas por seus opostos. Nesses dias sagrados, os nossos ancestrais alinham-se psíquica e espiritualmente e equilibram-se no fluxo e refluxo da vida.

É o Ano Novo das Bruxas. Dia em que se abrem os portais que nos separam do mundo dos mortos. Temos a chance de vivenciar outras dimensões e falar com

nossos antepassados.

É

o sabat que

nos traz

os ventos

gelados

do

sul,

indicando-nos

o

caminho

da

introspecção

criativa.

Samhain - Halloween - NH (31 de Outubro) - (1 de Maio) - É a festa céltica dos mortos, quando veneramos o Senhor Ariano da Morte, Samana (os

irlandeses a chamam

de

a Vigília

de Saman). Mas desenvolveu-se numa

celebração mais do mundo espiritual em geral do que de qualquer deus específico, assim como da cooperação em curso entre esse mundo e o nosso,

de matéria mais

densa. As Bruxas

ainda deixam

"bolos

de alma"

para os

ancestrais mortos; um costume que se transformou na oferta de refeições ao

sem lar e aos viajantes que se perdem nessa noite. Nos tempos antigos, acreditava-se que se as oferendas e sacrifícios corretos não fossem feitos, os espíritos dos mortos se aproveitariam da abertura na costura entre os mundos para vir causar danos, maldades ou trazer problemas aos vivos. A noite ainda retém esse ar ameaçador, mas a maioria das Bruxas não a vê tanto como uma

ameaça de ancestrais infelizes do que como a chegada das potências de destruição: fome, frio, tempestades. Na Roda do Ano, Samhain marca o início da estação da morte, o inverno. A Deusa da Agricultura cede o seu poder à Terra ao Deus Cornífero da Caça. Os férteis campos do verão cedem lugar às

florestas

nuas.

Para celebrar esse anoitecer mágico acendiam-se fogueiras nos sidh, ou colinas encantadas, nas quais os espíritos residiam. Aí moravam os espíritos dos ancestrais e deuses vencidos dos períodos mais remotos da história e da

mitologia. Pessoas que não participavam nesses ritos, mas temiam, não obstante, a presença de espíritos hostis na terra dos vivos, tentariam rechaçá- los assustando-os com máscaras grotescas talhadas em abóboras e iluminadas

por

dentro

com

velas.

Alguns desses espantalhos parecem ser máscaras mortuárias, mas entre os celtas antigos, a caveira não era uma imagem assustadora e sim um venerado objeto de poder. Em certas eras havia um culto muito difundido de caveiras entre as tribos célticas, e vastas coleções de crânios foram encontradas em escavações arqueológicas. As modernas caveiras e esqueletos das Bruxas não são assustadores mas sim um lembrete de nossa imortalidade (e mortalidade) porque os ossos são o que dura por mais tempo após a morte, sugerindo que a existência não termina quando o espírito deixa o corpo. Em culturas xamânicas, uma clássica experiência de iniciação para o novo xamã era "ver" o seu esqueleto, durante um estado de transe visionário, e até assistir ao seu próprio desmembramento por espíritos amigos e ser refeito de novo - uma outra experiência de renascimento e nova vida que as Bruxas celebram nessa mais sagradas das noites. Samhain era uma noite de morte e ressurreição. A tradição céltica diz que todos os que morrem a cada ano devem esperar até Samhain antes de atravessar para o mundo do espírito, ou o País do Verão,

onde começarão suas novas vidas. Nesse momento de travessia, podem aparecer os gnomos e fadas, os espíritos de ancestrais que ainda têm tarefas por concluir neste mundo. Alguns ajudarão os mortos recentes a deixar o nosso mundo e ingressar no próximo; outros poderão vir para brincar e fazer travessuras. Toda vida e morte humana é parte do grande intercâmbio entre os mundos da natureza e do espírito. Hoje, muitas pessoas tentam pescar maçãs num vasto caldeirão ou barril, apanhando-as com os dentes; a maçã simboliza a alma e o caldeirão representa o grande ventre da vida. A noite é também um tempo para adivinhação, quando o futuro pode ser mais facilmente visto por aqueles que sabem perscrutar os dias que estão por vir. A nova vida do ano vindouro é mais evidente nessa noite especial. Em Salem, assim como em todo o mundo, não só adivinham o futuro, mas também o projetam ao vestirem trajes que refletem o que gostariam que viesse a ser ou vivenciassem no novo ano. Também vestem muito laranja para simbolizar as folhas mortas e os fogos agonizantes do verão, assim como o negro tradicional para captar e encher nossos corpos com luz nessa época do ano em que os dias estão ficando mais curtos e existe fisicamente menos luz e calor.

