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Prefeitura Municipal de Camacã Serviço Público Municipal Secretaria de Meio Ambiente

Prefeitura Municipal de Camacã

Serviço Público Municipal

Secretaria de Meio Ambiente

Projeto de Lei n° outras providências”.

/2014

que “Institui o Código Municipal de Meio Ambiente e da

PROMULGA A SEGUINTE

LEI:

TÍTULO I

DA POLÍTICA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE

CAPÍTULO I

DOS OBJETIVOS E PRINCÍPIOS

Art. 1º - Fica criada a Lei do Meio Ambiente do Município de Camacã que tem por objetivo a

preservação, conservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar

ao município condições ao desenvolvimento sócio-econômico e a proteção da dignidade da vida humana,

devendo atender aos seguintes princípios básicos:

I.

Manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente como um patrimônio público

a ser necessariamente assegurado e protegido tendo em vista o seu uso coletivo;

II.

Racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;

III.

Planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais;

IV.

Controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras;

V.

Acompanhamento do estado da qualidade ambiental;

VI.

Recuperação de áreas degradadas;

VII.

Proteção de áreas ameaçadas de degradação;

VIII.

Educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da comunidade,

objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente;

IX.

Exercer a Autonomia Municipal respeitando as competências privativas da União, em relação a

questões ambientais de interesse local, disciplinando as atividades de competência comum das

entidades da Federação;

X.

Defender, preservar e melhorar o meio ambiente para as gerações presentes e futuras;

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XI.

Incluir a comunidade, as empresas, universidades e organizações não-governamentais na prevenção e solução das questões ambientais.

Art. 2º - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Parágrafo único Entende-se por equilíbrio ecológico a capacidade de um ecossistema compensar as variações devidas a fatores exteriores e de conservar suas propriedades e funções naturais, permitindo a evolução e o desenvolvimento do ser humano e dos outros seres vivos.

Art. 3º - O meio ambiente é bem de uso comum do povo e essencial a sadia qualidade de vida.

§ 1º Os parques municipais, os monumentos naturais, as paisagens notáveis e/ou os sítios

tombados, as áreas de vegetação de preservação permanente, as áreas de reserva legal florestal, as áreas de proteção ambiental e demais áreas protegidas, entre outros, são bens de interesse comum a todos.

§ 2º - Na busca de desenvolvimento sustentado, impactos ambientais podem advir da intervenção

desejada. Os impactos não devem, necessariamente, obstaculizar a intervenção, visto que podem e devem

ser mitigados ou compensados caso impossível sua mitigação.

§ 3º - É imperioso o manejo criterioso dos recursos naturais e a magnitude das medidas

compensatórias ou mitigadoras, considerando sempre a inarredável necessidade de manter ou melhorar a

qualidade dos recursos naturais que as futuras gerações herdarão.

Art. 4º - O princípio da precaução consiste em adotar medidas preventivas para que substâncias químicas, radioativas, tóxicas, seres vivos estranhos à fauna e flora locais ou energia introduzidas direta ou indiretamente no meio ambiente não ponham em perigo a saúde humana e as outras formas de vida, não prejudiquem os recursos biológicos e os ecossistemas, bem como evitar que dificultem outras utilizações legítimas do meio ambiente, mesmo quando haja ausência de certeza científica absoluta da relação de causalidade.

Art. 5º - Quem causar efeito ambiental adverso, perigo ou risco ambiental deve ser por ele responsável administrativamente, além da responsabilidade civil e penal previstas nas legislações federal e estadual. Parágrafo único As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil e penalmente, conforme o disposto nesta Lei, nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício de sua entidade.

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CAPÍTULO II DAS DIRETRIZES

Art. 6º - Para os fins do disposto no art. 30, da Constituição Federal, que dá competência aos

municípios para legislar sobre assuntos de interesse local, considera-se, em matéria ambiental, como de interesse local, dentre outros:

I.

A proteção à flora e fauna no território municipal;

II.

A criação de espaços públicos, áreas verdes, parques, reservas, áreas de proteção ambiental e

áreas especialmente protegidas e de relevantes interesses ecológicos e turísticos, entre outros;

III.

Tombamento e a proteção do patrimônio, paisagístico e ecológico do Município;

IV.

A

utilização adequada a demandas ambientais dos recursos naturais no território municipal;

V.

Os critérios e padrões de qualidade ambiental no território municipal, incluindo o controle dos níveis de poluição atmosférica, hídrica, sonora, visual, de odores, do solo e do subsolo;

VI.

A licença prévia de localização para a instalação de atividades, fabricação e serviços que, de qualquer modo, influenciem sobre o meio ambiente, mediante a apresentação de análise de risco

e

Estudo Prévio de Impacto Ambiental e/ou de vizinhança;

VII.

A licença de exploração de atividades em logradouros públicos;

VIII.

A licença de funcionamento de estabelecimentos em geral, quanto ao meio ambiente, saneamento da cidade, higiene, poluição sonora, costumes, ordem, tranqüilidade e segurança pública bem como as licenças e autorizações ambientais;

IX.

Monitoramento e a realização periódica de auditorias nos sistemas de controle da poluição e

prevenção de riscos de acidentes das instalações e atividades de significativo potencial poluidor;

X.

A

abertura e a manutenção de rodovias, no território municipal;

XI.

Estabelecimento de normas de segurança no tocante ao armazenamento, transporte e manipulação de produtos, materiais e rejeitos perigosos ou potencialmente poluentes;

XII.

A arborização/revegetação e recuperação da cobertura arbórea no município;

XIII.

A garantia de níveis crescentes da saúde através do provimento de infra-estrutura sanitária e de condições de salubridade das edificações, vias e logradouros públicos;

XIV.

Estímulo cultural à adoção de hábitos, costumes, posturas, práticas sociais e econômicas não

prejudiciais ao meio ambiente municipal;

XV.

Programas sistemáticos de educação sanitária e ambiental em todos os níveis de ensino de suas escolas públicas;

XVI.

A revegetação e recuperação das matas ciliares e de nascentes.

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CAPÍTULO III DOS CONCEITOS

Art. 7º - Para fins desta Lei considera-se:

1. Áreas de Preservação Permanente: porções do território municipal, de domínio público ou

privado, definidas pela legislação como destinadas à proteção integral de suas características ambientais.

2. Área Urbana Consolidada: aquela que atende aos seguintes critérios:

a)

definição legal pelo poder público;

b)

existência de, no mínimo, quatro dos seguintes equipamentos de infra-estrutura urbana:

1.

malha viária com canalização de águas pluviais,

2.

rede de abastecimento de água;

3.

rede de esgoto;

4.

distribuição de energia elétrica e iluminação pública;

5.

recolhimento de resíduos sólidos urbanos;

6.

tratamento de resíduos sólidos urbanos; e

c)

densidade demográfica superior a cinco mil habitantes por km².

3. Áreas de Conservação: porções do território municipal onde se admite o uso indireto controlado, um regime menos restrito de proteção ambiental que o de preservação. Relaciona-se aos recursos naturais renováveis.

4. Automonitoramento: a atividade de controle e fiscalização exercida pelo próprio interessado cuja empresa represente fonte potencialmente poluidora e/ou utilize recursos naturais. O automonitoramento poderá ser físico, químico, biológico e/ou toxicológico dos recursos naturais.

5. Base de Morro ou Montanha: plano horizontal definido por planície ou superfície de lençol d’água adjacente ou, nos relevos ondulados, pela cota da depressão mais baixa ao seu redor.

6. Biodiversidade: a diversidade biológica em termos de genética, espécies e ecossistemas.

7. Biosfera: a parte do planeta onde a vida existe e se mantém: o solo, subsolo, a atmosfera e as águas superficiais ou subterrâneas.

8. Conservação: regime de proteção ambiental de uso indireto, menos restritivo que o de preservação. Implica em manejo sustentado.

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9. Controle de Riscos: medidas que têm por objetivo a prevenção de acidentes, a limitação de riscos e a proteção contra sinistros capazes de produzir danos ou prejuízos às pessoas, à flora, à fauna, aos bens ou ao meio ambiente.

10. Degradação da Qualidade Ambiental: a alteração adversa das características do meio ambiente, resultante de atividades que direta ou indiretamente causem prejuízos à saúde, à segurança e ao bem-estar da população, causem danos aos recursos ambientais e aos materiais, criem condições adversas às atividades sociais e econômicas, afetem as condições estéticas de imagem urbana, de paisagem, ou sanitárias do meio ambiente, infrinjam normas e padrões ambientais estabelecidos.

11. Degradador: a pessoa física ou jurídica, de direito publico ou privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental.

12. Desenvolvimento Sustentável: o que garante a satisfação das necessidades e aspirações da geração presente, sem comprometer a qualidade e quantidade dos recursos ambientais das gerações futuras. Desenvolvimento sustentável é aquele que possibilita a gestão do desenvolvimento, da utilização e da proteção dos recursos naturais segundo os padrões aceitos nacionalmente e, na sua falta, os aceitos internacionalmente, e em ritmo que permitam a população presente assegurar o seu bem-estar social, econômico e cultural, sua saúde e sua segurança de modo a manter o potencial dos recursos naturais nos limites que permitam satisfazer às necessidades das gerações futuras; proteger a função de sustento vital do ar, da água, do solo e dos ecossistemas naturais e construídos; evitar, atenuar ou minimizar todo efeito prejudicial das atividades que afetem negativamente o meio ambiente.

13. Ecossistemas: conjunto integrado de fatores físicos e bióticos que caracterizam um determinado lugar, estendendo-se por um espaço de dimensões que podem ser variáveis.

14. Educação Ambiental: o processo de aprendizagem permanente que visa o desenvolvimento do conhecimento, a reflexão e a conscientização sobre as questões ambientais. Toda ação de Educação Ambiental deverá difundir os princípios da legislação ambiental vigente.

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15. Elementos Físicos: relevo, geologia, clima, microbacias ou subbacias e bacias fluviais, orla marítima e ainda aqueles de significado histórico, cultural, paisagístico, paleontológico e estético.

16. Entidades Não Governamentais: são instituições da sociedade civil organizada que tem entre seus objetivos a atuação na área ambiental.

17. Equipe Multidisciplinar: equipe composta por profissionais com formação acadêmica em biologia; geologia engenharia - florestal, sanitária e ambiental, agronômica, civil; - sociólogo, bem como, qualquer outro profissional com qualificação na área ambiental; como advogados; médicos veterinários, geógrafos, arquitetos, etc

18. Escarpa: rampa de terrenos com inclinação igual ou superior a quarenta e cinco graus, que delimitam relevos de tabuleiros, chapadas e planalto, estando limitada no topo pela ruptura positiva de declividade (linha de escarpa) e no sopé por ruptura negativa de declividade, englobando os depósitos de colúvio que localizam-se próximo ao sopé da escarpa.

19. Espaços Públicos: são áreas que constituem o elo de ligação entre o indivíduo e as comunidades, oferecendo serviços e lazer coletivo.

20. Estudos Ambientais: são todos e quaisquer estudos relativos aos aspectos ambientais relacionados à localização, instalação, operação e ampliação de uma atividade ou empreendimento, apresentado como subsídio para a análise da licença requerida, tais como:

relatório ambiental, plano e projeto de controle ambiental, relatório ambiental preliminar, diagnóstico ambiental, plano de manejo, plano de recuperação de área degradada e análise preliminar de risco.

21. Fonte Degradante: toda e qualquer atividade, processo, operação ou dispositivo, móvel ou não, que induza, produza ou possa produzir a degradação do ambiente.

22. Gerenciamento Ambiental: o conjunto de ações requeridas para a conservação, preservação, defesa, controle, melhoria e recuperação da qualidade ambiental.

23. Gestão Ambiental: a administração e o controle do uso sustentável dos recursos ambientais, naturais ou não, por instrumentação adequada regulamentos, normatização e investimentos públicos e privados, assegurando-se racionalmente o conjunto de desenvolvimento produtivo e sócio-econômico em benefício do meio ambiente.

24. Impacto Ambiental: toda e qualquer intervenção significativa feita pelo homem no meio ambiente introduzida para realizar uma atividade ou empreendimento, incluindo, para todos os efeitos legais, as fontes de riscos, instalações e atividades que possam produzir lesões ou danos a pessoas, flora, fauna, bens ou ao meio ambiente. As atividades ou empreendimentos são

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identificados como potencialmente impactantes em função da natureza, do porte, da localização, da área ocupada, dos níveis de adensamento e dos riscos deles decorrentes.

25. Impacto Ambiental Regional: é todo e qualquer impacto ambiental que afete diretamente (área de influência direta do projeto), no todo ou em parte, o território de dois ou mais Estados.

26. Impacto de Vizinhança: toda e qualquer alteração significativa causada por uma atividade ou empreendimento que represente aumento ou sobrecarga na capacidade da infra-estrutura urbana e na da rede de serviços públicos, bem como alteração na paisagem urbana.

27. Jardim Zoológico: qualquer coleção de animais silvestres mantidos vivos em cativeiro ou em regime de semi - liberdade, expostos à visitação pública.

28. Licença Ambiental: ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente, estabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou jurídica, para localizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental.

29. Licenciamento Ambiental: procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso.

30. Limite de Tolerância: a intensidade ou concentração máxima a que os indivíduos podem estar expostos, durante toda sua vida, sem sofrer prejuízos à saúde.

31. Linha de Cumeada: linha que une os pontos mais altos de uma seqüência de morros ou de montanhas, constituindo-se no divisor de águas.

32. Manejo (adequado): utilização racional e controlada de recursos ambientais mediante a aplicação de conhecimentos científicos e técnicos visando atingir os objetivos de conservação da natureza.

33. Meio Ambiente: o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química, biológica, sócio - econômicas e culturais que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.

34. Montanha: elevação do terreno com cota em relação a base superior a trezentos metros;

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35. Morro: elevação do terreno com cota do topo em relação a base entre cinqüenta e trezentos metros e encostas com declividade superior a trinta por cento (aproximadamente dezessete graus) na linha de maior declividade.

36. Nascente ou Olho D’água: local onde aflora naturalmente, mesmo que de forma intermitente, a água subterrânea.

37. Nível mais Alto: nível alcançado por ocasião da cheia sazonal do curso d`água perene ou intermitente.

38. Padrão Anual da Qualidade do Ar: a concentração média anual máxima permitida de poluentes atmosféricos.

39. Padrão de Condicionamento e Projeto: as características e condições de lançamento ou liberação de poluentes, bem como as características e condições de localização e utilização de fontes poluidoras.

40. Padrão de Emissão: o limite máximo estabelecido para lançamento de poluente que, ultrapassado, poderá afetar a saúde, a segurança, e o bem-estar da população, bem como ocasionar danos à flora, fauna, às atividades econômicas e ao meio ambiente em geral.

41. Padrão de Qualidade do Ar: definição das concentrações de poluentes atmosféricos que, ultrapassados, poderão afetar a saúde, a segurança e o bem-estar da população, bem como ocasionar danos à flora, fauna, aos materiais e ao meio ambiente em geral.

42. Padrão Diário da Qualidade do Ar: a concentração media diária máxima permitida de poluentes atmosféricos.

43. Padrão Primário da Qualidade do Ar: as concentrações de poluentes que, ultrapassadas, poderão afetar a saúde da população.

44. Padrão Secundário da Qualidade do Ar: a concentração máxima permitida de poluentes atmosféricos, com o objetivo de prever o mínimo efeito adverso sobre o bem-estar da população, assim como o mínimo dano à flora e à fauna, aos materiais e ao meio ambiente em geral.

45. Planejamento Ambiental: o diagnóstico, o estabelecimento de metas, ações, cronograma e a previsão de recursos voltados para a sustentabilidade do desenvolvimento municipal e a conservação da biodiversidade, evitando as descontinuidades político - administrativas indutoras de uma fragmentação do processo de priorização das necessidades locais de interesse público.

46. Poluente: toda e qualquer forma de matéria ou energia que, direta ou indiretamente, cause ou possa causar a poluição do meio ambiente.

