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GLOSSÁRIO

EXPRESSÕES E CONCEITOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS

Abordagem (ing.: approach; fr.: approche): aproximar-se, falar sobre; acercar-se de; enfoque. Ex. “Uma pessoa me abordou no terminal de ônibus”; O autor abordou o tema com profundidade”; O filósofo fez uma abordagem teórica do assunto”.

Alusão – “Entende-se por alusão toda referência, direta ou indireta, propositada ou casual, a uma obra, personagem, situação etc., e que

No geral, a alusão insere a obra que a

contém numa tradição comum julgada digna de preservar-se. Por vezes, como ocorre no presente século, a evocação de um texto pregresso implica uma atitude de inconformismo ou de repúdio”. (MOISÉS, 1974, p. 18).

seja do conhecimento do leitor. [

]

Analogia: estabelecimento de uma relação que busca correspondência de um elemento e outro, por meio de comparações, generalizações etc.

Asserção: afirmação, assertiva, proposta.

Atos de fala (da teoria linguística Pragmática): inicialmente, a teoria dos atos de fala foi formulada por Austin, que a dividiu os atos em ato locutório: corresponde ao ato de pronunciar um enunciado; ato ilocutório:

corresponde ao ato que o locutor realiza quando pronuncia um enunciado em certas condições comunicativas e com certas intenções, tais como ordenar, avisar, criticar, perguntar, convidar, ameaçar etc.; ato perlocutório:

corresponde aos efeitos que um dado ato ilocutório produz no alocutário (aquele que lê ou escuta). Verbos como convencer, persuadir ou assustar ocorrem neste tipo de atos de fala, pois informam-nos do efeito causado no alocutário. Posteriormente, Searle desenvolveu a teoria dos atos tratando da força ilocucionária da linguagem, que se distingue em cinco categorias: assertiva ou representativa que mostra a crença do locutor

quanto à verdade de uma proposição: afirmar, asseverar, dizer; diretiva que tem como objetivo fazer com que o ouvinte faça algo: ordenar, pedir, mandar; compromissiva ou comissiva que compromete o locutor com uma ação futura: prometer, garantir; expressiva que expressa os sentimentos como: desculpar, agradecer, dar boas-vindas; declarativa que produz uma situação externa nova: batizar, demitir, condenar.

Catarse O conceito de catarse vinculava-se, na sua origem aristotélica (a Poética de Aristóteles), exclusiva, ou quase exclusivamente, a uma

determinada forma literária a tragédia, estendendo-se, mais tarde, a outras manifestações literárias ou artísticas. Significa a purgação ou purificação que o espectador alcança diante de uma representação artística, libertando-se de algo que o oprime.

Coerência textual: é o estabelecimento de sentido para o texto. Koch e Travaglia (1996, p. 59-62) salientam que a construção da coerência envolve aspectos linguísticos, discursivos, cognitivos, culturais e interacionais, podendo-se elencar os seguintes fatores que afetam o estabelecimento da coerência: a) os elementos linguísticos, a) o conhecimento de mundo, c) o conhecimento partilhado, d) as inferências; e) os fatores de contextualização, f) a situacionalidade, g) a informatividade, h) a focalização, i) a intertextualidade, j) a intencionalidade, l) a aceitabilidade, m) a consistência, n) a relevância.

Coesão textual: há na língua elementos que têm por função estabelecer relações textuais de retomada e sequenciamento e que são os recursos de coesão textual. Os dois tipos básicos de coesão são o referencial e o sequencial.

Competência: na teoria gerativa, a competência é o potencial de um indivíduo no uso de uma língua. Esse termo se opõe ao desempenho, também chamado de performance, isto é, a forma real como o falante faz uso de sua língua. Nem sempre o desempenho é tão abrangente quanto a competência, pois enquanto esta última é o conjunto das

potencialidades linguísticas do falante, o desempenho seleciona quais competências serão transformadas em desempenho, isto é, de tudo o que existe na competência, o que será usado no desempenho?

Competência lexical: a aquisição de conhecimentos relativos à forma e ao significado das palavras irão constituir, “um saber-fazer (criatividade) com um determinado conteúdo (conjunto de regras e unidade)” (TURAZZA, 2005). Se o léxico é entendido como o sistema das palavras de uma língua, logo, é através dele que se ativam os conhecimentos e se estabelecem ligações conceituais para se operar a comunicação. Esta é realizada por meio de palavras que se combinam entre si.