ALTAR DA BRUXA

Sempre que possível uma Bruxa deve ter seu Altar, que deverá ser seu ponto de ligação com os Deuses. Não precisa ser nada complicado ou luxuoso.

Tradicionalmente, ele deve ficar ao Norte. Uma vela preta é colocada a Oeste simbolizando a Deusa, e uma vela branca a Leste para o Deus. No Altar deve estar o Cálice, o Athame, o Pentagrama, a Varinha e outros objetos utilizados nos rituais.

Também é comum se colocarem símbolos para os Quatro Elementos, como uma pena para o Ar, uma planta para a Terra, uma vela vermelha ou enxofre

para o Fogo e logicamente, Água para esse mesmo Elemento. Muitas pessoas colocam um símbolo para a Deusa e o Deus, como uma concha e um chifre, ou mesmo estátuas e gravuras dos Deuses. Abuse de sua criatividade, pois o Altar é o seu espaço pessoal, onde deve ser colocado todo o seu Amor. Se por algum motivo, você não puder montar um Altar onde você mora, crie um espaço na sua imaginação, pois o verdadeiro Templo está dentro de você, ou vá para a Natureza e faça dela o mais lindo de todos os Santuários.

As ferramentas são Instrumentos importantes e necessários na Arte, usados em Rituais Wicca, tem sua origem perdida no tempo. São importantes focos de concentração, e podem alterar o estado de consciência, por isso devem ser usados corretamente, com o propósito de fazer rituais, invocar deidades, tirar negatividade, ou dirigir a energia através de nosso toque e intenção. Para praticar Wicca você pode pelo menos ter algumas dessas ferramentas. Procure em lugares especializados que você achará essas preciosidades. Alguns lugares nos Estados Unidos também possuem catálogos, e é muito útil em alguns casos para achar ferramentas mais difíceis de serem encontradas no Brasil.

Elas enriquecem os rituais e simbolizam energias. Algumas pessoas dizem que devemos usar as ferramentas mágicas até acharmos que elas não nos tem mais utilidade, ou seja, enquanto nos sentirmos confortáveis com elas. Depois de adquirido cada um dos instrumentos, comece a familiarizar-se com eles, descobrindo suas energias e utilidades. É necessário que cada instrumento passe por um ritual de purificação antes de ser utilizado. Aqui vai uma lista das principais ferramentas usadas na Arte.

Bruxas usam vassouras em magias e rituais. É uma ferramenta que simboliza tanto a Deusa quanto o Deus. Talvez pela sua forma, a vassoura se tornou uma poderosa ferramenta contra maldições e práticas de Magia Negra. Se deitada sobre a entrada de uma casa, ela "varre" todos os spells que forem jogados na casa ou em alguém que more nela. Se colocada embaixo do travesseiro, ela traz bons sonhos e protege.

As Bruxas européias foram identificadas com a vassoura por causa das falas populares, inventadas pelos perseguidores de Bruxas, que diziam vê-las voando em suas vassouras. Isso é

totalmente ridículo, visto que na verdade, a vassoura era usada em danças nos rituais, e por isso, ligada ao ato de voar ....

Ainda hoje, a vassoura é muito usada na Arte. Um Wiccaniano deve começar o ritual "varrendo" o local com a Vassoura Mágica. Depois disso, o Altar é construído, as ferramentas são carregadas e o ritual está pronto para começar. Não é necessário que a vassoura toque o chão. Faça apenas os movimentos, visualizando que você está tirando todas as forças negativas que estão naquele local. Ela purifica a área usada para os rituais.