47. Poluente Atmosférico Primário: aquele que se encontra na atmosfera na forma como foi emitido pela fonte poluidora.

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48. Poluentes do Ar: qualquer substância que direta ou indiretamente seja lançada ou esteja dispersa na atmosfera, alterando sua composição natural.

49. Poluição: degradação ambiental provocada pelo lançamento, liberação ou disposição de qualquer forma de matéria ou energia nas águas, no ar, no solo ou no subsolo.

50. Poluidor: qualquer pessoa, física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de poluição.

51. Preservação do Meio Ambiente: proteção integral do atributo natural, constituindo regime mais restrito que o de conservação.

52. Proteção Ambiental: procedimentos integrantes das práticas de conservação e preservação da natureza.

53. Recursos Ambientais: os recursos naturais como o ar e a atmosfera, o clima, o solo e subsolo, as águas interiores e costeiras, superficiais e subterrâneas, os estuários e o mar territorial, a paisagem, a fauna, a flora, bem como o patrimônio histórico - cultural e outros fatores condicionantes da salubridade física e psicossocial da população.

54. Recursos Naturais: os enumerados acima, excetuando-se os construídos pelo ser humano.

55. Relatório de Impacto Ambiental (RIMA): documento que resume e sintetiza os estudos técnicos e científicos de avaliação de impacto (Estudo de Impacto Ambiental EIA).

56. Sistema de Áreas Verdes: áreas verdes compostas de Áreas de Proteção Ambiental, áreas verdes dos loteamentos, parques municipais, e corredores ecológicos e demais áreas protegidas.

57. Tabuleiro ou Chapada: paisagem de topografia plana, com declividade média inferior a dez por cento, aproximadamente seis graus e superfície superior a dez hectares, terminada de forma abrupta em escarpa, caracterizando-se a chapada por grandes superfícies a mais de seiscentos metros de altitude.

58. Unidades de Conservação: áreas declaradas e definidas pelo poder público, como parques nacionais, estaduais ou municipais, reservas da biosfera, estações ecológicas, florestas nacionais, estaduais ou municipais, áreas de proteção ambiental, florestas sociais e outras categorias, a serem definidas pelo poder público.

59. Vereda: espaço brejoso ou encharcado, que contém nascentes ou cabeceiras de cursos d`água, onde há ocorrência de solos hidromórficos, caracterizado predominantemente por renques de buritis do brejo (Mauritia flexuosa) e outras formas de vegetação típica.

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60. Vibração: o tremor ou oscilação causado por um corpo em movimento que se propaga pelo ar, solo ou água e que poderá interferir nas funções orgânicas dos seres vivos e/ou nas estruturas das edificações, comprometendo seu equilíbrio e segurança.

CAPÍTULO IV

DOS DEVERES

Art. 8º - São deveres do Município:

I. Acompanhar, fiscalizar, propor e executar a política municipal de meio ambiente.

II. Propor normas e critérios para o licenciamento ambiental.

III. Promover a formação e capacitação de recursos humanos e incentivar a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias destinadas a minimizar os problemas ambientais.

IV. Fazer recomendações técnicas quando solicitado pelas instâncias estadual e federal quando do licenciamento ambiental.

V. Gerir o território municipal em matéria ambiental, em geral, e, em particular, administrar os

seguintes itens:

a) Manter um sistema de informação atualizado sobre fontes, causas e níveis de degradação ambiental;

b) Nutrir o Conselho Municipal de Meio Ambiente - COMAM, com informações acerca de espaços territoriais que devam ser protegidos;

c) Controlar os espaços territoriais protegidos, expedindo as licenças, autorizações ou anuências prévias para a execução de obras ou outras atividades no seu interior, inclusive as de impacto de vizinhança;

d) Gerir o Fundo Ambiental FUNAM;

e) Promover medidas judiciais e administrativas, como advertência, multa simples ou diária, apreensão, embargo, interdição de atividades que impliquem em degradação ambiental;

f) Exercer o poder de polícia no sentido de prevenir e corrigir as condutas poluidoras em âmbito municipal e circunvizinhança;

g) Certificar o cumprimento das obrigações legais, ambientais na esfera municipal;

h) Celebrar convênios tendo em vista a otimização do cumprimento das prerrogativas legais, no atendimento às necessidades da melhoria da qualidade do meio ambiente;

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i) Realizar o inventário dos recursos naturais, com os indicadores de qualidade, propondo medidas corretivas e/ou mitigadoras para melhoria da qualidade destes recursos.

VI.

Promover o monitoramento sistemático das atividades que afetem quantitativamente ou qualitativamente entre os recursos naturais.

VII.

Incentivar e apoiar as entidades ambientalistas não-governamentais constituídas na forma da lei. Promover o monitoramento sistemático das atividades que afetem quantitativamente ou qualitativamente entre os recursos naturais.

VIII.

Promover o monitoramento sistemático das atividades que afetem quantitativamente ou qualitativamente entre os recursos naturais.

IX.

Incorporar a dimensão ambiental nas atividades e empreendimentos da Administração Municipal, formando a consciência pública e dos gestores dos demais órgãos municipais sobre a necessidade de preservação do equilíbrio ambiental e da qualidade ambiental.

X.

Integrar a ação do Município com outros órgãos públicos participantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente, em especial com o Estado da Bahia e os municípios limítrofes.

XI.

Viabilizar a participação da comunidade no planejamento ambiental e urbano, na análise dos resultados dos estudos de impacto ambiental, no controle e fiscalização do meio ambiente e nas situações de ocorrências de interesses ecológicos.

XII.

Promover a arborização/revegetação na área do município, preferencialmente com espécies nativas regionais e espécies frutíferas.

XIII.

Promover uma política urbana de coleta, transporte, tratamento e deposição final de resíduos sólidos, líquidos e gasosos, com ênfase aos processos que envolvam sua reciclagem.

XIV.

Promover a revegetação e recuperação das matas ciliares e nascentes.

XV.

Conservar e recuperar os recursos naturais e os ecossistemas em particular, para que as futuras gerações também os possam utilizar.

CAPÍTULO V DAS NORMAS GERAIS

Art. 9º - Os projetos de lei e regulamentos, a respeito de qualquer matéria de competência do Município, que impliquem na disciplina das atividades públicas ou privadas relacionadas com o

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aproveitamento de recursos ambientais ou que, por qualquer forma, possam causar impacto ambiental, deverão ser submetidos a apreciação dos órgãos municipais ambientais e/ou sociedade civil organizada.

Art. 10 - O âmbito de proteção, controle e melhoria do meio ambiente compreenderá as atividades, programas, diretrizes e normas relacionadas à conservação da flora, da fauna, dos ecossistemas, a defesa do patrimônio histórico, turístico, paisagístico, espeleológico e arqueológico.

Art. 11 - O Município estabelecerá as limitações administrativas necessárias ao controle das atividades potencial ou efetivamente degradadoras, compreendendo as restrições condicionadoras do exercício do direito de propriedade, observados os princípios da Constituição Federal.

Art. 12 - O Município ao estabelecer diretrizes e normas relativas ao desenvolvimento urbano deverá assegurar a preservação, a conservação, proteção e a recuperação dos ecossistemas urbanos, bem como a defesa da cultura.

TÍTULO II DO SISTEMA MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE

CAPÍTULO I

DA ESTRUTURA

Art. 13 - Fica criado o Sistema Municipal de Meio Ambiente SIMMA para a administração da qualidade ambiental em benefício da qualidade de vida. Parágrafo Único O Sistema Municipal do Meio Ambiente é o conjunto de instituições e órgãos públicos voltados para a execução da Política Municipal do Meio Ambiente, atuando de forma harmônica e integrada em estreita colaboração com entidades representativas da sociedade civil cujas atividades estejam associadas à preservação, conservação, defesa, melhoria, recuperação e controle do meio ambiente.

Art. 14 - Integram a estrutura institucional do Sistema Municipal do Meio Ambiente:

I. Conselho Municipal de Meio Ambiente;

II. Gabinete do Prefeito;

III. Secretaria Municipal de Meio Ambiente;

IV. Todos os órgãos setoriais da administração pública municipal;

V. Organizações da sociedade civil que tenha a questão ambiental entre seus objetivos.

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SEÇÃO I DO CONSELHO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE

Art. 15 - O Conselho Municipal de Meio Ambiente COMAM é o órgão deliberativo, recursal, consultivo do Sistema Municipal do Meio Ambiente SIMMA. Criado na forma da Lei Municipal nº 611/2008.

Art. 16 Ao Conselho Municipal de Meio Ambiente compete:

I. Estabelecer diretrizes para a política municipal de meio ambiente;

II. Colaborar nos estudos de elaboração do planejamento, planos e programas de desenvolvimento municipal, e em projetos de lei sobre parcelamento, uso e ocupação do solo, plano diretor, ampliação de área urbana, bem como opinar e propor legislação municipal de meio ambiente e sua alterações;

III. Estabelecer normas técnicas e padrões de qualidade ambiental;

IV. Estimular e acompanhar o inventário dos bens que deverão constituir o patrimônio ambiental e natural do Município e formar um banco de dados;

V. Estabelecer o mapeamento das áreas críticas e de identificação de onde se encontram obras ou atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas potencialmente lesivas ao meio ambiente;

VI. Colaborar no mapeamento e inventário dos recursos naturais do município para a conservação do meio ambiente;

VII. Participar e opinar na criação e manutenção de áreas de especial interesse ambiental e turístico;

VIII. Fornecer informações e subsídios técnicos relativos ao conhecimento e defesa do meio

ambiente, sempre que for necessário;

IX. Estabelecer e incentivar ações de caráter educativo, visando conscientizar e informar a população sobre os objetivos, os problemas e as ações locais relativas ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável;

X. Estabelecer e incentivar programas e projetos de educação ambiental no município, bem como campanhas de conscientização e informação;

XI. Manter intercâmbio com as entidades públicas e privadas de pesquisa e de atuação na proteção do meio ambiente podendo requerer assessoramento quando necessário;

XII. Identificar e comunicar aos órgãos competentes, as agressões ambientais ocorridas no Município;

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XIII.

Convocar audiências públicas nos termos da legislação em vigor;

XIV.

Deliberar a expedição de licença ambiental apenas de empreendimentos classe 3, 4, 5 e 6 de

acordo com o Anexo III desta Lei.

XV.

Decidir, em instância de recurso, sobre as multas e outras penalidades impostas pelo órgão

municipal competente;

XVI.

Deliberar sobre a aplicação dos recursos do Fundo de Meio Ambiente;

XVII.

Analisar anualmente o relatório de qualidade do meio ambiente no município, preparado pelos

diversos órgãos municipais e elaborar o plano anual de atividades do COMAM;

XVIII.

Elaborar relatório anual das atividades desenvolvidas pelo COMAM, encaminhando-o ao Prefeito

Municipal;

XIX.

Impedir o licenciamento de projetos de atividades, consideradas pela SEMMA efetivas ou

potencialmente lesivas ao meio ambiente.

Art. 17 - O Plenário do COMAM, reunir-se à ordinária e extraordinária, na forma prevista no

Regimento Interno.

§ 1º - As reuniões ordinárias serão realizadas no mínimo uma vez por mês, em data e hora a serem

estabelecidos na ata da reunião ordinária imediatamente anterior.

§ 2º - O Plenário do COMAM reunir-se-á extraordinariamente por convocação do Presidente e/ou 1/5

dos seus conselheiros, com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas.

Art. 18 - Poderão participar das reuniões do Plenário, com direito a voz, qualquer cidadão, sem

restrição de qualquer natureza, desde que garantida a segurança de todos.

Art. 19 A presença mínima de metade mais um dos conselheiros formalizará a maioria simples que

estabelecerá “quorum” para as realizações das reuniões e deliberações.

Art. 20 - O Conselho Municipal do Meio Ambiente compor-se-á dos seguintes membros, indicados

pelos respectivos órgãos ou entidades de origem e designados por ato do Prefeito Municipal:

I. um representante da Secretaria Municipal de Educação;

II. um representante da Secretaria Municipal de Saúde;

III. um representante do Setor Comercial e de Serviços;

IV. um representante do Setor Industrial;

V. um representante da Secretaria Municipal de Ação Social;

VI. sete representantes das entidades e movimentos da sociedade civil;

Parágrafo Único Para cada membro titular será previamente indicado um suplente.

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Art. 21 - O mandato dos membros do Conselho será de 2 (dois) a nos, sendo facultada uma única recondução.

Art. 22 - O COMAM poderá dispor de câmaras especializadas como órgãos de apoio técnico as suas ações e suporte que será fornecido pela equipe técnica da SEMMA.

Art. 23 - O COMAM manterá intercâmbio com os demais órgãos congêneres municipais, estaduais e federais. Art. 24 - O COMAM, a partir de informação ou notificação de medida ou ação causadora de impacto ambiental, diligenciará para que o órgão competente providencie sua apuração e determine as providências cabíveis. Art. 25 - Os atos do COMAM são de domínio público e serão amplamente divulgados.

SEÇÃO II DA SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE

Art. 26 - A Secretaria Municipal de Meio Ambiente SEMMA é órgão de coordenação, controle e execução da política municipal de meio ambiente, diretamente ligado ao Gabinete do Prefeito, com as atribuições e competência definidas neste Código.

Art. 27 - São atribuições da SEMMA, entre outras:

I. Participar do planejamento das políticas públicas do Município;

II. Elaborar o Plano de Ação de Meio Ambiente e a respectiva proposta orçamentária com parecer do COMAM;

III. Coordenar as ações dos órgãos integrantes do SIMMA;

IV. Exercer o controle, o monitoramento e a avaliação dos recursos naturais do município;

V. Realizar o controle e o monitoramento das atividades produtivas e dos prestadores de serviços quando potencial ou efetivamente poluidoras ou degradadores do meio ambiente;

VI. Manifestar-se mediante estudos e pareceres técnicos sobre questões de interesse ambiental para a população do Município;

VII. Implementar através do Plano de Ação, as diretrizes da política ambiental municipal;

VIII. Promover a educação ambiental;

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IX.

Articular-se com organismos federais, estaduais, ONG´s, para a execução coordenada e a obtenção de financiamentos para a implantação de programas relativos à preservação, conservação e recuperação dos recursos ambientais, naturais ou não;

X.

Coordenar a gestão do Fundo Municipal do Meio Ambiente, nos aspectos técnicos, administrativos e financeiros;

XI.

Avaliar as ações das organizações da sociedade civil que tenham a questão ambiental entre seus objetivos;

XII.

Propor a criação de unidades de conservação no município;

XIII.

Instituir normas, critérios, parâmetros, padrões, limites, índices e métodos para o uso dos recursos ambientais do Município com parecer do COMAM;

XIV.

Receber, analisar e opinar os pedidos de licenciamento nos limites de sua competência, a localização, a instalação, a operação e a ampliação das obras e atividades consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou degradadoras do meio ambiente, com parecer do COMAM;

XV.

Observar se as diretrizes ambientais previstas neste código para a elaboração de projetos de parcelamento do solo urbano, bem como para instalação das atividades e empreendimentos no âmbito da coleta e disposição dos resíduos, estão sendo cumpridas;

XVI.

Coordenar a implantação de áreas verdes e promover a sua avaliação e adequação;

XVII.

Atuar em caráter permanente, na recuperação de áreas e recursos ambientais poluídos e degradados;

XVIII.

Examinar a necessidade de estudos prévios de impacto ambiental dos projetos apresentados, encaminhado-os a equipe multidisciplinar, e em caso de não existência, poderão ser terceirizados os estudos com ônus para os empreendedores;

XIX.

Dar apoio técnico, administrativo e financeiro ao COMAM;

XX.

Dar apoio técnico e administrativo ao Ministério Público, nas suas ações institucionais em defesa do Meio Ambiente;

XXI.

Elaborar projetos ambientais;

XXII.

