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A administração empresarial da escola: os debates travados no XIII Congresso Nacional dos Estabelecimentos Particulares de Ensino CONEPE (1973)

Eduardo Norcia Scarfoni, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, eduardoscarfoni@hotmail.com

Palavras-chave: Congresso Nacional dos Estabelecimentos Particulares de Ensino; ensino privado; administração escolar

Esse trabalho é parte do projeto de tese de doutoramento e pretende contribuir com

o debate sobre a privatização de ensino no Brasil desde o início da ditadura militar em

1964 até a promulgação da Constituição Federal de 1988. Será evidenciada a visão dos

intelectuais defensores da iniciativa privada na educação em seu XIII Congresso Nacional

dos Estabelecimentos Particulares de Ensino CONEPE. Esses congressos reuniam

pessoas de diversas correntes religiosas e não religiosas, representantes de órgãos dos

governos federal, estaduais, municipais, além de sujeitos das mais variadas áreas que

atuavam na educação nacional 1 .A Federação Nacional de Estabelecimentos de Ensino

FENEN era a entidade responsável pela organização desses congressos. A Associação de

Educação Católica AEC era uma das organizações presentes nesses congressos, tendo

um papel de destaque em sua organização, já que grande parte do ensino secundário

particular estava nas mãos de estabelecimentos católicos. Além dessa associação, diversos

sindicatos de estabelecimentos particulares de ensino se reuniam nesses congressos, que,

após 1948, viriam a ter representantes na maioria dos estados brasileiros.

O foco desse trabalho será a análise da tese “A necessidade da administração

empresarial da escola” de autoria de Newton de Paiva Ferreira Filho 2 , do sindicato dos

estabelecimentos de ensino secundário, primário e comercial de Minas Gerais, que foi

apresentada no referido congresso, tentando identificar os diversos grupos sociais presentes

nesse debate, analisando a construção de sua hegemonia na educação nacional. Sobre a

1 Sobre a formação dos CONEPEs consultar Scarfoni (2012). 2 Era educador, advogado, empresário no estado de Minas Gerais. Aos 30 anos Newton Paiva Ferreira, criou, juntamente com um grupo de jovens idealizadores, a Escola Livre de Direito, que foi o embrião do Colégio Anchieta, precursor da Instituição Universitária que hoje leva seu nome como patrono. (Diário do Senado Federal, Ata da 108ª Sessão Não Deliberativa, 11 de julho, 2005). Essa Ata da sessão do Senado Federal apresenta sua trajetória de vida e sua importância como educador para o estado de Minas Gerais quando foi homenageado pelo seu centenário no ano de 2005.

formação do grupo social e de seus intelectuais, vale destacar as palavras de Gramsci (2011, p.15):

Todo grupo social, nascendo no terreno originário de uma função essencial no mundo da produção econômica, cria para si, ao mesmo tempo, organicamente, uma ou mais camadas de intelectuais que lhe dão homogeneidade e consciência da própria função, não apenas no campo econômico, mas também no social e politico.

Esses intelectuais defensores da iniciativa privada na educação faziam dos congressos seus espaços de formação e debates para atuarem conjuntamente na educação nacional.

Tal tese está divida em sete tópicos que demostram a necessidade da administração escolar, quer para as escolas públicas (oficiais), quer para as escolas particulares. O décimo terceiro congresso aconteceu de 13 a 20 de janeiro de 1973, na cidade de Belo Horizonte no estado de Minas Gerais e tinha como um de seus objetivos analisar a implementação da reforma do ensino de 1.º e 2.º graus de 1971, Lei n.º 5.692.

Esses grupos que defendiam a iniciativa privada na educação distinguem e classificam cinco formas de administração das escolas brasileiras e não se limitam a descrevê-las, mas analisá-las. Essas formas seriam: as entidades religiosas ou filantrópicas; os colégios oficiais; os colégios particulares dirigidos por professores; os colégios particulares dirigidos pelos proprietários (não ligados ao ensino) e a escola-empresa dirigida por uma equipe de técnicos. Na visão desses sujeitos coletivos toda escola deveria trabalhar como uma empresa, fazer uma análise de mercado para vender um serviço: a educação. A preocupação com a necessidade de uma administração escolar mais eficiente mostra a tendência que foi se tornando hegemônica no campo da educação escolar brasileira, qual seja, a compreensão de que a educação poderia ser vendida como mercadoria e, para tanto, a lógica empresarial far-se-ia necessária.