Conhecimento linguístico inato: segundo Chomsky (apud DUBOIS, 2001, p. 165), todo falante quando nasce já traz uma gramática internalizada, um conhecimento linguístico inato, que será desenvolvido quando for exposto a uma determinada língua na fase de aquisição da linguagem.

Crítica impressionista Quando o crítico emite suas opiniões sobre uma obra literária sem o necessário rigor metodológico. Esse leitor crítico, muitas vezes também um escritor, limita-se a transmitir as suas impressões sobre o texto.

Cultura (sentido antropológico) – “A cultura [

concretas dos sujeitos, à variabilidade de formas de conceber o mundo, às particularidades e semelhanças construídas pelos seres humanos ao longo do processo histórico e social(GOMES, 2003, p. 75). Diz respeito aos costumes, aos valores, às concepções, aos conhecimentos, aos sistemas linguísticos, às linguagens, ou seja, ao que é valorizado, historicamente, e vivenciado por um povo como um bem coletivo.

diz respeito às vivências

]

Cultura ágrafa: refere-se à cultura que não tem registro escrito.

Cultura letrada: a cultura composta pelas vivências, pelos valores, pelos diversos conhecimentos das formas da língua escrita.

Dêixis: elemento que indica ou aponta; é interpretado como apontando “para forado texto, ou seja, para a situação de comunicação. Função de mostrar ou de apontar para fora do universo textual, ou seja, para a situação concreta de enunciação. Exemplos: eu, tu, aqui, agora, ontem, amanhã.

Depreender: chegar ao conhecimento de; chegar à conclusão; inferir ou deduzir a partir de determinada lógica ou raciocínio.

Eixo temático: elemento integrador que une e ancora os temas essenciais de um conteúdo ou processo e norteia seus princípios, suas concepções e finalidades.

Ensino linguístico-discursivo: ensino que traz para a escola as práticas sociais. O ensino da língua envolve não só os signos linguísticos mas também o social, o histórico, o ideológico.

Enunciado: unidade de comunicação (sequência de palavras ou frases), de significação, necessariamente contextualizado. Estigmas linguísticos: qualquer variedade linguística, que consiste em um traço definidor da identidade de um grupo (etnia, povo) que seja motivo de reação e preconceito, identifica-se como um estigma.

Estilos/ Períodos literários de época: não se manifestam da mesma maneira na obra de todos os escritores. É necessário compreender o período dentro de um sistema de normas que desvenda o tipo de homem de uma determinada época: o homem renascentista, o homem barroco, o homem romântico. Como exemplos, podemos citar o Barroco (século XVII), Neoclassicismo (Apogeu: século XVIII), Romantismo (Apogeu:

século XIX), Realismo / Parnasianismo / Naturalismo (Apogeu: Século XIX), Simbolismo, Modernismo.

Estética da Recepção escola de teoria literária que surgiu na era pós-estruturalista, nos finais da década de 1960, primeiro na Alemanha e, mais tarde, nos Estados Unidos, tendo em comum a defesa da soberania

do leitor na crítica da obra de arte literária. Na Alemanha, recebeu o nome de Rezeptionästhetik, e no mundo anglo-americano, Reader- response criticism. Em português, por força da dificuldade de tradução literal da expressão inglesa, tem-se preferido a tradução estrita do original alemão: Estética da Recepção. É uma corrente crítica que tem seu foco na recepção do texto, na relação que se estabelece entre leitor e obra e o efeito de sentido que é produzido a partir dessa relação.

Estratégias psicolinguísticas: estratégias que levam em consideração dimensões psíquicas e dimensões linguísticas, de forma conjunta, para se efetivarem. Segundo Houaiss e Villar (2009, p. 1571), a psicolinguística “é parte da linguística que pesquisa as conexões existentes entre questões pertinentes ao conhecimento e uso de uma língua, tais como a do processo de aquisição de linguagem e a do processamento linguístico, e os processos psicológicos que se supõem estarem a elas relacionados”.