Como é um Instrumento de Purificação, a vassoura é ligada ao Elemento da Água, por isso, é usada em todos os Rituais ligados a Água, assim como Feitiços do Amor e Trabalhos Psíquicos. Algumas Bruxas colecionam vassouras, e mostram exuberantes variedades em seus materiais , fazendo disso um Hobby muito interessante, chegando até a fabricá-las. Se você deseja fazer uma Vassoura Mágica, deve tentar a antiga fórmula: um corpo de resíduo mineral, galhos de vidoeiros e uma atadura de salgueiro. O resíduo mineral é para a proteção, o vidoeiro purifica, e o salgueiro é sagrado para a Deusa. É claro que um galho de qualquer árvore ou arbusto deve servir para substituir a vassoura.

A Varinha Mágica

A varinha é um Instrumento

de Invocação. É

usado para dirigir a energia,

desenhar Símbolos Mágicos ou o Círculo, mexer coisas no Caldeirão, ou até mesmo para invocar um Deus ou uma Deusa. É o Instrumento do Elemento Fogo. A Varinha normalmente é feita de madeira, e há algumas madeiras

tradicionais usadas na "fabricação" de uma varinha: Salgueiro, Sabugueiro,

Carvalho, Macieira, Pessegueiro, Aveleira,

etc.

...

Quando um Wiccaniano corta um galho de uma árvore, ele agradece à Natureza e pede permissão para a mesma, para retirar o galho. Alguns Wiccanianos cortam o galho na junção da árvore até sua extremidade, mas não é necessário. Qualquer galho forte e reto, serve para se fazer uma varinha. Algumas lojas vendem a varinha já pronta, como pode ser vistas em sites de venda de Instrumentos de Wicca. Nunca usei uma varinha já pronta, prefiro fazer a minha, portanto não sei se as compradas terão o mesmo efeito de magia. Alguns livros dizem não haver problemas com uso de uma varinha já pronta, fabricada por outra pessoa. Essas varinha prontas vendidas em alguns sites são muito bonitas, bem fabricadas e com ótimo acabamento. Não é necessário que você use sempre a mesma varinha pelo resto de sua vida, portanto use uma que você se sinta confortável e só mude de varinha quando você achar que é necessário.

Incensório

O incensório é uma base para deixar o incenso queimar. Pode ser comprada ou feita por você mesmo. Não é necessário que o incensório seja bonito, ou cheio

de enfeites, varia de acordo com o gosto de cada pessoa

Ele pode ser

.. simples, ou completo, isso vai depender. Se você não está acessível a nenhum lugar para comprar um incensório, você pode fazer um utilizando-se por exemplo, de uma taça ou copo, uma tigela ou uma concha funda com areia e sal. A areia e o sal absorvem o calor, e evita que possa quebrar-se ou rachar- se.

Os incensos são muito usados em rituais. Quando não se fala na necessidade

de utilizar

um determinado tipo de

incenso, use sua intuição

para usar

o

incenso certo. Nas cerimônias de Magia, o Deus e a Deusa podem ser vistos

entre a fumaça feita pelos incensos. Essa fumaça pode ser aspirada, nos

deixando relaxados e algumas vezes até em estado de consciência diferente. Esses rituais são feitos em lugares fechados, um incensório passa a ser de muita importância, assim como o incenso, porém, em lugares abertos, o incenso pode ser substituído por qualquer outro tipo de chama, e o incensório não precisa ser utilizado, já que se pode colocar o incenso diretamente na terra. Alguns Wiccanianos ligaram o incenso ao Elemento Ar, e são colocados frente às estátuas ou imagens da Deusa e do Deus.

O Caldeirão

O Caldeirão é provavelmente o Instrumento mais difícil de ser encontrado hoje em dia.

O Caldeirão é visto como um símbolo da Deusa pela Wicca, e manifesta feminilidade e fertilidade. É ligado ao Elemento Água, e simboliza a reencarnação, imortalidade e inspiração. É utilizado para rituais, cozinhar, fazer

velas, incensos, etc

O Caldeirão é normalmente feito de ferro e possui três

... pernas que o segura. Há várias formas e tamanhos de Caldeirões, compre um já com um propósito delineado em sua mente, se você pretende usá-lo apenas ara fazer velas e cozinhar opte talvez por um de menor proporção, que será mais fácil de chegar ao ponto de cozimento poupando-lhe tempo, não que um grande não servirá, porém requer maior paciência e fogo mais forte.