Exercer o poder de polícia ambiental e, entre outros atos, inspecionar, monitorar, fiscalizar e sancionar atividades e empreendimentos industriais, habitacionais, comerciais, de prestação de serviços e outras atividades e empreendimentos de qualquer natureza que causem ou possam causar impacto ou degradação ambiental, em parceria com o INEMA e IBAMA;

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SEÇÃO III DOS ÓRGÃOS SETORIAS

Art. 28 - As normas e diretrizes estabelecidas nesta Lei ou dela decorrentes condicionam as ações e a elaboração de planos, programas e projetos dos órgãos e entidades da Administração Pública Municipal, direta ou indireta, das entidades não governamentais – Ong’s, no que se refere a programas habitacionais, coleta de lixo, saneamento básico, exploração de mercados, feiras e matadouros, tráfego.

TÍTULO III DOS INSTRUMENTOS DA POLÍTICA MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE

CAPÍTULO I DOS INSTRUMENTOS DA POLÍTICA

Art. 29 São instrumentos da Política Municipal de Meio Ambiente:

I.

Plano Municipal de Meio Ambiente;

II.

Sistema Municipal de Informações e Cadastros Ambientais

III.

Educação Ambiental;

IV.

Zoneamento Ambiental;

V.

Criação e Implantação dos Espaços Territoriais Especialmente Protegidos;

VI.

Critérios, Diretrizes e Normas de Utilização dos Recursos Naturais;

VII.

Avaliação de Impacto Ambiental;

VIII.

Licenciamento Ambiental;

IX.

Da Auditoria Ambiental;

X.

Do Monitoramento;

XI.

Fundo de Meio Ambiente;

XII.

Da Comissão Técnica de Garantia Ambiental - CTGA.

XIII.

Do Procedimento Administrativo.

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SEÇÃO I DO PLANO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE

Art. 30 - O Plano Municipal de Meio Ambiente será elaborado em consonância com os princípios e as

diretrizes das políticas Estadual e Nacional de Administração dos Recursos Ambientais.

Art. 31 Do Plano Municipal de Meio Ambiente deverão constar, dentre outros, os seguintes

elementos:

I. Objetivos, metas e diretrizes gerais visando o aperfeiçoamento do sistema de planejamento dos

recursos ambientais do município;

II. Identificação das áreas prioritárias de atuação;

III. Programas anuais e plurianuais de preservação, recuperação, restauração, conservação,

proteção e utilização dos recursos ambientais;

IV. Identificação das instituições públicas e privadas responsáveis por sua execução;

V. Previsão de custos, forma de aplicação e respectivas fontes de recursos;

VI. Programas destinados à capacitação profissional e às campanhas educativas, visando formar e

conscientizar a sociedade para a utilização dos recursos ambientais do município.

Art. 32 Os recursos financeiros para a execução do Plano Municipal de Meio Ambiente serão

provenientes do orçamento municipal e de órgãos de outras esferas da administração pública, podendo

contar, dentre outros recursos, com doações e com a cooperação da iniciativa privada, de agências de

financiamento nacionais e internacionais.

SEÇÃO II DO SISTEMA MUNICIPAL DE INFORMAÇÕES E CADASTROS AMBIENTAIS

Art. 33 Fica criado o Sistema Municipal de Informações e Cadastros Ambientais SICA, a ser

gerido pela SEMMA, tendo por objetivo oferecer à comunidade amplo acesso às informações sobre a

qualidade do meio ambiente, uso dos recursos naturais, as fontes degradadoras, a presença de substâncias

potencialmente danosas à saúde nos alimentos, na água, no ar e no solo, e as situações de riscos de

acidente.

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§ 1° - O sistema a que se refere este artigo será alimentado com dados produzidos pelo órgão executor, bem como com informações disponíveis em outros órgãos da administração estadual e federal, em organizações não governamentais, além dos dados gerados pelas empresas através do automonitoramento das atividades efetivas ou potencialmente degradadoras, após verificação e validação.

§ 2° - A disponibilização dos dados e informações do SIMMA será de responsabilidade da SEMMA, respeitando o sigilo, assim como demonstrado e comprovado pelos interessados.

SEÇÃO III DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Art. 34 - A educação ambiental, em todos os níveis de ensino da rede municipal, e a conscientização pública para a preservação e conservação do meio ambiente, são instrumentos essenciais e imprescindíveis para a garantia do equilíbrio ecológico e da sadia qualidade de vida da população. Art. 35 - O Poder Público, através do Centro de Educação Ambiental - CEA, na rede escolar municipal e na sociedade, deverá:

I. Promover ações convergentes centro/comunidade/sistema de ensino, como oportunidade de um trabalho de autodesenvolvimento, na busca de soluções de problemas da comunidade local.

II. Promover estudos e debates sobre a problemática ambiental sob a perspectiva multi, inter e transdisciplinar, visando ao desenvolvimento eficiente e eficaz de programas e projetos de educação ambiental.

III. Implementar ações de Educação Ambiental, servindo de apoio ao sistema de ensino, na busca de alternativas para a sua efetivação às atividades escolares.

IV. Incorporar os meios de comunicação de massa na implementação de ações educativas, que facilitem a divulgação das informações dirigidas à comunidade.

V. Estimular estudos e pesquisas que viabilizem soluções para as questões ambientais.

VI. Apoiar iniciativas e experiências locais e regionais, incluindo a produção de material instrucional, de modo a servir de subsídios ao processo educativo e à práxis em desenvolvimento pelo Centro.

VII. Capacitar recursos humanos (professores, funcionários e outros) de órgãos governamentais ou não, através de cursos, seminários, oficinas de trabalho, etc

VIII. Estimular e apoiar a criação de núcleos de Educação Ambiental em sua área de abrangência, multiplicando suas ações de forma organizada e integrada.

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IX. Subsidiar a Diretoria do COMAM na formatação de Convênios de cooperação técnica ou interinstitucional do Município, que envolvam matéria ligada a sua área de competência.

SEÇÃO IV DO ZONEAMENTO

Art. 36 - O Zoneamento Ambiental, elaborado pelo Poder Público Municipal, no respectivo âmbito de competência, com a obrigatória participação da sociedade civil, com audiências públicas em todas as comunidades, tem por objetivo harmonizar as políticas públicas com a política ambiental, orientando o desenvolvimento sócio-econômico de modo a garantir a qualidade ambiental e a distribuição dos benefícios sociais.

§ 1º. O Zoneamento ambiental deverá levar em conta os seguintes aspectos:

I. A compatibilização do uso do solo, considerando a necessidade de preservação e conservação dos recursos naturais, e do patrimônio histórico, cultural, paisagísticos e arqueológico,com as demandas das atividades sócio-econômicas;

II. A consideração das potencialidades e das limitações ambientais, visando a compatibilização do uso e ocupação do solo, a nível local, com o planejamento regional;

III. A recuperação de áreas degradadas e a proteção de áreas ameaçadas de degradação.

§ 2º. O zoneamento total do Município deverá ser finalizado em, no máximo, um ano da publicação do Código.

Art. 37 Constitui Área de Preservação Permanente a área situada:

I. Em faixa marginal, medida a partir do nível mais alto, em projeção horizontal, com largura mínima, de:

a) trinta metros, para o curso d`água com menos de dez metros de largura;

b) cinqüenta metros, para o curso d`água com dez a cinqüenta metros de largura;

c) cem metros, para o curso d`água com cinqüenta a duzentos metros de largura;

d) duzentos metros, para o curso d`água com duzentos a seiscentos metros de largura;

e) quinhentos metros, para o curso d`água com mais de seiscentos metros de largura;

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II.

Ao redor de nascente ou olho d`água, ainda que intermitente, com raio mínimo de cinqüenta metros de tal forma que proteja, em cada caso, a bacia hidrográfica contribuinte;

III.

Ao redor de lagos e lagoas naturais, em faixa com metragem mínima de:

a) Trinta metros, para os que estejam situados em áreas urbanas consolidadas;

b) Cem metros, para as que estejam em áreas rurais, exceto os corpos d`água com até vinte hectares de superfície, cuja faixa marginal será de cinqüenta metros;

IV.

Em vereda e em faixa marginal, em projeção horizontal, com largura mínima de cinqüenta metros, a partir do limite do espaço brejoso e encharcado;

V.

No topo de morros e montanhas, em áreas delimitadas a partir da curva de nível correspondente a dois terços da altura mínima da elevação em relação a base;

VI.

Nas linhas de cumeada, em área delimitada a partir da curva de nível correspondente a dois terços da altura, em relação à base, do pico mais baixo da cumeada, fixando-se a curva de nível para cada segmento da linha de cumeada equivalente a mil metros;

VII.

Em encosta ou parte desta, com declividade superior a cem por cento ou quarenta e cinco graus na linha de maior declive;

VIII.

Nas escarpas e nas bordas dos tabuleiros e chapadas, a partir da linha de ruptura em faixa nunca inferior a cem metros em projeção horizontal no sentido do reverso da escarpa;

IX.

Nos locais de refúgio ou reprodução de aves migratórias;

X.

Nos locais de refúgio ou reprodução de exemplares da fauna ameaçadas de extinção que constem de lista elaborada pelo Poder Público Federal, Estadual ou Municipal;

Parágrafo único. Na ocorrência de dois ou mais morros ou montanhas cujos cumes estejam separados entre si por distâncias inferiores a quinhentos metros, a Área de Preservação Permanente abrangerá o conjunto de morros ou montanhas, delimitada a partir da curva de nível correspondente a dois terços da altura em relação à base do morro ou montanha de menor altura do conjunto, aplicando-se o que segue:

a) Agrupam-se os morros ou montanhas cuja proximidade seja de até quinhentos metros entre seus topos;

b) Identifica-se o menor morro ou montanha;

c) Traça-se uma linha na curva de nível correspondente a dois terços deste; e

d) Considera-se de preservação permanente toda a área acima deste nível.

XV nas reservas da flora apícola, compreendendo suas espécies vegetais e enxames silvestres, quando estabelecidas pelo Poder Público Estadual e Municipal.

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Art 38 Constitui-se área de entretenimento e de valor paisagístico, as praças e fragmentos florestais dentro do Macro Zoneamento Urbano do município. Parágrafo único: A área delimitada no caput deste artigo destina-se ao Poder Público Municipal priorizar projetos voltados para entretenimentos em total equilíbrio com o meio ambiente e em conformidade com a legislação vigente.

SEÇÃO V DA CRIAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DOS ESPAÇOS TERRRITORIAIS ESPECIALMENTE PROTEGIDOS

Art. 39 - Ao Município compete instituir, implantar e administrar, na forma da legislação ambiental pertinente, espaços territoriais e seus componentes representativos de todos os ecossistemas originais a serem protegidos, com vistas a manter e utilizar racionalmente o patrimônio biofísico e cultural de seu território, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção.

§ 1° - O Poder Executivo deverá destinar os recursos específicos que se fizerem necessários para a implantação e gestão dos espaços territoriais especialmente protegidos.

§ 2° - O Município adotará formas de incentivos e estímulos para promover a constituição voluntária de áreas protegidas de domínio privado.

Art. 40 Os objetivos que justificam a criação de espaços territoriais especialmente protegidos,

envolvendo o ambiente natural e/ou o patrimônio histórico-cultural, são de caráter científico, educacional ou turístico, destacando-se:

I.

Preservação do patrimônio genético e conservação de amostras de ecossistemas em estado natural;

II.

Proteção de espécies raras em perigo ou ameaçadas de extinção;

III.

Proteção de mananciais para conservação da sua produção hídrica;

IV.

Criação de espaços para atividades educacionais, turísticas e recreativas;

V. Proteção de locais de herança cultural, histórica, geológica, arqueológica, espeleológica e paleontológica;

VI. Proteção de belezas cênicas;

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VII.

Estudos e pesquisas científicas para divulgação do conhecimento sobre a dinâmica dos

ecossistemas e dos recursos naturais;

VIII. Recuperar ou restaurar ecossistemas degradados.

SUBSEÇÃO I DAS ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL

Art. 41 As APAS poderão ser criadas por ato do Poder Público Municipal, em área urbana ou rural,

de domínio público ou privado.

§ 1° - O ato que declarar a Área de Proteção Ambiental mencionará a sua denominação, limites

geográficos, restrições de uso e principais objetivos;

§ 2º - Em cada área de Proteção Ambiental, dentro dos princípios constitucionais que regem o

exercício do direito de propriedade, o Poder Público estabelecerá zoneamento ecológico-econômico,

disciplinando o uso dos recursos naturais e o uso e ocupação do solo, de acordo com as condições locais

bióticas, geológicas, urbanísticas, econômicas, culturais e outras.

Art. 42 Nenhuma atividade considerada efetiva ou potencialmente degradadora poderá ser

implantada em Área de Proteção Ambiental APA, sem a Anuência Prévia de sua entidade gestora.

Art. 43 A participação da comunidade na gestão da APA dar-se-á através da criação de um

Conselho Gestor ou do estabelecimento de convênio do órgão gestor da APA com entidades locais e órgãos

colaboradores, com objetivo, dentre outros, de promover ações de vigilância, monitoramento, educação

ambiental, realização de estudos, projetos e orientação à população quanto ao cumprimento do zoneamento

ecológico-econômico.

SEÇÃO VI CRITÉRIOS, DIRETRIZES E NORMAS DE UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS.

SUBSEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS

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Art. 44 Ficam proibidos o lançamento, a liberação e a disposição de poluentes no ar, no solo, no

subsolo e nas águas, interiores ou costeiras, superficiais ou subterrâneas, ou no mar territorial, bem como qualquer outra forma de degradação ambiental, contrariando as normas ambientais vigentes.

§ 1º - O exercício de atividades impactantes, bem como o lançamento ou liberação de matéria ou

energia no ambiente, deverão atender ao disposto desta na Lei e normas dela decorrentes.

§ 2 o - As fontes degradantes do meio ambiente ficam obrigadas a possuir equipamentos ou sistemas

de controle e a adotar medidas para evitar riscos ou danos à saúde e ao bem estar dos trabalhadores e da

comunidade, bem como qualquer alteração adversa das características do meio ambiente.

Art. 45 - As empresas que manuseiam, estocam, processam ou produzem substâncias tóxicas ou inflamáveis, deverão avaliar o risco que as emissões acidentais destas substâncias representam para as comunidades vizinhas, utilizando técnicas quantitativas de análise de risco, considerando cenários de pior caso e/ou cenários alternativos, e apresentar ao órgão ambiental um plano de gerenciamento de risco e minimização das conseqüências destas emissões.

Art. 46 - A SEMMA Secretaria Municipal de Meio Ambiente, poderá adotar medidas de emergência visando a reduzir, paralisar ou impedir quaisquer atividades, em casos de grave e iminente risco para as vidas humanas e para os recursos ambientais.

Art. 47 - Com vistas a garantir a observância das normas e padrões ambientais, a SEMMA poderá determinar aos responsáveis por fonte degradante, medidas de prevenção, controle e recuperação do meio ambiente, tais como:

I. Gerenciamento de riscos à saúde pública e ao meio ambiente;

II. Proibição de fabricação e/ou de utilização, no Município, de determinados produtos, matérias primas ou insumos;

III. Determinação de alteração dos processos de produção de insumos e matérias-primas utilizados;

IV. Plano de monitoramento das fontes de poluição, aprovando a freqüência da realização de amostragens e análises, os parâmetros a ser monitorados e a periodicidade da entrega dos respectivos relatórios;

V. Caracterização qualitativa e quantitativa dos poluentes emitidos para o ambiente (água, ar e solo) através de monitoramento, medições, balanço de massa, inventário de emissões ou qualquer outro método aprovado pela SEMMA;

VI. Instalação de equipamentos automáticos de medição, com registradores e aparelhos fixos de medição de vazão, tantas quantas forem às saídas existentes para efluentes ou emissões;

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VII. Instalação de equipamentos, ou a utilização de técnicas, capazes de reduzir a emissão de agentes químicos e físicos, dotados de dispositivos para seu monitoramento. VIII. Comunicação prévia, para fins de fiscalização, das datas programadas para paradas de manutenção; IX. Fornecimento de quaisquer informações relacionadas com a poluição ou degradação e dos procedimentos operacionais, de manutenção, de segurança e de outros dados que julgar necessários.

