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Roteiro de aulas de laboratório de Fenômenos de Transporte Escoamento Laminar ‐ 2014 Sidney Lazaro Martins
Roteiro de
aulas
de
laboratório de Fenômenos de
Transporte
Escoamento Laminar ‐ 2014
Sidney Lazaro Martins
Roteiro obrigatório para aulas experimentais
de escoamento laminar nas dependências do
laboratório de Hidráulica da Escola
Politécnica da Universidade de São Paulo.
U n i v e r s i d a d e A n h e m b i
M o r u m b
i
L a u r e a t
I n t e r n a t i o n a l
U n i v e r s i t i e s
C a m p u s
S ã o
V i l a
O l í m p i a
P a u l o
C a p i t a l
Folha de Dados Experimentais Docente Conduto Pressurizado Regime Laminar Data: / /2014 Dia da Semana da

Folha de Dados Experimentais Docente Conduto Pressurizado Regime Laminar

Data: / /2014 Dia da Semana da aula teórica Turma: Produção  Pool  Mecânica 
Data:
/
/2014
Dia da Semana da aula teórica
Turma:
Produção 
Pool 
Mecânica 
Grupo
NOME
NÚMERO
VISTO
Vazão
Pressão
ENSAIO
FAIXA
Vol
t (s)
T
T
1
3
1
2
T 1 – T 3 
3
0,10m
4
5
6
7
T 1 – T 3 
8
0,10m
9
10

Entregar esta folha preenchida e assinada ao professor durante a aula experimental

Folha de Dados Experimentais Discente Conduto Pressurizado Regime Laminar Data: / /2014 Dia da Semana da
Folha de Dados Experimentais Discente Conduto Pressurizado Regime Laminar Data: / /2014 Dia da Semana da
Folha de Dados Experimentais Discente
Conduto Pressurizado
Regime Laminar
Data:
/
/2014
Dia da Semana da aula teórica
ENSAIO Vazão
Turma:
Pressão
FAIXA
Vol
t (s)
T
T
1
3
1
2
T 1 – T 3 
3
0,10m
4
5
6
7
T 1 – T 3 
8
0,10m
9
10
1. OBJETIVO Pretende-se verificar experimentalmente os comportamentos dos escoamentos de fluidos que ocorrem num conduto forçado

1. OBJETIVO

Pretende-se verificar experimentalmente os comportamentos dos escoamentos de fluidos que ocorrem num conduto forçado ou sob pressão.

O escoamento laminar é unidirecional, ou seja, é “bem comportado”, chegando a ser

instável, e sem influencia direta da rugosidade interna do conduto que transporta o fluido.

1. OBJETIVO Pretende-se verificar experimentalmente os comportamentos dos escoamentos de fluidos que ocorrem num conduto forçado

2. DADOS EXPERIMENTAIS

O experimento consta de um tubo de latão horizontal (Dinterno = 0,00771m) e

alimentado por um reservatório. Neste reservatório há um “ladrão” para obrigar que o

nível mantenha-se constante (permanente).

O controle da vazão é obtido por um registro localizado na extremidade do tubo de latão.

Um manômetro diferencial com três colunas mede as perdas de energia sob a forma de coluna de pressão existentes entre as três seções.

Manômetro inclinado L1-3 = 2,40m   NA cte 1,20 1,20 T 1 T2 T3 RG
Manômetro inclinado L1-3 = 2,40m   NA cte 1,20 1,20 T 1 T2 T3 RG
Manômetro
inclinado
L1-3 = 2,40m
 
NA cte
1,20
1,20
T 1
T2
T3
RG

ENSAIO

Vazão

Pressão (m H2O )

FAIXA

 

Vol

t (s)

T 1

T 3

 

1

         

2

       

3

       

T 1

T 3 

0,10m

4

         

5

       

6

         

7

       

8

       

T 1

T 3 

0,10m

9

         

10

       

T 1 T 3 0,10m ; T 1 T 3 0,10m; = 28°; D interno = 0,00771m; T= tomada de pressão

Manômetro inclinado L1-3 = 2,40m   NA cte 1,20 1,20 T 1 T2 T3 RG

3. PRINCÍPIOS

Manômetro inclinado L1-3 = 2,40m   NA cte 1,20 1,20 T 1 T2 T3 RG

O escoamento em carga, forçado ou sob pressão, plenamente desenvolvido, pode ser, basicamente: Laminar ou Turbulento.

A classificação do escoamento é balizada pelo número de Reynolds, que relaciona as forças de inércia

A classificação do escoamento é balizada pelo número de Reynolds, que relaciona as forças de inércia e viscosa.

Re

V D



Re = número de Reynolds;

  • V = velocidade média;

  • D = diâmetro interno;

(20ºC = 1 x 10 -6 m 2 /s)

= coeficiente de viscosidade cinemática que é tabelado em função do fluido e temperatura.