Nos rituais de Primavera, o caldeirão pode ser cheio de água fresca e flores,

durante o Inverno pode ser acesa

uma chama dentro do caldeirão, para

simbolizar o retorno do calor e da luz do Sol (o Deus) o caldeirão (a Deusa).

O Athame

O Athame é um Instrumento de invocação do Deus e da Deusa. É uma faca de dois gumes com um cabo preto e deve ser usado apenas com propósitos ritualísticos. É o Instrumento do Elemento Ar, e é usado para abrir e fechar o Círculo Mágico, para simbolizar o encontro do Deus com a Deusa ( no caso de, por exemplo, "cortar" a água ou o vinho simbolizando a Deusa, com o Athame

que simboliza o Deus ) para canalizar a energia em determinado local,

etc.

...

A espada pode ser também utilizada, já que possui as mesmas propriedades do Athame, porém é mais difícil manuseá-la, e se o ritual for praticado em lugares fechados, poderá haver o problema de espaço, e além do mais o Athame é mais fácil de ser transportado.

O Athame deve ser consagrado no momento em que a Bruxa é iniciada, e deve ser usado apenas por você, e por nenhuma outra pessoa mais. Não deve ser nunca usado para cortar coisas ou fazer desenhos em que seja utilizado sangue. A faca de dois gumes e de cabo branco, também chamada "Bolline", é

a que deve ser utilizada para cortar madeiras, ervas para que se consiga distinguí-la do Athame ritualístico.

etc. ...

seu cabo é branco

As Bolas de Cristal

As Bolas de Cristal de Quartzo são um símbolo importante na Magia. Hoje em dia, as Bolas de Cristal ficaram populares, e não é tão difícil de se encontrar, porém preste bastante atenção se você for comprá-la, não deixe que o engane com um Bola de Vidro, que são muito parecidas com as de cristal e bem mais baratas. Pode-se identificar uma Bola de Cristal verdadeira, pelo seu preço, seu peso, temperatura. Essas bolas são usadas nas adivinhações, e um meio de se ver as imagens que nossa mente produz. Em ritual Wiccaniano, a Bola de

Cristal, é usada para representar a Deusa, já que na sua forma ( esférica ) é

um símbolo

da Deusa,

assim

como todas

as

rodas

e

círculos,

e

sua

temperatura baixa, simboliza a profundeza do Oceano, um domínio da Deusa.

Os Cristais devem

ser

usados para guardar

energia e para receberem

mensagens do Deus. Se você tem uma Bola de Cristal, guarde-a com cuidado, além dela ser muito cara, é uma ótima forma de aumentar a energia de um local, e é também muito usada em rituais de Lua Cheia.

O Cálice

O Cálice é o Instrumento do Elemento Água

e representa

a

Deusa

e

a

fertilidade. Ele deve ser feito de qualquer material e é usado nos rituais com o

propósito de guardar a água ou outra bebida durante os rituais. É com o cálice que se compartilha as bebidas ritualísticas entre irmãos da Arte, e também guarda a bebida oferecida à Deusa e ao Deus.

O Pentagrama

O Pentagrama pode ser feito de qualquer material, e até desenhado em pedaços de pano, ou mesmo no chão. Ele é uma estrela de cinco pontas, e é utilizado em Magia há milênios. Cada ponta representa um Elemento da

Natureza, Ar, Fogo, Água

e Terra,

e

a

quinta ponta representa

o Espírito.

Quando é usado em sua forma normal, mostra que o espírito está acima de todos os Elementos, porém, quando está invertido, significa todos os Elementos acima do Espírito, fazendo a forma de um bode. Na Wicca, o Pentagrama é o Instrumento do Elemento Terra e está ligado à Segurança e Proteção. É utilizado para consagrar Instrumentos, Objetos e Amuletos. Muitos Wiccanianos usam o Pentagrama como Amuleto tanto de Proteção, como também de respeito ao Espírito e aos Elementos da Natureza.