Art. 48 - Toda fonte sujeita a automonitoramento deverá enviar a SEMMA, mensalmente, a não ser que uma freqüência diferente seja estabelecida na competente licença, o relatório de automonitoramento, na forma a ser padronizada pela SEMMA, devendo ser feita uma auto-avaliação do cumprimento do padrão ou condições estabelecidas.

Art. 49 - Os equipamentos e outros meios adotados como controle de impacto ao ambiente deverão ser adequadamente operados e sem interrupção, devendo ser prevista a sua necessária manutenção, em períodos tais que não resultem em ocorrências danosas ao meio ambiente.

Art. 50 - O derrame, vazamento ou lançamento de substâncias ou resíduos no meio ambiente deve ser, de imediato, comunicado ao SEMMA.

§ 1º - O fabricante, transportador, importador, expedidor ou destinatário do material, produto ou substância envolvida na ocorrência deve fornecer informações tais como: composição, periculosidade, procedimentos de neutralização, recolhimento e disposição do material perigoso, efeitos sobre a saúde humana, antídotos e outras que se façam necessárias.

§ 2º - Cabe ao fabricante, transportador, importador, expedidor ou destinatário do material, produto ou substância envolvida na ocorrência adotar todas as medidas necessárias para o controle da situação apresentada, com vistas a minimizar os danos à saúde pública e ao meio ambiente, incluindo as ações de contenção, recolhimento, neutralização, tratamento e disposição de resíduos, bem como para a recuperação das áreas impactadas.

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SUBSEÇÃO II

DOS PADRÕES

Art. 51 - Para a garantia das condições ambientais adequadas à vida, em todas as suas formas, serão estabelecidos pelo COMAM, sem prejuízo daqueles fixados pela legislação federal pertinente:

I. Padrões de qualidade: as medidas de intensidade e de concentração de poluentes presentes nas águas, no solo ou no ar, que, ultrapassadas, poderão afetar a saúde, a segurança e o bem-estar da população, bem como ocasionar danos à flora e à fauna, aos materiais e ao meio ambiente em geral.

II. Padrão de emissão: as medidas de intensidade, de concentração e as quantidades máximas de poluentes cujo lançamento ou liberação nas águas, no ar ou no solo, seja permitido.

Parágrafo único - Os padrões de emissão poderão ser estabelecidos através da formulação de exigências específicas, inclusive do estabelecimento de padrões de desempenho, voltados para a minimização das emissões, podendo ser expressos como uma quantidade específica (massa) taxa ou concentração, como um parâmetro de processo ou de um equipamento de controle.

Art. 52 - Inexistindo padrões de emissão, o responsável pela fonte de poluição deve adotar medidas de controle, baseado na melhor tecnologia disponível, técnica e economicamente viável, especificando a eficiência do sistema de controle adotado.

Parágrafo único - A adoção da tecnologia preconizada neste artigo deve ser proposta pelo responsável pela fonte e ser previamente aprovada pela SEMMA.

Art. 53 - Em áreas prioritárias para controle, assim consideradas aquelas onde os padrões de qualidade do ar ou das águas estiverem sendo ultrapassados, ou quando ameaçados, a SEMMA poderá instituir programas específicos, objetivando reduzir os níveis de poluentes, definindo uma quantidade máxima de cada poluente a ser liberado no ambiente na mesma área.

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SUBSEÇÃO III

DAS EMISSÕES ATMOSFÉRICAS

Art.

54 - Para fins do disposto neste Regulamento, os poluentes atmosféricos ficam enquadrados em

três grupos:

I.

Poluentes Convencionais: são aqueles que não causam efeitos nocivos, quando presentes no ar

abaixo de determinadas concentrações e para os quais existem padrões de qualidade do ar

legalmente estabelecidos, a saber:

a) dióxido de enxofre

b) dióxido de nitrogênio

c) material particulado

d) monóxido de carbono

e) ozônio

II.

Poluentes Tóxicos do Ar - PTAs: constituídos pelas 188 substâncias orgânicas ou inorgânicas

tóxicas, cancerígenas ou capazes de causar outros efeitos danosos à saúde humana, listadas no

Anexo I, desta Lei.

a) São considerados poluentes de alto risco (PARs) os 45 PTAs destacados no referido

Anexo I desta Lei, devendo ser considerados prioritários em termos de controle de

emissões atmosféricas.

b) O Anexo I desta Lei deverá ser revisado periodicamente pelo COMAM, para inclusão ou

exclusão de substâncias, mediante fundamentação técnica elaborada pela SEMMA.

III.

Poluentes não Convencionais: pertence a este grupo qualquer poluente que não se enquadre

como poluente convencional ou como poluente tóxico do ar.

Art. 55 - Os padrões de qualidade do ar para os poluentes atmosféricos são os estabelecidos por

normas federais ou normas do COMAM.

§ 1º - Os padrões de qualidade do ar para poluentes tóxicos do ar (PTAs) e para os poluentes não

convencionais deverão ser estabelecidos quando houver dados cientificamente comprovados a respeito das

concentrações destes poluentes no ar que não representam risco para a saúde humana e para o meio

ambiente.

§ 2º - Com base no atendimento aos padrões de qualidade do ar estabelecidos, as regiões do

Município ficam divididas em:

I. Regiões de conformidade;

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II. Regiões de não-conformidade;

III. Regiões não classificadas.

§ 3º - O grau de conformidade ou não conformidade de uma região será determinado de acordo com o índice de qualidade do ar (IQAr).

Art. 56 - Os limites de emissão dos poluentes atmosféricos, observada a legislação federal e estadual pertinentes, deverão ser estabelecidos pelo COMAM em normas técnicas, através de padrões de desempenho, baseados na tecnologia de controle que conseguir o máximo de redução das emissões e que

for considerada técnica e economicamente viável, ou na competente licença, com base nas informações ou estudos apresentados pela atividade durante o processo de licenciamento.

§ 1º - O desenvolvimento dos padrões de desempenho previstos neste artigo deverá também,

expressamente, levar em conta a obrigatoriedade de adoção, pelas atividades reguladas, de técnicas, procedimentos e práticas operacionais que eliminem ou minimizem a exposição, no ambiente de trabalho, a agentes tóxicos, cancerígenos ou capazes de causar outros efeitos danosos à saúde dos trabalhadores.

§ 2º - O COMAM poderá estabelecer padrões ou exigências especiais mais rigorosos, quando determinadas regiões ou circunstâncias assim o exigirem.

Art. 57 - O monitoramento da qualidade do ar, poderá ser realizado pela SEMMA ou por outras entidades, públicas ou privadas, credenciadas, conforme métodos e periodicidade previamente aprovados pela SEMMA.

Art. 58 - O monitoramento da qualidade do ar será regido pelos seguintes critérios:

I. Existência de um detalhado Programa de Garantia de Qualidade, constituído de diretrizes, procedimentos, especificações, normas e documentação técnica que assegurem a obtenção de dados confiáveis e que minimizem a perda de dados devido à paralisação de equipamentos e outras condições indesejáveis;

II. Utilização dos métodos de amostragem e análise de poluentes atmosféricos estabelecidos em Resoluções do CONAMA ou do COMAM ou em métodos equivalentes, previamente aprovados pela SEMMA;

III. Utilização de critérios e procedimentos adequados para o dimensionamento e a localização das estações de monitoramento e dos respectivos instrumentos, de modo a garantir a geração de dados representativos e a evitar ou minimizar interferências externas indesejáveis;

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IV. Cronograma de operação dos equipamentos manuais ou automáticos, determinando o seu funcionamento por um período de tempo que permita a aquisição de dados suficientes para a avaliação do atendimento aos padrões de qualidade do ar numa dada região;

V. Plano de manutenção e calibração dos instrumentos.

Art. 59 - Os dados do monitoramento da qualidade do ar deverão integrar as informações do Sistema Municipal de Informações e Cadastros Ambientais SICA, devendo ser disponibilizados ao público interessado. Parágrafo único - A informação ao público prevista neste artigo deverá ser divulgada de acordo com o Índice de Qualidade do Ar (IQAr), a ser estabelecido através de norma técnica do COMAM.

Art. 60 - Durante a análise do pedido de licença de localização ou implantação de uma fonte nova ou de licença de alteração de uma fonte existente que pretenda se situar ou que esteja situada em área de grande concentração industrial, a SEMMA poderá exigir um estudo para avaliar se o acréscimo de poluentes atmosféricos emitidos provocará uma alteração significativa da qualidade do ar na região.

§ 1º - O estudo a que se refere este artigo deverá conter:

I. Avaliação da qualidade do ar existente na área de influência do empreendimento, antes da sua implantação ou alteração;

II. Estimativa dos efeitos da emissão dos poluentes atmosféricos sobre a qualidade do ar, utilizando modelos de dispersão aprovados pela SEMMA;

§ 2º - A SEMMA deverá disponibilizar para o interessado dados de monitoramento, bem como quaisquer outros estudos de domínio público porventura existentes sobre a qualidade do ar na região de interesse.

Art. 61 - O controle das emissões pontuais e fugitivas de Poluentes Tóxicos do Ar (PTAs) deverá ser

feito através de padrões de desempenho, com base na tecnologia de controle que conseguir o máximo de redução das emissões e que for técnica e economicamente viável, na forma que vier a ser definida pela SEMMA em normas técnicas ou na competente licença.

§ 1º - Consideram-se emissões pontuais aquelas resultantes de vents de processo, tanques, sistemas

de recebimento e transferência de produtos químicos e sistemas de tratamento de efluentes líquidos, e emissões fugitivas aquelas resultantes de válvulas de processo, bombas, conexões, compressores, dispositivos de alívio de pressão, drenos, amostradores, sistemas de instrumentação, agitadores e vasos intermediários de processo.

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§ 2º - Estão subordinadas ao estabelecido neste artigo às unidades de processamento químico que

fabricam, como produto, co-produto, sub-produto ou produto intermediário ou utilizam como matéria-prima uma ou mais das substâncias listadas no Anexo I desta Lei, de acordo com os critérios de exigibilidade que vierem a ser estabelecidos em norma pela SEMMA.

Art. 62 - O controle das emissões de poluentes convencionais e não convencionais deverá ser feito com base na melhor tecnologia de controle disponível que for técnica e economicamente viável, ou na forma que vier a ser estabelecida pela SEMMA na competente licença, com base nas informações e estudos técnicos apresentados pela atividade, durante o processo de licenciamento.

Art. 63 - Toda fonte de emissão e seus equipamentos de controle associados deverão operar, a qualquer tempo, de maneira consistente com as boas práticas de controle da poluição atmosférica, de maneira a reduzir e/ou minimizar as emissões, no mínimo, ao nível exigido pelos padrões legalmente estabelecidos. Parágrafo único - Fica proibido o uso de diluentes gasosos para cumprimento de um padrão estabelecido com base na concentração, ou de um padrão de emissões visíveis.

Art. 64 - Toda fonte que estiver sujeita a um padrão fica obrigada a avaliar o seu cumprimento através de teste de desempenho e automonitoramento.

§ 1 o - A avaliação do cumprimento de um padrão baseado em opacidade ou em emissões visíveis deverá ser feita de acordo com os seguintes critérios:

Utilização do método de teste indicado em norma técnica específica ou na competente licença; quando for obrigatória a existência de um sistema contínuo de monitoramento de opacidade (SCMO), o cumprimento do padrão será avaliado de acordo com os resultados obtidos.

§ 2 o - A avaliação do cumprimento de um padrão não baseado em opacidade ou em emissões visíveis deverá ser feita de acordo com os seguintes critérios:

a) resultados do teste de desempenho;

b) dados de automonitoramento;

c) exame do cumprimento das práticas de operação e manutenção estabelecidas na LO, com base no projeto apresentado e nas especificações de equipamentos;

d) análise dos registros operacionais da planta;

e) outros critérios estabelecidos em norma.

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Art. 65 - A obrigatoriedade e a freqüência de realização de um Teste de Desempenho serão estabelecidas em norma técnica ou na competente licença.

Parágrafo único - No caso de fontes novas, deverá ser feito um teste de desempenho na partida da

planta.

Art. 66 - Uma fonte degradante é obrigada a realizar automonitoramento quando estiver sujeita a um padrão ou limite de emissão estabelecido pelo COMAM em norma técnica ou na competente licença.

Parágrafo único - Os sistemas, métodos, procedimentos e a freqüência para o automonitoramento, bem como os indicadores de desempenho serão especificados pela SEMMA em norma técnica ou na competente licença.

Art. 67 - Todo veículo automotor, deverá obedecer aos padrões de emissão de poluentes estabelecidos na legislação pertinente á matéria. Parágrafo único - Os métodos de medição aplicáveis serão fixados através de disposição específica.

Art. 68 - Fica proibida a emissão de substâncias odoríferas na atmosfera em medidas de concentração perceptíveis fora do limite da propriedade.

SUBSEÇÃO IV CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS DO MUNICÍPIO

Art. 69 - São adotadas, nesta Lei, as classes de águas doces, com seus respectivos limites, estabelecidas na Resolução CONAMA nº 20, de 18.06.86, publicada no D.O.U. de 30.07.86, ou em outro dispositivo normativo federal ou estadual que vier a complementá-la ou sucedê-la.

SUBSEÇÃO V MONITORAMENTO DA QUALIDADE DAS ÁGUAS

Art. 70 - Deverá ser desenvolvido e implementado pela SEMMA, em articulação com o órgão gestor das águas estaduais, um programa de monitoramento da qualidade das águas do Município, inclusive das águas subterrâneas, cuja rede amostral deverá ser reavaliada periodicamente.

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§ 1 o - Este programa poderá ser implementado por entidades, públicas ou privadas, atendendo a métodos e procedimentos de levantamento de dados biológicos e físico-químicos sobre a qualidade das águas ou a outro programa de controle de qualidade que garanta a validade científica destes dados; § 2º - Os dados de monitoramento deverão ser usados, entre outras, para as seguintes finalidades:

I. desenvolvimento e aperfeiçoamento de padrões estaduais e municipais de qualidade de água;

II. alocação de cargas e estabelecimento de carga máxima total diária para os corpos d’água;

III. estabelecimento de prioridades de controle e de redução do lançamento de poluentes;

IV. avaliação da eficácia dos padrões de lançamento de efluentes estabelecidos nas licenças;

V. informação ao público sobre a qualidade das águas.

SUBSEÇÃO VI RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DAS ÁGUAS MUNICIPAIS

Art. 71 - Anualmente, a SEMMA deverá submeter à apreciação do COMAM, o Relatório de Avaliação da Qualidade das Águas Municipais, bem como promover a divulgação para a comunidade.

Art. 72 - Os Indicadores de Qualidade Ambiental (IQAm) serão expressos de maneira isolada ou combinada, como vier a ser definido em norma pelo COMAM de acordo com o que segue:

I.

população servida por sistemas de abastecimento de água que não cumprem os padrões de potabilidade;

II.

população servida por mananciais de superfície não submetidos a filtração com risco de

III.

contaminação microbiológica; número de poços subterrâneos de água potável que possuem programas de prevenção de

IV.

contaminação; percentual de rios e outros mananciais de superfície com proibição de consumo de peixe;

V.

percentual de espécies que correm risco de extinção;

VI.

percentual de perda de áreas úmidas por aterramento e outras ações degradantes;

VII.

percentual de corpos d’água de superfície que possibilitam os usos designados pelos padrões de

VIII.

qualidade de água; população que consome água subterrânea exposta à contaminação por nitrato e outros poluentes;

IX.

tendências de concentração dos poluentes encontrados em águas de superfície;

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X.

percentual de locais com sedimentos contaminados;

XI.

tendências de lançamento de poluentes e outros agentes degradantes em corpos d’água

subterrâneos e de superfície, a partir de fontes pontuais e não-pontuais;

SUBSEÇÃO VII PREVENÇÃO E CONTROLE DO LANÇAMENTO DE POLUENTES HÍDRICOS

Art. 73- Os poluentes hídricos de que trata esta Lei enquadram-se em três grupos:

I. Poluentes Convencionais:

a) Ph

b) Demanda bioquímica de oxigênio (DBO)

c) Demanda química de oxigênio (DQO)

d) Carbono orgânico total

e) Amônia

f) Nitrogênio

g) Fosfatos

h) Óleos e graxas

i) Sólidos totais em suspensão

j) Sólidos totais dissolvidos

II. Poluentes Prioritários (PPs): constituído pelos 125 poluentes orgânicos e inorgânicos constantes

do Anexo II desta Lei.