Ao iniciar a tese, A necessidade da administração empresarial da escola”, destaca-se a importância da administração de uma maneira geral. Para esses sujeitos, defensores da iniciativa privada, ela era uma das atividades humanas de maior importância, “é a ciência de fazer coisas através de pessoas”. O administrador deveria planejar,

organizar, dirigir e controlar atividades de grupo, mas diferente do que muitos pensam, não caberia apenas aos chefes ou presidentes de empresas ela deveria estar presente em todos os níveis de organização. Com isso ela deveria estar presente, nas igrejas, nos lares, nas organizações filantrópicas e consequentemente “até mesmo á menor das escolas brasileiras”.

Com as mudanças sociais e novos fenômenos como o crescimento da especialização, o aumento de escolas, os controles governamentais e o sindicalismo moderno houve também um aumento dos problemas para empresa moderna e esses sujeitos vão analisar o que entendiam sobre esses problemas.

Colocam que o controle governamental na administração moderna era marca constante e se mostravam de diferentes formas. Uma das formas seria a regulamentação econômica e citam alguns exemplos como (FERREIRA FILHO, 1973, p.02):

1. O direito de iniciar uma empresa

2. A qualidade e quantidade de serviços prestados

3. O caráter dos registros contábeis

4. Os salários pagos

5. O controle direto sobre os preços

Essas intervenções, segundo esses sujeitos, eram fatos recentes em empresas que não tinham um caráter semipúblico 3 , porem devido à ditadura militar “na emergência nacional e no interesse do bem de todos”, essas regulamentações tinham se estendido a todas as empresas. Essa situação estava afetando as escolas particulares e por isso seria necessário determinar a administração empresarial da escola. Outro elemento para essa necessidade era a diferença que existia entre trabalhadores e proprietários em termos de objetivos, essa diferença não poderia existir e precisavam ser revistos na escola/empresa.

Posto essa necessidade esses sujeitos vão classificar os cinco tipos de direção das escolas brasileiras que seriam: as entidades religiosas ou filantrópicas; os colégios oficiais; os colégios particulares dirigidos por professores; os colégios particulares dirigidos pelos proprietários (não ligados ao ensino) e a escola-empresa dirigida por uma equipe de técnicos.

3 Esse caráter é definido como de empresas que o Estado dependesse exclusivamente.

As entidades religiosas ou filantrópicas eram normalmente ligadas a alguma ordem religiosa e na maioria dos casos a direção pertencia a um membro religioso. Por não terem objetivos empresariais, esses sujeitos não a classificam como empresas educacionais.

Os colégios oficiais têm objetivos meramente sociais e seguem a linha governamental. Sua direção quando não são políticos, mas técnicos, os escolhidos são professores pertencentes aos conselhos educacionais. Pelo seu caráter a escola oficial não se organiza empresarialmente e por isso não se pode enquadrar como empresas educacionais.

Os colégios particulares dirigidos por professores e os colégios particulares dirigidos pelos proprietários (não ligados ao ensino) são apresentados como “empresas especialíssimas”. Seriam empresas por prestarem serviços e sua administração era composta por dois objetivos, o idealismo e o interesse lucrativo. Segundo esses sujeitos esses objetivos eram aparentemente opostos e citam Idalmo Motta por caracterizar esses objetivos como antitéticos, mas se completariam, pois o idealismo determinava a missão educativa e o interesse lucrativo evitava o esgotamento econômico e assim assegurava a missão educativa.

As escolas particulares, dirigidas por especialistas educacionais, predominavam o objetivo idealista desequilibrando a empresa. Nos colégios dirigidos pelos proprietários os objetivos eram conciliados, uma organização rentável respeitando a missão educacional, sendo essas “pequenas empresas educacionais em evolução”.