Estrofe: é o agrupamento de versos, em que “uma linha em branco vem antes, e outra, depois da estrofe, separando-a das demais partes do poema e marcando a sua unidade(GOLDSTEIN, 1995, p. 37). Como

todas as partes do poema, as estrofes também recebem classificações, dependendo do seu tamanho, ou seja, do número de versos que têm. Por

exemplo, terceto, quarteto

também é uma estrofe. Enquanto há estrofes diferentes no corpo do texto, o refrão é a mesma estrofe que se repete várias vezes no poema.

O refrão, que aparece em alguns poemas,

Excerto: pequena parte de; trecho retirado de uma obra literária, de um texto; fragmento, passagem.

Genológico Esse termo refere-se à questão dos gêneros literários. Fala-se, por exemplo, em competência genológica por parte do leitor, designando-se por tal o conhecimento do leitor sobre o gênero ao qual o texto que está lendo pertence.

Habilidade: qualidade ou característica de quem é apto para resolver situações e de agir de maneira apropriada aos objetivos idealizados. A habilidade é um saber-fazer relacionado a situações práticas, com domínio de conhecimento.

Horizonte de expectativa É, em termos bem simples, o que se espera encontrar. Ao entrarmos em contato com uma dada obra, precisamos nos preparar para entendê-la, projetamos, por assim dizer, um horizonte de expectativa.

Implícito: é algo que está envolvido em um contexto, mas não é revelado,édeixadosubentendido,éapenassugerido.

Indiossincrasia: particularidade comportamental própria de um indivíduo ou de um grupo de pessoas.

Inferir: processo de raciocínio, segundo o qual se conclui alguma coisa a partir de outra já conhecida.

Infográfico: representação visual, com predominância de elementos gráfico-visuais (desenhos, fotografias, diagramas etc), organizado de forma sintética e com dados numéricos, normalmente utilizado como síntese ilustrativa ou como complemento de informações.

Interação: ação mútua ou compartilhada entre dois ou mais indivíduos (HOUAISS, 2009, p. 1095).

Interação verbal: para Bakhtin, a interação verbal é a realidade da linguagem, vista como um lugar de interação humana em que os sujeitos situados historicamente, efetuam todo tipo de contato (FREITAS, 2011, p. 208).

Interface: meio que proporciona a interação entre usuários de um programa ou sistema operacional, por exemplo: o telefone, o rádio, a TV, aInternet.

Intergenericidade: “intertextualidade tipológicapara designar o aspecto de hibridização ou mescla de gêneros, em que um gênero assume a função de outro. Mescla de textos.

Intertextualidade Em sentido restrito, a intertextualidade é um termo que se refere às relações que se estabelecem entre as produções verbais, orais ou escritas. Em sentido amplo, aplica-se às relações que se estabelecem entre textos de diferentes tipos, livros, músicas, filmes, etc. Inter-relação: relação entre uma coisa e outra, relação mútua (HOUAISS e VILLAR, 2009, p. 1099).

Língua: instrumento de comunicação, sistema de signos vocais específicos aos membros de uma mesma comunidade; sistema de relações, ou seja, conjunto de sistemas ligados uns aos outros, cujos elementos (sons, palavras etc.) não têm nenhum valor independentemente das relações de equivalência e de oposição que os unem. Produto social, convencionado. “Em uma língua, um signo só se define como tal no seio de um conjunto de outros signos. Ele tira seu valor, seu rendimento, das oposições que contrai com eles(SAUSSURE, 2006). Forma de interação entre os seus usuários.

Linguagem: capacidade específica à espécie humana de se comunicar por meio de um sistema de signos. Esse sistema de signos vocais (ou língua), utilizado por um grupo social (ou comunidade linguística) determinado, constitui uma língua particular. Para a Análise do Discurso, a linguagem é a materialidade simbólica própria e significativa; é ação, transformação; materialização da ideologia; lugar social.

Linguística: ciência que estuda todos os aspectos da linguagem.

Literariedade (Literaturnost) Esse termo passou a ser usado a partir do Formalismo russo, no início do século XX. Entende-se por tal o conjunto de características específicas ou particularidades de um texto literário, que o tornam diferente dos textos não literários.

Literatura comparada o método comparativo sempre esteve na base dos estudos literários, mas existe uma linha de crítica literária, conhecida como literatura comparada. A literatura comparada nasceu no contexto dos estudos analíticos que estudam uma literatura em relação a outra, por exemplo, a literatura brasileira em relação com a portuguesa, ou

a obra literária de um autor com a de outro, geralmente pertencentes

a literaturas diferentes. Quando se estuda a influência dos humoristas ingleses sobre Machado de Assis, trata-se de um exemplo de estudo comparativo.