O Livro das Sombras (Book of Shadows)

O Livro das Sobras é um livro que todo Wiccaniano deve ter, e vai servir como um diário para que a(o) Bruxa(o) possa anotar todos os seus passos na magia. É fácil de achar, já que não existem regras para o Livro das Sombras. Qualquer caderno ou agenda com páginas internas brancas deve servir.

No dia-a-dia a(o) Bruxa(o) deve escrever no seu Book, rituais, spells, invocações, ou qualquer coisa que tenha criado com a ajuda da magia. Isso vai ajudá-la(o) para que se consiga ver seu desenvolvimento, assim como guarda muito de cada pessoa. Tudo o que você achar importante deve ser registrado no Book, como uma forma de se guardar seus próprios conhecimentos e descobertas. Algumas Bruxas(os) modernas(os) já se utilizaram do computador como seu Book of Shadows, é o Disco Rígido das Sombras, mas eu não aconselho, por vários motivos, o primeiro que outras pessoas poderão ler o que você escreveu, outra e a mais importante, é que se você "perder os files" dificilmente serão recuperados.

O Sino

O Sino é um Instrumento mito antigo na magia. Tocar um Sino, emana vibrações que tem efeitos poderosos devido ao seu volume, tom e material de construção. O Sino, ao contrário do que muitas pessoas pensam, é um Instrumento feminino e é utilizado para Invocar a Deusa em alguns rituais, e dar o sinal de começo ou final de alguns Spells. É também utilizado para afastar Espíritos ruins, assim como Evocar Boas Energias. Algumas pessoas acreditam que colocando um Sino pendurado na porta, este vai proteger e guardar a casa.

Túnica

Embora alguns Covens, prefiram trabalhar " vestidos de céu", completamente "nus", existe a opção de usar a Túnica, que é tradicionalmente de cor negra, porque isola as energias negativas, ótimas para serem usadas quando existe contato com grandes multidões ou pessoas negativas, porque impede que a sua energia seja "vampirizada". Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, a cor negra não tem nenhuma ligação com o mal, muito pelo contrário, ela representa o Útero Universal, do qual nasceu toda a Luz, a Escuridão da Terra de onde germinam as sementes, mas não se deve usar somente a cor negra, nós precisamos da vibração de todas as cores, a não ser que você queira parecer Bruxo(a) ou Esotérico(a), por mero exibicionismo. Trabalhar com a Túnica, deve ser a escolha do Coven, deve-se tomar muito cuidado, para que a nudez absoluta, não atraia somente pessoas mal intencionadas. A nudez deve ser um sinal de pureza, de libertação, de liberação de nossos tabus e medos. É preciso que você tenha um coração puro diante dos Deuses e de nossos semelhantes, e se você ficar inibida(o) pela nudez, tornará o ritual totalmente improdutivo, então se esse for o caso, é melhor usar a Túnica, mas você deverá superar esses bloqueios, eles são frutos de uma moral Judaico Cristã repressiva, sendo que nos temos que nos apresentar diante dos Deuses, puros, sem hipocrisia.

Buril

É um ferro usado para gravar nomes sagrados, símbolos em Athames, Espadas, etc ...

Vela

Simboliza o Elemento Fogo. A Vela é o símbolo do seu pedido, enquanto ela queima, leva o seu pedido para se misturar ao Elemento Éter.

SÍMBOLOS

Na prática da arte da Grande-Mãe e seu Consorte, podemos acrescentar uma simbologia mágica que nos permite a melhor sintonia com os elementais. Para tanto, magos e bruxos de todo o mundo, através do conhecimento milenar puderam propagar esta simbologia que nos permite alcançar o efeito desejado em nossas práticas mágicas pessoais. Cada símbolo com o passar dos séculos,

foram incorporados na Arte Wicca, devido a sua eficácia - seja no contexto mágico ou religioso. Muitos destes símbolos são utilizados para a prática ritualísticas de bruxos e bruxas, servindo para focalizar a energia mágica bem como os instrumentos. Na astrologia temos diversos símbolos que representam planetas e signos. A maior parte deles vem sendo também fortemente utilizados em Wicca. A seguir vou dispor dos principais símbolos e seus

respectivos

significados.