III. Poluentes Não Convencionais: qualquer poluente que não se enquadre nos incisos I ou II deste

artigo.

§ 1º- A SEMMA deverá levar em conta os tipos e as quantidades dos poluentes presentes ou

potencialmente presentes nos efluentes líquidos da atividade, conforme Anexo II desta Lei, para definir as

prioridades de redução dos mesmos.

§ 2º - O Anexo II deverá ser revisto periodicamente pelo COMAM, com inclusão ou exclusão de

poluentes, mediante fundamentação técnica elaborada pelo SEMMA.

Art. 74 - Toda área de estocagem de produtos tóxicos, inflamáveis ou corrosivos deverá ser provida

de dique de contenção devidamente impermeabilizado, capaz de acumular todo o volume do maior tanque

acrescido da precipitação pluviométrica recorrente.

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Parágrafo único - Os tanques de estocagem de produtos tóxicos, inflamáveis ou corrosivos deverão ser providos de dispositivos para prevenção de vazamentos.

Art. 75 - Os dutos internos, cuja construção tiver início após a data de vigência desta Lei, destinados ao transporte de produtos químicos tóxicos, inflamáveis ou corrosivos entre as unidades de processamento químico de uma mesma planta ou ao transporte de efluentes com características semelhantes às mencionadas acima, deverão ser aéreos, exceto por razões técnicas ou de segurança, devidamente comprovadas e aprovadas pelo COMAM, durante o licenciamento.

Art. 76 - Os dutos de produtos químicos tóxicos, infamáveis ou corrosivos e de efluentes com características semelhantes, deverão ser compatíveis com os materiais transportados e ser providos de revestimento e de sistema de proteção contra corrosão.

Art. 77 - Os efluentes líquidos deverão ser coletados separadamente, através de sistemas próprios, conforme sua origem e natureza.

§ 1º - As plantas de processamento químico deverão ser providas de instalações e dispositivos que

permitam o seu monitoramento individual para avaliação do cumprimento final dos padrões de lançamento de efluentes;

§ 2º - A SEMMA poderá estabelecer um prazo para que unidades existentes na data de aprovação desta Lei cumpram o disposto no § 1º deste artigo.

Art. 78 - É proibida a lavagem, em corpos d'água, de veículos, tanques, bombonas, equipamentos de aplicação de biocidas e adubos, bem como de qualquer outro equipamento capaz de alterar a qualidade do corpo receptor.

SUBSEÇÃO VIII PADRÕES PARA LANÇAMENTO DE EFLUENTES

Art. 79 - As fontes pontuais que realizam lançamento direto de fluido que sai de corpos invisivelmente de efluentes em um corpo receptor estão obrigadas à instalação dos sistemas de tratamento e/ou ao cumprimento dos padrões de lançamento de efluentes que forem estabelecidos pelo COMAM em normas técnicas ou na competente licença.

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Art. 80 - Os padrões para o lançamento de poluentes convencionais, prioritários (PPs) e poluentes não convencionais para as atividades que realizam lançamento direto de efluentes, deverão ser fixados pelo COMAM em normas técnicas, com base na melhor tecnologia de controle que for considerada técnica e economicamente viável, ou na competente licença.

Art. 81 - Os efluentes sanitários devem ser coletados, tratados e receber disposição final adequada, de forma a evitar que causem danos à saúde pública, às atividades econômicas e sociais e ao equilíbrio ecológico.

§ 1º - O nível de tratamento dos efluentes sanitários, antes de sua disposição final, deve ser compatível com a capacidade de autodepuração do corpo receptor.

§ 2º - O lançamento de efluentes de estações de tratamento de efluentes sanitários nos corpos

d'água não deve alterar os padrões da classe em que estão enquadrados, nem prejudicar os usos potenciais e atuais das águas.

Art. 82 - No caso de lançamento de efluentes em Estação Central de Tratamento, devem ser obedecidas as seguintes disposições:

I. Fica proibida a introdução de poluentes que prejudiquem o funcionamento normal da estação ou que passem pela mesma sem ser removido, tais como:

a) poluentes que representam um risco de fogo ou explosão;

b) poluentes corrosivos que possam causar danos estruturais;

c) poluentes sólidos ou viscosos em quantidades que possam obstruir o sistema de esgotamento ou prejudicar o funcionamento normal da estação;

d) qualquer poluente, em concentração, volume ou temperatura capaz de prejudicar o funcionamento normal da estação;

e) produtos oleosos, óleos de corte não biodegradáveis ou óleos minerais em quantidades capazes de prejudicar o funcionamento da estação ou passar através da mesma sem tratamento;

f) poluentes que resultem na presença de poluentes tóxicos do ar (PTAs) no ambiente de trabalho da estação em concentrações que causem exposição aguda a estes agentes ou problemas de segurança;

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Parágrafo único. O recebimento de efluentes transportados em caminhões ou por outros meios, deverá ser precedido de autorização da SEMMA.

Art. 83

estabelecido.

- É proibida a diluição de efluentes para o cumprimento de um padrão legalmente

Art. 84 - Os padrões de pré-tratamento para lançamento de efluentes numa estação de tratamento centralizado deverão ser estabelecidos pelo COMAM em normas técnicas, com base na melhor tecnologia de controle que for considerada técnica e economicamente viável, ou na competente licença, de acordo com as informações ou estudos apresentados pela atividade durante o processo de licenciamento.

Art. 85 - Compete à estação de tratamento centralizada, pública ou privada, e devidamente licenciada, elaborar, implantar e gerenciar programa de recebimento de efluentes e de disposição e utilização adequada dos resíduos gerados no tratamento, fiscalizar, em primeira instância, o cumprimento dos padrões de pré-tratamento fixados pelo COMAM e estabelecer as exigências e os procedimentos a serem seguidos pelos usuários para o cumprimento dos mesmos. Parágrafo único - A inexistência de redes de coleta, medidores de vazão e outros dispositivos que permitam a identificação e a avaliação de efluentes, não eximem nenhuma atividade do cumprimento de um padrão de pré-tratamento que lhe for aplicável.

Art. 86 - Uma fonte é obrigada a realizar automonitoramento quando estiver sujeita a um padrão ou limite de lançamento de efluente estabelecido pelo COMAM ou pela SEMMA em norma técnica ou na competente licença. Parágrafo único - Os sistemas, métodos, procedimentos e a freqüência de automonitoramento e os indicadores de desempenho serão especificados pelo COMAM ou pela SEMMA em norma técnica ou na competente licença.

Art. 87 - Todo sistema de tratamento deverá ser provido de dispositivo de medição de vazão ou de outros dispositivos necessários à avaliação do cumprimento dos padrões.

Art. 88 - Todo sistema de tratamento de efluentes deverá ser operado de acordo com as boas práticas de controle da poluição hídrica e passar por manutenção adequada. Parágrafo único - A interrupção do funcionamento de um sistema de tratamento, as causas e o tempo previsto para a retomada de sua operação deverão ser comunicados a SEMMA, de imediato.

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Art. 89 - As fontes obrigadas a instalar e operar um sistema de tratamento de efluentes deverão elaborar e implementar um plano de controle de qualidade do funcionamento deste sistema. Parágrafo único - O plano previsto neste artigo deverá conter, no mínimo, procedimentos escritos a serem seguidos para as seguintes atividades:

I. calibração de instrumentos;

II. manutenção preventiva, inclusive existência de um estoque de peças de reposição;

III. registro de dados, procedimentos de cálculo e geração de relatórios;

IV. auditagem interna dos métodos de coleta e análise;

V. programa de ação preventiva e corretiva.

SUBSEÇÃO IX DESCARGAS ACIDENTAIS

Art. 90 - As fontes responsáveis pelas descargas acidentais de poluentes hídricos nos corpos d’água estarão sujeitas às penalidades previstas nesta Lei. Parágrafo único - As fontes mencionadas neste artigo deverão apresentar a SEMMA o plano completo para prevenção e minimização dos impactos nos corpos receptores.

SUBSEÇÃO X

DA POLUIÇÃO DO SOLO E SUBSOLO

Art. 91 - Considera-se poluição do solo e do subsolo a deposição, a descarga, a infiltração, a acumulação, a injeção ou o enterramento no solo ou no subsolo de substâncias ou materiais poluentes, em estado sólido, líquido ou gasoso, capazes de alterar sua qualidade ambiental.

Art. 92 - O solo e o subsolo somente poderão ser utilizados para armazenamento, acumulação temporária, tratamento ou disposição final de resíduos de qualquer natureza, desde que sua disposição seja feita de forma tecnicamente adequada, estabelecida em projetos específicos, mediante autorização prévia da SEMMA ou do COMAM, quando couber. Parágrafo único - Não será permitido a acumulação, mesmo que temporária, diretamente sobre o

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solo ou no subsolo, de substâncias, produtos ou resíduos de qualquer natureza, que possam oferecer risco de poluição ambiental.

SUBSEÇÃO XI DOS RESÍDUOS SÓLIDOS

Art. 93 - Para atendimento aos princípios e objetivos estabelecidos na política ambiental do Estado, ficam definidas as seguintes diretrizes para a gestão de resíduos sólidos:

I. não geração, minimização, reutilização e reciclagem de resíduos através de alteração de padrões de produção e de consumo e desenvolvimento de tecnologias limpas;

II.

desenvolvimento de programas de gerenciamento integrado de resíduos sólidos;

III.

uso de embalagens retornáveis e sua reutilização;

IV.

desenvolvimento de tecnologias limpas para a reutilização, reciclagem, tratamento e disposição

V.

final dos resíduos; estabelecimento de parcerias objetivando otimizar a gestão dos resíduos sólidos;

VI.

desenvolvimento de programas de capacitação técnica na área de gerenciamento de resíduos

VII.

sólidos; promoção de campanhas educativas e informativas junto à sociedade sobre a gestão

VIII.

ambientalmente adequada de resíduos sólidos e sobre os efeitos na saúde e no meio ambiente dos processos de produção e de eliminação de resíduos; incentivo à criação de novos mercados e a ampliação dos já existentes para os produtos reciclados;

IX.

articulação institucional entre os gestores visando a cooperação técnica e financeira, especialmente nas áreas de saneamento, meio ambiente e saúde pública.

Art. 94 - Para efeitos desta Lei, considera-se resíduo sólido qualquer lixo, refugo, Iodos, lamas e borras nos estados sólido e semi-sólido, bem como determinados líquidos que pelas suas particularidades não podem ser tratados em sistema de tratamento convencional, tornando inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água.

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Art. 95 - Nos termos desta Lei, os resíduos sólidos obedecerão à seguinte classificação:

I. Quanto à categoria:

a) resíduos urbanos: provenientes de residências ou qualquer outra atividade que gere resíduos com características domiciliares, bem como dos estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços, da varrição e da limpeza de vias, logradouros públicos e sistemas de drenagem urbana, entulhos da construção civil e similares;

b) resíduos industriais: provenientes de atividades de pesquisa e produção de bens, assim como os provenientes das atividades de mineração e aqueles gerados em áreas de utilidades e manutenção dos estabelecimentos industriais;

c) resíduos de serviços de saúde: provenientes de qualquer estabelecimento que execute atividades de natureza médico-assistencial às populações humana ou animal, centros de pesquisa, desenvolvimento ou experimentação na área de farmacologia e saúde, bem como os medicamentos vencidos ou deteriorados;

d) resíduos de atividade rural: provenientes da atividade agrosilvopastoril, inclusive os resíduos dos insumos utilizados nestas atividades;

e) resíduos de serviços de transporte: decorrentes da atividade de transporte e os provenientes de portos, aeroportos, terminais rodoviários, ferroviários, portuários, postos de fronteira e similares;

f) rejeitos radioativos: materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de isenção especificados de acordo com norma da Comissão Nacional de Energia Nuclear CNEN.

II. Quanto à natureza:

a) resíduos classe I perigosos: são aqueles que, em função de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade ou patogenicidade, apresentam riscos à saúde ou ao meio ambiente;

b) resíduos classe II - não inertes: são aqueles que podem apresentar características de combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade, com possibilidade de acarretar riscos à saúde ou ao meio ambiente, não se enquadrando nas classificações de resíduos classe I perigosos ou classe III inertes.

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c) resíduos classe III inertes: são aqueles que, por suas características intrínsecas, não oferecem riscos à saúde e que não apresentam constituintes solúveis em água em concentrações superiores aos padrões de potabilidade.

Parágrafo único - A determinação da classe dos resíduos, segundo a sua natureza, deverá ser feita conforme norma estabelecida pelo organismo normatizador competente.

Art. 96 - A gestão dos resíduos sólidos deverá ser pautada nos seguintes princípios, hierarquizados nesta ordem:

I. não geração de resíduos;

II. minimização da geração;

III. reutilização;

IV. reciclagem;

V. tratamento;

VI. disposição final.

Art. 97 - Os geradores de resíduos sólidos, seus sucessores ou os atuais proprietários serão responsáveis pela recuperação das áreas degradadas ou contaminadas pelos resíduos, bem como pelo passivo oriundo da desativação da fonte geradora, em conformidade com as exigências estabelecidas pelo SEMMA.

Art. 98 - O transportador de resíduos sólidos será responsável pelo transporte em condições que garantam a segurança do pessoal envolvido, a preservação ambiental e a saúde pública, bem como pelo cumprimento da legislação pertinente.

Art. 99 - As unidades receptoras de resíduos serão responsáveis por projetar o seu sistema de acordo com a legislação e normas técnicas pertinentes e por implantar, operar, monitorar e proceder ao encerramento das suas atividades, conforme os projetos previamente licenciados pelos órgãos ambientais competentes.

Art. 100 - O gerador poderá encaminhar seu resíduo às unidades receptoras, desde que devidamente licenciadas e mediante autorização específica para o transporte de resíduos perigosos. Parágrafo único - Obedecidas às condições estabelecidas no caput deste artigo, caberá à unidade receptora a responsabilidade pela correta e ambientalmente segura gestão do resíduo recebido.

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Art. 101 - Os responsáveis pela geração, transporte e recepção de resíduos sólidos ficam obrigados a elaborar e apresentar a SEMMA, quando exigido, o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos PGRS.

§ 1º - O PGRS integrará o processo de licenciamento ambiental e aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos, no âmbito dos estabelecimentos, contemplando as características dos resíduos e os programas de controle na fonte para a redução, minimização, reutilização e reciclagem dos mesmos, objetivando a eliminação de práticas e procedimentos incompatíveis com a legislação e normas técnicas pertinentes.

§ 2º - O PGRS deverá contemplar:

I. inventário, conforme modelo fornecido pela SEMMA, contendo dentre outras informações: a origem, classificação, caracterização qualiquantitativa e frequência de geração dos resíduos, formas de acondicionamento, transporte, tratamento e disposição final;

II. os procedimentos a serem adotados na segregação na origem, coleta interna, armazenamento, reutilização e reciclagem;

III. as ações preventivas e corretivas a serem adotadas objetivando evitar ou reparar as conseqüências resultantes de manuseio incorreto ou incidentes poluidores;

IV. designação do responsável técnico pelo Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos - PGRS.

§ 3º - Para os resíduos sólidos urbanos o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos PGRS será

elaborado pelo Poder Público Municipal.

§ 4º - As unidades geradoras ou receptoras de resíduos sólidos deverão ter um responsável técnico habilitado para o seu gerenciamento.

