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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA SUPERINTENDÊNCIA DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO DA UFBA

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

SUPERINTENDÊNCIA DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO DA UFBA ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL

Aluno: DIEGO SANTOS REBELO Professora/Tutora: WILSON DE LIMA BRITO FILHO Turma: GRUPO LUÍS SIMÕES LOPES Atividade: 01.2 PLANO DE ESTUDOS

GRUPO LUÍS SIMÕES LOPES Atividade : 01.2 PLANO DE ESTUDOS RESENHA: As possibilidades e o limite
GRUPO LUÍS SIMÕES LOPES Atividade : 01.2 PLANO DE ESTUDOS RESENHA: As possibilidades e o limite

RESENHA: As possibilidades e o limite da Administração pública na sociedade

contemporânea.

A administração pública em que pese a nomenclatura e de estabelecer-se na

área das ciências humanas com responsabilidade pela estruturação e

funcionamento das organizações está intrinsecamente ligada a outras causas e

hierarquicamente submetida a vontade da lei e do poder do estado, motivo que a

diferencia de forma estrutural do modelo de administração que compreende as

escolas clássicas ligadas aos preceitos neoliberais e aos modelos de administração

do capital privado. Não é só a burocracia e o controle das instituições, pois se inicia muito antes

no caráter formador deste modelo de administração, como bem expõe em sua

explanação Guilherme Gerônymo quando diz que o que é público para cumprimento

do agente público só se pode fazer aquilo que a lei manda de forma efetiva, não há

quando diz respeito ao público a chamada disponibilidade, pois o público é sempre

indisponível, não se podendo dispor daquilo que é público, enquanto com relação ao

privado pode-se transigir, dispor, vender, doar , ceder. Assim implica que o ente

Privado pode dispor do capital, bens, trabalho para melhor organização do seu

modelo de administração. A administração pública está restrita a somente fazer aquilo que a lei manda,

dentro do universo em que se insere e das necessidades burocráticas para

assegurar o cumprimento das leis que cercam a administração pública ela não pode

tratar de forma disponível nada que não seja anteriormente previsto em lei, nem

mesmo agir de forma discricionária, discriminatória, eis que os princípios que regem

a administração pública estão expressos na Constituição Federal de 1988.

Essa consideração a ser feita já na gênese da Administração pública será

talvez a sua maior limitação frente aos modelos de administração de entes e

empresas privadas que podem se apresantar de diferentes formas, e tendo a

liberdade que a propriedade lhes dá de negociar, transigir e realizar todos os tipos

de negociação e contratos desde que não o sejam proibidos por lei.

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A administração pública é portanto construída com base na lei no nosso país, seguindo o comando constitucional e sendo em alguns casos criada e organizada por lei nos seus órgãos, autarquias e outros. As possibilidades não se encerram pelo fato da administração pública ser baseada nessas questões legais, ainda que pese ela só estar autorizada a fazer o que descrito em lei, o que difere, ao passo que também se inclui nas proposições adotadas por Henry Mitzberg e, seu artigo “Administrando governos e governando administrações” quando apresenta uma série de proposições que podem delinear a administração pública em contraste com setores privados. Interessante extrair deste artigo uma lição que ele vem a apresentar após a apresentação do consumidor dos serviços do Estado, subdividindo-os em cliente, cidadão e súdito, tendo localizado nesse aspecto o modelo de acesso a determinado serviço, sendo o cliente àquele ao qual se deve alguma responsabilidade pois é o que mantém o serviço sendo atendido de “modo adequado”, é o que mais facilmente podem ser delegados para o setor privado. O que não pode pode ocorrer com os cidadãos e súditos na forma em que ele coloca, quando os serviços necessários certamente não podem ser prestados num modelo de clientela, pois como aponta MITZBERG (1998, p.153) “o conflito de cidadãos e o necessário uso da autoridade nas atividades dos súditos implicam a presença do estado.” Ainda mais importante do que essa definição é o conceito atraído pelo autor à discussão, quando apresenta o complexo formado quando tenta-se criar uma incursão de gerência institucional de órgãos de forma independente, seja na implementação de políticas públicas e na gerência destas mesmas políticas, da forma que ocorre com as Autarquias no estado Brasileiro por exemplo. Ocorre que, nessa incursão logo ele descobre que a cadeia é minada pelo interesse político na promoção de políticas públicas quando Henry diz

Em outras palavras, políticas públicas deveriam ser estáveis no tempo, e os políticos (assim como administradores de outros órgãos) teriam de se postar à distância da execução. Isto é comum? Que atividades governamentais se enquadram nessa descrição? As loterias, talvez.O que mais? Muito menos do que podemos imaginar.

Esse reflexo da incursão dos políticos nas políticas públicas em nosso país principalmente tem todo um reflexo no eleitorado, que ainda liga determinada política pública ao pai dela, ou ao executor desta política, que tendo a responsabilidade por

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trazer uma benesse social tendo a ser mais votado pela população em geral, por ser

visto como o responsável pela implementação, ainda que não tenha tido o

conhecimento técnico para tanto

Essa ingerência da política nas políticas públicas governamentais, e

principalmente a indicação de políticos em cargos de controle tem senão o condão

de promover a chamada “Fisiologia da política” e favorecer a determinados atores do

jogo político para que consigam manipular de forma direta e por meio do poder que

lhes é dado a forma como o estado fiscaliza e provê os serviços.

Um caso interessante que se aplica a essa análise é a indicação de

políticos, e não de técnicos com vasta experiência para presidir as agências

reguladoras.

Elas que tem por escopo a fiscalização de serviços públicos essenciais e

em alguns casos delegados, ou concedidos pelo poder público, tendem a sofrer com

a incapacidade de gestão e administração de um sistema fiscalizatório eficiente, o

que de certa forma ajuda a aumentar a jurisdicialização de atos que poderiam ter

sido poor elas resolvido, ou devidamente fiscalizado, é o caso das agências que

fiscalizam os planos de saúde, a telefonia, a energia, o abastecimento de água, o

transporte público entre outras.

Referências

Coelho, Ricardo Corrêa. O público e o privado na gestão pública. Florianopólis:

Departamento de Ciências da Administração/UFSC, 2012. MINTZBERG, Henry. Administrando governos, governando administrações. Trad.

Carlos Antonio Morales. In: Revista do Setor Público, ano 49, n. 4, out-dez, 1998.

Disponível em:http://www.ufjf.br/virgilio_oliveira/files/2014/10/Texto-23-Mintzberg-

1998.pdf.

Jeronymo, Guilherme - GPM/GS -O público e o privado na gestão e na

administração públicas. Disponível em

https://www.moodle.ufba.br/mod/page/view.php?id=167542 acesso em 28/09/2017