Ankh

É um antigo símbolo egípcio que nos lembra uma cruz encimado por um laço.

O Ankh simboliza a vida, o conhecimento cósmico, o intercurso sexual e o renascimento. Devemos lembrar que o Deus e a Deusa do maior do antigo panteão egípcio são representados portando sempre este símbolo. O Ankh também é conhecido por vários bruxos como "Cruz Ansata". Hoje em dia o Ankh é usado por vários bruxos contemporâneos para encantamentos e rituais que envolvem saúde, fertilidade e divinação.

Olho de Hórus

É

um outro

antigo símbolo

egípcio

muito

usado na feitiçaria moderna.

Representa

o

olho

divino

do

deus

Hórus,

as energias solar

e

lunar,

e

freqüentemente é usado para simbolizar a proteção espiritual e também poderclarividente do Terceiro Olho.

Pentagrama

É um dos símbolos pagãos mais poderosos e mais populares entre os Bruxos e Magos Cerimoniais. O pentagrama (uma estrela de cinco pontas circunscrita num círculo) representa os quatro antigos e místicos elementos: fogo, água, ar e terra, superados pelo espírito. Em Wicca o símbolo do pentagrama é geralmente desenhado com a ponta para cima a fim de simbolizar as aspirações espirituais humanas. Um pentagrama voltado com duas pontas para cima é um símbolo do Deus Cornífero.

Selo

de

Salomão

É

um antigo

e

poderoso símbolo mágico. Este

símbolo

consiste

em

um

hexagrama de dois triângulos entrelaçados (um voltado para cima e outro para

baixo).

O

selo de

Salomão

simboliza a alma humana, sendo utilizados por

bruxos e magos cerimoniais para encantamentos, conjuração de espíritos,

sabedoria,

purificação

e

reforço

dos

poderes psíquicos.

Suástica

 

É um antigo símbolo religioso formado pela cruz grega com braços em ângulos

retos. Antes de

ter sido adotada pelo

nazismo, a suástica era um símbolo

sagrado de boa sorte e de saúde na Europa pré cristã e em muitas outras

culturas pagãs em todo mundo, incluindo as orientais, egípcias e tribais das

Américas. A palavra suástica origina-se do sânscrito (svastika) que significa "um sinal de boa sorte". Existem milhares de símbolos da suástica pelo mundo

e

o

mais

antigo

de

todos

data

do

ano

12.000 a.C.

Triângulo

 

É um símbolo de manifestação finita na magia ocidental, sendo usado em

rituais para invocar os espíritos

quando o selo

ou sinal

da

entidade a ser

invocada está no centro do triângulo. O triângulo é equivalente ao número três

- número mágico poderoso - e é um símbolo sagrado da Deusa Tripla: Virgem, Mãe e Anciã. Invertido simboliza o princípio masculino.

Lua Crescente

É um símbolo sagrado da Deusa e também um símbolo da magia feminina, da fertilidade, do crescimento abundante e dos poderes secretos da natureza. É utilizado nas invocações à Deusa e todas as deidades lunares, na magia da Lua, nas celebrações dos sabás e nos rituais de cura feminina.

PURIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS DA NATUREZA

Para que o Altar não absorva nenhuma energia negativa, é fundamental reverenciar os objetos que o compõe pelos quatro elementos.

Trace uma cruz imaginária sobre ele com os quatro pontos cardeais. (Norte, Sul, Leste e Oeste).

No Norte, ponha Sal. No Oeste, 1 cálice com água No Leste, 1 incenso

No Sul, 1 vela. É importante que as pontas da cruz estejam apontando para a direção certa.

A

seguir faça

uma prece

de

agradecimento à todas energias e

inicie as

consagrações. Passe Sal, representante do Elemento TERRA, sobre todos objetos dizendo:

Eu, ( fale o seu nome ), saúdo a Terra, a Natureza, todos os seus Elementos e sua força. Eu agradeço por tudo com que a Terra me presenteia todos os dias de minha vida.

Eu, ( fale o seu nome), peço que a energia da Terra, esteja presente e que me traga coragem estímulo, disciplina, conforto, estabilidade, saúde.