Uma das questões que esses sujeitos defensores do ensino privado colocam é que a administração das escolas brasileiras são geralmente dadas a pessoas que não são especialistas em administração. E acreditam que seria necessária a especialização da administração da escola brasileira para a melhor prestação desse serviço. Independente do caráter da escola sonhavam com o dia que “todas as escolas serão empresas de prestação de serviço”. Isso se fazia necessário, pois a escola-empresa era a salvação para escola brasileira, e ela seria (FERREIRA FILHO, 1973, p.09):

empresarialmente dirigida, tecnicamente administrada, estável,

equilibrada, onde a especialização setorial se faz presente, onde as deliberações são planejadas dentro de um principio tecnicamente sadio e

] [

onde o esforço de todos é coordenado no sentido de se conseguir a plena realização de sua missão educativa, com sobrevivência econômica e plena rentabilidade dos investimentos realizados.

Esses princípios deveriam nortear todas as escolas brasileiras. Sendo a escola essa empresa, uma análise de mercado precisaria ser feita para que essa empresa pudesse realizar com “plenitude a venda de seus serviços”.

Essa análise de mercado aproximaria a escola da população e evitaria a competição entre escolas, pois uma não interferiria no “raio de ação” da outra e com isso solucionaria o problema econômico, não tendo concorrentes. Para exemplificar essa situação o autor da tese Newton de Paiva Ferreira Filho (1973, p.11) traz sua experiência em Belo Horizonte, no bairro Floresta e no bairro Caiçaras onde dirigia escolas 4 :

em uma área de pouco mais de 200 metros de raio se agrupam: 3

grupos do governo e 3 colégios particulares. Estas unidades surgiram,

evidentemente, após a construção de nosso prédio. E pagamos, todos, o preço desta instalação sem estudos prévios. Mas, além de evitar erros deste tipo, o estudo do mercado dissecaria a população da região em busca das projeções para o futuro.

] [

No XIII CONEPE se reuniram diversas escolas particulares, tendo representantes da maioria dos estados brasileiros, sendo assim, esse estudo de mercado individualizado não era possível, e para resolver essa questão elaboram o estudo genérico de mercado em termos de Brasil.

Esse estudo mostra uma projeção com base em estimativas do IBGE do crescimento da população brasileira até o ano 2000, além de uma pirâmide da população do Reino Unido e do Brasil, para demostrar a estabilidade social e da estrutura educacional do Reino Unido que atende todas as faixas etárias em idade escolar. No Brasil essa estabilidade não existia além de mostrar que a estrutura educacional estava defasada. O aumento constante de matriculas em todos os níveis de educação também é demostrado, e esse aumento da população escolar, na visão desses sujeitos iriam continuar com as politicas implementadas como a recém-aprovada Lei n.º 5.692, que estendia o curso

4 Colégio Anchieta.

primário até a 8ª serie incorporando o antigo ginásio, criando assim o fundamental, o Mobral alfabetizando as massas e incentivando a procura escolar em todos os níveis.

Para encerrar esse estudo genérico do mercado escolar concluem “a procura de escolas ou empresas-escolas, diagnosticando um boom, um estouro, uma avalanche de procura escolar”. Porem outro problema surge com esse grande aumento da procura, a oferta de escolas.

A oferta de bancos escolares era deficiente, escolas pequenas, sem planejamento se mostrando um campo “fértil” para a atuação da empresa escola. Esses sujeitos defensores do ensino privado, ainda lembram que pela Lei n.º 5.692 e pela Constituição Federal o ensino primário era obrigatório na faixa etária de 7 a 14 anos, mostrando a necessidade de se criar escolas particulares para absorver essa procura. E pela imposição dessa conjuntura as escolas deveriam ser grandes, para serem grandes deveriam ter a administração empresarial, nas palavras de Ferreira Filho (1973, p.25):

E, se as escolas de amanha hão de ser grandes, se grande os grupos de ação, nada nos parece mais conclusivo, que a necessidade, atual, da administração empresarial na escola, tendência esta que atingirá tanto as escolas particulares como as públicas.