O escoamento laminar, tratando-se do fluido água e nos diâmetros comerciais, não ocorre devido à necessidade de ausência de singularidades, velocidades baixas, comprimentos retilíneos adequados, diâmetros pequenos não convencionais,

estabilidade, etc

O escoamento laminar ocorre para Re 2000.

... A trajetória das partículas em regime laminar é bem definida e retilínea.

O perfil de velocidades é parabólico devido à frenagem descendente no sentido da parede para o eixo.

velocidades D
velocidades
D

As perdas de carga ou energia, e, numa tubulação sob pressão, são a composição entre as perdas localizadas e distribuídas.

No caso do escoamento laminar só há perdas distribuídas que podem ser mensuradas pela diferença entre colunas de pressões (P/), dos trechos de interesse.

As perdas, independentemente do escoamento, podem ser verificadas pela fórmula Universal:

e f L V 2 D 2g

e = perda de carga ou energia distribuída;

  • L = comprimento onde ocorrem as perdas;

  • D = diâmetro interno;

  • V = velocidade média;

g = aceleração da gravidade;

f = fator de atrito. Para cálculos elementares envolvendo tubos sob pressão, utiliza-se o diagrama de

f = fator de atrito.

Para cálculos elementares envolvendo tubos sob pressão, utiliza-se o diagrama de Moody que relaciona f, Re e /D (rugosidade relativa), sendo a altura média da rugosidade interna do tubo, geralmente tabelada em função do material e da vida útil.

f = fator de atrito. Para cálculos elementares envolvendo tubos sob pressão, utiliza-se o diagrama de

Observa-se que o escoamento laminar não sofre influência da rugosidade da parede, logo, as perdas são geradas apenas pelo efeito da viscosidade ou atrito entre as partículas do fluido.

  • 4. PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS

Abrir a torneira de modo a formar um desnível entre os piezômetros dentro

intervalo proposto; Com a proveta e o cronômetro determinar volume e tempo de enchimento;

Anotar os valores dos piezômetros;

Repetir os procedimentos até preencher todos os ensaios previstos respeitando-se os intervalos propostos.

  • 5. CÁLCULOS

Ensaio

VAZÃO

e

V

   

(m 3 /s)

(m H2O )

(m/s)

f

Re

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Q   VOL t (proveta
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Q   VOL t (proveta
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Q   VOL
t
(proveta e cronômetro)
e  T 1  T 3  sen   T 1  T 3 sen (28°) (leituras dos piezômetros do manômetro
inclinado)
D = 0,00771m
L 1-3 = 2,40m
Q
Q
V 

A
0,25  D 2
D
2g
f  e
(fórmula Universal)
L 13 V 2
V D
Re 
( 20ºC = 1 x 10 -6 m 2 /s)



No Diagrama de Moody lançar os pares calculados de Re e f.

  • 6. RELATÓRIO

O critério de avaliação desse relatório consiste em dois valores:

  • a) Análise, cálculos, gráficos, e resultados: até 4 pt

  • b) Questões: até 6pt

A análise, cálculos e questões, são partes importantes deste relatório, deverão retratar à compreensão da experiência e a adequada interpretação dos resultados.

  • 7. QUESTÕES

Esse relatório deve ainda conter as questões abaixo, em folhas anexas (padrão A4) com enunciado e resposta manuscritas, na ordem crescente e sucessivas):

1.

Identificar (plotar os pares “f” versus Re no diagrama de Moody anexo e

disponibilizado) as regiões em que o tubo foi ensaiado no ábaco de Moody (laminar ou turbulento). Utilizar os dados experimentais e o ábaco de Moody, (valor 1pt).

2. Quantos pares de pontos estão no escoamento laminar, segundo o ábaco de Moody? 3. É
  • 2. Quantos pares de pontos estão no escoamento laminar, segundo o ábaco de Moody?

  • 3. É fácil a ocorrência do regime laminar para qualquer fluido? (1 pt)

  • 4. Para o fluido água escoando em diâmetros comerciais, poderá ocorrer, nos projetos convencionais, o regime laminar (temperatura da água igual a 20 o C, viscosidade cinemática igual a 1*E -6 m²/s) utilizando o menor diâmetro comercial (1/2’) e velocidade de 1 m/s? Justifique calculando. Assim, quando se deve ter preocupação com o regime laminar em instalações prediais de água potável? (1 pt)

  • 5. Por que o manômetro é inclinado com ângulo aproximado de 28° para medir a perda de carga ou energia no escoamento laminar? (1 pt)

  • 6. A perda de energia ou carga é potencialmente maior nos escoamentos laminares ou turbulentos? Justifique. (1 pt)