Eu, ( fale o seu nome ), proclamo que esses objetos pertencem a mim, devem responder só a mim, me ajudar e proteger.

Respingue

a

Água

objetos dizendo:

do

cálice,

representante do Elemento Água, em todos

Eu, ( fale o seu nome ), saúdo todos os Elementais e as Deusas da Água.

Eu, ( fale o seu nome ), agradeço a Água por toda a água que existe no planeta, pela água que bebo e de que necessito para viver.

Eu, (fale o seu nome), peço ao Elemento Água, intuição, clareza, visão, energia, força mágica

Eu, (fale o seu nome), declaro que todos esses símbolos pertencem a mim e a mais ninguém, que eu os amarei e eles me amarão e servirão de canal.

Acenda o Incenso, representante do Elemento Ar, espalhe sua fumaça sobre os objetos dizendo:

Eu, ( fale o seu nome ), saúdo e invoco todos os Elementos e Deuses do Ar.

Eu, ( fale o seu nome ), agradeço ao Elemento Ar, pelo ar que eu respiro, pelos ventos, pela inteligência, pela criatividade, pelas minhas virtudes racionais.

Eu, ( fale o seu nome ), peço ao Elemento Ar, capacidade de raciocínio, clareza de idéias, condição de criar e ser feliz.

Eu, (fale o seu nome) declaro que a partir de agora essas ferramentas mágicas me pertencem e a mais ninguém, e me passarão todas as energias positivas do Elemento Ar.

Segure a Vela acesa, representante do Elemento Fogo, e repita as seguintes frases:

Eu, ( fale o seu nome ), saúdo e invoco todos os Elementos e Deuses do Fogo.

Eu, ( fale o seu nome ), peço a intuição sagrada e a energia curativa e criadora do Fogo para a minha vida.

Eu, ( fale o seu nome ), agradeço ao Fogo pela vida.

Eu, (fale o seu nome), declaro que todos esses instrumentos mágicos serão meus, só servirão para os mais nobres fins, e me protegerão e cuidarão de mim enquanto eu viver.

Por

fim faça

novamente uma oração de agradecimento, e o Ritual estará

encerrado.

"Lembre-se que toda vez que quiser acrescenta um objeto novo ao seu altar ele deve, antes, ser consagrado."

Construção da Escada da Bruxa

Compre um novelo de lã negra, resistente e de boa qualidade. Puxe o fio e façam na extremidade um nó (este é o primeiro nó).

Coloque este nó encostado no centro de sua cabeça e estique o novelo até o dedão do pé direito. Faça ali um segundo nó.

Desligue, cortando, o segundo nó do resto do novelo. Agora você tem um fio do seu tamanho! Coloque o primeiro nó no meio da sua garganta, faça uma volta ao redor do pescoço com o fio. No lugar onde o fio encontra o primeiro nó, faça um terceiro nó.

Agora coloque o primeiro nó sobre o meio do ombro esquerdo. estique o fio até o meio do ombro direito.

Onde o fio parar, faça o quarto nó! Sobre o seu umbigo, ponha o primeiro nó e faça uma volta com o fio ao redor de sua cintura.

Onde o fio encontrar o primeiro nó, faça o quinto nó. Pegue o segundo nó (que está na outra extremidade) e o coloque sobre a sua coxa esquerda (bem perto da virilha). Faça uma volta ao redor da coxa.

Onde

o fio encontrar

o segundo

nó,

faça sexto

.

Por

último, ponha

o

segundo nó sobre seu tornozelo direito e faça uma volta ao redor dele.

Onde o fio encontrar o segundo nó, faça o sétimo nó. Você terá um fio com sete nós, ou seja A Escada da Bruxa. Para fazer a imantação escada depois de construída, aguarde uma noite de Lua Cheia.

Nessa noite, amarre com um laço (como o de sapato) a Escada na cintura. A Escada deve permanecer na cintura por sete dias. Tire a Escada para tomar banho, fazer amor, esportes, etc. Ao término dos sete dias, desamarre

definitivamente a Escada e a guarde (de preferência madeira).

em uma caixinha

de

Para consagração da Escada, espere até outra noite de Lua Cheia. Tire sua Escada da caixa (ou outro lugar escolhido) e a coloque em uma taça (aquela que você usa em seus trabalhos espirituais).