Marcas linguísticas: são termos que fazem parte da língua, e, obviamente, fazem parte dos enunciados. A palavra “marcas” é utilizada, propositalmente, para especificar uma característica, um traço, uma impressão, de elementos linguísticos, de acordo com o que está sendo discutido.

Máximas conversacionais ou máximas de Grice: a Pragmática constitui-se como uma área da Linguística, que estuda a relação entre a linguagem e seu uso. Paul Grice revolucionou as pesquisas no campo da Pragmática apresentando as Máximas Conversacionais. Esse estudo se ocupa em encontrar uma maneira de explicar e descrever o que vai além do que está sendo dito. Grice desenvolveu sua pesquisa estabelecendo como as máximas conversacionais devem conduzir uma interação linguística, partindo da ideia de que os interlocutores procuram fazer esforços cooperativos. Para isso, o autor postula quatro categorias que devem ser cumpridas para que o diálogo seja bem-sucedido:

categoria da quantidade: relacionada com a quantidade de informação a ser fornecida. A ela correspondem as máximas: a mensagem deve ser

tão informativa quanto necessária; não se deve dar mais informações que o necessário. Categoria da qualidade: relaciona-se às informações verdadeiras. As máximas são: não afirme o que você acredita ser falso; afirme somente o que você pode fornecer como evidência. Categoria da relação: seja relevante. Categoria do modo: seja claro. Essa categoria relaciona-se com as máximas: evite obscuridade; evite ambiguidade; seja breve; seja ordenado.

Metáfora: é uma figura de linguagem em que há o emprego de uma palavra ou uma expressão, em um sentido que não é muito comum, em uma relação de semelhança entre dois termos.

Metalinguagem: ocorre quando o próprio código é colocado em foco. Por exemplo, quando usamos a língua para falar da própria língua, quando, no cinema, um filme mostra como se faz um filme, nas artes plásticas quando uma pintura retrata o trabalho do pintor, como Las Meninas, de Velasquez. Em linguística, utilizamos a metalinguagem o tempo todo, na medida em que usamos a língua para descrever e investigar ela própria.

Nomes deverbais: nomes derivados de verbos. Exemplo: O cachorrinho correu até o carro. Na corrida, derrubou a menina.

Paralelismo: é uma estrutura estilística utilizada na literatura. Este recurso foi amplamente utilizado na poesia lírico-amorosa trovadoresca e no Barroco. Essa figura de estilo é constituída da repetição simétrica de palavras, estruturas rítmico-métricas ou conteúdos semânticos. Ou seja, tratam-se de frases opostas, sons semelhantes e palavras colocadas estrategicamente nos textos para torná-los mais requintados.

Paráfrase É a reescritura de um texto em que apenas se mudam as palavras, conservando-se a ideia. É dizer alguma coisa já dita com outras palavras.

Paródia É a criação de um texto que toma por base um outro texto, geralmente muito conhecido, com caráter irônico, crítico, ou com intuito de zombaria ou sátira. É pois, uma forma de recriação ou reescritura, a que se acrescenta uma dimensão crítica ou irônica.

Periodização: a divisão da literatura em períodos literários (ou movimentos, escolas, fases) busca estabelecer uma ordenação dos fenômenos literários no tempo. No entanto, esta divisão está sujeita a diferentes abordagens para poder conciliar os critérios cronológicos com os critérios estéticos. Segundo Ligia Cademartori, na obra Períodos literários (1986, p. 8), o desafio da periodologia literária consiste em, não podendo se afastar da história, ter de superá-la para dar conta daquilo que é especificamente literário, ou seja, do sistema de normas estéticas que dominam a literatura num dado momento histórico.”

Poema: composição em verso. Neste sentido, opõe-se à prosa.

Polifonia Fenômeno linguístico constitutivo dos textos em que se fazerm ouvir “vozes” que falam de perspectivas ou pontos de vista diferentes sobre um mesmo assunto.

Pressuposto: circunstância ou fato considerado como antecedente necessário de outro. Construir uma suposição sobre a existência de algo ou de alguém; subentender ou presumir.