Art. 102 - A SEMMA, nos casos em que se fizer necessário, exigirá dos geradores de resíduos ou, quando for o caso, dos receptores:

I. a execução de monitoramento de qualidade das águas superficiais e subterrâneas nas áreas de armazenamento, tratamento, transferência e disposição de resíduos e seu entorno;

II. a quantificação, caracterização e classificação dos resíduos;

III. a suspensão da disposição de resíduos em locais não autorizados para o seu recebimento ou que não mais atendam às exigências ambientais e/ou sua remoção e transferência para locais aprovados;

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IV. a recuperação das áreas degradadas por substâncias, produtos ou resíduos de qualquer

natureza.

Art. 103 - São proibidas as seguintes formas de destinação final de resíduos sólidos:

I. lançamento “in natura” a céu aberto tanto em áreas urbanas como rurais;

II. queima a céu aberto ou em recipientes, instalações ou equipamentos não adequados;

III. lançamento em cursos d’água, lagoas, poços e cacimbas, mesmo que abandonadas, e em áreas sujeitas a inundação;

IV. lançamento em poços de visitas de redes de drenagem de águas pluviais, esgotos, eletricidade e telefone, bueiros e semelhantes;

V. infiltração no solo sem prévia aprovação da SEMMA;

VI. emprego de resíduos perigosos como matéria-prima e fonte de energia, bem como a sua incorporação em materiais, substâncias ou produtos, sem prévia aprovação da SEMMA;

VII. utilização de resíduos sólidos “in natura” para alimentação de animais.

Parágrafo único - Em caso de emergência sanitária, a queima de resíduos a céu aberto poderá ser

realizada, desde que precedida de autorização expedida pela SEMMA e pelo órgão de saúde competente.

Art. 104 - As empresas instaladas ou que venham a se instalar no Município são responsáveis pelo

acondicionamento, estocagem, transferência, tratamento e disposição final de seus resíduos, respondendo

pelos danos que estes causem ou possam causar ao meio ambiente.

§ 1º - A responsabilidade do gerador não exime a do transportador e do receptor do resíduo pelos

incidentes que causem degradação ambiental ocorridos, respectivamente, durante o transporte ou em suas

instalações.

§ 2º - A responsabilidade administrativa do gerador pelos incidentes ocorridos durante o transporte ou

nas instalações de tratamento, recuperação, reciclagem ou disposição dos resíduos somente cessará nos

casos em que a transferência dos resíduos, àqueles terceiros, tenha sido previamente autorizada pela

SEMMA e realizada na forma e condições pré-estabelecidas.

§ 3º - O gerador do resíduo derramado, vazado ou descarregado acidentalmente, deverá fornecer a

SEMMA todas as informações relativas à composição, classificação e periculosidade do referido material,

bem como adotar os procedimentos para a contenção de vazamentos, de desintoxicação e de

descontaminação, quando for o caso.

Art. 105 - Em caso de derramamento, vazamento ou deposição acidental de produtos, sub-produtos,

matérias-primas, insumos ou resíduos sobre o solo, em cursos d'água ou na atmosfera, causando risco ou

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dano ao meio ambiente, a SEMMA deverá ser comunicado de imediato.

§ 1º - O responsável pelo material derramado, vazado, lançado ou deposto acidentalmente deverá

fornecer a SEMMA, no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas, relatório preliminar com estimativa

qualiquantitativa do material, bem como as providências tomadas para apuração, solução e minimização do impacto causado.

§ 2º - Nos 15 (quinze) dias seguintes à comunicação prevista no caput deste artigo, o responsável

deverá apresentar a SEMMA relatório conclusivo da ocorrência, relacionando causas, quantidades, extensão

do dano e providências adotadas.

§ 3º - As operações de limpeza e restauração de áreas e bens atingidos, de desintoxicação quando

necessária e de destino final dos resíduos gerados deverão atender aos requisitos da SEMMA.

§ 4 o - Se, por motivo de incapacidade técnica ou operacional, o responsável não tomar as medidas

adequadas para a proteção dos seres vivos e do meio ambiente, ficará obrigado a ressarcir a entidade que o

fizer.

§ 5 o - O ressarcimento das despesas envolvidas na adoção das medidas citadas não eximirá o responsável das sanções previstas nesta Lei.

Art. 106 - A transferência de resíduos perigosos para outro Município só poderá ser feita mediante prévia autorização da SEMMA e do órgão ambiental do Município de destino.

Art. 107 - Os usuários de produtos que resultem em resíduos que necessitem de procedimentos especiais deverão efetuar sua devolução, conforme instrução contida na embalagem dos produtos adquiridos.

Art. 108 - Os transportadores de resíduos sólidos ficarão sujeitos ao cumprimento das seguintes exigências:

I. utilizar equipamentos adequados ao transporte dos resíduos;

II. somente transportar os resíduos perigosos autorizados pela SEMMA;

III. somente transportar resíduos para locais devidamente licenciados pela SEMMA;

IV. transportar os resíduos sólidos somente se estiverem devidamente acondicionados e, no caso de resíduos perigosos, se estiverem rotulados e acompanhados das respectivas fichas e envelopes de emergência fornecidos pelos geradores;

V. verificar junto aos órgãos de trânsito do Estado e dos municípios as rotas preferenciais por onde a carga de resíduos perigosos deva passar e, caso solicitado, informar a SEMMA o roteiro do transporte;

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VI. comunicar imediatamente a SEMMA, corpo de bombeiros, defesa civil e demais órgãos, todo e qualquer acidente envolvendo o transporte de resíduos perigosos;

VII. retornar os resíduos ao gerador, no caso de impossibilidade de entrega dos mesmos à unidade receptora.

Parágrafo único - O transporte de resíduos perigosos deve obedecer à legislação vigente para transporte de produtos perigosos e demais regulamentos e normas nacionais e internacionais pertinentes.

SUBSEÇÃO XII

DOS RESÍDUOS URBANOS

Art. 109 - O município deverá indicar, em conformidade com o zoneamento ambiental e o plano diretor ou a respectiva lei de uso do solo, as áreas adequadas para a disposição final de resíduos sólidos, considerando, dentre outros requisitos:

I.

a capacidade de suporte do solo suficiente a preservar a qualidade das coleções hídricas superficiais e subterrâneas;

II.

a solução técnica adequada de modo a evitar que se verifique a originados dos resíduos para os corpos d'água superficiais.

drenagem de líquidos

Art. 110 - A coleta dos resíduos urbanos deve dar-se de forma preferencialmente seletiva, devendo o gerador separar previamente os resíduos úmidos ou compostáveis dos recicláveis ou secos.

SUBSEÇÃO XIII

DOS RESÍDUOS INDUSTRIAIS

Art.111 - As unidades geradoras de resíduos industriais devem adotar soluções pautadas no princípio de Produção Limpa, que possibilitem maximizar a não-geração, a minimização, a reutilização e a reciclagem dos resíduos.

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Art. 112 - O emprego de resíduos industriais como adubo, matéria-prima ou fonte de energia, bem

como sua incorporação em materiais, substâncias ou produtos, somente poderá ser feito mediante prévia

autorização da SEMMA.

Art.113 - Nos casos previstos em legislação específica ou em Resolução do COMAM, as indústrias

produtoras, montadoras ou manipuladoras, bem como os importadores, deverão responsabilizar-se pela

destinação final das embalagens e de seus produtos pós-consumo, destinando-os à reutilização, reciclagem

ou inutilização, obedecidas às normas legais pertinentes.

SUBSEÇÃO XIV

DOS RESÍDUOS DE SERVIÇO DE SAÚDE

Art. 114. Os resíduos de serviços de saúde serão classificados conforme disposto na legislação

específica.

Art. 115. Caberá aos estabelecimentos geradores de resíduos de serviços de saúde:

I. gerenciar os seus resíduos, desde a geração até a disposição final, de forma a atender os

requisitos ambientais e de saúde pública;

II. elaborar e implementar o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde

PGRSS;

III. segregar, acondicionar e identificar os resíduos adequadamente;

IV. assegurar, de forma sanitária e ambientalmente correta, o armazenamento temporário e externo

dos resíduos;

V. adotar soluções pautadas no princípio de Produção Limpa.

SUBSEÇÃO XV

DOS RESÍDUOS DA ATIVIDADE RURAL

Art. 116 - Os responsáveis pela geração de resíduos da atividade rural deverão adotar os procedimentos, princípios, fundamentos e diretrizes definidas nesta Lei.

Parágrafo único - O gerenciamento dos resíduos da atividade rural, compreendendo os insumos

agrícolas, agrotóxicos e afins, proibidos, apreendidos ou com prazos de validade vencidos, classificados

como perigosos, bem como as suas embalagens serão de responsabilidade dos fabricantes ou registrantes,

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respectivamente, os quais deverão adotar procedimentos para o seu recolhimento, tratamento e/ou

disposição final ambientalmente adequados.

Art. 117 - Os registrantes de agrotóxicos e afins deverão apresentar o Plano de Gerenciamento de

Resíduos contemplando a destinação de embalagens e a instalação de centrais de recolhimento, podendo

adotar soluções consorciadas que possibilitem a reutilização, a reciclagem, o tratamento e a disposição final

correta e segura das embalagens.

SUBSEÇÃO XVI

DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE

Art. 118 - Caberá à administração dos terminais de transporte e postos de fronteira o gerenciamento

de seus resíduos sólidos, desde a geração até a disposição final, de forma a atender aos requisitos

ambientais e de saúde pública.

Art. 119 - Os resíduos gerados a bordo das unidades de transporte ou em suas respectivas estruturas de apoio, provenientes de áreas não endêmicas e que não apresentem características de resíduo perigoso, deverão ser enquadrados como resíduos urbanos, para efeito de manuseio e disposição final.

Art. 120 - Os resíduos gerados a bordo de unidades de transporte, provenientes de áreas endêmicas definidas pelas autoridades de saúde pública competentes, bem como os resíduos sólidos provenientes de instalações de serviço de atendimento médico e os animais mortos, serão considerados, com vistas ao manejo e tratamento, como resíduos de serviços de saúde, devido à presença de agentes biológicos.

Art. 121 - Os resíduos provenientes das áreas de manutenção, depósitos de combustíveis, armazenagem de cargas, áreas de treinamento contra incêndio ou similares, que apresentem risco à saúde pública ou ao meio ambiente devido as suas características químicas, deverão ser gerenciados como resíduos industriais.

SUBSEÇÃO XVII

DOS REJEITOS RADIOATIVOS

Art. 122 - O gerenciamento de rejeitos radioativos obedecerá à legislação especifica estabelecida

pela Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN.

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§ 1 o - O material resultante de atividades humanas que contenha radionuclídeos em quantidades

iguais ou inferiores aos limites de isenção especificados na norma da CNEN, deverá ser classificado dentro das demais categorias estabelecidas neste Capítulo.

§ 2 o - O transporte de substâncias radioativas no Município será precedido de autorização do órgão ambiental federal e estadual, ouvido a SEMMA.

SEÇÃO VII DA AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL

Art. 123 As obras, atividades e empreendimentos, públicos ou privados, bem como planos, programas, projetos e políticas públicas setoriais, suscetíveis de causar impacto no meio ambiente, devem ser objeto de avaliação de impactos ambientais.

Art. 124 - O licenciamento ou autorização de obras, atividades e empreendimentos suscetíveis de causar impacto no meio ambiente deve ser instruído com a realização de Estudos Ambientais. Parágrafo Único - Os critérios para a definição da Avaliação de Impacto Ambiental - AIA exigível para cada licenciamento ambiental serão definidos de acordo com a sua classificação, conforme Anexo III.

Art. 125 - Constituem espécies de Avaliação de Impacto Ambiental - AIA a serem apresentadas pelo empreendedor:

I - Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental - EIA/RIMA, a ser exigido das atividades ou empreendimentos efetiva ou potencialmente causadores de significativa degradação ambiental, definidos como classe 6, de acordo com o Anexo III desta Lei;

II - Estudo Ambiental para Atividades de Médio Impacto - EMI, a ser exigido das atividades ou empreendimentos definidos como classes 3, 4 e 5, de acordo com o Anexo III desta Lei;

III - Estudo Ambiental para Atividades de Pequeno Impacto - EPI, a ser exigido das atividades ou

empreendimentos definidos como classes 1 e 2, de acordo com o Anexo III desta Lei;

§ 1º - Para os empreendimentos sujeitos a Licença de Regularização, potencialmente causadores de

significativa degradação ambiental, será exigido estudo ambiental equivalente ao EIA/RIMA, com as

adequações necessárias, a serem definidas pela SEMMA.

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§ 2º - Para os empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental de regularização, efetiva ou

potencialmente causadores de pequeno e médio impacto ambiental, será exigido avaliação de impacto

ambiental equivalente ao EPI ou ao EMI, conforme a classificação referida no Anexo III desta Lei, com os

ajustes necessários a serem definidos pela SEMMA.

§ 3º - Fica a critério da SEMMA a dispensa do estudo de impacto ambiental dos empreendimentos

enquadrados nas classes 1 e 2, de acordo com o Anexo III desta Lei.

§ 4º - A exploração de florestas nativas e formações sucessoras e de floresta exótica, quando cabível,

será licenciada de acordo com disposto em regulamento próprio.

§ 5º - Os casos omissos serão definidos por ato da SEMMA, ouvido o COMAM.

Art. 126 - O Estudo Ambiental será realizado pelo empreendedor, de acordo com o Termo de

Referência aprovado pela SEMMA.

Parágrafo único A SEMMA deverá disponibilizar o Termo de Referência no prazo máximo de 15

(quinze) dias, contados do protocolo da solicitação de licença ambiental.

Art. 127 A SEMMA poderá, quando for o caso, de maneira justificada, solicitar a apresentação de novos estudos, projetos e planos ambientais, bem como determinar a adoção de medidas mitigadoras e compensatórias.

Art. 128 - Correrão por conta do proponente do projeto todas as despesas e custos referentes à realização da Avaliação de Impacto Ambiental - AIA.

§ 1º - Os estudos a serem apresentados ao órgão ambiental deverão ser realizados por profissionais

legalmente habilitados, sendo obrigatória apresentação da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica

- ART do Conselho de Classe ou equivalente.

§ 2º - O empreendedor e os profissionais que subscrevem os estudos ambientais serão responsáveis pelas

informações apresentadas, sujeitando-se às sanções administrativas e penais, além de responsabilização

civil.

Art. 129 - Quando a localização ou natureza dos projetos a serem licenciados assim o

recomendarem, e na forma a ser disciplinada em regulamento, os estudos ambientais deverão contemplar,

dentre outros aspectos, os impactos cumulativos da implantação e operação de várias atividades e

empreendimentos em uma bacia hidrográfica, segmento dela ou região, prevendo condicionantes e medidas

mitigadoras ou compensatórias a serem adotadas conjuntamente por todas as atividades e empreendimentos

envolvidos.

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§ 1º - As condicionantes e medidas mitigadoras ou compensatórias, de que trata este artigo, poderão

ser exigidas tanto dos empreendimentos em processo de licenciamento como daqueles já existentes, levando

em conta, ainda, o potencial de instalação de novos empreendimentos no local.

§ 2º - No caso de atividades regularmente existentes, as novas condicionantes, bem como as

medidas mitigadoras ou compensatórias serão incorporadas às exigências quando da renovação da Licença

de Operação, ou antes, mediante acordo com os responsáveis pelo empreendimento, sem prejuízo do

disposto nesta Lei.

§ 3º - Para o estabelecimento das condicionantes e exigências de que trata o parágrafo anterior

deverão ser considerados, dentre outros aspectos, as medidas mitigadoras e compensatórias já adotadas

quando de seu licenciamento ambiental, seus resultados, o impacto da atividade sobre o meio ambiente, o

cumprimento das normas e exigências ambientais e a viabilidade técnica e econômica de seu cumprimento,

objetivando a distribuição eqüitativa dos ônus e obrigações ambientais.

§ - As atividades e/ou empreendimentos existentes antes da publicação desta Lei, terão o prazo de

210 (duzentos e dez) dias a contar da sua publicação para se regularizarem perante o município em

conformidade com esta legislação.