Acenda duas velas negras (as velas desta cor são muito comuns na Bruxaria Tradicional) ao lado da taça e olhe fixamente para a Escada. Imagine que ela é uma espécie de cordão umbilical, que liga você ao Mundo dos Espíritos Benevolentes e Guardiães da Tradição. Sinta que uma luz violeta banha sua Escada.

Retire a Escada da taça, deite-se no chão, coloque a escada sobre o ventre (como o cordão umbilical após o nascimento) e "voe" até o Grande Sabbat no

coração do bosque (o lugar imaginário/astral/espiritual onde os iniciados da Bruxaria Tradicional ou Sabática/Sabbatean se encontram e comungam).

Deixe-se levar. Quando achar que "tudo foi consumado", abra os olhos, agradeça aos Espíritos e guarde sua Escada.

O cordão ou fio de Escada é chamado assim porque nos leva a um lugar - ao Grande Sabbat! Ela é um instrumento poderoso. Guarde a Escada e não a entregue a ninguém, pois ela possui "as suas medidas".

Esta Escada é encontrada em várias culturas religiosas do mundo: na magia berbere marroquina, entre os cavaleiros templários (que levavam um cordão de lã consagrado, debaixo do hábito monástico. O cordão era tocado na Cabeça do Baphomet: o Brother Goat), na magia escandinava (as Artes de Freya), na feitiçaria eslava (de onde vem o Tcholok, o temível rosário eslavo).

DICAS MÁGICAS

Aqui você encontrará aquelas Dicas Mágicas mais complexas, utilizadas para um determinado fim.

Todo Ritual que não seja de adoração, isto é, que seja feito para se alcançar um propósito, ou realizar algum desejo é chamado Feitiço ou Encantamento, sendo uma das partes mais procuradas da aprendizagem. Basicamente existem:

Feitiços de Cura

Feitiços de Amor

Feitiços da Prosperidade

Feitiços de Proteção

Feitiços para Elevação Espiritual

Quase todos os desejos e problemas humanos se encaixam numa dessas categorias. Dentro da Wicca não se faz Magia Negra, pois acreditamos que tudo o que fizermos voltará para nós multiplicado por três!

A Magia Negra não é só aquela em que se deseja o Mal para outras pessoas, ou Rituais com o uso de Sangue e Sacrifícios. Magia Negra, também pode ser, interferir no Livre Arbítrio de outras pessoas. Isso acontece muito em Feitiços de Amor, pois várias pessoas pedem para casar com determinada mulher, ou para o árido voltar, ou fazer a filha largar daquele namorado meio esquisito. Enfim, interferir na vida alheia. Me parece que as pessoas não têm a menor preocupação com a vontade dos outros. Para tristeza das "mães bem- intencionadas", suas filhas têm o direito de escolher os seus relacionamentos e dar cabeçadas na vida, pois, talvez seja até uma necessidade cármica, para a sua própria evolução como Ser Humano, além de que, temos o péssimo hábito de julgar as pessoas pela aparência, e, na maioria das vezes, somos vítimas de nosso preconceito e em nome dele cometemos injustiças. É muito melhor que se faça um Ritual de Proteção, para que os Deuses orientem seus filhos no caminho certo, e deixar que eles vivam suas vidas com o mínimo de interferências.

Quanto aos Feitiços de Amor, nunca devemos forçar uma pessoa a nos amar, e muito menos casar conosco, por não podermos prever o futuro, e o que seria um sonho poderia se tornar um pesadelo! Muitas pessoas, se casam através desses Feitiços de Amarração, para verem, depois de algum tempo, a paixão se transformar em Ódio, quando tudo não termina em tragédia. Correto, seria pedir aos Deuses, para que lhe mostrassem a pessoa certa para lhe fazer feliz e também ser feliz ao seu lado, pois raramente as pessoas que pedem Feitiços

de Amor, se preocupam com a felicidade do outro. Agora, se você tem certeza que alguém te ama, mas existem obstáculos ao seu bom relacionamento, um Feitiço pode ser feito para afastar esses obstáculos.

Sempre

que

terminar

um