A administração empresarial da escola também gerava “tabus” como coloca o autor da tese. Para quebrá-los Ferreira Filho (1973, p.28) define novamente o que esses sujeitos entendiam por escola:

Escola é uma empresa que se dedica ao ensino em seus aspectos propedêuticos ou profissionalizantes, cuidando não somente da instrução, mas também da formação da juventude. Seja ela de caráter político ou privado, deve ser classificada entre as chamadas de prestação de serviços. E como empresa deverá ser dirigida e administrada.

Sendo a escola essa empresa de prestação de serviços, a administração deveria coordenar todos para um objetivo comum. Para chegar a esse objetivo comum achavam necessário, o que denominavam de plano de metas e objetivos. Essas metas e objetivos

deveriam ser estabelecidos a priori, a curto, médio e longo prazo, pois sem eles não era possível iniciar um trabalho contundente. E todos os funcionários deveriam seguir e não se restringir ao proprietário ou diretor.

Essas metas e objetivos seriam globais, mas deveriam reunir em um conjunto único o resultado de todas as metas de cada setor. “Todos conduzidos em uma só direção”.

pessoal,

organizados de uma forma que tenham clareza das ligações entre as unidades, a

hierarquização e a dinâmica de atendimento em vista de suas metas.

A

estrutura

da

escola

seria

para

esses

sujeitos,

a

distribuição

do

Para administrar a empresa-escola entendiam, devido a sua própria experiência, serem necessários quatro grupos e as atividades econômicas deveriam ter supervisão de um especialista. E essa supervisão se explica devido às mudanças que o Brasil vinha enfrentando desde a “revolução de 1964”, nos impostos, na previdência, nas relações trabalhistas e isso impediria um diretor a se dedicar exclusivamente a educação.

Além disso, as modificações nas leis relacionadas à educação, como a Lei n.º 5.692, que alterava a características do ensino até 1975, já impediriam o diretor de participar dos demais setores da escola.

Dada essas dificuldades, esses sujeitos defensores do ensino privado vão delimitar os quatro grupos que deveriam compor o corpo administrativo da escola empresa. O primeiro grupo apresentado é o que corresponde às atividades econômico-financeiras, ele não se limitaria ao recebimento de pagamentos, teria outras funções consideradas de extrema importância. Para demostrar suas tarefas são elencados cinco pontos considerados fundamentais, a saber (FERREIRA FILHO, 1973, p. 34):

1. Recebimentos e pagamentos. A mera rotina de receber e pagar exige aprofundamento. Um recibo mal redigido, um imposto não deduzido na fonte, na hora de pagar, será pago posteriormente pela empresa, com juros, multa e correção monetária. É a forma de se transformar pequenas importâncias em vultosas somas. Pois a empresa é, hoje, depositaria e delegada do governo, para a realização de determinadas atividades.

2. Toda esta documentação de receita e pagamentos deve ser enviada a contabilidade que estabelece o registro contábil dos fatos ocorridos na empresa. Ai também existe necessidade de maiores estudos, pois

hoje ela é regida por normas rígidas que não podem ser descumpridas e incentivos fiscais que não podem ser perdidos pela ignorância de sua existência.

3. As relações profissionais daqueles que prestam serviços à empresa, estão sujeitas a legislação específica que deve ser acompanhada. Qualquer deslize custa caro à empresa. Este setor não dispensa um assessoramento jurídico trabalhista, assim como a escola, no todo, não dispensa uma assistência jurídica geral.

4. Os impostos representam um capitulo a parte, pois não admitem enganos em sua realização. O governo pune, e não poderia ser diferente, até mesmo aquele que erra por engano ou desconhecimento. Assim, qualquer falha ou atraso no seu recolhimento representa uma abertura para multas e aborrecimentos.

5. Sendo a escola uma empresa de <safra e entre safra> nada mais necessários que uma boa administração financeira. Ninguém, que recebe e gaste somas em dinheiro pode deixar de ter em mãos e acompanhar com vigor, o seu orçamento.