Prosa: é o texto que não é escrito em versos. É produzido em parágrafos

e frases. Como exemplos de textos em prosa, na literatura, temos os contos, romances, novelas e crônicas.

Referência: ato ou efeito de referir, de contar, de relatar; é aquilo a que se refere, conta ou relata; é uma alusão, uma menção, uma insinuação;

é a relação que existe entre certas coisas; ou, ainda, é o conceito, informação ou imagem mental que o signo transmite ao seu usuário, fazendo a mediação entre o signo e referente. (FERREIRA, 1986).

Referência textual ou endofórica: quando o referente se acha expresso no próprio texto. Se o referente precede o item coesivo, tem-se a anáfora; se vem depois, tem-se a catáfora.

Referência situacional ou exofórica: quando a remissão é feita a algum elemento da situação de comunicação.

Reiterar: repetir; renovar; fazer de novo.

Relação intertextual: relação estabelecida entre um texto e outros textos; algum tipo de utilização ou menção ou alusão de outros textos no texto em questão.

Relações semânticas: relações de sentido entre as palavras, que envolvem a antonímia, a sinonímia, a hiperonímia (confere-nos uma ideia de um todo, sendo que deste todo se originam outras ramificações, ex:

veículo, frutas da estação) e a hiponímia (demarca o oposto do conceito de hiperonímia, pode-se afirmar que ela representa cada parte, cada item de um todo, ex: carro, ônibus / maçã, laranja).

Signo linguístico: o signo linguístico foi definido por Saussure como uma unidade constituída por um conceito mental e uma imagem acústica, entendendo cada um desses elementos como formas abstratas depositadas no cérebro e organizadas na cadeia da língua. O signo linguístico, assim, é arbitrário e imotivado. Segundo Dubois (2001, p. 542), os signos linguísticos são essencialmente psíquicos, não abstratos e se apresentam como entidades duplas, resultado da aproximação entre dois termos, unidos por associação.

Tecnologia da informação e comunicação (TIC): pode ser definida como um conjunto de recursos tecnológicos, utilizados de forma integrada, com um objetivo comum. As TICs são utilizadas das mais diversas formas, na indústria (no processo de automação), no comércio (no gerenciamento, nas diversas formas de publicidade), no setor

de investimentos (informação simultânea, comunicação imediata) e na educação (no processo de ensino aprendizagem na educação a distância).

Texto verbal: manifestação linguística das ideias de um autor, que serão lidas ou ouvidas de acordo com seus conhecimentos linguísticos e culturais.

Texto verbo-visual: manifestação linguística e imagética (com imagens).

Textualidade: é tudo aquilo que faz com que um texto seja um texto e não um amontoado de frases e orações.

Transposição de linguagem: ato de transpor a linguagem de um gênero textual para outro gênero por meio de adaptações que assegurem a unidade do novo texto. Um exemplo é quando a linguagem literária é transposta para a linguagem cinematográfica. A fim de se preservar os significados do texto escrito obtidos pela linguagem literária, utilizam-se recursos próprios da linguagem literária como a cenografia, a iluminação, a trilha sonora, o figurino, a caracterização dos personagens, o plano da filmagem etc.

Valor semântico: determinado sentido de acordo com o contexto.

Verso: é a unidade rítmica do poema, corresponde a cada uma das suas linhas. De acordo com Moisés (2004), “Cada verso pode compor-se de sub-unidades ou células métricas, caracterizadas pelo agrupamento de sílabas, denominado pé na versificação Greco-latina; ou compor-se de uma sequência de sílabas ou fonemas, como de uso entre as línguas românicas”. Os versos podem ser classificar de acordo com a somatória das sílabas métricas, por exemplo, os versos de 10 sílabas se classificam como decassílabos, de 12, alexandrinos. Isso quando possuem uma métrica regular. Segundo Goldstein (1995), os versos se dividem em regulares (obedecem a regra clássica de métrica, acentuação e rimas),

brancos (obedecem a regra de acentuação e versificação, mas não as de rimas), polimétricos (regulares de tamanhos diferentes, porém a acentuação acontece nos mesmos lugares da métrica tradicional) e livres.

Versos livres: são versos que não obedecem a nenhuma regra sobre metro, posição das sílabas fortes, nem presença de rimas. É o tipo de verso mais comum entre os modernistas, pois quebram com a estrutura clássica tão valorizado no Parnasianismo.

Referências

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