SEÇÃO VIII DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL LICENÇAS E AUTORIZAÇÕES DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 130 A localização, implantação, alteração e operação de empreendimentos, obras, atividades e

serviços utilizadores de recursos ambientais considerados efetiva ou parcialmente poluidores, bem como

capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental dependerão de prévio licenciamento por parte

do órgão ambiental, Secretaria Municipal de Meio Ambiente SEMMA.

Art. 131 A SEMMA juntamente com o Chefe do Poder Executivo, após avaliação dos projetos,

expedirá licença ambiental para os empreendimentos, de acordo com o anexo III.

Art. 132 - O licenciamento ambiental, a ser realizado em processo único, compreende, além da

avaliação de impactos ambientais, a outorga de direito de uso de recursos hídricos, a supressão de

vegetação, a anuência do órgão gestor da unidade de conservação e demais atos associados.

§ 1º - Embora pertencentes a um único processo, a emissão dos atos administrativos que integram o

licenciamento ambiental poderá ocorrer em momentos distintos.

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§ 2º - O indeferimento de quaisquer dos atos administrativos mencionados no caput. não implica, necessariamente, no indeferimento dos demais.

Art. 133 - A apreciação de projetos submetidos ao licenciamento ambiental deverá considerar como mérito de análise, os seguintes critérios, simultaneamente:

I - a aplicação da melhor tecnologia disponível, adotando-se os princípios da produção mais limpa; II - a sustentabilidade socioambiental do empreendimento ou atividade;

III - a eliminação ou mitigação dos impactos ambientais adversos, a potencialização dos impactos

ambientais positivos, bem como medidas compensatórias para os impactos não mitigáveis;

IV - a clareza da informação e a confiabilidade dos estudos ambientais;

V - a contextualização do empreendimento ou atividade na unidade territorial na qual se insere, a

exemplo de Bacia Hidrográfica, Bioma, Território de Identidade, dentre outros;

VI - o potencial de risco à segurança e à saúde humana.

Art. 134 - Para instrução do processo de licenciamento ou autorização ambiental, a SEMMA poderá solicitar a colaboração de universidades ou dos órgãos e/ou entidades da Administração Pública direta ou indireta, nas áreas das respectivas competências.

Art. 137 - O empreendedor deverá atender à solicitação de esclarecimentos e complementações, formuladas pelo órgão ambiental licenciador, dentro do prazo notificado.

§ 1º - O empreendedor poderá solicitar, com base em justificativa técnica, ampliação do prazo a que se refere o caput deste artigo, antes de sua expiração.

§ 2º - O não cumprimento dos prazos notificados implicará no arquivamento do processo.

§ 3º - O arquivamento do processo de licenciamento não impedirá a apresentação de novo requerimento a SEMMA, devendo-se obedecer aos procedimentos estabelecidos, mediante novo pagamento do custo de análise.

Art. 138 - Quando for indeferido o requerimento de Autorização ou Licença Ambiental, o interessado poderá, no prazo de até 30 (trinta) dias contados da ciência do indeferimento:

I - interpor pedido de reconsideração, a ser julgado pela autoridade licenciadora;

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II - apresentar alterações no projeto, eliminando ou modificando os aspectos que motivaram o indeferimento do pedido.

Art. 139 - O licenciamento de empreendimentos ou atividades de significativo impacto ambiental que possam afetar Unidade de Conservação - UC específica ou sua Zona de Amortecimento - ZA, assim considerados pela SEMMA, com fundamento em Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental - EIA/RIMA, só poderá ser concedido após anuência do órgão responsável pela administração da UC ou, no caso das Reservas Particulares de Patrimônio Natural - RPPN, pelo órgão responsável pela sua criação.

§ 1º - A Anuência é o ato administrativo por meio do qual o órgão executor responsável pela

administração de Unidades de Conservação, previamente à concessão da primeira licença ambiental, estabelece no processo administrativo de licenciamento ambiental as condições para a localização, implantação, operação e regularização de empreendimentos e atividades que afetem unidades de conservação ou suas respectivas zonas de amortecimento, tendo em vista o respectivo plano de manejo ou, em caso de inexistência do mesmo, as fragilidades ecológicas da área em questão.

§ 2º - Considera-se zona de amortecimento o entorno de uma unidade de conservação, onde as

atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade.

§ 3º - Nos processos de licenciamento ambiental de empreendimentos não sujeitos ao EIA/RIMA, a

SEMMA deverá dar ciência ao órgão responsável pela administração da UC, quando o empreendimento:

I - puder causar impacto direto em Unidade de Conservação;

II - estiver localizado na sua zona de amortecimento;

III - estiver localizado no limite de até 2.000 (dois mil) metros da Unidade de Conservação, cuja zona

de amortecimento não venha a ser estabelecida até 31 de dezembro de 2015.

§ 4º - O disposto no §3º deste artigo não se aplica às áreas urbanas consolidadas, às

Áreas de Proteção Ambiental - APAs, às Reservas Particulares de Patrimônio Natural -RPPN’s e aos Parques Urbanos.

§ 5º - Considera-se área urbana consolidada a parcela da área urbana com

densidade demográfica superior a 50 (cinquenta) habitantes por hectare e malha viária implantada e

que tenha, no mínimo, 02 (dois) dos seguintes equipamentos de infraestrutura urbana implantados:

I - drenagem de águas pluviais urbanas;

II - esgotamento sanitário;

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III - abastecimento de água potável;

IV - distribuição de energia elétrica;

V - limpeza urbana, coleta e manejo de resíduos sólidos.

Art. 140 - O órgão ambiental competente expedirá as seguintes licenças, sem prejuízo de outras modalidades previstas na legislação ambiental:

I - Licença Prévia - LP;

II - Licença de Instalação - LI;

IV - Licença de Operação - LO;

V - Licença de Alteração - LA;

VI - Licença Unificada - LU;

§ 1º - As licenças previstas neste artigo poderão ser concedidas por plano ou programa, ou ainda, de

forma conjunta para segmento produtivo, empreendimentos similares, vizinhos ou integrantes de pólos industriais, agrícolas, turísticos, entre outros, desde que definida a responsabilidade legal pelo conjunto de

empreendimentos ou atividades.

§ 2º - As licenças ambientais poderão ser expedidas isolada ou sucessivamente, de acordo com a natureza, características e fase do empreendimento ou atividade.

Art. 141 - A Licença Prévia - LP será concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade, aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação.

Art. 142 - A Licença de Instalação - LI será concedida para a implantação do empreendimento ou atividade, de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionamentos.

ou

empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento das exigências constantes das licenças anteriores, com o estabelecimento das medidas de controle ambiental e condicionantes para a operação.

Art. 143

- A Licença de Operação

- LO será concedida para a operação da atividade

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Art. 144 - A Licença de Alteração - LA será concedida para a ampliação ou modificação de

empreendimento, atividade ou processo regularmente existente, podendo ser requerida em qualquer fase do licenciamento ambiental, observado o prazo de validade da licença ambiental objeto da alteração, devendo ser incorporada posteriormente à próxima licença ambiental.

§ 1º - Fica caracterizada a alteração da localização, instalação ou operação, quando houver redução

ou ampliação da atividade ou empreendimento já licenciado dentro do mesmo objeto da atividade original, alteração do processo produtivo ou substituição de equipamentos que provoquem modificação das

características qualitativas e quantitativas, com aumento ou redução da carga poluidora, das emissões líquidas, sólidas ou gasosas, previstas no respectivo processo de licenciamento.

§ 2º - A SEMMA elaborará Termo de Referência contendo os laudos, estudos e demais documentos

que deverão ser apresentados pelo empreendedor com vistas à obtenção da Licença de Alteração.

Art. 145 - A Licença Unificada - LU será concedida para atividades ou empreendimentos, de Classes 1 e 2, conforme Anexo III desta Lei, para as fases de viabilidade ambiental, implantação e operação, sendo expedida em uma única licença. Parágrafo Único Será concedida Licença Unificada LU para Classes 3, 4 e 5 mediante avaliação da SEMMA, para empreendimentos que realizam praticas sustentáveis em suas atividades.

Art. 146 - Os empreendimentos e atividades utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, sujeitos ao licenciamento ambiental seguirão os enquadramentos previstos neste Decreto, conforme a lista constante no Anexo IV, atendendo os critérios conjugados de potencial poluidor e porte do empreendimento.

Art. 147 - A classificação de empreendimentos e atividades obedecerá a seguinte correspondência:

I - Classe 1 - Pequeno porte e pequeno ou médio potencial poluidor;

II - Classe 2 - Médio porte e pequeno potencial poluidor;

III - Classe 3 - Pequeno porte e grande potencial poluidor ou médio porte e médio potencial poluidor;

IV - Classe 4 - Grande porte e pequeno potencial poluidor;

V - Classe 5 - Grande porte e médio potencial poluidor ou médio porte e grande potencial poluidor;

VI - Classe 6 - Grande porte e grande potencial poluidor.

Parágrafo

único

As

correspondências

-

estabelecidas

no

caput

seguem

a

seguinte

tabela

classificatória:

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Serviço Público Municipal Secretaria de Meio Ambiente Art. 148 - Atendendo-se às tipologias de empreendimentos e

Art. 148 - Atendendo-se às tipologias de empreendimentos e atividades e os critérios pré-definidos no Anexo III os empreendimentos serão licenciados adotando-se as seguintes regras:

I - Empreendimentos enquadrados nas classes 1 e 2 serão objeto de licenciamento ambiental,

mediante a concessão de Licença Unificada - LU, antecedido de Estudo Ambiental para Atividades de Pequeno Impacto - EPI, definido no art. 127, inciso III, desta Lei.

II - Empreendimentos enquadrados nas classes 3, 4 e 5 serão objeto de licenciamento ambiental,

obedecendo as etapas de LP, LI e LO, antecedido do Estudo Ambiental para Atividades de Médio Impacto -

EMI, definido no art. 127, inciso II desta Lei. III - Empreendimentos e atividades enquadrados na classe 6 serão objeto de licenciamento ambiental, obedecendo as etapas de LP, LI e LO, antecedido de Estudo Prévio de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental - EIA/RIMA, definido no art. 127, inciso I, desta Lei.

Art. 149 - No caso de licenciamento ambiental de duas ou mais tipologias vinculadas ao mesmo empreendimento ou atividade adotar-se-ão os seguintes critérios de classificação, de acordo com o estabelecido pelo órgão ambiental, diante das circunstâncias do caso concreto:

I - o enquadramento será realizado pela maior classe;

II - verificando-se que o conjunto das atividades ligadas ao empreendimento são capazes de provocar

significativo impacto ambiental, serão enquadradas, pelo conjunto, na Classe 6. Parágrafo único - Em caso de ocorrência do previsto no inciso II deste artigo, o empreendedor poderá solicitar a SEMMA, mediante requerimento fundamentado, a revisão do enquadramento de porte e/ou

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potencial poluidor do empreendimento ou atividade objeto do licenciamento, ficando assegurado o direito de recurso à SEMMA.

Art. 150 O prazo para analise pela SEMMA das Licenças Ambientais segue seguinte critério:

I Licença sem EIA/RIMA de 45 a 120 dias II Licença com EIA/Rima de 60 a 180 dias

Art. 151 Será expedida Autorização Ambiental para a realização ou operação de empreendimentos, atividades e serviços de caráter temporário ou para a execução de obras que não impliquem em instalações permanentes, nos casos e situações definidos em regulamento.

Art. 152 A depender da localização, natureza, porte e características da obra ou atividade, poderão ser adotados procedimentos especiais para o licenciamento ambiental, tais como:

I. Procedimentos simplificados, para empreendimentos Classes 1, 2 e 3.

II. Expedição isolada ou sucessiva das licenças, podendo ser concedida uma única licença com os efeitos de localização, de implantação e de operação.

III. Critérios para agilizar e simplificar os procedimentos para concessão da licença de alteração e renovação da licença de operação das atividades e empreendimentos que implementem planos e programas voluntários de gestão ambiental, visando a melhoria contínua e o aprimoramento do desempenho ambiental.

Art 153. Para a expedição de licença unificada deverá ser obedecido o procedimento apresentado a

seguir:

I. A licença unificada deverá ser requerida na fase de localização do empreendimento, antes de sua implantação e localização;

II. Das licenças unificadas constarão os condicionamentos a serem atendidos pelo interessado dentro do prazo estabelecido.;

III. A licença simplificada deverá ser renovada dentro do seu prazo de validade fixada pela respectiva portaria da SEMMA;

IV. No caso de ampliação, diversificação, alteração ou modificação de empreendimento ou atividade sujeita a licença simplificada, a atualização dar-se-á através de novo requerimento desta mesma modalidade;

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Art 154. - Para instrução dos processos de autorização ou de licenciamento ambiental, o interessado apresentará a Secretaria Municipal de Meio Ambiente SEMMA, requerimento, através de formulário próprio, devidamente preenchido e assinado pelo representante legal da empresa, acompanhado dos documentos, projetos e estudos ambientais pertinentes. A SEMMA exigirá, no que couber, dentre outros documentos e informações:

I.

roteiro de caracterização do empreendimento RCE;

II.

original da publicação do pedido da licença, conforme modelo padronizado;

III.

cópia da publicação da concessão da licença anterior;

IV.

auto-avaliação do cumprimento dos condicionamentos da licença anterior;

V.

comprovante do pagamento de remuneração fixada no Anexo IV deste Código;

VI.

anuência prévia da COMAM, nos seguintes casos:

a) parcelamento (loteamentos e desmembramentos) acima de 30 ha;

b) conjuntos residenciais com 300 ou mais unidades habitacionais;

c) novos complexos industriais;

d) aterro sanitário;

e) empreendimentos industriais localizados no município de Camacã;

f) outros empreendimentos de impacto urbano, considerados relevantes pela SEMMA e pelo COMAM.

VII.

outorga de uso da água expedida pelo órgão competente (INEMA ou ANA);

VIII.

autorização para supressão de vegetação expedida pelo órgão florestal competente (INEMA);

IX.

certidão de averbação de reserva legal;

X.

laudo do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional IPHAN;

XI.

alvará de pesquisa mineral expedido pelo DNPM;

XII.

guia de utilização do minério expedido pelo DNPM;

XIII.

portaria de lavra do DNPM;

XIV.

anuência prévia do Pólo, Distrito ou Centro Industrial;

XV.

declaração da Política Ambiental da Empresa, estabelecida pela alta administração, devidamente divulgada;

XVI.

anuência prévia de órgãos e entidades federais, estaduais e municipais pertinentes;

XVII.

outras informações e ou memoriais complementares exigidos pelo SEMMA.

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§1° - Serão indeferidos os requerimentos para obtenção de licenças ou autorizações, apresentados pelos interessados, quando verificada a omissão de qualquer informação solicitada, dentro do prazo notificado. O arquivamento do processo de licenciamento não impedirá a apresentação de novo Requerimento, mediante novo pagamento de custo de análise.

Art. 155 As licenças e autorizações de que trata esta Lei serão concedidas com base em análise prévia de projetos específicos e levarão em conta os objetivos, critérios e normas para conservação, preservação, defesa e melhoria do ambiente, os possíveis impactos cumulativos e as diretrizes de planejamento e ordenamento territorial do Município.

Art. 156 As autorizações e as licenças de localização, de implantação, de operação e de alteração serão expedidas por prazo determinado e renováveis, considerando a natureza da atividade ou empreendimento.

Art. 157 A Secretaria Municipal de Meio Ambiente SEMMA, mediante decisão motivada, poderá modificar os condicionantes e as medidas de controle e adequação, suspender ou cancelar uma licença expedida quando ocorrer:

I. Violação ou inadequação de quaisquer condicionantes ou normas legais;

II. Omissão ou falsa descrição de informações relevantes que subsidiaram a expedição da licença;

III. Superveniência de graves riscos ambientais e de saúde.

Art. 158 Deverá ser dada publicidade aos pedidos e concessões das licenças e autorizações ambientais, ficando as despesas por conta do interessado.