Essa organização orçamentária era considerada essencial para esses sujeitos, sem ela na escola não seria possível o planejamento de investimentos em cada setor e com isso se perderia verbas e uma diminuição na parcela destinada aos lucros seria inevitável. Para defender seus lucros a escola deveria seguir essas recomendações organizando de maneira eficiente seu orçamento.

O segundo grupo citado é o responsável pelas atividades pedagógicas, que deveriam receber uma atenção especial por ser a “razão de ser da escola”. Assim era necessário um plano pedagógico em cada escola visando melhorar o sistema de ensino considerado “defasado e despretensioso”.

O terceiro grupo seria o das atividades executivas e funcionais, com composição mais abrangente. Ele engloba desde a secretaria da escola, arquivo, ponto, controle de normas e controle de alunos. Essas atividades seriam de responsabilidade da direção executiva ressaltando que deveria ter uma equipe bem treinada para não sobrecarregar o diretor da escola.

O quarto e último grupo de atividades era o de planejamento, organização e coordenação. Para explicar as funções desse grupo resgatam as ideias de Jules Henri Fayol considerado por esses sujeitos defensores do ensino privado, um dos precursores da administração moderna empresarial. Eles trazem as cinco funções do administrador que

seriam: planejamento, organização, comando, coordenação e controle. Essas funções,

como ressaltado anteriormente no texto, não deveriam ser realizadas apenas por um grupo,

mas por todos para a realização do objetivo comum.

Outra questão de destaque e de grande importância para a realização do trabalho

escolar era a propaganda da escola. Esses sujeitos afirmam que as atividades da escola não

poderiam ficar restritas aos seus muros, à comunidade, além das famílias e alunos

precisaria saber qual trabalho era realizado na escola. Para isso uma parte da verba deveria

ser destinada a essas atividades de promoção.

Assim, na escola empresa esses grupos de atividades seriam ministrados por

especialistas. A administração da escola seria baseada em funções e princípios flexíveis e

adequados a cada situação. Com isso esses sujeitos defensores do ensino privado entendem

que a educação, seria constantemente aprimorada, o funcionamento, a conservação, o

espírito de equipe, a disciplina, a unidade de direção e a subordinação dos interesses

individuais ao geral da escola permitiria uma redução de atritos e custos.

Com a administração da escola pensada nesses moldes concluem e afirmam que

(FERREIRA FILHO,1973, p.41):

É grande admitimos!

Não se aplica a maioria das escolas de hoje, acreditamos!

Mas o certo é que partindo do maior cada escola deverá, dentro de suas peculiaridades, procurar dar a sua administração cunho empresarial.

A administração da escola deveria ser empresarial assim como entendem que a

escola era uma empresa de prestação de serviços. Essas novas estratégias traçadas por

esses sujeitos defensores do ensino privado, reunidos em congressos, mostra sua constante

articulação para atuar na educação nacional. Suas táticas e estratégias de atuação eram

debatidas no CONEPE e nesse momento viam a necessidade, com a Lei n.º 5.692 já

aprovada dessa nova administração da escola. Essa Lei alterava obrigatoriamente as

características do ensino, do propedêutico para o profissionalizante até 1975, e esses

sujeitos para se manterem hegemônicos na educação nacional traçam suas novas

estratégias de atuação.

Referências

SENADO FEDERAL. Ata da 108ª Sessão Não Deliberativa, 11 de julho, 2005. Brasília,

2005.

FERREIRA FILHO, Newton de Paiva. A necessidade da administração empresarial da

escola. In: CONGRESSO NACIONAL DOS ESTABELECIMENTOS PARTICULARES

DE ENSINO, 13.,1973, Belo Horizonte. Anais

Belo Horizonte: Ed. Serra Verde, 1973.

GRAMSCI, Antônio. Cadernos do cárcere. Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira, v.2, 2011.

SCARFONI, Eduardo Norcia. Os Congressos Nacionais dos Estabelecimentos Particulares de Ensino CONEPE (1944 1964): a construção do consenso pela continuidade dos subsídios do Estado ao ensino privado. 2012. Dissertação (Mestrado em Educação) Universidade Católica de Santos, Santos, 2012.