Art. 159 Antes de apresentar os pedidos de licença ou autorização à SEMMA, esta deverá verificar se o projeto é compatível com a legislação municipal.

Art. 160 As atividades ou empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental estão arroladas no anexo III desta lei.

Art. 161 Os órgãos da administração municipal direta ou indireta, ficarão isentos do pagamento de taxas e emolumentos para o licenciamento ambiental.

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SEÇÃO IX DA AUDITORIA AMBIENTAL

Art. 162 - Para os efeitos deste código, denomina-se auditoria ambiental o desenvolvimento de um processo documentado de inspeção, análise e avaliação sistemática das condições gerais e específicas de funcionamento de atividade ou desenvolvimento de obras, causadores de impacto ambiental, com o objetivo de:

I. Verificar os níveis efetivos ou potenciais de poluição e degradação ambiental provocados pelas atividades ou obras auditadas;

II. Verificar o cumprimento de normas ambientais federais, estaduais e municipais;

III. Examinar a política ambiental adotada pelo empreendedor, bem como o atendimento dos padrões legais em vigor, objetivando preservar o meio ambiente e sadia qualidade de vida;

IV. Avaliar os impactos sobre o meio ambiente, causado por obras ou atividades auditadas;

V. Analisar as condições de operação e de manutenção dos equipamentos e sistemas de controle das fontes poluidoras e degradadoras;

VI. Examinar, através padrões e normas de operação e manutenção, a capacitação dos operadores e a qualidade do desempenho da operação e manutenção dos sistemas, rotinas, instalações e

equipamentos de proteção do meio ambiente;

VII. Identificar riscos de prováveis acidentes e de emissões contínuas, que possam afetar, direta ou indiretamente, a saúde da população residente na área de influência;

VIII. Analisar as medidas adotadas para correção de não conformidades legais detectadas em auditorias ambientais anteriores, tendo como objetivo a preservação do meio ambiente e sadia qualidade de vida.

§ 1° - As medidas referidas no inciso VII deste artigo deverão ter o prazo máximo de 30 (trinta) dias para a sua execução, a partir da proposta do empreendedor, determinado pela SEMMA.

§ 2° - O não cumprimento das medidas nos prazos estabelecidos na forma do parágrafo primeiro

deste artigo, sujeitará a infratora às penalidades administrativas e às medidas judiciais cabíveis.

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Art. 163 - A SEMMA poderá determinar aos responsáveis pela atividade efetiva ou potencialmente poluidora ou degradadora a realização de auditorias ambientais periódicas ou ocasionais, estabelecendo diretrizes e prazos específicos. Parágrafo Único Nos casos de auditorias periódicas, os procedimentos relacionados à elaboração das diretrizes a que se refere o capítulo deste artigo deverão incluir a consulta aos responsáveis por sua realização e à comunidade afetada, decorrente do resultado de auditorias anteriores.

Art. 164 - As auditorias ambientais serão realizadas por conta e ônus da empresa a ser auditada, por

equipe técnica ou empresa de sua livre escolha, devidamente cadastradas no órgão ambientais municipal e acompanhadas, a critério da SEMMA, por servidor público, técnico da área de meio ambiente.

§ 1° - Antes de dar início ao processo de auditoria, a empresa comunicará a SEMMA, a equipe

técnica ou empresa contratada que realizará a auditoria.

§ 2° - A omissão ou sonegação de informações relevantes descredenciarão os responsáveis para a

realização de novas auditorias, pelo prazo mínimo de 4 (quatro) anos, sendo o fato comunicado ao Ministério

Público para as medidas judiciais cabíveis.

Art. 165 - Deverão, obrigatoriamente, realizar auditoria ambientais periódicas, as atividades de elevado potencial poluidor e degradador entre os quais:

I.

Os terminais de petróleo e derivados, e álcool carburante;

II.

As indústrias petroquímicas;

III.

As centrais termoelétricas;

IV.

Atividades extratoras ou extrativistas de recursos naturais;

V.

As instalações destinadas à estocagem de substância tóxicas e perigosas;

VI.

As instalações de processamento e de disposição final de resíduos tóxicos ou perigosos;

VII.

As instalações industriais, comerciais ou recreativas, cujas atividades geram poluentes em desacordo com critérios, diretrizes e padrões normalizados.

§ 1° - Para os casos previstos neste artigo, o intervalo máximo entre as auditorias ambientais periódicas será de 2 (dois) anos.

§ 2° - Sempre que constatadas infrações aos regulamentos federais, estaduais e municipais de

proteção ao meio ambiente, deverão ser realizadas auditorias periódicas sobre os aspectos a eles

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relacionados, até a correção das irregularidades, independentemente de aplicação de penalidades administrativa e da provocação de ação civil pública.

Art. 166 - O não atendimento da realização da auditoria nos prazos e condições determinantes, sujeitará a infratora à pena pecuniária, sendo esta, nunca inferior ao custo da auditoria, que será promovida por instituição ou equipe técnica designada pela SEMMA, independentemente da aplicação de outras penalidades legais já previstas.

Art. 167 - Todos os documentos decorrentes das auditorias ambientais, ressalvados aqueles que contenham matéria de sigilo industrial, conforme definidos pêlos empreendedores, serão acessíveis à consulta pública dos interessados nas dependências da SEMMA, independentemente do recolhimento de taxas ou emolumentos.

SEÇÃO X DO MONITORAMENTO

Art. 168 - O monitoramento ambiental consiste no acompanhamento da qualidade e disponibilidade dos recursos ambientais, com o objetivo de:

I. Aferir o atendimento aos padrões de qualidade ambiental e aos padrões de emissão;

II. Controlar o uso e a exploração de recursos ambientais;

III. Avaliar os efeitos de planos, políticas e programas de gestão ambiental e de desenvolvimento econômico e social;

IV. Acompanhar o estágio populacional de espécies da flora e fauna, especialmente as ameaçadas de extinção e em extinção;

V. Subsidiar medidas preventivas e ações emergenciais em casos de acidentes ou episódios críticos de poluição;

VI. Acompanhar e avaliar a recuperação de ecossistemas ou áreas degradadas;

VII. Subsidiar a tomada de decisão quanto à necessidade de auditoria ambiental.

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SEÇÃO XI

DO FUNDO MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE

Art. 169 - O Fundo Ambiental - FUNAM, criado pela lei 611/2008, tem autonomia financeira e

administrativa, e seus recursos serão destinados a custear a execução da Política Ambiental do município e

que será constituído de recursos provenientes de:

I.

Dotações orçamentárias próprias;

II.

Multas administrativas, aplicadas na forma desta Lei;

III.

Remuneração decorrente da análise de projetos, expedição de licenças e autorizações

ambientais, manifestações e anuências prévias;

IV.

Indenização de custos de serviços técnicos;

V.

Receitas provenientes de convênios celebrados com entidades públicas ou privadas;

VI.

Receitas provenientes de venda de publicações ou outros materiais educativos;

VII.

Receitas provenientes da venda de editais;

VIII.

Doações de pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, nacionais, estrangeiras ou

multinacionais;

IX.

Outros recursos eventuais.

Art. 170 - Os recursos financeiros do Fundo Ambiental FUNAM, deverão ser agrupados em uma

conta bancária individual que será aberta e gerida pelo município, e deverão ser aplicados em:

I. Estudos e pesquisas;

II. Realização de serviços e inspeções técnicas, inclusive em ações conjuntas dos órgãos

executores;

III. Contratação de serviços de consultoria;

IV. Reaparelhamento, reequipamento e melhoria das instalações dos órgãos municipais executores do Sistema Municipal de Meio Ambiente SIMMA;

V. Capacitação de recursos humanos;

VI. Custeio da Política Municipal de Meio Ambiente.

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§1° - Poderão ser dispensados até 20% (vinte por cento) dos recursos do Fundo Ambiental FUNAM, com despesas de custeio e manutenção do órgão gestor.

SEÇÃO XII

DA COMISSÃO TÉCNICA DE GARANTIA AMBIENTAL - CTGA

Art. 171 - As empresas e instituições com atividades sujeitas ao Licenciamento Ambiental ficam obrigadas a constituir a Comissão Técnica de Garantia Ambiental - CTGA, de acordo com os critérios e procedimentos estabelecidos pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente.

§ 1º - Anualmente, a CTGA apresentará a SEMMA o Relatório Técnico de Garantia Ambiental -

RTGA, contendo as principais ações da CTGA no período.

§ 2º - Estão sujeitas a apresentar relatórios de automonitoragem a SEMMA atestado pela CTGA, as

atividades efetiva ou potencialmente poluidoras, que estejam obrigadas a obter Licença de que trata o

Art. 129.

§ 3º - Durante o processo do licenciamento, a SEMMA encaminhará à CTGA os condicionantes estabelecidos, para o devido pronunciamento no prazo notificado.

SEÇÃO XIII

DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO

SUBSEÇÃO I

DAS INFRAÇÕES E IMPOSIÇÕES DE PENALIDADE

Art. 172 A fiscalização do cumprimento das disposições deste Código e das normas decorrentes

será realizada por servidores lotados na SEMMA, nos limites da lei, em concordância com o COMAM e com

os demais órgãos ambientais das esferas estadual e federal existentes na região.

Art. 173 Consideram-se para os efeitos desta seção os seguintes conceitos:

Advertência: é a intimação do infrator para fazer cessar a irregularidade sob pena de importância de

outras sanções.

Apreensão: ato material decorrente do poder de polícia e que consiste no privilégio do poder público

de assenhorear-se de objeto ou do produto da fauna ou da flora silvestre.

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Auto: instrumento de assentamento que registra, mediante termo circunstanciado, os fatos que interessa ao exercício do poder de polícia. Auto de constatação: registra irregularidade constatada no ato da fiscalização, atestando o não cumprimento preterido ou iminente da norma ambiental e adverte o infrator das sanções administrativas cabíveis. Auto de infração: registra o descumprimento de norma ambiental e consigna a sanção pecuniária

cabível.

Demolição: destruição forçada de obra incompatível com a norma ambiental e consigna a sanção pecuniária cabível. Embargo: é a suspensão ou proibição da execução de obra ou implantação de empreendimento. Fiscalização: toda e qualquer ação de agente fiscal credenciado visando ao exame e verificação do atendimento as disposições contidas na legislação ambiental, neste regulamento e nas normas deles decorrentes. Infração: é o ato ou omissão contrário à legislação ambiental a este Código às normas deles decorrentes. Infrator: é a pessoa física ou jurídica cujo ato ou omissão, de caráter material ou intelectual, provocou ou concorreu para o descumprimento da norma ambiental. Interdição: é a limitação, suspensão ou proibição do uso de construção, exercício de atividade ou condução de empreendimento. Intimação: é a ciência ao administrado da infração cometida, da sanção imposta e das providências exigidas, consubstanciada no próprio auto ou edital. Multa: é a imposição pecuniária singular, diária ou cumulativa, de natureza objetiva a que se sujeita o administrado em decorrência da infração cometida.

Poder de polícia: é a atividade de administração que, limitando ou disciplinando direito, interesse, atividade ou empreendimento, regula a prática de ato ou obstenção de fato, em razão de interesse público concernente à proteção ou controle do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida no Município de Camacã. Reincidência: é a perpetração de infração da mesma natureza ou de natureza diversa, pelo agente anteriormente condenado por infração ambiental. No primeiro caso trata-se de reincidência específica e no segundo de reincidência genérica, observará um prazo máximo de 5 (cinco) anos entre uma condenação e outra subseqüente.

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Art. 174 - No exercício da ação fiscalizadora de competência municipal serão assegurados aos agentes fiscais credenciados o livre acesso e a permanência, pelo tempo necessário, nos estabelecimentos, obras ou atividades públicas ou privadas.

Art. 175 - Mediante requisição do órgão fiscalizador, o agente credenciado poderá ser acompanhado por força policial no exercício da ação se assim o fizer necessário.

Art. 176 - Aos agentes de proteção ambiental credenciados, além da competência funcional, compete:

I. Efetuar visitas e vistorias;

II. Verificar a ocorrência da infração;

III. Lavrar o auto correspondente fornecendo cópia ao autuado;

IV. Elaborar relatório de vistoria;

V. Exercer atividade orientadora visando a proteção ambiental;

Art. 177 - A fiscalização e a aplicação de penalidades de que tratam este código dar-se-ão por meio

de:

I. Auto de constatação;

II. Auto de infração;

III. Auto de apreensão;

IV. Auto de embargo;

V. Auto de interdição;

VI. Auto de demolição.

Parágrafo Único Os autos serão lavrados em três vias destinadas:

a) Primeira, ao autuado;

b) Segunda, ao processo administrativo;

c) A terceira, ao arquivo.

Art. 178 - Constatada a irregularidade, será lavrado o auto correspondente, dele constando:

I. A qualificação da pessoa física ou jurídica autuada, com respectivo endereço;

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II. O fato constitutivo da infração e o local, hora e data respectivos;

III. O fundamento legal da autuação;

IV. A penalidade aplicada e, quando for o caso, o prazo para a correção da irregularidade;

V. Nome, função e assinatura do autuante;

VI. Prazo para a apresentação da defesa.

Art. 179 - Na lavratura do auto, as omissões ou incorreções não acarretarão nulidade, se do processo constarem elementos suficientes para a determinação da infração e do infrator.

Art. 180 - A assinatura do infrator ou seu representante não constitui formalidade essencial à validade do auto, nem implica em confissão, nem a recusa constitui agravante, mas não impedirá a continuidade do processo.

Art. 181 - Do auto será intimado o infrator:

I. Pelo autuante, mediante assinatura do infrator, ou seu representante;

II. Por via postal, fax ou telex, com prova de recebimento;

III. Por edital, nas demais circunstâncias.

Parágrafo Único O edital será publicado uma única vez, em órgão de imprensa oficial e em locais públicos.

Art. 182 - São critérios a serem considerados no julgamento de infração:

I. A maior ou menor gravidade;

II. As circunstâncias atenuantes e as agravantes;

III. Os antecedentes do infrator.

Parágrafo único A transferência do bem para terceiros, não acarretará em isenção de responsabilidade por parte do infrator, ficando mesmo, autuando e intimado a responder pelos danos, não sendo licenciada a obra ou atividade, até que seja sanado o problema social, a continuidade da obra pelo adquirente sem autorização do órgão ambiental competente, implicará em infração continuada, ficando o novo proprietário sujeito às penalidades legais.

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Art. 183 - São consideradas circunstâncias atenuantes:

I. Arrependimento eficaz do infrator, manifestado pela espontânea reparação do dano, em conformidade com normas, critérios e especificações determinadas pela SEMMA;

II. Comunicação prévia do infrator às autoridades competentes, em relação a perigo iminente de degradação ambiental;

III. Colaboração com os agentes e técnicos encarregados da fiscalização e do controle ambiental;

IV. O infrator não ser reincidente a falta cometida ser de natureza leve;

V. Menor grau de compreensão e escolaridade do infrator, não o isentando das responsabilidades;

Art. 184 - São consideradas circunstâncias agravantes:

I. Cometer reincidência específica ou infração continuada;

II. Ter cometido a infração para obter vantagem pecuniária;

III. Coagir outrem para a execução material da infração;

IV. Ter a infração conseqüência grave ao meio ambiente;

V. Deixar o infrator de tomar as providências ao seu alcance, quando tiver conhecimento do ato lesivo ao meio ambiente;

VI. Ter o infrator agido com dolo;

VII. Atingir a infração áreas sob proteção legal;

VIII. Coibir de qualquer maneira a fiscalização ou ameaçar agentes fiscalizadores.

Parágrafo único No caso de infração continuada a pena de luta poderá ser aplicada diariamente até a cessação da infração.

Art. 185 - Havendo concurso de circunstância atenuante e agravante, a pena será aplicada levando- se em consideração, bem com o conteúdo da vontade do autor.

SUBSEÇÃO II DAS PENALIDADES E INFRAÇÕES

Art. 186 - Os responsáveis pela infração ficam sujeitos às seguintes penalidades, que poderão ser aplicadas independentemente:

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